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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Equilibrio - Em busca da vagina
perfeita - 28/08/2012 ***
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Em busca da vagina perfeita

O cmulo da vaidade para alguns, a cirurgia plstica ntima  uma mania
mundial que preocupa ginecologistas IARA BIDERMAN
DE SO PAULO


Lbios vaginais recauchutados e outros retoques na genitlia feminina
no podem ser facilmente exibidos como peites de silicone ou
barriguinhas lipoaspiradas. Mesmo assim, so o ltimo fenmeno no
cardpio moderno das intervenes plsticas.

Nos EUA, so feitas mais de 1,5 milho de cirurgias ntimas. No Reino
Unido, 1,2 milho. No Brasil, mdicos apontam um crescimento de 50% nos
ltimos dois anos.

O ginecologista Paulo Guimares  expert em "design vaginal". D cursos
de formao em cosmetoginecologia para mdicos. Nos treinamentos, diz,
900 mulheres so operadas por ano, a preos menores. No consultrio,
"com atendimento personalizado e sigilo", afirma fazer 15 cirurgias
ntimas por ms.

O cirurgio plstico Marcelo Wulkan, que atende em So Paulo e tem
trabalhos sobre reduo de lbios vaginais em publicaes
internacionais, diz fazer cem desses procedimentos por ano.

Mesmo mdicos mais conhecidos por outros tipos de cirurgia, como
implantes mamrios e plstica de nariz, esto vendo a procura crescer.

"Nos ltimos dois anos, passei de uma cirurgia ntima para trs por
ms", conta Eduardo Lintz, chefe de cirurgia plstica do hospital HCor,
de So Paulo, e professor do Instituto Ivo Pitangui, no Rio. No total,
Lintz faz cerca de 40 cirurgias plsticas mensais.

TAMANHO-PADRO

Como no h evidncias de que os lbios vaginais cresceram nos ltimos
anos, especula-se que o aumento de cirurgias redutoras esteja ligado 
uma nova busca de medidas genitais "padro".

E o que  uma vagina normal? Assim como as estatsticas brasileiras
sobre cirurgia ntima, as medidas so imprecisas. "Isso  um pouco
subjetivo. Quando o lbio menor no ultrapassa 2 cm de largura pode ser
considerado normal", diz Wulkan.

Est longe de ser consenso. Segundo estudo no "British Journal of
Obstetrics and Gynaecology", a diversidade de tamanhos observada nos
lbios vaginais da populao  imensa, o que amplia o espectro de
normalidade.

O mesmo estudo aponta que trabalhos anteriores definiram como acima do
normal lbios com mais de 4 cm de largura, mas essa medida deve ser
revista e ampliada.

Quando os lbios menores ultrapassam os maiores, a tendncia  serem
considerados candidatos  cirurgia. Mas no se trata de uma imperfeio
fsica.

" constitucional, a mulher nasce com essa caracterstica, como nasce
com um nariz grande", diz Lintz.

No entanto, o que  natural j no  o normal.

Imagens de nus femininos, reportagens e material didtico criam o modelo
de normalidade, diz a antroploga Thais Machado-Borges, do Instituto de
Estudos Latino-Americanos da Universidade de Estocolmo, Sucia.

No estudo "Um olhar antropolgico sobre a mdia, cirurgia ntima e
normalidade", ela diz que as mulheres consideram atrativas as formas que
correspondam a esse modelo, criadas por tcnicas cirrgicas. "Ser que
essas cirurgias podem transformar zonas ergenas em 'paisagens' onde
reina o prazer?", questiona.

Como em relao a narizes, peitos e bundas, o padro esttico muda
conforme a poca e o pas. "Nos EUA, as mulheres querem vagina pequena,
cor-de-rosa. As brasileiras querem no mesmo tom de pele do das mos, com
lbios de 1 cm a 1,5 cm", diz o ginecologista Paulo Guimares.

" o modelo imaginrio do rgo de menininha, o formato 'sou virgem'",
interpreta a psicloga Rachel Moreno.

A Federao Brasileira das Associaes de Ginecologia e Obstetrcia
alerta seus membros sobre riscos dessa onda.

" preciso muito cuidado para mexer em locais com tantas terminaes
nervosas. As cirurgias ntimas so vendidas como solues para
dificuldades sexuais, mas, se voc mexer onde no era para mexer, voc
piora o que era para melhorar", diz Gerson Lopes, presidente da comisso
de sexologia da entidade. Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Frases



"Cirurgias ntimas so vendidas como solues para dificuldades sexuais,
mas, se voc mexer onde no era para mexer, piora o que era para
melhorar"

GERSON LOPES

ginecologista e sexlogo

"De onde elas tiram a ideia de que lbios vaginais pequenos e simtricos
so melhores? Provavelmente da pornografia"

JAMIE MCCARTNEY

artista ingls Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros







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operaes inspira mural da diversidade genital - 28/08/2012 ***
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Foco

Excesso de operaes inspira mural da diversidade genital DE SO PAULO


Durante cinco anos, o artista plstico ingls Jamie McCartney tirou
moldes de gesso de 400 vaginas, dos mais diferentes tipos de mulheres:
jovens, velhas, mes, filhas...

Com os moldes, ele criou os dez painis que formam o "Grande Mural da
Vagina". A obra foi exibida em Londres neste ano.

McCartney conta  Folha que o aumento de cirurgias ntimas foi uma de
suas inspiraes. "Quando descobri que era a cirurgia cosmtica que mais
crescia no meu pas, decidi agir. No quero ser parte de uma sociedade
que encoraja as mulheres a cortar sua genitlia."

Para ele, a ansiedade das mulheres em relao s suas vaginas 
desnecessria. "De onde elas tiram a ideia de que lbios vaginais
pequenos e simtricos so melhores? Provavelmente da pornografia."

McCartney tambm culpa o Brasil pela "fenmeno".

"Sim, o Brasil. Depilar o pbis para acomodar biqunis cada vez menores
teve um efeito colateral. As mulheres esto comparando seus corpos como
nunca fizeram antes e agora os lbios vaginais entraram no menu dos
padres ridculos."

A reao do pblico  sua obra foi positiva, afirma. "O mural mostra que
a variedade de tamanho e aparncia das vaginas  enorme. Isso ajuda a
diminuir a ansiedade das mulheres."

McCartney conta que recebeu vrios e-mails de agradecimento de mulheres
que foram  sua exposio. "Elas dizem que o mural fez com que
desistissem da cirurgia ntima ou que percebessem que so normais."

O artista tem interesse em exibir seu trabalho no Brasil. "Seus
cirurgies plsticos vo me odiar, mas estou acostumado com isso."

Enquanto o mural no chega por aqui, o trabalho de McCartney pode ser
visto em seu site: www.greatwallofvagina.co.uk . Texto Anterior |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Equilibrio - Riscos incluem
reduo da sensibilidade - 28/08/2012 ***
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Riscos incluem reduo da sensibilidade DE SO PAULO


Para chegar  suposta vagina perfeita, a mulher passa 50 minutos em
posio ginecolgica (deitada com as pernas abertas e flexionadas),
enquanto o mdico corta e costura suas partes ntimas.

 considerada uma cirurgia de baixa complexidade.

Os principais riscos, segundo os mdicos, so sangramentos e infeces,
principalmente se algum ponto abrir. "Como a regio  muito manipulada
na hora da higienizao, h sempre o perigo de algum ponto se soltar",
diz o cirurgio plstico Marcelo Wulkan.

Em casos raros, pode haver fibrose, segundo o ginecologista Gerson
Lopes, da Febrasgo (federao das sociedades de ginecologia).

ZONA SENSVEL

E a pergunta que no quer calar: h perda de sensibilidade nessa zona
ergena do corpo feminino?

"Querendo ou no, voc est tirando reas sensveis, cheias de
terminaes nervosas e vasinhos. Alguma coisa vai perder", diz Lopes.

Di? "Nos primeiros dias, a sensao  que queima", diz o cirurgio
plstico Carlos Komatsu, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plstica. Logo aps a cirurgia, a regio incha e pode ficar roxa.

Sexo? S depois de 30 dias, pelo menos.  o mesmo perodo para se abster
de atividades fsicas muito intensas ou andar de bicicleta.

Passada a abstinncia, dizem os mdicos, a mulher est liberada para
desfrutar dos benefcios da cirurgia, como ficar mais  vontade durante
a relao sexual e na academia de ginstica, o que teria como
consequncia a melhora de sua autoconfiana.

"Mulheres com lbios muito grandes tm vergonha de mostrar o corpo e
sentem desconforto ao usar roupas justas", diz o cirurgio plstico
Romeu Fadul, do Hospital Srio-Libans, de So Paulo. Texto Anterior |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Equilibrio - 'No  um rgo
muito bonito, d para ficar melhor', afirma modelo gacha - 28/08/2012
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Foco

'No  um rgo muito bonito, d para ficar melhor', afirma modelo
gacha




 Jefferson Bernardes/Folhapress  
[A modelo gacha Andressa Urach, em um caf de Porto Alegre, dois meses depois de fazer cirurgia ntima] 
A modelo gacha Andressa Urach, em um caf de Porto Alegre, dois meses
depois de fazer cirurgia ntima

DE SO PAULO


Na famlia da psicloga Jlia, 27, todas as mulheres tm os pequenos
lbios desenvolvidos demais, mas s ela se incomodou a ponto de fazer a
cirurgia para diminu-los.

"Eu sempre gostei de esporte, corro, ando de bicicleta, frequento
academia. Alm de me sentir estranha porque os meus [lbios vaginais]
eram diferentes, isso comeou a incomodar na hora de vestir uma cala
mais justa."

H dois meses, ela aproveitou a ocasio de colocar um implante nos seios
para retirar o que considerava excessivo em sua vagina.

Foi mais ou menos na mesma poca em que foi morar junto com o namorado.

"Quando eu vim com essa histria de cirurgia ele disse que no
precisava, mas respeitou a minha deciso."

Para Jlia, o problema no tinha relao com a vida sexual. "Foi mais
para meu conforto mesmo, para colocar uma roupa de ginstica numa boa.
Tanto que, para mim, no ps-operatrio foi mais difcil ficar sem malhar
do que sem poder transar."

A modelo Andressa Urach, 24, tem opinio contrria: "A 'quarentena' [de
sexo] foi a pior parte da cirurgia".

Mas Andressa diz que adorou o resultado da interveno que a deixou com
menos de 0,5 cm de lbios internos. "Nos primeiros dias incomodou
bastante, inchou, foi desconfortvel para fazer xixi. Mas agora est
linda, ficou novinha, sabe?", diz.

A modelo assume que s fez a operao por causa do resultado esttico.
"Meus lbios no eram grandes a ponto de me deixar constrangida. No
atrapalhava no sexo, no incomodava. Mas [a vagina] no  um rgo muito
bonito. D para ficar melhor."

A mudana esttica representou, para a cabeleireira Cristina, 32, uma
melhora tambm na vida sexual.

"Tenho menos vergonha na hora de transar, no precisa ser de luz
apagada, tudo fica melhor."

Com menos de dois meses de ps-operatrio, Cristina ainda precisa ir
devagar na explorao dos novos horizontes sexuais.

"Depois da operao o local fica mais sensvel, tem que colocar um
gelzinho para ajudar a penetrao e tomar mais cuidado porque [a vagina]
fica mais justinha."

E o namorado, gostou? "Ele disse que o resultado foi muito bom, que
estava tudo timo. Mas, na verdade, acho que ele no se incomodava nem
um pouco com o tamanho dos meus lbios. A incomodada era eu." Texto
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Frases



"Nos primeiros dias inchou, mas agora est linda, ficou novinha, sabe?"

ANDRESSA URACH modelo

"Foi mais difcil ficar sem malhar do que sem poder transar no
ps-operatrio"

JLIA psicopedagoga Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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As cirurgias estticas ntimas mais comuns



REDUO DOS LBIOS VAGINAIS

So feitas incises (cortes) nos lados de cada lbio interno da vagina e
uma parte de tecido  removida. O corte  fechado com pontos absorvveis
ou cola cirrgica
    * Anestesia local ou peridural; sedao opcional
    * 40 a 50 minutos
    * de R$ 5.000 a R$ 7.000


REMODELAO DOS GRANDES LBIOS

A pele considerada excessiva  cortada e removida. Se necessrio, aps a
retirada da pele  feito o preenchimento da regio, com gordura da
prpria paciente, cido hialurnico ou PPMA (polimetilmetacrilato)
    * Anestesia local ou peridural; sedao opcional
    * 50 a 60 minutos
    * de R$ 8.000 a R$ 12 mil


Ps-operatrio:  preciso fazer repouso por cinco a sete dias; a mulher
pode dirigir depois de sete a dez dias e voltar a fazer sexo e exerccio
fsicos mais intensos aps 35 dias

AUMENTO DO VOLUME DOS GRANDES LBIOS

Uma substncia preenchedora -gordura retirada da prpria paciente, cido
hialurnico ou PPMA (polimetilmetacrilato)-  injetada nos grandes
lbios. Com o tempo, o preenchedor  absorvido e o procedimento tem que
ser refeito
    * Anestesia local
    * 30 a 40 minutos
    * R$ 3.500 a R$ 5.000


Ps-operatrio: a mulher pode ter atividades moderadas aps o
procedimento e relaes sexuais depois de dez dias

REDUO DO CAPUZ CLITORIANO

Parte da pele e das dobras do capuz clitoriano (pele que cobre o rgo)
 cortada e removida. Os pontos ficam invisveis
    * Anestesia local ou peridural
    * 30 a 40 minutos
    * R$ 5.000 a R$ 7.000


Ps-operatrio:  preciso fazer repouso por 48 horas. Relaes sexuais e
exerccios esto liberados a partir de 30 dias aps a cirurgia

Fontes: Paulo Guimares, ginecologista; Marcelo Wulkman, cirurgio
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prazer - 28/08/2012 ***
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Outras Ideias

MIRIAN GOLDENBERG - miriangoldenberg@uol.com.br

A ditadura do prazer

Para muitas mulheres, o sexo se tornou mais uma obrigao; e muitas
preferem fingir a dizer no

Um dos dados que mais chama a ateno nas minhas pesquisas  o da
insatisfao sexual. A ideia de que o desejo sexual masculino  muito
maior e o feminino  mais complicado est presente nos discursos de
homens e de mulheres.

Uma professora de 37 anos diz: "Os homens acham que preliminares so
minutos de carinhos na cama. Para mim, preliminar  tudo o que ele faz
muito antes: a ateno, a delicadeza, o sorriso, a gentileza. No
adianta ser carinhoso na cama se passou o dia todo sendo agressivo,
implicante ou desagradvel".

Uma nutricionista de 52 anos reclama: "Meu marido acha que no tenho
vontade de fazer sexo por estar na menopausa. Diz que muitas mulheres
tm orgasmos mltiplos e eu no tenho nenhum h tempos. Com tanto
bl-bl-bl fico mesmo sem teso".

Ela diz que o filho, de 27 anos, prefere garotas de programa. "Ele 
bonito e inteligente, pode ter a namorada que quiser. Mas acha as
meninas chatas demais, querem jantar, ir ao cinema e, depois, ainda
querem discutir a relao por SMS. Ele acha mais divertido e barato
transar com garotas de programa."

Muitos homens reclamam das excessivas demandas afetivas e sexuais das
mulheres.

Um economista de 45 anos diz: "Na hora de ir para a cama, minha mulher
comea: voc tomou banho, escovou os dentes, passou fio dental? Pagou o
INSS da empregada? Levou o carro para o mecnico?  fcil entender por
que tantos homens preferem prostitutas".

Um jornalista de 30 anos conta: "Depois que tivemos nosso filho, minha
mulher no quer mais transar. Est sempre ligada no beb, na casa, no
trabalho. Diz que est exausta, que  uma fase e que no estou sendo
compreensivo. S que estou h mais de seis meses sem transar. Que homem
aguenta?".

Um socilogo de 49 anos afirma: "Se minha mulher quisesse, eu transava
com ela todos os dias. S que ela no quer. Eu preciso muito mais de
sexo do que ela. Acho que  da natureza masculina. Por isso, tenho duas
amantes. No vou transar s quando ela quer".

Entrevistei muitas mulheres que fingem ter um orgasmo para poder dormir
ou fazer as coisas que realmente querem fazer. Elas dizem que gostam de
sexo, mas se sentem oprimidas com a obrigao de gozar cem por cento das
vezes.

No  estranho pensar que, para muitas mulheres, o prazer sexual tenha
se tornado mais uma obrigao? E que muitas prefiram fingir a dizer no?

MIRIAN GOLDENBERG , antroploga e professora da Universidade Federal do
Rio de Janeiro,  autora de "Toda Mulher  Meio Leila Diniz" (Ed.
BestBolso)

NA PRXIMA SEMANA Anna Veronica Mautner Texto Anterior | Prximo Texto |
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Tudo Em Trs Tempos

Pryscila Vieira




 
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Comente, pergunte



Andar ou correr? tima reportagem ["Cada um no seu passo", 21/8]. Corri
durante nove anos e posso dizer que  muito prazeroso, mas, como todo
vcio, bastava ficar dois dias sem correr que a crise de abstinncia
batia. No incio do ano tive uma leso no joelho e desde ento no
consigo mais fazer exerccios de impacto. Hoje alterno caminhada com
bicicleta e, para meu prprio espanto, at perdi dois quilos. LETICIA
UGUETTO

Correr  infinitamente mais legal, e os resultados so melhores. Sobre
os contras, nada que cuidados com equipamentos e acompanhamento mdico
no resolvam. MIRIAN OKANER So Paulo, SP

Corri durante anos, inclusive maratona, e nunca machuquei os mamilos. S
tive problema com uma unha do p uma vez. MARCOS BERNARDINO DA SILVA

-

Efeito batom As mulheres querem se tornar mais sedutoras para conquistar
companheiros em boa situao econmica? S pode ser brincadeira isso!
["O efeito batom", 21/8] FABIANA SANTOS

Em marketing j se sabe que o consumo dos produtos de menor valor
aumenta durante crises porque as pessoas, no podendo consumir itens
caros, voltam-se para os mais baratos como uma maneira de autopremiao.
CLOVES OLIVEIRA

-

Mercado de orgnicos Li a matria "Orgnico a preo de banana" [21/8] e
fiquei interessada em adquirir os produtos, mas vocs no deram o
endereo do supermercado.

RESPOSTA DA REDAO - Erramos. O mercado Apan fica na rua Turiass,
1.645, Perdizes, So Paulo. Funcionamento: seg. a sex. das 8h s 20h;
sb. das 8h s 18h; tel. 0/xx/11/2667-9395.

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folhaequilibrio@uol.com.br ou al. Baro de Limeira, 425, 4 andar,
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Um ano sem

Para escapar da obsesso com a aparncia e melhorar a autoconfiana,
mulheres defendem o "jejum do espelho": voc ficaria meses sem conferir
o prprio rosto? MEGAN CONNER
DO GUARDIAN


Blogueiras americanas defendem que a monitorao da aparncia tem se
tornado um hbito doentio. Na tentativa de frear a obsesso com a beleza
elas comearam a fazer "jejum de espelho". Ou seja: a se abster de
encarar o espelho por perodos que variam entre um ms e um ano.

A moda comeou com blogueiras como Autumn Whitefield-Madrano, 36, dona
do site "The Beheld". "Comecei a notar que eu tinha uma 'cara de
espelho'", diz ela. "Sempre que via meu reflexo eu arregalava os olhos e
sugava as bochechas na tentativa de ficar mais parecida com o que eu
gostaria de ser."

Em maio de 2011, Madrano comeou seu primeiro ms de jejum de espelho em
um esforo para se tornar menos autoconsciente de seu rosto. "Estava
preocupada com a quantidade de vezes que me flagrava pensando na minha
aparncia. Queria saber como meu humor era afetado pela minha
autoimagem."

No final da experincia ela disse ter se sentido "mais calma e serena",
embora admita que o segundo ms de "jejum", feito em julho de 2011,
tenha sido mais complicado.

A psicloga Kjerstin Gruys, 29, do blog "Mirror Mirror... Off the Wall",
jejuou por um ano logo antes do casamento. Segundo ela, comprar o
vestido de noiva "gerou uma sensao de insegurana to desagradvel" em
relao ao seu corpo que decidiu evitar superfcies reflexivas e fotos
de si mesma por um ano.

No fim do experimento, ela relatou que havia "aprendido a separar melhor
a aparncia da autoestima". A blogueira est escrevendo um livro sobre o
jejum.

OBSESSO

Um estudo publicado na revista "Behaviour Research and Therapy" no
comeo deste ano constatou que as mulheres britnicas se olham em mdia
38 vezes por dia no espelho.

Para a psicloga Phillippa Diedrichs, do Centro de Pesquisa Sobre
Aparncia de Bristol, na Inglaterra, a presso social por uma
determinada aparncia explica por que algumas pessoas tomam medidas
extremas para evitar o prprio reflexo.

"O ideal de beleza atual  inatingvel para a maioria. Ao se olhar no
espelho, a pessoa tende a se comparar com esse ideal". Diedrichs, no
entanto, no acredita que o jejum de espelho possa trazer um impacto
significativo na autoimagem a longo prazo. "Quando trabalhamos com
pessoas com desvios de imagem corporal, o que fazemos  justamente o
oposto: encorajamos as pessoas a se olharem e fazerem menos crticas
sobre elas mesmas."

ABSTINNCIA

A antroploga Kate Fox, do Centro de Pesquisa em Questes Sociais de
Oxford, tambm desaprova a ideia do jejum. "No fim a pessoa se torna
ainda mais obcecada com a aparncia, do mesmo modo como dietas deixam
pessoas gordas mais loucas por comida. Isso para mim cheira muito mais a
narcisismo do que se olhar no espelho como uma pessoa normal."

Para Fox, escrever sobre esse tipo de jejum na internet  mais outra
maneira de permanecer fissurada na prpria aparncia.

Depois do segundo ms sem espelho, Madrano passou a concordar com a
antroploga: "Enquanto fazia o jejum passei a atribuir tudo que eu
sentia a ele". Apesar disso, os leitores de Madrano continuaram gostando
da ideia. "Hoje conseguimos manipular tanto nossa imagem em redes
sociais que h algo de atraente na ideia de abdicar desse poder. Pessoas
que largaram o Facebook costumam descrever sentimentos semelhantes aos
que eu tive quando fiquei sem espelho: serenidade, libertao e a
impresso de que nos conhecemos melhor e revemos nossas prioridades."

Traduo de JULIANA CUNHA Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Equilibrio - Gorda ou normal,
uma questo de adaptao - 28/08/2012 ***
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Neuro

SUZANA HERCULANO-HOUZEL - suzanahh@gmail.com

Gorda ou normal, uma questo de adaptao

O desfile de corpos esquelticos na mdia faz com que as espectadoras
achem o prprio corpo enorme

Foi-se o tempo em que formas arredondadas eram consideradas belas no
mundo ocidental, sinal de sade e acesso a comida suficiente. Jornais,
revistas e televiso hoje nos ensinam que para ser modelo de beleza 
preciso ser esqueltica ou no mnimo magrrima, com os ossos da bacia 
mostra.

Qualquer que seja a razo da mudana no padro de beleza (eu suspeito da
abundncia atual de comida, mas isso  outra histria), as formas retas
das pobres moas famintas so o objeto do desejo de moas demais em
nossa sociedade, que, em comparao, acham "enormes" seus prprios
corpos normais.

Mas talvez esse desejo no seja consciente, e sim fruto automtico de
uma adaptao s imagens que a mdia torna usuais. Segundo um estudo
alemo publicado recentemente na revista "Human Brain Mapping", ver
corpos magros faz o crebro se adaptar e passar achar corpos
"normais"... gordos.

Adaptao  um fenmeno comum no crebro, que ocorre conforme a
exposio prolongada a um mesmo tipo de estmulo faz diminuir a
atividade dos neurnios em resposta a uma nova exposio a um estmulo
semelhante.  um processo de adaptao que faz, por exemplo, com que o
som inicialmente ensurdecedor de uma boate aos poucos parea "normal"
aos nossos ouvidos.

Pois a percepo corporal tambm  facilmente manipulada por adaptao.
E, de acordo com o estudo alemo, a adaptao no  "racional", mas
sensorial, pois acontece j no crtex fusiforme, uma das primeiras
regies do crtex cerebral que processa de maneira integrada a forma
corporal.

Usando computao grfica para fazer seus voluntrios emagrecerem at
seis quilos, os pesquisadores notaram que a exposio por alguns minutos
 prpria imagem emagrecida  suficiente para fazer o crtex fusiforme
se adaptar e convencer o resto do crebro a perceber o prprio corpo
real como mais gordo do que na prtica. Da a concluir que o desfile de
corpos esquelticos na mdia convence o crebro das espectadoras a
automaticamente achar enorme o prprio corpo normal  s um pulinho.

Como se achar normal, ento? Fcil: vendo corpos normais. Praia serve,
mas lembro do melhor choque de realidade que eu podia ter recebido na
adolescncia: o chuveiro comunitrio do vestirio feminino na
universidade, aps a aula obrigatria de educao fsica. Um santo
lembrete de que anormais so as pobres moas chamadas "modelos"...

SUZANA HERCULANO-HOUZEL  neurocientista, professora da UFRJ, autora de
"Plulas de Neurocincia para uma Vida Melhor" (ed. Sextante) e do blog
www.suzanaherculanohouzel.com Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Equilibrio - Filho ausente -
28/08/2012 ***
Transcrita em 2/9/2012






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Rosely Sayo

Filho ausente

Crianas devem decidir se querem ou no a companhia de um de seus pais?
Hoje, elas tm esse poder

Depois da comemorao do Dia dos Pais, algumas famlias tiveram de
enfrentar situaes muito parecidas com o que chamamos de ressaca. As
famlias em questo tm um ponto em comum: o fato de o casamento ter se
dissolvido aps o nascimento dos filhos. Vamos a dois exemplos que podem
servir de referncia para a nossa conversa de hoje.

Num dos casos, o rompimento do casamento  recente. H menos de um ano,
o casal decidiu se separar e os filhos -dois, com menos de seis anos-
ficaram com a me. O pai  muito presente, encontra-se com os filhos
pelo menos dois dias na semana ou mais, quando h oportunidade na rotina
de todos.

Mesmo a separao tendo ocorrido por desejo dos dois, ainda paira no ar
uma tenso e isso quase sempre se revela com os filhos. Foi o que
aconteceu no Dia dos Pais.

O filho mais velho, agora com seis anos, resolveu que queria passar o
domingo com a me. Por mais que ela tenha tentado convenc-lo das mais
variadas formas a ficar com o pai, nada o demoveu de sua deciso.
Resultado? A menina mais nova ficou com o pai, e o mais velho, com a
me.

Agora adivinhe o que aconteceu, caro leitor: restou um sentimento de
culpa enorme para essa me. E a pergunta dela : "Eu deveria ter
obrigado meu filho a ir com o pai, mesmo com todo o escndalo que ele
aprontou?"

O segundo caso tem componentes bem diferentes do primeiro, mas a cena
final  muito semelhante. O casal separou-se h mais de dez anos de um
modo muito conturbado e uma das consequncias foi o afastamento do pai
durante anos.

Depois de casar-se novamente e ter filhos da segunda unio, esse pai tem
tentado se reaproximar do filho do primeiro casamento, agora com 13
anos. Inicialmente, o menino aceitou de bom grado a presena do pai, mas
no domingo no quis almoar com ele e sua nova famlia por cime: queria
estar sozinho com seu pai.

O sentimento de culpa, agora,  do menino: ele me perguntou se eu acho
possvel seu pai perdoar sua atitude.  que at agora o pai no deu
notcia e ele acha que ser novamente abandonado. Um ponto importante
dessa situao: a me do garoto, segundo ele, apoiou sua deciso.

Uma pergunta pode nortear nossas reflexes: crianas e adolescentes
devem ter o poder de decidir se querem ou no a companhia de um de seus
pais?

Atualmente, eles ganharam esse poder e devo dizer que eles no tm
condies de exercer o poder que ganharam. Por qu? Vamos  resposta
mais simples: porque eles ainda no sabem considerar a complexidade das
situaes que decidem. E, justamente por isso, iro arcar, agora ou mais
tarde, de modo mais ou menos comprometedor para eles, com as
consequncias de suas decises.

No primeiro caso citado, o garoto de seis anos j d sinais de que algo
no vai bem: tem tido pesadelos quase todas as noites. O interessante 
que a me, que sente a culpa por ter deixado o filho recusar a presena
do pai, entende que os dois eventos esto associados, j que o primeiro
pesadelo foi logo no Dia dos Pais.

Pode ser apenas coincidncia, mas a relao que a me faz j  um sinal
de que ela, no fundo, sabe que deveria ter agido de modo diferente com o
filho.

No segundo caso, a situao criada pela circunstncia vivida pode
provocar uma nova ausncia do pai na vida do filho adolescente, j que
temos tido a tendncia de encarar os mais novos como se fossem adultos.
No seria inusitado na atualidade esse pai se magoar com a atitude do
filho e decidir se afastar por acreditar que o filho no quer sua
presena.

Bem, os mais novos tm o direito de crescer com a companhia de seus
pais, estejam eles casados ou no. A questo  que eles no sabem que
isso  um direito: somos ns que precisamos garantir isso a eles.

ROSELY SAYO  psicloga e autora de "Como Educar Meu Filho?"
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