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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Opinio - A reinveno dos EUA
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Editoriais

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A reinveno dos EUA

Economia mais rica do mundo ainda busca novas fontes de dinamismo para
manter criao de empregos e enfrentar rivais asiticos

Apesar das seguidas frustraes das expectativas de que, enfim, a
economia dos EUA retomava seu ritmo normal, aps a tragdia de 2008, o
desempenho  melhor que o de outras economias avanadas.

Descartou-se nova catstrofe, risco ao qual a Europa se sujeita a cada
semestre. Tampouco se cogita uma estagnao  moda japonesa.

Mais verstil, flexvel e competente ao lidar com problemas do seu
sistema financeiro, a economia americana ser ao final deste ano 2,8%
maior do que era em 2007. Parece pouco, mas a produo econmica na
eurozona ainda ser cerca de 1% menor.

Embora previses de longo prazo sejam ainda menos confiveis neste
incio de sculo de convulses econmicas frequentes, estima-se que, do
incio da crise at o ano 2020, os Estados Unidos cresam mais de 21%. A
zona do euro, 7% -menos de um ano de crescimento do PIB chins.

Ainda assim, os americanos esto atnitos diante da mais lenta reao a
uma crise desde a Segunda Guerra Mundial, excetuada a recesso de 1980,
no entanto menos profunda. A taxa de desemprego de longa durao  a
maior desde os anos da guerra.

A depresso no setor imobilirio  a maior de que se tem registro. A
venda de casas caiu a um quarto do pico de 2006, tendo baixado desde
2008 a nveis verificados nas recesses de 1982 e 1970, quando o pas
era bem menor.

H controvrsia acerba sobre os motivos do desemprego persistente, ainda
na casa dos 8,2%.  quase o dobro do verificado nos melhores momentos da
dcada passada.

De um lado, economistas consideram que parte das profisses se tornou
obsoleta. O desemprego ser maior -"estruturalmente maior", diz-se-
enquanto no houver mudana geracional ou requalificao dos
trabalhadores.

Na oposio  tese esto aqueles para os quais o desemprego  cclico,
derivado do baixo crescimento, por sua vez devido  falta de demanda, de
consumo. No momento, apenas o governo poderia incentiv-la, com um
aumento transitrio da dvida pblica.

Posto desse modo, o debate se esquiva da pergunta bvia a respeito da
sustentabilidade do crescimento anterior  recesso.

O desemprego ento baixara de modo impressionante, com inflao e taxas
de juros contidas. Mas o pas financiava seu consumo com bolhas
financeiras, excesso de dvidas privadas e pblicas e gastos militares
crescentes, alm de deficit externos. Os americanos sustentavam parte
importante de seu consumo com crdito estrangeiro, da China em
particular.

Mais americanos passaram a trabalhar em tempo parcial. O salrio mdio
cresceu lentamente. Benefcios sociais foram cortados.

Mesmo economistas mais favorveis a uma economia aberta e flexvel
passaram a reconhecer, pouco antes da crise, que a globalizao tinha
seu preo, pago pelo trabalhador comum. Empregos industriais, e mesmo de
servios, foram e so transferidos para naes ditas emergentes.

Parece evidente que parte do desemprego, do achatamento salarial e do
baixo crescimento se deve  conjuntura. Governo e famlias ainda reduzem
dvidas. O mundo cresce mais devagar, e as recadas europeias abalam a
confiana de empresrios e consumidores.

Outro fator de desemprego e reduo da populao economicamente ativa
talvez seja mais duradouro. A gerao do "baby boom" (nascimentos no
ps-Guerra) se aposenta em massa; parte dela desistiu de procurar novo
emprego.

Os trabalhadores mais antigos restantes, mesmo que retreinados, iriam
empregar-se onde? E os jovens? Qual seria o novo setor dinmico, capaz
de atrair macios investimentos para liderar o crescimento em geral da
economia?

O setor mais inovador, de tecnologia, cria poucos empregos. E a
industrializao da vizinhana da China, ainda mais atrasada, continuar
a prejudicar fbricas americanas dos ramos convencionais.

O investimento insuficiente  um fator importante da lenta recuperao.
Grandes empresas relutam em investir, apesar de seus balanos saudveis,
pois temem o retraimento do consumidor.

A reduo dos gastos federais e os brutais cortes de despesas em Estados
e cidades afetam tanto a contratao de empresas quanto o consumo das
famlias. A poupana baixa desde os anos 1980.

A demanda externa no se apresenta como alternativa, pois a Europa
estar em crise por vrios anos, e a China continuar a reduzir seu
ritmo de crescimento.

Fatores estruturais afetam, sim, o potencial de crescimento. O ritmo de
ampliao da mo de obra cai, dados o envelhecimento da populao e a
reduo da taxa de nascimentos. Tudo o mais constante, parece que a nova
normalidade americana ser de crescimento em ritmo mais baixo.

Os EUA tm pela frente ao menos meia dcada de ajustamento das contas
pblicas, demografia menos favorvel, gastos crescentes com idosos e
concorrncia externa que pode tragar empregos em setores tradicionais.

A economia americana, contudo, reagiu nos anos 1980  onda japonesa.
Reinventou-se, e ao mundo, com as inovaes de suas empresas de
tecnologia de informao. Por ora, no entanto, a perspectiva mais normal
para os EUA aponta para uma economia entrando na terceira idade: madura
e mais lenta, embora ainda saudvel -e extremamente rica. Prximo Texto
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Srgio Dvila

Fora no torpedo

SO PAULO - O que faz um homem enquanto aguarda o incio e durante a
sesso que o colocar na histria do Congresso brasileiro como o segundo
senador cassado por quebra de decoro em 188 anos? Demstenes Torres
mandava e recebia torpedos dedilhando seu iPhone 4.

"Te amo muito", escreveu sua mulher, na manh da ltima quarta, durante
a sesso fatdica. "Tb te amo", respondeu ele. "Serenidade!!!!!",
replicou ela. "Estou sereno", concluiu ele, s 12h21. Antes, a afilhada
j tinha escrito: "Fora na peruca!! Famlia unida com o senhor!!
Lembre-se: j venceu!!! Bjos".

Para "Jarbas V" (seria o senador Jarbas Vasconcelos, que diz ter votado
pela cassao dele?), Demstenes disparou, s 11h32: "Deixei em seu
gabinete 'memoriais' que explicam o que aconteceu". Ligou ainda para
"Wellington2" (talvez o ex-senador Wellington Salgado?).

Checou a lista de mensagens trocadas: "Benedito C" (o nmero da casa do
irmo, Benedito Torres?), "Kakay" (apelido de seu advogado, Antonio
Carlos de Almeida Castro), Luciano Feldens (outro advogado de sua
defesa). Olhou a foto da mulher sorrindo na tela de fundo.

Viramos uma civilizao de seres cabisbaixos, que se esbarram nas ruas
encantados pela telinha luminosa. O vcio em celulares inteligentes 
to forte como outros, segundo Leslie A. Perlow, professora de Harvard e
autora de "Sleeping with Your Smartphone" (dormindo com seu celular).

J existe at palavra para o medo de perder o aparelho: "nomofobia", do
ingls "no-mobile phobia". Surgiu como resultado de um estudo que
descobriu que 53% dos ouvidos sentem ansiedade semelhante  de ir ao
dentista ao pensar em perder o celular, ficar sem bateria ou crdito.

Pelo vcio perdemos nossa privacidade todos os dias, como fez Demstenes
na quarta-feira, flagrado por fotgrafos enquanto digitava. Se bem que o
hoje ex-senador perdeu mais, por outros hbitos, e no houve peruca que
o salvasse. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Eliane Cantanhde

Menos caf, mais leite

BRASLIA - So Paulo, Estado, e So Paulo, capital, acostumaram-se a ser
tratados no Brasil como centros do universo -e no apenas por paulistas
e paulistanos. Maior economia, polo irradiador de cultura, bero do PT e
do PSDB, base de FHC e de Lula, tudo parece comear e acabar em So
Paulo. Ou parecia.

Nestas eleies, a presidente da Repblica no se mete nas estripulias
de Lula em So Paulo e prefere cuidar de Belo Horizonte. So Paulo  de
Lula e, de Minas, Dilma cuida.

Ela vem do PDT e no tem a menor pacincia com o PT de So Paulo. Na
primeira oportunidade, livrou-se de Palocci e o trocou por Gleisi. Em
seguida, chamou Ideli. Elas so do PT, mas uma  do Paran, e a outra,
de Santa Catarina. Um trio feminino e no paulista manda no Planalto.

Agora mesmo, Dilma estuda alternativas ao lder do governo na Cmara,
Arlindo Chinaglia, do PT-SP, que deixou o pau comendo e viajou na ltima
semana antes do recesso. No  coisa que lder faa.

Assim, Dilma deixa Lula se divertir em So Paulo, mordendo canelas e
tentando trucidar o PSDB, enquanto ela cuida da prpria reeleio.

Melchiades Filho j escreveu neste espao que a eleio de So Paulo
reflete o passado, com Lula versus Serra, e a de Belo Horizonte aponta
para o futuro. Perfeito.

 ali que todos os principais personagens de 2014 testam foras: Acio
Neves, Eduardo Campos, Michel Temer, Gilberto Kassab.  l, portanto, a
prova de fogo de Dilma, no mais como pupila, mas como lder. Se Lula
pode se dar ao luxo de ser quase diletante, Dilma tem de se superar e
ser pragmtica.

Para Lula, o que interessa  ter o gosto de derrotar a oposio no seu
ltimo grande reduto. Para Dilma, o fundamental  fortalecer os laos
com o PT e manter unida e sob controle sua imensa e ambiciosa base
aliada. O laboratrio  BH.

 assim que todas as fichas de 2014 j esto sendo jogadas -e em Minas.
Faam suas apostas. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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Carlos Heitor Cony

Dom Eugenio

RIO DE JANEIRO - Se fosse muulmano, umbandista, tcnico de futebol,
comunista ou lixeiro, dom Eugenio Sales seria o que sempre foi: um homem
reto, sincero, fiel a seus princpios e, sobretudo, humano. Acontece que
foi sacerdote, bispo e cardeal. Sua trajetria tinha um ponto de
referncia l em cima -no caso dele, o Deus no qual acreditava e a
igreja  qual servia em tempo integral e em modo total.

Conservador, sim, e mais do que isso: coerente e sincero com sua forma
de pensar e agir no mundo.

O pessoal de certa esquerda o criticava porque no bajulava causas e
doutrinas que entravam em moda. Ele fizera sua opo bsica por uma
religio estruturada, multissecular, que passara por um "aggiornamento"
no Conclio Vaticano 2. No trocaria esse corpo de pensamento social e
ao por um marxismo superado, um socialismo terceiro-mundista e
badalativo.

Alm da doutrina tradicional da igreja  qual serviu, atualizou-se com
as encclicas que foram at citadas por Joo Goulart no famoso comcio
de 13 de maro de 1964: a "Mater et Magistra", a "Populorum Progressio"
e a "Pacem in Terris". Pessoalmente, creio que nem Jango nem a turma que
o cercava tivessem lido (ou entendido) os documentos que gostavam de
brandir para amenizar resistncias numa sociedade que, afinal, se rotula
de crist ocidental.

Protegeu perseguidos polticos daqui e de fora, com uma firmeza que
desarmava os militares. Eu prprio, em certa poca, fui rastreado por
ele e por dois de seus auxiliares, dom Eduardo e dom Rafael.

Em alguns momentos de perigo que atravessei, ia dormir na casa de dom
Eugenio, no Sumar, quando fumvamos nossos charutos.

Detalhe importante: ele nunca me chamou pelo meu nome usual, mas de
Heitor. Como meu pai e minha me. Texto Anterior | Prximo Texto |
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Josu Gomes da Silva

Soberania tecnolgica

A USP  a nica universidade do Brasil includa entre as 200 mais bem
ranqueadas do mundo, ocupando o 178 lugar. Tambm  a melhor da Amrica
Latina, conforme ranking do grupo britnico Quacquarelli Symonds, que
lhe atribuiu nota mxima.

De fato, o pas tem instituies de excelncia no ensino superior, mas,
considerada sua extenso territorial, sua populao e seus desafios a
serem superados, ainda est aqum do ideal.

O Chile, com territrio de 756 mil quilmetros quadrados e 17 milhes de
habitantes (populao equivalente  da Grande So Paulo), classificou
quatro entre as dez melhores universidades da Amrica Latina. O Brasil,
com rea mais de dez vezes superior e populao 11,5 vezes mais
numerosa, classificou apenas trs.

Se ampliarmos o universo de avaliao para as 25 melhores universidades
latino-americanas, nosso pas tem nove representantes. Alm da USP,
incluem-se a Unicamp (3 colocada), seguida das federais do Rio de
Janeiro (UFRJ, 8), Minas Gerais (UFMG, 13), do Rio Grande do Sul
(UFRGS, 14) e de So Paulo (Unifesp, 15). A Universidade Estadual
Paulista (Unesp)  a 16, logo  frente da Pontifcia Universidade
Catlica do Rio (PUC-Rio). A Universidade de Braslia (UnB), no 25
posto, encerra a relao das nacionais no topo da lista.

 interessante cruzar essa classificao do Quacquarelli Symonds com
recente relatrio da Thomson Reuters baseado no ndice Mundial Derwent
de Patentes, obtido com exclusividade pela Folha , em maro ltimo.
Nota-se que somente 27% dos registros brasileiros so de universidades.
Encabeado pela Petrobras, o grupo dos cinco primeiros tem empresas
estatais e instituies pblicas.

Infere-se ento que nossa academia tem espao para produzir mais
pesquisas e, sobretudo, para transform-las em patentes, fator que
certamente tambm estimularia a excelncia em maior nmero de
estabelecimentos de ensino superior e lhes garantiria receita adicional
pela explorao das descobertas registradas.

De maneira geral, o estudo revela um avano brasileiro, mostrando que o
nmero de patentes no pas cresceu 64% de 2001 a 2010. Tivemos, na
dcada, 130 mil pedidos de registros "inovadores", mas na China, que
acabou de superar os EUA e o Japo, foram trs milhes.

Portanto, temos potencial e, mais do que isso, necessidade de ampliar o
nmero de universidades inseridas no padro mundial de excelncia. 
importante que esse avano inclua maior sinergia entre academia e
empresas, de modo que o desenvolvimento cientfico e tecnolgico leve 
maior inovao de nossos setores produtivos.

JOSU GOMES DA SILVA escreve aos domingos nesta coluna. Texto Anterior |
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Cmaras Municipais - 15/07/2012 ***
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Cesar Maia

Sobre as nossas Cmaras Municipais

A Constituio de 88 deu fora a vereadores. Mas, com o tempo, eles
deixaram de representar bairros ou ideologias. Hoje em dia, quase todos
so de clientela

O processo constituinte de 1986 (eleies), 1987 e 1988 ocorreu num auge
do movimento municipalista liderado pelo prprio governador de So
Paulo, Orestes Qurcia. A comear pelo artigo primeiro da nova
Constituio, que incluiu os municpios como entes federados, igualando
seu status poltico ao dos Estados.  o nico caso no mundo de Federao
com esse status municipal.

A reforma tributria aprovada na Constituinte beneficiou especialmente
os municpios, que passaram de 14% da carga tributria nacional
distribuda para 20%, um crescimento de mais de 40%.

Nesse quadro, as mais beneficiadas foram as capitais e grandes cidades.
Depois da Constituinte, os Estados perderam participao, mas os
municpios praticamente no.

As capitais enfrentavam forte crise financeira. O exemplo mais eloquente
era a cidade do Rio de Janeiro, que quebrou. Mudanas nos impostos
nicos sobre lubrificantes e combustveis, energia eltrica e
telecomunicaes foram decisivas.

Antes, os municpios recebiam, quando recebiam, uma pequena porcentagem
dos impostos nicos. Com a efetivao da nova Constituio, um ano
depois as capitais foram financeiramente recuperadas.

Alm disso, os municpios passaram a ter poder concorrente com os
Estados em todas as funes de governo, exceto aquelas que a
Constituio explicitamente elencava, como segurana pblica, Justia,
Ministrio Pblico e Tribunais de Contas. Assim mesmo, as cidades do Rio
e So Paulo mantiveram seus tribunais de contas municipais.

As Cmaras Municipais tiveram seus poderes exponenciados. O maior deles
foi quanto aos parmetros e regras urbansticas.

At 1988, cabia ao poder executivo (prefeitos), por ato administrativo
prprio, definir tudo sobre o uso do solo urbano. A partir de 1988,
qualquer mudana de parmetro urbanstico deve ser feita por lei.

Agregue-se a isso outros poderes dos vereadores: legislar sobre
alquotas dos tributos existentes, definir todas as posturas municipais
(uso das ruas e caladas), estabelecer, por iniciativa prpria, normas
para transportes, meio ambiente, ocupao sub-regional da cidade... Um
exemplo  o plano diretor e a possibilidade permanente de emend-lo.

No entanto, um ano depois, foi derrubado o muro de Berlim. Em pouco
tempo, desintegraram-se a Unio Sovitica e a Guerra Fria.

Com isso, a estrutura das Cmaras Municipais das capitais mudou. Elas
contavam com vereadores de bairro, vereadores temticos, vereadores
ideolgicos, alm dos da tradicional clientela. Com o tempo, os
ideolgicos foram desaparecendo. Os comunitrios -eleitos em sua prpria
base de bairro-, reduzidos (no caso do Rio, a dois). Com os temticos
aconteceu a mesma coisa (tambm dois, no caso do Rio).

Hoje, quase todos os vereadores so de clientela, com seus centros
sociais e seus favores. Para isso, precisam de apoio. Depois da eleio
de prefeito, aderem ao eleito no PG, o Partido do Governo. Em geral, no
exercem o poder que tm no processo legislativo, mas buscam usar o voto
para conseguir apoio para as suas aes de clientela.

Foram, assim, duas curvas ps-88 dos vereadores. Uma imediatamente
ascendente: o poder constitucional adquirido. A segunda,
progressivamente descendente. Cruzam-se, at a cristalizao de uma
enorme maioria galopando polticas de clientela. Entre as duas, uma taxa
de troca que se cristaliza nos anos 2000.

O eleitor pragmaticamente termina com seu voto atrado para o que lhe
parece prtico: um representante de suas demandas de clientela. E, com
isso, as necessidades fundamentais do eleitor ficam  margem. Vale
lembrar Eva Peron: "Onde h uma necessidade, h um direito".

Direitos no so conquistados atravs de clientelas, mas de polticas
pblicas orgnicas.

Os artigos publicados com assinatura no traduzem a opinio do jornal.
Sua publicao obedece ao propsito de estimular o debate dos problemas
brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendncias do
pensamento contemporneo. debates@uol.com.br

CESAR MAIA , 67,  economista. Foi prefeito do Rio de Janeiro por trs
mandatos (1993-1996, 2001-2004 e 2005-2008) Texto Anterior | Prximo
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Opinio - De repente, classe C
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Leandro Machado

De repente, classe C

Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda
quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV at trocaram um jornalista
para me agradar

Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz at descobrir que no sou
mais pobre e que agora fao parte da classe C.

Com a informao, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as
celebridades do momento. Todo mundo fala de ns e, claro, quer nos
atingir de alguma forma.

H empresas, publicaes, planos de marketing e institutos de pesquisa
exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferncias: se gosto
de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos so do
Van Damme ou do Steven Seagal.

(Alis, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da
classe C, aparentemente tenho srias dificuldades para ler com rapidez
essas malditas legendas.)

A televiso tambm estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus
planos: alm do aumento dos programas que relatam crimes bizarros
(supostamente gosto disso), as telenovelas agora tm empregadas
domsticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e at mesmo
personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.

A diferena  que nesses bairros, os da novela, no h nibus que
demoram duas horas para passar nem buracos na rua.

Um telejornal famoso at trocou seu antigo apresentador, um homem fino e
especialista em vinhos, por um ncora, digamos, mais povo, do tipo que
fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez.
Deve estar l para chamar a minha ateno com mais facilidade.

As empresas viram a luz em cima da minha cabea e decidiram que minha
classe  seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo
modo no existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas no tinha
nome nem capital razovel.

De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox,
engenhocas eletrnicas, planos de sade e TV por assinatura. Tudo em
parcelas a perder de vista e com reduo do IPI.

E as universidades privadas, ento, pipocam por So Paulo. Os cursos
custam R$ 200 reais ao ms, e isso se eu no quiser pagar menos,
estudando  distncia.

Assim como toda pasta de dente  a mais recomendada entre os dentistas,
essas universidades esto sempre entre as mais indicadas pelo Ministrio
da Educao, como elas mesmas alardeiam. Se  verdade ou no, quem pode
saber?

E se eu no acreditar na educao privada, posso tentar uma universidade
pblica, evidentemente. Foi o que fiz: passei numa federal, fiz a
matrcula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaos. No
tenho nem sala de aula.

No que eu no esteja feliz com meu novo status de consumidor, no deve
ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais
de esporte e minha me prepara a comida num fogo novo; se isso no for
felicidade, do que se trata, ento?)

O problema  que me esforo, juro, mas o ceticismo ainda  minha
perdio: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos
os dias, meu plano de sade no cobre minha doena no intestino e morro
de medo das enchentes do bairro.

Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razovel
poder de consumo, passo por perrengues do sculo passado. Eu e mais de
30 milhes de pessoas -no somos pobres, mas classe C.

Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vo me chamar
de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que s li Marx na verso
resumida em quadrinhos. Fazer o qu, se eu gosto  de autoajuda?

Os artigos publicados com assinatura no traduzem a opinio do jornal.
Sua publicao obedece ao propsito de estimular o debate dos problemas
brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendncias do
pensamento contemporneo. debates@uol.com.br

LEANDRO MACHADO , 23,  estudante de letras na Universidade Federal de
So Paulo, mora em Ferraz de Vasconcelos (SP) e escreve no blog Mural,
da Folha Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Painel do leitor

A seo recebe mensagens por e-mail ( leitor@uol.com.br .), fax
(0/xx/11/3223-1644) e correio (al. Baro de Limeira, 425, So Paulo, CEP
01202-900). A Folha se reserva o direito de publicar trechos.



Venezuela

A anlise de Igor Gielow ("Mundo", 13/7), alm de proferir acusaes
falsas e sem provas, ignora a relao de cooperao entre Venezuela e
Colmbia no combate ao narcotrfico e na busca pela paz na regio.
Ilaes como as publicadas pelo jornal s servem para alimentar o
preconceito e fomentar uma campanha de desinformao entre os
brasileiros e em nada contribuem para a relao de amizade e parceria
entre as naes-irms, agora consolidada com a entrada da Venezuela no
Mercosul. MAXIMILIEN ARVELIZ, embaixador da Repblica Bolivariana da
Venezuela no Brasil (Braslia, DF)

RESPOSTA DO JORNALISTA IGOR GIELOW - O texto no fez acusao alguma, s
citou suspeitas correntes sobre o fornecimento de armas pela Venezuela
s Farc e registrou que o governo Chvez as nega.

Catracas

Parabns ao senhor Marcos Augusto Gonalves pela oportuna crnica "A
humilhante catraca" ("Opinio", 13/7). Gostaria que ele fizesse uma
outra sobre o mesmo tema, mas denunciando a degradante situao das
crianas que precisam rastejar sob a catraca no assoalho imundo dos
nibus por estarem isentas de pagar a passagem. Essa  a maneira mais
humana de as crianas exercerem os seus direitos? ATTILIO BRUNACCI (So
Paulo, SP)

Senado

Em quase dois sculos de histria republicana, foram cassados apenas
dois senadores por quebra de decoro.  exceo de Luis Estevo e
Demstenes Torres, pressupe-se que nossos senadores sempre cultivaram e
defenderam os supremos interesses pblicos.  de se perguntar: nesse
contexto de moralidade ainda h necessidade de CPI? PAULO MARIA DE
ARAGO (Fortaleza, CE)

Garimpo

Os garimpeiros esto destruindo o meio ambiente, incentivando a
prostituio de menores e a criminalidade ("Mundo", 13/7). Bem fariam as
autoridades da Guiana Francesa em expuls-los. PAULO HASE (Araci, BA)

Lula e FHC

Muito interessante a opinio do colunista Moiss Nam ("Mundo", 13/7)
sobre dois ex-presidentes do Brasil. Um, FHC, sempre submisso aos
americanos, recebe um prmio naquele pas. O outro, Lula,  criticado
por homenagear um inimigo dos americanos, como o so todos os que no
curvam a coluna para os gringos. CARLOS BRISOLA MARCONDES
(Florianpolis, SC)

-

 muito gratificante ler um artigo como o de Moiss Nam ("Para que
serve um ex-presidente", 13/7). Pena que o ex-presidente Lula tenha
declarado que no l jornais. Se ele lesse, iria se comportar como um
ex-presidente. JOS MARIA C. RODRIGUES (Curitiba, PR)

Violncia

De que lado a Folha est? Em 2011, 47 policiais foram executados pela
bandidagem. Neste ano j so mais de 30 at agora. O nmero de policiais
mortos j corresponde a quase 70% do total de 2011. Cad a indignao?
Cad a manchete de Primeira Pgina? SANDRO CSAR GALLINARI (Praia
Grande, SP)

Dilma

Diariamente as presidentes de Brasil e Argentina, Dilma Rousseff e
Cristina Kirchner, fazem discursos sobre assuntos incompatveis com suas
funes, numa tentativa de demonstrar poder para enfrentar a crise. Acho
que um pronunciamento mais equilibrado, realista e menos constante faria
bem. Chefes de governo devem se manifestar sobre assuntos de interesse
do pas e no fazer apelos emocionais. JOS OSVALDO GONALVES ANDRADE
(Belo Horizonte, MG)

Golpismo

PSDB, PPS e PP apoiaram o golpe no Paraguai. EUA, inimigos do Mercosul,
so o mentor do golpe, o que no  novidade. A grande mdia tambm apoia
o golpe. Qual  o perigo e a novidade deste golpe? Minoria no Congresso,
mesmo que o presidente tenha sido eleito pela maioria da populao.
Imagine a instabilidade que esse neogolpismo gera? ANTONIO NEGRO DE S
(Rio de Janeiro, RJ)

Juza

Solidarizo-me com a juza Barbara Carola Hinderberger Cardoso de Almeida
("Eu quero minha liberdade de volta", "Opinio", 13/7). Coragem no lhe
falta. Mas tenho certeza que muitos brasileiros querem de volta no a
liberdade, mas a honestidade e a honradez para os componentes de nossas
instituies pblicas. WANDER CORTEZZI (So Jos do Rio Preto, SP)

-

O Estado deve  juza Brbara Hinderberger Cardoso de Almeida a
segurana a que ela tem direito para exercer a sua relevante funo
pblica.  inaceitvel que um magistrado tenha sua vida colocada em
risco s por cumprir o seu dever. H poucas semanas um juiz do caso
Cachoeira pediu afastamento alegando cansao, mas admitindo ameaas 
famlia. A falta de pronta resposta das autoridades nesses casos acaba
encorajando o crime organizado. JOO RAMOS DE SOUZA (So Paulo, SP)

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Erramos

erramos@uol.com.br



PODER ( 3.JUN, PG. A4 ) A reportagem "Dilma quer acabar com aluguel de
horrio na TV" informou erroneamente que Edir Macedo fundou a TV Record,
quando, na verdade, ela foi criada por Paulo Machado de Carvalho. Edir
Macedo comprou a emissora na dcada de 1990.

PODER ( 25.JUN, PG. A7 ) Diferentemente do que foi informado no texto
"Cl Sarney lana nova gerao na poltica", a famlia Sarney possui
casa na ilha de Curupu, e no em Cururupu, que  um municpio
maranhense.

COTIDIANO ( HOJE, PG. C4 ) A palavra "artesos" saiu grafada de forma
incorreta no ttulo "USP mapeia artistas e arteses do Bexiga".

COTIDIANO ( 12.JUL, PG. C4 ) Diferentemente do informado em "Uso do
Tamiflu tem de ter controle, diz mdico", o infectologista Esper Kalls
 professor da Faculdade de Medicina da USP, e no da Unifesp (federal
de So Paulo).

SOPAULO (HOJE, PGS. 39 E 46) Diferentemente do publicado, no haver
de hoje (15) a quinta (19) nenhuma sesso do filme "13 Assassinos" na
sala 10 do Espao Unibanco Pompeia nem nenhuma sesso de "Elles", na
sala 8.

SOPAULO (1.JUL, PG. 25) A legenda da foto identificou incorretamente
a rea externa em frente  AMA Hospitalar do Campo Limpo como sendo o
pronto-socorro do Hospital do Campo Limpo. Ambos dividem o mesmo prdio.
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PODER ( 3.JUN, PG. A4 ) A reportagem "Dilma quer acabar com aluguel de
horrio na TV" informou erroneamente que Edir Macedo fundou a TV Record,
quando, na verdade, ela foi criada por Paulo Machado de Carvalho. Edir
Macedo comprou a emissora na dcada de 1990.

PODER ( 25.JUN, PG. A7 ) Diferentemente do que foi informado no texto
"Cl Sarney lana nova gerao na poltica", a famlia Sarney possui
casa na ilha de Curupu, e no em Cururupu, que  um municpio
maranhense.

COTIDIANO ( HOJE, PG. C4 ) A palavra "artesos" saiu grafada de forma
incorreta no ttulo "USP mapeia artistas e arteses do Bexiga".

COTIDIANO ( 12.JUL, PG. C4 ) Diferentemente do informado em "Uso do
Tamiflu tem de ter controle, diz mdico", o infectologista Esper Kalls
 professor da Faculdade de Medicina da USP, e no da Unifesp (federal
de So Paulo).

SOPAULO (HOJE, PGS. 39 E 46) Diferentemente do publicado, no haver
de hoje (15) a quinta (19) nenhuma sesso do filme "13 Assassinos" na
sala 10 do Espao Unibanco Pompeia nem nenhuma sesso de "Elles", na
sala 8.

SOPAULO (1.JUL, PG. 25) A legenda da foto identificou incorretamente
a rea externa em frente  AMA Hospitalar do Campo Limpo como sendo o
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