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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Equilibrio - Cobaias de
cosmticos - 10/07/2012 ***
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Cobaias de cosmticos

'Necessrios', 'cruis' ou as duas coisas, os testes em animais ainda
soam como um tabu na rea da beleza; e o pblico interessado fica sem
informao




 Divulgao      
[Em simulao realista feita na vitrine de uma loja, em Londres, a ativista Jacqueline Traide se submete a testes realizados em bichos pela indstria] 
Em simulao realista feita na vitrine de uma loja, em Londres, a
ativista Jacqueline Traide se submete a testes realizados em bichos pela
indstria

ANDREA VIALLI
COLABORAO PARA A FOLHA


A presso de consumidores pelo fim dos testes em animais na indstria de
cosmticos tem levado alguns pases a reformularem a legislao do tema.
Na Unio Europeia, a meta  acabar com esses testes at 2013. No Brasil,
j se comea a estudar as alternativas s cobaias, mas discutir o tema
parece tabu.

Embora muitas empresas respondam que no usam bichos em estudos de novos
produtos, falta transparncia. So raras as embalagens que trazem a
informao.

No mundo, os testes esto na berlinda por serem considerados cruis.
Todos os anos, cerca de 100 milhes de bichos so empregados em
pesquisas cientficas s nos EUA, segundo estimativa da Peta, ONG de
proteo animal famosa pelas suas campanhas com celebridades.

Coelhos, hamsters e camundongos so usados em laboratrios para
verificar se componentes de cosmticos podem causar irritao ou alergia
em humanos. Em geral, essas avaliaes so feitas com novos
ingredientes. Para testar se um novo xampu pode irritar os olhos, por
exemplo, substncias so pingadas diretamente, por dias, em crneas de
coelhos.

NA VITRINE

Para chamar a ateno sobre o tema, uma ativista britnica se submeteu a
um protesto que chocou Londres, em abril. Jacqueline Traide, 24, passou
dez horas exposta na vitrine de uma loja de cosmticos sendo submetida a
todo tipo de "tortura": imobilizada, teve o cabelo raspado, recebeu
injees, foi forada a engolir substncias e produtos foram aplicados
em seus olhos como se ela fosse uma cobaia.

O objetivo do ato foi simular alguns dos procedimentos mais comuns que
acontecem na indstria da beleza.

Mas j h alternativas para a maior parte dos testes feitos hoje em
seres vivos.

Algumas dessas tecnologias in vitro ainda precisam ser validadas (ter
eficcia cientfica comprovada) no Brasil. Os mtodos alternativos
tambm so mais caros, o que demanda maior investimento das empresas.

Fora do Brasil, o caminho do consumidor interessado em escolher marcas
de cosmticos que no usam cobaias  mais rpido. Muitos fabricantes
informam sobre isso nos rtulos. H selos de certificao, como o
"Cruelty Free" (veja  pg. 7), concedido pela Peta aps pesquisas. Alm
disso, a ONG tambm divulga listas, atualizadas semana a semana, com os
nomes das empresas que testam e das que no testam em animais. A relao
est disponvel em www.peta.org .

Por aqui, a veterinria Gabriela Toledo criou o Pea (Projeto Esperana
Animal). A ONG tambm apresenta uma lista em seu site ( www.pea.org.br )
das empresas que no realizam testes em animais no Brasil. Para constar
na lista, basta o fabricante fazer uma declarao atestando que no
realiza o procedimento.

"No comeo, amos atrs das empresas questionando sua poltica de
testes. Muitas nos ignoravam ou enviavam respostas evasivas. Hoje, so
elas que nos procuram", diz Toledo. A lista brasileira tem 97 empresas.

A sada  a rotulagem obrigatria, na opinio da veterinria. "Saber se
determinado produto foi testado ou no em animais  direito do
consumidor, mas  negligenciado."

At marcas que afirmam ter banido esses testes, como Unilever, P&G e
Natura, no colocam essa informao nas embalagens.

"Faz parte da conduta da empresa no fazer propaganda sobre esses
benefcios nos rtulos", afirma Elisabete Vicentini, gerente de
segurana do consumidor da Natura. A companhia aboliu os estudos em
cobaias em 2006. A Abiphec, entidade que rene fabricantes de cosmticos
e produtos de uso pessoal, ressalta que "a informao no  obrigatria
e vai da deciso da empresa".

Um projeto de lei sobre bem-estar animal que prev, entre outros pontos,
a obrigatoriedade de informar sobre testes em bichos nas embalagens dos
cosmticos, est parado na Cmara h cinco anos. "As coisas mudaram, h
mais conscincia sobre essa questo. No d mais para ficarmos sem
legislao sobre o assunto", acredita o deputado federal Ricardo Trpoli
(PSDB-SP), autor da proposta. Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Cobaias de cosmticos

'Necessrios', 'cruis' ou as duas coisas, os testes em animais ainda
soam como um tabu na rea da beleza; e o pblico interessado fica sem
informao




 Divulgao      
[Em simulao realista feita na vitrine de uma loja, em Londres, a ativista Jacqueline Traide se submete a testes realizados em bichos pela indstria] 
Em simulao realista feita na vitrine de uma loja, em Londres, a
ativista Jacqueline Traide se submete a testes realizados em bichos pela
indstria

ANDREA VIALLI
COLABORAO PARA A FOLHA


A presso de consumidores pelo fim dos testes em animais na indstria de
cosmticos tem levado alguns pases a reformularem a legislao do tema.
Na Unio Europeia, a meta  acabar com esses testes at 2013. No Brasil,
j se comea a estudar as alternativas s cobaias, mas discutir o tema
parece tabu.

Embora muitas empresas respondam que no usam bichos em estudos de novos
produtos, falta transparncia. So raras as embalagens que trazem a
informao.

No mundo, os testes esto na berlinda por serem considerados cruis.
Todos os anos, cerca de 100 milhes de bichos so empregados em
pesquisas cientficas s nos EUA, segundo estimativa da Peta, ONG de
proteo animal famosa pelas suas campanhas com celebridades.

Coelhos, hamsters e camundongos so usados em laboratrios para
verificar se componentes de cosmticos podem causar irritao ou alergia
em humanos. Em geral, essas avaliaes so feitas com novos
ingredientes. Para testar se um novo xampu pode irritar os olhos, por
exemplo, substncias so pingadas diretamente, por dias, em crneas de
coelhos.

NA VITRINE

Para chamar a ateno sobre o tema, uma ativista britnica se submeteu a
um protesto que chocou Londres, em abril. Jacqueline Traide, 24, passou
dez horas exposta na vitrine de uma loja de cosmticos sendo submetida a
todo tipo de "tortura": imobilizada, teve o cabelo raspado, recebeu
injees, foi forada a engolir substncias e produtos foram aplicados
em seus olhos como se ela fosse uma cobaia.

O objetivo do ato foi simular alguns dos procedimentos mais comuns que
acontecem na indstria da beleza.

Mas j h alternativas para a maior parte dos testes feitos hoje em
seres vivos.

Algumas dessas tecnologias in vitro ainda precisam ser validadas (ter
eficcia cientfica comprovada) no Brasil. Os mtodos alternativos
tambm so mais caros, o que demanda maior investimento das empresas.

Fora do Brasil, o caminho do consumidor interessado em escolher marcas
de cosmticos que no usam cobaias  mais rpido. Muitos fabricantes
informam sobre isso nos rtulos. H selos de certificao, como o
"Cruelty Free" (veja  pg. 7), concedido pela Peta aps pesquisas. Alm
disso, a ONG tambm divulga listas, atualizadas semana a semana, com os
nomes das empresas que testam e das que no testam em animais. A relao
est disponvel em www.peta.org .

Por aqui, a veterinria Gabriela Toledo criou o Pea (Projeto Esperana
Animal). A ONG tambm apresenta uma lista em seu site ( www.pea.org.br )
das empresas que no realizam testes em animais no Brasil. Para constar
na lista, basta o fabricante fazer uma declarao atestando que no
realiza o procedimento.

"No comeo, amos atrs das empresas questionando sua poltica de
testes. Muitas nos ignoravam ou enviavam respostas evasivas. Hoje, so
elas que nos procuram", diz Toledo. A lista brasileira tem 97 empresas.

A sada  a rotulagem obrigatria, na opinio da veterinria. "Saber se
determinado produto foi testado ou no em animais  direito do
consumidor, mas  negligenciado."

At marcas que afirmam ter banido esses testes, como Unilever, P&G e
Natura, no colocam essa informao nas embalagens.

"Faz parte da conduta da empresa no fazer propaganda sobre esses
benefcios nos rtulos", afirma Elisabete Vicentini, gerente de
segurana do consumidor da Natura. A companhia aboliu os estudos em
cobaias em 2006. A Abiphec, entidade que rene fabricantes de cosmticos
e produtos de uso pessoal, ressalta que "a informao no  obrigatria
e vai da deciso da empresa".

Um projeto de lei sobre bem-estar animal que prev, entre outros pontos,
a obrigatoriedade de informar sobre testes em bichos nas embalagens dos
cosmticos, est parado na Cmara h cinco anos. "As coisas mudaram, h
mais conscincia sobre essa questo. No d mais para ficarmos sem
legislao sobre o assunto", acredita o deputado federal Ricardo Trpoli
(PSDB-SP), autor da proposta. Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Frases



"Saber se determinado produto foi testado ou no em bichos  um direito
do consumidor, mas  negligenciado" GABRIELA TOLEDO Veterinria

"Faz parte da conduta da empresa no fazer propaganda sobre esses
benefcios nos rtulos" ELISABETE VICENTINE gerente de segurana do
consumidor da Natura Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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Como so feitos (e quais so) os testes em coelhos



Pesquisas com bichos so usadas para avaliar novos xampus e
condicionadores, cremes faciais e corporais e itens de maquiagem

COMEDOGENICIDADE OBJETIVO: testar componentes de cosmticos que podem
causar cravos (comedes) na pele COMO  FEITO: efetuam-se aplicaes da
substncia na parte interna da orelha direita dos coelhos. Os bichos so
observados para verificar o surgimento de eritema (vermelhido), edema
(inchao) e presena ou ausncia de cravos. Depois, a parte afetada das
orelhas  cortada com bisturi para anlise dos tecidos

IRRITAO DRMICA PRIMRIA E CUMULATIVA OBJETIVO: testar se o produto
causa irritao na pele COMO  FEITO:  feita uma aplicao nica no
dorso de coelhos.  aplicado um adesivo com a substncia por quatro
horas. Procede-se  graduao das leses (eritema e edema), 24 e 72
horas aps a aplicao. No ensaio para irritao cumulativa, as
aplicaes so feitas por dez dias consecutivos

IRRITAO OCULAR PRIMRIA OBJETIVO: testar se substncias causam
irritao nos olhos COMO  FEITO: aplica-se a substncia diretamente nos
olhos (saco conjuntival) dos animais, que tm suas cabeas imobilizadas.
Depois, observa-se a evoluo das leses em 24, 48 e 72 horas aps a
aplicao e sete dias depois. So analisados os danos a crnea, ris e
conjuntiva

SENSIBILIZAO DRMICA OBJETIVO: testar se a substncia pode causar
irritao  pele COMO  FEITO: so realizadas aplicaes tpicas da
menor dose no irritante por trs semanas (fase de induo). Aps um
perodo de repouso, procede-se  aplicao tpica de maior dose no
irritante (fase de desafio). As reaes so graduadas segundo escala
especfica Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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rea de cosmticos ainda  preciso' - 10/07/2012 ***
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'Uso de animais na rea de cosmticos ainda  preciso'

Mas o Brasil j comea a desenvolver mtodos alternativos, diz
pesquisadora COLABORAO PARA A FOLHA


Mesmo com o aumento da presso de consumidores e de entidades contra os
testes de animais,  difcil mudar essa realidade na indstria da
beleza. Mas  possvel reduzir o uso das cobaias -e o Brasil j deu o
primeiro passo nessa direo.

Um acordo entre a Anvisa e a Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz), firmado no
ano passado, criou o primeiro centro de estudos na Amrica do Sul
destinado a desenvolver mtodos alternativos para validao de pesquisas
que no usam animais.

O Bracvam (Centro Brasileiro de Validao de Mtodos Alternativos) foi
inspirado em um rgo similar que existe na Europa. Est na fase de
credenciar laboratrios no Brasil aptos a realizar esses outros mtodos.

CRNEA DE GALINHA

J existe tecnologia para substituir vrios testes feitos em animais. No
teste de irritao drmica,  possvel usar modelos de pele humana
reconstituda, em vez de cobaia viva. No lugar dos testes de irritao
ocular em coelhos e ratos vivos j esto sendo usadas crneas de galinha
ou de boi, retiradas aps o abate.

Ensaios in vitro tambm so opo para substituir testes de toxicidade
feitos na pele ou nas mucosas de animais. Algumas empresas de cosmticos
utilizam esses modelos em laboratrios da Europa e dos EUA.

"H uma grande possibilidade de desenvolvermos, a mdio prazo, um bom
leque de mtodos alternativos aos testes em animais", diz Isabella
Delgado, vice-diretora de pesquisa e ensino do INCQS (Instituto Nacional
de Controle de Qualidade em Sade), da Fiocruz.

A pesquisadora ressalta, porm, que h casos em que os testes em animais
no tm alternativa eficaz  altura. "O uso de animais na rea de
cosmticos, para se testar molculas desconhecidas, ainda  necessrio."

Ela explica as circunstncias em que as novas metodologias no
substituem o experimento em cobaias:  o caso dos testes feitos para
avaliar se determinada molcula tem potencial cancergeno ou se pode
afetar a fertilidade de quem usa o cosmtico.

"Nesses casos, no d para prescindir dos testes em camundongos antes do
uso em humanos. A sada  reduzir o nmero de cobaias utilizadas e ser
uma das frentes de atuao do Bracvam", conclui.

Outra pesquisa que ainda precisa de animais  a da mutagenicidade, feita
para avaliar se um componente usado na frmula do produto pode induzir
mutaes genticas. "No h alternativa validada para esse teste", diz
Marcelo Sidi Garcia, gerente da diviso de cosmticos da Anvisa. "No 
possvel banir totalmente os testes em animais, nem a Europa conseguiu.
Mas  possvel fazer os estudos de forma tica." Texto Anterior |
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Frase



"Nem a Europa conseguiu banir totalmente os estudos em cobaias vivas.
Mas  possvel fazer os testes de forma tica" MARCELO GARCIA diviso de
cosmticos da Anvisa Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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Os testes feitos em ratos e hamsters



Produtos que usam esses mtodos vo de pasta de dente a sabonete ntimo,
passando por antisspticos bucais e lubrificantes

DETERMINAO DA DOSE LETAL ORAL EM RATOS OBJETIVO: verificar a
toxicidade de uma substncia caso seja ingerida por acidente. A dose
letal  a quantidade do produto que provoca a morte de 50% da populao
em teste COMO  FEITO: a substncia  administrada por meio de entubao
gstrica. Os ensaios de toxicidade aguda (um dos testes mais polmicos)
esto sendo revistos nos pases ricos

IRRITAO DA MUCOSA ORAL EM HAMSTERS OBJETIVO: determinar a toxicidade
de uma substncia de uso oral COMO  FEITO: o produto  aplicado na boca
de hamsters, com lavagem subsequente, durante um determinado perodo.
So feitas observaes macroscpicas da mucosa. Ao final do ensaio, os
animais so sacrificados para exame do tecido e das alteraes

FOTOALERGENICIDADE E FOTOTOXICIDADE EM RATOS OU COELHOS OBJETIVO: testar
se a substncia causa reaes quando a pele  exposta ao sol COMO 
FEITO: no teste fotoalergnico, as cobaias so expostas por trs semanas
 radiao UV. Aps 14 dias, so expostas novamente e as reaes so
avaliadas. No teste de fototoxicidade, a pele dos animais  exposta s
matrias-primas e depois s radiaes UVA e UVB

IRRITAO DA MUCOSA GENITAL EM RATOS OU COELHOS OBJETIVO: determinar a
toxicidade de substncias usadas em sabonetes ntimos e lubrificantes
COMO  FEITO: o produto  aplicado sobre a mucosa com observaes
macroscpicas e microscpicas das alteraes teciduais. So feitas
graduaes para determinar o potencial de irritao Texto Anterior |
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'compromisso voluntrio' com outros mtodos - 10/07/2012 ***
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Outro lado

Empresas assumem 'compromisso voluntrio' com outros mtodos COLABORAO
PARA A FOLHA


Grandes empresas de cosmticos afirmam que baniram os testes em animais
no Brasil e s os fazem quando existe uma exigncia legal ou quando no
h oferta de mtodos alternativos.

Os testes em animais no Brasil so exigidos em casos especficos.
Fraldas e absorventes, por exemplo, so avaliados em cobaias antes de
chegarem ao mercado, conforme prev uma portaria do Ministrio da Sade.

Mas, diferentemente de pases europeus e dos EUA, onde existem selos de
identificao de produtos no testados em animais (veja ao lado), no h
certificao no mercado brasileiro garantindo que o cosmtico no passou
por testes em animais.

BOICOTE

A Unilever, multinacional dona das linhas Dove e Rexona, entre outras,
foi alvo recentemente de uma campanha de internautas. Eles criaram uma
pgina no Facebook pedindo boicote aos produtos da empresa por causa da
falta de clareza em relao aos testes em animais.

Em nota  Folha , a Unilever afirma no realizar testes em animais no
Brasil.

"A companhia trabalha em colaborao com outras empresas e centros de
pesquisas no sentido de desenvolver mtodos alternativos de testes, que
forneam uma avaliao segura do produto e do ingrediente sem o uso de
animais vivos."

A P&G, outra multinacional do setor (marcas como Gillette, Pantene e
Wella), tambm afirma, em nota, estar "comprometida em eliminar testes
em animais".

"Sempre que possvel, a companhia opta por utilizar mtodos
alternativos", afirma a empresa, que divulga um investimento de US$ 250
milhes no "desenvolvimento de mais de 50 mtodos alternativos
aprovados".

A Abihpec, entidade que rene os fabricantes de produtos de higiene,
perfumaria e cosmticos, afirma em nota que "a indstria brasileira
demonstra um compromisso voluntrio de no realizar testes em animais".

A indstria brasileira Natura relata que iniciou estudos com mtodos
alternativos em 2001 e que baniu definitivamente os testes em animais em
2006.

Para isso, montou um laboratrio em Paris, na Frana, e fez parcerias
com centros nos EUA que desenvolvem alternativas.

"Cada novo ingrediente passa por uma bateria de testes. Modelos de
computao comparam essas molculas com outras j conhecidas. Depois, a
substncia segue para testes in vitro", diz Rodolfo Guttilla, diretor de
assuntos corporativos da Natura. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice
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De olho na embalagem

Selos internacionais (o Brasil no tem nenhum)



CRUELTY FREE "Livre de crueldade", em traduo literal,  um selo da
Peta, ONG internacional de proteo animal

LEAPING BUNNY O selo "coelho saltitante" tambm atesta que produto e
itens da frmula no foram testados em animais

CERTIFIED VEGAN Selo vegano, comprova que o produto, alm de no testado
em bichos, no usa itens de origem animal Texto Anterior | Prximo Texto
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Outras ideias

ANNA VERONICA MAUTNER amautner@uol.com.br

Vizinhos

 melhor falar sobre a minha goiabeira que no deu flor do que arriscar
o bem viver por uma fofoca

Parece que  "chique" a pessoa dizer que mora h anos num lugar e no
conhece nenhum vizinho. Que triste, digo eu.

H 50 anos, mudei de casa e minha filha era pequena. Minha me se deu ao
trabalho de dar a volta no quarteiro batendo de porta em porta para ver
se tinha criana da idade da Gabi. Eu que no ia viver em um lugar onde
minha filha ficasse isolada...

Na minha infncia, o muro entre as casas no afastava, era um ponto de
encontro. A calada da frente era para brincar de amarelinha, jogar
pedrinha e trocar novidades.

Relaes de vizinhana eram alimento da vida. Ningum tinha medo de ser
invadido, o cdigo de conduta era interiorizado por todos.

Conversar era conversar, mas assunto algum invadia o horrio das
refeies. Isso no era dito, era da natureza das relaes, que
precisavam ser protegidas, pois vizinhos eram vizinhos por muito tempo.
No tinha isso de ficar mudando de casa. A vizinhana era uma grande
famlia.

Na dcada de 50, quando apareceu em nossa vida o aparelho de TV, algumas
coisas comearam a mudar. Surgiu o televizinho, que tambm no aparecia
em horrio de refeio. O horrio da famlia era sagrado. Logo a TV
conseguiu vaga na vida de quase todos, tirando das caladas as crianas
e os adultos que papeavam nas portas.

Da a se orgulhar de no conhecer ningum  quase um salto para um vazio
afetivo.

Receitas, conselhos e palpites atravessavam as fronteiras das casas,
antigamente. Conheciam-se as fraquezas dos filhos, a infidelidade de
maridos... Mas esses assuntos no eram verbalizados.

A intimidade era respeitada, pois, quando isso no acontece, as relaes
se ressentem.  sempre melhor falar sobre a minha goiabeira que ainda
no deu flor quando a sua j deu do que arriscar o bem viver por uma
fofoca.

Esse cdigo de conduta vinha testado e era levado a srio. As relaes
de vizinhana mantinham-se por vidas. Pouco se perguntava, quase nada se
palpitava e o que se percebia ficava com a gente: no era falado nem na
frente nem pelas costas.

Hoje, isso virou fumaa.

Relaes entre vizinhos so efmeras como os endereos, neste mundo onde
predomina a mobilidade. Mudamos de bairro, de pas, como se nada
houvera. Se  bom, se  ruim, no sei. Tudo apenas est diferente.

Lembrar do passado no  obrigatoriamente quer-lo de volta. A memria
nem sempre serve ao saudosismo. No caso da vizinhana, ela foi
importante no tempo em que comunicaes interpessoais tinham limites
estreitos. No havia internet, Skype ou telefone celular -o fixo era
raro e caro. O telegrama era o ltimo recurso para comunicar urgncia e
emergncia.

ANNA VERONICA MAUTNER  psicanalista da Sociedade Brasileira de
Psicanlise e autora de "Cotidiano nas Entrelinhas" (gora) e "Educao
ou O Qu" (Summus)

NA PRXIMA SEMANA Rodolfo Lucena Texto Anterior | Prximo Texto | ndice
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Tudo em trs tempos




 Pryscila Vieira 
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Comente, pergunte



Me d motivo Casamento  uma inveno do ser humano e uma instituio em
decadncia. Ser que realmente precisamos nos casar? ["Os casais se
separam por qu?", 3/7]. Carlos Pouas

Minha ex no tinha interesse na vida sexual. Me desprezava at na
conversa, viajava mil quilmetros com ela no carro, ela no me dirigia a
palavra. Quando pedi a separao, ficou correndo atrs. Chorei anos por
essa separao, por minha filha. Casar, nunca mais. Carlos Lima

As mulheres casam achando que os homens vo mudar; j os homens casam
achando que as mulheres nunca mudaro. E tudo ocorre ao contrrio: as
mulheres mudam, os homens, no. Dirceu Fernandes

Graas a Deus inventaram o divrcio. A vida  feita de ciclos, se
acabaram o amor e o respeito, acabou o casamento. Cada um que v cuidar
de sua vida sem culpa. Ana Souza

Por trs das frias estatsticas, o casamento costuma revelar-se um
elemento oficial alheio ao amor que atenta contra sua pureza  medida
que hipoteca a liberdade e a espontaneidade futuras. E, se a tudo isso
acrescentamos o desencanto do momento em que a paixo e o interesse
fsico vo embora, se entender o porqu do fracasso da unio legal.
Marcelo Gomes freire

Outras ideias So vocs mesmas, mulheres, que criam essas prises
["Invejas feminas", Mirian Goldenberg, 3/7]. Homens pouco reparam em
quase tudo isso. Uma mulher linda pode estar at sem depilao h anos e
ainda assim ter fila. Leonel sampaio

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10/07/2012 ***
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Vida real

DENISE FRAGA denise-fraga@uol.com.br

A gente se fala

Vivo agora com o queixo no peito, o nariz na tela e as mos cada vez
mais rpidas nesse tric tecnolgico

Me despeo de minha amiga com um abrao apertado. "A gente se fala" -ela
diz, enquanto se afasta de mim fazendo um gesto no meio do peito. Por um
momento, achei que ela ia fazer um desses coraezinhos de polegares com
que as pessoas andam "espalhando amor" por a. Seria muito estranho,
pois ela no  nada afeita a esse tipo de modismo.

Aos poucos fui detectando o que suas mos diziam. Mexia freneticamente
os polegares no novo gesto que tomou conta da humanidade: o digitar de
mensagens. Minha amiga falou "a gente se fala" dizendo que a gente no
ia exatamente se falar.

Por qu?! Por que  que depois de to delicioso encontro s nos restava
aquele tipo de comunicao? Por que no fez o tradicional polegar e
mnimo na orelha? No queria falar comigo? Ela me ama, bem sei que ela
me ama. Por que no me ligaria?

Me dei conta do quanto fomos rapidamente tomados. Eu mesma j exibo uma
destreza inacreditvel naquele teclado mnimo que jurei no servir pra
nada. Ao decodificar o gesto de minha amiga, percebi que eu tambm j
ardia na febre dos torpedos.

Mas por que ser que levamos um tempo digitando mensagens e no
telefonamos? Uns dizem ser mais barato, outros, mais objetivo.

Falam ainda de respeito  privacidade, da liberdade de responder quando
quiser, milhes de desculpas para o conforto do isolamento.

Vivo agora com o queixo no peito, nariz na tela e as mos cada vez mais
rpidas nesse tric tecnolgico que, na maioria das vezes, leva mais
tempo do que se eu ligasse pra pessoa. Por que no ligo, santo Deus!?
Economia?

No meu caso, confesso que no. Desconfio que algo maior se esconde por
trs de nossas letras virtuais.

Bem sei que a vida escrita  mais charmosa que a vida falada, mas acho
que estamos sendo destreinados para o convvio. Estaremos cada vez mais
rpidos com nossos dedos e cada vez mais lentos para sair delicadamente
de uma situao constrangedora, por exemplo. Viraremos as costas e
mandaremos um e-mail no dia seguinte?

Tenho medo de, no futuro, saber detectar gestos como o de minha amiga,
mas no conseguir ler nem lidar com uma baixada de olhar, um pigarro, um
brilho no olho ou um sorriso burocrtico. Cdigos clssicos do sutil
alfabeto das relaes humanas.

Um outro amigo diz que o nico desconforto do isolamento  o buraco que
fica no peito do animal que foi feito pra viver em bando. Vou ligar pra
minha amiga. Melhor, vou marcar um novo encontro.

DENISE FRAGA  atriz e autora de "Travessuras de Me" e "Retrato Falado"
(ed. Globo) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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gravidez na adolescncia - 10/07/2012 ***
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Rosely Sayo

Ningum comenta a gravidez na adolescncia

Meninas tm vidas de mulheres: vo a festas sem adultos, usam roupas
provocantes, pensam em namorar

De modo geral, no temos nos preocupado muito com a gravidez indesejada
entre adolescentes.

De quando em quando, vemos campanhas que alertam sobre a necessidade dos
cuidados para evitar a gestao nessa etapa da vida, mas nada realmente
consistente ocorre a esse respeito.

As famlias e as escolas, as maiores implicadas com a formao dos
jovens, costumam ignorar o tema.  que  mesmo difcil trabalhar com
essa questo. Para os pais, porque a conversa com os filhos a respeito
da sexualidade e de suas consequncias costuma ser ora constrangedora,
ora camarada em demasia. Para as escolas, porque a educao sexual no
espao pblico exige preparo para ser praticada.

Temos muitos motivos para colocar o assunto em pauta. Desses, cito
apenas dois: o incio da vida sexual tem sido cada vez mais precoce e a
ocorrncia da gravidez entre garotas  uma causa importante de tentativa
de suicdio. Para falar bem a verdade, com essas duas razes nem
precisaramos de outras, no  verdade? Vamos pensar a respeito delas.

Por que os jovens tm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo? Podemos
levantar algumas hipteses.

Primeiramente, porque vivemos em uma sociedade hipersexualizada. O
erotismo, inclusive, perdeu lugar porque agora o que vale  o sexo.
Msicas, imagens, publicaes: tudo transpira sexo.

Junto a essa estimulao exagerada, precisamos lembrar que a infncia
tem sido cada vez mais curta. Meninas com idade prxima dos 10 anos j
tm vidas dignas de mulheres: frequentam festas sem adultos, usam
vestimentas provocantes, pensam em namorar. Muitas no pensam, apenas:
j aprenderam, pela experincia, a conjugar o verbo namorar.

Ns estamos diante de um fato bem recente: a adolescncia antecede a
puberdade. Dessa forma, quando o corpo faz a passagem do infantil para o
adulto, as experincias de uma vida adulta j so diversas.

Entretanto, essas experincias no so suficientes para precipitar a
maturidade.

Por isso, os jovens praticam o sexo adulto de forma infantil: sem
compromisso com os resultados que podem advir de seus atos. No se
previnem da gravidez, tampouco das doenas sexualmente transmissveis. E
fica bem claro o motivo: porque eles ainda no desenvolveram o que
chamamos de autocuidado. Esse conceito significa a ateno que se exerce
sobre si mesmo e que, para ser praticado, exige maturidade.

Pois bem: quando a gravidez acontece, a jovem, em especial, se sente
perdida. O que acontecer com a vida dela estando grvida? J que so
imaturas, a maior preocupao das garotas costuma ser a reao dos pais.
E, sem saber como resolver a questo, a ideia suicida surge como a
melhor soluo, mesmo que a jovem no consiga ter o exato alcance desse
ato.

As famlias podem ajudar a evitar que a situao com os filhos atinja
esse ponto. Proteger a infncia dos filhos  uma medida que costuma ser
benfica, j que a prtica sexual adulta no costuma ser atraente para
crianas. Alm disso, manter o interesse verdadeiro pela vida do filho e
manter com ele conversas significativas -conversas, e no sermes- so
atitudes que podem ajudar muito.

Por sua vez, as escolas bem que poderiam elaborar projetos de educao
sexual para seus alunos. Projeto significa planejamento, preparo,
pesquisa de estratgias, metodologia, formao dos docentes,
conhecimento dos alunos etc. Nesse assunto, trabalhos espontanestas no
produzem bons efeitos.

Por incrvel que parea, algumas escolas tentam, mas adivinhe, caro
leitor: muitos pais se opem a essa medida. Por que ser?

Uma coisa  certa: no  silenciando a respeito da gravidez na
adolescncia que resolveremos a questo.

ROSELY SAYO  psicloga e autora de "Como Educar Meu Filho?"
(Publifolha) Texto Anterior | ndice | Comunicar Erros 






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