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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Tec - Urna em debate -
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Urna em debate

Crticos pedem mudanas para aumentar confiabilidade da votao
eletrnica no Brasil; TSE defende modelo atual RAFAEL CAPANEMA
DE SO PAULO


Quo  prova de fraude  a urna eletrnica brasileira?

Em maro, durante um teste pblico promovido pelo TSE (Tribunal Superior
Eleitoral), uma equipe da UnB (Universidade de Braslia) descobriu uma
brecha de segurana.

Liderado pelo professor Diego Aranha, o grupo foi capaz de desembaralhar
a ordem dos votos registrados na urna. No entanto, o sigilo do voto no
foi comprometido porque os especialistas da UnB no conseguiram
desvendar a ordem dos eleitores.

"Dada a severa limitao de tempo, no tivemos tempo hbil para executar
o plano de testes que analisava a dificuldade de violar a integridade
dos resultados de uma eleio simulada", afirmou Aranha  Folha.

Apesar de ter sido corrigida nas urnas que sero usadas nas eleies
municipais deste ano, segundo o TSE, a falha d flego a crticos do
modelo atual, como o engenheiro Amlcar Brunazo Filho, supervisor do
Frum do Voto Eletrnico, entidade de "eleitores brasileiros que querem
saber at onde se pode confiar no sistema eletrnico de votao
oferecido pelo TSE".

Uma das recomendaes do frum  a implantao do voto impresso, que
seria conferido pelo eleitor e depositado numa urna "para permitir a
auditoria independente da apurao".

Walter Carnielli, diretor do Centro de Lgica, Epistemologia e Histria
da Cincia da Unicamp, afirma que o voto impresso "ofereceria apenas uma
ilusria sensao de segurana" e considera improvveis eventuais
fraudes no sistema atual.

"Primeiro porque h vrias camadas de segurana pelas quais um fraudador
deveria passar, e segundo porque, para compensar os riscos, a fraude
deveria ser macia."

Para Brunazo Filho, o sistema atual  bem protegido contra ataques
externos, mas vulnervel a investidas internas. "O perigo  o pessoal de
dentro [do TSE] fraudar o sistema durante a apurao." Prximo Texto |
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de discusso - 09/07/2012 ***
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Impresso de voto  foco de discusso

Crticos do sistema brasileiro dizem que contedo de registro digital na
urna  secreto at para o prprio eleitor

Para TSE, implantao teria custo muito alto e provocaria demoras;
opositores reclamam de concentrao de poder DE SO PAULO


"O voto no Brasil  secreto para o prprio eleitor. Parece piada, mas 
assim", afirma o engenheiro Amlcar Brunazo Filho, supervisor do Frum
do Voto Eletrnico.

A entidade recomenda a implantao no Brasil do voto impresso
complementar ao digital, medida em vigor em pases como EUA e Peru.

Diego Aranha, professor-adjunto no departamento de cincia da computao
da UnB (Universidade de Braslia) e lder da equipe que descobriu uma
falha na urna brasileira durante um teste pblico em maro, concorda.

"H uma clara migrao dos sistemas de votao adotados em outros pases
na direo do voto impresso verificvel pelo eleitor ainda no ambiente
de votao, sem que o comprovante permita ao eleitor provar suas
escolhas para uma terceira parte", diz Aranha.

Ele afirma que as fragilidades encontradas por sua equipe na urna
brasileira "so resultado de um processo de desenvolvimento de software
imaturo do ponto de vista de segurana e que precisa ser aperfeioado".

Em outubro de 2011, Brunazo Filho foi enviado pelo PDT (Partido
Democrtico Trabalhista)  Argentina como observador externo da eleio
informatizada em Ciudad de Resistencia, capital da Provncia del Chaco.

L, o engenheiro constatou prticas que considera superiores s
brasileiras.

"O eleitor argentino pode conferir e at refutar o registro digital do
seu voto, antes de deixar o local de votao, de forma simples e
direta", relatou,  poca. "O eleitor brasileiro no pode -no Brasil, o
contedo do registro digital do voto  secreto at para o prprio
eleitor, pois no lhe  permitido ver ou conferir o que nele foi
gravado."

ALHURES

"Buscar experincias com pases que nem sequer fizeram eleies
informatizadas num Estado ou numa provncia inteira, muito menos em um
pas inteiro, seria desconsiderar todo o conhecimento desenvolvido no
Brasil", afirma Giuseppe Janino, secretrio de tecnologia da informao
do TSE, lembrando que as eleies brasileiras so 100% informatizadas
desde 2000.

Janino afirma que o sistema atual, inaugurado em 1996, foi desenvolvido
levando em conta as peculiaridades do pas. "Mas somos muito abertos e
receptivos a toda melhoria possvel que sirva para nossas
caractersticas."

Segundo Janino, o TSE considera, por exemplo, promover testes de
segurana sem limite de tempo, uma reivindicao de Aranha.

Walter Carnielli, diretor do Centro de Lgica, Epistemologia e Histria
da Cincia da Unicamp, considera que o voto impresso ofereceria "uma
ilusria sensao de segurana, a um custo extremamente alto, no
somente financeiro, mas de risco politico".

"Em um pas continental, com perfil socioeconmico e instrucional muito
diverso, com variao climtica considervel e com votao obrigatria,
alterar as regras eleitorais da maneira proposta por alguns opositores,
descontando-se todos os motivos potencialmente interesseiros,  no
mnimo uma irresponsabilidade", afirma Carnielli.

CONCENTRAO

Em outubro de 2011, o STF (Supremo Tribunal Federal do Brasil) suspendeu
o artigo de uma lei de 2009 que previa o voto impresso para 2014 -em
maio deste ano, Carnielli defendeu a deciso em uma audincia pblica na
Cmara dos Deputados.

"Os juzes do STF acumulam tambm a funo de administradores eleitorais
no TSE, fragilizando a desejada imparcialidade nessa rea", escreveu
Brunazo Filho no ano passado. "Ao julgar matria administrativa sobre
urnas eletrnicas, os membros do STF acabam sendo parte e juzes no
mesmo processo".

A entidade supervisionada por ele v concentrao de poder no processo
eleitoral brasileiro e defende "a tripartio dos poderes no processo
eleitoral, reservando ao TSE a funo judiciria".

Procurado para comentar as declaraes, o TSE no respondeu at a
concluso desta edio.

(RAFAEL CAPANEMA) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
Erros 






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Frase



"O voto no Brasil  secreto para o prprio eleitor. Parece piada, mas 
assim"

AMLCAR BRUNAZO FILHO supervisor do Frum do Voto Eletrnico

"Fragilidades so resultado de um processo de desenvolvimento de
software imaturo do ponto de vista de segurana"

DIEGO ARANHA professor da UNB

"Alterar as regras da maneira proposta por alguns opositores  no mnimo
uma irresponsabilidade"

WALTER CARNIELLI professor da Unicamp

"Somos muito abertos e receptivos a toda melhoria possvel que sirva
para nossas caractersticas"

GIUSEPPE JANINO secretrio de TI do TSE Texto Anterior | Prximo Texto |
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Votao eletrnica no Brasil

Crticos questionam modelo atual, e TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
responde

POSSIBILIDADE DE FRAUDE

O que dizem os crticos

>> O sistema  bem protegido contra ataques externos, mas vulnervel a
investidas internas -de funcionrios do TSE, por exemplo

O que diz o TSE

>> A fraude se torna invivel por exigir um investimento altssimo em
supercomputadores capazes de quebrar algoritmos de criptografia e de
assinatura digital dentro do curto espao de tempo entre a votao e a
divulgao do resultado

>> Em 16 anos de votao eletrnica, nunca houve registro sequer de
tentativa de fraude

IMPLANTAO DO VOTO IMPRESSO

O que dizem os crticos

>> O voto no Brasil  secreto para o prprio eleitor, que no tem meios
de verificar que suas escolhas foram registradas corretamente

>> Deve-se adotar voto em papel, impresso ou escaneado, conferido pelo
eleitor, para permitir a auditoria independente da apurao eletrnica

O que diz o TSE

>> O voto impresso  ineficiente e traz de volta todas as mazelas
eliminadas com a introduo da tecnologia

>> Nas eleies brasileiras, os equipamentos viajam milhares de
quilmetros e passam por diversas condies de temperatura, umidade,
salinidade, poeira e impacto

>> A impressora  um aparelho eletromecnico, que falha muito mais do
que a urna, um dispositivo eletrnico

>> Implantao do voto impresso tem custo muito alto e provoca demoras

>> Os votos so registrados em mdia digital, em tabelas que podem ser
verificadas pelos partidos aps a eleio

IDENTIFICAO DO ELEITOR NA MESMA MQUINA EM QUE VOTA

O que dizem os crticos

>> Na urna brasileira, a identificao do eleitor  registrada no mesmo
equipamento em que ele vota

>> Se o software estiver adulterado,  possvel quebrar o sigilo do voto
associando-o  sua identidade

>> O eleitor deve ser identificado em uma mquina diferente daquela em
que vota

O que diz o TSE

>> A identificao do eleitor e seu voto so registros totalmente
separados, sem nenhuma relao

>> Os programas so abertos para que os partidos, a OAB (Ordem dos
Advogados do Brasil) e o Ministrio Pblico possam analis-los

>> Identificar o eleitor na mesma mquina em que ele vota  a nica
garantia de que um eleitor habilitado represente apenas um voto

>> Desvincular a identificao do eleitor da mquina que recebe o voto
abre possibilidade de haver mais eleitores do que votos ou mais votos do
que eleitores

CONCENTRAO DE PODER

O que dizem os crticos

>> H muita concentrao de poder no processo eleitoral do Brasil

>> A Justia Eleitoral compra a urna, faz os programas, instala-os,
opera-os, faz auditoria e estabelece as regras de fiscalizao

>> Deve-se adotar a tri-partio dos poderes no processo eleitoral,
reservando ao TSE a funo judiciria

O que diz o TSE

>> TSE no se manifestou sobre essa questo at a concluso desta edio
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Mundo digital

tec@uol.com.br



Notas da Semana

Dcada perdida

Em sua edio de amanh, a revista "Vanity Fair" trar um balano dos
ltimos dez anos da Microsoft -perodo em que esteve sob a batuta de
Steve Ballmer. A concluso  que a dcada foi perdida para a companhia.
Entre as razes para isso estariam a insistncia em produtos que giram
em torno do Windows e do Office e o sistema interno para avaliao de
funcionrios -ele colocaria colegas de trabalho uns contra os outros, e
no todos contra a concorrncia.

Chute errado

Depois de afirmar ter descoberto uma botnet (uma rede dispositivos
infectados) de aparelhos que rodam Android, a Microsoft desmentiu a
informao. Terry Zink, pesquisador que liderou o estudo, disse que
e-mails originados na botnet tinham a assinatura "Enviado pelo Yahoo!
Mail no Android", o que ele considerou suficiente para fazer a denncia.
O Google investigou o caso e concluiu que as mensagens partiram de
computadores comuns simulando serem dispositivos mveis.

-

Barrado 1 Por 478 a 39 votos, o parlamento europeu rejeitou, na ltima
quarta, o Acta (Tratado Comercial Antipirataria, na sigla em ingls),
acordo multilateral apoiado por gravadoras e estdios de cinema.

Barrado 2 Entre os pontos polmicos da proposta estava o monitoramento
de atividades na rede.

Transparncia O Twitter revelou um relatrio que lista pedidos de
informaes de usurios por parte de governos. O servio no atendeu a
16 pases, incluindo o Brasil. Veja mais em bit.ly/transtwitter .

Desacelerao 1 Em uma ligao com investidores, Satoru Iwata,
presidente da Nintendo, disse que o 3DS no atravessa um bom momento de
vendas na Europa e nos EUA.

Desacelerao 2 "Considerando que esses mercados so maiores que o
japons em termos de populao, as vendas deveriam ser maiores", disse
ele.

Planos O site BlackBerryOS vazou uma suposta agenda da RIM de
lanamentos para 2013. Cinco dispositivos so esperados, inclusive uma
verso de dez polegadas do PlayBook. Texto Anterior | Prximo Texto |
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Na internet



O DOWNLOAD  SEU

Andr Conti, do blog "Jogatina", comenta a mudana do mercado de venda
digital e a legitimidade dos termos de uso dos jogos. A corte da Unio
Europeia decidiu que jogos comprados on-line podem ser revendidos. "Num
momento em que as fabricantes de consoles tentam impedir a venda de
cpias fsicas, por conta do enorme mercado de usados,  uma vitria e
tanto", afirma o colunista de Tec folha.com/jogatina

"GAME OF BLOCKS"

O grupo WesterosCraft, que rene fs do seriado medieval de televiso
"Game of Thrones" e do jogo "Minecraft", quer construir, dentro do jogo,
os palcios e os reinos vistos na TV. O processo  demorado e totalmente
manual: os jogadores, por meio dos avatares, precisam empilhar cada
bloco individualmente para fazer a forma desejada. Vrios ambientes,
florestas e castelos j esto prontos. folha.com/no1116151 Texto
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Quadrinhos



JOY OF TECH NITROZAC & SNAGGY


 
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BLOG DA MURIEL LAERTE


 
[] 


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Compras



CALA COM BOLSO PARA SMARTPHONE

Linda! Linda! Linda! Voc nem precisar sacar seu celular inteligente
para conferir os ltimos tutes ou postar aquela foto no Insta.

ONDE alphynind.com QUANTO US$ 160 Texto Anterior | Prximo Texto |
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Apperitivo

LUCAS LONGO lucas@iai.art.br folha.com/apperitivo



Aplicativos para celulares e tablets

POWER MUSIC CLUB

Android e iOS ONDE bit.ly/powerios e bit.ly/powerand QUANTO App
gratuito; servio exige assinatura da GVT

O Power Music Club  o aplicativo do site de msica do provedor de banda
larga GVT, que oferece acesso a canes e vdeos. Voc pode definir
artistas favoritos, descobrir novas canes e assistir a um show
exclusivo por ms.

OI RDIO

Android e iOS ONDE bit.ly/rdioios e bit.ly/rdioand QUANTO App gratuito;
servio custa R$ 14,90 por ms

Permite comprar msicas para o smartphone ou para o tablet. Como em uma
rede social, voc pode adicionar amigos e encontrar usurios com o mesmo
gosto musical. So milhes de msicas brasileiras e internacionais
disponveis.

SONORA

Android, iOS e Windows Phone ONDE bit.ly/sonoand , bit.ly/sonoios e
bit.ly/sonowind QUANTO App gratuito; servio a partir de R$ 9,90 por ms

Se voc tem conta no servio Sonora, sincronize-a com o app para ouvir
msicas pelo celular, inclusive no Windows Phone.  possvel criar uma
lista de msicas favoritas ou ouvir uma das mais de 150 rdios que o
programa oferece.

LAST.FM

Android e iOS ONDE bit.ly/lastfmios e bit.ly/lastfmand QUANTO Gratuito

Aplicativo para dispositivos mveis da ferramenta de recomendao de
msicas. Alm de ouvir algumas faixas do servio selecionando seus
artistas ou gneros favoritos, voc pode sincronizar seus contatos da
rede com a agenda de seu telefone. Texto Anterior | Prximo Texto |
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sistema mvel atual duraria pouco - 09/07/2012 ***
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Microsoft sabia que sistema mvel atual duraria pouco BRUNO ROMANI
ENVIADO ESPECIAL A AMSTERD


Com o anncio do Windows Phone 8, ocorrido no ltimo dia 20, a Microsoft
mandou um aviso: o Windows Phone 7 foi um rascunho.

Claro, ningum na empresa fala isso abertamente, mas, em conversa com a
Folha , Greg Sullivan, gerente de produtos snior de Windows Phone,
deixou claro que a Microsoft mirava uma plataforma mais poderosa quando
a empresa ainda trabalhava no seu atual sistema mvel.

"Quando lanamos o WP7, sabamos que sua arquitetura no seria a nossa
estratgia a longo prazo", disse. Ele se refere ao kernel, componente
central da maioria dos sistemas operacionais, que mudar do Windows CE
para o Windows NT.

Em bom portugus, o Windows Phone trocar de entranhas. Em comum, WP7 e
WP8 tero apenas a interface. Sero dois sistemas diferentes, embora com
a mesma cara.

Por conta disso, os atuais aparelhos sero incompatveis com a nova
verso, que deve chegar at o fim do ano.

O WP8, da maneira como foi concebido,  visto pela Microsoft como um dos
pilares para o seu futuro. A companhia espera integrar a plataforma com
PCs e tablets com Windows 8 e com o Xbox.

"Este no  um evento que ocorre sempre, mas ele nos prepara para o
futuro.  uma mudana de gerao", diz Sullivan. Mas por que isso j no
foi feito no Windows Phone 7, que marcou o fim do malfadado Windows
Mobile?

O executivo diz que se trata de uma questo de 'timing', pois, na poca
do seu desenvolvimento, o sistema no era compatvel com os
processadores da ARM. E a Microsoft no podia esperar.

Em 2010, o mercado mvel j estava nas mos da Apple e do Google. A
companhia precisava de uma resposta para tentar manter a relevncia
depois do fracasso do Windows Mobile.

E, se por um lado, ainda no deu frutos em termos de mercado, por outro
o WP7 fez a fundao para o visual que influencia at o Windows 8.

APLICATIVOS

A aura de ensaio que teve o WP7 influenciou uma das fraquezas do
sistema, o baixo nmero de aplicativos -cerca de 1/6 do nmero dos
concorrentes Android e iOS.

"As pessoas esto comeando a perceber por que no tnhamos apps de
cdigo nativo. Foi intencional. No valia a pena incentivar uma
plataforma que no ia durar", diz Sullivan.

Apps de cdigo nativo so mais fceis de serem levados a diferentes
sistemas, o que torna o trabalho de quem os cria mais rpido e barato. O
WP8 contar com isso.

Alm disso, o novo Windows Phone ser compatvel com todos os apps
criados para o antecessor. O contrrio pode no ocorrer se o
desenvolvedor focar s o WP8.

O jornalista BRUNO ROMANI viajou a convite da Microsoft. Texto Anterior
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Tecpdia - Windows phone



KERNEL Componente central que gerencia o sistema operacional e  a ponte
entre os aplicativos e o hardware.

WINDOWS CE Plataforma que d a fundao tcnica para sistemas de
dispositivos simples como tocador de MP3 e GPS.

WINDOWS NT Plataforma que d a fundao tcnica para as verses
comerciais do Windows. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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Atalho

JOS ANTONIO RAMALHO



Saiba como assistir a vdeos com extenso.WMV no iPad

Como visualizar arquivos de vdeo.WMV no iPad?

GILBERTO SAITO

1 O iPad s suporta vdeos.MOV,.MP4 e.M4V, mas h alternativas para ver
um arquivo.WMV nele. A mais simples  anexar o arquivo a um e-mail e
usar um programa de converso para um formato suportado.

2 Uma opo  o programa HandBrake (handbrake.fr). Basta baix-lo,
execut-lo e seguir as instrues para instalao. O software funciona
em Windows, Linux e OS X.

3 Outra opo  o WMV Converter, que pode ser encontrado em weqsoft.com.

4 Outro programa que permite ver o arquivo sem converso  o Air Video,
que pode ser comprado por US$ 2,99 na loja de aplicativos da Apple.

-

Depois de 15 anos ininterruptos, a coluna Atalho deixar de ser
publicada pelo caderno Tec. Aproveito esta ltima publicao para me
despedir dos leitores que acompanharam ao longo desse tempo minhas
dicas, solues de dvidas e sugestes para o melhor uso da informtica.

Por meio do meu Twitter, @joseramalho , continuarei a compartilhar novas
informaes e solucionar dvidas sobre tecnologia. Obrigado e bons
cliques para todos. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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Adeus, Flash

Depois de lutar contra Steve Jobs e conseguir apoio do Google, a Adobe
anuncia o fim do suporte em dispositivos mveis ao complemento, que
deixou lugar para o HTML5 COLABORAO PARA A FOLHA


Ao anunciar que deixar de dar suporte ao Flash na prxima verso do
Android, a Adobe botou um ponto final em uma batalha iniciada por Steve
Jobs no mundo mvel. Vitria para o falecido chefo da Apple.

O pai do iPhone via o complemento multimdia como uma plataforma
ultrapassada e decidiu bani-lo dos aparelhos mveis de sua empresa.
Entre os problemas apontados esto consumo excessivo de bateria, brechas
na segurana e m adaptao a telas sensveis ao toque.

Embora o primeiro iPhone j dispensasse o Flash, foi com o lanamento do
iPad original, em 2010, que a polmica aumentou.

A concorrncia dizia que o tablet da ma era incompleto, j que uma boa
parte da web ainda utilizava o software para a exibio de vdeos,
animaes e jogos.

O Google tentou se aproveitar disso e anunciou, em 2010, que o Android
2.2 teria total suporte ao Flash.

Entre os fabricantes de hardware com o sistema operacional do Google,
tornou-se comum estampar o logo do Flash nas embalagens de seus tablets
e celulares para atrair aqueles que buscavam no mundo mvel uma internet
parecida com a do PC.

Em resposta, Steve Jobs escreveu, em abril de 2010, que "a Adobe deveria
focar mais em criar ferramentas de HTML5 para o futuro e menos na Apple
por ter deixado o passado para trs".

Nem todo o contedo em Flash era exibido no Android. Em alguns casos, o
complemento no entendia comandos simples em aparelhos de tela sensvel
ao toque, como apertar botes.

Como queria o chefo da Apple, o HTML5, nova verso da linguagem para
desenvolver pginas na web, comeou a ser mais utilizado.

Com o anncio do ltimo dia 28, a Adobe confirma algo que j havia
declarado em novembro do ano passado: a empresa focar plataformas mais
modernas, como o Adobe Air e o prprio HTML5.

No mundo mvel, o Flash viver apenas nos aparelhos com verses do
Android anteriores a 4.1 e tablets com Windows 8, onde est integrado ao
Internet Explorer 10.

(BRUNO ROMANI) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros







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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Tec - Plataforma ainda
sobrevive em sites de restaurantes - 09/07/2012 ***
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Plataforma ainda sobrevive em sites de restaurantes COLABORAO PARA A
FOLHA


Embora o Flash esteja em baixa no mundo mvel, sua presena em alguns
tipos de site parece inabalada.

Quer uma prova? Entre na pgina do seu restaurante preferido.  provvel
que voc encontre animaes que parecem eternas, musiquinhas de fundo
que no calam e menus que nunca levam ao que voc procura.

Nadando contra a corrente da web atual, restaurantes ainda preferem
Flash para marcar presena na rede.

"Clientes, donos de restaurantes, adoram coisas se mexendo na tela. No
percebem que esto deixando de lado toda a usabilidade do site", diz o
desenvolvedor Ricardo Delcastanher.

Para ele, a culpa tambm  de quem cria as pginas. Um dono de
restaurante no tem a obrigao de saber o que funciona na rede. Isso 
coisa para o designer.

E a questo vai alm do impacto visual. "Um site simples  bem mais
barato de produzir do que um com Flash", escreve Farhad Manjoo,
jornalista da revista "Slate", que investigou o tema a fundo no ano
passado.

Isso deve comear a mudar quando donos de restaurantes passarem a usar
mais tablets e smartphones, prev Delcastanher.

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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Tec - Contra uma cultura nerd -
09/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






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Andr Conti

Contra uma cultura nerd

Nerds dominaram as novas formas de interao; colecionar gibis deixou de
ser atividade clandestina

At pouco tempo atrs, chamar algum de nerd era um insulto forte.
Representava um passo alm do "quatro-olhos" e implicava carga de
solido, ausncia de trato bsico, inadequao para o chamado flerte e
assim vai.

Em algum lugar do caminho, os nerds venceram. Quando a internet se
popularizou, eles j estavam l, com territrio demarcado. E algo dessa
cultura -que vai do senso de humor aos programas de TV a que assistiam-
firmou-se na base da rede e direcionou um pouco sua linguagem e seus
cdigos de conduta.

Tidos como antissociais, nerds passaram a dominar as novas formas de
interao. Foi preciso, inclusive, aumentar a abrangncia do termo
"geek", antes igualmente ofensivo. Nas palavras de um hacker clebre,
"geek" virou sinnimo para "nerd com traquejo social".

Assim, colecionar gibis deixou de ser uma atividade clandestina, por
exemplo. Como sacanear algum lendo um quadrinho que deu origem ao filme
visto por voc e todos os amigos no fim de semana?

O problema  que, se o sentimento de comunidade foi genuno, ele trouxe
consigo inmeras possibilidades de capitalizao. Nada como um grupo
unido, engajado em seus gostos, novidadeiro e, chegando  faixa dos 20 e
30 anos, com enorme capacidade de compra. Difcil pensar numa commodity
mais valiosa.

O que antes era uma cultura difusa -o nerd podia ser tanto o f de
"Jornada nas Estrelas" que nunca saiu da casa da me quanto o gnio
matemtico introspectivo- foi homogeneizado num discurso de fora para
dentro, moldado em filmes, livros e jogos que visavam atender aquele
pblico.

Nesse sentido, nada mais natural que o sucesso de uma srie como "The
Big Bang Theory", feita sob medida para um grupo de identidade to
variada. Ali, todos os esteretipos esto em harmonia: a inadequao
social, o conhecimento enciclopdico de cultura pop, o gnio cientfico,
a doura de carter etc.

Mas o que une mesmo todos esses fatores em uma cultura homognea  a
infantilizao. Como que se, para manter esse pblico ligado em jogos e
quadrinhos e filmes, fosse preciso prend-lo em uma adolescncia
nostlgica permanente.

Numa srie boa, como "Spaced", feita pela BBC, essa paralisia  usada
para retratar toda uma gerao. Em "Big Bang Theory", parece uma
tentativa mal engravatada de vender camisetas, DVDs e bordes.

No estou aqui advogando uma suposta pureza da cultura nerd, ou algo do
tipo. Nem acho que ela possa existir, pelo menos no de forma to
artificialmente unificada. Mas, se houve uma confluncia de interesses e
gostos, o certo  que ela nunca foi pautada.

Infelizmente, qualquer grupo to grande de consumidores sempre passar,
numa medida ou em outra, a pautar o que consome. Os prejuzos so
imensos, basta ver a apropriao sistemtica das culturas urbanas na
moda e na publicidade.

Diz a velha piada do Groucho que no se entra em clube que o aceite como
scio. A onda de orgulho nerd vem na mesma esteira que elegeu os
"tweens" como grandes consumidores da dcada passada. E  to genuna
quanto. Espero que passe.

folha.com/jogatina @andre_conti

LULI RADFAHRER escreve neste espao na prxima edio. Leia a coluna
desta semana em www.folha.com/luliradfahrer Texto Anterior | Prximo
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trabalhar melhor - 09/07/2012 ***
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Depoimento

Flanar na internet me faz trabalhar melhor

Parece que, em vez de fraturar minha concentrao, a distrao digital
se tornou parte do meu ritmo de trabalho




 Victo Ngail/"The New York Times"
[] 


JENNA WORTHAM
DO "NEW YORK TIMES"


A internet  um estmulo  distrao.  fcil entrar s para ver uns
e-mails e cair em fotos do beb da Beyonc.

Mas, h duas semanas, tive uma experincia diferente. Estava estressada,
com um prazo a cumprir e frustrada a ponto de no conseguir trabalhar,
quando comecei a usar o Twitter e o Tumblr.

Por um tempo, deixei minha mente e meus dedos me conduzirem sem rumo
pela web. Logo cansei disso, conclu meu texto e o entreguei. O passeio
demorou menos de dez minutos e parece ter me tornado mais eficiente.

 claro que a norma aceita  a de que nossa concentrao e a nossa
ateno esto sendo solapadas pela barragem constante de servios que
inundam nossas telas, e que a tendncia  negativa.

John Herrman, editor do "FWD", site de tecnologia do BuzzFeed, diz ter
desenvolvido uma espcie de neurose tecnolgica em virtude da corrida
frentica para se manter atualizado, acompanhando e-mails, Twitter,
Facebook, mensagens e telefonemas o dia todo.

"Como muitas outras pessoas que trabalham com computadores, pareo muito
ineficiente", escreveu em post recente. "Mesmo que minha produo seja
alta, consumo muito mais informaes do que produzo. Estou sempre
desviando a ateno daquilo que fao, nunca ocupado demais para olhar
para outra coisa, e nunca ignoro o que atrai minha ateno."

Minha experincia  parecida com a dele, quase todos os dias -mas nem
sempre. Descobri que, de vez em quando,  revigorante me perder na web.
Em lugar de ignorar o rudo, eu muitas vezes o emprego como forma de me
acalmar para que possa concluir meu trabalho.

Parece que, em vez de fraturar minha concentrao e estilhaar a
ateno, a distrao digital se tornou parte do meu ritmo de trabalho.
Talvez possa encarar com eficincia tudo aquilo que requer minha ateno
se eu descobrir como me alternar entre a multido de aplicativos e
servios que me imploram presena, leitura, resposta.

Se meu crebro est aprendendo a enfrentar as distraes, ser que o
mesmo vale para outras pessoas?

 claro que o consenso entre cientistas e pesquisadores  o de que
tentar alternar entre muitas tarefas fratura nosso pensamento e degrada
a qualidade de cada ao. Mas compreender a plasticidade do crebro, ou
sua capacidade de se adaptar e reorganizar seus percursos neuronais, 
uma disciplina que apenas comea a receber ateno.

Adam Gazzaley, neurocientista da Universidade da Califrnia em San
Francisco, que estuda o impacto das interrupes sobre o desempenho e a
memria, diz que  possvel que nossos crebros estejam se adaptando
para lidar melhor com os diversos estmulos digitais.

Ele e sua equipe de pesquisa esto usando videogames para observar de
que maneira o crebro se adapta a mltiplas tarefas cuja dificuldade
cresce ao longo do tempo.

"Podemos nos treinar para melhorar nosso desempenho", diz. "Estamos
estudando a plasticidade do crebro para podermos compreender de que
forma as capacidades podem ser melhoradas."

Pode ser que o crebro seja capaz de aceitar certos nveis de tarefas
mltiplas, mas no outros, diz. Navegar pela web e falar ao telefone
podem no impor aos recursos cognitivos exigncias semelhantes s de
dirigir por uma estrada enquanto voc envia uma mensagem de texto. Essa
 uma rea de pesquisa que os cientistas e psiclogos esto apenas
comeando a explorar, segundo ele.

"Estamos pressionando o crebro a promover uma alternncia de tarefas",
diz Gazzaley. Algumas pessoas certamente desenvolveram mecanismos
prprios para enfrentar esse tipo de desafio.

Steve Greenwood, um empresrio que trabalha em Manhattan, diz que
prefere acordar cedo para ler e-mails e fazer outras tarefas simples
antes que as redes sociais comecem a ficar agitadas.

Um amigo meu diz que ativa o modo avio no celular em festas e jantares,
o que suspende sua capacidade de enviar e receber sinais.

NO PERTURBE

H um setor de negcios incipiente cujo objetivo  ajudar as pessoas a
gerirem sua ateno e os vrios sites e servios que a requerem.

A Apple planeja adotar um novo recurso de "no perturbe" em uma futura
atualizao do iOS, seu software para aparelhos mveis. O recurso
permitir suspender telefonemas e notificaes.

Susan Etlinger, consultora do Altimeter Group, que assessora empresas
sobre o melhor uso da tecnologia, disse que telefones e servios que
oferecem controles eficientes para administrar interrupes se tornaro
mais importantes como argumento de vendas para consumidores e usurios
de tecnologia.

"Vem se tornando cada vez mais claro que a ateno  a nova moeda", ela
diz. "Considere as redes sociais e empresas com que interagimos a cada
dia. Todos concorrem por uma fatia de nosso tempo e ateno. Portanto, a
capacidade de reter a ateno de um usurio se torna vantagem
competitiva."

Mas, ainda que antecipe o avano dos recursos e aplicativos que ajudam a
pessoa a gerir distraes digitais, ela espera que uma nova leva de
sites e servios comece a disputar nossa ateno.

"Para cada recurso de 'no perturbe', surgiro novos alertas cujo
objetivo ser transmitir informao em tempo real", diz. "Se voc
'curtir' uma rede de restaurantes no Facebook, vai receber um alerta
sempre que passar perto de uma de suas unidades, a p ou de carro".

Mas ela oferece um vislumbre de esperana. Mesmo que nossos crebros no
sejam capazes de se ajustar  onda de informaes e servios que
requerem nossa ateno, talvez um dia surja uma tecnologia que cuide
disso por ns.

"No futuro, o contexto dos dados e outros fatores -tempo, movimento,
preferncias declaradas, comportamentos tpicos- vo informar os
aplicativos com que eu interajo de modo que eles passem a se adaptar 
minha maneira de trabalhar e aprender."

Traduo de PAULO MIGLIACCI Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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Frases



"De vez em quando,  revigorante me perder na web. Em lugar de ignorar o
rudo, eu muitas vezes o emprego para me acalmar"

" possvel que os nossos crebros estejam se adaptando para lidar
melhor com estmulos digitais" Texto Anterior | ndice | Comunicar Erros







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