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15/07/2012 ***
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Na mira delas

Antes ambientes masculinos, clubes de tiros recebem cada vez mais
mulheres, geralmente levadas para l pelos maridos; uma delas vai
representar o Brasil nas Olimpadas de Londres




 Mrcia Ribeiro/Folhapress       
[Assim como a me, Elenice Bortolotti, Fernanda treina tiro] 
Assim como a me, Elenice Bortolotti, Fernanda treina tiro

JULIANA COISSI
DE RIBEIRO PRETO


"Tem gente que esquia, tem gente que dana e tem mulheres que cantam em
coral. Eu gosto de atirar." Assim a joalheira Lydia Leo Sayeg, 45,
resumiu  Folha seu hobby pela prtica do esporte, comumente associado
ao universo masculino.

Estrela do programa "Mulheres Ricas", da TV Bandeirantes, Lydia fez essa
revelao ao pas durante o reality show. Ainda que de forma tmida, a
socialite no  um caso isolado. Outras mulheres tambm passaram a ser
vistas nos clubes de tiro do Brasil.

No h uma estatstica que rena todos os praticantes de tiro do pas -a
atividade engloba quatro confederaes.

Somente a de tiro esportivo calcula que, dos cerca de 2.000 associados,
200 so mulheres. Sete anos atrs, elas eram apenas 50.

Segundo outra confederao, a de tiro prtico, hoje so at 150 adeptas
entre os 2.100 associados -sete anos atrs, havia no mximo 20.

A arquiteta Maria Clara Saboya de Toledo, 53, lembra-se de uma poca em
que o tiro era ainda mais um tpico clube do Bolinha.

"Antes contvamos nos dedos quantas atiradoras havia no Brasil. No
enchiam as duas mos", diz ela.

A poca citada por Maria Clara  o incio dos anos 1980.

O pai de uma amiga prxima sofria com lcera. O mdico, na poca,
indicou a ele trs esportes para aliviar a tenso -um deles era o tiro.

A amiga logo passou a atirar tambm. "Ela ganhou uma pistola e eu fiquei
vidrada na arma dela."

Entre 1979 e 1983, pelo Fluminense, Maria Clara conquistou ttulos
brasileiros -no clube hoje so 90 mulheres.

Aps uma pausa, voltou ao esporte em 2004, um ano antes de o tiro poder
lhe ajudar a superar a notcia de que estava com cncer de mama.

"Eu ia careca, de lencinho, aos campeonatos. Tive minha melhor pontuao
naquela poca. Com o tiro, eu esquecia do cncer", afirmou.

ROSA-CHOQUE

Ao contrrio de Maria Clara, normalmente a maioria das mulheres  levada
ao tiro por uma questo familiar: so esposas ou filhas de praticantes.
H jovens entre as atiradoras, mas a maioria tem mais de 30 anos,  de
classe mdia ou alta e trabalha fora.

So tambm, claro, vaidosas. Sempre com as joias que lhe associam 
empresa da famlia, a socialite Lydia Sayeg pratica tiro h quatro anos,
duas vezes por ms -no mais por falta de tempo, diz.

No estande de tiro, no dispensa a feminilidade: o rosa-choque est no
s nas botas, mas no protetor de ouvido e na luva de sua arma -ela
prefere usar pistolas Glock.

Ao menos seis amigas praticam tiro hoje por influncia dela -e ajudam a
quebrar o visual masculino no clube.

"Fica um 'au' quando chega a mulherada, mas eles respeitam, ficam
quietinhos."

O tiro tambm faz a cabea das mulheres no interior. No clube de tiro de
Monte Alto, rifles de calibre 22 so os escolhidos pela dona de casa
Elenice Tombi Bortolotti, 57, e pelas filhas Fabiana, 30, e Fernanda,
21. "Quando atirei pela primeira vez, falei para o meu marido: 'Aos 55
anos, j descobri meu hobby'."

Apesar de divertido e relaxante, o tiro exige um investimento financeiro
considervel. Os custos iniciais para comprar a arma, alm de taxas
anuais de clube, chegam a R$ 40 mil.

 preciso ter a prpria arma. "Isso  pessoal, igual escova de dente",
brinca Ricardo Brenck, da Confederao Brasileira do Tiro Esportivo.

O preo varia desde a mais simples, uma pistola de ar comprimido (as de
chumbinho) de R$ 3.000, at espingardas importadas que chegam a R$ 30
mil.

Na conta, ainda entram custos com munio, a cargo do aluno. Uma caixa
com 500 unidades de chumbinho sai por R$ 20. J a caixa de 50 unidades
de calibre 22 chega a valer R$ 60.

Obter licena para atirar, segundo as confederaes brasileiras,  um
processo to burocrtico que quase leva os praticantes  desistncia.

At obter o sonhado CR (certificado de arma), emitido pelo Exrcito, e a
guia de trfego para transportar a arma,  preciso, por exemplo, passar
por teste psicolgico e exame prtico.

Aps o esforo em obter os papis, dizem as federaes, o Exrcito
demora at quatro meses para emitir o CR.

Para o diretor de tiro do Fluminense, Sergio Meinicke, as leis
brasileiras dificultam o esporte -h dificuldade para renovar o CR,
comprar armas e conseguir transporte da arma para outros Estados.

OBSTCULOS

Os entraves, diz, diminuem as chances de formar atletas. Entre os que
representaro o Brasil nas Olimpadas de Londres estar uma mulher, a
major Ana Luiza Ferro.

Outro obstculo  o preconceito. "O tiro sempre foi perseguido,
associado  violncia e relegado pelo governo ao quinto plano", disse
Sidney Peinado, da federao paulista de tiro esportivo. Texto Anterior
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parceiros nas eleies em 54 cidades de SP - 15/07/2012 ***
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PT e PSDB so parceiros nas eleies em 54 cidades de SP

Na regio de Ribeiro, tucanos e petistas esto unidos em 11 municpios

Para cientista poltico, acordos em cidades pequenas seguem uma lgica
diferente das alianas nacionais LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRO PRETO
MARCELO TOLEDO
EDITOR-ASSISTENTE DA FOLHA RIBEIRO


Rivais nacionais, PT e PSDB caminham juntos como aliados na disputa de
prefeituras em 54 cidades paulistas nas eleies deste ano. S na regio
de Ribeiro so 11 cidades onde petistas e tucanos dividem o mesmo
palanque na campanha eleitoral.

O levantamento foi feito pela Folha nos registros de candidaturas das
645 cidades do Estado de So Paulo.

Na maioria dos municpios onde ocorre essa aliana inesperada, os
partidos no tm candidaturas prprias ao Executivo, apenas aparecem
juntos nas coligaes que sustentam outras siglas.

Em um grupo menor de cidades, o PSDB tem candidatos prprios que recebem
apoio do PT e vice-versa.

A situao que mais chama a ateno, porm,  a dos municpios paulistas
de Junqueirpolis e Paraso. L, petistas e tucanos compem a mesma
chapa como candidatos a prefeito e vice.

Consultados pela Folha , dirigentes estaduais do PSDB e do PT disseram
que, em alguns casos, haver interveno das executivas estaduais das
siglas em diretrios municipais tucanos e petistas.

CONSTRANGIMENTO

A maioria das cidades onde ocorre a aliana tucano-petista  de pequeno
porte. Nesses locais, polticos afirmam que os acordos eleitorais nem
sempre seguem as mesmas lgicas das esferas estadual e nacional.

Tucanos e petistas que se aliaram, porm, no deixam de demonstrar certo
constrangimento quando questionados sobre o assunto.

Em Santa Rosa de Viterbo, PT e PSDB se uniram em torno da candidatura de
Cassio de Assis Cunha Neto (PDT).

O presidente do PSDB na cidade, Jos Vicente Gentil, d o tom da
estratgia usada no acordo: "No vamos sair para pedir votos junto com o
PT. O PT vai de um lado e ns vamos do outro", afirma.

Em Altinpolis, o prefeito Marco Ernani Hyssa Luiz (PMDB) busca a
reeleio tendo apoio de PT e PSDB. A presidente do PT na cidade, Rosana
Alves da Silva, evita usar a palavra aliana para explicar a unio com
os tucanos.

Segundo ela, trata-se de um acordo para fortalecer o municpio. "Mas a
relao  boa, a cidade  muito pequena, no tem porque ter
animosidade", disse a petista.

'UNIFORME USADO'

Para o doutor em cincia poltica pela USP Humberto Dantas, professor do
Insper e estudioso das coligaes nos municpios,  fato que as cidades
pequenas tm uma lgica eleitoral prpria.

Na maioria das vezes, ela atende a grupos polticos que historicamente
controlam os municpios. Pode tambm ajudar na formao de bases
eleitorais que serviro para alimentar candidaturas maiores ou
nacionais, como as de deputados estaduais e federais.

"A sensao  que o partido muitas vezes, principalmente nas pequenas
cidades,  apenas e to somente um uniforme que precisa ser usado para o
jogo ser jogado", afirmou Dantas. Prximo Texto | ndice | Comunicar
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Frase



"A sensao  que o partido muitas vezes, principalmente nas pequenas
cidades,  apenas e to somente um uniforme" HUMBERTO DANTAS doutor em
cincia poltica pela USP e professor do Insper Texto Anterior | Prximo
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no Estado dizem que haver interveno - 15/07/2012 ***
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Lderes de PSDB e PT no Estado dizem que haver interveno

Cpula tucana paulista afirma que partido no admite apoio interno a
candidaturas petistas a prefeito e vice

PT, no entanto, diz que interveno s vai ocorrer onde houver apoio a
tucanos que se declaram antipetistas DE RIBEIRO PRETO


As executivas estaduais do PSDB e do PT vo abrir processos de
interveno em diretrios municipais dos dois partidos em casos de
alianas entre tucanos e petistas nas eleies deste ano.

No caso do PSDB, o secretrio-geral do partido no Estado, Csar Gontijo,
disse que haver interveno em todas as cidades em que tucanos estejam
apoiando candidatos petistas a prefeito ou vice.

J no PT, segundo o presidente estadual da sigla, o deputado Edinho
Silva, a interveno atingir apenas cidades onde haja apoio a
candidatos tucanos que so declaradamente antipetistas.

Uma reunio do diretrio estadual do PT amanh vai avaliar as alianas
entre PT e PSDB no Estado.

"Quando est cristalizado que o candidato [do PSDB]  contra o PT,
agride o governo Dilma, agrediu o governo Lula, nessas cidades ns vamos
fazer interveno", disse Edinho, que  ex-prefeito de Araraquara
(2001-2008).

O PT afirma tolerar alianas com os tucanos nos municpios onde a
coligao com o PSDB j vinha de eleies passadas ou em casos nos quais
os candidatos do partido rival tm compromissos com bandeiras petistas.

SEM EXCEES

A direo do PSDB  mais radical. Ela afirma que uma resoluo aprovada
pela executiva estadual, chancelada pela cpula nacional, probe apoio a
candidaturas majoritrias petistas e ser seguida  risca. A interveno
tucana deve ocorrer em ao menos quatro cidades do Estado.

"Existe uma determinao partidria que os diretrios tm que cumprir.
No vamos entrar no mrito se o candidato  bom ou ruim, quem define
estratgia  o diretrio estadual e est definido."

Segundo Gontijo, o processo de interveno est em andamento em
Presidente Prudente, no oeste paulista, onde o PSDB est na coligao
que apoia a chapa que tem o candidato a vice pelo PT.

A interveno tambm vai atingir cidades como Barra do Turvo, Murutinga
do Sul e Paraso, onde candidatos a prefeito pelo PT tm apoio de
tucanos.

O dirigente do PSDB disse que, nos casos em que tucanos tm candidaturas
majoritrias e recebem apoio petista, no haver interveno.

"Apoio ns queremos de todos. Cobramos dos nossos candidatos postura
socialdemocrata. Se o apoio vier do PT, timo. Mas no compactuamos com
a forma do PT de governar", disse Gontijo.

DESCONFORTO

Em Prudente, o vice-prefeito Marcos Vinha (PT) evitou falar sobre o
tema, mostrando desconforto com a situao. "Isso voc tem que falar com
o partido", afirmou.

Vinha  vice do prefeito Milton Carlos de Mello (PTB), e a dupla busca a
reeleio em uma coligao que tem 15 partidos, incluindo o PSDB.

"Eu no tenho nenhum problema com relao aos companheiros do PSDB",
afirmou o presidente do diretrio do PT em Prudente, Aparecido de
Oliveira Camargo.

J o presidente do PSDB na cidade, Walter Dallari, fez questo de
ressaltar que a coligao do partido  com o PTB, que  o cabea da
chapa -para a Justia Eleitoral, no entanto, o grupo que inclui
petistas, tucanos e os outros 13 partidos  um s.

Dallari afirma que a administrao do PTB em Prudente j tem parceria
com o governo estadual, tucano, e que no h motivo para romper "s
porque tem um vice do PT". (LEANDRO MARTINS) Texto Anterior | Prximo
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Tucanos e petistas de braos dados



Na regio Altinpolis Aramina Cajobi Colina Jaborandi Jeriquara Luiz
Antnio Restinga Ribeiro Bonito Santa Rosa de Viterbo Santo Antnio da
Alegria

No restante do estado Adolfo Alfredo Marcondes Altair Alto Alegre
Alvinlndia Arco-ris Ariranha Balbinos Baro de Antonina Barra do Turvo
Brejo Alegre Buri Buritama Cedral Coronel Macedo Dracena Embaba Flrida
Paulista Guarant Holambra Junqueirpolis Luizinia Lutcia Maripolis
Mirandpolis Mococa Murutinga do Sul Palestina Paraso Parapu Pedro de
Toledo Pirapozinho Presidente Epitcio Presidente Prudente Quintana
Ribeiro Grande Santa Adlia Santa Albertina Santa Rita d'Oeste So Joo
das Duas Pontes Serra Negra Turmalina Ubarana Texto Anterior | Prximo
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SP, tucanos e petistas fazem at dobradinhas - 15/07/2012 ***
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Em duas cidades de SP, tucanos e petistas fazem at dobradinhas DE
RIBEIRO PRETO


Em dois municpios do interior paulista, Junqueirpolis e Paraso, PSDB
e PT no apenas so aliados nas eleies deste ano como tambm integram
as dobradinhas formadas para disputar os cargos de prefeito e vice.

O principal argumento dos polticos nessas localidades  que, nos
municpios de menor porte, as relaes pessoais acabam valendo muito
mais do que os interesses estritamente partidrios.

"Em cidade pequena, a gente no v partido, a gente v pessoas", afirma
o vereador Edimar Isepan (PSDB), de Paraso, municpio com cerca de
6.000 habitantes localizado no norte do Estado.

Isepan concorre a vice-prefeito na chapa que tem como candidato
principal o petista Andr Ricardo Boneti Rosa, que tambm  vereador.

Em Junqueirpolis, cidade de quase 19 mil habitantes ao noroeste de So
Paulo, a dobradinha  inversa. O advogado Hlio Furini, do PSDB, que j
foi prefeito,  candidato ao Executivo tendo como vice a economista Nair
de Souza Leite, do PT.

O acordo na eleio deste ano repete uma aliana entre os dois partidos
que j existe h pelo menos dois mandatos na cidade, afirma Furini.

O PSDB governa Junqueirpolis h 16 anos -o prprio Furini j foi
prefeito, de 1997 a 2004. Nos ltimos dois mandatos, de 2005 at agora,
o PT integra a administrao, controlando a pasta da Educao.

Nas duas localidades, os polticos negam que haja constrangimento ao
dividir o palanque com integrantes de partidos rivais no pas.

"O PT sempre deu apoio para o nosso grupo poltico e vice-versa. Isso
facilitou esse acordo", afirmou Furini. (LM) Texto Anterior | Prximo
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Frases



"Quando est cristalizado que o candidato [do PSDB]  contra o PT,
agride o governo Dilma, nessas cidades ns vamos fazer interveno"
EDINHO SILVA presidente estadual do PT

"Cobramos dos candidatos postura socialdemocrata. Se o apoio vier do PT,
timo. Mas no compactuamos com a forma do PT de governar" CSAR GONTIJO
secretrio-geral do PSDB em SP Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Ribeiro - Diarista cobra at o
dobro em casas de bairros nobres de Ribeiro Preto - 15/07/2012 ***
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Foco

Diarista cobra at o dobro em casas de bairros nobres de Ribeiro Preto
GABRIELA YAMADA
DE RIBEIRO PRETO


Morar em reas nobres de Ribeiro Preto pode pesar no oramento
domstico durante a contratao de profissionais para servios gerais.

Isso porque uma mesma diarista, por exemplo, pode cobrar o dobro do
valor de acordo com o endereo. Enquanto seus servios custam em mdia
R$ 60 na regio central, na zona sul, o mesmo trabalho sai por R$ 120.

Servios prestados por outros profissionais, como jardineiros,
eletricistas e pedreiros, tambm seguem a mesma tendncia, segundo
moradores e trabalhadores ouvidos pela Folha .

A professora Tnia Pita Haudicho, 46, percebeu a disparada nos valores
h um ano, quando se mudou do centro para o Alto da Boa Vista, bairro de
alto padro.

Ela s conseguiu achar uma diarista quando aceitou desembolsar o mesmo
que pagava antes para uma faxineira limpar sua casa no centro -R$ 700.
Com um detalhe: no Alto da Boa Vista, a moa trabalha trs vezes por
semana e no de segunda a sexta, como no centro.

"Elas no perguntam pelo tamanho da casa, e sim pelo bairro onde moro."

Os famosos "maridos de aluguel" tambm cobram mais caro por servios em
reas nobres da cidade.

Conhecido como "marido extra", Gerson Silva Pereira, 54, explica que a
variao se d pelo preo do material a ser utilizado nos consertos.

"Um reator, por exemplo, custa R$ 14 no centro. Mas no shopping, custa
R$ 25. Assim, o valor cobrado sobe."

H, no entanto, "maridos de aluguel" que na primeira visita cobram uma
taxa de deslocamento. "Para a zona sul, a taxa varia entre R$ 20 e R$
40", afirma Danilo Bocchi, 31, que atua em uma empresa do ramo. Texto
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Na mira delas

Antes ambientes masculinos, clubes de tiros recebem cada vez mais
mulheres, geralmente levadas para l pelos maridos; uma delas vai
representar o Brasil nas Olimpadas de Londres




 Mrcia Ribeiro/Folhapress       
[Assim como a me, Elenice Bortolotti, Fernanda treina tiro] 
Assim como a me, Elenice Bortolotti, Fernanda treina tiro

JULIANA COISSI
DE RIBEIRO PRETO


"Tem gente que esquia, tem gente que dana e tem mulheres que cantam em
coral. Eu gosto de atirar." Assim a joalheira Lydia Leo Sayeg, 45,
resumiu  Folha seu hobby pela prtica do esporte, comumente associado
ao universo masculino.

Estrela do programa "Mulheres Ricas", da TV Bandeirantes, Lydia fez essa
revelao ao pas durante o reality show. Ainda que de forma tmida, a
socialite no  um caso isolado. Outras mulheres tambm passaram a ser
vistas nos clubes de tiro do Brasil.

No h uma estatstica que rena todos os praticantes de tiro do pas -a
atividade engloba quatro confederaes.

Somente a de tiro esportivo calcula que, dos cerca de 2.000 associados,
200 so mulheres. Sete anos atrs, elas eram apenas 50.

Segundo outra confederao, a de tiro prtico, hoje so at 150 adeptas
entre os 2.100 associados -sete anos atrs, havia no mximo 20.

A arquiteta Maria Clara Saboya de Toledo, 53, lembra-se de uma poca em
que o tiro era ainda mais um tpico clube do Bolinha.

"Antes contvamos nos dedos quantas atiradoras havia no Brasil. No
enchiam as duas mos", diz ela.

A poca citada por Maria Clara  o incio dos anos 1980.

O pai de uma amiga prxima sofria com lcera. O mdico, na poca,
indicou a ele trs esportes para aliviar a tenso -um deles era o tiro.

A amiga logo passou a atirar tambm. "Ela ganhou uma pistola e eu fiquei
vidrada na arma dela."

Entre 1979 e 1983, pelo Fluminense, Maria Clara conquistou ttulos
brasileiros -no clube hoje so 90 mulheres.

Aps uma pausa, voltou ao esporte em 2004, um ano antes de o tiro poder
lhe ajudar a superar a notcia de que estava com cncer de mama.

"Eu ia careca, de lencinho, aos campeonatos. Tive minha melhor pontuao
naquela poca. Com o tiro, eu esquecia do cncer", afirmou.

ROSA-CHOQUE

Ao contrrio de Maria Clara, normalmente a maioria das mulheres  levada
ao tiro por uma questo familiar: so esposas ou filhas de praticantes.
H jovens entre as atiradoras, mas a maioria tem mais de 30 anos,  de
classe mdia ou alta e trabalha fora.

So tambm, claro, vaidosas. Sempre com as joias que lhe associam 
empresa da famlia, a socialite Lydia Sayeg pratica tiro h quatro anos,
duas vezes por ms -no mais por falta de tempo, diz.

No estande de tiro, no dispensa a feminilidade: o rosa-choque est no
s nas botas, mas no protetor de ouvido e na luva de sua arma -ela
prefere usar pistolas Glock.

Ao menos seis amigas praticam tiro hoje por influncia dela -e ajudam a
quebrar o visual masculino no clube.

"Fica um 'au' quando chega a mulherada, mas eles respeitam, ficam
quietinhos."

O tiro tambm faz a cabea das mulheres no interior. No clube de tiro de
Monte Alto, rifles de calibre 22 so os escolhidos pela dona de casa
Elenice Tombi Bortolotti, 57, e pelas filhas Fabiana, 30, e Fernanda,
21. "Quando atirei pela primeira vez, falei para o meu marido: 'Aos 55
anos, j descobri meu hobby'."

Apesar de divertido e relaxante, o tiro exige um investimento financeiro
considervel. Os custos iniciais para comprar a arma, alm de taxas
anuais de clube, chegam a R$ 40 mil.

 preciso ter a prpria arma. "Isso  pessoal, igual escova de dente",
brinca Ricardo Brenck, da Confederao Brasileira do Tiro Esportivo.

O preo varia desde a mais simples, uma pistola de ar comprimido (as de
chumbinho) de R$ 3.000, at espingardas importadas que chegam a R$ 30
mil.

Na conta, ainda entram custos com munio, a cargo do aluno. Uma caixa
com 500 unidades de chumbinho sai por R$ 20. J a caixa de 50 unidades
de calibre 22 chega a valer R$ 60.

Obter licena para atirar, segundo as confederaes brasileiras,  um
processo to burocrtico que quase leva os praticantes  desistncia.

At obter o sonhado CR (certificado de arma), emitido pelo Exrcito, e a
guia de trfego para transportar a arma,  preciso, por exemplo, passar
por teste psicolgico e exame prtico.

Aps o esforo em obter os papis, dizem as federaes, o Exrcito
demora at quatro meses para emitir o CR.

Para o diretor de tiro do Fluminense, Sergio Meinicke, as leis
brasileiras dificultam o esporte -h dificuldade para renovar o CR,
comprar armas e conseguir transporte da arma para outros Estados.

OBSTCULOS

Os entraves, diz, diminuem as chances de formar atletas. Entre os que
representaro o Brasil nas Olimpadas de Londres estar uma mulher, a
major Ana Luiza Ferro.

Outro obstculo  o preconceito. "O tiro sempre foi perseguido,
associado  violncia e relegado pelo governo ao quinto plano", disse
Sidney Peinado, da federao paulista de tiro esportivo. Texto Anterior
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Frases



"Fica um 'au' quando chega a mulherada, mas eles [os homens] respeitam,
ficam quietinhos. Atirar  uma delcia, d uma sensao de poder" LYDIA
LEO SAYEG joalheira

"Eu ia careca, de lencinho, nos campeonatos. Com o tiro, eu esquecia do
cncer. Eu focava acertar o alvo"

"Meu pai dizia que nunca imaginou que teria orgulho de ter uma filha
pistoleira" MARIA CLARA SABOYA DE TOLEDO arquiteta que teve cncer de
mama

"Quando atirei pela primeira vez, falei para o meu marido: 'Eu, aos 55
anos, j descobri meu hobby'"

"Sempre gostei de armas, desde pequena.  timo, desestressa. Depois que
atira, [voc] sai leve" ELENICE TOMBI BORTOLOTTI dona de casa Texto
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