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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - Tragdia gera dvida
sobre caixa de Chvez - 02/09/2012 ***
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Tragdia gera dvida sobre caixa de Chvez

Exploso que matou 42 em refinaria levanta questes sobre solidez da
PDVSA, que financia programas sociais na Venezuela

Presidente, que tenta sua reeleio em outubro, depende de dinheiro da
estatal do petrleo para se manter como favorito




 Mirafores/Efe   
[Presidente Hugo Chvez visita criana vtima de exploso em refinaria da estatal PDVSA] 
Presidente Hugo Chvez visita criana vtima de exploso em refinaria da
estatal PDVSA

FLVIA MARREIRO
DE SO PAULO


A exploso que matou 42 numa refinaria da PDVSA, a estatal do petrleo
da Venezuela, ps sob escrutnio a empresa responsvel pela maior parte
dos programas sociais do governo Hugo Chvez, que tenta a reeleio no
prximo dia 7 de outubro.

A tragdia de oito dias atrs ocorreu na hora em que o pas tenta
estancar a queda de sua produo petrolfera.

As causas do acidente na refinaria de Amuay ainda esto sob
investigao, mas causou controvrsia a informao de que nove das 12
paradas para manuteno da unidade, previstas para 2011, no ocorreram.
O motivo foi "falta de material".

"Ningum discute que a PDVSA deve aumentar os aportes ao fisco, mas o
pilar do modelo econmico chavista  que d suporte a todas as aes do
governo", afirma Asdrbal Oliveros, da consultoria venezuelana
Ecoanaltica.

A estatal diz ter investido em 2011 9% do faturamento, ou US$ 9 bilhes
(R$ 18 bilhes) -taxa baixa em relao s congneres na Amrica Latina.
A Petrobras diz ter aplicado 29% do faturamento; a mexicana Pemex, 17%.

Enquanto isso, a empresa elevou os "aportes para o desenvolvimento"
entre 2010 e 2011, de US$ 20 bilhes (R$ 40 bilhes) para US$ 39 bilhes
(R$ 79 bilhes). Metade fluiu sob a rubrica "programas sociais", pouco
mais do dobro do oramento anual do Bolsa Famlia em 2011.

O repasse no inclui impostos e taxas ao fisco. Os recursos foram
aplicados diretamente pela PDVSA -cuja atuao vai desde atendimento de
sade  habitao- ou canalizados a fundos criados por Chvez e
comandados pelo prprio presidente.

" a socializao do capital obtido no mercado internacional petroleiro.
Foi o que possibilitou a melhora dos ndices sociais", diz Andres
Giuseppe, autor do livro "Petrodiplomacia e Economia na Venezuela",
lanado em 2010 por uma editora estatal.

O argumento  repetido por Chvez, favorito para obter seu terceiro
mandato consecutivo de seis anos: s com "a nova PDVSA" foi possvel
baixar em 20 pontos a taxa de pobreza, de 48,6% em 2002 para 27,8% em
2010.

Oliveros diz que o modelo  vulnervel porque depende de preo de
petrleo muito alto -a era chavista teve a mdia de preos mais alta em
50 anos. Quando o preo despencou em 2009, o aporte social da PDVSA foi
de s US$ 6 bilhes (R$ 12 bilhes).

Num sinal de que o chavismo ganhou a batalha comunicativa em torno do
tema, a oposio evita pontos polmicos nos planos para o setor, do qual
a Venezuela depende mais hoje do que na estreia de Chvez.

Segundo Leopoldo Lpez, coordenador da campanha do candidato opositor,
Henrique Capriles, a oposio no vai mexer na lei de nacionalizao do
petrleo, de 2007, que mudou as regras para parcerias com privados.

"Vamos focar no aumento da produo", afirma Lpez. A oposio diz que a
PDVSA seguir financiando os programas sociais. Prximo Texto | ndice |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - Gigantes do setor
voltam  Venezuela aps nova lei - 02/09/2012 ***
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Gigantes do setor voltam  Venezuela aps nova lei

China financia PDVSA e vira compradora vip DE SO PAULO


Cinco anos aps a lei que mudou as regras do negcio petroleiro na
Venezuela, a estatal PDVSA ainda briga na Justia para no pagar
indenizaes s gigantes Exxon e Conoco Philips. Mas,  caa de
investimento privado, comemora novos negcios com multinacionais.

Em 2007, Chvez anunciou a "nacionalizao" do setor -na prtica, a
renegociao compulsria de contratos de parceria com privados para a
explorao. A PDVSA teria de se tornar scia majoritria de todos os
projetos.

Nem Exxon nem Conoco Philips aceitaram o valor proposto para compensar
seus investimentos. Dispostas a fincar presena no pas das maiores
reservas de petrleo do mundo, a americana Chevron, a italiana ENI e a
espanhola Repsol aceitaram as novas condies.

Os novos contratos incluem pagar "bnus" de entrada nos negcios, j que
a PDVSA tem mostrado menos flego para investimento.

A Petrobras no entrou no grupo. Optou por deixar a Venezuela e vive m
fase com a empresa. A PDVSA tem tido dificuldade de obter garantias para
tomar financiamento no BNDES para a refinaria Abreu e Lima, em
Pernambuco, projetada para ser uma parceria entre as estatais.

O crdito para a PDVSA vem fluindo da China. De 2007 para c, Pequim
acertou emprstimo de US$ 32 bilhes (R$ 65 bilhes)  estatal em troca
de envio de petrleo. A PDVSA tambm lanou ttulos em dlares. A dvida
se multiplicou desde 2006: de US$ 4 bilhes para US$ 35 bilhes.

(FLVIA MARREIRO) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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por ao unida de Merkel e BC europeu - 02/09/2012 ***
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Anlise

Futuro do euro passa por ao unida de Merkel e BC europeu DO FINANCIAL
TIMES


Seja qual for a maneira como a Europa resolva sua crise de dvida, o
caminho futuro da moeda nica ser traado em duas cidades alems:
Frankfurt, sede do (BCE) Banco Central Europeu, e Berlim, capital do
pas.

O desnorteamento inicial da zona do euro pode ser atribudo em parte ao
fato de o BCE e os lderes alemes no concordarem em suas vises.

A disposio crescente da chanceler Angela Merkel de apoiar os esforos
do BCE pode assinalar, se no o fim da crise, o fim do comeo.

Se os mercados duvidam que o euro sobreviva intacto,  porque esto
pessimistas quanto  disposio da Alemanha em deixar o BCE aplicar seu
poder pleno para conservar a liquidez dos governos da Europa perifrica.

Muitos no perceberam, mas essa divergncia foi vencida pelo presidente
do BCE, Mario Draghi.

O ltimo ms deixou cada vez mais claro que Draghi convenceu seus
colegas da necessidade de interveno para apoiar governos desejosos de
recorrer ao fundo de resgate da zona do euro.

Crucialmente, Draghi ganhou tambm o apoio de Merkel e de Jrg Asmussen,
chefe do BC alemo.

No havia razes para pensar que seria fcil moldar uma poltica a
partir dos princpios amplos de Draghi.

Como assegurar que as condies sejam cumpridas; anunciar ou no metas
especficas para rendimentos ou "spreads"; como acalmar os receios de
subordinao dos investidores quando o BCE compra ttulos governamentais
-todos esses so problemas difceis, que no sero resolvidos
perfeitamente.

Mas tambm h poucas razes para duvidar da capacidade do conselho
diretor do BCE de convergir em torno de uma poltica. Por enquanto, os
mercados esto esperando resultados concretos das promessas de Draghi:
os custos dos emprstimos de curto prazo de Madri e Roma caram
tremendamente.

So esses que Draghi j declarou que sero visados em qualquer
interveno do BCE, algo que s acontecer (tambm neste ponto Draghi
est de acordo com Merkel) depois de o pas beneficirio fechar um
acordo de assistncia com o fundo de resgate financiado pelos governos.

Quando o BCE finalizar seus planos, caber  Itlia e  Espanha decidir
se querem cumprir condies que acompanhem a ajuda pedida.

Se indecises ou discordncias vo fazer o euro descarrilar, no sero
discordncias sobre aquisies de ttulos governamentais, mas sobre a
unio bancria.

Traduo de CLARA ALLAIN Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - O emergente submerge -
02/09/2012 ***
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Clvis Rossi

O emergente submerge

Tibieza do Brasil  um brutal contraste com a iniciativa egpcia para a
carnificina na Sria

Compare as posies do Egito e do Brasil sobre a crise sria.

O presidente Mohamed Mursi disse que  "obrigao tica" apoiar a luta
do povo srio contra o "o regime opressivo" de Bashar Assad.

Acrescentou: "Parar o derramamento de sangue na Sria  responsabilidade
de todos, e devemos saber que no pode ser detido sem uma ingerncia
efetiva [de todos ns]".

Posio clara, sem platitudes.

Agora, a posio mais recente do Brasil, contida no comunicado assinado
durante visita do chanceler Antonio Patriota a Estocolmo: "Com relao 
situao na Sria, Brasil e Sucia reiteraram seu apoio s legtimas
aspiraes do povo srio, condenando inequivocamente toda violncia
contra civis e violaes dos direitos humanos, ressaltando a
responsabilidade primria do governo".

bvio e fraquinho, para uma situao de tamanha dramaticidade.

Palavrrio  parte, o que o Brasil defende como soluo  crise? "Pleno
apoio aos esforos do novo representante especial conjunto da ONU e da
Liga rabe, Lakhdar Brahimi".

Todo o mundo sabe que os esforos do representante especial anterior
fracassaram redondamente e que tendem a zero as chances de que Brahimi
tenha xito.

J o Egito, em vez de insistir no fracasso, sugere criar um grupo que
possa convocar uma conferncia de paz que envolva as partes em
confronto.  simples? Longe disso, mas tem a imensa vantagem de que o
grupo proposto inclui, alm do prprio Egito, dois "inimigos" de Assad
(Turquia e Arbia Saudita) e o pas que  o nico aliado regional do
ditador srio, o Ir.

A lgica da proposta  correta: se h forte consenso de que na Sria se
trava uma guerra por procurao, nada mais bvio do que chamar para
conversar o Ir, que arma Assad, e a Arbia Saudita, que arma os
rebeldes. Pode ser que os dois queiram continuar usando os srios como
carne de canho, mas pode ser tambm que "a fadiga de batalha que afeta
as partes em conflito na Sria possa tornar bem-sucedida a iniciativa
egpcia", disse ao jornal "Al-Akhbar" o ex-vice-ministro egpcio do
exterior Mustafa Abdul-Aziz.

Haja ou no chances de sucesso, o que  mais digno: insistir em um
processo fracassado, enquanto aumenta a carnificina, ou pr a imaginao
para funcionar e fazer uma proposta ousada?

A proposta tem a vantagem adicional de driblar a paralisia do Conselho
de Segurana, bloqueado pelo veto permanente da Rssia (acompanhada pela
China) a qualquer iniciativa contra o "regime opressivo" de Assad, para
usar a expresso de um lder que no  pr-ocidental, ttere do
imperialismo ou coisa que o valha.

 de um pas rabe e de um partido islamita.

Em benefcio do Brasil, pode-se dizer que no , ao contrrio do Egito,
um lder na regio. Mas, se quer ser de fato um "global player", tem que
tomar posies, apresentar propostas. Do contrrio, acontecer sempre o
que aconteceu com o processo negociador Colmbia/Farc: o Brasil fica
excludo, embora seja o gigante regional.

crossi@uol.com.br

AMANH EM MUNDO Rubens Ricupero Texto Anterior | Prximo Texto | ndice
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deve obter a reeleio - 02/09/2012 ***
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Presidente de Angola deve obter a reeleio

Com 70% das urnas abertas, Santos acumula 74% dos votos no pleito

Se confirmada a vitria, mandatrio filiado  sigla MPLA, que est no
poder h 33 anos, governar at 2017 DAS AGNCIAS DE NOTCIAS


O partido MPLA, do presidente Jos Eduardo dos Santos -que est h 33
anos no poder- obteve 74% dos votos na eleio de Angola, de acordo com
resultados parciais divulgados ontem.

At a noite de ontem, 70% dos votos j haviam sido apurados, segundo a
Comisso Nacional Eleitoral. O partido opositor Unita tinha cerca de 18%
da preferncia do eleitor, enquanto a sigla Casa, criada neste ano e
tambm de oposio, contava quase 5%.

De acordo com a Constituio angolana aprovada em 2010, o chefe do
partido vencedor do pleito ser automaticamente o presidente. Confirmado
o resultado, Santos, que tem 70 anos, continuar comandando o pas at
2017.

Esta  a segunda eleio para presidente em Angola desde a independncia
do pas de Portugal, em 1975.

No pleito de 1992, Santos -que j era presidente desde a morte de
Agostinho Neto, em 1979- foi para o segundo turno com o candidato do
Unita.

O processo, contudo, foi abortado pelo partido opositor, e a guerra
civil no pas, reiniciada. O conflito durou 27 anos, de 1975 a 2002.

Santos manteve-se no cargo, mas esta dever ser sua primeira eleio, de
fato, ao cargo que j ocupa h trs dcadas.

Lder do MPLA, Santos  um poltico de origem marxista. Sua campanha foi
feita pelo marqueteiro petista Joo Santana, que adaptou para Angola
bandeiras como o Minha Casa, Minha Vida.

SOB ANLISE

O lder da coalizo Casa, Abel Chivukuvuku, disse que seu partido -que,
junto com a Unita vinha condenando irregularidades ao longo do processo
eleitoral- vai analisar os resultados antes de decidir se ir
aceit-los.

Apesar das vrias manifestaes que antecederam o pleito no pas, a
votao transcorreu normalmente ontem. Texto Anterior | Prximo Texto |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - Atividade industrial
registra pior ndice em nove meses - 02/09/2012 ***
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China

Atividade industrial registra pior ndice em nove meses

DE SO PAULO - A atividade industrial da China recuou em agosto para o
menor nvel em nove meses. Segundo o instituto nacional de estatsticas,
o indicador passou de 50,1 pontos em julho para 49,2 pontos no ms
passado.

Nmeros abaixo de 50 pontos indicam contrao da atividade industrial. O
resultado foi afetado pelo recuo de novos pedidos e pela desacelerao
da produo.

Entre os setores que tiveram pior desempenho esto o de minerao e o
qumico.

A economia da China vem dando sinais de que o crescimento do pas perdeu
mpeto. No segundo trimestre deste ano, o PIB (Produto Interno Bruto)
cresceu 7,6%, a pior taxa em trs anos. De janeiro a junho, o lucro das
empresas caiu 2,2% em relao a igual perodo do ano anterior. Texto
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - 14 morrem em atentados
suicidas em base da OTAN - 02/09/2012 ***
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Afeganisto

14 morrem em atentados suicidas em base da OTAN

DAS AGNCIAS DE NOTCIAS - Pelo menos 14 pessoas morreram e 60 ficaram
feridas em dois atentados suicidas registrados ontem perto de uma base
da Otan (aliana militar ocidental), no centro do Afeganisto.

O primeiro suicida caminhou para a base e detonou os explosivos sem
entrar no centro militar. O segundo teria explodido um caminho contra a
porta da base.

O Taleban reivindicou a autoria dos ataques. Os atentados coincidem com
a escalada de violncia que o governo afego tenta conter com o
rearranjo do aparato de segurana, como parte da preparao para a sada
das tropas da Otan. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - Empresa que criou a
Talidomida pede perdo s vtimas - 02/09/2012 ***
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sade em cima da hora

Empresa que criou a Talidomida pede perdo s vtimas

A droga fabricada pela alem Grnenthal provocou a malformao de
milhares de crianas nos anos 50 e 60

Associaes de afetados criticam pedido de desculpas e cobram
compensao financeira da empresa DE SO PAULO
DO GUARDIAN


A empresa alem Grnenthal, criadora da talidomida -droga responsvel
pelo nascimento de dezenas de milhares de crianas com malformaes
graves nos anos 1950 e 1960- desculpou-se publicamente pelos efeitos do
remdio pela primeira vez.

Associaes de pessoas atingidas pela talidomida, no entanto, reagiram
com indignao, afirmando que a companhia deveria ter respaldado suas
palavras com um programa de compensao financeira para os afetados.

Lanada na Alemanha em 1957, a talidomida se revelou um medicamento
eficaz para prevenir o enjoo matinal comum entre grvidas, alm de ser
usada contra insnia, dores de cabea e tosse.

Estudos epidemiolgicos, no entanto, acabaram revelando uma forte
associao entre o emprego da substncia e o nascimento de crianas com
dismelia, ou seja, problemas de desenvolvimento nas extremidades do
corpo.

Os efeitos da droga, porm, podiam ser ainda mais graves, atrapalhando a
formao de olhos, aparelho digestivo e genital e at do corao. Boa
parte dos bebs afetados acabava no sobrevivendo.

O pedido de desculpas do grupo Grnenthal aconteceu na cidade alem de
Stolberg, sede da empresa, onde foi inaugurada ontem uma esttua em
homenagem s vtimas, representando uma criana afetada pela talidomida.

"Ficamos em silncio e sentimos muito por isso", disse Harald Stock,
executivo-chefe da companhia.

No entanto, Stock tambm disse que os problemas aconteceram "num mundo
totalmente diferente do de hoje" e que, na poca, a Grnenthal teria
seguido todos os protocolos de segurana ento disponveis antes de
lanar a droga no mercado.

CRTICA

Em seu site oficial, a Associao Brasileira de Portadores da Sndrome
da Talidomida criticou o pedido de desculpas. "Esttuas no melhoram
nossas vidas. Os  5.000 [gastos na obra] deveriam ser repartidos entre
as vtimas."

O uso da droga durante a gravidez foi banido no mundo inteiro, embora
ainda seja indicada para complicaes derivadas da hansenase e da Aids,
inclusive no Brasil. No Reino Unido, tanto o governo quanto o fabricante
local da talidomida j pagaram dezenas de milhes de libras em
indenizao. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Frase



"Ficamos em silncio e sentimos muito por isso. Pedimos que vocs [os
afetados pelas malformaes] encarem nosso silncio como sinal do choque
que o destino de vocs nos causou" HARALD STOCK Executivo da empresa
farmacutica Grnenthal Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - China investe em
turismo para controlar os tibetanos - 02/09/2012 ***
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China investe em turismo para controlar os tibetanos

Pas aumenta recursos para integrar regio autnoma que ocupa h 62 anos

Lhasa, a capital, tem projeto para um parque temtico de US$ 4,7 bi;
crticos apontam risco de danos ambientais FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL AO TIBETE


No saguo do luxuoso hotel Brahmaputra Grand, o arquiteto chins Wang
Yizhi mostra o desenho do futuro parque temtico em Lhasa, orado em US$
4,7 bilhes (R$ 9,5 bi) e que ser inaugurado dentro de cinco anos.

"Haver um monumento com um elefante, em cima dele, um macaco, depois um
coelho e por ltimo um pssaro", aponta Wang a jornalistas brasileiros.
"Isso significa convivncia harmoniosa."

Mas a mensagem dos Quatro Amigos, imagem sagrada do budismo local, ainda
 um sonho distante entre tibetanos e chineses da etnia majoritria han,
passados 62 anos da ocupao da Regio Autnoma do Tibete por tropas do
regime comunista.

Destino de abundantes investimentos estatais, o Tibete atravessa
mudanas numa velocidade sem precedentes, com novas ferrovias,
aeroportos e estradas, em meio a uma onda, tambm indita, de religiosos
que ateiam fogo ao prprio corpo em protesto contra Pequim.

O carro-chefe das mudanas  o turismo, a grande aposta para desenvolver
a economia da regio e integr-la mais ao restante do pas.

O incentivo tem funcionado: no ano passado, foram 8 milhes de turistas,
a maioria chineses han. So 2,6 milhes a mais que o nmero de
visitantes estrangeiros no Brasil no mesmo perodo.

Dez anos atrs, apenas 850 mil turistas visitaram o "teto do mundo".

Somente uma pequena parte do territrio inspito e montanhoso 
acessvel, e o frio intenso reduz a temporada de turismo a seis meses.

Nos quatro dias em que a Folha esteve no Tibete, em julho passado,
turistas han eram onipresentes. Em Lhasa, o templo Jokhang, local mais
sagrado para os budistas tibetanos, era um formigueiro. Assim como o
Palcio Potala, antiga residncia dos dalai-lamas (o atual vive no
exlio na ndia desde 1959).

Em ambos os locais, poucos tibetanos circulavam, divididos entre os que
tentavam orar em meio  turba de turistas, ambulantes e pedintes.

Mais a sudeste, as montanhas e rios em volta dos 400 km de estrada entre
Nyintri (Linzhi, em mandarim) e Lhasa eram apreciados por milhares de
turistas em nibus e bicicletas, quase todos vindos de provncias do
rico sul.

A mesma rodovia est pontilhada de tendas de nmades em busca de
pastagens para suas manadas de iaques, o gado tibetano, do qual extraem
leite, pele, carne e at o esterco -principal combustvel numa regio
sem rvores e com temperaturas de at -40C.

Nos pequenos povoados da estrada, a maioria das casas era
recm-construda. Por outro lado, havia lixo acumulado pelo caminho.

INVASO HAN

"O turismo traz muitas vantagens, como o investimento nas estradas e a
melhoria das condies sanitrias", diz uma tibetana, cujo nome
traduzido  Ltus da Longa Vida, em entrevista arranjada pelo governo
local.

Mulher do chefe da aldeia Gong Zhu, passou a atender turistas e recebe
dinheiro de um fundo ambiental.

Crticos da indstria do turismo, porm, afirmam que o aumento de
visitantes ameaa o modo de vida tibetano e o ambiente da regio.

"O atual modelo de turismo est destruindo o Tibete", disse  agncia
alem DPA a poeta Tsering Woeser, crtica das polticas chinesas para a
regio radicada na China.

Uma das principais preocupaes  Lhasa. A capital vem recebendo
migrantes de fora do Tibete. Hoje, 20% da populao  han. Antes de
1950, praticamente s havia tibetanos.

H tambm o risco de impacto ambiental. Em junho, uma campanha nos
microblogs chineses adiou os passeios de barcos tursticos no lago de
Yamdrok, a 100 km de Lhasa.

O reprter FABIANO MAISONNAVE viajou ao Tibete a convite do governo
chins Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - Aumenta segurana para
conter protesto em torno de templo - 02/09/2012 ***
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Aumenta segurana para conter protesto em torno de templo

Aps episdio de autoimolao em Lhasa, rea prxima a local sagrado
recebe escudo antimotim, extintor e baldes

Falar abertamente do dalai-lama, exilado na ndia, e exibir sua imagem
continuam a ser tabus na regio DO ENVIADO AO TIBETE


Na praa em frente ao templo Jokhang, no corao de Lhasa, dois escudos
antimotim esto encostados em quatro extintores de incndio, estes
guardados por uma coberta grossa. Ao lado, h um balde com gua.

O estranho arranjo tem um motivo. Em maio, dois tibetanos atearam fogo
ao prprio corpo diante do templo mais sagrado do Tibete, em protesto
contra o governo chins. Um morreu e outro ficou gravemente ferido.

A autoimolao foi o protesto mais importante em Lhasa desde as
manifestaes s vsperas da Olimpada de Pequim, em 2008.

Como consequncia, o Barkhor, a regio do entorno do templo, se
converteu numa das reas mais vigiadas de toda a China.

No dia em que a Folha visitou o local, o acesso ao Barkhor s era
possvel aps apresentao de documento e vistoria de raio-x.

H postos policiais a cada 50 metros, aproximadamente, reforados por
patrulhas militares ostensivas com armamento pesado.

Em pelo menos dois prdios, agentes de segurana vigiam com binculos.

Mas h regies no pas ainda mais tensas. As autoimolaes de religiosos
tibetanos ocorrem principalmente em povoaes da provncia de Sichuan,
localizada prxima, mas fora da Regio Autnoma do Tibete.

Os casos j chegam a 53 desde 2009 e esto se intensificando -mais da
metade deles ocorreu neste ano.

O governo chins diz que os protestos so instigados pelo dalai-lama,
exilado desde 1959 na ndia, acusado de promover a independncia do
Tibete.

Falar abertamente do dalai-lama  um tabu em Lhasa. Imagens do lder
espiritual tibetano so proibidas e costumam levar o portador  priso.

No exlio, o dalai-lama diz que os protestos ocorrem por causa do
"genocdio cultural" promovido pelo governo chins, incluindo
perseguio religiosa.

Ele diz que no incentiva as autoimolaes, mas elogia a coragem dos
manifestantes.

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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Mundo - Personagem de 'Escrava
Isaura'  sinnimo de pessoa de pele escura - 02/09/2012 ***
Transcrita em 2/9/2012






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Personagem de 'Escrava Isaura'  sinnimo de pessoa de pele escura DO
ENVIADO AO TIBETE


Sucesso na China, a telenovela "Escrava Isaura" tambm teve uma enorme
audincia no Tibete (onde  chamada de "Isra"), a ponto de o nome de um
dos personagens ter sido incorporado pela lngua local.

Por causa do personagem Andr, do ator negro Haroldo de Oliveira, o nome
virou sinnimo de pessoas de pele mais escura do que a mdia.

A expresso (pronuncia-se "Andrs")  conhecida mesmo pelos que so
jovens demais para ter assistido  novela da TV Globo.

Exibida em 1985, foi a primeira produo estrangeira com uma atriz
estrangeira no papel principal (Luclia Santos) vista na China.

O sucesso da personagem foi tanto que Santos chegou a ser recebida pelo
lder Deng Xiaoping.

Nas conversas durante a viagem, "Isra", ao lado do futebol,  a
principal referncia do Brasil para os tibetanos acima dos 30 anos.

(FM) Texto Anterior | ndice | Comunicar Erros 






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