AO DEUS DOS FRACOS

Dr. V. Samuel Jones

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Ao Deus dos fracos

Prefcio
Quando meu amigo Michael Wells me enviou o manuscrito deste livro com uma nota perguntando
se eu escreveria o prefcio, eu acabara de ler seu livro anterior, Perdido no Deserto.
Muitos cristos foram enganados pela idia de que se no pensarem no diabo, ele ir embora e no
os perturbar. Eu mesmo cri nessa teoria por muito tempo, at que percebi que o diabo tenta pegar os
cristos de um jeito ou de outro. Problemas, Presena de Deus e Orao  um livro que pode ajudar
aqueles que tentaram adotar essa falsa teoria para suas vidas.
A mensagem deste livro soa alta e clara, e  esta: tome cuidado, cristo, o diabo o persegue; ele
quer v-lo derrotado e destronado dos lugares celestes em Cristo Jesus, nos quais voc foi colocado pela
graa de Deus... e quando isso acontece, voc no pode se esconder atrs de uma teologia de segurana
eterna, mas tem de se esconder atrs de I Joo 1.9, "Se confessarmos os nossos pecados, ele  fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustia.". Mike Wells levou essa mensagem ao
redor do mundo atravs de seus escritos e visitas pessoais.
Mike  uma pessoa especial cujo mtodo de comunicao crist  nico.  um mtodo que
missilogos e telogos predicaram em seus livros e salas de aulas, um mtodo que missionrios em terras
estrangeiras tentaram por anos, mas ao qual eles no conseguiam aderir sem reservas.  um mtodo que
pode revolucionar as misses modernas e traz-las de volta ao estilo original de Jesus de Nazar. Chama-
se amizade.
Que ferramenta maravilhosa e sagrada  essa para o evangelismo, e como Mike Wells a tem
personificado atravs de sua vida e ministrio ao cultivar amizades simples e genunas!
Mike tocou figures religiosos, jovens rebeldes, alcolatras e agnsticos da mesma maneira, com
uma habilidade concedida por Deus para olhar para o potencial alm de um antagonismo contra o
Cristianismo, e ver o valor de uma alma que precisa de Cristo. Vi-o deixar de lado a tentao de uma tirada
fcil e a ambio mesquinha de se tornar um figuro; ele  um servo e um amigo, no um patro. Ele no
tem um mestre de cerimnias contratado para dizer "E a-a-a-q-u-i est Mike" antes de falar.
Atualmente a adorao ao sucesso tem enganado muitos cristos. Muitos cristos esto
desapercebidos das complexidades do trabalho do demnio entre eles, talvez porque imaginem o trabalho
do demnio em bares e becos sujos mas no em lugares agradveis como igrejas e organizaes crists.
Quo errados temos estado. E se formos aplicar o padro de sucesso do mundo a Jesus e a Seu ministrio
terreno, Ele foi um fracasso colossal e um desperdcio total. Quem teria pensado que uma execuo
vergonhosa numa cruz romana, enquanto amigos e famlia observavam impotentes, fosse um sucesso?
Mas Deus estava trabalhando l mesmo, comeando a vitria final sobre o esquema do diabo, ainda
quando o mundo escarnecia dEle.
H muitas vozes pedindo nossa ateno, com um apelo para escrevermos, ou ainda mais
telefonarmos, com o carto de crdito a postos, como um caminho rpido para o sucesso. Mesmo alguns
propagandistas cristos usam essa tcnica para alcanar seus objetivos de sucesso e fama prpria.
Visibilidade  a palavra chave. "Alcanar o mundo para Cristo"  a desculpa, tudo em nome de Jesus, para
quem a visibilidade significou ser pendurado numa cruz.
Que campo frtil para o demnio e seus anjos - sim, eu disse anjos, desviarem os cristos de seu
caminho. Problemas, Presena de Deus e Orao analisa esse paradoxo do sucesso e mostra o que
significa ser realmente bem-sucedido. Este livro pode ajudar leitores a examinarem os mais ntimos
recantos de seus prprios coraes com honestidade, discernimento psicolgico, e autoridade bblica.
Durante meu ministrio com a Associao Evangelstica Bly Graham, tive o privilgio de encontrar
muitos servos genunos de Deus em todo o mundo. Mike Wells  um deles. Encontrei-o no comeo dos
anos oitenta, durante uma de minhas visitas a Denver para uma reunio especial representando Billy
Graham e as Conferncias Mundiais de Amsterdam. Durante uma sesso no planejada com Mike,
impressionou-me seu discernimento das Escrituras e sua compreenso da natureza crist e das tentativas
do diabo para derrotar os cristos. Nosso amor e respeito um pelo outro cresceu durante todos esses anos
atravs de responsabilidades em comum, amigos, e parcerias no ministrio.
Voc  um cristo derrotado sob ameaa do inimigo e precisando de ajuda? Voc est ofendido e
bravo por causa de um relacionamento destrudo? Quer se libertar completamente da servido que o
inimigo possa ter trazido sobre sua vida e experimentar a alegria de uma vida crist vitoriosa? Se isso  o
que voc deseja, recomendo que leia Problemas, Presena de Deus e Orao.
Dr. V. Samuel Jones
Associao Evangelstica Billy Graham

Introduo
Antes de tornar-me cristo, no estava particularmente surpreso com as circunstncias caticas de
minha vida. Aquilo parecia ser a vida mesmo. Todos ao meu redor estavam passando pelas mesmas 
coisas. Entretanto, ouvi, de amigos cristos, uma mensagem de esperana. Eles diziam que a causa dos 
meus problemas era simples: Voc no conhece a Deus; portanto,  como um homem que, 
constantemente, tenta nadar contra a corrente, num rio sem compaixo." A soluo deles era igualmente 
simples: "Convide a Cristo para entrar em seu corao e tenha vida abundante, livre de preocupao, medo, 
e mesmo calamidades." Os que me testemunharam do amor de Jesus e seu poder salvador deixaram-me 
bem claro que eu seria tirado daquela vida de vazio e embate que levava.
Isso foi muitos anos atrs, e para ser perfeitamente honesto, minha vida melhorou bastante desde 
que me tornei cristo. Entretanto, no tem sido, e no  agora, livre de conturbao, derrota, horas de 
solido, ou mesmo tragdia. Ou seja, ainda experimento problemas. Aprendi tambm que essa condio 
no  somente minha. Freqentemente discpulos cristos que esto no meio de caos familiar, escravizados 
por pecados que pensaram ter deixado para trs havia longo tempo, sob tremenda presso financeira, 
pensando em divrcio, ou sentindo que no conseguem encontrar a Deus, segundo eles prprios, suas 
vidas so tudo, menos abundantes.
Qual a razo para os cristos estarem em tal dificuldade? Que se pode dizer em seu favor? Espera-
se que nada disso acontea queles que seguem a Deus, no ? Aceitamos a Jesus como nossa prpria 
vida; como pode ser? Que bem pode vir de tais dificuldades? H algum jeito de explicar razoavelmente 
nossas entradas e sadas abruptas da agitao? Poderia ser que a mo de Deus estivesse de algum modo 
por trs de tudo que nos perturba e deixa perplexos? Se apenas pudssemos nos assegurar de que Deus 
est envolvido em nossos desapontamentos como parte de Seu plano e que no somos apenas controlados 
pelo ambiente mundial, ento talvez pudssemos ser encorajados em meio a nossos problemas.
A promessa  de que podemos nos animar, de que h um propsito celeste para todos os nossos 
problemas! Vendo a maravilha, sabedoria e simplicidade disso, ns nos alegraremos de que Deus nos 
tenha abenoado com problemas. H um fim divino planejado para cada dificuldade. Quando esse fim se 
concretizar, poderemos aprender a apreciar pocas em que as esperanas so destroadas e so grandes 
as frustraes.
Parte 1
Problemas com um 
propsito

Captulo 1
Os Problemas So Normais?
O que  a vida crist normal?  uma vida que inclui lutas, problemas, e acontecimentos que 
parecem combater a alegria que nos dizem encontrarmos em Cristo?  normal ter problemas vindos de 
desejos to naturais como comida ou sexo, ou lutar com pensamentos descontrolados ou falta de 
disciplina?  comum ser assoberbado por conturbaes emocionais, feridas do passado, lembranas de 
fracassos, sentimentos de inferioridade e insegurana, e mesmo o medo de ser rejeitado por Deus? No  
incomum lutar com finanas, sade, um companheiro de quarto incmodo, colega ou parente? Todas essas 
so questes vexatrias por duas razes essenciais. Primeiro, lutvamos normalmente com tais coisas 
antes de virmos a Cristo, e como poderamos ter imaginado tal luta uma vez que estamos nEle? Segundo, 
muitos autores, palestrantes e lderes cristos insinuaram que esse tipo de experincia no  parte da vida 
crist normal, porm revela, antes, as deficincias de uma f abaixo do padro.
Quando tentamos entender as inadequaes de nossas vidas, podemos ouvir os testemunhos de 
cristos vitoriosos que raramente mencionam qualquer experincia perturbadora depois de sua converso. 
A vida desses cristos parece geralmente ter sido de vitria, louvor, e poder avassalador! Geralmente 
muitos de ns, com o passar do tempo, acabamos aceitando o fato de que somos cristos muito anormais: 
fracos, no conseguindo permanecer onde deveramos, e sem a habilidade, inteligncia, e disciplina para 
vivermos a vida de vitria completa como definida pelas experincias de certos irmos.
Aqueles que tm problemas, entretanto tm de tomar coragem, porque o que descobri em minha 
caminhada com o Senhor e interao com seu povo  que, notavelmente, problemas so um elemento 
natural da vida do cristo. A vida crist normal no deixa de ter lutas, nem  livre de fracassos, nem  uma 
vida de picos emocionais constantes. Pelo contrrio, essa vida  cheia de adversidade, mas adversidade 
com propsito.
Veja o que o apstolo Paulo disse em I Co 4.9-13: "Porque tenho para mim que Deus a ns, 
apstolos, nos ps por ltimos, condenados  morte; pois somos feitos espetculo ao mundo, tanto a anjos 
como a homens. Ns somos loucos por amor de Cristo, (...) fracos, (...) desprezveis. At a presente hora 
padecemos fome e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e no temos pousada certa, e nos 
afadigamos, trabalhando com nossas prprias mos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, 
e o suportamos; somos difamados, e exortamos; at apresente somos considerados como o refugo do 
mundo, e como a escria de tudo."
Essa no  uma passagem popular entre o povo da prosperidade, mas Paulo reitera seu ponto de vista, 
escrevendo aos Corntios novamente: "Em tudo somos atribulados, mas no angustiados; perplexas, mas 
no desesperados; perseguidos, mas no desamparados; abatidos, mas no destrudos; trazendo sempre 
no corpo o morrer de Jesus, para que tambm a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos..." (II Cor. 
4.8-10).
O que , ento, a vida crist normal? Ser freqentemente uma vida cheia de problemas. Uma vez 
que entendamos que fatos, pessoas, sade e circunstncias adversas tm um propsito em nossas vidas, 
poderemos nos submeter  mo de Deus nelas. Problemas so normais!
Muitas vezes os desconfortos na vida dos cristos vm nem tanto dos problemas, quanto de seu 
contnuo auto-exame. Eles imaginam o que estar errado com eles para que Deus permita tais coisas 
acontecerem. A Escritura est repleta de inferncias de que vamos sofrer; hoje, entretanto, esse aspecto da 
vida crist comum  freqentemente ignorado, impedindo muitos de substiturem seu desnimo por 
coragem.
Deixe-me ilustrar. Quando minha esposa e eu estvamos esperando nosso primeiro filho, entramos 
para um curso de pais, onde se apresentou o que minha esposa e eu experimentaramos durante o 
processo do nascimento, a terminologia que o mdico usaria, e como minha esposa poderia lidar mais 
efetivamente com a dor, atravs de uma srie de exerccios de respirao. O hospital estava cheio de 
pacientes na noite do nascimento de nosso beb, portanto, tnhamos apenas uma divisria de tecido entre 
ns e uma jovem ao nosso lado.  medida que passvamos pela experincia, minha mulher praticava as 
tcnicas de respirao e ambos escutvamos atentamente cada palavra da enfermeira e do mdico. Ela 
pode confirmar que toda a preparao no a livrou da dor, mas teve um efeito calmante sobre ns, ao nos 
familiarizar com o que provavelmente aconteceria. Entretanto, a jovem ao nosso lado gritou durante todo o 
parto, porque ningum lhe dissera o que esperar. O que considervamos normal ela cria fazer-lhe mal.
Qualquer cristo em amadurecimento est continuamente dando  luz uma vida espiritual mais 
profunda. Aqueles que entenderem o lugar da dor descansaro, sabendo que o resultado ser algo glorioso. 
Os desinformados sobre a necessidade dos problemas na vida para aperfeio-los freqentemente 
passaro a vida gritando, tentando imaginar o que acontece, e reclamando da pessoa ou pessoas que 
colocaram em tal condio. Falta-lhes uma expectativa alegre do que vir, depois que a dor tiver, h muito, 
se ido.
Muito se fala, nos crculos cristos sobre frutificao. Muitos sinceramente desejam frutificar, 
demonstrando pertencer ao Pai no cu. H um aspecto na frutificao, entretanto, que muitas vezes  
ignorado: pode causar muito desconforto, mesmo dor.
Tenho uma macieira em meu quintal. O tempo em nossa regio neste ltimo ano foi 
excepcionalmente favorvel para rvores frutferas. A rvore ficou to carregada de frutas que seu tronco 
chegou a ficar a vinte centmetros do cho. Se eu no tivesse cuidado dos galhos que estavam a ponto de 
se quebrar, a rvore teria sido seriamente danificada. A macieira sofreu para dar frutos teis a outros. 
Quase morreu para dar vida. O fruto espiritual no  para nosso beneficio, mas para o benefcio das 
pessoas ao nosso redor. Como a rvore, quanto mais fruto dermos, mais o Senhor nos ter em estado de 
tenso.
A dor  normal para o cristo frutfero, e tambm o  um perodo de inverno, que vem logo aps a 
estao de frutificao. Durante o inverno parece que a rvore no tem vida alguma. Sua fora vital est 
escondida na parte mais profunda do ser da rvore - as razes. L ficar durante meses, fortalecendo-se 
para o que se revelar na primavera seguinte.
To poucos cristos aprenderam a desfrutar do inverno, quando no h sentimentos, frutos, 
grandes expresses de vida, mas antes o trabalho silencioso e oculto de Deus na parte mais profunda do 
ser humano: o esprito! Inverno  normal. Tempos de dor so normais. Sequido  normal. Adversidade  
normal. Todos so necessrios para liberar a vida que o cristo tem oculta dentro de si - a vida de Cristo.
 medida que nos submetemos vida crist normal e vemos, no meio dos problemas, a mo de 
Deus treinando, direcionando, e liberando a vida de Cristo, aprendemos alguns dos mais profundos 
segredos possveis. Muito do que nunca podemos entender, lendo sobre as vidas de grandes cristos como 
Paulo, tornar real em nossas prprias experincias.
Eu, pessoalmente, no conseguia compreender a afirmao de Paulo, "somos injuriados, e 
bendizemos". Era algo que memorizara ento minha mente o possua; mas a verdade nunca fizera a 
jornada de quarenta e cinco centmetros da minha mente para o meu corao, at o dia em que ocorreu um 
problema. Estava trabalhando em outro pas quando recebi um telefonema de minha esposa informando-me 
de que uma quantidade de dinheiro que um amigo me devia pagar no nos seria entregue - nunca! Ele se 
recusava a dar-me o que era meu. Eu tinha comeado minha viagem com a confiana de que enquanto 
estivesse longe, minha esposa poderia pagar a prestao da casa, comprar alimentos, e cobrir outras 
despesas necessrias. Essa confiana estava baseada na capacidade de meu amigo de me pagar o que 
me devia. Ao ouvir a preocupante noticia de que no receberia, minha primeira reao foi a fria. Como 
podia? Como ousava? Quem ele achava que era?
Depois de encerrar a conversa com minha mulher, eu sabia, por causa de minha preocupao com 
minha casa e de minha ira, que no poderia sair da sala para ministrar  assemblia de cristos que me 
esperavam. Ajoelhei-me e comecei a orar, contando ao Senhor toda a minha frustrao. Sua paz 
lentamente comeou a descer. Em Sua luz eu pude ver a luz: a proviso diria no depende do homem 
mas dEle. Deus era meu provedor. Que pensamento glorioso! No precisava mais confiar no homem, que 
no  confivel. Podia confiar em Deus, que sempre  fiel. Naquele momento fui libertado de pedir pela 
riqueza deste mundo; o Filho me havia libertado de fato. Minha resposta ao Senhor foi decidir que iria 
perdoar o dbito daquela pessoa, quando voltasse para casa. Essencialmente lhe daria o dinheiro que ele 
me devia; era nessa medida que me havia libertado dele.
Levantei-me com o corao, como disse Hudson Taylor, to leve quanto meu bolso, pronto para 
compartilhar com os cristos meu Deus, o Deus de toda a proviso. Quando entrei no salo, um irmo veio 
at mim e colocou em minhas mos um cheque para o ministrio dez vezes maior do que o que tinha 
perdido. Isso sim era uma taxa de cmbio! Testemunhei uma das mais bsicas leis do reino funcionando: 
"Porque a nossa leve e momentnea tributao produz para ns cada vez mais abundantemente um eterno 
peso de gloriai' (II Co 4.17). Ou seja, vi a grande desproporo na taxa de cmbio do reino de Deus, que 
sempre  absoluta. Dando to pouco recebemos tanto. Se to grande de quantidade pode vir desse simples 
ato de autonegao, o que poderia acontecer, se me decidisse a tomar a minha cruz e negar a mim mesmo 
em todas as reas de meus relacionamentos com os outros?
Deitado em minha cama naquela noite, meu corao se encheu de gratido pelo que antes fora um 
problema. Pedi ao Senhor que abenoasse esse irmo que me enganara, porque por sua mo viera to 
grande bno. Sem sua atitude eu poderia nunca ter aprendido to completamente que Deus  meu 
provedor, uma lio que desde aquela poca me deu paz no meio de muitas adversidades. Quando as 
palavras saam de minha boca para abenoar aquele irmo, percebi que Cristo em mim tinha realizado as 
palavras de Paulo, "somos injuriados, e bendizemos". Agora eu estava mais animado que nunca. Quando 
um problema vier, Deus sempre far algo maravilhoso em mim; portanto, posso abenoar os que me 
amaldioam.
Um dia, ao concluir a orientao de uma mulher que experimentava algumas dificuldades conjugais, 
dei-lhe uma tarefa. Era algo pequeno e simples de se fazer. Na semana seguinte ela deveria beijar seu 
marido toda vez que ele dissesse algo negativo ou mal-educado para ou sobre ela. Ela brincou, perceptiva: 
"No posso ler um livro em vez disso?" Ela percebia muito bem as dificuldades envolvidas em cumprir a 
menor das tarefas que requeira auto-negao. Duas semanas mais tarde ela voltou e comeou a contar as 
mudanas que ocorreram e o novo senso de libertao da presso para agir pensando nos outros que 
comeara a experimentar libertao dos sentimentos de inferioridade, e tambm da ansiedade que vem de 
tentar se proteger e projetar. Poderamos facilmente observar que o fruto advindo desse problema com seu 
marido superou em muito o sofrimento que o problema causara.
A vida crist normal  de problemas, mas lembre-se de que cada problema passou pelas mos de 
um Pai de amor e traz consigo, mesmo antes de chegar, um propsito expresso e intrnseco. Para os que 
passam por aflio, geralmente o propsito est oculto, mas o sofredor experiente sabe que ser glorioso. 
Os problemas so a principal ferramenta de Deus para esgotar nossos recursos e nos levar  rica 
experincia de todas as Suas riquezas.
Um dos mais efetivos mtodos de domar cavalos  colocar o cavalo selvagem numa baia, mont-lo, 
e solt-lo numa arena cheia de areia.  interessante ver o cavalo correndo em crculos, lutando com a areia 
funda at ficar coberto de branco, e ento, finalmente, quando no consegue mais colocar uma pata na 
frente da outra, desiste. Nesse momento o cavalo no mais se auto dirigir, mas vai permitir ao cavaleiro 
que dite cada movimento seu.
 assim com os defeitos nas vidas dos cristos. Chegamos a Cristo to cheios de nossos prprios 
esforos, de vontade prpria, e energia. No estamos prontos a entregar as rdeas ao Esprito Santo. 
Precisamos ser colocados em situaes semelhantes  da areia funda (problemas, circunstncias, 
relacionamentos com pessoas), onde qualquer tentativa para nos libertar nos trar uma exausto mais 
profunda da alma. No fim estamos quebrados, cada um disposto a dizer "no posso mais", e pronto para ser 
dirigido em cada movimento, pelo Esprito Santo.
Neste ponto a alma (mente, vontade e emoes), corpo e mundo ho de separar-se do esprito. 
Deus colocou Sua prpria vida em nossos espritos para faz-los arcas de tesouro do que precisamos e 
desejamos como humanos: amor, segurana, aceitao, paz, e todo o resto. Entretanto estamos 
acostumados demais a olhar para ns mesmos e para os outros, tentando descobrir essas riquezas. Ento 
Deus permite que tudo fora do domnio espiritual nos falhe, separando o esprito de tudo o mais e fazendo-
nos esperar apenas a o atendimento de nossas necessidades mais profundas.  um processo doloroso em 
nossas falhas, mas o resultado ser homens e mulheres em Cristo que no podero ser levados a agir fora 
do esprito. Esses cristos podem viver no das coisas do inundo, mas acima delas, no mais sugando 
suas necessidades de outros, mas repletos a ponto de transbordar e capazes de compartilhar da 
abundncia de seus tesouros espirituais.
Esse processo de quebrantamento tem sido chamado de "a noite escura da alma"; andamos em 
escurido sem ter nem percepo da presena de Deus nem satisfao em tudo o que existe fora do 
esprito. Aqui nos defrontamos com o fato de que apesar de nossas bocas proclamarem paz somente em 
Cristo, nossos coraes tm clamado pela "concupiscncia da carne, a concupiscncia dos olhos e a 
soberba da vida" (IJo 2.16) para nos contentar. Conforto no lugar da maturidade e da integridade no Senhor 
tem sido o objetivo de vida, a razo pela qual aceitamos os prs da vida e desprezamos todos os contras. O 
processo de quebrantamento finalmente nos far olhar alm da rea de conforto e descobrir que tudo de 
que precisamos na vida  saber que Deus est em Seu trono.
No muito tempo atrs um amigo me contou que certa vez perdera vrios milhes de dlares. A 
economia tinha cado em sua regio, e ele comeou a perder um negcio depois do outro. Ele no foi o 
nico a ter esse problema, porque vrios de seus amigos passaram exatamente pela mesma situao. Ele 
decidiu encontrar-se com um amigo em situao semelhante e perguntar como planejara salvar sua fortuna. 
O amigo lhe contou que devia a um banco vrios milhes de dlares e iria imediatamente l declarar 
bancarrota. Disse que tentava no se apegar a nada, dizendo ao banco que estava desistindo de seu 
negcio. Meu amigo foi confundido por tal resposta e perguntou se no seria melhor lutar, planejar e 
trabalhar para reter seu patrimnio financeiro. O homem explicou suas razes assim: "Devo milhes ao 
banco. Posso trabalhar para pagar e assumir toda a responsabilidade ou declarar bancarrota. Se declarar 
bancarrota, o banco investiu em mim demais para me deixar falir e ter a obrigao, responsabilidade, 
vontade e interesse prprio em tentar evitar que eu desmorone completamente!" Dentro de poucos anos 
meu amigo, embora lutando para salvar sua fortuna, a perdera, mas o homem que declarara bancarrota era 
um bilionrio, graas  ajuda daquele banco.
Estava andando nas montanhas no dia seguinte pensando na conversa: fazia sentido o banco, 
tendo investido tanto, ter de fato uma boa razo para evitar que o milionrio quebrasse. Meu pensamento 
seguinte foi: quanto mais Deus investiu em ns? Investiu em ns seu prprio Filho, que vede muito mais 
que milhes de dlares. Tendo investido Seu Filho, investiu demais em cada um de ns para nos deixar 
quebrar.
Se apenas declararmos nossa prpria bancarrota pessoal, pararmos de trabalhar e planejar, e 
olharmos para Ele, Ele completar o que comeou. O prprio fato de que Deus investiu Seu Filho em ns 
deveria silenciar todo questionamento que nossas mentes possam ter. Ele ajudar minha famlia? Me 
ajudar financeiramente? Cristo crescer em mim? Jamais serei livre do pecado e do fracasso? Jamais 
sentirei que Deus est perto? Claro que Deus nos ajudar; ele investiu muito em cada um de ns para no 
o fazer. "Aquele que nem mesmo a seu prprio Filho poupou, antes o entregou por todos ns, como no 
nos dar tambm com ele todas as coisas?" (Rm 8.32)

Captulo 2
Cristos Precisam de Problemas    
Problemas com um Propsito
Davi to sabiamente revelou, "Na minha angstia invoquei o Senhor..." (SI 18.6). Problemas nos 
levam para perto de Deus. So planejados para nos levar mesmo  Sua presena. Uma vez l, o crente 
sobrecarregado compreende que no h nada que a presena de Deus no cure. Esse  o propsito final 
de Deus para cada problema.
Quando uma pessoa toma um avio de uma cidade distante de volta para casa, imediatamente 
sente alvio e uma expectativa ansiosa, porque o avio  o meio pelo qual logo estar com seus amados. 
Problemas so anlogos ao avio, porque so o meio pelo qual o crente pode ser transportado para a 
prpria presena de Deus no cu. Descobrindo que Sua presena renova e restaura, o crente comear a 
dar graas diante de cada situao, evento, pessoa ou calamidade que o coloque to perto de Deus.
Alguns no concordaro com a idia de que Deus esteja envolvido em nossos problemas, dizendo 
que so pessoas ou acontecimentos que causam o sofrimento; podem at assumir a culpa por alguns 
problemas, eles prprios, eliminando, assim, a parte de Deus em seu sofrimento. Concluiro que  
responsabilidade deles  consertar o que estiver errado. Esse engano leva crentes a lutar com suas prprias 
forcas em vrias situaes, longe do poder vitorioso que Deus d to generosamente queles que esto em 
Sua presena. Muitos crentes gastam suas vidas inteiras planejando superar problemas com suas prprias 
foras. Trabalham duro para melhorar sua situao, e apesar de nunca terem sucesso total, livram-se da 
presso apenas o suficiente para evitar serem levados  presena de Deus, onde encontrariam vida 
abundante.
Uma vez que conclumos que os problemas so encomendados com o objetivo de nos conduzir  
presena de Deus, temos uma resposta para 90% das perguntas sobre o sofrimento. Quando oriento 
algum que me revela um pecado ou falha que o est derrotando, como um casamento terrvel, conflitos no 
trabalho, divises na igreja, ou vrios erros que ele cometeu, uma questo me vem imediatamente  mente: 
Senhor, como esse problema levar este teu filho mais prximo de Ti? Que maravilhoso segredo de se 
possuir, o saber tanto o comeo (o problema) quanto o fim (Sua presena). Preciso apenas construir para o 
crente desencorajado uma estrada que ligue os dois.
Um crente com problemas  abenoado por Deus. Sim, verdadeiramente abenoado! Se no tem 
para onde se voltar, desistiu de si e dos outros, e descobriu que os problemas simplesmente no podem ser 
resolvidos de qualquer maneira terrena, ele pode rapidamente ser levado a ver que h apenas uma 
esperana para si a presena de Deus. Deus realmente usa os problemas para levar o crente  Sua 
presena. Que pessoa abenoada! No precisa buscar a Deus, porque Deus o encontrou e vai salv-lo.
Imagine, se quiser, um jardineiro que no outono coloca suas plantas mais preciosas numa estufa, 
onde ficaro protegidas do inverno rigoroso. L recebem seu cuidado constante e continuam a frutificar, 
protegidas de um ambiente desfavorvel. E se uma planta pudesse deixar a estufa por sua prpria vontade? 
O inverno rapidamente a mataria. Assim  com os crentes. Quando na presena de Deus, vivemos dentro 
de uma estufa espiritual num mundo voltado contra Deus. Seguros l dentro, temos, de Deus, conforto, 
proteo e comunho que permitem que frutifiquemos. Se deixarmos Sua presena, imediatamente 
experimentaremos as duras realidades do mundo, do pecado, de Satans, e da carne.
Muito freqentemente cometemos o engano de tentar achar uma resposta para o sofrimento em vez 
de voltarmos  presena do Pai de amor, onde nenhuma resposta  necessria. Como cristos deveramos 
conhecer o propsito da dor e a prpria razo da vida, que  a comunho com Deus.
Que Deus temos! Quo privilegiados somos por termos o Deus de todo o universo dando-nos Sua 
ateno e nos perseguindo para nos abenoar! Tristemente  verdade que Deus precisa nos perseguir, 
visto que tantos crentes passam a vida tentando evit-lo. Com suas mentes querem dar a Deus o lugar que 
Lhe  devido, mas ao mesmo tempo so levados por suas emoes a outras pessoas ou planos para 
satisfazer suas necessidades mais profundas, tomando, assim, seu prprio caminho para o sucesso e a 
satisfao fora de Deus. O homem parece gostar de meditar neste ou naquele plano para obter 
contentamento, e devotaria toda a sua vida a tal planejamento, se no fosse por uma coisa: problemas. 
Como a dor, eles fazem o homem parar de viver para o futuro ou no passado e prestar ateno no presente. 
Problemas fazem os homens se voltarem a Deus agora.
Imagine estar numa sala com quatro muros e quatro portas. Trs das quatro portas esto trancadas; 
a porta destrancada  uma pela qual voc no quer entrar. Voc luta, tentando abrir as outras trs at que, 
frustrado e at irado, percebe que precisa escolher a nica porta que est destrancada. Ao abri-la, 
descobre, para sua surpresa, que  na verdade a porta que leva  liberdade que voc confiava tanto estar 
atrs das outras trs. Deus usa problemas para destruir nossos planos que nunca nos trariam vida 
abundante e conduzir-nos pela porta que nos leva  Sua presena e verdadeira vida.
O filho prdigo criou seu prprio sofrimento, mas causou o glorioso resultado de comunho 
renovada com o pai.
Deus  amor! Ele nos quer perto dEle para poder nos mostrar Seu amor. O homem carnal, 
entretanto,  auto-suficiente em sua ignorncia. Os problemas fazem o homem perceber que ele no  uma 
criatura independente e que precisa da providncia do Criador. O homem no pode solucionar seus 
prprios problemas, muito menos os problemas globais. Problemas nos permitem ver que precisamos de 
Deus. Se no houvesse problemas que o homem no pudesse resolver, certamente o homem nunca 
buscaria alm de si mesmo.
No deveria haver dvida de que problemas e sofrimento so o baluarte de Deus na vida do crente 
para lev-lo da auto-suficincia para o todo-suficiente Pai do cu. "Na minha angstia invoquei ao Senhor" 
(E Sm 22.7). "...porm, na sua angstia voltaram para o Senhor, Deus de Israel" (II Cr 15.4). "...clamaremos 
a ti em nossa aflio..." (II Cr 20.9). "Senhor, na angstia te buscaram..." (Is 26:16). "Na minha angstia 
clamei ao Senhor..." (Jn 2.2). Vez aps vez vemos o ciclo de sofrimento tomando lugar na histria de Israel. 
O Livro dos Juizes testifica desse ciclo, porque, quando as coisas iam bem, o povo logo esquecia a Deus. 
Ento eles clamavam, Deus os libertava, e, depois de algum tempo libertos, eles se esqueciam novamente 
de Deus. Problemas no so planejados para nos destruir, mas para nos levar para perto de Deus para que 
sejamos feitos completos.
No h nada que a presena de Deus no remedie. Nada! Quando escutamos os mandamentos de 
Deus, podemos nos encontrar sobrecarregados e mesmo fugindo dEle, especialmente quando tentativas 
anteriores de cumprir os mandamentos tiveram pouco ou nenhum sucesso. Podemos comear a evitar a 
Deus, no querendo ouvir as palavras que tememos: 'Voc falhou." Aqui jaz uma profunda decepo; no 
vamos melhorar nosso comportamento antes de chegar  presena de Deus, porque isso  impossvel. 
Antes,  a presena de Deus que melhora nosso comportamento. 
No se lave para chegar at Deus; chegue-se a Ele esperando que Ele o limpe. Quando voc est 
perto do Senhor, ordens tornam-se promessas. Em vez de ouvir "No adulterars", e temer que possa faz-
lo, oua como uma promessa: "Na Minha presena, com Minha vida e poder, voc nunca cometer 
adultrio." V a diferena? Sua presena d confiana e esperana.
As Escrituras esto repletas de homens e mulheres que, achegando-se a Deus em problemas e 
sofrimento, encontram tudo de que precisam para a vida abundante. Os israelitas murmuraram contra o 
Senhor no deserto. Deus ouviu seu murmrio e preparou-se para agir em seu favor, sob a condio de que 
primeiro se achegassem a Ele. "Chegai-vos  presena do Senhor, porque ele ouviu as vossas 
murmuraes" (x 16.9). " tardinha comereis carne, e pela manh vos fartareis de po; e sabereis que eu 
sou o Senhor vosso Deus" (x 16.12). 
Deixe que seus problemas o levem a clamar ao Senhor, que dar alvio e tudo de que voc precisa. 
"Pois que grande nao h que tenha deuses to chegados a si como o  a ns o Senhor nosso Deus todas 
as vezes que o invocamos?" (Dt 4.7). Achegue-se a Deus, e a conscincia de viver em Sua presena ser 
to doce, to bela, e to revigorante que os problemas no mais sero preocupao. Voc vai querer louv-
Lo pelo sofrimento, que no passado foi visto como um monstro destruidor, mas agora  visto como um 
agente positivo que traz proximidade com Deus.
Problemas Nos Fazem Receptivos
H um jeito de sair de nossos problemas? Qual ? Podemos trilhar o caminho em nossa condio 
doentia? Ele nos aceitar, quando chegarmos? Sim! E o caminho  incrivelmente simples. A resposta est 
nEle e no em ns. Temos de nos concentrar nEle e no em nossos fracassos, frustraes, depresso, ou 
ansiedade. NEle encontraremos a resposta simples para superar todo obstculo.
Sim, Sua resposta  simples, porque neste momento Sua palavra para voc , 'Tornai-vos para 
mim, (...) e eu me tornarei para vs..." (Zc 1.3). Quando se achar sitiado por problemas, simplesmente diga 
"Senhor, torno-me para ti." Isso  tudo o que voc precisa fazer para se assegurar de que Ele se tornar 
para voc. A palavra tornar nas Escrituras  uma pequena palavra, muito simples, significando "procurar ou 
chamar". Uma boa ilustrao da palavra seria eu pegar o telefone e cham-lo. Ao faz-lo, eu me torno para 
voc, e se voc atender ao telefone, ento ter se tornado para mim. Tornar-se para o Senhor  to simples 
como pegar o telefone e cham-lo. Quanto esforo  pegar o telefone, teclar os nmeros, e esperar pela 
resposta? Est ao alcance da maioria das pessoas.
Deus no  um Deus de remdios obsoletos, mas nos d o necessrio a qualquer momento. 
Precisamos busc-Lo e nos voltarmos a Ele momento a momento, ficando em constante comunho, para 
receber Sua ajuda constante.
Podemos olhar para Escrituras que mencionam reas especficas de derrota. A prescrio de Deus 
em cada uma das passagens listadas na prxima pgina  a mesma - voltar-se. Ento Ele dar o resultado. 
Ao olhar a lista, voc achar itens na coluna "Problema" que se aplicam a voc. Confio que voc ver que a 
soluo para todos esses  voltar-se ao Senhor para receber a soluo prometida. H o engano de que 
voc pode obter essas coisas listadas como "Resultado" atravs de algum plano ou mtodos prprios, mas 
simplesmente no  assim. Se isso fosse possvel, ento Deus perderia seu baluarte em ns, e logo iramos 
seguir nossos prprios caminhos. Precisamos nos assegurar de que o resultado seja a proximidade a Deus, 
e quando essa proximidade for obtida, naquele ponto e em Seu prprio tempo, Deus  livre para retirar o 
problema. Deus procura a proximidade com todos os homens, no apenas uns poucos escolhidos. 
Entretanto, apenas uns poucos  que se submetem ao propsito de Deus de ser trazido para perto atravs 
dos problemas.
Texto 
Problema 
Resultado 
Deuteronmio 4.30-31 
Angstia 
Misericrdia 
Deuteronmio 30.40-6 
Maldio 
Restaurao, libertao 
l Samuel 6.4 
Doena 
Sade 
l Samuel 7.3 
Opresso 
Libertao 
l Reis 9.4; 8.50 ( ) 
Pecado 
Perdo 
II Crnicas 6.24-38 
Falta de Compromisso 
Compromisso total 
II Crnicas 30.6-9 
Preocupao 
Compaixo pela famlia e crianas 
J 22.23 
Perdio Injustia 
Restaurao Justia 
Salmo 6. 3-4 
Perturbao 
Resgate 
Isaas 19.22 
No ser escutado 
Resposta de Deus 
Isaas 44.22 
 
Transgresso 
Idolatria 
Limpeza 
Redeno 
Isaas 55.7 
Maldade 
Perdo 
Jeremias 3.12 
Fracasso 
Substituio da ira pela graa 
Jeremias 3.22 
Infidelidade 
Fidelidade 
Jeremias 15.19 
Comunho Quebrada 
Restaurao 
Jeremias 24.7 
Corao dividido 
Corao ntegro 
Osias 6.1 
Ferida 
Cura 
Osias 14.1 
Tropeo 
Libertao do pecado 
Malaquias 4.6 
Famlias divididas 
Coraes restaurados 

Problemas nos Preparam para o Servio de Deus
O Livro de Juizes registra uma histria muito notvel. Sanso, a caminho de Timnate, foi 
surpreendido por um leo jovem que veio em sua direo rugindo, mas "o Esprito cio Senhor se apossou 
dele, de modo que ele, sem ter coisa alguma na mo, despedaou o leo como se fosse um cabrito." (14.6). 
Sanso foi surpreendido pelo leo, mas talvez igualmente surpreendido pelo que aconteceu quando o 
Esprito de Deus veio sobre ele. Algum tempo depois, quando voltou por aquele caminho "nele havia um 
enxame de abelhas, e mel." (v. 8) Sanso comeu at se saciar, e ao achar seu pai e sua me, tambm os 
alimentou. Sanso ficou to impressionado com toda essa aventura a ponto de compor uma charada sobre 
ela: "Do que come saiu comida, e do forte saiu doura." (v. 14) A besta que o destruiria tornou-se uma fonte 
de sustento para ele e seus parentes.
-nos dito em I P 5.8, "O vosso adversrio, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leo, e 
procurando a quem possa devorar". O diabo, como o leo de Sanso, pode parecer vir do nada na forma de 
um problema, uma tentao ou pecado, uma circunstncia, ou mesmo uma pessoa, com um propsito: para 
devorar. Entretanto, se permanecermos firmes no meio do que poderia parecer um ataque avassalador, o 
Esprito do Senhor nos libertar. "E o Deus de toda a graa, que em Cristo vos chamou  sua eterna glria, 
depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos h de aperfeioar, confirmar e fortalecer" (I P 
5.10).
Depois de termos vencido, podemos no ser capazes de discernir a razo do problema por 
semanas, meses, ou, talvez, enquanto estivermos neste mundo. Mas o no saber pode, em si, nos 
impulsionar para que "cresamos em tudo naquele que  a cabea, Cristo." (Ef 4.15)
Ao visitar a ndia, fiz a um de meus mentores uma pergunta teolgica. Sua resposta imediata foi 
"Antes de fazer a pergunta, precisamos discernir se haver algo de valor obtido pelo entendimento que a 
resposta trar!" Depois de refletir, respondi que a pergunta no afetaria diretamente minha vida ou as vidas 
dos outros. O irmo disse "Ento essas coisas no so para ns." Fiquei impressionado com o quo 
confortvel ele estava em no ter uma resposta.
H muitas coisas que questionamos e tentamos entender que no so para o nosso conhecimento. 
A resposta, se recebida, nos beneficiaria muito pouco. Por exemplo, podemos perguntar por que uma 
pessoa mais chegada morreu. Mesmo que Deus nos fosse dar uma resposta direta, no diminuiria nossa 
tristeza, porque apenas Ele o pode fazer.  medida que amadurecemos, ns nos contentamos com muitas 
questes sem resposta.
No tempo perfeito de Deus descobriremos que os problemas que no comeo pensamos nos 
destruiriam na verdade nos fortaleceram e tornaram-se mesmo uma fonte de fora para outros. Podemos 
ento dizer como Sanso "Do que come saiu comida, e do forte saiu doura." Sem o treinamento que vem 
de viver com problemas,  impossvel para o povo de Deus ser fonte de vida para outros. Precisamos lutar 
com os desafios, se quisermos servir aos outros. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, 
o Pai das misericrdias e Deus de toda a consolao, que nos consola em toda a nossa tribulao, para 
que tambm possamos consolar os que estiverem em alguma tribulao, pela consolao com que ns 
mesmos somos consolados por Deus." (II Co 1.3-4)
Depois de ler os escritos de Paulo e examinar sua vida, podemos dizer, com confiana, quo 
grande ensino vem de grande fraqueza e sofrimento. Ensino poderoso pode ter-se desenvolvido na mente, 
mas tem de amadurecer no corao. Esse processo raramente acontece fora das dificuldades.
Nas montanhas temos um cogumelo chamado bufa-de-lobo.  cheio de vida, mas vida nele no  
liberada at que o cogumelo seja completamente seco e esmagado pela pata de um alce ou por um ramo 
que cai. Ento a chuva seguinte pode trazer nova vida de fungos para cobrir o cho da floresta.
Assim  conosco. As experincias de esmagamento liberaro o poder da vida que temos por dentro 
para brotar em vida ao nosso redor: "pois ns, que vivemos, estamos sempre entregues  morte por amor 
de Jesus, para que tambm vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal." (II Co 4.11)
No tempo em que o Novo Testamento foi escrito, fundidores aqueciam o ouro para extrair as 
impurezas. Depois de esfriar, o ouro era aquecido de novo e mais impureza retirada. Esse processo 
continuava at que o fundidor pudesse ver seu reflexo no ouro, quando tinha certeza de que estava puro. O 
ouro no aumentava a cada aquecimento, porque sempre existira no minrio. Antes, era revelado.
Assim o crente a cada momento possui tudo de Cristo que possa jamais querer. Entretanto vida 
prpria impede a expresso da grande recompensa abrigada dentro de cada crente. Deus precisa remover 
tudo o que no  dEle atravs de fundies peridicas (problemas). Quando termina o refino, mais de Cristo 
 revelado no Crente. O processo  repetido vez aps vez.
O crente que desistiu de resolver seus prprios problemas permite que eles o levem para perto de 
Deus para que Ele os resolva. Torna-se um filho precioso para Deus. "...na qual exultais, ainda que agora 
por um pouco de tempo, sendo necessrio, estejais contristados por vrias provaes, para que a vossa f, 
mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glria e honra na 
revelao de Jesus Cristo" (I Pe 1.6-7). Esse crente experimentar a promessa de Jesus, "Em verdade, em 
verdade vos digo: Aquele que cr em mim, esse tambm far as obras que eu fao, e as far maiores do 
que estas; porque eu vou para o Pai" (Jo 14.12). Para algum assim, a vida prpria foi substituda pela vida 
de Cristo, e ele participa no trabalho de Cristo na Terra.  preciso deixar claro para todos que desejam 
desfrutar de tal vida que o processo de tornar-se espiritualmente produtivo inclui problemas. Antes de 
termos problemas e sermos convencidos de nossa prpria fraqueza em enfrent-los, raramente podemos 
ver qualquer de nossas falhas. Temos justia prpria. Mas uma vez convencidos de nossas prprias 
deficincias, ns nos identificaremos com pecadores, teremos compaixo deles, e nos entristeceremos com 
seu pecado. No  suficiente que odiemos o pecado com o dio de Deus, como muitos ensinam; temos 
tambm de amar os pecadores com o amor do Filho de Deus. Problemas nos traro a uma posio de 
servio frutfero naquele amor.

Problemas Constroem Nossa F
Muitos crentes lamentam sua falta de f para o trabalho para o qual Deus os chamou. Querem mais 
f para serem mais produtivos. Freqentemente as circunstncias difceis so exatamente o que Deus usa 
para construir sua f.
Todas as coisas recebidas de Deus tm de ser recebidas pela f. A despeito de como as coisas 
apaream, devemos confiar que sero nossas. As Escrituras esto cheias de promessas para os filhos de 
Deus, mas, freqentemente, quando tentamos tomar uma promessa e guard-la como nossa, um problema 
acontece que parece negar o cumprimento da promessa. O que acontece  bem simples: Deus est 
edificando nossa f. Se toda promessa fosse imediatamente realizada, como cresceramos em f?
Imagine colocar uma barra de doce aos ps da cama de uma criana e dizer que amanh voc lhe 
dar o doce para comer. Sua promessa de providenciar, no dia seguinte, o doce prometido, exige f da 
criana? Certamente no, porque a criana j pode ver o doce.
Deus nos d uma promessa, mas no podemos ver imediatamente sua realidade, porque "a f  o 
firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que no se vem." (Hb 11.1) Ele ento 
permite um problema que pareceria reverter Sua promessa, mas, se permanecermos firmes em nossa 
crena, nossa f ser edificada. Assim, freqentemente, descobrimos que experimentamos uma reverso 
da promessa antes de recebermos seu cumprimento. Esse  o processo que edifica a f em ns como povo 
de Deus e, no fim, faz nossas vidas verdadeiramente abundantes.
Esto registrados nas Escrituras alguns exemplos desse princpio atuando nas vidas do povo de 
Deus. Refletir sobre eles vai nos ajudar a entender mais facilmente o conceito. Abrao sofreu muitos 
revertrios, mas permaneceu firme nas promessas de Deus, at receber seu cumprimento. Ele cria que 
Deus lhe daria a terra, e, crendo, essa pequena coisa tornou-se a semente da qual sua f em um Deus 
infinito iria tornar-se grande. Essa  uma mensagem que Abrao traz a todos os crentes: se confiarmos em 
Deus num assunto pequeno, esse pequeno assunto ser o comeo de bnos grandes e magnficas. O 
que aconteceu, entretanto, depois que ele recebeu a promessa da terra? Teve de deix-la por causa de 
uma fome, deu a seu sobrinho a escolha da terra, e teve de ir lutar numa guerra. Finalmente ns o 
encontramos perguntando " Senhor Deus, como saberei que hei de herd-la? (Gn 15.8)
Foi prometido a Jos, num sonho, que seus pais e irmos se curvariam perante ele; mas muito 
sofrimento, rejeio - inclusive rejeio despreziva da parte dos prprios irmos que ele sonhara o 
honrariam - e humilhao ocorreram entre a promessa e seu cumprimento.
Embora perturbado, Moiss creu que Deus o enviava para libertar os israelitas do Egito, mas, antes 
que visse a misso cumprida, os sinais e maravilhas que lhe foram dados pelo Senhor foram igualados 
pelos mgicos de Fara, e os israelitas se lhe opuseram por torn-los detestveis aos olhos de Fara.
Depois que Samuel ungiu Davi, porque o Senhor o escolhera para rei, Davi levantou-se e sentou no 
trono? No. Antes de tornar-se o governante, ele foi ameaado de morte por Saul, vez aps vez. Em sua 
situao, sua habitao, em nada habitao de rei eram cavernas, e ele tornou-se conhecido ntimo das 
dificuldades e obstculos de vrios tipos.
O Esprito Santo separou Paulo para cumprir Seu trabalho. No processo, Paulo foi expulso de uma 
cidade, apedrejado at parecer morto, naufragou e foi aprisionado.
Por que Deus trama tais coisas? Na verdade  muito simples: Deus adora promover, alimentar, e 
aumentar a f. Ele tem grande alegria e prazer em quem, ao receber a promessa e depois a adversidade, 
permanece firme, apesar da mais negra circunstncia, confiando e meditando na Palavra de Deus.
Em minha prpria vida notei que Deus freqentemente me leva a desejar servir de uma maneira em 
particular, deixando claro que Ele chamou. Ento experimento problemas. Houve vezes em que me desviei 
e no recebi a bno, porm mais e mais me descubro permanecendo firme, esperando ansiosamente 
pela realizao.
H muitas reas de nossas vidas onde podemos ver esse princpio em ao, porque h muitas 
promessas que Deus fez a todos os crentes. Por exemplo, nossos filhos. "Instrui o menino 110 caminho em 
que deve andar, e at quando envelhecer no se desviar dele." (Pv 22.6) Sem dvida, quando criamos 
nossos filhos, h muitas vezes em que pensamos ver o fracasso dessa promessa. Entretanto, se 
permanecermos firmes na f, sabendo que o fracasso freqentemente vem antes, podemos permanecer 
com a maior paz no meio da calamidade. Essa  a confiana que vejo no pai do filho prdigo (Lc 15.11-32). 
Ele seguramente ficou perplexo com o comportamento mpio do filho, mas ainda tinha confiana tranqila 
em Deus.
Podemos experimentar adversidades pessoais to severas, que chegaremos a crer que o 
cumprimento de uma promessa nunca poder ocorrer. Veja o que Pedro teve de passar depois de ter 
recebido o seguinte do Senhor: "Bem-aventurado s tu, Simo Barjonas, porque no foi carne e sangue 
quem to revelou, mas meu Pai, que est nos cus. Pois eu tambm te digo que tu s Pedro, e sobre esta 
pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades no prevalecero contra ela; dar-te-ei as chaves do 
reino dos cus..." (Mt 16.17-19). Voc consegue imaginar como Pedro se sentiu depois de tal promessa do 
Filho de Deus? Mas imediatamente as adversidades comearam. O mesmo Senhor olhou para ele e disse: 
"Para trs de mim, Satans", e depois "Esta noite (...) me negars." Pedro permaneceu to firme quanto 
conseguiu, naquela ocasio, e depois. Acima de tudo, Pedro recebeu o cumprimento da promessa de Deus.
A histria da igreja  repleta de santos que tiveram episdios de grandes adversidades em suas 
vidas pessoais, seus casamentos, suas famlias, no ministrio e na sade. Andaram pela f e no por vista, 
sabendo que quando as promessas so finalmente cumpridas, as lies mais profundas de f ao longo do 
caminho que tm o mais alto valor.
O que Deus lhe prometeu; o que Ele levou-o a fazer? H em, seu corao, um anelo por ministrar? 
Ento se anime! Ele realizar tudo o que voc desejar uma vez que voc tome a posio de se entregar a 
Ele em total confiana e f. No tema as adversidades que os problemas trazem. Permanea firme nelas e 
receber, no como uma criana mimada mas como uma pessoa de f.
Precisamos chegar a ver que as dificuldades so uma parte integral da frmula para o crescimento 
na vida de todo crente. Obstculos no significam que uma pessoa tenha sido abandonada, nem indicam 
que ela tem menor importncia ou menos bno de Deus. Na verdade tal crente est prosseguindo para 
agir no mbito de um chamado maior.
Meus irmos, tende por motivo de grande gozo o passardes por vrias provaes, sabendo que 
aprovao da vossa f produz a perseverana... Tiago 1.2-3
Bem-aventurado o homem que suporta a provao; porque, depois de aprovado, receber a coroa 
da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Tiago 1.12

Captulo 3
O Funil de Deus    
Entrai pela porta estreita; porque larga  a porta, e espaoso o caminho que conduz  perdio, e muitos so os que entram 
por ela; e porque estreita  a porta, e apertado o caminho que conduz  vida, e poucos so os que a encontram. Mateus 7.13-14
Jesus indicou que h dois caminhos que os homens podem seguir: o caminho largo que leva  
destruio e o caminho estreito dirigindo-se  vida. Cristos so levados do caminho largo para o caminho 
estreito atravs do que chamo de funil de Deus. Quando voc quer encher uma garrafa de gargalo estreito 
com gua de uma vasilha grande, um funil concentra e fora o lquido para dentro da abertura pequena 
precisamente como voc quer, sem desperdiar uma gota.
Deus tem um funil, por assim dizer, que Lhe permite pegar voc (uma criatura muito pequena) das 
massas da humanidade e coloc-lo exatamente onde Ele o quer. Se voc pudesse analisar, descobriria que 
o funil de Deus  feito de vrios problemas: pessoas, eventos, circunstncias adversas, situaes 
exasperantes na igreja, presses financeiras, fracassos, pensamentos, casamentos doentios, sade fraca, e 
situaes familiares desgastantes, s para citar alguns. Todos esses problemas so planejados para levar 
voc, o cristo, mais e mais para o caminho estreito que leva mesmo  presena de Deus, onde os 
problemas no sero mais preocupao, mas orao, alegria e louvor sero o prato do dia.
Rejeitando o Funil
Muitos cometem o erro de se rebelarem contra os problemas que descobrem ao seu redor em vez 
de submeter-se ao propsito de Deus. Notam-se vrias atitudes, quando cristos so cercados por 
dificuldades. Alguns, com grande esforo, comeam a lutar contra o funil. Criam toda sorte de mtodos e 
trabalham at a exausto, esperando se livrarem do que quer que lhes cause tanto tormento. No 
aprenderam que Deus no faz nada a respeito dos nossos problemas, se tentamos resolv-los por ns 
mesmos.
Desde que Ele  o nico capaz de resolver o problema, o cristo autoconfiante est na terrvel 
situao de estar to confiante em sua prpria fora, que no pode permitir a Deus que providencie a 
soluo. Afinal, um cristo assim carrega um saco invisvel de truques contendo todos os mtodos que ele 
desenvolveu para lidar com emergncias: controle, manipulao, religio, ira, fuga, depresso, 
ressentimento, bloqueio emocional, absoro ou distribuio de culpa, e por a vai. Se Deus permitisse que 
algum desses truques resolvesse o problema, ento estaria dando Sua aprovao a ferramentas to 
patticas para se viver, enquanto ao mesmo tempo, encorajando o desejo de algum ser auto-suficiente.  
importante que Deus no permita que os truques ajudem o cristo a superar os problemas.
 fcil encontrar aqueles que experimentam o fracasso de seus truques, porque ficam bravos, 
retrados e deprimidos, e freqentemente retornaro aos velhos pecados do passado, na esperana de que 
daro algum alvio. Se experimentarem mesmo a mais tnue sombra da diminuio do incmodo, iro mais 
uma vez trabalhar no problema, a todo vapor, com seu saco de truques. De fato, esses cristos tm de ser 
curados do que na realidade  um estado de idolatria; um dolo sendo, simplesmente, aquilo a que algum 
recorre, alm de Deus, quando em problemas. Esses dolos so variados e podem incluir coisas como 
comida, discusses, retraimento, controle, ou trabalho duro. Pequenos sacos de truques reservados para 
resolver os problemas da vida na verdade nada mais so que dolos, cuja eficcia Deus nada far para 
comprovar. 
Simplesmente no temos os recursos dentro de ns para superar nossos problemas e viver 
abundantemente. H uma lio a ser aprendida dos fariseus, que possuam a mais religiosa, disciplinada, e 
educada vida prpria. Entretanto rejeitaram o prprio Deus quando ficaram face a face com Ele, e so prova 
de que a carne no tem valor na tentativa de resolver conflitos.
Alguns se acostumam tanto aos problemas que chegam de fato a decidir que isso  tudo o que a 
vida tem para eles. Podem reclamar de seu sofrimento, gemer e lamentar sobre seus problemas, mas em 
todas as suas aes e conversa revelam que esto preparados para permanecer nesse estado miservel, 
por acreditarem que a vida no funil  tudo o que jamais experimentaro. Lembrem-se de que o propsito do 
funil de Deus  nos fazer atravess-lo e chegar  Sua presena. No h vantagem em sermos miserveis 
toda a vida! Precisamos permitir a cada circunstncia que nos leve  presena de Deus, onde 
encontraremos nosso alvio.
Quando v a mo de Deus no meio da turbulncia, uma quieta confiana vem sobre o cristo. Isso  
diferente de se acomodar no meio da aflio, que para muitos se torna uma atitude-filtro atravs da qual se 
enxergam o mundo e os outros. Uma vez que o cristo decide que seu quinho na vida  ser miservel, 
cada evento parece confirmar essa teoria.
Muitas vezes vemos essa atitude-filtro em casamentos. O inimigo trabalha para convencer um dos 
parceiros de que no h esperana para o casamento. Uma vez que essa mentira  aceita, qualquer coisa 
que lhe seja dita passa pelo filtro e  distorcida para confirmar a mentira de que o casamento jamais 
melhorar.
Imagine uma fbrica colocada em sua cabea, suas orelhas representando duas portas largas, uma 
para receber e outra para enviar. O produto dessa fbrica  tormento. Se uma carga de tormento  deixada 
na porta de recebimento,  processada na fbrica e chega  porta de despacho como tormento refinado. 
Isso no surpreende. O que  interessante, entretanto,  que quando se deixam rosas na recepo e elas 
processadas na fbrica tambm saem como tormento. Acontece algo oculto na fbrica que pode 
transformar uma rosa em tormento, um beijo em tormento, ou amor em tormento.
Freqentemente encontro a fbrica de tormento funcionando em pais, revelada em sua ira quanto a 
fatos insignificantes como uma mangueira de jardim deixada no quintal, uma bicicleta estacionada no meio 
da garagem, um trabalho deixado pela metade. Num casamento a ira pode vir de um objeto deixado em 
lugar inadequado, de presso financeira, de uma palavra dura, de uma tarefa no iniciada. No trabalho, a ira 
pode vir de um colega rude, da falta de satisfao na funo, ou mesmo de uma vaga de estacionamento 
ocupada.
Muitos homens de idade entre trinta e quarenta anos esto insatisfeitos. Alguns se referem a isso 
como crise da meia-idade, onde uni homem comea a temer que sua vida alcance um ponto no qual a 
realizao de suas esperanas, sonhos e desejos no seja possvel. O homem fica verdadeiramente irado 
contra si mesmo por sua prpria inabilidade de realizar seus sonhos, mas tudo isso permite ao inimigo 
construir uma fbrica de tormento dentro dele, fazendo com que o homem culpe a mulher e filhos por 
sobrecarreg-lo com a responsabilidade de prover-lhes o sustento com um trabalho que ele odeia 
completamente. O raciocnio  este: "Se minha esposa e filhos so a causa de meu tormento, devem ser 
deixados de lado ou ao menos devem ser alvos de toda a minha frustrao." Com a fbrica de tormento em 
operao plena, o homem no consegue aceitar sua mulher, seus filhos, seu trabalho e as circunstncias 
em que se encontra com um corao grato e alegre. Ele  incapaz de ver que Deus lhe deu a esposa, os 
filhos e o trabalho e que estar bravo com eles  estar bravo com Deus.
Precisamos perceber que o que consideramos ser uma vida abundante e valiosa raramente ser 
assim considerada por Deus. Aceitar com alegria e gratido onde estamos hoje, como vindo das mos de 
um Deus de amor que sabe exatamente do que precisamos, nos permite encontrar a paz. Uma vez que 
desenvolvamos a atitude de que todos estejam contra ns, todos os fatos parecem provar que a vida  
miservel, Deus no est presente, e nada jamais mudar. De fato, alguns de ns, mesmo 
inconscientemente, criaremos situaes s para provar nossa falsa teoria; crendo que somos inteis e 
malquistos, comeamos a agir de modo que outros nos evitem ou nos rejeitem abertamente.
H aqueles que realmente gostam de seus problemas e, por medo de perd-los, nunca tentam se 
submeter a Cristo. Alguns usam problemas mentais e emocionais para obter aceitao e ateno da parte 
de todos e manter-se no centro das atenes o tempo todo.
Uma vez visitei um homem que foi colocado numa instituio psiquitrica e diagnosticado como 
incurvel. Seus pais me disseram que, embora continuassem a visit-lo regularmente, seu filho no os 
reconhecia mais e no conseguia "processar" nada do que lhe era dito. Depois de gastar alguns minutos 
com aquele jovem, disse-lhe no crer que ele estivesse doente, mas que estava usando a situao para 
controlar a famlia. Imediatamente ele ficou muito bravo e comeou a argumentar veementemente comigo 
que ele estava na verdade muito doente. Achei essa habilidade em argumentar interessante frente  certeza 
da famlia de que ele no conseguia manter uma simples conversa.
H muitos cristos que mostram misericrdia pelos feridos, como devem. Infelizmente, muitas vezes atraem 
quem no tem inteno de superar seus problemas e chegar  presena de Deus, mas querem consumir 
tanto tempo dos cristos amorosos quanto puderem.
Rendendo-se ao Funil
Por que sofremos? Por que Deus ainda no nos libertou? Por que Ele ainda no mudou essa 
pessoa ou situao impossveis? Ser que Ele ainda no completou em ns o trabalho que ser realizado 
pelas circunstncias e situaes? Poderia ser que ainda no nos desiludimos de sermos libertos por nossos 
dolos? Ser que ainda temos de nos render ao funil?
Veja o seguinte. Imagine tomar um curso de doze meses chamado "Levado  Sua Presena" Voc 
sofreu muito para completar nove meses do curso e agora reclama de quo difcil . Deus poderia liber-lo 
da sala de aula; se o fizesse, os nove meses do curso seriam desperdiados, e voc teria de faz-los 
novamente depois. Isso  o que voc quer de verdade, ver seu sofrimento dar em nada e repetir-se depois? 
Nunca! Fique firme at que o curso se complete.
Um irmo me contou que quando era menino, no Brasil, sempre quisera ter um cachorrinho sem 
rabo. Um dia seu pai lhe trouxe o esperado cachorrinho, mas com rabo. Ele perguntou a seu pai sobre o 
problema e recebeu um canivete com a instruo, "Corte-o fora, perto da cerca." O menino levou o 
cachorrinho para fora, mas ao pensar na situao ficou triste, no querendo causar dor ao cachorrinho. Ele 
ainda queria um cachorro sem rabo e decidiu fazer o que parecia perfeitamente lgico para uma criana. 
Em vez de causar grande desconforto cortando a cauda toda de uma vez, ia causar menos sofrimento 
cortando-a um pouquinho de cada vez!
Veja, muitas pessoas recusam a dor do momento, junto com a possibilidade de super-la 
definitivamente, escolhendo a dor prolongada. Cada pessoa deve permitir que os problemas que Deus lhe 
preparou a levem  Sua presena. Se Deus  verdadeiramente amoroso no liberar ningum antes de 
terminar o trabalho.
Costumava sentir-me frustrado, quando mudava para um nova cidade e comeava a procurar um 
emprego. "Por que, Deus, quando sabes qual o trabalho que tens para mim, me fazes continuar a procurar? 
No podes simplesmente me levar ao lugar certo, sem toda essa procura?" No! Ele no podia me mostrar 
o trabalho, at que eu tivesse desistido de todos os meus esforos e qualidades (dolos) que sentia ser til 
para assegurar um emprego. Deus precisa nos colocar em situaes que nos faam desistir de ns 
mesmos, e ento Ele nos dar a resposta que  Ele mesmo. Jesus  a resposta da qual se origina uma 
resposta para cada situao; quando ns O temos, muito pouco  necessrio.
Voc se lembra de que os homens pendurados nas cruzes ao lado da cruz de Cristo tiveram de ter 
suas pernas quebradas? Quando os romanos crucificavam algum, enfiavam um cravo em seus ps, e, se 
o crucificado tivesse fora de vontade suficiente, podia colocar seu peso sobre esses cravos, embora isso 
cansasse dor, evitando a asfixia e permanecendo vivo por mais tempo. Isto , atravs da dor a pessoa 
prolongava sua dor.
No  essa a condio de muitos? Atravs da vontade prpria, preocupados apenas com o que 
percebem ser seu melhor interesse, so capazes de prolongar a prpria dor da vida. Cristo, por outro lado, 
no estava cheio de vontade prpria, mas depositou Sua vontade aos ps de Seu amoroso Pai. Se o Pai 
colocou o Filho num lugar tal como a cruz, o Filho o aceitou, esperando e agradecendo a Deus pela 
libertao que, estava certo, viria. Ele seria levantado do tmulo, vencendo a morte.
Precisamos tambm chegar ao lugar de rendio onde a vontade prpria cede lugar  vontade de 
Deus. Para chegar a esse ponto podemos precisar de alguma ajuda como os ladres em suas cruzes. 
Apenas quando os soldados viam a cena pattica de uma pessoa crucificada tentando manter sua dolorosa 
existncia,  que quebravam suas pernas para livr-lo de seu tormento. Enquanto h qualquer fora 
restante, o crucificado luta pela vida; algumas vezes precisa da ao de outro para efetuar a morte.
Voc precisa ter as pernas da vida prpria quebradas? Sua vontade  tal que voc no consegue 
desistir de si mesmo? Voc precisa da ao de outro para livr-lo de seu prprio tormento? O Esprito Santo 
far exatamente isso atravs das circunstncias e dos relacionamentos. Uma vez que voc desista e aceite 
a morte que essas coisas ajudam a produzir, a vida verdadeira  vida de Cristo  vir, porque o propsito 
do funil  lev-lo para perto dEle.
        Resumindo, por que voc sofre? Porque voc no  um dos "muitos chamados", mas um dos 
"poucos escolhidos". Voc sofre porque Deus em Seu amor o v como algum precioso e especial que Ele 
quer para Si. Pense nisso! Voc, entre milhes de pessoas, foi chamado para conhecer a Deus de um 
modo mais profundo. Para que isso ocorra, voc precisa chegar ao fim de si mesmo. Uma vez que veja a 
glria disso, voc O louvar pelos acontecimentos, cada um deles, que o trouxeram at aqui. Renda-se ao 
funil com seu propsito de traz-lo perto.
A Linha de Montagem de Deus
        H dois mtodos predominantes de discipulado hoje. Um  o mtodo do homem, anlogo a um 
molde. Moldes produzem objetos que se parecem consigo mesmos. Os objetos podem ser atraentes, mas 
no h variaes. Cada um  exatamente como o que veio antes. O discipulando pode procurar reproduzir 
a pessoa que est fazendo o discipulado com um molde feito de vrios mtodos que provaram ao moldador 
(o mestre) serem mais valiosos, como a memorizao da Escritura, o testemunho, roupas adequadas, 
utilizar frases particulares, e demonstrar talentos desejados. O resultado final  produzir uma rplica do 
mestre. Escolas de evangelismo podem querer criar rplicas de evangelistas; escolas de misses dinmicas 
podem tentar moldar missionrios dinmicos. A igreja est atulhada de programas que prometem reproduzir 
na vida do pupilo o que quer que o autor ou professor possua em certa abundncia. Essa  uma forma de 
discipulado.
        H outra forma de discipulado: o mtodo de Deus para criar pessoas teis consiste em ateno 
individualizada ao longo de um perodo de tempo. Imagine ter dois pedaos de argila ambos em forma de 
quadrado. Se voc tivesse um grupo de 150 pessoas e passasse um pedao de argila, por elas, pedindo a 
cada pessoa para fazer qualquer impresso nele, seria interessante notar como a argila mudaria  medida 
que passasse. Alguns a apertariam, mudando completamente sua forma; outros poderiam fazer uma 
impresso bem leve com seus dedos; outros poderiam tentar faz-la voltar a sua forma original. Quando o 
pedao de argila tivesse acabado de circular e fosse colocado ao lado do outro pedao que permaneceu 
intocado, qualquer um poderia duplicar, no pedao intocado, as exatas impresses do pedao manuseado? 
Claro que no! O pedao que circulou foi moldado pelas adies sucessivas do toque de 150 pessoas.
        Assim  com o mtodo de discipulado de Deus. No somos formados por um nico molde que 
rapidamente nos faz como todos os outros; antes, somos moldados cada um unicamente.
        Imagine qualquer cristo como uma poro de argila nas mos de Deus. Ele passa a argila pela 
oficina do oleiro, que est cheia de gente, uns com martelos, outro empunhando problemas, outros 
tentaes, outro portando curativos. Podemos nos surpreender ao descobrir que se permite a entrada de 
demnios na oficina, assim como doena fsica. Enquanto Deus tem a poro de argila em suas mos, Ele 
chama vrias pessoas e fatos. Apenas aqueles a quem Deus chama tem permisso de ir fazer sua 
impresso na argila. Algumas vezes ela  atacada, e sua aparncia se torna distorcida e feia. Outras vezes, 
uma beleza escondida, nunca antes imaginada, comea a emanar dessa simples poro de argila. Atravs 
desse constante apertar, esmagar e moldar, encontramos algo bastante til e muito belo, uma expresso 
perfeita do prprio corao do Oleiro mesmo. Ele criou algo para Sua glria, algo que o expressasse, e algo 
para um bom trabalho muito especial. No fim, o objeto criado  cheio de vida e no pode olhar para trs 
irado diante de algum fato ou pessoa, por parecer,  primeira vista, machuc-lo ou distorc-lo. Em vez 
disso, essa bela criatura gloria-se somente no Senhor, no desejando criar outro como ele mesmo, mas 
encorajar outros que a se submetam  mo de Deus para serem feitos algo til, belo e nico.
         interessante que um dos maiores missionrios que jamais viveu foi instrudo a no ir para o 
campo missionrio porque no tinha o treinamento necessrio. Ele foi, deixando que Deus o desenvolvesse 
no que Ele quisesse. Agora existe uma escola de misses com seu nome, que tenta moldar outros grandes 
missionrios  sua imagem. Mas ningum alcanou a estatura do cristo em cuja honra a escola foi 
fundada. Por qu? Porque esse homem permitiu a Deus que o transformasse de uma poro de argila num 
discpulo til. Um molde criado por homens nunca pode produzir tal obra-prima.
        No h chamado maior para um cristo de que se submeter ao trabalho de Deus em sua vida e 
encorajar outros a fazerem o mesmo. Aqueles que conhecem o potencial de uma poro de argila no 
esto ansiosos para colocar essa argila num molde e reproduzir o que acham importante. Eles sabem que a 
argila precisa ser moldada por Deus ao longo do tempo. Esses mestres esto satisfeitos em no moldar, 
mas em deixar na argila a impresso que Deus os criou e capacitou a fazer. E quando  sua vez de serem 
moldados, recebem as marcas com alegria, sabendo que esto sendo mudados e desenvolvidos de acordo 
com a vontade de Deus.
        No veja esse processo apenas como problemas e dor; mantenha o alvo em mente: a bela pessoa 
que o Arteso Mestre est criando. Seja encorajado por aquilo em que voc est se transformando: a 
expresso de Sua beleza  um vaso produtivo nEle.
"Portanto, ns tambm, pois que estamos rodeados de to grande nuvem de testemunhas, deixemos de 
lado todo embarao, e o pecado que to de perto nos rodeia, e corramos com perseverana a carreira que 
nos est proposta, fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossaj, o qual, pelo gozo que lhe 
estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomnia, e est assentado  direita do trono de Deus." 
Hebreus 12.1,2

Parte 2
Obstculos no caminho 
estreito
        Uma vez que concluamos que no h esperana de superar nossos problemas por ns mesmos, e 
uma vez que sejamos levados a Deus para a soluo de nossos dilemas, nos moveremos para fora do funil 
de Deus, para o caminho estreito que leva  Sua presena. Enquanto abordarmos um problema com todas 
as nossas foras, o inimigo contenta-se com deixar-nos sozinhos. Uma vez que percebamos, entretanto, 
que a libertao reside em Deus e comeamos a jornada em direo  Sua presena, o inimigo fica muito 
preocupado; o crente que vive na presena de Deus  "mais que vencedor". Portanto, o inimigo coloca uma 
srie de obstculos no caminho estreito tentando fazer retroceder o candidato a vencedor.
        Como discipulei centenas de crentes em diversos pases e culturas, foi interessante notar que h 
uma constncia nos obstculos que o inimigo erege para atrapalhar os cristos em sua jornada para viver 
do poder que  deles perante o trono do Pai. Vejamos agora alguns dos obstculos mais comuns.

Captulo 4
Medos    
Medo de Rejeio
        H muitos que entendem a necessidade de estar perto de Deus, entretanto temem essa 
possibilidade; vivem continuamente uma vida de fuga- Por que algum no adoraria viver cada dia 
deleitando-se na glria de seu Salvador? Para muitos, o medo exatamente desse encontro tem suas razes 
na rejeio, que os deixou com medo de que, uma vez que estejam perto de Deus, Ele tambm os rejeite. O 
raciocnio vai na seguinte linha: "Doer quando Deus me rejeitar; portanto, evitarei Deus, evitando, assim, a 
dor da rejeio." Esse medo foi revelado em Ado depois de seu pecado ('Tive medo ...e escondi-me", Gn 
3.10) e de novo em Pedro ("Retira-te de mim...", Lc 5.8). Claro que h alguma relevncia nesse raciocnio, 
porque quando falhamos com outros, eles na maioria das vezes acabaram nos rejeitando. Sabemos que 
falhamos com Deus, ento supomos que Ele nos rejeitar. Deus, entretanto, no age como um homem e 
no deve ser julgado como um homem. Ele que o est levando  Sua presena  um Deus de compaixo; 
Ele certamente no o rejeitar, quando voc chegar.
        As pessoas fogem do homossexual, da prostituta, da mulher controladora, do fofoqueiro, do 
alcolatra, do orgulhoso, e do santarro, mas Deus no evita nenhum deles. Apesar de seu comportamento 
ser pecaminoso, eles precisam entender que Deus sente sua dor. A compaixo de Deus O enche de dor, 
quando v o pice de Sua criao vivendo em tormento.
        No pense nem por um momento que, quando Deus o v cercado de problemas e misria, Ele no 
se comove com sua condio. Ele escolher esperar e agir somente quando seu propsito final tiver sido 
cumprido e essas circunstncias levarem-no para Seus braos de amor. O conforto que voc receber 
aliviar a memria dessas lembranas terrveis.
        Imagine que Deus tem um balde com seu nome escrito. Cada dia que voc sofre, o balde  
lentamente preenchido com Sua compaixo. No tempo certo, quando o sofrimento produziu tudo o que 
Deus planejara, o balde cheio ser derramado sobre voc.
        Testemunhei esse princpio em ao freqentemente na vida dos cristos. Uma tarde um homem 
entrou em meu escritrio e anunciou que eu realmente no seria capaz de ajud-lo porque ele no era 
cristo. Era bvio pela tenso no rosto do homem que ele estava no meio de muita tribulao. Ele 
compartilhou alguns fatos de sua vida, que fora cheia de abusos fsicos, emocionais e mentais por seu pai 
psictico. Esse homem achava que Deus fosse bem como seu pai terreno, ento no espantava que ele 
no tivesse inteno de se tornar cristo. Sentado l, meu esprito teve conscincia de que o balde de 
compaixo de Deus tinha finalmente se enchido para esse homem. Deus no ia tolerai- mais sofrimento. 
Precisei apenas abrir minha boca e compartilhar a mais simples das verdades crists para ver o homem ser 
preenchido pelo amor e compaixo de Deus. O querido irmo tinha sido to ferido que mal podia expressar 
qualquer emoo, mas notei que uma pequena lgrima corria de seu olho. Sim, uma lgrima muito 
pequena, mas representava para esse homem a ltima gota no balde, agora cheio at transbordar. 
Acabara! Os problemas tinham servido tanto a Deus como a esse homem. O Senhor estava agora 
satisfeito, tendo recebido a vida do homem, e o homem estava agora satisfeito, tendo recebido a vida de 
Deus. Tudo isso fora possvel por causa dos problemas.
        Nunca deixe que o inimigo consiga erigir o obstculo que leva voc a acreditar que uma vez que 
esteja na presena de Deus Ele o tratar como um homem o trata, porque nosso Deus  um Deus de 
compaixo.
Medo da Entrega Total
        Muito se escreveu sobre compromisso total com o Senhor da parte do cristo. Eu prefiro a palavra 
entrega. Enquanto compromisso implica em que precisamos fazer algo, entrega parece reconhecer que 
Deus, e somente Deus, pode realizar o que  necessrio. Somos como ramos entregues  videira, 
confiando nEle para tudo de que precisamos. Nossa prpria vida precisa passar por Ele. Entrega  mais 
uma atitude, do que alguma coisa que devamos fazer.
        Muitos temem a entrega total que crem que a proximidade de Deus exigir; lutam com o desejo de 
se apegar a coisas que reservaram para si mesmos e tentaram esconder de Deus. Ou no passado 
entregaram a Deus um pecado em particular ou uma situao e tudo pareceu permanecer sem mudana. 
Isso levou  desesperana e  concluso de que se algo deve acontecer, precisam, eles prprios faz-las 
acontecer. As pessoas que tiveram tais experincias tm um viso distorcida do que , realmente, a entrega 
total, porque a associaram ou com a perda imediata ou com resultados imediatos.
        Vrios anos atrs encontrei uma garota que queria mais que tudo servir a Deus no ministrio. Havia 
um problema: ela lutava continuamente contra a depresso. Fiz-lhe vrias perguntas como "Voc gosta de 
ser melanclica?", "H alguma satisfao em estar abatida?" (Porque muitos adoram a ateno que 
recebem dos outros e no tm inteno de viver de qualquer outro modo). Perguntei se podia identificar 
fatos que tivessem causado o desnimo. Ento me voltei para a questo do pecado em sua vida. A todas as 
minhas sondagens ela respondeu clara e honestamente, e no havia razo aparente para a depresso.
        Fiz-lhe uma pergunta a mais. "Cristo amou seu Pai no cu, mais quando estava no Monte da 
Transfigurao, quando seus discpulos viram sua glria, do que quando estava pendurado numa cruz do 
Calvrio onde morreu?"
        Sua resposta foi correta: "Ele no O amou mais nem menos em qualquer lugar."
        Expliquei que a entrega  amar a Deus no meio dos tempos ruins assim como nos bons;  amar a 
Deus no meio da tristeza ou da alegria, porque Ele  Deus. Ento disse-lhe para no mais fazer da 
depresso o foco e principal assunto de sua vida, mas fazer Cristo ser tudo. Quando ela parou de se 
preocupar com sua incapacidade de servir a Deus por causa de sua sade emocional inadequada, logo se 
achou inconscientemente servindo a Cristo sem reservas. No aconteceu do dia para a noite, mas 
aconteceu.
        Precisamos amar ao Senhor tanto durante nossas maiores provaes quanto quando somos 
surpreendidos por eventos prazerosos. H muitos cristos que querem se entregar totalmente ao Senhor 
para receber bnos constantes, mas quando os eventos se tornam dolorosos tomam de novo o controle 
para resolver tudo sozinhos, recusando-se a esperar nEle.
        Veja a atitude de J, de entrega simples; ele estava determinado a permanecer firme mesmo no pior 
dos acontecimentos, circunstncias e problemas, "...receberemos de Deus o bem, e no receberemos o 
mal?" (J 2.10) No importa a que fosse submetido, no queria fraquejar.
        Quando a adversidade aparente vem e voc resolutamente escolhe entregar-se, no espere que 
outros o encorajem em sua deciso. Lembre-se de que a esposa de J no apoiou sua posio. No espere 
conforto dos outros; o nico consolo que voc ter  aquele que Deus d. Voc precisa aprender a amar o 
tomar a cruz e negar-se a si mesmo que constitui a entrega total, porque esse amor lhe permitir manter a 
paz, mesmo no meio das experincias mais parecidas com as de J.
        Se voc escolher a cruz, estar escolhendo o Senhor Jesus. Enquanto pratica o entregar-se a Deus 
no que Ele lhe trouxer, haver horas quando voc achar a entrega bem fcil, e ser capaz de faz-la com 
grande confiana e fora. Noutras ocasies, far essa entrega em fraqueza com muita luta, mas lembre-se 
de que o importante  sua entrega. Na fraqueza ou na fora, sua atitude para com Deus deve ser 
permanecer e entregar sua vida com um corao grato.
        Creio que o homem espiritual no v bons ou maus acontecimentos, mas v apenas a Deus. O 
inimigo trabalha para que vivamos extremos: nos auto-indulgindo ou negligenciando a ns mesmos; 
trabalhando duro para satisfazer nossos colegas ou desistindo e dizendo: "Quem se importa?"; clamando 
contra as feias manifestaes da carne, enquanto mostramos orgulhosamente outros feitos da mesma vida 
prpria. O homem entregue, espiritual, reage da mesma maneira ao louvor e  condenao, fraqueza e 
fora, liberdade e priso, doura e amargura, tentao e derrota, dor e sade, fadiga e deleite, ou incerteza 
e um plano definido, porque ele est centrado em Cristo e vivendo para Ele que est acima de tudo o que  
terreno. Ele no deixa nada atrasar seu caminho nem por um momento. Entrega no requer grande fora, 
mas apenas abandonar-se  fora de Deus e viver diariamente consciente dela e experimentando-a.
Medo de Ser uma Esponja
        O inimigo persuadiu muitos a crerem que se se entregarem totalmente ao Senhor suas vidas se 
enchero de abuso e tormento ao serem afligidas e usadas por outros. Satans consegue essa brecha 
porque poucos cristos descobriram a bno que vem de se receber a crueldade que o mundo lhes lana 
de ser uma esponja para aqueles ao seu redor.
        Uma esponja  usada para absorver. Em vez de deixar a ira, a frustrao, ou a amargura flurem 
dele para afligirem algum mais, o cristo as absorve e impede que se espalhem. A ira  como uma bola 
numa partida de tnis. Enquanto cada oponente consegue rebat-la, sua velocidade aumenta at que 
algum perca. Quando as manifestaes da vida prpria so rebatidas, h uma grande diferena: nunca 
haver um vencedor, porque na vida crist no h vencedores, mas apenas perdedores totais e 
"perdedores-vencedores". Quando manifesta a carne, ou quando se manifesta a carnalidade de outra 
pessoa e o cristo paga na mesma moeda, ele  um perdedor total. Se ele absorve a feira da vida de 
outros, entretanto, ele descobre que toda a questo pode se encerrar. A mentira comum em que 
acreditamos  que ele perdeu, mas na verdade ganhou:  um "perdedor-vencedor", tendo aparentemente 
perdido na terra, mas ganhando no reino de Deus. Da mesma maneira Cristo absorveu at a morte o que a 
humanidade Lhe imps, e ganhou para sempre riquezas, poder, honra e glria. Ele pareceu ser um 
perdedor, quando foi crucificado;  um vencedor total.
        Voc quer encerrar o conflito em sua casa, seus relacionamentos, e seu prprio corao? Ento 
simplesmente seja uma esponja. Ao longo do dia absorva tudo o que vem da carnalidade do homem ao seu 
redor e veja a paz de Cristo prevalecer.
        Ser uma esponja  ter uma vida abenoada, uma vida de fora e carter verdadeiros. ".. .somos 
injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos; at o 
presente somos considerados como o refugo do mundo..." (I Co 4.12-13). Paulo era um homem de grande 
fora porque era uma esponja para os que o cercavam.
        H trs maneiras de se enxergar o mandamento de amar. A primeira  sob a perspectiva da lei, que 
ensina essencialmente a amar ou Deus o punir. A segunda  sob a perspectiva do desejo de ser feliz 
atravs da obedincia  Escritura, amando como voc se ama. A terceira e mais alta perspectiva vem da 
vida de Cristo, que na verdade o capacita a amar seu inimigo. O primeiro  um bom caminho, o segundo  
um excelente caminho, mas o terceiro  o caminho perfeito de Deus.  o caminho de se tornar uma 
esponja, de negar-se, mas no ao Senhor dentro de si.
        Uma vez um homem veio a mim preocupado com seu casamento. Sua esposa, ele disse, sempre 
dizia coisas que o ofendiam. Esse homem era bem intimidante e enrgico. Ele me contou de vrias 
situaes perigosas em que estivera em sua vida e como sua determinao e fora o tinham livrado. Fiquei 
realmente espantado enquanto ele falava desses eventos perigosos, porque eu sabia que se eu tivesse 
enfrentado as mesmas situaes no teria me sado to bem quanto ele. Ele era corajoso em todos os 
sentidos da palavra. Entretanto, quando acabou de falar, respondi chamando-o de maric e fraco. Ele quase 
pulou da cadeira quando se inclinou para a frente e explodiu: "Explique-se!" Eu podia no ter participado 
dessas situaes perigosas, disse-lhe, mas o verdadeiro teste da masculinidade no estava nessas coisas, 
mas no grau em que conseguimos ser esponjas. Disse-lhe que era uma viso pattica ver um homem to 
forte reclamando de algo pequeno que sua esposa lhe dissera de uma maneira que no lhe agradara e 
pensando em divrcio porque no conseguia absorver palavras duras. Apesar de toda a sua habilidade 
exterior, e Orao ele era um fraco.
        Quantos casamentos seriam imediatamente transformados, se o marido ou a esposa consentissem 
em ser uma esponja.  a incapacidade de perder que causa o desenvolvimento de tantas razes de 
amargura em casais. Um homem pode ir para a cama, e se sua esposa lhe diz algo ofensivo, ele pode puni-
la no lhe falando. Ela pode retaliar recusando-se a toc-lo. Ele poderia ento encontrar novas maneiras de 
revidar, e a espiral do casamento afunda, freqentemente at o divrcio. O triste  que tudo poderia ser 
interrompido se um ou outro simplesmente aceitasse a questo e se determinasse a amar.
        Sua reao a cada situao negativa revela seu corao mais do que o corao da pessoa que a 
causou. Voc ama sua esposa como Deus ordenou, ou voc apenas a ama se...? Voc respeita seu marido 
como a Bblia ordena, ou voc apenas o respeita se...? Os "se" em seu relacionamento revelam fraqueza e 
precisam ser entregues antes que Deus veja a necessidade de mudana em seu parceiro.
        Entrega  ser um perdedor-vencedor   uma vida abundante a ser almejada, no temida. 
Empurre esse obstculo para fora do caminho ao se aproximar de Deus. Com o mandamento de negar a si 
mesmo Deus d toda a fora necessria para obedec-lo.
        Quando estou discipulando uma pessoa irada contra o que algum mais fez ou disse acerca dela, 
gosto de perguntar 'Voc est ofendido?" Ento afirmo que estou contente com a afronta e esperanoso de 
que, no futuro, a pessoa continue a ser ofendida. Ser ofendido  um ingrediente crucial na vida do cristo, 
porque quando a insolncia dos outros no nos incomodar mais, saberemos que estamos vivendo a vida 
eterna. Jesus podia ter se ressentido de toda a multido no dia em que foi crucificado; ainda assim dentro 
em pouco deu a esses transgressores Sua prpria vida. Se aceitarmos os insultos de outros, seremos 
capazes de dar a essas mesmas pessoas nossas vidas. Morremos para que vivam (II Co 4. l O-12).
        Quando somos desprezados, temos duas responsabilidades: primeiro, receb-lo com perdo; 
segundo, tirar a pessoa que nos ofende da condio de quererem ofender a outros.
        Voc gostaria de ver publicado um livro com a lista alfabtica de todas as pessoas que voc 
conhece e as afirmaes negativas que fez sobre elas? Claro que no! Ningum gostaria disso. Voc 
tentaria destruir o livro. Quando ouve algo negativo sobre voc, dito por outros, portanto por elas e por si 
mesmo, destrua a informao imediatamente e no permita que ela destrua o relacionamento. Afinal, voc 
sabe que  culpado exatamente do mesmo.
        No meio de toda confrontao negativa, no h apenas alguma lio para a pessoa irada ou 
ofensora aprender, mas algo para voc, o ofendido, tambm aprender. Voc pode perdoar, amar e 
encorajar, como o Senhor fez por voc quando O ofendeu? O corao de um ofensor  prontamente visvel, 
mas a reao que voc tem revela sua condio, se  da carne ou do esprito. Se for da carne, espero que 
voc continue a receber afrontas, at que andar na carne o faa to miservel, que voc se volte  vida 
interior profunda que no pode ser ofendida.
        Muitas vezes pensei quo maravilhoso seria freqentar uma igreja que tivesse escrito na entrada 
"Esta  uma congregao de cristos que no se ofendem". Porque freqentemente me envergonho do 
modo como membros da igreja e obreiros analisam uns aos outros intensamente, esperando por falhas que 
provem suas prprias observaes emocionais. Eles examinam criticamente como o dinheiro  gasto, que 
tipo de carro se dirige, as roupas que se usam, e mesmo a rea total dos escritrios, at que o 
ressentimento  desperto de todos os lados. No deveria ser assim.
        Se cremos seriamente que a vida crist  para ser vivida em relacionamentos saudveis momento a 
momento, ento podemos ver cada ofensa como a primeira naquele momento, e portanto a primeirssima.  
fcil perdoar a primeira ofensa, mas pessoas demais vem cada uma como outra gota no balde de provas, 
confirmando que algum no presta e tem de ser descartado. Ao receber cada ofensa no momento, 
acharemos bem fcil perdoar setenta vezes sete.
Medo da Fraqueza
        Muitos crem que so fracos demais para entrar na presena de Deus. Foram convencidos de que 
tal privilgio  para os poderosos. Entretanto, fraqueza nunca deve ser obstculo.
        Foi um grupo heterogneo de pessoas entre os israelitas que saiu pela manh para coletar o man. 
Alguns eram jovens e fortes, outros eram velhos, fracos ou vivas. Se os fortes coletassem uma grande 
quantidade, descobririam na manh seguinte que, na verdade, no tinham sobra. Ao mesmo tempo os 
fracos, que colheram apenas uma pequena poro, descobriram que tinham todo o necessrio. Os fracos e 
os fortes foram tratados da mesma maneira, porque Deus no  parcial.
        Assim  com cristos que coletam diariamente o verdadeiro man (Jesus) que veio dos cus. Os 
muito resistentes no conseguem colher mais do que os muito deficientes. De novo, Deus no age 
parcialmente. vida integral do Filho est disponvel mesmo para os mais fracos, que na verdade so mais 
adequados para uma vida na presena de nosso Salvador. Porque  em nossa fora que mais 
provavelmente descansaremos confortavelmente e deixaremos de reconhecer nossa necessidade dEle a 
cada momento.
        O inimigo persuadiu muitos a crerem que so incapazes de um relacionamento profundo com o 
Senhor. Esse engano  possvel por causa das idias erradas sobre o que , na verdade um 
relacionamento profundo com o Senhor. Cristos podem pensar que seja uma vida monstica de orao e 
dever religioso, servindo num pais distante, ou chegando a um nvel de perfeio expressa. Quando 
definida nesses termos,  de se espantar que poucos creiam que tal vida seja para eles? A definio do 
Senhor de uma vida profunda no  pesada, mas  a de uma vida em que simplesmente Lhe entregamos 
nossos espritos a cada momento.  a vida natural de estabilidade, a mesma conscincia sem esforo de 
um ramo ligado  videira. Enquanto o ramo pode no sentir nada de especial, ainda h uma dependncia e 
confiana quietas na videira, para prover todo o necessrio. Olhando um ramo, vemos que a vida que ele 
vive em confiana slida no apenas  possvel, mas  o jeito mais natural para sua existncia. De fato, 
seria muito mais difcil e artificial para o ramo viver num vaso, cortado da videira. vida profunda de 
estabilidade  possvel para todos, mesmo os mais fracos.
        Como o corpo de Cristo sofreu por causa da constante comparao de um membro com outro! 
Muitos reavivamentos simplesmente giram em torno de uma nica pessoa, que gasta uma semana 
recontando tudo o que alcanou. s escondidas, os que se assentam nos bancos comparam-se aquela 
pessoa e concluem que nunca sero eficazes ou agradveis a Deus. A igreja, ento,  deixada com muitos 
que se sentem muito fracos, despreparados, e derrotados para jamais entrar num relacionamento profundo 
com o Senhor.
         preciso esclarecer que o que  necessrio para a vida abenoada de comunho ntegra com o 
Senhor no  intelecto, habilidade ou poder superiores, mas uma qualidade do corao que pode facilmente 
ser determinada. Qualquer um que responder afirmativamente  pergunta 'Voc O ama?" possui todo o 
necessrio para uma caminhada profunda com o Senhor. Precisamos alcanar uma simples verdade que 
tem sido sufocada e escondida. Desde que Deus deu Seu Filho para nos resgatar, no h nada mais fcil 
para ns obtermos que a presena e alegria de Jesus Cristo a cada momento. Nada mais fcil, porque  
algo que o Pai d livremente a todos, mesmo aos mais fracos.
        Nunca permita que o inimigo o persuada de que voc no  adequado para a presena de Deus, 
que sua bno pode ser para outros mas no para voc. Atenda ao mandamento para adentrar com 
ousadia. Por que se nos fala para busc-Lo? Porque Ele pode ser encontrado! Ele quer que cada cristo O 
encontre. "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso corao." (Jr 29.13) 
"Quando disseste: Buscai o meu rosto; o meu corao te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei" (SI 27.8)
        Ouvimos o mandamento, problemas nos levam a Ele, e somos livres para obedecer. Buscaremos 
ao Senhor que pode ser achado.
Medo em Si
         medida que continuamos o exame dos obstculos que o inimigo coloca  nossa frente, quando 
nos aproximamos da presena de Deus, temos de estar conscientes de que, se seus outros obstculos de 
engano falharem, ele alegremente usar o s em sua manga  o medo.
         interessante notar que h dois ensinos predominantes nas Escrituras sobre o medo. O primeiro 
abriga todas as ordens para temer a Deus. Vs, que temeis ao Senhor, louvai-o" (SI 22.23). "O temor do 
Senhor  o princpio da sabedoria" (SI 111.10). "O conselho do Senhor  para aqueles que o temem, e ele 
lhes faz saber o seu poeto." (SI 25.14) "Eis que os olhos do Senhor esto sobre os que o temem, sobre os 
que esperam na sua benignidade" (SI 33.18)
        O primeiro ensino sobre o medo  a base para o segundo. "Eis aqui o Senhor teu Deus tem posto 
esta terra diante de ti; sobe, apodera-te dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; no temas, e no 
te assustes." (Dt 1.21) "Ento eu vos disse: No nos atemorizeis, e no tenhais medo deles." (Dt 1.29) 
"Ento o Senhor me disse: No o temas, porque to entreguei nas mos, a ele e a todo o seu povo; de 
maneira que o ferimos, at que no lhe ficou sobrevivente algum." (Dt 3.2)
        Nosso Deus  um Deus zeloso! No podemos ter outros deuses diante dEle. Uma das 
caractersticas de um falso deus  que inspira medo, sem o qual os adoradores logo perderiam o interesse 
e iriam por seus prprios caminhos.
         simples discernir o que os homens adoram, ao observar o que os faz apreensivos. Muitos 
permitem que as finanas os perturbem, ento colocaram sua confiana para sua proviso, no dinheiro, em 
vez de coloc-la no Pai celestial. Alguns se aproximam das autoridades com perturbao, mostrando sua 
esperana (realizada ou no) nos poderosos. Alguns temem as aes de homens, porque  na humanidade 
que colocam suas expectativas. A lista continua.  importante perceber que somos ordenados a nada temer 
seno a Deus.
        O temor  reservado como uma das mais altas formas de adorao. Satans mostra-se como um 
deus deste mundo e exige o medo de seus seguidores. Entretanto, temos ordens de no temer seno ao 
nico verdadeiro Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele somente  digno do temor da humanidade. 
Dar nosso medo a um deus tal como satans  ador-lo. Isso  pecado! Nossa adorao do nico Deus 
verdadeiro deve libertar-nos de todos os outros medos: de satans, do homem, ou circunstncias. "E no 
temais os que matam o corpo, e no podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no 
inferno tanto a alma como o corpo." (Mt 10.28).
         Voc v porque o inimigo adora inspirar medo no povo de Deus, porque assim ele prova a si mesmo 
que  mais que um anjo cado, um inimigo derrotado, e um leo que ruge sem dentes. Com o medo, 
satans recebe uma medida de adorao que deve ser reservada para Deus somente e tenta mais uma vez 
elevar-se para uma posio igual  de Deus.
         Quando Jesus estava no deserto, satans o tentou: "Tudo isto te darei, se, prostrado, me 
adorares." (Mt 4.9) O termo adorar  definido simplesmente como "dar ateno a". Satans simplesmente 
dizia, "D-me sua ateno!" Jesus recusou, dizendo, "Vai-te, satans; porque est escrito: Ao Senhor teu 
Deus adorars, e s a ele servirs." (Mt 4.10) Somente Deus deve cativar nossa ateno.
        Infelizmente, h muitos cristos que do a satans considerao indevida, porque no se passa um 
dia sem que se consumam com medo dele, enquanto se preocupam constantemente com seus planos e 
enganos. No  de maneira alguma incomum ouvir mais deles sobre o inimigo que sobre Cristo. 
Sucumbiram, embora contra suas vontades,  adorao ao inimigo, mas erram porque seu poder no se 
pode comparar de jeito nenhum ao do nosso Deus.
        Muitas vezes a batalha entre o bem e o mal  retratada pelo smbolo taosta de um pequeno crculo 
metade branco, metade preto. As cores so colocadas de maneira a rivalizarem uma com a outra, pelo 
domnio; mas ao ganhar posio o negro, o branco perde, e vice-versa. Alguns cristos vem a terra e os 
cus nesse tipo de luta entre as foras das trevas e as foras da luz. Entretanto, no  assim. Nele estava a 
vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas no prevaleceram contra 
ela." (Jo 1.4-5, nfase minha). A luz e as trevas no batalham com fora igual, porque a escurido sempre 
tem de dar lugar  luz. A escurido nunca sobrepuja a luz, mas simplesmente ocupa o espao, quando a luz 
o permite, ao se retirar. A luz, ao contrrio, conquista a escurido e a fora a se retirar do caminho.
        O homem ainda no inventou urna luz escura, oposta ao holofote, que possa penetrar a luz do dia 
com um facho de escurido. No h algo assim para perturbar a luz, porque a escurido no tem poder 
sobre, ou defesa contra a luz. Ainda quando fico de p no topo de uma montanha na hora mais escura de 
uma noite na qual nem a lua nem as estrelas consigam exibir sua luz brilhante, minha lanterna barata pode 
fender a escurido. Uma imensido de escurido no pode vencer minha lanterninha barata, mas tem de 
dar lugar a seu facho.
        Como seriam nossas vidas sem a aurora, que imediatamente expulsa a escurido e permite a 
produtividade e a segurana do dia? Em nossos coraes, a luz de Deus tem de se levantar a cada dia, e 
toda a escurido, inclusive o medo, desaparecer. No precisamos estudar calhamaos, esforando-nos 
para entender a escurido e seu poder, quando tudo o que  necessrio  uma compreenso da presena 
da luz de Cristo dentro de nossos coraes. Nem todo o trabalho demonaco resistir a ela, porque todas as 
sombras tm de fugir e dar lugar  sua glria.
        Assim como a luz  indizivelmente maior que a escurido, o poder de Deus  infinitamente maior 
que o do inimigo. Sabemos, ento, que a escurido de satans apenas ter permisso de operar onde Deus 
determinar.  importante que nos concentremos em Sua luz liberada dentro de ns, que expulsar 
quaisquer trevas que queiram entrar em ns.
        Satans teve de pedir permisso para fazer o que quer que fosse a J. Tambm nas palavras de 
Jesus a Pedro, "Simo, Simo, eis que satans vos pediu para vos cirandar como trigo" vemos que satans 
ainda tinha de pedir antes de poder continuar com seu plano, que foi aprovado por Jesus por uma razo: 
"mas eu roguei por ti, para que a tua f no desfalea; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmos." 
(Lc 22.31-32) Pedro, como qualquer de ns, teria sido condenado sem a intercesso da grande Luz que  
Jesus Cristo. Sem dvida precisamos nos conscientizar da atividade do inimigo, mas o mais importante  
que precisamos conhecer intimamente a verdadeira onipotncia de nosso Deus, que adoramos com tremor.
        Uma jovem no meio de um conflito conjugal com um marido bastante irracional me contou que ela 
sempre era atacada pelo medo quando se aventurava no poro de sua casa. Pedi-lhe para entrar naquela 
sala, abrir a Bblia, e ler os seguintes versculos: "Respondeu-lhes ele: Eu via satans, como raio, cair do 
cu." (Lc 10.18); "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as 
ciladas do Diabo" (Ef 6.11); "Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugir de vs." (Tg 4.7); 
"Que o senhor te repreenda,  satans" (Zc 3.2). Sugeri que ela tambm expulsasse todas as foras 
demonacas de sua casa no nome do Senhor Jesus. Avisei-lhe que se sentisse mais medo depois de ter 
ordenado a sada de satans seria importante no fugir, porque essa  a ltima arma que o inimigo usa 
para fazer um cristo recuar. Nosso medo, portanto, no  evidncia do poder do inimigo, mas  uma prova 
de que ele no tem autoridade para ficar. O propsito desse exerccio, disse-lhe, no era que ela andasse 
procurando demnios atrs de toda porta de armrio e debaixo das camas, mas que reconhecesse o poder 
que h na luz de Deus.
        Na semana seguinte ela voltou ao meu escritrio encantada com o que acontecera. Estivera no 
poro carregando seu recm-nascido, e quando comeou a ler as Escrituras, o medo comeou a envolv-la. 
Depois, ordenou ao inimigo que sasse; o medo se tornou to grande que caiu de joelhos. Lembrou-se de 
que o medo era a prova de que o inimigo perdia poder e sua tentativa desesperada de ficar, ento 
permaneceu na vitria j ganha pelo sangue de Jesus e mais uma vez ordenou ao inimigo que sasse. 
Imediatamente fluiu a paz no poro.
        Ela disse que como aquilo funcionou to bem, foi at o limiar da porta da frente e ordenou a satans 
que nunca mais entrasse na casa de novo com seu marido. Algo muito interessante aconteceu naquela 
noite, porque seu marido no entrou em casa para acus-la e argumentar com ela. Em vez disso ele queria 
que ela sasse e brigasse com ele em seu caminho. Quando voltou para casa, no queria continuar a 
discusso. "E o Deus de paz em breve esmagar a satans debaixo dos vossos ps." (Rm 16.20)
        Felizes os que desconfiam de si mesmos, no confiando na carne, mas confiam na Luz que venceu 
a escurido. Sem dvida no somos preo para o inimigo; entretanto, ele no  preo para a Luz que habita 
em ns. "Mas vs sois a gerao eleita, o sacerdcio real, a nao santa, o povo adquirido, para que 
anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (I Pe 2.9;).

Captulo 5
Definies Incorretas
        H muitos cristos que buscam realidades espirituais em suas vidas e nunca as encontram. So 
sinceros e no lhes falta zelo ou compromisso com o projeto. Por que nem todos os cristos encontram o 
que  seu direito em Cristo? A resposta, na maioria das vezes, encontra-se em definies incorretas do que 
buscam. As definies dos cristos do que procuram e as definies de Deus do que Ele d no so as 
mesmas, ento buscam algo que Deus no pretende dar. Eles definiram (ou se lhes definiu) incorretamente 
o que significa ser espiritual, agradar a Deus, estar perto de Deus, ser um com seus parceiros, ou ter 
segurana de ir para o cu.
        Imagine ter problemas financeiros e ouvir que um quintal cheio de ouro  a resposta. No 
conhecendo o ouro, voc pergunta, "Como  o ouro?" Voc ouve que um poste telefnico  ouro. A partir 
dessa definio falsa, voc se ocupa enchendo seu quintal com postes, crendo que so a resposta para 
seus problemas. Ento voc descobre que todo o seu trabalho foi em vo, e que ficou mais pobre ainda.
        Ter definies imprprias tem causado muito tormento em muitas vidas. No casamento, tanto 
marido quanto mulher possuem um dicionrio intangvel do corao. Se eu fosse procurar, em meu 
dicionrio, uma definio da palavra limpo, encontraria o seguinte: limpo - ter um caminho de um cmodo a 
outro no meio do entulho. Entretanto, se fosse procurar a mesma palavra no dicionrio do corao de minha 
esposa, encontraria o seguinte: limpo - ver imaculado; o oposto de meu marido. Como voc v, h uma 
grande diferena entre minha definio de limpo e a de minha esposa.
        Outra definio que seria interessante de olhar seria a da palavra amor, porque em meu dicionrio 
seria descrita como um constante abraar, beijar e mostras ostensivas de afeio; enquanto a definio de 
minha esposa incluiria fazer o bem por outro, como limpar, lavar e fazer refeies. A diferena entre nossas 
definies podem causar uma diviso considervel. Posso dizer  minha esposa Voc no tem me amado" 
(eu a quero envolvida em atividades mais emocionais), e sua resposta seria "Voc no tem me amado" (ela 
gostaria que eu me ocupasse de atividades mais fsicas e teis). A verdade  que podemos ambos amar ao 
outro tanto quanto pudermos, de acordo com nossas definies; entretanto no amamos um ao outro muito, 
de acordo com a definio do outro.  simples: no entendemos o que o outro quer ou pretende, quando 
est tentando dar ou receber amor.
        Podemos ver prontamente quanto conflito sem culpa  causado pelos casais por causa de suas 
definies diferentes. Esse conflito pode chegar a levar os cnjuges a desistir um do outro, quando cada um 
conclui que o outro nunca mudar.
        Lidando com nossos cnjuges com definies diferentes, tambm distorcemos nossa percepo 
sobre eles. Imagine um marido muito emotivo que adora altura, de p no topo do edifcio Empire State, e, na 
rua l embaixo, a esposa muito analtica e pouco emotiva que tem medo de altura. Se o marido descesse 
trs andares, pareceria mais perto para a esposa l embaixo? Claro que no! Mesmo que o marido tenha 
melhorado sua posio, ela no percebe. Seu comentrio seria "Ainda no o vejo!" Ento o marido, 
admitindo que sua mudana no foi muito apreciada, pode achar que poderia voltar ao topo, onde estivera 
confortavelmente apreciando a paisagem. Por outro lado, sob grande tenso e medo, a esposa poderia 
subir trs andares e comear a acenar ao marido, certa de que ele consideraria sua tentativa de se 
aproximar dele com grande dificuldade. Sua resposta seria "No posso v-la, voc no vai subir?" A esposa 
no precisaria ser mais desencorajada, para retornar imediatamente ao seu conforto, no cho. No se 
aproximaram um do outro mais do que no comeo, e agora se recusam a tentar de novo aproximar-se.
        Se pudssemos entender as definies e percepes de nossos cnjuges, nos encorajaramos e 
tambm apoiaramos seus esforos. Isso raramente acontece, entretanto.
        Se somos a noiva de Cristo, no quer dizer que ele tem um dicionrio contendo todas as definies 
sobre nossa vida juntos? Esse dicionrio  representado pelas Escrituras. Tambm temos nossos prprios 
dicionrios do corao acerca de nossos relacionamentos com Ele. A questo  se Suas definies e as 
dEle combinam. Se no, nos encontraremos vivendo insatisfeitos e vazios, percebendo que somos 
fracassos completos e totalmente inaceitveis para Deus.
Gostaria de dar a cristos derrotados um teste de percepo espiritual. As questes:
Como voc tem certeza de que Deus existe?
Como voc sabe se est perto de Deus?
Como voc sabe que se tornou espiritual?
Como voc sabe que Deus o aceita?
Como voc sabe se est agradando a Deus?
Como voc sabe se se libertou do seu pecado?
Como voc sabe se sua vida importa para Deus?
Como voc sabe se  santo?
O que  a vida abundante?
O que voc precisa fazer para ganhar recompensas?
        Poucos passam no teste. Isto porque a maioria dos cristos possui as definies de Deus (a 
Escritura) mas no cr nelas? Continuam a pedir coisas de Deus, usando suas prprias definies 
incorretas e inadequadas. Um exemplo  a pergunta "Como voc sabe se est prximo de Deus?" As 
respostas muitas vezes indicam certas atitudes ou sentimentos de proximidade. De acordo com a definio 
de Deus no Salmo 139, no h lugar para se esconder de Sua presena; estamos sempre perto dEle! A 
proximidade em si no precisa invocar quaisquer sentimentos, porque  algo recebido pela f, no pela 
viso. Estamos perto porque Deus disse que estamos; quando crermos nisso, saberemos que  uma 
conscincia que deve ser buscada, no um sentimento. Se continuarmos a procurar o que j possumos, 
no o encontraremos.
        Encontrei um homem que cria que o nico lugar no planeta onde havia oxignio era seu quarto de 
dormir. Enquanto visitava meu escritrio, ele estava agitado (porque pensava que no havia oxignio l) e 
bravo (por minha culpa ele deixara o lugar onde podia respirar). Que cena pattica, um homem arfando e 
procurando ar numa sala cheia de ar, tudo porque crera numa voz enganadora que o convencia de que, se 
a sala realmente estivesse cheia de oxignio, algum sentimento especial o tomaria, em confirmao. O 
pobre homem precisava apenas parar, descansar e inspirar fundo.
        Assim  o cristo que continua a procurar pela proximidade de Deus de acordo com suas prprias 
definies, sem saber que j que possui a Cristo, possui a proximidade com Deus. H algum mais prximo 
de Deus que Cristo? O cristo no precisa procurar mais, porm, pode comear a viver uma vida perto de 
Deus! Pode no sentir nada, mas a f no  sentimento. Enquanto descansa e inspira profundamente o 
flego do Senhor, saber que sempre teve o que procurava. ".. .porque nele vivemos, e nos movemos, e 
existimos..." (At 17.28)
        Uma definio incorreta que pode atrapalhar muito um cristo  a confuso sobre o que significa 
permanecer em Cristo. Para esclarecer o assunto,  til examinar o que a vida consistente no .
        Primeiro, a vida consistente no  se dar bem com todo mundo. Mesmo que tenhamos o 
mandamento de amar aos outros, o modo como esse amor  recebido no revela com preciso, se somos 
carnais ou espirituais. O cristo s vezes pensa que sua maturidade  sutilmente medida pelas reaes dos 
outros. Isto , se as pessoas a quem ama reagem positivamente, ento ele  espiritual; qualquer reao 
negativa mostra sua prpria imaturidade. Muitos sofrem sob autocondenao e sob o julgamento dos 
outros, quando no tm urna boa relao com parentes, cnjuges, amigos, ou colegas de trabalho. No 
entanto Jesus ensinou claramente que se os homens O odiavam, haviam de nos odiar, que Ele trouxera 
uma espada para dividir, e mesmo famlias seriam destrudas por causa dEle. "Um irmo entregar  morte 
seu irmo..." (Mt 10.21) Isso no d qualquer desculpa para o comportamento carnal dos cristos, mas 
precisa ser notado que cristos sero perseguidos, odiados, difamados e acusados, quando tiverem feito 
pouco ou nada para causar isso. Paulo pergunta se luz e trevas podem ter comunho. Alguns da escurido 
buscam a luz, e, a esses, precisamos guiar; mas alguns amam as trevas e odeiam quem est na luz, e s 
vezes acontece de serem membros da famlia.
        Alguns pensam que um cristo tem de se preocupar se algum no gosta dele, porque essa seria 
uma indicao de que ele est em algum tipo de pecado. Jesus disse exatamente o contrrio em Lc 6.26: 
"Ai de vs, quando todos os homens vos louvarem! Porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas."
        Mesmo quando no nos damos bem com outros cristos no somos necessariamente carnais, 
egostas e pecaminosos. John Wesley tornou-se um tremendo homem de Deus, mas ele simplesmente no 
conseguia se dar bem com sua prpria esposa: ela se recusava a viver em harmonia. Ele no parou de 
am-la, mas tambm no assumiu toda a culpa, interrompendo seu ministrio.
        Certa vez, enquanto me preparava para dirigir um seminrio sobre a vida consistente, um pastor 
ficou chamando minha ateno para todos os detalhes doutrinrios que, segundo ele temia, eu poderia no 
tratar apropriadamente no meu ensino. Portanto ele no sabia se podia se associar s reunies. Eu 
simplesmente afirmei que entendia suas objees e por que no podia participar. Tambm expliquei que a 
conferncia no era para todos; no precisava atrair os saudveis e vitoriosos, mas as pessoas em lutas. 
Ele ento me acusou de ser arrogante, por no querer argumentar sobre nossas diferenas menores.
        Um irmo da Inglaterra falava sobre a vida mais profunda em Cristo e depois foi confrontado por um 
ouvinte insatisfeito, querendo saber sua posio sobre a predestinao. Meu amigo ouviu, enquanto sua 
opinio era refutada, e ento respondeu "Desculpe, mas o que voc disse sobre Jesus?"
        O briguento respondeu "Eu. no estava falando de Jesus; estava falando sobre predestinao", e 
continuou seu monlogo.
Meu amigo escutou pacientemente e algum tempo depois perguntou de novo "Desculpe, o que voc disse 
sobre Jesus?"
Frustrado, o homem exclamou "Eu no estava falando de Jesus! Estou tentando discutir a predestinao!"
Nisso meu amigo respondeu "No posso falar com voc, porque s quero falar sobre aquilo que  
importante... Jesus."
        A questo  que a vida mais profunda pode incluir conflito com outros. Em qualquer caso, 
precisamos permanecer firmados em amor, porque quem no ama  um rebelde no reino de Deus. Mas no 
podemos ser desviados em nossa caminhada por quem se recusa a se dar bem conosco.
        De fato, quando alguns membros da famlia, colegas de trabalho, e membros da igreja falarem mal 
de ns, esto na verdade nos elogiando! Porque seu comportamento,  bvio para todos,  bastante carnal: 
contencioso, irado, amargo, controlador.
        Segundo, vida consistente no significa que nunca cometamos erros, porque esses so cometidos, 
mesmo por cristos profundamente espirituais e devotos.
        Em diversas ocasies, meu av criou tanto ovelha quanto porcos.  interessante notar que depois 
de uma chuva, as ovelhas  geralmente por burrice  podem terminar no meio do pasto atoladas at a 
barriga, com todas as quatro patas imobilizadas. Nessa condio imediatamente comeam a balir por ajuda. 
Colocaram-se numa situao ridcula, que no conseguem remediar. Por outro lado, quando os porcos so 
soltos, dirigem-se de propsito para a poa de lama, e uma vez que se encontram at a barriga na lama, 
rolam e se deliciam, totalmente felizes de estarem ali. Se voc tentar tir-los de l, reclamaro alto, com 
guinchos.
        Cristos experientes na vida consistente, s vezes, como ovelhas  tambm por burrice , podem 
se achar na poa do pecado. Entretanto, ao contrrio dos cristos carnais que rolam e se deleitam em sua 
condio, os cristos espirituais comearo a chorar por ajuda, no gostando do lugar onde se colocaram. 
Sim, cristos com caminhadas profundas com Cristo falham, fazem coisas estpidas, podem sucumbir ao 
pecado, mas nunca, nunca gostam disso.
        Um hindu uma vez disse que a religio era vitria, vitria e vitria. Isso  o que a religio tenta 
proclamar e dar, um conserto instantneo. Mas Cristianismo no  religio; antes  o Caminho, a Verdade e 
a Vida. Uma vez que nos acheguemos a Cristo, a vida que entra em ns muitas vezes o faz com tal fora e 
alegria que podemos nos chocar por permanecer qualquer coisa da velha natureza. Sim, a velha pessoa foi 
crucificada, removida, e no est mais l. Mas a bagagem da velha pessoa permanece. O cristo espiritual 
precisa aprender o segredo de tomar a cruz diariamente e negar a bagagem da velha natureza. A vida do 
cristo espiritual poderia ser caracterizada mais precisamente como derrota, derrota, vitria; ou derrota, 
vitria, derrota; ou at possivelmente vitria, vitria, derrota. A vida de Cristo continua a aumentar por dentro 
e a revelar mais daquilo que Ele quer retirar. Nunca desanime com fracassos, porque permanece o fato de 
que temos uma vida vitoriosa por dentro que h de se revelar.
        Terceiro, a vida consistente no significa que no sejamos tentados. Tentaes no revelam o 
corao do tentado, mas o carter do tentador, o inimigo. Muitos cristos so obcecados por suas 
tentaes. Preocupam-se sobre que tipo de cristos so por terem tais pensamentos. Entretanto, o prprio 
fato de que estranham as tentaes  prova de que essas tentaes no representam seu verdadeiro 
carter.
        De onde os cristos recebem essas definies incorretas que exercem mais poder sobre eles que 
as definies de Deus? Na maioria das vezes vm de preocupaes consideradas importantes pelas 
subculturas crists dos cristos  denominaes ou grupos. Essas nfases, geralmente provindas de 
experincias e realizaes significativas das vozes principais de dentro do grupo, em vez de fatos 
escriturais, com o passar do tempo, tornam-se dogma, misturado com as realidades espirituais, mas no 
questionadas pelos membros.
        Por exemplo, quando fumar um charuto era smbolo de proeminncia, alguns evangelistas notveis 
seguravam um charuto em suas mos, enquanto pregavam. Atualmente neste pas fumar um charuto  
considerado um ato no cristo; a pessoa que fuma  vista como menos aceitvel a Deus que o cristo que 
nunca fumou ou que venceu o hbito.
        Subculturas crists exercem uma tremenda influncia em seus seguidores, definindo-lhes o que a 
verdadeira espiritualidade . Memorizar a Escritura, no assistir a televiso, comparecer a todos os 
trabalhos na igreja, nunca tomar bebida alcolica, no danar ou jogar cartas, entregar revelaes de forma 
emocional, ou mesmo ficar calmo no meio de um grande mover do Esprito so algumas caractersticas de 
pessoas espirituais definidas em certos crculos.
        Uma vez, viajando pela frica, compareci a duas igrejas que foram fundadas pelo mesmo professor 
dos Estados Unidos, que tinha um estilo de pregao muito caracterstico. Para meu espanto os dois 
pastores, tendo sido treinados por esse homem, caminhavam, seguravam suas Bblias, e usavam as 
palavras da mesma maneira que seu professor. Para eles, esse comportamento externo tornara-se a marca 
da verdadeira espiritualidade; estavam agora tentando imit-lo, e se falhassem em seus atos, criam que 
teriam falhado em serem espirituais. Como demonstravam esse comportamento a suas congregaes, os 
jovens devem ter pensado que era assim que um verdadeiro homem de Deus caminha, fala, e segura sua 
Bblia. Neste ponto sua subcultura exerce mais poder sobre eles que as Escrituras.
        De onde vieram suas definies para uma espiritualidade de sucesso? De outros, da subcultura de 
sua igreja, de suas prprias experincias? O importante  que elas se adqem a Deus, porque voc pode 
ser impedido em seu caminho para a presena de Deus por causa de falsas idias e percepes acerca de 
sua vida em Cristo. Voc pode andar a procurar o que j tem! A maior parte da vida crist no  fugidia, 
mas est a para ser recebida. Pare e aprenda o verdadeiro carter de Deus, e a busca ser substituda 
pelo louvor.
        As definies de Deus para o sucesso so encontradas no Sermo do Monte, porque l vemos o 
que os filhos de Deus expressam atravs de sua nova natureza  a vida de Cristo dentro deles. Essa 
expresso nica de vida celestial separa o cristo do mundo. Os credos das igrejas, declaraes 
doutrinrias, e teologias sistemticas podem ser adotadas de corao e ainda no mudarem seus 
seguidores. H fora suficiente em Mateus 5 para explodir todos os restos do ego quando a vida de Cristo 
for vivida por um cristo em comunho a cada momento com Ele. Um mal-entendido de muitos cristos  
que existe uma almejada soluo instantnea, e depois disso, por um ato sobrenatural do Esprito Santo, se 
encontraro vivendo em vitria constante, sem obstculos. Israel colheu o man no deserto. Se coletassem 
mais que o suficiente para um dia, dava bicho. Jesus  o verdadeiro man, e o Jesus que voc teve ontem 
no  bom para hoje. Ele  por assim dizer colhido diariamente. Deus no se satisfaz com uma soluo 
instantnea, uma plenitude instantnea, nem uma libertao instantnea. Deus nos quer em comunho 
consistente onde a cada dia reconheamos que longe dele nada podemos. Viver consistentemente  a vida 
celestial na terra, uma vida de receber a cada momento o que  preciso de um Pai de amor.
Prioridades Equivocadas
        A prpria subcultura de um cristo o afeta de outra maneira tambm. Pode ajud-lo a desenvolver 
prioridades que podem no ser as prioridades de Deus. Se eu ordenar as prioridades de um a dez, o que eu 
considero ser dez pode ser meramente um para Deus, e vice-versa. Existe, ento, a possibilidade de passar 
a vida trabalhando o que eu sinto seja dez, perdendo o verdadeiro dez de Deus.
        Por exemplo, muitos cristos tm algum pecado em suas vidas que eles crem que precise ser 
banido antes de serem agradveis e efetivos para Deus. Para eles esse pecado  dez na escala. Para 
alguns, o pecado pode ser a homossexualidade, fazendo-os ignorar outros problemas da vida crist at que 
esse pecado seja removido. Entretanto, para Deus, o pecado do homossexualismo no  dez; pode ser um. 
Um dos dez de Deus  que permaneamos no Filho (Joo 15) a cada momento, porque, se 
permanecermos, receberemos a vida de Cristo como nossa, a qual  livre de pecado. Se uma pessoa 
trabalha para superar a homossexualidade atravs de sua prpria fora e disciplina, o resultado final ser 
um heterossexual que ainda no est permanecendo em, ou atentando ao dez de Deus.
        Muitas vezes comentei que Deus me libertou de muitas coisas, mas nem uma vez me libertou de 
algo que eu estava trabalhando para superar. A libertao  natural uma vez que tenhamos nossas 
prioridades ajustadas e busquemos Seus dez, que por si mesmos trazem liberdade.
        Deixe Deus definir para cada um de ns o que  dez. Amide demais falhamos, achando que os 
dez de Deus so prdios, batismos, oramentos, consertar relacionamentos, examinar cada rea de nossas 
vidas, e levar outros a admitir o mal que nos fizeram. Esses so realmente os dez de Deus?
        Recentemente, depois de comparecer a um programa que pretende incentivar os participantes  
espiritualidade, voltei para casa perplexo com a dificuldade que pode ser viver como um Cristo. Decidi 
procurar as Escrituras para descobrir quantos dos dez apresentados na conferncia eram realmente dez de 
Deus. Pensei em mais que olhar para tudo o que temos de fazer, concentrar-me num tpico mais srio: as 
coisas que nunca podemos negligenciar. Descobri cinco coisas que nunca podemos negligenciar (os dez de 
Deus): orao e testemunho, Atos 6.2-4; nossos dons espirituais, I Timteo 4.14; to grande salvao, 
Hebreus 2.3; hospitalidade, Hebreus 13.2; e boas obras e partilha, Hebreus 13.16. Para minha surpresa, 
nenhum dos dez de Deus foi mencionado durante o programa que pretendia ensinar a ser um cristo 
dinmico e bem sucedido. 
        A vida crist  simples de se viver; precisa ser, porque so os mais fracos e mais infantis que lhe 
so mais adequados. Entretanto o inimigo incentivou o desenvolvimento de muita apostila grossa sobre 
discipulado, para afastar o cristo candidato  vitria da simplicidade do Evangelho.
A Vontade Desconhecida de Deus
        Voc gostaria de reconhecer facilmente a vontade de Deus, com certeza? Muitos responderiam a 
essa pergunta afirmativamente, porque buscam com afinco a vontade perfeita de Deus em suas vidas e 
temem no descobri-la. Descobrem-se atolados na tediosa tarefa de encontrar algo que no podem definir, 
prontamente reconhecendo que no o tm. O inimigo facilmente os desviou de seu caminho de chegar  
presena de Deus.
        Lembro-me de quando um amigo me procurou depois de viajar  Europa. Ele estava bastante bravo 
com Deus, porque embora tivesse viajado a mando de Deus, as coisas no haviam se desenvolvido como 
esperara. A primeira coisa que meu amigo disse foi: Voc sabe que fui  Europa exatamente como Deus 
me mandou."
        Minha resposta imediata foi: "Sim, lembro-me de ter dito que Deus lhe dissera para ir  Europa. Mas 
no creio que Deus lhe disse especificamente para ir; voc foi  Europa porque queria ir. Voc s disse que 
Ele o mandou ir para que no discutssemos. No foi?" Meu amigo admitiu que queria mesmo ir e que Deus 
no lhe dissera especificamente para ir. Minha pergunta seguinte foi: "Qual o problema de ir  Europa se 
voc quiser?
        Ser que Deus se importa como e onde voc tira suas frias?" Veja, na verdade no importa se 
voc for  Europa, ou no. Deixe-me explicar.
Qual exatamente  a vontade de Deus? Em Salmos 40.8, Davi disse que se comprazia em fazer a vontade 
de Deus. Em Mateus 6.10, -nos ordenado orar para que Sua vontade seja feita na Terra. E Marcos 3.35 
diz: "Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse  meu irmo, irm e me". Todos queremos e 
buscamos a vontade perfeita de Deus, mas o fatos parecem indicar que poucos realmente a tm 
descoberto. H poucos cristos que confiantemente diro: "Estou na perfeita vontade de Deus." Por 
qu?To poucos possuem a exata vontade de Deus, porque erroneamente decidiram o que a vontade de 
Deus , e, portanto, no buscam a coisa certa. Podem ter determinado que a vontade de Deus  uma 
vocao, pessoa, escola, servio, ou objeto material em particular, e, enquanto a vontade de Deus for vista 
dessa maneira, ela no ser encontrada.
        Qual ento  a vontade de Deus?  a condio de ter um corao que possa ser dirigido. A vontade 
de Deus  a atitude na caminhada de uma pessoa ao longo do dia (Ef 5.15-21; Rm 12.2-3), no onde ir 
especificamente. Jesus possua essa atitude no corao: "A minha comida  fazer a vontade daquele que 
me enviou" (Jo 4.34). A vontade de Deus, bem simplesmente, envolve a disposio de sempre ser guiado 
por Ele. "Achei a Davi, filho de Jess, homem segundo o meu corao, que f ara toda a minha vontade." (At 
13.22)
        Muitos colocaram o carro na frente dos bois, acreditando que seus principais esforos na vida tm 
de ser dispendidos discernindo as tarefas que o Senhor tem para eles, em vez de voltando seus coraes 
para Deus. Uma vez que a condio do corao tenha sido resolvida, fazer a vontade especfica de Deus 
vem naturalmente. No devemos nos concentrar na tarefa, mas nAquele que nos conduz  tarefa.
        O apstolo Paulo  o perfeito exemplo de um homem na vontade de Deus, porque Paulo disps seu 
corao a ser guiado por Deus. Ele primeiro recebeu um chamado a respeito de como viver sua vida: "para 
dar testemunho do evangelho da graa de Deus." (At 20.24) Uma vez recebido o chamado, lemos que 
Paulo decidiu onde ir, e onde decidiu ir era na vontade de Deus (At 15.36-41). Paulo sempre estava 
disposto a mudar de direo, demonstrando sua aceitao em ser guiado. Enquanto Paulo viajava, 
decidindo onde ir, em determinado momento "o Esprito de Jesus no Iho permitiu," (At 16.7) Paulo 
simplesmente passou pelo lugar e continuou decidindo onde deveria trabalhar. Logo depois disso, recebeu 
uma viso dirigindo-o para a Macednia, e obedeceu, porque seu corao era reto. Depois de completar o 
trabalho na Macednia, Paulo no parou e esperou por outra viso, mas continuou tomando decises 
acerca de sua jornada.
        Em Paulo vemos a progresso da caminhada na vontade de Deus. Ele no teve de se desgastar, 
escolhendo o que fazer, porque era responsabilidade de Deus redirecion-lo se necessrio. Mais uma vez, 
a vontade de Deus no  uma atividade, mas a inclinao do corao em executar a atividade. Com o 
corao reto, o que quer que a pessoa faa  perfeito. No h distino entre trabalho secular ou cristo; h 
apenas coraes seculares ou cristos.
        Sabemos que Jesus  o Bom Pastor. Por outro lado, somos Suas ovelhas, cujo dever  seguir. A 
responsabilidade de guiar e nos levar onde temos de ir cabe a Deus.  Seu trabalho saber aonde vamos, 
trazer-nos de volta, se nos desviarmos, e nos procurar, se nos perdermos. Ser que vemos a beleza de 
deixar Deus ser Deus? Sua nica obrigao  ter um corao disposto a ser dirigido, e voc estar sempre 
na vontade de Deus. Meu amigo estava certo na deciso de ir  Europa? Ele estava na vontade de Deus? 
Sim, enquanto possuir um corao reto. Como voc pode saber se possui tal corao? Suas respostas a 
duas questes bsicas lhe diro. Se Jesus lhe falar audivelmente e lhe disser para fazer algo, voc 
obedeceria? Segundo, se a Escritura falar contra um caminho, voc se desviaria dele? Por exemplo, um 
cristo que est pensando em casar com uma incrdula deveria se abster de faz-lo pela orientao das 
Escrituras. Se voc responder sim a essas duas questes, ento pode tirar frias onde desejar, casar com 
quem escolher, servir onde quiser, e aceitar qualquer vocao de que gostar. Desde que voc tem um 
corao reto,  de Jesus a responsabilidade de direcionar seus passos. Cada manh, enquanto voc anda 
em suas decises, simplesmente reconhea que "Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo." 
(Tg 4.15)
        Uma vez uma jovem me perguntou se devia casar com seu namorado. Ela no sabia se era a coisa 
certa a se fazer. Ele era cristo, oraram juntos, e ela o amava. Ela estava to feliz com a perspectiva do 
casamento que talvez seus prprios desejos egostas estivessem atrapalhando a vontade de Deus. Era a 
vontade perfeita de Deus? Como saber? As perguntas no paravam. Finalmente eu disse: 'Voc no tem 
um Deus, tem?" Ela rapidamente disse que tinha, mas, logo a seguir, disse que no tinha. Ento expliquei: 
"Jesus no  nosso Pastor? No  Seu trabalho proteger, alimentar, abrigar, procurar os perdidos, e se 
assegurar de que Suas ovelhas ouam Sua voz?" Ela respondeu que sim. "Ento, por que voc est 
fazendo o trabalho de Deus? Temos um Deus; agora viva como tendo um. V e se case com o rapaz."
        Veja, vida crist  simples de se viver! No se assente passivamente, esperando que uma voz o 
dirija. Cristo habita em voc; Ele  o Bom Pastor. Voc foi criado para boas obras; ento aja. Com um 
corao reto, voc no cometer engano.
Tempos de Sequido
        H uma coisa temida por muitos cristos: tempos de sequido em sua comunho com o Senhor.  
durante esses tempos de sequido que o inimigo freqentemente aumentar seu ataque e lanar centenas 
de perguntas com dvidas na mente do cristo, fazendo-o questionar sua prpria salvao.  essencial 
perceber que tempos de sequido so parte de nosso crescimento e tm um propsito muito precioso. 
Enquanto prosseguimos em Cristo, precisamos ver que essas experincias so normais para cristos em 
crescimento.
        Uma rvore revela sua maior beleza durante a primavera. Logo depois, as flores so substitudas 
por frutos; ento a rvore lentamente experimenta a drenagem de sua vida na parte mais profunda de seu 
ser, as razes. E ento, s vezes do dia para a noite, acontece: vem o inverno. A rvore pode se sentir como 
se fosse morrer, o que poderia ocorrer, se no fosse o fato de que a morte no pode alcanar a parte mais 
profunda de seu ser. Aparentemente to devagar, a primavera retorna e o ciclo continua.
        Assim como com a rvore, o inverno da alma  uma parte normal da vida de um cristo e crucial 
para o crescimento. A noo de que o inverno indica que haja algo errado conosco  um mal-entendido 
contraproducente.
        Por que temos perodos to bons com o Senhor, quando sentimos Sua presena, lemos as 
Escrituras, oramos, e mesmo pregamos sem esforo algum  e ento a seca parece vir?  porque Deus 
no quer que nosso relacionamento com Ele se baseie em algo to incerto quanto sentimentos. Ento Ele 
tira as emoes e festividades de nossa vida interior.
        O que um cristo  durante tempos de sequido revela sua verdadeira condio espiritual; se 
continua em orao, em buscar ao Senhor, e em agir na presena do Senhor (mesmo que no a sinta), 
ento esse cristo provou ser um homem espiritual. Buscamos a Deus por causa dEle mesmo, ou O 
buscamos pelo que podemos receber? Estamos contentes em viver em Sua presena, porque Ele rios diz 
que a temos, ou tentamos gerar Sua presena atravs de certos sentimentos?
        No casamento, tempos de sequido provam o compromisso de um cnjuge com o outro. Quando 
no h sentimentos de unidade no casamento, e, entretanto ambos esto comprometidos em amor com a 
unio e com ser um, os laos sempre se fortalecero.
        Assim  com nosso Senhor. Se apesar dos sentimentos permanecermos firmes, nosso 
relacionamento ser fortalecido no final. Tempos de sequido nunca revelam um movimento de Deus 
afastando-se de ns, porque Ele sempre permanece o mesmo, que  perto de ns. Tempos de sequido 
so um elemento normal e necessrio na vida do cristo, e agradecemos-Lhe pelo que realizaram em ns. 
No ouamos a mentira do inimigo de que desde que no temos sentimentos ento fomos rejeitados e, 
portanto, precisamos Jazer algo para continuar nossa jornada.
A Sndrome dos Resultados Imediatos
        Freqentemente permitimos que nossos olhos se desviem de Cristo para nossos problemas e 
circunstncias por causa da sndrome dos resultados imediatos, que define nosso sucesso, totalmente por 
nossas experincias do momento, sejam negativas ou positivas. Essa sndrome, na verdade,  um grande 
obstculo  f.
        Deixe-me ilustrar. Muitos concordaro que os Estados Unidos esto perdendo sua vantagem 
econmica porque os estadunidenses, ao contrrio dos de mentalidade oriental, no esto dispostos a 
investir em algo que no produza benefcios imediatos. Queremos riqueza imediatamente, enquanto eles 
esto dispostos a investir ano aps ano, recebendo menos recompensas tangveis agora, mas sabendo 
que, no futuro, recebero dez vezes mais que seu investimento original. A espera ter valido muito a pena. 
Tendo visto a sabedoria em investir e esperar, no se desencorajam por um percalo ocasional na situao 
financeira do momento. 
        Querer resultados imediatos  um impedimento  f; na verdade essa mentalidade anular a f. A 
profundidade de nossa f no deve ser julgada por quanto tenhamos recebido, mas antes por quanto tempo 
possamos esperar, sem receber nada. A f faz da minha caminhada crist uma alegria; portanto, se anulei a 
f ao querer resultados imediatos, na mesma medida aniquilei a alegria.
        Quando cristos no tm um plano de longo prazo tornam-se suscetveis aos altos e baixos da vida 
diria. Suas energias se concentram em resolver imediatamente o que se colocar  sua frente para 
sentirem-se imediatamente confortveis e seguros. Depois tornam-se controladores, empurrando a Deus 
para fora de seus caminhos e tentando consertar com sua prpria fora, com uma variedade de planos e 
manipulaes, o que acham ser o problema real. Esses cristos simplesmente comeam a brincar de Deus. 
No mnimo isso faz da vida crist uma luta cheia de desnimo, depresso, ira e destruio. Isso expe a 
mente e as emoes a serem inundadas pelo inimigo com questionamentos, acusaes e sentimentos de 
desesperana.  duro brincar de Deus!
        Imagine-se sentado numa banheira cheia de gua e algum jogando l um balde de bolas de 
pingue-pongue nas quais esto escritos todos os problemas, circunstncias, fracassos e pessoas que lhe 
causam problemas. Sua tarefa  de algum modo manter cada bola debaixo d'gua. Toda a tentativa seria, 
primeiro, exaustiva e, finalmente, bastante frustrante. Isso representa,  claro, o cristo que tenta, por sua 
prpria fora, controlar cada rea de sua vida.
        Tudo isso est relacionado a um simples texto da Escritura: "Mas temo que, assim como a serpente 
enganou a Eva com sua astcia, assim tambm sejam de alguma sorte corrompidos os vossos 
entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que h em Cristo." (II Co 11.3) vida crist  
simples?  a soluo para viver sozinho, viver com outros, criar alhos, no ter filhos, e toda outra luta 
simples? Sim, sim e sim! Para que vida crist seja simples, precisamos primeiro, perceber que Deus no 
d solues para cada situao, mas antes revela atitudes apropriadas para cada situao. Se essas 
atitudes forem mantidas, no seremos livres dos altos e baixos dirios, mas veremos o cumprimento das 
promessas na plenitude do tempo de Deus. Tudo isso promove a f.
... contudo,  vista da promessa de Deus, no vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na f, dando 
glria a Deus, e estando certssimo de que o que Deus tinha prometido, tambm era poderoso para o fazer. 
Romanos 4.20-21
        Muitos aspectos da vida do cristo se tornaram quase impossveis de se solucionar. Do-nos 
calhamaos de material sobre como ser bom pai, cnjuge e filho de Deus. Parece haver toda a informao 
de que precisamos. Como absorv-la toda? Como podemos fazer sempre a coisa certa? E aqueles que nos 
apresentam a informao necessria parecem ser muito mais espirituais que ns; sempre fizeram o certo, e 
tm at diplomas para ajud-los em seu sucesso. Mas a Escritura no indica que ser um pai, cnjuge, ou 
irm ou irmo em Cristo seja to difcil. De fato, h muito pouco na Escritura a respeito do que fazer, mas h 
atitudes bsicas s quais se ater.
        Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de corao compassivo, de 
benignidade, humildade, mansido, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se 
algum tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vs tambm. 
Colossensses 3.12-14
        A vida crist  to simples quanto amar sua esposa, respeitar seu marido, perdoar seu inimigo, no 
provocar seus alhos, obedecer a seus pais, e trabalhar como para o Senhor. Esse  seu plano de longo 
prazo. Ao mant-lo no dia-a-dia, voc ver altos e baixos, revertrios, e o que gosto de chamar de 
inevitveis soluos cristos, mas nunca, nunca permita que esses assuntos cristos o desviem de seu plano 
de longo prazo, que dar sua prpria recompensa na plenitude dos tempos.
        H a histria de um homem que dava seminrios ao redor do mundo sobre o que um cristo precisa 
fazer para ser bem sucedido. O homem morreu e foi para o cu. No seu primeiro dia no cu decidiu dar um 
de seus seminrios. Reservou o maior auditrio, e milhares foram ouvi-lo. Enquanto falava, percebeu que 
Jesus estava sentado na primeira fila anotando pginas e pginas, e isso confundiu o homem. No intervalo 
o homem correu para Jesus e perguntou-lhe por que Ele, de todas as pessoas, estaria anotando tanto. 
Jesus respondeu: 'Veja voc, essa  a primeira vez que escuto isso!"
        Fazer torna a vida crist difcil demais! No  o fazer que tem de vir primeiro, mas o crer. Fazer, 
enfatizando resultados imediatos, no o ajudar a chegar ao fim to bem como crer, o que conduziu com 
sucesso cada pessoa de f na Escritura. Deus deu a cada cristo, em cada situao concebvel, atitudes 
absolutas a serem mantidas. Continuar a amar, submeter-se, treinar; voc pode no ver diretamente os 
resultados positivos de sua atitude, mas lembre-se de que esse  seu plano de longo prazo, e no meio de 
altos e baixos sua alma pode permanecer calma 
        Freqentemente em nossa busca por alivio vemos em outros (e eles em ns) coisas a mudar. Nos 
dispomos a transformar, s claras ou s escondidas, as pessoas ao nosso redor; isso  nada menos que 
controlar e fazer o papel de Deus. Se Deus achasse que era importante mudar o comportamento de outra 
pessoa, j o teria feito! Uma mudana no comportamento dos amigos de J no teria diminudo sua luta 
nem um pouco. Foi a confiana de J em Deus e no resultado, a longo prazo, de sua f que o mantiveram. 
Todo o teste foi planejado para limpar J, no para mudar outros. Outros na verdade tiveram pequenas 
participaes nos acontecimentos. O papel de Deus era principal, o de J coadjuvante, e o papel dos outros 
figurantes.

Captulo 6
Auto-indulgncia
Passividade
        Atravs de anos de passividade muitos vieram a acreditar que suas vontades e mentes so algo 
que no podem regular. O inimigo usa esse engano sutil para convencer cristos de que no h 
necessidade de prosseguir, porque no podem mais mudar o estado em que esto. Eles ento vm a 
acreditar que escolher no lhes  mais possvel.
        Tome por exemplo um homem vendo pornografia na televiso e crendo que no  livre para 
levantar-se e deslig-la. Continua a assistir, ao mesmo tempo em que se pune e imagina por que Deus no 
o muda. Uma mulher que tentou parar de mandar em seu marido decide que no consegue mudar. Pensa 
que no tem escolha, e seu marido ter de aceitar seu jeito dominador. Esses exemplos mostram o trabalho 
do inimigo numa vontade passiva.
        Freqentemente a razo pela qual esse engano pode ganhar tanta fora  que o cristo acha que 
sua deciso de mudar precisa ser seguida por fazer algo com suas prprias foras. Porque em sua mente 
escolher e fazer foram essencialmente combinados em uma ao, e por causa das lembranas de sua 
incapacidade de fazer no passado, ele imediatamente desiste e recusa-se at mesmo a escolher. Lembre-
se, embora o escolher seja nossa responsabilidade, o fazer  sempre de Deus.
        Uma vez discipulei um homem que era viciado em pornografia. Ele dizia que simplesmente no 
conseguia escolher evitar lojas que ofereciam materiais lascivos, porque tentara muitas vezes, mas 
continuava freqentando-as. Expliquei que ele podia escolher no ter nada mais com pornografia e permitir 
a Deus que fizesse tudo. Afinal, se ele possusse a fora de fazer, estaria sentado em meu escritrio para 
comeo de conversa? Juntos oramos, e ele disse a Deus de seu desejo de no ter mais nada com a 
pornografia; fez uma escolha ativa de deixar Deus fazer algo por ele. Ao sair do escritrio perguntou: "Mas o 
que devo fazer?"
        Respondi: "Quando dirigir de volta para casa  noite, no se preocupe com a pornografia, mas 
continue a louvar e agradecer a Deus, que o libertar por Sua ao. Mantenha seus olhos no Fazedor e na 
sua escolha de deix-lo tomar conta do problema." Ele me telefonou mais tarde naquela noite e disse que 
pela primeira vez passou ao largo de uma loja que vendia materiais pornogrficos e nem quis parar, porque 
estava ocupado demais sendo grato a Deus, nosso poderoso Libertador. Claro, passar ao largo apenas 
uma vez era uma pequena vitria, e ele teria de passar ao largo muitas vezes mais e ser libertado todas 
essas vezes, mas cada libertao iria comear com a escolha de deixar Deus ser o Fazedor! "... porque 
Deus  o que opera em vs tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." (Fl 2.13)
        Muitos cristos consideram as caractersticas do apstolo Paulo e concluem que nunca poderiam 
ter tal vida. Por qu? Porque esto acostumados a olhar apenas para o que podem fazer em suas prprias 
foras. Alguns racionalizam dizendo que precisam da ajuda de Deus para viver a vida crist, mas a fonte do 
fazer continua sendo eles prprios. Seus olhos ainda tm de ser abertos para o que Deus far se 
escolherem deix-Lo fazer.
        Muitos tm mentes passivas, campo para o inimigo. Nenhum controle exercem sobre os 
pensamentos que satans livremente l coloca. Sem dvida, no passado tentaram rejeitar pensamentos de 
dio, amargura, ira, lascvia, e outras coisas assim, mas quando os pensamentos voltaram, rendem-se  
idia de que devia haver urna razo para estarem l. A verdade de que podemos limpar nossos 
pensamentos fica evidente pelo fato de quo duramente o inimigo luta para retomar seu terreno, quando 
comeamos a rejeitar pensamentos que no se adequam ao padro bblico do que  prprio. "Quanto ao 
rnais, irmos, tudo o que  verdadeiro, tudo o que  honesto, tudo o que  justo, tudo o que  puro, tudo o 
que  amvel tudo o que  de boa fama, se h alguma virtude, e se h algum louvor, nisso pensai" (Fl 4.8) 
        Uma coisa sobre o inimigo que podemos aprender durante nossa jornada no caminho estreito  que 
ele pode ser confundido facilmente, sendo prova disso, o quo duro ele luta atravs do engano e do medo, 
para manter sua posio, quando fazemos algo to simples quanto rejeitar um pensamento.
        Uma irm em Cristo uma vez me abordou e afirmou ser uma me terrvel, porque freqentemente 
enquanto dirigia tinha pensamentos de jogar seu filho para fora do carro. Lutara e lutara contra esses 
pensamentos e conclura ser definitivamente uma me muito perigosa e deficiente. Expliquei-lhe que o 
prprio fato de que lutava contra esses pensamentos provava que no eram seus, mas na verdade que lhe 
eram repulsivos. Sua luta revelava seu verdadeiro carter: uma boa me. Mas seus pensamentos 
revelavam a verdadeira natureza do demnio, que se tivesse a oportunidade empurraria uma criana 
indefesa de um carro em movimento. Ela tinha de retomar o terreno que sua mente passiva tinha perdido, 
colocando sua mente no Deus que com facilidade vencera o inimigo. No precisava lutar contra os 
pensamentos, mas concentrar-se nAquele que faria o originador dos pensamentos fugir. Estava se opondo 
 coisa errada ao batalhar contra os pensamentos, crendo serem seus, em vez de resistir ao inimigo que 
enviava os pensamentos. Ao reconhecer suas tticas e se aproximar de Deus, sua mente era 
reconquistada. "E no vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovao da vossa mente, 
para que experimenteis qual seja a boa, agradvel, e perfeita vontade de Deus." (Rm 12.2)
        Ao continuar sua jornada no caminho estreito, escolha colocar seus olhos em Jesus, rejeitando os 
pensamentos e emoes mentirosos do inimigo. Lembre-se, foi Deus quem o chamou para habitar 
diariamente em Sua presena.
Vivendo no Passado
        Pessoas demais permitem ao inimigo que continuamente leve suas mentes e emoes a eventos do 
passado, no apenas ao passado distante mas a eventos de ontem ou da hora anterior. Se continuamos 
vivendo no passado, nosso mover no Senhor  imediatamente interrompido, no progredindo at 
retomarmos o ritmo e a conscincia. Satans, consciente de nossos fracassos, culpas e medos, nos vem de 
nosso passado e nos faria l viver, enquanto Deus se nos vem no presente com esperana para o futuro. 
Como cristos temos de examinar nossos caminhos por uma razo: ''Esquadrinhemos os nossos caminhos, 
provemo-los, e voltemos para o Senhor." (Lm 3.40)  bem triste ver cristos que tm seu futuro no Senhor 
roubado por um contnuo exame do passado. Alguns at pagam por sesses de aconselhamento que 
participam do roubo.
        Uma vez que permitamos que os problemas, presses e fatos desta vida nos levem ao caminho 
estreito que conduz  presena de Deus, no nos amarguramos mais por essas coisas, porque podemos 
confiar em Deus para utiliz-las. Por que ento devemos continuar a pensar nelas? Parte de nosso render-
nos a Deus  recusar-nos a culpar homens por qualquer coisa. O apstolo Paulo ouviu que morreria em 
Roma. Foi entregue por homens para ser morto, mas no encontramos Paulo culpando homens por sua 
condio. Em vez disso, ele recebe tudo como vindo da prpria mo de Deus. Precisamos ver que tudo o 
que nos vem  por Deus. Uma vez que o reconheamos, nos entregaremos  inclusive nossas reaes  
ao que Deus faz.
        Voc faz bico e chora quando as coisas no vo como voc quer? Ou h gratido alegre no meio da 
dor, que proclama saber Deus o que faz? Nosso alto chamado no inclui ruminar no passado apenas para 
perder o ritmo no que Deus faz.
        H algum tempo visitei um casal que desejava aconselhamento sobre uma audincia no tribunal 
acerca de uma injustia que sofreram. No estavam certos do que dizer, desde que ambos sabiam quo 
enganadora era a pessoa que teriam de enfrentar. Por vrias horas relataram-me todos os acontecimentos 
que os tinham levado quela dificuldade. Ento perguntei "H quanto tempo sabem dessa audincia?"
        Responderam "H cerca de trs meses." Ento perguntei "Durante esse tempo, quantas vezes 
discutiram os detalhes desse caso com outros cristos?" A resposta foi: "Diariamente." Expliquei-lhes estar 
muito preocupado por estarem em grande dificuldade. A nica maneira de terem as palavras certas para tal 
situao era comparecer diariamente perante o Senhor. Porque, quando dispomos nossos coraes 
perante Ele, descobrimo-nos fortalecidos, encorajados, e repletos; ganhamos a confiana serena de que 
tudo vai de acordo com Sua vontade, seja qual for. Esse casal desperdiara as oportunidades dirias de 
serem espiritualmente fortalecidos, ao escolher discutirem fatos passados, diariamente, com homens. Agora 
compareceriam ao tribunal sem preparo interno! Era de se espantar que estivessem desestruturados e 
medrosos quanto ao resultado? Nada resultar de sua constante recapitulao do passado, exceto a perda 
da confiana no futuro. E assim  com cristos que continuam a viver no passado, negligenciando o 
presente.
        Ao visitar minha famlia no Kansas, sempre gasto algum tempo com meu av, trabalhando na 
fazenda. Sempre parece haver uma lio para mim no que observo. Andrew Murray uma vez comentou que 
toda a criao nos prega. Claro que  por isso que uma noite de olhar as estrelas e contemplar nosso 
Criador pode muitas vezes fazer mais pela teologia de algum em trs anos de seminrio. Uma vez meu 
trabalho era arar o pasto, que recentemente fora usado. Tendo alguma experincia com gado, no me foi 
difcil localizar cada monte de estrume; pisara neles antes e no gostei mais da ltima vez que da primeira. 
Os repetidos encontros me ensinaram a prestar ateno onde pisar. Sabia tudo o que precisava sobre 
estrume!
        Voc consegue imaginar-me pensando oito horas sobre estrume, depois de todos os meus 
encontros desagradveis com estrume? Saberia algo mais ao fim dessa meditao que a experincia j no 
me ensinara? Claro que no!
        Aqui voc razoavelmente se pergunta o que isso tem a ver com a vida crist. Simplesmente muitos 
cristos tiveram experincias horrveis no passado, antes ou depois de aceitarem a Cristo. H algum valor 
em entender inicialmente como o feio passado os faz agir, mas apenas se essa compreenso for 
combinada com a percepo de como o Senhor escolhe libert-los disso de uma vez por todas. Muitos 
continuam a examinar o passado vez aps vez. O passado no passa disso  passado! Que benefcio 
temos de continuamente examinar algo to fedorento, podre e desagradvel?
        Por que continuar a ruminar sobre como os outros o trataram mal, como seu cnjuge o enganou, 
como sua me o ofendeu ou como um cristo o usou? Se continuar a viver no passado, folheando-o, 
cutucando-o com uma vara intelectual, e examinando-o com culos emocionais, no aprender mais do que 
j sabe do seu primeiro entendimento. Tornou-se um "cristo de estrume", que se recusa a deixar para trs 
as feridas, desapontamentos e fracassos que vieram antes e prefere refestelar-se neles. Em vez de meditar 
em Deus no presente, medita no passado, que se tornou seu foco e seu Deus. Nesse ponto voc no tem 
nada do aroma frangante que Paulo ordena aos cristos que sejam. Garanto-lhe que depois de gastar uma 
tarde no pasto com estrume minha esposa no queria nada comigo. Assim tambm muito poucos querem 
ficar com o "cristo de estrume".
.. .uma coisa fao, e  que, esquecendo-me das coisas que atrs ficam, e avanando para as que esto 
adiante, prossiga para o alvo pelo prmio da vocao celestial de Deus em Cristo Jesus. Filipenses3.13-14

Amargura: Obstculo para os Casados
AVISO!    PERIGO  FRENTE! 
REA DE DESMORONAMENTO!
NO ENTRE!   MO NICA!
        Esses todos so avisos de estrada que aprendemos a obedecer. Nos do avisos que, obedecidos, 
protegem a vida. Quem dera tivssemos fortes avisos emocionais, como os avisos brilhantes de estrada, 
seriam levados em considerao to seriamente!
        Para a maioria das coisas na vida, parece que h propsitos primrios e secundrios. Por exemplo, 
o propsito mais importante de um automvel  levar as pessoas do ponto A ao ponto B; o propsito 
secundrio  lev-las confortavelmente. Seria uma pena se a prioridade desses objetivos fosse invertida. 
Ento viajantes ficariam sentados confortavelmente em cabines luxuosas em carros quebrados paralisados 
na beira da estrada.
        Muitos, infelizmente, inverteram os objetivos primrio e secundrio do casamento, transformando o 
secundrio  felicidade  em primrio. Na verdade, o objetivo mais alto do casamento  desenvolver a 
vida de Cristo em ns, espremer-nos para revelar a Cristo dentro de ns, levar-nos de nossa existncia 
autocentrada para o viver cristocntrico, e revelar a alegria de entregar nossas vidas pelos outros sem nos 
ofendermos, amando e nos dispondo a perder. Quando o propsito primrio  cumprido, o propsito 
secundrio da felicidade inevitavelmente ser alcanado.
        Quem crer que a felicidade  mais que o efeito colateral do casamento pode rejeitar seu cnjuge e 
procurar satisfao em outro lugar.  um engano, porque desfrutar da unio se nos foge at que seja o 
resultado de se aprender a bno de entregar a vida por algum que se ama e nos ama. Continuar a 
buscar felicidade sem primeiro alcanar o propsito primrio de Deus no casamento no apenas  
extremamente egosta mas tambm como comprar um carro sem um bom motor. No importa quo 
atraente seja, no vai a lugar nenhum!
        Se ganhasse um dlar cada vez que escuto as reclamaes a seguir teria uma vida bastante 
confortvel. Vm de uma mulher ou marido que satans cegou a todos os avisos; uma histria de 
destruio, derrota profunda e engano. A efuso dos sentimentos  transcultural: eu a vi em mais de trinta 
pases.  um bom exemplo do obstculo da amargura, que se desenvolve muito devagar das fases iniciais 
de um relacionamento e que, se no reconhecidas e rejeitadas, impede a presena de Deus. Esse 
obstculo em particular pode resultar no seguinte: "Meu cnjuge no satisfaz minhas necessidades 
[necessidades que um cnjuge nunca poderia satisfazer, porque podem ser satisfeitas apenas por Deus.] 
Se continuar com ele (ou ela), sufocarei. Logo toda a minha vida ter se escoado  minha frente. Preciso 
desistir agora, enquanto ainda h tempo para a felicidade. No h nada que eu possa fazer para agradar a 
meu cnjuge. Nunca mudar, e porque eu deveria mudar?"
        Uma vez que esses pensamentos se enraizaram firmemente no corao do cristo, um divrcio 
emocional, que sempre precede o divrcio intelectual e fsico, acontecer. Uma pessoa atravessa conflito 
considervel antes de passar pelo divrcio emocional, e descobri que raramente retorna a seu cnjuge uma 
vez que isso ocorreu. Para chegar ao ponto do divrcio, algum precisa considerar e lutar com todas as 
conseqncias que resultam dessa deciso  filhos, amigos, famlia, respeito de outros, posio ria igreja e 
sociedade, e mesmo respeito e moral prprios  at que de algum modo todas as variveis so ajeitadas 
para nos favorecer. A vtima vingada retrata-se como um tipo de santo martirizado a seus prprios olhos por 
ter dado tanto por tanto tempo e recebido to pouco. Agora merece, em recompensa, uma vida livre do feio 
tirano que causou tanta aflio. No tente demonstrar as falhas na lgica da pessoa, porque para ela o 
assunto  claro e faz perfeito sentido. Tudo o que precisa  um conselheiro que concorde com a deciso e o 
louve por seus anos de sacrifcio e pelo passo ousado que agora tomou para se salvar.
        O cnjuge do outro lado de um divrcio emocional ser rejeitado e confundido por esse 
comportamento. A vida para ele se tornar bem intolervel, porque para o cnjuge em divrcio emocional 
prosseguir com o divrcio fsico a deciso precisa ser racionalmente justificada. O cnjuge  alvejado; cada 
ofensa que jamais tiver cometido ser-lhe- lembrada. Numa escala de um a dez cada deficincia que 
demonstrou no passado se tornar dez. Tentar-se- faz-lo irado, violento, recolhido ou irracional para que 
o agressor possa proclamar ao mundo (depois de ter conduzido seu cnjuge para tal comportamento) que 
isso evidencia a sabedoria da deciso de abandonar o casamento.
        Nesse ponto a pessoa que busca o divrcio foi obscurecida em seu entendimento: dana com o 
demnio, anda sem luz, e mesmo permite a satans que use justificativas da Escritura para sustent-lo. "O 
amor de Deus  incondicional, e mesmo se for um pecado divorciar-se, todo pecado tem perdo. O que f az 
isso pior que qualquer outro pecado?" "Davi cometeu adultrio, e veja como Deus o usou." "Pode me custar 
algo, mas as crianas vo superar. Afinal, eles tm de saber o que  viver num mundo em que as pessoas 
se divorciam." Simultaneamente o inimigo mostra todos os cristos hipcritas e preconceituosos que 
mudaro de tratamento, que no apoiaro no perodo de sofrimento, e que devem ser todos cegos ao fato 
de que ele foi quem realmente sofreu todos esses anos.
        Nesse ponto  como se satans tivesse ganho um devoto, que far o que mandar, que est cego s 
conseqncias, que comeu de novo do fruto da rvore do conhecimento do bem e do mal, que agora 
parece saber mais que Deus. A raiz de amargura est firmemente enraizada no corao endurecido. O que 
se pode dizer ou fazer por algum assim? Exaltou-se  posio de saber o que  melhor, embora se 
oponha  palavra de Deus. Est to persuadido de que seu cnjuge o oprimiu e fez sua vida miservel que 
na realidade sentir um falso alvio quando se divorciar juridicamente.
        Durante o ministrio de Cristo na terra, houve um perodo de aproximadamente dezoito meses 
durante o qual ele era muito bem quisto. Os fariseus e saduceus comeavam a imaginar se esse Jesus 
poderia ser o rei seguinte; Ele definitivamente tinha o povo seguindo-o, e mesmo alguns dos romanos O 
escutavam. Os fariseus se aproximaram dEle e fizeram uma pergunta, que podemos presumir fosse a 
principal de suas preocupaes sobre o que poderiam preservai" se Jesus tomasse o poder. A pergunta 
soou bem assim: "Moiss permitiu-nos divorciarmo-nos. E voc?" A resposta de Jesus foi imediata e 
cortante. "Pela dureza de vossos coraes Moiss vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas no foi 
assim desde o princpio." (Mt 19.7-8)
        O divrcio emocional no revela a fraqueza do cnjuge abandonado; antes revela a dureza do 
corao de quem abandona. Precisamos lembrar que h apenas dois tipos de pessoas que lidam com 
ovelhas: aougueiros e pastores. A voz do aougueiro  rude, crtica, controladora, auto-justificadora, 
condenadora de outros, busca defeitos e  imoral. A voz de nosso Pastor no mantm um registro de erros, 
encoraja, d vida, traz luz a nosso caminho, e concede a graa de receber os insultos dos outros (Cl 3.12-
14). A qual voz o emocionalmente divorciado tem ouvido?
         perturbador quantos no corpo de Cristo se conformaram  realidade do divrcio entre o povo de 
Deus. H muitos cursos em igrejas para ajudar quem se divorciou, mas no seria maravilhoso se o povo de 
Deus nunca chegasse ao ponto do divrcio inevitvel? No digo que no haja justificativa bblica para o 
divrcio, que muitos rapidamente defendem quem est nessa justificativa; inclusive eu tambm. Mas a 
maioria dos divrcios que observei foram pela causa acima: o pecado do egocentrismo. Esse pecado causa 
profunda destruio nos lares cristos e nas crianas que so abaladas por ele.
        Se voc est no processo de criar um divrcio emocional, o que fazer? Primeiro, apavore-se! Voc 
no sabe a severidade daquilo com que est brincando. Segundo, tome algum tempo  parte, mesmo se 
apenas um dia ou dois. Durante esse perodo no pense sobre a situao, seu cnjuge ou crianas; apenas 
olhe para Jesus. Tome uma passagem simples (como o Salmo 139) e leia-o, meditando no Senhor. 
Concentre-se nEle! No rumine sobre nada mais. Durante esse tempo voc entrar em sanidade divina. 
Como reconhecer a sanidade divina? Far-lhe- sentido perdoar, perseverar, ser ofendido e ser usado. 
Perder sua vida para dar vida a outros ser atraente. Numa palavra, voc se tornar obediente. O inimigo 
quer que creia que uma vez que tudo seja resolvido, voc pode retornar para Deus; mas a verdade  que 
retornar para Deus resolve tudo. Pode dizer "tentei deixar Deus cuidar", e nessa afirmao revela a 
profundidade de seu engano. Ningum tem de tentar deixar Deus fazer algo. D; Ele tomar. O que voc na 
verdade disse  que Deus no decidiu da maneira que voc acha que Ele deveria ou no seu cronograma. 
Terceiro, precisa se arrepender e assim retomar o terreno concedido ao inimigo. Desista dos casos 
emocionais e fsicos com outros alm cio seu cnjuge e deixe que Deus efetue o perdo e a purificao.
        Se voc for cnjuge de algum emocionalmente se divorciando de voc, o que fazer? Orar, orar e 
orar mais um pouco, porque sua batalha no  contra carne e sangue mas contra principados e potestades. 
De nada adiantar apelar  lgica, trabalhar mais duro, chorar, implorar, protestar, ou correr para o apoio de 
outros, porque o cnjuge em divrcio emocional fez sua escolha e nica deciso que quer de voc  que 
voc concorde com ele. Ento ore, sabendo que a menos que Deus abra os olhos de seu cnjuge  
verdadeira fonte de seu engano, ele est perdido para voc. Cuide-se, porque a pessoa em divrcio 
emocional quer provar o pior de voc para ela poder parecer melhor.
        Como uma pessoa piedosa age ao ouvir que seu cnjuge realmente decidiu deix-la? Mesmo o 
mais devoto provavelmente se encheria de medo, preocupao, ansiedade, dvida e depresso, e 
provavelmente gastaria um bom perodo chorando. Como saber tais coisas? I Corntios 7.15! Paulo notou 
tais comportamentos e sentimentos, e ento aconselha que se o cnjuge incrdulo (seu uso de incrdulo 
no significa apenas algum que no vai para o cu, mas antes algum que rejeita o caminho de Deus) 
deseja se apartar, o cnjuge cristo no est sujeito, porque Deus chamou essa pessoa em paz (o oposto 
da tenso descrita acima). Paulo obviamente viu o oposto da paz nos cristos atormentados e sabia que 
Deus os chamara a algo completamente diferente. Agitao  normal para um cristo cujo casamento est 
terminando.
        O cnjuge abandonado deve orar sobre como reagir, porque muitas vezes o cnjuge incrdulo 
recebe um pedido para voltar, uma mudana de emoes ou a culpa acontecem, e ele volta, somente para 
abandonar novamente mais tarde.  um erro comum confundir uma mudana nas emoes com uma 
mudana de corao. Quando isso ocorre, o cnjuge cristo simplesmente vai sofrer tudo de novo, quando 
o incrdulo acaba a seu tempo indo embora.
        Tendo completado vrios milhares de horas de aconselhamento, posso dizer com toda a certeza 
que o divrcio  desanimador e destruidor, revelando coraes duros.
         importante entender a unidade bblica. Unidade no casamento  freqentemente retratada como 
um crculo com uma linha no meio. Uma metade representa o homem e a outra a mulher; as duas partes 
representam dois indivduos tentando viver como um. Essa mesma ilustrao tambm  usada para 
descrever o Pai e o Filho, Cristo em nossos espritos, e nosso relacionamento mtuo no corpo de Cristo.
        Unidade bblica, entretanto,  bem diferente. Imagine colocar numa vasilha tanto leite quanto 
farinha. No so um at que sejam misturados, e depois disso no podem ser separados. Se for adicionado 
corante durante a mistura, a cor de toda a mistura  alterada.
        Quando um homem e uma mulher se casam, no so dois indivduos tentando viver como um. Deus 
coloca o homem e a mulher na vasilha, liga Sua batedeira divina, e os dois se tornam um. Porque a 
batedeira divina est sempre ligada, se um cnjuge suja o outro, inevitavelmente suja seu prprio ser 
tambm. Muitos precisam perder sua individualidade (no sua personalidade) e vir a entender que so um 
com seus cnjuges, o Senhor Jesus, e o corpo de Cristo. Uma vez que se revele a realidade da unidade, 
faremos o mximo que pudermos para edificar nossos cnjuges, veremos claramente que o que  verdade 
sobre Cristo ser verdade sobre ns, e nos recusaremos a causar dano ao corpo de Cristo. O que Deus 
juntou ningum separe. Joo 10.30; 14.9; 17.11-12; Joo 15; I Corntios 6.16; 12.12.
        Pai, liberta Teu povo desse monstro chamado divrcio; liberta-nos da incredulidade, a me de todo 
pecado, e ensina-nos Teus caminhos! "Pois eu detesto o divrcio, diz o Senhor Deus de Israel" (Ml 2.16).
Tomando o Trabalho de Deus
        Muitos cristos so incapazes de distinguir sua tarefa como ovelhas, da tarefa do Pastor. Portanto, 
muitos tomam para si a responsabilidade que  somente de Deus. Quando encontro um cristo assim, 
muitas vezes mostro-lhe uma figura de um pastor e suas ovelhas e fao perguntas como "De quem  a 
tarefa de discernir a vontade do pastor; no  sua tarefa revel-la?" "De quem  a tarefa de se assegurar de 
que as ovelhas permaneam no caminho correto e de busc-las quando se perdem?" "De quem  a tarefa 
de encontrar comida e refrigrio para as ovelhas e proteger as ovelhas de todo o mal?" "Uma ovelha 
enviaria outra ovelha para buscar a ovelha perdida?"
        Somos criaturas e Ele  o magnfico Criador. vida crist no  uma vida difcil de se viver, quando 
as verdadeiras responsabilidades do pastor so reveladas.  uma vida que pode ser vivida mesmo pelo 
mais fraco cristo.
        Uma vez um cristo compartilhou comigo sobre um curso que ela fez sobre como orar. O currculo 
incluiu instrues sobre como meditar at que a face do Senhor pudesse ser vista e Sua voz ouvida. Muitos 
poucos dos que fizeram o curso foram capazes de alcanar tal experincia. Minha resposta foi que tal 
ensino indubitavelmente era do inimigo. A irm perguntou como eu podia ter tanta certeza, e respondi que 
qualquer ensino que no possa ser seguido tem de ser falso. Sua resposta foi bem lgica: "Quem voc 
pensa que ?"
        "Sou o cristo mais simples que conheo, e se no posso alcanar a presena de Deus atravs de 
algum ensino, ento esse ensino est errado." Expliquei que as verdades crists profundas so mesmo 
para o mais fraco dos cristos e que ela j vinha escutando a voz de Deus.
Como mencionei antes, h duas formas de discipulado na igreja hoje. A forma predominante enfatiza o que 
pode um dia ser obtido pelo trabalho duro, e manipula o discpulo pela culpa ao constantemente compar-lo 
com outros que chegaram l. A abordagem menos empregada ensina o que o cristo j possui, enfatizando 
as coisas que podem ser experimentadas atravs do trabalho de Deus hoje e inspirando ao atravs do 
entendimento do amor e da compaixo de Deus. Infelizmente a primeira abordagem reina na cristandade 
hoje.
         importante examinar as diferenas entre essas abordagens do discipulado. Na primeira, o 
sucesso  determinado por grandes realizaes: nmeros, decises, prdios, ofertas, programas, 
freqncia, trechos memorizados, regras obedecidas, nveis de separao, submisso obtida e devoo  
estrutura. Exaltao, superioridade e autoridade so as palavras-chave, em vez de igualdade. O discipulado 
toma a forma de um molde que pode criar papagaios daqueles considerados superiores em disciplina, 
enquanto a mo amorosa de Deus nas vidas dos fracos, derrotados e fracassados nunca  considerada. O 
desejo de esperar em Deus enquanto nada se recebe, o dizer uma palavra gentil quando difamado ou mal 
interpretado, e a capacidade de amar os que no se consegue amar no so consideradas caractersticas 
desejveis. Um caderno cheio e uma cabea cheia de conhecimento so preferidos a um corao cheio 
para transbordar. Conhecimento da Bblia tem precedncia sobre conhecimento do Autor. Lei de e para a 
terra  mais valiosa que a graa que se origina nos cus. Discpulos so treinados para verem apenas os 
passos necessrios para assegurar-se de Deus, mas permanecem ignorantes do trabalho de Deus para 
assegurar-se deles.  ensinado a eles, constantemente, como mudar, mas permanecem sem mestre sobre 
o segredo de crescer na vida, Sua vida, que j se possui. Esses discpulos esto em laos de comparao, 
nunca aproveitando sua novidade no Senhor. Alma e esprito no so divididos, levando o cristo a crer que 
grandes talentos, inteligncia ou capacidade equivalem tanto a grande poder espiritual como a agradar a 
Deus. Crescimento lento, constante e natural  abandonado pela promessa de um conserto instantneo. O 
lder estabelece o padro de sucesso na caminhada dos participantes com Deus, usando suas prprias 
experincias como o padro em vez do padro de Deus, que permite sucesso individual. Muitas so as 
vtimas do discipulado legalista. 
        Quando algum afirma no poder ouvir Deus, os mestres da primeira escola imediatamente contam 
como ouvem a Deus e encorajam o cristo a imit-los. Quando os mestres da segunda escola ouvem tais 
afirmaes, imediatamente afirmam a certeza de que  impossvel para o cristo em luta no ouvir a Deus, 
porque Suas ovelhas ouvem Sua voz.  tarefa de Deus separar e definir a voz do Pastor que o cristo tem 
ouvido ao longo do caminho.
        No verdadeiro discipulado temos de revelar ao eleito tudo o que j possui como membro do rebanho 
do Pastor. Cristianismo  simples!
Desobedincia
        A obedincia pode ser uma pedra de tropeo na caminhada do Cristo simplesmente porque suas 
qualidades nicas se do a erros de entendimento. O medo da obedincia  sem questo o tpico mais 
delicado e perigoso da vida crist por duas razes.
        Primeiro, h quem evite o tpico totalmente. Passam por cima do fato de que a obedincia  
eminente desde o comeo de Gnesis, onde a obedincia  o nico requerimento para habitar no jardim, 
at o ltimo captulo de Apocalipse, onde a obedincia permite ao cristo comer da rvore da vida (Ap 22.).
        Segundo, quando ensinada, a obedincia  na verdade muito mais perigosa que quando evitada, 
porque a instruo errada sobre obedincia na verdade encorajar o pecado. Esse  o problema que Paulo 
tinha ao discutir a obedincia. A vida carnal do homem  disposta demais a procurar por algo que exija 
esforo prprio e lance fora a graa de Deus. Leia algo do que Paulo diz aos cristos em Glatas, captulos 
4 e 5.
.. .agora, porm, que j conheceis a Deus, ou, melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez 
a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir. 
Glatas 4.9 
Onde est, pois, aquela vossa satisfao?
Glatas 4.15
Separados estais de Cristo, vs os que vos justificais pela lei; da graa decastes.
Glatas 5.4 
Porque vs, irmos, fostes chamados  liberdade.
Glatas 5.13 
        Obedincia  um dos temas mais fceis de se ensinar errado simplesmente porque o homem tem 
conscincia clara de seu prprio fracasso. Tem sido apontado, freqentemente, nosso fracasso e temos 
sido manipulados por esse fracasso. Portanto  bem simples que a obedincia seja horrivelmente e 
demoniacamente torcida para se igualar a e ser necessria  aceitao.
        "Obedincia  aceitao"  na verdade a definio adequada para legalismo, que ensina que por 
obedecer nos tornamos mais aceitveis a Deus. O legalismo levar o cristo para longe de Deus, para o 
esforo prprio. Se obedincia fosse aceitao, Jesus nunca teria vindo  Terra. Na verdade nossa 
recepo favorvel por Deus  baseada no comportamento de Cristo, no no nosso. No podamos ser 
aceitveis a Deus quando estvamos fora de Cristo, no importa quo bom nosso comportamento fosse, e 
agora que estamos em Cristo, no deixaremos de ser aceitveis no importa quo ms sejam nossas 
aes. Isso no quer dizer que o cristo que no obedece no ser disciplinado, mas essa correo vem 
porque ele  um filho de Deus, no para que se torne um filho de Deus. Quo fcil  se esquecer de que a 
obedincia no  a causa de nosso relacionamento com Cristo, mas o resultado dele.
        O problema  que quando se diz que obedincia  aceitao, imediatamente fugimos a todo custo! 
Por qu? Porque no passado tentamos nos tornar aceitveis pelo nosso comportamento e fracassamos; 
portanto sentimos que nosso esforo presente pode apenas ser mais um fracasso. Agora podemos nos 
achar fugindo da obedincia, no querendo a dor de fracassar vez aps vez.
        Quando cremos que obedincia  aceitao, mesmo as Escrituras que deveriam ser um meio de 
bno para ns tornam-se uma fonte de desnimo. Porque o legalista l as Escrituras atravs de culos 
que distorcem tudo o que se l, e assim v apenas o que deve ser feito para ser aceitvel. 
        Legalismo  epidmico na igreja. Em certa ocasio, quando tive o privilgio de falar a vrias 
centenas de cristos, perguntei "Quais so as cinco coisas que Deus faz para assegurar e manter seu 
crescimento, santidade, vida familiar e f?" O auditrio ficou calado! Facilmente entendemos o que devemos 
fazer, mas por demais freqentemente ignoramos o que Deus faz.
        Andrew Murray uma vez comentou que a pior heresia na igreja era a nfase continua no que 
devemos fazer, sem entender o que Deus faz por ns. Cristianismo no deve ser visto como religio 
baseada no homem, cujo significado supremo seja o que fazemos, mas relacionamento com Deus que 
descansa em Seu trabalho e "na fora de Seu poder". Se o sucesso  baseado no homem, obviamente 
negligenciamos ".. .qual a suprema grandeza do seu poder para conosco." (Ef 1.19)
        Alcanar o conhecimento de todos os mandamentos da Escritura no assegurar a presena de 
Deus, que  algo dado a ns como base para o crescimento de nossas vidas espirituais, no algo que 
possamos obter atravs de esforo prprio e obedincia. O caminho para a vida abundante  estreito, sim, 
mas no to apertado  que poucos podem caminhar  como o legalismo diz.
        Obedincia no  aceitao! Se cremos que , estamos condenados ao fracasso e frustrao certa, 
porque Deus nada far para encorajar essa falsa teologia. Somos aceitveis porque a vida de Cristo, a 
nica vida aceitvel a Deus, habita em ns para se tornar nossa vida mesmo. Qualquer discusso sobre 
obedincia precisa primeiro estabelecer que aceitao  baseada em Cristo mais que na obedincia. Se um 
cristo nunca  obediente, ainda assim ser aceitvel em Cristo. Foi obedincia que o trouxe  comunho 
com Deus ou foi um novo nascimento atravs da f? Da mesma maneira,  possvel  desobedincia tir-lo 
de sua comunho com Deus?
        Qual  ento o propsito da obedincia? Deixe-me responder atravs de analogia. J teve um 
apetite por algo sem saber pelo qu? Quando isso acontece, voc no vai normalmente  cozinha procurar 
por aquilo de comer que satisfar seu desejo? Quando voc prova uns poucos itens, saboreando e 
procurando pela comida perfeita para aliviar a vontade, aos poucos se enche, mas no se satisfaz. 
Finalmente encontra o chocolate e imediatamente descobre que isso era o que queria o tempo todo. Voc 
pra, depois de comer somente um pouco, satisfeito.
        Todos nascemos como incrdulos com a vida de Ado em ns, vida com um desejo de 
desobedecer. Os no regenerados podem comer de vrias coisas, mas no se satisfaro seno sendo 
cheios de suas impiedades.
        Por outro lado, quando algum nasce de novo, recebe uma vida nova e justavida de Cristo  que 
tem fome de obedecer. vida de Cristo dentro de um cristo aspira por obedecer como s o que satisfaz! A 
questo para um cristo no  se ser aceitvel ou inaceitvel, pecador ou justo, espiritual ou carnal, 
sucesso ou fracasso; a escolha  ser satisfeito ou insatisfeito. Um cristo anseia por obedecer como o nico 
meio de satisfazer o desejo dentro de si. Quanto  preferncia por obedecer ou desobedecer,  apenas uma 
escolha entre comer comida de cachorro ou fil e lagosta. Comida de cachorro no satisfar; fil e lagosta 
sim! E o contraste entre os dois  to grande que no  desafio algum escolher a obedincia. Paulo no 
retrata continuamente a vida crist como luta entre obedecer e desobedecer; antes presume que a 
obedincia  algo que no apenas queremos como temos o poder de alcanar.
        Quer se satisfazer? Obedea! Obedecer  o que deseja.
        Um irmo me contou que se sentia vazio, experimentando um anelo profundo por dentro e 
insatisfao com a vida. Conclura que a fonte de seu problema era sua esposa e que deveria deix-la por 
outra que teoricamente curaria as dores de fome dentro dele. Minha resposta foi "Irmo, o desejo que voc 
descreveu  nada menos que o desejo de obedecer. Se quiser saborear a vida, obedea, amando a esposa 
que tem." 
        Uma vez que compreendamos que o propsito da obedincia  preencher-nos, e que no temos a 
presso adicional de desempenho para aceitao, a obedincia torna-se bastante simples.
        Quanto esforo fazemos para comer nossas comidas favoritas? Consideramos um peso, uma tarefa 
impossvel, ou mesmo uma luta comprar os bolos ou sorvete to desejados? No, nunca medimos o custo, 
porque h satisfao demais nessas coisas.
        Uma vez que vejamos o obedecer como a verdadeira comida por que ansiamos, em toda situao 
comearemos a perguntar-nos "Quero me satisfazer ou no? Quero ser satisfeito?" Comearemos a 
realmente procurar oportunidades de obedecer. Se entrarmos em uma sala onde nos difamam e 
obedecermos, amando nossos inimigos, podemos deixar a sala plenos, satisfeitos, e com nosso esprito 
exaltado. Se perdoamos, entregamos nossas vidas por nossos irmos, treinarmos nossos olhos e lngua, se 
levarmos cada pensamento cativo a Cristo e dermos como Ele nos deu no estaremos mais perto de Deus 
ou mais aceitveis, mas repletos. Seremos satisfeitos.
        Agora entendo porque Davi amava tanto os mandamentos de Deus. Uma vez que pude ver o 
propsito de obedecer a eles, eu tambm vim a amar os mandamentos, a amar obedecer, porque amo ser 
satisfeito e repleto at transbordar.
        Uma vez em um retiro nas montanhas ao qual compareceram vrios cristos de diversos pases, 
decidimos tentar garimpar ouro. Um dos irmos perguntou se era um uso sbio do tempo continuar a 
procurar ouro quando haviam assuntos espirituais mais urgentes com que se preocupar. Exatamente 
enquanto falava, um dos outros achou o que no momento parecia ser ouro, e comeamos a cavar 
freneticamente. Enquanto cavava virei-me para o lado e, para minha surpresa, vi o irmo que achava que 
devamos fazer algo mais espiritual cavando conosco. Comentei que estava confuso com sua ao, que 
no tinha valor espiritual, e sem olhar para mim ele disse "Eu no sabia at agora como eu gostava de 
ouro!" At que o viu realmente, no estava motivado. Posso dizer o mesmo da obedincia; at que eu veja 
seu propsito e importncia  que descubro o quanto gosto dela.
        Se obedecer  o alimento que satisfaz a vida interior essas palavras de Jesus no nos compelem a 
obedecermos em toda situao?
        Entrementes os seus discpulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. Ele, porm, respondeu: uma 
comida, tenho para comer que vs no conheceis. Ento os discpulos diziam uns aos outros: acaso algum 
lhe trouxe de comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida  fazer a vontade daquele que me enviou, e 
completar a sua obra. 
Joo 4.31-34
        O Jesus disse o que Sua verdadeira comida era  exatamente o mesmo com exatamente os 
mesmos apetites que vivem em voc. Se voc sabe como alimentar Sua vida, ento sempre pode encontrar 
a alegria de se satisfazer.
Obssesso pelo Pecado
        Quando se chega ao tema de lutar, h uma regra que nunca pode ser quebrada: quando 
combatemos o pecado, nunca podemos combater o pecado! No, nunca podemos combater o pecado se 
desejamos venc-lo.
        Deixe-me ilustrar. H uma histria de um sujeito na ndia que viajava de vila em vila vendendo uma 
poo mgica. O homem pedia um balde limpo, no qual colocava gua limpa e algo da poo mgica. 
Enquanto mexia a mistura, sem ser percebido colocava l trs ou quatro pedrinhas de ouro. Quando a gua 
secava, restava o ouro. Numa vila um trocador de dinheiro observava a demonstrao e perguntou se podia 
comprar a frmula por cinqenta mil rpias. O sujeito ficou mais que satisfeito em vender, e depois de 
receber o pagamento voltou-se ao trocador e disse "H uma coisa que voc nunca deve fazer enquanto 
fizer ouro, ou a poo no funcionar. Enquanto misturar a gua e adicionar a frmula, nunca, nunca pense 
no macaco de cara vermelha!" Como voc pode imaginar, o trocador nunca foi capaz de fazer ouro! Onde 
quer que fosse, do Himalaia ao sul da ndia, no importava quo duro se esforasse para bloque-lo, o 
macaco de cara vermelha apareceria em sua mente.
        Assim  com o pecado. A menos que afaste sua mente dele, nunca o vencer. Muitas vezes 
comentei que Deus me libertou de muitas coisas, mas nem uma vez fui liberto de algo em que estava 
concentrado.
Muitos se concentraram em seus pecados dez, vinte, trinta e at quarenta anos e isso se tornou to parte 
de suas vidas que nem sabem mais o que fariam se fossem miraculosamente libertos. Se 25 por cento da 
vida da mente fosse concentrada em algo que a absorve, e imediatamente ocorresse a libertao, o que 
exatamente substituiria aquela poro de energia mental? O que preencheria o vcuo?
        A soluo para lutar contra o pecado  colocar nossas mentes em algo alm do pecado. Isso no 
pode ser feito evitando conscientemente o pecado, mas antes por resolutamente fazer do Senhor o foco de 
nossa vida mental diria. "No vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovao da vossa 
mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradvel e perfeita vontade de Deus." (Rm 12.2) Se nosso 
foco estiver em coisas mundanas em vez do que pertence ao reino de Deus, seremos levados ao fatalismo 
cristo, cuja crena  que a vida neste corpo ser constantemente dada  derrota e misria. Ento 
aceitaremos o sofrimento contnuo como norma e simplesmente esperaremos at o tempo em que formos 
arrebatados para o alvio da rica experincia que  o cu. A verdade  que todo sofrimento tem seu 
propsito de produzir vida alegre e abundante na presena de Deus aqui e agora.



Parte 3
Vida em Sua Presena

Captulo 7
Deleite de Sua Presena

        Como cristos, depois de passar pela srie de obstculos no caminho para a presena de Deus, 
descobrimos algo muito maravilhoso e belo. Sempre possumos a presena de Deus; era algo que 
buscvamos mas j tnhamos. "Para onde me irei do teu Esprito, ou para onde fugirei da tua presena?" (SI 
139.7) No reconhecamos nem utilizvamos a presena de Deus, porque estvamos contentes em confiar 
em ns mesmos para controlar os infortnios da vida diria. Foi necessrio um conjunto nico de 
problemas, circunstncias e pecados para nos fazer descobrir que no somos capazes de vencer 
separados da Videira. Tambm precisamos descobrir a vitria que era nossa em Cristo, ao vencermos cada 
obstculo. Esse triunfo nos foi dado, no foi merecido. Essa informao torna-se sem preo, quando 
levamos outros  presena de Deus.
        Irrompemos em louvor, ao ter agora a percepo de que estamos na presena de Deus, o mesmo 
lugar para o qual o Salvador planejou nos trazer muito tempo atrs, onde cada reclamao do esprito, alma 
e corpo  deixada a descansar.
        Mas Deus, sendo rico em misericrdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando ns ainda 
mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graa sois salvos), e nos ressuscitou 
juntamente com ele, e com ele nos fez estar nas regies celestes em Cristo Jesus, para mostrar nos 
sculos vindouros a suprema riqueza da sua graa, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus 
Efsios 2.4-7.
         Em Sua presena encontramos a maior alegria e em resposta somos uma alegria para o Senhor. 
Estamos agora dispostos a entrar no santo lugar pelo sangue de Jesus com confiana, sabendo que todos 
os pedidos sero ouvidos no com base no comportamento, mas por causa da conduta e estatura do Filho. 
Com essa conscincia, os pedidos dos discpulos comeam a mudar; no mais queremos para ns mesmos 
as coisas mesquinhas da vida, porque temos confiana de que nossas necessidades sero supridas. Em 
vez disso pedimos o que pode glorificar o Filho, para que as pessoas sejam dadas ao Filho, e o Filho as 
apresente ao Pai. Na luz de Deus, podemos juntar as peas em falta da vida Crist. Os mandamentos so 
vistos como promessas, o sofrimento presente no  para ser comparado com a Glria de Deus, e a sade 
divina torna-se um estilo de vida. Faz sentido obedecer, porque em Sua presena h poder no 
mandamento;  lgico prosseguir porque em Sua presena h segurana de que Ele nos carregar!  
razovel perdoar porque em Sua presena Seu perdo  irresistvel. Esperar no  uma atitude forada, 
porque h completa confiana de que a promessa vale tanto quanto seu cumprimento.
        Os salmistas encontravam sade divina na presena de Deus. "Quando me esforava para 
compreender isto, achei que era tarefa difcil para mim, at que entrei no santurio de Deus; ento percebi o 
fim deles." (SI 73.16-17) Para Davi era fcil amar, porque na presena de Deus h amor de sobra.
        A f no cansa, quando contemplamos o mistrio de Seu trabalho e sabemos que no h nada que 
no possa fazer. O sofrimento no precisa mais ser visto com desnimo, quando acompanhado pelo 
conhecimento de que no h dor que Sua presena no vena, de tal maneira que somos feitos mais que 
vencedores.
        No h de fato nada que Sua presena no cure. Ns a descobrimos, no podemos perd-la, e 
ningum pode tom-la de ns.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, 
nem fututuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poder 
separar do amor de Deus, que est em Cristo Jesus nosso Senhor. Rm 8.38-39
        Se Sua presena est ausente demais de nossas vidas crists, somos privados da alegria que 
deveramos ter em nosso trabalho. No  por isso que a leitura da Bblia, orao, testemunho, freqncia  
igreja e batalhas espirituais so vazias do entusiasmo que Jesus demonstrou em Sua vida? Sua presena 
precisa tornar-se nosso alimento para as tarefas  mo, porque Ele  o verdadeiro po a ser comido.
        H um grande perigo uma vez que desfrutemos de Sua presena. Precisamos perceber que apenas 
assegurar Sua presena nos far perd-la, porque no  dada para recompensar esforo, mas atravs da 
f. Ao aprendermos a permanecer nela dia aps dia, momento aps momento, comearemos a 
experimentar quo imutvel  a vida no Esprito. A conscincia de nossa comunho ininterrupta no Esprito 
ter efeito calmante na mente, vontade e emoes, o que por sua vez far descansar o corpo, permitindo-
nos viver em um mundo hostil, possuindo Sua paz.
A Presena Interior
        Onde  o reino de Deus? Onde devemos procur-lo? Os fariseus tinham as mesmas questes, e a 
resposta que Jesus lhes deu  apropriada para ns tambm. "O reino de Deus no vem com aparncia 
exterior; nem diro: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus est dentro de vs." (Lc 17.20-21) Muitos 
procuraram em uma igreja, uma vocao, ou neste lugar ou pessoa, mas nunca podemos procurar pelo 
reino em qualquer lugar que no dentro, onde Cristo habita. "Cristo vive em mim" (Gl 2.20). "Cristo em vs, 
a esperana da glria" (Cl 1.27). "Cristo seja formado em vs" (Gl 4.19). "...que Cristo habite pela f nos 
vossos coraes" (Ef 3.17). ".. .santificai em vossos coraes a Cristo como Senhor" (I P 3.15).
        A questo  a seguinte: se vamos habitar na presena de Deus momento a momento, ento 
olhamos para o Cristo dentro de ns para encontrar Sua presena permanente. Santo Agostinho uma vez 
disse que perdera muito tempo no comeo de sua experincia crist, tentando encontrar o Senhor 
exteriormente, em vez de voltar-se para dentro.
        H grande benefcio em reconhecer que o reino de Deus  interior. Na Orao do Senhor pedimos 
que Seu reino venha e Sua vontade seja feita na terra como no cu. Ao olharmos para o Cristo interior Sua 
vida  liberada em ns, demonstrando aos que nos cercam a prpria essncia de Seu reino. A beleza dessa 
demonstrao  to natural quanto uma flor em uma rvore frutfera no planejada, mas um aroma 
fragrante para todos que podem discerni-la e receb-la.
        Quando olhamos para dentro, Jesus nos ensinar diariamente, deixando uma impresso duradoura 
em nossos coraes. Esse  o tipo de ensino pelo qual anelamos, que  dado com poder.
        Por tantos anos estudei as Escrituras a fim de um dia ser um professor apto. Lendo comentrios, 
estudando Grego, e sublinhando passagem aps passagem, preparei-me para repassar conhecimento 
adequado. Descobri depois de muito estudo acadmico que esse tipo de anlise no me colocaria em 
contato com o Deus vivo. Meu engano foi crer que se eu, assim como outros, possusse o conhecimento 
adequado, faramos o que era correto e honrado. "Examinai as escrituras, porque julgais ter nelas a vida 
eterna; e so elas que do testemunho de mim" (Jo 5.39). Parei de buscar saber sobre Deus e comecei a 
imaginar como poderia conhecer a Deus.
        Imagine que em vez de voc ter uma mulher ou um marido, eu fosse simplesmente dar-lhe retratos 
e cartas de um cnjuge. Seria suficiente? Quando estivesse anelando por um cnjuge, minha resposta seria 
V pegar as cartas e retratos" ou Talvez voc devesse escrever uma carta". Esse tipo de relacionamento 
por correspondncia seria satisfatrio?
        Deus tambm no est interessado em um amigo por correspondncia que leia Suas cartas, olhe 
Seus retratos, e Lhe mande cartas preocupantes de vez em quando. Ele quer que voc entre em contato 
com Ele. Ele criou um esquema incrivelmente simples ao colocar Sua prpria vida dentro de voc. Se 
ficasse quieto por um momento, poderia ouvir Sua voz ensinando-o com poder para mudar seu corao.
        Por que tantos tm tanto conhecimento, mas to pouco poder? No porque seu conhecimento no 
venha de um Cristo interior, antes da Escritura externa? Uma vez que aprendi esse segredo surpreendi-me 
ao descobrir que ao olhar para o Cristo interior podia receber, s vezes em menos de um minuto, uma 
mensagem para ensinar. Para maior surpresa, quando uma comunicao desse tipo era ento desenvolvida 
e entregue, agia com poder e havia mudana de vida nos ouvintes. Essas mensagens que eram recebidas 
dEle em to pouco tempo tinham mais poder espiritual em uma palavra que todo um sermo desenvolvido 
com meus prprios recursos e pesquisa.
        Um de meus mentores amados na f na ndia conta de um tempo quando queria mais que qualquer 
outra coisa ver a face de Jesus. Sentia que se apenas o Senhor lhe aparecesse teria a confiana 
necessria para a tarefa  sua frente. Ento resolveu jejuar e orar para obter de Deus a revelao de Si. 
Bem no meio da noite do quarto dia ouviu uma batida na porta. Sentiu em seu esprito que realmente veria a 
Jesus. Ao abrir a porta, viu um jovem seminu, desnutrido e feio, e notou que moscas voavam ao redor do 
jovem sujo, que explicou. "Quer saber por que essas moscas voam ao meu redor? Voam ao meu redor 
porque sou estreo. Minha me e meu pai me rejeitaram e todos me desprezam. Sou estreo!" Nisso o 
jovem se voltou e foi embora.
        Quando a porta se fechou, o professor ouviu o Senhor dizer "Agora voc viu Minha face! Onde 
houver sofrimento, onde houver dor, onde houver rejeio, l estou!" Meu professor orara, buscara o Cristo 
interior, e o ensino veio com um poder que deixou uma impresso permanente em seu corao. Esse 
homem agora irradia o amor de Cristo para os desfavorecidos de uma maneira rara. Visita os hospitais de 
leprosos, toca os intocveis, e d o amor de Cristo sem medida. Minha me, ao encontr-lo, o descreveu 
como um "anjo indiano".
        Assim  para quem encontra Cristo dentro; no h falta de poder, nenhum senso de comunho 
quebrada, apenas o fluxo contnuo de Sua vida. "No sabeis que vs sois santurio de Deus, e que o 
Esprito de Deus habita em vs?" (I Co 3.16)
        H outra vantagem de descobrir o Cristo interior: silncio torna-se bno. Enquanto estivermos 
ocupados procurando Cristo aqui e acol, sentindo que no O podemos encontrar, ansiamos pela 
segurana de Sua voz. Seu falar a ns poderia acalmar nossa busca e assegurar-nos de que O 
encontramos, ou pelo menos que no nos abandonou. Mas uma vez que encontremos pela f, o Cristo 
interior, o silncio no nos incomoda mais; de fato, torna-se bem agradvel. To poucos sabem as bnos 
que o silncio produz, porque a maioria est muito ocupada dando a Deus as ordens do dia, clamando para 
se assegurar de que Ele ouve e atende de um jeito que sirva a seus melhores interesses. Perdem a 
conscincia de Sua presena revelada no silncio. O silncio  importante para Deus;  mencionado mais 
de cem vezes na Bblia.
        Gosto de minha esposa em vrios relacionamentos  espiritual, fsico, emocional, sexual. 
Relacionamo-nos de jeitos diferentes em momentos diferentes. O relacionamento que no mencionei, que 
demora mais para desenvolver,  o do silncio. H muitas vezes que eu e minha esposa estamos juntos e 
no quero discusso. Quando leio, h silncio, mas gosto de saber que ela est l comigo na outra ponta 
do sof.  uma conscincia e quietude muito quente que experimento. Simplesmente quero permanecer em 
sua presena como ela na minha. O que faz esse silncio to satisfatrio  que sei que ela quer estar l 
comigo, e sabe que eu desejo estar com ela. Nenhum de ns exige muito do outro, mas estamos 
simplesmente aproveitando a presena do outro. Estar l perto de mim  tudo o que peo dela nesses 
momentos de silncio porque a amo. Quando todo o fazer  abandonado ficamos realmente contentes s 
de termos a presena do outro.
        Ns, a igreja, somos a noiva de Cristo. Estamos contentes com Ele somente, ou apenas O 
desejamos quando nos d algo que queremos? Podemos nos satisfazer com o calor de Sua presena em 
silncio, ou precisamos continuamente falar, argumentar e solicitar? Se nada mais recebssemos de Sua 
mo pelo resto das nossas vidas, seno a conscincia desse Cristo interior, e se Ele fosse calar-se, 
seramos cheios at transbordar?
        Muitos nunca separaram o tempo de estar calados perante o Senhor. Muitos nem sabem como. 
Posso dizer com segurana que sofreram grande perda em todo o seu falar, buscar e mandar. Se O 
buscarmos para nosso prprio prazer, para satisfazer a necessidades emocionais, fsicas e espirituais, 
erramos, j que devemos busc-lo para Seu prazer. Todos que buscaram a Deus para Seu prazer 
testificaro que foram cheios at transbordar, nunca desapontados por um minuto sequer gasto em Sua 
presena. Pare de requisitar todas as mesquinharias de Deus; ame-O em silncio, aprenda a aproveitar Sua 
presena interior, e de seu ser mais interno fluiro rios de gua viva.
        Como comeamos a experimentar essa vida abenoada da presena interior? Pedindo ao que nos 
chamou para tal comunho pessoal e profunda que a revele em ns. Se permanecermos silenciosos e 
dependentes, Ele permanecer fiel para completar o que nos chamou para fazer.
        Descobri que a doutrina intelectual  muito mais fcil de comunicar que as verdades espirituais, que 
so mistrios no completamente entendidos mas planejados para serem plenamente experimentados.
        Assisti e at ajudei minha esposa a dar  luz trs crianas. Estudei o processo completamente. Ela 
ainda me explicou em detalhe o que experimentara no parto. Segurei cada recm-nascido minutos aps o 
nascimento. Entretanto at hoje no consigo compreender como deve ser dar  luz um beb. Minha esposa 
no tem problema algum em relatar a experincia a outras mulheres, e observo enquanto concordam 
compreensivamente com os detalhes. Mas sei que nunca entenderei completamente. Assim  com a 
verdade espiritual. Aqueles que experimentaram o Cristo dentro de si podem fazer um mau trabalho ao 
explic-lo, mas outros cristos com experincias similares precisam apenas concordar compreensivamente. 
Realidades espirituais, assim como o casamento, so milagres que vm das mos de Deus. E Ele  um 
Deus de milagres!

Captulo 8
Orao em Sua Presena
O Que  Orao?
        O que exatamente  a orao? Muito se escreveu sobre o assunto, e livros esto cheios de corno 
orar, pelo que orar e em que lugar orar. Mas gostaria de discutir um aspecto esquecido da orao, que  o 
ouvir. Ao nos aquietarmos e nos aproximarmos do Cristo interior podemos comear a ouvir Sua voz e 
seremos renovados e encorajados.
        Primeiro ser importante esclarecermos o que ouvimos. A voz de Jesus, Ele disse inequivocamente, 
 simples e plenamente discernvel. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheo, e elas me 
seguem" (Jo 10.27). Essa  uma afirmao absoluta de Jesus. Sua voz pode ser claramente discernida. 
Porm muitos parecem incapazes de ouvir Sua voz; so constantemente confundidos pelas vozes a seu 
redor, incertos sobre se ouvem satans, Deus, a conscincia ou suas prprias emoes flutuantes.
Como pode ser ento que Jesus diga que Sua voz  prontamente ouvida? Para a resposta a essa pergunta, 
precisamos observar Seu ensino em Joo 8 antes de Sua afirmao acima. Primeiro diz "Eu sou a luz do 
mundo; quem me segue, de modo algum andar em trevos, mas ter a luz da vida." (Jo 8.12) Ento faz 
uma segunda afirmao: "Se vs permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discpulos; 
e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertar." (v 31-32) Se O seguirmos nos guiar para a luz, e ao 
permanecermos em Sua Palavra o ouviremos, saberemos a verdade, e seremos libertados.
        Jesus ento oferece uma parbola sobre um bom pastor para enfatizar Seu ensino anterior. No 
haveria uma pessoa em Sua audincia que no entendesse essa parbola, porque todos estavam 
acostumados aos hbitos dos pastores e das ovelhas. Era responsabilidade do pastor guiar as ovelhas ao 
lugar onde estariam seguras e receberiam alimento.  responsabilidade do Filho do homem guiar Seus 
seguidores das trevas para a luz. Era tambm responsabilidade do pastor ensinar as ovelhas a ouvirem sua 
voz. Se um pastor tivesse uma ovelha que nunca aprendera a distinguir sua voz quando ainda um 
cordeirinho, ele usaria seu cajado para quebrar sua perna. A perna receberia um curativo e a ovelha teria de 
ser carregada nos ombros do pastor e alimentada com a mo at que se curasse. Durante esse tempo de 
fraqueza, a ovelha permaneceria nas palavras do pastor e aprenderia a ouvir sua voz.
        Semelhantemente, um beb recm-nascido em sua fraqueza nada pode fazer para prover-se e faz 
a nica coisa que um recm-nascido pode fazer  permanecer na presena da me, aprendendo sua voz. 
Com o tempo a voz e o toque da me tornam-se inconfundveis at o ponto em que o filho no permitir 
mais ningum confort-lo ou segur-lo. Sabe reconhecer a voz de sua me com certeza.
        Por que ento to poucos cristos parecem conhecer a voz do Senhor Jesus? No  porque nunca 
se lhes deu a oportunidade de aprender a Sua voz, quando eram bebs em Cristo e deveriam t-la 
descoberto? Naquele tempo aprender a voz teria sido natural, porque no teria havido nada mais que 
pudessem ter feito em sua infncia. Infelizmente a igreja sofre por evitar os fundamentos. Novos convertidos 
que possuem algum talento, habilidade, e inteligncia so com freqncia colocados imediatamente a 
trabalhar. Nenhuma capacidade passa desapercebida; tm de ser usadas, usadas e usadas novamente. Se 
no, o grito : "Que desperdcio", assim como o discpulo repreendeu Maria por quebrar o perfume caro aos 
ps de Jesus e "desperdiar" o que poderia ter sido usado. Quando negligenciamos os fundamentos, 
podemos inconscientemente optar por medidas mais dramticas que precisam ser tomadas mais tarde. 
Aqueles que no conheceram a voz do mestre na infncia muitas vezes tero de passar mais tarde por 
mtodos para domar mais extremos. So imobilizados por um prolongado perodo de tempo para descobrir 
o que lhe deveria ter sido afirmado anos antes.
        Ento por que muitos no escutam sua voz? Nunca tiveram ou lhes foi dada a oportunidade de 
permanecer perante o Senhor em silncio, permanecendo em Suas palavras e assim sendo capazes de 
distinguir Sua voz de todas as outras, ... quando clamei, ningum respondeu; quando falei, eles no 
escutaram... " (Is 66.4). Deus fala e ordena que escutemos;  crucial que aprendamos a ouvir Sua voz.
Atendendo a Voz de Deus
        Para ouvir a voz de Deus precisamos comear por permanecer em Sua Palavra. Muitos escritores 
devocionais do passado empregaram um mtodo til nos passos iniciais desse permanecer, chamado "orar 
as Escrituras" uma abordagem simples, mas eficaz.
        Para comear esse exerccio separe um tempo num lugar tranqilo, porque essa forma de orao 
levar algum tempo para se desenvolver. Esteja quieto perante o Senhor, olhe para Cristo em atitude de 
humildade, com a disposio na qual uma ovelha abordaria um pastor, ou uma criana, sua me.  a 
convico de nada possuir, uma atitude de dependncia total. Voc conseguiria prover seu prprio alimento 
espiritual? Saberia onde comear a procurar? Tem quaisquer recursos prprios? Quando tiver uma atitude 
de dependncia total, o Pai o conduzir ao verdadeiro man que vem do cu, porque Ele  o verdadeiro 
Pastor que alimenta seu rebanho consigo mesmo. Ele lhe dar de beber do rio de gua viva, e o satisfar. 
"Em verdade vos digo que qualquer que no receber o reino de Deus como criana, de modo algum entrar 
nele." (Lc 18.17) Como uma criana, uma ovelha, voc comparece perante o Grande Provedor e rende seu 
corao, sua liberdade, sua famlia e suas necessidades espirituais, com alegria e confiana, sabendo que 
isso nunca poderia ser administrado por algum to fraco quanto voc. Ao fazer isso, voc comea a 
perceber a realidade do grande Pastor, o Pai de amor, em seu esprito. Sim, no em pensamentos ou 
emoes repentinas, mas num lugar muito mais profundo e calmo, a fortaleza inabalvel de seu esprito. 
"Porque a circunciso somos ns, que servimos a Deus em esprito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e no 
confiamos na carne." (Fl 3.3)
        A primeira luta encontrada nesse exerccio ser com a mente, que imediatamente comear a 
divagar. Isso  de se esperar: sua mente foi treinada para buscar satisfao fora do corpo, durante anos de 
experincia. Tome nimo em que a mente pode ser disciplinada para olhar para o Cristo interior em vez de 
olhar para trabalho, problemas, e eventos passados. Depois de perodos de luta prolongados com sua 
mente, voc poderia desistir, crendo que Deus est irritado com sua incapacidade de concentrar-se nEle. 
Nada poderia estar mais distante da verdade. Tentar treinar uma mente divagante para concentrar-se nEle 
no desagrada a Ele; por causa de seu grande amor somos livres para falhar.
        Em seguida escolha uma passagem da Escritura. Eu particularmente recomendo o Salmo 139. Ao 
abordar as Escrituras dessa maneira, voc no deve e no pode se preocupar com a quantidade de leitura. 
Uma palavra colocada em seu corao por Deus  mais valiosa que mil palavras decoradas. H um tempo 
para o estudo acadmico, mas no agora. Essa ser a nica corrida onde o perdedor, que leu menos, ser 
provavelmente o vencedor.
        Agora abra sua Bblia no Salmo 139 e leia a primeira palavra, "Senhor". No passe dela, silencie 
sua mente, volte-se a Cristo dentro de si, e oua. Medite na palavra "Senhor". Sim, Ele  seu Senhor; todo o 
seu corao O reconhece. Louve-O pelo que significa em sua vida. " Senhor, Tu s Senhor, e responsvel 
por me manter.  Senhor, me arrependo de minha preocupao pelo amanh; Eu O tenho, Senhor, e Tu 
somente s tudo de que preciso."
        Nisso as Escrituras tero alcanado seu propsito expresso que  no falar-lhe de Deus mas 
realmente levar seu esprito a tocar Deus. No precisa mais ler sobre algum que ouviu a Deus, porque 
agora O ouviu voc mesmo. Voc ser renovado por apenas uma simples palavra, "Senhor". Tome essa 
palavra consigo ao longo do dia e aceite o que lhe acontecer.
        Neste momento voc estar livre para continuar no verso at "tu me sondaste". O prprio Deus do 
universo gastando tempo para sondar-me! Como eu poderia ser to importante? Nada possuo, entretanto 
sou o foco de sua ateno.
        Depois de percorrer seu caminho atravs desse salmo, deixe seu prximo exerccio vir do Salmo 
23. De novo comece silenciando sua mente e voltando sua ateno ao Cristo dentro de si. Assegurado de 
Sua presena pode comear a ler o primeiro trecho. "O Senhor  o meu pastor"; deixe que isso assente. 
No apenas prove, mas engula! O Senhor  meu Pastor!
        "Eu O louvo, Pai, porque Tu, e Tu somente, s meu Provedor, meu Lder, meu Guia e meu Protetor. 
Obrigado, Pai." Uma vez que esse conhecimento entrou em seu corao, continue. "Deitar-me faz em 
pastos verdejantes" (2). Sim, Ele faz que se deite. Ele o leva em abundncia onde sua alma  repleta da 
novidade da vida! Continue lendo. Ele restaura, guia, protege, conforta e unge. Sim, ... o meu clice 
transborda. Certamente que a bondade e a misericrdia me seguiro todos os dias de minha vida, e 
habitarei na casa do Senhor por longos dias." (5-6) Quando o conhecimento passa da cabea para o 
corao, a passagem no  mais Escritura deixada em algum momento no passado para falar-lhe de Deus; 
tornou-se a comunicao viva de Deus onde Ele se revela a voc.
        Seu tempo com o Senhor passar muito rpido. Voc no vai querer sair; vai querer levar Sua 
presena consigo, e o far. ... e eis que eu estou convosco todos os dias, at a consumao dos sculos." 
(Mt 28.20)
        Muitos crem que se no conseguirem ter uma "hora silenciosa" em determinado dia perderam a 
Deus, a quem foram persuadidos que se pode encontrar apenas num perodo especial separado para Ele. 
Muito dano foi causado a nossas vidas devocionais por se confinar Deus a um tempo e lugar, mas Jesus 
deixa bem claro que Ele est dentro de ns. Onde, ento,  este lugar no qual podemos encontr-Lo? O 
lugar quieto  dentro de ns, e esse nosso esprito onde Ele habita vai onde formos. No temos de nos 
preocupar demais com encontr-Lo religiosamente num determinado lugar a cada manh, mas devemos 
nos consumir procurando encontr-Lo dentro de ns, momento a momento.
        O que faremos quando no houver "hora silenciosa" disponvel?
        Como podemos adorar enquanto trabalhamos, nos dirigimos a nossos trabalhos, ou cuidamos da 
casa? Recomendo escrever uma pequena poro da Escritura para ser a mensagem para aquela semana; 
o pedao de papel pode ser lido a qualquer momento durante o dia. Geralmente levar a semana inteira 
para terminar a passagem, mas depois ser decorada. Mesmo sem quaisquer versos anotados podemos 
relembrar uma passagem familiar, as palavras de um hino bblico, ou os detalhes de como Ele trabalhou em 
nossas vidas. Ao faz-lo, nos veremos uma vez mais levados  Sua presena.
        Com esse tipo de prtica voc descobrir que se torna mais e mais fcil viver em comunho sem 
interrupes. Saber a verdade de que no h nada que Sua presena no cure. Ser um professor eficaz 
porque possuir Seu ensino. At mesmo comear a descobrir que quando sua mente est totalmente 
absorta nos projetos do dia, seu esprito est, ao mesmo tempo, totalmente absorto em Sua presena. Eu 
mesmo me encontrei orando durante uma conferncia ao mesmo tempo em que falava.  isso o que 
significa o mandamento de orar sem cessar; no  comunicao verbal incessante, mas comunho 
ininterrupta no esprito. Se voc exercitar os passos acima, no precisar de ningum para explicar a 
dinmica de uma vida plena em Cristo, porque isso pode se tornar sua prpria experincia.
        Ah! o privilgio de ouvir a voz de Deus, de ser uma de Suas ovelhas que ouve Sua voz, e de ter o 
prprio Cristo habitando dentro de voc; a maravilha de no mais estar confinado a este ou quele lugar 
para adorar, mas ser capaz de adorar em esprito e em verdade em qualquer lugar. Sua voz sempre 
animar seu esprito, mesmo se isso vier na forma de convico de pecado, porque Deus apenas convence 
do pecado quem Ele pretende libertar completamente.
        Ao ouvir Sua voz ser importante atender a ela. "Pelo que, como diz o Esprito Santo: Hoje, se 
ouvirdes a sua voz, no endureais os vossos coraes" (Hb 3.7-8). Se voc parar para escutar, Sua voz 
vir de muitas formas, cada uma por uma razo particular. Sua voz pode vir como trovo para aquietar a 
mente questionadora e exigir silncio: "Podes trovejar com uma voz como a dele?" (J 40.9). Ele pode 
brilhar como o relmpago para iluminar e convencer: ... no retarda os raios, quando  ouvida a sua voz." 
(J 37.4) Ele  o poderoso Libertador de todas as circunstncias, portanto "A voz do Senhor  poderosa" (SI 
29.4). Sua voz pode ser majestosa, chamando-nos a adorar em silncio: ... a voz do Senhor  cheia de 
majestade." (SI 29.4) Sua voz pode remover todos os obstculos e nos assegurar: "A voz do Senhor quebra 
os cedros" (SI 29.5). Uma palavra do Senhor falada ao seu esprito pode extinguir todos os fogos 
consumidores do pecado, e Ele far um caminho no deserto para voc.
        "A voz do Senhor faz tremer o deserto" (SI 29.8). Por que Jesus veio? A maioria responde "Para 
morrer pelo pecado." O livro de Hebreus deixa claro que Ele veio para nos levar para perto de Deus. 
Quantos cristos no tm a experincia da proximidade de Deus em comunho ininterrupta? A maioria 
apenas fica no ptio externo, a vida religiosa, servindo e trabalhando para Deus na sua prpria fora.
        Hoje resolva-se a no tentar entender ou sentir a proximidade de Deus. Antes tenha f na 
proximidade que ele livremente concedeu habitando em voc, e aja com base na segurana completa de 
que Ele est perto. Uma vez que voc aja com f nas verdades que Deus revelou, descobrir que Ele est 
de fato to perto quanto as palavras de sua boca. No deixe que nada o impea de desfrutar Sua presena!

Captulo 9
Compartilhando de Sua Vitria
        Muitas vezes me perguntaram se Jesus  racista; minha resposta imediata  sim! Sem dvida Jesus 
 racista; entretanto, Ele no tem preconceito contra a vida externa e visvel do homem, mas contra a vida 
interna. A vida externa vem numa variedade de formas e raas, cada uma nica dependendo de linhagem 
fsica, porque a vida externa  formada no ventre materno. A vida interna, espiritual ocorre em apenas duas 
raas: ou da linhagem de Ado (a vida dentro de ns no nascimento) ou da vida de Cristo (que vem no novo 
nascimento do cristo).
        A vida interna que  de Ado tomar sua prpria forma nica atravs da percepo de mensagens 
de identidade. Satans, de acordo com sua inteno declarada de matar, roubar e destruir, usa 
acontecimentos para construir uma identidade que consumir e finalmente destruir um indivduo 
desapercebido. Por exemplo, uma criana que passou pelo divrcio de seus pais e pelos sentimentos de 
abandono e insegurana que o acompanham ser tentada a ouvir a voz do inimigo assegurando que a 
criana  inaceitvel e sem valor. Uma vez que essa identidade seja assumida, a criana pode ter que 
gastar o resto de sua vida tentando desfaz-la.
        Quando nascemos de novo recebemos uma nova vida - a de Cristo - e uma nova identidade, 
perdendo as antigas na cruz com Jesus (veja Gl 2.20, Rm 6 e Cl 3). O que  verdade sobre a vida de Cristo 
torna-se verdade sobre a vida do cristo.
        Um ramo que foi cortado e colocado num vaso no tem nenhuma vida. Pode lutar e fazer todo 
esforo para ser o que no  - vivo - mas finalmente tem de aceitar sua condio miservel, e desistir. Um 
ramo enxertado numa videira recebe dela, uma vida nova, de modo que o que  verdade sobre a vida da 
videira tambm ser verdade sobre o ramo, que perde completamente sua velha identidade e recebe uma 
nova.
        A condio do cristo que deixa de permanecer em Cristo se torna a mesma do ramo cortado, 
mesmo que sua posio ainda seja em Cristo.
        A bagagem da vida de Ado ainda residente em sua mente  despertada, e o resultado  que o 
cristo anda na carne e expressa a carne em todo aspecto da vida.
        Um dos segredos da vida permanente  o reconhecimento de que Cristo agora  nossa vida, ento 
o que  verdade sobre Sua vida torna-se verdade sobre ns, enxertados na videira. Ele  santo, portanto 
tambm ns (l P 2.9-12). Ele est perto de Deus; ns tambm. Ele  aceitvel a Deus, e portanto ns 
tambm, porque recebemos a vida que  santa, prxima e aceitvel. Por isso, como cristos, no devemos 
trabalhar para ganhar essas coisas; j temos essas qualidades nEle. Podemos expressar a vida interior, 
no tentar imitar uma vida de cima, e podemos experimentar a liberdade em relao a tudo sobre o que 
Cristo conquistou vitria.
        Desde o momento de Sua morte tem havido a possibilidade de dois tipos de vida interior. A 
humanidade possua a vida de Ado, a vida interior que fora derrotada pela tentao, pelo pecado, satans, 
o mundo, o desejo fsico e todo o tipo de circunstncias. Cristo possua uma vida interior que derrotou tudo 
isso, at a prpria morte.  a vida de Cristo, recebida em nosso novo nascimento, que nos d vitria sobre 
todo inimigo da humanidade. Essa vida abundante e vitoriosa permanece um segredo para muitos cristos, 
que trabalham pela vitria em vez de trabalhar a partir do presente gratuito da vitria nEle.
        Uma vez que Cristo  sua vida (Ele se torna sua vida quando voc Lhe pede;  simples assim), olhe 
para dentro e descubra que Ele vence o pecado que o prendeu, a identidade que o controlou, e toda 
circunstncia que fez com que voc fugisse. Mas h mais!
        A vitria de Cristo inclui o triunfo sobre as coisas da vida, pequenas e insignificantes, que se 
tornaram a pedra em seu sapato, fazendo com que tropeasse ou mesmo parasse na jornada de sua nova 
vida. O que aflige um homem raramente  sua incapacidade de fazer ou obter o que  grandioso, mas antes 
seu fracasso nas coisas pequenas e aparentemente sem conseqncias. A vida de Cristo em voc venceu 
isso tambm! Sua vitria sobre o aparentemente pequeno, mas na prtica gigantesco, no  observada de 
longe e ento igualada, porm  uma vitria na qual voc j participa. Quando se recebe a vitria sobre o 
insignificante, deve-se enfatizar vez aps vez que voc  um partcipe - no um imitador - de Sua vida e 
vitria.
        "No mundo tereis tribulaes; mas tende bom nimo, eu venci o mundo." (Jo 16.33)
        Existe no Velho Testamento evidncia de uma reclamao dupla, mas escondida. De Deus, : 
"Homem, voc no sabe o que  ser Deus. Eu o criei para amor e comunho, mas voc quer viver 
independentemente." E, vinda do homem, a reclamao : "Deus, o Senhor no entende o que  ser um 
homem de carne e osso com desejos de vidas tanto espiritual quanto carnal." Em amor, Deus resolveu o 
conflito, mandando o Homem Deus, plenamente divino no esprito mas com alma e corpo de um homem. "E 
o Verbo se fez carne, e habitou entre ns" (Jo 1.14).  incrvel que esse Homem Deus tenha caminhado 
sobre o mundo criado atravs dEle entre homens criados  Sua imagem, e que tenha afirmado - um 
absoluto espiritual - que "No mundo tereis tribulaes". Se o Filho de Deus encontrou em primeira mo os 
problemas de ser um homem, ento no podemos esperar sermos excludos de aflies semelhantes. 
Entretanto h uma proviso: "em mim tenhais paz" (Jo 16.33). Na Terra Ele venceu e, portanto, libertou o 
homem do que o fazia dividir suas atenes. No mais precisamos estar divididos entre o espiritual e o 
carnal. Tudo o que  carnal foi vencido nEle.
        Jesus precisa tornar-se nosso foco. Ele somente dar vitria  vida. O homem no foi criado para 
concentrar-se em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Estar dividido causa confuso, ansiedade, 
depresso, preocupao e frustrao. Em Mateus 17.1-9 o escritor nos relata que Jesus tomou Pedro, 
Tiago e Joo consigo para um alto monte. Quando Moiss e Elias apareceram, Pedro exclamou "farei aqui 
trs cabanas" - uma para cada um dos trs. Claro que isso fazia sentido para Pedro, o qual reconheceu que 
Moiss era pela lei, Elias representava o profetas, e Jesus, a graa e a nova aliana. O engano de Pedro foi 
igualar os trs. Imediatamente uma nuvem os cobriu e uma voz proclamou: "Este  meu filho amado, em 
quem me comprazo; a ele ouvi." Os discpulos caram prostrados, Jesus os tocou, a nuvem se foi e apenas 
Jesus permaneceu.
        A parte mais elevada do ser de um homem  seu corao, feito para apenas um ocupante, a saber, 
Jesus. Uma vez que demos a qualquer coisa lugar de igualdade com Cristo, no importa quo bom parea 
ou quo grande tenha sido seu valor no passado, uma nuvem imediatamente cobrir nossos espritos. 
Sentiremos derrota, ira, frustrao e medo. A nuvem (e nossos espritos) no se erguer at que caiamos 
prostrados em submisso  voz que proclama "Este  meu filho".
        Deveramos desejar em nosso discipulado e treinamento remover tudo o que tem lugar de igualdade 
com Cristo no corao humano. Esse alvo  a questo para todo cristo, no mtodos. Muitos sofrem de 
um topo de monte lotado; muitas coisas ocupam o lugar que somente Cristo deve possuir. Ele  de fato o 
Rei do monte.
        Imagine um pedao de ferro de um metro e meio, trinta centmetros de largura e cinco de 
espessura. Algum lhe diz que voc no pode descansar at que tenha enfiado o objeto completamente no 
cho. Suspeito que seu trabalho no ser fcil. Na verdade, duvido que a tarefa possa ser completada em 
um dia, e voc se encheria de frustrao, depresso, medo e ira. Entretanto, se um pedao de ferro fosse 
afiado com uma ponta aguda na extremidade, a tarefa seria muito mais simples.
        Os cristos perdem seu progresso, quando suas vidas no esto concentradas em uma coisa 
somente; em vez disso suas vidas perdem o fio com vrios pontos de interesse, atividade e concentrao. 
Casamento, filhos, pecado, outras pessoas, vocao e fracassos todos ficam em p de igualdade com 
Cristo. O cristo mdio est concentrado em coisas demais. S quando Cristo sozinho torna-se o alvo da 
alma a vida do cristo ganhar fio e ser capaz de atravessar os problemas da vida. Depresso e ira vm 
somente quando colocamos algo alm dEle no monte do corao. Uma vez que estejamos concentrados 
nEle e afiados, muitos tentaro, como com um martelo, estragar o fio de nossas vidas, mas no 
prevalecero.
        Quer ser um cristo feliz? Lembre-se de que no h nada que a presena de Jesus no cure. Com 
isso em mente, sua vida pode ter o foco para atravessar qualquer impedimento. 
Liberdade do Medo de Ser Medocre
        Poucos cristos encontraram a liberdade do medo de serem medocres. Outros fogem de tudo o 
que  comum em busca do grande "um dia" cristo, quando os problemas desaparecero e as 
oportunidades permitirem produtividade que os far diferentes, especiais, abenoados, usados pelo Senhor 
para o grande servio, e feitos mais aceitveis que seus pares cristos. Esse grande amanh cristo 
seguramente lhes permitir se sobressarem, serem notados e serem diferentes. O perigo em esperar por 
esse grande dia  desperdiar cada momento presente que poderia ser usado para aprender que o que faz 
cristos incomuns so os fatos cotidianos e comuns da vida.
        Jesus venceu o medo de ser medocre, e compartilhamos dessa vitria se Sua vida for de ns 
todos. Ele cresceu tomando conta de uma me enviuvada, com uma casa cheia de irmos e irms e 
trabalhando em uma bancada de carpinteiro dia aps dia. Ele poderia ter se permitido sentimentos de 
desesperana e vazio e de ser comum demais, mas Sua vida ajudou-O a formar-Se e preparar-Se para o 
servio nico de ser to diferente que os homens O exalariam. Isso parece medocre?
        Uma vez perguntou-se a uma mulher se ela no se cansava de trabalhar diariamente com bordado. 
"Nunca!", ela exclamou. "O bordado  para meu vestido de casamento." As tarefas mundanas e dirias da 
vida tornam-se atraentes quando vistas como vitais para nossa preparao para Ele. "Quem  fiel no pouco, 
tambm  fiel no muito; quem  injusto no pouco, tambm  injusto no muito." (Lc 16.10)
        Voc percebe que  em fazer o pouco fielmente que o cristo  preparado para a verdadeira 
produtividade espiritual? Voc pode eliminar os rtulos que distinguem as atividades da vida como 
pequenas, maantes ou insignificantes. Fazer um sanduche, limpar a casa, pagar as contas, correr atrs de 
filhos ou netos e completar um trabalho rotineiro, todos cooperam para aumentar nossa capacidade para 
uma vida santa, e assim so to significantes quanto realizaes maiores. Lembre-se,  o reino de Deus 
que esta invadindo este mundo presente; no devemos permitir que o mundo com suas idias de grandeza 
invada o reino.
        Uma vez que saibamos quem somos em Cristo o desejo de grandeza independente desaparece. 
Sem o conhecimento do que compartilhamos, o sensacional e impressionante sempre nos tentar. Jesus 
era o Homem Deus possuindo todo o poder do cu, e ainda Se recusou a us-lo em causa prpria. 
Escolheu outro mtodo para obter a ateno de um mundo agonizante, sabendo conquistar e vencer 
atravs do servir, da humildade, e do perdo queles que O negariam e crucificariam. Foi um homem 
relativamente quieto que Se recusou a Se promover, mas Sua voz tornou-se a mais ouvida da Histria. Os 
que se promovem logo so esquecidos; at hoje milhes O promovem e nunca ser esquecido.
        Precisamos compartilhar da liberdade de Cristo em relao ao mundo do fantstico e do 
maravilhoso. Isso ser particularmente importante hoje quando a vida prpria de sucesso  anunciada em 
todo lugar ao nosso redor e promovida no plpito com os sucessos e atividades sobrenaturais do pregador. 
Ligue numa estao de televiso crist e o show estar por toda parte na forma de justia prpria, correo 
conservadora ou liberal, capacidades intelectuais, fora e ousadia pessoais, e mesmo medos de coisas tais 
como o futuro, a segunda vinda, desastre econmico, a decadncia das escolas ou o crescimento do 
ocultismo. Esses ltimos assuntos so promovidos por personalidades que se promovem atravs do 
espetacular.
        Quando visitei a frica do Sul, encontrei-me com a sobrinha de Andrew Murray, o grande escritor 
devocional e evangelista. Ela me falou de vrios aspectos da vida de seu tio, permitiu-me sentar em sua 
cadeira e ler vrias de suas cartas pessoais. No dia seguinte eu e meu irmo alugamos um carro e viajamos 
uma distncia razovel para visitar o tmulo daquele pregador e a igreja na qual ministrara e da qual veio 
um dos maiores reavivamentos j registrados. Foi uma viagem razovel que no custou barato, mas isso 
no importava. Queria ver a igreja e seu tmulo porque admiro esse homem que nunca se exaltou a si 
mesmo, mas celebrou e glorificou a Cristo.
        No entanto, quando viajo nos Estados Unidos, passo por muitos grandes monumentos construdos 
por pregadores cristos para testificar de sua prpria grandeza. Perguntado se quero parar, minha resposta 
 sempre a mesma: No! Por qu? Isso no  mais que um sinal de homens se auto-exaltando. No tenho 
tempo para isso.

Vitria sobre a Herana Familiar
        Uma vez estava almoando com um amigo incrdulo que afirmou o seguinte: "O que no gosto em 
vocs, cristos,  que vocs pensam que somente aqueles que crem em Jesus Cristo como seu Salvador 
vo para o cu."
        Respondi imediatamente: " isso mesmo!"
        Ento ele disse que podia trazer para meu exame tanto um homem cristo com comportamento 
mpio quanto um incrdulo vivendo o que ele chamou de vida santa. Queria saber se ainda manteria minha 
afirmao confiante de que apenas cristos vo para o cu.
        Fiz-lhe uma pergunta pessoal: 'Voc tem um filho?"
        Ele respondeu que sim.
        "Quantas horas por semana ele trabalha?"
        "Quarenta", ele respondeu.
        "Muitas vezes trabalhei o dobro disso; trabalho mais duro que seu filho!" A seguir perguntei "Qual a 
formao que seu filho alcanou?"
        "Bacharelado."
        Tenho mais que o dobro de sua educao. Como  seu casamento?"
        "Ele  divorciado", respondeu.
        "Permaneo casado com a mesma mulher e trabalho dez vezes mais duro que seu filho para ter 
uma boa vida familiar!"
        Nisso o homem exclamou "E da se voc  melhor que meu filho? O que isso prova?"
        Respondi "Ento voc concorda que sou melhor que seu filho?"
        "Sim", ele disse, irritado, "mas e dai?"
        "E da que tendo provado que sou melhor, espero que voc deixe toda sua herana para mim."
        "Isso  ridculo!", ele disse. Voc pode ser melhor, mas no  meu filho. No lhe deixarei nada."
        Ento perguntei-lhe se j ouvira o termo "nascido de novo", que expliquei ser participar em um novo 
nascimento, receber um novo pai, o Pai do cu, e tornar-se um filho de Deus com plenos privilgios de 
herana, no por esforo ou comportamento mas pelo renascimento. O cristo que  nascido de Deus mas 
tem comportamento inadequado no ser suplantado pelo incrdulo com conduta melhor. Expliquei a esse 
amigo que ele precisava de um novo nascimento, um novo Pai, e uma nova famlia se esperava ser 
aceitvel a Deus.
        O fato  que como um cristo nascido de novo voc tem um novo Pai e uma nova famlia.Voc no 
precisa ser controlado pela velha subcultura familiar da qual veio. Muitos cristo vieram de passados com 
maldades em seus antepassados, alcoolismo, adultrio, insanidade, vcios, temperamentos explosivos, 
desejos de controlar, abusos, e a lista vai por a afora. Muitas vezes o egocentrismo e as manifestaes da 
carne so repassadas de uma gerao para outra.
        Espero que minha filha se case com algum como eu, porque o dia em que ela sair de casa levar 
consigo um saco invisvel contendo toda a experincia e conhecimento necessrios a manipular, controlar, 
empurrar at um limite seguro, e lidar com a rejeio de um homem como eu. Ela naturalmente procurar 
por algum em quem tal comportamento tenha sucesso, e se ele no for como eu, ela se ocupar tentando 
faz-lo se parecer comigo.
        Todos vimos de uma subcultura familiar que nos ajudou adequada ou inadequadamente a nos 
relacionarmos com outros. Essa subcultura faz-nos a muitos de ns fracassos miserveis em 
relacionamentos ao repetirmos erros familiares do passado.
        Nisso precisamos lembrar de Cristo, que em termos de linhagem terrena no veio de uma 
subcultura familiar excelente, mas venceu-a. Em Cristo, os cristos nascidos de novo devem compartilhar 
dos costumes de sua nova famlia. Somos livres do passado com seu desequilbrio e caos; estamos em 
uma nova famlia com suas prprias tradies: amor, perdo, concesso de liberdade a outros para nos 
ofenderem, paz, pacincia, gentileza, e entrega de nossas vidas uns aos outros.
        Voc cr que tem uma nova famlia? Voc cr que a velha famlia no mais o prende e amaldioa 
at a quinta gerao?  verdade! No permita que ningum roube esse grande segredo de voc, enquanto 
a nova vida na famlia de Deus comea a envolv-lo. Percebeu a glria de ser cortado e enxertado em uma 
nova famlia? No espere que outros percebam; se necessrio seja o primeiro a permitir que a realidade da 
nova famlia se expresse atravs de voc. Pea ao Senhor e Ele a revelar a voc no apenas na mente 
mas no corao, com poder celestial. Proclame com Paulo "esqueo o que ficou para trs", e avance para o 
presente gratuito de uma nova famlia em Cristo. NEle seu desequilbrio terminou. Voc no precisa permitir 
que o passado continue a control-lo.
        Muitos de ns em um retiro de homens testemunhamos um irmo compartilhar da dor que sofreu ao 
ver seu pai matar cinco homens. Ele no conseguia pensar em nada seno que seu pai tirara a vida de 
cinco homens inocentes, sem considerar a felicidade de suas famlias. Como desfrutar da vida quando 
esses cinco homens no mais a tinham? A vida familiar passada desse irmo tornou-se um ponto de 
opresso para o inimigo. Na orao coletiva todos assistimos  quebra da fortaleza do inimigo; o irmo 
entrou pela f e aceitou seu lugar em uma nova famlia, livre de toda maldade da velha subcultura familiar. 
Foi glorioso!
        Deus  seu Pai, Jesus  seu Irmo, e no importa quo grande a diferena entre outros alhos de 
Deus e voc mesmo, a unidade  maior. Deixe Sua vitria tomar o seu corao!
Liberdade da Vida Agitada
        Voc consegue encontrar um homem na Histria que tivesse mais a realizar que Jesus? Ele era o 
Filho de Deus, o Redentor, o Filho do homem, o Bom Pastor e mesmo a Vida Eterna. Ele havia de salvar os 
homens de um inferno futuro e da aflio do abismo dirio no qual os homens se encontram quando vivem 
longe do Pai. Ele estava aqui para estabelecer o reino de Deus dentro dos homens, o qual mudaria toda a 
Histria humana! Como Ele encontraria tempo? Haveria horas suficientes no dia? Ele teria de fazer o 
mximo de cada momento se quisesse ser produtivo: sem tempo de fazer, sem parar de trabalhar, sem ficar 
doente, sem chegar tarde nem sair cedo, e sem deixar de testemunhar. E tudo isso realizado em sua curta 
vida. Se Jesus no se apressasse, tudo seria perdido... mesmo?
        Embora nunca tenha havido um homem com mais coisas a fazer que Jesus, nunca O encontramos 
apressado, em grande agitao ou nervoso e em cacos. Na verdade no apenas Ele gastou trinta anos 
numa pequena vila como carpinteiro, mas tambm teve tempo para outros e para suas necessidades 
individuais (Jo.11.6). Por que Deus no fez Jesus correr mais? Ser que Deus mesmo no tem pressa? Por 
que Deus criou o mundo em sete dias, no um? Por que Deus faz seus filhos esperarem? Por que Deus 
investe tanto tempo em cada um de ns, usando cada circunstncia da vida diria e mesmo nossos muitos 
fracassos para criar para Si mesmo algo nico, belo e til? Por que o crescimento de um beb, de uma 
floresta ou de um recife de corais demora tanto? Por qu? Porque pressa, agitao, afobao e velocidade 
no so atributos divinos. Lembre-se, foi a serpente no jardim que apressou Eva a agir, foi satans que se 
apressou a destruir J, e foram os fariseus que em seu primeiro encontro com Jesus imediatamente 
comearam a conspirar contra ele. Pressa no  caracterstica de uma vida consistente mas  indicativa das 
atividades do adversrio. O deus da pressa  o inimigo. Jesus reconheceu a atividade do inimigo na vida de 
Judas e ordenou-lhe que agisse de acordo dizendo "O que fazes, faze-o depressa."(Jo 13.27)
        A vida crist no  apressada, mas relaxada e natural. Em participao ativa, crescemos sem 
preocupao com memorizar o suficiente da Escritura, evangelizar pessoas suficientes, fazer suficiente 
trabalho na igreja e preencher todo minuto possvel com atividades definidas por outros como espirituais.
        Freqentemente fui visitado por cristos do que se chama de Terceiro Mundo, e depois de alguns 
dias eles perguntam: "Por que apressa?" Descobri que esses cristos so, na verdade, "Primeiro Mundo", 
quando o assunto  uma abordagem mais crist ao viver dirio.
        Ao viajar pela ndia, meu pai e eu fomos levados por alguns irmos em um passeio pelo campo para 
observar a ltima manada selvagem de elefantes indianos. Partimos bem cedo de manh com animao e 
expectativa. Mas o dia foi repleto de obstculos: um pneu furado, uma convocao a greve geral com 
manifestantes bloqueando todas as auto-estradas e diversos atrasos; acabamos perdendo o primeiro barco 
que nos levaria a ver a manada. No final das contas vimos os elefantes, mas sinceramente foram a parte 
menos agradvel de uma jornada cujos obstculos nos deram a oportunidade de testemunhar a completa 
falta de frustrao, preocupao ou pressa em nossos irmos.
         moda tranqila dos indianos, cada atraso inesperado simplesmente fazia com que nos virssemos 
uns aos outros para compartilhar nossas vidas, nosso Senhor e nossas idias. Esses cristos no eram 
apressados. Aproveitavam cada momento do dia e de nossa comunho sem a necessidade forada de 
alcanar o objetivo. Uma paz interna prevalecia nesses irmos, que viviam diariamente com o tipo de atraso 
que nesse dia foi uma grande bno para mim. Precisamos permitir que a deliberada falta de pressa de 
Cristo nos tome e mantenha enquanto descobrimos em tudo o que nos cerca.
        Descobri vez aps vez que o que me deixa mais ansioso  aquilo em que sem dvida fracassarei. 
Quando trabalhava como auxiliar em uma mercearia, recebi um conselho til do gerente. "Mike, no h 
nenhuma deciso que tenha de ser tomada hoje, nem uma sequer." Descobri que isso  sempre verdade; 
no h pressa hoje. Tambm reparei que acelerar o ritmo da vida no assegura mais produtividade. Em um 
estudo administrativo demonstrou-se que executivos que tomavam trinta minutos a mais para um cochilo 
depois do almoo eram na verdade sessenta por cento mais produtivos que os que no separavam tempo 
para descanso.
        Deixe a vida de Cristo libert-lo da vida afobada que no tem tempo para descansar ou desfrutar da 
famlia, da criao de Deus, e acima de tudo dEle!
Vitria sobre a Vida Amarga
        Compartilhamos de uma vida livre de amargura. Embora muitos O tenham ofendido, desonrado e 
rejeitado, Jesus morreu com as palavras "Pai, perdoa-lhes; porque no sabem o que fazem." (Lc 23.34)
        Falaram-me que eu estava sendo difamado por outro irmo. Meu primeiro pensamento foi que esse 
irmo deveria tomar cuidado com o que falava, porque a mais severa disciplina que recebi do Senhor foi 
quando abusei verbalmente de Seus filhos. O segundo pensamento foi uma orao: "Pai, s to gracioso e 
compassivo com ele quanto fostes comigo quando estive em erro." A amargura no tem lugar na vida 
permanente de Cristo, porque Ele enfrentou o desapontamento, derrotando-o e venceu a amargura.
        A amargura tem suas razes na frustrao com outros. Primeiro, muitos cometem o erro de esperar 
mais da carne (vida prpria) do que ela pode dar. Quando meus filhos falhavam, mostrava-lhes que no os 
queria ouvir dizer Vou melhorar", mas "No consigo melhorar". Essa conscincia pode ajudar uma criana 
a sair da independncia para uma profunda dependncia naquele que habita dentro e que j melhorou. 
Segundo, nossa frustrao com outros revela nossa falta de maturidade espiritual. Um cristo pode se 
desapontar tanto com o progresso espiritual de seu cnjuge, filhos, pastor e igreja que os rejeite para 
buscar outros que ele sinta tero mais sucesso. Isso  ridculo porque a prxima famlia no ser composta 
de gigantes espirituais; o pastor seguinte ter falhas; a comunidade substituta ter fraquezas, inclusive 
alguns que o ofendero.
        Compartilhar da vitria de Cristo inclui permanecer com os que nos cercam at o fim. Jesus poderia 
ter dito Vou arranjar alguns novos discpulos, porque estes primeiros parecem no ter mudado mesmo 
depois de todos os meus esforos." No! Ele permaneceu com eles at o fim. A vitria est em permanecer 
com seu par, filho, pastor atual at o fim. Para isso sua f precisa ser plena de perdo, o trao que faz do 
Cristianismo o que realmente : a expresso da compaixo e amor de Deus pela humanidade. Quando o 
Cristianismo no tem perdo, torna-se difcil, duro, dogmtico e apenas oul.ro conjunto de ensinos que 
enfatiza as regras corretas a seguir. Perdo torna a nossa f celestial!
        Ouvi de um pregador de rua que o maior obstculo  receptividade das pessoas ao evangelho  o 
comporta-mento de outros cristos.  verdade; muitos falham com a f, mas ningum pior que Pedro que, 
depois de trs anos e meio de instruo pessoal com o prprio Jesus cortou a orelha de um homem. Mas 
Jesus perdoou e no trocou Pedro por outro discpulo mais capaz; a vitria era tomar esse homem e faz-lo 
        homem de Deus.
Muitas vezes um cnjuge ou filho nos falharo, mas, ao nos concentrarmos nEle, encontraremos liberdade 
do desejo de desistir, e assim podemos continuar com o amado, e permitir a Deus que nos faa Seu agente 
de mudana. Compartilhamos dessa vitria, e a palavra-chave  compartilhar. No podemos imitar as aes 
de Jesus, o que apenas nos levaria a fracasso e frustrao, mas podemos compartilhar de Sua vitria sobre 
amargura, frustrao, falta de perdo e a fraqueza humana de desistir daqueles que nos cercam.
Liberdade dos Padres de Manada
        Quando Jesus chegou  Terra, sucesso e compromisso religiosos verdadeiros eram definidos pelo 
uso de padres j alcanados por quem os proclamava. Jesus trouxe consigo uma nova definio de 
sucesso e venceu os padres mundanos. Ns tambm compartilhamos de Sua vitria.
        Em lugar algum essa vitria  mais importante do que quando se chega ao assunto que muitos 
definiram falsamente hoje: verdadeira converso. Isso leva os cristos que aceitam a falsa definio a 
buscar vida em Cristo em vez de viver vida - Sua vida - que j possuem.
        Um artigo em particular em um velho livro devocional que eu lia sugeria que havia duas maneiras de 
entrar em Cristo: uma atravs de uma exploso, com fogos de artifcio, que seria precedida de depresso, 
ansiedade e (ou) um colapso srio, e a outra por ir a Cristo vagarosa, metodicamente e atravs de um 
entendimento que ao longo do tempo faria a jornada da cabea ao corao. Ressaltava-se que quem veio a 
Cristo vagarosamente raramente pode dizer o dia e hora exata em que se entregaram e aceitaram a Cristo; 
entretanto, suas vidas provavam que realmente tal coisa acontecera. Desses dois mtodos de vir a Cristo, 
qual voc supe que seja considerado normal e desejvel? A exploso, claro! Quem nunca teve a exploso 
fica pensando se realmente conhece a Cristo to bem quanto outros. O ponto mais interessante do artigo 
era que numa pesquisa 60% dos cristos veio a Cristo pelo caminho mais lento, enquanto quarenta por 
cento por meio da exploso. No h nada de menos em qualquer deles, sendo importante o fato de que 
ocorreu a entrada em Cristo. Se voc nunca teve a exploso, no perca tempo procurando por uma; se veio 
a Cristo lentamente, considere-se parte da maioria e avance nEle.
        A manada nos quer definir converso, santidade verdadeira e espiritualidade. Jesus venceu as 
definies falsas no apenas em Sua prpria gerao mas na nossa tambm. Confie em Suas definies e 
voc poder se encontrar tendo uma experincia crist normal.
Vitria sobre a Busca
        Tomando a forma de um homem, Jesus Se esvaziou, o que requeria dEle receber diariamente de 
Seu Pai o necessrio. O ensino carnal  de que devemos possuir uma capacidade ou fora especiais para 
receber de Deus, o que nos vem atravs de nossa capacidade de trabalhar duro, fazer confisses positivas, 
seguir a frmula adequada ou, em outras palavras, buscar. Jesus venceu o domnio da busca e abriu para o 
homem o conceito de receber.
        Tudo o que um cristo recebe deve ser pela f. , portanto, importante notar como um cristo aceita 
as muitas bnos que Deus d atravs da f.
        Comparo isso a andar nas montanhas e, sedento, encontrar um rio lmpido. Ao estender as mos a 
gua preciosa  recebida, mas quanto mais forte voc espremer na tentativa de reter o que queria tanto, 
menos gua ter, at que finalmente no haja nada para beber. A gua tem de ser recebida sem medo de 
perd-la, e retida gentil e confiantemente.
         assim que voc deve beber da gua viva. No trabalhe para reter o que Deus deu, porque no 
momento em que se concentrar em manter o que Ele livremente lhe d juntamente consigo mesmo, voc o 
perder. Estar ento se concentrando em seu prprio esforo. Tudo  dado quando Ele  seu foco.
        Lembro de uma das primeiras vezes que fiz um Seminrio de Vida Plena; trabalhava para 
permanecer em Cristo, sabendo que queria que outros recebessem do Senhor, no de mim. No meio da 
semana estava exausto! Percebi que estava permanecendo, no por causa de esforo mas porque Cristo 
me colocava nEle mesmo numa comunho permanente. Parei de trabalhar, pus meus olhos nEle, agradeci-
Lhe por permanecer, descansei e experimentei da vida nEle o resto da semana. Simplesmente recebi o 
permanecer, no mais buscando-o. Compartilhe em Sua vida tranqila recebendo!
Vencendo o Mundo do Sofrimento
        Cristo passou por sofrimento? A resposta  sim. NEle, entretanto, o sofrimento tinha sentido e 
propsito. Quando estamos nEle nosso sofrimento transforma-se em maravilhosa expectativa.
        Freqentemente me perguntam: "Cristos podem passar por sofrimentos, fases difceis, e 
encontrar-se infelizes em geral?" Dor e sofrimento so comuns a toda a humanidade. Por fora o cristo 
sofre como o incrdulo, por causa da natureza, de outros ou do corpo fsico, mas os cristos no precisam 
experimentar o sofrimento destrutivo interno que assola quem no conhece ao Senhor. Muitas vezes reparo 
em nossas sesses de discipulado que cristos passam pelas mesmas calamidades mas nem todos 
reagem do mesmo jeito -alguns com depresso, ira, frustrao ou sem nada disso. A vida parece distribuir 
seus golpes sem parcialidade, mas a reao  variada. Por qu? Tudo depende da atitude interna de quem 
sofre. J se disse que o que nos tornamos a longo prazo depende do que a vida encontra em ns. O 
sofrimento torna alguns amargos e outros doces. O que importa no  o que nos acontece, mas o que 
fazemos com o que nos aconteceu.
        Nas montanhas no  incomum ver uma rvore semimorta. O Sol brilha nela toda, mas leva vida a 
um ramo e apodrece o outro, dependendo do que est dentro do ramo. Como o Sol, o sofrimento deixa uns 
desgastados e fracos e outros, por sua vida interior, mais fortes e preparados para qualquer escala de 
sofrimento.
        Uma vez discipulei duas mulheres, ambas sofrendo nas mos de maridos infiis que tentavam 
justificar seu comportamento destruindo sua mulher. Uma ficou absolutamente radiante durante seu 
sofrimento, porque descobriu que Cristo era tudo para ela; a outra ficou amarga e, para falar a verdade, 
bem feia, porque sua tenso interior a desfigurava. Duas mulheres, o mesmo fato, e reaes diferentes. 
Uma tinha uma vida interna que encontrou a rejeio e a venceu com amor; a outra foi vencida pela 
rejeio.
        Como cristo no consigo sempre determinar o que me acontece, mas posso determinar como isso 
me afetar. Se sou levado mais para perto do Senhor, ento o acontecimento me far feliz, mais til, e 
cheio de vida.
        Os fatos comuns da vida podem fazer comum ou vivo espiritualmente.
        Nunca lide com o sofrimento humanamente; traga Deus para sua dor e permita-Lhe gui-lo atravs 
dela. Descobrir que Deus toma o que parece ser sofrimento sem sentido e o transforma em vida espiritual. 
O sofrimento pode at ter sua raiz no mal; mas a questo ainda  no de onde vem a calamidade mas onde 
voc permitir que ela o leve. Coloque Deus no centro de sua dor, e Ele o levar  vida mais profunda. A 
cruz  o exemplo perfeito de dor guiada por Deus, porque esse grande sofrimento tornou-se vida no 
apenas para Cristo mas para milhes.
        H uma razo mais importante para o sofrimento, que  levar-nos a no mais confiarmos em ns 
mesmos, que  a fonte de muita aflio. Muitos chamam isso de quebrantamento. No  um pr-requisito 
para alcanar esse estado que a pessoa seja um viciado em drogas, clinicamente depressivo ou morador 
de rua. Isso pode chegar bem tranqilamente nos mais profundos recantos do corao de um homem sem 
nenhuma dessas manifestaes.  simplesmente entregar nossa independncia para Deus.
        Recentemente, estando numa cabana na montanha, reparei em uma mariposa batendo suas asas 
contra a janela numa tentativa v de escapar. Decidi que tentaria captur-la e libert-la, mas quanto mais 
tentava ajudar a mariposa, mais ela tentava escapar. Enquanto no ficou totalmente exausta e 
inevitavelmente relaxada, no pude peg-la e libert-la. Muitos cristos esto to presos e batendo as asas 
de seus homens interiores contra as foras invisveis da vida que os prendem e escravizam; a nica soluo 
possvel que conhecem  tentar mais. Precisam deixar Deus ser Deus sem tentar usurpar Suas 
responsabilidades, para tornarem-se almas relaxadas que o Pai toma em suas mos e liberta.
        Sim, cristos sofrem e devemos agradecer a Deus por estar no meio de tudo o que  desagradvel 
e atravs do que aperfeioa a quem ama.
Vitria sobre o Insignificante
        Tenho uma pasta chamada "E da?"; nela coloco tudo que  inconseqente, irrelevante, leve, 
pequeno e imaterial. Quero compartilhar em Sua vitria sobre essas coisas. Quero ser to livre do 
insignificante quanto Ele era"...dais o dzimo da hortel, do endro e do cominho, e tendes omitido o que h 
de mais importante na lei... Guias cegos! que coais um mosquito, e engolis um camelo."(Mt 23.23-24)
        Um homem sobreviveu a um acidente de avio em que muitos morreram. Sua reao foi 
perambular entre os corpos procurando por sua pasta! Muitos cristos comportam-se semelhantemente 
quando perambulam por um mundo agonizante, procurando pelo insignificante. Ser que houve poca em 
que a igreja precisou compartilhar sua vitria sobre o insignificante mais que hoje? A famlia crist  
pressionada por uma cultura que se volta contra os pais atravs de estilos de vida glamurizados e sem 
Deus e de tentaes abundantes para cada membro da famlia. E ainda essas coisas raramente so 
consideradas! Em vez disso, no meio da destruio da famlia procuramos pela pasta contendo o desejo de 
que nossos cnjuges confessem a palavra infeliz que ofendeu, a ira devida a outros que no concordam 
conosco, o estado de preocupao que decorre de outros no simpatizarem com nossas feridas, as brigas 
sobre quem disse ou fez o qu e as acusaes contra quem no notou nossos esforos.
        Senhor! Por favor liberte seu povo no apenas do que  mau e ruim mas tambm do que no 
merece sua ateno. Faa-nos ver que no apenas o Filho venceu o pecado, mas tambm o insignificante.
        Sua famlia, sua igreja ou seus colegas de trabalho lidam com o insignificante? Pergunte-se como 
discusses sobre a cor do tapete da igreja, em que sentido rola o papel toalha, onde suas roupas foram 
deixadas, que tipo de sapatos seus filhos usam e quanta gasolina foi deixada no carro se encaixam, no 
mundo como Cristo o v. Se no se encaixam ento fuja do pequeno, porque quanto mais lidarmos com ele 
mais nos tornaremos como ele.
Vitria sobre o Isolamento
        Seguir a Cristo colocou-o em minoria; poucos concordaro com seus atos, muito menos o 
encorajaro. Mas coragem; Jesus venceu o medo do isolamento que vem de estar em minoria. Aqueles que 
estavam na multido presente no dia em que Cristo foi crucificado, estavam na verdade mais longe dEle. 
Estar com a maioria sempre o distanciar do Salvador. Ficar com a minoria o aproximar de Cristo. Sua 
vida (que  nossa, Cl 3.4) permaneceu arme em ser diferente da maioria; Ele no , Se isolou sob presso 
dos outros contra seus pontos de vista no conformistas.
        A histria da igreja est repleta de ermitos chamados espirituais que se retiravam do mundo 
crendo que isso lhes permitiria acesso desimpedido a Deus. Em Jesus, entretanto, vemos um homem que 
tinha trnsito perfeito para Deus e ainda permanecia no meio da humanidade e suas questes mais 
significativas. Ele confrontava as cargas do mundo ao Seu redor;".. .viajava em direo a Jerusalm." Saber 
que mantinha o ponto de vista minoritrio nunca fez com que se retirasse.
        Hoje muitos fogem das crises que existem em suas prprias culturas; temem ficar em minoria, ento 
enfatizam a separao do mundo, irmandades de sobreviventes no deserto, escondendo-se em 
comunidades de cristos.  verdade que de muitas maneiras esses se livram dos pesos de nossa 
sociedade, mas simplesmente porque se recusam a carreg-los, pesos que nEle so bem fceis de se 
carregar.
        Um psiclogo profissional uma vez afirmou: 'Voc nunca deve levar os problemas dos pacientes 
para casa."
        Minha resposta foi: "O dia que eu no levai seus problemas para casa no aconselharei mais." Se 
minha filha fosse me contar que seu casamento estava acabando, eu lhe daria meia hora de meu tempo 
para ento afirmar "Esse  todo o tempo que tenho! No posso mais pensar sobre seus problemas."? Claro 
que no! Carregaria aquele peso no Senhor at que o problema fosse resolvido. E se uma irm ou irmo 
em Cristo me enviassem uma filha que colocasse o mesmo problema em seu casamento, eu tambm 
carregaria esse peso comigo at que o problema fosse resolvido.
        O Cristo em quem habitamos carrega os pesos do mundo todo! Ao compartilharmos de Sua vida 
podemos carregar os problemas dos que nos cercam sem sermos esmagados. No precisamos nos retirar 
do mundo por medo das dificuldades dos outros ou de estar em minoria. Ele permaneceu firme; 
compartilhamos de sua vida, portanto agora permanecemos firmes.
        Devo perguntar se voc se contenta em estar na minoria, no apenas no mundo mas muitas vezes 
na comunidade crist. Se voc permanecer em Sua vida, Seus princpios celestiais e nicos fluiro atravs 
de voc, e voc ser diferente. A maioria enfatiza grandes realizaes; a minoria tem de provar sua 
fidelidade no pequeno. A maioria promete uma soluo imediata para todos os problemas, simplesmente 
seguindo uma frmula; a minoria ensina a cada momento, uma liberdade, que vem de nossa comunho 
com Cristo. A maioria continuar a enfatizar o que tem e os outros no; a minoria ver o que outros no 
enxergam - a plenitude de Cristo em cada cristo - e trabalhar para revelar esse tesouro a todos que j o 
possuem. A maioria mostra o tamanho de sua f pelos resultados imediatos; a minoria diz que a f aumenta 
em proporo direta do quanto algum espera sem receber. A maioria pe em evidncia o conhecimento, 
uma agenda cheia e um corao pesado carregando pesos que somente Cristo  capaz de carregar; a 
minoria mostra um corao cheio, pesado de amor. A maioria  dura e se firma na Lei, falando do 
julgamento de Deus e tornando os cristos competitivos ou sem esperana; a minoria revela a graa e 
compaixo de um Deus de amor que nos aceitar apesar de nosso fracasso quando simplesmente nos 
voltarmos a Ele com coraes arrependidos. A maioria enfatiza conhecer o Livro, a minoria, o Autor. A 
maioria lista os passos dirios necessrios para assegurar a presena de Deus, enquanto a minoria fala das 
atividades de Deus se assegurando de ns diariamente. A maioria tem uma palavra favorita, mude; a 
minoria diz que pela f precisamos expandir o que j temos em Cristo.
        A maioria quer colocar no cristo culos que lhe permitam ver apenas o que deve ser feito, 
deixando-o a procurar por santidade; a minoria quer que todos vejam o que Cristo fez por ns, a fim de nos 
encorajarmos a trabalhar a partir de Sua santidade (I P 2.9-12). A maioria no permite que o novo cristo 
desfrute de sua caminhada e imediatamente coloca pesos sobre ele. A maioria nunca separa o que  da 
alma (conhecimento, capacidade, talento e aparncia) do que  do esprito. A minoria encontra foras no 
Esprito e no confia na carne. A maioria ensina que precisamos gerar f e alcanar a verdade; a minoria 
sabe que as coisas da f so para se receber. A maioria diz
        "Lute para ser como Cristo"; a minoria reconhece que somos um em esprito com Ele. A maioria 
comparece perante Deus confiante em seu desempenho, sabendo que conquistou o direito de ser ouvida; a 
minoria se ajoelha perante Deus, esperando ser ouvida porque o Filho lhes conseguiu a audincia com o 
Pai. A maioria aponta para o mais fraco dos homens como prova de que precisamos de um Salvador; a 
minoria decide que os fracassos dos mais talentosos e sbios so a prova da necessidade de um Salvador. 
A maioria  fatalista, no enxergando qualquer alegria at o cu no futuro; a minoria encontrou vida 
verdadeira hoje e est cheia de esperana. A maioria diz "Faa certo", mas a minoria nos encoraja a 
escolhermos certo. A maioria concentra-se em nossos pecados, enquanto a minoria promove a resposta a 
nossos pecados. A maioria diz que devemos concordar em cada doutrina; a minoria mantm que elevemos 
concordar na atitude de amar. A maioria segue um ensino, enquanto a minoria segue o Mestre. A maioria se 
ofende facilmente, crendo que est justificada em sua atitude; a minoria vive no absoluto espiritual de que 
no importa qual a ofensa, temos ordens de amar sem desculpas.
        Se voc permanece em Cristo e compartilha de Sua vida, vive na minoria. Acha bom estar l? No 
h lugar melhor! Aqui voc tomar posio em meio a muitos obstculos, provas e questes, tais como um 
casamento difcil, um filho rebelde, um trabalho insatisfatrio e muita resistncia. Voc tem de permanecer, 
porque se se retirar, se achar retirando-se dAquele que o ajudaria a atravess-las e sendo atrado aos 
velhos dolos do passado para superar os problemas. Jesus, na minoria, permaneceu firme; compartilhamos 
dessa vida tambm.
Vitoriosos contra o Inimigo
        "Eu via satans, como raio, cair do cu. Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e 
escorpies, e sobre todo o poder do inimigo; e nada vos far dano algum." (Lc 10.18-19) Lutamos contra um 
inimigo derrotado. Isso no se deve esquecer. Lutamos de, no para, uma posio de vitria. 
Compartilhamos de uma vida que venceu o inimigo! Embora satans seja daninho, est derrotado.
        Uma vez, depois de um longo dia discipulando pessoas cegadas pelo inimigo, fui particularmente 
levado  orao, porque pude facilmente perceber os planos do inimigo nas armadilhas que cavava para os 
incautos. Estava to concentrado no poder, engano e capacidade de confundir, bloquear e destruir do 
inimigo que tudo o que podia ver eram armadilhas, armadilhas, o inimigo e suas armadilhas! Na semana 
seguinte observei algo maravilhoso: a armadilha com que o inimigo tanto afligira um cristo que ele se 
voltou para Deus com vontade renovada de permanecer em comunho constante, a cada momento, com o 
Filho. Com a sujeira expulsa da armadilha que satans criara, construiu-se um monte que levava  
presena de Deus. O inimigo nunca seria persuadido a construir um monte para Deus, mas cavar uma 
armadilha que indiretamente resultar num monte to alto. Foi minha experincia freqente que Deus faz da 
armadilha uma montanha de sucesso. Portanto, deixe cada obstculo, derrota, circunstncia adversa ou 
experincia, tanto de I Corntios 4, quanto de II Corntios 4 ser o monte que o leva  prpria presena de 
Deus. No tema a armadilha; com ansiosa expectativa deixe Cristo lev-lo ao monte!
Vida Simples
        Queremos que vida de Cristo e Sua vitria da qual compartilhamos tornem-se mais que apenas um 
ensino; queremos que se tornem nosso meio de vida. Como? Simplesmente estando nEle. No mundo 
teremos tribulao; nEle temos paz. Mas como? voc pode perguntar. Aceitando o fato de que estamos 
nEle, no por nossos esforos mas porque ele nos colocou l no dia em que nascemos de novo. Voc 
compartilha de Sua vida, ento pode dizer "Cristo  minha vida". Isso afirma a verdade. Freqentemente fui 
acusado de ensinar um mtodo simples demais para ser verossmil;  claro que esse  o impedimento a 
uma mensagem da f simples. Muitos cristos ainda acham difcil, se no impossvel, agir com base nisso.
        A vida mais profunda em Cristo  mais adequada aos muito fracos, uma categoria em que todos nos 
encaixamos embora poucos o admitamos. O homem precisa do Criador para manter sua frgil existncia. 
Os que reconhecem sua dependncia prontamente diro "No consigo vencer. No tenho como. Tentei 
tudo, pro-meti tudo, mas no consigo; agora posso apenas afirmar que Cristo  minha vida." Uma vez que 
se afirme isso, o fato ser experimentado; Sua vida fluir em toda tribulao, em tudo que for inesperado, 
em toda batalha e todo relacionamento. Por qu? Porque Ele se diz nossa vida! Ele est conosco e em ns; 
Ele  a Videira e ns, os ramos;  assim porque Ele o diz. Isso  f!  suficiente! No precisamos de prova 
experimental ou emocional, mas apenas que Ele o diga. Isso  a vida plena!
N.E.: Vida Plena  a verso brasileira do ministrio internacional Abiding Life. 
Dirigida pelo Dr. Michael Wells, a Abiding Life Ministries International est em mais de 100 pases, 
trabalhando com mais de 60 grandes denominaes crists. O foco do ministrio da Abiding Life est em 
fortalecer o Corpo de Cristo nas reas psicolgica e emocional. "Ningum sofre mais presso psicolgica e 
emocional do que os cristos", afirma o Dr. Mike Wells. "E essa presso se acentua quanto mais fiel for o 
cristo e quanto mais tempo de vida crist ele tiver", conclui. O Ministrio Vida Plena foi criado para apoiar o 
cristo em sua luta diria. O Dr. Wells est lanando trs novos livros no Brasil pela Abba Press. O primeiro, 
"Perdido no Deserto" (leva o leitor a descobrir como transformar recalques, decepes, fraquezas e 
inseguranas em diamante bruto para a lapidao divina), o segundo "Problemas, Presena de Deus e 
Orao" (esse que est em suas mos) e o terceiro Teste de Personalidade Para o Discipulado Cristo, que 
possui um teste para identificar sua personalidade e procura ajud-lo a utilizar suas potencialidades de 
forma eficaz.



    I Reis 9 tem apenas 28 versculos...

 
 
 
 
