



A REVELAO BSICA NAS ESCRITURAS SAGRADAS






Witness Lee









(c)1984 Living Stream Ministry



Edio para Lngua Portuguesa
(c) 1991 Editora rvore da Vida



Ttulo do Original Ingls:
The Basic Revelation in me Holy Scriptures


Primeira Edio - Agosto/91
Segunda Edio - Abril/92



Traduzido e publicado com a devida autorizao do Living Stream Ministry e todos os direitos reservados para a lngua portuguesa pela Editora rvore da Vida



Editora rvore da Vida
Rua Gravi, 71, Sade - 04143
So Paulo-SP - Brasil



Impresso no Brasil
pela Copiadora rvore da Vida





















NDICE

      Prefcio

1        O Plano de Deus

2        A Redeno de Cristo

3        A Aplicao do Esprito

4        Os Crentes

5        A Igreja

6        O Reino (1)

7        O Reino (2)

8        A Nova Jerusalm - a Consumao Final e Mxima (1)

9        A Nova Jerusalm - a Consumao Final e Mxima (2)

10        A Nova Jerusalm - a Consumao Final e Mxima (3)

11        A Nova Jerusalm - a Consumao Final e Mxima (4)























     PREFCIO

      Os captulos neste livro so extrados de mensagens dadas por Witness Lee em Irving, Texas, no outono de 1983. Eles cobrem a revelao bsica e fundamental
contida na Palavra de Deus. A Bblia como a completa revelao divina  profunda, e embora revele muitas verdades, sua revelao essencial abrange sete verdades.
So elas: O plano de Deus, a redeno de Cristo, a aplicao do Esprito, os crentes, a igreja, o reino e a Nova Jerusalm.
      O plano de Deus inclui Seu bom prazer, Seu propsito, e Sua economia divina com Sua eleio, predestinao e criao do homem. Tudo o que Deus planejou foi
cumprido por meio da redeno de Cristo. Para o cumprimento da redeno, Cristo deu quatro passos principais - encarnao, crucificao, ressurreio e ascenso.
O Esprito todo-inclusivo que d vida aplica tudo o que o Pai planejou e tudo o que o Filho cumpriu aos crentes, que so os componentes da igreja, a qual  o objetivo
de Deus. O reino  a esfera ou o domnio onde Deus leva a cabo o Seu propsito, cumpre Sua vontade, exerce Sua justia, exibe Sua multiforme sabedoria e governa
em Sua vida. A Nova Jerusalm  a concluso da revelao completa de Deus em Sua economia. Ela  a consumao final e mxima da obra de edificao de Deus ao longo
de todas as geraes.
      Aqueles de ns que estvamos nas reunies quando estas mensagens foram dadas nunca poderemos esquecer a profundidade da revelao que fluiu. Muitos de ns
sentimos que, pela primeira vez, vimos verdadeiramente a essncia da revelao divina. A viso concernente a todas estas verdades preciosas foi profundamente trabalhada
para dentro de ns enquanto a Palavra estava sendo aberta. Esta  uma palavra que todos os filhos do Senhor necessitam ouvir, e oramos para que o contedo deste
livro seja uma palavra oportuna para muitos. Adoramos ao Senhor, pois Ele nos tem falado tal palavra todo-abrangente por intermdio de nosso irmo; e que ela possa
tornar-se disponvel a todos neste momento. Precisamos orar e ter comunho sobre todos os versculos e assuntos contidos nos captulos seguintes, confiando no Senhor
a fim de que nos conceda uma viso clara sobre a revelao bsica nas Escrituras Sagradas. Que o Senhor conceda a cada um de ns um esprito de sabedoria e de revelao
no pleno conhecimento de todas essas verdades e que possamos experiencialmente entrar na realidade de cada uma delas. Oramos tambm para que essas mensagens produzam
muitos frutos em toda parte da terra.

      Dezembro de 1984                                   Benson Phillips
      Irving, Texas




     CAPTULO UM

     O PLANO DE DEUS

      Leitura da Bblia: Ef 1:4, 5, 9-11; 3:2, 8, 9, 11; Cl 1:25; 1 Co 9:17; 1 Pe 1:1,2; Rm 8:30; Gn 1:26a, 27; 2:7; Zc 12:1

      A revelao divina nos sessenta e seis livros da Bblia  extremamente profunda. Existem sete pontos bsicos nesta revelao profunda. Os primeiros trs pontos
so o plano de Deus, a redeno de Cristo e a aplicao do Esprito. Esses trs pontos envolvem a Trindade divina - Deus, Cristo e o Esprito. O que Deus planejou,
Ele cumpriu pela redeno de Cristo. O que Ele cumpriu em Cristo, Ele aplica a ns por meio do Esprito. Os ltimos quatro pontos so os crentes, a igreja, o reino
e a consumao final e mxima, a Nova Jerusalm. Neste captulo cobriremos o primeiro item da revelao bsica na Bblia - o plano de Deus.

      O BOM PRAZER DE DEUS - O DESEJO DO SEU CORAO
      A Bblia revela claramente o plano de Deus. A maioria dos cristos valorizam dois livros entre os escritos de Paulo - Romanos e Efsios. Romanos comea com
a nossa condio como pecadores, gnero humano cado, mas Efsios inicia levando-nos para dentro do corao de Deus. Em Romanos 1 podemos ver a nossa condio de
pecadores, mas em Efsios podemos ver que h alguma coisa no corao de Deus. A palavra beneplcito  usada duas vezes neste captulo (vs. 5 e 9). Deus tem um beneplcito,
e esse bom prazer  o desejo do Seu corao. Na eternidade passada Deus estava s. No podemos imaginar como era a eternidade passada, mas Efsios 1 nos diz que
antes da criao do universo Deus tinha um desejo no corao. Ele tinha um bom prazer. O que Ele queria pode ser expresso pela simples palavra "filiao" (1:5).
Filiao  o desejo do corao de Deus.
      Depois de Deus ter feito Ado, Ele disse que no era bom que o homem estivesse s (Gn 2:18). Esta palavra pode ser tambm aplicada a Deus na eternidade passada.
No era bom que Deus estivesse s. Ele tinha um desejo de gerar muitos filhos. Efsios 1 nos diz que Deus nos predestinou para a filiao. Muitos cristos podem
pensar que a predestinao de Deus  para a salvao; mas de acordo com Efsios, na eternidade passada o primeiro pensamento no corao de Deus no era salvao.
Seu pensamento principal era a filiao. Deus preconhecia que Sua criao cairia. Por causa da queda, houve o plano de salvao, de modo que a salvao foi proposta
para a filiao. O desejo de Deus  gerar muitos filhos.
      Recentemente numa reunio de orao em Irving, Texas, vi trs jovens. Ao olhar para a face deles, pude ver que eles eram os filhos de um certo irmo. Todos
os trs possuem uma forte semelhana com o pai; eles so a sua prpria expresso.
      Quanto mais filhos um pai tem, mais expresso ele tem. Romanos 8:29 nos diz que o Filho unignito de Deus tornou-se o primognito entre muitos irmos. O Filho
unignito de Deus em Joo 1:18 e 3:16 tornou-se, por meio da ressurreio (At 13:33), o Filho primognito. Primognito implica que outros filhos vieram depois. Agora
Deus no somente tem um Filho, mas muitos. O Filho primognito de Deus, Cristo, tem milhes de irmos. Ao longo destes vinte sculos muitos tm sido regenerados
e, assim, tm-se tornado filhos de Deus. Todos esses filhos so os irmos do primognito Filho de Deus (Jo 20:17; Hb 2:10-12). Que filiao enorme!
      Quando jovem, estive com alguns santos que conheciam muito bem a Bblia. Eles enfatizavam a predestinao de Deus, mas nunca os ouvi dizer qual  o alvo da
predestinao de Deus. Depois de muitos anos de estudo da Bblia, vi que ns fomos predestinados para filiao. Subconscientemente eu pensava que ramos predestinados
para salvao. Alguns diriam que fomos predestinados para os cus. No  nem salvao nem os cus o alvo da predestinao de Deus;  a filiao (Ef 1:5).
      A verso de Joo Ferreira de Almeida traduz essa palavra por "adoo de filhos", mas a palavra na lngua original significa filiao. Ela no quer dizer filhos
adotados por um pai, mas filhos nascidos diretamente de um pai gerador. O desejo do corao de Deus, ento,  ter uma grande multido de filhos que O expressem,
no somente nesta era mas tambm pela eternidade.

      O PROPSITO DE DEUS - SEU PLANO
      Baseado no desejo do Seu corao, Deus estabeleceu um propsito (Ef 3:11). O propsito de Deus foi estabelecido de acordo com Seu bom prazer. Efsios 1:9 diz
que Deus props Seu bom prazer. Isso significa que, de acordo com o que Ele desejava, Ele fez um plano. Desde que Deus tinha tal bom prazer, Ele fez um plano. Em
Efsios 3:11 Paulo nos diz novamente que Deus fez um plano em Cristo, um plano eterno, um propsito eterno.

      A ECONOMIA DE DEUS -SEU ARRANJO ADMINISTRATIVO
      Economia  uma palavra aportuguesada do grego oikonomia. Ela significa a lei de uma casa, ou administrao familiar. Em 1 Timteo 1:4 essa palavra  usada
para arranjo, plano, administrao ou gerenciamento. No Velho Testamento a casa de Fara necessitava de alguma administrao familiar ou arranjo, e Jos foi colocado
ali para tomar conta daquela administrao. O que ele fazia era principalmente distribuir o rico alimento aos famintos (Gn 41:33-41, 54-57); e aquela distribuio
era um dispensar. A administrao da casa de Fara foi uma economia levada a cabo para dispensar as riquezas ao povo. No Novo Testamento essa palavra  principalmente
usada por Paulo. Mas a mesma palavra  usada pelo Senhor Jesus em Lucas 16:2-4, referindo-se ao mordomado de um despenseiro. Jos podia ser considerado como o despenseiro
de Fara, e sua responsabilidade, como sua economia. Aquela atribuio, seu mordomado, era para dispensar a rica comida que Fara possua para alimentar os famintos.

      Sua Dispensao
      Em Efsios, Paulo nos diz que ele foi designado por Deus como um despenseiro, e que, com isso, Deus deu-lhe a responsabilidade, o dever, o qual  chamado mordomado
(3:2). A palavra grega para mordomado  a mesma palavra para dispensao. Quer seja ela traduzida por mordomado quer por dispensao, isso depende do contexto. Em
Efsios 3:2, Paulo diz que Deus deu-lhe o mordomado da Sua graa. Ento, a mesma palavra grega, oikonomia,  encontrada em 1:10 e 3:9, onde parece melhor traduzi-la
por dispensao. Esta palavra "economia" denota principalmente um plano, uma administrao, um gerenciamento, para dispensar as riquezas de uns para outros.
      Paulo considerava que Deus tinha uma grande famlia para suprir com Suas riquezas. Em Efsios 3:8 ele diz que Deus o designou para pregar, ministrar, distribuir
ou dispensar as riquezas insondveis de Cristo. Essas riquezas esto na casa de Deus. Existe um depsito das riquezas insondveis de Cristo, e Deus designou os apstolos
(Pedro, Joo, Tiago e Paulo) para serem despenseiros a fim de dispensar essas riquezas a todo o povo escolhido de Deus.
      Mordomado  o mesmo que dispensar. Jos cumpriu seu mordomado dispensando comida. Sua responsabilidade, seu ofcio, seu dever era distribuir a rica comida
aos necessitados. Aquela distribuio era um dispensar.
      Alguns mestres da Bblia tm ensinado que existem sete dispensaes na Bblia. No Velho Testamento h as dispensaes da inocncia, conscincia, governo humano,
promessa e lei. Ento, no Novo Testamento h a dispensao da graa nesta era e a dispensao do reino na era vindoura. Nessas sete dispensaes, dizem eles, Deus
trata com o homem de sete maneiras diferentes.
      Isso pode estar correto, mas no se esqueam que as dispensaes so a administrao familiar de Deus. Deus tem uma grande famlia, e nesta famlia Ele necessita
de uma administrao, um plano, um gerenciamento, para dispensar a Si mesmo para dentro de Sua famlia. O pensamento principal de Deus, desde a eternidade passada,
era ter um arranjo ao longo das eras para dispensar-se para dentro de Seu povo escolhido e predestinado. A esses Ele faria Seus filhos infundindo-se para dentro
deles para que pudessem ter a vida divina pelo novo nascimento.
      Nas catorze epstolas de Paulo podemos ver que Deus tinha um bom prazer, de acordo com o qual Ele fez um plano, um propsito. Ele criou o homem  Sua prpria
imagem, e na plenitude dos tempos infundiu-se para dentro de todos aqueles criados e escolhidos para que eles pudessem tornar-se Seus filhos, expressando-O. Este
 o plano de Deus e esta  a dispensao de Deus para o Seu dispensar.
      Em portugus, as palavras dispensao e dispensar so ambas formas do verbo dispensar. Quando uso a palavra dispensao, quero dizer economia, arranjo ou gerenciamento.
Mas, quando uso a palavra dispensar, quero dizer o distribuir das riquezas divinas para dentro do povo de Deus. Dispensao denota o arranjo, o gerenciamento, o
plano, a economia. Dispensar refere-se ao distribuir do prprio Deus como vida e suprimento de vida para dentro de Seu povo escolhido em Cristo.

      Seu Dispensar
      Em Efsios 1:10 e 3:9, a palavra oikonomia  usada para administrao familiar, a qual  o plano de Deus para dispensar-se para dentro de Seu povo escolhido.
Em Efsios 3:2, Colossenses 1:25 e 1 Corntios 9:17 a mesma palavra refere-se ao mordomado de Paulo. A palavra mordomado  usada no sentido de dispensar. O mordomado
de Paulo era o dispensar das riquezas insondveis de Cristo para dentro do povo escolhido de Deus. Com Paulo, a palavra mordomado refere-se ao dispensar divino.
      A palavra despenseiro  usada em 1 Pedro 4:10, que diz que todos ns precisamos ser bons despenseiros da multi-forme graa de Deus. A multiforme graa do rico
Deus necessita de muitos despenseiros para dispens-la; este dispensar  o mordomado deles.
      O que estou fazendo neste ministrio  dispensar as riquezas de Cristo. Se voc me disser que sou um bom mestre da Bblia, aprecio sua palavra, mas no gosto
de ouvi-la. No me considere um mestre! Sou um despenseiro! No estou meramente ensinando a Bblia; estou dispensando. Certa vez fui tomar uma injeo contra gripe.
Havia uma longa fila de pessoas, e todos tnhamos de oferecer nosso brao de modo que pudssemos tomar a injeo. Em meu ministrio quero dar s pessoas uma injeo
das riquezas de Cristo! Tenho a plena certeza de que quem quer que venha a este ministrio, obter tal injeo!
      Nosso mordomado hoje  o mesmo de Paulo. O mordomado de Paulo era simplesmente aplicar uma injeo nas pessoas, isto , distribuir, dispensar as riquezas insondveis
de Cristo para dentro do povo escolhido de Deus. Esta  a economia de Deus, Seu plano, Sua administrao.

      A ESCOLHA DE DEUS
      Deus tem um bom prazer, e segundo o Seu bom prazer Ele fez um plano. Por conseguinte, Ele arranjou uma administrao universal de Sua casa para dispensar Suas
riquezas para dentro de Seu povo escolhido. Ento nos selecionou, no somente antes de sermos criados, mas tambm antes da fundao do mundo (Ef 1:4; 1 Pe 1:1, 2).
Nada de Sua criao tinha vindo ainda  existncia quando Ele nos selecionou.
      E difcil comprar coisas em um shopping center porque existem muitas coisas para escolher. As pessoas no compram cegamente; elas consideram e escolhem cuidadosamente
o que compraro. Na eternidade passada, antes de Sua criao, Deus me viu e disse: "Eu gosto deste." Sem ter sido escolhido, no creio que me teria tornado um cristo.
Mesmo tendo nascido no cristianismo, eu no era um cristo at os dezenove anos. Fui educado dentro do cristianismo, mas ainda no cria. Entretanto, um dia Deus
me tocou e disse: "Eu quero voc." Naquele dia fui capturado. E quanto a vocs? Atrs do cenrio h uma mo poderosa e eterna dirigindo todas as coisas. Nossa seleo
 uma coisa maravilhosa.
      Nosso Pai celestial fica alegre quando nos v. Somos o desejo de Seu corao, Seu bom prazer. O prazer de Deus no est na lua, no sol, no cu ou na terra.
Ele nos diz claramente em Sua Palavra que Ele no fica satisfeito apenas com a terra e o cu. O que O satisfaz  Seu povo escolhido. Somos Seu bom prazer, e Seu
plano foi feito para ns.

      SUA PREDESTINAO
      Seguindo Sua escolha, Deus nos predestinou (Ef 1:5; Rm 8:30). A Nova Traduo Bblica de Darby* traduz esta palavra "predestinados" em Efsios 1:5 como "marcados
de antemo." Voc j havia percebido que antes da fundao do mundo fora marcado? Voc no pode escapar da mo de Deus. Tentei um bom nmero de vezes, mas nunca
consegui! Quanto mais tentava, mais forte Ele me agarrava. Aonde voc ir para escapar de Deus? Aonde quer que voc v, ali est Ele (SI 139:7-10). Algumas vezes
pode ser que voc tenha se aborrecido por vir s reunies da igreja e decidiu ir a algum outro lugar. Quando chegou l, o Senhor Jesus estava lhe esperando! Isso
mostra que voc foi marcado.

      A CRIAO DE DEUS
      Aps o bom prazer de Deus, aps o Seu plano (arranjo, administrao, economia), aps Sua escolha e Sua predestinao, Ele veio  Sua criao. O registro da
criao do homem por Deus  muito breve. H somente dois versculos. Gnesis 1:26  a prpria palavra de Deus, e o versculo  seguinte    o  registro de  Moiss.
Nesses  dois versculos esto trs pontos cruciais.

        __________
        *N. do T.: Verso em ingls.


      O Conselho da Trindade Divina
      Primeiro, o versculo 26 indica a Trindade divina. A palavra Elohim (Deus)  plural, e na Sua prpria fala Deus usa as palavras "Faamos" e "nossa": "Faamos
o homem  nossa imagem, conforme a nossa semelhana." Os pronomes referentes a Deus esto no plural.  fcil perceber que isso implica na Trindade divina.
      Alguns mestres tm salientado que quando Deus disse: "Faamos o homem...", isso era uma conversa em uma reunio. A Trindade divina teve uma reunio para considerar
a criao do homem. Ao criar outras coisas, no houve tal conversa registrada. A criao do homem, ento, deve ter sido crucial. Criar o cu e a terra no foi to
importante como a criao do homem. O homem  o centro do propsito de Deus na criao.
      A Criao do Homem  Imagem de Deus, Conforme a Sua Semelhana
      O segundo ponto  que somente o homem foi feito  imagem de Deus e conforme a Sua semelhana. O tigre no foi feito  imagem de Deus, nem o elefante foi feito
conforme  Sua semelhana. Gnesis 1:26 diz: "Faamos o homem  nossa imagem, conforme a nossa semelhana."
      Imagem refere-se ao ser interior; semelhana refere-se  expresso exterior. Voc pode referir-se a Colossenses 1:15, que fala de Cristo como a "imagem do
Deus invisvel." Como pode um Deus invisvel ter uma semelhana exterior? No posso explicar isso. Isso  um mistrio.  como em Joo 1:14, que diz que Deus como
a Palavra tornou-se carne. Em Gnesis 18, entretanto, Ele apareceu a Abrao como um homem. Abrao lavou Seus ps e preparou uma refeio para Ele (vs. 4-8). Ele
apareceu novamente em Juizes 13, dessa vez  me de Sanso. Ela viu esse Homem, que, aps falar-lhe e a seu marido, ascendeu (v. 20). Eis aqui uma ascenso antes
de Atos 1! Como podemos conciliar essas pores do Velho Testamento com o Novo? No podemos.
       igualmente uma maravilha, um mistrio, que Deus tenha criado o homem  Sua imagem. Em 2 Corntios 3:18 diz que estamos sendo transformados  Sua imagem.
Em Romanos 12:2 diz que somos "transformados pela renovao da mente." Esses versculos indicam que a imagem  algo interior, composta da mente, emoo e vontade.
O rgo que pensa, o rgo que ama e o rgo que decide compem o ser interior. O homem  feito de modo maravilhoso. Mesmo depois da queda, o homem ainda  maravilhoso
(SI 139:14). Somos seres maravilhosos porque fomos criados por Deus desta forma.

      Para a Expresso de Deus
      O terceiro ponto  que o homem foi feito para expressar Deus. Tanto imagem como semelhana denotam expresso. Quando Deus criou o homem  Sua imagem e  Sua
semelhana, Ele no colocou a vida divina dentro dele. A vida divina no foi infundida ao homem criado at que Jesus por ns veio, morreu e foi ressuscitado. Agora,
quem quer que creia Nele tem a vida eterna (Jo 3:16). Se temos o Filho, temos esta vida divina. Se no temos o Filho, no temos esta vida (1 Jo 5:12). A vida de
Deus no entrou no homem criado at o cumprimento da plena redeno de Cristo.

      De Trs Partes
      Deus criou o homem com a inteno de um dia entrar nele e de que o homem fosse capaz de receb-Lo. Romanos 9 revela que o homem criado por Deus  um vaso com
o propsito de conter algo. Assim como um copo  um recipiente para conter gua, tambm o homem foi feito um recipiente para conter Deus.
      Gnesis 2:7 nos diz como Deus fez o homem. Primeiro, Ele fez o corpo do homem do p da terra. Em seguida, Ele soprou o flego de vida para dentro das narinas
desse corpo de barro, e o homem tornou-se uma alma vivente. Aqui neste versculo h o corpo, a alma e o flego de vida. A palavra em hebraico para flego em Gnesis
 traduzida por "esprito" em Provrbios 20:27, o qual diz: "O esprito do homem  a lmpada do Senhor." Isso indica que o prprio flego de vida soprado para dentro
de Ado era o esprito humano. Dois materiais, ento, foram usados para formar o homem: o p e o flego de vida. O p tornou-se o corpo, e o flego de vida tornou-se
o esprito. Quando estas duas coisas juntaram-se um subproduto surgiu: a alma. Assim, Paulo nos diz em 1 Tessalonicenses 5:23 que o ser humano  de trs partes:
esprito, alma e corpo.
      Gnesis 1 nos diz que Deus criou o homem  Sua prpria imagem e semelhana; foi assim para que ele pudesse conter Deus. Um recipiente deve ser do mesmo formato
da coisa que ele conter. Se algo  quadrado, voc no faria um recipiente redondo para ele. Se algo  redondo, voc no faria um recipiente quadrado para ele. O
formato do recipiente  feito de acordo com o formato do contedo. O homem foi feito  imagem e semelhana de Deus.
      Gnesis 1 nos diz que todas as coisas criadas produziram frutos segundo a sua espcie (vs. 11, 12, 21, 24, 25). A macieira produz frutos segundo a sua espcie,
e o tigre segundo a sua espcie. O homem foi feito segundo a espcie de Deus. Se duas rvores esto enxertadas juntas, elas devem ser da mesma espcie; do contrrio,
o enxerto no funcionar. Aleluia! O homem  da mesma espcie de Deus! Porque fomos criados segundo a espcie de Deus, com a inteno de que fssemos enxertados
juntos com Deus, esse "enxerto" funcionar e podemos tornar-nos um com Deus.

      A Parte Crucial - O Esprito do Homem
      Deus criou o homem com um esprito, embora na poca da criao ele no tivesse a vida de Deus. Assim, a Bblia nos diz: "H um esprito no homem" (J 32:8).
Vinte e dois anos atrs, quando comecei a ministrar neste pas, dei mensagem aps mensagem sobre o esprito humano. Muitos santos me disseram que eles nunca haviam
escutado isso antes. Tanto Andrew Murray como a senhora Jesse Penn-Lewis enfatizaram o esprito. Deus nos criou no somente com uma boca e um estmago para receber
alimento; Ele tambm nos criou com um esprito para receb-Lo.
      Dentro de um rdio existe um receptor. Sem o receptor, nenhuma das ondas radiofnicas que esto no ar poderia ser recebida pelo rdio. O nosso receptor para
receber Deus  o nosso esprito. O Senhor Jesus disse em Joo 4:24: "Deus  esprito; e importa que os seus adoradores o adorem em esprito e em verdade." Somente
esprito pode adorar Esprito. Porque o prprio Deus  Esprito, Ele criou-nos com um esprito com um propsito definido para que pudssemos ador-Lo. Ador-Lo inclui
contat-Lo, conversar com Ele e receb-Lo. Ele vem para dentro de ns por entrar no nosso esprito.
      Romanos 8:16 diz que o Esprito e o nosso esprito testificam juntos. Isso quer dizer que o Esprito de Deus, ao crermos no Senhor Jesus, entra no nosso esprito.
Em 1 Corntios 6:17 diz: "Aquele que se une ao Senhor  um esprito com ele." No comeo da Bblia Deus preparou um homem  Sua imagem, conforme  Sua semelhana,
e com um esprito para receb-Lo, cont-Lo e express-Lo. Entretanto, na poca da criao o homem no recebeu Deus, o Esprito divino, para dentro de seu esprito.
      Todo ser humano tem a imagem de Deus, a semelhana de Deus e um esprito humano. Quando o evangelho nos alcanou, ele nos tocou a conscincia, que  uma parte
do esprito (Rm 8:16; 9:1). Por causa daquele toque nosso esprito foi estimulado e nos arrependemos. Abrimos nosso ser interior para arrepender-nos, crer e receber
o Senhor Jesus; Ele veio para dentro de ns e fomos salvos. Muitos pregadores do evangelho perguntam: "Voc quer se abrir e convidar Jesus para entrar em seu corao?"
No h nada de errado com isso, mas para experimentar Cristo como nossa vida depois de sermos salvos, precisamos saber que Ele est agora em nosso esprito (2 Tm
4:22).
      O propsito de Deus  a filiao, e a filiao  cumprida pelo dispensar do que Deus  para dentro de ns como nossa vida. Esse dispensar est em nosso esprito.
Joo 3:6 diz: "O que  nascido da carne  carne, e o que  nascido do Esprito  esprito." Aqui esto novamente os dois espritos. No fomos regenerados na mente,
nem no corpo. Nicodemos pensou que nascer de novo fosse tornar a nascer no corpo fsico, mas o Senhor Jesus o corrigiu. Nascer de novo  nascer de Deus o Esprito,
em nosso esprito, no de nossos pais. Mesmo se pudssemos voltar ao ventre de nossa me e nascer fisicamente cem vezes, ns ainda seramos carne. Temos de nascer
no nosso esprito do Esprito divino.
      Zacarias 12:1 nos diz que existem trs coisas cruciais na criao de Deus: o cu, a terra e o esprito do homem. Ali diz que Jeov  Aquele que "estendeu os
cus, fundou a terra e formou o esprito do homem dentro nele." Quo grande  o nosso esprito! O cu  para a terra. Sem o cu, a terra no poderia ter nada orgnico.
A terra  para o homem, e o homem  para Deus. Para o homem ser para Deus, ele precisa de um receptor. Esse receptor  nosso esprito humano. Louvado seja o Senhor
por estarmos aqui sob o plano de Deus e em Seu plano; por termos sido feitos por Ele  Sua imagem e semelhana; por termos um esprito para receb-Lo; e por Ele,
como o Esprito divino, ter entrado em nosso esprito humano, fazendo-nos Seus filhos para Sua expresso! Este  Seu plano.


















     CAPTULO DOIS

     A REDENO DE CRISTO

      Leitura da Bblia: Jo 1:14; Hb 2:14; Rm 8:3; 2 Co 5:21; Jo 3:14; 1 Pe 2:24; 1 Co 15:3; Hb 9:28; Rm 6:6; Gl 2:20; Ef 2:15; Jo 12:24, 31; 19:34; 7:39; Lc 24:26;
At 13:33; Rm 8:29; Hb 2:11, 12; 1 Pe 1:3; Ef 2:6; 1 Co 15:45; 2 Co 3:17,18; Jo 20:22; Ef 1:20, 21; At 2:36; Ef 1:22, 23; At 2:33

      Deus criou o cu e a terra com o homem como o cabea e o centro. Ento o homem caiu. Aos olhos de Deus, a queda do homem envolveu toda a criao. Para redimir
essa criao cada, Deus veio no Filho.
      Redeno no foi um pensamento posterior. Ela foi preordenada por Deus. Em 1 Pedro 1:19, 20 nos diz que o Redentor, Cristo, era preconhecido por Deus antes
da fundao do mundo. Neste versculo, "mundo" refere-se a todo o universo. Antes da fundao do universo, Deus sabia que o homem cairia. Assim, Deus preordenou
o Filho, Cristo, para ser o Redentor. Podemos ver nisso que a redeno de Deus no foi acidental.
      Mais adiante, Apocalipse 13:8 diz que o Cordeiro, isto , o Redentor, Cristo, foi imolado "desde a fundao do mundo." Desde o tempo em que a criao veio
 existncia, aos olhos de Deus, Cristo, como o Cordeiro ordenado por Deus, foi imolado. Aos nossos olhos, Cristo foi crucificado a menos de dois mil anos atrs.
Mas,  vista de Deus, Ele foi imolado desde o dia em que a criao veio  existncia, porque Deus preconhecia que Sua criao cairia.
      Esses versculos mostram que a redeno de Deus no era um pensamento posterior, mas algo ordenado, planejado, e preparado por Deus na eternidade passada.
Como devemos valorizar este fato acerca da redeno que desfrutamos em Cristo!

      DEUS ENCARNADO
      O primeiro passo no cumprimento da redeno de Deus foi a encarnao. Foi certamente uma coisa maravilhosa para Deus vir para dentro do homem e nascer da humanidade
por meio de uma virgem. O nosso Deus tornou-se um homem! Na criao, Ele era o Criador. Mas embora tivesse criado todas as coisas, Ele no entrou em nenhuma das
coisas que Ele criara. Mesmo ao criar o homem, Ele somente soprou o flego de vida para dentro dele (Gn 2:7). Ele ainda estava fora do homem. Seu sopro, de acordo
com J 33:4, deu vida ao homem; entretanto, Ele prprio no veio para dentro do homem. At a encarnao, Ele estava separado do homem. Mas com a encarnao, Ele
pessoalmente entrou no homem. Ele foi concebido e ento permaneceu no ventre da virgem por nove meses, aps o que Ele nasceu.


      A Palavra Tornando-se Carne
      De acordo com Joo 1:14, Ele tornou-se no somente um homem; Ele tornou-se carne. A carne nesse versculo refere-se ao homem depois da queda. O homem em Gnesis
1 e 2 no havia cado, mas depois, em Gnesis 3, ele caiu. A palavra carne, referindo-se ao homem depois da queda, sempre possui uma conotao negativa. Nenhuma
carne pode ser justificada perante Deus por obras (Rm 3:20). Carne refere-se ao homem cado, e Cristo, como o Filho de Deus, tornou-se um homem. Ele tornou-se carne.

      Na Semelhana da Carne do Pecado
      Eu no quero dizer que Ele tornou-se um pecador. A Bblia  muito cuidadosa sobre esse assunto. Se a Bblia contivesse somente Joo 1:14, poderamos pensar
que Ele se tornou uma pessoa pecaminosa. Mas a Bblia tambm contm Romanos 8:3, que diz que Deus enviou Seu Filho "na semelhana da carne do pecado". Cristo tornou-se
carne, mas Ele estava somente na semelhana da carne do pecado. No havia pecado em Sua carne. Ele tinha somente a semelhana, no a natureza pecaminosa, da carne.
Paulo comps esta frase com trs palavras: semelhana, carne e pecado. Dizer somente carne do pecado indicaria carne pecaminosa. Louvado seja o Senhor que a Escritura
acrescenta "em semelhana", indicando que na natureza humana de Cristo no havia pecado, mesmo que aquela natureza possusse a semelhana, a aparncia da carne do
pecado. Mais ainda, Paulo no diz que Deus enviou Seu Filho na semelhana da carne e parou a. Ele acrescenta "do pecado". Semelhana denota fortemente que a humanidade
de Cristo no tinha pecado, mas que Sua humanidade ainda estava de alguma maneira relacionada ao pecado.
      Em outro versculo, em 2 Corntios 5:21, Paulo diz que Cristo "no conheceu pecado". Isso quer dizer que Ele no tinha pecado. Todavia, em 2 Corntios 5:21
tambm diz que Aquele que no tinha pecado foi feito pecado por Deus. A nossa mente no pode entender isso. Se as Escrituras no fossem escritas desta forma, pareceria
hertico dizer que Cristo foi feito pecado; mas Cristo foi feito pecado por ns como nosso substituto total. Se isso no tivesse acontecido, no poderamos ter sido
salvos. "Aquele que no conheceu pecado, ele o fez pecado por ns." Aquele a quem Deus fez pecado, no conheceu pecado.
      Esse problema est retratado no Velho Testamento no tipo da serpente de bronze, descrito em Nmeros 21. Quando os filhos de Israel pecaram contra Deus, eles
foram picados por serpentes e morreram. Moiss buscou a Deus por eles, e Deus disse a ele para fazer uma serpente de bronze e ergu-la numa haste. Quem quer que
olhasse para a serpente de bronze viveria, e muitos olharam (vs. 6-9).
      Ento em Joo 3, o Senhor Jesus falou a Nicodemos acerca da regenerao. Nicodemos era um mestre da Bblia (v. 10) e ensinava o Velho Testamento, especialmente
o Pentateuco. "Nicodemos disse: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?" (v. 4). O Senhor quis dizer
que, se ele pudesse voltar ao ventre materno e tornar a nascer, ainda seria carne: "O que  nascido da carne,  carne" (v. 6). Nascer de novo no  nascer uma segunda
vez da carne, mas nascer do Esprito. "O que  nascido do Esprito,  esprito" (v.6).
      Nicodemos queria saber como seriam essas coisas. Ento o Senhor Jesus disse a ele em um tom de repreenso: "Tu s mestre em Israel, e no compreendes estas
coisas?" (v. 10). Ele, em seguida, citou a Nicodemos a passagem de Nmeros 21: "E do modo por que Moiss levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho
do homem seja levantado, para que todo o que nele cr tenha a vida eterna" (vs. 14,15).
      Esse retrato indica claramente que a serpente de bronze possui somente a aparncia, a semelhana da serpente, mas no a sua natureza venenosa. Isso corresponde
 palavra de Paulo "na semelhana da carne do pecado".
      Quando Cristo morreu na cruz, Ele no somente era um Cordeiro aos olhos de Deus, mas tambm uma serpente. Esses aspectos de Cristo esto, ambos, em Joo. Em
Joo 1:29 h referncia ao Cordeiro de Deus, e 3:14, ao Filho do homem, Cristo, erguido como a serpente de bronze no deserto. Quando Cristo, nosso Redentor, estava
sobre a cruz, por um lado, Ele era o Cordeiro de Deus para levar embora o nosso pecado; por outro lado, Ele era uma serpente. A Palavra Santa nos diz que quando
Cristo morreu na cruz, aos olhos de Deus Ele era como uma serpente de bronze. Enfatizo isso porque precisamos conhecer que tipo de redeno o Senhor Jesus cumpriu
por ns.
      A fim de cumprir uma redeno plena, Ele como c Filho de Deus tornou-se carne. A Palavra encarnou-se. Joo, porm, no disse que a Palavra tornou-se um homem;
ele disse: "A Palavra se fez carne". No tempo na encarnao, "carne" era um termo negativo. Mas devemos ser cuidadosos ao dizer isso. A serpente certamente  negativa,
mas esta serpente  uma serpente de bronze. Ela possui somente a aparncia de uma serpente; ela no tem a sua natureza. Voc acha que, quando Cristo foi feito pecado,
Ele tinha natureza pecaminosa? Absolutamente no!   por isso que Paulo modifica sua palavra dizendo: "aquele que no conheceu pecado ". Mesmo que Ele tenha sido
feito pecado por Deus, Ele no tinha pecado Nele e no conheceu pecado. O nosso Senhor  um Redentor maravilhoso. A Bblia nos diz que Deus tornou-se um homem na
semelhana da carne cada e pecaminosa.

      Participando da Carne e Sangue do Homem
      Encarnao tambm tem um lado positivo. Ela trouxe Deus para dentro do homem. Ela fez Deus e o homem um. Aproximadamente dois mil anos atrs, houve um Homem
nesta terra que era uma combinao de Deus e homem. Jesus Cristo era somente homem? Ele era somente Deus? Ele era tanto Deus como homem. Muitos mestres da Bblia
chamam-No o homem-Deus. Ele no era meramente um homem de Deus, mas um homem-Deus. Ele era o Deus completo e um Homem perfeito.
      De acordo com a revelao genuna da Bblia, em tal encarnao, nem a natureza de Deus nem a natureza do homem foram perdidas e nem uma terceira natureza foi
produzida. Cristo  um homem-Deus tanto com a natureza divina como com a natureza humana existindo Nele distintamente.
      O nosso Redentor  um homem-Deus. Pela Sua encarnao para o cumprimento da redeno, Ele, como o prprio Deus, tomou a iniciativa de fazer-se um com o homem.
Ele participou da carne e sangue do homem. Hebreus 2:14 nos diz: "Visto, pois, que os filhos tm participao comum de carne e sangue, destes tambm Ele, igualmente,
participou." Se Ele no tivesse o sangue do homem, como Ele poderia ter derramado Seu sangue pelos pecados do homem? Sem derramamento de sangue no h perdo de
pecados (Hb 9:22). Como seres humanos, precisamos do sangue humano para lavar os nossos pecados. Porque nosso Redentor participou do sangue do homem, Ele pde derramar
Seu sangue por nossos pecados.

      Ainda com o Pai
      Quando o Filho de Deus encarnou-se, Ele no deixou o Pai nos cus. Embora eu pensasse assim h mais de cinqenta anos, gradualmente descobri, por estudar a
Palavra, que o Filho e o Pai no podem ser separados. Eles so distintos, mas no separados. O prprio Filho nos diz claramente que Ele veio em nome do Pai (Jo 5:43)
e que o Pai estava com Ele todo o tempo (Jo 16:32). Ele e o Pai so um (Jo 10:30; 17:22).
      Como cristos, cremos que h somente um Deus. Crer no tritesmo, que h trs Deuses,  uma grande heresia. Temos somente um Deus, todavia nosso Deus  trino.
Ele  trs em Sua Divindade: o Pai, o Filho, e o Esprito. Todavia Ele  um Deus. No temos como conciliar isso. Entretanto, conhecemos o fato manifestado de que
Deus  trino, que Ele  trs-um.
      O plano de Deus  principalmente a obra do Pai, Sua redeno  principalmente a obra do Filho e Sua aplicao  principalmente a obra do Esprito. O Pai planejou,
o Filho redimiu e o Esprito aplica.
      Os trs so distintos mas no separados. Quando o Filho veio, o Pai veio com Ele. Quando o Esprito veio, o Filho e o Pai vieram (Jo 14:17, 23). No cremos
no modalismo, uma heresia que diz que quando o Filho veio, o Pai deixou de existir, e ento quando o Esprito veio, o Filho deixou de existir. Cremos que Deus 
trs-um, o Pai, o Filho e o Esprito como um Deus coexistindo e coinerindo de eternidade a eternidade.

      CRUCIFICADO
      A encarnao foi maravilhosa e a crucificao  maravilhosa. No temos palavras para explicar a encarnao na totalidade, nem podemos explicar totalmente o
fato da morte de Cristo.

      Carregando os Nossos Pecados
      Na cruz, Cristo carregou os nossos pecados. Trs versculos so muito claros a este respeito: 1 Pedro 2:24, 1 Corntios 15:3 e Hebreus 9:28. Todos estes versculos
dizem que Cristo carregou os nossos pecados. De acordo com Isaas 53:6, quando Cristo estava na cruz, Deus tomou todos os nossos pecados e os colocou sobre este
Cordeiro de Deus.
      Se ler nos quatro Evangelhos a respeito da morte de Cristo, voc ver que Ele foi crucificado das nove horas da manh, a hora terceira (Mc 15:25), at s trs
horas da tarde, a hora nona (Mc 15:33; Mt 27:46). Entre estas seis horas houve o meio-dia, a hora sexta (Mc 15:33). O meio-dia dividiu estas seis horas em dois perodos
de trs horas cada. A perseguio humana ocorreu nas trs primeiras horas. O homem pregou-O na cruz, escarneceu Dele e afligiu-O de toda maneira possvel. Ento,
nas ltimas trs horas, Deus veio para julg-Lo (Is 53:10). Isso  demonstrado pela escurido que veio sobre toda a terra ao meio-dia. Deus colocou todos os pecados
da humanidade sobre Ele.

      Feito Pecado por Ns
      Nas ltimas trs horas, aos olhos de Deus, Cristo foi feito pecado. Foi, ento, na cruz que Deus condenou o pecado na carne de Cristo. Romanos 8:3 diz que
Deus, mandando Seu prprio Filho na semelhana da carne do pecado (como a serpente de bronze na forma de uma serpente - Jo 3:14), condenou o pecado na carne. O pecado
foi condenado. O pecado foi julgado na cruz. Cristo no somente carregou os nossos pecados, como foi feito pecado por ns (2 Co 5:21) e foi julgado por Deus uma
vez por todas.

      Com o Nosso Velho Homem e Toda a Velha Criao
      Ainda mais, quando Cristo foi crucificado, todos Seus crentes foram crucificados com Ele (Gl 2:20). Quando Ele se encarnou, Ele tomou-nos sobre Si. Ele vestiu
sangue e carne.
      Portanto, quando Ele foi crucificado, fomos crucificados com Ele. Do ponto de vista de Deus, antes de nascermos, j estvamos crucificados em Cristo. Quando
Cristo foi crucificado, no somente os nossos pecados foram tratados e nem somente o nosso pecado foi tratado; ns mesmos fomos crucificados. Assim, Romanos 6:6
diz: "Foi crucificado com Ele o nosso velho homem".
      Alm disso, toda criao tambm foi crucificada ali. Quando Cristo morreu, o vu do templo rasgou-se de alto a baixo (Mt 27:51). De alto a baixo indica que
isso no foi um feito do homem, mas um feito de Deus, do alto. Deus rasgou aquele vu em duas partes. No vu havia querubins bordados (Ex 26:31). De acordo com Ezequiel
1:5, 10 e 10:14, 15, querubins eram seres viventes. Os querubins no vu, ento, indicavam os seres viventes. Sobre a humanidade de Cristo estavam todas as criaturas.
Quando o vu foi rasgado, todas as criaturas foram crucificadas. Por isso podemos ver que a morte de Cristo foi todo-inclusiva. Ela tratou os nossos pecados, o nosso
pecado, o nosso eu, o nosso velho homem e toda a velha criao. Pecados, pecado, homem c toda a criao foram tratados na cruz.

      Abolindo a Lei dos Mandamentos na Forma de Ordenanas
      Em Efsios 2:15 Paulo nos diz que por Sua morte na cruz, Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanas. No Velho Testamento havia muitas ordenanas.
A principal era a circunciso, que dividia os judeus dos gentios. Os judeus at usavam o termo "incircunciso" ao referir-se aos gentios, enquanto consideravam-se
a circunciso. Circunciso, portanto, era uma marca de separao. Os judeus tambm guardavam o stimo dia, outra ordenana que os fazia diferentes dos gentios. Ambas
ordenanas Cristo aboliu na cruz (Cl 2:14, 16).
      Outras ordenanas dos judeus eram os regulamentos de dieta. Em Atos 10, entretanto, enquanto Pedro estava orando no eirado, uma viso veio a ele (vs. 9-16).
O Senhor disse a
      Pedro para comer os animais que ele considerava comuns e imundos. Assim, circunciso, o sbado e os regulamentos de dieta foram totalmente abolidos. Essas
ordenanas tinham sido uma parede de separao forte e alta entre os judeus e os gentios, mas agora ela foi derrubada. No h mais nenhuma separao. Os judeus e
os gentios podem ser edifcados juntos como o Corpo de Cristo.
      As ordenanas foram abolidas, mas e quanto s diferenas entre as raas, tais como entre negros e brancos? Na redeno completa de Cristo todas essas diferenas
tambm foram abolidas. Ele ps de lado toda a inimizade. Muitos ainda no vivem de acordo com isso. Os judeus ainda guardam a circunciso, o sbado e os regulamentos
de dieta. At mesmo muitos cristos ainda tm inimizade.
      Por meio de Sua morte nica, Cristo levou embora todos os nossos pecados e o pecado; Ele crucificou o velho homem, terminou a velha criao e aboliu as diferenas
entre as raas. Agora no estamos em ns mesmos - estamos em Cristo. Nele no h pecados. Nele no h o pecado. Nele no existe o velho homem e nem a velha criao.
A igreja  simplesmente Cristo (1 Co 12:12). O prprio contedo, o constituinte da igreja  Cristo (Cl 3:10, 11). No novo homem no h grego nem judeu, nem posio
social, nem distino de raas, nem diferenas de nacionalidades; Cristo  tudo e em todos (Cl 3:11). Em Cristo, os pecados, o pecado, o velho homem, a velha criao
e todas as ordenanas so anulados.

      Destruindo Satans e Julgando o Mundo
      A carne foi crucificada com Cristo. Porque a carne est relacionada a Satans, ao crucificar a carne Cristo destruiu Satans.  por isso que Hebreus 2:14 diz
que pela Sua morte Ele destruiu o diabo. Por Joo 12:31 sabemos que quando Cristo foi crucificado, Ele expulsou Satans, o governador do mundo, e julgou o mundo.
      Por volta de 1935 ouvi uma mensagem dada pelo irmo Watchman Nee em Xangai. Ele disse que, se fosse a um crente jovem e perguntasse a ele quem morreu na cruz,
ele diria que seu Redentor tinha morrido na cruz tanto pelos seus pecados como pelo seu pecado. Se fosse a outro mais avanado e perguntasse a ele quem havia morrido
na cruz, ele diria que Cristo morreu l, carregando seus pecados, o pecado e ele prprio (Gl 2:20). Algum ainda mais avanado na vida crist lhe diria que Cristo
morreu na cruz pelos seus pecados, pelo pecado e por ele prprio com toda a criao. Uma quinta categoria de cristos diria que Cristo morreu na cruz no somente
pelos seus pecados, pelo pecado e por eles prprios com toda a criao, mas tambm para destruir Satans e julgar o mundo.
      Mais tarde comecei a ver que havia a necessidade de um avano posterior em perceber a morte de Cristo, isto , a abolio das ordenanas. Todas as ordenanas
- os hbitos, costumes, tradies e prticas entre a raa humana - foram abolidas na cruz. A crucificao de Cristo foi a terminao universal de todas as coisas
negativas. Aleluia por tal terminao!

      Liberando a Vida Divina
      A morte de Cristo no somente foi uma morte terminadora, mas tambm liberadora. Sua morte liberou a vida divina escondida dentro Dele (Jo 1:4). Em Joo 12:24
diz que um gro de trigo permanece s a menos que seja plantado na terra. Se ele  plantado na terra, ele morre e ento cresce para tornar-se muitos gros. Isso
ilustra a morte liberadora de Cristo. Sua morte no somente termina todas as coisas negativas; ela tambm libera vida divina - a nica coisa positiva em todo o universo.
      Quando Cristo morreu, um soldado traspassou Seu lado e saiu sangue e gua (Jo 19:34). Estes so smbolos. Sangue significa redeno, e gua significa vida.
Sangue e gua so smbolos dos dois aspectos da morte de Cristo. O aspecto negativo  a redeno, e o aspecto positivo  o liberar da vida divina. Ele morreu, e
a vida dentro Dele foi liberada. Por Sua morte no somente o sangue redentor fluiu; a vida divina tambm fluiu Dele. Hoje, quando cremos Nele, recebemos o sangue
e obtemos a gua viva, a vida divina. Recebemos redeno e obtemos vida eterna.


      RESSURRETO
      No terceiro dia depois de Sua morte, Cristo ressuscitou. Algumas coisas maravilhosas foram executadas por meio de Sua ressurreio.

      Glorificado na Vida Divina
      Primeiramente, em Sua ressurreio Cristo foi glorificado. Quando uma semente de cravo  plantada, ela morre sob a terra, e ento cresce. Quando floresce,
aquele florescer  sua glorificao. Jesus foi a nica semente da vida divina. Antes de Sua morte, a vida divina estava oculta dentro Dele. Sua humanidade era a
casca. Quando Sua humanidade foi quebrada na cruz, a vida divina saiu de dentro Dele, e Ele foi glorificado naquela vida (Jo 7:39; Lc 24:26). A entrada de Cristo
na ressurreio foi como o florescer da semente de cravo: Ele foi glorificado.

      Tornando-se o Filho Primognito de Deus com Muitos Irmos
      Em segundo lugar, em ressurreio Cristo nasceu como o Filho primognito de Deus. Poucos cristos percebem que para Jesus Cristo a ressurreio foi um nascimento.
Encarnao foi Seu nascimento como um homem, mas ressurreio foi Seu nascimento em Sua humanidade como o Filho primognito de Deus (At 13:33).
      Cristo, como o Filho de Deus, tem dois aspectos. Antes da Sua ressurreio Ele era o Filho unignito (Jo 1:14; 3:16); ento, em ressurreio Ele nasceu de
Deus como o Filho primognito. Quando Cristo se encarnou, Ele vestiu a humanidade; entretanto, Sua humanidade no era divina. Foi por meio de Sua morte e ressurreio
que Sua humanidade foi levada para dentro da divindade. Assim, Atos 13:33 nos diz que em Sua ressurreio Ele nasceu. O Filho unignito tornou-se o Filho primognito
(Rrn 8:29).
      Em Efsios 2:6 nos diz que na ressurreio de Cristo ns, Seus crentes, tambm fomos ressuscitados. Quando Ele foi crucificado, ns fomos crucificados. Quando
Ele foi ressuscitado, ns fomos ressuscitados. Em Sua ressurreio Ele nasceu como o Filho primognito de Deus, e ns tambm nascemos como os muitos filhos de Deus.
Ele tornou-se o Primognito, e ns nos tornamos Seus muitos irmos (Jo 20:17; Hb 2:11,12).
      A Bblia deixa claro que, antes de nascermos, ns fomos crucificados com Cristo e ressuscitados com Ele. Na ressurreio Ele nasceu como o Filho primognito
de Deus, e em Sua ressurreio ns tambm nascemos como os muitos Filhos de Deus (1 Pe 1:3). Ele tornou-se o Primognito entre ns, Seus muitos irmos.

      Tornando-se o Esprito que D Vida
      Em ressurreio Cristo tambm tornou-se Esprito que d vida (1 Co 15:45). Este versculo em 1 Corntios  um dos versculos mais negligenciados na Bblia.
Na ressurreio, o tema de 1 Corntios 15, Cristo como o ltimo Ado, por meio de Sua morte e ressurreio, tornou-se Esprito que d vida. Muitos cristos consideram
Cristo como seu Redentor, mas poucos consideram-No como um Esprito que d vida. Mas nosso Redentor  o Esprito que d vida na ressurreio. Pela Sua morte Ele
nos redimiu; na Sua ressurreio Ele infunde-se para dentro de ns como vida.
      Depois de Sua ressurreio e na Sua ressurreio, Ele tornou-se o Cristo pneumtico. O Cristo pneumtico  idntico ao Esprito.  por isso que em 2 Corntios
3:17 diz: "O Senhor  o Esprito". Hoje, em ressurreio, o prprio Cristo, nosso Redentor,  idntico ao Esprito que d vida a ns.

      Soprando para dentro de Seus Crentes
      Joo 20 revela que depois de Sua morte e em Sua
      ressurreio, Cristo voltou. Ele retornou de uma forma maravilhosa. Os discpulos estavam numa casa com as portas fechadas com medo dos judeus (v. 19). Repentinamente,
Jesus estava ali dizendo a eles: "Paz seja convosco". Ele no os ensinou e no lhes deu nenhum sermo como fez no monte. Ele simplesmente soprou para dentro deles
e disse-lhes: "Recebei o Esprito Santo" (v. 22), o Sopro Santo, o Pneuma Santo.
      Cristo apareceu sem bater na porta porque em ressurreio Ele  o Esprito. Ele tinha um corpo ressurreto, que  chamado corpo espiritual (1 Co 15:44; Jo 20:27).
No podemos explicar isso, mas isso  um fato revelado na Bblia. Desde o tempo de Sua ressurreio, Cristo nunca deixou os crentes. Aqui e ali Ele aparecia a eles,
mas estava sempre com eles.
      Considere, ento, o que est includo em Sua ressurreio: Ele foi glorificado, tornou-se o Filho primognito de Deus, fazendo de todos ns Seus irmos, e
Ele tornou-se o Esprito que d vida soprado para dentro de ns para estar conosco para sempre (Jo 14:16-20).


      EXALTADO
      Aps Sua ressurreio, em Sua ascenso Cristo foi grandemente exaltado (Ef 1:20, 21). Ele foi feito Senhor e Cristo (At 2:36), e a Ele foi dado ser Cabea
sobre todas as coisas para a igreja, a qual  o Seu Corpo (Ef 1:22, 23). O nosso Cabea, Cristo, no  somente nossa Cabea, mas  Cabea sobre todas as coisas para
ns.
      Em Sua ascenso Cristo derramou o Esprito Santo sobre Seus crentes (At 2:33). Este foi o batismo genuno do Esprito que formou o Corpo de Cristo (1 Co 12:13).
Em Sua ressurreio Ele soprou o Esprito Santo para dentro de Seus discpulos; ento, em Sua ascenso, Ele derramou Seu Esprito sobre Seus crentes. Isso quer dizer
que, dentro dos discpulos e sobre eles havia somente o Esprito. Dentro estava o Esprito e fora estava o Esprito. Dentro estava o Esprito que enche interiormente,
e fora estava o Esprito derramado. Isso foi cumprido uma vez por todas e  um fato eterno do qual participamos.
      Encarnao  um fato, e crucificao  um fato, incluindo todas as realizaes do Senhor na cruz. Ressurreio tambm  um fato. Em Sua ressurreio, Cristo
tornou-se o Primognito, fazendo-nos todos Seus irmos, e Ele tambm tornou-se o Esprito que d vida soprado para dentro de ns. Ainda mais, a ascenso  um fato.
Em Sua ascenso Cristo foi feito Cabea sobre todas as coisas, Ele foi feito Senhor e Cristo, e Ele derramou-se como o Esprito sobre todos ns. Agora estamos Nele.
Ele est nos cus, e assim tambm ns (Ef 2:6). Ele est dentro de ns e sobre ns, e ns estamos Nele. Esta  a redeno completa de Cristo.












     CAPTULO TRS

     A APLICAO DO ESPRITO

      Leitura da Bblia: Gn 1:2; Jz 3:10; Lc 1:35; Jo 7:39; At 16:6, 7; Rm 8:2, 9; Fp 1:19; 1 Co 15:45; 2 Co 3:6, 17, 18; Ap 1:4; 4:5; 5:6; 2:7; 14:13; 22:17; Jo
14:17; 15:26; 16:13-15; 1 Jo 5:7; Jo 3:5, 6; 2 Co 1:21, 22; Ef 1:13; 4:30; 1 Pe 1:2; Rm 15:16; 1 Co 12:13

      Orao: "Senhor, como Te agradecemos pela Tua palavra. Agradecemos-Te por esta reunio. Cremos que  de Tua soberania. Senhor, podemos vir a Ti em torno de
Tua palavra. Que misericrdia e graa! Confiamos em Ti para entender a Tua palavra. Admitimos nossa insuficincia. Somos limitados - limitados no entendimento, limitados
na elocuo, at mesmo limitados no ouvir. Unge nosso ouvido e nossa mente. Unge a boca que fala. Que Tu possas falar em nosso falar. Gostamos de praticar ser um
esprito Contigo, especialmente nesta hora de falar a Tua palavra. Senhor, purifica-nos com o Teu precioso sangue. Como Te louvamos porque, onde o Teu sangue est,
ali est a rica uno. Confiamos em Tua uno. Buscamos a Ti desesperadamente por tal palavra misteriosa hoje a noite. Senhor, derrota o inimigo e afugenta todas
as trevas deste salo. Visita cada ouvinte. Ns pedimos em Teu poderoso nome. Amm."
      J tratamos dos dois primeiros itens da revelao bsica nas Escrituras Sagradas - o plano de Deus e a redeno de Cristo. Neste captulo chegamos ao terceiro
item - a aplicao do Esprito. Este  o item mais misterioso na revelao divina.
      Podemos usar a impresso como uma ilustrao da aplicao do Esprito. Na impresso existe primeiro o rascunho, o manuscrito. Este manuscrito  ento datilografado
numa pgina, da qual se faz uma matriz. Em seguida, a impressora, usando a matriz, produz quantas cpias desejarmos. Este ltimo estgio, a produo de cpias, ilustra
a aplicao do Esprito.
      Cristo fez uma grande obra de "datilografia" do que Deus props em Seu plano. Ele encarnou-se e viveu na terra por trinta e trs anos e meio. Ento morreu
na cruz, ressuscitou e ascendeu aos cus. Por meio de tal processo longo, da encarnao  ascenso, o Senhor Jesus fez a maravilhosa obra de "datilografia". Essa
obra produziu uma "matriz". Agora o Esprito vem e aplica a ns o que Cristo fez. O Pai planejou, o Filho cumpriu e o Esprito veio para aplicar o que Cristo cumpriu
de acordo com o plano do Pai.
      Para que seja ntida a impresso, deve ser usado papel limpo.  por isso que a primeira coisa que o Esprito aplica a ns  o purificar do sangue precioso
do Senhor Jesus (Hb 9:14). O Esprito nos purifica com o sangue redentor de Cristo. Por meio do precioso sangue, fomos lavados e purificados. Agora somos papel puro,
limpo, bom para essa impresso espiritual.


      O ESPRITO POR TODA A ESCRITURA
      Para entender a obra do Esprito em aplicar as realizaes de Cristo, consideremos como o Esprito  gradualmente revelado por toda a Escritura.

      O Esprito de Deus
      A primeira vez que o Esprito de Deus  mencionado  em Gnesis 1:2. Este  Deus Esprito em Sua criao. O Esprito de Deus pairou por sobre as guas mortas
para a criao de Deus.

      O Esprito de Jeov
      Depois de criar o homem, Deus permaneceu intimamente envolvido com ele. Em seu relacionamento com o homem, o ttulo de Deus  Jeov.  por isso que no Velho
      Testamento o Esprito de Deus  freqentemente chamado de Esprito de Jeov. O Esprito de Jeov vinha sobre certas pessoas. Isso indica que o Esprito de
Jeov tem a ver com Deus alcanando o homem (Jz 3:10; Ez 11:5). Os principais ttulos usados para o Esprito de Deus no Velho Testamento so o Esprito de Deus e
o Esprito de Jeov.
      O Esprito Santo
      Na encarnao, o Esprito de Deus foi chamado o Esprito Santo (Mt 1:18, 20; Lc 1:35). Andrew Murray, em sua obra prima O Esprito de Cristo, salienta que
o ttulo divino, "o Esprito Santo" no  usado no Velho Testamento. Em Salmos 51:11 e em Isaas 63:10,11 "Esprito Santo" deveria ser traduzido para "Esprito de
santidade". Quando chegou o tempo de preparar o caminho para a vinda de Cristo e de preparar um corpo humano para Ele iniciar a dispensao do Novo Testamento, 
que o termo "Esprito Santo" comeou a ser usado (Lc 1:15, 35).

      O Esprito Ainda No Sendo
      Agora chegamos a um ponto muito difcil. Em Joo 7:37, 38 o Senhor Jesus exclamou: "Se algum tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura,
do seu interior fluiro rios de gua viva." Em seguida, no versculo 39, Joo explica que o Senhor falou isto "com respeito ao Esprito que haviam de receber os
que nele cressem; pois o Esprito ainda no era (lit.), porque Jesus no havia sido ainda glorificado." Joo no diz o Esprito de Deus, o Esprito de Jeov, ou
o Esprito Santo, mas "o Esprito". Ele diz mais adiante que quando Jesus estava exclamando ao povo, "o Esprito ainda no era". A verso J. E de Almeida diz, "o
Esprito ainda no fora dado" (VRC), mas a palavra "dado" foi inserida; ela no est no texto grego. O Esprito de Deus estava em Gnesis 1, e o Esprito de Jeov
vinha sobre os profetas no Velho Testamento. Por que, ento, em Joo 7 o Esprito "ainda no era"?
      Andrew Murray em seu livro O Esprito de Cristo indica que, antes da glorificao de Cristo, isto , antes da Sua ressurreio (Lc 24:26), o Esprito de Deus
tinha somente divindade. Mas quando Cristo foi ressuscitado , o Esprito de Deus tornou-se o Esprito do Jesus glorificado. Se Ele ainda fosse somente o Esprito
de Deus, teria somente o elemento divino. A palavra de Murray quer dizer que o Esprito, ao tornar-se o Esprito de Jesus glorificado que veio aps a ressurreio
de Cristo, tem agora o elemento de humanidade.

      O Esprito Composto
      Quando jovem, fui ensinado que em xodo 30:22-30, o leo da uno  um tipo do Esprito Santo. Mas depois de ter recebido esclarecimento pelo livro de Andrew
Murray, voltei a estudar xodo 30. Esse leo  composto de azeite de oliveira combinado com 4 especiarias: mirra, cinamomo, clamo e cssia. O azeite de oliveira
 um tipo do Esprito Santo, mas que so as quatro especiarias? Sabe-se que a mirra refere-se  morte de Cristo. Cinamomo deve indicar a doce eficcia daquela morte.
Clamo  um junco que cresce no pntano e projeta-se alto, no ar. Isso indica ressurreio. Cssia era usada nos tempos antigos como um repelente de insetos e especialmente
de serpentes. Isso indica o poder da ressurreio de Cristo que prevalece contra Satans.
      Essas quatro especiarias so de trs unidades. Mirra, quinhentos siclos. Cinamomo e clamo, duzentos e cinqenta siclos cada, e cssia, quinhentos siclos.
Se o cordeiro  um tipo de Cristo e se o azeite de oliveira  um tipo do Esprito Santo, certamente essas quatro especiarias so tambm tipos a respeito de Cristo.
As trs unidades de quinhentos siclos cada devem referir-se  Trindade. A quantidade total de cinamomo e clamo, sendo dividida em duas unidades de duzentos e cinqenta
cada, tipifica o segundo da Trindade "dividido" na cruz, assim como o vu foi rasgado de alto a baixo.
      O nmero "um" do um him de azeite de oliveira significa o Deus nico. O nmero quatro das quatro especiarias significa a criatura. Em Ezequiel e em Apocalipse
h quatro seres viventes, referindo-se  criao de Deus (Ez 1:5, 10; Ap 4:6-9).
      Por meio disso podemos perceber que esse leo composto deve ser um tipo todo-inclusivo do Esprito composto referido em Joo 7:39. Isso quer dizer que o Esprito
de Deus, como o elemento bsico, foi combinado com a deidade, humanidade, morte e ressurreio de Cristo como as especiarias. Neste Esprito composto esto o Deus
nico, a Trindade, o homem, a criatura, a morte de Cristo, a doura e eficcia de Sua morte, a ressurreio de Cristo e o poder de Sua ressurreio.
      O Esprito era primeiramente o Esprito de Deus, possuindo somente a essncia divina. Mas depois que Deus, no Filho, tornou-se um homem e morreu na cruz, passando
pela morte e ressurreio, e entrando na ascenso, o Esprito tornou-se o Esprito de Jesus Cristo (Fp 1:19), composto da essncia de Deus e da humanidade de Jesus
em Sua morte e ressurreio. O Esprito no tem mais somente a essncia divina, mas tem agora, em acrscimo, a humanidade de Jesus com a morte de Cristo, a eficcia
de Sua morte, a ressurreio e o poder de Sua ressurreio.
      Dos escritos sobre a vida interior, recebi ajuda em saber que fui crucificado antes de eu ter nascido (Gl 2:19b, 20). Aos olhos de Deus fomos crucificados
antes de termos nascido. Como escolhidos de Deus, nascemos crucificados. A senhora Jesse Penn Lewis disse que todo cristo deve morrer para viver (Jo 12:24; 1 Co
15:31; 2 Co 4:11). Mas minha experincia foi que, quanto mais eu tentava morrer, mais vivo ficava. Um hino escrito por A. B. Simpson diz que existe uma pequena palavra
que o Senhor deu: considerar. De acordo com Romanos 6:11, devemos considerar-nos mortos. Pratiquei o considerar-me, mas no funcionou. Quanto mais me considerava
morto, mais vivo parecia! No livro de Watchman Nee, A Vida Crist Normal, existe um captulo que enfatiza o considerar. Esse livro  uma compilao de mensagens
que o irmo Nee deu antes de 1939. Depois de 1939 ele comeou a dizer s pessoas que no podemos experimentar a morte de Cristo revelada em Romanos 6 at que tenhamos
a experincia do Esprito de Cristo em Romanos 8. A morte de Cristo em Romanos 6 pode ser experimentada somente por meio de Seu Esprito em Romanos 8. Em outras
palavras, se no estamos no Esprito, considerar que estamos mortos no funciona.
      Cristo  Cristo, e voc  voc; e a morte Dele no  sua morte a menos que voc esteja ligado a Ele organicamente por meio do Esprito. No Esprito composto
existem os elementos da morte de Cristo e de sua eficcia, prefigurados pela mirra e cinamomo. Quando estamos no Esprito, o Esprito composto, no necessitamos
considerar-nos mortos, porque no Esprito existe o elemento da morte de Cristo.
      Alguns medicamentos tm elementos que matam germes. Se voc tentar matar os germes por si mesmo, fracassar. Mas se toma um medicamento prescrito, um elemento
naquele medicamento matar os germes por voc. O Esprito composto hoje  uma dose todo-inclusiva. Um mdico lhe dir que a melhor dose  aquela que mata os germes
e nutre o paciente. Isso pode ser usado como uma ilustrao do Esprito composto. No Esprito composto existem a morte de Cristo, que  o poder que mata, e a ressurreio
de Cristo, que  a fonte de nutrio da vida divina. Esses elementos que matam e que nutrem esto combinados juntamente neste Esprito.

      O Esprito de Jesus
      O Esprito Santo  chamado de Esprito de Jesus em Atos 16:6, 7. Jesus era um homem que sofria perseguio. Como um evangelista, Paulo saa para pregar, e
ele tambm sofria. Naquele sofrimento ele precisava do Esprito de Jesus porque no Esprito de Jesus h o elemento do sofrimento. Se vai a um pas pago para pregar
o evangelho, voc precisa do Esprito de Jesus para enfrentar a oposio e perseguio. A fora do sofrimento para resistir  perseguio est no Esprito de Jesus.

      O Esprito de Cristo
      Em Atos 16, por causa da perseguio, Paulo precisou do Esprito de Jesus, mas em Romanos 8 em ressurreio h o Esprito de Cristo. Em Romanos 8:9,10 temos
trs ttulos: o Esprito de Deus, o Esprito de Cristo, e Cristo. Estes trs ttulos so usados permutavelmente. Isso indica que o Esprito de Deus  o Esprito
de Cristo, e o Esprito de Cristo  simplesmente o prprio Cristo. Estes trs ttulos so sinnimos. O Esprito Santo de Deus  no somente o Esprito de Deus, mas
tambm o Esprito de Jesus que sofreu e o Esprito do Cristo ressurreto. Contanto que tenhamos tal Esprito, temos o poder do sofrimento para enfrentar a perseguio
e o poder de ressurreio para viver uma vida ressurreta sobre o pecado e a morte (Rm 8:2).

      O Esprito de Jesus Cristo
      Em Filipenses 1:19 Paulo refere-se  "proviso do Esprito de Jesus Cristo". O suprimento abundante est com o Esprito de Jesus Cristo. Este Esprito guiou
Jesus pela encarnao e por meio do viver humano na terra por trinta e trs anos e meio. O Senhor Jesus viveu uma vida santa e sem pecado por muitos anos por meio
do Esprito dentro Dele. O mesmo Esprito guiou Jesus por meio da morte e para dentro da ressurreio. Ento o Esprito de Deus tornou-se o Esprito de Jesus Cristo.
Por tal longo processo, os elementos da humanidade, do sofrimento e do viver humano, da crucificao de Cristo, de Sua ressurreio e mesmo de Sua ascenso foram
totalmente combinados com este Esprito.
      O Esprito que recebemos no  meramente o Esprito de Deus, possuindo somente o elemento divino. O Esprito que ns, cristos, recebemos  o Esprito composto
de divindade, humanidade, viver humano, sofrimento, crucificao, ressurreio e ascenso. Deus est no Esprito. A humanidade elevada de Jesus e Seu sofrer e viver
humano tambm esto no Esprito. A morte, ressurreio e ascenso de Cristo esto todos neste Esprito. Deste modo, com este
      Esprito est o suprimento abundante. Paulo pde suportar perseguio e aprisionamento por causa do suprimento abundante do Esprito de Jesus Cristo. Esta
proviso tornou-se sua salvao diria e pessoal. Mesmo acorrentado e em priso ele ainda engrandecia Cristo e vivia Cristo (Fp 1:19-21a). Ele engrandecia Cristo,
no por sua energia ou por sua prpria fora, mas pelo suprimento abundante do Esprito de Jesus Cristo.

      O Esprito do Senhor
      "O Esprito do Senhor" (2 Co 3:17) indica que a ascenso de Cristo est includa no Esprito. "O Senhor" neste versculo refere-se ao Cristo crucificado, ressurreto
e ascendido. Na Sua exaltao Ele foi feito Senhor (At 2:36).
      Em 2 Corntios 3:17 diz: "O Senhor  o Esprito; e onde est o Esprito do Senhor a h liberdade." Primeiramente, ele nos mostra que os dois so um, e, em
segundo lugar, mostra que os dois ainda so dois. Da mesma forma, em Joo 1:1 diz: "No princpio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus"
(lit.). A palavra e Deus so um, todavia a Palavra estava com Deus, o que indica que Eles so dois.


      O Esprito Idntico ao Senhor
      O Esprito  idntico ao Senhor. No passado, o termo Cristo pneumtico era usado em Cristologia. O Cristo pneumico indica que o prprio Cristo  o Esprito.
Entretanto, no pensem que quando a Bblia diz que o Senhor  o Esprito ela anula a distino entre o Filho e o Esprito. Eles so um, todavia ainda dois. Eles
so um, todavia ainda distintos.
      Toda verdade na Bblia tem dois lados. Com respeito ao Deus Trino, se vocs permanecem no extremo do lado de um, vocs so modalistas. Se permanecem no extremo
do lado de trs, vocs so tritestas. Ns permanecemos na Palavra, desse modo no somos nem tritestas nem modalistas. Cremos na Trindade genuna, que Deus  trs-um.
Deus  unicamente um, todavia Sua deidade  da Trindade. A palavra trino vem do latim. Tri significa trs; uno significa um. Assim, trino quer dizer trs-um.
      Em Joo 14:23 o Senhor Jesus nos diz que quem quer que O ame, Ele e o Pai viro a este e faro nele morada. Tambm, em Joo 14:17 o Senhor Jesus nos diz que
o Esprito como o Esprito da realidade vir para habitar nos crentes. Assim, no mesmo captulo nos  dito que o Pai e o Filho faro morada com aquele que O ama
e que o Esprito habita naquele que O ama. Isso nos mostra que os trs esto nos crentes simultaneamente. O Deus Trino est em ns. Isso  um mistrio, mas pela
nossa experincia sabemos que isso  assim.
      Em Mateus 28:19 o Senhor Jesus diz: "Ide, portanto, fazei discpulos de todas as naes, batizando-as para dentro do nome (singular) do Pai e do Filho e do
Esprito Santo" (lit.). A mesma preposio grega "para dentro"  usada em Romanos 6:3. Quando fomos batizados para dentro de Cristo, fomos batizados para dentro
de Sua morte. Mateus 28:19 nos incumbe batizar os novos crentes para dentro do nome do Deus Trino. M. R. Vincent diz: "Batizar para dentro do nome da Trindade Santa
implica numa unio espiritual e mstica com ele." Ele mais tarde diz que o nome " equivalente a sua pessoa". Ser batizado para dentro do nome divino  ser imerso
na Pessoa divina.
      Uma nota na Bblia Anotada de Scofield diz : "Pai, Filho e Esprito Santo  o nome final do Deus nico e verdadeiro." Algumas tradues no tm "do" trs vezes,
somente o nome do Pai e Filho e Esprito Santo. O nosso Deus  Trino: o Pai o Filho e o Esprito. Entretanto, tal ttulo, tal nome s foi revelado depois da ressurreio
de Jesus. Mateus 28:19 foi falado depois da ressurreio do Jesus glorificado. Isso foi revelado depois que o processo de nosso Salvador desde a encarnao at a
ressurreio foi completado.
      Antes da ressurreio de Cristo, tal Esprito, o Esprito composto, ainda no era (Jo 7:39). Mas depois de Sua ressurreio o Esprito de Deus foi composto,
e Ele  agora o
      Esprito composto, processado, todo-inclusivo. Este Esprito composto, que  idntico ao Senhor, , como revelado em 2 Corntios 3, o Esprito que d vida,
que libera e que transforma, que nos d a vida divina (v. 6), liberta-nos da escravido da lei (v. 17), e nos transforma  imagem de Cristo de glria em glria (v.
18).

      O Esprito que D Vida
      Paulo diz que o ltimo Ado, por meio de Sua ressurreio e em Sua ressurreio, tornou-se Esprito que d vida (1 Co 15:45 - lit.). Ele tornou-se no somente
Esprito, mas especificamente Esprito que d vida. "Que d vida" mostra que tipo de Esprito Ele . Em 2 Corntios 3:6 Paulo diz que o Esprito d vida. Joo 6:63
diz: "O Esprito  o que vivifica". A Nova Traduo de Darby* tem um parntese do versculo 7 ao versculo 16 de 2 Corntios 3. Se considerarmos esta seo parenttica,
o versculo 17 continua o versculo 6. O Esprito d vida (v. 6) e o Senhor  o Esprito (v. 17).
      Muitos escritores concordam que nas Epstolas de Paulo o Cristo ressurreto  idntico ao Esprito. Entretanto, isso no anula a distino entre Cristo e o
Esprito. Existe sempre dois lados para a verdade. Em 2 Corntios 3:17 o Senhor e o Esprito so um. Em 2 Corntios 13:13 temos a graa de Cristo, o amor de Deus
e a comunho do Esprito Santo. Pode-se ver aqui que Cristo e o Esprito so distintos.

      O Esprito Da Vida
      A Primeira Epstola aos Corntios 15:45 refere-se a Cristo como o Esprito que d vida. Certamente no pode haver dois Espritos que do vida. Cristo, o Esprito
que d vida,  tambm o Esprito da vida. Este termo  revelado em Romanos 8:2. Romanos 8 fala do Esprito da vida (v. 2), o Esprito de Deus (v. 9) e o Esprito
de Cristo (v. 9) que  o prprio Cristo (v. 10). Fala-se no mesmo captulo do Esprito como as primcias (v. 23).

        ___________
        *N. do T.: Verso em ingls.


      Os Sete Espritos de Deus
      No ltimo livro da Bblia, os sete Espritos de Deus so revelados (Ap 1:4; 4:5; 5:6). O Credo de Nicia no menciona os sete Espritos. Em 325 d.C, quando
o Credo de Nicia foi feito, o livro de Apocalipse no era reconhecido como parte da Bblia. O reconhecimento final dos livros a serem includos na Bblia ocorreu
em 397 d.C. no Concilio de Cartago.
      Tambm, em Apocalipse 1, a seqncia da Trindade  mudada. Mateus 28 nos mostra o Pai, o Filho e o Esprito Santo. Em Apocalipse 1:4,5, entretanto, o Pai como
o Eterno  o primeiro, os sete Espritos so o segundo e o Filho  o terceiro.
      Mais alm, Apocalipse 5:6 diz que os sete Espritos so os sete olhos do Cordeiro. Isso quer dizer que o terceiro da Trindade  os olhos do segundo.
      Todos esses pontos indicam que no ltimo livro da revelao divina o Esprito de Deus, para a edificao das igrejas numa era de trevas, torna-se o Esprito
sete vezes intensificado, que executa a administrao universal de Deus para o cumprimento do Seu eterno propsito, e expressa plenamente a Cristo como o Administrador
universal de Deus, para introduzir o reino de Deus no milnio (Ap 20:4, 6) e para levar o reino  sua consumao final e mxima como a nova Jerusalm no novo cu
e nova terra (Ap 21:1, 2).

      O Esprito
      Esse Esprito maravilhoso finalmente torna-se to simples no ttulo: o Esprito (Ap 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22; 14:13; 22:17). Em Apocalipse temos os sete
Espritos e o Esprito. Nas sete epstolas s igrejas em Apocalipse, o incio de cada epstola refere-se ao Senhor Jesus como Aquele que escreve para a igreja em
certo lugar. Ento, no final de cada uma nos  dito para ouvir "o que o Esprito diz". Apocalipse 22:17 diz: "O Esprito e a noiva dizem: Vem".
      O Esprito  composto, processado e todo-inclusivo. Ele  a consumao do Deus Trino alcanando Seu povo escolhido. De acordo com Joo 4:24, nosso Deus 
Esprito. No somente o Esprito da Trindade  Esprito, mas o Deus completo - o Pai, o Filho e o Esprito -  Esprito. Deus  Esprito, e esse Deus inclui o Pai,
Filho e Esprito.
      Joo nos diz que quando o Filho veio, Ele veio em nome do Pai (Jo 5:43). Ento o Pai mandou o Esprito no nome do Filho (14:26). O Filho veio no nome do Pai;
isso quer dizer que Ele veio como o Pai. Ento o Esprito veio no nome do Filho; isso quer dizer que o Esprito veio como o Filho. O Filho enviou o Esprito a ns
de e com o Pai, e o Esprito veio a ns de e com o Pai (Jo 15:26 - lit.). Quando o Esprito veio, o Filho estava l e o Pai tambm estava. O Filho estava no Pai,
e o Pai estava no Filho (14:10). Quando o Filho estava l, o Pai estava l. Todos os trs estavam l porque Eles so um nico Deus. Voc no pode separ-Los; todavia,
Eles so distintos como o Pai, o Filho e o Esprito.


      A FUNO DO ESPRITO
      O Esprito  a realidade de Cristo (Jo 14:17; 15:26; 1 Jo 5:7). Quando invocamos o nome do Senhor Jesus, recebemos o Esprito como a realidade de Cristo (Jo
14:17), e esse Cristo, o Filho de Deus,  a prpria corporificao do Pai (Cl 2:9). O Pai  corporifcado no Filho, e o Filho  plenamente percebido como o Esprito.
Colossences 2:9 diz que a plenitude da deidade (divindade) habita em Cristo corporalmente. Cristo, ento,  a corporificao de Deus, plenamente percebido como o
Esprito. Isto  revelado em Joo 16:13-15.
      O Esprito d vida aos crentes (1 Co 15:45 ; 2 Co 3:6) e os regenera em seu esprito (Jo 3:5, 6). Ele unge os crentes (2 Co 1:21), os sela (Ef 1:13; 4:30;
2 Co 1:22a), e Ele prprio  o penhor de Deus dado a eles (2 Co 1:22b). Por meio deste ungir, que traz o elemento divino para dentro dos crentes, Ele os preenche.
O selar modela o elemento numa certa forma como uma impresso e torna-se uma marca. O penhor significa que Ele  a garantia de que Deus  a nossa herana. Por um
lado, selar prova que ns somos a herana de Deus; por outro lado, Deus como nossa herana para nosso desfrute  tambm garantido por meio do Esprito que habita
interiormente como o penhor.
      Ele  tambm o suprimento abundante para os crentes (Fp 1:19 ). Ele nos santifica, no s posicionalmente, mas disposicionalmente (1 Pe 1:2; Rm 15:16) e experimentalmente
tambm. Ele transforma os crentes (2 Co 3:18).
      Todos os crentes foram batizados neste nico Esprito para dentro de um nico Corpo (1 Co 12:13). No dia de Pentecoste, e na casa de Cornlio, quando Cristo,
o Filho, o ascendido, derramou o Esprito sobre os crentes, aquilo foi o batizar do Seu Corpo para dentro do Esprito. Em 1 Corntios 12:13 diz que fomos todos batizados
em um Esprito para dentro de um Corpo. Cristo completou esse batismo assim como completou Sua crucificao. Todos os que crem foram crucificados (Gl 2:19b, 20).
No mesmo princpio, todos ns fomos batizados no dia de Pentecoste. Fomos batizados e nos foi dado a beber desse nico Esprito (1 Co 12:13). Agora estamos bebendo
deste Esprito. Ser batizado  exterior; beber  interior. Exteriormente fomos batizados; interiormente estamos bebendo do nico Esprito.
      Com a ascenso do Senhor aos cus e o derramar do Esprito, toda a operao do Deus Triuno foi completada. O Pai planejou com o Filho e o Esprito, e o Filho
veio com o Pai e o Esprito para cumprir o que Deus havia planejado. Finalmente, o Esprito veio com o Pai e o Filho para aplicar o que o Pai havia planejado e o
que o Filho havia cumprido. Este Esprito que aplica  a consumao do Deus Triuno. Ele no  somente por Si mesmo como um Esprito separado, nada tendo a ver com
o Pai e no relacionado ao Filho; Ele  a consumao do Deus Triuno, a consumao da Trindade divina, para nos alcanar.
      O alcanar do Esprito a ns tem dois aspectos: o aspecto interior e exterior. O interior foi cumprido no dia da ressurreio. Naquele dia o Senhor ressurreto
voltou para os
      Seus discpulos e soprou-se para dentro deles (Jo 20:22). Isso foi totalmente para vida, a vida interior.
      Cinqenta dias mais tarde, no Pentecoste, Ele derramou o Espirito sobre os discpulos como um vento poderoso (At 2:1, 2). Sopro  para vida, mas vento  para
poder. No Pentecoste, os discpulos foram revestidos com poder do alto (Lc 24:49). O revestir do Esprito  como o vestir de um uniforme. O uniforme d, a quem o
veste, poder, autoridade. Um policial com um uniforme tem autoridade para nos parar. Se ele no tivesse um uniforme, no o ouviramos. O Esprito como nossa vida,
o Esprito que d vida, a saber, o Esprito da vida,  tambm o Esprito fora de ns, derramado sobre ns como o Esprito de poder do alto. Tudo isso j foi cumprido.


      A CONSUMAO DO DEUS TRINO
      Este Esprito composto, processado, todo-inclusivo  a consumao do Deus Trino. Tudo o que Ele planejou, tudo o que Ele realizou, tudo o que Ele ir aplicar
a ns est totalmente envolvido neste Esprito composto. A divindade est envolvida Nele; a humanidade de Cristo tambm est envolvida Nele. A Sua morte - Sua morte
redentora e infusora de vida - est envolvida Nele. A Sua ressurreio e Sua ascenso esto envolvidas nesse nico Esprito composto que nos alcana. Interiormente
Ele  nossa luz e vida; exteriormente Ele  nosso poder.


      O ESPRITO E A PALAVRA
      Deus nos deu dois grandes dons - o Esprito e a Palavra. O Esprito composto  a totalidade do Deus Trino e de todos os Seus feitos.  por isso que digo que
esse Esprito composto, incluindo Sua Palavra,  a consumao final e mxima do Deus Trino alcanando-nos. A Pessoa divina e a Palavra divina esto envolvidas neste
nico Esprito composto. Todas as bnos , todas as heranas do Novo Testamento foram legadas aos filhos de Deus. Estes legados esto tambm envolvidos neste nico
Esprito composto.
      Dois versculos no Novo Testamento indicam que o Esprito e a Palavra so um. Em Joo 6:63 o Senhor diz : "As palavras que eu vos tenho dito, so esprito".
Tambm, Efsios 6:17 refere-se  espada do Esprito, cujo Esprito  a palavra de Deus. No somente a palavra do Senhor  o Esprito; o Esprito tambm  a Palavra.
       por isso que em Romanos 10 Paulo diz que quando voc ouve a pregao do evangelho, a palavra est perto de voc, em sua boca e em seu corao (v. 8). Por
muitos anos no podia entender o que Paulo queria dizer. Como poderia a palavra estar em minha boca e em meu corao? Finalmente o Senhor me mostrou que sempre que
o Novo Testamento  ensinado, pregado, lido, ou estudado por algum com um corao sincero, o Esprito trabalha com a Palavra. Por meio do Esprito a Palavra entra
em sua boca. Por meio do Esprito a Palavra entra em seu corao. Sem o Esprito, a palavra impressa no poderia entrar em sua boca e em seu corao. Quando exercita
seu esprito para orar sobre um versculo da Bblia, aquele versculo entra em sua boca e em seu corao. Voc no deveria ler a Bblia sem orar. Voc tem de ler
a Bblia, a Palavra santa, devotadamente. No deveria meramente exercitar sua mente para estudar a Palavra. Voc deve ir  Palavra com orao. No precisa usar sua
prprias palavras; ore a Palavra.
      Todos ns sabemos que quando oramos dessa maneira, a palavra na pgina entra em nossa boca e em nosso corao. Somos regados, recebemos iluminao, nutrio,
fortalecimento, conforto e suprimento de vida. Tambm o Esprito  aplicado a ns como a consumao do Deus Trino.
      O Esprito e a Palavra trabalham juntos. Devemos sempre tocar a Bblia por tocar o Esprito. Devemos orar lendo, e ler orando. Ento desfrutaremos o Deus Trino.
O nosso encargo no  discutir ou debater, mas apresentar a verdade bsica ao povo de Deus para que ele possa conhecer que nosso Deus  na realidade o Deus Trino,
no para entendermos, mas para desfrutarmos. Estamos apresentando a verdade para ajudar os santos a conhecer que nosso Deus  Trino para participarmos Dele, desfrut-Lo
e experiment-Lo.


      O ESPRITO HUMANO
      Tambm enfatizamos o esprito humano (Zc 12:1; Pv 20:27; Rm 8:16; 2 Tm 4:22). Assim como para o nosso alimento temos uma boca e um estmago, temos tambm um
esprito humano, que  nossa boca espiritual e estmago espiritual. Em um rdio, o receptor  crucial. Podemos ter um rdio bem feito e bonito, mas se ele no tiver
um receptor, ele  vazio. Somos um "rdio" para receber as riquezas divinas para dentro do "receptor" em nosso interior - nosso esprito humano.
      Enfatizamos fortemente esses dois espritos, o Esprito composto da Trindade e o esprito humano dentro de ns, porque o Esprito composto  a consumao do
Deus Trino alcanando-nos para nosso desfrute, e o esprito humano  o nico meio para recebermos tal rico Esprito composto, para que possamos desfrutar as riquezas
do Deus Trino e experiment-Lo diariamente, at mesmo em toda hora. Estamos aqui como um testemunho para que todo o povo de Deus hoje possa ter uma viso clara
concernente  Trindade divina e para que ns mesmos possamos participar Dele e desfrut-Lo o dia inteiro.






















     CAPTULO QUATRO

     OS CRENTES

      Leitura da Bblia: Jo 3:6; Mt 28:19; Gl 3:27; Rm 6:3; 1 Co 12:13; Rm 8:9, 11, 4; Gl 5:16, 15; 1 Co 3:6, 7; Ef 4:16; 2:21, 22; 1 Pe 2:5; 2 Co 3:18; Rm 12:2;
1 Ts 5:23; Fp 3:21; Rm 8:29,30; 10:8,9,12

      O tema deste captulo, os crentes,  aparentemente simples, mas na realidade  misterioso. Um estudante de medicina logo aprende que o corpo humano no  simples.
O ser psicolgico de uma pessoa  ainda mais misterioso. Como seres vivos, temos dois coraes , um fsico e um psicolgico. Podemos localizar o nosso corao fsico,
mas onde est o corao psicolgico? Onde esto nossa mente, emoo, vontade e conscincia? Onde est o nosso esprito? Onde est a nossa alma? Ns, crentes em Cristo,
somos seres espirituais, e como tais somos um mistrio.

      DESCENDENTES DO ADO CADO
      Ns, os crentes, somos descendentes do Ado cado. Somos todos cados. Estvamos mortos em pecado sob a condenao de Deus (Ef 2:1, 5; Rm 3:19; 5:12; Jo 3:18).
Enquanto estvamos mortos em pecado, Deus proporcionou-nos uma mudana. Ouvimos o evangelho e cremos no Senhor Jesus Cristo para receber a vida eterna (Jo 3:16 ).


      SALVOS
      Atos 16 : 31 nos diz que, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, somos salvos. Uma salvao completa inicial tem seis aspectos: perdo de pecados, o lavar das
nossas mculas, separao para Deus posicionalmente, justificao, reconciliao e regenerao.

      Perdoados
      Depois de crermos, a primeira coisa que recebemos, o primeiro legado de acordo com o testamento divino,  o perdo de nossos pecados (At 10:43).

      Lavados
      Fomos no somente perdoados, mas tambm lavados. Ser perdoado pe em ordem o nosso caso perante Deus. Ser lavado leva embora a mancha, a mcula, de nossos
pecados. Por exemplo, se uma criana sujasse a camisa e depois se arrependesse, a me o perdoaria; mas a camisa ainda precisaria ser lavada. Perdoar a criana do
seu mau procedimento  uma coisa. Lavar a mancha da camisa  outra coisa. Deus, ao crermos no Senhor Jesus, no somente perdoou-nos mas tambm lavou-nos. Aleluia!
Fomos perdoados e lavados pelo sangue de Cristo!

      Santificados Posicionalmente
      Como parte de nossa salvao inicial, fomos posicionalmente santificados, isto , separados por Deus do mundo para Ele mesmo. Em 1 Corntios 6:11 indica que
somos primeiro santificados e ento justificados. Santificao posicionai precede a justificao; santificao disposicional segue a justificao.

      Justificados
      A morte de Cristo cumpriu e satisfez completamente as exigncias justas de Deus, para que possamos ser justificados por Deus por meio de Sua morte (Rm 3:24).
Somos "justificados de todas as coisas" das quais no poderamos "ser justificados por meio da lei de Moiss" (At 13:39).

      Reconciliados com Deus
      Ns precisvamos ser reconcilados com Deus porque quando ramos pecadores, ramos inimigos de Deus (Rm 5:10). Fomos reconciliados com Deus por meio da morte
do Seu Filho.

      Regenerados
      Ao crermos no Senhor Jesus e invocarmos o Seu nome, fomos regenerados, isto , o prprio Esprito de Cristo entrou em nosso esprito e nos deu vida (Jo 3:6;
Ef 2:5). A regenerao nos fez filhos de Deus (Jo 1:12, 13; Rm 8:16), membros da famlia de Deus (Ef 2:19). Ela tambm nos fez membros de Cristo, membros do Corpo
de Cristo (Ef 5:30; 1 Co 12:27). Ns que fomos regenerados, somos membros do Corpo de Cristo e tambm filhos de Deus.
      A regenerao ocorreu em nosso esprito, no em nosso corpo ou em nossa mente. Isso quer dizer que o Deus Trino est agora em nosso esprito (Ef 4:6; 2 Co
13:5; Rm 8:9). Que tesouro temos dentro de ns (2 Co 4:7)! O Deus Trino veio para dentro de nosso esprito para ficar (Jo 4:24; 2 Tm 4:22; Rm 8:16).  aqui em nosso
esprito que esto as riquezas insondveis de Cristo.
      Para desfrutar essas riquezas devemos invocar o nome do Senhor Jesus (Rm 10:12). Se queremos ser nutridos, podemos invocar ", Senhor Jesus!" Quando estamos
em casa e tambm no trabalho, podemos invocar o nome do Senhor. Quando O invocamos, tocamos o Esprito (1 Co 12:3). Muitos de ns oramos freqentemente, mas no
recebemos nutrio de nossa orao. Isso no deveria ser assim. No estamos orando para um dolo; estamos orando para o Deus vivo. Ele  o prprio Deus que est
agora em nosso esprito. Quando falamos com Ele, Ele responde em nosso esprito. Quando exercitamos o esprito, percebemo-Lo em nosso esprito. Se meramente exercitamos
a mente e oramos s com a boca, o Deus Trino dentro de ns no tem caminho. Ele no est  em nossa mente,  mas em nosso esprito.
      Devemos exercitar o nosso esprito (1 Tm 4:7). Dessa maneira podemos experimentar este Deus verdadeiro, real e vivo que est agora em nosso esprito. Em nosso
esprito regenerado habita o Deus Trino como o Esprito que d vida.


      BATIZADOS

      Para Dentro do Nome do Pai do Filho e do Esprito Santo
      Depois de Sua ressurreio e antes de Sua ascenso, o Senhor Jesus incumbiu os discpulos de irem e fazer discpulos de todas as naes, "batizando-os para
dentro do (lit.) nome do Pai e do Filho e do Esprito Santo" (Mt 28:19); isto , eles deviam batizar as pessoas para dentro da prpria Pessoa do Deus Trino.
      Em Atos e nas Epstolas, entretanto, no h nenhum versculo indicando que os apstolos batizaram as pessoas para dentro do nome do Pai, do Filho e do Esprito.
Antes, aqueles que se arrependiam e criam no Senhor eram batizados para dentro do nome do Senhor Jesus (At 8:16; 19:5). Ser batizado para dentro do nome do Senhor
Jesus eqivale a ser batizado para dentro do nome do Pai, do Filho, e do Esprito. E ser batizado para dentro do nome do Senhor  ser batizado para dentro de Sua
Pessoa, o prprio Cristo (Gl 3:27; Rm 6:3). Ser batizado para dentro de Cristo eqivale a ser batizado para dentro do Deus Trino porque o prprio Cristo para dentro
de quem fomos batizados  a corporificao do Deus Trino. O Deus Trino  cor-porificado em Cristo, o Senhor, o Filho de Deus.
      Alm disso, quando fomos batizados para dentro Dele, fomos batizados para dentro de Sua morte (Rm 6:3). O batismo nos une com Ele em Sua morte e em Sua ressurreio.
O batismo de gua no deve ser o cumprimento de um ritual. Deve significar que estamos colocando aqueles que esto sendo batizados para dentro do Deus Trino, para
dentro de Cristo, e para dentro de Sua morte e ressurreio.

      No Esprito Para Dentro do Corpo de Cristo
      Fomos tambm batizados para dentro do Corpo, a igreja. "Pois tambm em um Esprito fomos batizados para dentro de um corpo" (1 Co 12:13).
      Fomos batizados, ento, para dentro do Deus Trino, para dentro de Cristo, para dentro da morte e ressurreio de Cristo, e tambm para dentro do Corpo, a
igreja. Na realidade, todos estes "para dentro" so um. Quando somos batizados para dentro de Cristo, somos batizados para dentro de Sua morte e ressureio, e somos
tambm batizados para dentro do Deus Trino e para dentro do Corpo de Cristo. Isso quer dizer que estamos agora em Cristo, em Sua morte e ressurreio, no Deus Trino,
e no Corpo de Cristo. Quando batizamos as pessoas, devemos mostrar-lhes que eles agora esto em Cristo, em Sua morte e ressurreio, no Deus Trino, e no Corpo.
      Necessitamos da realidade do fato espiritual de que, quando batizamos as pessoas, ns as colocamos para dentro de Cristo. Podemos coloc-las para dentro de
Cristo porque Cristo hoje  o prprio Esprito. Quando batizamos as pessoas, colocamo-nas para dentro do Esprito, que  a realidade de Cristo.  assim que deve
ser o batismo. O batismo nos d a posio de dizer que somos pessoas em Cristo, em Sua morte, em Sua ressurreio, em unio orgnica com o Deus Trino, e tambm
no Corpo vivo do Cristo vivo. Ter essa percepo do batismo faz uma grande diferena em nossa vida.

      SER HABITAO DO ESPRITO E BEBER DO ESPRITO
      Depois de crermos e sermos batizados, somos habitao do Esprito (Rm 8:9, 11; 1 Co 6:19). Enquanto Ele habita em ns, estamos bebendo. A fonte para se beber
est exatamente em nosso esprito (Jo 4:14, 24). Devemos voltar-nos ao esprito e beber pelo invocar o nome do Senhor (1 Co 12:3, 13b).
      Temos o Esprito como o agregado do Deus Trino habitando em ns. Em 1936 quando vi que Deus estava vivendo em mim, fiquei fora de mim. Queria sair, subir
no telhado ou correr para a rua, e gritar para as pessoas: " No me toquem; tenho Deus em mim!"
      O Deus Trino est em ns. Ele habita em ns e estamos bebendo Dele. Ele  a fonte para bebermos; esta fonte no est nos cus mas em nosso esprito.


      VIVENDO E ANDANDO NO ESPRITO MESCLADO
      Agora devemos viver e andar no Esprito mesclado. Romanos 8:4 e Gaiatas 5:16, 25 referem-se a este esprito mesclado. J. N. Darby mostra a dificuldade de colocar
um E maisculo ou minsculo em esprito em, Romanos 8. Embora ele no use a palavra mesclado, ele certamente transmite o pensamento de que estes dois espritos so
considerados como um.
      Em Gaiatas 5:16 a palavra grega para andar  ter nosso ser movendo-se e agindo. Aqui est a incumbncia completa do Novo Testamento: viver, ter o nosso ser,
andar, mover-nos e agirmos de acordo com o esprito mesclado. Tudo o que fazemos deve ser de acordo com o nosso esprito habitado pelo Esprito composto e mesclado
com Ele, no de acordo com ensinamentos ticos ou regulamentos morais. Andar de acordo com o Esprito  muito mais elevado do que andar de acordo com os ensinamentos
ticos ou regulamentos morais.
      O mover do Eprito  chamado de uno. Em 1 Joo 2:20, 27 vemos que todos temos recebido uma uno do Santo. Esta uno dentro de ns  verdadeira; ela nos
ensina a habitar no Senhor. A uno sobre a qual Joo fala em 1 Joo 2 refere-se ao leo em xodo 30. O tabernculo e todos os seus utenslios eram ungidos com leo
composto (x 30:26-29).
      O leo composto hoje, o Esprito, est dentro de nosso esprito ungindo-nos, movendo-se, dentro de ns, todo o dia.
      Mesmo quando estamos discutindo ou quando estamos a ponto de discutir, a uno interior move-se em ns para no continuarmos, mas para irmos ao nosso quarto
e orar. Um dia uma irm foi fazer compras, mas sempre que pegava um item pensando em compr-lo, a uno dizia dentro dela para colocar de volta. Tudo o que pegava,
tinha de pr de volta. Finalmente ela decidiu que era melhor voltar para casa. Assim que obedeceu a uno interior e retornou ao seu carro para voltar para casa,
ela sentiu-se animada e alegre. Se no prestamos ateno  uno interior, ofendemos o Esprito. Devemos viver e andar de acordo com esse Esprito que est mesclado
com o nosso esprito.


      CRESCER NA VIDA DIVINA E SER EDIFICADOS
      Poucos cristos prestam ateno ao crescimento em vida (1 Co 3:6, 7) e  edificao (1 Co 3:10-12) como o Corpo de Cristo e como a igreja, a casa de Deus.
Espiritualidade provm do crescimento em vida; o objetivo do crescimento em vida  a edificao do Corpo de Cristo e da casa de Deus. Praticamente falando, isso
significa a edificao da igreja local. Sem uma vida da igreja apropriada em nossa localidade, como podemos ser edificados com outros? Precisamos estar onde h uma
igreja. Assim, naquela igreja podemos ser edificados com os outros para ser a casa espiritual de Deus (Ef 2:21, 22; 1 Pe 2:5). Enquanto estamos sendo edificados
como a igreja numa cidade, estamos tambm sendo edificados como o Corpo de Cristo (Ef 4:16).


      SER TRANSFORMADO NA ALMA
      O nosso esprito foi regenerado, mas e quanto  nossa alma? Precisamos ser transformados (2 Co 3:18) pela renovao de nossa mente (Rm 12:2; Ef 4:23). A mente
 a parte liderante de nossa alma (SI 13:2; 139:14; Lm 3:20). Para a transformao da alma, a mente deve ser renovada.

      SER SANTIFICADO EXPERIMENTALMENTE
      A transformao de nossa alma  a santificao de nossa disposio. O Senhor santifica-nos em nosso esprito, alma e corpo (1 Ts 5:23). Todo nosso ser  para
ser santifcado, transformado.


      SER TRANSFIGURADO EM NOSSO CORPO
      Quando o Senhor retornar, nosso corpo ser transfigurado (Fp 3:21), completamente redimido (Rm 8:23). Quando cremos, nosso esprito foi regenerado. Durante
a nossa vida crist nesta terra, nossa alma est sendo gradualmente transformada e santificada. Ento, na Sua vinda nosso corpo ser transfigurado. Todo o nosso
ser ser, ento, completamente conformado a Cristo.


      CONFORMADOS A CRISTO
      Como os muitos irmos de Cristo, seremos conformados  Sua imagem e estaremos com Ele em glria (Rm 8:29, 30). No seremos mais naturais em nenhuma parte de
nosso ser. Ainda somos um tanto naturais na alma e corrompidos no corpo;  por isso que, depois da regenerao de nosso esprito, precisamos da transformao da
alma e da transfigurao do corpo. Ento seremos completamente conformados ao Filho primognito de Deus como Seus muitos irmos.


      GLORIFICADOS
      Finalmente seremos glorificados na vida divina e na natureza divina (Rm 8:30) para possuir a glria de Deus, para Sua expresso na Nova Jerusalm.


      O CAMINHO PARA DESFRUTAR CRISTO
      O livro de Romanos  um esboo da vida crist adequada. No captulo seis esto todos os fatos cumpridos por
      Cristo. Ele morreu, e ns morremos com Ele. Ele foi ressuscitado, e ns tambm. Em Cristo estas coisas so fatos. Nele estamos unidos  Sua morte e ressurreio
(6:4, 5).
      Em Romanos 6, entretanto, no temos a experincia da morte e ressurreio de Cristo. Precisamos prosseguir para Romanos 8 para experimentar Cristo em Seus
feitos por meio do Esprito. Em Romanos 8 esto as experincias dos fatos revelados no captulo seis.
      Ento, no captulo dez a Palavra entra em nossa boca e em nosso corao. Primeiro cremos na Palavra que nos alcana; segundo, invocamos Seu nome (10:8, 9).
O Senhor  rico para com todos os que O invocam (10:12). A palavra invocar em grego significa clamar, chamar com a voz. Em Atos, os cristos eram considerados invocadores
do nome de Jesus; sabemos disso porque Saulo de Tarso tinha autoridade para prender todos aqueles que invocavam este nome (At 9:14). Invocar o nome do Senhor Jesus
designava os primeiros cristos. Eles no eram silenciosos; eles clamavam o querido nome do Senhor Jesus.
      Se queremos desfrutar Cristo e todas as Suas realizaes, precisamos invoc-Lo. O caminho para desfrutar Cristo em todos os Seus feitos  andar de acordo com
o esprito mesclado e invocar o Seu querido nome. Ento participamos Dele, O desfrutamos e O experimentamos ao mximo.











     CAPTULO CINCO

     A IGREJA

      Leitura da Bblia: Mt 16:18; 18:17; 1 Tm 3:15; Ef 2:19; 1 Pe 2:5; Ef 1:22, 23; 3:19b; 2:15; 4:24; Cl 3:10, 11; Ef 5:25, 29, 32; Jo 3:29; Ap 19:7; 21:2,9; 22:17;
Ef 6:11,12; 1 Co 12:12,13; At 8:1; 13:1; Ap 1:11-13, 20; 1 Co 3:10,11; Ef 2:20
      A igreja  o objetivo final e mximo de Deus. O objetivo de Deus no  somente ter muitos cristos individuais. Seu objetivo  ter uma igreja coletiva que
possa ser Sua casa e o Corpo de Seu Filho. Esta igreja  a expresso de Deus. A igreja  tanto a famlia de Deus expressando Deus, o Pai, como o Corpo de Cristo
expressando Cristo como Aquele que  a corporificao do Deus Trino (Cl 2:9). O que iremos tratar neste captulo  um extrato da revelao divina com respeito 
igreja no Novo Testamento.


      A EKKLESIA
       A igreja  primeiramente uma ekklesia. Essa palavra grega denota uma congregao chamada para fora. Nos tempos antigos quando uma cidade chamava seus cidados
para uma reunio, aquela congregao era uma ekklesia. O Novo Testamento, comeando com o Senhor Jesus em Mateus 16, usa essa palavra para indicar a igreja (v. 18).
A igreja  uma congregao chamada por Deus para Ele. Os Irmos Unidos preferem usar a palavra assemblia. Creio que esta  uma melhor palavra para se usar, porque
a palavra igreja em portugus tem sido muito danificada.
      Na minha infncia na China, entendamos a palavra igreja significando um prdio com uma torre de sino. Para muitos de ns a igreja era um prdio. Hoje, muitas
pessoas pensam o mesmo. Elas dizem que esto indo  igreja, referindo-se a um edifcio. Esse conceito  absolutamente errado. Devemos abandonar esse pensamento.
A igreja no  um edifcio sem vida, mas algo orgnico, cheio de vida.
      A igreja  uma assemblia de pessoas vivas, no um edifcio fsico sem vida. Entretanto, considerar a igreja meramente como uma congregao chamada para fora,
uma assemblia,  ainda superficial. Pode haver uma congregao, uma assemblia, porm sem vida. Hoje existem muitas grandes congregaes em nossa sociedade, as
quais esto sem a vida divina.


      A CASA DE DEUS
      A igreja  tambm a casa de Deus (1 Pe 2:5). Com isso no queremos apenas dizer que a igreja  a habitao de Deus. Esta palavra grega oikos no somente significa
a casa, a habitao, mas tambm o lar. Oikos quer dizer tanto casa como os familiares, a famlia, que compe o lar; assim, ela tambm pode ser traduzida por famlia
(Ef 2:19).
      O lugar de habitao de Deus hoje na terra  a igreja, e Deus, como um grande Pai, tem uma famlia, a qual  a igreja. Para nossa vida familiar temos uma casa
e dentro da casa temos a famlia. Para ns a casa  uma coisa, e famlia  outra; a casa  o prdio e a famlia so as pessoas que vivem ali. A casa de Deus  a
famlia de Deus, entretanto, so o mesmo. A casa  a famlia e a famlia  a casa.
      Ns, como a igreja, somos a casa de Deus, o lugar de habitao de Deus. Ao mesmo tempo, somos a famlia de Deus. Tanto a casa de Deus como a famlia de Deus
so uma nica entidade, isto , um grupo de regenerados, os chamados, habitados pelo prprio Deus. Estes chamados, que foram regenerados por Deus com Sua vida e
que esto sendo habitados por este Deus vivo com tudo o que Ele , so tanto o lugar de habitao de Deus como a Sua famlia. Isso  mais do que uma assemblia.
Isso  diferente de um grupo de pessoas ou organizao de pessoas. Isso  algo orgnico -orgnico na vida divina, orgnico na natureza divina e orgnico no Deus
Trino.
      Alguns enfatizaram muito a ekklesia, mas no prestaram muita ateno ao aspecto orgnico da igreja. Eles no disseram muito acerca da igreja como a famlia
de Deus. Devemos perceber, porm, que a igreja  orgnica; ela  a casa viva de Deus. Paulo diz que a igreja  a casa do Deus vivo (1 Tm 3:15) e que esta casa cresce
(Ef 2:21). A sua casa cresce? As nossas casas no crescem. Elas desvalorizam-se. Mas a casa de Deus cresce! Para que algo cresa ele precisa ser vivo. Qualquer coisa
sem vida no pode crescer. Tudo o que cresce  orgnico, com vida. Aleluia! ns estamos crescendo!
      Em 1964 fui a Plainview, Texas, visitar um pequeno grupo de santos. E, em 1965 fui a Waco, Texas, visitar outro pequeno grupo. Sem f, eu teria ficado completamente
desapontado. Quando as notcias chegaram em Nova Iorque, um amado irmo com quem eu tinha servido por vrios anos disse a outro irmo que ele no cria que estes
pequenos grupos no Texas durariam. Em 1968 fui para Lubbock. No vi uma igreja grande; antes, vi algo que precisava de muita f. Pela Sua misericrdia tive aquela
f. Ento os santos no Texas mudaram-se para Houston em 1969, e fui visit-los. A situao ali era um tanto encorajadora, mas no tanto assim. Minhas visitas a Irving,
entretanto, em 1982 e 1983 deixaram-me animado. Houve muito crescimento entre as igrejas no Texas porque a igreja  algo vivo. Ela  a casa viva do Deus vivo. No
 algo de organizao, mas de vida; assim, seu crescimento  pela vida.


      O CORPO DE CRISTO
      A casa de Deus, a famlia de Deus,  orgnica, mas, num certo sentido, ela no  to orgnica como o Corpo. A igreja  o Corpo de Cristo. Um grupo de cristos
pode ser uma assemblia, mas pode no ser na realidade a casa de Deus porque eles no vivem no esprito. Eles podem dizer que so o Corpo de Cristo, mas na realidade
podem no ser, porque ainda esto vivendo na vida natural. Se vivemos em nossa vida natural, no somos o Corpo de Cristo.
      Quando jovem, ouvi sobre dois ou trs presbteros que se reuniram para conversar acerca de alguns assuntos em sua assim chamada igreja. No final, um jogou
sua Bblia e outro levantou-se e saiu. Aquilo era o Corpo? Aquilo no era o Corpo, mas a carne cada.
      Que  o Corpo? Olhe para si mesmo. Seu corpo  a maior parte de seu ser. Nada pode ser seu corpo, a no ser voc mesmo. Uma prtese dentria no  parte do
seu corpo; ela  algo extra, sem nenhuma vida. Os nossos dentes verdadeiros esto unidos ao nosso corpo, no por meio de organizao, mas por meio de vida. Eles
crescem organicamente no corpo. Um membro de seu corpo  orgnico; ele cresce em uma unio orgnica com o corpo. O que quer que no esteja em unio orgnica com
seu corpo  estranho a ele.
      Da mesma forma, o Corpo de Cristo  um organismo, no uma organizao. Uma plataforma, por exemplo, consiste em pedaos de madeira organizados e ajustados.
O corpo de um homem, por outro lado, no  organizado, mas orgnico, cheio de vida.
      A igreja no somente  a famlia viva de Deus, o Pai, mas muito mais,  um organismo vivo de Cristo, a Cabea. O cristianismo caiu num estado onde h organizao
em vez de vida. H milhes de cristos na terra. Eles foram perdoados por meio da redeno de Cristo, lavados pelo Seu precioso sangue e regenerados pelo Esprito
Santo; eles so filhos de Deus e membros de Cristo. Todavia, na realidade, em sua vida e servio o que se v  uma organizao, no um organismo. Cristo  orgnico,
mas "ismo" no . Qualquer tipo de "ismo", incluindo cristianismo e at mesmo "igreja-localismo",  uma organizao.
      A igreja deve ser somente orgnica, um organismo cheio da vida de Cristo. O que quer que voc faa tem de ser proveniente da vida interior. Voc  vivo. Voc
tem Cristo como a corporificao do Deus Trino vivendo em voc. No se mova por si mesmo. Mova-se por Ele. No aja por voc mesmo. Aja por Ele. Um dia, quando pretendi
visitar um irmo, fui impedido porque percebi que Cristo no estava indo visitar aquele irmo. Era somente eu, o eu natural, o bom eu, o eu com boas intenes; era
totalmente eu mesmo, no Cristo. Ento orei, dando ao Senhor minha posio, minha base e tudo pertencente quela visita. Da o Senhor comeou a ir comigo. Existem
muitos que amam o Senhor e so devotados a Ele e, todavia, no percebem que sua vida natural deve ser colocada de lado.
      No novo homem, a igreja, "no pode haver grego nem judeu,circunciso nem incrcunciso, brbaro, cita, escravo, livre; porm, Cristo  tudo e em todos" (Cl
3:10, 11). "Tudo" aqui indica pessoas. Dizer que Cristo  tudo quer dizer que Ele  voc, Ele  eu mesmo, e Ele  cada um na igreja. Dizer que Cristo est em todos
quer dizer que Ele est em cada um na igreja. O novo homem, a igreja, no  chins, japons, francs, ingls, alemo ou americano. O novo homem  Cristo. Portanto,
quando agimos como os chineses, japoneses, filipinos, americanos, ingleses, alemes, franceses ou italianos, j no somos a igreja. No novo homem no h judeu nem
grego. Na realidade, no novo homem no pode haver nenhum judeu ou grego. No pode haver nenhum chins ou japons. No novo homem no pode haver nenhum branco ou negro.
Se ainda quer ser negro ou branco, voc est acabado para o Corpo de Cristo. A igreja  um organismo. Portanto, devemos agir em nosso esprito, repudiando totalmente
nossa vida natural.


      A PLENITUDE (EXPRESSO) DAQUELE QUE A TUDO ENCHE EM TODAS AS COISAS
      Muitos cristos no entendem o que a palavra plenitude quer dizer em Efsios 1:23 e 3:19. Eles pensam que a palavra plenitude quer dizer riquezas. Efsios
1:23 diz que a igreja " o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas." Gramaticalmente "a plenitude" est em aposio a "seu corpo"; isto
quer dizer que o Corpo  a plenitude e a plenitude  o Corpo. Plenitude no quer dizer as riquezas. Em Efsios, as riquezas insondveis de Cristo so mencionadas
em 3:8. Temos de diferenar entre as riquezas e a plenitude. Os Estados Unidos tm supermercados cheios das riquezas da Amrica. As riquezas da Amrica so seus
produtos, mas a plenitude da Amrica  um americano robusto. Essa plenitude  a expresso.
      A plenitude provm das riquezas. Entretanto, se ns no comemos e digerimos as riquezas, podemos t-las sem ter a plenitude. As riquezas resultam na plenitude
pelo comer e digerir. Se no comemos e digerimos as riquezas, permaneceremos magros e pequenos. Da mesma forma, a igreja no  somente o Corpo de Cristo, mas tambm
a plenitude, a expresso, que resulta do desfrute das riquezas de Cristo.
      Essa plenitude  a expresso do prprio Cristo universal, que enche tudo em todas as coisas. Colossenses 3:11 diz que Cristo  tudo e em todos. "Tudo" e "todos"
neste versculo, referem-se a pessoas. Em Efsios 1:23, entretanto, o "tudo em todas as coisas" que Cristo enche  algo universal. Cristo  ilimitado (Ef 1:23; 3:18).
As dimenses do universo so na realidade as dimenses de Cristo. Quo longo  o comprimento? Quo alta  a altura? Quo profunda  a profundidade? Quo larga 
a largura? Ningum pode dizer. As dimenses de Cristo em Efsios 3:18 so insondveis e ilimitadas. Essas dimenses so a descrio de Cristo.
      Cristo enche tudo em todas as coisas, e ns, a igreja, pelo desfrutar de Suas riquezas, finalmente nos tornamos Sua plenitude. Se eu tivesse somente uma cabea,
sem um corpo, no teria plenitude. Esta plenitude  minha expresso. Temos de perceber que a igreja como o Corpo de Cristo  a plenitude de Cristo como Sua expresso.


      A PLENITUDE (EXPRESSO) DE DEUS
      Em Efsios 3:19, a Verso IBB Revisada de Joo Ferreira de Almeida, diz: "Para que sejais cheios at a inteira plenitude de Deus". Somos enchidos at toda
a plenitude de Deus. Somos enchidos, resultando em uma expresso de Deus. Plenitude aqui quer dizer expresso. Paulo disse que ele orou para que o Pai nos fortalecesse
com poder mediante Seu Esprito no homem interior para que Cristo pudesse fazer Sua morada em nosso corao, e que pudssemos conhecer as dimenses de Cristo - a
largura, o comprimento, a altura e profundidade - para que pudssemos ser enchidos at resultar na plenitude de Deus, a expresso de Deus (Ef 3:14-19).
      Todo o livro de Efsios trata da igreja. Ela  a casa ou a famlia de Deus (2:19), ela  o Corpo de Cristo (1:23), e ela  a plenitude como a expresso de
Cristo e de Deus (1:23; 3:19). De acordo com o captulo trs, a igreja pode ser tal expresso, no somente de Cristo, mas tambm de Deus, quando Cristo faz Sua morada
em nosso corao para que possamos experimentar as Suas riquezas insondveis. Enquanto estamos desfrutando Dele de tal forma, somos enchidos com todas as riquezas
de Cristo, resultando numa expresso de Deus.
      A igreja hoje deve ter tal expresso, resultante do rico desfrute das riquezas insondveis de Cristo. Temos muito encargo pela situao entre os cristos.
Onde h uma expresso de Deus? Espero que entre ns haja tal expresso. Todos precisamos orar por ns mesmos assim como Paulo orou por ns em Efsios 3. Devemos
dobrar os joelhos perante o Pai para que Ele nos fortalea no nosso homem interior, para que Cristo faa Sua morada em nosso corao, estabelecendo-se plenamente
em cada "avenida", em cada parte de nosso ser interior. Ento podemos desfrutar do Seu amor, e podemos tocar e possuir as Suas dimenses. Seremos enchidos com Ele
at a plenitude de Deus, a expresso de Deus. Isso no  somente uma assemblia ou uma congregao de cristos chamados para fora. Isso  um grupo de pessoas plenamente
possudas por Cristo e desfrutando-O ao mximo, sendo saturadas por Ele e enchidas com Ele a tal ponto que elas tornam-se uma expresso de Deus.
      O que quer que comamos, isso expressamos. Quando jovem, s vezes ia visitar meus avs que viviam  beira-mar. Freqentemente comiam peixe, enquanto que a nossa
famlia raramente comia peixe. Sempre que ia  casa de meus avs, eu no cheirava outra coisa a no ser peixe. Um dia perguntei a minha me por que todos ali cheiravam
a peixe. Ela replicou: "Voc no sabe que eles comem peixe todos os dias?  por isso que cheiram a peixe!" O que quer que comamos, tornamo-nos e expressamos isso.
      Quando comemos Jesus, ns exalamos Seu perfume (2 Co 2:15), O expressamos, e nos tornamos Ele. Que  a igreja? A igreja  a expresso do prprio Cristo a quem
comemos. Toda a plenitude da deidade est corporificada neste Cristo, e este mesmo Cristo  nosso po da vida (Jo 6:48). Ele disse: "Quem de mim se alimenta, por
mim viver" (Jo 6:57). Quando comemos Cristo, vivemos por Ele. Este Cristo  a corporificao do Deus Trino; quando comemos Cristo, comemos o Deus Trino. O nosso
Salvador, Jesus Cristo, a corporificao do Deus Trino,  o nosso man dirio, o nosso alimento dirio. Ns O comemos, ento O expressamos. Essa expresso  a plenitude
Daquele que a tudo enche em todas as coisas. Por fim, essa  plenitude do Deus Trino. Podemos ser tal expresso por comer Jesus. Deixe-O saturar todo o seu ser.
Deixe-O estabelecer-se em cada sala, cada avenida, e cada canto de seu interior - em sua mente, sua emoo, sua vontade, sua conscincia, sua alma e em seu esprito;
em seu amar, suas decises, sua inteno e sua motivao. O que quer que voc faa, deve ser enchido com Cristo.
      Comer Jesus  simplesmente tom-Lo para dentro de ns e deix-Lo ser assimilado para dentro de nosso ser. Comer significa receber alimento para dentro de nosso
ser; comer Jesus significa receb-Lo para dentro de nosso ser. O resultado do nosso com-Lo  a plenitude Daquele que a tudo enche em todas as coisas e tambm do
prprio Deus Trino. Esta plenitude  a igreja. A igreja no  somente uma assemblia, nem  somente a casa de Deus, a famlia de Deus; ela  tambm o Corpo, um
organismo dessa Pessoa viva, o qual finalmente torna-se Sua plenitude e a plenitude do Deus Trino.


      O NOVO HOMEM
      Efsios 2:15 diz que Cristo por meio da cruz "aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanas, para que dos dois criasse em si mesmo um novo
homem." Ento em Efsios 4:22-24 -nos dito para despojar-nos do velho homem e revestir-nos do novo homem. Este novo homem  o Corpo de Cristo. Revestir-se do novo
homem quer dizer viver uma vida por meio do Corpo. Antes de nossa salvao estvamos vivendo no velho homem, na velha sociedade, mas agora somos membros de Cristo,
vivendo em Seu Corpo. Devemos despojar-nos do velho homem com a velha vida social, e devemos revestir-nos do novo homem, a igreja. Neste novo homem no h nada natural,
nada judeu, nada grego, nada de posio social; todos esto cheios de Cristo, assim Cristo  tudo e Cristo est em todos (Cl 3:10, 11). No h nada alm de Cristo
no novo homem. A nossa vida  Cristo, nosso viver  Cristo, nossa inteno  Cristo, nossa ambio  Cristo, nossa vontade  Cristo, nosso amor  Cristo, e tudo
o mais relacionado a ns  Cristo. Ele satura todo o nosso ser.
      Esse novo homem, de acordo com Efsios 4:17-32, vive uma vida pela graa e verdade. Esses so os dois fatores principais no viver de tal novo homem para cumprir
o propsito de Deus. Deus necessita de um novo homem nesta terra para cumprir o Seu propsito, para levar a cabo Sua inteno.


      A NOIVA DE CRISTO
      Em Efsios 5 temos a igreja como a noiva de Cristo (vs. 25, 29, 32; ver tambm Jo 3:29; Ap 19:7; 21:2, 9; 22:17). Cristo deu-se na cruz no somente por voc
e por mim individualmente, mas para a igreja. Quando pensamos acerca da morte de Cristo, normalmente consideramos somente a ns mesmos individualmente. Sim, Cristo
nos amou e morreu na cruz por cada um de ns, mas Sua morte foi principalmente para a igreja.
      Cristo tambm alimenta e cuida da igreja com carinho (v. 29). Alimentar  nutrir. Cuidar com carinho  envolver com cuidado amoroso, cheio de calor, como uma
me segurando seu filho junto ao peito. Cristo trata Sua igreja dessa maneira supridora e carinhosa.
      O grande mistrio mencionado em 5:32 refere-se a Cristo e  igreja. O captulo 5 refere-se ao amor (vs. 2, 25) e  luz (vs. 8, 9, 13). Amor  a fonte da graa
e luz  a fonte da verdade. Quando a luz brilha, ali est a verdade. Quando o amor  expresso, ali est a graa. No captulo quatro, a igreja como o novo homem,
experimenta graa e verdade, mas no captulo 5 a noiva que satisfaz Cristo experimenta algo mais profundo e mais elevado, isto , amor e luz. Como o novo homem,
a igreja cumpre o propsito de Deus. Como a noiva, a igreja satisfaz o desejo de Cristo. Ele  o Esposo e a igreja  Sua esposa, satisfazendo o desejo de Seu Esposo.


      A GUERREIRA
      No captulo quatro o novo homem cumpre o propsito de Deus. No captulo cinco a noiva satisfaz o desejo do corao de Cristo. Agora, no captulo seis, a igreja
como a guerreira luta contra o inimigo de Deus (vs. 10-17).


      SEU ASPECTO UNIVERSAL
      O aspecto universal da igreja  mencionado em Mateus 16:18. Quando Pedro reconheceu que o Senhor Jesus era o Cristo e o Filho de Deus, o Senhor disse a ele
que Ele edificaria Sua igreja sobre esta rocha. A igreja aqui  universal, compreendendo todos os crentes de todos os tempos e em todos os lugares, incluindo Paulo,
Pedro, e todos os santos ao longo destes vinte sculos (1 Co 12:13).


      SEU ASPECTO LOCAL
      O aspecto local da igreja  referido pelo Senhor Jesus em Mateus 18:17. O Senhor Jesus nos quatro Evangelhos menciona a igreja somente duas vezes: uma vez
em Mateus 16:18, referindo-se a seu aspecto universal, e a segunda vez em Mateus 18:17, referindo-se a seu aspecto local.
      Em Mateus 18 o Senhor Jesus disse que se temos algum problema que no podemos resolver, devemos dizer isso para a igreja. Isso refere-se  igreja em uma certa
localidade. Seria difcil contar um problema para a igreja universal. Hoje, muitos cristos que amam ao Senhor preocupam-se somente com a igreja universal. No conceito
deles, contanto que sejam membros do Corpo de Cristo, isso  suficiente; mas perguntaramos, praticamente falando, onde est a igreja deles? Se temos algum problema
que para ser resolvido necessita da ajuda da igreja, aonde iremos? Temos de ter uma igreja local da qual sejamos parte, da qual podemos obter ajuda e  qual podemos
ir com os nossos problemas.

      As Igrejas Locais
      Universalmente, a igreja  uma, mas localmente, as igrejas so muitas. Em Atos 8:1 h a igreja em Jerusalm. Em Atos 13:1 (VRC) h a igreja em Antioquia. Em
seguida h igrejas mencionadas em Atos 14:23 e 15:41; aqui a palavra igrejas  usada porque havia vrias cidades nestas regies. Em Romanos 16:1 h a igreja em Cencria.
H a igreja em Corinto (1 Co 1:2). Em Gaiatas 1:2 temos as igrejas na Galcia; havia muitas, porque a Galcia era uma provncia do antigo Imprio Romano com muitas
cidades. Em Apocalipse 1:4 e 11 h as sete igrejas na sia. A sia tambm era uma provncia.
      Apocalipse 1:11 diz: "O que vs, escreve em livro e manda s sete igrejas: Efeso, Esmirna, Prgamo, Tiatira, Sar-des, Filadlfia e Laodicia." Este versculo
revela que uma igreja  equivalente a uma cidade. Escrever para a igreja em Efeso quer dizer escrever para a cidade de Efeso. Estas so igrejas locais. Igreja local
no  um termo usado como um nome, mas ele descreve o fato de haver uma igreja em uma cidade. A igreja no tem um nome, assim como a lua no tem um nome. No h
tal coisa como lua americana ou lua chinesa. A lua na China  a mesma lua como em outros pases. Quando ela est sobre a China, ela  a lua na China. Quando ela
est sobre a Inglaterra, ela  a lua na Inglaterra. Ela  uma nica lua. Da mesma forma, a igreja  uma; ela  nica. A igreja  tanto local como universal.

      Os Candelabros
      Essas igrejas locais so candelabros. Um candelabro  a corporificao do Deus Trino. Como sabemos disso? Primeiro, a substncia do candelabro  ouro, significando
Deus, o Pai, e a natureza divina. Ento, o candelabro tem um formato; ele no  somente uma massa informe de ouro, mas tem uma forma definida. Isso significa Cristo
como a prpria corporificao de Deus. Terceiro, as sete lmpadas so os sete olhos do Cordeiro e os sete Espritos de Deus (Ap 5:6; 4:5 - IBB - Rev.). As sete lmpadas
como os sete Espritos de Deus so a expresso do Deus Trino. O Esprito  a expresso, o Filho  o formato, a forma, e o Pai  a substncia da igreja como o maravilhoso
candelabro.
      Dizer que a igreja  a corporificao do Deus Trino no  fazer a igreja uma parte da deidade, um objeto de adorao. Queremos dizer que a igreja  uma entidade
nascida de Deus (Jo 1:12, 13), possuindo a vida de Deus (1 Jo 5:11, 12), e desfrutando a natureza de Deus (2 Pe 1:4). A igreja tem a substncia divina, possui a
semelhana de Cristo e expressa o prprio Deus. Desde que nascemos de Deus, ns certamente temos a vida de Deus e possumos a Sua natureza, e desfrutamos esta vida
e natureza todos os dias. Estamos aprendendo por Sua misericrdia e graa a no viver por nossa vida natural, mas por meio da vida e natureza divinas. Enquanto estamos
sendo assim transformados, haver a plenitude, a expresso, a forma, a aparncia de Cristo, e estaremos brilhando, no por ns mesmos, mas pelo Esprito sete vezes
intensificado.
      A igreja  a corporificao do Deus Trino para express-Lo. Ns, como membros de Cristo, somos os filhos de Deus nascidos Dele, tendo Sua vida e possuindo
Sua natureza. Estamos fazendo o melhor para viver por esta vida e natureza, para que possamos ser enchidos e saturados com este rico Cristo a fim de tornarmo-nos
Sua expresso por meio do Esprito sete vezes intensificado.
      Isso  uma igreja local. Ela no  somente uma assemblia exterior. Ela  algo interior, de vida, contudo, expressando o prprio Deus. Queridos santos, este
 o objetivo de Deus.

      Seu Contedo - o Cristo Pneumtico
      O contedo da igreja  o Cristo pneumtico. Grandes mestres na histria da igreja primitiva usaram tal termo. Isso quer dizer que Cristo  idntico ao pneuma,
ao Esprito. No conseguimos explicar isso, todavia isso  um fato. Hoje voc e eu estamos vivendo Cristo. Cristo no  somente nossa vida interior, mas tambm nosso
viver exterior. Paulo disse: "Para mim o viver  Cristo" (Fp 1:21a). Ns vivemos Cristo. Ele no  meramente o Cristo objetivo sentado no trono; esse Cristo que
est no trono  destra de Deus est simultaneamente dentro de ns.
      Como Cristo pode estar no trono nos cus e tambm estar dentro de ns? Romanos 8:34 nos diz claramente que Cristo est  destra de Deus, mas o versculo 10
do mesmo captulo diz: "Cristo est em vs". No mesmo captulo, um versculo nos diz que Cristo est nos cus e outro versculo nos diz que Cristo est em ns.
      A eletricidade nos proporciona uma boa ilustrao de como isso pode ser. A luz em uma sala vem da eletricidade. Essa eletricidade est ao mesmo tempo na usina
eltrica e na sala. H uma corrente de eletricidade. Essa corrente conecta a usina eltrica ao prdio. Similarmente, Cristo  "eltrico", pneumtico. H uma corrente
do trono de Deus para o nosso esprito. Aleluia! O nosso esprito est todo conectado ao trono celestial, assim como as luzes em uma sala esto todas conectadas
 usina eltrica pela corrente interior de eletricidade. A corrente de eletricidade  simplesmente a prpria eletricidade. A corrente  a eletricidade em movimento.
A eletricidade que se move  a corrente. Cristo  o pneuma que se move. Essa corrente que se move  chamada por Joo, em sua primeira epstola, de comunho (1 Jo
1:3). A comunho  a corrente de Cristo. Cristo est circulando, movendo-se. Carecemos de expresso humana para descrever algo to misterioso e profundo. A eletricidade,
entretanto, pode ajudar-nos a ilustrar tal assunto misterioso, abstrato.
      O nosso Cristo  a corrente de eletricidade. O nosso Cristo  a circulao sangnea em Seu Corpo. Ele  a prpria comunho entre Deus e ns, e entre todos
os filhos de Deus. A corrente  o Cristo pneumtico e este Cristo pneumtico  o prprio contedo da igreja. Cristo, que  o Esprito que d vida (1 Co 15:45 - lit.),
est sempre se movendo para infundir a Si mesmo para dentro de ns. O propsito da corrente eltrica  infundir eletricidade para dentro das lmpadas para que todas
elas possam expressar a luz da eletricidade. Esse Cristo pneumtico est movendo-se em ns com o propsito de infundir-se para dentro de ns para que possamos expressar
a Sua vida. Todos fomos batizados Nele e agora estamos bebendo Dele (1 Co 12:13).


      SEU FUNDAMENTO
      O fundamento da igreja  Cristo, revelado e ministrado por intermdio dos apstolos e profetas. Efsios 2:20 fala do fundamento dos apstolos e profetas. Esse
fundamento  o prprio Cristo que eles ministraram a outros. Paulo disse que Cristo era o nico fundamento, o qual ele havia lanado. Ningum pode lanar outro fundamento
(1 Co 3:10, 11). O Cristo, que  o fundamento da igreja,  o Cristo nico, revelado e ministrado pelos primeiros apstolos, como registrado no Novo Testamento.
      Devemos ficar com esse Cristo. No devemos tomar "outro Cristo". Quo gratos somos ao Senhor por que Ele tem guardado Sua Santa Palavra nesta terra, e que
sob Sua soberania ela tem sido traduzida para tantas lnguas! Que misericrdia! Se no houvesse a Bblia nesta terra, que era tenebrosa seria esta. Aleluia, temos
a Bblia! Isso  certamente a lmpada brilhando em um lugar escuro (2 Pe 1:19). Ela tem-se tornado a luz do nosso caminho (SI 119:105) e ns estamos andando nesta
luz - a luz da Bblia.


      SUA BASE
      A Primeira Epstola aos Corntios 3:11 diz que no h outro fundamento que possa ser lanado exceto o nico fundamento, Cristo. Antes que uma fundao seja
lanada, entretanto, uma casa deve ter um terreno no qual ela possa ser construda. O lote  a base sobre a qual o fundamento  construdo. Ento a casa  construda
em cima do fundamento. A estrutura  construda sobre o fundamento e o fundamento  lanado sobre a base.
      A Igreja Catlica alega que o seu fundamento  Cristo. As Igrejas Metodista e Prebisteriana tambm alegam que o fundamento delas  Cristo. Todas as denominaes
fazem esta mesma afirmao. O fundamento delas, entretanto, est edificado sobre diferentes bases. A Igreja Presbiteriana est edificada sobre Cristo na base Presbiteriana.
A Igreja Batista est edificada sobre Cristo, mas na base da imerso na gua deles. Os metodistas tm uma base metodista sobre a qual Cristo como o fundamento deles
est edificado. As vrias denominaes seguem o mesmo caminho. Elas edifcam sua denominao em Cristo mas na base particular delas.
      Ns no gostamos de criticar, mas temos de falar a verdade. Fico pesaroso porque a Igreja Batista Sulina somente reconhece aqueles que so imersos na gua
deles e pelos pastores deles. Se algum foi imerso em outro lugar, eles no o deixaro juntar-se a eles a menos que ele aceite a imerso deles feita pelo pastor
deles. Isso faz da imerso Batista a base e os torna uma faco, uma denominao. A Igreja de Cristo tem uma prtica similar, exceto que eles crem na regenerao
batismal, que a gua deles pode regenerar aqueles que so batizados nela.
      Antes de vir a Dallas em 1966, fui convidado por um irmo em Los Angeles para jantar em sua casa. Enquanto estvamos comendo, um irmo perguntou-me se cria
no batismo pela gua. Eu disse: "Creio no batismo pela gua e no batismo pelo Esprito tambm." Ele imediatamente comeou a argumentar que no havia tal coisa de
batismo pela gua na Bblia. Era cristo h quarenta anos e nunca tinha ouvido nenhum cristo dizer que no Novo Testamento no h batismo pela gua. Quando citei
a ele Joo 3:5 acerca de ser nascido da gua e do Esprito, ele disse que a gua ali era a gua do ventre materno! Para ele, todos devem primeiramente nascer de
sua me, o que  significado pela gua, e ento ele tem de nascer do Esprito. Eu nunca tinha ouvido tal explicao. O conceito era to absurdo que senti que no
havia necessidade de falar.
      Na manh seguinte voei para Dallas. A noite tive uma reunio ali. Enquanto eu estava falando, uma mulher ousada perguntou-me acerca do batismo pela gua. Descobri
que ela era da Igreja de Cristo e que era totalmente pelo batismo na gua deles. Em Los Angeles algum fora totalmente contra o batismo pela gua, e no dia seguinte
em Dallas havia algum totalmente a favor do batismo pela gua. Tal  a situao de hoje. Pessoas edifcam uma assim chamada igreja sobre a base deles.
      Todas as diversas denominaes vieram  existncia nas suas diversas bases. Seus vrios nomes - Presbiterianas, Batistas, Episcopais, Luteranas, Metodistas,
Pentecostais e outras - so as bases sobre as quais edifcam suas igrejas. Em que base voc est edifcado? No diga em Cristo. Todo cristo diz isso. Qualquer que
seja a denominao ou grupo a que voc vai, eles diro que o fundamento deles  Cristo. Mas, e quanto a base onde o fundamento  lanado?
      Qual  a nossa base? A base do incio da era crist, desde o tempo dos apstolos,  a nica unidade do Corpo de Cristo, mantida e expressada em cada igreja
na sua localidade (Ap 1:11). Isso quer dizer que ns, cristos, em qualquer localidade que estejamos, nos reunimos para ser a igreja ali. No temos outra base alm
daquela da nica unidade do Corpo de Cristo. Uma igreja local  uma expresso da igreja universal. A igreja universalmente  uma, e este nico Corpo de Cristo 
expressado em muitas localidades. Em toda localidade onde h vrios santos, esses santos devem reunir-se como a igreja ali, no para tomar a base do batismo por
imerso, falar em lnguas, o presbitrio, um mtodo, o sistema episcopal, ou alguma base exceto aquela de ser um com
      todos os outros reunindo-se ali como a expresso local do Corpo de Cristo.
      Essa unidade deve ser a base na qual somos edificados. No devemos ser sectrios; no devemos ser exclusivos. Temos de ser todo-inclusivos, abertos e amando
todos os queridos santos. Contanto que sejam cristos, eles so nossos irmos. Os nossos irmos foram dispersos para muitas denominaes. Apesar disso, ns ainda
os amamos. No devemos ter uma atitude ou um esprito de luta, oposio ou debate. Isso  errado. Devemos sempre manter um esprito e uma atitude de amar todos os
cristos. Desde que carreguem o nome de cristo e creiam no Senhor Jesus, eles so nossos irmos e irms. Nas igrejas locais no temos nenhuma parede. No temos
nenhuma cerca. Consideramos todos os queridos cristos como nossos irmos.


      PREGAR O EVANGELHO, APRESENTAR
      A VERDADE E MINISTRAR VIDA
      COMO O TESTEMUNHO DE JESUS
      Devemos aprender a verdade, crescer em vida, e sair para contatar as pessoas. O que dissermos depender do nosso discernimento. Se a pessoa no  salva, pregaremos
o evangelho. Se descobrimos que ela  crist, podemos apresentar a verdade que temos aprendido. Cristos apreciam muito a verdade. Talvez possamos apresentar a verdade
da transformao como em 2 Corntios 3:18. Ento, se possvel, podemos ministrar vida a ela testemunhando, dizendo a ela como recebemos Cristo e como ns O experimentamos
como vida. Um testemunho ministrar vida s pessoas. No espere trazer as pessoas para a reunio para que a igreja aumente. Deixe o assunto do aumento nas mos do
Senhor. O nosso testemunho no  um grande nmero. O nosso testemunho  um grupo de santos vivendo no esprito, andando de acordo com o esprito, e sendo a expresso
viva de Jesus na famlia, na escola, no trabalho e na vida da igreja. O nosso encargo  apresentar o evangelho para os no-sal-vos, a verdade para os salvos, e vida
aos que a buscam. Deixe
      o assunto da igreja com o Senhor. Deixe cada pessoa escolher por si mesma de acordo com o seu discernimento. Ningum pode controlar o cristianismo de hoje.
Ele  grande demais. Temos de perceber a nossa pequenez. Ns devemos viver Cristo e andar no esprito, sendo o testemunho vivo Dele. Desse modo seremos um benefcio
para todos aqueles que contatamos. No devemos esperar que eles venham  nossa reunio. Se eles quiserem vir,  claro que no os rejeitaremos. Espero que estejamos
todos claros acerca de onde nos posicionamos e como praticamos a vida da igreja. Que o Senhor abenoe a todos ns.














     CAPTULO SEIS

     O REINO
     (1)

      Leitura da Bblia: Mt 3:1, 2; 4:17; 10:1, 7; Lc 10:1, 9, 11; 4:43; Mt 24:14; Lc 17:20, 21; Jo 3:3, 5; Mc 4:26-29; At 1:3; 8:12; 19:8; 20:25; 28:23, 30, 31;
Rm 14:17; 1 Co 4:17, 20; 6:9, 10; Gl 5:21; Ef 5:5; 2 Pe 1:3,11; Ap 1:9

      A IGREJA E O REINO
      O plano do Pai, a redeno do Filho e a aplicao do Esprito produzem os crentes, que so os componentes da igreja. Em Mateus 16:18, 19 o Senhor Jesus disse
a Pedro: "Sobre esta rocha edificarei a minha igreja, e... dar-te-ei as chaves do reino dos cus" para abrir as portas do reino. Pedro usou uma chave no dia de Pentecoste
para abrir o porto aos crentes judeus para entrarem no reino dos cus (At 2:38-42); ele usou a outra na casa de Cornlio para abrir o porto para que os crentes
gentios entrassem no reino (At 10:34-48). Em Mateus 16:18, 19 estes dois termos, a igreja e o reino, so intercambiveis. Onde h a igreja, certamente h o reino.
Se h o reino, certamente h a igreja.

      UM DIAGRAMA DO REINO
      Desde que o reino  um dos mais complexos temas na Bblia, o diagrama nas pginas seguintes ser de grande ajuda para o nosso entendimento. O primeiro e o
ltimo crculos do diagrama esto coloridos em amarelo dourado. Ouro significa Deus ou o que  divino. Estes dois crculos representam a eternidade passada e a eternidade
futura. Entre esses dois crculos existem quatro crculos no tempo. O tempo  a ponte entre os dois extremos da eternidade.
      A ponte do tempo cobre quatro dispensaes: a dispensao antes da lei, a dispensao da lei de Moiss at Cristo, a dispensao da graa e finalmente, a dispensao
do reino. Essas dispensaes ligam os dois extremos da eternidade.
      Os crculos intitulados "A Dispensao Antes da Lei" e "A Dispensao da Lei" esto coloridos em marrom, significando algo terreno. A dispensao antes da
lei refere-se aos Patriarcas e dura de Ado at Moiss. A dispensao da lei refere-se aos israelitas, durando de Moiss at Cristo. (Por favor, reparem nas colunas
na parte de baixo do diagrama com as referncias bblicas e explicaes.) Da primeira vinda de Cristo at a Sua segunda vinda  a dispensao da graa. Quando o
Senhor Jesus voltar para estabelecer o Seu reino nesta terra, este ser o reino de mil anos, o milnio, a dispensao do reino. Os crculos intitulados "A Dispensao
da Graa" e "A Dispensao do Reino" esto coloridos em azul, significando o reino dos cus. O cu  sempre demonstrado pela cor azul.
      O ltimo crculo est colorido em amarelo dourado, mas ele  bem diferente do crculo amarelo dourado da eternidade passada. Na eternidade futura est a Nova
Jerusalm, a qual  uma composio de todos os santos de todas as dispensaes precedentes. Alguns sero dos Patriarcas, alguns dos israelitas, alguns da igreja,
e alguns tambm do milnio. Todos os santos dessas quatro dispensaes estaro reunidos como a consumao final e mxima, a Nova Jerusalm. Em volta da Nova Jerusalm
estaro as naes purificadas como os povos do novo cu e nova terra.



      A Igreja - Crentes Vencedores e Derrotados
      O primeiro crculo azul do quadro  a igreja, a qual  composta dos verdadeiros cristos. Dentro desse crculo azul est um crculo tracejado tambm em azul.
Este crculo significa os crentes vencedores, que esto entre as igrejas e pertencem s igrejas. Como cristos nossa cor  azul. Ns somos celestiais. Estamos na
terra, todavia somos celestiais. Um brasileiro, por exemplo, pode estar na frica do Sul, mas ele ainda  um brasileiro. Ele  um brasileiro na frica do Sul. Hoje
estamos aqui na terra, mas no somos um povo terreno. Ns somos o povo celestial.
      Deus tem escolhido e regenerado milhes de pessoas, mas nem todos acompanharo Deus. Esses se tornam os crentes derrotados. Alguns que foram regenerados cooperam
com Deus. Esses tornam-se os crentes vencedores. Entre os crentes, ento, existem duas categorias, os vencedores e os derrotados. Muito da disputa com respeito ao
arrebatamento  devido  omisso desse ponto. Os crentes vencedores participaro no desfrute do reino milenar, mas os derrotados perdero o alvo.
      Em 1 Corntios 5:1-5 o apstolo Paulo trata com um irmo que est envolvido em fornicao com a esposa de seu pai. Essa situao forou o apstolo a entregar
tal pessoa "a Satans para a destruio da carne, a fim de que o esprito seja salvo no dia do Senhor" (v. 5). Seu esprito, Paulo disse, ainda seria salvo. No
obstante, tal pessoa pecaminosa ainda era um irmo, escolhido por Deus e regenerado. Paulo entrega tal pessoa a Satans para ser castigado, contudo o esprito dela
ainda ser salvo. Quando o Senhor Jesus voltar para estabelecer o reino, poderia tal crente derrotado ser um rei junto com o apstolo Paulo? No  lgico crer assim.
Entretanto, seu esprito ser salvo. Esse caso mostra que h uma verdadeira diferena entre os crentes vencedores e os derrotados.

      Quatro Categorias de Pessoas
      Fora do crculo azul da igreja esto dois crculos pretos tracejados. O primeiro indica a aparncia do reino dos cus. A essa aparncia chamamos de cristandade.
Ali h cristos genunos e falsos. Entre os verdadeiros cristos h os vencedores e os derrotados. Os cristos nominais e os verdadeiros compem o que  chamado
de cristandade. Existe uma diferena entre a cristandade e a igreja como o Corpo de Cristo. O Corpo de Cristo como a igreja genuna abrange somente os verdadeiros
crentes. Os crentes falsos e nominais no so membros do Corpo de Cristo. Eles esto na cristandade, mas eles no esto na igreja.
      O segundo crculo preto pontilhado, embaixo de "A Aparncia do Reino dos Cus" significa o mundo, as naes. Entre as naes est a cristandade, abrangendo
os crentes verdadeiros e falsos. Os cristos genunos so os verdadeiros membros do Corpo de Cristo, o qual  a igreja. Entre esses cristos genunos esto os vencedores
e os derrotados. Entre as naes est a cristandade. Dentro da cristandade est a igreja, uma composio de cristos genunos, no incluindo os meramente nominais.
Entre os verdadeiros cristos esto os vencedores. Nesta terra, hoje existem essas quatro categorias de pessoas - o povo do mundo, os cristos nominais, os cristos
verdadeiros e os cristos vencedores.

      Vencer - Acompanhar o Trabalho Transformador de Deus
      O desejo de Deus  ter um povo que O acompanhe para vencer Satans e todas as coisas negativas. Isso nos  possvel, no em ns mesmos, mas por meio de Sua
plena salvao. Vencer  experimentar essa salvao plena. Essa salvao inclui a regenerao de nosso esprito e a transformao plena de nossa alma, resultando
na transfigurao do nosso corpo. Dizer isso  fcil, mas para experimentar isso necessita muito trabalho da graa.
      Fomos regenerados em nosso esprito e estamos sendo transformados em nossa alma. Se vamos vencer ou ser derrotados depende da transformao da alma. Se deixarmos
o Deus Trino como o Esprito que d vida nos transformar dia aps dia, ns seremos vencedores. Mesmo agora somos vencedores, porque estamos acompanhando o trabalho
transformador do Deus Trino. Contanto que estejamos acompanhando o Seu trabalho transformador, ns somos vencedores. Quando no acompanhamos o Seu trabalho em ns,
somos derrotados. Se seremos vencedores ou derrotados depender de nossa atitude com relao ao trabalho transformador de Deus.
      O Deus Trino hoje est dentro de ns, trabalhando para transformar a nossa alma. Ele est renovando a nossa mente, nossa vontade e nossa emoo. No h nenhum
problema com o nosso esprito; ele foi regenerado. O problema est em nossa alma. Deus est concentrando o Seu trabalho transformador em nossa alma. Qual  a nossa
atitude? Obedecer a Deus  acompanhar o Seu trabalho de transformao. Estamos todos aqui debaixo de Seu trabalho transformador. Quando esse trabalho em nossa alma
estiver completo, ns estaremos completamente amadurecidos. Ento o Senhor Jesus voltar para redimir, transfigurar nosso corpo, e estaremos em glria (Fp 3:21).

      Nossa Vida Diria
      A questo do reino est muito relacionada  nossa vida diria. O trabalho transformador de Deus , na realidade, Seu exercitar de Seu reino. Muitos cristos
tm sido distrados pelos prazeres da alma. Ns tambm podemos ser distrados da economia de Deus por diferentes formas de divertimentos, entretenimentos ou esportes.
      Deus Esprito est trabalhando dentro de ns, tentando transformar o nosso pensamento. Por exemplo, como algum que ama a Jesus voc sabe que no deve ir a
um baile. Voc pode querer ir, mas o Esprito transformador est se debatendo dentro de voc. Algo dentro de voc diz que no  correto algum que ama Jesus fazer
isso. Na realidade, aquela luta dentro de voc  o trabalhar do Esprito Santo para transformar a sua mente (Rm 12:2) com respeito  questo de danar. Ele tambm
deseja transformar a sua emoo nessa questo. Sua emoo no deve estar voltada  dana, mas voltada  Nova Jerusalm.
      Voc coopera com esse trabalho transformador? s vezes os santos so derrotados e vo danar. Naquela hora eles so derrotados. Entretanto, voc pode tomar
a graa para cooperar com o Esprito que habita interiormente e dizer: "Amm, Senhor, eu Te seguirei. Eu acompanho o Teu mover dentro de mim. Aleluia! Irei para
a reunio da igreja!"
      Essa escolha envolve mais do que ir  reunio. Isso quer dizer que voc est transformado em sua mente com respeito  dana. Sua emoo est tambm transformada:
ao invs de apreciar a dana, voc aprecia ir  reunio. Essa transformao tambm envolve sua vontade porque voc decidiu no ir. Voc disse: "Satans, no irei
a tal coisa maligna. Eu irei  reunio da igreja." Por tomar tal posio, sua mente, vontade e emoo so todas tocadas. Ser tocado dessa forma  ser transformado.
      Isso ilustra como o Senhor como o Esprito todo-inclusivo habitando em ns est fazendo o Seu trabalho transformador. Se acompanhar isso, voc  um vencedor.
Do contrrio,  um derrotado.


      Realidade, Aparncia e Manifestao
      Dentro do primeiro crculo azul do diagrama est a realidade do reino dos cus. Os crentes vencedores esto vivendo nesta realidade. Fora do crculo azul est
a aparncia do reino dos cus.
      Trs parbolas em Mateus 13 falam da aparncia do reino dos cus. A primeira  a parbola do trigo e do joio (vs. 24-30, 36-43). Trigo refere-se aos crentes
genunos e joio, aos falsos. Os falsos no esto na igreja mas na cristandade, a aparncia do reino. A segunda parbola  a parbola do gro de mostarda (vs. 31,
32). O gro de mostarda  uma erva para produzir alimento, mas nesta parbola ela cresce at ser rvore, um abrigo para pssaros, isto , para pessoas e coisas malignas.
A igreja, com a sua natureza mudada, tornou-se profundamente arraigada e estabelecida na terra. Externamente viosa, a grande rvore fala dos empreendimentos da
cristandade, os quais so a aparncia exterior do reino dos cus. A terceira parbola  a parbola do fermento (v. 33), que uma mulher tomou e escondeu em trs medidas
de farinha. O po que est levedado  mais fcil de se comer. Muitas verdades bblicas com respeito a Cristo foram levedadas pela cristandade. Esses ensinamentos
levedados so mais fceis de as pessoas tomarem.
      O segundo crculo azul no diagrama  a manifestao do reino dos cus. Este  o terceiro aspecto do reino dos cus.
      Ver estes trs aspectos - a realidade, a aparncia e a manifestao - nos ajudar a entender a verdade com respeito ao reino dos cus de uma maneira apropriada.


      O GOVERNO DE DEUS
      O reino  o governo de Deus (At 26:18; Cl 1:13). Aqui Deus pode exercer a Sua autoridade para o cumprimento do Seu propsito (Mt 6:13b). O Senhor Jesus orou
em Mateus 6:10: "Venha o Teu reino, faa-se a Tua vontade." Se no h nenhum reino, Deus no tem como cumprir a Sua vontade. Deus precisa de um reino para cumprir
Seu propsito.


      O HOMEM DEVE GOVERNAR POR DEUS
      Os propsitos na criao do homem por Deus podem ser vistos em Gnesis 1:26-28. Primeiro, Deus criou o homem  Sua prpria imagem. Isso indica que a inteno
de Deus era se expressar atravs do homem que Ele criara. Segundo, Deus intencionava que o homem tivesse domnio (governasse) sobre todas as coisas criadas para
o Seu reino.


      O REINO E ISRAEL
      O reino foi primeiramente formado entre os filhos de Israel. Em xodo 19:6 o Senhor disse aos filhos de Israel que eles seriam para Ele um reino de sacerdotes.
Israel era o reino de Deus no Velho Testamento.

      A PRIMEIRA COISA PREGADA NO NOVO TESTAMENTO
      O reino foi a primeira coisa pregada no Novo Testamento (Mt 3:1, 2; 4:17; Lc 9:1, 2; 10:1, 9, 11; 9:60). Joo Batista, o primeiro pregador da era do Novo Testamento,
disse s pessoas: "Arrependei-vos, pois est prximo o reino dos cus." O primeiro item pregado no Novo Testamento  o reino, no os cus.
      Muitos cristos pensam que o cu e o reino so sinnimos. Eles acreditam que estar no reino  estar nos cus. Muitos acham que quando um cristo morre, sua
alma vai para o reino dos cus. Para eles, isso quer dizer que ela vai para os cus. Esse pensamento no est de acordo com a revelao divina. O cu no  o reino;
tampouco o reino dos cus  o cu.


      PREGADO COMO O EVANGELHO
      No Novo Testamento o reino  pregado como o evangelho (Lc 4:43; At 8:12; Mt 24:14; cf. Lc 18:29; Mc 10:29). O reino  o evangelho. Em Lucas 4:43 e Atos 8:12
a palavra grega para pregar  a forma verbal de evangelho. A palavra usada nestes dois versculos significa pregar algo como o evangelho. O Senhor Jesus em Lucas
4 e Filipe em Atos 8 pregaram o reino como o evangelho.
      Em Marcos 10:29 o Senhor refere-se ao deixar tudo e segui-Lo por causa do evangelho. Em Lucas 18:29, entretanto, o Senhor fala de deixar tudo e segui-Lo por
causa do reino de Deus. Deixar tudo por causa do evangelho quer dizer deixar tudo pelo reino de Deus. O que quer que faamos pelo reino de Deus  o que fazemos pelo
evangelho, porque aos olhos de Deus o reino e o evangelho so sinnimos.


      HERDANDO A VIDA ETERNA
      Em Marcos 10:17, 23 podemos ver que herdar a vida eterna  entrar no reino. Receber a vida eterna  uma coisa; herd-la  outra. O Novo Testamento faz a diferena
bem distinta, mas muitos cristos no notam essa diferena. Quando cremos no Senhor Jesus, fomos regenerados e recebemos a vida eterna. Quando vivemos por esta vida
que recebemos, ela torna-se a nossa herana para o nosso desfrute. Recebemos a vida eterna hoje, mas herd-la, entrar nela,  uma questo da era vindoura. Herdar
ou no a vida eterna como a nossa bno depender de se voc  um vencedor ou um derrotado. Entrar na vida eterna, herdar a vida eterna, quer dizer entrar no reino,
herdar o reino.


      UMA ENTRADA PARA O REINO
      Todas as coisas que se relacionam com a vida divina foram concedidas a ns para suprir-nos uma entrada no reino (2 Pe 1:3, 11). Em 2 Pedro 1:3 diz-se que "pelo
seu divino poder nos tm sido doadas todas as cousas que conduzem  vida e  piedade". Os versculos 5-11 nos mostram o desenvolvimento da vida eterna resultando
em uma rica entrada no reino eterno. Por meio da vida eterna com o seu desenvolvimento ns podemos entrar no reino.


      RELACIONADO  VIDA INTERIOR E  VIDA DA IGREJA
      O reino est relacionado  vida interior e  vida da igreja. Joo 3:3, 5 nos diz que temos de ser nascidos de novo para ver o reino e para entrar no reino.
Entrar no reino de Deus  uma questo da vida interior. Precisamos nascer de novo para que tenhamos a vida divina. Quando temos essa vida, entramos no reino. Receber
a vida divina  entrar no reino de Deus.
      Em Mateus 16:18, 19 o Senhor diz que Ele edificar a Sua igreja, e ento Ele dar a Pedro as chaves do reino dos cus. Esses versculos mostram que o reino
dos cus  para a igreja. Romanos 14:17 diz: "Pois o reino de Deus no  comida nem bebida, mas justia e paz e alegria no Esprito Santo." Romanos 14  um captulo
sobre como receber os fracos na vida da igreja. Quando Paulo menciona o reino de Deus nesse captulo, ele est se referindo  vida da igreja. A vida da igreja 
o reino de Deus hoje. A vida da igreja, o reino de Deus, no  uma questo de comida nem bebida, mas de justia, paz e alegria no Esprito Santo.


      A SEMENTE SEMEADA NOS EVANGELHOS
      O Cristo todo-inclusivo tem sido semeado para dentro daqueles que Nele crem como a semente do reino (Mt 13:3; Mc 4:26). O prprio Senhor est dentro dos crentes
como o Rei, a semente. Jesus  o Rei; ns somos o "no"! O reino  a expresso ou a extenso do Rei. O Rei  a semente, e a igreja  a extenso, o "no". A expanso
do Rei dentro dos crentes como a semente  o reino (Mc 4:26-29). O reino foi semeado nos Evangelhos pelo Senhor Jesus no meio dos judeus e dentro dos Seus discpulos
(Lc 17:20, 21). O reino  algo interior. No podemos observ-lo exteriormente. O Senhor Jesus disse que o reino no era visvel.
      Esse reino foi manifestado a Pedro, Tiago e Joo (Mt 16:28-17:2). Quando o Senhor semeou a semente do reino entre os judeus, dentro de Seus crentes, os judeus
no conseguiam discernir isso. Um dia, entretanto, trs discpulos foram ao monte com o Senhor Jesus. No monte, Jesus foi transfigurado. Sua transfigurao foi a
manifestao do reino. O reino  o prprio Jesus Cristo semeado para dentro de ns e crescendo em ns, at que um dia haja a manifestao do reino.


      O REINO EM ATOS
      Em Atos, o reino foi ensinado pelo Senhor depois de Sua ressurreio. Atos 1:3 nos diz que Ele esteve com os discpulos por quarenta dias "falando das cousas
concernentes ao reino de Deus."
      O reino foi tambm pregado pelos apstolos. Em Atos 8:12 Filipe "evangelizava a respeito do reino de Deus." Paulo tambm pregou o reino de Deus (At 19:8; 20:25;
28:23, 31). Os ltimos dois versculos de Atos nos dizem que "por dois anos permaneceu Paulo na sua prpria casa, que alugara, onde recebia a todos que o procuravam,
pregando o reino de Deus."
      Alguns mestres da Bblia acreditam que o reino foi suspenso devido  rejeio dos judeus. Eles crem que esta no  a era do reino, mas a era da igreja, e
que o reino vir mais tarde. Esse ensinamento  incorreto. Como vimos, a igreja na realidade  o reino. Mesmo nesta era, a era da igreja, a era da graa, o reino
est aqui. Isso  claro em muitas referncias ao reino no livro de Atos.


      O REINO NAS EPSTOLAS
      Tambm podemos ver o reino nas Epstolas. As Epstolas nos dizem que os crentes foram transferidos para o reino (Cl 1:13; Hb 12:28). Tambm nas Epstolas o
reino  a vida da igreja (Rm 14:17).
      Em 1 Corntios 4:17, 20 tambm nos mostra que o reino  a vida da igreja. O versculo 17 diz: "Vos mandei Timteo... o qual vos lembrar os meus caminhos em
Cristo Jesus, como por toda parte ensino em cada igreja." Os versculos 18-20 dizem: "Alguns se ensoberbeceram, como se eu no tivesse de ir ter convosco; mas em
breve irei visitar-vos, se o Senhor quiser, e ento conhecerei no a palavra, mas o poder dos en-soberbecidos. Porque o reino de Deus consiste, no em palavra, mas
em poder." Estes versculos mostram que o reino de Deus  a igreja em todos os lugares, e a igreja em todos os lugares  o reino. O reino est aqui porque a igreja
est aqui.
      Tambm nas Epstolas alguns dos crentes eram os cooperadores do apstolo para o reino de Deus (Cl 4:11). Paulo e seus cooperadores estavam trabalhando pelo
reino. Isso quer dizer que eles estavam trabalhando pela igreja. Trabalhar pela igreja  trabalhar pelo reino; assim a igreja  o reino. As pessoas da igreja tambm
herdaro o reino (1 Co 6:9, 10; 15:50; Gl 5:21; Ef 5:5; Tg 2:5; 1 Ts 2:12; 2 Pe 1:11).


      O REINO EM APOCALIPSE
      O reino  tambm visto no livro de Apocalipse. Joo disse que ele era um companheiro com os crentes "no reino e na perseverana, em Jesus" (1:9). Se o reino
 algo para o futuro, ento a perseverana tambm deve ser algo para o futuro. Se a perseverana est aqui hoje, ento o reino deve tambm estar presente hoje. A
meno da perseverana em Apocalipse 1:9 indica que o reino no qual Joo estava no  algo ainda por vir. Ele est aqui agora; ns somos cooperadores com Joo no
reino presente.
      Esse reino presente vir em sua plena manifestao depois da grande tribulao (Ap 12:10). Ento, finalmente, o reino do mundo se tornar o reino de nosso
Senhor e de Seu Cristo no milnio (Ap 11:15). Esse  um esboo breve do ensinamento no Novo Testamento com respeito ao reino, dos quatro Evangelhos at o final de
Apocalipse.

     CAPTULO SETE

     O REINO
     (2)

      Leitura da Bblia: Mt 11:11; 16:18, 19; 5:3, 10, 20; 7:21; 13:24, 25; 25:1, 14; 19:28, 29; 24:45-47; 25:19, 23; Ap 11:15; 20:4, 6; 1 Co 15:24; Ap 21:1,2,3-7;
22:2-5,14,17
      A DIFERENA ENTRE O REINO DE DEUS E O REINO DOS CUS
      O Reino de Deus
      A maioria dos cristos no percebem que existe uma diferena entre o reino de Deus e o reino dos cus. Entretanto, o Novo Testamento faz uma clara distino
entre os dois.
      O reino de Deus  o governo divino de eternidade a eternidade. Ele inclui Ado no den (Gn 2:8), os Patriarcas (de Ado a Jac), a nao de Israel (x 19:6),
a igreja (Mt 16:18, 19), a nao restaurada de Israel (At 1:6; 15:16), o milnio (Ap 20:4, 6), e o novo cu e a nova terra (Ap 21:1, 2). Atos 1:6 e 15:16 revelam
que a nao restaurada de Israel  chamada de tabernaculo de Davi. A nao de Israel ser restaurada na volta do Senhor. Depois disso ser o milnio e, finalmente,
o novo cu e nova terra. O reino de Deus abrange todas as dispensaes da eternidade passada  eternidade futura. No diagrama h seis crculos, os quais incluem
todas as dispensaes da eternidade passada  eternidade futura. A totalidade desses seis crculos  o reino de Deus.

      O Reino dos Cus
      O reino dos cus  o governo celestial do incio da igreja ao final do milnio, a parte crucial do reino de Deus. No diagrama h dois crculos delineados em
azul, significando o reino dos cus. O reino dos cus  uma parte do reino de Deus assim como Sergipe e Gois so parte do Brasil. Sergipe e Gois so Brasil, mas
no  correto dizer que o Brasil  Sergipe e Gois. Da mesma forma, podemos dizer que o reino dos cus  o reino de Deus, mas no podemos dizer que o reino de Deus
 o reino dos cus. O reino dos cus  o reino de Deus porque ele  parte do reino de Deus. O reino de Deus refere-se ao reino de Deus de uma forma geral, da eternidade
passada  eternidade futura, mas o reino dos cus inclui somente duas partes do reino de Deus: a dispensao da graa e o milnio.

      Um Perodo Transicional
      O ministrio de Joo Batista comea o Novo Testamento, mas ele mesmo no estava no reino dos cus. Mateus 11:11 confirma isto: "Entre os nascidos de mulher,
ningum apareceu maior do que Joo Batista; mas o menor no reino dos cus  maior do que ele." Este versculo indica que Joo no estava no reino dos cus.
      Entre o fechamento da era do Velho Testamento e o comeo do reino dos cus houve um perodo transicional. Tal foi o tempo no qual Joo viveu. Ele estava prximo
ao reino dos cus, mas no estava nele.
      Mateus 21:43 e Marcos 12:9 indicam que o reino de Deus existia antes do tempo de Joo Batista. O Senhor Jesus disse aos lderes judeus que o reino de Deus
seria tirado deles. Naquele tempo quando o Senhor Jesus estava falando, o reino de Deus estava com a nao judaica, mas Ele os estava prevenindo de que o reino de
Deus seria tirado deles. Esses versculos indicam que o reino de Deus j existia entre os israelitas. O reino dos cus, em contraste, tinha somente se aproximado
(Mt 3:2; 4:17). Aqui novamente est evidente que o reino dos cus  diferente do reino de Deus.

      Comeando em Pentecoste
      Em Mateus 13 h muitas parbolas. A primeira  a parbola do semeador. Quando o Senhor Jesus veio como o semeador para semear a semente, o reino dos cus no
havia vindo ainda; ele tinha somente se aproximado (Mt 3:2; 4:17;
       na segunda parbola, do trigo e do joio, que o reino dos cus est presente. O Senhor Jesus disse: "O reino dos cus  semelhante a um homem que semeou boa
semente no seu campo" (13:24). O reino de Deus estava ali durante a pregao de Joo, de Jesus e de Seus discpulos. Naquele tempo, entretanto, no havia o reino
dos cus. Em Mateus 3:2 Joo Batista disse: "Arrependei-vos porque est prximo o reino dos cus." Jesus comeou o Seu ministrio da mesma maneira, dizendo s pessoas
para se arrependerem, pois o reino dos cus estava prximo (4:17). Em 10:7 o Senhor Jesus incumbiu os doze para pregar que o reino dos cus estava prximo.
      Em Mateus 21:43, porm, o Senhor disse aos lderes judeus "que o reino de Deus vos ser tirado e ser entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos."
Disto vemos que o reino de Deus estava com a nao de Israel desde o tempo de xodo 19:6. No tempo em que o Senhor Jesus falou a palavra em Mateus 21:43, o reino
de Deus estava ali, mas o reino dos cus somente estava prximo.
      Em Mateus 16:18, 19 o Senhor Jesus disse a Pedro que Ele edificaria a Sua igreja e que Ele daria a Pedro as chaves do reino dos cus. Pedro usou uma dessas
chaves para abrir a porta para os crentes judeus entrarem no reino dos cus no dia de Pentecoste. Aqui est outra indicao de que o reino dos cus comeou no dia
de Pentecoste.
      No diagrama h uma flecha, sobre a qual se l: "A descenso do Esprito Santo" (At 2:1-4). A descenso do Esprito Santo no dia de Pentecoste marca o incio
do reino dos cus e o incio do cumprimento da parbola do trigo e do joio. No dia do Pentecoste, Satans comeou a semear joio, falsos crentes, no meio do trigo,
os crentes.


      A REALIDADE DO REINO DOS CUS
      A realidade do reino dos cus, como a realidade da vida da igreja (Rm 14:17),  revelada em Mateus 5-7. Joo 3:5 revela que a regenerao  a nossa entrada
no reino de Deus. Entrar no reino de Deus requer a regenerao como um novo comeo de nossa vida (Jo 3:3, 5), mas "entrar no reino dos cus" exige justia excedente
em nosso viver depois de termos sido regenerados (Mt 5:20). Mateus 5-7 nos mostra a realidade do reino dos cus.


      A APARNCIA DO REINO DOS CUS
      A aparncia do reino dos cus  revelada nas parbolas do joio, do gro de mostarda e do fermento em Mateus 13:24-42. A aparncia do reino dos cus  a cristandade,
que est cheia de coisas falsas. O joio so os crentes nominais, falsos. H muitos desses "crentes"na cristandade.
      Fermento, na Escritura, significa coisas malignas (1 Co 5:6, 8) e doutrinas malignas (Mt 16:6, 11, 12). Prticas pagas, doutrinas herticas e assuntos malignos
tm sido misturados aos ensinamentos com respeito a Cristo para fermentar toda a cristandade.
      O Natal  um exemplo desse fermento. Originalmente, 25 de dezembro era um dia em que os antigos romanos celebravam o nascimento do sol. Com a expanso da Igreja
Catlica, ela assimilou esta festa antiga porque tinha milhares de incrdulos que ainda queriam celebrar o nascimento do deus deles. Para acomod-los, a Igreja Catlica
tomou 25 de dezembro como o nascimento de Cristo. Essa  a origem do fermento do Natal.
      O Natal na realidade no tem nada a ver com Cristo ou com a igreja. Na restaurao do Senhor temos somente Cristo.
      A Pscoa  outro exemplo de fermento. Como cristos agradecemos ao Senhor pela Sua ressurreio, mas Pscoa, um "feriado cristo "de origem paga e cheia de
prticas pagas;  fermento.
      Com o papa e os cardeais da Igreja Catlica Romana tambm podemos ver a cristandade, a aparncia do reino dos cus. No queremos estar na aparncia; queremos
estar na realidade. Se vivermos na realidade do reino dos cus hoje, desfrutaremos sua manifestao no futuro.


      A MANIFESTAO DO REINO DOS CUS
      A profecia em Mateus 24:30-25:30 revela a manifestao do reino dos cus. O milnio tem tanto o aspecto celestial como o aspecto terreno. A manifestao do
reino dos cus  a parte celestial do milnio. Essa manifestao  o reino do Pai. Mateus 13:43 diz: "Ento os justos resplandecero como o sol, no reino de seu
Pai." Os justos so os vencedores, que sero a luz brilhando no reino de seu Pai. Na parte celestial do milnio - a manifestao do reino dos cus, o reino do Pai
- os santos vencedores reinaro com Cristo como co-reis.


      A RECOMPENSA DISPENSACIONAL DE CRISTO
      O reino de Deus  uma parte da salvao eterna de Deus para todos os crentes, cuja entrada  a regenerao (Jo 3:5). A salvao eterna de Deus inclui Seu reino.
Para entrar nesse reino precisamos ser regenerados.
      O reino dos cus, entretanto,  a recompensa dispensacional de Cristo para Seus seguidores fiis, cuja entrada  justia excedente e fazer a vontade de Deus
(Mt 5:20; 7:21). O reino dos cus  a recompensa dispensacional de Cristo porque ele  somente um perodo de mil anos. Recebemos a salvao eterna; mas, e, quanto
a recompensa dispensacional? Isso est pendente. Ela ser dada aos seguidores fiis de Cristo.
      D. M. Panton certa vez disse que os mestres cristos dos seus dias estavam distribuindo entradas para as pessoas entrarem no reino dos cus. Quando eles chegarem
l, entretanto, disse Panton, o porteiro dir a eles que os seus bilhetes no so genunos. De acordo com Panton, muitos pregadores cristos estavam enganando os
ouvintes e dando-lhes bilhetes sem valor. Panton estava muito claro acerca da questo do reino dos cus.
      Enquanto a salvao  eterna, a recompensa  dispen-sacional. Essa recompensa dispensacionsal  condicional. Se um estudante faz um excelente trabalho nos
estudos, por exemplo, ele ser recompensado em sua formatura. Ele tem-se autodisciplinado para obter notas altas para que possa obter uma recompensa. Como cristos,
temos de exercitar a ns mesmos sob a disciplina de Deus todos os anos de nossa vida crist, a fim de receber a recompensa do reino dos cus. Muitos cristos hoje
vivem de uma maneira relaxada porque eles no percebem essa questo da recompensa e punio dispensacional. Por causa disso, h a necessidade da restaurao da verdade
com respeito ao reino.
      Em 1936 publiquei um livrete sobre a entrada no reino do cus. O irmo Watchman Nee encorajou-me a escrever mais sobre esse assunto. Ele me falou de um irmo
afastado, que depois de ler o livrete, foi reavivado e trazido de volta ao Senhor. Como resultado, em 1939 publiquei vrias mensagens sobre a questo do reino dos
cus.
      Como cristos, temos de ser cuidadosos para no perdermos nossa recompensa. A nossa salvao jamais pode ser perdida. Ela  assegurada pela nossa predestinao
por Deus. Calvino  forte na questo da predestinao eterna, com a qual concordamos, mas ele no viu a recompensa dispensacional. Sem essa chave no h maneira
satisfatria para interpretar muito de Mateus e das cinco advertncias no livro de Hebreus (2:1-4; 3:7-4:13; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:1-29). Temos de pegar a chave
para interpretar essas cinco advertncias em Hebreus. A chave  a disciplina dispensacional.

      Recompensa ou Punio
      Os cristos ou recebero recompensa ou sofrero disciplina. A recompensa  a realeza a ser exercida por Cristo com os Seus seguidores fiis nos mil anos. A
punio  revelada em Mateus 24:50, 51: "Vir o senhor daquele servo em dia em que no o espera, e em hora que no sabe, e castig-lo-, lanando-lhe a sorte com
os hipcritas; ali haver choro e ranger de dentes." Na volta do Senhor os cristos relaxados e infiis sofrero punio.
      No pense que o Senhor  bondoso demais para no puni-lo. Um bom pai sempre disciplina os filhos. Disciplina  um sinal de amor (Hb 12:6, 7). Fomos escolhidos,
predestinados, chamados e regenerados; agora estamos desfrutando a riqueza da graa do Senhor. Se recusarmos tomar o caminho do Senhor, no devemos pensar que quando
morrermos nossos problemas acabaro. Isso no  lgico.
      Um dia o Senhor voltar e estabelecer o Seu trono de julgamento. Aqui Ele julgar no os incrdulos mas os crentes. Em 2 Corntios 5:9 Paulo disse que ele
anelava ser agradvel ao Senhor. Ento continuou dizendo: "Porque importa que todos ns compareamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo
o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (v. 10). Na volta do Senhor, ns, cristos, teremos de prestar contas a Ele no Seu trono de julgamento. Seu julgamento
decidir se seremos recompensados com uma entrada no reino dos cus ou se seremos punidos de alguma forma. Os cristos derrotados sofrero perda (1 Co 3:15).

      A Necessidade de Arrependimento e Confisso
      A redeno de Cristo  completa e perfeita, contudo ainda precisamos confessar os nossos pecados para que sejamos perdoados (1 Jo 1:9). Como cristos precisamos
nos arrepender diariamente para sermos trazidos de volta  economia de Deus. Muitos cristos morrero com problemas no resolvidos entre eles e o Senhor. Eles cometeram
pecados depois de serem salvos, contudo, nunca os confessaram nem se arrependeram. O perdo de Deus e a purificao de Cristo para os crentes quando pecam esto
baseados na confisso deles. Se no confessamos, Deus no perdoa. Se no confessamos, Cristo no purifica. Achar que podemos viver negligentemente e que no teremos
problemas depois da morte  ilgico. Temos de prestar contas a Ele. A verdade do reino  muito sbria. Ela nos desperta. Quando o Senhor voltar, Ele voltar como
nosso Noivo, mas tambm como nosso juiz (2 Tm 4:1,8).

      Vencedores
      Entre os crentes nas sete igrejas em Apocalipse 2 e 3 existem alguns vencedores fiis, a quem o Senhor promete uma recompensa (Ap 2:7, 11, 17, 26-29; 3:5,
6,12,13, 21, 22). Esses vencedores que vivem na realidade do reino dos cus na era presente da igreja, sero os seguidores fiis de Cristo na manifestao do reino
dos cus. Eles sero recompensados com o desfrute da vida eterna no milnio (Mt 19:28, 29; 24:45-47; 25:19-23). Eles tambm sero co-reis com Cristo no milnio (Ap
20:4, 6; 2 Tm 2:12).


      O MILNIO
      O milnio tem uma parte terrena e uma parte celestial. A parte terrena  o reino do Messias (2 Sm 7:13), o tabernculo de Davi (At 15:16), o reino do Filho
do homem (Mt 13:41; Ap 11:15). O reino do Pai  a parte celestial do milnio. O reino do Filho do homem  a parte terrena do milnio. No milnio, os vencedores na
parte celestial reinam com Cristo sobre a parte terrena. Na parte terrena est o reino restaurado de Davi, onde Cristo como o Filho do homem, o descendente real
de Davi, ser o Rei sobre os filhos de Israel.
      Durante este tempo os filhos de Israel sero sacerdotes (Zc 8:20-23; Is 2:2, 3). Os santos vencedores sero reis na parte celestial, e a nao restaurada de
Israel ser os sacerdotes na parte terrena, ensinando as naes a conhecer a Deus e a servi-Lo. As naes sero o povo na parte terrena do milnio (Mt 2:32-34).
As ovelhas em Mateus 25 sero as naes e as naes sero o povo.
      No milnio, ento, haver trs tipos de povos: os santos vencedores como reis na parte celestial, os judeus restaurados como os sacerdotes na parte terrena,
e as ovelhas, as naes, como o povo. Os santos vencedores tero as naes para governar e os judeus tero as naes para ensinar. As naes sero o povo governado
por ns e ensinado pelos judeus.
      O reino dos cus terminar no milnio (Ap 20:7). O reino de Deus, entretanto, continuar pela eternidade.


      O REINO DE DEUS EM SUA MAIS PLENA EXTENSO
      A mais plena extenso do reino de Deus comear no novo cu e nova terra (1 Co 15:24; Ap 21:1, 2). Neste reino eterno todos os santos redimidos ao longo dos
sculos desfrutaro as bnos eternas da vida eterna na Nova Jerusalm, como filhos de Deus e reis com Cristo sobre as naes para sempre (Ap 21:6, 7; 22:3b-5,
14, 17). Como famlia real, teremos dois ttulos: filhos de Deus e reis sobre as naes. O remanescente das naes purificadas ser o povo das naes para desfrutar
eternamente a bno restaurada da criao de Deus (Ap 21:3-5; 22:2b, 3a).
      At aqui vimos um quadro claro do reino de Deus e do reino dos cus. O nosso Deus tem um reino para levar a cabo o Seu propsito, cumprir a Sua vontade, e
exercer a Sua justia. Esse reino mostra a Sua multiforme sabedoria. O nosso Deus  justo, sbio e de propsito. A verdade do reino nos encorajar a prosseguir,
e ela tambm ser uma advertncia para estarmos no lugar correto e no trilho correto a fim de chegarmos ao destino correto.











     CAPTULO OITO

     A NOVA JERUSALM -
     A CONSUMAO FINAL E MXIMA
     (1)

      Leitura da Bblia: Ap 21:1-3,9-14,16-23; 22:1,2,5,14,17

      CRIAO E EDIFICAO
      Requer-se toda a Bblia para nos dar a revelao completa de Deus. Gnesis fala-nos acerca da criao de Deus. Ento, no fim da Bblia vemos uma cidade santa.
No comeo h a criao e, no fim, uma cidade. Na criao Deus chamou " existncia as coisas que no existem" (Rm 4:17), mas uma cidade significa algo mais porque
uma cidade  uma edificao. Na economia de Deus, ento, Ele primeiro criou. Aps a criao, Ele comeou a edificar.
      A idia de edificao percorre todo o Novo Testamento. Depois que Pedro reconheceu que Jesus era o Filho de Deus e o prprio Cristo, o Senhor disse a ele:
"Sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt 16:18). Aqui est a idia de edificao em Mateus 16.
      A idia de edificao na realidade veio muito mais cedo. Para Deus o que estava acontecendo, mesmo nos tempos do Velho Testamento, era uma edificao. Em Mateus
21 o Senhor usou a parbola de uma vinha para representar a nao judaica. No final da parbola o Senhor disse aos lderes judeus que, por causa de esterilidade
deles, o senhor da vinha voltar-se-ia da vinha para uma outra nao (isto , para a igreja) (vs. 33-43). O Senhor disse a eles: "A pedra que os construtores rejeitaram,
essa veio a ser a principal pedra, angular" (v. 42). O Senhor estava lhes dizendo que eles eram os construtores e que Ele era a pedra angular, a qual eles, como
lderes judeus, estavam rejeitando. Essa pedra rejeitada tornou-se, na soberania de Deus, a pedra angular da edificao.
      Cristo, como a pedra angular,  a base do evangelho. Muitos pregadores citam Atos 4:12, que diz: "No existe nenhum outro nome... pelo qual importa que sejamos
salvos." Temos de perceber, porm, que Atos 4:12 est baseado no versculo 11. O versculo 11 nos diz que Cristo, a pedra rejeitada, tornou-se a pedra angular. Esta
pedra angular  o prprio Salvador no versculo 12. Cristo ser Salvador  baseado no fato de ser Ele a pedra angular, a qual foi rejeitada pelos construtores na
economia do Velho Testamento. Os lderes judeus at aquele tempo eram os construtores aos olhos de Deus; a pedra rejeitada tornando-se a pedra angular  uma profecia
no Salmo 118:22. Aos olhos de Deus, ento, tanto a poca do Velho Testamento como a do Novo Testamento tem sido o seu perodo de edificao.
      Logo depois de Sua criao Ele comeou a edificar. A Sua criao foi para produzir os materiais de construo para Sua edificao. Deus criou o universo e
o homem com o propsito de edificar uma cidade. Criao significa chamar coisas que no existem  existncia. Uma cidade, entretanto,  uma edificao a partir de
coisas criadas. Deus tem duas obras. A primeira  a obra de criao, e a segunda  a obra de edificao. A Nova Jerusalm, uma cidade como o edifcio de Deus, 
a concluso de toda a revelao de Deus.

      O HOMEM REGENERADO, MATERIAL DE EDIFICAO DE DEUS
      Para que Deus tenha uma edificao, o centro de Sua criao, o homem, necessita ser regenerado. O homem regenerado torna-se o material de edificao de Deus.
Deus no se infundiu para dentro de nenhum dos itens de Sua criao. Em Sua velha criao, Ele soprou o sopro de vida para dentro do homem (Gn 2:7), mas aquele sopro
no era algo de Sua essncia ou natureza. Era somente Seu sopro. Aquele sopro de vida, neshamah (hebr.), tornou-se o esprito do homem; como Provrbios 20:27 diz:
"O esprito (neshamah) do homem  a lmpada do Senhor." Nada da essncia de Deus foi infundido para dentro do homem at a poca do Novo Testamento e o completar
da plena redeno do Senhor Jesus Cristo. Ento Deus veio para dispensar, no somente algo Dele mesmo, mas tambm Ele mesmo para dentro do homem para que o homem
pudesse ser regenerado por Ele (Jo 3:5), nascido Dele (Jo 1:12,13).
      Quando nascemos de nosso pai terreno, a essncia e natureza de nosso pai foram dispensadas a ns. Ns agora somos pessoas regeneradas, a descendncia de Deus.
Somos filhos nascidos de Deus, no filhos adotados por um pai adotivo. Fomos gerados de um pai que gera. Tudo o que o Pai  foi dispensado para dentro de ns, Seus
filhos.
      A nica coisa Dele que no temos  Sua deidade. Ele  o prprio Deus. Mesmo que tenhamos nascido Dele, ns no participamos de Sua deidade. Dizer que somos
deificados no sentido de ter Sua deidade  blasfmia. Ns O adoramos. Mas ns mesmos no somos objeto de adorao de nenhum homem e nunca poderemos ser. Isso seria
blasfemo.
      Entretanto, devemos ter ousadia em dizer: "Aleluia! Eu tenho a vida de Deus (Cl 3:4; 1 Jo 5:12) e a natureza de Deus (2 Pe 1:4). Em vida e natureza eu sou
igual ao meu Deus, porque nasci Dele." A Sua vida  nossa vida e Sua natureza  nossa natureza. Aleluia! Somos os excelentes filhos de Deus (Rm 8:16; 1 Jo 3:1).
A ltima estrofe do hino 59 fala sobre ns e Deus: "Nada difere; em vida somos um."
      O material natural proveniente da criao de Deus no est qualificado para ser usado como material de Sua edificao porque ele no tem nada da essncia de
Deus. O que Deus usa para a Sua edificao tem de ter a Sua essncia.

      UMA MONTANHA DE OURO
      Em nossa vida diria somos incomodados pela poeira. Gosto do Texas mas no gosto do fato de ali ventar muito. Muito vento traz poeira. Quando estivermos na
Nova Jerusalm, porm, no haver poeira. A Nova Jerusalm, a cidade santa  uma montanha de ouro (Ap 21:18). Essa montanha tem cerca de 2200 quilmetros de altura,
a distncia aproximada de Porto Alegre a Braslia. A Nova Jerusalm tem doze mil estdios de altura (Ap 21:16); um estdio  igual a 182 metros. Vocs j viram uma
montanha to alta? Levariam cinqenta dias para subir a p, se andassem 43 quilmetros por dia.

      OURO, PEDRAS PRECIOSAS E PROLAS
      A muralha da cidade  feita de jaspe sobre uma fundao de doze pedras preciosas diferentes (Ap 21:18-20). As pedras preciosas foram primeiramente criadas,
e ento transformadas por presso e calor. Elas no so meramente naturais, mas foram criadas e, ento, transformadas. No Novo Testamento existe um forte conceito
de transformao (2 Co 3:18). As doze portas so doze prolas (Ap 21:21). As prolas tambm passaram por um processo. As prolas so produzidas por ostras nas guas
da morte. Quando a ostra  ferida por uma partcula de areia, ela expele sua secreo de vida em volta da areia e faz disso uma prola preciosa. Nesse processo podemos
ver a morte, o matar, e a secreo do suco de vida para produzir a prola.
      A cidade inteira  edificada com ouro, pedras preciosas e prolas. No haver necessidade de varrer o cho. No h poeira! Todas as coisas criadas foram transformadas.

      A EDIFICAO DIVINA COM A HUMANIDADE TRANSFORMADA
      Paulo, em 1 Corntios 3, diz que o nico fundamento foi lanado, mas temos de ser cuidadosos em como edificamos sobre ele. Podemos edificar com duas categorias
de materiais: ouro, prata e pedras preciosas ou madeira, feno e palha (3:10-12). Madeira, feno e palha tornam-se p depois que so queimados, mas ouro, prata e pedras
preciosas, no.
      No conceito de Paulo, o homem natural criado  madeira, feno e palha; os homens regenerados e transformados so ouro, prata e pedras preciosas. Quando Pedro
veio ao Senhor Jesus, ele era homem que tinha a natureza do p, um homem feito de p (Gn 3:19), porque ele nasceu da raa admica. Ado foi feito do p, e Pedro
nasceu um homem que tem a natureza do p. No entanto, o Senhor Jesus o chamou Cefas (grego), que significa uma pedra (Jo 1:42). A mudana do nome de Simo pelo Senhor
Jesus para Pedro indicava que Pedro seria transformado.
      Essa foi a razo porque Pedro foi muito forte quanto a essa questo j na primeira epstola que escreveu. Ele disse que o Senhor Jesus  a pedra viva (1 Pe
2:4), e que, quando viemos a esta pedra viva, todos nos tornamos pedras vivas para sermos edificados uma casa espiritual (2:5). A casa espiritual no  edificada
com madeira, feno e palha. Ela  edificada com materiais transformados. Porque a nossa mente  plenamente ocupada pelos pensamentos naturais de tica, filosofia
e moral, ns negligenciamos essa questo no Novo Testamento. Todo o Novo Testamento, entretanto, est saturado com esse conceito da edificao divina da humanidade
transformada. A concluso da Bblia  uma cidade santa composta de ouro, prolas e pedras preciosas.


      OS DOIS EXTREMOS DA BBLIA REFLETINDO UM AO OUTRO
      Todos os materiais que compem essa cidade santa so encontradas nos dois primeiros captulos de Gnesis. Em Gnesis 2 existe a rvore da vida. Ao lado da
rvore h um rio. Onde o rio flui h ouro, "e o ouro dessa terra  bom". H o bdlio, uma prola produzida pela vida vegetal, e a pedra de nix (Gn 2:9-12). Em seguida,
no final do captulo, existe uma noiva para Ado (2:21-23).
      Em Apocalipse 21 e 22 h uma noiva, uma cidade edificada com ouro, prolas e pedras preciosas. Na cidade h um rio e no rio est a rvore da vida. Esses seis
itens - a noiva, o ouro, as prolas, as pedras preciosas, a rvore da vida e o rio - todos so encontrados nos primeiros dois captulos de Gnesis. A diferena 
que em Gnesis, a cidade no tinha ainda sido edificada. Os trs materiais estavam ali mas no edificados em uma cidade. Seis mil anos mais tarde, por meio do trabalho
edificador de Deus, todos os materiais foram edificados em uma cidade. Vocs vem como esses dois extremos na Bblia refletem um ao outro?
      Em 1963 fui a Tyler, Texas, e fiquei na casa de um irmo. Depois de uma das reunies um amigo dele, que era um ministro itinerante, telefonou para seu amigo
James Barber, em Plainview, Texas. Ele disse para James vir e ouvir-me a qualquer custo. Na noite seguinte, James Barber estava na reunio. Naquela noite dei uma
mensagem sobre como os dois extremos da Bblia refletem um ao outro. Esse homem, James Barber, foi capturado. Depois da conferncia ele disse que tinha segurana
em tomar esse caminho. Esse foi o incio da vida da igreja no Texas. Espero que ns tambm possamos ter tal impresso gloriosa do incio e do final da Bblia refletindo
um ao outro. Essa  a economia de Deus - edificar Sua habitao eterna com as coisas criadas e transformadas para serem Seus materiais.

      A EDIFICAO DE DEUS EM XODO
      Quando os filhos de Israel foram trazidos ao monte Sinai, Deus revelou-lhes a planta do Seu tabernculo e eles o edificaram. Aquilo era um tipo. No Santo dos
Santos, dentro do tabernculo, no havia nada para ser visto a no ser ouro. O ouro revestia as tbuas, e no teto podiam ser vistos fios de ouro. Sobre o sumo sacerdote
estava o peitoral de ouro complementado por doze pedras preciosas. As doze pedras no peitoral tinham os nomes das doze tribos de Israel (x 28:15-21). Esse era o
"alfabeto" especial de Deus para revelar Seu pensamento a Seus filhos por meio do Urim e Tumim (x 28:30). Podemos ver, ento, que o pensamento da edificao de
Deus, usando pedras preciosas, est tambm em xodo.


      A EDIFICAO DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
      No Novo Testamento somos incumbidos a sermos cuidadosos em como edificamos (1 Co 3:10-12). No use madeira, feno e palha, isto , no use o seu homem natural.
A igreja no  edificada com o homem natural. Ela  edificada com o homem regenerado e transformado. Quando voc traz a sua vida natural para dentro da igreja, voc
faz da igreja no mais a igreja. Isso  o que est acontecendo hoje. Muitos cristos, mesmo obreiros cristos, esto fazendo da igreja no a igreja ao usar a maneira
natural, a maneira carnal, a maneira do homem, no a maneira transformada e regenerada.
      Pedro nos diz que como bebs recm-nascidos precisamos beber o leite da Palavra para que possamos ser transformados em pedras preciosas para sermos edifcados
uma casa espiritual (1 Pe 2:2-5). Os escritos de Joo enfatizam especialmente essa questo de transformao. No primeiro captulo de seu Evangelho existe o Cristo
encarnado como o tabernculo de Deus (1:14). Ento, nos dois ltimos captulos de Apocalipse de Joo existe o tabernculo ampliado, incluindo no somente Cristo,
mas tambm todos os Seus crentes, porque naquele tempo eles foram regenerados, plenamente transformados e edifcados juntos para dentro de uma entidade. Isso  a
Nova Jerusalm. Essa  a verdadeira revelao de Deus.
      A Bblia comea com a criao de Deus e conclui com a Sua edificao. Essa edificao  uma entidade regenerada e transformada. As prolas indicam regenerao.
 por isso que todas as portas de entrada so prolas. Sem regenerao ningum pode entrar no reino de Deus (Jo 3:5). Regenerao  a entrada para o reino de Deus,
conforme plenamente representado pelas portas de prola. As pedras preciosas significam transformao. Depois de entrar nesse reino pela porta de prola, somos gradualmente
transformados para a edificao.


      O TABERNCULO DE DEUS
      A Nova Jerusalm ser o tabernculo de Deus com os homens na eternidade. O tabernculo em Apocalipse no  um termo novo. Ele  plenamente revelado e retratado
em xodo 25 a 40. Ento, Joo 1:14 diz que a Palavra tornou-se carne e tabernaculou entre ns. Quando Jesus estava nesta terra, Ele era um tabernculo.  Ento, nos
ltimos dois captulos da Bblia est o tabernculo eterno. Portanto, para entender os dois ltimos captulos de Apocalipse, temos de voltar e estudar xodo 25 a
40 e Joo 1:14.


      O AGREGADO DE TODOS OS CANDELABROS
      A cidade santa na montanha de ouro  o agregado de todos os candelabros. A cidade inteira tem uma rua (Ap 21:21; 22:2 - lit.), contudo essa nica rua alcana
todas as doze portas. Como uma rua em uma cidade poderia servir as doze portas? Tambm, a muralha tem cento e quarenta e quatro cvados de altura (21:17), e a prpria
cidade tem doze mil estdios de altura (21:16). Esses fatos indicam que a cidade propriamente dita deve ser uma montanha. No topo da montanha h um trono, do qual
a rua desce em espiral at a parte mais baixa para alcanar as doze portas. Ela deve ser uma rua espiral, espiralando-se ao longo da montanha at circular por todas
as doze portas. Uma rua, descendo do topo at a parte mais baixa, alcana e serve todas as doze portas. No topo dessa montanha de ouro est o trono como o centro.
No trono est Cristo como o Cordeiro com Deus Nele (22:1). Esse Cordeiro  a lmpada com Deus Nele como a luz (21:23; 22:5). Isso indica que Deus est no Cordeiro
assim como a luz est na lmpada.
      Essa alta montanha de ouro  um suporte. Sobre esse suporte est uma lmpada; portanto, isso  um candelabro de ouro. Isso  um candelabro de ouro com Cristo
como a lmpada e Deus dentro Dele como a luz, brilhando pela eternidade. Assim, a cidade santa na montanha de ouro  o agregado de todos os candelabros, a totalidade
de todos os candelabros de hoje, brilhando para a glria de Deus na eternidade no novo cu e nova terra.

      A Cidade e Sua Rua
      A cidade e sua rua so de ouro puro como vidro transparente (21:18b, 21b - lit.). Ouro transparente representa a natureza de Deus. Os mestres da Bblia em
geral concordam que, em prefigurao, ouro significa a natureza divina, a essncia divina.

      Os Doze Fundamentos e as Doze Portas
      Os doze fundamentos de doze pedras preciosas diferentes, levando o nome dos doze apstolos, representam todos os santos do Novo Testamento, representado por
estes doze apstolos (21:14, 19, 20). A Nova Jerusalm  uma composio de todos os santos redimidos, tanto do Velho como do Novo Testamento. Os doze apstolos representam
os santos do Novo Testamento, enquanto os nomes das doze tribos nas doze portas representam os santos do Velho Testamento (21:12, 13, 21a).
      As prolas representam os santos produzidos por meio do Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado. Em Sua encarnao Ele era como uma ostra viva nas guas
da morte. Ento, Ele foi ferido por ns, as pequenas partculas de areia. Essas feridas levaram-No a liberar o Seu suco de vida em volta de ns, assim tornando-nos
prolas. Aqui est a encarnao, crucificao e ressurreio. Por meio desse processo ns, os gros de areia, tornamo-nos prolas preciosas.

      Pedras Preciosas
      O fundamento e a muralha edificadas com pedras preciosas representam os santos transformados pelo Esprito Santificador (21:19, 20, 18a, 11b). Fomos feitos
do p, mas fomos regenerados em pedra e transformados em pedras preciosas. O p, regenerado em pedra e transformado em pedra preciosa, est qualificado para ser
usado como material para a edificao de Deus.

      O Comprimento, Largura e Altura da Cidade
      O comprimento, a largura e a altura da cidade so iguais, assim como o Santo dos Santos no Velho Testamento tinha trs dimenses iguais (1 Rs 6:20). A medida
l  vinte cvados de comprimento, vinte cvados de largura e vinte cvados de altura. Esse  o Santo dos Santos na prefigurao do templo. O Santo dos Santos no
tabernculo tem dez cvados por dez cvados por dez cvados (Ex 26:2-8). Em ambos os casos, as trs dimenses so iguais. O princpio  que tal edificao de trs
dimenses iguais representam o Santo dos Santos, que  o prprio lugar onde Deus habita (Ap 21:16). A cidade inteira, ento,  o prprio lugar de habitao de Deus.

      Sem Templo
      Joo diz que ele no viu nenhum "santurio, porque o seu santurio  o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro" (21:22). Isso indica que a cidade inteira
 o templo. Primeiramente h o tabernculo em xodo. Ento, depois de entrar na boa terra, os filhos de Israel edifcaram um templo, que substituiu o tabernculo.
Mesmo antes de o templo ser edificado, em 1 Samuel 3:3 o tabernculo era chamado o templo. Isso quer dizer que o tabernculo e o templo, na realidade, referem-se
a uma coisa s. Um podia ser desmontado e movido de um lugar para outro no deserto; o outro tinha uma localizao estabelecida na boa terra como uma edificao mais
permanente.
      A cidade santa  chamada o tabernculo. No Velho Testamento o templo estava na cidade de Jerusalm, mas em Apocalipse 21 e 22 a cidade inteira  o tabernculo
e o templo. Esse templo no  somente a habitao de Deus, mas tambm o lugar de habitao de todos os que O servem. Naquele tempo todos os santos sero sacerdotes
com um sacerdcio eterno. Todos ns O serviremos (22:3). O nosso lugar de habitao, ento, ser o templo. A Nova Jerusalm  um grande templo, onde tanto Deus como
os Seus redimidos habitam juntos.

      A Glria de Deus como a Luz e o Cordeiro como a Lmpada
      "A glria de Deus a iluminou, e o Cordeiro  a sua lmpada" (Ap 21:23). "Nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhar
sobre eles" (22:5). A glria de Deus como a luz e o Cordeiro como a lmpada, significam que Deus em Cristo  a luz da Nova Jerusalm na eternidade. Na cidade nova
no h necessidade de sol, da luz natural, nem de nenhuma lmpada feita por homens porque o prprio Deus ser a luz e Cristo ser a lmpada, brilhando Deus para
iluminar a cidade inteira.Isso quer dizer que Deus em Cristo  tudo na Nova Jerusalm.

      O Trono de Deus e do Cordeiro
      O trono de Deus e do Cordeiro  o centro administrativo da cidade. Dele procede o rio da gua da vida no meio da rua, com a rvore da vida, como uma videira,
crescendo ao longo das duas margens (22:1, 2). A rua  uma espiral, e o rio est na rua. Desde que a rvore da vida cresce ao longo de ambas as margens do rio, ela
deve ser uma videira. Uma rvore ereta no poderia crescer nas duas margens. Ela deve ser, portanto, uma videira, crescendo espiralmente ao longo da rua. Joo 15
fala de uma videira (v. 1). Jesus  a videira, que  a rvore da vida.
      Em um programa de rdio um mestre da Bblia foi perguntado acerca da rvore da vida. Ele disse que a rvore da vida j no existe. Isso  incorreto. A rvore
da vida permanece hoje, e ela permanecer para sempre. Em Apocalipse 2:7 o Senhor Jesus disse que quele que vencer Ele "dar de comer da rvore da vida". Ainda
hoje essa promessa est sendo cumprida. A rvore da vida, da qual estamos comendo,  Jesus (Jo 6:57). O Senhor Jesus nos disse, por um lado, que Ele  o po da vida
(6:48), tipificado pelo man. Ento, por outro lado, Ele nos disse em Joo 15 que  a videira, e em 14:6 que Ele  a vida. Como a videira e a vida Ele  a rvore
da vida. A rvore da vida em Gnesis 2:9 representa Cristo. Ele veio a ns como a realidade em Joo 14 e 15. Ainda hoje Ele  a rvore da vida da qual podemos comer.
      A rvore da vida, como a videira crescendo ao longo das duas margens do rio, significa que Deus no Cordeiro  o centro da Nova Jerusalm e a supre com a Sua
vida divina para nutri-la e satisfaz-la. A rua, na qual o rio da gua da vida flui, desce do topo da montanha espiralmente para alcanar todas as doze portas nos
quatro lados da cidade para sua comunho (22:1, 2). A rua  para comunicao; comunicao  comunho. Em 1 Joo 1:1 e 3 vemos que dessa vida divina sai a comunho
divina. A rua, o rio e a rvore da vida so para comunho. Hoje, na restaurao do Senhor, estamos nessa comunho, que est ao longo da rua com o rio fluindo e a
rvore crescendo.


      A NOIVA, A ESPOSA DO CORDEIRO
      A consumao final e mxima  a noiva, a esposa do Cordeiro (21:2, 9). A cidade santa inteira  uma noiva. No Evangelho de Joo, quando os discpulos de Joo
estavam com cimes de Jesus, Joo disse: "O que tem a noiva  o noivo" (Jo 3:26-29). Como o amigo do Noivo, Joo estava alegre por seus seguidores o deixarem e irem
a Jesus, porque Ele era o noivo. A regenerao em Joo 3  para a produo da noiva.
      Consumadamente, seremos uma mulher coletiva pela eternidade (Ap 21:2). O nico homem pela eternidade  nosso Deus, nosso Redentor, nosso Senhor. Seremos uma
mulher coletiva para combinar com Ele. Finalmente, ento, o que provm da dupla obra de Deus - criao e edificao -  um casal. Deus est casado com o homem e
o homem est casado com Deus. Na concluso dos sessenta e seis livros da Bblia est Apocalipse 22:17 que diz: "O Esprito e a noiva dizem..." A concluso da Bblia
 aquilo que o casal diz.
      Essa noiva que combina com o Esprito  a consumao final e mxima de todos os homens tripartidos, redimidos, regenerados, transformados e glorificados. O
Esprito  o Esprito todo-inclusivo como a consumao final e mxima do Deus Trino. O Esprito  o Deus Trino alcanando-nos, pois O que alcana  a consumao.
Ele passou pelos processos de encarnao, viver humano, crucifcao, ressurreio e ascenso.
      Hoje o nosso Deus  um Deus processado. No princpio era a Palavra, e a Palavra era Deus, e essa Palavra tornou-se carne. A encarnao  um processo. Esse
que se encarnou, viveu na terra na casa de um pobre carpinteiro. Depois de trinta e trs anos e meio Ele foi levado como um cordeiro para o matadouro, e foi imolado
na cruz. Isso tambm foi um processo. Ele foi ao Hades (At 2:27; Ef 4:9), e Ele entrou na ressurreio. Esses tambm so processos. Certamente todos esses passos
so processos pelos quais Ele passou. Hoje nosso Deus no pode ser igual ao que era antes da encarnao.
      Vocs crem que Deus  igual ao que era antes da encarnao? Hebreus 13:8 diz: "Jesus Cristo ontem e hoje  o mesmo, e o ser para sempre." Se disserem que
desde a Sua ressurreio Ele  o mesmo ontem, e hoje e para sempre, concordo com vocs; mas se disserem que esse versculo  verdadeiro para Jesus antes da encarnao,
eu no concordo. Ele no tinha carne antes de Sua encarnao. Por todos esses processos Deus tornou-se nosso Redentor, nosso Salvador e nossa vida. Ele at mesmo
tornou-se o Esprito que d vida, rico, abundante, dentro de ns hoje.
      Assim, na concluso da Bblia est a consumao do Deus Trino processado, enquanto a esposa  o agregado e a consumao de todos os homens tripartidos, redimidos,
regenerados, transformados e glorificados. Aleluia! O Deus Trino casa com o homem tripartido. Eis aqui um casal eterno expressando o Deus Trino pela eternidade.
O homem tripartido na eternidasde estar desfrutando desse rico Deus Trino.
      Fomos escolhidos e predestinados, e fomos chamados, salvos e regenerados. Agora estamos sendo transformados para sermos materiais preciosos para que possamos
ser edificados a fim de sermos uma casa espiritual, para servir a Deus e para ser o Corpo de Cristo e express-Lo. Esse  o nosso objetivo. Somos os filhos de Deus,
sendo transformados para que possamos ser edificados como uma casa para servir a Deus e como o Corpo para expressar Cristo.














     CAPTULO NOVE

     A NOVA JERUSALM -
     A CONSUMAO FINAL E MXIMA
     (2)

      Leitura da Bblia: Ap 1:1; 21:1-3,10-21

      A CHAVE PARA ENTENDER OS ESCRITOS DE JOO
      O livro de Apocalipse  difcil de ser entendido.  por isso que Deus em Sua sabedoria usa sinais para faz-lo conhecido a ns. Apocalipse 1:1 diz que Deus
deu a revelao de Jesus Cristo para Ele mostrar a Seus escravos: "notificou por meio de sinais" (lit.). Sinais so figuras. Ao ensinar crianas pequenas ns fazemos
as coisas conhecidas a elas por meio de figuras. Algumas vezes quando falo, torno as coisas conhecidas por meio de diagramas. Joo recebeu uma revelao a respeito
de coisas to divinas, to misteriosas, to profundas, que nenhuma palavra poderia express-la adequadamente. Assim, a revelao foi tornada conhecida por meio de
sinais.
      No somente o livro de Apocalipse, mas o Evangelho de Joo tambm  um livro de sinais. Em nosso Estudo-Vida daquele Evangelho salientei que a palavra milagre
no  usada. A mudana da gua em vinho pelo Senhor foi um milagre, mas Joo chama isso de sinal (2:11), indicando que isso tem um significado. A mudana da gua
em vinho pelo Senhor significa Seu mudar a morte em vida. A ressurreio de Lzaro foi um milagre, mas Joo chama isso de sinal (11:47).
      Joo 1:14 fala da Palavra tornando-se carne e tabernaculando (lit.) entre ns. "Tabernaculou"  um verbo. Esse sinal nos d a chave para entender como o Senhor
Jesus viveu nesta terra. Ele viveu aqui como o tabernaculo de Deus. Para entender plenamente o tabernaculo, temos de voltar para xodo, onde muitos captulos descrevem
o tabernculo. O tabernculo de Deus entre o Seu povo no era somente onde Ele habitava mas tambm onde os que O serviam entravam para habitar com Ele. Esse  Jesus!
Enquanto Jesus estava na terra, Ele estava "tabernaculando". Deus habitava Nele e todos os servidores de Deus, os que amavam Jesus, podiam entrar Nele para ficar
com Deus. Essa nica palavra como um sinal descreve o que nenhuma palavra comum poderia expressar.
      Tambm em Joo o Senhor Jesus diz: "Eu sou a porta" (10:7). Vocs crem que o Senhor  uma porta com uma verga e um umbral? Uma porta  um sinal, significando
que Ele  a prpria abertura para as pessoas entrarem e para sarem.
      Temos de enfatizar o primeiro versculo de Apocalipse, que diz que a revelao divina  dada a Jesus Cristo, e que Ele a tornar conhecida por meio de sinais.
Essa  a chave para abrir todo o livro. Sem essa chave, o livro de Apocalipse est fechado para ns. Para entendermos o significado real desse livro, temos de entender
esses sinais.


      OS SINAIS PRINCIPAIS EM APOCALIPSE

      Os Candelabros
      O primeiro sinal em Apocalipse que o apstolo Joo viu so os candelabros. No captulo um nos  dito que Joo, no dia do Senhor, na ilha de Patmos, viu sete
candelabros de ouro. Ele viu os candelabros. Os sete candelabros so as sete igrejas (1:20). Descrever o que a igreja  no seu significado espiritual usaria mil
livros. Mas somente um sinal, uma figura,  melhor do que mil palavras.
      Que  a igreja? Que deveria ser a igreja? Olhem para o candelabro. A igreja tem de ser de ouro. Ouro significa a essncia de Deus, a natureza de Deus. Isso
quer dizer que a igreja tem de ter a essncia de Deus como a sua substncia. Este ouro tem de estar na forma de um candelabro, um candelabro brilhando com uma intensidade
stupla. Algumas lmpadas tm um interruptor triplo; mas vocs j viram uma lmpada stupla? O candelabro tem um brilho stuplo. A natureza de ouro significa a essncia
de Deus, a forma representa Cristo como a corporificao do Deus Trino, e as sete lmpadas so os sete Espritos (4:5 - VRC).
      A Trindade est aqui: o Esprito est brilhando, Cristo  a corporificao e Deus  a prpria essncia. Que  a igreja? A igreja  uma composio, uma constituio
do Deus Trino, brilhando as virtudes e os atributos de Deus na noite escura para que todos vejam a luz. Precisamos de mensagem aps mensagem para descrevermos o
que a igreja , mas a sabedoria de Deus  mostrar-nos um candelabro. Santos, isso  a igreja. Olhem para a igreja. O candelabro  a igreja! A igreja no  de barro,
mas de ouro. Ela  da natureza divina de Deus. Ela no  sem forma, mas tem forma. Ela no  trevas, mas resplandecente. Isso  a igreja!

      As Sete Estrelas
      O segundo sinal so as sete estrelas, que acompanham os candelabros. As sete estrelas so os mensageiros ou os anjos das igrejas (1:20). Em cada igreja existem
alguns irmos que so estrelas em espiritualidade. Eles so estrelas brilhantes. Em Daniel 12:3  dito que aqueles que converterem muitos  justia brilharo como
estrelas. Em Mateus 13:43 o Senhor diz que o justo brilhar no reino vindouro como o sol. Mas os mensageiros da igreja no precisam esperar at a era vindoura para
brilhar. Eles esto brilhando agora mesmo. Espero que todos os presbteros nas igrejas sejam estrelas brilhantes. Quando as pessoas vo a eles, elas devem vir para
a luz. Um estrela brilha, ilumina, em tempo de trevas. Ao olhar para as estrelas podemos aprender que tipo de pessoas devem ser os lderes na igreja.

      Jaspe - a Aparncia de Deus
      Depois que Joo viu os candelabros e as estrelas brilhantes, ele viu um trono no cu e Algum sentado no trono. Aquele, em aparncia, era como pedra de jaspe
(4:2, 3). Joo viu a Deus com aparncia de jaspe. Jaspe  uma bonita cor esverdeada, significando plenitude de vida. A plenitude de vida  a aparncia de Deus. Jaspe
 tambm a aparncia da Nova Jerusalm (21:11), e toda a sua muralha  construda de jaspe (21:18). Isso indica que a cidade inteira possui a aparncia de Deus,
porque ela  constituda daqueles que foram transformados em Sua imagem.
      Devemos ler Apocalipse 21:11 com 2 Corntios 3:18: "E todos ns com o rosto desvendado, contemplando e refletindo como um espelho a glria do Senhor, estamos
sendo transformados  Sua prpria imagem de glria em glria" (lit.). Apocalipse 21:11 descreve a Nova Jerusalm como tendo a glria de Deus. O seu fulgor era semelhante
a uma pedra preciosssima, como pedra de jaspe cristalina. A cidade toda possui a glria de Deus e brilha como jaspe; isto  porque toda a composio da Nova Jerusalm
foi transformada na imagem de Deus. Aquele sentado no trono, que  Deus, assemelha-se ao jaspe, e a cidade inteira assemelha-se ao jaspe. Isso quer dizer que Gnesis
1:26 foi cumprido: "Faamos o homem  nossa imagem." O homem era para ser a expresso de Deus, e isso  cumprido na Nova Jerusalm. Toda a Nova Jerusalm  uma imagem,
uma expresso, de Deus. A aparncia de Deus pode ser descrita por um sinal, o sinal do jaspe.

      O Leo da Tribo de Jud
      Em Apocalipse 5:5 Jesus Cristo  chamado de o Leo da tribo de Jud. Esse ttulo significa Cristo como o Rei triunfante. Todas as criaturas vivas esto debaixo
Dele. Ningum O pode subjugar; antes, Ele subjuga todas as coisas. A primeira vez que vi um leo no zoolgico fiquei temeroso de que a grade no fosse bastante forte
para restringir aquela criatura ousada e triunfante. Nada e ningum pode subjugar o nosso Cristo.

      O Cordeiro
      Cristo no somente  um Leo, mas tambm um Cordeiro (5:6). Para Satans e todos os inimigos Cristo  um
      Leo, mas para ns, os redimidos, Ele  um Cordeiro. Vocs tm medo de um cordeiro? Vocs podem ter medo de leo, mas sentem amor por um cordeiro. Para ns
o Senhor Jesus  um Cordeiro, um Cordeiro redentor. Pensar que na eternidade, no trono de Deus haver literalmente um cordeiro com quatro patas e uma cauda no 
a maneira apropriada de entender a Bblia. Lembro-os novamente, Apocalipse  um livro de sinais.

      A Mulher Universal e o Filho Varo
      A mulher universal em Apocalipse 12 est vestida com o sol. Em sua cabea h uma coroa de doze estrelas e sob os seus ps est a lua (v. 1). Quem  essa mulher?
A maioria dos expositores fundamentalistas seguem o ensino dos Irmos Unidos, de que essa mulher representa Israel e o filho varo representa Cristo. Entretanto,
depois de muito estudo da Palavra, percebemos no captulo doze que essa mulher  composta de dois povos: aqueles que guardam os mandamentos de Deus e aqueles que
carregam o testemunho de Jesus (v. 17). O povo que guarda a lei so os judeus, Israel. O povo que carrega o testemunho de Jesus so os crentes do Novo Testamento.
Portanto, dizer que essa mulher representa Israel  somente verdade parcialmente, deixando de lado os crentes do Novo Testamento.
      Dizer que o filho varo nascido dessa mulher  Jesus Cristo  errneo. Depois que esse filho varo  arrebatado para o trono de Deus, trs anos e meio se seguem.
Os mil duzentos e sessenta dias em 12:6 so trs anos e meio, os quais todos concordam ser o perodo da grande tribulao. A grande tribulao veio logo aps a ascenso
do Senhor? Ela ainda no veio! Isso indica fortemente que o filho varo aqui no  o Senhor Jesus.
      A mulher veste uma coroa de doze estrelas na cabea. Ela est vestida com o sol e a lua est sob os seus ps. Isso indica trs categorias entre o povo redimido
de Deus: os Patriarcas, Israel e os crentes do Novo Testamento. Os Patriarcas so representados pelas estrelas, Israel pela lua e os crentes do Novo Testamento pelo
sol. Essa mulher , portanto, uma composio com todo o povo redimido de Deus, incluindo os Patriarcas, os outros crentes do Velho Testamento e todos os santos do
Novo Testamento.
      O filho varo  os vencedores de todas as geraes. Atravs dos sculos, entre o povo de Deus um pequeno nmero tem sido martirizado. Esses foram os fiis.
Imediatamente antes da grande tribulao, esses santos martirizados sero ressuscitados e arrebatados para o trono de Deus.

      O Grande Drago Vermelho e a Besta
      O grande drago vermelho significa o diabo, Satans (12:3, 4). No comeo do captulo seguinte existe uma besta emergindo do grande mar, o Mediterrneo (13:1,
2). Esse  o Anticristo. Na realidade ele  o Csar vindouro, o ltimo Csar do Imprio Romano renascido.

      A Colheita e as Primcias
      Nesta terra, Deus tem uma colheita. Essa colheita representa todos os santos do Novo Testamento vivendo na terra prximo ao tempo da volta do Senhor (14:15).
Dentre esses crentes vivos sairo as primcias. Esses sero alguns vencedores vivendo entre os crentes que amadurecem mais cedo e tornam-se as primcias.

      A Grande Babilnia
      A grande Babilnia representa a Igreja Romana. Ela  chamada de a grande prostituta (17:1, 5) por causa das suas relaes pecaminosas com os governadores da
terra para o benefcio dela.

      A Esposa do Cordeiro
      A esposa do Cordeiro, a noiva em Apocalipse 19:7, ser todos os vencedores ao longo das geraes, incluindo os do
      Velho Testamento, isto , os vencedores mortos e ressurretos mais os vencedores vivos (as primcias). Eles sero a Sua noiva nos mil anos (20:4-6). Aquele
dia ser o dia do casamento. Mil anos para o Senhor so um dia (2 Pe 3:8). Todo o milnio ser um dia de casamento. No dia do casamento a esposa  uma noiva, mas
depois daquele dia ela torna-se uma esposa. Depois do milnio, na eternidade, a noiva  a esposa. Todos os vencedores entre o povo redimido de Deus sero Sua noiva.

      A Nova Jerusalm
      Agora chegamos ao ltimo sinal, a Nova Jerusalm. A Nova Jerusalm  o conjunto de todos os candelabros. No comeo desse livro existem sete candelabros, candelabros
locais nesta era. No final desse livro existe um conjunto, um candelabro composto, no candelabros locais, mas o eterno, o universal. Apocalipse inicia com os candelabros
e termina com o candelabro. Os candelabros so sinais das igrejas; a Nova Jerusalm  tambm um candelabro, o sinal do lugar de habitao de Deus.


      UMA REVISO DOS SINAIS
      Todos esses sinais so as cenas principais nesta tela da televiso divina de Apocalipse. O programa comea com sete candelabros, significando as igrejas; ento
seguem-se sete estrelas brilhantes, representando os mensageiros de todas as igrejas. Depois h uma pedra de jaspe, significando a aparncia de Deus, e um leo e
um cordeiro, ambos representando Cristo. Ento aparece uma mulher universal com doze estrelas na cabea, o sol vestindo-a, e a lua sob os seus ps, e um drago vermelho
pronto para engolir o seu filho; da o filho varo gerado por ela  arrebatado ao trono de Deus. Depois h uma besta emergindo do Mar Mediterrneo, h uma colheita
nesta terra, e desta colheita h as primcias. Vemos, ento, uma grande prostituta, a grande  Babilnia,   terrvel,   feia,   abominvel;   mas  ento, aleluia,
uma linda esposa, a noiva; ento finalmente, algo mais brilhante, maior, a Nova Jerusalm, a qual  o tabernculo de Deus assim como Jesus era o tabernculo de Deus
quando Ele estava na terra.
      Essa Nova Jerusalm no  somente um tabernculo para Deus, mas tambm uma esposa para o Filho de Deus, Jesus Cristo. Deus ter um tabernculo e Cristo ter
uma esposa. Tanto o tabernculo como a esposa so o mesmo: a Nova Jerusalm.


      ENTENDENDO APOCALIPSE
      Esse  o livro de Apocalipse, contendo todos esses sinais cruciais. Se vocs os entendem, entendem todo o livro de Apocalipse. Com tal viso clara e exata,
vocs crem que a Nova Jerusalm ser uma cidade fsica edificada por Deus ao longo de todos os sculos? Apocalipse  um livro de sinais. Cada item principal  um
sinal. Sinais no devem ser interpretados literalmente. Vocs acham que a igreja  um suporte de verdade com sete lmpadas brilhando? Isso  um entendimento errado.
Vocs crem que Jesus Cristo  um cordeiro de verdade? Isso  ridculo! Crem que o Csar vindouro do Imprio Romano ser uma besta de verdade que emerge do Mar
Mediterrneo e pula para a margem? Crem que a esposa do Cordeiro em Apocalipse 19 ser uma mulher adornada com um longo vestido de casamento? Novamente, no faz
nenhum sentido entender esses fatos dessa maneira.


      INTERPRETANDO A NOVA JERUSALM
      E quanto a Nova Jerusalm? No mesmo princpio, no faz nenhum sentido pensar na Nova Jerusalm como uma cidade fsica. No  porque esse livro usa o leo como
um sinal de Cristo como o rei triunfante, que devemos pensar que Cristo  como um leo no zoolgico. O leo no  um leo de verdade, mas ele  um sinal de Cristo
como o rei triunfante. O cordeiro no  um cordeiro de verdade, mas  um sinal de Cristo como o Redentor. Da mesma forma, a
      Nova Jerusalm  um sinal; ela representa algo espiritual.
      Um princpio de interpretao da Bblia  ser consistente. Desde que no tomemos os outros sinais literalmente, podemos estar certos de que a Nova Jerusalm
no  uma cidade fsica nela para vivermos. Tal interpretao  totalmente natural. Se no interpretam Cristo como um leo com quatro pernas e uma cauda, por que
vocs pensariam que a Nova Jerusalm  uma cidade de verdade? O leo  um sinal, e a cidade  tambm um sinal.

      A Chave para Apocalipse
      Apocalipse 1:1  o versculo chave para todo o livro. Somente essa nica chave pode abrir todas as portas. Temos a chave-mestra. Podemos ir a qualquer porta
e abri-la. Devemos tomar 1:1 como a chave-mestra. O ponto chave  "por meio de sinais". Todas as figuras nesse livro so sinais.
      Os mestres fundamentalistas concordariam certamente que Cristo como o cordeiro no tem quatro pernas e uma pequena cauda. Eles no fariam tal interpretao
ridcula. Mas e quanto a Nova Jerusalm? Quando jovem, tambm cria que a Nova Jerusalm era uma manso celestial. Eu ficava alegre com a crena de que um dia estaramos
em uma manso. Como parte de nossa pregao do evangelho, tivemos uma msica acerca de como entraramos pelos portes de prolas e andaramos na rua de ouro. Gradualmente,
entretanto,  medida em que estudava a Bblia descobri que a Nova Jerusalm  uma esposa. Quem casaria com uma cidade literal? Mesmo se tivesse doze portes com
prolas e uma rua de ouro, algum casaria com ela?
      Ao estudar e entender a Palavra Sagrada, os cristos freqentemente trazem os seus pensamentos naturais. No novo cu e nova terra habitaremos na Nova Jerusalm.
Mas no devemos pensar na Nova Jerusalm como uma cidade fsica.  Deus quem ser a nossa morada. Quando jovem, ouvi alguns mestres da Bblia discutindo o que comeramos
e onde seria o banheiro na "manso celestial". Quo pobre  trazer o nosso pensamento natural!
      Hoje perguntei a alguns santos se eles esto na igreja. Quando responderam sim, pedi-lhes que me mostrassem a igreja. O Novo Testamento nos diz que a igreja
 a casa de Deus, e que Deus est habitando em Sua casa; mas onde est a igreja? A igreja, como a casa de Deus e como nosso lar, no  um edifcio fsico, mas uma
composio de crentes vivos (1 Pe 2:5). Ela no  uma entidade fsica, sem vida, mas uma composio orgnica de pessoas vivas. Ela existe onde quer que os crentes
se renam. A igreja como a casa de Deus hoje  uma composio de pessoas vivas;  uma pessoa coletiva. Isso  verdadeiro nesta era e o ser na eternidade.

      Consistente com Toda a Bblia
      A idia da casa de Deus est tambm no Velho Testamento. Moiss diz em Salmos 90:1: "Senhor, Tu tens sido nossa habitao de gerao em gerao" (lit.).
      O Senhor Jesus disse que se algum O ama, Seu Pai e Ele viro a ele e faro nele morada (Jo 14:23). Seremos a Sua morada, e Ele ser a nossa morada. Em Joo
15 o Senhor diz: "Permanecei em mim e eu permanecerei em vs" (v. 4). Em 1 Joo 3:24 e 4:15 (lit.) diz que ns habitamos em Deus e Deus habita em ns.
      Nesta era da igreja estamos habitando em Deus e Deus est habitando em ns. Vocs crem que quando entrarmos no novo cu e nova terra Deus sair de ns e ns
sairemos de Deus? Se nesta era podemos habitar em Deus, tomando-O como nossa habitao, e podemos dar a Deus um lugar em ns, no  lgico pensar que na eternidade
no mais O teremos como o nosso lugar de habitao, mas que viveremos em uma cidade de ouro como nosso lugar de habitao.
      Temos de crer que o nosso habitar no Senhor e Seu habitar em ns ser intensificado, ampliado e elevado ao mximo.  por isso que Joo diz que viu que a cidade
no tinha templo nela, "porque o seu santurio  o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro" (Ap 21:22). Essa  uma forte indicao de que a cidade no  um lugar
fsico. Nessa cidade o templo  uma Pessoa. Essa Pessoa  Deus e o Cordeiro. O prprio Deus Trino ser o templo. Se o santurio dentro da cidade  uma Pessoa, vocs
crem que a cidade poderia ser algo sem vida?
      Desde que o santurio  uma Pessoa divina, o prprio Deus Trino, a cidade tem de ser pessoas tambm. Na realidade, a cidade inteira  o Santo dos Santos com
trs dimenses iguais (1 Rs 6:20; Ap 21:16). Uma vez que o Deus Trino ser o templo e a cidade inteira ser o Santo dos Santos, a cidade no pode ser algo fsico.
Ela tem de ser uma composio orgnica.
      Nos tempos do Novo Testamento a habitao de Deus nesta terra foi primeiramente uma nica Pessoa, Jesus Cristo. Ele era o tabernculo de Deus. Ento, depois
Dele, a igreja  o templo de Deus (Ef 2:21, 22; 1 Co 3:16). Jesus, uma nica Pessoa, era o tabernculo de Deus, Seu lugar de habitao. Ento, a igreja, como uma
pessoa coletiva tornou-se o templo de Deus, a habitao de Deus. Esse  o Novo Testamento. Depois da era do Novo Testamento, quando entrarmos na eternidade, a habitao
de Deus no mudar de pessoas vivas para uma cidade sem vida, fsica. Temos de crer que essas pessoas edificadas juntas como o lugar de habitao de Deus sero ampliadas
e intensificadas. Na era vindoura haver uma ampliao destas pessoas vivas como o lugar de habitao de Deus.

      No uma Cidade Literal
      Se a Nova Jerusalm fosse uma cidade de verdade feita de ouro, prolas e pedras preciosas, isso significaria que uma cidade fsica seria a concluso de toda
a revelao. Isso no  lgico. Deus tem trabalhado ao longo das eras. Primeiro Ele criou o universo. Ento Ele criou o homem. Posteriormente se encarnou para redimir
o homem. Ele viveu nesta terra, foi crucificado, e ento ressuscitou, ascendeu, e se derramou como o Esprito sobre Seus discpulos. Os discpulos ento saram para
pregar o evangelho. Muitos tm sido salvos e acrescentados  igreja; eles esto sendo edificados como o Corpo para expressar Cristo. Vocs crem que o resultado
final ser Deus ganhando meramente uma cidade fsica? Pensa que essa  a inteno de Deus?
      Se esse fosse o caso, Deus seria um pobre arquiteto. Mediante a Sua criao, encarnao, crucificao, ressurreio, e ascenso, mediante a Sua edificao
das igrejas e aperfeioamento dos santos gerao aps gerao, Deus est preparando algo muito maior do que uma grande cidade literal. Deus j criou algo mais esplndido
do que uma cidade - o universo. O sistema solar  lindo, mas Deus no est satisfeito com aquilo. Como Ele poderia ficar satisfeito com uma cidade, mesmo uma cidade
que  em tamanho a metade dos Estados Unidos? Interpretar tal viso, tal sinal, de maneira natural  errado.
      A igreja hoje  o nosso lar. Quando viemos  igreja, viemos ao lar. A igreja est em Deus. A vida da igreja com Deus est em todo lugar. H igreja em Dallas,
Houston, Hong Kong, e em toda a terra. Aleluia! Aonde quer que vamos, nosso lar est l. Nosso lar  a igreja. Por que nos preocupar se teremos uma casa na Nova
Jerusalm? No precisamos nos preocupar a esse respeito. Deus no est interessado nessas coisas fsicas. Esse pensamento fsico tem de ir embora.

      O Lugar de Habitao de Deus pela Eternidade
      Deus se importa  com uma composio viva de Seu povo escolhido, redimido, regenerado, transformado e glorificado. Tudo isso ser edificado junto para expressar
Deus pela eternidade. Isso satisfar a Deus para sempre. Satans estar no lago de fogo. Deus estar em Sua habitao viva. Todos aqueles que Ele criou, escolheu,
redimiu, regenerou e transformou sero glorificados  Sua imagem. Ele estar vivendo neles e eles estaro vivendo Nele. Ningum pode explicar adequadamente tal conceito
profundo. Maravilhoso! Isso ser a habitao de Deus e a esposa de Seu querido Filho, Cristo. Nenhum edifcio fsico pode ser uma esposa. Uma esposa  algo orgnico,
uma pessoa viva.
      A Nova Jerusalm significa a habitao de Deus no novo cu e nova terra. No Novo Testamento, o lugar de habitao de Deus na terra foi primeiramente um nico
Homem, Jesus Cristo, representado pelo tabernculo (Jo 1:14), e, ento, um homem coletivo, a igreja, representada pelo templo (1 Co 3:16). No novo cu e nova terra,
a habitao de Deus, como a esposa do Cordeiro (Ap 21:9,10),  tambm uma composio viva de Seu povo redimido, composto tanto dos santos do Velho Testamento, representados
pelas doze tribos, como pelos santos do Novo Testamento, representados pelos doze apstolos (Ap 21:12,14).
      Essas pessoas edificadas juntas para ser a habitao de Deus, primeiramente experimentaram a regenerao por meio da morte e ressurreio de Cristo. Isso 
representado pelas portas de prolas, a entrada das pessoas para a cidade. Uma prola  produzida por uma ostra, uma criatura viva nas guas da morte. Quando um
gro de areia fere a ostra, ela secreta uma substncia ao redor da areia, a qual faz com a areia se torne uma prola. A ferida da ostra significa morte, e a secreo
do suco de vida em volta do gro de areia significa a vida de ressurreio. A morte e ressurreio de Jesus nos fazem prolas por meio da regenerao. Ningum pode
entrar no reino de Deus a no ser pela regenerao (Jo 3:5).
      Na cidade santa a natureza de Deus ou essncia de Deus torna-se nosso elemento bsico, representado pelo ouro (Ap 21:18b, 21b); a prpria cidade  de ouro
e a rua  de ouro. A essncia de todos os crentes  simplesmente o prprio Deus.
      Pela obra do Esprito seremos transformados  imagem de Deus, representado pelo jaspe. A natureza do Pai (ouro), a redeno do Filho e a nossa regenerao
(prola), e a obra transformadora do Esprito (pedras preciosas) produzem todos os componentes dessa habitao eterna de Deus. A habitao de Deus  tambm a nossa
habitao. Ns tambm seremos edificados juntos para sermos o Lugar Santssimo de Deus, expressando-O em glria.

      O Ultimo e Maior Sinal
      Espero que todos sejamos impressionados com a interpretao e o entendimento apropriados desse ltimo e maior sinal em toda a Bblia. De todos os sessenta
e seis livros da Bblia, a Nova Jerusalm  o ltimo e o maior sinal. A ltima palavra  a palavra decisiva. Deus, mediante a criao, encarnao, redeno, ressurreio,
ascenso e toda a Sua obra de transformao e edificao ao longo de todos estes sculos cristos, obter uma composio viva de Seu povo redimido para ser a Sua
habitao e Sua companheira para satisfaz-Lo plenamente. Unir-nos-emos a Ele porque seremos a Sua companheira.
      O Senhor Jesus disse aos saduceus em Mateus 22:30 que na ressurreio no haver casamento, mas que todos seremos como os anjos. A Bblia no nos fala de questes
ou relaes fsicas na eternidade. O que ela revela  elevado e profundo. Temos de ser libertos de nossa mentalidade humana e natural ao considerar a Nova Jerusalm
como uma habitao fsica. Temos de perceber o que est no corao de Deus. Ele precisa de uma habitao eterna, composta de bilhes de pessoas vivas transformadas
e glorificadas, para serem o Seu lugar de habitao e a Sua querida esposa, Sua companheira. Essa consumao final e mxima faz com que valha a pena para Ele trazer
a criao  existncia, encarnar-se, morrer na cruz, ser ressuscitado, e gastar tantos sculos para edificar as igrejas.
      Se a Nova Jerusalm fosse uma cidade literal, ela seria somente a metade, em tamanho, dos Estados Unidos (cf. Ap 21:16). Os Estados Unidos hoje tm uma populao
de quase um quarto de bilho de pessoas. Atravs das geraes, porm, Deus ter salvo bilhes de pessoas. Como poderiam bilhes viver em uma cidade que  em tamanho
a metade dos Estados Unidos? No devemos seguir os ensinamentos naturais, mas, antes, exercitar a nossa mente sbria para ver o que Deus deseja.
      A Palavra  a verdade. Agradecemos a Deus por Ele nos haver dado esse livro. Temos algo slido na linguagem humana que podemos estudar muitas vezes. O Senhor
Jesus disse a Pedro que Ele edificaria a Sua igreja sobre essa rocha (Mt 16:18). Pedro nos diz que todos ns, como pedras vivas, estamos sendo edificados uma casa
espiritual (1 Pe 2:5). Paulo diz que ele lanou o fundamento, mas todos ns temos de ser cuidadosos em como edificamos: temos de edificar com ouro, prata e pedras
preciosas (1 Co 3:10-12). O pensamento da edificao de Deus est ao longo de todo o Novo Testamento at o fim.  por isso que dizemos que a Nova Jerusalm  a consumao
final e mxima da obra de edificao de Deus ao longo de todas as geraes.
























     CAPTULO DEZ

     A NOVA JERUSALM -
     A CONSUMAO FINAL E MXIMA
     (3)

      Leitura da Bblia: Ap 21:2,3,10-23; 22:1,2a, 14,17,19

      DUAS ESCOLAS PRINCIPAIS DE INTERPRETAO
      A Nova Jerusalm tem sido um quebra-cabea para os leitores e mestres da Bblia ao longo dos vinte sculos da era crist. H duas escolas principais de interpretao.
Uma escola diz que a Nova Jerusalm  uma cidade fsica. Ela ser parte do novo cu e nova terra, e estar na terra como uma cidade literal. A segunda escola, que
 muito superfical, diz que a Nova Jerusalm  uma manso celestial.
      Entretanto, no deveramos pensar nesta cidade como sendo meramente fsica, nem como uma manso celestial. Vamos deixar de lado essas diferentes escolas, que
so provenientes do entendimento humano.
       muito significativo que a Nova Jerusalm se posicione no final de toda a revelao de Deus e ocupe os dois ltimos captulos. Precisamos de toda a Bblia
para entender, interpretar e indicar qual  o seu significado. A concluso de um livro deve ser a palavra final a respeito de seu contedo. Isso  um princpio.
Qualquer livro que seja significativo certamente tem algum contedo apropriado e definido e tambm uma concluso apropriada e definida. Acheguemo-nos  Bblia de
Gnesis a Apocalipse. Temos de considerar seu contedo e, ento, olhar a concluso.

      A REVELAO DO LUGAR DE HABITAO DE DEUS
      A Bblia    uma  revelao  completa  do  lugar  de habitao de Deus. Esse lugar de habitao  para Ele descansar, ficar satisfeito e ser expressado.
      Gnesis 1:1 diz que no princpio Deus criou os cus e a terra. Ento, depois que todas as coisas no universo foram criadas, Deus fez Ado no sexto dia. Deus
queria ter o homem. Ele preparou os cu, a terra e tudo o mais para este homem a quem Ele fez  Sua prpria imagem e conforme a Sua semelhana.
      Essa  uma forte indicao de que Deus queria uma expresso. Ele queria algo vivo e orgnico para carregar a Sua imagem e ter a Sua semelhana. Imagem refere-se
a algo interior, enquanto que semelhana refere-se a algo exterior. Interiormente todos temos o intelecto, a vontade e a emoo. Exteriormente temos a semelhana,
a forma corprea.
      Em Gnesis 1 nos  dito que Deus criou os animais segundo a sua espcie e as plantas segundo a sua espcie. O cavalo, por exemplo,  segundo a espcie eqina,
enquanto que o pessegueiro e a macieira so segundo as suas espcies. Espcie quer dizer uma famlia, um gnero biolgico. O homem, entretanto, no foi feito segundo
a espcie humana. O homem foi feito segundo a espcie de Deus. Ns homens somos da espcie de Deus. Somos uma famlia com Deus porque carregamos a Sua imagem e temos
a Sua semelhana. Mesmo que o homem nessa poca no tivesse a vida de Deus ou Sua natureza, ele tinha a Sua imagem e semelhana.
      Isso indica que Deus queria uma expresso. Gnesis 1:26, 27 mostra que o homem no era apenas uma nica pessoa. O versculo 27 diz: "Criou Deus, pois, o homem
 sua imagem... homem e mulher os criou." Isso indica que o homem aqui  algo coletivo. J. N. Darby diz que o homem em Gnesis 1:27 quer dizer gnero humano, o homem
como uma raa. Na criao de Deus Ele fez algo de acordo com o Seu plano para ter uma expresso. O gnero humano era para expressar Deus. Esse  o incio da Bblia.
      Ento a Bblia continua falando a respeito de oito grandes homens: Ado, Abel, Enos, Enoque, No, Abrao, Isaque e Jac. Incluindo Ado, estes so os oito
gigantes no primeiro livro da Bblia.

      Betel - a Casa de Deus
      Quando chegamos a Jac, sem a luz divina podemos ver somente um menino travesso. Mas este jovem travesso, enquanto escapava de seu irmo Esa, dormiu ao relento
e teve um sonho (Gn 28:11-19).
      Jac sonhou com uma escada ligando a terra ao cu, com anjos subindo e descendo por ela. Os anjos no estavam descendo e subindo, mas subindo e descendo. Isso
indica que a escada era da terra ao cu. Freqentemente dizemos que os nossos sonhos provm do que pensamos. Se temos algo na mente, isso vir para ns como um sonho
enquanto estamos dormindo. No caso de Jac entretanto, no creio que ele sonhou o que estava em seus pensamentos durante o dia. Naqueles dias ele deveria estar pensando
em como ele estava fugindo de Esa. Em seu sonho, porm, no havia nenhum Esa e nenhum Labo. Ele viu uma escada na terra alcanando os cus. Quando ele acordou,
teve uma inspirao de Deus e disse: " a casa de Deus, a porta dos cus" (Gn 28:17). Erigiu a pedra que ele tinha usado como travesseiro e derramou leo sobre ela,
chamando aquele lugar de Betel, que significa a casa de Deus.
      No foi comissionado por Deus para edificar uma arca, e Abrao recebeu uma promessa de Deus de que toda a terra, toda humanidade, seria abenoada em sua semente.
Mas esse menino travesso, o neto de Abrao, teve um sonho. Acordando daquele sonho, ele disse algo maravilhoso, algo que compe e direciona toda a Bblia - a casa
de Deus. Esse  um ponto direcional, passando ao longo da Bblia. Desse menino travesso que teve tal sonho veio um povo, o povo de Israel.

      O Tabernculo - a Casa de Deus
      No segundo livro da Bblia, xodo, todos os filhos de Israel foram ganhos por Deus. Ele no somente os resgatou, mas os reuniu no monte Sinai. Ali Deus deu-lhes
uma viso (x 19), e no simplesmente um sonho. H uma conexo entre a viso que Moiss recebeu de Deus no monte Sinai e o sonho de Jac. Jac em seu sonho viu algo
relacionado  casa de Deus, e agora os seus descendentes, um povo que veio de Jac, estava ali no monte Sinai com os cus abertos para eles. Um dos representantes
deles, Moiss, subiu ao monte para estar com Deus, e Deus lhe mostrou o modelo de Sua casa, um modelo de como edificar o tabernculo.
      O tabernculo  a casa de Deus. Em 1 Samuel 3:3 o tabernculo  chamado de o templo do Senhor; isso quer dizer, que ele era a casa de Deus. O tabernculo como
lugar de habitao de Deus  tambm chamado de templo, a casa de Deus.
      No monte Sinai Moiss viu todos os projetos, e os filhos de Israel edifcaram um tabernculo de acordo com esse modelo. No ltimo captulo de xodo, o tabernculo
foi erigido, e imediatamente a glria de Deus desceu dos cus e encheu o tabernculo (Ex 40:34). Isso  maravilhoso! Isso foi at mesmo maior do que os atos criadores
de Deus. Criar o universo  algo geral, mas para Deus ter um lugar definido nesta terra para que Ele pudesse descer e entrar, o caminho da glria foi verdadeiramente
maravilhoso. O tabernculo fsico era um tipo de todos os filhos de Israel como o lugar de habitao de Deus.

      O Tabernculo  - Jesus Cristo, o Homem-Deus
      Finalmente aquele tipo foi cumprido no Senhor Jesus. Quando o Senhor Jesus veio, Deus veio. "No princpio era a Palavra e a Palavra estava com Deus, e a Palavra
era Deus" (lit.), e essa Palavra tornou-se carne (Jo 1:1, 14). Sabemos que este  Jesus na encarnao. Quando Ele veio na encarnao, Ele "tabernaculou" (v. 14 -
lit.). Isso indica que Ele mesmo como o tabernculo vivo foi o cumprimento do tabernculo em xodo 40. Jesus, como o tabernculo, no  um edifcio mas uma pessoa
viva, orgnica. Esse que  o tabernculo  uma Pessoa divina, uma Pessoa maravilhosa, um homem-Deus. A primeira impresso que a Bblia d a respeito do tabernculo
 que ele  uma coisa orgnica, uma pessoa orgnica. Ainda mais, ele  um humano orgnico mesclado com Deus. O tabernculo  o homem-Deus Jesus Cristo.
      No final da Bblia est a Nova Jerusalm, a consumao final e mxima do tabernculo (Ap 21:3). O tabernculo nos dois Testamentos, tanto o Velho como o Novo,
, na verdade, uma pessoa viva de duas naturezas - a natureza humana e a divina. O Senhor Jesus era um homem composto de divindade e humanidade. O Esprito Santo
 o elemento divino, a divindade, e a virtude humana  o elemento humano, a humanidade. Portanto, a concepo de Jesus  do elemento divino no elemento humano. Essa
concepo gerou uma criana de duas naturezas - divina e humana. Essa criana no era somente humana, mas tambm divina. Ela era um homem-Deus, e este homem-Deus
era o tabernculo.
      Deixem-me enfatizar fortemente que esse  um tabernculo no sentido bblico. Na Bblia o tabernculo  uma pessoa viva como uma composio da natureza divina
e da humana. Por causa disso, a Nova Jerusalm no pode ser uma cidade literal, nem pode ser uma manso celestial. De acordo com o sentido bblico, tabernculo quer
dizer uma pessoa viva como uma composio de divindade com humanidade.

      O Tabernculo e o Templo
      Israel primeiramente edificou o tabernculo. Ento, quando entraram na boa terra, Deus revelou-lhes por meio de Davi (2 Sm 7:2, 5-13) que Ele queria ter algo
fixo e no transportvel. O tabernculo era uma casa de Deus "transportvel." Ele podia satisfazer a Deus temporariamente, mas no permanentemente. Ele queria algo
fixo edificado sobre um fundamento slido. O templo no era mvel ou transportve, mas algo estabelecido. Davi conhecia o corao de Deus e preparou todos os materiais
para a edificao do templo (1 Cr 22). Deus tinha-lhe dado um filho, Salomo, que edificaria o templo. Esse templo era a ampliao do tabernculo. Quando ele foi
finalizado, as coisas do tabernculo foram trazidas para dentro do templo (2 Cr 5:1, 5), indicando que os dois eram, na verdade, um.
      No Novo Testamento, o Senhor Jesus em Joo 1:14  revelado como o tabernculo, mas em Joo 2:19-21 Ele indica que Ele  o templo. "Destru este santurio,
e em trs dias eu o reconstruirei" (v. 19). A palavra de Jesus aqui indica que Seu corpo era o verdadeiro templo. Quando Ele disse que levantaria o templo em trs
dias, sabemos que Ele ergueu uma casa de Deus em ressurreio. A casa de Deus que Jesus edificou em ressurreio no  somente Ele prprio, mas inclui Seus crentes
tambm (Ef 2:6). Assim, esse templo edificado na e pela ressurreio de Jesus  um templo coletivo. Esse templo  a igreja. A igreja  o templo (1 Co 3:16).

      A Igreja - Composta dos Membros Vivos de Cristo
      Muitos cristos consideram a igreja um edifcio fsico. Eles se referem ao edifcio como a igreja ou como o santurio. Muitos pensam numa igreja como um edifcio
com um teto inclinado, vitrais e um campanrio.
      A Bblia, entretanto, revela que a igreja  uma composio viva dos membros vivos de Cristo (1 Pe 2:5). Ela  uma composio orgnica de todos os verdadeiros
crentes. Ns somos a igreja. Ela no  um edifcio sem vida. A igreja  orgnica. A igreja somos ns, voc e eu, as pessoas regeneradas pelo Esprito com a vida
divina. Ela  todos os queridos santos. A igreja  um organismo. Ela  viva e ativa. Ela no  sem vida, pois os componentes da igreja so pessoas vivas. Ns, os
crentes, somos os componentes. A igreja  composta de todos os santos, assim ela  algo vivo.

      A Igreja - Humanidade e Divindade
      A igreja  tambm uma pessoa coletiva composta de dois elementos, de humanidade e divindade. Ns, os crentes, como os componentes da igreja temos duas naturezas
- uma natureza humana e uma natureza divina. Recebemos nossa natureza humana por meio do nascimento natural. Ento em nosso segundo nascimento, um nascimento espiritual,
recebemos outra natureza, a natureza divina. Em nossa regenerao recebemos a vida divina (1 Jo 5:11). Se temos vida, certamente com esta vida vem a natureza. Somos
participantes da natureza divina (2 Pe 1:4); portanto temos duas naturezas.
      H uma tendncia hoje, entre estudantes de seminrio, em crer que os cristos tm somente uma natureza, a qual ser gradualmente melhorada. Isso no somente
 um ensinamento errado;  heresia. Tal ensinamento anula o fato da regenerao.
      A igreja, entretanto,  uma composio viva e coletiva de pessoas com duas naturezas - humana e divina. Com Cristo existiu primeiro a divindade, e, depois,
a humanidade. Conosco existe primeiro a humanidade, ento a divindade. Cristo como o tabernculo foi uma pessoa com divindade mais humanidade, e ns, como a ampliao
de Cristo, o lugar de habitao de Deus, o prprio templo, somos uma composio, primeiro da humanidade e, ento, da divindade. Cristo tem divindade mais humanidade.
Ns temos humanidade mais divindade. Em natureza Ele e ns somos o mesmo. A nica diferena  que Ele tem a deidade, e ns no; contudo, temos a vida e a natureza
divina como Ele tem. No temos a Sua autoridade, Sua deidade.

      A Consumao do Templo
      A Nova Jerusalm  a consumao de tal templo. Baseado neste princpio, no podemos dizer que ela  uma cidade fsica ou uma manso celestial. Uma vez que
a Nova Jerusalm  a consumao final e mxima de toda a edificao da habitao de Deus ao longo das geraes como a concluso de toda revelao de Deus de Sua
economia, ela  totalmente orgnica. Ela  seres humanos mesclados com Deus. Essa composio ser uma habitao mtua, para Deus habitar nos santos e para os santos
habitarem em Deus.
      A Nova Jerusalm  uma composio do povo redimido e regenerado de Deus, que so os Seus Filhos. Essa cidade  tambm o agregado da filiao divina. Efsios
1 diz que fomos escolhidos e predestinados para a filiao (vs. 4, 5). O agregado  da   filiao  ser   a  Nova  Jerusalm.   Ela  a composio de todos os filhos
de Deus (Ap 21:7). Tal edificao, a cidade santa,  uma pessoa coletiva viva porque ela  chamada de a esposa do Cordeiro (Ap 21:9). Uma cidade fsica no pode
ser uma esposa. Uma esposa  uma pessoa; portanto, essa cidade deve ser uma pessoa coletiva viva.


      OS ELEMENTOS INTRNSECOS DA EDIFICAO DE DEUS
      O contedo da edificao de Deus tem alguns elementos, os quais so intrnsecos e ocultos. O elemento intrnseco da Nova Jerusalm como o lugar eterno de habitao
de Deus  o prprio Deus Trino.

      A Trindade Divina - A Estrutura Bsica
      A Trindade divina  a estrutura bsica da Nova Jerusalm. Ela  estruturada com a natureza do Pai, conforme representada pelo ouro. A prpria cidade  uma
montanha de ouro, e sua rua  tambm de ouro (Ap 21:18b, 21b). Isso indica que a cidade  uma coisa divina. Divindade  o elemento bsico do contedo do edifcio.
      A redeno do Filho por meio da morte e ressurreio  representada pela prola. Prolas provm de ostras. Elas so produzidas aps as ostras serem feridas
por um gro de areia. A ostra secreta seu sumo de vida em volta da areia e faz dela uma prola. Isso significa a encarnao de Cristo e a Sua ida para dentro das
guas da morte como uma ostra. O ser ferido pelas nossas transgresses e o liberar de Sua vida de ressurreio produz uma prola.
      A transformao do Esprito  representado pelas pedras preciosas. No ouro est a natureza do Pai, na prola est a redeno do Filho por meio da morte e ressurreio,
e nas pedras preciosas est o Esprito em Sua obra transformadora. Isso quer dizer que o prprio Deus Trino  a estrutura bsica da Nova Jerusalm. A Trindade 
tambm a estrutura da vida da igreja, que  uma miniatura da Nova Jerusalm. O tamanho  muito menor, mas os elementos so os mesmos.

      A Vida Divina - O Suprimento e a Nutrio Interior
      Para a nossa vida fsica, ns, diariamente, precisamos de suprimento nutrio.  por isso que temos de comer ao menos trs vezes ao dia. A vida divina  o
suprimento e a nutrio interior de todas as partes da Nova Jerusalm. Isso  indicado pela gua da vida fluindo do trono divino para saturar toda a cidade (Ap 22:1,
17). Na gua cresce a rvore da vida, que produz doze frutos, um a cada ms, doze meses anualmente, para alimentar toda a cidade (Ap 22:2a, 14, 19). A gua da vida
e a rvore da vida com o fruto da vida realizam o suprir e o nutrir. Toda a cidade vive desses dois itens.

      A Luz Divina - A Luz Interior e a Glria Exterior
      A Trindade divina  a estrutura bsica, a vida divina  o suprimento e a nutrio interior, e a luz divina  a luz interior e a glria exterior para a expresso.
Deus no Cordeiro  a lmpada como a luz interior (Ap 21:23). Na Nova Jerusalm no precisaremos do sol, da lua, de velas, de querosene ou de eletricidade. No precisaremos
da luz criada por Deus ou da luz feita pelo homem, pois teremos o prprio Deus, que  a luz interior. Ao mesmo tempo, essa luz brilha na e atravs da pedra preciosa,
como uma pedra de jaspe, significando os crentes transformados (Ap 21:11). A pedra de jaspe  "transparente como cristal." Deus, como a luz dentro do Cordeiro como
a lmpada, est brilhando pela cidade. Na cidade est a luz que brilha. Fora, a luz est expressando a glria de Deus, de modo q~c a cidade inteira possui a glria
de Deus. A glria de Deus  o prprio Deus, brilhando da cidade atravs da muralha transparente de jaspe (21:18). Isso  o que a igreja deve ser hoje - uma composio
viva de Deus, com Cristo como nossa luz interior resplandecente e como a nossa expresso em glria.

      Um Mesclar do Deus Trino com o Homem Tripartido
      Fomos redimidos, regenerados, e agora estamos sendo transformados. Tambm estamos a caminho para sermos glorificados. O nosso esprito foi regenerado, nossa
alma problemtica est sendo transformada, e nosso pobre corpo est esperando transfigurao.
      Na Nova Jerusalm o Deus Trino est plenamente mesclado com o homem tripartido redimido, regenerado, transformado e glorificado. Esse mesclar  a habitao
eterna de Deus, representado pelo nmero doze. Doze  trs multiplicado por quatro. Sabemos disso porque a cidade  quadrada com quatro lados. Em cada lado h trs
portas (21:13). Pela eternidade a Nova Jerusalm ser um mesclar absoluto, no somente uma adio. Ela  a multiplicao - o Deus Trino (trs) multiplicado pelo
homem (quatro).
      Na Nova Jerusalm o nmero doze  usado catorze vezes. Doze fundamentos de doze pedras preciosas possuem os nomes dos doze apstolos (21:14, 19, 20). As doze
portas de doze prolas com doze anjos possuem os nomes das doze tribos (21:12, 21a). A medida da cidade  doze mil estdios em trs dimenses (21:16). A altura da
muralha  de cento e quarenta e quatro cvados (21:17a), que  doze multiplicado por doze cvados. A rvore da vida produz doze frutos em cada um dos doze meses
(22:2). O nmero doze, ocorrendo tantas vezes, quer dizer que a cidade santa  um mesclar do Deus Trino com o homem tripartido.

      Um Edifcio em Ressurreio
      Apocalipse 21:17b diz que a medida da muralha  "medida de homem, isto , de anjo." Esse  um sinal de que naquele tempo o homem ser como os anjos. Em Mateus
22:30 o Senhor Jesus indicou que em ressurreio o homem ser "como anjos de Deus nos cus." Assim, o homem sendo como um anjo indica o princpio da ressurreio.
A cidade inteira, portanto, estar em ressurreio. Cristo, o Cabea, e ns, Seus membros, estaremos todos em ressurreio.

      Uma Expresso Plena do Deus Trino
      A muralha  feita de jaspe, e a luz da cidade  como jaspe (21:18, 11). Em 4:3 nos  dito claramente que Deus sentado no trono se assemelha a jaspe. Jaspe,
ento, significa a aparncia de Deus. Na eternidade, a Nova Jerusalm possuir a aparncia de Deus. Deus se assemelha a jaspe, e a cidade toda possuir a aparncia
de jaspe. Isso indica que ela ser uma expresso eterna e coletiva de Deus.
      Isso cumpre Gnesis 1:26. A Bblia comea da forma como termina. Ela comea com a imagem de Deus para a Sua expresso, e ela termina com uma expresso coletiva,
vasta, imensa e esplndida. Essa  a consumao final e mxima do registro do tabernculo e do templo. A Bblia  um registro dessas duas coisas: o tabernculo e
o templo. A concluso da Bblia  a consumao do tabernculo e do templo.
      O que a Nova Jerusalm  deve ser verdadeiro na igreja agora mesmo. Ns, como a igreja na restaurao do Senhor, temos de ter o Deus Trino como a nossa estrutura,
com a vida divina como o nosso suprimento e nutrio interior, e com a luz divina como o nosso brilho interior e expresso exterior. Esse  o testemunho de Jesus.
No comeo do livro de Apocalipse esto os candelabros como o testemunho de Jesus (1:2,12). Ento, no fim do mesmo livro est o agregado de todos os candelabros,
a Nova Jerusalm, como o testemunho eterno de Jesus. Hoje devemos ser tal testemunho vivo de Jesus. No somos uma outra obra crist, nem somos simplesmente um grupo
cristo. Somos o testemunho de Jesus como o candelabro hoje, que ser consumado na Nova Jerusalm. O que seremos l devemos primeiramente ser aqui.










































     CAPTULO ONZE

     A NOVA JERUSALM -
     A CONSUMAO FINAL E MXIMA
     (4)

      Leitura da Bblia: Ap 21:3,4,6,7,24,26; 22:2-5,14,17
      A Nova Jerusalm  a consumao de toda a revelao divina. Os sessenta e seis livros da Bblia tm uma concluso, e essa concluso  a Nova Jerusalm. A Bblia
comea com a criao de Deus e finaliza com o Seu edifcio. A criao no  o objetivo de Deus. Ela  para o Seu objetivo, que  a edificao. Essa idia da edificao
divina percorre toda a Bblia.

      O VELHO TESTAMENTO
      A viso do edifcio de Deus veio primeiro para Jac. Enquanto estava fugindo de seu irmo Esa, ele teve um sonho. Sonhou com a casa de Deus, Betel (Gn 28:11-19).
Mais tarde, Deus trouxe os descendentes de Jac para fora do Egito e para o monte Sinai, onde ficaram por um longo tempo. Enquanto estavam ali, Deus mostrou-lhes
o projeto celestial de um edifcio, o tabernculo, que seria a habitao de Deus entre Seu povo na terra.
      Depois que eles entraram na boa terra, Deus quis que edificassem o templo. O Velho Testamento  uma histria principalmente do tabernculo e do templo. Esses
dois so um - o lugar de habitao de Deus nesta terra entre Seu povo. A histria dos descendentes de Jac  uma histria do tabernculo e do templo no Velho Testamento.
Esses dois foram o centro, o foco da histria do povo de Deus no Velho Testamento nesta terra.

      O NOVO TESTAMENTO
      No Novo Testamento vemos Deus encarnado. Deus tornou-se carne. Joo 1:14 nos diz que Este que se encarnou "tabernaculou entre ns" (lit.). Joo usou particularmente
esta palavra "tabernaculou." Isso indica que quando o Senhor Jesus estava na terra, em carne, Ele era o tabernculo de Deus. Em prefigurao o tabernculo edificado
em xodo era um tipo completo da encarnao do Senhor; o Senhor encarnou-se para ser a prpria corporificao de Deus nesta terra. Essa corporificao era a habitao
de Deus. Colossen-ses 2:9 nos diz que a plenitude da Deidade habita em Cristo corporeamente, em Cristo com um corpo humano, fsico. O prprio Cristo era a corporificao
de Deus, e essa corporificao era o tabernculo de Deus.
      Em Joo 2:19 o Senhor disse aos judeus: "Destru este santurio, e em trs dias o reconstruirei." O corpo do Senhor Jesus era o templo de Deus (v. 21). Em
Joo 1 est o tabernculo e em Joo 2 est o templo. A palavra do Senhor Jesus "em trs dias" significa a Sua ressurreio. Paulo nos diz em Efsios 2:6 que quando
Cristo foi ressuscitado, ns fomos ressuscitados juntamente com Ele. Pedro diz mais adiante que por meio daquela ressurreio todo-inclusiva todos fomos regenerados
(1 Pe 1:3). Nascemos de Deus e somos os Seus filhos. Isso implica que o prprio templo que o Senhor Jesus edificou em trs dias, isto  em Sua ressurreio, no
 algo individual, mas algo coletivo. Portanto, nas Epstolas nos  dito que a igreja como o Corpo de Cristo  o templo de Deus. Em 1 Corntios 3:16 diz que os santos
so templo de Deus.
      O Novo Testamento termina com a Nova Jerusalm, e a Nova Jerusalm como a concluso da Bblia  chamada de tabernculo (Ap 21:3). Joo disse que ele no viu
nenhum templo na cidade santa, "porque o seu santurio  o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro" (21:22).
      Como temos enfatizado, a medida da Nova Jerusalm  a mesma em comprimento, largura e altura. Nas trs dimenses  a cidade mede doze mil estdios  (21:16).
O princpio revelado na Bblia  que um edifcio com trs dimenses iguais indica o Santo dos Santos. O Santo dos Santos no tabernculo era de dez cvados nas trs
dimenses. O Santo dos Santos no templo de acordo com 1 Reis 6:20, era tambm de trs dimenses iguais, de vinte cvados cada. De acordo com a medida da Nova Jerusalm,
ento, esta cidade santa deve ser o Santo dos Santos. Se lermos Apocalipse 21 cuidadosamente, podemos ver que a cidade santa  tanto o tabernculo como o templo.
      Tanto o Velho Testamento como o Novo Testamento esto focalizados no tabernculo e no templo como a habitao de Deus. Ento a concluso de toda a Bblia,
tanto o Velho Testamento como o Novo,  tambm o tabernculo e o templo. No Velho Testamento o tabernculo prefigurava Cristo individualmente como o tabernculo
de Deus, e o templo tipificava Cristo coletivamente como o templo de Deus. O que temos aqui  Cristo e a igreja. Cristo  o cumprimento do tipo do tabernculo, e
Cristo como a Cabea com a igreja como Seu corpo, juntos, cumprem a figura do templo. Isso ter uma consumao, e essa consumao final e mxima ser a Nova Jerusalm,
a qual  tanto o tabernculo como o templo. Aqui est a consumao final e mxima da habitao de Deus, a qual Ele tem edificado por sculos. Esta Nova Jerusalm
, alm disso, uma composio viva de todos os santos do Velho Testamento, assim representados pelos nomes das doze tribos, e de todos os santos do Novo Testamento,
assim representados pelos nomes dos doze apstolos. Ela  a composio viva do povo redimido de Deus para ser o lugar eterno de Sua habitao.

      QUATRO DISPENSAES PARA A EDIFICAO DE DEUS
      Na velha criao, antes da vinda do novo cu e nova terra, h quatro dispensaes. A dispensao dos Patriarcas, de Ado a Moiss, foi a dispensao antes
da lei. Vocs podem cham-la de dispensao pr-lei ou dispensao dos Patriarcas. A segunda  a dispensao da lei, de Moiss  primeira vinda de Cristo. A terceira
 a dispensao da graa, durando da primeira vinda de Cristo at a Sua segunda vinda. Ento, com a Sua segunda vinda, a quarta dispensao comear, isto , o reino
de mil anos de Cristo. Depois desta quarta dispensao, a velha criao certamente estar inteiramente renovada porque por meio das dispensaes Deus ter cumprido
o que pretendeu cumprir.
      A obra criadora de Deus foi completada nos dois primeiros captulos da Bblia. Ento a partir da segunda metade de Gnesis 2, Deus comeou a Sua obra de edificao.
Essa obra continua por todas as quatro dispensaes: a dispensao dos Patriarcas, a dispensao da lei, a dispensao da graa e finalmente a dispensao do reino
milenar. Por meio dessas quatro dispensaes Deus realiza a Sua edificao.

      A OBRA DE DEUS  - UMA OBRA DE EDIFICAO
      A obra de Deus por meio de todas as quatro dispensaes  uma obra de edificao. No Velho Testamento vemos a edificao do tabernculo e do templo, a qual
era o foco da histria do Velho Testamento. Quando o Senhor Jesus veio, Ele era o tabernculo. Depois de ajudar os discpulos a perceberem que Ele era o Cristo,
o Filho do Deus vivo, Ele imediatamente revelou que Ele edificaria a Sua igreja (Mt 16:18). A palavra do Senhor indicava que Ele estava fazendo uma obra de edificao.
      Essa idia de edificao  muito forte na Bblia. Mesmo em Atos 4 Pedro disse aos lderes judeus que eles eram os edificadores que rejeitaram a Cristo, a pedra
viva, contudo Deus O ressuscitou e O fez a pedra angular de Seu edifcio (At 4:10, 11). Pedro nos diz em seu escrito que o Senhor  a pedra viva, e ns todos como
pedras vivas vimos ao Senhor e estamos sendo edificados uma casa espiritual (1 Pe 2:4, 5).
      Paulo tambm fala da edificao. Ele nos diz que ele lanou o nico fundamento, e que ningum pode lanar outro. O problema, entretanto  como ns edifcamos
sobre ele. Podemos edificar com ouro, prata e pedras preciosas ou com madeira, feno e palha (1 Co 3:10-12).
      Nos escritos de Joo a idia de edificao  mais forte. Quando Simo veio ao Senhor Jesus em Joo 1:41, 42, o Senhor mudou o seu nome para Cefas, uma pedra.
Mais tarde no mesmo captulo o Senhor disse a Natanael que ele veria "o cu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem" (v. 51). Na verdade,
o Senhor estava referindo a Natanael o sonho de seu antepassado Jac (Gn 28:12, 17, 19), indicando que uma obra de edificao de Betel, a casa de Deus, estava se
iniciando. Ento no captulo dois o Senhor indicou que Ele edificaria o Seu corpo em ressurreio como o templo coletivo de Deus (2:19, 21, 22).
      Joo escreve mais adiante em Apocalipse que os vencedores sero edificados no templo de Deus como coluna (Ap 3:12). Finalmente, em Apocalipse 21, ele nos mostra
que a consumao final e mxima dessa obra de edificao ser a Nova Jerusalm, o tabernculo e templo de Deus, edificada com ouro, prolas e pedras preciosas, e
tendo os apstolos como as doze pedras fundamentais.
      Notem, ento, que em toda a Bblia somente um captulo e meio esto na criao de Deus. O resto da Bblia, da segunda metade de Gnesis 2 ao final de Apocalipse,
est na edificao de Deus. Essa edificao  denominada o tabernculo e o templo muitas vezes no Velho Testamento, no Novo Testamento, e na concluso da Bblia.
No Velho Testamento esto o tabernculo e o templo. No Novo Testamento est a realidade do tabernculo e do templo. Na concluso desses dois testamentos est a consumao
final e mxima do tabernculo e do templo.

      O AGREGADO DA FILIAO DIVINA
      Essa consumao, a Nova Jerusalm,  o agregado da filiao divina para ar opresso coletiva do Deus Trino (Rm 8:23). O Filho  a expresso do Pai. Ningum
jamais viu o Pai, mas o Filho unignito O revelou (Jo 1:18). Um pai e seus filhos possuem uma imagem. A face dos filhos  como a face do pai. Jesus Cristo como o
Filho de Deus  a prpria expresso de Deus, o Pai. Deus, entretanto, gostaria de ter mais do que um filho. Cristo  referido como sendo o unignito em Joo 1:18
e em 3:16, onde se diz que Deus deu o Seu Filho unignito. Em Romanos 8:29 conhecemos que em ressurreio esse nico Filho de Deus tornou-se o primognito entre
muitos irmos. O Senhor Jesus em Sua ressurreio incumbiu uma das irms para ir "ter com meus irmos" (Jo 20:17), e Hebreus 2:11 diz que Ele "no se envergonha
de lhes chamar irmos" porque eles todos nasceram do mesmo Pai. A nica diferena  que Ele  o primeiro Filho, e ns somos os muitos filhos.

      Conduzindo Muitos Filhos  Glria
      O Deus Trino est ainda trabalhando hoje para conduzir Seus muitos filhos  glria (Hb 2:10). Somos filhos de Deus, mas no estamos na glria ainda. Assim
como uma lagarta  transformada em uma borboleta, assim ns estamos sendo conduzidos para a glria. Aleluia! estamos a caminho! Um dia todos estaremos l em glria
como os muitos filhos de Deus. Romanos 8:18-22 nos diz que toda criao cada, agora sob a escravido da corrupo, espera ansiosamente para ver-nos em glria. Aquela
glria ser a liberdade da glria dos filhos de Deus, que  a nossa plena redeno (v. 23). O nosso corpo ainda no foi redimido, mas uma dia ele ser transfigurado
em um corpo glorioso (Fp 3:21). Essa plena redeno de nosso corpo  a filiao plena. O nosso esprito j nasceu de Deus, mas nosso corpo ainda no foi trazido
 filiao. O universo inteiro est esperando ansiosamente pela parte final de nossa redeno. A criao quer ver todos os filhos de Deus conduzidos  glria para
desfrutar a plena filiao deles.

      Filhos, Irmos e Membros
      Antes da Sua ressurreio, Cristo era o Filho unignito de Deus, mas por meio da morte e ressurreio Ele tornou-se o primognito, seguido por muitos filhos
que foram produzidos por meio de Sua morte e ressurreio. Agora, para Deus somos os muitos filhos, para Cristo, somos os muitos irmos, e para o Seu Corpo, somos
membros.  por isso que nos chamamos de irmos. Somos irmos uns dos outros porque somos os irmos de Cristo e os filhos de Deus. Isso  filiao. Isso  uma entidade
coletiva.

      Filiao Total
      A Nova Jerusalm  o agregado da filiao divina. H somente uma nica filiao divina; todos estamos nessa nica filiao. Na ressurreio todos seremos homens,
incluindo as irms. Nesse corpo da velha criao ainda temos a diferena entre irmos e irms, mas em ressurreio todos seremos homens, irmos. A filiao total
ser completada por meio do arrebatamento e ressurreio vindouros. Quando estivermos l na Nova Jerusalm, aquilo ser um agregado da filiao divina. Essa filiao
 para a expresso coletiva do grande Deus que  trino - o Pai, o Filho e o Esprito.

      PREDESTINADOS PARA A FILIAO
      Essa filiao cumpre o desejo da predestinao de Deus. Efsios 1:4, 5 nos diz que antes da fundao do mundo Deus nos predestinou para a filiao. Quando
jovem, eu amava esses versculos, mas pensava que Deus me havia predestinado para os cus. Ento pensei que fui predestinado para a salvao. Muitos de ns podem
ter pensado a mesma coisa. Muitas vezes quando lemos a Bblia lemos nela algo de nossa mente. A Bblia no diz que Deus nos tem predestinado para os cus ou para
a salvao. Ela diz que fomos predestinados para a filiao.
      Deus tomou uma firme deciso antes da fundao do mundo para fazer de voc um filho. Todo escolhido  um pecador, at mesmo um inimigo de Deus, mas Deus tem
a habilidade redentora para fazer de voc, que  um pecador e um inimigo Dele, um de Seus filhos. Essa  a maravilha das maravilhas. Deus fez de ns, que ramos
Seus inimigos, Seus filhos.
      Joo diz que a todos que O recebem, isto , que crem em Seu nome, ser dada a autoridade de serem filhos de Deus (Jo 1:12). Esses so nascidos de Deus. Ele
veio para ser o tabernculo (1:14), desejando que O recebssemos e assim nascssemos como filhos. A inteno do Senhor Jesus, o tabernculo, era que nascssemos
como filhos para sermos os componentes do templo vindouro (Jo 2:19, 21, 22)


      FILIAO EM ROMANOS 8
      Em Romanos 8 Paulo  forte nessa questo de filiao. Romanos 8 diz: "Pois todos os que so guiados pelo Esprito de Deus so filhos de Deus" (v. 14). Deus
no nos tem dado um esprito de escravido mas um esprito de filiao (v. 15). O Seu Esprito testifica com o nosso esprito que somos filhos de Deus (v. 16). Toda
a criao est aguardando ansiosamente por essa nossa filiao (v. 19). Deus est agora nos conformando  prpria imagem do Primognito, Cristo (v. 29). Somos os
Seus irmos hoje, mas no plenamente. Ns estamos no processo. Quando estivermos conformados  imagem do Primognito, seremos a Sua prpria expresso de uma maneira
coletiva.


      UMA EXPRESSO COLETIVA DE DEUS
      Em Apocalipse, Deus sentado no trono se assemelha a jaspe (4:3). Ento em 21:18 Joo nos diz que a muralha da cidade era feita de jaspe. Esses dois versculos
nos dizem que a Nova Jerusalm se parecer com Deus. A cidade ser uma expresso coletiva de Deus.
      Que Deus ter uma expresso coletiva est tambm indicado em Sua criao do homem. Antes das eras, Deus nos predestinou para a filiao. Ento Ele criou o
homem  Sua prpria imagem, de acordo com a Sua predestinao, com a inteno de que um dia este homem criado fosse a Sua expresso coletiva. Aquele dia ainda no
chegou. Quando as quatro dispensaes terminarem - as dispensaes dos Patriarcas, da lei, da graa e do reino -, a obra de Deus em conformar-nos  imagem do Primognito
ser completada. Ento seremos uma entidade viva coletiva, possuindo a imagem de Deus.
      A Nova Jerusalm  o agregado de todos os filhos como a expresso coletiva. Ela  uma composio de todos os queridos santos redimidos por Deus em todas as
dispensaes, tanto as do Velho como do Novo Testamento. Eles juntos sero os componentes dessa cidade santa, o agregado da filiao divina, expressando Deus coletivamente
para cumprir o desejo de Seu corao, como indicado na Sua criao do homem  Sua prpria imagem. Apocalipse 21 e 22 so o cumprimento de Gnesis 1:26 - Deus tendo
um homem  Sua imagem.


      DUAS CATEGORIAS
      No novo cu e nova terra existem duas categorias de pessoas. Uma so os muitos filhos e a outra so os povos. Quando estivermos na Nova Jerusalm, seremos
os filhos de Deus, no os povos de Deus.
      Na Inglaterra h uma famlia real. Eles no so "o povo", mas os que reinam. Santos, vocs j consideraram que no esto entre o povo comum? Vocs so da famlia
real. Joo nos diz em Apocalipse 1:6 que Cristo tem-nos feito "um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai." Somos os filhos do Deus Todo-poderoso, que  o Rei dos
reis. Isso nos faz membros, familiares da famlia real. No somos somente filhos de Deus mas tambm membros da famlia real.
      Em Apocalipse 21:3 se diz: "Eles sero povos de Deus." Ento em 21:7 se diz: "O vencedor... me ser filho." Em 21:24 esto "as naes". As naes andaro mediante
a luz da cidade santa. Ns, os filhos, a famlia real, somos a cidade santa. Para Deus, ento, Seus Filhos so uma categoria e Seu povo  outra.
      Em Londres, fui levado para ver a troca da guarda em frente do porto do Palcio de Buckingham. Mesmo na grande cidade de Londres, h uma "pequena cidade"
chamada Palcio de,Buckingham, onde a famlia real vive. A
      Nova Jerusalm ser o Palcio de Buckingham celestial, espiritual, divino e eterno. Em volta da cidade real esto as naes.
      No novo cu e nova terra no seremos os povos, as naes, mas os filhos. Os filhos de Deus em Apocalipse 21:6, 7 so aqueles que nasceram de Deus por meio
da regenerao (Jo 1:12, 13; 1 Pe 1:3, 4, 23; Tg 1:18). Eles esto edificados juntos por meio da transformao (1 Co 3:9-12a; Ef 2:20-22; 1 Pe 2:4-6; 2 Co 3:18;
Rm 12:2; Ef 4:23, 24). Eles sero glorificados em plena conformao para serem uma expresso coletiva do Deus Trino (Rm 8:29, 30; Hb 2:10; Ap 21:11). As naes
do lado de fora da Nova Jerusalm no so de nascidos de novo, transformados ou glorificados. Somos diferentes das naes.

      Os Filhos de Deus
      As pessoas que so renascidas, transformadas, glorificadas e conformadas sero os componentes da Nova Jerusalm. Hoje os crentes como os membros do Corpo de
Cristo so os componentes da igreja, que  tanto a casa de Deus como a esposa de Cristo. A igreja no  um edifcio. Ela  uma composio viva de todos os membros
vivos de Cristo. Essa composio viva  um organismo. No  uma organizao. Onde essas pessoas esto, ali est o organismo. Estamos aqui como esse organismo, a
igreja. Se mudarmos para Braslia, esse organismo estar ali em Braslia.
      Esses componentes - os filhos de Deus regenerados, transformados, glorificados e conformados para ser tanto a casa de Deus como a esposa de Cristo (Ap 21:3,
9) - na eternidade comero da rvore da vida e bebero a gua da vida. Esses sero os dois desfrutes principais, substanciais e bsicos dos filhos de Deus. Apocalipse
22:14 promete que teremos o direito de comer da rvore da vida. Em Apocalipse 22:17 existe um chamado para beber gua. Esses sero nossos desfrutes bsicos na Nova
Jerusalm pela eternidade.
      Ento serviremos a Deus e ao Cordeiro como Seus escravos (Ap 22:3) pela eternidade. Tambm seremos reis sobre as naes - os povos - pela eternidade. Apocalipse
22:5 diz que reinaremos "pelos sculos dos sculos." Os crentes como filhos de Deus sero todos reis. Os anjos sero os que servem (Hb 1:13,14), servindo-nos. Eles
so os servos da famlia real, e ns somos reis sobre as naes. Este  o reino de Deus na eternidade.

      Os Povos de Deus
      Os povos de Deus em Apocalipse 21 so o remanescente das ovelhas descritas em Mateus 25:31-46. Quando o Senhor Jesus voltar, Ele sentar em Seu trono de glria
em Jerusalm e reunir todos os diversos povos vivos das naes para Ele. Eles sero classificados era ovelhas e cabritos e Ele os julgar. Os cabritos, que esto
 Sua esquerda, iro diretamente para o lago de fogo. As ovelhas,  Sua direita, herdaro o reino milenar, que Deus preparou para eles desde a fundao do mundo.
Fomos predestinados para a filiao antes da fundao do mundo, mas o milnio foi preparado por Deus para essas ovelhas desde a fundao. H uma diferena. Esse
julgamento no ser no grande trono branco (Ap 20:11), que segue o milnio. Ele ser no trono da glria de Cristo antes dos mil anos. O julgamento no ser de acordo
com a lei de Moiss nem de acordo com o evangelho da graa, mas de acordo com o evangelho eterno (Ap 14:6, 7). Muitos cristos nunca ouviram a respeito do evangelho
eterno. Ele no inclui redeno nem perdo de pecados. Ele compreende duas coisas: temer a Deus e ador-Lo. Esse evangelho ser pregado por um anjo no tempo da grande
tribulao, que durar trs anos e meio. Esse  o tempo no qual o Anticristo far tudo o que puder para perseguir os judeus e os cristos. Em Mateus 25, de acordo
com o veredito do julgamento de Cristo, os judeus e os cristos sero tratados muito bem pelas ovelhas (vs. 34-36). Mas muitos seguiro o Anticristo na perseguio
aos judeus e aos cristos. Cristo far o Seu julgamento adequadamente, e aquele julgamento se.a de acordo com o evangelho eterno.
      As ovelhas sero transferidas para o reino milenar para serem os povos, e os santos vencedores sero os reis sobre eles (Ap 20:4, 6). As ovelhas sero restauradas
ao estado original do homem quando criado por Deus e sero os cidados do reino milenar, desfrutando a bno da restaurao (At 3:21). Restaurao no  regenerao.
Ser regenerado  ser nascido de novo com uma outra vida, a vida de Deus, mas ser restaurado  ser trazido de volta ao estado original da criao de Deus.
      No final do reino milenar, Satans, depois de ser libertado, instigar a ltima rebelio contra Deus (Ap 20:7-9). Muitas das ovelhas se uniro  rebelio de
Satans e sero queimadas com o fogo do cu. O remanescente das ovelhas ser transferido para a nova terra para ser as naes (Ap 21:24). Deus "tabernacular" com
eles, os povos (Ap 21:3). Eles sero governados pelos filhos de Deus como reis (22:5). Para eles no haver mais morte, mgoas, choro, dor ou maldio (21:4; 22:3a).
Eles sero sustentados eternamente pelas folhas da rvore da vida (22:2). Ns comeremos do fruto, mas as naes desfrutaro das folhas. Eles andaro atravs da luz
da cidade santa (21:24a). Com os seus reis traro a glria e honra deles para a cidade. Eles respeitaro a cidade e a consideraro como superior.


      UMA VISO FINAL
      Os santos de todas as dispensaes que foram redimidos sero os renascidos, os filhos de Deus, pertencendo  famlia real. Eles sero reis na eternidade. O
remanescente restaurado dos incrdulos ser os povos, as naes, andando na luz da cidade e governados pelos santos. Outra categoria de pessoas so os que pereceram.
Os incrdulos que pereceram estaro no lago de fogo (21:8). Isso nos d uma viso geral do novo cu e nova terra.








      CONTRACAPA

      A Bblia  um livro maravilhoso e misterioso. Em seus milhares de versculos, muitos assuntos so abordados. No entanto, dentre estes tpicos, h sete que
constituem seu cerne, sua revelao bsica. Em um certo sentido, toda a Escritura poderia ser resumida nesses sete pontos, j que eles percorrem toda a Bblia, iniciando-se
em Gnesis e sendo consumados em Apocalipse.
      Dessa forma, questes tais como as duas naturezas dos crentes, a diferena entre o reino de Deus e o reino dos cus e o que  a Nova Jerusalm so abordados
de maneira simples, mas com profunda revelao e base bblica.
      A compreenso clara desses sete pontos dar aos que amam o Senhor e Sua Palavra a chave para abrir a revelao divina contida em toda a Bblia.
