
==============================================================

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Serra contesta
impugnao e diz que sua candidatura est regular - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Eleies

Serra contesta impugnao e diz que sua candidatura est regular




 Reinaldo Canato/Folhapress      
[Jos Serra anda de bicicleta com correligionrios, em SP] 
Jos Serra anda de bicicleta com correligionrios, em SP



DE SO PAULO - Candidato do PSDB  Prefeitura de So Paulo, Jos Serra
afirmou ontem no estar preocupado com a impugnao de sua candidatura
pelo Ministrio Pblico Eleitoral. O tucano negou irregularidades no seu
registro.

O promotor Roberto Senise, integrante do grupo que analisou os pedidos
de candidatura, informou anteontem que Serra no havia apresentado
certides com a situao atual dos processos a que responde.

Segundo Serra, a certido que a Promotoria diz faltar est entre os
documentos entregues. "Est entre a papelada.  s examinar que no tem
problema nenhum", disse. " s checar os documentos."

Ele afirmou que a certido completa  do STJ (Superior Tribunal de
Justia), no do TJ.

Alm da de Serra, anteontem, a Promotoria tambm impugnou a candidatura
de Celso Russomanno (PRB).

As contestaes sero analisadas pela Justia Eleitoral, aps os
esclarecimentos dos candidatos. A deciso tem de sair at 5 de agosto.

DE BICICLETA

Tanto Serra como Gabriel Chalita (candidato do PMDB  prefeitura)
marcaram agendas de campanha ontem para andar de bicicleta -acenando
para cicloativistas que pedem melhorias para esses veculos.

Chalita circulou pela regio central. J Serra percorreu de bicicleta um
trecho entre as estaes de metr Corinthians-Itaquera e Artur Alvim.
Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - PF aponta
superfaturamento na obra da ferrovia Norte-Sul - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

PF aponta superfaturamento na obra da ferrovia Norte-Sul

Peritos vem sobrepreo de mais de R$ 100 milhes no trecho que cruza
Gois

Suspeitas j levaram ex-presidente de estatal  priso; Justia de Gois
decide sequestrar os bens da famlia dele FERNANDO MELLO
DIMMI AMORA
DE BRASLIA


Vinte e cinco anos atrs, uma concorrncia de cartas marcadas tornou a
ferrovia Norte-Sul um cone da malversao de negcios pblicos no
governo Jos Sarney.

O ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva reabilitou a obra, mas uma
investigao da Polcia Federal mostra que pouco mudou desde ento.

Laudos periciais obtidos pela Folha apontam indcios de que houve
conluio entre as construtoras encarregadas da obra, cobrana de propina
e um sobrepreo de mais de R$ 100 milhes no trecho da ferrovia que
cruza Gois.

Os documentos ajudam a entender o que levou o ex-presidente da estatal
responsvel pela ferrovia, a Valec, a ser preso no dia 5 de julho.

Acusado de enriquecimento ilcito, Jos Francisco das Neves, o Juquinha,
foi solto na ltima semana, aps a Justia avaliar que ele no oferece
risco para a investigao.

Na noite de anteontem, a 11 Vara Federal de Goinia decidiu sequestrar
bens da famlia dele -inclusive os comprados antes de supostos desvios
na Norte-Sul e adquiridos de forma legal.

O dinheiro pode ser usado para ressarcir os cofres pblicos -para o
Ministrio Pblico Federal, seria a primeira deciso com base na nova
lei sobre lavagem de dinheiro.

Os peritos da PF analisaram o trecho da Norte-Sul entre Palmas (TO) e
Anpolis (GO), contratado por R$ 622 milhes. Comparando os preos das
construtoras e os do mercado, acharam diferena superior a R$ 100
milhes.

No lote 2, um trecho de 52 km entre Ouro Verde de Gois e Ptio de
Jaragu, a polcia encontrou sobrepreo de R$ 25,5 milhes -20%.

A concorrncia foi vencida pela Camargo Corra, mas a empreiteira deixou
a obra. Ela foi entregue  Constran em 2009, mas o contrato venceu e a
obra est parada.

No lote 3, com 71 km entre Ptio de Jaragu e Ptio de Santa Isabel, a
PF apontou sobrepreo de R$ 22 milhes, ou 13,5%. A obra foi concluda
pela Andrade Gutierrez.

Nos 105 km entre Ptio de Santa Isabel e Ptio de Uruau, o lote 4, o
sobrepreo apontado foi de R$ 48,5 milhes -ou 25% a mais. A Constran
tambm abandonou o lote, entregue em 2009  SPA Engenharia. O contrato
venceu, e a obra parou.

Lanada em 1986, a Norte-Sul foi interrompida depois que a Folha apontou
fraude na concorrncia da obra. Uma nova licitao foi feita em 2004, no
governo Lula.

Orada em R$ 6 bilhes e dividida em vrios contratos, a obra s
prossegue porque as empresas aceitaram construir sem receber todo o
valor contratado (parte  retida enquanto se discute o preo).

A PF reuniu indcios de que parte do dinheiro foi desviada para pagar
propina.

A polcia considera revelador um dilogo telefnico gravado em outubro
de 2011, entre o advogado de Juquinha e um ex-diretor da Valec, Luiz
Carlos Machado de Oliveira.

O advogado pergunta a Oliveira se ele conversou "com a Galvo sobre
aquele assunto", ouvindo como resposta: "Conversei. Eles dizem que vo
acertar na semana que vem, assim que receberem".

Dez dias depois, a Queiroz Galvo recebeu R$ 4 milhes da Valec por
conta de um tnel na Norte-Sul. Para a polcia, h suspeita de propina.

A investigao aponta sobrepreo de R$ 5 milhes no lote da Queiroz
Galvo (de Anpolis a Campo Limpo).

Para a PF, um dos motivos para o superfaturamento foi o conluio entre as
empresas. Laudo observa que 17 empreiteiras se interessaram, mas s 7
ficaram na disputa, exatamente o nmero de lotes. Prximo Texto | ndice
| Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Valec ameaa ir 
Justia; empresas negam sobrepreo - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Outro lado

Valec ameaa ir  Justia; empresas negam sobrepreo DE BRASLIA


A Valec, estatal responsvel pela ferrovia Norte-Sul, disse que pretende
renegociar os contratos com as empresas nos casos em que for comprovado
o sobrepreo. Se no for possvel, a empresa diz que recorrer 
Justia.

O advogado Heli Dourado, que representa o ex-presidente da Valec Jos
Francisco das Neves, disse que a Polcia Federal usou "premissas
erradas" ao analisar os preos cobrados nos lotes da obra.

Dourado nega que estivesse discutindo propina na conversa com o
ex-diretor da Valec Luiz Carlos Machado gravada pela PF. O advogado diz
que apenas pedira ajuda para cobrar da construtora Queiroz Galvo um
pagamento por servios que prestara.

"Eu no estava conseguindo falar com o diretor da Queiroz Galvo e sabia
que eles iam l acertar coisas. Por isso, pedi para ele falar para a
pessoa me pagar", disse. Machado confirmou a verso.

A Queiroz Galvo no fez comentrios, argumentando que desconhece a
investigao da PF. A Andrade Gutierrez, responsvel pelo lote 3,
limitou-se a dizer que as obras foram concludas sem que a Valec fizesse
ressalvas.

A Camargo Corra, responsvel pelo lote 2 at 2009, afirmou que "no
procedem as acusaes de sobrepreo". A Constran, que abandonou o lote
4, informou que a Valec convocou outra empresa para concluir as obras.
Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder -  - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Painel

VERA MAGALHES painel@uol.com.br



Mar vermelha

Pilares da base de Dilma Rousseff, PT e PMDB reforaram presena nas
disputas municipais em So Paulo, principal reduto do PSDB. Petistas
disputaro 258 prefeituras, contra 213 em 2008. Peemedebistas encabeam
226 chapas -12 a mais. No governo h 17 anos, tucanos tero candidatos
em 394 municpios -queda de 31. Os dados, extraoficiais, justificam o
temor de Geraldo Alckmin com o avano do consrcio encabeado pela
presidente e o vice, Michel Temer, para 2014.

War A reduo do contingente de candidatos a prefeito do PSDB reflete a
opo por alianas competitivas e por cidades com maior densidade
populacional. "Vamos aumentar a votao em cidades hoje administradas
pelo PT", prev o secretrio-geral tucano, Csar Gontijo.

Anorexia Alvo da dissidncia que resultou na criao do PSD, o DEM foi a
legenda que mais definhou em relao a 2008: caiu de 190 para 120
candidatos prprios a prefeito no Estado.

Inimigo ntimo PSDB e PT coabitam em 53 coligaes majoritrias em So
Paulo. Em 10 cidades, os petistas apoiam cabeas de chapa tucanos. Em
outras trs localidades, a situao se inverte. Resoluo do PT s
permite esse tipo de aliana em cidades onde j tenha sido selada nas
eleies anteriores.

Prozac O PSDB nacional faz prognstico para l de positivo sobre suas
chances nas capitais. Levantamento feito pelo partido contabiliza nada
menos que 10 dessas cidades em que seus candidatos supostamente disputam
com chance de vitria, alm de outras 5 em que conta com chance de
vitria de aliados.

Lexotan O lder do PSD na Cmara, Guilherme Campos, fiel escudeiro de
Gilberto Kassab, passou a semana chamando um a um os deputados do
partido para tranquiliz-los de que a interveno decretada em Belo
Horizonte no se repetir em outras cidades pas afora.

PIB verde Em paralelo  disputa de Fernando Haddad (PT) e Soninha
Francine (PPS) pelos votos dos marineiros, Jos Serra reuniu empresrios
adeptos da agenda sustentvel. O QG do tucano chamou 40 deles para um
"brainstorm" ambiental.

Lio de casa Vencida no Cdigo Florestal, Marina Silva adverte aliados
de Dilma sobre a prxima briga dos "sonhticos": a ex-ministra promete
engrossar a presso pela aplicao de 10% do PIB em Educao, aprovada
pelo Congresso e rejeitada por Guido Mantega (Fazenda).

Triangulao A quebra de sigilo da construtora Delta, entregue  CPI do
Cachoeira, revela que a construtora fez pagamentos a empresas que tambm
foram fornecedoras de campanhas polticas em 2004 e 2010.

Combustvel Cruzamento entre a movimentao de uma conta da Delta no
Banco do Brasil e dados do Tribunal Superior Eleitoral mostra que postos
de gasolina receberam dinheiro da construtora exatamente um ano aps
prestar servios para campanhas de parlamentares do Rio de Janeiro,
Par, Mato Grosso do Sul e Rondnia.

Santinho Em 2004, uma conta da empreiteira piv do Cachoeiragate no
Banco Rural foi usada para repassar R$ 61 mil para uma papelaria que foi
fornecedora de campanhas no Rio para candidatos do PV, PC do B e PMDB.

Companheiro Centrais sindicais lideradas pela UGT de Ricardo Patah
pediram audincia com Gilberto Carvalho nesta semana. Vo dizer ao
secretrio-geral da Presidncia que no concordam com a proposta de
mudana na CLT advogada pela CUT.

com FBIO ZAMBELI e ANDRIA SADI

Tiroteio

"Para a Dilma o importante  ter mais Bolsa Famlia para parecer que o
governo cuida da rea social. O resto  irrelevante." DO PRESIDENTE DO
PSDB, DEPUTADO SRGIO GUERRA (PE), sobre o fato de a presidente ter
minimizado o PIB como indicador do crescimento do pas.

Contraponto

Piquete

Irritado com a demora do ministro Aloizio Mercadante (Educao), que
participaria de audincia pblica na Comisso de Educao do Senado, o
presidente do colegiado, Roberto Requio (PMDB-PR), reclamou
ironicamente com assessores do petista: -Assim vou ser obrigado a
coloc-lo na mesa com trs professores em greve! Mercadante chegou com
atraso de pouco mais de 40 minutos ao evento. O motivo: estava reunido
no Palcio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff exatamente em
discusso sobre as reivindicaes da categoria. Texto Anterior | Prximo
Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - PF apura se ex-diretor
da Valec simulou venda de gado - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

PF apura se ex-diretor da Valec simulou venda de gado

Ele declarou R$ 17,5 mi em atividades rurais DE BRASLIA


A Polcia Federal e o Ministrio Pblico Federal investigam se o
ex-presidente da Valec Jos Francisco das Neves, o Juquinha, aumentou
seu patrimnio simulando a venda de gado.

Segundo laudo da PF feito a partir de informaes da Receita Federal, ao
qual a Folha teve acesso, Juquinha e sua mulher, Marivone Ferreira das
Neves, declararam  Receita ter recebido R$ 17,5 milhes por atividades
rurais, entre 2003 e 2010. Porm, as notas fiscais de venda somaram
apenas R$ 5,3 milhes.

De acordo com o documento, a maior parte dos rendimentos do casal entre
2003 e 2010 foi "decorrente da explorao pecuria -criao, recriao,
engorda de animais de mdio e grande porte, conforme assinalado nas
declaraes de Imposto de Renda examinadas".

Ou seja, Neves e a mulher podem ter vendido em torno de R$ 12 milhes em
"bois fantasmas", um dos indcios levantados pela PF e pelo Ministrio
Pblico para apontar lavagem de dinheiro.

O objetivo da investigao agora  saber se houve sonegao de impostos
na venda de animais ou se essas negociaes foram de fato simuladas. A
defesa diz que a origem do dinheiro  legal.

As apuraes fazem parte da Operao Trem Pagador, que h duas semanas
levou  priso Neves, sua mulher e outras pessoas. Todos foram soltos na
semana passada.

A PF suspeita que o ex-presidente da estatal lavou dinheiro desviado da
ferrovia Norte-Sul, fazendo com que o patrimnio de sua famlia chegasse
a R$ 60 milhes.

Em relao aos bois, os peritos destacam que, de 2008 a 2010, por
exemplo, apesar da declarao de receita de R$ 8,7 milhes por atividade
rural, no houve registro de nenhum animal vendido e foram emitidas
notas que somam s R$ 592,5 mil.

Segundo a polcia, as "inconsistncias" no foram esclarecidas pela
falta de anlise do livro-caixa da atividade rural e do talonrio de
notas fiscais da venda de gado.

"Sobre a situao patrimonial de Marivone e Jos Francisco, foram
constatadas impropriedades nas declaraes de bens, com valores a menor
ou mesmo omisses, evidenciando que o patrimnio real desses
investigados  maior que o declarado", afirma o laudo da polcia.
(FERNANDO MELLO) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Advogado diz que origem
de recursos  lcita - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Outro lado

Advogado diz que origem de recursos  lcita DE BRASLIA


O advogado de Jos Francisco das Neves e Marivone das Neves, Heli
Dourado, diz que a documentao apreendida pela PF mostrar que a origem
dos recursos  lcita.

Segundo ele, a diferena entre valores os declarados  Receita e as
notas fiscais vem de outros investimentos em duas empresas.

"O complemento desses investimentos advm da Prumus, na rea de
capitais. Eles tambm investiram em um fundo de investimento para a
compra de gado." Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder -  - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Ombudsman



A colunista est em frias. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Entrando em cena -
15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Entrando em cena

Para tentar conter tremores em sua base de apoio e se contrapor a
possveis adversrios em 2014, Dilma assume a linha de frente da
articulao eleitoral e poltica do governo CATIA SEABRA
NATUZA NERY
DE BRASLIA


Para tentar evitar tremores em sua base de apoio no ano eleitoral e a
aprovao de projetos no Congresso que ameaam as contas pblicas, a
presidente Dilma Rousseff foi obrigada a assumir uma tarefa para a qual
demonstrou pouco entusiasmo nesse um ano e meio de mandato: a
articulao poltica do governo.

Depois de aliados dizerem-se varridos da Esplanada, por conta da chamada
faxina, Dilma dedicou-se nos ltimos dias  costura poltica.

Reaproximou-se do PMDB, articulou a agenda de votaes na Cmara,
instituiu um pacto de convivncia com o PSB e lanou, em 24 horas, um
candidato petista  Prefeitura de Belo Horizonte.

O gabinete presidencial at operava negociaes, mas raramente nessa
intensidade. Tanto que, em Braslia, costuma-se dizer que Lula 
poltico e Dilma, gestora.

"A presidente est bem, est pegando o traquejo", observou o governador
Cid Gomes (PSB-CE), um dos convidados da semana para um jantar de
reconciliao.

Julho comeou com uma reviravolta na capital de Minas, onde houve um
racha na aliana entre PT e PSB estimulado pelo senador Acio Neves
(PSDB). Incomodada com os avanos do potencial adversrio, Dilma
telefonou ao prefeito Mrcio Lacerda (PSB) com o seguinte recado: se no
evitasse o racha, o PT lanaria candidato prprio, Patrus Ananias.

Na quarta, o petista era oficializado, com o apoio do PMDB e de outras
siglas, aliana costurada no Palcio da Alvorada por ela e seu vice,
Michel Temer (PMDB-SP).

Dilma, segundo interlocutores, fez uma conta pragmtica: era preciso
resistir ao que o governo via como tentativa de Acio de desbancar o PT.

Esta  a primeira eleio de Dilma na cadeira de presidente. E, apesar
de no haver relao direta com a sucesso ao Planalto, h redutos cujas
ligaes so quase umbilicais -como em Minas, o segundo maior eleitorado
do pas.

Dilma fez investidas em duas outras grandes capitais fundamentais para
uma reeleio -So Paulo e Recife.

Em So Paulo, funcionou como brao auxiliar de Lula para adeso do PP,
de Paulo Maluf,  chapa de Fernando Haddad. Foi ela quem enviou o
ministro Agnaldo Ribeiro (Cidades) a So Paulo para convencer Maluf a
apoiar o petista. A pedido dela, segundo integrantes do PP, Ribeiro
tambm atuou em Recife, onde o partido  o nico aliado do petista
Humberto Costa.

Foi de olho no futuro que o governo decidiu se reaproximar do PMDB. E s
aps o aliado PSB romper com o PT em Recife e Fortaleza.

Os divrcios foram interpretados pelo PT como ensaio de candidatura do
governador Eduardo Campos (PSB-PE) ao Planalto em 2014, hiptese negada
por ele em jantar com a presidente.

No encontro, ocorrido na segunda-feira, Dilma verbalizou sua apreenso:
no quer divergncias circunstanciais contaminando a vida do governo no
plano federal.

Segundo observadores prximos, a manuteno da governabilidade  o que
move a presidente. Isso porque h, no horizonte, um risco de agravamento
da crise global, com impactos inevitveis na evoluo do PIB (Produto
Interno Bruto) brasileiro.

Eis a conta feita: o Executivo precisa aproveitar a alta popularidade de
Dilma para resolver problemas em sua base no Legislativo. Assim, evita
derrotas com potencial de onerar os cofres pblicos.

Por ser uma das maiores foras do Legislativo, o PMDB  essencial. Tanto
que Dilma decidiu apoiar a sigla para comandar a Cmara no ano que vem e
concorda em chancelar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Mas o
PMDB quer mais e pretende emplacar Renan Calheiros (PMDB-AL) na
Presidncia do Senado em 2013. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Em BH, Santana e Acio
reforam nacionalizao - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Em BH, Santana e Acio reforam nacionalizao PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE


Episdios envolvendo o marqueteiro petista Joo Santana e o senador
tucano Acio Neves do a dimenso que a eleio em Belo Horizonte passou
a ter para PT e PSDB, reforando a nacionalizao da disputa na capital.

Marqueteiro da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do candidato a
prefeito de So Paulo Fernando Haddad (PT), Santana poder desembarcar
em BH de cmera em punho para cuidar da campanha do ex-ministro Patrus
Ananias (PT). As negociaes esto em curso.

Acio, principal liderana do PSDB mineiro, vai rever sua programao de
viagens pelo pas para se dedicar mais tempo  tentativa de reeleio do
prefeito Mrcio Lacerda (PSB).

A deciso j foi comunicada aos seus aliados, dada a polarizao criada
entre petistas e aecistas depois de o PT romper a aliana que mantinha
desde 2008 com PSB e PSDB.

Pr-candidato tucano  Presidncia e adversrio potencial de Dilma em
2014, Acio havia planejado aproveitar a mobilizao poltica nos
municpios para se tornar mais conhecido do eleitorado.

O rompimento da aliana em BH teve como uma das causas as presses que
Acio fez sobre Lacerda para que o prefeito no cedesse s vontades
petistas. A situao gerou reviravolta no quadro local, com reflexos na
cena nacional, at porque o PSB, aliado do governo Dilma, fez a opo de
ficar ao lado do PSDB de Acio.

Patrus conversou por telefone com Joo Santana e aguarda a ida dele a BH
para definir sua possvel participao na campanha.

Ele pode tanto ser o marqueteiro principal como um consultor do trabalho
que seria realizado por publicitrios locais do PT. Texto Anterior |
Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder -  - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Janio de Freitas



Hoje, excepcionalmente, a coluna no  publicada. Texto Anterior |
Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Momento do jornalismo
empolga, diz reprter - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Momento do jornalismo empolga, diz reprter

David Carr, do NYT, se diz confiante em modelo de cobrana por leitura
de jornal on-line DE SO PAULO


Uma das vozes mais respeitadas da mdia americana, David Carr, 55,
reprter e colunista de mdia do "New York Times", acredita que o
jornalismo passa hoje pelo seu "momento mais empolgante" com a
incorporao dos meios digitais -apesar de problemas de financiamento
que fizeram a mdia tradicional dos EUA encolher.

"No tenho uma viso catastrfica sobre o jornalismo. No gostaria de
estar em outro lugar nesta hora. Minha carreira est num momento que
superou todas minhas expectativas.  um momento fantstico para fazer
todo tipo de trabalho, com vdeo, blog etc.", afirmou Carr.

Ele participou da palestra que encerrou ontem o 7 Congresso de
Jornalismo Investigativo da Abraji (Associao Brasileira de Jornalismo
Investigativo), em So Paulo.

"O modelo de negcio  que est mudando. Vivemos bons dias [no
jornalismo]. Desculpe se passei a impresso errada", afirmou o colunista
de mdia ao ser questionado sobre uma suposta "viso catastrfica" que
pregava sobre a profisso.

O questionamento tinha relao com algumas anlises que Carr faz sobre a
mdia, em especial sobre os ltimos anos do mercado de jornais nos EUA,
que foi reduzido  "metade do que ramos em 2005", segundo ele.

PAGAMENTO

Durante a apresentao, o colunista de mdia do NYT mostrou nmeros
sobre a reduo da mdia tradicional americana -40 mil jornalistas
perderam emprego desde 2007, por exemplo-, mas demonstrou confiana no
modelo de "paywall" (muro de pagamento), adotado pelo NYT e, desde o
ltimo dia 21, tambm pela Folha .

Esse modelo permite a leitura gratuita na internet de parte do contedo
(no caso da Folha , 40 textos por ms), deixando a navegao ilimitada
restrita a assinantes.

"Temos 500 mil pessoas pagando para coisas que no pagavam antes [no
NYT]. Todo mundo falava que no ia dar certo e agora est funcionando",
disse o colunista.

Carr fez tambm algumas suposies sobre o futuro da reportagem,
incentivando os jornalistas a se enveredarem pelos meios digitais.

"Agora temos mais poder do que tnhamos antes. Um nico iPad tem mais
poder do que qualquer redao em que trabalhei. O reprter tem como
checar o que estou falando agora num clique. Esse  o melhor momento do
mundo para ser um reprter", afirmou David Carr. Texto Anterior |
Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - "TV Folha" mostra que
fuga de brasileiros piora crise de Portugal - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

"TV Folha" mostra que fuga de brasileiros piora crise de Portugal

Programa exibe tambm iniciativas artsticas da periferia paulistana que
atraem pblico do centro

Outro destaque  o crescimento do rgbi, esporte tipicamente masculino,
entre as mulheres brasileiras DE SO PAULO


O "TV Folha" de hoje -que vai ao ar na TV Cultura s 20h, com reprise 
meia-noite- mostra como a fuga de brasileiros de Portugal causada pelo
desemprego est piorando ainda mais a situao econmica de pequenas
cidades do pas.

Dependentes da presena dos imigrantes, esses municpios sofrem com o
xodo gerado pela crise na Europa.

Tambm no programa, reportagem mostra detalhes do esquema milionrio de
superfaturamento na construo da ferrovia Norte-Sul, uma das obras
prioritrias do governo Dilma.

Bastante atrasadas, as obras so o centro de fraudes que, segundo a
Polcia Federal, ultrapassam mais de R$ 100 milhes.

Alm disso, o "TV Folha" discute o momento vivido pela cena cultural da
periferia de So Paulo. As iniciativas artsticas desses bairros vm
atraindo cada vez mais o pblico das regies centrais e ricas da cidade.

ESPORTE

O programa mostra ainda o crescimento do rgbi feminino no Brasil.

Tradicionalmente um esporte masculino, por ter como base o contato
fsico, a prtica vem ganhando adeptas no pas.

A colunista Danuza Leo tambm d dicas de como brasileiros e
estrangeiros devem se comportar nos dois grandes eventos previstos para
ocorrer no Brasil nos prximos anos, Copa do Mundo e Olimpada. Texto
Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Garotas de programa so
acusadas de levar at R$ 80 mil de turistas - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Cotidiano em cima da hora

Garotas de programa so acusadas de levar at R$ 80 mil de turistas

DO RIO - Munidas com mquinas de crdito e dbito automtico, uma
quadrilha de garotas de programa aplicou golpes de at R$ 80 mil em
turistas na zona sul carioca. O grupo foi preso ontem.

Depois de levar as vtimas para hotis e dop-las, as mulheres pegavam
cartes de crdito ou dbito e faziam saques at o limite dos cartes,
usando as mquinas.

Da mesma forma como funciona em lojas e restaurantes, os valores eram
depositados pelas operadoras dos cartes em contas bancrias.

Depois dos saques, o carto era colocado de volta na carteira da vtima,
que s percebia o golpe dias depois, ao constatar o desfalque em sua
conta bancria.

O grupo, formado por 12 mulheres e quatro homens, foi investigado pela
polcia por quatro meses.

Segundo a Polcia Civil, as garotas costumavam observar suas vtimas em
boates da cidade, prestando ateno quando elas digitavam as senhas dos
cartes.

O grupo ser indiciado por formao de quadrilha, roubo, furto e
rufianismo (crime praticado por quem tira proveito de prostituio
alheia).

A polcia ainda procura pelo menos sete pessoas envolvidas com a
quadrilha. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Reeleio no 
conceito absoluto, diz Temer - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Reeleio no  conceito absoluto, diz Temer

Vice-presidente faz elogios a Dilma, mas afirma que 'o que vai acontecer
em 2014 est ainda muito distante'

Em recado indireto s pretenses do PSB nas eleies presidenciais, o
peemedebista diz que 'o apressado come cru' ELIANE CANTANHDE
COLUNISTA DA FOLHA


Apesar de elogiar o desempenho da presidente Dilma Rousseff, o
vice-presidente Michel Temer, principal lder do PMDB, disse que se
criou a ideia de que todo governante tem de se candidatar  reeleio,
"mas esse no  um conceito absoluto".

Segundo ele, "tudo" est em jogo nas prximas eleies presidenciais.
"Quem foi bem deve se reeleger. Agora, o que vai acontecer em 2014 est
ainda muito distante."

Em entrevista  Folha , na ltima quarta-feira, em seu gabinete, Temer
tambm mandou um recado indireto ao governador de Pernambuco, Eduardo
Campos, do PSB, cujos movimentos sugerem uma corrida ou  Vice ou 
Presidncia em 2014: "O apressado come cru".

Folha - Por que, enquanto o PT e o PSB esto s turras em Belo
Horizonte, Recife e Fortaleza, o PMDB anda to calado? Michel Temer -
Acho melhor agir do que falar e, na qualidade de vice-presidente, eu
tenho de ser discreto, mas essa discrio no significa uma inao
poltica.

O melhor exemplo  Belo Horizonte? . Contribumos muitssimo para a
soluo em Belo Horizonte, que  muito importante para o PT. Eu percebi,
alis todos ns do PMDB, inclusive o candidato Leonardo Quinto,
percebemos, que deveramos abrir mo da candidatura prpria, que tinha
muito significado e peso eleitoral, para fazer a aliana slida com o
PT. Uma aliana com repercusso nacional.

Para neutralizar os arroubos do PSB e do governador Eduardo Campos? O
PSB tem um papel a desempenhar no Brasil e no apoio importantssimo que
d ao governo e acho natural que busque ampliar seu raio de ao,
especialmente nas eleies municipais. Veja o PMDB:  um partido forte,
significativo, pelo nmero de governadores, prefeitos, vereadores, por
ter a maior bancada na Cmara e no Senado.

A disputa do PSB com o PT nas eleies municipais  parte do jogo de
2014 e de 2018? Disputas locais no podem contaminar a aliana nacional.
Isso precisa ficar claro.

Quando Dilma reuniu lderes de PT e PSB, dois de cada lado, as orelhas
do PMDB arderam? Se arderam, foi do lado direito, porque, quando  do
lado direito, dizem que  porque falaram bem. Suponho que PT e PSB,
juntos, s podem ter falado bem do PMDB.

O sr. tem certeza? Tenho. O PMDB colabora muito com o governo e com essa
aliana. Ento, se se reuniram PT e PSB, eu tenho c comigo, talvez com
uma certa ingenuidade, eles s podem ter falado bem do PMDB.

E se no? Problema deles, porque o PMDB  um partido que tem vida
prpria, significao poltica histrica.

Ao sair do encontro com o PT e Dilma, Eduardo Campos disse que querem
inventar um "inimigo oculto" s para obterem favores fisiolgicos da
presidente. Todo mundo entendeu que falava do PMDB. Pois o PMDB entendeu
que o governador s poderia estar falando de outro partido porque, para
ns, essa histria de fisiologia est superada. Nesses governos de
coalizo,  mais do que natural que os partidos participem do governo.
Veja a, PT, PSB, PMDB, todos participam. E, comparada numericamente com
os outros partidos, a participao do PMDB  a menor.

J que Campos falou genericamente sobre "fisiolgicos", vamos falar
tambm em tese: tem gente na aliana botando o carro  frente dos bois?
Cada um tem seu estilo. Eu acho que, em poltica,  preciso administrar
o tempo, porque quem se apressa acaba se dando mal. O apressado come
cru. A afoiteza e, mais do que a afoiteza, as palavras duras e
deselegantes, acabam gerando um clima muito desfavorvel para as
instituies. Numa democracia, as instituies -e os partidos so
instituies- devero ser sempre preservadas.

Isso tudo  recado para Eduardo Campos? No... o Eduardo Campos sabe
muito mais do que eu.

Como o sr. v o embate do PSB com o PT? Todas as notcias eram de que as
queixas do PSB eram contra o PT. Depois de umas conversas  que,
veladamente, comearam a dizer que a relao com o PT era boa e o
problema era com os outros. Como esses outros eram indefinidos, voc tem
de ignorar.

O PSB recuou de atacar o PT e se virou contra o PMDB? Sabe que eu acho
que no? At porque todas as conversas do Eduardo Campos comigo e com
todos do PMDB so sempre de parceria. Ento, no vejo clima de
beligerncia, pelo menos nas manifestaes dele.

Quem estaria, ento, criando esse tal inimigo oculto do PSB e do PT?
Confesso que no sei dizer.  preciso perguntar ao prprio Eduardo
Campos. Alis, seria til, at, que houvesse uma definio, porque essa
coisa, digamos, muito insinuante, em matria poltica, no  nada bom.

Fala-se muito que o que est por trs  a Presidncia em 2014, mas no
seria a Vice? O que est em jogo  tudo em 2014! Primeiro ponto  que,
depois de instituda a reeleio no Brasil, a ideia  a seguinte: quem
foi eleito tem de concorrer  reeleio, para no perder o poder.
Estabeleceu-se esse conceito que no  um conceito absoluto. Segundo
ponto  que, havendo a reeleio, quem foi bem no governo deve se
reeleger. Agora, o que vai acontecer em 2014 est ainda muito distante.
Quem est pensando s em 2014 est sendo afoito, apressado. E, a, come
cru.

Tem muita gente com inveja do PMDB e da vaga de vice? Ser
vice-presidente, em especial na atual conjuntura, tendo como companheira
a presidente Dilma,  uma coisa muito boa, produtiva institucionalmente.
 natural, portanto, que haja inveja, mas  um sentimento negativo. Ela
se volta contra o invejoso. As pessoas devem  trabalhar de uma maneira
que as habilite a ocupar os lugares, seja de vice, seja de presidente.

A disputa do PSB com o PT fortalece o PMDB? O PMDB j est fortalecido.
A grande preocupao que existe em torno do PMDB j revela sua fora. Se
voc me perguntar se h divergncias internas no PMDB, eu vou dizer: h.
Mas ns sabemos administrar essas divergncias.

Como o sr. se posiciona diante da resistncia de Dilma aos nomes de
Henrique Eduardo Alves  presidncia da Cmara dos Deputados e de Renan
Calheiros e Romero Juc para a do Senado? Posso assegurar que no h
isso, at porque no Senado  regimental, a presidncia cabe ao maior
partido, e, na Cmara, h at um documento assinado por PT e PMDB
estabelecendo que a presidncia ser do PMDB no prximo binio. Dizer
que a presidente Dilma no quer o Henrique  equivocado. Ela jamais me
disse isso.

Foi isso que o sr. acertou com Dilma e o presidente do PT, Rui Falco,
na tera-feira? A presidente me chamou para fazer uma avaliao geral do
quadro, s isso.

Se o sr. fosse de outro partido e presidente, acharia conveniente ter o
PMDB no comando das duas Casas? Acharia, em face da lealdade do PMDB.
Quando Sarney presidiu o Senado e eu presidi a Cmara, foram tempos de
muita tranquilidade para o presidente Lula.

Haver reaes no PMDB se Dilma tentar impor o ministro Edison Lobo
para o Senado? Quanto  presidente ter uma ou outra preferncia,  mais
do que legtimo, no caracteriza interferncia, mas quem decide  o
Poder Legislativo.

Campos disse que Lula est acima dos partidos e no deveria entrar na
campanha. Obviamente, um pedido para o ex-presidente no entrar na
campanha do PT em Recife. O que o sr. acha? Em So Paulo, seria muito
til para o [Gabriel] Chalita [candidato do PMDB] que ele no entrasse,
mas no acredito nisso. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder -  - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Frases



"Para ns [do PMDB], essa histria de fisiologia est superada. Nesses
governos de coalizo,  mais do que natural que os partidos participem
do governo. E, comparada com os outros partidos, a participao do PMDB
 a menor"

"Em So Paulo, seria muito til para o [Gabriel] Chalita [candidato a
prefeito pelo PMDB] que ele [Lula] no entrasse [na campanha], mas no
acredito nisso"

"Em poltica,  preciso administrar o tempo, porque quem se apressa
acaba se dando mal. A afoiteza e, mais do que a afoiteza, as palavras
duras e deselegantes, acabam gerando um clima muito desfavorvel para as
instituies" Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Marcha em SP exalta o
crescimento evanglico - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Marcha em SP exalta o crescimento evanglico

Igreja estima mais de 5 milhes de presentes em caminhada por SP

Lder da Renascer, que organiza evento, afirma que evanglicos vo
superar catlicos no pas a partir de 2020 RODRIGO VIZEU
DE SO PAULO


Igrejas evanglicas promoveram ontem a Marcha para Jesus na cidade de
So Paulo em um clima de comemorao pelo crescimento do nmero de
brasileiros que se declaram seus fiis.

Segundo dados do Censo divulgados no fim de junho, o nmero de
evanglicos cresceu de 15% para 22% em dez anos, enquanto o de catlicos
caiu de 74% para 65%.

"De norte a sul, este pas se render aos ps de Jesus", discursou num
trio eltrico Estevam Hernandes, apstolo da igreja Renascer em Cristo,
organizadora da marcha.

O apstolo Hernandes, para quem o Brasil ser "o maior pas evanglico
do mundo", disse acreditar que a partir de 2020 os adeptos dessas
igrejas superaro os catlicos em quantidade.

O lder afirmou que a marcha deste ano, em sua 20 edio, superou a de
2011, quando a organizao estimou 5 milhes de participantes. Ele
disse, porm, que se trata de uma avaliao a olho nu e que "essa
histria de nmero  controversa".

A Polcia Militar estimou ontem  tarde mais de 1 milho de
participantes.

Hernandes afirmou que o aumento de pessoas na marcha  a "expresso" do
aumento de evanglicos. Ele atribui a alta  pregao e  reduo do
preconceito. "Nossa proposta  que as pessoas vejam que somos um povo
alegre, que no est preso quele esteretipo religioso."

Presente no evento, o ministro da Pesca, Marcelo Crivella, que  bispo
licenciado da Igreja Universal, atribuiu o crescimento evanglico a
trabalho intenso e ao uso de meios de comunicao.

"As igrejas se renem todos os dias, os pastores ocupam rdios, TV e
internet, inclusive nas madrugadas.  natural que isso traga um
crescimento enorme", disse.

Ele disse que a presidente Dilma Rousseff lhe pediu para transmitir
votos de que a marcha celebrasse "a liberdade, a f e a democracia".

Em discurso no palco, Crivella pediu uma bno para o prefeito de So
Paulo, Gilberto Kassab (PSD), ao seu lado, e "a todos os polticos".

A marcha partiu com trios eltricos da Luz (centro) e seguiu at o palco
na praa Heris da FEB (zona norte), onde foram realizadas apresentaes
de msica gospel. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Russomanno  o mais
prximo de fiis, diz ministro - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Russomanno  o mais prximo de fiis, diz ministro DE SO PAULO


O ministro Marcelo Crivella (Pesca), bispo licenciado da Igreja
Universal, defendeu Celso Russomanno (PRB) como candidato a prefeito de
So Paulo mais prximo do eleitor evanglico.

"Dos candidatos, no h um evanglico, mas me parece que o mais prximo
 o Russomanno", disse Crivella  Folha ontem.

Ele disse que Russomanno tem vantagem de ser do PRB, "muito ligado aos
evanglicos" e pelo qual Crivella  senador licenciado.

O ministro elogiou ainda Russomanno pela atuao no Congresso "em defesa
da famlia e da vida".

As declaraes de Crivella vo contra as posies de Russomanno de se
dissociar da Universal e minimizar as ligaes religiosas do PRB.

O candidato chegou a anunciar ida  Marcha para Jesus, mas voltou atrs,
afirmando que ela  apoiada pela prefeitura, o que daria margem para
contestao na Justia Eleitoral.

Gabriel Chalita (PMDB) participou da marcha. Fernando Haddad (PT) disse
que no recebeu convite. (RODRIGO VIZEU)

Colaborou JOS ERNESTO CREDENDIO Texto Anterior | Prximo Texto | ndice
| Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Serra contesta
impugnao e diz que sua candidatura est regular - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Eleies

Serra contesta impugnao e diz que sua candidatura est regular




 Reinaldo Canato/Folhapress      
[Jos Serra anda de bicicleta com correligionrios, em SP] 
Jos Serra anda de bicicleta com correligionrios, em SP



DE SO PAULO - Candidato do PSDB  Prefeitura de So Paulo, Jos Serra
afirmou ontem no estar preocupado com a impugnao de sua candidatura
pelo Ministrio Pblico Eleitoral. O tucano negou irregularidades no seu
registro.

O promotor Roberto Senise, integrante do grupo que analisou os pedidos
de candidatura, informou anteontem que Serra no havia apresentado
certides com a situao atual dos processos a que responde.

Segundo Serra, a certido que a Promotoria diz faltar est entre os
documentos entregues. "Est entre a papelada.  s examinar que no tem
problema nenhum", disse. " s checar os documentos."

Ele afirmou que a certido completa  do STJ (Superior Tribunal de
Justia), no do TJ.

Alm da de Serra, anteontem, a Promotoria tambm impugnou a candidatura
de Celso Russomanno (PRB).

As contestaes sero analisadas pela Justia Eleitoral, aps os
esclarecimentos dos candidatos. A deciso tem de sair at 5 de agosto.

DE BICICLETA

Tanto Serra como Gabriel Chalita (candidato do PMDB  prefeitura)
marcaram agendas de campanha ontem para andar de bicicleta -acenando
para cicloativistas que pedem melhorias para esses veculos.

Chalita circulou pela regio central. J Serra percorreu de bicicleta um
trecho entre as estaes de metr Corinthians-Itaquera e Artur Alvim.
Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - A caixa-preta do exame
da OAB - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Elio Gaspari

A caixa-preta do exame da OAB

A Ordem dos Advogados se mete em tudo, menos nos seus prprios negcios
milionrios

Em dezembro de 2010, quando se descobriu que uma lambana ocorrida na
distribuio das provas do Enem atrapalhara a vida de cerca de 10 mil
dos 3,3 milhes de jovens que haviam prestado a prova, o presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, prontamente anunciou
que pediria a anulao do exame.

Seria mais razovel oferecer uma nova prova aos prejudicados (o que foi
feito), mas a Ordem defendeu uma posio extrema.

A veneranda OAB fez fama como papagaio de pirata de crises. H um
problema, e l est ela metendo seu bico. No importa que o assunto nada
tenha a ver com o exerccio da profisso de advogado. Nem mesmo que
proponha uma nova e absurda prova para 3,3 milhes de jovens.

A OAB tornou-se uma instituio milionria e suas contas esto longe da
vista do poder pblico. O doutor Ophir chegou a dizer que "o Congresso
Nacional tornou-se um pntano". Um de seus antecessores, Roberto
Busatto, disse que "o comportamento indecoroso de alguns agentes
pblicos exps ao desgaste as instituies do Estado".

No seu prprio quintal, ela no  to vigorosa, muito menos
transparente. H anos pipocam denncias de fraudes no exame que os
bacharis so obrigados a prestar na Ordem para poderem trabalhar como
advogados.

Desde 2007, sabia-se que uma integrante da banca de Braslia vendera por
R$ 4.000 as perguntas de uma prova. Posteriormente ela recebeu o ttulo
de "melhor examinadora".

Em Gois, 41 candidatos compraram provas por at R$ 15 mil, e o Tribunal
de tica da Ordem decidiu que eles nada devem. Jamais a OAB mobilizou-se
para punir exemplar e publicamente esse tipo de delinquncia.

Agora a Polcia Federal anunciou que existiram duas infiltraes
fraudulentas nos seus exames de 2009 e 2010. Numa ponta, 152 bacharis
compraram provas e, com isso, 62 deles habilitaram-se para cargos na PF,
na Receita e na Abin. Felizmente, graas  polcia, foram afastados de
suas funes.

Na outra ponta o problema  maior: 1.076 advogados "colaram" durante os
exames. A PF descobriu isso de uma maneira simples. Rodou as respostas
dos candidatos num programa de computador desenvolvido na Academia
Nacional de Polcia, e a mquina descobriu onde se colou.

Simples: se num local 30% dos candidatos acertaram uma questo que teve
um ndice nacional de acerto de 5%, houve "cola". (Steve Levitt explica
a racionalidade estatstica do sistema num captulo do seu magnfico
livro "Freakonomics"). Esse tipo de auditoria tornou-se o terror da rede
escolar pblica americana. Na semana passada, pegaram uma rede de "cola"
num dos melhores colgios de Nova York.

Se a OAB quer continuar a dar lies aos outros, pouco lhe custaria
criar uma auditoria semelhante  que a Polcia Federal usou. No
conseguir pegar todos os examinadores que vendem provas, mas
identificar os locais onde a "cola"  ampla, geral e irrestrita.

SADE NA RUA

Acendeu-se no Planalto o sinal de perigo com a exploso de centenas de
planos de sade que h anos vendem servios que no podem entregar.

Se a doutora Dilma socorrer as bibocas, preservar a empulhao, armando
uma bomba de efeito retardado. Se no socorrer (o que ser melhor), ter
de explicar como chegou a esse ponto.

Pela conta a que chegou a reprter Cristine Bonfanti, os planos de 2
milhes de pessoas esto na frigideira.

CARDEAIS

D. Eugenio Salles morreu aos 91 anos e j estava fora do colgio de
cardeais que elege o papa. Agora ele poderia dar uma palavrinha para que
Bento 16 preencha as vagas cardinalcias nas ss brasileiras.

Os arcebispos do Rio e de Braslia esto sem o barrete. Porto Alegre j
teve cardeal, e Recife est pronta para ser promovida desde os anos 70,
mas foi colocada na geladeira pela hostilidade da ditadura a D. Hlder
Cmara. Enquanto isso, o Vaticano elevou a s de Valncia, na Espanha, e
aspergiu cardeais pela Frana.

 provvel que Bento 16 mude essa situao antes de sua vinda ao Brasil,
no ano que vem.

Quem acompanha a poltica de Roma acredita que no prximo conclave, pela
primeira vez, haver um candidato forte de fora da Europa.

 o arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Maradiaga. Seria o primeiro papa
msico, alm de professor de qumica e fsica.

Na hiptese europeia, h o cardeal Angelo Scola.  forte porque sempre
que o arcebispo de Milo chegou ao conclave podendo ser eleito, saiu
papa.

LULA, O BSON DE HIGGS DO PT

Admita-se que h trs problemas sobre a mesa: a estagnao do PIB, a CPI
do Cachoeira e a expanso das greves do funcionalismo. O PT no tem nada
a dizer a respeito de nenhum deles. No se sabe nem sequer de que lado
est.

Ao tempo do vice Jos Alencar havia petistas defendendo a queda dos
juros, mas eles j caram. Na CPI, os petistas esto dos dois lados do
guich, ora cobrando, ora silenciando.

Diante da greve dos professores, durante 53 dias, no conseguiram nem
sequer oferecer mediaes. S acordaram na tera-feira, quando Lula
entrou no circuito. Trs dias depois, pelo menos tinham o que propor.

Simbolicamente, na famosa cena do encontro de Lula com Maluf, havia dois
outros personagens. Um, Rui Falco, presidente do partido. O outro era o
vereador Wadih Mutran, do PP. Os reprteres Digenes Campanha e Paulo
Gama mostraram que desde 2008 seu patrimnio dobrou, chegando a R$ 3,8
milhes. Como? Trs bilhetes de loteria premiados. (Ele guarda R$ 1,4
milho em dinheiro vivo.)

A ambiguidade do PT em relao aos dinheirinhos fceis  antiga. Sua
exausto intelectual aconteceu h anos, quando se transformou num
apndice do lulismo, sem que se saiba o que isso significa. Produziu-se
uma federao de comissariados, sem plataformas ou propostas, acumulando
interesses.

Assim como sucedeu ao PMDB, o PT virou um aglomerado sem massa. No
existe sem o seu bson de Higgs. Ele se chama Lula.

O teste dessa partcula agregadora ocorrer na eleio de So Paulo. Se
Fernando Haddad vencer, mais uma vez o bson de Lula ter arrastado as
fichas. Se perder, a derrota ser s dele.

No dia em que o Banco Central apontou uma estagnao do PIB, a doutora
Dilma disse que "uma grande nao deve ser medida por aquilo que faz
para suas crianas e seus adolescentes. No  o Produto Interno Bruto. 
a capacidade do pas, do governo, e da sociedade de proteger o seu
presente e o seu futuro, que so suas crianas e seus adolescentes".

Quis a sorte que houvesse uma baiana na plateia para decifrar a fala:
"Isso, na minha terra, se chama 'enrolation', 'embromation'". Nessa arte
Lula  mestre, Dilma  uma constrangida aprendiz. Texto Anterior |
Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - A caixa-preta do exame
da OAB - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Elio Gaspari

A caixa-preta do exame da OAB

A Ordem dos Advogados se mete em tudo, menos nos seus prprios negcios
milionrios

Em dezembro de 2010, quando se descobriu que uma lambana ocorrida na
distribuio das provas do Enem atrapalhara a vida de cerca de 10 mil
dos 3,3 milhes de jovens que haviam prestado a prova, o presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, prontamente anunciou
que pediria a anulao do exame.

Seria mais razovel oferecer uma nova prova aos prejudicados (o que foi
feito), mas a Ordem defendeu uma posio extrema.

A veneranda OAB fez fama como papagaio de pirata de crises. H um
problema, e l est ela metendo seu bico. No importa que o assunto nada
tenha a ver com o exerccio da profisso de advogado. Nem mesmo que
proponha uma nova e absurda prova para 3,3 milhes de jovens.

A OAB tornou-se uma instituio milionria e suas contas esto longe da
vista do poder pblico. O doutor Ophir chegou a dizer que "o Congresso
Nacional tornou-se um pntano". Um de seus antecessores, Roberto
Busatto, disse que "o comportamento indecoroso de alguns agentes
pblicos exps ao desgaste as instituies do Estado".

No seu prprio quintal, ela no  to vigorosa, muito menos
transparente. H anos pipocam denncias de fraudes no exame que os
bacharis so obrigados a prestar na Ordem para poderem trabalhar como
advogados.

Desde 2007, sabia-se que uma integrante da banca de Braslia vendera por
R$ 4.000 as perguntas de uma prova. Posteriormente ela recebeu o ttulo
de "melhor examinadora".

Em Gois, 41 candidatos compraram provas por at R$ 15 mil, e o Tribunal
de tica da Ordem decidiu que eles nada devem. Jamais a OAB mobilizou-se
para punir exemplar e publicamente esse tipo de delinquncia.

Agora a Polcia Federal anunciou que existiram duas infiltraes
fraudulentas nos seus exames de 2009 e 2010. Numa ponta, 152 bacharis
compraram provas e, com isso, 62 deles habilitaram-se para cargos na PF,
na Receita e na Abin. Felizmente, graas  polcia, foram afastados de
suas funes.

Na outra ponta o problema  maior: 1.076 advogados "colaram" durante os
exames. A PF descobriu isso de uma maneira simples. Rodou as respostas
dos candidatos num programa de computador desenvolvido na Academia
Nacional de Polcia, e a mquina descobriu onde se colou.

Simples: se num local 30% dos candidatos acertaram uma questo que teve
um ndice nacional de acerto de 5%, houve "cola". (Steve Levitt explica
a racionalidade estatstica do sistema num captulo do seu magnfico
livro "Freakonomics"). Esse tipo de auditoria tornou-se o terror da rede
escolar pblica americana. Na semana passada, pegaram uma rede de "cola"
num dos melhores colgios de Nova York.

Se a OAB quer continuar a dar lies aos outros, pouco lhe custaria
criar uma auditoria semelhante  que a Polcia Federal usou. No
conseguir pegar todos os examinadores que vendem provas, mas
identificar os locais onde a "cola"  ampla, geral e irrestrita.

SADE NA RUA

Acendeu-se no Planalto o sinal de perigo com a exploso de centenas de
planos de sade que h anos vendem servios que no podem entregar.

Se a doutora Dilma socorrer as bibocas, preservar a empulhao, armando
uma bomba de efeito retardado. Se no socorrer (o que ser melhor), ter
de explicar como chegou a esse ponto.

Pela conta a que chegou a reprter Cristine Bonfanti, os planos de 2
milhes de pessoas esto na frigideira.

CARDEAIS

D. Eugenio Salles morreu aos 91 anos e j estava fora do colgio de
cardeais que elege o papa. Agora ele poderia dar uma palavrinha para que
Bento 16 preencha as vagas cardinalcias nas ss brasileiras.

Os arcebispos do Rio e de Braslia esto sem o barrete. Porto Alegre j
teve cardeal, e Recife est pronta para ser promovida desde os anos 70,
mas foi colocada na geladeira pela hostilidade da ditadura a D. Hlder
Cmara. Enquanto isso, o Vaticano elevou a s de Valncia, na Espanha, e
aspergiu cardeais pela Frana.

 provvel que Bento 16 mude essa situao antes de sua vinda ao Brasil,
no ano que vem.

Quem acompanha a poltica de Roma acredita que no prximo conclave, pela
primeira vez, haver um candidato forte de fora da Europa.

 o arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Maradiaga. Seria o primeiro papa
msico, alm de professor de qumica e fsica.

Na hiptese europeia, h o cardeal Angelo Scola.  forte porque sempre
que o arcebispo de Milo chegou ao conclave podendo ser eleito, saiu
papa.

LULA, O BSON DE HIGGS DO PT

Admita-se que h trs problemas sobre a mesa: a estagnao do PIB, a CPI
do Cachoeira e a expanso das greves do funcionalismo. O PT no tem nada
a dizer a respeito de nenhum deles. No se sabe nem sequer de que lado
est.

Ao tempo do vice Jos Alencar havia petistas defendendo a queda dos
juros, mas eles j caram. Na CPI, os petistas esto dos dois lados do
guich, ora cobrando, ora silenciando.

Diante da greve dos professores, durante 53 dias, no conseguiram nem
sequer oferecer mediaes. S acordaram na tera-feira, quando Lula
entrou no circuito. Trs dias depois, pelo menos tinham o que propor.

Simbolicamente, na famosa cena do encontro de Lula com Maluf, havia dois
outros personagens. Um, Rui Falco, presidente do partido. O outro era o
vereador Wadih Mutran, do PP. Os reprteres Digenes Campanha e Paulo
Gama mostraram que desde 2008 seu patrimnio dobrou, chegando a R$ 3,8
milhes. Como? Trs bilhetes de loteria premiados. (Ele guarda R$ 1,4
milho em dinheiro vivo.)

A ambiguidade do PT em relao aos dinheirinhos fceis  antiga. Sua
exausto intelectual aconteceu h anos, quando se transformou num
apndice do lulismo, sem que se saiba o que isso significa. Produziu-se
uma federao de comissariados, sem plataformas ou propostas, acumulando
interesses.

Assim como sucedeu ao PMDB, o PT virou um aglomerado sem massa. No
existe sem o seu bson de Higgs. Ele se chama Lula.

O teste dessa partcula agregadora ocorrer na eleio de So Paulo. Se
Fernando Haddad vencer, mais uma vez o bson de Lula ter arrastado as
fichas. Se perder, a derrota ser s dele.

No dia em que o Banco Central apontou uma estagnao do PIB, a doutora
Dilma disse que "uma grande nao deve ser medida por aquilo que faz
para suas crianas e seus adolescentes. No  o Produto Interno Bruto. 
a capacidade do pas, do governo, e da sociedade de proteger o seu
presente e o seu futuro, que so suas crianas e seus adolescentes".

Quis a sorte que houvesse uma baiana na plateia para decifrar a fala:
"Isso, na minha terra, se chama 'enrolation', 'embromation'". Nessa arte
Lula  mestre, Dilma  uma constrangida aprendiz. Texto Anterior |
Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Delta fez acerto com
governador, diz revista - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros

Cachoeiragate

Delta fez acerto com governador, diz revista

Relatrio da PF divulgado por publicao afirma que compromisso entre
empresa e Perillo foi intermediado por Cachoeira

Acordo entre eles teria includo venda de casa de tucano; ele nega ter
favorecido construtora em sua administrao DE BRASLIA


Relatrio da Polcia Federal diz, segundo reportagem da revista "poca",
que o governador de Gois, Marconi Perillo (PSDB), e a construtora Delta
firmaram um "compromisso": para receber o que o Estado devia, a empresa
deveria pagar ao poltico.

O "compromisso", segundo a publicao, foi intermediado pelo empresrio
Carlinhos Cachoeira e consta de um relatrio da PF remetido em 27 de
junho  Procuradoria-Geral da Repblica.

De acordo com a reportagem, fez parte desse acordo a venda da casa onde
o governador morava, no condomnio Alphaville, em Goinia. Cachoeira foi
preso pela PF nesse imvel, em fevereiro.

Pela casa, Perillo recebeu uma "diferena" de R$ 500 mil que, segundo a
revista, vieram da Delta. O pagamento teria sido feito em trs cheques,
em nome de laranjas,

O dinheiro passaria por empresas-fantasmas do grupo de Cachoeira para
disfarar sua origem, e, depois, chegaria s mos do tucano.

A publicao cita que essa negociao teve participao de Wladmir
Garcez, amigo do governador e ex-presidente da Cmara Municipal de
Goinia, e Cludio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste.

Desde maro, Perillo diz que tratou da venda da casa s com Garcez e que
no prestou ateno em quem eram os emitente dos cheques.

A Folha j havia revelado em 1 de junho que os cheques que remuneraram
Perillo pela transao saram de uma conta bancria que recebeu dinheiro
da Delta, segundo peritos da Polcia Federal.

Em outro dilogo gravado pela PF e mostrado pelo jornal, Cachoeira diz
que esperava ter "portas abertas" junto a Perillo aps a compra da casa
do governador. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros







----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Perillo afirma que
contratos foram aprovados - 15/07/2012 ***
Transcrita em 15/7/2012






[linkfsp.gif] [linkindice.gif] 









 [ndice geral]  [Poder] 




[Poder] 




 Texto Anterior | ndice | Comunicar Erros

Outro lado

Perillo afirma que contratos foram aprovados DE BRASLIA


A assessoria de imprensa do governador de Gois, Marconi Perillo (PSDB),
disse que os "contratos j foram aprovados por uma sindicncia feita
pela Controladoria Geral do Estado e pelo Tribunal de Contas do Estado".

"[Os contratos] no so objeto de qualquer tipo de contestao de nenhum
rgo de controle", informou a nota.

A maioria dos contratos pblicos da construtora Delta, segundo o
governo, so da gesto passada, e os feitos sob Perillo so resultado de
concorrncias pblicas "amplamente disputadas".

O texto do governo cita como argumento o fato de a empresa ter R$ 6
milhes a receber do Estado por servios prestados a Agetop (Agncia
Goiana de Transportes e Obras Pblicas), mas que no foram pagos "por
uma postura adotada" pela atual gesto.

Segundo a assessoria, mesmo depois da venda da casa, a Delta e os demais
prestadores de servios receberam em dia suas faturas.

"Procurar estabelecer ligao entre trs pagamentos feitos  Delta de
uma srie continuada de outros pagamentos  uma atitude de m f,
leviana e irresponsvel."

A assessoria diz que os vazamento de informao so uma forma de
denegrir a imagem do governador de Gois.

"Tirar de 30 mil horas de gravaes fragmentos de conversas, mantidas
por terceiros, com o propsito de estabelecer relaes que no condizem
com a realidade  mais uma atitude de grupos polticos que tentam, de
todas as formas, denegrir a imagem do governador Perillo."

A Delta tem afirmado que somente se pronunciar aos "canais
institucionais". Texto Anterior | ndice | Comunicar Erros 






----------------------------------------------------------------

Copyright Empresa Folha da Manh S/A. Todos os direitos reservados. 
proibida a reproduo do contedo desta pgina em qualquer meio de
comunicao, eletrnico ou impresso, sem autorizao escrita da
Folhapress .

