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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - STF define tratamento
mais rigoroso contra a corrupo - 02/09/2012 ***
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Mensalo o julgamento

STF define tratamento mais rigoroso contra a corrupo

Primeiro ms do julgamento estabelece teses com impacto em todo o
Judicirio

Posies sobre atos de ofcio e validade de provas colhidas por CPIs
sugerem condenao da maioria dos rus do caso DE BRASLIA


Iniciado h um ms, o julgamento do mensalo no STF (Supremo Tribunal
Federal) j estabeleceu teses jurdicas que devero levar  condenao
da maioria dos rus do processo e sugerem que casos de corrupo tero
um tratamento mais rigoroso no Judicirio daqui para frente.

A importncia do caso faz com que as decises passem a ser referncia
para toda a Justia, j que essa  uma das raras vezes em que o Supremo,
preponderantemente um tribunal constitucional, analisa fatos e provas
penais.

Os ministros do Supremo julgaram at agora apenas o primeiro dos sete
captulos do mensalo. A concluso  que o esquema de corrupo foi
alimentado com dinheiro pblico, vindo da Cmara dos Deputados e
principalmente do Banco do Brasil.

Mais do que isso, os ministros derrubaram boa parte das teses
apresentadas pela defesa, fixando a base para futuras condenaes.

Entre elas a de que  necessria a existncia do chamado "ato de ofcio"
para que se configurasse a corrupo. A maioria dos ministros entendeu
que basta o recebimento de propina para haver o crime, mesmo que o
servidor no tenha praticado nenhum ato funcional em troca.

"Basta que o agente pblico que recebe a vantagem indevida tenha o poder
de praticar atos de ofcio", disse a ministra Rosa Weber.

Em outro dos pontos, s dois ministros aceitaram at agora um dos
argumentos centrais dos rus, o de que o esquema se resumiu apenas a
gasto eleitoral no declarado  Justia -o caixa dois.

Segundo a acusao, o dinheiro foi usado para compra de apoio
legislativo ao governo Lula em 2003 e 2004.

Os entendimentos adotados pelo STF so desfavorveis aos rus polticos
-integrantes de partidos governistas que receberam dinheiro, como
Valdemar Costa Neto (PR), Pedro Henry (PP) e Roberto Jefferson (PTB),
que revelou o esquema em entrevista  Folha em 2005.

Eles argumentaram que receberam dinheiro para gastos eleitorais ou
partidrios.

Mas para o ministro Celso de Mello, quando existe a corrupo, 
"irrelevante" a destinao do dinheiro -tanto faz se foi usado "para
satisfazer necessidades pessoais", "solver dvidas de campanhas" ou para
"atos de benemerncia".

Outra tese da defesa que deve ser derrotada -quatro ministros j se
manifestaram contra-  a de que s devem ser consideradas vlidas provas
colhidas no processo judicial, quando h amplo espao para a defesa dos
rus.

A maior parte dos ministros indicou at agora que provas obtidas em
CPIs, inquritos policiais, reportagens de jornais e depoimentos s no
valem quando constiturem o nico fundamento da acusao. Dentro de um
contexto, do fora ao processo criminal.

"Os indcios no merecem apoteose maior, mas no merecem a excomunho.
No podemos alijar os indcios. [...]  uma viso conjunta", argumentou
Marco Aurlio Mello.

Por fim, a maioria dos ministros tambm indicou que h crime de lavagem
de dinheiro (tentativa de ocultar a origem de um recurso ilcito) quando
um beneficirio envia outra pessoa para sacar o dinheiro em seu lugar.

O deputado Joo Paulo Cunha (PT) e o ex-diretor do Banco do Brasil
Henrique Piz-zolato foram condenados por isso. H outros rus que
receberam dinheiro da mesma forma.

(FELIPE SELIGMAN, FLVIO FERREIRA, MRCIO FALCO, MATHEUS LEITO e
RUBENS VALENTE) Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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encontro do STF com a opinio pblica veio para ficar - 02/09/2012 ***
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Anlise Mensalo

Apesar de obstculos, encontro do STF com a opinio pblica veio para
ficar

Muitos ministros do Supremo adotam a objetividade e deixam de lado a
cansativa erudio JOAQUIM FALCO
ESPECIAL PARA A FOLHA


O encontro do Supremo com a opinio pblica veio para ficar. No se sabe
ainda como vai se desdobrar e se institucionalizar. Sabe-se, no entanto,
que  preciso superar a averso de ministros de serem avaliados e a
opinio pblica impulsiva, s vezes opressiva.

A opinio pblica inevitavelmente informa, mas necessariamente no forma
ou deforma uma deciso do Supremo. O fato  que, na democracia, a
legitimidade do Supremo e a eficcia de suas decises muito dependem
desse encontro.

Convergncia, alis, que comeou quando a pauta do Supremo foi
sintonizada com a pauta da opinio pblica e privilegiou menos as teses
jurdicas e mais a resoluo dos conflitos que atingem o cotidiano de
todos.

E se fortaleceu quando os ministros, argumentando com fora legal e
sentimento de justia, se entendem e so entendidos. Quando se tratam
sem preconceitos, com solidrio mtuo respeito e profissional
generosidade.

A clareza tem sido fundamental para, alm de encontro, haver
entendimento. Dispensar a cansativa erudio fora do lugar, que muita
vez esconde e confunde, em favor da objetividade,  caminho que muitos
ministros j adotam. O que vale no  a retrica da erudio, mas a
qualidade da argumentao.

SATURAO

A opinio pblica est saturada com as eventuais dvidas sobre
regimento, que devem ser pacificadas antes das sesses. De modo que o
regimento seja rumo eficiente e no arena de imprevisibilidades, e os
advogados saibam como se conduzir.

A opinio pblica busca um Supremo no protelatrio, que se recusa a ser
manipulado por qualquer das partes. Hoje, cerca de 80% das decises so
sobre agravos de instrumentos que, em nome do necessrio direito de
defesa e do devido processo legal, prejudicam a ambos.

E est cada vez mais atenta quando ministros pedem vistas paralisantes
-e desaparecem com os processos, por motivo poltico ou por receio de
seu ponto de vista perder.

Mas o que a opinio pblica espera do Supremo? Que faa seu servio como
est fazendo. O STF tem a honra de ser o supremo servidor pblico. Que
produza decises finais e no infindveis decises. Decises que
contribuam para a paz social.

De resto, no custa lembrar o ministro Cezar Peluso: que os ministros
sejam graves. Pois grave  sua responsabilidade perante a opinio
pblica, a nao e a histria.

JOAQUIM FALCO  professor de direito constitucional da FGV Direito-Rio
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5 Semana do julgamento



O que j aconteceu

Aps a concluso do item sobre os crimes ligados ao desvio de recursos
pblicos do Banco do Brasil e da Cmara, o relator Joaquim Barbosa
comeou a analisar a distribuio do dinheiro do mensalo. Ele disse que
os diretores do Banco Rural participaram do esquema simulando
emprstimos para o PT e as empresas de Valrio

Amanh

O relator Joaquim Barbosa concluir seu voto sobre as acusaes de
gesto fraudulenta contra os dirigentes do Banco Rural. A seguir, o
ministro revisor, Ricardo Lewandowski, comear a ler o seu voto. 
improvvel que os demais ministros votem amanh

Onde Ver O Julgamento

s segundas, s quartas e s quintas, a partir das 14h

TV JUSTIA Na cidade de SP: Canal 64 na TV aberta (apenas com receptor
digital), 6 na Net e 184 na TVA Em todo o Brasil: Canal 117 na Sky

Cobertura ao vivo no site da Folha folha.com/122141 Texto Anterior |
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Painel

VERA MAGALHES painel@uol.com.br



 flor da pele

O PSB interpreta as crticas do PT a Eduardo Campos (PE) como declarao
de guerra e explicita o racha na coalizo de Dilma Rousseff. "A quem
interessa, no PT, criar dificuldades com a base? No  Lula, nem Dilma.
 a direita do PT? Isso seria a diviso do campo da esquerda", diz o
vice-presidente socialista, Roberto Amaral. O ex-ministro evoca a
fidelidade no Cdigo Florestal para elevar o tom. "Tem grupos querendo
turvar a gua. Isso no interessa ao governo."

Linha direta Socialistas buscam negociar com Lula um armistcio nas
praas conflagradas, como Recife e Belo Horizonte, mas querem eliminar
"porta-vozes" que tacham o governador pernambucano de "traidor" e propor
coexistncia pacfica at a eleio.

Porta a porta Celso Russomanno colocar nas ruas 1.000 cabos eleitorais
a partir de segunda-feira. Uniformizados e trabalhando em dois turnos,
distribuiro panfletos, dando prioridade aos bairros em que o candidato
do PRB tem melhor desempenho. O objetivo  combater a subexposio do
lder nas pesquisas na TV.

Paternidade Projeto de instalao de creches e berrios em estaes do
metr da capital, explorado por Jos Serra em sua propaganda, tramita na
Assembleia paulista desde 2008. O texto  de autoria do petista Enio
Tatto.

L vem ela O PT define amanh a data que marcar a entrada de Marta
Suplicy na campanha de Fernando Haddad. As opes so um evento com
intelectuais no Tuca e o Dia Nacional Lils, festa do movimento
feminista no dia 13 organizada pela mulher do candidato, Ana Estela.

Crculo O prximo programa de Haddad ser sobre o Arco do Futuro,
promessa de gerar empregos em regies fora do centro. Ser um dos
carros-chefes da TV, junto com o Rede Hora Certa e o Bilhete nico
Mensal.

Salvo... A OAB encaminhar ao direta de inconstitucionalidade ao STF
questionando a lei que regula a contratao de publicidade por rgos
pblicos. O texto, sancionado por Lula em 2010, permite que agncias
recebam comisses, chamadas de "bnus de volume", sobre acordos j
finalizados.

... conduto Ophir Cavalcante, presidente da entidade, concorda com o
ministro Carlos Ayres Britto quanto ao reflexo da lei no julgamento do
mensalo. A mudana fez com que o TCU validasse a ao de Marcos
Valrio.

Solidrio Lula esteve semana passada na casa do ex-deputado Jos
Genoino, que aguarda o julgamento do mensalo. Durante a visita, tirou
fotos com netos do petista. O ex-presidente tambm ligou para prestar
solidariedade a Joo Paulo Cunha, condenado no caso.

Vida real Interlocutores dizem que os rus do mensalo comeam a cobrar
a distncia que separa os prognsticos de seus advogados dos votos
proferidos pelos ministros do STF no caso.

Domin Os rus tm cobrado que as previses otimistas comearam a ruir
antes do julgamento. "Diziam que no seria julgado este ano, que o
revisor no liberaria o processo. Todas as certezas caram", diz um
petista.

Bola fora O Ministrio do Turismo divulgou em seu site o "Garota Copa
Pantanal 2014", evento sob investigao do Ministrio Pblico de Mato
Grosso por suposta explorao sexual de menores.

Outro lado A assessoria do ministrio informou que s soube da
investigao pela coluna e excluiu o evento da pgina. A Justia de MT
mandou bloquear sites do evento.

Tiroteio

Para desespero de Lula, que sabe da fora do PSDB em So Paulo, s h um
candidato assegurado no segundo turno: Jos Serra.

DO COORDENADOR DA CAMPANHA TUCANA, EDSON APARECIDO , sobre o telefonema
do ex-presidente a Haddad prevendo embate com Russomanno.

Contraponto

Teste do bafmetro

O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (PSB) ofereceu jantar na sua casa
na quinta-feira para receber o ex-presidente Lula e amigos. O principal
tema das conversas foi o vdeo em que o senador Acio Neves (PSDB)
aparenta estar embriagado, saindo de um bar no Rio de Janeiro.

-Se fosse comigo, ia ser um escndalo-, disse Lula.

No dia seguinte, em almoo com candidatos, o fotgrafo que acompanha o
ex-presidente pediu que ele afastasse de sua frente um copo d'gua para
tirar uma foto.

-Vamos tirar o copo, seno os tucanos vo dizer que  vodca-, provocou
Lula, voltando ao assunto.

com FBIO ZAMBELI e ANDRIA SADI Texto Anterior | Prximo Texto | ndice
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Janio de Freitas

Amanh tal como ontem

O que vai mudar com o julgamento do mensalo so alguns dos mtodos
agora desvendados, no os polticos

O Brasil, os polticos e suas prticas no vo mudar coisa alguma por
efeito do chamado julgamento do mensalo, sejam quais e quantas forem as
condenaes.  o que indica o indesmentido fluxo histrico brasileiro e
o que comprova a experincia mais ou menos recente.

"O Brasil no ser mais o mesmo", ou, no dizer dos que precisam ser
pernsticos, "o julgamento  um paradigma", so frases que pululam nos
meios de comunicao, com suas similares, como meros produtos de
ingenuidade ou do engodo comum.

O que vai mudar so alguns dos mtodos agora desvendados. Assim como os
artifcios do mal denominado mensalo so adaptaes do que Paulo Csar
Farias criou e comandou, em parte j para a eleio de Collor, depois em
benefcio da tambm chamada quadrilha e, com toda evidncia, para cobrir
os custos da manipulao nas eleies municipais. De l para c, nem foi
preciso mudar o principal banco das operaes financeiras, o mesmo Banco
Rural.

No houve pausa entre o que motivou o escndalo PC/Collor e os motivos
do atual. Est por a, em algum lugar recndito, o processo do mensalo
do PSDB, precursor mineiro do mensalo petista e comprovante de que os
meios de comunicao podem ser tambm caridosos.

E houve as vrias eleies das quais tantas figuras notrias,
dispensadas as bvias citaes nominais, saram proprietrias de
fazendas, novas casas, construo de imveis. Sem precisarem enfrentar
nem sequer uma perguntinha, a respeito, de CPI, da Polcia Federal, do
Ministrio Pblico e de um juiz. "Emprstimo da filha", disse um outro,
numa explicao em geral considerada mais do que suficiente.

Depois de cada eleio, os emprstimos das filhas continuaram no
decorrer dos governos, em alguns casos engatando nas campanhas
eleitorais seguintes, inclusive a de agora. Nada disso como vcio
reservado  raia mida da prtica ou das figuras polticas.  tal camada
coube, isso sim, o incio da poltica como indstria de enriquecimento.

Mas os nveis todos foram conquistados depressa por essa modalidade de
empreendedorismo consagrada no Brasil e hoje dominante tambm na Rssia.
L, seduo para os herdeiros do velho poder burocrtico e policial.
Aqui, desde bastante tempo, mais ativo e voraz entre componentes de
governos e polticos provenientes do mesmo segmento social do
empresariado.

A degradao da tica e do nvel cultural na poltica no se altera com
episdios to circunscritos como o julgamento do mensalo.

Se ainda for corrigvel, reverter a degradao dependeria de muitos
fatores, como remodelao do financiamento eleitoral e do sistema
partidrio, reduo da Cmara, das Assembleias e das Cmaras Municipais,
exigncias para coligaes, efetividade dos programas partidrios, e por
a afora.

O momento facilita constatar-se a continuidade da degradao poltica e
das eleies como vestibular para a indstria do enriquecimento.  s
ver dois ou trs programas da propaganda eleitoral: a mdia dos
candidatos, em qualquer sentido, no deixa dvida. No sobrar dvida
nem sobre a ingenuidade ou o engodo do besteirol de que o Brasil mudar
com o julgamento agora feito pelo Supremo Tribunal Federal -um, em
dezenas ou centenas de julgamentos necessrios. Texto Anterior | Prximo
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Dilma que vou apoi-la em 2014 - 02/09/2012 ***
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Entrevista Cid Gomes

J disse  presidente Dilma que vou apoi-la em 2014

Governador, que enfrenta PT em fortaleza, defende gasto com novo centro
de convenes, maior obra de sua gesto




 Sergio Lima/Folhapress  
[Cid Gomes, que minimiza as disputas do PSB com o PT nestas eleies] 
Cid Gomes, que minimiza as disputas do PSB com o PT nestas eleies

VERA MAGALHES
EDITORA DO PAINEL


O governador do Cear, Cid Gomes, 49, joga gua na fervura da rixa entre
o PSB, seu partido, e o PT e considera um erro tentar nacionalizar as
eleies municipais.

"J disse  presidente Dilma que estarei com ela em 2014", afirma,
minimizando a possibilidade de o governador de Pernambuco e presidente
do PSB, Eduardo Campos, se lanar ao Planalto.

Para ele, questes locais levaram s disputas entre os dois aliados
-inclusive em Fortaleza, onde lanou candidato contra o indicado da
prefeita Luizianne Lins (PT).

Em seu segundo mandato, Cid diz que o Centro de Convenes do Cear  a
maior obra de sua gesto e ironiza a polmica sobre o concerto de
Plcido Domingo na inaugurao, com cach de R$ 3 milhes: "Olhar essa
miudeza  uma mesquinharia".

A seguir trechos da entrevista concedida  Folha , na quarta-feira, por
telefone:

-

Folha - Seu governo acaba de inaugurar um centro de convenes enorme.
H demanda para isso no Cear?

Cid Gomes - Fortaleza tem uma vocao turstica muito forte, e o Cear
tem 10% de seu PIB ligado ao turismo.

Temos uma taxa de ocupao da rede hoteleira elevada na alta estao,
mas h uma demanda desse setor por uma participao maior no turismo de
negcios. Nosso centro de convenes era o quarto do Nordeste, o que nos
tirava capacidade de concorrer por grandes eventos.

Qual foi o custo?

Trata-se de um investimento de R$ 600 milhes, a maior obra j concluda
do meu governo. Vai representar um incremento de 1% no PIB do Cear e de
11% no PIB do turismo, que por sua vez responde por 10% de toda a
gerao de riqueza estadual.

 um equipamento multiuso, que permite at oito eventos simultneos e
tem capacidade total para 20 mil pessoas.  o maior do Brasil e tem 150
eventos j agendados.

No  exagero gastar R$ 3 milhes por um show de Plcido Domingo na
inaugurao?

Fizemos um evento para mostrar o centro aberto ao pblico, com skate,
forr, ax, humor. O concerto de Plcido Domingo foi promocional,
voltado para empresrios, potenciais clientes. Olhar essa miudeza  uma
mesquinharia. Esse equipamento coloca o Cear no circuito nacional de
eventos.

O sr. lanou candidato contra o nome da prefeita Luizianne Lins em
Fortaleza. Por qu?

Temos uma aliana importante, que quero preservar. Fiz tudo que estava
ao meu alcance para apoiar um nome do PT. Mas a prefeita tem uma
avaliao muito ruim e, a despeito disso, imps um candidato. Lanar um
candidato sem viabilidade, para perder? Vou apoiar isso em nome de qu?
Procurei Dilma, Lula, Rui Falco. Ningum fez nada, ento me senti
liberado.

Esse quadro se repete em vrias capitais. O PSB ensaia rompimento com o
PT?

Alguns tentam propalar a tese de que o PSB est se contrapondo ao PT,
mas a verdade  que cada capital tem sua realidade prpria. Tentar
nacionalizar a disputa municipal  irracional, ilgico. J disse 
presidente Dilma que vou apoi-la em 2014.

O sr. no acredita na candidatura do governador Eduardo Campos a
presidente?

Em 2010 vivemos situao similar, mas inversa. Ciro [Gomes, irmo de
Cid] queria ser candidato, e Eduardo defendeu que o PSB se fortalecesse
regionalmente e apoiasse Dilma. O que mudou?

 o troco no veto a Ciro?

No fao poltica com vindita. S acho que o PSB no est maduro para
ter um candidato a presidente agora e que a lgica  apoiarmos a
reeleio da presidente Dilma. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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Frases



"Alguns tentam propalar a tese de que o PSB est se contrapondo ao PT,
mas a verdade  que cada capital tem sua realidade prpria

"Fiz tudo (...) para apoiar um nome do PT. Mas a prefeita [de Fortaleza]
tem uma avaliao muito ruim e, a despeito disso, imps um candidato.
(...) Procurei Dilma, Lula, Rui Falco. Ningum fez nada, ento me senti
liberado Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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deixa ideologia de lado - 02/09/2012 ***
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Manuela foca gesto e deixa ideologia de lado

Candidata do PC do B investe no mote da 'inovao' e da 'tecnologia' e
avana em Porto Alegre FELIPE BCHTOLD
DE PORTO ALEGRE


A candidata do PC do B, Manuela D'vila, 31, se afastou dos embates
ideolgicos que marcaram eleies em Porto Alegre e investe em motes
como "gesto", "inovao" e "tecnologia".

A deputada federal licenciada empatou tecnicamente na liderana com o
prefeito Jos Fortunati (PDT), segundo o Datafolha. Reduziu pela metade
os oito pontos de dianteira que o rival tinha.

O vermelho, a foice e o martelo do PC do B no aparecem na campanha de
Manuela. Suas crticas ao prefeito abordam a suposta ineficincia da
administrao burocrtica. Num dos debates com Fortunati, citou seis
vezes o lema de "menos papel e mais tecnologia" no governo.

Aliada a siglas como PSD e PSC, virou alvo de partidos esquerdistas na
cidade.

Antes da campanha, a candidata afirmou que "pouqussimas questes do
municpio" se decidem no terreno da ideologia e que essa discusso
deveria ocorrer mais na macroeconomia.

A juventude e a proximidade com movimentos estudantis ajudam a
conquistar o eleitorado com menos de 35 anos. Mas perde por larga margem
para Fortunati entre idosos e mais escolarizados.

Manuela disse  Folha que seu programa no tem proximidade com o modelo
de "choque de gesto", celebrizado pelo PSDB: "Gesto no  uma palavra
patenteada,  um mecanismo de governo."

ATAQUES

A candidatura dela herda parte do eleitorado prximo do PT, que governou
a cidade 16 anos a partir de 1989.

Os petistas lanaram o deputado estadual Ado Villaverde, desconhecido
pela maioria at o comeo da campanha. Os trs principais candidatos so
aliados no governo de Tarso Genro (PT) e na base de Dilma Rousseff.

Em terceiro lugar na disputa, o PT passou a atacar Manuela no horrio
eleitoral. Em um dos programas, um ator comparou a candidata a uma
"celebridade" que "fala bonito, mas, se espremer...".

A deputada diz que a campanha petista est "mal conduzida"
momentaneamente.

Para transmitir imagem de experincia, ela exibiu em seu programa
eleitoral uma reunio com polticos e tcnicos que a apoiam.

Deputada em segundo mandato, Manuela tenta pela segunda vez ser prefeita
de Porto Alegre. H dois anos, teve no Estado 483 mil votos para a
Cmara, o equivalente a quase metade do eleitores de Porto Alegre. Texto
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Eleies 2012

Perfil Fernando Haddad

Pretenses acadmicas

Candidato petista  Prefeitura de So Paulo criticou Marx e Habermas em
suas teses e diz ter sido estimulado por seus professores a ter ousadia
na universidade UIR MACHADO
DE SO PAULO


"As perguntas que Giannotti faz so muito boas. Pena que eu no possa
dizer o mesmo de suas respostas."

O autor da frase  o paulistano Fernando Haddad, hoje com 49 anos e
candidato do PT  Prefeitura de So Paulo. O ano, 1996.

Giannotti  Jos Arthur Giannotti, um dos filsofos mais respeitados do
pas e, naquela poca, o intelectual mais poderoso do Brasil -era um dos
conselheiros prediletos do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Haddad estava apenas terminando seu doutorado em filosofia na USP e
participava de um seminrio sobre marxismo. Ao seu lado estavam Leda
Paulani e Ricardo Musse, que haviam falado sobre Ruy Fausto e Paulo
Arantes, dois outros expoentes da academia brasileira.

Enquanto seus colegas elogiaram os dois intelectuais, Haddad foi crtico
a Giannotti. Ao fim da apresentao, foi repreendido por professores.

"Aquilo incomodou algumas pessoas na faculdade, porque era um aluno
falando de um homem poderoso", lembra Musse, hoje professor de
sociologia da USP.

Graduado em direito e mestre em economia, Haddad era um "forasteiro" na
filosofia -e muitas vezes era tratado como tal.

Paulani, professora de economia da USP, tambm se recorda das reaes:
"Foi como se perguntassem 'quem  voc para falar assim?' e dissessem
'que atitude arrogante'. Mas ele no fugia das discusses. Encarava,
mesmo".

O tom no  estranho a Haddad. Sua tese de doutorado, concluda naquele
ano, traz crticas explcitas a raciocnios de Karl Marx (1818-1883), um
dos principais idelogos da esquerda, e Jrgen Habermas, um dos maiores
filsofos da atualidade.

"So de duas ordens distintas os problemas que enxergo nas formulaes
de Marx", escreve Haddad.

E adiante: "At esse ponto, a crtica de Habermas  acertada; mas, a
partir dela, ele tira uma concluso que eu no posso deixar de
considerar equivocada".

A pretenso do petista no era pouca. Com o estudo ele queria,
basicamente, reorientar o pensamento de Habermas na direo que ele,
Haddad, considerava correta.

Naqueles tempos, a Faculdade de Filosofia da USP era -ou pelo menos se
achava- um dos principais centros da inteligncia nacional. Oferecer ao
mundo a nova interpretao do marxismo era um dos objetivos de seus
alunos.

"Eu no era um ponto fora da curva", afirmou Haddad  Folha , durante
entrevista em maro. "ramos estimulados pelo ambiente e pelos
professores a ter essa ousadia. A pretenso intelectual era uma marca
daquela poca."

Se Haddad se define de certa forma como produto de seu tempo, de seu
tempo ele tambm foi vtima. No final da dcada 90, o marxismo foi aos
poucos sendo deixado de lado a tal ponto que, no sculo 21,  possvel
se formar em filosofia sem nunca ter tido uma aula sobre Marx.

Haddad dedicou os anos do doutorado ao estudo de uma tradio
intelectual que, depois, perdeu relevncia na academia. Algo semelhante
ocorrera antes, no mestrado em economia. Ali, porm, ele buscou espao
num debate que desde logo no estava no foco da faculdade.

"O mestrado de Haddad teve impacto nulo", diz Leda Paulani. "No por
faltar qualidade, mas porque ele era um 'outsider'. E porque teoria e
histria, sem modelos matemticos, no so bem vistas na economia."

TEORIA ECONMICA

Aps se formar em direito em 1985, Haddad decidiu estudar economia para
entender como a teoria marxista, a seu ver libertria, havia servido de
substrato para o despotismo implantado na Unio Sovitica (1922-1991).

Em 1986, o bacharel partiu em viagem de quatro meses por vrios pases.
Voltou em junho e procurou Marco Antonio Vasconcellos, que coordena um
curso preparatrio para o exame Associao Nacional dos Centros de
Ps-Graduao em Economia.

Haddad descobriu que o cursinho tinha incio no comeo do ano e foi
desestimulado a prestar o exame.

" muito difcil entrar no mestrado em economia mesmo para quem 
formado na rea. Como ele insistiu, eu passei a bibliografia bsica e
dei uma pequena orientao, mas ele estudou sozinho", conta
Vasconcellos.

Nos trs meses que tinha pela frente antes do exame, Haddad se dedicou a
ler duas vezes cada um dos cerca de 20 livros indicados.

"Na mesa de estudos, ele fazia duas pilhas: de um lado, os livros que
precisava ler; do outro, os que j lera", lembra o jornalista Eugnio
Bucci, amigo de Haddad desde a Faculdade de Direito.

Aprovado na USP, Haddad se ps a escrever sobre o sistema econmico da
Unio Sovitica, que desmoronava enquanto ele o estudava.

Em 1989, passou uma temporada no Canad. Enquanto o Brasil nem tinha
toda a bibliografia necessria, universidades canadenses recebiam
notcias da Unio Sovitica com "apenas" dois dias de atraso. Escrito no
calor do momento, o trabalho de Haddad j continha traos daquela
"pretenso intelectual".

"Vejamos o que Marx realmente quis dizer e o que [Leon] Trtski
[1879-1940] infelizmente entendeu", escreve Haddad, para em seguida
concluir: "Ora, esta  uma interpretao inaceitvel".

Hoje, ao reler o trecho sobre o raciocnio de um dos principais nomes da
Revoluo Russa, ele d risada. "Foi um perodo muito vibrante." Texto
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Trajetria Acadmica



Graduao em direito 1981-1985, na USP

Mestrado em economia "O Carter Socioeconmico do Sistema Sovitico"
(1990, USP). 205 pgs. Orientador: Eleutrio F. da Silva Prado Objetivo:
Mostrar que o sistema sovitico no  uma forma especfica de produo,
mas uma etapa entre o modelo asitico e o capitalista

Trecho: "Trtski simplesmente suprime a etapa socialista do modelo de
transio original [porque] interpreta erronea-mente o conceito de
'direito burgus' utilizado por Marx"

Doutorado em filosofia Ttulo: "De Marx a Habermas - O Materialismo
Histrico e Seu Paradigma Adequado" (1996, USP). 247 pgs. Orientador:
Paulo Eduardo Arantes Objetivo: Analisar ganhos e perdas da reconstruo
do materialismo histrico feita pelo filsofo Jrgen Habermas

Trecho: "Da mesma forma que Marx no percebeu que a relao entre
trabalho e natureza pressupe a linguagem, Habermas no percebe que a
relao entre agir comunicativo e mundo da vida (...) exige o trabalho"
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Frases



"Vejamos o que Marx realmente quis dizer e o que [Leon] Trtski
[1879-1940] infelizmente entendeu. Ora, esta  uma interpretao
inaceitvel" FERNANDO HADDAD em sua dissertao sobre o sistema
econmico da Unio Sovitica

"Foi um perodo muito vibrante" HADDAD ao reler o trecho da tese

"O mestrado de Haddad teve impacto nulo. No por faltar qualidade, mas
porque ele era um 'outsider'" LEDA PAULANI professora de economia da USP
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acadmico foi estreia na poltica - 02/09/2012 ***
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Disputa por centro acadmico foi estreia na poltica DE SO PAULO


Antes de lanar-se candidato a prefeito de So Paulo, Fernando Haddad
(PT) encabeou apenas uma campanha eleitoral: a disputa pelo Centro
Acadmico 11 de Agosto, da Faculdade de Direito da USP.

Diferentemente de hoje, quando Haddad se apresenta como candidato da
mudana, naquela poca o petista era o nome da situao.

Tesoureiro do centro acadmico em 1984, durante a gesto de Eugnio
Bucci, Haddad, indicado pelo presidente, disputou a sucesso no ano
seguinte e elegeu-se.

O grupo de Haddad e Bucci era de esquerda, mas apresentava-se como
alternativa aos modelos soviticos.

A chapa era chamada "The Pravda", que misturava o nome do principal
jornal da antiga Unio Sovitica com a tipografia do norte-americano
"The New York Times".

"Era uma crtica  Guerra Fria", diz Bucci. "Havia certa irreverncia
com esse trocadilho com 'depravada'. Achvamos que a ordem bipolar
degenerava o mundo."

Segundo Haddad, a criatividade o atraiu para a chapa. Recm-filiado ao
PT, ele recusava o stalinismo e o trotskismo, as duas principais
correntes de esquerda em voga.

Haddad guardou pouco daquela experincia. Afirma que a loja de tecidos
do pai, na rua 25 de Maro (centro de So Paulo), foi mais importante
para sua formao.

Quanto ao 11 de Agosto, Haddad no fez sucessor.

(UM) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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Biblioteca Nacional - 02/09/2012 ***
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Elio Gaspari

A privataria arruina a Biblioteca Nacional

A BN  uma instituio secular que precisa de trato, cadeia de
fast-books  outra coisa

Biblioteca, como diz o nome,  um lugar onde se guardam livros
catalogados, acessveis ao pblico.

No caso da Biblioteca Nacional, um transeunte que entra no prdio para
sapear o catlogo precisa deixar at os cadernos na portaria. Caneta no
entra, s lpis preto.

Se algum for  pgina da BN na internet, ter  mo um catlogo de 576
mil obras, apesar de o acervo ser de pelo menos 2 milhes.

Mais, nas palavras do seu Relatrio de Gesto: "Para evitar sobrecarga
(da rede eltrica), no  permitido aos leitores utilizar carregadores
para equipamentos como computadores, gravadores e assemelhados".

Neste ano, em duas ocasies, vazamentos do sistema de ar refrigerado
inundaram reas em vrios andares, formando poas com at 10 centmetros
de profundidade.

H estantes que do choque, sua fachada centenria solta pedaos e
tapumes protegem os pedestres.

Funcionrios da instituio fizeram uma manifestao na sua escadaria
celebrando "o aniversrio das baratas que infestam o prdio, com
destaque para seu 'berrio', no quinto andar; das pragas que gostam
muito de papel; brocas, traas e cupins" bem como "dos ratos do primeiro
andar".

Nesse cenrio de real runa, ressurge a cantilena: faltam recursos.
Coisa nenhuma. O governo da doutora Dilma e a administrao do
companheiro Galeno Amorim, atual diretor da BN, botam dinheiro da Viva
em coisas que nada tm a ver com a tarefa de guardar, catalogar e tornar
acessveis os livros.

Em 2011, o Oramento deu  BN R$ 30,1 milhes para gastos sem relao
com pessoal e encargos. De outras fontes pblicas, para diversas
finalidades, recebeu mais R$ 63,4 milhes.

A digitalizao dos sacrossantos Anais da BN parou em 1997, mas ela
gastou alguns milhes em coedies, no patrocnio de tradues
(inclusive para o croata) e na manuteno de um Circuito Nacional de
Feiras do Livro. Colocou R$ 16,7 milhes num programa de compra e
distribuio de livros populares, ao preo mximo de R$ 10 para
distribu-los pelo pas afora. (Quem achou que por R$ 10 compram-se
tambm estoques de livros encalhados ganha uma passagem de ida e volta a
Paris.)

A criao de um polo de irradiao editorial pode ser uma boa ideia, mas
essa no  a atribuio da Casa. Mercado de livros  coisa privada,
biblioteca  coisa pblica. Se ela no tivesse ratos no primeiro andar,
baratas em todos, estantes que do choque e um catlogo eletrnico
mixuruca, poderia entrar no que quisesse, at mesmo na explorao do
pr-sal.

Se Galeno Amorim pode revolucionar o mundo editorial brasileiro, a
doutora Dilma deveria criar o Programa do Livro Companheiro, o Prolico.
Nomeando-o para l, deixaria a Biblioteca Nacional para quem pudesse
cuidar dela.

DECEPO

O comissariado se enfureceu com alguns votos de ministros do Supremo.
Estavam certos de que haviam combinado tudo.

GREVE DO ADAMS

Na quinta-feira, por deciso de 88% dos participantes de uma assembleia,
os auditores da Receita Federal decidiram continuar em greve. O acordo
oferecido pelo governo havia sido rejeitado pela maioria dos diretores
de sindicato.

Deve-se agradecer esse resultado aos bios do Planalto e ao
advogado-geral da Unio, Luis Incio Adams. H um ms, eles decidiram
baixar um ucasse permitindo a substituio dos grevistas por
funcionrios de outras reparties.

At ento, a greve, que no tinha a simpatia do sindicato, estava fraca.
A ameaa espalhou o fogo. Pior: nenhum grevista foi substitudo. O
ucasse era delrio de poder. No se pode saber como essa greve
terminar, mas Adams ajudou bastante.

FESTINHA

A rea de gs e energia da Petrobras est convidando empresas
interessadas na organizao da sua festa de fim de ano, no salo Nobre e
no Golden Room do Copacabana Palace, com direito a "jantar volante" para
230 convidados.

Estima-se que a boca-livre custe R$ 1.500 por pessoa. Considerando-se
que a fornecedora de promoes e eventos da Biblioteca Nacional faturou
cerca de R$ 1 milho em 2011, pode at ser coisa de pobre.

ARTES DE BRITTO

Poucas vezes um presidente do Superior Tribunal Federal costurou
consensos com a habilidade do ministro Carlos Ayres Britto.

Um ministro garante que j o viu tirar a meia sem tirar o sapato.

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo  um idiota e acha que se faz injustia aos advogados de defesa
dos rus do mensalo quando se criticam suas gargalhadas pblicas.

Ele acha que os doutores riem lembrando o tamanho dos honorrios que
recebero.

PELO EM OVO

A compulso dos governos para mentir mesmo quando isso no  necessrio
contaminou a cena da execuo de Osama bin Laden.

A histria segundo a qual os Seals entraram no quarto onde ele estava e
fuzilaram-no antes que alcanasse sua AK-47 era lorota.

Matt Bissonette, um militar que estava na misso, contou em "No H Dia
Fcil" (a partir de tera-feira nas livrarias) que o terrorista foi
alvejado depois de espreitar um corredor, a cena de saloon foi inventada
e as duas armas encontradas no quarto estavam descarregadas.

A lorota est sendo usada para atrapalhar a vida do companheiro Obama.

O terrorista Bin Laden no foi executado como Che Guevara, horas depois
de capturado. Ademais, quem se responsabilizaria se ele detonasse bombas
espalhadas pela casa?

(Em 2009, a nata de uma base secreta da CIA no Afeganisto se reuniu
para receber um agente jordaniano. Ele saiu do carro, enfiou a mo na
tnica e explodiu-se, levando sete consigo.)

Uma misso tipo James Bond, destinada a resgatar os americanos
sequestrados na embaixada em Teer acabou em fracasso em 1980 e custou a
reeleio de Jimmy Carter. Por coincidncia, ambas comearam com um
desastre de helicptero. Felizmente, a misso de Abbottabad acabou bem.

O FANTASMA DE BUZAID RONDA PERTENCE

A doutora Dilma soltou em cima do ex-ministro Seplveda Pertence,
presidente da Comisso de tica da Presidncia, o fantasma do professor
Alfredo Buzaid, que presidiu a Comisso de Defesa dos Direitos da Pessoa
Humana durante a ditadura.

A Comisso de Pertence no funciona porque, com cinco vagas abertas,
falta-lhe quorum. A de Buzaid sempre teve quorum, mas no funcionava
porque isso no interessava ao governo, nem ao doutor.

No  justo que essa confuso acontea logo com Pertence, um ex-ministro
do Supremo. Ao tempo de Buzaid, ele estava do outro lado do DOI-Codi.

De duas uma, ou a doutora no quer que haja uma Comisso de tica na sua
Presidncia, ou no conhece pessoas  altura da nomeao. Com o
julgamento do mensalo, surgiram dois nomes, um para cada gosto: ela
pode indicar Cezar Peluso ou Joo Paulo Cunha. Texto Anterior | Prximo
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amanh em SP - 02/09/2012 ***
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Eleies 2012

Candidatos fazem debate amanh em SP

Evento organizado pela Folha em parceria com a RedeTV! ser primeiro
embate aps perda de favoritismo de Serra

Tucano, que perdeu para Russomanno a liderana, reafirma inteno de
concluir o mandato se for eleito DE SO PAULO


Os candidatos que disputam as eleies para a Prefeitura de So Paulo se
enfrentaro amanh pela segunda vez desde o incio da campanha, num
debate organizado pela Folha e pela RedeTV!. A transmisso comear s
22h30.

Este ser o primeiro confronto entre eles depois que o candidato do
PSDB, Jos Serra, perdeu o favoritismo para Celso Russomanno (PRB) e
passou a ser ameaado de perto por Fernando Haddad (PT), que aparece em
terceiro lugar nas pesquisas mais recentes.

Tambm participaro do debate Gabriel Chalita (PMDB), Paulinho da Fora
(PDT), Soninha Francine (PPS), Levy Fidelix (PRTB) e Carlos Gianazzi
(PSOL).

Ontem, Serra reafirmou a inteno de cumprir os quatro anos de mandato
se for eleito, ao ser abordado na rua por um eleitor que pediu
explicaes para sua deciso de se afastar da prefeitura para disputar
as eleies de 2006.

O tucano foi abordado aps caminhada na Cidade Tiradentes, reduto do PT
na zona leste. Sem se identificar, um homem com cerca de 40 anos
perguntou se ele planejava "correr" da prefeitura para concorrer a outro
cargo.

Serra renunciou em 2006, aps administrar a cidade por um ano e quatro
meses, para disputar o governo estadual.

"No  verdade que da outra vez eu corri. Eu fui para o governo do
Estado", disse o candidato. "Voc sabe o que ia acontecer? O PT ou outro
ia ganhar o governo, e precisava do Estado para ajudar a cidade. Ento
eu fui eleito com mais votos no primeiro turno do que para prefeito, e
fiz mais coisas para a cidade."

Em seguida, Serra afirmou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pode
se candidatar de novo em 2014. "Voc pode ficar tranquilo porque o
Alckmin pode ir para a reeleio, ento o governo do Estado no est
mais aberto."

O candidato, ento, disse: "No vou deixar a prefeitura. Voc vai votar
em mim assim?" Diante da resposta positiva, ele sorriu: "Ento t bom.
T amarrado o voto."

Quando o eleitor perguntou a Serra se o motivo de sua queda nas
pesquisas foi a rejeio ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), ele
respondeu: "Olha, pode ser tambm os candidatos do seu partido."

O dilogo terminou quando o homem demonstrou simpatia pela ex-prefeita
Marta Suplicy (PT), derrotada por Serra nas eleies de 2004.

O encontro de amanh na RedeTV! abrir uma srie de debates at o
primeiro turno da eleio, em 7 de outubro.

Nas prximas semanas, os candidatos voltaro a se encontrar outras vezes
diante das cmeras. O prximo debate ser no dia 17, na TV Cultura.
Depois haver um debate promovido pela Folha e o UOL (dia 20), com
transmisso pela internet, e outro pela TV Gazeta (24). Ainda esto
previstos encontros na TV Record, em 1 de outubro, e na TV Globo, no
dia 4. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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exibido s 19h30 a partir deste domingo - 02/09/2012 ***
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"TV Folha" passa a ser exibido s 19h30 a partir deste domingo

Antecipao resulta da mudana na grade da TV Cultura; programa de hoje
traz resultado do Ranking Universitrio

Jos Simo comenta o horrio eleitoral na TV e aponta as principais
figuras entre os candidatos a vereador DE SO PAULO


A partir de hoje, o "TV Folha" passa a ser exibido s 19h30 todos os
domingos, na TV Cultura. O programa continua com reprise  meia-noite. A
antecipao das 20h para as 19h30 ocorre devido a mudanas na grade de
programao da TV Cultura.

"O 'TV Folha' trouxe para a TV Cultura uma linguagem inovadora em
jornalismo, e a nova grade vai privilegiar os programas jornalsticos no
domingo  noite", afirma Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de
contedo da TV Cultura.

O programa de hoje antecipa com exclusividade o resultado do primeiro
Ranking Universitrio da Folha , que usou quatro critrios -pesquisa
cientfica, inovao, ensino e opinio de profissionais de recursos
humanos- para classificar as 191 universidades brasileiras.

Acompanhada do levantamento, reportagem mostra a melhor e a pior
instituio eleitas por meio da metodologia.

O colunista do jornal Jos Simo comenta o incio do horrio eleitoral
gratuito nas emissoras de rdio e televiso e aponta as principais
figuras entre os candidatos a vereador em So Paulo.

O "TV Folha" traz tambm a histria de Desire, encontrada pela
reportagem da Folha em janeiro na cracolndia, grvida de quatro meses.

Dias depois, ela foi presa pela Polcia Militar e condenada a seis anos
de priso por trfico de drogas.

O programa vai mostrar tambm o crescimento de um novo tipo de negcio
voltado para pessoas da terceira idade em So Paulo: as creches para
idosos.

Nessas instituies, o idoso chega pela manh, se alimenta, faz
atividades de lazer e fisioterapia e, no fim do dia, volta para casa.

Ir ao ar tambm a primeira reportagem da srie DNA Paulistano, que traz
o raio-X das regies da cidade a partir de pesquisa do Datafolha,
comeando pela zona norte. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice |
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mais leitores na Grande So Paulo - 02/09/2012 ***
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Folha  o jornal com mais leitores na Grande So Paulo

Pesquisa do Instituto Ipsos Marplan mostra que o jornal  lido por 1,567
milho de pessoas nessa regio

Em todo o Brasil, a penetrao dos jornais  de 43% da populao com 10
anos ou mais, indica o levantamento DE SO PAULO


A Folha lidera em nmero de leitores de jornal na Grande So Paulo,
revela uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos Marplan.

De acordo com a pesquisa, relativa ao primeiro semestre deste ano, a
Folha conta com 1,567 milho de leitores dirios nesta rea. O jornal "O
Estado de S. Paulo" vem em segundo, com 1,277 milho de leitores.

Os dados integram uma uma pesquisa domiciliar feita diariamente pelo
instituto e que mede hbitos no apenas de consumo de mdia, mas tambm
de outros bens de consumo e servios.

As informaes foram colhidas no primeiro semestre, com 29 mil pessoas
ouvidas em 13 mercados.

Os 13 mercados incluem Braslia, regies metropolitanas de Belo
Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Curitiba,
Florianpolis, Fortaleza, Vitria, Goinia e So Paulo e mais o interior
de So Paulo. De acordo com o instituto, esses mercados recebem 86% dos
investimentos publicitrios.

Em todo o pas, a penetrao dos jornais corresponde a 43% da populao
com dez anos ou mais.

As regies metropolitanas onde o hbito de leitura de jornais  mais
difundido so Porto Alegre (74%) e Belo Horizonte (64%). Em So Paulo, a
penetrao dos jornais  maior no interior (48%) do que na capital (37%)

O nmero de leitores supera o da circulao dos veculos uma vez que o
jornal costuma ser compartilhado por diferentes pessoas em uma mesma
residncia.

Pelo IVC, instituto que mede a circulao dos veculos, a tiragem mdia
diria da Folha em todo o pas, no ano passado, foi de 297,2 mil
exemplares.

Segundo Diego Oliveira, diretor da Ipsos Marplan, neste ano a pesquisa
inovou ao incluir novas perguntas que permitem analisar como se
comportam os leitores de jornal pelo pas.

A grande revelao do estudo, afirma Oliveira,  a constatao de que
existe uma grande fidelidade dos leitores em relao aos veculos
impressos. "As pessoas acessam a internet do computador, do celular, mas
no deixaram o hbito de ler jornal ou revista."

O estudo mostra tambm que o leitor costuma estar bastante concentrado
quando l jornal. Questionados sobre quais atividades exercem enquanto
leem jornal, a maioria dos entrevistados (mais de 60%) afirmou no
realizar nenhuma outra atividade.

A principal razo que leva uma pessoa a ler jornal  para saber das
notcias (45%). Manter-se atualizado foi a segunda principal razo,
apontada por 37% dos entrevistados. Informar-se sobre notcias de
esportes vem em terceiro lugar (31%). Em seguida vm aprender sobre
cultura geral (28%) e se informar sobre shows e espetculos (26%).

(MARIANA BARBOSA) Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar
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Frase



"As pessoas acessam a internet do computador, do celular, mas no
deixaram o hbito de ler jornal ou revista" DIEGO OLIVEIRA diretor da
Ipsos Marplan Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Em agosto, site do
jornal tem sua maior audincia - 02/09/2012 ***
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Em agosto, site do jornal tem sua maior audincia DE SO PAULO


Em agosto, o site da Folha teve o ms de maior audincia de sua
histria. Foram 263 milhes de pginas vistas, 4% acima da marca de
junho, a mais alta at ento.

O nmero de visitantes nicos em agosto chegou a 19,9 milhes
-crescimento de 7% em relao a julho.

A medio da audincia da Folha  feita pela Omniture, empresa americana
especializada em mtricas de internet. Ela tem entre seus clientes
publicaes do grupo Time-Warner, a Bolsa Nasdaq, a Apple e a Microsoft.

O recorde foi registrado dois meses depois de o jornal introduzir um
modelo de cobrana pelo acesso frequente ao site, em 21 de junho.

Conhecido como "paywall/muro de cobrana poroso", o sistema permite a
leitura gratuita de at 40 textos por ms. Acima disso o acesso 
restrito a assinantes.

Esse modelo busca aumentar o conforto e a oferta de contedo para quem
gosta de ler o jornal sem barrar o internauta eventual.

"Com o paywall, ns agregamos um novo universo de assinantes sem perder
circulao no jornal impresso", afirma Antonio Manuel Teixeira Mendes,
diretor-superintendente da Folha .

A cobrana pelo acesso frequente ao site foi acompanhada pela
publicao, na internet, de todo o contedo da verso impressa do
jornal.

Os assinantes digitais podem ler o contedo sem restrio em qualquer
plataforma: internet, tablet ou celular. Assinantes do jornal impresso
tm automaticamente direito ao pacote. Texto Anterior | Prximo Texto |
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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - DNA mostra sangue de
outro homem no quarto de Matsunaga - 02/09/2012 ***
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cotidiano em cima da hora

DNA mostra sangue de outro homem no quarto de Matsunaga

Advogado afirma que Elize matou o marido sozinha e que sangue encontrado
 antigo DE SO PAULO


Exames de DNA de amostras coletadas no quarto onde Marcos Kitano
Matsunaga, 41, foi esquartejado por sua mulher, Elize Arajo Kitano
Matsunaga, 30, apontam a existncia de sangue de outro homem no recinto,
alm do executivo.

Elize vem dizendo que fez tudo sozinha: matou e esquartejou o marido no
apartamento do casal na Vila Leopoldina (zona oeste de So Paulo) e
espalhou partes do corpo em Cotia (Grande SP).

Segundo a revista "Isto", que revelou trechos do laudo na edio que
comeou a circular ontem, os exames de DNA provam que Elize teve um
cmplice no assassinato.

Luciano Santoro, advogado de Elize, disse  Folha que a interpretao
est errada.

De acordo com o advogado, dos 30 cotonetes com amostras de sangue
coletadas no local, em 28 havia apenas sangue de Matsunaga.

Em outro cotonete, disse Santoro, havia apenas sangue de mulher
-provavelmente de Elize, que teria se machucado no esquartejamento. No
ltimo apareceu uma mistura de sangue de mulher e de outro homem que no
era Matsunaga.

"Eles espalharam luminol e coletaram sangue em vrios pontos. Nesse
cotonete no tinha luminol.  sangue que estava l h tempos. Pode ser
um monte de coisas.  inveno dizer que tinha outro homem com Elize. 
s ver as imagens: no prdio no entrou e no saiu ningum", afirmou
Santoro. Texto Anterior | Prximo Texto | ndice | Comunicar Erros 






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*** Ttulo da Pgina: Folha de S.Paulo - Poder - Nevoeiro fecha
Congonhas e faz voos atrasarem - 02/09/2012 ***
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Nevoeiro fecha Congonhas e faz voos atrasarem

DE SO PAULO - Um forte nevoeiro que atingiu So Paulo na manh de ontem
fez com que o aeroporto de Congonhas ficasse fechado por 1h 40, causando
transtornos aos passageiros. At as 11h, 93% dos voos haviam enfrentado
problemas. O saguo ficou lotado.

Segundo balano da Infraero (estatal que administra o aeroporto), 66%
dos voos sofreram atrasos e 27% foram cancelados pela manh.

As decolagens foram liberadas s 7h40. A situao melhorou durante o
dia, mas os problemas permaneceram. At as 18h, 68% dos voos haviam
atrasado ou sido cancelados.

A passageira Nicole Azevedo perdeu o aniversrio do sobrinho no Rio de
Janeiro.

Seu voo, que deveria ter sado s 11h30, foi adiado para as 15h. "Estou
aqui com uma criana de quatro anos e s consegui um voucher para
almoar porque briguei", disse.

J o aeroporto de Cumbica no chegou a ficar fechado, mas 44,6% dos voos
domsticos sofreram atrasos e 9,6% foram cancelados at as 11h. Texto
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recuperao da Celpa - 02/09/2012 ***
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Mercado em cima da hora

Credor aprova plano de recuperao da Celpa

DE BELM - Credores da Celpa (Centrais Eltricas do Par) aprovaram
ontem o plano de recuperao judicial da empresa, que tem dvida de R$
3,5 bilhes. O plano foi feito pela Equatorial Energia, que deve assumir
no lugar do grupo Rede. Para ser validado, depende ainda de aprovao da
Aneel (Agncia Nacional de Energia Eltrica). A recuperao judicial
prev o aporte de R$ 350 milhes. Na sexta, a Aneel decidiu intervir em
oito das nove concessionrias do grupo Rede. S a Celpa ficou fora
devido  recuperao judicial. Texto Anterior | ndice | Comunicar Erros







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