Bblia Sagrada (NVI) - Nova verso internacional em Portugus.

GNESIS-CAPTULO-1
O Princpio
1 No princpio Deus criou os cus e a terra. [a]
2 Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o
Esprito de Deus se movia sobre a face das guas.
3 Disse Deus: "Haja luz", e houve luz.
4 Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.
5 Deus chamou  luz dia, e s trevas chamou noite. Passaram-se a tarde
e a manh; esse foi o primeiro dia.
6 Depois disse Deus: "Haja entre as guas um firmamento que separe
guas de guas".
7 Ento Deus fez o firmamento e separou as guas que
ficaram abaixo do firmamento das que ficaram por cima. E assim foi.
8 Ao firmamento Deus chamou cu. Passaram-se a tarde e a manh; esse foi o
segundo dia.
9 E disse Deus: "Ajuntem-se num s lugar as guas que esto debaixo
do cu, e aparea a parte seca". E assim foi.
10  parte seca Deus
chamou terra, e chamou mares ao conjunto das guas. E Deus viu que ficou
bom.
11 Ento disse Deus: "Cubra-se a terra de vegetao: plantas que dem
sementes e rvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas
espcies". E assim foi.
12 A terra fez brotar a vegetao: plantas
que do sementes de acordo com as suas espcies, e rvores cujos frutos
produzem sementes de acordo com as suas espcies. E Deus viu que ficou
bom.
13 Passaram-se a tarde e a manh; esse foi o terceiro dia.
14 Disse Deus: "Haja luminares no firmamento do cu para separar o
dia da noite. Sirvam eles de sinais para marcar estaes, dias e anos,
15 e sirvam de luminares no firmamento do cu para iluminar a terra".
E assim foi.
16 Deus fez os dois grandes luminares: o maior para
governar o dia e o menor para governar a noite; fez tambm as estrelas.
17 Deus os colocou no firmamento do cu para iluminar a terra,
18 governar o dia e a noite, e separar a luz das trevas. E Deus viu que
ficou bom.
19 Passaram-se a tarde e a manh; esse foi o quarto dia.
20 Disse tambm Deus: "Encham-se as guas de seres vivos, e voem as
aves sobre a terra, sob o firmamento do cu".
21 Assim Deus criou os
grandes animais aquticos e os demais seres vivos que povoam as guas,
de acordo com as suas espcies; e todas as aves, de acordo com as suas
espcies. E Deus viu que ficou bom.
22 Ento Deus os abenoou, dizendo:
"Sejam frteis e multipliquem-se! Encham as guas dos mares! E
multipliquem-se as aves na terra".
23 Passaram-se a tarde e a manh;
esse foi o quinto dia.
24 E disse Deus: "Produza a terra seres vivos de acordo com as suas
espcies: rebanhos domsticos, animais selvagens e os demais seres vivos
da terra, cada um de acordo com a sua espcie". E assim foi.
25 Deus
fez os animais selvagens de acordo com as suas espcies, os rebanhos
domsticos de acordo com as suas espcies, e os demais seres vivos da
terra de acordo com as suas espcies. E Deus viu que ficou bom.
26 Ento disse Deus: "Faamos o homem  nossa imagem, conforme a
nossa semelhana. Domine ele [b] sobre os peixes do mar, sobre as
aves do cu, sobre os grandes animais de toda a terra [c] e sobre
todos os pequenos animais que se movem rente ao cho".
27 Criou Deus o homem  sua imagem,
 imagem de Deus o criou;
homem e mulher [d] os criou.
28 Deus os abenoou, e lhes disse: "Sejam frteis e multipliquem-se!
Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as
aves do cu e sobre todos os animais que se movem pela terra".
29 Disse Deus: "Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda
a terra e produzem sementes, e todas as rvores que do frutos com
sementes. Elas serviro de alimento para vocs.
30 E dou todos os
vegetais como alimento a tudo o que tem em si flego de vida: a todos os
grandes animais da terra [e] , a todas as aves do cu e a todas
as criaturas que se movem rente ao cho". E assim foi.
31 E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom.
Passaram-se a tarde e a manh; esse foi o sexto dia.
Notas de rodap:
[a] 1.1-3 Ou Quando Deus comeou a criar os cus e a terra 2 sendo a
terra ..., 3 disse Deus: ...
[b] 1.26 Hebraico: Dominem eles.
[c] 1.26 A Verso Siraca diz sobre todos os animais selvagens da terra.
[d] 1.27 Hebraico: macho e fmea.
[e] 1.30 Ou os animais selvagens

GNESIS-CAPITULO-2
1 Assim foram concludos os cus e a terra, e tudo o que neles h.
2 No stimo dia Deus j havia concludo a obra que realizara, e nesse
dia descansou.
3 Abenoou Deus o stimo dia e o santificou, porque nele
descansou de toda a obra que realizara na criao.
A Origem da Humanidade
4 Esta  a histria das origens [a] dos cus e da terra, no
tempo em que foram criados:
Quando o Senhor Deus fez a terra e os cus,
5 ainda no tinha brotado
nenhum arbusto no campo, e nenhuma planta havia germinado, porque o
Senhor Deus ainda no tinha feito chover sobre a terra, e tambm no
havia homem para cultivar o solo.
6 Todavia brotava gua [b] da
terra e irrigava toda a superfcie do solo.
7 Ento o Senhor Deus
formou o homem [c] do p da terra e soprou em suas narinas o
flego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.
8 Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no den, para os lados do
leste, e ali colocou o homem que formara.
9 Ento o Senhor Deus fez
nascer do solo todo tipo de rvores agradveis aos olhos e boas para
alimento. E no meio do jardim estavam a rvore da vida e a rvore do
conhecimento do bem e do mal.
10 No den nascia um rio que irrigava o jardim, e depois se dividia em
quatro.
11 O nome do primeiro  Pisom. Ele percorre toda a terra de
Havil, onde existe ouro.
12 O ouro daquela terra  excelente; l
tambm existem o bdlio e a pedra de nix.
13 O segundo, que percorre
toda a terra de Cuxe,  o Giom.
14 O terceiro, que corre pelo lado
leste da Assria,  o Tigre. E o quarto rio  o Eufrates.
15 O Senhor Deus colocou o homem no jardim do den para cuidar dele e
cultiv-lo.
16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de
qualquer rvore do jardim,
17 mas no coma da rvore do conhecimento do
bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente voc
morrer".
18 Ento o Senhor Deus declarou: "No  bom que o homem esteja s;
farei para ele algum que o auxilie e lhe corresponda".
19 Depois que
formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do cu, o
Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o
nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome.
20 Assim
o homem deu nomes a todos os rebanhos domsticos, s aves do cu e a
todos os animais selvagens. Todavia no se encontrou para o homem [d]
algum que o auxiliasse e lhe correspondesse.
21 Ento o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto
este dormia, tirou-lhe uma das costelas [e] , fechando o lugar
com carne.
22 Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus
fez uma mulher e a levou at ele.
23 Disse ento o homem:
"Esta, sim,  osso dos meus ossos
e carne da minha carne!
Ela ser chamada mulher,
porque do homem [f] foi tirada".
24 Por essa razo, o homem deixar pai e me e se unir  sua mulher, e
eles se tornaro uma s carne.
25 O homem e sua mulher viviam nus, e no sentiam vergonha.
Notas de rodap:
[a] 2.4 Hebraico: histria da descendncia ; a mesma expresso aparece
em 5.1; 6.9; 10.1; 11.10,27; 25.12,19; 36.1,9 e 37.2.
[b] 2.6 Ou brotavam fontes ; ou ainda surgia uma neblina
[c] 2.7 Os termos homem e Ado (adam) assemelham-se  palavra terra
(adamah) no hebraico.
[d] 2.20 Ou Ado
[e] 2.21 Ou parte de um dos lados do homem ; tambm no versculo 22.
[f] 2.23 Os termos homem (ish) e mulher (ishah) formam um jogo de
palavras no hebraico.

GNESIS-CAPITULO-3
O Relato da Queda
1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o
Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou  mulher: "Foi isto mesmo que
Deus disse: ``No comam de nenhum fruto das rvores do jardim''?"
2 Respondeu a mulher  serpente: "Podemos comer do fruto das rvores
do jardim,
3 mas Deus disse: ``No comam do fruto da rvore que est
no meio do jardim, nem toquem nele; do contrrio vocs morrero''".
4 Disse a serpente  mulher: "Certamente no morrero!
5 Deus sabe
que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abriro, e vocs, como
Deus [a] , sero conhecedores do bem e do mal".
6 Quando a mulher viu que a rvore parecia agradvel ao paladar, era
atraente aos olhos e, alm disso, desejvel para dela se obter
discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que
comeu [b] tambm.
7 Os olhos dos dois se abriram, e perceberam
que estavam nus; ento juntaram folhas de figueira para cobrir-se.
8 Ouvindo o homem e sua mulher os passos [c] do Senhor Deus que
andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da
presena do Senhor Deus entre as rvores do jardim.
9 Mas o Senhor Deus
chamou o homem, perguntando: "Onde est voc?"
10 E ele respondeu: "Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo,
porque estava nu; por isso me escondi".
11 E Deus perguntou: "Quem lhe disse que voc estava nu? Voc comeu
do fruto da rvore da qual lhe proibi comer?"
12 Disse o homem: "Foi a mulher que me deste por companheira que me
deu do fruto da rvore, e eu comi".
13 O Senhor Deus perguntou ento  mulher: "Que foi que voc fez?"
Respondeu a mulher: "A serpente me enganou, e eu comi".
14 Ento o Senhor Deus declarou  serpente:
"Uma vez que voc fez isso,
maldita  voc
entre todos os rebanhos domsticos
e entre todos os animais selvagens!
Sobre o seu ventre voc rastejar,
e p comer todos os dias da sua vida.
15 Porei inimizade
entre voc e a mulher,
entre a sua descendncia
e o descendente [d] dela;
este lhe ferir a cabea,
e voc lhe ferir o calcanhar".
16  mulher, ele declarou:
"Multiplicarei grandemente
o seu sofrimento na gravidez;
com sofrimento voc dar  luz filhos.
Seu desejo ser para o seu marido,
e ele [e] a dominar".
17 E ao homem declarou:
"Visto que voc deu ouvidos  sua mulher
e comeu do fruto da rvore
da qual eu lhe ordenara
que no comesse,
maldita  a terra por sua causa;
com sofrimento voc
se alimentar dela
todos os dias da sua vida.
18 Ela lhe dar espinhos e ervas daninhas,
e voc ter que alimentar-se
das plantas do campo.
19 Com o suor do seu rosto
voc comer o seu po,
at que volte  terra,
visto que dela foi tirado;
porque voc  p,
e ao p voltar".
20 Ado deu  sua mulher o nome de Eva, pois ela seria me de toda a
humanidade.
21 O Senhor Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Ado
e sua mulher.
22 Ento disse o Senhor Deus: "Agora o homem se tornou como um de
ns, conhecendo o bem e o mal. No se deve, pois, permitir que ele tome
tambm do fruto da rvore da vida e o coma, e viva para sempre".
23 Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do den para cultivar o
solo do qual fora tirado.
24 Depois de expulsar o homem, colocou a
leste do jardim do den querubins e uma espada flamejante que se movia,
guardando o caminho para a rvore da vida.
Notas de rodap:
[a] 3.5 Ou deuses
[b] 3.6 Ou comeu e estava com ela
[c] 3.8 Ou a voz ; tambm no versculo 10.
[d] 3.15 Ou a descendncia . Hebraico: semente.
[e] 3.16 Ou ser contra o seu marido, mas ele ; ou ainda a impelir ao
seu marido, e ele

GNESIS-CAPITULO-4
Caim Mata Abel
1 Ado teve relaes com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu  luz
Caim. Disse ela: "Com o auxlio do Senhor tive um filho homem".
2 Voltou a dar  luz, desta vez a Abel, irmo dele.
Abel tornou-se pastor de ovelhas, e Caim, agricultor.
3 Passado algum
tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor .
4 Abel, por
sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O
Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta,
5 mas no aceitou Caim e
sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou.
6 O Senhor disse a Caim: "Por que voc est furioso? Por que se
transtornou o seu rosto?
7 Se voc fizer o bem, no ser aceito? Mas se
no o fizer, saiba que o pecado o ameaa  porta; ele deseja
conquist-lo, mas voc deve domin-lo".
8 Disse, porm, Caim a seu irmo Abel: "Vamos para o campo". [a]
Quando estavam l, Caim atacou seu irmo Abel e o matou.
9 Ento o Senhor perguntou a Caim: "Onde est seu irmo Abel?"
Respondeu ele: "No sei; sou eu o responsvel por meu irmo?"
10 Disse o Senhor : "O que foi que voc fez? Escute! Da terra o
sangue do seu irmo est clamando.
11 Agora amaldioado  voc pela
terra [b] , que abriu a boca para receber da sua mo o sangue do
seu irmo.
12 Quando voc cultivar a terra, esta no lhe dar mais da
sua fora. Voc ser um fugitivo errante pelo mundo".
13 Disse Caim ao Senhor : "Meu castigo  maior do que posso suportar.
14 Hoje me expulsas desta terra, e terei que me esconder da tua face;
serei um fugitivo errante pelo mundo, e qualquer que me encontrar me
matar".
15 Mas o Senhor lhe respondeu: "No ser assim [c] ; se algum
matar Caim, sofrer sete vezes a vingana". E o Senhor colocou em Caim
um sinal, para que ningum que viesse a encontr-lo o matasse.
16 Ento
Caim afastou-se da presena do Senhor e foi viver na terra de Node
[d] , a leste do den.
Os Descendentes de Caim
17 Caim teve relaes com sua mulher, e ela engravidou e deu  luz
Enoque. Depois Caim fundou uma cidade,  qual deu o nome do seu filho
Enoque.
18 A Enoque nasceu Irade, Irade gerou a Meujael, Meujael a
Metusael, e Metusael a Lameque.
19 Lameque tomou duas mulheres: uma chamava-se Ada e a outra, Zil.
20 Ada deu  luz Jabal, que foi o pai daqueles que moram em tendas e
criam rebanhos.
21 O nome do irmo dele era Jubal, que foi o pai de todos os
que tocam harpa e flauta.
22 Zil tambm deu  luz um filho, chamado
Tubalcaim, que fabricava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro
[e] . Tubalcaim teve uma irm chamada Naam.
23 Disse Lameque s suas mulheres:
"Ada e Zil, ouam-me;
mulheres de Lameque,
escutem minhas palavras:
Eu matei um homem porque me feriu,
e um menino, porque me machucou.
24 Se Caim  vingado sete vezes,
Lameque o ser setenta e sete".
O Nascimento de Sete
25 Novamente Ado teve relaes com sua mulher, e ela deu  luz outro
filho, a quem chamou Sete, dizendo: "Deus me concedeu um filho no
lugar de Abel, visto que Caim o matou".
26 Tambm a Sete nasceu um
filho, a quem deu o nome de Enos.
Nessa poca comeou-se a invocar [f] o nome do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 4.8 Conforme o Pentateuco Samaritano, a Septuaginta, a Vulgata e a
Verso Siraca. O Texto Massortico no traz "Vamos para o campo".
[b] 4.11 Ou amaldioado  voc e expulso da terra ; ou ainda
amaldioado  voc mais do que a terra
[c] 4.15 Conforme a Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca.
[d] 4.16 Node significa peregrinao.
[e] 4.22 Ou que ensinou todos os que trabalham o bronze e o ferro
[f] 4.26 Ou proclamar

GNESIS-CAPITULO-5
A Descendncia de Ado
1 Este  o registro da descendncia de Ado:
Quando Deus criou o homem,  semelhana de Deus o fez;
2 homem e mulher
os criou. Quando foram criados, ele os abenoou e os chamou
[a] .
3 Aos 130 anos, Ado gerou um filho  sua semelhana, conforme a sua
imagem; e deu-lhe o nome de Sete.
4 Depois que gerou Sete, Ado viveu
800 anos e gerou outros filhos e filhas.
5 Viveu ao todo 930 anos e morreu.
6 Aos 105 anos, Sete gerou [b] Enos.
7 Depois que gerou Enos,
Sete viveu 807 anos e gerou outros filhos e filhas.
8 Viveu ao todo 912
anos e morreu.
9 Aos 90 anos, Enos gerou Cain.
10 Depois que gerou Cain, Enos viveu
815 anos e gerou outros filhos e filhas.
11 Viveu ao todo 905 anos e morreu.
12 Aos 70 anos, Cain gerou Maalaleel.
13 Depois que gerou Maalaleel,
Cain viveu 840 anos e gerou outros filhos e filhas.
14 Viveu ao todo
910 anos e morreu.
15 Aos 65 anos, Maalaleel gerou Jarede.
16 Depois que gerou Jarede,
Maalaleel viveu 830 anos e gerou outros filhos e filhas.
17 Viveu ao
todo 895 anos e morreu.
18 Aos 162 anos, Jarede gerou Enoque.
19 Depois que gerou Enoque,
Jarede viveu 800 anos e gerou outros filhos e filhas.
20 Viveu ao todo
962 anos e morreu.
21 Aos 65 anos, Enoque gerou Matusalm.
22 Depois que gerou Matusalm,
Enoque andou com Deus 300 anos e gerou outros filhos e filhas.
23 Viveu ao todo 365 anos.
24 Enoque andou com Deus; e j no foi encontrado,
pois Deus o havia arrebatado.
25 Aos 187 anos, Matusalm gerou Lameque.
26 Depois que gerou Lameque,
Matusalm viveu 782 anos e gerou outros filhos e filhas.
27 Viveu ao
todo 969 anos e morreu.
28 Aos 182 anos, Lameque gerou um filho.
29 Deu-lhe o nome de No e
disse: "Ele nos aliviar do nosso trabalho e do sofrimento de nossas
mos, causados pela terra que o Senhor amaldioou".
30 Depois que No
nasceu, Lameque viveu 595 anos e gerou outros filhos e filhas.
31 Viveu
ao todo 777 anos e morreu.
32 Aos 500 anos, No tinha gerado Sem, Cam e Jaf.
Notas de rodap:
[a] 5.2 Hebraico: Adam.
[b] 5.6 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral; tambm nos
versculos 7-26.

GNESIS-CAPITULO-6
A Corrupo da Humanidade
1 Quando os homens comearam a multiplicar-se na terra e lhes nasceram
filhas,
2 os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram
bonitas, e escolheram para si aquelas que lhes agradaram.
3 Ento disse
o Senhor : "Por causa da perversidade do homem [a] , meu
Esprito [b] no contender com ele [c] para sempre; ele
s viver cento e vinte anos".
4 Naqueles dias havia nefilins [d] na terra, e tambm
posteriormente, quando os filhos de Deus possuram as filhas dos homens
e elas lhes deram filhos. Eles foram os heris do passado, homens
famosos.
5 O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e
que toda a inclinao dos pensamentos do seu corao era sempre e
somente para o mal.
6 Ento o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem
sobre a terra, e isso cortou-lhe o corao.
7 Disse o Senhor: "Farei
desaparecer da face da terra o homem que criei, os homens e tambm os
grandes animais e os pequenos e as aves do cu. Arrependo-me de hav-los
feito".
8 A No, porm, o Senhor mostrou benevolncia.
A Arca de No
9 Esta  a histria da famlia de No:
No era homem justo, ntegro entre o povo da sua poca; ele andava com
Deus.
10 No gerou trs filhos: Sem, Cam e Jaf.
11 Ora, a terra estava corrompida aos olhos de Deus e cheia de
violncia.
12 Ao ver como a terra se corrompera, pois toda a humanidade
havia corrompido a sua conduta,
13 Deus disse a No: "Darei fim a
todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violncia por causa
deles. Eu os destruirei com a terra.
14 Voc, porm, far uma arca de
madeira de cipreste [e] ; divida-a em compartimentos e revista-a
de piche por dentro e por fora.
15 Faa-a com cento e trinta e cinco
metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze
metros e meio de altura [f] .
16 Faa-lhe um teto com um vo de
quarenta e cinco centmetros [g] entre o teto e corpo da arca.
Coloque uma porta lateral na arca e faa um andar superior, um mdio e
um inferior.
17 "Eis que vou trazer guas sobre a terra, o Dilvio, para destruir
debaixo do cu toda criatura que tem flego de vida. Tudo o que h na
terra perecer.
18 Mas com voc estabelecerei a minha aliana, e voc
entrar na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus
filhos.
19 Faa entrar na arca um casal de cada um dos seres vivos,
macho e fmea, para conserv-los vivos com voc.
20 De cada espcie de
ave, de cada espcie de animal grande e de cada espcie de animal
pequeno que se move rente ao cho vir um casal a voc para que sejam
conservados vivos.
21 E armazene todo tipo de alimento, para que voc e
eles tenham mantimento".
22 No fez tudo exatamente como Deus lhe tinha ordenado.
Notas de rodap:
[a] 6.3 Ou Por ser o homem mortal
[b] 6.3 Ou o esprito que lhe dei
[c] 6.3 Ou no permanecer nele
[d] 6.4 Possivelmente gigantes ou homens poderosos. Veja tambm Nm
13.33.
[e] 6.14 Ou de cipreste e de juncos
[f] 6.15 Hebraico: 300 cvados de comprimento, 50 cvados de largura e
30 cvados de altura . O cvado era uma medida linear de cerca de 45
centmetros.
[g] 6.16 Ou Faa-lhe uma abertura para a luz no topo, de 45
centmetros,

GNESIS-CAPITULO-7
1 Ento o Senhor disse a No: "Entre na arca, voc e toda a sua
famlia, porque voc  o nico justo que encontrei nesta gerao.
2 Leve com voc sete casais de cada espcie de animal puro, macho e fmea,
e um casal de cada espcie de animal impuro, macho e fmea,
3 e leve
tambm sete casais de aves de cada espcie, macho e fmea, a fim de
preserv-las em toda a terra.
4 Daqui a sete dias farei chover sobre a
terra quarenta dias e quarenta noites, e farei desaparecer da face da
terra todos os seres vivos que fiz".
5 E No fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado.
O Dilvio
6 No tinha seiscentos anos de idade quando as guas do Dilvio vieram
sobre a terra.
7 No, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus
filhos entraram na arca, por causa das guas do Dilvio.
8 Casais de
animais grandes, puros e impuros, de aves e de todos os animais pequenos
que se movem rente ao cho
9 vieram a No e entraram na arca, como Deus
tinha ordenado a No.
10 E depois dos sete dias, as guas do Dilvio
vieram sobre a terra.
11 No dia em que No completou seiscentos anos, um ms e dezessete
dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram,
e as comportas do cu se abriram.
12 E a chuva caiu sobre a terra
quarenta dias e quarenta noites.
13 Naquele mesmo dia, No e seus filhos, Sem, Cam e Jaf, com sua
mulher e com as mulheres de seus trs filhos, entraram na arca.
14 Com
eles entraram todos os animais de acordo com as suas espcies: todos os
animais selvagens, todos os rebanhos domsticos, todos os demais seres
vivos que se movem rente ao cho e todas as criaturas que tm asas:
todas as aves e todos os outros animais que voam.
15 Casais de todas as
criaturas que tinham flego de vida vieram a No e entraram na arca.
16 Os animais que entraram foram um macho e uma fmea de cada ser vivo,
conforme Deus ordenara a No. Ento o Senhor fechou a porta.
17 Quarenta dias durou o Dilvio, e as guas aumentaram e elevaram a
arca acima da terra.
18 As guas prevaleceram, aumentando muito sobre a
terra, e a arca flutuava na superfcie das guas.
19 As guas dominavam
cada vez mais a terra, e foram cobertas todas as altas montanhas debaixo
do cu.
20 As guas subiram at quase sete metros [a] acima das montanhas.
21 Todos os seres vivos que se movem sobre a terra
pereceram: aves, rebanhos domsticos, animais selvagens, todas as
pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade.
22 Tudo o
que havia em terra seca e tinha nas narinas o flego de vida morreu.
23 Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os
homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente
ao cho e as aves do cu foram exterminados da terra. S restaram No e
aqueles que com ele estavam na arca.
24 E as guas prevaleceram sobre a terra cento e cinqenta dias.
Notas de rodap:
[a] 7.20 Hebraico: 15 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.

GNESIS-CAPITULO-8
O Fim do Dilvio
1 Ento Deus lembrou-se de No e de todos os animais selvagens e
rebanhos domsticos que estavam com ele na arca, e enviou um vento sobre
a terra, e as guas comearam a baixar.
2 As fontes das profundezas e as comportas do cu se fecharam, e a
chuva parou.
3 As guas foram baixando pouco a pouco sobre a terra. Ao
fim de cento e cinqenta dias, as guas tinham diminudo,
4 e, no
dcimo stimo dia do stimo ms, a arca pousou nas montanhas de Ararate.
5 As guas continuaram a baixar at o dcimo ms, e no primeiro dia do
dcimo ms apareceram os topos das montanhas.
6 Passados quarenta dias, No abriu a janela que fizera na arca.
7 Esperando que a terra j tivesse aparecido, No soltou um corvo, mas
este ficou dando voltas.
8 Depois soltou uma pomba para ver se as guas
tinham diminudo na superfcie da terra.
9 Mas a pomba no encontrou
lugar onde pousar os ps porque as guas ainda cobriam toda a superfcie
da terra e, por isso, voltou para a arca, a No. Ele estendeu a mo para
fora, apanhou a pomba e a trouxe de volta para dentro da arca.
10 No
esperou mais sete dias e soltou novamente a pomba.
11 Ao entardecer,
quando a pomba voltou, trouxe em seu bico uma folha nova de oliveira.
No ento ficou sabendo que as guas tinham diminudo sobre a terra.
12 Esperou ainda outros sete dias e de novo soltou a pomba, mas desta vez
ela no voltou.
13 No primeiro dia do primeiro ms do ano seiscentos e um da vida de
No, secaram-se as guas na terra. No ento removeu o teto da arca e
viu que a superfcie da terra estava seca.
14 No vigsimo stimo dia do
segundo ms, a terra estava completamente seca.
15 Ento Deus disse a No:
16 "Saia da arca, voc e sua mulher, seus
filhos e as mulheres deles.
17 Faa que saiam tambm todos os animais
que esto com voc: as aves, os grandes animais e os pequenos que se
movem rente ao cho. Faa-os sair para que se espalhem pela terra, sejam
frteis e se multipliquem".
18 Ento No saiu da arca com sua mulher e seus filhos e as mulheres
deles,
19 e com todos os grandes animais e os pequenos que se movem
rente ao cho e todas as aves. Tudo o que se move sobre a terra saiu da
arca, uma espcie aps outra.
20 Depois No construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns
animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto [a] ,
queimando-os sobre o altar.
21 O Senhor sentiu o aroma agradvel e
disse a si mesmo: "Nunca mais amaldioarei a terra por causa do homem,
pois o seu corao  inteiramente inclinado para o mal desde a infncia.
E nunca mais destruirei todos os seres vivos [b] como fiz desta vez.
22 "Enquanto durar a terra,
plantio e colheita,
frio e calor,
vero e inverno,
dia e noite
jamais cessaro".
Notas de rodap:
[a] 8.20 Isto , sacrifcio totalmente queimado.
[b] 8.21 Ou toda a raa humana

GNESIS-CAPITULO-9
A Aliana de Deus com No
1 Deus abenoou No e seus filhos, dizendo-lhes: "Sejam frteis,
multipliquem-se e encham a terra.
2 Todos os animais da terra tremero
de medo diante de vocs: os animais selvagens, as aves do cu, as
criaturas que se movem rente ao cho e os peixes do mar; eles esto
entregues em suas mos.
3 Tudo o que vive e se move servir de alimento
para vocs. Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as
coisas.
4 "Mas no comam carne com sangue, que  vida.
5 A todo aquele que
derramar sangue, tanto homem como animal, pedirei contas; a cada um
pedirei contas da vida do seu prximo.
6 "Quem derramar sangue do homem,
pelo homem seu sangue ser derramado;
porque  imagem de Deus
foi o homem criado.
7 "Mas vocs, sejam frteis e multipliquem-se; espalhem-se pela terra
e proliferem nela [a] ".
8 Ento disse Deus a No e a seus filhos, que estavam com ele:
9 "Vou estabelecer a minha aliana com vocs e com os seus futuros
descendentes,
10 e com todo ser vivo que est com vocs: as aves, os
rebanhos domsticos e os animais selvagens, todos os que saram da arca
com vocs, todos os seres vivos da terra.
11 Estabeleo uma aliana com
vocs: Nunca mais ser ceifada nenhuma forma de vida pelas guas de um
dilvio; nunca mais haver dilvio para destruir a terra".
12 E Deus prosseguiu: "Este  o sinal da aliana que estou fazendo
entre mim e vocs e com todos os seres vivos que esto com vocs, para
todas as geraes futuras:
13 o meu arco que coloquei nas nuvens. Ser
o sinal da minha aliana com a terra.
14 Quando eu trouxer nuvens sobre
a terra e nelas aparecer o arco-ris,
15 ento me lembrarei da minha
aliana com vocs e com os seres vivos de todas as espcies [b] .
Nunca mais as guas se tornaro um dilvio para destruir toda forma de
vida [c] .
16 Toda vez que o arco-ris estiver nas nuvens,
olharei para ele e me lembrarei da aliana eterna entre Deus e todos os
seres vivos de todas as espcies que vivem na terra".
17 Concluindo, disse Deus a No: "Esse  o sinal da aliana que
estabeleci entre mim e toda forma de vida que h sobre a terra".
Os Filhos de No
18 Os filhos de No que saram da arca foram Sem, Cam e Jaf. Cam  o
pai de Cana.
19 Esses foram os trs filhos de No; a partir deles toda
a terra foi povoada.
20 No, que era agricultor, foi o primeiro a plantar uma vinha.
21 Bebeu do vinho, embriagou-se e ficou nu dentro da sua tenda.
22 Cam,
pai de Cana, viu a nudez do pai e foi contar aos dois irmos que
estavam do lado de fora.
23 Mas Sem e Jaf pegaram a capa,
levantaram-na sobre os ombros e, andando de costas para no verem a
nudez do pai, cobriram-no.
24 Quando No acordou do efeito do vinho e descobriu o que seu filho
caula lhe havia feito,
25 disse:
"Maldito seja Cana!
Escravo de escravos
ser para os seus irmos".
26 Disse ainda:
"Bendito seja o Senhor ,
o Deus de Sem!
E seja Cana seu escravo.
27 Amplie Deus o territrio de Jaf;
habite ele nas tendas de Sem,
e seja Cana seu escravo".
28 Depois do Dilvio No viveu trezentos e cinqenta anos.
29 Viveu ao
todo novecentos e cinqenta anos e morreu.
Notas de rodap:
[a] 9.7 Possivelmente e a dominem
[b] 9.15 Hebraico: de toda carne ; tambm no versculo 16.
[c] 9.15 Hebraico: toda carne ; tambm no versculo 17.

GNESIS-CAPITULO-10
A Origem dos Povos
1 Este  o registro da descendncia de Sem, Cam e Jaf, filhos de No.
Os filhos deles nasceram depois do Dilvio.
Os Jafetitas
2 Estes foram os filhos [a] de Jaf:
Gmer, Magogue, Madai, Jav, Tubal,
Meseque e Tirs.
3 Estes foram os filhos de Gmer:
Asquenaz, Rifate e Togarma.
4 Estes foram os filhos de Jav:
Elis, Trsis, Quitim e Rodanim [b] .
5 Deles procedem os povos
martimos, os quais se separaram em seu territrio, conforme a sua
lngua, cada um segundo os cls de suas naes.
Os Camitas
6 Estes foram os filhos de Cam:
Cuxe, Mizraim [c] , Fute e Cana.
7 Estes foram os filhos de Cuxe:
Seb, Havil, Sabt, Raam e Sabtec.
Estes foram os filhos de Raam:
Sab e Ded.
8 Cuxe gerou [d] tambm Ninrode, o primeiro homem poderoso na
terra.
9 Ele foi o mais valente dos caadores [e] , e por isso
se diz: "Valente como Ninrode".
10 No incio o seu reino abrangia
Babel, Ereque, Acade e Caln [f] , na terra de Sinear [g].
11 Dessa terra ele partiu para a Assria, onde fundou Nnive,
Reobote-Ir [h] , Cal
12 e Resm, que fica entre Nnive e Cal,
a grande cidade.
13 Mizraim gerou os luditas, os anamitas, os leabitas, os naftutas,
14 os patrusitas, os caslutas, dos quais se originaram os filisteus, e
os caftoritas.
15 Cana gerou Sidom, seu filho mais velho, e Hete [i] ,
16 como tambm os jebuseus, os amorreus, os girgaseus,
17 os heveus, os
arqueus, os sineus,
18 os arvadeus, os zemareus e os hamateus.
Posteriormente, os cls cananeus se espalharam.
19 As fronteiras de
Cana estendiam-se desde Sidom, iam at Gerar, e chegavam a Gaza e, de
l, prosseguiam at Sodoma, Gomorra, Adm e Zeboim, chegando at Lasa.
20 So esses os descendentes de Cam, conforme seus cls e lnguas, em
seus territrios e naes.
Os Semitas
21 Sem, irmo mais velho de Jaf [j] , tambm gerou filhos. Sem
foi o antepassado de todos os filhos de Hber.
22 Estes foram os filhos de Sem:
Elo, Assur, Arfaxade, Lude e Ar.
23 Estes foram os filhos de Ar:
Uz, Hul, Gter e Meseque [k] .
24 Arfaxade gerou Sal [l] , e este gerou Hber.
25 A Hber nasceram dois filhos:
um deles se chamou Pelegue, porque em sua poca a terra foi dividida;
seu irmo chamou-se Joct.
26 Joct gerou Almod, Salefe, Hazarmav, Jer,
27 Adoro, Uzal, Dicla,
28 Obal, Abimael, Sab,
29 Ofir, Havil e Jobabe. Todos esses
foram filhos de Joct.
30 A regio onde viviam estendia-se de Messa at Sefar, nas colinas ao
leste.
31 So esses os descendentes de Sem, conforme seus cls e lnguas, em
seus territrios e naes.
32 So esses os cls dos filhos de No, distribudos em suas naes,
conforme a histria da sua descendncia. A partir deles, os povos se
dispersaram pela terra, depois do Dilvio.
Notas de rodap:
[a] 10.2 Filhos pode significar descendentes ou sucessores ou naes;
tambm nos versculos 3, 4, 6, 7, 20-23 e 29.
[b] 10.4 Alguns manuscritos dizem Dodanim.
[c] 10.6 Isto , Egito; tambm no versculo 13.
[d] 10.8 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor;
tambm nos versculos 13, 15, 24 e 26.
[e] 10.9 Hebraico: valente caador diante do Senhor.
[f] 10.10 Ou e todos eles
[g] 10.10 Isto , Babilnia.
[h] 10.11 Ou Nnive com as praas da cidade
[i] 10.15 Ou os sidnios, os primeiros, e os hititas
[j] 10.21 Ou Sem, cujo irmo mais velho era Jaf
[k] 10.23 Alguns manuscritos dizem Ms.
[l] 10.24 A Septuaginta diz gerou Cain, e Cain gerou Sal.

GNESIS-CAPITULO-11
A Torre de Babel
1 No mundo todo havia apenas uma lngua, um s modo de falar.
2 Saindo os homens do [a] Oriente, encontraram uma plancie em
Sinear e ali se fixaram.
3 Disseram uns aos outros: "Vamos fazer tijolos e queim-los bem".
Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa.
4 Depois disseram: "Vamos construir uma cidade, com uma torre que
alcance os cus. Assim nosso nome ser famoso e no seremos espalhados
pela face da terra".
5 O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam
construindo.
6 E disse o Senhor : "Eles so um s povo e falam uma s
lngua, e comearam a construir isso. Em breve nada poder impedir o que
planejam fazer.
7 Venham, desamos e confundamos a lngua que falam,
para que no entendam mais uns aos outros".
8 Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de
construir a cidade.
9 Por isso foi chamada Babel [b] , porque
ali o Senhor confundiu a lngua de todo o mundo. Dali o Senhor os
espalhou por toda a terra.
A Descendncia de Sem
10 Este  o registro da descendncia de Sem:
Dois anos depois do Dilvio, aos 100 anos de idade, Sem gerou [c]
Arfaxade.
11 E depois de ter gerado Arfaxade, Sem viveu 500 anos e
gerou outros filhos e filhas.
12 Aos 35 anos, Arfaxade gerou Sal.
13 Depois que gerou Sal,
Arfaxade viveu 403 anos e gerou outros filhos e filhas. [d]
14 Aos 30 anos, Sal gerou Hber.
15 Depois que gerou Hber, Sal
viveu 403 anos e gerou outros filhos e filhas.
16 Aos 34 anos, Hber gerou Pelegue.
17 Depois que gerou Pelegue,
Hber viveu 430 anos e gerou outros filhos e filhas.
18 Aos 30 anos, Pelegue gerou Re.
19 Depois que gerou Re, Pelegue
viveu 209 anos e gerou outros filhos e filhas.
20 Aos 32 anos, Re gerou Serugue.
21 Depois que gerou Serugue, Re
viveu 207 anos e gerou outros filhos e filhas.
22 Aos 30 anos, Serugue gerou Naor.
23 Depois que gerou Naor, Serugue
viveu 200 anos e gerou outros filhos e filhas.
24 Aos 29 anos, Naor gerou Ter.
25 Depois que gerou Ter, Naor viveu
119 anos e gerou outros filhos e filhas.
26 Aos 70 anos, Ter havia gerado Abro, Naor e Har.
27 Esta  a histria da famlia de Ter:
Ter gerou Abro, Naor e Har. E Har gerou L.
28 Har morreu em Ur
dos caldeus, sua terra natal, quando ainda vivia Ter, seu pai.
29 Tanto Abro como Naor casaram-se. O nome da mulher de Abro era Sarai, e
o nome da mulher de Naor era Milca; esta era filha de Har, pai de Milca
e de Isc.
30 Ora, Sarai era estril; no tinha filhos.
31 Ter tomou seu filho Abro, seu neto L, filho de Har, e sua nora
Sarai, mulher de seu filho Abro, e juntos partiram de Ur dos caldeus
para Cana. Mas, ao chegarem a Har, estabeleceram-se ali.
32 Ter viveu 205 anos e morreu em Har.
Notas de rodap:
[a] 11.2 Ou para o Oriente
[b] 11.9 Isto , Babilnia.
[c] 11.10 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor;
tambm nos versculos 11-25.
[d] 11.12,13 A Septuaginta diz Aos 35 anos, Arfaxade gerou Cain.
13Depois que gerou Cain, Arfaxade viveu 430 anos e gerou outros filhos
e filhas, e ento morreu. Aos 130 anos, Cain gerou Sal. Depois que
gerou Sal, Cain viveu 330 anos e gerou outros filhos e filhas. Veja Gn
10.24 e Lc 3.35,36.

GNESIS-CAPITULO-12
O Chamado de Abro
1 Ento o Senhor disse a Abro: "Saia da sua terra, do meio dos seus
parentes e da casa de seu pai, e v para a terra que eu lhe mostrarei.
2 "Farei de voc um grande povo,
e o abenoarei.
Tornarei famoso o seu nome,
e voc ser uma bno.
3 Abenoarei os que o abenoarem
e amaldioarei os que o amaldioarem;
e por meio de voc
todos os povos da terra
sero abenoados".
4 Partiu Abro, como lhe ordenara o Senhor , e L foi com ele. Abro
tinha setenta e cinco anos quando saiu de Har.
5 Levou sua mulher
Sarai, seu sobrinho L, todos os bens que haviam acumulado e os seus
servos, comprados em Har; partiram para a terra de Cana e l chegaram.
6 Abro atravessou a terra at o lugar do carvalho de Mor, em Siqum.
Naquela poca os cananeus habitavam essa terra.
7 O Senhor apareceu a Abro e disse: " sua descendncia darei esta
terra". Abro construiu ali um altar dedicado ao Senhor , que lhe
havia aparecido.
8 Dali prosseguiu em direo s colinas a leste de
Betel, onde armou acampamento, tendo Betel a oeste e Ai a leste.
Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor .
9 Depois Abro partiu e prosseguiu em direo ao Neguebe.Abro no Egito
10 Houve fome naquela terra, e Abro desceu ao Egito para ali viver
algum tempo, pois a fome era rigorosa.
11 Quando estava chegando ao
Egito, disse a Sarai, sua mulher: "Bem sei que voc  bonita.
12 Quando os egpcios a virem, diro: ``Esta  a mulher dele''. E me
mataro, mas deixaro voc viva.
13 Diga que  minha irm, para que me
tratem bem por amor a voc e minha vida seja poupada por sua causa".
14 Quando Abro chegou ao Egito, viram os egpcios que Sarai era uma
mulher muito bonita.
15 Vendo-a, os homens da corte do fara a
elogiaram diante do fara, e ela foi levada ao seu palcio.
16 Ele
tratou bem a Abro por causa dela, e Abro recebeu ovelhas e bois,
jumentos e jumentas, servos e servas, e camelos.
17 Mas o Senhor puniu o fara e sua corte com graves doenas, por causa
de Sarai, mulher de Abro.
18 Por isso o fara mandou chamar Abro e
disse: "O que voc fez comigo? Por que no me falou que ela era sua
mulher?
19 Por que disse que era sua irm? Foi por isso que eu a tomei
para ser minha mulher. A est a sua mulher. Tome-a e v!"
20 A
seguir o fara deu ordens para que providenciassem o necessrio para que
Abro partisse, com sua mulher e com tudo o que possua.

GNESIS-CAPITULO-13
A Desavena entre Abro e L
1 Saiu, pois, Abro do Egito e foi para o Neguebe, com sua mulher e
com tudo o que possua, e L foi com ele.
2 Abro tinha enriquecido
muito, tanto em gado como em prata e ouro.
3 Ele partiu do Neguebe em direo a Betel, indo de um lugar a outro,
at que chegou ao lugar entre Betel e Ai onde j havia armado
acampamento anteriormente
4 e onde, pela primeira vez, tinha construdo
um altar. Ali Abro invocou o nome do Senhor .
5 L, que acompanhava Abro, tambm possua rebanhos e tendas.
6 E no
podiam morar os dois juntos na mesma regio, porque possuam tantos bens
que a terra no podia sustent-los.
7 Por isso surgiu uma desavena
entre os pastores dos rebanhos de Abro e os de L. Nessa poca os
cananeus e os ferezeus habitavam aquela terra.
8 Ento Abro disse a L: "No haja desavena entre mim e voc, ou
entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmos!
9 A est a
terra inteira diante de voc. Vamos separar-nos. Se voc for para a
esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a
esquerda".
10 Olhou ento L e viu todo o vale do Jordo, todo ele bem irrigado,
at Zoar; era como o jardim do Senhor , como a terra do Egito. Isto se
deu antes de o Senhor destruir Sodoma e Gomorra.
11 L escolheu todo o
vale do Jordo e partiu em direo ao leste. Assim os dois se separaram:
12 Abro ficou na terra de Cana, mas L mudou seu acampamento para um
lugar prximo a Sodoma, entre as cidades do vale.
13 Ora, os homens de
Sodoma eram extremamente perversos e pecadores contra o Senhor .
A Promessa de Deus a Abro
14 Disse o Senhor a Abro, depois que L separou-se dele: "De onde
voc est, olhe para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste:
15 toda a terra que voc est vendo darei a voc e  sua descendncia
para sempre.
16 Tornarei a sua descendncia to numerosa como o p da
terra. Se for possvel contar o p da terra, tambm se poder contar a
sua descendncia.
17 Percorra esta terra de alto a baixo, de um lado a
outro, porque eu a darei a voc".
18 Ento Abro mudou seu acampamento e passou a viver prximo aos
carvalhos de Manre, em Hebrom, onde construiu um altar dedicado ao
Senhor .

GNESIS-CAPITULO-14
Abro Socorre L
1 Naquela poca Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar,
Quedorlaomer, rei de Elo, e Tidal, rei de Goim,
2 foram  guerra
contra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, contra Sinabe,
rei de Adm, contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Bel, que
 Zoar.
3 Todos esses ltimos juntaram suas tropas no vale de Sidim,
onde fica o mar Salgado [a] .
4 Doze anos estiveram sujeitos a
Quedorlaomer, mas no dcimo terceiro ano se rebelaram.
5 No dcimo quarto ano, Quedorlaomer e os reis que a ele tinham-se
aliado derrotaram os refains em Asterote-Carnaim, os zuzins em H, os
emins em Sav-Quiriataim
6 e os horeus desde os montes de Seir at
El-Par, prximo ao deserto.
7 Depois, voltaram e foram para
En-Mispate, que  Cades, e conquistaram todo o territrio dos
amalequitas e dos amorreus que viviam em Hazazom-Tamar.
8 Ento os reis de Sodoma, de Gomorra, de Adm, de Zeboim e de Bel,
que  Zoar, marcharam e tomaram posio de combate no vale de Sidim
9 contra Quedorlaomer, rei de Elo, contra Tidal, rei de Goim, contra
Anrafel, rei de Sinear, e contra Arioque, rei de Elasar. Eram quatro
reis contra cinco.
10 Ora, o vale de Sidim era cheio de poos de betume
e, quando os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram, alguns dos seus homens
caram nos poos e o restante escapou para os montes.
11 Os vencedores
saquearam todos os bens de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento,
e partiram.
12 Levaram tambm L, sobrinho de Abro, e os bens que ele
possua, visto que morava em Sodoma.
13 Mas algum que tinha escapado veio e relatou tudo a Abro, o hebreu,
que vivia prximo aos carvalhos de Manre, o amorreu. Manre e os seus
irmos [b] Escol e Aner eram aliados de Abro.
14 Quando Abro
ouviu que seu parente fora levado prisioneiro, mandou convocar os
trezentos e dezoito homens treinados, nascidos em sua casa, e saiu em
perseguio aos inimigos at D.
15 Atacou-os durante a noite em
grupos, e assim os derrotou, perseguindo-os at Hob, ao norte [c]
de Damasco.
16 Recuperou todos os bens e trouxe de volta seu parente
L com tudo o que possua, com as mulheres e o restante dos
prisioneiros.
Melquisedeque Abenoa Abro
17 Voltando Abro da vitria sobre Quedorlaomer e sobre os reis que a
ele se haviam aliado, o rei de Sodoma foi ao seu encontro no vale de
Sav, isto , o vale do Rei.
18 Ento Melquisedeque, rei de Salm [d] e sacerdote do Deus
Altssimo, trouxe po e vinho
19 e abenoou Abro, dizendo:
"Bendito seja Abro
pelo Deus Altssimo,
Criador [e] dos cus e da terra.
20 E bendito seja o Deus Altssimo,
que entregou seus inimigos
em suas mos".
E Abro lhe deu o dzimo de tudo.
21 O rei de Sodoma disse a Abro: "D-me as pessoas e pode ficar com
os bens".
22 Mas Abro respondeu ao rei de Sodoma: "De mos levantadas ao
Senhor , o Deus Altssimo, Criador dos cus e da terra, juro
23 que no
aceitarei nada do que lhe pertence, nem mesmo um cordo ou uma correia
de sandlia, para que voc jamais venha a dizer: ``Eu enriqueci
Abro''.
24 Nada aceitarei, a no ser o que os meus servos comeram e a
poro pertencente a Aner, Escol e Manre, os quais me acompanharam. Que
eles recebam a sua poro".
Notas de rodap:
[a] 14.3 Isto , o mar Morto.
[b] 14.13 Ou parentes ; ou ainda aliados
[c] 14.15 Hebraico:  esquerda.
[d] 14.18 Isto , Jerusalm.
[e] 14.19 Ou Dono ; tambm no versculo 22.

GNESIS-CAPITULO-15
A Aliana de Deus com Abro
1 Depois dessas coisas o Senhor falou a Abro numa viso:
"No tenha medo, Abro!
Eu sou o seu escudo;
grande ser a sua recompensa!"
2 Mas Abro perguntou: " Soberano Senhor, que me dars, se continuo
sem filhos e o herdeiro do que possuo  Elizer de Damasco?"
3 E
acrescentou: "Tu no me deste filho algum! Um servo da minha casa ser
o meu herdeiro!"
4 Ento o Senhor deu-lhe a seguinte resposta: "Seu herdeiro no ser
esse. Um filho gerado por voc mesmo ser o seu herdeiro".
5 Levando-o para fora da tenda, disse-lhe: "Olhe para o cu e conte as
estrelas, se  que pode cont-las". E prosseguiu: "Assim ser a sua
descendncia".
6 Abro creu no Senhor , e isso lhe foi creditado como justia.
7 Disse-lhe ainda: "Eu sou o Senhor , que o tirei de Ur dos caldeus
para dar-lhe esta terra como herana".
8 Perguntou-lhe Abro: " Soberano Senhor , como posso saber que
tomarei posse dela?"
9 Respondeu-lhe o Senhor : "Traga-me uma novilha, uma cabra e um
carneiro, todos com trs anos de vida, e tambm uma rolinha e um
pombinho".
10 Abro trouxe todos esses animais, cortou-os ao meio e colocou cada
metade em frente  outra; as aves, porm, ele no cortou.
11 Nisso,
aves de rapina comearam a descer sobre os cadveres, mas Abro as
enxotava.
12 Ao pr-do-sol, Abro foi tomado de sono profundo, e eis que vieram
sobre ele trevas densas e apavorantes.
13 Ento o Senhor lhe disse:
"Saiba que os seus descendentes sero estrangeiros numa terra que no
lhes pertencer, onde tambm sero escravizados e oprimidos por
quatrocentos anos.
14 Mas eu castigarei a nao a quem serviro como
escravos e, depois de tudo, sairo com muitos bens.
15 Voc, porm, ir
em paz a seus antepassados e ser sepultado em boa velhice.
16 Na
quarta gerao, os seus descendentes voltaro para c, porque a maldade
dos amorreus ainda no atingiu a medida completa".
17 Depois que o sol se ps e veio a escurido, eis que um fogareiro
esfumaante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaos dos
animais.
18 Naquele dia o Senhor fez a seguinte aliana com Abro:
"Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito at o
grande rio, o Eufrates:
19 a terra dos queneus, dos quenezeus, dos
cadmoneus,
20 dos hititas, dos ferezeus, dos refains,
21 dos amorreus,
dos cananeus, dos girgaseus e dos jebuseus".

GNESIS-CAPITULO-16
O Nascimento de Ismael
1 Ora, Sarai, mulher de Abro, no lhe dera nenhum filho. Como tinha
uma serva egpcia, chamada Hagar,
2 disse a Abro: "J que o Senhor
me impediu de ter filhos, possua a minha serva; talvez eu possa formar
famlia por meio dela". Abro atendeu  proposta de Sarai.
3 Quando
isso aconteceu, j fazia dez anos que Abro, seu marido, vivia em Cana.
Foi nessa ocasio que Sarai, sua mulher, lhe entregou sua serva egpcia
Hagar.
4 Ele possuiu Hagar, e ela engravidou.
Quando se viu grvida, comeou a olhar com desprezo para a sua senhora.
5 Ento Sarai disse a Abro: "Caia sobre voc a afronta que venho
sofrendo. Coloquei minha serva em seus braos e, agora que ela sabe que
engravidou, despreza-me. Que o Senhor seja o juiz entre mim e voc".
6 Respondeu Abro a Sarai: "Sua serva est em suas mos. Faa com ela
o que achar melhor". Ento Sarai tanto maltratou Hagar que esta acabou
fugindo.
7 O Anjo do Senhor encontrou Hagar perto de uma fonte no deserto, no
caminho de Sur,
8 e perguntou-lhe: "Hagar, serva de Sarai, de onde
voc vem? Para onde vai?"
Respondeu ela: "Estou fugindo de Sarai, a minha senhora".
9 Disse-lhe ento o Anjo do Senhor : "Volte  sua senhora e
sujeite-se a ela".
10 Disse mais o Anjo: "Multiplicarei tanto os
seus descendentes que ningum os poder contar".
11 Disse-lhe ainda o Anjo do Senhor :
"Voc est grvida e ter um filho,
e lhe dar o nome de Ismael,
porque o Senhor a ouviu
em seu sofrimento.
12 Ele ser como jumento selvagem;
sua mo ser contra todos,
e a mo de todos contra ele,
e ele viver em hostilidade [a]
contra todos os seus irmos".
13 Este foi o nome que ela deu ao Senhor que lhe havia falado: "Tu s
o Deus que me v", pois dissera: "Teria eu visto Aquele que me
v?"
14 Por isso o poo, que fica entre Cades e Berede, foi chamado
Beer-Laai-Roi [b] .
15 Hagar teve um filho de Abro, e este lhe deu o nome de Ismael.
16 Abro estava com oitenta e seis anos de idade quando Hagar lhe deu
Ismael.
Notas de rodap:
[a] 16.12 Ou defronte de todos
[b] 16.14 Isto , poo daquele que vive e me v.

GNESIS-CAPITULO-17
A Circunciso: O Sinal da Aliana
1 Quando Abro estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe
apareceu e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso [a] ; ande
segundo a minha vontade e seja ntegro.
2 Estabelecerei a minha aliana
entre mim e voc e multiplicarei muitssimo a sua descendncia".
3 Abro prostrou-se, rosto em terra, e Deus lhe disse:
4 "De minha
parte, esta  a minha aliana com voc. Voc ser o pai de muitas
naes.
5 No ser mais chamado Abro; seu nome ser Abrao [b]
, porque eu o constitu pai de muitas naes.
6 Eu o tornarei
extremamente prolfero; de voc farei naes e de voc procedero reis.
7 Estabelecerei a minha aliana como aliana eterna entre mim e voc e
os seus futuros descendentes, para ser o seu Deus e o Deus dos seus
descendentes.
8 Toda a terra de Cana, onde agora voc  estrangeiro,
darei como propriedade perptua a voc e a seus descendentes; e serei o
Deus deles.
9 "De sua parte", disse Deus a Abrao, "guarde a minha aliana,
tanto voc como os seus futuros descendentes.
10 Esta  a minha aliana
com voc e com os seus descendentes, aliana que ter que ser guardada:
Todos os do sexo masculino entre vocs sero circuncidados na carne.
11 Tero que fazer essa marca, que ser o sinal da aliana entre mim e
vocs.
12 Da sua gerao em diante, todo menino de oito dias de idade
entre vocs ter que ser circuncidado, tanto os nascidos em sua casa
quanto os que forem comprados de estrangeiros e que no forem
descendentes de vocs.
13 Sejam nascidos em sua casa, sejam comprados,
tero que ser circuncidados. Minha aliana, marcada no corpo de vocs,
ser uma aliana perptua.
14 Qualquer do sexo masculino que for
incircunciso, que no tiver sido circuncidado, ser eliminado do meio do
seu povo; quebrou a minha aliana".
15 Disse tambm Deus a Abrao: "De agora em diante sua mulher j no
se chamar Sarai; seu nome ser Sara [c] .
16 Eu a abenoarei e
tambm por meio dela darei a voc um filho. Sim, eu a abenoarei e dela
procedero naes e reis de povos".
17 Abrao prostrou-se, rosto em terra; riu-se e disse a si mesmo:
"Poder um homem de cem anos de idade gerar um filho? Poder Sara dar
 luz aos noventa anos?"
18 E Abrao disse a Deus: "Permite que
Ismael seja o meu herdeiro! [d] "
19 Ento Deus respondeu: "Na verdade Sara, sua mulher, lhe dar um
filho, e voc lhe chamar Isaque [e] . Com ele estabelecerei a
minha aliana, que ser aliana eterna para os seus futuros
descendentes.
20 E no caso de Ismael, levarei em conta o seu pedido.
Tambm o abenoarei; eu o farei prolfero e multiplicarei muito a sua
descendncia. Ele ser pai de doze prncipes e dele farei um grande
povo.
21 Mas a minha aliana, eu a estabelecerei com Isaque, filho que
Sara lhe dar no ano que vem, por esta poca".
22 Quando terminou de
falar com Abrao, Deus subiu e retirou-se da presena dele.
23 Naquele mesmo dia Abrao tomou seu filho Ismael, todos os nascidos
em sua casa e os que foram comprados, todos os do sexo masculino de sua
casa, e os circuncidou, como Deus lhe ordenara.
24 Abrao tinha noventa
e nove anos quando foi circuncidado,
25 e seu filho Ismael tinha treze;
26 Abrao e seu filho Ismael foram circuncidados naquele mesmo dia.
27 E com Abrao foram circuncidados todos os de sua casa, tanto os nascidos
em casa como os comprados de estrangeiros.
Notas de rodap:
[a] 17.1 Hebraico: El-Shaddai.
[b] 17.5 Abro significa pai exaltado; Abrao significa pai de muitas
naes.
[c] 17.15 Sara significa princesa.
[d] 17.18 Hebraico: Que Ismael viva na tua presena!
[e] 17.19 Isaque significa ele riu.

GNESIS-CAPITULO-18
Deus Promete um Filho a Abrao
1 O Senhor apareceu a Abrao perto dos carvalhos de Manre, quando ele
estava sentado  entrada de sua tenda, na hora mais quente do dia.
2 Abrao ergueu os olhos e viu trs homens em p, a pouca distncia.
Quando os viu, saiu da entrada de sua tenda, correu ao encontro deles e
curvou-se at o cho.
3 Disse ele: "Meu senhor, se mereo o seu favor, no passe pelo seu
servo sem fazer uma parada.
4 Mandarei buscar um pouco d''gua para
que lavem os ps e descansem debaixo desta rvore.
5 Vou trazer-lhes
tambm o que comer, para que recuperem as foras e prossigam pelo
caminho, agora que j chegaram at este seu servo".
"Est bem; faa como est dizendo", responderam.
6 Abrao foi apressadamente  tenda e disse a Sara: "Depressa, pegue
trs medidas [a] da melhor farinha, amasse-a e faa uns pes".
7 Depois correu ao rebanho e escolheu o melhor novilho, e o deu a um
servo, que se apressou em prepar-lo.
8 Trouxe ento coalhada, leite e
o novilho que havia sido preparado, e os serviu. Enquanto comiam, ele
ficou perto deles em p, debaixo da rvore.
9 "Onde est Sara, sua mulher?", perguntaram.
"Ali na tenda", respondeu ele.
10 Ento disse o Senhor [b] : "Voltarei a voc na primavera, e
Sara, sua mulher, ter um filho".
Sara escutava  entrada da tenda, atrs dele.
11 Abrao e Sara j eram
velhos, de idade bem avanada, e Sara j tinha passado da idade de ter
filhos.
12 Por isso riu consigo mesma, quando pensou: "Depois de j
estar velha e meu senhor [c] j idoso, ainda terei esse
prazer?"
13 Mas o Senhor disse a Abrao: "Por que Sara riu e disse: ``Poderei
realmente dar  luz, agora que sou idosa?''
14 Existe alguma coisa
impossvel para o Senhor ? Na primavera voltarei a voc, e Sara ter um
filho".
15 Sara teve medo, e por isso mentiu: "Eu no ri".
Mas ele disse: "No negue, voc riu".
Abrao Intercede por Sodoma
16 Quando os homens se levantaram para partir, avistaram l embaixo
Sodoma; e Abrao os acompanhou para despedir-se.
17 Ento o Senhor
disse: "Esconderei de Abrao o que estou para fazer?
18 Abrao ser o
pai de uma nao grande e poderosa, e por meio dele todas as naes da
terra sero abenoadas.
19 Pois eu o escolhi, para que ordene aos seus
filhos e aos seus descendentes que se conservem no caminho do Senhor ,
fazendo o que  justo e direito, para que o Senhor faa vir a Abrao o
que lhe prometeu".
20 Disse-lhe, pois, o Senhor : "As acusaes contra Sodoma e Gomorra
so tantas e o seu pecado  to grave
21 que descerei para ver se o que
eles tm feito corresponde ao que tenho ouvido. Se no, eu saberei".
22 Os homens partiram dali e foram para Sodoma, mas Abrao permaneceu
diante do Senhor . [d]
23 Abrao aproximou-se dele e disse:
"Exterminars o justo com o mpio?
24 E se houver cinqenta justos na
cidade? Ainda a destruirs e no poupars o lugar por amor aos cinqenta
justos que nele esto?
25 Longe de ti fazer tal coisa: matar o justo
com o mpio, tratando o justo e o mpio da mesma maneira. Longe de ti!
No agir com justia o Juiz [e] de toda a terra?"
26 Respondeu o Senhor : "Se eu encontrar cinqenta justos em Sodoma,
pouparei a cidade toda por amor a eles".
27 Mas Abrao tornou a falar: "Sei que j fui muito ousado ao ponto
de falar ao Senhor, eu que no passo de p e cinza.
28 Ainda assim
pergunto: E se faltarem cinco para completar os cinqenta justos?
Destruirs a cidade por causa dos cinco?"
Disse ele: "Se encontrar ali quarenta e cinco, no a destruirei".
29 "E se encontrares apenas quarenta?", insistiu Abrao.
Ele respondeu: "Por amor aos quarenta no a destruirei".
30 Ento continuou ele: "No te ires, Senhor, mas permite-me falar. E
se apenas trinta forem encontrados ali?"
Ele respondeu: "Se encontrar trinta, no a destruirei".
31 Prosseguiu Abrao: "Agora que j fui to ousado falando ao Senhor,
pergunto: E se apenas vinte forem encontrados ali?"
Ele respondeu: "Por amor aos vinte no a destruirei".
32 Ento Abrao disse ainda: "No te ires, Senhor, mas permite-me
falar s mais uma vez. E se apenas dez forem encontrados?"
Ele respondeu: "Por amor aos dez no a destruirei".
33 Tendo acabado de falar com Abrao, o Senhor partiu, e Abrao voltou
para casa.
Notas de rodap:
[a] 18.6 Hebraico: 3 ses . O se era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 7 e 14 litros.
[b] 18.10 Hebraico: disse ele .
[c] 18.12 Ou marido
[d] 18.22 Os massoretas indicam que a ordem original do texto era o
Senhor, porm, permaneceu diante de Abrao.
[e] 18.25 Ou Soberano

GNESIS-CAPITULO-19
A Destruio de Sodoma e Gomorra
1 Os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer, e L estava sentado 
porta da cidade. Quando os avistou, levantou-se e foi receb-los.
Prostrou-se, rosto em terra,
2 e disse: "Meus senhores, por favor,
acompanhem-me  casa do seu servo. L podero lavar os ps, passar a
noite e, pela manh, seguir caminho".
"No, passaremos a noite na praa", responderam.
3 Mas ele insistiu tanto com eles que, finalmente, o acompanharam e
entraram em sua casa. L mandou preparar-lhes uma refeio e assar po
sem fermento, e eles comeram.
4 Ainda no tinham ido deitar-se, quando todos os homens de toda parte
da cidade de Sodoma, dos mais jovens aos mais velhos, cercaram a casa.
5 Chamaram L e lhe disseram: "Onde esto os homens que vieram  sua
casa esta noite? Traga-os para ns aqui fora para que tenhamos relaes
com eles".
6 L saiu da casa, fechou a porta atrs de si
7 e lhes disse: "No,
meus amigos! No faam essa perversidade!
8 Olhem, tenho duas filhas
que ainda so virgens. Vou traz-las para que vocs faam com elas o que
bem entenderem. Mas no faam nada a estes homens, porque se acham
debaixo da proteo do meu teto".
9 "Saia da frente!", gritaram. E disseram: "Este homem chegou
aqui como estrangeiro, e agora quer ser o juiz! Faremos a voc pior do
que a eles". Ento empurraram L com violncia e avanaram para
arrombar a porta.
10 Nisso, os dois visitantes agarraram L, puxaram-no
para dentro e fecharam a porta.
11 Depois feriram de cegueira os homens
que estavam  porta da casa, dos mais jovens aos mais velhos, de maneira
que no conseguiam encontrar a porta.
12 Os dois homens perguntaram a L: "Voc tem mais algum na cidade:
genros, filhos ou filhas, ou qualquer outro parente? Tire-os daqui,
13 porque estamos para destruir este lugar. As acusaes feitas ao
Senhor contra este povo so tantas que ele nos enviou para destruir a
cidade".
14 Ento L foi falar com seus genros, os quais iam casar-se com suas
filhas, e lhes disse: "Saiam imediatamente deste lugar, porque o
Senhor est para destruir a cidade!" Mas eles pensaram que ele estava
brincando.
15 Ao raiar do dia, os anjos insistiam com L, dizendo: "Depressa!
Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocs tambm sero mortos
quando a cidade for castigada".
16 Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mo, como tambm a
mulher e as duas filhas, e os tiraram dali  fora e os deixaram fora da
cidade, porque o Senhor teve misericrdia deles.
17 Assim que os
tiraram da cidade, um deles disse a L: "Fuja por amor  vida! No
olhe para trs e no pare em lugar nenhum da plancie! Fuja para as
montanhas, ou voc ser morto!"
18 L, porm, lhes disse: "No, meu senhor!
19 Seu servo foi
favorecido por sua benevolncia, pois o senhor foi bondoso comigo,
poupando-me a vida. No posso fugir para as montanhas, seno esta
calamidade cair sobre mim, e morrerei.
20 Aqui perto h uma cidade
pequena. Est to prxima que d para correr at l. Deixe-me ir para
l! Mesmo sendo to pequena, l estarei a salvo".
21 "Est bem", respondeu ele. "Tambm lhe atenderei esse pedido;
no destruirei a cidade da qual voc fala.
22 Fuja depressa, porque
nada poderei fazer enquanto voc no chegar l". Por isso a cidade foi
chamada Zoar [a] .
23 Quando L chegou a Zoar, o sol j havia nascido sobre a terra.
24 Ento o Senhor , o prprio Senhor , fez chover do cu fogo e enxofre
sobre Sodoma e Gomorra.
25 Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a
plancie, com todos os habitantes das cidades e a vegetao.
26 Mas a
mulher de L olhou para trs e se transformou numa coluna de sal.
27 Na manh seguinte, Abrao se levantou e voltou ao lugar onde tinha
estado diante do Senhor .
28 E olhou para Sodoma e Gomorra, para toda a
plancie, e viu uma densa fumaa subindo da terra, como fumaa de uma
fornalha.
29 Quando Deus arrasou as cidades da plancie, lembrou-se de Abrao e
tirou L do meio da catstrofe que destruiu as cidades onde L vivia.
Os Descendentes de L
30 L partiu de Zoar com suas duas filhas e passou a viver nas
montanhas, porque tinha medo de permanecer em Zoar. Ele e suas duas
filhas ficaram morando numa caverna.
31 Um dia, a filha mais velha disse  mais jovem: "Nosso pai j est
velho, e no h homens nas redondezas que nos possuam, segundo o costume
de toda a terra.
32 Vamos dar vinho a nosso pai e ento nos deitaremos
com ele para preservar a sua linhagem".
33 Naquela noite deram vinho ao pai, e a filha mais velha entrou e se
deitou com ele. E ele no percebeu quando ela se deitou nem quando se
levantou.
34 No dia seguinte a filha mais velha disse  mais nova: "Ontem 
noite deitei-me com meu pai. Vamos dar-lhe vinho tambm esta noite, e
voc se deitar com ele, para que preservemos a linhagem de nosso
pai".
35 Ento, outra vez deram vinho ao pai naquela noite, e a mais
nova foi e se deitou com ele. E ele no percebeu quando ela se deitou
nem quando se levantou.
36 Assim, as duas filhas de L engravidaram do prprio pai.
37 A mais
velha teve um filho, e deu-lhe o nome de Moabe [b] ; este  o pai
dos moabitas de hoje.
38 A mais nova tambm teve um filho, e deu-lhe o
nome de Ben-Ami [c] ; este  o pai dos amonitas de hoje.
Notas de rodap:
[a] 19.22 Zoar significa pequena.
[b] 19.37 Moabe assemelha-se  expresso hebraica que significa do
pai.
[c] 19.38 Ben-Ami significa filho do meu povo.

GNESIS-CAPITULO-20
Abrao em Gerar
1 Abrao partiu dali para a regio do Neguebe e foi viver entre Cades
e Sur. Depois morou algum tempo em Gerar.
2 Ele dizia que Sara, sua
mulher, era sua irm. Ento Abimeleque, rei de Gerar, mandou buscar Sara
e tomou-a para si.
3 Certa noite Deus veio a Abimeleque num sonho e lhe disse: "Voc
morrer! A mulher que voc tomou  casada".
4 Mas Abimeleque, que ainda no havia tocado nela, disse: "Senhor,
destruirias um povo inocente?
5 No foi ele que me disse: ``Ela 
minha irm''? E ela tambm no disse: ``Ele  meu irmo''? O que fiz
foi de corao puro e de mos limpas".
6 Ento Deus lhe respondeu no sonho: "Sim, eu sei que voc fez isso
de corao puro. Eu mesmo impedi que voc pecasse contra mim e por isso
no lhe permiti toc-la.
7 Agora devolva a mulher ao marido dela. Ele 
profeta, e orar em seu favor, para que voc no morra. Mas se no a
devolver, esteja certo de que voc e todos os seus morrero".
8 Na manh seguinte, Abimeleque convocou todos os seus conselheiros e,
quando lhes contou tudo o que acontecera, tiveram muito medo.
9 Depois
Abimeleque chamou Abrao e disse: "O que fizeste conosco? Em que foi
que pequei contra ti para que trouxesses tamanha culpa sobre mim e sobre
o meu reino? O que me fizeste no se faz a ningum!"
10 E perguntou
Abimeleque a Abrao: "O que te levou a fazer isso?"
11 Abrao respondeu: "Eu disse a mim mesmo: Certamente ningum teme a
Deus neste lugar, e iro matar-me por causa da minha mulher.
12 Alm
disso, na verdade ela  minha irm por parte de pai, mas no por parte
de me; e veio a ser minha mulher.
13 E quando Deus me fez sair errante
da casa de meu pai, eu disse a ela: Assim voc me provar sua lealdade:
em qualquer lugar aonde formos, diga que sou seu irmo".
14 Ento Abimeleque trouxe ovelhas e bois, servos e servas, deu-os a
Abrao e devolveu-lhe Sara, sua mulher.
15 E disse Abimeleque: "Minha
terra est diante de ti; podes ficar onde quiseres".
16 A Sara ele disse: "Estou dando a seu irmo mil peas de prata,
para reparar a ofensa feita a voc [a] diante de todos os seus;
assim todos sabero que voc  inocente".
17 A seguir Abrao orou a Deus, e Deus curou Abimeleque, sua mulher e
suas servas, de forma que puderam novamente ter filhos,
18 porque o
Senhor havia tornado estreis todas as mulheres da casa de Abimeleque
por causa de Sara, mulher de Abrao.
Notas de rodap:
[a] 20.16 Hebraico: para que lhe seja um vu para os olhos .

GNESIS-CAPITULO-21
O Nascimento de Isaque
1 O Senhor foi bondoso com Sara, como lhe dissera, e fez por ela o que
prometera.
2 Sara engravidou e deu um filho a Abrao em sua velhice, na
poca fixada por Deus em sua promessa.
3 Abrao deu o nome de Isaque ao
filho que Sara lhe dera.
4 Quando seu filho Isaque tinha oito dias de
vida, Abrao o circuncidou, conforme Deus lhe havia ordenado.
5 Estava
ele com cem anos de idade quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
6 E Sara disse: "Deus me encheu de riso, e todos os que souberem
disso riro comigo".
7 E acrescentou: "Quem diria a Abrao que Sara amamentaria filhos?
Contudo eu lhe dei um filho em sua velhice!"
Abrao Expulsa Hagar e Ismael
8 O menino cresceu e foi desmamado. No dia em que Isaque foi desmamado,
Abrao deu uma grande festa.
9 Sara, porm, viu que o filho que Hagar,
a egpcia, dera a Abrao estava rindo de [a] Isaque,
10 e disse
a Abrao: "Livre-se daquela escrava e do seu filho, porque ele jamais
ser herdeiro com o meu filho Isaque".
11 Isso perturbou demais Abrao, pois envolvia um filho seu.
12 Mas
Deus lhe disse: "No se perturbe por causa do menino e da escrava.
Atenda a tudo o que Sara lhe pedir, porque ser por meio de Isaque que a
sua descendncia h de ser considerada.
13 Mas tambm do filho da
escrava farei um povo; pois ele  seu descendente".
14 Na manh seguinte, Abrao pegou alguns pes e uma vasilha de couro
cheia d''gua, entregou-os a Hagar e, tendo-os colocado nos ombros
dela, despediu-a com o menino. Ela se ps a caminho e ficou vagando pelo
deserto de Berseba [b] .
15 Quando acabou a gua da vasilha, ela deixou o menino debaixo de um
arbusto
16 e foi sentar-se perto dali,  distncia de um tiro de
flecha, porque pensou: "No posso ver o menino morrer". Sentada ali
perto, comeou a chorar [c] .
17 Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do cu, chamou Hagar
e lhe disse: "O que a aflige, Hagar? No tenha medo; Deus ouviu o
menino chorar, l onde voc o deixou.
18 Levante o menino e tome-o pela
mo, porque dele farei um grande povo".
19 Ento Deus lhe abriu os olhos, e ela viu uma fonte. Foi at l,
encheu de gua a vasilha e deu de beber ao menino.
20 Deus estava com o menino. Ele cresceu, viveu no deserto e tornou-se
flecheiro.
21 Vivia no deserto de Par, e sua me conseguiu-lhe uma
mulher da terra do Egito.
O Acordo entre Abrao e Abimeleque
22 Naquela ocasio, Abimeleque, acompanhado de Ficol, comandante do seu
exrcito, disse a Abrao: "Deus est contigo em tudo o que fazes.
23 Agora, jura-me, diante de Deus, que no vais enganar-me, nem a mim nem a
meus filhos e descendentes. Trata a nao que te acolheu como
estrangeiro com a mesma bondade com que te tratei".
24 Respondeu Abrao: "Eu juro!"
25 Todavia Abrao reclamou com Abimeleque a respeito de um poo que os
servos de Abimeleque lhe tinham tomado  fora.
26 Mas Abimeleque lhe
respondeu: "No sei quem fez isso. Nunca me disseste nada, e s fiquei
sabendo disso hoje".
27 Ento Abrao trouxe ovelhas e bois, deu-os a Abimeleque, e os dois
firmaram um acordo.
28 Abrao separou sete ovelhas do rebanho,
29 pelo
que Abimeleque lhe perguntou: "Que significam estas sete ovelhas que
separaste das demais?"
30 Ele respondeu: "Aceita estas sete ovelhas de minhas mos como
testemunho de que eu cavei este poo".
31 Por isso aquele lugar foi chamado Berseba, porque ali os dois
fizeram um juramento.
32 Firmado esse acordo em Berseba, Abimeleque e Ficol, comandante das
suas tropas, voltaram para a terra dos filisteus.
33 Abrao, por sua
vez, plantou uma tamargueira em Berseba e ali invocou o nome do Senhor ,
o Deus Eterno.
34 E morou Abrao na terra dos filisteus por longo
tempo.
Notas de rodap:
[a] 21.9 Ou brincando com
[b] 21.14 Berseba pode significar poo dos sete ou poo do juramento;
tambm em 21.31,32,33; 22.19; 26.23,33 e 28.10.
[c] 21.16 A Septuaginta diz e o menino comeou a chorar.

GNESIS-CAPITULO-22
Deus Prova Abrao
1 Passado algum tempo, Deus ps Abrao  prova, dizendo-lhe: "Abrao!"
Ele respondeu: "Eis-me aqui".
2 Ento disse Deus: "Tome seu filho, seu nico filho, Isaque, a quem
voc ama, e v para a regio de Mori. Sacrifique-o ali como holocausto
[a] num dos montes que lhe indicarei".
3 Na manh seguinte, Abrao levantou-se e preparou o seu jumento. Levou
consigo dois de seus servos e Isaque, seu filho. Depois de cortar lenha
para o holocausto, partiu em direo ao lugar que Deus lhe havia
indicado.
4 No terceiro dia de viagem, Abrao olhou e viu o lugar ao
longe.
5 Disse ele a seus servos: "Fiquem aqui com o jumento enquanto
eu e o rapaz vamos at l. Depois de adorarmos, voltaremos".
6 Abrao pegou a lenha para o holocausto e a colocou nos ombros de seu
filho Isaque, e ele mesmo levou as brasas para o fogo, e a faca. E
caminhando os dois juntos,
7 Isaque disse a seu pai Abrao: "Meu
pai!"
"Sim, meu filho", respondeu Abrao.
Isaque perguntou: "As brasas e a lenha esto aqui, mas onde est o
cordeiro para o holocausto?"
8 Respondeu Abrao: "Deus mesmo h de prover o cordeiro para o
holocausto, meu filho". E os dois continuaram a caminhar juntos.
9 Quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abrao
construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha. Amarrou seu filho Isaque
e o colocou sobre o altar, em cima da lenha.
10 Ento estendeu a mo e
pegou a faca para sacrificar seu filho.
11 Mas o Anjo do Senhor o
chamou do cu: "Abrao! Abrao!"
"Eis-me aqui", respondeu ele.
12 "No toque no rapaz", disse o Anjo. "No lhe faa nada. Agora
sei que voc teme a Deus, porque no me negou seu filho, o seu nico
filho."
13 Abrao ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num
arbusto. Foi l peg-lo, e o sacrificou como holocausto em lugar de seu
filho.
14 Abrao deu quele lugar o nome de "O Senhor Prover". Por
isso at hoje se diz: "No monte do Senhor se prover".
15 Pela segunda vez o Anjo do Senhor chamou do cu a Abrao
16 e
disse: "Juro por mim mesmo", declara o Senhor , "que por ter feito
o que fez, no me negando seu filho, o seu nico filho,
17 esteja certo
de que o abenoarei e farei seus descendentes to numerosos como as
estrelas do cu e como a areia das praias do mar. Sua descendncia
conquistar as cidades dos que lhe forem inimigos
18 e, por meio dela,
todos os povos da terra sero abenoados, porque voc me obedeceu".
19 Ento voltou Abrao a seus servos, e juntos partiram para Berseba,
onde passou a viver.
Os Filhos de Naor
20 Passado algum tempo, disseram a Abrao que Milca dera filhos a seu
irmo Naor:
21 Uz, o mais velho, Buz, seu irmo, Quemuel, pai de Ar,
22 Qusede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel,
23 pai de Rebeca. Estes
foram os oito filhos que Milca deu a Naor, irmo de Abrao.
24 E sua
concubina, chamada Reum, teve os seguintes filhos: Teb, Ga, Tas e
Maaca.
Notas de rodap:
[a] 22.2 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm nos versculos
3, 6, 7, 8 e 13.

GNESIS-CAPITULO-23
A Morte de Sara
1 Sara viveu cento e vinte e sete anos
2 e morreu em Quiriate-Arba,
que  Hebrom, em Cana; e Abrao foi lamentar e chorar por ela.
3 Depois Abrao deixou ali o corpo de sua mulher e foi falar com os
hititas:
4 "Sou apenas um estrangeiro entre vocs. Cedam-me alguma
propriedade para sepultura, para que eu tenha onde enterrar a minha
mulher".
5 Responderam os hititas a Abrao:
6 "Oua-nos, senhor; o senhor 
um prncipe de Deus [a] em nosso meio. Enterre a sua mulher numa
de nossas sepulturas, na que lhe parecer melhor. Nenhum de ns recusar
ceder-lhe sua sepultura para que enterre a sua mulher".
7 Abrao levantou-se, curvou-se perante o povo daquela terra, os
hititas,
8 e disse-lhes: "J que vocs me do permisso para sepultar
minha mulher, peo que intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar,
9 a fim de que ele me ceda a caverna de Macpela, que lhe pertence e se
encontra na divisa do seu campo. Peam-lhe que a ceda a mim pelo preo
justo, para que eu tenha uma propriedade para sepultura entre vocs".
10 Efrom, o hitita, estava sentado no meio do seu povo e respondeu a
Abrao, sendo ouvido por todos os hititas que tinham vindo  porta da
cidade:
11 "No, meu senhor. Oua-me, eu lhe cedo o campo e tambm a
caverna que nele est. Cedo-os na presena do meu povo. Sepulte a sua
mulher".
12 Novamente Abrao curvou-se perante o povo daquela terra
13 e disse
a Efrom, sendo ouvido por todos: "Oua-me, por favor. Pagarei o preo
do campo. Aceite-o, para que eu possa sepultar a minha mulher".
14 Efrom respondeu a Abrao:
15 "Oua-me, meu senhor: aquele pedao
de terra vale quatrocentas peas de prata, mas o que significa isso
entre mim e voc? Sepulte a sua mulher".
16 Abrao concordou com Efrom e pesou-lhe o valor por ele estipulado
diante dos hititas: quatrocentas peas de prata, de acordo com o peso
corrente entre os mercadores.
17 Assim o campo de Efrom em Macpela, perto de Manre, o prprio campo
com a caverna que nele h e todas as rvores dentro das divisas do
campo, foi transferido
18 a Abrao como sua propriedade diante de todos
os hititas que tinham vindo  porta da cidade.
19 Depois disso, Abrao
sepultou sua mulher Sara na caverna do campo de Macpela, perto de Manre,
que se encontra em Hebrom, na terra de Cana.
20 Assim o campo e a
caverna que nele h foram transferidos a Abrao pelos hititas como
propriedade para sepultura.
Notas de rodap:
[a] 23.6 Ou prncipe poderoso ; ou ainda prncipe dos deuses

GNESIS-CAPITULO-24
Uma Esposa para Isaque
1 Abrao j era velho, de idade bem avanada, e o Senhor em tudo o
abenoara.
2 Disse ele ao servo mais velho de sua casa, que era o
responsvel por tudo quanto tinha: "Ponha a mo debaixo da minha coxa
3 e jure pelo Senhor, o Deus dos cus e o Deus da terra, que no
buscar mulher para meu filho entre as filhas dos cananeus, no meio dos
quais estou vivendo,
4 mas ir  minha terra e buscar entre os meus
parentes uma mulher para meu filho Isaque".
5 O servo lhe perguntou: "E se a mulher no quiser vir comigo a esta
terra? Devo ento levar teu filho de volta  terra de onde vieste?"
6 "Cuidado!", disse Abrao, "No deixe o meu filho voltar para
l.
7 "O Senhor , o Deus dos cus, que me tirou da casa de meu pai e de
minha terra natal e que me prometeu sob juramento que  minha
descendncia daria esta terra, enviar o seu anjo adiante de voc para
que de l traga uma mulher para meu filho.
8 Se a mulher no quiser
vir, voc estar livre do juramento. Mas no leve o meu filho de volta
para l."
9 Ento o servo ps a mo debaixo da coxa de Abrao, seu
senhor, e jurou cumprir aquela palavra.
10 O servo partiu, com dez camelos do seu senhor, levando tambm do que
o seu senhor tinha de melhor. Partiu para a Mesopotmia [a] , em
direo  cidade onde Naor tinha morado.
11 Ao cair da tarde, quando as
mulheres costumam sair para buscar gua, ele fez os camelos se
ajoelharem junto ao poo que ficava fora da cidade.
12 Ento orou: " Senhor , Deus do meu senhor Abrao, d-me neste dia
bom xito e seja bondoso com o meu senhor Abrao.
13 Como vs, estou
aqui ao lado desta fonte, e as jovens do povo desta cidade esto vindo
para tirar gua.
14 Concede que a jovem a quem eu disser: Por favor,
incline o seu cntaro e d-me de beber, e ela me responder: ``Bebe.
Tambm darei gua aos teus camelos'', seja essa a que escolheste para
teu servo Isaque. Saberei assim que foste bondoso com o meu senhor".
15 Antes que ele terminasse de orar, surgiu Rebeca, filha de Betuel,
filho de Milca, mulher de Naor, irmo de Abrao, trazendo no ombro o seu
cntaro.
16 A jovem era muito bonita e virgem; nenhum homem tivera
relaes com ela. Rebeca desceu  fonte, encheu seu cntaro e voltou.
17 O servo apressou-se ao encontro dela e disse: "Por favor, d-me um
pouco de gua do seu cntaro".
18 "Beba, meu senhor", disse ela, e tirou rapidamente dos ombros o
cntaro e o serviu.
19 Depois que lhe deu de beber, disse: "Tirarei gua tambm para os
seus camelos at saci-los".
20 Assim ela esvaziou depressa seu
cntaro no bebedouro e correu de volta ao poo para tirar mais gua para
todos os camelos.
21 Sem dizer nada, o homem a observava atentamente
para saber se o Senhor tinha ou no coroado de xito a sua misso.
22 Quando os camelos acabaram de beber, o homem deu  jovem um pendente
de ouro de seis gramas [b] e duas pulseiras de ouro de cento e
vinte gramas [c] ,
23 e perguntou: "De quem voc  filha?
Diga-me, por favor, se h lugar na casa de seu pai para eu e meus
companheiros passarmos a noite".
24 "Sou filha de Betuel, o filho que Milca deu a Naor", respondeu
ela;
25 e acrescentou: "Temos bastante palha e forragem, e tambm
temos lugar para vocs passarem a noite".
26 Ento o homem curvou-se em adorao ao Senhor ,
27 dizendo:
"Bendito seja o Senhor, o Deus do meu senhor Abrao, que no retirou
sua bondade e sua fidelidade do meu senhor. Quanto a mim, o Senhor me
conduziu na jornada at a casa dos parentes do meu senhor".
28 A jovem correu para casa e contou tudo  famlia de sua me.
29 Rebeca tinha um irmo chamado Labo. Ele saiu apressado  fonte para
conhecer o homem,
30 pois tinha visto o pendente e as pulseiras no
brao de sua irm, e ouvira Rebeca contar o que o homem lhe dissera.
Saiu, pois, e foi encontr-lo parado junto  fonte, ao lado dos camelos.
31 E disse: "Venha, bendito do Senhor ! Por que ficar a fora? J
arrumei a casa e um lugar para os camelos".
32 Assim o homem dirigiu-se  casa, e os camelos foram descarregados.
Deram palha e forragem aos camelos, e gua ao homem e aos que estavam
com ele para lavarem os ps.
33 Depois lhe trouxeram comida, mas ele
disse: "No comerei enquanto no disser o que tenho para dizer".
Disse Labo: "Ento fale".
34 E ele disse: "Sou servo de Abrao.
35 O Senhor o abenoou muito,
e ele se tornou muito rico. Deu-lhe ovelhas e bois, prata e ouro, servos
e servas, camelos e jumentos.
36 Sara, mulher do meu senhor, na velhice
lhe deu um filho, que  o herdeiro de tudo o que Abrao possui.
37 E
meu senhor fez-me jurar, dizendo: ``Voc no buscar mulher para meu
filho entre as filhas dos cananeus, em cuja terra estou vivendo,
38 mas
ir  famlia de meu pai, ao meu prprio cl, buscar uma mulher para meu
filho''.
39 "Ento perguntei a meu senhor: E se a mulher no quiser me
acompanhar?
40 "Ele respondeu: ``O Senhor , a quem tenho servido, enviar seu
anjo com voc e coroar de xito a sua misso, para que voc traga para
meu filho uma mulher do meu prprio cl, da famlia de meu pai.
41 Quando chegar aos meus parentes, voc estar livre do juramento se eles
se recusarem a entreg-la a voc. S ento voc estar livre do
juramento''.
42 "Hoje, quando cheguei  fonte, eu disse:  Senhor , Deus do meu
senhor Abrao, se assim desejares, d xito  misso de que fui
incumbido.
43 Aqui estou em p diante desta fonte; se uma moa vier
tirar gua e eu lhe disser: Por favor, d-me de beber um pouco de seu
cntaro,
44 e ela me responder: ``Bebe. Tambm darei gua aos teus
camelos'', seja essa a que o Senhor escolheu para o filho do meu
senhor.
45 "Antes de terminar de orar em meu corao, surgiu Rebeca, com o
cntaro ao ombro. Dirigiu-se  fonte e tirou gua, e eu lhe disse: Por
favor, d-me de beber.
46 "Ela se apressou a tirar o cntaro do ombro e disse: ``Bebe.
Tambm darei gua aos teus camelos''. Eu bebi, e ela deu de beber
tambm aos camelos.
47 "Depois lhe perguntei: De quem voc  filha?
"Ela me respondeu: ``De Betuel, filho de Naor e Milca''.
"Ento coloquei o pendente em seu nariz e as pulseiras em seus braos,
48 e curvei-me em adorao ao Senhor . Bendisse ao Senhor , o Deus do
meu senhor Abrao, que me guiou pelo caminho certo para buscar para o
filho dele a neta do irmo do meu senhor.
49 Agora, se quiserem mostrar
fidelidade e bondade a meu senhor, digam-me; e, se no quiserem,
digam-me tambm, para que eu decida o que fazer".
O Casamento de Isaque e Rebeca
50 Labo e Betuel responderam: "Isso vem do Senhor ; nada lhe podemos
dizer, nem a favor, nem contra.
51 Aqui est Rebeca; leve-a com voc e
que ela se torne a mulher do filho do seu senhor, como disse o Senhor".
52 Quando o servo de Abrao ouviu o que disseram, curvou-se at o cho
diante do Senhor.
53 Ento o servo deu jias de ouro e de prata e
vestidos a Rebeca; deu tambm presentes valiosos ao irmo dela e  sua
me.
54 Depois ele e os homens que o acompanhavam comeram, beberam e
ali passaram a noite.
Ao se levantarem na manh seguinte, ele disse: "Deixem-me voltar ao
meu senhor".
55 Mas o irmo e a me dela responderam: "Deixe a jovem ficar mais
uns dez dias conosco; ento voc [d] poder partir".
56 Mas ele disse: "No me detenham, agora que o Senhor coroou de
xito a minha misso. Vamos despedir-nos, e voltarei ao meu senhor".
57 Ento lhe disseram: "Vamos chamar a jovem e ver o que ela diz".
58 Chamaram Rebeca e lhe perguntaram: "Voc quer ir com este
homem?"
"Sim, quero", respondeu ela.
59 Despediram-se, pois, de sua irm Rebeca, de sua ama, do servo de
Abrao e dos que o acompanhavam.
60 E abenoaram Rebeca, dizendo-lhe:
"Que voc cresa, nossa irm,
at ser milhares de milhares;
e que a sua descendncia conquiste
as cidades dos seus inimigos".
61 Ento Rebeca e suas servas se aprontaram, montaram seus camelos e
partiram com o homem. E assim o servo partiu levando Rebeca.
62 Isaque tinha voltado de Beer-Laai-Roi [e] , pois habitava no
Neguebe.
63 Certa tarde, saiu ao campo para meditar. Ao erguer os
olhos, viu que se aproximavam camelos.
64 Rebeca tambm ergueu os olhos
e viu Isaque. Ela desceu do camelo
65 e perguntou ao servo: "Quem 
aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?"
" meu senhor", respondeu o servo. Ento ela se cobriu com o vu.
66 Depois o servo contou a Isaque tudo o que havia feito.
67 Isaque
levou Rebeca para a tenda de sua me Sara; fez dela sua mulher, e a
amou; assim Isaque foi consolado aps a morte de sua me.
Notas de rodap:
[a] 24.10 Hebraico: Ar Naaraim .
[b] 24.22 Hebraico: 1 beca .
[c] 24.22 Hebraico: 10 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[d] 24.55 Ou ela
[e] 24.62 Isto , poo daquele que vive e me v; tambm em 25.11.

GNESIS-CAPITULO-25
A Morte de Abrao
1 Abrao casou-se com outra mulher, chamada Quetura.
2 Ela lhe deu os
seguintes filhos: Zinr, Jocs, Med, Midi, Isbaque e Su.
3 Jocs
gerou Sab e Ded; os descendentes de Ded foram os assuritas, os
letusitas e os leumitas.
4 Os filhos de Midi foram Ef, fer, Enoque,
Abida e Elda. Todos esses foram descendentes de Quetura.
5 Abrao deixou tudo o que tinha para Isaque.
6 Mas para os filhos de
suas concubinas deu presentes; e, ainda em vida, enviou-os para longe de
Isaque, para a terra do oriente.
7 Abrao viveu cento e setenta e cinco anos.
8 Morreu em boa velhice,
em idade bem avanada, e foi reunido aos seus antepassados.
9 Seus
filhos, Isaque e Ismael, o sepultaram na caverna de Macpela, perto de
Manre, no campo de Efrom, filho de Zoar, o hitita,
10 campo que Abrao
comprara dos hititas. Foi ali que Abrao e Sara, sua mulher, foram
sepultados.
11 Depois da morte de Abrao, Deus abenoou seu filho
Isaque. Isaque morava prximo a Beer-Laai-Roi.
Os Filhos de Ismael
12 Este  o registro da descendncia de Ismael, o filho de Abrao que
Hagar, a serva egpcia de Sara, deu a ele.
13 So estes os nomes dos filhos de Ismael, alistados por ordem de
nascimento: Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, Quedar, Adbeel,
Mibso,
14 Misma, Dum, Mass,
15 Hadade, Tem, Jetur, Nafis e
Quedem.
16 Foram esses os doze filhos de Ismael, que se tornaram os
lderes de suas tribos; os seus povoados e acampamentos receberam os
seus nomes.
17 Ismael viveu cento e trinta e sete anos. Morreu e foi
reunido aos seus antepassados.
18 Seus descendentes se estabeleceram na
regio que vai de Havil a Sur, prximo  fronteira com o Egito, na
direo de quem vai para Assur. E viveram em hostilidade [a]
contra todos os seus irmos.
Esa e Jac
19 Esta  a histria da famlia de Isaque, filho de Abrao:
Abrao gerou Isaque,
20 o qual aos quarenta anos se casou com Rebeca,
filha de Betuel, o arameu de Pad-Ar [b] , e irm de Labo,
tambm arameu.
21 Isaque orou ao Senhor em favor de sua mulher, porque era estril. O
Senhor respondeu  sua orao, e Rebeca, sua mulher, engravidou.
22 Os
meninos se empurravam dentro dela, pelo que disse: "Por que est me
acontecendo isso?" Foi ento consultar o Senhor .
23 Disse-lhe o Senhor :
"Duas naes esto em seu ventre,
j desde as suas entranhas
dois povos se separaro;
um deles ser mais forte que o outro,
mas o mais velho servir ao mais novo".
24 Ao chegar a poca de dar  luz, confirmou-se que havia gmeos em seu
ventre.
25 O primeiro a sair era ruivo [c] , e todo o seu corpo
era como um manto de plos; por isso lhe deram o nome de Esa [d].
26 Depois saiu seu irmo, com a mo agarrada no calcanhar de Esa;
pelo que lhe deram o nome de Jac [e] . Tinha Isaque sessenta
anos de idade quando Rebeca os deu  luz.
27 Os meninos cresceram. Esa tornou-se caador habilidoso e vivia
percorrendo os campos, ao passo que Jac cuidava do rebanho [f] e
vivia nas tendas.
28 Isaque preferia Esa, porque gostava de comer de
suas caas; Rebeca preferia Jac.
29 Certa vez, quando Jac preparava um ensopado, Esa chegou faminto,
voltando do campo,
30 e pediu-lhe: "D-me um pouco desse ensopado
vermelho a. Estou faminto!" Por isso tambm foi chamado Edom [g] .
31 Respondeu-lhe Jac: "Venda-me primeiro o seu direito de filho mais
velho".
32 Disse Esa: "Estou quase morrendo. De que me vale esse direito?"
33 Jac, porm, insistiu: "Jure primeiro". Ele fez um juramento,
vendendo o seu direito de filho mais velho a Jac.
34 Ento Jac serviu a Esa po com ensopado de lentilhas. Ele comeu e
bebeu, levantou-se e se foi.
Assim Esa desprezou o seu direito de filho mais velho.
Notas de rodap:
[a] 25.18 Ou defronte de todos
[b] 25.20 Provavelmente na regio noroeste da Mesopotmia; tambm em
28.2,5,6 e 7.
[c] 25.25 Ou moreno
[d] 25.25 Esa pode significar peludo, cabeludo.
[e] 25.26 Jac significa ele agarra o calcanhar ou ele age
traioeiramente; tambm em 27.36.
[f] 25.27 Hebraico: era homem pacato .
[g] 25.30 Edom significa vermelho.

GNESIS-CAPITULO-26
Isaque em Gerar
1 Houve fome naquela terra, como tinha acontecido no tempo de Abrao.
Por isso Isaque foi para Gerar, onde Abimeleque era o rei dos filisteus.
2 O Senhor apareceu a Isaque e disse: "No desa ao Egito; procure
estabelecer-se na terra que eu lhe indicar.
3 Permanea nesta terra
mais um pouco, e eu estarei com voc e o abenoarei. Porque a voc e a
seus descendentes darei todas estas terras e confirmarei o juramento que
fiz a seu pai, Abrao.
4 Tornarei seus descendentes to numerosos como
as estrelas do cu e lhes darei todas estas terras; e por meio da sua
descendncia todos os povos da terra sero abenoados,
5 porque Abrao
me obedeceu e guardou meus preceitos, meus mandamentos, meus decretos e
minhas leis".
6 Assim Isaque ficou em Gerar.
7 Quando os homens do lugar lhe perguntaram sobre a sua mulher, ele
disse: "Ela  minha irm". Teve medo de dizer que era sua mulher,
pois pensou: "Os homens deste lugar podem matar-me por causa de
Rebeca, por ser ela to bonita".
8 Isaque estava em Gerar j fazia muito tempo. Certo dia, Abimeleque,
rei dos filisteus, estava olhando do alto de uma janela quando viu
Isaque acariciando Rebeca, sua mulher.
9 Ento Abimeleque chamou Isaque
e lhe disse: "Na verdade ela  tua mulher! Por que me disseste que ela
era tua irm?"
Isaque respondeu: "Porque pensei que eu poderia ser morto por causa
dela".
10 Ento disse Abimeleque: "Tens idia do que nos fizeste? Qualquer
homem bem poderia ter-se deitado com tua mulher, e terias trazido culpa
sobre ns".
11 E Abimeleque advertiu todo o povo: "Quem tocar neste homem ou em
sua mulher certamente morrer!"
12 Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por
um, porque o Senhor o abenoou.
13 O homem enriqueceu, e a sua riqueza
continuou a aumentar, at que ficou riqussimo.
14 Possua tantos
rebanhos e servos que os filisteus o invejavam.
15 Estes taparam todos
os poos que os servos de Abrao, pai de Isaque, tinham cavado na sua
poca, enchendo-os de terra.
16 Ento Abimeleque pediu a Isaque: "Sai de nossa terra, pois j s
poderoso demais para ns".
17 Por isso Isaque mudou-se de l, acampou no vale de Gerar e ali se
estabeleceu.
18 Isaque reabriu os poos cavados no tempo de seu pai
Abrao, os quais os filisteus fecharam depois que Abrao morreu, e
deu-lhes os mesmos nomes que seu pai lhes tinha dado.
19 Os servos de Isaque cavaram no vale e descobriram um veio d''gua.
20 Mas os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque,
dizendo: "A gua  nossa!" Por isso Isaque deu ao poo o nome de
Eseque, porque discutiram por causa dele.
21 Ento os seus servos
cavaram outro poo, mas eles tambm discutiram por causa dele; por isso
o chamou Sitna.
22 Isaque mudou-se dali e cavou outro poo, e ningum
discutiu por causa dele. Deu-lhe o nome de Reobote, dizendo: "Agora o
Senhor nos abriu espao e prosperaremos na terra".
23 Dali Isaque foi para Berseba.
24 Naquela noite, o Senhor lhe
apareceu e disse: "Eu sou o Deus de seu pai Abrao. No tema, porque
estou com voc; eu o abenoarei e multiplicarei os seus descendentes por
amor ao meu servo Abrao".
25 Isaque construiu nesse lugar um altar e invocou o nome do Senhor .
Ali armou acampamento, e os seus servos cavaram outro poo.
O Acordo entre Isaque e Abimeleque
26 Por aquele tempo, veio a ele Abimeleque, de Gerar, com Auzate, seu
conselheiro pessoal, e Ficol, o comandante dos seus exrcitos.
27 Isaque lhes perguntou: "Por que me vieram ver, uma vez que foram
hostis e me mandaram embora?"
28 Eles responderam: "Vimos claramente que o Senhor est contigo; por
isso dissemos: Faamos um juramento entre ns. Queremos firmar um acordo
contigo:
29 Tu no nos fars mal, assim como nada te fizemos, mas
sempre te tratamos bem e te despedimos em paz. Agora sabemos que o
Senhor te tem abenoado".
30 Ento Isaque ofereceu-lhes um banquete, e eles comeram e beberam.
31 Na manh seguinte os dois fizeram juramento. Depois Isaque os
despediu e partiram em paz.
32 Naquele mesmo dia os servos de Isaque vieram falar-lhe sobre o poo
que tinham cavado, e disseram: "Achamos gua!"
33 Isaque deu-lhe o
nome de Seba e, por isso, at o dia de hoje aquela cidade  conhecida
como Berseba.
34 Tinha Esa quarenta anos de idade quando escolheu por mulher a
Judite, filha de Beeri, o hitita, e tambm a Basemate, filha de Elom, o
hitita.
35 Elas amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca.

GNESIS-CAPITULO-27
Isaque Abenoa Jac
1 Tendo Isaque envelhecido, seus olhos ficaram to fracos que ele j
no podia enxergar. Certo dia chamou Esa, seu filho mais velho, e lhe
disse: "Meu filho!"
Ele respondeu: "Estou aqui".
2 Disse-lhe Isaque: "J estou velho e no sei o dia da minha morte.
3 Pegue agora suas armas, o arco e a aljava, e v ao campo caar alguma
coisa para mim.
4 Prepare-me aquela comida saborosa que tanto aprecio e
traga-me, para que eu a coma e o abenoe antes de morrer".
5 Ora, Rebeca estava ouvindo o que Isaque dizia a seu filho Esa.
Quando Esa saiu ao campo para caar,
6 Rebeca disse a seu filho Jac:
"Ouvi seu pai dizer a seu irmo Esa:
7 ``Traga-me alguma caa e
prepare-me aquela comida saborosa, para que eu a coma e o abenoe na
presena do Senhor antes de morrer''.
8 Agora, meu filho, oua bem e
faa o que lhe ordeno:
9 V ao rebanho e traga-me dois cabritos
escolhidos, para que eu prepare uma comida saborosa para seu pai, como
ele aprecia.
10 Leve-a ento a seu pai, para que ele a coma e o abenoe
antes de morrer".
11 Disse Jac a Rebeca, sua me: "Mas o meu irmo Esa  homem
peludo, e eu tenho a pele lisa.
12 E se meu pai me apalpar? Vai parecer
que estou tentando engan-lo, fazendo-o de tolo e, em vez de bno,
trarei sobre mim maldio".
13 Disse-lhe sua me: "Caia sobre mim a maldio, meu filho. Faa
apenas o que eu digo: V e traga-os para mim".
14 Ento ele foi, apanhou-os e os trouxe  sua me, que preparou uma
comida saborosa, como seu pai apreciava.
15 Rebeca pegou as melhores
roupas de Esa, seu filho mais velho, roupas que tinha em casa, e
colocou-as em Jac, seu filho mais novo.
16 Depois cobriu-lhe as mos e
a parte lisa do pescoo com as peles dos cabritos,
17 e por fim
entregou a Jac a refeio saborosa e o po que tinha feito.
18 Ele se dirigiu ao pai e disse: "Meu pai".
Respondeu ele: "Sim, meu filho. Quem  voc?"
19 Jac disse a seu pai: "Sou Esa, seu filho mais velho. Fiz como o
senhor me disse. Agora, assente-se e coma do que cacei para que me
abenoe".
20 Isaque perguntou ao filho: "Como encontrou a caa to depressa,
meu filho?"
Ele respondeu: "O Senhor , o seu Deus, a colocou no meu caminho".
21 Ento Isaque disse a Jac: "Chegue mais perto, meu filho, para que
eu possa apalp-lo e saber se voc  realmente meu filho Esa".
22 Jac aproximou-se do seu pai Isaque, que o apalpou e disse: "A voz
 de Jac, mas os braos so de Esa".
23 No o reconheceu, pois seus
braos estavam peludos como os de Esa, seu irmo; e o abenoou.
24 Isaque perguntou-lhe outra vez: "Voc  mesmo meu filho Esa?"
E ele respondeu: "Sou".
25 Ento lhe disse: "Meu filho, traga-me da sua caa para que eu coma
e o abenoe".
Jac a trouxe, e seu pai comeu; tambm trouxe vinho, e ele bebeu.
26 Ento seu pai Isaque lhe disse: "Venha c, meu filho, d-me um
beijo".
27 Ele se aproximou e o beijou. Quando sentiu o cheiro de suas roupas,
Isaque o abenoou, dizendo:
"Ah, o cheiro de meu filho
 como o cheiro de um campo
que o Senhor abenoou.
28 Que Deus lhe conceda
do cu o orvalho
e da terra a riqueza,
com muito cereal e muito vinho.
29 Que as naes o sirvam
e os povos se curvem diante de voc.
Seja senhor dos seus irmos,
e curvem-se diante de voc
os filhos de sua me.
Malditos sejam os que o amaldioarem
e benditos sejam
os que o abenoarem".
30 Quando Isaque acabou de abenoar Jac, mal tendo ele sado da
presena do pai, seu irmo Esa chegou da caada.
31 Ele tambm
preparou uma comida saborosa e a trouxe a seu pai. E lhe disse: "Meu
pai, levante-se e coma da minha caa, para que o senhor me d sua
bno".
32 Perguntou-lhe seu pai Isaque: "Quem  voc?"
Ele respondeu: "Sou Esa, seu filho mais velho".
33 Profundamente abalado, Isaque comeou a tremer muito e disse:
"Quem ento apanhou a caa e a trouxe para mim? Acabei de com-la
antes de voc entrar e a ele abenoei; e abenoado ele ser!"
34 Quando Esa ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e,
cheio de amargura, implorou ao pai: "Abenoe tambm a mim, meu pai!"
35 Mas ele respondeu: "Seu irmo chegou astutamente e recebeu a
bno que pertencia a voc".
36 E disse Esa: "No  com razo que o seu nome  Jac? J  a
segunda vez que ele me engana! Primeiro tomou o meu direito de filho
mais velho, e agora recebeu a minha bno!" Ento perguntou ao pai:
"O senhor no reservou nenhuma bno para mim?"
37 Isaque respondeu a Esa: "Eu o constitu senhor sobre voc, e a
todos os seus parentes tornei servos dele; a ele supri de cereal e de
vinho. Que  que eu poderia fazer por voc, meu filho?"
38 Esa pediu ao pai: "Meu pai, o senhor tem apenas uma bno?
Abenoe-me tambm, meu pai!" Ento chorou Esa em alta voz.
39 Seu pai Isaque respondeu-lhe:
"Sua habitao ser
longe das terras frteis,
distante do orvalho
que desce do alto cu.
40 Voc viver por sua espada
e servir a seu irmo.
Mas quando voc no suportar mais,
arrancar do pescoo o jugo".
A Fuga de Jac
41 Esa guardou rancor contra Jac por causa da bno que seu pai lhe
dera. E disse a si mesmo: "Os dias de luto pela morte de meu pai esto
prximos; ento matarei meu irmo Jac".
42 Quando contaram a Rebeca o que seu filho Esa dissera, ela mandou
chamar Jac, seu filho mais novo, e lhe disse: "Esa est se
consolando com a idia de mat-lo.
43 Oua, pois, o que lhe digo, meu
filho: Fuja imediatamente para a casa de meu irmo Labo, em Har.
44 Fique com ele algum tempo, at que passe o furor de seu irmo.
45 Quando seu irmo no estiver mais irado contra voc e esquecer o que
voc lhe fez, mandarei busc-lo. Por que perderia eu vocs dois num s
dia?"
46 Ento Rebeca disse a Isaque: "Estou desgostosa da vida, por causa
destas mulheres hititas. Se Jac escolher esposa entre as mulheres desta
terra, entre mulheres hititas como estas, perderei a razo de viver".

GNESIS-CAPITULO-28
1 Ento Isaque chamou Jac, deu-lhe sua bno [a] e lhe
ordenou: "No se case com mulher canania.
2 V a Pad-Ar,  casa de
Betuel, seu av materno, e case-se com uma das filhas de Labo, irmo de
sua me.
3 Que o Deus todo-poderoso [b] o abenoe, faa-o
prolfero e multiplique os seus descendentes, para que voc se torne uma
comunidade de povos.
4 Que ele d a voc e a seus descendentes a bno
de Abrao, para que voc tome posse da terra na qual vive como
estrangeiro, a terra dada por Deus a Abrao".
5 Ento Isaque despediu
Jac e este foi a Pad-Ar, a Labo, filho do arameu Betuel, irmo de
Rebeca, me de Jac e Esa.
6 Esa viu que Isaque havia abenoado a Jac e o havia mandado a
Pad-Ar para escolher ali uma mulher e que, ao abeno-lo, dera-lhe a
ordem de no se casar com mulher canania.
7 Tambm soube que Jac
obedecera a seu pai e a sua me e fora para Pad-Ar.
8 Percebendo
ento Esa que seu pai Isaque no aprovava as mulheres cananias,
9 foi
 casa de Ismael e tomou a Maalate, irm de Nebaiote, filha de Ismael,
filho de Abrao, alm das outras mulheres que j tinha.
O Sonho de Jac em Betel
10 Jac partiu de Berseba e foi para Har.
11 Chegando a determinado
lugar, parou para pernoitar, porque o sol j se havia posto. Tomando uma
das pedras dali, usou-a como travesseiro e deitou-se.
12 E teve um
sonho no qual viu uma escada apoiada na terra; o seu topo alcanava os
cus, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
13 Ao lado dele
[c] estava o Senhor , que lhe disse: "Eu sou o Senhor , o Deus de
seu pai Abrao e o Deus de Isaque. Darei a voc e a seus descendentes a
terra na qual voc est deitado.
14 Seus descendentes sero como o p
da terra, e se espalharo para o Oeste e para o Leste, para o Norte e
para o Sul. Todos os povos da terra sero abenoados por meio de voc e
da sua descendncia.
15 Estou com voc e cuidarei de voc, aonde quer
que v; e eu o trarei de volta a esta terra. No o deixarei enquanto no
fizer o que lhe prometi".
16 Quando Jac acordou do sono, disse: "Sem dvida o Senhor est
neste lugar, mas eu no sabia!"
17 Teve medo e disse: "Temvel 
este lugar! No  outro, seno a casa de Deus; esta  a porta dos
cus".
18 Na manh seguinte, Jac pegou a pedra que tinha usado como
travesseiro, colocou-a em p como coluna e derramou leo sobre o seu
topo.
19 E deu o nome de Betel [d] quele lugar, embora a cidade
anteriormente se chamasse Luz.
20 Ento Jac fez um voto, dizendo: "Se Deus estiver comigo, cuidar
de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa,
21 e levar-me de volta em segurana  casa de meu pai, ento o Senhor ser
o meu Deus.
22 E esta pedra que hoje coloquei como coluna servir de
santurio [e] de Deus; e de tudo o que me deres certamente te
darei o dzimo".
Notas de rodap:
[a] 28.1 Ou saudou-o
[b] 28.3 Hebraico: El-Shaddai .
[c] 28.13 Ou Acima dela
[d] 28.19 Betel significa casa de Deus .
[e] 28.22 Hebraico: ser a casa .

GNESIS-CAPITULO-29
Jac Encontra-se com Raquel
1 Ento Jac seguiu viagem e chegou  Mesopotmia [a] .
2 Certo dia, olhando ao redor, viu um poo no campo e trs rebanhos de
ovelhas deitadas por perto, pois os rebanhos bebiam daquele poo, que
era tapado por uma grande pedra.
3 Por isso, quando todos os rebanhos
se reuniam ali, os pastores rolavam a pedra da boca do poo e davam gua
s ovelhas. Depois recolocavam a pedra em seu lugar, sobre o poo.
4 Jac perguntou aos pastores: "Meus amigos, de onde so vocs?"
"Somos de Har", responderam.
5 "Vocs conhecem Labo, neto de Naor?", perguntou-lhes Jac.
Eles responderam: "Sim, ns o conhecemos".
6 Ento Jac perguntou: "Ele vai bem?"
"Sim, vai bem", disseram eles, "e ali vem sua filha Raquel com as
ovelhas."
7 Disse ele: "Olhem, o sol ainda vai alto e no  hora de recolher os
rebanhos. Dem de beber s ovelhas e levem-nas de volta ao pasto".
8 Mas eles responderam: "No podemos, enquanto os rebanhos no se
agruparem e a pedra no for removida da boca do poo. S ento daremos
de beber s ovelhas".
9 Ele ainda estava conversando, quando chegou Raquel com as ovelhas de
seu pai, pois ela era pastora.
10 Quando Jac viu Raquel, filha de
Labo, irmo de sua me, e as ovelhas de Labo, aproximou-se, removeu a
pedra da boca do poo e deu de beber s ovelhas de seu tio Labo.
11 Depois Jac beijou Raquel e comeou a chorar bem alto.
12 Ento contou
a Raquel que era parente do pai dela e filho de Rebeca. E ela foi
correndo contar tudo a seu pai.
13 Logo que Labo ouviu as notcias acerca de Jac, seu sobrinho,
correu ao seu encontro, abraou-o e o beijou. Depois, levou-o para casa,
e Jac contou-lhe tudo o que havia ocorrido.
14 Ento Labo lhe disse:
"Voc  sangue do meu sangue [b] ".
O Casamento de Jac
J fazia um ms que Jac estava na casa de Labo,
15 quando este lhe
disse: "S por ser meu parente voc vai trabalhar de graa? Diga-me
qual deve ser o seu salrio".
16 Ora, Labo tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o da
mais nova, Raquel.
17 Lia tinha olhos meigos [c] , mas Raquel
era bonita e atraente.
18 Como Jac gostava muito de Raquel, disse:
"Trabalharei sete anos em troca de Raquel, sua filha mais nova".
19 Labo respondeu: "Ser melhor d-la a voc do que a algum outro
homem. Fique aqui comigo".
20 Ento Jac trabalhou sete anos por
Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava.
21 Ento disse Jac a Labo: "Entregue-me a minha mulher. Cumpri o
prazo previsto e quero deitar-me com ela".
22 Ento Labo reuniu todo o povo daquele lugar e deu uma festa.
23 Mas quando a noite chegou, deu sua filha Lia a Jac, e Jac deitou-se
com ela.
24 Labo tambm entregou sua serva Zilpa  sua filha, para que
ficasse a servio dela.
25 Quando chegou a manh, l estava Lia. Ento Jac disse a Labo:
"Que foi que voc me fez? Eu no trabalhei por Raquel? Por que voc me
enganou?"
26 Labo respondeu: "Aqui no  costume entregar em casamento a filha
mais nova antes da mais velha.
27 Deixe passar esta semana de npcias e
lhe daremos tambm a mais nova, em troca de mais sete anos de
trabalho".
28 Jac concordou. Passou aquela semana de npcias com Lia, e Labo lhe
deu sua filha Raquel por mulher.
29 Labo deu a Raquel sua serva Bila,
para que ficasse a servio dela.
30 Jac deitou-se tambm com Raquel,
que era a sua preferida. E trabalhou para Labo outros sete anos.
Os Filhos de Jac
31 Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos;
Raquel, porm, era estril.
32 Lia engravidou, deu  luz um filho, e
deu-lhe o nome de Rben, pois dizia: "O Senhor viu a minha
infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amar".
33 Lia engravidou de novo e, quando deu  luz outro filho, disse:
"Porque o Senhor ouviu que sou desprezada, deu-me tambm este". Pelo
que o chamou Simeo.
34 De novo engravidou e, quando deu  luz mais um filho, disse:
"Agora, finalmente, meu marido se apegar a mim, porque j lhe dei
trs filhos". Por isso deu-lhe o nome de Levi.
35 Engravidou ainda outra vez e, quando deu  luz mais outro filho,
disse: "Desta vez louvarei o Senhor ". Assim deu-lhe o nome de Jud.
Ento parou de ter filhos.
Notas de rodap:
[a] 29.1 Hebraico:  terra dos filhos do oriente .
[b] 29.14 Hebraico: meu osso e minha carne .
[c] 29.17 Ou sem brilho

GNESIS-CAPITULO-30
1 Quando Raquel viu que no dava filhos a Jac, teve inveja de sua
irm. Por isso disse a Jac: "D-me filhos ou morrerei!"
2 Jac ficou irritado e disse: "Por acaso estou no lugar de Deus, que
a impediu de ter filhos?"
3 Ento ela respondeu: "Aqui est Bila, minha serva. Deite-se com
ela, para que tenha filhos em meu lugar [a] e por meio dela eu
tambm possa formar famlia".
4 Por isso ela deu a Jac sua serva Bila por mulher. Ele deitou-se com
ela,
5 Bila engravidou e deu-lhe um filho.
6 Ento Raquel disse:
"Deus me fez justia, ouviu o meu clamor e deu-me um filho". Por
isso deu-lhe o nome de D.
7 Bila, serva de Raquel, engravidou novamente e deu a Jac o segundo
filho.
8 Ento disse Raquel: "Tive grande luta com minha irm e
venci". Pelo que o chamou Naftali.
9 Quando Lia viu que tinha parado de ter filhos, tomou sua serva Zilpa
e a deu a Jac por mulher.
10 Zilpa, serva de Lia, deu a Jac um filho.
11 Ento disse Lia: "Que grande sorte!" [b] Por isso o
chamou Gade.
12 Zilpa, serva de Lia, deu a Jac mais um filho.
13 Ento Lia
exclamou: "Como sou feliz! As mulheres diro que sou feliz". Por
isso lhe deu o nome de Aser.
14 Durante a colheita do trigo, Rben saiu ao campo, encontrou algumas
mandrgoras [c] e as trouxe a Lia, sua me. Ento Raquel disse a
Lia: "D-me algumas mandrgoras do seu filho".
15 Mas ela respondeu: "No lhe foi suficiente tomar de mim o marido?
Vai tomar tambm as mandrgoras que o meu filho trouxe?" Ento disse
Raquel: "Jac se deitar com voc esta noite, em troca das mandrgoras
trazidas pelo seu filho".
16 Quando Jac chegou do campo naquela tarde, Lia saiu ao seu encontro
e lhe disse: "Hoje voc me possuir, pois eu comprei esse direito com
as mandrgoras do meu filho". E naquela noite ele se deitou com ela.
17 Deus ouviu Lia, e ela engravidou e deu a Jac o quinto filho.
18 Disse Lia: "Deus me recompensou por ter dado a minha serva ao meu
marido". Por isso deu-lhe o nome de Issacar.
19 Lia engravidou de novo e deu a Jac o sexto filho.
20 Disse Lia:
"Deus presenteou-me com uma ddiva preciosa. Agora meu marido me
tratar melhor [d] ; afinal j lhe dei seis filhos". Por isso
deu-lhe o nome de Zebulom.
21 Algum tempo depois, ela deu  luz uma menina a quem chamou Din.
22 Ento Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou
frtil.
23 Ela engravidou, e deu  luz um filho e disse: "Deus tirou
de mim a minha humilhao".
24 Deu-lhe o nome de Jos e disse: "Que
o Senhor me acrescente ainda outro filho".
A Riqueza de Jac
25 Depois que Raquel deu  luz Jos, Jac disse a Labo: "Deixe-me
voltar para a minha terra natal.
26 D-me as minhas mulheres, pelas
quais o servi, e os meus filhos, e partirei. Voc bem sabe quanto
trabalhei para voc".
27 Mas Labo lhe disse: "Se mereo sua considerao, peo-lhe que
fique. Por meio de adivinhao descobri que o Senhor me abenoou por sua
causa".
28 E acrescentou: "Diga o seu salrio, e eu lhe pagarei".
29 Jac lhe respondeu: "Voc sabe quanto trabalhei para voc e como
os seus rebanhos cresceram sob os meus cuidados.
30 O pouco que voc
possua antes da minha chegada aumentou muito, pois o Senhor o abenoou
depois que vim para c. Contudo, quando farei algo em favor da minha
prpria famlia?"
31 Ento Labo perguntou: "Que voc quer que eu lhe d?" "No me
d coisa alguma", respondeu Jac. "Voltarei a cuidar dos seus
rebanhos se voc concordar com o seguinte:
32 hoje passarei por todos
os seus rebanhos e tirarei do meio deles todas as ovelhas salpicadas e
pintadas, todos os cordeiros pretos e todas as cabras pintadas e
salpicadas. Eles sero o meu salrio.
33 E a minha honestidade dar
testemunho de mim no futuro, toda vez que voc resolver verificar o meu
salrio. Se estiver em meu poder alguma cabra que no seja salpicada ou
pintada, e algum cordeiro que no seja preto, poder consider-los
roubados."
34 E disse Labo: "De acordo. Seja como voc disse".
35 Naquele
mesmo dia Labo separou todos os bodes que tinham listras [e] ou
manchas brancas, todas as cabras que tinham pintas ou manchas brancas, e
todos os cordeiros pretos e os colocou aos cuidados de seus filhos.
36 Afastou-se ento de Jac,  distncia equivalente a trs dias de viagem,
e Jac continuou a apascentar o resto dos rebanhos de Labo.
37 Jac pegou galhos verdes de estoraque, amendoeira e pltano e neles
fez listras brancas, descascando-os parcialmente e expondo assim a parte
branca interna dos galhos.
38 Depois fixou os galhos descascados junto
aos bebedouros, na frente dos rebanhos, no lugar onde costumavam beber
gua. Na poca do cio, os rebanhos vinham beber e
39 se acasalavam
diante dos galhos. E geravam filhotes listrados, salpicados e pintados.
40 Jac separava os filhotes do rebanho dos demais, e fazia com que
esses ficassem juntos dos animais listrados e pretos de Labo. Assim foi
formando o seu prprio rebanho que separou do de Labo.
41 Toda vez que
as fmeas mais fortes estavam no cio, Jac colocava os galhos nos
bebedouros, em frente dos animais, para que se acasalassem perto dos
galhos;
42 mas, se os animais eram fracos, no os colocava ali. Desse
modo, os animais fracos ficavam para Labo e os mais fortes para Jac.
43 Assim o homem ficou extremamente rico, tornando-se dono de grandes
rebanhos e de servos e servas, camelos e jumentos.
Notas de rodap:
[a] 30.3 Hebraico: nos meus joelhos .
[b] 30.11 Ou "Uma tropa est vindo!"
[c] 30.14 Isto , plantas tidas por afrodisacas e capazes de
favorecer a fertilidade feminina.
[d] 30.20 Ou me honrar
[e] 30.35 Ou cauda retorcida ; tambm em 30.39,40; 31.8,10 e 12.

GNESIS-CAPITULO-31
Jac Foge de Labo
1 Jac, porm, ouviu falar que os filhos de Labo estavam dizendo:
"Jac tomou tudo que o nosso pai tinha e juntou toda a sua riqueza 
custa do nosso pai".
2 E Jac percebeu que a atitude de Labo para
com ele j no era a mesma de antes.
3 E o Senhor disse a Jac: "Volte para a terra de seus pais e de seus
parentes, e eu estarei com voc".
4 Ento Jac mandou chamar Raquel e Lia para virem ao campo onde
estavam os seus rebanhos,
5 e lhes disse: "Vejo que a atitude do seu
pai para comigo no  mais a mesma, mas o Deus de meu pai tem estado
comigo.
6 Vocs sabem que trabalhei para seu pai com todo o empenho,
7 mas ele tem me feito de tolo, mudando o meu salrio dez vezes. Contudo,
Deus no permitiu que ele me prejudicasse.
8 Se ele dizia: ``As crias
salpicadas sero o seu salrio'', todos os rebanhos geravam filhotes
salpicados; e se ele dizia: ``As que tm listras sero o seu
salrio'', todos os rebanhos geravam filhotes com listras.
9 Foi assim
que Deus tirou os rebanhos de seu pai e os deu a mim.
10 "Na poca do acasalamento, tive um sonho em que olhei e vi que os
machos que fecundavam o rebanho tinham listras, eram salpicados e
malhados.
11 O Anjo de Deus me disse no sonho: ``Jac!'' Eu respondi:
Eis-me aqui!
12 Ento ele disse: ``Olhe e veja que todos os machos que
fecundam o rebanho tm listras, so salpicados e malhados, porque tenho
visto tudo o que Labo lhe fez.
13 Sou o Deus de Betel, onde voc ungiu
uma coluna e me fez um voto. Saia agora desta terra e volte para a sua
terra natal''".
14 Raquel e Lia disseram a Jac: "Temos ainda parte na herana dos
bens de nosso pai?
15 No nos trata ele como estrangeiras? No apenas
nos vendeu como tambm gastou tudo o que foi pago por ns!
16 Toda a
riqueza que Deus tirou de nosso pai  nossa e de nossos filhos.
Portanto, faa tudo quanto Deus lhe ordenou".
17 Ento Jac ajudou seus filhos e suas mulheres a montar nos camelos,
18 e conduziu todo o seu rebanho, junto com todos os bens que havia
acumulado em Pad-Ar [a] , para ir  terra de Cana,  casa de
seu pai, Isaque.
19 Enquanto Labo tinha sado para tosquiar suas ovelhas, Raquel roubou
de seu pai os dolos do cl.
20 Foi assim que Jac enganou a Labo, o
arameu, fugindo sem lhe dizer nada.
21 Ele fugiu com tudo o que tinha
e, atravessando o Eufrates [b] , foi para os montes de Gileade.
Labo Persegue Jac
22 Trs dias depois, Labo foi informado de que Jac tinha fugido.
23 Tomando consigo os homens de sua famlia, perseguiu Jac por sete dias e
o alcanou nos montes de Gileade.
24 Ento, de noite, Deus veio em
sonho a Labo, o arameu, e o advertiu: "Cuidado! No diga nada a Jac,
no lhe faa promessas nem ameaas".
25 Labo alcanou Jac, que estava acampado nos montes de Gileade.
Ento Labo e os homens se acamparam ali tambm.
26 Ele perguntou a
Jac: "Que foi que voc fez? No s me enganou como tambm raptou
minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra.
27 Por que voc me
enganou, fugindo em segredo, sem avisar-me? Eu teria celebrado a sua
partida com alegria e cantos, ao som dos tamborins e das harpas.
28 Voc sequer me deixou beijar meus netos e minhas filhas para despedir-me
deles. Voc foi insensato.
29 Tenho poder para prejudic-los; mas, na
noite passada, o Deus do pai de vocs me advertiu: ``Cuidado! No diga
nada a Jac, no lhe faa promessas nem ameaas''.
30 Agora, se voc
partiu porque tinha saudade da casa de seu pai, por que roubou meus
deuses?"
31 Jac respondeu a Labo: "Tive medo, pois pensei que voc tiraria
suas filhas de mim  fora.
32 Quanto aos seus deuses, quem for
encontrado com eles no ficar vivo. Na presena dos nossos parentes,
veja voc mesmo se est aqui comigo qualquer coisa que lhe pertena, e,
se estiver, leve-a de volta". Ora, Jac no sabia que Raquel os havia
roubado.
33 Ento Labo entrou na tenda de Jac, e nas tendas de Lia e de suas
duas servas, mas nada encontrou. Depois de sair da tenda de Lia, entrou
na tenda de Raquel.
34 Raquel tinha colocado os dolos dentro da sela
do seu camelo e estava sentada em cima. Labo vasculhou toda a tenda,
mas nada encontrou.
35 Raquel disse ao pai: "No se irrite, meu senhor, por no poder me
levantar em sua presena, pois estou com o fluxo das mulheres". Ele
procurou os dolos, mas no os encontrou.
36 Jac ficou irado e queixou-se a Labo: "Qual foi meu crime? Que
pecado cometi para que voc me persiga furiosamente?
37 Voc j
vasculhou tudo o que me pertence. Encontrou algo que lhe pertena? Ento
coloque tudo aqui na frente dos meus parentes e dos seus, e que eles
julguem entre ns dois.
38 "Vinte anos estive com voc. Suas ovelhas e cabras nunca
abortaram, e jamais comi um s carneiro do seu rebanho.
39 Eu nunca
levava a voc os animais despedaados por feras; eu mesmo assumia o
prejuzo. E voc pedia contas de todo animal roubado de dia ou de noite.
40 O calor me consumia de dia, e o frio de noite, e o sono fugia dos
meus olhos.
41 Foi assim nos vinte anos em que fiquei em sua casa.
Trabalhei para voc catorze anos em troca de suas duas filhas e seis
anos por seus rebanhos, e dez vezes voc alterou o meu salrio.
42 Se o
Deus de meu pai, o Deus de Abrao, o Temor de Isaque, no estivesse
comigo, certamente voc me despediria de mos vazias. Mas Deus viu o meu
sofrimento e o trabalho das minhas mos e, na noite passada, ele
manifestou a sua deciso".
O Acordo entre Labo e Jac
43 Labo respondeu a Jac: "As mulheres so minhas filhas, os filhos
so meus, os rebanhos so meus. Tudo o que voc v  meu. Que posso
fazer por essas minhas filhas ou pelos filhos que delas nasceram?
44 Faamos agora, eu e voc, um acordo que sirva de testemunho entre ns
dois".
45 Ento Jac tomou uma pedra e a colocou em p como coluna.
46 E
disse aos seus parentes: "Juntem algumas pedras". Eles apanharam
pedras e as amontoaram. Depois comeram ali, ao lado do monte de pedras.
47 Labo o chamou Jegar-Saaduta, e Jac o chamou Galeede [c] .
48 Labo disse: "Este monte de pedras  uma testemunha entre mim e
voc, no dia de hoje". Por isso foi chamado Galeede.
49 Foi tambm
chamado Misp [d] , porque ele declarou: "Que o Senhor nos
vigie, a mim e a voc, quando estivermos separados um do outro.
50 Se
voc maltratar minhas filhas ou menosprez-las, tomando outras mulheres
alm delas, ainda que ningum saiba, lembre-se de que Deus  testemunha
entre mim e voc".
51 Disse ainda Labo a Jac: "Aqui esto este monte de pedras e esta
coluna que coloquei entre mim e voc.
52 So testemunhas de que no
passarei para o lado de l para prejudic-lo, nem voc passar para o
lado de c para prejudicar-me.
53 Que o Deus de Abrao, o Deus de Naor,
o Deus do pai deles, julgue [e] entre ns".
Ento Jac fez um juramento em nome do Temor de seu pai Isaque.
54 Ofereceu um sacrifcio no monte e chamou os parentes que l estavam para
uma refeio. Depois de comerem, passaram a noite ali.
55 Na manh seguinte, Labo beijou seus netos e suas filhas e os
abenoou, e depois voltou para a sua terra.
Notas de rodap:
[a] 31.18 Provavelmente na regio noroeste da Mesopotmia; tambm em
33.18, 35.9 e 26.
[b] 31.21 Hebraico: o Rio .
[c] 31.47 Tanto Jegar-Saaduta (aramaico) como Galeede (hebraico)
significam monte de pedras do testemunho.
[d] 31.49 Misp significa torre de vigia .
[e] 31.53 Conforme a Septuaginta e o Pentateuco Samaritano. O Texto
Massortico permite que o versculo seja entendido no plural.

GNESIS-CAPITULO-32
Jac Prepara-se para o Encontro com Esa
1 Jac tambm seguiu o seu caminho, e anjos de Deus vieram ao encontro
dele.
2 Quando Jac os avistou, disse: "Este  o exrcito de Deus!"
Por isso deu quele lugar o nome de Maanaim [a] .
3 Jac mandou mensageiros adiante dele a seu irmo Esa, na regio de
Seir, territrio de Edom.
4 E lhes ordenou: "Vocs diro o seguinte
ao meu senhor Esa: Assim diz teu servo Jac: Morei na casa de Labo e
com ele permaneci at agora.
5 Tenho bois e jumentos, ovelhas e cabras,
servos e servas. Envio agora esta mensagem ao meu senhor, para que me
recebas bem".
6 Quando os mensageiros voltaram a Jac, disseram-lhe: "Fomos at seu
irmo Esa, e ele est vindo ao seu encontro, com quatrocentos
homens".
7 Jac encheu-se de medo e foi tomado de angstia. Ento dividiu em
dois grupos todos os que estavam com ele, bem como as ovelhas, as
cabras, os bois e os camelos,
8 pois assim pensou: "Se Esa vier e
atacar um dos grupos, o outro poder escapar".
9 Ento Jac orou: " Deus de meu pai Abrao, Deus de meu pai Isaque,
 Senhor que me disseste: ``Volte para a sua terra e para os seus
parentes e eu o farei prosperar'';
10 no sou digno de toda a bondade
e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordo eu
tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas.
11 Livra-me, rogo-te, das mos de meu irmo Esa, porque tenho medo que ele
venha nos atacar, tanto a mim como s mes e s crianas.
12 Pois tu
prometeste: ``Esteja certo de que eu o farei prosperar e farei os seus
descendentes to numerosos como a areia do mar, que no se pode
contar''".
13 Depois de passar ali a noite, escolheu entre os seus rebanhos um
presente para o seu irmo Esa:
14 duzentas cabras e vinte bodes,
duzentas ovelhas e vinte carneiros,
15 trinta fmeas de camelo com seus
filhotes, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentos.
16 Colocou cada rebanho sob o cuidado de um servo, e disse-lhes: "Vo
 minha frente e mantenham certa distncia entre um rebanho e outro".
17 Ao que ia  frente deu a seguinte instruo: "Quando meu irmo
Esa encontrar-se com voc e lhe perguntar: ``A quem voc pertence,
para onde vai e de quem  todo este rebanho  sua frente?'',
18 voc
responder:  do teu servo Jac.  um presente para o meu senhor Esa; e
ele mesmo est vindo atrs de ns".
19 Tambm instruiu o segundo, o terceiro e todos os outros que
acompanhavam os rebanhos: "Digam tambm a mesma coisa a Esa quando o
encontrarem.
20 E acrescentem: Teu servo Jac est vindo atrs de
ns". Porque pensava: "Eu o apaziguarei com esses presentes que
estou enviando antes de mim; mais tarde, quando eu o vir, talvez me
receba".
21 Assim os presentes de Jac seguiram  sua frente; ele,
porm, passou a noite no acampamento.
Jac Luta com Deus
22 Naquela noite Jac levantou-se, tomou suas duas mulheres, suas duas
servas e seus onze filhos para atravessar o lugar de passagem do
Jaboque.
23 Depois de hav-los feito atravessar o ribeiro, fez passar
tambm tudo o que possua.
24 E Jac ficou sozinho. Ento veio um homem
que se ps a lutar com ele at o amanhecer.
25 Quando o homem viu que
no poderia domin-lo, tocou na articulao da coxa de Jac, de forma
que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam.
26 Ento o homem disse:
"Deixe-me ir, pois o dia j desponta". Mas Jac lhe respondeu:
"No te deixarei ir, a no ser que me abenoes".
27 O homem lhe perguntou: "Qual  o seu nome?"
"Jac [b] ", respondeu ele.
28 Ento disse o homem: "Seu nome no ser mais Jac, mas sim Israel
[c] , porque voc lutou com Deus e com homens e venceu".
29 Prosseguiu Jac: "Peo-te que digas o teu nome".
Mas ele respondeu: "Por que pergunta o meu nome?" E o abenoou ali.
30 Jac chamou quele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a
face e, todavia, minha vida foi poupada".
31 Ao nascer do sol atravessou Peniel, mancando por causa da coxa.
32 Por isso, at o dia de hoje, os israelitas no comem o msculo ligado 
articulao do quadril, porque nesse msculo Jac foi ferido.
Notas de rodap:
[a] 32.2 Maanaim significa dois exrcitos.
[b] 32.27 Jac significa ele agarra o calcanhar ou ele age
traioeiramente; tambm em 35.10.
[c] 32.28 Israel significa ele luta com Deus; tambm em 35.10.

GNESIS-CAPITULO-33
O Encontro de Esa e Jac
1 Quando Jac olhou e viu que Esa estava se aproximando, com
quatrocentos homens, dividiu as crianas entre Lia, Raquel e as duas
servas.
2 Colocou as servas e os seus filhos  frente, Lia e seus
filhos depois, e Raquel com Jos por ltimo.
3 Ele mesmo passou 
frente e, ao aproximar-se do seu irmo, curvou-se at o cho sete vezes.
4 Mas Esa correu ao encontro de Jac e abraou-se ao seu pescoo, e o
beijou. E eles choraram.
5 Ento Esa ergueu o olhar e viu as mulheres
e as crianas. E perguntou: "Quem so estes?"
Jac respondeu: "So os filhos que Deus concedeu ao teu servo".
6 Ento as servas e os seus filhos se aproximaram e se curvaram.
7 Depois, Lia e os seus filhos vieram e se curvaram. Por ltimo, chegaram
Jos e Raquel, e tambm se curvaram.
8 Esa perguntou: "O que voc pretende com todos os rebanhos que
encontrei pelo caminho?"
"Ser bem recebido por ti, meu senhor", respondeu Jac.
9 Disse, porm, Esa: "Eu j tenho muito, meu irmo. Guarde para voc
o que  seu".
10 Mas Jac insistiu: "No! Se te agradaste de mim, aceita este
presente de minha parte, porque ver a tua face  como contemplar a face
de Deus; alm disso, tu me recebeste to bem!
11 Aceita, pois, o
presente que te foi trazido, pois Deus tem sido favorvel para comigo, e
eu j tenho tudo o que necessito". Jac tanto insistiu que Esa acabou
aceitando.
12 Ento disse Esa: "Vamos seguir em frente. Eu o acompanharei".
13 Jac, porm, lhe disse: "Meu senhor sabe que as crianas so
frgeis e que esto sob os meus cuidados ovelhas e vacas que amamentam
suas crias. Se for-las demais na caminhada, um s dia que seja, todo o
rebanho morrer.
14 Por isso, meu senhor, vai  frente do teu servo, e
eu sigo atrs, devagar, no passo dos rebanhos e das crianas, at que eu
chegue ao meu senhor em Seir".
15 Esa sugeriu: "Permita-me, ento, deixar alguns homens com
voc".
Jac perguntou: "Mas para qu, meu senhor? Ter sido bem recebido j me
foi suficiente!"
16 Naquele dia Esa voltou para Seir.
17 Jac, todavia, foi para
Sucote, onde construiu uma casa para si e abrigos para o seu gado. Foi
por isso que o lugar recebeu o nome de Sucote.
18 Tendo voltado de Pad-Ar, Jac chegou a salvo  [a] cidade
de Siqum, em Cana, e acampou prximo da cidade.
19 Por cem peas de
prata [b] comprou dos filhos de Hamor, pai de Siqum, a parte do
campo onde tinha armado acampamento.
20 Ali edificou um altar e lhe
chamou El Elohe Israel [c] .
Notas de rodap:
[a] 33.18 Ou chegou a Salm, uma cidade de Siqum ,
[b] 33.19 Hebraico: 100 quesitas . Uma quesita era uma unidade
monetria de peso e valor desconhecidos.
[c] 33.20 Isto , Deus, o Deus de Israel ou poderoso  o Deus de
Israel.

GNESIS-CAPITULO-34
O Conflito entre os Filhos de Jac e os Siquemitas
1 Certa vez, Din, a filha que Lia dera a Jac, saiu para conhecer as
mulheres daquela terra.
2 Siqum, filho de Hamor, o heveu, governador
daquela regio, viu-a, agarrou-a e a violentou.
3 Mas o seu corao foi
atrado por Din, filha de Jac, e ele amou a moa e falou-lhe com
ternura.
4 Por isso Siqum foi dizer a seu pai Hamor: "Consiga-me
aquela moa para que seja minha mulher".
5 Quando Jac soube que sua filha Din tinha sido desonrada, seus
filhos estavam no campo, com os rebanhos; por isso esperou calado at
que regressassem.
6 Ento Hamor, pai de Siqum, foi conversar com Jac.
7 Quando os
filhos de Jac voltaram do campo e souberam de tudo, ficaram
profundamente entristecidos e irados, porque Siqum tinha cometido um
ato vergonhoso em [a] Israel, ao deitar-se com a filha de Jac:
coisa que no se faz.
8 Mas Hamor lhes disse: "Meu filho Siqum apaixonou-se pela filha de
vocs. Por favor, entreguem-na a ele para que seja sua mulher.
9 Casem-se entre ns; dem-nos suas filhas e tomem para si as nossas.
10 Estabeleam-se entre ns. A terra est aberta para vocs: habitem-na,
faam comrcio [b] nela e adquiram propriedades".
11 Ento Siqum disse ao pai e aos irmos de Din: "Concedam-me este
favor, e eu lhes darei o que me pedirem.
12 Aumentem quanto quiserem o
preo e o presente pela noiva, e pagarei o que me pedirem. To-somente
me dem a moa por mulher".
13 Os filhos de Jac, porm, responderam com falsidade a Siqum e a seu
pai Hamor, por ter Siqum desonrado Din, a irm deles.
14 Disseram:
"No podemos fazer isso; jamais entregaremos nossa irm a um homem que
no seja circuncidado. Seria uma vergonha para ns.
15 Daremos nosso
consentimento a vocs com uma condio: que vocs se tornem como ns,
circuncidando todos os do sexo masculino.
16 S ento lhes daremos as
nossas filhas e poderemos casar-nos com as suas. Ns nos estabeleceremos
entre vocs e seremos um s povo.
17 Mas se no aceitarem
circuncidar-se, tomaremos nossa irm [c] e partiremos".
18 A
proposta deles pareceu boa a Hamor e a seu filho Siqum.
19 O jovem,
que era o mais respeitado de todos os da casa de seu pai, no demorou em
cumprir o que pediram, porque realmente gostava da filha de Jac.
20 Assim Hamor e seu filho Siqum dirigiram-se  porta da cidade para
conversar com os seus concidados. E disseram:
21 "Esses homens so
de paz. Permitam que eles habitem em nossa terra e faam comrcio entre
ns; a terra tem bastante lugar para eles. Poderemos casar com as suas
filhas, e eles com as nossas.
22 Mas eles s consentiro em viver
conosco como um s povo sob a condio de que todos os nossos homens
sejam circuncidados, como eles.
23 Lembrem-se de que os seus rebanhos,
os seus bens e todos os seus outros animais passaro a ser nossos.
Aceitemos ento a condio para que se estabeleam em nosso meio".
24 Todos os que saram para reunir-se  porta da cidade concordaram com
Hamor e com seu filho Siqum, e todos os homens e meninos da cidade
foram circuncidados.
25 Trs dias depois, quando ainda sofriam dores, dois filhos de Jac,
Simeo e Levi, irmos de Din, pegaram suas espadas e atacaram a cidade
desprevenida, matando todos os homens.
26 Mataram ao fio da espada
Hamor e seu filho Siqum, tiraram Din da casa de Siqum e partiram.
27 Vieram ento os outros filhos de Jac e, passando pelos corpos,
saquearam a cidade onde [d] sua irm tinha sido desonrada.
28 Apoderaram-se das ovelhas, dos bois e dos jumentos, e de tudo o que
havia na cidade e no campo.
29 Levaram as mulheres e as crianas, e
saquearam todos os bens e tudo o que havia nas casas.
30 Ento Jac disse a Simeo e a Levi: "Vocs me puseram em grandes
apuros, atraindo sobre mim o dio [e] dos cananeus e dos
ferezeus, habitantes desta terra. Somos poucos, e se eles juntarem suas
foras e nos atacarem, eu e a minha famlia seremos destrudos".
31 Mas eles responderam: "Est certo ele tratar nossa irm como uma
prostituta?"
Notas de rodap:
[a] 34.7 Ou contra
[b] 34.10 Ou movam-se livremente ; tambm no versculo 21.
[c] 34.17 Hebraico: filha .
[d] 34.27 Ou porque
[e] 34.30 Hebraico: transformando-me em mau cheiro para os.

GNESIS-CAPITULO-35
O Retorno de Jac a Betel
1 Deus disse a Jac: "Suba a Betel [a] e estabelea-se l, e
faa um altar ao Deus que lhe apareceu quando voc fugia do seu irmo
Esa".
2 Disse, pois, Jac aos de sua casa e a todos os que estavam com ele:
"Livrem-se dos deuses estrangeiros que esto entre vocs,
purifiquem-se e troquem de roupa.
3 Venham! Vamos subir a Betel, onde
farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angstia e que tem
estado comigo por onde tenho andado".
4 Ento entregaram a Jac todos
os deuses estrangeiros que possuam e os brincos que usavam nas orelhas,
e Jac os enterrou ao p da grande rvore, prximo a Siqum.
5 Quando
eles partiram, o terror de Deus caiu de tal maneira sobre as cidades ao
redor que ningum ousou perseguir os filhos de Jac.
6 Jac e todos os que com ele estavam chegaram a Luz, que  Betel, na
terra de Cana.
7 Nesse lugar construiu um altar e lhe deu o nome de
El-Betel [b] , porque ali Deus havia se revelado [c] a
ele, quando fugia do seu irmo.
8 Dbora, ama de Rebeca, morreu e foi sepultada perto de Betel, ao p
do Carvalho, que por isso foi chamado Alom-Bacute [d] .
9 Depois que Jac retornou de Pad-Ar, Deus lhe apareceu de novo e o
abenoou,
10 dizendo: "Seu nome  Jac, mas voc no ser mais
chamado Jac; seu nome ser Israel". Assim lhe deu o nome de Israel.
11 E Deus ainda lhe disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso [e] ;
seja prolfero e multiplique-se. De voc procedero uma nao e uma
comunidade de naes, e reis estaro entre os seus descendentes.
12 A
terra que dei a Abrao e a Isaque, dou a voc; e tambm aos seus futuros
descendentes darei esta terra".
13 A seguir, Deus elevou-se do lugar
onde estivera falando com Jac.
14 Jac levantou uma coluna de pedra no lugar em que Deus lhe falara, e
derramou sobre ela uma oferta de bebidas [f] e a ungiu com leo.
15 Jac deu o nome de Betel ao lugar onde Deus tinha falado com ele.
A Morte de Isaque e de Raquel
16 Eles partiram de Betel, e quando ainda estavam a certa distncia de
Efrata, Raquel comeou a dar  luz com grande dificuldade.
17 E,
enquanto padecia muito, tentando dar  luz, a parteira lhe disse: "No
tenha medo, pois voc ainda ter outro menino".
18 J a ponto de
sair-lhe a vida, quando estava morrendo, deu ao filho o nome de Benoni
[g] . Mas o pai deu-lhe o nome de Benjamim [h] .
19 Assim morreu Raquel e foi sepultada junto do caminho de Efrata, que
 Belm.
20 Sobre a sua sepultura Jac levantou uma coluna, e at o dia
de hoje aquela coluna marca o tmulo de Raquel.
21 Israel partiu novamente e armou acampamento adiante de Migdal-der
[i] .
22 Na poca em que Israel vivia naquela regio, Rben
deitou-se com Bila, concubina de seu pai. E Israel ficou sabendo disso.
Jac teve doze filhos:
23 Estes foram seus filhos com Lia:
Rben, o filho mais velho de Jac,
Simeo, Levi, Jud, Issacar e Zebulom.
24 Estes foram seus filhos com Raquel:
Jos e Benjamim.
25 Estes foram seus filhos com Bila, serva de Raquel:
D e Naftali.
26 Estes foram seus filhos com Zilpa, serva de Lia:
Gade e Aser.
Foram esses os filhos de Jac, nascidos em Pad-Ar.
27 Depois Jac foi visitar seu pai Isaque em Manre, perto de
Quiriate-Arba, que  Hebrom, onde Abrao e Isaque tinham morado.
28 Isaque viveu cento e oitenta anos.
29 Morreu em idade bem avanada e
foi reunido aos seus antepassados. E seus filhos Esa e Jac o
sepultaram.
Notas de rodap:
[a] 35.1 Betel significa casa de Deus.
[b] 35.7 El-Betel significa Deus de Betel.
[c] 35.7 Ou ali os seres celestiais se revelaram
[d] 35.8 Alom-Bacute significa carvalho do pranto.
[e] 35.11 Hebraico: El-Shaddai .
[f] 35.14 Veja Nm 28.7.
[g] 35.18 Benoni significa filho da minha aflio.
[h] 35.18 Benjamim significa filho da minha direita.
[i] 35.21 Migdal-der significa torre do rebanho.

GNESIS-CAPITULO-36
Os Descendentes de Esa
1 Esta  a histria da famlia de Esa, que  Edom.
2 Esa casou-se com mulheres de Cana: com Ada, filha de Elom, o
hitita, e com Oolibama, filha de An e neta de Zibeo, o heveu;
3 e
tambm com Basemate, filha de Ismael e irm de Nebaiote.
4 Ada deu a Esa um filho chamado Elifaz; Basemate deu-lhe Reuel;
5 e
Oolibama deu-lhe Jes, Jalo e Cor. Esses foram os filhos de Esa que
lhe nasceram em Cana.
6 Esa tomou suas mulheres, seus filhos e filhas e todos os de sua
casa, assim como os seus rebanhos, todos os outros animais e todos os
bens que havia adquirido em Cana, e foi para outra regio, para longe
do seu irmo Jac.
7 Os seus bens eram tantos que eles j no podiam
morar juntos; a terra onde estavam vivendo no podia sustent-los, por
causa dos seus rebanhos.
8 Por isso Esa, que  Edom, fixou-se nos
montes de Seir.
9 Este  o registro da descendncia de Esa, pai dos edomitas, nos
montes de Seir.
10 Estes so os nomes dos filhos de Esa:
Elifaz, filho de Ada, mulher de Esa; e Reuel, filho de Basemate, mulher
de Esa.
11 Estes foram os filhos de Elifaz:
Tem, Omar, Zef, Gaet e Quenaz.
12 Elifaz, filho de Esa, tinha uma concubina chamada Timna, que lhe
deu um filho chamado Amaleque. Foram esses os netos de Ada, mulher de
Esa.
13 Estes foram os filhos de Reuel:
Naate, Zer, Sam e Miz. Foram esses os netos de Basemate, mulher de
Esa.
14 Estes foram os filhos de Oolibama, mulher de Esa, filha de An e
neta de Zibeo, os quais ela deu a Esa:
Jes, Jalo e Cor.
15 Foram estes os chefes dentre os descendentes de Esa:
Os filhos de Elifaz, filho mais velho de Esa:
Tem, Omar, Zef, Quenaz,
16 Cor [a] , Gaet e Amaleque. Foram
esses os chefes descendentes de Elifaz em Edom; eram netos de Ada.
17 Foram estes os filhos de Reuel, filho de Esa:
Os chefes Naate, Zer, Sam e Miz. Foram esses os chefes descendentes
de Reuel em Edom; netos de Basemate, mulher de Esa.
18 Foram estes os filhos de Oolibama, mulher de Esa:
Os chefes Jes, Jalo e Cor. Foram esses os chefes descendentes de
Oolibama, mulher de Esa, filha de An.
19 Foram esses os filhos de Esa, que  Edom, e esses foram os seus
chefes.
Os Descendentes de Seir
20 Estes foram os filhos de Seir, o horeu, que estavam habitando aquela
regio: Lot, Sobal, Zibeo e An,
21 Disom, zer e Dis. Esses filhos
de Seir foram chefes dos horeus no territrio de Edom.
22 Estes foram os filhos de Lot:
Hori e Hem. Timna era irm de Lot.
23 Estes foram os filhos de Sobal:
Alv, Manaate, Ebal, Sef e On.
24 Estes foram os filhos de Zibeo:
Ai e An. Foi este An que descobriu as fontes de guas quentes
[b] no deserto, quando levava para pastar os jumentos de Zibeo, seu
pai.
25 Estes foram os filhos de An:
Disom e Oolibama, a filha de An.
26 Estes foram os filhos de Disom:
Hend, Esb, Itr e Quer.
27 Estes foram os filhos de zer:
Bil, Zaav e Ac.
28 Estes foram os filhos de Dis:
Uz e Ar.
29 Estes foram os chefes dos horeus:
Lot, Sobal, Zibeo, An,
30 Disom, zer e Dis. Esses foram os chefes
dos horeus, de acordo com as suas divises tribais na regio de Seir.
Os Reis e os Chefes de Edom
31 Estes foram os reis que reinaram no territrio de Edom antes de
haver rei entre os israelitas:
32 Bel, filho de Beor, reinou em Edom. Sua cidade chamava-se Dinab.
33 Quando Bel morreu, foi sucedido por Jobabe, filho de Zer, de
Bozra.
34 Jobabe morreu, e Hus, da terra dos temanitas, foi o seu sucessor.
35 Hus morreu, e Hadade, filho de Bedade, que tinha derrotado os
midianitas na terra de Moabe, foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se
Avite.
36 Hadade morreu, e Saml de Masreca foi o seu sucessor.
37 Saml morreu, e Saul, de Reobote, prxima ao Eufrates [c] ,
foi o seu sucessor.
38 Saul morreu, e Baal-Han, filho de Acbor, foi o seu sucessor.
39 Baal-Han, filho de Acbor, morreu, e Hadade [d] foi o seu
sucessor. Sua cidade chamava-se Pa, e o nome de sua mulher era
Meetabel, filha de Matrede, neta de Mezaabe.
40 Estes foram os chefes descendentes de Esa, conforme os seus nomes,
cls e regies:
Timna, Alva, Jetete,
41 Oolibama, El, Pinom,
42 Quenaz, Tem, Mibzar,
43 Magdiel e Ir. Foram esses os chefes de Edom; cada um deles fixou-se
numa regio da terra que ocuparam.
Os edomitas eram descendentes de Esa.
Notas de rodap:
[a] 36.16 Alguns manuscritos no trazem Cor. Veja tambm o versculo
11 e 1Cr 1.36.
[b] 36.24 Ou descobriu gua
[c] 36.37 Hebraico: ao Rio .
[d] 36.39 Vrios manuscritos dizem Hadar. Veja 1 Cr 1.50.

GNESIS-CAPITULO-37
Os Sonhos de Jos
1 Jac habitou na terra de Cana, onde seu pai tinha vivido como
estrangeiro.
2 Esta  a histria da famlia de Jac:
Quando Jos tinha dezessete anos, pastoreava os rebanhos com os seus
irmos. Ajudava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu
pai; e contava ao pai a m fama deles.
3 Ora, Israel gostava mais de Jos do que de qualquer outro filho,
porque lhe havia nascido em sua velhice; por isso mandou fazer para ele
uma tnica longa [a] .
4 Quando os seus irmos viram que o pai
gostava mais dele do que de qualquer outro filho, odiaram-no e no
conseguiam falar com ele amigavelmente.
5 Certa vez, Jos teve um sonho e, quando o contou a seus irmos, eles
passaram a odi-lo ainda mais.
6 "Ouam o sonho que tive", disse-lhes.
7 "Estvamos amarrando
os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em
p, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante
dele."
8 Seus irmos lhe disseram: "Ento voc vai reinar sobre ns? Quer
dizer que voc vai nos governar?" E o odiaram ainda mais, por causa do
sonho e do que tinha dito.
9 Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmos: "Tive outro
sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de
mim".
10 Quando o contou ao pai e aos irmos, o pai o repreendeu e lhe disse:
"Que sonho foi esse que voc teve? Ser que eu, sua me, e seus irmos
viremos a nos curvar at o cho diante de voc?"
11 Assim seus irmos
tiveram cimes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.
Vendido pelos Irmos
12 Os irmos de Jos tinham ido cuidar dos rebanhos do pai, perto de
Siqum,
13 e Israel disse a Jos: "Como voc sabe, seus irmos esto
apascentando os rebanhos perto de Siqum. Quero que voc v at l".
"Sim, senhor", respondeu ele.
14 Disse-lhe o pai: "V ver se est tudo bem com os seus irmos e com
os rebanhos, e traga-me notcias". Jac o enviou quando estava no vale
de Hebrom.
Mas Jos se perdeu quando se aproximava de Siqum;
15 um homem o
encontrou vagueando pelos campos e lhe perguntou: "Que  que voc est
procurando?"
16 Ele respondeu: "Procuro meus irmos. Pode me dizer onde eles esto
apascentando os rebanhos?"
17 Respondeu o homem: "Eles j partiram daqui. Eu os ouvi dizer:
``Vamos para Dot''".
Assim Jos foi em busca dos seus irmos e os encontrou perto de Dot.
18 Mas eles o viram de longe e, antes que chegasse, planejaram mat-lo.
19 "L vem aquele sonhador!", diziam uns aos outros.
20 "
agora! Vamos mat-lo e jog-lo num destes poos, e diremos que um animal
selvagem o devorou. Veremos ento o que ser dos seus sonhos."
21 Quando Rben ouviu isso, tentou livr-lo das mos deles, dizendo:
"No lhe tiremos a vida!"
22 E acrescentou: "No derramem sangue.
Joguem-no naquele poo no deserto, mas no toquem nele". Rben props
isso com a inteno de livr-lo e lev-lo de volta ao pai.
23 Chegando Jos, seus irmos lhe arrancaram a tnica longa,
24 agarraram-no e o jogaram no poo, que estava vazio e sem gua.
25 Ao se assentarem para comer, viram ao longe uma caravana de
ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos estavam carregados de
especiarias, blsamo e mirra, que eles levavam para o Egito.
26 Jud disse ento a seus irmos: "Que ganharemos se matarmos o
nosso irmo e escondermos o seu sangue?
27 Vamos vend-lo aos
ismaelitas. No tocaremos nele, afinal  nosso irmo,  nosso prprio
sangue [b] ". E seus irmos concordaram.
28 Quando os mercadores ismaelitas de Midi se aproximaram, seus irmos
tiraram Jos do poo e o venderam por vinte peas de prata aos
ismaelitas, que o levaram para o Egito.
29 Quando Rben voltou ao poo e viu que Jos no estava l, rasgou
suas vestes
30 e, voltando a seus irmos, disse: "O jovem no est
l! Para onde irei agora?"
31 Ento eles mataram um bode, mergulharam no sangue a tnica de Jos
32 e a mandaram ao pai com este recado: "Achamos isto. Veja se  a
tnica de teu filho".
33 Ele a reconheceu e disse: " a tnica de meu filho! Um animal
selvagem o devorou! Jos foi despedaado!"
34 Ento Jac rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e chorou
muitos dias por seu filho.
35 Todos os seus filhos e filhas vieram
consol-lo, mas ele recusou ser consolado, dizendo: "No! Chorando
descerei  sepultura [c] para junto de meu filho". E continuou
a chorar por ele.
36 Nesse meio tempo, no Egito, os midianitas venderam Jos a Potifar,
oficial do fara e capito da guarda.
Notas de rodap:
[a] 37.3 Ou de diversas cores ; tambm nos versculos 23 e 32.
[b] 37.27 Hebraico: nossa carne .
[c] 37.35 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

GNESIS-CAPITULO-38
A Histria de Jud e Tamar
1 Por essa poca, Jud deixou seus irmos e passou a viver na casa de
um homem de Adulo, chamado Hira.
2 Ali Jud encontrou a filha de um
cananeu chamado Su, e casou-se com ela. Ele a possuiu,
3 ela
engravidou e deu  luz um filho, ao qual ele deu o nome de Er.
4 Tornou
a engravidar, teve um filho e deu-lhe o nome de On.
5 Quando estava em
Quezibe, ela teve ainda outro filho e chamou-o Sel.
6 Jud escolheu uma mulher chamada Tamar para Er, seu filho mais velho.
7 Mas o Senhor reprovou a conduta perversa de Er, filho mais velho de
Jud, e por isso o matou.
8 Ento Jud disse a On: "Case-se com a mulher do seu irmo, cumpra
as suas obrigaes de cunhado para com ela e d uma descendncia a seu
irmo".
9 Mas On sabia que a descendncia no seria sua; assim, toda
vez que possua a mulher do seu irmo, derramava o smen no cho para
evitar que seu irmo tivesse descendncia.
10 O Senhor reprovou o que
ele fazia, e por isso o matou tambm.
11 Disse ento Jud  sua nora Tamar: "More como viva na casa de seu
pai at que o meu filho Sel cresa", porque temia que ele viesse a
morrer, como os seus irmos. Assim Tamar foi morar na casa do pai.
12 Tempos depois morreu a mulher de Jud, filha de Su. Passado o luto,
Jud foi ver os tosquiadores do seu rebanho em Timna com o seu amigo
Hira, o adulamita.
13 Quando foi dito a Tamar: "Seu sogro est a caminho de Timna para
tosquiar suas ovelhas",
14 ela trocou suas roupas de viva, cobriu-se
com um vu para se disfarar e foi sentar-se  entrada de Enaim, que
fica no caminho de Timna. Ela fez isso porque viu que, embora Sel j
fosse crescido, ela no lhe tinha sido dada em casamento.
15 Quando a viu, Jud pensou que fosse uma prostituta, porque ela havia
encoberto o rosto.
16 No sabendo que era a sua nora, dirigiu-se a ela,  beira da
estrada, e disse: "Venha c, quero deitar-me com voc".
Ela lhe perguntou: "O que voc me dar para deitar-se comigo?"
17 Disse ele: "Eu lhe mandarei um cabritinho do meu rebanho".
E ela perguntou: "Voc me deixar alguma coisa como garantia at que o
mande?"
18 Disse Jud: "Que garantia devo dar-lhe?"
Respondeu ela: "O seu selo com o cordo, e o cajado que voc tem na
mo". Ele os entregou e a possuiu, e Tamar engravidou dele.
19 Ela se
foi, tirou o vu e tornou a vestir as roupas de viva.
20 Jud mandou o cabritinho por meio de seu amigo adulamita, a fim de
reaver da mulher sua garantia, mas ele no a encontrou,
21 e perguntou
aos homens do lugar: "Onde est a prostituta cultual que costuma ficar
 beira do caminho de Enaim?"
Eles responderam: "Aqui no h nenhuma prostituta cultual".
22 Assim ele voltou a Jud e disse: "No a encontrei. Alm disso, os
homens do lugar disseram que l no h nenhuma prostituta cultual".
23 Disse Jud: "Fique ela com o que lhe dei. No quero que nos
tornemos objeto de zombaria. Afinal de contas, mandei a ela este
cabritinho, mas voc no a encontrou".
24 Cerca de trs meses mais tarde, disseram a Jud: "Sua nora Tamar
prostituiu-se, e na sua prostituio ficou grvida".
Disse Jud: "Tragam-na para fora e queimem-na viva!"
25 Quando ela estava sendo levada para fora, mandou o seguinte recado
ao sogro: "Estou grvida do homem que  dono destas coisas". E
acrescentou: "Veja se o senhor reconhece a quem pertencem este selo,
este cordo e este cajado".
26 Jud os reconheceu e disse: "Ela  mais justa do que eu, pois eu
devia t-la entregue a meu filho Sel". E no voltou a ter relaes
com ela.
27 Quando lhe chegou a poca de dar  luz, havia gmeos em seu ventre.
28 Enquanto ela dava  luz, um deles ps a mo para fora; ento a
parteira pegou um fio vermelho e amarrou o pulso do menino, dizendo:
"Este saiu primeiro".
29 Mas quando ele recolheu a mo, seu irmo
saiu e ela disse: "Ento voc conseguiu uma brecha para sair!" E
deu-lhe o nome de Perez.
30 Depois saiu seu irmo que estava com o fio
vermelho no pulso, e foi-lhe dado o nome de Zer.

GNESIS-CAPITULO-39
Jos  Assediado pela Mulher de Potifar
1 Jos havia sido levado para o Egito, onde o egpcio Potifar, oficial
do fara e capito da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham
levado para l.
2 O Senhor estava com Jos, de modo que este prosperou e passou a morar
na casa do seu senhor egpcio.
3 Quando este percebeu que o Senhor
estava com ele e que o fazia prosperar em tudo o que realizava,
4 agradou-se de Jos e tornou-o administrador de seus bens. Potifar deixou
a seu cuidado a sua casa e lhe confiou tudo o que possua.
5 Desde que
o deixou cuidando de sua casa e de todos os seus bens, o Senhor abenoou
a casa do egpcio por causa de Jos. A bno do Senhor estava sobre
tudo o que Potifar possua, tanto em casa como no campo.
6 Assim,
deixou ele aos cuidados de Jos tudo o que tinha, e no se preocupava
com coisa alguma, exceto com sua prpria comida.
Jos era atraente e de boa aparncia,
7 e, depois de certo tempo, a
mulher do seu senhor comeou a cobi-lo e o convidou: "Venha,
deite-se comigo!"
8 Mas ele se recusou e lhe disse: "Meu senhor no
se preocupa com coisa alguma de sua casa, e tudo o que tem deixou aos
meus cuidados.
9 Ningum desta casa est acima de mim. Ele nada me
negou, a no ser a senhora, porque  a mulher dele. Como poderia eu,
ento, cometer algo to perverso e pecar contra Deus?"
10 Assim,
embora ela insistisse com Jos dia aps dia, ele se recusava a deitar-se
com ela e evitava ficar perto dela.
11 Um dia ele entrou na casa para fazer suas tarefas, e nenhum dos
empregados ali se encontrava.
12 Ela o agarrou pelo manto e voltou a
convid-lo: "Vamos, deite-se comigo!" Mas ele fugiu da casa,
deixando o manto na mo dela.
13 Quando ela viu que, ao fugir, ele tinha deixado o manto em sua mo,
14 chamou os empregados e lhes disse: "Vejam, este hebreu nos foi
trazido para nos insultar! Ele entrou aqui e tentou abusar de mim, mas
eu gritei.
15 Quando me ouviu gritar por socorro, largou seu manto ao
meu lado e fugiu da casa".
16 Ela conservou o manto consigo at que o senhor de Jos chegasse 
casa.
17 Ento repetiu-lhe a histria: "Aquele escravo hebreu que
voc nos trouxe aproximou-se de mim para me insultar.
18 Mas, quando
gritei por socorro, ele largou seu manto ao meu lado e fugiu".
19 Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: "Foi assim
que o seu escravo me tratou", ficou indignado.
20 Mandou buscar Jos
e lanou-o na priso em que eram postos os prisioneiros do rei.
Jos ficou na priso,
21 mas o Senhor estava com ele e o tratou com
bondade, concedendo-lhe a simpatia do carcereiro.
22 Por isso o
carcereiro encarregou Jos de todos os que estavam na priso, e ele se
tornou responsvel por tudo o que l sucedia.
23 O carcereiro no se
preocupava com nada do que estava a cargo de Jos, porque o Senhor
estava com Jos e lhe concedia bom xito em tudo o que realizava.

GNESIS-CAPITULO-40
Jos Interpreta os Sonhos de Dois Prisioneiros
1 Algum tempo depois, o copeiro e o padeiro do rei do Egito fizeram
uma ofensa ao seu senhor, o rei do Egito.
2 O fara irou-se com os dois
oficiais, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros,
3 e mandou
prend-los na casa do capito da guarda, na priso em que Jos estava.
4 O capito da guarda os deixou aos cuidados de Jos, que os servia.
Depois de certo tempo,
5 o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que
estavam na priso, sonharam. Cada um teve um sonho, ambos na mesma
noite, e cada sonho tinha a sua prpria interpretao.
6 Quando Jos foi v-los na manh seguinte, notou que estavam abatidos.
7 Por isso perguntou aos oficiais do fara, que tambm estavam presos
na casa do seu senhor: "Por que hoje vocs esto com o semblante
triste?"
8 Eles responderam: "Tivemos sonhos, mas no h quem os
interprete".
Disse-lhes Jos: "No so de Deus as interpretaes? Contem-me os
sonhos".
9 Ento o chefe dos copeiros contou o seu sonho a Jos: "Em meu sonho
vi diante de mim uma videira,
10 com trs ramos. Ela brotou, floresceu
e deu uvas que amadureciam em cachos.
11 A taa do fara estava em
minha mo. Peguei as uvas, e as espremi na taa do fara, e a entreguei
em sua mo".
12 Disse-lhe Jos: "Esta  a interpretao: os trs ramos so trs
dias.
13 Dentro de trs dias o fara vai exalt-lo e restaur-lo  sua
posio, e voc servir a taa na mo dele, como costumava fazer quando
era seu copeiro.
14 Quando tudo estiver indo bem com voc, lembre-se de
mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao fara e tire-me desta priso,
15 pois fui trazido  fora da terra dos hebreus, e tambm aqui nada
fiz para ser jogado neste calabouo".
16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretao favorvel, disse a
Jos: "Eu tambm tive um sonho: sobre a minha cabea havia trs cestas
de po branco.
17 Na cesta de cima havia todo tipo de pes e doces que
o fara aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na
cabea".
18 E disse Jos: "Esta  a interpretao: as trs cestas so trs
dias.
19 Dentro de trs dias o fara vai decapit-lo e pendur-lo numa
rvore [a] . E as aves comero a sua carne".
20 Trs dias depois era o aniversrio do fara, e ele ofereceu um
banquete a todos os seus conselheiros. Na presena deles reapresentou o
chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros;
21 restaurou  sua posio o
chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a
taa do fara,
22 mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar [b]
, como Jos lhes dissera em sua interpretao.
23 O chefe dos copeiros, porm, no se lembrou de Jos; ao contrrio,
esqueceu-se dele.
Notas de rodap:
[a] 40.19 Ou empalar voc numa estaca
[b] 40.22 Ou empalar

GNESIS-CAPITULO-41
Jos Interpreta os Sonhos do Fara
1 Ao final de dois anos, o fara teve um sonho. Ele estava em p junto
ao rio Nilo,
2 quando saram do rio sete vacas belas e gordas, que
comearam a pastar entre os juncos.
3 Depois saram do rio mais sete
vacas, feias e magras, que foram para junto das outras,  beira do Nilo.
4 Ento as vacas feias e magras comeram as sete vacas belas e gordas.
Nisso o fara acordou.
5 Tornou a adormecer e teve outro sonho. Sete espigas de trigo, gradas
e boas, cresciam no mesmo p.
6 Depois brotaram outras sete espigas,
mirradas e ressequidas pelo vento leste.
7 As espigas mirradas
engoliram as sete espigas gradas e cheias. Ento o fara acordou; era
um sonho.
8 Pela manh, perturbado, mandou chamar todos os magos e sbios do
Egito e lhes contou os sonhos, mas ningum foi capaz de interpret-los.
9 Ento o chefe dos copeiros disse ao fara: "Hoje me lembro de
minhas faltas.
10 Certa vez o fara ficou irado com os seus dois servos
e mandou prender-me junto com o chefe dos padeiros, na casa do capito
da guarda.
11 Certa noite cada um de ns teve um sonho, e cada sonho
tinha uma interpretao.
12 Pois bem, havia l conosco um jovem hebreu,
servo do capito da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele os
interpretou, dando a cada um de ns a interpretao do seu prprio
sonho.
13 E tudo aconteceu conforme ele nos dissera: eu fui restaurado
 minha posio e o outro foi enforcado [a] ".
14 O fara mandou chamar Jos, que foi trazido depressa do calabouo.
Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao fara.
15 O fara disse a Jos: "Tive um sonho que ningum consegue
interpretar. Mas ouvi falar que voc, ao ouvir um sonho,  capaz de
interpret-lo".
16 Respondeu-lhe Jos: "Isso no depende de mim, mas Deus dar ao
fara uma resposta favorvel".
17 Ento o fara contou o sonho a Jos: "Sonhei que estava em p, 
beira do Nilo,
18 quando saram do rio sete vacas, belas e gordas, que
comearam a pastar entre os juncos.
19 Depois saram outras sete,
raquticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas to feias em toda a
terra do Egito.
20 As vacas magras e feias comeram as sete vacas gordas
que tinham aparecido primeiro.
21 Mesmo depois de hav-las comido, no
parecia que o tivessem feito, pois continuavam to magras como antes.
Ento acordei.
22 "Depois tive outro sonho. Vi sete espigas de cereal, cheias e
boas, que cresciam num mesmo p.
23 Depois delas, brotaram outras sete,
murchas e mirradas, ressequidas pelo vento leste.
24 As espigas magras
engoliram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ningum foi
capaz de explic-lo".
25 "O fara teve um nico sonho", disse-lhe Jos. "Deus revelou
ao fara o que ele est para fazer.
26 As sete vacas boas so sete
anos, e as sete espigas boas so tambm sete anos; trata-se de um nico
sonho.
27 As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras,
e as sete espigas mirradas, queimadas pelo vento leste, so sete anos.
Sero sete anos de fome.
28 " exatamente como eu disse ao fara: Deus mostrou ao fara aquilo
que ele vai fazer.
29 Sete anos de muita fartura esto para vir sobre
toda a terra do Egito,
30 mas depois viro sete anos de fome. Ento
todo o tempo de fartura ser esquecido, pois a fome arruinar a terra.
31 A fome que vir depois ser to rigorosa que o tempo de fartura no
ser mais lembrado na terra.
32 O sonho veio ao fara duas vezes porque
a questo j foi decidida por Deus, que se apressa em realiz-la.
33 "Procure agora o fara um homem criterioso e sbio e coloque-o no
comando da terra do Egito.
34 O fara tambm deve estabelecer
supervisores para recolher um quinto da colheita do Egito durante os
sete anos de fartura.
35 Eles devero recolher o que puderem nos anos
bons que viro e fazer estoques de trigo que, sob o controle do fara,
sero armazenados nas cidades.
36 Esse estoque servir de reserva para
os sete anos de fome que viro sobre o Egito, para que a terra no seja
arrasada pela fome."
Jos no Governo do Egito
37 O plano pareceu bom ao fara e a todos os seus conselheiros.
38 Por
isso o fara lhes perguntou: "Ser que vamos achar algum como este
homem, em quem est o esprito divino?"
39 Disse, pois, o fara a Jos: "Uma vez que Deus lhe revelou todas
essas coisas, no h ningum to criterioso e sbio como voc.
40 Voc
ter o comando de meu palcio, e todo o meu povo se sujeitar s suas
ordens. Somente em relao ao trono serei maior que voc".
41 E o
fara prosseguiu: "Entrego a voc agora o comando de toda a terra do
Egito".
42 Em seguida o fara tirou do dedo o seu anel-selo e o
colocou no dedo de Jos. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma
corrente de ouro em seu pescoo.
43 Tambm o fez subir em sua segunda
carruagem real, e  frente os arautos iam gritando: "Abram caminho!"
[b] Assim Jos foi colocado no comando de toda a terra do Egito.
44 Disse ainda o fara a Jos: "Eu sou o fara, mas sem a sua palavra
ningum poder levantar a mo nem o p em todo o Egito".
45 O fara
deu a Jos o nome de Zafenate-Pania e lhe deu por mulher Azenate, filha
de Potfera, sacerdote de Om [c] . Depois Jos foi inspecionar
toda a terra do Egito.
46 Jos tinha trinta anos de idade quando comeou a servir [d]
ao fara, rei do Egito. Ele se ausentou da presena do fara e foi
percorrer todo o Egito.
47 Durante os sete anos de fartura a terra teve
grande produo.
48 Jos recolheu todo o excedente dos sete anos de
fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele
armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas.
49 Assim Jos
estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele
parou de anotar, porque ia alm de toda medida.
50 Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potfera, sacerdote de Om,
deu a Jos dois filhos.
51 Ao primeiro, Jos deu o nome de Manasss,
dizendo: "Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de
meu pai".
52 Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: "Deus me fez prosperar na
terra onde tenho sofrido".
53 Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito,
54 e
comearam os sete anos de fome, como Jos tinha predito. Houve fome em
todas as terras, mas em todo o Egito havia alimento.
55 Quando todo o
Egito comeou a sofrer com a fome, o povo clamou ao fara por comida, e
este respondeu a todos os egpcios: "Dirijam-se a Jos e faam o que
ele disser".
56 Quando a fome j se havia espalhado por toda a terra, Jos mandou
abrir os locais de armazenamento e comeou a vender trigo aos egpcios,
pois a fome se agravava em todo o Egito.
57 E de toda a terra vinha
gente ao Egito para comprar trigo de Jos, porquanto a fome se agravava
em toda parte.
Notas de rodap:
[a] 41.13 Ou empalado
[b] 41.43 Ou "Curvem-se!"
[c] 41.45 Isto , Helipolis; tambm no versculo 50.
[d] 41.46 Ou quando se apresentou ao fara

GNESIS-CAPITULO-42
Os Irmos de Jos no Egito
1 Quando Jac soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos:
"Por que esto a olhando uns para os outros?"
2 Disse ainda:
"Ouvi dizer que h trigo no Egito. Desam at l e comprem trigo para
ns, para que possamos continuar vivos e no morramos de fome".
3 Assim dez dos irmos de Jos desceram ao Egito para comprar trigo.
4 Jac no deixou que Benjamim, irmo de Jos, fosse com eles, temendo que
algum mal lhe acontecesse.
5 Os filhos de Israel estavam entre outros
que tambm foram comprar trigo, por causa da fome na terra de Cana.
6 Jos era o governador do Egito e era ele que vendia trigo a todo o
povo da terra. Por isso, quando os irmos de Jos chegaram, curvaram-se
diante dele, rosto em terra.
7 Jos reconheceu os seus irmos logo que
os viu, mas agiu como se no os conhecesse, e lhes falou asperamente:
"De onde vocs vm?"
Responderam eles: "Da terra de Cana, para comprar comida".
8 Jos reconheceu os seus irmos, mas eles no o reconheceram.
9 Lembrou-se ento dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse:
"Vocs so espies! Vieram para ver onde a nossa terra est
desprotegida".
10 Eles responderam: "No, meu senhor. Teus servos vieram comprar
comida.
11 Todos ns somos filhos do mesmo pai. Teus servos so homens
honestos, e no espies".
12 Mas Jos insistiu: "No! Vocs vieram ver onde a nossa terra est
desprotegida".
13 E eles disseram: "Teus servos eram doze irmos, todos filhos do
mesmo pai, na terra de Cana. O caula est agora em casa com o pai, e o
outro j morreu".
14 Jos tornou a afirmar: " como lhes falei: Vocs so espies!
15 Vocs sero postos  prova. Juro pela vida do fara que vocs no sairo
daqui, enquanto o seu irmo caula no vier para c.
16 Mandem algum de
vocs buscar o seu irmo enquanto os demais aguardam presos. Assim
ficar provado se as suas palavras so verdadeiras ou no. Se no forem,
juro pela vida do fara que ficar confirmado que vocs so espies!"
17 E os deixou presos trs dias.
18 No terceiro dia, Jos lhes disse: "Eu tenho temor de Deus. Se
querem salvar sua vida, faam o seguinte:
19 se vocs so homens
honestos, deixem um dos seus irmos aqui na priso, enquanto os demais
voltam, levando trigo para matar a fome das suas famlias.
20 Tragam-me, porm, o seu irmo caula, para que se comprovem as suas
palavras e vocs no tenham que morrer".
21 Eles se prontificaram a fazer isso e disseram uns aos outros:
"Certamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmo.
Vimos como ele estava angustiado, quando nos implorava por sua vida, mas
no lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angstia".
22 Rben respondeu: "Eu no lhes disse que no maltratassem o menino?
Mas vocs no quiseram me ouvir! Agora teremos que prestar contas do seu
sangue".
23 Eles, porm, no sabiam que Jos podia compreend-los, pois ele lhes
falava por meio de um intrprete.
24 Nisso Jos retirou-se e comeou a chorar, mas logo depois voltou e
conversou de novo com eles. Ento escolheu Simeo e mandou acorrent-lo
diante deles.
A Volta para Cana
25 Em seguida, Jos deu ordem para que enchessem de trigo suas
bagagens, devolvessem a prata de cada um deles, colocando-a nas
bagagens, e lhes dessem mantimentos para a viagem. E assim foi feito.
26 Eles puseram a carga de trigo sobre os seus jumentos e partiram.
27 No lugar onde pararam para pernoitar, um deles abriu a bagagem para
pegar forragem para o seu jumento e viu a prata na boca da bagagem.
28 E disse a seus irmos: "Devolveram a minha prata. Est aqui em minha
bagagem".
Tomados de pavor em seu corao e tremendo, disseram uns aos outros:
"Que  isto que Deus fez conosco?"
29 Ao chegarem  casa de seu pai Jac, na terra de Cana, relataram-lhe
tudo o que lhes acontecera, dizendo:
30 "O homem que governa aquele
pas falou asperamente conosco e nos tratou como espies.
31 Mas ns
lhe asseguramos que somos homens honestos e no espies.
32 Dissemos
tambm que ramos doze irmos, filhos do mesmo pai, e que um j havia
morrido e que o caula estava com o nosso pai, em Cana.
33 "Ento o homem que governa aquele pas nos disse: ``Vejamos se
vocs so honestos: um dos seus irmos ficar aqui comigo, e os outros
podero voltar e levar mantimentos para matar a fome das suas famlias.
34 Tragam-me, porm, o seu irmo caula, para que eu comprove que vocs
no so espies, mas sim, homens honestos. Ento lhes devolverei o irmo
e os autorizarei a fazer negcios nesta terra''".
35 Ao esvaziarem as bagagens, dentro da bagagem de cada um estava a sua
bolsa cheia de prata. Quando eles e seu pai viram as bolsas cheias de
prata, ficaram com medo.
36 E disse-lhes seu pai Jac: "Vocs esto
tirando meus filhos de mim! J fiquei sem Jos, agora sem Simeo e ainda
querem levar Benjamim. Tudo est contra mim!"
37 Ento Rben disse ao pai: "Podes matar meus dois filhos se eu no
o trouxer de volta. Deixa-o aos meus cuidados, e eu o trarei".
38 Mas o pai respondeu: "Meu filho no descer com vocs; seu irmo
est morto, e ele  o nico que resta. Se qualquer mal lhe acontecer na
viagem que esto por fazer, vocs faro estes meus cabelos brancos
descerem  sepultura [a] com tristeza".
Notas de rodap:
[a] 42.38 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

GNESIS-CAPITULO-43
De Volta ao Egito
1 A fome continuava rigorosa na terra.
2 Assim, quando acabou todo o
trigo que os filhos de Jac tinham trazido do Egito, seu pai lhes disse:
"Voltem e comprem um pouco mais de comida para ns".
3 Mas Jud lhe disse: "O homem nos advertiu severamente: ``No
voltem  minha presena, a no ser que tragam o seu irmo''.
4 Se
enviares o nosso irmo conosco, desceremos e compraremos comida para ti.
5 Mas se no o enviares conosco, no iremos, porque foi assim que o
homem falou: ``No voltem  minha presena, a no ser que tragam o seu
irmo''".
6 Israel perguntou: "Por que me causaram esse mal, contando quele
homem que tinham outro irmo?"
7 E lhe responderam: "Ele nos interrogou sobre ns e sobre nossa
famlia. E tambm nos perguntou: ``O pai de vocs ainda est vivo?
Vocs tm outro irmo?'' Ns simplesmente respondemos ao que ele nos
perguntou. Como poderamos saber que ele exigiria que levssemos o nosso
irmo?"
8 Ento disse Jud a Israel, seu pai: "Deixa o jovem ir comigo e
partiremos imediatamente, a fim de que tu, ns e nossas crianas
sobrevivamos e no venhamos a morrer.
9 Eu me comprometo pessoalmente
pela segurana dele; podes me considerar responsvel por ele. Se eu no
o trouxer de volta e no o colocar bem aqui na tua presena, serei
culpado diante de ti pelo resto da minha vida.
10 Como se v, se no
tivssemos demorado tanto, j teramos ido e voltado duas vezes".
11 Ento Israel, seu pai, lhes disse: "Se tem que ser assim, que
seja! Coloquem alguns dos melhores produtos da nossa terra na bagagem e
levem-nos como presente ao tal homem: um pouco de blsamo, um pouco de
mel, algumas especiarias e mirra, algumas nozes de pistache e amndoas.
12 Levem prata em dobro, e devolvam a prata que foi colocada de volta
na boca da bagagem de vocs. Talvez isso tenha acontecido por engano.
13 Peguem tambm o seu irmo e voltem quele homem.
14 Que o Deus
todo-poderoso [a] lhes conceda misericrdia diante daquele homem,
para que ele permita que o seu outro irmo e Benjamim voltem com vocs.
Quanto a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei".
15 Ento os homens desceram ao Egito, levando o presente, prata em
dobro e Benjamim, e foram  presena de Jos.
16 Quando Jos viu
Benjamim com eles, disse ao administrador de sua casa: "Leve estes
homens  minha casa, mate um animal e prepare-o; eles almoaro comigo
ao meio-dia".
17 Ele fez o que lhe fora ordenado e levou-os  casa de Jos.
18 Eles
ficaram com medo quando foram levados  casa de Jos, e pensaram:
"Trouxeram-nos aqui por causa da prata que foi devolvida s nossas
bagagens na primeira vez. Ele quer atacar-nos, subjugar-nos, tornar-nos
escravos e tomar de ns os nossos jumentos".
19 Por isso, dirigiram-se ao administrador da casa de Jos e lhe
disseram  entrada da casa:
20 "Oua, senhor! A primeira vez que
viemos aqui foi realmente para comprar comida.
21 Mas no lugar em que
paramos para pernoitar, abrimos nossas bagagens e cada um de ns
encontrou a prata que tinha trazido, na quantia exata. Por isso a
trouxemos de volta conosco,
22 alm de mais prata, para comprar comida.
No sabemos quem ps a prata em nossa bagagem".
23 "Fiquem tranqilos", disse o administrador. "No tenham medo.
O seu Deus, o Deus de seu pai, foi quem lhes deu um tesouro em suas
bagagens, porque a prata de vocs eu recebi." Ento soltou Simeo e o
levou  presena deles.
24 Em seguida os levou  casa de Jos, deu-lhes
gua para lavarem os ps e forragem para os seus jumentos.
25 Eles
ento prepararam o presente para a chegada de Jos ao meio-dia, porque
ficaram sabendo que iriam almoar ali.
26 Quando Jos chegou, eles o presentearam com o que tinham trazido e
curvaram-se diante dele at o cho.
27 Ele ento lhes perguntou como
passavam e disse em seguida: "Como vai o pai de vocs, o homem idoso
de quem me falaram? Ainda est vivo?"
28 Eles responderam: "Teu servo, nosso pai, ainda vive e passa
bem". E se curvaram para prestar-lhe honra.
29 Olhando ao redor e vendo seu irmo Benjamim, filho de sua me, Jos
perguntou: " este o irmo caula de quem me falaram?" E
acrescentou: "Deus lhe conceda graa, meu filho".
30 Profundamente
emocionado por causa de seu irmo, Jos apressou-se em sair  procura de
um lugar para chorar, e entrando em seu quarto, chorou.
31 Depois de lavar o rosto, saiu e, controlando-se, disse: "Sirvam a
comida".
32 Serviram a ele em separado dos seus irmos e tambm dos egpcios que
comiam com ele, porque os egpcios no podiam comer com os hebreus, pois
isso era sacrilgio para eles.
33 Seus irmos foram colocados  mesa
perante ele por ordem de idade, do mais velho ao mais moo, e olhavam
perplexos uns para os outros.
34 Ento lhes serviram da comida da mesa
de Jos, e a poro de Benjamim era cinco vezes maior que a dos outros.
E eles festejaram e beberam  vontade.
Notas de rodap:
[a] 43.14 Hebraico: El-Shaddai ; tambm em 48.3 e 49.25.

GNESIS-CAPITULO-44
A Taa de Jos na Bagagem de Benjamim
1 Jos deu as seguintes ordens ao administrador de sua casa: "Encha
as bagagens desses homens com todo o mantimento que puderem carregar e
coloque a prata de cada um na boca de sua bagagem.
2 Depois coloque a
minha taa, a taa de prata, na boca da bagagem do caula, junto com a
prata paga pelo trigo". E ele fez tudo conforme as ordens de Jos.
3 Assim que despontou a manh, despediram os homens com os seus
jumentos.
4 Ainda no tinham se afastado da cidade, quando Jos disse
ao administrador de sua casa: "V atrs daqueles homens e, quando os
alcanar, diga-lhes: Por que retriburam o bem com o mal?
5 No  esta
a taa que o meu senhor usa para beber e para fazer adivinhaes? Vocs
cometeram grande maldade!"
6 Quando ele os alcanou, repetiu-lhes essas palavras.
7 Mas eles lhe
responderam: "Por que o meu senhor diz isso? Longe dos seus servos
fazer tal coisa!
8 Ns lhe trouxemos de volta, da terra de Cana, a
prata que encontramos na boca de nossa bagagem. Como roubaramos prata
ou ouro da casa do seu senhor?
9 Se algum dos seus servos for
encontrado com ela, morrer; e ns, os demais, seremos escravos do meu
senhor".
10 E disse ele: "Concordo. Somente quem for encontrado com ela ser
meu escravo; os demais estaro livres".
11 Cada um deles descarregou depressa a sua bagagem e abriu-a.
12 O
administrador comeou ento a busca, desde a bagagem do mais velho at a
do mais novo. E a taa foi encontrada na bagagem de Benjamim.
13 Diante
disso, eles rasgaram as suas vestes. Em seguida, todos puseram a carga
de novo em seus jumentos e retornaram  cidade.
14 Quando Jud e seus irmos chegaram  casa de Jos, ele ainda estava
l. Ento eles se lanaram ao cho perante ele.
15 E Jos lhes
perguntou: "Que foi que vocs fizeram? Vocs no sabem que um homem
como eu tem poder para adivinhar?"
16 Respondeu Jud: "O que diremos a meu senhor? Que podemos falar?
Como podemos provar nossa inocncia? Deus trouxe  luz a culpa dos teus
servos. Agora somos escravos do meu senhor, como tambm aquele que foi
encontrado com a taa".
17 Disse, porm, Jos: "Longe de mim fazer tal coisa! Somente aquele
que foi encontrado com a taa ser meu escravo. Os demais podem voltar
em paz para a casa do seu pai".
18 Ento Jud dirigiu-se a ele, dizendo: "Por favor, meu senhor,
permite-me dizer-te uma palavra. No se acenda a tua ira contra o teu
servo, embora sejas igual ao prprio fara.
19 Meu senhor perguntou a
estes seus servos se ainda tnhamos pai e algum outro irmo.
20 E ns
respondemos: Temos um pai j idoso, cujo filho caula nasceu-lhe em sua
velhice. O irmo deste j morreu, e ele  o nico filho da mesma me que
restou, e seu pai o ama muito.
21 "Ento disseste a teus servos que o trouxessem a ti para que os
teus olhos pudessem v-lo.
22 E ns respondemos a meu senhor que o
jovem no poderia deixar seu pai, pois, caso o fizesse, seu pai
morreria.
23 Todavia disseste a teus servos que se o nosso irmo caula
no viesse conosco, nunca mais veramos a tua face.
24 Quando voltamos
a teu servo, a meu pai, contamos-lhe o que o meu senhor tinha dito.
25 "Quando o nosso pai nos mandou voltar para comprar um pouco mais
de comida,
26 ns lhe dissemos: S poderemos voltar para l, se o nosso
irmo caula for conosco. Pois no poderemos ver a face daquele homem, a
no ser que o nosso irmo caula esteja conosco.
27 "Teu servo, meu pai, nos disse ento: ``Vocs sabem que minha
mulher me deu apenas dois filhos.
28 Um deles se foi, e eu disse: Com
certeza foi despedaado. E at hoje, nunca mais o vi.
29 Se agora vocs
tambm levarem este de mim, e algum mal lhe acontecer, a tristeza que me
causaro far com que os meus cabelos brancos desam  sepultura
[a] ''.
30 "Agora, pois, se eu voltar a teu servo, a meu pai, sem levar o
jovem conosco, logo que meu pai, que  to apegado a ele,
31 perceber
que o jovem no est conosco, morrer. Teus servos faro seu velho pai
descer seus cabelos brancos  sepultura com tristeza.
32 "Alm disso, teu servo garantiu a segurana do jovem a seu pai,
dizendo-lhe: Se eu no o trouxer de volta, suportarei essa culpa diante
de ti pelo resto da minha vida!
33 "Por isso agora te peo, por favor, deixa o teu servo ficar como
escravo do meu senhor no lugar do jovem e permite que ele volte com os
seus irmos.
34 Como poderei eu voltar a meu pai sem levar o jovem
comigo? No! No posso ver o mal que sobreviria a meu pai".
Notas de rodap:
[a] 44.29 Hebraico: Sheol ; tambm no versculo 31. Essa palavra
tambm pode ser traduzida por profundezas, p ou morte.

GNESIS-CAPITULO-45
Jos Revela a Verdade
1 A essa altura, Jos j no podia mais conter-se diante de todos os
que ali estavam, e gritou: "Faam sair a todos!" Assim, ningum mais
estava presente quando Jos se revelou a seus irmos.
2 E ele se ps a
chorar to alto que os egpcios o ouviram, e a notcia chegou ao palcio
do fara.
3 Ento disse Jos a seus irmos: "Eu sou Jos! Meu pai ainda est
vivo?" Mas os seus irmos ficaram to pasmados diante dele que no
conseguiam responder-lhe.
4 "Cheguem mais perto", disse Jos a seus irmos. Quando eles se
aproximaram, disse-lhes: "Eu sou Jos, seu irmo, aquele que vocs
venderam ao Egito!
5 Agora, no se aflijam nem se recriminem por terem
me vendido para c, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou
adiante de vocs.
6 J houve dois anos de fome na terra, e nos prximos
cinco anos no haver cultivo nem colheita.
7 Mas Deus me enviou 
frente de vocs para lhes preservar um remanescente nesta terra e para
salvar-lhes a vida com grande livramento [a] .
8 "Assim, no foram vocs que me mandaram para c, mas sim o prprio
Deus. Ele me tornou ministro [b] do fara, e me fez administrador
de todo o palcio e governador de todo o Egito.
9 Voltem depressa a meu
pai e digam-lhe: Assim diz o seu filho Jos: Deus me fez senhor de todo
o Egito. Vem para c, no te demores.
10 Tu vivers na regio de Gsen
e ficars perto de mim: tu, os teus filhos, os teus netos, as tuas
ovelhas, os teus bois e todos os teus bens.
11 Eu te sustentarei ali,
porque ainda haver cinco anos de fome. Do contrrio, tu, a tua famlia
e todos os teus rebanhos acabaro na misria.
12 "Vocs esto vendo com os seus prprios olhos, e meu irmo
Benjamim tambm, que realmente sou eu que estou falando com vocs.
13 Contem a meu pai quanta honra me prestam no Egito e tudo o que vocs
mesmos testemunharam. E tragam meu pai para c depressa".
14 Ento ele se lanou chorando sobre o seu irmo Benjamim e o abraou,
e Benjamim tambm o abraou, chorando.
15 Em seguida beijou todos os
seus irmos e chorou com eles. E s depois os seus irmos conseguiram
conversar com ele.
16 Quando se ouviu no palcio do fara que os irmos de Jos haviam
chegado, o fara e todos os seus conselheiros se alegraram.
17 Disse
ento o fara a Jos: "Diga a seus irmos que ponham as cargas nos
seus animais, voltem para a terra de Cana
18 e retornem para c,
trazendo seu pai e suas famlias. Eu lhes darei o melhor da terra do
Egito e vocs podero desfrutar a fartura desta terra.
19 "Mande-os tambm levar carruagens do Egito para trazerem as suas
mulheres, os seus filhos e seu pai.
20 No se preocupem com os seus
bens, pois o melhor de todo o Egito ser de vocs".
21 Assim fizeram os filhos de Israel. Jos lhes providenciou
carruagens, como o fara tinha ordenado, e tambm mantimentos para a
viagem.
22 A cada um deu uma muda de roupa nova, mas a Benjamim deu
trezentas peas de prata e cinco mudas de roupa nova.
23 E a seu pai
enviou dez jumentos carregados com o melhor do que havia no Egito e dez
jumentas carregadas de trigo, po e outras provises para a viagem.
24 Depois despediu-se dos seus irmos e, ao partirem, disse-lhes: "No
briguem pelo caminho!"
25 Assim partiram do Egito e voltaram a seu pai Jac, na terra de
Cana,
26 e lhe deram a notcia: "Jos ainda est vivo! Na verdade
ele  o governador de todo o Egito". O corao de Jac quase parou!
No podia acreditar neles.
27 Mas, quando lhe relataram tudo o que Jos
lhes dissera, e vendo Jac, seu pai, as carruagens que Jos enviara para
busc-lo, seu esprito reviveu.
28 E Israel disse: "Basta! Meu filho
Jos ainda est vivo. Irei v-lo antes que eu morra".
Notas de rodap:
[a] 45.7 Ou salv-los como a um grande grupo de sobreviventes
[b] 45.8 Hebraico: pai .

GNESIS-CAPITULO-46
Jac Emigra para o Egito
1 Israel partiu com tudo o que lhe pertencia. Ao chegar a Berseba
[a] , ofereceu sacrifcios ao Deus de Isaque, seu pai.
2 E Deus
falou a Israel por meio de uma viso noturna: "Jac! Jac!"
"Eis-me aqui", respondeu ele.
3 "Eu sou Deus, o Deus de seu pai", disse ele. "No tenha medo de
descer ao Egito, porque l farei de voc uma grande nao.
4 Eu mesmo
descerei ao Egito com voc e certamente o trarei de volta. E a mo de
Jos fechar os seus olhos."
5 Ento Jac partiu de Berseba. Os filhos de Israel levaram seu pai
Jac, seus filhos e as suas mulheres nas carruagens que o fara tinha
enviado.
6 Tambm levaram os seus rebanhos e os bens que tinham
adquirido em Cana. Assim Jac foi para o Egito com toda a sua
descendncia.
7 Levou consigo para o Egito seus filhos, seus netos,
suas filhas e suas netas, isto , todos os seus descendentes.
8 Estes so os nomes dos israelitas, Jac e seus descendentes, que
foram para o Egito:
Rben, o filho mais velho de Jac.
9 Estes foram os filhos de Rben:
Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
10 Estes foram os filhos de Simeo:
Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar
e Saul, filho de uma canania.
11 Estes foram os filhos de Levi:
Grson, Coate e Merari.
12 Estes foram os filhos de Jud:
Er, On, Sel, Perez e Zer.
Er e On morreram na terra de Cana.
Estes foram os filhos de Perez:
Hezrom e Hamul.
13 Estes foram os filhos de Issacar:
Tol, Pu [b] , Jasube [c] e Sinrom.
14 Estes foram os filhos de Zebulom:
Serede, Elom e Jaleel.
15 Foram esses os filhos que Lia deu a Jac em Pad-Ar [d] ,
alm de sua filha Din. Seus descendentes eram ao todo trinta e trs.
16 Estes foram os filhos de Gade:
Zefom [e] , Hagi, Suni, Esbom,
Eri, Arodi e Areli.
17 Estes foram os filhos de Aser:
Imna, Isv, Isvi e Berias,
e a irm deles, Sera.
Estes foram os filhos de Berias:
Hber e Malquiel.
18 Foram esses os dezesseis descendentes que Zilpa, serva que Labo
tinha dado  sua filha Lia, deu a Jac.
19 Estes foram os filhos de Raquel, mulher de Jac:
Jos e Benjamim.
20 Azenate, filha de Potfera, sacerdote de Om [f] , deu dois
filhos a Jos no Egito: Manasss e Efraim.
21 Estes foram os filhos de Benjamim:
Bel, Bequer, Asbel, Gera, Naam,
E, Rs, Mupim, Hupim e Arde.
22 Foram esses os catorze descendentes que Raquel deu a Jac.
23 O filho de D foi Husim.
24 Estes foram os filhos de Naftali:
Jazeel, Guni, Jezer e Silm.
25 Foram esses os sete descendentes que Bila, serva que Labo tinha
dado  sua filha Raquel, deu a Jac.
26 Todos os que foram para o Egito com Jac, todos os seus
descendentes, sem contar as mulheres de seus filhos, totalizaram
sessenta e seis pessoas.
27 Com mais os dois filhos [g] que
nasceram a Jos no Egito, os membros da famlia de Jac que foram para o
Egito chegaram a setenta [h] .
28 Ora, Jac enviou Jud  sua frente a Jos, para saber como ir a
Gsen. Quando l chegaram,
29 Jos, de carruagem pronta, partiu para
Gsen para encontrar-se com seu pai Israel. Assim que o viu, correu para
abra-lo e, abraado a ele, chorou longamente.
30 Israel disse a Jos: "Agora j posso morrer, pois vi o seu rosto e
sei que voc ainda est vivo".
31 Ento Jos disse aos seus irmos e a toda a famlia de seu pai:
"Vou partir e informar ao fara que os meus irmos e toda a famlia de
meu pai, que viviam em Cana, vieram para c.
32 Direi que os homens
so pastores, cuidam de rebanhos, e trouxeram consigo suas ovelhas, seus
bois e tudo quanto lhes pertence.
33 Quando o fara mandar cham-los e
perguntar: ``Em que vocs trabalham?'',
34 respondam-lhe assim:
``Teus servos criam rebanhos desde pequenos, como o fizeram nossos
antepassados''. Assim lhes ser permitido habitar na regio de Gsen,
pois todos os pastores so desprezados pelos egpcios".
Notas de rodap:
[a] 46.1 Berseba pode significar poo dos sete ou poo do juramento;
tambm no versculo 5.
[b] 46.13 Alguns manuscritos dizem Puva. Veja 1 Cr 7.1.
[c] 46.13 Alguns manuscritos dizem J. Veja Nm 26.24 e 1 Cr 7.1.
[d] 46.15 Provavelmente na regio noroeste da Mesopotmia; tambm em
48.7.
[e] 46.16 Alguns manuscritos dizem Zifiom. Veja Nm 26.15.
[f] 46.20 Isto , Helipolis.
[g] 46.27 A Septuaginta diz nove filhos.
[h] 46.27 A Septuaginta diz setenta e cinco. Veja x 1.5 e At 7.14.

GNESIS-CAPITULO-47
Jac se Estabelece no Egito
1 Jos foi dar as notcias ao fara: "Meu pai e meus irmos chegaram
de Cana com suas ovelhas, seus bois e tudo o que lhes pertence, e esto
agora em Gsen".
2 Depois escolheu cinco de seus irmos e os
apresentou ao fara.
3 Perguntou-lhes o fara: "Em que vocs trabalham?"
Eles lhe responderam: "Teus servos so pastores, como os nossos
antepassados".
4 Disseram-lhe ainda: "Viemos morar aqui por uns
tempos, porque a fome  rigorosa em Cana, e os rebanhos de teus servos
no tm pastagem. Agora, por favor, permite que teus servos se
estabeleam em Gsen".
5 Ento o fara disse a Jos: "Seu pai e seus irmos vieram a voc,
6 e a terra do Egito est a sua disposio; faa com que seu pai e seus
irmos habitem na melhor parte da terra. Deixe-os morar em Gsen. E se
voc v que alguns deles so competentes, coloque-os como responsveis
por meu rebanho".
7 Ento Jos levou seu pai Jac ao fara e o apresentou a ele. Depois
Jac abenoou [a] o fara,
8 e este lhe perguntou: "Quantos
anos o senhor tem?"
9 Jac respondeu ao fara: "So cento e trinta os anos da minha
peregrinao. Foram poucos e difceis e no chegam aos anos da
peregrinao dos meus antepassados".
10 Ento, Jac abenoou [b]
o fara e retirou-se.
11 Jos instalou seu pai e seus irmos e deu-lhes propriedade na melhor
parte das terras do Egito, na regio de Ramesss, conforme a ordem do
fara.
12 Providenciou tambm sustento para seu pai, para seus irmos e
para toda a sua famlia, de acordo com o nmero de filhos de cada um.
Os Anos de Fome
13 No havia mantimento em toda a regio, pois a fome era rigorosa;
tanto o Egito como Cana desfaleciam por causa da fome.
14 Jos
recolheu toda a prata que circulava no Egito e em Cana, dada como
pagamento do trigo que o povo comprava, e levou-a ao palcio do fara.
15 Quando toda a prata do Egito e de Cana se esgotou, todos os
egpcios foram suplicar a Jos: "D-nos comida! No nos deixes morrer
s porque a nossa prata acabou".
16 E Jos lhes disse: "Tragam ento os seus rebanhos, e em troca lhes
darei trigo, uma vez que a prata de vocs acabou".
17 E trouxeram a
Jos os rebanhos, e ele deu-lhes trigo em troca de cavalos, ovelhas,
bois e jumentos. Durante aquele ano inteiro ele os sustentou em troca de
todos os seus rebanhos.
18 O ano passou, e no ano seguinte voltaram a Jos, dizendo: "No
temos como esconder de ti, meu senhor, que uma vez que a nossa prata
acabou e os nossos rebanhos lhe pertencem, nada mais nos resta para
oferecer, a no ser os nossos prprios corpos e as nossas terras.
19 No deixes que morramos e que as nossas terras peream diante dos teus
olhos! Compra-nos, e compra as nossas terras, em troca de trigo, e ns,
com as nossas terras, seremos escravos do fara. D-nos sementes para
que sobrevivamos e no morramos de fome, a fim de que a terra no fique
desolada".
20 Assim, Jos comprou todas as terras do Egito para o fara. Todos os
egpcios tiveram que vender os seus campos, pois a fome os obrigou a
isso. A terra tornou-se propriedade do fara.
21 Quanto ao povo, Jos o
reduziu  servido [c] , de uma  outra extremidade do Egito.
22 Somente as terras dos sacerdotes no foram compradas, porque, por lei,
esses recebiam sustento regular do fara, e disso viviam. Por isso no
tiveram que vender as suas terras.
23 Ento Jos disse ao povo: "Ouam! Hoje comprei vocs e suas terras
para o fara; aqui esto as sementes para que cultivem a terra.
24 Mas
vocs daro a quinta parte das suas colheitas ao fara. Os outros quatro
quintos ficaro para vocs como sementes para os campos e como alimento
para vocs, seus filhos e os que vivem em suas casas".
25 Eles disseram: "Meu senhor, tu nos salvaste a vida. Visto que nos
favoreceste, seremos escravos do fara".
26 Assim, quanto  terra, Jos estabeleceu o seguinte decreto no Egito,
que permanece at hoje: um quinto da produo pertence ao fara. Somente
as terras dos sacerdotes no se tornaram propriedade do fara.
O ltimo Desejo de Jac
27 Os israelitas se estabeleceram no Egito, na regio de Gsen. L
adquiriram propriedades, foram prolferos e multiplicaram-se muito.
28 Jac viveu dezessete anos no Egito, e os anos da sua vida chegaram a
cento e quarenta e sete.
29 Aproximando-se a hora da sua morte, Israel
chamou seu filho Jos e lhe disse: "Se quer agradar-me, ponha a mo
debaixo da minha coxa e prometa que ser bondoso e fiel comigo: No me
sepulte no Egito.
30 Quando eu descansar com meus pais, leve-me daqui
do Egito e sepulte-me junto a eles".
Jos respondeu: "Farei como o senhor me pede".
31 Mas Jac insistiu: "Jure-me". E Jos lhe jurou, e Israel
curvou-se apoiado em seu bordo [d] .
Notas de rodap:
[a] 47.7 Ou saudou
[b] 47.10 Ou despediu-se do
[c] 47.21 Conforme o Pentateuco Samaritano e a Septuaginta. O Texto
Massortico diz mudou-o para as cidades.
[d] 47.31 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz curvou-se 
cabeceira de sua cama.

GNESIS-CAPITULO-48
Jac Abenoa Manasss e Efraim
1 Algum tempo depois, disseram a Jos: "Seu pai est doente"; e
ele foi v-lo, levando consigo seus dois filhos, Manasss e Efraim.
2 E
anunciaram a Jac: "Seu filho Jos veio v-lo". Israel reuniu suas
foras e assentou-se na cama.
3 Ento disse Jac a Jos: "O Deus todo-poderoso apareceu-me em Luz,
na terra de Cana, e ali me abenoou,
4 dizendo: ``Eu o farei
prolfero e o multiplicarei. Farei de voc uma comunidade de povos e
darei esta terra por propriedade perptua aos seus descendentes''.
5 "Agora, pois, os seus dois filhos que lhe nasceram no Egito, antes
da minha vinda para c, sero reconhecidos como meus; Efraim e Manasss
sero meus, como so meus Rben e Simeo.
6 Os filhos que lhe nascerem
depois deles sero seus; sero convocados sob o nome dos seus irmos
para receberem sua herana.
7 Quando eu voltava de Pad, para minha
tristeza Raquel morreu em Cana, quando ainda estvamos a caminho, a
pouca distncia de Efrata. Eu a sepultei ali, ao lado do caminho para
Efrata, que  Belm".
8 Quando Israel viu os filhos de Jos, perguntou: "Quem so estes?"
9 Respondeu Jos a seu pai: "So os filhos que Deus me deu aqui".
Ento Israel disse: "Traga-os aqui para que eu os abenoe".
10 Os olhos de Israel j estavam enfraquecidos por causa da idade
avanada, e ele mal podia enxergar. Por isso Jos levou seus filhos para
perto dele, e seu pai os beijou e os abraou.
11 E Israel disse a Jos: "Nunca pensei que veria a sua face
novamente, e agora Deus me concede ver tambm os seus filhos!"
12 Em seguida, Jos os tirou do colo de Israel e curvou-se, rosto em
terra.
13 E Jos tomou os dois, Efraim  sua direita, perto da mo
esquerda de Israel, e Manasss  sua esquerda, perto da mo direita de
Israel, e os aproximou dele.
14 Israel, porm, estendeu a mo direita e
a ps sobre a cabea de Efraim, embora este fosse o mais novo e,
cruzando os braos, ps a mo esquerda sobre a cabea de Manasss,
embora Manasss fosse o filho mais velho.
15 E abenoou a Jos, dizendo:
"Que o Deus, a quem serviram
meus pais Abrao e Isaque,
o Deus que tem sido o meu pastor
em toda a minha vida at o dia de hoje,
16 o Anjo que me redimiu de todo o mal,
abenoe estes meninos.
Sejam eles chamados pelo meu nome
e pelos nomes de meus pais
Abrao e Isaque,
e cresam muito na terra".
17 Quando Jos viu seu pai colocar a mo direita sobre a cabea de
Efraim, no gostou; por isso pegou a mo do pai, a fim de mud-la da
cabea de Efraim para a de Manasss,
18 e lhe disse: "No, meu pai,
este aqui  o mais velho; ponha a mo direita sobre a cabea dele".
19 Mas seu pai recusou-se e respondeu: "Eu sei, meu filho, eu sei.
Ele tambm se tornar um povo, tambm ser grande. Apesar disso, seu
irmo mais novo ser maior do que ele, e seus descendentes se tornaro
muitos [a] povos".
20 Assim, Jac os abenoou naquele dia,
dizendo:
"O povo de Israel usar os seus nomes para abenoar uns aos outros com
esta expresso:
Que Deus faa a voc como fez a Efraim e a Manasss!"
E colocou Efraim  frente de Manasss.
21 A seguir, Israel disse a Jos: "Estou para morrer, mas Deus estar
com vocs e os levar de volta  terra de seus antepassados.
22 E a
voc, como algum que est acima de seus irmos, dou a regio montanhosa
[b] que tomei dos amorreus com a minha espada e com o meu
arco".
Notas de rodap:
[a] 48.19 Hebraico: uma plenitude de povos .
[b] 48.22 Ou E a voc dou uma poro a mais do que a seus irmos, a
poro que tomei

GNESIS-CAPITULO-49
Jac Abenoa seus Filhos
1 Ento Jac chamou seus filhos e disse: "Ajuntem-se a meu lado para
que eu lhes diga o que lhes acontecer nos dias que viro.
2 "Renam-se para ouvir, filhos de Jac;
ouam o que diz seu pai Israel.
3 "Rben, voc  meu primognito,
minha fora,
o primeiro sinal do meu vigor,
superior em honra, superior em poder.
4 Turbulento como as guas,
j no ser superior,
porque voc subiu  cama de seu pai,
ao meu leito, e o desonrou.
5 Simeo e Levi so irmos;
suas espadas so armas de violncia.
6 Que eu no entre no conselho deles,
nem participe da sua assemblia,
porque em sua ira mataram homens
e a seu bel-prazer aleijaram bois,
cortando-lhes o tendo.
7 Maldita seja a sua ira, to tremenda,
e a sua fria, to cruel!
Eu os dividirei pelas terras de Jac
e os dispersarei em Israel.
8 Jud, seus irmos o louvaro,
sua mo estar sobre o pescoo
dos seus inimigos;
os filhos de seu pai se curvaro
diante de voc.
9 Jud  um leo novo.
Voc vem subindo, filho meu,
depois de matar a presa.
Como um leo, ele se assenta;
e deita-se como uma leoa;
quem tem coragem de acord-lo?
10 O cetro no se apartar de Jud,
nem o basto de comando
de seus descendentes [a] ,
at que venha aquele
a quem ele pertence [b] ,
e a ele as naes obedecero.
11 Ele amarrar seu jumento
a uma videira
e o seu jumentinho,
ao ramo mais seleto;
lavar no vinho as suas roupas,
no sangue das uvas,
as suas vestimentas.
12 Seus olhos sero mais escuros
que o vinho;
seus dentes, mais brancos que o leite [c] .
13 Zebulom morar  beira-mar
e se tornar um porto para os navios;
suas fronteiras se estendero at Sidom.
14 Issacar  um jumento forte,
deitado entre as suas cargas [d] .
15 Quando ele perceber como  bom
o seu lugar de repouso
e como  aprazvel a sua terra,
curvar seus ombros ao fardo
e se submeter a trabalhos forados.
16 D defender o direito do seu povo
como qualquer das tribos de Israel.
17 D ser uma serpente
 beira da estrada,
uma vbora  margem do caminho,
que morde o calcanhar do cavalo
e faz cair de costas o seu cavaleiro.
18  Senhor , eu espero a tua libertao!
19 Gade ser atacado por um bando,
mas  ele que o atacar e o perseguir [e] .
20 A mesa de Aser ser farta;
ele oferecer manjares de rei.
21 Naftali  uma gazela solta,
que por isso faz festa [f] .
22 Jos  uma rvore frutfera,
rvore frutfera  beira de uma fonte,
cujos galhos passam por cima do muro. [g]
23 Com rancor arqueiros o atacaram,
atirando-lhe flechas com hostilidade.
24 Mas o seu arco permaneceu firme,
os seus braos fortes, geis para atirar,
pela mo do Poderoso de Jac,
pelo nome do Pastor, a Rocha de Israel,
25 pelo Deus de seu pai, que ajuda voc,
o Todo-poderoso [h] , que o abenoa
com bnos dos altos cus,
bnos das profundezas,
bnos da fertilidade e da fartura [i] .
26 As bnos de seu pai so superiores
s bnos dos montes antigos,
s delcias das colinas eternas [j] .
Que todas essas bnos repousem
sobre a cabea de Jos,
sobre a fronte daquele que foi separado
de entre [k] os seus irmos.
27 Benjamim  um lobo predador;
pela manh devora a presa
e  tarde divide o despojo".
28 So esses os que formaram as doze tribos de Israel, e foi isso que
seu pai lhes disse, ao abeno-los, dando a cada um a bno que lhe
pertencia.
A Morte de Jac
29 A seguir, Jac deu-lhes estas instrues: "Estou para ser reunido
aos meus antepassados. Sepultem-me junto aos meus pais na caverna do
campo de Efrom, o hitita,
30 na caverna do campo de Macpela, perto de
Manre, em Cana, campo que Abrao comprou de Efrom, o hitita, como
propriedade para sepultura.
31 Ali foram sepultados Abrao e Sara, sua
mulher, e Isaque e Rebeca, sua mulher; ali tambm sepultei Lia.
32 "Tanto o campo como a caverna que nele est foram comprados dos
hititas".
33 Ao acabar de dar essas instrues a seus filhos, Jac deitou-se
[l] , expirou e foi reunido aos seus antepassados.
Notas de rodap:
[a] 49.10 Hebraico: de entre seus ps .
[b] 49.10 Ou at que Sil venha ; ou ainda at que venha aquele a quem
pertence o tributo
[c] 49.12 Ou ficaro vermelhos por causa do vinho, seus dentes
branqueados pelo leite
[d] 49.14 Ou os seus currais ; ou ainda as suas fogueiras
[e] 49.19 Hebraico: atacar nos calcanhares.
[f] 49.21 Ou solta, que pronuncia lindas palavras
[g] 49.22 Ou Jos  um potro selvagem, um potro selvagem  beira de
uma fonte, um asno selvagem numa colina aterrada.
[h] 49.25 O Pentateuco Samaritano, a Septuaginta, a Verso Siraca e
alguns manuscritos do Texto Massortico dizem Deus todo-poderoso.
[i] 49.25 Hebraico: dos seios e do ventre.
[j] 49.26 Ou superiores s bnos dos meus antepassados, at os
limites das colinas eternas
[k] 49.26 Ou a fronte do prncipe entre
[l] 49.33 Hebraico: recolheu seus ps na cama.

GNESIS-CAPITULO-50
1 Jos atirou-se sobre seu pai, chorou sobre ele e o beijou.
2 Em
seguida deu ordens aos mdicos, que estavam ao seu servio, que
embalsamassem seu pai Israel. E eles o embalsamaram.
3 Levaram quarenta
dias completos, pois esse era o tempo para o embalsamamento. E os
egpcios choraram sua morte setenta dias.
4 Passados os dias de luto, Jos disse  corte do fara: "Se posso
contar com a bondade de vocs, falem com o fara em meu favor. Digam-lhe
que
5 meu pai fez-me prestar-lhe o seguinte juramento: ``Estou  beira
da morte; sepulte-me no tmulo que preparei para mim na terra de
Cana''. Agora, pois, peam-lhe que me permita partir e sepultar meu
pai; logo depois voltarei".
6 Respondeu o fara: "V e faa o sepultamento de seu pai como este o
fez jurar".
7 Ento Jos partiu para sepultar seu pai. Com ele foram todos os
conselheiros do fara, as autoridades da sua corte e todas as
autoridades do Egito,
8 e, alm deles, todos os da famlia de Jos, os
seus irmos e todos os da casa de seu pai. Somente as crianas, as
ovelhas e os bois foram deixados em Gsen.
9 Carruagens e cavaleiros
[a] tambm o acompanharam. A comitiva era imensa.
10 Chegando  eira de Atade, perto do Jordo, lamentaram-se em alta
voz, com grande amargura; e ali Jos guardou sete dias de pranto pela
morte do seu pai.
11 Quando os cananeus que l habitavam viram aquele
pranto na eira de Atade, disseram: "Os egpcios esto celebrando uma
cerimnia de luto solene". Por essa razo, aquele lugar, prximo ao
Jordo, foi chamado Abel-Mizraim.
12 Assim fizeram os filhos de Jac o que este lhes havia ordenado:
13 Levaram-no  terra de Cana e o sepultaram na caverna do campo de
Macpela, perto de Manre, que, com o campo, Abrao tinha comprado de
Efrom, o hitita, para que lhe servisse de propriedade para sepultura.
14 Depois de sepultar seu pai, Jos voltou ao Egito, com os seus irmos
e com todos os demais que o tinham acompanhado.
A Bondade de Jos
15 Vendo os irmos de Jos que seu pai havia morrido, disseram: "E se
Jos tiver rancor contra ns e resolver retribuir todo o mal que lhe
causamos?"
16 Ento mandaram um recado a Jos, dizendo: "Antes de
morrer, teu pai nos ordenou
17 que te dissssemos o seguinte:
``Peo-lhe que perdoe os erros e pecados de seus irmos que o trataram
com tanta maldade!'' Agora, pois, perdoa os pecados dos servos do Deus
do teu pai". Quando recebeu o recado, Jos chorou.
18 Depois vieram seus irmos, prostraram-se diante dele e disseram:
"Aqui estamos. Somos teus escravos!"
19 Jos, porm, lhes disse: "No tenham medo. Estaria eu no lugar de
Deus?
20 Vocs planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem,
para que hoje fosse preservada a vida de muitos.
21 Por isso, no
tenham medo. Eu sustentarei vocs e seus filhos". E assim os
tranqilizou e lhes falou amavelmente.
A Morte de Jos
22 Jos permaneceu no Egito, com toda a famlia de seu pai. Viveu cento
e dez anos
23 e viu a terceira gerao dos filhos de Efraim. Alm
disso, recebeu como seus [b] os filhos de Maquir, filho de
Manasss.
24 Antes de morrer Jos disse a seus irmos: "Estou  beira da morte.
Mas Deus certamente vir em auxlio de vocs e os tirar desta terra,
levando-os para a terra que prometeu com juramento a Abrao, a Isaque e
a Jac".
25 E Jos fez que os filhos de Israel lhe prestassem um
juramento, dizendo-lhes: "Quando Deus intervier em favor de vocs,
levem os meus ossos daqui".
26 Morreu Jos com a idade de cento e dez anos. E, depois de
embalsamado, foi colocado num sarcfago no Egito.
Notas de rodap:
[a] 50.9 Ou condutores de carruagem
[b] 50.23 Hebraico: nasceram sobre os joelhos de Jos.
______________________________________________________________________________

XODO-CAPITULO-1
A Opresso no Egito
1 So estes, pois, os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jac
no Egito, cada um com a sua respectiva famlia:
2 Rben, Simeo, Levi e
Jud;
3 Issacar, Zebulom e Benjamim;
4 D, Naftali, Gade e Aser.
5 Ao
todo, os descendentes de Jac eram setenta [a] ; Jos, porm, j
estava no Egito.
6 Ora, morreram Jos, todos os seus irmos e toda aquela gerao.
7 Os
israelitas, porm, eram frteis, proliferaram, tornaram-se numerosos e
fortaleceram-se muito, tanto que encheram o pas.
8 Ento subiu ao trono do Egito um novo rei, que nada sabia sobre Jos.
9 Disse ele ao seu povo: "Vejam! O povo israelita  agora numeroso e
mais forte que ns.
10 Temos que agir com astcia, para que no se
tornem ainda mais numerosos e, no caso de guerra, aliem-se aos nossos
inimigos, lutem contra ns e fujam do pas".
11 Estabeleceram, pois, sobre eles chefes de trabalhos forados, para
os oprimir com tarefas pesadas. E assim os israelitas construram para o
fara as cidades-celeiros de Pitom e Ramesss.
12 Todavia, quanto mais
eram oprimidos, mais numerosos se tornavam e mais se espalhavam. Por
isso os egpcios passaram a temer os israelitas,
13 e os sujeitaram a
cruel escravido.
14 Tornaram-lhes a vida amarga, impondo-lhes a rdua
tarefa de preparar o barro e fazer tijolos, e executar todo tipo de
trabalho agrcola; em tudo os egpcios os sujeitavam a cruel escravido.
15 O rei do Egito ordenou s parteiras dos hebreus, que se chamavam
Sifr e Pu:
16 "Quando vocs ajudarem as hebrias a dar  luz,
verifiquem se  menino [b] . Se for, matem-no; se for menina,
deixem-na viver".
17 Todavia, as parteiras temeram a Deus e no
obedeceram s ordens do rei do Egito; deixaram viver os meninos.
18 Ento o rei do Egito convocou as parteiras e lhes perguntou: "Por que
vocs fizeram isso? Por que deixaram viver os meninos?"
19 Responderam as parteiras ao fara: "As mulheres hebrias no so
como as egpcias. So cheias de vigor e do  luz antes de chegarem as
parteiras".
20 Deus foi bondoso com as parteiras; e o povo ia se tornando ainda
mais numeroso, cada vez mais forte.
21 Visto que as parteiras temeram a
Deus, ele concedeu-lhes que tivessem suas prprias famlias.
22 Por isso o fara ordenou a todo o seu povo: "Lancem ao Nilo todo
menino recm-nascido [c] , mas deixem viver as meninas".
Notas de rodap:
[a] 1.5 Os manuscritos do mar Morto e a Septuaginta dizem setenta e
cinco. Veja Gn 46.27 e At 7.14.
[b] 1.16 Hebraico: as duas pedras . Possvel eufemismo para os rgos
genitais ou ainda uma referncia a um assento onde as mulheres davam 
luz.
[c] 1.22 O Pentateuco Samaritano, a Septuaginta e os Targuns dizem
recm-nascido hebreu.

XODO-CAPITULO-2
O Nascimento de Moiss
1 Um homem da tribo de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo,
2 e ela engravidou e deu  luz um filho. Vendo que era bonito, ela o
escondeu por trs meses.
3 Quando j no podia mais escond-lo, pegou
um cesto feito de junco e o vedou com piche e betume. Colocou nele o
menino e deixou o cesto entre os juncos,  margem do Nilo.
4 A irm do
menino ficou observando de longe para ver o que lhe aconteceria.
5 A filha do fara descera ao Nilo para tomar banho. Enquanto isso, as
suas servas andavam pela margem do rio. Nisso viu o cesto entre os
juncos e mandou sua criada apanh-lo.
6 Ao abri-lo, viu um beb
chorando. Ficou com pena dele e disse: "Este menino  dos hebreus".
7 Ento a irm do menino aproximou-se e perguntou  filha do fara:
"A senhora quer que eu v chamar uma mulher dos hebreus para amamentar
e criar o menino?"
8 "Quero", respondeu ela. E a moa foi chamar a me do menino.
9 Ento a filha do fara disse  mulher: "Leve este menino e amamente-o
para mim, e eu lhe pagarei por isso". A mulher levou o menino e o
amamentou.
10 Tendo o menino crescido, ela o levou  filha do fara,
que o adotou e lhe deu o nome de Moiss, dizendo: "Porque eu o tirei
das guas".
Moiss Mata um Egpcio e Foge para Midi
11 Certo dia, sendo Moiss j adulto, foi ao lugar onde estavam os seus
irmos hebreus e descobriu como era pesado o trabalho que realizavam.
Viu tambm um egpcio espancar um dos hebreus.
12 Correu o olhar por
todos os lados e, no vendo ningum, matou o egpcio e o escondeu na
areia.
13 No dia seguinte saiu e viu dois hebreus brigando. Ento perguntou ao
agressor: "Por que voc est espancando o seu companheiro?"
14 O
homem respondeu: "Quem o nomeou lder e juiz sobre ns? Quer matar-me
como matou o egpcio?" Moiss teve medo e pensou: "Com certeza tudo
j foi descoberto!"
15 Quando o fara soube disso, procurou matar Moiss, mas este fugiu e
foi morar na terra de Midi. Ali assentou-se  beira de um poo.
16 Ora, o sacerdote de Midi tinha sete filhas. Elas foram buscar gua para
encher os bebedouros e dar de beber ao rebanho de seu pai.
17 Alguns
pastores se aproximaram e comearam a expuls-las dali; Moiss, porm,
veio em auxlio delas e deu gua ao rebanho.
18 Quando as moas voltaram a seu pai Reuel [a] , este lhes
perguntou: "Por que voltaram to cedo hoje?"
19 Elas responderam: "Um egpcio defendeu-nos dos pastores e ainda
tirou gua do poo para ns e deu de beber ao rebanho".
20 "Onde est ele?", perguntou o pai a elas. "Por que o deixaram
l? Convidem-no para comer conosco."
21 Moiss aceitou e concordou tambm em morar na casa daquele homem;
este lhe deu por mulher sua filha Zpora.
22 Ela deu  luz um menino, a
quem Moiss deu o nome de Grson, dizendo: "Sou imigrante em terra
estrangeira".
23 Muito tempo depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e
clamavam debaixo da escravido; e o seu clamor subiu at Deus.
24 Ouviu
Deus o lamento deles e lembrou-se da aliana que fizera com Abrao,
Isaque e Jac.
25 Deus olhou para os israelitas e viu a situao deles.
Notas de rodap:
[a] 2.18 Tambm chamado Jetro. Veja 3.1.

XODO-CAPITULO-3
Moiss e a Sara em Chamas
1 Moiss pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de
Midi. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a
Horebe, o monte de Deus.
2 Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama
de fogo que saa do meio de uma sara. Moiss viu que, embora a sara
estivesse em chamas, no era consumida pelo fogo.
3 "Que
impressionante!", pensou. "Por que a sara no se queima? Vou ver
isso de perto."
4 O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E ento, do meio da
sara Deus o chamou: "Moiss, Moiss!"
"Eis-me aqui", respondeu ele.
5 Ento disse Deus: "No se aproxime. Tire as sandlias dos ps, pois
o lugar em que voc est  terra santa".
6 Disse ainda: "Eu sou o
Deus de seu pai, o Deus de Abrao, o Deus de Isaque, o Deus de Jac".
Ento Moiss cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.
7 Disse o Senhor : "De fato tenho visto a opresso sobre o meu povo
no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e
sei quanto eles esto sofrendo.
8 Por isso desci para livr-los das
mos dos egpcios e tir-los daqui para uma terra boa e vasta, onde
manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos
ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.
9 Pois agora o clamor dos
israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egpcios os oprimem.
10 V, pois, agora; eu o envio ao fara para tirar do Egito o meu povo, os
israelitas".
11 Moiss, porm, respondeu a Deus: "Quem sou eu para
apresentar-me ao fara e tirar os israelitas do Egito?"
12 Deus afirmou: "Eu estarei com voc. Esta  a prova de que sou eu
quem o envia: quando voc tirar o povo do Egito, vocs prestaro culto a
Deus neste monte".
13 Moiss perguntou: "Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes
disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocs, e eles me
perguntarem: ``Qual  o nome dele?'' Que lhes direi?"
14 Disse Deus a Moiss: "Eu Sou o que Sou.  isto que voc dir aos
israelitas: Eu Sou me enviou a vocs".
15 Disse tambm Deus a Moiss: "Diga aos israelitas: O Senhor
[a] , o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abrao, o Deus de Isaque,
o Deus de Jac, enviou-me a vocs. Esse  o meu nome para sempre, nome
pelo qual serei lembrado de gerao em gerao.
16 "V, rena as autoridades de Israel e diga-lhes: O Senhor , o Deus
dos seus antepassados, o Deus de Abrao, de Isaque e de Jac, apareceu a
mim e disse: Eu virei em auxlio de vocs; pois vi o que lhes tem sido
feito no Egito.
17 Prometi tir-los da opresso do Egito para a terra
dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos
jebuseus, terra onde manam leite e mel.
18 "As autoridades de Israel o atendero. Depois voc ir com elas ao
rei do Egito e lhe dir: O Senhor , o Deus dos hebreus, veio ao nosso
encontro. Agora, deixe-nos fazer uma caminhada de trs dias, adentrando
o deserto, para oferecermos sacrifcios ao Senhor , o nosso Deus.
19 Eu
sei que o rei do Egito no os deixar sair, a no ser que uma poderosa
mo o force.
20 Por isso estenderei a minha mo e ferirei os egpcios
com todas as maravilhas que realizarei no meio deles. Depois disso ele
os deixar sair.
21 "E farei que os egpcios tenham boa vontade para com o povo, de
modo que, quando vocs sarem, no sairo de mos vazias.
22 Todas as
israelitas pediro s suas vizinhas, e s mulheres que estiverem
hospedando em casa, objetos de prata e de ouro, e roupas, que vocs
poro em seus filhos e em suas filhas. Assim vocs despojaro os
egpcios".
Notas de rodap:
[a] 3.15 Hebraico: YHWH . O termo assemelha-se  expresso Eu sou em
hebraico.

XODO-CAPITULO-4
Os Sinais Concedidos a Moiss
1 Moiss respondeu: "E se eles no acreditarem em mim nem quiserem me
ouvir e disserem: ``O Senhor no lhe apareceu''?"
2 Ento o Senhor lhe perguntou: "Que  isso em sua mo?"
"Uma vara", respondeu ele.
3 Disse o Senhor : "Jogue-a ao cho".
Moiss jogou-a, e ela se transformou numa serpente. Moiss fugiu dela,
4 mas o Senhor lhe disse: "Estenda a mo e pegue-a pela cauda".
Moiss estendeu a mo, pegou a serpente e esta se transformou numa vara
em sua mo.
5 E disse o Senhor : "Isso  para que eles acreditem que
o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abrao, o Deus de Isaque, o Deus
de Jac, apareceu a voc".
6 Disse-lhe mais o Senhor : "Coloque a mo no peito". Moiss
obedeceu e, quando a retirou, ela estava leprosa [a] ; parecia
neve.
7 Ordenou-lhe depois: "Agora, coloque de novo a mo no peito".
Moiss tornou a pr a mo no peito e, quando a tirou, ela estava
novamente como o restante da sua pele.
8 Prosseguiu o Senhor : "Se eles no acreditarem em voc nem derem
ateno ao primeiro sinal miraculoso, acreditaro no segundo.
9 E se
ainda assim no acreditarem nestes dois sinais nem lhe derem ouvidos,
tire um pouco de gua do Nilo e derrame-a em terra seca. Quando voc
derramar essa gua em terra seca ela se transformar em sangue".
10 Disse, porm, Moiss ao Senhor : " Senhor! Nunca tive facilidade
para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. No
consigo falar bem!"
11 Disse-lhe o Senhor : "Quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou
mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? No sou eu, o Senhor ?
12 Agora, pois, v; eu estarei com voc, ensinando-lhe o que dizer".
13 Respondeu-lhe, porm, Moiss: "Ah, Senhor! Peo-te que envies
outra pessoa".
14 Ento o Senhor se irou com Moiss e lhe disse: "Voc no tem o seu
irmo Aro, o levita? Eu sei que ele fala bem. Ele j est vindo ao seu
encontro e se alegrar ao v-lo.
15 Voc falar com ele e lhe dir o
que ele deve dizer; eu estarei com vocs quando falarem, e lhes direi o
que fazer.
16 Assim como Deus fala ao profeta, voc falar a seu irmo,
e ele ser o seu porta-voz diante do povo.
17 E leve na mo esta vara;
com ela voc far os sinais miraculosos".
A Volta de Moiss ao Egito
18 Depois Moiss voltou a Jetro, seu sogro, e lhe disse: "Preciso
voltar ao Egito para ver se meus parentes ainda vivem".
Jetro lhe respondeu: "V em paz!"
19 Ora, o Senhor tinha dito a Moiss, em Midi: "Volte ao Egito, pois
j morreram todos os que procuravam mat-lo".
20 Ento Moiss levou
sua mulher e seus filhos montados num jumento e partiu de volta ao
Egito. Levava na mo a vara de Deus.
21 Disse mais o Senhor a Moiss: "Quando voc voltar ao Egito, tenha
o cuidado de fazer diante do fara todas as maravilhas que concedi a
voc o poder de realizar. Mas eu vou endurecer o corao dele, para no
deixar o povo ir.
22 Depois diga ao fara que assim diz o Senhor :
Israel  o meu primeiro filho,
23 e eu j lhe disse que deixe o meu
filho ir para prestar-me culto. Mas voc no quis deix-lo ir; por isso
matarei o seu primeiro filho!"
24 Numa hospedaria ao longo do caminho, o Senhor foi ao encontro de
Moiss [b] e procurou mat-lo.
25 Mas Zpora pegou uma pedra
afiada, cortou o prepcio de seu filho e tocou os ps de Moiss [c]
 E disse: "Voc  para mim um marido de sangue!"
26 Ela disse
"marido de sangue", referindo-se  circunciso. Nessa ocasio o
Senhor o deixou.
27 Ento o Senhor disse a Aro: "V ao deserto encontrar-se com
Moiss". Ele foi, encontrou-se com Moiss no monte de Deus, e o saudou
com um beijo.
28 Moiss contou a Aro tudo o que o Senhor lhe tinha
mandado dizer, e tambm falou-lhe de todos os sinais miraculosos que lhe
havia ordenado realizar.
29 Assim Moiss e Aro foram e reuniram todas as autoridades dos
israelitas,
30 e Aro lhes contou tudo o que o Senhor dissera a Moiss.
Em seguida Moiss tambm realizou os sinais diante do povo,
31 e eles
creram. Quando o povo soube que o Senhor decidira vir em seu auxlio,
tendo visto a sua opresso, curvou-se em adorao.
Notas de rodap:
[a] 4.6 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[b] 4.24 Ou do filho de Moiss
[c] 4.25 Hebraico: ps dele . Possvel eufemismo para os rgos
genitais.

XODO-CAPITULO-5
O Fara Aumenta a Opresso
1 Depois disso Moiss e Aro foram falar com o fara e disseram:
"Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: ``Deixe o meu povo ir para
celebrar-me uma festa no deserto''".
2 O fara respondeu: "Quem  o Senhor , para que eu lhe obedea e
deixe Israel sair? No conheo o Senhor , e no deixarei Israel sair".
3 Eles insistiram: "O Deus dos hebreus veio ao nosso encontro. Agora,
permite-nos caminhar trs dias no deserto, para oferecer sacrifcios ao
Senhor , o nosso Deus; caso contrrio, ele nos atingir com pragas ou
com a espada".
4 Mas o rei do Egito respondeu: "Moiss e Aro, por que vocs esto
fazendo o povo interromper suas tarefas? Voltem ao trabalho!"
5 E
acrescentou: "Essa gente j  to numerosa, e vocs ainda os fazem
parar de trabalhar!"
6 No mesmo dia o fara deu a seguinte ordem aos feitores e capatazes
responsveis pelo povo:
7 "No forneam mais palha ao povo para fazer
tijolos, como faziam antes. Eles que tratem de ajuntar palha!
8 Mas
exijam que continuem a fazer a mesma quantidade de tijolos; no reduzam
a cota. So preguiosos, e por isso esto clamando: ``Iremos oferecer
sacrifcios ao nosso Deus''.
9 Aumentem a carga de trabalho dessa
gente para que cumpram suas tarefas e no dem ateno a mentiras".
10 Os feitores e os capatazes foram dizer ao povo: "Assim diz o
fara: ``J no lhes darei palha.
11 Saiam e recolham-na onde puderem
ach-la, pois o trabalho de vocs em nada ser reduzido''".
12 O
povo, ento, espalhou-se por todo o Egito, a fim de ajuntar restolho em
lugar da palha.
13 Enquanto isso, os feitores os pressionavam, dizendo:
"Completem a mesma tarefa diria que lhes foi exigida quando tinham
palha".
14 Os capatazes israelitas indicados pelos feitores do fara
eram espancados e interrogados: "Por que no completaram ontem e hoje
a mesma cota de tijolos dos dias anteriores?"
15 Ento os capatazes israelitas foram apelar para o fara: "Por que
tratas os teus servos dessa maneira?
16 Ns, teus servos, no recebemos
palha, e, contudo, nos dizem: ``Faam tijolos!'' Os teus servos tm
sido espancados, mas a culpa  do teu prprio povo [a] ".
17 Respondeu o fara: "Preguiosos  o que vocs so! Preguiosos!
Por isso andam dizendo: ``Iremos oferecer sacrifcios ao Senhor ''.
18 Agora, voltem ao trabalho. Vocs no recebero palha alguma!
Continuem a produzir a cota integral de tijolos!"
19 Os capatazes israelitas se viram em dificuldade quando lhes disseram
que no poderiam reduzir a quantidade de tijolos exigida a cada dia.
20 Ao sarem da presena do fara, encontraram-se com Moiss e Aro, que
estavam  espera deles,
21 e lhes disseram: "O Senhor os examine e os
julgue! Vocs atraram o dio [b] do fara e dos seus
conselheiros sobre ns, e lhes puseram nas mos uma espada para que nos
matem".
Deus Anuncia Libertao
22 Moiss voltou-se para o Senhor e perguntou: "Senhor, por que
maltrataste este povo? Afinal, por que me enviaste?
23 Desde que me
dirigi ao fara para falar em teu nome, ele tem maltratado este povo, e
tu de modo algum libertaste o teu povo!"
Notas de rodap:
[a] 5.16 Ou a culpa  tua ; ou ainda tu ests pecando contra o teu
prprio povo
[b] 5.21 Hebraico: transformaram-nos em mau cheiro para o.

XODO-CAPITULO-6
1 Ento o Senhor disse a Moiss: "Agora voc ver o que farei ao
fara: Por minha mo poderosa, ele os deixar ir; por minha mo
poderosa, ele os expulsar do seu pas".
2 Disse Deus ainda a Moiss: "Eu sou o Senhor .
3 Apareci a Abrao,
a Isaque e a Jac como o Deus todo-poderoso [a] , mas pelo meu
nome, o Senhor [b] , no me revelei a eles [c] .
4 Depois
estabeleci com eles a minha aliana para dar-lhes a terra de Cana,
terra onde viveram como estrangeiros.
5 E agora ouvi o lamento dos
israelitas, a quem os egpcios mantm escravos, e lembrei-me da minha
aliana.
6 "Por isso, diga aos israelitas: Eu sou o Senhor . Eu os livrarei do
trabalho imposto pelos egpcios. Eu os libertarei da escravido e os
resgatarei com brao forte e com poderosos atos de juzo.
7 Eu os farei
meu povo e serei o Deus de vocs. Ento vocs sabero que eu sou o
Senhor , o seu Deus, que os livra do trabalho imposto pelos egpcios.
8 E os farei entrar na terra que, com mo levantada, jurei que daria a
Abrao, a Isaque e a Jac. Eu a darei a vocs como propriedade. Eu sou o
Senhor ".
9 Moiss declarou isso aos israelitas, mas eles no lhe deram ouvidos,
por causa da angstia e da cruel escravido que sofriam.
10 Ento o Senhor ordenou a Moiss:
11 "V dizer ao fara, rei do
Egito, que deixe os israelitas sarem do pas".
12 Moiss, porm, disse na presena do Senhor : "Se os israelitas no
me do ouvidos, como me ouvir o fara? Ainda mais que no tenho
facilidade para falar [d] !"
13 Mas o Senhor ordenou a Moiss e a Aro que dissessem aos israelitas
e ao fara, rei do Egito, que tinham ordem para tirar do Egito os
israelitas.
A Genealogia de Moiss e Aro
14 Estes foram os chefes das famlias israelitas:
Os filhos de Rben, filho mais velho de Israel, foram: Enoque, Palu,
Hezrom e Carmi. Esses foram os cls de Rben.
15 Os filhos de Simeo foram: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul,
filho de uma canania. Esses foram os cls de Simeo.
16 Estes so os nomes dos filhos de Levi, por ordem de nascimento:
Grson, Coate e Merari. Levi viveu cento e trinta e sete anos.
17 Os filhos de Grson, conforme seus cls, foram Libni e Simei.
18 Os filhos de Coate foram Anro, Isar, Hebrom e Uziel. Coate viveu
cento e trinta e trs anos.
19 Os filhos de Merari foram Mali e Musi.
Esses foram os cls de Levi, por ordem de nascimento.
20 Anro tomou por mulher sua tia Joquebede, que lhe deu  luz Aro e
Moiss. Anro viveu cento e trinta e sete anos.
21 Os filhos de Isar foram Cor, Nefegue e Zicri.
22 Os filhos de Uziel foram Misael, Elzaf e Sitri.
23 Aro tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irm de
Naassom, e ela lhe deu  luz Nadabe, Abi, Eleazar e Itamar.
24 Os filhos de Cor foram Assir, Elcana e Abiasafe. Esses foram os
cls dos coratas.
25 Eleazar, filho de Aro, tomou por mulher uma das filhas de Futiel, e
ela lhe deu  luz Finias.
Esses foram os chefes das famlias dos levitas, conforme seus cls.
26 Foi a este Aro e a este Moiss que o Senhor disse: "Tirem os
israelitas do Egito, organizados segundo as suas divises".
27 Foram
eles, Moiss e Aro, que falaram ao fara, rei do Egito, a fim de
tirarem os israelitas do Egito.
Aro: O Porta-voz de Moiss
28 Ora, quando o Senhor falou com Moiss no Egito,
29 disse-lhe: "Eu
sou o Senhor . Diga ao fara, rei do Egito, tudo o que eu lhe disser".
30 Moiss, porm, perguntou ao Senhor : "Como o fara me dar
ouvidos, se no tenho facilidade para falar?"
Notas de rodap:
[a] 6.3 Hebraico: El-Shaddai.
[b] 6.3 Hebraico: YHWH. O termo assemelha-se  expresso Eu sou em
hebraico.
[c] 6.3 Ou no fui conhecido por eles
[d] 6.12 Hebraico: Eu sou incircunciso de lbios ; tambm no versculo
30.

XODO-CAPITULO-7
1 O Senhor lhe respondeu: "Dou-lhe a minha autoridade [a]
perante o fara, e seu irmo Aro ser seu porta-voz.
2 Voc falar
tudo o que eu lhe ordenar, e o seu irmo Aro dir ao fara que deixe os
israelitas sarem do pas.
3 Eu, porm, farei o corao do fara
resistir; e, embora multiplique meus sinais e maravilhas no Egito,
4 ele no os ouvir. Ento porei a minha mo sobre o Egito, e com
poderosos atos de juzo tirarei do Egito os meus exrcitos, o meu povo,
os israelitas.
5 E os egpcios sabero que eu sou o Senhor , quando eu
estender a minha mo contra o Egito e tirar de l os israelitas".
6 Moiss e Aro fizeram como o Senhor lhes havia ordenado.
7 Moiss
tinha oitenta anos de idade e Aro oitenta e trs, quando falaram com o
fara.
A Vara de Aro Transforma-se em Serpente
8 Disse o Senhor a Moiss e a Aro:
9 "Quando o fara lhes pedir que
faam algum milagre, diga a Aro que tome a sua vara e jogue-a diante do
fara; e ela se transformar numa serpente".
10 Moiss e Aro dirigiram-se ao fara e fizeram como o Senhor tinha
ordenado. Aro jogou a vara diante do fara e seus conselheiros, e ela
se transformou em serpente.
11 O fara, porm, mandou chamar os sbios
e feiticeiros; e tambm os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio
das suas cincias ocultas.
12 Cada um deles jogou ao cho uma vara, e
estas se transformaram em serpentes. Mas a vara de Aro engoliu as varas
deles.
13 Contudo, o corao do fara se endureceu e ele no quis dar
ouvidos a Moiss e a Aro, como o Senhor tinha dito.
A Primeira Praga: Sangue
14 Disse o Senhor a Moiss: "O corao do fara est obstinado; ele
no quer deixar o povo ir.
15 V ao fara de manh, quando ele estiver
indo s guas. Espere-o na margem do rio para encontr-lo e leve tambm
a vara que se transformou em serpente.
16 Diga-lhe: O Senhor , o Deus
dos hebreus, mandou-me dizer-lhe: Deixe ir o meu povo, para prestar-me
culto no deserto. Mas at agora voc no me atendeu.
17 Assim diz o
Senhor : Nisto voc saber que eu sou o Senhor : com a vara que trago na
mo ferirei as guas do Nilo, e elas se transformaro em sangue.
18 Os
peixes do Nilo morrero, o rio ficar cheirando mal, e os egpcios no
suportaro beber das suas guas".
19 Disse o Senhor a Moiss: "Diga a Aro que tome a sua vara e
estenda a mo sobre as guas do Egito, dos rios, dos canais, dos audes
e de todos os reservatrios, e elas se transformaro em sangue. Haver
sangue por toda a terra do Egito, at nas vasilhas de madeira e nas
vasilhas de pedra".
20 Moiss e Aro fizeram como o Senhor tinha ordenado. Aro levantou a
vara e feriu as guas do Nilo na presena do fara e dos seus
conselheiros; e toda a gua do rio transformou-se em sangue.
21 Os
peixes morreram e o rio cheirava to mal que os egpcios no conseguiam
beber das suas guas. Havia sangue por toda a terra do Egito.
22 Mas os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio de suas
cincias ocultas. O corao do fara se endureceu, e ele no deu ouvidos
a Moiss e a Aro, como o Senhor tinha dito.
23 Ao contrrio, deu-lhes
as costas e voltou para o seu palcio. Nem assim o fara levou isso a
srio.
24 Todos os egpcios cavaram buracos s margens do Nilo para
encontrar gua potvel, pois da gua do rio no podiam mais beber.
25 Passaram-se sete dias depois que o Senhor feriu o Nilo.
Notas de rodap:
[a] 7.1 Hebraico: Eu o coloco por Deus.

XODO-CAPITULO-8
A Segunda Praga: Rs
1 O Senhor falou a Moiss: "V ao fara e diga-lhe que assim diz o
Senhor : Deixe o meu povo ir para que me preste culto.
2 Se voc no
quiser deix-lo ir, mandarei sobre todo o seu territrio uma praga de
rs.
3 O Nilo ficar infestado de rs. Elas subiro e entraro em seu
palcio, em seu quarto, e at em sua cama; estaro tambm nas casas dos
seus conselheiros e do seu povo, dentro dos seus fornos e nas suas
amassadeiras.
4 As rs subiro em voc, em seus conselheiros e em seu
povo".
5 Depois o Senhor disse a Moiss: "Diga a Aro que estenda a mo com
a vara sobre os rios, sobre os canais e sobre os audes, e faa subir
deles rs sobre a terra do Egito".
6 Assim Aro estendeu a mo sobre as guas do Egito, e as rs subiram e
cobriram a terra do Egito.
7 Mas os magos fizeram a mesma coisa por
meio das suas cincias ocultas: fizeram subir rs sobre a terra do
Egito.
8 O fara mandou chamar Moiss e Aro e disse: "Orem ao Senhor para
que ele tire estas rs de mim e do meu povo; ento deixarei o povo ir e
oferecer sacrifcios ao Senhor ".
9 Moiss disse ao fara: "Tua  a honra de dizer-me quando devo orar
por ti, por teus conselheiros e por teu povo, para que tu e tuas casas
fiquem livres das rs e sobrem apenas as que esto no rio".
10 "Amanh", disse o fara.
Moiss respondeu: "Ser como tu dizes, para que saibas que no h
ningum como o Senhor , o nosso Deus.
11 As rs deixaro a ti, a tuas
casas, a teus conselheiros e a teu povo; sobraro apenas as que esto no
rio".
12 Depois que Moiss e Aro saram da presena do fara, Moiss clamou
ao Senhor por causa das rs que enviara sobre o fara.
13 E o Senhor
atendeu o pedido de Moiss; morreram as rs que estavam nas casas, nos
ptios e nos campos.
14 Foram ajuntadas em montes e, por isso, a terra
cheirou mal.
15 Mas quando o fara percebeu que houve alvio,
obstinou-se em seu corao e no deu mais ouvidos a Moiss e a Aro,
conforme o Senhor tinha dito.
A Terceira Praga: Piolhos
16 Ento o Senhor disse a Moiss: "Diga a Aro que estenda a sua vara
e fira o p da terra, e o p se transformar em piolhos [a] por
toda a terra do Egito".
17 Assim fizeram e, quando Aro estendeu a
mo e com a vara feriu o p da terra, surgiram piolhos nos homens e nos
animais. Todo o p de toda a terra do Egito transformou-se em piolhos.
18 Mas, quando os magos tentaram fazer surgir piolhos por meio das suas
cincias ocultas, no conseguiram. E os piolhos infestavam os homens e
os animais.
19 Os magos disseram ao fara: "Isso  o dedo de Deus". Mas o
corao do fara permaneceu endurecido, e ele no quis ouvi-los,
conforme o Senhor tinha dito.
A Quarta Praga: Moscas
20 Depois o Senhor disse a Moiss: "Levante-se bem cedo e
apresente-se ao fara, quando ele estiver indo s guas. Diga-lhe que
assim diz o Senhor : Deixe o meu povo ir para que me preste culto.
21 Se voc no deixar meu povo ir, enviarei enxames de moscas para atacar
voc, os seus conselheiros, o seu povo e as suas casas. As casas dos
egpcios e o cho em que pisam se enchero de moscas.
22 "Mas naquele dia tratarei de maneira diferente a terra de Gsen,
onde habita o meu povo; nenhum enxame de moscas se achar ali, para que
voc saiba que eu, o Senhor , estou nessa terra.
23 Farei distino
[b] entre o meu povo e o seu. Este sinal miraculoso acontecer
amanh".
24 E assim fez o Senhor . Grandes enxames de moscas invadiram o palcio
do fara e as casas de seus conselheiros, e em todo o Egito a terra foi
arruinada pelas moscas.
25 Ento o fara mandou chamar Moiss e Aro e disse: "Vo oferecer
sacrifcios ao seu Deus, mas no saiam do pas".
26 "Isso no seria sensato", respondeu Moiss; "os sacrifcios
que oferecemos ao Senhor , o nosso Deus, so um sacrilgio para os
egpcios. Se oferecermos sacrifcios que lhes paream sacrilgio, isso
no os levar a nos apedrejar?
27 Faremos trs dias de viagem no
deserto, e ofereceremos sacrifcios ao Senhor , o nosso Deus, como ele
nos ordena."
28 Disse o fara: "Eu os deixarei ir e oferecer sacrifcios ao Senhor
, o seu Deus, no deserto, mas no se afastem muito e orem por mim
tambm".
29 Moiss respondeu: "Assim que sair da tua presena, orarei ao
Senhor , e amanh os enxames de moscas deixaro o fara, teus
conselheiros e teu povo. Mas que o fara no volte a agir com falsidade,
impedindo que o povo v oferecer sacrifcios ao Senhor ".
30 Ento Moiss saiu da presena do fara e orou ao Senhor ,
31 e o
Senhor atendeu o seu pedido: as moscas deixaram o fara, seus
conselheiros e seu povo; no restou uma s mosca.
32 Mas tambm dessa
vez o fara obstinou-se em seu corao e no deixou que o povo sasse.
Notas de rodap:
[a] 8.16 Ou mosquitos
[b] 8.23 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massortico diz
Porei uma libertao.

XODO-CAPITULO-9
A Quinta Praga: Morte dos Rebanhos
1 Depois o Senhor disse a Moiss: "V ao fara e diga-lhe que assim
diz o Senhor , o Deus dos hebreus: Deixe o meu povo ir para que me
preste culto.
2 Se voc ainda no quiser deix-lo ir e continuar a
impedi-lo,
3 saiba que a mo do Senhor trar uma praga terrvel sobre
os rebanhos do fara que esto nos campos: os cavalos, os jumentos, os
camelos, os bois e as ovelhas.
4 Mas o Senhor far distino entre os
rebanhos de Israel e os do Egito. Nenhum animal dos israelitas
morrer".
5 O Senhor estabeleceu um prazo: "Amanh o Senhor far o que prometeu
nesta terra".
6 No dia seguinte o Senhor o fez. Todos os rebanhos dos
egpcios morreram, mas nenhum rebanho dos israelitas morreu.
7 O fara
mandou verificar e constatou que nenhum animal dos israelitas havia
morrido. Mesmo assim, seu corao continuou obstinado e no deixou o
povo ir.
A Sexta Praga: Feridas Purulentas
8 Disse mais o Senhor a Moiss e a Aro: "Tirem um punhado de cinza
de uma fornalha, e Moiss a espalhar no ar, diante do fara.
9 Ela se
tornar como um p fino sobre toda a terra do Egito, e feridas
purulentas surgiro nos homens e nos animais em todo o Egito".
10 Eles tiraram cinza duma fornalha e se puseram diante do fara.
Moiss a espalhou pelo ar, e feridas purulentas comearam a estourar nos
homens e nos animais.
11 Nem os magos podiam manter-se diante de
Moiss, porque ficaram cobertos de feridas, como os demais egpcios.
12 Mas o Senhor endureceu o corao do fara, e ele se recusou a atender
Moiss e Aro, conforme o Senhor tinha dito a Moiss.
A Stima Praga: Granizo
13 Disse o Senhor a Moiss: "Levante-se logo cedo, apresente-se ao
fara e diga-lhe que assim diz o Senhor , o Deus dos hebreus: Deixe o
meu povo ir para que me preste culto.
14 Caso contrrio, mandarei desta
vez todas as minhas pragas contra voc, contra os seus conselheiros e
contra o seu povo, para que voc saiba que em toda a terra no h
ningum como eu.
15 Porque eu j poderia ter estendido a mo, ferindo
voc e o seu povo com uma praga que teria eliminado voc da terra.
16 Mas eu o mantive em p exatamente com este propsito: mostrar-lhe o meu
poder e fazer que o meu nome seja proclamado em toda a terra.
17 Contudo voc ainda insiste em colocar-se contra o meu povo e no o deixa
ir.
18 Amanh, a esta hora, enviarei a pior tempestade de granizo que
j caiu sobre o Egito, desde o dia da sua fundao at hoje.
19 Agora,
mande recolher os seus rebanhos e tudo o que voc tem nos campos. Todos
os homens e animais que estiverem nos campos, que no tiverem sido
abrigados, sero atingidos pelo granizo e morrero".
20 Os conselheiros do fara que temiam a palavra do Senhor
apressaram-se em recolher aos abrigos os seus rebanhos e os seus
escravos.
21 Mas os que no se importaram com a palavra do Senhor
deixaram os seus escravos e os seus rebanhos no campo.
22 Ento o Senhor disse a Moiss: "Estenda a mo para o cu, e cair
granizo sobre toda a terra do Egito: sobre homens, sobre animais e sobre
toda a vegetao do Egito".
23 Quando Moiss estendeu a vara para o
cu, o Senhor fez vir troves e granizo, e raios caam sobre a terra.
Assim o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito.
24 Caiu
granizo, e raios cortavam o cu em todas as direes. Nunca houve uma
tempestade de granizo como aquela em todo o Egito, desde que este se
tornou uma nao.
25 Em todo o Egito o granizo atingiu tudo o que havia
nos campos, tanto homens como animais; destruiu toda a vegetao, alm
de quebrar todas as rvores.
26 Somente na terra de Gsen, onde estavam
os israelitas, no caiu granizo.
27 Ento o fara mandou chamar Moiss e Aro e disse-lhes: "Desta vez
eu pequei. O Senhor  justo; eu e o meu povo  que somos culpados.
28 Orem ao Senhor ! Os troves de Deus e o granizo j so demais. Eu os
deixarei ir; no precisam mais ficar aqui".
29 Moiss respondeu: "Assim que eu tiver sado da cidade, erguerei as
mos em orao ao Senhor . Os troves cessaro e no cair mais granizo,
para que saibas que a terra pertence ao Senhor .
30 Mas eu bem sei que
tu e os teus conselheiros ainda no sabem o que  tremer diante do
Senhor Deus!"
31 (O linho e a cevada foram destrudos, pois a cevada j havia
amadurecido e o linho estava em flor.
32 Todavia, o trigo e o centeio
nada sofreram, pois s amadurecem mais tarde.)
33 Assim Moiss deixou o fara, saiu da cidade, e ergueu as mos ao
Senhor . Os troves e o granizo cessaram, e a chuva parou.
34 Quando o
fara viu que a chuva, o granizo e os troves haviam cessado, pecou
novamente e obstinou-se em seu corao, ele e os seus conselheiros.
35 O corao do fara continuou endurecido, e ele no deixou que os
israelitas sassem, como o Senhor tinha dito por meio de Moiss.

XODO-CAPITULO-10
A Oitava Praga: Gafanhotos
1 O Senhor disse a Moiss: "V ao fara, pois tornei obstinado o
corao dele e o de seus conselheiros, a fim de realizar estes meus
prodgios entre eles,
2 para que voc possa contar a seus filhos e
netos como zombei dos egpcios e como realizei meus milagres entre eles.
Assim vocs sabero que eu sou o Senhor ".
3 Dirigiram-se, pois, Moiss e Aro ao fara e lhe disseram: "Assim
diz o Senhor , o Deus dos hebreus: ``At quando voc se recusar a
humilhar-se perante mim? Deixe ir o meu povo, para que me preste culto.
4 Se voc no quiser deix-lo ir, farei vir gafanhotos sobre o seu
territrio amanh.
5 Eles cobriro a face [a] da terra at no
se poder enxergar o solo. Devoraro o pouco que ainda lhes restou da
tempestade de granizo e todas as rvores que estiverem brotando nos
campos.
6 Enchero os seus palcios e as casas de todos os seus
conselheiros e de todos os egpcios: algo que os seus pais e os seus
antepassados jamais viram, desde o dia em que se fixaram nesta terra at
o dia de hoje''". A seguir Moiss virou as costas e saiu da presena
do fara.
7 Os conselheiros do fara lhe disseram: "At quando este homem ser
uma ameaa para ns? Deixa os homens irem prestar culto ao Senhor , o
Deus deles. No percebes que o Egito est arruinado?"
8 Ento Moiss e Aro foram trazidos de volta  presena do fara, que
lhes disse: "Vo e prestem culto ao Senhor , o seu Deus. Mas,
digam-me, quem ir?"
9 Moiss respondeu: "Temos que levar todos: os jovens e os velhos, os
nossos filhos e as nossas filhas, as nossas ovelhas e os nossos bois,
porque vamos celebrar uma festa ao Senhor ".
10 Disse-lhes o fara: "Vocs vo mesmo precisar do Senhor quando eu
deix-los ir com as mulheres e crianas!  claro que vocs esto com ms
intenes.
11 De forma alguma! S os homens podem ir prestar culto ao
Senhor , como vocs tm pedido". E Moiss e Aro foram expulsos da
presena do fara.
12 Mas o Senhor disse a Moiss: "Estenda a mo sobre o Egito para que
os gafanhotos venham sobre a terra e devorem toda a vegetao, tudo o
que foi deixado pelo granizo".
13 Moiss estendeu a vara sobre o Egito, e o Senhor fez soprar sobre a
terra um vento oriental durante todo aquele dia e toda aquela noite.
Pela manh, o vento havia trazido os gafanhotos,
14 os quais invadiram
todo o Egito e desceram em grande nmero sobre toda a sua extenso.
Nunca antes houve tantos gafanhotos, nem jamais haver.
15 Eles
cobriram toda a face da terra de tal forma que ela escureceu. Devoraram
tudo o que o granizo tinha deixado: toda a vegetao e todos os frutos
das rvores. No restou nada verde nas rvores nem nas plantas do campo,
em toda a terra do Egito.
16 O fara mandou chamar Moiss e Aro imediatamente e disse-lhes:
"Pequei contra o Senhor , o seu Deus, e contra vocs!
17 Agora
perdoem ainda esta vez o meu pecado e orem ao Senhor , o seu Deus, para
que leve esta praga mortal para longe de mim".
18 Moiss saiu da presena do fara e orou ao Senhor .
19 E o Senhor
fez soprar com muito mais fora o vento ocidental, e este envolveu os
gafanhotos e os lanou no mar Vermelho. No restou um gafanhoto sequer
em toda a extenso do Egito.
20 Mas o Senhor endureceu o corao do
fara, e ele no deixou que os israelitas sassem.
A Nona Praga: Trevas
21 O Senhor disse a Moiss: "Estenda a mo para o cu, e trevas
cobriro o Egito, trevas tais que podero ser apalpadas".
22 Moiss
estendeu a mo para o cu, e por trs dias houve densas trevas em todo o
Egito.
23 Ningum pde ver ningum, nem sair do seu lugar durante trs
dias. Todavia, todos os israelitas tinham luz nos locais em que
habitavam.
24 Ento o fara mandou chamar Moiss e disse: "Vo e prestem culto
ao Senhor . Deixem somente as ovelhas e os bois; as mulheres e as
crianas podem ir".
25 Mas Moiss contestou: "Tu mesmo nos dars os animais para os
nossos sacrifcios e holocaustos [b] que ofereceremos ao Senhor .
26 Alm disso, os nossos rebanhos tambm iro conosco; nem um casco de
animal ser deixado. Temos que escolher alguns deles para prestar culto
ao Senhor , o nosso Deus, e, enquanto no chegarmos ao local, no
saberemos quais animais sacrificaremos".
27 Mas o Senhor endureceu o corao do fara, e ele se recusou a
deix-los ir.
28 Disse o fara a Moiss: "Saia da minha presena!
Trate de no aparecer nunca mais diante de mim! No dia em que vir a
minha face, voc morrer".
29 Respondeu Moiss: "Ser como disseste; nunca mais verei a tua
face".
Notas de rodap:
[a] 10.5 Hebraico: olho ; tambm no versculo 15.
[b] 10.25 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em 18.12.

XODO-CAPITULO-11
O Anncio da Dcima Praga
1 Disse ento o Senhor a Moiss: "Enviarei ainda mais uma praga
sobre o fara e sobre o Egito. Somente depois desta ele os deixar sair
daqui e at os expulsar totalmente.
2 Diga ao povo, tanto aos homens
como s mulheres, que pea aos seus vizinhos objetos de prata e de
ouro".
3 O Senhor tornou os egpcios favorveis ao povo, e o prprio
Moiss era tido em alta estima no Egito pelos conselheiros do fara e
pelo povo.
4 Disse, pois, Moiss ao fara: "Assim diz o Senhor : ``Por volta da
meia-noite, passarei por todo o Egito.
5 Todos os primognitos do Egito
morrero, desde o filho mais velho do fara, herdeiro do trono, at o
filho mais velho da escrava que trabalha no moinho, e tambm todas as
primeiras crias do gado.
6 Haver grande pranto em todo o Egito, como
nunca houve antes nem jamais haver.
7 Entre os israelitas, porm, nem
sequer um co latir contra homem ou animal''. Ento vocs sabero que
o Senhor faz distino entre o Egito e Israel!
8 Todos esses seus
conselheiros viro a mim e se ajoelharo diante de mim, suplicando:
``Saiam voc e todo o povo que o segue!'' S ento eu sairei". E,
com grande ira, Moiss saiu da presena do fara.
9 O Senhor tinha dito a Moiss: "O fara no lhes dar ouvidos, a fim
de que os meus prodgios se multipliquem no Egito".
10 Moiss e Aro
realizaram todos esses prodgios diante do fara, mas o Senhor lhe
endureceu o corao, e ele no quis deixar os israelitas sarem do pas.

XODO-CAPITULO-12
A Pscoa
1 O Senhor disse a Moiss e a Aro, no Egito:
2 "Este dever ser o
primeiro ms do ano para vocs.
3 Digam a toda a comunidade de Israel
que no dcimo dia deste ms todo homem dever separar um cordeiro ou um
cabrito, para a sua famlia, um para cada casa.
4 Se uma famlia for
pequena demais para um animal inteiro, deve dividi-lo com seu vizinho
mais prximo, conforme o nmero de pessoas e conforme o que cada um
puder comer.
5 O animal escolhido ser macho de um ano, sem defeito, e
pode ser cordeiro ou cabrito.
6 Guardem-no at o dcimo quarto dia do
ms, quando toda a comunidade de Israel ir sacrific-lo, ao pr-do-sol.
7 Passem, ento, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores
das portas das casas nas quais vocs comero o animal.
8 Naquela mesma
noite comero a carne assada no fogo, com ervas amargas e po sem
fermento.
9 No comam a carne crua, nem cozida em gua, mas assada no
fogo: cabea, pernas e vsceras.
10 No deixem sobrar nada at pela
manh; caso isso acontea, queimem o que restar.
11 Ao comerem, estejam
prontos para sair: cinto no lugar, sandlias nos ps e cajado na mo.
Comam apressadamente. Esta  a Pscoa do Senhor .
12 "Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os
primognitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juzo
sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor !
13 O sangue ser um
sinal para indicar as casas em que vocs estiverem; quando eu vir o
sangue, passarei adiante. A praga de destruio no os atingir quando
eu ferir o Egito.
14 "Este dia ser um memorial que vocs e todos os seus descendentes
celebraro como festa ao Senhor . Celebrem-no como decreto perptuo.
15 Durante sete dias comam po sem fermento. No primeiro dia tirem de casa
o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao
stimo dia, ser eliminado de Israel.
16 Convoquem uma reunio santa no
primeiro dia e outra no stimo. No faam nenhum trabalho nesses dias,
exceto o da preparao da comida para todos.  s o que podero fazer.
17 "Celebrem a festa dos pes sem fermento, porque foi nesse mesmo
dia que eu tirei os exrcitos de vocs do Egito. Celebrem esse dia como
decreto perptuo por todas as suas geraes.
18 No primeiro ms comam
po sem fermento, desde o entardecer do dcimo quarto dia at o
entardecer do vigsimo primeiro.
19 Durante sete dias vocs no devero
ter fermento em casa. Quem comer qualquer coisa fermentada ser
eliminado da comunidade de Israel, seja estrangeiro, seja natural da
terra.
20 No comam nada fermentado. Onde quer que morarem, comam
apenas po sem fermento".
A Dcima Praga: A Morte dos Primognitos
21 Ento Moiss convocou todas as autoridades de Israel e lhes disse:
"Escolham um cordeiro ou um cabrito para cada famlia. Sacrifiquem-no
para celebrar a Pscoa!
22 Molhem um feixe de hissopo no sangue que
estiver na bacia e passem o sangue na viga superior e nas laterais das
portas. Nenhum de vocs poder sair de casa at o amanhecer.
23 Quando
o Senhor passar pela terra para matar os egpcios, ver o sangue na viga
superior e nas laterais da porta e passar sobre aquela porta, e no
permitir que o destruidor entre na casa de vocs para mat-los.
24 "Obedeam a estas instrues como decreto perptuo para vocs e
para os seus descendentes.
25 Quando entrarem na terra que o Senhor
prometeu lhes dar, celebrem essa cerimnia.
26 Quando os seus filhos
lhes perguntarem: ``O que significa esta cerimnia?'',
27 respondam-lhes:  o sacrifcio da Pscoa ao Senhor , que passou sobre as
casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os
egpcios". Ento o povo curvou-se em adorao.
28 Depois os
israelitas se retiraram e fizeram conforme o Senhor tinha ordenado a
Moiss e a Aro.
29 Ento,  meia-noite, o Senhor matou todos os primognitos do Egito,
desde o filho mais velho do fara, herdeiro do trono, at o filho mais
velho do prisioneiro que estava no calabouo, e tambm todas as
primeiras crias do gado.
30 No meio da noite o fara, todos os seus
conselheiros e todos os egpcios se levantaram. E houve grande pranto no
Egito, pois no havia casa que no tivesse um morto.
O xodo
31 Naquela mesma noite o fara mandou chamar Moiss e Aro e lhes
disse: "Saiam imediatamente do meio do meu povo, vocs e os
israelitas! Vo prestar culto ao Senhor , como vocs pediram.
32 Levem
os seus rebanhos, como tinham dito, e abenoem a mim tambm".
33 Os egpcios pressionavam o povo para que se apressasse em sair do
pas, dizendo: "Todos ns morreremos!"
34 Ento o povo tomou a
massa de po ainda sem fermento e a carregou nos ombros, nas
amassadeiras embrulhadas em suas roupas.
35 Os israelitas obedeceram 
ordem de Moiss e pediram aos egpcios objetos de prata e de ouro, bem
como roupas.
36 O Senhor concedeu ao povo uma disposio favorvel da
parte dos egpcios, de modo que lhes davam o que pediam; assim eles
despojaram os egpcios.
37 Os israelitas foram de Ramesss at Sucote. Havia cerca de
seiscentos mil homens a p, alm de mulheres e crianas.
38 Grande
multido de estrangeiros de todo tipo seguiu com eles, alm de grandes
rebanhos, tanto de bois como de ovelhas e cabras.
39 Com a massa que
haviam trazido do Egito, fizeram pes sem fermento. A massa no tinha
fermentado, pois eles foram expulsos do Egito e no tiveram tempo de
preparar comida.
40 Ora, o perodo que os israelitas viveram no Egito [a] foi de
quatrocentos e trinta anos.
41 No dia em que se completaram os
quatrocentos e trinta anos, todos os exrcitos do Senhor saram do
Egito.
42 Assim como o Senhor passou em viglia aquela noite para tirar
do Egito os israelitas, estes tambm devem passar em viglia essa mesma
noite, para honrar o Senhor , por todas as suas geraes.
As Leis sobre a Participao na Pscoa
43 Disse o Senhor a Moiss e a Aro: "Estas so as leis da Pscoa:
Nenhum estrangeiro poder com-la.
44 O escravo comprado poder comer
da Pscoa, depois de circuncidado,
45 mas o residente temporrio e o
trabalhador contratado dela no comero.
46 "Vocs a comero numa s casa; no levem nenhum pedao de carne
para fora da casa, nem quebrem nenhum dos ossos.
47 Toda a comunidade
de Israel ter que celebrar a Pscoa.
48 "Qualquer estrangeiro residente entre vocs que quiser celebrar a
Pscoa do Senhor ter que circuncidar todos os do sexo masculino da sua
famlia; ento poder participar como o natural da terra. Nenhum
incircunciso poder participar.
49 A mesma lei se aplicar ao natural
da terra e ao estrangeiro residente".
50 Todos os israelitas fizeram como o Senhor tinha ordenado a Moiss e
a Aro.
51 No mesmo dia o Senhor tirou os israelitas do Egito,
organizados segundo as suas divises.
Notas de rodap:
[a] 12.40 O Pentateuco Samaritano e a Septuaginta dizem no Egito e em
Cana.

XODO-CAPITULO-13
A Consagrao dos Primognitos
1 E disse o Senhor a Moiss:
2 "Consagre a mim todos os
primognitos. O primeiro filho israelita me pertence, no somente entre
os homens, mas tambm entre os animais".
3 Ento disse Moiss ao povo: "Comemorem esse dia em que vocs saram
do Egito, da terra da escravido, porque o Senhor os tirou dali com mo
poderosa. No comam nada fermentado.
4 Neste dia do ms de abibe
[a] vocs esto saindo.
5 Quando o Senhor os fizer entrar na terra dos
cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus: terra
que ele jurou aos seus antepassados que daria a vocs, terra onde manam
leite e mel: vocs devero celebrar esta cerimnia neste mesmo ms.
6 Durante sete dias comam po sem fermento e, no stimo dia, faam uma
festa dedicada ao Senhor .
7 Comam po sem fermento durante os sete
dias; no haja nada fermentado entre vocs, nem fermento algum dentro do
seu territrio.
8 "Nesse dia cada um dir a seu filho: Assim fao pelo que o Senhor
fez por mim quando sa do Egito.
9 Isto lhe ser como sinal em sua mo
e memorial em sua testa, para que a lei do Senhor esteja em seus lbios,
porque o Senhor o tirou do Egito com mo poderosa.
10 Cumpra esta
determinao na poca certa, de ano em ano.
11 "Depois que o Senhor os fizer entrar na terra dos cananeus e
entreg-la a vocs, como jurou a vocs e aos seus antepassados,
12 separem para o Senhor o primeiro nascido de todo ventre. Todos os
primeiros machos dos seus rebanhos pertencem ao Senhor .
13 Resgatem
com um cordeiro toda primeira cria dos jumentos, mas se no quiserem
resgat-la, quebrem-lhe o pescoo. Resgatem tambm todo primognito
entre os seus filhos.
14 "No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem: ``Que
significa isto?'', digam-lhes: Com mo poderosa o Senhor nos tirou do
Egito, da terra da escravido.
15 Quando o fara resistiu e recusou
deixar-nos sair, o Senhor matou todos os primognitos do Egito, tanto os
de homens como os de animais. Por isso sacrificamos ao Senhor os
primeiros machos de todo ventre e resgatamos os nossos primognitos.
16 "Isto ser como sinal em sua mo e smbolo em sua testa de que o
Senhor nos tirou do Egito com mo poderosa".
A Partida dos Israelitas
17 Quando o fara deixou sair o povo, Deus no o guiou pela rota da
terra dos filisteus, embora este fosse o caminho mais curto, pois disse:
"Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem
para o Egito".
18 Assim, Deus fez o povo dar a volta pelo deserto,
seguindo o caminho que leva ao mar Vermelho. Os israelitas saram do
Egito preparados para lutar.
19 Moiss levou os ossos de Jos, porque Jos havia feito os filhos de
Israel prestarem um juramento, quando disse: "Deus certamente vir em
auxlio de vocs; levem ento os meus ossos daqui".
20 Os israelitas partiram de Sucote e acamparam em Et, junto ao
deserto.
21 Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de
nuvem, para gui-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para
ilumin-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite.
22 A coluna de
nuvem no se afastava do povo de dia, nem a coluna de fogo, de noite.
Notas de rodap:
[a] 13.4 Aproximadamente maro/abril.

XODO-CAPITULO-14
A Perseguio dos Egpcios
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga aos israelitas que mudem o rumo
e acampem perto de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar. Acampem 
beira-mar, defronte de Baal-Zefom.
3 O fara pensar que os israelitas
esto vagando confusos, cercados pelo deserto.
4 Ento endurecerei o
corao do fara, e ele os perseguir. Todavia, eu serei glorificado por
meio do fara e de todo o seu exrcito; e os egpcios sabero que eu sou
o Senhor ". E assim fizeram os israelitas.
5 Contaram ao rei do Egito que o povo havia fugido. Ento o fara e os
seus conselheiros mudaram de idia e disseram: "O que foi que fizemos?
Deixamos os israelitas sarem e perdemos os nossos escravos!"
6 Ento
o fara mandou aprontar a sua carruagem e levou consigo o seu exrcito.
7 Levou todos os carros de guerra do Egito, inclusive seiscentos dos
melhores desses carros, cada um com um oficial no comando.
8 O Senhor
endureceu o corao do fara, rei do Egito, e este perseguiu os
israelitas, que marchavam triunfantemente.
9 Os egpcios, com todos os
cavalos e carros de guerra do fara, os cavaleiros [a] e a
infantaria, saram em perseguio aos israelitas e os alcanaram quando
estavam acampados  beira-mar, perto de Pi-Hairote, defronte de
Baal-Zefom.
A Travessia do Mar
10 Ao aproximar-se o fara, os israelitas olharam e avistaram os
egpcios que marchavam na direo deles. E, aterrorizados, clamaram ao
Senhor .
11 Disseram a Moiss: "Foi por falta de tmulos no Egito que
voc nos trouxe para morrermos no deserto? O que voc fez conosco,
tirando-nos de l?
12 J lhe tnhamos dito no Egito: Deixe-nos em paz!
Seremos escravos dos egpcios! Antes ser escravos dos egpcios do que
morrer no deserto!"
13 Moiss respondeu ao povo: "No tenham medo. Fiquem firmes e vejam
o livramento que o Senhor lhes trar hoje, porque vocs nunca mais vero
os egpcios que hoje vem.
14 O Senhor lutar por vocs; to-somente
acalmem-se".
15 Disse ento o Senhor a Moiss: "Por que voc est clamando a mim?
Diga aos israelitas que sigam avante.
16 Erga a sua vara e estenda a
mo sobre o mar, e as guas se dividiro para que os israelitas
atravessem o mar em terra seca.
17 Eu, porm, endurecerei o corao dos
egpcios e eles os perseguiro. E serei glorificado com a derrota do
fara e de todo o seu exrcito, com seus carros de guerra e seus
cavaleiros.
18 Os egpcios sabero que eu sou o Senhor quando eu for
glorificado com a derrota do fara, com seus carros de guerra e seus
cavaleiros".
19 A seguir o anjo de Deus que ia  frente dos exrcitos de Israel
retirou-se, colocando-se atrs deles. A coluna de nuvem tambm saiu da
frente deles e se ps atrs,
20 entre os egpcios e os israelitas. A
nuvem trouxe trevas para um e luz para o outro, de modo que os egpcios
no puderam aproximar-se dos israelitas durante toda a noite.
21 Ento Moiss estendeu a mo sobre o mar, e o Senhor afastou o mar e
o tornou em terra seca, com um forte vento oriental que soprou toda
aquela noite. As guas se dividiram,
22 e os israelitas atravessaram
pelo meio do mar em terra seca, tendo uma parede de gua  direita e
outra  esquerda.
23 Os egpcios os perseguiram, e todos os cavalos, carros de guerra e
cavaleiros do fara foram atrs deles at o meio do mar.
24 No fim da
madrugada, do alto da coluna de fogo e de nuvem, o Senhor viu o exrcito
dos egpcios e o ps em confuso.
25 Fez que as rodas dos seus carros
comeassem a soltar-se [b] , de forma que tinham dificuldade em
conduzi-los. E os egpcios gritaram: "Vamos fugir dos israelitas! O
Senhor est lutando por eles contra o Egito".
26 Mas o Senhor disse a Moiss: "Estenda a mo sobre o mar para que
as guas voltem sobre os egpcios, sobre os seus carros de guerra e
sobre os seus cavaleiros".
27 Moiss estendeu a mo sobre o mar, e ao
raiar do dia o mar voltou ao seu lugar. Quando os egpcios estavam
fugindo, foram de encontro s guas, e o Senhor os lanou ao mar.
28 As
guas voltaram e encobriram os seus carros de guerra e os seus
cavaleiros, todo o exrcito do fara que havia perseguido os israelitas
mar adentro. Ningum sobreviveu.
29 Mas os israelitas atravessaram o mar pisando em terra seca, tendo
uma parede de gua  direita e outra  esquerda.
30 Naquele dia o
Senhor salvou Israel das mos dos egpcios, e os israelitas viram os
egpcios mortos na praia.
31 Israel viu o grande poder do Senhor contra
os egpcios, temeu o Senhor e ps nele a sua confiana, como tambm em
Moiss, seu servo.
Notas de rodap:
[a] 14.9 Ou condutores dos carros de guerra ; tambm nos versculos
17, 18, 23, 26 e 28.
[b] 14.25 Ou carros emperrassem

XODO-CAPITULO-15
O Cntico de Moiss
1 Ento Moiss e os israelitas entoaram este cntico ao Senhor :
"Cantarei ao Senhor ,
pois triunfou gloriosamente.
Lanou ao mar o cavalo
e o seu cavaleiro!
2 O Senhor  a minha fora
e a minha cano;
ele  a minha salvao!
Ele  o meu Deus e eu o louvarei,
 o Deus de meu pai, e eu o exaltarei!
3 O Senhor  guerreiro,
o seu nome  Senhor .
4 Ele lanou ao mar
os carros de guerra
e o exrcito do fara.
Os seus melhores oficiais
afogaram-se no mar Vermelho.
5 guas profundas os encobriram;
como pedra desceram ao fundo.
6 " Senhor , a tua mo direita
foi majestosa em poder.
Senhor , a tua mo direita
despedaou o inimigo.
7 Em teu triunfo grandioso,
derrubaste os teus adversrios.
Enviaste o teu furor flamejante,
que os consumiu como palha.
8 Pelo forte sopro das tuas narinas
as guas se amontoaram.
As guas turbulentas
firmaram-se como muralha;
as guas profundas
congelaram-se no corao do mar.
9 "O inimigo se gloriava:
``Eu os perseguirei e os alcanarei,
dividirei o despojo e os devorarei.
Com a espada na mo,
eu os destruirei''.
10 Mas enviaste o teu sopro,
e o mar os encobriu.
Afundaram como chumbo
nas guas volumosas.
11 "Quem entre os deuses
 semelhante a ti, Senhor ?
Quem  semelhante a ti?
Majestoso em santidade,
terrvel em feitos gloriosos,
autor de maravilhas?
12 Estendes a tua mo direita
e a terra os engole.
13 Com o teu amor
conduzes o povo que resgataste;
com a tua fora
tu o levas  tua santa habitao.
14 As naes ouvem e estremecem;
angstia se apodera
do povo da Filstia.
15 Os chefes de Edom
ficam aterrorizados,
os poderosos de Moabe
so tomados de tremor,
o povo de Cana esmorece;
16 terror e medo caem sobre eles;
pelo poder do teu brao
ficam paralisados como pedra,
at que passe o teu povo,
 Senhor,
at que passe
o povo que tu compraste [a] .
17 Tu o fars entrar e o plantars
no monte da tua herana,
no lugar,  Senhor ,
que fizeste para a tua habitao,
no santurio,  Senhor,
que as tuas mos estabeleceram.
18 O Senhor reinar eternamente".
19 Quando os cavalos, os carros de guerra e os cavaleiros [b] do
fara entraram no mar, o Senhor fez que as guas do mar se voltassem
sobre eles, mas os israelitas atravessaram o mar pisando em terra seca.
20 Ento Miri, a profetisa, irm de Aro, pegou um tamborim e todas as
mulheres a seguiram, tocando tamborins e danando.
21 E Miri lhes
respondia, cantando:
"Cantem ao Senhor ,
pois triunfou gloriosamente.
Lanou ao mar o cavalo
e o seu cavaleiro".
As guas de Mara e de Elim
22 Depois Moiss conduziu Israel desde o mar Vermelho at o deserto de
Sur. Durante trs dias caminharam no deserto sem encontrar gua.
23 Ento chegaram a Mara, mas no puderam beber das guas de l porque eram
amargas. Esta  a razo porque o lugar chama-se Mara.
24 E o povo
comeou a reclamar a Moiss, dizendo: "Que beberemos?"
25 Moiss clamou ao Senhor , e este lhe indicou um arbusto. Ele o
lanou na gua, e esta se tornou boa.
Em Mara o Senhor lhes deu leis e ordenanas, e os colocou  prova,
26 dizendo-lhes: "Se vocs derem ateno ao Senhor , o seu Deus, e
fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e
obedecerem a todos os seus decretos, no trarei sobre vocs nenhuma das
doenas que eu trouxe sobre os egpcios, pois eu sou o Senhor que os
cura".
27 Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de gua e setenta
palmeiras; e acamparam junto quelas guas.
Notas de rodap:
[a] 15.16 Ou criaste
[b] 15.19 Ou condutores dos carros de guerra

XODO-CAPITULO-16
O Man e as Codornizes
1 Toda a comunidade de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de
Sim, que fica entre Elim e o Sinai. Foi no dcimo quinto dia do segundo
ms, depois que saram do Egito.
2 No deserto, toda a comunidade de
Israel reclamou a Moiss e Aro.
3 Disseram-lhes os israelitas: "Quem
dera a mo do Senhor nos tivesse matado no Egito! L nos sentvamos ao
redor das panelas de carne e comamos po  vontade, mas vocs nos
trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta
multido!"
4 Disse, porm, o Senhor a Moiss: "Eu lhes farei chover po do cu.
O povo sair e recolher diariamente a poro necessria para aquele
dia. Com isso os porei  prova para ver se seguem ou no as minhas
instrues.
5 No sexto dia traro para ser preparado o dobro do que
recolhem nos outros dias".
6 Assim Moiss e Aro disseram a todos os israelitas: "Ao entardecer,
vocs sabero que foi o Senhor quem os tirou do Egito,
7 e amanh cedo
vero a glria do Senhor , porque o Senhor ouviu a queixa de vocs
contra ele. Quem somos ns para que vocs reclamem a ns?"
8 Disse
ainda Moiss: "O Senhor lhes dar carne para comer ao entardecer e po
 vontade pela manh, porque ele ouviu as suas queixas contra ele. Quem
somos ns? Vocs no esto reclamando de ns, mas do Senhor ".
9 Disse Moiss a Aro: "Diga a toda a comunidade de Israel que se
apresente ao Senhor , pois ele ouviu as suas queixas".
10 Enquanto Aro falava a toda a comunidade, todos olharam em direo
ao deserto, e a glria do Senhor apareceu na nuvem.
11 E o Senhor disse a Moiss:
12 "Ouvi as queixas dos israelitas.
Responda-lhes que ao pr-do-sol vocs comero carne, e ao amanhecer se
fartaro de po. Assim sabero que eu sou o Senhor , o seu Deus".
13 No final da tarde, apareceram codornizes que cobriram o lugar onde
estavam acampados; ao amanhecer havia uma camada de orvalho ao redor do
acampamento.
14 Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a
geada estavam sobre a superfcie do deserto.
15 Quando os israelitas
viram aquilo, comearam a perguntar uns aos outros: "Que  isso?",
pois no sabiam do que se tratava.
Disse-lhes Moiss: "Este  o po que o Senhor lhes deu para comer.
16 Assim ordenou o Senhor : ``Cada chefe de famlia recolha quanto
precisar: um jarro [a] para cada pessoa da sua tenda''".
17 Os israelitas fizeram como lhes fora dito; alguns recolheram mais,
outros menos.
18 Quando mediram com o jarro, quem tinha recolhido muito
no teve demais, e no faltou a quem tinha recolhido pouco. Cada um
recolheu quanto precisava.
19 "Ningum deve guardar nada para a manh seguinte", ordenou-lhes
Moiss.
20 Todavia, alguns deles no deram ateno a Moiss e guardaram um
pouco at a manh seguinte, mas aquilo criou bicho e comeou a cheirar
mal. Por isso Moiss irou-se contra eles.
21 Cada manh todos recolhiam quanto precisavam, pois, quando o sol
esquentava, aquilo se derretia.
22 No sexto dia recolheram o dobro:
dois jarros para cada pessoa; e os lderes da comunidade foram contar
isso a Moiss,
23 que lhes explicou: "Foi isto que o Senhor ordenou:
``Amanh ser dia de descanso, sbado consagrado ao Senhor . Assem e
cozinhem o que quiserem. Guardem o que sobrar at a manh
seguinte''".
24 E eles o guardaram at a manh seguinte, como Moiss tinha ordenado,
e no cheirou mal nem criou bicho.
25 "Comam-no hoje", disse
Moiss, "pois hoje  o sbado do Senhor . Hoje, vocs no o
encontraro no terreno.
26 Durante seis dias vocs podem recolh-lo,
mas, no stimo dia, o sbado, nada acharo."
27 Apesar disso, alguns deles saram no stimo dia para recolh-lo, mas
no encontraram nada.
28 Ento o Senhor disse a Moiss: "At quando
vocs se recusaro a obedecer aos meus mandamentos e s minhas
instrues?
29 Vejam que o Senhor lhes deu o sbado; e por isso, no
sexto dia, ele lhes d po para dois dias. No stimo dia, fiquem todos
onde estiverem; ningum deve sair".
30 Ento o povo descansou no
stimo dia.
31 O povo de Israel chamou man [b] quele po. Era branco como
semente de coentro e tinha gosto de bolo de mel.
32 Disse Moiss: "O
Senhor ordenou-lhes que recolham um jarro de man e que o guardem para
as futuras geraes, para que vejam o po que lhes dei no deserto,
quando os tirei do Egito".
33 Ento Moiss disse a Aro: "Ponha numa vasilha a medida de um
jarro de man, e coloque-a diante do Senhor , para que seja conservado
para as futuras geraes".
34 Em obedincia ao que o Senhor tinha ordenado a Moiss, Aro colocou
o man junto s tbuas da aliana, para ali ser guardado.
35 Os
israelitas comeram man durante quarenta anos, at chegarem a uma terra
habitvel; comeram man at chegarem s fronteiras de Cana.
36 (O
jarro  a dcima parte de uma arroba [c] .)
Notas de rodap:
[a] 16.16 Hebraico: mer . O mer era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 2 e 4 litros.
[b] 16.31 Man significa Que  isso?
[c] 16.36 Hebraico: efa . O efa era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

XODO-CAPITULO-17
gua Jorra da Rocha
1 Toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sim, andando de um
lugar para outro, conforme a ordem do Senhor . Acamparam em Refidim, mas
l no havia gua para beber.
2 Por essa razo queixaram-se a Moiss e
exigiram: "D-nos gua para beber".
Ele respondeu: "Por que se queixam a mim? Por que colocam o Senhor 
prova?"
3 Mas o povo estava sedento e reclamou a Moiss: "Por que voc nos
tirou do Egito? Foi para matar de sede a ns, aos nossos filhos e aos
nossos rebanhos?"
4 Ento Moiss clamou ao Senhor : "Que farei com este povo? Esto a
ponto de apedrejar-me!"
5 Respondeu-lhe o Senhor : "Passe  frente do povo. Leve com voc
algumas das autoridades de Israel, tenha na mo a vara com a qual voc
feriu o Nilo e v adiante.
6 Eu estarei  sua espera no alto da rocha
do monte Horebe. Bata na rocha, e dela sair gua para o povo beber".
Assim fez Moiss,  vista das autoridades de Israel.
7 E chamou aquele
lugar Mass [a] e Merib [b] , porque ali os israelitas
reclamaram e puseram o Senhor  prova, dizendo: "O Senhor est entre
ns, ou no?"
A Vitria sobre os Amalequitas
8 Sucedeu que os amalequitas vieram atacar os israelitas em Refidim.
9 Ento Moiss disse a Josu: "Escolha alguns dos nossos homens e lute
contra os amalequitas. Amanh tomarei posio no alto da colina, com a
vara de Deus em minhas mos".
10 Josu foi ento lutar contra os amalequitas, conforme Moiss tinha
ordenado. Moiss, Aro e Hur, porm, subiram ao alto da colina.
11 Enquanto Moiss mantinha as mos erguidas, os israelitas venciam;
quando, porm, as abaixava, os amalequitas venciam.
12 Quando as mos
de Moiss j estavam cansadas, eles pegaram uma pedra e a colocaram
debaixo dele, para que nela se assentasse. Aro e Hur mantiveram
erguidas as mos de Moiss, um de cada lado, de modo que as mos
permaneceram firmes at o pr-do-sol.
13 E Josu derrotou o exrcito
amalequita ao fio da espada.
14 Depois o Senhor disse a Moiss: "Escreva isto num rolo, como
memorial, e declare a Josu que farei que os amalequitas sejam
esquecidos para sempre debaixo do cu".
15 Moiss construiu um altar e chamou-lhe "o Senhor  minha
bandeira".
16 E jurou: "Pelo trono do Senhor ! [c] O Senhor
far guerra contra os amalequitas de gerao em gerao".
Notas de rodap:
[a] 17.7 Mass significa provao.
[b] 17.7 Merib significa rebelio.
[c] 17.16 Ou " Mo levantada contra o trono do Senhor!

XODO-CAPITULO-18
A Visita de Jetro
1 Jetro, sacerdote de Midi e sogro de Moiss, soube de tudo o que
Deus tinha feito por Moiss e pelo povo de Israel, como o Senhor havia
tirado Israel do Egito.
2 Moiss tinha mandado Zpora, sua mulher, para a casa de seu sogro
Jetro, que a recebeu
3 com os seus dois filhos. Um deles chamava-se
Grson, pois Moiss dissera: "Tornei-me imigrante em terra
estrangeira";
4 e o outro chamava-se Elizer, pois dissera: "O Deus
de meu pai foi o meu ajudador; livrou-me da espada do fara".
5 Jetro, sogro de Moiss, veio com os filhos e a mulher de Moiss
encontr-lo no deserto, onde estava acampado, perto do monte de Deus.
6 E Jetro mandou dizer-lhe: "Eu, seu sogro Jetro, estou indo
encontr-lo, e comigo vo sua mulher e seus dois filhos".
7 Ento Moiss saiu ao encontro do sogro, curvou-se e beijou-o;
trocaram saudaes e depois entraram na tenda.
8 Ento Moiss contou ao
sogro tudo quanto o Senhor tinha feito ao fara e aos egpcios por amor
a Israel e tambm todas as dificuldades que tinham enfrentado pelo
caminho e como o Senhor os livrara.
9 Jetro alegrou-se ao ouvir todas as coisas boas que o Senhor tinha
feito a Israel, libertando-o das mos dos egpcios.
10 Disse ele:
"Bendito seja o Senhor que libertou vocs das mos dos egpcios e do
fara; que livrou o povo das mos dos egpcios!
11 Agora sei que o
Senhor  maior do que todos os outros deuses, pois ele os superou
exatamente naquilo de que se vangloriavam".
12 Ento Jetro, sogro de
Moiss, ofereceu um holocausto e sacrifcios a Deus, e Aro veio com
todas as autoridades de Israel para comerem com o sogro de Moiss na
presena de Deus.
O Conselho de Jetro
13 No dia seguinte Moiss assentou-se para julgar as questes do povo,
e este permaneceu em p diante dele, desde a manh at o cair da tarde.
14 Quando o seu sogro viu tudo o que ele estava fazendo pelo povo,
disse: "Que  que voc est fazendo? Por que s voc se assenta para
julgar, e todo este povo o espera em p, desde a manh at o cair da
tarde?"
15 Moiss lhe respondeu: "O povo me procura para que eu consulte a
Deus.
16 Toda vez que algum tem uma questo, esta me  trazida, e eu
decido entre as partes, e ensino-lhes os decretos e leis de Deus".
17 Respondeu o sogro de Moiss: "O que voc est fazendo no  bom.
18 Voc e o seu povo ficaro esgotados, pois essa tarefa lhe  pesada
demais. Voc no pode execut-la sozinho.
19 Agora, oua-me! Eu lhe
darei um conselho, e que Deus esteja com voc! Seja voc o representante
do povo diante de Deus e leve a Deus as suas questes.
20 Oriente-os
quanto aos decretos e leis, mostrando-lhes como devem viver e o que
devem fazer.
21 Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes
a Deus, dignos de confiana e inimigos de ganho desonesto. Estabelea-os
como chefes de mil, de cem, de cinqenta e de dez.
22 Eles estaro
sempre  disposio do povo para julgar as questes. Traro a voc
apenas as questes difceis; as mais simples decidiro sozinhos. Isso
tornar mais leve o seu fardo, porque eles o dividiro com voc.
23 Se
voc assim fizer, e se assim Deus ordenar, voc ser capaz de suportar
as dificuldades, e todo este povo voltar para casa satisfeito".
24 Moiss aceitou o conselho do sogro e fez tudo como ele tinha
sugerido.
25 Escolheu homens capazes de todo o Israel e colocou-os como
lderes do povo: chefes de mil, de cem, de cinqenta e de dez.
26 Estes
ficaram como juzes permanentes do povo. As questes difceis levavam a
Moiss; as mais simples, porm, eles mesmos resolviam.
27 Ento Moiss e seu sogro se despediram, e este voltou para a sua
terra.

XODO-CAPITULO-19
Israel Chega ao Monte Sinai
1 No dia em que se completaram trs meses que os israelitas haviam
sado do Egito, chegaram ao deserto do Sinai.
2 Depois de sarem de
Refidim, entraram no deserto do Sinai, e Israel acampou ali, diante do
monte.
3 Logo Moiss subiu o monte para encontrar-se com Deus. E o Senhor o
chamou do monte, dizendo: "Diga o seguinte aos descendentes de Jac e
declare aos israelitas:
4 Vocs viram o que fiz ao Egito e como os
transportei sobre asas de guias e os trouxe para junto de mim.
5 Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliana, vocs
sero o meu tesouro pessoal dentre todas as naes. Embora toda a terra
seja minha,
6 vocs [a] sero para mim um reino de sacerdotes e
uma nao santa. Essas so as palavras que voc dir aos israelitas".
7 Moiss voltou, convocou as autoridades do povo e lhes exps tudo o
que o Senhor havia-lhe mandado falar.
8 O povo todo respondeu unnime:
"Faremos tudo o que o Senhor ordenou". E Moiss levou ao Senhor a
resposta do povo.
9 Disse o Senhor a Moiss: "Virei a voc numa densa nuvem, a fim de
que o povo, ouvindo-me falar-lhe, passe a confiar sempre em voc".
Ento Moiss relatou ao Senhor o que o povo lhe dissera.
10 E o Senhor disse a Moiss: "V ao povo e consagre-o hoje e amanh.
Eles devero lavar as suas vestes
11 e estar prontos no terceiro dia,
porque nesse dia o Senhor descer sobre o monte Sinai,  vista de todo o
povo.
12 Estabelea limites em torno do monte e diga ao povo: Tenham o
cuidado de no subir ao monte e de no tocar na sua base. Quem tocar no
monte certamente ser morto;
13 ser apedrejado ou morto a flechadas.
Ningum dever toc-lo com a mo. Seja homem, seja animal, no viver.
Somente quando a corneta soar um toque longo eles podero subir ao
monte".
14 Tendo Moiss descido do monte, consagrou o povo; e eles lavaram as
suas vestes.
15 Disse ele ento ao povo: "Preparem-se para o terceiro
dia, e at l no se acheguem a mulher".
16 Ao amanhecer do terceiro dia houve troves e raios, uma densa nuvem
cobriu o monte, e uma trombeta ressoou fortemente. Todos no acampamento
tremeram de medo.
17 Moiss levou o povo para fora do acampamento, para
encontrar-se com Deus, e eles ficaram ao p do monte.
18 O monte Sinai
estava coberto de fumaa, pois o Senhor tinha descido sobre ele em
chamas de fogo. Dele subia fumaa como que de uma fornalha; todo o monte
[b] tremia violentamente,
19 e o som da trombeta era cada vez
mais forte. Ento Moiss falou, e a voz de Deus lhe respondeu [c] .
20 O Senhor desceu ao topo do monte Sinai e chamou Moiss para o alto
do monte. Moiss subiu
21 e o Senhor lhe disse: "Desa e alerte o
povo que no ultrapasse os limites, para ver o Senhor , e muitos deles
peream.
22 Mesmo os sacerdotes que se aproximarem do Senhor devem
consagrar-se; seno o Senhor os fulminar".
23 Moiss disse ao Senhor : "O povo no pode subir ao monte Sinai,
pois tu mesmo nos avisaste: ``Estabelea um limite em torno do monte e
declare-o santo''".
24 O Senhor respondeu: "Desa e depois torne a subir, acompanhado de
Aro. Quanto aos sacerdotes e ao povo, no devem ultrapassar o limite
para subir ao Senhor ; seno, o Senhor os fulminar".
25 Ento Moiss desceu e avisou o povo.
Notas de rodap:
[a] 19.5,6 Ou naes, pois toda a terra  minha. 6Vocs
[b] 19.18 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Alguns manuscritos do Texto Massortico e a Septuaginta dizem o povo.
[c] 19.19 Ou e Deus lhe respondeu com um trovo

XODO-CAPITULO-20
Os Dez Mandamentos
1 E Deus falou todas estas palavras:
2 "Eu sou o Senhor , o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da
escravido.
3 "No ters outros deuses alm de mim.
4 "No fars para ti nenhum dolo, nenhuma imagem de qualquer coisa
no cu, na terra, ou nas guas debaixo da terra.
5 No te prostrars
diante deles nem lhes prestars culto, porque eu, o Senhor , o teu Deus,
sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais at a
terceira e quarta gerao daqueles que me desprezam,
6 mas trato com
bondade at mil geraes [a] aos que me amam e obedecem aos meus
mandamentos.
7 "No tomars em vo o nome do Senhor , o teu Deus, pois o Senhor
no deixar impune quem tomar o seu nome em vo.
8 "Lembra-te do dia de sbado, para santific-lo.
9 Trabalhars seis
dias e neles fars todos os teus trabalhos,
10 mas o stimo dia  o
sbado dedicado ao Senhor , o teu Deus. Nesse dia no fars trabalho
algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem
teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades.
11 Pois
em seis dias o Senhor fez os cus e a terra, o mar e tudo o que neles
existe, mas no stimo dia descansou. Portanto, o Senhor abenoou o
stimo dia e o santificou.
12 "Honra teu pai e tua me, a fim de que tenhas vida longa na terra
que o Senhor , o teu Deus, te d.
13 "No matars.
14 "No adulterars.
15 "No furtars.
16 "No dars falso testemunho contra o teu prximo.
17 "No cobiars a casa do teu prximo. No cobiars a mulher do
teu prximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem
coisa alguma que lhe pertena".
18 Vendo-se o povo diante dos troves e dos relmpagos, e do som da
trombeta e do monte fumegando, todos tremeram assustados. Ficaram 
distncia
19 e disseram a Moiss: "Fala tu mesmo conosco, e
ouviremos. Mas que Deus no fale conosco, para que no morramos".
20 Moiss disse ao povo: "No tenham medo! Deus veio prov-los, para
que o temor de Deus esteja em vocs e os livre de pecar".
21 Mas o povo permaneceu  distncia, ao passo que Moiss aproximou-se
da nuvem escura em que Deus se encontrava.
A Lei sobre o Altar do Senhor
22 O Senhor disse a Moiss: "Diga o seguinte aos israelitas: Vocs
viram por si mesmos que do cu lhes falei:
23 no faam dolos de prata
nem de ouro para me representarem.
24 "Faam-me um altar de terra e nele sacrifiquem-me os seus
holocaustos [b] e as suas ofertas de comunho [c] , as
suas ovelhas e os seus bois. Onde quer que eu faa celebrar o meu nome,
virei a vocs e os abenoarei.
25 Se me fizerem um altar de pedras, no
o faam com pedras lavradas, porque o uso de ferramentas o profanaria.
26 No subam por degraus ao meu altar, para que nele no seja exposta a
sua nudez.
Notas de rodap:
[a] 20.6 Ou a milhares que
[b] 20.24 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em 24.5;
29.18, 25 e 42.
[c] 20.24 Ou de paz ; tambm em 24.5 e 29.28.

XODO-CAPITULO-21
Leis acerca dos Escravos Hebreus
1 "So estas as leis que voc proclamar ao povo:
2 "Se voc comprar um escravo hebreu, ele o servir por seis anos.
Mas no stimo ano ser liberto, sem precisar pagar nada.
3 Se chegou
solteiro, solteiro receber liberdade; mas se chegou casado, sua mulher
ir com ele.
4 Se o seu senhor lhe tiver dado uma mulher, e esta lhe
tiver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos pertencero ao senhor;
somente o homem sair livre.
5 "Se, porm, o escravo declarar: ``Eu amo o meu senhor, a minha
mulher e os meus filhos, e no quero sair livre'',
6 o seu senhor o
levar perante os juzes [a] . Ter que lev-lo  porta ou 
lateral da porta e furar a sua orelha. Assim, ele ser seu escravo por
toda a vida.
7 "Se um homem vender sua filha como escrava, ela no ser liberta
como os escravos homens.
8 Se ela no agradar ao seu senhor que a
escolheu, ele dever permitir que ela seja resgatada. No poder
vend-la a estrangeiros, pois isso seria deslealdade para com ela.
9 Se
o seu senhor a escolher para seu filho, lhe dar os direitos de uma
filha.
10 Se o senhor tomar uma segunda mulher para si, no poder
privar a primeira de alimento, de roupas e dos direitos conjugais.
11 Se no lhe garantir essas trs coisas, ela poder ir embora sem precisar
pagar nada.
Leis acerca da Violncia e dos Acidentes
12 "Quem ferir um homem e o matar ter que ser executado.
13 Todavia, se no o fez intencionalmente, mas Deus o permitiu, designei um
lugar para onde poder fugir.
14 Mas se algum tiver planejado matar
outro deliberadamente, tire-o at mesmo do meu altar e mate-o.
15 "Quem agredir o prprio pai ou a prpria me ter que ser
executado.
16 "Aquele que seqestrar algum e vend-lo ou for apanhado com ele
em seu poder, ter que ser executado.
17 "Quem amaldioar seu pai ou sua me ter que ser executado.
18 "Se dois homens brigarem e um deles ferir o outro com uma pedra ou
com o punho [b] e o outro no morrer, mas cair de cama,
19 aquele que o feriu ser absolvido, se o outro se levantar e caminhar com
o auxlio de uma bengala; todavia, ele ter que indenizar o homem ferido
pelo tempo que este perdeu e responsabilizar-se por sua completa
recuperao.
20 "Se algum ferir seu escravo ou escrava com um pedao de pau, e
como resultado o escravo morrer, ser punido;
21 mas se o escravo
sobreviver um ou dois dias, no ser punido, visto que  sua
propriedade.
22 "Se homens brigarem e ferirem uma mulher grvida, e ela der  luz
prematuramente [c] , no havendo, porm, nenhum dano srio, o
ofensor pagar a indenizao que o marido daquela mulher exigir,
conforme a determinao dos juzes [d] .
23 Mas, se houver danos
graves, a pena ser vida por vida,
24 olho por olho, dente por dente,
mo por mo, p por p,
25 queimadura por queimadura, ferida por
ferida, contuso por contuso.
26 "Se algum ferir o seu escravo ou sua escrava no olho e o cegar,
ter que libertar o escravo como compensao pelo olho.
27 Se quebrar
um dente de um escravo ou de uma escrava, ter que libertar o escravo
como compensao pelo dente.
28 "Se um boi chifrar um homem ou uma mulher, causando-lhe a morte, o
boi ter que ser apedrejado at a morte, e a sua carne no poder ser
comida. Mas o dono do boi ser absolvido.
29 Se, todavia, o boi
costumava chifrar e o dono, ainda que alertado, no o manteve preso, e o
boi matar um homem ou uma mulher, o boi ser apedrejado e o dono tambm
ter que ser morto.
30 Caso, porm, lhe peam um pagamento, poder
resgatar a sua vida pagando o que for exigido.
31 Esta sentena tambm
se aplica no caso de um boi chifrar um menino ou uma menina.
32 Se o
boi chifrar um escravo ou escrava, o dono do animal ter que pagar
trezentos e sessenta gramas [e] de prata ao dono do escravo, e o
boi ser apedrejado.
33 "Se algum abrir ou deixar aberta uma cisterna, no tendo o
cuidado de tamp-la, e um jumento ou um boi nela cair,
34 o dono da
cisterna ter que pagar o prejuzo, indenizando o dono do animal, e
ficar com o animal morto.
35 "Se o boi de algum ferir o boi de outro e o matar, vendero o boi
vivo e dividiro em partes iguais, tanto o valor do boi vivo como o
animal morto.
36 Contudo, se o boi costumava chifrar, e o dono no o
manteve preso, este ter que pagar boi por boi, e ficar com o que
morreu.
Notas de rodap:
[a] 21.6 Ou perante Deus
[b] 21.18 Ou com uma ferramenta
[c] 21.22 Hebraico: e a criana sair.
[d] 21.22 Ou de Deus
[e] 21.32 Hebraico: 30 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

XODO-CAPITULO-22
Leis acerca da Proteo da Propriedade
1 "Se algum roubar um boi ou uma ovelha e abat-lo ou vend-lo,
ter que restituir cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ovelha.
2 "Se o ladro que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o
feriu no ser culpado de homicdio,
3 mas se isso acontecer depois do
nascer do sol, ser culpado de homicdio.
"O ladro ter que restituir o que roubou, mas, se no tiver nada,
ser vendido para pagar o roubo.
4 Se o que foi roubado for encontrado
vivo em seu poder, seja boi, seja jumento, seja ovelha, ele dever
restitu-lo em dobro.
5 "Se algum levar seu rebanho para pastar num campo ou numa vinha e
solt-lo de modo que venha a pastar no campo de outro homem, far
restituio com o melhor do seu campo ou da sua vinha.
6 "Se um fogo se espalhar e alcanar os espinheiros, e queimar os
feixes colhidos ou o trigo plantado ou at a lavoura toda, aquele que
iniciou o incndio restituir o prejuzo.
7 "Se algum entregar ao seu prximo prata ou bens para serem
guardados e estes forem roubados da casa deste, o ladro, se for
encontrado, ter que restitu-los em dobro.
8 Mas se o ladro no for
encontrado, o dono da casa ter que comparecer perante os juzes
[a] para que se determine se ele no lanou mo dos bens do outro.
9 Sempre que algum se apossar de boi, jumento, ovelha, roupa ou qualquer
outro bem perdido, mas algum disser: ``Isto me pertence'', as duas
partes envolvidas levaro o caso aos juzes. Aquele a quem os juzes
declararem [b] culpado restituir o dobro ao seu prximo.
10 "Se algum der ao seu prximo o seu jumento, ou boi, ou ovelha ou
qualquer outro animal para ser guardado, e o animal morrer, for ferido
ou for levado, sem que ningum o veja,
11 a questo entre eles ser
resolvida prestando-se um juramento diante do Senhor de que um no
lanou mo da propriedade do outro. O dono ter que aceitar isso e
nenhuma restituio ser exigida.
12 Mas se o animal tiver sido roubado
do seu prximo, este ter que fazer restituio ao dono.
13 Se tiver
sido despedaado por um animal selvagem, ele trar como prova o que
restou dele; e no ter que fazer restituio.
14 "Se algum pedir emprestado ao seu prximo um animal, e este for
ferido ou morrer na ausncia do dono, ter que fazer restituio.
15 Mas se o dono estiver presente, o que tomou emprestado no ter que
restitu-lo. Se o animal tiver sido alugado, o preo do aluguel cobrir
a perda.
Leis acerca das Responsabilidades Sociais
16 "Se um homem seduzir uma virgem que ainda no tenha compromisso de
casamento e deitar-se com ela, ter que pagar o preo do seu dote, e ela
ser sua mulher.
17 Mas se o pai recusar-se a entreg-la, ainda assim o
homem ter que pagar o equivalente ao dote das virgens.
18 "No deixem viver a feiticeira.
19 "Todo aquele que tiver relaes sexuais com animal ter que ser
executado.
20 "Quem oferecer sacrifcio a qualquer outro deus, e no unicamente
ao Senhor , ser destrudo.
21 "No maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois vocs foram
estrangeiros no Egito.
22 "No prejudiquem as vivas nem os rfos;
23 porque se o fizerem,
e eles clamarem a mim, eu certamente atenderei ao seu clamor.
24 Com
grande ira matarei vocs  espada; suas mulheres ficaro vivas e seus
filhos, rfos.
25 "Se fizerem emprstimo a algum do meu povo, a algum necessitado
que viva entre vocs, no cobrem juros dele; no emprestem visando
lucro.
26 Se tomarem como garantia o manto do seu prximo, devolvam-no
at o pr-do-sol,
27 porque o manto  a nica coberta que ele possui
para o corpo. Em que mais se deitaria? Quando ele clamar a mim, eu o
ouvirei, pois sou misericordioso.
28 "No blasfemem contra Deus [c] nem amaldioem uma
autoridade do seu povo.
29 "No retenham as ofertas de suas colheitas [d] .
"Consagrem-me o primeiro filho de vocs
30 e a primeira cria das
vacas, das ovelhas e das cabras. Durante sete dias a cria ficar com a
me, mas, no oitavo dia, entreguem-na a mim.
31 "Vocs sero meu povo santo. No comam a carne de nenhum animal
despedaado por feras no campo; joguem-na aos ces.
Notas de rodap:
[a] 22.8 Ou perante Deus ; tambm no versculo 9.
[b] 22.9 Ou a quem Deus declarar
[c] 22.28 Ou " No insultem os juzes
[d] 22.29 Ou do trigo, do vinho e do azeite . Hebraico: a sua
prosperidade e as suas lgrimas.

XODO-CAPITULO-23
Leis acerca do Exerccio da Justia
1 "Ningum faa declaraes [a] falsas e no seja cmplice do
mpio, sendo-lhe testemunha mal-intencionada.
2 "No acompanhe a maioria para fazer o mal. Ao testemunhar num
processo, no perverta a justia para apoiar a maioria,
3 nem para
favorecer o pobre num processo.
4 "Se voc encontrar perdido o boi ou o jumento que pertence ao seu
inimigo, leve-o de volta a ele.
5 Se voc vir o jumento de algum que o
odeia cado sob o peso de sua carga, no o abandone, procure ajud-lo.
6 "No perverta o direito dos pobres em seus processos.
7 No se
envolva em falsas acusaes nem condene  morte o inocente e o justo,
porque no absolverei o culpado.
8 "No aceite suborno, pois o suborno cega at os que tm
discernimento [b] e prejudica a causa do justo.
9 "No oprima o estrangeiro. Vocs sabem o que  ser estrangeiro,
pois foram estrangeiros no Egito.
Leis acerca do Sbado
10 "Plantem e colham em sua terra durante seis anos,
11 mas no
stimo deixem-na descansar sem cultiv-la. Assim os pobres do povo
podero comer o que crescer por si, e o que restar ficar para os
animais do campo. Faam o mesmo com as suas vinhas e com os seus
olivais.
12 "Em seis dias faam os seus trabalhos, mas no stimo no
trabalhem, para que o seu boi e o seu jumento possam descansar, e o seu
escravo e o estrangeiro renovem as foras.
13 "Tenham o cuidado de fazer tudo o que lhes ordenei. No invoquem o
nome de outros deuses; no se ouam tais nomes dos seus lbios.
Leis acerca das Grandes Festas Anuais
14 "Trs vezes por ano vocs me celebraro festa.
15 "Celebrem a festa dos pes sem fermento; durante sete dias comam
po sem fermento, como eu lhes ordenei. Faam isso na poca determinada
do ms de abibe [c] , pois nesse ms vocs saram do Egito.
"Ningum se apresentar a mim de mos vazias.
16 "Celebrem a festa da colheita dos primeiros frutos do seu trabalho
de semeadura.
"Celebrem a festa do encerramento da colheita quando, no final do ano,
vocs armazenarem as colheitas.
17 "Trs vezes por ano todos os homens devem comparecer diante do
Senhor , o Soberano.
18 "No ofeream o sangue de um sacrifcio feito em minha honra com
po fermentado.
"A gordura das ofertas de minhas festas no dever ser guardada at a
manh seguinte.
19 "Tragam ao santurio do Senhor , o seu Deus, o melhor dos
primeiros frutos das suas colheitas.
"No cozinhem o cabrito no leite da prpria me.
Promessas e Advertncias sobre a Conquista de Cana
20 "Eis que envio um anjo  frente de vocs para proteg-los por todo
o caminho e faz-los chegar ao lugar que preparei.
21 Prestem ateno e
ouam o que ele diz. No se rebelem contra ele, pois no perdoar as
suas transgresses, pois nele est o meu nome.
22 Se vocs ouvirem
atentamente o que ele disser e fizerem tudo o que lhes ordeno, serei
inimigo dos seus inimigos, e adversrio dos seus adversrios.
23 O meu
anjo ir  frente de vocs e os far chegar  terra dos amorreus, dos
hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, e eu os
exterminarei.
24 No se curvem diante dos deuses deles, nem lhes
prestem culto, nem sigam as suas prticas. Destruam-nos totalmente e
quebrem as suas colunas sagradas.
25 Prestem culto ao Senhor , o Deus
de vocs, e ele os abenoar, dando-lhes alimento e gua. Tirarei a
doena do meio de vocs.
26 Em sua terra nenhuma grvida perder o
filho, nem haver mulher estril. Farei completar-se o tempo de durao
da vida de vocs.
27 "Mandarei adiante de vocs o meu terror, que por em confuso
todas as naes que vocs encontrarem. Farei que todos os seus inimigos
virem as costas e fujam.
28 Causarei pnico [d] entre os heveus,
os cananeus e os hititas para expuls-los de diante de vocs.
29 No os
expulsarei num s ano, pois a terra se tornaria desolada e os animais
selvagens se multiplicariam, ameaando vocs.
30 Eu os expulsarei aos
poucos, at que vocs sejam numerosos o suficiente para tomarem posse da
terra.
31 "Estabelecerei as suas fronteiras desde o mar Vermelho at o mar
dos filisteus [e] , e desde o deserto at o Eufrates [f] .
Entregarei em suas mos os povos que vivem na terra, os quais vocs
expulsaro de diante de vocs.
32 No faam aliana com eles nem com os
seus deuses.
33 No deixem que esses povos morem na terra de vocs,
seno eles os levaro a pecar contra mim, porque prestar culto aos
deuses deles ser uma armadilha para vocs".
Notas de rodap:
[a] 23.1 Ou no espalhe notcias
[b] 23.8 Ou os juzes
[c] 23.15 Aproximadamente maro/abril.
[d] 23.28 Ou mandarei vespas ; ou ainda mandarei uma praga
[e] 23.31 Isto , o Mediterrneo.
[f] 23.31 Hebraico: o Rio.

XODO-CAPITULO-24
A Confirmao da Aliana
1 Depois Deus disse a Moiss: "Subam o monte para encontrar-se com o
Senhor , voc e Aro, Nadabe e Abi, e setenta autoridades de Israel.
Adorem  distncia.
2 Somente Moiss se aproximar do Senhor ; os
outros no. O povo tambm no subir com ele".
3 Quando Moiss se dirigiu ao povo e transmitiu-lhes todas as palavras
e ordenanas do Senhor , eles responderam em unssono: "Faremos tudo o
que o Senhor ordenou".
4 Moiss, ento, escreveu tudo o que o Senhor
dissera.
Na manh seguinte Moiss levantou-se, construiu um altar ao p do monte
e ergueu doze colunas de pedra, representando as doze tribos de Israel.
5 Em seguida enviou jovens israelitas, que ofereceram holocaustos e
novilhos como sacrifcios de comunho ao Senhor .
6 Moiss colocou
metade do sangue em tigelas e a outra metade derramou sobre o altar.
7 Em seguida, leu o Livro da Aliana para o povo, e eles disseram:
"Faremos fielmente tudo o que o Senhor ordenou".
8 Depois Moiss aspergiu o sangue sobre o povo, dizendo: "Este  o
sangue da aliana que o Senhor fez com vocs de acordo com todas essas
palavras".
9 Moiss, Aro, Nadabe, Abi e setenta autoridades de Israel subiram
10 e viram o Deus de Israel, sob cujos ps havia algo semelhante a um
pavimento de safira, como o cu em seu esplendor.
11 Deus, porm, no
estendeu a mo para punir esses lderes do povo de Israel; eles viram a
Deus, e depois comeram e beberam.
Moiss na Presena de Deus
12 Disse o Senhor a Moiss: "Suba o monte, venha at mim, e fique
aqui; e lhe darei as tbuas de pedra com a lei e os mandamentos que
escrevi para a instruo do povo".
13 Moiss partiu com Josu, seu auxiliar, e subiu ao monte de Deus.
14 Disse ele s autoridades de Israel: "Esperem-nos aqui, at que
retornemos. Aro e Hur ficaro com vocs; quem tiver alguma questo para
resolver, poder procur-los".
15 Quando Moiss subiu, a nuvem cobriu o monte,
16 e a glria do
Senhor permaneceu sobre o monte Sinai. Durante seis dias a nuvem cobriu
o monte. No stimo dia o Senhor chamou Moiss do interior da nuvem.
17 Aos olhos dos israelitas a glria do Senhor parecia um fogo consumidor
no topo do monte.
18 Moiss entrou na nuvem e foi subindo o monte. E
permaneceu no monte quarenta dias e quarenta noites.

XODO-CAPITULO-25
As Ofertas para o Tabernculo
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga aos israelitas que me tragam uma
oferta. Receba-a de todo aquele cujo corao o compelir a dar.
3 Estas
so as ofertas que dever receber deles: ouro, prata e bronze,
4 fios
de tecidos azul, roxo e vermelho, linho fino, plos de cabra,
5 peles
de carneiro tingidas de vermelho, couro [a] , madeira de accia,
6 azeite para iluminao; especiarias para o leo da uno e para o
incenso aromtico;
7 pedras de nix e outras pedras preciosas para
serem encravadas no colete sacerdotal e no peitoral.
8 "E faro um santurio para mim, e eu habitarei no meio deles.
9 Faam tudo como eu lhe mostrar, conforme o modelo do tabernculo e de
cada utenslio.
A Arca da Aliana
10 "Faa uma arca de madeira de accia com um metro e dez centmetros
de comprimento, setenta centmetros de largura e setenta centmetros de
altura [b] .
11 Revista-a de ouro puro, por dentro e por fora, e
faa uma moldura de ouro ao seu redor.
12 Mande fundir quatro argolas
de ouro para ela e prenda-as em seus quatro ps, com duas argolas de um
lado e duas do outro.
13 Depois faa varas de madeira de accia,
revista-as de ouro
14 e coloque-as nas argolas laterais da arca, para
que possa ser carregada.
15 As varas permanecero nas argolas da arca;
no devem ser retiradas.
16 Ento coloque dentro da arca as tbuas da
aliana que lhe darei.
17 "Faa uma tampa [c] de ouro puro com um metro e dez
centmetros de comprimento por setenta centmetros de largura,
18 com
dois querubins de ouro batido nas extremidades da tampa.
19 Faa um
querubim numa extremidade e o segundo na outra, formando uma s pea com
a tampa.
20 Os querubins devem ter suas asas estendidas para cima,
cobrindo com elas a tampa. Ficaro de frente um para o outro, com o
rosto voltado para a tampa.
21 Coloque a tampa sobre a arca, e dentro
dela as tbuas da aliana que darei a voc.
22 Ali, sobre a tampa, no
meio dos dois querubins que se encontram sobre a arca da aliana [d] ,
eu me encontrarei com voc e lhe darei todos os meus mandamentos
destinados aos israelitas.
A Mesa e seus Utenslios
23 "Faa uma mesa de madeira de accia com noventa centmetros de
comprimento, quarenta e cinco centmetros de largura e setenta
centmetros de altura.
24 Revista-a de ouro puro e faa uma moldura de
ouro ao seu redor.
25 Faa tambm ao seu redor uma borda com a largura
de quatro dedos e uma moldura de ouro para essa borda.
26 Faa quatro
argolas de ouro para a mesa e prenda-as nos quatro cantos dela, onde
esto os seus quatro ps.
27 As argolas devem ser presas prximas da
borda para que sustentem as varas usadas para carregar a mesa.
28 Faa
as varas de madeira de accia, revestindo-as de ouro; com elas se
carregar a mesa.
29 Faa de ouro puro os seus pratos e o recipiente
para incenso, as suas tigelas e as bacias nas quais se derramam as
ofertas de bebidas [e] .
30 Coloque sobre a mesa os pes da
Presena, para que estejam sempre diante de mim.
O Candelabro de Ouro
31 "Faa um candelabro de ouro puro e batido. O pedestal, a haste, as
taas, as flores e os botes do candelabro formaro com ele uma s pea.
32 Seis braos sairo do candelabro: trs de um lado e trs do outro.
33 Haver trs taas com formato de flor de amndoa num dos braos,
cada uma com boto e flor, e trs taas com formato de flor de amndoa
no brao seguinte, cada uma com boto e flor. Assim ser com os seis
braos que saem do candelabro.
34 Na haste do candelabro haver quatro
taas com formato de flor de amndoa, cada uma com boto e flor.
35 Haver um boto debaixo de cada par dos seis braos que saem do
candelabro.
36 Os braos com seus botes formaro uma s pea com o
candelabro, tudo feito de ouro puro e batido.
37 "Faa-lhe tambm sete lmpadas e coloque-as nele para que iluminem
a frente dele.
38 Seus cortadores de pavio e seus apagadores sero de
ouro puro.
39 Com trinta e cinco quilos [f] de ouro puro faa o
candelabro e todos esses utenslios.
40 Tenha o cuidado de faz-lo
segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte.
Notas de rodap:
[a] 25.5 Possivelmente de animais marinhos; tambm em 26.14.
[b] 25.10 Hebraico: 2,5 cvados de comprimento, 1,5 cvados de largura
e 1,5 cvados de altura . O cvado era uma medida linear de cerca de 45
centmetros.
[c] 25.17 Tradicionalmente um propiciatrio; tambm no restante do
captulo e em 26.34.
[d] 25.22 Hebraico: do Testemunho . Isto , das tbuas da aliana;
tambm em 26.33 e 34.
[e] 25.29 Veja Nm 28.7.
[f] 25.39 Hebraico: 1 talento .

XODO-CAPITULO-26
O Tabernculo
1 "Faa o tabernculo com dez cortinas internas de linho fino
tranado e de fios de tecidos azul, roxo e vermelho, e nelas mande
bordar querubins.
2 Todas as cortinas internas tero a mesma medida:
doze metros e sessenta centmetros de comprimento e um metro e oitenta
centmetros de largura [a] .
3 Prenda cinco dessas cortinas
internas uma com a outra e faa o mesmo com as outra cinco.
4 Faa
laadas de tecido azul ao longo da borda da cortina interna, na
extremidade do primeiro conjunto de cortinas internas; o mesmo ser
feito  cortina interna na extremidade do outro conjunto.
5 Faa
cinqenta laadas numa cortina interna e cinqenta laadas na cortina
interna que est na extremidade do outro conjunto, de modo que as
laadas estejam opostas umas s outras.
6 Faa tambm cinqenta
colchetes de ouro com os quais se prendero as cortinas internas uma na
outra, para que o tabernculo seja um todo.
7 "Com o total de onze cortinas internas de plos de cabra faa uma
tenda para cobrir o tabernculo.
8 As onze cortinas internas tero o
mesmo tamanho: treze metros e meio de comprimento e um metro e oitenta
centmetros de largura.
9 Prenda de um lado cinco cortinas internas e
tambm as outras seis do outro lado. Dobre em duas partes a sexta
cortina interna na frente da tenda.
10 Faa cinqenta laadas ao longo
da borda da cortina interna na extremidade do primeiro conjunto de
cortinas, e tambm ao longo da borda da cortina interna do outro
conjunto.
11 Em seguida faa cinqenta colchetes de bronze e ponha-os
nas laadas para unir a tenda como um todo.
12 Quanto  sobra no
comprimento das cortinas internas da tenda, a meia cortina interna que
sobrar ser pendurada na parte de trs do tabernculo.
13 As dez
cortinas internas sero quarenta e cinco centmetros mais compridas de
cada lado; e o que sobrar ser pendurado nos dois lados do tabernculo,
para cobri-lo.
14 Faa tambm para a tenda uma cobertura de pele de
carneiro tingida de vermelho, e por cima desta uma cobertura de couro.
As Armaes do Tabernculo
15 "Faa armaes verticais de madeira de accia para o tabernculo.
16 Cada armao ter quatro metros e meio de comprimento por setenta
centmetros de largura,
17 com dois encaixes paralelos um ao outro.
Todas as armaes do tabernculo devem ser feitas dessa maneira.
18 Faa vinte armaes para o lado sul do tabernculo
19 e quarenta bases
de prata debaixo delas: duas bases para cada armao, uma debaixo de
cada encaixe.
20 Para o outro lado, o lado norte do tabernculo, faa
vinte armaes
21 e quarenta bases de prata, duas debaixo de cada
armao.
22 Faa seis armaes para o lado ocidental do tabernculo,
23 e duas armaes na parte de trs, nos cantos.
24 As armaes nesses
dois cantos sero duplas, desde a parte inferior at a superior,
colocadas numa nica argola; ambas sero assim.
25 Desse modo, haver
oito armaes e dezesseis bases de prata, duas debaixo de cada armao.
26 "Faa tambm travesses de madeira de accia: cinco para as
armaes de um lado do tabernculo,
27 cinco para as do outro lado e
cinco para as do lado ocidental, na parte de trs do tabernculo.
28 O
travesso central se estender de uma extremidade  outra entre as
armaes.
29 Revista de ouro as armaes e faa argolas de ouro para
sustentar os travesses, os quais tambm tero que ser revestidos de
ouro.
30 "Faa o tabernculo de acordo com o modelo que lhe foi mostrado no
monte.
O Vu
31 "Faa um vu de linho fino tranado e de fios de tecidos azul,
roxo e vermelho, e mande bordar nele querubins.
32 Pendure-o com
ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de accia revestidas de
ouro e fincadas em quatro bases de prata.
33 Pendure o vu pelos
colchetes e coloque atrs do vu a arca da aliana. O vu separar o
Lugar Santo do Lugar Santssimo.
34 Coloque a tampa sobre a arca da
aliana no Lugar Santssimo.
35 Coloque a mesa do lado de fora do vu,
no lado norte do tabernculo; e o candelabro em frente dela, no lado
sul.
36 "Para a entrada da tenda faa uma cortina de linho fino tranado e
de fios de tecidos azul, roxo e vermelho, obra de bordador.
37 Faa
ganchos de ouro para essa cortina e cinco colunas de madeira de accia
revestidas de ouro. Mande fundir para eles cinco bases de bronze.
Notas de rodap:
[a] 26.2 Hebraico: 28 cvados de comprimento e 4 cvados de largura .
O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.

XODO-CAPITULO-27
O Altar dos Holocaustos
1 "Faa um altar de madeira de accia. Ser quadrado, com dois
metros e vinte e cinco centmetros de largura e um metro e trinta e
cinco centmetros de altura [a] .
2 Faa uma ponta em forma de
chifre em cada um dos quatro cantos, formando uma s pea com o altar,
que ser revestido de bronze.
3 Faa de bronze todos os seus
utenslios: os recipientes para recolher cinzas, as ps, as bacias de
asperso, os garfos para carne e os braseiros.
4 Faa tambm para ele
uma grelha de bronze em forma de rede e uma argola de bronze em cada um
dos quatro cantos da grelha.
5 Coloque-a abaixo da beirada do altar, de
maneira que fique a meia altura do altar.
6 Faa varas de madeira de
accia para o altar e revista-as de bronze.
7 Estas varas sero
colocadas nas argolas, dos dois lados do altar, quando este for
carregado.
8 Faa o altar oco e de tbuas, conforme lhe foi mostrado no
monte.
O Ptio
9 "Faa um ptio para o tabernculo. O lado sul ter quarenta e cinco
metros de comprimento, e cortinas externas de linho fino tranado,
10 com vinte colunas e vinte bases de bronze, com ganchos e ligaduras de
prata nas colunas.
11 O lado norte tambm ter quarenta e cinco metros
de comprimento e cortinas externas, com vinte colunas e vinte bases de
bronze, com ganchos e ligaduras de prata nas colunas.
12 "O lado ocidental, com as suas cortinas externas, ter vinte e
dois metros e meio de largura, com dez colunas e dez bases.
13 O lado
oriental, que d para o nascente, tambm ter vinte e dois metros e meio
de largura.
14 Haver cortinas de seis metros e setenta e cinco
centmetros de comprimento num dos lados da entrada, com trs colunas e
trs bases,
15 e cortinas externas de seis metros e setenta e cinco
centmetros de comprimento no outro lado, tambm com trs colunas e trs
bases.
16 " entrada do ptio, haver uma cortina de nove metros de
comprimento, de linho fino tranado e de fios de tecidos azul, roxo e
vermelho, obra de bordador, com quatro colunas e quatro bases.
17 Todas
as colunas ao redor do ptio tero ligaduras, ganchos de prata e bases
de bronze.
18 O ptio ter quarenta e cinco metros de comprimento e
vinte e dois metros e meio de largura, com cortinas de linho fino
tranado de dois metros e vinte e cinco centmetros de altura e bases de
bronze.
19 Todos os utenslios para o servio do tabernculo, inclusive
todas as estacas da tenda e as do ptio, sero feitos de bronze.
O leo para o Candelabro
20 "Ordene aos israelitas que lhe tragam azeite puro de olivas
batidas para a iluminao, para que as lmpadas fiquem sempre acesas.
21 Na Tenda do Encontro, do lado de fora do vu que se encontra diante
das tbuas da aliana, Aro e seus filhos mantero acesas as lmpadas
diante do Senhor , do entardecer at de manh. Este ser um decreto
perptuo entre os israelitas, gerao aps gerao.
Notas de rodap:
[a] 27.1 Hebraico: 5 cvados de largura e 3 cvados de altura. O
cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.

XODO-CAPITULO-28
As Vestes Sacerdotais
1 "Chame seu irmo Aro e separe-o dentre os israelitas, e tambm os
seus filhos Nadabe e Abi, Eleazar e Itamar, para que me sirvam como
sacerdotes.
2 Para o seu irmo Aro, faa vestes sagradas que lhe
confiram dignidade e honra.
3 Diga a todos os homens capazes, aos quais
dei habilidade, que faam vestes para a consagrao de Aro, para que me
sirva como sacerdote.
4 So estas as vestes que faro: um peitoral, um
colete sacerdotal, um manto, uma tnica bordada, um turbante e um
cinturo. Para que o sacerdote Aro e seus filhos me sirvam como
sacerdotes, eles faro essas vestes sagradas
5 e usaro linho fino,
fios de ouro e fios de tecidos azul, roxo e vermelho.
O Colete Sacerdotal
6 "Faa o colete sacerdotal de linho fino tranado, de fios de ouro e
de fios de tecidos azul, roxo e vermelho, trabalho artesanal.
7 Ter
duas ombreiras atadas s suas duas extremidades para uni-lo bem.
8 O
cinturo e o colete que por ele  preso sero feitos da mesma pea. O
cinturo tambm ser de linho fino tranado, de fios de ouro e de fios
de tecidos azul, roxo e vermelho.
9 "Grave em duas pedras de nix os nomes dos filhos de Israel,
10 por ordem de nascimento: seis nomes numa pedra e seis na outra.
11 Grave os nomes dos filhos de Israel nas duas pedras como o lapidador
grava um selo. Em seguida prenda-as com filigranas de ouro,
12 costurando-as nas ombreiras do colete sacerdotal, como pedras memoriais
para os filhos de Israel. Assim Aro levar os nomes em seus ombros como
memorial diante do Senhor .
13 Faa filigranas de ouro
14 e duas
correntes de ouro puro, entrelaadas como uma corda; e prenda as
correntes s filigranas.
O Peitoral
15 "Faa um peitoral de decises, trabalho artesanal. Faa-o como o
colete sacerdotal: de linho fino tranado, de fios de ouro e de fios de
tecidos azul, roxo e vermelho.
16 Ser quadrado, com um palmo de
comprimento e um palmo de largura, e dobrado em dois.
17 Em seguida,
fixe nele quatro fileiras de pedras preciosas. Na primeira fileira
haver um rubi, um topzio e um berilo;
18 na segunda, uma turquesa,
uma safira e um diamante;
19 na terceira, um jacinto, uma gata e uma
ametista;
20 na quarta, um crislito, um nix e um jaspe. [a]
21 Sero doze pedras, uma para cada um dos nomes dos filhos de Israel,
cada uma gravada como um selo, com o nome de uma das doze tribos.
22 "Faa para o peitoral correntes de ouro puro tranadas como
cordas.
23 Faa tambm duas argolas de ouro e prenda-as s duas
extremidades do peitoral.
24 Prenda as duas correntes de ouro s
argolas nas extremidades do peitoral,
25 e as outras extremidades das
correntes, s duas filigranas, unindo-as s peas das ombreiras do
colete sacerdotal, na parte da frente.
26 Faa outras duas argolas de
ouro e prenda-as s outras duas extremidades do peitoral, na borda
interna, prxima ao colete sacerdotal.
27 Faa mais duas argolas de
ouro e prenda-as na parte inferior das ombreiras, na frente do colete
sacerdotal, prximas da costura, logo acima do cinturo do colete
sacerdotal.
28 As argolas do peitoral sero amarradas s argolas do
colete com um cordo azul, ligando o peitoral ao cinturo, para que no
se separe do colete sacerdotal.
29 "Toda vez que Aro entrar no Lugar Santo, levar os nomes dos
filhos de Israel sobre o seu corao no peitoral de decises, como
memorial permanente perante o Senhor .
30 Ponha tambm o Urim e o Tumim
[b] no peitoral das decises, para que estejam sobre o corao de
Aro sempre que ele entrar na presena do Senhor . Assim, Aro levar
sempre sobre o corao, na presena do Senhor , os meios para tomar
decises em Israel.
Outras Vestes Sacerdotais
31 "Faa o manto do colete sacerdotal inteiramente de fios de tecido
azul,
32 com uma abertura para a cabea no centro. Ao redor dessa
abertura haver uma dobra tecida, como uma gola, para que no se rasgue.
33 Faa roms de fios de tecidos azul, roxo e vermelho em volta da
borda do manto, intercaladas com pequenos sinos de ouro.
34 Os sinos de
ouro e as roms se alternaro por toda a volta da borda do manto.
35 Aro o vestir quando ministrar. O som dos sinos ser ouvido quando ele
entrar no Lugar Santo diante do Senhor e quando sair, para que no
morra.
36 "Faa um diadema de ouro puro e grave nele como se grava um selo:
Consagrado ao Senhor .
37 Prenda-o na parte da frente do turbante com
uma fita azul.
38 Estar sobre a testa de Aro; assim ele levar a
culpa de qualquer pecado que os israelitas cometerem em relao s
coisas sagradas, ao fazerem todas as suas ofertas. Estar sempre sobre a
testa de Aro, para que as ofertas sejam aceitas pelo Senhor .
39 "Tea a tnica e o turbante com linho fino. O cinturo ser feito
por um bordador.
40 Faa tambm tnicas, cintures e gorros para os
filhos de Aro, para conferir-lhes honra e dignidade.
41 Depois de
vestir seu irmo Aro e os filhos dele, unja-os e consagre-os, para que
me sirvam como sacerdotes.
42 "Faa-lhes cales de linho que vo da cintura at a coxa, para
cobrirem a sua nudez.
43 Aro e seus filhos tero que vesti-los sempre
que entrarem na Tenda do Encontro ou quando se aproximarem do altar para
ministrar no Lugar Santo, para que no incorram em culpa e morram.
"Este  um decreto perptuo para Aro e para os seus descendentes.
Notas de rodap:
[a] 28.20 A identificao precisa de algumas destas pedras no 
conhecida.
[b] 28.30 Objetos utilizados para se conhecer a vontade de Deus.

XODO-CAPITULO-29
A Consagrao dos Sacerdotes
1 "Assim voc os consagrar, para que me sirvam como sacerdotes:
separe um novilho e dois cordeiros sem defeito.
2 Com a melhor farinha
de trigo, sem fermento, faa pes e bolos amassados com azeite, e pes
finos, untados com azeite.
3 Coloque-os numa cesta e oferea-os dentro
dela; tambm oferea o novilho e os dois cordeiros.
4 Depois traga Aro
e seus filhos  entrada da Tenda do Encontro e mande-os lavar-se.
5 Pegue as vestes e vista Aro com a tnica e o peitoral. Prenda o colete
sacerdotal sobre ele com o cinturo.
6 Ponha-lhe o turbante na cabea e
prenda a coroa sagrada ao turbante.
7 Unja-o com o leo da uno,
derramando-o sobre a cabea de Aro.
8 Traga os filhos dele, vista cada
um com uma tnica
9 e um gorro na cabea. Ponha tambm os cintures em
Aro e em seus filhos. O sacerdcio lhes pertence como ordenana
perptua. Assim voc dedicar Aro e seus filhos.
10 "Traga o novilho para a frente da Tenda do Encontro. Aro e seus
filhos colocaro as mos sobre a cabea do novilho,
11 e voc o
sacrificar na presena do Senhor , defronte da Tenda do Encontro.
12 Com o dedo, coloque um pouco do sangue do novilho nas pontas do altar e
derrame o resto do sangue na base do altar.
13 Depois tire toda a
gordura que cobre as vsceras, o lbulo do fgado, e os dois rins com a
gordura que os envolve, e queime-os no altar.
14 Mas queime a carne, o
couro e o excremento do novilho fora do acampamento;  oferta pelo
pecado.
15 "Separe um dos cordeiros sobre cuja cabea Aro e seus filhos
tero que colocar as mos.
16 Sacrifique-o, pegue o sangue e jogue-o
nos lados do altar.
17 Corte o cordeiro em pedaos, lave as vsceras e
as pernas e coloque-as ao lado da cabea e das outras partes.
18 Depois
queime o cordeiro inteiro sobre o altar;  holocausto dedicado ao Senhor
;  oferta de aroma agradvel dedicada ao Senhor preparada no fogo.
19 "Pegue depois o outro cordeiro. Aro e seus filhos colocaro as
mos sobre a cabea do animal,
20 e voc o sacrificar. Pegue do sangue
e coloque-o na ponta da orelha direita de Aro e dos seus filhos, no
polegar da mo direita e do p direito de cada um deles. Depois derrame
o resto do sangue nos lados do altar.
21 Pegue, ento, um pouco do
sangue do altar e um pouco do leo da uno, e faa asperso com eles
sobre Aro e suas vestes, sobre seus filhos e as vestes deles. Assim
sero consagrados, ele e suas vestes, seus filhos e as vestes deles.
22 "Tire desse cordeiro a gordura, a parte gorda da cauda, a gordura
que cobre as vsceras, o lbulo do fgado, os dois rins e a gordura que
os envolve, e a coxa direita. Este  o cordeiro da oferta de ordenao.
23 Da cesta de pes sem fermento, que est diante do Senhor , tire um
po, um bolo assado com azeite e um po fino.
24 Coloque tudo nas mos
de Aro e de seus filhos, e apresente-os como oferta ritualmente movida
perante o Senhor .
25 Em seguida retome-o das mos deles e queime os
pes no altar com o holocausto de aroma agradvel ao Senhor ;  oferta
dedicada ao Senhor preparada no fogo.
26 Tire o peito do cordeiro para
a ordenao de Aro e mova-o perante o Senhor , como gesto ritual de
apresentao; essa parte pertencer a voc.
27 "Consagre aquelas partes do cordeiro da ordenao que pertencem a
Aro e a seus filhos: o peito e a coxa movidos como oferta.
28 Essas
partes sempre sero dadas pelos israelitas a Aro e a seus filhos.  a
contribuio obrigatria que lhes faro, das suas ofertas de comunho ao
Senhor .
29 "As vestes sagradas de Aro passaro aos seus descendentes, para
que as vistam quando forem ungidos e consagrados.
30 O filho que o
suceder como sacerdote e vier  Tenda do Encontro para ministrar no
Lugar Santo ter que us-las durante sete dias.
31 "Pegue o cordeiro da ordenao e cozinhe a sua carne num lugar
sagrado.
32  entrada da Tenda do Encontro, Aro e seus filhos devero
comer a carne do cordeiro e o po que est na cesta.
33 Eles comero
dessas ofertas com as quais se fez propiciao para sua ordenao e
consagrao; somente os sacerdotes podero com-las, pois so sagradas.
34 Se sobrar carne do cordeiro da ordenao ou po at a manh
seguinte, queime a sobra. No se deve com-los, visto que so sagrados.
35 "Para a ordenao de Aro e seus filhos, faa durante sete dias
tudo o que lhe mandei.
36 Sacrifique um novilho por dia como oferta
pelo pecado para fazer propiciao. Purifique o altar, fazendo
propiciao por ele, e unja-o para consagr-lo.
37 Durante sete dias
faa propiciao pelo altar, consagrando-o. Ento o altar ser
santssimo, e tudo o que nele tocar ser santo.
Os Dois Holocaustos Dirios
38 "Eis o que voc ter que sacrificar regularmente sobre o altar: a
cada dia dois cordeiros de um ano.
39 Oferea um de manh e o outro ao
entardecer.
40 Com o primeiro cordeiro oferea um jarro [a] da
melhor farinha misturada com um litro [b] de azeite de olivas
batidas, e um litro de vinho como oferta derramada.
41 Oferea o outro
cordeiro ao entardecer com uma oferta de cereal e uma oferta derramada,
como de manh.  oferta de aroma agradvel ao Senhor preparada no fogo.
42 "De gerao em gerao esse holocausto dever ser feito
regularmente  entrada da Tenda do Encontro, diante do Senhor . Nesse
local eu os encontrarei e falarei com voc;
43 ali me encontrarei com
os israelitas, e o lugar ser consagrado pela minha glria.
44 "Assim consagrarei a Tenda do Encontro e o altar, e consagrarei
tambm Aro e seus filhos para me servirem como sacerdotes.
45 E
habitarei no meio dos israelitas e serei o seu Deus.
46 Sabero que eu
sou o Senhor , o seu Deus, que os tirou do Egito para habitar no meio
deles. Eu sou o Senhor , o seu Deus.
Notas de rodap:
[a] 29.40 Hebraico: 1/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[b] 29.40 Hebraico: 1/4 de him . O him era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros.

XODO-CAPITULO-30
O Altar do Incenso
1 "Faa um altar de madeira de accia para queimar incenso.
2 Ser
quadrado, com quarenta e cinco centmetros de cada lado [a] e
noventa centmetros de altura; suas pontas formaro com ele uma s pea.
3 Revista de ouro puro a parte superior, todos os lados e as pontas, e
faa uma moldura de ouro ao seu redor.
4 Faa duas argolas de ouro de
cada lado do altar, abaixo da moldura, que sustentem as varas utilizadas
para carreg-lo,
5 e use madeira de accia para fazer as varas e
revista-as de ouro.
6 Coloque o altar em frente do vu que se encontra
diante da arca da aliana [b] , diante da tampa [c] que
est sobre ele, onde me encontrarei com voc.
7 "Aro queimar incenso aromtico sobre o altar todas as manhs,
quando vier cuidar das lmpadas,
8 e tambm quando acend-las ao
entardecer. Ser queimado incenso continuamente perante o Senhor , pelas
suas geraes.
9 No ofeream nesse altar nenhum outro tipo de incenso
nem holocausto [d] nem oferta de cereal nem derramem sobre ele
ofertas de bebidas [e] .
10 Uma vez por ano, Aro far
propiciao sobre as pontas do altar. Essa propiciao anual ser
realizada com o sangue da oferta para propiciao pelo pecado, gerao
aps gerao. Esse altar  santssimo ao Senhor ".
O Preo da Propiciao
11 Disse ento o Senhor a Moiss:
12 "Quando voc fizer o
recenseamento dos israelitas, cada um deles ter que pagar ao Senhor um
preo pelo resgate por sua vida quando for contado. Dessa forma nenhuma
praga vir sobre eles quando voc os contar.
13 Cada recenseado
contribuir com seis gramas [f] , com base no peso padro
[g] do santurio, que tem doze gramas [h] . Os seis gramas so
uma oferta ao Senhor .
14 Todos os alistados, da idade de vinte anos
para cima, daro ao Senhor essa oferta.
15 Os ricos no contribuiro
com mais, nem os pobres daro menos que seis gramas, quando apresentarem
a oferta ao Senhor como propiciao por sua vida.
16 Receba dos
israelitas o preo da propiciao e use-o para o servio da Tenda do
Encontro. Ser um memorial perante o Senhor em favor dos israelitas,
para fazerem propiciao por suas vidas".
A Bacia de Bronze
17 Disse ento o Senhor a Moiss:
18 "Faa uma bacia de bronze com
uma base de bronze, para se lavarem. Coloque-a entre a Tenda do Encontro
e o altar, e mande ench-la de gua.
19 Aro e seus filhos lavaro as
mos e os ps com a gua da bacia.
20 Toda vez que entrarem na Tenda do
Encontro, tero que lavar-se com gua, para que no morram. Quando
tambm se aproximarem do altar para ministrar ao Senhor , apresentando
uma oferta preparada no fogo,
21 lavaro as mos e os ps para que no
morram. Esse  um decreto perptuo, para Aro e os seus descendentes,
gerao aps gerao".
O leo para as Unes
22 Em seguida o Senhor disse a Moiss:
23 "Junte as seguintes
especiarias: seis quilos de mirra lquida, a metade disso, ou seja, trs
quilos de canela, trs quilos de cana aromtica,
24 seis quilos de
cssia, com base no peso padro do santurio, e um galo [i] de
azeite de oliva.
25 Faa com eles o leo sagrado para as unes, uma
mistura de aromas, obra de perfumista. Este ser o leo sagrado para as
unes.
26 Use-o para ungir a Tenda do Encontro, a arca da aliana,
27 a mesa e todos os seus utenslios, o candelabro e os seus utenslios, o
altar do incenso,
28 o altar do holocausto e todos os seus utenslios,
e a bacia com a sua base.
29 Voc os consagrar e sero santssimos, e
tudo o que neles tocar se tornar santo.
30 "Unja Aro e seus filhos e consagre-os para que me sirvam como
sacerdotes.
31 Diga aos israelitas: Este ser o meu leo sagrado para
as unes, gerao aps gerao.
32 No o derramem sobre nenhum outro
homem, e no faam nenhum outro leo com a mesma composio.  leo
sagrado, e assim vocs devem consider-lo.
33 Quem fizer leo como esse
ou us-lo em algum que no seja sacerdote, ser eliminado do meio do
seu povo".
O Incenso
34 Disse ainda o Senhor a Moiss: "Junte as seguintes essncias:
blsamo, nica, glbano e incenso puro, todos em quantidades iguais,
35 e faa um incenso de mistura aromtica, obra de perfumista. Levar sal e
ser puro e santo.
36 Moa parte dele, at virar p, e coloque-o diante
das tbuas da aliana, na Tenda do Encontro, onde me encontrarei com
voc. O incenso lhes ser santssimo.
37 No faam nenhum outro incenso
com a mesma composio para uso pessoal; considerem-no sagrado,
reservado para o Senhor .
38 Quem fizer um incenso semelhante, para
usufruir sua fragrncia, ser eliminado do seu povo".
Notas de rodap:
[a] 30.2 Hebraico: 1 cvado de comprimento e de largura .
[b] 30.6 Hebraico: do Testemunho . Isto , das tbuas da aliana;
tambm em 30.26; 31.7; 39.35; 40.3,5 e 21.
[c] 30.6 Tradicionalmente um propiciatrio; tambm em 31.7; 35.12;
37.6,7,8,9; 39.35 e 40.20.
[d] 30.9 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm em 30.28;
31.9; 32.6; 35.16; 38.1; 40.6,10 e 29.
[e] 30.9 Veja Nm 28.7.
[f] 30.13 Hebraico: 1/2 siclo . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[g] 30.13 Hebraico: no siclo ; tambm no versculo 24 e em 38.24 e 25.
[h] 30.13 Hebraico: 20 geras . Uma gera equivalia a 0,6 gramas.
[i] 30.24 Hebraico: 1 him . O him era uma medida de capacidade para
lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros.

XODO-CAPITULO-31
A Escolha dos Artesos do Tabernculo
1 Disse ento o Senhor a Moiss:
2 "Eu escolhi Bezalel, filho de
Uri, filho de Hur, da tribo de Jud,
3 e o enchi do Esprito de Deus,
dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artstica
4 para
desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze,
5 para talhar e
esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra
artesanal.
6 Alm disso, designei Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo
de D, para auxili-lo. Tambm capacitei todos os artesos para que
executem tudo o que lhe ordenei:
7 a Tenda do Encontro, a arca da
aliana e a tampa que est sobre ela, e todos os outros utenslios da
tenda:
8 a mesa com os seus utenslios, o candelabro de ouro puro e
os seus utenslios, o altar do incenso,
9 o altar do holocausto com os
seus utenslios, a bacia com a sua base:
10 as vestes litrgicas,
tanto as vestes sagradas para Aro, o sacerdote, como as vestes para os
seus filhos, quando servirem como sacerdotes,
11 e o leo para as
unes e o incenso aromtico para o Lugar Santo. Tudo deve ser feito
exatamente como eu lhe ordenei".
O Dia de Sbado
12 Disse ainda o Senhor a Moiss:
13 "Diga aos israelitas que
guardem os meus sbados. Isso ser um sinal entre mim e vocs, gerao
aps gerao, a fim de que saibam que eu sou o Senhor , que os
santifica.
14 "Guardem o sbado, pois para vocs  santo. Aquele que o profanar
ter que ser executado; quem fizer algum trabalho nesse dia ser
eliminado do meio do seu povo.
15 Em seis dias qualquer trabalho poder
ser feito, mas o stimo dia  o sbado, o dia de descanso, consagrado ao
Senhor . Quem fizer algum trabalho no sbado ter que ser executado.
16 Os israelitas tero que guardar o sbado, eles e os seus descendentes,
como uma aliana perptua.
17 Isso ser um sinal perptuo entre mim e
os israelitas, pois em seis dias o Senhor fez os cus e a terra, e no
stimo dia ele no trabalhou e descansou".
18 Quando o Senhor terminou de falar com Moiss no monte Sinai, deu-lhe
as duas tbuas da aliana, tbuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.

XODO-CAPITULO-32
O Bezerro de Ouro
1 O povo, ao ver que Moiss demorava a descer do monte, juntou-se ao
redor de Aro e lhe disse: "Venha, faa para ns deuses [a] que
nos conduzam, pois a esse Moiss, o homem que nos tirou do Egito, no
sabemos o que lhe aconteceu".
2 Respondeu-lhes Aro: "Tirem os brincos de ouro de suas mulheres, de
seus filhos e de suas filhas e tragam-nos a mim".
3 Todos tiraram os
seus brincos de ouro e os levaram a Aro.
4 Ele os recebeu e os fundiu,
transformando tudo num dolo, que modelou com uma ferramenta prpria,
dando-lhe a forma de um bezerro. Ento disseram: "Eis a os seus
deuses [b] ,  Israel, que tiraram vocs do Egito!"
5 Vendo isso, Aro edificou um altar diante do bezerro e anunciou:
"Amanh haver uma festa dedicada ao Senhor ".
6 Na manh seguinte,
ofereceram holocaustos e sacrifcios de comunho [c] . O povo se
assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar  farra.
7 Ento o Senhor disse a Moiss: "Desa, porque o seu povo, que voc
tirou do Egito, corrompeu-se.
8 Muito depressa se desviaram daquilo que
lhes ordenei e fizeram um dolo em forma de bezerro, curvaram-se diante
dele, ofereceram-lhe sacrifcios, e disseram: ``Eis a,  Israel, os
seus deuses que tiraram vocs do Egito''".
9 Disse o Senhor a Moiss: "Tenho visto que este povo  um povo
obstinado.
10 Deixe-me agora, para que a minha ira se acenda contra
eles, e eu os destrua. Depois farei de voc uma grande nao".
11 Moiss, porm, suplicou ao Senhor , o seu Deus, clamando: "
Senhor , por que se acenderia a tua ira contra o teu povo, que tiraste
do Egito com grande poder e forte mo?
12 Por que diriam os egpcios:
``Foi com inteno maligna que ele os libertou, para mat-los nos
montes e bani-los da face da terra''? Arrepende-te do fogo da tua ira!
Tem piedade, e no tragas este mal sobre o teu povo!
13 Lembra-te dos
teus servos Abrao, Isaque e Israel, aos quais juraste por ti mesmo:
``Farei que os seus descendentes sejam numerosos como as estrelas do
cu e lhes darei toda esta terra que lhes prometi, que ser a sua
herana para sempre''".
14 E sucedeu que o Senhor arrependeu-se do
mal que ameaara trazer sobre o povo.
15 Ento Moiss desceu do monte, levando nas mos as duas tbuas da
aliana; estavam escritas em ambos os lados, frente e verso.
16 As
tbuas tinham sido feitas por Deus; o que nelas estava gravado fora
escrito por Deus.
17 Quando Josu ouviu o barulho do povo gritando, disse a Moiss: "H
barulho de guerra no acampamento".
18 Respondeu Moiss:
"No  canto de vitria,
nem canto de derrota;
mas ouo o som de canes!"
19 Quando Moiss aproximou-se do acampamento e viu o bezerro e as
danas, irou-se e jogou as tbuas no cho, ao p do monte, quebrando-as.
20 Pegou o bezerro que eles tinham feito e o destruiu no fogo; depois
de mo-lo at virar p, espalhou-o na gua e fez com que os israelitas a
bebessem.
21 E perguntou a Aro: "Que lhe fez esse povo para que voc o levasse
a to grande pecado?"
22 Respondeu Aro: "No te enfureas, meu senhor; tu bem sabes como
esse povo  propenso para o mal.
23 Eles me disseram: ``Faa para ns
deuses que nos conduzam, pois no sabemos o que aconteceu com esse
Moiss, o homem que nos tirou do Egito''.
24 Ento eu lhes disse: Quem
tiver enfeites de ouro, traga-os para mim. O povo trouxe-me o ouro, eu o
joguei no fogo e surgiu esse bezerro!"
25 Moiss viu que o povo estava desenfreado e que Aro o tinha deixado
fora de controle, tendo se tornado objeto de riso para os seus inimigos.
26 Ento ficou em p,  entrada do acampamento, e disse: "Quem  pelo
Senhor , junte-se a mim". Todos os levitas se juntaram a ele.
27 Declarou-lhes tambm: "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel:
``Pegue cada um sua espada, percorra o acampamento, de tenda em tenda,
e mate o seu irmo, o seu amigo e o seu vizinho''".
28 Fizeram os
levitas conforme Moiss ordenou, e naquele dia morreram cerca de trs
mil dentre o povo.
29 Disse ento Moiss: "Hoje vocs se consagraram
ao Senhor , pois nenhum de vocs poupou o seu filho e o seu irmo, de
modo que o Senhor os abenoou neste dia".
30 No dia seguinte Moiss disse ao povo: "Vocs cometeram um grande
pecado. Mas agora subirei ao Senhor , e talvez possa oferecer
propiciao pelo pecado de vocs".
31 Assim, Moiss voltou ao Senhor e disse: "Ah, que grande pecado
cometeu este povo! Fizeram para si deuses de ouro.
32 Mas agora, eu te
rogo, perdoa-lhes o pecado; se no, risca-me do teu livro que
escreveste".
33 Respondeu o Senhor a Moiss: "Riscarei do meu livro todo aquele
que pecar contra mim.
34 Agora v, guie o povo ao lugar de que lhe
falei, e meu anjo ir  sua frente. Todavia, quando chegar a hora de
puni-los, eu os punirei pelos pecados deles".
35 E o Senhor feriu o povo com uma praga porque quiseram que Aro
fizesse o bezerro.
Notas de rodap:
[a] 32.1 Ou um deus ; tambm nos versculos 23 e 31.
[b] 32.4 Ou o seu deus ; tambm no versculo 8.
[c] 32.6 Ou de paz

XODO-CAPITULO-33
1 Depois ordenou o Senhor a Moiss: "Saia deste lugar, com o povo
que voc tirou do Egito, e v para a terra que prometi com juramento a
Abrao, a Isaque e a Jac, dizendo: Eu a darei a seus descendentes.
2 Mandarei  sua frente um anjo e expulsarei os cananeus, os amorreus, os
hititas, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
3 Vo para a terra onde
manam leite e mel. Mas eu no irei com vocs, pois vocs so um povo
obstinado, e eu poderia destru-los no caminho".
4 Quando o povo ouviu essas palavras terrveis, comeou a chorar, e
ningum usou enfeite algum.
5 Isso porque o Senhor ordenara que Moiss
dissesse aos israelitas: "Vocs so um povo obstinado. Se eu fosse com
vocs, ainda que por um s momento, eu os destruiria. Agora tirem os
seus enfeites, e eu decidirei o que fazer com vocs".
6 Por isso, do
monte Horebe em diante, os israelitas no usaram mais nenhum enfeite.
A Tenda do Encontro
7 Moiss costumava montar uma tenda do lado de fora do acampamento; ele
a chamava Tenda do Encontro. Quem quisesse consultar o Senhor ia 
tenda, fora do acampamento.
8 Sempre que Moiss ia at l, todo o povo
se levantava e ficava em p  entrada de suas tendas, observando-o, at
que ele entrasse na tenda.
9 Assim que Moiss entrava, a coluna de
nuvem descia e ficava  entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com
Moiss.
10 Quando o povo via a coluna de nuvem parada  entrada da
tenda, todos prestavam adorao em p, cada qual na entrada de sua
prpria tenda.
11 O Senhor falava com Moiss face a face, como quem
fala com seu amigo. Depois Moiss voltava ao acampamento; mas Josu,
filho de Num, que lhe servia como auxiliar, no se afastava da tenda.
Moiss diante da Glria de Deus
12 Disse Moiss ao Senhor : "Tu me ordenaste: ``Conduza este
povo'', mas no me permites saber quem enviars comigo. Disseste: ``Eu
o conheo pelo nome e de voc tenho me agradado''.
13 Se me vs com
agrado, revela-me os teus propsitos, para que eu te conhea e continue
sendo aceito por ti. Lembra-te de que esta nao  o teu povo".
14 Respondeu o Senhor : "Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei
descanso".
15 Ento Moiss lhe declarou: "Se no fores conosco, no nos envies.
16 Como se saber que eu e o teu povo podemos contar com o teu favor,
se no nos acompanhares? Que mais poder distinguir a mim e a teu povo
de todos os demais povos da face da terra?"
17 O Senhor disse a Moiss: "Farei o que me pede, porque tenho me
agradado de voc e o conheo pelo nome".
18 Ento disse Moiss: "Peo-te que me mostres a tua glria".
19 E Deus respondeu: "Diante de voc farei passar toda a minha
bondade, e diante de voc proclamarei o meu nome: o Senhor . Terei
misericrdia de quem eu quiser ter misericrdia, e terei compaixo de
quem eu quiser ter compaixo".
20 E acrescentou: "Voc no poder
ver a minha face, porque ningum poder ver-me e continuar vivo".
21 E prosseguiu o Senhor : "H aqui um lugar perto de mim, onde voc
ficar, em cima de uma rocha.
22 Quando a minha glria passar, eu o
colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mo at que eu
tenha acabado de passar.
23 Ento tirarei a minha mo e voc ver as
minhas costas; mas a minha face ningum poder ver".

XODO-CAPITULO-34
As Novas Tbuas da Lei
1 Disse o Senhor a Moiss: "Talhe duas tbuas de pedra semelhantes
s primeiras, e nelas escreverei as palavras que estavam nas primeiras
tbuas que voc quebrou.
2 Esteja pronto pela manh para subir ao monte
Sinai. E l mesmo, no alto do monte, apresente-se a mim.
3 Ningum
poder ir com voc nem ficar em lugar algum do monte; nem mesmo ovelhas
e bois devero pastar diante do monte".
4 Assim Moiss lavrou duas tbuas de pedra semelhantes s primeiras e
subiu ao monte Sinai, logo de manh, como o Senhor lhe havia ordenado,
levando nas mos as duas tbuas de pedra.
5 Ento o Senhor desceu na
nuvem, permaneceu ali com ele e proclamou o seu nome: o Senhor .
6 E
passou diante de Moiss, proclamando:
" Senhor , Senhor ,
Deus compassivo e misericordioso,
paciente, cheio de amor e de fidelidade,
7 que mantm o seu amor a milhares
e perdoa a maldade,
a rebelio e o pecado.
Contudo, no deixa de punir o culpado;
castiga os filhos e os netos
pelo pecado de seus pais,
at a terceira e a quarta geraes".
8 Imediatamente Moiss prostrou-se, rosto em terra, e o adorou,
dizendo:
9 "Senhor, se de fato me aceitas com agrado, que o Senhor
nos acompanhe. Mesmo sendo esse um povo obstinado, perdoa a nossa
maldade e o nosso pecado e faze de ns a tua herana".
A Renovao da Aliana
10 "Fao com voc uma aliana", disse o Senhor . "Diante de todo
o seu povo farei maravilhas jamais realizadas na presena de nenhum
outro povo do mundo. O povo no meio do qual voc habita ver a obra
maravilhosa que eu, o Senhor , farei.
11 Obedea s ordens que hoje lhe
dou. Expulsarei de diante de voc os amorreus, os cananeus, os hititas,
os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
12 Acautele-se para no fazer
acordo com aqueles que vivem na terra para a qual voc est indo, pois
eles se tornariam uma armadilha.
13 Ao contrrio, derrube os altares
deles, quebre as suas colunas sagradas e corte os seus postes sagrados.
14 Nunca adore nenhum outro deus, porque o Senhor , cujo nome  Zeloso,
 de fato Deus zeloso.
15 "Acautele-se para no fazer acordo com aqueles que j vivem na
terra; pois quando eles se prostiturem, seguindo os seus deuses e lhes
oferecerem sacrifcios, convidaro voc e podero lev-lo a comer dos
seus sacrifcios
16 e a escolher para os seus filhos mulheres dentre as
filhas deles. Quando elas se prostiturem, seguindo os seus deuses,
podero levar os seus filhos a se prostiturem tambm.
17 "No faa dolos de metal para voc.
18 "Celebre a festa dos pes sem fermento. Durante sete dias coma po
sem fermento, como lhe ordenei. Faa isso no tempo certo, no ms de
abibe [a] , porquanto naquele ms voc saiu do Egito.
19 "O primeiro a nascer de cada ventre me pertence, todos os machos
dentre as primeiras crias dos seus rebanhos: bezerros, cordeiros e
cabritos.
20 Resgate com um cordeiro cada primeiro jumentinho que
nascer; mas se no o resgatar, quebre-lhe o pescoo. Resgate todos os
seus primognitos.
"Ningum comparea perante mim de mos vazias.
21 "Trabalhe seis dias, mas descanse no stimo; tanto na poca de
arar como na da colheita.
22 "Celebre a festa das semanas [b] , na ocasio dos primeiros
frutos da colheita do trigo, e a festa do encerramento da colheita, no
fim do ano.
23 Trs vezes por ano todos os homens do seu povo
comparecero diante do Soberano, o Senhor , o Deus de Israel.
24 Expulsarei naes de diante de voc e ampliarei o seu territrio. Quando
voc subir trs vezes por ano para apresentar-se ao Senhor , o seu Deus,
ningum cobiar a sua terra.
25 "No me oferea o sangue de nenhum sacrifcio misturado com algo
fermentado, e no deixe sobra alguma do sacrifcio da festa da Pscoa
at a manh seguinte.
26 "Traga o melhor dos primeiros frutos da terra ao santurio do
Senhor , o seu Deus.
"No cozinhe o cabrito no leite da prpria me."
27 Disse o Senhor a Moiss: "Escreva essas palavras; porque  de
acordo com elas que fao aliana com voc e com Israel".
28 Moiss
ficou ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer po e
sem beber gua. E escreveu nas tbuas as palavras da aliana: os Dez
Mandamentos.
O Rosto Resplandecente de Moiss
29 Ao descer do monte Sinai com as duas tbuas da aliana nas mos,
Moiss no sabia que o seu rosto resplandecia por ter conversado com o
Senhor .
30 Quando Aro e todos os israelitas viram Moiss com o rosto
resplandecente, tiveram medo de aproximar-se dele.
31 Ele, porm, os
chamou; Aro e os lderes da comunidade atenderam, e Moiss falou com
eles.
32 Depois, todos os israelitas se aproximaram, e ele lhes
transmitiu todos os mandamentos que o Senhor lhe tinha dado no monte
Sinai.
33 Quando acabou de falar com eles, cobriu o rosto com um vu.
34 Mas
toda vez que entrava para estar na presena do Senhor e falar com ele,
tirava o vu at sair. Sempre que saa e contava aos israelitas tudo o
que lhe havia sido ordenado,
35 eles viam que o seu rosto resplandecia.
Ento, de novo Moiss cobria o rosto com o vu at entrar de novo para
falar com o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 34.18 Aproximadamente maro/abril.
[b] 34.22 Isto , do Pentecoste.

XODO-CAPITULO-35
A Lei do Sbado
1 Moiss reuniu toda a comunidade de Israel e lhes disse: "Estas so
as coisas que o Senhor os mandou fazer:
2 Em seis dias qualquer
trabalho poder ser feito, mas o stimo dia lhes ser santo, um sbado
de descanso consagrado ao Senhor . Todo aquele que trabalhar nesse dia
ter que ser morto.
3 Nem sequer acendam fogo em nenhuma de suas casas
no dia de sbado!"
O Material para o Tabernculo
4 Disse Moiss a toda a comunidade de Israel: "Foi isto que o Senhor
ordenou:
5 ``Separem dentre os seus bens uma oferta para o Senhor .
Todo aquele que, de corao, estiver disposto, trar como oferta ao
Senhor ouro, prata e bronze;
6 fios de tecidos azul, roxo e vermelho;
linho fino e plos de cabra;
7 peles de carneiro tingidas de vermelho e
couro [a] ; madeira de accia;
8 leo para a iluminao;
especiarias para o leo da uno e para o incenso aromtico;
9 pedras
de nix e outras pedras preciosas para serem encravadas no colete
sacerdotal e no peitoral.
10 "Todos os que dentre vocs forem capazes viro fazer tudo quanto o
Senhor ordenou:
11 o tabernculo com sua tenda e sua cobertura, os
ganchos, as armaes, os travesses, as colunas e as bases;
12 a arca
com suas varas, a tampa e o vu que a protege;
13 a mesa com suas varas
e todos os seus utenslios, e os pes da Presena;
14 o candelabro com
seus utenslios, as lmpadas e o leo para iluminao;
15 o altar do
incenso com suas varas, o leo da uno e o incenso aromtico; a cortina
divisria  entrada do tabernculo;
16 o altar de holocaustos com sua
grelha de bronze, suas varas e todos os seus utenslios; a bacia de
bronze e sua base;
17 as cortinas externas do ptio com suas colunas e
bases, e a cortina da entrada para o ptio;
18 as estacas do
tabernculo e do ptio e suas cordas;
19 as vestes litrgicas para
ministrar no Lugar Santo, tanto as vestes sagradas de Aro, o sacerdote,
como as vestes de seus filhos, para quando servirem como
sacerdotes''".
20 Ento toda a comunidade de Israel saiu da presena de Moiss,
21 e
todos os que estavam dispostos, cujo corao os impeliu a isso,
trouxeram uma oferta ao Senhor para a obra da Tenda do Encontro, para
todos os seus servios e para as vestes sagradas.
22 Todos os que se
dispuseram, tanto homens como mulheres, trouxeram jias de ouro de todos
os tipos: broches, brincos, anis e ornamentos; e apresentaram seus
objetos de ouro como oferta ritualmente movida perante o Senhor .
23 Todos os que possuam fios de tecidos azul, roxo e vermelho, ou linho
fino, ou plos de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho, ou
couro, trouxeram-nos.
24 Aqueles que apresentaram oferta de prata ou de
bronze trouxeram-na como oferta ao Senhor , e todo aquele que possua
madeira de accia para qualquer das partes da obra, tambm a trouxe.
25 Todas as mulheres capazes teceram com suas mos e trouxeram o que haviam
feito: tecidos azul, roxo e vermelho e linho fino.
26 Todas as mulheres
que se dispuseram e que tinham habilidade teceram os plos de cabra.
27 Os lderes trouxeram pedras de nix e outras pedras preciosas para serem
encravadas no colete sacerdotal e no peitoral.
28 Trouxeram tambm
especiarias e azeite de oliva para a iluminao, para o leo da uno e
para o incenso aromtico.
29 Todos os israelitas que se dispuseram,
tanto homens como mulheres, trouxeram ao Senhor ofertas voluntrias para
toda a obra que o Senhor , por meio de Moiss, ordenou-lhes que
fizessem.
Os Artesos do Tabernculo
30 Disse ento Moiss aos israelitas: "O Senhor escolheu Bezalel,
filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Jud,
31 e o encheu do Esprito
de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artstica,
32 para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze,
33 para
talhar e lapidar pedras e entalhar madeira para todo tipo de obra
artesanal.
34 E concedeu tanto a ele como a Aoliabe, filho de
Aisamaque, da tribo de D, a habilidade de ensinar os outros.
35 A
todos esses deu capacidade para realizar todo tipo de obra como
artesos, projetistas, bordadores de linho fino e de fios de tecidos
azul, roxo e vermelho, e como teceles. Eram capazes de projetar e
executar qualquer trabalho artesanal.
Notas de rodap:
[a] 35.7 Possivelmente de animais marinhos; tambm em 35.23, 36.19 e
39.34.

XODO-CAPITULO-36
1 "Assim Bezalel, Aoliabe e todos os homens capazes, a quem o Senhor
concedeu destreza e habilidade para fazerem toda a obra de construo do
santurio, realizaro a obra como o Senhor ordenou".
2 Ento Moiss chamou Bezalel e Aoliabe e todos os homens capazes a
quem o Senhor dera habilidade e que estavam dispostos a vir realizar a
obra.
3 Receberam de Moiss todas as ofertas que os israelitas tinham
trazido para a obra de construo do santurio. E o povo continuava a
trazer voluntariamente ofertas, manh aps manh.
4 Por isso, todos os
artesos habilidosos que trabalhavam no santurio interromperam o
trabalho
5 e disseram a Moiss: "O povo est trazendo mais do que o
suficiente para realizar a obra que o Senhor ordenou".
6 Ento Moiss ordenou que fosse feita esta proclamao em todo o
acampamento: "Nenhum homem ou mulher dever fazer mais nada para ser
oferecido ao santurio". Assim, o povo foi impedido de trazer mais,
7 pois o que j haviam recebido era mais que suficiente para realizar toda
a obra.
A Construo do Tabernculo
8 Todos os homens capazes dentre os trabalhadores fizeram o tabernculo
com dez cortinas internas de linho fino tranado e de fios de tecidos
azul, roxo e vermelho, com os querubins bordados sobre eles.
9 Todas as
cortinas internas tinham o mesmo tamanho: doze metros e sessenta
centmetros de comprimento por um metro e oitenta centmetros de largura
[a] .
10 Prenderam cinco cortinas internas, e fizeram o mesmo
com as outras cinco.
11 Em seguida fizeram laadas de tecido azul ao
longo da borda da ltima cortina interna do primeiro conjunto de
cortinas internas, fazendo o mesmo com o segundo conjunto.
12 Fizeram
tambm cinqenta laadas na primeira cortina interna e cinqenta laadas
na ltima cortina interna do segundo conjunto; as laadas estavam
opostas umas s outras.
13 Depois fizeram cinqenta ganchos de ouro e
com eles prenderam um conjunto de cortinas internas ao outro, para que o
tabernculo formasse um todo.
14 Com o total de onze cortinas internas de plos de cabra fizeram uma
tenda para cobrir o tabernculo.
15 As onze cortinas internas tinham a
mesma medida: treze metros e meio de comprimento por um metro e oitenta
centmetros de largura.
16 Prenderam cinco cortinas internas num
conjunto e as outras seis noutro conjunto.
17 Depois fizeram cinqenta
laadas em volta da borda da ltima cortina interna de um dos conjuntos
e tambm na borda da ltima cortina interna do outro conjunto.
18 Fizeram tambm cinqenta ganchos de bronze para unir a tenda, formando
um todo.
19 Em seguida fizeram para a tenda uma cobertura de pele de
carneiro tingida de vermelho, e por cima desta uma cobertura de couro.
20 Fizeram ainda armaes verticais de madeira de accia para o
tabernculo.
21 Cada armao tinha quatro metros e meio de comprimento
por setenta centmetros de largura,
22 com dois encaixes paralelos um
ao outro. E fizeram todas as armaes do tabernculo dessa madeira.
23 Fizeram tambm vinte armaes para o lado sul do tabernculo
24 e
quarenta bases de prata para serem colocadas debaixo delas; duas bases
para cada armao, uma debaixo de cada encaixe.
25 Para o outro lado, o
lado norte do tabernculo, fizeram vinte armaes
26 e quarenta bases
de prata, duas debaixo de cada armao.
27 Fizeram ainda seis armaes
na parte de trs do tabernculo, isto , para o lado ocidental,
28 e
duas armaes foram montadas nos cantos, na parte de trs do
tabernculo.
29 Nesses dois cantos as armaes eram duplas, desde a
parte inferior at a mais alta, colocadas numa s argola, ambas feitas
do mesmo modo.
30 Havia, pois, oito armaes e dezesseis bases de
prata, duas debaixo de cada armao.
31 Tambm fizeram travesses de madeira de accia: cinco para as
armaes de um lado do tabernculo,
32 cinco para as do outro lado e
cinco para as do lado ocidental, na parte de trs do tabernculo.
33 Fizeram o travesso central de uma extremidade  outra, passando pelo
meio das armaes.
34 Revestiram de ouro as armaes e fizeram argolas
de ouro para sustentar os travesses, os quais tambm revestiram de
ouro.
35 Fizeram o vu de linho fino tranado e de fios de tecidos azul, roxo
e vermelho, e mandaram bordar nele querubins.
36 Fizeram-lhe quatro
colunas de madeira de accia e as revestiram de ouro. Fizeram-lhe ainda
ganchos de ouro e fundiram as suas bases de prata.
37 Para a entrada da
tenda fizeram uma cortina de linho fino tranado e de fios de tecidos
azul, roxo e vermelho, obra de bordador,
38 e fizeram-lhe cinco colunas
com ganchos. Revestiram de ouro as partes superior e lateral das colunas
e fizeram de bronze as suas cinco bases.
Notas de rodap:
[a] 36.9 Hebraico: 28 cvados de comprimento por 4 cvados de largura
 O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.

XODO-CAPITULO-37
A Arca da Aliana
1 Bezalel fez a arca com madeira de accia, com um metro e dez
centmetros de comprimento, setenta centmetros de largura e setenta
centmetros de altura [a] .
2 Revestiu-a de ouro puro, por
dentro e por fora, e fez uma moldura de ouro ao seu redor.
3 Fundiu
quatro argolas de ouro para ela, prendendo-as a seus quatro ps, com
duas argolas de um lado e duas do outro.
4 Depois fez varas de madeira
de accia, revestiu-as de ouro
5 e colocou-as nas argolas laterais da
arca para que pudesse ser carregada.
6 Fez a tampa de ouro puro com um metro e dez centmetros de
comprimento por setenta centmetros de largura.
7 Fez tambm dois
querubins de ouro batido nas extremidades da tampa.
8 Fez ainda um
querubim numa extremidade e o segundo na outra, formando uma s pea com
a tampa.
9 Os querubins tinham as asas estendidas para cima, cobrindo
com elas a tampa. Estavam de frente um para o outro, com o rosto voltado
para a tampa.
A Mesa e seus Utenslios
10 Fez a mesa com madeira de accia com noventa centmetros de
comprimento, quarenta e cinco centmetros de largura e setenta
centmetros de altura.
11 Revestiu-a de ouro puro e fez uma moldura de
ouro ao seu redor.
12 Fez tambm ao seu redor uma borda com a largura
de quatro dedos e uma moldura de ouro para essa borda.
13 Fundiu quatro
argolas de ouro para a mesa e prendeu-as nos quatro cantos, onde estavam
os seus quatro ps.
14 As argolas foram presas prximas da borda, para
que sustentassem as varas usadas para carregar a mesa.
15 Fez as varas
para carregar a mesa de madeira de accia, revestidas de ouro.
16 E de
ouro puro fez os utenslios para a mesa: seus pratos e recipientes para
incenso, as tigelas e as bacias nas quais se derramam as ofertas de
bebidas [b] .
O Candelabro de Ouro
17 Fez o candelabro de ouro puro e batido. O pedestal, a haste, as
taas, as flores e os botes formavam com ele uma s pea.
18 Seis
braos saam do candelabro: trs de um lado e trs do outro.
19 Havia
trs taas com formato de flor de amndoa, num dos braos, cada uma com
boto e flor, e trs taas com formato de flor de amndoa no brao
seguinte, cada uma com boto e flor. Assim era com os seis braos que
saem do candelabro.
20 Na haste do candelabro havia quatro taas com
formato de flor de amndoa, cada uma com flor e boto.
21 Havia um
boto debaixo de cada par dos seis braos que saam do candelabro.
22 Os braos com seus botes formavam uma s pea com o candelabro, tudo
feito de ouro puro e batido.
23 Fez de ouro puro suas sete lmpadas, seus cortadores de pavio e seus
apagadores.
24 Com trinta e cinco quilos [c] de ouro puro fez o
candelabro com seus botes e todos esses utenslios.
O Altar do Incenso
25 Fez ainda o altar do incenso de madeira de accia. Era quadrado, com
quarenta e cinco centmetros de cada lado e noventa centmetros de
altura; suas pontas formavam com ele uma s pea.
26 Revestiu de ouro
puro a parte superior, todos os lados e as pontas, e fez uma moldura de
ouro ao seu redor.
27 Fez tambm duas argolas de ouro de cada lado do
altar, abaixo da moldura, para sustentar as varas utilizadas para
carreg-lo,
28 e usou madeira de accia para fazer as varas e
revestiu-as de ouro.
29 Fez ainda o leo sagrado para as unes e o incenso puro e
aromtico, obra de perfumista.
Notas de rodap:
[a] 37.1 Hebraico: 2,5 cvados de comprimento e 1,5 cvados de largura
e de altura . O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 37.16 Veja Nm 28.7.
[c] 37.24 Hebraico: 1 talento .

XODO-CAPITULO-38
O Altar dos Holocaustos
1 Fez um altar de madeira de accia para os holocaustos, com um metro
e trinta e cinco centmetros [a] de altura; era quadrado, com
dois metros e vinte e cinco centmetros de cada lado.
2 E fez uma ponta
em forma de chifre em cada um dos quatro cantos, formando uma s pea
com o altar, o qual revestiu de bronze.
3 De bronze fez todos os seus
utenslios: os recipientes para recolher cinzas, as ps, as bacias de
asperso, os garfos para carne e os braseiros.
4 Fez uma grelha de
bronze para o altar em forma de rede, abaixo da sua beirada, a meia
altura do altar.
5 Fundiu quatro argolas de bronze para sustentar as
varas nos quatro cantos da grelha de bronze.
6 Fez as varas de madeira
de accia, revestiu-as de bronze
7 e colocou-as nas argolas, nos dois
lados do altar, para que o pudessem carregar. O altar era oco, feito de
tbuas.
8 Fez a bacia de bronze e a sua base com os espelhos das mulheres que
serviam  entrada da Tenda do Encontro.
O Ptio
9 Fez tambm o ptio. O lado sul tinha quarenta e cinco metros de
comprimento e cortinas externas de linho fino tranado,
10 com vinte
colunas e vinte bases de bronze, com ganchos e ligaduras de prata nas
colunas.
11 O lado norte tambm tinha quarenta e cinco metros de
comprimento, com vinte colunas e vinte bases de bronze. Os ganchos e as
ligaduras das colunas eram de prata.
12 O lado ocidental, com suas cortinas externas, tinha vinte e dois
metros e meio de largura, com dez colunas e dez bases, com ganchos e
ligaduras de prata nas colunas.
13 O lado oriental, que d para o
nascente, tambm tinha vinte e dois metros e meio de largura.
14 Havia
cortinas de seis metros e setenta e cinco centmetros de comprimento num
dos lados da entrada, com trs colunas e trs bases,
15 e cortinas de
seis metros e setenta e cinco centmetros de comprimento no outro lado
da entrada do ptio, tambm com trs colunas e trs bases.
16 Todas as
cortinas ao redor do ptio eram feitas de linho fino tranado.
17 As
bases das colunas eram de bronze. Os ganchos e as ligaduras das colunas
eram de prata, e o topo das colunas tambm eram revestidos de prata; de
modo que todas as colunas do ptio tinham ligaduras de prata.
18 Na entrada do ptio havia uma cortina de linho fino tranado e de
fios de tecidos azul, roxo e vermelho, obra de bordador. Tinha nove
metros de comprimento e,  semelhana das cortinas do ptio, tinha dois
metros e vinte e cinco centmetros de altura,
19 com quatro colunas e
quatro bases de bronze. Seus ganchos e ligaduras eram de prata, e o topo
das colunas tambm era revestido de prata.
20 Todas as estacas da tenda
do tabernculo e do ptio que o rodeava eram de bronze.
O Material para a Construo do Tabernculo
21 Esta  a relao do material usado para o tabernculo, o tabernculo
da aliana, registrada por ordem de Moiss pelos levitas, sob a direo
de Itamar, filho de Aro, o sacerdote.
22 Bezalel, filho de Uri, neto
de Hur, da tribo de Jud, fez tudo o que o Senhor tinha ordenado a
Moiss.
23 Com ele estava Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de D,
arteso e projetista, e tambm bordador em linho fino e de fios de
tecidos azul, roxo e vermelho.
24 O peso total do ouro recebido na
oferta movida e utilizado para a obra do santurio foi de uma tonelada
[b] , com base no peso padro do santurio.
25 O peso da prata recebida dos que foram contados no recenseamento da
comunidade foi superior a trs toneladas e meia [c] , com base no
peso padro do santurio:
26 seis gramas [d] para cada um dos
recenseados, isto , para seiscentos e trs mil, quinhentos e cinqenta
homens de vinte anos de idade para cima.
27 As trs toneladas e meia de
prata foram usadas para fundir as bases do santurio e do vu: cem bases
feitas das trs toneladas e meia, trinta e cinco quilos para cada base.
28 Vinte quilos e trezentos gramas foram usados para fazer os ganchos
para as colunas, para revestir a parte superior das colunas e para fazer
as suas ligaduras.
29 O peso do bronze da oferta movida foi de duas toneladas e meia
[e] .
30 Ele o utilizou para fazer as bases da entrada da Tenda do
Encontro, o altar de bronze, a sua grelha e todos os seus utenslios,
31 as bases do ptio ao redor e da sua entrada, e todas as estacas do
tabernculo e do ptio em derredor.
Notas de rodap:
[a] 38.1 Hebraico: 3 cvados de altura . O cvado era uma medida
linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 38.24 Hebraico: 29 talentos e 730 siclos, segundo o siclo do
santurio . O talento equivalia a 35 quilos e o siclo, a 12 gramas.
[c] 38.25 Hebraico: 100 talentos e 1.775 siclos, segundo o siclo do
santurio.
[d] 38.26 Hebraico: 1 beca por cabea, ou seja, 1/2 siclo, segundo o
siclo do santurio.
[e] 38.29 Hebraico: 70 talentos e 2.400 siclos .

XODO-CAPITULO-39
As Vestes Sacerdotais
1 Com fios de tecidos azul, roxo e vermelho fizeram as vestes
litrgicas para ministrar no Lugar Santo. Tambm fizeram as vestes
sagradas de Aro, como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
O Colete Sacerdotal
2 Fizeram o colete sacerdotal de linho fino tranado e de fios de ouro
e de fios de tecidos azul, roxo e vermelho.
3 E bateram o ouro em finas
placas das quais cortaram fios de ouro para serem bordados no linho fino
com os fios de tecidos azul, roxo e vermelho, trabalho artesanal.
4 Fizeram as ombreiras para o colete sacerdotal, atadas s suas duas
extremidades, para que pudessem ser amarradas.
5 O cinturo e o colete
por ele preso foram feitos da mesma pea. O cinturo tambm foi feito de
linho fino tranado, de fios de ouro e de fios de tecidos azul, roxo e
vermelho, como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
6 Prenderam as pedras de nix em filigranas de ouro e nelas gravaram os
nomes dos filhos de Israel, como um lapidador grava um selo.
7 Ento as
costuraram nas ombreiras do colete sacerdotal, como pedras memoriais
para os filhos de Israel, como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
O Peitoral
8 Fizeram o peitoral, trabalho artesanal, como o colete sacerdotal: de
linho fino tranado, de fios de ouro e de fios de tecidos azul, roxo e
vermelho.
9 Era quadrado, com um palmo de comprimento e um palmo de
largura, e dobrado em dois.
10 Em seguida fixaram nele quatro fileiras
de pedras preciosas. Na primeira fileira havia um rubi, um topzio e um
berilo;
11 na segunda, uma turquesa, uma safira e um diamante;
12 na
terceira, um jacinto, uma gata e uma ametista;
13 na quarta, um
crislito, um nix e um jaspe, [a] todas fixadas em filigranas de
ouro.
14 Havia doze pedras, uma para cada nome dos filhos de Israel,
cada uma gravada como um lapidador grava um selo, com o nome de uma das
doze tribos.
15 Para o peitoral fizeram correntes tranadas de ouro puro, como
cordas.
16 De ouro fizeram duas filigranas e duas argolas, as quais
prenderam s duas extremidades do peitoral.
17 Prenderam as duas
correntes de ouro s duas argolas nas extremidades do peitoral,
18 e as
outras extremidades das correntes, s duas filigranas, unindo-as s
peas das ombreiras do colete sacerdotal, na parte da frente.
19 Fizeram outras duas argolas de ouro e as prenderam s duas extremidades
do peitoral na borda interna, prxima ao colete sacerdotal.
20 Depois
fizeram mais duas argolas de ouro e as prenderam na parte inferior das
ombreiras, na frente do colete sacerdotal, prximas da costura, logo
acima do cinturo do colete sacerdotal.
21 Amarraram as argolas do
peitoral s argolas do colete com um cordo azul, ligando-o ao cinturo,
para que o peitoral no se separasse do colete sacerdotal, como o Senhor
tinha ordenado a Moiss.
Outras Vestes Sacerdotais
22 Fizeram o manto do colete sacerdotal inteiramente de fios de tecido
azul, obra de tecelo,
23 com uma abertura no centro. Ao redor dessa
abertura havia uma dobra tecida, como uma gola, para que no se
rasgasse.
24 Fizeram roms de linho fino tranado e de fios de tecidos
azul, roxo e vermelho em volta da borda do manto.
25 Fizeram ainda
pequenos sinos de ouro puro, atando-os em volta da borda, entre as
roms.
26 Os sinos e as roms se alternavam por toda a borda do manto.
Tudo feito para ser usado ao se ministrar, como o Senhor tinha ordenado
a Moiss.
27 Para Aro e seus filhos fizeram de linho fino as tnicas, obra de
tecelo,
28 o turbante, os gorros, e os cales, de linho fino
tranado.
29 O cinturo tambm era de linho fino tranado e de fios de
tecidos azul, roxo e vermelho, obra de bordador, como o Senhor tinha
ordenado a Moiss.
30 Fizeram de ouro puro o diadema sagrado, e gravaram nele como se
grava um selo: Consagrado ao Senhor .
31 Depois usaram um cordo azul
para prend-lo na parte de cima do turbante, como o Senhor tinha
ordenado a Moiss.
A Conduo do Trabalho
32 Assim foi encerrada toda a obra do tabernculo, a Tenda do Encontro.
Os israelitas fizeram tudo conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
33 Ento trouxeram o tabernculo a Moiss; a tenda e todos os seus
utenslios, os ganchos, as molduras, os travesses, as colunas e as
bases,
34 a cobertura de pele de carneiro tingida de vermelho, a
cobertura de couro e o vu protetor,
35 a arca da aliana com as suas
varas e a tampa,
36 a mesa com todos os seus utenslios e os pes da
Presena,
37 o candelabro de ouro puro com a sua fileira de lmpadas e
todos os seus utenslios e o leo para iluminao,
38 o altar de ouro,
o leo da uno, o incenso aromtico e a cortina de entrada para a
tenda,
39 o altar de bronze com a sua grelha, as suas varas e todos os
seus utenslios, a bacia e a sua base,
40 as cortinas externas do ptio
com as suas colunas e bases e a cortina para a entrada do ptio, as
cordas e estacas da tenda do ptio, todos os utenslios para o
tabernculo, a Tenda do Encontro,
41 e as vestes litrgicas para
ministrar no Lugar Santo, tanto as vestes sagradas para Aro, o
sacerdote, como as vestes de seus filhos, para quando servissem como
sacerdotes.
42 Os israelitas fizeram todo o trabalho conforme o Senhor tinha
ordenado a Moiss.
43 Moiss inspecionou a obra e viu que tinham feito
tudo como o Senhor tinha ordenado. Ento Moiss os abenoou.
Notas de rodap:
[a] 39.13 A identificao precisa de algumas destas pedras no 
conhecida.

XODO-CAPITULO-40
O Tabernculo  Armado
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Arme o tabernculo, a Tenda do
Encontro, no primeiro dia do primeiro ms.
3 Coloque nele a arca da
aliana e proteja-a com o vu.
4 Traga a mesa e arrume sobre ela tudo o
que lhe pertence. Depois traga o candelabro e coloque as suas lmpadas.
5 Ponha o altar de ouro para o incenso diante da arca da aliana e
coloque a cortina  entrada do tabernculo.
6 "Coloque o altar dos holocaustos em frente da entrada do
tabernculo, da Tenda do Encontro;
7 ponha a bacia entre a Tenda do
Encontro e o altar, e encha-a de gua.
8 Arme ao seu redor o ptio e
coloque a cortina na entrada do ptio.
9 "Unja com o leo da uno o tabernculo e tudo o que nele h;
consagre-o, e com ele tudo o que lhe pertence, e ele ser sagrado.
10 Depois unja o altar dos holocaustos e todos os seus utenslios; consagre
o altar, e ele ser santssimo.
11 Unja tambm a bacia com a sua base e
consagre-a.
12 "Traga Aro e seus filhos  entrada da Tenda do Encontro e
mande-os lavar-se.
13 Vista depois Aro com as vestes sagradas, unja-o
e consagre-o para que me sirva como sacerdote.
14 Traga os filhos dele
e vista-os com tnicas.
15 Unja-os como voc ungiu o pai deles, para
que me sirvam como sacerdotes. A uno deles ser para um sacerdcio
perptuo, gerao aps gerao".
16 Moiss fez tudo conforme o Senhor
lhe havia ordenado.
17 Assim, o tabernculo foi armado no primeiro dia do primeiro ms do
segundo ano.
18 Moiss armou o tabernculo, colocou as bases em seus
lugares, armou as molduras, colocou as vigas e levantou as colunas.
19 Depois estendeu a tenda sobre o tabernculo e colocou a cobertura sobre
ela, como o Senhor tinha ordenado.
20 Colocou tambm as tbuas da aliana na arca, fixou nela as varas, e
ps sobre ela a tampa.
21 Em seguida trouxe a arca para dentro do
tabernculo e pendurou o vu protetor, cobrindo a arca da aliana, como
o Senhor tinha ordenado.
22 Moiss colocou a mesa na Tenda do Encontro, no lado norte do
tabernculo, do lado de fora do vu,
23 e sobre ela colocou os pes da
Presena, diante do Senhor , como o Senhor tinha ordenado.
24 Ps o candelabro na Tenda do Encontro, em frente da mesa, no lado
sul do tabernculo,
25 e colocou as lmpadas diante do Senhor , como o
Senhor tinha ordenado.
26 Moiss tambm ps o altar de ouro na Tenda do Encontro, diante do
vu,
27 e nele queimou incenso aromtico, como o Senhor tinha ordenado.
28 Ps tambm a cortina  entrada do tabernculo.
29 Montou o altar de holocaustos  entrada do tabernculo, a Tenda do
Encontro, e sobre ele ofereceu holocaustos e ofertas de cereal, como o
Senhor tinha ordenado.
30 Colocou a bacia entre a Tenda do Encontro e o altar, e encheu-a de
gua;
31 Moiss, Aro e os filhos deste usavam-na para lavar as mos e
os ps.
32 Sempre que entravam na Tenda do Encontro e se aproximavam do
altar, eles se lavavam, como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
33 Finalmente, Moiss armou o ptio ao redor do tabernculo e colocou a
cortina  entrada do ptio. Assim, Moiss terminou a obra.
A Glria do Senhor : o Guia de Israel
34 Ento a nuvem cobriu a Tenda do Encontro, e a glria do Senhor
encheu o tabernculo.
35 Moiss no podia entrar na Tenda do Encontro,
porque a nuvem estava sobre ela, e a glria do Senhor enchia o
tabernculo.
36 Sempre que a nuvem se erguia sobre o tabernculo os israelitas
seguiam viagem;
37 mas se a nuvem no se erguia, eles no prosseguiam;
s partiam no dia em que ela se erguia.
38 De dia a nuvem do Senhor
ficava sobre o tabernculo, e de noite havia fogo na nuvem,  vista de
toda a nao de Israel, em todas as suas viagens.
______________________________________________________________________________

LEVTICO-CAPITULO-1
O Holocausto
1 Da Tenda do Encontro o Senhor chamou Moiss e lhe ordenou:
2 "Diga
o seguinte aos israelitas: Quando algum trouxer um animal como oferta
ao Senhor , que seja do gado ou do rebanho de ovelhas.
3 "Se o holocausto [a] for de gado, oferecer um macho sem
defeito. Ele o apresentar  entrada da Tenda do Encontro, para que seja
aceito pelo Senhor ,
4 e por a mo sobre a cabea do animal do
holocausto para que seja aceito como propiciao em seu lugar.
5 Ento
o novilho ser morto perante o Senhor , e os sacerdotes, descendentes de
Aro, traro o sangue e o derramaro em todos os lados do altar, que
est  entrada da Tenda do Encontro.
6 Depois se tirar a pele do
animal, que ser cortado em pedaos.
7 Ento os descendentes do
sacerdote Aro acendero o fogo do altar e arrumaro a lenha sobre o
fogo.
8 Em seguida arrumaro os pedaos, inclusive a cabea e a
gordura, sobre a lenha que est no fogo do altar.
9 As vsceras e as
pernas sero lavadas com gua. E o sacerdote queimar tudo isso no
altar.  um holocausto, oferta preparada no fogo, de aroma agradvel ao
Senhor .
10 "Se a oferta for um holocausto do rebanho, quer de cordeiros quer
de cabritos, oferecer um macho sem defeito.
11 O animal ser morto no
lado norte do altar, perante o Senhor ; os sacerdotes, descendentes de
Aro, derramaro o sangue nos lados do altar.
12 Ento o animal ser
cortado em pedaos. O sacerdote arrumar os pedaos, inclusive a cabea
e a gordura, sobre a lenha que est no fogo do altar.
13 As vsceras e
as pernas sero lavadas com gua. O sacerdote trar tudo isso como
oferta e o queimar no altar.  um holocausto, oferta preparada no fogo,
de aroma agradvel ao Senhor .
14 "Se a sua oferta ao Senhor for um holocausto de aves, traga uma
rolinha ou um pombinho.
15 O sacerdote trar a ave ao altar,
destroncar o pescoo dela e a queimar, e deixar escorrer o sangue da
ave na parede do altar.
16 Ele retirar o papo com o seu contedo
[b] e o jogar no lado leste do altar, onde ficam as cinzas.
17 Rasgar a ave pelas asas, sem dividi-la totalmente, e ento o sacerdote
a queimar sobre a lenha acesa no altar.  um holocausto, oferta
preparada no fogo, de aroma agradvel ao Senhor .
Notas de rodap:
[a] 1.3 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm em todo o livro
de Levtico.
[b] 1.16 Ou o papo e as penas

LEVTICO-CAPITULO-2
A Oferta de Cereal
1 "Quando algum trouxer uma oferta de cereal ao Senhor , ter que
ser da melhor farinha. Sobre ela derramar leo, colocar incenso
2 e a
levar aos descendentes de Aro, os sacerdotes. Um deles apanhar um
punhado da melhor farinha com leo e com todo o incenso, e os queimar
no altar como poro memorial.  oferta preparada no fogo, de aroma
agradvel ao Senhor .
3 O que restar da oferta de cereal pertence a
Aro e a seus descendentes;  parte santssima das ofertas dedicadas ao
Senhor preparadas no fogo.
4 "Se um de vocs trouxer uma oferta de cereal assada no forno, seja
da melhor farinha: bolos feitos sem fermento, amassados com leo, ou
[a] pes finos sem fermento e untados com leo.
5 Se a sua oferta
de cereal for preparada numa assadeira, seja da melhor farinha, amassada
com leo e sem fermento.
6 Divida-a em pedaos e derrame leo sobre
ela;  uma oferta de cereal.
7 Se a sua oferta de cereal for cozida
numa panela, seja da melhor farinha com leo.
8 Traga ao Senhor a
oferta de cereal feita desses ingredientes e apresente-a ao sacerdote,
que a levar ao altar.
9 Ele apanhar a poro memorial da oferta de
cereal e a queimar no altar;  oferta preparada no fogo, de aroma
agradvel ao Senhor .
10 O restante da oferta de cereal pertence a Aro
e a seus descendentes;  parte santssima das ofertas dedicadas ao
Senhor preparadas no fogo.
11 "Nenhuma oferta de cereal que vocs trouxerem ao Senhor ser feita
com fermento, pois vocs no queimaro fermento nem mel como oferta
preparada no fogo ao Senhor .
12 Podem traz-los como oferta dos
primeiros frutos ao Senhor , mas no podem oferec-los no altar como
aroma agradvel.
13 Temperem com sal todas as suas ofertas de cereal.
No excluam de suas ofertas de cereal o sal da aliana do seu Deus;
acrescentem sal a todas as suas ofertas.
14 "Se voc trouxer ao Senhor uma oferta de cereal dos primeiros
frutos, oferea gros esmagados de cereal novo, tostados no fogo.
15 Sobre ela derrame leo e coloque incenso;  oferta de cereal.
16 O
sacerdote queimar a poro memorial do cereal esmagado e do leo,
juntamente com todo o incenso, como uma oferta ao Senhor preparada no
fogo.
Notas de rodap:
[a] 2.4 Ou e

LEVTICO-CAPITULO-3
A Oferta de Comunho
1 "Quando a oferta de algum for sacrifcio de comunho [a] ,
assim se far: se oferecer um animal do gado, seja macho ou fmea,
apresentar ao Senhor um animal sem defeito.
2 Por a mo sobre a
cabea do animal, que ser morto  entrada da Tenda do Encontro. Os
descendentes de Aro, os sacerdotes, derramaro o sangue nos lados do
altar.
3 Desse sacrifcio de comunho, oferta preparada no fogo, ele
trar ao Senhor toda a gordura que cobre as vsceras e est ligada a
elas,
4 os dois rins com a gordura que os cobre e que est perto dos
lombos, e o lbulo do fgado, que ele remover junto com os rins.
5 Os
descendentes de Aro queimaro tudo isso em cima do holocausto que est
sobre a lenha acesa no altar como oferta preparada no fogo, de aroma
agradvel ao Senhor .
6 "Se oferecer um animal do rebanho como sacrifcio de comunho ao
Senhor , trar um macho ou uma fmea sem defeito.
7 Se oferecer um
cordeiro, ele o apresentar ao Senhor .
8 Por a mo sobre a cabea do
animal, que ser morto diante da Tenda do Encontro. Ento os
descendentes de Aro derramaro o sangue nos lados do altar.
9 Desse
sacrifcio de comunho, oferta preparada no fogo, ele trar ao Senhor a
gordura, tanto a da cauda gorda cortada rente  espinha, como toda a
gordura que cobre as vsceras e est ligada a elas,
10 os dois rins com
a gordura que os cobre e que est perto dos lombos, e o lbulo do
fgado, que ele remover junto com os rins.
11 O sacerdote os queimar
no altar como alimento oferecido ao Senhor , preparado no fogo.
12 "Se a sua oferta for um cabrito, ele o apresentar ao Senhor .
13 Por a mo sobre a cabea do animal, que ser morto diante da Tenda do
Encontro. Ento os descendentes de Aro derramaro o sangue nos lados do
altar.
14 Desse animal, que  uma oferta preparada no fogo, trar ao
Senhor a gordura que cobre as vsceras e est ligada a elas,
15 os dois
rins com a gordura que os cobre e que est perto dos lombos, e o lbulo
do fgado, que ele remover junto com os rins.
16 O sacerdote os
queimar no altar como alimento, como oferta preparada no fogo, de aroma
agradvel. Toda a gordura ser do Senhor .
17 "Este  um decreto perptuo para as suas geraes, onde quer que
vivam: No comam gordura alguma, nem sangue algum".
Notas de rodap:
[a] 3.1 Ou de paz ; tambm em todo o livro de Levtico.

LEVTICO-CAPITULO-4
A Oferta pelo Pecado
1 O Senhor ordenou a Moiss:
2 "Diga aos israelitas: Quando algum
pecar sem inteno, fazendo o que  proibido em qualquer dos mandamentos
do Senhor , assim se far:
3 "Se for o sacerdote ungido que pecar, trazendo culpa sobre o povo,
trar ao Senhor um novilho sem defeito como oferta pelo pecado que
cometeu.
4 Apresentar ao Senhor o novilho  entrada da Tenda do
Encontro. Por a mo sobre a cabea do novilho, que ser morto perante o
Senhor .
5 Ento o sacerdote ungido pegar um pouco do sangue do
novilho e o levar  Tenda do Encontro;
6 molhar o dedo no sangue e o
aspergir sete vezes perante o Senhor , diante do vu do santurio.
7 O
sacerdote por um pouco do sangue nas pontas do altar do incenso
aromtico que est perante o Senhor na Tenda do Encontro. Derramar todo
o restante do sangue do novilho na base do altar do holocausto, na
entrada da Tenda do Encontro.
8 Ento retirar toda a gordura do
novilho da oferta pelo pecado: a gordura que cobre as vsceras e est
ligada a elas,
9 os dois rins com a gordura que os cobre e que est
perto dos lombos, e o lbulo do fgado, que ele remover junto com os
rins,
10 como se retira a gordura do boi [a] sacrificado como
oferta de comunho. Ento o sacerdote queimar essas partes no altar dos
holocaustos.
11 Mas o couro do novilho e toda a sua carne, bem como a
cabea e as pernas, as vsceras e os excrementos,
12 isto , tudo o que
restar do novilho, ele levar para fora do acampamento, a um local
cerimonialmente puro, onde se lanam as cinzas. Ali os queimar sobre a
lenha de uma fogueira, sobre o monte de cinzas.
13 "Se for toda a comunidade de Israel que pecar sem inteno,
fazendo o que  proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor , ainda
que no tenha conscincia disso, a comunidade ser culpada.
14 Quando
tiver conscincia do pecado que cometeu, a comunidade trar um novilho
como oferta pelo pecado e o apresentar diante da Tenda do Encontro.
15 As autoridades da comunidade poro as mos sobre a cabea do novilho
perante o Senhor . E o novilho ser morto perante o Senhor .
16 Ento o
sacerdote ungido levar um pouco do sangue do novilho para a Tenda do
Encontro;
17 molhar o dedo no sangue e o aspergir sete vezes perante
o Senhor , diante do vu.
18 Por o sangue nas pontas do altar que est
perante o Senhor na Tenda do Encontro e derramar todo o restante do
sangue na base do altar dos holocaustos, na entrada da Tenda do
Encontro.
19 Ento retirar toda a gordura do animal e a queimar no
altar,
20 e far com este novilho como se faz com o novilho da oferta
pelo pecado. Assim o sacerdote far propiciao por eles, e sero
perdoados.
21 Depois levar o novilho para fora do acampamento e o
queimar como queimou o primeiro.  oferta pelo pecado da comunidade.
22 "Quando for um lder que pecar sem inteno, fazendo o que 
proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor , o seu Deus, ser
culpado.
23 Quando o conscientizarem do seu pecado, trar como oferta
um bode sem defeito.
24 Por a mo sobre a cabea do bode, que ser
morto no local onde o holocausto  sacrificado, perante o Senhor . Esta
 a oferta pelo pecado.
25 Ento o sacerdote pegar com o dedo um pouco
do sangue da oferta pelo pecado e o por nas pontas do altar dos
holocaustos, e derramar o restante do sangue na base do altar.
26 Queimar toda a gordura no altar, como queimou a gordura do sacrifcio
de comunho. Assim o sacerdote far propiciao pelo pecado do lder, e
este ser perdoado.
27 "Se for algum da comunidade que pecar sem inteno, fazendo o que
 proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor , o seu Deus, ser
culpado.
28 Quando o conscientizarem do seu pecado, trar como oferta
pelo pecado que cometeu uma cabra sem defeito.
29 Por a mo sobre a
cabea do animal da oferta pelo pecado, que ser morto no lugar dos
holocaustos.
30 Ento o sacerdote pegar com o dedo um pouco do sangue
e o por nas pontas do altar dos holocaustos, e derramar o restante do
sangue na base do altar.
31 Ento retirar toda a gordura, como se
retira a gordura do sacrifcio de comunho; o sacerdote a queimar no
altar como aroma agradvel ao Senhor . Assim o sacerdote far
propiciao por esse homem, e ele ser perdoado.
32 "Se trouxer uma ovelha como oferta pelo pecado, ter que ser sem
defeito.
33 Por a mo sobre a cabea do animal, que ser morto como
oferta pelo pecado no lugar onde  sacrificado o holocausto.
34 Ento o
sacerdote pegar com o dedo um pouco do sangue da oferta pelo pecado e o
por nas pontas do altar dos holocaustos, e derramar o restante do
sangue na base do altar.
35 Retirar toda a gordura, como se retira a
gordura do cordeiro do sacrifcio de comunho; o sacerdote a queimar no
altar, em cima das ofertas dedicadas ao Senhor , preparadas no fogo.
Assim o sacerdote far em favor dele propiciao pelo pecado que
cometeu, e ele ser perdoado.
Notas de rodap:
[a] 4.10 A palavra hebraica pode significar boi ou vaca.

LEVTICO-CAPITULO-5
1 "Se algum pecar porque, tendo sido testemunha de algo que viu ou
soube, no o declarou, sofrer as conseqncias da sua iniqidade.
2 "Se algum tocar qualquer coisa impura, seja um cadver de animal
selvagem ou de animal do rebanho ou de uma das pequenas criaturas que
povoam a terra, ainda que no tenha conscincia disso, ele se tornar
impuro e ser culpado.
3 "Se algum tocar impureza humana, qualquer coisa que o torne
impuro, sem ter conscincia disso, quando o souber ser culpado.
4 "Se algum impensadamente jurar fazer algo bom ou mau, em qualquer
assunto que algum possa jurar descuidadamente, ainda que no tenha
conscincia disso, quando o souber ser culpado.
5 "Quando algum for culpado de qualquer dessas coisas, confessar em
que pecou
6 e, pelo pecado que cometeu, trar ao Senhor uma ovelha ou
uma cabra do rebanho como oferta de reparao; e em favor dele o
sacerdote far propiciao pelo pecado.
7 "Se no tiver recursos para oferecer uma ovelha, trar pela culpa
do seu pecado duas rolinhas ou dois pombinhos ao Senhor : um como oferta
pelo pecado e o outro como holocausto.
8 Ele os trar ao sacerdote, que
apresentar primeiro a oferta de sacrifcio pelo pecado. Ele destroncar
o pescoo da ave, sem arrancar-lhe a cabea totalmente.
9 A seguir
aspergir no lado do altar o sangue da oferta pelo pecado e deixar
escorrer o restante do sangue na base do altar.  oferta pelo pecado.
10 O sacerdote ento oferecer a outra ave como holocausto, de acordo
com a forma prescrita, e far propiciao em favor dele pelo pecado que
cometeu, e ele ser perdoado.
11 "Se, contudo, no tiver recursos para oferecer duas rolinhas ou
dois pombinhos, trar como oferta pelo pecado um jarro [a] da
melhor farinha como oferta pelo pecado. Mas sobre ela no derramar leo
nem colocar incenso, porquanto  oferta pelo pecado.
12 Ele a trar ao
sacerdote, que apanhar um punhado dela como poro memorial e queimar
essa poro no altar, em cima das ofertas dedicadas ao Senhor ,
preparadas no fogo.  oferta pelo pecado.
13 Assim o sacerdote far
propiciao em favor dele por qualquer desses pecados que tiver
cometido, e ele ser perdoado. O restante da oferta pertence ao
sacerdote, como no caso da oferta de cereal".
A Oferta pela Culpa
14 O Senhor disse a Moiss:
15 "Quando algum cometer um erro,
pecando sem inteno em qualquer coisa consagrada ao Senhor , trar ao
Senhor um carneiro do rebanho, sem defeito, avaliado em prata com base
no peso padro [b] do santurio, como oferta pela culpa.
16 Far
restituio pelo que deixou de fazer em relao s coisas consagradas,
acrescentar um quinto do valor e o entregar ao sacerdote. Este far
propiciao por ele com o carneiro da oferta pela culpa, e ele ser
perdoado.
17 "Se algum pecar, fazendo o que  proibido em qualquer dos
mandamentos do Senhor , ainda que no o saiba, ser culpado e sofrer as
conseqncias da sua iniqidade.
18 Do rebanho ele trar ao sacerdote
um carneiro, sem defeito e devidamente avaliado, como oferta pela culpa.
Assim o sacerdote far propiciao em favor dele pelo erro que cometeu
sem inteno, e ele ser perdoado.
19  oferta pela culpa, pois com
certeza tornou-se culpado perante o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 5.11 Hebraico: 1/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[b] 5.15 Hebraico: no siclo . Um siclo equivalia a 12 gramas.

LEVTICO-CAPITULO-6
1 Disse ainda o Senhor a Moiss:
2 "Se algum pecar, cometendo um
erro contra o Senhor , enganando o seu prximo no que diz respeito a
algo que lhe foi confiado ou deixado como penhor ou roubado, ou se lhe
extorquir algo,
3 ou se achar algum bem perdido e mentir a respeito
disso, ou se jurar falsamente a respeito de qualquer coisa, cometendo
pecado;
4 quando assim pecar, tornando-se por isso culpado, ter que
devolver o que roubou ou tomou mediante extorso, ou o que lhe foi
confiado, ou os bens perdidos que achou,
5 ou qualquer coisa sobre a
qual tenha jurado falsamente. Far restituio plena, acrescentar a
isso um quinto do valor e dar tudo ao proprietrio no dia em que
apresentar a sua oferta pela culpa.
6 E por sua culpa trar ao
sacerdote uma oferta dedicada ao Senhor : um carneiro do rebanho, sem
defeito e devidamente avaliado.
7 Dessa forma o sacerdote far
propiciao por ele perante o Senhor , e ele ser perdoado de qualquer
dessas coisas que fez e que o tornou culpado".
A Regulamentao acerca do Holocausto
8 O Senhor disse a Moiss:
9 "D este mandamento a Aro e a seus
filhos, a regulamentao acerca do holocausto: Ele ter que ficar
queimando at de manh sobre as brasas do altar, onde o fogo ter que
ser mantido aceso.
10 O sacerdote vestir suas roupas de linho e os
cales de linho por baixo, retirar as cinzas do holocausto que o fogo
consumiu no altar e as colocar ao lado do altar.
11 Depois trocar de
roupa e levar as cinzas para fora do acampamento, a um lugar
cerimonialmente puro.
12 Mantenha-se aceso o fogo no altar; no deve
ser apagado. Toda manh o sacerdote acrescentar lenha, arrumar o
holocausto sobre o fogo e queimar sobre ele a gordura das ofertas de
comunho.
13 Mantenha-se o fogo continuamente aceso no altar; no deve
ser apagado.
A Regulamentao da Oferta de Cereal
14 "Esta  a regulamentao da oferta de cereal: Os filhos de Aro a
apresentaro ao Senhor , em frente do altar.
15 O sacerdote apanhar um
punhado da melhor farinha com leo, juntamente com todo o incenso que
est sobre a oferta de cereal, e queimar no altar a poro memorial
como aroma agradvel ao Senhor .
16 Aro e seus filhos comero o
restante da oferta, mas devero com-lo sem fermento e em lugar sagrado,
no ptio da Tenda do Encontro.
17 Essa oferta no ser assada com
fermento; eu a dei a eles como poro das ofertas feitas a mim com fogo.
 santssima, como a oferta pelo pecado e como a oferta pela culpa.
18 Somente os homens descendentes de Aro podero comer da poro das
ofertas dedicadas ao Senhor , preparadas no fogo.  um decreto perptuo
para as suas geraes. Tudo o que nelas tocar se tornar santo [a] ".
19 O Senhor disse tambm a Moiss:
20 "Esta  a oferta que Aro e os
seus descendentes tero que trazer ao Senhor no dia em que ele [b]
for ungido: um jarro [c] da melhor farinha, como na oferta
regular de cereal, metade pela manh e metade  tarde.
21 Prepare-a com
leo numa assadeira; traga-a bem misturada e apresente a oferta de
cereal partida em pedaos, como aroma agradvel ao Senhor .
22 Todo
sacerdote ungido, dos descendentes de Aro, tambm preparar essa
oferta.  a poro do Senhor por decreto perptuo e ser totalmente
queimada.
23 Toda oferta de cereal do sacerdote ser totalmente
queimada; no ser comida".
A Regulamentao da Oferta pelo Pecado
24 O Senhor disse a Moiss:
25 "Diga a Aro e aos seus filhos a
regulamentao da oferta pelo pecado: O animal da oferta pelo pecado
ser morto perante o Senhor no local onde  sacrificado o holocausto; 
uma oferta santssima.
26 O sacerdote que oferecer o animal o comer em
lugar sagrado, no ptio da Tenda do Encontro.
27 Tudo o que tocar na
carne se tornar santo; se o sangue respingar na roupa, ser lavada em
lugar sagrado.
28 A vasilha de barro em que a carne for cozida dever
ser quebrada; mas, se for cozida numa vasilha de bronze, a vasilha
dever ser esfregada e enxaguada com gua.
29 Somente os homens da
famlia dos sacerdotes podero com-la;  uma oferta santssima.
30 Mas
toda oferta pelo pecado, cujo sangue for trazido para a Tenda do
Encontro para propiciao no Lugar Santo, no ser comida; ter que ser
queimada.
Notas de rodap:
[a] 6.18 Ou Todo aquele que nelas tocar deve ser santo ; tambm no
versculo 27.
[b] 6.20 Ou cada um
[c] 6.20 Hebraico: 1/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

LEVTICO-CAPITULO-7
A Regulamentao da Oferta pela Culpa
1 "Esta  a regulamentao da oferta pela culpa, que  oferta
santssima:
2 O animal da oferta pela culpa ser morto no local onde
so sacrificados os holocaustos, e seu sangue ser derramado nos lados
do altar.
3 Toda a sua gordura ser oferecida: a parte gorda da cauda e
a gordura que cobre as vsceras,
4 os dois rins com a gordura que os
cobre e que est perto dos lombos, e o lbulo do fgado, que ser
removido juntamente com os rins.
5 O sacerdote os queimar no altar
como oferta dedicada ao Senhor , preparada no fogo.  oferta pela culpa.
6 Somente os homens da famlia dos sacerdotes podero com-la, mas deve
ser comida em lugar sagrado;  oferta santssima.
7 "A mesma regulamentao aplica-se tanto  oferta pelo pecado quanto
 oferta pela culpa: a carne pertence ao sacerdote que faz propiciao
pela culpa.
8 O sacerdote que oferecer um holocausto por algum ficar
com o couro do animal.
9 Toda oferta de cereal, assada num forno ou
cozida numa panela ou numa assadeira, pertence ao sacerdote que a
oferecer,
10 e toda oferta de cereal, amassada com leo ou no,
pertence igualmente aos descendentes de Aro.
A Regulamentao da Oferta de Comunho
11 "Esta  a regulamentao da oferta de comunho que pode ser
apresentada ao Senhor :
12 "Se algum a fizer por gratido, ento, junto com sua oferta de
gratido, ter que oferecer bolos sem fermento e amassados com leo,
pes finos sem fermento e untados com leo, e bolos da melhor farinha
bem amassados e misturados com leo.
13 Juntamente com sua oferta de
comunho por gratido, apresentar uma oferta que inclua bolos com
fermento.
14 De cada oferta trar uma contribuio ao Senhor , que ser
dada ao sacerdote que asperge o sangue das ofertas de comunho.
15 A
carne da sua oferta de comunho por gratido ser comida no dia em que
for oferecida; nada poder sobrar at o amanhecer.
16 "Se, contudo, sua oferta for resultado de um voto ou for uma
oferta voluntria, a carne do sacrifcio ser comida no dia em que for
oferecida, e o que sobrar poder ser comido no dia seguinte.
17 Mas a
carne que sobrar do sacrifcio at o terceiro dia ser queimada no fogo.
18 Se a carne da oferta de comunho for comida ao terceiro dia, ela no
ser aceita. A oferta no ser atribuda quele que a ofereceu, pois a
carne estar estragada; e quem dela comer sofrer as conseqncias da
sua iniqidade.
19 "A carne que tocar em qualquer coisa impura no ser comida; ser
queimada no fogo. A carne do sacrifcio, porm, poder ser comida por
quem estiver puro.
20 Mas se algum que, estando impuro, comer da carne
da oferta de comunho que pertence ao Senhor , ser eliminado do meio do
seu povo.
21 Se algum tocar em alguma coisa impura, seja impureza
humana, seja de animal, seja qualquer outra coisa impura e proibida, e
comer da carne da oferta de comunho que pertence ao Senhor , ser
eliminado do meio do seu povo".
A Proibio de Comer Gordura e Sangue
22 E disse o Senhor a Moiss:
23 "Diga aos israelitas: No comam
gordura alguma de boi, carneiro ou cabrito.
24 A gordura de um animal
encontrado morto ou despedaado por animais selvagens pode ser usada
para qualquer outra finalidade, mas nunca poder ser comida.
25 Quem
comer a gordura de um animal dedicado ao Senhor numa oferta preparada no
fogo, ser eliminado do meio do seu povo.
26 Onde quer que vocs vivam,
no comam o sangue de nenhuma ave nem de animal.
27 Quem comer sangue
ser eliminado do meio do seu povo".
A Poro dos Sacerdotes
28 Disse mais o Senhor a Moiss:
29 "Diga aos israelitas: Todo
aquele que trouxer sacrifcio de comunho ao Senhor ter que dedicar
parte dele ao Senhor .
30 Com suas prprias mos trar ao Senhor as
ofertas preparadas no fogo; trar a gordura juntamente com o peito, e o
mover perante o Senhor como gesto ritual de apresentao.
31 O
sacerdote queimar a gordura no altar, mas o peito pertence a Aro e a
seus descendentes.
32 Vocs devero dar a coxa direita das ofertas de
comunho ao sacerdote como contribuio.
33 O descendente de Aro que
oferecer o sangue e a gordura da oferta de comunho receber a coxa
direita como poro.
34 Das ofertas de comunho dos israelitas, tomei o
peito que  movido ritualmente e a coxa que  ofertada, e os dei ao
sacerdote Aro e a seus descendentes por decreto perptuo para os
israelitas".
35 Essa  a parte das ofertas dedicadas ao Senhor , preparadas no fogo,
destinada a Aro e a seus filhos no dia em que foram apresentados para
servirem ao Senhor como sacerdotes.
36 Foi isso que o Senhor ordenou
dar a eles, no dia em que foram ungidos dentre os israelitas.  um
decreto perptuo para as suas geraes.
37 Essa  a regulamentao acerca do holocausto, da oferta de cereal,
da oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da oferta de ordenao e da
oferta de comunho.
38 O Senhor entregou-a a Moiss no monte Sinai, no
dia em que ordenou aos israelitas que trouxessem suas ofertas ao Senhor
, no deserto do Sinai.

LEVTICO-CAPITULO-8
A Ordenao de Aro e de seus Filhos
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Traga Aro e seus filhos, suas vestes,
o leo da uno, o novilho para a oferta pelo pecado, os dois carneiros
e o cesto de pes sem fermento;
3 e rena toda a comunidade  entrada
da Tenda do Encontro".
4 Moiss fez como o Senhor lhe tinha ordenado,
e a comunidade reuniu-se  entrada da Tenda do Encontro.
5 Ento Moiss disse  comunidade: "Foi isto que o Senhor mandou
fazer";
6 e levou Aro e seus filhos  frente e mandou-os banhar-se
com gua;
7 ps a tnica em Aro, colocou-lhe o cinto e o manto, e ps
sobre ele o colete sacerdotal; depois a ele prendeu o manto sacerdotal
com o cinturo;
8 colocou tambm o peitoral, e nele ps o Urim e o
Tumim [a] ;
9 e colocou o turbante na cabea de Aro com a
lmina de ouro, isto , a coroa sagrada, na frente do turbante, conforme
o Senhor tinha ordenado a Moiss.
10 Depois Moiss pegou o leo da uno e ungiu o tabernculo e tudo o
que nele havia, e assim os consagrou.
11 Aspergiu sete vezes o leo
sobre o altar, ungindo o altar e todos os seus utenslios e a bacia com
o seu suporte, para consagr-los.
12 Derramou o leo da uno sobre a
cabea de Aro para ungi-lo e consagr-lo.
13 Trouxe ento os filhos de
Aro  frente, vestiu-os com suas tnicas e cintos, e colocou-lhes
gorros, conforme o Senhor lhe havia ordenado.
14 Em seguida trouxe o novilho para a oferta pelo pecado, e Aro e seus
filhos puseram as mos sobre a cabea do novilho.
15 Moiss sacrificou
o novilho, e com o dedo ps um pouco do sangue em todas as pontas do
altar para purific-lo. Derramou o restante do sangue na base do altar e
assim o consagrou para fazer propiciao por ele.
16 Moiss pegou
tambm toda a gordura que cobre as vsceras, o lbulo do fgado e os
dois rins com a gordura que os cobre, e os queimou no altar.
17 Mas o
novilho com o seu couro, a sua carne e o seu excremento, ele queimou
fora do acampamento, conforme o Senhor lhe havia ordenado.
18 Mandou trazer ento o carneiro para o holocausto, e Aro e seus
filhos puseram as mos sobre a cabea do carneiro.
19 A seguir Moiss
sacrificou o carneiro e derramou o sangue nos lados do altar.
20 Depois, cortou o carneiro em pedaos; queimou a cabea, os pedaos e a
gordura.
21 Lavou as vsceras e as pernas, e queimou o carneiro inteiro
sobre o altar, como holocausto, oferta de aroma agradvel ao Senhor ,
preparada no fogo, conforme o Senhor lhe havia ordenado.
22 A seguir mandou trazer o outro carneiro, o carneiro para a oferta de
ordenao, e Aro e seus filhos colocaram as mos sobre a cabea do
carneiro.
23 Moiss sacrificou o carneiro e ps um pouco do sangue na
ponta da orelha direita de Aro, no polegar da sua mo direita e no
polegar do seu p direito.
24 Moiss tambm mandou que os filhos de
Aro se aproximassem, e sobre cada um ps um pouco do sangue na ponta da
orelha direita, no polegar da mo direita e no polegar do p direito; e
derramou o restante do sangue nos lados do altar.
25 Apanhou a gordura,
a cauda gorda, toda a gordura que cobre as vsceras, o lbulo do fgado,
os dois rins e a gordura que os cobre e a coxa direita.
26 Ento, do
cesto de pes sem fermento que estava perante o Senhor , apanhou um po
comum, outro feito com leo e um po fino, e os colocou sobre as pores
de gordura e sobre a coxa direita.
27 Ps tudo nas mos de Aro e de
seus filhos e moveu esses alimentos perante o Senhor como gesto ritual
de apresentao.
28 Depois Moiss os pegou de volta das mos deles e
queimou tudo no altar, em cima do holocausto, como uma oferta de
ordenao, preparada no fogo, de aroma agradvel ao Senhor .
29 Moiss
pegou tambm o peito que era a sua prpria poro do carneiro da
ordenao, e o moveu perante o Senhor como gesto ritual de apresentao,
como o Senhor lhe havia ordenado.
30 A seguir pegou um pouco do leo da uno e um pouco do sangue que
estava no altar e os aspergiu sobre Aro e suas vestes, bem como sobre
seus filhos e suas vestes. Assim consagrou Aro e suas vestes, e seus
filhos e suas vestes.
31 Moiss ento disse a Aro e a seus filhos: "Cozinhem a carne na
entrada da Tenda do Encontro, onde a devero comer com o po do cesto
das ofertas de ordenao, conforme me foi ordenado [b] : ``Aro
e seus filhos devero com-la''.
32 Depois queimem o restante da carne
e do po.
33 No saiam da entrada da Tenda do Encontro por sete dias,
at que se completem os dias da ordenao de vocs, pois essa cerimnia
de ordenao durar sete dias.
34 O que se fez hoje foi ordenado pelo
Senhor para fazer propiciao por vocs.
35 Vocs tero que permanecer
dia e noite  entrada da Tenda do Encontro por sete dias e obedecer s
exigncias do Senhor , para que no morram; pois isso me foi
ordenado".
36 Aro e seus filhos fizeram tudo o que o Senhor tinha
ordenado por meio de Moiss.
Notas de rodap:
[a] 8.8 Objetos utilizados para se conhecer a vontade de Deus.
[b] 8.31 Ou conforme ordenei

LEVTICO-CAPITULO-9
Os Sacerdotes Comeam o seu Ministrio
1 Oito dias depois Moiss convocou Aro, seus filhos e as autoridades
de Israel.
2 E disse a Aro: "Traga um bezerro para a oferta pelo
pecado e um carneiro para o holocausto, ambos sem defeito, e
apresente-os ao Senhor .
3 Depois diga aos israelitas: Tragam um bode
para oferta pelo pecado; um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano de
idade e sem defeito, para holocausto;
4 e um boi [a] e um
carneiro para oferta de comunho, para os sacrificar perante o Senhor ,
juntamente com a oferta de cereal amassada com leo; pois hoje o Senhor
aparecer a vocs".
5 Levaram ento tudo o que Moiss tinha determinado para a frente da
Tenda do Encontro, e a comunidade inteira aproximou-se e ficou em p
perante o Senhor .
6 Disse-lhes Moiss: "Foi isso que o Senhor
ordenou que faam, para que a glria do Senhor aparea a vocs".
7 Disse Moiss a Aro: "Venha at o altar e oferea o seu sacrifcio
pelo pecado e o seu holocausto, e faa propiciao por voc mesmo e pelo
povo; oferea o sacrifcio pelo povo e faa propiciao por ele,
conforme o Senhor ordenou".
8 Aro foi at o altar e ofereceu o bezerro como sacrifcio pelo pecado
por si mesmo.
9 Seus filhos levaram-lhe o sangue, e ele molhou o dedo
no sangue e o ps nas pontas do altar; depois derramou o restante do
sangue na base do altar,
10 onde queimou a gordura, os rins e o lbulo
do fgado da oferta pelo pecado, conforme o Senhor tinha ordenado a
Moiss;
11 a carne e o couro, porm, queimou fora do acampamento.
12 Depois sacrificou o holocausto. Seus filhos lhe entregaram o sangue,
e ele o derramou nos lados do altar.
13 Entregaram-lhe em seguida o
holocausto pedao por pedao, inclusive a cabea, e ele os queimou no
altar.
14 Lavou as vsceras e as pernas e as queimou em cima do
holocausto sobre o altar.
15 Depois Aro apresentou a oferta pelo povo. Pegou o bode para a
oferta pelo pecado do povo e o ofereceu como sacrifcio pelo pecado,
como fizera com o primeiro.
16 Apresentou o holocausto e ofereceu-o conforme fora prescrito.
17 Tambm apresentou a oferta de cereal, pegou um punhado dela e a queimou
no altar, alm do holocausto da manh.
18 Matou o boi e o carneiro como sacrifcio de comunho pelo povo. Seus
filhos levaram-lhe o sangue, e ele o derramou nos lados do altar.
19 Mas as pores de gordura do boi e do carneiro, a cauda gorda, a gordura
que cobre as vsceras, os rins e o lbulo do fgado,
20 puseram em cima
do peito; e Aro queimou essas pores no altar.
21 Em seguida, Aro
moveu o peito e a coxa direita do animal perante o Senhor como gesto
ritual de apresentao, conforme Moiss tinha ordenado.
22 Depois Aro ergueu as mos em direo ao povo e o abenoou. E, tendo
oferecido o sacrifcio pelo pecado, o holocausto e o sacrifcio de
comunho, desceu.
23 Assim Moiss e Aro entraram na Tenda do Encontro. Quando saram,
abenoaram o povo; e a glria do Senhor apareceu a todos eles.
24 Saiu
fogo da presena do Senhor e consumiu o holocausto e as pores de
gordura sobre o altar. E, quando todo o povo viu isso, gritou de alegria
e prostrou-se, rosto em terra.
Notas de rodap:
[a] 9.4 A palavra hebraica pode significar boi ou vaca.

LEVTICO-CAPITULO-10
A Morte de Nadabe e de Abi
1 Nadabe e Abi, filhos de Aro, pegaram cada um o seu incensrio, nos
quais acenderam fogo, acrescentaram incenso, e trouxeram fogo profano
perante o Senhor , sem que tivessem sido autorizados.
2 Ento saiu fogo
da presena do Senhor e os consumiu. Morreram perante o Senhor .
3 Moiss ento disse a Aro: "Foi isto que o Senhor disse:
``Aos que de mim se aproximam
santo me mostrarei;
 vista de todo o povo
glorificado serei''".
Aro, porm, ficou em silncio.
4 Ento Moiss chamou Misael e Elzaf, filhos de Uziel, tio de Aro, e
lhes disse: "Venham c; tirem os seus primos da frente do santurio e
levem-nos para fora do acampamento".
5 Eles foram e os puxaram pelas
tnicas, para fora do acampamento, conforme Moiss tinha ordenado.
6 Ento Moiss disse a Aro e a seus filhos Eleazar e Itamar: "No
andem descabelados, nem rasguem as roupas em sinal de luto, seno vocs
morrero e a ira do Senhor cair sobre toda a comunidade. Mas os seus
parentes, e toda a nao de Israel, podero chorar por aqueles que o
Senhor destruiu pelo fogo.
7 No saiam da entrada da Tenda do Encontro,
seno vocs morrero, porquanto o leo da uno do Senhor est sobre
vocs". E eles fizeram conforme Moiss tinha ordenado.
8 Depois o Senhor disse a Aro:
9 "Voc e seus filhos no devem
beber vinho nem outra bebida fermentada antes de entrar na Tenda do
Encontro, seno vocs morrero.  um decreto perptuo para as suas
geraes.
10 Vocs tm que fazer separao entre o santo e o profano,
entre o puro e o impuro,
11 e ensinar aos israelitas todos os decretos
que o Senhor lhes deu por meio de Moiss".
12 Ento Moiss disse a Aro e aos seus filhos que ficaram vivos,
Eleazar e Itamar: "Peguem a oferta de cereal que sobrou das ofertas
dedicadas ao Senhor , preparadas no fogo, e comam-na sem fermento junto
ao altar, pois  santssima.
13 Comam-na em lugar sagrado, porquanto 
a poro que lhes cabe por decreto, a voc e a seus filhos, das ofertas
dedicadas ao Senhor , preparadas no fogo; pois assim me foi ordenado.
14 O peito ritualmente movido e a coxa ofertada, voc, seus filhos e
suas filhas podero comer num lugar cerimonialmente puro; essa poro
foi dada a voc e a seus filhos como parte das ofertas de comunho dos
israelitas.
15 A coxa ofertada e o peito ritualmente movido devem ser
trazidos junto com as pores de gordura das ofertas preparadas no fogo,
para serem movidos perante o Senhor como gesto ritual de apresentao.
Esta ser a poro por decreto perptuo para voc e seus descendentes,
conforme o Senhor tinha ordenado".
16 Quando Moiss procurou por toda parte o bode da oferta pelo pecado e
soube que j fora queimado, irou-se contra Eleazar e Itamar, os filhos
de Aro que ficaram vivos, e perguntou:
17 "Por que vocs no comeram
a carne da oferta pelo pecado no Lugar Santo?  santssima; foi-lhes
dada para retirar a culpa da comunidade e fazer propiciao por ela
perante o Senhor .
18 Como o sangue do animal no foi levado para
dentro do Lugar Santo, vocs deviam t-lo comido ali, conforme
ordenei".
19 Aro respondeu a Moiss: "Hoje eles ofereceram o seu sacrifcio
pelo pecado e o seu holocausto perante o Senhor ; mas, e essas coisas
que aconteceram comigo? Ser que teria agradado ao Senhor se eu tivesse
comido a oferta pelo pecado hoje?"
20 Essa explicao foi
satisfatria para Moiss.

LEVTICO-CAPITULO-11
Animais Puros e Impuros
1 Disse o Senhor a Moiss e a Aro:
2 "Digam aos israelitas: De
todos os animais que vivem na terra, estes so os que vocs podero
comer:
3 qualquer animal que tem casco fendido e dividido em duas
unhas, e que rumina.
4 "Vocs no podero comer aqueles que s ruminam nem os que s tm o
casco fendido. O camelo, embora rumine, no tem casco fendido;
considerem-no impuro.
5 O coelho, embora rumine, no tem casco fendido;
 impuro para vocs.
6 A lebre, embora rumine, no tem casco fendido;
considerem-na impura.
7 E o porco, embora tenha casco fendido e
dividido em duas unhas, no rumina; considerem-no impuro.
8 Vocs no
comero a carne desses animais nem tocaro em seus cadveres;
considerem-nos impuros.
9 "De todas as criaturas que vivem nas guas do mar e dos rios, vocs
podero comer todas as que possuem barbatanas e escamas.
10 Mas todas
as criaturas que vivem nos mares ou nos rios, que no possuem barbatanas
e escamas, quer dentre todas as pequenas criaturas que povoam as guas
quer dentre todos os outros animais das guas, sero proibidas para
vocs.
11 Por isso, no podero comer sua carne e consideraro impuros
os seus cadveres.
12 Tudo o que vive na gua e no possui barbatanas e
escamas ser proibido para vocs.
13 "Estas so as aves que vocs consideraro impuras, das quais no
podero comer porque so proibidas: a guia, o urubu, a guia-marinha,
14 o milhafre, o falco,
15 qualquer espcie de corvo,
16 a
coruja-de-chifre [a] , a coruja-de-orelha-pequena, a
coruja-orelhuda [b] , qualquer espcie de gavio,
17 o mocho, a
coruja-pescadora e o corujo,
18 a coruja-branca [c] , a
coruja-do-deserto, o abutre,
19 a cegonha, qualquer tipo de gara, a
poupa e o morcego. [d]
20 "Todas as pequenas criaturas que enxameiam, que tm asas mas que
se movem pelo cho [e] , sero proibidas para vocs.
21 Dentre
estas, porm, vocs podero comer aquelas que tm pernas articuladas
para saltar no cho.
22 Dessas vocs podero comer os diversos tipos de
gafanhotos.
23 Mas consideraro impuras todas as outras criaturas que
enxameiam, que tm asas e se movem pelo cho.
24 "Por meio delas vocs ficaro impuros; todo aquele que tocar em
seus cadveres estar impuro at a tarde.
25 Todo o que carregar o
cadver de alguma delas lavar as suas roupas e estar impuro at a
tarde.
26 "Todo animal de casco no dividido em duas unhas ou que no rumina
 impuro para vocs; quem tocar qualquer um deles ficar impuro.
27 Todos os animais de quatro ps, que andam sobre a planta dos ps, so
impuros para vocs; todo o que tocar os seus cadveres ficar impuro at
a tarde.
28 Quem carregar o cadver de algum deles lavar suas roupas,
e estar impuro at a tarde. So impuros para vocs.
29 "Dos animais que se movem rente ao cho, estes vocs consideraro
impuros: a doninha, o rato, qualquer espcie de lagarto grande,
30 a
lagartixa, o lagarto-pintado, o lagarto, o lagarto da areia e o
camaleo.
31 De todos os que se movem rente ao cho, esses vocs
consideraro impuros. Quem neles tocar depois de mortos estar impuro
at a tarde.
32 E tudo sobre o que um deles cair depois de morto,
qualquer que seja o seu uso, ficar impuro, seja objeto feito de
madeira, de pano, de couro ou de pano de saco. Dever ser posto em gua
e estar impuro at a tarde, e ento ficar puro.
33 Se um deles cair
dentro de uma vasilha de barro, tudo o que nela houver ficar impuro, e
vocs quebraro a vasilha.
34 Qualquer alimento sobre o qual cair essa
gua ficar impuro, e qualquer bebida que estiver dentro da vasilha
ficar impura.
35 Tudo aquilo sobre o que o cadver de um desses
animais cair ficar impuro; se for um forno ou um fogo de barro vocs o
quebraro. Esto impuros, e vocs os consideraro como tais.
36 Mas, se
cair numa fonte ou numa cisterna onde se recolhe gua, ela permanece
pura; mas quem tocar no cadver ficar impuro.
37 Se um cadver cair
sobre alguma semente a ser plantada, ela permanece pura;
38 mas se foi
derramada gua sobre a semente, vocs a consideraro impura.
39 "Quando morrer um animal que vocs tm permisso para comer, quem
tocar no seu cadver ficar impuro at a tarde.
40 Quem comer da carne
do animal morto ter que lavar as suas roupas e ficar impuro at a
tarde. Quem carregar o cadver do animal ter que lavar as suas roupas,
e ficar impuro at a tarde.
41 "Todo animal que se move rente ao cho lhes ser proibido e no
poder ser comido.
42 Vocs no podero comer animal algum que se move
rente ao cho, quer se arraste sobre o ventre quer ande de quatro ou com
o auxlio de muitos ps; so proibidos a vocs.
43 No se contaminem
com qualquer desses animais. No se tornem impuros com eles nem deixem
que eles os tornem impuros.
44 Pois eu sou o Senhor , o Deus de vocs;
consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. No se tornem impuros
com qualquer animal que se move rente ao cho.
45 Eu sou o Senhor que
os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus; por isso, sejam santos,
porque eu sou santo.
46 "Essa  a regulamentao acerca dos animais, das aves, de todos os
seres vivos que se movem na gua e de todo animal que se move rente ao
cho.
47 Vocs faro separao entre o impuro e o puro, entre os
animais que podem ser comidos e os que no podem".
Notas de rodap:
[a] 11.16 Ou avestruz
[b] 11.16 Ou gaivota
[c] 11.18 Ou pelicano
[d] 11.19 A identificao exata de algumas das aves, insetos e animais
deste captulo  desconhecida.
[e] 11.20 Hebraico: sobre quatro ps ; tambm no versculo 23.

LEVTICO-CAPITULO-12
A Purificao aps o Parto
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga aos israelitas: Quando uma
mulher engravidar e der  luz um menino, estar impura por sete dias,
assim como est impura durante o seu perodo menstrual.
3 No oitavo dia
o menino ter que ser circuncidado.
4 Ento a mulher aguardar trinta e
trs dias para ser purificada do seu sangramento. No poder tocar em
nenhuma coisa sagrada e no poder ir ao santurio, at que se completem
os dias da sua purificao.
5 Se der  luz uma menina, estar impura
por duas semanas, como durante o seu perodo menstrual. Nesse caso
aguardar sessenta e seis dias para ser purificada do seu sangramento.
6 "Quando se completarem os dias da sua purificao pelo nascimento
de um menino ou de uma menina, ela trar ao sacerdote,  entrada da
Tenda do Encontro, um cordeiro de um ano para o holocausto e um pombinho
ou uma rolinha como oferta pelo pecado.
7 Ele os oferecer ao Senhor
para fazer propiciao por ela, que ficar pura do fluxo do seu
sangramento. Essa  a regulamentao para a mulher que der  luz um
menino ou uma menina.
8 Se ela no tiver recursos para oferecer um
cordeiro, poder trazer duas rolinhas ou dois pombinhos, um para o
holocausto e o outro para a oferta pelo pecado. Assim o sacerdote far
propiciao por ela, e ela ficar pura".

LEVTICO-CAPITULO-13
Leis acerca da Lepra
1 Disse o Senhor a Moiss e a Aro:
2 "Quando algum tiver um
inchao, uma erupo ou uma mancha brilhante na pele que possa ser sinal
de lepra [a] , ser levado ao sacerdote Aro ou a um dos seus
filhos [b] que seja sacerdote.
3 Este examinar a parte afetada
da pele, e, se naquela parte o plo tiver se tornado branco e o lugar
parecer mais profundo do que a pele,  sinal de lepra. Depois de
examin-lo, o sacerdote o declarar impuro.
4 Se a mancha na pele for
branca, mas no parecer mais profunda do que a pele e sobre ela o plo
no tiver se tornado branco, o sacerdote o por em isolamento por sete
dias.
5 No stimo dia o sacerdote o examinar e, se verificar que a
parte afetada no se alterou nem se espalhou pela pele, o manter em
isolamento por mais sete dias.
6 Ao stimo dia o sacerdote o examinar
de novo e, se a parte afetada diminuiu e no se espalhou pela pele, o
sacerdote o declarar puro;  apenas uma erupo. Ento ele lavar as
suas roupas, e estar puro.
7 Mas, se depois que se apresentou ao
sacerdote para ser declarado puro a erupo se espalhar pela pele, ele
ter que se apresentar novamente ao sacerdote.
8 O sacerdote o
examinar e, se a erupo espalhou-se pela pele, ele o declarar impuro;
trata-se de lepra.
9 "Quando algum apresentar sinal de lepra, ser levado ao sacerdote.
10 Este o examinar e, se houver inchao branco na pele, o qual tornou
branco o plo, e se houver carne viva no inchao,
11  lepra crnica na
pele, e o sacerdote o declarar impuro. No o por em isolamento,
porquanto j est impuro.
12 "Se a doena se alastrar e cobrir toda a pele da pessoa infectada,
da cabea aos ps, at onde  possvel ao sacerdote verificar,
13 este
a examinar e, se observar que a lepra cobriu todo o corpo, ele a
declarar pura. Visto que tudo ficou branco, ela est pura.
14 Mas
quando nela aparecer carne viva, ficar impura.
15 Quando o sacerdote
vir a carne viva, ele a declarar impura. A carne viva  impura;
trata-se de lepra.
16 Se a carne viva retroceder e a pele se tornar
branca, a pessoa voltar ao sacerdote.
17 Este a examinar e, se a
parte afetada se tornou branca, o sacerdote declarar pura a pessoa
infectada, a qual ento estar pura.
18 "Quando algum tiver uma ferida purulenta em sua pele e ela sarar,
19 e no lugar da ferida aparecer um inchao branco ou uma mancha
avermelhada, ele se apresentar ao sacerdote.
20 Este examinar o local
e, se parecer mais profundo do que a pele e o plo ali tiver se tornado
branco, o sacerdote o declarar impuro.  sinal de lepra que se alastrou
onde estava a ferida.
21 Mas se, quando o sacerdote o examinar no
houver nenhum plo branco e o lugar no estiver mais profundo do que a
pele e tiver diminudo, ento o sacerdote o por em isolamento por sete
dias.
22 Se de fato estiver se espalhando pela pele, o sacerdote o
declarar impuro;  sinal de lepra.
23 Mas, se a mancha no tiver se
alterado nem se espalhado,  apenas a cicatriz da ferida, e o sacerdote
o declarar puro.
24 "Quando algum tiver uma queimadura na pele, e uma mancha
avermelhada ou branca aparecer na carne viva da queimadura,
25 o
sacerdote examinar a mancha e, se o plo sobre ela tiver se tornado
branco e ela parecer mais profunda do que a pele,  lepra que surgiu na
queimadura. O sacerdote o declarar impuro;  sinal de lepra na pele.
26 Mas, se o sacerdote examinar a mancha e nela no houver plo branco
e esta no estiver mais profunda do que a pele e tiver diminudo, ento
o sacerdote o por em isolamento por sete dias.
27 No stimo dia o
sacerdote o examinar e, se a mancha tiver se espalhado pela pele, o
sacerdote o declarar impuro;  sinal de lepra.
28 Se, todavia, a
mancha no tiver se alterado nem se espalhado pela pele, mas tiver
diminudo,  um inchao da queimadura, e o sacerdote o declarar puro; 
apenas a cicatriz da queimadura.
29 "Quando um homem ou uma mulher tiver uma ferida na cabea ou no
queixo,
30 o sacerdote examinar a ferida e, se ela parecer mais
profunda do que a pele e o plo nela for amarelado e fino, o sacerdote
declarar impura aquela pessoa;  sarna, isto , lepra da cabea ou do
queixo.
31 Mas se, quando o sacerdote examinar o sinal de sarna este
no parecer mais profundo do que a pele e no houver plo escuro nela,
ento o sacerdote por a pessoa infectada em isolamento por sete dias.
32 No stimo dia o sacerdote examinar a parte afetada e, se a sarna
no tiver se espalhado e no houver plo amarelado nela e no parecer
mais profunda do que a pele,
33 a pessoa rapar os plos, exceto na
parte afetada, e o sacerdote a por em isolamento por mais sete dias.
34 No stimo dia o sacerdote examinar a sarna e, se no tiver se
espalhado mais e no parecer mais profunda do que a pele, o sacerdote
declarar pura a pessoa. Esta lavar suas roupas e estar pura.
35 Mas,
se a sarna se espalhar pela pele depois que a pessoa for declarada pura,
36 o sacerdote a examinar e, se a sarna tiver se espalhado pela pele,
o sacerdote no precisar procurar plo amarelado; a pessoa est impura.
37 Se, entretanto, verificar que no houve alterao e cresceu plo
escuro, a sarna est curada. A pessoa est pura, e o sacerdote a
declarar pura.
38 "Quando um homem ou uma mulher tiver manchas brancas na pele,
39 o sacerdote examinar as manchas; se forem brancas e sem brilho,  um
eczema que se alastrou; essa pessoa est pura.
40 "Quando os cabelos de um homem carem, ele est calvo, todavia
puro.
41 Se lhe carem os cabelos da frente da cabea, ele est
meio-calvo, porm puro.
42 Mas, se tiver uma ferida avermelhada na
parte calva da frente ou de trs da cabea,  lepra que se alastra pela
calva da frente ou de trs da cabea.
43 O sacerdote o examinar e, se
a ferida inchada na parte da frente ou de trs da calva for avermelhada
como a lepra de pele,
44 o homem est leproso e impuro. O sacerdote
ter que declar-lo impuro devido  ferida na cabea.
45 "Quem ficar leproso, apresentando quaisquer desses sintomas, usar
roupas rasgadas, andar descabelado, cobrir a parte inferior do rosto e
gritar: ``Impuro! Impuro!''
46 Enquanto tiver a doena, estar
impuro. Viver separado, fora do acampamento.
A Lei acerca do Mofo
47 "Quando aparecer mancha de mofo [c] em alguma roupa, seja
de l, seja de linho,
48 ou em qualquer pea tecida ou entrelaada de
linho ou de l, ou em algum pedao ou objeto de couro,
49 se a mancha
na roupa, ou no pedao de couro, ou na pea tecida ou entrelaada, ou em
qualquer objeto de couro, for esverdeada ou avermelhada,  mancha de
mofo que dever ser mostrada ao sacerdote.
50 O sacerdote examinar a
mancha e isolar o objeto afetado por sete dias.
51 No stimo dia
examinar a mancha e, se ela tiver se espalhado pela roupa, ou pela pea
tecida ou entrelaada, ou pelo pedao de couro, qualquer que seja o seu
uso,  mofo corrosivo; o objeto est impuro.
52 Ele queimar a roupa,
ou a pea tecida ou entrelaada, ou qualquer objeto de couro que tiver a
mancha, pois  mofo corrosivo; o objeto ser queimado.
53 "Mas se, quando o sacerdote o examinar, a mancha no tiver se
espalhado pela roupa, ou pela pea tecida ou entrelaada, ou pelo objeto
de couro,
54 ordenar que o objeto afetado seja lavado. Ento ele o
isolar por mais sete dias.
55 Depois de lavado o objeto afetado, o
sacerdote o examinar e, se a mancha no tiver alterado sua cor, ainda
que no tenha se espalhado, o objeto estar impuro. Queime-o com fogo,
quer o mofo corrosivo tenha afetado um lado, quer o outro do objeto.
56 Se, quando o sacerdote o examinar, a mancha tiver diminudo depois de
lavado o objeto, ele cortar a parte afetada da roupa, ou do pedao de
couro, ou da pea tecida ou entrelaada.
57 Mas, se a mancha ainda
aparecer na roupa, ou na pea tecida ou entrelaada, ou no objeto de
couro,  mofo que se alastra, e tudo o que tiver o mofo ser queimado
com fogo.
58 Mas se, depois de lavada, a mancha desaparecer da roupa,
ou da pea tecida ou entrelaada, ou do objeto de couro, o objeto
afetado ser lavado de novo, e ento estar puro".
59 Essa  a regulamentao acerca da mancha de mofo nas roupas de l ou
de linho, nas peas tecidas ou entrelaadas, ou nos objetos de couro,
para que sejam declarados puros ou impuros.
Notas de rodap:
[a] 13.2 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele; tambm no restante do captulo.
[b] 13.2 Ou descendentes
[c] 13.47 O termo hebraico  o mesmo traduzido por lepra nos
versculos anteriores.

LEVTICO-CAPITULO-14
A Purificao da Lepra
1 Disse tambm o Senhor a Moiss:
2 "Esta  a regulamentao acerca
da purificao de um leproso: Ele ser levado ao sacerdote,
3 que sair
do acampamento e o examinar. Se a pessoa foi curada da lepra [a] ,
4 o sacerdote ordenar que duas aves puras, vivas, um pedao de
madeira de cedro, um pano vermelho e um ramo de hissopo sejam trazidos
em favor daquele que ser purificado.
5 Ento o sacerdote ordenar que
uma das aves seja morta numa vasilha de barro com gua da fonte.
6 Ento pegar a ave viva e a molhar, com o pedao de madeira de cedro,
com o pano vermelho e com o ramo de hissopo, no sangue da ave morta em
gua corrente.
7 Sete vezes ele aspergir aquele que est sendo
purificado da lepra e o declarar puro. Depois soltar a ave viva em
campo aberto.
8 "Aquele que estiver sendo purificado lavar as suas roupas, rapar
todos os seus plos e se banhar com gua; e assim estar puro. Depois
disso poder entrar no acampamento, mas ficar fora da sua tenda por
sete dias.
9 No stimo dia rapar todos os seus plos: o cabelo, a
barba, as sobrancelhas e o restante dos plos. Lavar suas roupas e
banhar o corpo com gua; ento ficar puro.
10 "No oitavo dia pegar dois cordeiros sem defeito e uma cordeira de
um ano sem defeito, juntamente com trs jarros [b] da melhor
farinha amassada com leo, como oferta de cereal, e uma caneca [c]
de leo.
11 O sacerdote que faz a purificao apresentar ao Senhor ,
 entrada da Tenda do Encontro, tanto aquele que estiver para ser
purificado como as suas ofertas.
12 "Ento o sacerdote pegar um dos cordeiros e o sacrificar como
oferta pela culpa, juntamente com a caneca de leo; ele os mover
perante o Senhor como gesto ritual de apresentao e
13 matar o
cordeiro no Lugar Santo, onde so sacrificados a oferta pelo pecado e o
holocausto. Como se d com a oferta pelo pecado, tambm a oferta pela
culpa pertence ao sacerdote;  santssima.
14 O sacerdote por um pouco
do sangue da oferta pela culpa na ponta da orelha direita daquele que
ser purificado, no polegar da sua mo direita e no polegar do seu p
direito.
15 Ento o sacerdote pegar um pouco de leo da caneca e o
derramar na palma da sua prpria mo esquerda,
16 molhar o dedo
direito no leo que est na palma da mo esquerda, e com o dedo o
aspergir sete vezes perante o Senhor .
17 O sacerdote ainda por um
pouco do leo restante na palma da sua mo, na ponta da orelha direita
daquele que est sendo purificado, no polegar da sua mo direita e no
polegar do seu p direito, em cima do sangue da oferta pela culpa.
18 O
leo que restar na palma da sua mo, o sacerdote derramar sobre a
cabea daquele que est sendo purificado e far propiciao por ele
perante o Senhor .
19 "Ento o sacerdote sacrificar a oferta pelo pecado e far
propiciao em favor daquele que est sendo purificado da sua impureza.
Depois disso, o sacerdote matar o animal do holocausto
20 e o
oferecer sobre o altar, juntamente com a oferta de cereal; e assim far
propiciao pelo ofertante, o qual estar puro.
21 "Se, todavia, for algum pobre, sem recursos para isso, pegar um
cordeiro como oferta pela culpa, para ser movido e para fazer
propiciao por ele, juntamente com um jarro da melhor farinha, amassada
com leo, como oferta de cereal, uma caneca de leo
22 e duas rolinhas
ou dois pombinhos, conforme os seus recursos, um como oferta pelo pecado
e o outro como holocausto.
23 "No oitavo dia ele os trar ao sacerdote, para a sua purificao,
 entrada da Tenda do Encontro, perante o Senhor .
24 O sacerdote
pegar o cordeiro da oferta pela culpa, com uma caneca de leo, e os
mover perante o Senhor como gesto ritual de apresentao.
25 Matar o
cordeiro da oferta pela culpa e pegar um pouco do sangue e o por na
ponta da orelha direita daquele que est sendo purificado, no polegar da
sua mo direita e no polegar do seu p direito.
26 O sacerdote
derramar um pouco do leo na palma da sua mo esquerda,
27 e com o
dedo indicador direito aspergir um pouco do leo da palma da sua mo
esquerda sete vezes perante o Senhor .
28 Ele por o leo da palma da
sua mo nos mesmos lugares em que ps o sangue da oferta pela culpa: na
ponta da orelha direita daquele que est sendo purificado, no polegar da
sua mo direita e no polegar do seu p direito.
29 O que restar do leo
na palma da sua mo, o sacerdote derramar sobre a cabea daquele que
est sendo purificado, para fazer propiciao por ele perante o Senhor .
30 Depois sacrificar uma das rolinhas ou um dos pombinhos, conforme os
seus recursos,
31 um como oferta pelo pecado e o outro como holocausto,
juntamente com a oferta de cereal. Assim o sacerdote far propiciao
perante o Senhor em favor daquele que est sendo purificado".
32 Essa  a regulamentao para todo aquele que tem lepra e no tem
recursos para fazer a oferta da sua purificao.
A Purificao do Mofo
33 O Senhor disse a Moiss e a Aro:
34 "Quando vocs entrarem na
terra de Cana, que lhes dou como propriedade, e eu puser mancha de mofo
numa casa, na terra que lhes pertence,
35 o dono da casa ir ao
sacerdote e dir: Parece-me que h mancha de mofo em minha casa.
36 Antes de examinar o mofo, o sacerdote ordenar que desocupem a casa para
que nada que houver na casa se torne impuro. Depois disso, o sacerdote
ir examinar a casa.
37 Examinar as manchas nas paredes e, se elas
forem esverdeadas ou avermelhadas e parecerem mais profundas do que a
superfcie da parede,
38 o sacerdote sair da casa e a deixar fechada
por sete dias.
39 No stimo dia voltar para examinar a casa. Se as
manchas se houverem espalhado pelas paredes da casa,
40 ordenar que as
pedras contaminadas pelas manchas sejam retiradas e jogadas num local
impuro, fora da cidade.
41 Far que a casa seja raspada por dentro e
que o reboco raspado seja jogado num local impuro, fora da cidade.
42 Depois colocaro outras pedras no lugar das primeiras, e rebocaro a
casa com barro novo.
43 "Se as manchas tornarem a alastrar-se na casa depois de retiradas
as pedras e de raspada e rebocada a casa,
44 o sacerdote ir examin-la
e, se as manchas se espalharam pela casa,  mofo corrosivo; a casa est
impura.
45 Ela ter que ser demolida: as pedras, as madeiras e todo o
reboco da casa; tudo ser levado para um local impuro, fora da cidade.
46 "Quem entrar na casa enquanto estiver fechada estar impuro at a
tarde.
47 Aquele que dormir ou comer na casa ter que lavar as suas
roupas.
48 "Mas, se o sacerdote for examin-la e as manchas no se houverem
espalhado depois de rebocada a casa, declarar pura a casa, pois as
manchas de mofo desapareceram.
49 Para purificar a casa, ele pegar
duas aves, um pedao de madeira de cedro, um pano vermelho e hissopo.
50 Depois matar uma das aves numa vasilha de barro com gua da fonte.
51 Ento pegar o pedao de madeira de cedro, o hissopo, o pano
vermelho e a ave viva, e os molhar no sangue da ave morta e na gua da
fonte, e aspergir a casa sete vezes.
52 Ele purificar a casa com o
sangue da ave, com a gua da fonte, com a ave viva, com o pedao de
madeira de cedro, com o hissopo e com o pano vermelho.
53 Depois
soltar a ave viva em campo aberto, fora da cidade. Assim far
propiciao pela casa, e ela ficar pura".
54 Essa  a regulamentao acerca de qualquer tipo de lepra, de sarna,
55 de mofo nas roupas ou numa casa
56 e de inchao, erupo ou mancha
brilhante,
57 para se determinar quando uma coisa  pura ou impura.
Essa  a regulamentao acerca de qualquer tipo de lepra e de mofo.
Notas de rodap:
[a] 14.3 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele; tambm no restante do captulo.
[b] 14.10 Hebraico: 3/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[c] 14.10 Hebraico: 1 logue . O logue era uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 1/4 de litro e 1/2 litro.

LEVTICO-CAPITULO-15
Impurezas dom e da Mulher
1 O Senhor disse a Moiss e a Aro:
2 "Digam o seguinte aos
israelitas: Quando um homem tiver um fluxo que sai do corpo, o fluxo 
impuro.
3 Ele ficar impuro por causa do seu fluxo, quer continue, quer
fique retido.
4 "A cama em que um homem com fluxo se deitar ficar impura, e
qualquer coisa em que se sentar ficar impura.
5 Quem tocar na cama
dele, lavar as suas roupas e se banhar com gua, e ficar impuro at a
tarde.
6 Todo aquele que se sentar sobre qualquer coisa na qual esse
homem se sentou, lavar suas roupas e se banhar com gua, e estar
impuro at a tarde.
7 "Quem tocar no homem que tiver um fluxo lavar as suas roupas e se
banhar com gua, e ficar impuro at a tarde.
8 "Se o homem cuspir em algum que est puro, este lavar as suas
roupas e se banhar com gua, e ficar impuro at a tarde.
9 Tudo
aquilo em que o homem se sentar quando montar um animal estar impuro,
10 e todo aquele que tocar em qualquer coisa que tenha estado debaixo
dele ficar impuro at a tarde; quem pegar essas coisas lavar as suas
roupas e se banhar com gua, e ficar impuro at a tarde.
11 "Qualquer pessoa em quem o homem com fluxo tocar sem lavar as
mos, lavar as suas roupas e se banhar com gua, e ficar impura at a
tarde.
12 "A vasilha de barro na qual ele tocar ser quebrada; se tocar numa
vasilha de madeira, ela ser lavada.
13 "Quando um homem sarar de seu fluxo, contar sete dias para a sua
purificao; lavar as suas roupas e se banhar em gua corrente, e
ficar puro.
14 No oitavo dia pegar duas rolinhas ou dois pombinhos e
ir perante o Senhor ,  entrada da Tenda do Encontro, e os dar ao
sacerdote.
15 O sacerdote os sacrificar, um como oferta pelo pecado e
o outro como holocausto, e assim far propiciao perante o Senhor em
favor do homem, por causa do fluxo.
16 "Quando de um homem sair o smen, banhar todo o seu corpo com
gua, e ficar impuro at a tarde.
17 Qualquer pea de roupa ou de
couro em que houver smen ser lavada com gua, e ficar impura at a
tarde.
18 "Quando um homem se deitar com uma mulher e lhe sair o smen,
ambos tero que se banhar com gua, e estaro impuros at a tarde.
19 "Quando uma mulher tiver fluxo de sangue que sai do corpo, a
impureza da sua menstruao durar sete dias, e quem nela tocar ficar
impuro at a tarde.
20 "Tudo sobre o que ela se deitar durante a sua menstruao ficar
impuro, e tudo sobre o que ela se sentar ficar impuro.
21 Todo aquele
que tocar em sua cama lavar as suas roupas e se banhar com gua, e
ficar impuro at a tarde.
22 Quem tocar em alguma coisa sobre a qual
ela se sentar lavar as suas roupas e se banhar com gua, e estar
impuro at a tarde.
23 Quer seja a cama, quer seja qualquer coisa sobre
a qual ela esteve sentada, quando algum nisso tocar estar impuro at a
tarde.
24 "Se um homem se deitar com ela e a menstruao dela nele tocar,
estar impuro por sete dias; qualquer cama sobre a qual ele se deitar
estar impura.
25 "Quando uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora
da sua menstruao normal, ou um fluxo que continue alm desse perodo,
ela ficar impura enquanto durar o corrimento, como nos dias da sua
menstruao.
26 Qualquer cama em que ela se deitar enquanto continuar o
seu fluxo estar impura, como acontece com a sua cama durante a sua
menstruao, e tudo sobre o que ela se sentar estar impuro, como
durante a sua menstruao.
27 Quem tocar em alguma dessas coisas ficar
impuro; lavar as suas roupas e se banhar com gua, e ficar impuro at
a tarde.
28 "Quando sarar do seu fluxo, contar sete dias, e depois disso
estar pura.
29 No oitavo dia pegar duas rolinhas ou dois pombinhos e
os levar ao sacerdote,  entrada da Tenda do Encontro.
30 O sacerdote
sacrificar um como oferta pelo pecado e o outro como holocausto, e
assim far propiciao em favor dela, perante o Senhor , devido 
impureza do seu fluxo.
31 "Mantenham os israelitas separados das coisas que os tornam
impuros, para que no morram por contaminar com sua impureza o meu
tabernculo, que est entre eles".
32 Essa  a regulamentao acerca do homem que tem fluxo e daquele de
quem sai o smen, tornando-se impuro,
33 da mulher em sua menstruao,
do homem ou da mulher que tm fluxo e do homem que se deita com uma
mulher que est impura.

LEVTICO-CAPITULO-16
O Dia da Expiao
1 O Senhor falou com Moiss depois que morreram os dois filhos de
Aro, por haverem se aproximado do Senhor .
2 O Senhor disse a Moiss:
"Diga a seu irmo Aro que no entre a toda hora no Lugar Santssimo,
atrs do vu, diante da tampa da arca, para que no morra; pois
aparecerei na nuvem, acima da tampa.
3 "Aro dever entrar no Lugar Santo com um novilho como oferta pelo
pecado e com um carneiro como holocausto.
4 Ele vestir a tnica
sagrada de linho, com cales tambm de linho por baixo; por o cinto de
linho na cintura e tambm o turbante de linho. Essas vestes so
sagradas; por isso ele se banhar com gua antes de vesti-las.
5 Receber da comunidade de Israel dois bodes como oferta pelo pecado e um
carneiro como holocausto.
6 "Aro sacrificar o novilho como oferta pelo seu prprio pecado,
para fazer propiciao por si mesmo e por sua famlia.
7 Depois pegar
os dois bodes e os apresentar ao Senhor ,  entrada da Tenda do
Encontro.
8 E lanar sortes quanto aos dois bodes: uma para o Senhor e
a outra para Azazel [a] .
9 Aro trar o bode cuja sorte caiu
para o Senhor e o sacrificar como oferta pelo pecado.
10 Mas o bode
sobre o qual caiu a sorte para Azazel ser apresentado vivo ao Senhor
para fazer propiciao, e ser enviado para Azazel no deserto.
11 "Aro trar o novilho como oferta por seu prprio pecado para
fazer propiciao por si mesmo e por sua famlia, e ele o oferecer como
sacrifcio pelo seu prprio pecado.
12 Pegar o incensrio cheio de
brasas do altar que est perante o Senhor e dois punhados de incenso
aromtico em p, e os levar para trs do vu.
13 Por o incenso no
fogo perante o Senhor , e a fumaa do incenso cobrir a tampa que est
acima das tbuas da aliana, a fim de que no morra.
14 Pegar um pouco
do sangue do novilho e com o dedo o aspergir sobre a parte da frente da
tampa; depois, com o dedo aspergir o sangue sete vezes, diante da
tampa.
15 "Ento sacrificar o bode da oferta pelo pecado, em favor do povo,
e trar o sangue para trs do vu; far com o sangue o que fez com o
sangue do novilho; ele o aspergir sobre a tampa e na frente dela.
16 Assim far propiciao pelo Lugar Santssimo por causa das impurezas e
das rebelies dos israelitas, quaisquer que tenham sido os seus pecados.
Far o mesmo em favor da Tenda do Encontro, que est entre eles no meio
das suas impurezas.
17 Ningum estar na Tenda do Encontro quando Aro
entrar para fazer propiciao no Lugar Santssimo, at a sada dele,
depois que fizer propiciao por si mesmo, por sua famlia e por toda a
assemblia de Israel.
18 "Depois ir ao altar que est perante o Senhor e pelo altar far
propiciao. Pegar um pouco do sangue do novilho e do sangue do bode e
o por em todas as pontas do altar.
19 Com o dedo aspergir o sangue
sete vezes sobre o altar para purific-lo e santific-lo das impurezas
dos israelitas.
20 "Quando Aro terminar de fazer propiciao pelo Lugar Santssimo,
pela Tenda do Encontro e pelo altar, trar para a frente o bode vivo.
21 Ento colocar as duas mos sobre a cabea do bode vivo e confessar
todas as iniqidades e rebelies dos israelitas, todos os seus pecados,
e os por sobre a cabea do bode. Em seguida enviar o bode para o
deserto aos cuidados de um homem designado para isso.
22 O bode levar
consigo todas as iniqidades deles para um lugar solitrio. E o homem
soltar o bode no deserto.
23 "Depois Aro entrar na Tenda do Encontro, tirar as vestes de
linho que usou para entrar no Santo dos Santos e as deixar ali.
24 Ele
se banhar com gua num lugar sagrado e vestir as suas prprias roupas.
Ento sair e sacrificar o holocausto por si mesmo e o holocausto pelo
povo, para fazer propiciao por si mesmo e pelo povo.
25 Tambm
queimar sobre o altar a gordura da oferta pelo pecado.
26 "Aquele que soltar o bode para Azazel lavar as suas roupas e se
banhar com gua, e depois poder entrar no acampamento.
27 O novilho e
o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido ao Lugar
Santssimo para fazer propiciao, sero levados para fora do
acampamento; o couro, a carne e o excremento deles sero queimados com
fogo.
28 Aquele que os queimar lavar as suas roupas e se banhar com
gua; depois poder entrar no acampamento.
29 "Este  um decreto perptuo para vocs: No dcimo dia do stimo
ms vocs se humilharo [b] e no podero realizar trabalho
algum, nem o natural da terra, nem o estrangeiro residente.
30 Porquanto nesse dia se far propiciao por vocs, para purific-los.
Ento, perante o Senhor , vocs estaro puros de todos os seus pecados.
31 Este lhes ser um sbado de descanso, quando vocs se humilharo; 
um decreto perptuo.
32 O sacerdote que for ungido e ordenado para
suceder seu pai como sumo sacerdote far a propiciao. Por as vestes
sagradas de linho
33 e far propiciao pelo Lugar Santssimo, pela
Tenda do Encontro, pelo altar, por todos os sacerdotes e por todo o povo
da assemblia.
34 "Este  um decreto perptuo para vocs: A propiciao ser feita
uma vez por ano, por todos os pecados dos israelitas".
E tudo foi feito conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
Notas de rodap:
[a] 16.8 Ou o bode emissrio ; tambm nos versculos 10 e 26.
[b] 16.29 Ou jejuaro ; tambm no versculo 31.

LEVTICO-CAPITULO-17
A Proibio de Comer Sangue
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Diga a Aro e seus filhos e a todos
os israelitas o que o Senhor ordenou:
3 Qualquer israelita que
sacrificar um boi [a] , um cordeiro ou um cabrito dentro ou fora
do acampamento,
4 e no o trouxer  entrada da Tenda do Encontro para
apresent-lo como oferta ao Senhor , diante do tabernculo do Senhor ,
ser considerado culpado de sangue; derramou sangue e ser eliminado do
meio do seu povo.
5 Os sacrifcios, que os israelitas agora fazem em
campo aberto, passaro a trazer ao Senhor , entregando-os ao sacerdote,
para oferec-los ao Senhor ,  entrada da Tenda do Encontro, e os
sacrificaro como ofertas de comunho.
6 O sacerdote aspergir o sangue
no altar do Senhor ,  entrada da Tenda do Encontro, e queimar a
gordura como aroma agradvel ao Senhor .
7 No oferecero mais
sacrifcios aos dolos em forma de bode, aos quais prestam culto imoral.
Este  um decreto perptuo para eles e para as suas geraes.
8 "Diga-lhes: Todo israelita ou estrangeiro residente que oferecer
holocausto ou sacrifcio,
9 e no o trouxer  entrada da Tenda do
Encontro para oferec-lo ao Senhor , ser eliminado do meio do seu povo.
10 "Todo israelita ou estrangeiro residente que comer sangue de
qualquer animal, contra esse eu me voltarei e o eliminarei do meio do
seu povo.
11 Pois a vida da carne est no sangue, e eu o dei a vocs
para fazerem propiciao por si mesmos no altar;  o sangue que faz
propiciao pela vida.
12 Por isso digo aos israelitas: Nenhum de vocs
poder comer sangue, nem tambm o estrangeiro residente.
13 "Qualquer israelita ou estrangeiro residente que caar um animal
ou ave que se pode comer, derramar o sangue e o cobrir com terra,
14 porque a vida de toda carne  o seu sangue. Por isso eu disse aos
israelitas: Vocs no podero comer o sangue de nenhum animal, porque a
vida de toda carne  o seu sangue; todo aquele que o comer ser
eliminado.
15 "Todo aquele que, natural da terra ou estrangeiro, comer um animal
encontrado morto ou despedaado por animais selvagens, lavar suas
roupas e se banhar com gua, e ficar impuro at a tarde; ento estar
puro.
16 Mas, se no lavar suas roupas nem se banhar, sofrer as
conseqncias da sua iniqidade".
Notas de rodap:
[a] 17.3 A palavra hebraica pode significar boi ou vaca.

LEVTICO-CAPITULO-18
As Relaes Sexuais Ilcitas
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga o seguinte aos israelitas: Eu
sou o Senhor , o Deus de vocs.
3 No procedam como se procede no
Egito, onde vocs moraram, nem como se procede na terra de Cana, para
onde os estou levando. No sigam as suas prticas.
4 Pratiquem as
minhas ordenanas, obedeam aos meus decretos e sigam-nos. Eu sou o
Senhor , o Deus de vocs.
5 Obedeam aos meus decretos e ordenanas,
pois o homem que os praticar viver por eles. Eu sou o Senhor .
6 "Ningum poder se aproximar de uma parenta prxima para se
envolver sexualmente [a] com ela. Eu sou o Senhor .
7 "No desonre o seu pai, envolvendo-se sexualmente com a sua me.
Ela  sua me; no se envolva sexualmente com ela.
8 "No se envolva sexualmente com a mulher do seu pai; isso
desonraria seu pai.
9 "No se envolva sexualmente com a sua irm, filha do seu pai ou da
sua me, tenha ela nascido na mesma casa ou em outro lugar.
10 "No se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a
filha da sua filha; isso desonraria voc.
11 "No se envolva sexualmente com a filha da mulher do seu pai,
gerada por seu pai; ela  sua irm.
12 "No se envolva sexualmente com a irm do seu pai; ela  parenta
prxima do seu pai.
13 "No se envolva sexualmente com a irm da sua me; ela  parenta
prxima da sua me.
14 "No desonre o irmo do seu pai aproximando-se da sua mulher para
com ela se envolver sexualmente; ela  sua tia.
15 "No se envolva sexualmente com a sua nora. Ela  mulher do seu
filho; no se envolva sexualmente com ela.
16 "No se envolva sexualmente com a mulher do seu irmo; isso
desonraria seu irmo.
17 "No se envolva sexualmente com uma mulher e sua filha. No se
envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua
filha; so parentes prximos.  perversidade.
18 "No tome por mulher a irm da sua mulher, tornando-a rival,
envolvendo-se sexualmente com ela, estando a sua mulher ainda viva.
19 "No se aproxime de uma mulher para se envolver sexualmente com
ela quando ela estiver na impureza da sua menstruao.
20 "No se deite com a mulher do seu prximo, contaminando-se com
ela.
21 "No entregue os seus filhos para serem sacrificados a Moloque
[b] . No profanem o nome do seu Deus. Eu sou o Senhor .
22 "No se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; 
repugnante.
23 "No tenha relaes sexuais com um animal, contaminando-se com
ele. Mulher nenhuma se por diante de um animal para ajuntar-se com ele;
 depravao.
24 "No se contaminem com nenhuma dessas coisas, porque assim se
contaminaram as naes que vou expulsar da presena de vocs.
25 At a
terra ficou contaminada; e eu castiguei a sua iniqidade, e a terra
vomitou os seus habitantes.
26 Mas vocs obedecero aos meus decretos e
s minhas leis. Nem o natural da terra nem o estrangeiro residente entre
vocs faro nenhuma dessas abominaes,
27 pois todas estas abominaes
foram praticadas pelos que habitaram essa terra antes de vocs; por isso
a terra ficou contaminada.
28 E, se vocs contaminarem a terra, ela os
vomitar, como vomitou os povos que ali estavam antes de vocs.
29 "Todo aquele que fizer alguma destas abominaes, aqueles que
assim procederem sero eliminados do meio do seu povo.
30 Obedeam aos
meus preceitos, e no pratiquem os costumes repugnantes praticados antes
de vocs, nem se contaminem com eles. Eu sou o Senhor , o Deus de
vocs".
Notas de rodap:
[a] 18.6 Hebraico: descobrir a nudez ; tambm nos versculos de 7 a 20
e no captulo 20.
[b] 18.21 Ou a Moloque fazendo-os passar pelo fogo

LEVTICO-CAPITULO-19
Diversas Leis
1 Disse ainda o Senhor a Moiss:
2 "Diga o seguinte a toda
comunidade de Israel: Sejam santos porque eu, o Senhor , o Deus de
vocs, sou santo.
3 "Respeite cada um de vocs a sua me e o seu pai, e guarde os meus
sbados. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs.
4 "No se voltem para os dolos, nem faam para si deuses de metal.
Eu sou o Senhor , o Deus de vocs.
5 "Quando vocs oferecerem um sacrifcio de comunho ao Senhor ,
ofeream-no de modo que seja aceito em favor de vocs.
6 Ter que ser
comido no dia em que o oferecerem, ou no dia seguinte; o que sobrar at
o terceiro dia ser queimado.
7 Se alguma coisa for comida no terceiro
dia, estar estragada e no ser aceita.
8 Quem a comer sofrer as
conseqncias da sua iniqidade, porque profanou o que  santo ao Senhor
; ser eliminado do meio do seu povo.
9 "Quando fizerem a colheita da sua terra, no colham at as
extremidades da sua lavoura, nem ajuntem as espigas cadas de sua
colheita.
10 No passem duas vezes pela sua vinha, nem apanhem as uvas
que tiverem cado. Deixem-nas para o necessitado e para o estrangeiro.
Eu sou o Senhor , o Deus de vocs.
11 "No furtem.
"No mintam.
"No enganem uns aos outros.
12 "No jurem falsamente pelo meu nome, profanando assim o nome do
seu Deus. Eu sou o Senhor .
13 "No oprimam nem roubem o seu prximo.
"No retenham at a manh do dia seguinte o pagamento de um diarista.
14 "No amaldioem o surdo nem ponham pedra de tropeo  frente do
cego, mas temam o seu Deus. Eu sou o Senhor .
15 "No cometam injustia num julgamento; no favoream os pobres,
nem procurem agradar os grandes, mas julguem o seu prximo com justia.
16 "No espalhem calnias entre o seu povo.
"No se levantem contra a vida do seu prximo. Eu sou o Senhor .
17 "No guardem dio contra o seu irmo no corao; antes repreendam
com franqueza o seu prximo para que, por causa dele, no sofram as
conseqncias de um pecado.
18 "No procurem vingana, nem guardem rancor contra algum do seu
povo, mas ame cada um o seu prximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor .
19 "Obedeam s minhas leis.
"No cruzem diferentes espcies de animais.
"No plantem duas espcies de sementes na sua lavoura.
"No usem roupas feitas com dois tipos de tecido.
20 "Se um homem deitar-se com uma escrava prometida a outro homem,
mas que no tenha sido resgatada nem tenha recebido sua liberdade,
aplique-se a devida punio. Contudo no sero mortos, porquanto ela no
havia sido libertada.
21 O homem, porm, trar ao Senhor ,  entrada da
Tenda do Encontro, um carneiro como oferta pela culpa.
22 Com o
carneiro da oferta pela culpa o sacerdote far propiciao por ele
perante o Senhor , pelo pecado que cometeu; assim o pecado que ele
cometeu ser perdoado.
23 "Quando vocs entrarem na terra e plantarem qualquer tipo de
rvore frutfera, considerem proibidas [a] as suas frutas.
Durante trs anos vocs as consideraro proibidas; no podero com-las.
24 No quarto ano todas as suas frutas sero santas; ser uma oferta de
louvor ao Senhor .
25 No quinto ano, porm, vocs podero comer as suas
frutas. Assim a sua colheita aumentar. Eu sou o Senhor , o Deus de
vocs.
26 "No comam nada com sangue.
"No pratiquem adivinhao nem feitiaria.
27 "No cortem o cabelo dos lados da cabea, nem aparem as pontas da
barba.
28 "No faam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em
si mesmos. Eu sou o Senhor .
29 "Ningum desonre a sua filha tornando-a uma prostituta, se no, a
terra se entregar  prostituio e se encher de perversidade.
30 "Guardem os meus sbados e reverenciem o meu santurio. Eu sou o
Senhor .
31 "No recorram aos mdiuns, nem busquem a quem consulta espritos,
pois vocs sero contaminados por eles. Eu sou o Senhor , o Deus de
vocs.
32 "Levantem-se na presena dos idosos, honrem os ancios, temam o
seu Deus. Eu sou o Senhor .
33 "Quando um estrangeiro viver na terra de vocs, no o maltratem.
34 O estrangeiro residente que viver com vocs dever ser tratado como
o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocs foram
estrangeiros no Egito. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs.
35 "No usem medidas desonestas quando medirem comprimento, peso ou
quantidade.
36 Usem balanas de pesos honestos, tanto para cereais
quanto para lquidos [b] . Eu sou o Senhor , o Deus de vocs, que
os tirei da terra do Egito.
37 "Obedeam a todos os meus decretos e a todas as minhas leis e
pratiquem-nos. Eu sou o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 19.23 Hebraico: incircuncisas .
[b] 19.36 Hebraico: efa honesto e him honesto .

LEVTICO-CAPITULO-20
Punies para o Pecado
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga aos israelitas: Qualquer
israelita ou estrangeiro residente em Israel que entregar [a] um
dos seus filhos a Moloque, ter que ser executado. O povo da terra o
apedrejar.
3 Voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do meio do
seu povo; pois deu os seus filhos a Moloque, contaminando assim o meu
santurio e profanando o meu santo nome.
4 Se o povo deliberadamente
fechar os olhos quando algum entregar um dos seus filhos a Moloque, e
deixar de execut-lo,
5 voltarei o meu rosto contra aquele homem e
contra o seu cl, e eliminarei do meio do seu povo tanto ele quanto
todos os que o seguem, prostituindo-se com Moloque.
6 "Voltarei o meu rosto contra quem consulta espritos e contra quem
procurar mdiuns para segui-los, prostituindo-se com eles. Eu o
eliminarei do meio do seu povo.
7 "Consagrem-se, porm, e sejam santos, porque eu sou o Senhor , o
Deus de vocs.
8 Obedeam aos meus decretos e pratiquem-nos. Eu sou o
Senhor que os santifica.
9 "Se algum amaldioar seu pai ou sua me, ter que ser executado.
Por ter amaldioado o seu pai ou a sua me, merece a morte.
10 "Se um homem cometer adultrio com a mulher de outro homem, com a
mulher do seu prximo, tanto o adltero quanto a adltera tero que ser
executados.
11 "Se um homem se deitar com a mulher do seu pai, desonrou seu pai.
Tanto o homem quanto a mulher tero que ser executados, pois merecem a
morte.
12 "Se um homem se deitar com a sua nora, ambos tero que ser
executados. O que fizeram  depravao; merecem a morte.
13 "Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma
mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Tero que ser executados,
pois merecem a morte.
14 "Se um homem tomar uma mulher e a me dela, comete perversidade.
Tanto ele quanto elas sero queimados com fogo, para que no haja
perversidade entre vocs.
15 "Se um homem tiver relaes sexuais com um animal, ter que ser
executado, e vocs mataro tambm o animal.
16 "Se uma mulher se aproximar de algum animal para ajuntar-se com
ele, vocs mataro a mulher e o animal. Ambos tero que ser executados,
pois merecem a morte.
17 "Se um homem tomar por mulher sua irm, filha de seu pai ou de sua
me, e se envolver sexualmente com ela, pratica um ato vergonhoso. Sero
eliminados  vista de todo o povo. Esse homem desonrou sua irm e
sofrer as conseqncias da sua iniqidade.
18 "Se um homem se deitar com uma mulher durante a menstruao e com
ela se envolver sexualmente, ambos sero eliminados do meio do seu povo,
pois expuseram o sangramento dela.
19 "No se envolva sexualmente com a irm de sua me, nem com a irm
de seu pai; pois quem se envolver sexualmente com uma parenta prxima
sofrer as conseqncias da sua iniqidade.
20 "Se um homem se deitar com a mulher do seu tio, desonrou seu tio.
Eles sofrero as conseqncias do seu pecado; morrero sem filhos.
21 "Se um homem tomar por mulher a mulher do seu irmo, comete
impureza; desonrou seu irmo. Ficaro sem filhos.
22 "Obedeam a todos os meus decretos e leis e pratiquem-nos, para
que a terra para onde os estou levando para nela habitarem no os
vomite.
23 No sigam os costumes dos povos que vou expulsar de diante
de vocs. Por terem feito todas essas coisas, causam-me repugnncia.
24 Mas a vocs prometi que herdaro a terra deles; eu a darei a vocs como
herana, terra que mana leite e mel. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs,
que os separou dentre os povos.
25 "Portanto, faam separao entre animais puros e impuros e entre
aves puras e impuras. No se contaminem com animal, ou ave, ou com
qualquer criatura que se move rente ao cho, os quais separei de vocs
por serem eles impuros.
26 Vocs sero santos para mim, porque eu, o
Senhor , sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus.
27 "Os homens ou mulheres que, entre vocs, forem mdiuns ou
consultarem os espritos, tero que ser executados. Sero apedrejados,
pois merecem a morte".
Notas de rodap:
[a] 20.2 Ou sacrificar ; tambm nos versculos 3 e 4.

LEVTICO-CAPITULO-21
Regulamentao para os Sacerdotes
1 Disse ainda o Senhor a Moiss: "Diga o seguinte aos sacerdotes, os
filhos de Aro: Um sacerdote no poder tornar-se impuro por causa de
algum do seu povo que venha a morrer,
2 a no ser por um parente
prximo, como me ou pai, filho ou filha, irmo,
3 ou irm virgem
dependente dele por ainda no ter marido; por causa dela, poder
tornar-se impuro.
4 No poder tornar-se impuro e contaminar-se por
causa de parentes por casamento [a] .
5 "Os sacerdotes no raparo a cabea, nem apararo as pontas da
barba, nem faro cortes no corpo.
6 Sero santos ao seu Deus, e no
profanaro o nome do seu Deus. Pelo fato de apresentarem ao Senhor as
ofertas preparadas no fogo, ofertas de alimento do seu Deus, sero
santos.
7 "No podero tomar por mulher uma prostituta, uma moa que tenha
perdido a virgindade, ou uma mulher divorciada do seu marido, porque o
sacerdote  santo ao seu Deus.
8 Considerem-no santo, porque ele
oferece o alimento do seu Deus. Considerem-no santo, porque eu, o Senhor
, que os santifico, sou santo.
9 "Se a filha de um sacerdote se corromper, tornando-se prostituta,
desonra seu pai; dever morrer queimada.
10 "O sumo sacerdote, aquele entre seus irmos sobre cuja cabea
tiver sido derramado o leo da uno, e que tiver sido consagrado para
usar as vestes sacerdotais, no andar descabelado, nem rasgar as
roupas em sinal de luto.
11 No entrar onde houver um cadver. No se
tornar impuro, nem mesmo por causa do seu pai ou da sua me;
12 e no
deixar o santurio do seu Deus, nem o profanar, porquanto foi
consagrado pelo leo da uno do seu Deus. Eu sou o Senhor .
13 "A mulher que ele tomar ter que ser virgem.
14 No poder ser
viva, nem divorciada, nem moa que perdeu a virgindade, nem prostituta,
mas ter que ser uma virgem do seu prprio povo,
15 assim ele no
profanar a sua descendncia entre o seu povo. Eu sou o Senhor , que o
santifico".
16 Disse ainda o Senhor a Moiss:
17 "Diga a Aro: Pelas suas
geraes, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poder
aproximar-se para trazer ao seu Deus ofertas de alimento.
18 Nenhum
homem que tenha algum defeito poder aproximar-se: ningum que seja cego
ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado;
19 ningum que tenha o p ou a mo defeituosos,
20 ou que seja corcunda ou
ano, ou que tenha qualquer defeito na vista, ou que esteja com feridas
purulentas ou com fluxo, ou que tenha testculos defeituosos.
21 Nenhum
descendente do sacerdote Aro que tenha qualquer defeito poder
aproximar-se para apresentar ao Senhor ofertas preparadas no fogo. Tem
defeito; no poder aproximar-se para traz-las ao seu Deus.
22 Poder
comer o alimento santssimo de seu Deus, e tambm o alimento santo;
23 contudo, por causa do seu defeito, no se aproximar do vu nem do
altar, para que no profane o meu santurio. Eu sou o Senhor , que os
santifico".
24 Foi isso que Moiss falou a Aro e a seus filhos e a todos os
israelitas.
Notas de rodap:
[a] 21.4 Ou impuro como lder no meio de seu povo

LEVTICO-CAPITULO-22
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga a Aro e a seus filhos que
tratem com respeito as ofertas sagradas que os israelitas me
consagrarem, para que no profanem o meu santo nome. Eu sou o Senhor .
3 "Avise-lhes que se, em suas futuras geraes, algum dos seus
descendentes estiver impuro quando se aproximar das ofertas sagradas que
os israelitas consagrarem ao Senhor , ser eliminado da minha presena.
Eu sou o Senhor .
4 "Nenhum descendente de Aro que tenha lepra [a] ou fluxo no
corpo poder comer das ofertas sagradas at que esteja purificado.
Tambm estar impuro se tocar em algo contaminado por um cadver, ou se
lhe sair o smen,
5 ou se tocar em alguma criatura, ou em algum que o
torne impuro, seja qual for a impureza.
6 Aquele que neles tocar ficar
impuro at a tarde. No poder comer das ofertas sagradas, a menos que
se tenha banhado com gua.
7 Depois do pr-do-sol estar puro, e ento
poder comer as ofertas sagradas, pois so o seu alimento.
8 Tambm no
poder comer animal encontrado morto ou despedaado por animais
selvagens, pois se tornaria impuro por causa deles. Eu sou o Senhor .
9 "Os sacerdotes obedecero aos meus preceitos, para que no sofram
as conseqncias do seu pecado nem sejam executados por t-los
profanado. Eu sou o Senhor , que os santifico.
10 "Somente o sacerdote e a sua famlia podero comer da oferta
sagrada; no poder com-la o seu hspede, nem o seu empregado.
11 Mas,
se um sacerdote comprar um escravo, ou se um escravo nascer em sua casa,
esse escravo poder comer do seu alimento.
12 Se a filha de um
sacerdote se casar com algum que no seja sacerdote, no poder comer
das ofertas sagradas.
13 Mas, se a filha de um sacerdote ficar viva ou
se divorciar, e no tiver filhos, e voltar a viver na casa do pai como
na sua juventude, poder comer do alimento do pai, mas dele no poder
comer ningum que no seja da famlia do sacerdote.
14 "Se algum, sem inteno, comer uma oferta sagrada, far
restituio da oferta ao sacerdote e lhe acrescentar um quinto do seu
valor.
15 "Os sacerdotes no profanaro as ofertas sagradas que os
israelitas apresentam ao Senhor ,
16 permitindo-lhes com-las e
trazendo assim sobre eles culpa que exige reparao. Eu sou o Senhor que
os santifico".
Os Sacrifcios Inaceitveis
17 Disse o Senhor a Moiss:
18 "Diga o seguinte a Aro e a seus
filhos e a todos os israelitas: Se algum de vocs, seja israelita, seja
estrangeiro residente em Israel, apresentar uma oferta como holocausto
ao Senhor , quer para cumprir voto, quer como oferta voluntria,
19 apresentar um macho sem defeito do rebanho, isto , um boi, um carneiro
ou um bode, a fim de que seja aceito em seu favor.
20 No tragam nenhum
animal defeituoso, porque no ser aceito em favor de vocs.
21 Quando
algum trouxer um animal do gado ou do rebanho de ovelhas como oferta de
comunho para o Senhor , em cumprimento de voto, ou como oferta
voluntria, para ser aceitvel o animal ter que ser sem defeito e sem
mcula.
22 No ofeream ao Senhor animal cego, aleijado, mutilado,
ulceroso, cheio de feridas purulentas ou com fluxo. No coloquem nenhum
desses animais sobre o altar como oferta ao Senhor , preparada no fogo.
23 Todavia, podero apresentar como oferta voluntria um boi ou um
carneiro ou um cabrito deformados ou atrofiados, mas no caso do
cumprimento de voto no sero aceitos.
24 No podero oferecer ao
Senhor um animal cujos testculos estejam machucados, esmagados,
despedaados ou cortados. No faam isso em sua prpria terra,
25 nem
aceitem animais como esses das mos de um estrangeiro para oferec-los
como alimento do seu Deus. No sero aceitos em favor de vocs, pois so
deformados e apresentam defeitos".
26 Disse ainda o Senhor a Moiss:
27 "Quando nascer um bezerro, um
cordeiro ou um cabrito, ficar sete dias com sua me. Do oitavo dia em
diante ser aceito como oferta ao Senhor preparada no fogo.
28 No
matem uma vaca ou uma ovelha ou uma cabra e sua cria no mesmo dia.
29 "Quando vocs oferecerem um sacrifcio de gratido ao Senhor ,
ofeream-no de maneira que seja aceito em favor de vocs.
30 Ser
comido naquele mesmo dia; no deixem nada at a manh seguinte. Eu sou o
Senhor .
31 "Obedeam aos meus mandamentos e coloquem-nos em prtica. Eu sou o
Senhor .
32 No profanem o meu santo nome. Eu serei reconhecido como
santo pelos israelitas. Eu sou o Senhor , eu os santifico,
33 eu os
tirei do Egito para ser o Deus de vocs. Eu sou o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 22.4 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.

LEVTICO-CAPITULO-23
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Diga o seguinte aos israelitas: Estas
so as minhas festas, as festas fixas do Senhor , que vocs proclamaro
como reunies sagradas:
O Sbado
3 "Em seis dias realizem os seus trabalhos, mas o stimo dia 
sbado, dia de descanso e de reunio sagrada. No realizem trabalho
algum; onde quer que morarem, ser sbado dedicado ao Senhor .
A Pscoa e os Pes sem Fermento
4 "Estas so as festas fixas do Senhor , as reunies sagradas que
vocs proclamaro no tempo devido:
5 a Pscoa do Senhor , que comea no
entardecer do dcimo quarto dia do primeiro ms.
6 No dcimo quinto dia
daquele ms comea a festa do Senhor , a festa dos pes sem fermento;
durante sete dias vocs comero pes sem fermento.
7 No primeiro dia
faam uma reunio sagrada e no realizem trabalho algum.
8 Durante sete
dias apresentem ao Senhor ofertas preparadas no fogo. E no stimo dia
faam uma reunio sagrada e no realizem trabalho algum".
Os Primeiros Frutos
9 Disse o Senhor a Moiss:
10 "Diga o seguinte aos israelitas:
Quando vocs entrarem na terra que lhes dou e fizerem colheita, tragam
ao sacerdote um feixe do primeiro cereal que colherem.
11 O sacerdote
mover ritualmente o feixe perante o Senhor para que seja aceito em
favor de vocs; ele o mover no dia seguinte ao sbado.
12 No dia em
que moverem o feixe, vocs oferecero em holocausto ao Senhor um
cordeiro de um ano de idade e sem defeito.
13 Apresentem tambm uma
oferta de cereal de dois jarros [a] da melhor farinha amassada
com leo, oferta ao Senhor preparada no fogo, de aroma agradvel, e uma
oferta derramada de um litro [b] de vinho.
14 Vocs no podero
comer po algum, nem cereal tostado, nem cereal novo, at o dia em que
trouxerem essa oferta ao Deus de vocs. Este  um decreto perptuo para
as suas geraes, onde quer que morarem.
A Festa das Semanas
15 "A partir do dia seguinte ao sbado, o dia em que vocs traro o
feixe da oferta ritualmente movida, contem sete semanas completas.
16 Contem cinqenta dias, at um dia depois do stimo sbado, e ento
apresentem uma oferta de cereal novo ao Senhor .
17 Onde quer que
morarem, tragam de casa dois pes feitos com dois jarros da melhor
farinha, cozidos com fermento, como oferta movida dos primeiros frutos
ao Senhor .
18 Junto com os pes apresentem sete cordeiros, cada um com
um ano de idade e sem defeito, um novilho e dois carneiros. Eles sero
um holocausto ao Senhor , juntamente com as suas ofertas de cereal e
ofertas derramadas;  oferta preparada no fogo, de aroma agradvel ao
Senhor .
19 Depois sacrifiquem um bode como oferta pelo pecado e dois
cordeiros, cada um com um ano de idade, como oferta de comunho.
20 O
sacerdote mover os dois cordeiros perante o Senhor como gesto ritual de
apresentao, juntamente com o po dos primeiros frutos. So uma oferta
sagrada ao Senhor e pertencem ao sacerdote.
21 Naquele mesmo dia vocs
proclamaro uma reunio sagrada e no realizaro trabalho algum. Este 
um decreto perptuo para as suas geraes, onde quer que vocs morarem.
22 "Quando fizerem a colheita da sua terra, no colham at as
extremidades da sua lavoura, nem ajuntem as espigas cadas da sua
colheita. Deixem-nas para o necessitado e para o estrangeiro. Eu sou o
Senhor , o Deus de vocs".
A Festa das Trombetas
23 Disse o Senhor a Moiss:
24 "Diga tambm aos israelitas: No
primeiro dia do stimo ms vocs tero um dia de descanso, uma reunio
sagrada, celebrada com toques de trombeta.
25 No realizem trabalho
algum, mas apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo".
O Dia da Expiao
26 Disse o Senhor a Moiss:
27 "O dcimo dia deste stimo ms  o
Dia da Expiao [c] . Faam uma reunio sagrada e humilhem-se
[d] , e apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo.
28 No
realizem trabalho algum nesse dia, porque  o Dia da Expiao, quando se
faz propiciao por vocs perante o Senhor , o Deus de vocs.
29 Quem
no se humilhar nesse dia ser eliminado do seu povo.
30 Eu destruirei
do meio do seu povo todo aquele que realizar algum trabalho nesse dia.
31 Vocs no realizaro trabalho algum. Este  um decreto perptuo para
as suas geraes, onde quer que vocs morarem.
32  um sbado de
descanso para vocs, e vocs se humilharo. Desde o entardecer do nono
dia do ms at o entardecer do dia seguinte vocs guardaro esse
sbado".
A Festa das Cabanas
33 Disse o Senhor a Moiss:
34 "Diga ainda aos israelitas: No dcimo
quinto dia deste stimo ms comea a festa das cabanas [e] do
Senhor , que dura sete dias.
35 No primeiro dia haver reunio sagrada;
no realizem trabalho algum.
36 Durante sete dias apresentem ao Senhor
ofertas preparadas no fogo, e no oitavo dia faam outra reunio sagrada,
e tambm apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo.  reunio
solene; no realizem trabalho algum.
37 (Estas so as festas fixas do Senhor , que vocs proclamaro como
reunies sagradas para trazerem ao Senhor ofertas preparadas no fogo,
holocaustos e ofertas de cereal, sacrifcios e ofertas derramadas
exigidas para cada dia.
38 Isso fora as do sbado do Senhor e fora as
[f] ddivas e os votos de vocs, e todas as ofertas voluntrias que
vocs derem ao Senhor .)
39 "Assim, comeando no dcimo quinto dia do stimo ms, depois de
terem colhido o que a terra produziu, celebrem a festa do Senhor durante
sete dias; o primeiro dia e tambm o oitavo sero dias de descanso.
40 No primeiro dia vocs apanharo os melhores frutos das rvores, folhagem
de tamareira, galhos frondosos e salgueiros, e se alegraro perante o
Senhor , o Deus de vocs, durante sete dias.
41 Celebrem essa festa do
Senhor durante sete dias todos os anos. Este  um decreto perptuo para
as suas geraes; celebrem-na no stimo ms.
42 Morem em tendas durante
sete dias; todos os israelitas de nascimento moraro em tendas,
43 para
que os descendentes de vocs saibam que eu fiz os israelitas morarem em
tendas quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor , o Deus de
vocs".
44 Assim anunciou Moiss aos israelitas as festas fixas do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 23.13 Hebraico: 2/10 de efa ; tambm no versculo 17. O efa era
uma medida de capacidade para secos. As estimativas variam entre 20 e 40
litros.
[b] 23.13 Hebraico: 1 /4 de him . O him era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros.
[c] 23.27 O termo hebraico  o mesmo traduzido por propiciao.
[d] 23.27 Ou e jejuem ; tambm nos versculos 29 e 32.
[e] 23.34 Ou dos tabernculos ; hebraico: sucote.
[f] 23.38 Ou Estas festas so alm dos sbados do Senhor, e estas
ofertas so as

LEVTICO-CAPITULO-24
O Candelabro e os Pes Sagrados
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 "Ordene aos israelitas que lhe tragam
azeite puro de oliva batida para as lmpadas, para que fiquem sempre
acesas.
3 Na Tenda do Encontro, do lado de fora do vu que esconde as
tbuas da aliana, Aro manter as lmpadas continuamente acesas diante
do Senhor , desde o entardecer at a manh seguinte. Este  um decreto
perptuo para as suas geraes.
4 Mantenha sempre em ordem as lmpadas
no candelabro de ouro puro perante o Senhor .
5 "Apanhe da melhor farinha e asse doze pes, usando dois jarros
[a] para cada po.
6 Coloque-os em duas fileiras, com seis pes em
cada uma, sobre a mesa de ouro puro perante o Senhor .
7 Junto a cada
fileira coloque um pouco de incenso puro como poro memorial para
representar o po e ser uma oferta ao Senhor preparada no fogo.
8 Esses
pes sero colocados regularmente perante o Senhor , cada sbado, em
nome dos israelitas, como aliana perptua.
9 Pertencem a Aro e a seus
descendentes, que os comero num lugar sagrado, porque  parte
santssima de sua poro regular das ofertas dedicadas ao Senhor ,
preparadas no fogo.  decreto perptuo".
O Castigo da Blasfmia
10 Aconteceu que o filho de uma israelita e de um egpcio saiu e foi
para o meio dos israelitas. No acampamento houve uma briga entre ele e
um israelita.
11 O filho da israelita blasfemou o Nome com uma
maldio; ento o levaram a Moiss. O nome de sua me era Selomite,
filha de Dibri, da tribo de D.
12 Deixaram-no preso at que a vontade
do Senhor lhes fosse declarada.
13 Ento o Senhor disse a Moiss:
14 "Leve o que blasfemou para fora
do acampamento. Todos aqueles que o ouviram colocaro as mos sobre a
cabea dele, e a comunidade toda o apedrejar.
15 Diga aos israelitas:
Se algum amaldioar seu Deus, ser responsvel pelo seu pecado;
16 quem blasfemar o nome do Senhor ter que ser executado. A comunidade
toda o apedrejar. Seja estrangeiro, seja natural da terra, se blasfemar
o Nome, ter que ser morto.
17 "Se algum ferir uma pessoa ao ponto de mat-la, ter que ser
executado.
18 Quem matar um animal far restituio: vida por vida.
19 Se algum ferir seu prximo, deixando-o defeituoso, assim como fez lhe
ser feito:
20 fratura por fratura, olho por olho, dente por dente.
Assim como feriu o outro, deixando-o defeituoso, assim tambm ser
ferido.
21 Quem matar um animal far restituio, mas quem matar um
homem ser morto.
22 Vocs tero a mesma lei para o estrangeiro e para
o natural da terra. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs".
23 Depois que Moiss falou aos israelitas, levaram o que blasfemou para
fora do acampamento e o apedrejaram. Os israelitas fizeram conforme o
Senhor tinha ordenado a Moiss.
Notas de rodap:
[a] 24.5 Hebraico: 2/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

LEVTICO-CAPITULO-25
O Ano Sabtico
1 Ento disse o Senhor a Moiss no monte Sinai:
2 "Diga o seguinte
aos israelitas: Quando vocs entrarem na terra que lhes dou, a prpria
terra guardar um sbado para o Senhor .
3 Durante seis anos semeiem as
suas lavouras, aparem as suas vinhas e faam a colheita de suas
plantaes.
4 Mas no stimo ano a terra ter um sbado de descanso, um
sbado dedicado ao Senhor . No semeiem as suas lavouras, nem aparem as
suas vinhas.
5 No colham o que crescer por si, nem colham as uvas das
suas vinhas, que no sero podadas. A terra ter um ano de descanso.
6 Vocs se sustentaro do que a terra produzir no ano de descanso, voc, o
seu escravo, a sua escrava, o trabalhador contratado e o residente
temporrio que vive entre vocs,
7 bem como os seus rebanhos e os
animais selvagens de sua terra. Tudo o que a terra produzir poder ser
comido.
O Ano do Jubileu
8 "Contem sete semanas de anos, sete vezes sete anos; essas sete
semanas de anos totalizam quarenta e nove anos.
9 Ento faam soar a
trombeta no dcimo dia do stimo ms; no Dia da Expiao faam soar a
trombeta por toda a terra de vocs.
10 Consagrem o qinquagsimo ano e
proclamem libertao por toda a terra a todos os seus moradores. Este
lhes ser um ano de jubileu, quando cada um de vocs voltar para a
propriedade da sua famlia e para o seu prprio cl.
11 O qinquagsimo
ano lhes ser jubileu; no semeiem e no ceifem o que cresce por si
mesmo nem colham das vinhas no podadas.
12  jubileu, e lhes ser
santo; comam apenas o que a terra produzir.
13 "Nesse ano do Jubileu cada um de vocs voltar para a sua
propriedade.
14 "Se vocs venderem alguma propriedade ao seu prximo ou se
comprarem alguma propriedade dele, no explorem o seu irmo.
15 O que
comprarem do seu prximo ser avaliado com base no nmero de anos desde
o Jubileu. E ele far a venda com base no nmero de anos que restam de
colheitas.
16 Quando os anos forem muitos, vocs devero aumentar o
preo, mas quando forem poucos, devero diminuir o preo, pois o que ele
est lhes vendendo  o nmero de colheitas.
17 No explorem um ao
outro, mas temam o Deus de vocs. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs.
18 "Pratiquem os meus decretos e obedeam s minhas ordenanas, e
vocs vivero com segurana na terra.
19 Ento a terra dar o seu
fruto, e vocs comero at fartar-se e ali vivero em segurana.
20 Vocs podero perguntar: ``Que iremos comer no stimo ano, se no
plantarmos nem fizermos a colheita?''
21 Saibam que eu lhes enviarei a
minha bno no sexto ano, e a terra produzir o suficiente para trs
anos.
22 Quando vocs estiverem plantando no oitavo ano, comero ainda
da colheita anterior e dela continuaro a comer at a colheita do nono
ano.
23 "A terra no poder ser vendida definitivamente, porque ela 
minha, e vocs so apenas estrangeiros e imigrantes.
24 Em toda terra
em que tiverem propriedade, concedam o direito de resgate da terra.
25 "Se algum do seu povo empobrecer e vender parte da sua
propriedade, seu parente mais prximo vir e resgatar aquilo que o seu
compatriota vendeu.
26 Se, contudo, um homem no tiver quem lhe resgate
a terra, mas ele mesmo prosperar e adquirir recursos para resgat-la,
27 calcular os anos desde que a vendeu e devolver a diferena quele
a quem a vendeu; ento poder voltar para a sua propriedade.
28 Mas, se
no adquirir recursos para devolver-lhe o valor, a propriedade que
vendeu permanecer em posse do comprador at o ano do Jubileu. Ser
devolvida no Jubileu, e ele ento poder voltar para a sua propriedade.
29 "Se um homem vender uma casa numa cidade murada, ter o direito de
resgate at que se complete um ano aps a venda. Nesse perodo poder
resgat-la.
30 Se no for resgatada antes de se completar um ano, a
casa da cidade murada pertencer definitivamente ao comprador e aos seus
descendentes; no ser devolvida no Jubileu.
31 Mas as casas dos
povoados sem muros ao redor sero consideradas campo aberto. Podero ser
resgatadas e sero devolvidas no Jubileu.
32 "No caso das cidades dos levitas, eles sempre tero direito de
resgatar suas casas nas cidades que lhes pertencem.
33 Assim, a
propriedade dos levitas, isto , uma casa vendida em qualquer cidade
deles,  resgatvel e dever ser devolvida no Jubileu, porque as casas
das cidades dos levitas so propriedade deles entre os israelitas.
34 Mas as pastagens pertencentes s suas cidades no sero vendidas; so
propriedade permanente deles.
35 "Se algum do seu povo empobrecer e no puder sustentar-se,
ajudem-no como se faz ao estrangeiro e ao residente temporrio, para que
possa continuar a viver entre vocs.
36 No cobrem dele juro algum, mas
temam o seu Deus, para que o seu prximo continue a viver entre vocs.
37 Vocs no podero exigir dele juros nem emprestar-lhe mantimento
visando lucro.
38 Eu sou o Senhor , o Deus de vocs, que os tirou da
terra do Egito para dar-lhes a terra de Cana e para ser o seu Deus.
39 "Se algum do seu povo empobrecer e se vender a algum de vocs,
no o faam trabalhar como escravo.
40 Ele dever ser tratado como
trabalhador contratado ou como residente temporrio; trabalhar para
quem o comprou at o ano do Jubileu.
41 Ento ele e os seus filhos
estaro livres, e ele poder voltar para o seu prprio cl e para a
propriedade dos seus antepassados.
42 Pois os israelitas so meus
servos, a quem tirei da terra do Egito; no podero ser vendidos como
escravos.
43 No dominem impiedosamente sobre eles, mas temam o seu
Deus.
44 "Os seus escravos e as suas escravas devero vir dos povos que
vivem ao redor de vocs; deles vocs podero comprar escravos e
escravas.
45 Tambm podero compr-los entre os filhos dos residentes
temporrios que vivem entre vocs e entre os que pertencem aos cls
deles, ainda que nascidos na terra de vocs; eles se tornaro sua
propriedade.
46 Vocs podero deix-los como herana para os seus
filhos e podero faz-los escravos para sempre, mas sobre os seus irmos
israelitas vocs no podero dominar impiedosamente.
47 "Se um estrangeiro ou um residente temporrio entre vocs
enriquecer e algum do seu povo empobrecer e se vender a esse
estrangeiro ou a algum que pertence ao cl desse estrangeiro,
48 manter o direito de resgate mesmo depois de se vender. Um dos seus
parentes poder resgat-lo:
49 ou tio, ou primo, ou qualquer parente
prximo poder resgat-lo. Se, todavia, prosperar, poder resgatar a si
mesmo.
50 Ele e o seu comprador contaro o tempo desde o ano em que se
vendeu at o ano do Jubileu. O preo do resgate se basear no salrio de
um empregado contratado por aquele nmero de anos.
51 Se restarem
muitos anos, pagar o seu resgate proporcionalmente ao preo de compra.
52 Se restarem apenas poucos anos at o ano do Jubileu, far o clculo,
e pagar o seu resgate proporcionalmente aos anos.
53 Ele dever ser
tratado como um empregado contratado anualmente; no permitam que o seu
senhor domine impiedosamente sobre ele.
54 "Se no for resgatado por nenhuma dessas maneiras, ele e os seus
filhos estaro livres no ano do Jubileu,
55 porque os israelitas so
meus servos, os quais tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor , o Deus
de vocs.

LEVTICO-CAPITULO-26
A Recompensa da Obedincia
1 "No faam dolos, nem imagens, nem colunas sagradas para vocs, e
no coloquem nenhuma pedra esculpida em sua terra para curvar-se diante
dela. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs.
2 "Guardem os meus sbados e reverenciem o meu santurio. Eu sou o
Senhor .
3 "Se vocs seguirem os meus decretos e obedecerem aos meus
mandamentos, e os colocarem em prtica,
4 eu lhes mandarei chuva na
estao certa, e a terra dar a sua colheita e as rvores do campo daro
o seu fruto.
5 A debulha prosseguir at a colheita das uvas, e a
colheita das uvas prosseguir at a poca da plantao, e vocs comero
at ficarem satisfeitos e vivero em segurana em sua terra.
6 "Estabelecerei paz na terra, e vocs se deitaro, e ningum os
amedrontar. Farei desaparecer da terra os animais selvagens, e a espada
no passar pela sua terra.
7 Vocs perseguiro os seus inimigos, e
estes cairo  espada diante de vocs.
8 Cinco de vocs perseguiro
cem, cem de vocs perseguiro dez mil, e os seus inimigos cairo 
espada diante de vocs.
9 "Eu me voltarei para vocs e os farei prolferos; e os
multiplicarei e guardarei a minha aliana com vocs.
10 Vocs ainda
estaro comendo da colheita armazenada no ano anterior, quando tero que
se livrar dela para dar espao para a nova colheita.
11 Estabelecerei a
minha habitao entre vocs e no os rejeitarei.
12 Andarei entre vocs
e serei o seu Deus, e vocs sero o meu povo.
13 Eu sou o Senhor , o
Deus de vocs, que os tirou da terra do Egito para que no mais fossem
escravos deles; quebrei as traves do jugo que os prendia e os fiz andar
de cabea erguida.
O Castigo da Desobedincia
14 "Mas, se vocs no me ouvirem e no colocarem em prtica todos
esses mandamentos,
15 e desprezarem os meus decretos, rejeitarem as
minhas ordenanas, deixarem de colocar em prtica todos os meus
mandamentos e forem infiis  minha aliana,
16 ento assim os
tratarei: eu lhes trarei pavor repentino, doenas e febre que lhes
tiraro a viso e lhes definharo a vida. Vocs semearo inutilmente,
porque os seus inimigos comero as suas sementes.
17 O meu rosto estar
contra vocs, e vocs sero derrotados pelos inimigos; os seus
adversrios os dominaro, e vocs fugiro mesmo quando ningum os
estiver perseguindo.
18 "Se depois disso tudo vocs no me ouvirem, eu os castigarei sete
vezes mais pelos seus pecados.
19 Eu lhes quebrarei o orgulho rebelde e
farei que o cu sobre vocs fique como ferro e a terra de vocs fique
como bronze.
20 A fora de vocs ser gasta em vo, porque a terra no
lhes dar colheita, nem as rvores da terra lhes daro fruto.
21 "Se continuarem se opondo a mim e recusarem ouvir-me, eu os
castigarei sete vezes mais, conforme os seus pecados.
22 Mandarei
contra vocs animais selvagens que mataro os seus filhos, acabarei com
os seus rebanhos e reduzirei vocs a to poucos que os seus caminhos
ficaro desertos.
23 "Se apesar disso vocs no aceitarem a minha disciplina, mas
continuarem a opor-se a mim,
24 eu mesmo me oporei a vocs e os
castigarei sete vezes mais por causa dos seus pecados.
25 E trarei a
espada contra vocs para vingar a aliana. Quando se refugiarem em suas
cidades, eu lhes mandarei uma praga, e vocs sero entregues em mos
inimigas.
26 Quando eu lhes cortar o suprimento de po, dez mulheres
assaro o po num nico forno e repartiro o po a peso. Vocs comero,
mas no ficaro satisfeitos.
27 "Se apesar disso tudo vocs ainda no me ouvirem, mas continuarem
a opor-se a mim,
28 ento com furor me oporei a vocs, e eu mesmo os
castigarei sete vezes mais por causa dos seus pecados.
29 Vocs comero
a carne dos seus filhos e das suas filhas.
30 Destruirei os seus
altares idlatras, despedaarei os seus altares de incenso [a] e
empilharei os seus cadveres sobre os seus dolos mortos, e rejeitarei
vocs.
31 Deixarei as cidades de vocs em runas e arrasarei os seus
santurios, e no terei prazer no aroma das suas ofertas.
32 Desolarei
a terra ao ponto de ficarem perplexos os seus inimigos que vierem
ocup-la.
33 Espalharei vocs entre as naes e empunharei a espada
contra vocs. Sua terra ficar desolada, e as suas cidades, em runas.
34 Ento a terra desfrutar os seus anos sabticos enquanto estiver
desolada e enquanto vocs estiverem na terra dos seus inimigos; e a
terra descansar e desfrutar os seus sbados.
35 Enquanto estiver
desolada, a terra ter o descanso sabtico que no teve quando vocs a
habitavam.
36 "Quanto aos que sobreviverem, eu lhes encherei o corao de tanto
medo na terra do inimigo, que o som de uma folha levada pelo vento os
por em fuga. Correro como quem foge da espada, e cairo, sem que
ningum os persiga.
37 Tropearo uns nos outros, como que fugindo da
espada, sem que ningum os esteja perseguindo. Assim vocs no podero
subsistir diante dos inimigos.
38 Vocs perecero entre as naes, e a
terra dos seus inimigos os devorar.
39 Os que sobreviverem apodrecero
na terra do inimigo por causa dos seus pecados, e tambm por causa dos
pecados dos seus antepassados.
40 "Mas, se confessarem os seus pecados e os pecados dos seus
antepassados, sua infidelidade e oposio a mim,
41 que me levaram a
opor-me a eles e a envi-los para a terra dos seus inimigos; se o seu
corao obstinado [b] se humilhar, e eles aceitarem o castigo do
seu pecado,
42 eu me lembrarei da minha aliana com Jac, da minha
aliana com Isaque, e da minha aliana com Abrao, e tambm me lembrarei
da terra,
43 que por eles ser abandonada e desfrutar os seus sbados
enquanto permanecer desolada. Recebero o castigo pelos seus pecados
porque desprezaram as minhas ordenanas e rejeitaram os meus decretos.
44 Apesar disso, quando estiverem na terra do inimigo, no os
desprezarei, nem os rejeitarei, para destru-los totalmente, quebrando a
minha aliana com eles, pois eu sou o Senhor , o Deus deles.
45 Mas por
amor deles eu me lembrarei da aliana com os seus antepassados que tirei
da terra do Egito  vista das naes, para ser o Deus deles. Eu sou o
Senhor ".
46 So esses os decretos, as ordenanas e as leis que o Senhor
estabeleceu no monte Sinai entre ele prprio e os israelitas, por
intermdio de Moiss.
Notas de rodap:
[a] 26.30 Provavelmente colunas dedicadas ao deus sol.
[b] 26.41 Hebraico: incircunciso .

LEVTICO-CAPITULO-27
O Resgate do que Pertence ao Senhor
1 Disse tambm o Senhor a Moiss:
2 "Diga o seguinte aos
israelitas: Se algum fizer um voto especial, dedicando pessoas ao
Senhor , faa-o conforme o devido valor;
3 atribua aos homens entre
vinte e sessenta anos o valor de seiscentos gramas [a] de prata,
com base no peso padro [b] do santurio;
4 e, se for mulher,
atribua-lhe o valor de trezentos e sessenta gramas.
5 Se for algum que
tenha entre cinco e vinte anos, atribua aos homens o valor de duzentos e
quarenta gramas e s mulheres o valor de cento e vinte gramas.
6 Se for
algum que tenha entre um ms e cinco anos de idade, atribua aos meninos
o valor de sessenta gramas de prata e s meninas o valor de trinta e
seis gramas de prata.
7 Se for algum que tenha de sessenta anos para
cima, atribua aos homens o valor de cento e oitenta gramas e s mulheres
o valor de cento e vinte gramas.
8 Se quem fizer o voto for pobre
demais para pagar o valor especificado, apresentar a pessoa ao
sacerdote, que estabelecer o valor de acordo com as possibilidades do
homem que fez o voto.
9 "Se o que ele prometeu mediante voto for um animal aceitvel como
oferta ao Senhor , um animal assim dado ao Senhor torna-se santo.
10 Ele no poder troc-lo nem substituir um animal ruim por um bom, nem um
animal bom por um ruim; caso troque um animal por outro, tanto o
substituto quanto o substitudo se tornaro santos.
11 Se o que ele
prometeu mediante voto for um animal impuro, no aceitvel como oferta
ao Senhor , o animal ser apresentado ao sacerdote,
12 que o avaliar
por suas qualidades. A avaliao do sacerdote determinar o valor do
animal.
13 Se o dono desejar resgatar o animal, ter que acrescentar um
quinto ao seu valor.
14 "Se um homem consagrar a sua casa ao Senhor , o sacerdote avaliar
a casa por suas qualidades. A avaliao do sacerdote determinar o valor
da casa.
15 Se o homem que consagrar a sua casa quiser resgat-la, ter
que acrescentar um quinto ao seu valor, e a casa voltar a ser sua.
16 "Se um homem consagrar ao Senhor parte das terras da sua famlia,
sua avaliao ser de acordo com a semeadura: seiscentos gramas de prata
para cada barril [c] de semente de cevada.
17 Se consagrar a sua
terra durante o ano do Jubileu, o valor ser integral.
18 Mas, se a
consagrar depois do Jubileu, o sacerdote calcular o valor de acordo com
o nmero de anos que faltarem para o ano do Jubileu seguinte, e o valor
ser reduzido.
19 Se o homem que consagrar a sua terra desejar
resgat-la, ter que acrescentar um quinto ao seu valor, e a terra
voltar a ser sua.
20 Mas se no a resgatar, ou se a tiver vendido, no
poder mais ser resgatada;
21 quando a terra for liberada no Jubileu,
ser santa, consagrada ao Senhor , e se tornar propriedade dos
sacerdotes [d] .
22 "Se um homem consagrar ao Senhor terras que tenha comprado, terras
que no fazem parte da propriedade da sua famlia,
23 o sacerdote
determinar o valor de acordo com o tempo que falta para o ano do
Jubileu; o homem pagar o valor no mesmo dia, consagrando-o ao Senhor .
24 No ano do Jubileu as terras sero devolvidas quele de quem ele as
comprou.
25 Todos os valores sero calculados com base no peso padro
do santurio, que so doze gramas [e] .
26 "Ningum poder consagrar a primeira cria de um animal, pois j
pertence ao Senhor ; seja cria de vaca, seja de cabra, seja de ovelha,
pertence ao Senhor .
27 Mas se for a cria de um animal impuro, poder
resgat-la pelo valor estabelecido, acrescentando um quinto a esse
valor. Se no for resgatada, ser vendida pelo valor estabelecido.
28 "Todavia, nada que um homem possua e consagre ao Senhor , seja
homem, seja animal, sejam terras de sua propriedade, poder ser vendido
ou resgatado; todas as coisas assim consagradas so santssimas ao
Senhor .
29 "Nenhuma pessoa consagrada para a destruio poder ser resgatada;
ter que ser executada.
30 "Todos os dzimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas,
pertencem ao Senhor ; so consagrados ao Senhor .
31 Se um homem
desejar resgatar parte do seu dzimo, ter que acrescentar um quinto ao
seu valor.
32 O dzimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que
passem debaixo da vara do pastor, ser consagrado ao Senhor .
33 O dono
no poder retirar os bons dentre os ruins, nem fazer qualquer troca. Se
fizer alguma troca, tanto o animal quanto o substituto se tornaro
consagrados e no podero ser resgatados".
34 So esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moiss, no monte
Sinai, para os israelitas.
Notas de rodap:
[a] 27.3 Hebraico: 50 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[b] 27.3 Hebraico: no siclo .
[c] 27.16 Hebraico: hmer . O hmer era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[d] 27.21 Ou do sacerdote
[e] 27.25 Hebraico: no siclo do santurio, que so 20 geras . Um gera
equivalia a 0,6 gramas.
______________________________________________________________________________

NMEROS-CAPITULO-1
O Recenseamento
1 O Senhor falou a Moiss na Tenda do Encontro, no deserto do Sinai, no
primeiro dia do segundo ms do segundo ano, depois que os israelitas
saram do Egito. Ele disse:
2 "Faam um recenseamento de toda a
comunidade de Israel, pelos seus cls e famlias, alistando todos os
homens, um a um, pelo nome.
3 Voc e Aro contaro todos os homens que
possam servir no exrcito, de vinte anos para cima, organizados segundo
as suas divises.
4 Um homem de cada tribo, o chefe dos grupos de
famlias, dever ajud-los.
5 Estes so os nomes dos homens que os
ajudaro:
de Rben, Elizur, filho de Sedeur;
6 de Simeo, Selumiel,
filho de Zurisadai;
7 de Jud, Naassom,
filho de Aminadabe;
8 de Issacar, Natanael, filho de Zuar;
9 de Zebulom, Eliabe, filho de Helom;
10 dos filhos de Jos:
de Efraim, Elisama, filho de Amide;
de Manasss, Gamaliel,
filho de Pedazur;
11 de Benjamim, Abid,
filho de Gideoni;
12 de D, Aieser, filho de Amisadai;
13 de Aser, Pagiel, filho de Ocr;
14 de Gade, Eliasafe, filho de Deuel;
15 de Naftali, Aira, filho de En".
16 Foram esses os escolhidos dentre a comunidade, lderes das tribos
dos seus antepassados, chefes dos cls de Israel.
17 Moiss e Aro reuniram os homens nomeados
18 e convocaram toda a
comunidade no primeiro dia do segundo ms. Os homens de vinte anos para
cima inscreveram-se conforme os seus cls e as suas famlias, um a um,
pelo nome,
19 conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss. E assim ele os
contou no deserto do Sinai, na seguinte ordem:
20 Dos descendentes de Rben, o filho mais velho de Israel:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
21 O nmero dos da tribo de Rben foi 46.500.
22 Dos descendentes de Simeo:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
23 O nmero dos da tribo de Simeo foi 59.300.
24 Dos descendentes de Gade:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
25 O nmero dos da tribo de Gade foi 45.650.
26 Dos descendentes de Jud:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
27 O nmero dos da tribo de Jud foi 74.600.
28 Dos descendentes de Issacar:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
29 O nmero dos da tribo de Issacar foi 54.400.
30 Dos descendentes de Zebulom:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
31 O nmero dos da tribo de Zebulom foi 57.400.
32 Dos filhos de Jos:
Dos descendentes de Efraim:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
33 O nmero dos da tribo de Efraim foi 40.500.
34 Dos descendentes de Manasss:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
35 O nmero dos da tribo de Manasss foi 32.200.
36 Dos descendentes de Benjamim:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
37 O nmero dos da tribo de Benjamim foi 35.400.
38 Dos descendentes de D:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
39 O nmero dos da tribo de D foi 62.700.
40 Dos descendentes de Aser:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
41 O nmero dos da tribo de Aser foi 41.500.
42 Dos descendentes de Naftali:
Todos os homens de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito
foram relacionados, cada um pelo seu nome, de acordo com os registros de
seus cls e famlias.
43 O nmero dos da tribo de Naftali foi 53.400.
44 Esses foram os homens contados por Moiss e por Aro e pelos doze
lderes de Israel, cada um representando a sua famlia.
45 Todos os
israelitas de vinte anos para cima que podiam servir no exrcito foram
contados de acordo com as suas famlias.
46 O total foi 603.550 homens.
A Funo dos Levitas
47 As famlias da tribo de Levi, porm, no foram contadas juntamente
com as outras,
48 pois o Senhor tinha dito a Moiss:
49 "No faa o
recenseamento da tribo de Levi nem a relacione entre os demais
israelitas.
50 Em vez disso, designe os levitas como responsveis pelo
tabernculo que guarda as tbuas da aliana, por todos os seus
utenslios e por tudo o que pertence a ele. Eles transportaro o
tabernculo e todos os seus utenslios; cuidaro dele e acamparo ao seu
redor.
51 Sempre que o tabernculo tiver que ser removido, os levitas o
desmontaro e, sempre que tiver que ser armado, os levitas o faro.
Qualquer pessoa no autorizada que se aproximar do tabernculo ter que
ser executada.
52 Os israelitas armaro as suas tendas organizadas
segundo as suas divises, cada um em seu prprio acampamento e junto 
sua bandeira.
53 Os levitas, porm, armaro as suas tendas ao redor do
tabernculo que guarda as tbuas da aliana, para que a ira divina no
caia sobre a comunidade de Israel. Os levitas tero a responsabilidade
de cuidar do tabernculo que guarda as tbuas da aliana".
54 Os israelitas fizeram tudo exatamente como o Senhor tinha ordenado a
Moiss.

NMEROS-CAPITULO-2
A Disposio das Tribos no Acampamento
1 O Senhor disse a Moiss e a Aro:
2 "Os israelitas acamparo ao
redor da Tenda do Encontro, a certa distncia, cada homem junto  sua
bandeira com os emblemas da sua famlia".
3 A leste, os exrcitos de Jud acamparo junto  sua bandeira. O lder
de Jud ser Naassom, filho de Aminadabe.
4 Seu exrcito  de 74.600
homens.
5 A tribo de Issacar acampar ao lado de Jud. O lder de Issacar ser
Natanael, filho de Zuar.
6 Seu exrcito  de 54.400 homens.
7 A tribo de Zebulom vir em seguida. O lder de Zebulom ser Eliabe,
filho de Helom.
8 Seu exrcito  de 57.400 homens.
9 O nmero total dos homens recenseados do acampamento de Jud, de
acordo com os seus exrcitos, foi 186.400. Esses marcharo primeiro.
10 Ao sul estaro os exrcitos do acampamento de Rben, junto  sua
bandeira. O lder de Rben ser Elizur, filho de Sedeur.
11 Seu
exrcito  de 46.500 homens.
12 A tribo de Simeo acampar ao lado de Rben. O lder de Simeo ser
Selumiel, filho de Zurisadai.
13 Seu exrcito  de 59.300 homens.
14 A tribo de Gade vir em seguida. O lder de Gade ser Eliasafe,
filho de Deuel [a] .
15 Seu exrcito  de 45.650 homens.
16 O nmero total dos homens recenseados do acampamento de Rben, de
acordo com os seus exrcitos, foi 151.450. Esses marcharo em segundo
lugar.
17 Em seguida os levitas marcharo levando a Tenda do Encontro no meio
dos outros acampamentos, na mesma ordem em que acamparem, cada um em seu
prprio lugar, junto  sua bandeira.
18 A oeste estaro os exrcitos do acampamento de Efraim, junto  sua
bandeira. O lder de Efraim ser Elisama, filho de Amide.
19 Seu
exrcito  de 40.500 homens.
20 A tribo de Manasss acampar ao lado de Efraim. O lder de Manasss
ser Gamaliel, filho de Pedazur.
21 Seu exrcito  de 32.200 homens.
22 A tribo de Benjamim vir em seguida. O lder de Benjamim ser Abid,
filho de Gideoni.
23 Seu exrcito  de 35.400 homens.
24 O nmero total dos homens recenseados do acampamento de Efraim, de
acordo com os seus exrcitos, foi 108.100. Esses marcharo em terceiro
lugar.
25 Ao norte estaro os exrcitos do acampamento de D, junto  sua
bandeira. O lder de D ser Aieser, filho de Amisadai.
26 Seu exrcito
 de 62.700 homens.
27 A tribo de Aser acampar ao lado de D. O lder de Aser ser Pagiel,
filho de Ocr.
28 Seu exrcito  de 41.500 homens.
29 A tribo de Naftali vir em seguida. O lder de Naftali ser Aira,
filho de En.
30 Seu exrcito  de 53.400 homens.
31 O nmero total dos homens recenseados do acampamento de D, de
acordo com os seus exrcitos, foi 157.600. Esses marcharo por ltimo,
junto s suas bandeiras.
32 Foram esses os israelitas contados de acordo com as suas famlias. O
nmero total dos que foram contados nos acampamentos, de acordo com os
seus exrcitos, foi 603.550.
33 Os levitas, contudo, no foram contados
com os outros israelitas, conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
34 Assim os israelitas fizeram tudo o que o Senhor tinha ordenado a
Moiss; eles acampavam junto s suas bandeiras e depois partiam, cada um
com o seu cl e com a sua famlia.
Notas de rodap:
[a] 2.14 Alguns manuscritos dizem Reuel.

NMEROS-CAPITULO-3
Os Levitas e suas Responsabilidades
1 Esta  a histria da descendncia de Aro e de Moiss, quando o
Senhor falou com Moiss no monte Sinai.
2 Os nomes dos filhos de Aro so Nadabe, o mais velho, Abi, Eleazar e
Itamar.
3 So esses os nomes dos filhos de Aro, que foram ungidos para
o sacerdcio e que foram ordenados sacerdotes.
4 Nadabe e Abi,
entretanto, caram mortos perante o Senhor quando lhe trouxeram uma
oferta com fogo profano, no deserto do Sinai. Como no tinham filhos,
somente Eleazar e Itamar serviram como sacerdotes durante a vida de
Aro, seu pai.
5 O Senhor disse a Moiss:
6 "Mande chamar a tribo de Levi e
apresente-a ao sacerdote Aro para auxili-lo.
7 Eles cuidaro das
obrigaes prprias da Tenda do Encontro, fazendo o servio do
tabernculo para Aro e para toda a comunidade.
8 Tomaro conta de
todos os utenslios da Tenda do Encontro, cumprindo as obrigaes dos
israelitas no servio do tabernculo.
9 Dedique os levitas a Aro e a
seus filhos; eles sero escolhidos entre os israelitas para serem
inteiramente dedicados a Aro [a] .
10 Encarregue Aro e os seus
filhos de cuidar do sacerdcio; qualquer pessoa no autorizada que se
aproximar do santurio ter que ser executada".
11 Disse tambm o Senhor a Moiss:
12 "Eu mesmo escolho os levitas
dentre os israelitas em lugar do primeiro filho de cada mulher
israelita. Os levitas so meus,
13 pois todos os primognitos so meus.
Quando feri todos os primognitos no Egito, separei para mim mesmo todo
primognito de Israel, tanto entre os homens como entre os rebanhos.
Sero meus. Eu sou o Senhor ".
O Recenseamento dos Levitas
14 E o Senhor disse ainda a Moiss no deserto do Sinai:
15 "Conte os
levitas pelas suas famlias e cls. Sero contados todos os do sexo
masculino de um ms de idade para cima".
16 Ento Moiss os contou,
conforme a ordem que recebera do Senhor .
17 So estes os nomes
dos filhos de Levi:
Grson, Coate e Merari.
18 So estes os nomes
dos cls gersonitas:
Libni e Simei.
19 So estes os nomes
dos cls coatitas:
Anro, Isar, Hebrom e Uziel.
20 E estes so os nomes
dos cls meraritas:
Mali e Musi.
Foram esses os lderes dos cls levitas.
21 A Grson pertenciam os cls dos libnitas e dos simetas; eram esses
os cls gersonitas.
22 O nmero de todos os que foram contados do sexo
masculino, de um ms de idade para cima, foi 7.500.
23 Os cls
gersonitas tinham que acampar a oeste, atrs do tabernculo.
24 O lder
das famlias dos gersonitas era Eliasafe, filho de Lael.
25 Na Tenda do
Encontro os gersonitas tinham a responsabilidade de cuidar do
tabernculo, da tenda, da sua cobertura, da cortina da entrada da Tenda
do Encontro,
26 das cortinas externas do ptio, da cortina da entrada
do ptio que rodeia o tabernculo e o altar, das cordas, e de tudo o que
estava relacionado com esse servio.
27 A Coate pertenciam os cls dos anramitas, dos isaritas, dos
hebronitas e dos uzielitas; eram esses os cls coatitas.
28 O nmero de
todos os do sexo masculino, de um ms de idade para cima, foi 8.600
[b] . Os coatitas tinham a responsabilidade de cuidar do santurio.
29 Os cls coatitas tinham que acampar no lado sul do tabernculo.
30 O lder das famlias dos cls coatitas era Elisaf, filho de Uziel.
31 Tinham a responsabilidade de cuidar da arca, da mesa, do candelabro, dos
altares, dos utenslios do santurio com os quais ministravam, da
cortina e de tudo o que estava relacionado com esse servio.
32 O
principal lder dos levitas era Eleazar, filho do sacerdote Aro. Ele
tinha a responsabilidade de supervisionar os encarregados de cuidar do
santurio.
33 A Merari pertenciam os cls dos malitas e dos musitas; eram esses os
cls meraritas.
34 O nmero de todos os que foram contados do sexo
masculino, de um ms de idade para cima, foi 6.200.
35 O lder das
famlias dos cls meraritas era Zuriel, filho de Abiail; eles tinham que
acampar no lado norte do tabernculo.
36 Os meraritas tinham a
responsabilidade de cuidar das armaes do tabernculo, de seus
travesses, das colunas, das bases, de todos os seus utenslios e de
tudo o que estava relacionado com esse servio,
37 bem como das colunas
do ptio ao redor, com suas bases, suas estacas e suas cordas.
38 E acamparam a leste do tabernculo, em frente da Tenda do Encontro,
Moiss, Aro e seus filhos. Tinham a responsabilidade de cuidar do
santurio em favor dos israelitas. Qualquer pessoa no autorizada que se
aproximasse do santurio teria que ser executada.
39 O nmero total de levitas contados por Moiss e Aro, conforme a
ordem do Senhor , segundo os cls deles, todos os do sexo masculino, de
um ms de idade para cima, foi 22.000.
O Resgate dos Primognitos
40 E o Senhor disse a Moiss: "Conte todos os primeiros filhos dos
israelitas, do sexo masculino, de um ms de idade para cima e faa uma
relao de seus nomes.
41 Dedique a mim os levitas em lugar de todos os
primognitos dos israelitas, e os rebanhos dos levitas, em lugar de
todas as primeiras crias dos rebanhos dos israelitas. Eu sou o Senhor".
42 E Moiss contou todos os primeiros filhos dos israelitas, conforme o
Senhor lhe havia ordenado.
43 O nmero total dos primeiros filhos do
sexo masculino, de um ms de idade para cima, relacionados pelo nome,
foi 22.273.
44 Disse tambm o Senhor a Moiss:
45 "Dedique os levitas em lugar
de todos os primognitos dos israelitas, e os rebanhos dos levitas em
lugar dos rebanhos dos israelitas. Os levitas sero meus. Eu sou o
Senhor .
46 Para o resgate dos primeiros 273 filhos dos israelitas que
excedem o nmero de levitas,
47 recolha sessenta gramas de prata
[c] , com base no peso padro do santurio, que so doze gramas [d] .
48 Entregue a Aro e aos seus filhos a prata para o resgate do
nmero excedente de israelitas".
49 Assim Moiss recolheu a prata para o resgate daqueles que excederam
o nmero dos levitas.
50 Dos primeiros filhos dos israelitas ele
recolheu prata no peso de quase dezesseis quilos e meio [e] , com
base no peso padro do santurio.
51 Moiss entregou a Aro e aos
filhos dele a prata para o resgate, conforme a ordem que recebera do
Senhor .
Notas de rodap:
[a] 3.9 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Alguns manuscritos do Texto Massortico, o Pentateuco Samaritano e a
Septuaginta dizem a mim. Veja Nm 8.16.
[b] 3.28 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem 8.300.
[c] 3.47 Hebraico: 5 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[d] 3.47 Hebraico: no siclo do santurio, 20 geras por siclo . Um gera
equivalia a 0,6 gramas.
[e] 3.50 Hebraico: 1.365 siclos, de acordo com o siclo do santurio.

NMEROS-CAPITULO-4
Os Coatitas e suas Responsabilidades
1 Disse o Senhor a Moiss e a Aro:
2 "Faam um recenseamento dos
coatitas na tribo de Levi, pelos seus cls e famlias;
3 contem todos
os homens entre trinta e cinqenta anos, aptos para servir, para que
faam o servio da Tenda do Encontro.
4 "O servio dos coatitas na Tenda do Encontro ser o cuidado das
coisas santssimas.
5 Quando o acampamento tiver que mudar, Aro e os
seus filhos entraro e descero o vu protetor e com ele cobriro a arca
da aliana [a] .
6 Depois a cobriro com couro [b] ,
estendero um pano inteiramente azul sobre ela e colocaro as varas no
lugar.
7 "Sobre a mesa da Presena eles estendero um pano azul e colocaro
os pratos, os recipientes para incenso, as tigelas e as bacias para as
ofertas derramadas, e os pes da Presena, que devem estar sempre sobre
ela.
8 Sobre tudo isso estendero um pano vermelho e o cobriro com
couro. Depois colocaro as varas no lugar.
9 "Pegaro tambm um pano azul e cobriro o candelabro usado para
iluminao, as suas candeias, as suas tesouras de aparo, os seus
apagadores e todos os jarros para o seu suprimento de leo.
10 Em
seguida o embrulharo com todos os seus utenslios numa cobertura de
couro e o colocaro num suporte para carregar.
11 "Sobre o altar de ouro estendero um pano azul e o cobriro com
couro. E colocaro as suas varas no lugar.
12 "Apanharo todos os utenslios usados na ministrao no santurio,
depois os embrulharo num pano azul e os cobriro com couro; a seguir os
colocaro num suporte para carregar.
13 "Tiraro a cinza do altar de bronze e estendero sobre ele um pano
roxo.
14 Colocaro sobre ele todos os utenslios usados na ministrao
no altar: os braseiros, os garfos de carne, as ps e as bacias da
asperso. Sobre ele estendero uma cobertura de couro e colocaro as
varas no lugar.
15 "Quando Aro e os seus filhos terminarem de cobrir os utenslios
sagrados e todos os artigos sagrados, e o acampamento estiver pronto
para partir, os coatitas viro carreg-los. Mas no tocaro nas coisas
sagradas; se o fizerem, morrero. So esses os utenslios da Tenda do
Encontro que os coatitas carregaro.
16 "Eleazar, filho do sacerdote Aro, ficar encarregado do azeite
para a iluminao, do incenso aromtico, da oferta costumeira de cereal
e do leo da uno. Ficar encarregado de todo o tabernculo e de tudo o
que nele h, isto , seus utenslios e seus artigos sagrados".
17 O Senhor disse ainda a Moiss e a Aro:
18 "No permitam que o
ramo dos cls coatitas seja eliminado dentre os levitas.
19 Mas, para
que continuem vivos e no morram quando se aproximarem das coisas
santssimas, Aro e os seus filhos entraro no santurio e designaro a
cada homem a sua tarefa e o que dever carregar.
20 Os coatitas no
entraro para ver as coisas sagradas, nem por um breve momento, para que
no morram".
Os Gersonitas e as suas Responsabilidades
21 E o Senhor disse a Moiss:
22 "Faa tambm um recenseamento dos
gersonitas, pelas suas famlias e cls;
23 conte todos os homens entre
trinta e cinqenta anos, aptos para servir, para que faam o servio da
Tenda do Encontro.
24 "Este  o servio dos cls gersonitas, o que devem fazer e
carregar:
25 Eles levaro as cortinas internas do tabernculo, a Tenda
do Encontro, a sua cobertura, a cobertura externa de couro, as cortinas
da entrada da Tenda do Encontro.
26 Faro tudo o que for necessrio com
aquelas coisas e com as cortinas externas do ptio que rodeia o
tabernculo e o altar, com a cortina da entrada, com as cordas e com
todos os utenslios usados em seu servio.
27 Todo o servio deles,
tudo o que devem fazer e carregar estar sob a direo de Aro e de seus
filhos. Designe como responsabilidade deles tudo o que tiverem que
carregar.
28 Esse  o servio dos cls gersonitas na Tenda do Encontro.
Suas atividades estaro sob a superviso de Itamar, filho do sacerdote
Aro.
Os Meraritas e as suas Responsabilidades
29 "Conte os meraritas conforme os seus cls e famlias,
30 todos os
homens entre trinta e cinqenta anos, aptos para servir, para que faam
o servio da Tenda do Encontro.
31 Esta  a responsabilidade deles no
servio que devero realizar na Tenda do Encontro: carregar as armaes
do tabernculo, seus travesses, suas colunas e suas bases,
32 bem como
as colunas do ptio, que rodeia a tenda, com suas bases, suas estacas e
suas cordas; todos os seus utenslios e tudo o que est relacionado com
o seu uso. Designe a cada um aquilo que dever levar.
33 Esse  o
servio dos cls meraritas. Todo o servio deles na Tenda do Encontro
estar sob a superviso de Itamar, filho do sacerdote Aro".
O Recenseamento dos Levitas
34 Moiss, Aro e os lderes da comunidade contaram os coatitas,
conforme seus cls e famlias,
35 todos os homens entre trinta e
cinqenta anos, aptos para servir, para que fizessem o servio da Tenda
do Encontro.
36 Foram contados, conforme os seus cls, 2.750 homens.
37 Esse foi o total de recenseados dos cls coatitas que serviam na
Tenda do Encontro. Moiss e Aro os contaram de acordo com a ordem do
Senhor , anunciada por Moiss.
38 Os gersonitas foram contados conforme os seus cls e famlias,
39 todos os homens entre trinta e cinqenta anos, aptos para servir, para
fazer o servio da Tenda do Encontro.
40 Foram contados conforme os
seus cls e famlias 2.630.
41 Esse foi o total de recenseados dos cls
gersonitas que serviam na Tenda do Encontro. Moiss e Aro os contaram
de acordo com a ordem do Senhor .
42 Os meraritas foram contados conforme os seus cls e famlias,
43 todos os homens entre trinta e cinqenta anos, aptos para servir, para
fazer o servio da Tenda do Encontro.
44 Foram contados conforme os
seus cls 3.200.
45 Esse foi o total de recenseados dos cls meraritas
que serviam na Tenda do Encontro. Moiss e Aro os contaram de acordo
com a ordem do Senhor , anunciada por Moiss.
46 Assim Moiss, Aro e os lderes de Israel contaram todos os levitas
conforme os seus cls e famlias;
47 todos os homens entre trinta e
cinqenta anos de idade que vieram para servir e carregar a Tenda do
Encontro
48 somavam 8.580.
49 Conforme a ordem do Senhor anunciada por
Moiss, a cada um foi designado o seu trabalho e foi dito o que deveria
carregar.
Assim foram todos contados, conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
Notas de rodap:
[a] 4.5 Hebraico: do Testemunho. Isto , das tbuas da aliana; tambm
em 7.89.
[b] 4.6 Possivelmente peles de animais marinhos; tambm nos versculos
8, 10, 11, 12, 14 e 25.

NMEROS-CAPITULO-5
A Pureza do Acampamento
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Ordene aos israelitas que mandem para
fora do acampamento todo aquele que tiver lepra [a] , ou que
tiver um fluxo, ou que se tornar impuro por tocar um cadver.
3 Mande-os para fora do acampamento, tanto homens como mulheres, para que
no contaminem o seu prprio acampamento, onde habito entre eles".
4 Os israelitas assim fizeram e os mandaram para fora do acampamento, como
o Senhor tinha ordenado a Moiss.
A Restituio por Danos e Prejuzos
5 E o Senhor disse a Moiss:
6 "Diga aos israelitas: Quando um homem
ou uma mulher prejudicar outra pessoa [b] e, portanto, ofender o
Senhor , ser culpado.
7 Confessar o pecado que cometeu, far
restituio total, acrescentar um quinto a esse valor e entregar tudo
isso a quem ele prejudicou.
8 Mas, se o prejudicado no tiver nenhum
parente prximo para receber a restituio, esta pertencer ao Senhor e
ser entregue ao sacerdote, juntamente com o carneiro com o qual se faz
propiciao pelo culpado.
9 Todas as contribuies, ou seja, todas as
ddivas sagradas que os israelitas trouxerem ao sacerdote, pertencero a
ele.
10 As ddivas sagradas de cada pessoa pertencem a ela, mas o que
ela der ao sacerdote pertencer ao sacerdote".
O Teste da Mulher Suspeita de Adultrio
11 Ento o Senhor disse a Moiss:
12 "Diga o seguinte aos
israelitas: Se a mulher de algum se desviar e lhe for infiel,
13 e
outro homem deitar-se com ela, e isso estiver oculto de seu marido, e a
impureza dela no for descoberta, por no haver testemunha contra ela
nem ter ela sido pega no ato;
14 se o marido dela tiver cimes e
suspeitar de sua mulher, esteja ela pura ou impura,
15 ele a levar ao
sacerdote, com uma oferta de um jarro [c] de farinha de cevada em
favor dela. No derramar azeite nem por incenso sobre a farinha,
porque  uma oferta de cereal pelo cime, para que se revele a verdade
sobre o pecado.
16 "O sacerdote trar a mulher e a colocar perante o Senhor .
17 Ento apanhar um pouco de gua sagrada num jarro de barro e colocar na
gua um pouco do p do cho do tabernculo.
18 Depois de colocar a
mulher perante o Senhor , o sacerdote soltar o cabelo dela e por nas
mos dela a oferta memorial, a oferta pelo cime, enquanto ele mesmo
ter em sua mo a gua amarga que traz maldio.
19 Ento o sacerdote
far a mulher jurar e lhe dir: Se nenhum outro homem se deitou com voc
e se voc no foi infiel nem se tornou impura enquanto casada, que esta
gua amarga que traz maldio no lhe faa mal.
20 Mas, se voc foi
infiel enquanto casada e se contaminou por ter se deitado com um homem
que no  seu marido:
21 ento o sacerdote far a mulher pronunciar
este juramento com maldio: que o Senhor faa de voc objeto de
maldio e de desprezo no meio do povo fazendo que a sua barriga inche e
que voc jamais tenha filhos [d] .
22 Que esta gua que traz
maldio entre em seu corpo, inche a sua barriga e a impea de ter
filhos.
"Ento a mulher dir: Amm. Assim seja.
23 "O sacerdote escrever essas maldies num documento e depois as
lavar na gua amarga.
24 Ele a far beber a gua amarga que traz
maldio, e essa gua entrar nela, causando-lhe amargo sofrimento.
25 O sacerdote apanhar das mos dela a oferta de cereal pelo cime, a
mover ritualmente perante o Senhor e a trar ao altar.
26 Ento
apanhar um punhado da oferta de cereal como oferta memorial e a
queimar sobre o altar; depois disso far a mulher beber a gua.
27 Se
ela houver se contaminado, sendo infiel ao seu marido, quando o
sacerdote fizer que ela beba a gua que traz maldio, essa gua entrar
nela e causar um amargo sofrimento; sua barriga inchar e ela, incapaz
de ter filhos, se tornar objeto de maldio entre o seu povo.
28 Se,
porm, a mulher no houver se contaminado, mas estiver pura, no sofrer
punio e ser capaz de ter filhos.
29 "Esse , pois, o ritual quanto ao cime, quando uma mulher for
infiel e se contaminar enquanto casada,
30 ou quando o cime se
apoderar de um homem porque suspeita de sua mulher. O sacerdote a
colocar perante o Senhor e a far passar por todo esse ritual.
31 Se a
suspeita se confirmar ou no, o marido estar inocente; mas a mulher
sofrer as conseqncias da sua iniqidade".
Notas de rodap:
[a] 5.2 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[b] 5.6 Ou cometer qualquer pecado que os homens cometem
[c] 5.15 Hebraico: 1/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[d] 5.21 Hebraico: que a sua coxa caia e seu ventre inche ; tambm nos
versculos 22 e 27.

NMEROS-CAPITULO-6
As Regulamentaes do Voto de Nazireu
1 O Senhor disse ainda a Moiss:
2 "Diga o seguinte aos israelitas:
Se um homem ou uma mulher fizer um voto especial, um voto de separao
para o Senhor como nazireu,
3 ter que se abster de vinho e de outras
bebidas fermentadas e no poder beber vinagre feito de vinho ou de
outra bebida fermentada. No poder beber suco de uva nem comer uvas nem
passas.
4 Enquanto for nazireu, no poder comer nada que venha da
videira, nem mesmo as sementes ou as cascas.
5 "Durante todo o perodo de seu voto de separao, nenhuma lmina
ser usada em sua cabea. At que termine o perodo de sua separao
para o Senhor ele estar consagrado e deixar crescer o cabelo de sua
cabea.
6 Durante todo o perodo de sua separao para o Senhor , no
poder aproximar-se de um cadver.
7 Mesmo que o seu prprio pai ou me
ou irm ou irmo morra, ele no poder tornar-se impuro por causa deles,
pois traz sobre a cabea o smbolo de sua separao para Deus.
8 Durante todo o perodo de sua separao, estar consagrado ao Senhor .
9 "Se algum morrer repentinamente perto dele, contaminando assim o
cabelo que consagrou, ele ter que rapar a cabea sete dias depois, dia
da sua purificao.
10 No oitavo dia, trar duas rolinhas ou dois
pombinhos ao sacerdote,  entrada da Tenda do Encontro.
11 O sacerdote
oferecer um como oferta pelo pecado e o outro como holocausto [a]
, para fazer propiciao por ele, pois pecou ao se aproximar de um
cadver. Naquele mesmo dia o nazireu reconsagrar a sua cabea.
12 Ele
se dedicar ao Senhor pelo perodo de sua separao e trar um cordeiro
de um ano de idade como oferta de reparao. No se contaro os dias
anteriores porque ficou contaminado durante a sua separao.
13 "Este  o ritual do nazireu quando terminar o perodo de sua
separao: ele ser trazido  entrada da Tenda do Encontro.
14 Ali
apresentar a sua oferta ao Senhor : um cordeiro de um ano e sem defeito
como holocausto, uma cordeira de um ano e sem defeito como oferta pelo
pecado, um carneiro sem defeito como oferta de comunho [b] ,
15 juntamente com a sua oferta de cereal, com a oferta derramada e com um
cesto de pes sem fermento, bolos feitos da melhor farinha amassada com
azeite e pes finos untados com azeite.
16 "O sacerdote os apresentar ao Senhor e oferecer o sacrifcio
pelo pecado e o holocausto.
17 Apresentar o cesto de pes sem fermento
e oferecer o cordeiro como sacrifcio de comunho ao Senhor ,
juntamente com a oferta de cereal e a oferta derramada.
18 "Em seguida,  entrada da Tenda do Encontro, o nazireu rapar o
cabelo que consagrou e o jogar no fogo que est embaixo do sacrifcio
da oferta de comunho.
19 "Depois que o nazireu rapar o cabelo da sua consagrao, o
sacerdote lhe colocar nas mos um ombro cozido do carneiro, um bolo e
um po fino tirados do cesto, ambos sem fermento.
20 O sacerdote os
mover perante o Senhor como gesto ritual de apresentao; so santos e
pertencem ao sacerdote, bem como o peito que foi movido e a coxa. Depois
disso o nazireu poder beber vinho.
21 "Esse  o ritual do voto de nazireu e da oferta dedicada ao Senhor
de acordo com a sua separao, sem contar qualquer outra coisa que ele
possa dedicar. Cumprir o voto que tiver feito de acordo com o ritual do
nazireu".
A Bno Sacerdotal
22 O Senhor disse a Moiss:
23 "Diga a Aro e aos seus filhos: Assim
vocs abenoaro os israelitas:
24 "O Senhor te abenoe e te guarde;
25 o Senhor faa resplandecer
o seu rosto sobre ti [c]
e te conceda graa;
26 o Senhor volte para ti o seu rosto
e te d paz.
27 "Assim eles invocaro o meu nome sobre os israelitas, e eu os
abenoarei".
Notas de rodap:
[a] 6.11 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm em todo o
livro de Nmeros.
[b] 6.14 Ou de paz ; tambm em 6.17,18 e em todo o captulo 7.
[c] 6.25 Isto , mostre a sua bondade para contigo.

NMEROS-CAPITULO-7
Ofertas por Ocasio da Dedicao do Tabernculo
1 Quando Moiss acabou de armar o tabernculo, ele o ungiu e o
consagrou, juntamente com todos os seus utenslios. Tambm ungiu e
consagrou o altar com todos os seus utenslios.
2 Ento os lderes de
Israel, os chefes das famlias que eram os lderes das tribos
encarregados do recenseamento, apresentaram ofertas.
3 Trouxeram as
suas ddivas ao Senhor : seis carroas cobertas e doze bois, um boi de
cada lder e uma carroa de cada dois lderes; e as apresentaram diante
do tabernculo.
4 O Senhor disse a Moiss:
5 "Aceite as ofertas deles para que sejam
usadas no trabalho da Tenda do Encontro. Entregue-as aos levitas,
conforme exigir o trabalho de cada homem".
6 Ento Moiss recebeu as carroas e os bois e os entregou aos levitas.
7 Deu duas carroas e quatro bois aos gersonitas, conforme exigia o
trabalho deles,
8 e quatro carroas e oito bois aos meraritas, conforme
exigia o trabalho deles. Estavam todos sob a superviso de Itamar, filho
do sacerdote Aro.
9 Mas aos coatitas Moiss no deu nada, pois eles
deveriam carregar nos ombros os objetos sagrados pelos quais eram
responsveis.
10 Quando o altar foi ungido, os lderes trouxeram as suas ofertas para
a dedicao do altar, e as apresentaram diante dele.
11 Pois o Senhor
tinha dito a Moiss: "Cada dia um lder dever trazer a sua oferta
para a dedicao do altar".
12 No primeiro dia, Naassom, filho de Aminadabe, da tribo de Jud,
trouxe a sua oferta.
13 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas [a] e uma bacia de prata para as asperses, de
oitocentos e quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do
santurio, cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como
oferta de cereal;
14 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia
de incenso;
15 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
16 um bode como oferta pelo pecado;
17 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Naassom, filho de
Aminadabe.
18 No segundo dia, Natanael, filho de Zuar e lder de Issacar, trouxe a
sua oferta.
19 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
20 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
21 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
22 um bode como oferta pelo pecado;
23 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Natanael, filho de
Zuar.
24 No terceiro dia, Eliabe, filho de Helom e lder de Zebulom, trouxe a
sua oferta.
25 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
26 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
27 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
28 um bode como oferta pelo pecado;
29 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Eliabe, filho de
Helom.
30 No quarto dia, Elizur, filho de Sedeur e lder de Rben, trouxe a
sua oferta.
31 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
32 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
33 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
34 um bode como oferta pelo pecado;
35 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Elizur, filho de
Sedeur.
36 No quinto dia, Selumiel, filho de Zurisadai e lder de Simeo,
trouxe a sua oferta.
37 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
38 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
39 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
40 um bode como oferta pelo pecado;
41 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Selumiel, filho de
Zurisadai.
42 No sexto dia, Eliasafe, filho de Deuel e lder de Gade, trouxe a sua
oferta.
43 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
44 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
45 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
46 um bode como oferta pelo pecado;
47 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Eliasafe, filho de
Deuel.
48 No stimo dia, Elisama, filho de Amide e lder de Efraim, trouxe a
sua oferta.
49 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
50 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
51 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
52 um bode como oferta pelo pecado;
53 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Elisama, filho de
Amide.
54 No oitavo dia, Gamaliel, filho de Pedazur e lder de Manasss,
trouxe a sua oferta.
55 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
56 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
57 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
58 um bode como oferta pelo pecado;
59 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Gamaliel, filho de
Pedazur.
60 No nono dia, Abid, filho de Gideoni e lder de Benjamim, trouxe a
sua oferta.
61 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
62 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
63 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
64 um bode como oferta pelo pecado;
65 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Abid, filho de
Gideoni.
66 No dcimo dia, Aieser, filho de Amisadai e lder de D, trouxe a sua
oferta.
67 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
68 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
69 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
70 um bode como oferta pelo pecado;
71 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Aieser, filho de
Amisadai.
72 No dcimo primeiro dia, Pagiel, filho de Ocr e lder de Aser,
trouxe a sua oferta.
73 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
74 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
75 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
76 um bode como oferta pelo pecado;
77 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Pagiel, filho de Ocr.
78 No dcimo segundo dia, Aira, filho de En e lder de Naftali, trouxe
a sua oferta.
79 A oferta dele foi um prato de prata de um quilo e quinhentos e
sessenta gramas e uma bacia de prata para as asperses, de oitocentos e
quarenta gramas, ambos pesados com base no peso padro do santurio,
cada um cheio da melhor farinha amassada com leo, como oferta de
cereal;
80 uma vasilha de ouro de cento e vinte gramas, cheia de
incenso;
81 um novilho, um carneiro e um cordeiro de um ano como
holocausto;
82 um bode como oferta pelo pecado;
83 e dois bois, cinco
carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano para serem oferecidos
como sacrifcio de comunho. Essa foi a oferta de Aira, filho de En.
84 Essas foram as ofertas dos lderes israelitas para a dedicao do
altar quando este foi ungido. Ao todo foram: doze pratos de prata, doze
bacias de prata para as asperses e doze vasilhas de ouro.
85 Cada
prato de prata pesava um quilo e quinhentos e sessenta gramas, e cada
bacia para as asperses pesava oitocentos e quarenta gramas. O total de
peas de prata pesava vinte e oito quilos e oitocentos gramas, com base
no peso padro do santurio.
86 As doze vasilhas de ouro cheias de
incenso pesavam cada uma cento e vinte gramas, com base no peso padro
do santurio. O total de vasilhas de ouro pesava um quilo e quatrocentos
e quarenta gramas.
87 O total de animais oferecidos em holocausto foi
doze novilhos, doze carneiros e doze cordeiros de um ano, juntamente com
as ofertas de cereal. Doze bodes foram trazidos para a oferta pelo
pecado.
88 O total de animais oferecidos em sacrifcio de comunho foi
vinte e quatro bois, sessenta carneiros, sessenta bodes e sessenta
cordeiros de um ano. Foram essas as ofertas trazidas para a dedicao do
altar depois que este foi ungido.
89 Quando entrava na Tenda do Encontro para falar com o Senhor , Moiss
ouvia a voz que lhe falava do meio dos dois querubins, de cima da tampa
da arca da aliana. Era assim que o Senhor falava com ele.
Notas de rodap:
[a] 7.13 Hebraico: 130 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

NMEROS-CAPITULO-8
A Preparao das Lmpadas do Candelabro
1 Disse tambm o Senhor a Moiss:
2 "Diga o seguinte a Aro: Quando
voc preparar as sete lmpadas, estas devero iluminar a rea da frente
do candelabro".
3 Aro assim fez; disps as lmpadas de modo que estivessem voltadas
para a frente do candelabro, como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
4 O
candelabro foi feito de ouro batido, do pedestal s flores, conforme o
modelo que o Senhor tinha mostrado a Moiss.
A Consagrao dos Levitas
5 O Senhor disse a Moiss:
6 "Separe os levitas do meio dos
israelitas e purifique-os.
7 A purificao deles ser assim: voc
aspergir a gua da purificao sobre eles; far com que rapem o corpo
todo e lavem as roupas, para que se purifiquem.
8 Depois eles traro um
novilho com a oferta de cereal da melhor farinha amassada com leo; e
voc trar um segundo novilho como oferta pelo pecado.
9 Voc levar os
levitas para a frente da Tenda do Encontro e reunir toda a comunidade
de Israel.
10 Levar os levitas  presena do Senhor , e os israelitas
imporo as mos sobre eles.
11 Aro apresentar os levitas ao Senhor
como oferta ritualmente movida da parte dos israelitas: eles sero
dedicados ao trabalho do Senhor .
12 "Depois que os levitas impuserem as mos sobre a cabea dos
novilhos, voc oferecer um novilho como oferta pelo pecado e o outro
como holocausto ao Senhor , para fazer propiciao pelos levitas.
13 Disponha os levitas em frente de Aro e dos filhos dele e apresente-os
como oferta movida ao Senhor .
14 Dessa maneira voc separar os
levitas do meio dos israelitas, e os levitas sero meus.
15 "Depois que voc purificar os levitas e os apresentar como oferta
movida, eles entraro na Tenda do Encontro para ministrar.
16 Eles so
os israelitas que devero ser inteiramente dedicados a mim. Eu os
separei para serem meus em lugar dos primognitos, do primeiro filho
homem de cada mulher israelita.
17 Todo primognito em Israel, entre os
homens e entre os rebanhos,  meu. Eu os separei para mim quando feri
todos os primognitos no Egito,
18 e escolhi os levitas em lugar de
todos os primognitos em Israel.
19 Dentre todos os israelitas,
dediquei os levitas como ddivas a Aro e aos seus filhos; eles
ministraro na Tenda do Encontro em nome dos israelitas e faro
propiciao por eles, para que nenhuma praga atinja os israelitas quando
se aproximarem do santurio".
20 Moiss, Aro e toda a comunidade de Israel fizeram com os levitas
como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
21 Os levitas se purificaram e
lavaram suas roupas; e Aro os apresentou como oferta ritualmente movida
perante o Senhor e fez propiciao por eles para purific-los.
22 Depois disso os levitas passaram a ministrar na Tenda do Encontro sob a
superviso de Aro e dos seus filhos. Fizeram com os levitas como o
Senhor tinha ordenado a Moiss.
23 O Senhor disse ainda a Moiss:
24 "Isto diz respeito aos levitas:
os homens de vinte e cinco anos para cima, aptos para servir, tomaro
parte no trabalho que se faz na Tenda do Encontro,
25 mas aos cinqenta
anos devero afastar-se do servio regular e nele no mais trabalharo.
26 Podero ajudar seus companheiros de ofcio na responsabilidade de
cuidar da Tenda do Encontro, mas eles mesmos no devero fazer o
trabalho. Assim voc designar as responsabilidades dos levitas".

NMEROS-CAPITULO-9
A Celebrao da Pscoa
1 O Senhor falou com Moiss no deserto do Sinai, no primeiro ms do
segundo ano depois que o povo saiu do Egito. Ele disse:
2 "Os
israelitas devem celebrar a Pscoa na ocasio prpria.
3 Celebrem-na no
tempo determinado, ao pr-do-sol do dcimo quarto dia deste ms, de
acordo com todas as suas leis e ordenanas".
4 Ento Moiss ordenou aos israelitas que celebrassem a Pscoa;
5 eles
a celebraram no deserto do Sinai, ao pr-do-sol do dcimo quarto dia do
primeiro ms. Os israelitas fizeram tudo conforme o Senhor tinha
ordenado a Moiss.
6 Mas alguns deles no puderam celebrar a Pscoa naquele dia porque se
haviam tornado impuros por terem tocado num cadver. Por isso procuraram
Moiss e Aro naquele mesmo dia
7 e disseram a Moiss: "Ns nos
tornamos impuros por termos tocado num cadver, mas por que deveramos
ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao Senhor na ocasio prpria,
como os demais israelitas?"
8 Moiss respondeu-lhes: "Esperem at que eu saiba o que o Senhor
ordena a respeito de vocs".
9 Ento o Senhor disse a Moiss:
10 "Diga o seguinte aos israelitas:
Quando algum de vocs ou dos seus descendentes se tornar impuro por
tocar algum cadver ou estiver distante por motivo de viagem, ainda
assim poder celebrar a Pscoa do Senhor .
11 Devero celebr-la no
dcimo quarto dia do segundo ms, ao pr-do-sol. Comero o cordeiro com
pes sem fermento e com ervas amargas.
12 No deixaro sobrar nada at
o amanhecer e no quebraro nenhum osso do cordeiro. Quando a
celebrarem, obedeam a todas as leis da Pscoa.
13 Se, porm, um homem
estiver puro e no estiver distante por motivo de viagem e ainda assim
no celebrar a Pscoa, ele ser eliminado do meio do seu povo porque no
apresentou a oferta do Senhor na ocasio prpria. Ele sofrer as
conseqncias do seu pecado.
14 "Um estrangeiro residente entre vocs, que queira celebrar a
Pscoa do Senhor , dever faz-lo de acordo com as leis e ordenanas da
Pscoa. Vocs tero as mesmas leis para o estrangeiro e para o natural
da terra".
A Nuvem sobre o Tabernculo
15 No dia em que foi armado o tabernculo, a tenda que guarda as tbuas
da aliana, a nuvem o cobriu. Desde o entardecer at o amanhecer a nuvem
por cima do tabernculo tinha a aparncia de fogo.
16 Era assim que
sempre acontecia: de dia a nuvem o cobria, e de noite tinha a aparncia
de fogo.
17 Sempre que a nuvem se levantava de cima da Tenda, os
israelitas partiam; no lugar em que a nuvem descia, ali acampavam.
18 Conforme a ordem do Senhor os israelitas partiam, e conforme a ordem do
Senhor , acampavam. Enquanto a nuvem estivesse por cima do tabernculo,
eles permaneciam acampados.
19 Quando a nuvem ficava sobre o
tabernculo por muito tempo, os israelitas cumpriam suas
responsabilidades para com o Senhor , e no partiam.
20 s vezes a
nuvem ficava sobre o tabernculo poucos dias; conforme a ordem do Senhor
eles acampavam, e tambm conforme a ordem do Senhor , partiam.
21 Outras vezes a nuvem permanecia somente desde o entardecer at o
amanhecer, e quando se levantava pela manh, eles partiam. De dia ou de
noite, sempre que a nuvem se levantava, eles partiam.
22 Quer a nuvem
ficasse sobre o tabernculo dois dias, quer um ms, quer mais tempo, os
israelitas permaneciam no acampamento e no partiam; mas, quando ela se
levantava, partiam.
23 Conforme a ordem do Senhor acampavam, e conforme
a ordem do Senhor partiam. Nesse meio tempo, cumpriam suas
responsabilidades para com o Senhor , de acordo com as suas ordens,
anunciadas por Moiss.

NMEROS-CAPITULO-10
As Cornetas de Prata
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Faa duas cornetas de prata batida a
fim de us-las para reunir a comunidade e para dar aos acampamentos o
sinal para partirem.
3 Quando as duas cornetas tocarem, a comunidade
inteira se reunir diante de voc,  entrada da Tenda do Encontro.
4 Se
apenas uma tocar, os lderes, chefes dos cls de Israel, se reuniro
diante de voc.
5 Quando a corneta der um toque de alerta, as tribos
acampadas a leste devero partir.
6 Ao som do segundo toque, os
acampamentos do lado sul partiro. O toque de alerta ser o sinal para
partir.
7 Para reunir a assemblia, faa soar as cornetas, mas no com
o mesmo toque.
8 "Os filhos de Aro, os sacerdotes, tocaro as cornetas. Este  um
decreto perptuo para vocs e para as suas geraes.
9 Quando em sua
terra vocs entrarem em guerra contra um adversrio que os esteja
oprimindo, toquem as cornetas; e o Senhor , o Deus de vocs, se lembrar
de vocs e os libertar dos seus inimigos.
10 Tambm em seus dias
festivos, nas festas fixas e no primeiro dia de cada ms, vocs devero
tocar as cornetas por ocasio dos seus holocaustos e das suas ofertas de
comunho [a] , e elas sero um memorial em favor de vocs perante
o seu Deus. Eu sou o Senhor , o Deus de vocs".
Os Israelitas Partem do Sinai
11 No vigsimo dia do segundo ms do segundo ano, a nuvem se levantou
de cima do tabernculo que guarda as tbuas da aliana.
12 Ento os
israelitas partiram do deserto do Sinai e viajaram por etapas, at que a
nuvem pousou no deserto de Par.
13 Assim partiram pela primeira vez,
conforme a ordem do Senhor anunciada por Moiss.
14 Os exrcitos do acampamento de Jud partiram primeiro, junto  sua
bandeira. Naassom, filho de Aminadabe, estava no comando.
15 Natanael,
filho de Zuar, comandava os exrcitos da tribo de Issacar,
16 e Eliabe,
filho de Helom, chefiava os exrcitos da tribo de Zebulom.
17 Quando o
tabernculo era desmontado, os gersonitas e os meraritas o carregavam e
partiam.
18 Os exrcitos do acampamento de Rben partiram em seguida, junto 
sua bandeira. Elizur, filho de Sedeur, estava no comando.
19 Selumiel,
filho de Zurisadai, comandava os exrcitos da tribo de Simeo,
20 e
Eliasafe, filho de Deuel, chefiava os exrcitos da tribo de Gade.
21 Ento os coatitas partiam carregando as coisas sagradas. Antes que eles
chegassem, o tabernculo j deveria estar armado.
22 Os exrcitos do acampamento de Efraim partiram em seguida, junto 
sua bandeira. Elisama, filho de Amide, estava no comando.
23 Gamaliel,
filho de Pedazur, comandava os exrcitos da tribo de Manasss,
24 e
Abid, filho de Gideoni, os exrcitos da tribo de Benjamim.
25 Finalmente, partiram os exrcitos do acampamento de D, junto  sua
bandeira, como retaguarda para todos os acampamentos. Aieser, filho de
Amisadai, estava no comando.
26 Pagiel, filho de Ocr, comandava os
exrcitos da tribo de Aser,
27 e Aira, filho de En, a diviso da tribo
de Naftali.
28 Essa era a ordem que os exrcitos israelitas seguiam
quando se punham em marcha.
29 Ento Moiss disse a Hobabe, filho do midianita Reuel, sogro de
Moiss: "Estamos partindo para o lugar a respeito do qual o Senhor
disse: ``Eu o darei a vocs''. Venha conosco e o trataremos bem, pois
o Senhor prometeu boas coisas para Israel".
30 Ele respondeu: "No, no irei; voltarei para a minha terra e para
o meu povo".
31 Moiss, porm, disse: "Por favor, no nos deixe. Voc sabe onde
devemos acampar no deserto e pode ser o nosso guia [b] .
32 Se
vier conosco, partilharemos com voc todas as coisas boas que o Senhor
nos der".
33 Ento eles partiram do monte do Senhor e viajaram trs dias. A arca
da aliana do Senhor foi  frente deles durante aqueles trs dias para
encontrar um lugar para descansarem.
34 A nuvem do Senhor estava sobre
eles de dia, sempre que partiam de um acampamento.
35 Sempre que a arca partia, Moiss dizia:
"Levanta-te,  Senhor !
Sejam espalhados os teus inimigos
e fujam de diante de ti
os teus adversrios".
36 Sempre que a arca parava, ele dizia:
"Volta,  Senhor ,
para os incontveis milhares
de Israel".
Notas de rodap:
[a] 10.10 Ou de paz ; tambm em 15.8.
[b] 10.31 Hebraico: os nossos olhos .

NMEROS-CAPITULO-11
O Fogo da Ira do Senhor
1 Aconteceu que o povo comeou a queixar-se das suas dificuldades aos
ouvidos do Senhor . Quando ele os ouviu, a sua ira acendeu-se e fogo da
parte do Senhor queimou entre eles e consumiu algumas extremidades do
acampamento.
2 Ento o povo clamou a Moiss, este orou ao Senhor , e o
fogo extinguiu-se.
3 Por isso aquele lugar foi chamado Taber, porque o
fogo da parte do Senhor queimou entre eles.
A Reclamao do Povo
4 Um bando de estrangeiros que havia no meio deles encheu-se de gula, e
at os prprios israelitas tornaram a queixar-se, e diziam: "Ah, se
tivssemos carne para comer!
5 Ns nos lembramos dos peixes que
comamos de graa no Egito, e tambm dos pepinos, das melancias, dos
alhos pors, das cebolas e dos alhos.
6 Mas agora perdemos o apetite;
nunca vemos nada, a no ser este man!"
7 O man era como semente de coentro e tinha aparncia de resina.
8 O
povo saa recolhendo o man nas redondezas, e o moa num moinho manual
ou socava-o num pilo; depois cozinhava o man e com ele fazia bolos.
Tinha gosto de bolo amassado com azeite de oliva.
9 Quando o orvalho
caa sobre o acampamento  noite, tambm caa o man.
10 Moiss ouviu gente de todas as famlias se queixando, cada uma 
entrada de sua tenda. Ento acendeu-se a ira do Senhor , e isso pareceu
mal a Moiss.
11 E ele perguntou ao Senhor : "Por que trouxeste este
mal sobre o teu servo? Foi por no te agradares de mim, que colocaste
sobre os meus ombros a responsabilidade de todo esse povo?
12 Por acaso
fui eu quem o concebeu? Fui eu quem o deu  luz? Por que me pedes para
carreg-lo nos braos, como uma ama carrega um recm-nascido, para
lev-lo  terra que prometeste sob juramento aos seus antepassados?
13 Onde conseguirei carne para todo esse povo? Eles ficam se queixando
contra mim, dizendo: ``D-nos carne para comer!''
14 No posso levar
todo esse povo sozinho; essa responsabilidade  grande demais para mim.
15 Se  assim que vais me tratar, mata-me agora mesmo; se te agradas de
mim, no me deixes ver a minha prpria runa".
A Misso Dada a Setenta Autoridades do Povo
16 E o Senhor disse a Moiss: "Rena setenta autoridades de Israel,
que voc sabe que so lderes e supervisores entre o povo. Leve-os 
Tenda do Encontro, para que estejam ali com voc.
17 Eu descerei e
falarei com voc; e tirarei do Esprito que est sobre voc e o porei
sobre eles. Eles o ajudaro na rdua responsabilidade de conduzir o
povo, de modo que voc no tenha que assumir tudo sozinho.
18 "Diga ao povo: Consagrem-se para amanh, pois vocs comero carne.
O Senhor os ouviu quando se queixaram a ele, dizendo: ``Ah, se
tivssemos carne para comer! Estvamos melhor no Egito!'' Agora o
Senhor lhes dar carne, e vocs a comero.
19 Vocs no comero carne
apenas um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte,
20 mas um ms
inteiro, at que lhes saia carne pelo nariz e vocs tenham nojo dela,
porque rejeitaram o Senhor , que est no meio de vocs, e se queixaram a
ele, dizendo: ``Por que samos do Egito?''"
21 Disse, porm, Moiss: "Aqui estou eu no meio de seiscentos mil
homens em p, e dizes: ``Darei a eles carne para comerem durante um ms
inteiro!''
22 Ser que haveria o suficiente para eles se todos os
rebanhos fossem abatidos? Ser que haveria o suficiente para eles se
todos os peixes do mar fossem apanhados?"
23 O Senhor respondeu a Moiss: "Estar limitado o poder do Senhor ?
Agora voc ver se a minha palavra se cumprir ou no".
24 Ento Moiss saiu e contou ao povo o que o Senhor tinha dito. Reuniu
setenta autoridades dentre eles e as disps ao redor da Tenda.
25 O
Senhor desceu na nuvem e lhe falou, e tirou do Esprito que estava sobre
Moiss e o ps sobre as setenta autoridades. Quando o Esprito veio
sobre elas, profetizaram, mas depois nunca mais tornaram a faz-lo
[a] .
26 Entretanto, dois homens, chamados Eldade e Medade, tinham ficado no
acampamento. Ambos estavam na lista das autoridades, mas no tinham ido
para a Tenda. O Esprito tambm veio sobre eles, e profetizaram no
acampamento.
27 Ento, certo jovem correu e contou a Moiss: "Eldade
e Medade esto profetizando no acampamento".
28 Josu, filho de Num, que desde jovem era auxiliar de Moiss,
interferiu e disse: "Moiss, meu senhor, proba-os!"
29 Mas Moiss respondeu: "Voc est com cimes por mim? Quem dera
todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor pusesse o seu
Esprito sobre eles!"
30 Ento Moiss e as autoridades de Israel
voltaram para o acampamento.
O Senhor Envia Codornizes
31 Depois disso, veio um vento da parte do Senhor que trouxe codornizes
do mar e as fez cair por todo o acampamento, a uma altura de noventa
centmetros [b] , espalhando-as em todas as direes num raio de
um dia de caminhada [c] .
32 Durante todo aquele dia e aquela
noite e durante todo o dia seguinte, o povo saiu e recolheu codornizes.
Ningum recolheu menos de dez barris [d] . Ento eles as
estenderam para secar ao redor de todo o acampamento.
33 Mas, enquanto
a carne ainda estava entre os seus dentes e antes que a ingerissem, a
ira do Senhor acendeu-se contra o povo, e ele o feriu com uma praga
terrvel.
34 Por isso o lugar foi chamado Quibrote-Hataav, porque ali
foram enterrados os que tinham sido dominados pela gula.
35 De Quibrote-Hataav o povo partiu para Hazerote, e l ficou.
Notas de rodap:
[a] 11.25 Ou profetizaram e continuaram a faz-lo
[b] 11.31 Hebraico: 2 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.
[c] 11.31 Isto , cerca de 30 quilmetros.
[d] 11.32 Hebraico: hmeres . O hmer era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 200 e 400 litros.

NMEROS-CAPITULO-12
Miri e Aro Criticam Moiss
1 Miri e Aro comearam a criticar Moiss porque ele havia se casado
com uma mulher etope [a] .
2 "Ser que o Senhor tem falado
apenas por meio de Moiss?", perguntaram. "Tambm no tem ele falado
por meio de ns?" E o Senhor ouviu isso.
3 Ora, Moiss era um homem muito paciente, mais do que qualquer outro
que havia na terra.
4 Imediatamente o Senhor disse a Moiss, a Aro e a Miri:
"Dirijam-se  Tenda do Encontro, vocs trs". E os trs foram para
l.
5 Ento o Senhor desceu numa coluna de nuvem e, pondo-se  entrada
da Tenda, chamou Aro e Miri. Os dois vieram  frente,
6 e ele disse:
"Ouam as minhas palavras:
Quando entre vocs
h um profeta do Senhor [b] ,
a ele me revelo em vises,
em sonhos falo com ele.
7 No  assim, porm,
com meu servo Moiss,
que  fiel em toda a minha casa [c] .
8 Com ele falo face a face,
claramente, e no por enigmas;
e ele v a forma do Senhor .
Por que no temeram
criticar meu servo Moiss?"
9 Ento a ira do Senhor acendeu-se contra eles, e ele os deixou.
10 Quando a nuvem se afastou da Tenda, Miri estava leprosa [d]
; sua aparncia era como a da neve. Aro voltou-se para Miri, viu que
ela estava com lepra
11 e disse a Moiss: "Por favor, meu senhor, no
nos castigue pelo pecado que to tolamente cometemos.
12 No permita
que ela fique como um feto abortado que sai do ventre de sua me com a
metade do corpo destrudo".
13 Ento Moiss clamou ao Senhor : " Deus, por misericrdia,
concede-lhe cura!"
14 O Senhor respondeu a Moiss: "Se o pai dela lhe tivesse cuspido no
rosto, no estaria ela envergonhada sete dias? Que fique isolada fora do
acampamento sete dias; depois ela poder ser trazida de volta".
15 Ento Miri ficou isolada sete dias fora do acampamento, e o povo no
partiu enquanto ela no foi trazida de volta.
16 Depois disso, partiram de Hazerote e acamparam no deserto de Par.
Notas de rodap:
[a] 12.1 Hebraico: cuxita
[b] 12.6 Ou profeta, eu, o Senhor
[c] 12.7 Ou  o lder de todo o meu povo ; ou ainda  o mais fiel dos
meus servos
[d] 12.10 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.

NMEROS-CAPITULO-13
A Misso de Reconhecimento de Cana
1 E o Senhor disse a Moiss:
2 "Envie alguns homens em misso de
reconhecimento  terra de Cana, terra que dou aos israelitas. Envie um
lder de cada tribo dos seus antepassados".
3 Assim Moiss os enviou do deserto de Par, conforme a ordem do Senhor
 Todos eles eram chefes dos israelitas.
4 So estes os seus nomes:
da tribo de Rben, Samua,
filho de Zacur;
5 da tribo de Simeo, Safate,
filho de Hori;
6 da tribo de Jud, Calebe,
filho de Jefon;
7 da tribo de Issacar, Igal,
filho de Jos;
8 da tribo de Efraim, Osias,
filho de Num;
9 da tribo de Benjamim, Palti,
filho de Rafu;
10 da tribo de Zebulom, Gadiel,
filho de Sodi;
11 da tribo de Jos, isto ,
da tribo de Manasss, Gadi,
filho de Susi;
12 da tribo de D, Amiel,
filho de Gemali;
13 da tribo de Aser, Setur,
filho de Micael;
14 da tribo de Naftali, Nabi,
filho de Vofsi;
15 da tribo de Gade, Gel,
filho de Maqui.
16 So esses os nomes dos homens que Moiss enviou em misso de
reconhecimento do territrio. (A Osias, filho de Num, Moiss deu o nome
de Josu.)
17 Quando Moiss os enviou para observarem Cana, disse: "Subam pelo
Neguebe e prossigam at a regio montanhosa.
18 Vejam como  a terra e
se o povo que vive l  forte ou fraco, se so muitos ou poucos;
19 se
a terra em que habitam  boa ou ruim; se as cidades em que vivem so
cidades sem muros ou fortificadas;
20 se o solo  frtil ou pobre; se
existe ali floresta ou no. Sejam corajosos! Tragam alguns frutos da
terra". Era a poca do incio da colheita das uvas.
21 Eles subiram e observaram a terra desde o deserto de Zim at Reobe,
na direo de Lebo-Hamate.
22 Subiram do Neguebe e chegaram a Hebrom,
onde viviam Aim, Sesai e Talmai, descendentes de Enaque. (Hebrom havia
sido construda sete anos antes de Zo, no Egito.)
23 Quando chegaram
ao vale
e Escol [a] , cortaram um ramo do qual pendia um nico cacho de
uvas. Dois deles carregaram o cacho, pendurado numa vara. Colheram
tambm roms e figos.
24 Aquele lugar foi chamado vale de Escol por
causa do cacho de uvas que os israelitas cortaram ali.
25 Ao fim de
quarenta dias eles voltaram da misso de reconhecimento daquela terra.
O Relatrio da Expedio
26 Eles ento retornaram a Moiss e a Aro e a toda a comunidade de
Israel em Cades, no deserto de Par, onde prestaram relatrio a eles e a
toda a comunidade de Israel, e lhes mostraram os frutos da terra.
27 E
deram o seguinte relatrio a Moiss: "Entramos na terra  qual voc
nos enviou, onde manam leite e mel! Aqui esto alguns frutos dela.
28 Mas o povo que l vive  poderoso, e as cidades so fortificadas e muito
grandes. Tambm vimos descendentes de Enaque.
29 Os amalequitas vivem
no Neguebe; os hititas, os jebuseus e os amorreus vivem na regio
montanhosa; os cananeus vivem perto do mar e junto ao Jordo".
30 Ento Calebe fez o povo calar-se perante Moiss e disse: "Subamos
e tomemos posse da terra.  certo que venceremos!"
31 Mas os homens que tinham ido com ele disseram: "No podemos atacar
aquele povo;  mais forte do que ns".
32 E espalharam entre os
israelitas um relatrio negativo acerca daquela terra. Disseram: "A
terra para a qual fomos em misso de reconhecimento devora os que nela
vivem. Todos os que vimos so de grande estatura.
33 Vimos tambm os
gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecamos
gafanhotos, a ns e a eles".
Notas de rodap:
[a] 13.23 Escol significa cacho; tambm no versculo 24.

NMEROS-CAPITULO-14
A Revolta do Povo
1 Naquela noite toda a comunidade comeou a chorar em alta voz.
2 Todos os israelitas queixaram-se contra Moiss e contra Aro, e toda a
comunidade lhes disse: "Quem dera tivssemos morrido no Egito! Ou
neste deserto!
3 Por que o Senhor est nos trazendo para esta terra? S
para nos deixar cair  espada? Nossas mulheres e nossos filhos sero
tomados como despojo de guerra. No seria melhor voltar para o Egito?"
4 E disseram uns aos outros: "Escolheremos um chefe e voltaremos para
o Egito!"
5 Ento Moiss e Aro prostraram-se, rosto em terra, diante de toda a
assemblia dos israelitas.
6 Josu, filho de Num, e Calebe, filho de
Jefon, dentre os que haviam observado a terra, rasgaram as suas vestes
7 e disseram a toda a comunidade dos israelitas: "A terra que
percorremos em misso de reconhecimento  excelente.
8 Se o Senhor se
agradar de ns, ele nos far entrar nessa terra, onde manam leite e mel,
e a dar a ns.
9 Somente no sejam rebeldes contra o Senhor . E no
tenham medo do povo da terra, porque ns os devoraremos como se fossem
po. A proteo deles se foi, mas o Senhor est conosco. No tenham medo
deles!"
10 Mas a comunidade toda falou em apedrej-los. Ento a glria do
Senhor apareceu a todos os israelitas na Tenda do Encontro.
11 E o
Senhor disse a Moiss: "At quando este povo me tratar com pouco
caso? At quando se recusar a crer em mim, apesar de todos os sinais
que realizei entre eles?
12 Eu os ferirei com praga e os destruirei,
mas farei de voc uma nao maior e mais forte do que eles".
13 Moiss disse ao Senhor : "Ento os egpcios ouviro que pelo teu
poder fizeste este povo sair dentre eles,
14 e falaro disso aos
habitantes desta terra. Eles ouviram que tu,  Senhor , ests com este
povo e que te vem face a face, Senhor , e que a tua nuvem paira sobre
eles, e que vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia e numa coluna
de fogo de noite.
15 Se exterminares este povo, as naes que ouvirem
falar do que fizeste diro:
16 ``O Senhor no conseguiu levar esse
povo  terra que lhes prometeu em juramento; por isso os matou no
deserto''.
17 "Mas agora, que a fora do Senhor se manifeste, segundo
prometeste:
18 ``O Senhor  muito paciente e grande em fidelidade, e
perdoa a iniqidade e a rebelio, se bem que no deixa o pecado sem
punio, e castiga os filhos pela iniqidade dos pais at a terceira e
quarta gerao''.
19 Segundo a tua grande fidelidade, perdoa a
iniqidade deste povo, como a este povo tens perdoado desde que saram
do Egito at agora".
20 O Senhor respondeu: "Eu o perdoei, conforme voc pediu.
21 No
entanto, juro pela glria do Senhor que enche toda a terra,
22 que
nenhum dos que viram a minha glria e os sinais miraculosos que realizei
no Egito e no deserto, e me puseram  prova e me desobedeceram dez
vezes:
23 nenhum deles chegar a ver a terra que prometi com juramento aos
seus antepassados. Ningum que me tratou com desprezo a ver.
24 Mas,
como o meu servo Calebe tem outro esprito e me segue com integridade,
eu o farei entrar na terra que foi observar, e seus descendentes a
herdaro.
25 Visto que os amalequitas e os cananeus habitam nos vales,
amanh dem meia-volta e partam em direo ao deserto pelo caminho que
vai para o mar Vermelho".
O Castigo do Povo
26 Disse mais o Senhor a Moiss e a Aro:
27 "At quando esta
comunidade mpia se queixar contra mim? Tenho ouvido as queixas desses
israelitas murmuradores.
28 Diga-lhes: Juro pelo meu nome, declara o
Senhor , que farei a vocs tudo o que pediram:
29 Cairo neste deserto
os cadveres de todos vocs, de vinte anos para cima, que foram contados
no recenseamento e que se queixaram contra mim.
30 Nenhum de vocs
entrar na terra que, com mo levantada, jurei dar-lhes para sua
habitao, exceto Calebe, filho de Jefon, e Josu, filho de Num.
31 Mas, quanto aos seus filhos, sobre os quais vocs disseram que seriam
tomados como despojo de guerra, eu os farei entrar para desfrutarem a
terra que vocs rejeitaram.
32 Os cadveres de vocs, porm, cairo
neste deserto.
33 Seus filhos sero pastores [a] aqui durante
quarenta anos, sofrendo pela infidelidade de vocs, at que o ltimo
cadver de vocs seja destrudo no deserto.
34 Durante quarenta anos
vocs sofrero a conseqncia dos seus pecados e experimentaro a minha
rejeio; cada ano corresponder a cada um dos quarenta dias em que
vocs observaram a terra.
35 Eu, o Senhor , falei, e certamente farei
essas coisas a toda esta comunidade mpia, que conspirou contra mim.
Encontraro o seu fim neste deserto; aqui morrero".
36 Os homens enviados por Moiss em misso de reconhecimento daquela
terra voltaram e fizeram toda a comunidade queixar-se contra ele ao
espalharem um relatrio negativo;
37 esses homens responsveis por
espalhar o relatrio negativo sobre a terra morreram subitamente de
praga perante o Senhor .
38 De todos os que foram observar a terra,
somente Josu, filho de Num, e Calebe, filho de Jefon, sobreviveram.
39 Quando Moiss transmitiu essas palavras a todos os israelitas, eles
choraram amargamente.
40 Na madrugada seguinte subiram para o alto da
regio montanhosa, e disseram: "Subiremos ao lugar que o Senhor
prometeu, pois cometemos pecado".
41 Moiss, porm, disse: "Por que vocs esto desobedecendo  ordem
do Senhor ? Isso no ter sucesso!
42 No subam, porque o Senhor no
est com vocs. Vocs sero derrotados pelos inimigos,
43 pois os
amalequitas e os cananeus os enfrentaro ali, e vocs cairo  espada.
Visto que deixaram de seguir o Senhor , ele no estar com vocs".
44 Apesar disso, eles subiram desafiadoramente ao alto da regio
montanhosa, mas nem Moiss nem a arca da aliana do Senhor saram do
acampamento.
45 Ento os amalequitas e os cananeus que l viviam
desceram, derrotaram-nos e os perseguiram at Horm.
Notas de rodap:
[a] 14.33 Possivelmente nmades. Veja Nm 32.13.

NMEROS-CAPITULO-15
Ofertas Suplementares
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Diga o seguinte aos israelitas:
Quando entrarem na terra que lhes dou para sua habitao,
3 e
apresentarem ao Senhor uma oferta, de bois ou de ovelhas, preparada no
fogo como aroma agradvel ao Senhor , seja holocausto, seja sacrifcio,
para cumprir um voto ou como oferta voluntria ou como oferta relativa a
uma festa,
4 aquele que trouxer a sua oferta apresentar tambm ao
Senhor uma oferta de cereal de um jarro [a] da melhor farinha
amassada com um litro [b] de leo.
5 Para cada cordeiro do
holocausto ou do sacrifcio, prepare um litro de vinho como oferta
derramada.
6 "Para um carneiro, prepare uma oferta de cereal de dois jarros da
melhor farinha com um litro de leo,
7 e um litro de vinho como oferta
derramada. Apresente-a como aroma agradvel ao Senhor .
8 "Quando algum de vocs preparar um novilho para holocausto ou para
sacrifcio, para cumprir voto especial ou como oferta de comunho ao
Senhor ,
9 traga com o novilho uma oferta de cereal de trs jarros da
melhor farinha amassada com meio galo [c] de leo.
10 Traga
tambm meio galo de vinho para a oferta derramada. Ser uma oferta
preparada no fogo, de aroma agradvel ao Senhor .
11 Cada novilho ou
carneiro ou cordeiro ou cabrito, dever ser preparado dessa maneira.
12 Faam isso para cada animal, para tantos quantos vocs prepararem.
13 "Todo o que for natural da terra dever proceder dessa maneira
quando trouxer uma oferta preparada no fogo, de aroma agradvel ao
Senhor .
14 E se um estrangeiro que vive entre vocs, ou entre os
descendentes de vocs, apresentar uma oferta preparada no fogo, de aroma
agradvel ao Senhor , dever fazer o mesmo.
15 A assemblia dever ter
as mesmas leis, que valero tanto para vocs como para o estrangeiro que
vive entre vocs; este  um decreto perptuo pelas suas geraes, que,
perante o Senhor , valer tanto para vocs quanto para o estrangeiro
residente.
16 A mesma lei e ordenana se aplicar tanto a vocs como ao
estrangeiro residente".
17 O Senhor disse ainda a Moiss:
18 "Diga aos israelitas: Quando
vocs entrarem na terra para onde os levo
19 e comerem do fruto da
terra, apresentem uma poro como contribuio ao Senhor .
20 Apresentem um bolo feito das primcias da farinha de vocs.
Apresentem-no como contribuio da sua colheita.
21 Em todas as suas
geraes vocs apresentaro das primcias da farinha uma contribuio ao
Senhor .
Ofertas pelos Pecados Involuntrios
22 "Mas se vocs pecarem e deixarem de cumprir todos esses
mandamentos
23 -- tudo o que o Senhor lhes ordenou por meio de Moiss,
desde o dia em que o ordenou e para todas as suas geraes --
24 e se isso for feito sem inteno e no for do conhecimento da
comunidade, toda a comunidade ter que oferecer um novilho para o
holocausto de aroma agradvel ao Senhor . Tambm apresentaro com sua
oferta de cereal uma oferta derramada, conforme as prescries, e um
bode como oferta pelo pecado.
25 O sacerdote far propiciao por toda a comunidade de
Israel, e eles sero perdoados, pois o seu pecado no foi intencional e
eles trouxeram ao Senhor uma oferta preparada no fogo e uma oferta pelo
pecado.
26 A comunidade de Israel toda e os estrangeiros residentes
entre eles sero perdoados, porque todo o povo esteve envolvido num
pecado involuntrio.
27 "Se, contudo, apenas uma pessoa pecar sem inteno, ela ter que
trazer uma cabra de um ano como oferta pelo pecado.
28 O sacerdote far
propiciao pela pessoa que pecar, cometendo uma falta involuntria
perante o Senhor , e ela ser perdoada.
29 Somente uma lei haver para
todo aquele que pecar sem inteno, seja ele israelita de nascimento,
seja estrangeiro residente.
30 "Mas todo aquele que pecar com atitude desafiadora, seja natural
da terra, seja estrangeiro residente, insulta o Senhor , e ser
eliminado do meio do seu povo.
31 Por ter desprezado a palavra do
Senhor e quebrado os seus mandamentos, ter que ser eliminado; sua culpa
estar sobre ele".
O Castigo pela Transgresso do Sbado
32 Certo dia, quando os israelitas estavam no deserto, encontraram um
homem recolhendo lenha no dia de sbado.
33 Aqueles que o encontraram
recolhendo lenha levaram-no a Moiss, a Aro e a toda a comunidade,
34 que o prenderam, porque no sabiam o que deveria ser feito com ele.
35 Ento o Senhor disse a Moiss: "O homem ter que ser executado. Toda a
comunidade o apedrejar fora do acampamento".
36 Assim, toda a
comunidade o levou para fora do acampamento e o apedrejou at a morte,
conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
As Borlas das Roupas
37 O Senhor disse a Moiss:
38 "Diga o seguinte aos israelitas:
Faam borlas nas extremidades das suas roupas e ponham um cordo azul em
cada uma delas; faam isso por todas as suas geraes.
39 Quando virem
essas borlas vocs se lembraro de todos os mandamentos do Senhor , para
que lhes obedeam e no se prostituam nem sigam as inclinaes do seu
corao e dos seus olhos.
40 Assim vocs se lembraro de obedecer a
todos os meus mandamentos, e para o seu Deus vocs sero um povo
consagrado.
41 Eu sou o Senhor , o seu Deus, que os trouxe do Egito
para ser o Deus de vocs. Eu sou o Senhor , o seu Deus".
Notas de rodap:
[a] 15.4 Hebraico: 1/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[b] 15.4 Hebraico: 1/4 de him . O him era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros.
[c] 15.9 Hebraico: him .

NMEROS-CAPITULO-16
A Rebelio de Cor, Dat e Abiro
1 Cor, filho de Isar, neto de Coate, bisneto de Levi, reuniu Dat e
Abiro, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, todos da tribo de
Rben,
2 e eles se insurgiram contra Moiss. Com eles estavam duzentos
e cinqenta israelitas, lderes bem conhecidos na comunidade e que
haviam sido nomeados membros do conclio.
3 Eles se ajuntaram contra
Moiss e Aro, e lhes disseram: "Basta! A assemblia toda  santa,
cada um deles  santo, e o Senhor est no meio deles. Ento, por que
vocs se colocam acima da assemblia do Senhor ?"
4 Quando ouviu isso, Moiss prostrou-se, rosto em terra.
5 Depois
disse a Cor e a todos os seus seguidores: "Pela manh o Senhor
mostrar quem lhe pertence e far aproximar-se dele aquele que  santo,
o homem a quem ele escolher.
6 Voc, Cor, e todos os seus seguidores
devero fazer o seguinte: peguem incensrios
7 e amanh coloquem neles
fogo e incenso perante o Senhor . Quem o Senhor escolher ser o homem
consagrado. Basta, levitas!"
8 Moiss disse tambm a Cor: "Agora ouam-me, levitas!
9 No lhes 
suficiente que o Deus de Israel os tenha separado do restante da
comunidade de Israel e os tenha trazido para junto de si a fim de
realizarem o trabalho no tabernculo do Senhor e para estarem preparados
para servir a comunidade?
10 Ele trouxe voc e todos os seus irmos
levitas para junto dele, e agora vocs querem tambm o sacerdcio?
11 
contra o Senhor que voc e todos os seus seguidores se ajuntaram! Quem 
Aro, para que se queixem contra ele?"
12 Ento Moiss mandou chamar Dat e Abiro, filhos de Eliabe. Mas eles
disseram: "Ns no iremos!
13 No lhe basta nos ter tirado de uma
terra onde manam leite e mel para matar-nos no deserto? E ainda quer se
fazer chefe sobre ns?
14 Alm disso, voc no nos levou a uma terra
onde manam leite e mel, nem nos deu uma herana de campos e vinhas. Voc
pensa que pode cegar os olhos destes homens? Ns no iremos!"
15 Moiss indignou-se e disse ao Senhor : "No aceites a oferta
deles. No tomei deles nem sequer um jumento, nem prejudiquei a nenhum
deles".
16 Moiss disse a Cor: "Voc e todos os seus seguidores tero que
apresentar-se amanh ao Senhor , voc, eles e Aro.
17 Cada homem
pegar o seu incensrio, nele colocar incenso e o apresentar ao Senhor
 Sero duzentos e cinqenta incensrios ao todo. Voc e Aro tambm
apresentaro os seus incensrios".
18 Assim, cada um deles pegou o
seu incensrio, acendeu o incenso, e se colocou com Moiss e com Aro 
entrada da Tenda do Encontro.
19 Quando Cor reuniu todos os seus
seguidores  entrada da Tenda do Encontro, incitando-os contra Moiss e
Aro, a glria do Senhor apareceu a toda a comunidade.
20 E o Senhor
disse a Moiss e a Aro:
21 "Afastem-se dessa comunidade para que eu
acabe com eles imediatamente".
22 Mas Moiss e Aro prostraram-se, rosto em terra, e disseram: "
Deus, Deus que a todos d vida [a] , ficars tu irado contra toda
a comunidade quando um s homem pecou?"
23 Ento o Senhor disse a Moiss:
24 "Diga  comunidade que se
afaste das tendas de Cor, Dat e Abiro".
25 Moiss levantou-se e foi para onde estavam Dat e Abiro, e as
autoridades de Israel o seguiram.
26 Ele advertiu a comunidade:
"Afastem-se das tendas desses mpios! No toquem em nada do que
pertence a eles, seno vocs sero eliminados por causa dos pecados
deles".
27 Eles se afastaram das tendas de Cor, Dat e Abiro. Dat
e Abiro tinham sado e estavam em p,  entrada de suas tendas, junto
com suas mulheres, seus filhos e suas crianas pequenas.
28 E disse Moiss: "Assim vocs sabero que o Senhor me enviou para
fazer todas essas coisas e que isso no partiu de mim.
29 Se estes
homens tiverem morte natural e experimentarem somente aquilo que
normalmente acontece aos homens, ento o Senhor no me enviou.
30 Mas,
se o Senhor fizer acontecer algo totalmente novo, e a terra abrir a sua
boca e os engolir, junto com tudo o que  deles, e eles descerem vivos
ao Sheol [b] , ento vocs sabero que estes homens desprezaram o
Senhor ".
31 Assim que Moiss acabou de dizer tudo isso, o cho debaixo deles
fendeu-se
32 e a terra abriu a sua boca e os engoliu juntamente com
suas famlias, com todos os seguidores de Cor e com todos os seus bens.
33 Desceram vivos  sepultura, com tudo o que possuam; a terra
fechou-se sobre eles, e pereceram, desaparecendo do meio da assemblia.
34 Diante dos seus gritos, todos os israelitas ao redor fugiram,
gritando: "A terra vai nos engolir tambm!"
35 Ento veio fogo da parte do Senhor e consumiu os duzentos e
cinqenta homens que ofereciam incenso.
36 O Senhor disse a Moiss:
37 "Diga a Eleazar, filho do sacerdote
Aro, que apanhe os incensrios dentre os restos fumegantes e espalhe as
brasas, porque os incensrios so santos.
38 Os incensrios dos homens
que pelo seu pecado perderam a vida sero batidos em forma de lminas e
serviro de revestimento do altar, pois foram apresentados ao Senhor e
se tornaram sagrados. Que sejam um sinal para os israelitas".
39 O sacerdote Eleazar juntou os incensrios de bronze que tinham sido
apresentados pelos que foram consumidos pelo fogo. Os incensrios foram
batidos e serviram de revestimento do altar,
40 como o Senhor tinha
dito por meio de Moiss. Isso foi feito como memorial para os
israelitas, a fim de que ningum que no fosse descendente de Aro
queimasse incenso perante o Senhor , para no sofrer o que Cor e os
seus seguidores sofreram.
41 No dia seguinte toda a comunidade de Israel comeou a queixar-se
contra Moiss e Aro, dizendo: "Vocs mataram o povo do Senhor ".
A Revolta do Povo contra Moiss e Aro
42 Quando, porm, a comunidade se ajuntou contra Moiss e contra Aro,
e eles se voltaram para a Tenda do Encontro, repentinamente a nuvem a
cobriu e a glria do Senhor apareceu.
43 Ento Moiss e Aro foram para
a frente da Tenda do Encontro,
44 e o Senhor disse a Moiss:
45 "Saia do meio dessa comunidade para que eu acabe com eles
imediatamente". Mas eles se prostraram, rosto em terra;
46 e Moiss
disse a Aro: "Pegue o seu incensrio e ponha incenso nele, com fogo
tirado do altar, e v depressa at a comunidade para fazer propiciao
por eles, porque saiu grande ira da parte do Senhor e a praga
comeou".
47 Aro fez o que Moiss ordenou e correu para o meio da
assemblia. A praga j havia comeado entre o povo, mas Aro ofereceu o
incenso e fez propiciao por eles.
48 Aro se ps entre os mortos e os
vivos, e a praga cessou.
49 Foram catorze mil e setecentos os que
morreram daquela praga, alm dos que haviam morrido por causa de Cor.
50 Ento Aro voltou a Moiss,  entrada da Tenda do Encontro, pois a
praga j havia cessado.
Notas de rodap:
[a] 16.22 Hebraico: Deus dos espritos de toda a humanidade .
[b] 16.30 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte; tambm no versculo 33.

NMEROS-CAPITULO-17
A Vara de Aro Floresce
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Pea aos israelitas que tragam doze
varas, uma de cada lder das tribos. Escreva o nome de cada lder em sua
vara.
3 Na vara de Levi escreva o nome de Aro, pois  preciso que haja
uma vara para cada chefe das tribos.
4 Deposite-as na Tenda do
Encontro, em frente da arca das tbuas da aliana, onde eu me encontro
com vocs.
5 A vara daquele que eu escolher florescer, e eu me
livrarei dessa constante queixa dos israelitas contra vocs".
6 Assim Moiss falou aos israelitas, e seus lderes deram-lhe doze
varas, uma de cada lder das tribos, e a vara de Aro estava entre elas.
7 Moiss depositou as varas perante o Senhor na tenda que guarda as
tbuas da aliana.
8 No dia seguinte Moiss entrou na tenda e viu que a vara de Aro, que
representava a tribo de Levi, tinha brotado, produzindo botes e flores,
alm de amndoas maduras.
9 Ento Moiss retirou todas as varas da
presena do Senhor e as levou a todos os israelitas. Eles viram as
varas, e cada lder pegou a sua.
10 O Senhor disse a Moiss: "Ponha de volta a vara de Aro em frente
da arca das tbuas da aliana, para ser guardada como uma advertncia
para os rebeldes. Isso por fim  queixa deles contra mim, para que no
morram".
11 Moiss fez conforme o Senhor lhe havia ordenado.
12 Os israelitas disseram a Moiss: "Ns morreremos! Estamos
perdidos, estamos todos perdidos!
13 Todo aquele que se aproximar do
santurio do Senhor morrer. Ser que todos ns vamos morrer?"

NMEROS-CAPITULO-18
Os Deveres dos Sacerdotes e dos Levitas
1 O Senhor disse a Aro: "Voc, os seus filhos e a famlia de seu
pai sero responsveis pelas ofensas contra o santurio; voc e seus
filhos sero responsveis pelas ofensas cometidas no exerccio do
sacerdcio.
2 Traga tambm os seus irmos levitas, que pertencem 
tribo de seus antepassados, para se unirem a voc e o ajudarem quando
voc e seus filhos ministrarem perante a tenda que guarda as tbuas da
aliana.
3 Eles ficaro a seu servio e cuidaro tambm do servio da
Tenda, mas no podero aproximar-se dos utenslios do santurio ou do
altar; se o fizerem morrero, tanto eles como vocs.
4 Eles se uniro a
vocs e tero a responsabilidade de cuidar da Tenda do Encontro,
realizando todos os trabalhos necessrios. Ningum mais poder
aproximar-se de vocs.
5 "Vocs tero a responsabilidade de cuidar do santurio e do altar,
para que no torne a cair a ira divina sobre os israelitas.
6 Eu mesmo
escolhi os seus irmos, os levitas, dentre os israelitas, como um
presente para vocs, dedicados ao Senhor para fazerem o trabalho da
Tenda do Encontro.
7 Mas somente voc e seus filhos podero servir como
sacerdotes em tudo o que se refere ao altar e ao que se encontra alm do
vu. Dou a vocs o servio do sacerdcio como um presente. Qualquer
pessoa no autorizada que se aproximar do santurio ter que ser
executada".
As Ofertas Destinadas aos Sacerdotes e aos Levitas
8 Ento o Senhor disse a Aro: "Eu mesmo o tornei responsvel pelas
contribuies trazidas a mim; todas as ofertas sagradas que os
israelitas me derem, eu as dou como poro a voc e a seus filhos.
9 Das ofertas santssimas vocs tero a parte que  poupada do fogo.
Dentre todas as ddivas que me trouxerem como ofertas santssimas, seja
oferta de cereal, seja pelo pecado, seja de reparao, tal parte
pertence a voc e a seus filhos.
10 Comam-na como algo santssimo;
todos os do sexo masculino a comero. Considerem-na santa.
11 "Tambm dou a voc, e a seus filhos e filhas, por decreto
perptuo, as contribuies que lhes cabe de todas as ofertas dos
israelitas e que devem ser ritualmente movidas. Todos os da sua famlia
que estiverem cerimonialmente puros podero com-las.
12 "Dou a voc o melhor azeite e o melhor vinho novo e o melhor trigo
que eles apresentarem ao Senhor como primeiros frutos da colheita.
13 Todos os primeiros frutos da terra que trouxerem ao Senhor sero de
voc. Todos os da sua famlia que estiverem cerimonialmente puros
podero com-los.
14 "Tudo o que em Israel for consagrado a Deus pertencer a voc.
15 O primeiro nascido de todo ventre, oferecido ao Senhor , seja homem,
seja animal, ser seu. Mas voc dever resgatar todo filho mais velho,
como tambm toda primeira cria de animais impuros.
16 Quando tiverem um
ms de idade, voc dever resgat-los pelo preo de resgate estabelecido
em sessenta gramas [a] de prata, com base no peso padro do
santurio, que so doze gramas [b] .
17 "No resgate, porm, a primeira cria de uma vaca, de uma ovelha ou
de uma cabra. Derrame o sangue deles sobre o altar e queime a sua
gordura como uma oferta preparada no fogo, de aroma agradvel ao Senhor.
18 A carne desses animais pertence a voc, como tambm o peito da
oferta movida e a coxa direita.
19 Tudo aquilo que for separado dentre
todas as ddivas sagradas que os israelitas apresentarem ao Senhor eu
dou a voc e a seus filhos e filhas como decreto perptuo.  uma aliana
de sal perptua perante o Senhor , para voc e para os seus
descendentes".
20 Disse ainda o Senhor a Aro: "Voc no ter herana na terra
deles, nem ter poro entre eles; eu sou a sua poro e a sua herana
entre os israelitas.
21 "Dou aos levitas todos os dzimos em Israel como retribuio pelo
trabalho que fazem ao servirem na Tenda do Encontro.
22 De agora em
diante os israelitas no podero aproximar-se da Tenda do Encontro, caso
contrrio, sofrero as conseqncias do seu pecado e morrero.
23 
dever dos levitas fazer o trabalho na Tenda do Encontro e assumir a
responsabilidade pelas ofensas contra ela. Este  um decreto perptuo
pelas suas geraes. Eles no recebero herana alguma entre os
israelitas.
24 Em vez disso, dou como herana aos levitas os dzimos
que os israelitas apresentarem como contribuio ao Senhor .  por isso
que eu disse que eles no teriam herana alguma entre os israelitas".
25 O Senhor disse depois a Moiss:
26 "Diga o seguinte aos levitas:
Quando receberem dos israelitas o dzimo que lhes dou como herana,
vocs devero apresentar um dcimo daquele dzimo como contribuio
pertencente ao Senhor .
27 Essa contribuio ser considerada
equivalente  do trigo tirado da eira e do vinho do tanque de prensar
uvas.
28 Assim, vocs apresentaro uma contribuio ao Senhor de todos
os dzimos recebidos dos israelitas. Desses dzimos vocs daro a
contribuio do Senhor ao sacerdote Aro.
29 E devero apresentar como
contribuio ao Senhor a melhor parte, a parte sagrada de tudo o que for
dado a vocs.
30 "Diga aos levitas: Quando vocs apresentarem a melhor parte, ela
ser considerada equivalente ao produto da eira e do tanque de prensar
uvas.
31 Vocs e suas famlias podero comer dessa poro em qualquer
lugar, pois  o salrio pelo trabalho de vocs na Tenda do Encontro.
32 Ao apresentarem a melhor parte, vocs no se tornaro culpados e no
profanaro as ofertas sagradas dos israelitas, para que no morram".
Notas de rodap:
[a] 18.16 Hebraico: 5 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[b] 18.16 Hebraico: no siclo do santurio, que so 20 geras . Um gera
equivalia a 0,6 gramas.

NMEROS-CAPITULO-19
A gua da Purificao
1 Disse tambm o Senhor a Moiss e a Aro:
2 "Esta  uma exigncia
da lei que o Senhor ordenou: Mande os israelitas trazerem uma novilha
vermelha, sem defeito e sem mancha, sobre a qual nunca tenha sido
colocada uma canga.
3 Vocs a daro ao sacerdote Eleazar; ela ser
levada para fora do acampamento e sacrificada na presena dele.
4 Ento
o sacerdote Eleazar pegar um pouco do sangue com o dedo e o aspergir
sete vezes, na direo da entrada da Tenda do Encontro.
5 Na presena
dele a novilha ser queimada: o couro, a carne, o sangue e o excremento.
6 O sacerdote apanhar um pedao de madeira de cedro, hissopo e l
vermelha e os atirar ao fogo que estiver queimando a novilha.
7 Depois
disso o sacerdote lavar as suas roupas e se banhar com gua. Ento
poder entrar no acampamento, mas estar impuro at o cair da tarde.
8 Aquele que queimar a novilha tambm lavar as suas roupas e se banhar
com gua, e tambm estar impuro at o cair da tarde.
9 "Um homem cerimonialmente puro recolher as cinzas da novilha e as
colocar num local puro, fora do acampamento. Sero guardadas pela
comunidade de Israel para uso na gua da purificao, para a purificao
de pecados.
10 Aquele que recolher as cinzas da novilha tambm lavar
as suas roupas, e ficar impuro at o cair da tarde. Este  um decreto
perptuo, tanto para os israelitas como para os estrangeiros residentes.
11 "Quem tocar num cadver humano ficar impuro durante sete dias.
12 Dever purificar-se com essa gua no terceiro e no stimo dia; ento
estar puro. Mas, se no se purificar no terceiro e no stimo dia, no
estar puro.
13 Quem tocar num cadver humano e no se purificar,
contamina o tabernculo do Senhor e ser eliminado de Israel. Ficar
impuro porque a gua da purificao no foi derramada sobre ele; sua
impureza permanece sobre ele.
14 "Esta  a lei que se aplica quando algum morre numa tenda: quem
entrar na tenda e quem nela estiver ficar impuro sete dias,
15 e
qualquer recipiente que no estiver bem fechado ficar impuro.
16 "Quem estiver no campo e tocar em algum que tenha sido morto 
espada, ou em algum que tenha sofrido morte natural, ou num osso
humano, ou num tmulo, ficar impuro durante sete dias.
17 "Pela pessoa impura, colocaro um pouco das cinzas do holocausto
de purificao num jarro e derramaro gua da fonte por cima.
18 Ento
um homem cerimonialmente puro pegar hissopo, molhar na gua e a
aspergir sobre a tenda, sobre todos os utenslios e sobre todas as
pessoas que estavam ali. Tambm a aspergir sobre todo aquele que tiver
tocado num osso humano, ou num tmulo, ou em algum que tenha sido morto
ou que tenha sofrido morte natural.
19 Aquele que estiver puro a
aspergir sobre a pessoa impura no terceiro e no stimo dia, e no stimo
dia dever purific-la. Aquele que estiver sendo purificado lavar as
suas roupas e se banhar com gua, e naquela tarde estar puro.
20 Mas,
se aquele que estiver impuro no se purificar, ser eliminado da
assemblia, pois contaminou o santurio do Senhor . A gua da
purificao no foi aspergida sobre ele, e ele est impuro.
21 Este 
um decreto perptuo para eles.
"O homem que aspergir a gua da purificao tambm lavar as suas
roupas, e todo aquele que tocar na gua da purificao ficar impuro at
o cair da tarde.
22 Qualquer coisa na qual algum que estiver impuro
tocar se tornar impura, e qualquer pessoa que nela tocar ficar impura
at o cair da tarde".

NMEROS-CAPITULO-20
As guas de Merib
1 No primeiro ms toda a comunidade de Israel chegou ao deserto de Zim
e ficou em Cades. Ali Miri morreu e foi sepultada.
2 No havia gua para a comunidade, e o povo se juntou contra Moiss e
contra Aro.
3 Discutiram com Moiss e disseram: "Quem dera
tivssemos morrido quando os nossos irmos caram mortos perante o
Senhor !
4 Por que vocs trouxeram a assemblia do Senhor a este
deserto, para que ns e os nossos rebanhos morrssemos aqui?
5 Por que
vocs nos tiraram do Egito e nos trouxeram para este lugar terrvel?
Aqui no h cereal, nem figos, nem uvas, nem roms, nem gua para
beber!"
6 Moiss e Aro saram de diante da assemblia para a entrada da Tenda
do Encontro e se prostraram, rosto em terra, e a glria do Senhor lhes
apareceu.
7 E o Senhor disse a Moiss:
8 "Pegue a vara, e com o seu
irmo Aro rena a comunidade e diante desta fale quela rocha, e ela
verter gua. Vocs tiraro gua da rocha para a comunidade e os
rebanhos beberem".
9 Ento Moiss pegou a vara que estava diante do Senhor , como este lhe
havia ordenado.
10 Moiss e Aro reuniram a assemblia em frente da
rocha, e Moiss disse: "Escutem, rebeldes, ser que teremos que tirar
gua desta rocha para lhes dar?"
11 Ento Moiss ergueu o brao e
bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou gua, e a comunidade e os
rebanhos beberam.
12 O Senhor , porm, disse a Moiss e a Aro: "Como vocs no
confiaram em mim para honrar minha santidade  vista dos israelitas,
vocs no conduziro esta comunidade para a terra que lhes dou".
13 Essas foram as guas de Merib [a] , onde os israelitas
discutiram com o Senhor e onde ele manifestou sua santidade entre eles.
Edom Nega Passagem a Israel
14 De Cades, Moiss enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo:
"Assim diz o teu irmo Israel: Tu sabes de todas as dificuldades que
vieram sobre ns.
15 Os nossos antepassados desceram para o Egito, e
ali vivemos durante muitos anos. Os egpcios, porm, nos maltrataram,
como tambm a eles,
16 mas quando clamamos ao Senhor , ele ouviu o
nosso clamor, enviou um anjo e nos tirou do Egito.
"Agora estamos em Cades, cidade na fronteira do teu territrio.
17 Deixa-nos atravessar a tua terra. No passaremos por nenhuma plantao
ou vinha, nem beberemos gua de poo algum. Passaremos pela estrada do
rei e no nos desviaremos nem para a direita nem para a esquerda, at
que tenhamos atravessado o teu territrio".
18 Mas Edom respondeu:
"Vocs no podero passar por aqui; se tentarem, ns os atacaremos com
a espada".
19 E os israelitas disseram:
"Iremos pela estrada principal; se ns e os nossos rebanhos bebermos
de tua gua, pagaremos por ela. Queremos apenas atravessar a p, e nada
mais".
20 Mas Edom insistiu:
"Vocs no podero atravessar".
Ento Edom os atacou com um exrcito grande e poderoso.
21 Visto que
Edom se recusou a deix-los atravessar o seu territrio, Israel
desviou-se dele.
A Morte de Aro
22 Toda a comunidade israelita partiu de Cades e chegou ao monte Hor.
23 Naquele monte, perto da fronteira de Edom, o Senhor disse a Moiss e
a Aro:
24 "Aro ser reunido aos seus antepassados. No entrar na
terra que dou aos israelitas, porque vocs dois se rebelaram contra a
minha ordem junto s guas de Merib.
25 Leve Aro e seu filho Eleazar
para o alto do monte Hor.
26 Tire as vestes de Aro e coloque-as em seu
filho Eleazar, pois Aro ser reunido aos seus antepassados; ele morrer
ali".
27 Moiss fez conforme o Senhor ordenou; subiram o monte Hor  vista de
toda a comunidade.
28 Moiss tirou as vestes de Aro e as colocou em
seu filho Eleazar. E Aro morreu no alto do monte. Depois disso, Moiss
e Eleazar desceram do monte,
29 e, quando toda a comunidade soube que
Aro tinha morrido, toda a nao de Israel pranteou por ele durante
trinta dias.
Notas de rodap:
[a] 20.13 Merib significa rebelio.

NMEROS-CAPITULO-21
A Vitria sobre o Rei de Arade
1 Quando o rei cananeu de Arade, que vivia no Neguebe, soube que
Israel vinha pela estrada de Atarim, atacou os israelitas e capturou
alguns deles.
2 Ento Israel fez este voto ao Senhor : "Se entregares
este povo em nossas mos, destruiremos totalmente as suas cidades".
3 O Senhor ouviu o pedido de Israel e lhes entregou os cananeus. Israel os
destruiu completamente, a eles e s suas cidades; de modo que o lugar
foi chamado Horm.
A Serpente de Bronze
4 Partiram eles do monte Hor pelo caminho do mar Vermelho, para
contornarem a terra de Edom. Mas o povo ficou impaciente no caminho
5 e
falou contra Deus e contra Moiss, dizendo: "Por que vocs nos tiraram
do Egito para morrermos no deserto? No h po! No h gua! E ns
detestamos esta comida miservel!"
6 Ento o Senhor enviou serpentes venenosas que morderam o povo, e
muitos morreram.
7 O povo foi a Moiss e disse: "Pecamos quando
falamos contra o Senhor e contra voc. Ore pedindo ao Senhor que tire as
serpentes do meio de ns". E Moiss orou pelo povo.
8 O Senhor disse a Moiss: "Faa uma serpente e coloque-a no alto de
um poste; quem for mordido e olhar para ela viver".
9 Moiss fez ento uma serpente de bronze e a colocou num poste. Quando
algum era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze,
permanecia vivo.
A Viagem para Moabe
10 Os israelitas partiram e acamparam em Obote.
11 Depois partiram de
Obote e acamparam em Ij-Abarim, no deserto defronte de Moabe, ao leste.
12 Dali partiram e acamparam no vale de Zerede.
13 Partiram dali e
acamparam do outro lado do Arnom, que fica no deserto que se estende at
o territrio amorreu. O Arnom  a fronteira de Moabe, entre Moabe e os
amorreus.
14  por isso que se diz no Livro das Guerras do Senhor :
"... Vaebe, em Suf, e os vales,
o Arnom
15 e as ravinas dos vales
que se estendem at a cidade de Ar
e chegam at a fronteira de Moabe".
16 De l prosseguiram at Beer, o poo onde o Senhor disse a Moiss:
"Rena o povo, e eu lhe darei gua".
17 Ento Israel cantou esta cano:
"Brote gua,  poo!
Cantem a seu respeito,
18 a respeito do poo
que os lderes cavaram,
que os nobres abriram
com cetros e cajados".
Ento saram do deserto para Matan,
19 de Matan para Naaliel, de
Naaliel para Bamote,
20 e de Bamote para o vale de Moabe, onde o topo
do Pisga defronta com o deserto de Jesimom.
A Vitria sobre Seom e Ogue
21 Israel enviou mensageiros para dizer a Seom, rei dos amorreus:
22 "Deixa-nos atravessar a tua terra. No entraremos em nenhuma
plantao, em nenhuma vinha, nem beberemos gua de poo algum.
Passaremos pela estrada do rei at que tenhamos atravessado o teu
territrio".
23 Seom, porm, no deixou Israel atravessar o seu territrio. Convocou
todo o seu exrcito e atacou Israel no deserto. Quando chegou a Jaza,
lutou contra Israel.
24 Porm Israel o destruiu com a espada e
tomou-lhe as terras desde o Arnom at o Jaboque, at o territrio dos
amonitas, pois Jazar estava na fronteira dos amonitas.
25 Israel
capturou todas as cidades dos amorreus e as ocupou, inclusive Hesbom e
todos os seus povoados.
26 Hesbom era a cidade de Seom, rei dos
amorreus, que havia lutado contra o antigo rei de Moabe, tendo tomado
todas as suas terras at o Arnom.
27  por isso que os poetas dizem:
"Venham a Hesbom!
Seja ela reconstruda;
seja restaurada a cidade de Seom!
28 "Fogo saiu de Hesbom,
uma chama da cidade de Seom;
consumiu Ar, de Moabe,
os senhores do alto Arnom.
29 Ai de voc, Moabe!
Voc est destrudo,  povo de Camos!
Ele fez de seus filhos, fugitivos,
e de suas filhas,
prisioneiras de Seom,
rei dos amorreus.
30 "Mas ns os derrotamos;
Hesbom est destruda
por todo o caminho at Dibom.
Ns os arrasamos at Nof,
e at Medeba".
31 Assim Israel habitou na terra dos amorreus.
32 Moiss enviou espies a Jazar, e os israelitas tomaram os povoados
ao redor e expulsaram os amorreus que ali estavam.
33 Depois voltaram e
subiram pelo caminho de Bas, e Ogue, rei de Bas, com todo o seu
exrcito, marchou para enfrent-los em Edrei.
34 Mas o Senhor disse a Moiss: "No tenha medo dele, pois eu o
entreguei a voc, juntamente com todo o seu exrcito e com a sua terra.
Voc far com ele o que fez com Seom, rei dos amorreus, que habitava em
Hesbom".
35 Ento eles o derrotaram, bem como os seus filhos e todo o seu
exrcito, no lhes deixando sobrevivente algum. E tomaram posse da terra
dele.

NMEROS-CAPITULO-22
Balaque Manda Chamar Balao
1 Os israelitas partiram e acamparam nas campinas de Moabe, para alm
do Jordo, perto de Jeric [a] .
2 Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel tinha feito aos
amorreus,
3 e Moabe teve muito medo do povo, porque era muita gente.
Moabe teve pavor dos israelitas.
4 Ento os moabitas disseram aos lderes de Midi: "Essa multido
devorar tudo o que h ao nosso redor, como o boi devora o capim do
pasto".
Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe naquela poca,
5 enviou
mensageiros para chamar Balao, filho de Beor, que estava em Petor,
perto do Eufrates [b] , em sua terra natal. A mensagem de Balaque
dizia:
"Um povo que saiu do Egito cobre a face da terra e se estabeleceu
perto de mim.
6 Venha agora lanar uma maldio contra ele, pois 
forte demais para mim. Talvez ento eu tenha condies de derrot-lo e
de expuls-lo da terra. Pois sei que aquele que voc abenoa 
abenoado, e aquele que voc amaldioa  amaldioado".
7 Os lderes de Moabe e os de Midi partiram, levando consigo a quantia
necessria para pagar os encantamentos mgicos. Quando chegaram,
comunicaram a Balao o que Balaque tinha dito.
8 Disse-lhes Balao: "Passem a noite aqui, e eu lhes trarei a
resposta que o Senhor me der". E os lderes moabitas ficaram com ele.
9 Deus veio a Balao e lhe perguntou: "Quem so esses homens que
esto com voc?"
10 Balao respondeu a Deus: "Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe,
enviou-me esta mensagem:
11 ``Um povo que saiu do Egito cobre a face
da terra. Venha agora lanar uma maldio contra ele. Talvez ento eu
tenha condies de derrot-lo e de expuls-lo''".
12 Mas Deus disse a Balao: "No v com eles. Voc no poder
amaldioar este povo, porque  povo abenoado".
13 Na manh seguinte Balao se levantou e disse aos lderes de Balaque:
"Voltem para a sua terra, pois o Senhor no permitiu que eu os
acompanhe".
14 Os lderes moabitas voltaram a Balaque e lhe disseram: "Balao
recusou-se a acompanhar-nos".
15 Balaque enviou outros lderes, em maior nmero e mais importantes do
que os primeiros.
16 Eles foram a Balao e lhe disseram:
"Assim diz Balaque, filho de Zipor: ``Que nada o impea de vir a mim,
17 porque o recompensarei generosamente e farei tudo o que voc me
disser. Venha, por favor, e lance para mim uma maldio contra este
povo''".
18 Balao, porm, respondeu aos conselheiros de Balaque: "Mesmo que
Balaque me desse o seu palcio cheio de prata e de ouro, eu no poderia
fazer coisa alguma, grande ou pequena, que v alm da ordem do Senhor ,
o meu Deus.
19 Agora, fiquem vocs tambm aqui esta noite, e eu
descobrirei o que mais o Senhor tem para dizer-me".
20 Naquela noite Deus veio a Balao e lhe disse: "Visto que esses
homens vieram cham-lo, v com eles, mas faa apenas o que eu lhe
disser".
O Anjo do Senhor e a Jumenta de Balao
21 Balao levantou-se pela manh, ps a sela sobre a sua jumenta e foi
com os lderes de Moabe.
22 Mas acendeu-se a ira de Deus quando ele
foi, e o Anjo do Senhor ps-se no caminho para impedi-lo de prosseguir.
Balao ia montado em sua jumenta, e seus dois servos o acompanhavam.
23 Quando a jumenta viu o Anjo do Senhor parado no caminho, empunhando uma
espada, saiu do caminho e foi-se pelo campo. Balao bateu nela para
faz-la voltar ao caminho.
24 Ento o Anjo do Senhor se ps num caminho estreito entre duas
vinhas, com muros dos dois lados.
25 Quando a jumenta viu o Anjo do
Senhor , encostou-se no muro, apertando o p de Balao contra ele. Por
isso ele bateu nela de novo.
26 O Anjo do Senhor foi adiante e se colocou num lugar estreito, onde
no havia espao para desviar-se, nem para a direita nem para a
esquerda.
27 Quando a jumenta viu o Anjo do Senhor , deitou-se debaixo
de Balao. Acendeu-se a ira de Balao, que bateu nela com uma vara.
28 Ento o Senhor abriu a boca da jumenta, e ela disse a Balao: "Que foi
que eu lhe fiz, para voc bater em mim trs vezes?"
29 Balao respondeu  jumenta: "Voc me fez de tolo! Quem dera eu
tivesse uma espada na mo; eu a mataria agora mesmo".
30 Mas a jumenta disse a Balao: "No sou sua jumenta, que voc
sempre montou at o dia de hoje? Tenho eu o costume de fazer isso com
voc?"
"No", disse ele.
31 Ento o Senhor abriu os olhos de Balao, e ele viu o Anjo do Senhor
parado no caminho, empunhando a sua espada. Ento Balao inclinou-se e
prostrou-se, rosto em terra.
32 E o Anjo do Senhor lhe perguntou: "Por que voc bateu trs vezes
em sua jumenta? Eu vim aqui para impedi-lo de prosseguir porque o seu
caminho me desagrada.
33 A jumenta me viu e se afastou de mim por trs
vezes. Se ela no se afastasse, certamente eu j o teria matado; mas a
jumenta eu teria poupado".
34 Balao disse ao Anjo do Senhor : "Pequei. No percebi que estavas
parado no caminho para me impedires de prosseguir. Agora, se o que estou
fazendo te desagrada, eu voltarei".
35 Ento o Anjo do Senhor disse a Balao: "V com os homens, mas fale
apenas o que eu lhe disser". Assim Balao foi com os prncipes de
Balaque.
Balaque Reencontra-se com Balao
36 Quando Balaque soube que Balao estava chegando, foi ao seu encontro
na cidade moabita da fronteira do Arnom, no limite do seu territrio.
37 E Balaque disse a Balao: "No mandei cham-lo urgentemente? Por
que no veio? Acaso no tenho condies de recompens-lo?"
38 "Aqui estou!", respondeu Balao. "Mas, seria eu capaz de dizer
alguma coisa? Direi somente o que Deus puser em minha boca".
39 Ento Balao foi com Balaque at Quiriate-Huzote.
40 Balaque
sacrificou bois e ovelhas, e deu parte da carne a Balao e aos lderes
que com ele estavam.
41 Na manh seguinte Balaque levou Balao at o
alto de Bamote-Baal, de onde viu uma parte do povo.
Notas de rodap:
[a] 22.1 Hebraico: Jordo de Jeric . Possivelmente um antigo nome do
rio Jordo; tambm em 26.3 e 63.
[b] 22.5 Hebraico: o Rio.

NMEROS-CAPITULO-23
O Primeiro Orculo de Balao
1 Balao disse a Balaque: "Construa para mim aqui sete altares e
prepare-me sete novilhos e sete carneiros".
2 Balaque fez o que
Balao pediu, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro em cada
altar.
3 E Balao disse a Balaque: "Fique aqui junto ao seu holocausto,
enquanto eu me retiro. Talvez o Senhor venha ao meu encontro. O que ele
me revelar eu lhe contarei". E foi para um monte.
4 Deus o encontrou, e Balao disse: "Preparei sete altares, e em cada
altar ofereci um novilho e um carneiro".
5 O Senhor ps uma mensagem na boca de Balao e disse: "Volte a
Balaque e d-lhe essa mensagem".
6 Ele voltou a Balaque e o encontrou ao lado de seu holocausto, e com
ele todos os lderes de Moabe.
7 Ento Balao pronunciou este orculo:
"Balaque trouxe-me de Ar,
o rei de Moabe
buscou-me nas montanhas do oriente.
``Venha, amaldioe a Jac para mim'',
disse ele,
``venha, pronuncie ameaas
contra Israel!''
8 Como posso amaldioar
a quem Deus no amaldioou?
Como posso pronunciar ameaas
contra quem o Senhor no quis ameaar?
9 Dos cumes rochosos eu os vejo,
dos montes eu os avisto.
Vejo um povo que vive separado
e no se considera
como qualquer nao.
10 Quem pode contar o p de Jac
ou o nmero da quarta parte de Israel?
Morra eu a morte dos justos,
e seja o meu fim como o deles!"
11 Ento Balaque disse a Balao: "Que foi que voc me fez? Eu o
chamei para amaldioar meus inimigos, mas voc nada fez seno
abeno-los!"
12 E ele respondeu: "Ser que no devo dizer o que o Senhor pe em
minha boca?"
O Segundo Orculo de Balao
13 Balaque lhe disse: "Venha comigo a outro lugar de onde voc poder
v-los; voc ver s uma parte, mas no todos eles. E dali amaldioe
este povo para mim".
14 Ento ele o levou para o campo de Zofim, no
topo do Pisga, e ali construiu sete altares e ofereceu um novilho e um
carneiro em cada altar.
15 Balao disse a Balaque: "Fique aqui ao lado de seu holocausto
enquanto vou me encontrar com ele ali adiante".
16 Encontrando-se o Senhor com Balao, ps uma mensagem em sua boca e
disse: "Volte a Balaque e d-lhe essa mensagem".
17 Ele voltou e o encontrou ao lado de seu holocausto, e com ele os
lderes de Moabe. Balaque perguntou-lhe: "O que o Senhor disse?"
18 Ento ele pronunciou este orculo:
"Levante-se, Balaque, e oua-me;
escute-me, filho de Zipor.
19 Deus no  homem para que minta,
nem filho de homem
para que se arrependa.
Acaso ele fala, e deixa de agir?
Acaso promete, e deixa de cumprir?
20 Recebi uma ordem para abenoar;
ele abenoou, e no o posso mudar.
21 Nenhuma desgraa se v em Jac,
nenhum sofrimento em Israel. [a]
O Senhor , o seu Deus, est com eles;
o brado de aclamao do Rei
est no meio deles.
22 Deus os est trazendo do Egito;
eles tm a fora do boi selvagem.
23 No h magia que possa contra Jac,
nem encantamento contra Israel.
Agora se dir de Jac e de Israel:
``Vejam o que Deus tem feito!''
24 O povo se levanta como leoa;
levanta-se como o leo,
que no se deita
at que devore a sua presa
e beba o sangue das suas vtimas".
25 Balaque disse ento a Balao: "No os amaldioe nem os abenoe!"
26 Balao respondeu: "No lhe disse que devo fazer tudo o que o
Senhor disser?"
O Terceiro Orculo de Balao
27 Balaque disse a Balao: "Venha, deixe-me lev-lo a outro lugar.
Talvez Deus se agrade que dali voc os amaldioe para mim".
28 E
Balaque levou Balao para o topo do Peor, de onde se v o deserto de
Jesimom.
29 Balao disse a Balaque: "Edifique-me aqui sete altares e
prepare-me sete novilhos e sete carneiros".
30 Balaque fez o que
Balao disse, e ofereceu um novilho e um carneiro em cada altar.
Notas de rodap:
[a] 23.21 Ou Ele no olhou para as ofensas de Jac, nem para os erros
encontrados em Israel.

NMEROS-CAPITULO-24
1 Quando Balao viu que agradava ao Senhor abenoar Israel, no
recorreu  magia como nas outras vezes, mas voltou o rosto para o
deserto.
2 Ento viu Israel acampado, tribo por tribo; e o Esprito de
Deus veio sobre ele,
3 e ele pronunciou este orculo:
"Palavra de Balao, filho de Beor,
palavra daquele cujos olhos
vem claramente,
4 palavra daquele que ouve
as palavras de Deus,
daquele que v a viso
que vem do Todo-poderoso [a] ,
daquele que cai prostrado
e v com clareza:
5 "Quo belas so as suas tendas,
 Jac,
as suas habitaes,  Israel!
6 Como vales estendem-se,
como jardins que margeiam rios,
como alos plantados pelo Senhor ,
como cedros junto s guas.
7 Seus reservatrios de gua
transbordaro;
suas lavouras sero bem irrigadas.
"O seu rei ser maior do que Agague;
o seu reino ser exaltado.
8 Deus os est trazendo do Egito;
eles tm a fora do boi selvagem.
Devoram naes inimigas
e despedaam seus ossos;
com suas flechas os atravessam.
9 Como o leo e a leoa
eles se abaixam e se deitam,
quem ousar despert-los?
Sejam abenoados
os que os abenoarem,
e amaldioados
os que os amaldioarem!"
10 Ento acendeu-se a ira de Balaque contra Balao, e, batendo as
palmas das mos, disse: "Eu o chamei para amaldioar meus inimigos,
mas voc j os abenoou trs vezes!
11 Agora, fuja para a sua casa! Eu
disse que lhe daria generosa recompensa, mas o Senhor o impediu de
receb-la".
12 Mas Balao respondeu a Balaque: "Eu no disse aos mensageiros que
voc me enviou:
13 Mesmo que Balaque me desse o seu palcio cheio de
prata e de ouro, eu no poderia fazer coisa alguma de minha prpria
vontade, boa ou m, que v alm da ordem do Senhor , e devo dizer
somente o que o Senhor disser.
14 Agora estou voltando para o meu povo,
mas venha, deixe-me adverti-lo do que este povo far ao seu povo nos
dias futuros".
O Quarto Orculo de Balao
15 Ento pronunciou este seu orculo:
"Palavra de Balao, filho de Beor,
palavra daquele cujos olhos
vem claramente,
16 daquele que ouve
as palavras de Deus,
que possui o conhecimento
do Altssimo,
daquele que v a viso
que vem do Todo-poderoso,
daquele que cai prostrado,
e v com clareza:
17 Eu o vejo, mas no agora;
eu o avisto, mas no de perto.
Uma estrela surgir de Jac;
um cetro se levantar de Israel.
Ele esmagar as frontes de Moabe
e o crnio [b] de todos
os descendentes de Sete [c] .
18 Edom ser dominado;
Seir, seu inimigo,
tambm ser dominado;
mas Israel se fortalecer.
19 De Jac sair o governo;
ele destruir os sobreviventes
das cidades".
Os ltimos Orculos de Balao
20 Balao viu Amaleque e pronunciou este orculo:
"Amaleque foi o primeiro
entre as naes,
mas o seu fim ser destruio".
21 Depois viu os queneus e pronunciou este orculo:
"Sua habitao  segura,
seu ninho est firmado na rocha;
22 todavia, vocs, queneus,
sero destrudos
quando Assur
os levar prisioneiros".
23 Finalmente pronunciou este orculo:
"Ah, quem poder viver
quando Deus fizer isto? [d]
24 Navios viro da costa de Quitim
e subjugaro Assur e Hber,
mas o seu fim
tambm ser destruio".
25 Ento Balao se levantou e voltou para casa, e Balaque seguiu o seu
caminho.
Notas de rodap:
[a] 24.4 Hebraico: Shaddai ; tambm no versculo 16.
[b] 24.17 Conforme o Pentateuco Samaritano. Veja Jr 48.45.
[c] 24.17 Ou todos os arrogantes
[d] 24.23 Ou " Um povo se ajuntar vindo do norte.

NMEROS-CAPITULO-25
A Adorao a Baal-Peor
1 Enquanto Israel estava em Sitim, o povo comeou a entregar-se 
imoralidade sexual com mulheres moabitas,
2 que os convidavam aos
sacrifcios de seus deuses. O povo comia e se prostrava perante esses
deuses.
3 Assim Israel se juntou  adorao a Baal-Peor. E a ira do
Senhor acendeu-se contra Israel.
4 E o Senhor disse a Moiss: "Prenda todos os chefes desse povo,
enforque-os diante do Senhor ,  luz do sol, para que o fogo da ira do
Senhor se afaste de Israel".
5 Ento Moiss disse aos juzes de Israel: "Cada um de vocs ter que
matar aqueles que dentre os seus homens se juntaram  adorao a
Baal-Peor".
6 Um israelita trouxe para casa uma mulher midianita, na presena de
Moiss e de toda a comunidade de Israel, que choravam  entrada da Tenda
do Encontro.
7 Quando Finias, filho de Eleazar, neto do sacerdote
Aro, viu isso, apanhou uma lana,
8 seguiu o israelita at o interior
da tenda e atravessou os dois com a lana; atravessou o corpo do
israelita e o da mulher. Ento cessou a praga contra os israelitas.
9 Mas os que morreram por causa da praga foram vinte e quatro mil.
10 E o Senhor disse a Moiss:
11 "Finias, filho de Eleazar, neto do
sacerdote Aro, desviou a minha ira de sobre os israelitas, pois foi
zeloso, com o mesmo zelo que tenho por eles, para que em meu zelo eu no
os consumisse.
12 Diga-lhe, pois, que estabeleo com ele a minha
aliana de paz.
13 Dele e dos seus descendentes ser a aliana do
sacerdcio perptuo, porque ele foi zeloso pelo seu Deus e fez
propiciao pelos israelitas".
14 O nome do israelita que foi morto com a midianita era Zinri, filho
de Salu, lder de uma famlia simeonita.
15 E o nome da mulher
midianita que morreu era Cosbi, filha de Zur, chefe de um cl midianita.
16 O Senhor disse a Moiss:
17 "Tratem os midianitas como inimigos e
matem-nos,
18 porque trataram vocs como inimigos quando os enganaram
no caso de Peor e de Cosbi, filha de um lder midianita, mulher do povo
deles que foi morta pela praga que enviei por causa de Peor".

NMEROS-CAPITULO-26
O Segundo Recenseamento
1 Depois da praga, o Senhor disse a Moiss e a Eleazar, filho do
sacerdote Aro:
2 "Faam um recenseamento de toda a comunidade de
Israel, segundo as suas famlias; contem todos os de vinte anos para
cima que possam servir no exrcito de Israel".
3 Nas campinas de
Moabe, junto ao Jordo, frente a Jeric, Moiss e o sacerdote Eleazar
falaram com eles e disseram:
4 "Faam um recenseamento dos homens de
vinte anos para cima", conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
Estes foram os israelitas que saram do Egito:
5 Os descendentes de Rben, filho mais velho de Israel, foram:
de Enoque, o cl enoquita;
de Palu, o cl paluta;
6 de Hezrom, o cl hezronita;
de Carmi, o cl carmita.
7 Esses foram os cls de Rben; foram contados 43.730 homens.
8 O filho de Palu foi Eliabe,
9 e os filhos de Eliabe foram Nemuel,
Dat e Abiro. Estes, Dat e Abiro, foram os lderes da comunidade que
se rebelaram contra Moiss e contra Aro, estando entre os seguidores de
Cor quando se rebelaram contra o Senhor .
10 A terra abriu a boca e os
engoliu juntamente com Cor, cujos seguidores morreram quando o fogo
devorou duzentos e cinqenta homens, que serviram como sinal de
advertncia.
11 A descendncia de Cor, contudo, no desapareceu.
12 Os descendentes de Simeo segundo os seus cls foram:
de Nemuel, o cl nemuelita;
de Jamim, o cl jaminita;
de Jaquim, o cl jaquinita;
13 de Zer, o cl zerata;
de Saul, o cl saulita.
14 Esses foram os cls de Simeo; havia 22.200 homens.
15 Os descendentes de Gade segundo os seus cls foram:
de Zefom, o cl zefonita;
de Hagi, o cl hagita;
de Suni, o cl sunita;
16 de Ozni, o cl oznita;
de Eri, o cl erita;
17 de Arodi [a] , o cl arodita;
de Areli, o cl arelita.
18 Esses foram os cls de Gade; foram contados 40.500 homens.
19 Er e On eram filhos de Jud, mas morreram em Cana.
20 Os descendentes de Jud segundo os seus cls foram:
de Sel, o cl selanita;
de Perez, o cl perezita;
de Zer, o cl zerata.
21 Os descendentes de Perez foram:
de Hezrom, o cl hezronita;
de Hamul, o cl hamulita.
22 Esses foram os cls de Jud; foram contados 76.500 homens.
23 Os descendentes de Issacar segundo os seus cls foram:
de Tol, o cl tolata;
de Pu, o cl punita [b] ;
24 de Jasube, o cl jasubita;
de Sinrom, o cl sinronita.
25 Esses foram os cls de Issacar; foram contados 64.300 homens.
26 Os descendentes de Zebulom segundo os seus cls foram:
de Serede, o cl seredita;
de Elom, o cl elonita;
de Jaleel, o cl jaleelita.
27 Esses foram os cls de Zebulom; foram contados 60.500 homens.
28 Os descendentes de Jos segundo os seus cls, por meio de Manasss e
Efraim, foram:
29 Os descendentes de Manasss:
de Maquir, o cl maquirita
(Maquir foi o pai de Gileade);
de Gileade, o cl gileadita.
30 Estes foram os descendentes de Gileade:
de Jezer, o cl jezerita;
de Heleque, o cl helequita;
31 de Asriel, o cl asrielita;
de Siqum, o cl siquemita;
32 de Semida, o cl semidata;
de Hfer, o cl heferita.
33 (Zelofeade, filho de Hfer,
no teve filhos; teve somente filhas,
cujos nomes eram
Maal, Noa, Hogla, Milca e Tirza.)
34 Esses foram os cls de Manasss; foram contados 52.700 homens.
35 Os descendentes de Efraim segundo os seus cls foram:
de Sutela, o cl sutelata;
de Bequer, o cl bequerita;
de Ta, o cl taanita.
36 Estes foram os descendentes de Sutela:
de Er, o cl eranita.
37 Esses foram os cls de Efraim; foram contados 32.500 homens.
Esses foram os descendentes de Jos segundo os seus cls.
38 Os descendentes de Benjamim segundo os seus cls foram:
de Bel, o cl belata;
de Asbel, o cl asbelita;
de Air, o cl airamita;
39 de Suf [c] , o cl sufamita;
de Huf, o cl hufamita.
40 Os descendentes de Bel, por meio de Arde e Naam, foram:
de Arde [d] , o cl ardita;
de Naam, o cl naamanita.
41 Esses foram os cls de Benjamim; foram contados 45.600 homens.
42 Os descendentes de D segundo os seus cls foram:
de Su, o cl suamita.
Esses foram os cls de D,
43 todos eles cls suamitas; foram contados
64.400 homens.
44 Os descendentes de Aser segundo os seus cls foram:
de Imna, o cl imnata;
de Isvi, o cl isvita;
de Berias, o cl beriata;
45 e dos descendentes de Berias:
de Hber, o cl heberita;
de Malquiel, o cl malquielita.
46 Aser teve uma filha chamada Sera.
47 Esses foram os cls de Aser; foram contados 53.400 homens.
48 Os descendentes de Naftali segundo os seus cls foram:
de Jazeel, o cl jazeelita;
de Guni, o cl gunita;
49 de Jezer, o cl jezerita;
de Silm, o cl silemita.
50 Esses foram os cls de Naftali; foram contados 45.400 homens.
51 O nmero total dos homens de Israel foi 601.730.
As Normas para a Repartio da Terra
52 Disse ainda o Senhor a Moiss:
53 "A terra ser repartida entre
eles como herana, de acordo com o nmero dos nomes alistados.
54 A um
cl maior d uma herana maior, e a um cl menor, uma herana menor;
cada um receber a sua herana de acordo com o seu nmero de
recenseados.
55 A terra, porm, ser distribuda por sorteio. Cada um
herdar sua parte de acordo com o nome da tribo de seus antepassados.
56 Cada herana ser distribuda por sorteio entre os cls maiores e os
menores".
O Segundo Recenseamento dos Levitas
57 Estes foram os levitas contados segundo os seus cls:
de Grson, o cl gersonita;
de Coate, o cl coatita;
de Merari, o cl merarita.
58 Estes tambm eram cls levitas:
o cl libnita;
o cl hebronita;
o cl malita;
o cl musita;
o cl coreta.
Coate foi o pai de Anro;
59 o nome da mulher de Anro era Joquebede,
descendente de Levi, que nasceu no Egito. Ela lhe deu  luz Aro, Moiss
e Miri, irm deles.
60 Aro foi o pai de Nadabe, Abi, Eleazar e
Itamar.
61 Mas Nadabe e Abi morreram quando apresentaram uma oferta
com fogo profano perante o Senhor .
62 O total de levitas do sexo masculino, de um ms de idade para cima,
que foram contados foi 23.000. No foram contados junto com os outros
israelitas porque no receberam herana entre eles.
63 So esses os que foram recenseados por Moiss e pelo sacerdote
Eleazar quando contaram os israelitas nas campinas de Moabe, junto ao
Jordo, frente a Jeric.
64 Nenhum deles estava entre os que foram
contados por Moiss e pelo sacerdote Aro quando contaram os israelitas
no deserto do Sinai.
65 Pois o Senhor tinha dito queles israelitas que
eles iriam morrer no deserto, e nenhum deles sobreviveu, exceto Calebe,
filho de Jefon, e Josu, filho de Num.
Notas de rodap:
[a] 26.17 Alguns manuscritos dizem Arode. Veja Gn 46.16.
[b] 26.23 Alguns manuscritos dizem por meio de Puva, o cl puvita.
Veja 1 Cr 7.1.
[c] 26.39 Muitos manuscritos dizem Sefuf.
[d] 26.40 Conforme o Pentateuco Samaritano e a Vulgata. O Texto
Massortico no traz de Arde.

NMEROS-CAPITULO-27
A Herana das Filhas de Zelofeade
1 Aproximaram-se as filhas de Zelofeade, filho de Hfer, neto de
Gileade, bisneto de Maquir, trineto de Manasss; pertencia aos cls de
Manasss, filho de Jos. Os nomes das suas filhas eram Maal, Noa,
Hogla, Milca e Tirza.
2 Elas se prostraram  entrada da Tenda do
Encontro diante de Moiss, do sacerdote Eleazar, dos lderes de toda a
comunidade, e disseram:
3 "Nosso pai morreu no deserto. Ele no
estava entre os seguidores de Cor, que se ajuntaram contra o Senhor ,
mas morreu por causa do seu prprio pecado e no deixou filhos.
4 Por
que o nome de nosso pai deveria desaparecer de seu cl por no ter tido
um filho? D-nos propriedade entre os parentes de nosso pai".
5 Moiss levou o caso perante o Senhor ,
6 e o Senhor lhe disse:
7 "As filhas de Zelofeade tm razo. Voc lhes dar propriedade como
herana entre os parentes do pai delas, e lhes passar a herana do pai.
8 "Diga aos israelitas: Se um homem morrer e no deixar filho,
transfiram a sua herana para a sua filha.
9 Se ele no tiver filha,
dem a sua herana aos irmos dele.
10 Se no tiver irmos, dem-na aos
irmos de seu pai.
11 Se ainda seu pai no tiver irmos, dem a herana
ao parente mais prximo em seu cl". Esta ser uma exigncia legal
para os israelitas, como o Senhor ordenou a Moiss.
Josu, Sucessor de Moiss
12 Ento o Senhor disse a Moiss: "Suba este monte da serra de Abarim
e veja a terra que dei aos israelitas.
13 Depois de v-la, voc tambm
ser reunido ao seu povo, como seu irmo Aro,
14 pois, quando a
comunidade se rebelou nas guas do deserto de Zim, vocs dois
desobedeceram  minha ordem de honrar minha santidade perante eles".
Isso aconteceu nas guas de Merib, em Cades, no deserto de Zim.
15 Moiss disse ao Senhor :
16 "Que o Senhor , o Deus que a todos d
vida [a] , designe um homem como lder desta comunidade
17 para
conduzi-los em suas batalhas, para que a comunidade do Senhor no seja
como ovelhas sem pastor".
18 Ento o Senhor disse a Moiss: "Chame Josu, filho de Num, homem
em quem est o Esprito [b] , e imponha as mos sobre ele.
19 Faa-o apresentar-se ao sacerdote Eleazar e a toda a comunidade e o
comissione na presena deles.
20 D-lhe parte da sua autoridade para
que toda a comunidade de Israel lhe obedea.
21 Ele dever
apresentar-se ao sacerdote Eleazar, que lhe dar diretrizes ao consultar
o Urim [c] perante o Senhor . Josu e toda a comunidade dos
israelitas seguiro suas instrues quando sarem para a batalha".
22 Moiss fez como o Senhor lhe ordenou. Chamou Josu e o apresentou ao
sacerdote Eleazar e a toda a comunidade.
23 Imps as mos sobre ele e o
comissionou. Tudo conforme o Senhor tinha dito por meio de Moiss.
Notas de rodap:
[a] 27.16 Hebraico: o Deus dos espritos de toda a humanidade.
[b] 27.18 Ou homem capaz
[c] 27.21 Objeto usado para se conhecer a vontade de Deus.

NMEROS-CAPITULO-28
As Ofertas Dirias
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Ordene aos israelitas e diga-lhes:
Tenham o cuidado de apresentar-me na poca designada a comida para as
minhas ofertas preparadas no fogo, como um aroma que me seja agradvel.
3 Diga-lhes: Esta  a oferta preparada no fogo que vocs apresentaro
ao Senhor : dois cordeiros de um ano, sem defeito, como holocausto
dirio.
4 Ofeream um cordeiro pela manh e um ao cair da tarde,
5 juntamente com uma oferta de cereal de um jarro [a] da melhor
farinha amassada com um litro [b] de azeite de olivas batidas.
6 Este  o holocausto dirio institudo no monte Sinai, de aroma
agradvel;  oferta dedicada ao Senhor , preparada no fogo.
7 A oferta
derramada que a acompanha ser um litro de bebida fermentada para cada
cordeiro. Derramem a oferta de bebida para o Senhor no Lugar Santo.
8 Ofeream o segundo cordeiro ao cair da tarde, juntamente com o mesmo
tipo de oferta de cereal e de oferta derramada que vocs prepararem de
manh.  uma oferta preparada no fogo, de aroma agradvel ao Senhor .
As Ofertas do Sbado
9 "No dia de sbado, faam uma oferta de dois cordeiros de um ano de
idade e sem defeito, juntamente com a oferta derramada e com uma oferta
de cereal de dois jarros da melhor farinha amassada com leo.
10 Este 
o holocausto para cada sbado, alm do holocausto dirio e da oferta
derramada.
As Ofertas Mensais
11 "No primeiro dia de cada ms, apresentem ao Senhor um holocausto
de dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem
defeito.
12 Para cada novilho dever haver uma oferta de cereal de trs
jarros da melhor farinha amassada com leo; para o carneiro, uma oferta
de cereal de dois jarros da melhor farinha amassada com leo;
13 e para
cada cordeiro, uma oferta de cereal de um jarro da melhor farinha
amassada com leo.  um holocausto, de aroma agradvel, uma oferta
dedicada ao Senhor , preparada no fogo.
14 Para cada novilho dever
haver uma oferta derramada de meio galo [c] de vinho; para o
carneiro, um litro; e para cada cordeiro, um litro.  o holocausto
mensal, que deve ser oferecido cada lua nova durante o ano.
15 Alm do
holocausto dirio com a oferta derramada, um bode ser oferecido ao
Senhor como sacrifcio pelo pecado.
As Ofertas da Pscoa
16 "No dcimo quarto dia do primeiro ms  a Pscoa do Senhor .
17 No dcimo quinto dia desse ms haver uma festa; durante sete dias comam
po sem fermento.
18 No primeiro dia convoquem uma santa assemblia e
no faam trabalho algum.
19 Apresentem ao Senhor uma oferta preparada
no fogo, um holocausto de dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de
um ano, todos sem defeito.
20 Para cada novilho preparem uma oferta de
cereal de trs jarros da melhor farinha amassada com leo; para o
carneiro, dois jarros;
21 e para cada cordeiro, um jarro.
22 Ofeream
um bode como sacrifcio pela culpa, para fazer propiciao por vocs.
23 Apresentem essas ofertas alm do holocausto dirio oferecido pela
manh.
24 Faam assim diariamente, durante sete dias: apresentem a
comida para a oferta preparada no fogo, de aroma agradvel ao Senhor ;
isso ser feito alm do holocausto dirio e da sua oferta derramada.
25 No stimo dia convoquem uma santa reunio e no faam trabalho algum.
As Ofertas da Festa das Semanas
26 "No dia da festa da colheita dos primeiros frutos, a festa das
semanas [d] , quando apresentarem ao Senhor uma oferta do cereal
novo, convoquem uma santa assemblia e no faam trabalho algum.
27 Apresentem um holocausto de dois novilhos, de um carneiro e de sete
cordeiros de um ano, como aroma agradvel ao Senhor .
28 Para cada
novilho dever haver uma oferta de cereal de trs jarros da melhor
farinha amassada com leo; para o carneiro, dois jarros;
29 e para cada
um dos cordeiros, um jarro.
30 Ofeream tambm um bode para fazer
propiciao por vocs.
31 Preparem tudo isso junto com a oferta
derramada, alm do holocausto dirio e da oferta de cereal. Verifiquem
que os animais sejam sem defeito.
Notas de rodap:
[a] 28.5 Hebraico: 1/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[b] 28.5 Hebraico: 1/4 de him . O him era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros.
[c] 28.14 Hebraico: him .
[d] 28.26 Isto , do Pentecoste.

NMEROS-CAPITULO-29
As Ofertas da Festa das Trombetas
1 "No primeiro dia do stimo ms convoquem uma santa assemblia e
no faam trabalho algum. Nesse dia vocs tocaro as trombetas.
2 Como
aroma agradvel ao Senhor , ofeream um holocausto de um novilho, um
carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito.
3 Para o
novilho preparem uma oferta de cereal de trs jarros [a] da
melhor farinha amassada com leo; para o carneiro, dois jarros;
4 e
para cada um dos sete cordeiros, um jarro.
5 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, para fazer propiciao por vocs,
6 alm
dos holocaustos mensais e dirios com as ofertas de cereal e com as
ofertas derramadas, conforme prescritas. So ofertas preparadas no fogo,
de aroma agradvel ao Senhor .
As Ofertas do Dia da Expiao
7 "No dcimo dia desse stimo ms convoqqquem uma santa assemblia.
Vocs se humilharo [b] e no faro trabalho algum.
8 Apresentem
como aroma agradvel ao Senhor um holocausto de um novilho, de um
carneiro e de sete cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
9 Para o novilho preparem uma oferta de cereal de trs jarros da melhor
farinha amassada com leo; para o carneiro, dois jarros;
10 e para cada
um dos sete cordeiros, um jarro.
11 Ofeream tambm um bode como
sacrifcio pelo pecado, alm do sacrifcio pelo pecado para fazer
propiciao e do holocausto dirio com a oferta de cereal e com as
ofertas derramadas.
As Ofertas da Festa dos Tabernculos
12 "No dcimo quinto dia do stimo ms convoquem uma santa assemblia
e no faam trabalho algum. Celebrem uma festa ao Senhor durante sete
dias.
13 Apresentem a seguinte oferta preparada no fogo, de aroma
agradvel ao Senhor : um holocausto de treze novilhos, dois carneiros e
catorze cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
14 Para cada
um dos treze novilhos preparem uma oferta de cereal de trs jarros da
melhor farinha amassada com leo; para cada um dos carneiros, dois
jarros;
15 e para cada um dos sete cordeiros, um jarro.
16 Ofeream
tambm um bode como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio
com a oferta de cereal e com a oferta derramada.
17 "No segundo dia preparem doze novilhos, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
18 Para a oferta de
novilhos, carneiros e cordeiros, preparem ofertas derramadas e de
cereal, de acordo com o nmero especificado.
19 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio com a oferta
derramada e com a oferta de cereal.
20 "No terceiro dia preparem onze novilhos, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
21 Para a oferta de
novilhos, carneiros e cordeiros, preparem ofertas derramadas e de
cereal, de acordo com o nmero especificado.
22 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio com a oferta
derramada e com a oferta de cereal.
23 "No quarto dia preparem dez novilhos, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
24 Para a oferta de
novilhos, carneiros e cordeiros, preparem ofertas derramadas e de
cereal, de acordo com o nmero especificado.
25 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio com a oferta
derramada e com a oferta de cereal.
26 "No quinto dia preparem nove novilhos, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
27 Para a oferta de
novilhos, carneiros e cordeiros, preparem ofertas derramadas e de
cereal, de acordo com o nmero especificado.
28 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio com a oferta
derramada e com a oferta de cereal.
29 "No sexto dia preparem oito novilhos, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
30 Para a oferta de
novilhos, carneiros e cordeiros, preparem ofertas derramadas e de
cereal, de acordo com o nmero especificado.
31 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio com a oferta
derramada e com a oferta de cereal.
32 "No stimo dia preparem sete novilhos, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano de idade, todos sem defeito.
33 Para a oferta de
novilhos, carneiros e cordeiros, preparem ofertas derramadas e de
cereal, de acordo com o nmero especificado.
34 Ofeream tambm um bode
como sacrifcio pelo pecado, alm do holocausto dirio com a oferta
derramada e com a oferta de cereal.
35 "No oitavo dia convoquem uma assemblia e no faam trabalho
algum.
36 Apresentem uma oferta preparada no fogo, de aroma agradvel
ao Senhor , um holocausto de um novilho, um carneiro e sete cordeiros de
um ano, todos sem defeito.
37 Para a oferta do novilho, do carneiro e
dos cordeiros, preparem ofertas derramadas e de cereal, de acordo com o
nmero especificado.
38 Ofeream tambm um bode como sacrifcio pelo
pecado, alm do holocausto dirio com a oferta derramada e com a oferta
de cereal.
39 "Alm dos votos que fizerem e das ofertas voluntrias, preparem
isto para o Senhor nas festas que lhes so designadas: os holocaustos,
as ofertas derramadas, de cereal e de comunho [c] ".
40 E Moiss comunicou aos israelitas tudo o que o Senhor lhe tinha
ordenado.
Notas de rodap:
[a] 29.3 Hebraico: 3/10 de efa . O efa era uma medida de capacidade
para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[b] 29.7 Ou devem jejuar
[c] 29.39 Ou de paz

NMEROS-CAPITULO-30
A Regulamentao dos Votos
1 Moiss disse aos chefes das tribos de Israel: " isto que o Senhor
ordena:
2 Quando um homem fizer um voto ao Senhor ou um juramento que o
obrigar a algum compromisso, no poder quebrar a sua palavra, mas ter
que cumprir tudo o que disse.
3 "Quando uma moa que ainda vive na casa de seu pai fizer um voto ao
Senhor ou obrigar-se por um compromisso
4 e seu pai souber do voto ou
compromisso, mas nada lhe disser, ento todos os votos e cada um dos
compromissos pelos quais se obrigou sero vlidos.
5 Mas, se o pai a
proibir quando souber do voto, nenhum dos votos ou dos compromissos
pelos quais se obrigou ser vlido; o Senhor a livrar porque o seu pai
a proibiu.
6 "Se ela se casar depois de fazer um voto ou depois de seus lbios
proferirem uma promessa precipitada pela qual se obriga a si mesma
7 e
o seu marido o souber, mas nada lhe disser no dia em que ficar sabendo,
ento os seus votos ou compromissos pelos quais ela se obrigou sero
vlidos.
8 Mas, se o seu marido a proibir quando o souber, anular o
voto que a obriga ou a promessa precipitada pela qual ela se obrigou, e
o Senhor a livrar.
9 "Qualquer voto ou compromisso assumido por uma viva ou por uma
mulher divorciada ser vlido.
10 "Se uma mulher que vive com o seu marido fizer um voto ou
obrigar-se por juramento a um compromisso
11 e o seu marido o souber,
mas nada lhe disser e no a proibir, ento todos os votos ou
compromissos pelos quais ela se obrigou sero vlidos.
12 Mas, se o seu
marido os anular quando deles souber, ento nenhum dos votos ou
compromissos que saram de seus lbios ser vlido. Seu marido os
anulou, e o Senhor a livrar.
13 O marido poder confirmar ou anular
qualquer voto ou qualquer compromisso que a obrigue a humilhar-se
[a] .
14 Mas, se o marido nada lhe disser a respeito disso at o dia
seguinte, com isso confirma todos os seus votos ou compromissos pelos
quais se obrigou. Ele os confirma por nada lhe dizer quando os ouviu.
15 Se, contudo, ele os anular algum tempo depois de ouvi-los, ele
sofrer as conseqncias de sua iniqidade".
16 So essas as ordenanas que o Senhor deu a Moiss a respeito do
relacionamento entre um homem e sua mulher, e entre um pai e sua filha
moa que ainda vive na casa do pai.
Notas de rodap:
[a] 30.13 Ou jejuar

NMEROS-CAPITULO-31
A Vingana contra os Midianitas
1 O Senhor disse a Moiss:
2 "Vingue-se dos midianitas pelo que
fizeram aos israelitas. Depois disso voc ser reunido aos seus
antepassados".
3 Ento Moiss disse ao povo: "Armem alguns dos homens para irem 
guerra contra os midianitas e executarem a vingana do Senhor contra
eles.
4 Enviem  batalha mil homens de cada tribo de Israel".
5 Doze
mil homens armados para a guerra, mil de cada tribo, foram mandados
pelos cls de Israel.
6 Moiss os enviou  guerra, mil de cada tribo,
juntamente com Finias, filho do sacerdote Eleazar, que levou consigo
objetos do santurio e as cornetas para o toque de guerra.
7 Lutaram ento contra Midi, conforme o Senhor tinha ordenado a
Moiss, e mataram todos os homens.
8 Entre os mortos estavam os cinco
reis de Midi: Evi, Requm, Zur, Hur e Reba. Tambm mataram  espada
Balao, filho de Beor.
9 Os israelitas capturaram as mulheres e as
crianas midianitas e tomaram como despojo todos os rebanhos e bens dos
midianitas.
10 Queimaram todas as cidades em que os midianitas haviam
se estabelecido, bem como todos os seus acampamentos.
11 Tomaram todos
os despojos, incluindo pessoas e animais,
12 e levaram os prisioneiros,
homens e mulheres, e os despojos a Moiss, ao sacerdote Eleazar e 
comunidade de Israel, em seu acampamento, nas campinas de Moabe, frente
a Jeric [a] .
13 Moiss, o sacerdote Eleazar e todos os lderes da comunidade saram
para receb-los fora do acampamento.
14 Mas Moiss indignou-se contra
os oficiais do exrcito que voltaram da guerra, os lderes de milhares e
os lderes de centenas.
15 "Vocs deixaram todas as mulheres vivas?", perguntou-lhes.
16 "Foram elas que seguiram o conselho de Balao e levaram Israel a ser
infiel ao Senhor no caso de Peor, de modo que uma praga feriu a
comunidade do Senhor .
17 Agora matem todos os meninos. E matem tambm
todas as mulheres que se deitaram com homem,
18 mas poupem todas as
meninas virgens.
19 "Todos vocs que mataram algum ou que tocaram em algum morto
ficaro sete dias fora do acampamento. No terceiro e no stimo dia vocs
devero purificar-se a si mesmos e aos seus prisioneiros.
20 Purifiquem
toda roupa e tambm tudo o que  feito de couro, de plo de bode ou de
madeira."
21 Depois o sacerdote Eleazar disse aos soldados que tinham ido 
guerra: "Esta  a exigncia da lei que o Senhor ordenou a Moiss:
22 Ouro, prata, bronze, ferro, estanho, chumbo
23 e tudo o que resista ao
fogo, vocs tero que passar pelo fogo para purific-los, mas tambm
devero purific-los com a gua da purificao. E tudo o que no
resistir ao fogo ter que passar pela gua.
24 No stimo dia lavem as
suas roupas, e vocs ficaro puros. Depois podero entrar no
acampamento".
A Diviso dos Despojos
25 O Senhor disse a Moiss:
26 "Voc, o sacerdote Eleazar e os
chefes das famlias da comunidade devero contar todo o povo e os
animais capturados.
27 Dividam os despojos entre os guerreiros que
participaram da batalha e o restante da comunidade.
28 Daquilo que os
guerreiros trouxeram da guerra, separem como tributo ao Senhor um de
cada quinhentos, sejam pessoas, bois, jumentos, ovelhas ou bodes.
29 Tomem esse tributo da metade que foi dada como poro a eles e
entreguem-no ao sacerdote Eleazar como a poro do Senhor .
30 Da
metade dada aos israelitas, escolham um de cada cinqenta, sejam
pessoas, bois, jumentos, ovelhas ou bodes. Entreguem-nos aos levitas,
encarregados de cuidar do tabernculo do Senhor ".
31 Moiss e o
sacerdote Eleazar fizeram como o Senhor tinha ordenado a Moiss.
32 Os despojos que restaram da presa tomada pelos soldados foram
675.000 ovelhas,
33 72.000 cabeas de gado,
34 61.000 jumentos
35 e
32.000 mulheres virgens.
36 A metade dada aos que lutaram na guerra foi esta:
337.500 ovelhas,
37 das quais o tributo para o Senhor foram 675;
38 36.000 cabeas de gado, das quais o tributo para o Senhor foram 72;
39 30.500 jumentos, dos quais o tributo para o Senhor foram 61;
40 16.000 pessoas, das quais o tributo para o Senhor foram 32.
41 Moiss deu o tributo ao sacerdote Eleazar como contribuio ao
Senhor , conforme o Senhor tinha ordenado a Moiss.
42 A outra metade, pertencente aos israelitas, Moiss separou da dos
combatentes;
43 essa era a metade pertencente  comunidade, com 337.500
ovelhas,
44 36.000 cabeas de gado,
45 30.500 jumentos
46 e 16.000
pessoas.
47 Da metade pertencente aos israelitas, Moiss escolheu um de
cada cinqenta, tanto de pessoas como de animais, conforme o Senhor lhe
tinha ordenado, e os entregou aos levitas, encarregados de cuidar do
tabernculo do Senhor .
48 Ento os oficiais que estavam sobre as unidades do exrcito, os
lderes de milhares e os lderes de centenas foram a Moiss
49 e lhe
disseram: "Seus servos contaram os soldados sob o nosso comando, e no
est faltando ningum.
50 Por isso trouxemos como oferta ao Senhor os
artigos de ouro dos quais cada um de ns se apossou: braceletes,
pulseiras, anis-selo, brincos e colares; para fazer propiciao por ns
perante o Senhor ".
51 Moiss e o sacerdote Eleazar receberam deles todas as jias de ouro.
52 Todo o ouro dado pelos lderes de milhares e pelos lderes de
centenas que Moiss e Eleazar apresentaram como contribuio ao Senhor
pesou duzentos quilos [b] .
53 Cada soldado tinha tomado
despojos para si mesmo.
54 Moiss e o sacerdote Eleazar receberam o
ouro dado pelos lderes de milhares e pelos lderes de centenas e o
levaram para a Tenda do Encontro como memorial, para que o Senhor se
lembrasse dos israelitas.
Notas de rodap:
[a] 31.12 Hebraico: Jordo de Jeric . Possivelmente um antigo nome do
rio Jordo; tambm em 33.48,50; 34.15; 35.1 e 36.13.
[b] 31.52 Hebraico: 16.750 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

NMEROS-CAPITULO-32
As Tribos de Rben e de Gade se Estabelecem na Transjordnia
1 As tribos de Rben e de Gade, donas de numerosos rebanhos, viram que
as terras de Jazar e de Gileade eram prprias para a criao de gado.
2 Por isso foram a Moiss, ao sacerdote Eleazar e aos lderes da
comunidade, e disseram:
3 "Atarote, Dibom, Jazar, Ninra, Hesbom,
Eleale, Seb, Nebo e Beom,
4 terras que o Senhor subjugou perante a
comunidade de Israel, so prprias para a criao de gado, e os seus
servos possuem gado".
5 E acrescentaram: "Se podemos contar com o
favor de vocs, deixem que essa terra seja dada a estes seus servos como
herana. No nos faam atravessar o Jordo".
6 Moiss respondeu aos homens de Gade e de Rben: "E os seus
compatriotas iro  guerra enquanto vocs ficam aqui?
7 Por que vocs
desencorajam os israelitas de entrar na terra que o Senhor lhes deu?
8 Foi isso que os pais de vocs fizeram quando os enviei de Cades-Barnia
para verem a terra.
9 Depois de subirem ao vale de Escol e examinarem a
terra, desencorajaram os israelitas de entrar na terra que o Senhor lhes
tinha dado.
10 A ira do Senhor se acendeu naquele dia, e ele fez este
juramento:
11 ``Como no me seguiram de corao ntegro, nenhum dos
homens de vinte anos para cima que saram do Egito ver a terra que
prometi sob juramento a Abrao, a Isaque e a Jac,
12 com exceo de
Calebe, filho de Jefon, o quenezeu, e Josu, filho de Num, que seguiram
o Senhor com integridade de corao''.
13 A ira do Senhor acendeu-se
contra Israel, e ele os fez andar errantes no deserto durante quarenta
anos, at que passou toda a gerao daqueles que lhe tinham desagradado
com seu mau procedimento.
14 "E a esto vocs, raa de pecadores, pondo-se no lugar dos seus
antepassados e acendendo ainda mais a ira do Senhor contra Israel.
15 Se deixarem de segui-lo, de novo ele os abandonar no deserto, e vocs
sero o motivo da destruio de todo este povo".
16 Ento se aproximaram de Moiss e disseram: "Gostaramos de
construir aqui currais para o nosso gado e cidades para as nossas
mulheres e para os nossos filhos.
17 Mas ns nos armaremos e estaremos
prontos para ir  frente dos israelitas at que os tenhamos levado ao
seu lugar. Enquanto isso, nossas mulheres e nossos filhos moraro em
cidades fortificadas para se protegerem dos habitantes da terra.
18 No
retornaremos aos nossos lares enquanto todos os israelitas no receberem
a sua herana.
19 No receberemos herana alguma com eles do outro lado
do Jordo, uma vez que a nossa herana nos seja dada no lado leste do
Jordo".
20 Disse-lhes Moiss: "Se fizerem isso, se perante o Senhor vocs se
armarem para a guerra,
21 e se, armados, todos vocs atravessarem o
Jordo perante o Senhor at que ele tenha expulsado os seus inimigos da
frente dele,
22 ento, quando a terra estiver subjugada perante o
Senhor , vocs podero voltar e estaro livres da sua obrigao para com
o Senhor e para com Israel. E esta terra ser propriedade de vocs
perante o Senhor .
23 "Mas, se vocs no fizerem isso, estaro pecando contra o Senhor ;
e estejam certos de que vocs no escaparo do pecado cometido.
24 Construam cidades para as suas mulheres e crianas, e currais para os
seus rebanhos, mas faam o que vocs prometeram".
25 Ento os homens de Gade e de Rben disseram a Moiss: "Ns, seus
servos, faremos como o meu senhor ordena.
26 Nossos filhos e nossas
mulheres, e todos os nossos rebanhos ficaro aqui nas cidades de
Gileade.
27 Mas os seus servos, todos os homens armados para a batalha,
atravessaro para lutar perante o Senhor , como o meu senhor est
dizendo".
28 Moiss deu as seguintes instrues acerca deles ao sacerdote
Eleazar, a Josu, filho de Num, e aos chefes de famlia das tribos
israelitas:
29 "Se os homens de Gade e de Rben, todos eles armados
para a batalha, atravessarem o Jordo com vocs perante o Senhor ,
ento, quando a terra for subjugada perante vocs, entreguem-lhes como
propriedade a terra de Gileade.
30 Mas, se no atravessarem armados com
vocs, tero que aceitar a propriedade deles com vocs em Cana".
31 Os homens de Gade e de Rben responderam: "Os seus servos faro o
que o Senhor disse.
32 Atravessaremos o Jordo perante o Senhor e
entraremos armados em Cana, mas a propriedade que receberemos como
herana estar deste lado do Jordo".
33 Ento Moiss deu s tribos de Gade e de Rben e  metade da tribo de
Manasss, filho de Jos, o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino de
Ogue, rei de Bas, toda a terra com as suas cidades e o territrio ao
redor delas.
34 A tribo de Gade construiu Dibom, Atarote, Aroer,
35 Atarote-Sof,
Jazar, Jogbe,
36 Bete-Ninra e Bete-Har como cidades fortificadas, e
fez currais para os seus rebanhos.
37 E a tribo de Rben reconstruiu
Hesbom, Eleale e Quiriataim,
38 bem como Nebo e Baal-Meom (esses nomes
foram mudados) e Sibma. E deu outros nomes a essas cidades.
39 Os descendentes de Maquir, filho de Manasss, foram a Gileade,
tomaram posse dela e expulsaram os amorreus que l estavam.
40 Ento
Moiss deu Gileade aos maquiritas, descendentes de Manasss, e eles
passaram a habitar ali.
41 Jair, descendente de Manasss, conquistou os
povoados deles e os chamou Havote-Jair [a] .
42 E Noba
conquistou Quenate e os seus povoados e a chamou Noba, dando-lhe seu
prprio nome.
Notas de rodap:
[a] 32.41 Ou povoados de Jair

NMEROS-CAPITULO-33
As Etapas da Viagem desde o Egito
1 Estas so as jornadas dos israelitas quando saram do Egito,
organizados segundo as suas divises, sob a liderana de Moiss e Aro.
2 Por ordem do Senhor Moiss registrou as etapas da jornada deles. Esta
foi a jornada deles, por etapas:
3 Os israelitas partiram de Ramesss no dcimo quinto dia do primeiro
ms, no dia seguinte ao da Pscoa. Saram, marchando desafiadoramente 
vista de todos os egpcios,
4 enquanto estes sepultavam o primeiro
filho de cada um deles, que o Senhor matou. O Senhor imps castigo aos
seus deuses.
5 Os israelitas partiram de Ramesss e acamparam em Sucote.
6 Partiram de Sucote e acamparam em Et, nos limites do deserto.
7 Partiram de Et, voltaram para Pi-Hairote, a leste de Baal-Zefom, e
acamparam perto de Migdol.
8 Partiram de Pi-Hairote e atravessaram o mar, chegando ao deserto, e,
depois de viajarem trs dias no deserto de Et, acamparam em Mara.
9 Partiram de Mara e foram para Elim, onde havia doze fontes e setenta
palmeiras, e acamparam ali.
10 Partiram de Elim e acamparam junto ao mar Vermelho.
11 Partiram do mar Vermelho e acamparam no deserto de Sim.
12 Partiram do deserto de Sim e acamparam em Dofca.
13 Partiram de Dofca e acamparam em Alus.
14 Partiram de Alus e acamparam em Refidim, onde no havia gua para o
povo beber.
15 Partiram de Refidim e acamparam no deserto do Sinai.
16 Partiram do deserto do Sinai e acamparam em Quibrote-Hataav.
17 Partiram de Quibrote-Hataav e acamparam em Hazerote.
18 Partiram de Hazerote e acamparam em Ritm.
19 Partiram de Ritm e acamparam em Rimom-Perez.
20 Partiram de Rimom-Perez e acamparam em Libna.
21 Partiram de Libna e acamparam em Rissa.
22 Partiram de Rissa e acamparam em Queelata.
23 Partiram de Queelata e acamparam no monte Sfer.
24 Partiram do monte Sfer e acamparam em Harada.
25 Partiram de Harada e acamparam em Maquelote.
26 Partiram de Maquelote e acamparam em Taate.
27 Partiram de Taate e acamparam em Ter.
28 Partiram de Ter e acamparam em Mitca.
29 Partiram de Mitca e acamparam em Hasmona.
30 Partiram de Hasmona e acamparam em Moserote.
31 Partiram de Moserote e acamparam em Bene-Jaac.
32 Partiram de Bene-Jaac e acamparam em Hor-Gidgade.
33 Partiram de Hor-Gidgade e acamparam em Jotbat.
34 Partiram de Jotbat e acamparam em Abrona.
35 Partiram de Abrona e acamparam em Eziom-Geber.
36 Partiram de Eziom-Geber e acamparam em Cades, no deserto de Zim.
37 Partiram de Cades e acamparam no monte Hor, na fronteira de Edom.
38 Por ordem do Senhor , o sacerdote Aro subiu o monte Hor, onde
morreu no primeiro dia do quinto ms do quadragsimo ano depois que os
israelitas saram do Egito.
39 Aro tinha cento e vinte e trs anos de
idade quando morreu no monte Hor.
40 O rei cananeu de Arade, que vivia no Neguebe, na terra de Cana,
soube que os israelitas estavam chegando.
41 Eles partiram do monte Hor e acamparam em Zalmona.
42 Partiram de Zalmona e acamparam em Punom.
43 Partiram de Punom e acamparam em Obote.
44 Partiram de Obote e acamparam em Ij-Abarim, na fronteira de Moabe.
45 Partiram de Ijim [a] e acamparam em Dibom-Gade.
46 Partiram de Dibom-Gade e acamparam em Almom-Diblataim.
47 Partiram de Almom-Diblataim e acamparam nos montes de Abarim,
defronte de Nebo.
48 Partiram dos montes de Abarim e acamparam nas campinas de Moabe
junto ao Jordo, frente a Jeric.
49 Nas campinas de Moabe eles
acamparam junto ao Jordo, desde Bete-Jesimote at Abel-Sitim.
As Normas para a Ocupao e Distribuio de Cana
50 Nas campinas de Moabe, junto ao Jordo, frente a Jeric, o Senhor
disse a Moiss:
51 "Diga aos israelitas: Quando vocs atravessarem o
Jordo para entrar em Cana,
52 expulsem da frente de vocs todos os
habitantes da terra. Destruam todas as imagens esculpidas e todos os
dolos fundidos, e derrubem todos os altares idlatras deles.
53 Apoderem-se da terra e instalem-se nela, pois eu lhes dei a terra para
que dela tomem posse.
54 Distribuam a terra por sorteio, de acordo com
os seus cls. Aos cls maiores vocs daro uma herana maior, e aos
menores, uma herana menor. Cada cl receber a terra que lhe cair por
sorte. Distribuam-na entre as tribos dos seus antepassados.
55 "Se, contudo, vocs no expulsarem os habitantes da terra, aqueles
que vocs permitirem ficar se tornaro farpas em seus olhos e espinhos
em suas costas. Eles lhes causaro problemas na terra em que vocs iro
morar.
56 Ento farei a vocs o mesmo que planejo fazer a eles".
Notas de rodap:
[a] 33.45 Isto , Ij-Abarim.

NMEROS-CAPITULO-34
As Fronteiras de Cana
1 Disse mais o Senhor a Moiss:
2 "D ordem aos israelitas e
diga-lhes: Quando vocs entrarem em Cana, a terra que lhes ser
sorteada como herana ter estas fronteiras:
3 "O lado sul comear no deserto de Zim, junto  fronteira de Edom.
No leste, sua fronteira sul comear na extremidade do mar Salgado
[a] ,
4 passar pelo sul da subida de Acrabim [b] ,
prosseguir at Zim e ir para o sul de Cades-Barnia. Depois passar
por Hazar-Adar e ir at Azmom,
5 onde far uma curva e se juntar ao
ribeiro do Egito, indo terminar no Mar [c] .
6 A fronteira ocidental de vocs ser o litoral do mar Grande. Ser
essa a fronteira do oeste.
7 Esta ser a fronteira norte: faam uma linha desde o mar Grande at o
monte Hor,
8 e do monte Hor at Lebo-Hamate. O limite da fronteira ser
Zedade,
9 prosseguir at Zifrom e terminar em Hazar-En. Ser essa a
fronteira norte de vocs.
10 Esta ser a fronteira oriental: faam uma linha de Hazar-En at
Sef.
11 A fronteira descer de Sef at Ribla, no lado oriental de
Aim, e prosseguir ao longo das encostas a leste do mar de Quinerete
[d] .
12 A fronteira descer ao longo do Jordo e terminar no mar
Salgado.
Ser essa a terra de vocs, com as suas fronteiras de todos os lados".
13 Moiss ordenou aos israelitas: "Distribuam a terra por sorteio
como herana. O Senhor ordenou que seja dada s nove tribos e meia,
14 porque as famlias da tribo de Rben, da tribo de Gade e da metade da
tribo de Manasss j receberam a herana delas.
15 Estas duas tribos e
meia receberam sua herana no lado leste do Jordo, frente a Jeric, na
direo do nascer do sol".
16 O Senhor disse a Moiss:
17 "Estes so os nomes dos homens que
devero distribuir a terra a vocs como herana: o sacerdote Eleazar e
Josu, filho de Num.
18 Designem um lder de cada tribo para ajudar a
distribuir a terra.
19 Estes so os seus nomes:
Calebe, filho de Jefon,
da tribo de Jud;
20 Samuel, filho de Amide,
da tribo de Simeo;
21 Elidade, filho de Quislom,
da tribo de Benjamim;
22 Buqui, filho de Jogli,
o lder da tribo de D;
23 Haniel, filho de fode,
o lder da tribo de Manasss,
filho de Jos;
24 Quemuel, filho de Sift,
o lder da tribo de Efraim,
filho de Jos;
25 Elisaf, filho de Parnaque,
o lder da tribo de Zebulom;
26 Paltiel, filho de Az,
o lder da tribo de Issacar;
27 Aide, filho de Selomi,
o lder da tribo de Aser;
28 Pedael, filho de Amide,
o lder da tribo de Naftali".
29 Foram esses os homens a quem o Senhor ordenou que distribussem a
herana aos israelitas na terra de Cana.
Notas de rodap:
[a] 34.3 Isto , o mar Morto; tambm no versculo 12.
[b] 34.4 Isto , dos Escorpies.
[c] 34.5 Isto , o Mediterrneo; tambm nos versculos 6 e 7.
[d] 34.11 Isto , mar da Galilia.

NMEROS-CAPITULO-35
As Cidades dos Levitas
1 Nas campinas de Moabe, junto ao Jordo, frente a Jeric, o Senhor
disse a Moiss:
2 "Ordene aos israelitas que, da herana que possuem,
dem cidades para os levitas morarem. E dem-lhes tambm pastagens ao
redor das cidades.
3 Assim eles tero cidades para habitar e pastagens
para o gado, para os rebanhos e para todos os seus outros animais de
criao.
4 "As pastagens ao redor das cidades que vocs derem aos levitas se
estendero para fora quatrocentos e cinqenta metros [a] , a
partir do muro da cidade.
5 Do lado de fora da cidade, meam novecentos
metros para o lado leste, para o lado sul, para o lado oeste e para o
lado norte, tendo a cidade no centro. Eles tero essa rea para
pastagens das cidades.
6 "Seis das cidades que vocs derem aos levitas sero cidades de
refgio, para onde poder fugir quem tiver matado algum. Alm disso,
dem a eles outras quarenta e duas cidades.
7 Ao todo, vocs daro aos
levitas quarenta e oito cidades, juntamente com as suas pastagens.
8 As
cidades que derem aos levitas, das terras dos israelitas, devero ser
dadas proporcionalmente  herana de cada tribo; tomem muitas cidades da
tribo que tem muitas, mas poucas da que tem poucas".
As Cidades de Refgio
9 Disse tambm o Senhor a Moiss:
10 "Diga aos israelitas: Quando
vocs atravessarem o Jordo e entrarem em Cana,
11 escolham algumas
cidades para serem suas cidades de refgio, para onde poder fugir quem
tiver matado algum sem inteno.
12 Elas sero locais de refgio
contra o vingador da vtima, a fim de que algum acusado de assassinato
no morra antes de apresentar-se para julgamento perante a comunidade.
13 As seis cidades que vocs derem sero suas cidades de refgio.
14 Designem trs cidades de refgio deste lado do Jordo e trs outras em
Cana.
15 As seis cidades serviro de refgio para os israelitas, para
os estrangeiros residentes e para quaisquer outros estrangeiros que
vivam entre eles, para que todo aquele que tiver matado algum sem
inteno possa fugir para l.
16 "Se um homem ferir algum com um objeto de ferro de modo que essa
pessoa morra, ele  assassino; o assassino ter que ser executado.
17 Ou, se algum tiver nas mos uma pedra que possa matar, e ferir uma
pessoa de modo que ela morra,  assassino; o assassino ter que ser
executado.
18 Ou, se algum tiver nas mos um pedao de madeira que
possa matar, e ferir uma pessoa de modo que ela morra,  assassino; o
assassino ter que ser executado.
19 O vingador da vtima matar o
assassino; quando o encontrar o matar.
20 Se algum, com dio,
empurrar uma pessoa premeditadamente ou atirar alguma coisa contra ela
de modo que ela morra,
21 ou se com hostilidade der-lhe um soco
provocando a sua morte, ele ter que ser executado;  assassino. O
vingador da vtima matar o assassino quando encontr-lo.
22 "Todavia, se algum, sem hostilidade, empurrar uma pessoa ou
atirar alguma coisa contra ela sem inteno,
23 ou se, sem v-la,
deixar cair sobre ela uma pedra que possa mat-la, e ela morrer, ento,
como no era sua inimiga e no pretendia feri-la,
24 a comunidade
dever julgar entre ele e o vingador da vtima de acordo com essas leis.
25 A comunidade proteger o acusado de assassinato do vingador da
vtima e o enviar de volta  cidade de refgio para onde tinha fugido.
Ali permanecer at a morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o leo
santo.
26 "Se, contudo, o acusado sair dos limites da cidade de refgio para
onde fugiu
27 e o vingador da vtima o encontrar fora da cidade, ele
poder matar o acusado sem ser culpado de assassinato.
28 O acusado
dever permanecer em sua cidade de refgio at a morte do sumo
sacerdote; somente depois da morte do sumo sacerdote poder voltar  sua
propriedade.
29 "Estas exigncias legais sero para vocs e para as suas futuras
geraes, onde quer que vocs vivam.
30 "Quem matar uma pessoa ter que ser executado como assassino
mediante depoimento de testemunhas. Mas ningum ser executado mediante
o depoimento de apenas uma testemunha.
31 "No aceitem resgate pela vida de um assassino; ele merece morrer.
Certamente ter que ser executado.
32 "No aceitem resgate por algum que tenha fugido para uma cidade
de refgio, permitindo que ele retorne e viva em sua prpria terra antes
da morte do sumo sacerdote.
33 "No profanem a terra onde vocs esto. O derramamento de sangue
profana a terra, e s se pode fazer propiciao em favor da terra em que
se derramou sangue, mediante o sangue do assassino que o derramou.
34 No contaminem a terra onde vocs vivem e onde eu habito, pois eu, o
Senhor , habito entre os israelitas".
Notas de rodap:
[a] 35.4 Hebraico: 1 . 000 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.

NMEROS-CAPITULO-36
A Lei da Herana das Mulheres: o Caso das Filhas de Zelofeade
1 Os chefes de famlia do cl de Gileade, filho de Maquir, neto de
Manasss, que pertenciam aos cls dos descendentes de Jos, foram falar
com Moiss e com os lderes, os chefes das famlias israelitas.
2 E
disseram: "Quando o Senhor ordenou ao meu senhor que, por sorteio,
desse a terra como herana aos israelitas, ordenou que vocs dessem a
herana de nosso irmo Zelofeade s suas filhas.
3 Agora, suponham que
elas se casem com homens de outras tribos israelitas; nesse caso a
herana delas ser tirada da herana dos nossos antepassados e
acrescentada  herana da tribo com a qual se unirem pelo casamento.
4 Quando chegar o ano do Jubileu para os israelitas, a herana delas ser
acrescentada  da tribo com a qual se unirem pelo casamento, e a
propriedade delas ser tirada da herana da tribo de nossos
antepassados".
5 Ento, instrudo pelo Senhor , Moiss deu esta ordem aos israelitas:
"A tribo dos descendentes de Jos tem razo.
6  isto que o Senhor
ordena quanto s filhas de Zelofeade: Elas podero casar-se com quem
lhes agradar, contanto que se casem dentro do cl da tribo de seu pai.
7 Nenhuma herana em Israel poder passar de uma tribo para outra, pois
todos os israelitas mantero as terras das tribos que herdaram de seus
antepassados.
8 Toda filha que herdar terras em qualquer tribo
israelita se casar com algum do cl da tribo de seu pai, para que cada
israelita possua a herana dos seus antepassados.
9 Nenhuma herana
poder passar de uma tribo para outra, pois cada tribo israelita dever
manter as terras que herdou".
10 As filhas de Zelofeade fizeram conforme o Senhor havia ordenado a
Moiss.
11 As filhas de Zelofeade, Maal, Tirza, Hogla, Milca e Noa,
casaram-se com seus primos paternos,
12 dentro dos cls dos
descendentes de Manasss, filho de Jos, e a herana delas permaneceu no
cl e na tribo de seu pai.
13 So esses os mandamentos e as ordenanas que o Senhor deu aos
israelitas por intermdio de Moiss nas campinas de Moabe, junto ao
Jordo, frente a Jeric.
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DEUTERONMIO-CAPITULO-1
A Ordem para Partir de Horebe
1 Estas so as palavras ditas por Moiss a todo o Israel no deserto, a
leste do Jordo, na Arab, defronte de Sufe, entre Par e Tofel, Lab,
Hazerote e Di-Zaabe.
2 Em onze dias se vai de Horebe a Cades-Barnia
pelo caminho dos montes de Seir.
3 No quadragsimo ano, no primeiro dia do dcimo primeiro ms, Moiss
proclamou aos israelitas todas as ordens do Senhor acerca deles.
4 Isso
foi depois que ele derrotou Seom, rei dos amorreus, que habitava em
Hesbom, e, em Edrei, derrotou Ogue, rei de Bas, que habitava em
Asterote.
5 A leste do Jordo, na terra de Moabe, Moiss tomou sobre si a
responsabilidade de expor esta lei:
6 "O Senhor , o nosso Deus, disse-nos em Horebe: ``Vocs j ficaram
bastante tempo nesta montanha.
7 Levantem acampamento e avancem para a
serra dos amorreus; vo a todos os povos vizinhos na Arab, nas
montanhas, na Sefel [a] , no Neguebe e ao longo do litoral, 
terra dos cananeus e ao Lbano, at o grande rio, o Eufrates.
8 "``Ponho esta terra diante de vocs. Entrem e tomem posse da terra
que o Senhor prometeu sob juramento dar aos seus antepassados, Abrao,
Isaque e Jac, e aos seus descendentes'.
A Nomeao de Lderes
9 "Naquela ocasio eu lhes disse: No posso lev-los sozinho.
10 O
Senhor , o seu Deus, os fez multiplicar-se de tal modo que hoje vocs
so to numerosos quanto as estrelas do cu.
11 Que o Senhor , o Deus
dos seus antepassados, os multiplique mil vezes mais e os abenoe,
conforme lhes prometeu!
12 Mas como poderei levar sozinho as suas
cargas, os seus problemas, e as suas disputas?
13 Escolham homens
sbios, criteriosos e experientes de cada uma de suas tribos, e eu os
colocarei como chefes de vocs.
14 "Vocs me disseram que essa era uma boa proposta.
15 "Ento convoquei os chefes das tribos, homens sbios e
experientes, e os designei para chefes de mil, de cem, de cinqenta e de
dez, alm de oficiais para cada tribo.
16 "Naquela ocasio ordenei aos seus juzes: Atendam as demandas de
seus irmos e julguem com justia, no s as questes entre os seus
compatriotas mas tambm entre um israelita e um estrangeiro.
17 No
sejam parciais no julgamento! Atendam tanto o pequeno como o grande. No
se deixem intimidar por ningum, pois o veredicto pertence a Deus.
Tragam-me os casos mais difceis e eu os ouvirei.
18 Naquela ocasio eu
lhes ordenei tudo o que deveriam fazer.
A Expedio de Reconhecimento da Terra
19 "Depois, conforme o Senhor , o nosso Deus, nos tinha ordenado,
partimos de Horebe e fomos para a serra dos amorreus, passando por todo
aquele imenso e terrvel deserto que vocs viram, e assim chegamos a
Cades-Barnia.
20 Ento eu lhes disse: Vocs chegaram  serra dos
amorreus, a qual o Senhor , o nosso Deus, nos d.
21 Vejam, o Senhor ,
o seu Deus, pe diante de vocs esta terra. Entrem na terra e tomem
posse dela, conforme o Senhor , o Deus dos seus antepassados, lhes
disse. No tenham medo nem desanimem.
22 "Vocs todos vieram dizer-me: ``Mandemos alguns homens  nossa
frente em misso de reconhecimento da regio, para que nos indiquem por
qual caminho subiremos e a quais cidades iremos'.
23 "A sugesto pareceu-me boa; por isso escolhi doze de vocs, um
homem de cada tribo.
24 Eles subiram a regio montanhosa, chegaram ao
vale de Escol e o exploraram.
25 Trouxeram alguns frutos da regio, com
o seguinte relato: ``Essa terra que o Senhor , o nosso Deus, nos d 
boa''.
A Rebelio contra o Senhor
26 "Vocs, contudo, no quiseram ir, e se rebelaram contra a ordem do
Senhor , o seu Deus.
27 Queixaram-se em suas tendas, dizendo: ``O
Senhor nos odeia; por isso nos trouxe do Egito para nos entregar nas
mos dos amorreus e destruir-nos.
28 Para onde iremos? Nossos
compatriotas nos desanimaram quando disseram: "O povo  mais forte e
mais alto do que ns; as cidades so grandes, com muros que vo at o
cu. Vimos ali os enaquins"''.
29 "Ento eu lhes disse: No fiquem apavorados; no tenham medo
deles.
30 O Senhor , o seu Deus, que est indo  frente de vocs,
lutar por vocs, diante de seus prprios olhos, como fez no Egito.
31 Tambm no deserto vocs viram como o Senhor , o seu Deus, os carregou,
como um pai carrega seu filho, por todo o caminho que percorreram at
chegarem a este lugar.
32 "Apesar disso, vocs no confiaram no Senhor , o seu Deus,
33 que
foi  frente de vocs, numa coluna de fogo de noite e numa nuvem de dia,
procurando lugares para vocs acamparem e mostrando-lhes o caminho que
deviam seguir.
O Castigo dos Israelitas
34 "Quando o Senhor ouviu o que vocs diziam, irou-se e jurou:
35 ``Ningum desta gerao m ver a boa terra que jurei dar aos seus
antepassados,
36 exceto Calebe, filho de Jefon. Ele a ver, e eu darei
a ele e a seus descendentes a terra em que pisou, pois seguiu o Senhor
de todo o corao''.
37 "Por causa de vocs o Senhor irou-se contra mim e me disse:
``Voc tambm no entrar na terra.
38 Mas o seu auxiliar, Josu,
filho de Num, entrar. Encoraje-o, pois ele far com que Israel tome
posse dela.
39 E as crianas que vocs disseram que seriam levadas como
despojo, os seus filhos que ainda no distinguem entre o bem e o mal,
eles entraro na terra. Eu a darei a eles, e eles tomaro posse dela.
40 Mas quanto a vocs, dem meia-volta e partam para o deserto pelo
caminho do mar Vermelho''.
41 "Ento vocs responderam: ``Pecamos contra o Senhor . Ns
subiremos e lutaremos, conforme tudo o que o Senhor , o nosso Deus, nos
ordenou''. Cada um de vocs preparou-se com as suas armas de guerra,
achando que seria fcil subir a regio montanhosa.
42 "Mas o Senhor me disse: ``Diga-lhes que no subam nem lutem,
porque no estarei com eles. Sero derrotados pelos seus inimigos''.
43 "Eu lhes disse isso, mas vocs no me deram ouvidos, rebelaram-se
contra o Senhor e, com presuno, subiram a regio montanhosa.
44 Os
amorreus que l viviam os atacaram, os perseguiram como um enxame de
abelhas e os arrasaram desde Seir at Horm.
45 Vocs voltaram e
choraram perante o Senhor , mas ele no ouviu o seu clamor nem lhes deu
ateno.
46 Ento vocs ficaram em Cades, onde permaneceram muito
tempo.
Notas de rodap:
[a] 1.7 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.

DEUTERONMIO-CAPITULO-2
Os Anos no Deserto
1 "Ento demos meia-volta e partimos para o deserto pelo caminho do
mar Vermelho, como o Senhor me havia ordenado. E por muitos anos
caminhamos em redor dos montes de Seir.
2 "Ento o Senhor me disse:
3 ``Vocs j caminharam bastante tempo
ao redor destas montanhas; agora vo para o norte.
4 E diga ao povo:
Vocs esto passando pelo territrio de seus irmos, os descendentes de
Esa, que vivem em Seir. Eles tero medo de vocs, mas tenham muito
cuidado.
5 No os provoquem, pois no darei a vocs parte alguma da
terra deles, nem mesmo o espao de um p. J dei a Esa a posse dos
montes de Seir.
6 Vocs lhes pagaro com prata a comida que comerem e a
gua que beberem''.
7 "Pois o Senhor , o seu Deus, os tem abenoado em tudo o que vocs
tm feito. Ele cuidou de vocs em sua jornada por este grande deserto.
Nestes quarenta anos o Senhor , o seu Deus, tem estado com vocs, e no
lhes tem faltado coisa alguma.
8 "Assim, passamos ao largo de nossos irmos, os descendentes de
Esa, que habitam em Seir. Samos da rota da Arab, de Elate e de
Eziom-Geber. Voltamos e fomos pela rota do deserto de Moabe.
9 "Ento o Senhor me disse: ``No perturbem os moabitas nem os
provoquem  guerra, pois no darei a vocs parte alguma da terra deles,
pois j entreguei a regio de Ar aos descendentes de L'.
10 (Antigamente os emins habitavam nessa terra; eram um povo forte e
numeroso, alto como os enaquins.
11 Como os enaquins, eles tambm eram
considerados refains, mas os moabitas os chamavam emins.
12 Tambm em
Seir antigamente habitavam os horeus. Mas os descendentes de Esa os
expulsaram e os exterminaram e se estabeleceram no seu lugar, tal como
Israel fez com a terra que o Senhor lhe deu.)
13 "``Agora levantem-se! Atravessem o vale de Zerede.'' Assim
atravessamos o vale.
14 "Passaram-se trinta e oito anos entre a poca em que partimos de
Cades-Barnia, e a nossa travessia do vale de Zerede, perodo no qual
pereceu do acampamento toda aquela gerao de homens de guerra, conforme
o Senhor lhes havia jurado.
15 A mo do Senhor caiu sobre eles e por
fim os eliminou completamente do acampamento.
16 "Depois que todos os guerreiros do povo tinham morrido,
17 o
Senhor me disse:
18 ``Vocs esto prestes a passar pelo territrio de
Moabe, pela regio de Ar,
19 e vo chegar perto da fronteira dos
amonitas. No sejam hostis a eles, pois no darei a vocs parte alguma
da terra dos amonitas, pois eu a entreguei aos descendentes de L''.
20 (Essa regio tambm era considerada terra dos refains, que ali
habitaram no passado. Os amonitas os chamavam zanzumins.
21 Eram
fortes, numerosos e altos como os enaquins. O Senhor os exterminou, e os
amonitas os expulsaram e se estabeleceram em seu lugar.
22 O Senhor fez
o mesmo em favor dos descendentes de Esa que vivem em Seir, quando
exterminou os horeus diante deles. Os descendentes de Esa os expulsaram
e se estabeleceram em seu lugar at hoje.
23 Foi o que tambm aconteceu
aos aveus, que viviam em povoados prximos de Gaza; os caftoritas,
vindos de Caftor [a] , os destruram e se estabeleceram em seu
lugar.)
A Vitria sobre Seom, Rei de Hesbom
24 "``Vo agora e atravessem o ribeiro do Arnom. Vejam que eu
entreguei em suas mos o amorreu Seom, rei de Hesbom, e a terra dele.
Comecem a ocupao, entrem em guerra contra ele.
25 Hoje mesmo
comearei a infundir pavor e medo de vocs em todos os povos debaixo do
cu. Quando ouvirem da fama de vocs, tremero e ficaro angustiados.''
26 "Do deserto de Quedemote enviei mensageiros a Seom, rei de Hesbom,
oferecendo paz e dizendo:
27 Deixa-nos passar pela tua terra. Iremos
somente pela estrada; no nos desviaremos nem para a direita nem para a
esquerda.
28 Por prata nos venders tanto a comida que comermos como a
gua que bebermos. Apenas deixa-nos passar a p,
29 como fizeram os
descendentes de Esa, que habitam em Seir, e os moabitas, que habitam em
Ar. Assim chegaremos ao Jordo, e, atravessando-o,  terra que o Senhor
, o nosso Deus, nos d.
30 Mas Seom, rei de Hesbom, no quis deixar-nos
passar; pois o Senhor , o Deus de vocs, tornou-lhe obstinado o esprito
e endureceu-lhe o corao, para entreg-lo nas mos de vocs, como hoje
se v.
31 "O Senhor me disse: ``Estou entregando a voc Seom e sua terra.
Comece a ocupao, tome posse da terra dele!''
32 "Ento Seom saiu  batalha contra ns em Jaza, com todo o seu
exrcito.
33 Mas o Senhor , o nosso Deus, entregou-o a ns, e o
derrotamos, a ele, aos seus filhos e a todo o seu exrcito.
34 Naquela
ocasio conquistamos todas as suas cidades e as destrumos totalmente,
matando homens, mulheres e crianas, sem deixar nenhum sobrevivente.
35 Tomamos como presa somente os animais e o despojo das cidades que
conquistamos.
36 Desde Aroer, junto ao ribeiro do Arnom, e a cidade que
fica no mesmo vale, at Gileade, no houve cidade de muros altos demais
para ns. O Senhor , o nosso Deus, entregou-nos tudo.
37 Somente da
terra dos amonitas vocs no se aproximaram, ou seja, toda a extenso do
vale do rio Jaboque, e as cidades da regio montanhosa, conforme o
Senhor , o nosso Deus, tinha ordenado.
Notas de rodap:
[a] 2.23 Isto , Creta.

DEUTERONMIO-CAPITULO-3
A Vitria sobre Ogue, Rei de Bas
1 "Depois, voltamos e subimos rumo a Bas. Ogue, rei de Bas,
atacou-nos com todo o seu exrcito, em Edrei.
2 O Senhor me disse:
``No tenha medo dele, pois eu o entreguei em suas mos, com todo o seu
exrcito, e dei-lhe tambm a terra dele. Voc far com ele como fez com
Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom'.
3 "Ento o Senhor , o nosso Deus, tambm entregou em nossas mos
Ogue, rei de Bas, e todo o seu exrcito. Ns os derrotamos, sem deixar
nenhum sobrevivente.
4 Naquela ocasio conquistamos todas as suas
cidades. No houve cidade que no tomssemos. Foram sessenta em toda a
regio de Argobe, o reino de Ogue, em Bas.
5 Todas elas eram
fortificadas com muros altos, portas e trancas. Alm delas havia muitas
cidades sem muros.
6 Ns as destrumos completamente, tal como havamos
feito com Seom, rei de Hesbom, destruindo todas as cidades, matando
tambm os homens, as mulheres e as crianas.
7 Mas os animais todos e o
despojo das cidades tomamos como esplio de guerra.
8 "Foi assim que, naquela ocasio, tomamos desses dois reis amorreus
o territrio a leste do Jordo, que vai desde o ribeiro do Arnom at o
monte Hermom.
9 (Os sidnios chamam o Hermom de Siriom; os amorreus o
chamam Senir.)
10 Conquistamos todas as cidades do planalto, toda a
Gileade, e tambm toda a Bas, at Salc e Edrei, cidades do reino de
Ogue, em Bas.
11 Ogue, rei de Bas, era o nico sobrevivente dos
refains. Sua cama [a] era de ferro e tinha, pela medida comum,
quatro metros de comprimento e um metro e oitenta centmetros de largura
[b] . Ela ainda est em Rab dos amonitas.
A Diviso da Terra
12 "Da terra da qual tomamos posse naquela poca, o territrio que
vai de Aroer, junto ao ribeiro do Arnom, at mais da metade dos montes
de Gileade com as suas cidades, dei-o s tribos de Rben e de Gade.
13 O restante de Gileade e tambm toda a Bas, o reino de Ogue, dei-o 
metade da tribo de Manasss. (Toda a regio de Argobe em Bas era
conhecida no passado como a terra dos refains.
14 Jair, um descendente
de Manasss, conquistou toda a regio de Argobe at a fronteira dos
gesuritas e dos maacatitas; essa regio recebeu o seu nome, de modo que
at hoje Bas  chamada povoados de Jair.)
15 E dei Gileade a Maquir.
16 s tribos de Rben e de Gade dei a regio que vai de Gileade at o
ribeiro do Arnom (a fronteira passava bem no meio do vale) e at o vale
do Jaboque, na fronteira dos amonitas.
17 Dei-lhes tambm a Arab,
tendo como fronteira ocidental o Jordo, desde Quinerete at o mar da
Arab, que  o mar Salgado [c] , abaixo das encostas do Pisga.
18 "Naquela ocasio eu lhes ordenei o seguinte: O Senhor , o Deus de
vocs, deu-lhes esta terra para que dela tomem posse. Todos os
guerreiros devem marchar  frente dos seus irmos israelitas, armados
para a guerra!
19 Deixem nas cidades que lhes dei as mulheres, as
crianas e os grandes rebanhos, que eu sei que vocs possuem,
20 at
que o Senhor conceda descanso aos seus outros irmos israelitas como deu
a vocs, e tomem eles posse da terra que o Senhor , o Deus de vocs,
est dando a eles do outro lado do Jordo. Depois vocs podero
retornar, cada um  propriedade que lhe dei.
21 "Naquela ocasio tambm ordenei a Josu: Voc viu com os seus
prprios olhos tudo o que o Senhor , o Deus de vocs, fez com estes dois
reis. Assim o Senhor far com todos os reinos pelos quais vocs tero
que passar.
22 No tenham medo deles. O Senhor , o seu Deus,  quem
lutar por vocs.
Moiss  Impedido de Entrar em Cana
23 "Naquela ocasio implorei ao Senhor :
24  Soberano Senhor , tu
comeaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua mo poderosa!
Que Deus existe no cu ou na terra que possa realizar as tuas obras e os
teus feitos poderosos?
25 Deixa-me atravessar, eu te suplico, e ver a
boa terra do outro lado do Jordo, a bela regio montanhosa e o Lbano!
26 "Todavia, por causa de vocs, o Senhor irou-se contra mim e no
quis me atender. ``Basta!'', ele disse. ``No me fale mais sobre
isso.
27 Suba ao ponto mais alto do Pisga e olhe para o norte, para o
sul, para o leste, e para o oeste. Veja a terra com os seus prprios
olhos, pois voc no atravessar o Jordo.
28 Portanto, d ordens a
Josu, fortalea-o e encoraje-o; porque ser ele que atravessar 
frente deste povo, e lhes repartir por herana a terra que voc apenas
ver.''
29 "Ento ficamos acampados no vale, diante de Bete-Peor.
Notas de rodap:
[a] 3.11 Ou sarcfago
[b] 3.11 Hebraico: 9 cvados de comprimento e 4 cvados de largura . O
cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[c] 3.17 Isto , o mar Morto.

DEUTERONMIO-CAPITULO-4
Exortao  Obedincia
1 "E agora,  Israel, oua os decretos e as leis que lhes estou
ensinando a cumprir, para que vivam e tomem posse da terra, que o Senhor
, o Deus dos seus antepassados, d a vocs.
2 Nada acrescentem s
palavras que eu lhes ordeno e delas nada retirem, mas obedeam aos
mandamentos do Senhor , o seu Deus, que eu lhes ordeno.
3 "Vocs viram com os seus prprios olhos o que o Senhor fez em
Baal-Peor. O Senhor , o seu Deus, destruiu do meio de vocs todos os que
seguiram a Baal-Peor,
4 mas vocs, que permaneceram fiis ao Senhor , o
seu Deus, hoje esto todos vivos.
5 "Eu lhes ensinei decretos e leis, como me ordenou o Senhor , o meu
Deus, para que sejam cumpridos na terra na qual vocs esto entrando
para dela tomar posse.
6 Vocs devem obedecer-lhes e cumpri-los, pois
assim os outros povos vero a sabedoria e o discernimento de vocs.
Quando eles ouvirem todos estes decretos diro: ``De fato esta grande
nao  um povo sbio e inteligente''.
7 Pois, que grande nao tem um
Deus to prximo como o Senhor , o nosso Deus, sempre que o invocamos?
8 Ou, que grande nao tem decretos e preceitos to justos como esta
lei que estou apresentando a vocs hoje?
9 "Apenas tenham cuidado! Tenham muito cuidado para que vocs nunca
se esqueam das coisas que os seus olhos viram; conservem-nas por toda a
sua vida na memria. Contem-nas a seus filhos e a seus netos.
10 Lembrem-se do dia em que vocs estiveram diante do Senhor , o seu Deus,
em Horebe, quando o Senhor me disse: ``Rena o povo diante de mim para
ouvir as minhas palavras, a fim de que aprendam a me temer enquanto
viverem sobre a terra, e as ensinem a seus filhos''.
11 Vocs se
aproximaram e ficaram ao p do monte. O monte ardia em chamas que subiam
at o cu, e estava envolvido por uma nuvem escura e densa.
12 Ento o
Senhor falou a vocs do meio do fogo. Vocs ouviram as palavras, mas no
viram forma alguma; apenas se ouvia a voz.
13 Ele lhes anunciou a sua
aliana, os Dez Mandamentos. Escreveu-os sobre duas tbuas de pedra e
ordenou que os cumprissem.
14 Naquela ocasio, o Senhor mandou-me
ensinar-lhes decretos e leis para que vocs os cumprissem na terra da
qual vo tomar posse.
A Proibio da Idolatria
15 "No dia em que o Senhor lhes falou do meio do fogo em Horebe,
vocs no viram forma alguma. Portanto, tenham muito cuidado,
16 para
que no se corrompam fazendo para si um dolo, uma imagem de alguma
forma semelhante a homem ou mulher,
17 ou a qualquer animal da terra, a
qualquer ave que voa no cu,
18 a qualquer criatura que se move rente
ao cho ou a qualquer peixe que vive nas guas debaixo da terra.
19 E
para que, ao erguerem os olhos ao cu e virem o sol, a lua e as
estrelas, todos os corpos celestes, vocs no se desviem e se prostrem
diante deles, e prestem culto quilo que o Senhor , o seu Deus,
distribuiu a todos os povos debaixo do cu.
20 A vocs, porm, o Senhor
tomou e tirou da fornalha de fundir ferro, do Egito, para serem o povo
de sua herana, como hoje se pode ver.
21 "O Senhor irou-se contra mim por causa de vocs e jurou que eu no
atravessaria o Jordo e no entraria na boa terra que o Senhor , o seu
Deus, est lhes dando por herana.
22 Eu morrerei nesta terra; no
atravessarei o Jordo. Mas vocs atravessaro e tomaro posse daquela
boa terra.
23 Tenham o cuidado de no esquecer a aliana que o Senhor ,
o seu Deus, fez com vocs; no faam para si dolo algum com a forma de
qualquer coisa que o Senhor , o seu Deus, proibiu.
24 Pois o Senhor , o
seu Deus,  Deus zeloso;  fogo consumidor.
25 "Quando vocs tiverem filhos e netos, e j estiverem h muito
tempo na terra, e se corromperem e fizerem dolos de qualquer tipo,
fazendo o que o Senhor , o seu Deus, reprova, provocando a sua ira,
26 invoco hoje o cu e a terra como testemunhas contra vocs de que vocs
sero rapidamente eliminados da terra, da qual esto tomando posse ao
atravessar o Jordo. Vocs no vivero muito ali; sero totalmente
destrudos.
27 O Senhor os espalhar entre os povos, e restaro apenas
alguns de vocs entre as naes s quais o Senhor os levar.
28 L
vocs prestaro culto a deuses de madeira e de pedra, deuses feitos por
mos humanas, deuses que no podem ver, nem ouvir, nem comer, nem
cheirar.
29 E l procuraro o Senhor , o seu Deus, e o acharo, se o
procurarem de todo o seu corao e de toda a sua alma.
30 Quando vocs
estiverem sofrendo e todas essas coisas tiverem acontecido com vocs,
ento, em dias futuros, vocs voltaro para o Senhor , o seu Deus, e lhe
obedecero.
31 Pois o Senhor , o seu Deus,  Deus misericordioso; ele
no os abandonar, nem os destruir, nem se esquecer da aliana que com
juramento fez com os seus antepassados.
O Senhor  Deus
32 "Perguntem, agora, aos tempos antigos, antes de vocs existirem,
desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra; perguntem de um
lado ao outro do cu: J aconteceu algo to grandioso ou j se ouviu
algo parecido?
33 Que povo ouviu a voz de Deus [a] falando do
meio do fogo, como vocs ouviram, e continua vivo?
34 Ou que deus
decidiu tirar uma nao do meio de outra para lhe pertencer, com provas,
sinais, maravilhas e lutas, com mo poderosa e brao forte, e com feitos
temveis e grandiosos, conforme tudo o que o Senhor fez por vocs no
Egito, como vocs viram com os seus prprios olhos?
35 "Tudo isso foi mostrado a vocs para que soubessem que o Senhor 
Deus, e que no h outro alm dele.
36 Do cu ele fez com que vocs
ouvissem a sua voz, para disciplin-los. Na terra, mostrou-lhes o seu
grande fogo, e vocs ouviram as suas palavras vindas do meio do fogo.
37 E porque amou os seus antepassados e escolheu a descendncia deles,
ele foi em pessoa tir-los do Egito com o seu grande poder,
38 para
expulsar de diante de vocs naes maiores e mais fortes, a fim de
faz-los entrar e possuir como herana a terra delas, como hoje se v.
39 "Reconheam isso hoje, e ponham no corao que o Senhor  Deus em
cima nos cus e embaixo na terra. No h nenhum outro.
40 Obedeam aos
seus decretos e mandamentos que hoje eu lhes ordeno, para que tudo v
bem com vocs e com seus descendentes, e para que vivam muito tempo na
terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d para sempre".
As Cidades de Refgio
41 Ento Moiss separou trs cidades a leste do Jordo,
42 para onde
poderia fugir quem tivesse matado algum sem inteno e sem
premeditao. O perseguido poderia fugir para uma dessas cidades a fim
de salvar sua vida.
43 As cidades eram as seguintes: Bezer, no planalto
do deserto, para a tribo de Rben; Ramote, em Gileade, para a tribo de
Gade; e Gol, em Bas, para a tribo de Manasss.
A Introduo da Lei
44 Esta  a lei que Moiss apresentou aos israelitas.
45 Estes so os
mandamentos, os decretos e as ordenanas que Moiss promulgou como leis
para os israelitas quando saram do Egito.
46 Estavam do outro lado do
Jordo, no vale fronteiro a Bete-Peor, na terra de Seom, rei dos
amorreus, que habitava em Hesbom, a quem Moiss e os israelitas
derrotaram quando saram do Egito.
47 Eles tomaram posse da terra dele
e da terra de Ogue, rei de Bas, os dois reis amorreus que viviam a
leste do Jordo.
48 Essa terra estendia-se desde Aroer, na margem do
ribeiro do Arnom, at o monte Siom [b] , isto , o Hermom,
49 e
inclua toda a regio da Arab, a leste do Jordo, at o mar da Arab
[c] , abaixo das encostas do Pisga.
Notas de rodap:
[a] 4.33 Ou de um deus
[b] 4.48 A Verso Siraca diz Siriom. Veja Dt 3.9.
[c] 4.49 Isto , o mar Morto.

DEUTERONMIO-CAPITULO-5
Os Dez Mandamentos
1 Ento Moiss convocou todo o Israel e lhe disse:
"Oua,  Israel, os decretos e as ordenanas que hoje lhe estou
anunciando. Aprenda-os e tenha o cuidado de cumpri-los.
2 O Senhor , o
nosso Deus, fez conosco uma aliana em Horebe.
3 No foi com os nossos
antepassados que o Senhor fez essa aliana, mas conosco, com todos ns
que hoje estamos vivos aqui.
4 O Senhor falou com voc face a face, do
meio do fogo, no monte.
5 Naquela ocasio eu fiquei entre o Senhor e
voc para declarar-lhe a palavra do Senhor , porque voc teve medo do
fogo e no subiu o monte. E ele disse:
6 "``Eu sou o Senhor , o teu Deus, que te tirei do Egito, da terra
da escravido.
7 "``No ters outros deuses alm de mim.
8 "``No fars para ti nenhum dolo, nenhuma imagem de qualquer
coisa no cu, na terra ou nas guas debaixo da terra.
9 No te
prostrars diante deles nem lhes prestars culto, porque eu, o Senhor ,
o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo pecado de seus
pais at a terceira e quarta gerao daqueles que me desprezam,
10 mas
trato com bondade at mil geraes os [a] que me amam e obedecem
aos meus mandamentos.
11 "``No tomars em vo o nome do Senhor , o teu Deus, pois o
Senhor no deixar impune quem usar o seu nome em vo.
12 "``Guardars o dia de sbado a fim de santific-lo, conforme o
Senhor , o teu Deus, te ordenou.
13 Trabalhars seis dias e neles fars
todos os teus trabalhos,
14 mas o stimo dia  um sbado para o Senhor
, o teu Deus. Nesse dia no fars trabalho algum, nem tu nem teu filho
ou filha, nem o teu servo ou serva, nem o teu boi, teu jumento ou
qualquer dos teus animais, nem o estrangeiro que estiver em tua
propriedade; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu.
15 Lembra-te de que foste escravo no Egito e que o Senhor , o teu Deus, te
tirou de l com mo poderosa e com brao forte. Por isso o Senhor , o
teu Deus, te ordenou que guardes o dia de sbado.
16 "``Honra teu pai e tua me, como te ordenou o Senhor , o teu
Deus, para que tenhas longa vida e tudo te v bem na terra que o Senhor
, o teu Deus, te d.
17 "``No matars.
18 "``No adulterars.
19 "``No furtars.
20 "``No dars falso testemunho contra o teu prximo.
21 "``No cobiars a mulher do teu prximo. No desejars a casa do
teu prximo, nem sua propriedade, nem seu servo ou serva, nem seu boi ou
jumento, nem coisa alguma que lhe pertena''.
22 "Essas foram as palavras que o Senhor falou a toda a assemblia de
vocs, em alta voz, no monte, do meio do fogo, da nuvem e da densa
escurido; e nada mais acrescentou. Ento as escreveu em duas tbuas de
pedra e as deu a mim.
23 "Quando vocs ouviram a voz que vinha do meio da escurido,
estando o monte em chamas, aproximaram-se de mim todos os chefes das
tribos de vocs, com as suas autoridades.
24 E vocs disseram: ``O
Senhor , o nosso Deus, mostrou-nos sua glria e sua majestade, e ns
ouvimos a sua voz vinda de dentro do fogo. Hoje vimos que Deus fala com
o homem e que este ainda continua vivo!
25 Mas, agora, por que
deveramos morrer? Este grande fogo por certo nos consumir. Se
continuarmos a ouvir a voz do Senhor , o nosso Deus, morreremos.
26 Pois, que homem mortal chegou a ouvir a voz do Deus vivo falando de
dentro do fogo, como ns o ouvimos, e sobreviveu?
27 Aproxime-se voc,
Moiss, e oua tudo o que o Senhor , o nosso Deus, disser; voc nos
relatar tudo o que o Senhor , o nosso Deus, lhe disser. Ns ouviremos e
obedeceremos'.
28 "O Senhor ouviu quando vocs me falaram e me disse: ``Ouvi o que
este povo lhe disse, e eles tm razo em tudo o que disseram.
29 Quem
dera eles tivessem sempre no corao esta disposio para temer-me e
para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles
e com seus descendentes para sempre!
30 "``V, diga-lhes que voltem s suas tendas.
31 Voc ficar aqui
comigo, e lhe anunciarei toda a lei, isto , os decretos e as ordenanas
que voc lhes ensinar e que eles devero cumprir na terra que eu dou a
eles como propriedade'.
32 "Por isso, tenham o cuidado de fazer tudo como o Senhor , o seu
Deus, lhes ordenou; no se desviem, nem para a direita, nem para a
esquerda.
33 Andem sempre pelo caminho que o Senhor , o seu Deus, lhes
ordenou, para que tenham vida, tudo lhes v bem e os seus dias se
prolonguem na terra da qual tomaro posse.
Notas de rodap:
[a] 5.10 Ou at milhares os que

DEUTERONMIO-CAPITULO-6
O Grande Mandamento: Amar a Deus
1 "Esta  a lei, isto , os decretos e as ordenanas, que o Senhor ,
o seu Deus, ordenou que eu lhes ensinasse, para que vocs os cumpram na
terra para a qual esto indo para dela tomar posse.
2 Desse modo vocs,
seus filhos e seus netos temero o Senhor , o seu Deus, e obedecero a
todos os seus decretos e mandamentos, que eu lhes ordeno, todos os dias
da sua vida, para que tenham vida longa.
3 Oua e obedea,  Israel!
Assim tudo lhe ir bem e voc ser muito numeroso numa terra onde manam
leite e mel, como lhe prometeu o Senhor , o Deus dos seus antepassados.
4 "Oua,  Israel: O Senhor , o nosso Deus,  o nico Senhor .
[a]
5 Ame o Senhor , o seu Deus, de todo o seu corao, de toda a sua
alma e de todas as suas foras.
6 Que todas estas palavras que hoje lhe
ordeno estejam em seu corao.
7 Ensine-as com persistncia a seus
filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando
estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.
8 Amarre-as como um sinal nos braos e prenda-as na testa.
9 Escreva-as
nos batentes das portas de sua casa e em seus portes.
Exortao  Obedincia
10 "O Senhor , o seu Deus, os conduzir  terra que jurou aos seus
antepassados, Abrao, Isaque e Jac, dar a vocs, terra com grandes e
boas cidades que vocs no construram,
11 com casas cheias de tudo o
que h de melhor, de coisas que vocs no produziram, com cisternas que
vocs no cavaram, com vinhas e oliveiras que vocs no plantaram.
Quando isso acontecer, e vocs comerem e ficarem satisfeitos,
12 tenham
cuidado! No esqueam o Senhor que os tirou do Egito, da terra da
escravido.
13 Temam o Senhor , o seu Deus, e s a ele prestem culto, e
jurem somente pelo seu nome.
14 No sigam outros deuses, os deuses dos
povos ao redor;
15 pois o Senhor , o seu Deus, que est no meio de
vocs,  Deus zeloso; a ira do Senhor , o seu Deus, se acender contra
vocs, e ele os banir da face da terra.
16 No ponham  prova o Senhor
, o seu Deus, como fizeram em Mass.
17 Obedeam cuidadosamente aos
mandamentos do Senhor , o seu Deus, e aos preceitos e decretos que ele
lhes ordenou.
18 Faam o que  justo e bom perante o Senhor , para que
tudo lhes v bem e vocs entrem e tomem posse da boa terra que o Senhor
prometeu, sob juramento, a seus antepassados,
19 expulsando todos os
seus inimigos de diante de vocs, conforme o Senhor prometeu.
20 "No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem: ``O que
significam estes preceitos, decretos e ordenanas que o Senhor , o nosso
Deus, ordenou a vocs?''
21 Vocs lhes respondero: ``Fomos escravos
do fara no Egito, mas o Senhor nos tirou de l com mo poderosa.
22 O
Senhor realizou, diante dos nossos olhos, sinais e maravilhas grandiosas
e terrveis contra o Egito e contra o fara e toda a sua famlia.
23 Mas ele nos tirou do Egito para nos trazer para c e nos dar a terra
que, sob juramento, prometeu a nossos antepassados.
24 O Senhor nos
ordenou que obedecssemos a todos estes decretos e que temssemos o
Senhor , o nosso Deus, para que sempre fssemos bem-sucedidos e que
fssemos preservados em vida, como hoje se pode ver.
25 E, se ns nos
aplicarmos a obedecer a toda esta lei perante o Senhor , o nosso Deus,
conforme ele nos ordenou, esta ser a nossa justia''.
Notas de rodap:
[a] 6.4 Ou O Senhor, o nosso Deus,  um s Senhor ; ou O Senhor 
nosso Deus, o Senhor  um s ; ou ainda O Senhor  nosso Deus, o Senhor
somente .

DEUTERONMIO-CAPITULO-7
As Naes Idlatras Sero Expulsas
1 "Quando o Senhor , o seu Deus, os fizer entrar na terra, para a
qual vocs esto indo para dela tomarem posse, ele expulsar de diante
de vocs muitas naes: os hititas, os girgaseus, os amorreus, os
cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. So sete naes maiores
e mais fortes do que vocs;
2 e quando o Senhor , o seu Deus, as tiver
dado a vocs, e vocs as tiverem derrotado, ento vocs as destruiro
totalmente. No faam com elas tratado algum, e no tenham piedade
delas.
3 No se casem com pessoas de l. No dem suas filhas aos
filhos delas, nem tomem as filhas delas para os seus filhos,
4 pois
elas desviariam seus filhos de seguir-me para servir a outros deuses e,
por causa disso, a ira do Senhor se acenderia contra vocs e rapidamente
os destruiria.
5 Assim vocs trataro essas naes: derrubem os seus
altares, quebrem as suas colunas sagradas, cortem os seus postes
sagrados e queimem os seus dolos.
6 Pois vocs so um povo santo para
o Senhor , o seu Deus. O Senhor , o seu Deus, os escolheu dentre todos
os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal.
7 "O Senhor no se afeioou a vocs nem os escolheu por serem mais
numerosos do que os outros povos, pois vocs eram o menor de todos os
povos.
8 Mas foi porque o Senhor os amou e por causa do juramento que
fez aos seus antepassados. Por isso ele os tirou com mo poderosa e os
redimiu da terra da escravido, do poder do fara, rei do Egito.
9 Saibam, portanto, que o Senhor , o seu Deus,  Deus; ele  o Deus fiel,
que mantm a aliana e a bondade por mil geraes daqueles que o amam e
obedecem aos seus mandamentos.
10 Mas queles que o desprezam,
retribuir com destruio; ele no demora em retribuir queles que o
desprezam.
11 Obedeam, pois,  lei, isto , aos decretos e s
ordenanas que hoje lhes ordeno.
As Bnos da Obedincia
12 "Se vocs obedecerem a essas ordenanas, as guardarem e as
cumprirem, ento o Senhor , o seu Deus, manter com vocs a aliana e a
bondade que prometeu sob juramento aos seus antepassados.
13 Ele os
amar, os abenoar e far com que vocs se multipliquem. Ele abenoar
os seus filhos e os frutos da sua terra: o cereal, o vinho novo e o
azeite, as crias das vacas e das ovelhas, na terra que aos seus
antepassados jurou dar a vocs.
14 Vocs sero mais abenoados do que
qualquer outro povo! Nenhum dos seus homens ou mulheres ser estril,
nem mesmo os animais do seu rebanho.
15 O Senhor os guardar de todas
as doenas. No infligir a vocs as doenas terrveis que, como sabem,
atingiram o Egito, mas as infligir a todos os seus inimigos.
16 Vocs
destruiro todos os povos que o Senhor , o seu Deus, lhes entregar. No
olhem com piedade para eles, nem sirvam aos seus deuses, pois isso lhes
seria uma armadilha.
17 "Talvez vocs digam a si mesmos: ``Essas naes so mais fortes
do que ns. Como poderemos expuls-las?''
18 No tenham medo delas!
Lembrem-se bem do que o Senhor , o seu Deus, fez ao fara e a todo o
Egito.
19 Vocs viram com os seus prprios olhos as grandes provas, os
sinais miraculosos e as maravilhas, a mo poderosa e o brao forte com
que o Senhor , o seu Deus, os tirou de l. O Senhor , o seu Deus, far o
mesmo com todos os povos que agora vocs temem.
20 Alm disso, o Senhor
, o seu Deus, causar pnico [a] entre eles at destruir o
restante deles, os que se esconderem de vocs.
21 No fiquem apavorados
por causa deles, pois o Senhor , o seu Deus, que est com vocs,  Deus
grande e temvel.
22 O Senhor , o seu Deus, expulsar, aos poucos,
essas naes de diante de vocs. Vocs no devero elimin-las de uma s
vez, se no os animais selvagens se multiplicaro, ameaando-os.
23 Mas
o Senhor , o seu Deus, as entregar a vocs, lanando-as em grande
confuso, at que sejam destrudas.
24 Ele entregar nas mos de vocs
os reis dessas naes, e vocs apagaro o nome deles de debaixo do cu.
Ningum conseguir resistir a vocs at que os tenham destrudo.
25 Vocs queimaro as imagens dos deuses dessas naes. No cobicem a prata
e o ouro de que so revestidas; isso lhes seria uma armadilha. Para o
Senhor , o seu Deus, isso  detestvel.
26 No levem coisa alguma que
seja detestvel para dentro de casa, se no tambm vocs sero separados
para a destruio. Considerem tudo isso proibido e detestem-no
totalmente, pois est separado para a destruio.
Notas de rodap:
[a] 7.20 Ou mandar vespas ; ou ainda a praga

DEUTERONMIO-CAPITULO-8
A Disciplina do Senhor no Caminho para a Boa Terra
1 "Tenham o cuidado de obedecer a toda a lei que eu hoje lhes ordeno,
para que vocs vivam, multipliquem-se e tomem posse da terra que o
Senhor prometeu, com juramento, aos seus antepassados.
2 "Lembrem-se de como o Senhor , o seu Deus, os conduziu por todo o
caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilh-los e
p-los  prova, a fim de conhecer suas intenes, se iriam obedecer aos
seus mandamentos ou no.
3 Assim, ele os humilhou e os deixou passar
fome. Mas depois os sustentou com man, que nem vocs nem os seus
antepassados conheciam, para mostrar-lhes que nem s de po viver o
homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor .
4 As roupas
de vocs no se gastaram e os seus ps no incharam durante esses
quarenta anos.
5 Saibam, pois, em seu corao que, assim como um homem
disciplina o seu filho, da mesma forma o Senhor , o seu Deus, os
disciplina.
6 "Obedeam aos mandamentos do Senhor , o seu Deus, andando em seus
caminhos e dele tendo temor.
7 Pois o Senhor , o seu Deus, os est
levando a uma boa terra, cheia de riachos e tanques de gua, de fontes
que jorram nos vales e nas colinas;
8 terra de trigo e cevada, videiras
e figueiras, de romzeiras, azeite de oliva e mel;
9 terra onde no
faltar po e onde no tero falta de nada; terra onde as rochas tm
ferro e onde vocs podero extrair cobre das colinas.
Advertncia contra a Ingratido
10 "Depois que tiverem comido at ficarem satisfeitos, louvem o
Senhor , o seu Deus, pela boa terra que lhes deu.
11 Tenham o cuidado
de no se esquecer do Senhor , o seu Deus, deixando de obedecer aos seus
mandamentos, s suas ordenanas e aos seus decretos que hoje lhes
ordeno.
12 No acontea que, depois de terem comido at ficarem
satisfeitos, de terem construdo boas casas e nelas morado,
13 de
aumentarem os seus rebanhos, a sua prata e o seu ouro, e todos os seus
bens,
14 o seu corao fique orgulhoso e vocs se esqueam do Senhor ,
o seu Deus, que os tirou do Egito, da terra da escravido.
15 Ele os
conduziu pelo imenso e pavoroso deserto, por aquela terra seca e sem
gua, de serpentes e escorpies venenosos. Ele tirou gua da rocha para
vocs,
16 e os sustentou no deserto com man, que os seus antepassados
no conheciam, para humilh-los e prov-los, a fim de que tudo fosse bem
com vocs.
17 No digam, pois, em seu corao: ``A minha capacidade e
a fora das minhas mos ajuntaram para mim toda esta riqueza''.
18 Mas, lembrem-se do Senhor , o seu Deus, pois  ele que lhes d a
capacidade de produzir riqueza, confirmando a aliana que jurou aos seus
antepassados, conforme hoje se v.
19 "Mas se vocs se esquecerem do Senhor , o seu Deus, e seguirem
outros deuses, prestando-lhes culto e curvando-se diante deles,
asseguro-lhes hoje que vocs sero destrudos.
20 Por no obedecerem ao
Senhor , o seu Deus, vocs sero destrudos como o foram as outras
naes que o Senhor destruiu perante vocs.

DEUTERONMIO-CAPITULO-9
O Mrito No Foi de Israel
1 "Oua,  Israel: Hoje voc est atravessando o Jordo para entrar
na terra e conquistar naes maiores e mais poderosas do que voc, as
quais tm cidades grandes, com muros que vo at o cu.
2 O povo 
forte e alto. So enaquins! Voc j ouviu falar deles e at conhece o
que se diz: ``Quem  capaz de resistir aos enaquins?''
3 Esteja,
hoje, certo de que o Senhor , o seu Deus, ele mesmo, vai adiante de voc
como fogo consumidor. Ele os exterminar e os subjugar diante de voc.
E voc os expulsar e os destruir, como o Senhor lhe prometeu.
4 "Depois que o Senhor , o seu Deus, os tiver expulsado da presena
de voc, no diga a si mesmo: ``O Senhor me trouxe aqui para tomar
posse desta terra por causa da minha justia''. No!  devido 
impiedade destas naes que o Senhor vai expuls-las da presena de
voc.
5 No  por causa de sua justia ou de sua retido que voc
conquistar a terra delas. Mas  por causa da maldade destas naes que
o Senhor , o seu Deus, as expulsar de diante de voc, para cumprir a
palavra que o Senhor prometeu, sob juramento, aos seus antepassados,
Abrao, Isaque e Jac.
6 Portanto, esteja certo de que no  por causa
de sua justia que o Senhor , o seu Deus, lhe d esta boa terra para
dela tomar posse, pois voc  um povo obstinado.
O Bezerro de Ouro
7 "Lembrem-se disto e jamais esqueam como vocs provocaram a ira do
Senhor , o seu Deus, no deserto. Desde o dia em que saram do Egito at
chegarem aqui, vocs tm sido rebeldes contra o Senhor .
8 At mesmo em
Horebe vocs provocaram a ira do Senhor , e ele ficou furioso, ao ponto
de querer extermin-los.
9 Quando subi o monte para receber as tbuas
de pedra, as tbuas da aliana que o Senhor tinha feito com vocs,
fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; no comi po, nem bebi
gua.
10 O Senhor me deu as duas tbuas de pedra escritas pelo dedo de
Deus. Nelas estavam escritas todas as palavras que o Senhor proclamou a
vocs no monte, de dentro do fogo, no dia da assemblia.
11 "Passados os quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu as
duas tbuas de pedra, as tbuas da aliana,
12 e me disse: ``Desa
imediatamente, pois o seu povo, que voc tirou do Egito, corrompeu-se.
Eles se afastaram bem depressa do caminho que eu lhes ordenei e fizeram
um dolo de metal para si''.
13 "E o Senhor me disse: ``Vejo que este povo  realmente um povo
obstinado!
14 Deixe que eu os destrua e apague o nome deles de debaixo
do cu. E farei de voc uma nao mais forte e mais numerosa do que
eles''.
15 "Ento voltei e desci do monte, enquanto este ardia em chamas. E
as duas tbuas da aliana estavam em minhas mos. [a]
16 E vi
que vocs tinham pecado contra o Senhor , o seu Deus. Fizeram para si um
dolo de metal em forma de bezerro. Bem depressa vocs se desviaram do
caminho que o Senhor , o Deus de vocs, lhes tinha ordenado.
17 Ento
peguei as duas tbuas e as lancei das minhas mos, quebrando-as diante
dos olhos de vocs.
18 "Depois prostrei-me perante o Senhor outros quarenta dias e
quarenta noites; no comi po, nem bebi gua, por causa do grande pecado
que vocs tinham cometido, fazendo o que o Senhor reprova, provocando a
ira dele.
19 Tive medo da ira e do furor do Senhor , pois ele estava
irado ao ponto de destru-los, mas de novo o Senhor me escutou.
20 O
Senhor irou-se contra Aro a ponto de querer destru-lo, mas naquela
ocasio tambm orei por Aro.
21 Ento peguei o bezerro, o bezerro do
pecado de vocs, e o queimei no fogo; depois o esmigalhei e o mo at
virar p, e o joguei no riacho que desce do monte.
22 "Alm disso, vocs tornaram a provocar a ira do Senhor em Taber,
em Mass e em Quibrote-Hataav.
23 "E, quando o Senhor os enviou de Cades-Barnia, disse: ``Entrem
l e tomem posse da terra que lhes dei''. Mas vocs se rebelaram contra
a ordem do Senhor , o seu Deus. No confiaram nele, nem lhe obedeceram.
24 Vocs tm sido rebeldes contra o Senhor desde que os conheo.
25 "Fiquei prostrado perante o Senhor durante aqueles quarenta dias e
quarenta noites porque o Senhor tinha dito que ia destru-los.
26 Foi
quando orei ao Senhor , dizendo:  Soberano Senhor , no destruas o teu
povo, a tua prpria herana! Tu o redimiste com a tua grandeza e o
tiraste da terra do Egito com mo poderosa.
27 Lembra-te de teus servos
Abrao, Isaque e Jac. No leves em conta a obstinao deste povo, a sua
maldade e o seu pecado,
28 se no os habitantes da terra de onde nos
tiraste diro: ``Como o Senhor no conseguiu lev-los  terra que lhes
havia prometido, e como ele os odiava, tirou-os para faz-los morrer no
deserto''.
29 Mas eles so o teu povo, a tua herana, que tiraste do
Egito com o teu grande poder e com o teu brao forte.
Notas de rodap:
[a] 9.15 Ou E eu tinha as duas tbuas da aliana comigo, uma em cada
mo.

DEUTERONMIO-CAPITULO-10
Tbuas Iguais s Primeiras
1 "Naquela ocasio o Senhor me ordenou: ``Corte duas tbuas de
pedra, como as primeiras, e suba para encontrar-se comigo no monte. Faa
tambm uma arca de madeira.
2 Eu escreverei nas tbuas as palavras que
estavam nas primeiras, que voc quebrou, e voc as colocar na arca''.
3 "Ento fiz a arca de madeira de accia, cortei duas tbuas de pedra
como as primeiras e subi o monte com as duas tbuas nas mos.
4 O
Senhor escreveu nelas o que tinha escrito anteriormente, os Dez
Mandamentos que havia proclamado a vocs no monte, do meio do fogo, no
dia em que estavam todos reunidos. O Senhor as entregou a mim,
5 e eu
voltei, desci do monte e coloquei as tbuas na arca que eu tinha feito.
E l ficaram, conforme o Senhor tinha ordenado.
6 (Os israelitas partiram dos poos dos jaacanitas e foram at Moser.
Ali Aro morreu e foi sepultado, e o seu filho Eleazar foi o seu
sucessor como sacerdote.
7 Dali foram para Gudgod e de l para
Jotbat, terra de riachos.
8 Naquela ocasio o Senhor separou a tribo
de Levi para carregar a arca da aliana do Senhor , para estar perante o
Senhor a fim de ministrar e pronunciar bnos em seu nome, como se faz
ainda hoje.
9  por isso que os levitas no tm nenhuma poro de terra
ou herana entre os seus irmos; o Senhor  a sua herana, conforme o
Senhor , o seu Deus, lhes prometeu.)
10 "Assim eu fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites, como da
primeira vez; e tambm desta vez o Senhor me atendeu e no quis
destru-los.
11 ``V'', o Senhor me disse. ``Conduza o povo em seu
caminho, para que tome posse da terra que jurei aos seus antepassados
dar a voc.''
Exortao ao Temor do Senhor
12 "E agora,  Israel, que  que o Senhor , o seu Deus, lhe pede,
seno que tema o Senhor , o seu Deus, que ande em todos os seus
caminhos, que o ame e que sirva ao Senhor , o seu Deus, de todo o seu
corao e de toda a sua alma,
13 e que obedea aos mandamentos e aos
decretos do Senhor , que hoje lhe dou para o seu prprio bem?
14 "Ao Senhor , o seu Deus, pertencem os cus e at os mais altos
cus, a terra e tudo o que nela existe.
15 No entanto, o Senhor se
afeioou aos seus antepassados e os amou, e a vocs, descendentes deles,
escolheu entre todas as naes, como hoje se v.
16 Sejam fiis, de
corao [a] ,  sua aliana; e deixem de ser obstinados.
17 Pois
o Senhor , o seu Deus,  o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o
grande Deus, poderoso e temvel, que no age com parcialidade nem aceita
suborno.
18 Ele defende a causa do rfo e da viva e ama o
estrangeiro, dando-lhe alimento e roupa.
19 Amem os estrangeiros, pois
vocs mesmos foram estrangeiros no Egito.
20 Temam o Senhor , o seu
Deus, e sirvam-no. Apeguem-se a ele e faam os seus juramentos somente
em nome dele.
21 Seja ele o motivo do seu louvor, pois ele  o seu
Deus, que por vocs fez aquelas grandes e temveis maravilhas que vocs
viram com os prprios olhos.
22 Os seus antepassados que desceram ao
Egito eram setenta ao todo, mas agora o Senhor , o seu Deus, os tornou
to numerosos quanto as estrelas do cu.
Notas de rodap:
[a] 10.16 Hebraico: Circuncidem o corao de vocs .

DEUTERONMIO-CAPITULO-11
Exortao ao Amor e  Obedincia
1 "Amem o Senhor , o seu Deus e obedeam sempre aos seus preceitos,
aos seus decretos, s suas ordenanas e aos seus mandamentos.
2 Lembrem-se hoje de que no foram os seus filhos que experimentaram e
viram a disciplina do Senhor , o seu Deus, a sua majestade, a sua mo
poderosa, o seu brao forte.
3 Vocs viram os sinais que ele realizou e
tudo o que fez no corao do Egito, tanto com o fara, rei do Egito,
quanto com toda a sua terra;
4 o que fez com o exrcito egpcio, com os
seus cavalos e carros, como os surpreendeu com as guas do mar Vermelho,
quando estavam perseguindo vocs, e como o Senhor os destruiu para
sempre.
5 Vocs tambm viram o que ele fez por vocs no deserto at
chegarem a este lugar,
6 e o que fez a Dat e a Abiro, filhos de
Eliabe, da tribo de Rben, quando a terra abriu a boca no meio de todo o
Israel e os engoliu com suas famlias, suas tendas e tudo o que lhes
pertencia.
7 Vocs mesmos viram com os seus prprios olhos todas essas
coisas grandiosas que o Senhor fez.
8 "Obedeam, portanto, a toda a lei que hoje lhes estou dando, para
que tenham foras para invadir e conquistar a terra para onde esto
indo,
9 e para que vivam muito tempo na terra que o Senhor jurou dar
aos seus antepassados e aos descendentes deles, terra onde manam leite e
mel.
10 A terra da qual vocs vo tomar posse no  como a terra do
Egito, de onde vocs vieram e onde plantavam as sementes e tinham que
fazer a irrigao a p, como numa horta.
11 Mas a terra em que vocs,
atravessando o Jordo, vo entrar para dela tomar posse,  terra de
montes e vales, que bebe chuva do cu.
12  uma terra da qual o Senhor
, o seu Deus, cuida; os olhos do Senhor , o seu Deus, esto
continuamente sobre ela, do incio ao fim do ano.
13 "Portanto, se vocs obedecerem fielmente aos mandamentos que hoje
lhes dou, amando o Senhor , o seu Deus, e servindo-o de todo o corao e
de toda a alma,
14 ento, no devido tempo, enviarei chuva sobre a sua
terra, chuva de outono e de primavera, para que vocs recolham o seu
cereal, e tenham vinho novo e azeite.
15 Ela dar pasto nos campos para
os seus rebanhos, e quanto a vocs, tero o que comer e ficaro
satisfeitos.
16 "Por isso, tenham cuidado para no serem enganados e levados a
desviar-se para adorar outros deuses e a prostrar-se perante eles.
17 Caso contrrio, a ira do Senhor se acender contra vocs e ele fechar o
cu para que no chova e para que a terra nada produza, e assim vocs
logo desaparecero da boa terra que o Senhor lhes est dando.
18 Gravem
estas minhas palavras no corao e na mente; amarrem-nas como sinal nas
mos e prendam-nas na testa.
19 Ensinem-nas a seus filhos, conversando
a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem
andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem.
20 Escrevam-nas nos batentes das portas de suas casas, e nos seus portes,
21 para que, na terra que o Senhor jurou que daria aos seus
antepassados, os seus dias e os dias dos seus filhos sejam muitos, sejam
tantos como os dias durante os quais o cu est acima da terra.
22 "Se vocs obedecerem a todos os mandamentos que lhes mando
cumprir, amando o Senhor , o seu Deus, andando em todos os seus caminhos
e apegando-se a ele,
23 ento o Senhor expulsar todas essas naes da
presena de vocs, e vocs despojaro naes maiores e mais fortes do
que vocs.
24 Todo lugar onde vocs puserem os ps ser de vocs. O seu
territrio se estender do deserto do Lbano e do rio Eufrates ao mar
Ocidental [a] .
25 Ningum conseguir resisti-los. O Senhor , o
seu Deus, conforme lhes prometeu, trar pavor e medo de vocs a todos os
povos daquela terra, aonde quer que vocs forem.
26 "Prestem ateno! Hoje estou pondo diante de vocs a bno e a
maldio.
27 Vocs tero bno, se obedecerem aos mandamentos do
Senhor , o seu Deus, que hoje lhes estou dando;
28 mas tero maldio,
se desobedecerem aos mandamentos do Senhor , o seu Deus, e se afastarem
do caminho que hoje lhes ordeno, para seguir deuses desconhecidos.
29 Quando o Senhor , o seu Deus, os tiver levado para a terra da qual vo
tomar posse, vocs tero que proclamar a bno no monte Gerizim, e a
maldio no monte Ebal.
30 Como sabem, esses montes esto do outro lado
do Jordo, a oeste da estrada [b] , na direo do poente, perto
dos carvalhos de Mor, no territrio dos cananeus que vivem na Arab,
prximos de Gilgal.
31 Vocs esto a ponto de atravessar o Jordo e de
tomar posse da terra que o Senhor , o seu Deus, lhes est dando. Quando
vocs a tiverem conquistado e estiverem vivendo nela,
32 tenham o
cuidado de obedecer a todos os decretos e ordenanas que hoje estou
dando a vocs.
Notas de rodap:
[a] 11.24 Isto , o Mediterrneo.
[b] 11.30 Ou Jordo, na direo oeste

DEUTERONMIO-CAPITULO-12
O nico Local de Adorao
1 "Estes so os decretos e ordenanas que vocs devem ter o cuidado
de cumprir enquanto viverem na terra que o Senhor , o Deus dos seus
antepassados, deu a vocs como herana.
2 Destruam completamente todos
os lugares nos quais as naes que vocs esto desalojando adoram os
seus deuses, tanto nos altos montes como nas colinas e  sombra de toda
rvore frondosa.
3 Derrubem os seus altares, esmigalhem as suas colunas
sagradas e queimem os seus postes sagrados; despedacem os dolos dos
seus deuses e eliminem os nomes deles daqueles lugares.
4 "Vocs, porm, no adoraro o Senhor , o seu Deus, como eles adoram
os seus deuses.
5 Mas procuraro o local que o Senhor , o seu Deus,
escolher dentre todas as tribos para ali pr o seu Nome e sua habitao.
Para l vocs devero ir
6 e levar holocaustos [a] e
sacrifcios, dzimos e ddivas especiais, o que em voto tiverem
prometido, as suas ofertas voluntrias e a primeira cria de todos os
rebanhos.
7 Ali, na presena do Senhor , o seu Deus, vocs e suas
famlias comero e se alegraro com tudo o que tiverem feito, pois o
Senhor , o seu Deus, os ter abenoado.
8 "Vocs no agiro como estamos agindo aqui, cada um fazendo o que
bem entende,
9 pois ainda no chegaram ao lugar de descanso e  herana
que o Senhor , o seu Deus, lhes est dando.
10 Mas vocs atravessaro o
Jordo e se estabelecero na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d
como herana, e ele lhes conceder descanso de todos os inimigos que os
cercam, para que vocs vivam em segurana.
11 Ento, para o lugar que o
Senhor , o seu Deus, escolher como habitao do seu Nome, vocs levaro
tudo o que eu lhes ordenar: holocaustos e sacrifcios, dzimos e ddivas
especiais e tudo o que tiverem prometido em voto ao Senhor .
12 E
regozijem-se ali perante o Senhor , o seu Deus, vocs, os seus filhos e
filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de
vocs por no terem recebido terras nem propriedades.
13 Tenham o
cuidado de no sacrificar os seus holocaustos em qualquer lugar que lhes
agrade.
14 Ofeream-nos somente no local que o Senhor escolher numa das
suas tribos, e ali ponham em prtica tudo o que eu lhes ordenar.
15 "No entanto, vocs podero abater os seus animais em qualquer das
suas cidades e comer quanta carne desejarem, como se fosse carne de
gazela ou de veado, de acordo com a bno que o Senhor , o seu Deus,
lhes der. Tanto quem estiver cerimonialmente impuro quanto quem estiver
puro poder com-la.
16 Mas no podero comer o sangue; derramem-no no
cho como se fosse gua.
17 Vocs no podero comer em suas prprias
cidades o dzimo do cereal, do vinho novo e do azeite, nem a primeira
cria dos rebanhos, nem o que, em voto, tiverem prometido, nem as suas
ofertas voluntrias ou ddivas especiais.
18 Ao invs disso, vocs os
comero na presena do Senhor , o seu Deus, no local que o Senhor , o
seu Deus, escolher; vocs, os seus filhos e filhas, os seus servos e
servas, e os levitas das suas cidades. Alegrem-se perante o Senhor , o
seu Deus, em tudo o que fizerem.
19 Tenham o cuidado de no abandonar
os levitas enquanto vocs viverem na sua prpria terra.
20 "Quando o Senhor , o seu Deus, tiver aumentado o seu territrio
conforme lhes prometeu, e vocs desejarem comer carne e disserem:
``Gostaramos de um pouco de carne'', podero comer o quanto quiserem.
21 Se o local que o Senhor , o seu Deus, escolher para pr o seu Nome
ficar longe demais, vocs podero abater animais de todos os rebanhos
que o Senhor lhes der, conforme lhes ordenei, e em suas prprias cidades
podero comer quanta carne desejarem.
22 Vocs a comero como comeriam
carne de gazela ou de veado. Tanto os cerimonialmente impuros quanto os
puros podero comer.
23 Mas no comam o sangue, porque o sangue  a
vida, e vocs no podero comer a vida com o sangue.
24 Vocs no
comero o sangue; derramem-no no cho como se fosse gua.
25 No o
comam, para que tudo v bem com vocs e com os seus filhos, porque
estaro fazendo o que  justo perante o Senhor .
26 "Todavia, apanhem os seus objetos consagrados e o que, em voto,
tiverem prometido, e dirijam-se ao local que o Senhor escolher.
27 Apresentem os seus holocaustos colocando-os no altar do Senhor , o seu
Deus, tanto a carne quanto o sangue. O sangue dos seus sacrifcios ser
derramado ao lado do altar do Senhor , o seu Deus, mas vocs podero
comer a carne.
28 Tenham o cuidado de obedecer a todos estes
regulamentos que lhes estou dando, para que sempre v tudo bem com vocs
e com os seus filhos, porque estaro fazendo o que  bom e certo perante
o Senhor , o seu Deus.
29 "O Senhor , o seu Deus, eliminar da sua presena as naes que
vocs esto a ponto de invadir e expulsar. Mas, quando vocs as tiverem
expulsado e tiverem se estabelecido na terra delas,
30 e depois que
elas forem destrudas, tenham cuidado para no serem enganados e para
no se interessarem pelos deuses delas, dizendo: ``Como essas naes
servem aos seus deuses? Faremos o mesmo!''
31 No adorem o Senhor , o
seu Deus, da maneira como fazem essas naes, porque, ao adorarem os
seus deuses, elas fazem todo tipo de coisas repugnantes que o Senhor
odeia, como queimar seus filhos e filhas no fogo em sacrifcios aos seus
deuses.
32 "Apliquem-se a fazer tudo o que eu lhes ordeno; no acrescentem
nem tirem coisa alguma.
Notas de rodap:
[a] 12.6 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

DEUTERONMIO-CAPITULO-13
A Adorao a Outros Deuses
1 "Se aparecer entre vocs um profeta ou algum que faz predies
por meio de sonhos e lhes anunciar um sinal miraculoso ou um prodgio,
2 e se o sinal ou prodgio de que ele falou acontecer, e ele disser:
``Vamos seguir outros deuses que vocs no conhecem e vamos
ador-los'',
3 no dem ouvidos s palavras daquele profeta ou
sonhador. O Senhor , o seu Deus, est pondo vocs  prova para ver se o
amam de todo o corao e de toda a alma.
4 Sigam somente o Senhor , o
seu Deus, e temam a ele somente. Cumpram os seus mandamentos e
obedeam-lhe; sirvam-no e apeguem-se a ele.
5 Aquele profeta ou
sonhador ter que ser morto, pois pregou rebelio contra o Senhor , o
seu Deus, que os tirou do Egito e os redimiu da terra da escravido; ele
tentou afast-los do caminho que o Senhor , o seu Deus, lhes ordenou que
seguissem. Eliminem o mal do meio de vocs.
6 "Se o seu prprio irmo ou filho ou filha, ou a mulher que voc ama
ou o seu amigo mais chegado secretamente instig-lo, dizendo: ``Vamos
adorar outros deuses!'': deuses que nem voc nem os seus
antepassados conheceram,
7 deuses dos povos que vivem ao seu redor,
quer prximos, quer distantes, de um ao outro lado da terra:
8 no
se deixe convencer nem oua o que ele diz. No tenha piedade nem
compaixo dele e no o proteja.
9 Voc ter que mat-lo. Seja a sua mo
a primeira a levantar-se para mat-lo, e depois as mos de todo o povo.
10 Apedreje-o at a morte, porque tentou desvi-lo do Senhor , o seu
Deus, que o tirou do Egito, da terra da escravido.
11 Ento todo o
Israel saber disso; todos temero e ningum tornar a cometer uma
maldade dessas.
12 "Se vocs ouvirem dizer que numa das cidades que o Senhor , o seu
Deus, lhes d para nelas morarem,
13 surgiram homens perversos e
desviaram os seus habitantes, dizendo: ``Vamos adorar outros
deuses!'', deuses que vocs no conhecem,
14 vocs devero verificar e
investigar. Se for verdade e ficar comprovado que se praticou esse ato
detestvel entre vocs,
15 matem ao fio da espada todos os que viverem
naquela cidade. Destruam totalmente a cidade, matando tanto os seus
habitantes quanto os seus animais.
16 Ajuntem todos os despojos no meio
da praa pblica e queimem totalmente a cidade e todos os seus despojos,
como oferta ao Senhor , o seu Deus. Fique ela em runas para sempre, e
nunca mais seja reconstruda.
17 No seja encontrado em suas mos nada
do que foi destinado  destruio, para que o Senhor se afaste do fogo
da sua ira. Ele ter misericrdia e compaixo de vocs, e os far
multiplicar-se, conforme prometeu sob juramento aos seus antepassados,
18 somente se obedecerem ao Senhor , o seu Deus, guardando todos os
seus mandamentos, que lhes estou dando, e fazendo o que  justo para
ele.

DEUTERONMIO-CAPITULO-14
Animais Puros e Impuros
1 "Vocs so os filhos do Senhor , o seu Deus. No faam cortes no
corpo nem rapem a frente da cabea por causa dos mortos,
2 pois vocs
so povo consagrado ao Senhor , o seu Deus. Dentre todos os povos da
face da terra, o Senhor os escolheu para serem o seu tesouro pessoal.
3 "No comam nada que seja proibido.
4 So estes os animais que
vocs podem comer: o boi, a ovelha, o bode,
5 o veado, a gazela, a
cora, o bode monts, o antlope, o bode selvagem e a ovelha monts.
[a]
6 Vocs podero comer qualquer animal que tenha o casco
fendido e dividido em duas unhas e que rumine.
7 Contudo, dos que
ruminam ou tm o casco fendido, vocs no podero comer o camelo, o
coelho e o rato silvestre. Embora ruminem, no tm casco fendido; so
impuros para vocs.
8 O porco tambm  impuro; embora tenha casco
fendido, no rumina. Vocs no podero comer a carne desses animais nem
tocar em seus cadveres.
9 "De todas as criaturas que vivem nas guas vocs podero comer as
que possuem barbatanas e escamas.
10 Mas no podero comer nenhuma
criatura que no tiver barbatanas nem escamas;  impura para vocs.
11 "Vocs podero comer qualquer ave pura.
12 Mas estas vocs no
podero comer: a guia, o urubu, a guia-marinha,
13 o milhafre,
qualquer espcie de falco,
14 qualquer espcie de corvo,
15 a
coruja-de-chifre [b] , a coruja-de-orelha-pequena, a
coruja-orelhuda [c] , qualquer espcie de gavio,
16 o mocho, o
corujo, a coruja-branca [d] ,
17 a coruja-do-deserto, o abutre,
a coruja-pescadora,
18 a cegonha, qualquer tipo de gara, a poupa e o
morcego.
19 "Todas as pequenas criaturas que enxameiam e tm asas so impuras
para vocs; no as comam.
20 Mas qualquer criatura que tm asas, sendo
pura, vocs podero comer.
21 "No comam nada que encontrarem morto. Vocs podero d-lo a um
estrangeiro residente de qualquer cidade de vocs, e ele poder com-lo,
ou vocs podero vend-lo a outros estrangeiros. Mas vocs so povo
consagrado ao Senhor , o seu Deus.
"No cozinhem o cabrito no leite da prpria me.
A Entrega dos Dzimos
22 "Separem o dzimo de tudo o que a terra produzir anualmente.
23 Comam o dzimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria
de todos os seus rebanhos na presena do Senhor , o seu Deus, no local
que ele escolher como habitao do seu Nome, para que aprendam a temer
sempre o Senhor , o seu Deus.
24 Mas, se o local for longe demais e
vocs tiverem sido abenoados pelo Senhor , o seu Deus, e no puderem
carregar o dzimo, pois o local escolhido pelo Senhor para ali pr o seu
Nome  longe demais,
25 troquem o dzimo por prata, e levem a prata ao
local que o Senhor , o seu Deus, tiver escolhido.
26 Com prata comprem
o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou outra bebida fermentada, ou
qualquer outra coisa que desejarem. Ento juntamente com suas famlias
comam e alegrem-se ali, na presena do Senhor , o seu Deus.
27 E nunca
se esqueam dos levitas que vivem em suas cidades, pois eles no possuem
propriedade nem herana prprias.
28 "Ao final de cada trs anos, tragam todos os dzimos da colheita
do terceiro ano, armazenando-os em sua prpria cidade,
29 para que os
levitas, que no possuem propriedade nem herana, e os estrangeiros, os
rfos e as vivas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e
para que o Senhor , o seu Deus, os abenoe em todo o trabalho das suas
mos.
Notas de rodap:
[a] 14.5 A identificao exata de algumas aves, insetos e animais
deste captulo no  conhecida.
[b] 14.15 Ou o avestruz
[c] 14.15 Ou a gaivota
[d] 14.16 Ou o pelicano

DEUTERONMIO-CAPITULO-15
O Ano do Cancelamento das Dvidas
1 "No final de cada sete anos as dvidas devero ser canceladas.
2 Isso dever ser feito da seguinte forma: todo credor cancelar o
emprstimo que fez ao seu prximo. Nenhum israelita exigir pagamento de
seu prximo ou de seu parente, porque foi proclamado o tempo do Senhor
para o cancelamento das dvidas.
3 Vocs podero exigir pagamento do
estrangeiro, mas tero que cancelar qualquer dvida de seus irmos
israelitas.
4 Assim, no dever haver pobre algum no meio de vocs,
pois na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes est dando como herana
para que dela tomem posse, ele os abenoar ricamente,
5 contanto que
obedeam em tudo ao Senhor , o seu Deus, e ponham em prtica toda esta
lei que hoje lhes estou dando.
6 Pois o Senhor , o seu Deus, os
abenoar conforme prometeu, e vocs emprestaro a muitas naes, mas de
nenhuma tomaro emprestado. Vocs dominaro muitas naes, mas por
nenhuma sero dominados.
7 "Se houver algum israelita pobre em qualquer das cidades da terra
que o Senhor , o seu Deus, lhes est dando, no enduream o corao, nem
fechem a mo para com o seu irmo pobre.
8 Ao contrrio, tenham mo
aberta e emprestem-lhe liberalmente o que ele precisar.
9 Cuidado! Que
nenhum de vocs alimente este pensamento mpio: ``O stimo ano, o ano
do cancelamento das dvidas, est se aproximando, e no quero ajudar o
meu irmo pobre''. Ele poder apelar para o Senhor contra voc, e voc
ser culpado desse pecado.
10 D-lhe generosamente, e sem relutncia no
corao; pois, por isso, o Senhor , o seu Deus, o abenoar em todo o
seu trabalho e em tudo o que voc fizer.
11 Sempre haver pobres na
terra. Portanto, eu lhe ordeno que abra o corao para o seu irmo
israelita, tanto para o pobre como para o necessitado de sua terra.
A Libertao de Escravos
12 "Se seu compatriota hebreu, homem ou mulher, vender-se a voc e
servi-lo seis anos, no stimo ano d-lhe a liberdade.
13 E, quando o
fizer, no o mande embora de mos vazias.
14 D-lhe com generosidade
dos animais do seu rebanho e do produto da sua eira e do seu tanque de
prensar uvas. D-lhe conforme a bno que o Senhor , o seu Deus, lhe
tem dado.
15 Lembre-se de que voc foi escravo no Egito e que o Senhor
, o seu Deus, o redimiu.  por isso que hoje lhe dou essa ordem.
16 "Mas se o seu escravo lhe disser que no quer deix-lo, porque ama
voc e sua famlia e no tem falta de nada,
17 ento apanhe um furador
e fure a orelha dele contra a porta, e ele se tornar seu escravo para o
resto da vida. Faa o mesmo com a sua escrava.
18 "No se sinta prejudicado ao libertar o seu escravo, pois o
servio que ele prestou a voc nesses seis anos custou a metade do
servio de um trabalhador contratado. Alm disso, o Senhor , o seu Deus,
o abenoar em tudo o que voc fizer.
As Primeiras Crias
19 "Separe para o Senhor , o seu Deus, todo primeiro macho de todos
os seus rebanhos. No use a primeira cria das suas vacas para trabalhar,
nem tosquie a primeira cria das suas ovelhas.
20 Todo ano voc e a sua
famlia as comero na presena do Senhor , o seu Deus, no local que ele
escolher.
21 Se o animal tiver defeito, ou for manco ou cego, ou tiver
qualquer outro defeito grave, voc no poder sacrific-lo ao Senhor , o
seu Deus.
22 Coma-o na cidade onde estiver morando. Tanto o
cerimonialmente impuro quanto o puro o comero, como se come a carne da
gazela ou do veado.
23 Mas no poder comer o sangue; derrame-o no cho
como se fosse gua.

DEUTERONMIO-CAPITULO-16
A Pscoa
1 "Observem o ms de abibe [a] e celebrem a Pscoa do Senhor
, o seu Deus, pois no ms de abibe, de noite, ele os tirou do Egito.
2 Ofeream como sacrifcio da Pscoa ao Senhor , o seu Deus, um animal dos
rebanhos de bois ou de ovelhas, no local que o Senhor escolher para
habitao do seu Nome.
3 No o comam com po fermentado, mas durante
sete dias comam pes sem fermento, o po da aflio, pois foi s pressas
que vocs saram do Egito, para que todos os dias da sua vida vocs se
lembrem da poca em que saram do Egito.
4 Durante sete dias no
permitam que seja encontrado fermento com vocs em toda a sua terra.
Tampouco permitam que alguma carne sacrificada  tarde do primeiro dia
permanea at a manh seguinte.
5 "No ofeream o sacrifcio da Pscoa em nenhuma das cidades que o
Senhor , o seu Deus, lhes der;
6 sacrifiquem-na apenas no local que ele
escolher para habitao do seu Nome. Ali vocs oferecero o sacrifcio
da Pscoa  tarde, ao pr-do-sol, na data [b] da sua partida do
Egito.
7 Vocs cozinharo a carne do animal e a comero no local que o
Senhor , o seu Deus, escolher. E, pela manh, cada um de vocs voltar
para a sua tenda.
8 Durante seis dias comam po sem fermento, e no
stimo dia faam uma assemblia em honra ao Senhor , o seu Deus; no
faam trabalho algum.
A Festa das Semanas
9 "Contem sete semanas a partir da poca em que vocs comearem a
colheita do cereal.
10 Celebrem ento a festa das semanas [c] ao
Senhor , o seu Deus, e tragam uma oferta voluntria conforme s bnos
recebidas do Senhor , o seu Deus.
11 E alegrem-se perante o Senhor , o
seu Deus, no local que ele escolher para habitao do seu Nome, junto
com os seus filhos e as suas filhas, os seus servos e as suas servas, os
levitas que vivem na sua cidade, os estrangeiros, os rfos e as vivas
que vivem com vocs.
12 Lembrem-se de que vocs foram escravos no Egito
e obedeam fielmente a estes decretos.
A Festa das Cabanas
13 "Celebrem tambm a festa das cabanas [d] durante sete dias,
depois que ajuntarem o produto da eira e do tanque de prensar uvas.
14 Alegrem-se nessa festa com os seus filhos e as suas filhas, os seus
servos e as suas servas, os levitas, os estrangeiros, os rfos e as
vivas que vivem na sua cidade.
15 Durante sete dias celebrem a festa,
dedicada ao Senhor , o seu Deus, no local que o Senhor escolher. Pois o
Senhor , o seu Deus, os abenoar em toda a sua colheita e em todo o
trabalho de suas mos, e a sua alegria ser completa.
16 "Trs vezes por ano todos os seus homens se apresentaro ao Senhor
, o seu Deus, no local que ele escolher, por ocasio da festa dos pes
sem fermento, da festa das semanas e da festa das cabanas. Nenhum deles
dever apresentar-se ao Senhor de mos vazias:
17 cada um de vocs
trar uma ddiva conforme as bnos recebidas do Senhor , o seu Deus.
Os Juzes e suas Funes
18 "Nomeiem juzes e oficiais para cada uma de suas tribos em todas
as cidades que o Senhor , o seu Deus, lhes d, para que eles julguem o
povo com justia.
19 No pervertam a justia nem mostrem parcialidade.
No aceitem suborno, pois o suborno cega at os sbios [e] e
prejudica a causa dos justos.
20 Sigam nica e exclusivamente a
justia, para que tenham vida e tomem posse da terra que o Senhor , o
seu Deus, lhes d.
Advertncia contra a Idolatria
21 "No ergam nenhum poste sagrado alm do altar que construrem em
honra ao Senhor , o seu Deus,
22 e no levantem nenhuma coluna sagrada,
pois isto  detestvel para o Senhor , o seu Deus.
Notas de rodap:
[a] 16.1 Aproximadamente maro/abril.
[b] 16.6 Ou hora
[c] 16.10 Isto , do Pentecoste; tambm no versculo 16.
[d] 16.13 Ou dos tabernculos ; hebraico: sucote ; tambm no versculo
16.
[e] 16.19 Ou juzes

DEUTERONMIO-CAPITULO-17
1 "No sacrifiquem para o Senhor , o seu Deus, um boi ou uma ovelha
que tenha qualquer defeito ou imperfeio; isso seria detestvel para
ele.
2 "Se um homem ou uma mulher que vive numa das cidades que o Senhor
lhes d, for encontrado fazendo o que o Senhor , o seu Deus, reprova,
violando a sua aliana,
3 e, desobedecendo ao meu mandamento, estiver
adorando outros deuses, prostrando-se diante deles, ou diante do sol, ou
diante da lua, ou diante das estrelas do cu,
4 e vocs ficarem sabendo
disso, investiguem o caso a fundo. Se for verdade e ficar comprovado que
se fez tal abominao em Israel,
5 levem o homem ou a mulher que tiver
praticado esse pecado  porta da sua cidade e apedreje-o at morrer.
6 Pelo depoimento de duas ou trs testemunhas tal pessoa poder ser morta,
mas ningum ser morto pelo depoimento de uma nica testemunha.
7 As
mos das testemunhas sero as primeiras a proceder  sua execuo, e
depois as mos de todo o povo. Eliminem o mal do meio de vocs.
O Julgamento dos Casos Difceis
8 "Se para os seus tribunais vierem casos difceis demais de julgar,
sejam crimes de sangue, litgios ou agresses, dirijam-se ao local
escolhido pelo Senhor , o seu Deus,
9 e procurem os sacerdotes levitas
e o juiz que estiver exercendo o cargo na ocasio. Apresentem-lhes o
caso, e eles lhes daro o veredicto.
10 Procedam de acordo com a
deciso que eles proclamarem no local que o Senhor escolher. Tratem de
fazer tudo o que eles ordenarem.
11 Procedam de acordo com a sentena e
as orientaes que eles lhes derem. No se desviem daquilo que eles lhes
determinarem, nem para a direita, nem para a esquerda.
12 Mas quem agir
com rebeldia contra o juiz ou contra o sacerdote que ali estiver no
servio do Senhor , ter que ser morto. Eliminem o mal do meio de
Israel.
13 Assim, todo o povo temer e no ousar mais agir com
rebeldia.
Os Decretos do Rei
14 "Se quando entrarem na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d,
tiverem tomado posse dela, e nela tiverem se estabelecido, vocs
disserem: ``Queremos um rei que nos governe, como tm todas as naes
vizinhas'',
15 tenham o cuidado de nomear o rei que o Senhor , o seu
Deus, escolher. Ele deve vir dentre os seus prprios irmos israelitas.
No coloquem um estrangeiro como rei, algum que no seja israelita.
16 Esse rei, porm, no dever adquirir muitos cavalos, nem fazer o povo
voltar ao Egito para conseguir mais cavalos, pois o Senhor lhes disse:
``Jamais voltem por este caminho''.
17 Ele no dever tomar para si
muitas mulheres; se o fizer, desviar o seu corao. Tambm no dever
acumular muita prata e muito ouro.
18 "Quando subir ao trono do seu reino, mandar fazer num rolo, para
o seu uso pessoal, uma cpia da lei que est aos cuidados dos sacerdotes
levitas.
19 Trar sempre essa cpia consigo e ter que l-la todos os
dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor , o seu Deus, e a
cumprir fielmente todas as palavras desta lei, e todos estes decretos.
20 Isso far que ele no se considere superior aos seus irmos
israelitas e que no se desvie da lei, nem para a direita, nem para a
esquerda. Assim prolongar o seu reinado sobre Israel, bem como o dos
seus descendentes.

DEUTERONMIO-CAPITULO-18
A Herana dos Sacerdotes e dos Levitas
1 "Os sacerdotes levitas e todo o restante da tribo de Levi no
tero posse nem herana em Israel. Vivero das ofertas sacrificadas para
o Senhor , preparadas no fogo, pois esta  a sua herana.
2 No tero
herana alguma entre os seus compatriotas; o Senhor  a sua herana,
conforme lhes prometeu.
3 "Quando o povo sacrificar um novilho ou uma ovelha, os sacerdotes
recebero a poro devida: a espdua, a queixada e o estmago.
4 Vocs
tero que dar-lhes as primcias do trigo, do vinho e do azeite, e a
primeira l da tosquia das ovelhas,
5 pois, de todas as tribos, o
Senhor , o seu Deus, escolheu os levitas e os seus descendentes para
estarem na presena do Senhor e para ministrarem sempre em seu nome.
6 "Se um levita que estiver morando em qualquer cidade de Israel
desejar ir ao local escolhido pelo Senhor ,
7 poder ministrar em nome
do Senhor , o seu Deus,  semelhana de todos os outros levitas que ali
servem na presena do Senhor .
8 Ele receber uma poro de alimento
igual  dos outros levitas; alm disso, ficar com o que receber com a
venda dos bens da sua famlia.
Advertncia contra Prticas Pags
9 "Quando entrarem na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d, no
procurem imitar as coisas repugnantes que as naes de l praticam.
10 No permitam que se ache algum entre vocs que queime em sacrifcio o
seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhao, ou se dedique 
magia, ou faa pressgios, ou pratique feitiaria
11 ou faa
encantamentos; que seja mdium, consulte os espritos ou consulte os
mortos.
12 O Senhor tem repugnncia por quem pratica essas coisas, e 
por causa dessas abominaes que o Senhor , o seu Deus, vai expulsar
aquelas naes da presena de vocs.
13 Permaneam inculpveis perante
o Senhor , o seu Deus.
O Profeta do Senhor
14 "As naes que vocs vo expulsar do ouvidos aos que praticam
magia e adivinhao. Mas, a vocs, o Senhor , o seu Deus, no permitiu
tais prticas.
15 O Senhor , o seu Deus, levantar do meio de seus
prprios irmos um profeta como eu; ouam-no.
16 Pois foi isso que
pediram ao Senhor , o seu Deus, em Horebe, no dia em que se reuniram,
quando disseram: ``No queremos ouvir a voz do Senhor , do nosso Deus,
nem ver o seu grande fogo, se no morreremos!''
17 "O Senhor me disse: ``Eles tm razo!
18 Levantarei do meio dos
seus irmos um profeta como voc; porei minhas palavras na sua boca, e
ele lhes dir tudo o que eu lhe ordenar.
19 Se algum no ouvir as
minhas palavras, que o profeta falar em meu nome, eu mesmo lhe pedirei
contas.
20 Mas o profeta que ousar falar em meu nome alguma coisa que
no lhe ordenei, ou que falar em nome de outros deuses, ter que ser
morto''.
21 "Mas talvez vocs perguntem a si mesmos: ``Como saberemos se uma
mensagem no vem do Senhor ?''
22 Se o que o profeta proclamar em nome
do Senhor no acontecer nem se cumprir, essa mensagem no vem do Senhor
 Aquele profeta falou com presuno. No tenham medo dele.

DEUTERONMIO-CAPITULO-19
As Cidades de Refgio
1 "Quando o Senhor , o seu Deus, tiver destrudo as naes cuja
terra lhes d, e quando vocs as expulsarem e ocuparem as cidades e as
casas dessas naes,
2 separem trs cidades de refgio na parte central
da terra que o Senhor , o seu Deus, est dando a vocs para que dela
tomem posse.
3 Dividam em trs partes a terra que o Senhor , o seu
Deus, lhes est dando como herana e faam nela vias de acesso, para que
aquele que matar algum possa fugir para l.
4 "Este  o caso em que um homem que matar outro poder fugir para l
para salvar a vida: se matar o seu prximo sem inteno, sem que
houvesse inimizade entre eles.
5 Por exemplo, se um homem for com o seu
amigo cortar lenha na floresta e, ao levantar o machado para derrubar
uma rvore, o ferro escapar e atingir o seu amigo e mat-lo, ele poder
fugir para uma daquelas cidades para salvar a vida.
6 Do contrrio, o
vingador da vtima poderia persegui-lo enfurecido e alcan-lo, caso a
distncia fosse grande demais, e poderia mat-lo, muito embora este no
merecesse morrer, pois no havia inimizade entre ele e o seu prximo.
7  por isso que lhes ordeno que separem trs cidades.
8 "Se o Senhor , o seu Deus, aumentar o seu territrio, como prometeu
sob juramento aos seus antepassados, e lhes der toda a terra que
prometeu a eles,
9 separem ento mais trs cidades. Isso acontecer se
vocs obedecerem fielmente a toda esta lei que hoje lhes ordeno: Amar o
Senhor , o seu Deus, e sempre andar nos seus caminhos.
10 Faam isso
para que no se derrame sangue inocente na sua terra, a qual o Senhor ,
o seu Deus, lhes d por herana, e para que no sejam culpados de
derramamento de sangue.
11 "Mas, se algum odiar o seu prximo, ficar  espreita dele,
atac-lo e mat-lo, e fugir para uma dessas cidades,
12 as autoridades
da sua cidade mandaro busc-lo na cidade de refgio, e o entregaro nas
mos do vingador da vtima, para que morra.
13 No tenham piedade dele.
Eliminem de Israel a culpa pelo derramamento de sangue inocente, para
que tudo lhes v bem.
14 "No mudem os marcos de divisa da propriedade do seu vizinho, que
os seus antecessores colocaram na herana que vocs recebero na terra
que o Senhor , o seu Deus, lhes d para que dela tomem posse.
As Testemunhas
15 "Uma s testemunha no  suficiente para condenar algum de algum
crime ou delito. Qualquer acusao precisa ser confirmada pelo
depoimento de duas ou trs testemunhas.
16 "Se uma testemunha falsa quiser acusar um homem de algum crime,
17 os dois envolvidos na questo devero apresentar-se ao Senhor ,
diante dos sacerdotes e juzes que estiverem exercendo o cargo naquela
ocasio.
18 Os juzes investigaro o caso e, se ficar provado que a
testemunha mentiu e deu falso testemunho contra o seu prximo,
19 dem-lhe a punio que ele planejava para o seu irmo. Eliminem o mal do
meio de vocs.
20 O restante do povo saber disso e ter medo, e nunca
mais se far uma coisa dessas entre vocs.
21 No tenham piedade.
Exijam vida por vida, olho por olho, dente por dente, mo por mo, p
por p.

DEUTERONMIO-CAPITULO-20
As Leis sobre a Guerra
1 "Quando vocs forem  guerra contra os seus inimigos e virem
cavalos e carros, e um exrcito maior do que o seu, no tenham medo,
pois o Senhor , o seu Deus, que os tirou do Egito, estar com vocs.
2 Quando chegar a hora da batalha, o sacerdote vir  frente e dir ao
exrcito:
3 ``Oua,  Israel. Hoje vocs vo lutar contra os seus
inimigos. No desanimem nem tenham medo; no fiquem apavorados nem
aterrorizados por causa deles,
4 pois o Senhor , o seu Deus, os
acompanhar e lutar por vocs contra os seus inimigos, para lhes dar a
vitria''.
5 "Os oficiais diro ao exrcito: ``H algum que construiu uma casa
e ainda no a dedicou? Volte ele para sua casa, para que no morra na
guerra e outro a dedique.
6 H algum que plantou uma vinha e ainda no
desfrutou dela? Volte ele para sua casa, para que no morra na guerra e
outro desfrute da vinha.
7 H algum comprometido para casar-se que
ainda no recebeu sua mulher? Volte ele para sua casa, para que no
morra na guerra e outro se case com ela''.
8 Por fim os oficiais
acrescentaro: ``Algum est com medo e no tem coragem? Volte ele para
sua casa, para que os seus irmos israelitas tambm no fiquem
desanimados''.
9 Quando os oficiais terminarem de falar ao exrcito,
designaro chefes para comandar as tropas.
10 "Quando vocs avanarem para atacar uma cidade, enviem-lhe
primeiro uma proposta de paz.
11 Se os seus habitantes aceitarem e
abrirem suas portas, sero seus escravos e se sujeitaro a trabalhos
forados.
12 Mas se eles recusarem a paz e entrarem em guerra contra
vocs, sitiem a cidade.
13 Quando o Senhor , o seu Deus, entreg-la em
suas mos, matem ao fio da espada todos os homens que nela houver.
14 Mas as mulheres, as crianas, os rebanhos e tudo o que acharem na
cidade, ser de vocs; vocs podero ficar com os despojos dos seus
inimigos dados pelo Senhor , o seu Deus.
15  assim que vocs trataro
todas as cidades distantes que no pertencem s naes vizinhas de
vocs.
16 "Contudo, nas cidades das naes que o Senhor , o seu Deus, lhes
d por herana, no deixem vivo nenhum ser que respira.
17 Conforme a
ordem do Senhor , o seu Deus, destruam totalmente os hititas, os
amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
18 Se no,
eles os ensinaro a praticar todas as coisas repugnantes que fazem
quando adoram os seus deuses, e vocs pecaro contra o Senhor , o seu
Deus.
19 "Quando sitiarem uma cidade por um longo perodo, lutando contra
ela para conquist-la, no destruam as rvores dessa cidade a golpes de
machado, pois vocs podero comer as suas frutas. No as derrubem. Por
acaso as rvores so gente, para que vocs as sitiem? [a]
20 Entretanto, podero derrubar as rvores que vocs sabem que no so
frutferas, para utiliz-las em obras que ajudem o cerco, at que caia a
cidade que est em guerra contra vocs.
Notas de rodap:
[a] 20.19 Ou derrubem para utiliz-las no cerco, pois as rvores
frutferas so para o benefcio do homem.

DEUTERONMIO-CAPITULO-21
Os Casos de Homicdio No Desvendado
1 "Se algum for encontrado morto no campo, na terra que o Senhor ,
o seu Deus, lhes d para dela tomarem posse, sem que se saiba quem o
matou,
2 as autoridades e os juzes sairo e mediro a distncia do
corpo at as cidades vizinhas.
3 Ento as autoridades da cidade mais
prxima do corpo apanharo uma novilha que nunca foi usada no trabalho e
sobre a qual nunca foi posto jugo,
4 e a levaro a um vale de terras
nunca aradas nem semeadas e onde haja um ribeiro de guas perenes. Vocs
quebraro o pescoo da novilha.
5 Depois, os sacerdotes, descendentes
de Levi, se aproximaro, pois o Senhor , o seu Deus, os escolheu para
ministrarem e para pronunciarem bnos em nome do Senhor e resolverem
todos os casos de litgio e de violncia.
6 Ento todas as autoridades
da cidade mais prxima do corpo lavaro as mos sobre a novilha cujo
pescoo foi quebrado no vale,
7 e declararo: ``As nossas mos no
derramaram este sangue, nem os nossos olhos viram quem fez isso.
8 Aceita, Senhor , esta propiciao em favor de Israel, o teu povo, a quem
resgataste, e no consideres o teu povo culpado do sangue de um
inocente''. Assim a culpa do derramamento de sangue ser propiciada.
9 Desse modo vocs eliminaro de vocs mesmos a culpa pelo derramamento de
sangue inocente, pois fizeram o que o Senhor aprova.
O Casamento com uma Prisioneira
10 "Quando vocs guerrearem contra os seus inimigos e o Senhor , o
seu Deus, os entregar em suas mos e vocs fizerem prisioneiros,
11 um
de vocs poder ver entre eles uma mulher muito bonita, agradar-se dela
e tom-la como esposa.
12 Leve-a para casa; ela rapar a cabea,
cortar as unhas
13 e se desfar das roupas que estava usando quando
foi capturada. Ficar em casa e prantear seu pai e sua me um ms
inteiro. Depois voc poder chegar-se a ela e tornar-se o seu marido, e
ela ser sua mulher.
14 Se voc j no se agradar dela, deixe-a ir para
onde quiser, mas no poder vend-la nem trat-la como escrava, pois
voc a desonrou.
O Direito do Filho Mais Velho
15 "Se um homem tiver duas mulheres e preferir uma delas, e ambas lhe
derem filhos, e o filho mais velho for filho da mulher que ele no
prefere,
16 quando der a herana de sua propriedade aos filhos, no
poder dar os direitos do filho mais velho ao filho da mulher preferida,
se o filho da mulher que ele no prefere for de fato o mais velho.
17 Ele ter que reconhecer como primognito o filho da mulher que ele no
prefere, dando-lhe poro dupla de tudo o que possui. Aquele filho  o
primeiro sinal da fora de seu pai e o direito do filho mais velho lhe
pertence.
O Castigo dos Filhos Rebeldes
18 "Se um homem tiver um filho obstinado e rebelde que no obedece ao
seu pai nem  sua me e no os escuta quando o disciplinam,
19 o pai e
a me o levaro aos lderes da sua comunidade,  porta da cidade,
20 e
diro aos lderes: ``Este nosso filho  obstinado e rebelde. No nos
obedece!  devasso e vive bbado''.
21 Ento todos os homens da cidade
o apedrejaro at a morte. Eliminem o mal do meio de vocs. Todo o
Israel saber disso e temer.
Diversas Leis
22 "Se um homem culpado de um crime que merece a morte for morto e
pendurado num madeiro,
23 no deixem o corpo no madeiro durante a
noite. Enterrem-no naquele mesmo dia, porque qualquer que for pendurado
num madeiro est debaixo da maldio de Deus. No contaminem a terra que
o Senhor , o seu Deus, lhes d por herana.

DEUTERONMIO-CAPITULO-22
1 "Se o boi ou a ovelha de um israelita se extraviar e voc o vir,
no ignore o fato, mas faa questo de levar o animal de volta ao dono.
2 Se este no morar perto de voc ou se voc no o conhecer, leve o
animal para casa e fique com ele at que o seu compatriota venha
procur-lo e voc possa devolv-lo.
3 Faa o mesmo com o jumento, com a
capa e com qualquer coisa perdida que encontrar. No ignore o fato.
4 "Se voc vir o jumento ou o boi de um israelita cado no caminho,
no o ignore. Ajude-o a pr o animal em p.
5 "A mulher no usar roupas de homem, e o homem no usar roupas de
mulher, pois o Senhor , o seu Deus, tem averso por todo aquele que
assim procede.
6 "Se voc passar por um ninho de pssaros, numa rvore ou no cho, e
a me estiver sobre os filhotes ou sobre os ovos, no apanhe a me com
os filhotes.
7 Voc poder apanhar os filhotes, mas deixe a me solta,
para que tudo v bem com voc e voc tenha vida longa.
8 "Quando voc construir uma casa nova, faa um parapeito em torno do
terrao, para que no traga sobre a sua casa a culpa pelo derramamento
de sangue inocente, caso algum caia do terrao.
9 "No plante dois tipos de semente em sua vinha; se o fizer, tanto a
semente que plantar como o fruto da vinha estaro contaminados [a] .
10 "No are a terra usando um boi e um jumento sob o mesmo jugo.
11 "No use roupas de l e de linho misturados no mesmo tecido.
12 "Faa borlas nas quatro pontas do manto que voc usa para
cobrir-se.
As Violaes do Casamento
13 "Se um homem casar-se e, depois de deitar-se com a mulher,
rejeit-la
14 e falar mal dela e difam-la, dizendo: ``Casei-me com
esta mulher, mas quando me cheguei a ela, descobri que no era
virgem'',
15 o pai e a me da moa traro aos lderes da cidade, junto
 porta, a prova da sua virgindade.
16 Ento o pai da moa dir aos
lderes: ``Dei a minha filha em casamento a este homem, mas ele a
rejeita.
17 Ele tambm a difamou e disse: "Descobri que a sua filha
no era virgem". Mas aqui est a prova da virgindade da minha
filha''. Ento os pais dela apresentaro a prova aos lderes da cidade,
18 e eles castigaro o homem.
19 Aplicaro a ele a multa de cem peas
de prata, que sero dadas ao pai da moa, pois aquele homem prejudicou a
reputao de uma virgem israelita. E ele no poder divorciar-se dela
enquanto viver.
20 "Se, contudo, a acusao for verdadeira e no se encontrar prova
de virgindade da moa,
21 ela ser levada  porta da casa do seu pai e
ali os homens da sua cidade a apedrejaro at a morte. Ela cometeu um
ato vergonhoso em Israel, prostituindo-se enquanto estava na casa de seu
pai. Eliminem o mal do meio de vocs.
22 "Se um homem for surpreendido deitado com a mulher de outro, os
dois tero que morrer, o homem e a mulher com quem se deitou. Eliminem o
mal do meio de Israel.
23 "Se numa cidade um homem se encontrar com uma jovem prometida em
casamento e se deitar com ela,
24 levem os dois  porta daquela cidade
e apedrejem-nos at a morte: a moa porque estava na cidade e no gritou
por socorro, e o homem porque desonrou a mulher doutro homem. Eliminem o
mal do meio de vocs.
25 "Se, contudo, um homem encontrar no campo uma jovem prometida em
casamento e a forar, somente o homem morrer.
26 No faam nada 
moa, pois ela no cometeu pecado algum que merea a morte. Este caso 
semelhante ao daquele que ataca e mata o seu prximo,
27 pois o homem
encontrou a moa virgem no campo, e, ainda que a jovem prometida em
casamento gritasse, ningum poderia socorr-la.
28 "Se um homem se encontrar com uma moa sem compromisso de
casamento e a violentar, e eles forem descobertos,
29 ele pagar ao pai
da moa cinqenta peas de prata e ter que casar-se com a moa, pois a
violentou. Jamais poder divorciar-se dela.
30 "Nenhum homem poder tomar por mulher a mulher do seu pai, pois
isso desonraria a cama de seu pai.
Notas de rodap:
[a] 22.9 Ou sero confiscados para o santurio

DEUTERONMIO-CAPITULO-23
Os Casos de Excluso da Assemblia
1 "Qualquer que tenha os testculos esmagados ou tenha amputado o
membro viril, no poder entrar na assemblia do Senhor .
2 "Quem nasceu de unio ilcita no poder entrar na assemblia do
Senhor , como tambm os seus descendentes, at a dcima gerao.
3 "Nenhum amonita ou moabita ou qualquer dos seus descendentes, at a
dcima gerao, poder entrar na assemblia do Senhor .
4 Pois eles no
vieram encontrar-se com vocs com po e gua no caminho, quando vocs
saram do Egito; alm disso convocaram Balao, filho de Beor, para vir
de Petor, na Mesopotmia [a] , para pronunciar maldio contra
vocs.
5 No entanto, o Senhor , o seu Deus, no atendeu Balao, e
transformou a maldio em bno para vocs, pois o Senhor , o seu Deus,
os ama.
6 No faam um tratado de amizade com eles enquanto vocs
viverem.
7 "No rejeitem o edomita, pois ele  seu irmo. Tambm no rejeitem
o egpcio, pois vocs viveram como estrangeiros na terra deles.
8 A
terceira gerao dos filhos deles poder entrar na assemblia do Senhor.
A Pureza do Acampamento
9 "Quando estiverem acampados, em guerra contra os seus inimigos,
mantenham-se afastados de todas as coisas impuras.
10 Se um de seus
homens estiver impuro devido  poluo noturna, ele ter que sair do
acampamento.
11 Mas ao entardecer ele se lavar, e ao pr-do-sol poder
voltar ao acampamento.
12 "Determinem um local fora do acampamento onde se possa evacuar.
13 Como parte do seu equipamento, tenham algo com que cavar, e quando
evacuarem, faam um buraco e cubram as fezes.
14 Pois o Senhor , o seu
Deus, anda pelo seu acampamento para proteg-los e entregar-lhes os seus
inimigos. O acampamento ter que ser santo, para que ele no veja no
meio de vocs alguma coisa desagradvel e se afaste de vocs.
Diversas Leis
15 "Se um escravo refugiar-se entre vocs, no o entreguem nas mos
do seu senhor.
16 Deixem-no viver no meio de vocs pelo tempo que ele
desejar e em qualquer cidade que ele escolher. No o oprimam.
17 "Nenhum israelita, homem ou mulher, poder tornar-se prostituto
cultual.
18 No tragam ao santurio do Senhor , o seu Deus, os ganhos
de uma prostituta ou de um prostituto [b] , a fim de pagar algum
voto, pois o Senhor , o seu Deus, por ambos tem repugnncia.
19 "No cobrem juros de um israelita, por dinheiro, alimento, ou
qualquer outra coisa que possa render juros.
20 Vocs podero cobrar
juros do estrangeiro, mas no do seu irmo israelita, para que o Senhor
, o seu Deus, os abenoe em tudo o que vocs fizerem na terra em que
esto entrando para dela tomar posse.
21 "Se um de vocs fizer um voto ao Senhor , o seu Deus, no demore a
cumpri-lo, pois o Senhor , o seu Deus, certamente lhe pedir contas, e
voc ser culpado de pecado se no o cumprir.
22 Mas se voc no fizer
o voto, de nada ser culpado.
23 Faa tudo para cumprir o que os seus
lbios prometeram, pois com a sua prpria boca voc fez,
espontaneamente, o seu voto ao Senhor , o seu Deus.
24 "Se vocs entrarem na vinha do seu prximo, podero comer as uvas
que desejarem, mas nada podero levar em sua cesta.
25 Se entrarem na
plantao de trigo do seu prximo, podero apanhar espigas com as mos,
mas nunca usem foice para ceifar o trigo do seu prximo.
Notas de rodap:
[a] 23.4 Hebraico: Ar Naaraim .
[b] 23.18 Hebraico: de um cachorro . Forma depreciativa de se referir
a homens que se prostituam.

DEUTERONMIO-CAPITULO-24
1 "Se um homem casar-se com uma mulher e depois no a quiser mais
por encontrar nela algo que ele reprova, dar certido de divrcio 
mulher e a mandar embora.
2 Se, depois de sair da casa, ela se tornar
mulher de outro homem,
3 e este no gostar mais dela, lhe dar certido
de divrcio, e a mandar embora. Ou se o segundo marido morrer,
4 o
primeiro, que se divorciou dela, no poder casar-se com ela de novo,
visto que ela foi contaminada. Seria detestvel para o Senhor . No
tragam pecado sobre a terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d por
herana.
5 "Se um homem tiver se casado recentemente, no ser enviado 
guerra, nem assumir nenhum compromisso pblico. Durante um ano estar
livre para ficar em casa e fazer feliz a mulher com quem se casou.
6 "No tomem as duas pedras de moinho, nem mesmo apenas a pedra de
cima, como garantia de uma dvida, pois isso seria tomar como garantia o
meio de subsistncia do devedor.
7 "Se um homem for pego seqestrando um dos seus irmos israelitas,
tratando-o como escravo ou vendendo-o, o seqestrador ter que morrer.
Eliminem o mal do meio de vocs.
8 "Nos casos de doenas de lepra [a] , tenham todo o cuidado
de seguir exatamente as instrues dos sacerdotes levitas. Sigam
cuidadosamente o que eu ordenei a eles.
9 Lembrem-se do que o Senhor ,
o seu Deus, fez com Miri no caminho, depois que vocs saram do Egito.
10 "Quando um de vocs fizer um emprstimo de qualquer tipo ao seu
prximo, no entre na casa dele para apanhar o que ele lhe oferecer como
penhor.
11 Fique do lado de fora e deixe que o homem, a quem voc est
fazendo o emprstimo, traga a voc o penhor.
12 Se o homem for pobre,
no v dormir tendo com voc o penhor.
13 Devolva-lhe o manto ao
pr-do-sol, para que ele possa us-lo para dormir, e lhe seja grato.
Isso ser considerado um ato de justia pelo Senhor , o seu Deus.
14 "No se aproveitem do pobre e necessitado, seja ele um irmo
israelita ou um estrangeiro que viva numa das suas cidades.
15 Paguem-lhe o seu salrio diariamente, antes do pr-do-sol, pois ele 
necessitado e depende disso. Se no, ele poder clamar ao Senhor contra
voc, e voc ser culpado de pecado.
16 "Os pais no sero mortos em lugar dos filhos, nem os filhos em
lugar dos pais; cada um morrer pelo seu prprio pecado.
17 "No neguem justia ao estrangeiro e ao rfo, nem tomem como
penhor o manto de uma viva.
18 Lembrem-se de que vocs foram escravos
no Egito e de que o Senhor , o seu Deus, os libertou; por isso lhes
ordeno que faam tudo isso.
19 "Quando vocs estiverem fazendo a colheita de sua lavoura e
deixarem um feixe de trigo para trs, no voltem para apanh-lo.
Deixem-no para o estrangeiro, para o rfo e para a viva, para que o
Senhor , o seu Deus, os abenoe em todo o trabalho das suas mos.
20 Quando sacudirem as azeitonas das suas oliveiras, no voltem para colher
o que ficar nos ramos. Deixem o que sobrar para o estrangeiro, para o
rfo e para a viva.
21 E quando colherem as uvas da sua vinha, no
passem de novo por ela. Deixem o que sobrar para o estrangeiro, para o
rfo e para a viva.
22 Lembrem-se de que vocs foram escravos no
Egito; por isso lhes ordeno que faam tudo isso.
Notas de rodap:
[a] 24.8 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.

DEUTERONMIO-CAPITULO-25
1 "Quando dois homens se envolverem numa briga, tero que levar a
causa ao tribunal, e os juzes decidiro a questo, absolvendo o
inocente e condenando o culpado.
2 Se o culpado merecer aoitamento, o
juiz ordenar que ele se deite e seja aoitado em sua presena com o
nmero de aoites que o seu crime merecer,
3 desde que nunca ultrapasse
quarenta aoites. Aoit-lo alm disso seria humilhar publicamente um
israelita.
4 "No amordacem o boi enquanto est debulhando o cereal.
5 "Se dois irmos morarem juntos, e um deles morrer sem deixar
filhos, a sua viva no se casar com algum de fora da famlia. O irmo
do marido se casar com ela e cumprir com ela o dever de cunhado.
6 O
primeiro filho que ela tiver levar o nome do irmo falecido, para que o
seu nome no seja apagado de Israel.
7 "Se, todavia, ele no quiser casar-se com a mulher do seu irmo,
ela ir aos lderes do lugar,  porta da cidade, e dir: ``O irmo do
meu marido est se recusando a dar continuidade ao nome do seu irmo em
Israel. Ele no quer cumprir para comigo o dever de cunhado''.
8 Os
lderes da cidade o convocaro e conversaro com ele. Se ele insistir em
dizer: ``No quero me casar com ela'',
9 a viva do seu irmo se
aproximar dele, na presena dos lderes, tirar uma das sandlias dele,
cuspir no seu rosto e dir: `` isso que se faz com o homem que no
perpetua a descendncia do seu irmo''.
10 E a descendncia daquele
homem ser conhecida em Israel como ``a famlia do descalado''.
11 "Se dois homens estiverem brigando, e a mulher de um deles vier
para livrar o marido daquele que o ataca e peg-lo pelos rgos
genitais,
12 cortem a mo dela. No tenham piedade.
13 "No tenham na bolsa dois padres para o mesmo peso, um maior e
outro menor.
14 No tenham em casa dois padres para a mesma medida, um
maior e outro menor.
15 Tenham pesos e medidas exatos e honestos, para
que vocs vivam muito tempo na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d.
16 Pois o Senhor , o seu Deus, detesta quem faz essas coisas, quem
negocia desonestamente.
17 "Lembrem-se do que os amalequitas lhes fizeram no caminho, quando
vocs saram do Egito.
18 Quando vocs estavam cansados e exaustos,
eles se encontraram com vocs no caminho e eliminaram todos os que
ficaram para trs; no tiveram temor de Deus.
19 Quando o Senhor , o
seu Deus, der a vocs o descanso de todos os inimigos ao seu redor, na
terra que ele lhes d para dela tomarem posse como herana, vocs faro
que os amalequitas sejam esquecidos debaixo do cu. No se esqueam!

DEUTERONMIO-CAPITULO-26
Os Primeiros Frutos e os Dzimos
1 "Quando vocs tiverem entrado na terra que o Senhor , o seu Deus,
lhes d por herana e dela tiverem tomado posse e l estiverem
estabelecidos,
2 apanhem alguns dos primeiros frutos de tudo o que
produzirem na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d e ponham tudo
numa cesta. Depois vocs devero ir ao local que o Senhor , o seu Deus,
escolher para habitao do seu Nome
3 e dizer ao sacerdote que estiver
exercendo o cargo naquela ocasio: ``Declaro hoje ao Senhor , o seu
Deus, que vim para a terra que o Senhor jurou aos nossos antepassados
que nos daria''.
4 O sacerdote apanhar a cesta das suas mos e a
colocar em frente do altar do Senhor , o seu Deus.
5 Ento vocs
declararo perante o Senhor , o seu Deus: ``O meu pai era um arameu
errante. Ele desceu ao Egito com pouca gente e ali viveu e se tornou uma
grande nao, poderosa e numerosa.
6 Mas os egpcios nos maltrataram e
nos oprimiram, sujeitando-nos a trabalhos forados.
7 Ento clamamos ao
Senhor , o Deus dos nossos antepassados, e o Senhor ouviu a nossa voz e
viu o nosso sofrimento, a nossa fadiga e a opresso que soframos.
8 Por isso o Senhor nos tirou do Egito com mo poderosa e brao forte, com
feitos temveis e com sinais e maravilhas.
9 Ele nos trouxe a este
lugar e nos deu esta terra, terra onde manam leite e mel.
10 E agora
trago os primeiros frutos do solo que tu,  Senhor , me deste''. Ponham
a cesta perante o Senhor , o seu Deus, e curvem-se perante ele.
11 Vocs e os levitas e os estrangeiros que estiverem no meio de vocs se
alegraro com todas as coisas boas que o Senhor , o seu Deus, d a vocs
e s suas famlias.
12 "Quando tiverem separado o dzimo de tudo quanto produziram no
terceiro ano, o ano do dzimo, entreguem-no ao levita, ao estrangeiro,
ao rfo e  viva, para que possam comer at saciar-se nas cidades de
vocs.
13 Depois digam ao Senhor , o seu Deus: ``Retirei da minha casa
a poro sagrada e dei-a ao levita, ao estrangeiro, ao rfo e  viva,
de acordo com tudo o que ordenaste. No me afastei dos teus mandamentos
nem esqueci nenhum deles.
14 No comi nada da poro sagrada enquanto
estive de luto, nada retirei dela enquanto estive impuro, e dela no
ofereci nada aos mortos. Obedeci ao Senhor , o meu Deus; fiz tudo o que
me ordenaste.
15 Olha dos cus, da tua santa habitao, e abenoa
Israel, o teu povo, e a terra que nos deste, conforme prometeste sob
juramento aos nossos antepassados, terra onde manam leite e mel''.
Exortao  Obedincia
16 "O Senhor , o seu Deus, lhes ordena hoje que sigam esses decretos
e ordenanas; obedeam-lhes atentamente, de todo o seu corao e de toda
a sua alma.
17 Hoje vocs declararam que o Senhor  o seu Deus e que
vocs andaro nos seus caminhos, que guardaro os seus decretos, os seus
mandamentos e as suas ordenanas, e que vocs lhe obedecero.
18 E hoje
o Senhor declarou que vocs so o seu povo, o seu tesouro pessoal,
conforme ele prometeu, e que vocs tero que obedecer a todos os seus
mandamentos.
19 Ele declarou que lhes dar uma posio de glria, fama
e honra muito acima de todas as naes que ele fez, e que vocs sero um
povo santo para o Senhor , o seu Deus, conforme ele prometeu".

DEUTERONMIO-CAPITULO-27
O Altar no Monte Ebal
1 Moiss, acompanhado das autoridades de Israel, ordenou ao povo:
"Obedeam a toda esta lei que hoje lhes dou.
2 Quando vocs
atravessarem o Jordo, e entrarem na terra que o Senhor , o seu Deus,
lhes d, levantem algumas pedras grandes e pintem-nas com cal.
3 Escrevam nelas todas as palavras desta lei, assim que tiverem
atravessado para entrar na terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d,
terra onde manam leite e mel, como o Senhor , o Deus dos seus
antepassados, lhes prometeu.
4 E, quando tiverem atravessado o Jordo,
levantem essas pedras no monte Ebal, como hoje lhes ordeno, e pintem-nas
com cal.
5 Construam ali um altar ao Senhor , o seu Deus, um altar de
pedras. No utilizem ferramenta de ferro nas pedras.
6 Faam o altar do
Senhor , o seu Deus, com pedras brutas, e sobre ele ofeream holocaustos
[a] ao Senhor , o seu Deus.
7 Ofeream tambm sacrifcios de
comunho [b] , e comam e alegrem-se na presena do Senhor , o seu
Deus.
8 E nessas pedras que levantarem, vocs escrevero com bastante
clareza todas as palavras desta lei".
As Maldies Proferidas do Monte Ebal
9 Ento Moiss, tendo ao seu lado os sacerdotes levitas, disse a todo o
Israel: "Faa silncio e escute,  Israel! Agora voc se tornou o povo
do Senhor , o seu Deus.
10 Obedea ao Senhor , o seu Deus, e siga os
seus mandamentos e decretos que hoje lhe dou".
11 No mesmo dia Moiss ordenou ao povo:
12 "Quando vocs tiverem atravessado o Jordo, as tribos que estaro
no monte Gerizim para abenoar o povo sero: Simeo, Levi, Jud,
Issacar, Jos e Benjamim.
13 E as tribos que estaro no monte Ebal para
declararem maldies sero: Rben, Gade, Aser, Zebulom, D e Naftali.
14 "E os levitas recitaro a todo o povo de Israel em alta voz:
15 "``Maldito quem esculpir uma imagem ou fizer um dolo fundido,
obra de artesos, detestvel ao Senhor , e levant-lo secretamente''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
16 ``Maldito quem desonrar o seu pai ou a sua me''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
17 ``Maldito quem mudar o marco de divisa da propriedade do seu
prximo''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
18 ``Maldito quem fizer o cego errar o caminho''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
19 ``Maldito quem negar justia ao estrangeiro, ao rfo ou 
viva''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
20 ``Maldito quem se deitar com a mulher do seu pai, desonrando a cama
do seu pai''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
21 ``Maldito quem tiver relaes sexuais com algum animal''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
22 ``Maldito quem se deitar com a sua irm, filha do seu pai ou da sua
me''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
23 ``Maldito quem se deitar com a sua sogra''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
24 ``Maldito quem matar secretamente o seu prximo''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
25 ``Maldito quem aceitar pagamento para matar um inocente''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
26 ``Maldito quem no puser em prtica as palavras desta lei''.
Todo o povo dir: ``Amm!''
Notas de rodap:
[a] 27.6 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 27.7 Ou de paz

DEUTERONMIO-CAPITULO-28
As Bnos da Obedincia
1 "Se vocs obedecerem fielmente ao Senhor , o seu Deus, e seguirem
cuidadosamente todos os seus mandamentos que hoje lhes dou, o Senhor , o
seu Deus, os colocar muito acima de todas as naes da terra.
2 Todas
estas bnos viro sobre vocs e os acompanharo, se vocs obedecerem
ao Senhor , o seu Deus:
3 "Vocs sero abenoados na cidade
e sero abenoados no campo.
4 Os filhos do seu ventre
sero abenoados,
como tambm as colheitas da sua terra
e os bezerros e os cordeiros
dos seus rebanhos.
5 A sua cesta e a sua amassadeira
sero abenoadas.
6 Vocs sero abenoados
em tudo o que fizerem.
7 "O Senhor conceder que sejam derrotados diante de vocs os
inimigos que os atacarem. Viro a vocs por um caminho, e por sete
fugiro.
8 "O Senhor enviar bnos aos seus celeiros e a tudo o que as suas
mos fizerem. O Senhor , o seu Deus, os abenoar na terra que lhes d.
9 "O Senhor far de vocs o seu povo santo, conforme prometeu sob
juramento, se obedecerem aos mandamentos do Senhor , o seu Deus, e
andarem nos caminhos dele.
10 Ento todos os povos da terra vero que
vocs pertencem ao Senhor e tero medo de vocs.
11 O Senhor lhes
conceder grande prosperidade, no fruto do seu ventre, nas crias dos
seus animais e nas colheitas da sua terra, nesta terra que ele jurou aos
seus antepassados que daria a vocs.
12 "O Senhor abrir o cu, o depsito do seu tesouro, para enviar
chuva  sua terra no devido tempo e para abenoar todo o trabalho das
suas mos. Vocs emprestaro a muitas naes, e de nenhuma tomaro
emprestado.
13 O Senhor far de vocs a cabea das naes, e no a
cauda. Se obedecerem aos mandamentos do Senhor , o seu Deus, que hoje
lhes dou e os seguirem cuidadosamente, vocs estaro sempre por cima,
nunca por baixo.
14 No se desviem, nem para a direita nem para a
esquerda, de qualquer dos mandamentos que hoje lhes dou, para seguir
outros deuses e prestar-lhes culto.
As Maldies da Desobedincia
15 "Entretanto, se vocs no obedecerem ao Senhor , o seu Deus, e no
seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos e decretos que hoje
lhes dou, todas estas maldies cairo sobre vocs e os atingiro:
16 "Vocs sero amaldioados na cidade
e sero amaldioados no campo.
17 A sua cesta e a sua amassadeira
sero amaldioadas.
18 Os filhos do seu ventre
sero amaldioados,
como tambm as colheitas da sua terra,
e os bezerros e os cordeiros
dos seus rebanhos.
19 Vocs sero amaldioados
em tudo o que fizerem.
20 "O Senhor enviar sobre vocs maldies, confuso e repreenso em
tudo o que fizerem, at que vocs sejam destrudos e sofram repentina
runa pelo mal que praticaram ao se esquecerem dele [a] .
21 O
Senhor os encher de doenas at bani-los da terra em que vocs esto
entrando para dela tomar posse.
22 O Senhor os ferir com doenas
devastadoras, febre e inflamao, com calor abrasador e seca, com
ferrugem e mofo, que os infestaro at que morram.
23 O cu sobre a sua
cabea ser como bronze; o cho debaixo de vocs, como ferro.
24 Na sua
terra o Senhor transformar a chuva em cinza e p, que descero do cu
at que vocs sejam destrudos.
25 "O Senhor far que vocs sejam derrotados pelos inimigos. Vocs
iro a eles por um caminho, e por sete fugiro, e vocs se tornaro
motivo de horror para todos os reinos da terra.
26 Os seus cadveres
serviro de alimento para todas as aves do cu e para os animais da
terra e no haver quem os espante.
27 O Senhor os castigar com as
lceras do Egito e com tumores, feridas purulentas e sarna, males dos
quais vocs no podero curar-se.
28 O Senhor os afligir com loucura,
cegueira e confuso mental.
29 Ao meio-dia vocs ficaro tateando s
voltas, como um cego na escurido. Vocs no sero bem-sucedidos em nada
que fizerem; dia aps dia sero oprimidos e roubados, sem que ningum os
salve.
30 "Voc ficar noivo de uma mulher, mas outro homem a possuir.
Construir uma casa, mas no morar nela. Plantar uma vinha, mas no
provar dos seus frutos.
31 O seu boi ser abatido diante dos seus
olhos, mas voc no comer da sua carne. O seu jumento lhe ser tirado 
fora e no lhe ser devolvido. As suas ovelhas sero dadas aos
inimigos, e ningum as livrar.
32 Os seus filhos e as suas filhas
sero entregues a outra nao e os seus olhos se consumiro  espera
deles, dia aps dia, sem que voc possa erguer uma s mo para traz-los
de volta.
33 Um povo que vocs no conhecem comer aquilo que a terra e
o seu trabalho produzirem, e vocs sofrero opresso cruel todos os seus
dias.
34 Aquilo que os seus olhos virem os levar  loucura.
35 O
Senhor afligir os seus joelhos e as suas pernas com feridas dolorosas e
incurveis, que se espalharo sobre vocs desde a sola do p at o alto
da cabea.
36 "O Senhor os levar, e tambm o rei que os governar, a uma nao
que vocs e seus antepassados nunca conheceram. L vocs adoraro outros
deuses, deuses de madeira e de pedra.
37 Vocs sero motivo de horror e
objeto de zombaria e de riso para todas as naes para onde o Senhor os
levar.
38 "Vocs semearo muito em sua terra, mas colhero bem pouco, porque
gafanhotos devoraro quase tudo.
39 Plantaro vinhas e as cultivaro,
mas no bebero o vinho nem colhero as uvas, porque os vermes as
comero.
40 Vocs tero oliveiras em todo o pas, mas vocs mesmos no
utilizaro o azeite, porque as azeitonas cairo.
41 Os seus filhos e
filhas no ficaro com vocs, porque sero levados para o cativeiro.
42 Enxames de gafanhotos se apoderaro de todas as suas rvores e das
plantaes da sua terra.
43 "Os estrangeiros que vivem no meio de vocs progrediro cada vez
mais, e cada vez mais vocs regrediro.
44 Eles lhes emprestaro
dinheiro, mas vocs no emprestaro a eles. Eles sero a cabea, e vocs
sero a cauda.
45 "Todas essas maldies cairo sobre vocs. Elas os perseguiro e
os alcanaro at que sejam destrudos, porque no obedeceram ao Senhor
, o seu Deus, nem guardaram os mandamentos e decretos que ele lhes deu.
46 Essas maldies sero um sinal e um prodgio para vocs e para os
seus descendentes para sempre.
47 Uma vez que vocs no serviram com
jbilo e alegria ao Senhor , o seu Deus, na poca da prosperidade,
48 ento, em meio  fome e  sede, em nudez e pobreza extrema, vocs
serviro aos inimigos que o Senhor enviar contra vocs. Ele por um
jugo de ferro sobre o seu pescoo, at que os tenha destrudo.
49 "O Senhor trar de um lugar longnquo, dos confins da terra, uma
nao que vir contra vocs como a guia em mergulho, nao cujo idioma
no compreendero,
50 nao de aparncia feroz, sem respeito pelos
idosos nem piedade para com os moos.
51 Ela devorar as crias dos seus
animais e as plantaes da sua terra at que vocs sejam destrudos. Ela
no lhes deixar cereal, vinho, azeite, como tambm nenhum bezerro ou
cordeiro dos seus rebanhos, at que vocs sejam arruinados.
52 Ela
sitiar todas as cidades da sua terra, at que caiam os altos muros
fortificados em que vocs confiam. Sitiar todas as suas cidades, em
toda a terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d.
53 "Por causa do sofrimento que o seu inimigo lhes infligir durante
o cerco, vocs comero o fruto do seu prprio ventre, a carne dos filhos
e filhas que o Senhor , o seu Deus, lhes deu.
54 At mesmo o homem mais
gentil e educado entre vocs no ter compaixo do seu irmo, da mulher
que ama e dos filhos que sobreviverem,
55 de modo que no dar a nenhum
deles nenhum pedao da carne dos seus filhos que estiver comendo, pois
nada lhe sobrar devido aos sofrimentos que o seu inimigo lhe infligir
durante o cerco de todas as suas cidades.
56 A mulher mais gentil e
delicada entre vocs, to delicada e gentil que no ousaria encostar no
cho a sola do p, ser mesquinha com o marido a quem ama e com o filho
e a filha,
57 no lhes dando a placenta do ventre nem os filhos que
gerar. Pois a inteno dela  com-los secretamente durante o cerco e no
sofrimento que o seu inimigo infligir a vocs em suas cidades.
58 "Se vocs no seguirem fielmente todas as palavras desta lei,
escritas neste livro, e no temerem este nome glorioso e terrvel, o
Senhor , o seu Deus,
59 ele enviar pestes terrveis sobre vocs e
sobre os seus descendentes, desgraas horrveis e prolongadas, doenas
graves e persistentes.
60 Ele trar sobre vocs todas as temveis
doenas do Egito, e vocs as contrairo.
61 O Senhor tambm far vir
sobre vocs todo tipo de enfermidade e desgraa no registradas neste
Livro da Lei, at que sejam destrudos.
62 Vocs, que no passado foram
tantos quanto as estrelas do cu, ficaro reduzidos a um pequeno nmero,
porque no obedeceram ao Senhor , o seu Deus.
63 Assim como foi
agradvel ao Senhor faz-los prosperar e aumentar em nmero, tambm lhe
ser agradvel arruin-los e destru-los. Vocs sero desarraigados da
terra em que esto entrando para dela tomar posse.
64 "Ento o Senhor os espalhar pelas naes, de um lado ao outro da
terra. Ali vocs adoraro outros deuses; deuses de madeira e de pedra,
que vocs e os seus antepassados nunca conheceram.
65 No meio daquelas
naes vocs no encontraro repouso, nem mesmo um lugar de descanso
para a sola dos ps. L o Senhor lhes dar corao desesperado, olhos
exaustos de tanto esperar, e alma ansiosa.
66 Vocs vivero em
constante incerteza, cheios de terror, dia e noite, sem nenhuma
segurana na vida.
67 De manh diro: ``Quem me dera fosse noite!'' E
de noite: ``Ah, quem me dera fosse dia!'', por causa do terror que
lhes encher o corao e por aquilo que os seus olhos vero.
68 O
Senhor os enviar de volta ao Egito, ou em navios ou pelo caminho que eu
lhes disse que nunca mais poderiam percorrer. L vocs sero postos 
venda como escravos e escravas, mas ningum os comprar".
Notas de rodap:
[a] 28.20 Hebraico: de mim .

DEUTERONMIO-CAPITULO-29
A Renovao da Aliana
1 So estes os termos da aliana que o Senhor ordenou que Moiss
fizesse com os israelitas em Moabe, alm da aliana que tinha feito com
eles em Horebe.
2 Moiss convocou todos os israelitas e lhes disse:
"Os seus olhos viram tudo o que o Senhor fez no Egito ao fara, a
todos os seus oficiais e a toda a sua terra.
3 Com os seus prprios
olhos vocs viram aquelas grandes provas, aqueles sinais e grandes
maravilhas.
4 Mas at hoje o Senhor no lhes deu mente que entenda,
olhos que vejam, e ouvidos que ouam.
5 ``Durante os quarenta anos em
que os conduzi pelo deserto'', disse ele, ``nem as suas roupas, nem as
sandlias dos seus ps se gastaram.
6 Vocs no comeram po, nem
beberam vinho, nem qualquer outra bebida fermentada. Fiz isso para que
vocs soubessem que eu sou o Senhor , o seu Deus.''
7 "Quando vocs chegaram a este lugar, Seom, rei de Hesbom, e Ogue,
rei de Bas, atacaram-nos, mas ns os derrotamos.
8 Conquistamos a
terra deles e a demos por herana s tribos de Rben e de Gade e 
metade da tribo de Manasss.
9 "Sigam fielmente os termos desta aliana, para que vocs prosperem
em tudo o que fizerem.
10 Hoje todos vocs esto na presena do Senhor
, o seu Deus: os seus chefes e homens destacados, os seus lderes e
oficiais, e todos os demais homens de Israel,
11 juntamente com os seus
filhos e as suas mulheres e os estrangeiros que vivem nos seus
acampamentos cortando lenha e carregando gua para vocs.
12 Vocs
esto aqui presentes para entrar em aliana com o Senhor , o seu Deus,
aliana que ele est fazendo com vocs hoje, selando-a sob juramento,
13 para hoje confirm-los como seu povo, para que ele seja o seu Deus,
conforme lhes prometeu e jurou aos seus antepassados, Abrao, Isaque e
Jac.
14 No fao esta aliana, sob juramento, somente com vocs
15 que esto aqui conosco na presena do Senhor , o nosso Deus, mas tambm
com aqueles que no esto aqui hoje.
16 "Vocs mesmos sabem como vivemos no Egito e como passamos por
vrias naes at chegarmos aqui.
17 Vocs viram nelas as suas imagens
e os seus dolos detestveis, feitos de madeira, de pedra, de prata e de
ouro.
18 Cuidem que no haja entre vocs nenhum homem ou mulher, cl ou
tribo cujo corao se afaste do Senhor , o nosso Deus, para adorar os
deuses daquelas naes, e para que no haja no meio de vocs nenhuma
raiz que produza esse veneno amargo.
19 "Se algum, cujo corao se afastou do Senhor para adorar outros
deuses, ouvir as palavras deste juramento, invocar uma bno sobre si
mesmo e pensar: ``Estarei em segurana, muito embora persista em seguir
o meu prprio caminho'', trar desgraa tanto  terra irrigada quanto 
terra seca.
20 O Senhor jamais se dispor a perdo-lo; a sua ira e o
seu zelo se acendero contra tal pessoa. Todas as maldies escritas
neste livro cairo sobre ela, e o Senhor apagar o seu nome de debaixo
do cu.
21 O Senhor a separar de todas as tribos de Israel para que
sofra desgraa, de acordo com todas as maldies da aliana escrita
neste Livro da Lei.
22 "Os seus filhos, os seus descendentes e os estrangeiros que vierem
de terras distantes vero as desgraas que tero cado sobre a terra e
as doenas com que o Senhor a ter afligido.
23 A terra inteira ser um
deserto abrasador de sal e enxofre, no qual nada que for plantado
brotar, onde nenhuma vegetao crescer. Ser como a destruio de
Sodoma e Gomorra, de Adm e Zeboim, que o Senhor destruiu com ira e
furor.
24 Todas as naes perguntaro: ``Por que o Senhor fez isto a
esta terra? Por que tanta ira e tanto furor?''
25 "E a resposta ser: ``Foi porque este povo abandonou a aliana do
Senhor , o Deus dos seus antepassados, aliana feita com eles quando os
tirou do Egito.
26 Eles foram adorar outros deuses e se prostraram
diante deles, deuses que eles no conheciam antes, deuses que o Senhor
no lhes tinha dado.
27 Por isso a ira do Senhor acendeu-se contra esta
terra, e ele trouxe sobre ela todas as maldies escritas neste livro.
28 Cheio de ira, indignao e grande furor, o Senhor os desarraigou da
sua terra e os lanou numa outra terra, como hoje se v''.
29 "As coisas encobertas pertencem ao Senhor , o nosso Deus, mas as
reveladas pertencem a ns e aos nossos filhos para sempre, para que
sigamos todas as palavras desta lei.

DEUTERONMIO-CAPITULO-30
Misericrdia para Quem se Arrepende
1 "Quando todas essas bnos e maldies que coloquei diante de
vocs lhes sobrevierem, e elas os atingirem onde quer que o Senhor , o
seu Deus, os dispersar entre as naes,
2 e quando vocs e os seus
filhos voltarem para o Senhor , o seu Deus, e lhe obedecerem de todo o
corao e de toda a alma, de acordo com tudo o que hoje lhes ordeno,
3 ento o Senhor , o seu Deus, lhes trar restaurao [a] , ter
compaixo de vocs e os reunir novamente de todas as naes por onde os
tiver espalhado.
4 Mesmo que tenham sido levados para a terra mais
distante debaixo do cu, de l o Senhor , o seu Deus, os reunir e os
trar de volta.
5 Ele os trar para a terra dos seus antepassados, e
vocs tomaro posse dela. Ele far com que vocs sejam mais prsperos e
mais numerosos do que os seus antepassados.
6 O Senhor , o seu Deus,
dar um corao fiel a vocs [b] e aos seus descendentes, para
que o amem de todo o corao e de toda a alma e vivam.
7 O Senhor , o
seu Deus, enviar ento todas essas maldies sobre os inimigos que os
odeiam e os perseguem.
8 Vocs obedecero de novo ao Senhor e seguiro
todos os seus mandamentos que lhes dou hoje.
9 Ento o Senhor , o seu
Deus, abenoar o que as suas mos fizerem, os filhos do seu ventre, a
cria dos seus animais e as colheitas da sua terra. O Senhor se alegrar
novamente em vocs e os tornar prsperos, como se alegrou em seus
antepassados,
10 se vocs obedecerem ao Senhor , o seu Deus, e
guardarem os seus mandamentos e decretos que esto escritos neste Livro
da Lei, e se vocs se voltarem para o Senhor , o seu Deus, de todo o
corao e de toda a alma.
Vida ou Morte
11 "O que hoje lhes estou ordenando no  difcil fazer, nem est
alm do seu alcance.
12 No est l em cima no cu, de modo que vocs
tenham que perguntar: "Quem subir ao cu para traz-lo e proclam-lo
a ns a fim de que lhe obedeamos?"
13 Nem est alm do mar, de modo
que vocs tenham que perguntar: "Quem atravessar o mar para traz-lo
e, voltando, proclam-lo a ns a fim de que lhe obedeamos?"
14 Nada
disso! A palavra est bem prxima de vocs; est em sua boca e em seu
corao; por isso vocs podero obedecer-lhe.
15 "Vejam que hoje ponho diante de vocs vida e prosperidade, ou
morte e destruio.
16 Pois hoje lhes ordeno que amem o Senhor , o seu
Deus, andem nos seus caminhos e guardem os seus mandamentos, decretos e
ordenanas; ento vocs tero vida e aumentaro em nmero, e o Senhor ,
o seu Deus, os abenoar na terra em que vocs esto entrando para dela
tomar posse.
17 "Se, todavia, o seu corao se desviar e vocs no forem
obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses
para ador-los,
18 eu hoje lhes declaro que, sem dvida, vocs sero
destrudos. Vocs no vivero muito tempo na terra em que vo entrar e
da qual vo tomar posse, depois de atravessarem o Jordo.
19 "Hoje invoco os cus e a terra como testemunhas contra vocs, de
que coloquei diante de vocs a vida e a morte, a bno e a maldio.
Agora escolham a vida, para que vocs e os seus filhos vivam,
20 e para
que vocs amem o Senhor , o seu Deus, ouam a sua voz e se apeguem
firmemente a ele. Pois o Senhor  a sua vida, e ele lhes dar muitos
anos na terra que jurou dar aos seus antepassados, Abrao, Isaque e
Jac".
Notas de rodap:
[a] 30.3 Ou Deus os trar de volta do exlio
[b] 30.6 Hebraico: circuncidar o corao de vocs .

DEUTERONMIO-CAPITULO-31
Josu, o Sucessor de Moiss
1 Moiss disse ainda estas palavras a todo o Israel:
2 "Estou com
cento e vinte anos de idade e j no sou capaz de lider-los. O Senhor
me disse: ``Voc no atravessar o Jordo''.
3 O Senhor , o seu Deus,
o atravessar pessoalmente  frente de vocs. Ele destruir estas naes
perante vocs, e vocs tomaro posse da terra delas. Josu tambm
atravessar  frente de vocs, conforme o Senhor disse.
4 E o Senhor
far com elas como fez com Seom e Ogue, os reis dos amorreus, os quais
destruiu juntamente com a sua terra.
5 O Senhor as entregar a vocs, e
vocs devero fazer com elas tudo o que lhes ordenei.
6 Sejam fortes e
corajosos. No tenham medo nem fiquem apavorados por causa delas, pois o
Senhor , o seu Deus, vai com vocs; nunca os deixar, nunca os
abandonar".
7 Ento Moiss convocou Josu e lhe disse na presena de todo o Israel:
"Seja forte e corajoso, pois voc ir com este povo para a terra que o
Senhor jurou aos seus antepassados que lhes daria, e voc a repartir
entre eles como herana.
8 O prprio Senhor ir  sua frente e estar
com voc; ele nunca o deixar, nunca o abandonar. No tenha medo! No
desanime!"
A Leitura da Lei
9 Moiss escreveu esta lei e a deu aos sacerdotes, filhos de Levi, que
transportavam a arca da aliana do Senhor , e a todos os lderes de
Israel.
10 E Moiss lhes ordenou: "Ao final de cada sete anos, no ano
do cancelamento das dvidas, durante a festa das cabanas [a] ,
11 quando todo o Israel vier apresentar-se ao Senhor , o seu Deus, no
local que ele escolher, vocs lero esta lei perante eles para que a
escutem.
12 Renam o povo, homens, mulheres e crianas, e os
estrangeiros que morarem nas suas cidades, para que ouam e aprendam a
temer o Senhor , o seu Deus, e sigam fielmente todas as palavras desta
lei.
13 Os seus filhos, que no conhecem esta lei, tero que ouvi-la e
aprender a temer o Senhor , o seu Deus, enquanto vocs viverem na terra
da qual tomaro posse quando atravessarem o Jordo".
A Predio da Rebeldia de Israel
14 O Senhor disse a Moiss: "O dia da sua morte se aproxima. Chame
Josu e apresentem-se na Tenda do Encontro, onde darei incumbncias a
ele". Ento Moiss e Josu vieram e se apresentaram na Tenda do
Encontro.
15 Ento o Senhor apareceu na Tenda, numa coluna de nuvem, e a coluna
pairou sobre a entrada da Tenda.
16 E o Senhor disse a Moiss: "Voc
vai descansar com os seus antepassados, e este povo logo ir
prostituir-se, seguindo aos deuses estrangeiros da terra em que vo
entrar. Eles se esquecero de mim e quebraro a aliana que fiz com
eles.
17 Naquele dia se acender a minha ira contra eles e eu me
esquecerei deles; esconderei deles o meu rosto, e eles sero destrudos.
Muitas desgraas e sofrimentos os atingiro, e naquele dia perguntaro:
``Ser que essas desgraas no esto acontecendo conosco porque o nosso
Deus no est mais conosco?''
18 E com certeza esconderei deles o meu
rosto naquele dia, por causa de todo o mal que praticaram, voltando-se
para outros deuses.
19 "Agora escrevam para vocs esta cano, ensinem-na aos israelitas
e faam-nos cant-la, para que seja uma testemunha a meu favor contra
eles.
20 Quando eu os tiver introduzido na terra onde manam leite e
mel, terra que prometi sob juramento aos seus antepassados, e quando
tiverem comido com fartura e tiverem prosperado, eles se voltaro para
outros deuses e os adoraro, rejeitando-me e quebrando a minha aliana.
21 E, quando muitas desgraas e dificuldades lhes sobrevierem, esta
cano testemunhar contra eles, porque no ser esquecida pelos seus
descendentes. Sei o que esto dispostos a fazer antes mesmo de lev-los
para a terra que lhes prometi sob juramento".
22 Ento, naquele dia,
Moiss escreveu esta cano e ensinou-a aos israelitas.
23 O Senhor deu esta ordem a Josu, filho de Num: "Seja forte e
corajoso, pois voc conduzir os israelitas  terra que lhes prometi sob
juramento, e eu mesmo estarei com voc".
24 Depois que Moiss terminou de escrever num livro as palavras desta
lei do incio ao fim,
25 deu esta ordem aos levitas que transportavam a
arca da aliana do Senhor :
26 "Coloquem este Livro da Lei ao lado da
arca da aliana do Senhor , do seu Deus, onde ficar como testemunha
contra vocs.
27 Pois sei quo rebeldes e obstinados vocs so. Se
vocs tm sido rebeldes contra o Senhor enquanto ainda estou vivo,
quanto mais depois que eu morrer!
28 Renam na minha presena todos os
lderes das suas tribos e todos os seus oficiais, para que eu fale estas
palavras de modo que ouam, e ainda invoque os cus e a terra para
testemunharem contra eles.
29 Pois sei que depois da minha morte vocs
com certeza se corrompero e se afastaro do caminho que lhes ordenei.
Nos dias futuros a desgraa cair sobre vocs, porque vocs faro o que
o Senhor reprova e o provocaro  ira por aquilo que as mos de vocs
tero feito".
A Cano de Moiss
30 E Moiss recitou as palavras desta cano, do comeo ao fim, na
presena de toda a assemblia de Israel:
Notas de rodap:
[a] 31.10 Ou dos tabernculos ; hebraico: sucote .

DEUTERONMIO-CAPITULO-32
1 "Escutem,  cus, e eu falarei;
oua,  terra, as palavras da minha boca.
2 Que o meu ensino caia como chuva
e as minhas palavras
desam como orvalho,
como chuva branda sobre o pasto novo,
como garoa sobre tenras plantas.
3 "Proclamarei o nome do Senhor .
Louvem a grandeza do nosso Deus!
4 Ele  a Rocha,
as suas obras so perfeitas,
e todos os seus caminhos so justos.
 Deus fiel, que no comete erros;
justo e reto ele .
5 "Seus filhos tm agido corruptamente
para com ele,
e no como filhos;
que vergonha!
So gerao pervertida e transviada. [a]
6  assim que retribuem ao Senhor ,
povo insensato e ignorante?
No  ele o Pai de vocs, o seu Criador [b] ,
que os fez e os formou?
7 "Lembrem-se dos dias do passado;
considerem as geraes
h muito passadas.
Perguntem aos seus pais,
e estes lhes contaro,
aos seus lderes, e eles lhes explicaro.
8 Quando o Altssimo deu s naes
a sua herana,
quando dividiu toda a humanidade,
estabeleceu fronteiras para os povos
de acordo com o nmero
dos filhos de Israel [c] .
9 Pois o povo preferido do Senhor
 este povo,
Jac  a herana que lhe coube.
10 "Numa terra deserta ele o encontrou,
numa regio rida e de ventos uivantes.
Ele o protegeu e dele cuidou;
guardou-o como
a menina dos seus olhos,
11 como a guia
que desperta a sua ninhada,
paira sobre os seus filhotes,
e depois estende as asas
para apanh-los,
levando-os sobre elas.
12 O Senhor sozinho o levou;
nenhum deus estrangeiro o ajudou.
13 Ele o fez cavalgar
nos lugares altos da terra
e o alimentou com o fruto dos campos.
Ele o nutriu com mel tirado da rocha,
e com leo extrado
do penhasco pedregoso,
14 com coalhada e leite
do gado e do rebanho,
e com cordeiros e bodes cevados;
com os melhores carneiros de Bas
e com as mais excelentes
sementes de trigo.
Voc bebeu o espumoso
sangue das uvas.
15 "Jesurum [d] engordou e deu pontaps;
voc engordou, tornou-se pesado
e farto de comida.
Abandonou o Deus que o fez
e rejeitou a Rocha, que  o seu Salvador.
16 Eles o deixaram com cimes
por causa dos deuses estrangeiros,
e o provocaram
com os seus dolos abominveis.
17 Sacrificaram a demnios
que no so Deus,
a deuses que no conheceram,
a deuses que surgiram recentemente,
a deuses que os seus antepassados
no adoraram.
18 Vocs abandonaram a Rocha,
que os gerou;
vocs se esqueceram do Deus
que os fez nascer.
19 "O Senhor viu isso e os rejeitou,
porque foi provocado
pelos seus filhos e suas filhas.
20 ``Esconderei o meu rosto deles'', disse,
``e verei qual o fim que tero;
pois so gerao perversa,
filhos infiis.
21 Provocaram-me os cimes
com aquilo que nem deus 
e irritaram-me
com seus dolos inteis.
Farei que tenham cimes
de quem no  meu povo;
eu os provocarei  ira
por meio de uma nao insensata.
22 Pois um fogo foi aceso pela minha ira,
fogo que queimar
at as profundezas do Sheol [e] .
Ele devorar a terra e as suas colheitas
e consumir os alicerces dos montes.
23 "``Amontoarei desgraas sobre eles
e contra eles gastarei as minhas flechas.
24 Enviarei dentes de feras,
uma fome devastadora,
uma peste avassaladora
e uma praga mortal;
enviarei contra eles
dentes de animais selvagens,
e veneno de vboras
que se arrastam no p.
25 Nas ruas a espada
os deixar sem filhos;
em seus lares reinar o terror.
Morrero moos e moas,
crianas e homens j grisalhos.
26 Eu disse que os dispersaria
e que apagaria da humanidade
a lembrana deles.
27 Mas temi a provocao do inimigo,
que o adversrio entendesse mal
e dissesse: "A nossa mo triunfou;
o Senhor nada fez".''
28 " uma nao sem juzo
e sem discernimento.
29 Quem dera fossem sbios
e entendessem;
e compreendessem qual ser o seu fim!
30 Como poderia um s homem
perseguir mil,
ou dois porem em fuga dez mil,
a no ser que a sua Rocha
os tivesse vendido,
a no ser que o Senhor
os tivesse abandonado?
31 Pois a rocha deles
no  como a nossa Rocha,
com o que at mesmo
os nossos inimigos concordam.
32 A vinha deles  de Sodoma
e das lavouras de Gomorra.
Suas uvas esto cheias de veneno,
e seus cachos, de amargura.
33 O vinho deles
 a peonha das serpentes,
o veneno mortal das cobras.
34 "``Acaso no guardei isto em segredo?
No o selei em meus tesouros?
35 A mim pertence a vingana
e a retribuio.
No devido tempo
os ps deles escorregaro;
o dia da sua desgraa est chegando
e o seu prprio destino
se apressa sobre eles.''
36 "O Senhor julgar o seu povo
e ter compaixo dos seus servos,
quando vir que a fora deles se esvaiu
e que ningum sobrou,
nem escravo nem livre.
37 Ele dir:
``Agora, onde esto os seus deuses,
a rocha em que se refugiaram,
38 os deuses que comeram
a gordura dos seus sacrifcios
e beberam o vinho
das suas ofertas derramadas?
Que eles se levantem para ajud-los!
Que eles lhes ofeream abrigo!
39 "``Vejam agora que eu sou o nico,
eu mesmo.
No h Deus alm de mim.
Fao morrer e fao viver,
feri e curarei,
e ningum  capaz
de livrar-se da minha mo.
40 Ergo a minha mo para os cus
e declaro:
Juro pelo meu nome que,
41 quando eu afiar
a minha espada refulgente
e a minha mo empunh-la para julgar,
eu me vingarei dos meus adversrios
e retribuirei queles que me odeiam.
42 Embeberei as minhas flechas
em sangue,
enquanto a minha espada devorar carne:
o sangue dos mortos e dos cativos,
as cabeas dos lderes inimigos''.
43 "Cantem de alegria,  naes,
com o povo dele, [f] [g]
pois ele vingar
o sangue dos seus servos;
retribuir com vingana
aos seus adversrios
e far propiciao
por sua terra e por seu povo".
44 Moiss veio com Josu [h] , filho de Num, e recitou todas as
palavras dessa cano na presena do povo.
45 Quando Moiss terminou de
recitar todas essas palavras a todo o Israel,
46 disse-lhes: "Guardem
no corao todas as palavras que hoje lhes declarei solenemente, para
que ordenem aos seus filhos que obedeam fielmente a todas as palavras
desta lei.
47 Elas no so palavras inteis. So a sua vida. Por meio
delas vocs vivero muito tempo na terra da qual tomaro posse do outro
lado do Jordo".
A Morte de Moiss no Monte Nebo
48 Naquele mesmo dia o Senhor disse a Moiss:
49 "Suba as montanhas
de Abarim, at o monte Nebo, em Moabe, em frente de Jeric, e contemple
Cana, a terra que dou aos israelitas como propriedade.
50 Ali, na
montanha que voc tiver subido, voc morrer e ser reunido aos seus
antepassados, assim como o seu irmo Aro morreu no monte Hor e foi
reunido aos seus antepassados.
51 Assim ser porque vocs dois foram
infiis para comigo na presena dos israelitas, junto s guas de
Merib, em Cades, no deserto de Zim, e porque vocs no sustentaram a
minha santidade no meio dos israelitas.
52 Portanto, voc ver a terra
somente  distncia, mas no entrar na terra que estou dando ao povo de
Israel".
Notas de rodap:
[a] 32.5 Ou Corruptos so eles e no os seus filhos, uma gerao
pervertida e transviada para a sua vergonha.
[b] 32.6 Ou que os comprou
[c] 32.8 Os manuscritos do mar Morto dizem filhos de Deus.
[d] 32.15 Jesurum (nome potico de Israel) significa o ntegro; tambm
em 33.5 e 26.
[e] 32.22 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.
[f] 32.43 Ou Faam o povo dele cantar de alegria,  naes,
[g] 32.43 Os manuscritos do mar Morto dizem povo dele, e todos os
anjos o adorem,
[h] 32.44 Hebraico: Osias , variante de Josu .

DEUTERONMIO-CAPITULO-33
A Bno de Moiss
1 Esta  a bno com a qual Moiss, homem de Deus, abenoou os
israelitas antes da sua morte.
2 Ele disse:
"O Senhor veio do Sinai
e alvoreceu sobre eles desde o Seir,
resplandeceu desde o monte Par.
Veio com mirades de santos desde o sul,
desde as encostas de suas montanhas.
3 Certamente s tu que amas o povo;
todos os santos esto em tuas mos.
A teus ps todos eles se prostram
e de ti recebem instruo,
4 a lei que Moiss nos deu,
a herana da assemblia de Jac.
5 Ele era rei sobre Jesurum,
quando os chefes do povo se reuniam,
juntamente com as tribos de Israel.
6 "Que Rben viva e no morra,
mesmo sendo poucos os seus homens".
7 E disse a respeito de Jud:
"Ouve,  Senhor , o grito de Jud;
traze-o para o seu povo.
Que as suas prprias mos
sejam suficientes,
e que haja auxlio
contra os seus adversrios!"
8 A respeito de Levi disse:
"O teu Urim e o teu Tumim [a] pertencem
ao homem a quem favoreceste.
Tu o provaste em Mass [b] ;
disputaste com ele
junto s guas de Merib [c] .
9 Levi disse do seu pai e da sua me:
``No tenho considerao por eles''.
No reconheceu os seus irmos,
nem conheceu os prprios filhos,
apesar de que guardaram a tua palavra
e observaram a tua aliana.
10 Ele ensina as tuas ordenanas a Jac
e a tua lei a Israel.
Ele te oferece incenso
e holocaustos completos no teu altar.
11 Abenoa todos os seus esforos,
 Senhor,
e aprova a obra das suas mos.
Despedaa os lombos
dos seus adversrios,
dos que o odeiam,
sejam quem forem".
12 A respeito de Benjamim disse:
"Que o amado do Senhor
descanse nele em segurana,
pois ele o protege o tempo inteiro,
e aquele a quem o Senhor ama
descansa nos seus braos".
13 A respeito de Jos disse:
"Que o Senhor abenoe a sua terra
com o precioso orvalho
que vem de cima, do cu,
e com as guas das profundezas;
14 com o melhor que o sol amadurece
e com o melhor que a lua possa dar;
15 com as ddivas mais bem escolhidas
dos montes antigos
e com a fertilidade das colinas eternas;
16 com os melhores frutos da terra
e a sua plenitude,
e com o favor daquele
que apareceu na sara ardente.
Que tudo isso repouse
sobre a cabea de Jos,
sobre a fronte do escolhido
entre os seus irmos.
17  majestoso como a primeira cria
de um touro;
seus chifres so os chifres
de um boi selvagem,
com os quais ferir as naes
at os confins da terra.
Assim so as dezenas de milhares
de Efraim;
assim so os milhares de Manasss".
18 A respeito de Zebulom disse:
"Alegre-se, Zebulom,
em suas viagens,
e voc, Issacar, em suas tendas.
19 Eles convocaro povos para o monte
e ali oferecero sacrifcios de justia;
faro um banquete
com a riqueza dos mares,
com os tesouros ocultos das praias".
20 A respeito de Gade disse:
"Bendito  aquele
que amplia os domnios de Gade!
Gade fica  espreita como um leo;
despedaa um brao e tambm a cabea.
21 Escolheu para si o melhor;
a poro do lder lhe foi reservada.
Tornou-se o chefe do povo
e executou a justa vontade do Senhor
e os seus juzos sobre Israel".
22 A respeito de D disse:
"D  um filhote de leo,
que vem saltando desde Bas".
23 A respeito de Naftali disse:
"Naftali tem fartura do favor do Senhor
e est repleto de suas bnos;
suas posses estendem-se para o sul,
em direo ao mar".
24 A respeito de Aser disse:
"Bendito  Aser entre os filhos;
seja ele favorecido por seus irmos,
e banhe os seus ps no azeite!
25 Sejam de ferro e bronze
as trancas das suas portas,
e dure a sua fora como os seus dias.
26 "No h ningum
como o Deus de Jesurum,
que cavalga os cus para ajud-lo,
e cavalga as nuvens em sua majestade!
27 O Deus eterno  o seu refgio,
e para segur-lo
esto os braos eternos.
Ele expulsar os inimigos
da sua presena,
dizendo: ``Destrua-os!''
28 Somente Israel viver em segurana;
a fonte de Jac est segura
numa terra de trigo e de vinho novo,
onde os cus gotejam orvalho.
29 Como voc  feliz, Israel!
Quem  como voc,
povo salvo pelo Senhor ?
Ele  o seu abrigo, o seu ajudador
e a sua espada gloriosa.
Os seus inimigos se encolhero
diante de voc,
mas voc pisar os seus altos".
Notas de rodap:
[a] 33.8 Objetos utilizados para se conhecer a vontade de Deus.
[b] 33.8 Mass significa provao.
[c] 33.8 Merib significa rebelio.

DEUTERONMIO-CAPITULO-34
A Morte de Moiss
1 Ento, das campinas de Moabe Moiss subiu ao monte Nebo, ao topo do
Pisga, em frente de Jeric. Ali o Senhor lhe mostrou a terra toda: de
Gileade a D,
2 toda a regio de Naftali, o territrio de Efraim e
Manasss, toda a terra de Jud at o mar ocidental [a] ,
3 o
Neguebe e toda a regio que vai do vale de Jeric, a cidade das
Palmeiras, at Zoar.
4 E o Senhor lhe disse: "Esta  a terra que
prometi sob juramento a Abrao, a Isaque e a Jac, quando lhes disse: Eu
a darei a seus descendentes. Permiti que voc a visse com os seus
prprios olhos, mas voc no atravessar o rio, no entrar nela".
5 Moiss, o servo do Senhor , morreu ali, em Moabe, como o Senhor
dissera.
6 Ele o sepultou [b] em Moabe, no vale que fica diante
de Bete-Peor, mas at hoje ningum sabe onde est localizado seu tmulo.
7 Moiss tinha cento e vinte anos de idade quando morreu; todavia, nem
os seus olhos nem o seu vigor tinham se enfraquecido.
8 Os israelitas
choraram Moiss nas campinas de Moabe durante trinta dias, at passar o
perodo de pranto e luto.
9 Ora, Josu, filho de Num, estava cheio do Esprito [c] de
sabedoria, porque Moiss tinha imposto as suas mos sobre ele. De modo
que os israelitas lhe obedeceram e fizeram o que o Senhor tinha ordenado
a Moiss.
10 Em Israel nunca mais se levantou profeta como Moiss, a quem o
Senhor conheceu face a face,
11 e que fez todos aqueles sinais e
maravilhas que o Senhor o tinha enviado para fazer no Egito, contra o
fara, contra todos os seus servos e contra toda a sua terra.
12 Pois
ningum jamais mostrou tamanho poder como Moiss nem executou os feitos
temveis que Moiss realizou aos olhos de todo o Israel.
Notas de rodap:
[a] 34.2 Isto , o mar Mediterrneo.
[b] 34.6 Ou Ele foi sepultado
[c] 34.9 Ou cheio de sabedoria
______________________________________________________________________________

JOSU-CAPITULO-1
Palavra do Senhor a Josu
1 Depois da morte de Moiss, servo do Senhor , disse o Senhor a Josu,
filho de Num, auxiliar de Moiss:
2 "Meu servo Moiss est morto.
Agora, pois, voc e todo este povo preparem-se para atravessar o rio
Jordo e entrar na terra que eu estou para dar aos israelitas.
3 Como
prometi a Moiss, todo lugar onde puserem os ps eu darei a vocs.
4 Seu territrio se estender do deserto ao Lbano [a] , e do
grande rio, o Eufrates, toda a terra dos hititas, at o mar Grande
[b] , no oeste.
5 Ningum conseguir resistir a voc todos os dias
da sua vida. Assim como estive com Moiss, estarei com voc; nunca o
deixarei, nunca o abandonarei.
6 "Seja forte e corajoso, porque voc conduzir este povo para herdar
a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados.
7 Somente seja
forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o
meu servo Moiss lhe ordenou; no se desvie dela, nem para a direita nem
para a esquerda, para que voc seja bem-sucedido por onde quer que
andar.
8 No deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar
nelas de dia e de noite, para que voc cumpra fielmente tudo o que nele
est escrito. S ento os seus caminhos prosperaro e voc ser
bem-sucedido.
9 No fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! No
se apavore, nem desanime, pois o Senhor , o seu Deus, estar com voc
por onde voc andar".
Os Preparativos para a Conquista da Terra
10 Assim Josu ordenou aos oficiais do povo:
11 "Percorram o
acampamento e ordenem ao povo que prepare as provises. Daqui a trs
dias vocs atravessaro o Jordo neste ponto, para entrar e tomar posse
da terra que o Senhor , o seu Deus, lhes d".
12 Mas s tribos de Rben, de Gade e  metade da tribo de Manasss
Josu disse:
13 "Lembrem-se da ordem que Moiss, servo do Senhor ,
deu a vocs, quando o Senhor , o seu Deus, lhes prometeu descanso e
dar-lhes esta terra:
14 ``As suas mulheres, os seus filhos e os seus
rebanhos podero ficar na terra que Moiss lhes deu a leste do Jordo,
mas todos os homens de guerra, preparados para lutar, atravessaro 
frente dos seus irmos israelitas''. Vocs os ajudaro
15 at que o
Senhor conceda um lugar de descanso para eles, como deu a vocs, e at
que eles tambm tenham tomado posse da terra que o Senhor , o seu Deus,
lhes d. Depois disso vocs podero voltar e ocupar a sua prpria terra,
que Moiss, servo do Senhor , lhes deu a leste do Jordo, na direo do
nascer do sol".
16 Ento eles responderam a Josu: "Tudo o que voc nos ordenar
faremos, e aonde quer que nos enviar iremos.
17 Assim como obedecemos
totalmente a Moiss, tambm obedeceremos a voc. Somente que o Senhor ,
o seu Deus, seja com voc, como foi com Moiss.
18 Todo aquele que se
rebelar contra as suas instrues e no obedecer s suas ordens, seja o
que for que voc lhe ordenar, ser morto. Somente seja forte e
corajoso!"
Notas de rodap:
[a] 1.4 Hebraico: a este Lbano . Provavelmente montanhas do Lbano.
[b] 1.4 Isto , o mar Mediterrneo; tambm em 9.1; 15.12,47 e 23.4.

JOSU-CAPITULO-2
Raabe e os Espies
1 Ento Josu, filho de Num, enviou secretamente de Sitim dois espies
e lhes disse: "Vo examinar a terra, especialmente Jeric". Eles
foram e entraram na casa de uma prostituta chamada Raabe, e ali passaram
a noite.
2 Todavia, o rei de Jeric foi avisado: "Alguns israelitas vieram
aqui esta noite para espionar a terra".
3 Diante disso, o rei de
Jeric enviou esta mensagem a Raabe: "Mande embora os homens que
entraram em sua casa, pois vieram espionar a terra toda".
4 Mas a mulher que tinha escondido os dois homens respondeu: "
verdade que os homens vieram a mim, mas eu no sabia de onde tinham
vindo.
5 Ao anoitecer, na hora de fechar a porta da cidade, eles
partiram. No sei por onde foram. Corram atrs deles. Talvez os
alcancem".
6 Ela, porm, os tinha levado para o terrao e os tinha
escondido sob os talos de linho que havia arrumado l.
7 Os perseguidores partiram atrs deles pelo caminho que vai para o
lugar de passagem do Jordo. E logo que saram, a porta foi trancada.
8 Antes dos espies se deitarem, Raabe subiu ao terrao
9 e lhes
disse: "Sei que o Senhor lhes deu esta terra. Vocs nos causaram um
medo terrvel, e todos os habitantes desta terra esto apavorados por
causa de vocs.
10 Pois temos ouvido como o Senhor secou as guas do
mar Vermelho perante vocs quando saram do Egito, e o que vocs fizeram
a leste do Jordo com Seom e Ogue, os dois reis amorreus que vocs
aniquilaram.
11 Quando soubemos disso, o povo desanimou-se
completamente, e por causa de vocs todos perderam a coragem, pois o
Senhor , o seu Deus,  Deus em cima nos cus e embaixo na terra.
12 Jurem-me pelo Senhor que, assim como eu fui bondosa com vocs, vocs
tambm sero bondosos com a minha famlia. Dem-me um sinal seguro
13 de que pouparo a vida de meu pai e de minha me, de meus irmos e de
minhas irms, e de tudo o que lhes pertence. Livrem-nos da morte".
14 "A nossa vida pela de vocs!", os homens lhe garantiram. "Se
voc no contar o que estamos fazendo, ns a trataremos com bondade e
fidelidade quando o Senhor nos der a terra."
15 Ento Raabe os ajudou a descer pela janela com uma corda, pois a
casa em que morava fazia parte do muro da cidade,
16 e lhes disse:
"Vo para aquela montanha, para que os perseguidores no os encontrem.
Escondam-se l por trs dias, at que eles voltem; depois podero seguir
o seu caminho".
17 Os homens lhe disseram: "Estaremos livres do juramento que voc
nos levou a fazer
18 se, quando entrarmos na terra, voc no tiver
amarrado este cordo vermelho na janela pela qual nos ajudou a descer, e
se no tiver trazido para a sua casa o seu pai e a sua me, os seus
irmos e toda a sua famlia.
19 Qualquer pessoa que sair da casa ser
responsvel por sua prpria morte; ns seremos inocentes. Mas, seremos
responsveis pela morte de quem estiver na casa com voc, caso algum
toque nessa pessoa.
20 E se voc contar o que estamos fazendo,
estaremos livres do juramento que voc nos levou a fazer".
21 "Seja como vocs disseram", respondeu Raabe. Assim ela os
despediu, e eles partiram. Depois ela amarrou o cordo vermelho na
janela.
22 Quando partiram, foram para a montanha e ali ficaram trs dias, at
que os seus perseguidores regressassem. Estes os procuraram ao longo de
todo o caminho e no os acharam.
23 Por fim os dois homens voltaram;
desceram a montanha, atravessaram o rio e chegaram a Josu, filho de
Num, e lhe contaram tudo o que lhes havia acontecido.
24 E disseram a
Josu: "Sem dvida o Senhor entregou a terra toda em nossas mos;
todos esto apavorados por nossa causa".

JOSU-CAPITULO-3
A Travessia do Jordo
1 De manh bem cedo Josu e todos os israelitas partiram de Sitim e
foram para o Jordo, onde acamparam antes de atravessar o rio.
2 Trs
dias depois, os oficiais percorreram o acampamento,
3 e deram esta
ordem ao povo: "Quando virem a arca da aliana do Senhor , o seu Deus,
e os sacerdotes levitas [a] carregando a arca, saiam das suas
posies e sigam-na.
4 Mas mantenham a distncia de cerca de novecentos
metros [b] entre vocs e a arca; no se aproximem! Desse modo
sabero que caminho seguir, pois vocs nunca passaram por l".
5 Josu ordenou ao povo: "Santifiquem-se, pois amanh o Senhor far
maravilhas entre vocs".
6 E disse aos sacerdotes: "Levantem a arca da aliana e passem 
frente do povo". Eles a levantaram e foram na frente.
7 E o Senhor disse a Josu: "Hoje comearei a exalt-lo  vista de
todo o Israel, para que saibam que estarei com voc como estive com
Moiss.
8 Portanto, voc  quem dar a seguinte ordem aos sacerdotes
que carregam a arca da aliana: Quando chegarem s margens das guas do
Jordo, parem junto ao rio".
9 Ento Josu disse aos israelitas: "Venham ouvir as palavras do
Senhor , o seu Deus.
10 Assim sabero que o Deus vivo est no meio de
vocs e que certamente expulsar de diante de vocs os cananeus, os
hititas, os heveus, os ferezeus, os girgaseus, os amorreus e os
jebuseus.
11 Vejam, a arca da aliana do Soberano de toda a terra
atravessar o Jordo  frente de vocs.
12 Agora, escolham doze
israelitas, um de cada tribo.
13 Quando os sacerdotes que carregam a
arca do Senhor , o Soberano de toda a terra, puserem os ps no Jordo, a
correnteza ser represada e as guas formaro uma muralha".
14 Quando, pois, o povo desmontou o acampamento para atravessar o
Jordo, os sacerdotes que carregavam a arca da aliana foram adiante.
15 (O Jordo transborda em ambas as margens na poca da colheita.)
Assim que os sacerdotes que carregavam a arca da aliana chegaram ao
Jordo e seus ps tocaram as guas,
16 a correnteza que descia parou de
correr e formou uma muralha a grande distncia, perto de uma cidade
chamada Ad, nas proximidades de Zaret; e as guas que desciam para o
mar da Arab, o mar Salgado [c] , escoaram totalmente. E assim o
povo atravessou o rio em frente de Jeric.
17 Os sacerdotes que
carregavam a arca da aliana do Senhor ficaram parados em terra seca no
meio do Jordo, enquanto todo o Israel passava, at que toda a nao o
atravessou pisando em terra seca.
Notas de rodap:
[a] 3.3 Alguns manuscritos do Texto Massortico e as Verses Grega,
Siraca e Aramaica dizem e os levitas.
[b] 3.4 Hebraico: cerca de 2.000 cvados . O cvado era uma medida
linear de cerca de 45 centmetros.
[c] 3.16 Isto , o mar Morto; tambm em 12.3; 15.2,5 e 18.19.

JOSU-CAPITULO-4
O Memorial das Doze Pedras
1 Quando toda a nao terminou de atravessar o Jordo, o Senhor disse a
Josu:
2 "Escolha doze homens dentre o povo, um de cada tribo,
3 e
mande que apanhem doze pedras do meio do Jordo, do lugar onde os
sacerdotes ficaram parados. Levem-nas com vocs para o local onde forem
passar a noite".
4 Josu convocou os doze homens que escolhera dentre os israelitas, um
de cada tribo,
5 e lhes disse: "Passem adiante da arca do Senhor , o
seu Deus, at o meio do Jordo. Ponha cada um de vocs uma pedra nos
ombros, conforme o nmero das tribos dos israelitas.
6 Elas serviro de
sinal para vocs. No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem:
``Que significam essas pedras?'',
7 respondam que as guas do Jordo
foram interrompidas diante da arca da aliana do Senhor . Quando a arca
atravessou o Jordo, as guas foram interrompidas. Essas pedras sero um
memorial perptuo para o povo de Israel".
8 Os israelitas fizeram como Josu lhes havia ordenado. Apanharam doze
pedras do meio do Jordo, conforme o nmero das tribos de Israel, como o
Senhor tinha ordenado a Josu; e as levaram ao acampamento, onde as
deixaram.
9 Josu ergueu tambm doze pedras no meio [a] do
Jordo, no local onde os sacerdotes que carregavam a arca da aliana
tinham ficado. E elas esto l at hoje.
10 Os sacerdotes que carregavam a arca permaneceram em p no meio do
Jordo at que o povo fez tudo o que o Senhor ordenara a Josu, por meio
de Moiss. E o povo atravessou apressadamente.
11 Quando todos tinham
acabado de atravessar, a arca do Senhor e os sacerdotes passaram para o
outro lado, diante do povo.
12 Os homens das tribos de Rben, de Gade e
da metade da tribo de Manasss atravessaram preparados para lutar, 
frente dos israelitas, como Moiss os tinha orientado.
13 Cerca de
quarenta mil homens preparados para a guerra passaram perante o Senhor ,
rumo  plancie de Jeric.
14 Naquele dia o Senhor exaltou Josu  vista de todo o Israel; e eles
o respeitaram enquanto viveu, como tinham respeitado Moiss.
15 Ento o Senhor disse a Josu:
16 "Ordene aos sacerdotes que
carregam a arca da aliana [b] que saiam do Jordo".
17 E Josu lhes ordenou que sassem.
18 Quando os sacerdotes que carregavam a arca da aliana do Senhor
saram do Jordo, mal tinham posto os ps em terra seca, as guas do
Jordo voltaram ao seu lugar, e cobriram como antes as suas margens.
19 No dcimo dia do primeiro ms o povo subiu do Jordo e acampou em
Gilgal, na fronteira leste de Jeric.
20 E em Gilgal Josu ergueu as
doze pedras tiradas do Jordo.
21 Disse ele aos israelitas: "No
futuro, quando os filhos perguntarem aos seus pais: ``Que significam
essas pedras?'',
22 expliquem a eles: Aqui Israel atravessou o Jordo
em terra seca.
23 Pois o Senhor , o seu Deus, secou o Jordo perante
vocs at que o tivessem atravessado. O Senhor , o seu Deus, fez com o
Jordo como fizera com o mar Vermelho, quando o secou diante de ns at
que o tivssemos atravessado.
24 Ele assim fez para que todos os povos
da terra saibam que a mo do Senhor  poderosa e para que vocs sempre
temam o Senhor , o seu Deus".
Notas de rodap:
[a] 4.9 Ou ergueu as doze pedras que haviam estado no meio
[b] 4.16 Hebraico: do Testemunho . Isto , das tbuas da aliana.

JOSU-CAPITULO-5
A Circunciso dos Israelitas em Gilgal
1 Todos os reis amorreus que habitavam a oeste do Jordo e todos os
reis cananeus que viviam ao longo do litoral souberam como o Senhor
tinha secado o Jordo diante dos israelitas at que tivssemos
atravessado. Por isso, desanimaram-se e perderam a coragem de enfrentar
os israelitas.
2 Naquela ocasio o Senhor disse a Josu: "Faa facas de pedra e
circuncide os israelitas".
3 Josu fez facas de pedra e circuncidou
os israelitas em Gibeate-Aralote [a] .
4 Ele fez isso porque todos os homens aptos para a guerra morreram no
deserto depois de terem sado do Egito.
5 Todos os que saram haviam
sido circuncidados, mas todos os que nasceram no deserto, no caminho,
depois da sada do Egito, no passaram pela circunciso.
6 Os
israelitas andaram quarenta anos pelo deserto, at que todos os
guerreiros que tinham sado do Egito morressem, visto que no tinham
obedecido ao Senhor . Pois o Senhor lhes havia jurado que no veriam a
terra que prometera aos seus antepassados que nos daria, terra onde
manam leite e mel.
7 Assim, em lugar deles colocou os seus filhos, e
estes foram os que Josu circuncidou. Ainda estavam incircuncisos porque
no tinham sido circuncidados durante a viagem.
8 E, depois que a nao
inteira foi circuncidada, eles ficaram onde estavam, no acampamento, at
se recuperarem.
9 Ento o Senhor disse a Josu: "Hoje removi de vocs a humilhao
sofrida no Egito". Por isso at hoje o lugar se chama Gilgal.
10 Na tarde do dcimo quarto dia do ms, enquanto estavam acampados em
Gilgal, na plancie de Jeric, os israelitas celebraram a Pscoa.
11 No
dia seguinte ao da Pscoa, nesse mesmo dia, eles comeram pes sem
fermento e gros de trigo tostados, produtos daquela terra.
12 Um dia
depois de comerem do produto da terra, o man cessou. J no havia man
para os israelitas, e naquele mesmo ano eles comeram do fruto da terra
de Cana.
A Queda de Jeric
13 Estando Josu j perto de Jeric, olhou para cima e viu um homem em
p, empunhando uma espada. Aproximou-se dele e perguntou-lhe: "Voc 
por ns, ou por nossos inimigos?"
14 "Nem uma coisa nem outra", respondeu ele. "Venho na qualidade
de comandante do exrcito do Senhor ." Ento Josu prostrou-se, rosto
em terra, em sinal de respeito, e lhe perguntou: "Que mensagem o meu
senhor tem para o seu servo?"
15 O comandante do exrcito do Senhor respondeu: "Tire as sandlias
dos ps, pois o lugar em que voc est  santo". E Josu as tirou.
Notas de rodap:
[a] 5.3 Gibeate-Aralote significa colina dos prepcios.

JOSU-CAPITULO-6
1 Jeric estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ningum
saa nem entrava.
2 Ento o Senhor disse a Josu: "Saiba que entreguei nas suas mos
Jeric, seu rei e seus homens de guerra.
3 Marche uma vez ao redor da
cidade, com todos os homens armados. Faa isso durante seis dias.
4 Sete sacerdotes levaro cada um uma trombeta de chifre de carneiro 
frente da arca. No stimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da
cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas.
5 Quando as trombetas
soarem um longo toque, todo o povo dar um forte grito; o muro da cidade
cair e o povo atacar, cada um do lugar onde estiver".
6 Josu, filho de Num, chamou os sacerdotes e lhes disse: "Levem a
arca da aliana do Senhor . Sete de vocs levaro trombetas  frente da
arca".
7 E ordenou ao povo: "Avancem! Marchem ao redor da cidade!
Os soldados armados iro  frente da arca do Senhor ".
8 Quando Josu terminou de falar ao povo, os sete sacerdotes que
levavam suas trombetas perante o Senhor saram  frente, tocando as
trombetas. E a arca da aliana do Senhor ia atrs deles.
9 Os soldados
armados marchavam  frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e o
restante dos soldados seguia a arca. Durante todo esse tempo tocavam-se
as trombetas.
10 Mas, Josu tinha ordenado ao povo: "No dem o brado
de guerra, no levantem a voz, no digam palavra alguma, at o dia em
que eu lhes ordenar. Ento vocs gritaro!"
11 Assim se fez a arca do
Senhor rodear a cidade, dando uma volta em torno dela. Ento o povo
voltou para o acampamento, onde passou a noite.
12 Josu levantou-se na manh seguinte, e os sacerdotes levaram a arca
do Senhor .
13 Os sete sacerdotes que levavam as trombetas iam adiante
da arca do Senhor , tocando as trombetas. Os homens armados iam  frente
deles, e o restante dos soldados seguia a arca do Senhor , enquanto as
trombetas tocavam continuamente.
14 No segundo dia tambm rodearam a
cidade uma vez, e voltaram ao acampamento. E durante seis dias repetiram
aquela ao.
15 No stimo dia, levantaram-se ao romper da manh e marcharam da mesma
maneira sete vezes ao redor da cidade; foi apenas nesse dia que rodearam
a cidade sete vezes.
16 Na stima vez, quando os sacerdotes deram o
toque de trombeta, Josu ordenou ao povo: "Gritem! O Senhor lhes
entregou a cidade!
17 A cidade, com tudo o que nela existe, ser
consagrada ao Senhor para destruio. Somente a prostituta Raabe e todos
os que esto com ela em sua casa sero poupados, pois ela escondeu os
espies que enviamos.
18 Mas fiquem longe das coisas consagradas, no
se apossem de nenhuma delas, para que no sejam destrudos. Do contrrio
traro destruio e desgraa ao acampamento de Israel.
19 Toda a prata,
todo o ouro e todos os utenslios de bronze e de ferro so sagrados e
pertencem ao Senhor e devero ser levados para o seu tesouro".
20 Quando soaram as trombetas o povo gritou. Ao som das trombetas e do
forte grito, o muro caiu. Cada um atacou do lugar onde estava, e tomaram
a cidade.
21 Consagraram a cidade ao Senhor , destruindo ao fio da
espada homens, mulheres, jovens, velhos, bois, ovelhas e jumentos; todos
os seres vivos que nela havia.
22 Josu disse aos dois homens que tinham espionado a terra: "Entrem
na casa da prostituta e tirem-na de l com todos os seus parentes,
conforme o juramento que fizeram a ela".
23 Ento os jovens que
tinham espionado a terra entraram e trouxeram Raabe, seu pai, sua me,
seus irmos e todos os seus parentes. Tiraram de l todos os da sua
famlia e os deixaram num local fora do acampamento de Israel.
24 Depois incendiaram a cidade inteira e tudo o que nela havia, mas
entregaram a prata, o ouro e os utenslios de bronze e de ferro ao
tesouro do santurio do Senhor .
25 E Josu poupou a prostituta Raabe,
a sua famlia, e todos os seus pertences, pois ela escondeu os homens
que Josu tinha enviado a Jeric como espies. E Raabe vive entre os
israelitas at hoje.
26 Naquela ocasio Josu pronunciou este juramento solene: "Maldito
seja diante do Senhor o homem que reconstruir a cidade de Jeric:
"Ao preo de seu filho mais velho
lanar os alicerces da cidade;
ao preo de seu filho mais novo
por suas portas!"
27 Assim o Senhor esteve com Josu, cuja fama espalhou-se por toda a
regio.

JOSU-CAPITULO-7
O Pecado de Ac e suas Conseqncias
1 Mas os israelitas foram infiis com relao s coisas consagradas.
Ac, filho de Carmi, filho de Zinri [a] , filho de Zer, da tribo
de Jud, apossou-se de algumas delas. E a ira do Senhor acendeu-se
contra Israel.
2 Sucedeu que Josu enviou homens de Jeric a Ai, que fica perto de
Bete-ven, a leste de Betel, e ordenou-lhes: "Subam e espionem a
regio". Os homens subiram e espionaram Ai.
3 Quando voltaram a Josu, disseram: "No  preciso que todos avancem
contra Ai. Envie uns dois ou trs mil homens para atac-la. No canse
todo o exrcito, pois eles so poucos".
4 Por isso cerca de trs mil
homens atacaram a cidade; mas os homens de Ai os puseram em fuga,
5 chegando a matar trinta e seis deles. Eles perseguiram os israelitas
desde a porta da cidade at Sebarim [b] , e os feriram na
descida. Diante disso o povo desanimou-se completamente.
6 Ento Josu, com as autoridades de Israel, rasgou as vestes,
prostrou-se, rosto em terra, diante da arca do Senhor , cobrindo de
terra a cabea, e ali permaneceu at a tarde.
7 Disse ento Josu:
"Ah, Soberano Senhor , por que fizeste este povo atravessar o Jordo?
Foi para nos entregar nas mos dos amorreus e nos destruir? Antes nos
contentssemos em continuar no outro lado do Jordo!
8 Que poderei
dizer, Senhor, agora que Israel foi derrotado por seus inimigos?
9 Os
cananeus e os demais habitantes desta terra sabero disso, nos cercaro
e eliminaro o nosso nome da terra. Que fars, ento, pelo teu grande
nome?"
10 O Senhor disse a Josu: "Levante-se! Por que voc est a
prostrado?
11 Israel pecou. Violou a aliana que eu lhe ordenei.
Apossou-se de coisas consagradas, roubou-as, escondeu-as e as colocou
junto de seus bens.
12 Por isso os israelitas no conseguem resistir
aos inimigos; fogem deles porque se tornaram merecedores da sua
destruio. No estarei mais com vocs, se no destrurem do meio de
vocs o que foi consagrado  destruio.
13 "V, santifique o povo! Diga-lhes: Santifiquem-se para amanh,
pois assim diz o Senhor , o Deus de Israel: H coisas consagradas 
destruio no meio de vocs,  Israel. Vocs no conseguiro resistir
aos seus inimigos enquanto no as retirarem.
14 "Apresentem-se de manh, uma tribo de cada vez. A tribo que o
Senhor escolher vir  frente, um cl de cada vez; o cl que o Senhor
escolher vir  frente, uma famlia de cada vez; e a famlia que o
Senhor escolher vir  frente, um homem de cada vez.
15 Aquele que for
pego com as coisas consagradas ser queimado no fogo com tudo o que lhe
pertence. Violou a aliana do Senhor e cometeu loucura em Israel!"
16 Na manh seguinte Josu mandou os israelitas virem  frente segundo
as suas tribos, e a de Jud foi a escolhida.
17 Os cls de Jud vieram
 frente, e ele escolheu os zeratas. Fez o cl dos zeratas vir 
frente, famlia por famlia, e o escolhido foi Zinri.
18 Josu fez a
famlia de Zinri vir  frente, homem por homem, e Ac, filho de Carmi,
filho de Zinri, filho de Zer, da tribo de Jud, foi o escolhido.
19 Ento Josu disse a Ac: "Meu filho, para a glria do Senhor , o
Deus de Israel, diga a verdade. Conte-me o que voc fez; no me esconda
nada".
20 Ac respondeu: " verdade que pequei contra o Senhor , o Deus de
Israel. O que fiz foi o seguinte:
21 quando vi entre os despojos uma
bela capa feita na Babilnia [c] , dois quilos e quatrocentos
gramas de prata e uma barra de ouro de seiscentos gramas [d] , eu
os cobicei e me apossei deles. Esto escondidos no cho da minha tenda,
com a prata por baixo".
22 Josu enviou alguns homens que correram  tenda de Ac; l estavam
escondidas as coisas, com a prata por baixo.
23 Retiraram-nas da tenda
e as levaram a Josu e a todos os israelitas, e as puseram perante o
Senhor .
24 Ento Josu, junto com todo o Israel, levou Ac, bisneto de Zer, e
a prata, a capa, a barra de ouro, seus filhos e filhas, seus bois, seus
jumentos, suas ovelhas, sua tenda e tudo o que lhe pertencia, ao vale de
Acor.
25 Disse Josu: "Por que voc nos causou esta desgraa? Hoje o
Senhor lhe causar desgraa [e] ". E todo o Israel o apedrejou,
e depois apedrejou tambm os seus, e queimou tudo e todos eles no fogo.
26 Sobre Ac ergueram um grande monte de pedras, que existe at hoje.
Ento o Senhor se afastou do fogo da sua ira. Por isso foi dado quele
lugar o nome de vale de Acor, nome que permanece at hoje.
Notas de rodap:
[a] 7.1 Alguns manuscritos dizem Zabdi; tambm nos versculos 17 e 18.
Veja 1Cr 2.6.
[b] 7.5 Ou as pedreiras
[c] 7.21 Hebraico: capa de Sinear.
[d] 7.21 Hebraico: 200 siclos de prata e 50 siclos de ouro . Um siclo
equivalia a 12 gramas.
[e] 7.25 O termo aqui traduzido por desgraa est relacionado no
hebraico com os nomes Ac e Acor.

JOSU-CAPITULO-8
A Destruio de Ai
1 E disse o Senhor a Josu: "No tenha medo! No desanime! Leve todo
o exrcito com voc e avance contra Ai. Eu entreguei nas suas mos o rei
de Ai, seu povo, sua cidade e sua terra.
2 Voc far com Ai e seu rei o
que fez com Jeric e seu rei; e desta vez vocs podero se apossar dos
despojos e dos animais. Prepare uma emboscada atrs da cidade".
3 Ento Josu e todo o exrcito se prepararam para atacar a cidade de
Ai. Ele escolheu trinta mil dos seus melhores homens de guerra e os
enviou de noite
4 com a seguinte ordem: "Ateno! Preparem uma
emboscada atrs da cidade, e no se afastem muito dela. Fiquem todos
alerta.
5 Eu e todos os que estiverem comigo nos aproximaremos da
cidade. Quando os homens nos atacarem como fizeram antes, fugiremos
deles.
6 Eles nos perseguiro at que os tenhamos atrado para longe da
cidade, pois diro: "Esto fugindo de ns como fizeram antes".
Quando estivermos fugindo,
7 vocs sairo da emboscada e tomaro a
cidade. O Senhor , o seu Deus, a entregar em suas mos.
8 Depois que
tomarem a cidade, vocs a incendiaro. Faam o que o Senhor ordenou.
Atentem bem para as minhas instrues".
9 Ento Josu os enviou. Eles foram e ficaram de emboscada entre Betel
e Ai, a oeste de Ai. Josu, porm, passou aquela noite com o povo.
10 Na manh seguinte Josu passou em revista os homens, e ele e os
lderes de Israel partiram  frente deles para atacar a cidade.
11 Todos os homens de guerra que estavam com ele avanaram, aproximaram-se
da cidade pela frente e armaram acampamento ao norte de Ai, onde o vale
os separava da cidade.
12 Josu ps de emboscada cerca de cinco mil
homens entre Betel e Ai, a oeste da cidade.
13 Os que estavam no
acampamento ao norte da cidade, e os que estavam na emboscada a oeste,
tomaram posio. Naquela noite Josu foi ao vale.
14 Quando o rei de Ai viu isso, ele e todos os homens da cidade se
apressaram, levantaram-se logo cedo e saram para enfrentar Israel no
campo de batalha, no local de onde se avista a Arab. Ele no sabia da
emboscada armada contra ele atrs da cidade.
15 Josu e todo o Israel
deixaram-se perseguir por eles e fugiram para o deserto.
16 Todos os
homens de Ai foram chamados para persegui-los. Eles perseguiram Josu e
foram atrados para longe da cidade.
17 Nem um s homem ficou em Ai e
em Betel; todos foram atrs de Israel. Deixaram a cidade aberta e saram
em perseguio de Israel.
18 Disse ento o Senhor a Josu: "Estende a lana que voc tem na mo
na direo de Ai, pois nas suas mos entregarei a cidade". Josu
estendeu a lana na direo de Ai,
19 e assim que o fez, os homens da
emboscada saram correndo da sua posio, entraram na cidade, tomaram-na
e depressa a incendiaram.
20 Quando os homens de Ai olharam para trs e viram a fumaa da cidade
subindo ao cu, no tinham para onde escapar, pois os israelitas que
fugiam para o deserto se voltaram contra os seus perseguidores.
21 Vendo Josu e todo o Israel que os homens da emboscada tinham tomado a
cidade e que desta subia fumaa, deram meia-volta e atacaram os homens
de Ai.
22 Os outros israelitas tambm saram da cidade para lutar
contra eles, de modo que foram cercados, tendo os israelitas dos dois
lados. Ento os israelitas os mataram, sem deixar sobreviventes nem
fugitivos,
23 mas prenderam vivo o rei de Ai e o levaram a Josu.
24 Israel terminou de matar os habitantes de Ai no campo e no deserto,
onde os tinha perseguido; eles morreram ao fio da espada. Depois disso,
todos os israelitas voltaram  cidade de Ai e mataram os que l haviam
ficado.
25 Doze mil homens e mulheres caram mortos naquele dia. Era
toda a populao de Ai.
26 Pois Josu no recuou a lana at exterminar
todos os habitantes de Ai.
27 Mas Israel se apossou dos animais e dos
despojos daquela cidade, conforme a ordem que o Senhor tinha dado a
Josu.
28 Assim Josu incendiou Ai e fez dela um perptuo monte de runas, um
lugar abandonado at hoje.
29 Enforcou o rei de Ai numa rvore e ali o
deixou at a tarde. Ao pr-do-sol Josu ordenou que tirassem o corpo da
rvore e que o atirassem  entrada da cidade. E sobre ele ergueram um
grande monte de pedras, que perdura at hoje.
A Renovao da Aliana no Monte Ebal
30 Ento Josu construiu no monte Ebal um altar ao Senhor , o Deus de
Israel,
31 conforme Moiss, servo do Senhor , tinha ordenado aos
israelitas. Ele o construiu de acordo com o que est escrito no Livro da
Lei de Moiss: um altar de pedras no lavradas, nas quais no se usou
ferramenta de ferro. Sobre ele ofereceram ao Senhor holocaustos [a]
e sacrifcios de comunho [b] .
32 Ali, na presena dos
israelitas, Josu copiou nas pedras a Lei que Moiss havia escrito.
33 Todo o Israel, estrangeiros e naturais da terra, com os seus lderes, os
seus oficiais e os seus juzes, estavam em p dos dois lados da arca da
aliana do Senhor , diante dos sacerdotes levitas, que a carregavam.
Metade do povo estava em p, defronte do monte Gerizim, e metade,
defronte do monte Ebal. Tudo conforme Moiss, servo do Senhor , tinha
ordenado anteriormente, para que o povo de Israel fosse abenoado.
34 Em seguida Josu leu todas as palavras da lei, a bno e a
maldio, segundo o que est escrito no Livro da Lei.
35 No houve uma
s palavra de tudo o que Moiss tinha ordenado que Josu no lesse para
toda a assemblia de Israel, inclusive mulheres, crianas, e os
estrangeiros que viviam no meio deles.
Notas de rodap
1 8.31 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
2 8.31 Ou de paz

JOSU-CAPITULO-9
A Astcia dos Gibeonitas: o Acordo com Josu
1 E souberam disso todos os reis que viviam a oeste do Jordo, nas
montanhas, na Sefel [a] e em todo o litoral do mar Grande, at o
Lbano. Eram os reis dos hititas, dos amorreus, dos cananeus, dos
ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.
2 Eles se ajuntaram para guerrear
contra Josu e contra Israel.
3 Contudo, quando os habitantes de Gibeom souberam o que Josu tinha
feito com Jeric e Ai,
4 recorreram a um ardil. Enviaram uma delegao,
trazendo jumentos carregados de sacos gastos e vasilhas de couro velhas,
rachadas e remendadas.
5 Os homens calavam sandlias gastas e
remendadas e vestiam roupas velhas. Todos os pes do suprimento deles
estavam secos e esmigalhados.
6 Foram a Josu, no acampamento de
Gilgal, e disseram a ele e aos homens de Israel: "Viemos de uma terra
distante. Queremos que faam um acordo conosco".
7 Os israelitas disseram aos heveus: "Talvez vocs vivam perto de
ns. Como poderemos fazer um acordo com vocs?"
8 "Somos seus servos", disseram a Josu.
Josu, porm, perguntou: "Quem so vocs? De onde vocs vm?"
9 Eles responderam: "Seus servos vieram de uma terra muito distante
por causa da fama do Senhor , o seu Deus. Pois ouvimos falar dele, de
tudo o que fez no Egito,
10 e de tudo o que fez aos dois reis dos
amorreus a leste do Jordo: Seom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Bas,
que reinava em Asterote.
11 E os nossos lderes e todos os habitantes
da nossa terra nos disseram: ``Juntem provises para a viagem, vo
encontrar-se com eles e digam-lhes: Somos seus servos, faam um acordo
conosco''.
12 Este nosso po estava quente quando o embrulhamos em
casa no dia em que samos de viagem para c. Mas vejam como agora est
seco e esmigalhado.
13 Estas vasilhas de couro que enchemos de vinho
eram novas, mas agora esto rachadas. E as nossas roupas e sandlias
esto gastas por causa da longa viagem".
14 Os israelitas examinaram [b] as provises dos heveus, mas no
consultaram o Senhor .
15 Ento Josu fez um acordo de paz com eles,
garantindo poupar-lhes a vida, e os lderes da comunidade o confirmaram
com juramento.
16 Trs dias depois de fazerem o acordo com os gibeonitas, os
israelitas souberam que eram vizinhos e que viviam perto deles.
17 Por
isso partiram de viagem, e trs dias depois chegaram s cidades dos
heveus, que eram Gibeom, Quefira, Beerote e Quiriate-Jearim.
18 Mas no
os atacaram, porque os lderes da comunidade lhes haviam feito um
juramento em nome do Senhor , o Deus de Israel.
Toda a comunidade, porm, queixou-se contra os lderes,
19 que lhes
responderam: "Fizemos a eles o nosso juramento em nome do Senhor , o
Deus de Israel; por isso no podemos tocar neles.
20 Todavia, ns os
trataremos assim: vamos deix-los viver, para que no caia sobre ns a
ira divina por quebrarmos o juramento que lhes fizemos".
21 E
acrescentaram: "Eles ficaro vivos, mas sero lenhadores e
carregadores de gua para toda a comunidade". E assim se manteve a
promessa dos lderes.
22 Ento Josu convocou os gibeonitas e disse: "Por que vocs nos
enganaram dizendo que viviam muito longe de ns, quando na verdade vivem
perto?
23 Agora vocs esto debaixo de maldio: nunca deixaro de ser
escravos, rachando lenha e carregando gua para a casa do meu Deus".
24 Eles responderam a Josu: "Os seus servos ficaram sabendo como o
Senhor , o seu Deus, ordenou que o seu servo Moiss lhes desse toda esta
terra e que eliminasse todos os seus habitantes da presena de vocs.
Tivemos medo do que poderia acontecer conosco por causa de vocs. Por
isso agimos assim.
25 Estamos agora nas suas mos. Faa conosco o que
lhe parecer bom e justo".
26 Josu ento os protegeu e no permitiu que os matassem.
27 Mas
naquele dia fez dos gibeonitas lenhadores e carregadores de gua para a
comunidade e para o altar do Senhor , no local que o Senhor escolhesse.
 o que eles so at hoje.
Notas de rodap:
[a] 9.1 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas; tambm em 10.40; 11.2,16; 12.8 e 15.33.
[b] 9.14 Ou provaram

JOSU-CAPITULO-10
O Dia em que o Sol Parou
1 Sucedeu que Adoni-Zedeque, rei de Jerusalm, soube que Josu tinha
conquistado Ai e a tinha destrudo totalmente, fazendo com Ai e seu rei
o que fizera com Jeric e seu rei, e que o povo de Gibeom tinha feito a
paz com Israel e estava vivendo no meio deles.
2 Ele e o seu povo
ficaram com muito medo, pois Gibeom era to importante como uma cidade
governada por um rei; era maior do que Ai, e todos os seus homens eram
bons guerreiros.
3 Por isso Adoni-Zedeque, rei de Jerusalm, fez o
seguinte apelo a Hoo, rei de Hebrom, a Piram, rei de Jarmute, a Jafia,
rei de Lquis, e a Debir, rei de Eglom:
4 "Venham para c e ajudem-me
a atacar Gibeom, pois ela fez a paz com Josu e com os israelitas".
5 Ento os cinco reis dos amorreus, os reis de Jerusalm, de Hebrom, de
Jarmute, de Lquis e de Eglom reuniram-se e vieram com todos os seus
exrcitos. Cercaram Gibeom e a atacaram.
6 Os gibeonitas enviaram esta mensagem a Josu, no acampamento de
Gilgal: "No abandone os seus servos. Venha depressa! Salve-nos!
Ajude-nos, pois todos os reis amorreus que vivem nas montanhas se uniram
contra ns!"
7 Josu partiu de Gilgal com todo o seu exrcito, inclusive com os seus
melhores guerreiros.
8 E disse o Senhor a Josu: "No tenha medo
desses reis; eu os entreguei nas suas mos. Nenhum deles conseguir
resistir a voc".
9 Depois de uma noite inteira de marcha desde Gilgal, Josu os apanhou
de surpresa.
10 O Senhor os lanou em confuso diante de Israel, que
lhes imps grande derrota em Gibeom. Os israelitas os perseguiram na
subida para Bete-Horom e os mataram por todo o caminho, at Azeca e
Maqued.
11 Enquanto fugiam de Israel na descida de Bete-Horom para
Azeca, do cu o Senhor lanou sobre eles grandes pedras de granizo, que
mataram mais gente do que as espadas dos israelitas.
12 No dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josu
exclamou ao Senhor , na presena de Israel:
"Sol, pare sobre Gibeom!
E voc,  lua, sobre o vale de Aijalom!"
13 O sol parou,
e a lua se deteve,
at a nao vingar-se
dos [a] seus inimigos,
como est escrito no Livro de Jasar.
O sol parou no meio do cu e por quase um dia inteiro no se ps.
14 Nunca antes nem depois houve um dia como aquele, quando o Senhor atendeu
a um homem. Sem dvida o Senhor lutava por Israel!
15 Ento Josu voltou com todo o Israel ao acampamento em Gilgal.
Os Cinco Reis Amorreus So Mortos
16 Os cinco reis fugiram e se esconderam na caverna de Maqued.
17 Avisaram a Josu que eles tinham sido achados numa caverna em Maqued.
18 Disse ele: "Rolem grandes pedras at a entrada da caverna, e
deixem ali alguns homens de guarda.
19 Mas no se detenham! Persigam os
inimigos. Ataquem-nos pela retaguarda e no os deixem chegar s suas
cidades, pois o Senhor , o seu Deus, os entregou em suas mos".
20 Assim Josu e os israelitas os derrotaram por completo, quase
exterminando-os. Mas alguns conseguiram escapar e se refugiaram em suas
cidades fortificadas.
21 O exrcito inteiro voltou ento em segurana a
Josu, ao acampamento de Maqued, e depois disso, ningum mais ousou
abrir a boca para provocar os israelitas.
22 Ento disse Josu: "Abram a entrada da caverna e tragam-me aqueles
cinco reis".
23 Os cinco reis foram tirados da caverna. Eram os reis
de Jerusalm, de Hebrom, de Jarmute, de Lquis e de Eglom.
24 Quando os
levaram a Josu, ele convocou todos os homens de Israel e disse aos
comandantes do exrcito que o tinham acompanhado: "Venham aqui e
ponham o p no pescoo destes reis". E eles obedeceram.
25 Disse-lhes Josu: "No tenham medo! No desanimem! Sejam fortes e
corajosos!  isso que o Senhor far com todos os inimigos que vocs
tiverem que combater".
26 Depois Josu matou os reis e mandou
pendur-los em cinco rvores, onde ficaram at a tarde.
27 Ao pr-do-sol, sob as ordens de Josu, eles foram tirados das
rvores e jogados na caverna onde haviam se escondido. Na entrada da
caverna colocaram grandes pedras, que l esto at hoje.
28 Naquele dia Josu tomou Maqued. Atacou a cidade e matou o seu rei 
espada e exterminou todos os que nela viviam, sem deixar sobreviventes.
E fez com o rei de Maqued o que tinha feito com o rei de Jeric.
A Conquista das Cidades do Sul
29 Ento Josu, e todo o Israel com ele, avanou de Maqued para Libna
e a atacou.
30 O Senhor entregou tambm aquela cidade e seu rei nas
mos dos israelitas. Josu atacou a cidade e matou  espada todos os que
nela viviam, sem deixar nenhum sobrevivente ali. E fez com o seu rei o
que fizera com o rei de Jeric.
31 Depois Josu, e todo o Israel com ele, avanou de Libna para Lquis,
cercou-a e a atacou.
32 O Senhor entregou Lquis nas mos dos
israelitas, e Josu tomou-a no dia seguinte. Atacou a cidade e matou 
espada todos os que nela viviam, como tinha feito com Libna.
33 Nesse
meio tempo Horo, rei de Gezer, fora socorrer Lquis, mas Josu o
derrotou, a ele e ao seu exrcito, sem deixar sobrevivente algum.
34 Josu, e todo o Israel com ele, avanou de Lquis para Eglom,
cercou-a e a atacou.
35 Eles a conquistaram naquele mesmo dia,
feriram-na  espada e exterminaram os que nela viviam, como tinham feito
com Lquis.
36 Ento Josu, e todo o Israel com ele, foi de Eglom para Hebrom e a
atacou.
37 Tomaram a cidade e a feriram  espada, como tambm o seu
rei, os seus povoados e todos os que nela viviam, sem deixar
sobrevivente algum. Destruram totalmente a cidade e todos os que nela
viviam, como tinham feito com Eglom.
38 Depois Josu, e todo o Israel com ele, voltou e atacou Debir.
39 Tomaram a cidade, seu rei e seus povoados, e os mataram  espada.
Exterminaram os que nela viviam, sem deixar sobrevivente algum. Fizeram
com Debir e seu rei o que tinham feito com Libna e seu rei e com Hebrom.
40 Assim Josu conquistou a regio toda, incluindo a serra central, o
Neguebe, a Sefel e as vertentes, e derrotou todos os seus reis, sem
deixar sobrevivente algum. Exterminou tudo o que respirava, conforme o
Senhor , o Deus de Israel, tinha ordenado.
41 Josu os derrotou desde
Cades-Barnia at Gaza, e toda a regio de Gsen, e de l at Gibeom.
42 Tambm subjugou todos esses reis e conquistou suas terras numa nica
campanha, pois o Senhor , o Deus de Israel, lutou por Israel.
43 Ento Josu retornou com todo o Israel ao acampamento em Gilgal.
Notas de rodap:
[a] 10.13 Ou derrotar os

JOSU-CAPITULO-11
A Vitria sobre os Reis do Norte
1 Quando Jabim, rei de Hazor, soube disso, enviou mensagem a Jobabe,
rei de Madom, aos reis de Sinrom e Acsafe,
2 e aos reis do norte que
viviam nas montanhas, na Arab ao sul de Quinerete, na Sefel e em
Nafote-Dora, a oeste;
3 aos cananeus a leste e a oeste; aos amorreus,
aos hititas, aos ferezeus e aos jebuseus das montanhas; e aos heveus do
sop do Hermom, na regio de Misp.
4 Saram com todas as suas tropas,
um exrcito imenso, to numeroso como a areia da praia, alm de um
grande nmero de cavalos e carros.
5 Todos esses reis se uniram e
acamparam junto s guas de Merom, para lutar contra Israel.
6 E o Senhor disse a Josu: "No tenha medo deles, porque amanh a
esta hora os entregarei todos mortos a Israel. A voc cabe cortar os
tendes dos cavalos deles e queimar os seus carros".
7 Josu e todo o seu exrcito os surpreenderam junto s guas de Merom
e os atacaram,
8 e o Senhor os entregou nas mos de Israel, que os
derrotou e os perseguiu at Sidom, a grande, at Misrefote-Maim e at o
vale de Misp, a leste. Eles os mataram sem deixar sobrevivente algum.
9 Josu os tratou como o Senhor lhe tinha ordenado. Cortou os tendes
dos seus cavalos e queimou os seus carros.
10 Na mesma ocasio Josu voltou, conquistou Hazor e matou o seu rei 
espada. (Hazor tinha sido a capital de todos esses reinos.)
11 Matou 
espada todos os que nela estavam. Exterminou-os totalmente, sem poupar
nada que respirasse, e incendiou Hazor.
12 Josu conquistou todas essas cidades e matou  espada os reis que as
governavam. Destruiu-as totalmente, como Moiss, servo do Senhor , tinha
ordenado.
13 Contudo, Israel no incendiou nenhuma das cidades
construdas nas colinas, com exceo de Hazor, que Josu incendiou.
14 Os israelitas tomaram posse de todos os despojos e dos animais dessas
cidades, mas mataram todo o povo  espada, at extermin-lo
completamente, sem poupar ningum.
15 Tudo o que o Senhor tinha
ordenado a seu servo Moiss, Moiss ordenou a Josu, e Josu obedeceu,
sem deixar de cumprir nada de tudo o que o Senhor tinha ordenado a
Moiss.
16 Assim Josu conquistou toda aquela terra: a serra central, todo o
Neguebe, toda a regio de Gsen, a Sefel, a Arab e os montes de Israel
e suas plancies,
17 desde o monte Halaque, que se ergue na direo de
Seir, at Baal-Gade, no vale do Lbano, no sop do monte Hermom. Ele
capturou todos os seus reis e os matou.
18 Josu guerreou contra todos
esses reis por muito tempo.
19 Com exceo dos heveus que viviam em
Gibeom, nenhuma cidade fez a paz com os israelitas, que a todas
conquistou em combate.
20 Pois foi o prprio Senhor que lhes endureceu
o corao para guerrearem contra Israel, para que ele os destrusse
totalmente, exterminando-os sem misericrdia, como o Senhor tinha
ordenado a Moiss.
21 Naquela ocasio Josu exterminou os enaquins dos montes de Hebrom,
de Debir e de Anabe, de todos os montes de Jud, e de Israel. Josu
destruiu-os totalmente, e tambm as suas cidades.
22 Nenhum enaquim foi
deixado vivo no territrio israelita; somente em Gaza, em Gate e em
Asdode  que alguns sobreviveram.
23 Foi assim que Josu conquistou
toda a terra, conforme o Senhor tinha dito a Moiss, e deu-a por herana
a Israel, repartindo-a entre as suas tribos.
E a terra teve descanso da guerra.

JOSU-CAPITULO-12
A Lista dos Reis Derrotados
1 So estes os reis que os israelitas derrotaram, e de cujo territrio
se apossaram a leste do Jordo, desde o ribeiro do Arnom at o monte
Hermom, inclusive todo o lado leste da Arab:
2 Seom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom. Governou desde Aroer,
na borda do ribeiro do Arnom, desde o meio do ribeiro, at o rio
Jaboque, que  a fronteira dos amonitas. Esse territrio inclua a
metade de Gileade.
3 Tambm governou a Arab oriental, desde o mar de
Quinerete [a] at o mar da Arab, o mar Salgado, at
Bete-Jesimote, e mais ao sul, ao p das encostas do Pisga.
4 Tomaram o territrio de Ogue, rei de Bas, um dos ltimos refains,
que reinou em Asterote e Edrei.
5 Ele governou o monte Hermom, Salc,
toda a Bas, at a fronteira do povo de Gesur e de Maaca, e metade de
Gileade, at a fronteira de Seom, rei de Hesbom.
6 Moiss, servo do Senhor , e os israelitas os derrotaram. E Moiss,
servo do Senhor , deu a terra deles como propriedade s tribos de Rben,
de Gade e  metade da tribo de Manasss.
7 So estes os reis que Josu e os israelitas derrotaram no lado
ocidental do Jordo, desde Baal-Gade, no vale do Lbano, at o monte
Halaque, que se ergue na direo de Seir. Josu deu a terra deles por
herana s tribos de Israel, repartindo-a entre elas:
8 a serra
central, a Sefel, a Arab, as encostas das montanhas, o deserto e o
Neguebe: as terras dos hititas, dos amorreus, dos cananeus, dos
ferezeus, dos heveus e dos jebuseus:
9 o rei de Jeric, o rei de Ai, prxima a Betel,
10 o rei de
Jerusalm, o rei de Hebrom,
11 o rei de Jarmute, o rei de Lquis,
12 o
rei de Eglom, o rei de Gezer,
13 o rei de Debir, o rei de Geder,
14 o
rei de Horm, o rei de Arade,
15 o rei de Libna, o rei de Adulo,
16 o
rei de Maqued, o rei de Betel,
17 o rei de Tapua, o rei de Hfer,
18 o rei de Afeque, o rei de Lasarom,
19 o rei de Madom, o rei de Hazor,
20 o rei de Sinrom-Merom, o rei de Acsafe,
21 o rei de Taanaque, o rei
de Megido,
22 o rei de Quedes, o rei de Jocneo do Carmelo,
23 o rei
de Dor em Nafote-Dor, o rei de Goim de Gilgal,
24 e o rei de Tirza.
Trinta e um reis ao todo.
Notas de rodap:
[a] 12.3 Isto , o mar da Galilia; tambm em 13.27.

JOSU-CAPITULO-13
Terras a Serem Conquistadas
1 Sendo Josu j velho, de idade bastante avanada, o Senhor lhe
disse: "Voc j est velho, e ainda h muita terra para ser
conquistada.
2 "Esta  a terra que resta: todas as regies dos filisteus e dos
gesuritas;
3 desde o rio Sior, prximo ao Egito, at o territrio de
Ecrom, ao norte, todo esse territrio considerado cananeu. Abrange a
regio dos aveus, isto , dos cinco chefes filisteus, governantes de
Gaza, de Asdode, de Ascalom, de Gate e de Ecrom.
4 Resta ainda, desde o
sul, toda a terra dos cananeus, desde Ara dos sidnios at Afeque, a
regio dos amorreus,
5 a dos gibleus e todo o Lbano, para o leste,
desde Baal-Gade, ao p do monte Hermom, at Lebo-Hamate.
6 "Todos os habitantes das montanhas, desde o Lbano at
Misrefote-Maim, isto , todos os sidnios; eu mesmo os expulsarei da
presena dos israelitas. Voc, porm, distribuir essa terra a Israel
por herana, como lhe ordenei,
7 repartindo-a agora entre as nove
tribos e a metade da tribo de Manasss".
A Diviso das Terras a Leste do Jordo
8 Com a outra metade da tribo de Manasss, as tribos de Rben e de Gade
j haviam recebido a herana a leste do Jordo, conforme Moiss, servo
do Senhor , lhes tinha designado.
9 Esse territrio se estendia de Aroer, na margem do ribeiro do Arnom,
e da cidade situada no meio do vale desse ribeiro, incluindo todo o
planalto de Medeba, at Dibom,
10 e todas as cidades de Seom, rei dos
amorreus, que governava em Hesbom, e prosseguia at a fronteira dos
amonitas.
11 Tambm inclua Gileade, o territrio dos gesuritas e
maacatitas, toda a regio do monte Hermom e toda a Bas, at Salc,
12 isto , todo o reino de Ogue, em Bas, que tinha reinado em Asterote e
Edrei, um dos ltimos refains sobreviventes. Moiss os tinha derrotado e
tomado as suas terras.
13 Mas os israelitas no expulsaram os gesuritas
e maacatitas, de modo que at hoje continuam a viver no meio deles.
14 Mas  tribo de Levi no deu herana alguma, visto que as ofertas
preparadas no fogo ao Senhor , o Deus de Israel, so a herana deles,
como j lhes dissera.
15  tribo de Rben, cl por cl, Moiss dera o seguinte territrio:
16 Desde Aroer, na margem do ribeiro do Arnom, e desde a cidade situada
no meio do vale desse ribeiro, e todo o planalto depois de Medeba,
17 at Hesbom e todas as suas cidades no planalto, inclusive Dibom,
Bamote-Baal, Bete-Baal-Meom,
18 Jaza, Quedemote, Mefaate,
19 Quiriataim, Sibma, Zerete-Saar, na encosta do vale,
20 Bete-Peor, as
encostas do Pisga, e Bete-Jesimote:
21 todas as cidades do planalto e
todo o domnio de Seom, rei dos amorreus, que governava em Hesbom.
Moiss o tinha derrotado, bem como aos lderes midianitas Evi, Requm,
Zur, Hur e Reba, aliados de Seom, que viviam naquela terra.
22 Alm dos
que foram mortos na guerra, os israelitas mataram  espada Balao, filho
de Beor, que praticava adivinhao.
23 A fronteira da tribo de Rben
era a margem do Jordo. Essas cidades e os seus povoados foram a herana
de Rben, cl por cl.
24  tribo de Gade, cl por cl, Moiss dera o seguinte territrio:
25 O territrio de Jazar, todas as cidades de Gileade e metade do
territrio amonita at Aroer, perto de Rab.
26 Estendia-se desde
Hesbom at Ramate-Misp e Betonim, e desde Maanaim at o territrio de
Debir.
27 No vale do Jordo inclua Bete-Ar, Bete-Ninra, Sucote e
Zafom; o restante do domnio de Seom, rei de Hesbom. Abrangia a margem
leste do Jordo at o mar de Quinerete.
28 Essa regio com suas cidades
e povoados foram a herana de Gade, cl por cl.
29  metade da tribo de Manasss, isto ,  metade dos descendentes de
Manasss, cl por cl, Moiss dera o seguinte territrio:
30 O seu territrio se estendia desde Maanaim e inclua toda a regio
de Bas, todo o domnio de Ogue, rei de Bas: todos os povoados de Jair
em Bas, sessenta cidades;
31 metade de Gileade, e Asterote e Edrei,
cidades do reino de Ogue, em Bas. Esse foi o territrio destinado 
metade dos descendentes de Maquir, filho de Manasss, cl por cl.
32 Essa foi a herana que Moiss lhes deu quando estava na plancie de
Moabe, do outro lado do Jordo, a leste de Jeric.
33 Mas  tribo de
Levi Moiss no deu herana alguma; o Senhor , o Deus de Israel,  a
herana deles, como j lhes dissera.

JOSU-CAPITULO-14
A Diviso das Terras a Oeste do Jordo
1 Foram estas as terras que os israelitas receberam por herana em
Cana, e que o sacerdote Eleazar, Josu, filho de Num, e os chefes dos
cls das tribos dos israelitas repartiram entre eles.
2 A diviso da
herana foi decidida por sorteio entre as nove tribos e meia, como o
Senhor tinha ordenado por meio de Moiss,
3 pois Moiss j tinha dado
herana s duas tribos e meia a leste do Jordo. Mas aos levitas no
dera herana entre os demais.
4 Os filhos de Jos formaram as duas
tribos de Manasss e Efraim. Os levitas no receberam poro alguma da
terra; receberam apenas cidades onde viver, com pastagens para os seus
rebanhos.
5 Os israelitas dividiram a terra conforme o Senhor tinha
ordenado a Moiss.
Calebe Recebe Hebrom
6 Os homens de Jud vieram a Josu em Gilgal, e Calebe, filho do
quenezeu Jefon, lhe disse: "Voc sabe o que o Senhor disse a Moiss,
homem de Deus, em Cades-Barnia, sobre mim e sobre voc.
7 Eu tinha
quarenta anos quando Moiss, servo do Senhor , enviou-me de
Cades-Barnia para espionar a terra. Eu lhe dei um relatrio digno de
confiana,
8 mas os meus irmos israelitas que foram comigo fizeram o
povo desanimar-se de medo. Eu, porm, fui inteiramente fiel ao Senhor ,
o meu Deus.
9 Por isso naquele dia Moiss me jurou: ``Certamente a
terra em que voc pisou ser uma herana perptua para voc e para os
seus descendentes, porquanto voc foi inteiramente fiel ao Senhor , o
meu Deus''.
10 "Pois bem, o Senhor manteve-me vivo, como prometeu. E foi h
quarenta e cinco anos que ele disse isso a Moiss, quando Israel
caminhava pelo deserto. Por isso aqui estou hoje, com oitenta e cinco
anos de idade!
11 Ainda estou to forte como no dia em que Moiss me
enviou; tenho agora tanto vigor para ir  guerra como tinha naquela
poca.
12 D-me, pois, a regio montanhosa que naquela ocasio o Senhor
me prometeu. Na poca, voc ficou sabendo que os enaquins l viviam com
suas cidades grandes e fortificadas; mas, se o Senhor estiver comigo, eu
os expulsarei de l, como ele prometeu".
13 Ento Josu abenoou Calebe, filho de Jefon, e lhe deu Hebrom por
herana.
14 Por isso, at hoje, Hebrom pertence aos descendentes de
Calebe, filho do quenezeu Jefon, pois ele foi inteiramente fiel ao
Senhor , o Deus de Israel.
15 Hebrom era chamada Quiriate-Arba, em
homenagem a Arba, o maior dos enaquins.
E a terra teve descanso da guerra.

JOSU-CAPITULO-15
As Terras da Tribo de Jud
1 As terras distribudas  tribo de Jud, cl por cl, estendiam-se
para o sul at a fronteira com Edom, at o deserto de Zim, no extremo
sul.
2 Sua fronteira sul comeava na ponta de terra do extremo sul do mar
Salgado,
3 passava pelo sul da subida de Acrabim [a] ,
prosseguia at Zim e da at o sul de Cades-Barnia. Depois passava por
Hezrom, indo at Adar e fazia uma curva em direo a Carca.
4 Dali
continuava at Azmom, indo at o ribeiro do Egito e terminando no mar.
Essa era a fronteira sul deles [b] .
5 A fronteira oriental era o mar Salgado, at a foz do Jordo.
A fronteira norte comeava na enseada, na foz do Jordo,
6 subia at
Bete-Hogla e passava ao norte de Bete-Arab, at a Pedra de Bo, filho
de Rben.
7 A fronteira subia ento do vale de Acor at Debir, e virava
para o norte, na direo de Gilgal, que fica defronte da subida de
Adumim, ao sul do ribeiro. Passava pelas guas de En-Semes, indo at
En-Rogel.
8 Depois subia pelo vale de Ben-Hinom, ao longo da encosta
sul da cidade dos jebuseus, isto , Jerusalm. Dali subia at o alto da
montanha, a oeste do vale de Hinom, no lado norte do vale de Refaim.
9 Do alto da montanha a fronteira prosseguia para a fonte de Neftoa, ia
para as cidades do monte Efrom e descia na direo de Baal, que 
Quiriate-Jearim.
10 De Baal fazia uma curva em direo ao oeste, at o
monte Seir, prosseguia pela encosta norte do monte Jearim, isto ,
Quesalom; em seguida continuava descendo at Bete-Semes e passava por
Timna.
11 Depois ia para a encosta norte de Ecrom, virava na direo de
Sicrom, continuava at o monte Baal e chegava a Jabneel, terminando no
mar.
12 A fronteira ocidental era o litoral do mar Grande.
Eram essas as fronteiras que demarcavam Jud por todos os lados, de
acordo com os seus cls.
13 Conforme a ordem dada pelo Senhor , Josu deu a Calebe, filho de
Jefon, uma poro de terra em Jud, que foi Quiriate-Arba, isto ,
Hebrom. Arba era antepassado de Enaque.
14 Calebe expulsou de Hebrom os
trs enaquins: Sesai, Aim e Talmai, descendentes de Enaque.
15 Dali
avanou contra o povo de Debir, anteriormente chamada Quiriate-Sefer.
16 E Calebe disse: "Darei minha filha Acsa por mulher ao homem que
atacar e conquistar Quiriate-Sefer".
17 Otoniel, filho de Quenaz,
irmo de Calebe, a conquistou; e Calebe lhe deu sua filha Acsa por
mulher.
18 Quando Acsa foi viver com Otoniel, ela o [c] pressionou para
que pedisse um campo ao pai dela. Assim que ela desceu do jumento,
perguntou-lhe Calebe: "O que voc quer?"
19 "Quero um presente", respondeu ela. "J que me deu terras no
Neguebe, d-me tambm fontes de gua." Ento Calebe lhe deu as fontes
superiores e as inferiores.
20 Esta  a herana da tribo de Jud, cl por cl:
21 As cidades que ficavam no extremo sul da tribo de Jud, no Neguebe,
na direo da fronteira de Edom, eram:
Cabzeel, der, Jagur,
22 Quin, Dimona, Adada,
23 Quedes, Hazor, Itn,
24 Zife, Telm, Bealote,
25 Hazor-Hadata, Queriote-Hezrom, que 
Hazor,
26 Am, Sema, Molad,
27 Hazar-Gada, Hesmom, Bete-Pelete,
28 Hazar-Sual, Berseba, Bizioti,
29 Baal, Iim, Azm,
30 Eltolade,
Quesil, Horm,
31 Ziclague, Madmana, Sansana,
32 Lebaote, Silim, Aim e
Rimom. Eram vinte e nove cidades com seus povoados.
33 Na Sefel:
Estaol, Zor, Asn,
34 Zanoa, En-Ganim, Tapua, En,
35 Jarmute,
Adulo, Soc, Azeca,
36 Saaraim, Aditaim, e Geder ou [d]
Gederotaim. Eram catorze cidades com seus povoados.
37 Zen, Hadasa, Migdal-Gade,
38 Dile, Misp, Jocteel,
39 Lquis,
Bozcate, Eglom,
40 Cabom, Laams, Quitlis,
41 Gederote, Bete-Dagom,
Naam e Maqued. Eram dezesseis cidades com seus povoados.
42 Libna, Eter, As,
43 Ift, Asn, Nezibe,
44 Queila, Aczibe e
Maressa. Eram nove cidades com seus povoados.
45 Ecrom, com suas vilas e seus povoados;
46 de Ecrom at o mar, todas
as cidades nas proximidades de Asdode, com os seus povoados;
47 Asdode,
com suas vilas e seus povoados; e Gaza, com suas vilas e seus povoados,
at o ribeiro do Egito e o litoral do mar Grande.
48 Na regio montanhosa:
Samir, Jatir, Soc,
49 Dan, Quiriate-Sana, que  Debir,
50 Anabe,
Estemo, Anim,
51 Gsen, Holom e Gilo. Eram onze cidades com seus
povoados.
52 Arabe, Dum, Es,
53 Janim, Bete-Tapua, Afeca,
54 Hunta,
Quiriate-Arba, que  Hebrom e Zior. Eram nove cidades com seus povoados.
55 Maom, Carmelo, Zife, Jut,
56 Jezreel, Jocdeo, Zanoa,
57 Caim,
Gibe e Timna. Eram dez cidades com seus povoados.
58 Halul, Bete-Zur, Gedor,
59 Maarate, Bete-Anote e Eltecom. Eram seis
cidades com seus povoados.
60 Quiriate-Baal, que  Quiriate-Jearim e Rab. Eram duas cidades com
seus povoados.
61 No deserto:
Bete-Arab, Midim, Secac,
62 Nibs, Cidade do Sal e En-Gedi. Eram seis
cidades com seus povoados.
63 Os descendentes de Jud no conseguiram expulsar os jebuseus, que
viviam em Jerusalm; at hoje os jebuseus vivem ali com o povo de Jud.
Notas de rodap:
[a] 15.3 Isto , dos Escorpies.
[b] 15.4 Hebraico: de vocs .
[c] 15.18 Conforme o Texto Massortico e alguns manuscritos da
Septuaginta. Alguns manuscritos da Septuaginta dizem ele a. Veja Jz 1.14
e a nota.
[d] 15.36 Ou e

JOSU-CAPITULO-16
As Terras das Tribos de Efraim e Manasss
1 As terras distribudas aos descendentes de Jos iam desde o Jordo,
perto de Jeric, a leste das guas de Jeric, e da subiam pelo deserto
at a serra que vai de Jeric a Betel.
2 De Betel, que  Luz [a]
, iam para o territrio dos arquitas, em Atarote,
3 desciam para o
oeste, at o territrio dos jafletitas, chegando  regio de Bete-Horom
Baixa, e prosseguiam at Gezer, terminando no mar.
4 Assim os descendentes de Manasss e Efraim, filhos de Jos, receberam
a sua herana.
A Herana de Efraim
5 Este era o territrio de Efraim, cl por cl:
A fronteira da sua herana ia de Atarote-Adar, a leste, at Bete-Horom
Alta,
6 e prosseguia at o mar. De Micmet, ao norte, fazia uma curva
para o leste, at Taanate-Sil, e, passando por ela, ia at Janoa, a
leste.
7 Depois descia de Janoa para Atarote e Naarate, encostava em
Jeric e terminava no Jordo.
8 De Tapua a fronteira seguia rumo oeste
at o ribeiro de Can e terminava no mar. Essa foi a herana da tribo
dos efraimitas, cl por cl,
9 que inclua todas as cidades com os seus
povoados, separadas para os efraimitas na herana dos manassitas.
10 Os cananeus de Gezer no foram expulsos, e at hoje vivem no meio do
povo de Efraim, mas so sujeitos a trabalhos forados.
Notas de rodap:
[a] 16.2 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz De Betel vai
at Luz.

JOSU-CAPITULO-17
A Herana de Manasss
1 Estas foram as terras distribudas  tribo de Manasss, filho mais
velho de Jos. Foram entregues a Maquir, filho mais velho de Manasss.
Maquir, pai de Gileade, guerreiro valente, recebeu Gileade e Bas.
2 Tambm foram dadas terras para os cls dos outros filhos de Manasss:
Abiezer, Heleque, Asriel, Siqum, Hfer e Semida. Esses so os filhos
homens de Manasss, filho de Jos, de acordo com os seus cls.
3 Zelofeade, porm, filho de Hfer, neto de Gileade, bisneto de Maquir,
trineto de Manasss, no teve nenhum filho, somente filhas. Seus nomes
eram Maal, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
4 Elas foram ao sacerdote
Eleazar, a Josu, filho de Num, e aos lderes, e disseram: "O Senhor
ordenou a Moiss que nos desse uma herana entre os nossos parentes".
Josu deu-lhes ento uma herana entre os irmos de seu pai, de acordo
com a ordem do Senhor .
5 A tribo de Manasss recebeu dez quinhes de
terra, alm de Gileade e Bas, que ficam a leste do Jordo,
6 pois
tanto as descendentes de Manasss como os filhos dele receberam herana.
A terra de Gileade ficou para os outros descendentes de Manasss.
7 O territrio de Manasss estendia-se desde Aser at Micmet, a leste
de Siqum. A fronteira ia dali para o sul, chegando at o povo que vivia
em En-Tapua.
8 As terras de Tapua eram de Manasss, mas a cidade de
Tapua, na fronteira de Manasss, pertencia aos efraimitas.
9 Depois a
fronteira descia at o ribeiro de Can. Ao sul do ribeiro havia cidades
pertencentes a Efraim que ficavam em meio s cidades de Manasss, mas a
fronteira de Manasss ficava ao norte do ribeiro e terminava no mar.
10 Do lado sul a terra pertencia a Efraim; do lado norte, a Manasss. O
territrio de Manasss chegava at o mar e alcanava Aser, ao norte, e
Issacar, a leste.
11 Em Issacar e Aser, Manasss tinha tambm Bete-Se, Ible e as
populaes de Dor, En-Dor, Taanaque e Megido, com os seus respectivos
povoados. A terceira da lista, isto , Dor,  Nafote [a] .
12 Mas os manassitas no conseguiram expulsar os habitantes dessas
cidades, pois os cananeus estavam decididos a viver naquela regio.
13 Entretanto, quando os israelitas se fortaleceram, submeteram os cananeus
a trabalhos forados, mas no os expulsaram totalmente.
14 Os descendentes de Jos disseram ento a Josu: "Por que nos deste
apenas um quinho, uma s poro de herana? Somos um povo numeroso, e o
Senhor nos tem abenoado ricamente".
15 Respondeu Josu: "Se vocs so to numerosos, e se os montes de
Efraim tm pouco espao para vocs, subam, entrem na floresta e limpem o
terreno para vocs na terra dos ferezeus e dos refains".
16 Os descendentes de Jos responderam: "Os montes no so
suficientes para ns; alm disso todos os cananeus que vivem na plancie
possuem carros de ferro, tanto os que vivem em Bete-Se e seus povoados
como os que vivem no vale de Jezreel".
17 Josu, porm, disse  tribo de Jos, a Efraim e a Manasss: "Vocs
so numerosos e poderosos. Vocs no tero apenas um quinho.
18 Os
montes cobertos de floresta sero de vocs. Limpem o terreno, e ser de
vocs, at os seus limites mais distantes. Embora os cananeus possuam
carros de ferro e sejam fortes, vocs podero expuls-los".
Notas de rodap:
[a] 17.11 Isto , Nafote-Dor, ou planalto de Dor.

JOSU-CAPITULO-18
A Diviso do Restante da Terra
1 Toda a comunidade dos israelitas reuniu-se em Sil e ali armou a
Tenda do Encontro. A terra foi dominada por eles;
2 mas sete tribos
ainda no tinham recebido a sua herana.
3 Ento Josu disse aos israelitas: "At quando vocs vo
negligenciar a posse da terra que o Senhor , o Deus dos seus
antepassados, lhes deu?
4 Escolham trs homens de cada tribo, e eu os
enviarei. Eles vo examinar a terra e mape-la, conforme a herana de
cada tribo. Depois voltaro a mim.
5 Dividam a terra em sete partes.
Jud ficar em seu territrio ao sul, e a tribo de Jos em seu
territrio ao norte.
6 Depois que fizerem um mapa das sete partes da
terra, tragam-no para mim, e eu farei sorteio para vocs na presena do
Senhor , o nosso Deus.
7 Mas os levitas nada recebero entre vocs,
pois o sacerdcio do Senhor  a herana deles. Gade, Rben e a metade da
tribo de Manasss j receberam a sua herana no lado leste do Jordo,
dada a eles por Moiss, servo do Senhor ".
8 Quando os homens estavam de partida para mapear a terra, Josu os
instruiu: "Vo examinar a terra e faam uma descrio dela. Depois
voltem, e eu farei um sorteio para vocs aqui em Sil, na presena do
Senhor ".
9 Os homens partiram e percorreram a terra. Descreveram-na
num rolo, cidade por cidade, em sete partes, e retornaram a Josu, ao
acampamento de Sil.
10 Josu fez ento um sorteio para eles em Sil,
na presena do Senhor , e ali distribuiu a terra aos israelitas,
conforme a poro devida a cada tribo.
As Terras da Tribo de Benjamim
11 Saiu a sorte para a tribo de Benjamim, cl por cl. O territrio
sorteado ficava entre as tribos de Jud e de Jos.
12 No lado norte a sua fronteira comeava no Jordo, passava pela
encosta norte de Jeric e prosseguia para o oeste, para a regio
montanhosa, terminando no deserto de Bete-ven.
13 Dali ia para a
encosta sul de Luz, que  Betel, e descia para Atarote-Adar, na montanha
que est ao sul de Bete-Horom Baixa.
14 Da montanha que fica defronte de Bete-Horom, no sul, a fronteira
virava para o sul, ao longo do lado ocidental, e terminava em
Quiriate-Baal, que  Quiriate-Jearim, cidade do povo de Jud. Esse era o
lado ocidental.
15 A fronteira sul comeava no oeste, nos arredores de Quiriate-Jearim,
e chegava  fonte de Neftoa.
16 A fronteira descia at o sop da
montanha que fica defronte do vale de Ben-Hinom, ao norte do vale de
Refaim. Depois, prosseguia, descendo pelo vale de Hinom ao longo da
encosta sul da cidade dos jebuseus e chegava at En-Rogel.
17 Fazia
ento uma curva para o norte, ia para En-Semes, continuava at Gelilote,
que fica defronte da subida de Adumim, e descia at a Pedra de Bo,
filho de Rben.
18 Prosseguia para a encosta norte de Bete-Arab
[a] , e da descia para a Arab.
19 Depois ia para a encosta norte de
Bete-Hogla e terminava na baa norte do mar Salgado, na foz do Jordo,
no sul. Essa era a fronteira sul.
20 O Jordo delimitava a fronteira oriental.
Essas eram as fronteiras que demarcavam por todos os lados a herana dos
cls de Benjamim.
21 A tribo de Benjamim, cl por cl, recebeu as seguintes cidades:
Jeric, Bete-Hogla, Emeque-Queziz,
22 Bete-Arab, Zemaraim, Betel,
23 Avim, Par, Ofra,
24 Quefar-Amonai, Ofni e Geba. Eram doze cidades com
os seus povoados.
25 Gibeom, Ram, Beerote,
26 Misp, Quefira, Mosa,
27 Requm, Irpeel,
Tarala,
28 Zela, Elefe, Jebus, que  Jerusalm, Gibe e Quiriate. Eram
catorze cidades com os seus povoados.
Essa foi a herana dos cls de Benjamim.
Notas de rodap:
[a] 18.18 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz encosta
norte defronte da Arab.

JOSU-CAPITULO-19
As Terras da Tribo de Simeo
1 Na segunda vez, a sorte saiu para a tribo de Simeo, cl por cl. A
herana deles ficava dentro do territrio de Jud.
2 Eles receberam:
Berseba ou Seba, Molad,
3 Hazar-Sual, Bal, Azm,
4 Eltolade, Betul,
Horm,
5 Ziclague, Bete-Marcabote, Hazar-Susa,
6 Bete-Lebaote e
Sarum. Eram treze cidades com os seus povoados.
7 Aim, Rimom, Eter e As, quatro cidades com os seus povoados,
8 e
todos os povoados ao redor dessas cidades, at Baalate-Beer, que  Ram,
no Neguebe.
Essa foi a herana da tribo dos simeonitas, cl por cl.
9 A herana
dos simeonitas foi tirada de Jud, pois Jud recebera mais terras do que
precisava. Assim os simeonitas receberam a sua herana dentro do
territrio de Jud.
As Terras da Tribo de Zebulom
10 Na terceira vez, a sorte saiu para Zebulom, cl por cl.
A fronteira da sua herana ia at Saride.
11 De l ia para o oeste,
chegava a Maral, alcanava Dabesete, e se estendia at o ribeiro
prximo a Jocneo.
12 De Saride fazia uma curva para o leste, para o
lado do nascente, em direo ao territrio de Quislote-Tabor, prosseguia
at Daberate e subia para Jafia.
13 Depois continuava para o leste, at
Gate-Hfer e Ete-Cazim, chegava a Rimom e fazia uma curva na direo de
Ne.
14 Do norte a fronteira voltava at Hanatom e terminava no vale de
Ift-El.
15 A tambm estavam Catate, Naalal, Sinrom, Idala e Belm.
Eram doze cidades com os seus povoados.
16 Essas cidades com os seus povoados foram a herana de Zebulom, cl
por cl.
As Terras da Tribo de Issacar
17 Na quarta vez, a sorte saiu para Issacar, cl por cl.
18 Seu
territrio abrangia:
Jezreel, Quesulote, Sunm,
19 Hafaraim, Siom, Anaarate,
20 Rabite,
Quisiom, Ebes,
21 Remete, En-Ganim, En-Had e Bete-Pazes.
22 A
fronteira chegava a Tabor, Saazima e Bete-Semes, e terminava no Jordo.
Eram dezesseis cidades com os seus povoados.
23 Essas cidades com os seus povoados foram a herana da tribo de
Issacar, cl por cl.
As Terras da Tribo de Aser
24 Na quinta vez, a sorte saiu para Aser, cl por cl.
25 Seu
territrio abrangia:
Helcate, Hali, Bten, Acsafe,
26 Alameleque, Amade e Misal. A oeste a
fronteira alcanava o Carmelo e Sior-Libnate.
27 De l virava para o
leste em direo a Bete-Dagom, alcanava Zebulom e o vale de Ift-El, e
ia para o norte, para Bete-Emeque e Neiel, passando por Cabul, 
esquerda,
28 Ebrom, Reobe, Hamom e Can, at Sidom, a grande.
29 Depois a fronteira voltava para Ram e ia para a cidade fortificada de
Tiro, virava na direo de Hosa e terminava no mar, na regio de Aczibe,
30 Um, Afeque e Reobe. Eram vinte e duas cidades com os seus povoados.
31 Essas cidades com os seus povoados foram a herana da tribo de Aser,
cl por cl.
As Terras da Tribo de Naftali
32 Na sexta vez, a sorte saiu para Naftali, cl por cl.
33 Sua fronteira ia desde Helefe e do carvalho de Zaanim, passava por
Adami-Neguebe e Jabneel, e ia at Lacum, terminando no Jordo.
34 Voltando para o oeste, a fronteira passava por Aznote-Tabor e ia para
Hucoque. Atingia Zebulom ao sul, Aser a oeste e o Jordo [a] a
leste.
35 As cidades fortificadas eram Zidim, Zer, Hamate, Racate,
Quinerete,
36 Adam, Ram, Hazor,
37 Quedes, Edrei, En-Hazor,
38 Irom, Migdal-El, Horm, Bete-Anate e Bete-Semes. Eram dezenove cidades
com os seus povoados.
39 Essas cidades com os seus povoados foram a herana da tribo de
Naftali, cl por cl.
As Terras da Tribo de D
40 Na stima vez, a sorte saiu para D, cl por cl.
41 O territrio
da sua herana abrangia:
Zor, Estaol, Ir-Semes,
42 Saalabim, Aijalom, Itla,
43 Elom, Timna,
Ecrom,
44 Elteque, Gibetom, Baalate,
45 Jede, Bene-Beraque,
Gate-Rimom,
46 Me-Jarcom e Racom, e a regio situada defronte de Jope.
47 Mas a tribo de D teve dificuldade para tomar posse do seu
territrio. Por isso atacaram Lesm, conquistaram-na, passaram-na ao fio
da espada e a ocuparam. Estabeleceram-se em Lesm e lhe deram o nome de
D, por causa do seu antepassado.
48 Essas cidades com os seus povoados
foram a herana da tribo de D, cl por cl.
As Terras Dadas a Josu
49 Quando terminaram de dividir a terra em territrios delimitados, os
israelitas deram a Josu, filho de Num, uma herana no meio deles,
50 como o Senhor tinha ordenado. Deram-lhe a cidade que ele havia pedido,
Timnate-Sera [b] , nos montes de Efraim, onde ele reconstruiu a
cidade e se estabeleceu.
51 Foram esses os territrios que o sacerdote Eleazar, Josu, filho de
Num, e os chefes dos cls das tribos de Israel repartiram por sorteio em
Sil, na presena do Senhor ,  entrada da Tenda do Encontro. E assim
terminaram de dividir a terra.
Notas de rodap:
[a] 19.34 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz oeste, e
Jud, o Jordo.
[b] 19.50 Tambm conhecida como Timnate-Heres. Veja Jz 2.9.

JOSU-CAPITULO-20
As Cidades de Refgio
1 Disse o Senhor a Josu:
2 "Diga aos israelitas que designem as
cidades de refgio, como lhes ordenei por meio de Moiss,
3 para que
todo aquele que matar algum sem inteno e acidentalmente possa fugir
para l e proteger-se do vingador da vtima.
4 "Quando o homicida involuntrio fugir para uma dessas cidades, ter
que colocar-se junto  porta da cidade e expor o caso s autoridades
daquela cidade. Eles o recebero e lhe daro um local para morar entre
eles.
5 Caso o vingador da vtima o persiga, eles no o entregaro,
pois matou seu prximo acidentalmente, sem maldade e sem premeditao.
6 Todavia, ele ter que permanecer naquela cidade at comparecer a
julgamento perante a comunidade e at morrer o sumo sacerdote que
estiver servindo naquele perodo. Ento poder voltar para a sua prpria
casa,  cidade de onde fugiu".
7 Assim eles separaram Quedes, na Galilia, nos montes de Naftali,
Siqum, nos montes de Efraim, e Quiriate-Arba, que  Hebrom, nos montes
de Jud.
8 No lado leste do Jordo, perto de Jeric, designaram Bezer,
no planalto desrtico da tribo de Rben; Ramote, em Gileade, na tribo de
Gade; e Gol, em Bas, na tribo de Manasss.
9 Qualquer israelita ou
estrangeiro residente que matasse algum sem inteno, poderia fugir
para qualquer dessas cidades para isso designadas e escapar do vingador
da vtima, antes de comparecer a julgamento perante a comunidade.

JOSU-CAPITULO-21
As Cidades dos Levitas
1 Os chefes de famlia dos levitas se aproximaram do sacerdote
Eleazar, de Josu, filho de Num, e dos chefes das outras famlias das
tribos dos israelitas
2 em Sil, na terra de Cana, e lhes disseram:
"O Senhor ordenou por meio de Moiss que vocs nos dessem cidades onde
pudssemos habitar, e pastagens para os nossos animais".
3 Por isso,
de acordo com a ordem do Senhor , os israelitas deram da sua prpria
herana as seguintes cidades com suas pastagens aos levitas:
4 A sorte saiu primeiro para os coatitas, cl por cl. Os levitas, que
eram descendentes do sacerdote Aro, receberam treze cidades das tribos
de Jud, de Simeo e de Benjamim.
5 Os outros descendentes de Coate
receberam dez cidades dos cls das tribos de Efraim e de D, e da metade
da tribo de Manasss.
6 Os descendentes de Grson receberam treze cidades dos cls das tribos
de Issacar, de Aser e de Naftali, e da metade da tribo de Manasss
estabelecida em Bas.
7 Os descendentes de Merari, cl por cl, receberam doze cidades das
tribos de Rben, de Gade e de Zebulom.
8 Dessa maneira os israelitas deram aos levitas essas cidades com suas
pastagens, como o Senhor tinha ordenado por meio de Moiss.
9 Das tribos de Jud e de Simeo, os israelitas deram as seguintes
cidades, indicadas nominalmente.
10 Foram dadas aos descendentes de
Aro que pertenciam aos cls coatitas dos levitas, pois para eles saiu a
primeira sorte:
11 Quiriate-Arba, que  Hebrom, com as suas pastagens ao redor, nos
montes de Jud. (Arba era antepassado de Enaque.)
12 Mas os campos e os
povoados em torno da cidade foram dados a Calebe, filho de Jefon, como
sua propriedade.
13 Assim, aos descendentes do sacerdote Aro deram Hebrom, cidade de
refgio para os acusados de homicdio, Libna,
14 Jatir, Estemoa,
15 Holom, Debir,
16 Aim, Jut e Bete-Semes, cada qual com os seus
arredores. Foram nove cidades dadas por essas duas tribos.
17 Da tribo de Benjamim deram-lhes Gibeom, Geba,
18 Anatote e Almom,
cada qual com os seus arredores. Eram quatro cidades.
19 Todas as cidades dadas aos sacerdotes, descendentes de Aro, foram
treze; cada qual com os seus arredores.
20 Os outros cls coatitas dos levitas receberam cidades da tribo de
Efraim.
21 Nos montes de Efraim receberam Siqum, cidade de refgio para os
acusados de homicdio, Gezer,
22 Quibzaim e Bete-Horom, cada qual com
os seus arredores. Foram quatro cidades.
23 Tambm da tribo de D receberam Elteque, Gibetom,
24 Aijalom e
Gate-Rimom, cada qual com os seus arredores. Foram quatro cidades.
25 Da meia tribo de Manasss receberam Taanaque e Gate-Rimom, cada qual
com os seus arredores. Foram duas cidades.
26 Todas essas dez cidades e seus arredores foram dadas aos outros cls
coatitas.
27 Os cls levitas gersonitas receberam da metade da tribo de Manasss:
Gol, em Bas, cidade de refgio para os acusados de homicdio, e
Beester, cada qual com os seus arredores. Foram duas cidades.
28 Receberam da tribo de Issacar:
Quisiom, Daberate,
29 Jarmute e En-Ganim, cada qual com os seus
arredores. Foram quatro cidades.
30 Receberam da tribo de Aser:
Misal, Abdom,
31 Helcate e Reobe, cada qual com os seus arredores.
Foram quatro cidades.
32 Receberam da tribo de Naftali:
Quedes, na Galilia, cidade de refgio dos acusados de homicdio,
Hamote-Dor e Cart, cada qual com os seus arredores. Foram trs cidades.
33 Todas as cidades dos cls gersonitas foram treze.
34 Os cls meraritas, o restante dos levitas, receberam as seguintes
cidades:
Da tribo de Zebulom:
Jocneo, Cart,
35 Dimna e Naalal, cada qual com os seus arredores.
Foram quatro cidades.
36 Da tribo de Rben:
Bezer, Jaza,
37 Quedemote e Mefaate, cada qual com os seus arredores.
Foram quatro cidades.
38 Da tribo de Gade:
em Gileade, Ramote, cidade de refgio dos acusados de homicdio,
Maanaim,
39 Hesbom e Jazar, cada qual com os seus arredores. Foram
quatro cidades ao todo.
40 Todas as cidades dadas aos cls meraritas, que eram o restante dos
levitas, foram doze.
41 No total, as cidades dos levitas nos territrios dos outros
israelitas foram quarenta e oito cidades com os seus arredores.
42 Cada
uma de todas essas cidades tinha pastagens ao seu redor.
43 Assim o Senhor deu aos israelitas toda a terra que tinha prometido
sob juramento aos seus antepassados, e eles tomaram posse dela e se
estabeleceram ali.
44 O Senhor lhes concedeu descanso de todos os
lados, como tinha jurado aos seus antepassados. Nenhum dos seus inimigos
pde resistir-lhes, pois o Senhor entregou todos eles em suas mos.
45 De todas as boas promessas do Senhor  nao de Israel, nenhuma delas
falhou; todas se cumpriram.

JOSU-CAPITULO-22
O Regresso das Tribos do Leste
1 Josu convocou as tribos de Rben, de Gade e a metade da tribo de
Manasss
2 e lhes disse: "Vocs fizeram tudo o que Moiss, servo do
Senhor , ordenou.
3 Durante muito tempo, e at hoje, vocs no
abandonaram os seus irmos, mas cumpriram a misso que o Senhor , o seu
Deus, lhes entregou.
4 Agora que o Senhor , o seu Deus, j concedeu
descanso aos seus irmos israelitas, como tinha prometido, voltem para
casa, para a terra que Moiss, servo do Senhor , lhes deu no outro lado
do Jordo.
5 Mas guardem fielmente o mandamento e a lei que Moiss,
servo do Senhor , lhes deu, que amem o Senhor , o seu Deus, andem em
todos os seus caminhos, obedeam aos seus mandamentos, apeguem-se a ele
e o sirvam de todo o corao e de toda a alma".
6 Ento Josu os abenoou e os despediu, e eles foram para casa.
7 ( metade da tribo de Manasss Moiss dera terras em Bas, e 
outra metade da tribo Josu dera terras no lado oeste do Jordo, junto
com os outros israelitas.) Ao mand-los para casa, Josu os abenoou,
8 dizendo:
"Voltem para casa com as riquezas que juntaram: grandes rebanhos,
prata, ouro, bronze e ferro, e muitas roupas. Dividam com os seus irmos
os despojos de seus inimigos".
9 Assim as tribos de Rben, de Gade e a metade da tribo de Manasss
deixaram os outros israelitas em Sil, na terra de Cana, para voltarem
para Gileade, sua prpria terra, da qual se apossaram de acordo com a
ordem do Senhor , dada por meio de Moiss.
10 Quando chegaram a Gelilote, perto do Jordo, em Cana, as tribos de
Rben, de Gade e a metade da tribo de Manasss construram um imponente
altar ali, junto ao Jordo.
11 Quando os outros israelitas souberam que
eles tinham construdo o altar na fronteira de Cana, em Gelilote, perto
do Jordo, no lado israelita,
12 toda a comunidade de Israel reuniu-se
em Sil para guerrear contra eles.
13 Ento os israelitas enviaram Finias, filho do sacerdote Eleazar, 
terra de Gileade, s tribos de Rben e Gade e  metade da tribo de
Manasss.
14 Com ele enviaram dez lderes, um de cada tribo de Israel,
sendo cada um deles chefe de suas respectivas famlias dentre os cls
israelitas.
15 Quando chegaram a Gileade, s tribos de Rben e de Gade e  metade
da tribo de Manasss, disseram-lhes:
16 "Assim diz toda a comunidade
do Senhor : ``Como foi que vocs cometeram essa infidelidade para com o
Deus de Israel? Como foi que se afastaram do Senhor , construindo um
altar para vocs, rebelando-se assim contra ele?
17 J no nos bastou o
pecado de Peor? At hoje no nos purificamos daquele pecado, muito
embora uma praga tenha cado sobre a comunidade do Senhor !
18 E agora
vocs esto abandonando o Senhor !
"``Se hoje vocs se rebelarem contra o Senhor , amanh a sua ira
cair sobre toda a comunidade de Israel.
19 Se a terra que vocs
receberam como propriedade est contaminada, passem ento para a terra
que pertence ao Senhor , onde est o tabernculo do Senhor , e se
apossem de um territrio entre ns. Mas no se rebelem contra o Senhor
nem contra ns, construindo para vocs um altar que no seja o altar do
Senhor , o nosso Deus.
20 Quando Ac, filho de Zer, foi infiel com
relao s coisas consagradas, no caiu a ira sobre toda a comunidade de
Israel? E ele no foi o nico que morreu por causa do seu pecado''".
21 Ento as tribos de Rben, de Gade e a metade da tribo de Manasss
responderam aos chefes dos cls de Israel:
22 "O Poderoso, Deus, o
Senhor ! O Poderoso, Deus, o Senhor ! Ele sabe! E que Israel o saiba! Se
agimos com rebelio ou infidelidade para com o Senhor , no nos poupem
hoje.
23 Se construmos nosso prprio altar para nos afastarmos do
Senhor e para oferecermos holocaustos [a] e ofertas de cereal, ou
sacrifcios de comunho [b] sobre ele, que o prprio Senhor nos
pea contas disso!
24 "Ao contrrio! Fizemos isso temendo que no futuro os seus
descendentes digam aos nossos: ``Que relao vocs tm com o Senhor ,
com o Deus de Israel?
25 Homens de Rben e de Gade! O Senhor fez do
Jordo uma fronteira entre ns e vocs. Vocs no tm parte com o Senhor
''. Assim os seus descendentes poderiam levar os nossos a deixarem de
temer o Senhor .
26 " por isso que resolvemos construir um altar, no para
holocaustos ou sacrifcios,
27 mas, para que esse altar sirva de
testemunho entre ns e vocs e as geraes futuras, de que cultuaremos o
Senhor em seu santurio com nossos holocaustos, sacrifcios e ofertas de
comunho. Ento, no futuro, os seus descendentes no podero dizer aos
nossos: ``Vocs no tm parte com o Senhor ''.
28 "E dissemos: Se algum dia disserem isso a ns ou aos nossos
descendentes, responderemos: Vejam a rplica do altar do Senhor que os
nossos antepassados construram, no para holocaustos ou sacrifcios,
mas como testemunho entre ns e vocs.
29 "Longe de ns nos rebelarmos contra o Senhor e nos afastarmos
dele, construindo para holocaustos, ofertas de cereal e sacrifcios um
altar que no seja o altar do Senhor , o nosso Deus, que est diante do
seu tabernculo!"
30 Quando o sacerdote Finias e os lderes da comunidade, os chefes dos
cls dos israelitas, ouviram o que os homens de Rben, de Gade e de
Manasss disseram, deram-se por satisfeitos.
31 E Finias, filho do
sacerdote Eleazar, disse a Rben, a Gade e a Manasss: "Hoje sabemos
que o Senhor est conosco, pois vocs no foram infiis para com o
Senhor . Assim vocs livraram os israelitas da mo do Senhor ".
32 Ento Finias, filho do sacerdote Eleazar, e os lderes voltaram do
encontro com os homens de Rben e de Gade em Gileade, e foram para Cana
dar relatrio aos outros israelitas.
33 Estes se alegraram com o
relatrio e louvaram a Deus. E no mais falaram em guerrear contra as
tribos de Rben e de Gade, nem em devastar a regio onde eles viviam.
34 Os homens de Rben e de Gade deram ao altar este nome: Um Testemunho
Entre Ns de que o Senhor  Deus.
Notas de rodap:
[a] 22.23 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 26, 27, 28 e 29.
[b] 22.23 Ou de paz ; tambm no versculo 27.

JOSU-CAPITULO-23
A Despedida de Josu
1 Passado muito tempo, depois que o Senhor concedeu a Israel descanso
de todos os inimigos ao redor, Josu, agora velho, de idade muito
avanada,
2 convocou todo o Israel, com as autoridades, os lderes, os
juzes e os oficiais, e lhes disse: "Estou velho, com idade muito
avanada.
3 Vocs mesmos viram tudo o que o Senhor , o seu Deus, fez
com todas essas naes por amor a vocs; foi o Senhor , o seu Deus, que
lutou por vocs.
4 Lembrem-se de que eu reparti por herana para as
tribos de vocs toda a terra das naes, tanto as que ainda restam como
as que conquistei entre o Jordo e o mar Grande, a oeste.
5 O Senhor ,
o seu Deus, as expulsar da presena de vocs. Ele as empurrar de
diante de vocs, e vocs se apossaro da terra delas, como o Senhor lhes
prometeu.
6 "Faam todo o esforo para obedecer e cumprir tudo o que est
escrito no Livro da Lei de Moiss, sem se desviar, nem para a direita
nem para a esquerda.
7 No se associem com essas naes que restam no
meio de vocs. No invoquem os nomes dos seus deuses nem jurem por eles.
No lhes prestem culto nem se inclinem perante eles.
8 Mas apeguem-se
somente ao Senhor , o seu Deus, como fizeram at hoje.
9 "O Senhor expulsou de diante de vocs naes grandes e poderosas;
at hoje ningum conseguiu resistir a vocs.
10 Um s de vocs faz
fugir mil, pois o Senhor , o seu Deus, luta por vocs, conforme
prometeu.
11 Por isso dediquem-se com zelo a amar o Senhor , o seu
Deus.
12 "Se, todavia, vocs se afastarem e se aliarem aos sobreviventes
dessas naes que restam no meio de vocs, e se casarem com eles e se
associarem com eles,
13 estejam certos de que o Senhor , o seu Deus, j
no expulsar essas naes de diante de vocs. Ao contrrio, elas se
tornaro armadilhas e laos para vocs, chicote em suas costas e
espinhos em seus olhos, at que vocs desapaream desta boa terra que o
Senhor , o seu Deus, deu a vocs.
14 "Agora estou prestes a ir pelo caminho de toda a terra. Vocs
sabem, l no fundo do corao e da alma, que nenhuma das boas promessas
que o Senhor , o seu Deus, lhes fez deixou de cumprir-se. Todas se
cumpriram; nenhuma delas falhou.
15 Mas, assim como cada uma das boas
promessas do Senhor , o seu Deus, se cumpriu, tambm o Senhor far
cumprir-se em vocs todo o mal com que os ameaou, at elimin-los desta
boa terra que lhes deu.
16 Se violarem a aliana que o Senhor , o seu
Deus, lhes ordenou, e passarem a cultuar outros deuses e a inclinar-se
diante deles, a ira do Senhor se acender contra vocs, e vocs logo
desaparecero da boa terra que ele lhes deu".

JOSU-CAPITULO-24
A Renovao da Aliana em Siqum
1 Ento Josu reuniu todas as tribos de Israel em Siqum. Convocou as
autoridades, os lderes, os juzes e os oficiais de Israel, e eles
compareceram diante de Deus.
2 Josu disse a todo o povo: "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel:
``H muito tempo, os seus antepassados, inclusive Ter, pai de Abrao e
de Naor, viviam alm do Eufrates [a] e prestavam culto a outros
deuses.
3 Mas eu tirei seu pai Abrao da terra que fica alm do
Eufrates e o conduzi por toda a Cana e lhe dei muitos descendentes.
Dei-lhe Isaque,
4 e a Isaque dei Jac e Esa. A Esa dei os montes de
Seir, mas Jac e seus filhos desceram para o Egito.
5 "``Ento enviei Moiss e Aro e feri os egpcios com pragas, com
as quais os castiguei, e depois tirei vocs de l.
6 Quando tirei os
seus antepassados do Egito, vocs vieram para o mar, e os egpcios os
perseguiram com carros de guerra e cavaleiros [b] at o mar
Vermelho.
7 Mas os seus antepassados clamaram a mim, e eu coloquei
trevas entre vocs e os egpcios; fiz voltar o mar sobre eles e os
encobrir. Vocs viram com os seus prprios olhos o que eu fiz com os
egpcios. Depois disso vocs viveram no deserto longo tempo.
8 "``Eu os trouxe para a terra dos amorreus que viviam a leste do
Jordo. Eles lutaram contra vocs, mas eu os entreguei nas suas mos. Eu
os destru diante de vocs, e vocs se apossaram da terra deles.
9 Quando Balaque, rei de Moabe, filho de Zipor, se preparava para lutar
contra Israel, mandou buscar Balao, filho de Beor, para lanar maldio
sobre vocs.
10 Mas eu no quis ouvir Balao, de modo que ele os
abenoou vez aps vez, e eu os livrei das mos dele.
11 "``Depois vocs atravessaram o Jordo e chegaram a Jeric. Os
chefes de Jeric lutaram contra vocs, assim como os amorreus, os
ferezeus, os cananeus, os hititas, os girgaseus, os heveus e os
jebuseus, mas eu os entreguei nas mos de vocs.
12 Eu lhes causei
pnico [c] para expuls-los de diante de vocs, como fiz aos dois
reis amorreus. No foram a espada e o arco que lhes deram a vitria.
13 Foi assim que lhes dei uma terra que vocs no cultivaram e cidades que
vocs no construram. Nelas vocs moram, e comem de vinhas e olivais
que no plantaram''.
14 "Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade.
Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram alm do Eufrates
e no Egito, e sirvam ao Senhor .
15 Se, porm, no lhes agrada servir
ao Senhor , escolham hoje a quem iro servir, se aos deuses que os seus
antepassados serviram alm do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em
cuja terra vocs esto vivendo. Mas, eu e a minha famlia serviremos ao
Senhor ".
16 Ento o povo respondeu: "Longe de ns abandonar o Senhor para
servir outros deuses!
17 Foi o prprio Senhor , o nosso Deus, que nos
tirou, a ns e a nossos pais, do Egito, daquela terra de escravido, e
realizou aquelas grandes maravilhas diante dos nossos olhos. Ele nos
protegeu no caminho e entre as naes pelas quais passamos.
18 Alm
disso, o Senhor expulsou de diante de ns todas as naes, inclusive os
amorreus, que viviam nesta terra. Ns tambm serviremos ao Senhor ,
porque ele  o nosso Deus".
19 Josu disse ao povo: "Vocs no tm condies de servir ao Senhor
 Ele  Deus santo!  Deus zeloso! Ele no perdoar a rebelio e o
pecado de vocs.
20 Se abandonarem o Senhor e servirem a deuses
estrangeiros, ele se voltar contra vocs e os castigar. Mesmo depois
de ter sido bondoso com vocs, ele os exterminar".
21 O povo, porm, respondeu a Josu: "De maneira nenhuma! Ns
serviremos ao Senhor ".
22 Disse ento Josu: "Vocs so testemunhas contra vocs mesmos de
que escolheram servir ao Senhor ".
"Somos", responderam eles.
23 Disse Josu: "Agora, ento, joguem fora os deuses estrangeiros que
esto com vocs e voltem-se de corao para o Senhor , o Deus de
Israel".
24 E o povo disse a Josu: "Serviremos ao Senhor , o nosso Deus, e
lhe obedeceremos".
25 Naquele dia Josu firmou um acordo com o povo em Siqum, e lhe deu
decretos e leis.
26 Josu registrou essas coisas no Livro da Lei de
Deus. Depois ergueu uma grande pedra ali, sob a Grande rvore, perto do
santurio do Senhor .
27 Ento disse ele a todo o povo: "Vejam esta pedra! Ela ser uma
testemunha contra ns, pois ouviu todas as palavras que o Senhor nos
disse. Ser uma testemunha contra vocs, caso sejam infiis ao seu
Deus".
A Morte de Josu
28 Depois Josu despediu o povo, e cada um foi para a sua propriedade.
29 Passado algum tempo, Josu, filho de Num, servo do Senhor , morreu.
Tinha cento e dez anos de idade.
30 E o sepultaram na terra que tinha
recebido por herana, em Timnate-Sera, nos montes de Efraim, ao norte do
monte Gas.
31 Israel serviu ao Senhor durante toda a vida de Josu e dos lderes
que lhe sobreviveram e que sabiam de tudo o que o Senhor fizera em favor
de Israel.
32 Os ossos de Jos, que os israelitas haviam trazido do Egito, foram
enterrados em Siqum, no quinho de terra que Jac havia comprado dos
filhos de Hamor, pai de Siqum, por cem peas de prata [d] .
Aquele terreno tornou-se herana dos descendentes de Jos.
33 Sucedeu tambm que Eleazar, filho de Aro, morreu e foi sepultado em
Gibe, que fora dada a seu filho Finias, nos montes de Efraim.
Notas de rodap:
[a] 24.2 Hebraico: do Rio ; tambm nos versculos 3, 14 e 15.
[b] 24.6 Ou condutores de carros de guerra
[c] 24.12 Ou enviei vespas  sua frente ; ou ainda enviei praga  sua
frente
[d] 24.32 Hebraico: 100 quesitas . A quesita era uma unidade monetria
de peso e valor desconhecidos.
______________________________________________________________________________

JUZES-CAPITULO-1
A Guerra contra os Cananeus Restantes
1 Depois da morte de Josu, os israelitas perguntaram ao Senhor :
"Quem de ns ser o primeiro a atacar os cananeus?"
2 O Senhor respondeu: "Jud ser o primeiro; eu entreguei a terra em
suas mos".
3 Ento os homens de Jud disseram aos seus irmos de Simeo: "Venham
conosco ao territrio que nos foi designado por sorteio, e lutemos
contra os cananeus. Iremos com vocs para o territrio que lhes foi
dado". E os homens de Simeo foram com eles.
4 Quando os homens de Jud atacaram, o Senhor entregou os cananeus e os
ferezeus nas mos deles, e eles mataram dez mil homens em Bezeque.
5 Foi l que encontraram Adoni-Bezeque, lutaram contra ele e derrotaram os
cananeus e os ferezeus.
6 Adoni-Bezeque fugiu, mas eles o perseguiram e
o prenderam, e lhe cortaram os polegares das mos e dos ps.
7 Ento Adoni-Bezeque disse: "Setenta reis com os polegares das mos
e dos ps cortados apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Agora Deus
me retribuiu aquilo que lhes fiz". Eles o levaram para Jerusalm, onde
morreu.
8 Os homens de Jud atacaram tambm Jerusalm e a conquistaram. Mataram
seus habitantes ao fio da espada e a incendiaram.
9 Depois disso eles desceram para lutar contra os cananeus que viviam
na serra, no Neguebe e na Sefel [a] .
10 Avanaram contra os
cananeus que viviam em Hebrom, anteriormente chamada Quiriate-Arba, e
derrotaram Sesai, Aim e Talmai.
11 Dali avanaram contra o povo que morava em Debir, anteriormente
chamada Quiriate-Sefer.
12 E disse Calebe: "Darei minha filha Acsa em
casamento ao homem que atacar e conquistar Quiriate-Sefer".
13 Otoniel, filho de Quenaz, irmo mais novo de Calebe, conquistou a
cidade; por isso Calebe lhe deu sua filha Acsa por mulher.
14 Um dia, quando j vivia com Otoniel, ela o persuadiu [b] a
pedir um campo ao pai dela. Assim que ela desceu do jumento, Calebe lhe
perguntou: "O que voc quer?"
15 Ela respondeu: "D-me um presente. J que o senhor me deu terras
no Neguebe, d-me tambm fontes de gua". E Calebe lhe deu as fontes
superiores e as inferiores.
16 Os descendentes do sogro de Moiss, o queneu, saram da Cidade das
Palmeiras [c] com os homens de Jud e passaram a viver entre o
povo do deserto de Jud, no Neguebe, perto de Arade.
17 Depois os homens de Jud foram com seus irmos de Simeo e
derrotaram os cananeus que viviam em Zefate, e destruram totalmente a
cidade. Por essa razo ela foi chamada Horm [d] .
18 Os homens
de Jud tambm conquistaram [e] Gaza, Ascalom e Ecrom, com os
seus territrios.
19 O Senhor estava com os homens de Jud. Eles ocuparam a serra
central, mas no conseguiram expulsar os habitantes dos vales, pois
estes possuam carros de guerra feitos de ferro.
20 Conforme Moiss
havia prometido, Hebrom foi dada a Calebe, que expulsou de l os trs
filhos de Enaque.
21 J os benjamitas deixaram de expulsar os jebuseus
que estavam morando em Jerusalm. Os jebuseus vivem ali com os
benjamitas at o dia de hoje.
22 Os homens das tribos de Jos, por sua vez, atacaram Betel, e o
Senhor estava com eles.
23 Enviaram espias a Betel, anteriormente
chamada Luz.
24 Quando os espias viram um homem saindo da cidade
disseram-lhe: "Mostre-nos como entrar na cidade, e ns lhe pouparemos
a vida".
25 Ele mostrou como entrar, e eles mataram os habitantes da
cidade ao fio da espada, mas pouparam o homem e toda a sua famlia.
26 Ele foi, ento, para a terra dos hititas, onde fundou uma cidade e lhe
deu o nome de Luz, que  o seu nome at o dia de hoje.
27 Manasss, porm, no expulsou o povo de Bete-Se, o de Taanaque, o
de Dor, o de Ible, o de Megido, nem tampouco o dos povoados ao redor
dessas cidades, pois os cananeus estavam decididos a permanecer naquela
terra.
28 Quando Israel se tornou forte, imps trabalhos forados aos
cananeus, mas no os expulsou completamente.
29 Efraim tambm no
expulsou os cananeus que viviam em Gezer, mas os cananeus continuaram a
viver entre eles.
30 Nem Zebulom expulsou os cananeus que viviam em
Quitrom e em Naalol, mas estes permaneceram entre eles, e foram
submetidos a trabalhos forados.
31 Nem Aser expulsou os que viviam em
Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeque e Reobe,
32 e, por esse
motivo, o povo de Aser vivia entre os cananeus que habitavam naquela
terra.
33 Nem Naftali expulsou os que viviam em Bete-Semes e em
Bete-Anate; mas o povo de Naftali tambm vivia entre os cananeus que
habitavam a terra, e aqueles que viviam em Bete-Semes e em Bete-Anate
passaram a fazer trabalhos forados para eles.
34 Os amorreus
confinaram a tribo de D  serra central, no permitindo que descessem
ao vale.
35 E os amorreus igualmente estavam decididos a resistir no
monte Heres, em Aijalom e em Saalbim, mas, quando as tribos de Jos
ficaram mais poderosas, eles tambm foram submetidos a trabalhos
forados.
36 A fronteira dos amorreus ia da subida de Acrabim [f]
at Sel, e mais adiante.
Notas de rodap:
[a] 1.9 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.
[b] 1.14 Conforme o Texto Massortico. A Septuaginta e a Vulgata dizem
ele a persuadiu.
[c] 1.16 Isto , Jeric.
[d] 1.17 Horm significa destruio.
[e] 1.18 A Septuaginta diz Jud no conquistaram.
[f] 1.36 Isto , dos Escorpies.

JUZES-CAPITULO-2
O Anjo do Senhor em Boquim
1 O Anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim e disse: "Tirei vocs do
Egito e os trouxe para a terra que prometi com juramento dar a seus
antepassados. Eu disse: Jamais quebrarei a minha aliana com vocs.
2 E
vocs no faro acordo com o povo desta terra, mas demoliro os seus
altares. Por que vocs no me obedeceram?
3 Portanto, agora lhes digo
que no os expulsarei da presena de vocs; eles sero seus adversrios,
e os deuses deles sero uma armadilha para vocs".
4 Quando o Anjo do Senhor acabou de falar a todos os israelitas, o povo
chorou em alta voz,
5 e ao lugar chamaram Boquim [a] . Ali
ofereceram sacrifcios ao Senhor .
Desobedincia e Derrota
6 Depois que Josu despediu os israelitas, eles saram para ocupar a
terra, cada um a sua herana.
7 O povo prestou culto ao Senhor durante
toda a vida de Josu e dos lderes que sobreviveram a Josu e que tinham
visto todos os grandes feitos do Senhor em favor de Israel.
8 Josu, filho de Num, servo do Senhor , morreu com a idade de cento e
dez anos.
9 Foi sepultado na terra de sua herana, em Timnate-Heres
[b] , nos montes de Efraim, ao norte do monte Gas.
10 Depois que toda aquela gerao foi reunida a seus antepassados,
surgiu uma nova gerao que no conhecia o Senhor e o que ele havia
feito por Israel.
11 Ento os israelitas fizeram o que o Senhor reprova
e prestaram culto aos baalins.
12 Abandonaram o Senhor , o Deus dos
seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram
vrios deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do Senhor .
13 Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e a Astarote.
14 A ira do
Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mos de invasores
que os saquearam. Ele os entregou aos inimigos ao seu redor, aos quais
j no conseguiam resistir.
15 Sempre que os israelitas saam para a
batalha, a mo do Senhor era contra eles para derrot-los, conforme lhes
havia advertido e jurado. Grande angstia os dominava.
16 Ento o Senhor levantou juzes [c] , que os libertaram das
mos daqueles que os atacavam.
17 Mesmo assim eles no quiseram ouvir
os juzes, antes se prostituram com outros deuses e os adoraram. Ao
contrrio dos seus antepassados, logo se desviaram do caminho pelo qual
os seus antepassados tinham andado, o caminho da obedincia aos
mandamentos do Senhor .
18 Sempre que o Senhor lhes levantava um juiz,
ele estava com o juiz e os salvava das mos de seus inimigos enquanto o
juiz vivia; pois o Senhor tinha misericrdia por causa dos gemidos deles
diante daqueles que os oprimiam e os afligiam.
19 Mas, quando o juiz
morria, o povo voltava a caminhos ainda piores do que os caminhos dos
seus antepassados, seguindo outros deuses, prestando-lhes culto e
adorando-os. Recusavam-se a abandonar suas prticas e seu caminho
obstinado.
20 Por isso a ira do Senhor acendeu-se contra Israel, e ele disse:
"Como este povo violou a aliana que fiz com os seus antepassados e
no tem ouvido a minha voz,
21 no expulsarei de diante dele nenhuma
das naes que Josu deixou quando morreu.
22 Eu as usarei para pr
Israel  prova e ver se guardar o caminho do Senhor e se andar nele
como o fizeram os seus antepassados".
23 O Senhor havia permitido que
essas naes permanecessem; no as expulsou de imediato, e no as
entregou nas mos de Josu.
Notas de rodap:
[a] 2.5 Boquim significa pranteadores.
[b] 2.9 Tambm conhecida como Timnate-Sera. Veja Js 19.50 e 24.30.
[c] 2.16 Ou lderes ; tambm nos versculos 17-19.

JUZES-CAPITULO-3
1 So estas as naes que o Senhor deixou para pr  prova todos os
israelitas que no tinham visto nenhuma das guerras em Cana
2 (fez
isso apenas para treinar na guerra os descendentes dos israelitas, pois
no tinham tido experincia anterior de combate):
3 os cinco
governantes dos filisteus, todos os cananeus, os sidnios e os heveus
que viviam nos montes do Lbano, desde o monte Baal-Hermom at
Lebo-Hamate.
4 Essas naes foram deixadas para que por elas os
israelitas fossem postos  prova, se obedeceriam aos mandamentos que o
Senhor dera aos seus antepassados por meio de Moiss.
5 Os israelitas viviam entre os cananeus, os hititas, os amorreus, os
ferezeus, os heveus e os jebuseus.
6 Tomaram as filhas deles em
casamento e deram suas filhas aos filhos deles, e prestaram culto aos
deuses deles.
Otoniel
7 Os israelitas fizeram o que o Senhor reprova, pois esqueceram-se do
Senhor , o seu Deus, e prestaram culto aos baalins e a Aser.
8 Acendeu-se a ira do Senhor de tal forma contra Israel que ele os
entregou nas mos de Cuch-Risataim, rei da Mesopotmia [a] , por
quem os israelitas foram subjugados durante oito anos.
9 Mas, quando
clamaram ao Senhor , ele lhes levantou um libertador, Otoniel, filho de
Quenaz, o irmo mais novo de Calebe, que os libertou.
10 O Esprito do
Senhor veio sobre ele, de modo que liderou Israel e foi  guerra. O
Senhor entregou Cuch-Risataim, rei da Mesopotmia, nas mos de Otoniel,
que prevaleceu contra ele.
11 E a terra teve paz durante quarenta anos,
at a morte de Otoniel, filho de Quenaz.
Ede
12 Mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova, e por
isso o Senhor deu a Eglom, rei de Moabe, poder sobre Israel.
13 Conseguindo uma aliana com os amonitas e com os amalequitas, Eglom veio
e derrotou Israel, e conquistou a Cidade das Palmeiras [b] .
14 Os israelitas ficaram sob o domnio de Eglom, rei de Moabe, durante
dezoito anos.
15 Novamente os israelitas clamaram ao Senhor , que lhes deu um
libertador chamado Ede, homem canhoto, filho do benjamita Gera. Os
israelitas o enviaram com o pagamento de tributos a Eglom, rei de Moabe.
16 Ede havia feito uma espada de dois gumes, de quarenta e cinco
centmetros [c] de comprimento, e a tinha amarrado na coxa
direita, debaixo da roupa.
17 Ele entregou o tributo a Eglom, rei de
Moabe, homem muito gordo.
18 Em seguida, Ede mandou embora os
carregadores.
19 Junto aos dolos [d] que esto perto de Gilgal,
ele voltou e disse: "Tenho uma mensagem secreta para ti,  rei".
O rei respondeu: "Calado!" E todos os seus auxiliares saram de sua
presena.
20 Ede aproximou-se do rei, que estava sentado sozinho na sala
superior do palcio de vero, e repetiu: "Tenho uma mensagem de Deus
para ti". Quando o rei se levantou do trono,
21 Ede estendeu a mo
esquerda, apanhou a espada de sua coxa direita e cravou-a na barriga do
rei.
22 At o cabo penetrou com a lmina; e, como no tirou a espada, a
gordura se fechou sobre ela.
23 Ento Ede saiu para o prtico, depois
de fechar e trancar as portas da sala atrs de si.
24 Depois que ele saiu, vieram os servos e encontraram trancadas as
portas da sala superior, e disseram: "Ele deve estar fazendo suas
necessidades em seu cmodo privativo".
25 Cansaram-se de esperar, e
como ele no abria a porta da sala, pegaram a chave e a abriram. E l
estava o seu senhor, cado no cho, morto!
26 Enquanto esperavam, Ede escapou. Passou pelos dolos e fugiu para
Seir.
27 Quando chegou, tocou a trombeta nos montes de Efraim, e os
israelitas desceram dos montes, com ele  sua frente .
28 "Sigam-me", ordenou, "pois o Senhor entregou Moabe, o inimigo
de vocs, em suas mos." Eles o seguiram, tomaram posse do lugar de
passagem do Jordo que levava a Moabe e no deixaram ningum atravessar
o rio.
29 Naquela ocasio mataram cerca de dez mil moabitas, todos eles
fortes e vigorosos; nem um s homem escapou.
30 Naquele dia Moabe foi
subjugado por Israel, e a terra teve paz durante oitenta anos.
Sangar
31 Depois de Ede veio Sangar, filho de Anate, que matou seiscentos
filisteus com uma aguilhada de bois. Ele tambm libertou Israel.
Notas de rodap:
[a] 3.8 Hebraico: Ar Naaraim; tambm no versculo 10 .
[b] 3.13 Isto , Jeric.
[c] 3.16 Hebraico: 1 cvado .
[d] 3.19 Ou s pedreiras ; tambm no versculo 26.

JUZES-CAPITULO-4
Dbora
1 Depois da morte de Ede, mais uma vez os israelitas fizeram o que o
Senhor reprova.
2 Assim o Senhor os entregou nas mos de Jabim, rei de
Cana, que reinava em Hazor. O comandante do seu exrcito era Ssera,
que habitava em Harosete-Hagoim.
3 Os israelitas clamaram ao Senhor ,
porque Jabim, que tinha novecentos carros de ferro, os havia oprimido
cruelmente durante vinte anos.
4 Dbora, uma profetisa, mulher de Lapidote, liderava Israel naquela
poca.
5 Ela se sentava debaixo da tamareira de Dbora, entre Ram e
Betel, nos montes de Efraim, e os israelitas a procuravam, para que ela
decidisse as suas questes.
6 Dbora mandou chamar Baraque, filho de
Abinoo, de Quedes, em Naftali, e lhe disse: "O Senhor , o Deus de
Israel, lhe ordena que rena dez mil homens de Naftali e Zebulom e v ao
monte Tabor.
7 Ele far que Ssera, o comandante do exrcito de Jabim,
v atac-lo, com seus carros de guerra e tropas, junto ao rio Quisom, e
os entregar em suas mos".
8 Baraque disse a ela: "Se voc for comigo, irei; mas, se no for,
no irei".
9 Respondeu Dbora: "Est bem, irei com voc. Mas saiba que, por
causa do seu modo de agir [a] , a honra no ser sua; porque o
Senhor entregar Ssera nas mos de uma mulher". Ento Dbora foi a
Quedes com Baraque,
10 onde ele convocou Zebulom e Naftali. Dez mil
homens o seguiram, e Dbora tambm foi com ele.
11 Ora, o queneu Hber se havia separado dos outros queneus,
descendentes de Hobabe, sogro de Moiss, e tinha armado sua tenda junto
ao carvalho de Zaanim, perto de Quedes.
12 Quando disseram a Ssera que Baraque, filho de Abinoo, tinha subido
o monte Tabor,
13 Ssera reuniu seus novecentos carros de ferro e todos
os seus soldados, de Harosete-Hagoim ao rio Quisom.
14 E Dbora disse tambm a Baraque: "V! Este  o dia em que o Senhor
entregou Ssera em suas mos. O Senhor est indo  sua frente!" Ento
Baraque desceu o monte Tabor, seguido por dez mil homens.
15 Diante do
avano de Baraque, o Senhor derrotou Ssera e todos os seus carros de
guerra e o seu exrcito ao fio da espada, e Ssera desceu do seu carro e
fugiu a p.
16 Baraque perseguiu os carros de guerra e o exrcito at
Harosete-Hagoim. Todo o exrcito de Ssera caiu ao fio da espada; no
sobrou um s homem.
17 Ssera, porm, fugiu a p para a tenda de Jael, mulher do queneu
Hber, pois havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e o cl do queneu
Hber.
18 Jael saiu ao encontro de Ssera e o convidou: "Venha, entre na
minha tenda, meu senhor. No tenha medo!" Ele entrou, e ela o cobriu
com um pano.
19 "Estou com sede", disse ele. "Por favor, d-me um pouco de
gua." Ela abriu uma vasilha de leite feita de couro, deu-lhe de
beber, e tornou a cobri-lo.
20 E Ssera disse  mulher: "Fique  entrada da tenda. Se algum
passar e perguntar se h algum aqui, responda que no".
21 Entretanto, Jael, mulher de Hber, apanhou uma estaca da tenda e um
martelo e aproximou-se silenciosamente enquanto ele, exausto, dormia um
sono profundo. E cravou-lhe a estaca na tmpora at penetrar o cho, e
ele morreu.
22 Baraque passou  procura de Ssera, e Jael saiu ao seu encontro.
"Venha", disse ela, "eu lhe mostrarei o homem que voc est
procurando." E entrando ele na tenda, viu ali cado Ssera, morto, com
a estaca atravessada nas tmporas.
23 Naquele dia Deus subjugou Jabim, o rei cananeu, perante os
israelitas.
24 E os israelitas atacaram cada vez mais a Jabim, o rei
cananeu, at que eles o destruram.
Notas de rodap:
[a] 4.9 Ou saiba que, quanto  expedio que voc est assumindo

JUZES-CAPITULO-5
O Cntico de Dbora
1 Naquele dia Dbora e Baraque, filho de Abinoo, entoaram este
cntico:
2 "Consagrem-se para a guerra
os chefes de Israel.
Voluntariamente o povo se apresenta.
Louvem o Senhor !
3 "Ouam,  reis!
Governantes, escutem!
Cantarei ao [a] Senhor , cantarei;
comporei msicas ao [b] Senhor ,
o Deus de Israel.
4 " Senhor , quando saste de Seir,
quando marchaste
desde os campos de Edom,
a terra estremeceu, os cus gotejaram,
as nuvens despejaram gua!
5 Os montes tremeram
perante o Senhor , o Deus do Sinai,
perante o Senhor , o Deus de Israel.
6 "Nos dias de Sangar, filho de Anate,
nos dias de Jael,
as estradas estavam desertas;
os que viajavam seguiam
caminhos tortuosos.
7 J tinham desistido
os camponeses de Israel, [c]
j tinham desistido,
at que eu, Dbora, me levantei; [d]
levantou-se uma me em Israel.
8 Quando escolheram novos deuses,
a guerra chegou s portas,
e no se via um s escudo ou lana
entre quarenta mil de Israel.
9 Meu corao est
com os comandantes de Israel,
com os voluntrios dentre o povo.
Louvem o Senhor !
10 "Vocs, que cavalgam
em brancos jumentos,
que se assentam em ricos tapetes,
que caminham pela estrada, considerem!
11 Mais alto que a voz
dos que distribuem gua [e]
junto aos bebedouros,
recitem-se os justos feitos do Senhor ,
os justos feitos
em favor dos camponeses [f] de Israel.
"Ento o povo do Senhor
desceu s portas.
12 ``Desperte, Dbora! Desperte!
Desperte, desperte, irrompa em cnticos!
Levante-se, Baraque!
Leve presos os seus prisioneiros,
 filho de Abinoo!''
13 "Ento desceram os restantes
e foram aos nobres;
o povo do Senhor
veio a mim contra os poderosos.
14 Alguns vieram de Efraim,
das razes de Amaleque;
Benjamim estava com o povo
que seguiu voc.
De Maquir desceram comandantes;
de Zebulom, os que levam
a vara de oficial.
15 Os lderes de Issacar
estavam com Dbora;
sim, Issacar tambm estava
com Baraque,
apressando-se aps ele at o vale.
Nas divises de Rben
houve muita inquietao.
16 Por que vocs permaneceram
entre as fogueiras [g]
a ouvir o balido dos rebanhos?
Nas divises de Rben
houve muita indeciso.
17 Gileade permaneceu
do outro lado do Jordo.
E D, por que se deteve
junto aos navios?
Aser permaneceu no litoral
e em suas enseadas ficou.
18 O povo de Zebulom arriscou a vida,
como o fez Naftali
nas altas regies do campo.
19 "Vieram reis e lutaram.
Os reis de Cana lutaram
em Taanaque, junto s guas de Megido,
mas no levaram prata alguma,
despojo algum.
20 Desde o cu lutaram as estrelas,
desde as suas rbitas
lutaram contra Ssera.
21 O rio Quisom os levou,
o antigo rio, o rio Quisom.
Avante, minh''alma! Seja forte!
22 Os cascos dos cavalos
faziam tremer o cho;
galopavam,
galopavam os seus poderosos cavalos.
23 ``Amaldioem Meroz'',
disse o anjo do Senhor .
``Amaldioem o seu povo,
pois no vieram ajudar o Senhor ,
ajudar o Senhor contra os poderosos.''
24 "Que Jael seja
a mais bendita das mulheres,
Jael, mulher de Hber, o queneu!
Seja ela bendita entre as mulheres
que habitam em tendas!
25 Ele pediu gua, e ela lhe deu leite;
numa tigela digna de prncipes
trouxe-lhe coalhada.
26 Ela estendeu a mo e apanhou
a estaca da tenda;
e com a mo direita
o martelo do trabalhador.
Golpeou Ssera, esmigalhou sua cabea,
esmagou e traspassou suas tmporas.
27 Aos seus ps ele se curvou,
caiu e ali ficou prostrado.
Aos seus ps ele se curvou e caiu;
onde caiu, ali ficou. Morto!
28 "Pela janela olhava a me de Ssera;
atrs da grade ela exclamava:
``Por que o seu carro
se demora tanto?
Por que custa a chegar
o rudo de seus carros?''
29 As mais sbias de suas damas
respondiam,
e ela continuava falando consigo mesma:
30 ``Estaro achando e repartindo
os despojos?
Uma ou duas moas
para cada homem,
roupas coloridas
como despojo para Ssera,
roupas coloridas e bordadas,
tecidos bordados
para o meu pescoo,
tudo isso como despojo?''
31 "Assim peream
todos os teus inimigos,  Senhor !
Mas os que te amam sejam como o sol
quando se levanta na sua fora".
E a terra teve paz durante quarenta anos.
Notas de rodap:
[a] 5.3 Ou sobre o
[b] 5.3 Ou Com cnticos louvarei o
[c] 5.7 Ou Desapareceram os guerreiros em Israel,
[d] 5.7 Ou at que voc, Dbora, se levantou;
[e] 5.11 Ou dos flecheiros
[f] 5.11 Ou guerreiros
[g] 5.16 Ou os alforjes

JUZES-CAPITULO-6
Gideo
1 De novo os israelitas fizeram o que o Senhor reprova, e durante sete
anos ele os entregou nas mos dos midianitas.
2 Os midianitas dominaram
Israel; por isso os israelitas fizeram para si esconderijos nas
montanhas, nas cavernas e nas fortalezas.
3 Sempre que os israelitas
faziam as suas plantaes, os midianitas, os amalequitas e outros povos
da regio a leste deles as invadiam.
4 Acampavam na terra e destruam
as plantaes ao longo de todo o caminho, at Gaza, e no deixavam nada
vivo em Israel, nem ovelhas nem gado nem jumentos.
5 Eles subiam
trazendo os seus animais e suas tendas, e vinham como enxames de
gafanhotos; era impossvel contar os homens e os seus camelos. Invadiam
a terra para devast-la.
6 Por causa de Midi, Israel empobreceu tanto
que os israelitas clamaram por socorro ao Senhor .
7 Quando os israelitas clamaram ao Senhor por causa de Midi,
8 ele
lhes enviou um profeta, que disse: "Assim diz o Senhor , o Deus de
Israel: ``Tirei vocs do Egito, da terra da escravido.
9 Eu os livrei
do poder do Egito e das mos de todos os seus opressores. Expulsei-os e
dei a vocs a terra deles.
10 E tambm disse a vocs: Eu sou o Senhor ,
o seu Deus; no adorem os deuses dos amorreus, em cuja terra vivem, mas
vocs no me deram ouvidos''".
11 Ento o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande rvore de Ofra,
que pertencia ao abiezrita Jos. Gideo, filho de Jos, estava malhando
o trigo num tanque de prensar uvas, para escond-lo dos midianitas.
12 Ento o Anjo do Senhor apareceu a Gideo e lhe disse: "O Senhor est
com voc, poderoso guerreiro".
13 "Ah, Senhor", Gideo respondeu, "se o Senhor est conosco, por
que aconteceu tudo isso? Onde esto todas as suas maravilhas que os
nossos pais nos contam quando dizem: ``No foi o Senhor que nos tirou
do Egito?'' Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mos de
Midi".
14 O Senhor se voltou para ele e disse: "Com a fora que voc tem, v
libertar Israel das mos de Midi. No sou eu quem o est enviando?"
15 "Ah, Senhor [a] ", respondeu Gideo, "como posso
libertar Israel? Meu cl  o menos importante de Manasss, e eu sou o
menor da minha famlia."
16 "Eu estarei com voc", respondeu o Senhor , "e voc derrotar
todos os midianitas como se fossem um s homem".
17 E Gideo prosseguiu: "Se de fato posso contar com o teu favor,
d-me um sinal de que s tu que ests falando comigo.
18 Peo-te que
no vs embora at que eu volte e traga minha oferta e a coloque diante
de ti".
E o Senhor respondeu: "Esperarei at voc voltar".
19 Gideo foi para casa, preparou um cabrito, e com uma arroba [b]
de farinha fez pes sem fermento. Ps a carne num cesto e o caldo numa
panela, trouxe-os para fora e ofereceu-os a ele sob a grande rvore.
20 E o Anjo de Deus lhe disse: "Apanhe a carne e os pes sem
fermento, ponha-os sobre esta rocha e derrame o caldo". Gideo assim o
fez.
21 Com a ponta do cajado que estava em sua mo, o Anjo do Senhor
tocou a carne e os pes sem fermento. Fogo subiu da rocha, consumindo a
carne e os pes. E o Anjo do Senhor desapareceu.
22 Quando Gideo viu
que era o Anjo do Senhor , exclamou: "Ah, Senhor Soberano! Vi o Anjo
do Senhor face a face!"
23 Disse-lhe, porm, o Senhor : "Paz seja com voc! No tenha medo.
Voc no morrer".
24 Gideo construiu ali um altar em honra ao Senhor e lhe deu este
nome: O Senhor  Paz. At hoje o altar est em Ofra dos abiezritas.
25 Naquela mesma noite o Senhor lhe disse: "Separe o segundo novilho
[c] do rebanho de seu pai, aquele de sete anos de idade.
Despedace o altar de Baal, que pertence a seu pai, e corte o poste
sagrado de Aser que est ao lado do altar.
26 Depois faa um altar
para o Senhor , o seu Deus, no topo desta elevao. Oferea o segundo
novilho em holocausto [d] com a madeira do poste sagrado que voc
ir cortar".
27 Assim Gideo chamou dez dos seus servos e fez como o Senhor lhe
ordenara. Mas, com medo da sua famlia e dos homens da cidade, fez tudo
de noite, e no durante o dia.
28 De manh, quando os homens da cidade se levantaram, l estava
demolido o altar de Baal, com o poste sagrado ao seu lado, cortado, e
com o segundo novilho sacrificado no altar recm-construdo!
29 Perguntaram uns aos outros: "Quem fez isso?"
Depois de investigar, concluram: "Foi Gideo, filho de Jos".
30 Os homens da cidade disseram a Jos: "Traga seu filho para fora.
Ele deve morrer, pois derrubou o altar de Baal e quebrou o poste sagrado
que ficava ao seu lado".
31 Jos, porm, respondeu  multido hostil que o cercava: "Vocs vo
defender a causa de Baal? Esto tentando salv-lo? Quem lutar por ele
ser morto pela manh! Se Baal fosse realmente um deus, poderia
defender-se quando derrubaram o seu altar".
32 Por isso naquele dia
chamaram Gideo de "Jerubaal", dizendo: "Que Baal dispute com ele,
pois derrubou o seu altar".
33 Nesse meio tempo, todos os midianitas, amalequitas e outros povos
que vinham do leste uniram os seus exrcitos, atravessaram o Jordo e
acamparam no vale de Jezreel.
34 Ento o Esprito do Senhor apoderou-se
de Gideo, e ele, com toque de trombeta, convocou os abiezritas para
segui-lo.
35 Enviou mensageiros a todo o Manasss, chamando-o s armas,
e tambm a Aser, a Zebulom e a Naftali, que tambm subiram ao seu
encontro.
36 E Gideo disse a Deus: "Quero saber se vais libertar Israel por
meu intermdio, como prometeste.
37 V, colocarei uma poro de l na
eira. Se o orvalho molhar apenas a l e todo o cho estiver seco,
saberei que tu libertars Israel por meu intermdio, como prometeste".
38 E assim aconteceu. Gideo levantou-se bem cedo no dia seguinte,
torceu a l e encheu uma tigela de gua do orvalho.
39 Disse ainda Gideo a Deus: "No se acenda a tua ira contra mim.
Deixa-me fazer s mais um pedido. Permite-me fazer mais um teste com a
l. Desta vez faze ficar seca a l e o cho coberto de orvalho".
40 E
Deus assim fez naquela noite. Somente a l estava seca; o cho estava
todo coberto de orvalho.
Notas de rodap:
[a] 6.15 Ou senhor
[b] 6.19 Hebraico: 1 efa . O efa era uma capacidade de medidas para
secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[c] 6.25 Ou um touro bem crescido ; tambm nos versculos 26 e 28.
[d] 6.26 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm em 11.31;
13.16,23; 20.26 e 21.4.

JUZES-CAPITULO-7
A Vitria de Gideo sobre os Midianitas
1 De madrugada Jerubaal, isto , Gideo, e todo o seu exrcito acampou
junto  fonte de Harode. O acampamento de Midi estava ao norte deles,
no vale, perto do monte Mor.
2 E o Senhor disse a Gideo: "Voc tem
gente demais, para eu entregar Midi nas suas mos. A fim de que Israel
no se orgulhe contra mim, dizendo que a sua prpria fora o libertou,
3 anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo
poder ir embora do monte Gileade". Ento vinte e dois mil homens
partiram, e ficaram apenas dez mil.
4 Mas o Senhor tornou a dizer a Gideo: "Ainda h gente demais. Desa
com eles  beira d''gua, e eu separarei os que ficaro com voc. Se eu
disser: Este ir com voc, ele ir; mas, se eu disser: Este no ir com
voc, ele no ir".
5 Assim Gideo levou os homens  beira d''gua, e o Senhor lhe disse:
"Separe os que beberem a gua lambendo-a como faz o cachorro, daqueles
que se ajoelharem para beber".
6 O nmero dos que lamberam a gua
levando-a com as mos  boca foi de trezentos homens. Todos os demais se
ajoelharam para beber.
7 O Senhor disse a Gideo: "Com os trezentos homens que lamberam a
gua livrarei vocs e entregarei os midianitas nas suas mos. Mande para
casa todos os outros homens".
8 Gideo mandou os israelitas para as
suas tendas, mas reteve os trezentos. E estes ficaram com as provises e
as trombetas dos que partiram.
O acampamento de Midi ficava abaixo deles, no vale.
9 Naquela noite o
Senhor disse a Gideo: "Levante-se e desa ao acampamento, pois vou
entreg-lo nas suas mos.
10 Se voc est com medo de atac-los, desa
ao acampamento com o seu servo Pura
11 e oua o que estiverem dizendo.
Depois disso voc ter coragem para atacar". Ento ele e o seu servo
Pura desceram at os postos avanados do acampamento.
12 Os midianitas,
os amalequitas e todos os outros povos que vinham do leste haviam se
instalado no vale; eram numerosos como nuvens de gafanhotos. Assim como
no se pode contar a areia da praia, tambm no se podia contar os seus
camelos.
13 Gideo chegou bem no momento em que um homem estava contando seu
sonho a um amigo. "Tive um sonho", dizia ele. "Um po de cevada
vinha rolando dentro do acampamento midianita, e atingiu a tenda com
tanta fora que ela tombou e se desmontou."
14 Seu amigo respondeu: "No pode ser outra coisa seno a espada de
Gideo, filho de Jos, o israelita. Deus entregou os midianitas e todo o
acampamento nas mos dele".
15 Quando Gideo ouviu o sonho e a sua interpretao, adorou a Deus.
Voltou para o acampamento de Israel e gritou: "Levantem-se! O Senhor
entregou o acampamento midianita nas mos de vocs".
16 Dividiu os
trezentos homens em trs companhias e ps nas mos de todos eles
trombetas e jarros vazios, com tochas dentro.
17 E ele lhes disse: "Observem-me. Faam o que eu fizer. Quando eu
chegar  extremidade do acampamento, faam o que eu fizer.
18 Quando eu
e todos os que estiverem comigo tocarmos as nossas trombetas ao redor do
acampamento, toquem as suas, e gritem: Pelo Senhor e por Gideo!"
19 Gideo e os cem homens que o acompanhavam chegaram aos postos
avanados do acampamento pouco depois da meia-noite [a] , assim
que foram trocadas as sentinelas. Ento tocaram as suas trombetas e
quebraram os jarros que tinham nas mos;
20 as trs companhias tocaram
as trombetas e despedaaram os jarros. Empunhando as tochas com a mo
esquerda e as trombetas com a direita, gritaram: " espada, pelo
Senhor e por Gideo!"
21 Cada homem mantinha a sua posio em torno
do acampamento, e todos os midianitas fugiam correndo e gritando.
22 Quando as trezentas trombetas soaram, o Senhor fez que em todo o
acampamento os homens se voltassem uns contra os outros com as suas
espadas. Mas muitos fugiram para Bete-Sita, na direo de Zerer, at a
fronteira de Abel-Meol, perto de Tabate.
23 Os israelitas de Naftali,
de Aser e de todo o Manasss foram convocados, e perseguiram os
midianitas.
24 Gideo enviou mensageiros a todos os montes de Efraim,
dizendo: "Desam para atacar os midianitas e cerquem as guas do
Jordo  frente deles at Bete-Bara".
Foram, pois, convocados todos os homens de Efraim, e eles ocuparam as
guas do Jordo at Bete-Bara.
25 Eles prenderam dois lderes
midianitas, Orebe e Zeebe. Mataram Orebe na rocha de Orebe, e Zeebe no
tanque de prensar uvas de Zeebe. E, depois de perseguir os midianitas,
trouxeram a cabea de Orebe e a de Zeebe a Gideo, que estava do outro
lado do Jordo.
Notas de rodap:
[a] 7.19 Hebraico: no incio da viglia da meia-noite.

JUZES-CAPITULO-8
A Derrota de Zeba e Zalmuna
1 Os efraimitas perguntaram, ento, a Gideo: "Por que voc nos
tratou dessa forma? Por que no nos chamou quando foi lutar contra
Midi?" E o criticaram duramente.
2 Ele, porm, lhes respondeu: "Que  que eu fiz, em comparao com
vocs? O resto das uvas de Efraim no so melhores do que toda a
colheita de Abiezer?
3 Deus entregou os lderes midianitas Orebe e
Zeebe nas mos de vocs. O que pude fazer no se compara com o que vocs
fizeram!" Diante disso, acalmou-se a indignao deles contra Gideo.
4 Gideo e seus trezentos homens, j exaustos, continuaram a
perseguio, chegaram ao Jordo e o atravessaram.
5 Em Sucote, disse
ele aos homens dali: "Peo-lhes um pouco de po para as minhas tropas;
os homens esto cansados, e eu ainda estou perseguindo os reis de Midi,
Zeba e Zalmuna".
6 Os lderes de Sucote, porm, disseram: "Ainda no esto em seu
poder Zeba e Zalmuna? Por que deveramos dar po s suas tropas?"
7 " assim?", replicou Gideo. "Quando o Senhor entregar Zeba e
Zalmuna em minhas mos, rasgarei a carne de vocs com espinhos e
espinheiros do deserto."
8 Dali subiu a Peniel e fez o mesmo pedido aos homens de Peniel, mas
eles responderam como os de Sucote.
9 Aos homens de Peniel ele disse:
"Quando eu voltar triunfante, destruirei esta fortaleza".
10 Ora, Zeba e Zalmuna estavam em Carcor, e com eles cerca de quinze
mil homens. Estes foram todos os que sobraram dos exrcitos dos povos
que vinham do leste, pois cento e vinte mil homens que portavam espada
tinham sido mortos.
11 Gideo subiu pela rota dos nmades, a leste de
Noba e Jogbe, e atacou de surpresa o exrcito.
12 Zeba e Zalmuna, os
dois reis de Midi, fugiram, mas ele os perseguiu e os capturou,
derrotando tambm o exrcito.
13 Depois Gideo, filho de Jos, voltou da batalha, pela subida de
Heres.
14 Ele capturou um jovem de Sucote e o interrogou, e o jovem
escreveu para Gideo os nomes dos setenta e sete lderes e autoridades
da cidade.
15 Gideo foi ento a Sucote e disse aos homens de l:
"Aqui esto Zeba e Zalmuna, acerca dos quais vocs zombaram de mim,
dizendo: ``Ainda no esto em seu poder Zeba e Zalmuna? Por que
deveramos dar po aos seus homens exaustos?''"
16 Gideo prendeu
os lderes da cidade de Sucote, castigando-os com espinhos e espinheiros
do deserto;
17 depois derrubou a fortaleza de Peniel e matou os homens
daquela cidade.
18 Ento perguntou a Zeba e a Zalmuna: "Como eram os homens que vocs
mataram em Tabor?"
"Eram como voc", responderam, "cada um tinha o porte de um
prncipe."
19 Gideo prosseguiu: "Aqueles homens eram meus irmos, filhos de
minha prpria me. Juro pelo nome do Senhor que, se vocs tivessem
poupado a vida deles, eu no mataria vocs".
20 E Gideo voltou-se
para Jter, seu filho mais velho, e lhe disse: "Mate-os!" Jter,
porm, teve medo e no desembainhou a espada, pois era muito jovem.
21 Mas Zeba e Zalmuna disseram: "Venha, mate-nos voc mesmo. Isso
exige coragem de homem". Ento Gideo avanou e os matou, e tirou os
enfeites do pescoo dos camelos deles.
O Manto Sacerdotal de Gideo
22 Os israelitas disseram a Gideo: "Reine sobre ns, voc, seu filho
e seu neto, pois voc nos libertou das mos de Midi".
23 "No reinarei sobre vocs", respondeu-lhes Gideo, "nem meu
filho reinar sobre vocs. O Senhor reinar sobre vocs."
24 E
prosseguiu: "S lhes fao um pedido: que cada um de vocs me d um
brinco da sua parte dos despojos". (Os ismaelitas [a]
costumavam usar brincos de ouro.)
25 Eles responderam: "De boa vontade os daremos a voc!" Ento
estenderam uma capa, e cada homem jogou sobre ela um brinco tirado de
seus despojos.
26 O peso dos brincos de ouro chegou a vinte quilos e
meio [b] , sem contar os enfeites, os pendentes e as roupas de
prpura que os reis de Midi usavam e os colares que estavam no pescoo
de seus camelos.
27 Gideo usou o ouro para fazer um manto sacerdotal,
que ele colocou em sua cidade, em Ofra. Todo o Israel prostituiu-se,
fazendo dele objeto de adorao; e veio a ser uma armadilha para Gideo
e sua famlia.
A Morte de Gideo
28 Assim Midi foi subjugado pelos israelitas, e no tornou a erguer a
cabea. Durante a vida de Gideo a terra desfrutou paz quarenta anos.
29 Jerubaal, filho de Jos, retirou-se e foi para casa, onde ficou
morando.
30 Teve setenta filhos, todos gerados por ele, pois tinha
muitas mulheres.
31 Sua concubina, que morava em Siqum, tambm lhe deu
um filho, a quem ele deu o nome de Abimeleque.
32 Gideo, filho de
Jos, morreu em idade avanada e foi sepultado no tmulo de seu pai,
Jos, em Ofra dos abiezritas.
33 Logo depois que Gideo morreu, os israelitas voltaram a
prostituir-se com os baalins, cultuando-os. Ergueram Baal-Berite como
seu deus, e
34 no se lembraram do Senhor , o seu Deus, que os tinha
livrado das mos dos seus inimigos em redor.
35 Tambm no foram
bondosos com a famlia de Jerubaal, isto , Gideo, pois no
reconheceram todo o bem que ele tinha feito a Israel.
Notas de rodap:
[a] 8.24 Os ismaelitas eram parentes dos midianitas.
[b] 8.26 Hebraico: 1.700 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

JUZES-CAPITULO-9
Abimeleque
1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi aos irmos de sua me em Siqum e
disse a eles e a todo o cl da famlia de sua me:
2 "Perguntem a
todos os cidados de Siqum o que  melhor para eles, ter todos os
setenta filhos de Jerubaal governando sobre eles, ou somente um homem?
Lembrem-se de que eu sou sangue do seu sangue [a] ".
3 Os irmos de sua me repetiram tudo aos cidados de Siqum, e estes
se mostraram propensos a seguir Abimeleque, pois disseram: "Ele 
nosso irmo".
4 Deram-lhe setenta peas [b] de prata tiradas
do templo de Baal-Berite, as quais Abimeleque usou para contratar alguns
desocupados e vadios, que se tornaram seus seguidores.
5 Foi  casa de
seu pai em Ofra e matou seus setenta irmos, filhos de Jerubaal, sobre
uma rocha. Mas Joto, o filho mais novo de Jerubaal, escondeu-se e
escapou.
6 Ento todos os cidados de Siqum e de Bete-Milo reuniram-se
ao lado do Carvalho, junto  coluna de Siqum, para coroar Abimeleque
rei.
7 Quando Joto soube disso, subiu ao topo do monte Gerizim e gritou
para eles: "Ouam-me, cidados de Siqum, para que Deus os oua.
8 Certo dia as rvores saram para ungir um rei para si. Disseram 
oliveira: ``Seja o nosso rei!''
9 "A oliveira, porm, respondeu: ``Deveria eu renunciar ao meu
azeite, com o qual se presta honra aos deuses e aos homens, para dominar
sobre as rvores?''
10 "Ento as rvores disseram  figueira: ``Venha ser o nosso
rei!''
11 "A figueira, porm, respondeu: ``Deveria eu renunciar ao meu
fruto saboroso e doce, para dominar sobre as rvores?''
12 "Depois as rvores disseram  videira: ``Venha ser o nosso
rei!''
13 "A videira, porm, respondeu: ``Deveria eu renunciar ao meu
vinho, que alegra os deuses e os homens, para ter domnio sobre as
rvores?''
14 "Finalmente todas as rvores disseram ao espinheiro: ``Venha ser
o nosso rei!''
15 "O espinheiro disse s rvores: ``Se querem realmente ungir-me
rei sobre vocs, venham abrigar-se  minha sombra; do contrrio, sair
fogo do espinheiro e consumir at os cedros do Lbano!''
16 "Ser que vocs agiram de fato com sinceridade quando fizeram
Abimeleque rei? Foram justos com Jerubaal e sua famlia, como ele
merecia?
17 Meu pai lutou por vocs e arriscou a vida para livr-los
das mos de Midi.
18 Hoje, porm, vocs se revoltaram contra a famlia
de meu pai, mataram seus setenta filhos sobre a mesma rocha, e
proclamaram Abimeleque, o filho de sua escrava, rei sobre os cidados de
Siqum pelo fato de ser irmo de vocs.
19 Se hoje vocs de fato agiram
com sinceridade para com Jerubaal e sua famlia, alegrem-se com
Abimeleque, e alegre-se ele com vocs!
20 Entretanto, se no foi assim,
que saia fogo de Abimeleque e consuma os cidados de Siqum e de
Bete-Milo, e que saia fogo dos cidados de Siqum e de Bete-Milo, e
consuma Abimeleque!"
21 Depois Joto fugiu para Beer, onde ficou morando, longe de seu irmo
Abimeleque.
22 Fazia trs anos que Abimeleque governava Israel,
23 quando Deus
enviou um esprito maligno entre Abimeleque e os cidados de Siqum, e
estes agiram traioeiramente contra Abimeleque.
24 Isso aconteceu para
que o crime contra os setenta filhos de Jerubaal, o derramamento do
sangue deles, fosse vingado em seu irmo Abimeleque e nos cidados de
Siqum que o ajudaram a assassinar os seus irmos.
25 Os cidados de
Siqum enviaram homens para o alto das colinas para emboscarem os que
passassem por ali, e Abimeleque foi informado disso.
26 Nesse meio tempo Gaal, filho de Ebede, mudou-se com seus parentes
para Siqum, cujos cidados confiavam nele.
27 Sucedeu que foram ao
campo, colheram uvas, pisaram-nas, e fizeram uma festa no templo do seu
deus. Comendo e bebendo, amaldioaram Abimeleque.
28 Ento Gaal, filho
de Ebede, disse: "Quem  Abimeleque para que o sirvamos? E quem 
Siqum? No  ele o filho de Jerubaal, e no  Zebul o seu
representante? Sirvam aos homens de Hamor, o pai de Siqum! Por que
servir a Abimeleque?
29 Ah! Se eu tivesse esse povo sob o meu comando!
Eu me livraria de Abimeleque e lhe diria: Mobilize o seu exrcito e
venha! [c] "
30 Quando Zebul, o governante da cidade, ouviu o que dizia Gaal, filho
de Ebede, ficou indignado.
31 Secretamente enviou mensageiros a
Abimeleque dizendo: "Gaal, filho de Ebede, e seus parentes vieram a
Siqum e esto agitando a cidade contra voc.
32 Venha de noite, voc e
seus homens, e fiquem  espera no campo.
33 De manh, ao nascer do sol,
avance contra a cidade. Quando Gaal e sua tropa atacarem, faa com eles
o que achar melhor".
34 E assim Abimeleque e todas as suas tropas partiram de noite e
prepararam emboscadas perto de Siqum, em quatro companhias.
35 Ora,
Gaal, filho de Ebede, tinha sado e estava  porta da cidade quando
Abimeleque e seus homens saram da sua emboscada.
36 Quando Gaal os viu, disse a Zebul: "Veja, vem gente descendo do
alto das colinas!"
Zebul, porm, respondeu: "Voc est confundindo as sombras dos montes
com homens".
37 Mas Gaal tornou a falar: "Veja, vem gente descendo da parte
central do territrio [d] , e uma companhia est vindo pelo
caminho do carvalho dos Adivinhadores".
38 Disse-lhe Zebul: "Onde est toda aquela sua conversa? Voc dizia:
``Quem  Abimeleque, para que o sirvamos?'' No so estes os homens
que voc ridicularizou? Saia e lute contra eles!"
39 Ento Gaal conduziu para fora os [e] cidados de Siqum e
lutou contra Abimeleque.
40 Abimeleque o perseguiu, e ele fugiu. Muitos
dos homens de Siqum caram mortos ao longo de todo o caminho, at a
porta da cidade.
41 Abimeleque permaneceu em Arum, e Zebul expulsou
Gaal e os seus parentes de Siqum.
42 No dia seguinte o povo de Siqum saiu aos campos, e Abimeleque ficou
sabendo disso.
43 Ento dividiu os seus homens em trs companhias e
armou emboscadas no campo. Quando viu o povo saindo da cidade,
levantou-se contra ele e atacou-o.
44 Abimeleque e as tropas que
estavam com ele avanaram at a porta da cidade. Ento duas companhias
avanaram sobre os que estavam nos campos e os mataram.
45 E Abimeleque
atacou a cidade o dia todo, at conquist-la e matar o seu povo. Depois
destruiu a cidade e espalhou sal sobre ela.
46 Ao saberem disso, os cidados que estavam na torre de Siqum
entraram na fortaleza do templo de El-Berite.
47 Quando Abimeleque
soube que se haviam reunido l,
48 ele e todos os seus homens subiram o
monte Zalmom. Ele apanhou um machado, cortou um galho de rvore e o ps
nos ombros. Ento deu esta ordem aos homens que estavam com ele:
"Rpido! Faam o que eu estou fazendo!"
49 Todos os homens cortaram
galhos e seguiram Abimeleque. Empilharam os galhos junto  fortaleza e a
incendiaram. Assim morreu tambm o povo que estava na torre de Siqum,
cerca de mil homens e mulheres.
50 A seguir Abimeleque foi a Tebes, sitiou-a e conquistou-a.
51 Mas
dentro da cidade havia uma torre bastante forte, para a qual fugiram
todos os homens e mulheres, todo o povo da cidade. Trancaram-se por
dentro e subiram para o telhado da torre.
52 Abimeleque foi para a
torre e atacou-a. E, quando se aproximava da entrada da torre para
incendi-la,
53 uma mulher jogou uma pedra de moinho na cabea dele, e
lhe rachou o crnio.
54 Imediatamente ele chamou seu escudeiro e lhe ordenou: "Tire a
espada e mate-me, para que no digam que uma mulher me matou". Ento o
jovem o atravessou, e ele morreu.
55 Quando os israelitas viram que
Abimeleque estava morto, voltaram para casa.
56 Assim Deus retribuiu a maldade que Abimeleque praticara contra o seu
pai, matando os seus setenta irmos.
57 Deus fez tambm os homens de
Siqum pagarem por toda a sua maldade. A maldio de Joto, filho de
Jerubaal, caiu sobre eles.
Notas de rodap:
[a] 9.2 Hebraico: osso e carne de vocs .
[b] 9.4 Hebraico: siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[c] 9.29 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz E ele disse a
Abimeleque: Convoque todo o seu exrcito!
[d] 9.37 Hebraico: do Umbigo da Terra.
[e] 9.39 Ou Gaal saiu  vista dos

JUZES-CAPITULO-10
Tol
1 Depois de Abimeleque, um homem de Issacar chamado Tol, filho de
Pu, filho de Dod, levantou-se para libertar Israel. Ele morava em
Samir, nos montes de Efraim,
2 e liderou Israel durante vinte e trs
anos; ento morreu e foi sepultado em Samir.
Jair
3 Depois dele veio Jair, de Gileade, que liderou Israel durante vinte e
dois anos.
4 Teve trinta filhos, que montavam trinta jumentos. Eles
tinham autoridade sobre trinta cidades, as quais at hoje so chamadas
"povoados de Jair" e ficam em Gileade.
5 Quando Jair morreu, foi
sepultado em Camom.
Jeft
6 Mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova. Serviram
aos baalins, s imagens de Astarote, aos deuses de Ar, aos deuses de
Sidom, aos deuses de Moabe, aos deuses dos amonitas e aos deuses dos
filisteus. E como os israelitas abandonaram o Senhor e no mais lhe
prestaram culto,
7 a ira do Senhor se acendeu contra eles. Ele os
entregou nas mos dos filisteus e dos amonitas,
8 que naquele ano os
humilharam e os oprimiram. Durante dezoito anos oprimiram todos os
israelitas do lado leste do Jordo, em Gileade, terra dos amorreus.
9 Os amonitas tambm atravessaram o Jordo para lutar contra Jud, contra
Benjamim e contra a tribo de Efraim; e grande angstia dominou Israel.
10 Ento os israelitas clamaram ao Senhor , dizendo: "Temos pecado
contra ti, pois abandonamos o nosso Deus e prestamos culto aos
baalins!"
11 O Senhor respondeu: "Quando os egpcios, os amorreus, os amonitas,
os filisteus,
12 os sidnios, os amalequitas e os maonitas [a]
os oprimiram, e vocs clamaram a mim, eu os libertei das mos deles.
13 Mas vocs me abandonaram e prestaram culto a outros deuses. Por isso no
os livrarei mais.
14 Clamem aos deuses que vocs escolheram. Que eles
os livrem na hora do aperto!"
15 Os israelitas, porm, disseram ao Senhor : "Ns pecamos. Faze
conosco o que achares melhor, mas te rogamos, livra-nos agora".
16 Ento eles se desfizeram dos deuses estrangeiros que havia entre eles e
prestaram culto ao Senhor . E ele no pde mais suportar o sofrimento de
Israel.
17 Quando os amonitas foram convocados e acamparam em Gileade, os
israelitas reuniram-se e acamparam em Misp.
18 Os lderes do povo de
Gileade disseram uns aos outros: "Quem iniciar o ataque contra os
amonitas ser chefe dos que vivem em Gileade".
Notas de rodap:
[a] 10.12 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem midianitas.

JUZES-CAPITULO-11
1 Jeft, o gileadita, era um guerreiro valente. Sua me era uma
prostituta; seu pai chamava-se Gileade.
2 A mulher de Gileade tambm
lhe deu filhos, que, quando j estavam grandes, expulsaram Jeft,
dizendo: "Voc no vai receber nenhuma herana de nossa famlia, pois
 filho de outra mulher".
3 Ento Jeft fugiu dos seus irmos e se
estabeleceu em Tobe. Ali um bando de vadios uniu-se a ele e o seguia.
4 Algum tempo depois, quando os amonitas entraram em guerra contra
Israel,
5 os lderes de Gileade foram buscar Jeft em Tobe.
6 "Venha", disseram. "Seja nosso comandante, para que possamos
combater os amonitas."
7 Disse-lhes Jeft: "Vocs no me odiavam e no me expulsaram da casa
de meu pai? Por que me procuram agora, quando esto em dificuldades?"
8 "Apesar disso, agora estamos apelando para voc", responderam os
lderes de Gileade. "Venha conosco combater os amonitas, e voc ser o
chefe de todos os que vivem em Gileade."
9 Jeft respondeu: "Se vocs me levarem de volta para combater os
amonitas e o Senhor os entregar a mim, serei o chefe de vocs?"
10 Os lderes de Gileade responderam: "O Senhor  nossa testemunha;
faremos conforme voc diz".
11 Assim Jeft foi com os lderes de
Gileade, e o povo o fez chefe e comandante sobre todos. E ele repetiu
perante o Senhor , em Misp, todas as palavras que tinha dito.
12 Jeft enviou mensageiros ao rei amonita com a seguinte pergunta:
"Que  que tens contra ns, para teres atacado a nossa terra?"
13 O rei dos amonitas respondeu aos mensageiros de Jeft: "Quando
Israel veio do Egito tomou as minhas terras, desde o Arnom at o Jaboque
e at o Jordo. Agora, devolvam-me essas terras pacificamente".
14 Jeft mandou de novo mensageiros ao rei amonita,
15 dizendo:
"Assim diz Jeft: Israel no tomou a terra de Moabe, e tampouco a
terra dos amonitas.
16 Quando veio do Egito, Israel foi pelo deserto
at o mar Vermelho e da para Cades.
17 Ento Israel enviou mensageiros
ao rei de Edom, dizendo: ``Deixa-nos atravessar a tua terra'', mas o
rei de Edom no quis ouvi-lo. Enviou o mesmo pedido ao rei de Moabe, e
ele tambm no consentiu. Assim Israel permaneceu em Cades.
18 "Em seguida os israelitas viajaram pelo deserto e contornaram Edom
e Moabe; passaram a leste de Moabe e acamparam do outro lado do Arnom.
No entraram no territrio de Moabe, pois o Arnom era a sua fronteira.
19 "Depois Israel enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, em
Hesbom, e lhe pediu: ``Deixa-nos atravessar a tua terra para irmos ao
lugar que nos pertence!''
20 Seom, porm, no acreditou que Israel
fosse apenas [a] atravessar o seu territrio; assim convocou
todos os seus homens, acampou em Jaza e lutou contra Israel.
21 "Ento o Senhor , o Deus de Israel, entregou Seom e todos os seus
homens nas mos de Israel, e este os derrotou. Israel tomou posse de
todas as terras dos amorreus que viviam naquela regio,
22 conquistando-a por inteiro, desde o Arnom at o Jaboque, e desde o
deserto at o Jordo.
23 "Agora que o Senhor , o Deus de Israel, expulsou os amorreus da
presena de Israel, seu povo, queres tu tom-la?
24 Acaso no tomas
posse daquilo que o teu deus Camos te d? Da mesma forma tomaremos posse
do que o Senhor , o nosso Deus, nos deu.
25 s tu melhor do que
Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe? Entrou ele alguma vez em conflito
com Israel ou lutou com ele?
26 Durante trezentos anos Israel ocupou
Hesbom, Aroer, os povoados ao redor e todas as cidades s margens do
Arnom. Por que no os reconquistaste todo esse tempo?
27 Nada fiz
contra ti, mas tu ests cometendo um erro, lutando contra mim. Que o
Senhor , o Juiz, julgue hoje a disputa entre os israelitas e os
amonitas".
28 Entretanto, o rei de Amom no deu ateno  mensagem de Jeft.
29 Ento o Esprito do Senhor se apossou de Jeft. Este atravessou
Gileade e Manasss, passou por Misp de Gileade, e da avanou contra os
amonitas.
30 E Jeft fez este voto ao Senhor : "Se entregares os
amonitas nas minhas mos,
31 aquele que estiver saindo da porta da
minha casa ao meu encontro, quando eu retornar da vitria sobre os
amonitas, ser do Senhor , e eu o oferecerei em holocausto".
32 Ento Jeft foi combater os amonitas, e o Senhor os entregou nas
suas mos.
33 Ele conquistou vinte cidades, desde Aroer at as
vizinhanas de Minite, chegando a Abel-Queramim. Assim os amonitas foram
subjugados pelos Israelitas.
34 Quando Jeft chegou  sua casa em Misp, sua filha saiu ao seu
encontro, danando ao som de tamborins. E ela era filha nica. Ele no
tinha outro filho ou filha.
35 Quando a viu, rasgou suas vestes e
gritou: "Ah, minha filha! Estou angustiado e desesperado por sua
causa, pois fiz ao Senhor um voto que no posso quebrar".
36 "Meu pai", respondeu ela, "sua palavra foi dada ao Senhor .
Faa comigo o que prometeu, agora que o Senhor o vingou dos seus
inimigos, os amonitas."
37 E prosseguiu: "Mas conceda-me dois meses
para vagar pelas colinas e chorar com as minhas amigas, porque jamais me
casarei".
38 "V!", disse ele. E deixou que ela fosse por dois meses. Ela e
suas amigas foram para as colinas e choraram porque ela jamais se
casaria.
39 Passados os dois meses, ela voltou a seu pai, e ele fez com
ela o que tinha prometido no voto. Assim, ela nunca deixou de ser
virgem.
Da vem o costume em Israel
40 de sarem as moas durante quatro dias,
todos os anos, para celebrar a memria da filha de Jeft, o gileadita.
Notas de rodap:
[a] 11.20 Ou porm, no quis fazer acordo com Israel, permitindo-lhe

JUZES-CAPITULO-12
O Conflito de Jeft contra Efraim
1 Os homens de Efraim foram convocados para a batalha; dirigiram-se
para Zafom e disseram a Jeft: "Por que voc foi lutar contra os
amonitas sem nos chamar para irmos juntos? Vamos queimar a sua casa e
voc junto!"
2 Jeft respondeu: "Eu e meu povo estvamos envolvidos numa grande
contenda com os amonitas, e, embora eu os tenha chamado, vocs no me
livraram das mos deles.
3 Quando vi que vocs no ajudariam, arrisquei
a vida e fui lutar contra os amonitas, e o Senhor me deu a vitria sobre
eles. E, por que vocs vieram para c hoje? Para lutar contra mim?"
4 Jeft reuniu ento todos os homens de Gileade e lutou contra Efraim.
Os gileaditas feriram os efraimitas porque estes tinham dito: "Vocs,
gileaditas, so desertores de Efraim e de Manasss".
5 Os gileaditas
tomaram as passagens do Jordo que conduziam a Efraim. Sempre que um
fugitivo de Efraim dizia: "Deixem-me atravessar", os homens de
Gileade perguntavam: "Voc  efraimita?" Se respondesse que no,
6 diziam: "Ento diga: Chibolete". Se ele dissesse: "Sibolete",
sem conseguir pronunciar corretamente a palavra, prendiam-no e
matavam-no no lugar de passagem do Jordo. Quarenta e dois mil
efraimitas foram mortos naquela ocasio.
7 Jeft liderou Israel durante seis anos. Ento o gileadita Jeft
morreu, e foi sepultado numa cidade de Gileade.
Ibs, Elom e Abdom
8 Depois de Jeft, Ibs, de Belm, liderou Israel.
9 Teve trinta
filhos e trinta filhas. Deu suas filhas em casamento a homens de fora do
seu cl, e trouxe para os seus filhos trinta mulheres de fora do seu
cl. Ibs liderou Israel durante sete anos.
10 Ento Ibs morreu, e foi
sepultado em Belm.
11 Depois dele, Elom, da tribo de Zebulom, liderou Israel durante dez
anos.
12 Elom morreu, e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.
13 Depois dele, Abdom, filho de Hilel, de Piratom, liderou Israel.
14 Teve quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos.
Abdom liderou Israel durante oito anos.
15 Ento Abdom, filho de Hilel,
morreu, e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na serra dos
amalequitas.

JUZES-CAPITULO-13
O Nascimento de Sanso
1 Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor reprova, e por isso o
Senhor os entregou nas mos dos filisteus durante quarenta anos.
2 Certo homem de Zor, chamado Mano, do cl da tribo de D, tinha
mulher estril.
3 Certo dia o Anjo do Senhor apareceu a ela e lhe
disse: "Voc  estril, no tem filhos, mas engravidar e dar  luz
um filho.
4 Todavia, tenha cuidado, no beba vinho nem outra bebida
fermentada, e no coma nada impuro;
5 e no se passar navalha na
cabea do filho que voc vai ter, porque o menino ser nazireu,
consagrado a Deus desde o nascimento; ele iniciar a libertao de
Israel das mos dos filisteus".
6 Ento a mulher foi contar tudo ao seu marido: "Um homem de Deus
veio falar comigo. Era como um anjo de Deus, de aparncia
impressionante. No lhe perguntei de onde tinha vindo, e ele no me
disse o seu nome,
7 mas ele me assegurou: ``Voc engravidar e dar 
luz um filho. Todavia, no beba vinho nem outra bebida fermentada, e no
coma nada impuro, porque o menino ser nazireu, consagrado a Deus, desde
o nascimento at o dia da sua morte''".
8 Ento Mano orou ao Senhor : "Senhor, eu te imploro que o homem de
Deus que enviaste volte para nos instruir sobre o que fazer com o menino
que vai nascer".
9 Deus ouviu a orao de Mano, e o Anjo de Deus veio novamente falar
com a mulher quando ela estava sentada no campo; Mano, seu marido, no
estava com ela.
10 Mas ela foi correndo contar ao marido: "O homem
que me apareceu outro dia est aqui!"
11 Mano levantou-se e seguiu a mulher. Quando se aproximou do homem,
perguntou: "Foste tu que falaste com a minha mulher?"
"Sim", disse ele.
12 "Quando as tuas palavras se cumprirem", Mano perguntou, "como
devemos criar o menino? O que ele dever fazer?"
13 O Anjo do Senhor respondeu: "Sua mulher ter que seguir tudo o que
eu lhe ordenei.
14 Ela no poder comer nenhum produto da videira, nem
vinho ou bebida fermentada, nem comer nada impuro. Ter que obedecer a
tudo o que lhe ordenei".
15 Mano disse ao Anjo do Senhor : "Gostaramos que ficasses conosco;
queremos oferecer-te um cabrito".
16 O Anjo do Senhor respondeu: "Se eu ficar, no comerei nada. Mas,
se voc preparar um holocausto, oferea-o ao Senhor ". Mano no sabia
que ele era o Anjo do Senhor .
17 Ento Mano perguntou ao Anjo do Senhor : "Qual  o teu nome, para
que te prestemos homenagem quando se cumprir a tua palavra?"
18 Ele respondeu: "Por que pergunta o meu nome? Meu nome est alm do
entendimento [a] ".
19 Ento Mano apanhou um cabrito e a
oferta de cereal, e os ofereceu ao Senhor sobre uma rocha. E o Senhor
fez algo estranho enquanto Mano e sua mulher observavam:
20 quando a
chama do altar subiu ao cu, o Anjo do Senhor subiu na chama. Vendo
isso, Mano e sua mulher prostraram-se, rosto em terra.
21 Como o Anjo
do Senhor no voltou a manifestar-se a Mano e  sua mulher, Mano
percebeu que era o Anjo do Senhor .
22 "Sem dvida vamos morrer!" disse ele  mulher, "pois vimos a
Deus!"
23 Mas a mulher respondeu: "Se o Senhor tivesse a inteno de nos
matar, no teria aceitado o holocausto e a oferta de cereal das nossas
mos, no nos teria mostrado todas essas coisas e no nos teria revelado
o que agora nos revelou".
24 A mulher deu  luz um menino e ps-lhe o nome de Sanso. Ele
cresceu, e o Senhor o abenoou,
25 e o Esprito do Senhor comeou a
agir nele quando ele se achava em Maan-D, entre Zor e Estaol.
Notas de rodap:
[a] 13.18 Ou nome  maravilhoso

JUZES-CAPITULO-14
O Casamento de Sanso
1 Sanso desceu a Timna e viu ali uma mulher do povo filisteu.
2 Quando voltou para casa, disse a seu pai e a sua me: "Vi uma mulher
filistia em Timna; consigam essa mulher para ser minha esposa".
3 Seu pai e sua me lhe perguntaram: "Ser que no h mulher entre os
seus parentes ou entre todo o seu povo? Voc tem que ir aos filisteus
incircuncisos para conseguir esposa?"
Sanso, porm, disse ao pai: "Consiga-a para mim.  ela que me
agrada".
4 Seus pais no sabiam que isso vinha do Senhor , que
buscava ocasio contra os filisteus; pois naquela poca eles dominavam
Israel.
5 Sanso foi para Timna com seu pai e sua me. Quando se
aproximavam das vinhas de Timna, de repente um leo forte veio rugindo
na direo dele.
6 O Esprito do Senhor apossou-se de Sanso, e ele,
sem nada nas mos, rasgou o leo como se fosse um cabrito. Mas no
contou nem ao pai nem  me o que fizera.
7 Ento foi conversar com a
mulher de quem gostava.
8 Algum tempo depois, quando voltou para casar-se com ela, Sanso saiu
do caminho para olhar o cadver do leo, e nele havia um enxame de
abelhas e mel.
9 Tirou o mel com as mos e o foi comendo pelo caminho.
Quando voltou aos seus pais, repartiu com eles o mel, e eles tambm
comeram. Mas no lhes contou que tinha tirado o mel do cadver do leo.
10 Seu pai desceu  casa da mulher, e Sanso deu ali uma festa, como
era costume dos noivos.
11 Quando ele chegou, trouxeram-lhe trinta
rapazes para o acompanharem na festa.
12 "Vou propor-lhes um enigma", disse-lhes Sanso. "Se vocs
puderem dar-me a resposta certa durante os sete dias da festa, ento eu
lhes darei trinta vestes de linho e trinta mudas de roupas.
13 Se no
conseguirem dar-me a resposta, vocs me daro trinta vestes de linho e
trinta mudas de roupas."
"Proponha-nos o seu enigma", disseram. "Vamos ouvi-lo."
14 Disse ele ento:
"Do que come saiu comida;
do que  forte saiu doura".
Durante trs dias eles no conseguiram dar a resposta.
15 No quarto [a] dia disseram  mulher de Sanso: "Convena o
seu marido a explicar o enigma. Caso contrrio, poremos fogo em voc e
na famlia de seu pai, e vocs morrero. Voc nos convidou para nos
roubar?"
16 Ento a mulher de Sanso implorou-lhe aos prantos: "Voc me odeia!
Voc no me ama! Voc deu ao meu povo um enigma, mas no me contou a
resposta!"
"Nem a meu pai nem  minha me expliquei o enigma", respondeu ele.
"Por que deveria explic-lo a voc?"
17 Ela chorou durante o
restante da semana da festa. Por fim, no stimo dia, ele lhe contou,
pois ela continuava a perturb-lo. Ela, por sua vez, revelou o enigma ao
seu povo.
18 Antes do pr-do-sol do stimo dia, os homens da cidade vieram lhe
dizer:
"O que  mais doce que o mel?
O que  mais forte que o leo?"
Sanso lhes disse:
"Se vocs no tivessem arado
com a minha novilha,
no teriam solucionado o meu enigma".
19 Ento o Esprito do Senhor apossou-se de Sanso. Ele desceu a
Ascalom, matou trinta homens, pegou as suas roupas e as deu aos que
tinham explicado o enigma. Depois, enfurecido, foi para a casa do seu
pai.
20 E a mulher de Sanso foi dada ao amigo que tinha sido o
acompanhante dele no casamento.
Notas de rodap:
[a] 14.15 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz stimo.

JUZES-CAPITULO-15
A Vingana de Sanso
1 Algum tempo depois, na poca da colheita do trigo, Sanso foi
visitar a sua mulher e levou-lhe um cabrito. "Vou ao quarto da minha
mulher", disse ele. Mas o pai dela no quis deix-lo entrar.
2 "Eu estava to certo de que voc a odiava", disse ele, "que a
dei ao seu amigo. A sua irm mais nova no  mais bonita? Fique com ela
no lugar da irm".
3 Sanso lhes disse: "Desta vez ningum poder me culpar quando eu
acertar as contas com os filisteus!"
4 Ento saiu, capturou trezentas
raposas e as amarrou aos pares pela cauda. Depois prendeu uma tocha em
cada par de caudas,
5 acendeu as tochas e soltou as raposas no meio das
plantaes dos filisteus. Assim ele queimou os feixes, o cereal que iam
colher, e tambm as vinhas e os olivais.
6 Os filisteus perguntaram: "Quem fez isso?" Responderam-lhes:
"Foi Sanso, o genro do timnita, porque a sua mulher foi dada ao seu
amigo". Ento os filisteus foram e queimaram a mulher e seu pai.
7 Sanso lhes disse: "J que fizeram isso, no sossegarei enquanto
no me vingar de vocs".
8 Ele os atacou sem d nem piedade e fez
terrvel matana. Depois desceu e ficou numa caverna da rocha de Et.
9 Os filisteus foram para Jud e l acamparam, espalhando-se pelas
proximidades de Le.
10 Os homens de Jud perguntaram: "Por que vocs
vieram lutar contra ns?"
Eles responderam: "Queremos levar Sanso amarrado, para trat-lo como
ele nos tratou".
11 Trs mil homens de Jud desceram ento  caverna da rocha de Et e
disseram a Sanso: "Voc no sabe que os filisteus dominam sobre ns?
Voc viu o que nos fez?"
Ele respondeu: "Fiz a eles apenas o que eles me fizeram".
12 Disseram-lhe: "Viemos amarr-lo para entreg-lo aos filisteus".
Sanso disse: "Jurem-me que vocs mesmos no me mataro".
13 "Certamente que no!", responderam. "Somente vamos amarr-lo e
entreg-lo nas mos deles. No o mataremos." E o prenderam com duas
cordas novas e o fizeram sair da rocha.
14 Quando ia chegando a Le, os
filisteus foram ao encontro dele aos gritos. Mas o Esprito do Senhor
apossou-se dele. As cordas em seus braos se tornaram como fibra de
linho queimada, e os laos caram das suas mos.
15 Encontrando a
carcaa de um jumento, pegou a queixada e com ela matou mil homens.
16 Disse ele ento:
"Com uma queixada de jumento
fiz deles montes [a] .
Com uma queixada de jumento
matei mil homens".
17 Quando acabou de falar, jogou fora a queixada; e o local foi chamado
Ramate-Le [b] .
18 Sanso estava com muita sede e clamou ao Senhor : "Deste pela mo
de teu servo esta grande vitria. Morrerei eu agora de sede para cair
nas mos dos incircuncisos?"
19 Deus ento abriu a rocha que h em
Le, e dela saiu gua. Sanso bebeu, suas foras voltaram, e ele
recobrou o nimo. Por esse motivo essa fonte foi chamada En-Hacor
[c] , e ainda l est, em Le.
20 Sanso liderou Israel durante vinte anos, no tempo do domnio dos
filisteus.
Notas de rodap:
[a] 15.16 Ou jumentos . H um jogo de palavras no hebraico entre
jumento e monto.
[b] 15.17 Ramate-Le significa colina da queixada.
[c] 15.19 En-Hacor significa a fonte do que clama.

JUZES-CAPITULO-16
Sanso e Dalila
1 Certa vez Sanso foi a Gaza, viu ali uma prostituta, e passou a
noite com ela.
2 Disseram ao povo de Gaza: "Sanso est aqui!"
Ento cercaram o local e ficaram  espera dele a noite toda, junto 
porta da cidade. No se moveram a noite inteira, dizendo: "Ao
amanhecer o mataremos".
3 Sanso, porm, ficou deitado s at a meia-noite. Levantou-se,
agarrou firme a porta da cidade, com os dois batentes, e os arrancou,
com tranca e tudo. Ps tudo nos ombros e o levou ao topo da colina que
fica defronte de Hebrom.
4 Depois dessas coisas, ele se apaixonou por uma mulher do vale de
Soreque, chamada Dalila.
5 Os lderes dos filisteus foram dizer a ela:
"Veja se voc consegue induzi-lo a mostrar-lhe o segredo da sua grande
fora e como poderemos domin-lo, para que o amarremos e o subjuguemos.
Cada um de ns dar a voc treze quilos [a] de prata".
6 Disse, pois, Dalila a Sanso: "Conte-me, por favor, de onde vem a
sua grande fora e como voc pode ser amarrado e subjugado".
7 Respondeu-lhe Sanso: "Se algum me amarrar com sete tiras de couro
[b] ainda midas, ficarei to fraco quanto qualquer outro
homem".
8 Ento os lderes dos filisteus trouxeram a ela sete tiras de couro
ainda midas, e Dalila o amarrou com elas.
9 Tendo homens escondidos no
quarto, ela o chamou: "Sanso, os filisteus o esto atacando!" Mas
ele arrebentou as tiras de couro como se fossem um fio de estopa posto
perto do fogo. Assim, no se descobriu de onde vinha a sua fora.
10 Disse Dalila a Sanso: "Voc me fez de boba; mentiu para mim!
Agora conte-me, por favor, como voc pode ser amarrado".
11 Ele disse: "Se me amarrarem firmemente com cordas que nunca tenham
sido usadas, ficarei to fraco quanto qualquer outro homem".
12 Dalila o amarrou com cordas novas. Depois, tendo homens escondidos
no quarto, ela o chamou: "Sanso, os filisteus o esto atacando!"
Mas ele arrebentou as cordas de seus braos como se fossem uma linha.
13 Disse Dalila a Sanso: "At agora voc me fez de boba e mentiu
para mim. Diga-me como pode ser amarrado".
Ele respondeu: "Se voc tecer num pano as sete tranas da minha cabea
e o prender com uma lanadeira, ficarei to fraco quanto qualquer outro
homem". Assim, enquanto ele dormia, Dalila teceu as sete tranas da
sua cabea num pano
14 e [c] o prendeu com a lanadeira.
Novamente ela o chamou: "Sanso, os filisteus o esto atacando!" Ele
despertou do sono e arrancou a lanadeira e o tear, com os fios.
15 Ento ela lhe disse: "Como voc pode dizer que me ama, se no
confia em mim? Esta  a terceira vez que voc me fez de boba e no
contou o segredo da sua grande fora".
16 Importunando-o o tempo
todo, ela o cansava dia aps dia, ficando ele a ponto de morrer.
17 Por isso ele lhe contou o segredo: "Jamais se passou navalha em
minha cabea", disse ele, "pois sou nazireu, desde o ventre materno.
Se fosse rapado o cabelo da minha cabea, a minha fora se afastaria de
mim, e eu ficaria to fraco quanto qualquer outro homem".
18 Quando Dalila viu que Sanso lhe tinha contado todo o segredo,
enviou esta mensagem aos lderes dos filisteus: "Subam mais esta vez,
pois ele me contou todo o segredo". Os lderes dos filisteus voltaram
a ela levando a prata.
19 Fazendo-o dormir no seu colo, ela chamou um
homem para cortar as sete tranas do cabelo dele, e assim comeou a
subjug-lo [d] . E a sua fora o deixou.
20 Ento ela chamou: "Sanso, os filisteus o esto atacando!"
Ele acordou do sono e pensou: "Sairei como antes e me livrarei". Mas
no sabia que o Senhor o tinha deixado.
21 Os filisteus o prenderam, furaram os seus olhos e o levaram para
Gaza. Prenderam-no com algemas de bronze, e o puseram a girar um moinho
na priso.
22 Mas, logo o cabelo da sua cabea comeou a crescer de
novo.
A Morte de Sanso
23 Os lderes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande
sacrifcio a seu deus Dagom e para festejar. Comemorando sua vitria,
diziam: "O nosso deus entregou o nosso inimigo Sanso em nossas
mos".
24 Quando o povo o viu, louvou o seu deus:
"O nosso deus nos entregou
o nosso inimigo,
o devastador da nossa terra,
aquele que multiplicava
os nossos mortos".
25 Com o corao cheio de alegria, gritaram: "Tragam-nos Sanso para
nos divertir!" E mandaram trazer Sanso da priso, e ele os divertia.
Quando o puseram entre as colunas,
26 Sanso disse ao jovem que o
guiava pela mo: "Ponha-me onde eu possa apalpar as colunas que
sustentam o templo, para que eu me apie nelas".
27 Homens e mulheres
lotavam o templo; todos os lderes dos filisteus estavam presentes e, no
alto, na galeria, havia cerca de trs mil homens e mulheres vendo
Sanso, que os divertia.
28 E Sanso orou ao Senhor : " Soberano
Senhor , lembra-te de mim!  Deus, eu te suplico, d-me foras, mais uma
vez, e faze com que eu me vingue dos filisteus por causa dos meus dois
olhos!"
29 Ento Sanso forou as duas colunas centrais sobre as
quais o templo se firmava. Apoiando-se nelas, tendo a mo direita numa
coluna e a esquerda na outra,
30 disse: "Que eu morra com os
filisteus!" Em seguida ele as empurrou com toda a fora, e o templo
desabou sobre os lderes e sobre todo o povo que ali estava. Assim, na
sua morte, Sanso matou mais homens do que em toda a sua vida.
31 Foram, ento, os seus irmos e toda a famlia do seu pai para
busc-lo. Trouxeram-no e o sepultaram entre Zor e Estaol, no tmulo de
Mano, seu pai. Sanso liderou Israel durante vinte anos.
Notas de rodap:
[a] 16.5 Hebraico: 1.100 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[b] 16.7 Ou sete cordas de arco ; tambm nos versculos 8 e 9.
[c] 16.13,14 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz "S se voc tecer num pano as sete tranas da minha
cabea". 14Assim, ela.
[d] 16.19 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem e ele comeou a
enfraquecer.

JUZES-CAPITULO-17
Os dolos de Mica
1 Havia um homem chamado Mica, dos montes de Efraim,
2 que disse
certa vez  sua me: "Os treze quilos [a] de prata que lhe
foram roubados e pelos quais eu a ouvi pronunciar uma maldio, na
verdade a prata est comigo; eu a peguei".
Disse-lhe sua me: "O Senhor o abenoe, meu filho!"
3 Quando ele devolveu os treze quilos de prata  me, ela disse:
"Consagro solenemente a minha prata ao Senhor para que o meu filho
faa uma imagem esculpida e um dolo de metal. Eu a devolvo a voc".
4 Mas ele devolveu a prata  sua me, e ela separou dois quilos e
quatrocentos gramas, e os deu a um ourives, que deles fez a imagem e o
dolo. E estes foram postos na casa de Mica.
5 Ora, esse homem, Mica, possua um santurio, fez um manto sacerdotal
e alguns dolos da famlia e ps um dos seus filhos como seu sacerdote.
6 Naquela poca no havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe
parecia certo.
7 Um jovem levita de Belm de Jud, procedente do cl de Jud,
8 saiu
daquela cidade em busca de outro lugar para morar. Em sua viagem
[b] , chegou  casa de Mica, nos montes de Efraim.
9 Mica lhe perguntou: "De onde voc vem?"
"Sou levita, de Belm de Jud", respondeu ele. "Estou procurando
um lugar para morar."
10 "Fique comigo", disse-lhe Mica. "Seja meu pai e sacerdote, e
eu lhe darei cento e vinte gramas de prata por ano, roupas e comida."
11 O jovem levita concordou em ficar com Mica, e tornou-se como um dos
seus filhos.
12 Mica acolheu o levita, e o jovem se tornou seu
sacerdote, e ficou morando em sua casa.
13 E Mica disse: "Agora sei
que o Senhor me tratar com bondade, pois esse levita se tornou meu
sacerdote".
Notas de rodap:
[a] 17.2 Hebraico: 1.100 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[b] 17.8 Ou Querendo exercer a sua profisso

JUZES-CAPITULO-18
A Tribo de D se Estabelece em Las
1 Naquela poca no havia rei em Israel, e a tribo de D estava
procurando um local onde estabelecer-se, pois ainda no tinha recebido
herana entre as tribos de Israel.
2 Ento enviaram cinco guerreiros de
Zor e de Estaol para espionarem a terra e explor-la. Esses homens
representavam todos os cls da tribo. Disseram-lhes: "Vo, explorem a
terra".
Os homens chegaram aos montes de Efraim e foram  casa de Mica, onde
passaram a noite.
3 Quando estavam perto da casa de Mica, reconheceram
a voz do jovem levita; aproximaram-se e lhe perguntaram: "Quem o
trouxe para c? O que voc est fazendo neste lugar? Por que voc est
aqui?"
4 O jovem lhes contou o que Mica fizera por ele, e disse: "Ele me
contratou, e eu sou seu sacerdote".
5 Ento eles lhe pediram: "Pergunte a Deus se a nossa viagem ser
bem-sucedida".
6 O sacerdote lhes respondeu: "Vo em paz. Sua viagem tem a aprovao
do Senhor ".
7 Os cinco homens partiram e chegaram a Las, onde viram que o povo
vivia em segurana, como os sidnios, despreocupado e tranqilo, e
gozava prosperidade, pois a sua terra no lhe deixava faltar nada. Viram
tambm que o povo vivia longe dos sidnios e no tinha relaes com
nenhum outro povo [a] .
8 Quando voltaram a Zor e a Estaol, seus irmos lhes perguntaram: "O
que descobriram?"
9 Eles responderam: "Vamos atac-los! Vimos que a terra  muito boa.
Vocs vo ficar a sem fazer nada? No hesitem em ir apossar-se dela.
10 Chegando l, vocs encontraro um povo despreocupado e uma terra
espaosa que Deus ps nas mos de vocs, terra onde no falta coisa
alguma!"
11 Ento seiscentos homens da tribo de D partiram de Zor e de Estaol,
armados para a guerra.
12 Na viagem armaram acampamento perto de
Quiriate-Jearim, em Jud.  por isso que at hoje o local, a oeste de
Quiriate-Jearim,  chamado Maan-D [b] .
13 Dali foram para os
montes de Efraim e chegaram  casa de Mica.
14 Os cinco homens que haviam espionado a terra de Las disseram a seus
irmos: "Vocs sabiam que numa dessas casas h um manto sacerdotal,
dolos da famlia, uma imagem esculpida e um dolo de metal? Agora vocs
sabem o que devem fazer".
15 Ento eles se aproximaram e foram  casa
do jovem levita,  casa de Mica, e o saudaram.
16 Os seiscentos homens
de D, armados para a guerra, ficaram junto  porta.
17 Os cinco homens
que haviam espionado a terra entraram e apanharam a imagem, o manto
sacerdotal, os dolos da famlia e o dolo de metal, enquanto o
sacerdote e os seiscentos homens armados permaneciam  porta.
18 Quando os homens entraram na casa de Mica e apanharam a imagem, o
manto sacerdotal, os dolos da famlia e o dolo de metal, o sacerdote
lhes perguntou: "Que  que vocs esto fazendo?"
19 Eles lhe responderam: "Silncio! No diga nada. Venha conosco, e
seja nosso pai e sacerdote. No ser melhor para voc servir como
sacerdote uma tribo e um cl de Israel do que apenas a famlia de um s
homem?"
20 Ento o sacerdote se alegrou, apanhou o manto sacerdotal,
os dolos da famlia e a imagem esculpida e se juntou  tropa.
21 Pondo
os seus filhos, os seus animais e os seus bens na frente deles, partiram
de volta.
22 Quando j estavam a certa distncia da casa, os homens que moravam
perto de Mica foram convocados e alcanaram os homens de D.
23 Como
vinham gritando atrs deles, estes se voltaram e perguntaram a Mica:
"Qual  o seu problema? Por que convocou os seus homens para lutar?"
24 Ele respondeu: "Vocs esto levando embora os deuses que fiz e o
meu sacerdote. O que me sobrou? Como  que ainda podem perguntar:
``Qual  o seu problema?''"
25 Os homens de D responderam: "No discuta conosco, seno alguns
homens de temperamento violento o atacaro, e voc e a sua famlia
perdero a vida".
26 E assim os homens de D seguiram seu caminho.
Vendo que eles eram fortes demais para ele, Mica virou-se e voltou para
casa.
27 Os homens de D levaram o que Mica fizera e o seu sacerdote, e foram
para Las, lugar de um povo pacfico e despreocupado. Eles mataram todos
ao fio da espada e queimaram a cidade.
28 No houve quem os livrasse,
pois viviam longe de Sidom e no tinham relaes com nenhum outro povo.
A cidade ficava num vale que se estende at Bete-Reobe.
Os homens de D reconstruram a cidade e se estabeleceram nela.
29 Deram  cidade anteriormente chamada Las o nome de D, em homenagem a
seu antepassado D, filho de Israel.
30 Eles levantaram para si o
dolo, e Jnatas, filho de Grson, neto de Moiss [c] , e os seus
filhos foram sacerdotes da tribo de D at que o povo foi para o exlio.
31 Ficaram com o dolo feito por Mica durante todo o tempo em que o
santurio de Deus esteve em Sil.
Notas de rodap:
[a] 18.7 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem com os arameus.
[b] 18.12 Maan-D significa campo de D.
[c] 18.30 Conforme uma antiga tradio de escribas hebreus. O Texto
Massortico diz Manasss.

JUZES-CAPITULO-19
O Levita e a Morte da sua Concubina
1 Naquela poca no havia rei em Israel. Aconteceu que um levita que
vivia nos montes de Efraim, numa regio afastada, tomou para si uma
concubina, que era de Belm de Jud.
2 Mas ela lhe foi infiel. Deixou-o
e voltou para a casa do seu pai, em Belm de Jud. Quatro meses depois,
3 seu marido foi convenc-la a voltar. Ele tinha levado o seu servo e
dois jumentos. A mulher o levou para dentro da casa do seu pai, e quando
seu pai o viu, alegrou-se.
4 O sogro dele o convenceu a ficar ali; e
ele permaneceu com eles trs dias; todos comendo, bebendo e dormindo
ali.
5 No quarto dia, eles se levantaram cedo, e o levita se preparou para
partir, mas o pai da moa disse ao genro: "Coma alguma coisa, e depois
vocs podero partir".
6 Os dois se assentaram para comer e beber
juntos. Mas o pai da moa disse: "Eu lhe peo que fique esta noite, e
que se alegre".
7 E, quando o homem se levantou para partir, seu
sogro o convenceu a ficar ainda aquela noite.
8 Na manh do quinto dia,
quando ele se preparou para partir, o pai da moa disse: "Vamos comer!
Espere at a tarde!" E os dois comeram juntos.
9 Ento, quando o homem, sua concubina e seu servo levantaram-se para
partir, o pai da moa, disse outra vez: "Veja, o dia est quase
acabando,  quase noite; passe a noite aqui. Fique e alegre-se. Amanh
de madrugada vocs podero levantar-se e ir para casa".
10 No
desejando ficar outra noite, o homem partiu rumo a Jebus, isto ,
Jerusalm, com dois jumentos selados e com a sua concubina.
11 Quando estavam perto de Jebus e j se findava o dia, o servo disse a
seu senhor: "Venha. Vamos parar nesta cidade dos jebuseus e passar a
noite aqui".
12 O seu senhor respondeu: "No. No vamos entrar numa cidade
estrangeira, cujo povo no  israelita. Iremos para Gibe".
13 E
acrescentou: "Ande! Vamos tentar chegar a Gibe ou a Ram e passar a
noite num desses lugares".
14 Ento prosseguiram, e o sol se ps
quando se aproximavam de Gibe de Benjamim.
15 Ali entraram para passar
a noite. Foram sentar-se na praa da cidade. E ningum os convidou para
passarem a noite em sua casa.
16 Naquela noite um homem idoso procedente dos montes de Efraim e que
estava morando em Gibe (os homens do lugar eram benjamitas), voltava de
seu trabalho no campo.
17 Quando viu o viajante na praa da cidade, o
homem idoso perguntou: "Para onde voc est indo? De onde vem?"
18 Ele respondeu: "Estamos de viagem, indo de Belm de Jud para uma
regio afastada, nos montes de Efraim, onde moro. Fui a Belm de Jud, e
agora estou indo ao santurio do Senhor [a] . Mas aqui ningum me
recebeu em casa.
19 Temos palha e forragem para os nossos jumentos, e
para ns mesmos, que somos seus servos, temos po e vinho, para mim,
para a sua serva e para o jovem que est conosco. No temos falta de
nada".
20 "Voc  bem-vindo em minha casa", disse o homem idoso. "Vou
atend-lo no que voc precisar. No passe a noite na praa."
21 E os
levou para a sua casa e alimentou os jumentos. Depois de lavarem os ps,
comeram e beberam alguma coisa.
22 Quando estavam entretidos, alguns vadios da cidade cercaram a casa.
Esmurrando a porta, gritaram para o homem idoso, dono da casa: "Traga
para fora o homem que entrou em sua casa para que tenhamos relaes com
ele!"
23 O dono da casa saiu e lhes disse: "No sejam to perversos, meus
amigos. J que esse homem  meu hspede, no cometam essa loucura.
24 Vejam, aqui est minha filha virgem e a concubina do meu hspede. Eu as
trarei para vocs, e vocs podero us-las e fazer com elas o que
quiserem. Mas, nada faam com esse homem, no cometam tal loucura!"
25 Mas os homens no quiseram ouvi-lo. Ento o levita mandou a sua
concubina para fora, e eles a violentaram e abusaram dela a noite toda.
Ao alvorecer a deixaram.
26 Ao romper do dia a mulher voltou para a
casa onde o seu senhor estava hospedado, caiu junto  porta e ali ficou
at o dia clarear.
27 Quando o seu senhor se levantou de manh, abriu a porta da casa e
saiu para prosseguir viagem, l estava a sua concubina, cada  entrada
da casa, com as mos na soleira da porta.
28 Ele lhe disse:
"Levante-se, vamos!" No houve resposta. Ento o homem a ps em seu
jumento e foi para casa.
29 Quando chegou, apanhou uma faca e cortou o corpo da sua concubina em
doze partes, e as enviou a todas as regies de Israel.
30 Todos os que
viram isso disseram: "Nunca se viu nem se fez uma coisa dessas desde o
dia em que os israelitas saram do Egito. Pensem! Reflitam! Digam o que
se deve fazer!"
Notas de rodap:
[a] 19.18 A Septuaginta diz para a minha casa.

JUZES-CAPITULO-20
A Guerra entre os Israelitas e os Benjamitas
1 Ento todos os israelitas, de D a Berseba, e de Gileade, saram
como um s homem e se reuniram em assemblia perante o Senhor , em
Misp.
2 Os lderes de todo o povo das tribos de Israel tomaram seus
lugares na assemblia do povo de Deus, quatrocentos mil soldados armados
de espada.
3 (Os benjamitas souberam que os israelitas haviam subido a
Misp.) Os israelitas perguntaram: "Como aconteceu essa
perversidade?"
4 Ento o levita, marido da mulher assassinada, disse: "Eu e a minha
concubina chegamos a Gibe de Benjamim para passar a noite.
5 Durante a
noite os homens de Gibe vieram para atacar-me e cercaram a casa, com a
inteno de matar-me. Ento violentaram minha concubina, e ela morreu.
6 Peguei minha concubina, cortei-a em pedaos e enviei um pedao a cada
regio da herana de Israel, pois eles cometeram essa perversidade e
esse ato vergonhoso em Israel.
7 Agora, todos vocs israelitas,
manifestem-se e dem o seu veredicto".
8 Todo o povo se levantou como se fosse um s homem, dizendo: "Nenhum
de ns ir para casa. Nenhum de ns voltar para o seu lar.
9 Mas 
isto que faremos agora contra Gibe: separaremos, por sorteio, de todas
as tribos de Israel,
10 de cada cem homens dez, de cada mil homens cem,
de cada dez mil homens mil, para conseguirem provises para o exrcito
poder chegar a Gibe [a] de Benjamim e dar a eles o que merecem
por esse ato vergonhoso cometido em Israel".
11 E todos os israelitas
se ajuntaram e se uniram como um s homem contra a cidade.
12 As tribos de Israel enviaram homens a toda a tribo de Benjamim,
dizendo: "O que vocs dizem dessa maldade terrvel que foi cometida no
meio de vocs?
13 Agora, entreguem esses canalhas de Gibe, para que os
matemos e eliminemos esse mal de Israel".
Mas os benjamitas no quiseram ouvir seus irmos israelitas.
14 Vindos
de suas cidades, reuniram-se em Gibe para lutar contra os israelitas.
15 Naquele dia os benjamitas mobilizaram vinte e seis mil homens
armados de espada que vieram das suas cidades, alm dos setecentos
melhores soldados que viviam em Gibe.
16 Dentre todos esses soldados
havia setecentos canhotos, muito hbeis, e cada um deles podia atirar
com a funda uma pedra num cabelo sem errar.
17 Israel, sem os de Benjamim, convocou quatrocentos mil homens armados
de espada, todos eles homens de guerra.
18 Os israelitas subiram a Betel [b] e consultaram a Deus.
"Quem de ns ir lutar primeiro contra os benjamitas?", perguntaram.
O Senhor respondeu: "Jud ir primeiro".
19 Na manh seguinte os israelitas se levantaram e armaram acampamento
perto de Gibe.
20 Os homens de Israel saram para lutar contra os benjamitas e tomaram
posio de combate contra eles em Gibe.
21 Os benjamitas saram de
Gibe e naquele dia mataram vinte e dois mil israelitas no campo de
batalha.
22 Mas os homens de Israel procuraram animar-se uns aos
outros, e novamente ocuparam as mesmas posies do primeiro dia.
23 Os
israelitas subiram, choraram perante o Senhor at a tarde, e consultaram
o Senhor : "Devemos atacar de novo os nossos irmos benjamitas?"
O Senhor respondeu: "Vocs devem atacar".
24 Ento os israelitas avanaram contra os benjamitas no segundo dia.
25 Dessa vez, quando os benjamitas saram de Gibe para enfrent-los,
derrubaram outros dezoito mil israelitas, todos eles armados de espada.
26 Ento todos os israelitas subiram a Betel, e ali se assentaram,
chorando perante o Senhor . Naquele dia jejuaram at a tarde e
apresentaram holocaustos e ofertas de comunho [c] ao Senhor .
27 E os israelitas consultaram ao Senhor . (Naqueles dias a arca da
aliana estava ali,
28 e Finias, filho de Eleazar, filho de Aro,
ministrava perante ela.) Perguntaram: "Sairemos de novo ou no, para
lutar contra os nossos irmos benjamitas?"
O Senhor respondeu: "Vo, pois amanh eu os entregarei nas suas
mos".
29 Ento os israelitas armaram uma emboscada em torno de Gibe.
30 Avanaram contra os benjamitas no terceiro dia e tomaram posio contra
Gibe, como tinham feito antes.
31 Os benjamitas saram para
enfrent-los e foram atrados para longe da cidade. Comearam a ferir
alguns dos israelitas como tinham feito antes, e uns trinta homens foram
mortos em campo aberto e nas estradas, uma que vai para Betel e a outra
que vai para Gibe.
32 Enquanto os benjamitas diziam: "Ns os derrotamos como antes",
os israelitas diziam: "Vamos retirar-nos e atra-los para longe da
cidade, para as estradas".
33 Todos os homens de Israel saram dos seus lugares e ocuparam
posies em Baal-Tamar, e a emboscada israelita atacou da sua posio a
oeste [d] de Gibe.
34 Ento dez mil dos melhores soldados de
Israel iniciaram um ataque frontal contra Gibe. O combate foi duro, e
os benjamitas no perceberam que a desgraa estava prxima deles.
35 O
Senhor derrotou Benjamim perante Israel, e naquele dia os israelitas
feriram vinte e cinco mil e cem benjamitas, todos armados de espada.
36 Ento os benjamitas viram que estavam derrotados.
Os israelitas bateram em retirada diante de Benjamim, pois confiavam na
emboscada que tinham preparado perto de Gibe.
37 Os da emboscada
avanaram repentinamente para dentro de Gibe, espalharam-se e mataram
todos os habitantes da cidade  espada.
38 Os israelitas tinham
combinado com os da emboscada que estes fariam subir da cidade uma
grande nuvem de fumaa,
39 e ento os israelitas voltariam a combater.
Os benjamitas tinham comeado a ferir os israelitas, matando cerca de
trinta deles, e disseram: "Ns os derrotamos como na primeira
batalha".
40 Mas, quando a coluna de fumaa comeou a se levantar da
cidade, os benjamitas se viraram e viram a fumaa subindo ao cu.
41 Ento os israelitas se voltaram contra eles, e os homens de Benjamim
ficaram apavorados, pois perceberam que a sua desgraa havia chegado.
42 Assim, fugiram da presena dos israelitas tomando o caminho do
deserto, mas no conseguiram escapar do combate. E os homens de Israel
que saram das cidades os mataram ali.
43 Cercaram os benjamitas e os
perseguiram, e facilmente os alcanaram nas proximidades de Gibe, no
lado leste.
44 Dezoito mil benjamitas morreram, todos eles soldados
valentes.
45 Quando se viraram e fugiram rumo ao deserto, para a rocha
de Rimom, os israelitas abateram cinco mil homens ao longo das estradas.
At Gidom eles pressionaram os benjamitas e mataram mais de dois mil
homens.
46 Naquele dia vinte e cinco mil benjamitas que portavam espada
morreram, todos eles soldados valentes.
47 Seiscentos homens, porm,
viraram as costas e fugiram para o deserto, para a rocha de Rimom, onde
ficaram durante quatro meses.
48 Os israelitas voltaram a Benjamim e
passaram todas as cidades  espada, matando inclusive os animais e tudo
o que encontraram nelas. E incendiaram todas as cidades por onde
passaram.
Notas de rodap:
[a] 20.10 Muitos manuscritos dizem Geba, variante de Gibe.
[b] 20.18 Ou subiram  casa de Deus ; tambm no versculo 26.
[c] 20.26 Ou de paz
[d] 20.33 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Vulgata.

JUZES-CAPITULO-21
Mulheres para os Benjamitas
1 Os homens de Israel tinham feito este juramento em Misp: "Nenhum
de ns dar sua filha em casamento a um benjamita".
2 O povo foi a Betel [a] , onde esteve sentado perante Deus at
a tarde, chorando alto e amargamente.
3 " Senhor Deus de Israel",
lamentaram, "por que aconteceu isso em Israel? Por que teria que
faltar hoje uma tribo em Israel?"
4 Na manh do dia seguinte o povo se levantou cedo, construiu um altar
e apresentou holocaustos e ofertas de comunho [b] .
5 Os israelitas perguntaram: "Quem dentre todas as tribos de Israel
deixou de vir  assemblia perante o Senhor ?" Pois tinham feito um
juramento solene de que qualquer que deixasse de se reunir perante o
Senhor em Misp seria morto.
6 Os israelitas prantearam pelos seus irmos benjamitas. "Hoje uma
tribo foi eliminada de Israel", diziam.
7 "Como poderemos conseguir
mulheres para os sobreviventes, visto que juramos pelo Senhor no lhes
dar em casamento nenhuma de nossas filhas?"
8 Ento perguntaram:
"Qual das tribos de Israel deixou de reunir-se perante o Senhor em
Misp?" Descobriu-se ento que ningum de Jabes-Gileade tinha vindo ao
acampamento para a assemblia.
9 Quando contaram o povo, verificaram
que ningum do povo de Jabes-Gileade estava ali.
10 Ento a comunidade enviou doze mil homens de guerra com instrues
para irem a Jabes-Gileade e matarem  espada todos os que viviam l,
inclusive mulheres e crianas.
11 " isto o que vocs devero
fazer", disseram, "matem todos os homens e todas as mulheres que no
forem virgens."
12 Entre o povo que vivia em Jabes-Gileade
encontraram quatrocentas moas virgens e as levaram para o acampamento
de Sil, em Cana.
13 Depois a comunidade toda enviou uma oferta de comunho aos
benjamitas que estavam na rocha de Rimom.
14 Os benjamitas voltaram
naquela ocasio e receberam as mulheres de Jabes-Gileade que tinham sido
poupadas. Mas no havia mulheres suficientes para todos eles.
15 O povo pranteou Benjamim, pois o Senhor tinha aberto uma lacuna nas
tribos de Israel.
16 E os lderes da comunidade disseram: "Mortas as
mulheres de Benjamim, como conseguiremos mulheres para os homens que
restaram?
17 Os benjamitas sobreviventes precisam ter herdeiros, para
que uma tribo de Israel no seja destruda.
18 No podemos dar-lhes
nossas filhas em casamento, pois ns israelitas fizemos este juramento:
Maldito seja todo aquele que der mulher a um benjamita.
19 H, porm, a
festa anual do Senhor em Sil, ao norte de Betel, a leste da estrada que
vai de Betel a Siqum, e ao sul de Lebona".
20 Ento mandaram para l os benjamitas, dizendo: "Vo, escondam-se
nas vinhas
21 e fiquem observando. Quando as moas de Sil forem para
as danas, saiam correndo das vinhas e cada um de vocs apodere-se de
uma das moas de Sil e v para a terra de Benjamim.
22 Quando os pais
ou irmos delas se queixarem a ns, diremos: Tenham misericrdia deles,
pois no conseguimos mulheres para eles durante a guerra, e vocs so
inocentes, visto que no lhes deram suas filhas".
23 Foi o que os benjamitas fizeram. Quando as moas estavam danando,
cada homem tomou uma para fazer dela sua mulher. Depois voltaram para a
sua herana, reconstruram as cidades e se estabeleceram nelas.
24 Na mesma ocasio os israelitas saram daquele local e voltaram para
as suas tribos e para os seus cls, cada um para a sua prpria herana.
25 Naquela poca no havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe
parecia certo.
Notas de rodap:
[a] 21.2 Ou foi  casa de Deus
[b] 21.4 Ou de paz ; tambm no versculo 13.
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RUTE-CAPITULO-1
A Famlia de Elimeleque em Moabe
1 Na poca dos juzes houve fome na terra. Um homem de Belm de Jud,
com a mulher e os dois filhos, foi viver por algum tempo nas terras de
Moabe.
2 O homem chamava-se Elimeleque, sua mulher Noemi e seus dois
filhos Malom e Quiliom. Eram efrateus de Belm de Jud. Chegaram a
Moabe, e l ficaram.
3 Morreu Elimeleque, marido de Noemi, e ela ficou sozinha, com seus
dois filhos.
4 Eles se casaram com mulheres moabitas, uma chamada Orfa
e a outra Rute. Depois de terem morado l por quase dez anos,
5 morreram tambm Malom e Quiliom, e Noemi ficou sozinha, sem os seus dois
filhos e sem o seu marido.
Noemi e Rute Voltam para Belm
6 Quando Noemi soube em Moabe que o Senhor viera em auxlio do seu
povo, dando-lhe alimento, decidiu voltar com suas duas noras para a sua
terra.
7 Assim, ela, com as duas noras, partiu do lugar onde tinha
morado.
Enquanto voltavam para a terra de Jud,
8 disse-lhes Noemi: "Vo!
Retornem para a casa de suas mes! Que o Senhor seja leal com vocs,
como vocs foram leais com os falecidos e comigo.
9 O Senhor conceda
que cada uma de vocs encontre segurana no lar doutro marido".
Ento deu-lhes beijos de despedida. Mas elas comearam a chorar alto
10 e lhe disseram:
"No! Voltaremos com voc para junto de seu povo!"
11 Disse, porm, Noemi: "Voltem, minhas filhas! Por que viriam
comigo? Poderia eu ainda ter filhos, que viessem a ser seus maridos?
12 Voltem, minhas filhas! Vo! Estou velha demais para ter outro marido. E
mesmo que eu pensasse que ainda h esperana para mim: ainda que eu
me casasse esta noite e depois desse  luz filhos,
13 iriam vocs
esperar at que eles crescessem? Ficariam sem se casar  espera deles?
De jeito nenhum, minhas filhas! Para mim  mais amargo do que para
vocs, pois a mo do Senhor voltou-se contra mim!"
14 Elas, ento, comearam a chorar alto de novo. Depois Orfa deu um
beijo de despedida em sua sogra, mas Rute ficou com ela.
15 Ento Noemi a aconselhou: "Veja, sua concunhada est voltando para
o seu povo e para o seu deus. Volte com ela!"
16 Rute, porm, respondeu:
"No insistas comigo que te deixe
e que no mais te acompanhe.
Aonde fores irei,
onde ficares ficarei!
O teu povo ser o meu povo
e o teu Deus ser o meu Deus!
17 Onde morreres morrerei,
e ali serei sepultada.
Que o Senhor me castigue
com todo o rigor,
se outra coisa que no a morte
me separar de ti!"
18 Quando Noemi viu que Rute estava de fato decidida a acompanh-la,
no insistiu mais.
19 Prosseguiram, pois, as duas at Belm. Ali chegando, todo o povoado
ficou alvoroado por causa delas. "Ser que  Noemi?", perguntavam
as mulheres.
20 Mas ela respondeu:
"No me chamem Noemi [a] ,
melhor que me chamem de Mara [b] ,
pois o Todo-poderoso [c]
tornou minha vida muito amarga!
21 De mos cheias eu parti,
mas de mos vazias
o Senhor me trouxe de volta.
Por que me chamam Noemi?
O Senhor colocou-se contra mim! [d]
O Todo-poderoso me trouxe desgraa!"
22 Foi assim que Noemi voltou das terras de Moabe, com sua nora Rute, a
moabita. Elas chegaram a Belm no incio da colheita da cevada.
Notas de rodap:
[a] 1.20 Noemi significa agradvel; tambm no versculo 21.
[b] 1.20 Mara significa amarga.
[c] 1.20 Hebraico: Shaddai ; tambm no versculo 21.
[d] 1.21 Ou me trouxe sofrimento!

RUTE-CAPITULO-2
Rute nas Plantaes de Boaz
1 Noemi tinha um parente por parte do marido. Era um homem rico e
influente, pertencia ao cl de Elimeleque e chamava-se Boaz.
2 Rute, a moabita, disse a Noemi: "Vou recolher espigas no campo
daquele que me permitir".
"V, minha filha", respondeu-lhe Noemi.
3 Ento ela foi e comeou a
recolher espigas atrs dos ceifeiros. Casualmente entrou justo na parte
da plantao que pertencia a Boaz, que era do cl de Elimeleque.
4 Naquele exato momento, Boaz chegou de Belm e saudou os ceifeiros:
"O Senhor esteja com vocs!"
Eles responderam: "O Senhor te abenoe!"
5 Boaz perguntou ao capataz dos ceifeiros: "A quem pertence aquela
moa?"
6 O capataz respondeu: " uma moabita que voltou de Moabe com Noemi.
7 Ela me pediu que a deixasse recolher e juntar espigas entre os
feixes, aps os ceifeiros. Ela chegou cedo e est em p at agora. S
sentou-se um pouco no abrigo".
8 Disse ento Boaz a Rute: "Oua bem, minha filha, no v colher
noutra lavoura, nem se afaste daqui. Fique com minhas servas.
9 Preste
ateno onde os homens esto ceifando, e v atrs das moas que vo
colher. Darei ordem aos rapazes para que no toquem em voc. Quando
tiver sede, beba da gua dos potes que os rapazes encheram".
10 Ela inclinou-se e, prostrada, rosto em terra, exclamou: "Por que
achei favor a seus olhos, ao ponto de o senhor se importar comigo, uma
estrangeira?"
11 Boaz respondeu: "Contaram-me tudo o que voc tem feito por sua
sogra, depois que voc perdeu o seu marido: como deixou seu pai, sua me
e sua terra natal para viver com um povo que voc no conhecia bem.
12 O Senhor lhe retribua o que voc tem feito! Que seja ricamente
recompensada pelo Senhor , o Deus de Israel, sob cujas asas voc veio
buscar refgio!"
13 E disse ela: "Continue eu a ser bem acolhida, meu senhor! O senhor
me deu nimo e encorajou sua serva [a] : e eu sequer sou uma de
suas servas!"
14 Na hora da refeio, Boaz lhe disse: "Venha c! Pegue um pedao de
po e molhe-o no vinagre".
Quando ela se sentou junto aos ceifeiros, Boaz lhe ofereceu gros
tostados. Ela comeu at ficar satisfeita e ainda sobrou.
15 Quando ela
se levantou para recolher espigas, Boaz deu estas ordens a seus servos:
"Mesmo que ela recolha entre os feixes, no a repreendam!
16 Ao
contrrio, quando estiverem colhendo, tirem para ela algumas espigas dos
feixes e deixem-nas cair para que ela as recolha, e no a impeam".
17 E assim Rute colheu na lavoura at o entardecer. Depois debulhou o
que tinha ajuntado: quase uma arroba [b] de cevada.
18 Carregou-a para o povoado, e sua sogra viu quanto Rute havia recolhido
quando ela lhe ofereceu o que havia sobrado da refeio.
19 A sogra lhe perguntou: "Onde voc colheu hoje? Onde trabalhou?
Bendito seja aquele que se importou com voc!"
Ento Rute contou  sogra com quem tinha trabalhado: "O nome do homem
com quem trabalhei hoje  Boaz".
20 E Noemi exclamou: "Seja ele abenoado pelo Senhor , que no deixa
de ser leal e bondoso com os vivos e com os mortos!" E acrescentou:
"Aquele homem  nosso parente;  um de nossos resgatadores [c] !"
21 E Rute, a moabita, continuou: "Pois ele mesmo me disse tambm:
``Fique com os meus ceifeiros at que terminem toda a minha
colheita''".
22 Ento Noemi aconselhou  sua nora Rute: " melhor mesmo voc ir
com as servas dele, minha filha. Noutra lavoura poderiam molest-la".
23 Assim Rute ficou com as servas de Boaz para recolher espigas, at
acabarem as colheitas de cevada e de trigo. E continuou morando com a
sua sogra.
Notas de rodap:
[a] 2.13 Ou falou com carinho  sua serva
[b] 2.17 Hebraico: efa . O efa era uma medida de capacidade para
secos; as estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[c] 2.20 Isto , o responsvel por garantir os direitos de
subsistncia, descendncia e propriedade; tambm nos captulos 3 e 4.

RUTE-CAPITULO-3
Na Eira de Boaz
1 Certo dia, Noemi, sua sogra, lhe disse: "Minha filha, tenho que
procurar um lar seguro [a] , para a sua felicidade.
2 Boaz,
senhor das servas com quem voc esteve,  nosso parente prximo. Esta
noite ele estar limpando cevada na eira.
3 Lave-se, perfume-se, vista
sua melhor roupa e desa para a eira. Mas no deixe que ele perceba voc
at que tenha comido e bebido.
4 Quando ele for dormir, note bem o
lugar em que ele se deitar. Ento v, descubra os ps dele e deite-se.
Ele lhe dir o que fazer".
5 Respondeu Rute: "Farei tudo o que voc est me dizendo".
6 Ento ela desceu para a eira e fez tudo o que a sua sogra lhe tinha
recomendado.
7 Quando Boaz terminou de comer e beber, ficou alegre e foi deitar-se
perto do monte de gros. Rute aproximou-se sem ser notada, descobriu os
ps dele, e deitou-se.
8 No meio da noite, o homem acordou de repente.
Ele se virou e assustou-se ao ver uma mulher deitada a seus ps.
9 "Quem  voc?", perguntou ele.
"Sou sua serva Rute", disse ela. "Estenda a sua capa sobre a sua
serva, pois o senhor  resgatador."
10 Boaz lhe respondeu: "O Senhor a abenoe, minha filha! Este seu
gesto de bondade  ainda maior do que o primeiro, pois voc poderia ter
ido atrs dos mais jovens, ricos ou pobres!
11 Agora, minha filha, no
tenha medo; farei por voc tudo o que me pedir. Todos os meus
concidados sabem que voc  mulher virtuosa.
12  verdade que sou
resgatador, mas h um outro que  parente mais prximo do que eu.
13 Passe a noite aqui. De manh veremos: se ele quiser resgat-la, muito
bem, que resgate. Se no quiser, juro pelo nome do Senhor que eu a
resgatarei. Deite-se aqui at de manh".
14 Ela ficou deitada aos ps dele at de manh, mas levantou-se antes
de clarear para no ser reconhecida.
Boaz pensou: "Ningum deve saber que esta mulher esteve na eira".
15 Por isso disse: "Traga-me o manto que voc est usando e
segure-o". Ela o segurou, e o homem despejou nele seis medidas de
cevada e o ps sobre os ombros dela. Depois ele [b] voltou para a
cidade.
16 Quando Rute voltou  sua sogra, esta lhe perguntou: "Como foi,
minha filha?"
Rute lhe contou tudo o que Boaz lhe tinha feito,
17 e acrescentou:
"Ele me deu estas seis medidas de cevada, dizendo: ``No volte para a
sua sogra de mos vazias''".
18 Disse ento Noemi: "Agora espere, minha filha, at saber o que
acontecer. Sem dvida aquele homem no descansar enquanto no resolver
esta questo hoje mesmo".
Notas de rodap:
[a] 3.1 Hebraico: encontrar descanso. Veja Rt 1.9.
[b] 3.15 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Muitos manuscritos do Texto Massortico, a Vulgata e a Verso Siraca
dizem ela.

RUTE-CAPITULO-4
O Resgate de Noemi e de Rute
1 Enquanto isso, Boaz subiu  porta da cidade e sentou-se, exatamente
quando o resgatador que ele havia mencionado estava passando por ali.
Boaz o chamou e disse: "Meu amigo, venha c e sente-se". Ele foi e
sentou-se.
2 Boaz reuniu dez lderes da cidade e disse: "Sentem-se aqui". E
eles se sentaram.
3 Depois disse ao resgatador: "Noemi, que voltou de
Moabe, est vendendo o pedao de terra que pertencia ao nosso irmo
Elimeleque.
4 Pensei que devia apresentar-lhe o assunto, na presena
dos lderes do povo, e sugerir-lhe que adquira o terreno. Se quiser
resgatar esta propriedade, resgate-a. Se no [a] , diga-me, para
que eu o saiba. Pois ningum tem esse direito, a no ser voc; e depois
eu".
"Eu a resgatarei", respondeu ele.
5 Boaz, porm, lhe disse: "No dia em que voc adquirir as terras de
Noemi e da moabita Rute, estar adquirindo [b] tambm a viva do
falecido, para manter o nome dele em sua herana".
6 Diante disso, o resgatador respondeu: "Nesse caso no poderei
resgat-la, pois poria em risco a minha propriedade. Resgate-a voc
mesmo. Eu no poderei faz-lo!"
7 (Antigamente, em Israel, para que o resgate e a transferncia de
propriedade fossem vlidos, a pessoa tirava a sandlia e a dava ao
outro. Assim oficializavam os negcios em Israel.)
8 Quando, pois, o resgatador disse a Boaz: "Adquira-a voc mesmo!",
tirou a sandlia.
9 Ento Boaz anunciou aos lderes e a todo o povo ali presente:
"Vocs hoje so testemunhas de que estou adquirindo de Noemi toda a
propriedade de Elimeleque, de Quiliom e de Malom.
10 Tambm estou
adquirindo o direito de ter como mulher a moabita Rute, viva de Malom,
para manter o nome do falecido sobre a sua herana e para que o seu nome
no desaparea do meio da sua famlia ou dos registros da cidade. Vocs
hoje so testemunhas disso!"
11 Os lderes e todos os que estavam na porta confirmaram: "Somos
testemunhas! Faa o Senhor com essa mulher que est entrando em sua
famlia como fez com Raquel e Lia, que, juntas, formaram as tribos de
Israel. Seja poderoso em Efrata e ganhe fama em Belm!
12 E com os
filhos que o Senhor lhe conceder dessa jovem, seja a sua famlia como a
de Perez, que Tamar deu a Jud!"
O Casamento de Boaz e Rute
13 Boaz casou-se com Rute, e ela se tornou sua mulher. Boaz a possuiu e
o Senhor concedeu que ela engravidasse dele e desse  luz um filho.
14 As mulheres disseram a Noemi: "Louvado seja o Senhor , que hoje
no a deixou sem resgatador! Que o seu nome seja celebrado em Israel!
15 O menino lhe dar nova vida e a sustentar na velhice, pois  filho
da sua nora, que a ama e que lhe  melhor do que sete filhos!"
16 Noemi ps o menino no colo [c] , e passou a cuidar dele.
17 As mulheres da vizinhana celebraram o seu nome e disseram: "Noemi tem
um filho!", e lhe deram o nome de Obede. Este foi o pai de Jess, pai
de Davi.
A Genealogia de Davi
18 Esta  a histria dos antepassados de Davi, desde Perez:
Perez gerou Hezrom;
19 Hezrom gerou Ro;
Ro gerou Aminadabe;
20 Aminadabe gerou Naassom;
Naassom gerou Salmom [d] ;
21 Salmom gerou Boaz;
Boaz gerou Obede;
22 Obede gerou Jess;
e Jess gerou Davi.
Notas de rodap:
[a] 4.4 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do
Texto Massortico diz se ele no.
[b] 4.5 Conforme o Texto Massortico. A Vulgata e a Verso Siraca
dizem Noemi, voc estar adquirindo a moabita Rute.
[c] 4.16 Possivelmente adotou o menino.
[d] 4.20 Muitos manuscritos dizem Salma. Veja Rt 4.21 e 1 Cr 2.11.
______________________________________________________________________________

I SAMUEL-CAPITULO-1
O Nascimento de Samuel
1 Havia certo homem de Ramataim, zufita [a] , dos montes de
Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroo, neto de Eli e bisneto de To,
filho do efraimita Zufe.
2 Ele tinha duas mulheres: uma se chamava Ana,
e a outra Penina. Penina tinha filhos, Ana, porm, no tinha.
3 Todos os anos esse homem subia de sua cidade a Sil para adorar e
sacrificar ao Senhor dos Exrcitos. L, Hofni e Finias, os dois filhos
de Eli, eram sacerdotes do Senhor .
4 No dia em que Elcana oferecia
sacrifcios, dava pores  sua mulher Penina e a todos os filhos e
filhas dela.
5 Mas a Ana dava uma poro dupla, porque a amava, apesar
de que o Senhor a tinha deixado estril.
6 E porque o Senhor a tinha
deixado estril, sua rival a provocava continuamente, a fim de
irrit-la.
7 Isso acontecia ano aps ano. Sempre que Ana subia  casa
do Senhor , sua rival a provocava e ela chorava e no comia.
8 Elcana,
seu marido, lhe perguntava: "Ana, por que voc est chorando? Por que
no come? Por que est triste? Ser que eu no sou melhor para voc do
que dez filhos?"
9 Certa vez quando terminou de comer e beber em Sil, estando o
sacerdote Eli sentado numa cadeira junto  entrada do santurio do
Senhor , Ana se levantou
10 e, com a alma amargurada, chorou muito e
orou ao Senhor .
11 E fez um voto, dizendo: " Senhor dos Exrcitos,
se tu deres ateno  humilhao de tua serva, te lembrares de mim e no
te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, ento eu o dedicarei
ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba
nunca sero cortados".
12 Enquanto ela continuava a orar diante do Senhor , Eli observava sua
boca.
13 Como Ana orava silenciosamente, seus lbios se mexiam mas no
se ouvia sua voz. Ento Eli pensou que ela estivesse embriagada
14 e
lhe disse: "At quando voc continuar embriagada? Abandone o
vinho!"
15 Ana respondeu: "No se trata disso, meu senhor. Sou uma mulher
muito angustiada. No bebi vinho nem bebida fermentada; eu estava
derramando minha alma diante do Senhor .
16 No julgues tua serva uma
mulher vadia; estou orando aqui at agora por causa de minha grande
angstia e tristeza".
17 Eli respondeu: "V em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o
que voc pediu".
18 Ela disse: "Espero que sejas benevolente para com tua serva!"
Ento ela seguiu seu caminho, comeu, e seu rosto j no estava mais
abatido.
19 Na manh seguinte, eles se levantaram e adoraram o Senhor ; ento
voltaram para casa, em Ram. Elcana teve relaes com sua mulher Ana, e
o Senhor se lembrou dela.
20 Assim Ana engravidou e, no devido tempo,
deu  luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel [b] , dizendo:
"Eu o pedi ao Senhor ".
Ana Consagra Samuel
21 Quando no ano seguinte Elcana subiu com toda a famlia para oferecer
o sacrifcio anual ao Senhor e para cumprir o seu voto,
22 Ana no foi
e disse a seu marido: "Depois que o menino for desmamado, eu o levarei
e o apresentarei ao Senhor , e ele morar ali para sempre".
23 Disse Elcana, seu marido: "Faa o que lhe parecer melhor. Fique
aqui at desmam-lo; que o Senhor apenas confirme a palavra [c]
dele!" Ento ela ficou em casa e criou seu filho at que o desmamou.
24 Depois de desmam-lo, levou o menino, ainda pequeno,  casa do
Senhor , em Sil, com um novilho de trs anos de idade, [d] uma
arroba [e] de farinha e uma vasilha de couro cheia de vinho.
25 Eles sacrificaram o novilho e levaram o menino a Eli,
26 e ela lhe
disse: "Meu senhor, juro por tua vida que eu sou a mulher que esteve
aqui a teu lado, orando ao Senhor .
27 Era este menino que eu pedia, e
o Senhor concedeu-me o pedido.
28 Por isso, agora, eu o dedico ao
Senhor . Por toda a sua vida ser dedicado ao Senhor ". E ali adorou o
Senhor .
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou de Ramataim-Zofim
[b] 1.20 Samuel assemelha-se  palavra hebraica para ouvido por Deus.
[c] 1.23 Os manuscritos do mar Morto, a Septuaginta e a Verso Siraca
dizem a palavra que voc disse.
[d] 1.24 Conforme os manuscritos do mar Morto, a Septuaginta e a
Verso Siraca. O Texto Massortico diz com trs novilhos.
[e] 1.24 Hebraico: 1 efa . O efa era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

I SAMUEL-CAPITULO-2
A Orao de Ana
1 Ento Ana orou assim:
"Meu corao exulta no Senhor ;
no Senhor minha fora [a]  exaltada.
Minha boca se exalta
sobre os meus inimigos,
pois me alegro em tua libertao.
2 "No h ningum santo [b]
como o Senhor ;
no h outro alm de ti;
no h rocha alguma
como o nosso Deus.
3 "No falem to orgulhosamente,
nem saia de suas bocas tal arrogncia,
pois o Senhor  Deus sbio;
 ele quem julga os atos dos homens.
4 "O arco dos fortes  quebrado,
mas os fracos so revestidos de fora.
5 Os que tinham muito,
agora trabalham por comida,
mas os que estavam famintos,
agora no passam fome.
A que era estril deu  luz sete filhos,
mas a que tinha muitos filhos
ficou sem vigor.
6 "O Senhor mata e preserva a vida;
ele faz descer  sepultura [c] e dela resgata.
7 O Senhor  quem d
pobreza e riqueza;
ele humilha e exalta.
8 Levanta do p o necessitado
e do monte de cinzas ergue o pobre;
ele os faz sentar-se com prncipes
e lhes d lugar de honra.
"Pois os alicerces da terra
so do Senhor ;
sobre eles estabeleceu o mundo.
9 Ele guardar os ps dos seus santos,
mas os mpios
sero silenciados nas trevas,
pois no  pela fora
que o homem prevalece.
10 Aqueles que se opem ao Senhor
sero despedaados.
Ele trovejar do cu contra eles;
o Senhor julgar
at os confins da terra.
"Ele dar poder a seu rei
e exaltar a fora do seu ungido".
11 Ento Elcana voltou para casa em Ram, mas o menino comeou a servir
o Senhor sob a direo do sacerdote Eli.
A Maldade dos Filhos de Eli
12 Os filhos de Eli eram mpios; no se importavam com o Senhor
13 nem
cumpriam os deveres de sacerdotes para com o povo; sempre que algum
oferecia um sacrifcio, o auxiliar do sacerdote vinha com um garfo de
trs dentes,
14 e, enquanto a carne estava cozinhando, ele enfiava o
garfo na panela, ou travessa, ou caldeiro, ou caarola, e o sacerdote
pegava para si tudo o que vinha no garfo. Assim faziam com todos os
israelitas que iam a Sil.
15 Mas, antes mesmo de queimarem a gordura,
vinha o auxiliar do sacerdote e dizia ao homem que estava oferecendo o
sacrifcio: "D um pedao desta carne para o sacerdote assar; ele no
aceitar de voc carne cozida, somente crua".
16 Se o homem lhe dissesse: "Deixe primeiro a gordura se queimar e
ento pegue o que quiser", o auxiliar respondia: "No. Entregue a
carne agora. Se no, eu a tomarei  fora".
17 O pecado desses jovens era muito grande  vista do Senhor , pois
eles estavam tratando com desprezo a oferta do Senhor .
18 Samuel, contudo, ainda menino, ministrava perante o Senhor ,
vestindo uma tnica de linho.
19 Todos os anos sua me fazia uma
pequena tnica e a levava para ele, quando subia a Sil com o marido
para oferecer o sacrifcio anual.
20 Eli abenoava Elcana e sua mulher,
dizendo: "O Senhor d a voc filhos desta mulher no lugar daquele por
quem ela pediu e dedicou ao Senhor ". Ento voltavam para casa.
21 O
Senhor foi bondoso com Ana; ela engravidou e deu  luz trs filhos e
duas filhas. Enquanto isso, o menino Samuel crescia na presena do
Senhor .
22 Eli, j bem idoso, ficou sabendo de tudo o que seus filhos faziam a
todo o Israel e que eles se deitavam com as mulheres que serviam junto 
entrada da Tenda do Encontro.
23 Por isso lhes perguntou: "Por que
vocs fazem estas coisas? De todo o povo ouo a respeito do mal que
vocs fazem.
24 No, meus filhos; no  bom o que escuto se espalhando
entre o povo do Senhor .
25 Se um homem pecar contra outro homem, os
juzes podero [d] intervir em seu favor; mas, se pecar contra o
Senhor , quem interceder por ele?" Seus filhos, contudo, no deram
ateno  repreenso de seu pai, pois o Senhor queria mat-los.
26 E o menino Samuel continuava a crescer, sendo cada vez mais estimado
pelo Senhor e pelo povo.
Profecia contra a Famlia de Eli
27 E veio um homem de Deus a Eli e lhe disse: "Assim diz o Senhor :
``Acaso no me revelei claramente  famlia de seu pai, quando eles
estavam no Egito, sob o domnio do fara?
28 Escolhi seu pai dentre
todas as tribos de Israel para ser o meu sacerdote, subir ao meu altar,
queimar incenso e usar um colete sacerdotal na minha presena. Tambm
dei  famlia de seu pai todas as ofertas preparadas no fogo pelos
israelitas.
29 Por que vocs zombam de meu sacrifcio e da oferta que
determinei para a minha habitao? Por que voc honra seus filhos mais
do que a mim, deixando-os engordar com as melhores partes de todas as
ofertas feitas por Israel, o meu povo?''
30 "Portanto, o Senhor , o Deus de Israel, declara: ``Prometi  sua
famlia e  linhagem de seu pai, que ministrariam diante de mim para
sempre''. Mas agora o Senhor declara: ``Longe de mim tal coisa!
Honrarei aqueles que me honram, mas aqueles que me desprezam sero
tratados com desprezo.
31  chegada a hora em que eliminarei a sua
fora e a fora da famlia [e] de seu pai, e no haver mais
nenhum idoso na sua famlia,
32 e voc ver aflio na minha habitao.
Embora Israel prospere, na sua famlia ningum alcanar idade avanada.
33 E todo descendente seu que eu no eliminar de meu altar ser poupado
apenas para lhe consumir os olhos com lgrimas [f] e para lhe
entristecer o corao, e todos os seus descendentes morrero no vigor da
vida.
34 "``E o que acontecer a seus dois filhos, Hofni e Finias, ser um
sinal para voc: os dois morrero no mesmo dia.
35 Levantarei para mim
um sacerdote fiel, que agir de acordo com o meu corao e o meu
pensamento. Edificarei firmemente a famlia dele, e ele ministrar
sempre perante o meu rei ungido.
36 Ento todo o que restar da sua
famlia vir e se prostrar perante ele, para obter uma moeda de prata e
um pedao de po. E lhe implorar que o ponha em alguma funo
sacerdotal, para ter o que comer''".
Notas de rodap:
[a] 2.1 Hebraico: meu chifre ; tambm no versculo 10.
[b] 2.2 Ou No h nenhum Santo
[c] 2.6 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[d] 2.25 Ou Deus poder
[e] 2.31 Hebraico: cortarei o seu brao e o brao da casa.
[f] 2.33 Ou cegar os olhos ; ou ainda consumir os olhos de inveja

I SAMUEL-CAPITULO-3
O Chamado de Samuel
1 O menino Samuel ministrava perante o Senhor , sob a direo de Eli;
naqueles dias raramente o Senhor falava, e as vises no eram
freqentes.
2 Certa noite, Eli, cujos olhos estavam ficando to fracos que j no
conseguia mais enxergar, estava deitado em seu lugar de costume.
3 A
lmpada de Deus ainda no havia se apagado, e Samuel estava deitado no
santurio do Senhor , onde se encontrava a arca de Deus.
4 Ento o
Senhor chamou Samuel.
Samuel respondeu: "Estou aqui".
5 E correu at Eli e disse:
"Estou aqui; o senhor me chamou?"
Eli, porm, disse: "No o chamei; volte e deite-se". Ento, ele foi
e se deitou.
6 De novo o Senhor chamou: "Samuel!" E Samuel se levantou e foi at
Eli e disse: "Estou aqui; o senhor me chamou?"
Disse Eli: "Meu filho, no o chamei; volte e deite-se".
7 Ora, Samuel ainda no conhecia o Senhor . A palavra do Senhor ainda
no lhe havia sido revelada.
8 O Senhor chamou Samuel pela terceira vez. Ele se levantou, foi at
Eli e disse: "Estou aqui; o senhor me chamou?"
Eli percebeu que o Senhor estava chamando o menino
9 e lhe disse: "V
e deite-se; se ele cham-lo, diga: ``Fala, Senhor , pois o teu servo
est ouvindo''". Ento Samuel foi se deitar.
10 O Senhor voltou a cham-lo como nas outras vezes: "Samuel,
Samuel!"
Samuel disse: "Fala, pois o teu servo est ouvindo".
11 E o Senhor disse a Samuel: "Vou realizar em Israel algo que far
tinir os ouvidos de todos os que ficarem sabendo.
12 Nessa ocasio
executarei contra Eli tudo o que falei contra sua famlia, do comeo ao
fim.
13 Pois eu lhe disse que julgaria sua famlia para sempre, por
causa do pecado dos seus filhos, do qual ele tinha conscincia; seus
filhos se fizeram desprezveis [a] , e ele no os puniu.
14 Por
isso jurei  famlia de Eli: ``Jamais se far propiciao pela culpa da
famlia de Eli mediante sacrifcio ou oferta''".
15 Samuel ficou deitado at de manh e ento abriu as portas da casa do
Senhor . Ele teve medo de contar a viso a Eli,
16 mas este o chamou e
disse: "Samuel, meu filho".
"Estou aqui", respondeu Samuel.
17 Eli perguntou: "O que o Senhor lhe disse? No esconda de mim. Deus
o castigue, e o faa com muita severidade, se voc esconder de mim
qualquer coisa que ele lhe falou".
18 Ento, Samuel lhe contou tudo,
e nada escondeu. Ento Eli disse: "Ele  o Senhor ; que faa o que lhe
parecer melhor".
19 Enquanto Samuel crescia, o Senhor estava com ele, e fazia com que
todas as suas palavras se cumprissem.
20 Todo o Israel, desde D at
Berseba, reconhecia que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor.
21 O Senhor continuou aparecendo em Sil, onde havia se revelado a
Samuel por meio de sua palavra.
Notas de rodap:
[a] 3.13 Uma antiga tradio dos escribas hebreus e a Septuaginta
dizem filhos blasfemaram contra Deus.

I SAMUEL-CAPITULO-4
1 E a palavra de Samuel espalhou-se por todo o Israel.
Os Filisteus Tomam a Arca
Nessa poca os israelitas saram  guerra contra os filisteus. Eles
acamparam em Ebenzer, e os filisteus em Afeque.
2 Os filisteus
dispuseram suas foras em linha para enfrentar Israel, e,
intensificando-se o combate, Israel foi derrotado pelos filisteus, que
mataram cerca de quatro mil deles no campo de batalha.
3 Quando os
soldados voltaram ao acampamento, as autoridades de Israel perguntaram:
"Por que o Senhor deixou que os filisteus nos derrotassem?" E
acrescentaram: "Vamos a Sil buscar a arca da aliana do Senhor , para
que ele v conosco e nos salve das mos de nossos inimigos".
4 Ento mandaram trazer de Sil a arca da aliana do Senhor dos
Exrcitos, que tem o seu trono entre os querubins. E os dois filhos de
Eli, Hofni e Finias, acompanharam a arca da aliana de Deus.
5 Quando a arca da aliana do Senhor entrou no acampamento, todos os
israelitas gritaram to alto que o cho estremeceu.
6 Os filisteus,
ouvindo os gritos, perguntaram: "O que significam todos esses gritos
no acampamento dos hebreus?"
Quando souberam que a arca do Senhor viera para o acampamento,
7 os
filisteus ficaram com medo e disseram: "Deuses chegaram ao
acampamento. Ai de ns! Nunca nos aconteceu uma coisa dessas!
8 Ai de
ns! Quem nos livrar das mos desses deuses poderosos? So os deuses
que feriram os egpcios com toda espcie de pragas, no deserto.
9 Sejam
fortes, filisteus! Sejam homens, ou vocs se tornaro escravos dos
hebreus, assim como eles foram escravos de vocs. Sejam homens e
lutem!"
10 Ento os filisteus lutaram e Israel foi derrotado; cada homem fugiu
para a sua tenda. O massacre foi muito grande: Israel perdeu trinta mil
homens de infantaria.
11 A arca de Deus foi tomada, e os dois filhos de
Eli, Hofni e Finias, morreram.
A Morte de Eli
12 Naquele mesmo dia um benjamita correu da linha de batalha at Sil,
com as roupas rasgadas e terra na cabea.
13 Quando ele chegou, Eli
estava sentado em sua cadeira, ao lado da estrada. Estava preocupado,
pois em seu corao temia pela arca de Deus. O homem entrou na cidade,
contou o que havia acontecido, e a cidade comeou a gritar.
14 Eli ouviu os gritos e perguntou: "O que significa esse tumulto?"
O homem correu para contar tudo a Eli.
15 Eli tinha noventa e oito anos
de idade e seus olhos estavam imveis; ele j no conseguia enxergar.
16 O homem lhe disse: "Acabei de chegar da linha de batalha; fugi de
l hoje mesmo".
Eli perguntou: "O que aconteceu, meu filho?"
17 O mensageiro respondeu: "Israel fugiu dos filisteus, e houve uma
grande matana entre os soldados. Tambm os seus dois filhos, Hofni e
Finias, esto mortos, e a arca de Deus foi tomada".
18 Quando ele mencionou a arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trs,
ao lado do porto, quebrou o pescoo, e morreu, pois era velho e pesado.
Ele liderou Israel durante quarenta anos.
19 Sua nora, a mulher de Finias, estava grvida e perto de dar  luz.
Quando ouviu a notcia de que a arca de Deus havia sido tomada e que seu
sogro e seu marido estavam mortos, entrou em trabalho de parto e deu 
luz, mas no resistiu s dores do parto.
20 Enquanto morria, as
mulheres que a ajudavam disseram: "No se desespere; voc teve um
menino". Mas ela no respondeu nem deu ateno.
21 Ela deu ao menino o nome de Icabode [a] , e disse: "A
glria se foi de Israel", porque a arca foi tomada e por causa da
morte do sogro e do marido.
22 E ainda acrescentou: "A glria se foi
de Israel, pois a arca de Deus foi tomada".
Notas de rodap:
[a] 4.21 Icabode significa glria nenhuma.

I SAMUEL-CAPITULO-5
A Arca em Asdode e Ecrom
1 Depois que os filisteus tomaram a arca de Deus, eles a levaram de
Ebenzer para Asdode
2 e a colocaram dentro do templo de Dagom, ao lado
de sua esttua.
3 Quando o povo de Asdode se levantou na madrugada do
dia seguinte, l estava Dagom cado, rosto em terra, diante da arca do
Senhor ! Eles levantaram Dagom e o colocaram de volta em seu lugar.
4 Mas, na manh seguinte, quando se levantaram de madrugada, l estava
Dagom cado, rosto em terra, diante da arca do Senhor ! Sua cabea e
mos tinham sido quebradas e estavam sobre a soleira; s o seu corpo
ficou no lugar.
5 Por isso, at hoje, os sacerdotes de Dagom e todos os
que entram em seu templo, em Asdode, no pisam na soleira.
6 Depois disso a mo do Senhor pesou sobre o povo de Asdode e dos
arredores, trazendo devastao sobre eles e afligindo-os com tumores.
[a]
7 Quando os homens de Asdode viram o que estava acontecendo,
disseram: "A arca do deus de Israel no deve ficar aqui conosco, pois
a mo dele pesa sobre ns e sobre nosso deus Dagom".
8 Ento reuniram
todos os governantes dos filisteus e lhes perguntaram: "O que faremos
com a arca do deus de Israel?"
Eles responderam: "Levem a arca do deus de Israel para Gate". E
ento levaram a arca do Deus de Israel.
9 Mas, quando a arca chegou, a mo do Senhor castigou aquela cidade e
lhe trouxe grande pnico. Ele afligiu o povo da cidade, jovens e velhos,
com uma epidemia de tumores [b] .
10 Ento enviaram a arca de
Deus para Ecrom.
Quando a arca de Deus estava entrando na cidade de Ecrom, o povo comeou
a gritar: "Eles trouxeram a arca do deus de Israel para c a fim de
matar a ns e a nosso povo".
11 Ento reuniram todos os governantes
dos filisteus e disseram: "Levem embora a arca do deus de Israel; que
ela volte ao seu lugar; caso contrrio ela [c] matar a ns e a
nosso povo". Pois havia pnico mortal em toda a cidade; a mo de Deus
pesava muito sobre ela.
12 Aqueles que no morreram foram afligidos com
tumores, e o clamor da cidade subiu at o cu.
Notas de rodap:
[a] 5.6 A Septuaginta e a Vulgata acrescentam E ratos surgiram na
regio, e a morte e a destruio estavam por toda a cidade.
[b] 5.9 Ou com tumores na virilha
[c] 5.11 Ou ele

I SAMUEL-CAPITULO-6
O Retorno da Arca a Israel
1 Quando j fazia sete meses que a arca do Senhor estava em territrio
filisteu,
2 os filisteus chamaram os sacerdotes e adivinhos e disseram:
"O que faremos com a arca do Senhor ? Digam-nos com o que devemos
mand-la de volta a seu lugar".
3 Eles responderam: "Se vocs devolverem a arca do deus de Israel,
no mandem de volta s a arca, mas enviem tambm uma oferta pela culpa.
Ento vocs sero curados e sabero por que a sua mo no tem se
afastado de vocs".
4 Os filisteus perguntaram: "Que oferta pela culpa devemos
enviar-lhe?"
Eles responderam: "Cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, de
acordo com o nmero de governantes filisteus, porquanto a mesma praga
atingiu vocs e todos os seus governantes.
5 Faam imagens dos tumores
e dos ratos que esto assolando o pas e dem glria ao deus de Israel.
Talvez ele alivie a sua mo de sobre vocs, seus deuses e sua terra.
6 Por que ter o corao obstinado como os egpcios e o fara? S quando
esse deus [a] os tratou severamente, eles deixaram os israelitas
seguirem o seu caminho.
7 "Agora, ento, preparem uma carroa nova, com duas vacas que deram
cria e sobre as quais nunca foi colocado jugo. Amarrem-nas  carroa,
mas afastem delas os seus bezerros e ponham-nos no curral.
8 Coloquem a
arca do Senhor sobre a carroa, e ponham numa caixa ao lado os objetos
de ouro que vocs esto lhe enviando como oferta pela culpa. Enviem a
carroa,
9 e fiquem observando. Se ela for para o seu prprio
territrio, na direo de Bete-Semes, ento foi o Senhor quem trouxe
essa grande desgraa sobre ns. Mas, se ela no for, ento saberemos que
no foi a sua mo que nos atingiu e que isso aconteceu conosco por
acaso".
10 E assim fizeram. Pegaram duas vacas com cria, amarraram-nas a uma
carroa e prenderam seus bezerros no curral.
11 Colocaram a arca do
Senhor na carroa e junto dela a caixa com os ratos de ouro e as imagens
dos tumores.
12 Ento as vacas foram diretamente para Bete-Semes,
mantendo-se na estrada e mugindo por todo o caminho; no se desviaram
nem para a direita nem para a esquerda. Os governantes dos filisteus as
seguiram at a fronteira de Bete-Semes.
13 Ora, o povo de Bete-Semes estava colhendo trigo no vale e, quando
viram a arca, alegraram-se muito.
14 A carroa chegou ao campo de
Josu, de Bete-Semes, e ali parou ao lado de uma grande rocha. Ento
cortaram a madeira da carroa e ofereceram as vacas como holocausto
[b] ao Senhor .
15 Os levitas tinham descido a arca do Senhor e a
caixa com os objetos de ouro e as tinham colocado sobre a grande rocha.
Naquele dia, o povo de Bete-Semes ofereceu holocaustos e sacrifcios ao
Senhor .
16 Os cinco governantes dos filisteus viram tudo isso e
voltaram naquele mesmo dia a Ecrom.
17 Os filisteus enviaram ao Senhor como oferta pela culpa estes tumores
de ouro: um por Asdode, outro por Gaza, outro por Ascalom, outro por
Gate e outro por Ecrom.
18 O nmero dos ratos de ouro foi conforme o
nmero das cidades filistias que pertenciam aos cinco governantes;
tanto as cidades fortificadas como os povoados do campo. A grande rocha,
sobre a qual puseram [c] a arca do Senhor ,  at hoje uma
testemunha no campo de Josu, de Bete-Semes.
19 O Senhor , contudo, feriu alguns dos homens de Bete-Semes, matando
setenta [d] deles, por terem olhado para dentro da arca do Senhor
 O povo chorou por causa da grande matana que o Senhor fizera,
20 e
os homens de Bete-Semes perguntaram: "Quem pode permanecer na presena
do Senhor , esse Deus santo? A quem enviaremos a arca, para que ele se
afaste de ns?"
21 Ento enviaram mensageiros ao povo de Quiriate-Jearim, dizendo:
"Os filisteus devolveram a arca do Senhor . Venham e levem-na para
vocs".
Notas de rodap:
[a] 6.6 Isto , Deus.
[b] 6.14 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm em todo o
livro de 1 Samuel.
[c] 6.18 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico diz povoados do campo at Abel
Maior, onde puseram.
[d] 6.19 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico e a Septuaginta dizem 50.070.

I SAMUEL-CAPITULO-7
1 Os homens de Quiriate-Jearim vieram para levar a arca do Senhor .
Eles a levaram para a casa de Abinadabe, na colina, e consagraram seu
filho Eleazar para guardar a arca do Senhor .
Samuel Subjuga os Filisteus em Misp
2 A arca permaneceu em Quiriate-Jearim muito tempo; foram vinte anos. E
todo o povo de Israel buscava o Senhor com splicas [a] .
3 E
Samuel disse a toda a nao de Israel: "Se vocs querem voltar-se para
o Senhor de todo o corao, livrem-se ento dos deuses estrangeiros e
das imagens de Astarote, consagrem-se ao Senhor e prestem culto somente
a ele, e ele os libertar das mos dos filisteus".
4 Assim, os
israelitas se livraram dos baalins e dos postes sagrados, e comearam a
prestar culto somente ao Senhor .
5 E Samuel prosseguiu: "Renam todo o Israel em Misp, e eu
intercederei ao Senhor a favor de vocs".
6 Quando eles se reuniram
em Misp, tiraram gua e a derramaram perante o Senhor . Naquele dia
jejuaram e ali disseram: "Temos pecado contra o Senhor ". E foi em
Misp que Samuel liderou os israelitas como juiz.
7 Quando os filisteus souberam que os israelitas estavam reunidos em
Misp, os governantes dos filisteus saram para atac-los. Quando os
israelitas souberam disso, ficaram com medo.
8 E disseram a Samuel:
"No pares de clamar por ns ao Senhor , o nosso Deus, para que nos
salve das mos dos filisteus".
9 Ento Samuel pegou um cordeiro ainda
no desmamado e o ofereceu inteiro como holocausto ao Senhor . Ele
clamou ao Senhor em favor de Israel, e o Senhor lhe respondeu.
10 Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus se aproximaram
para combater Israel. Naquele dia, porm, o Senhor trovejou com
fortssimo estrondo contra os filisteus e os colocou em pnico, e foram
derrotados por Israel.
11 Os soldados de Israel saram de Misp e
perseguiram os filisteus at um lugar abaixo de Bete-Car, matando-os
pelo caminho.
12 Ento Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Misp e Sem; e deu-lhe
o nome de Ebenzer [b] , dizendo: "At aqui o Senhor nos
ajudou".
13 Assim os filisteus foram dominados e no voltaram a
invadir o territrio israelita.
A mo do Senhor esteve contra os filisteus durante toda a vida de
Samuel.
14 As cidades que os filisteus haviam conquistado foram
devolvidas a Israel, desde Ecrom at Gate. Israel libertou os
territrios ao redor delas do poder dos filisteus. E houve tambm paz
entre Israel e os amorreus.
15 Samuel continuou como juiz de Israel durante todos os dias de sua
vida.
16 A cada ano percorria Betel, Gilgal e Misp, decidindo as
questes de Israel em todos esses lugares.
17 Mas sempre retornava a
Ram, onde ficava sua casa; ali ele liderava Israel como juiz e naquele
lugar construiu um altar em honra ao Senhor .
Notas de rodap:
[a] 7.2 Hebraico: lamentava-se aps o Senhor.
[b] 7.12 Ebenzer significa pedra de ajuda.

I SAMUEL-CAPITULO-8
Israel Pede um Rei
1 Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como lderes de Israel.
2 Seu filho mais velho chamava-se Joel e o segundo, Abias. Eles eram
lderes em Berseba.
3 Mas os filhos dele no andaram em seus caminhos.
Eles se tornaram gananciosos, aceitavam suborno e pervertiam a justia.
4 Por isso todas as autoridades de Israel reuniram-se e foram falar com
Samuel, em Ram.
5 E disseram-lhe: "Tu j ests idoso, e teus filhos
no andam em teus caminhos; escolhe agora um rei para que nos lidere, 
semelhana das outras naes".
6 Quando, porm, disseram: "D-nos um rei para que nos lidere",
isso desagradou a Samuel; ento ele orou ao Senhor .
7 E o Senhor lhe
respondeu: "Atenda a tudo o que o povo est lhe pedindo; no foi a
voc que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei.
8 Assim como
fizeram comigo desde o dia em que os tirei do Egito, at hoje,
abandonando-me e prestando culto a outros deuses, tambm esto fazendo
com voc.
9 Agora atenda-os; mas advirta-os solenemente e diga-lhes
quais direitos reivindicar o rei que os governar".
10 Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo, que estava
lhe pedindo um rei,
11 dizendo: "O rei que reinar sobre vocs
reivindicar como seu direito o seguinte: ele tomar os filhos de vocs
para servi-lo em seus carros de guerra e em sua cavalaria, e para correr
 frente dos seus carros de guerra.
12 Colocar alguns como comandantes
de mil e outros como comandantes de cinqenta. Ele os far arar as
terras dele, fazer a colheita, e fabricar armas de guerra e equipamentos
para os seus carros de guerra.
13 Tomar as filhas de vocs para serem
perfumistas, cozinheiras e padeiras.
14 Tomar de vocs o melhor das
plantaes, das vinhas e dos olivais, e o dar aos criados dele.
15 Tomar um dcimo dos cereais e da colheita das uvas e o dar a seus
oficiais e a seus criados.
16 Tambm tomar de vocs para seu uso
particular os servos e as servas, e o melhor do gado [a] e dos
jumentos.
17 E tomar de vocs um dcimo dos rebanhos, e vocs mesmos
se tornaro escravos dele.
18 Naquele dia, vocs clamaro por causa do
rei que vocs mesmos escolheram, e o Senhor no os ouvir".
19 Todavia, o povo recusou-se a ouvir Samuel, e disse: "No! Queremos
ter um rei.
20 Seremos como todas as outras naes; um rei nos
governar, e sair  nossa frente para combater em nossas batalhas".
21 Depois de ter ouvido tudo o que o povo disse, Samuel o repetiu
perante o Senhor .
22 E o Senhor respondeu: "Atenda-os e d-lhes um
rei".
Ento Samuel disse aos homens de Israel: "Volte cada um para a sua
cidade".
Notas de rodap:
[a] 8.16 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz jovens.

I SAMUEL-CAPITULO-9
O Encontro entre Saul e Samuel
1 Havia um homem de Benjamim, rico e influente, chamado Quis, filho de
Abiel, neto de Zeror, bisneto de Becorate e trineto de Afia.
2 Ele
tinha um filho chamado Saul, jovem de boa aparncia, sem igual entre os
israelitas; os mais altos batiam nos seus ombros.
3 E aconteceu que as jumentas de Quis, pai de Saul, extraviaram-se. E
ele disse a Saul: "Chame um dos servos e v procurar as jumentas".
4 Eles atravessaram os montes de Efraim e a regio de Salisa, mas no
as encontraram. Prosseguindo, entraram no distrito de Saalim, mas as
jumentas no estavam l. Ento atravessaram o territrio de Benjamim, e
mesmo assim no as encontraram.
5 Chegando ao distrito de Zufe, disse Saul ao seu servo: "Vamos
voltar, ou meu pai deixar de pensar nas jumentas para comear a
preocupar-se conosco".
6 O servo, contudo, respondeu: "Nesta cidade mora um homem de Deus
que  muito respeitado. Tudo o que ele diz acontece. Vamos falar com
ele. Talvez ele nos aponte o caminho a seguir".
7 Saul disse a seu servo: "Se formos, o que lhe poderemos dar? A
comida de nossos sacos de viagem acabou. No temos nenhum presente para
levar ao homem de Deus. O que temos para oferecer?"
8 O servo lhe respondeu: "Tenho trs gramas [a] de prata.
Darei isto ao homem de Deus para que ele nos aponte o caminho a
seguir".
9 (Antigamente em Israel, quando algum ia consultar a Deus,
dizia: "Vamos ao vidente", pois o profeta de hoje era chamado
vidente.)
10 E Saul concordou: "Muito bem, vamos!" Assim, foram em direo 
cidade onde estava o homem de Deus.
11 Ao subirem a colina para chegar  cidade, encontraram algumas jovens
que estavam saindo para buscar gua e perguntaram a elas: "O vidente
est na cidade?"
12 Elas responderam: "Sim. Ele est ali adiante. Apressem-se; ele
chegou hoje  nossa cidade, porque o povo vai oferecer um sacrifcio no
altar que h no monte.
13 Assim que entrarem na cidade, vocs o
encontraro antes que suba ao altar do monte para comer. O povo no
comear a comer antes que ele chegue, pois ele deve abenoar o
sacrifcio; depois disso, os convidados iro comer. Subam agora e vocs
logo o encontraro".
14 Eles foram  cidade e, ao entrarem, Samuel vinha na direo deles a
caminho do altar do monte.
15 No dia anterior  chegada de Saul, o Senhor havia revelado isto a
Samuel:
16 "Amanh, por volta desta hora, enviarei a voc um homem da
terra de Benjamim. Unja-o como lder sobre Israel, o meu povo; ele
libertar o meu povo das mos dos filisteus. Atentei para o meu povo,
pois o seu clamor chegou a mim".
17 Quando Samuel viu Saul, o Senhor lhe disse: "Este  o homem de
quem lhe falei; ele governar o meu povo".
18 Saul aproximou-se de Samuel na entrada da cidade e lhe perguntou:
"Por favor, pode me dizer onde  a casa do vidente?"
19 Respondeu Samuel: "Eu sou o vidente. V na minha frente para o
altar, pois hoje voc comer comigo. Amanh cedo eu lhe contarei tudo o
que voc quer saber e o deixarei ir.
20 Quanto s jumentas que voc
perdeu h trs dias, no se preocupe com elas; j foram encontradas. E a
quem pertencer tudo o que  precioso em Israel, seno a voc e a toda a
famlia de seu pai?"
21 Saul respondeu: "Acaso no sou eu um benjamita, da menor das
tribos de Israel, e no  o meu cl o mais insignificante de todos os
cls da tribo de Benjamim? Por que ests me dizendo tudo isso?"
22 Ento Samuel levou Saul e seu servo para a sala e lhes deu o lugar
de honra entre os convidados, cerca de trinta pessoas.
23 E disse ao
cozinheiro: "Traga-me a poro de carne que lhe entreguei e mandei
reservar".
24 O cozinheiro pegou a coxa do animal com o que estava sobre ela e
colocou tudo diante de Saul. E disse Samuel: "Aqui est o que lhe foi
reservado. Coma, pois desde o momento em que eu disse: Tenho convidados,
essa parte foi separada para voc para esta ocasio". E Saul comeu com
Samuel naquele dia.
25 Depois que desceu do altar do monte para a cidade, Samuel conversou
com Saul no terrao de sua casa.
26 Ao romper do dia, quando se
levantaram, Samuel chamou Saul no terrao e disse: "Levante-se, e eu o
acompanharei, e depois voc seguir viagem". Saul se levantou e saiu
junto com Samuel.
27 Enquanto desciam para a sada da cidade, Samuel
disse a Saul: "Diga ao servo que v na frente". O servo foi e Samuel
prosseguiu: "Fique voc aqui um instante, para que eu lhe d uma
mensagem da parte de Deus".
Notas de rodap:
[a] 9.8 Hebraico: 1/4 de siclo . Um siclo equivalia a 12 gramas.

I SAMUEL-CAPITULO-10
Saul  Ungido Rei
1 Samuel apanhou um jarro de leo, derramou-o sobre a cabea de Saul e
o beijou, dizendo: "O Senhor o ungiu como lder da herana dele.
[a]
2 Hoje, quando voc partir, encontrar dois homens perto do
tmulo de Raquel, em Zelza, na fronteira de Benjamim. Eles lhe diro:
``As jumentas que voc foi procurar j foram encontradas. Agora seu pai
deixou de se importar com elas e est preocupado com vocs. Ele est
perguntando: "Como encontrarei meu filho?"''
3 "Ento, dali, voc prosseguir para o carvalho de Tabor. Trs
homens viro subindo ao santurio de Deus em Betel, e encontraro voc
ali. Um estar levando trs cabritos, outro trs pes, e outro uma
vasilha de couro cheia de vinho.
4 Eles o cumprimentaro e lhe
oferecero dois pes, que voc deve aceitar.
5 "Depois voc ir a Gibe de Deus, onde h um destacamento filisteu.
Ao chegar  cidade, voc encontrar um grupo de profetas que viro
descendo do altar do monte tocando liras, tamborins, flautas e harpas; e
eles estaro profetizando.
6 O Esprito do Senhor se apossar de voc,
e com eles voc profetizar [b] , e ser um novo homem.
7 Assim
que esses sinais se cumprirem, faa o que achar melhor, pois Deus est
com voc.
8 "V na minha frente at Gilgal. Depois eu irei tambm, para
oferecer holocaustos e sacrifcios de comunho [c] , mas voc
deve esperar sete dias, at que eu chegue e lhe diga o que fazer".
9 Quando se virou para afastar-se de Samuel, Deus mudou o corao de
Saul, e todos aqueles sinais se cumpriram naquele dia.
10 Chegando a
Gibe, um grupo veio em sua direo; o Esprito de Deus se apossou dele,
e ele profetizou no meio deles.
11 Quando os que j o conheciam
viram-no profetizando com os profetas, perguntaram uns aos outros: "O
que aconteceu ao filho de Quis? Saul tambm est entre os profetas?"
12 Um homem daquele lugar respondeu: "E quem  o pai deles?" De
modo que isto se tornou um ditado: "Saul tambm est entre os
profetas?"
13 Depois que Saul parou de profetizar, foi para o altar
do monte.
14 Ento o tio de Saul perguntou a ele e ao seu servo: "Aonde vocs
foram?"
Ele respondeu: "Procurar as jumentas. Quando, porm, vimos que no
seriam encontradas, fomos falar com Samuel".
15 "O que Samuel lhes disse?", perguntou o tio.
16 Saul respondeu: "Ele nos garantiu que as jumentas tinham sido
encontradas". Todavia, Saul no contou ao tio o que Samuel tinha dito
sobre o reino.
17 Samuel convocou o povo de Israel ao Senhor , em Misp,
18 e lhes
disse: "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: ``Eu tirei Israel do
Egito, e libertei vocs do poder do Egito e de todos os reinos que os
oprimiam''.
19 Mas vocs agora rejeitaram o Deus que os salva de todas
as suas desgraas e angstias. E disseram: ``No! Escolhe um rei para
ns''. Por isso, agora, apresentem-se perante o Senhor , de acordo com
as suas tribos e os seus cls".
20 Tendo Samuel feito todas as tribos de Israel se aproximarem, a de
Benjamim foi escolhida.
21 Ento fez ir  frente a tribo de Benjamim,
cl por cl, e o cl de Matri foi escolhido. Finalmente foi escolhido
Saul, filho de Quis. Quando, porm, o procuraram, ele no foi
encontrado.
22 Consultaram novamente o Senhor : "Ele j chegou?"
E o Senhor disse: "Sim, ele est escondido no meio da bagagem".
23 Correram e o tiraram de l. Quando ficou em p no meio do povo, os
mais altos s chegavam aos seus ombros.
24 E Samuel disse a todos:
"Vocs vem o homem que o Senhor escolheu? No h ningum como ele
entre todo o povo".
Ento todos gritaram: "Viva o rei!"
25 Samuel exps ao povo as leis do reino. Ele as escreveu num livro e o
ps perante o Senhor . Depois disso, Samuel mandou o povo de volta para
as suas casas.
26 Saul tambm foi para sua casa em Gibe, acompanhado por guerreiros,
cujo corao Deus tinha tocado.
27 Alguns vadios, porm, disseram:
"Como este homem pode nos salvar?" Desprezaram-no e no lhe
trouxeram presente algum. Mas Saul ficou calado.
Notas de rodap:
[a] 10.1 A Septuaginta e a Vulgata dizem lder de Israel, o seu povo.
Voc reinar sobre o povo do Senhor e o salvar do poder de seus
inimigos ao redor. E isto lhe ser um sinal de que o Senhor o ungiu como
lder sobre a herana dele.
[b] 10.6 Ou voc estar em transe ; tambm no versculo 10 e em 19.24.
Veja 18.10.
[c] 10.8 Ou de paz

I SAMUEL-CAPITULO-11
Saul Liberta a Cidade de Jabes
1 O amonita Nas avanou contra a cidade de Jabes-Gileade e a cercou.
E os homens de Jabes lhe disseram: "Faa um tratado conosco, e nos
sujeitaremos a voc".
2 Contudo, Nas, o amonita, respondeu: "S farei um tratado com vocs
sob a condio de que eu arranque o olho direito de cada um de vocs e
assim humilhe todo o Israel".
3 As autoridades de Jabes lhe disseram: "D-nos sete dias para que
possamos enviar mensageiros a todo o Israel; se ningum vier nos
socorrer, ns nos renderemos".
4 Quando os mensageiros chegaram a Gibe, cidade de Saul, e relataram
essas coisas ao povo, todos choraram em alta voz.
5 Naquele momento,
Saul estava trazendo o gado do campo e perguntou: "O que h com o
povo? Por que esto chorando?" Ento lhe contaram o que os homens de
Jabes tinham dito.
6 Quando Saul ouviu isso, o Esprito de Deus apoderou-se dele, e ele
ficou furioso.
7 Apanhou dois bois, cortou-os em pedaos e, por meio
dos mensageiros, enviou os pedaos a todo o Israel, proclamando: "Isto
 o que acontecer aos bois de quem no seguir Saul e Samuel". Ento o
temor do Senhor caiu sobre o povo, e eles vieram unnimes.
8 Quando
Saul os reuniu em Bezeque, havia trezentos mil homens de Israel e trinta
mil de Jud.
9 E disseram aos mensageiros de Jabes: "Digam aos homens de
Jabes-Gileade: ``Amanh, na hora mais quente do dia, haver libertao
para vocs''". Quando relataram isso aos habitantes de Jabes, eles se
alegraram.
10 Ento, os homens de Jabes disseram aos amonitas:
"Amanh ns nos renderemos a vocs, e podero fazer conosco o que
quiserem".
11 No dia seguinte, Saul dividiu seus soldados em trs grupos; entraram
no acampamento amonita na alta madrugada e os mataram at a hora mais
quente do dia. Aqueles que sobreviveram se dispersaram de tal modo que
no ficaram dois juntos.
Saul Confirmado como Rei
12 Ento o povo disse a Samuel: "Quem foi que perguntou: ``Ser que
Saul vai reinar sobre ns?'' Traze-nos esses homens, e ns os
mataremos".
13 Saul, porm, disse: "Hoje ningum ser morto, pois neste dia o
Senhor trouxe libertao a Israel".
14 Ento Samuel disse ao povo: "Venham, vamos a Gilgal e reafirmemos
ali o reino".
15 Assim, todo o povo foi a Gilgal e proclamou Saul
como rei na presena do Senhor . Ali ofereceram sacrifcios de comunho
[a] ao Senhor , e Saul e todos os israelitas tiveram momentos de
grande alegria.
Notas de rodap:
[a] 11.15 Ou de paz

I SAMUEL-CAPITULO-12
A Palavra de Despedida de Samuel
1 Samuel disse a todo o Israel: "Atendi tudo o que vocs me pediram
e estabeleci um rei para vocs.
2 Agora vocs tm um rei que os
governar. Quanto a mim, estou velho e de cabelos brancos, e meus filhos
esto aqui com vocs. Tenho vivido diante de vocs desde a minha
juventude at agora.
3 Aqui estou. Se tomei um boi ou um jumento de
algum, ou se explorei ou oprimi algum, ou se das mos de algum
aceitei suborno, fechando os olhos para a sua culpa, testemunhem contra
mim na presena do Senhor e do seu ungido. Se alguma dessas coisas
pratiquei, eu farei restituio".
4 E responderam: "Tu no nos exploraste nem nos oprimiste. Tu no
tiraste coisa alguma das mos de ningum".
5 Samuel lhes disse: "O Senhor  testemunha diante de vocs, como
tambm o seu ungido  hoje testemunha, de que vocs no encontraram
culpa alguma em minhas mos".
E disseram: "Ele  testemunha".
6 Ento Samuel disse ao povo: "O Senhor designou Moiss e Aro e
tirou os seus antepassados do Egito.
7 Agora, pois, fiquem aqui, porque
vou entrar em julgamento com vocs perante o Senhor , com base nos atos
justos realizados pelo Senhor em favor de vocs e dos seus antepassados.
8 "Depois que Jac entrou no Egito, eles clamaram ao Senhor , e ele
enviou Moiss e Aro para tirar os seus antepassados do Egito e os
estabelecer neste lugar.
9 "Seus antepassados, porm, se esqueceram do Senhor seu Deus; ento
ele os vendeu a Ssera, o comandante do exrcito de Hazor, aos filisteus
e ao rei de Moabe, que lutaram contra eles.
10 Eles clamaram ao Senhor
, dizendo: ``Pecamos, abandonando o Senhor e prestando culto aos
baalins e aos postes sagrados. Agora, porm, liberta-nos das mos dos
nossos inimigos, e ns prestaremos culto a ti''.
11 Ento o Senhor
enviou Jerubaal [a] , Baraque [b] , Jeft e Samuel
[c] , e os libertou das mos dos inimigos que os rodeavam, de modo que
vocs viveram em segurana.
12 "Quando porm, vocs viram que Nas, rei dos amonitas, estava
avanando contra vocs, me disseram: ``No! Escolha um rei para ns'',
embora o Senhor , o seu Deus, fosse o rei.
13 Agora, aqui est o rei
que vocs escolheram, aquele que vocs pediram; o Senhor deu um rei a
vocs.
14 Se vocs temerem, servirem e obedecerem ao Senhor , e no se
rebelarem contra suas ordens, e, se vocs e o rei que reinar sobre vocs
seguirem o Senhor , o seu Deus, tudo lhes ir bem!
15 Todavia, se vocs
desobedecerem ao Senhor e se rebelarem contra o seu mandamento, sua mo
se opor a vocs da mesma forma como se ops aos seus antepassados.
16 "Agora, preparem-se para ver este grande feito que o Senhor vai
realizar diante de vocs!
17 No estamos na poca da colheita do trigo?
Pedirei ao Senhor que envie troves e chuva para que vocs reconheam
que fizeram o que o Senhor reprova totalmente, quando pediram um rei".
18 Ento Samuel clamou ao Senhor , e naquele mesmo dia o Senhor enviou
troves e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente o Senhor e
Samuel.
19 E todo o povo disse a Samuel: "Ora ao Senhor , o teu Deus, em
favor dos teus servos, para que no morramos, pois a todos os nossos
pecados acrescentamos o mal de pedir um rei".
20 Respondeu Samuel: "No tenham medo. De fato, vocs fizeram todo
esse mal. Contudo, no deixem de seguir o Senhor , mas sirvam o Senhor
de todo o corao.
21 No se desviem, para seguir dolos inteis, que
de nada valem nem podem livr-los, pois so inteis.
22 Por causa de
seu grande nome, o Senhor no os rejeitar, pois o Senhor teve prazer em
torn-los o seu prprio povo.
23 E longe de mim esteja pecar contra o
Senhor , deixando de orar por vocs. Tambm lhes ensinarei o caminho que
 bom e direito.
24 Somente temam o Senhor e sirvam-no fielmente de
todo o corao; e considerem as grandes coisas que ele tem feito por
vocs.
25 Todavia, se insistirem em fazer o mal, vocs e o seu rei
sero destrudos".
Notas de rodap:
[a] 12.11 Tambm chamado Gideo.
[b] 12.11 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz Bed.
[c] 12.11 Alguns manuscritos da Septuaginta e a Verso Siraca dizem
Sanso.

I SAMUEL-CAPITULO-13
Samuel Repreende Saul
1 Saul tinha trinta [a] anos de idade quando comeou a reinar,
e reinou sobre Israel quarenta [b] e dois anos.
2 Saul [c] escolheu trs mil homens de Israel; dois mil ficaram
com ele em Micms e nos montes de Betel, e mil ficaram com Jnatas em
Gibe de Benjamim. O restante dos homens ele mandou de volta para suas
tendas.
3 Jnatas atacou os destacamentos dos filisteus em Gibe [d] , e
os filisteus foram informados disso. Ento Saul mandou tocar a trombeta
por todo o pas dizendo: "Que os hebreus fiquem sabendo disto!"
4 E
todo o Israel ouviu a notcia de que Saul tinha atacado o destacamento
dos filisteus, atraindo o dio dos filisteus sobre Israel [e] .
Ento os homens foram convocados para se unirem a Saul em Gilgal.
5 Os filisteus reuniram-se para lutar contra Israel, com trs mil
[f] carros de guerra, seis mil condutores de carros e tantos
soldados quanto a areia da praia. Eles foram a Micms, a leste de
Bete-ven e l acamparam.
6 Quando os soldados de Israel viram que a
situao era difcil e que o seu exrcito estava sendo muito
pressionado, esconderam-se em cavernas e buracos, entre as rochas e em
poos e cisternas.
7 Alguns hebreus at atravessaram o Jordo para
chegar  terra de Gade e de Gileade.
Saul ficou em Gilgal, e os soldados que estavam com ele tremiam de medo.
8 Ele esperou sete dias, o prazo estabelecido por Samuel; mas este no
chegou a Gilgal, e os soldados de Saul comearam a se dispersar.
9 E
ele ordenou: "Tragam-me o holocausto e os sacrifcios de comunho
[g] ". Saul ento ofereceu o holocausto;
10 quando terminou de
oferec-lo, Samuel chegou, e Saul foi saud-lo.
11 Perguntou-lhe Samuel: "O que voc fez?"
Saul respondeu: "Quando vi que os soldados estavam se dispersando e
que no tinhas chegado no prazo estabelecido, e que os filisteus estavam
reunidos em Micms,
12 pensei: Agora, os filisteus me atacaro em
Gilgal, e eu no busquei o Senhor . Por isso senti-me obrigado a
oferecer o holocausto".
13 Disse Samuel: "Voc agiu como tolo, desobedecendo ao mandamento
que o Senhor , o seu Deus, lhe deu; se voc tivesse obedecido, ele teria
estabelecido para sempre o seu reinado sobre Israel.
14 Mas agora o seu
reinado no permanecer; o Senhor procurou um homem segundo o seu
corao e o designou lder de seu povo, pois voc no obedeceu ao
mandamento do Senhor ".
15 Ento Samuel partiu de Gilgal [h] e foi a Gibe de Benjamim,
e Saul contou os soldados que estavam com ele. Eram cerca de seiscentos.
A Desvantagem Militar de Israel
16 Saul e seu filho Jnatas, acompanhados de seus soldados, ficaram em
Gibe de Benjamim, enquanto os filisteus estavam acampados em Micms.
17 Uma tropa de ataque saiu do acampamento filisteu em trs divises.
Uma foi em direo a Ofra, nos arredores de Sual,
18 outra em direo a
Bete-Horom, e a terceira em direo  regio fronteiria de onde se
avista o vale de Zeboim, diante do deserto.
19 Naquela poca no havia nem mesmo um nico ferreiro em toda a terra
de Israel, pois os filisteus no queriam que os hebreus fizessem espadas
e lanas.
20 Assim, eles tinham que ir aos filisteus para afiar seus
arados, enxadas, machados e foices [i] .
21 O preo para afiar
rastelos e enxadas era oito gramas [j] de prata, e quatro gramas
[k] de prata para afiar tridentes, machados e pontas de
aguilhadas.
22 Por isso, no dia da batalha, nenhum soldado de Saul e Jnatas tinha
espada ou lana nas mos, exceto o prprio Saul e seu filho Jnatas.
Jnatas Ataca os Filisteus
23 Aconteceu que um destacamento filisteu foi para o desfiladeiro de
Micms.
Notas de rodap:
[a] 13.1 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no traz trinta.
[b] 13.1 Veja o nmero arredondado em At 13.21. O Texto Massortico
no traz quarenta.
[c] 13.1,2 Ou com dois anos de reinado, 2Saul
[d] 13.3 Conforme dois manuscritos do Texto Massortico. A maioria dos
manuscritos do Texto Massortico diz Geba, variante de Gibe; tambm no
versculo 16.
[e] 13.4 Hebraico: transformando Israel em mau cheiro para os
filisteus.
[f] 13.5 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz trinta mil.
[g] 13.9 Ou de paz
[h] 13.15 A Septuaginta diz Gilgal e seguiu seu caminho; o restante do
povo foi com Saul encontrar-se com o exrcito, e saram de Gilgal.
[i] 13.20 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz arados.
[j] 13.21 Hebraico: 1 pim.
[k] 13.21 Hebraico: 1/3 de siclo . Um siclo equivalia a 12 gramas.

I SAMUEL-CAPITULO-14
1 Certo dia, Jnatas, filho de Saul, disse ao seu jovem escudeiro:
"Vamos ao destacamento filisteu, do outro lado". Ele, porm, no
contou isso a seu pai.
2 Saul estava sentado debaixo de uma romzeira na fronteira de Gibe,
em Migrom. Com ele estavam uns seiscentos soldados,
3 entre os quais
Aas, que levava o colete sacerdotal. Ele era filho de Aitube, irmo de
Icabode, filho de Finias e neto de Eli, o sacerdote do Senhor em Sil.
Ningum sabia que Jnatas havia sado.
4 Em cada lado do desfiladeiro que Jnatas pretendia atravessar para
chegar ao destacamento filisteu, havia um penhasco ngreme; um se
chamava Bozez, o outro, Sen.
5 Havia um penhasco ao norte, na direo
de Micms, e outro ao sul, na direo de Geba.
6 E Jnatas disse a seu escudeiro: "Vamos ao destacamento daqueles
incircuncisos. Talvez o Senhor aja em nosso favor, pois nada pode
impedir o Senhor de salvar, seja com muitos ou com poucos".
7 Disse o seu escudeiro: "Faze tudo o que tiveres em mente; eu irei
contigo".
8 Jnatas disse: "Venha, vamos atravessar na direo dos soldados e
deixaremos que nos avistem.
9 Se nos disserem: ``Esperem a at que
cheguemos perto'', ficaremos onde estivermos e no avanaremos.
10 Mas, se disserem: ``Subam at aqui'', subiremos, pois este ser um
sinal para ns de que o Senhor os entregou em nossas mos".
11 Ento os dois se deixaram ver pelo destacamento dos filisteus, que
disseram: "Vejam, os hebreus esto saindo dos buracos onde estavam
escondidos".
12 E gritaram para Jnatas e seu escudeiro: "Subam at
aqui e lhes daremos uma lio".
Diante disso, Jnatas disse a seu escudeiro: "Siga-me; o Senhor os
entregou nas mos de Israel".
13 Jnatas escalou o desfiladeiro, usando as mos e os ps, e o
escudeiro foi logo atrs. Jnatas os derrubava e seu escudeiro, logo
atrs dele, os matava.
14 Naquele primeiro ataque, Jnatas e seu
escudeiro mataram cerca de vinte homens numa pequena rea de terra
[a] .
A Vitria de Israel sobre os Filisteus
15 Ento caiu terror sobre todo o exrcito, tanto sobre os que estavam
no acampamento e no campo, como sobre os que estavam nos destacamentos,
e at mesmo nas tropas de ataque. O cho tremeu e houve um pnico
terrvel [b] .
16 As sentinelas de Saul em Gibe de Benjamim viram o exrcito filisteu
se dispersando, correndo em todas as direes.
17 Ento Saul disse aos
seus soldados: "Contem os soldados e vejam quem est faltando".
Quando o fizeram, viram que Jnatas e seu escudeiro no estavam
presentes.
18 Saul ordenou a Aas: "Traga a arca de Deus". Naquele tempo ela
estava com os israelitas. [c]
19 Enquanto Saul falava com o
sacerdote, o tumulto no acampamento filisteu ia crescendo cada vez mais.
Ento Saul disse ao sacerdote: "No precisa trazer a arca" [c] .
20 Na mesma hora Saul e todos os soldados se reuniram e foram para a
batalha. Encontraram os filisteus em total confuso, ferindo uns aos
outros com suas espadas.
21 Alguns hebreus que antes estavam do lado
dos filisteus e que com eles tinham ido ao acampamento filisteu,
passaram para o lado dos israelitas que estavam com Saul e Jnatas.
22 Quando todos os israelitas que haviam se escondido nos montes de Efraim
ouviram que os filisteus batiam em retirada, tambm entraram na batalha,
perseguindo-os.
23 Assim o Senhor concedeu vitria a Israel naquele
dia, e a batalha se espalhou para alm de Bete-ven.
O Juramento Impensado de Saul
24 Os homens de Israel estavam exaustos naquele dia, pois Saul lhes
havia imposto um juramento, dizendo: "Maldito seja todo o que comer
antes do anoitecer, antes que eu tenha me vingado de meus inimigos!"
Por isso ningum tinha comido nada.
25 O exrcito inteiro entrou num bosque, onde havia mel no cho.
26 Eles viram o mel escorrendo, contudo ningum comeu, pois temiam o
juramento.
27 Jnatas, porm, no sabia do juramento que seu pai havia
imposto ao exrcito, de modo que estendeu a ponta da vara que tinha na
mo e a molhou no favo de mel. Quando comeu, seus olhos brilharam [e] .
28 Ento um dos soldados lhe disse: "Seu pai imps ao exrcito
um juramento severo, dizendo: ``Maldito seja todo o que comer hoje!''
Por isso os homens esto exaustos".
29 Jnatas disse: "Meu pai trouxe desgraa para ns. Veja como meus
olhos brilham [f] desde que provei um pouco deste mel.
30 Como
teria sido bem melhor se os homens tivessem comido hoje um pouco do que
tomaram dos seus inimigos. A matana de filisteus no teria sido ainda
maior?"
31 Naquele dia, depois de derrotarem os filisteus, desde Micms at
Aijalom, os israelitas estavam completamente exaustos.
32 Eles ento se
lanaram sobre os despojos e pegaram ovelhas, bois e bezerros, e
mataram-nos ali mesmo e comeram a carne com o sangue.
33 E algum disse
a Saul: "Veja, os soldados esto pecando contra o Senhor , comendo
carne com sangue".
Ele disse: "Vocs foram infiis. Rolem uma grande pedra at aqui.
34 Saiam entre os soldados e digam-lhes: Cada um traga a mim seu boi ou sua
ovelha, abatam-nos e comam a carne aqui. No pequem contra o Senhor
comendo carne com sangue".
Assim, cada um levou seu boi naquela noite e ali o abateu.
35 Ento,
Saul edificou um altar para o Senhor ; foi a primeira vez que fez isso.
36 Saul disse ainda: "Desamos atrs dos filisteus  noite; vamos
saque-los at o amanhecer, e no deixemos vivo nem um s deles".
Eles responderam: "Faze o que achares melhor".
O sacerdote, porm, disse: "Consultemos aqui a Deus".
37 Ento Saul perguntou a Deus: "Devo perseguir os filisteus? Tu os
entregars nas mos de Israel?" Mas naquele dia Deus no lhe
respondeu.
38 Disse ento Saul: "Venham c, todos vocs que so lderes do
exrcito, e descubramos que pecado foi cometido hoje.
39 Juro pelo nome
do Senhor , o libertador de Israel; mesmo que seja meu filho Jnatas,
ele morrer". Mas ningum disse uma s palavra.
40 A seguir disse Saul a todos os israelitas: "Fiquem vocs de um
lado; eu e meu filho Jnatas ficaremos do outro".
E eles responderam: "Faze o que achares melhor".
41 E Saul orou ao Senhor , ao Deus de Israel: "D-me a resposta
certa" [g] . A sorte caiu em Jnatas e Saul, e os soldados
saram livres.
42 Saul disse: "Lancem sortes entre mim e meu filho
Jnatas". E Jnatas foi indicado.
43 Ento Saul disse a Jnatas: "Diga-me o que voc fez".
E Jnatas lhe contou: "Eu provei um pouco de mel com a ponta de minha
vara. Estou pronto para morrer".
44 Saul disse: "Que Deus me castigue com todo rigor, caso voc no
morra, Jnatas!"
45 Os soldados, porm, disseram a Saul: "Ser que Jnatas, que trouxe
esta grande libertao para Israel, deve morrer? Nunca! Juramos pelo
nome do Senhor : Nem um s cabelo de sua cabea cair ao cho, pois o
que ele fez hoje foi com o auxlio de Deus". Ento os homens
resgataram Jnatas, e ele no foi morto.
46 E Saul parou de perseguir os filisteus, e eles voltaram para a sua
prpria terra.
47 Quando Saul assumiu o reinado sobre Israel, lutou contra os seus
inimigos em redor: moabitas, amonitas, edomitas, os reis [h] de
Zob e os filisteus. Para qualquer lado que fosse, infligia-lhes castigo
[i] .
48 Lutou corajosamente e derrotou os amalequitas,
libertando Israel das mos daqueles que os saqueavam.
A Famlia de Saul
49 Os filhos de Saul foram Jnatas, Isvi e Malquisua. O nome de sua
filha mais velha era Merabe, e o da mais nova era Mical.
50 Sua mulher
chamava-se Aino e era filha de Aimas. O nome do comandante do exrcito
de Saul era Abner, filho de Ner, tio de Saul.
51 Quis, pai de Saul, e
Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel.
52 Houve guerra acirrada contra os filisteus durante todo o reinado de
Saul. Por isso, sempre que Saul conhecia um homem forte e corajoso,
alistava-o no seu exrcito.
Notas de rodap:
[a] 14.14 Isto , a terra arada por um jugo de bois num dia.
[b] 14.15 Ou um pnico de Deus
[c] 14.18 A Septuaginta diz "Traga o colete sacerdotal". Naquele
tempo ele usava o colete sacerdotal diante dos israelitas.
[d] 14.19 Hebraico: "Retire a sua mo".
[e] 14.27 Ou suas foras se renovaram
[f] 14.29 Ou como minhas foras se renovaram
[g] 14.41 A Septuaginta diz "Por que no respondeste a teu servo
hoje? Se a falta est em mim ou no meu filho Jnatas, responde pelo
Urim, mas, se os homens de Israel pecaram, responde pelo Tumim".
[h] 14.47 Os manuscritos do mar Morto e a Septuaginta dizem o rei.
[i] 14.47 A Septuaginta diz era vitorioso.

I SAMUEL-CAPITULO-15
O Senhor Rejeita Saul como Rei
1 Samuel disse a Saul: "Eu sou aquele a quem o Senhor enviou para
ungi-lo como rei de Israel, o povo dele; por isso escute agora a
mensagem do Senhor .
2 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: ``Castigarei
os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-o quando saa do
Egito.
3 Agora vo, ataquem os amalequitas e consagrem ao Senhor para
destruio tudo o que lhes pertence. No os poupem; matem homens,
mulheres, crianas, recm-nascidos, bois, ovelhas, camelos e
jumentos''".
4 Ento convocou Saul os homens e os reuniu em Telaim: duzentos mil
soldados de infantaria e dez mil homens de Jud.
5 Saul foi  cidade de
Amaleque e armou uma emboscada no vale.
6 Depois disse aos queneus:
"Retirem-se, saiam do meio dos amalequitas para que eu no os destrua
junto com eles; pois vocs foram bondosos com os israelitas, quando eles
estavam vindo do Egito". Ento os queneus saram do meio dos
amalequitas.
7 E Saul atacou os amalequitas por todo o caminho, desde Havil at
Sur, a leste do Egito.
8 Capturou vivo Agague, rei dos amalequitas, e
exterminou o seu povo.
9 Mas Saul e o exrcito pouparam Agague e o
melhor das ovelhas e dos bois, os bezerros gordos e os cordeiros.
Pouparam tudo o que era bom, mas tudo o que era desprezvel e intil
destruram por completo.
10 Ento o Senhor falou a Samuel:
11 "Arrependo-me de ter posto Saul
como rei, pois ele me abandonou e no seguiu as minhas instrues".
Samuel ficou irado e clamou ao Senhor toda aquela noite.
12 De madrugada Samuel foi ao encontro de Saul, mas lhe disseram:
"Saul foi para o Carmelo, onde ergueu um monumento em sua prpria
honra e depois foi para Gilgal".
13 Quando Samuel o encontrou, Saul disse: "O Senhor te abenoe! Eu
segui as instrues do Senhor ".
14 Samuel, porm, perguntou: "Ento que balido de ovelhas  esse que
ouo com meus prprios ouvidos? Que mugido de bois  esse que estou
ouvindo?"
15 Respondeu Saul: "Os soldados os trouxeram dos amalequitas; eles
pouparam o melhor das ovelhas e dos bois para sacrificarem ao Senhor , o
teu Deus, mas destrumos totalmente o restante".
16 Samuel disse a Saul: "Fique quieto! Eu lhe direi o que o Senhor me
falou esta noite".
Respondeu Saul: "Dize-me".
17 E Samuel disse: "Embora pequeno aos seus prprios olhos, voc no
se tornou o lder das tribos de Israel? O Senhor o ungiu como rei sobre
Israel
18 e o enviou numa misso, ordenando: ``V e destrua
completamente aquele povo mpio, os amalequitas; guerreie contra eles
at que os tenha eliminado''.
19 Por que voc no obedeceu ao Senhor ?
Por que se lanou sobre os despojos e fez o que o Senhor reprova?"
20 Disse Saul: "Mas eu obedeci ao Senhor ! Cumpri a misso que o
Senhor me designou. Trouxe Agague, o rei dos amalequitas, mas exterminei
os amalequitas.
21 Os soldados tomaram ovelhas e bois do despojo, o
melhor do que estava consagrado a Deus para destruio, a fim de os
sacrificarem ao Senhor seu Deus, em Gilgal".
22 Samuel, porm, respondeu:
"Acaso tem o Senhor tanto prazer
em holocaustos e em sacrifcios
quanto em que se obedea
 sua palavra?
A obedincia  melhor
do que o sacrifcio,
e a submisso  melhor
do que a gordura de carneiros.
23 Pois a rebeldia
 como o pecado da feitiaria,
e a arrogncia como o mal da idolatria.
Assim como voc rejeitou
a palavra do Senhor ,
ele o rejeitou como rei".
24 "Pequei", disse Saul. "Violei a ordem do Senhor e as
instrues que tu me deste. Tive medo dos soldados e os atendi.
25 Agora eu te imploro, perdoa o meu pecado e volta comigo, para que eu
adore o Senhor ."
26 Samuel, contudo, lhe disse: "No voltarei com voc. Voc rejeitou
a palavra do Senhor , e o Senhor o rejeitou como rei de Israel!"
27 Quando Samuel se virou para sair, Saul agarrou-se  barra do manto
dele, e o manto se rasgou.
28 E Samuel lhe disse: "O Senhor rasgou de
voc, hoje, o reino de Israel, e o entregou a algum que  melhor que
voc.
29 Aquele que  a Glria de Israel no mente nem se arrepende,
pois no  homem para se arrepender".
30 Saul repetiu: "Pequei. Agora, honra-me perante as autoridades do
meu povo e perante Israel; volta comigo, para que eu possa adorar o
Senhor , o teu Deus".
31 E assim Samuel voltou com ele, e Saul adorou
o Senhor .
32 Ento Samuel disse: "Traga-me Agague, o rei dos amalequitas".
Agague veio confiante, pensando [a] : "Com certeza j passou a
amargura da morte".
33 Samuel, porm, disse:
"Assim como a sua espada
deixou mulheres sem filhos,
tambm sua me, entre as mulheres,
ficar sem o seu filho".
E Samuel despedaou Agague perante o Senhor , em Gilgal.
34 Ento Samuel partiu para Ram, e Saul foi para a sua casa, em Gibe
de Saul.
35 Nunca mais Samuel viu Saul, at o dia de sua morte, embora
se entristecesse por causa dele porque o Senhor arrependeu-se de ter
estabelecido Saul como rei de Israel.
Notas de rodap:
[a] 15.32 Ou veio tremendo, mas ao mesmo tempo pensava

I SAMUEL-CAPITULO-16
Samuel Unge Davi
1 O Senhor disse a Samuel: "At quando voc ir se entristecer por
causa de Saul? Eu o rejeitei como rei de Israel. Encha um chifre com
leo e v a Belm; eu o enviarei a Jess. Escolhi um de seus filhos para
faz-lo rei".
2 Samuel, porm, disse: "Como poderei ir? Saul saber disto e me
matar".
O Senhor disse: "Leve um novilho com voc e diga que foi sacrificar ao
Senhor .
3 Convide Jess para o sacrifcio, e eu lhe mostrarei o que
fazer. Voc ir ungir para mim aquele que eu indicar".
4 Samuel fez o que o Senhor disse. Quando chegou a Belm, as
autoridades da cidade foram encontrar-se com ele, tremendo de medo, e
perguntaram: "Vens em paz?"
5 Respondeu Samuel: "Sim, venho em paz; vim sacrificar ao Senhor .
Consagrem-se e venham ao sacrifcio comigo". Ento ele consagrou Jess
e os filhos dele e os convidou para o sacrifcio.
6 Quando chegaram, Samuel viu Eliabe e pensou: "Com certeza  este
que o Senhor quer ungir".
7 O Senhor , contudo, disse a Samuel: "No considere sua aparncia
nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor no v como o homem: o
homem v a aparncia, mas o Senhor v o corao".
8 Ento Jess chamou Abinadabe e o levou a Samuel. Ele, porm, disse:
"O Senhor tambm no escolheu este".
9 Em seguida Jess levou Sam
a Samuel, mas este disse: "Tambm no foi este que o Senhor
escolheu".
10 Jess levou a Samuel sete de seus filhos, mas Samuel
lhe disse: "O Senhor no escolheu nenhum destes".
11 Ento
perguntou a Jess: "Estes so todos os filhos que voc tem?"
Jess respondeu: "Ainda tenho o caula, mas ele est cuidando das
ovelhas".
Samuel disse: "Traga-o aqui; no nos sentaremos para comer enquanto
ele no chegar".
12 Jess mandou cham-lo e ele veio. Ele era ruivo [a] , de
belos olhos e boa aparncia.
Ento o Senhor disse a Samuel: " este! Levante-se e unja-o".
13 Samuel apanhou o chifre cheio de leo e o ungiu na presena de seus
irmos, e, a partir daquele dia, o Esprito do Senhor apoderou-se de
Davi. E Samuel voltou para Ram.
Davi a Servio de Saul
14 O Esprito do Senhor se retirou de Saul, e um esprito maligno,
vindo da parte do Senhor , o atormentava.
15 Os oficiais de Saul lhe disseram: "H um esprito maligno [b]
, mandado por Deus, te atormentando.
16 Que o nosso soberano mande
estes seus servos procurar um homem que saiba tocar harpa. Quando o
esprito maligno, vindo da parte de Deus, se apoderar de ti, o homem
tocar harpa e tu te sentirs melhor".
17 E Saul respondeu aos que o serviam: "Encontrem algum que toque
bem e tragam-no at aqui".
18 Um dos oficiais respondeu: "Conheo um filho de Jess, de Belm,
que sabe tocar harpa.  um guerreiro valente, sabe falar bem, tem boa
aparncia e o Senhor est com ele".
19 Ento Saul mandou mensageiros a Jess com a seguinte mensagem:
"Envie-me seu filho Davi, que cuida das ovelhas".
20 Jess apanhou
um jumento e o carregou de pes, uma vasilha de couro cheia de vinho e
um cabrito e os enviou a Saul por meio de Davi, seu filho.
21 Davi apresentou-se a Saul e passou a trabalhar para ele. Saul gostou
muito dele, e Davi tornou-se seu escudeiro.
22 Ento Saul enviou a
seguinte mensagem a Jess: "Deixe que Davi continue trabalhando para
mim, pois estou satisfeito com ele".
23 Sempre que o esprito mandado por Deus se apoderava de Saul, Davi
apanhava sua harpa e tocava. Ento Saul sentia alvio e melhorava, e o
esprito maligno o deixava.
Notas de rodap:
[a] 16.12 Ou moreno
[b] 16.15 Ou arruinador

I SAMUEL-CAPITULO-17
Davi e Golias
1 Os filisteus juntaram suas foras para a guerra e se reuniram em
Soc, de Jud. E acamparam em Efes-Damim, entre Soc e Azeca.
2 Saul e
os israelitas reuniram-se e acamparam no vale de El, posicionando-se em
linha de batalha para enfrentar os filisteus.
3 Os filisteus ocuparam
uma colina e os israelitas outra, estando o vale entre eles.
4 Um guerreiro chamado Golias, que era de Gate, veio do acampamento
filisteu. Tinha dois metros e noventa centmetros [a] de altura.
5 Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraa de escamas de
bronze que pesava sessenta quilos [b] ;
6 nas pernas usava
caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas.
7 A haste de sua lana era parecida com uma lanadeira de tecelo, e sua
ponta de ferro pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia 
frente dele.
8 Golias parou e gritou s tropas de Israel: "Por que vocs esto se
posicionando para a batalha? No sou eu um filisteu, e vocs os servos
de Saul? Escolham um homem para lutar comigo.
9 Se ele puder lutar e
vencer-me, ns seremos seus escravos; todavia, se eu o vencer e o puser
fora de combate, vocs sero nossos escravos e nos serviro".
10 E
acrescentou: "Eu desafio hoje as tropas de Israel! Mandem-me um homem
para lutar sozinho comigo".
11 Ao ouvirem as palavras do filisteu,
Saul e todos os israelitas ficaram atnitos e apavorados.
12 Davi era filho de Jess, o efrateu de Belm de Jud. Jess tinha
oito filhos e j era idoso na poca de Saul.
13 Os trs filhos mais
velhos de Jess tinham ido para a guerra com Saul: Eliabe, o mais velho,
Abinadabe, o segundo, e Sam, o terceiro.
14 Davi era o caula. Os trs
mais velhos seguiram Saul,
15 mas Davi ia ao acampamento de Saul e
voltava para apascentar as ovelhas de seu pai, em Belm.
16 Durante quarenta dias o filisteu aproximou-se, de manh e de tarde,
e tomou posio.
17 Nessa ocasio Jess disse a seu filho Davi: "Pegue uma arroba
[c] de gros tostados e dez pes e leve-os depressa a seus irmos
no acampamento.
18 Leve tambm estes dez queijos ao comandante da
unidade [d] deles. Veja como esto seus irmos e traga-me alguma
garantia [e] de que esto bem.
19 Eles esto com Saul e com
todos os homens de Israel no vale de El, lutando contra os
filisteus".
20 Levantando-se de madrugada, Davi deixou o rebanho com outro pastor,
pegou a carga e partiu, conforme Jess lhe havia ordenado. Chegou ao
acampamento na hora em que, com o grito de batalha, o exrcito estava
saindo para suas posies de combate.
21 Israel e os filisteus estavam
se posicionando em linha de batalha, frente a frente.
22 Davi deixou o
que havia trazido com o responsvel pelos suprimentos e correu para a
linha de batalha para saber como estavam seus irmos.
23 Enquanto
conversava com eles, Golias, o guerreiro filisteu de Gate, avanou e
lanou seu desafio habitual; e Davi o ouviu.
24 Quando os israelitas
viram o homem, todos fugiram cheios de medo.
25 Os israelitas diziam entre si: "Vocs viram aquele homem? Ele veio
desafiar Israel. O rei dar grandes riquezas a quem o vencer. Tambm lhe
dar sua filha em casamento e isentar de impostos em Israel a famlia
de seu pai".
26 Davi perguntou aos soldados que estavam ao seu lado: "O que
receber o homem que matar esse filisteu e salvar a honra de Israel?
Quem  esse filisteu incircunciso para desafiar os exrcitos do Deus
vivo?"
27 Repetiram a Davi o que haviam comentado e lhe disseram: " isso
que receber o homem que mat-lo".
28 Quando Eliabe, o irmo mais velho, ouviu Davi falando com os
soldados, ficou muito irritado com ele e perguntou: "Por que voc veio
at aqui? Com quem deixou aquelas poucas ovelhas no deserto? Sei que
voc  presunoso e que o seu corao  mau; voc veio s para ver a
batalha".
29 E disse Davi: "O que fiz agora? Ser que no posso nem mesmo
conversar?"
30 Ele ento se virou para outro e perguntou a mesma
coisa, e os homens responderam-lhe como antes.
31 As palavras de Davi chegaram aos ouvidos de Saul, que o mandou
chamar.
32 Davi disse a Saul: "Ningum deve ficar com o corao abatido por
causa desse filisteu; teu servo ir e lutar com ele".
33 Respondeu Saul: "Voc no tem condies de lutar contra esse
filisteu; voc  apenas um rapaz, e ele  um guerreiro desde a
mocidade".
34 Davi, entretanto, disse a Saul: "Teu servo toma conta das ovelhas
de seu pai. Quando aparece um leo ou um urso e leva uma ovelha do
rebanho,
35 eu vou atrs dele, dou-lhe golpes e livro a ovelha de sua
boca. Quando se vira contra mim, eu o pego pela juba e lhe dou golpes
at mat-lo.
36 Teu servo pde matar um leo e um urso; esse filisteu
incircunciso ser como um deles, pois desafiou os exrcitos do Deus
vivo.
37 O Senhor que me livrou das garras do leo e das garras do urso
me livrar das mos desse filisteu".
Diante disso Saul disse a Davi: "V, e que o Senhor esteja com
voc".
38 Saul vestiu Davi com sua prpria tnica, colocou-lhe uma armadura e
lhe ps um capacete de bronze na cabea.
39 Davi prendeu sua espada
sobre a tnica e tentou andar, pois no estava acostumado com aquilo.
E disse a Saul: "No consigo andar com isto, pois no estou
acostumado". Ento tirou tudo aquilo
40 e em seguida pegou seu
cajado, escolheu no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto
, no seu alforje de pastor, e, com sua atiradeira na mo, aproximou-se
do filisteu.
41 Enquanto isso, o filisteu, com seu escudeiro  frente, vinha se
aproximando de Davi.
42 Olhou para Davi com desprezo, viu que era s um
rapaz, ruivo [f] e de boa aparncia, e fez pouco caso dele.
43 Disse ele a Davi: "Por acaso sou um co, para que voc venha contra
mim com pedaos de pau?" E o filisteu amaldioou Davi, invocando seus
deuses,
44 e disse: "Venha aqui, e darei sua carne s aves do cu e
aos animais do campo!"
45 Davi, porm, disse ao filisteu: "Voc vem contra mim com espada,
com lana e com dardos, mas eu vou contra voc em nome do Senhor dos
Exrcitos, o Deus dos exrcitos de Israel, a quem voc desafiou.
46 Hoje mesmo o Senhor o entregar nas minhas mos, eu o matarei e cortarei
a sua cabea. Hoje mesmo darei os cadveres do exrcito filisteu s aves
do cu e aos animais selvagens, e toda a terra saber que h Deus em
Israel.
47 Todos os que esto aqui sabero que no  por espada ou por
lana que o Senhor concede vitria; pois a batalha  do Senhor , e ele
entregar todos vocs em nossas mos".
48 Quando o filisteu comeou a vir na direo de Davi, este correu para
a linha de batalha para enfrent-lo.
49 Tirando uma pedra de seu
alforje, arremessou-a com a atiradeira e atingiu o filisteu na testa, de
tal modo que ela ficou encravada, e ele caiu, dando com o rosto no cho.
50 Assim Davi venceu o filisteu com uma atiradeira e uma pedra; sem
espada na mo, derrubou o filisteu e o matou.
51 Davi correu, ps os ps sobre ele, e, desembainhando a espada do
filisteu, acabou de mat-lo, cortando-lhe a cabea com ela.
Quando os filisteus viram que o seu guerreiro estava morto, recuaram e
fugiram.
52 Ento os homens de Israel e de Jud deram o grito de guerra
e perseguiram os filisteus at a entrada de Gate [g] , e at as
portas de Ecrom. Cadveres de filisteus ficaram espalhados ao longo da
estrada de Saaraim at Gate e Ecrom.
53 Quando os israelitas voltaram
da perseguio aos filisteus, levaram tudo o que havia no acampamento
deles.
54 Davi pegou a cabea do filisteu, levou-a para Jerusalm e
guardou as armas do filisteu em sua prpria tenda.
55 Quando Saul viu Davi avanando para enfrentar o filisteu, perguntou
a Abner, o comandante do exrcito: "Abner, quem  o pai daquele
rapaz?"
Abner respondeu: "Juro por tua vida,  rei, que eu no sei".
56 E o rei ordenou-lhe: "Descubra quem  o pai dele".
57 Logo que Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, Abner levou-o
perante Saul. Davi ainda segurava a cabea de Golias.
58 E Saul lhe perguntou: "De quem voc  filho, meu jovem?"
Respondeu Davi: "Sou filho de teu servo Jess, de Belm".
Notas de rodap:
[a] 17.4 Hebraico: tinha 6 cvados e 1 palmo . O cvado era uma medida
linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 17.5 Hebraico: 5.000 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[c] 17.17 Hebraico: 1 efa . O efa era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[d] 17.18 Hebraico: dos mil .
[e] 17.18 Ou algum sinal
[f] 17.42 Ou moreno
[g] 17.52 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz at um vale.

I SAMUEL-CAPITULO-18
A Inveja de Saul
1 Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu to grande amizade
entre Jnatas e Davi que Jnatas tornou-se o seu melhor amigo.
2 Daquele dia em diante, Saul manteve Davi consigo e no o deixou voltar 
casa de seu pai.
3 E Jnatas fez um acordo de amizade com Davi, pois se
tornara o seu melhor amigo.
4 Jnatas tirou o manto que estava vestindo
e o deu a Davi, com sua tnica, e at sua espada, seu arco e seu
cinturo.
5 Tudo o que Saul lhe ordenava fazer, Davi fazia com tanta habilidade
[a] que Saul lhe deu um posto elevado no exrcito. Isso agradou a
todo o povo, bem como aos conselheiros de Saul.
6 Quando os soldados voltavam para casa, depois que Davi matou o
filisteu, as mulheres saram de todas as cidades de Israel ao encontro
do rei Saul com cnticos e danas, com tamborins, com msicas alegres e
instrumentos de trs cordas.
7 As mulheres danavam e cantavam:
"Saul matou milhares,
e Davi, dezenas de milhares".
8 Saul ficou muito irritado com esse refro e, aborrecido, disse:
"Atriburam a Davi dezenas de milhares, mas a mim apenas milhares. O
que mais lhe falta seno o reino?"
9 Da em diante Saul olhava com
inveja para Davi.
10 No dia seguinte, um esprito maligno [b] mandado por Deus
apoderou-se de Saul e ele entrou em transe [c] em sua casa,
enquanto Davi tocava harpa, como costumava fazer. Saul estava com uma
lana na mo
11 e a atirou, dizendo: "Encravarei Davi na parede".
Mas Davi desviou-se duas vezes.
12 Saul tinha medo de Davi porque o Senhor o havia abandonado e agora
estava com Davi.
13 Ento afastou Davi de sua presena e deu-lhe o
comando de uma tropa de mil soldados, que Davi conduzia em suas
campanhas.
14 Ele tinha xito [d] em tudo o que fazia, pois o
Senhor estava com ele.
15 Vendo isso, Saul teve muito medo dele.
16 Todo o Israel e todo o Jud, porm, gostavam de Davi, pois ele os
conduzia em suas batalhas.
17 Saul disse a Davi: "Aqui est a minha filha mais velha, Merabe. Eu
a darei em casamento a voc; apenas sirva-me com bravura e lute as
batalhas do Senhor ". Pois Saul pensou: "No o matarei. Deixo isso
para os filisteus!"
18 Mas Davi disse a Saul: "Quem sou eu, e o que  minha famlia ou o
cl de meu pai em Israel, para que eu me torne genro do rei?"
19 Por
isso, [e] quando chegou a poca de Merabe, a filha de Saul, ser
dada em casamento a Davi, ela foi dada a Adriel, de Meol.
20 Mical, a outra filha de Saul, gostava de Davi. Quando disseram isso
a Saul, ele ficou contente e pensou:
21 "Eu a darei a ele, para que
lhe sirva de armadilha, fazendo-o cair nas mos dos filisteus". Ento
Saul disse a Davi: "Hoje voc tem uma segunda oportunidade de
tornar-se meu genro".
22 Ento Saul ordenou aos seus conselheiros que falassem em particular
com Davi, dizendo: "O rei est satisfeito com voc, e todos os seus
conselheiros o estimam. Torne-se, agora, seu genro".
23 Quando falaram com Davi, ele disse: "Vocs acham que tornar-se
genro do rei  fcil? Sou homem pobre e sem recursos".
24 Quando os conselheiros de Saul lhe contaram o que Davi tinha dito,
25 Saul ordenou que dissessem a Davi: "O rei no quer outro preo
pela noiva alm de cem prepcios de filisteus, para vingar-se de seus
inimigos". O plano de Saul era que Davi fosse morto pelos filisteus.
26 Quando os conselheiros falaram novamente com Davi, ele gostou da
idia de tornar-se genro do rei. Por isso, antes de terminar o prazo
estipulado,
27 Davi e seus soldados saram e mataram duzentos
filisteus. Ele trouxe os prepcios e apresentou-os ao rei para que se
tornasse seu genro. Ento Saul lhe deu em casamento sua filha Mical.
28 Quando Saul viu claramente que o Senhor estava com Davi e que sua
filha Mical o amava,
29 temeu-o ainda mais e continuou seu inimigo pelo
resto de sua vida.
30 Os comandantes filisteus continuaram saindo para a batalha, e, todas
as vezes que o faziam, Davi tinha mais habilidade do que os outros
oficiais de Saul, e assim tornou-se ainda mais famoso.
Notas de rodap:
[a] 18.5 Ou sabedoria ; tambm nos versculos 15 e 30.
[b] 18.10 Ou arruinador
[c] 18.10 Ou e ele profetizou ; tambm em 19.20,21 e 23. Veja 10.6.
[d] 18.14 Ou Ele era muito sbio
[e] 18.19 Ou Todavia ,

I SAMUEL-CAPITULO-19
Saul Procura Matar Davi
1 Saul falou a seu filho Jnatas e a todos os seus conselheiros sobre
a sua inteno de matar Davi. Jnatas, porm, gostava muito de Davi
2 e
o alertou: "Meu pai est procurando uma oportunidade para mat-lo.
Tenha cuidado amanh cedo. V para um esconderijo e fique por l.
3 Sairei e ficarei com meu pai no campo onde voc estiver. Falarei a ele
sobre voc e, depois, contarei a voc o que eu descobrir".
4 Jnatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: "Que o rei
no faa mal a seu servo Davi; ele no lhe fez mal nenhum. Ao contrrio,
o que ele fez trouxe grandes benefcios ao rei.
5 Ele arriscou a vida
quando matou o filisteu. O Senhor trouxe grande vitria para todo o
Israel; tu mesmo viste tudo e ficaste contente. Por que, ento, farias
mal a um inocente como Davi, matando-o sem motivo?"
6 Saul atendeu a Jnatas e fez este juramento: "Juro pelo nome do
Senhor que Davi no ser morto".
7 Ento Jnatas chamou Davi e lhe contou a conversa toda. Levou-o at
Saul, e Davi voltou a servir a Saul como anteriormente.
8 E houve guerra outra vez, e Davi foi lutar contra os filisteus. Ele
lhes imps uma grande derrota, e eles fugiram dele.
9 Mas um esprito maligno [a] mandado pelo Senhor apoderou-se de
Saul quando ele estava sentado em sua casa, com sua lana na mo.
Enquanto Davi estava tocando harpa,
10 Saul tentou encrav-lo na parede
com sua lana, mas Davi desviou-se e a lana encravou na parede. E Davi
conseguiu escapar. Naquela mesma noite,
11 Saul enviou alguns homens 
casa de Davi para vigi-lo e mat-lo de manh; mas Mical, a mulher de
Davi, o alertou: "Se voc no fugir esta noite para salvar sua vida,
amanh estar morto".
12 Ento Mical fez Davi descer por uma janela,
e ele fugiu.
13 Depois Mical pegou um dolo do cl e o deitou na cama,
ps uma almofada de plos de cabra na cabeceira e o cobriu com um manto.
14 Quando chegaram os homens que Saul tinha enviado para prenderem
Davi, Mical disse: "Ele est doente".
15 Ento Saul enviou os homens de volta para verem Davi, dizendo:
"Tragam-no at aqui em sua cama para que eu o mate".
16 Quando,
porm, os homens entraram, o dolo do cl estava na cama, e na cabeceira
havia uma almofada de plos de cabra.
17 Saul disse a Mical: "Por que voc me enganou desse modo e deixou
que o meu inimigo escapasse?"
Ela lhe respondeu: "Ele me disse que o deixasse fugir, se no me
mataria."
18 Depois que fugiu, Davi foi falar com Samuel em Ram e lhe contou
tudo o que Saul lhe havia feito. Ento ele e Samuel foram a Naiote e
ficaram l.
19 E Saul foi informado: "Davi est em Naiote, em
Ram", disseram-lhe.
20 Ento Saul enviou alguns homens para
captur-lo. Todavia, quando viram um grupo de profetas profetizando,
dirigidos por Samuel, o Esprito de Deus apoderou-se dos mensageiros de
Saul, e eles tambm entraram em transe.
21 Contaram isso a Saul, e ele
enviou mais mensageiros, e estes tambm entraram em transe. Depois
mandou um terceiro grupo e eles tambm entraram em transe.
22 Finalmente, ele mesmo foi para Ram. Chegando  grande cisterna do lugar
chamado Seco, perguntou onde estavam Samuel e Davi. E lhe responderam:
"Em Naiote de Ram".
23 Ento Saul foi para l. Entretanto, o Esprito de Deus apoderou-se
dele, e ele foi andando pelo caminho em transe, at chegar a Naiote.
24 Despindo-se de suas roupas, tambm profetizou na presena de Samuel, e,
despido, ficou deitado todo aquele dia e toda aquela noite. Por isso, o
povo diz: "Est Saul tambm entre os profetas?"
Notas de rodap:
[a] 19.9 Ou arruinador

I SAMUEL-CAPITULO-20
A Amizade entre Davi e Jnatas
1 Depois Davi fugiu de Naiote, em Ram, foi falar com Jnatas e lhe
perguntou: "O que foi que eu fiz? Qual  o meu crime? Qual foi o
pecado que cometi contra seu pai para que ele queira tirar a minha
vida?"
2 "Nem pense nisso", respondeu Jnatas; "voc no ser morto! Meu
pai no far coisa alguma sem antes me avisar, seja importante ou no.
Por que ele iria esconder isso de mim? No  nada disso!"
3 Davi, contudo, fez um juramento e disse: "Seu pai sabe muito bem
que eu conto com a sua simpatia, e pensou: ``Jnatas no deve saber
disso para no se entristecer''. No entanto, eu juro pelo nome do
Senhor e por sua vida que estou a um passo da morte".
4 Jnatas disse a Davi: "Eu farei o que voc achar necessrio".
5 Ento disse Davi: "Amanh  a festa da lua nova, e devo jantar com
o rei; mas deixe que eu v esconder-me no campo at o final da tarde de
depois de amanh.
6 Se seu pai sentir minha falta, diga-lhe: Davi
insistiu comigo que lhe permitisse ir a Belm, sua cidade natal, por
causa do sacrifcio anual que est sendo feito l por todo o seu cl.
7 Se ele disser: ``Est bem'', ento seu servo estar seguro. Se ele,
porm, ficar muito irado, voc pode estar certo de que est decidido a
me fazer mal.
8 Mas seja leal a seu servo, porque fizemos um acordo
perante o Senhor . Se sou culpado, mate-me voc mesmo! Por que
entregar-me a seu pai?"
9 Disse Jnatas: "Nem pense nisso! Se eu tiver a menor suspeita de
que meu pai est decidido a mat-lo, certamente o avisarei!"
10 Davi perguntou: "Quem ir contar-me, se seu pai lhe responder
asperamente?"
11 Jnatas disse: "Venha, vamos ao campo". Eles foram,
12 e
Jnatas disse a Davi: "Pelo Senhor , o Deus de Israel, prometo que
sondarei meu pai, a esta hora, depois de amanh! Saberei se as suas
intenes so boas ou no para com voc, e mandarei avis-lo.
13 E, se
meu pai quiser fazer-lhe mal, que o Senhor me castigue com todo o rigor,
se eu no lhe informar disso e no deix-lo ir em segurana. O Senhor
esteja com voc assim como esteve com meu pai.
14 Se eu continuar vivo,
seja leal comigo, com a lealdade do Senhor ; mas se eu morrer,
15 jamais deixe de ser leal com a minha famlia, mesmo quando o Senhor
eliminar da face da terra todos os inimigos de Davi".
16 Assim Jnatas fez uma aliana com a famlia de Davi, dizendo: "Que
o Senhor chame os inimigos de Davi para prestarem contas".
17 E
Jnatas fez Davi reafirmar seu juramento de amizade, pois era seu amigo
leal.
18 Ento Jnatas disse a Davi: "Amanh  a festa da lua nova. Vo
sentir sua falta, pois sua cadeira estar vazia.
19 Depois de amanh,
v ao lugar onde voc se escondeu quando tudo isto comeou, e espere
junto  pedra de Ezel.
20 Atirarei trs flechas para o lado dela, como
se estivesse atirando num alvo,
21 e mandarei um menino procurar as
flechas. Se eu gritar para ele: As flechas esto mais para c, traga-as
aqui, voc poder vir, pois juro pelo nome do Senhor que voc estar
seguro; no haver perigo algum.
22 Mas, se eu gritar para ele: Olhe,
as flechas esto mais para l, v embora, pois o Senhor o manda ir.
23 Quanto ao nosso acordo, o Senhor  testemunha entre mim e voc para
sempre".
24 Ento Davi escondeu-se no campo. Quando chegou a festa da
lua nova, o rei sentou-se  mesa.
25 Ocupou o lugar de costume, junto 
parede, em frente de Jnatas, [a] e Abner sentou-se ao lado de
Saul, mas o lugar de Davi ficou vazio.
26 Saul no disse nada naquele
dia, pois pensou: "Algo deve ter acontecido a Davi, deixando-o
cerimonialmente impuro. Com certeza ele est impuro".
27 No dia
seguinte, o segundo dia da festa da lua nova, o lugar de Davi continuou
vazio. Ento Saul perguntou a seu filho Jnatas: "Por que o filho de
Jess no veio para a refeio, nem ontem nem hoje?"
28 Jnatas respondeu: "Davi me pediu, com insistncia, permisso para
ir a Belm,
29 dizendo: ``Deixe-me ir, pois nossa famlia oferecer um
sacrifcio na cidade, e meu irmo ordenou que eu estivesse l. Se conto
com a sua simpatia, deixe-me ir ver meus irmos''. Por isso ele no
veio  mesa do rei".
30 A ira de Saul se acendeu contra Jnatas, e ele lhe disse: "Filho
de uma mulher perversa e rebelde! Ser que eu no sei que voc tem
apoiado o filho de Jess para a sua prpria vergonha e para vergonha
daquela que o deu  luz?
31 Enquanto o filho de Jess viver, nem voc
nem seu reino sero estabelecidos. Agora mande cham-lo e traga-o a mim,
pois ele deve morrer!"
32 Jnatas perguntou a seu pai: "Por que ele deve morrer? O que ele
fez?"
33 Ento Saul atirou sua lana contra Jnatas para mat-lo. E
assim Jnatas viu que seu pai estava mesmo decidido a matar Davi.
34 Jnatas levantou-se da mesa muito irado; naquele segundo dia da
festa da lua nova ele no comeu, entristecido porque seu pai havia
humilhado Davi.
35 Pela manh, Jnatas saiu ao campo para o encontro combinado com
Davi. Levava consigo um menino
36 e lhe disse: "V correndo buscar as
flechas que eu atirar". O menino correu, e Jnatas atirou uma flecha
para alm dele.
37 Quando o menino chegou ao lugar onde a flecha havia
cado, Jnatas gritou: "A flecha no est mais para l?
38 Vamos!
Rpido! No pare!" O menino apanhou a flecha e voltou
39 sem saber de
nada, pois somente Jnatas e Davi sabiam do que tinham combinado.
40 Ento Jnatas deu suas armas ao menino e disse: "V, leve-as de volta
 cidade".
41 Depois que o menino foi embora, Davi saiu do lado sul da pedra e
inclinou-se trs vezes perante Jnatas, rosto em terra. Ento
despediram-se beijando um ao outro e chorando; Davi chorou ainda mais do
que Jnatas.
42 E ele disse a Davi: "V em paz, pois temos jurado um ao outro, em
nome do Senhor , quando dissemos: O Senhor para sempre  testemunha
entre ns e entre os nossos descendentes".
43 Ento Davi partiu, e
Jnatas voltou  cidade.
Notas de rodap:
[a] 20.25 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz parede.
Jnatas se levantou.

I SAMUEL-CAPITULO-21
Davi Vai para Nobe
1 Davi foi falar com o sacerdote Aimeleque, em Nobe. Aimeleque tremia
de medo quando se encontrou com ele, e perguntou: "Por que voc est
sozinho? Ningum veio com voc?"
2 Respondeu Davi: "O rei me encarregou de uma certa misso e me
disse: ``Ningum deve saber coisa alguma sobre sua misso e sobre as
suas instrues''. E eu ordenei aos meus soldados que se encontrassem
comigo num certo lugar.
3 Agora, ento, o que voc pode oferecer-me?
D-me cinco pes ou algo que tiver".
4 O sacerdote, contudo, respondeu a Davi: "No tenho po comum;
somente po consagrado; se os soldados no tiveram relaes com mulheres
recentemente, podem com-lo".
5 Davi respondeu: "Certamente que no, pois esse  o nosso costume
sempre que samos em campanha. No tocamos em mulher. Esses homens
mantm o corpo puro mesmo em misses comuns. Quanto mais hoje!"
6 Ento, o sacerdote lhe deu os pes consagrados, visto que no havia
outro alm do po da Presena, que era retirado de diante do Senhor e
substitudo por po quente no dia em que era tirado.
7 Aconteceu que um dos servos de Saul estava ali naquele dia, cumprindo
seus deveres diante do Senhor ; era o edomita Doegue, chefe dos pastores
de Saul.
8 Davi perguntou a Aimeleque: "Voc tem uma lana ou uma espada aqui?
No trouxe minha espada nem qualquer outra arma, pois o rei exigiu
urgncia".
9 O sacerdote respondeu: "A espada de Golias, o filisteu que voc
matou no vale de El, est enrolada num pano atrs do colete sacerdotal.
Se quiser, pegue-a; no h nenhuma outra espada".
Davi disse: "No h outra melhor; d-me essa espada".
Davi Foge para Gate
10 Naquele dia, Davi fugiu de Saul e foi procurar Aquis, rei de Gate.
11 Todavia os conselheiros de Aquis lhe disseram: "No  este Davi, o
rei da terra de Israel? No  aquele acerca de quem cantavam em suas
danas:
``Saul abateu seus milhares,
e Davi suas dezenas de milhares''?"
12 Davi levou a srio aquelas palavras e ficou com muito medo de Aquis,
rei de Gate.
13 Por isso, na presena deles fingiu que estava louco;
enquanto esteve com eles, agiu como um louco, riscando as portas da
cidade e deixando escorrer saliva pela barba.
14 Aquis disse a seus conselheiros: "Vejam este homem! Ele est
louco! Por que traz-lo aqui?
15 Ser que me faltam loucos para que
vocs o tragam para agir como doido na minha frente? O que ele veio
fazer no meu palcio?"

I SAMUEL-CAPITULO-22
Davi Refugia-se em Adulo e em Misp
1 Davi fugiu da cidade de Gate e foi para a caverna de Adulo. Quando
seus irmos e a famlia de seu pai souberam disso, foram at l para
encontr-lo.
2 Tambm juntaram-se a ele todos os que estavam em
dificuldades, os endividados e os descontentes; e ele se tornou o lder
deles. Havia cerca de quatrocentos homens com ele.
3 De l Davi foi para Misp, em Moabe, e disse ao rei de Moabe:
"Posso deixar meu pai e minha me virem para c e ficarem contigo at
que eu saiba o que Deus far comigo?"
4 E assim ele os deixou com o
rei de Moabe, e l eles ficaram enquanto Davi permaneceu na fortaleza.
5 Contudo, o profeta Gade disse a Davi: "No fique na fortaleza. V
para Jud". Ento Davi foi para a floresta de Herete.
Saul Mata os Sacerdotes de Nobe
6 Saul ficou sabendo que Davi e seus homens tinham sido descobertos.
Saul estava sentado, com a lana na mo, debaixo da tamargueira, na
colina de Gibe, com todos os seus oficiais ao redor,
7 e ele lhes
disse: "Ouam, homens de Benjamim! Ser que o filho de Jess dar a
todos vocs terras e vinhas? Ser que ele os far todos comandantes de
mil e comandantes de cem?
8  por isso que todos vocs tm conspirado
contra mim? Ningum me informa quando meu filho faz acordo com o filho
de Jess. Nenhum de vocs se preocupa comigo nem me avisa que meu filho
incitou meu servo a ficar  minha espreita, como ele est fazendo
hoje".
9 Entretanto, Doegue, o edomita, que estava com os oficiais de Saul,
disse: "Vi o filho de Jess chegar em Nobe e encontrar-se com
Aimeleque, filho de Aitube.
10 Aimeleque consultou o Senhor em favor
dele; tambm lhe deu provises e a espada de Golias, o filisteu".
11 Ento o rei mandou chamar o sacerdote Aimeleque, filho de Aitube, e
toda a famlia de seu pai, que eram os sacerdotes em Nobe, e todos foram
falar com o rei.
12 E Saul disse: "Oua agora, filho de Aitube".
Ele respondeu: "Sim, meu senhor".
13 Saul lhe disse: "Por que vocs conspiraram contra mim, voc e o
filho de Jess? Porque voc lhe deu comida e espada, e consultou a Deus
em favor dele, para que se rebelasse contra mim e me armasse cilada,
como ele est fazendo?"
14 Aimeleque respondeu ao rei: "Quem dentre todos os teus oficiais 
to leal quanto Davi, o genro do rei, capito de sua guarda pessoal e
altamente respeitado em sua casa?
15 Ser que foi essa a primeira vez
que consultei a Deus em favor dele? Certamente que no! Que o rei no
acuse a mim, seu servo, nem a qualquer um da famlia de meu pai, pois
seu servo nada sabe acerca do que est acontecendo".
16 O rei, porm, disse: "Com certeza voc ser morto, Aimeleque, voc
e toda a famlia de seu pai".
17 Em seguida o rei ordenou aos guardas que estavam ao seu lado:
"Matem os sacerdotes do Senhor , pois eles tambm apiam Davi. Sabiam
que ele estava fugindo, mas nada me informaram".
Contudo, os oficiais do rei recusaram erguer as mos para matar os
sacerdotes do Senhor .
18 Ento o rei ordenou a Doegue: "Mate os sacerdotes", e ele os
matou. E naquele dia, matou oitenta e cinco homens que vestiam tnica de
linho.
19 Alm disso, Saul mandou matar os habitantes de Nobe, a cidade
dos sacerdotes: homens, mulheres, crianas, recm-nascidos, bois,
jumentos e ovelhas.
20 Entretanto, Abiatar, filho de Aimeleque e neto de Aitube, escapou e
fugiu para juntar-se a Davi,
21 e lhe contou que Saul havia matado os
sacerdotes do Senhor .
22 Ento Davi disse a Abiatar: "Naquele dia,
quando o edomita Doegue estava ali, eu sabia que ele no deixaria de
levar a informao a Saul. Sou responsvel pela morte de toda a famlia
de seu pai.
23 Fique comigo, no tenha medo; o homem que est atrs de
sua vida tambm est atrs da minha. Mas voc estar a salvo comigo".

I SAMUEL-CAPITULO-23
Davi Liberta o Povo de Queila
1 Quando disseram a Davi que os filisteus estavam atacando a cidade de
Queila e saqueando as eiras,
2 ele perguntou ao Senhor : "Devo atacar
esses filisteus?"
O Senhor lhe respondeu: "V, ataque os filisteus e liberte Queila".
3 Os soldados de Davi, porm, lhe disseram: "Aqui em Jud estamos com
medo. Quanto mais, se formos a Queila lutar contra as tropas dos
filisteus!"
4 Davi consultou o Senhor novamente. "Levante-se", disse o Senhor ,
"v  cidade de Queila, pois estou entregando os filisteus em suas
mos."
5 Ento Davi e seus homens foram a Queila, combateram os
filisteus e se apoderaram de seus rebanhos, impondo-lhes grande derrota
e libertando o povo daquela cidade.
6 Ora, Abiatar, filho de Aimeleque,
tinha levado o colete sacerdotal quando fugiu para se juntar a Davi, em
Queila.
Saul Persegue Davi
7 Foi dito a Saul que Davi tinha ido a Queila, e ele disse: "Deus o
entregou nas minhas mos, pois Davi se aprisionou ao entrar numa cidade
com portas e trancas".
8 E Saul convocou todo o seu exrcito para a
batalha, para irem a Queila e cercarem Davi e os homens que o seguiam.
9 Quando Davi soube que Saul tramava atac-lo, disse a Abiatar:
"Traga o colete sacerdotal".
10 Ento orou: " Senhor , Deus de
Israel, este teu servo ouviu claramente que Saul planeja vir a Queila e
destruir a cidade por minha causa.
11 Ser que os cidados de Queila me
entregaro a ele? Saul vir de fato, conforme teu servo ouviu?  Senhor
, Deus de Israel, responde-me".
E o Senhor lhe disse: "Ele vir".
12 E Davi, novamente, perguntou: "Ser que os cidados de Queila
entregaro a mim e a meus soldados a Saul?"
E o Senhor respondeu: "Entregaro".
13 Ento Davi e seus soldados, que eram cerca de seiscentos, partiram
de Queila, e ficaram andando sem direo definida. Quando informaram a
Saul que Davi tinha fugido de Queila, ele interrompeu a marcha.
14 Davi permaneceu nas fortalezas do deserto e nas colinas do deserto
de Zife. Dia aps dia Saul o procurava, mas Deus no entregou Davi em
suas mos.
15 Quando Davi estava em Horesa, no deserto de Zife, soube que Saul
tinha sado para mat-lo.
16 E Jnatas, filho de Saul, foi falar com
ele, em Horesa, e o ajudou a encontrar foras em Deus.
17 "No tenha
medo", disse ele, "meu pai no por as mos em voc. Voc ser rei
de Israel, e eu lhe serei o segundo em comando. At meu pai sabe
disso."
18 Os dois fizeram um acordo perante o Senhor . Ento,
Jnatas foi para casa, mas Davi ficou em Horesa.
19 Alguns zifeus foram dizer a Saul, em Gibe: "Davi est se
escondendo entre ns nas fortalezas de Horesa, na colina de Haquil, ao
sul do deserto de Jesimom.
20 Agora,  rei, vai quando quiseres, e ns
seremos responsveis por entreg-lo em tuas mos".
21 Saul respondeu: "O Senhor os abenoe por terem compaixo de mim.
22 Vo e faam mais preparativos. Descubram aonde Davi geralmente vai e
quem o tem visto ali. Dizem que ele  muito astuto.
23 Descubram todos
os esconderijos dele e voltem aqui com informaes exatas [a] .
Ento irei com vocs; se ele estiver na regio, eu o procurarei entre
todos os cls de Jud".
24 E eles voltaram para Zife, antes de Saul. Davi e seus soldados
estavam no deserto de Maom, na Arab, ao sul do deserto de Jesimom.
25 Depois, Saul e seus soldados saram e comearam a busca, e, ao ser
informado, Davi desceu  rocha e permaneceu no deserto de Maom. Sabendo
disso, Saul foi para l em perseguio a Davi.
26 Saul ia por um lado da montanha, e, pelo outro, Davi e seus soldados
fugiam depressa para escapar de Saul. Quando Saul e suas tropas estavam
cercando Davi e seus soldados para captur-los,
27 um mensageiro veio
dizer a Saul: "Venha depressa! Os filisteus esto atacando Israel".
28 Ento Saul interrompeu a perseguio a Davi e foi enfrentar os
filisteus. Por isso chamam esse lugar Sel-Hamalecote [b] .
29 E
Davi saiu daquele lugar e foi viver nas fortalezas de En-Gedi.
Notas de rodap:
[a] 23.23 Ou a mim em Nacom
[b] 23.28 Sel-Hamalecote significa rocha da separao.

I SAMUEL-CAPITULO-24
Davi Poupa a Vida de Saul
1 Saul voltou da luta contra os filisteus e disseram-lhe que Davi
estava no deserto de En-Gedi.
2 Ento Saul tomou trs mil de seus
melhores soldados de todo o Israel e partiu  procura de Davi e seus
homens, perto dos rochedos dos Bodes Selvagens.
3 Ele foi aos currais de ovelhas que ficavam junto ao caminho; havia
ali uma caverna, e Saul entrou nela para fazer suas necessidades. Davi e
seus soldados estavam bem no fundo da caverna.
4 Eles disseram: "Este
 o dia sobre o qual o Senhor lhe falou: [a] ``Entregarei nas
suas mos o seu inimigo para que voc faa com ele o que quiser''".
Ento Davi foi com muito cuidado e cortou uma ponta do manto de Saul,
sem que este percebesse.
5 Mas Davi sentiu bater-lhe o corao de remorso por ter cortado uma
ponta do manto de Saul,
6 e ento disse a seus soldados: "Que o
Senhor me livre de fazer tal coisa a meu senhor, de erguer a mo contra
ele, pois  o ungido do Senhor ".
7 Com essas palavras Davi
repreendeu os soldados e no permitiu que atacassem Saul. E este saiu da
caverna e seguiu seu caminho.
8 Ento Davi saiu da caverna e gritou para Saul: " rei, meu
senhor!" Quando Saul olhou para trs, Davi inclinou-se, rosto em
terra,
9 e depois disse: "Por que o rei d ateno aos que dizem que
eu pretendo fazer-lhe mal?
10 Hoje o rei pode ver com seus prprios
olhos como o Senhor o entregou em minhas mos na caverna. Alguns
insistiram que eu o matasse, mas eu o poupei, pois disse: No erguerei a
mo contra meu senhor, pois ele  o ungido do Senhor .
11 Olha, meu
pai, olha para este pedao de teu manto em minha mo! Cortei a ponta de
teu manto, mas no te matei. Agora entende e reconhece que no sou
culpado de fazer-te mal ou de rebelar-me. No te fiz mal algum, embora
estejas  minha procura para tirar-me a vida.
12 O Senhor julgue entre
mim e ti. Vingue ele os males que tens feito contra mim, mas no
levantarei a mo contra ti.
13 Como diz o provrbio antigo: ``Dos
mpios vm coisas mpias''; por isso no levantarei a minha mo contra
ti.
14 "Contra quem saiu o rei de Israel? A quem est perseguindo? A um
co morto! A uma pulga!
15 O Senhor seja o juiz e nos julgue. Considere
ele minha causa e a sustente; que ele me julgue, livrando-me de tuas
mos".
16 Tendo Davi falado todas essas palavras, Saul perguntou: " voc,
meu filho Davi?" E chorou em alta voz.
17 "Voc  mais justo do que
eu", disse a Davi. "Voc me tratou bem, mas eu o tratei mal.
18 Voc acabou de mostrar o bem que me tem feito; o Senhor me entregou em
suas mos, mas voc no me matou.
19 Quando um homem encontra um
inimigo e o deixa ir sem fazer-lhe mal? O Senhor o recompense com o bem,
pelo modo como voc me tratou hoje.
20 Agora tenho certeza de que voc
ser rei e de que o reino de Israel ser firmado em suas mos.
21 Portanto, jure-me pelo Senhor que voc no eliminar meus descendentes
nem far meu nome desaparecer da famlia de meu pai".
22 Ento Davi fez seu juramento a Saul. E este voltou para casa, mas
Davi e seus soldados foram para a fortaleza.
Notas de rodap:
[a] 24.4 Ou "Hoje o Senhor est dizendo:

I SAMUEL-CAPITULO-25
A Morte de Samuel
1 Samuel morreu, e todo o Israel se reuniu e o pranteou; e o
sepultaram onde tinha vivido, em Ram.
Davi e Abigail
Depois Davi foi para o deserto de Maom [a] .
2 Certo homem de
Maom, que tinha seus bens na cidade de Carmelo, era muito rico. Possua
mil cabras e trs mil ovelhas, as quais estavam sendo tosquiadas em
Carmelo.
3 Seu nome era Nabal e o nome de sua mulher era Abigail,
mulher inteligente e bonita; mas seu marido, descendente de Calebe, era
rude e mau.
4 No deserto, Davi ficou sabendo que Nabal estava tosquiando as
ovelhas.
5 Por isso, enviou dez rapazes, dizendo-lhes: "Levem minha
mensagem a Nabal, em Carmelo, e cumprimentem-no em meu nome.
6 Digam-lhe: Longa vida para o senhor! Muita paz para o senhor e sua
famlia! E muita prosperidade para tudo o que  seu!
7 "Sei que voc est tosquiando suas ovelhas. Quando os seus pastores
estavam conosco, ns no os maltratamos, e durante todo o tempo em que
estiveram em Carmelo no se perdeu nada que fosse deles.
8 Pergunte a
eles, e eles lhe diro. Por isso, seja favorvel, pois estamos vindo em
poca de festa. Por favor, d a ns, seus servos, e a seu filho Davi o
que puder".
9 Os rapazes foram e deram a Nabal essa mensagem, em nome de Davi. E
ficaram esperando.
10 Nabal respondeu ento aos servos de Davi: "Quem  Davi? Quem 
esse filho de Jess? Hoje em dia muitos servos esto fugindo de seus
senhores.
11 Por que deveria eu pegar meu po e minha gua, e a carne
do gado que abati para meus tosquiadores, e d-los a homens que vm no
se sabe de onde?"
12 Ento, os mensageiros de Davi voltaram e lhe relataram cada uma
dessas palavras.
13 Davi ordenou a seus homens: "Ponham suas espadas
na cintura!" Assim eles fizeram e tambm Davi. Cerca de quatrocentos
homens acompanharam Davi, enquanto duzentos permaneceram com a bagagem.
14 Um dos servos disse a Abigail, mulher de Nabal: "Do deserto, Davi
enviou mensageiros para saudar o nosso senhor, mas ele os insultou.
15 No entanto, aqueles homens foram muito bons para conosco. No nos
maltrataram, e, durante todo o tempo em que estivemos com eles nos
campos, nada perdemos.
16 Dia e noite eles eram como um muro ao nosso
redor, durante todo o tempo em que estivemos com eles cuidando de nossas
ovelhas.
17 Agora, leve isso em considerao e veja o que a senhora
pode fazer, pois a destruio paira sobre o nosso senhor e sobre toda a
sua famlia. Ele  um homem to mau que ningum consegue conversar com
ele".
18 Imediatamente, Abigail pegou duzentos pes, duas vasilhas de couro
cheias de vinho, cinco ovelhas preparadas, cinco medidas [b] de
gros torrados, cem bolos de uvas passas e duzentos bolos de figos
prensados, e os carregou em jumentos.
19 E disse a seus servos:
"Vocs vo na frente; eu os seguirei". Ela, porm, nada disse a
Nabal, seu marido.
20 Enquanto ela ia montada num jumento, encoberta pela montanha, Davi e
seus soldados estavam descendo em sua direo, e ela os encontrou.
21 Davi tinha dito: "De nada adiantou proteger os bens daquele homem no
deserto, para que nada se perdesse. Ele me pagou o bem com o mal.
22 Que Deus castigue Davi [c] , e o faa com muita severidade, caso
at de manh eu deixe vivo um s do sexo masculino [d] de todos
os que pertencem a Nabal!"
23 Quando Abigail viu Davi, desceu depressa do jumento e prostrou-se
perante Davi, rosto em terra.
24 Ela caiu a seus ps e disse: "Meu
senhor, a culpa  toda minha. Por favor, permite que tua serva te fale;
ouve o que ela tem a dizer.
25 Meu senhor, no ds ateno quele homem
mau, Nabal. Ele  insensato, conforme o significado do seu nome; e a
insensatez o acompanha. Contudo, eu, tua serva, no vi os rapazes que
meu senhor enviou.
26 "Agora, meu senhor, juro pelo nome do Senhor e por tua vida que
foi o Senhor que te impediu de derramar sangue e de te vingares com tuas
prprias mos. Que teus inimigos e todos os que pretendem fazer-te mal
sejam castigados como Nabal.
27 E que este presente que esta tua serva
trouxe ao meu senhor seja dado aos homens que te seguem.
28 Esquece, eu
te suplico, a ofensa de tua serva, pois o Senhor certamente far um
reino duradouro para ti, que travas os combates do Senhor . E em toda a
tua vida, nenhuma culpa se ache em ti.
29 Mesmo que algum te persiga
para tirar-te a vida, a vida de meu senhor estar firmemente segura como
a dos que so protegidos pelo Senhor , o teu Deus. Mas a vida de teus
inimigos ser atirada para longe como por uma atiradeira.
30 Quando o
Senhor tiver feito a meu senhor todo o bem que prometeu e te tiver
nomeado lder sobre Israel,
31 meu senhor no ter no corao o peso de
ter derramado sangue desnecessariamente, nem de ter feito justia com
tuas prprias mos. E, quando o Senhor tiver abenoado a ti, lembra-te
de tua serva".
32 Davi disse a Abigail: "Bendito seja o Senhor , o Deus de Israel,
que hoje a enviou ao meu encontro.
33 Seja voc abenoada pelo seu bom
senso e por evitar que eu hoje derrame sangue e me vingue com minhas
prprias mos.
34 De outro modo, juro pelo nome do Senhor , o Deus de
Israel, que evitou que eu lhe fizesse mal, que, se voc no tivesse
vindo depressa encontrar-me, nem um s do sexo masculino pertencente a
Nabal teria sido deixado vivo ao romper do dia".
35 Ento Davi aceitou o que Abigail lhe tinha trazido e disse: "V
para sua casa em paz. Ouvi o que voc disse e atenderei o seu pedido".
36 Quando Abigail retornou a Nabal, ele estava dando um banquete em
casa, como um banquete de rei. Ele estava alegre e bastante bbado, e
ela nada lhe falou at o amanhecer.
37 De manh, quando Nabal estava
sbrio, sua mulher lhe contou tudo; ele sofreu um ataque e ficou
paralisado como uma pedra.
38 Cerca de dez dias depois, o Senhor feriu
Nabal, e ele morreu.
39 Quando Davi soube que Nabal estava morto, disse: "Bendito seja o
Senhor , que defendeu a minha causa contra Nabal, por ter me tratado com
desprezo. O Senhor impediu seu servo de praticar o mal e fez com que a
maldade de Nabal casse sobre a sua prpria cabea".
Ento Davi enviou uma mensagem a Abigail, pedindo-lhe que se tornasse
sua mulher.
40 Seus servos foram a Carmelo e disseram a Abigail:
"Davi nos mandou busc-la para que seja sua mulher".
41 Ela se levantou, inclinou-se, rosto em terra, e disse: "Aqui est
a sua serva, pronta para servi-los e lavar os ps dos servos de meu
senhor".
42 Abigail logo montou num jumento e, acompanhada por suas
cinco servas, foi com os mensageiros de Davi e tornou-se sua mulher.
43 Davi tambm casou-se com Aino, de Jezreel; as duas foram suas mulheres.
44 Saul, porm, tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Paltiel
[e] , filho de Las, de Galim.
Notas de rodap:
[a] 25.1 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz Par.
[b] 25.18 Hebraico: 5 ses . O se era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 7 e 14 litros.
[c] 25.22 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O texto
Massortico diz os inimigos de Davi.
[d] 25.22 Hebraico: dos que urinam na parede ; tambm no versculo 34.
[e] 25.44 Hebraico: Palti , variante de Paltiel .

I SAMUEL-CAPITULO-26
Davi Poupa Novamente a Vida de Saul
1 Os zifeus foram falar com Saul, em Gibe, e disseram: "Davi est
escondido na colina de Haquil, em frente do deserto de Jesimom".
2 Ento Saul desceu ao deserto de Zife com trs mil dos melhores
soldados de Israel, em busca de Davi.
3 Saul acampou ao lado da
estrada, na colina de Haquil, em frente do deserto de Jesimom, mas Davi
permaneceu no deserto. Quando viu que Saul o estava seguindo,
4 enviou
espies e soube que Saul havia, de fato, chegado. [a]
5 Ento Davi foi para onde Saul estava acampado. E viu o lugar onde
Saul e Abner, filho de Ner, comandante de seu exrcito, haviam se
deitado. Saul estava deitado no acampamento, com o exrcito acampado ao
redor.
6 Davi perguntou ao hitita Aimeleque e a Abisai, filho de Zeruia, irmo
de Joabe: "Quem descer comigo ao acampamento de Saul?"
Disse Abisai: "Irei com voc".
7 Davi e Abisai entraram  noite no acampamento. Saul estava dormindo,
e tinha fincado sua lana no cho, perto da cabea. Abner e os soldados
estavam deitados  sua volta.
8 Abisai disse a Davi: "Hoje Deus entregou o seu inimigo nas suas
mos. Agora deixe que eu crave a lana nele at o cho, com um s golpe;
no precisarei de outro".
9 Davi, contudo, disse a Abisai: "No o mate! Quem pode levantar a
mo contra o ungido do Senhor e permanecer inocente?
10 Juro pelo nome
do Senhor ", disse ele, "o Senhor mesmo o matar; ou chegar a sua
hora e ele morrer, ou ele ir para a batalha e perecer.
11 O Senhor
me livre de levantar a mo contra o seu ungido. Agora, vamos pegar a
lana e o jarro com gua que esto perto da cabea dele, e vamos
embora".
12 Dito isso, Davi apanhou a lana e o jarro que estavam perto da
cabea de Saul, e eles foram embora. Ningum os viu, ningum percebeu
nada e ningum acordou. Estavam todos dormindo, pois um sono pesado
vindo do Senhor havia cado sobre eles.
13 Ento Davi foi para o outro lado e colocou-se no topo da colina, ao
longe, a uma boa distncia deles.
14 E gritou para o exrcito e para
Abner, filho de Ner: "Voc no vai me responder, Abner?"
Abner respondeu: "Quem  que est gritando para o rei?"
15 Disse Davi: "Voc  homem, no ? Quem  como voc em Israel? Por
que voc no protegeu o rei, seu senhor? Algum foi at a para mat-lo.
16 No  bom isso que voc fez! Juro pelo Senhor que todos vocs
merecem morrer, pois no protegeram o seu rei, o ungido do Senhor .
Agora, olhem! Onde esto a lana e o jarro de gua do rei, que estavam
perto da cabea dele?"
17 Saul reconheceu a voz de Davi e disse: " voc, meu filho Davi?"
Davi respondeu: "Sim,  rei, meu senhor".
18 E acrescentou: "Por
que meu senhor est perseguindo este seu servo? O que eu fiz, e de que
mal sou culpado?
19 Que o rei, meu senhor, escute as palavras de seu
servo. Se o Senhor o instigou contra mim, queira ele aceitar uma oferta;
se, porm, so homens que o fizeram, que sejam amaldioados perante o
Senhor ! Eles agora me afastaram de minha poro na herana do Senhor e
disseram: ``V, preste culto a outros deuses''.
20 Agora, que o meu
sangue no seja derramado longe da presena do Senhor . O rei de Israel
saiu  procura de uma pulga, como algum que sai  caa de uma perdiz
nos montes".
21 Ento Saul disse: "Pequei! Volte, meu filho Davi! Como hoje voc
considerou preciosa a minha vida, no lhe farei mal de novo. Tenho agido
como um tolo e cometi um grande erro".
22 Respondeu Davi: "Aqui est a lana do rei. Venha um de seus servos
peg-la.
23 O Senhor recompensa a justia e a fidelidade de cada um.
Ele te entregou nas minhas mos hoje, mas eu no levantaria a mo contra
o ungido do Senhor .
24 Assim como eu hoje considerei a tua vida de
grande valor, que o Senhor tambm considere a minha vida e me livre de
toda a angstia".
25 Ento Saul disse a Davi: "Seja voc abenoado, meu filho Davi;
voc far muitas coisas e em tudo ser bem-sucedido".
Assim Davi seguiu seu caminho, e Saul voltou para casa.
Notas de rodap:
[a] 26.4 Ou tinha vindo a Nacom .

I SAMUEL-CAPITULO-27
Davi entre os Filisteus
1 Davi, contudo, pensou: "Algum dia serei morto por Saul.  melhor
fugir para a terra dos filisteus. Ento Saul desistir de procurar-me
por todo o Israel, e escaparei dele".
2 Assim, Davi e os seiscentos homens que estavam com ele foram at
Aquis, filho de Maoque, rei de Gate.
3 Davi e seus soldados se
estabeleceram em Gate, acolhidos por Aquis. Cada homem levou sua
famlia, e Davi, suas duas mulheres: Aino, de Jezreel, e Abigail, que
fora mulher de Nabal, de Carmelo.
4 Quando contaram a Saul que Davi
havia fugido para Gate, ele parou de persegui-lo.
5 Ento Davi disse a Aquis: "Se eu conto com a tua simpatia, d-me um
lugar numa das cidades desta terra onde eu possa viver. Por que este teu
servo viveria contigo na cidade real?"
6 Naquele dia Aquis deu-lhe Ziclague. Por isso, Ziclague pertence aos
reis de Jud at hoje.
7 Davi morou em territrio filisteu durante um
ano e quatro meses.
8 Ele e seus soldados atacavam os gesuritas, os gersitas e os
amalequitas, povos que, desde tempos antigos, habitavam a terra que se
estende de Sur at o Egito.
9 Quando Davi atacava a regio, no poupava
homens nem mulheres, e tomava ovelhas, bois, jumentos, camelos e roupas.
Depois retornava a Aquis.
10 Quando Aquis perguntava: "Quem voc atacou hoje?" Davi
respondia: "O Neguebe de Jud" ou "O Neguebe de Jerameel" ou
"O Neguebe dos queneus".
11 Ele matava todos, homens e mulheres,
para que no fossem levados a Gate, pois pensava: "Eles podero
denunciar-me". Este foi o seu procedimento enquanto viveu em
territrio filisteu.
12 Aquis confiava em Davi e dizia: "Ele se
tornou to odiado por seu povo, os israelitas, que ser meu servo para
sempre".

I SAMUEL-CAPITULO-28
Saul e a Mdium de En-Dor
1 Naqueles dias os filisteus reuniram suas tropas para lutar contra
Israel. Aquis disse a Davi: "Saiba que voc e seus soldados me
acompanharo no exrcito".
2 Disse Davi a Aquis: "Ento tu sabers o que teu servo  capaz de
fazer".
Aquis respondeu-lhe: "Muito bem, eu o colocarei como minha guarda
pessoal permanente".
3 Samuel j havia morrido, e todo o Israel o havia pranteado e
sepultado em Ram, sua cidade natal. Saul havia expulsado do pas os
mdiuns e os que consultavam os espritos.
4 Depois que os filisteus se reuniram, vieram e acamparam em Sunm,
enquanto Saul reunia todos os israelitas e acampava em Gilboa.
5 Quando
Saul viu o acampamento filisteu, teve medo; ficou apavorado.
6 Ele
consultou o Senhor , mas este no lhe respondeu nem por sonhos nem por
Urim [a] nem por profetas.
7 Ento Saul disse aos seus
auxiliares: "Procurem uma mulher que invoca espritos, para que eu a
consulte".
Eles disseram: "Existe uma em En-Dor".
8 Saul ento se disfarou, vestindo outras roupas, e foi  noite, com
dois homens, at a casa da mulher. Ele disse a ela: "Invoque um
esprito para mim, fazendo subir aquele cujo nome eu disser".
9 A mulher, porm, lhe disse: "Certamente voc sabe o que Saul fez.
Ele eliminou os mdiuns e os que consultam os espritos da terra de
Israel. Por que voc est preparando uma armadilha contra mim, que me
levar  morte?"
10 Saul jurou-lhe pelo Senhor : "Juro pelo nome do Senhor que voc
no ser punida por isso".
11 "Quem devo fazer subir?", perguntou a mulher.
Ele respondeu: "Samuel".
12 Quando a mulher viu Samuel, gritou e disse a Saul: "Por que me
enganaste? Tu mesmo s Saul!"
13 O rei lhe disse: "No tenha medo. O que voc est vendo?"
A mulher respondeu: "Vejo um ser [b] que sobe do cho".
14 Ele perguntou: "Qual a aparncia dele?"
E disse ela: "Um ancio vestindo um manto est subindo".
Ento Saul ficou sabendo que era Samuel, inclinou-se e prostrou-se,
rosto em terra.
15 Samuel perguntou a Saul: "Por que voc me perturbou, fazendo-me
subir?"
Respondeu Saul: "Estou muito angustiado. Os filisteus esto me
atacando e Deus se afastou de mim. Ele j no responde nem por profetas
nem por sonhos; por isso te chamei para me dizeres o que fazer".
16 Disse Samuel: "Por que voc me chamou, j que o Senhor se afastou
de voc e se tornou seu inimigo?
17 O Senhor fez o que predisse por meu
intermdio: rasgou de suas mos o reino e o deu a seu prximo, a Davi.
18 Porque voc no obedeceu ao Senhor nem executou a grande ira dele
contra os amalequitas, ele lhe faz isso hoje.
19 O Senhor entregar
voc e o povo de Israel nas mos dos filisteus, e amanh voc e seus
filhos estaro comigo. O Senhor tambm entregar o exrcito de Israel
nas mos dos filisteus".
20 Na mesma hora Saul caiu estendido no cho, aterrorizado pelas
palavras de Samuel. Suas foras se esgotaram, pois ele tinha passado
todo aquele dia e toda aquela noite sem comer.
21 Quando a mulher se aproximou de Saul e viu que ele estava
profundamente perturbado, disse: "Olha, tua serva te obedeceu.
Arrisquei minha vida e fiz o que me ordenaste.
22 Agora, por favor,
ouve tua serva e come um pouco para que tenhas foras para seguir teu
caminho".
23 Ele recusou e disse: "No vou comer".
Seus homens, porm, insistiram com ele, e a mulher tambm; e ele os
atendeu. Ele se levantou do cho e sentou-se na cama.
24 A mulher matou depressa um bezerro gordo que tinha em casa; apanhou
um pouco de farinha, amassou-a e assou po sem fermento.
25 Ento ela
serviu a Saul e a seus homens, e eles comeram. E naquela mesma noite
eles partiram.
Notas de rodap:
[a] 28.6 Objeto utilizado para se conhecer a vontade de Deus.
[b] 28.13 Ou deuses ; ou ainda um esprito . Hebraico: Vejo elohim
subindo do cho.

I SAMUEL-CAPITULO-29
Os Filisteus Desconfiam de Davi
1 Os filisteus reuniram todas as suas tropas em Afeque, e Israel
acampou junto  fonte de Jezreel.
2 Enquanto os governantes filisteus
avanavam com seus grupos de cem e de mil, Davi e seus homens iam na
retaguarda com Aquis.
3 Os comandantes dos filisteus perguntaram: "O
que estes hebreus fazem aqui?"
Aquis respondeu: "Este  Davi, que era oficial de Saul, rei de Israel.
Ele j est comigo h mais de um ano e, desde o dia em que deixou Saul,
nada fez que merea desconfiana".
4 Contudo, os comandantes filisteus se iraram contra ele e disseram:
"Mande embora este homem para a cidade que voc lhe designou. Ele no
deve ir para a guerra conosco, seno se tornar nosso adversrio durante
o combate. Qual seria a melhor maneira de recuperar a boa vontade de seu
senhor, seno  custa da cabea de nossos homens?
5 No  ele o Davi de
quem cantavam em suas danas:
``Saul abateu seus milhares,
e Davi, suas dezenas de milhares''?"
6 Ento Aquis chamou Davi e lhe disse: "Juro, pelo nome do Senhor ,
que voc tem sido leal, e ficaria contente em t-lo servindo comigo no
exrcito. Desde o dia em que voc veio a mim, nunca desconfiei de voc,
mas os governantes no o aprovam.
7 Agora, volte e v em paz! No faa
nada que desagrade os governantes filisteus".
8 Davi perguntou: "O que foi que eu fiz? O que descobriste contra teu
servo, desde o dia em que cheguei? Por que no posso ir lutar contra os
inimigos do rei, meu senhor?"
9 Aquis respondeu: "Reconheo que voc tem feito o que eu aprovo,
como um anjo de Deus. Os comandantes filisteus, no entanto, dizem que
voc no deve ir  batalha conosco.
10 Agora, levante-se bem cedo,
junto com os servos de seu senhor que vieram com voc, e partam de
manh, assim que clarear o dia".
11 Ento Davi e seus soldados levantaram-se de madrugada para voltar 
terra dos filisteus. E os filisteus foram para Jezreel.

I SAMUEL-CAPITULO-30
Davi Derrota os Amalequitas
1 Quando Davi e seus soldados chegaram a Ziclague, no terceiro dia, os
amalequitas tinham atacado o Neguebe e incendiado a cidade de Ziclague.
2 Levaram como prisioneiros todos os que l estavam: as mulheres, os
jovens e os idosos. A ningum mataram, mas os levaram consigo, quando
prosseguiram seu caminho.
3 Ao chegarem a Ziclague, Davi e seus soldados encontraram a cidade
destruda pelo fogo e viram que suas mulheres, seus filhos e suas filhas
tinham sido levados como prisioneiros.
4 Ento Davi e seus soldados
choraram em alta voz at no terem mais foras.
5 As duas mulheres de
Davi tambm tinham sido levadas: Aino, de Jezreel, e Abigail, de
Carmelo, a que fora mulher de Nabal.
6 Davi ficou profundamente
angustiado, pois os homens falavam em apedrej-lo; todos estavam
amargurados por causa de seus filhos e de suas filhas. Davi, porm,
fortaleceu-se no Senhor , o seu Deus.
7 Ento Davi disse ao sacerdote Abiatar, filho de Aimeleque:
"Traga-me o colete sacerdotal". Abiatar o trouxe a Davi,
8 e ele
perguntou ao Senhor : "Devo perseguir esse bando de invasores? Irei
alcan-los?"
E o Senhor respondeu: "Persiga-os;  certo que voc os alcanar e
conseguir libertar os prisioneiros".
9 Davi e os seiscentos homens que estavam com ele foram ao ribeiro de
Besor, onde ficaram alguns,
10 pois duzentos deles estavam exaustos
demais para atravessar o ribeiro. Todavia, Davi e quatrocentos homens
continuaram a perseguio.
11 Encontraram um egpcio no campo e o trouxeram a Davi. Deram-lhe gua
e comida:
12 um pedao de bolo de figos prensados e dois bolos de uvas
passas. Ele comeu e recobrou as foras, pois tinha ficado trs dias e
trs noites sem comer e sem beber.
13 Davi lhe perguntou: "A quem voc pertence e de onde vem?"
Ele respondeu: "Sou um jovem egpcio, servo de um amalequita. Meu
senhor me abandonou quando fiquei doente h trs dias.
14 Ns atacamos
o Neguebe dos queretitas, o territrio que pertence a Jud e o Neguebe
de Calebe. E incendiamos a cidade de Ziclague".
15 Davi lhe perguntou: "Voc pode levar-me at esse bando de
invasores?"
Ele respondeu: "Jura, diante de Deus, que no me matars nem me
entregars nas mos de meu senhor, e te levarei at eles".
16 Quando ele levou Davi at l, os amalequitas estavam espalhados pela
regio, comendo, bebendo e festejando os muitos bens que haviam tomado
da terra dos filisteus e de Jud.
17 Davi os atacou no dia seguinte,
desde o amanhecer at a tarde, e nenhum deles escapou, com exceo de
quatrocentos jovens que montaram em camelos e fugiram.
18 Davi
recuperou tudo o que os amalequitas tinham levado, incluindo suas duas
mulheres.
19 Nada faltou: nem jovens, nem velhos, nem filhos, nem
filhas, nem bens, nem qualquer outra coisa que fora levada. Davi
recuperou tudo.
20 E tomou tambm todos os rebanhos dos amalequitas, e
seus soldados os conduziram  frente dos outros animais, dizendo:
"Estes so os despojos de Davi".
21 Ento Davi foi at os duzentos homens que estavam exaustos demais
para segui-lo e tinham ficado no ribeiro de Besor. Eles saram para
receber Davi e os que estavam com ele. Ao se aproximar com seus
soldados, Davi os saudou.
22 Mas todos os elementos maus e vadios que
tinham ido com Davi disseram: "Uma vez que no saram conosco, no
repartiremos com eles os bens que recuperamos. No entanto, cada um
poder pegar sua mulher e seus filhos e partir".
23 Davi respondeu: "No, meus irmos! No faam isso com o que o
Senhor nos deu. Ele nos protegeu e entregou em nossas mos os bandidos
que vieram contra ns.
24 Quem concordar com o que vocs esto
dizendo? A parte de quem ficou com a bagagem ser a mesma de quem foi 
batalha. Todos recebero partes iguais".
25 Davi fez disso um decreto
e uma ordenana para Israel, desde aquele dia at hoje.
26 Quando Davi chegou a Ziclague, enviou parte dos bens s autoridades
de Jud, que eram seus amigos, dizendo: "Eis um presente para vocs,
tirado dos bens dos inimigos do Senhor ".
27 Ele enviou esse presente s autoridades de Betel, de Ramote do
Neguebe, de Jatir,
28 de Aroer, de Sifmote, de Estemoa,
29 de Racal,
das cidades dos jerameelitas e dos queneus,
30 de Horm, de Coras, de
Atace,
31 de Hebrom e de todos os lugares onde Davi e seus soldados
tinham passado.

I SAMUEL-CAPITULO-31
O Suicdio de Saul
1 E aconteceu que, em combate com os filisteus, os israelitas foram
postos em fuga e muitos caram mortos no monte Gilboa.
2 Os filisteus
perseguiram Saul e seus filhos, e mataram Jnatas, Abinadabe e
Malquisua, filhos de Saul.
3 O combate foi se tornando cada vez mais
violento em torno de Saul, at que os flecheiros o alcanaram e o
feriram gravemente.
4 Ento Saul ordenou ao seu escudeiro: "Tire sua espada e mate-me com
ela, seno sofrerei a vergonha de cair nas mos desses incircuncisos".
Mas seu escudeiro estava apavorado e no quis faz-lo. Saul, ento,
pegou sua prpria espada e jogou-se sobre ela.
5 Quando o escudeiro viu
que Saul estava morto, jogou-se tambm sobre sua espada e morreu com
ele.
6 Assim foi que Saul, seus trs filhos, seu escudeiro e todos os
seus soldados morreram naquele dia.
7 Quando os israelitas que habitavam do outro lado do vale e a leste do
Jordo viram que o exrcito tinha fugido e que Saul e seus filhos
estavam mortos, fugiram, abandonando suas cidades. Depois os filisteus
foram ocup-las.
8 No dia seguinte, quando os filisteus foram saquear os mortos,
encontraram Saul e seus trs filhos cados no monte Gilboa.
9 Cortaram
a cabea de Saul, pegaram suas armas, e enviaram mensageiros por toda a
terra dos filisteus para proclamarem a notcia nos templos de seus
dolos e entre o seu povo.
10 Expuseram as armas de Saul no templo de
Astarote e penduraram seu corpo no muro de Bete-Se.
11 Quando os habitantes de Jabes-Gileade ficaram sabendo o que os
filisteus tinham feito com Saul,
12 os mais corajosos dentre eles foram
durante a noite a Bete-Se. Baixaram os corpos de Saul e de seus filhos
do muro de Bete-Se e os levaram para Jabes, onde os queimaram.
13 Depois enterraram seus ossos debaixo de uma tamargueira em Jabes, e
jejuaram durante sete dias.
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II SAMUEL-CAPITULO-1
Davi Recebe a Notcia da Morte de Saul
1 Depois da morte de Saul, Davi retornou de sua vitria sobre os
amalequitas. Fazia dois dias que ele estava em Ziclague
2 quando, no
terceiro dia, chegou um homem que vinha do acampamento de Saul, com as
roupas rasgadas e terra na cabea. Ao aproximar-se de Davi, prostrou-se,
rosto em terra, em sinal de respeito.
3 Davi ento lhe perguntou: "De onde voc vem?"
Ele respondeu: "Fugi do acampamento israelita".
4 Disse Davi: "Conte-me o que aconteceu".
E o homem contou: "O nosso exrcito fugiu da batalha, e muitos
morreram. Saul e Jnatas tambm esto mortos".
5 Ento Davi perguntou ao jovem que lhe trouxera as notcias: "Como
voc sabe que Saul e Jnatas esto mortos?"
6 O jovem respondeu: "Cheguei por acaso ao monte Gilboa, e l estava
Saul, apoiado em sua lana. Os carros de guerra e os oficiais da
cavalaria estavam a ponto de alcan-lo.
7 Quando ele se virou e me
viu, chamou-me gritando, e eu disse: Aqui estou.
8 "Ele me perguntou: ``Quem  voc?''
"Sou amalequita, respondi.
9 "Ento ele me ordenou: ``Venha aqui e mate-me! Estou na angstia
da morte!''.
10 "Por isso aproximei-me dele e o matei, pois sabia que ele no
sobreviveria ao ferimento. Peguei a coroa e o bracelete dele e trouxe-os
a ti, meu senhor".
11 Ento Davi rasgou suas vestes; e os homens que estavam com ele
fizeram o mesmo.
12 E se lamentaram, chorando e jejuando at o fim da
tarde, por Saul e por seu filho Jnatas, pelo exrcito do Senhor e pelo
povo de Israel, porque muitos haviam sido mortos  espada.
13 E Davi perguntou ao jovem que lhe trouxera as notcias: "De onde
voc ?"
E ele respondeu: "Sou filho de um estrangeiro, sou amalequita".
14 Davi lhe perguntou: "Como voc no temeu levantar a mo para matar
o ungido do Senhor ?"
15 Ento Davi chamou um dos seus soldados e lhe disse: "Venha aqui e
mate-o!" O servo o feriu, e o homem morreu.
16 Davi tinha dito ao
jovem: "Voc  responsvel por sua prpria morte. Sua boca testemunhou
contra voc, quando disse: ``Matei o ungido do Senhor ''".
Davi Lamenta-se por Saul e Jnatas
17 Davi cantou este lamento sobre Saul e seu filho Jnatas,
18 e
ordenou que se ensinasse aos homens de Jud;  o Lamento do Arco, que
foi registrado no Livro de Jasar:
19 "O seu esplendor,  Israel,
est morto sobre os seus montes.
Como caram os guerreiros!
20 "No conte isso em Gate,
no o proclame nas ruas de Ascalom,
para que no se alegrem
as filhas dos filisteus
nem exultem as filhas dos incircuncisos.
21 " colinas de Gilboa,
nunca mais haja orvalho
nem chuva sobre vocs,
nem campos que produzam trigo
para as ofertas.
Porque ali foi profanado
o escudo dos guerreiros,
o escudo de Saul,
que nunca mais ser polido com leo.
22 Do sangue dos mortos,
da carne [a] dos guerreiros,
o arco de Jnatas nunca recuou,
a espada de Saul
sempre cumpriu a sua tarefa.
23 "Saul e Jnatas, mui amados,
nem na vida nem na morte
foram separados.
Eram mais geis que as guias,
mais fortes que os lees.
24 "Chorem por Saul,
 filhas de Israel!
Chorem aquele que as vestia
de rubros ornamentos,
e suas roupas enfeitava
com adornos de ouro.
25 "Como caram os guerreiros
no meio da batalha!
Jnatas est morto
sobre os montes de Israel.
26 Como estou triste por voc,
Jnatas, meu irmo!
Como eu lhe queria bem!
Sua amizade era, para mim, mais preciosa
que o amor das mulheres!
27 "Caram os guerreiros!
As armas de guerra foram destrudas!"
Notas de rodap:
[a] 1.22 Hebraico: gordura.

II SAMUEL-CAPITULO-2
Davi  Ungido Rei de Jud
1 Passado algum tempo, Davi perguntou ao Senhor : "Devo ir para uma
das cidades de Jud?" O Senhor respondeu que sim, e Davi perguntou
para qual delas.
"Para Hebrom", respondeu o Senhor .
2 Ento Davi foi para Hebrom com suas duas mulheres, Aino, de Jezreel,
e Abigail, viva de Nabal, o carmelita.
3 Davi tambm levou os homens
que o acompanhavam, cada um com sua famlia, e estabeleceram-se em
Hebrom e nos povoados vizinhos.
4 Ento os homens de Jud foram a
Hebrom e ali ungiram Davi rei da tribo de Jud.
Informado de que os habitantes de Jabes-Gileade tinham sepultado Saul,
5 Davi enviou-lhes mensageiros que lhes disseram: "O Senhor os
abenoe pelo seu ato de lealdade, dando sepultura a Saul, seu rei.
6 Seja o Senhor leal e fiel para com vocs. Tambm eu firmarei minha
amizade com vocs, por terem feito essa boa ao.
7 Mas, agora, sejam
fortes e corajosos, pois Saul, seu senhor, est morto, e j fui ungido
rei pela tribo de Jud".
Is-Bosete Proclamado Rei de Israel
8 Enquanto isso, Abner, filho de Ner, comandante do exrcito de Saul,
levou Is-Bosete, filho de Saul, a Maanaim,
9 onde o proclamou rei sobre
Gileade, Assuri [a] , Jezreel, Efraim, Benjamim e sobre todo o
Israel.
10 Is-Bosete, filho de Saul, tinha quarenta anos de idade quando
comeou a reinar em Israel, e reinou dois anos. Entretanto, a tribo de
Jud seguia Davi,
11 que a governou em Hebrom por sete anos e seis
meses.
A Guerra entre Jud e Israel
12 Abner, filho de Ner, e os soldados de Is-Bosete, filho de Saul,
partiram de Maanaim e marcharam para Gibeom.
13 Joabe, filho de Zeruia,
e os soldados de Davi foram ao encontro deles no aude de Gibeom. Um
grupo posicionou-se num lado do aude, o outro grupo, no lado oposto.
14 Ento Abner disse a Joabe: "Vamos fazer alguns soldados lutarem
diante de ns".
Joabe respondeu: "De acordo".
15 Ento doze soldados aliados de Benjamim e Is-Bosete, filho de Saul,
atravessaram o aude para enfrentar doze soldados aliados de Davi.
16 Cada soldado pegou o adversrio pela cabea e fincou-lhe o punhal no
lado, e juntos caram mortos. Por isso aquele lugar, situado em Gibeom,
foi chamado Helcate-Hazurim [b] .
17 Houve uma violenta batalha naquele dia, e Abner e os soldados de
Israel foram derrotados pelos soldados de Davi.
18 Estavam l Joabe, Abisai e Asael, os trs filhos de Zeruia. E Asael,
que corria como uma gazela em terreno plano,
19 perseguiu Abner, sem se
desviar nem para a direita nem para a esquerda.
20 Abner olhou para
trs e perguntou: " voc, Asael?"
"Sou eu", respondeu ele.
21 Disse-lhe ento Abner: " melhor voc se desviar para a direita ou
para a esquerda, capturar um dos soldados e ficar com as armas dele".
Mas Asael no quis parar de persegui-lo.
22 Ento Abner advertiu Asael mais uma vez: "Pare de me perseguir!
No quero mat-lo. Como eu poderia olhar seu irmo Joabe nos olhos de
novo?"
23 Como, porm, Asael no desistiu de persegui-lo, Abner cravou no
estmago dele a ponta da lana, que saiu pelas costas. E ele caiu,
morrendo ali mesmo. E paravam todos os que chegavam ao lugar onde Asael
estava cado.
24 Ento Joabe e Abisai perseguiram Abner. Ao pr-do-sol, chegaram 
colina de Am, defronte de Gia, no caminho para o deserto de Gibeom.
25 Os soldados de Benjamim, seguindo Abner, reuniram-se formando um s
grupo e ocuparam o alto de uma colina.
26 Ento Abner gritou para Joabe: "O derramamento de sangue vai
continuar? No v que isso vai trazer amargura? Quando  que voc vai
mandar o seu exrcito parar de perseguir os seus irmos?"
27 Respondeu Joabe: "Juro pelo nome de Deus que, se voc no tivesse
falado, o meu exrcito perseguiria os seus irmos at de manh".
28 Ento Joabe tocou a trombeta, e o exrcito parou de perseguir Israel
e de lutar.
29 Abner e seus soldados marcharam pela Arab durante toda a noite.
Atravessaram o Jordo, marcharam durante a manh [c] inteira e
chegaram a Maanaim.
30 Quando Joabe voltou da perseguio a Abner, reuniu todo o exrcito.
E viram que faltavam dezenove soldados, alm de Asael.
31 Mas os
soldados de Davi tinham matado trezentos e sessenta benjamitas que
estavam com Abner.
32 Levaram Asael e o sepultaram no tmulo de seu
pai, em Belm. Depois disso, Joabe e seus soldados marcharam durante
toda a noite e chegaram a Hebrom ao amanhecer.
Notas de rodap:
[a] 2.9 Ou Aser
[b] 2.16 Helcate-Hazurim significa campo de punhais ou campo de
hostilidades.
[c] 2.29 Ou por toda a regio de Bitrom ; ou ainda pelo vale

II SAMUEL-CAPITULO-3
1 A guerra entre as famlias de Saul e de Davi durou muito tempo. Davi
tornava-se cada vez mais forte, enquanto que a famlia de Saul se
enfraquecia.
Os Filhos de Davi em Hebrom
2 Estes foram os filhos de Davi
nascidos em Hebrom:
O seu filho mais velho era Amnom,
filho de Aino, de Jezreel;
3 o segundo, Quileabe,
de Abigail, viva de Nabal,
de Carmelo;
o terceiro, Absalo, de Maaca,
filha de Talmai, rei de Gesur;
4 o quarto, Adonias, de Hagite;
o quinto, Sefatias, de Abital;
5 e o sexto, Itreo, de sua mulher Egl.
Esses foram os filhos de Davi
que lhe nasceram em Hebrom.
O Apoio de Abner a Davi
6 Enquanto transcorria a guerra entre as famlias de Saul e de Davi,
Abner foi se tornando poderoso na famlia de Saul.
7 Saul tivera uma
concubina chamada Rispa, filha de Ai. Certa vez Is-Bosete perguntou a
Abner: "Por que voc se deitou com a concubina de meu pai?"
8 Abner ficou furioso com a pergunta de Is-Bosete e exclamou: "Por
acaso eu sou um co a servio de Jud? At agora tenho sido leal 
famlia de Saul, seu pai, e aos parentes e amigos dele, e no deixei que
voc casse nas mos de Davi; agora voc me acusa de um delito
envolvendo essa mulher!
9 Que Deus me castigue com todo o rigor, se eu
no fizer por Davi o que o Senhor lhe prometeu sob juramento:
10 tirar
o reino da famlia de Saul e estabelecer o trono de Davi sobre Israel e
Jud, de D a Berseba".
11 Is-Bosete no respondeu nada a Abner, pois
tinha medo dele.
12 Ento Abner enviou mensageiros a Davi com esta proposta: "A quem
pertence esta terra? Faze um acordo comigo e eu te ajudarei a conseguir
o apoio de todo o Israel".
13 "Est bem", disse Davi. "Farei um acordo com voc, mas com uma
condio: no comparea  minha presena, quando vier me ver, sem
trazer-me Mical, filha de Saul."
14 E Davi enviou mensageiros a
Is-Bosete, filho de Saul, exigindo: "Entregue-me minha mulher Mical,
com quem me casei pelo preo de cem prepcios de filisteus".
15 Diante disso, Is-Bosete mandou que a tirassem do seu marido Paltiel,
filho de Las.
16 Mas Paltiel foi atrs dela, e a seguiu chorando at
Baurim. Ento Abner ordenou-lhe que voltasse para casa, e ele voltou.
17 Nesse meio tempo, Abner enviou esta mensagem s autoridades de
Israel: "J faz algum tempo que vocs querem Davi como rei.
18 Agora
 o momento de agir! Porque o Senhor prometeu a Davi: ``Por meio de
Davi, meu servo, livrarei Israel do poder dos filisteus e de todos os
seus inimigos''".
19 Abner tambm falou pessoalmente com os benjamitas. Depois foi a
Hebrom dizer a Davi tudo o que Israel e a tribo de Benjamim haviam
aprovado.
20 Quando Abner, acompanhado de vinte homens, apresentou-se a
Davi em Hebrom, este ofereceu um banquete para ele e para os homens que
o acompanhavam.
21 Disse ento Abner a Davi: "Deixa que eu me v e
rena todo o Israel, meu senhor, para que faam um acordo contigo, 
rei, e reines sobre tudo o que desejares". Davi o deixou ir, e ele se
foi em paz.
Joabe Mata Abner
22 Naquele momento os soldados de Davi e Joabe voltavam de um ataque,
trazendo muitos bens. Abner, porm, j no estava com Davi em Hebrom,
porque Davi o tinha deixado partir em paz.
23 Quando Joabe chegou com
todo o seu exrcito, contaram-lhe que Abner, filho de Ner, se
apresentara ao rei, que o tinha deixado ir em paz.
24 Ento Joabe foi falar com o rei e lhe disse: "Que foi que fizeste?
Abner veio  tua presena e o deixaste ir?
25 Conheces Abner, filho de
Ner; ele veio para enganar-te, observar os teus movimentos e descobrir
tudo o que ests fazendo".
26 Saindo da presena de Davi, Joabe enviou mensageiros atrs de Abner,
e eles o trouxeram de volta, desde a cisterna de Sir. Mas Davi no
ficou sabendo disso.
27 Quando Abner retornou a Hebrom, Joabe o chamou
 parte, na porta da cidade, sob o pretexto de falar-lhe em particular,
e ali mesmo o feriu no estmago. E Abner morreu por ter derramado o
sangue de Asael, irmo de Joabe.
28 Mais tarde, quando Davi soube o que tinha acontecido, disse: "Eu e
o meu reino, perante o Senhor , somos para sempre inocentes do sangue de
Abner, filho de Ner.
29 Caia a responsabilidade pela morte dele sobre a
cabea de Joabe e de toda a sua famlia! Jamais falte entre os seus
descendentes quem sofra fluxo ou lepra [a] , quem use muletas,
quem morra  espada, ou quem passe fome".
30 Assim, Joabe e seu irmo Abisai mataram Abner, porque ele havia
matado Asael, irmo deles, na batalha de Gibeom.
31 Ento Davi disse a Joabe e a todo o exrcito que o acompanhava:
"Rasguem suas vestes, vistam roupas de luto e vo chorando  frente de
Abner". E o rei Davi seguiu atrs da maca que levava o corpo.
32 Enterraram-no em Hebrom, e o rei chorou em alta voz junto ao tmulo de
Abner, como tambm todo o povo.
33 Ento o rei cantou este lamento por Abner:
"Por que morreu Abner
como morrem os insensatos?
34 Suas mos no estavam algemadas,
nem seus ps acorrentados.
Voc caiu como quem cai
perante homens perversos".
E todo o povo chorou ainda mais por ele.
35 Depois, quando o povo insistiu com Davi que comesse alguma coisa
enquanto ainda era dia, Davi fez este juramento: "Deus me castigue com
todo o rigor, caso eu prove po ou qualquer outra coisa antes do
pr-do-sol!"
36 Todo o povo ouviu isso e o aprovou; de fato, tudo o que o rei fazia
o povo aprovava.
37 Assim, naquele dia, todo o povo e todo o Israel
reconheceram que o rei no tivera participao no assassinato de Abner,
filho de Ner.
38 Ento o rei disse aos seus conselheiros: "No percebem que caiu
hoje em Israel um lder, um grande homem?
39 Embora rei ungido, ainda
sou fraco, e esses filhos de Zeruia so mais fortes do que eu. Que o
Senhor retribua ao malfeitor de acordo com as suas ms obras!"
Notas de rodap:
[a] 3.29 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.

II SAMUEL-CAPITULO-4
O Assassinato de Is-Bosete
1 Ao saber que Abner havia morrido em Hebrom, Is-Bosete, filho de Saul,
perdeu a coragem, e todo o Israel ficou alarmado.
2 Ora, o filho de
Saul tinha a seu servio dois lderes de grupos de ataque. Um deles
chamava-se Baan e o outro, Recabe; ambos filhos de Rimom, de Beerote,
da tribo de Benjamim; a cidade de Beerote era considerada parte de
Benjamim.
3 O povo de Beerote fugiu para Gitaim e at hoje vive ali
como estrangeiro.
4 (Jnatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos ps. Ele tinha
cinco anos de idade quando chegou a notcia de Jezreel de que Saul e
Jnatas haviam morrido. Sua ama o apanhou e fugiu, mas, na pressa, ela o
deixou cair, e ele ficou manco. Seu nome era Mefibosete.)
5 Aconteceu ento que Recabe e Baan, filhos de Rimom, de Beerote,
foram  casa de Is-Bosete na hora mais quente do dia, na hora do seu
descanso do meio-dia.
6 Os dois entraram na casa como se fossem buscar
trigo, transpassaram-lhe o estmago e depois fugiram.
7 Eles haviam entrado na casa enquanto Is-Bosete estava deitado em seu
quarto. Depois de o transpassarem e o matarem, cortaram-lhe a cabea. E,
levando-a, viajaram toda a noite pela rota da Arab.
8 Levaram a cabea
de Is-Bosete a Davi, em Hebrom, e lhe disseram: "Aqui est a cabea de
Is-Bosete, filho de Saul, teu inimigo, que tentou tirar-te a vida. Hoje
o Senhor vingou o nosso rei e senhor, de Saul e de sua descendncia".
9 Davi respondeu a Recabe e a Baan, seu irmo, filhos de Rimom, de
Beerote: "Juro pelo nome do Senhor , que me tem livrado de todas as
aflies:
10 quando um homem me disse que Saul estava morto, pensando
que me trazia boa notcia, eu o agarrei e o matei em Ziclague, como
recompensa pela notcia que trouxe!
11 Muito mais agora, que homens
mpios mataram um inocente em sua prpria casa e em sua prpria cama!
Vou castig-los e elimin-los da face da terra porque vocs fizeram
correr o sangue dele!"
12 Ento Davi deu ordem a seus soldados, e eles os mataram. Depois
cortaram as mos e os ps deles e penduraram os corpos junto ao aude de
Hebrom. Mas sepultaram a cabea de Is-Bosete no tmulo de Abner, em
Hebrom.

II SAMUEL-CAPITULO-5
Davi Torna-se Rei de Israel
1 Representantes de todas as tribos de Israel foram dizer a Davi, em
Hebrom: "Somos sangue do teu sangue [a] .
2 No passado, mesmo
quando Saul era rei, eras tu quem liderava Israel em suas batalhas. E o
Senhor te disse: ``Voc pastorear Israel, o meu povo, e ser o seu
governante''".
3 Ento todas as autoridades de Israel foram ao encontro do rei Davi em
Hebrom; o rei fez um acordo com eles em Hebrom perante o Senhor , e eles
ungiram Davi rei de Israel.
4 Davi tinha trinta anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
durante quarenta anos.
5 Em Hebrom, reinou sobre Jud sete anos e meio,
e em Jerusalm reinou sobre todo o Israel e Jud trinta e trs anos.
A Conquista de Jerusalm
6 O rei e seus soldados marcharam para Jerusalm para atacar os
jebuseus que viviam l. E os jebuseus disseram a Davi: "Voc no
entrar aqui! At os cegos e os aleijados podem se defender de voc".
Eles achavam que Davi no conseguiria entrar,
7 mas Davi conquistou a
fortaleza de Sio, que veio a ser a Cidade de Davi.
8 Naquele dia disse Davi: "Quem quiser vencer os jebuseus ter que
utilizar a passagem de gua para chegar queles cegos e aleijados,
inimigos de Davi [b] ".  por isso que dizem: "Os ``cegos e
aleijados'' no entraro no palcio [c] ".
9 Davi passou a morar na fortaleza e chamou-a Cidade de Davi. Construiu
defesas na parte interna da cidade desde o Milo [d] .
10 E foi
se tornando cada vez mais poderoso, pois o Senhor , o Deus dos Exrcitos
estava com ele.
11 Pouco depois Hiro, rei de Tiro, enviou a Davi uma delegao, que
trouxe toras de cedro e tambm carpinteiros e pedreiros que construram
um palcio para Davi.
12 Ento Davi teve certeza de que o Senhor o
confirmara como rei de Israel e que seu reino estava prosperando por
amor de Israel, o seu povo.
13 Depois de mudar-se de Hebrom para Jerusalm, Davi tomou mais
concubinas e esposas, e gerou mais filhos e filhas.
14 Estes so os
nomes dos que lhe nasceram ali: Samua, Sobabe, Nat, Salomo,
15 Ibar,
Elisua, Nefegue, Jafia,
16 Elisama, Eliada e Elifelete.
Davi Derrota os Filisteus
17 Ao saberem que Davi tinha sido ungido rei de Israel, os filisteus
foram com todo o exrcito prend-lo, mas Davi soube disso e foi para a
fortaleza.
18 Tendo os filisteus se espalhado pelo vale de Refaim,
19 Davi perguntou ao Senhor : "Devo atacar os filisteus? Tu os entregars
nas minhas mos?"
O Senhor lhe respondeu: "V, eu os entregarei nas suas mos".
20 Ento Davi foi a Baal-Perazim e l os derrotou. E disse: "Assim
como as guas de uma enchente causam destruio, pelas minhas mos o
Senhor destruiu os meus inimigos diante de mim". Ento aquele lugar
passou a ser chamado Baal-Perazim [e] .
21 Como os filisteus
haviam abandonado os seus dolos ali, Davi e seus soldados os apanharam.
22 Mais uma vez os filisteus marcharam e se espalharam pelo vale de
Refaim;
23 ento Davi consultou o Senhor de novo, que lhe respondeu:
"No ataque pela frente, mas d a volta por trs deles e ataque-os em
frente das amoreiras.
24 Assim que voc ouvir um som de passos por cima
das amoreiras, saia rapidamente, pois ser esse o sinal de que o Senhor
saiu  sua frente para ferir o exrcito filisteu".
25 Davi fez como o
Senhor lhe tinha ordenado, e derrotou os filisteus por todo o caminho,
desde Gibeom [f] at Gezer.
Notas de rodap:
[a] 5.1 Hebraico: teu osso e tua carne.
[b] 5.8 Ou odiados por Davi
[c] 5.8 Ou templo
[d] 5.9 Ou desde o aterro
[e] 5.20 Baal-Perazim significa o senhor que destri.
[f] 5.25 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Geba. Veja
1Cr 14.16.

II SAMUEL-CAPITULO-6
A Arca  Levada para Jerusalm
1 De novo Davi reuniu os melhores guerreiros de Israel, trinta mil ao
todo.
2 Ele e todos os que o acompanhavam partiram para Baal, em Jud
[a] , para buscar a arca de Deus, arca sobre a qual  invocado o
Nome, o nome do Senhor dos Exrcitos, que tem o seu trono entre os
querubins acima dela.
3 Puseram a arca de Deus num carroo novo e a
levaram da casa de Abinadabe, na colina. Uz e Ai, filhos de Abinadabe,
conduziam o carroo
4 com a arca de Deus [b] ; Ai andava na
frente dela.
5 Davi e todos os israelitas iam cantando e danando
perante o Senhor , ao som de todo tipo de instrumentos de pinho: harpas,
liras, tamborins, chocalhos e cmbalos.
6 Quando chegaram  eira de Nacom, Uz esticou o brao e segurou a arca
de Deus, porque os bois haviam tropeado.
7 A ira do Senhor acendeu-se
contra Uz por seu ato de irreverncia. Por isso Deus o feriu, e ele
morreu ali mesmo, ao lado da arca de Deus.
8 Davi ficou contrariado porque o Senhor , em sua ira, havia fulminado
Uz. At hoje aquele lugar  chamado Perez-Uz [c] .
9 Naquele dia Davi teve medo do Senhor e se perguntou: "Como vou
conseguir levar a arca do Senhor ?"
10 Por isso ele desistiu de levar
a arca do Senhor para a Cidade de Davi. Em vez disso, levou-a para a
casa de Obede-Edom, de Gate.
11 A arca do Senhor ficou na casa dele por
trs meses, e o Senhor o abenoou e a toda a sua famlia.
12 E disseram ao rei Davi: "O Senhor tem abenoado a famlia de
Obede-Edom e tudo o que ele possui, por causa da arca de Deus". Ento
Davi, com grande festa, foi  casa de Obede-Edom e ordenou que levassem
a arca de Deus para a Cidade de Davi.
13 Quando os que carregavam a
arca do Senhor davam seis passos, ele sacrificava um boi e um novilho
gordo.
14 Davi, vestindo o colete sacerdotal de linho, foi danando com
todas as suas foras perante o Senhor ,
15 enquanto ele e todos os
israelitas levavam a arca do Senhor ao som de gritos de alegria e de
trombetas.
16 Aconteceu que, entrando a arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical,
filha de Saul, observava de uma janela. E, ao ver o rei Davi danando e
celebrando perante o Senhor , ela o desprezou em seu corao.
17 Eles trouxeram a arca do Senhor e a colocaram na tenda que Davi lhe
havia preparado; e Davi ofereceu holocaustos [d] e sacrifcios de
comunho [e] perante o Senhor .
18 Aps oferecer os holocaustos
e os sacrifcios de comunho, ele abenoou o povo em nome do Senhor dos
Exrcitos,
19 e deu um po, um bolo de tmaras [f] e um bolo de
uvas passas a cada homem e a cada mulher israelita. Depois todo o povo
partiu, cada um para a sua casa.
20 Voltando Davi para casa para abenoar sua famlia, Mical, filha de
Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: "Como o rei de Israel se
destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos,
como um homem vulgar!"
21 Mas Davi disse a Mical: "Foi perante o Senhor que eu dancei,
perante aquele que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro
da famlia dele, quando me designou soberano sobre o povo do Senhor ,
sobre Israel; perante o Senhor celebrarei
22 e me rebaixarei ainda
mais, e me humilharei aos meus prprios olhos. Mas serei honrado por
essas escravas que voc mencionou".
23 E at o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos.
Notas de rodap:
[a] 6.2 Isto , Quiriate-Jearim.
[b] 6.3,4 Conforme os manuscritos do mar Morto e alguns manuscritos da
Septuaginta. O Texto Massortico diz carroo
4 e o trouxeram com a
arca de Deus desde a casa de Abinadabe, na colina.
[c] 6.8 Perez-Uz significa destruio de Uz.
[d] 6.17 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[e] 6.17 Ou de paz
[f] 6.19 Ou um pedao de carne ; ou ainda um pouco de vinho

II SAMUEL-CAPITULO-7
A Promessa de Deus a Davi
1 O rei Davi j morava em seu palcio e o Senhor lhe dera descanso de
todos os seus inimigos ao redor.
2 Certo dia ele disse ao profeta Nat:
"Aqui estou eu, morando num palcio de cedro, enquanto a arca de Deus
permanece numa simples tenda".
3 Nat respondeu ao rei: "Faze o que tiveres em mente, pois o Senhor
est contigo".
4 E naquela mesma noite o Senhor falou a Nat:
5 "V dizer a meu servo Davi que assim diz o Senhor : Voc construir
uma casa para eu morar?
6 No tenho morado em nenhuma casa desde o dia
em que tirei os israelitas do Egito. Tenho ido de uma tenda para outra,
de um tabernculo para outro.
7 Por onde tenho acompanhado os
israelitas, alguma vez perguntei a algum lder deles, a quem ordenei que
pastoreasse Israel, o meu povo: Por que voc no me construiu um templo
de cedro?
8 "Agora, pois, diga ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos
Exrcitos: Eu o tirei das pastagens, onde voc cuidava dos rebanhos,
para ser o soberano de Israel, o meu povo.
9 Sempre estive com voc por
onde voc andou, e eliminei todos os seus inimigos. Agora eu o farei to
famoso quanto os homens mais importantes da terra.
10 E providenciarei
um lugar para Israel, o meu povo, e os plantarei l, para que tenham o
seu prprio lar e no mais sejam incomodados. Povos mpios no mais os
oprimiro, como fizeram no incio
11 e tm feito desde a poca em que
nomeei juzes sobre Israel, o meu povo. Tambm subjugarei todos os seus
inimigos. Saiba tambm que eu, o Senhor , lhe estabelecerei uma
dinastia.
12 Quando a sua vida chegar ao fim e voc descansar com os
seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para suced-lo, um
fruto do seu prprio corpo, e eu estabelecerei o reino dele.
13 Ser
ele quem construir um templo em honra ao meu nome, e eu firmarei o
trono dele para sempre.
14 Eu serei seu pai, e ele ser meu filho.
Quando ele cometer algum erro, eu o punirei com o castigo dos homens,
com aoites aplicados por homens.
15 Mas nunca retirarei dele o meu
amor, como retirei de Saul, a quem tirei do seu caminho.
16 Quanto a
voc, sua dinastia e seu reino permanecero para sempre diante de mim
[a] ; o seu trono ser estabelecido para sempre".
17 E Nat transmitiu a Davi tudo o que o Senhor lhe tinha falado e
revelado.
A Orao de Davi
18 Ento o rei Davi entrou no tabernculo, assentou-se diante do Senhor
, e orou:
"Quem sou eu,  Soberano Senhor , e o que  a minha famlia, para que
me trouxesses a este ponto?
19 E, como se isso no bastasse para ti, 
Soberano Senhor , tambm falaste sobre o futuro da famlia deste teu
servo.  assim que procedes com os homens,  Soberano Senhor ?
20 "Que mais Davi poder dizer-te? Tu conheces o teu servo, 
Soberano Senhor .
21 Por amor de tua palavra e de acordo com tua
vontade, realizaste este feito grandioso e o revelaste ao teu servo.
22 "Quo grande s tu,  Soberano Senhor ! No h ningum como tu,
nem h outro Deus alm de ti, conforme tudo o que sabemos.
23 E quem 
como Israel, o teu povo, a nica nao da terra que tu,  Deus,
resgataste para dela fazeres um povo para ti mesmo, e assim tornaste o
teu nome famoso, realizaste grandes e impressionantes maravilhas ao
expulsar naes e seus deuses de diante desta mesma nao que libertaste
do Egito [b] ?
24 Tu mesmo fizeste de Israel o teu povo
particular para sempre, e tu,  Senhor , te tornaste o seu Deus.
25 "Agora, Senhor Deus, confirma para sempre a promessa que fizeste a
respeito de teu servo e de sua descendncia. Faze conforme prometeste,
26 para que o teu nome seja engrandecido para sempre e os homens digam:
``O Senhor dos Exrcitos  o Deus de Israel!'' E a descendncia de teu
servo Davi se manter firme diante de ti.
27 " Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel, tu mesmo o revelaste a
teu servo, quando disseste: ``Estabelecerei uma dinastia para voc''.
Por isso o teu servo achou coragem para orar a ti.
28  Soberano Senhor
, tu s Deus! Tuas palavras so verdadeiras, e tu fizeste essa boa
promessa a teu servo.
29 Agora, por tua bondade, abenoa a famlia de
teu servo, para que ela continue para sempre na tua presena. Tu, 
Soberano Senhor , o prometeste! E, abenoada por ti, bendita ser para
sempre a famlia de teu servo".
Notas de rodap:
[a] 7.16 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a
Septuaginta. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz de voc.
[b] 7.23 O Texto Massortico diz maravilhas para tua terra e perante
teu povo, o qual resgataste do Egito, das naes e de seus deuses. Veja
1Cr 17.21.

II SAMUEL-CAPITULO-8
As Vitrias Militares de Davi
1 Depois disso Davi derrotou os filisteus, subjugou-os, e tirou do
controle deles Metegue-Am.
2 Davi derrotou tambm os moabitas. Ele os fez deitar-se no cho e
mandou que os medissem com uma corda; os moabitas que ficavam dentro das
duas primeiras medidas da corda eram mortos, mas os que ficavam dentro
da terceira eram poupados. Assim, os moabitas ficaram sujeitos a Davi,
pagando-lhe impostos.
3 Alm disso, Davi derrotou Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zob,
quando Hadadezer tentava recuperar o controle na regio do rio Eufrates.
4 Davi se apossou de mil dos seus carros de guerra, sete mil [a]
cavaleiros [b] e vinte mil soldados de infantaria. Ainda levou
cem cavalos de carros de guerra, e aleijou todos o outros.
5 Quando os arameus de Damasco vieram ajudar Hadadezer, rei de Zob,
Davi matou vinte e dois mil deles.
6 Em seguida estabeleceu guarnies
militares no reino dos arameus de Damasco, sujeitando-os a lhe pagarem
impostos. E o Senhor dava vitrias a Davi em todos os lugares aonde ia.
7 Davi tambm levou para Jerusalm os escudos de ouro usados pelos
oficiais de Hadadezer.
8 De Teb [c] e Berotai, cidades que
pertenciam a Hadadezer, o rei Davi levou grande quantidade de bronze.
9 Quando To, rei de Hamate, soube que Davi tinha derrotado todo o
exrcito de Hadadezer,
10 enviou seu filho Joro [d] ao rei Davi
para saud-lo e parabeniz-lo por sua vitria na batalha contra
Hadadezer, que tinha estado em guerra contra To. E, com Joro, mandou
todo tipo de utenslios de prata, de ouro e de bronze.
11 O rei Davi
consagrou esses utenslios ao Senhor , como fizera com a prata e com o
ouro tomados de todas as naes que havia subjugado:
12 Edom [e]
e Moabe, os amonitas e os filisteus, e Amaleque. Tambm consagrou os
bens tomados de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zob.
13 Davi ficou ainda mais famoso ao retornar da batalha em que matou
dezoito mil edomitas [f] no vale do Sal.
14 Ele estabeleceu guarnies militares por todo o territrio de Edom,
sujeitando todos os edomitas. O Senhor dava vitrias a Davi em todos os
lugares aonde ia.
Os Oficiais de Davi
15 Davi reinou sobre todo o Israel, administrando o direito e a justia
a todo o seu povo.
16 Joabe, filho de Zeruia, era comandante do
exrcito; Josaf, filho de Ailude, era o arquivista real;
17 Zadoque,
filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Seraas
era secretrio;
18 Benaia, filho de Joiada, comandava os queretitas e
os peletitas; e os filhos de Davi eram sacerdotes.
Notas de rodap:
[a] 8.4 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz capturou mil e
setecentos. Veja 1Cr 18.4.
[b] 8.4 Ou condutores de carros
[c] 8.8 Muitos manuscritos dizem Bet. Veja 1Cr 18.8.
[d] 8.10 Variante de Adoro.
[e] 8.12 Muitos manuscritos dizem Ar. Veja 1Cr 18.11.
[f] 8.13 Muitos manuscritos dizem arameus. Veja 1Cr 18.12.

II SAMUEL-CAPITULO-9
Davi e Mefibosete
1 Certa ocasio Davi perguntou: "Resta ainda algum da famlia de
Saul a quem eu possa mostrar lealdade, por causa de minha amizade com
Jnatas?"
2 Ento chamaram Ziba, um dos servos de Saul, para apresentar-se a
Davi, e o rei lhe perguntou: "Voc  Ziba?"
"Sou teu servo", respondeu ele.
3 Perguntou-lhe Davi: "Resta ainda algum da famlia de Saul a quem
eu possa mostrar a lealdade de Deus?"
Respondeu Ziba: "Ainda h um filho de Jnatas, aleijado dos ps".
4 "Onde est ele?", perguntou o rei.
Ziba respondeu: "Na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar".
5 Ento o rei Davi mandou traz-lo de Lo-Debar.
6 Quando Mefibosete, filho de Jnatas e neto de Saul, compareceu diante
de Davi, prostrou-se, rosto em terra.
"Mefibosete?", perguntou Davi.
Ele respondeu: "Sim, sou teu servo".
7 "No tenha medo", disse-lhe Davi, "pois  certo que eu o
tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jnatas, seu pai.
Vou devolver-lhe todas as terras que pertenciam a seu av Saul, e voc
comer sempre  minha mesa."
8 Mefibosete prostrou-se e disse: "Quem  o teu servo, para que te
preocupes com um co morto como eu?"
9 Ento o rei convocou Ziba e disse-lhe: "Devolvi ao neto de Saul,
seu senhor, tudo o que pertencia a ele e  famlia dele.
10 Voc, seus
filhos e seus servos cultivaro a terra para ele. Voc trar a colheita
para que haja provises na casa do neto de seu senhor. Mas Mefibosete
comer sempre  minha mesa". Ziba tinha quinze filhos e vinte servos.
11 Ento Ziba disse ao rei: "O teu servo far tudo o que o rei, meu
senhor, ordenou". Assim, Mefibosete passou a comer  mesa de Davi
[a] como se fosse um dos seus filhos.
12 Mefibosete tinha um filho ainda jovem chamado Mica. E todos os que
moravam na casa de Ziba tornaram-se servos de Mefibosete.
13 Ento
Mefibosete, que era aleijado dos ps, foi morar em Jerusalm, pois
passou a comer sempre  mesa do rei.
Notas de rodap:
[a] 9.11 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz  minha mesa.

II SAMUEL-CAPITULO-10
A Guerra contra os Amonitas
1 Algum tempo depois o rei dos amonitas morreu, e seu filho Hanum foi
o seu sucessor.
2 Davi pensou: "Serei bondoso com Hanum, filho de
Nas, como seu pai foi bondoso comigo". Ento Davi enviou uma
delegao para transmitir a Hanum seu pesar pela morte do pai dele.
Mas, quando os mensageiros de Davi chegaram  terra dos amonitas,
3 os
lderes amonitas disseram a Hanum, seu senhor: "Achas que Davi est
honrando teu pai ao enviar mensageiros para expressar condolncias? No
 nada disso! Davi os enviou como espies para examinarem a cidade, a
fim de destru-la".
4 Ento Hanum prendeu os mensageiros de Davi,
rapou metade da barba de cada um, cortou metade de suas roupas at as
ndegas, e os mandou embora.
5 Quando Davi soube disso, enviou mensageiros ao encontro deles, pois
haviam sido profundamente humilhados, e lhes mandou dizer: "Fiquem em
Jeric at que a barba cresa, e ento voltem para casa".
6 Vendo que tinham atrado sobre si o dio de [a] Davi, os
amonitas contrataram vinte mil soldados de infantaria dos arameus de
Bete-Reobe e de Zob, mil homens do rei de Maaca e doze mil dos homens
de Tobe.
7 Ao saber disso, Davi ordenou a Joabe que marchasse com todo o
exrcito.
8 Os amonitas saram e se puseram em posio de combate 
entrada da cidade, e os arameus de Zob e de Reobe e os homens de Tobe e
de Maaca posicionaram-se em campo aberto.
9 Vendo Joabe que estava cercado pelas linhas de combate, escolheu
alguns dos melhores soldados de Israel e os posicionou contra os
arameus.
10 Ps o restante dos homens sob o comando de seu irmo Abisai
e os posicionou contra os amonitas.
11 E Joabe disse a Abisai: "Se os
arameus forem fortes demais para mim, venha me ajudar; mas, se os
amonitas forem fortes demais para voc, eu irei ajud-lo.
12 Seja forte
e lutemos com bravura pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E
que o Senhor faa o que for de sua vontade".
13 Ento Joabe e seus soldados avanaram contra os arameus, que fugiram
dele.
14 Quando os amonitas viram que os arameus estavam fugindo de
Joabe, tambm fugiram de seu irmo Abisai e entraram na cidade. Assim,
Joabe parou a batalha contra os amonitas e voltou para Jerusalm.
15 Vendo-se derrotados por Israel, os arameus tornaram a agrupar-se.
16 Hadadezer mandou trazer os arameus que viviam do outro lado do
Eufrates [b] . Estes chegaram a Hel, tendo  frente Soboque,
comandante do exrcito de Hadadezer.
17 Informado disso, Davi reuniu todo o Israel, atravessou o Jordo e
chegou a Hel. Os arameus estavam em posio de combate para
enfrent-lo,
18 mas acabaram fugindo de diante de Israel. E Davi matou
setecentos condutores de carros de guerra e quarenta mil soldados de
infantaria [c] dos arameus. Soboque, o comandante do exrcito,
tambm foi ferido e morreu ali mesmo.
19 Quando todos os reis vassalos
de Hadadezer viram que tinham sido derrotados por Israel, fizeram a paz
com os israelitas e sujeitaram-se a eles.
E os arameus ficaram com medo de voltar a ajudar os amonitas.
Notas de rodap:
[a] 10.6 Hebraico: se transformado em mau cheiro para.
[b] 10.16 Hebraico: do Rio.
[c] 10.18 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz cavaleiros. Veja 1Cr 19.18.

II SAMUEL-CAPITULO-11
Davi Comete Adultrio
1 Na primavera, poca em que os reis saam para a guerra, Davi enviou
para a batalha Joabe com seus oficiais e todo o exrcito de Israel; e
eles derrotaram os amonitas e cercaram Rab. Mas Davi permaneceu em
Jerusalm.
2 Uma tarde Davi levantou-se da cama e foi passear pelo terrao do
palcio. Do terrao viu uma mulher muito bonita tomando banho,
3 e
mandou algum procurar saber quem era. Disseram-lhe: " Bate-Seba,
filha de Eli e mulher de Urias, o hitita".
4 Davi mandou que a
trouxessem, e se deitou com ela, que havia acabado de se purificar da
impureza da sua menstruao. Depois, voltou para casa.
5 A mulher
engravidou e mandou um recado a Davi, dizendo que estava grvida.
6 Em face disso, Davi mandou esta mensagem a Joabe: "Envie-me Urias,
o hitita". E Joabe o enviou.
7 Quando Urias chegou, Davi
perguntou-lhe como estavam Joabe e os soldados e como estava indo a
guerra;
8 e lhe disse: "V descansar um pouco em sua casa". Urias
saiu do palcio e logo lhe foi mandado um presente da parte do rei.
9 Mas Urias dormiu na entrada do palcio, onde dormiam os guardas de seu
senhor, e no foi para casa.
10 Quando informaram a Davi que Urias no tinha ido para casa, ele lhe
perguntou: "Depois da viagem que voc fez, por que no foi para
casa?"
11 Urias respondeu: "A arca e os homens de Israel e de Jud repousam
em tendas; o meu senhor Joabe e os seus soldados esto acampados ao ar
livre. Como poderia eu ir para casa para comer, beber e deitar-me com
minha mulher? Juro por teu nome e por tua vida que no farei uma coisa
dessas!"
12 Ento Davi lhe disse: "Fique aqui mais um dia; amanh eu o
mandarei de volta". Urias ficou em Jerusalm, mas no dia seguinte
13 Davi o convidou para comer e beber, e o embriagou.  tarde, porm, Urias
saiu para dormir em sua esteira onde os guardas de seu senhor dormiam, e
no foi para casa.
14 De manh, Davi enviou uma carta a Joabe por meio de Urias.
15 Nela
escreveu: "Ponha Urias na linha de frente e deixe-o onde o combate
estiver mais violento, para que seja ferido e morra".
16 Como Joabe tinha cercado a cidade, colocou Urias no lugar onde sabia
que os inimigos eram mais fortes.
17 Quando os homens da cidade saram
e lutaram contra Joabe, alguns dos oficiais da guarda de Davi morreram,
e morreu tambm Urias, o hitita.
18 Joabe enviou a Davi um relatrio completo da batalha,
19 dando a
seguinte instruo ao mensageiro: "Ao acabar de apresentar ao rei este
relatrio,
20 pode ser que o rei fique muito indignado e lhe pergunte:
``Por que vocs se aproximaram tanto da cidade para combater? No
sabiam que eles atirariam flechas da muralha?
21 Em Tebes, quem matou
Abimeleque, filho de Jerubesete [a] ? No foi uma mulher que da
muralha atirou-lhe uma pedra de moinho, e ele morreu? Por que vocs se
aproximaram tanto da muralha?'' Se ele perguntar isso, diga-lhe: E
morreu tambm o teu servo Urias, o hitita".
22 O mensageiro partiu e, ao chegar, contou a Davi tudo o que Joabe lhe
havia mandado falar,
23 dizendo: "Eles nos sobrepujaram e saram
contra ns em campo aberto, mas ns os fizemos retroceder para a porta
da cidade.
24 Ento os flecheiros atiraram do alto da muralha contra os
teus servos, e mataram alguns deles. E morreu tambm o teu servo Urias,
o hitita".
25 Davi mandou o mensageiro dizer a Joabe: "No fique preocupado com
isso, pois a espada no escolhe a quem devorar. Reforce o ataque 
cidade at destru-la". E ainda insistiu com o mensageiro que
encorajasse Joabe.
26 Quando a mulher de Urias soube que o seu marido havia morrido,
chorou por ele.
27 Passado o luto, Davi mandou que a trouxessem para o
palcio; ela se tornou sua mulher e teve um filho dele. Mas o que Davi
fez desagradou ao Senhor .
Notas de rodap:
[a] 11.21 Tambm conhecido como Jerubaal (isto , Gideo).

II SAMUEL-CAPITULO-12
Nat Repreende Davi
1 E o Senhor enviou a Davi o profeta Nat. Ao chegar, ele disse a
Davi: "Dois homens viviam numa cidade, um era rico e o outro, pobre.
2 O rico possua muitas ovelhas e bois,
3 mas o pobre nada tinha,
seno uma cordeirinha que havia comprado. Ele a criou, e ela cresceu com
ele e com seus filhos. Ela comia junto dele, bebia do seu copo e at
dormia em seus braos. Era como uma filha para ele.
4 "Certo dia, um viajante chegou  casa do rico, e este no quis
pegar uma de suas prprias ovelhas ou de seus bois para preparar-lhe uma
refeio. Em vez disso, preparou para o visitante a cordeira que
pertencia ao pobre".
5 Ento Davi encheu-se de ira contra o homem e disse a Nat: "Juro
pelo nome do Senhor que o homem que fez isso merece a morte!
6 Dever
pagar quatro vezes o preo da cordeira, porquanto agiu sem
misericrdia".
7 "Voc  esse homem!", disse Nat a Davi. E continuou: "Assim
diz o Senhor , o Deus de Israel: ``Eu o ungi rei de Israel e o livrei
das mos de Saul.
8 Dei-lhe a casa e as mulheres do seu senhor. Dei-lhe
a nao de Israel e Jud. E, se tudo isso no fosse suficiente, eu lhe
teria dado mais ainda.
9 Por que voc desprezou a palavra do Senhor ,
fazendo o que ele reprova? Voc matou Urias, o hitita, com a espada dos
amonitas e ficou com a mulher dele.
10 Por isso, a espada nunca se
afastar de sua famlia, pois voc me desprezou e tomou a mulher de
Urias, o hitita, para ser sua mulher''.
11 "Assim diz o Senhor : ``De sua prpria famlia trarei desgraa
sobre voc. Tomarei as suas mulheres diante dos seus prprios olhos e as
darei a outro; e ele se deitar com elas em plena luz do dia.
12 Voc
fez isso s escondidas, mas eu o farei diante de todo o Israel, em plena
luz do dia''".
13 Ento Davi disse a Nat: "Pequei contra o Senhor !"
E Nat respondeu: "O Senhor perdoou o seu pecado. Voc no morrer.
14 Entretanto, uma vez que voc insultou o Senhor [a] , o menino
morrer".
15 Depois que Nat foi para casa, o Senhor fez adoecer o filho que a
mulher de Urias dera a Davi.
16 E Davi implorou a Deus em favor da
criana. Ele jejuou e, entrando em casa, passou a noite deitado no cho.
17 Os oficiais do palcio tentaram faz-lo levantar-se do cho, mas ele
no quis, e recusou comer.
18 Sete dias depois a criana morreu. Os conselheiros de Davi ficaram
com medo de dizer-lhe que a criana estava morta, e comentaram:
"Enquanto a criana ainda estava viva, falamos com ele, e ele no quis
escutar-nos. Como vamos dizer-lhe que a criana morreu? Ele poder
cometer alguma loucura!"
19 Davi, percebendo que seus conselheiros cochichavam entre si,
compreendeu que a criana estava morta e perguntou: "A criana
morreu?"
"Sim, morreu", responderam eles.
20 Ento Davi levantou-se do cho, lavou-se, perfumou-se e trocou de
roupa. Depois entrou no santurio do Senhor e o adorou. E, voltando ao
palcio, pediu que lhe preparassem uma refeio e comeu.
21 Seus conselheiros lhe perguntaram: "Por que ages assim? Enquanto a
criana estava viva, jejuaste e choraste; mas, agora que a criana est
morta, te levantas e comes!"
22 Ele respondeu: "Enquanto a criana ainda estava viva, jejuei e
chorei. Eu pensava: Quem sabe? Talvez o Senhor tenha misericrdia de mim
e deixe a criana viver.
23 Mas agora que ela morreu, por que deveria
jejuar? Poderia eu traz-la de volta  vida? Eu irei at ela, mas ela
no voltar para mim".
24 Depois Davi consolou sua mulher Bate-Seba e deitou-se com ela, e ela
teve um menino, a quem Davi deu o nome de Salomo. O Senhor o amou
25 e
enviou o profeta Nat com uma mensagem a Davi. E Nat deu ao menino o
nome de Jedidias [b] .
26 Enquanto isso, Joabe atacou Rab dos amonitas e conquistou a
fortaleza real.
27 Feito isso, mandou mensageiros a Davi, dizendo:
"Lutei contra Rab e apoderei-me dos seus reservatrios de gua.
28 Agora, convoca o restante do exrcito, cerca a cidade e conquista-a. Se
no, eu terei a fama de hav-la conquistado".
29 Ento Davi convocou todo o exrcito, foi a Rab, atacou a cidade e a
conquistou.
30 A seguir tirou a coroa da cabea de Moloque [c] ,
uma coroa de ouro de trinta e cinco quilos [d] ; ornamentada com
pedras preciosas. E ela foi colocada na cabea de Davi. Ele trouxe uma
grande quantidade de bens da cidade
31 e trouxe tambm os seus
habitantes, designando-lhes trabalhos com serras, picaretas e machados,
alm da fabricao de tijolos. Davi fez assim com todas as cidades
amonitas. Depois voltou com todo o seu exrcito para Jerusalm.
Notas de rodap:
[a] 12.14 Conforme um manuscrito da Septuaginta. O Texto Massortico
diz os inimigos do Senhor.
[b] 12.25 Jedidias significa amado pelo Senhor.
[c] 12.30 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz do rei
deles.
[d] 12.30 Hebraico: 1 talento .

II SAMUEL-CAPITULO-13
Tamar  Violentada por Amnom
1 Depois de algum tempo, Amnom, filho de Davi, apaixonou-se por Tamar;
ela era muito bonita e era irm de Absalo, outro filho de Davi.
2 Amnom ficou angustiado ao ponto de adoecer por causa de sua meia-irm
Tamar, pois ela era virgem, e parecia-lhe impossvel aproximar-se dela.
3 Amnom tinha um amigo muito astuto chamado Jonadabe, filho de Simia,
irmo de Davi.
4 Ele perguntou a Amnom: "Filho do rei, por que todo
dia voc est abatido? Quer me contar o que se passa?"
Amnom lhe disse: "Estou apaixonado por Tamar, irm de meu irmo
Absalo".
5 "V para a cama e finja estar doente", disse Jonadabe. "Quando
seu pai vier visit-lo, diga-lhe: Permite que minha irm Tamar venha
dar-me de comer. Gostaria que ela preparasse a comida aqui mesmo e me
servisse. Assim poderei v-la."
6 Amnom aceitou a idia e deitou-se, fingindo-se doente. Quando o rei
foi visit-lo, Amnom lhe disse: "Eu gostaria que minha irm Tamar
viesse e preparasse dois bolos aqui mesmo e me servisse".
7 Davi mandou dizer a Tamar no palcio: "V  casa de seu irmo Amnom
e prepare algo para ele comer".
8 Tamar foi  casa de seu irmo, que
estava deitado. Ela amassou a farinha, preparou os bolos na presena
dele e os assou.
9 Depois pegou a assadeira e lhe serviu os bolos, mas
ele no quis comer.
Ento Amnom deu ordem para que todos sassem e, depois que todos saram,
10 disse a Tamar: "Traga os bolos e sirva-me aqui no meu quarto".
Tamar levou os bolos que havia preparado ao quarto de seu irmo.
11 Mas
quando ela se aproximou para servi-lo, ele a agarrou e disse:
"Deite-se comigo, minha irm".
12 Mas ela lhe disse: "No, meu irmo! No me faa essa violncia.
No se faz uma coisa dessas em Israel! No cometa essa loucura.
13 O
que seria de mim? Como eu poderia livrar-me da minha desonra? E o que
seria de voc? Voc cairia em desgraa em Israel. Fale com o rei; ele
deixar que eu me case com voc".
14 Mas Amnom no quis ouvi-la e,
sendo mais forte que ela, violentou-a.
15 Logo depois Amnom sentiu uma forte averso por ela, mais forte que a
paixo que sentira. E lhe disse: "Levante-se e saia!"
16 Mas ela lhe disse: "No, meu irmo, mandar-me embora seria pior do
que o mal que voc j me fez".
Ele, porm, no quis ouvi-la
17 e, chamando seu servo, disse-lhe:
"Ponha esta mulher para fora daqui e tranque a porta".
18 Ento o
servo a ps para fora e trancou a porta. Ela estava vestindo uma tnica
longa [a] , pois esse era o tipo de roupa que as filhas virgens
do rei usavam desde a puberdade.
19 Tamar ps cinza na cabea, rasgou a
tnica longa que estava usando e se ps a caminho, com as mos sobre a
cabea e chorando em alta voz.
20 Absalo, seu irmo, lhe perguntou: "Seu irmo, Amnom, lhe fez
algum mal? Acalme-se, minha irm; ele  seu irmo! No se deixe dominar
pela angstia". E Tamar, muito triste, ficou na casa de seu irmo
Absalo.
21 Ao saber de tudo isso, o rei Davi ficou indignado.
22 E Absalo no
falou nada com Amnom, nem bem, nem mal, embora o odiasse por ter
violentado sua irm Tamar.
Absalo Mata Amnom
23 Dois anos depois, quando os tosquiadores de ovelhas de Absalo
estavam em Baal-Hazor, perto da fronteira de Efraim, Absalo convidou
todos os filhos do rei para se reunirem com ele.
24 Absalo foi ao rei
e lhe disse: "Eu, teu servo, estou tosquiando as ovelhas e gostaria
que o rei e os seus conselheiros estivessem comigo".
25 Respondeu o rei: "No, meu filho. No iremos todos, pois isso
seria um peso para voc". Embora Absalo insistisse, ele se recusou a
ir, mas o abenoou.
26 Ento Absalo lhe disse: "Se no queres ir, permite, por favor,
que o meu irmo Amnom v conosco".
O rei perguntou: "Por que ele iria com voc?"
27 Mas Absalo
insistiu tanto que o rei acabou deixando que Amnom e os seus outros
filhos fossem com ele.
28 Absalo ordenou aos seus homens: "Ouam! Quando Amnom estiver
embriagado de vinho e eu disser: Matem Amnom!, vocs o mataro. No
tenham medo; eu assumo a responsabilidade. Sejam fortes e corajosos!"
29 Assim os homens de Absalo mataram Amnom, obedecendo s suas ordens.
Ento todos os filhos do rei montaram em suas mulas e fugiram.
30 Estando eles ainda a caminho, chegou a seguinte notcia ao rei:
"Absalo matou todos os teus filhos; nenhum deles escapou".
31 O
rei levantou-se, rasgou as suas vestes, prostrou-se, rosto em terra, e
todos os conselheiros que estavam com ele tambm rasgaram as vestes.
32 Mas Jonadabe, filho de Simia, irmo de Davi, disse: "No pense o
meu senhor que mataram todos os seus filhos. Somente Amnom foi morto.
Essa era a inteno de Absalo desde o dia em que Amnom violentou Tamar,
irm dele.
33 O rei, meu senhor, no deve acreditar que todos os seus
filhos esto mortos. Apenas Amnom morreu".
34 Enquanto isso, Absalo fugiu.
Nesse meio tempo a sentinela viu muita gente que vinha pela estrada de
Horonaim, descendo pela encosta da colina, e disse ao rei: "Vejo
homens vindo pela estrada de Horonaim, na encosta da colina" [b] .
35 E Jonadabe disse ao rei: "So os filhos do rei! Aconteceu como o
teu servo disse".
36 Acabando de falar, os filhos do rei chegaram, chorando em alta voz.
Tambm o rei e todos os seus conselheiros choraram muito.
37 Absalo fugiu para o territrio de Talmai, filho de Amide, rei de
Gesur. E o rei Davi pranteava por seu filho todos os dias.
38 Depois que Absalo fugiu para Gesur e l permaneceu trs anos,
39 a
ira do rei contra Absalo cessou [c] , pois ele se sentia
consolado da morte de Amnom.
Notas de rodap:
[a] 13.18 Ou de diversas cores ; tambm no versculo 19.
[b] 13.34 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico no traz esta
sentena.
[c] 13.39 Ou o rei teve saudade de Absalo . Conforme os manuscritos
do mar Morto e alguns manuscritos da Septuaginta.

II SAMUEL-CAPITULO-14
Absalo Volta para Jerusalm
1 Joabe, filho de Zeruia, percebendo que o rei estava com saudade de
Absalo,
2 mandou buscar uma mulher astuta em Tecoa, e lhe disse:
"Finja que est de luto: vista-se de preto e no se perfume. Aja como
uma mulher que h algum tempo est de luto.
3 V dizer ao rei estas
palavras", e a instruiu sobre o que ela deveria dizer.
4 Quando a mulher apresentou-se [a] ao rei, prostrou-se, rosto
em terra, em sinal de respeito, e lhe disse: "Ajuda-me,  rei!"
5 "Qual  o seu problema?", perguntou-lhe o rei, e ela respondeu:
"Sou viva, meu marido morreu
6 deixando-me com dois filhos. Eles
brigaram no campo e, no havendo ningum para separ-los, um acabou
matando o outro.
7 Agora, todo o cl levantou-se contra a tua serva,
exigindo: ``Entregue o assassino, para que o matemos pela vida do
irmo, e nos livremos tambm do herdeiro''. Eles querem apagar a ltima
centelha que me restou, deixando meu marido sem nome nem descendncia na
face da terra".
8 O rei disse  mulher: "V para casa. Eu mandarei que cuidem do seu
caso".
9 Mas a mulher de Tecoa lhe disse: " rei, meu senhor,  sobre mim e
sobre a famlia de meu pai que pesar a iniqidade; no pesa culpa sobre
o rei e sobre o seu trono".
10 O rei respondeu: "Se algum amea-la, traga-o a mim, e ele no
mais a incomodar".
11 Ela acrescentou: "Peo ento ao rei que, em nome do Senhor , o seu
Deus, no permita que o vingador da vtima cause maior destruio,
matando meu outro filho".
E disse ele: "Eu juro pelo nome do Senhor : Nem um s fio de cabelo da
cabea de seu filho cair".
12 Disse-lhe ainda a mulher: "Permite que a tua serva fale mais uma
coisa ao rei, meu senhor".
"Fale", respondeu ele.
13 Disse ento a mulher: "Por que ter o rei agido contra o povo de
Deus? O rei est se condenando com o que acaba de dizer, pois no
permitiu a volta do que foi banido.
14 Que teremos que morrer um dia, 
to certo como no se pode recolher a gua que se espalhou pela terra.
Mas Deus no tira a vida; ao contrrio, cria meios para que o banido no
permanea afastado dele.
15 "E eu vim falar sobre isso ao rei, meu senhor, porque o povo me
ameaou. Tua serva pensou que se falasse com o rei, talvez ele atendesse
o seu pedido
16 e concordasse em livrar a sua serva das mos do homem
que est tentando eliminar tanto a mim como a meu filho da herana que
Deus nos deu.
17 "E agora a tua serva diz: Traga-me descanso a deciso do rei, o
meu senhor, pois o rei, meu senhor,  como um anjo de Deus, capaz de
discernir entre o bem e o mal. Que o Senhor , o teu Deus, esteja
contigo!"
18 Ento o rei disse  mulher: "No me esconda nada do que vou lhe
perguntar".
"Fale o rei, meu senhor", disse a mulher.
19 O rei perguntou: "No  Joabe que est por trs de tudo isso?"
A mulher respondeu: "Juro por tua vida,  rei, ningum  capaz de
desviar-se para a direita ou para a esquerda do que tu dizes. Sim, foi o
teu servo Joabe que me mandou aqui para dizer tudo isso.
20 O teu servo
Joabe agiu assim para mudar essa situao. Mas o meu senhor  sbio como
um anjo de Deus, e nada lhe escapa de tudo o que acontece no pas".
21 Depois o rei disse a Joabe: "Muito bem, atenderei esse pedido. V
e traga de volta o jovem Absalo".
22 Joabe prostrou-se, rosto em terra, abenoou o rei e disse: "Hoje o
teu servo ficou sabendo que o vs com bons olhos, pois o rei atendeu o
pedido de seu servo".
23 Ento Joabe foi a Gesur e trouxe Absalo de volta para Jerusalm.
24 Mas o rei disse: "Ele ir para a casa dele; no vir  minha
presena". Assim, Absalo foi para a sua casa e no compareceu mais 
presena do rei.
25 Em todo o Israel no havia homem to elogiado por sua beleza como
Absalo. Da cabea aos ps no havia nele nenhum defeito.
26 Sempre que
o cabelo lhe ficava pesado demais, ele o cortava e o pesava: eram dois
quilos e quatrocentos gramas [b] , segundo o padro do rei.
27 Ele teve trs filhos e uma filha, chamada Tamar, que se tornou uma
linda mulher.
28 Absalo morou dois anos em Jerusalm sem ser recebido pelo rei.
29 Ento mandou chamar Joabe para envi-lo ao rei, mas Joabe no quis ir.
Mandou cham-lo pela segunda vez, mas ele, novamente, no quis ir.
30 Ento Absalo disse a seus servos: "Vejam, a propriedade de Joabe 
vizinha da minha, e ele tem uma plantao de cevada. Tratem de
incendi-la". E os servos de Absalo puseram fogo na plantao.
31 Ento Joabe foi  casa de Absalo e lhe perguntou: "Porque os seus
servos puseram fogo na minha propriedade?"
32 Absalo respondeu: "Mandei cham-lo para envi-lo ao rei com a
seguinte mensagem: Por que voltei de Gesur? Melhor seria que eu l
permanecesse! Quero ser recebido pelo rei; e, se eu for culpado de
alguma coisa, que ele mande me matar".
33 Ento Joabe foi contar tudo ao rei, que mandou chamar Absalo. Ele
entrou e prostrou-se, rosto em terra, perante o rei. E o rei saudou-o
com um beijo.
Notas de rodap:
[a] 14.4 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do
Texto Massortico diz falou.
[b] 14.26 Hebraico: 200 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

II SAMUEL-CAPITULO-15
A Conspirao de Absalo
1 Algum tempo depois, Absalo adquiriu uma carruagem, cavalos e uma
escolta de cinqenta homens.
2 Ele se levantava cedo e ficava junto ao
caminho que levava  porta da cidade. Sempre que algum trazia uma causa
para ser decidida pelo rei, Absalo o chamava e perguntava de que cidade
vinha. A pessoa respondia que era de uma das tribos de Israel,
3 e
Absalo dizia: "A sua causa  vlida e legtima, mas no h nenhum
representante do rei para ouvi-lo".
4 E Absalo acrescentava: "Quem
me dera ser designado juiz desta terra! Todos os que tivessem uma causa
ou uma questo legal viriam a mim, e eu lhe faria justia".
5 E sempre que algum se aproximava dele para prostrar-se em sinal de
respeito, Absalo estendia a mo, abraava-o e beijava-o.
6 Absalo
agia assim com todos os israelitas que vinham pedir que o rei lhes
fizesse justia. Assim ele foi conquistando a lealdade dos homens de
Israel.
7 Ao final de quatro [a] anos, Absalo disse ao rei: "Deixa-me
ir a Hebrom para cumprir um voto que fiz ao Senhor .
8 Quando o teu
servo estava em Gesur, na Sria, fez este voto: Se o Senhor me permitir
voltar a Jerusalm, prestarei culto a ele em Hebrom [b] ".
9 "V em paz!", disse o rei. E ele foi para Hebrom.
10 Absalo enviou secretamente mensageiros a todas as tribos de Israel,
dizendo: "Assim que vocs ouvirem o som das trombetas, digam: Absalo
 rei em Hebrom".
11 Absalo levou duzentos homens de Jerusalm. Eles
tinham sido convidados e nada sabiam nem suspeitavam do que estava
acontecendo.
12 Depois de oferecer sacrifcios, Absalo mandou chamar
Aitofel, da cidade de Gilo, conselheiro de Davi. A conspirao ganhou
fora, e cresceu o nmero dos que seguiam Absalo.
A Fuga de Davi
13 Ento um mensageiro chegou e disse a Davi: "Os israelitas esto
com Absalo!"
14 Em vista disso, Davi disse aos conselheiros que estavam com ele em
Jerusalm: "Vamos fugir; caso contrrio no escaparemos de Absalo. Se
no partirmos imediatamente ele nos alcanar, causar a nossa runa e
matar o povo  espada".
15 Os conselheiros do rei lhe responderam: "Teus servos esto
dispostos a fazer tudo o que o rei, nosso senhor, decidir".
16 O rei partiu, seguido por todos os de sua famlia; deixou, porm,
dez concubinas para tomarem conta do palcio.
17 Assim, o rei partiu
com todo o povo. Pararam na ltima casa da cidade,
18 e todos os seus
soldados marcharam, passando por ele: todos os queretitas e peletitas, e
os seiscentos giteus que o acompanhavam desde Gate.
19 O rei disse ento a Itai, de Gate: "Por que voc est indo
conosco? Volte e fique com o novo rei, pois voc  estrangeiro, um
exilado de sua terra.
20 Faz pouco tempo que voc chegou. Como eu
poderia faz-lo acompanhar-me? Volte e leve consigo os seus irmos. Que
o Senhor o trate com bondade e fidelidade!"
21 Itai, contudo, respondeu ao rei: "Juro pelo nome do Senhor e por
tua vida que onde quer que o rei, meu senhor, esteja, ali estar o seu
servo, para viver ou para morrer!"
22 Ento Davi disse a Itai: "Est bem, pode ir adiante". E Itai, o
giteu, marchou, com todos os seus soldados e com as famlias que estavam
com ele.
23 Todo o povo do lugar chorava em alta voz enquanto o exrcito
passava. O rei atravessou o vale do Cedrom e todo o povo foi com ele em
direo ao deserto.
24 Zadoque tambm estava l, e com ele todos os levitas que carregavam
a arca da aliana de Deus; Abiatar tambm estava l. Puseram no cho a
arca de Deus at que todo o povo sasse da cidade.
25 Ento o rei disse a Zadoque: "Leve a arca de Deus de volta para a
cidade. Se o Senhor mostrar benevolncia a mim, ele me trar de volta e
me deixar ver a arca e o lugar onde ela deve permanecer.
26 Mas, se
ele disser que j no sou do seu agrado, aqui estou! Faa ele comigo a
sua vontade".
27 Disse ainda o rei ao sacerdote Zadoque: "Fique alerta! Volte em
paz para a cidade, voc, Aimas, seu filho, e Jnatas, filho de Abiatar.
28 Pelos desfiladeiros do deserto ficarei esperando notcias de
vocs".
29 Ento Zadoque e Abiatar levaram a arca de Deus de volta
para Jerusalm, e l permaneceram.
30 Davi, porm, continuou subindo o monte das Oliveiras, caminhando e
chorando, com a cabea coberta e os ps descalos. E todos os que iam
com ele tambm tinham a cabea coberta e subiam chorando.
31 Quando
informaram a Davi que Aitofel era um dos conspiradores que apoiavam
Absalo, Davi orou: " Senhor , transforma em loucura os conselhos de
Aitofel".
32 Quando Davi chegou ao alto do monte, ao lugar onde o povo costumava
adorar a Deus, veio ao seu encontro o arquita Husai, com a roupa rasgada
e com terra sobre a cabea.
33 E Davi lhe disse: "No adianta voc
vir comigo.
34 Mas se voltar  cidade, poder dizer a Absalo: Estarei
a teu servio,  rei. No passado estive a servio de teu pai, mas agora
estarei a teu servio. Assim voc me ajudar, frustrando o conselho de
Aitofel.
35 Os sacerdotes Zadoque e Abiatar estaro l com voc.
Informe-os do que voc souber no palcio.
36 Tambm esto l os dois
filhos deles: Aimas e Jnatas. Por meio deles me informe de tudo o que
voc ouvir".
37 Husai, amigo de Davi, chegou a Jerusalm quando Absalo estava
entrando na cidade.
Notas de rodap:
[a] 15.7 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta, a Verso Siraca
e Josefo. O Texto Massortico diz quarenta.
[b] 15.8 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no traz em Hebrom.

II SAMUEL-CAPITULO-16
Davi e Ziba
1 Mal Davi tinha passado pelo alto do monte, l estava  sua espera
Ziba, criado de Mefibosete. Ele trazia dois jumentos carregando duzentos
pes, cem bolos de uvas passas, cem frutas da estao e uma vasilha de
couro cheia de vinho.
2 O rei perguntou a Ziba: "Por que voc trouxe essas coisas?"
Ziba respondeu: "Os jumentos serviro de montaria para a famlia do
rei, os pes e as frutas so para os homens comerem, e o vinho servir
para reanimar os que ficarem exaustos no deserto".
3 "Onde est Mefibosete, neto de seu senhor?", perguntou o rei.
Respondeu-lhe Ziba: "Ele ficou em Jerusalm, pois acredita que os
israelitas lhe restituiro o reino de seu av".
4 Ento o rei disse a Ziba: "Tudo o que pertencia a Mefibosete agora
 seu".
"Humildemente me prostro", disse Ziba. "Que o rei, meu senhor,
agrade-se de mim".
Simei Amaldioa Davi
5 Chegando o rei Davi a Baurim, um homem do cl da famlia de Saul
chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade proferindo maldies contra
ele.
6 Ele atirava pedras em Davi e em todos os conselheiros do rei,
embora todo o exrcito e a guarda de elite estivessem  direita e 
esquerda de Davi.
7 Enquanto amaldioava, Simei dizia: "Saia daqui,
saia daqui! Assassino! Bandido!
8 O Senhor retribuiu a voc todo o
sangue derramado na famlia de Saul, em cujo lugar voc reinou. O Senhor
entregou o reino nas mos de seu filho Absalo. Voc est arruinado
porque  um assassino!"
9 Ento Abisai, filho de Zeruia, disse ao rei: "Por que esse co
morto amaldioa o rei, meu senhor? Permite que eu lhe corte a cabea".
10 Mas o rei disse: "Que  que vocs tm com isso, filhos de Zeruia?
Ele me amaldioa porque o Senhor lhe disse que amaldioasse Davi.
Portanto, quem poder question-lo?"
11 Disse ento Davi a Abisai e a todos os seus conselheiros: "At meu
filho, sangue do meu sangue [a] , procura matar-me. Quanto mais
este benjamita! Deixem-no em paz! Que amaldioe, pois foi o Senhor que
mandou fazer isso.
12 Talvez o Senhor considere a minha aflio e me
retribua com o bem a maldio que hoje recebo".
13 Assim, Davi e os seus soldados prosseguiram pela estrada, enquanto
Simei ia pela encosta do monte, no lado oposto, amaldioando e jogando
pedras e terra.
14 O rei e todo o povo que estava com ele chegaram
exaustos a seu destino. E l descansaram.
O Conselho de Husai e de Aitofel
15 Enquanto isso, Absalo e todos os homens de Israel entraram em
Jerusalm, e Aitofel estava com eles.
16 Ento Husai, o arquita, amigo
de Davi, aproximou-se de Absalo e exclamou: "Viva o rei! Viva o
rei!"
17 Mas Absalo disse a Husai: " essa a lealdade que voc tem para
com o seu amigo? Por que voc no foi com ele?"
18 Respondeu Husai: "No! Sou do escolhido do Senhor , deste povo e
de todos os israelitas, e com ele permanecerei.
19 Alm disso, a quem
devo servir? No deveria eu servir o filho? Assim como servi a teu pai,
tambm te servirei".
20 Ento Absalo disse a Aitofel: "D-nos o seu conselho. Que devemos
fazer?"
21 Aitofel respondeu: "Aconselho que tenhas relaes com as
concubinas de teu pai, que ele deixou para tomar conta do palcio. Ento
todo o Israel ficar sabendo que te tornaste repugnante para teu pai, e
todos os que esto contigo se enchero de coragem".
22 E assim
armaram uma tenda no terrao do palcio para Absalo, e ele teve
relaes com as concubinas de seu pai  vista de todo o Israel.
23 Naquela poca, tanto Davi como Absalo consideravam os conselhos de
Aitofel como se fossem a palavra do prprio Deus.
Notas de rodap:
[a] 16.11 Hebraico: que saiu das minhas entranhas.

II SAMUEL-CAPITULO-17
1 Aitofel disse a Absalo: "Permite-me escolher doze mil homens, e
partirei esta noite em perseguio a Davi.
2 Eu o atacarei enquanto ele
est exausto e fraco; vou causar-lhe pnico, e seu exrcito fugir.
Depois matarei somente o rei,
3 e trarei todo o exrcito de volta a ti.
 somente um homem que procuras matar. Assim, todo o exrcito ficar em
paz".
4 Esse plano pareceu bom a Absalo e a todas as autoridades de
Israel.
5 Entretanto, Absalo disse: "Chamem tambm Husai, o arquita, para
que ouamos a opinio dele".
6 Quando Husai entrou, Absalo lhe
disse: "Aitofel deu-nos o conselho dele. Devemos fazer o que ele diz,
ou voc tem outra opinio?"
7 Husai respondeu: "O conselho que Aitofel deu desta vez no  bom.
8 Sabes que o teu pai e os homens que esto com ele so guerreiros e
esto furiosos como uma ursa selvagem da qual roubaram os filhotes. Alm
disso, teu pai  um soldado experiente e no passar a noite com o
exrcito.
9 Ele, agora, j deve estar escondido numa caverna ou nalgum
outro lugar. Se alguns dos teus soldados forem mortos no primeiro
ataque, [a] quem souber disso dir: ``Houve matana no meio do
exrcito de Absalo''.
10 Ento, at o mais bravo soldado, corajoso
como leo, ficar morrendo de medo, pois todo o Israel sabe que teu pai
 um guerreiro valente e que seus soldados so corajosos.
11 "Por isso, dou o seguinte conselho: que se renam a ti todos os
homens de Israel, desde D at Berseba, tantos como a areia da praia, e
que tu mesmo os conduzas na batalha.
12 Ento o atacaremos onde quer
que ele se encontre, e cairemos sobre ele como o orvalho cai sobre a
terra. Ele e todos os seus homens no escaparo.
13 Se ele se refugiar
em alguma cidade, todo o Israel levar cordas para l, e arrastaremos
aquela cidade para o vale, at que no reste ali sequer uma pequena
pedra".
14 Absalo e todos os homens de Israel consideraram o conselho de
Husai, o arquita, melhor do que o de Aitofel; pois o Senhor tinha
decidido frustrar o eficiente conselho de Aitofel, a fim de trazer runa
sobre Absalo.
15 Husai contou aos sacerdotes Zadoque e Abiatar o conselho que Aitofel
dera a Absalo e s autoridades de Israel, e o que ele mesmo lhes tinha
aconselhado em seguida.
16 Ento pediu que enviassem imediatamente esta
mensagem a Davi: "No passe a noite nos pontos de travessia do Jordo,
no deserto, mas atravesse logo o rio, seno o rei e todo o seu exrcito
sero exterminados".
17 Jnatas e Aimas estavam em En-Rogel, e uma serva os informava
regularmente, pois no podiam arriscar-se a serem vistos na cidade.
Eles, por sua vez, iam relatar ao rei Davi o que tinham ouvido.
18 Mas
um jovem os viu e avisou Absalo. Ento eles partiram rapidamente e
foram para a casa de um habitante de Baurim, que tinha um poo no
quintal. Eles desceram ao poo,
19 e a dona da casa colocou a tampa no
poo. Para disfarar, espalhou gros de cereal por cima.
20 Os soldados de Absalo chegaram  casa da mulher e lhe perguntaram:
"Onde esto Aimas e Jnatas?"
A mulher respondeu: "Eles atravessaram as guas" [b] . Os
homens os procuraram sem sucesso, e voltaram a Jerusalm.
21 Tendo eles ido embora, os dois saram do poo e foram informar o rei
Davi. Falaram-lhe do conselho que Aitofel dera contra ele, e lhe
disseram que atravessasse imediatamente o Jordo.
22 Ento Davi e todo
o seu exrcito saram e, quando o sol nasceu, todos tinham atravessado o
Jordo.
23 Vendo Aitofel que o seu conselho no havia sido aceito, selou seu
jumento e foi para casa, para a sua cidade natal; ps seus negcios em
ordem e depois se enforcou. Ele foi sepultado no tmulo de seu pai.
24 Davi j tinha chegado a Maanaim quando Absalo atravessou o Jordo
com todos os homens de Israel.
25 Absalo havia nomeado Amasa
comandante do exrcito em lugar de Joabe. Amasa era filho de Jter
[c] , um israelita [d] que havia possudo Abigail, filha de
Nas e irm de Zeruia, me de Joabe.
26 Absalo e os israelitas
acamparam em Gileade.
27 Quando Davi chegou a Maanaim, Sobi, filho de Nas, de Rab dos
amonitas, Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar, e o gileadita Barzilai,
de Rogelim,
28 trouxeram a Davi e ao seu exrcito camas, bacias e
utenslios de cermica e tambm trigo, cevada, farinha, gros torrados,
feijo e lentilha [e] ,
29 mel e coalhada, ovelhas e queijo de
leite de vaca; pois sabiam que o exrcito estava cansado, com fome e com
sede no deserto.
Notas de rodap:
[a] 17.9 Ou Quando alguns dos homens carem no primeiro ataque,
[b] 17.20 Ou "Passaram pelo curral de ovelhas e foram na direo da
gua".
[c] 17.25 Hebraico: Itra, variante de Jter.
[d] 17.25 Conforme o Texto Massortico e alguns manuscritos da
Septuaginta. Outros manuscritos da Septuaginta dizem ismaelita. Veja 1Cr
2.17.
[e] 17.28 Conforme a maioria dos manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz lentilha, e gros torrados.

II SAMUEL-CAPITULO-18
A Morte de Absalo
1 Davi passou em revista o exrcito e nomeou comandantes de batalhes
de mil e de cem.
2 Depois dividiu o exrcito em trs companhias: uma
sob o comando de Joabe, outra sob o comando de Abisai, irmo de Joabe,
filho de Zeruia, e outra sob o comando de Itai, o giteu. Disse ento o
rei ao exrcito: "Eu tambm marcharei com vocs".
3 Mas os homens disseram: "No faas isso! Se tivermos que fugir,
eles no se preocuparo conosco, e mesmo que metade de ns morra em
batalha, eles no se importaro. Tu, porm, vales por dez mil de ns.
[a] Melhor ser que fiques na cidade e dali nos ds apoio".
4 O rei respondeu: "Farei o que acharem melhor".
E o rei ficou junto  porta, enquanto os soldados marchavam, saindo em
unidades de cem e de mil.
5 O rei ordenou a Joabe, a Abisai e a Itai:
"Por amor a mim, tratem bem o jovem Absalo!" E todo o exrcito
ouviu quando o rei deu essa ordem sobre Absalo a cada um dos
comandantes.
6 O exrcito saiu a campo para enfrentar Israel, e a batalha aconteceu
na floresta de Efraim,
7 onde o exrcito de Israel foi derrotado pelos
soldados de Davi. Houve grande matana naquele dia, elevando-se o nmero
de mortos a vinte mil.
8 A batalha espalhou-se por toda a regio e,
naquele dia, a floresta matou mais que a espada.
9 Durante a batalha, Absalo, montado em sua mula, encontrou-se com os
soldados de Davi. Passando a mula debaixo dos galhos de uma grande
rvore, Absalo ficou preso nos galhos pela cabea. Ficou pendurado
entre o cu e a terra, e a mula prosseguiu.
10 Um homem o viu e informou a Joabe: "Acabei de ver Absalo
pendurado numa grande rvore".
11 "Voc o viu?", perguntou Joabe ao homem. "E por que no o
matou ali mesmo? Eu teria dado a voc dez peas de prata e um cinturo
de guerreiro!"
12 Mas o homem respondeu: "Mesmo que fossem pesadas e colocadas em
minhas mos mil peas de prata, eu no levantaria a mo contra o filho
do rei. Ouvimos o rei ordenar a ti, a Abisai e a Itai: ``Protejam, por
amor a mim, o jovem Absalo'' [b] .
13 Por outro lado, se eu
tivesse atentado traioeiramente contra a vida dele, o rei ficaria
sabendo, pois no se pode esconder nada dele, e tu mesmo ficarias contra
mim".
14 E Joabe disse: "No vou perder mais tempo com voc". Ento pegou
trs dardos e com eles traspassou o corao de Absalo, quando ele ainda
estava vivo na rvore.
15 E dez dos escudeiros de Joabe cercaram
Absalo e acabaram de mat-lo.
16 A seguir Joabe tocou a trombeta para que o exrcito parasse de
perseguir Israel, e assim deteve o exrcito.
17 Retiraram o corpo de
Absalo, jogaram-no num grande fosso na floresta e fizeram um grande
monte de pedras sobre ele. Enquanto isso, todos os israelitas fugiam
para casa.
18 Quando em vida, Absalo tinha levantado um monumento para si mesmo
no vale do Rei, dizendo: "No tenho nenhum filho para preservar a
minha memria". Por isso deu  coluna o seu prprio nome. Chama-se
ainda hoje Monumento de Absalo.
A Tristeza de Davi
19 Ento Aimas, filho de Zadoque, disse: "Deixa-me correr e levar ao
rei a notcia de que o Senhor lhe fez justia, livrando-o de seus
inimigos".
20 "No  voc quem deve levar a notcia hoje", disse-lhe Joabe.
"Deixe isso para outra ocasio. Hoje no, porque o filho do rei
morreu."
21 Ento Joabe ordenou a um etope [c] : "V dizer ao rei o
que voc viu". O etope inclinou-se diante de Joabe e saiu correndo
para levar a notcia.
22 Todavia Aimas, filho de Zadoque, disse de novo a Joabe: "No
importa o que acontea, deixa-me ir com o etope".
Joabe, porm, respondeu: "Por que est querendo tanto ir, meu filho?
Voc no receber nenhuma recompensa pela notcia".
23 Mas ele insistiu: "No importa o que acontea, quero ir".
Disse ento Joabe: "Pois v!" E Aimas correu pelo caminho da
plancie [d] e passou  frente do etope.
24 Davi estava sentado entre a porta interna e a externa da cidade. E
quando a sentinela subiu ao terrao que havia sobre a porta, junto 
muralha, viu um homem que vinha correndo sozinho.
25 A sentinela
gritou, avisando o rei.
O rei disse: "Se ele est sozinho, deve trazer boa notcia". E o
homem foi se aproximando.
26 Ento a sentinela viu outro homem que vinha correndo e gritou ao
porteiro: "Vem outro homem correndo sozinho!"
"Esse tambm deve estar trazendo boa notcia!", exclamou o rei.
27 A sentinela disse: "Est me parecendo, pelo jeito de correr, que o
da frente  Aimas, filho de Zadoque".
" um bom homem", disse o rei. "Ele traz boas notcias."
28 Ento Aimas aproximou-se do rei e o saudou. Prostrou-se, rosto em
terra, diante do rei e disse: "Bendito seja o Senhor , o teu Deus! Ele
entregou os homens que se rebelaram contra o rei, meu senhor".
29 O rei perguntou: "O jovem Absalo est bem?"
Aimas respondeu: "Vi que houve grande confuso quando Joabe, o servo
do rei, ia enviar teu servo, mas no sei o que aconteceu".
30 O rei disse: "Fique ali ao lado esperando". E Aimas ficou
esperando.
31 Ento o etope chegou e disse: " rei, meu senhor, ouve a boa
notcia! Hoje o Senhor te livrou de todos os que se levantaram contra
ti".
32 O rei perguntou ao etope: "O jovem Absalo est bem?"
O etope respondeu: "Que os inimigos do rei, meu senhor, e todos os
que se levantam para te fazer mal acabem como aquele jovem!"
33 Ento o rei, abalado, subiu ao quarto que ficava por cima da porta e
chorou. Foi subindo e clamando: "Ah, meu filho Absalo! Meu filho, meu
filho Absalo! Quem me dera ter morrido em seu lugar! Ah, Absalo, meu
filho, meu filho!"
Notas de rodap:
[a] 18.3 Conforme dois manuscritos do Texto Massortico, alguns
manuscritos da Septuaginta e a Vulgata. A maioria dos manuscritos do
Texto Massortico diz importaro, pois agora existem dez mil como ns.
[b] 18.12 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do
Texto Massortico diz ``Protejam o jovem Absalo, no importa quem
vocs sejam''.
[c] 18.21 Hebraico: cuxita; tambm em 18.21,22,23,31 e 32 .
[d] 18.23 Isto , a plancie do Jordo.

II SAMUEL-CAPITULO-19
O Luto de Davi
1 Informaram a Joabe que o rei estava chorando e se lamentando por
Absalo.
2 Para todo o exrcito a vitria daquele dia se transformou em
luto, porque as tropas ouviram dizer: "O rei est de luto por seu
filho".
3 Naquele dia o exrcito ficou em silncio na cidade, como
fazem os que fogem humilhados da batalha.
4 O rei, com o rosto coberto,
gritava: "Ah, meu filho Absalo! Ah, Absalo, meu filho, meu filho!"
Joabe Repreende Davi
5 Ento Joabe entrou no palcio e foi falar com o rei: "Hoje
humilhaste todos os teus soldados, os quais salvaram a tua vida, bem
como a de teus filhos e filhas, e de tuas mulheres e concubinas.
6 Amas
os que te odeiam e odeias os que te amam. Hoje deixaste claro que os
comandantes e os seus soldados nada significam para ti. Vejo que
ficarias satisfeito se, hoje, Absalo estivesse vivo e todos ns,
mortos.
7 Agora, vai e encoraja teus soldados! Juro pelo Senhor que, se
no fores, nem um s deles permanecer contigo esta noite, o que para ti
seria pior do que todas as desgraas que j te aconteceram desde a tua
juventude".
8 Ento o rei levantou-se e sentou-se junto  porta da cidade. Quando o
exrcito soube que o rei estava sentado junto  porta, todos os soldados
juntaram-se a ele.
Davi Retorna para Jerusalm
Enquanto isso os israelitas fugiam para casa.
9 Em todas as tribos de
Israel o povo discutia, dizendo: "Davi nos livrou das mos de nossos
inimigos; foi ele que nos libertou dos filisteus. Mas agora fugiu do
pas por causa de Absalo;
10 e Absalo, a quem tnhamos ungido rei,
morreu em combate. E, por que no falam em trazer o rei de volta?"
11 Quando chegou aos ouvidos do rei o que todo o Israel estava
comentando, Davi mandou a seguinte mensagem aos sacerdotes Zadoque e
Abiatar: "Perguntem s autoridades de Jud: Por que vocs seriam os
ltimos a conduzir o rei de volta ao seu palcio?
12 Vocs so meus
irmos, sangue do meu sangue [a] ! Por que seriam os ltimos a
ajudar no meu retorno?"
13 E digam a Amasa: "Voc  sangue do meu
sangue! Que Deus me castigue com todo o rigor se, de agora em diante,
voc no for o comandante do meu exrcito em lugar de Joabe".
14 As palavras de Davi conquistaram a lealdade unnime de todos os
homens de Jud. E eles mandaram dizer ao rei que voltasse com todos os
seus servos.
15 Ento o rei voltou e chegou ao Jordo.
E os homens de Jud foram a Gilgal, ao encontro do rei, para ajud-lo a
atravessar o Jordo.
16 Simei, filho de Gera, benjamita de Baurim, foi
depressa com os homens de Jud para encontrar-se com o rei Davi.
17 Com
ele estavam outros mil benjamitas e tambm Ziba, supervisor da casa de
Saul, com seus quinze filhos e vinte servos. Eles entraram no Jordo
antes do rei
18 e atravessaram o rio a fim de ajudar a famlia real na
travessia e fazer o que o rei desejasse.
Simei, filho de Gera, atravessou o Jordo, prostrou-se perante o rei
19 e lhe disse: "Que o meu senhor no leve em conta o meu crime. E que
no te lembres do mal que o teu servo cometeu no dia em que o rei, meu
senhor, saiu de Jerusalm. Que o rei no pense mais nisso!
20 Eu, teu
servo, reconheo que pequei. Por isso, de toda a tribo de Jos, fui o
primeiro a vir ao encontro do rei, meu senhor".
21 Ento Abisai, filho de Zeruia, disse: "Simei amaldioou o ungido
do Senhor ; ele deve ser morto!"
22 Davi respondeu: "Que  que vocs tm com isso, filhos de Zeruia?
Acaso se tornaram agora meus adversrios? Deve algum ser morto hoje em
Israel? Ou no tenho hoje a garantia de que voltei a reinar sobre
Israel?"
23 E o rei prometeu a Simei, sob juramento: "Voc no ser
morto".
24 Mefibosete, neto de Saul, tambm foi ao encontro do rei. Ele no
havia lavado os ps nem aparado a barba nem lavado as roupas, desde o
dia em que o rei partira at o dia em que voltou em segurana.
25 Quando chegou de Jerusalm e encontrou-se com o rei, este lhe perguntou:
"Por que voc no foi comigo, Mefibosete?"
26 Ele respondeu: " rei, meu senhor! Eu, teu servo, sendo aleijado,
mandei selar o meu jumento para mont-lo e acompanhar o rei. Mas o meu
servo me enganou.
27 Ele falou mal de mim ao rei, meu senhor. Tu s
como um anjo de Deus! Faze o que achares melhor.
28 Todos os
descendentes do meu av nada mereciam do meu senhor e rei, seno a
morte. Entretanto, deste a teu servo um lugar entre os que comem  tua
mesa. Que direito tenho eu, pois, de te pedir qualquer outro favor?"
29 Disse-lhe ento o rei: "Voc j disse o suficiente. Minha deciso
 que voc e Ziba dividam a propriedade".
30 Mas Mefibosete disse ao rei: "Deixa que ele fique com tudo, agora
que o rei, meu senhor, chegou em segurana ao seu lar".
31 Barzilai, de Gileade, tambm saiu de Rogelim, acompanhando o rei at
o Jordo, para despedir-se dele.
32 Barzilai era bastante idoso; tinha
oitenta anos. Foi ele que sustentou o rei durante a sua permanncia em
Maanaim, pois era muito rico.
33 O rei disse a Barzilai: "Venha
comigo para Jerusalm, e eu cuidarei de voc".
34 Barzilai, porm, respondeu: "Quantos anos de vida ainda me restam,
para que eu v com o rei e viva com ele em Jerusalm?
35 J fiz oitenta
anos. Como eu poderia distinguir entre o que  bom e o que  mau? Teu
servo mal pode sentir o gosto daquilo que come e bebe. Nem consigo
apreciar a voz de homens e mulheres cantando! Eu seria mais um peso para
o rei, meu senhor.
36 Teu servo acompanhar o rei um pouco mais,
atravessando o Jordo, mas no h motivo para uma recompensa dessas.
37 Permite que o teu servo volte! E que eu possa morrer na minha prpria
cidade, perto do tmulo de meu pai e de minha me. Mas aqui est o meu
servo Quim. Que ele v com o meu senhor e rei. Faze por ele o que
achares melhor!"
38 O rei disse: "Quim vir comigo! Farei por ele o que voc achar
melhor. E tudo o mais que desejar de mim, eu o farei por voc".
39 Ento todo o exrcito atravessou o Jordo, e tambm o rei o
atravessou. O rei beijou Barzilai e o abenoou. E Barzilai voltou para
casa.
40 O rei seguiu para Gilgal; e com ele foi Quim. Todo o exrcito de
Jud e a metade do exrcito de Israel acompanharam o rei.
41 Logo os homens de Israel chegaram ao rei para reclamar: "Por que
os nossos irmos, os de Jud, seqestraram o rei e o levaram para o
outro lado do Jordo, como tambm a famlia dele e todos os seus
homens?"
42 Todos os homens de Jud responderam aos israelitas: "Fizemos isso
porque o rei  nosso parente mais chegado. Por que vocs esto
irritados? Acaso comemos das provises do rei ou tomamos dele alguma
coisa?"
43 Ento os israelitas disseram aos homens de Jud: "Somos dez com o
rei; e muito maior  o nosso direito sobre Davi do que o de vocs. Por
que nos desprezam? Ns fomos os primeiros a propor o retorno do nosso
rei!"
Mas os homens de Jud falaram ainda mais asperamente do que os
israelitas.
Notas de rodap:
[a] 19.12 Hebraico: meu osso e minha carne ; tambm no versculo 13.

II SAMUEL-CAPITULO-20
A Rebelio de Seba contra Davi
1 Tambm estava l um desordeiro chamado Seba, filho de Bicri, de
Benjamim. Ele tocou a trombeta e gritou:
"No temos parte alguma com Davi,
nenhuma herana com o filho de Jess!
Para casa todos,  Israel!"
2 Ento todos os de Israel abandonaram Davi para seguir Seba, filho de
Bicri. Mas os de Jud permaneceram com seu rei e o acompanharam desde o
Jordo at Jerusalm.
3 Quando Davi voltou ao palcio, em Jerusalm, mandou confinar numa
casa, sob guarda, as dez concubinas que tinha deixado tomando conta do
palcio. Ele as sustentou, mas nunca mais as possuiu. Ficaram
confinadas, vivendo como vivas at a morte.
4 E o rei disse a Amasa: "Convoque os homens de Jud e, dentro de
trs dias, apresente-se aqui com eles".
5 Mas Amasa levou mais tempo
para convocar Jud do que o prazo estabelecido pelo rei.
6 Disse ento Davi a Abisai: "Agora Seba, filho de Bicri, ser pior
para ns do que Absalo. Chame os meus soldados e persiga-o, antes que
ele encontre alguma cidade fortificada e, depois, nos arranque os
olhos".
7 Assim, os soldados de Joabe, os queretitas, os peletitas e
todos os guerreiros saram de Jerusalm para perseguir Seba, filho de
Bicri.
8 Quando estavam junto  grande rocha de Gibeom, Amasa encontrou-se com
eles. Joabe vestia seu traje militar e tinha um cinto com um punhal na
bainha. Ao aproximar-se de Amasa, deixou cair a adaga.
9 "Como vai, meu irmo?", disse Joabe, pegando Amasa pela barba com
a mo direita, para beij-lo.
10 E Amasa, no percebendo o punhal na
mo esquerda de Joabe, foi por ele golpeado no estmago. Suas entranhas
se derramaram no cho, e ele morreu, sem necessidade de um segundo
golpe. Ento Joabe e Abisai, seu irmo, perseguiram Seba, filho de
Bicri.
11 Um dos soldados de Joabe ficou ao lado do corpo de Amasa e disse:
"Quem estiver do lado de Joabe e de Davi, que siga Joabe!"
12 Amasa
jazia numa poa de sangue no meio da estrada. Quando o homem viu que
todos os que se aproximavam do corpo de Amasa paravam, arrastou-o para
fora da estrada e o cobriu com uma coberta.
13 Depois que o corpo de
Amasa foi retirado da estrada, todos os homens seguiram com Joabe em
perseguio a Seba, filho de Bicri.
14 Seba atravessou todas as tribos de Israel e chegou at
Abel-Bete-Maaca, [a] e todos os bicritas [b] se reuniram
para segui-lo.
15 O exrcito de Joabe veio, cercou Seba em
Abel-Bete-Maaca e construiu contra a cidade uma rampa que chegou at a
muralha externa. Quando o exrcito de Joabe estava para derrubar a
muralha,
16 uma mulher sbia gritou da cidade: "Ouam! Ouam! Digam a
Joabe que venha aqui para que eu fale com ele".
17 Quando ele se
aproximou, a mulher perguntou: "Tu s Joabe?"
Ele respondeu: "Sim".
Ela disse: "Ouve o que a tua serva tem para dizer-te".
"Estou ouvindo", disse ele.
18 E ela prosseguiu: "Antigamente se dizia: ``Pea conselho na
cidade de Abel'', e isso resolvia a questo.
19 Ns somos pacficos e
fiis em Israel. Tu procuras destruir uma cidade que  me em Israel.
Por que queres arruinar a herana do Senhor ?"
20 Respondeu Joabe: "Longe de mim uma coisa dessas! Longe de mim
arruinar e destruir esta cidade!
21 No  esse o problema. Mas um homem
chamado Seba, filho de Bicri, dos montes de Efraim, rebelou-se contra o
rei Davi. Entreguem-me esse homem, e iremos embora".
A mulher disse a Joabe: "A cabea dele te ser jogada do alto da
muralha".
22 Ento a mulher foi falar com todo o povo, dando o seu sbio
conselho, e eles cortaram a cabea de Seba, filho de Bicri, e a jogaram
para Joabe. Ele tocou a trombeta, e seus homens se dispersaram,
abandonaram o cerco da cidade e cada um voltou para sua casa. E Joabe
voltou ao rei, em Jerusalm.
23 Joabe comandava todo o exrcito de Israel; Benaia, filho de Joiada,
comandava os queretitas e os peletitas;
24 Adoniro [c] era
chefe do trabalho forado; Josaf, filho de Ailude, era arquivista real;
25 Seva era secretrio; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes;
26 e Ira,
de Jair, era sacerdote de Davi.
Notas de rodap:
[a] 20.14 Ou Abel, inclusive Bete-Maaca ; tambm no versculo 15.
[b] 20.14 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massortico diz
beritas.
[c] 20.24 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz Adoro. Veja 1Rs 4.6 e 5.14.

II SAMUEL-CAPITULO-21
Os Gibeonitas So Vingados
1 Durante o reinado de Davi houve uma fome que durou trs anos. Davi
consultou o Senhor , que lhe disse: "A fome veio por causa de Saul e
de sua famlia sanguinria, por terem matado os gibeonitas".
2 O rei ento mandou chamar os gibeonitas e falou com eles. (Os
gibeonitas no eram de origem israelita, mas remanescentes dos amorreus.
Os israelitas tinham feito com eles um acordo sob juramento; mas Saul,
em seu zelo por Israel e Jud, havia tentado extermin-los.)
3 Davi
perguntou aos gibeonitas: "Que posso fazer por vocs? Como posso
reparar o que foi feito, para que abenoem a herana do Senhor ?"
4 Os gibeonitas responderam: "No exigimos de Saul ou de sua famlia
prata ou ouro, nem queremos matar ningum em Israel".
Davi perguntou: "O que querem que eu faa por vocs?",
5 e eles
responderam: "Quanto ao homem que quase nos exterminou e que pretendia
destruir-nos, para que no tivssemos lugar em Israel,
6 que sete
descendentes dele sejam executados perante o Senhor , em Gibe de Saul,
no monte do Senhor ".
"Eu os entregarei a vocs", disse o rei.
7 O rei poupou Mefibosete, filho de Jnatas e neto de Saul, por causa
do juramento feito perante o Senhor entre Davi e Jnatas, filho de Saul.
8 Mas o rei mandou buscar Armoni e Mefibosete, os dois filhos que
Rispa, filha de Ai, tinha dado a Saul. Com eles tambm os cinco filhos
que Merabe [a] , filha de Saul, tinha dado a Adriel, filho de
Barzilai, de Meol.
9 Ele os entregou aos gibeonitas, que os executaram
no monte, perante o Senhor . Os sete foram mortos ao mesmo tempo, nos
primeiros dias da colheita de cevada.
10 Ento Rispa, filha de Ai, pegou um pano de saco e o estendeu para
si sobre uma rocha. Desde o incio da colheita at cair chuva do cu
sobre os corpos, ela no deixou que as aves de rapina os tocassem de
dia, nem os animais selvagens  noite.
11 Quando Davi foi informado do
que Rispa, filha de Ai, concubina de Saul, havia feito,
12 mandou
recolher os ossos de Saul e de Jnatas, tomando-os dos cidados de
Jabes-Gileade. (Eles haviam roubado os ossos da praa de Bete-Se, onde
os filisteus os tinham pendurado, no dia em que mataram Saul no monte
Gilboa.)
13 Davi trouxe de l os ossos de Saul e de seu filho Jnatas,
recolhidos dentre os ossos dos que haviam sido executados.
14 Enterraram os ossos de Saul e de Jnatas no tmulo de Quis, pai de
Saul, em Zela, na terra de Benjamim, e fizeram tudo o que o rei tinha
ordenado. Depois disso Deus respondeu as oraes em favor da terra de
Israel.
Guerras contra os Filisteus
15 Houve, ainda, outra batalha entre os filisteus e Israel; Davi e seus
soldados foram lutar contra os filisteus. Davi se cansou muito,
16 e
Isbi-Benobe, descendente de Rafa, prometeu matar Davi. (A ponta de
bronze da lana de Isbi-Benobe pesava trs quilos e seiscentos gramas
[b] , e, alm disso, ele estava armado com uma espada nova.)
17 Mas Abisai, filho de Zeruia, foi em socorro de Davi e matou o filisteu.
Ento os soldados de Davi lhe juraram, dizendo: "Nunca mais sairs
conosco  guerra, para que no apagues a lmpada de Israel".
18 Houve depois outra batalha contra os filisteus, em Gobe. Naquela
ocasio Sibecai, de Husate, matou Safe, um dos descendentes de Rafa.
19 Noutra batalha contra os filisteus em Gobe, Elan, filho de
Jaar-Oregim, [c] de Belm, matou Golias, [d] de Gate, que
possua uma lana cuja haste parecia uma lanadeira de tecelo.
20 Noutra batalha, em Gate, havia um homem de grande estatura e que
tinha seis dedos em cada mo e seis dedos em cada p, vinte e quatro
dedos ao todo. Ele tambm era descendente de Rafa,
21 e desafiou
Israel, mas Jnatas, filho de Simia, irmo de Davi, o matou.
22 Esses quatro eram descendentes de Rafa, em Gate, e foram mortos por
Davi e seus soldados.
Notas de rodap:
[a] 21.8 Conforme dois manuscritos do Texto Massortico, alguns
manuscritos da Septuaginta e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos
do Texto Massortico e da Septuaginta diz Mical. Veja 1Sm 18.19.
[b] 21.16 Hebraico: 300 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[c] 21.19 Ou filho do tecelo Jair ,
[d] 21.19 Conforme o Texto Massortico e a Septuaginta. 1Cr 20.5 diz
filho de Jair, matou Lami, o irmo de Golias.

II SAMUEL-CAPITULO-22
Cntico de Louvor de Davi
1 Davi cantou ao Senhor este cntico, quando ele o livrou das mos de
todos os seus inimigos e das mos de Saul,
2 dizendo:
"O Senhor  a minha rocha,
a minha fortaleza e o meu libertador;
3 o meu Deus  a minha rocha,
em que me refugio;
o meu escudo
e o meu poderoso [a] salvador.
Ele  a minha torre alta,
o meu abrigo seguro.
Tu, Senhor,
s o meu salvador,
e me salvas dos violentos.
4 Clamo ao Senhor ,
que  digno de louvor,
e sou salvo dos meus inimigos.
5 "As ondas da morte me cercaram;
as torrentes da destruio
me aterrorizaram.
6 As cordas da sepultura [b] me envolveram,
as armadilhas da morte
me confrontaram.
7 Na minha angstia, clamei ao Senhor ;
clamei ao meu Deus.
Do seu templo ele ouviu a minha voz;
o meu grito de socorro
chegou aos seus ouvidos.
8 "A terra abalou-se e tremeu,
os alicerces dos cus [c] estremeceram;
tremeram porque ele estava irado.
9 Das suas narinas saiu fumaa;
da sua boca saiu fogo consumidor;
dele saram brasas vivas e flamejantes.
10 Ele abriu os cus e desceu;
nuvens escuras estavam debaixo
dos seus ps.
11 Montou sobre um querubim e voou;
elevou-se [d] sobre as asas do vento.
12 Ps as trevas ao seu redor;
das densas [e] nuvens de chuva
fez o seu abrigo.
13 Do brilho da sua presena
flamejavam carves em brasa.
14 Dos cus o Senhor trovejou;
ressoou a voz do Altssimo.
15 Ele atirou flechas
e dispersou os inimigos,
arremessou raios
e os fez bater em retirada.
16 Os vales apareceram,
e os fundamentos da terra
foram expostos,
diante da repreenso do Senhor ,
com o forte sopro de suas narinas.
17 "Das alturas estendeu a mo
e me segurou;
tirou-me de guas profundas.
18 Livrou-me do meu inimigo poderoso,
dos meus adversrios,
que eram fortes demais para mim.
19 Eles me atacaram
no dia da minha calamidade,
mas o Senhor foi o meu amparo.
20 Deu-me ampla liberdade;
livrou-me, pois me quer bem.
21 "O Senhor me tratou
conforme a minha retido;
conforme a pureza das minhas mos
me recompensou.
22 Pois guardei os caminhos do Senhor ;
no cometi a perversidade
de afastar-me do meu Deus.
23 Todos os seus mandamentos
esto diante de mim;
no me afastei dos seus decretos.
24 Tenho sido irrepreensvel
para com ele
e guardei-me de pecar.
25 O Senhor recompensou-me
segundo a minha retido,
conforme a pureza das minhas mos
perante ele.
26 "Ao fiel te revelas fiel,
ao irrepreensvel
te revelas irrepreensvel,
27 ao puro te revelas puro,
mas ao perverso te revelas astuto.
28 Salvas os humildes,
mas os teus olhos
esto sobre os orgulhosos
para os humilhar [f] .
29 Tu s a minha lmpada,  Senhor !
O Senhor ilumina-me as trevas.
30 Contigo posso avanar
contra uma tropa [g] ;
com o meu Deus
posso transpor muralhas.
31 "Este  o Deus
cujo caminho  perfeito;
a palavra do Senhor
 comprovadamente genuna.
Ele  escudo
para todos os que nele se refugiam.
32 Pois quem  Deus alm do Senhor ?
E quem  Rocha seno o nosso Deus?
33  Deus quem me reveste de fora [h]
e torna perfeito o meu caminho.
34 Ele me faz correr veloz como a gazela
e me firma os passos nos lugares altos.
35  ele que treina as minhas mos
para a batalha,
e assim os meus braos vergam
o arco de bronze.
36 Tu me ds o teu escudo de livramento;
a tua ajuda me fez forte.
37 Alargas sob mim o meu caminho,
para que os meus tornozelos
no se toram.
38 "Persegui os meus inimigos
e os derrotei;
no voltei
enquanto no foram destrudos.
39 Esmaguei-os completamente,
e no puderam levantar-se;
caram debaixo dos meus ps.
40 Tu me revestiste de fora
para a batalha;
fizeste cair aos meus ps
os meus adversrios.
41 Fizeste que os meus inimigos
fugissem de mim;
destru os que me odiavam.
42 Gritaram por socorro,
mas no havia quem os salvasse;
gritaram ao Senhor ,
mas ele no respondeu.
43 Eu os reduzi a p, como o p da terra;
esmaguei-os
e os amassei como a lama das ruas.
44 "Tu me livraste dos ataques
do meu povo;
preservaste-me como lder de naes.
Um povo que eu no conhecia
me  sujeito.
45 Estrangeiros me bajulam;
assim que me ouvem, me obedecem.
46 Todos eles perdem a coragem;
saem tremendo das suas fortalezas [i] .
47 "O Senhor vive!
Bendita seja a minha Rocha!
Exaltado seja Deus,
a Rocha que me salva!
48 Este  o Deus que em meu favor
executa vingana,
que sujeita naes ao meu poder,
49 que me livrou dos meus inimigos.
Tu me exaltaste
acima dos meus agressores;
de homens violentos me libertaste.
50 Por isso te louvarei entre as naes,
 Senhor;
cantarei louvores ao teu nome.
51 Ele concede grandes vitrias ao seu rei;
 bondoso com o seu ungido,
com Davi e seus descendentes para sempre".
Notas de rodap:
[a] 22.3 Hebraico: chifre , que aqui simboliza a fora.
[b] 22.6 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[c] 22.8 A Vulgata e a Verso Siraca dizem montes. Veja Sl 18.7.
[d] 22.11 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico diz apareceu. Veja Sl 18.10.
[e] 22.12 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massortico diz
escuras. Veja Sl 18.11.
[f] 22.28 Um manuscrito da Septuaginta e o texto paralelo do Sl 18.27
dizem mas humilhas os de olhos altivos.
[g] 22.30 Ou posso vencer uma barricada
[h] 22.33 Conforme alguns manuscritos do mar Morto, alguns manuscritos
da Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. O Texto Massortico diz
Deus que  minha fortaleza. Veja Sl 18.32.
[i] 22.46 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Vulgata. O
Texto Massortico diz desde suas fortalezas eles se armam. Veja Sl
18.45.

II SAMUEL-CAPITULO-23
As ltimas Palavras de Davi
1 Estas so as ltimas palavras de Davi:
"Palavras de Davi, filho de Jess;
palavras do homem que foi exaltado,
do ungido pelo Deus de Jac,
do cantor dos cnticos de Israel [a] :
2 "O Esprito do Senhor
falou por meu intermdio;
sua palavra esteve em minha lngua.
3 O Deus de Israel falou,
a Rocha de Israel me disse:
``Quem governa o povo com justia,
quem o governa com o temor de Deus,
4  como a luz da manh
ao nascer do sol,
numa manh sem nuvens.
 como a claridade depois da chuva,
que faz crescer as plantas da terra''.
5 "A minha dinastia
est de bem com Deus.
Ele fez uma aliana eterna comigo,
firmada e garantida
em todos os aspectos.
Certamente me far prosperar em tudo
e me conceder tudo quanto eu desejo.
6 Mas os perversos sero lanados fora
como espinhos,
que no se ajuntam com as mos;
7 quem quer toc-los usa uma ferramenta
ou o cabo de madeira da lana.
Os espinhos sero totalmente queimados
onde estiverem".
Os Principais Guerreiros de Davi
8 Estes so os nomes dos principais guerreiros de Davi:
Jabeso [b] , um tacmonita [c] , chefe dos trs guerreiros
principais; numa ocasio, com uma lana, enfrentou [d] oitocentos
homens numa mesma batalha e os matou.
9 Depois dele, Eleazar, filho do aota Dod. Ele era um dos trs
principais guerreiros e esteve com Davi quando os filisteus se reuniram
em Pas-Damim para a batalha. Os israelitas recuaram,
10 mas ele manteve
a sua posio e feriu os filisteus at a sua mo ficar dormente e grudar
na espada. O Senhor concedeu uma grande vitria a Israel naquele dia, e
o exrcito voltou para onde Eleazar estava, mas somente para saquear os
mortos.
11 Depois dele, Sam, filho de Ag, de Harar. Os filisteus reuniram-se
em Le, onde havia uma plantao de lentilha. O exrcito de Israel fugiu
dos filisteus,
12 mas Sam tomou posio no meio da plantao,
defendeu-a e derrotou os filisteus. O Senhor concedeu-lhe uma grande
vitria.
13 Durante a colheita, trs chefes do batalho dos Trinta foram
encontrar Davi na caverna de Adulo, enquanto um grupo de filisteus
acampava no vale de Refaim.
14 Estando Davi nessa fortaleza e o
destacamento filisteu em Belm,
15 Davi expressou este forte desejo:
"Quem me dera me trouxessem gua da cisterna da porta de Belm!"
16 Ento aqueles trs atravessaram o acampamento filisteu, tiraram gua da
cisterna e a trouxeram a Davi. Mas ele se recusou a beber; em vez disso,
derramou-a como uma oferta ao Senhor e disse:
17 "O Senhor me livre
de beber desta gua! Seria como beber o sangue dos que arriscaram a vida
para traz-la!" E Davi no bebeu daquela gua.
Foram esses os feitos dos trs principais guerreiros.
18 Abisai, irmo de Joabe e filho de Zeruia, era o chefe do batalho
dos Trinta [e] . Certa ocasio, com sua lana matou trezentos
homens, tornando-se to famoso quanto os trs.
19 Foi mais honrado que
o batalho dos Trinta e tornou-se o chefe deles. Mas nunca igualou-se
aos trs principais guerreiros.
20 Benaia, filho de Joiada, era um corajoso soldado de Cabzeel, que
realizou grandes feitos. Matou dois dos melhores guerreiros de Moabe e,
num dia de neve, desceu num buraco e matou um leo.
21 Tambm matou um
egpcio de grande estatura. O egpcio tinha na mo uma lana, e Benaia o
enfrentou com um cajado. Arrancou a lana da mo do egpcio e com ela o
matou.
22 Esses foram os grandes feitos de Benaia, filho de Joiada, que
tambm teve fama como os trs principais guerreiros de Davi.
23 Foi
mais honrado do que qualquer dos Trinta, mas nunca igualou-se aos trs.
E Davi lhe deu o comando da sua guarda pessoal.
24 Entre os Trinta estavam:
Asael, irmo de Joabe;
Elan, filho de Dod, de Belm;
25 Sam e Elica, de Harode;
26 Helez, de Pelete;
Ira, filho de Iques, de Tecoa;
27 Abiezer, de Anatote;
Mebunai [f] , de Husate;
28 Zalmom, de Ao;
Maarai, de Netofate;
29 Helede [g] , filho de Baan, de Netofate;
Itai, filho de Ribai,
de Gibe de Benjamim;
30 Benaia, de Piratom;
Hidai [h] , dos riachos de Gas;
31 Abi-Albom, de Arbate;
Azmavete, de Baurim;
32 Eliaba, de Saalbom;
os filhos de Jasm;
Jnatas,
33 filho de [i] Sam, de Harar;
Aio, filho de Sarar [j] , de Harar;
34 Elifelete, filho de Aasbai, de Maaca;
Eli, filho de Aitofel, de Gilo;
35 Hezrai, de Carmelo;
Paarai, de Arabe;
36 Igal, filho de Nat, de Zob;
o filho de Hagri [k] ;
37 Zeleque, de Amom;
Naarai, de Beerote,
escudeiro de Joabe, filho de Zeruia;
38 Ira e Garebe, de Jatir,
39 e o hitita Urias.
Foram ao todo trinta e sete.
Notas de rodap:
[a] 23.1 Ou o amado cantor de Israel
[b] 23.8 Alguns manuscritos da Septuaginta sugerem Is-Bosete, isto ,
Esbaal ou Josebe-Bassebete. Veja 1Cr 11.11.
[c] 23.8 Provavelmente variante de hacmonita. Veja 1Cr 11.11.
[d] 23.8 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico e outros manuscritos da Septuaginta dizem trs; foi o esnita
Adino que matou oitocentos homens. Veja 1Cr 11.11.
[e] 23.18 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Dois manuscritos do Texto Massortico e a Verso Siraca dizem chefe dos
trs. Veja 1Cr 11.20.
[f] 23.27 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem Sibecai. Veja 1Cr
11.29.
[g] 23.29 Muitos manuscritos dizem Helebe. Veja 1Cr 11.30.
[h] 23.30 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem Hurai. Veja 1Cr
11.32.
[i] 23.33 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no diz filho de. Veja 1Cr 11.34.
[j] 23.33 Alguns manuscritos dizem Sacar. Veja 1Cr 11.35.
[k] 23.36 Vrios manuscritos dizem Hagadi. Veja 1Cr 11.38.

II SAMUEL-CAPITULO-24
O Recenseamento e a sua Punio
1 Mais uma vez irou-se o Senhor contra Israel e incitou Davi contra o
povo, levando-o a fazer um censo de Israel e de Jud.
2 Ento o rei disse a Joabe e aos outros comandantes do exrcito
[a] : "Vo por todas as tribos de Israel, de D a Berseba, e contem o
povo, para que eu saiba quantos so".
3 Joabe, porm, respondeu ao rei: "Que o Senhor , o teu Deus,
multiplique o povo por cem, e que os olhos do rei, meu senhor, o vejam!
Mas, por que o rei, meu senhor, deseja fazer isso?"
4 Mas a palavra do rei prevaleceu sobre a de Joabe e sobre a dos
comandantes do exrcito; ento eles saram da presena do rei para
contar o povo de Israel.
5 E atravessando o Jordo, comearam em Aroer, ao sul da cidade, no
vale; depois foram para Gade e de l para Jazar,
6 Gileade e Cades dos
hititas [b] , chegaram a D-Ja e s proximidades de Sidom.
7 Dali seguiram na direo da fortaleza de Tiro e de todas as cidades dos
heveus e dos cananeus. Por ltimo, foram at Berseba, no Neguebe de
Jud.
8 Percorreram todo o pas e voltaram a Jerusalm ao fim de nove meses e
vinte dias.
9 Ento Joabe apresentou ao rei o relatrio do recenseamento do povo:
havia em Israel oitocentos mil homens habilitados para o servio
militar, e em Jud, quinhentos mil.
10 Depois de contar o povo, Davi sentiu remorso e disse ao Senhor :
"Pequei gravemente com o que fiz! Agora, Senhor , eu imploro que
perdoes o pecado do teu servo, porque cometi uma grande loucura!"
11 Levantando-se Davi pela manh, o Senhor j tinha falado a Gade, o
vidente dele:
12 "V dizer a Davi: Assim diz o Senhor : ``Estou lhe
dando trs opes de punio; escolha uma delas, e eu a executarei
contra voc''".
13 Ento Gade foi a Davi e lhe perguntou: "O que voc prefere: trs
[c] anos de fome em sua terra; trs meses fugindo de seus
adversrios, que o perseguiro; ou trs dias de praga em sua terra?
Pense bem e diga-me o que deverei responder quele que me enviou".
14 Davi respondeu: " grande a minha angstia! Prefiro cair nas mos
do Senhor , pois grande  a sua misericrdia, a cair nas mos dos
homens".
15 Ento o Senhor enviou uma praga sobre Israel, desde aquela manh at
a hora que tinha determinado. E morreram setenta mil homens do povo, de
D a Berseba.
16 Quando o anjo estendeu a mo para destruir Jerusalm,
o Senhor arrependeu-se de trazer essa catstrofe, e disse ao anjo
destruidor: "Pare! J basta!" Naquele momento o anjo do Senhor
estava perto da eira de Arana, o jebuseu.
17 Ao ver o anjo que estava matando o povo, disse Davi ao Senhor :
"Fui eu que pequei e cometi iniqidade. Estes no passam de ovelhas. O
que eles fizeram? Que o teu castigo caia sobre mim e sobre a minha
famlia!"
Davi Constri um Altar
18 Naquele mesmo dia Gade foi dizer a Davi: "V e edifique um altar
ao Senhor na eira de Arana, o jebuseu".
19 Davi foi para l, em
obedincia  ordem que Gade tinha dado em nome do Senhor .
20 Quando
Arana viu o rei e seus soldados vindo ao encontro dele, saiu e
prostrou-se perante o rei, rosto em terra,
21 e disse: "Por que o meu
senhor e rei veio ao seu servo?"
Respondeu Davi: "Para comprar sua eira e edificar nela um altar ao
Senhor , para que cesse a praga no meio do povo".
22 Arana disse a Davi: "O meu senhor e rei pode ficar com o que
desejar e oferec-lo em sacrifcio. Aqui esto os bois para o holocausto
[d] , e o debulhador e o jugo dos bois para a lenha.
23  rei,
eu dou tudo isso a ti". E acrescentou: "Que o Senhor , o teu Deus,
aceite a tua oferta".
24 Mas o rei respondeu a Arana: "No! Fao questo de pagar o preo
justo. No oferecerei ao Senhor , o meu Deus, holocaustos que no me
custem nada", e comprou a eira e os bois por cinqenta peas [e]
de prata.
25 Davi edificou ali um altar ao Senhor e ofereceu
holocaustos e sacrifcios de comunho [f] . Ento o Senhor
aceitou as splicas em favor da terra e terminou a praga que destrua
Israel.
Notas de rodap:
[a] 24.2 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Joabe, o
comandante do exrcito. Veja o versculo 4 e 1Cr 21.2.
[b] 24.6 Hebraico: Tatim-Hodsi .
[c] 24.13 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz sete. Veja
1Cr 21.12.
[d] 24.22 Isto , sacrifcio totalmente queimado; tambm nos
versculos 24 e 25.
[e] 24.24 Hebraico: 50 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[f] 24.25 Ou de paz
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I REIS-CAPITULO-1
Adonias Declara-se Rei
1 Quando o rei Davi envelheceu, estando j de idade bem avanada,
cobriam-no de cobertores, mas ele no se aquecia.
2 Por isso os seus
servos lhe propuseram: "Vamos procurar uma jovem virgem para servir e
cuidar do rei. Ela se deitar ao seu lado, a fim de aquecer o rei".
3 Ento procuraram em todo o territrio de Israel uma jovem que fosse
bonita e encontraram Abisague, uma sunamita, e a levaram ao rei.
4 A
jovem, muito bonita, cuidava do rei e o servia, mas o rei no teve
relaes com ela.
5 Ora, Adonias, cuja me se chamava Hagite, tomou a dianteira e disse:
"Eu serei o rei". Providenciou uma carruagem e cavalos [a] ,
alm de cinqenta homens para correrem  sua frente.
6 Seu pai nunca o
havia contrariado; nunca lhe perguntava: "Por que voc age assim?"
Adonias tambm tinha boa aparncia e havia nascido depois de Absalo.
7 Adonias fez acordo com Joabe, filho de Zeruia, e com o sacerdote
Abiatar, e eles o seguiram e o apoiaram.
8 Mas o sacerdote Zadoque,
Benaia, filho de Joiada, o profeta Nat, Simei, Re e a guarda especial
de Davi no deram apoio a Adonias.
9 Ento Adonias sacrificou ovelhas, bois e novilhos gordos junto 
pedra de Zoelete, prximo a En-Rogel. Convidou todos os seus irmos,
filhos do rei, e todos os homens de Jud que eram conselheiros do rei,
10 mas no convidou o profeta Nat nem Benaia nem a guarda especial nem
o seu irmo Salomo.
11 Nat perguntou ento a Bate-Seba, me de Salomo: "Voc ainda no
sabe que Adonias, o filho de Hagite, tornou-se rei, sem que o nosso
senhor Davi ficasse sabendo?
12 Agora, vou dar-lhe um conselho para
salvar a sua vida e tambm a vida do seu filho Salomo.
13 V perguntar
ao rei Davi:  rei, meu senhor, no juraste a esta tua serva,
prometendo: ``Pode estar certa de que o seu filho Salomo me suceder
como rei, e se assentar no meu trono''? Por que foi, ento, que
Adonias se tornou rei?
14 Enquanto voc ainda estiver conversando com o
rei, eu entrarei e confirmarei as suas palavras".
15 Ento Bate-Seba foi at o quarto do rei, j idoso, onde a sunamita
Abisague cuidava dele.
16 Bate-Seba ajoelhou-se e prostrou-se, rosto em
terra, diante do rei.
"O que voc quer?", o rei perguntou.
17 Ela respondeu: "Meu senhor, tu mesmo juraste a esta tua serva,
pelo Senhor , o teu Deus: ``Seu filho Salomo me suceder como rei e se
assentar no meu trono''.
18 Mas agora Adonias se tornou rei, sem que
o rei, meu senhor, o soubesse.
19 Ele sacrificou muitos bois, novilhos
gordos e ovelhas, e convidou todos os filhos do rei, o sacerdote
Abiatar, e Joabe, o comandante do exrcito, mas no convidou o teu servo
Salomo.
20 Agora,  rei, meu senhor, os olhos de todo o Israel esto
sobre ti para saber de tua parte quem suceder ao rei, meu senhor, no
trono.
21 De outro modo, to logo o rei, meu senhor, descanse com os
seus antepassados, eu e o meu filho Salomo seremos tratados como
traidores".
22 Ela ainda conversava com o rei, quando o profeta Nat chegou.
23 Assim que informaram o rei que o profeta Nat havia chegado, ele entrou
e prostrou-se, rosto em terra, diante do rei.
24 E Nat lhe perguntou: " rei, meu senhor, por acaso declaraste que
Adonias te sucederia como rei e que ele se assentaria no teu trono?
25 Hoje ele foi matar muitos bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou
todos os filhos do rei, os comandantes do exrcito e o sacerdote
Abiatar. Agora eles esto comendo e bebendo com ele e celebrando:
``Viva o rei Adonias!''
26 Mas ele no convidou a mim, que sou teu
servo, nem ao sacerdote Zadoque, nem a Benaia, filho de Joiada, nem a
teu servo Salomo.
27 Seria isto algo que o rei, meu senhor, fez sem
deixar que os seus conselheiros soubessem quem sucederia ao rei, meu
senhor, no trono?"
O Incio do Reinado de Salomo
28 Ento o rei Davi ordenou: "Chamem Bate-Seba". Ela entrou e ficou
em p diante dele.
29 O rei fez um juramento: "Juro pelo nome do Senhor , o qual me
livrou de todas as adversidades,
30 que, sem dvida, hoje mesmo vou
executar o que jurei pelo Senhor , o Deus de Israel. O meu filho Salomo
me suceder como rei e se assentar no meu trono em meu lugar".
31 Ento Bate-Seba prostrou-se, rosto em terra, e, ajoelhando-se diante
do rei, disse: "Que o rei Davi, meu senhor, viva para sempre!"
32 O rei Davi ordenou: "Chamem o sacerdote Zadoque, o profeta Nat e
Benaia, filho de Joiada". Quando eles chegaram  presena do rei,
33 ele os instruiu: "Levem os conselheiros do seu senhor com vocs,
ponham o meu filho Salomo sobre a minha mula e levem-no a Giom.
34 Ali
o sacerdote Zadoque e o profeta Nat o ungiro rei sobre Israel. Nesse
momento toquem a trombeta e gritem: Viva o rei Salomo!
35 Depois
acompanhem-no, e ele vir assentar-se no meu trono e reinar em meu
lugar. Eu o designei para governar Israel e Jud".
36 Benaia, filho de Joiada, respondeu ao rei: "Assim se far! Que o
Senhor , o Deus do rei, meu senhor, o confirme.
37 Assim como o Senhor
esteve com o rei, meu senhor, tambm esteja ele com Salomo para que ele
tenha um reinado ainda mais glorioso [b] que o reinado de meu
senhor, o rei Davi!"
38 Ento o sacerdote Zadoque, o profeta Nat, Benaia, filho de Joiada,
os queretitas e os peletitas fizeram Salomo montar a mula do rei Davi e
o escoltaram at Giom.
39 O sacerdote Zadoque pegou na Tenda o chifre
com leo e ungiu Salomo. A seguir tocaram a trombeta e todo o povo
gritou: "Viva o rei Salomo!"
40 E todo o povo o acompanhou,
tocando flautas e celebrando, de tal forma que o cho tremia com o
barulho.
41 Adonias e todos os seus convidados souberam disso quando estavam
terminando o banquete. Ao ouvir o toque da trombeta, Joabe perguntou:
"O que significa essa gritaria, esse alvoroo na cidade?"
42 Falava ele ainda, quando chegou Jnatas, filho do sacerdote Abiatar.
E Adonias lhe disse: "Entre, pois um homem digno como voc deve estar
trazendo boas notcias!"
43 "De modo algum", respondeu Jnatas a Adonias. "Davi, o nosso
rei e senhor, constituiu rei a Salomo.
44 O rei enviou com ele o
sacerdote Zadoque, o profeta Nat, Benaia, filho de Joiada, os
queretitas e os peletitas, e eles o fizeram montar a mula do rei.
45 Depois o sacerdote Zadoque e o profeta Nat o ungiram rei em Giom. De l
eles saram celebrando, e a cidade est alvoroada.  esse o barulho que
vocs ouvem.
46 Alm disso, Salomo j se assentou no trono real.
47 At mesmo os oficiais do rei foram cumprimentar Davi, o nosso rei e
senhor, dizendo: ``Que o teu Deus torne o nome de Salomo mais famoso
que o teu, e o seu reinado mais glorioso do que o teu!'' E o rei
curvou-se reverentemente em sua cama,
48 e disse: ``Bendito seja o
Senhor , o Deus de Israel, que permitiu que os meus olhos vissem hoje um
sucessor em meu trono''".
49 Diante disso, todos os convidados de Adonias entraram em pnico e se
dispersaram.
50 Mas Adonias, com medo de Salomo, foi agarrar-se s
pontas do altar.
51 Ento informaram a Salomo: "Adonias est com
medo do rei Salomo e est agarrado s pontas do altar. Ele diz: ``Que
o rei Salomo jure que no matar este seu servo pela espada''".
52 Salomo respondeu: "Se ele se mostrar confivel, no cair nem um
s fio de cabelo da sua cabea; mas se nele se descobrir alguma maldade,
ele morrer".
53 Ento o rei enviou alguns soldados, e eles o fizeram
descer do altar. E Adonias veio e se curvou solenemente perante o rei
Salomo, que lhe disse: "V para casa".
Notas de rodap:
[a] 1.5 Ou condutores de carros
[b] 1.37 Hebraico: torne o seu trono ainda maior ; tambm no versculo
47.

I REIS-CAPITULO-2
As Instrues de Davi a Salomo
1 Quando se aproximava o dia de sua morte, Davi deu instrues ao seu
filho Salomo:
2 "Estou para seguir o caminho de toda a terra. Por isso, seja forte
e seja homem.
3 Obedea ao que o Senhor , o seu Deus, exige: ande nos
seus caminhos e obedea aos seus decretos, aos seus mandamentos, s suas
ordenanas e aos seus testemunhos, conforme se acham escritos na Lei de
Moiss; assim voc prosperar em tudo o que fizer e por onde quer que
for,
4 e o Senhor manter a promessa que me fez: ``Se os seus
descendentes cuidarem de sua conduta, e se me seguirem fielmente de todo
o corao e de toda a alma, voc jamais ficar sem descendente no trono
de Israel''.
5 "Voc sabe muito bem o que Joabe, filho de Zeruia, me fez; o que
fez com os dois comandantes dos exrcitos de Israel, Abner, filho de
Ner, e Amasa, filho de Jter. Ele os matou, derramando sangue em tempos
de paz; agiu como se estivesse em guerra, e com aquele sangue manchou o
seu cinto e as suas sandlias.
6 Proceda com a sabedoria que voc tem,
e no o deixe envelhecer e descer em paz  sepultura [a] .
7 "Mas seja bondoso com os filhos de Barzilai, de Gileade; admita-os
entre os que comem  mesa com voc, pois eles me apoiaram quando fugi do
seu irmo Absalo.
8 "Saiba que tambm est com voc Simei, filho de Gera, o benjamita
de Baurim. Ele lanou terrveis maldies contra mim no dia em que fui a
Maanaim. Mas depois desceu ao meu encontro no Jordo e lhe prometi,
jurando pelo Senhor , que no o mataria  espada.
9 Mas, agora, no o
considere inocente. Voc  um homem sbio e saber o que fazer com ele.
Apesar de ele j ser idoso, faa-o descer ensangentado  sepultura".
10 Ento Davi descansou com os seus antepassados e foi sepultado na
Cidade de Davi.
11 Ele reinou quarenta anos em Israel: sete anos em
Hebrom e trinta e trs em Jerusalm.
12 Salomo assentou-se no trono de
Davi, seu pai, e o seu reinado foi firmemente estabelecido.
O Reinado de Salomo
13 Adonias, o filho de Hagite, foi at Bate-Seba, me de Salomo, que
lhe perguntou: "Voc vem em paz?"
Ele respondeu: "Sim".
14 E acrescentou: "Tenho algo para lhe
dizer".
Ela disse: "Fale!"
15 "Voc sabe", disse ele, "que o reino era meu. Todo o Israel me
via como o seu rei. Mas as circunstncias mudaram, e o reino foi para o
meu irmo; pois o Senhor o concedeu a ele.
16 Agora, quero fazer-lhe um
pedido e espero que no me seja negado."
Ela disse: "Fale!"
17 Ento ele prosseguiu: "Pea, por favor, ao rei Salomo que me d a
sunamita Abisague por mulher, pois ele no deixar de atender voc".
18 "Est bem", respondeu Bate-Seba, "falarei com o rei em seu
favor."
19 Quando Bate-Seba foi falar ao rei em favor de Adonias, Salomo
levantou-se para receb-la e inclinou-se diante dela. Depois assentou-se
no seu trono, mandou que trouxessem um trono para a sua me, e ela se
assentou  sua direita.
20 "Tenho um pequeno pedido para lhe fazer", disse ela. "No
deixe de me atender."
O rei respondeu: "Faa o pedido, minha me; no deixarei de
atend-lo".
21 Ento ela disse: "D a sunamita Abisague por mulher a seu irmo
Adonias".
22 O rei Salomo perguntou  sua me: "Por que voc pede somente a
sunamita Abisague para Adonias? Pea logo o reino para ele, para o
sacerdote Abiatar e para Joabe, filho de Zeruia; afinal ele  o meu
irmo mais velho!"
23 Ento o rei Salomo jurou pelo Senhor : "Que Deus me castigue com
todo o rigor, se isso que Adonias falou no lhe custar a sua prpria
vida!
24 E agora eu juro pelo nome do Senhor , que me estabeleceu no
trono de meu pai Davi, e, conforme prometeu, fundou uma dinastia para
mim, que hoje mesmo Adonias ser morto!"
25 E o rei Salomo deu ordem
a Benaia, filho de Joiada, e este feriu e matou Adonias.
26 Ao sacerdote Abiatar o rei ordenou: "V para Anatote, para as suas
terras! Voc merece morrer, mas hoje eu no o matarei, pois voc
carregou a arca do Soberano, o Senhor , diante de Davi, meu pai, e
partilhou de todas as aflies dele".
27 Ento Salomo expulsou
Abiatar do sacerdcio do Senhor , cumprindo a palavra que o Senhor tinha
dito em Sil a respeito da famlia de Eli.
28 Quando a notcia chegou a Joabe, que havia conspirado com Adonias,
ainda que no com Absalo, ele fugiu para a Tenda do Senhor e agarrou-se
s pontas do altar.
29 Foi dito ao rei Salomo que Joabe havia se
refugiado na Tenda do Senhor e estava ao lado do altar. Ento Salomo
ordenou a Benaia, filho de Joiada: "V mat-lo!"
30 Ento Benaia entrou na Tenda do Senhor e disse a Joabe: "O rei lhe
ordena que saia".
"No", respondeu ele, "Vou morrer aqui."
Benaia relatou ao rei a resposta de Joabe.
31 Ento o rei ordenou a Benaia: "Faa o que ele diz. Mate-o e
sepulte-o, e assim voc retirar de mim e da minha famlia a culpa do
sangue inocente que Joabe derramou.
32 O Senhor far recair sobre a
cabea dele o sangue que derramou: ele atacou dois homens mais justos e
melhores do que ele, sem o conhecimento de meu pai Davi, e os matou 
espada. Os dois homens eram Abner, filho de Ner, comandante do exrcito
de Israel, e Amasa, filho de Jter, comandante do exrcito de Jud.
33 Que o sangue deles recaia sobre a cabea de Joabe e sobre a dos seus
descendentes para sempre. Mas que a paz do Senhor esteja para sempre
sobre Davi, sobre os seus descendentes, sobre a sua dinastia e sobre o
seu trono".
34 Ento Benaia, filho de Joiada, atacou Joabe e o matou, e ele foi
sepultado em sua casa no campo [b] .
35 No lugar dele o rei
nomeou Benaia, filho de Joiada, para o comando do exrcito, e o
sacerdote Zadoque no lugar de Abiatar.
36 Depois o rei mandou chamar Simei e lhe ordenou: "Construa para
voc uma casa em Jerusalm. Voc morar nela e no poder ir para nenhum
outro lugar.
37 Esteja certo de que no dia em que sair e atravessar o
vale de Cedrom, voc ser morto; e voc ser responsvel por sua prpria
morte".
38 Simei respondeu ao rei: "A ordem do rei  boa! O teu servo te
obedecer". E Simei permaneceu em Jerusalm por muito tempo.
39 Mas trs anos depois, dois escravos de Simei fugiram para a casa de
Aquis, filho de Maaca, rei de Gate. Algum contou a Simei: "Seus
escravos esto em Gate".
40 Ento Simei selou um jumento e foi at
Aquis, em Gate, procurar os seus escravos. E de l Simei trouxe os
escravos de volta.
41 Quando Salomo soube que Simei tinha ido a Gate e voltado a
Jerusalm,
42 mandou cham-lo e lhe perguntou: "Eu no fiz voc jurar
pelo Senhor e no o adverti: No dia em que for para qualquer outro
lugar, esteja certo de que voc morrer? E voc me respondeu: ``Esta
ordem  boa! Obedecerei''.
43 Por que no manteve o juramento ao
Senhor e no obedeceu  ordem que lhe dei?"
44 E acrescentou: "No seu corao voc sabe quanto voc prejudicou o
meu pai Davi. Agora o Senhor faz recair sua maldade sobre a sua cabea.
45 Mas o rei Salomo ser abenoado, e o trono de Davi ser
estabelecido perante o Senhor para sempre".
46 Ento o rei deu ordem a Benaia, filho de Joiada, e este atacou Simei
e o matou.
Assim o reino ficou bem estabelecido nas mos de Salomo.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm no versculo 9.
[b] 2.34 Ou sepultado em seu tmulo no deserto

I REIS-CAPITULO-3
Salomo Pede Sabedoria
1 Salomo aliou-se ao fara, rei do Egito, casando-se com a filha dele.
Ele a trouxe  Cidade de Davi at terminar a construo do seu palcio e
do templo do Senhor , e do muro em torno de Jerusalm.
2 O povo, porm,
sacrificava nos lugares sagrados, pois ainda no tinha sido construdo
um templo em honra ao nome do Senhor .
3 Salomo amava o Senhor , o que
demonstrava andando de acordo com os decretos do seu pai Davi; mas
oferecia sacrifcios e queimava incenso nos lugares sagrados.
4 O rei Salomo foi a Gibeom para oferecer sacrifcios, pois ali ficava
o principal lugar sagrado, e ofereceu naquele altar mil holocaustos
[a] .
5 Em Gibeom o Senhor apareceu a Salomo num sonho,  noite,
e lhe disse: "Pea-me o que quiser, e eu lhe darei".
6 Salomo respondeu: "Tu foste muito bondoso para com o teu servo, o
meu pai Davi, pois ele foi fiel a ti, e foi justo e reto de corao. Tu
mantiveste grande bondade para com ele e lhe deste um filho que hoje se
assenta no seu trono.
7 "Agora, Senhor , meu Deus, fizeste o teu servo reinar em lugar de
meu pai Davi. Mas eu no passo de um jovem e no sei o que fazer.
8 Teu
servo est aqui entre o povo que escolheste, um povo to grande que nem
se pode contar.
9 D, pois, ao teu servo um corao cheio de
discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem
e o mal. Pois, quem pode governar este teu grande povo?"
10 O pedido que Salomo fez agradou ao Senhor.
11 Por isso Deus lhe
disse: "J que voc pediu isso e no uma vida longa nem riqueza, nem
pediu a morte dos seus inimigos, mas discernimento para ministrar a
justia,
12 farei o que voc pediu. Eu lhe darei um corao sbio e
capaz de discernir, de modo que nunca houve nem haver ningum como
voc.
13 Tambm lhe darei o que voc no pediu: riquezas e fama, de
forma que no haver rei igual a voc durante toda a sua vida.
14 E, se
voc andar nos meus caminhos e obedecer aos meus decretos e aos meus
mandamentos, como o seu pai Davi, eu prolongarei a sua vida".
15 Ento Salomo acordou e percebeu que tinha sido um sonho.
A seguir voltou a Jerusalm, ps-se perante a arca da aliana do Senhor,
sacrificou holocaustos e apresentou ofertas de comunho [b] .
Depois ofereceu um banquete a toda a sua corte.
Um Sbio Veredicto
16 Certo dia duas prostitutas compareceram diante do rei.
17 Uma delas
disse: "Ah meu senhor! Esta mulher mora comigo na mesma casa. Eu dei 
luz um filho e ela estava comigo na casa.
18 Trs dias depois de nascer
o meu filho, esta mulher tambm deu  luz um filho. Estvamos sozinhas;
no havia mais ningum na casa.
19 "Certa noite esta mulher se deitou sobre o seu filho, e ele
morreu.
20 Ento ela se levantou no meio da noite e pegou o meu filho
enquanto eu, tua serva, dormia, e o ps ao seu lado. E ps o filho dela,
morto, ao meu lado.
21 Ao levantar-me de madrugada para amamentar o meu
filho, ele estava morto. Mas quando olhei bem para ele de manh, vi que
no era o filho que eu dera  luz".
22 A outra mulher disse: "No! O que est vivo  meu filho; o morto 
seu".
Mas a primeira insistia: "No! O morto  seu; o vivo  meu". Assim
elas discutiram diante do rei.
23 O rei disse: "Esta afirma: ``Meu filho est vivo, e o seu filho
est morto'', enquanto aquela diz: ``No! Seu filho est morto, e o
meu est vivo''".
24 Ento o rei ordenou: "Tragam-me uma espada". Trouxeram-lhe.
25 Ele ordenou: "Cortem a criana viva ao meio e dem metade a uma e
metade  outra".
26 A me do filho que estava vivo, movida pela compaixo materna,
clamou: "Por favor, meu senhor, d a criana viva a ela! No a
mate!"
A outra, porm, disse: "No ser nem minha nem sua. Cortem-na ao
meio!"
27 Ento o rei deu o seu veredicto: "No matem a criana! Dem-na 
primeira mulher. Ela  a me".
28 Quando todo o Israel ouviu o veredicto do rei, passou a respeit-lo
profundamente, pois viu que a sabedoria de Deus estava nele para fazer
justia.
Notas de rodap:
[a] 3.4 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm no versculo
15.
[b] 3.15 Ou de paz

I REIS-CAPITULO-4
Os Assessores de Salomo
1 E assim o rei Salomo tornou-se rei sobre todo o Israel.
2 Estes
foram os seus principais assessores:
Azarias, filho de Zadoque: o sacerdote;
3 Eliorefe e Aas, filhos de Sisa: secretrios;
Josaf, filho de Ailude: arquivista real;
4 Benaia, filho de Joiada: comandante do exrcito;
Zadoque e Abiatar: sacerdotes;
5 Azarias, filho de Nat: responsvel pelos governadores distritais;
Zabude, filho de Nat: sacerdote e conselheiro pessoal do rei;
6 Aisar: responsvel pelo palcio;
Adoniro, filho de Abda: chefe do trabalho forado.
7 Salomo tinha tambm doze governadores distritais em todo o Israel,
que forneciam provises para o rei e para o palcio real. Cada um deles
tinha que fornecer suprimentos durante um ms do ano.
8 Estes so os
seus nomes:
Ben-Hur, nos montes de Efraim;
9 Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Han;
10 Ben-Hesede, em Arubote, Soc e em toda a terra de Hfer;
11 Ben-Abinadabe, em Nafote-Dor [a] . Tafate, filha de Salomo,
era sua mulher;
12 Baan, filho de Ailude, em Taanaque e em Megido, e em toda a
Bete-Se, prxima de Zaret, abaixo de Jezreel, desde Bete-Se at
Abel-Meol, indo alm dos limites de Jocmeo;
13 Ben-Geder, em Ramote-Gileade e nos povoados de Jair, filho de
Manasss, em Gileade, bem como no distrito de Argobe, em Bas, e em suas
sessenta grandes cidades muradas com trancas de bronze em suas portas;
14 Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim;
15 Aimas, em Naftali. Ele se casou com Basemate, filha de Salomo;
16 Baan, filho de Husai, em Aser e em Bealote;
17 Josaf, filho de Parua, em Issacar;
18 Simei, filho de El, em Benjamim;
19 Geber, filho de Uri, em Gileade, a terra de Seom, rei dos amorreus,
e de Ogue, rei de Bas. Ele era o nico governador desse distrito.
As Provises Dirias de Salomo
20 O povo de Jud e de Israel era to numeroso como a areia da praia;
eles comiam, bebiam e eram felizes.
21 E Salomo governava todos os
reinos, desde o Eufrates [b] at a terra dos filisteus, chegando
at a fronteira do Egito. Esses reinos traziam tributos e foram
submissos a Salomo durante toda a sua vida.
22 As provises dirias de Salomo eram trinta tonis [c] da
melhor farinha e sessenta tonis de farinha comum,
23 dez cabeas de
gado engordado em cocheiras, vinte de gado engordado no pasto e cem
ovelhas e bodes, bem como cervos, gazelas, coras e aves escolhidas.
24 Ele governava todos os reinos a oeste do Eufrates, desde Tifsa at Gaza,
e tinha paz em todas as fronteiras.
25 Durante a vida de Salomo, Jud
e Israel viveram em segurana, cada homem debaixo da sua videira e da
sua figueira, desde D at Berseba.
26 Salomo possua quatro [d] mil cocheiras para cavalos de
carros de guerra, e doze mil cavalos [e] .
27 Todo ms um dos governadores distritais fornecia provises ao rei
Salomo e a todos os que vinham participar de sua mesa. Cuidavam para
que no faltasse nada.
28 Tambm traziam ao devido lugar suas quotas de
cevada e de palha para os cavalos de carros de guerra e para os outros
cavalos.
A Sabedoria de Salomo
29 Deus deu a Salomo sabedoria, discernimento extraordinrio e uma
abrangncia de conhecimento to imensurvel quanto a areia do mar.
30 A
sabedoria de Salomo era maior do que a de todos os homens do oriente, e
do que toda a sabedoria do Egito.
31 Ele era mais sbio do que qualquer
outro homem, mais do que o ezrata Et; mais sbio do que Hem, Calcol e
Darda, filhos de Maol. Sua fama espalhou-se por todas as naes em
redor.
32 Ele comps trs mil provrbios, e os seus cnticos chegaram a
mil e cinco.
33 Descreveu as plantas, desde o cedro do Lbano at o
hissopo que brota nos muros. Tambm discorreu sobre os quadrpedes, as
aves, os animais que se movem rente ao cho e os peixes.
34 Homens de
todas as naes vinham ouvir a sabedoria de Salomo. Eram enviados por
todos os reis que tinham ouvido falar de sua sabedoria.
Notas de rodap:
[a] 4.11 Ou no planalto de Dor
[b] 4.21 Hebraico: o Rio; tambm no versculo 24.
[c] 4.22 Hebraico: 30 coros . O coro era uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[d] 4.26 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz 40. Veja 2Cr 9.25.
[e] 4.26 Ou condutores de carros

I REIS-CAPITULO-5
Os Preparativos para a Construo do Templo
1 Quando Hiro, rei de Tiro, soube que Salomo tinha sido ungido rei,
mandou seus conselheiros a Salomo, pois sempre tinha sido amigo leal de
Davi.
2 Salomo enviou esta mensagem a Hiro:
3 "Tu bem sabes que foi por causa das guerras travadas de todos os
lados contra meu pai Davi que ele no pde construir um templo em honra
ao nome do Senhor , o seu Deus, at que o Senhor pusesse os seus
inimigos debaixo dos seus ps.
4 Mas agora o Senhor , o meu Deus,
concedeu-me paz em todas as fronteiras, e no tenho que enfrentar nem
inimigos nem calamidades.
5 Pretendo, por isso, construir um templo em
honra ao nome ao Senhor , o meu Deus, conforme o Senhor disse a meu pai
Davi: ``O seu filho, a quem colocarei no trono em seu lugar, construir
o templo em honra ao meu nome''.
6 "Agora te peo que ordenes que cortem para mim cedros do Lbano. Os
meus servos trabalharo com os teus, e eu pagarei a teus servos o
salrio que determinares. Sabes que no h entre ns ningum to hbil
em cortar rvores quanto os sidnios".
7 Hiro ficou muito alegre quando ouviu a mensagem de Salomo, e
exclamou: "Bendito seja o Senhor , pois deu a Davi um filho sbio para
governar essa grande nao".
8 E Hiro respondeu a Salomo:
"Recebi a mensagem que me enviaste e atenderei ao teu pedido,
enviando-te madeira de cedro e de pinho.
9 Meus servos levaro a
madeira do Lbano at o mar, e eu a farei flutuar em jangadas at o
lugar que me indicares. Ali eu a deixarei e tu poders lev-la. E em
troca, fornecers alimento para a minha corte".
10 Assim Hiro se tornou fornecedor de toda a madeira de cedro e de
pinho que Salomo desejava,
11 e Salomo deu a Hiro vinte mil tonis
[a] de trigo para suprir de mantimento a sua corte, alm de vinte
mil tonis [b] de azeite de oliva puro. Era o que Salomo dava
anualmente a Hiro.
12 O Senhor deu sabedoria a Salomo, como lhe havia
prometido. Houve paz entre Hiro e Salomo, e os dois fizeram um
tratado.
13 O rei Salomo arregimentou trinta mil trabalhadores de todo o
Israel.
14 Ele os mandou para o Lbano em grupos de dez mil por ms, e
eles se revezavam: passavam um ms no Lbano e dois em casa. Adoniro
chefiava o trabalho.
15 Salomo tinha setenta mil carregadores e
oitenta mil cortadores de pedra nas colinas,
16 e trs mil e trezentos
[c] capatazes que supervisionavam o trabalho e comandavam os
operrios.
17 Por ordem do rei retiravam da pedreira grandes blocos de
pedra de tima qualidade para servirem de alicerce de pedras lavradas
para o templo.
18 Os construtores de Salomo e de Hiro e os homens de
Gebal [d] cortavam e preparavam a madeira e as pedras para a
construo do templo.
Notas de rodap:
[a] 5.11 Hebraico: 20.000 coros . O coro era uma medida de capacidade.
As estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[b] 5.11 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz 20 coros.
Veja 2Cr 2.10.
[c] 5.16 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem 3600. Veja 2Cr
2.2,18.
[d] 5.18 Isto , Biblos.

I REIS-CAPITULO-6
A Construo do Templo
1 Quatrocentos e oitenta [a] anos depois que os israelitas
saram do Egito, no quarto ano do reinado de Salomo em Israel, no ms
de zive [b] , o segundo ms, ele comeou a construir o templo do
Senhor .
2 O templo que o rei Salomo construiu para o Senhor media vinte e sete
metros de comprimento, nove metros de largura e treze metros e meio de
altura [c] .
3 O prtico da entrada do santurio tinha a largura
do templo, que era de nove metros, e avanava quatro metros e meio 
frente do templo.
4 Ele fez para o templo janelas com grades estreitas.
5 Junto s paredes do trio principal e do santurio interior,
construiu uma estrutura em torno do edifcio, na qual havia salas
laterais.
6 O andar inferior tinha dois metros e vinte e cinco
centmetros de largura, o andar intermedirio tinha dois metros e
setenta centmetros e o terceiro andar tinha trs metros e quinze
centmetros. Ele fez salincias de apoio nas paredes externas do templo,
de modo que no houve necessidade de perfurar as paredes.
7 Na construo do templo s foram usados blocos lavrados nas
pedreiras, e no se ouviu no templo nenhum barulho de martelo, nem de
talhadeira, nem de qualquer outra ferramenta de ferro durante a sua
construo.
8 A entrada para o andar inferior [d] ficava no lado sul do
templo; uma escada conduzia at o andar intermedirio e dali ao
terceiro.
9 Assim ele construiu o templo e o terminou, fazendo-lhe um
forro com vigas e tbuas de cedro.
10 E fez as salas laterais ao longo
de todo o templo. Cada uma tinha dois metros e vinte e cinco centmetros
de altura, e elas estavam ligadas ao templo por vigas de cedro.
11 E a palavra do Senhor veio a Salomo dizendo:
12 "Quanto a este
templo que voc est construindo, se voc seguir os meus decretos,
executar os meus juzos e obedecer a todos os meus mandamentos,
cumprirei por meio de voc a promessa que fiz ao seu pai Davi,
13 viverei no meio dos israelitas e no abandonarei Israel, o meu povo".
14 Assim Salomo concluiu a construo do templo.
15 Forrou as paredes
do templo por dentro com tbuas de cedro, cobrindo-as desde o cho at o
teto, e fez o soalho do templo com tbuas de pinho.
16 Separou nove
metros na parte de trs do templo, fazendo uma diviso com tbuas de
cedro, do cho ao teto, para formar dentro do templo o santurio
interno, o Lugar Santssimo.
17 O trio principal em frente dessa sala
media dezoito metros de comprimento.
18 O interior do templo era de
cedro, com figuras entalhadas de frutos e flores abertas. Tudo era de
cedro; no se via pedra alguma.
19 Preparou tambm o santurio interno no templo para ali colocar a
arca da aliana do Senhor .
20 O santurio interno tinha nove metros de
comprimento, nove de largura e nove de altura. Ele revestiu o interior
de ouro puro, e tambm revestiu de ouro o altar de cedro.
21 Salomo
cobriu o interior do templo de ouro puro, e estendeu correntes de ouro
em frente do santurio interno, que tambm foi revestido de ouro.
22 Assim, revestiu de ouro todo o interior do templo e tambm o altar que
pertencia ao santurio interno.
23 No santurio interno ele esculpiu dois querubins de madeira de
oliveira, cada um com quatro metros e meio de altura.
24 As asas
abertas dos querubins mediam dois metros e vinte e cinco centmetros:
quatro metros e meio da ponta de uma asa  ponta da outra.
25 Os dois
querubins tinham a mesma medida e a mesma forma.
26 A altura de cada
querubim era de quatro metros e meio.
27 Ele colocou os querubins, com
as asas abertas, no santurio interno do templo. A asa de um querubim
encostava numa parede, e a do outro encostava na outra. As suas outras
asas encostavam uma na outra no meio do santurio.
28 Ele revestiu os
querubins de ouro.
29 Nas paredes ao redor do templo, tanto na parte interna como na
externa, ele esculpiu querubins, tamareiras e flores abertas.
30 Tambm
revestiu de ouro os pisos, tanto na parte interna como na externa do
templo.
31 Para a entrada do santurio interno fez portas de oliveira com
batentes de cinco lados.
32 E nas duas portas de madeira de oliveira
esculpiu querubins, tamareiras e flores abertas, e revestiu os querubins
e as tamareiras de ouro batido.
33 Tambm fez pilares de quatro lados,
de madeira de oliveira para a entrada do templo.
34 Fez tambm duas
portas de pinho, cada uma com duas folhas que se articulavam por meio de
dobradias.
35 Entalhou figuras de querubins, de tamareiras e de flores
abertas nas portas e as revestiu de ouro batido.
36 E construiu o ptio interno com trs camadas de pedra lavrada e uma
de vigas de cedro.
37 O alicerce do templo do Senhor foi lanado no ms de zive, do quarto
ano.
38 No ms de bul [e] , o oitavo ms, do dcimo primeiro
ano, o templo foi terminado em todos os seus detalhes, de acordo com as
suas especificaes. Salomo levou sete anos para constru-lo.
Notas de rodap:
[a] 6.1 A Septuaginta diz 440.
[b] 6.1 Aproximadamente abril/maio; tambm no versculo 37.
[c] 6.2 Hebraico: 60 cvados de comprimento, 20 de largura e 30 de
altura . O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[d] 6.8 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz intermedirio.
[e] 6.38 Aproximadamente outubro/novembro.

I REIS-CAPITULO-7
A Construo do Palcio de Salomo
1 Salomo levou treze anos para terminar a construo do seu palcio.
2 Ele construiu o Palcio da Floresta do Lbano com quarenta e cinco
metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze
metros e meio de altura [a] , sustentado por quatro fileiras de
colunas de cedro sobre as quais apoiavam-se vigas de cedro aparelhadas.
3 O forro, de cedro, ficava sobre as quarenta e cinco vigas, quinze por
fileira, que se apoiavam nas colunas.
4 Havia janelas dispostas de trs
em trs, uma em frente da outra.
5 Todas as portas tinham estrutura
retangular; ficavam na parte da frente, dispostas de trs em trs, uma
em frente da outra.
6 Fez um prtico de colunas de vinte e dois metros e meio de
comprimento e treze metros e meio de largura. Em frente havia outro
prtico com colunas e uma cobertura que se estendia alm das colunas.
7 Construiu a Sala do Trono, isto , a Sala da Justia, onde iria
julgar, e revestiu-a de cedro desde o cho at o teto [b] .
8 E
o palcio para sua moradia, no outro ptio, tinha um formato semelhante.
Salomo fez tambm um palcio como esse para a filha do fara, com quem
tinha se casado.
9 Todas essas construes, desde o lado externo at o grande ptio e do
alicerce at o beiral, foram feitas de pedra de qualidade superior,
cortadas sob medida e desbastadas com uma serra nos lados interno e
externo.
10 Os alicerces foram lanados com pedras grandes de qualidade
superior, algumas medindo quatro metros e meio e outras trs metros e
sessenta centmetros.
11 Na parte de cima havia pedras de qualidade
superior, cortadas sob medida, e vigas de cedro.
12 O grande ptio era
cercado por um muro de trs camadas de pedras lavradas e uma camada de
vigas de cedro aparelhadas, da mesma maneira que o ptio interior do
templo do Senhor , com o seu prtico.
Os Utenslios do Templo
13 O rei Salomo enviara mensageiros a Tiro e trouxera Huro [c] ,
14 filho de uma viva da tribo de Naftali e de um cidado de Tiro,
artfice em bronze. Huro era extremamente hbil e experiente, e sabia
fazer todo tipo de trabalho em bronze. Apresentou-se ao rei Salomo e
fez depois todo o trabalho que lhe foi designado.
15 Ele fundiu duas colunas de bronze, cada uma com oito metros e dez
centmetros de altura e cinco metros e quarenta centmetros de
circunferncia, medidas pelo fio apropriado.
16 Tambm fez dois
capitis de bronze fundido para colocar no alto das colunas; cada
capitel tinha dois metros e vinte e cinco centmetros de altura.
17 Conjuntos de correntes entrelaadas ornamentavam os capitis no alto das
colunas, sete em cada capitel.
18 Fez tambm roms em duas fileiras
[d] que circundavam cada conjunto de correntes para cobrir os
capitis no alto das colunas [e] . Fez o mesmo com cada capitel.
19 Os capitis no alto das colunas do prtico tinham o formato de
lrios, com um metro e oitenta centmetros de altura.
20 Nos capitis
das duas colunas, acima da parte que tinha formato de taa, perto do
conjunto de correntes, havia duzentas roms enfileiradas ao redor.
21 Ele levantou as colunas na frente do prtico do templo. Deu o nome de
Jaquim [f]  coluna ao sul e de Boaz [g]  coluna ao
norte.
22 Os capitis no alto tinham a forma de lrios. E assim
completou-se o trabalho das colunas.
23 Fez o tanque de metal fundido, redondo, medindo quatro metros e meio
de dimetro e dois metros e vinte e cinco centmetros de altura. Era
preciso um fio de treze metros e meio para medir a sua circunferncia.
24 Abaixo da borda e ao seu redor havia duas fileiras de frutos, de
cinco em cinco centmetros, fundidas numa s pea com o tanque.
25 O tanque ficava sobre doze touros, trs voltados para o norte, trs
para o oeste, trs para o sul e trs para o leste. Ficava em cima deles,
e as pernas traseiras dos touros eram voltadas para o centro.
26 A
espessura do tanque era de quatro dedos, e sua borda era como a borda de
um clice, como uma flor de lrio. Sua capacidade era de quarenta mil
litros [h] .
27 Tambm fez dez carrinhos de bronze; cada um tinha um metro e oitenta
centmetros de comprimento e de largura, e um metro e trinta e cinco
centmetros de altura.
28 Os carrinhos eram feitos assim: tinham placas
laterais presas a armaes.
29 Nas placas, entre as armaes, havia
figuras de lees, bois e querubins; sobre as armaes, acima e abaixo
dos lees e bois, havia grinaldas de metal batido.
30 Em cada carrinho
havia quatro rodas de bronze com eixos de bronze, cada um com uma bacia
apoiada em quatro ps e fundida ao lado de cada grinalda.
31 No lado de
dentro do carrinho havia uma abertura circular com quarenta e cinco
centmetros de profundidade. Essa abertura era redonda e, com sua base,
media setenta centmetros. Havia esculturas em torno da abertura. As
placas dos carrinhos eram quadradas, e no redondas.
32 As quatro rodas
ficavam sob as placas, e os eixos das rodas ficavam presos ao estrado. O
dimetro de cada roda era de setenta centmetros.
33 As rodas eram
feitas como rodas de carros; os eixos, os aros, os raios e os cubos eram
todos de metal fundido.
34 Havia quatro cabos que se projetavam do carrinho, um em cada canto.
35 No alto do carrinho havia uma lmina circular de vinte e dois
centmetros de altura. Os apoios e as placas estavam fixados no alto do
carrinho.
36 Ele esculpiu figuras de querubins, lees e tamareiras na
superfcie dos apoios e nas placas, em cada espao disponvel, com
grinaldas ao redor.
37 Foi assim que fez os dez carrinhos. Foram todos
fundidos nos mesmos moldes e eram idnticos no tamanho e na forma.
38 Depois ele fez dez pias de bronze, cada uma com capacidade de
oitocentos litros, medindo um metro e oitenta centmetros de dimetro;
uma pia para cada um dos dez carrinhos.
39 Ele ps cinco carrinhos no
lado sul do templo e cinco no lado norte. Ps o tanque no lado sul, no
canto sudeste do templo.
40 Tambm fez os jarros, as ps e as bacias
para asperso.
Assim, Huro completou todo o trabalho de que fora encarregado pelo rei
Salomo, no templo do Senhor :
41 as duas colunas;
os dois capitis em forma de taa no alto das colunas;
os dois conjuntos de correntes que decoravam os dois capitis;
42 as quatrocentas roms para os dois conjuntos de correntes, sendo
duas fileiras de roms para cada conjunto;
43 os dez carrinhos com as suas dez pias;
44 o tanque e os doze touros debaixo dele;
45 e os jarros, as ps e as bacias de asperso.
Todos esses utenslios que Huro fez a pedido do rei Salomo para o
templo do Senhor eram de bronze polido.
46 Foi na plancie do Jordo,
entre Sucote e Zaret, que o rei os mandou fundir, em moldes de barro.
47 Salomo no mandou pesar esses utenslios; eram tantos que o peso do
bronze no foi determinado.
48 Alm desses, Salomo mandou fazer tambm estes outros utenslios
para o templo do Senhor :
O altar de ouro;
a mesa de ouro sobre a qual ficavam os pes da Presena;
49 os candelabros de ouro puro, cinco  direita e cinco  esquerda, em
frente do santurio interno;
as flores, as lmpadas e as tenazes de ouro;
50 as bacias, os cortadores de pavio, as bacias para asperso, as
tigelas e os incensrios;
e as dobradias de ouro para as portas da sala interna, isto , o Lugar
Santssimo, e tambm para as portas do trio principal.
51 Terminada toda a obra que Salomo realizou para o templo do Senhor ,
ele trouxe tudo o que seu pai havia consagrado e colocou junto com os
tesouros do templo do Senhor : a prata, o ouro e os utenslios.
Notas de rodap:
[a] 7.2 Hebraico: 100 cvados de comprimento, 50 de largura e 30 de
altura . O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 7.7 Conforme a Vulgata e a Verso Siraca. O Texto Massortico diz
de cedro desde o cho.
[c] 7.13 Hebraico: Hiro , variante de Huro ; tambm nos versculos
40 e 45.
[d] 7.18 Muitos manuscritos dizem Fez as colunas, e havia duas
fileiras.
[e] 7.18 Muitos manuscritos dizem das roms.
[f] 7.21 Jaquim provavelmente significa ele firma.
[g] 7.21 Boaz provavelmente significa nele h fora.
[h] 7.26 Hebraico: 2. 000 batos . O bato era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros. A Septuaginta
no traz esta sentena.

I REIS-CAPITULO-8
O Transporte da Arca para o Templo
1 Ento o rei Salomo reuniu em Jerusalm as autoridades de Israel,
todos os lderes das tribos e os chefes das famlias israelitas, para
levarem de Sio, a Cidade de Davi, a arca da aliana do Senhor .
2 E
todos os homens de Israel uniram-se ao rei Salomo por ocasio da festa,
no ms de etanim [a] , que  o stimo ms.
3 Quando todas as
autoridades de Israel chegaram, os sacerdotes pegaram
4 a arca do
Senhor e a levaram, com a Tenda do Encontro e com todos os seus
utenslios sagrados. Foram os sacerdotes e os levitas que levaram tudo.
5 O rei Salomo e toda a comunidade de Israel, que se havia reunido a
ele diante da arca, sacrificaram tantas ovelhas e bois que nem era
possvel contar.
6 Os sacerdotes levaram a arca da aliana do Senhor para o seu lugar no
santurio interno do templo, isto , no Lugar Santssimo, e a colocaram
debaixo das asas dos querubins.
7 Os querubins tinham suas asas
estendidas sobre o lugar da arca e cobriam a arca e as varas utilizadas
para o transporte.
8 Essas varas eram to compridas que as suas pontas,
que se estendiam para fora da arca, podiam ser vistas da frente do
santurio interno, mas no de fora dele; e elas esto l at hoje.
9 Na
arca havia s as duas tbuas de pedra que Moiss tinha colocado quando
estava em Horebe, onde o Senhor fez uma aliana com os israelitas depois
que saram do Egito.
10 Quando os sacerdotes se retiraram do Lugar Santo, uma nuvem encheu o
templo do Senhor ,
11 de forma que os sacerdotes no podiam desempenhar
o seu servio, pois a glria do Senhor encheu o seu templo.
12 E Salomo exclamou: "O Senhor disse que habitaria numa nuvem
escura!
13 Na realidade constru para ti um templo magnfico, um lugar
para nele habitares para sempre!"
14 Depois o rei virou-se e abenoou toda a assemblia de Israel, que
estava ali em p.
15 E disse:
"Bendito seja o Senhor , o Deus de Israel, que com sua mo cumpriu o
que com sua prpria boca havia prometido a meu pai Davi, quando lhe
disse:
16 ``Desde o dia em que tirei Israel, o meu povo, do Egito, no
escolhi nenhuma cidade das tribos de Israel para nela construir um
templo em honra ao meu nome. Mas escolhi Davi para governar Israel, o
meu povo''.
17 "Meu pai Davi tinha no corao o propsito de construir um templo
em honra ao nome do Senhor , o Deus de Israel.
18 Mas o Senhor lhe
disse: ``Voc fez bem em ter no corao o plano de construir um templo
em honra ao meu nome;
19 no entanto, no ser voc que o construir,
mas o seu filho, que proceder de voc; ele construir o templo em honra
ao meu nome''.
20 "E o Senhor cumpriu a sua promessa: Sou o sucessor de meu pai
Davi, e agora ocupo o trono de Israel, como o Senhor tinha prometido, e
constru o templo em honra ao nome do Senhor , o Deus de Israel.
21 Providenciei nele um lugar para a arca, na qual esto as tbuas da
aliana do Senhor , aliana que fez com os nossos antepassados quando os
tirou do Egito".
A Orao de Dedicao
22 Depois Salomo colocou-se diante do altar do Senhor , diante de toda
a assemblia de Israel, levantou as mos para o cu
23 e orou:
" Senhor , Deus de Israel, no h Deus como tu em cima nos cus nem
embaixo na terra! Tu que guardas a tua aliana de amor com os teus
servos que, de todo o corao, andam segundo a tua vontade.
24 Cumpriste a tua promessa a teu servo Davi, meu pai; com tua boca
prometeste e com tua mo a cumpriste, conforme hoje se v.
25 "Agora, Senhor , Deus de Israel, cumpre a outra promessa que
fizeste a teu servo Davi, meu pai, quando disseste: ``Voc nunca
deixar de ter, diante de mim, um descendente que se assente no trono de
Israel, se to-somente os seus descendentes tiverem o cuidado de, em
tudo, andarem segundo a minha vontade, como voc tem feito''.
26 Agora,  Deus de Israel, que se confirme a palavra que falaste a teu
servo Davi, meu pai.
27 "Mas ser possvel que Deus habite na terra? Os cus, mesmo os
mais altos cus, no podem conter-te. Muito menos este templo que
constru!
28 Ainda assim, atende  orao do teu servo e ao seu pedido
de misericrdia,  Senhor , meu Deus. Ouve o clamor e a orao que o teu
servo faz hoje na tua presena.
29 Estejam os teus olhos voltados dia e
noite para este templo, lugar do qual disseste que nele porias o teu
nome, para que ouas a orao que o teu servo fizer voltado para este
lugar.
30 Ouve as splicas do teu servo e de Israel, o teu povo, quando
orarem voltados para este lugar. Ouve desde os cus, lugar da tua
habitao, e, quando ouvires, d-lhes o teu perdo.
31 "Quando um homem pecar contra seu prximo e tiver que fazer um
juramento, e vier jurar diante do teu altar neste templo,
32 ouve dos
cus e age. Julga os teus servos; condena o culpado, fazendo recair
sobre a sua prpria cabea a conseqncia da sua conduta, e declara sem
culpa o inocente, dando-lhe o que a sua inocncia merece.
33 "Quando Israel, o teu povo, for derrotado por um inimigo por ter
pecado contra ti, e voltar-se para ti e invocar o teu nome, orando e
suplicando a ti neste templo,
34 ouve dos cus e perdoa o pecado de
Israel, o teu povo, e traze-o de volta  terra que deste aos seus
antepassados.
35 "Quando se fechar o cu, e no houver chuva por haver o teu povo
pecado contra ti, e, se o teu povo, voltado para este lugar, invocar o
teu nome e afastar-se do seu pecado por o haveres castigado,
36 ouve
dos cus e perdoa o pecado dos teus servos, de Israel, teu povo.
Ensina-lhes o caminho certo e envia chuva sobre a tua terra, que deste
por herana ao teu povo.
37 "Quando houver fome ou praga no pas, ferrugem e mofo, gafanhotos
peregrinos e gafanhotos devastadores, ou quando inimigos sitiarem suas
cidades, quando, em meio a qualquer praga ou epidemia,
38 uma orao ou
splica por misericrdia for feita por um israelita ou por todo o
Israel, teu povo, cada um sentindo as suas prprias aflies e dores,
estendendo as mos na direo deste templo,
39 ouve dos cus, o lugar
da tua habitao. Perdoa e age; trata cada um de acordo com o que
merece, visto que conheces o seu corao. Sim, s tu conheces o corao
do homem.
40 Assim eles te temero durante todo o tempo em que viverem
na terra que deste aos nossos antepassados.
41 "Quanto ao estrangeiro, que no pertence a Israel, o teu povo, e
que veio de uma terra distante por causa do teu nome:
42 pois
ouviro acerca do teu grande nome, da tua mo poderosa e do teu brao
forte: quando ele vier e orar voltado para este templo,
43 ouve dos
cus, lugar da tua habitao, e atende o pedido do estrangeiro, a fim de
que todos os povos da terra conheam o teu nome e te temam, como faz
Israel, o teu povo, e saibam que este templo que constru traz o teu
nome.
44 "Quando o teu povo for  guerra contra os seus inimigos, por onde
quer que tu o enviares, e orar ao Senhor voltado para a cidade que
escolheste e para o templo que constru em honra ao teu nome,
45 ouve
dos cus a sua orao e a sua splica, e defende a sua causa.
46 "Quando pecarem contra ti, pois no h ningum que no peque, e
ficares irado com eles e os entregares ao inimigo, que os leve
prisioneiros para a sua terra, distante ou prxima;
47 se eles carem
em si, na terra para a qual tiverem sido deportados, e se arrependerem e
l orarem: ``Pecamos, praticamos o mal e fomos rebeldes'';
48 e se l
eles se voltarem para ti de todo o seu corao e de toda a sua alma, na
terra dos inimigos que os tiverem levado como prisioneiros, e orarem
voltados para a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que
escolheste e para o templo que constru em honra ao teu nome,
49 ento,
desde os cus, o lugar da tua habitao, ouve a sua orao e a sua
splica, e defende a sua causa.
50 Perdoa o teu povo, que pecou contra
ti; perdoa todas as transgresses que cometeram contra ti, e faze com
que os seus conquistadores tenham misericrdia deles;
51 pois so o teu
povo e a tua herana, que tiraste do Egito, da fornalha de fundio.
52 "Que os teus olhos estejam abertos para a splica do teu servo e
para a splica de Israel, o teu povo, e que os ouas sempre que clamarem
a ti.
53 Pois tu os escolheste dentre todos os povos da terra para
serem a tua herana, como declaraste por meio do teu servo Moiss,
quando tu,  Soberano Senhor , tiraste os nossos antepassados do
Egito".
54 Quando Salomo terminou a orao e a splica ao Senhor , levantou-se
diante do altar do Senhor , onde tinha se ajoelhado e estendido as mos
para o cu.
55 Ps-se em p e abenoou em alta voz toda a assemblia de
Israel, dizendo:
56 "Bendito seja o Senhor , que deu descanso a Israel, o seu povo,
como havia prometido. No ficou sem cumprimento nem uma de todas as boas
promessas que ele fez por meio do seu servo Moiss.
57 Que o Senhor , o
nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com os nossos
antepassados. Que ele jamais nos deixe nem nos abandone!
58 E faa com
que de corao nos voltemos para ele, a fim de andarmos em todos os seus
caminhos e obedecermos aos seus mandamentos, decretos e ordenanas, que
deu aos nossos antepassados.
59 E que as palavras da minha splica ao
Senhor tenham acesso ao Senhor , o nosso Deus, dia e noite, para que ele
defenda a causa do seu servo e a causa de Israel, o seu povo, de acordo
com o que precisarem.
60 Assim, todos os povos da terra sabero que o
Senhor  Deus e que no h nenhum outro.
61 Mas vocs, tenham corao
ntegro para com o Senhor , o nosso Deus, para viverem por seus decretos
e obedecerem aos seus mandamentos, como acontece hoje".
A Dedicao do Templo
62 Ento o rei Salomo e todo o Israel ofereceram sacrifcios ao Senhor;
63 ele ofereceu em sacrifcio de comunho [b] ao Senhor vinte
e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os
israelitas fizeram a dedicao do templo do Senhor .
64 Naquele mesmo dia o rei consagrou a parte central do ptio, que
ficava na frente do templo do Senhor , e ali ofereceu holocaustos
[c] , ofertas de cereal e a gordura das ofertas de comunho, pois o
altar de bronze diante do Senhor era pequeno demais para comportar os
holocaustos, as ofertas de cereal e a gordura das ofertas de comunho.
65 E foi assim que Salomo, com todo o Israel, celebrou a festa naquela
data; era uma grande multido, gente vinda desde Lebo-Hamate at o
ribeiro do Egito. Celebraram-na diante do Senhor , o nosso Deus, durante
sete dias [d] .
66 No oitavo dia Salomo mandou o povo para
casa. Eles abenoaram o rei e foram embora, jubilosos e de corao
alegre por todas as coisas boas que o Senhor havia feito por seu servo
Davi e por Israel, o seu povo.
Notas de rodap:
[a] 8.2 Aproximadamente setembro/outubro.
[b] 8.63 Ou de paz
[c] 8.64 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[d] 8.65 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico acrescenta e mais
[g] dias, 14 no total.

I REIS-CAPITULO-9
O Senhor Aparece a Salomo
1 Quando Salomo acabou de construir o templo do Senhor , o palcio
real e tudo mais que desejara construir,
2 o Senhor lhe apareceu pela
segunda vez, como lhe havia aparecido em Gibeom.
3 O Senhor lhe disse:
"Ouvi a orao e a splica que voc fez diante de mim; consagrei este
templo que voc construiu, para que nele habite o meu nome para sempre.
Os meus olhos e o meu corao estaro sempre nele.
4 "E se voc andar segundo a minha vontade, com integridade de
corao e com retido, como fez o seu pai Davi, se fizer tudo o que eu
lhe ordeno, obedecendo aos meus decretos e s minhas ordenanas,
5 firmarei para sempre sobre Israel o seu trono, conforme prometi a Davi,
seu pai, quando lhe disse: Nunca lhe faltar descendente para governar
Israel.
6 "Mas, se voc ou seus filhos se afastarem de mim e no obedecerem
aos mandamentos e aos decretos que lhes dei, e prestarem culto a outros
deuses e ador-los,
7 desarraigarei Israel da terra que lhes dei, e
lanarei para longe da minha presena este templo que consagrei ao meu
nome. Israel se tornar ento objeto de zombaria entre todos os povos.
8 E, embora este templo seja agora imponente, todos os que passarem por
ele ficaro espantados e perguntaro: ``Por que o Senhor fez uma coisa
dessas a esta terra e a este templo?''
9 E a resposta ser: ``Porque
abandonaram o Senhor , o seu Deus, que tirou os seus antepassados do
Egito, e se apegaram a outros deuses, adorando-os e prestando-lhes
culto; por isso o Senhor trouxe sobre eles toda esta desgraa''".
Outros Feitos de Salomo
10 Depois de vinte anos, durante os quais construiu estes dois
edifcios, o templo do Senhor e o palcio real,
11 o rei Salomo deu
vinte cidades da Galilia a Hiro, rei de Tiro, pois Hiro lhe havia
fornecido toda a madeira de cedro e de pinho e o ouro de que ele
precisou.
12 Mas, quando este veio de Tiro para ver as cidades que
Salomo lhe dera, no gostou.
13 "Que cidades so essas que tu me
deste, meu irmo?", ele perguntou. E as chamou terra de Cabul [a]
, nome que elas tm at hoje.
14 Hiro tinha enviado ao rei quatro
mil e duzentos quilos [b] de ouro!
15 O rei Salomo imps trabalhos forados para que se construsse o
templo do Senhor , seu prprio palcio, o Milo [c] , o muro de
Jerusalm, bem como Hazor, Megido e Gezer.
16 O fara, rei do Egito,
havia atacado e conquistado Gezer. Incendiou a cidade e matou os seus
habitantes, que eram cananeus, e a deu como presente de casamento  sua
filha, mulher de Salomo.
17 E Salomo reconstruiu Gezer. Ele construiu
Bete-Horom Baixa,
18 Baalate, e Tadmor [d] , no deserto dessa
regio,
19 bem como todas as cidades-armazns e as cidades onde ficavam
os seus carros de guerra e os seus cavalos [e] . Construiu tudo o
que desejou em Jerusalm, no Lbano e em todo o territrio que governou.
20 Salomo recrutou para o trabalho forado todos os no israelitas,
descendentes dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos heveus e dos
jebuseus,
21 que no tinham sido mortos pelos israelitas, e nesse
trabalho continuam.
22 Mas Salomo no obrigou nenhum israelita a
trabalhos forados; eles eram seus homens de guerra, seus capites, os
comandantes dos seus carros de guerra e os condutores de carros.
23 Tambm eram israelitas os principais oficiais encarregados das
construes de Salomo: quinhentos e cinqenta oficiais que
supervisionavam os trabalhadores.
24 Somente depois que a filha do fara mudou-se da Cidade de Davi para
o palcio que Salomo havia construdo para ela, foi que ele construiu o
Milo.
25 Trs vezes por ano Salomo oferecia holocaustos [f] e
sacrifcios de comunho [g] no altar que havia construdo para o
Senhor , e ao mesmo tempo queimava incenso diante do Senhor . E Salomo
concluiu o templo.
26 O rei Salomo tambm construiu navios em Eziom-Geber, que fica perto
de Elate, na terra de Edom, s margens do mar Vermelho.
27 E Hiro
enviou em navios os seus marinheiros, homens experimentados que
conheciam o mar, para trabalharem com os marinheiros de Salomo.
28 Navegaram at Ofir, e de l trouxeram catorze mil e setecentos quilos de
ouro para o rei Salomo.
Notas de rodap:
[a] 9.13 Cabul assemelha-se  palavra hebraica que significa intil.
[b] 9.14 Hebraico: 120 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[c] 9.15 Ou aterro ; tambm no versculo 24.
[d] 9.18 Ou Tamar
[e] 9.19 Ou condutores de carros
[f] 9.25 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em 10.5.
[g] 9.25 Ou de paz

I REIS-CAPITULO-10
A Rainha de Sab Visita Salomo
1 A rainha de Sab soube da fama que Salomo tinha alcanado, graas
ao nome do Senhor , e foi a Jerusalm para p-lo  prova com perguntas
difceis.
2 Quando chegou, acompanhada de uma enorme caravana, com
camelos carregados de especiarias, grande quantidade de ouro e pedras
preciosas, fez a Salomo todas as perguntas que tinha em mente.
3 Salomo respondeu a todas; nenhuma lhe foi to difcil que no pudesse
responder.
4 Vendo toda a sabedoria de Salomo, bem como o palcio que
ele havia construdo,
5 o que era servido em sua mesa, o alojamento de
seus oficiais, os criados e os copeiros, todos uniformizados, e os
holocaustos [a] que ele fazia no [b] templo do Senhor , a
visitante ficou impressionada.
6 Ento ela disse ao rei: "Tudo o que ouvi em meu pas acerca de tuas
realizaes e de tua sabedoria  verdade.
7 Mas eu no acreditava no
que diziam, at ver com os meus prprios olhos. Na realidade, no me
contaram nem a metade; tu ultrapassas em muito o que ouvi, tanto em
sabedoria como em riqueza.
8 Como devem ser felizes os homens da tua
corte, que continuamente esto diante de ti e ouvem a tua sabedoria!
9 Bendito seja o Senhor , o teu Deus, que se agradou de ti e te colocou no
trono de Israel. Por causa do amor eterno do Senhor para com Israel, ele
te fez rei, para manter a justia e a retido".
10 E ela deu ao rei quatro mil e duzentos quilos [c] de ouro e
grande quantidade de especiarias e pedras preciosas. Nunca mais foram
trazidas tantas especiarias quanto as que a rainha de Sab deu ao rei
Salomo.
11 (Os navios de Hiro, que carregavam ouro de Ofir, tambm trouxeram
de l grande quantidade de madeira de junpero e pedras preciosas.
12 O
rei utilizou a madeira para fazer a escadaria do templo do Senhor e a do
palcio real, alm de harpas e liras para os msicos. Nunca mais foi
importada nem se viu tanta madeira de junpero.)
13 O rei Salomo deu  rainha de Sab tudo o que ela desejou e pediu,
alm do que j lhe tinha dado por sua generosidade real. Ento ela e os
seus servos voltaram para o seu pas.
O Esplendor do Reino de Salomo
14 O peso do ouro que Salomo recebia anualmente era de vinte e trs
mil e trezentos quilos,
15 fora os impostos pagos por mercadores e
comerciantes, por todos os reis da Arbia e pelos governadores do pas.
16 O rei Salomo fez duzentos escudos grandes de ouro batido,
utilizando trs quilos e seiscentos gramas [d] de ouro em cada
um.
17 Tambm fez trezentos escudos pequenos de ouro batido, com um
quilo e oitocentos gramas de ouro em cada um. O rei os colocou no
Palcio da Floresta do Lbano.
18 O rei mandou fazer ainda um grande trono de marfim revestido de ouro
puro.
19 O trono tinha seis degraus, e o seu encosto tinha a parte alta
arredondada. Nos dois lados do assento havia braos, com um leo junto a
cada brao.
20 Havia doze lees nos seis degraus, um em cada ponta de
cada degrau. Nada igual havia sido feito em nenhum outro reino.
21 Todas as taas do rei Salomo eram de ouro, bem como todos os utenslios
do Palcio da Floresta do Lbano. No havia nada de prata, pois a prata
quase no tinha valor nos dias de Salomo.
22 O rei tinha no mar uma
frota de navios mercantes [e] junto com os navios de Hiro. Cada
trs anos a frota voltava, trazendo ouro, prata, marfim, macacos e
paves.
23 O rei Salomo era o mais rico e o mais sbio de todos os reis da
terra.
24 Gente de todo o mundo pedia audincia a Salomo para ouvir a
sabedoria que Deus lhe tinha dado.
25 Ano aps ano, todos os visitantes
traziam algum presente: utenslios de prata e de ouro, mantos, armas e
especiarias, cavalos e mulas.
26 Salomo juntou carros e cavalos; possua mil e quatrocentos carros e
doze mil cavalos [f] , dos quais mantinha uma parte nas
guarnies de algumas cidades e a outra perto dele, em Jerusalm.
27 O
rei tornou a prata to comum em Jerusalm quanto as pedras, e o cedro
to numeroso quanto as figueiras bravas da Sefel [g] .
28 Os
cavalos de Salomo eram importados do Egito [h] e da Cilcia
[i] , onde os fornecedores do rei os compravam.
29 Importavam do
Egito um carro por sete quilos e duzentos gramas [j] de prata, e
um cavalo por um quilo e oitocentos gramas, e os exportavam para todos
os reis dos hititas e dos arameus.
Notas de rodap:
[a] 10.5 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 10.5 Ou e o caminho pelo qual subia at o
[c] 10.10 Hebraico: 120 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[d] 10.16 Hebraico: 6 minas . Uma mina equivalia a 600 gramas.
[e] 10.22 Hebraico: de Trsis .
[f] 10.26 Ou condutores de carros
[g] 10.27 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.
[h] 10.28 Ou Muzur , regio da Cilcia; tambm no versculo 29.
[i] 10.28 Hebraico: Cuve .
[j] 10.29 Hebraico: 600 siclos. Um siclo equivalia a 12 gramas.

I REIS-CAPITULO-11
As Mulheres de Salomo
1 O rei Salomo amou muitas mulheres estrangeiras, alm da filha do
fara. Eram mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidnias e hititas.
2 Elas eram das naes a respeito das quais o Senhor tinha dito aos
israelitas: "Vocs no podero tomar mulheres dentre essas naes,
porque elas os faro desviar-se para seguir os seus deuses". No
entanto, Salomo apegou-se amorosamente a elas.
3 Casou com setecentas
princesas e trezentas concubinas, e as suas mulheres o levaram a
desviar-se.
4  medida que Salomo foi envelhecendo, suas mulheres o
induziram a voltar-se para outros deuses, e o seu corao j no era
totalmente dedicado ao Senhor , o seu Deus, como fora o corao do seu
pai Davi.
5 Ele seguiu Astarote, a deusa dos sidnios, e Moloque, o
repugnante deus dos amonitas.
6 Dessa forma Salomo fez o que o Senhor
reprova; no seguiu completamente o Senhor , como o seu pai Davi.
7 No monte que fica a leste de Jerusalm, Salomo construiu um altar
para Camos, o repugnante deus de Moabe, e para Moloque, o repugnante
deus dos amonitas.
8 Tambm fez altares para os deuses de todas as suas
outras mulheres estrangeiras, que queimavam incenso e ofereciam
sacrifcios a eles.
9 O Senhor irou-se contra Salomo por ter se desviado do Senhor , o
Deus de Israel, que lhe havia aparecido duas vezes.
10 Embora ele
tivesse proibido Salomo de seguir outros deuses, Salomo no lhe
obedeceu.
11 Ento o Senhor lhe disse: "J que essa  a sua atitude e
voc no obedeceu  minha aliana e aos meus decretos, os quais lhe
ordenei, certamente lhe tirarei o reino e o darei a um dos seus servos.
12 No entanto, por amor a Davi, seu pai, no farei isso enquanto voc
viver. Eu o tirarei da mo do seu filho.
13 Mas, no tirarei dele o
reino inteiro, eu lhe darei uma tribo por amor de Davi, meu servo, e por
amor de Jerusalm, a cidade que escolhi".
Os Adversrios de Salomo
14 Ento o Senhor levantou contra Salomo um adversrio, o edomita
Hadade, da linhagem real de Edom.
15 Anteriormente, quando Davi estava
lutando contra Edom, Joabe, o comandante do exrcito, que tinha ido para
l enterrar os mortos, exterminara todos os homens de Edom.
16 Joabe e
todo o exrcito israelita permaneceram l seis meses, at matarem todos
os edomitas.
17 Mas Hadade, sendo ainda menino, fugiu para o Egito com
alguns dos oficiais edomitas que tinham servido a seu pai.
18 Partiram
de Midi e foram a Par. L reuniram alguns homens e foram ao Egito, at
o fara, rei do Egito, que deu uma casa e terras a Hadade e lhe forneceu
alimento.
19 O fara acolheu bem a Hadade, ao ponto de dar-lhe em casamento uma
irm de sua prpria mulher, a rainha Tafnes.
20 A irm de Tafnes
deu-lhe um filho, chamado Genubate, que fora criado por Tafnes no
palcio real. Ali Genubate viveu com os prprios filhos do fara.
21 Enquanto estava no Egito, Hadade soube que Davi tinha descansado com
seus antepassados e que Joabe, o comandante do exrcito, tambm estava
morto. Ento Hadade disse ao fara: "Deixa-me voltar para a minha
terra".
22 "O que lhe falta aqui para que voc queira voltar para a sua
terra?", perguntou o fara.
"Nada me falta", respondeu Hadade, "mas deixa-me ir!"
23 E Deus fez um outro adversrio levantar-se contra Salomo: Rezom,
filho de Eliada, que tinha fugido do seu senhor, Hadadezer, rei de Zob.
24 Quando Davi destruiu o exrcito de Zob, Rezom reuniu alguns homens
e tornou-se lder de um bando de rebeldes. Eles foram para Damasco, onde
se instalaram e assumiram o controle.
25 Rezom foi adversrio de Israel
enquanto Salomo viveu, e trouxe-lhe muitos problemas, alm dos causados
por Hadade. Assim Rezom governou a Sria e foi hostil a Israel.
A Rebelio de Jeroboo contra Salomo
26 Tambm Jeroboo, filho de Nebate, rebelou-se contra o rei. Ele era
um dos oficiais de Salomo, um efraimita de Zered, e a sua me era uma
viva chamada Zerua.
27 Foi assim que ele se revoltou contra o rei: Salomo tinha construdo
o Milo [a] e havia tapado a abertura no muro da Cidade de Davi,
seu pai.
28 Ora, Jeroboo era homem capaz, e, quando Salomo viu como
ele fazia bem o seu trabalho, encarregou-o de todos os que faziam
trabalho forado, pertencentes s tribos de Jos.
29 Naquela ocasio, Jeroboo saiu de Jerusalm, e Aas, o profeta de
Sil, que estava usando uma capa nova, encontrou-se com ele no caminho.
Os dois estavam sozinhos no campo,
30 e Aas segurou firmemente a capa
que estava usando, rasgou-a em doze pedaos
31 e disse a Jeroboo:
"Apanhe dez pedaos para voc, pois assim diz o Senhor , o Deus de
Israel: ``Saiba que vou tirar o reino das mos de Salomo e dar a voc
dez tribos.
32 Mas, por amor ao meu servo Davi e  cidade de Jerusalm,
a qual escolhi dentre todas as tribos de Israel, ele ter uma tribo.
33 Farei isso porque eles me abandonaram [b] e adoraram Astarote, a
deusa dos sidnios, Camos, deus dos moabitas, e Moloque, deus dos
amonitas, e no andaram nos meus caminhos, nem fizeram o que eu aprovo,
nem obedeceram aos meus decretos e s minhas ordenanas, como fez Davi,
pai de Salomo.
34 "``Mas no tirarei o reino todo das mos de Salomo; eu o fiz
governante todos os dias de sua vida por amor ao meu servo Davi, a quem
escolhi e que obedeceu aos meus mandamentos e aos meus decretos.
35 Tirarei o reino das mos do seu filho e darei dez tribos a voc.
36 Darei uma tribo ao seu filho a fim de que o meu servo Davi sempre tenha
diante de mim um descendente no trono [c] em Jerusalm, a cidade
onde eu quis pr o meu nome.
37 Quanto a voc, eu o farei reinar sobre
tudo o que o seu corao desejar; voc ser rei de Israel.
38 Se voc
fizer tudo o que eu lhe ordenar e andar nos meus caminhos e fizer o que
eu aprovo, obedecendo aos meus decretos e aos meus mandamentos, como fez
o meu servo Davi, estarei com voc. Edificarei para voc uma dinastia
to permanente quanto a que edifiquei para Davi, e darei Israel a voc.
39 Humilharei os descendentes de Davi por causa disso, mas no para
sempre''".
40 Salomo tentou matar Jeroboo, mas ele fugiu para o Egito, para o
rei Sisaque, e l permaneceu at a morte de Salomo.
A Morte de Salomo
41 Os demais acontecimentos do reinado de Salomo, tudo o que fez e a
sabedoria que teve, esto todos escritos nos registros histricos de
Salomo.
42 Salomo reinou quarenta anos em Jerusalm sobre todo o
Israel.
43 Ento descansou com os seus antepassados e foi sepultado na
Cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Roboo foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 11.27 Ou aterro
[b] 11.33 A Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca dizem porque ele
me abandonou.
[c] 11.36 Hebraico: haja uma lmpada para Davi.

I REIS-CAPITULO-12
A Revolta de Israel contra Roboo
1 Roboo foi a Siqum, onde todos os israelitas tinham se reunido para
proclam-lo rei.
2 Assim que Jeroboo, filho de Nebate, que estava no
Egito para onde tinha fugido do rei Salomo, soube disso, voltou de l.
3 Depois disso mandaram cham-lo. Ento ele e toda a assemblia de
Israel foram ao encontro de Roboo e disseram:
4 "Teu pai colocou
sobre ns um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho rduo e este jugo
pesado, e ns te serviremos".
5 Roboo respondeu: "Voltem a mim daqui a trs dias". Ento o povo
foi embora.
6 O rei Roboo perguntou s autoridades que haviam servido ao seu pai
Salomo durante a vida dele: "Como vocs me aconselham a responder a
este povo?"
7 Eles responderam: "Se hoje fores um servo deste povo e servi-lo,
dando-lhe uma resposta favorvel, eles sempre sero teus servos".
8 Roboo, contudo, rejeitou o conselho que as autoridades de Israel lhe
tinham dado e consultou os jovens que haviam crescido com ele e o
estavam servindo.
9 Perguntou-lhes: "Que conselho vocs me do? Como
devemos responder a este povo que me diz: ``Diminui o jugo que teu pai
colocou sobre ns''?"
10 Os jovens que haviam crescido com ele responderam: "A este povo
que te disse: ``Teu pai colocou sobre ns um jugo pesado; torna-o mais
leve'', dize: Meu dedo mnimo  mais grosso do que a cintura do meu
pai.
11 Pois bem, meu pai lhes imps um jugo pesado; eu o tornarei
ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os
castigarei com chicotes pontiagudos [a] ".
12 Trs dias depois, Jeroboo e todo o povo voltaram a Roboo, segundo
a orientao dada pelo rei: "Voltem a mim daqui a trs dias".
13 E
o rei lhes respondeu asperamente. Rejeitando o conselho das autoridades
de Israel,
14 seguiu o conselho dos jovens e disse: "Meu pai lhes
tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os
castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes
pontiagudos".
15 E o rei no ouviu o povo, pois esta mudana nos
acontecimentos vinha da parte do Senhor , para que se cumprisse a
palavra que o Senhor havia falado a Jeroboo, filho de Nebate, por meio
do silonita Aas.
16 Quando todo o Israel viu que o rei se recusava a ouvi-los, respondeu
ao rei:
"Que temos em comum com Davi?
Que temos em comum
com o filho de Jess?
Para as suas tendas,  Israel!
Cuide da sua prpria casa,  Davi!"
E assim os israelitas foram para as suas casas.
17 Quanto, porm, aos
israelitas que moravam nas cidades de Jud, Roboo continuou como rei
deles.
18 O rei Roboo enviou Adoniro [b] , chefe do trabalho forado,
mas todo o Israel o apedrejou at a morte. O rei, contudo, conseguiu
subir em sua carruagem e fugir para Jerusalm.
19 Dessa forma Israel se
rebelou contra a dinastia de Davi, e assim permanece at hoje.
20 Quando todos os israelitas souberam que Jeroboo tinha voltado,
mandaram cham-lo para a reunio da comunidade e o fizeram rei sobre
todo o Israel. Somente a tribo de Jud permaneceu leal  dinastia de
Davi.
21 Quando Roboo, filho de Salomo. chegou em Jerusalm, convocou cento
e oitenta mil homens de combate, das tribos de Jud e de Benjamim, para
guerrearem contra Israel e recuperarem o reino.
22 Entretanto, veio esta palavra de Deus a Semaas, homem de Deus:
23 "Diga a Roboo, filho de Salomo, rei de Jud, s tribos de Jud e
Benjamim, e ao restante do povo:
24 Assim diz o Senhor : No saiam 
guerra contra os seus irmos israelitas. Voltem para casa, todos vocs,
pois fui eu que fiz isso". E eles obedeceram  palavra do Senhor e
voltaram para as suas casas, conforme o Senhor tinha ordenado.
Bezerros de Ouro em Betel e em D
25 Jeroboo fortificou Siqum, nos montes de Efraim, onde passou a
morar. Depois saiu e fortificou Peniel.
26 Jeroboo pensou: "O reino agora provavelmente voltar para a
dinastia de Davi.
27 Se este povo subir a Jerusalm para oferecer
sacrifcios no templo do Senhor , novamente dedicaro sua lealdade ao
senhor deles, Roboo, rei de Jud. Eles vo me matar e vo voltar para o
rei Roboo".
28 Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao
povo: "Vocs j subiram muito a Jerusalm. Aqui esto os seus deuses,
 Israel, que tirarama vocs do Egito".
29 Mandou pr um bezerro em
Betel, e o outro em D.
30 E isso veio a ser um pecado, pois o povo ia
at D para adorar aquele bezerro.
31 Jeroboo construiu altares idlatras e designou sacerdotes dentre o
povo, apesar de no serem levitas.
32 Instituiu uma festa no dcimo
quinto dia do oitavo ms, semelhante  festa realizada em Jud, e
ofereceu sacrifcios no altar. Ele fez isso em Betel, onde sacrificou
aos bezerros que havia feito. Tambm estabeleceu l sacerdotes nos seus
altares idlatras.
33 No dcimo quinto dia do oitavo ms, data que ele
mesmo escolheu, ofereceu sacrifcios no altar que havia construdo em
Betel. Assim ele instituiu a festa para os israelitas e foi ao altar
para queimar incenso.
Notas de rodap:
[a] 12.11 Ou com escorpies ; tambm no versculo 14.
[b] 12.18 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz Adoro. Veja 1Rs 4.6 e 5.14.

I REIS-CAPITULO-13
Om de Deus que Veio de Jud
1 Por ordem do Senhor um homem de Deus foi de Jud a Betel, quando
Jeroboo estava em p junto ao altar para queimar incenso.
2 Ele clamou
contra o altar, segundo a ordem do Senhor : " altar,  altar! Assim
diz o Senhor : ``Um filho nascer na famlia de Davi e se chamar
Josias. Sobre voc ele sacrificar os sacerdotes dos altares idlatras
que agora queimam incenso aqui, e ossos humanos sero queimados sobre
voc''".
3 Naquele mesmo dia o homem de Deus deu um sinal: "Este 
o sinal que o Senhor declarou: O altar se fender, e as cinzas que esto
sobre ele se derramaro".
4 Quando o rei Jeroboo ouviu o que o homem de Deus proclamava contra o
altar de Betel, apontou para ele e ordenou: "Prendam-no!" Mas o
brao que ele tinha estendido ficou paralisado, e no voltava ao normal.
5 Alm disso, o altar se fendeu, e as suas cinzas se derramaram,
conforme o sinal dado pelo homem de Deus por ordem do Senhor .
6 Ento o rei disse ao homem de Deus: "Interceda junto ao Senhor , o
seu Deus, e ore por mim para que meu brao se recupere". O homem de
Deus intercedeu junto ao Senhor , e o brao do rei recuperou-se e voltou
ao normal.
7 O rei disse ao homem de Deus: "Venha  minha casa e coma algo, e eu
o recompensarei".
8 Mas o homem de Deus respondeu ao rei: "Mesmo que me desse a metade
dos seus bens, eu no iria com voc, nem comeria, nem beberia nada neste
lugar.
9 Pois recebi estas ordens pela palavra do Senhor : ``No coma
po nem beba gua nem volte pelo mesmo caminho por onde foi''".
10 Por isso, quando ele voltou, no foi pelo caminho por onde tinha vindo a
Betel.
11 Ora, havia um certo profeta, j idoso, que morava em Betel. Seus
filhos lhe contaram tudo o que o homem de Deus havia feito naquele dia e
tambm o que ele dissera ao rei.
12 O pai lhes perguntou: "Por qual
caminho ele foi?" E os seus filhos lhe mostraram por onde tinha ido o
homem de Deus que viera de Jud.
13 Ento disse aos filhos: "Selem o
jumento para mim". E, depois de selarem o jumento, ele montou
14 e
cavalgou  procura do homem de Deus, at que o encontrou sentado embaixo
da Grande rvore. E lhe perguntou: "Voc  o homem de Deus que veio de
Jud?"
"Sou", respondeu.
15 Ento o profeta lhe disse: "Venha  minha casa comer alguma
coisa".
16 O homem de Deus disse: "No posso ir com voc, nem posso comer po
ou beber gua neste lugar.
17 A palavra do Senhor deu-me esta ordem:
``No coma po nem beba gua l, nem volte pelo mesmo caminho por onde
voc foi''".
18 O profeta idoso respondeu: "Eu tambm sou profeta como voc. E um
anjo me disse por ordem do Senhor : ``Faa-o voltar com voc para a sua
casa para que coma po e beba gua''". Mas ele estava mentindo.
19 E o homem de Deus voltou com ele e foi comer e beber em sua casa.
20 Enquanto ainda estavam sentados  mesa, a palavra do Senhor veio ao
profeta idoso que o havia feito voltar
21 e ele bradou ao homem de Deus
que tinha vindo de Jud: "Assim diz o Senhor : ``Voc desafiou a
palavra do Senhor e no obedeceu  ordem que o Senhor , o seu Deus, lhe
deu.
22 Voc voltou e comeu po e bebeu gua no lugar onde ele lhe
falou que no comesse nem bebesse. Por isso o seu corpo no ser
sepultado no tmulo dos seus antepassados''".
23 Quando o homem de Deus acabou de comer e beber, o profeta idoso
selou seu jumento para ele.
24 No caminho, um leo o atacou e o matou,
e o seu corpo ficou estendido no cho, ao lado do leo e do jumento.
25 Algumas pessoas que passaram viram o cadver estendido ali, com o leo
ao lado, e foram dar a notcia na cidade onde o profeta idoso vivia.
26 Quando este soube disso, exclamou: " o homem de Deus que desafiou a
palavra do Senhor ! O Senhor o entregou ao leo, que o feriu e o matou,
conforme a palavra do Senhor o tinha advertido".
27 O profeta disse aos seus filhos: "Selem o jumento para mim", e
eles o fizeram.
28 Ele foi e encontrou o cadver cado no caminho, com
o jumento e o leo ao seu lado. O leo no tinha comido o corpo nem
ferido o jumento.
29 O profeta apanhou o corpo do homem de Deus,
colocou-o sobre o jumento, e o levou de volta para Betel [a] , a
fim de chorar por ele e sepult-lo.
30 Ele o ps no seu prprio tmulo,
e se lamentaram por ele, cada um exclamando: "Ah, meu irmo!"
31 Depois de sepult-lo, disse aos seus filhos: "Quando eu morrer,
enterrem-me no tmulo onde est sepultado o homem de Deus; ponham os
meus ossos ao lado dos ossos dele.
32 Pois a mensagem que declarou por
ordem do Senhor contra o altar de Betel e contra todos os altares
idlatras das cidades de Samaria certamente se cumprir".
33 Mesmo depois disso Jeroboo no mudou o seu mau procedimento, mas
continuou a nomear dentre o povo sacerdotes para os altares idlatras.
Ele consagrava para esses altares todo aquele que quisesse tornar-se
sacerdote.
34 Esse foi o pecado da famlia de Jeroboo, que levou  sua
queda e  sua eliminao da face da terra.
Notas de rodap:
[a] 13.29 Hebraico: para a cidade.

I REIS-CAPITULO-14
A Profecia de Aas contra Jeroboo
1 Naquela poca, Abias, filho de Jeroboo, ficou doente,
2 e este
disse  sua mulher: "Use um disfarce para no ser reconhecida como a
mulher de Jeroboo, e v a Sil, onde vive o profeta Aas, aquele que me
disse que eu seria rei sobre este povo.
3 Leve para ele dez pes,
alguns bolos e uma garrafa de mel. Ele lhe dir o que vai acontecer com
o menino".
4 A mulher de Jeroboo atendeu o seu pedido e foi  casa
de Aas, em Sil.
Ora, Aas j no conseguia enxergar; tinha ficado cego por causa da
idade.
5 Mas o Senhor lhe tinha dito: "A mulher de Jeroboo est
vindo para lhe perguntar acerca do filho dela, pois ele est doente, e
voc deve responder-lhe assim e assim. Quando ela chegar, vai fingir que
 outra pessoa".
6 Quando Aas ouviu o som dos passos junto da porta, disse: "Entre,
mulher de Jeroboo. Por que esse fingimento? Fui encarregado de lhe dar
ms notcias.
7 V dizer a Jeroboo que  isto o que o Senhor , o Deus
de Israel, diz: ``Tirei-o dentre o povo e o tornei lder sobre Israel,
o meu povo.
8 Tirei o reino da famlia de Davi e o dei a voc, mas voc
no tem sido como o meu servo Davi, que obedecia aos meus mandamentos e
me seguia de todo o corao, fazendo apenas o que eu aprovo.
9 Voc tem
feito mais mal do que todos os que viveram antes de voc, pois fez para
si outros deuses, dolos de metal; voc provocou a minha ira e voltou as
costas para mim.
10 "``Por isso, trarei desgraa  famlia de Jeroboo. Matarei de
Jeroboo at o ltimo indivduo do sexo masculino [a] em Israel,
seja escravo ou livre. Queimarei a famlia de Jeroboo at o fim como
quem queima esterco.
11 Dos que pertencem a Jeroboo, os ces comero
os que morrerem na cidade, e as aves do cu se alimentaro dos que
morrerem no campo. O Senhor falou!''
12 "Quanto a voc, volte para casa. Quando voc puser os ps na
cidade, o menino morrer.
13 Todo o Israel chorar por ele e o
sepultar. Ele  o nico da famlia de Jeroboo que ser sepultado, pois
 o nico da famlia de Jeroboo em quem o Senhor , o Deus de Israel,
encontrou alguma coisa boa.
14 "O Senhor levantar para si um rei sobre Israel que eliminar a
famlia de Jeroboo. O dia vir! Quando? Agora mesmo.
15 E o Senhor
ferir Israel, de maneira que ficar como junco balanando na gua. Ele
desarraigar Israel desta boa terra que deu aos seus antepassados e os
espalhar para alm do Eufrates [b] , pois provocaram a ira do
Senhor com os postes sagrados que fizeram.
16 E ele abandonar Israel
por causa dos pecados que Jeroboo cometeu e tem feito Israel
cometer".
17 Ento a mulher de Jeroboo levantou-se e voltou para Tirza. Assim
que entrou em casa, o menino morreu.
18 Eles o sepultaram, e todo o
Israel chorou por ele, conforme o Senhor predissera por meio do seu
servo, o profeta Aas.
19 Os demais acontecimentos do reinado de Jeroboo, suas guerras e como
governou, esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
20 Ele reinou durante vinte e dois anos, e ento descansou com os seus
antepassados. E o seu filho Nadabe foi o seu sucessor.
O Reinado de Roboo, Rei de Jud
21 Roboo, filho de Salomo, foi rei de Jud. Tinha quarenta e um anos
de idade quando comeou a reinar, e reinou dezessete anos em Jerusalm,
cidade que o Senhor havia escolhido dentre todas as tribos de Israel
para nela pr o seu nome. Sua me, uma amonita, chamava-se Naam.
22 Jud fez o que o Senhor reprova. Pelos pecados que cometeram, eles
despertaram a sua ira zelosa mais do que os seus antepassados o tinham
feito.
23 Tambm construram para si altares idlatras, colunas
sagradas e postes sagrados sobre todos os montes e debaixo de todas as
rvores frondosas.
24 Havia no pas at prostitutos cultuais; o povo se
envolvia em todas as prticas detestveis das naes que o Senhor havia
expulsado de diante dos israelitas.
25 No quinto ano do reinado de Roboo, Sisaque, rei do Egito, atacou
Jerusalm.
26 Levou embora todos os tesouros do templo do Senhor e do
palcio real, inclusive os escudos de ouro que Salomo havia feito.
27 Por isso o rei Roboo mandou fazer escudos de bronze para substitu-los,
e os entregou aos chefes da guarda da entrada do palcio real.
28 Sempre que o rei ia ao templo do Senhor , os guardas empunhavam os
escudos, e, em seguida, os devolviam  sala da guarda.
29 Os demais acontecimentos do reinado de Roboo, e tudo o que fez,
esto escritos nos registros histricos dos reis de Jud.
30 Houve
guerra constante entre Roboo e Jeroboo.
31 Roboo descansou com os
seus antepassados e foi sepultado com eles na Cidade de Davi. Sua me,
uma amonita, chamava-se Naam. E o seu filho Abias foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 14.10 Hebraico: dos que urinam na parede.
[b] 14.15 Hebraico: do Rio.

I REIS-CAPITULO-15
O Reinado de Abias, Rei de Jud
1 No dcimo oitavo ano do reinado de Jeroboo, filho de Nebate, Abias
tornou-se rei de Jud,
2 e reinou trs anos em Jerusalm. O nome de sua
me era Maaca, filha de Absalo.
3 Ele cometeu todos os pecados que o seu pai tinha cometido; seu
corao no era inteiramente consagrado ao Senhor , ao seu Deus, quanto
fora o corao de Davi, seu predecessor.
4 No entanto, por amor de
Davi, o Senhor , o seu Deus, concedeu-lhe uma lmpada em Jerusalm,
dando-lhe um filho como sucessor e fortalecendo Jerusalm.
5 Pois Davi
fizera o que o Senhor aprova e no deixara de obedecer a nenhum dos
mandamentos do Senhor durante todos os dias da sua vida, exceto no caso
de Urias, o hitita.
6 E houve guerra entre Roboo e Jeroboo durante toda a vida de Abias
[a] .
7 Os demais acontecimentos do reinado de Abias e todas as
suas realizaes esto escritos nos registros histricos dos reis de
Jud. Tambm houve guerra entre Abias e Jeroboo.
8 E Abias descansou
com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade de Davi. E o seu
filho Asa foi o seu sucessor.
O Reinado de Asa, Rei de Jud
9 No vigsimo ano do reinado de Jeroboo, rei de Israel, Asa tornou-se
rei de Jud,
10 e reinou quarenta e um anos em Jerusalm. O nome da sua
av era Maaca, filha de Absalo.
11 Asa fez o que o Senhor aprova, tal como Davi, seu predecessor.
12 Expulsou do pas os prostitutos cultuais e se desfez de todos os dolos
que seu pai havia feito.
13 Chegou at a depor sua av Maaca da posio
de rainha-me, pois ela havia feito um poste sagrado repugnante. Asa
derrubou o poste e o queimou no vale do Cedrom.
14 Embora os altares
idlatras no tenham sido eliminados, o corao de Asa foi totalmente
dedicado ao Senhor durante toda a sua vida.
15 Ele trouxe para o templo
do Senhor a prata, o ouro e os utenslios que ele e seu pai haviam
consagrado.
16 Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, durante todo o
reinado deles.
17 Baasa, rei de Israel, invadiu Jud e fortificou Ram,
para que ningum pudesse entrar nem sair do territrio de Asa, rei de
Jud.
18 Ento Asa ajuntou a prata e o ouro que haviam sobrado no tesouro do
templo do Senhor e do seu prprio palcio. Confiou tudo isso a alguns
dos seus oficiais e os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabriom e neto de
Heziom, rei da Sria, que governava em Damasco,
19 com uma mensagem que
dizia: "Faamos um tratado, como fizeram meu pai e o teu. Estou te
enviando como presente prata e ouro. Agora, rompe o tratado que tens com
Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu pas".
20 Ben-Hadade aceitou a proposta do rei Asa e ordenou aos comandantes
das suas foras que atacassem as cidades de Israel. Ele conquistou Ijom,
D, Abel-Bete-Maaca e todo o Quinerete, alm de Naftali.
21 Quando
Baasa soube disso, abandonou a construo dos muros de Ram e foi para
Tirza.
22 Ento o rei Asa reuniu todos homens de Jud: ningum foi
isentado: e eles retiraram de Ram as pedras e a madeira que Baasa
estivera usando. Com esse material Asa fortificou Geba, em Benjamim, e
tambm Misp.
23 Os demais acontecimentos do reinado de Asa, todas as suas
realizaes, todos os seus atos e todas as cidades que construiu, tudo
isso est escrito nos registros histricos dos reis de Jud. Na velhice
Asa sofreu uma doena nos ps,
24 e quando descansou com os seus
antepassados, foi sepultado com eles na Cidade de Davi, seu predecessor.
E seu filho Josaf foi o seu sucessor.
O Reinado de Nadabe, Rei de Israel
25 Nadabe, filho de Jeroboo, tornou-se rei de Israel no segundo ano do
reinado de Asa, rei de Jud, e reinou dois anos sobre Israel.
26 Fez o
que o Senhor reprova, andando nos caminhos do seu pai e no pecado que
ele tinha levado Israel a cometer.
27 Baasa, filho de Aas, da tribo de Issacar, conspirou contra ele, e o
matou na cidade filistia de Gibetom, enquanto Nadabe e todo o exrcito
de Israel a sitiavam.
28 Baasa matou Nadabe no terceiro ano do reinado
de Asa, rei de Jud, e foi o seu sucessor.
29 Assim que comeou a reinar, matou toda a famlia de Jeroboo. Dos
pertencentes a Jeroboo no deixou ningum vivo; destruiu todos, de
acordo com a palavra do Senhor anunciada por seu servo, o silonita Aas.
30 Isso aconteceu por causa dos pecados que Jeroboo havia cometido e
havia feito Israel cometer, e porque ele tinha provocado a ira do Senhor
, o Deus de Israel.
31 Os demais acontecimentos do reinado de Nadabe e tudo o que fez,
esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
32 Houve
guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, durante todo o reinado deles.
O Reinado de Baasa, Rei de Israel
33 No terceiro ano do reinado de Asa, rei de Jud, Baasa, filho de
Aas, tornou-se rei de todo o Israel, em Tirza, e reinou vinte e quatro
anos.
34 Fez o que o Senhor reprova, andando nos caminhos de Jeroboo e
nos pecados que ele tinha levado Israel a cometer.
Notas de rodap:
[a] 15.6 Alguns manuscritos dizem Abio, variante de Abias.

I REIS-CAPITULO-16
1 Ento a palavra do Senhor contra Baasa veio a Je, filho de Hanani:
1 "Eu o levantei do p e o tornei lder de Israel, o meu povo, mas
voc andou nos caminhos de Jeroboo e fez o meu povo pecar e provocar a
minha ira por causa dos pecados deles.
3 Por isso estou na iminncia de
destruir Baasa e a sua famlia, fazendo a ela o que fiz  de Jeroboo,
filho de Nebate.
4 Ces comero os da famlia de Baasa que morrerem na
cidade, e as aves do cu se alimentaro dos que morrerem no campo".
5 Os demais acontecimentos do reinado de Baasa, seus atos e suas
realizaes, esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
6 Baasa descansou com os seus antepassados e foi sepultado em Tirza. E
seu filho El foi o seu sucessor.
7 A palavra do Senhor veio por meio do profeta Je, filho de Hanani, a
Baasa e sua famlia, por terem feito o que o Senhor reprova, provocando
a sua ira, tornando-se como a famlia de Jeroboo: e tambm porque
Baasa destruiu a famlia de Jeroboo.
O Reinado de El, Rei de Israel
8 No vigsimo sexto ano do reinado de Asa, rei de Jud, El, filho de
Baasa, tornou-se rei de Israel, e reinou dois anos em Tirza.
9 Zinri, um dos seus oficiais, que comandava metade dos seus carros de
guerra, conspirou contra ele. El estava em Tirza naquela ocasio,
embriagando-se na casa de Arsa, o encarregado do palcio de Tirza.
10 Zinri entrou, feriu-o e matou-o, no vigsimo stimo ano do reinado de
Asa, rei de Jud. E foi o seu sucessor.
11 Assim que comeou a reinar, logo que se assentou no trono, eliminou
toda a famlia de Baasa. No poupou uma s pessoa do sexo masculino
[a] , fosse parente ou amigo.
12 Assim Zinri destruiu toda a
famlia de Baasa, de acordo com a palavra do Senhor que o profeta Je
dissera contra Baasa,
13 por causa de todos os pecados que este e seu
filho El haviam cometido e levado Israel a cometer, pois, com os seus
dolos inteis, provocaram a ira do Senhor , o Deus de Israel.
14 Os demais acontecimentos do reinado de El e tudo o que fez esto
escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
O Reinado de Zinri, Rei de Israel
1 No vigsimo stimo ano do reinado de Asa, rei de Jud, Zinri reinou
sete dias em Tirza. O exrcito estava acampado perto da cidade filistia
de Gibetom.
16 Quando os acampados souberam que Zinri havia conspirado
contra o rei e o tinha assassinado, no mesmo dia, ali no acampamento,
proclamaram Onri, o comandante do exrcito, rei sobre Israel.
17 Ento
Onri e todo o seu exrcito saram de Gibetom e sitiaram Tirza.
18 Quando Zinri viu que a cidade tinha sido tomada, entrou na cidadela do
palcio real e incendiou o palcio em torno de si, e morreu.
19 Tudo
por causa dos pecados que ele havia cometido, fazendo o que o Senhor
reprova e andando nos caminhos de Jeroboo e no pecado que ele tinha
cometido e levado Israel a cometer.
20 Os demais acontecimentos do reinado de Zinri e a rebelio que
liderou esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
O Reinado de Onri, Rei de Israel
21 Ento o povo de Israel dividiu-se em duas faces: metade apoiava
Tibni, filho de Ginate, para faz-lo rei, e a outra metade apoiava Onri.
22 Mas os seguidores de Onri revelaram-se mais fortes do que os de
Tibni, filho de Ginate. E aconteceu que Tibni morreu e Onri tornou-se
rei.
23 No trigsimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Jud, Onri
tornou-se rei de Israel e reinou doze anos, seis deles em Tirza.
24 Por
setenta quilos [b] de prata ele comprou de Smer a colina de
Samaria, onde construiu uma cidade, a qual chamou Samaria, por causa de
Smer, o nome do antigo proprietrio da colina.
25 Onri, porm, fez o que o Senhor reprova e pecou mais do que todos os
que reinaram antes dele.
26 Andou nos caminhos de Jeroboo, filho de
Nebate, e no pecado que ele tinha levado Israel a cometer, e assim, com
os seus dolos inteis, provocou a ira do Senhor , o Deus de Israel.
27 Os demais acontecimentos do reinado de Onri, seus atos e suas
realizaes, tudo est escrito nos registros histricos dos reis de
Israel.
28 Onri descansou com os seus antepassados e foi sepultado em
Samaria. E seu filho Acabe foi o seu sucessor.
O Reinado de Acabe, Rei de Israel
29 No trigsimo oitavo ano do reinado de Asa, rei de Jud, Acabe, filho
de Onri, tornou-se rei de Israel, e reinou vinte e dois anos sobre
Israel, em Samaria.
30 Acabe, filho de Onri, fez o que o Senhor
reprova, mais do que qualquer outro antes dele.
31 Ele no apenas achou
que no tinha importncia cometer os pecados de Jeroboo, filho de
Nebate, mas tambm se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos
sidnios, e passou a prestar culto a Baal e a ador-lo.
32 No templo de
Baal, que ele mesmo tinha construdo em Samaria, Acabe ergueu um altar
para Baal.
33 Fez tambm um poste sagrado. Ele provocou a ira do Senhor
, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele.
34 Durante o seu reinado, Hiel, de Betel, reconstruiu Jeric. Lanou os
alicerces  custa da vida do seu filho mais velho, Abiro, e instalou as
suas portas  custa da vida do seu filho mais novo, Segube, de acordo
com a palavra que o Senhor tinha falado por meio de Josu, filho de Num.
Notas de rodap:
[a] 16.11 Hebraico: dos que urinam na parede.
[b] 16.24 Hebraico: 2 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.

I REIS-CAPITULO-17
Elias Alimentado por Corvos
1 Ora, Elias, de Tisbe [a] , em Gileade, disse a Acabe: "Juro
pelo nome do Senhor , o Deus de Israel, a quem sirvo, que no cair
orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha
palavra".
2 Depois disso a palavra do Senhor veio a Elias:
3 "Saia daqui, v
para o leste e esconda-se perto do riacho de Querite, a leste do Jordo.
4 Voc beber do riacho, e dei ordens aos corvos para o alimentarem
l".
5 E ele fez o que o Senhor lhe tinha dito. Foi para o riacho de
Querite, a leste do Jordo, e ficou l.
6 Os corvos lhe traziam po e
carne de manh e de tarde, e ele bebia gua do riacho.
A Viva de Sarepta
7 Algum tempo depois, o riacho secou-se por falta de chuva.
8 Ento a
palavra do Senhor veio a Elias:
9 "V imediatamente para a cidade de
Sarepta de Sidom e fique por l. Ordenei a uma viva daquele lugar que
lhe fornea comida".
10 E ele foi. Quando chegou  porta da cidade,
encontrou uma viva que estava colhendo gravetos. Ele a chamou e
perguntou: "Pode me trazer um pouco d''gua numa jarra para eu
beber?"
11 Enquanto ela ia buscar gua, ele gritou: "Por favor,
traga tambm um pedao de po".
12 Mas ela respondeu: "Juro pelo nome do Senhor , o teu Deus, que no
tenho nenhum pedao de po; s um punhado de farinha num jarro e um
pouco de azeite numa botija. Estou colhendo uns dois gravetos para levar
para casa e preparar uma refeio para mim e para o meu filho, para que
a comamos e depois morramos."
13 Elias, porm, lhe disse: "No tenha medo. V para casa e faa o
que disse. Mas primeiro faa um pequeno bolo com o que voc tem e traga
para mim, e depois faa algo para voc e para o seu filho.
14 Pois
assim diz o Senhor , o Deus de Israel: ``A farinha na vasilha no se
acabar e o azeite na botija no se secar at o dia em que o Senhor
fizer chover sobre a terra''".
15 Ela foi e fez conforme Elias lhe dissera. E aconteceu que a comida
durou muito tempo, para Elias e para a mulher e sua famlia.
16 Pois a
farinha na vasilha no se acabou e o azeite na botija no se secou,
conforme a palavra do Senhor proferida por Elias.
17 Algum tempo depois o filho da mulher, dona da casa, ficou doente,
foi piorando e finalmente parou de respirar.
18 E a mulher reclamou a
Elias: "Que foi que eu te fiz,  homem de Deus? Vieste para lembrar-me
do meu pecado e matar o meu filho?"
19 "D-me o seu filho", respondeu Elias. Ele o apanhou dos braos
dela, levou-o para o quarto de cima onde estava hospedado, e o ps na
cama.
20 Ento clamou ao Senhor : " Senhor , meu Deus, trouxeste
tambm desgraa sobre esta viva, com quem estou hospedado, fazendo
morrer o seu filho?"
21 Ento ele se deitou sobre o menino trs vezes
e clamou ao Senhor : " Senhor , meu Deus, faze voltar a vida a este
menino!"
22 O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a vida voltou ao menino, e ele
viveu.
23 Ento Elias levou o menino para baixo, entregou-o  me e
disse: "Veja, seu filho est vivo!"
24 Ento a mulher disse a Elias: "Agora sei que tu s um homem de
Deus e que a palavra do Senhor , vinda da tua boca,  a verdade".
Notas de rodap:
[a] 17.1 Ou o tesbita Elias, dos colonizadores

I REIS-CAPITULO-18
Elias e Obadias
1 Depois de um longo tempo, no terceiro ano da seca, a palavra do
Senhor veio a Elias: "V apresentar-se a Acabe, pois enviarei chuva
sobre a terra".
2 E Elias foi.
Como a fome era grande em Samaria,
3 Acabe convocou Obadias, o
responsvel por seu palcio, homem que temia muito o Senhor .
4 Jezabel
estava exterminando os profetas do Senhor . Por isso Obadias reuniu cem
profetas e os escondeu em duas cavernas, cinqenta em cada uma, e lhes
forneceu comida e gua.
5 Certa vez Acabe disse a Obadias: "Vamos a
todas as fontes e vales do pas. Talvez consigamos achar um pouco de
capim para manter vivos os cavalos e as mulas e assim no ser preciso
matar nenhum animal".
6 Para isso dividiram o territrio que iam
percorrer; Acabe foi numa direo e Obadias noutra.
7 Quando Obadias estava a caminho, Elias o encontrou. Obadias o
reconheceu, inclinou-se at o cho e perguntou: "s tu mesmo, meu
senhor Elias?"
8 "Sou", respondeu Elias. "V dizer ao seu senhor: Elias est
aqui."
9 "O que eu fiz de errado", perguntou Obadias, "para que
entregues o teu servo a Acabe para ser morto?
10 Juro pelo nome do
Senhor , o teu Deus, que no h uma s nao ou reino aonde o rei, meu
senhor, no enviou algum para procurar por ti. E, sempre que uma nao
ou reino afirmava que tu no estavas l, ele os fazia jurar que no
conseguiram encontrar-te.
11 Mas agora me dizes para ir dizer ao meu
senhor: ``Elias est aqui''.
12 No sei para onde o Esprito do
Senhor poder levar-te quando eu te deixar. Se eu for dizer isso a Acabe
e ele no te encontrar, ele me matar. E eu, que sou teu servo, tenho
adorado o Senhor desde a minha juventude.
13 Por acaso no ouviste, meu
senhor, o que eu fiz enquanto Jezabel estava matando os profetas do
Senhor ? Escondi cem dos profetas do Senhor em duas cavernas, cinqenta
em cada uma, e os abasteci de comida e gua.
14 E agora me dizes que v
dizer ao meu senhor: ``Elias est aqui''. Ele vai me matar!"
15 E disse Elias: "Juro pelo nome do Senhor dos Exrcitos, a quem eu
sirvo, que hoje eu me apresentarei a Acabe".
Elias no Monte Carmelo
16 Ento Obadias dirigiu-se a Acabe, passou-lhe a informao, e Acabe
foi ao encontro de Elias.
17 Quando viu Elias, disse-lhe: " voc
mesmo, perturbador de Israel?"
18 "No tenho perturbado Israel", Elias respondeu. "Mas voc e a
famlia do seu pai tm. Vocs abandonaram os mandamentos do Senhor e
seguiram os baalins.
19 Agora convoque todo o povo de Israel para
encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e
cinqenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aser, que
comem  mesa de Jezabel."
20 Acabe convocou ento todo o Israel e reuniu os profetas no monte
Carmelo.
21 Elias dirigiu-se ao povo e disse: "At quando vocs vo
oscilar para um lado e para o outro? Se o Senhor  Deus, sigam-no; mas,
se Baal  Deus, sigam-no".
O povo, porm, nada respondeu.
22 Disse ento Elias: "Eu sou o nico que restou dos profetas do
Senhor , mas Baal tem quatrocentos e cinqenta profetas.
23 Tragam dois
novilhos. Escolham eles um, cortem-no em pedaos e o ponham sobre a
lenha, mas no acendam fogo. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei
sobre a lenha, e tambm no acenderei fogo nela.
24 Ento vocs
invocaro o nome do seu deus, e eu invocarei o nome do Senhor . O deus
que responder por meio do fogo, esse  Deus".
Ento todo o povo disse: "O que voc disse  bom".
25 Elias disse aos profetas de Baal: "Escolham um dos novilhos e
preparem-no primeiro, visto que vocs so tantos. Clamem pelo nome do
seu deus, mas no acendam o fogo".
26 Ento pegaram o novilho que
lhes foi dado e o prepararam.
E clamaram pelo nome de Baal desde a manh at o meio-dia. " Baal,
responde-nos!", gritavam. E danavam em volta do altar que haviam
feito. Mas no houve nenhuma resposta; ningum respondeu.
27 Ao meio-dia Elias comeou a zombar deles. "Gritem mais alto!",
dizia, "j que ele  um deus. Quem sabe est meditando, ou ocupado, ou
viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado."
28 Ento
passaram a gritar ainda mais alto e a ferir-se com espadas e lanas, de
acordo com o costume deles, at sangrarem.
29 Passou o meio-dia, e eles
continuaram profetizando em transe at a hora do sacrifcio da tarde.
Mas no houve resposta alguma; ningum respondeu, ningum deu ateno.
30 Ento Elias disse a todo o povo: "Aproximem-se de mim". O povo
aproximou-se, e Elias reparou o altar do Senhor , que estava em runas.
31 Depois apanhou doze pedras, uma para cada tribo dos descendentes de
Jac, a quem a palavra do Senhor tinha sido dirigida, dizendo-lhe:
"Seu nome ser Israel".
32 Com as pedras construiu um altar em
honra ao nome do Senhor e cavou ao redor do altar uma valeta na qual
poderiam ser semeadas duas medidas [a] de sementes.
33 Depois
arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaos e o ps sobre a lenha.
Ento lhes disse: "Encham de gua quatro jarras grandes e derramem-na
sobre o holocausto [b] e sobre a lenha".
34 "Faam-no novamente", disse, e eles o fizeram de novo.
"Faam-no pela terceira vez", ordenou, e eles o fizeram pela
terceira vez.
35 A gua escorria do altar, chegando a encher a valeta.
36  hora do sacrifcio, o profeta Elias colocou-se  frente do altar e
orou: " Senhor , Deus de Abrao, de Isaque e de Israel, que hoje
fique conhecido que tu s Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz
todas estas coisas por ordem tua.
37 Responde-me,  Senhor ,
responde-me, para que este povo saiba que tu,  Senhor , s Deus, e que
fazes o corao deles voltar para ti".
38 Ento o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a
lenha, as pedras e o cho, e tambm secou totalmente a gua na valeta.
39 Quando o povo viu isso, todos caram prostrados e gritaram: "O
Senhor  Deus! O Senhor  Deus!"
40 Ento Elias ordenou-lhes: "Prendam os profetas de Baal. No deixem
nenhum escapar!" Eles os prenderam, e Elias os fez descer ao riacho de
Quisom e l os matou.
41 E Elias disse a Acabe: "V comer e beber, pois j ouo o barulho
de chuva pesada".
42 Ento Acabe foi comer e beber, mas Elias subiu
at o alto do Carmelo, dobrou-se at o cho e ps o rosto entre os
joelhos.
43 "V e olhe na direo do mar", disse ao seu servo. E ele foi e
olhou.
"No h nada l", disse ele.
Sete vezes Elias mandou: "Volte para ver".
44 Na stima vez o servo disse: "Uma nuvem to pequena quanto a mo
de um homem est se levantando do mar".
Ento Elias disse: "V dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desa,
antes que a chuva o impea".
45 Enquanto isso, nuvens escuras apareceram no cu, comeou a ventar e
a chover forte, e Acabe partiu de carro para Jezreel.
46 O poder do
Senhor veio sobre Elias, e ele, prendendo a capa com o cinto, correu 
frente de Acabe por todo o caminho at Jezreel.
Notas de rodap:
[a] 18.32 Hebraico: 2 ses . O se era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 7 e 14 litros.
[b] 18.33 Isto , sacrifcio totalmente queimado.

I REIS-CAPITULO-19
A Fuga de Elias para Horebe
1 Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como
havia matado todos aqueles profetas  espada.
2 Por isso Jezabel mandou
um mensageiro a Elias para dizer-lhe: "Que os deuses me castiguem com
todo o rigor, se amanh nesta hora eu no fizer com a sua vida o que
voc fez com a deles".
3 Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Jud ele
deixou o seu servo
4 e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a
um p de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte: "J
tive o bastante, Senhor . Tira a minha vida; no sou melhor do que os
meus antepassados".
5 Depois se deitou debaixo da rvore e dormiu.
De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma".
6 Elias
olhou ao redor e ali, junto  sua cabea, havia um po assado sobre
brasas quentes e um jarro de gua. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo.
7 O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma,
pois a sua viagem ser muito longa".
8 Ento ele se levantou, comeu e
bebeu. Fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta
noites, at chegar a Horebe, o monte de Deus.
9 Ali entrou numa caverna
e passou a noite.
O Senhor Aparece a Elias
E a palavra do Senhor veio a ele: "O que voc est fazendo aqui,
Elias?"
10 Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor , o Deus dos
Exrcitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliana, quebraram os teus
altares, e mataram os teus profetas  espada. Sou o nico que sobrou, e
agora tambm esto procurando matar-me".
11 O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presena do Senhor
, pois o Senhor vai passar".
Ento veio um vento fortssimo que separou os montes e esmigalhou as
rochas diante do Senhor , mas o Senhor no estava no vento. Depois do
vento houve um terremoto, mas o Senhor no estava no terremoto.
12 Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor no estava nele. E
depois do fogo houve o murmrio de uma brisa suave.
13 Quando Elias
ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou  entrada da
caverna.
E uma voz lhe perguntou: "O que voc est fazendo aqui, Elias?"
14 Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor , o Deus dos
Exrcitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliana, quebraram os teus
altares, e mataram os teus profetas  espada. Sou o nico que sobrou, e
agora tambm esto procurando matar-me".
15 O Senhor lhe disse: "Volte pelo caminho por onde veio, e v para o
deserto de Damasco. Chegando l, unja Hazael como rei da Sria.
16 Unja
tambm Je, filho de Ninsi, como rei de Israel, e unja Eliseu, filho de
Safate, de Abel-Meol, para suceder a voc como profeta.
17 Je matar
todo aquele que escapar da espada de Hazael, e Eliseu matar todo aquele
que escapar da espada de Je.
18 No entanto, fiz sobrar sete mil em
Israel, todos aqueles cujos joelhos no se inclinaram diante de Baal e
todos aqueles cujas bocas no o beijaram".
O Chamado de Eliseu
19 Ento Elias saiu de l e encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele
estava arando com doze parelhas de bois, e estava conduzindo a dcima
segunda parelha. Elias o alcanou e lanou sua capa sobre ele.
20 Eliseu deixou os bois e correu atrs de Elias. "Deixa-me dar um beijo
de despedida em meu pai e minha me", disse, "e ento irei
contigo."
"V e volte", respondeu Elias; "lembre-se do que lhe fiz."
21 E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o
equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles
comeram. Depois partiu com Elias, tornando-se o seu auxiliar.

I REIS-CAPITULO-20
Ben-Hadade Ataca Samaria
1 O rei Ben-Hadade, da Sria, convocou todo o seu exrcito e,
acompanhado de trinta e dois reis com seus cavalos e carros de guerra,
cercou e atacou Samaria.
2 Ele enviou mensageiros  cidade, a Acabe, o
rei de Israel, que lhe disseram: "Isto  o que diz Ben-Hadade:
3 ``A
sua prata e o seu ouro so meus, e o melhor de suas mulheres e filhos
tambm''".
4 O rei respondeu: "Que seja conforme tu dizes,  rei, meu senhor. Eu
e tudo o que tenho somos teus".
5 Os mensageiros voltaram ao rei e disseram: "Assim diz Ben-Hadade:
``Mandei tomar sua prata e seu ouro, suas mulheres e seus filhos.
6 Mas amanh, a esta hora, enviarei meus oficiais para vasculharem o seu
palcio e as casas dos seus oficiais. Eles me traro tudo o que voc
considera de valor''".
7 O rei de Israel convocou todas as autoridades de Israel e lhes disse:
"Vejam como esse homem est querendo a nossa desgraa! Quando mandou
tomar as minhas mulheres e os meus filhos, a minha prata e o meu ouro,
eu no lhe neguei!"
8 As autoridades e todo o povo responderam: "No lhe ds ateno nem
concordes com as suas exigncias".
9 E ele respondeu aos mensageiros de Ben-Hadade: "Digam ao rei, meu
senhor: Teu servo far tudo o que exigiste na primeira vez, mas no
posso atender a esta exigncia". E eles levaram a resposta a
Ben-Hadade.
10 Ento Ben-Hadade mandou esta outra mensagem a Acabe: "Que os
deuses me castiguem com todo o rigor, caso fique em Samaria p
suficiente para dar um punhado a cada um dos meus homens".
11 O rei de Israel respondeu: "Digam-lhe: ``Quem est vestindo a sua
armadura no deve se gabar como aquele que a est tirando''".
12 Ben-Hadade recebeu essa mensagem quando ele e os reis estavam
bebendo em suas tendas [a] , e ordenou aos seus homens:
"Preparem-se para atacar a cidade". E eles lhe obedeceram.
A Derrota de Ben-Hadade
13 Nessa ocasio, um profeta foi at Acabe, rei de Israel, e anunciou:
"Assim diz o Senhor : ``V este exrcito enorme? Hoje eu o entregarei
nas suas mos, e ento voc saber que eu sou o Senhor ''".
14 "Mas quem far isso?", perguntou Acabe.
O profeta respondeu: "Assim diz o Senhor : ``Os jovens soldados dos
lderes das provncias o faro''".
"E quem comear a batalha?", perguntou.
O profeta respondeu: "Voc".
15 Ento Acabe convocou os jovens soldados dos lderes das provncias,
duzentos e trinta e dois homens. Em seguida reuniu o restante dos
israelitas, sete mil ao todo.
16 Eles partiram ao meio-dia, enquanto
Ben-Hadade e os trinta e dois reis aliados a ele estavam se embriagando
nas suas tendas.
17 Os jovens soldados dos lderes das provncias
saram primeiro.
Nisso, uma patrulha de Ben-Hadade informou: "Saram alguns homens de
Samaria".
18 Ele disse: "Quer tenham sado para a paz, quer para a guerra,
tragam-nos vivos".
19 Os jovens soldados dos lderes das provncias marcharam para fora da
cidade, com o exrcito na retaguarda,
20 e cada um matou o seu
adversrio. Diante disso, os arameus fugiram, perseguidos pelos
israelitas. Mas Ben-Hadade, rei da Sria, escapou a cavalo com alguns de
seus cavaleiros.
21 O rei de Israel avanou e matou os cavalos e
destruiu os carros de guerra e infligiu pesadas baixas aos arameus.
22 Depois disso, o profeta foi ao rei de Israel e disse: "Fortalea a
sua posio e veja o que deve ser feito, pois na prxima primavera o rei
da Sria o atacar de novo".
23 Enquanto isso, os conselheiros do rei da Sria lhe diziam: "Os
deuses deles so deuses das montanhas.  por isso que eles foram fortes
demais para ns. Mas, se os combatermos nas plancies, com certeza
seremos mais fortes do que eles.
24 Deves tirar todos os reis dos seus
comandos e substitu-los por outros comandantes.
25 Tambm deves
organizar um exrcito como o que perdeste, cavalo por cavalo e carro por
carro, para que possamos combater Israel nas plancies. Ento  certo
que os venceremos". Ele concordou com eles e fez como foi aconselhado.
26 Na primavera seguinte Ben-Hadade convocou os arameus e marchou at
Afeque para lutar contra Israel.
27 Os israelitas foram convocados e,
tendo recebido provises, saram para enfrentar os arameus. Os
israelitas acamparam no lado oposto como dois pequenos rebanhos de
cabras, enquanto os arameus cobriam todo o campo.
28 O homem de Deus foi ao rei de Israel e lhe disse: "Assim diz o
Senhor : ``Como os arameus pensam que o Senhor  um deus das montanhas
e no um deus dos vales, eu entregarei esse exrcito enorme nas suas
mos, e vocs sabero que eu sou o Senhor ''".
29 Durante sete dias estiveram acampados em frente um do outro, e no
stimo dia entraram em combate. Num s dia os israelitas mataram cem mil
soldados de infantaria arameus.
30 O restante deles escapou para a
cidade de Afeque, onde o muro caiu sobre vinte e sete mil deles.
Ben-Hadade tambm fugiu para a cidade e se escondeu, ora numa casa, ora
noutra.
31 Seus oficiais lhe disseram: "Soubemos que os reis do povo de
Israel so misericordiosos. Ns vamos at o rei de Israel vestidos com
panos de saco e com cordas no pescoo. Talvez ele poupe a tua vida".
32 Vestindo panos de saco e tendo cordas envolvendo o pescoo, foram ao
rei de Israel e disseram: "Teu servo Ben-Hadade diz: ``Rogo-te que me
deixes viver''".
O rei respondeu: "Ele ainda est vivo? Ele  meu irmo!"
33 Os homens interpretaram isso como um bom sinal e de imediato
aproveitaram o que ele tinha dito. "Isso mesmo, teu irmo
Ben-Hadade!", disseram.
"Tragam-no aqui", disse o rei. Quando Ben-Hadade chegou, Acabe o fez
subir no seu carro.
34 "Devolverei as cidades que o meu pai tomou do teu pai", ofereceu
Ben-Hadade. "Tu poders estabelecer os teus prprios mercados em
Damasco, como fez meu pai em Samaria."
Acabe disse: "Mediante um tratado, libertarei voc". Ento fizeram
um tratado, e Acabe o deixou ir.
Um Profeta Condena Acabe
35 Por ordem do Senhor um dos discpulos dos profetas disse ao seu
companheiro: "Fira-me", mas o homem se recusou a faz-lo.
36 Ento o profeta disse: "Como voc no obedeceu ao Senhor , assim
que voc sair daqui um leo o ferir". E, logo que o homem partiu, um
leo o atacou e o feriu.
37 O profeta encontrou outro homem e lhe disse: "Fira-me, por
favor". Este o atingiu e o feriu.
38 Ento o profeta saiu e ficou ao
lado da estrada,  espera do rei. Ele se disfarou, cobrindo os olhos
com sua testeira.
39 Quando o rei ia passando, o profeta gritou para
ele: "Em pleno combate teu servo entrou, e algum veio a mim com um
prisioneiro e me disse: ``Vigie este homem. Se ele escapar, ser a sua
vida pela dele, ou voc dever pagar trinta e cinco quilos [b] de
prata''.
40 Enquanto o teu servo estava ocupado com outras coisas, o
homem desapareceu".
"Essa  a sua sentena", disse o rei de Israel. "Voc mesmo a
pronunciou."
41 Ento o profeta rapidamente removeu a testeira dos olhos, e o rei o
reconheceu como um dos profetas.
42 Ele disse ao rei: "Assim diz o
Senhor : ``Voc libertou um homem que eu havia decidido que devia
morrer. Por isso,  a sua vida pela vida dele, o seu povo pelo povo
dele''".
43 Aborrecido e irritado, o rei de Israel voltou para o seu
palcio em Samaria.
Notas de rodap:
[a] 20.12 Ou em Sucote
[b] 20.39 Hebraico: 1 talento .

I REIS-CAPITULO-21
A Vinha de Nabote
1 Algum tempo depois houve um incidente envolvendo uma vinha que
pertencia a Nabote, de Jezreel. A vinha ficava em Jezreel, ao lado do
palcio de Acabe, rei de Samaria.
2 Acabe tinha dito a Nabote: "D-me
a sua vinha para eu usar como horta, j que fica ao lado do meu palcio.
Em troca eu lhe darei uma vinha melhor ou, se preferir, eu lhe pagarei,
seja qual for o seu valor".
3 Nabote, contudo, respondeu: "O Senhor me livre de dar a ti a
herana dos meus pais!"
4 Ento Acabe foi para casa aborrecido e indignado porque Nabote, de
Jezreel, lhe dissera: "No te darei a herana dos meus pais".
Deitou-se na cama, virou o rosto para a parede e recusou-se a comer.
5 Sua mulher Jezabel entrou e lhe perguntou: "Por que voc est to
aborrecido? Por que no come?"
6 Ele respondeu-lhe: "Porque eu disse a Nabote, de Jezreel: Venda-me
a sua vinha; ou, se preferir, eu lhe darei outra vinha em lugar dessa.
Mas ele disse: ``No te darei minha vinha''".
7 Disse-lhe Jezabel, sua mulher: " assim que voc age como rei de
Israel? Levante-se e coma! Anime-se. Conseguirei para voc a vinha de
Nabote, de Jezreel".
8 Ento ela escreveu cartas em nome de Acabe, ps nelas o selo do rei,
e as enviou s autoridades e aos nobres da cidade de Nabote.
9 Naquelas
cartas ela escreveu:
"Decretem um dia de jejum e ponham Nabote sentado num lugar de
destaque entre o povo.
10 E mandem dois homens vadios sentar-se em
frente dele e faam com que testemunhem que ele amaldioou tanto a Deus
quanto ao rei. Levem-no para fora e apedrejem-no at a morte".
11 As autoridades e os nobres da cidade de Nabote fizeram conforme
Jezabel os orientara nas cartas que lhes tinha escrito.
12 Decretaram
jejum e fizeram Nabote sentar-se num local destacado no meio do povo.
13 Ento dois homens vadios vieram e se sentaram em frente dele e o
acusaram diante do povo, dizendo: "Nabote amaldioou tanto a Deus
quanto ao rei". Por isso o levaram para fora da cidade e o apedrejaram
at a morte.
14 Ento mandaram informar a Jezabel: "Nabote foi
apedrejado e est morto".
15 Assim que Jezabel soube que Nabote tinha sido apedrejado at a
morte, disse a Acabe: "Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, de
Jezreel, recusou-se a vender-lhe. Ele no est mais vivo; est morto!"
16 Quando Acabe ouviu que Nabote estava morto, levantou-se e foi tomar
posse da vinha.
17 Ento a palavra do Senhor veio ao tesbita Elias:
18 "V
encontrar-se com Acabe, o rei de Israel, que reina em Samaria. Agora ele
est na vinha de Nabote para tomar posse dela.
19 Diga-lhe que assim
diz o Senhor : ``Voc assassinou um homem e ainda se apossou de sua
propriedade?'' E acrescente: Assim diz o Senhor : ``No local onde os
ces lamberam o sangue de Nabote, lambero tambm o seu sangue; isso
mesmo, o seu sangue!''"
20 Acabe disse a Elias: "Ento voc me encontrou, meu inimigo!"
"Eu o encontrei", ele respondeu, "porque voc se vendeu para fazer
o que o Senhor reprova.
21 E ele diz: ``Vou trazer desgraa sobre
voc. Devorarei os seus descendentes e eliminarei da sua famlia todos
os do sexo masculino [a] em Israel, sejam escravos ou livres.
22 Farei  sua famlia o que fiz  de Jeroboo, filho de Nebate, e  de
Baasa, filho de Aas, pois voc provocou a minha ira e fez Israel
pecar''.
23 "E acerca de Jezabel o Senhor diz: ``Os ces devoraro Jezabel
junto ao muro de [b] Jezreel''.
24 "Os ces comero os que pertencem a Acabe e que morrerem na
cidade, e as aves do cu se alimentaro dos que morrerem no campo".
25 (Nunca existiu ningum como Acabe que, pressionado por sua mulher
Jezabel, vendeu-se para fazer o que o Senhor reprova.
26 Ele se
comportou da maneira mais detestvel possvel, indo atrs de dolos,
como faziam os amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante de
Israel.)
27 Quando Acabe ouviu essas palavras, rasgou as suas vestes, vestiu-se
de pano de saco e jejuou. Passou a dormir sobre panos de saco e agia com
mansido.
28 Ento a palavra do Senhor veio ao tesbita Elias:
29 "Voc notou
como Acabe se humilhou diante de mim? Visto que se humilhou, no trarei
essa desgraa durante o seu reinado, mas durante o reinado de seu
filho".
Notas de rodap:
[a] 21.21 Hebraico: os que urinam na parede.
[b] 21.23 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Alguns manuscritos do Texto Massortico, a Vulgata e a Verso Siraca
dizem no campo de. Veja 2Rs 9.26.

I REIS-CAPITULO-22
A Profecia contra Acabe
1 Durante trs anos no houve guerra entre a Sria e Israel.
2 Mas no
terceiro ano, Josaf, rei de Jud, foi visitar o rei de Israel.
3 Este
havia perguntado aos seus oficiais: "Por acaso vocs no sabem que
Ramote-Gileade nos pertence, e ainda assim no estamos fazendo nada para
retom-la do rei da Sria?"
4 Ento perguntou a Josaf: "Irs comigo lutar contra
Ramote-Gileade?"
Josaf respondeu ao rei de Israel: "Sou como tu, e meu povo  como o
teu povo, e os meus cavalos so como se fossem teus".
5 Mas
acrescentou: "Peo-te que busques primeiro o conselho do Senhor ".
6 Ento o rei de Israel reuniu quatrocentos profetas, e lhes perguntou:
"Devo ir  guerra contra Ramote-Gileade, ou no?"
Eles responderam: "Sim, pois o Senhor a entregar nas mos do rei".
7 Josaf, porm, perguntou: "No existe aqui mais nenhum profeta do
Senhor , a quem possamos consultar?"
8 O rei de Israel respondeu a Josaf: "Ainda h um homem por meio de
quem podemos consultar o Senhor , mas eu o odeio, porque nunca profetiza
coisas boas a meu respeito, mas sempre coisas ruins.  Micaas, filho de
Inl".
"O rei no deveria dizer isso", Josaf respondeu.
9 Ento o rei de Israel chamou um dos seus oficiais e disse: "Traga
Micaas, filho de Inl, imediatamente".
10 Usando vestes reais, o rei de Israel e Josaf, rei de Jud, estavam
sentados em seus tronos, na eira, junto  porta de Samaria, e todos os
profetas estavam profetizando em transe diante deles.
11 E Zedequias,
filho de Quenaan, tinha feito chifres de ferro, e declarou: "Assim
diz o Senhor : ``Com estes chifres tu ferirs os arameus at que sejam
destrudos''".
12 Todos os outros profetas estavam profetizando a mesma coisa,
dizendo: "Ataca Ramote-Gileade, e sers vitorioso, pois o Senhor a
entregar nas mos do rei".
13 O mensageiro que tinha ido chamar Micaas lhe disse: "Veja, todos
os outros profetas esto predizendo que o rei ter sucesso. Sua palavra
tambm deve ser favorvel".
14 Micaas, porm, disse: "Juro pelo nome do Senhor que direi o que o
Senhor me mandar".
15 Quando ele chegou, o rei lhe perguntou: "Micaas, devemos ir 
guerra contra Ramote-Gileade, ou no?"
Ele respondeu: "Ataca, e sers vitorioso, pois o Senhor a entregar
nas mos do rei".
16 O rei lhe disse: "Quantas vezes devo fazer voc jurar que ir me
dizer somente a verdade em nome do Senhor ?"
17 Ento Micaas respondeu: "Vi todo o Israel espalhado pelas
colinas, como ovelhas sem pastor, e ouvi o Senhor dizer: ``Estes no
tm dono. Cada um volte para casa em paz''".
18 O rei de Israel disse a Josaf: "No lhe disse que ele nunca
profetiza nada de bom a meu respeito, mas apenas coisas ruins?"
19 Micaas prosseguiu: "Oua a palavra do Senhor : Vi o Senhor
assentado em seu trono, com todo o exrcito dos cus ao seu redor,  sua
direita e  sua esquerda.
20 E o Senhor disse: ``Quem enganar Acabe
para que ataque Ramote-Gileade e morra l?''
"E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra,
21 at que, finalmente,
um esprito colocou-se diante do Senhor e disse: ``Eu o enganarei''.
22 "``De que maneira?'', perguntou o Senhor .
"Ele respondeu: ``Irei e serei um esprito mentiroso na boca de todos
os profetas do rei''.
"Disse o Senhor : ``Voc conseguir engan-lo; v e engane-o''.
23 "E o Senhor ps um esprito mentiroso na boca destes seus
profetas. O Senhor decretou a sua desgraa".
24 Ento Zedequias, filho de Quenaan, aproximou-se, deu um tapa no
rosto de Micaas e perguntou: "Por qual caminho foi o esprito da
parte do [a] Senhor , quando saiu de mim para falar a voc?"
25 Micaas respondeu: "Voc descobrir no dia em que estiver se
escondendo de quarto em quarto".
26 O rei ento ordenou: "Enviem Micaas de volta a Amom, o governador
da cidade, e a Jos, filho do rei,
27 e digam: Assim diz o rei: Ponham
este homem na priso a po e gua, at que eu volte em segurana".
28 Micaas declarou: "Se voc de fato voltar em segurana, o Senhor
no falou por meu intermdio". E acrescentou: "Ouam o que estou
dizendo, todos vocs!"
A Morte de Acabe
29 Ento o rei de Israel e Josaf, rei de Jud, foram atacar
Ramote-Gileade.
30 E o rei de Israel disse a Josaf: "Entrarei
disfarado em combate, mas tu, usa as tuas vestes reais". O rei de
Israel disfarou-se, e ambos foram para o combate.
31 O rei da Sria havia ordenado aos seus trinta e dois chefes de
carros de guerra: "No lutem contra ningum, seja soldado seja
oficial, seno contra o rei de Israel".
32 Quando os chefes dos
carros viram Josaf, pensaram: " o rei de Israel", e o cercaram
para atac-lo, mas Josaf gritou,
33 e quando os comandantes dos carros
viram que no era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo.
34 De repente, um soldado disparou seu arco ao acaso e atingiu o rei de
Israel entre os encaixes da sua armadura. Ento o rei disse ao condutor
do seu carro: "Tire-me do combate. Fui ferido!"
35 A batalha foi
violenta durante todo o dia e, assim, o rei teve que enfrentar os
arameus em p no seu carro. O sangue de seu ferimento ficou escorrendo
at o piso do carro de guerra, e ao cair da tarde, ele morreu.
36 Quando o sol estava se pondo, propagou-se um grito por todo o exrcito:
"Cada homem para a sua cidade; cada um para a sua terra!"
37 Assim o rei morreu e foi levado para Samaria, e ali o sepultaram.
38 Lavaram o seu carro de guerra num aude em Samaria onde as
prostitutas se banhavam, [b] e os ces lamberam o seu sangue,
conforme a palavra do Senhor havia declarado.
39 Os demais acontecimentos do reinado de Acabe, e tudo o que fez, o
palcio que construiu com revestimento de marfim, e as cidades que
fortificou, tudo est escrito nos registros histricos dos reis de
Israel.
40 Acabe descansou com os seus antepassados, e seu filho
Acazias foi o seu sucessor.
O Reinado de Josaf, Rei de Jud
41 Josaf, filho de Asa, tornou-se rei de Jud no quarto ano do reinado
de Acabe, rei de Israel.
42 Josaf tinha trinta e cinco anos de idade
quando se tornou rei, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalm. O nome
da sua me era Azuba, filha de Sili.
43 Em tudo andou nos caminhos de
seu pai Asa, e no se desviou deles; fez o que o Senhor aprova. Contudo,
no acabou com os altares idlatras, nos quais o povo continuou a
oferecer sacrifcios e a queimar incenso.
44 Josaf teve paz com o rei
de Israel.
45 Os demais acontecimentos do reinado de Josaf, suas realizaes e
suas faanhas militares, tudo est escrito nos registros histricos dos
reis de Jud.
46 Ele livrou o pas dos prostitutos cultuais que
restaram depois do reinado de seu pai Asa.
47 Ora, na poca no havia
rei em Edom, mas sim um governador nomeado.
48 Josaf construiu uma frota de navios mercantes [c] para
buscar ouro em Ofir, mas nunca o trouxeram, pois eles naufragaram em
Eziom-Geber.
49 Naquela ocasio, Acazias, filho de Acabe, disse a
Josaf: "Os meus marinheiros podero navegar com os teus", mas
Josaf recusou.
50 Josaf descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto
deles na Cidade de Davi, seu predecessor. E seu filho Jeoro foi o seu
sucessor.
O Reinado de Acazias, Rei de Israel
51 Acazias, filho de Acabe, tornou-se rei de Israel em Samaria no
dcimo stimo ano do reinado de Josaf, rei de Jud, e reinou dois anos
sobre Israel.
52 Fez o que o Senhor reprova, pois andou nos caminhos de
seu pai e de sua me e nos caminhos de Jeroboo, filho de Nebate, que
fez Israel pecar.
53 Prestou culto a Baal e o adorou, provocando assim
a ira do Senhor , o Deus de Israel, como o seu pai tinha feito.
Notas de rodap:
[a] 22.24 Ou o Esprito do
[b] 22.38 Ou Samaria e limparam as armas,
[c] 22.48 Hebraico: navios de Trsis.
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II REIS-CAPITULO-1
O Julgamento do Senhor contra Acazias
1 Depois da morte de Acabe, Moabe rebelou-se contra Israel.
2 Certo dia, Acazias caiu da sacada do seu quarto no palcio de Samaria
e ficou muito ferido. Ento enviou mensageiros para consultar
Baal-Zebube, deus de Ecrom, para saber se ele se recuperaria.
3 Mas o anjo do Senhor disse ao tesbita Elias: "V encontrar-se com
os mensageiros do rei de Samaria e pergunte a eles: Acaso no h Deus em
Israel? Por que vocs vo consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?
4 Por
isso, assim diz o Senhor : ``Voc no se levantar mais dessa cama e
certamente morrer!''" E Elias foi embora.
5 Quando os mensageiros voltaram ao rei, ele lhes perguntou: "Por que
vocs voltaram?"
6 Eles responderam: "Um homem veio ao nosso encontro e nos disse:
``Voltem ao rei que os enviou e digam-lhe: Assim diz o Senhor :
"Acaso no h Deus em Israel? Por que voc mandou consultar
Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso voc no se levantar mais dessa
cama e certamente morrer!"''"
7 O rei lhes perguntou: "Como era o homem que os encontrou e lhes
disse isso?"
8 Eles responderam: "Ele vestia roupas de plos [a] e usava um
cinto de couro".
O rei concluiu: "Era o tesbita Elias".
9 Em seguida mandou um oficial com cinqenta soldados procurar Elias. O
oficial o encontrou sentado no alto de uma colina, e lhe disse: "Homem
de Deus, o rei ordena que tu desas".
10 Elias respondeu ao oficial: "Se sou homem de Deus, que desa fogo
do cu e consuma voc e seus cinqenta soldados!" E desceu fogo do cu
e consumiu o oficial e seus soldados.
11 Depois disso o rei enviou outro oficial com mais cinqenta soldados.
E ele disse a Elias: "Homem de Deus, o rei ordena que tu desas
imediatamente".
12 Respondeu Elias: "Se sou homem de Deus, que desa fogo do cu e
consuma voc e seus cinqenta soldados!" De novo, fogo de Deus desceu
do cu e consumiu o oficial e seus soldados.
13 Ento o rei enviou um terceiro oficial com outros cinqenta
soldados. O oficial subiu o monte, caiu de joelhos diante de Elias e
implorou: "Homem de Deus, tem considerao por minha vida e pela vida
destes cinqenta soldados, teus servos!
14 Sei que desceu fogo do cu e
consumiu os dois primeiros oficiais com todos os seus soldados. Mas
agora, tem considerao por minha vida!"
15 O anjo do Senhor disse a Elias: "Acompanhe-o; no tenha medo
dele". Ento Elias se levantou, desceu com ele e foi falar com o rei.
16 Ao chegar, disse ao rei: "Assim diz o Senhor : ``Acaso no h
Deus em Israel? Por que voc mandou consultar Baal-Zebube, deus de
Ecrom? Por isso voc no se levantar mais dessa cama e certamente
morrer!''"
17 E Acazias morreu, conforme a palavra do Senhor
anunciada por Elias. Como no tinha filhos, Joro foi o seu sucessor no
segundo ano do reinado de Jeoro, rei de Jud, filho de Josaf.
18 Os
demais acontecimentos do reinado de Acazias e suas realizaes esto
escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
Notas de rodap:
[a] 1.8 Ou Era um homem cabeludo

II REIS-CAPITULO-2
Elias  Levado aos Cus
1 Quando o Senhor levou Elias aos cus num redemoinho, aconteceu o
seguinte: Elias e Eliseu saram de Gilgal,
2 e no caminho disse-lhe
Elias: "Fique aqui, pois o Senhor me enviou a Betel".
Eliseu, porm, disse: "Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que no
te deixarei ir s". Ento foram a Betel.
3 Em Betel os discpulos dos profetas foram falar com Eliseu e
perguntaram: "Voc sabe que hoje o Senhor vai levar para os cus o seu
mestre, separando-o de voc?"
Respondeu Eliseu: "Sim, eu sei, mas no falem nisso".
4 Ento Elias lhe disse: "Fique aqui, Eliseu, pois o Senhor me enviou
a Jeric".
Ele respondeu: "Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que no te
deixarei ir s". Desceram ento a Jeric.
5 Em Jeric os discpulos dos profetas foram falar com Eliseu e lhe
perguntaram: "Voc sabe que hoje o Senhor vai levar para os cus o seu
mestre, separando-o de voc?"
Respondeu Eliseu: "Sim, eu sei, mas no falem nisso".
6 Em seguida Elias lhe disse: "Fique aqui, pois o Senhor me enviou ao
rio Jordo".
Ele respondeu: "Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que no te
deixarei ir s!" Ento partiram juntos.
7 Cinqenta discpulos dos profetas os acompanharam e ficaram olhando 
distncia, quando Elias e Eliseu pararam  margem do Jordo.
8 Ento
Elias tirou o manto, enrolou-o e com ele bateu nas guas. As guas se
dividiram, e os dois atravessaram em cho seco.
9 Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: "O que posso fazer em
seu favor antes que eu seja levado para longe de voc?"
Respondeu Eliseu: "Faze de mim o principal herdeiro [a] de teu
esprito proftico".
10 Disse Elias: "Seu pedido  difcil; mas, se voc me vir quando eu
for separado de voc, ter o que pediu; do contrrio, no ser
atendido".
11 De repente, enquanto caminhavam e conversavam, apareceu um carro de
fogo e puxado por cavalos de fogo que os separou, e Elias foi levado aos
cus num redemoinho.
12 Quando viu isso, Eliseu gritou: "Meu pai! Meu
pai! Tu eras como os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!" E
quando j no podia mais v-lo, Eliseu pegou as prprias vestes e as
rasgou ao meio.
13 Depois pegou o manto de Elias, que tinha cado, e voltou para a
margem do Jordo.
14 Ento bateu nas guas do rio com o manto e
perguntou: "Onde est agora o Senhor , o Deus de Elias?" Tendo
batido nas guas, elas se dividiram e ele atravessou.
15 Quando os discpulos dos profetas, vindos de Jeric, viram isso,
disseram: "O esprito proftico de Elias repousa sobre Eliseu".
Ento foram ao seu encontro, prostraram-se diante dele e disseram:
16 "Olha, ns, teus servos, temos cinqenta homens fortes. Deixa-os sair
 procura do teu mestre. Talvez o Esprito do Senhor o tenha levado e
deixado em algum monte ou em algum vale".
Respondeu Eliseu: "No mandem ningum".
17 Mas eles insistiram at que, constrangido, consentiu: "Podem
mandar os homens". E mandaram cinqenta homens, que procuraram Elias
por trs dias, mas no o encontraram.
18 Quando voltaram a Eliseu, que
tinha ficado em Jeric, ele lhes falou: "No lhes disse que no
fossem?"
A Purificao da gua
19 Alguns homens da cidade foram dizer a Eliseu: "Como podes ver,
esta cidade est bem localizada, mas a gua no  boa e a terra 
improdutiva".
20 E disse ele: "Ponham sal numa tigela nova e tragam-na para mim".
Quando a levaram,
21 ele foi  nascente, jogou o sal ali e disse:
"Assim diz o Senhor : ``Purifiquei esta gua. No causar mais mortes
nem deixar a terra improdutiva''".
22 E at hoje a gua permanece
pura, conforme a palavra de Eliseu.
O Castigo dos Zombadores
23 De Jeric Eliseu foi para Betel. No caminho, alguns meninos que
vinham da cidade comearam a caoar dele, gritando: "Suma daqui,
careca!"
24 Voltando-se, olhou para eles e os amaldioou em nome do
Senhor . Ento, duas ursas saram do bosque e despedaaram quarenta e
dois meninos.
25 De Betel prosseguiu at o monte Carmelo e dali voltou
a Samaria.
Notas de rodap:
[a] 2.9 Hebraico: D-me poro dupla do teu esprito.

II REIS-CAPITULO-3
A Rebelio de Moabe
1 Joro, filho de Acabe, tornou-se rei de Israel em Samaria no dcimo
oitavo ano de Josaf, rei de Jud, e reinou doze anos.
2 Fez o que o
Senhor reprova, mas no como seu pai e sua me, pois derrubou a coluna
sagrada de Baal, que seu pai havia feito.
3 No entanto, persistiu nos
pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara Israel a cometer e deles
no se afastou.
4 Ora, Messa, rei de Moabe, tinha muitos rebanhos e pagava como tributo
ao rei de Israel cem mil cordeiros e a l de cem mil carneiros.
5 Mas,
depois que Acabe morreu, o rei de Moabe rebelou-se contra o rei de
Israel.
6 Ento, naquela ocasio, o rei Joro partiu de Samaria e
mobilizou todo o Israel.
7 Tambm enviou esta mensagem a Josaf, rei de
Jud: "O rei de Moabe rebelou-se contra mim. Irs acompanhar-me na
luta contra Moabe?"
Ele respondeu: "Sim, eu irei. Serei teu aliado, os meus soldados e os
teus, os meus cavalos e os teus sero um s exrcito".
8 E perguntou: "Por qual caminho atacaremos?"
Respondeu Joro: "Pelo deserto de Edom".
9 Ento o rei de Israel partiu com os reis de Jud e de Edom. Depois de
uma marcha de sete dias, j havia acabado a gua para os homens e para
os animais.
10 Exclamou, ento, o rei de Israel: "E agora? Ser que o Senhor
ajuntou a ns, os trs reis, para nos entregar nas mos de Moabe?"
11 Mas Josaf perguntou: "Ser que no h aqui profeta do Senhor ,
para que possamos consultar o Senhor por meio dele?"
Um conselheiro do rei de Israel respondeu: "Eliseu, filho de Safate,
est aqui. Ele era auxiliar [a] de Elias".
12 Josaf prosseguiu: "A palavra do Senhor est com ele". Ento o
rei de Israel, Josaf e o rei de Edom foram falar com ele.
13 Eliseu disse ao rei de Israel: "Nada tenho que ver com voc. V
consultar os profetas de seu pai e de sua me".
Mas o rei de Israel insistiu: "No, pois foi o Senhor que nos ajuntou,
trs reis, para entregar-nos nas mos de Moabe".
14 Ento Eliseu disse: "Juro pelo nome do Senhor dos Exrcitos, a
quem sirvo, que se no fosse por respeito a Josaf, rei de Jud, eu no
olharia para voc nem mesmo lhe daria ateno.
15 Mas agora tragam-me
um harpista".
Enquanto o harpista estava tocando, o poder do Senhor veio sobre Eliseu,
16 e ele disse: "Assim diz o Senhor : Cavem muitas cisternas neste
vale.
17 Pois assim diz o Senhor : Vocs no vero vento nem chuva;
contudo, este vale ficar cheio de gua, e vocs, seus rebanhos e seus
outros animais bebero.
18 Mas para o Senhor isso ainda  pouco; ele
tambm lhes entregar Moabe nas suas mos.
19 Vocs destruiro todas as
suas cidades fortificadas e todas as suas cidades importantes.
Derrubaro toda rvore frutfera, taparo todas as fontes e enchero de
pedras todas as terras de cultivo".
20 No dia seguinte, na hora do sacrifcio da manh, a gua veio
descendo da direo de Edom e alagou a regio.
21 Quando os moabitas ficaram sabendo que os reis tinham vindo para
atac-los, todos os que eram capazes de empunhar armas, do mais jovem ao
mais velho, foram convocados e posicionaram-se na fronteira.
22 Ao se
levantarem na manh seguinte, o sol refletia na gua. Para os moabitas
que estavam defronte dela, a gua era vermelha como sangue.
23 Ento
gritaram: " sangue! Os reis lutaram entre si e se mataram. Agora, ao
saque, Moabe!"
24 Quando, porm, os moabitas chegaram ao acampamento de Israel, os
israelitas os atacaram e os puseram em fuga. Entraram no territrio de
Moabe e o arrasaram.
25 Destruram as cidades e, quando passavam por um
campo cultivvel, cada homem atirava uma pedra at que ficasse coberto.
Taparam todas as fontes e derrubaram toda rvore frutfera. S
Quir-Haresete ficou com as pedras no lugar, mas homens armados de
atiradeiras a cercaram e tambm a atacaram.
26 Quando o rei de Moabe viu que estava perdendo a batalha, reuniu
setecentos homens armados de espadas para forar a passagem, para
alcanar o rei de Edom, mas fracassou.
27 Ento pegou seu filho mais
velho, que devia suced-lo como rei, e o sacrificou sobre o muro da
cidade. Isso trouxe grande ira contra Israel, de modo que eles se
retiraram e voltaram para a sua prpria terra.
Notas de rodap:
[a] 3.11 Hebraico: Ele costumava derramar gua nas mos.

II REIS-CAPITULO-4
O Milagre do Azeite
1 Certo dia, a mulher de um dos discpulos dos profetas foi falar a
Eliseu: "Teu servo, meu marido, morreu, e tu sabes que ele temia o
Senhor . Mas agora veio um credor que est querendo levar meus dois
filhos como escravos".
2 Eliseu perguntou-lhe: "Como posso ajud-la? Diga-me, o que voc tem
em casa?"
E ela respondeu: "Tua serva no tem nada alm de uma vasilha de
azeite".
3 Ento disse Eliseu: "V pedir emprestadas vasilhas a todos os
vizinhos. Mas pea muitas.
4 Depois entre em casa com seus filhos e
feche a porta. Derrame daquele azeite em cada vasilha e v separando as
que voc for enchendo".
5 Depois disso ela foi embora, fechou-se em casa com seus filhos e
comeou a encher as vasilhas que eles lhe traziam.
6 Quando todas as
vasilhas estavam cheias, ela disse a um dos filhos: "Traga-me mais
uma".
Mas ele respondeu: "J acabaram". Ento o azeite parou de correr.
7 Ela foi e contou tudo ao homem de Deus, que lhe disse: "V, venda o
azeite e pague suas dvidas. E voc e seus filhos ainda podero viver do
que sobrar".
A Ressurreio do Filho da Sunamita
8 Certo dia, Eliseu foi a Sunm, onde uma mulher rica insistiu que ele
fosse tomar uma refeio em sua casa. Depois disso, sempre que passava
por ali, ele parava para uma refeio.
9 Em vista disso, ela disse ao
marido: "Sei que esse homem que sempre vem aqui  um santo homem de
Deus.
10 Vamos construir l em cima um quartinho de tijolos e colocar
nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina para ele. Assim,
sempre que nos visitar ele poder ocup-lo".
11 Um dia, quando Eliseu chegou, subiu ao seu quarto e deitou-se.
12 Ele mandou o seu servo Geazi chamar a sunamita. Ele a chamou e, quando
ela veio,
13 Eliseu mandou Geazi dizer-lhe: "Voc teve todo este
trabalho por nossa causa. O que podemos fazer por voc? Quer que eu
interceda por voc junto ao rei ou ao comandante do exrcito?"
Ela respondeu: "Estou bem entre a minha prpria gente".
14 Mais tarde Eliseu perguntou a Geazi: "O que se pode fazer por
ela?"
Ele respondeu: "Bem, ela no tem filhos, e seu marido  idoso".
15 Ento Eliseu mandou cham-la de novo. Geazi a chamou, ela veio at a
porta
16 e ele disse: "Por volta desta poca, no ano que vem, voc
estar com um filho nos braos".
Ela contestou: "No, meu senhor. No iludas a tua serva,  homem de
Deus!"
17 Mas, como Eliseu lhe dissera, a mulher engravidou e, no ano
seguinte, por volta daquela mesma poca, deu  luz um filho.
18 O menino cresceu e, certo dia, foi encontrar-se com seu pai, que
estava com os ceifeiros.
19 De repente ele comeou a chamar o pai,
gritando: "Ai, minha cabea! Ai, minha cabea!"
O pai disse a um servo: "Leve-o para a me dele".
20 O servo o
pegou e o levou  me. O menino ficou no colo dela at o meio-dia, e
morreu.
21 Ela subiu ao quarto do homem de Deus, deitou o menino na
cama, saiu e fechou a porta.
22 Ela chamou o marido e disse: "Preciso de um servo e de uma jumenta
para ir falar com o homem de Deus. Vou e volto logo".
23 Ele perguntou: "Mas, por que hoje? No  lua nova nem sbado!"
Ela respondeu: "No se preocupe".
24 Ela mandou selar a jumenta e disse ao servo: "Vamos rpido; s
pare quando eu mandar".
25 Assim ela partiu para encontrar-se com o
homem de Deus no monte Carmelo.
Quando ele a viu  distncia, disse a seu servo Geazi: "Olhe!  a
sunamita!
26 Corra ao seu encontro e pergunte a ela: ``Est tudo bem
com voc? Tudo bem com seu marido? E com seu filho?''"
Ela respondeu a Geazi: "Est tudo bem".
27 Ao encontrar o homem de Deus no monte, ela se abraou aos seus ps.
Geazi veio para afast-la, mas o homem de Deus lhe disse: "Deixe-a em
paz! Ela est muito angustiada, mas o Senhor nada me revelou e escondeu
de mim a razo de sua angstia".
28 E disse a mulher: "Acaso eu te pedi um filho, meu senhor? No te
disse para no me dar falsas esperanas?"
29 Ento Eliseu disse a Geazi: "Ponha a capa por dentro do cinto,
pegue o meu cajado e corra. Se voc encontrar algum, no o cumprimente
e, se algum o cumprimentar, no responda. Quando l chegar, ponha o meu
cajado sobre o rosto do menino".
30 Mas a me do menino disse: "Juro pelo nome do Senhor e por tua
vida que, se ficares, no irei". Ento ele foi com ela.
31 Geazi chegou primeiro e ps o cajado sobre o rosto do menino, mas
ele no falou nem reagiu. Ento Geazi voltou para encontrar-se com
Eliseu e lhe disse: "O menino no voltou a si".
32 Quando Eliseu chegou  casa, l estava o menino, morto, estendido na
cama.
33 Ele entrou, fechou a porta e orou ao Senhor .
34 Depois
deitou-se sobre o menino, boca a boca, olhos com olhos, mos com mos.
Enquanto se debruava sobre ele, o corpo do menino foi se aquecendo.
35 Eliseu levantou-se e comeou a andar pelo quarto; depois subiu na cama e
debruou-se mais uma vez sobre ele. O menino espirrou sete vezes e abriu
os olhos.
36 Eliseu chamou Geazi e o mandou chamar a sunamita. E ele obedeceu.
Quando ela chegou, Eliseu disse: "Pegue seu filho".
37 Ela entrou,
prostrou-se a seus ps, curvando-se at o cho. Ento pegou o filho e
saiu.
A Morte na Panela
38 Depois Eliseu voltou a Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a regio.
Quando os discpulos dos profetas estavam reunidos com ele, ordenou ao
seu servo: "Ponha o caldeiro no fogo e faa um ensopado para estes
homens".
39 Um deles foi ao campo apanhar legumes e encontrou uma trepadeira.
Apanhou alguns de seus frutos e encheu deles o seu manto. Quando voltou,
cortou-os em pedaos e colocou-os no caldeiro do ensopado, embora
ningum soubesse o que era.
40 O ensopado foi servido aos homens, mas,
logo que o provaram, gritaram: "Homem de Deus, h morte na panela!"
E no puderam mais tom-lo.
41 Ento Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeiro e
disse: "Sirvam a todos". E j no havia mais perigo no caldeiro.
O Milagre dos Pes
42 Veio um homem de Baal-Salisa, trazendo ao homem de Deus vinte pes
de cevada, feitos dos primeiros gros da colheita, e tambm algumas
espigas verdes. Ento Eliseu ordenou ao seu servo: "Sirva a todos".
43 O auxiliar de Eliseu perguntou: "Como poderei servir isso a cem
homens?"
Eliseu, porm, respondeu: "Sirva a todos, pois assim diz o Senhor :
``Eles comero, e ainda sobrar''".
44 Ento ele serviu a todos e,
conforme a palavra do Senhor , eles comeram e ainda sobrou.

II REIS-CAPITULO-5
A Cura da Lepra de Naam
1 Naam, comandante do exrcito do rei da Sria, era muito respeitado e
honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o Senhor dera vitria 
Sria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso [a] .
2 Ora, tropas da Sria haviam atacado Israel e levado cativa uma
menina, que passou a servir  mulher de Naam.
3 Um dia ela disse  sua
senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que est em Samaria,
ele o curaria da lepra".
4 Naam foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera.
5 O
rei da Sria respondeu: "V. Eu lhe darei uma carta que voc entregar
ao rei de Israel". Ento Naam partiu, levando consigo trezentos e
cinqenta quilos [b] de prata, setenta e dois quilos [c]
de ouro e dez mudas de roupas finas.
6 A carta que levou ao rei de
Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial
Naam, para que o cures da lepra".
7 Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse:
"Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este
homem me envia algum para que eu o cure da lepra? Vejam como ele
procura um motivo para se desentender comigo!"
8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia
rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas
vestes? Envia o homem a mim, e ele saber que h profeta em Israel".
9 Ento Naam foi com seus cavalos e carros e parou  porta da casa de
Eliseu.
10 Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "V e lave-se
sete vezes no rio Jordo; sua pele [d] ser restaurada e voc
ficar purificado".
11 Mas Naam ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que
ele sairia para receber-me, invocaria em p o nome do Senhor , o seu
Deus, moveria a mo sobre o lugar afetado e me curaria da lepra.
12 No
so os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as guas
de Israel? Ser que no poderia lavar-me neles e ser purificado?" E
foi embora dali furioso.
13 Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe
tivesse pedido alguma coisa difcil, o senhor no faria? Quanto mais
quando ele apenas lhe diz que se lave, e ser purificado!"
14 Assim
ele desceu ao Jordo, mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de
Deus e foi purificado; sua pele tornou-se como a de uma criana.
15 Ento Naam e toda a sua comitiva voltaram  casa do homem de Deus.
Ao chegar diante do profeta, Naam lhe disse: "Agora sei que no h
Deus em nenhum outro lugar, seno em Israel. Por favor, aceita um
presente do teu servo".
16 O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor , a quem sirvo, que
nada aceitarei". Embora Naam insistisse, ele recusou.
17 E disse Naam: "J que no aceitas o presente, ao menos permite
que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais
far holocaustos [e] e sacrifcios a nenhum outro deus seno ao
Senhor .
18 Mas que o Senhor me perdoe por uma nica coisa: quando meu
senhor vai adorar no templo de Rimom, eu tambm tenho que me ajoelhar
ali, pois ele se apia em meu brao. Que o Senhor perdoe o teu servo por
isso".
19 Disse Eliseu: "V em paz".
O Castigo de Geazi
Quando Naam j estava a certa distncia,
20 Geazi, servo de Eliseu, o
homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naam, aquele
arameu, no aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor
que correrei atrs dele para ver se ganho alguma coisa".
21 Ento Geazi correu para alcanar Naam, que, vendo-o se aproximar,
desceu da carruagem para encontr-lo e perguntou: "Est tudo bem?"
22 Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para
dizer que dois jovens, discpulos dos profetas, acabaram de chegar,
vindos dos montes de Efraim. Por favor, d-lhes trinta e cinco quilos de
prata e duas mudas de roupas finas".
23 "Claro", respondeu Naam, "leve setenta quilos". Ele
insistiu com Geazi para que os aceitasse e colocou os setenta quilos de
prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a
dois de seus servos, os quais foram  frente de Geazi, levando as
sacolas.
24 Quando Geazi chegou  colina onde morava, pegou as sacolas
das mos dos servos e as guardou em casa. Mandou os homens de volta, e
eles partiram.
25 Depois entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu.
E este perguntou: "Onde voc esteve, Geazi?"
Geazi respondeu: "Teu servo no foi a lugar algum".
26 Mas Eliseu lhe disse: "Voc acha que eu no estava com voc em
esprito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com voc?
Este no era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiar
olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas.
27 Por isso a lepra de
Naam atingir voc e os seus descendentes para sempre". Ento Geazi
saiu da presena de Eliseu j leproso, parecendo neve.
Notas de rodap:
[a] 5.1 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele; tambm nos versculos 3, 6, 7, 11 e 27.
[b] 5.5 Hebraico: 10 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[c] 5.5 Hebraico: 6.000 siclos. Um siclo equivalia a 12 gramas.
[d] 5.10 Hebraico: carne.
[e] 5.17 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

II REIS-CAPITULO-6
Eliseu Faz Flutuar um Machado
1 Os discpulos dos profetas disseram a Eliseu: "Como vs, o lugar
onde nos reunimos contigo  pequeno demais para ns.
2 Vamos ao rio
Jordo onde cada um de ns poder cortar um tronco para construirmos ali
um lugar de reunies".
Eliseu disse: "Podem ir".
3 Ento um deles perguntou: "No gostarias de ir com os teus
servos?"
"Sim", ele respondeu.
4 E foi com eles.
Foram ao Jordo e comearam a derrubar rvores.
5 Quando um deles
estava cortando um tronco, o ferro do machado caiu na gua. E ele
gritou: "Ah, meu senhor, era emprestado!"
6 O homem de Deus perguntou: "Onde caiu?" Quando o homem lhe
mostrou o lugar, Eliseu cortou um galho e o jogou ali, fazendo o ferro
flutuar,
7 e disse: "Pegue-o". O homem esticou o brao e o pegou.
O Exrcito Arameu  Ferido de Cegueira
8 Ora, o rei da Sria estava em guerra contra Israel. Depois de
reunir-se com os seus conselheiros, disse: "Montarei o meu acampamento
em tal lugar".
9 Mas o homem de Deus mandava uma mensagem ao rei de Israel: "Evite
passar por tal lugar, pois os arameus esto descendo para l".
10 Assim, o rei de Israel investigava o lugar indicado pelo homem de Deus.
Repetidas vezes Eliseu alertou o rei, que tomava as devidas precaues.
11 Isso enfureceu o rei da Sria, que, convocando seus conselheiros,
perguntou-lhes: "Vocs no me apontaro qual dos nossos est do lado
do rei de Israel?"
12 Respondeu um dos conselheiros: "Nenhum de ns, majestade. 
Eliseu, o profeta que est em Israel, que revela ao rei de Israel at as
palavras que tu falas em teu quarto".
13 Ordenou o rei: "Descubram onde ele est, para que eu mande
captur-lo". Quando lhe informaram que o profeta estava em Dot,
14 ele enviou para l uma grande tropa com cavalos e carros de guerra. Eles
chegaram de noite e cercaram a cidade.
15 O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manh e, quando
saa, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a
cidade. Ento ele exclamou: "Ah, meu senhor! O que faremos?"
16 O profeta respondeu: "No tenha medo. Aqueles que esto conosco
so mais numerosos do que eles".
17 E Eliseu orou: " Senhor , abre os olhos dele para que veja".
Ento o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas
cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.
18 Quando os arameus desceram na direo de Eliseu, ele orou ao Senhor
: "Fere estes homens de cegueira". Ento ele os feriu de cegueira,
conforme Eliseu havia pedido.
19 Eliseu lhes disse: "Este no  o caminho nem esta  a cidade que
procuram. Sigam-me, e eu os levarei ao homem que vocs esto
procurando". E os guiou at a cidade de Samaria.
20 Assim que entraram na cidade, Eliseu disse: " Senhor , abre os
olhos destes homens para que possam ver". Ento o Senhor abriu-lhes os
olhos, e eles viram que estavam dentro de Samaria.
21 Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: "Devo mat-los,
meu pai? Devo mat-los?"
22 Ele respondeu: "No! O rei costuma matar prisioneiros que captura
com a espada e o arco? Ordena que lhes sirvam comida e bebida e deixe
que voltem ao seu senhor".
23 Ento o rei preparou-lhes um grande
banquete e, terminando eles de comer e beber, mandou-os de volta para o
seu senhor. Assim, as tropas da Sria pararam de invadir o territrio de
Israel.
Fome durante o Cerco de Samaria
24 Algum tempo depois, Ben-Hadade, rei da Sria, mobilizou todo o seu
exrcito e cercou Samaria.
25 O cerco durou tanto e causou tamanha fome
que uma cabea de jumento chegou a valer oitenta peas [a] de
prata, e uma caneca [b] de esterco de pomba, cinco peas de
prata.
26 Um dia, quando o rei de Israel inspecionava os muros da cidade, uma
mulher gritou para ele: "Socorro, majestade!"
27 O rei respondeu: "Se o Senhor no a socorrer, como poderei
ajud-la? Acaso h trigo na eira ou vinho no tanque de prensar uvas?"
28 Contudo ele perguntou: "Qual  o problema?"
Ela respondeu: "Esta mulher me disse: ``Vamos comer o seu filho hoje,
e amanh comeremos o meu''.
29 Ento cozinhamos o meu filho e o
comemos. No dia seguinte eu disse a ela que era a vez de comermos o seu
filho, mas ela o havia escondido".
30 Quando o rei ouviu as palavras da mulher, rasgou as prprias vestes.
Como estava sobre os muros, o povo viu que ele estava usando pano de
saco por baixo, junto ao corpo.
31 E ele disse: "Deus me castigue com
todo o rigor, se a cabea de Eliseu, filho de Safate, continuar hoje
sobre seus ombros!"
32 Ora, Eliseu estava sentado em sua casa, reunido com as autoridades
de Israel. O rei havia mandado um mensageiro  sua frente, mas, antes
que ele chegasse, Eliseu disse s autoridades: "Aquele assassino
mandou algum para cortar-me a cabea? Quando o mensageiro chegar,
fechem a porta e mantenham-na trancada. Vocs no esto ouvindo os
passos do seu senhor que vem atrs dele?"
33 Enquanto ainda lhes falava, o mensageiro chegou. Na mesma hora o rei
disse: "Esta desgraa vem do Senhor . Por que devo ainda ter esperana
no Senhor ?"
Notas de rodap:
[a] 6.25 Hebraico: 80 siclos. Um siclo equivalia a 12 gramas.
[b] 6.25 Hebraico: 1/4 de cabo. O cabo era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 1 e 2 litros.

II REIS-CAPITULO-7
1 Eliseu respondeu: "Ouam a palavra do Senhor ! Assim diz o Senhor :
``Amanh, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida
[a] de farinha como duas medidas de cevada sero vendidas por uma
pea [b] de prata''".
2 O oficial, em cujo brao o rei estava se apoiando, disse ao homem de
Deus: "Ainda que o Senhor abrisse as comportas do cu, ser que isso
poderia acontecer?"
Mas Eliseu advertiu: "Voc o ver com os prprios olhos, mas no
comer coisa alguma!"
O Cerco
3 Havia quatro leprosos [c] junto  porta da cidade. Eles
disseram uns aos outros: "Por que ficar aqui esperando a morte?
4 Se
resolvermos entrar na cidade, morreremos de fome, mas se ficarmos aqui,
tambm morreremos. Vamos, pois, ao acampamento dos arameus para nos
render. Se eles nos pouparem, viveremos; se nos matarem, morreremos".
5 Ao anoitecer, eles foram ao acampamento dos arameus. Quando chegaram
s imediaes do acampamento, viram que no havia ningum ali,
6 pois o
Senhor tinha feito os arameus ouvirem o rudo de um grande exrcito com
cavalos e carros de guerra, de modo que disseram uns aos outros:
"Ouam, o rei de Israel contratou os reis dos hititas e dos egpcios
para nos atacarem!"
7 Ento, para salvar sua vida, fugiram ao
anoitecer, abandonando tendas, cavalos e jumentos, deixando o
acampamento como estava.
8 Tendo chegado s imediaes do acampamento, os leprosos entraram numa
das tendas. Comeram e beberam, pegaram prata, ouro e roupas e saram
para esconder tudo. Depois voltaram e entraram noutra tenda, pegaram o
que quiseram e esconderam isso tambm.
9 Ento disseram uns aos outros: "No estamos agindo certo. Este  um
dia de boas notcias, e no podemos ficar calados. Se esperarmos at o
amanhecer, seremos castigados. Vamos imediatamente contar tudo no
palcio do rei".
10 Ento foram, chamaram as sentinelas da porta da cidade e lhes
contaram: "Entramos no acampamento arameu e no vimos nem ouvimos
ningum. Havia apenas cavalos e jumentos amarrados, e tendas
abandonadas".
11 As sentinelas da porta proclamaram a notcia, e ela
foi anunciada dentro do palcio.
12 O rei se levantou de noite e disse aos seus conselheiros: "Eu lhes
explicarei o que os arameus planejaram. Como sabem que estamos passando
fome, deixaram o acampamento e se esconderam no campo, pensando: ``Com
certeza eles sairo, e ento os pegaremos vivos e entraremos na
cidade''".
13 Um de seus conselheiros respondeu: "Manda que alguns homens
apanhem cinco dos cavalos que restam na cidade. O destino desses homens
ser o mesmo de todos os israelitas que ficarem, sim, como toda esta
multido condenada. Por isso vamos envi-los para descobrir o que
aconteceu".
14 Assim que prepararam dois carros de guerra com seus cavalos, o rei
os enviou atrs do exrcito arameu, ordenando aos condutores: "Vo e
descubram o que aconteceu".
15 Eles seguiram as pegadas do exrcito
at o Jordo e encontraram todo o caminho cheio de roupas e armas que os
arameus haviam deixado para trs enquanto fugiam. Os mensageiros
voltaram e relataram tudo ao rei.
16 Ento o povo saiu e saqueou o
acampamento dos arameus. Assim, tanto uma medida de farinha como duas
medidas de cevada passaram a ser vendidas por uma pea de prata,
conforme o Senhor tinha dito.
17 Ora, o rei havia posto o oficial em cujo brao tinha se apoiado como
encarregado da porta da cidade, mas quando o povo saiu, atropelou-o
junto  porta, e ele morreu, conforme o homem de Deus havia predito
quando o rei foi  sua casa.
18 Aconteceu conforme o homem de Deus
dissera ao rei: "Amanh, por volta desta hora, na porta de Samaria,
tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada sero vendidas
por uma pea de prata".
19 O oficial tinha contestado o homem de Deus perguntando: "Ainda que
o Senhor abrisse as comportas do cu, ser que isso poderia
acontecer?" O homem de Deus havia respondido: "Voc ver com os
prprios olhos, mas no comer coisa alguma!"
20 E foi exatamente
isso que lhe aconteceu, pois o povo o pisoteou junto  porta da cidade,
e ele morreu.
Notas de rodap:
[a] 7.1 Hebraico: 1 se . O se era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 7 e 14 litros.
[b] 7.1 Hebraico: 1 siclo. Um siclo equivalia a 12 gramas.
[c] 7.3 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele; tambm no versculo 8.

II REIS-CAPITULO-8
A Sunamita Recebe de Volta sua Propriedade
1 Eliseu tinha prevenido a me do menino que ele havia ressuscitado:
"Saia do pas com sua famlia e v morar onde puder, pois o Senhor
determinou para esta terra uma fome, que durar sete anos".
2 A
mulher seguiu o conselho do homem de Deus, partiu com sua famlia e
passou sete anos na terra dos filisteus.
3 Ao final dos sete anos ela voltou a Israel e fez um apelo ao rei para
readquirir sua casa e sua propriedade.
4 O rei estava conversando com
Geazi, servo do homem de Deus, e disse: "Conte-me todos os prodgios
que Eliseu tem feito".
5 Enquanto Geazi contava ao rei como Eliseu
havia ressuscitado o menino, a prpria me chegou para apresentar sua
petio ao rei a fim de readquirir sua casa e sua propriedade.
Geazi exclamou: "Esta  a mulher,  rei, meu senhor, e este  o filho
dela, a quem Eliseu ressuscitou".
6 O rei pediu que ela contasse o
ocorrido, e ela confirmou os fatos.
Ento ele designou um oficial para cuidar do caso dela e lhe ordenou:
"Devolva tudo o que lhe pertencia, inclusive toda a renda das
colheitas, desde que ela saiu do pas at hoje".
A Morte de Ben-Hadade
7 Certa ocasio, Eliseu foi a Damasco. Ben-Hadade, rei da Sria, estava
doente. Quando disseram ao rei: "O homem de Deus est na cidade",
8 ele ordenou a Hazael: "V encontrar-se com o homem de Deus e leve-lhe
um presente. Consulte o Senhor por meio dele; pergunte-lhe se vou me
recuperar desta doena".
9 Hazael foi encontrar-se com Eliseu, levando consigo de tudo o que
havia de melhor em Damasco, um presente carregado por quarenta camelos.
Ao chegar diante dele, Hazael disse: "Teu filho Ben-Hadade, rei da
Sria, enviou-me para perguntar se ele vai recuperar-se da sua
doena".
10 Eliseu respondeu: "V e diga-lhe: ``Com certeza te
recuperars'', no entanto [a] o Senhor me revelou que de fato
ele vai morrer".
11 Eliseu ficou olhando fixamente para Hazael at
deix-lo constrangido. Ento o homem de Deus comeou a chorar.
12 E perguntou Hazael: "Por que meu senhor est chorando?"
Ele respondeu: "Porque sei das coisas terrveis que voc far aos
israelitas. Voc incendiar suas fortalezas, matar seus jovens 
espada, esmagar as crianas e rasgar o ventre das suas mulheres
grvidas".
13 Hazael disse: "Como poderia teu servo, que no passa de um co,
realizar algo assim?"
Respondeu Eliseu: "O Senhor me mostrou que voc se tornar rei da
Sria".
14 Ento Hazael saiu dali e voltou para seu senhor. Quando Ben-Hadade
perguntou: "O que Eliseu lhe disse?", Hazael respondeu: "Ele me
falou que certamente te recuperars".
15 Mas, no dia seguinte, ele
apanhou um cobertor, encharcou-o e com ele sufocou o rei, at mat-lo. E
assim Hazael foi o seu sucessor.
O Reinado de Jeoro, Rei de Jud
16 No quinto ano de Joro, filho de Acabe, rei de Israel, sendo ainda
Josaf rei de Jud, Jeoro, seu filho, comeou a reinar em Jud.
17 Ele
tinha trinta e dois anos de idade quando comeou a reinar, e reinou oito
anos em Jerusalm.
18 Andou nos caminhos dos reis de Israel, como a
famlia de Acabe havia feito, pois se casou com uma filha de Acabe. E
fez o que o Senhor reprova.
19 Entretanto, por amor ao seu servo Davi,
o Senhor no quis destruir Jud. Ele havia prometido manter para sempre
um descendente de Davi no trono [b] .
20 Nos dias de Jeoro, os edomitas rebelaram-se contra o domnio de
Jud, proclamando seu prprio rei.
21 Por isso Jeoro foi a Zair com
todos os seus carros de guerra. L os edomitas cercaram Jeoro e os
chefes dos seus carros de guerra, mas ele os atacou de noite e rompeu o
cerco inimigo, e seu exrcito conseguiu fugir para casa.
22 E at hoje
Edom continua independente de Jud. Nessa mesma poca, a cidade de Libna
tambm tornou-se independente.
23 Os demais acontecimentos do reinado de Jeoro e todas as suas
realizaes esto escritos nos registros histricos dos reis de Jud.
24 Jeoro descansou com seus antepassados e foi sepultado com eles na
Cidade de Davi. E seu filho Acazias foi o seu sucessor.
O Reinado de Acazias, Rei de Jud
25 No dcimo segundo ano do reinado de Joro, filho de Acabe, rei de
Israel, Acazias, filho de Jeoro, rei de Jud, comeou a reinar.
26 Ele
tinha vinte e dois anos de idade quando comeou a reinar, e reinou um
ano em Jerusalm. O nome de sua me era Atalia, neta de Onri, rei de
Israel.
27 Ele andou nos caminhos da famlia de Acabe e fez o que o
Senhor reprova, como a famlia de Acabe havia feito, pois casou-se com
uma mulher da famlia de Acabe.
28 Acazias aliou-se a Joro, filho de Acabe, e saiu  guerra contra
Hazael, rei da Sria, em Ramote-Gileade. Joro foi ferido
29 e voltou a
Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos em Ramote [c] ,
na batalha contra Hazael, rei da Sria.
Acazias, rei de Jud, foi a Jezreel visitar Joro, que se recuperava de
seus ferimentos.
Notas de rodap:
[a] 8.10 Ou `` Com certeza no te recuperars'', pois
[b] 8.19 Hebraico: uma lmpada para ele e seus descendentes .
[c] 8.29 Hebraico: Ram , variante de Ramote .

II REIS-CAPITULO-9
Je  Consagrado Rei de Israel
1 Enquanto isso o profeta Eliseu chamou um dos discpulos dos profetas
e lhe disse: "Ponha a capa por dentro do cinto, pegue este frasco de
leo e v a Ramote-Gileade.
2 Quando l chegar, procure Je, filho de
Josaf e neto de Ninsi. Dirija-se a ele e leve-o para uma sala, longe
dos seus companheiros.
3 Depois pegue o frasco, derrame o leo sobre a
cabea dele e declare: ``Assim diz o Senhor : Eu o estou ungindo rei
sobre Israel''. Em seguida abra a porta e fuja sem demora!"
4 Ento o jovem profeta foi a Ramote-Gileade.
5 Ao chegar, encontrou
os comandantes do exrcito reunidos e disse: "Trago uma mensagem para
ti, comandante".
"Para qual de ns?", perguntou Je.
Ele respondeu: "Para ti, comandante".
6 Je levantou-se e entrou na casa. Ento o jovem profeta derramou o
leo na cabea de Je e declarou-lhe: "Assim diz o Senhor , o Deus de
Israel: ``Eu o estou ungindo rei de Israel, o povo do Senhor .
7 Voc
dar fim  famlia de Acabe, seu senhor, e assim eu vingarei o sangue de
meus servos, os profetas, e o sangue de todos os servos do Senhor ,
derramado por Jezabel.
8 Toda a famlia de Acabe perecer. Eliminarei
todos os de sexo masculino [a] de sua famlia em Israel, seja
escravo seja livre.
9 Tratarei a famlia de Acabe como tratei a de
Jeroboo, filho de Nebate, e a de Baasa, filho de Aas.
10 E Jezabel
ser devorada por ces num terreno em Jezreel, e ningum a
sepultar''". Ento ele abriu a porta e saiu correndo.
11 Quando Je voltou para junto dos outros oficiais do rei, um deles
lhe perguntou: "Est tudo bem? O que esse louco queria com voc?"
Je respondeu: "Vocs conhecem essa gente e sabem as coisas que eles
dizem".
12 Mas insistiram: "No nos engane! Conte-nos o que ele disse".
Ento Je contou: "Ele me disse o seguinte: ``Assim diz o Senhor : Eu
o estou ungindo rei sobre Israel''".
13 Imediatamente eles pegaram os seus mantos e os estenderam sobre os
degraus diante dele. Em seguida tocaram a trombeta e gritaram: "Je 
rei!"
A Morte de Joro e de Acazias
14 Ento Je, filho de Josaf e neto de Ninsi, comeou uma conspirao
contra o rei Joro, na poca em que este defendeu, com todo o Israel,
Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Sria.
15 O rei Joro tinha
voltado a Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos na batalha
contra Hazael, rei da Sria. Je props: "Se vocs me apiam, no
deixem ningum sair escondido da cidade para nos denunciar em
Jezreel".
16 Ento ele subiu em seu carro e foi para Jezreel, porque
Joro estava l se recuperando; e Acazias, rei de Jud, tinha ido
visit-lo.
17 Quando a sentinela que estava na torre de vigia de Jezreel percebeu
a tropa de Je se aproximando, gritou: "Estou vendo uma tropa!"
Joro ordenou: "Envie um cavaleiro ao encontro deles para perguntar se
eles vm em paz".
18 O cavaleiro foi ao encontro de Je e disse: "O rei pergunta:
``Vocs vm em paz?''"
Je respondeu: "No me venha falar em paz. Saia da minha frente".
A sentinela relatou: "O mensageiro chegou a eles, mas no est
voltando".
19 Ento o rei enviou um segundo cavaleiro. Quando chegou a eles disse:
"O rei pergunta: ``Vocs vm em paz?''"
Je respondeu: "No me venha falar em paz. Saia da minha frente".
20 A sentinela relatou: "Ele chegou a eles, mas tambm no est
voltando". E acrescentou: "O jeito do chefe da tropa guiar o carro 
como o de Je, neto de Ninsi; dirige como louco".
21 Joro ordenou que preparassem seu carro de guerra. Assim que ficou
pronto, Joro, rei de Israel, e Acazias, rei de Jud, saram, cada um em
seu carro, ao encontro de Je. Eles o encontraram na propriedade que
havia pertencido a Nabote, de Jezreel.
22 Quando Joro viu Je,
perguntou: "Voc vem em paz, Je?"
Je respondeu: "Como pode haver paz, enquanto continuam toda a
idolatria e as feitiarias de sua me Jezabel?"
23 Joro deu meia-volta e fugiu, gritando para Acazias: "Traio,
Acazias!"
24 Ento Je disparou seu arco com toda a fora e atingiu Joro nas
costas. A flecha atravessou-lhe o corao e ele caiu morto.
25 Je
disse a Bidcar, seu oficial: "Pegue o cadver e jogue-o nesta
propriedade que pertencia a Nabote, de Jezreel. Lembre-se da advertncia
que o Senhor proferiu contra Acabe, pai dele, quando juntos
acompanhvamos sua comitiva. Ele disse:
26 ``Ontem, vi o sangue de
Nabote e o sangue dos seus filhos, declara o Senhor , e com certeza
farei voc pagar por isso nesta mesma propriedade, declara o Senhor ''.
Agora, ento, pegue o cadver e jogue-o nesta propriedade, conforme a
palavra do Senhor ".
27 Vendo isso, Acazias, rei de Jud, fugiu na direo de Bete-Hag. Mas
Je o perseguiu, gritando: "Matem-no tambm!" Eles o atingiram em
seu carro de guerra na subida para Gur, perto de Ible, mas ele
conseguiu refugiar-se em Megido, onde morreu.
28 Seus oficiais o
levaram a Jerusalm e o sepultaram com seus antepassados em seu tmulo,
na Cidade de Davi.
29 Acazias havia se tornado rei de Jud no dcimo
primeiro ano de Joro, filho de Acabe.
A Morte de Jezabel
30 Em seguida Je entrou em Jezreel. Ao saber disso, Jezabel pintou os
olhos, arrumou o cabelo e ficou olhando de uma janela do palcio.
31 Quando Je passou pelo porto, ela gritou: "Como vai, Zinri, assassino
do seu senhor?"
32 Ele ergueu os olhos para a janela e gritou: "Quem de vocs est do
meu lado?" Dois ou trs oficiais olharam para ele.
33 Ento Je
ordenou: "Joguem essa mulher para baixo!" Eles a jogaram e o sangue
dela espirrou na parede e nos cavalos, e Je a atropelou.
34 Je entrou, comeu, bebeu e ordenou: "Peguem aquela maldita e
sepultem-na; afinal era filha de rei".
35 Mas, quando foram
sepult-la, s encontraram o crnio, os ps e as mos.
36 Ento
voltaram e contaram isso a Je, que disse: "Cumpriu-se a palavra do
Senhor anunciada por meio do seu servo Elias, o tesbita: Num terreno em
Jezreel ces devoraro a carne de Jezabel,
37 os seus restos mortais
sero espalhados num terreno em Jezreel, como esterco no campo, de modo
que ningum ser capaz de dizer: ``Esta  Jezabel''".
Notas de rodap:
[a] 9.8 Hebraico: os que urinam na parede.

II REIS-CAPITULO-10
A Morte da Famlia de Acabe
1 Ora, viviam em Samaria setenta descendentes de Acabe. Je escreveu
uma carta e a enviou a Samaria, aos lderes da cidade [a] , s
autoridades e aos tutores dos descendentes de Acabe. A carta dizia:
2 "Assim que receberem esta carta, vocs, que cuidam dos filhos do rei e
que tm carros de guerra e cavalos, uma cidade fortificada e armas,
3 escolham o melhor e o mais capaz dos filhos do rei e coloquem-no no
trono de seu pai. E lutem pela dinastia de seu senhor".
4 Eles, porm, estavam aterrorizados e disseram: "Se dois reis no
puderam enfrent-lo, como poderemos ns?"
5 Por isso o administrador do palcio, o governador da cidade, as
autoridades e os tutores enviaram esta mensagem a Je: "Somos teus
servos e faremos tudo o que exigires de ns. No proclamaremos nenhum
rei. Faze o que achares melhor".
6 Ento Je escreveu-lhes uma segunda carta que dizia: "Se vocs
esto do meu lado e esto dispostos a obedecer-me, tragam-me as cabeas
dos descendentes de seu senhor a Jezreel, amanh a esta hora".
Os setenta descendentes de Acabe estavam sendo criados pelas autoridades
da cidade.
7 Logo que receberam a carta, decapitaram todos os setenta,
colocaram as cabeas em cestos e as enviaram a Je, em Jezreel.
8 Ao
ser informado de que tinham trazido as cabeas, Je ordenou: "Faam
com elas dois montes junto  porta da cidade, para que fiquem expostas
l at amanh".
9 Na manh seguinte Je saiu e declarou a todo o povo: "Vocs so
inocentes! Fui eu que conspirei contra meu senhor e o matei, mas quem
matou todos estes?
10 Saibam, ento, que no deixar de se cumprir uma
s palavra que o Senhor falou contra a famlia de Acabe. O Senhor fez o
que prometeu por meio de seu servo Elias".
11 Ento Je matou todos
os que restavam da famlia de Acabe em Jezreel, bem como todos os seus
aliados influentes, os seus amigos pessoais e os seus sacerdotes, no
lhe deixando sobrevivente algum.
12 Depois Je partiu para Samaria. Em Bete-Equede dos Pastores
13 encontrou alguns parentes de Acazias, rei de Jud, e perguntou: "Quem
so vocs?"
Eles responderam: "Somos parentes de Acazias e estamos indo visitar as
famlias do rei e da rainha-me".
14 Ento Je ordenou aos seus soldados: "Peguem-nos vivos!" Ento
os pegaram e os mataram junto ao poo de Bete-Equede. Eram quarenta e
dois homens, e nenhum deles foi deixado vivo.
15 Saindo dali, Je encontrou Jonadabe, filho de Recabe, que tinha ido
falar com ele. Depois de saud-lo Je perguntou: "Voc est de acordo
com o que estou fazendo?"
Jonadabe respondeu: "Estou".
E disse Je: "Ento, d-me a mo". Jonadabe estendeu-lhe a mo, e
Je o ajudou a subir no carro,
16 e lhe disse: "Venha comigo e veja o
meu zelo pelo Senhor ". E o levou em seu carro.
17 Quando Je chegou a Samaria, matou todos os que restavam da famlia
de Acabe na cidade; ele os exterminou, conforme a palavra que o Senhor
tinha dito a Elias.
A Morte dos Ministros de Baal
18 Je reuniu todo o povo e declarou: "Acabe no cultuou o deus Baal
o bastante; eu, Je, o cultuarei muito mais.
19 Por isso convoquem
todos os profetas de Baal, todos os seus ministros e todos os seus
sacerdotes. Ningum dever faltar, pois oferecerei um grande sacrifcio
a Baal. Quem no vier, morrer". Mas Je estava agindo
traioeiramente, a fim de exterminar os ministros de Baal.
20 Ento Je ordenou: "Convoquem uma assemblia em honra a Baal".
Foi feita a proclamao
21 e ele enviou mensageiros por todo o Israel.
Todos os ministros de Baal vieram; nem um deles faltou. Eles se reuniram
no templo de Baal, que ficou completamente lotado.
22 E Je disse ao
encarregado das vestes cultuais: "Traga os mantos para todos os
ministros de Baal". E ele os trouxe.
23 Depois Je entrou no templo com Jonadabe, filho de Recabe, e disse
aos ministros de Baal: "Olhem em volta e certifiquem-se de que nenhum
servo do Senhor est aqui com vocs, mas somente ministros de Baal".
24 E eles se aproximaram para oferecer sacrifcios e holocaustos
[b] . Je havia posto oitenta homens do lado de fora, fazendo-lhes esta
advertncia: "Se um de vocs deixar escapar um s dos homens que estou
entregando a vocs, ser a sua vida pela dele".
25 Logo que Je terminou de oferecer o holocausto, ordenou aos guardas
e oficiais: "Entrem e matem todos! No deixem ningum escapar!" E
eles os mataram ao fio da espada, jogaram os corpos para fora e depois
entraram no santurio interno do templo de Baal.
26 Levaram a coluna
sagrada para fora do templo de Baal e a queimaram.
27 Assim destruram
a coluna sagrada de Baal e demoliram o seu templo, e at hoje o local
tem sido usado como latrina.
28 Assim Je eliminou a adorao a Baal em Israel.
29 No entanto, no
se afastou dos pecados de Jeroboo, filho de Nebate, pois levou Israel a
cometer o pecado de adorar os bezerros de ouro em Betel e em D.
30 E o Senhor disse a Je: "Como voc executou corretamente o que eu
aprovo, fazendo com a famlia de Acabe tudo o que eu queria, seus
descendentes ocuparo o trono de Israel at a quarta gerao".
31 Entretanto, Je no se preocupou em obedecer de todo o corao  lei do
Senhor , Deus de Israel, nem se afastou dos pecados que Jeroboo levara
Israel a cometer.
32 Naqueles dias, o Senhor comeou a reduzir o tamanho de Israel. O rei
Hazael conquistou todo o territrio israelita
33 a leste do Jordo,
incluindo toda a terra de Gileade. Conquistou desde Aroer, junto 
garganta do Arnom, at Bas, passando por Gileade, terras das tribos de
Gade, de Rben e de Manasss.
34 Os demais acontecimentos do reinado de Je, todos os seus atos e
todas as suas realizaes, esto escritos nos registros histricos dos
reis de Israel.
35 Je descansou com os seus antepassados e foi
sepultado em Samaria. Seu filho Jeoacaz foi seu sucessor.
36 Reinou Je
vinte e oito anos sobre Israel em Samaria.
Notas de rodap:
[a] 10.1 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Vulgata. O
Texto Massortico diz de Jezreel.
[b] 10.24 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm no
versculo 25.

II REIS-CAPITULO-11
Jos Escapa de Atalia
1 Quando Atalia, me de Acazias, soube que seu filho estava morto,
mandou matar toda a famlia real.
2 Mas Jeoseba, filha do rei Jeoro e
irm de Acazias, pegou Jos, um dos filhos do rei que iam ser
assassinados, e o colocou num quarto, junto com a sua ama, para
escond-lo de Atalia; assim ele no foi morto.
3 Seis anos ele ficou
escondido com ela no templo do Senhor , enquanto Atalia governava o
pas.
4 No stimo ano, o sacerdote Joiada mandou chamar  sua presena no
templo do Senhor os lderes dos batalhes de cem dos crios [a] e
dos guardas. E fez um acordo com eles no templo do Senhor , com
juramento. Depois lhes mostrou o filho do rei
5 e lhes ordenou:
"Vocs vo fazer o seguinte: Quando entrarem de servio no sbado, uma
companhia ficar de guarda no palcio real,
6 outra, na porta de Sur e
a terceira, na porta que fica atrs das outras companhias. Elas montaro
guarda no templo por turnos.
7 As outras duas companhias, que
normalmente no esto de servio [b] no sbado, ficaro de guarda
no templo, para proteger o rei.
8 Posicionem-se ao redor do rei, de
armas na mo. Matem todo o que se aproximar de suas fileiras [c]
 Acompanhem o rei aonde quer que ele for".
9 Os lderes dos batalhes de cem fizeram como o sacerdote Joiada havia
ordenado. Cada um levou seus soldados, tanto os que estavam entrando em
servio no sbado como os que estavam saindo, ao sacerdote Joiada.
10 Ento ele deu aos lderes dos batalhes de cem as lanas e os escudos
que haviam pertencido ao rei Davi e que estavam no templo do Senhor .
11 Os guardas, todos armados, posicionaram-se em volta do rei, junto do
altar e em torno do templo, desde o lado sul at o lado norte do templo.
12 Depois Joiada trouxe para fora Jos, o filho do rei, colocou nele a
coroa e lhe entregou uma cpia da aliana. Ento o proclamaram rei,
ungindo-o, e o povo aplaudia e gritava: "Viva o rei!"
13 Quando Atalia ouviu o barulho dos guardas e do povo, foi ao templo
do Senhor , onde estava o povo,
14 e onde ela viu o rei, em p junto 
coluna, conforme o costume. Os oficiais e os tocadores de corneta
estavam ao lado do rei, e todo o povo se alegrava ao som das cornetas.
Ento Atalia rasgou suas vestes e gritou: "Traio! Traio!"
15 O sacerdote Joiada ordenou aos lderes dos batalhes de cem que
estavam no comando das tropas: "Levem-na para fora por entre as
fileiras, e matem  espada quem a seguir". Pois o sacerdote dissera:
"Ela no ser morta no templo do Senhor ".
16 Ento eles a
prenderam e a levaram ao lugar onde os cavalos entram no terreno do
palcio, e l a mataram.
17 E Joiada fez uma aliana entre o Senhor , o rei e o povo, para que
fossem o povo do Senhor ; tambm fez um acordo entre o rei e o povo.
18 Depois todo o povo foi ao templo de Baal e o derrubou. Despedaaram os
altares e os dolos e mataram Mat, sacerdote de Baal, em frente dos
altares.
A seguir o sacerdote Joiada colocou guardas no templo do Senhor .
19 Levou consigo os lderes dos batalhes de cem crios, os guardas e todo
o povo e, juntos, conduziram o rei do templo ao palcio, passando pela
porta da guarda. O rei ento ocupou seu lugar no trono real,
20 e todo
o povo se alegrou. E a cidade acalmou-se depois que Atalia foi morta 
espada no palcio.
21 Jos tinha sete anos de idade quando comeou a reinar.
Notas de rodap:
[a] 11.4 Isto , mercenrios que vinham da sia Menor; tambm no
versculo 19.
[b] 11.7 Ou As duas companhias que sarem do servio
[c] 11.8 Ou do local ; tambm no versculo 15.

II REIS-CAPITULO-12
A Reparao do Templo
1 No stimo ano do reinado de Je, Jos comeou a reinar, e reinou
quarenta anos em Jerusalm. O nome de sua me era Zbia; ela era de
Berseba.
2 Jos fez o que o Senhor aprova durante todos os anos em que
o sacerdote Joiada o orientou.
3 Contudo, os altares idlatras no
foram derrubados; o povo continuava a oferecer sacrifcios e a queimar
incenso neles.
4 Jos ordenou aos sacerdotes: "Renam toda a prata trazida como
ddiva sagrada ao templo do Senhor : a prata recolhida no recenseamento,
a prata recebida de votos pessoais e a que foi trazida voluntariamente
ao templo.
5 Cada sacerdote recolha a prata de um dos tesoureiros para
que seja usada na reforma do templo".
6 Contudo, no vigsimo terceiro ano do reinado de Jos, os sacerdotes
ainda no tinham feito as reformas.
7 Por isso o rei Jos chamou o
sacerdote Joiada e os outros sacerdotes e lhes perguntou: "Por que
vocs no esto fazendo as reformas no templo? No recolham mais prata
com seus tesoureiros, mas deixem-na para as reformas".
8 Os
sacerdotes concordaram em no mais receberem nenhuma prata do povo e em
no serem mais os encarregados dessas reformas.
9 Ento o sacerdote Joiada pegou uma caixa, fez um furo na tampa e
colocou-a ao lado do altar,  direita de quem entra no templo do Senhor
 Os sacerdotes que guardavam a entrada colocavam na caixa toda a prata
trazida ao templo do Senhor .
10 Sempre que havia uma grande quantidade
de prata na caixa, o secretrio real e o sumo sacerdote vinham, pesavam
a prata trazida ao templo do Senhor e a colocavam em sacolas.
11 Depois
de pesada, entregavam a prata aos supervisores do trabalho no templo.
Assim pagavam aqueles que trabalhavam no templo do Senhor : os
carpinteiros e os construtores,
12 os pedreiros e os cortadores de
pedras. Tambm compravam madeira e pedras lavradas para os consertos a
serem feitos no templo do Senhor e cobriam todas as outras despesas.
13 A prata trazida ao templo no era utilizada na confeco de bacias
de prata, cortadores de pavio, bacias para asperso, cornetas ou
quaisquer outros utenslios de ouro ou prata para o templo do Senhor ;
14 era usada como pagamento dos trabalhadores, e eles a empregavam para
o reparo do templo.
15 No se exigia prestao de contas dos que
pagavam os trabalhadores, pois agiam com honestidade.
16 Mas a prata
das ofertas pela culpa e das ofertas pelo pecado no era levada ao
templo do Senhor , pois pertencia aos sacerdotes.
17 Nessa poca, Hazael, rei da Sria, atacou Gate e a conquistou.
Depois decidiu atacar Jerusalm.
18 Ento Jos, rei de Jud, apanhou
todos os objetos consagrados por seus antepassados Josaf, Jeoro e
Acazias, reis de Jud, e os que ele mesmo havia consagrado, e todo o
ouro encontrado no depsito do templo do Senhor e do palcio real, e
enviou tudo a Hazael, rei da Sria, que, assim, desistiu de atacar
Jerusalm.
19 Os demais acontecimentos do reinado de Jos e as suas realizaes
esto todos escritos no livro dos registros histricos dos reis de Jud.
20 Dois de seus oficiais conspiraram contra ele e o assassinaram em
Bete-Milo, no caminho que desce para Sila.
21 Os oficiais que o
assassinaram foram Jozabade, filho de Simeate, e Jeozabade, filho de
Somer. Ele morreu e foi sepultado junto aos seus antepassados na Cidade
de Davi. E seu filho Amazias foi o seu sucessor.

II REIS-CAPITULO-13
O Reinado de Jeoacaz, Rei de Israel
1 No vigsimo terceiro ano do reinado de Jos, filho de Acazias, rei
de Jud, Jeoacaz, filho de Je, tornou-se rei de Israel em Samaria, e
reinou dezessete anos.
2 Ele fez o que o Senhor reprova, seguindo os
pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara Israel a cometer; e no se
afastou deles.
3 Por isso a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e
por longo tempo ele os manteve sob o poder de Hazael, rei da Sria, e de
seu filho Ben-Hadade.
4 Ento Jeoacaz buscou o favor do Senhor , e este o atendeu, pois viu
quanto o rei da Sria oprimia Israel.
5 O Senhor providenciou um
libertador para Israel, que escapou do poder da Sria. Assim os
israelitas moraram em suas casas como anteriormente.
6 Mas continuaram
a praticar os pecados que a dinastia de Jeroboo havia levado Israel a
cometer, permanecendo neles. Inclusive o poste sagrado permanecia em p
em Samaria.
7 De todo o exrcito de Jeoacaz s restaram cinqenta cavaleiros, dez
carros de guerra e dez mil soldados de infantaria, pois o rei da Sria
havia destrudo a maior parte, reduzindo-a a p.
8 Os demais acontecimentos do reinado de Jeoacaz, os seus atos e tudo o
que realizou, esto escritos nos registros histricos dos reis de
Israel.
9 Jeoacaz descansou com os seus antepassados e foi sepultado em
Samaria. Seu filho Jeos foi o seu sucessor.
O Reinado de Jeos, Rei de Israel
10 No trigsimo stimo ano do reinado de Jos, rei de Jud, Jeos,
filho de Jeoacaz, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dezesseis
anos.
11 Ele fez o que o Senhor reprova e no se desviou de nenhum dos
pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara Israel a cometer; antes
permaneceu neles.
12 Os demais acontecimentos do reinado de Jeos, os seus atos e as suas
realizaes, inclusive sua guerra contra Amazias, rei de Jud, esto
escritos no livro dos registros histricos dos reis de Israel.
13 Jeos
descansou com os seus antepassados e Jeroboo o sucedeu no trono. Jeos
foi sepultado com os reis de Israel em Samaria.
14 Ora, Eliseu estava sofrendo da doena da qual morreria. Ento Jeos,
rei de Israel, foi visit-lo e, curvado sobre ele, chorou gritando:
"Meu pai! Meu pai! Tu s como os carros e os cavaleiros de Israel!"
15 E Eliseu lhe disse: "Traga um arco e algumas flechas", e ele
assim fez.
16 "Pegue o arco em suas mos", disse ao rei de Israel.
Quando pegou, Eliseu ps suas mos sobre as mos do rei
17 e lhe disse:
"Abra a janela que d para o leste e atire". O rei o fez, e Eliseu
declarou: "Esta  a flecha da vitria do Senhor , a flecha da vitria
sobre a Sria! Voc destruir totalmente os arameus, em Afeque".
18 Em seguida Eliseu mandou o rei pegar as flechas e golpear o cho.
Ele golpeou o cho trs vezes e parou.
19 O homem de Deus ficou irado
com ele e disse: "Voc deveria ter golpeado o cho cinco ou seis
vezes; assim iria derrotar a Sria e a destruiria completamente. Mas
agora voc a vencer somente trs vezes".
20 Ento Eliseu morreu e foi sepultado.
Ora, tropas moabitas costumavam entrar no pas a cada primavera.
21 Certa vez, enquanto alguns israelitas sepultavam um homem, viram de
repente uma dessas tropas; ento jogaram o corpo do homem no tmulo de
Eliseu e fugiram. Assim que o cadver encostou nos ossos de Eliseu, o
homem voltou  vida e se levantou.
22 Hazael, rei da Sria, oprimiu os israelitas durante todo o reinado
de Jeoacaz.
23 Mas o Senhor foi bondoso para com eles, teve compaixo e
mostrou preocupao por eles, por causa da sua aliana com Abrao,
Isaque e Jac. At hoje ele no se disps a destru-los ou a elimin-los
de sua presena.
24 E Hazael, rei da Sria, morreu, e seu filho Ben-Hadade foi o seu
sucessor.
25 Ento Jeos, filho de Jeoacaz, conquistou de Ben-Hadade,
filho de Hazael, as cidades que em combate Hazael havia tomado de seu
pai Jeoacaz. Trs vezes Jeos o venceu e, assim, reconquistou aquelas
cidades israelitas.

II REIS-CAPITULO-14
O Reinado de Amazias, Rei de Jud
1 No segundo ano do reinado de Jeos, filho de Jeoacaz, rei de Israel,
Amazias, filho de Jos, rei de Jud, comeou a reinar.
2 Ele tinha
vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar, e reinou vinte e
nove anos em Jerusalm. O nome de sua me era Jeoad; ela era de
Jerusalm.
3 Ele fez o que o Senhor aprova, mas no como Davi, seu
predecessor. Em tudo seguiu o exemplo do seu pai Jos.
4 Mas os altares
no foram derrubados; o povo continuava a oferecer sacrifcios e a
queimar incenso neles.
5 Quando Amazias sentiu que tinha o reino sob pleno controle, mandou
executar os oficiais que haviam assassinado o rei, seu pai.
6 Contudo,
no matou os filhos dos assassinos, de acordo com o que est escrito no
Livro da Lei de Moiss, onde o Senhor ordenou: "Os pais no morrero
no lugar dos filhos, nem os filhos no lugar dos pais; cada um morrer
pelo seu prprio pecado" [a] .
7 Foi ele que derrotou dez mil edomitas no vale do Sal e conquistou a
cidade de Sel em combate, dando-lhe o nome de Jocteel, nome que tem at
hoje.
8 Ento Amazias enviou mensageiros a Jeos, filho de Jeoacaz e neto de
Je, rei de Israel, com este desafio: "Venha me enfrentar".
9 Jeos, porm, respondeu a Amazias: "O espinheiro do Lbano enviou
uma mensagem ao cedro do Lbano: ``D sua filha em casamento a meu
filho''. Mas um animal selvagem do Lbano veio e pisoteou o espinheiro.
10 De fato, voc derrotou Edom e agora est arrogante. Comemore a sua
vitria, mas fique em casa! Por que provocar uma desgraa que levar
voc e tambm Jud  runa?"
11 Amazias no quis ouvi-lo, e Jeos, rei de Israel, o atacou. Ele e
Amazias, rei de Jud, enfrentaram-se em Bete-Semes, em Jud.
12 Jud
foi derrotado por Israel, e seus soldados fugiram para as suas casas.
13 Jeos capturou Amazias, filho de Jos e neto de Acazias, em
Bete-Semes. Ento Jeos foi a Jerusalm e derrubou cento e oitenta
metros [b] do muro da cidade, desde a porta de Efraim at a porta
da Esquina.
14 Ele se apoderou de todo o ouro, de toda a prata e de
todos os utenslios encontrados no templo do Senhor e nos depsitos do
palcio real. Tambm fez refns e, ento, voltou para Samaria.
15 Os demais acontecimentos do reinado de Jeos, os seus atos e todas
as suas realizaes, inclusive sua guerra contra Amazias, rei de Jud,
esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
16 Jeos
descansou com seus antepassados e foi sepultado com os reis de Israel em
Samaria. E seu filho Jeroboo foi o seu sucessor.
17 Amazias, filho de Jos, rei de Jud, viveu ainda mais quinze anos
depois da morte de Jeos, filho de Jeoacaz, rei de Israel.
18 Os demais
acontecimentos do reinado de Amazias esto escritos nos registros
histricos dos reis de Jud.
19 Vtima de uma conspirao em Jerusalm, ele fugiu para Lquis, mas o
perseguiram at l e o mataram.
20 Seu corpo foi trazido de volta a
cavalo e sepultado em Jerusalm, junto aos seus antepassados, na Cidade
de Davi.
21 Ento todo o povo de Jud proclamou rei a Azarias [c] , de
dezesseis anos de idade, no lugar de seu pai, Amazias.
22 Foi ele que
reconquistou e reconstruiu a cidade de Elate para Jud, depois que
Amazias descansou com os seus antepassados.
O Reinado de Jeroboo, Rei de Israel
21 No dcimo quinto ano do reinado de Amazias, filho de Jos, rei de
Jud, Jeroboo, filho de Jeos, rei de Israel, tornou-se rei em Samaria
e reinou quarenta e um anos.
24 Ele fez o que o Senhor reprova e no se
desviou de nenhum dos pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara
Israel a cometer.
25 Foi ele que restabeleceu as fronteiras de Israel
desde Lebo-Hamate at o mar da Arab [d] , conforme a palavra do
Senhor , Deus de Israel, anunciada pelo seu servo Jonas, filho de
Amitai, profeta de Gate-Hfer.
26 O Senhor viu a amargura com que todos em Israel, tanto escravos
quanto livres, estavam sofrendo; no havia ningum para socorr-los.
27 Visto que o Senhor no dissera que apagaria o nome de Israel de debaixo
do cu, ele os libertou pela mo de Jeroboo, filho de Jeos.
28 Os demais acontecimentos do reinado de Jeroboo, os seus atos e as
suas realizaes militares, inclusive a maneira pela qual recuperou para
Israel Damasco e Hamate, que haviam pertencido a Iaudi [e] ,
esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
29 Jeroboo
descansou com os seus antepassados, os reis de Israel. Seu filho
Zacarias foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 14.6 Dt 24.16.
[b] 14.13 Hebraico: 400 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.
[c] 14.21 Tambm chamado Uzias.
[d] 14.25 Isto , o mar Morto.
[e] 14.28 Ou Jud

II REIS-CAPITULO-15
O Reinado de Azarias, Rei de Jud
1 No vigsimo stimo ano do reinado de Jeroboo, rei de Israel,
Azarias, filho de Amazias, rei de Jud, comeou a reinar.
2 Tinha
dezesseis anos de idade quando se tornou rei, e reinou cinqenta e dois
anos em Jerusalm. Sua me era de Jerusalm e chamava-se Jecolias.
3 Ele fez o que o Senhor aprova, tal como o seu pai Amazias.
4 Contudo,
os altares idlatras no foram derrubados; o povo continuava a oferecer
sacrifcios e a queimar incenso neles.
5 O Senhor feriu o rei com lepra [a] , at o dia de sua morte.
Durante todo esse tempo ele morou numa casa separada [b] . Joto,
filho do rei, tomava conta do palcio e governava o povo.
6 Os demais acontecimentos do reinado de Azarias e todas as suas
realizaes esto escritos nos registros histricos dos reis de Jud.
7 Azarias descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto a eles
na Cidade de Davi. Seu filho Joto foi o seu sucessor.
O Reinado de Zacarias, Rei de Israel
8 No trigsimo oitavo ano do reinado de Azarias, rei de Jud, Zacarias,
filho de Jeroboo, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou seis
meses.
9 Ele fez o que o Senhor reprova, como seus antepassados haviam
feito. No se desviou dos pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara
Israel a cometer.
10 Salum, filho de Jabes, conspirou contra Zacarias. Ele o atacou na
frente do povo [c] , assassinou-o e foi o seu sucessor.
11 Os
demais acontecimentos do reinado de Zacarias esto escritos nos
registros histricos dos reis de Israel.
12 Assim se cumpriu a palavra
do Senhor anunciada a Je: "Seus descendentes ocuparo o trono de
Israel at a quarta gerao".
O Reinado de Salum, Rei de Israel
13 Salum, filho de Jabes, comeou a reinar no trigsimo oitavo ano do
reinado de Uzias, rei de Jud, e reinou um ms em Samaria.
14 Ento
Menam, filho de Gadi, foi de Tirza a Samaria e atacou Salum, filho de
Jabes, assassinou-o e foi o seu sucessor.
15 Os demais acontecimentos
do reinado de Salum e a conspirao que liderou esto escritos nos
registros histricos dos reis de Israel.
16 Naquela ocasio Menam, partindo de Tirza, atacou Tifsa e todos que
estavam na cidade e seus arredores, porque eles se recusaram a abrir as
portas da cidade. Saqueou Tifsa e rasgou ao meio todas as mulheres
grvidas.
O Reinado de Menam, Rei de Israel
17 No trigsimo nono ano do reinado de Azarias, rei de Jud, Menam,
filho de Gadi, tornou-se rei de Israel, e reinou dez anos em Samaria.
18 Ele fez o que o Senhor reprova. Durante todo o seu reinado no se
desviou dos pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara Israel a
cometer.
19 Ento Pul [d] , rei da Assria, invadiu o pas, e Menam lhe
deu trinta e cinco toneladas [e] de prata para obter seu apoio e
manter-se no trono.
20 Menam cobrou essa quantia de Israel. Todos os
homens de posses tiveram de contribuir com seiscentos gramas [f]
de prata no pagamento ao rei da Assria. Ento ele interrompeu a invaso
e foi embora.
21 Os demais acontecimentos do reinado de Menam e todas as suas
realizaes esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
22 Menam descansou com os seus antepassados, e seu filho Pecaas foi o
seu sucessor.
O Reinado de Pecaas, Rei de Israel
23 No qinquagsimo ano do reinado de Azarias, rei de Jud, Pecaas,
filho de Menam, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dois anos.
24 Pecaas fez o que o Senhor reprova. No se desviou dos pecados que
Jeroboo, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
25 Um dos seus
principais oficiais, Peca, filho de Remalias, conspirou contra ele.
Levando consigo cinqenta homens de Gileade, assassinou Pecaas e tambm
Argobe e Ari, na cidadela do palcio real em Samaria. Assim Peca matou
Pecaas e foi o seu sucessor.
26 Os demais acontecimentos do reinado de Pecaas e todas as suas
realizaes esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
O Reinado de Peca, Rei de Israel
27 No qinquagsimo segundo ano do reinado de Azarias, rei de Jud,
Peca, filho de Remalias, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou
vinte anos.
28 Ele fez o que o Senhor reprova. No se desviou dos
pecados que Jeroboo, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
29 Durante o seu reinado, Tiglate-Pileser, rei da Assria, invadiu e
conquistou Ijom, Abel-Bete-Maaca, Janoa, Quedes e Hazor. Tomou Gileade e
a Galilia, inclusive toda a terra de Naftali, e deportou o povo para a
Assria.
30 Ento Osias, filho de El, conspirou contra Peca, filho de
Remalias. Ele o atacou e o assassinou, tornando-se o seu sucessor no
vigsimo ano do reinado de Joto, filho de Uzias.
31 Os demais acontecimentos do reinado de Peca e todas as suas
realizaes esto escritos nos registros histricos dos reis de Israel.
O Reinado de Joto, Rei de Jud
32 No segundo ano do reinado de Peca, filho de Remalias, rei de Israel,
Joto, filho de Uzias, rei de Jud, comeou a reinar.
33 Ele tinha
vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar, e reinou dezesseis
anos em Jerusalm. O nome da sua me era Jerusa, filha de Zadoque.
34 Ele fez o que o Senhor aprova, tal como seu pai Uzias.
35 Contudo, os
altares idlatras no foram derrubados; o povo continuou a oferecer
sacrifcios e a queimar incenso neles. Joto reconstruiu a porta
superior do templo do Senhor .
36 Os demais acontecimentos do reinado de Joto e as suas realizaes
esto escritos nos registros histricos dos reis de Jud.
37 (Naqueles
dias o Senhor comeou a enviar Rezim, rei da Sria, e Peca, filho de
Remalias, contra Jud.)
38 Joto descansou com os seus antepassados e
foi sepultado junto a eles na Cidade de Davi, seu predecessor. Seu filho
Acaz foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 15.5 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[b] 15.5 Ou casa onde estava desobrigado de suas responsabilidades
[c] 15.10 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem atacou em Ible.
[d] 15.19 Tambm chamado Tiglate-Pileser.
[e] 15.19 Hebraico: 1.000 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[f] 15.20 Hebraico: 50 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

II REIS-CAPITULO-16
O Reinado de Acaz, Rei de Jud
1 No dcimo stimo ano do reinado de Peca, filho de Remalias, Acaz,
filho de Joto, rei de Jud, comeou a reinar.
2 Acaz tinha vinte anos
de idade quando comeou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalm.
Ao contrrio de Davi, seu predecessor, no fez o que o Senhor , o seu
Deus, aprova.
3 Andou nos caminhos dos reis de Israel e chegou at a
queimar o seu filho em sacrifcio, imitando os costumes detestveis das
naes que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas.
4 Tambm
ofereceu sacrifcios e queimou incenso nos altares idlatras, no alto
das colinas e debaixo de toda rvore frondosa.
5 Ento Rezim, rei da Sria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel,
saram para lutar contra Acaz e sitiaram Jerusalm, mas no conseguiram
venc-lo.
6 Naquela ocasio, Rezim recuperou Elate para a Sria,
expulsando os homens de Jud. Os edomitas ento se mudaram para Elate,
onde vivem at hoje.
7 Acaz enviou mensageiros para dizer a Tiglate-Pileser, rei da Assria:
"Sou teu servo e teu vassalo. Vem salvar-me das mos do rei da Sria e
do rei de Israel, que esto me atacando".
8 Acaz ajuntou a prata e o
ouro encontrados no templo do Senhor e nos depsitos do palcio real e
enviou-os como presente ao rei da Assria.
9 Este atendeu o pedido,
atacou Damasco e a conquistou. Deportou seus habitantes para Quir e
matou Rezim.
10 Ento o rei Acaz foi a Damasco encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei
da Assria. Ele viu o altar que havia em Damasco e mandou ao sacerdote
Urias um modelo do altar, com informaes detalhadas para a sua
construo.
11 O sacerdote Urias construiu um altar conforme as
instrues que o rei Acaz tinha enviado de Damasco e o terminou antes do
retorno do rei Acaz.
12 Quando o rei voltou de Damasco e viu o altar,
aproximou-se dele e apresentou ofertas [a] sobre ele.
13 Ofereceu seu holocausto [b] e sua oferta de cereal, derramou sua
oferta de bebidas [c] e aspergiu sobre o altar o sangue dos seus
sacrifcios de comunho [d] .
14 Ele tirou da frente do templo,
da parte entre o altar e o templo do Senhor , o altar de bronze que
ficava diante do Senhor e o colocou no lado norte do altar.
15 Ento o rei Acaz deu estas ordens ao sacerdote Urias: "No altar
grande, oferea o holocausto da manh e a oferta de cereal da tarde, o
holocausto do rei e sua oferta de cereal, e o holocausto, a oferta de
cereal e a oferta derramada de todo o povo. Espalhe sobre o altar todo o
sangue dos holocaustos e dos sacrifcios. Mas utilizarei o altar de
bronze para buscar orientao".
16 E o sacerdote Urias fez como o rei
Acaz tinha ordenado.
17 O rei tirou os painis laterais e retirou as pias dos estrados
mveis. Tirou o tanque de cima dos touros de bronze que o sustentavam e
o colocou sobre uma base de pedra.
18 Por causa do rei da Assria,
tirou a cobertura que se usava no sbado [e] , que fora
construda no templo, e suprimiu a entrada real do lado de fora do
templo do Senhor .
19 Os demais acontecimentos do reinado de Acaz e suas realizaes esto
escritos nos registros histricos dos reis de Jud.
20 Acaz descansou
com os seus antepassados e foi sepultado junto a eles na Cidade de Davi.
Seu filho Ezequias foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 16.12 Ou e subiu
[b] 16.13 Isto , sacrifcio totalmente queimado.
[c] 16.13 Veja Nm 28.7.
[d] 16.13 Ou de paz
[e] 16.18 Ou a plataforma de seu trono

II REIS-CAPITULO-17
O Reinado de Osias, o ltimo Rei de Israel
1 No dcimo segundo ano do reinado de Acaz, rei de Jud, Osias, filho
de El, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou nove anos.
2 Ele
fez o que o Senhor reprova, mas no como os reis de Israel que o
precederam.
3 Salmaneser, rei da Assria, foi atacar Osias, que fora seu vassalo e
lhe pagara tributo.
4 Mas o rei da Assria descobriu que Osias era um
traidor, pois havia mandado emissrios a S, rei do Egito, e j no
pagava mais o tributo, como costumava fazer anualmente. Por isso,
Salmaneser mandou lan-lo na priso.
5 O rei da Assria invadiu todo o
pas, marchou contra Samaria e a sitiou por trs anos.
6 No nono ano do
reinado de Osias, o rei assrio conquistou Samaria e deportou os
israelitas para a Assria. Ele os colocou em Hala, em Goz do rio Habor
e nas cidades dos medos.
Israel  Castigado com o Exlio
7 Tudo isso aconteceu porque os israelitas haviam pecado contra o
Senhor , o seu Deus, que os tirara do Egito, de sob o poder do fara,
rei do Egito. Eles prestaram culto a outros deuses
8 e seguiram os
costumes das naes que o Senhor havia expulsado de diante deles, bem
como os costumes que os reis de Israel haviam introduzido.
9 Os
israelitas praticaram o mal secretamente contra o Senhor , o seu Deus.
Em todas as suas cidades, desde as torres das sentinelas at as cidades
fortificadas, eles construram altares idlatras.
10 Ergueram colunas
sagradas e postes sagrados em todo monte alto e debaixo de toda rvore
frondosa.
11 Em todos os altares idlatras queimavam incenso, como
faziam as naes que o Senhor havia expulsado de diante deles. Fizeram
males que provocaram o Senhor  ira.
12 Prestaram culto a dolos,
embora o Senhor houvesse dito: "No faam isso".
13 O Senhor
advertiu Israel e Jud por meio de todos os seus profetas e videntes:
"Desviem-se de seus maus caminhos. Obedeam s minhas ordenanas e aos
meus decretos, de acordo com toda a Lei que ordenei aos seus
antepassados que obedecessem e que lhes entreguei por meio de meus
servos, os profetas".
14 Mas eles no quiseram ouvir e foram obstinados como seus
antepassados, que no confiaram no Senhor , o seu Deus.
15 Rejeitaram
os seus decretos, a aliana que ele tinha feito com os seus antepassados
e as suas advertncias. Seguiram dolos inteis, tornando-se eles mesmos
inteis. Imitaram as naes ao seu redor, embora o Senhor lhes tivesse
ordenado: "No as imitem".
16 Abandonaram todos os mandamentos do Senhor , o seu Deus, e fizeram
para si dois dolos de metal na forma de bezerros e um poste sagrado de
Aser. Inclinaram-se diante de todos os exrcitos celestiais e prestaram
culto a Baal.
17 Queimaram seus filhos e filhas em sacrifcio.
Praticaram adivinhao e feitiaria e venderam-se para fazer o que o
Senhor reprova, provocando-o  ira.
18 Ento o Senhor indignou-se muito contra Israel e os expulsou da sua
presena. S a tribo de Jud escapou,
19 mas nem ela obedeceu aos
mandamentos do Senhor , o seu Deus. Seguiram os costumes que Israel
havia introduzido.
20 Por isso o Senhor rejeitou todo o povo de Israel;
ele o afligiu e o entregou nas mos de saqueadores, at expuls-lo da
sua presena.
21 Quando o Senhor separou Israel da dinastia de Davi, os israelitas
escolheram como rei Jeroboo, filho de Nebate, que induziu Israel a
deixar de seguir o Senhor e o levou a cometer grande pecado.
22 Os
israelitas permaneceram em todos os pecados de Jeroboo e no se
desviaram deles,
23 at que o Senhor os afastou de sua presena,
conforme os havia advertido por meio de todos os seus servos, os
profetas. Assim, o povo de Israel foi tirado de sua terra e levado para
o exlio na Assria, onde ainda hoje permanecem.
O Repovoamento de Samaria
24 O rei da Assria trouxe gente da Babilnia, de Cuta, de Ava, de
Hamate e de Sefarvaim e os estabeleceu nas cidades de Samaria para
substituir os israelitas. Eles ocuparam Samaria e habitaram em suas
cidades.
25 Quando comearam a viver ali, no adoravam o Senhor ; por
isso ele enviou lees para o meio deles, que mataram alguns dentre o
povo.
26 Ento informaram o rei da Assria: "Os povos que deportaste
e fizeste morar nas cidades de Samaria no sabem o que o Deus daquela
terra exige. Ele enviou lees para mat-los, pois desconhecem as suas
exigncias".
27 Ento o rei da Assria deu esta ordem: "Faam um dos sacerdotes de
Samaria que vocs levaram prisioneiros retornar e viver ali para ensinar
as exigncias do deus da terra".
28 Ento um dos sacerdotes exilados
de Samaria veio morar em Betel e lhes ensinou a adorar o Senhor .
29 No entanto, cada grupo fez seus prprios deuses nas diversas cidades
em que moravam e os puseram nos altares idlatras que o povo de Samaria
havia feito.
30 Os da Babilnia fizeram Sucote-Benote, os de Cuta
fizeram Nergal e os de Hamate fizeram Asima;
31 os aveus fizeram Nibaz
e Tartaque; os sefarvitas queimavam seus filhos em sacrifcio a
Adrameleque e Anameleque, deuses de Sefarvaim.
32 Eles adoravam o
Senhor , mas tambm nomeavam qualquer pessoa para lhes servir como
sacerdote nos altares idlatras.
33 Adoravam o Senhor , mas tambm
prestavam culto aos seus prprios deuses, conforme os costumes das
naes de onde haviam sido trazidos.
34 At hoje eles continuam em suas antigas prticas. No adoram o
Senhor nem se comprometem com os decretos, com as ordenanas, com as
leis e com os mandamentos que o Senhor deu aos descendentes de Jac, a
quem deu o nome de Israel.
35 Quando o Senhor fez uma aliana com os
israelitas, ele lhes ordenou: "No adorem outros deuses, no se
inclinem diante deles, no lhes prestem culto nem lhes ofeream
sacrifcio.
36 Mas o Senhor , que os tirou do Egito com grande poder e
com brao forte,  quem vocs adoraro. Diante dele vocs se inclinaro
e lhe oferecero sacrifcios.
37 Vocs sempre tomaro o cuidado de
obedecer aos decretos, s ordenanas, s leis e aos mandamentos que lhes
prescreveu. No adorem outros deuses.
38 No esqueam a aliana que fiz
com vocs e no adorem outros deuses.
39 Antes, adorem o Senhor , o seu
Deus; ele os livrar das mos de todos os seus inimigos".
40 Contudo, eles no lhe deram ateno, mas continuaram em suas antigas
prticas.
41 Mesmo quando esses povos adoravam o Senhor , tambm
prestavam culto aos seus dolos. At hoje seus filhos e seus netos
continuam a fazer o que os seus antepassados faziam.

II REIS-CAPITULO-18
O Reinado de Ezequias, Rei de Jud
1 No terceiro ano do reinado de Osias, filho de El, rei de Israel,
Ezequias, filho de Acaz, rei de Jud, comeou a reinar.
2 Ele tinha
vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar, e reinou vinte e
nove anos em Jerusalm. O nome de sua me era Abia [a] , filha de
Zacarias.
3 Ele fez o que o Senhor aprova, tal como tinha feito Davi,
seu predecessor.
4 Removeu os altares idlatras, quebrou as colunas
sagradas e derrubou os postes sagrados. Despedaou a serpente de bronze
que Moiss havia feito, pois at aquela poca os israelitas lhe
queimavam incenso. Era chamada [b] Neust.
5 Ezequias confiava no Senhor , o Deus de Israel. Nunca houve ningum
como ele entre todos os reis de Jud, nem antes nem depois dele.
6 Ele
se apegou ao Senhor e no deixou de segui-lo; obedeceu aos mandamentos
que o Senhor tinha dado a Moiss.
7 E o Senhor estava com ele; era
bem-sucedido em tudo o que fazia. Rebelou-se contra o rei da Assria e
deixou de submeter-se a ele.
8 Desde as torres das sentinelas at a
cidade fortificada, ele derrotou os filisteus, at Gaza e o seu
territrio.
9 No quarto ano do reinado do rei Ezequias, o stimo ano do reinado de
Osias, filho de El, rei de Israel, Salmaneser, rei da Assria, marchou
contra Samaria e a cercou.
10 Ao fim de trs anos, os assrios a
tomaram. Assim a cidade foi conquistada no sexto ano do reinado de
Ezequias, o nono ano do reinado de Osias, rei de Israel.
11 O rei
assrio deportou os israelitas para a Assria e os estabeleceu em Hala,
em Goz do rio Habor e nas cidades dos medos.
12 Isso aconteceu porque
os israelitas no obedeceram ao Senhor , o seu Deus, mas violaram a sua
aliana: tudo o que Moiss, o servo do Senhor , tinha ordenado. No o
ouviram nem lhe obedeceram.
13 No dcimo quarto ano do reinado do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da
Assria, atacou todas as cidades fortificadas de Jud e as conquistou.
14 Ento Ezequias, rei de Jud, enviou esta mensagem ao rei da Assria,
em Lquis: "Cometi um erro. Pra de atacar-me, e eu pagarei tudo o que
exigires". O rei da Assria cobrou de Ezequias, rei de Jud, dez
toneladas e meia [c] de prata e um mil e cinqenta quilos de
ouro.
15 Assim, Ezequias lhes deu toda a prata que se encontrou no
templo e na tesouraria do palcio real.
16 Nessa ocasio Ezequias, rei de Jud, retirou o ouro com que havia
coberto as portas e os batentes do templo do Senhor , e o deu ao rei da
Assria.
A Ameaa de Senaqueribe a Jerusalm
17 De Lquis o rei da Assria enviou ao rei Ezequias, em Jerusalm, seu
general, seu oficial principal e seu comandante de campo com um grande
exrcito. Eles subiram a Jerusalm e pararam no aqueduto do aude
superior, na estrada que leva ao campo do Lavandeiro.
18 Eles chamaram
pelo rei; e o administrador do palcio, Eliaquim, filho de Hilquias, o
secretrio Sebna e o arquivista real Jo, filho de Asafe, foram ao seu
encontro.
19 O comandante de campo lhes disse: "Digam isto a Ezequias:
"Assim diz o grande rei, o rei da Assria: ``Em que voc baseia sua
confiana?
20 Voc pensa que meras palavras j so estratgia e poderio
militar. Em quem voc est confiando para se rebelar contra mim?
21 Voc est confiando no Egito, aquele canio quebrado que espeta e
perfura a mo do homem que nele se apia! Assim o fara, rei do Egito,
retribui a quem confia nele.
22 Mas, se vocs me disserem: "Estamos
confiando no Senhor , o nosso Deus"; no  ele aquele cujos santurios
e altares Ezequias removeu, dizendo a Jud e Jerusalm: "Vocs devem
adorar diante deste altar em Jerusalm"?''
23 "Aceite, pois, agora, o desafio do meu senhor, o rei da Assria:
``Eu lhe darei dois mil cavalos, se voc tiver cavaleiros para eles!''
24 Como voc pode derrotar o mais insignificante guerreiro do meu
senhor? Voc confia no Egito para lhe dar carros de guerra e cavaleiros?
25 Alm disso, ser que vim atacar e destruir este local sem uma
palavra da parte do Senhor ? O prprio Senhor me disse que marchasse
contra este pas e o destrusse".
26 Ento Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Jo disseram ao
comandante de campo: "Por favor, fala com teus servos em aramaico,
porque entendemos essa lngua. No fales em hebraico, pois assim o povo
que est sobre os muros o entender".
27 O comandante, porm, respondeu: "Ser que meu senhor enviou-me
para dizer essas coisas somente para o seu senhor e para voc, e no
para os que esto sentados no muro, que, como vocs, tero que comer as
prprias fezes e beber a prpria urina?"
28 Ento o comandante levantou-se e gritou em hebraico: "Ouam a
palavra do grande rei, o rei da Assria!
29 Assim diz o rei: ``No
deixem que Ezequias os engane. Ele no poder livr-los de minha mo.
30 No deixem Ezequias convenc-los a confiar no Senhor , quando diz:
"Com certeza o Senhor nos livrar; esta cidade no ser entregue nas
mos do rei da Assria"''.
31 "No dem ouvidos a Ezequias. Assim diz o rei da Assria: ``Faam
paz comigo e rendam-se. Ento cada um de vocs comer de sua prpria
videira e de sua prpria figueira e beber gua de sua prpria cisterna,
32 at que eu venha e os leve para uma terra igual  de vocs, terra de
cereais, de vinho, terra de po e de vinhas, terra de oliveiras e de
mel. Escolham a vida e no a morte! No dem ouvidos a Ezequias, pois
ele os est iludindo, quando diz: "O Senhor nos livrar"''.
33 "Ser que o deus de alguma nao conseguiu livrar sua terra das
mos do rei da Assria?
34 Onde esto os deuses de Hamate e de Arpade?
Onde esto os deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Acaso livraram
Samaria das minhas mos?
35 Qual dentre todos os deuses dessas naes
conseguiu livrar sua terra do meu poder? Como ento o Senhor poder
livrar Jerusalm das minhas mos?"
36 Mas o povo permaneceu calado e nada disse em resposta, pois o rei
tinha ordenado: "No lhe respondam".
37 Ento o administrador do palcio, Eliaquim, filho de Hilquias, o
secretrio Sebna e o arquivista real Jo, filho de Asafe, retornaram com
as vestes rasgadas a Ezequias e lhe relataram o que o comandante de
campo tinha dito.
Notas de rodap:
[a] 18.2 Hebraico: Abi , variante de Abia .
[b] 18.4 Ou Ele lhe deu o nome de
[c] 18.14 Hebraico: 300 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.

II REIS-CAPITULO-19
A Predio da Libertao de Jerusalm
1 Ao ouvir o relato, o rei Ezequias rasgou as suas vestes, ps roupas
de luto e entrou no templo do Senhor .
2 Ele enviou o administrador do
palcio, Eliaquim, o secretrio Sebna e os sacerdotes principais, todos
vestidos com pano de saco, ao profeta Isaas, filho de Amoz.
3 Eles lhe
disseram: "Assim diz Ezequias: ``Hoje  dia de angstia, de
repreenso e de humilhao; estamos como a mulher que est para dar 
luz filhos, mas no tem foras para faz-los nascer.
4 Talvez o Senhor
, o teu Deus, oua todas as palavras do comandante de campo, a quem o
senhor dele, o rei da Assria, enviou para zombar do Deus vivo. E que o
Senhor , o teu Deus, o repreenda pelas palavras que ouviu. Portanto,
suplica a Deus pelo remanescente que ainda sobrevive''".
5 Quando os oficiais do rei Ezequias chegaram a Isaas,
6 este lhes
disse: "Digam a seu senhor que assim diz o Senhor : ``No tenha medo
das palavras que voc ouviu, das blasfmias que os servos do rei da
Assria lanaram contra mim.
7 Oua! Eu o farei tomar a deciso de
[a] retornar ao seu prprio pas, quando ele ouvir certa notcia. E
l o farei morrer  espada''".
8 Quando o comandante de campo soube que o rei da Assria havia partido
de Lquis, retirou-se e encontrou o rei lutando contra Libna.
9 Ora, Senaqueribe fora informado de que Tiraca, rei etope [b]
do Egito, estava vindo lutar contra ele, de modo que mandou novamente
mensageiros a Ezequias com este recado:
10 "Digam a Ezequias, rei de
Jud: ``No deixe que o Deus no qual voc confia o engane, quando diz:
"Jerusalm no cair nas mos do rei da Assria".
11 Com certeza
voc ouviu o que os reis da Assria tm feito a todas as naes, como as
destruram por completo. E voc haveria de livrar-se?
12 Acaso os
deuses das naes que foram destrudas por meus antepassados as
livraram: os deuses de Goz, Har, Rezefe e do povo de den, que estava
em Telassar?
13 Onde esto o rei de Hamate, o rei de Arpade, o rei da
cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva?''"
A Orao de Ezequias
14 Ezequias recebeu a carta das mos dos mensageiros e a leu. Ento
subiu ao templo do Senhor e estendeu-a perante o Senhor .
15 E Ezequias
orou ao Senhor : " Senhor , Deus de Israel, que reinas em teu trono,
entre os querubins, s tu s Deus sobre todos os reinos da terra. Tu
criaste os cus e a terra.
16 D ouvidos, Senhor , e v; ouve as
palavras que Senaqueribe enviou para insultar o Deus vivo.
17 " verdade, Senhor , que os reis assrios fizeram de todas essas
naes e seus territrios um deserto.
18 Atiraram os deuses delas no
fogo e os destruram, pois no eram deuses; eram apenas madeira e pedra
moldadas por mos humanas.
19 Agora, Senhor nosso Deus, salva-nos das
mos dele, para que todos os reinos da terra saibam que s tu, Senhor ,
s Deus".
A Profecia de Isaas sobre a Queda de Senaqueribe
20 Ento Isaas, filho de Amoz, enviou uma mensagem a Ezequias:
"Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: ``Ouvi a sua orao acerca de
Senaqueribe, o rei da Assria''.
21 Esta  a palavra que o Senhor
falou contra ele:
"``A virgem, a filha de Sio,
o despreza e zomba de voc.
A filha de Jerusalm
meneia a cabea enquanto voc foge.
22 De quem voc zombou
e contra quem blasfemou?
Contra quem voc levantou a voz
e contra quem ergueu o
seu olhar arrogante?
Contra o Santo de Israel!
23 Sim, voc insultou o Senhor
por meio dos seus mensageiros.
E declarou:
"Com carros sem conta subi,
aos pontos mais elevados
e s inacessveis alturas do Lbano.
Derrubei os seus mais altos cedros,
os seus melhores pinheiros.
Entrei em suas regies mais remotas,
e nas suas mais densas florestas.
24 Em terras estrangeiras
cavei poos e bebi gua.
Com as solas de meus ps
sequei todos os rios do Egito".
25 "``Voc no percebe
que h muito tempo
eu j havia determinado tudo isso.
Desde a antigidade planejei
o que agora fao acontecer,
que voc deixaria cidades
fortificadas em runas.
26 Seus habitantes, sem foras,
desanimam-se envergonhados.
So como pastagens,
como brotos tenros e verdes,
como ervas no telhado,
queimadas antes de crescer.
27 Eu, porm, sei onde voc est,
sei quando voc sai e quando retorna;
e como voc se enfurece contra mim.
28 Sim, contra mim voc se enfureceu
e o seu atrevimento
chegou aos meus ouvidos.
Por isso porei o meu anzol
em seu nariz
e o meu freio em sua boca,
e o farei voltar
pelo caminho por onde veio.
29 "``A voc, Ezequias, darei este sinal:
Neste ano vocs comero
do que crescer por si,
e no prximo o que daquilo brotar.
Mas no terceiro ano
semeiem e colham,
plantem vinhas e comam o seu fruto.
30 Mais uma vez, um remanescente
da tribo de Jud sobreviver,
lanar razes na terra
e se enchero de frutos
os seus ramos.
31 De Jerusalm sairo sobreviventes,
e um remanescente do monte Sio.
O zelo do Senhor dos Exrcitos
o executar''.
32 "Portanto, assim diz o Senhor
acerca do rei da Assria:
``Ele no invadir esta cidade
nem disparar contra ela
uma s flecha.
No a enfrentar com escudo
nem construir rampas de cerco
contra ela.
33 Pelo caminho por onde veio voltar;
no invadir esta cidade'',
declara o Senhor .
34 ``Eu a defenderei e a salvarei,
por amor de mim mesmo
e do meu servo Davi''".
35 Naquela noite o anjo do Senhor saiu e matou cento e oitenta e cinco
mil homens no acampamento assrio. Quando o povo se levantou na manh
seguinte, o lugar estava repleto de cadveres!
36 Ento Senaqueribe,
rei da Assria, desmontou o acampamento e foi embora. Voltou para Nnive
e l ficou.
37 Certo dia, enquanto ele estava adorando no templo de seu deus
Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer mataram-no  espada e
fugiram para a terra de Ararate. Seu filho Esar-Hadom foi o seu
sucessor.
Notas de rodap:
[a] 19.7 Ou Colocarei nele um esprito que o far
[b] 19.9 Hebraico: cuxita .

II REIS-CAPITULO-20
A Doena de Ezequias
1 Naquele tempo Ezequias ficou doente e quase morreu. O profeta
Isaas, filho de Amoz, foi visit-lo e lhe disse: "Assim diz o Senhor
: ``Ponha em ordem a sua casa, pois voc vai morrer; no se
recuperar''".
2 Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor :
3 "Lembra-te, Senhor , como tenho te servido com fidelidade e com
devoo sincera. Tenho feito o que tu aprovas". E Ezequias chorou
amargamente.
4 Antes de Isaas deixar o ptio intermedirio, a palavra do Senhor
veio a ele:
5 "Volte e diga a Ezequias, lder do meu povo: Assim diz
o Senhor , Deus de Davi, seu predecessor: Ouvi sua orao e vi suas
lgrimas; eu o curarei. Daqui a trs dias voc subir ao templo do
Senhor .
6 Acrescentarei quinze anos  sua vida. E livrarei voc e esta
cidade das mos do rei da Assria. Defenderei esta cidade por causa de
mim mesmo e do meu servo Davi".
7 Ento disse Isaas: "Preparem um emplastro de figos". Eles o
fizeram e o aplicaram na lcera; e ele se recuperou.
8 Ezequias havia perguntado a Isaas: "Qual ser o sinal de que o
Senhor me curar e de que de hoje a trs dias subirei ao templo do
Senhor ?"
9 Isaas respondeu: "O sinal de que o Senhor vai cumprir o que
prometeu  este: voc prefere que a sombra avance ou recue dez degraus
na escadaria?"
10 Disse Ezequias: "Como  fcil a sombra avanar dez degraus,
prefiro que ela recue dez degraus".
11 Ento o profeta Isaas clamou ao Senhor , e este fez a sombra recuar
os dez degraus que havia descido na escadaria de Acaz.
Mensageiros da Babilnia
12 Naquela poca, o rei da Babilnia, Merodaque-Balad, filho de
Balad, enviou cartas e um presente para Ezequias, pois soubera da sua
doena.
13 Ezequias recebeu em audincia os mensageiros e mostrou-lhes
tudo o que havia em seus armazns: a prata, o ouro, as especiarias e o
azeite finssimo, o seu arsenal e tudo o que havia em seus tesouros. No
houve nada em seu palcio ou em seu reino que Ezequias no lhes
mostrasse.
14 Ento o profeta Isaas foi ao rei Ezequias e lhe perguntou: "O que
esses homens disseram? De onde vieram?"
Ezequias respondeu: "De uma terra distante. Vieram da Babilnia".
15 O profeta perguntou: "O que eles viram em seu palcio?"
Disse Ezequias: "Viram tudo em meu palcio. No h nada em meus
tesouros que eu no lhes tenha mostrado".
16 Ento Isaas disse a Ezequias: "Oua a palavra do Senhor :
17 ``Um dia, tudo o que se encontra em seu palcio, bem como tudo o que os
seus antepassados acumularam at hoje, ser levado para a Babilnia.
Nada restar'', diz o Senhor .
18 ``Alguns dos seus prprios
descendentes sero levados, e eles se tornaro eunucos no palcio do rei
da Babilnia''".
19 Respondeu Ezequias ao profeta: "Boa  a palavra do Senhor que
anunciaste", pois ele entendeu que durante sua vida haveria paz e
segurana.
20 Os demais acontecimentos do reinado de Ezequias, todas as suas
realizaes, inclusive a construo do aude e do tnel que canalizou
gua para a cidade, esto escritos no livro dos registros histricos dos
reis de Jud.
21 Ezequias descansou com os seus antepassados, e seu
filho Manasss foi o seu sucessor.

II REIS-CAPITULO-21
O Reinado de Manasss, Rei de Jud
1 Manasss tinha doze anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
cinqenta e cinco anos em Jerusalm. O nome de sua me era Hefzib.
2 Ele fez o que o Senhor reprova, imitando as prticas detestveis das
naes que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas.
3 Reconstruiu os altares idlatras que seu pai Ezequias havia demolido e
tambm ergueu altares para Baal e fez um poste sagrado para Aser, como
fizera Acabe, rei de Israel. Inclinou-se diante de todos os exrcitos
celestes e lhes prestou culto.
4 Construiu altares no templo do Senhor
, do qual este havia dito: "Em Jerusalm porei o meu nome".
5 Nos
dois ptios do templo do Senhor ele construiu altares para todos os
exrcitos celestes.
6 Chegou a queimar o prprio filho em sacrifcio,
praticou feitiaria e adivinhao e recorreu a mdiuns e a quem
consultava os espritos. Fez o que o Senhor reprova, provocando-o  ira.
7 Ele tomou o poste sagrado que havia feito e o ps no templo, do qual
o Senhor tinha dito a Davi e a seu filho Salomo: "Neste templo e em
Jerusalm, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei o meu
nome para sempre.
8 No farei os ps dos israelitas andarem errantes
novamente, longe da terra que dei aos seus antepassados, se to-somente
tiverem o cuidado de fazer tudo o que lhes ordenei e de obedecer a toda
a Lei que meu servo Moiss lhes deu".
9 Mas o povo no quis ouvir.
Manasss os desviou, ao ponto de fazerem pior do que as naes que o
Senhor havia destrudo diante dos israelitas.
10 E o Senhor disse por meio dos seus servos, os profetas:
11 "Manasss, rei de Jud, cometeu esses atos repugnantes. Agiu pior do
que os amorreus que o antecederam e tambm levou Jud a pecar com os
dolos que fizera.
12 Portanto, assim diz o Senhor , o Deus de Israel:
Causarei uma tal desgraa em Jerusalm e em Jud que os ouvidos de quem
ouvir a respeito ficaro zumbindo.
13 Estenderei sobre Jerusalm o fio
de medir utilizado contra Samaria e o fio de prumo usado contra a
famlia de Acabe. Limparei Jerusalm como se limpa um prato, lavando-o e
virando-o de cabea para baixo.
14 Abandonarei o remanescente da minha
herana e o entregarei nas mos de seus inimigos. Sero despojados e
saqueados por todos os seus adversrios,
15 pois fizeram o que eu
reprovo e me provocaram  ira, desde o dia em que os seus antepassados
saram do Egito at hoje".
16 Manasss tambm derramou tanto sangue inocente que encheu Jerusalm
de um extremo ao outro; alm disso levou Jud a cometer pecado e fazer o
que o Senhor reprova.
17 Os demais acontecimentos do reinado de Manasss e todas as suas
realizaes, inclusive o pecado que cometeu, esto escritos no livro dos
registros histricos dos reis de Jud.
18 Manasss descansou com os
seus antepassados e foi sepultado no jardim do seu palcio, o jardim de
Uz. E seu filho Amom foi o seu sucessor.
O Reinado de Amom, Rei de Jud
19 Amom tinha vinte e dois anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou dois anos em Jerusalm. O nome de sua me era Mesulemete, filha
de Haruz; ela era de Jotb.
20 Ele fez o que o Senhor reprova, como
fizera Manasss, seu pai.
21 Imitou o seu pai em tudo; prestou culto
aos dolos aos quais seu pai havia cultuado e inclinou-se diante deles.
22 Abandonou o Senhor , o Deus dos seus antepassados, e no andou no
caminho do Senhor .
23 Os oficiais de Amom conspiraram contra ele e o assassinaram em seu
palcio.
24 Mas o povo matou todos os que haviam conspirado contra o
rei Amom, e a seu filho Josias proclamou rei em seu lugar.
25 Os demais acontecimentos do reinado de Amom e as suas realizaes
esto escritos no livro dos registros histricos dos reis de Jud.
26 Ele foi sepultado em seu tmulo no jardim de Uz. Seu filho Josias foi o
seu sucessor.

II REIS-CAPITULO-22
O Livro da Lei  Encontrado
1 Josias tinha oito anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
trinta e um anos em Jerusalm. O nome de sua me era Jedida, filha de
Adaas; ela era de Bozcate.
2 Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos
caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem
para a esquerda.
3 No dcimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias enviou o secretrio
Saf, filho de Azalias e neto de Mesulo, ao templo do Senhor , dizendo:
4 "V ao sumo sacerdote Hilquias e mande-o ajuntar a prata que foi
trazida ao templo do Senhor , que os guardas das portas recolheram do
povo.
5 Eles devero entregar a prata aos homens nomeados para
supervisionar a reforma do templo, para poderem pagar os trabalhadores
que fazem os reparos no templo do Senhor :
6 os carpinteiros, os
construtoes e os pedreiros. Alm disso compraro madeira e pedras
lavradas para os reparos no templo.
7 Mas eles no precisaro prestar
contas da prata que lhes foi confiada, pois esto agindo com
honestidade".
8 Ento o sumo sacerdote Hilquias disse ao secretrio Saf:
"Encontrei o Livro da Lei no templo do Senhor ". Ele o entregou a
Saf, que o leu.
9 O secretrio Saf voltou ao rei e lhe informou:
"Teus servos entregaram a prata que havia no templo do Senhor e a
confiaram aos trabalhadores e aos supervisores no templo".
10 E o
secretrio Saf acrescentou: "O sacerdote Hilquias entregou-me um
livro". E Saf o leu para o rei.
11 Assim que o rei ouviu as palavras do Livro da Lei, rasgou suas
vestes
12 e deu estas ordens ao sacerdote Hilquias, a Aicam, filho de
Saf, a Acbor, filho de Micaas, ao secretrio Saf e ao auxiliar real
Asaas:
13 "Vo consultar o Senhor por mim, pelo povo e por todo o
Jud acerca do que est escrito neste livro que foi encontrado. A ira do
Senhor contra ns deve ser grande, pois os nossos antepassados no
obedeceram s palavras deste livro, nem agiram de acordo com tudo o que
nele est escrito a nosso respeito".
14 O sacerdote Hilquias, Aicam, Acbor, Saf e Asaas foram falar com a
profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Ticv e neto de Hars,
responsvel pelo guarda-roupa do templo. Ela morava no bairro novo de
Jerusalm.
15 Ela lhes disse: "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: ``Digam
ao homem que os enviou a mim
16 que assim diz o Senhor : Trarei
desgraa sobre este lugar e sobre os seus habitantes; tudo o que est
escrito no livro que o rei de Jud leu.
17 Porque me abandonaram e
queimaram incenso a outros deuses, provocando a minha ira por meio de
todos os dolos que as mos deles tm feito [a] , a chama da
minha ira arder contra este lugar e no ser apagada''.
18 Digam ao
rei de Jud, que os enviou para consultar o Senhor : Assim diz o Senhor
, o Deus de Israel, acerca das palavras que voc ouviu:
19 ``J que o
seu corao se abriu e voc se humilhou diante do Senhor ao ouvir o que
falei contra este lugar e contra os seus habitantes, que seriam
arrasados e amaldioados, e porque voc rasgou as vestes e chorou na
minha presena, eu o ouvi'', declara o Senhor .
20 ``Portanto, eu o
reunirei aos seus antepassados, e voc ser sepultado em paz. Seus olhos
no vero toda a desgraa que vou trazer sobre este lugar''".
Ento eles levaram a resposta ao rei.
Notas de rodap:
[a] 22.17 Ou por meio de tudo o que eles tm feito

II REIS-CAPITULO-23
Josias Renova a Aliana
1 Depois disso, o rei convocou todas as autoridades de Jud e de
Jerusalm.
2 Em seguida o rei subiu ao templo do Senhor acompanhado por
todos os homens de Jud, todo o povo de Jerusalm, os sacerdotes e os
profetas; todo o povo, dos mais simples aos mais importantes [a]
 Para todos o rei leu em alta voz todas as palavras do Livro da Aliana
que havia sido encontrado no templo do Senhor .
3 O rei colocou-se
junto  coluna real e, na presena do Senhor , fez uma aliana,
comprometendo-se a seguir o Senhor e a obedecer de todo o corao e de
toda a alma aos seus mandamentos, aos seus preceitos e aos seus
decretos, confirmando assim as palavras da aliana escritas naquele
livro. Ento todo o povo se comprometeu com a aliana.
4 O rei deu ordens ao sumo sacerdote Hilquias, aos sacerdotes
auxiliares e aos guardas das portas que retirassem do templo do Senhor
todos os utenslios feitos para Baal e Aser e para todos os exrcitos
celestes. Ele os queimou fora de Jerusalm, nos campos do vale de Cedrom
e levou as cinzas para Betel.
5 E eliminou os sacerdotes pagos
nomeados pelos reis de Jud para queimarem incenso nos altares idlatras
das cidades de Jud e dos arredores de Jerusalm, aqueles que queimavam
incenso a Baal, ao sol e  lua, s constelaes e a todos os exrcitos
celestes.
6 Tambm mandou levar o poste sagrado do templo do Senhor
para o vale de Cedrom, fora de Jerusalm, para ser queimado e reduzido a
cinzas, que foram espalhadas sobre os tmulos de um cemitrio pblico.
7 Tambm derrubou as acomodaes dos prostitutos cultuais, que ficavam
no templo do Senhor , onde as mulheres teciam para Aser.
8 Josias trouxe todos os sacerdotes das cidades de Jud e, desde Geba
at Berseba, profanou os altares onde os sacerdotes haviam queimado
incenso. Derrubou os altares idlatras junto s portas, inclusive o
altar da entrada da porta de Josu, o governador da cidade, que fica 
esquerda da porta da cidade.
9 Embora os sacerdotes dos altares no
servissem no altar do Senhor em Jerusalm, comiam pes sem fermento
junto com os sacerdotes, seus colegas.
10 Tambm profanou Tofete, que ficava no vale de Ben-Hinom, de modo que
ningum mais pudesse us-lo para sacrificar seu filho ou sua filha a
Moloque. [b]
11 Acabou com os cavalos, que os reis de Jud
tinham consagrado ao sol, e que ficavam na entrada do templo do Senhor ,
perto da sala de um oficial chamado Nat-Meleque. Tambm queimou as
carruagens consagradas ao sol.
12 Derrubou os altares que os seus antecessores haviam erguido no
terrao, em cima do quarto superior de Acaz, e os altares que Manasss
havia construdo nos dois ptios do templo do Senhor . Retirou-os dali,
despedaou-os e atirou o entulho no vale de Cedrom.
13 O rei tambm
profanou os altares que ficavam a leste de Jerusalm, ao sul do monte da
Destruio [c] , os quais Salomo, rei de Israel, havia
construdo para Astarote, a detestvel deusa dos sidnios, para Camos, o
detestvel deus de Moabe, e para Moloque, o detestvel deus do povo de
Amom.
14 Josias despedaou as colunas sagradas, derrubou os postes
sagrados e cobriu os locais com ossos humanos.
15 At o altar de Betel, o altar idlatra edificado por Jeroboo, filho
de Nebate, que levou Israel a pecar; at aquele altar e o seu santurio
ele os demoliu. Queimou o santurio e o reduziu a p, queimando tambm o
poste sagrado.
16 Quando Josias olhou em volta e viu os tmulos que
havia na encosta da colina, mandou retirar os ossos dos tmulos e
queim-los no altar a fim de contamin-lo, conforme a palavra do Senhor
proclamada pelo homem de Deus que predisse essas coisas.
17 O rei perguntou: "Que monumento  este que estou vendo?"
Os homens da cidade disseram: " o tmulo do homem de Deus que veio de
Jud e proclamou estas coisas que tu fizeste ao altar de Betel".
18 Ento ele disse: "Deixem-no em paz. Ningum toque nos seus
ossos". Assim pouparam seus ossos bem como os do profeta que tinha
vindo de Samaria.
19 Como havia feito em Betel, Josias tirou e profanou todos os
santurios idlatras que os reis de Israel haviam construdo nas cidades
de Samaria e que provocaram a ira do Senhor .
20 Josias tambm mandou
sacrificar todos os sacerdotes daqueles altares idlatras e queimou
ossos humanos sobre os altares. Depois voltou a Jerusalm.
21 Ento o rei deu a seguinte ordem a todo o povo: "Celebrem a Pscoa
ao Senhor , o seu Deus, conforme est escrito neste Livro da Aliana".
22 Nem nos dias dos juzes que lideraram Israel, nem durante todos os
dias dos reis de Israel e dos reis de Jud, foi celebrada uma Pscoa
como esta.
23 Mas no dcimo oitavo ano do reinado de Josias, esta
Pscoa foi celebrada ao Senhor em Jerusalm.
24 Alm disso, Josias eliminou os mdiuns, os que consultavam
espritos, os dolos da famlia, os outros dolos e todas as outras
coisas repugnantes que havia em Jud e em Jerusalm. Ele fez isto para
cumprir as exigncias da Lei escritas no livro que o sacerdote Hilquias
havia descoberto no templo do Senhor .
25 Nem antes nem depois de
Josias houve um rei como ele, que se voltasse para o Senhor de todo o
corao, de toda a alma e de todas as suas foras, de acordo com toda a
Lei de Moiss.
26 Entretanto, o Senhor manteve o furor de sua grande ira, que se
acendeu contra Jud por causa de tudo o que Manasss fizera para
provocar a sua ira.
27 Por isso o Senhor disse: "Tambm retirarei
Jud da minha presena, tal como retirei Israel, e rejeitarei Jerusalm,
a cidade que escolhi, e este templo, do qual eu disse: ``Ali porei o
meu nome''".
28 Os demais acontecimentos do reinado de Josias e todas as suas
realizaes esto escritos no livro dos registros histricos dos reis de
Jud.
29 Durante o seu reinado, o fara Neco, rei do Egito, avanou at o rio
Eufrates ao encontro do rei da Assria. O rei Josias marchou para
combat-lo, mas o fara Neco o enfrentou e o matou em Megido.
30 Os
oficiais de Josias levaram o seu corpo de Megido para Jerusalm e o
sepultaram em seu prprio tmulo. O povo tomou Jeoacaz, filho de Josias,
ungiu-o e o proclamou rei no lugar de seu pai.
O Reinado de Jeoacaz, Rei de Jud
31 Jeoacaz tinha vinte e trs anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou trs meses em Jerusalm. O nome de sua me era Hamutal, filha de
Jeremias; ela era de Libna.
32 Ele fez o que o Senhor reprova, tal como
os seus antepassados.
33 O fara Neco o prendeu em Ribla, na terra de
Hamate, [d] de modo que no mais reinou em Jerusalm. O fara
tambm imps a Jud um tributo de trs toneladas e meia [e] de
prata e trinta e cinco quilos de ouro.
34 Colocou Eliaquim, filho de
Josias, como rei no lugar do seu pai Josias, e mudou o nome de Eliaquim
para Jeoaquim. Mas levou Jeoacaz consigo para o Egito, onde ele morreu.
35 Jeoaquim pagou ao fara Neco a prata e o ouro. Mas, para cumprir as
exigncias do fara, Jeoaquim imps tributos ao povo, cobrando a prata e
o ouro de cada um conforme suas posses.
O Reinado de Jeoaquim, Rei de Jud
36 Jeoaquim tinha vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar,
e reinou onze anos em Jerusalm. O nome de sua me era Zebida, filha de
Pedaas; ela era de Ruma.
37 Ele fez o que o Senhor reprova, tal como
os seus antepassados.
Notas de rodap:
[a] 23.2 Ou dos mais jovens aos mais velhos
[b] 23.10 23.10 Ou Moloque, fazendo-os passar pelo fogo
[c] 23.13 Isto , o monte das Oliveiras.
[d] 23.33 A Septuaginta diz Neco, em Ribla de Hamate, o levou. Veja
2Cr 36.3.
[e] 23.33 Hebraico: 100 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.

II REIS-CAPITULO-24
1 Durante o reinado de Jeoaquim, Nabucodonosor, rei da Babilnia,
invadiu o pas, e Jeoaquim tornou-se seu vassalo por trs anos. Ento
ele voltou atrs e rebelou-se contra Nabucodonosor.
2 O Senhor enviou
contra ele tropas babilnicas [a] , aramaicas, moabitas e
amonitas para destruir Jud, de acordo com a palavra do Senhor
proclamada por seus servos, os profetas.
3 Isso aconteceu a Jud
conforme a ordem do Senhor , a fim de remov-los da sua presena, por
causa de todos os pecados que Manasss cometeu,
4 inclusive o
derramamento de sangue inocente. Pois ele havia enchido Jerusalm de
sangue inocente, e o Senhor no o quis perdoar.
5 Os demais acontecimentos do reinado de Jeoaquim e todas as suas
realizaes esto escritos no livro dos registros histricos dos reis de
Jud.
6 Jeoaquim descansou com os seus antepassados. Seu filho Joaquim
foi o seu sucessor.
7 O rei do Egito no mais se atreveu a sair com seu exrcito de suas
prprias fronteiras, pois o rei da Babilnia havia ocupado todo o
territrio entre o ribeiro do Egito e o rio Eufrates, que antes
pertencera ao Egito.
O Reinado de Joaquim, Rei de Jud
8 Joaquim tinha dezoito anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
trs meses em Jerusalm. O nome da sua me era Neusta, filha de Elnat;
ela era de Jerusalm.
9 Ele fez o que o Senhor reprova, tal como seu
pai.
10 Naquela ocasio os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilnia,
avanaram at Jerusalm e a cercaram.
11 Enquanto os seus oficiais a
cercavam, o prprio Nabucodonosor veio  cidade.
12 Ento Joaquim, rei
de Jud, sua me, seus conselheiros, seus nobres e seus oficiais se
entregaram; todos se renderam a ele.
No oitavo ano do reinado do rei da Babilnia, Nabucodonosor levou
Joaquim como prisioneiro.
13 Conforme o Senhor tinha declarado, ele
retirou todos os tesouros do templo do Senhor e do palcio real,
quebrando todos os utenslios de ouro que Salomo, rei de Israel, fizera
para o templo do Senhor .
14 Levou para o exlio toda Jerusalm: todos
os lderes e os homens de combate, todos os artesos e artfices. Era um
total de dez mil pessoas; s ficaram os mais pobres.
15 Nabucodonosor levou prisioneiro Joaquim para a Babilnia. Tambm
levou de Jerusalm para a Babilnia a me do rei, suas mulheres, seus
oficiais e os lderes do pas.
16 O rei da Babilnia tambm deportou
para a Babilnia toda a fora de sete mil homens de combate, homens
fortes e preparados para a guerra, e mil artfices e artesos.
17 Fez
Matanias, tio de Joaquim, reinar em seu lugar, e mudou seu nome para
Zedequias.
O Reinado de Zedequias, Rei de Jud
18 Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou onze anos em Jerusalm. O nome de sua me era Hamutal, filha de
Jeremias; ela era de Libna.
19 Ele fez o que o Senhor reprova, tal como
fizera Jeoaquim.
20 Por causa da ira do Senhor tudo isso aconteceu a
Jerusalm e a Jud; por fim ele os lanou para longe da sua presena.
A Queda de Jerusalm
Ora, Zedequias rebelou-se contra o rei da Babilnia.
Notas de rodap:
[a] 24.2 Ou caldaicas

II REIS-CAPITULO-25
1 Ento, no nono ano do reinado de Zedequias, no dcimo dia do dcimo
ms, Nabucodonosor, rei da Babilnia, marchou contra Jerusalm com todo
o seu exrcito. Ele acampou em frente da cidade e construiu rampas de
ataque ao redor dela.
2 A cidade foi mantida sob cerco at o dcimo
primeiro ano do reinado de Zedequias.
3 No nono dia do quarto ms, a
fome na cidade havia se tornado to rigorosa que no havia nada para o
povo comer.
4 Ento o muro da cidade foi rompido, e todos os soldados
fugiram de noite pela porta entre os dois muros prximos ao jardim do
rei, embora os babilnios [a] estivessem em torno da cidade.
Fugiram na direo da Arab [b] ,
5 mas o exrcito babilnio
perseguiu o rei e o alcanou nas plancies de Jeric. Todos os seus
soldados o abandonaram,
6 e ele foi capturado. Foi levado ao rei da
Babilnia, em Ribla, onde pronunciaram a sentena contra ele.
7 Executaram os filhos de Zedequias na sua frente, furaram os seus olhos,
prenderam-no com algemas de bronze e o levaram para a Babilnia.
8 No stimo dia do quinto ms do dcimo nono ano do reinado de
Nabucodonosor, rei da Babilnia, Nebuzarad, comandante da guarda
imperial, conselheiro do rei da Babilnia, foi a Jerusalm.
9 Incendiou
o templo do Senhor , o palcio real, todas as casas de Jerusalm e todos
os edifcios importantes.
10 Todo o exrcito babilnio que acompanhava
Nebuzarad derrubou os muros de Jerusalm.
11 E ele levou para o exlio
o povo que sobrou na cidade, os que passaram para o lado do rei da
Babilnia e o restante da populao.
12 Mas o comandante deixou para
trs alguns dos mais pobres do pas, para trabalharem nas vinhas e nos
campos.
13 Os babilnios destruram as colunas de bronze, os suportes e o
tanque de bronze que estavam no templo do Senhor , e levaram o bronze
para a Babilnia.
14 Tambm levaram as panelas, as ps, os cortadores
de pavio, as vasilhas e todos os utenslios de bronze utilizados no
servio do templo.
15 O comandante da guarda imperial levou os
incensrios e as bacias de asperso, tudo o que era feito de ouro puro
ou de prata.
16 As duas colunas, o tanque e os suportes, que Salomo fizera para o
templo do Senhor , eram mais do que podia ser pesado.
17 Cada coluna
tinha oito metros e dez centmetros [c] de altura. O capitel de
bronze no alto de cada coluna tinha um metro e trinta e cinco
centmetros de altura e era decorado com uma fileira de roms de bronze
ao redor.
18 O comandante da guarda levou como prisioneiros o sumo sacerdote
Seraas, Sofonias, o segundo sacerdote, e os trs guardas da porta.
19 Dos que ainda estavam na cidade, ele levou o oficial responsvel pelos
homens de combate e cinco conselheiros reais. Tambm levou o secretrio,
principal lder responsvel pelo alistamento militar no pas, e sessenta
homens do povo.
20 O comandante Nebuzarad levou todos ao rei da
Babilnia, em Ribla.
21 L, em Ribla, na terra de Hamate, o rei mandou
execut-los.
Assim Jud foi para o exlio, para longe da sua terra.
22 Nabucodonosor, rei da Babilnia, nomeou Gedalias, filho de Aicam e
neto de Saf, como governador do povo que havia sido deixado em Jud.
23 Quando Ismael, filho de Netanias, Joan, filho de Care, Seraas,
filho do netofatita Tanumete, e Jazanias, filho de um maacatita, todos
os lderes do exrcito, souberam que o rei da Babilnia havia nomeado
Gedalias como governador, eles e os seus soldados foram falar com
Gedalias em Misp.
24 Gedalias fez um juramento a esses lderes e a
seus soldados, dizendo: "No tenham medo dos oficiais babilnios.
Estabeleam-se nesta terra e sirvam o rei da Babilnia, e tudo lhes ir
bem".
25 Mas no stimo ms, Ismael, filho de Netanias e neto de Elisama, que
tinha sangue real, foi com dez homens e assassinou Gedalias e os judeus
e os babilnios que estavam com ele em Misp.
26 Ento todo o povo,
desde as crianas at os velhos, inclusive os lderes do exrcito,
fugiram para o Egito, com medo dos babilnios.
Joaquim  Libertado da Priso
27 No trigsimo stimo ano do exlio de Joaquim, rei de Jud, no ano em
que Evil-Merodaque [d] se tornou rei da Babilnia, ele tirou
Joaquim da priso, no vigsimo stimo dia do dcimo segundo ms.
28 Ele
o tratou com bondade e deu-lhe o lugar mais honrado entre os outros reis
que estavam com ele na Babilnia.
29 Assim, Joaquim deixou suas vestes
de priso e pelo resto de sua vida comeu  mesa do rei.
30 E
diariamente, enquanto viveu, Joaquim recebeu uma penso do rei.
Notas de rodap:
[a] 25.4 Ou caldeus ; tambm nos versculos 5, 10, 13, 24, 25 e 26.
[b] 25.4 Ou direo do vale do Jordo
[c] 25.17 Hebraico: 18 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.
[d] 25.27 Tambm chamado Amel-Marduque.
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I CRNICAS-CAPITULO-1
A Descendncia de Ado
1 Ado, Sete, Enos,
2 Cain, Maalaleel, Jarede,
3 Enoque, Matusalm, Lameque, No.
4 Estes foram os filhos de No [a] :
Sem, Cam e Jaf.
Os Descendentes dos Filhos de No
5 Estes foram os filhos [b] de Jaf:
Gmer, Magogue, Madai, Jav,
Tubal, Meseque e Tirs.
6 Estes foram os filhos de Gmer:
Asquenaz, Rifate [c] e Togarma.
7 Estes foram os filhos de Jav:
Elis, Trsis, Quitim e Rodanim [d] .
8 Estes foram os filhos de Cam:
Cuxe, Mizraim [e] , Fute e Cana.
9 Estes foram os filhos de Cuxe:
Seb, Havil, Sabt, Raam e Sabtec.
Estes foram os filhos de Raam:
Sab e Ded.
10 Cuxe gerou [f] Ninrode,
o primeiro homem poderoso na terra.
11 Mizraim gerou os luditas, os anamitas,
os leabitas, os naftutas,
12 os patrusitas, os caslutas,
dos quais se originaram os filisteus
e os caftoritas.
13 Cana gerou Sidom,
seu filho mais velho [g] , e Hete [h] ,
14 como tambm os jebuseus,
os amorreus, os girgaseus,
15 os heveus, os arqueus, os sineus,
16 os arvadeus, os zemareus
e os hamateus.
17 Estes foram os filhos de Sem:
Elo, Assur, Arfaxade, Lude e Ar.
Estes foram os filhos de Ar: [i]
Uz, Hul, Gter e Meseque.
18 Arfaxade gerou Sal,
e este gerou Hber.
19 A Hber nasceram dois filhos:
um deles se chamou Pelegue [j] ,
porque em sua poca
a terra foi dividida;
seu irmo chamou-se Joct.
20 Joct gerou Almod, Salefe,
Hazarmav, Jer,
21 Adoro, Uzal, Dicla,
22 Obal [k] , Abimael, Sab,
23 Ofir, Havil e Jobabe.
Todos esses foram filhos de Joct.
A Descendncia de Sem
24 Sem, Arfaxade [l] , Sal,
25 Hber, Pelegue, Re,
26 Serugue, Naor, Ter
27 e Abro, que  Abrao.
Os Descendentes de Abrao
28 Estes foram os filhos de Abrao:
Isaque e Ismael.
29 Foram estes os seus descendentes:
Nebaiote, o filho mais velho de Ismael,
Quedar, Adbeel, Mibso,
30 Misma, Dum, Mass, Hadade, Tem,
31 Jetur, Nafis e Quedem.
Esses foram os filhos de Ismael.
32 Estes foram os filhos de Abrao
com sua concubina Quetura:
Zinr, Jocs, Med, Midi,
Isbaque e Su.
Foram estes os filhos de Jocs:
Sab e Ded.
33 Foram estes os filhos de Midi:
Ef, fer, Enoque, Abida e Elda.
Todos esses foram
descendentes de Quetura.
34 Abrao gerou Isaque.
Estes foram os filhos de Isaque:
Esa e Israel.
Os Descendentes de Esa
35 Estes foram os filhos de Esa:
Elifaz, Reuel, Jes, Jalo e Cor.
36 Estes foram os filhos de Elifaz:
Tem, Omar, Zef [m] , Gaet e Quenaz;
e Amaleque, de Timna,
sua concubina [n] .
37 Estes foram os filhos de Reuel:
Naate, Zer, Sam e Miz.
Os Descendentes de Seir
38 Estes foram os filhos de Seir:
Lot, Sobal, Zibeo, An,
Disom, zer e Dis.
39 Estes foram os filhos de Lot:
Hori e Hom.
Lot tinha uma irm chamada Timna.
40 Estes foram os filhos de Sobal:
Alv [o] , Manaate, Ebal, Sef e On.
Estes foram os filhos de Zibeo:
Ai e An.
41 Este foi o filho de An: Disom.
Estes foram os filhos de Disom:
Hend [p] , Esb, Itr e Quer.
42 Estes foram os filhos de zer:
Bil, Zaav e Ac [q] .
Estes foram os filhos de Dis [r] :
Uz e Ar.
Os Reis e os Chefes de Edom
43 Estes foram os reis que reinaram no territrio de Edom antes que os
israelitas tivessem um rei:
Bel, filho de Beor. Sua cidade chamava-se Dinab.
44 Bel morreu, e Jobabe, filho de Zer, de Bozra, foi o seu sucessor.
45 Jobabe morreu, e Hus, da terra dos temanitas, foi o seu sucessor.
46 Hus morreu, e Hadade, filho de Bedade, que tinha derrotado os
midianitas na terra de Moabe, foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se
Avite.
47 Hadade morreu, e Saml de Masreca foi o seu sucessor.
48 Saml morreu, e Saul, de Reobote, prxima ao Eufrates [s] ,
foi o seu sucessor.
49 Saul morreu, e Baal-Han, filho de Acbor, foi o seu sucessor.
50 Baal-Han morreu, e Hadade foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se
Pa [t] , e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede e
neta de Mezaabe.
51 Aps a morte de Hadade, Edom foi governada pelos seguintes chefes:
Timna, Alva, Jetete,
52 Oolibama, El, Pinom,
53 Quenaz, Tem, Mibzar,
54 Magdiel e Ir. Foram esses os chefes de Edom.
Notas de rodap:
[a] 1.4 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico no traz os filhos
de No.
[b] 1.5 Filhos pode significar descendentes ou sucessores ou naes;
tambm nos versculos 6.9,17 e 23.
[c] 1.6 Muitos manuscritos dizem Difate.
[d] 1.7 Muitos manuscritos dizem Dodanim.
[e] 1.8 Isto , Egito; tambm no versculo 11.
[f] 1.10 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral ou ser predecessor;
tambm nos versculos 11, 13, 18, 20.
[g] 1.13 Ou os sidnios, os primeiros
[h] 1.13 Ou e os hititas
[i] 1.17 Muitos manuscritos no trazem essa linha. Veja Gn 10.23.
[j] 1.19 Pelegue significa diviso.
[k] 1.22 Muitos manuscritos dizem Ebal.
[l] 1.24 Conforme o Texto Massortico. Alguns manuscritos da
Septuaginta dizem Arfaxade, Cain. Veja Gn 11.12,13.
[m] 1.36 Muitos manuscritos dizem Zefi. Veja Gn 36.11.
[n] 1.36 Muitos manuscritos dizem Gaet, Quenaz, Timna e Amaleque.
Veja Gn 36.12.
[o] 1.40 Muitos manuscritos dizem Ali. Veja Gn 36.23.
[p] 1.41 Muitos manuscritos dizem Hanro. Veja Gn 36.26.
[q] 1.42 Muitos manuscritos dizem Jaac. Veja Gn 36.27.
[r] 1.42 Hebraico: Disom , variante de Dis .
[s] 1.48 Hebraico: ao Rio .
[t] 1.50 Muitos manuscritos dizem Pa. Veja Gn 36.39.

I CRNICAS-CAPITULO-2
Os Filhos de Israel
1 Estes foram os filhos de Israel:
Rben, Simeo, Levi, Jud, Issacar, Zebulom,
2 D, Jos, Benjamim,
Naftali, Gade e Aser.
Os Descendentes de Jud
3 Estes foram os filhos de Jud:
Er, On e Sel. Ele teve esses trs filhos com uma mulher canania, a
filha de Su. Mas o Senhor reprovou a conduta perversa de Er, filho mais
velho de Jud, e por isso o matou.
4 Tamar, nora de Jud, deu-lhe os
filhos Perez e Zer. A Jud nasceram ao todo cinco filhos.
5 Estes foram os filhos de Perez:
Hezrom e Hamul.
6 Estes foram os filhos de Zer:
Zinri, Et, Hem, Calcol e Darda [a] . Foram cinco ao todo.
7 O filho de Carmi foi Acar [b] . Ele causou desgraa a Israel
ao violar a proibio de se apossar das coisas consagradas.
8 Este foi o filho de Et: Azarias.
9 Os filhos que nasceram a Hezrom foram Jerameel, Ro e Calebe [c] .
10 Ro gerou Aminadabe, e Aminadabe gerou Naassom, o lder da tribo de
Jud.
11 Naassom gerou Salmom [d] , Salmom gerou Boaz,
12 Boaz
gerou Obede, e Obede gerou Jess.
13 Jess gerou Eliabe, o seu filho
mais velho; o segundo foi Abinadabe, o terceiro Simia,
14 o quarto
Natanael, o quinto Radai,
15 o sexto Ozm, e o stimo Davi.
16 As
irms deles foram Zeruia e Abigail. Os trs filhos de Zeruia foram
Abisai, Joabe e Asael.
17 Abigail deu  luz Amasa, filho do ismaelita
Jter.
18 Calebe, filho de Hezrom, teve, com sua mulher Azuba, uma filha
chamada Jeriote. Estes foram os filhos de Azuba: Jeser, Sobabe e Ardom.
19 Quando Azuba morreu, Calebe tomou por mulher a Efrate, com quem teve
Hur.
20 Hur gerou Uri, e Uri gerou Bezalel.
21 Depois disso, Hezrom, aos sessenta anos, tomou por mulher a filha de
Maquir, pai [e] de Gileade, e ela deu-lhe um filho chamado
Segube.
22 Segube gerou Jair, que governou vinte e trs cidades em
Gileade.
23 Gesur e Ar conquistaram Havote-Jair [f] , bem como
Quenate e os povoados ao redor; ao todo sessenta cidades. Todos esses
foram descendentes de Maquir, pai de Gileade.
24 Depois que Hezrom morreu em Calebe-Efrata, Abia, a mulher de Hezrom,
deu-lhe Asur, fundador [g] de Tecoa.
25 Estes foram os filhos de Jerameel, o filho mais velho de Hezrom:
Ro, o mais velho, Buna, Orm, Ozm e Aas [h] .
26 Jerameel
teve outra mulher, chamada Atara, que foi a me de On.
27 Estes foram os filhos de Ro, o filho mais velho de Jerameel:
Maaz, Jamim e Equer.
28 Estes foram os filhos de On:
Samai e Jada.
Estes foram os filhos de Samai:
Nadabe e Abisur.
29 O nome da mulher de Abisur era Abiail. Ela deu-lhe dois filhos: Ab
e Molide.
30 Estes foram os filhos de Nadabe:
Selede e Apaim. Selede morreu sem filhos.
31 O filho de Apaim foi Isi,
pai de Ses, pai de Alai.
32 Estes foram os filhos de Jada, irmo de Samai:
Jter e Jnatas. Jter morreu sem filhos.
33 Estes foram os filhos de Jnatas:
Pelete e Zaza.
Foram esses os descendentes de Jerameel.
34 Ses no teve filhos, apenas filhas. Tinha ele um escravo egpcio
chamado Jar,
35 a quem deu uma de suas filhas por mulher. E ela
deu-lhe um filho chamado Atai.
36 Atai gerou Nat, Nat gerou Zabade,
37 Zabade gerou Eflal, Eflal
gerou Obede,
38 Obede gerou Je, Je gerou Azarias,
39 Azarias gerou
Helez, Helez gerou Eleasa,
40 Eleasa gerou Sismai, Sismai gerou Salum,
41 Salum gerou Jecamias, e Jecamias gerou Elisama.
42 Estes foram os filhos de Calebe, irmo de Jerameel:
Messa, o mais velho, que foi o pai de Zife, e seu filho Maressa, pai de
Hebrom.
43 Estes foram os filhos de Hebrom:
Cor, Tapua, Requm e Sema.
44 Sema gerou Rao, pai de Jorqueo. Requm
gerou Samai.
45 O filho de Samai foi Maom, e Maom foi o pai de
Bete-Zur.
46 A concubina de Calebe, Ef, teve trs filhos: Har, Mosa e Gazez.
Har gerou Gazez.
47 Estes foram os filhos de Jadai:
Regm, Joto, Ges, Pelete, Ef e Saafe.
48 A concubina de Calebe, Maaca, teve dois filhos: Seber e Tiran.
49 Ela tambm teve Saafe, pai de Madmana, e Seva, pai de Macbena e de
Gibe. A filha de Calebe chamava-se Acsa.
50 Calebe teve tambm estes outros descendentes.
Os filhos de Hur, o filho mais velho de Efrate:
Sobal, fundador de Quiriate-Jearim,
51 Salma, fundador de Belm, e
Harefe, fundador de Bete-Gader.
52 Os descendentes de Sobal, fundador de Quiriate-Jearim:
O povo de Haro, metade dos manaatitas,
53 e os cls de
Quiriate-Jearim: os itritas, os fateus, os sumateus e os misraeus.
Desses descenderam os zoratitas e os estaoleus.
54 Os descendentes de Salma:
O povo de Belm e de Atarote-Bete-Joabe, os netofatitas, metade dos
manaatitas, os zoreus,
55 e os cls dos escribas [i] que viviam
em Jabez: os tiratitas, os simeatitas e os sucatitas. Esses foram os
queneus, descendentes de Hamate, antepassado da famlia de Recabe [j] .
Notas de rodap:
[a] 2.6 Muitos manuscritos dizem Dara. Veja 1Rs 4.31.
[b] 2.7 Acar, tambm conhecido por Ac, significa desgraa. Veja Js
7.1.
[c] 2.9 Hebraico: Quelubai , variante de Calebe .
[d] 2.11 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Salma. Veja
Rt 4.21.
[e] 2.21 Pai pode significar lder civil ou lder militar; tambm no
restante do captulo. Veja 2.24, 4.4, 4.5 e 8.29.
[f] 2.23 Ou os povoados de Jair
[g] 2.24 Hebraico: pai ; tambm nos versculos 50-52. Veja 2.21, 4.4,
4.5 e 8.29.
[h] 2.25 Ou por meio de Aas
[i] 2.55 Ou dos soferitas
[j] 2.55 Ou Bete-Recabe

I CRNICAS-CAPITULO-3
Os Filhos de Davi
1 Estes foram os filhos de Davi nascidos em Hebrom:
O seu filho mais velho era Amnom, filho de Aino de Jezreel;
o segundo, Daniel, de Abigail, de Carmelo;
2 o terceiro, Absalo, de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur;
o quarto, Adonias, de Hagite;
3 o quinto, Sefatias, de Abital;
e o sexto, Itreo, de sua mulher Egl.
4 So esses os seis filhos de Davi que nasceram em Hebrom, onde ele
reinou sete anos e seis meses. E, em Jerusalm,
5 onde Davi reinou
trinta e trs anos, nasceram-lhe os seguintes filhos:
Simia, Sobabe, Nat e Salomo, os quatro filhos que ele teve com
Bate-Seba [a] , filha de Amiel.
6 Davi teve ainda mais nove
filhos: Ibar, Elisua [b] , Elpalete,
7 Nog, Nefegue, Jafia,
8 Elisama, Eliada e Elifelete.
9 Todos esses foram filhos de Davi, alm
dos que teve com suas concubinas, e a filha Tamar, irm deles.
Os Reis de Jud
10 O filho de Salomo foi Roboo;
o filho de Roboo foi Abias;
o filho de Abias, Asa;
o filho de Asa, Josaf;
11 o filho de Josaf, Jeoro;
o filho de Jeoro, Acazias;
o filho de Acazias, Jos;
12 o filho de Jos, Amazias;
o filho de Amazias, Azarias;
o filho de Azarias, Joto;
13 o filho de Joto, Acaz;
o filho de Acaz, Ezequias;
o filho de Ezequias, Manasss;
14 o filho de Manasss, Amom;
o filho de Amom, Josias.
15 Os filhos de Josias foram:
Joan, o primeiro,
Jeoaquim, o segundo,
Zedequias, o terceiro,
e Salum, o quarto.
16 Os sucessores de Jeoaquim foram:
Joaquim [c] e Zedequias.
A Linhagem Real aps o Exlio
17 Estes foram os filhos de Joaquim, que foi levado para o cativeiro:
Sealtiel,
18 Malquiro, Pedaas,
Senazar, Jecamias, Hosama e Nedabias.
19 Estes foram os filhos de Pedaas:
Zorobabel e Simei.
Estes foram os filhos de Zorobabel:
Mesulo, Hananias e
Selomite, irm deles.
20 Teve ainda mais cinco filhos:
Hasub, Oel, Berequias,
Hasadias e Jusabe-Hesede.
21 Estes foram os descendentes de Hananias:
Pelatias e Jesaas, e os filhos de Refaas,
de Arn, de Obadias e de Secanias.
22 Estes foram os descendentes de Secanias:
Semaas e seus filhos Hatus, Igal, Bari, Nearias e Safate; seis
descendentes ao todo.
23 Estes foram os trs filhos de Nearias:
Elioenai, Ezequias e Azrico.
24 Estes foram os sete filhos de Elioenai:
Hodavias, Eliasibe, Pelaas, Acube,
Joan, Delaas e Anani.
Notas de rodap:
[a] 3.5 Muitos manuscritos dizem Bate-Sua. Veja 2Sm 11.3.
[b] 3.6 Muitos manuscritos dizem Elisama. Veja 2Sm 5.15 e 1Cr 14.5.
[c] 3.16 Hebraico: Jeconias , tambm conhecido como Joaquim; tambm no
versculo 17.

I CRNICAS-CAPITULO-4
Os Outros Descendentes de Jud
1 Estes tambm foram os descendentes de Jud:
Perez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal.
2 Reaas, filho de Sobal, gerou Jaate, e Jaate gerou Aumai e Laade.
Esses foram os cls dos zoratitas.
3 Estes foram os filhos [a] de Et:
Jezreel, Isma e Idbs. A irm deles chamava-se Hazelelponi.
4 E ainda
Penuel, pai [b] de Gedor, e zer, pai de Hus. Esses foram os
descendentes de Hur, o filho mais velho de Efrate e pai de Belm.
5 Asur, fundador [c] de Tecoa, teve duas mulheres: Hel e Naar.
6 Naar lhe deu Auz, Hfer, Temeni e Haastari. Esses foram os filhos
de Naar.
7 Estes foram os filhos de Hel:
Zerete, Zoar, Etn
8 e Coz, que gerou Anube e Zobeba e os cls de
Aarel, filho de Harum.
9 Jabez foi o homem mais respeitado de sua famlia. Sua me lhe deu o
nome de Jabez, dizendo: "Com muitas dores o dei  luz".
10 Jabez
orou ao Deus de Israel: "Ah, abenoa-me e aumenta as minhas terras!
Que a tua mo esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de
dores". E Deus atendeu ao seu pedido.
11 Quelube, irmo de Su, gerou Meir, pai de Estom.
12 Estom gerou
Bete-Rafa, Pasia e Tena, fundador de Ir-Nas. Esses habitaram em Reca.
13 Estes foram os filhos de Quenaz:
Otoniel e Seraas.
Estes foram os filhos de Otoniel:
Hatate e Meonotai [d] .
14 Meonotai gerou Ofra.
Seraas gerou Joabe,
fundador de Ge-Harasim [e] ,
que recebeu esse nome
porque os seus habitantes eram artesos.
15 Estes foram os filhos de Calebe, filho de Jefon:
Iru, El e Na.
O filho de El foi Quenaz.
16 Estes foram os filhos de Jealelel:
Zife, Zifa, Tiria e Asareel.
17 Estes foram os filhos de Ezra:
Jter, Merede, fer e Jalom. Merede casou-se com Bitia, filha do fara,
e teve os seguintes filhos: Miri, Samai e Isb, fundador de Estemoa.
18 Sua mulher judia deu  luz a Jerede, fundador de Gedor, a Hber,
fundador de Soc, e a Jecutiel, fundador de Zanoa.
19 Estes foram os filhos da mulher de Hodias, irm de Na:
o pai de Queila, o garmita, e Estemoa, o maacatita.
20 Estes foram os filhos de Simo:
Amnom, Rina, Bene-Han e Tilom.
Estes foram os filhos de Isi:
Zoete e Ben-Zoete.
21 Estes foram os filhos de Sel, filho de Jud:
Er, pai de Leca; Lada, pai de Maressa. Sel tambm foi antepassado dos
cls daqueles que trabalhavam com linho em Bete-Asbia,
22 de Joquim,
dos homens de Cozeba, de Jos e de Sarafe, que governavam em Moabe e em
Jasubi-Lem. (Estes registros so de pocas antigas.)
23 Eles eram
oleiros e habitavam em Netaim e em Geder, perto do rei, para quem
trabalhavam.
Os Descendentes de Simeo
24 Estes foram os filhos de Simeo:
Nemuel, Jamim, Jaribe, Zer e Saul.
25 O filho de Saul era Salum, pai de Mibso, que foi o pai de Misma.
26 Estes foram os descendentes de Misma:
seu filho Hamuel, pai de Zacur, que foi o pai de Simei.
27 Simei teve dezesseis filhos e seis filhas, mas seus irmos no
tiveram muitos filhos; por isso todos os seus cls no se igualam em
nmero  tribo de Jud.
28 Eles viviam em Berseba, Molad, Hazar-Sual,
29 Bila, Azm, Tolade,
30 Betuel, Horm, Ziclague,
31 Bete-Marcabote,
Hazar-Susim, Bete-Biri e Saaraim. Essas foram as suas cidades at o
reinado de Davi.
32 Tinham tambm as cinco cidades de Et, Aim, Rimom,
Toqum e As,
33 com todos os povoados ao redor delas at Baalate
[f] . Nessas cidades viviam e mantinham um registro genealgico.
34 Mesobabe, Janleque, Josa,
filho de Amazias,
35 Joel, Je, filho de Josibias,
neto de Seraas e bisneto de Asiel;
36 tambm Elioenai, Jaacob, Jesoaas,
Asaas, Adiel, Jesimiel, Benaia
37 e Ziza, filho de Sifi, neto de Alom,
bisneto de Jedaas, trineto de Sinri
e tetraneto de Semaas.
38 Essa  a lista dos lderes dos seus cls. Suas famlias cresceram
muito
39 e, por isso, foram para os arredores de Gedor, a leste do
vale, em busca de pastagens para os seus rebanhos.
40 Encontraram
muitas pastagens boas, numa regio vasta, pacfica e tranqila, onde
alguns camitas tinham vivido anteriormente.
41 Durante o reinado de Ezequias, rei de Jud, esses homens aqui
alistados chegaram e atacaram os camitas e os meunitas da regio e os
destruram totalmente, como at hoje se pode ver. Depois ocuparam o
lugar daqueles povos, pois havia pastagens para os seus rebanhos.
42 E
quinhentos desses simeonitas, liderados por Pelatias, Nearias, Refaas e
Uziel, filhos de Isi, invadiram as colinas de Seir.
43 Eles mataram o
restante dos amalequitas que tinha escapado, e ali vivem at hoje.
Notas de rodap:
[a] 4.3 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz pai.
[b] 4.4 Pai pode significar lder civil ou lder militar; tambm no
restante do captulo. Veja 2.21, 2.24, 4.5 e 8.29
[c] 4.5 Hebraico: pai ; tambm nos versculos 12, 14, 17 e 18. Veja
2.21, 2.24, 4.4 e 8.29.
[d] 4.13 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Vulgata. O
Texto Massortico no traz e Meonotai.
[e] 4.14 Ge-Harasim significa vale dos Artesos.
[f] 4.33 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz Baal. Veja Js 19.8.

I CRNICAS-CAPITULO-5
Os Descendentes de Rben
1 Estes so os filhos de Rben, o filho mais velho de Israel. (De fato
ele era o mais velho, mas, por ter desonrado o leito de seu pai, seus
direitos de filho mais velho foram dados aos filhos de Jos, filho de
Israel, de modo que no foi alistado nos registros genealgicos como o
primeiro filho.
2 Embora Jud tenha sido o mais poderoso de seus irmos
e dele tenha vindo um lder, os direitos de filho mais velho foram dados
a Jos.)
3 Os filhos de Rben, filho mais velho de Israel, foram:
Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
4 Estes foram os descendentes de Joel:
Seu filho Semaas, pai de Gogue, que foi o pai de Simei,
5 pai de Mica,
que foi o pai de Reaas, pai de Baal,
6 que foi o pai de Beera, a quem
Tiglate-Pileser, rei da Assria, levou para o exlio. Beera era um lder
da tribo de Rben.
7 Estes foram os parentes dele, de acordo com seus cls, alistados
conforme os seus registros genealgicos:
Jeiel, o chefe, Zacarias
8 e Bel, filho de Azaz, neto de Sema e
bisneto de Joel. Eles foram viver na regio que vai desde Aroer at o
monte Nebo e Baal-Meom.
9 A leste ocuparam a terra que vai at o
deserto que se estende na direo do rio Eufrates, pois os seus rebanhos
tinham aumentado muito em Gileade.
10 Durante o reinado de Saul eles entraram em guerra contra os
hagarenos e os derrotaram, passando a ocupar o acampamento deles por
toda a regio a leste de Gileade.
Os Descendentes de Gade
11 Ao lado da tribo de Rben ficou a tribo de Gade, desde a regio de
Bas at Salc.
12 Joel foi o primeiro chefe de cls em Bas, Saf, o segundo; os
outros foram Janai e Safate.
13 Estes foram os parentes deles, por famlias:
Micael, Mesulo, Seba, Jorai, Jac, Zia e Hber. Eram sete ao todo.
14 Eles eram descendentes de Abiail, filho de Huri, neto de Jaroa,
bisneto de Gileade e trineto de Micael, que foi filho de Jesisai, neto
de Jado e bisneto de Buz.
15 A, filho de Abdiel e neto de Guni, foi o
chefe dessas famlias.
16 A tribo de Gade habitou em Gileade, em Bas e seus povoados, e em
toda a extenso das terras de pastagem de Sarom.
17 Todos esses entraram nos registros genealgicos durante os reinados
de Joto, rei de Jud, e de Jeroboo, rei de Israel.
18 As tribos de Rben, Gade e a metade da tribo de Manasss tinham
juntas quarenta e quatro mil e setecentos e sessenta homens de combate,
capazes de empunhar escudo e espada, de usar o arco, e treinados para a
guerra.
19 Eles entraram em guerra contra os hagarenos e seus aliados
Jetur, Nafis e Nodabe.
20 Durante a batalha clamaram a Deus, que os
ajudou, entregando os hagarenos e todos os seus aliados nas suas mos.
Deus os atendeu, porque confiaram nele.
21 Tomaram dos hagarenos o
rebanho de cinqenta mil camelos, duzentas e cinqenta mil ovelhas e
dois mil jumentos. Tambm fizeram cem mil prisioneiros.
22 E muitos
foram os inimigos mortos, pois a batalha era de Deus. Eles ocuparam
aquela terra at a poca do exlio.
Os Descendentes da Metade da Tribo de Manasss
23 A metade da tribo de Manasss era numerosa e se estabeleceu na
regio que vai de Bas a Baal-Hermom, isto , at Senir, o monte Hermom.
24 Estes eram os chefes das famlias dessa tribo: fer, Isi, Eliel,
Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel. Eram soldados valentes, homens
famosos, e chefes das famlias.
25 Mas foram infiis para com o Deus
dos seus antepassados e se prostituram, seguindo os deuses dos povos
que Deus tinha destrudo diante deles.
26 Por isso o Deus de Israel
incitou Pul, que  Tiglate-Pileser, rei da Assria, a levar as tribos de
Rben, de Gade e a metade da tribo de Manasss Hala, Habor, Hara e para
o rio Goz, onde esto at hoje.

I CRNICAS-CAPITULO-6
Os Descendentes de Levi
1 Estes foram os filhos de Levi:
Grson, Coate e Merari.
2 Estes foram os filhos de Coate:
Anro, Isar, Hebrom e Uziel.
3 Estes foram os filhos de Anro:
Aro, Moiss e Miri.
Estes foram os filhos de Aro:
Nadabe, Abi, Eleazar e Itamar.
4 Eleazar gerou Finias,
Finias gerou Abisua,
5 Abisua gerou Buqui,
Buqui gerou Uzi,
6 Uzi gerou Zeraas,
Zeraas gerou Meraiote,
7 Meraiote gerou Amarias,
Amarias gerou Aitube,
8 Aitube gerou Zadoque,
Zadoque gerou Aimas,
9 Aimas gerou Azarias,
Azarias gerou Joan,
10 Joan gerou Azarias,
que foi sacerdote no templo
construdo por Salomo em Jerusalm;
11 Azarias gerou Amarias,
Amarias gerou Aitube,
12 Aitube gerou Zadoque,
Zadoque gerou Salum,
13 Salum gerou Hilquias,
Hilquias gerou Azarias,
14 Azarias gerou Seraas,
e Seraas gerou Jeozadaque.
15 Jeozadaque foi levado prisioneiro
quando o Senhor enviou Jud
e Jerusalm para o exlio
por meio de Nabucodonosor.
11 Estes foram os filhos de Levi:
Grson, Coate e Merari.
17 Estes so os nomes
dos filhos de Grson:
Libni e Simei.
18 Estes foram os filhos de Coate:
Anro, Isar, Hebrom e Uziel.
19 Estes foram os filhos de Merari:
Mali e Musi.
Estes so os cls dos levitas alistados
de acordo com os seus antepassados:
20 De Grson:
Seu filho Libni, que foi o pai de Jaate,
pai de Zima,
21 que foi o pai de Jo,
pai de Ido, pai de Zer,
que foi o pai de Jeaterai.
22 De Coate:
Seu filho Aminadabe, pai de Cor,
que foi o pai de Assir,
23 pai de Elcana, pai de Ebiasafe,
que foi o pai de Assir,
24 pai de Taate, pai de Uriel,
pai de Uzias,
que foi o pai de Saul.
25 De Elcana:
Amasai, Aimote
26 e Elcana, pai de Zofai, [a] pai de Naate,
27 que foi o pai de Eliabe,
pai de Jeroo,
pai de Elcana,
que foi o pai de Samuel. [b]
28 De Samuel:
Joel [c] , o mais velho,
e Abias, o segundo.
29 De Merari:
Mali, pai de Libni,
pai de Simei,
que foi o pai de Uz,
30 pai de Simia,
pai de Hagias,
que foi o pai de Asaas.
Os Msicos do Templo
31 Estes so os homens a quem Davi encarregou de dirigir os cnticos no
templo do Senhor depois que a arca foi levada para l.
32 Eles
ministraram o louvor diante do tabernculo, da Tenda do Encontro, at
quando Salomo construiu o templo do Senhor em Jerusalm. Eles exerciam
suas funes de acordo com as normas estabelecidas.
33 Estes so os que ministravam, junto com seus filhos:
Dentre os coatitas:
O msico Hem, filho de Joel,
filho de Samuel,
34 filho de Elcana, filho de Jeroo,
filho de Eliel, filho de To,
35 filho de Zufe, filho de Elcana,
filho de Maate, filho de Amasai,
36 filho de Elcana, filho de Joel,
filho de Azarias, filho de Sofonias,
37 filho de Taate, filho de Assir,
filho de Ebiasafe, filho de Cor,
38 filho de Isar, filho de Coate,
filho de Levi, filho de Israel.
39  direita de Hem
ficava seu parente Asafe,
filho de Berequias,
filho de Simia,
40 filho de Micael, filho de Baasias [d] ,
filho de Malquias,
41 filho de Etni,
filho de Zer, filho de Adaas,
42 filho de Et, filho de Zima,
filho de Simei,
43 filho de Jaate,
filho de Grson, filho de Levi.
44 Dentre os meraritas:
 esquerda de Hem,
parente dos meraritas,
ficava Et, filho de Quisi, filho de Abdi,
filho de Maluque,
45 filho de Hasabias,
filho de Amazias, filho de Hilquias,
46 filho de Anzi, filho de Bani,
filho de Smer,
47 filho de Mali,
filho de Musi, filho de Merari,
filho de Levi.
48 Seus parentes, os outros levitas, foram encarregados de cuidar de
todo o servio do tabernculo, o templo de Deus.
49 Mas eram Aro e
seus descendentes que cuidavam dos sacrifcios no altar do holocausto
[e] , das ofertas no altar de incenso e de todo o servio do Lugar
Santssimo, como tambm dos sacrifcios de propiciao por Israel,
conforme tudo o que Moiss, servo de Deus, tinha ordenado.
50 Estes foram os descendentes de Aro:
o seu filho Eleazar, pai de Finias,
que foi o pai de Abisua,
51 pai de Buqui, pai de Uzi,
que foi o pai de Zeraas,
52 pai de Meraiote, pai de Amarias,
que foi o pai de Aitube,
53 pai de Zadoque, pai de Aimas.
As Cidades dos Levitas
54 Estas foram as cidades e as regies dadas aos levitas para nelas
habitarem. Dentre os descendentes de Aro, o cl coatita foi sorteado
primeiro;
55 foi-lhe dada Hebrom, em Jud, com suas pastagens ao redor.
56 Mas os campos e os povoados em torno da cidade foram dados a Calebe,
filho de Jefon.
57 Assim os descendentes de Aro receberam Hebrom, cidade de refgio, e
Libna, Jatir, Estemoa,
58 Hilm, Debir,
59 As, Jut [f] e
Bete-Semes, com suas respectivas pastagens.
60 E da tribo de Benjamim
receberam Gibeo [g] , Geba, Alemete e Anatote, com suas
respectivas pastagens.
Ao todo treze cidades foram distribudas entre os seus cls.
61 Para os demais descendentes de Coate foram sorteadas dez cidades
pertencentes aos cls da metade da tribo de Manasss.
62 Para os descendentes de Grson, cl por cl, foram sorteadas treze
cidades das tribos de Issacar, de Aser e de Naftali, e da metade da
tribo de Manasss que fica em Bas.
63 Para os descendentes de Merari, cl por cl, foram sorteadas doze
cidades das tribos de Rben, de Gade e de Zebulom.
64 Assim os israelitas deram aos levitas essas cidades com suas
respectivas pastagens.
65 As cidades anteriormente mencionadas dos
territrios de Jud, de Simeo e de Benjamim tambm lhes foram dadas por
sorteio.
66 Alguns dos cls coatitas receberam as seguintes cidades no
territrio da tribo de Efraim:
67 Siqum, cidade de refgio, nos montes de Efraim, e Gezer,
68 Jocmeo, Bete-Horom,
69 Aijalom e Gate-Rimom, com suas respectivas
pastagens.
70 E da metade da tribo de Manasss o restante dos cls coatitas
recebeu Aner e Bile, com suas respectivas pastagens.
71 Os gersonitas receberam as seguintes cidades:
Do cl da metade da tribo de Manasss,
Gol, em Bas, e tambm Asterote, com suas respectivas pastagens;
72 da tribo de Issacar,
Quedes, Daberate,
73 Ramote e Anm, com suas respectivas pastagens;
74 da tribo de Aser,
Masal, Abdom,
75 Hucoque e Reobe, com suas respectivas pastagens;
76 e da tribo de Naftali,
Quedes, na Galilia, Hamom e Quiriataim, com suas respectivas pastagens.
77 E estas foram as cidades que os outros meraritas receberam:
Da tribo de Zebulom,
Rimono e Tabor, com suas respectivas pastagens;
78 da tribo de Rben, do outro lado do Jordo, a leste de Jeric,
Bezer, no deserto, Jaza,
79 Quedemote e Mefaate, com suas respectivas
pastagens;
80 e da tribo de Gade,
Ramote, em Gileade, Maanaim,
81 Hesbom e Jazar, com suas respectivas
pastagens.
Notas de rodap:
[a] 6.26 Muitos manuscritos dizem e Elcana. De Elcana. Seu filho
Zofai.
[b] 6.27 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no traz essa linha. Veja 1Sm 1.19,20 e 1Cr 6.33,34.
[c] 6.28 Muitos manuscritos no trazem Joel. Veja 1Sm 8.2 e 1Cr 6.33.
[d] 6.40 Alguns manuscritos dizem Maasias.
[e] 6.49 Isto , sacrifcio totalmente queimado.
[f] 6.59 Conforme a Verso Siraca. O Texto Massortico no traz Jut.
Veja Js 21.16.
[g] 6.60 O Texto Massortico no traz Gibeo. Veja Js 21.17.

I CRNICAS-CAPITULO-7
Os Descendentes de Issacar
1 Estes foram os quatro filhos de Issacar:
Tol, Pu, Jasube e Sinrom.
2 Estes foram os filhos de Tol:
Uzi, Refaas, Jeriel, Jamai, Ibso e Samuel, chefes dos seus cls. No
reinado de Davi, os descendentes de Tol alistados em suas genealogias
como homens de combate eram 22.600.
3 O filho de Uzi foi Israas.
Estes foram os filhos de Israas:
Micael, Obadias, Joel e Issias. Todos os cinco eram chefes
4 que tinham
muitas mulheres e muitos filhos. Por isso, conforme a genealogia de sua
famlia, eles contavam com 36.000 homens prontos para o combate.
5 Incluindo seus parentes, os homens de combate de todos os cls de
Issacar, conforme alistados em sua genealogia, eram ao todo 87.000.
Os Descendentes de Benjamim
6 Estes foram os trs filhos de Benjamim:
Bel, Bequer e Jediael.
7 Estes foram os filhos de Bel:
Esbom, Uzi, Uziel, Jeremote e Iri, cinco chefes de famlias. Seu
registro genealgico alistava 22.034 homens de combate.
8 Estes foram os filhos de Bequer:
Zemira, Jos, Elizer, Elioenai, Onri, Jeremote, Abias, Anatote e
Alemete. Todos esses eram filhos de Bequer.
9 O registro genealgico
deles alistava os chefes de famlias e 20.200 homens de combate.
10 O filho de Jediael foi Bil.
Estes foram os filhos de Bil:
Jes, Benjamim, Ede, Quenaan, Zet, Trsis e Aisaar.
11 Todos esses
descendentes de Jediael eram chefes de famlias que contavam com 17.200
homens de combate prontos para a guerra.
12 Supim e Hupim eram filhos de Ir; e Husim era filho de Aer.
Os Descendentes de Naftali
13 Estes foram os filhos de Naftali:
Jaziel, Guni, Jezer e Silm [a] , netos de Bila.
Os Descendentes de Manasss
14 Estes foram os descendentes de Manasss:
Asriel, filho de sua concubina aramia, que tambm deu  luz Maquir, pai
de Gileade.
15 Maquir casou-se com Maaca, irm de Hupim e Supim.
Outro descendente de Manasss chamava-se Zelofeade, o qual s teve
filhas.
16 Maaca, mulher de Maquir, deu  luz um filho, a quem deu o nome de
Perez. O nome de seu irmo era Seres, cujos filhos chamavam-se Ulo e
Requm.
17 O filho de Ulo foi Bed.
Esses foram os descendentes de Gileade, filho de Maquir e neto de
Manasss.
18 Sua irm Hamolequete deu  luz Isode, Abiezer e Maal.
19 Estes foram os filhos de Semida:
Ai, Siqum, Liqui e Anio.
Os Descendentes de Efraim
20 Estes foram os descendentes de Efraim:
Sutela, que foi o pai de Berede,
pai de Taate, pai de Eleada,
que foi o pai de Taate,
21 pai de Zabade, pai de Sutela.
zer e Eleade, filhos de Efraim, foram mortos por homens da cidade de
Gate, quando tentavam roubar os rebanhos deles.
22 Efraim chorou muitos
dias por eles, e seus parentes vieram consol-lo.
23 Depois ele se
deitou de novo com sua mulher, ela engravidou e deu  luz um filho. Ele
o chamou Berias, pois tinha acontecido uma desgraa em sua famlia.
24 Sua filha chamava-se Seer. Foi ela que fundou Bete-Horom Alta e
Bete-Horom Baixa, e tambm Uzm-Seer.
25 O filho de Berias foi Refa, pai de Resefe [b] ,
que foi o pai de Tel, pai de Ta,
26 pai de Lad, pai de Amide,
que foi o pai de Elisama,
27 pai de Num, que foi o pai de Josu.
28 Suas terras e cidades incluam Betel e os povoados ao redor, Naar a
leste, Gezer e seus povoados a oeste, e Siqum e Ai com os seus
povoados.
29 A tribo de Manasss controlava as cidades de Bete-Se,
Taanaque, Megido e Dor, com seus respectivos povoados. Os descendentes
de Jos, filho de Israel, viviam nessas cidades.
Os Descendentes de Aser
30 Estes foram os filhos de Aser:
Imna, Isv, Isvi e Berias. A irm deles chamava-se Sera.
31 Estes foram os filhos de Berias:
Hber e Malquiel, que foi o pai de Birzavite.
32 Hber gerou Jaflete, Somer e Hoto, e a irm deles, Su.
33 Estes foram os filhos de Jaflete:
Pasaque, Bimal e Asvate.
Esses foram os filhos de Jaflete.
34 Estes foram os filhos de Somer:
A, Roga, Jeub e Ar.
35 Estes foram os filhos de Helm [c] , irmo de Somer:
Zofa, Imna, Seles e Amal.
36 Estes foram os filhos de Zofa:
Su, Harnefer, Sual, Beri, Inra,
37 Bezer, Hode, Sam, Silsa, Itr e
Beera.
38 Estes foram os filhos de Jter:
Jefon, Pispa e Ara.
39 Estes foram os filhos de Ula:
Ara, Haniel e Rizia.
40 Todos esses foram descendentes de Aser. Eram chefes de famlias,
homens escolhidos, soldados valentes e lderes de destaque. O nmero dos
alistados para combate no exrcito deles foi 26.000.
Notas de rodap:
[a] 7.13 Muitos manuscritos dizem Salum. Veja Gn 46.24 e Nm 26.49.
[b] 7.25 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no traz pai de.
[c] 7.35 Chamado Hoto no versculo 32.

I CRNICAS-CAPITULO-8
Os Descendentes de Benjamim
1 Benjamim gerou Bel, seu filho mais velho; Asbel, seu segundo filho,
Aar, o terceiro,
2 No, o quarto, e Rafa, o quinto.
3 Estes foram os filhos de Bel:
Adar, Gera, pai de Ede,
4 Abisua, Naam, Ao,
5 Gera, Sefuf e Huro.
6 Estes foram os descendentes de Ede, chefes das famlias dos
habitantes de Geba, que foram deportados para Manaate:
7 Naam, Aas e Gera. Esse Gera, pai de Uz e de Aide, foi quem os
deportou.
8 Depois de ter se divorciado de suas mulheres Husim e Baara, Saaraim
teve filhos na terra de Moabe.
9 Com sua mulher Hodes ele gerou Jobabe,
Zbia, Messa, Malc,
10 Jes, Saquias e Mirma. Esses foram seus filhos,
chefes de famlias.
11 Com Husim ele gerou Abitube e Elpaal.
12 Estes foram os filhos de Elpaal:
Hber, Mis, Semede, que fundou Ono e Lode com seus povoados.
13 Berias
e Sema foram os chefes das famlias dos habitantes de Aijalom, e foram
eles que expulsaram os habitantes de Gate.
14 Ai, Sasaque, Jeremote,
15 Zebadias, Arade, der,
16 Micael, Ispa
e Jo foram descendentes de Berias.
17 Zebadias, Mesulo, Hizqui, Hber,
18 Ismerai, Izlias e Jobabe foram
descendentes de Elpaal.
19 Jaquim, Zicri, Zabdi,
20 Elienai, Ziletai, Eliel,
21 Adaas,
Beraas e Sinrate foram descendentes de Simei.
22 Isp, Hber, Eliel,
23 Abdom, Zicri, Han,
24 Hananias, Elo,
Antotias,
25 Ifdias e Penuel foram descendentes de Sasaque.
26 Sanserai, Searias, Atalias,
27 Jaaresias, Elias e Zicri foram
descendentes de Jeroo.
28 Todos esses foram chefes de famlias, lderes conforme alistados em
suas genealogias, e moravam em Jerusalm.
29 Jeiel [a] , pai [b] de Gibeom, morou na cidade de
Gibeom. O nome de sua mulher era Maaca,
30 o de seu filho mais velho,
Abdom, e o de seus outros filhos, Zur, Quis, Baal, Ner [c] ,
Nadabe,
31 Gedor, Ai, Zequer
32 e Miclote, que gerou Simia. Eles
tambm moravam perto de seus parentes, em Jerusalm.
33 Ner gerou Quis, que gerou Saul. Saul gerou Jnatas, Malquisua,
Abinadabe e Esbaal [d] .
34 O filho de Jnatas foi Meribe-Baal [e] , que gerou Mica.
35 Estes foram os filhos de Mica:
Pitom, Meleque, Taria e Acaz.
36 Acaz gerou Jeoada, Jeoada gerou Alemete, Azmavete e Zinri, e Zinri
gerou Mosa.
37 Mosa gerou Bine, pai de Rafa, que foi o pai de Eleasa,
pai de Azel.
38 Azel teve seis filhos chamados Azrico, Bocru, Ismael, Searias,
Obadias e Han. Todos esses foram filhos de Azel.
39 Estes foram os filhos de Eseque, seu irmo:
Ulo, o mais velho, Jes, o segundo e Elifelete, o terceiro.
40 Os filhos de Ulo eram soldados valentes e bons flecheiros. Tiveram
muitos filhos e netos; eram cento e cinqenta ao todo.
Todos esses foram descendentes de Benjamim.
Notas de rodap:
[a] 8.29 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no traz Jeiel. Veja 1Cr 9.35.
[b] 8.29 Ou lder ; ou ainda fundador . Veja 2.21, 2.24, 4.4 e 4.5.
[c] 8.30 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico no traz Ner. Veja 1Cr 9.36.
[d] 8.33 Tambm conhecido como Is-Bosete; tambm em 9.39.
[e] 8.34 Tambm conhecido como Mefibosete; tambm em 9.40.

I CRNICAS-CAPITULO-9
1 Todos os israelitas foram alistados nas genealogias dos registros
histricos dos reis de Israel.
O Povo de Jerusalm
Por sua infidelidade o povo de Jud foi levado prisioneiro para a
Babilnia.
2 Os primeiros a voltarem s suas propriedades e s suas
cidades foram algumas pessoas do povo e alguns sacerdotes, levitas e
servidores do templo.
3 Os de Jud, de Benjamim e de Efraim e Manasss que se instalaram em
Jerusalm foram:
4 Utai, filho de Amide, neto de Onri, bisneto de Inri e trineto de
Bani, um descendente de Perez, filho de Jud.
5 Dos descendentes de Sel:
O primognito Asaas com seus filhos.
6 Dos descendentes de Zer:
Jeuel.
Os de Jud eram 690.
7 Dos benjamitas:
Salu, filho de Mesulo, neto de Hodavias e bisneto de Hassenua;
8 Ibnias, filho de Jeroo; El, filho de Uzi, filho de Micri; e
Mesulo, filho de Sefatias, filho de Reuel, filho de Ibnias.
9 Da tribo de Benjamim, relacionados em sua genealogia, eram 956. Todos
esses homens eram chefes de suas famlias.
10 Dos sacerdotes:
Jedaas, Jeoiaribe, Jaquim;
11 Azarias, filho de Hilquias, neto de Mesulo, bisneto de Zadoque,
trineto de Meraiote e tetraneto de Aitube, o lder encarregado do templo
de Deus;
12 Adaas, filho de Jeroo, neto de Pasur e bisneto de Malquias; e
Masai, filho de Adiel, neto de Jazera, bisneto de Mesulo, trineto de
Mesilemite e tetraneto de Imer.
13 O nmero de sacerdotes que eram chefes de famlias era 1.760. Eram
homens capazes, e sua responsabilidade era ministrar no templo de Deus.
14 Dos levitas:
Semaas, filho de Hassube, neto de Azrico e bisneto de Hasabias, um
merarita;
15 Baquebacar, Heres, Galal e Matanias, filho de Mica, neto
de Zicri e bisneto de Asafe;
16 Obadias, filho de Semaas, neto de
Galal e bisneto de Jedutum; e Berequias, filho de Asa e neto de Elcana,
que vivia nos povoados dos netofatitas.
17 Os guardas das portas eram:
Salum, o chefe, Acube, Talmom, Aim e os irmos deles, sendo at hoje
18 os guardas da porta do Rei, a leste. Salum era o chefe. Esses eram
os guardas das portas, que pertenciam ao acampamento dos levitas.
19 Salum, filho de Cor, neto de Ebiasafe e bisneto de Cor, e seus
parentes, os coretas, guardas das portas, responsveis por guardar as
entradas da Tenda [a] , como os seus antepassados tinham sido
responsveis por guardar a entrada da habitao do Senhor .
20 Naquela
poca, Finias, filho de Eleazar, estivera encarregado dos guardas das
portas, e o Senhor estava com ele.
21 Zacarias, filho de Meselemias,
era o guarda das portas da entrada da Tenda do Encontro.
22 A soma total dos escolhidos para serem guardas das portas,
registrados nas genealogias dos seus povoados, era de 212. Eles haviam
sido designados para esses postos de confiana por Davi e pelo vidente
Samuel.
23 Eles e os seus descendentes foram encarregados de vigiar as
portas do templo do Senhor , o templo chamado Tenda.
24 Os guardas
vigiavam as portas nos quatro lados: norte, sul, leste e oeste.
25 Seus
parentes, residentes em seus povoados, tinham que vir de tempos em
tempos e trabalhar com eles por perodos de sete dias.
26 Mas os quatro
principais guardas das portas, que eram levitas, receberam a
responsabilidade de tomar conta das salas e da tesouraria do templo de
Deus.
27 Eles passavam a noite perto do templo de Deus, pois tinham o
dever de vigi-lo e de abrir as portas todas as manhs.
28 Alguns levitas estavam encarregados dos utenslios utilizados no
culto no templo; eles os contavam quando eram retirados e quando eram
devolvidos.
29 Outros eram responsveis pelos mveis e por todos os
demais utenslios do santurio, bem como pela farinha, pelo vinho, pelo
leo, pelo incenso e pelas especiarias.
30 E ainda outros cuidavam da
manipulao das especiarias.
31 Um levita chamado Matitias, filho mais
velho do coreta Salum, tinha a responsabilidade de assar os pes para
as ofertas.
32 E dentre os coatitas, seus irmos, alguns estavam
encarregados de preparar os pes que eram postos sobre a mesa todo
sbado.
33 Os cantores, chefes de famlias levitas, permaneciam nas salas do
templo e estavam isentos de outros deveres, pois dia e noite se
dedicavam  sua prpria tarefa.
34 Todos esses eram chefes de famlias levitas, alistados como lderes
em suas genealogias, e moravam em Jerusalm.
A Genealogia de Saul
35 Jeiel, pai [b] de Gibeom,
morava em Gibeom.
O nome de sua mulher era Maaca,
36 e o de seu filho mais velho, Abdom.
Depois nasceram Zur, Quis, Baal,
Ner, Nadabe,
37 Gedor, Ai,
Zacarias e Miclote.
38 Miclote gerou Simia.
Eles tambm moravam perto
de seus parentes em Jerusalm.
39 Ner gerou Quis, Quis gerou Saul,
Saul gerou Jnatas, Malquisua,
Abinadabe e Esbaal.
40 Este foi o filho de Jnatas:
Meribe-Baal, que gerou Mica.
41 Estes foram os filhos de Mica:
Pitom, Meleque, Taria e Acaz [c] .
42 Acaz gerou Jad, Jad [d] gerou Alemete,
Azmavete e Zinri, e Zinri gerou Mosa.
43 Mosa gerou Bine,
cujo filho foi Refaas;
o filho deste foi Eleasa, pai de Azel.
44 Azel teve seis filhos,
e os nomes deles foram:
Azrico, Bocru, Ismael, Searias,
Obadias e Han.
Esses foram os filhos de Azel.
Notas de rodap:
[a] 9.19 Isto , do templo; tambm nos versculos 21 e 23.
[b] 9.35 Pai pode significar lder civil ou lder militar.
[c] 9.41 Conforme a Vulgata e a Verso Siraca. O Texto Massortico
no traz e Acaz. Veja 1Cr 8.35.
[d] 9.42 Muitos manuscritos dizem Jaer. Veja 1Cr 8.36.

I CRNICAS-CAPITULO-10
O Suicdio de Saul
1 E aconteceu que, em combate com os filisteus, os israelitas foram
postos em fuga, e muitos caram mortos no monte Gilboa.
2 Os filisteus
perseguiram Saul e seus filhos, e mataram Jnatas, Abinadabe e
Malquisua, filhos de Saul.
3 O combate foi se tornando cada vez mais
violento em torno de Saul, at que os flecheiros o alcanaram e o
feriram gravemente.
4 Ento Saul ordenou ao seu escudeiro: "Tire sua espada e mate-me, se
no sofrerei a vergonha de cair nas mos desses incircuncisos".
Mas o seu escudeiro estava apavorado e no quis faz-lo. Saul, ento,
apanhou a prpria espada e jogou-se sobre ela.
5 Quando o escudeiro viu
que Saul estava morto, jogou-se tambm sobre sua espada e morreu.
6 Dessa maneira Saul e seus trs filhos morreram e, assim, toda a
descendncia real.
7 Quando os israelitas que habitavam no vale viram que o exrcito tinha
fugido e que Saul e seus filhos estavam mortos, fugiram, abandonando
suas cidades. Depois os filisteus foram ocup-las.
8 No dia seguinte, quando os filisteus foram saquear os mortos,
encontraram Saul e seus filhos cados no monte Gilboa.
9 Cortaram a
cabea de Saul, pegaram suas armas e enviaram mensageiros por toda a
terra dos filisteus proclamando a notcia entre os seus dolos e o seu
povo.
10 Expuseram suas armas num dos templos dos seus deuses e
penduraram sua cabea no templo de Dagom.
11 Quando os habitantes de Jabes-Gileade ficaram sabendo o que os
filisteus haviam feito com Saul,
12 os mais corajosos dentre eles foram
e apanharam os corpos de Saul e de seus filhos e os levaram a Jabes. L
sepultaram seus ossos sob a Grande rvore, e jejuaram por sete dias.
13 Saul morreu dessa forma porque foi infiel ao Senhor ; no foi
obediente  palavra do Senhor e chegou a consultar uma mdium em busca
de orientao,
14 em vez de consultar o Senhor . Por isso o Senhor o
entregou  morte e deu o reino a Davi, filho de Jess.

I CRNICAS-CAPITULO-11
O Reinado de Davi, Rei de Israel
1 Todo o Israel reuniu-se com Davi em Hebrom e disse: "Somos sangue
do teu sangue [a] .
2 No passado, mesmo quando Saul era rei,
eras tu quem liderava Israel em suas batalhas. E o Senhor , o teu Deus,
te disse: ``Voc pastorear Israel, o meu povo, e ser o seu
governante''".
3 Ento todas as autoridades de Israel foram ao encontro do rei Davi em
Hebrom, onde este fez um acordo com elas perante o Senhor , e ali
ungiram Davi rei de Israel, conforme o Senhor havia anunciado por meio
de Samuel.
A Conquista de Jerusalm
4 Davi e todos os israelitas marcharam para Jerusalm, que  Jebus. Os
jebuseus, habitantes da cidade,
5 disseram a Davi: "Voc no entrar
aqui". No entanto, Davi conquistou a fortaleza de Sio, a Cidade de
Davi.
6 Naquele dia Davi disse: "O primeiro que atacar os jebuseus se
tornar o comandante do exrcito". Joabe, filho de Zeruia, foi o
primeiro e por isso recebeu o comando do exrcito.
7 Davi passou a morar na fortaleza e por isso ela foi chamada Cidade de
Davi.
8 Ele reconstruiu a cidade ao redor da fortaleza, desde o Milo
[b] at os muros ao redor, e Joabe restaurou o restante da cidade.
9 E Davi foi se tornando cada vez mais poderoso, pois o Senhor dos
Exrcitos estava com ele.
Os Principais Guerreiros de Davi
10 Estes foram os chefes dos principais guerreiros de Davi, que junto
com todo o Israel, deram um grande apoio para estender o seu reinado a
todo o pas, conforme o Senhor havia prometido.
11 Esta  a lista
deles:
Jasobeo [c] , um hacmonita, chefe dos oficiais [d] ; foi
ele que, empunhando sua lana, matou trezentos homens numa mesma
batalha.
12 Depois, Eleazar, filho de Dod, de Ao, um dos trs principais
guerreiros.
13 Ele estava com Davi na plantao de cevada de Pas-Damim,
onde os filisteus se reuniram para a guerra. As tropas israelitas
fugiram dos filisteus,
14 mas eles mantiveram sua posio no meio da
plantao. Eles a defenderam e feriram os filisteus, e o Senhor lhes deu
uma grande vitria.
15 Quando um grupo de filisteus estava acampado no vale de Refaim, trs
chefes do batalho dos Trinta foram encontrar Davi na rocha que h perto
da caverna de Adulo.
16 Estando Davi nessa fortaleza e o destacamento
filisteu em Belm,
17 Davi expressou seu desejo: "Quem me dera me
trouxessem gua da cisterna que fica junto  porta de Belm!"
18 Ento aqueles trs infiltraram-se no acampamento filisteu, tiraram gua
daquela cisterna e a trouxeram a Davi. Mas ele se recusou a beb-la; em
vez disso, derramou-a como uma oferta ao Senhor .
19 "Longe de mim
fazer isso,  meu Deus!", disse Davi. "Esta gua representa o sangue
desses homens que arriscaram a prpria vida!" Eles arriscaram a vida
para traz-la. E no quis beb-la. Foram essas as proezas dos trs
principais guerreiros.
20 Abisai, o irmo de Joabe, era o chefe do batalho dos Trinta
[e] . Com uma lana enfrentou trezentos homens e os matou, tornando-se
famoso como os trs.
21 Foi honrado duas vezes mais do que o batalho
dos Trinta e se tornou chefe deles, mas nunca igualou-se aos trs
principais guerreiros.
22 Benaia, filho de Joiada, era um corajoso soldado de Cabzeel, e
realizou grandes feitos. Matou dois dos melhores guerreiros de Moabe e,
num dia de neve, desceu ao fundo de uma cova e matou um leo.
23 Tambm
matou um egpcio de dois metros e vinte e cinco centmetros [f]
de altura. Embora o egpcio tivesse na mo uma lana parecida com uma
lanadeira de tecelo, Benaia o enfrentou com um cajado. Arrancou a
lana da mo do egpcio e com ela o matou.
24 Esses foram os grandes
feitos de Benaia, filho de Joiada, que tambm foi famoso como os trs
principais guerreiros de Davi.
25 Foi mais honrado do que qualquer dos
Trinta, mas nunca igualou-se aos trs. E Davi lhe deu o comando da sua
guarda pessoal.
26 Os outros guerreiros foram:
Asael, irmo de Joabe;
Elan, filho de Dod, de Belm;
27 Samote, de Haror;
Helez, de Pelom;
28 Ira, filho de Iques, de Tecoa;
Abiezer, de Anatote;
29 Sibecai, de Husate;
Ilai, de Ao;
30 Maarai, de Netofate;
Helede, filho de Baan, de Netofate;
31 Itai, filho de Ribai,
de Gibe de Benjamim;
Benaia, de Piratom;
32 Hurai, dos riachos de Gas;
Abiel, de Arbate;
33 Azmavete, de Baurim;
Eliaba, de Saalbom;
34 os filhos de Hasm, de Gizom;
Jnatas, filho de Sage, de Harar;
35 Aio, filho de Sacar, de Harar;
Elifal, filho de Ur;
36 Hfer, de Mequerate;
Aas, de Pelom;
37 Hezro, de Carmelo;
Naarai, filho de Ezbai;
38 Joel, irmo de Nat;
Mibar, filho de Hagri;
39 o amonita Zeleque;
Naarai, de Beerote, escudeiro de Joabe,
filho de Zeruia;
40 Ira e Garebe, de Jatir;
41 Urias, o hitita;
Zabade, filho de Alai;
42 Adina, filho de Siza, de Rben,
chefe dos rubenitas
e do batalho dos Trinta;
43 Han, filho de Maaca;
Josaf, de Mitene;
44 Uzia, de Asterote;
Sama e Jeiel, filhos de Hoto,
de Aroer;
45 Jediael, filho de Sinri;
seu irmo, Jo, de Tiz;
46 Eliel, de Maave;
Jeribai e Josavias, filhos de Elnao;
Itma, um moabita,
47 e Eliel, Obede e Jaasiel, de Mezoba.
Notas de rodap:
[a] 11.1 Hebraico: teu osso e tua carne.
[b] 11.8 Ou desde o aterro
[c] 11.11 Possivelmente variante de Jasobe-Baal.
[d] 11.11 Ou Trinta . Veja 2Sm 23.8.
[e] 11.20 Conforme a Verso Siraca e muitas verses. O Texto
Massortico diz chefe dos trs. Tambm no versculo 21.
[f] 11.23 Hebraico: 5 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.

I CRNICAS-CAPITULO-12
Os Aliados de Davi
1 Estes so os que se juntaram a Davi em Ziclague, onde se escondia de
Saul, filho de Quis. Eles estavam entre os combatentes que o ajudaram na
guerra;
2 tanto com a mo direita como com a esquerda utilizavam arco e
flecha, e a funda para atirar pedras; pertenciam  tribo de Benjamim e
eram parentes de Saul:
3 Aiezer, o chefe deles,
e Jos, filhos de Sema, de Gibe;
Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete;
Beraca, Je, de Anatote,
4 e Ismaas, de Gibeom,
um grande guerreiro
do batalho dos Trinta,
e chefe deles;
Jeremias, Jaaziel, Joan,
Jozabade, de Gederate,
5 Eluzai, Jeremote, Bealias,
Semarias e Sefatias, de Harufe;
6 os coretas Elcana, Issias, Azareel,
Joezer e Jasobeo;
7 e Joela e Zebadias,
filhos de Jeroo, de Gedor.
8 Da tribo de Gade alguns aliaram-se a Davi em sua fortaleza no
deserto. Eram guerreiros corajosos, prontos para o combate, e sabiam
lutar com escudo e com lana. Tinham a bravura de um leo e eram geis
como gazelas nos montes.
9 zer era o primeiro;
Obadias, o segundo; Eliabe, o terceiro;
10 Mismana, o quarto; Jeremias, o quinto;
11 Atai, o sexto; Eliel, o stimo;
12 Joan, o oitavo; Elzabade, o nono;
13 Jeremias, o dcimo; e Macbanai era o dcimo primeiro.
14 Todos esses de Gade eram chefes de exrcito; o menor valia por
[a] cem, e o maior enfrentava mil.
15 Foram eles que atravessaram
o Jordo no primeiro ms do ano, quando o rio transborda em todas as
suas margens, e puseram em fuga todos os que moravam nos vales, a leste
e a oeste.
16 Alguns outros benjamitas e certos homens de Jud tambm vieram a
Davi em sua fortaleza.
17 Davi saiu ao encontro deles e lhes disse:
"Se vocs vieram em paz, para me ajudarem, estou pronto a receb-los.
Mas, se querem trair-me e entregar-me aos meus inimigos, sendo que as
minhas mos no cometeram violncia, que o Deus de nossos antepassados
veja isso e julgue vocs".
18 Ento o Esprito veio sobre Amasai, chefe do batalho dos Trinta, e
ele disse:
"Somos teus,  Davi!
Estamos contigo,  filho de Jess!
Paz, paz seja contigo,
e com os teus aliados,
pois o teu Deus te ajudar".
Davi os recebeu e os nomeou chefes dos seus grupos de ataque.
19 Alguns soldados de Manasss desertaram para Davi quando ele foi com
os filisteus guerrear contra Saul. Eles no ajudaram os filisteus,
porque os seus chefes os aconselharam e os mandaram embora, dizendo:
"Pagaremos com a vida, caso Davi deserte e passe para Saul, seu
senhor".
20 Estes foram os homens de Manasss que desertaram para
Davi quando ele foi a Ziclague: Adna, Jozabade, Jediael, Micael,
Jozabade, Eli e Ziletai, chefes de batalhes de mil em Manasss.
21 Eles ajudaram Davi contra grupos de ataque, pois todos eles eram
guerreiros valentes, e eram lderes no exrcito dele.
22 Diariamente
chegavam soldados para ajudar Davi, at que o seu exrcito tornou-se to
grande como o exrcito de Deus [b] .
O Crescimento do Exrcito de Davi
23 Este  o nmero dos soldados armados para a guerra que vieram a Davi
em Hebrom para lhe entregar o reino de Saul, conforme o Senhor tinha
dito:
24 da tribo de Jud, 6.800 armados para a guerra, com escudo e lana;
25 da tribo de Simeo, 7.100 guerreiros prontos para o combate;
26 da tribo de Levi, 4.600,
27 inclusive Joiada, lder da famlia de
Aro, com 3.700 homens,
28 e Zadoque, um jovem e valente guerreiro, com
vinte e dois oficiais de sua famlia;
29 da tribo de Benjamim, parentes de Saul, 3.000, a maioria dos quais
era at ento fiel  famlia de Saul;
30 da tribo de Efraim, 20.800 soldados valentes, famosos em seus
prprios cls;
31 da metade da tribo de Manasss, 18.000, indicados por nome para
fazerem Davi rei;
32 da tribo de Issacar, 200 chefes que sabiam como Israel deveria agir
em qualquer circunstncia. Comandavam todos os seus parentes;
33 da tribo de Zebulom, 50.000 soldados experientes, preparados para
guerrear com qualquer tipo de arma, totalmente decididos a ajudar Davi;
34 da tribo de Naftali, 1.000 lderes com 37.000 homens armados de
escudos e lanas;
35 da tribo de D, 28.600 preparados para o combate;
36 da tribo de Aser, 40.000 soldados experientes, preparados para o
combate;
37 e do leste do Jordo, das tribos de Rben e de Gade, e da metade da
tribo de Manasss, 120.000 completamente armados.
38 Todos esses eram homens de combate e se apresentaram voluntariamente
para servir nas fileiras. Vieram a Hebrom totalmente decididos a fazer
de Davi rei sobre todo o Israel. E todos os outros israelitas tinham
esse mesmo propsito.
39 Ficaram com Davi trs dias, comendo e bebendo,
pois as suas famlias haviam fornecido provises para eles.
40 Os
habitantes das tribos vizinhas e tambm de lugares distantes como
Issacar, Zebulom e Naftali, trouxeram-lhes muitas provises em jumentos,
camelos, mulas e bois. Havia grande fartura de suprimentos: farinha,
bolos de figo, bolos de uvas passas, vinho, azeite, bois e ovelhas, pois
havia grande alegria em Israel.
Notas de rodap:
[a] 12.14 Ou comandava
[b] 12.22 Ou um exrcito grande e poderoso

I CRNICAS-CAPITULO-13
O Retorno da Arca
1 Depois de consultar todos os seus oficiais, os comandantes de mil e
de cem,
2 Davi disse a toda a assemblia de Israel: "Se vocs esto
de acordo e se esta  a vontade do Senhor , o nosso Deus, enviemos uma
mensagem a nossos irmos em todo o territrio de Israel, e tambm aos
sacerdotes e aos levitas que esto com eles em suas cidades, para virem
unir-se a ns.
3 Vamos trazer de volta a arca de nosso Deus, pois no
nos importamos com ela [a] durante o reinado de Saul".
4 Toda
a assemblia concordou, pois isso pareceu bom a todo o povo.
5 Ento Davi reuniu todos os israelitas, desde o rio Sior, no Egito,
at Lebo-Hamate, para trazerem de Quiriate-Jearim a arca de Deus.
6 Davi e todos os israelitas foram a Baal, que  Quiriate-Jearim, em
Jud, para buscar a arca de Deus, o Senhor , que tem o seu trono entre
os querubins; a arca sobre a qual o seu nome  invocado.
7 Da casa de Abinadabe levaram a arca de Deus num carroo novo,
conduzido por Uz e Ai.
8 Davi e todos os israelitas iam danando e
cantando com todo o vigor diante de Deus, ao som de harpas, liras,
tamborins, cmbalos e cornetas.
9 Quando chegaram  eira de Quidom, Uz esticou o brao e segurou a
arca, porque os bois haviam tropeado.
10 A ira do Senhor acendeu-se
contra Uz, e ele o feriu por ter tocado na arca. Uz morreu ali mesmo,
diante de Deus.
11 Davi ficou contrariado porque o Senhor , em sua ira, havia fulminado
Uz. At hoje aquele lugar  chamado Perez-Uz [b] .
12 Naquele dia Davi teve medo de Deus e se perguntou: "Como vou
conseguir levar a arca de Deus?"
13 Por isso desistiu de trazer a
arca para a Cidade de Davi. Em vez disso, levou-a para a casa de
Obede-Edom, de Gate.
14 A arca de Deus ficou na casa dele por trs
meses, e o Senhor abenoou sua famlia e tudo o que possua.
Notas de rodap:
[a] 13.3 Ou a consultamos ; ou ainda o consultamos
[b] 13.11 Perez-Uz significa destruio de Uz.

I CRNICAS-CAPITULO-14
O Palcio e a Famlia de Davi
1 Hiro, rei de Tiro, enviou a Davi uma delegao, que lhe trouxe
toras de cedro, e tambm pedreiros e carpinteiros para lhe construrem
um palcio.
2 Ento Davi teve certeza de que o Senhor o confirmara como
rei de Israel e que estava fazendo prosperar o seu reino por amor de
Israel, seu povo.
3 Em Jerusalm Davi tomou para si mais mulheres e gerou mais filhos e
filhas.
4 Estes so os nomes dos que lhe nasceram ali: Samua, Sobabe,
Nat, Salomo,
5 Ibar, Elisua, Elpalete,
6 Nog, Nefegue, Jafia,
7 Elisama, Beeliada [a] e Elifelete.
Davi Derrota os Filisteus
8 Quando os filisteus ficaram sabendo que Davi tinha sido ungido rei de
todo o Israel, foram com todo o exrcito prend-lo, mas Davi soube disso
e saiu para enfrent-los.
9 Tendo os filisteus invadido o vale de
Refaim,
10 Davi perguntou a Deus: "Devo atacar os filisteus? Tu os
entregars nas minhas mos?"
O Senhor lhe respondeu: "V, eu os entregarei nas suas mos".
11 Ento Davi e seus soldados foram a Baal-Perazim, e Davi os derrotou
e disse: "Assim como as guas de uma enchente causam destruio, pelas
minhas mos Deus destruiu os meus inimigos". E aquele lugar passou a
ser chamado Baal-Perazim [b] .
12 Como os filisteus haviam
abandonado os seus dolos ali, Davi ordenou que fossem queimados.
13 Os filisteus voltaram a atacar o vale;
14 de novo Davi consultou
Deus, que lhe respondeu: "No ataque pela frente, mas d a volta por
trs deles e ataque-os em frente das amoreiras.
15 Assim que voc ouvir
um som de passos por cima das amoreiras, saia para o combate, pois este
 o sinal de que Deus saiu  sua frente para ferir o exrcito
filisteu".
16 E Davi fez como Deus lhe tinha ordenado, e eles
derrotaram o exrcito filisteu por todo o caminho, desde Gibeom at
Gezer.
17 Assim a fama de Davi espalhou-se por todas as terras, e o Senhor fez
com que todas as naes o temessem.
Notas de rodap:
[a] 14.7 Variante de Eliada.
[b] 14.11 Baal-Perazim significa o senhor que destri.

I CRNICAS-CAPITULO-15
A Arca  Levada para Jerusalm
1 Depois que Davi tinha construdo casas [a] para si na Cidade
de Davi, ele preparou um lugar para a arca de Deus e armou uma tenda
para ela.
2 Ento Davi disse: "Somente os levitas podero carregar a
arca de Deus, pois para isso o Senhor os escolheu e para ficarem sempre
a seu servio".
3 Davi reuniu todo o Israel em Jerusalm para trazer a arca do Senhor
para o lugar que ele lhe havia preparado.
4 Reuniu tambm os
descendentes de Aro e os levitas:
5 dos descendentes de Coate, Uriel, liderando 120;
6 dos descendentes de Merari, Asaas, liderando 220;
7 dos descendentes de Grson, Joel, liderando 130;
8 dos descendentes de Elisaf, Semaas, liderando 200;
9 dos descendentes de Hebrom, Eliel, liderando 80;
10 dos descendentes de Uziel, Aminadabe, liderando 112.
11 Em seguida Davi convocou os sacerdotes Zadoque e Abiatar, os levitas
Uriel, Asaas, Joel, Semaas, Eliel e Aminadabe, e
12 lhes disse:
"Vocs so os chefes das famlias levitas; vocs e seus companheiros
levitas devero consagrar-se e trazer a arca do Senhor , o Deus de
Israel, para o local que preparei para ela.
13 Pelo fato de vocs no
terem carregado a arca na primeira vez, a ira do Senhor , o nosso Deus,
causou destruio entre ns. Ns no o tnhamos consultado sobre como
proceder".
14 Ento os sacerdotes e os levitas se consagraram para
transportar a arca do Senhor , o Deus de Israel.
15 E os levitas
carregaram a arca de Deus apoiando as varas da arca sobre os ombros,
conforme Moiss tinha ordenado, de acordo com a palavra do Senhor .
16 Davi tambm ordenou aos lderes dos levitas que encarregassem os
msicos que havia entre eles de cantar msicas alegres, acompanhados por
instrumentos musicais: liras, harpas e cmbalos sonoros.
17 Assim, os levitas escolheram Hem, filho de Joel, e Asafe, um
parente dele; dentre os meraritas, seus parentes, escolheram Et, filho
de Cuxaas;
18 e com eles seus parentes que estavam no segundo escalo:
Zacarias [b] , Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia,
Maasias, Matitias, Elifeleu, Micnias, Obede-Edom e Jeiel [c] ,
os porteiros.
19 Os msicos Hem, Asafe e Et deviam tocar os cmbalos de bronze;
20 Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maasias e Benaia
deviam tocar as liras, acompanhando o soprano,
21 e Matitias, Elifeleu,
Micnias, Obede-Edom, Jeiel e Azazias deviam tocar as harpas em oitava,
marcando o ritmo.
22 Quenanias, o chefe dos levitas, ficou encarregado
dos cnticos; essa era sua responsabilidade, pois ele tinha competncia
para isso.
23 Berequias e Elcana seriam porteiros e deveriam proteger a arca.
24 Os sacerdotes Sebanias, Josaf, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e
Elizer deviam tocar as cornetas diante da arca de Deus. Obede-Edom e
Jeas tambm deviam ser porteiros e vigiar a arca.
25 Assim, com grande festa, Davi, as autoridades de Israel e os lderes
dos batalhes de mil foram buscar a arca da aliana do Senhor que estava
na casa de Obede-Edom.
26 Como Deus havia poupado os levitas que
carregavam a arca da aliana do Senhor , sete novilhos e sete carneiros
foram sacrificados.
27 Davi vestia um manto de linho fino, como tambm
todos os levitas que carregavam a arca, os msicos e Quenanias, chefe
dos msicos. Davi vestia tambm o colete sacerdotal de linho.
28 E todo
o Israel acompanhou a arca da aliana do Senhor alegremente, ao som de
trombetas, cornetas e cmbalos, ao toque de liras e de harpas.
29 Quando a arca da aliana do Senhor estava entrando na Cidade de
Davi, Mical, filha de Saul, observava de uma janela. E, aconteceu que ao
ver o rei Davi danando e celebrando, ela o desprezou em seu corao.
Notas de rodap:
[a] 15.1 Ou um palcio
[b] 15.18 Muitos manuscritos dizem Zacarias filho e ou Zacarias, Bene
e. Veja o versculo 20 e 1Cr 16.5.
[c] 15.18 A Septuaginta diz Jeiel e Azarias. Veja o versculo 21.

I CRNICAS-CAPITULO-16
1 Eles trouxeram a arca de Deus e a colocaram na tenda que Davi lhe
havia preparado, e ofereceram holocaustos [a] e sacrifcios de
comunho [b] diante de Deus.
2 Aps oferecer os holocaustos e os
sacrifcios de comunho, Davi abenoou o povo em nome do Senhor
3 e deu
um po, um bolo de tmaras [c] e um bolo de uvas passas a cada
homem e a cada mulher israelita.
4 Davi nomeou alguns dos levitas para ministrarem diante da arca do
Senhor , fazendo peties, dando graas e louvando o Senhor , o Deus de
Israel.
5 Desses, Asafe era o chefe, Zacarias vinha em seguida, e
depois Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e
Jeiel. Eles deviam tocar lira e harpa, enquanto Asafe tocava os
cmbalos.
6 Os sacerdotes Benaia e Jaaziel deviam tocar diariamente as
trombetas diante da arca da aliana de Deus.
O Salmo de Gratido de Davi
7 Foi naquele dia que, pela primeira vez, Davi encarregou Asafe e seus
parentes de louvarem o Senhor com salmos de gratido:
8 "Dem graas ao Senhor ,
clamem pelo seu nome,
divulguem entre as naes
o que ele tem feito.
9 Cantem para ele, louvem-no;
contem todos os seus atos maravilhosos.
10 Gloriem-se no seu santo nome;
alegre-se o corao
dos que buscam o Senhor .
11 Olhem para o Senhor
e para a sua fora;
busquem sempre a sua face.
12 Lembrem-se das maravilhas
que ele fez,
dos seus prodgios
e das ordenanas que pronunciou,
13  descendentes de Israel, seu servo,
 filhos de Jac, seus escolhidos.
14 "Ele  o Senhor , o nosso Deus;
seu domnio alcana toda a terra.
15 Para sempre se lembra [d] da sua aliana,
da palavra que ordenou
para mil geraes,
16 da aliana que fez com Abrao,
do juramento que fez a Isaque,
17 que confirmou para Jac
como um decreto,
e para Israel como uma aliana eterna,
dizendo:
18 ``A vocs darei a terra de Cana,
a herana que possuiro''.
19 "Quando eles ainda eram poucos,
muito poucos,
sendo estrangeiros nela,
20 e vagueando de nao em nao,
de um reino a outro,
21 ele no permitiu que ningum
os oprimisse;
por causa deles repreendeu reis,
ordenando:
22 ``No maltratem os meus ungidos;
no faam mal aos meus profetas''.
23 "Cantem ao Senhor , todas as terras!
Proclamem a sua salvao dia aps dia!
24 Anunciem a sua glria entre as naes,
seus feitos maravilhosos
entre todos os povos!
25 Pois o Senhor  grande
e muitssimo digno de louvor;
ele deve ser mais temido
que todos os deuses.
26 Pois todos os deuses das naes
no passam de dolos,
mas o Senhor fez os cus.
27 O esplendor e a majestade
esto diante dele;
fora e alegria na sua habitao.
28 Dem ao Senhor ,
 famlias das naes,
dem ao Senhor glria e fora!
29 Dem ao Senhor
a glria devida ao seu nome.
Tragam ofertas
e venham  sua presena.
Adorem o Senhor
no esplendor da sua santidade,
30 tremam diante dele, todas as naes!
Firmou o mundo, e este no se abalar!
31 Que os cus se alegrem
e a terra exulte,
e diga-se entre as naes:
``O Senhor reina!''
32 Ressoe o mar,
e tudo o que nele existe;
exultem os campos,
e tudo o que neles h!
33 Ento as rvores da floresta
cantaro de alegria,
cantaro diante do Senhor ,
pois ele vem julgar a terra.
34 "Rendam graas ao Senhor ,
pois ele  bom;
o seu amor dura para sempre.
35 Clamem: ``Salva-nos,  Deus,
nosso Salvador!
Rene-nos e livra-nos das naes,
para que demos graas
ao teu santo nome
e faamos do teu louvor a nossa glria''.
36 Bendito seja o Senhor ,
o Deus de Israel,
de eternidade a eternidade".
Ento todo o povo exclamou: "Amm!" e "Louvado seja o Senhor !"
37 Davi deixou Asafe e seus parentes diante da arca da aliana do
Senhor para ali ministrarem regularmente, de acordo com as prescries
para cada dia.
38 Tambm deixou Obede-Edom e seus sessenta e oito
parentes para ministrarem com eles. Obede-Edom, filho de Jedutum, e
tambm Hosa, foram porteiros.
39 Davi deixou o sacerdote Zadoque e seus parentes sacerdotes diante do
tabernculo do Senhor em Gibeom
40 para, regularmente, de manh e 
tarde, apresentarem holocaustos no altar de holocaustos, de acordo com
tudo o que est escrito na Lei do Senhor , que ele deu a Israel.
41 Com
eles estavam Hem e Jedutum e os outros designados para darem graas ao
Senhor , exclamando: "O seu amor dura para sempre".
42 Hem e
Jedutum eram responsveis pelas trombetas, pelos cmbalos e pelos outros
instrumentos musicais para o culto. Os filhos de Jedutum foram nomeados
como porteiros.
43 Ento todo o povo partiu, cada um para a sua casa, e Davi voltou
para casa para abenoar sua famlia.
Notas de rodap:
[a] 16.1 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm no versculo
40.
[b] 16.1 Ou de paz
[c] 16.3 Ou um pedao de carne ; ou ainda um pouco de vinho
[d] 16.15 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz lembrem-se. Veja Sl 105.8.

I CRNICAS-CAPITULO-17
A Promessa de Deus a Davi
1 O rei Davi j morava em seu palcio quando, certo dia, disse ao
profeta Nat: "Aqui estou eu, morando num palcio de cedro, enquanto a
arca da aliana do Senhor permanece numa simples tenda".
2 Nat respondeu a Davi: "Faze o que tiveres em mente, pois Deus est
contigo".
3 E naquela mesma noite Deus falou a Nat:
4 "V dizer ao meu servo Davi que assim diz o Senhor : No  voc que
vai construir uma casa para eu morar.
5 No tenho morado em nenhuma
casa, desde o dia em que tirei Israel do Egito, mas fui de uma tenda
para outra, e de um tabernculo para outro.
6 Por onde tenho
acompanhado todo o Israel, alguma vez perguntei a algum lder deles, que
mandei pastorear o meu povo: Por que voc no me construiu um templo de
cedro?
7 "Agora pois, diga ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos
Exrcitos: Eu o tirei das pastagens, onde voc cuidava dos rebanhos,
para ser o soberano sobre Israel, o meu povo.
8 Sempre estive com voc
por onde voc andou, e eliminei todos os seus inimigos. Agora eu o farei
to famoso quanto os homens mais importantes da terra.
9 E
providenciarei um lugar para Israel, o meu povo, e os plantarei l, para
que tenham o seu prprio lar e no mais sejam incomodados. Povos mpios
no mais os oprimiro, como fizeram no incio
10 e tm feito desde a
poca em que nomeei juzes sobre Israel, o meu povo. Tambm subjugarei
todos os seus inimigos. Saiba tambm que eu, o Senhor , lhe
estabelecerei uma dinastia.
11 Quando a sua vida chegar ao fim e voc
se juntar aos seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para
suced-lo, e eu estabelecerei o reino dele.
12  ele que vai construir
um templo para mim, e eu firmarei o trono dele para sempre.
13 Eu serei
seu pai, e ele ser meu filho. Nunca retirarei dele o meu amor, como
retirei de Saul.
14 Eu o farei lder do meu povo e do meu reino para
sempre; seu reinado ser estabelecido para sempre".
15 E Nat transmitiu a Davi tudo o que o Senhor lhe tinha falado e
revelado.
A Orao de Davi
16 Ento o rei Davi entrou no tabernculo, assentou-se diante do Senhor
, e orou:
"Quem sou eu,  Senhor Deus, e o que  a minha famlia, para que me
trouxesses a este ponto?
17 E, como se isso no bastasse para ti, 
Deus, tu falaste sobre o futuro da famlia deste teu servo. Tens me
tratado como um homem de grande importncia,  Senhor Deus.
18 "O que mais Davi poder dizer-te por honrares o teu servo? Tu
conheces o teu servo,
19  Senhor . Por amor do teu servo e de acordo
com tua vontade, realizaste este feito grandioso e tornaste conhecidas
todas essas grandes promessas.
20 "No h ningum como tu,  Senhor , nem h outro Deus alm de ti,
conforme tudo o que sabemos.
21 E quem  como Israel, o teu povo, a
nica nao da terra que tu,  Deus, resgataste para ti mesmo, e assim
tornaste o teu nome famoso, realizando grandes e impressionantes
maravilhas ao expulsar naes de diante do povo que libertaste do Egito?
22 Tu fizeste de Israel o teu povo especial para sempre, e tu,  Senhor
, te tornaste o seu Deus.
23 "Agora, Senhor , que a promessa que fizeste a respeito de teu
servo e de sua descendncia se confirme para sempre. Faze conforme
prometeste,
24 para que tudo se confirme, para que o teu nome seja
engrandecido para sempre e os homens digam: ``O Senhor dos Exrcitos, o
Deus de Israel,  Deus para Israel!'' E a descendncia de teu servo
Davi se manter firme diante de ti.
25 "Tu, meu Deus, revelaste a teu servo que formars uma dinastia
para ele. Por isso teu servo achou coragem para orar a ti.
26  Senhor
, tu s Deus! Tu fizeste essa boa promessa a teu servo.
27 Agora, por
tua bondade, abenoa a famlia de teu servo, para que ela continue para
sempre na tua presena; pois o que tu, Senhor , abenoas, abenoado est
para sempre".

I CRNICAS-CAPITULO-18
As Vitrias Militares de Davi
1 Depois disso Davi derrotou os filisteus e os subjugou, e tirou do
controle deles a cidade de Gate e seus povoados.
2 Davi derrotou tambm os moabitas, que ficaram sujeitos a ele,
pagando-lhe impostos.
3 Alm disso, Davi derrotou Hadadezer, rei de Zob, nas proximidades de
Hamate, quando Hadadezer tentava obter o controle na regio do rio
Eufrates.
4 Davi se apossou de mil dos seus carros de guerra, sete mil
cavaleiros [a] e vinte mil soldados de infantaria. Ainda levou
cem cavalos de carros de guerra e aleijou todos os outros.
5 Quando os arameus de Damasco vieram ajudar Hadadezer, rei de Zob,
Davi matou vinte e dois mil deles.
6 Em seguida estabeleceu guarnies
militares no reino dos arameus de Damasco, sujeitando-os a lhe pagarem
impostos. E o Senhor dava vitrias a Davi em todos os lugares aonde ia.
7 Davi tambm trouxe para Jerusalm os escudos de ouro usados pelos
oficiais de Hadadezer.
8 De Teb [b] e Cum, cidades que
pertenciam a Hadadezer, o rei Davi trouxe grande quantidade de bronze,
que Salomo usou para fazer o tanque de bronze, as colunas e vrios
utenslios.
9 Quando To, rei de Hamate, soube que Davi tinha derrotado todo o
exrcito de Hadadezer, rei de Zob,
10 enviou seu filho Adoro ao rei
Davi para saud-lo e parabeniz-lo por sua vitria na batalha contra
Hadadezer, que tinha estado em guerra contra To. Com Adoro, mandou
todo tipo de utenslios de ouro, de prata e de bronze.
11 O rei Davi
consagrou esses utenslios ao Senhor , como fizera com a prata e o ouro
tomados de todas estas naes: Edom e Moabe, os amonitas e os filisteus,
e Amaleque.
12 Abisai, filho de Zeruia, derrotou dezoito mil edomitas no vale do
Sal.
13 Depois colocou guarnies militares em Edom, sujeitando todos
os edomitas a Davi. O Senhor dava vitrias a Davi em todos os lugares
aonde ia.
Os Oficiais de Davi
14 Davi reinou sobre todo o Israel, administrando o direito e a justia
a todo o seu povo.
15 Joabe, filho de Zeruia, era comandante do
exrcito; Josaf, filho de Ailude, era o arquivista real;
16 Zadoque,
filho de Aitube, e Aimeleque [c] , filho de Abiatar, eram
sacerdotes; Sausa era secretrio;
17 Benaia, filho de Joiada, comandava
os queretitas e os peletitas; e os filhos do rei Davi eram seus
principais oficiais.
Notas de rodap:
[a] 18.4 Ou condutores de carros
[b] 18.8 Hebraico: Tibate , variante de Teb . Veja 2Sm 8.8.
[c] 18.16 Muitos manuscritos dizem Abimeleque. Veja 2Sm 8.17.

I CRNICAS-CAPITULO-19
A Guerra contra os Amonitas
1 Algum tempo depois, Nas, rei dos amonitas, morreu, e seu filho foi
o seu sucessor.
2 Davi pensou: "Serei bondoso com Hanum, filho de
Nas, porque seu pai foi bondoso comigo". Ento Davi enviou uma
delegao para transmitir a Hanum seu pesar pela morte do pai.
Mas, quando os mensageiros de Davi chegaram  terra dos amonitas para
expressar condolncias a Hanum,
3 os lderes amonitas lhe disseram:
"Achas que Davi est honrando teu pai ao enviar mensageiros para
expressar condolncias? No  nada disso! Davi os enviou como espies
para examinar o pas e destru-lo".
4 Ento Hanum prendeu os
mensageiros de Davi, rapou-lhes a barba, cortou metade de suas roupas
at as ndegas, e os mandou embora.
5 Quando Davi soube disso, enviou mensageiros ao encontro deles, pois
haviam sido profundamente humilhados, e lhes mandou dizer: "Fiquem em
Jeric at que a barba cresa, e ento voltem para casa".
6 Vendo Hanum e os amonitas que tinham atrado sobre si o dio de
[a] Davi, alugaram da Mesopotmia [b] , de Ar Maaca e de
Zob, carros de guerra e condutores de carros, por trinta e cinco
toneladas [c] de prata.
7 Alugaram trinta e dois mil carros e
seus condutores, contrataram o rei de Maaca com suas tropas, o qual veio
e acampou perto de Medeba, e os amonitas foram convocados de suas
cidades e partiram para a batalha.
8 Ao saber disso, Davi ordenou a Joabe que marchasse com todo o
exrcito.
9 Os amonitas saram e se puseram em posio de combate na
entrada da cidade, e os reis que tinham vindo posicionaram-se em campo
aberto.
10 Vendo Joabe que estava cercado pelas linhas de combate, escolheu
alguns dos melhores soldados de Israel e os posicionou contra os
arameus.
11 Ps o restante dos homens sob o comando de seu irmo Abisai
e os posicionou contra os amonitas.
12 E Joabe disse a Abisai: "Se os
arameus forem fortes demais para mim, venha me ajudar; mas, se os
amonitas forem fortes demais para voc, eu irei ajud-lo.
13 Seja forte
e lutemos com bravura pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E
que o Senhor faa o que for de sua vontade".
14 Ento Joabe e seus soldados avanaram contra os arameus, que fugiram
dele.
15 Quando os amonitas viram que os arameus estavam fugindo de
Joabe, tambm fugiram de seu irmo Abisai e entraram na cidade. Assim,
Joabe voltou para Jerusalm.
16 Ao perceberem os arameus que haviam sido derrotados por Israel,
enviaram mensageiros para trazer arameus que viviam do outro lado do
Eufrates [d] , e Sofaque, o comandante do exrcito de Hadadezer,
veio  frente deles.
17 Informado disso, Davi reuniu todo o Israel e atravessou o Jordo;
avanou contra eles e formou linhas de combate defronte deles. Mas,
comeado o combate,
18 eles fugiram de diante de Israel, e Davi matou
sete mil dos seus condutores de carros de guerra e quarenta mil dos seus
soldados de infantaria. Tambm matou Sofaque, o comandante do exrcito
deles.
19 Quando os vassalos de Hadadezer viram que tinham sido derrotados por
Israel, fizeram a paz com Davi e se sujeitaram a ele. E os arameus no
quiseram mais ajudar os amonitas.
Notas de rodap:
[a] 19.6 Hebraico: se transformado em mau cheiro para.
[b] 19.6 Hebraico: Ar Naaraim.
[c] 19.6 Hebraico: 1000 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[d] 19.16 Hebraico: do Rio.

I CRNICAS-CAPITULO-20
A Conquista de Rab
1 Na primavera seguinte, na poca em que os reis saem  guerra, Joabe
conduziu o seu exrcito at a terra dos amonitas e a arrasou. Enquanto
Davi ainda estava em Jerusalm, Joabe cercou Rab, a capital, atacou-a e
deixou-a em runas.
2 Davi tirou a coroa da cabea de Moloque [a]
, uma coroa de ouro de trinta e cinco quilos [b] , ornamentada
com pedras preciosas. E ela foi colocada na cabea de Davi. Ele trouxe
uma grande quantidade de bens da cidade,
3 e trouxe tambm os seus
habitantes, designando-lhes trabalhos com serras, picaretas de ferro e
machados. Davi fez assim com todas as cidades amonitas. Depois voltou
com todo seu exrcito para Jerusalm.
Guerras contra os Filisteus
4 Houve depois disso uma guerra contra os filisteus, em Gezer. Naquela
poca, Sibecai, de Husate, matou Sipai, um dos descendentes dos refains,
e os filisteus foram subjugados.
5 Noutra batalha contra os filisteus, Elan, filho de Jair, matou Lami,
irmo de Golias, de Gate, que possua uma lana cuja haste parecia uma
lanadeira de tecelo.
6 Noutra batalha, em Gate, havia um homem de grande estatura e que
tinha seis dedos em cada mo e seis dedos em cada p; vinte e quatro
dedos ao todo. Ele tambm era descendente de Rafa,
7 e desafiou Israel,
mas Jnatas, filho de Simia, irmo de Davi, o matou.
8 Esses eram descendentes de Rafa, em Gate, e foram mortos por Davi e
seus soldados.
Notas de rodap:
[a] 20.2 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz do rei deles
[b] 20.2 Hebraico: 1 talento .

I CRNICAS-CAPITULO-21
O Recenseamento e a sua Punio
1 Satans levantou-se contra Israel e levou Davi a fazer um
recenseamento do povo.
2 Davi disse a Joabe e aos outros comandantes do
exrcito: "Vo e contem os israelitas desde Berseba at D e tragam-me
um relatrio para que eu saiba quantos so".
3 Joabe, porm, respondeu: "Que o Senhor multiplique o povo dele por
cem.  rei, meu senhor, no so, porventura, todos eles sditos do meu
senhor? Por que o meu senhor deseja fazer isso? Por que deveria trazer
culpa sobre Israel?"
4 Mas a palavra do rei prevaleceu, de modo que Joabe partiu, percorreu
todo o Israel e ento voltou a Jerusalm.
5 Joabe apresentou a Davi o
relatrio com o nmero dos homens de combate: Em todo o Israel havia um
milho e cem mil homens habilitados para o servio militar, sendo
quatrocentos e setenta mil de Jud.
6 Mas Joabe no incluiu as tribos de Levi e de Benjamim na contagem,
pois a ordem do rei lhe parecera absurda.
7 Essa ordem foi reprovada
por Deus, e por isso ele puniu Israel.
8 Ento Davi disse a Deus: "Pequei gravemente com o que fiz. Agora eu
te imploro que perdoes o pecado do teu servo, porque cometi uma grande
loucura!"
9 O Senhor disse a Gade, o vidente de Davi:
10 "V dizer a Davi:
Assim diz o Senhor : Estou lhe dando trs opes. Escolha uma delas, e
eu a executarei contra voc".
11 Gade foi a Davi e lhe disse: "Assim diz o Senhor : ``Escolha
entre
12 trs anos de fome, trs meses fugindo de seus adversrios,
perseguido pela espada deles, ou trs dias da espada do Senhor , isto ,
trs dias de praga, com o anjo do Senhor assolando todas as regies de
Israel''. Decida agora como devo responder quele que me enviou".
13 Davi respondeu: " grande a minha angustia! Prefiro cair nas mos
do Senhor , pois  grande a sua misericrdia, a cair nas mos dos
homens".
14 O Senhor enviou, assim, uma praga sobre Israel, e setenta mil homens
de Israel morreram.
15 E Deus enviou um anjo para destruir Jerusalm.
Mas quando o anjo ia faz-lo, o Senhor olhou e arrependeu-se de trazer a
catstrofe, e disse ao anjo destruidor: "Pare! J basta!" Naquele
momento o anjo do Senhor estava perto da eira de Arana [a] , o
jebuseu.
16 Davi olhou para cima e viu o anjo do Senhor entre o cu e a terra,
com uma espada na mo, erguida sobre Jerusalm. Ento Davi e as
autoridades de Israel, vestidos de luto, prostraram-se, rosto em terra.
17 Davi disse a Deus: "No fui eu que ordenei contar o povo? Fui eu
que pequei e fiz o mal. Estes no passam de ovelhas. O que eles fizeram?
 Senhor meu Deus, que o teu castigo caia sobre mim e sobre a minha
famlia, mas no sobre o teu povo!"
18 Depois disso, o anjo do Senhor mandou Gade dizer a Davi que
construsse um altar ao Senhor na eira de Arana, o jebuseu.
19 Davi
foi para l, em obedincia  palavra que Gade havia falado em nome do
Senhor .
20 Arana estava debulhando o trigo; virando-se, viu o anjo, e ele e
seus quatro filhos que estavam com ele se esconderam.
21 Nisso chegou
Davi e, quando Arana o viu, saiu da eira e prostrou-se diante de Davi,
rosto em terra.
22 E Davi lhe pediu: "Ceda-me o terreno da sua eira para eu construir
um altar em honra ao Senhor , para que cesse a praga sobre o povo.
Venda-me o terreno pelo preo justo".
23 Mas Arana disse a Davi: "Considera-o teu! Que o meu rei e senhor
faa dele o que desejar. Eu darei os bois para os holocaustos [b]
, o debulhador para servir de lenha, e o trigo para a oferta de cereal.
Tudo isso eu dou a ti".
24 O rei Davi, porm, respondeu a Arana: "No! Fao questo de pagar
o preo justo. No darei ao Senhor aquilo que pertence a voc, nem
oferecerei um holocausto que no me custe nada".
25 Ento Davi pagou a Arana sete quilos e duzentos gramas [c]
de ouro pelo terreno.
26 E Davi edificou ali um altar ao Senhor e
ofereceu holocaustos e sacrifcios de comunho [d] . Davi invocou
o Senhor , e o Senhor lhe respondeu com fogo que veio do cu sobre o
altar de holocaustos.
27 O Senhor ordenou ao anjo que pusesse a espada na bainha.
28 Nessa
ocasio viu Davi que o Senhor lhe havia respondido na eira de Arana, o
jebuseu, e passou a oferecer sacrifcios ali.
29 Naquela poca, o
tabernculo do Senhor que Moiss fizera no deserto e o altar de
holocaustos estavam em Gibeom [e] .
30 Mas Davi no podia
consultar a Deus l, pois tinha medo da espada do anjo do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 21.15 Hebraico: Orn , variante de Arana ; tambm nos versculos
18-28.
[b] 21.23 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 24, 26 e 29.
[c] 21.25 Hebraico: 600 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[d] 21.26 Ou de paz
[e] 21.29 Hebraico: no alto de Gibeom.

I CRNICAS-CAPITULO-22
1 Ento disse Davi: "Este  o lugar para o templo de Deus, o Senhor
, e do altar de holocaustos [a] para Israel".
Preparativos para o Templo
2 Davi deu ordens para que se reunissem os estrangeiros que viviam em
Israel, e dentre eles designou cortadores de pedra para prepararem
pedras lavradas para a construo do templo de Deus.
3 Ele providenciou
grande quantidade de ferro para a fabricao de pregos e dobradias para
as portas, e mais bronze do que se podia pesar.
4 Tambm providenciou
mais toras de cedro do que se podia contar, pois os sidnios e os trios
haviam trazido muito cedro para Davi.
5 Davi pensava: "Meu filho Salomo  jovem e inexperiente, e o templo
que ser construdo para o Senhor deve ser extraordinariamente
magnfico, famoso e cheio de esplendor  vista de todas as naes. Por
isso deixarei tudo preparado para a construo". Assim, Davi deixou
tudo preparado antes de morrer.
6 Davi mandou chamar seu filho Salomo e ordenou que ele construsse um
templo para o Senhor , o Deus de Israel,
7 dizendo: "Meu filho, eu
tinha no corao o propsito de construir um templo em honra ao nome do
Senhor , o meu Deus.
8 Mas veio a mim esta palavra do Senhor : ``Voc
matou muita gente e empreendeu muitas guerras. Por isso no construir
um templo em honra ao meu nome, pois derramou muito sangue na terra,
diante de mim.
9 Mas voc ter um filho que ser um homem de paz, e eu
farei com que ele tenha paz com todos os inimigos ao redor dele. Seu
nome ser Salomo, e eu darei paz e tranqilidade a Israel durante o
reinado dele.
10  ele que vai construir um templo em honra ao meu
nome. Eu serei seu pai e ele ser meu filho. E eu firmarei para sempre o
trono do reinado dele sobre Israel''.
11 "Agora, meu filho, que o Senhor seja com voc, para que voc
consiga construir o templo do Senhor , o seu Deus, conforme ele disse
que voc faria.
12 Que o Senhor lhe d prudncia e entendimento para
que voc obedea  lei do Senhor , o seu Deus, quando ele o puser como
lder de Israel.
13 E voc prosperar se for cuidadoso em obedecer aos
decretos e s leis que o Senhor deu a Israel por meio de Moiss. Seja
forte e corajoso! No tenha medo nem se desanime!
14 "Com muito esforo providenciei para o templo do Senhor trs mil e
quinhentas toneladas [b] de ouro, trinta e cinco mil toneladas de
prata, e mais bronze e ferro do que se pode calcular, alm de madeira e
pedra. E voc ainda poder aumentar a quantidade desse material.
15 Voc tem muitos trabalhadores: cortadores de pedras, pedreiros e
carpinteiros, bem como especialistas em todo tipo de trabalho
16 em
ouro, prata, bronze e ferro. Agora comece o trabalho, e que o Senhor
esteja com voc".
17 Ento Davi ordenou a todos os lderes de Israel que ajudassem seu
filho Salomo.
18 Disse ele: "Certamente o Senhor , o seu Deus, est
com vocs, e lhes concedeu paz. Pois ele entregou os habitantes dessa
terra em minhas mos, e ela foi submetida ao Senhor e ao seu povo.
19 Agora consagrem o corao e a alma para buscarem o Senhor , o seu Deus.
Comecem a construir o santurio de Deus, o Senhor , para que vocs
possam trazer a arca da aliana do Senhor e os utenslios sagrados que
pertencem a Deus para dentro do templo que ser construdo em honra ao
nome do Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 22.1 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 22.14 Hebraico: 100.000 talentos . Um talento equivalia a 35
quilos.

I CRNICAS-CAPITULO-23
Os Levitas
1 J envelhecido, de idade avanada, Davi fez do seu filho Salomo rei
sobre Israel.
2 Ele reuniu todos os lderes de Israel, bem como os sacerdotes e os
levitas.
3 Os levitas de trinta anos para cima foram contados, e o
nmero total deles chegou a trinta e oito mil.
4 Davi escolheu vinte e
quatro mil deles para supervisionarem o trabalho do templo do Senhor e
seis mil para serem oficiais e juzes,
5 quatro mil para serem guardas
das portas e quatro mil para louvarem o Senhor com os instrumentos
musicais que Davi tinha preparado com esse propsito.
6 Davi repartiu os levitas em grupos que descendiam de Grson, Coate e
Merari, filhos de Levi.
Os Descendentes de Grson
7 Dos filhos de Grson:
Lad e Simei.
8 Estes foram os filhos de Lad:
Jeiel, o primeiro, Zet e Joel,
trs ao todo.
9 Estes foram os filhos de Simei:
Selomote, Haziel e Har, trs ao todo.
Esses foram os chefes
das famlias de Lad.
10 E os filhos de Simei foram:
Jaate, Ziza [a] , Jes e Berias.
Esses foram os filhos de Simei,
quatro ao todo.
11 Jaate foi o primeiro e Ziza, o segundo,
mas Jes e Berias
no tiveram muitos descendentes,
por isso foram contados
como uma nica famlia.
Os Descendentes de Coate
12 Dos filhos de Coate:
Anro, Isar, Hebrom e Uziel,
quatro ao todo.
13 Estes foram os filhos de Anro:
Aro e Moiss.
Aro foi separado,
ele e seus descendentes, para sempre,
para consagrar as coisas santssimas,
oferecer sacrifcios ao Senhor ,
ministrar diante dele
e pronunciar bnos
em seu nome.
14 Os filhos de Moiss,
homem de Deus,
foram contados
como parte da tribo de Levi.
15 Estes foram os filhos de Moiss:
Grson e Elizer.
16 Sebuel foi o chefe
dos descendentes de Grson.
17 Reabias foi o chefe
dos descendentes de Elizer.
Elizer no teve nenhum outro filho,
mas Reabias teve muitos filhos.
18 Selomite foi o chefe
dos filhos de Isar.
19 Estes foram os filhos de Hebrom:
Jerias foi o primeiro,
Amarias, o segundo,
Jaaziel, o terceiro,
e Jecameo foi o quarto.
20 Estes foram os filhos de Uziel:
Mica, o primeiro,
e Issias, o segundo.
Os Descendentes de Merari
21 Dos filhos de Merari:
Mali e Musi.
Estes foram os filhos de Mali:
Eleazar e Quis.
22 Eleazar morreu sem ter filhos,
teve apenas filhas.
Os primos delas, os filhos de Quis,
casaram-se com elas.
23 Estes foram os filhos de Musi:
Mali, der e Jeremote, trs ao todo.
24 Esses foram os descendentes de Levi pelas suas famlias: os chefes
de famlias conforme registrados por seus nomes e contados
individualmente, ou seja, os de vinte anos para cima, que serviam no
templo do Senhor .
25 Pois Davi dissera: "Uma vez que o Senhor , o
Deus de Israel, concedeu descanso ao seu povo e veio habitar para sempre
em Jerusalm,
26 os levitas no mais precisam carregar o tabernculo
nem os utenslios usados em seu servio".
27 De acordo com as
instrues finais de Davi, foram contados os levitas de vinte anos para
cima.
28 O dever dos levitas era ajudar os descendentes de Aro no servio do
templo do Senhor . Encarregavam-se dos ptios, das salas laterais, da
purificao de todas as coisas sagradas e das outras tarefas da casa de
Deus.
29 Estavam encarregados do po consagrado, da farinha para as
ofertas de cereal, dos bolos sem fermento, de assar o po e misturar a
massa, e de todos os pesos e medidas.
30 Alm disso, deviam se
apresentar todas as manhs e todas as tardes para dar graas e louvar ao
Senhor , e fazer o mesmo
31 sempre que holocaustos [b] fossem
apresentados ao Senhor nos sbados, nas festas da lua nova e nas festas
fixas. Deviam servir regularmente diante do Senhor , conforme o nmero
prescrito para eles.
32 Dessa maneira os levitas ficaram responsveis pela Tenda do
Encontro, pelo Lugar Santo e, pela assistncia aos seus irmos, os
descendentes de Aro, e pelo servio do templo do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 23.10 Muitos manuscritos dizem Zina.
[b] 23.31 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

I CRNICAS-CAPITULO-24
O Servio dos Sacerdotes
1 Os filhos de Aro foram assim agrupados:
Os filhos de Aro foram Nadabe, Abi, Eleazar e Itamar.
2 Mas Nadabe e
Abi morreram antes de seu pai e no tiveram filhos; apenas Eleazar e
Itamar serviram como sacerdotes.
3 Com a ajuda de Zadoque, descendente
de Eleazar, e de Aimeleque, descendente de Itamar, Davi os dividiu em
grupos para que cumprissem as suas responsabilidades.
4 Havia um nmero
maior de chefes de famlia entre os descendentes de Eleazar do que entre
os de Itamar, e por isso eles foram assim divididos: dezesseis chefes de
famlias dentre os descendentes de Eleazar, e oito dentre os
descendentes de Itamar.
5 Eles foram divididos de maneira imparcial
mediante sorteio, pois havia lderes do santurio e lderes de Deus
tanto entre os descendentes de Eleazar como entre os de Itamar.
6 O escriba Semaas, filho do levita Natanael, registrou os nomes deles
na presena do rei, dos lderes, dos sacerdotes Zadoque e Aimeleque,
filho de Abiatar, e dos chefes de famlias dos sacerdotes e dos levitas;
as famlias de Eleazar e de Itamar foram sorteadas alternadamente.
7 A primeira sorte caiu para Jeoiaribe,
a segunda para Jedaas,
8 a terceira para Harim,
a quarta para Seorim,
9 a quinta para Malquias,
a sexta para Miamim,
10 a stima para Hacoz,
a oitava para Abias,
11 a nona para Jesua,
a dcima para Secanias,
12 a dcima primeira para Eliasibe,
a dcima segunda para Jaquim,
13 a dcima terceira para Hup,
a dcima quarta para Jesebeabe,
14 a dcima quinta para Bilga,
a dcima sexta para Imer,
15 a dcima stima para Hezir,
a dcima oitava para Hapises,
16 a dcima nona para Petaas,
a vigsima para Jeezquel,
17 a vigsima primeira para Jaquim,
a vigsima segunda para Gamul,
18 a vigsima terceira para Delaas,
e a vigsima quarta para Maazias.
19 Conforme essa ordem eles deveriam ministrar quando entrassem no
templo do Senhor , de acordo com as prescries deixadas por Aro,
antepassado deles, conforme o Senhor , o Deus de Israel, havia lhe
ordenado.
O Restante dos Levitas
20 Estes foram os chefes
dos outros levitas:
dos descendentes de Anro: Subael;
dos descendentes de Subael: Jedias.
21 Quanto a Reabias,
Issias foi o chefe dos seus filhos.
22 Dos descendentes de Isar: Selomote;
dos filhos de Selomote: Jaate.
23 Dos descendentes de Hebrom:
Jerias, o primeiro [a] ,
Amarias, o segundo,
Jaaziel, o terceiro,
e Jecameo, o quarto.
24 Dos descendentes de Uziel: Mica;
dos filhos de Mica: Samir.
25 Dos descendentes de Issias,
irmo de Mica, Zacarias.
26 Dos filhos de Merari: Mali e Musi.
Dos filhos de Jaazias: Beno.
27 Os descendentes de Merari, por Jaazias:
Beno, Soo, Zacur e Ibri.
28 De Mali: Eleazar, que no teve filhos.
29 De Quis: Jerameel.
30 E foram estes os filhos de Musi:
Mali, der e Jeremote.
Esses foram os levitas, de acordo com as suas famlias.
31 Eles tambm
tiraram sortes na presena do rei Davi, de Zadoque, de Aimeleque, e dos
chefes de famlias dos sacerdotes e dos levitas, assim como fizeram seus
irmos, os descendentes de Aro. As famlias dos irmos mais velhos
foram tratadas da mesma maneira que as dos mais novos.
Notas de rodap:
[a] 24.23 Muitos manuscritos dizem Os filhos de Jerias. Veja 1Cr
23.19.

I CRNICAS-CAPITULO-25
Os Msicos
1 Davi, junto com os comandantes do exrcito, separou alguns dos
filhos de Asafe, de Hem e de Jedutum para o ministrio de profetizar ao
som de harpas, liras e cmbalos. Esta  a lista dos escolhidos para essa
funo:
2 Dos filhos de Asafe:
Zacur, Jos, Netanias e Asarela. Os filhos de Asafe estavam sob a sua
superviso, e ele, por sua vez, profetizava sob a superviso do rei.
3 Dos filhos de Jedutum:
Gedalias, Zeri, Jesaas, Simei [a] , Hasabias e Matitias, seis ao
todo, sob a superviso de seu pai, Jedutum, que profetizava ao som da
harpa para dar graas e louvar ao Senhor .
4 Dos filhos de Hem:
Buquias, Matanias, Uziel, Sebuel, Jeremote, Hananias, Hanani, Eliata,
Gidalti, Romanti-zer, Josbecasa, Maloti, Hotir e Maaziote.
5 Todos
esses eram filhos de Hem, o vidente do rei. Esses lhe nasceram conforme
as promessas de que Deus haveria de torn-lo poderoso [b] . E
Deus deu a Hem catorze filhos e trs filhas.
6 Todos esses homens estavam sob a superviso de seus pais quando
ministravam a msica do templo do Senhor , com cmbalos, liras e harpas,
na casa de Deus. Asafe, Jedutum e Hem estavam sob a superviso do rei.
7 Eles e seus parentes, todos capazes e preparados para o ministrio do
louvor do Senhor , totalizavam 288.
8 Ento tiraram sortes entre jovens
e velhos, mestres e discpulos para designar-lhes suas
responsabilidades.
9 A primeira sorte caiu para Jos,
filho de Asafe,
com seus filhos e parentes [c] ;
eram ao todo doze [d] ;
a segunda, para Gedalias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
10 a terceira, para Zacur,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
11 a quarta, para Izri [e] ,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
12 a quinta, para Netanias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
13 a sexta, para Buquias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
14 a stima, para Jesarela [f] ,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
15 a oitava, para Jesaas,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
16 a nona, para Matanias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
17 a dcima, para Simei,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
18 a dcima primeira, para Azareel [g] ,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
19 a dcima segunda, para Hasabias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
20 a dcima terceira, para Subael,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
21 a dcima quarta, para Matitias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
22 a dcima quinta, para Jeremote,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
23 a dcima sexta, para Hananias,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
24 a dcima stima, para Josbecasa,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
25 a dcima oitava, para Hanani,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
26 a dcima nona, para Maloti,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
27 a vigsima, para Eliata,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
28 a vigsima primeira, para Hotir,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
29 a vigsima segunda, para Gidalti,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
30 a vigsima terceira, para Maaziote,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze;
31 a vigsima quarta, para Romanti-zer,
com seus filhos e parentes;
eram ao todo doze.
Notas de rodap:
[a] 25.3 Muitos manuscritos no trazem Simei.
[b] 25.5 Hebraico: exaltar o chifre.
[c] 25.9 O Texto Massortico no traz seus filhos e parentes.
[d] 25.9 O Texto Massortico no traz doze.
[e] 25.11 Variante de Zeri .
[f] 25.14 Variante de Asarela .
[g] 25.18 Variante de Uziel .

I CRNICAS-CAPITULO-26
Os Porteiros
1 Esta  a relao dos grupos dos porteiros:
Dos coretas, Meselemias, filho de Cor,
da famlia de Asafe.
2 Foram estes os filhos de Meselemias:
Zacarias, o primeiro,
Jediael, o segundo,
Zebadias, o terceiro,
Jatniel, o quarto,
3 Elo, o quinto,
Joan, o sexto,
e Elioenai, o stimo.
4 Foram estes os filhos de Obede-Edom:
Semaas, o primeiro,
Jeozabade, o segundo,
Jo, o terceiro,
Sacar, o quarto,
Natanael, o quinto,
5 Amiel, o sexto,
Issacar, o stimo,
e Peuletai, o oitavo.
Pois Deus havia abenoado
Obede-Edom.
6 Seu filho Semaas tambm teve filhos,
que foram lderes na famlia do seu pai,
pois eram homens capazes.
7 Foram estes os filhos de Semaas:
Otni, Rafael, Obede e Elzabade.
Os parentes dele, Eli e Semaquias,
tambm foram homens capazes.
8 Todos esses foram
descendentes de Obede-Edom;
eles e os seus filhos e parentes
eram capazes e aptos para a obra.
Eram ao todo 62 descendentes
de Obede-Edom.
9 Meselemias teve 18 filhos
e parentes chegados,
todos eles homens capazes.
10 Foram estes os filhos de Hosa,
o merarita:
Sinri, que foi nomeado chefe
por seu pai,
mesmo no sendo o mais velho,
11 Hilquias, o segundo,
Tebalias, o terceiro,
e Zacarias, o quarto.
Os filhos e parentes de Hosa
foram 13 ao todo.
12 Essas foram as divises dos porteiros, feitas pelos chefes deles;
eles cumpriam tarefas no servio do templo do Senhor , assim como seus
parentes.
13 Lanaram sortes entre as famlias, incluindo jovens e
velhos, para que cuidassem de cada porta.
14 A porta leste coube a Selemias [a] . Ento lanaram sortes
para seu filho Zacarias, sbio conselheiro, e a porta norte foi sorteada
para ele.
15 A sorte da porta sul saiu para Obede-Edom, e a do
depsito, para seus filhos.
16 A sorte da porta oeste e da porta
Salequete, na rua de cima, saiu para Supim e Hosa. Os guardas ficavam um
ao lado do outro.
17 Havia seis levitas por dia no leste, quatro no
norte, quatro no sul e dois de cada vez no depsito.
18 Quanto ao ptio
a oeste, havia quatro na rua e dois no prprio ptio.
19 Foram essas as divises dos porteiros, descendentes de Cor e
Merari.
Os Tesoureiros e Outros Oficiais
20 Outros dos seus irmos levitas estavam encarregados [b] dos
depsitos dos tesouros do templo de Deus e do depsito das ddivas
sagradas.
21 Os gersonitas, descendentes de Lad, que eram chefes de famlias
pertencentes a Lad, foram Jeieli
22 e seus filhos Zet e Joel, seu
irmo. Estavam encarregados da tesouraria do templo do Senhor .
23 Dos filhos de Anro, de Isar, de Hebrom e de Uziel:
24 Sebuel, um descendente de Grson, filho de Moiss, era o oficial
encarregado dos depsitos dos tesouros.
25 Seus parentes por parte de
Elizer foram seu filho Reabias, que foi o pai de Jesaas, o av de
Joro, o bisav de Zicri, o trisav de Selomote.
26 Selomote e seus
parentes estavam encarregados de todos os tesouros consagrados pelo rei
Davi, pelos chefes de famlias que eram os comandantes de mil e de cem,
e pelos outros lderes do exrcito.
27 Eles consagravam parte dos
despojos tomados em combate para a manuteno do templo do Senhor .
28 E todas as ddivas consagradas pelo vidente Samuel, por Saul, filho de
Quis, por Abner, filho de Ner, por Joabe, filho de Zeruia, e todas as
demais ddivas sagradas estavam sob os cuidados de Selomote e seus
parentes.
29 Dos filhos de Isar, Quenanias e seus filhos ficaram responsveis
pelos negcios pblicos de Israel, atuando como oficiais e juzes.
30 Dos filhos de Hebrom, Hasabias e seus parentes ficaram responsveis
por todo o trabalho do Senhor e pelo servio do rei em Israel, a oeste
do Jordo; ao todo eram mil e setecentos homens capazes.
31 De acordo
com os registros genealgicos das famlias hebronitas, Jerias foi o
chefe delas. No ano quarenta do reinado de Davi fez-se uma busca nos
registros, e entre os descendentes de Hebrom encontraram-se homens
capazes em Jazar de Gileade.
32 Jerias tinha dois mil e setecentos
parentes, homens capazes e chefes de famlias, que o rei Davi encarregou
de todas as questes pertinentes a Deus e aos negcios do rei nas tribos
de Rben e de Gade, e na metade da tribo de Manasss.
Notas de rodap:
[a] 26.14 Variante de Meselemias .
[b] 26.20 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Quanto aos
levitas, Aas estava encarregado.

I CRNICAS-CAPITULO-27
As Divises do Exrcito
1 Esta  a lista dos israelitas, chefes de famlias, comandantes de
mil e comandantes de cem, oficiais que serviam o rei na superviso das
divises do exrcito que estavam de servio ms a ms, durante o ano.
Cada diviso era constituda por 24.000 homens.
2 Encarregado da primeira diviso de 24.000 homens, para o primeiro
ms, estava Jasobeo, filho de Zabdiel.
3 Ele era descendente de Perez
e chefe de todos os oficiais do exrcito para o primeiro ms.
4 Encarregado da diviso para o segundo ms estava Dodai, descendente
de Ao; Miclote era o lder da sua diviso, que contava 24.000 homens.
5 O terceiro comandante do exrcito, para o terceiro ms, foi Benaia,
filho do sacerdote Joiada. Ele era chefe da sua diviso de 24.000
homens.
6 Esse Benaia foi guerreiro, chefe do batalho dos Trinta. Seu
filho Amizabade estava encarregado da sua diviso.
7 O quarto, para o quarto ms, foi Asael, irmo de Joabe; seu filho
Zebadias foi o seu sucessor. Havia 24.000 homens em sua diviso.
8 O quinto, para o quinto ms, foi o comandante Samute, o izrata.
Havia 24.000 homens em sua diviso.
9 O sexto, para o sexto ms, foi Ira, filho de Iques, de Tecoa. Havia
24.000 homens em sua diviso.
10 O stimo, para o stimo ms, foi Helez, de Pelom, descendente de
Efraim. Havia 24.000 homens em sua diviso.
11 O oitavo, para o oitavo ms, foi Sibecai, de Husate, da famlia de
Zer. Havia 24.000 homens em sua diviso.
12 O nono, para o nono ms, foi Abiezer, de Anatote, da tribo de
Benjamim. Havia 24.000 homens em sua diviso.
13 O dcimo, para o dcimo ms, foi Maarai, de Netofate, da famlia de
Zer. Havia 24.000 homens em sua diviso.
14 O dcimo primeiro, para o dcimo primeiro ms, foi Benaia, de
Piratom, descendente de Efraim. Havia 24.000 homens em sua diviso.
15 O dcimo segundo, para o dcimo segundo ms, foi Heldai, de
Netofate, da famlia de Otoniel. Havia 24.000 homens em sua diviso.
Os Lderes das Tribos
16 Estes foram os lderes das tribos de Israel:
de Rben: Elizer, filho de Zicri;
de Simeo: Sefatias, filho de Maaca;
17 de Levi: Hasabias, filho de Quemuel;
de Aro: Zadoque;
18 de Jud: Eli, irmo de Davi;
de Issacar: Onri, filho de Micael;
19 de Zebulom: Ismaas, filho de Obadias;
de Naftali: Jeremote, filho de Azriel;
20 dos descendentes de Efraim: Osias, filho de Azazias;
da metade da tribo de Manasss: Joel, filho de Pedaas;
21 da outra metade da tribo de Manasss, em Gileade: Ido, filho de
Zacarias;
de Benjamim: Jaasiel, filho de Abner;
22 de D: Azareel, filho de Jeroo.
Foram esses os lderes das tribos de Israel.
23 Davi no contou os homens com menos de vinte anos, pois o Senhor
havia prometido tornar Israel to numeroso quanto as estrelas do cu.
24 Joabe, filho de Zeruia, comeou a contar os homens, mas no pde
terminar. A ira divina caiu sobre Israel por causa desse recenseamento,
e o resultado no entrou nos registros histricos do rei Davi.
Os Superintendentes do Rei
25 Azmavete, filho de Adiel, estava encarregado dos tesouros do
palcio.
Jnatas, filho de Uzias, estava encarregado dos depsitos do rei nos
distritos distantes, nas cidades, nos povoados e nas torres de
sentinela.
26 Ezri, filho de Quelube, estava encarregado dos trabalhadores rurais,
que cultivavam a terra.
27 Simei, de Ram, estava encarregado das vinhas.
Zabdi, de Sif, estava encarregado do vinho que era armazenado em
tonis.
28 Baal-Han, de Geder, estava encarregado das oliveiras e das
figueiras bravas, na Sefel [a] .
Jos estava encarregado do fornecimento de azeite.
29 Sitrai, de Sarom, estava encarregado dos rebanhos que pastavam em
Sarom.
Safate, filho de Adlai, estava encarregado dos rebanhos nos vales.
30 O ismaelita Obil estava encarregado dos camelos.
Jedias, de Meronote, estava encarregado dos jumentos.
31 O hagareno Jaziz estava encarregado das ovelhas.
Todos esses eram encarregados de cuidar dos bens do rei Davi.
32 Jnatas, tio de Davi, era conselheiro; homem sbio e tambm escriba.
Jeiel, filho de Hacmoni, cuidava dos filhos do rei.
33 Aitofel era conselheiro do rei.
Husai, o arquita, era amigo do rei.
34 Aitofel foi sucedido por Joiada,
filho de Benaia, e por Abiatar.
Joabe era o comandante do exrcito real.
Notas de rodap:
[a] 27.28 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.

I CRNICAS-CAPITULO-28
O Plano de Davi para o Templo
1 Davi reuniu em Jerusalm todos os lderes de Israel: os lderes das
tribos, os lderes das divises a servio do rei, os comandantes de mil
e de cem, e os lderes encarregados de todos os bens e rebanhos que
pertenciam ao rei e a seus filhos, junto com os oficiais do palcio, os
principais guerreiros e todos os soldados valentes.
2 O rei Davi se ps em p e disse: "Escutem-me, meus irmos e meu
povo. Eu tinha no corao o propsito de construir um templo para nele
colocar a arca da aliana do Senhor , o estrado dos ps de nosso Deus;
fiz planos para constru-lo,
3 mas Deus me disse: ``Voc no
construir um templo em honra ao meu nome, pois voc  um guerreiro e
matou muita gente''.
4 "No entanto, o Senhor , o Deus de Israel, escolheu-me dentre toda a
minha famlia para ser rei em Israel, para sempre. Ele escolheu Jud
como lder, e da tribo de Jud escolheu minha famlia, e entre os filhos
de meu pai ele quis fazer-me rei de todo o Israel.
5 E, dentre todos os
muitos filhos que me deu, ele escolheu Salomo para sentar-se no trono
de Israel, o reino do Senhor .
6 Ele me disse: ``Seu filho Salomo 
quem construir o meu templo e os meus ptios, pois eu o escolhi para
ser meu filho, e eu serei o pai dele.
7 Firmarei para sempre o reino
dele, se ele continuar a obedecer os meus mandamentos e as minhas
ordenanas, como faz agora''.
8 "Por isso, agora declaro-lhes perante todo o Israel e a assemblia
do Senhor , e diante dos ouvidos de nosso Deus: Tenham o cuidado de
obedecer a todos os mandamentos do Senhor , o seu Deus, para que
mantenham a posse dessa boa terra e a dem por herana aos seus
descendentes para sempre.
9 "E voc, meu filho Salomo, reconhea o Deus de seu pai, e sirva-o
de todo o corao e espontaneamente, pois o Senhor sonda todos os
coraes e conhece a motivao dos pensamentos. Se voc o buscar, o
encontrar, mas, se voc o abandonar, ele o rejeitar para sempre.
10 Veja que o Senhor o escolheu para construir um templo que sirva de
santurio. Seja forte e mos ao trabalho!"
11 Ento Davi deu a seu filho Salomo a planta do prtico do templo,
dos seus edifcios, dos seus depsitos, dos andares superiores e suas
salas, e do lugar do propiciatrio.
12 Entregou-lhe tambm as plantas
de tudo o que o Esprito havia posto em seu corao [a] acerca
dos ptios do templo do Senhor e de todas as salas ao redor, acerca dos
depsitos dos tesouros do templo de Deus e dos depsitos das ddivas
sagradas.
13 Deu-lhe instrues sobre as divises dos sacerdotes e dos
levitas e sobre a execuo de todas as tarefas no templo do Senhor e os
utenslios que seriam utilizados.
14 Determinou o peso do ouro para
todos os utenslios de ouro e o peso da prata para todos os utenslios
de prata, que seriam utilizados nas diferentes tarefas:
15 o peso de
ouro para cada candelabro e suas lmpadas; e o peso de prata para cada
candelabro de prata e suas lmpadas, de acordo com a finalidade de cada
um;
16 o peso de ouro para cada mesa de pes consagrados; o peso de
prata para as mesas de prata;
17 o peso de ouro puro para os garfos,
para as bacias de asperso e para os jarros; o peso de ouro para cada
tigela de ouro; o peso de prata para cada tigela de prata;
18 e o peso
de ouro refinado para o altar de incenso. Tambm lhe deu o desenho do
carro dos querubins de ouro que, com suas asas estendidas, abrigam a
arca da aliana do Senhor .
19 Disse Davi a Salomo: "Tudo isso a mo do Senhor me deu por
escrito, e ele me deu entendimento para executar todos esses
projetos."
20 E acrescentou: "Seja forte e corajoso! Mos ao trabalho! No tenha
medo nem desanime, pois Deus, o Senhor , o meu Deus, est com voc. Ele
no o deixar nem o abandonar at que se termine toda a construo do
templo do Senhor .
21 As divises dos sacerdotes e dos levitas esto
definidas para todas as tarefas que se faro no templo de Deus, e voc
receber ajuda de homens peritos em todo tipo de servio. Os lderes e
todo o povo obedecero a todas as suas ordens".
Notas de rodap:
[a] 28.12 Ou tudo o que tinha em mente

I CRNICAS-CAPITULO-29
Ddivas para a Construo do Templo
1 Ento o rei Davi disse a toda a assemblia: "Deus escolheu meu
filho Salomo, e mais ningum. Mas ele  jovem e inexperiente e a tarefa
 grande, pois o palcio no ser feito para homens, mas para o Senhor ,
o nosso Deus.
2 Forneci grande quantidade de recursos para o trabalho
do templo do meu Deus: ouro, prata, bronze, ferro e madeira, bem como
nix para os engastes, e ainda turquesas, pedras de vrias cores e todo
tipo de pedras preciosas, e mrmore.
3 Alm disso, pelo amor ao templo
do meu Deus, agora entrego, das minhas prprias riquezas, ouro e prata
para o templo do meu Deus, alm de tudo o que j tenho dado para este
santo templo.
4 Ofereo, pois, cento e cinco toneladas [a] de
ouro puro de Ofir e duzentos e quarenta e cinco toneladas de prata
refinada, para o revestimento das paredes do templo,
5 para o trabalho
em ouro e em prata, e para todo o trabalho dos artesos. Agora, quem
hoje est disposto a ofertar ddivas ao Senhor ?"
6 Ento os chefes das famlias, os lderes das tribos de Israel, os
comandantes de mil e de cem, e os oficiais encarregados do trabalho do
rei ofertaram espontaneamente.
7 Para a obra do templo de Deus eles
deram cento e setenta e cinco toneladas de ouro e dez mil moedas
[b] de ouro, trezentas e cinqenta toneladas de prata, seiscentas e
trinta toneladas de bronze e trs mil e quinhentas toneladas de ferro.
8 Quem tinha pedras preciosas deu-as para o depsito dos tesouros do
templo do Senhor , cujo responsvel era Jeiel, o gersonita.
9 O povo
alegrou-se diante da atitude de seus lderes, pois fizeram essas ofertas
voluntariamente e de corao ntegro ao Senhor . E o rei Davi tambm
encheu-se de alegria.
A Orao de Davi
10 Davi louvou o Senhor na presena de toda a assemblia, dizendo:
"Bendito sejas,  Senhor ,
Deus de Israel, nosso pai,
de eternidade a eternidade.
11 Teus,  Senhor ,
so a grandeza, o poder,
a glria, a majestade e o esplendor,
pois tudo o que h
nos cus e na terra  teu.
Teu,  Senhor ,  o reino;
tu ests acima de tudo.
12 A riqueza e a honra vm de ti;
tu dominas sobre todas as coisas.
Nas tuas mos esto a fora e o poder
para exaltar e dar fora a todos.
13 Agora, nosso Deus, damos-te graas,
e louvamos o teu glorioso nome.
14 "Mas quem sou eu, e quem  o meu povo para que pudssemos
contribuir to generosamente como fizemos? Tudo vem de ti, e ns apenas
te demos o que vem das tuas mos.
15 Diante de ti somos estrangeiros e
forasteiros, como os nossos antepassados. Os nossos dias na terra so
como uma sombra, sem esperana.
16  Senhor , nosso Deus, toda essa
riqueza que ofertamos para construir um templo em honra ao teu santo
nome vem das tuas mos, e toda ela pertence a ti.
17 Sei,  meu Deus,
que sondas o corao e que te agradas com a integridade. Tudo o que dei
foi espontaneamente e com integridade de corao. E agora vi com alegria
com quanta disposio o teu povo, que aqui est, tem contribudo.
18 
Senhor , Deus de nossos antepassados Abrao, Isaque e Israel, conserva
para sempre este desejo no corao de teu povo, e mantm o corao deles
leal a ti.
19 E d ao meu filho Salomo um corao ntegro para
obedecer aos teus mandamentos, aos teus preceitos e aos teus decretos, a
fim de construir este templo para o qual fiz os preparativos
necessrios".
20 Ento Davi disse a toda a assemblia: "Louvem o Senhor , o seu
Deus". E todos eles louvaram o Senhor , o Deus dos seus antepassados,
inclinando-se e prostrando-se diante do Senhor e diante do rei.
Salomo  Ungido Rei
21 No dia seguinte fizeram sacrifcios ao Senhor e lhe apresentaram
holocaustos [c] : mil novilhos, mil carneiros e mil cordeiros,
acompanhados de ofertas derramadas, e muitos outros sacrifcios, em
favor de todo o Israel.
22 Naquele dia comeram e beberam com grande
alegria na presena do Senhor .
Assim, pela segunda vez, proclamaram Salomo, filho de Davi, rei,
ungindo-o diante do Senhor como soberano, e Zadoque como sacerdote.
23 De maneira que Salomo assentou-se como rei no trono do Senhor , em
lugar de Davi, seu pai. Ele prosperou, e todo o Israel lhe obedecia.
24 Todos os lderes e principais guerreiros, bem como todos os filhos do
rei Davi, prometeram submisso ao rei Salomo.
25 O Senhor exaltou muitssimo Salomo em todo o Israel e concedeu-lhe
tal esplendor em seu reinado como nenhum rei de Israel jamais tivera.
A Morte de Davi
26 Davi, filho de Jess, reinou sobre todo o Israel.
27 Reinou
quarenta anos em Israel: sete anos em Hebrom e trinta e trs em
Jerusalm.
28 Morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa,
riqueza e honra. Seu filho Salomo foi o seu sucessor.
29 Os feitos do rei Davi, desde o incio at o fim do seu reinado,
esto escritos nos registros histricos do vidente Samuel, do profeta
Nat e do vidente Gade,
30 incluindo os detalhes do seu reinado e do
seu poder, e os acontecimentos relacionados com ele, com Israel e com os
reinos das outras terras.
Notas de rodap:
[a] 29.4 Hebraico: 3.000 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[b] 29.7 Hebraico: dricos .
[c] 29.21 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
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II CRNICAS-CAPITULO-1
Salomo Pede Sabedoria
1 Salomo, filho de Davi, estabeleceu-se com firmeza em seu reino, pois
o Senhor , o seu Deus, estava com ele e o tornou muito poderoso.
2 Salomo falou a todo o Israel: os lderes de mil e de cem, os juzes,
todos os lderes de Israel e os chefes de famlias.
3 Depois o rei foi
com toda a assemblia ao lugar sagrado, no alto de Gibeom, pois ali
estava a Tenda do Encontro que Moiss, servo do Senhor , havia feito no
deserto.
4 Davi tinha transportado a arca de Deus de Quiriate-Jearim
para a tenda que ele tinha armado para ela em Jerusalm.
5 O altar de
bronze que Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, fizera, estava em
Gibeom, em frente do tabernculo do Senhor ; ali Salomo e a assemblia
consultaram o Senhor .
6 Salomo ofereceu ao Senhor mil holocaustos
[a] sobre o altar de bronze, na Tenda do Encontro.
7 Naquela noite Deus apareceu a Salomo e lhe disse: "Pea-me o que
quiser, e eu lhe darei".
8 Salomo respondeu: "Tu foste muito bondoso para com meu pai Davi e
me fizeste rei em seu lugar.
9 Agora, Senhor Deus, que se confirme a
tua promessa a meu pai Davi, pois me fizeste rei sobre um povo to
numeroso quanto o p da terra.
10 D-me sabedoria e conhecimento, para
que eu possa liderar esta nao, pois quem pode governar este teu grande
povo?"
11 Deus disse a Salomo: "J que este  o desejo de seu corao e
voc no pediu riquezas, nem bens, nem honra, nem a morte dos seus
inimigos, nem vida longa, mas sabedoria e conhecimento para governar o
meu povo, sobre o qual o fiz rei,
12 voc receber o que pediu, mas
tambm lhe darei riquezas, bens e honra, como nenhum rei antes de voc
teve e nenhum depois de voc ter".
13 Ento Salomo voltou de Gibeom, de diante da Tenda do Encontro, para
Jerusalm, e reinou sobre Israel.
14 Salomo juntou carros e cavalos; chegou a ter mil e quatrocentos
carros e doze mil cavalos [b] , dos quais mantinha uma parte nas
guarnies de algumas cidades e a outra perto dele, em Jerusalm.
15 O
rei tornou to comuns a prata e o ouro em Jerusalm quanto as pedras, e
o cedro to numeroso quanto as figueiras bravas da Sefel [c] .
16 Os cavalos de Salomo eram importados do Egito [d] e da
Cilcia [e] , onde os fornecedores do rei os compravam.
17 Importavam do Egito um carro por sete quilos e duzentos gramas [f]
de prata, e um cavalo por um quilo e oitocentos gramas, e os
exportavam para todos os reis dos hititas e dos arameus.
Notas de rodap:
[a] 1.6 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em todo o
livro de 2 Crnicas.
[b] 1.14 Ou condutores de carros
[c] 1.15 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas; tambm em 9.27, 26.10 e 28.18.
[d] 1.16 Ou Muzur , regio da Cilcia; tambm no versculo 17.
[e] 1.16 Hebraico: Cuve .
[f] 1.17 Hebraico: 600 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

II CRNICAS-CAPITULO-2
Os Preparativos para a Construo do Templo
1 Salomo deu ordens para a construo de um templo em honra ao nome do
Senhor e de um palcio para si mesmo.
2 Ele designou setenta mil homens
como carregadores, oitenta mil como cortadores de pedras nas colinas e
trs mil e seiscentos como capatazes.
3 Depois Salomo enviou esta mensagem a Hiro [a] , rei de Tiro:
"Envia-me cedros como fizeste para meu pai Davi, quando ele construiu
seu palcio.
4 Agora estou para construir um templo em honra ao nome do
Senhor , o meu Deus, e dedic-lo a ele, para queimar incenso aromtico
diante dele, apresentar regularmente o po consagrado e fazer
holocaustos todas as manhs e todas as tardes, nos sbados, nas luas
novas e nas festas fixas do Senhor , o nosso Deus. Esse  um decreto
perptuo para Israel.
5 "O templo que vou construir ser grande, pois o nosso Deus  maior
do que todos os outros deuses.
6 Mas, quem  capaz de construir um
templo para ele, visto que os cus no podem cont-lo, nem mesmo os mais
altos cus? Quem sou eu, ento, para lhe construir um templo, a no ser
como um lugar para queimar sacrifcios perante ele?
7 "Por isso, manda-me um homem competente no trabalho com ouro, com
prata, com bronze, com ferro e com tecido roxo, vermelho e azul, e
experiente em esculturas, para trabalhar em Jud e em Jerusalm com os
meus hbeis artesos, preparados por meu pai Davi.
8 "Tambm envia-me do Lbano madeira de cedro, de pinho e de
junpero, pois eu sei que os teus servos so hbeis em cortar a madeira
de l. Os meus servos trabalharo com os teus
9 para me fornecerem
madeira em grande quantidade, pois  preciso que o templo que vou
edificar seja grande e imponente.
10 E eu darei como sustento a teus
servos, os lenhadores, vinte mil tonis [b] de trigo, vinte mil
tonis de cevada, dois mil barris [c] de vinho e dois mil barris
de azeite".
11 Hiro, rei de Tiro, respondeu por carta a Salomo:
"O Senhor ama o seu povo, e por isso te fez rei sobre ele".
12 E acrescentou:
"Bendito seja o Senhor , o Deus de Israel, que fez os cus e a terra,
pois deu ao rei Davi um filho sbio, que tem inteligncia e
discernimento, e que vai construir um templo para o Senhor e um palcio
para si.
13 "Estou te enviando Huro-Abi, homem de grande habilidade.
14 Sua
me era de D e seu pai, de Tiro. Ele foi treinado para trabalhar com
ouro e prata, bronze e ferro, pedra e madeira, e em tecido roxo, azul e
vermelho, em linho fino e em todo tipo de entalhe. Ele pode executar
qualquer projeto que lhe for dado. Trabalhar com os teus artesos e com
os de meu senhor Davi, teu pai.
15 "Agora, envia meu senhor a teus servos o trigo, a cevada, o azeite
e o vinho que o meu senhor prometeu,
16 e cortaremos toda a madeira do
Lbano necessria, e a faremos flutuar em jangadas pelo mar, descendo
at Jope. De l poders lev-la a Jerusalm".
17 Salomo fez um recenseamento de todos os estrangeiros que viviam em
Israel, como o que fizera seu pai Davi; e descobriu-se que eram cento e
cinqenta e trs mil e seiscentos.
18 Ele designou setenta mil deles
para serem carregadores e oitenta mil para serem cortadores de pedras
nas colinas, com trs mil e seiscentos capatazes para manter o povo
trabalhando.
Notas de rodap:
[a] 2.3 Hebraico: Huro , variante de Hiro ; tambm no versculo 11 e
em 8.2,18 e 9.21.
[b] 2.10 Hebraico: 20.000 coros . O coro era uma medida de capacidade.
As estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[c] 2.10 Hebraico: 20.000 batos . O bato era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

II CRNICAS-CAPITULO-3
A Construo do Templo
1 Ento Salomo comeou a construir o templo do Senhor em Jerusalm, no
monte Mori, onde o Senhor havia aparecido a seu pai Davi, na eira de
Arana [a] , o jebuseu, local que havia sido providenciado por
Davi.
2 Comeou a construo no segundo dia do segundo ms do quarto
ano de seu reinado.
3 Os alicerces que Salomo lanou para o templo de Deus tinham vinte e
sete metros de comprimento e nove metros de largura [b] , pela
medida [c] antiga.
4 O prtico da entrada do templo tinha nove
metros de largura e nove metros [d] de altura. Ele revestiu de
ouro puro o seu interior.
5 Recobriu de pinho o trio principal,
revestiu-o de ouro puro e o decorou com desenhos de tamareiras e
correntes.
6 Ornamentou o templo com pedras preciosas. O ouro utilizado
era de Parvaim.
7 Tambm revestiu de ouro as vigas do forro, os
batentes, as paredes e as portas do templo, e esculpiu querubins nas
paredes.
8 Fez o Lugar Santssimo, com nove metros de comprimento e nove metros
de largura, igual  largura do templo. Revestiu o seu interior de vinte
e uma toneladas [e] de ouro puro.
9 Os pregos de ouro pesavam
seiscentos gramas [f] . Tambm revestiu de ouro as salas
superiores.
10 No Lugar Santssimo esculpiu e revestiu de ouro dois querubins,
11 os quais, de asas abertas, mediam juntos nove metros. Cada asa, de dois
metros e vinte e cinco centmetros, tocava, de um lado, na parede do
templo,
12 e do outro lado, na asa do outro querubim.
13 Assim os
querubins, com asas que se estendiam por nove metros, estavam em p, de
frente para o trio principal [g] .
14 Ele fez o vu de tecido azul, roxo, vermelho e linho fino, com
querubins desenhados nele.
15 Fez na frente do templo duas colunas, que, juntas, tinham dezesseis
metros, cada uma tendo em cima um capitel com dois metros e vinte e
cinco centmetros.
16 Fez correntes entrelaadas [h] e
colocou-as no alto das colunas. Fez tambm cem roms, colocando-as nas
correntes.
17 Depois levantou as colunas na frente do templo, uma ao
sul, outra ao norte;  que ficava ao sul deu o nome de Jaquim [i]
, e  que ficava ao norte, Boaz [j] .
Notas de rodap:
[a] 3.1 Hebraico: Orn , variante de Arana .
[b] 3.3 Hebraico: 60 cvados de comprimento e 20 cvados de largura .
O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[c] 3.3 Hebraico: pelo cvado .
[d] 3.4 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e da Verso
Siraca. O Texto Massortico diz e 120 cvados.
[e] 3.8 Hebraico: 600 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[f] 3.9 Hebraico: 50 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[g] 3.13 Ou p, voltados para dentro
[h] 3.16 Ou correntes no santurio interior
[i] 3.17 Jaquim provavelmente significa ele firma.
[j] 3.17 Boaz provavelmente significa nele h fora.

II CRNICAS-CAPITULO-4
Os Utenslios do Templo
1 Salomo tambm mandou fazer um altar de bronze de nove metros de
comprimento, nove metros de largura e quatro metros e meio de altura
[a] .
2 Fez o tanque de metal fundido, redondo, medindo quatro
metros e meio de dimetro e dois metros e vinte e cinco centmetros de
altura. Era preciso um fio de treze metros e meio para medir a sua
circunferncia.
3 Abaixo da borda e ao seu redor havia figuras de
touro, de cinco em cinco centmetros. Os touros foram fundidos em duas
fileiras e numa s pea com o tanque.
4 O tanque ficava sobre doze touros, trs voltados para o norte, trs
para o oeste, trs para o sul e trs para o leste. Ficava em cima deles,
e as pernas traseiras dos touros eram voltadas para o centro.
5 A
espessura do tanque era de quatro dedos, e sua borda era como a borda de
um clice, como uma flor de lrio. Sua capacidade era de sessenta mil
litros [b] .
6 Fez dez pias, colocando cinco no lado sul e cinco no lado norte.
Nelas era lavado tudo o que era usado nos holocaustos, enquanto que o
tanque servia para os sacerdotes se lavarem.
7 Fez dez candelabros de ouro, de acordo com as especificaes, e os
colocou no templo, cinco no lado sul e cinco no lado norte.
8 Fez dez mesas e as colocou no templo, cinco no lado sul e cinco no
lado norte. Tambm fez cem bacias de ouro para asperso.
9 Fez ainda o ptio dos sacerdotes e o ptio principal com suas portas,
e revestiu de bronze as suas portas.
10 Ps o tanque no lado sul, no
canto sudeste do templo.
11 Tambm fez os jarros, as ps e as bacias para asperso.
Huro-Abi terminou assim o trabalho de que fora encarregado pelo rei
Salomo, no templo de Deus:
12 As duas colunas;
os dois capitis em forma de taa no alto das colunas;
os dois conjuntos de correntes que decoravam os dois capitis;
13 as quatrocentas roms para os dois conjuntos de correntes, sendo
duas fileiras de roms para cada conjunto;
14 os dez carrinhos com as suas dez pias;
15 o tanque e os doze touros debaixo dele;
16 os jarros, as ps, os garfos de carne e todos os utenslios afins.
Todos esses utenslios que Huro-Abi fez para o templo do Senhor , a
pedido do rei Salomo, eram de bronze polido.
17 Foi na plancie do
Jordo, entre Sucote e Zered, que o rei os mandou fundir, em moldes de
barro.
18 Salomo os fez em to grande quantidade que no se pde
determinar o peso do bronze utilizado.
19 Alm desses, Salomo mandou fazer tambm todos estes outros
utenslios para o templo de Deus:
O altar de ouro;
as mesas sobre as quais ficavam os pes da Presena;
20 os candelabros de ouro puro com suas lmpadas, para alumiarem diante
do santurio interno, conforme determinado;
21 as flores, as lmpadas e as tenazes de ouro macio;
22 os cortadores de pavio, as bacias para asperso, as tigelas, os
incensrios de ouro puro e as portas de ouro do templo: tanto as portas
da sala interna, o Lugar Santssimo, quanto as portas do trio
principal.
Notas de rodap:
[a] 4.1 Hebraico: 20 cvados de comprimento e largura, e 10 cvados de
altura . O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 4.5 Hebraico: 3.000 batos . O bato era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

II CRNICAS-CAPITULO-5
1 Terminada toda a obra que Salomo havia realizado para o templo do
Senhor , ele trouxe as coisas que seu pai Davi tinha consagrado e as
colocou junto com os tesouros do templo de Deus: a prata, o ouro e todos
os utenslios.
O Transporte da Arca para o Templo
2 Ento Salomo reuniu em Jerusalm as autoridades de Israel e todos os
lderes das tribos e os chefes das famlias israelitas, para levarem de
Sio, a Cidade de Davi, a arca da aliana do Senhor .
3 E todos os
homens de Israel uniram-se ao rei por ocasio da festa, no stimo ms.
4 Quando todas as autoridades de Israel chegaram, os levitas pegaram a
arca
5 e a levaram com a Tenda do Encontro e com todos os seus
utenslios sagrados. Foram os sacerdotes levitas que levaram tudo.
6 O
rei Salomo e toda a comunidade de Israel que se havia reunido a ele
diante da arca, sacrificaram tantas ovelhas e bois que nem era possvel
contar.
7 Os sacerdotes levaram a arca da aliana do Senhor para o seu lugar no
santurio interno do templo, no Lugar Santssimo, e a colocaram debaixo
das asas dos querubins.
8 Os querubins tinham suas asas estendidas
sobre o lugar da arca e cobriam a arca e as varas utilizadas para o
transporte.
9 Essas varas eram to compridas que as suas pontas se
estendiam para fora da arca e podiam ser vistas da parte da frente do
santurio interno, mas no de fora dele; e elas esto l at hoje.
10 Na arca havia s as duas tbuas que Moiss tinha colocado quando estava
em Horebe, onde o Senhor fez uma aliana com os israelitas depois que
saram do Egito.
11 Os sacerdotes saram do Lugar Santo. Todos eles haviam se
consagrado, no importando a diviso a que pertenciam.
12 E todos os
levitas que eram msicos: Asafe, Hem, Jedutum e os filhos e parentes
deles: ficaram a leste do altar, vestidos de linho fino, tocando
cmbalos, harpas e liras, e os acompanhavam cento e vinte sacerdotes
tocando cornetas.
13 Os que tocavam cornetas e os cantores, em
unssono, louvaram e agradeceram ao Senhor . Ao som de cornetas,
cmbalos e outros instrumentos, levantaram suas vozes em louvor ao
Senhor e cantaram:
"Ele  bom;
o seu amor dura para sempre".
Ento uma nuvem encheu o templo do Senhor ,
14 de forma que os
sacerdotes no podiam desempenhar o seu servio, pois a glria do Senhor
encheu o templo de Deus.

II CRNICAS-CAPITULO-6
1 E Salomo exclamou: "O Senhor disse que habitaria numa nuvem
escura!
2 Na realidade constru para ti um templo magnfico, um lugar
para nele habitares para sempre!"
3 Depois o rei virou-se e abenoou toda a assemblia de Israel, que
estava ali em p.
4 E disse:
"Bendito seja o Senhor , o Deus de Israel, que por suas mos cumpriu o
que prometeu com sua prpria boca a meu pai Davi, quando lhe disse:
5 ``Desde o dia em que tirei meu povo do Egito, no escolhi nenhuma
cidade das tribos de Israel para nela construir um templo em honra ao
meu nome, nem escolhi ningum para ser o lder de Israel, o meu povo.
6 Mas, agora, escolhi Jerusalm para o meu nome ali estar e escolhi Davi
para governar Israel, o meu povo''.
7 "Meu pai Davi tinha no corao o propsito de construir um templo
em honra ao nome do Senhor , o Deus de Israel.
8 Mas o Senhor lhe
disse: ``Voc fez bem em ter no corao o plano de construir um templo
em honra ao meu nome;
9 no entanto, no ser voc que o construir, mas
o seu filho, que proceder de voc; ele construir o templo em honra ao
meu nome''.
10 "E o Senhor cumpriu a sua promessa. Sou o sucessor de meu pai
Davi, e agora ocupo o trono de Israel, como o Senhor tinha prometido, e
constru o templo em honra ao nome do Senhor , o Deus de Israel.
11 Coloquei nele a arca, na qual esto as tbuas da aliana do Senhor ,
aliana que ele fez com os israelitas".
A Orao de Dedicao
12 Depois Salomo colocou-se diante do altar do Senhor , e de toda a
assemblia de Israel, e levantou as mos para orar.
13 Ele havia
mandado fazer uma plataforma de bronze com dois metros e vinte e cinco
centmetros [a] de comprimento e de largura, e um metro e trinta
e cinco centmetros de altura, no centro do ptio externo. O rei ficou
em p na plataforma e depois ajoelhou-se diante de toda a assemblia de
Israel, levantou as mos para o cu,
14 e orou:
" Senhor , Deus de Israel, no h Deus como tu nos cus e na terra! Tu
que guardas a tua aliana de amor com os teus servos que, de todo o
corao, andam segundo a tua vontade.
15 Cumpriste a tua promessa a teu
servo Davi, meu pai; com tua boca a fizeste e com tua mo a cumpriste,
conforme hoje se v.
16 "Agora, Senhor , Deus de Israel, cumpre a outra promessa que
fizeste a teu servo Davi, meu pai, quando disseste: ``Voc nunca
deixar de ter, diante de mim, um descendente que se assente no trono de
Israel, se to-somente os seus descendentes tiverem o cuidado de, em
tudo, andar segundo a minha lei, como voc tem feito''.
17 Agora, 
Senhor , Deus de Israel, que se confirme a palavra que falaste a teu
servo Davi.
18 "Mas ser possvel que Deus habite na terra com os homens? Os
cus, mesmo os mais altos cus, no podem conter-te. Muito menos este
templo que constru!
19 Ainda assim, atende  orao do teu servo e ao
seu pedido de misericrdia,  Senhor , meu Deus. Ouve o clamor e a
orao que teu servo faz hoje na tua presena.
20 Estejam os teus olhos
voltados dia e noite para este templo, lugar do qual disseste que nele
porias o teu nome, para que ouas a orao que o teu servo fizer voltado
para este lugar.
21 Ouve as splicas do teu servo e de Israel, o teu
povo, quando orarem voltados para este lugar. Ouve desde os cus, lugar
da tua habitao, e, quando ouvires, d-lhes o teu perdo.
22 "Quando um homem pecar contra seu prximo e tiver que fazer um
juramento, e vier jurar diante do teu altar neste templo,
23 ouve dos
cus e age. Julga os teus servos; retribui ao culpado, fazendo recair
sobre a sua prpria cabea o resultado da sua conduta, e declara sem
culpa o inocente, dando-lhe o que a sua inocncia merece.
24 "Quando Israel, o teu povo, for derrotado por um inimigo por ter
pecado contra ti, e voltar-se para ti e invocar o teu nome, orando e
suplicando a ti neste templo,
25 ouve dos cus e perdoa o pecado de
Israel, o teu povo, e traze-o de volta  terra que deste a ele e aos
seus antepassados.
26 "Quando se fechar o cu, e no houver chuva por haver o teu povo
pecado contra ti, e o teu povo, voltado para este lugar, invocar o teu
nome e afastar-se do seu pecado por o haveres castigado,
27 ouve dos
cus e perdoa o pecado dos teus servos, de Israel, o teu povo.
Ensina-lhes o caminho certo e envia chuva sobre a tua terra, que deste
por herana ao teu povo.
28 "Quando houver fome ou praga no pas, ferrugem e mofo, gafanhotos
peregrinos e gafanhotos devastadores, ou quando inimigos sitiarem suas
cidades, quando, em meio a qualquer praga ou epidemia,
29 uma orao ou
uma splica por misericrdia for feita por um israelita ou por todo o
Israel, teu povo, cada um sentindo as suas prprias aflies e dores,
estendendo as mos na direo deste templo,
30 ouve dos cus, o lugar
da tua habitao. Perdoa e trata cada um de acordo com o que merece,
visto que conheces o seu corao. Sim, s tu conheces o corao do
homem.
31 Assim eles te temero, e andaro segundo a tua vontade
durante todo o tempo em que viverem na terra que deste aos nossos
antepassados.
32 "Quanto ao estrangeiro, que no pertence a Israel, o teu povo, e
que veio de uma terra distante por causa do teu grande nome, da tua mo
poderosa e do teu brao forte; quando ele vier e orar voltado para este
templo,
33 ouve dos cus, lugar da tua habitao, e atende o pedido do
estrangeiro, a fim de que todos os povos da terra conheam o teu nome e
te temam, como faz Israel, o teu povo, e saibam que este templo que
constru traz o teu nome.
34 "Quando o teu povo for  guerra contra os seus inimigos, por onde
quer que tu o enviares, e orar a ti, voltado para a cidade que
escolheste e para o templo que constru em honra ao teu nome,
35 ouve
dos cus a sua orao e a sua splica, e defende a sua causa.
36 "Quando pecarem contra ti, pois no h ningum que no peque, e
ficares irado com eles e os entregares ao inimigo, e este os levar
prisioneiros para uma terra distante ou prxima;
37 se eles carem em
si, na terra para a qual foram deportados, e se arrependerem e l
orarem: ``Pecamos, praticamos o mal e fomos rebeldes'';
38 e se l
eles se voltarem para ti de todo o corao e de toda a sua alma, na
terra de seu cativeiro para onde foram levados, e orarem voltados para a
terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e
para o templo que constru em honra ao teu nome,
39 ento, dos cus,
lugar da tua habitao, ouve a sua orao e a sua splica, e defende a
sua causa. Perdoa o teu povo, que pecou contra ti.
40 "Assim, meu Deus, que os teus olhos estejam abertos e teus ouvidos
atentos s oraes feitas neste lugar.
41 "Agora, levanta-te,  Senhor ,  Deus,
e vem para o teu lugar de descanso,
tu e a arca do teu poder.
Estejam os teus sacerdotes
vestidos de salvao,
 Senhor ,  Deus;
que os teus santos se regozijem
em tua bondade.
42  Senhor ,  Deus,
no rejeites o teu ungido.
Lembra-te da fidelidade
prometida a teu servo Davi".
Notas de rodap:
[a] 6.13 Hebraico: 5 cvados . O cvado era uma medida linear de cerca
de 45 centmetros.

II CRNICAS-CAPITULO-7
A Dedicao do Templo
1 Assim que Salomo acabou de orar, desceu fogo do cu e consumiu o
holocausto e os sacrifcios, e a glria do Senhor encheu o templo.
2 Os
sacerdotes no conseguiam entrar no templo do Senhor , porque a glria
do Senhor o enchia.
3 Quando todos os israelitas viram o fogo descendo
e a glria do Senhor sobre o templo, ajoelharam-se no pavimento, rosto
em terra, adoraram e deram graas ao Senhor , dizendo:
"Ele  bom;
o seu amor dura para sempre".
4 Ento o rei e todo o Israel ofereceram sacrifcios ao Senhor .
5 O
rei Salomo ofereceu em sacrifcio vinte e dois mil bois e cento e vinte
mil ovelhas. Assim o rei e todo o povo fizeram a dedicao do templo de
Deus.
6 Os sacerdotes tomaram seus lugares, bem como os levitas, com os
instrumentos musicais do Senhor feitos pelo rei Davi para louvar o
Senhor , cantando: "O seu amor dura para sempre". No outro lado, de
frente para os levitas, os sacerdotes tocavam suas cornetas. Todo o povo
estava em p.
7 Salomo consagrou a parte central do ptio, que ficava na frente do
templo do Senhor , e ali ofereceu holocaustos e a gordura das ofertas de
comunho [a] , pois o altar de bronze que Salomo tinha
construdo no comportava os holocaustos, as ofertas de cereal e as
pores de gordura.
8 Durante sete dias, Salomo, com todo o Israel, celebrou a festa; era
uma grande multido, gente vinda desde Lebo-Hamate at o ribeiro do
Egito.
9 No oitavo dia realizaram uma assemblia solene. Levaram sete
dias para a dedicao do altar, e a festa se prolongou por mais sete
dias.
10 No vigsimo terceiro dia do stimo ms, o rei mandou o povo
para as suas casas. E todos se foram, jubilosos e de corao alegre
pelas coisas boas que o Senhor havia feito por Davi e Salomo e por
Israel, o seu povo.
O Senhor Aparece a Salomo
11 Quando Salomo acabou de construir o templo do Senhor e o palcio
real, executando bem tudo o que pretendia realizar no templo do Senhor e
em seu prprio palcio,
12 o Senhor lhe apareceu de noite e disse:
"Ouvi sua orao, e escolhi este lugar para mim, como um templo para
sacrifcios.
13 "Se eu fechar o cu para que no chova ou mandar que os gafanhotos
devorem o pas ou sobre o meu povo enviar uma praga,
14 se o meu povo,
que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se
afastar dos seus maus caminhos, dos cus o ouvirei, perdoarei o seu
pecado e curarei a sua terra.
15 De hoje em diante os meus olhos
estaro abertos e os meus ouvidos atentos s oraes feitas neste lugar.
16 Escolhi e consagrei este templo para que o meu nome esteja nele para
sempre. Meus olhos e meu corao nele sempre estaro.
17 "E se voc andar segundo a minha vontade, como fez seu pai Davi, e
fizer tudo o que eu lhe ordeno, obedecendo aos meus decretos e s minhas
leis,
18 firmarei o seu trono, conforme a aliana que fiz com Davi, seu
pai, quando eu lhe disse: Voc nunca deixar de ter um descendente para
governar Israel.
19 "Mas, se vocs se afastarem de mim e abandonarem os decretos e os
mandamentos que lhes dei, e prestarem culto a outros deuses e ador-los,
20 desarraigarei Israel da minha terra, que lhes dei, e lanarei para
longe da minha presena este templo que consagrei ao meu nome. Farei que
ele se torne objeto de zombaria entre todos os povos.
21 E todos os que
passarem por este templo, agora imponente, ficaro espantados e
perguntaro: ``Por que o Senhor fez uma coisa dessas a esta terra e a
este templo?''
22 E a resposta ser: ``Porque abandonaram o Senhor ,
o Deus dos seus antepassados, que os tirou do Egito, e se apegaram a
outros deuses, adorando-os e prestando-lhes culto; por isso ele trouxe
sobre eles toda esta desgraa''".
Notas de rodap:
[a] 7.7 Ou de paz

II CRNICAS-CAPITULO-8
Outros Feitos de Salomo
1 Depois de vinte anos, durante os quais Salomo construiu o templo do
Senhor e o seu prprio palcio,
2 ele reconstruiu as cidades que Hiro
lhe tinha dado, e nelas estabeleceu israelitas.
3 Depois atacou
Hamate-Zob e a conquistou.
4 Tambm reconstruiu Tadmor, no deserto, e
todas as cidades-armazns que havia construdo em Hamate.
5 Reconstruiu
Bete-Horom Alta e Bete-Horom Baixa, cidades fortificadas com muros,
portas e trancas,
6 e tambm Baalate e todas as cidades-armazns que
possua, e todas as cidades onde ficavam os seus carros e os seus
cavalos [a] . Construiu tudo o que desejou em Jerusalm, no
Lbano e em todo o territrio que governou.
7 Todos os que no eram israelitas, descendentes dos hititas, dos
amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus,
8 que no tinham
sido mortos pelos israelitas, Salomo recrutou para o trabalho forado,
e nisso continuam at hoje.
9 Mas Salomo no obrigou nenhum israelita
a trabalhos forados; eles eram seus homens de guerra, chefes de seus
capites, comandantes dos seus carros e condutores de carros.
10 Tambm
eram israelitas os principais oficiais do rei Salomo, duzentos e
cinqenta oficiais que supervisionavam os trabalhadores.
11 Salomo levou a filha do fara da Cidade de Davi para o palcio que
ele havia construdo para ela, pois dissera: "Minha mulher no deve
morar no palcio de Davi, rei de Israel, pois os lugares onde entrou a
arca do Senhor so sagrados".
12 Sobre o altar do Senhor , que havia construdo diante do prtico,
Salomo passou a sacrificar holocaustos ao Senhor ,
13 conforme as
determinaes de Moiss acerca das ofertas dirias e dos sbados, das
luas novas e das trs festas anuais: a festa dos pes sem fermento, a
festa das semanas [b] e a festa das cabanas [c] .
14 De
acordo com a ordem de seu pai Davi, designou os grupos dos sacerdotes
para as suas tarefas, e os levitas para conduzirem o louvor e ajudarem
os sacerdotes, conforme as determinaes dirias. Tambm designou, por
divises, os porteiros das vrias portas, conforme o que Davi, homem de
Deus, tinha ordenado.
15 Todas as ordens dadas pelo rei aos sacerdotes
e aos levitas, inclusive as ordens relativas aos tesouros, foram
seguidas  risca.
16 Todo o trabalho de Salomo foi executado, desde o dia em que foram
lanados os alicerces do templo do Senhor at seu trmino. Assim foi
concludo o templo do Senhor .
17 Depois Salomo foi a Eziom-Geber e a Elate, no litoral de Edom.
18 E Hiro enviou-lhe navios comandados por seus prprios marinheiros,
homens que conheciam o mar. Eles navegaram com os marinheiros de Salomo
at Ofir, e de l trouxeram quinze mil e setecentos e cinqenta quilos
[d] de ouro para o rei Salomo.
Notas de rodap:
[a] 8.6 Ou condutores de carros
[b] 8.13 Isto , do Pentecoste.
[c] 8.13 Ou dos tabernculos ; Hebraico: sucote .
[d] 8.18 Hebraico: 450 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.

II CRNICAS-CAPITULO-9
A Rainha de Sab Visita Salomo
1 A rainha de Sab soube da fama de Salomo e foi a Jerusalm para
p-lo  prova com perguntas difceis. Quando chegou, acompanhada de uma
enorme caravana, com camelos carregados de especiarias, grande
quantidade de ouro e pedras preciosas, foi at Salomo e lhe fez todas
as perguntas que tinha em mente.
2 Salomo respondeu a todas; nenhuma
lhe foi to difcil que no pudesse responder.
3 Vendo a sabedoria de
Salomo, bem como o palcio que ele havia construdo,
4 o que era
servido em sua mesa, o lugar de seus oficiais, os criados e os copeiros,
todos uniformizados, e os holocaustos que ele fazia no [a] templo
do Senhor , ela ficou impressionada.
5 Disse ela ento ao rei: "Tudo o que ouvi em meu pas acerca de tuas
realizaes e de tua sabedoria era verdade.
6 Mas eu no acreditava no
que diziam, at ver com os meus prprios olhos. Na realidade, no me
contaram nem a metade da grandeza de tua sabedoria; tu ultrapassas em
muito o que ouvi.
7 Como devem ser felizes os homens da tua corte, que
continuamente esto diante de ti e ouvem a tua sabedoria!
8 Bendito
seja o Senhor , o teu Deus, que se agradou de ti e te colocou no trono
dele para reinar pelo Senhor , pelo teu Deus. Por causa do amor de teu
Deus para com Israel e do seu desejo de preserv-lo para sempre, ele te
fez rei, para manter a justia e a retido".
9 E ela deu ao rei quatro mil e duzentos quilos [b] de ouro e
grande quantidade de especiarias e de pedras preciosas. Nunca se viram
tantas e tais especiarias como as que a rainha de Sab deu ao rei
Salomo.
10 (Os marinheiros de Hiro e de Salomo trouxeram ouro de Ofir, e
tambm madeira de junpero e pedras preciosas.
11 O rei utilizou a
madeira para fazer a escadaria do templo do Senhor e a do palcio real,
alm de harpas e liras para os msicos. Nunca se tinha visto algo
semelhante em Jud.)
12 O rei Salomo deu  rainha de Sab tudo o que ela desejou e pediu;
muito mais do que ela lhe tinha trazido. Ento ela e seus servos
voltaram para o seu pas.
O Esplendor do Reino de Salomo
13 O peso do ouro que Salomo recebia anualmente era de vinte e trs
mil e trezentos quilos,
14 fora o que os mercadores e os comerciantes
traziam. Tambm todos os reis da Arbia e os governadores do pas
traziam ouro e prata para Salomo.
15 O rei Salomo fez duzentos escudos grandes de ouro batido,
utilizando trs quilos e seiscentos gramas de ouro em cada um.
16 Tambm fez trezentos escudos pequenos de ouro batido, com um quilo e
oitocentos gramas de ouro em cada um, e os colocou no Palcio da
Floresta do Lbano.
17 O rei mandou fazer ainda um grande trono de marfim revestido de ouro
puro.
18 O trono tinha seis degraus, e um estrado de ouro fixo nele.
Nos dois lados do assento havia braos, com um leo junto a cada brao.
19 Doze lees ficavam nos seis degraus, um de cada lado. Nada igual
havia sido feito em nenhum outro reino.
20 Todas as taas do rei
Salomo eram de ouro, bem como todos os utenslios do Palcio da
Floresta do Lbano. No havia nada de prata, pois a prata quase no
tinha valor nos dias de Salomo.
21 O rei tinha uma frota de navios
mercantes [c] tripulados por marinheiros do rei Hiro. Cada trs
anos a frota voltava, trazendo ouro, prata, marfim, macacos e paves.
22 O rei Salomo era o mais rico e o mais sbio de todos os reis da
terra.
23 Estes pediam audincia a Salomo para ouvirem a sabedoria que
Deus lhe tinha dado.
24 Ano aps ano, todos os que vinham traziam algum
presente: utenslios de prata e de ouro, mantos, armas e especiarias,
cavalos e mulas.
25 Salomo possua quatro mil estbulos para cavalos e carros, e doze
mil cavalos [d] , dos quais mantinha uma parte nas guarnies de
algumas cidades e a outra perto dele, em Jerusalm.
26 Ele dominava
sobre todos os reis desde o Eufrates [e] at a terra dos
filisteus, junto  fronteira do Egito.
27 O rei tornou a prata to
comum em Jerusalm quanto as pedras, e o cedro to numeroso quanto as
figueiras bravas da Sefel.
28 Os cavalos de Salomo eram importados do
Egitod e de todos os outros pases.
A Morte de Salomo
29 Os demais acontecimentos do reinado de Salomo, desde o incio at o
fim, esto escritos nos relatos do profeta Nat, nas profecias do
silonita Aas e nas vises do vidente Ido acerca de Jeroboo, filho de
Nebate.
30 Salomo reinou quarenta anos em Jerusalm, sobre todo o
Israel.
31 Ento descansou com os seus antepassados e foi sepultado na
Cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Roboo foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 9.4 Ou e o caminho pelo qual subia at o
[b] 9.9 Hebraico: 120 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[c] 9.21 Hebraico: navios que iam para Trsis . Veja 20.36.
[d] 9.25 Ou condutores de carros
[e] 9.26 Hebraico: o Rio.

II CRNICAS-CAPITULO-10
A Revolta de Israel contra Roboo
1 Roboo foi a Siqum, onde todos os israelitas tinham se reunido para
proclam-lo rei.
2 Jeroboo, filho de Nebate, tinha fugido do rei
Salomo e estava no Egito. Assim que soube da reunio em Siqum, voltou
do Egito.
3 E mandaram cham-lo. Ento ele e todo o Israel foram ao
encontro de Roboo e disseram:
4 "Teu pai colocou sobre ns um jugo
pesado, mas agora diminui o trabalho rduo e este jugo pesado, e ns te
serviremos".
5 Roboo respondeu: "Voltem a mim daqui a trs dias". E o povo foi
embora.
6 O rei Roboo perguntou s autoridades que haviam servido ao seu pai
Salomo durante a vida dele: "Como vocs me aconselham a responder a
este povo?"
7 Eles responderam: "Se hoje fores bom para esse povo, se o agradares
e lhe deres resposta favorvel, eles sempre sero teus servos".
8 Roboo, contudo, rejeitou o conselho que as autoridades de Israel lhe
deram e consultou os jovens que haviam crescido com ele e o estavam
servindo.
9 Perguntou-lhes: "Qual  o conselho de vocs? Como devemos
responder a este povo que me diz: ``Diminui o jugo que teu pai colocou
sobre ns''?"
10 Os jovens que haviam crescido com ele responderam: "A este povo
que te disse: ``Teu pai colocou sobre ns um jugo pesado; torna-o mais
leve'': dize: ``Meu dedo mnimo  mais grosso do que a cintura do
meu pai.
11 Pois bem, meu pai lhes imps um jugo pesado; eu o tornarei
ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os
castigarei com chicotes pontiagudose''".
12 Trs dias depois, Jeroboo e todo o povo voltaram a Roboo, segundo
a orientao dada pelo rei: "Voltem a mim daqui a trs dias".
13 Mas o rei lhes respondeu asperamente. Rejeitando o conselho das
autoridades de Israel,
14 seguiu o conselho dos jovens e disse: "Meu
pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai
os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes
pontiagudos".
15 E o rei no atendeu o povo, pois esta mudana nos
acontecimentos vinha da parte de Deus, para que se cumprisse a palavra
que o Senhor havia falado a Jeroboo, filho de Nebate, por meio do
silonita Aas.
16 Quando todo o Israel viu que o rei se recusava a ouvi-lo, respondeu
ao rei:
"Que temos em comum com Davi?
Que temos em comum
com o filho de Jess?
Para as suas tendas,  Israel!
Cuide da sua prpria casa,  Davi!"
E assim os israelitas foram para as suas casas.
17 Quanto, porm, aos
israelitas que moravam nas cidades de Jud, Roboo continuou como rei
deles.
18 O rei Roboo enviou Adoniro [a] , chefe do trabalho forado,
mas todo o Israel o apedrejou at a morte. O rei, contudo, conseguiu
subir em sua carruagem e fugir para Jerusalm.
19 Desta forma Israel se
rebelou contra a dinastia de Davi, e assim permanece at hoje.
Notas de rodap:
[a] 10.18 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz Adoro. Veja 1Rs 4.6 e 5.14.

II CRNICAS-CAPITULO-11
1 Quando Roboo chegou a Jerusalm, convocou cento e oitenta mil
homens de combate, das tribos de Jud e de Benjamim, para guerrearem
contra Israel e recuperarem o reino para Roboo.
2 Entretanto, veio esta palavra do Senhor a Semaas, homem de Deus:
3 "Diga a Roboo, filho de Salomo, rei de Jud, e a todos os israelitas
de Jud e de Benjamim:
4 Assim diz o Senhor : No saiam  guerra contra
os seus irmos. Voltem para casa, todos vocs, pois fui eu que fiz
isso". E eles obedeceram  palavra do Senhor e desistiram de marchar
contra Jeroboo.
A Fortificao das Cidades de Jud
5 Roboo morou em Jerusalm e reconstruiu algumas cidades para a defesa
de Jud. Foram elas:
6 Belm, Et, Tecoa,
7 Bete-Zur, Soc, Adulo,
8 Gate, Maressa, Zife,
9 Adoraim, Lquis, Azeca,
10 Zor, Aijalom e
Hebrom. Essas cidades foram fortificadas em Jud e em Benjamim.
11 Ele
fortaleceu as suas defesas e nelas colocou comandantes, com suprimentos
de alimentos, azeite e vinho.
12 Armazenou escudos grandes e lanas em
todas as cidades, tornando-as muito fortes. Assim, Jud e Benjamim
continuaram sob o seu domnio.
13 Os sacerdotes e os levitas de todos os distritos de Israel o
apoiaram.
14 Os levitas chegaram at a abandonar as suas pastagens e os
seus bens, e foram para Jud e para Jerusalm, porque Jeroboo e seus
filhos os haviam rejeitado como sacerdotes do Senhor ,
15 nomeando seus
prprios sacerdotes para os altares idlatras e para os dolos que
haviam feito em forma de bodes e de bezerros.
16 De todas as tribos de
Israel aqueles que estavam realmente dispostos a buscar o Senhor , o
Deus de Israel, seguiram os levitas at Jerusalm para oferecerem
sacrifcios ao Senhor , ao Deus dos seus antepassados.
17 Eles
fortaleceram o reino de Jud e durante trs anos apoiaram Roboo, filho
de Salomo, andando nos caminhos de Davi e de Salomo durante esse
tempo.
A Famlia de Roboo
18 Roboo casou-se com Maalate, filha de Jeremote e neta de Davi. A me
de Maalate era Abiail, filha de Eliabe e neta de Jess.
19 Ela deu-lhe
trs filhos: Jes, Semarias e Zao.
20 Depois ele casou-se com Maaca,
filha de Absalo, a qual lhe deu os filhos Abias, Atai, Ziza e Selomite.
21 Roboo amava Maaca, filha de Absalo, mais do que a qualquer outra
de suas esposas e concubinas. Ao todo ele teve dezoito esposas e
sessenta concubinas, vinte e oito filhos e sessenta filhas.
22 Roboo nomeou Abias, filho de Maaca, chefe entre os seus irmos, com
o intuito de faz-lo rei.
23 Ele agiu com sabedoria, dispersando seus
filhos pelos distritos de Jud e de Benjamim, e pelas cidades
fortificadas. Garantiu-lhes fartas provises e lhes conseguiu muitas
mulheres.

II CRNICAS-CAPITULO-12
Sisaque Ataca Jerusalm
1 Depois que Roboo se fortaleceu e se firmou como rei, ele e todo o
Israel [a] abandonaram a lei do Senhor .
2 Por terem sido
infiis ao Senhor , Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalm no quinto
ano do reinado de Roboo.
3 Com mil e duzentos carros de guerra,
sessenta mil cavaleiros e um exrcito incontvel de lbios, suquitas e
etopes [b] , que vieram do Egito com ele,
4 conquistou as
cidades fortificadas de Jud e chegou at Jerusalm.
5 Ento o profeta Semaas apresentou-se a Roboo e aos lderes de Jud
que se haviam reunido em Jerusalm, fugindo de Sisaque, e lhes disse:
"Assim diz o Senhor : ``Vocs me abandonaram; por isso eu agora os
abandono, entregando-os a Sisaque''".
6 Os lderes de Israel e o rei se humilharam e disseram: "O Senhor 
justo".
7 Quando o Senhor viu que eles se humilharam, veio a Semaas esta
palavra do Senhor : "Visto que eles se humilharam, no os destruirei,
mas em breve lhes darei livramento. Minha ira no ser derramada sobre
Jerusalm por meio de Sisaque.
8 Eles, contudo, ficaro sujeitos a ele,
para que aprendam a diferena entre servir a mim e servir aos reis de
outras terras".
9 Quando Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalm, levou todos os
tesouros do templo do Senhor e do palcio real, inclusive os escudos de
ouro que Salomo havia feito.
10 Por isso o rei Roboo mandou fazer
escudos de bronze para substitu-los, e os entregou aos chefes da guarda
da entrada do palcio real.
11 Sempre que o rei ia ao templo do Senhor
, os guardas empunhavam os escudos e, em seguida, os devolviam  sala da
guarda.
12 Como Roboo se humilhou, a ira do Senhor afastou-se dele, e ele no
foi totalmente destrudo. Na verdade, em Jud ainda havia algo de bom.
13 O rei Roboo firmou-se no poder em Jerusalm e continuou a reinar.
Tinha quarenta e um anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
dezessete anos em Jerusalm, cidade que o Senhor havia escolhido dentre
todas as tribos de Israel para nela pr o seu nome. Sua me, uma
amonita, chamava-se Naam.
14 Ele agiu mal porque no disps o seu
corao para buscar o Senhor .
15 Os demais acontecimentos do reinado de Roboo, do incio ao fim,
esto escritos nos relatos do profeta Semaas e do vidente Ido, que
tratam de genealogias. Houve guerra constante entre Roboo e Jeroboo.
16 Roboo descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade
de Davi; seu filho Abias foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 12.1 Isto , Jud, como ocorre freqentemente em 2 Crnicas.
[b] 12.3 Hebraico: cuxitas .

II CRNICAS-CAPITULO-13
O Reinado de Abias, Rei de Jud
1 No dcimo oitavo ano do reinado de Jeroboo, Abias tornou-se rei de
Jud,
2 e reinou trs anos em Jerusalm. O nome de sua me era Maaca
[a] , filha [b] de Uriel, de Gibe.
E houve guerra entre Abias e Jeroboo.
3 Abias entrou em combate
levando uma fora de quatrocentos mil excelentes guerreiros, e Jeroboo
foi enfrent-lo com oitocentos mil, igualmente excelentes.
4 Abias subiu o monte Zemaraim, nos montes de Efraim, e gritou:
"Jeroboo e todo o Israel, ouam-me!
5 Vocs no sabem que o Senhor ,
o Deus de Israel, deu para sempre o reino de Israel a Davi e a seus
descendentes mediante uma aliana irrevogvel [c] ?
6 Mesmo
assim, Jeroboo, filho de Nebate, servo de Salomo, filho de Davi,
rebelou-se contra o seu senhor.
7 Alguns homens vadios e imprestveis
juntaram-se a ele e se opuseram a Roboo, filho de Salomo, quando ainda
era jovem, indeciso e incapaz de oferecer-lhes resistncia.
8 "E agora vocs pretendem resistir ao reino do Senhor , que est nas
mos dos descendentes de Davi! Vocs so de fato uma multido imensa e
tm os bezerros de ouro que Jeroboo fez para serem os seus deuses.
9 Mas, no foram vocs que expulsaram os sacerdotes do Senhor , os
descendentes de Aro, e os levitas, e escolheram os seus prprios
sacerdotes, como fazem os outros povos? Qualquer pessoa que se consagre
com um novilho e sete carneiros pode tornar-se sacerdote daqueles que
no so deuses.
10 "Quanto a ns, o Senhor  o nosso Deus, e no o abandonamos. Os
nossos sacerdotes, que servem ao Senhor auxiliados pelos levitas, so
descendentes de Aro.
11 Todas as manhs e todas as tardes eles
apresentam holocaustos e incenso aromtico ao Senhor , arrumam os pes
sobre a mesa cerimonialmente pura e todas as tardes acendem as lmpadas
do candelabro de ouro. Pois ns observamos as exigncias do Senhor , o
nosso Deus, enquanto que vocs o abandonaram.
12 E vejam bem! Deus est
conosco; ele  o nosso chefe. Os sacerdotes dele, com suas cornetas,
faro soar o grito de guerra contra vocs. Israelitas, no lutem contra
o Senhor , o Deus dos seus antepassados, pois vocs no tero xito!"
13 Enquanto isso, Jeroboo tinha mandado tropas para a retaguarda do
exrcito de Jud, de forma que ele estava em frente de Jud e a
emboscada estava atrs.
14 Quando o exrcito de Jud se virou e viu que
estava sendo atacado pela frente e pela retaguarda, clamou ao Senhor .
Os sacerdotes tocaram suas cornetas
15 e os homens de Jud deram o
grito de guerra. Ao som do grito de guerra, Deus derrotou Jeroboo e
todo o Israel diante de Abias e de Jud.
16 Os israelitas fugiram dos
soldados de Jud, e Deus os entregou nas mos deles.
17 Abias e os seus
soldados lhes infligiram grande derrota; quinhentos mil excelentes
guerreiros de Israel foram mortos.
18 Os israelitas foram subjugados
naquela ocasio, e os homens de Jud tiveram fora para vencer, pois
confiaram no Senhor , o Deus dos seus antepassados.
19 Abias perseguiu Jeroboo e tomou-lhe as cidades de Betel, Jesana e
Efrom, com os seus povoados.
20 Durante o reinado de Abias, Jeroboo
no recuperou o seu poder; at que o Senhor o feriu, e ele morreu.
21 Abias, ao contrrio, fortaleceu-se. Ele se casou com catorze
mulheres e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas.
22 Os demais acontecimentos do reinado de Abias, o que ele fez e o que
disse, esto escritos nos relatos do profeta Ido.
Notas de rodap:
[a] 13.2 Conforme a maioria dos manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz Micaas. Veja 2Cr 11.20 e 1Rs 15.2.
[b] 13.2 Ou neta
[c] 13.6 Hebraico: aliana de sal.

II CRNICAS-CAPITULO-14
O Reinado de Asa, Rei de Jud
1 Abias descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade
de Davi. Seu filho Asa foi o seu sucessor, e em seu reinado o pas
esteve em paz durante dez anos.
2 Asa fez o que o Senhor , o seu Deus, aprova.
3 Retirou os altares
dos deuses estrangeiros e os altares idlatras que havia nos montes,
despedaou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados.
4 Ordenou
ao povo de Jud que buscasse o Senhor , o Deus dos seus antepassados, e
que obedecesse s leis e aos mandamentos dele.
5 Retirou os altares
idlatras e os altares de incenso [a] de todas as cidades de
Jud, e o reino esteve em paz durante o seu governo.
6 Tambm construiu
cidades fortificadas em Jud, aproveitando esse perodo de paz. Ningum
entrou em guerra contra ele durante aqueles anos, pois o Senhor lhe deu
descanso.
7 Disse ele ao povo de Jud: "Vamos construir estas cidades com muros
ao redor, fortificadas com torres, portas e trancas. A terra ainda 
nossa, porque temos buscado o Senhor , o nosso Deus; ns o buscamos, e
ele nos tem concedido paz em nossas fronteiras". Eles ento as
construram e prosperaram.
8 Asa tinha um exrcito de trezentos mil homens de Jud, equipados com
escudos grandes e lanas, e duzentos e oitenta mil de Benjamim, armados
com escudos pequenos e arcos. Todos eram valentes homens de combate.
9 O etope [b] Zer marchou contra eles com um exrcito de um
milho de soldados e trezentos carros de guerra, e chegou a Maressa.
10 Asa saiu para enfrent-lo, e eles se puseram em posio de combate
no vale de Zefat, perto de Maressa.
11 Ento Asa clamou ao Senhor , o seu Deus: " Senhor , no h ningum
como tu para ajudar os fracos contra os poderosos. Ajuda-nos,  Senhor ,
 nosso Deus, pois em ti pomos a nossa confiana, e em teu nome viemos
contra este imenso exrcito.  Senhor , tu s o nosso Deus; no deixes o
homem prevalecer contra ti".
12 O Senhor derrotou os etopes diante de Asa e de Jud. Os etopes
fugiram,
13 e Asa e seu exrcito os perseguiram at Gerar. Caram
tantos deles que o exrcito no conseguiu recuperar-se; foram destrudos
perante o Senhor e suas foras. E os homens de Jud saquearam muitos
bens.
14 Destruram todas as cidades ao redor de Gerar, pois o terror
do Senhor havia cado sobre elas. Saquearam todas essas cidades, pois
havia nelas muitos despojos.
15 Tambm atacaram os acampamentos onde
havia gado e se apoderaram de muitas ovelhas, cabras e camelos. E em
seguida voltaram para Jerusalm.
Notas de rodap:
[a] 14.5 Provavelmente colunas dedicadas ao deus sol.
[b] 14.9 Hebraico: cuxita ; tambm no versculo 12.

II CRNICAS-CAPITULO-15
A Reforma Realizada por Asa
1 O Esprito de Deus veio sobre Azarias, filho de Odede.
2 Ele saiu
para encontrar-se com Asa e lhe disse: "Escutem-me, Asa e todo o povo
de Jud e de Benjamim. O Senhor est com vocs quando vocs esto com
ele. Se o buscarem, ele deixar que o encontrem, mas, se o abandonarem,
ele os abandonar.
3 Durante muito tempo Israel esteve sem o verdadeiro
Deus, sem sacerdote para ensin-lo e sem a Lei.
4 Mas em sua angstia
eles se voltaram para o Senhor , o Deus de Israel; buscaram-no, e ele
deixou que o encontrassem.
5 Naqueles dias no era seguro viajar, pois
muitos distrbios afligiam todos os habitantes do territrio.
6 Naes
e cidades se destruam umas s outras, pois Deus as estava afligindo com
toda espcie de desgraas.
7 Mas, sejam fortes e no desanimem, pois o
trabalho de vocs ser recompensado".
8 Assim que ouviu as palavras e a profecia do profeta Azarias, filho de
[a] Odede, o rei Asa encheu-se de coragem. Retirou os dolos
repugnantes de toda a terra de Jud e de Benjamim e das cidades que
havia conquistado nos montes de Efraim, e restaurou o altar do Senhor
que estava em frente do prtico do templo do Senhor .
9 Depois reuniu todo o povo de Jud e de Benjamim, e convocou tambm os
que pertenciam a Efraim, a Manasss e a Simeo que viviam entre eles,
pois muitos de Israel tinham passado para o lado do rei Asa, ao verem
que o Senhor , o seu Deus, estava com ele.
10 Eles se reuniram em Jerusalm no terceiro ms do dcimo quinto ano
do reinado de Asa.
11 Naquela ocasio sacrificaram ao Senhor setecentos
bois e sete mil ovelhas e cabras, do saque que haviam feito.
12 Fizeram
um acordo de todo o corao e de toda a alma de buscar o Senhor , o Deus
dos seus antepassados.
13 Todo aquele que no buscasse o Senhor , o
Deus de Israel, deveria ser morto, gente simples ou importante, [b]
homem ou mulher.
14 Fizeram esse juramento ao Senhor em alta voz,
bradando ao som de cornetas e trombetas.
15 Todo o povo de Jud
alegrou-se com o juramento, pois o havia feito de todo o corao. Eles
buscaram a Deus com a melhor disposio; ele deixou que o encontrassem e
lhes concedeu paz em suas fronteiras.
16 O rei Asa chegou at a depor sua av Maaca da posio de rainha-me,
pois ela havia feito um poste sagrado repugnante. Asa derrubou o poste,
despedaou-o e queimou-o no vale do Cedrom.
17 Embora os altares
idlatras no tivessem sido eliminados de Israel, o corao de Asa foi
totalmente dedicado ao Senhor durante toda a sua vida.
18 Ele trouxe
para o templo de Deus a prata, o ouro e os utenslios que ele e seu pai
haviam consagrado.
19 E no houve mais nenhuma guerra at o trigsimo quinto ano do seu
reinado.
Notas de rodap:
[a] 15.8 Conforme a Vulgata e a Verso Siraca. O Texto Massortico
no traz Azarias, filho de.
[b] 15.13 Ou jovens ou idosos,

II CRNICAS-CAPITULO-16
Os ltimos Anos de Asa
1 No trigsimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel,
invadiu Jud e fortificou Ram, para que ningum pudesse entrar no
territrio de Asa, rei de Jud, nem sair de l.
2 Ento Asa ajuntou a prata e o ouro do tesouro do templo do Senhor e
do seu prprio palcio e os enviou a Ben-Hadade, rei da Sria, que
governava em Damasco, com uma mensagem que dizia:
3 "Faamos um
tratado, como fizeram meu pai e o teu. Estou te enviando prata e ouro.
Agora, rompe o tratado que tens com Baasa, rei de Israel, para que ele
saia do meu pas".
4 Ben-Hadade aceitou a proposta do rei Asa e ordenou aos comandantes
das suas foras que atacassem as cidades de Israel. Eles conquistaram
Ijom, D, Abel-Maim [a] e todas as cidades-armazns de Naftali.
5 Quando Baasa soube disso, abandonou a construo dos muros de Ram.
6 Ento o rei Asa reuniu todos os homens de Jud, e eles retiraram de
Ram as pedras e a madeira que Baasa estivera usando. Com esse material
Asa fortificou Geba e Misp.
7 Naquela poca, o vidente Hanani foi dizer a Asa, rei de Jud: "Por
voc ter pedido ajuda ao rei da Sria e no ao Senhor , ao seu Deus, o
exrcito do rei da Sria escapou de suas mos.
8 Por acaso os etopes
[b] e os lbios no eram um exrcito poderoso, com uma grande
multido de carros e cavalos [c] ? Contudo, quando voc pediu
ajuda ao Senhor , ele os entregou em suas mos.
9 Pois os olhos do
Senhor esto atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe
dedicam totalmente o corao. Nisso voc cometeu uma loucura. De agora
em diante ter que enfrentar guerras".
10 Asa irritou-se contra o vidente por causa disso; ficou to indignado
que mandou prend-lo. Nessa poca Asa oprimiu brutalmente alguns do
povo.
11 Os demais acontecimentos do reinado de Asa, do incio ao fim, esto
escritos nos registros histricos dos reis de Jud e de Israel.
12 No
trigsimo nono ano de seu reinado, Asa foi atacado por uma doena nos
ps. Embora a sua doena fosse grave, no buscou ajuda do Senhor , mas
s dos mdicos.
13 Ento, no quadragsimo primeiro ano do seu reinado,
Asa morreu e descansou com os seus antepassados.
14 Sepultaram-no no
tmulo que ele havia mandado cavar para si na Cidade de Davi.
Deitaram-no num leito coberto de especiarias e de vrios perfumes de
fina mistura, e fizeram uma imensa fogueira em sua honra.
Notas de rodap:
[a] 16.4 Tambm conhecida como Abel-Bete-Maaca.
[b] 16.8 Hebraico: cuxitas .
[c] 16.8 Ou condutores de carro

II CRNICAS-CAPITULO-17
O Reinado de Josaf, Rei de Jud
1 Josaf, filho de Asa, foi o seu sucessor e fortaleceu-se contra
Israel.
2 Posicionou tropas em todas as cidades fortificadas de Jud e
ps guarnies em Jud e nas cidades de Efraim que seu pai, Asa, tinha
conquistado.
3 O Senhor esteve com Josaf porque, em seus primeiros anos, ele andou
nos caminhos que seu predecessor Davi tinha seguido. No consultou os
baalins,
4 mas buscou o Deus de seu pai e obedeceu aos seus
mandamentos, e no imitou as prticas de Israel.
5 O Senhor firmou o
reino de Josaf, e todo o Jud lhe trazia presentes, de maneira que teve
grande riqueza e honra.
6 Ele seguiu corajosamente os caminhos do
Senhor ; alm disso, retirou de Jud os altares idlatras e os postes
sagrados.
7 No terceiro ano de seu reinado, ele enviou seus oficiais Bene-Hail,
Obadias, Zacarias, Natanael e Micaas para ensinarem nas cidades de
Jud.
8 Com eles foram os levitas Semaas, Netanias, Zebadias, Asael,
Semiramote, Jnatas, Adonias, Tobias, Tobe-Adonias e os sacerdotes
Elisama e Jeoro.
9 Eles percorreram todas as cidades do reino de Jud,
levando consigo o Livro da Lei do Senhor e ensinando o povo.
10 O temor do Senhor caiu sobre todos os reinos ao redor de Jud, de
forma que no entraram em guerra contra Josaf.
11 Alguns filisteus
levaram presentes a Josaf, alm da prata que lhe deram como tributo, e
os rabes levaram-lhe rebanhos: sete mil e setecentos carneiros e sete
mil e setecentos bodes.
12 Josaf foi se tornando cada vez mais poderoso; construiu fortalezas
e cidades-armazns em Jud,
13 onde guardava enorme quantidade de
suprimentos. Tambm mantinha em Jerusalm homens de combate experientes.
14 A lista desses homens, por famlias, era a seguinte:
De Jud, lderes de batalhes de 1.000:
o lder Adna, com 300.000 homens de combate;
15 em seguida, o lder Joan, com 280.000;
16 depois, Amasias, filho de Zicri, que se apresentou voluntariamente
para o servio do Senhor , com 200.000.
17 De Benjamim:
Eliada, um guerreiro valente, com 200.000 homens armados com arcos e
escudos;
18 Jeozabade, com 180.000 homens armados para a batalha.
19 Esses eram os homens que serviam o rei, alm dos que estavam
posicionados nas cidades fortificadas em todo o Jud.

II CRNICAS-CAPITULO-18
A Profecia contra Acabe
1 Josaf tinha grande riqueza e honra, e aliou-se a Acabe por laos de
casamento.
2 Alguns anos depois, ele foi visitar Acabe em Samaria.
Acabe abateu muitas ovelhas e bois para receber Josaf e sua comitiva, e
insistiu que atacasse Ramote-Gileade.
3 Acabe, rei de Israel, perguntou
a Josaf, rei de Jud: "Irs comigo lutar contra Ramote-Gileade?"
Josaf respondeu: "Sou como tu, e meu povo  como o teu povo;
estaremos contigo na guerra".
4 Mas acrescentou: "Peo-te que
busques primeiro o conselho do Senhor ".
5 Ento o rei de Israel reuniu quatrocentos profetas, e lhes perguntou:
"Devemos ir  guerra contra Ramote-Gileade, ou no?"
Eles responderam: "Sim, pois Deus a entregar nas mos do rei".
6 Josaf, porm, perguntou: "No existe aqui mais nenhum profeta do
Senhor , a quem possamos consultar?"
7 O rei de Israel respondeu a Josaf: "Ainda h um homem por meio de
quem podemos consultar o Senhor , porm eu o odeio, porque nunca
profetiza coisas boas a meu respeito, mas sempre coisas ruins. 
Micaas, filho de Inl".
"O rei no deveria dizer isso", Josaf respondeu.
8 Ento o rei de Israel chamou um dos seus oficiais e disse: "Traga
imediatamente Micaas, filho de Inl".
9 Usando vestes reais, o rei de Israel e Josaf, rei de Jud, estavam
sentados em seus tronos, na eira, junto  porta de Samaria, e todos os
profetas estavam profetizando em transe diante deles.
10 E Zedequias,
filho de Quenaan, tinha feito chifres de ferro, e declarou: "Assim
diz o Senhor : ``Com estes chifres tu ferirs os arameus at que sejam
destrudos''".
11 Todos os outros profetas estavam profetizando a mesma coisa,
dizendo: "Ataca Ramote-Gileade, e sers vitorioso, pois o Senhor a
entregar nas mos do rei".
12 O mensageiro que tinha ido chamar Micaas lhe disse: "V, todos os
outros profetas esto predizendo que o rei ter sucesso. Tua palavra
tambm deve ser favorvel".
13 Micaas, porm, disse: "Juro pelo nome do Senhor que direi o que o
meu Deus mandar".
14 Quando ele chegou, o rei lhe perguntou: "Micaas, devemos ir 
guerra contra Ramote-Gileade, ou no?"
Ele respondeu: "Ataquem, e sero vitoriosos, pois eles sero entregues
em suas mos".
15 O rei lhe disse: "Quantas vezes devo fazer-te jurar que me irs
dizer somente a verdade em nome do Senhor ?"
16 Ento Micaas respondeu: "Vi todo o Israel espalhado pelas
colinas, como ovelhas sem pastor, e ouvi o Senhor dizer: ``Estes no
tm dono. Cada um volte para casa em paz''".
17 O rei de Israel disse a Josaf: "No lhe disse que ele nunca
profetiza nada de bom a meu respeito, mas apenas coisas ruins?"
18 Micaas prosseguiu: "Ouam a palavra do Senhor : Vi o Senhor
assentado em seu trono, com todo o exrcito dos cus  sua direita e 
sua esquerda.
19 E o Senhor disse: ``Quem enganar Acabe, rei de
Israel, para que ataque Ramote-Gileade e morra l?''
"E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra, at que,
20 finalmente,
um esprito colocou-se diante do Senhor e disse: ``Eu o enganarei''.
"``De que maneira?'', perguntou o Senhor .
21 "Ele respondeu: ``Irei e serei um esprito mentiroso na boca de
todos os profetas do rei''.
"Disse o Senhor : ``Voc conseguir engan-lo; v e engane-o''.
22 "E o Senhor ps um esprito mentiroso na boca destes seus
profetas. O Senhor decretou a sua desgraa".
23 Ento Zedequias, filho de Quenaan, aproximou-se, deu um tapa no
rosto de Micaas e perguntou: "Por qual caminho foi o esprito da
parte do [a] Senhor , quando saiu de mim para falar a voc?"
24 Micaas respondeu: "Voc descobrir no dia em que estiver se
escondendo de quarto em quarto".
25 O rei de Israel ento ordenou: "Enviem Micaas de volta a Amom, o
governador da cidade, e a Jos, filho do rei,
26 e digam que assim diz
o rei: Ponham este homem na priso a po e gua, at que eu volte em
segurana".
27 Micaas declarou: "Se voc de fato voltar em segurana, o Senhor
no falou por meu intermdio". E acrescentou: "Ouam o que estou
dizendo, todos vocs!"
A Morte de Acabe
28 Ento o rei de Israel e Josaf, rei de Jud, foram atacar
Ramote-Gileade.
29 E o rei de Israel disse a Josaf: "Entrarei
disfarado em combate, mas tu, usa as tuas vestes reais". O rei de
Israel disfarou-se, e ambos foram para o combate.
30 O rei da Sria havia ordenado a seus chefes dos carros de guerra:
"No lutem contra ningum, seja soldado seja oficial, seno contra o
rei de Israel".
31 Quando os chefes dos carros viram Josaf,
pensaram: " o rei de Israel", e o cercaram para atac-lo, mas
Josaf clamou, e o Senhor o ajudou. Deus os afastou dele,
32 pois,
quando os comandantes dos carros viram que no era o rei de Israel,
deixaram de persegui-lo.
33 De repente, um soldado disparou seu arco ao acaso e atingiu o rei de
Israel entre os encaixes da sua armadura. Ento o rei disse ao condutor
do seu carro: "Tire-me do combate. Fui ferido!"
34 A batalha foi
violenta durante todo o dia, e assim, o rei de Israel teve que enfrentar
os arameus em p no seu carro, at a tarde. E, ao pr-do-sol, ele
morreu.
Notas de rodap:
[a] 18.23 Ou Esprito do

II CRNICAS-CAPITULO-19
1 Quando Josaf, rei de Jud, voltou em segurana ao seu palcio em
Jerusalm,
2 o vidente Je, filho de Hanani, saiu ao seu encontro e lhe
disse: "Ser que voc devia ajudar os mpios e amar aqueles que odeiam
o Senhor ? Por causa disso, a ira do Senhor est sobre voc.
3 Contudo,
existe em voc algo de bom, pois voc livrou a terra dos postes sagrados
e buscou a Deus de todo o seu corao".
A Nomeao de Juzes
4 Josaf morava em Jerusalm; e percorreu de novo a nao, desde
Berseba at os montes de Efraim, fazendo-o voltar para o Senhor , o Deus
dos seus antepassados.
5 Ele nomeou juzes em cada uma das cidades
fortificadas de Jud,
6 dizendo-lhes: "Considerem atentamente aquilo
que fazem, pois vocs no esto julgando para o homem, mas para o Senhor
, que estar com vocs sempre que derem um veredicto.
7 Agora, que o
temor do Senhor esteja sobre vocs. Julguem com cuidado, pois o Senhor ,
o nosso Deus, no tolera nem injustia nem parcialidade nem suborno".
8 Tambm em Jerusalm nomeou Josaf alguns dos levitas, dos sacerdotes
e dos chefes de famlias israelitas para julgarem questes da lei do
Senhor e resolverem pendncias dos habitantes.
9 Deu-lhes as seguintes
ordens: "Vocs devem servir com fidelidade e com corao ntegro, no
temor do Senhor .
10 Em cada causa que chegar a vocs da parte dos seus
irmos israelitas das outras cidades, seja de derramamento de sangue,
sejam questes referentes  lei, aos mandamentos, aos decretos ou s
ordenanas, vocs devero adverti-los de que no pequem contra o Senhor
; caso contrrio, a ira dele vir sobre vocs e sobre eles. Faam assim,
e vocs no pecaro.
11 "Amarias, o sumo sacerdote, estar com vocs para decidir qualquer
questo relacionada com o Senhor ; Zebadias, filho de Ismael, lder da
tribo de Jud, estar com vocs para decidir qualquer questo civil; e
os levitas atuaro como oficiais diante de vocs. Cumpram seus deveres
com coragem, e esteja o Senhor com aqueles que agirem corretamente".

II CRNICAS-CAPITULO-20
Josaf Derrota Moabe e Amom
1 Depois disso, os moabitas e os amonitas, com alguns dos meunitas
[a] , entraram em guerra contra Josaf.
2 Ento informaram a Josaf: "Um exrcito enorme vem contra ti de
Edom, do outro lado do mar Morto [b] . J est em Hazazom-Tamar,
isto , En-Gedi".
3 Alarmado, Josaf decidiu consultar o Senhor e
proclamou um jejum em todo o reino de Jud.
4 Reuniu-se, pois, o povo,
vindo de todas as cidades de Jud para buscar a ajuda do Senhor .
5 Josaf levantou-se na assemblia de Jud e de Jerusalm, no templo do
Senhor , na frente do ptio novo,
6 e orou:
" Senhor , Deus dos nossos antepassados, no s tu o Deus que est nos
cus? Tu dominas sobre todos os reinos do mundo. Fora e poder esto em
tuas mos, e ningum pode opor-se a ti.
7 No s tu o nosso Deus, que
expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, o teu povo, e a
deste para sempre aos descendentes do teu amigo Abrao?
8 Eles a tm
habitado e nela construram um santurio em honra ao teu nome, dizendo:
9 ``Se alguma desgraa nos atingir, seja o castigo da espada, seja a
peste, seja a fome, ns nos colocaremos em tua presena diante deste
templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angstia, e
tu nos ouvirs e nos salvars''.
10 "Mas agora, a esto amonitas, moabitas e habitantes dos montes de
Seir, cujos territrios no permitiste que Israel invadisse quando vinha
do Egito; por isso os israelitas se desviaram deles e no os destruram.
11 V agora como esto nos retribuindo, ao virem expulsar-nos da terra
que nos deste por herana.
12  nosso Deus, no irs tu julg-los? Pois
no temos fora para enfrentar esse exrcito imenso que vem nos atacar.
No sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti".
13 Todos os homens de Jud, com suas mulheres e seus filhos, at os de
colo, estavam ali em p, diante do Senhor .
14 Ento o Esprito do Senhor veio sobre Jaaziel, filho de Zacarias,
neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias, levita e
descendente de Asafe, no meio da assemblia.
15 Ele disse: "Escutem, todos os que vivem em Jud e em Jerusalm e o
rei Josaf! Assim lhes diz o Senhor : ``No tenham medo nem fiquem
desanimados por causa desse exrcito enorme. Pois a batalha no  de
vocs, mas de Deus.
16 Amanh, desam contra eles. Eis que viro pela
subida de Ziz, e vocs os encontraro no fim do vale, em frente do
deserto de Jeruel.
17 Vocs no precisaro lutar nessa batalha. Tomem
suas posies, permaneam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes
dar,  Jud,  Jerusalm. No tenham medo nem desanimem. Saiam para
enfrent-los amanh, e o Senhor estar com vocs''".
18 Josaf prostrou-se, rosto em terra, e todo o povo de Jud e de
Jerusalm prostrou-se em adorao perante o Senhor .
19 Ento os
levitas descendentes dos coatitas e dos coretas levantaram-se e
louvaram o Senhor , o Deus de Israel, em alta voz.
20 De madrugada partiram para o deserto de Tecoa. Quando estavam
saindo, Josaf lhes disse: "Escutem-me, Jud e povo de Jerusalm!
Tenham f no Senhor , o seu Deus, e vocs sero sustentados; tenham f
nos profetas do Senhor , e tero a vitria".
21 Depois de consultar o
povo, Josaf nomeou alguns homens para cantarem ao Senhor e o louvarem
pelo esplendor de sua santidade, indo  frente do exrcito, cantando:
"Dem graas ao Senhor ,
pois o seu amor dura para sempre".
22 Quando comearam a cantar e a entoar louvores, o Senhor preparou
emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e dos montes de Seir, que
estavam invadindo Jud, e eles foram derrotados.
23 Os amonitas e os
moabitas atacaram os dos montes de Seir para destru-los e aniquil-los.
Depois de massacrarem os homens de Seir, destruram-se uns aos outros.
24 Quando os homens de Jud foram para o lugar de onde se avista o
deserto e olharam para o imenso exrcito, viram somente cadveres no
cho; ningum havia escapado.
25 Ento Josaf e os seus soldados foram
saquear os cadveres e encontraram entre eles grande quantidade de
equipamentos e roupas [c] , e tambm objetos de valor; passaram
trs dias saqueando, mas havia mais do que eram capazes de levar.
26 No
quarto dia eles se reuniram no vale de Beraca, onde louvaram o Senhor .
Por isso at hoje esse lugar  chamado vale de Beraca [d] .
27 Depois, sob a liderana de Josaf, todos os homens de Jud e de
Jerusalm voltaram alegres para Jerusalm, pois o Senhor os enchera de
alegria, dando-lhes vitria sobre os seus inimigos.
28 Entraram em
Jerusalm e foram ao templo do Senhor , ao som de liras, harpas e
cornetas.
29 O temor de Deus veio sobre todas as naes, quando souberam como o
Senhor havia lutado contra os inimigos de Israel.
30 E o reino de
Josaf manteve-se em paz, pois o seu Deus lhe concedeu paz em todas as
suas fronteiras.
O Final do Reinado de Josaf
31 Assim Josaf reinou sobre Jud. Ele tinha trinta e cinco anos de
idade quando se tornou rei, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalm. O
nome da sua me era Azuba, filha de Sili.
32 Ele andou nos caminhos de
Asa, seu pai, e no se desviou deles; fez o que o Senhor aprova.
33 Contudo, no acabou com os altares idlatras, e o povo ainda no havia
firmado o corao no Deus dos seus antepassados.
34 Os demais acontecimentos do reinado de Josaf, do incio ao fim,
esto escritos nos relatos de Je, filho de Hanani, e foram includos
nos registros histricos dos reis de Israel.
35 Posteriormente, Josaf, rei de Jud, fez um tratado com Acazias, rei
de Israel, que tinha vida mpia.
36 Era um tratado para a construo de
navios mercantes [e] . Depois de serem construdos os navios em
Eziom-Geber,
37 Elizer, filho de Dodava de Maressa, profetizou contra
Josaf, dizendo: "Por haver feito um tratado com Acazias, o Senhor
destruir o que voc fez". Assim, os navios naufragaram e no se pode
cumprir o tratado comercial.
Notas de rodap:
[a] 20.1 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz amonitas.
[b] 20.2 Conforme um manuscrito do Texto Massortico. A maioria dos
manuscritos do Texto Massortico, a Septuaginta e a Vulgata dizem da
Sria.
[c] 20.25 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a
Vulgata. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz cadveres.
[d] 20.26 Beraca significa louvor ou bno.
[e] 20.36 Hebraico: de navios que pudessem ir a Trsis . Veja 9.21.

II CRNICAS-CAPITULO-21
1 Josaf descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto
deles na Cidade de Davi, e seu filho Jeoro foi o seu sucessor.
2 Os
irmos de Jeoro, filhos de Josaf, foram Azarias, Jeiel, Zacarias,
Azarias, Micael e Sefatias. Todos eles foram filhos de Josaf, rei de
Israel [a] .
3 Ele deu-lhes muitos presentes de prata, de ouro e
de objetos de valor, bem como cidades fortificadas em Jud, mas o reino,
deu a Jeoro, porque este era seu filho mais velho.
O Reinado de Jeoro, Rei de Jud
4 Logo Jeoro se fortaleceu no reino de seu pai, e matou  espada todos
os seus irmos e alguns lderes de Israel.
5 Ele tinha trinta e dois
anos de idade quando comeou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalm.
6 Andou nos caminhos dos reis de Israel, como a famlia de Acabe havia
feito, pois se casou com uma filha de Acabe. E fez o que o Senhor
reprova.
7 Entretanto, por causa da aliana que havia feito com Davi, o
Senhor no quis destruir a dinastia dele. Ele havia prometido manter
para sempre um descendente de Davi no trono [b] .
8 Nos dias de Jeoro, os edomitas rebelaram-se contra o domnio de
Jud, proclamando seu prprio rei.
9 Por isso Jeoro foi combat-los
com seus lderes e com todos os seus carros de guerra. Os edomitas
cercaram Jeoro e os chefes dos seus carros de guerra, mas ele os atacou
de noite e rompeu o cerco inimigo.
10 E at hoje Edom continua
independente de Jud.
Nessa mesma poca, a cidade de Libna tambm tornou-se independente, pois
Jeoro havia abandonado o Senhor , o Deus dos seus antepassados.
11 Ele
at construiu altares idlatras nas colinas de Jud, levando o povo de
Jerusalm a prostituir-se e Jud a desviar-se.
12 Ento Jeoro recebeu uma carta do profeta Elias, que dizia:
"Assim diz o Senhor , o Deus de Davi, seu antepassado: ``Voc no tem
andado nos caminhos de seu pai Josaf nem de Asa, rei de Jud,
13 mas
sim nos caminhos dos reis de Israel, levando Jud e o povo de Jerusalm
a se prostiturem na idolatria como a famlia de Acabe. E ainda
assassinou seus prprios irmos, membros da famlia de seu pai, homens
que eram melhores do que voc.
14 Por isso o Senhor vai ferir
terrivelmente seu povo, seus filhos, suas mulheres e tudo o que  seu.
15 Voc ficar muito doente; ter uma enfermidade no ventre, que ir
piorar at que saiam os seus intestinos''".
16 O Senhor despertou contra Jeoro a hostilidade dos filisteus e dos
rabes que viviam perto dos etopes [c] .
17 Eles atacaram o
reino de Jud, invadiram-no e levaram todos os bens que encontraram no
palcio do rei, e tambm suas mulheres e seus filhos. S ficou Acazias
[d] , o filho mais novo.
18 Depois de tudo isso, o Senhor afligiu Jeoro com uma doena
incurvel nos intestinos.
19 Algum tempo depois, ao fim do segundo ano,
tanto se agravou a doena que os seus intestinos saram, e ele morreu
sofrendo dores horrveis. Seu povo no fez nenhuma fogueira em sua
homenagem, como havia feito para os seus antepassados.
20 Jeoro tinha trinta e dois anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou oito anos em Jerusalm. Morreu sem que ningum o lamentasse, e
foi sepultado na Cidade de Davi, mas no nos tmulos dos reis.
Notas de rodap:
[a] 21.2 Isto , Jud, como acontece freqentemente em 2 Crnicas.
[b] 21.7 Hebraico: uma lmpada para ele e seus descendentes.
[c] 21.16 Hebraico: cuxitas .
[d] 21.17 Hebraico: Jeoacaz, variante de Acazias .

II CRNICAS-CAPITULO-22
O Reinado de Acazias, Rei de Jud
1 O povo de Jerusalm proclamou Acazias, filho mais novo de Jeoro,
rei em seu lugar, uma vez que as tropas que tinham vindo com os rabes
mataram todos os outros filhos dele. Assim comeou a reinar Acazias,
filho de Jeoro, rei de Jud.
2 Acazias tinha vinte e dois [a] anos de idade quando comeou a
reinar, e reinou um ano em Jerusalm. O nome de sua me era Atalia, neta
de Onri.
3 Ele tambm andou nos caminhos da famlia de Acabe, pois sua me lhe
dava maus conselhos.
4 Ele fez o que o Senhor reprova, como os membros
da famlia de Acabe haviam feito, pois, depois da morte de seu pai, eles
se tornaram seus conselheiros, para sua runa.
5 Ele tambm seguiu o
conselho deles quando se aliou a Joro, filho de Acabe, rei de Israel, e
saiu  guerra contra Hazael, rei da Sria, em Ramote-Gileade. Joro foi
ferido
6 e voltou a Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos
em Ramote [b] , na batalha contra Hazael, rei da Sria.
Depois Acazias, rei de Jud, foi a Jezreel visitar Joro, que se
recuperava de seus ferimentos.
7 Por meio dessa visita, Deus provocou a queda de Acazias. Quando ele
chegou, saiu com Joro ao encontro de Je, filho de Ninsi, a quem o
Senhor havia ungido para destruir a famlia de Acabe.
8 Quando Je
estava executando juzo sobre a famlia de Acabe, encontrou os lderes
de Jud e os filhos dos parentes de Acazias, que o serviam, e os matou.
9 Saiu ento em busca de Acazias, e seus soldados o capturaram em
Samaria, onde estava escondido. Levado a Je, Acazias foi morto. Mas no
lhe negaram sepultura, pois disseram: "Ele era neto de Josaf, que
buscou o Senhor de todo o corao". Assim, a famlia de Acazias no
tinha mais ningum que pudesse ser rei.
Jos Escapa de Atalia
10 Quando Atalia, me de Acazias, soube que seu filho estava morto,
mandou matar toda a famlia real de Jud.
11 Mas Jeoseba [c] ,
filha do rei Jeoro, pegou Jos, um dos filhos do rei Acazias que iam
ser assassinados, e o colocou num quarto, junto com a sua ama. Assim
Jeoseba, filha do rei Jeoro, mulher do sacerdote Joiada e irm de
Acazias, escondeu Jos de Atalia, de forma que ela no pde mat-lo.
12 Seis anos ele ficou escondido com elas no templo de Deus, enquanto
Atalia governava o pas.
Notas de rodap:
[a] 22.2 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz 42. Veja 2Rs 8.26.
[b] 22.6 Hebraico: Ram , variante de Ramote .
[c] 22.11 Hebraico: Jeosabeate ; variante de Jeoseba . Veja 2Rs 11.2

II CRNICAS-CAPITULO-23
1 No stimo ano Joiada encorajou-se e fez um acordo com os lderes dos
batalhes de cem [a] : Azarias, filho de Jeroo, Ismael, filho de
Joan, Azarias, filho de Obede, Maasias, filho de Adaas, e Elisafate,
filho de Zicri.
2 Eles percorreram todo o Jud e reuniram de todas as
cidades os levitas e os chefes das famlias israelitas. Quando chegaram
a Jerusalm,
3 toda a assemblia fez um acordo com o rei no templo de
Deus.
Joiada lhes disse: "Reinar o filho do rei, conforme o Senhor prometeu
acerca dos descendentes de Davi.
4 Vocs vo fazer o seguinte: Um tero
de vocs, sacerdotes e levitas que entraro de servio no sbado, dever
ficar vigiando nas portas do templo,
5 um tero no palcio real e um
tero na porta do Alicerce; e todo o povo estar nos ptios do templo do
Senhor .
6 Ningum dever entrar no templo do Senhor , exceto os
sacerdotes e os levitas de servio; estes podem entrar porque foram
consagrados, mas o povo dever observar o que o Senhor lhes determinou.
7 Os levitas devero posicionar-se em torno do rei, todos de armas na
mo. Matem todo aquele que entrar no templo. Acompanhem o rei aonde quer
que ele for".
8 Os levitas e todos os homens de Jud fizeram como o sacerdote Joiada
havia ordenado. Cada um levou seus soldados, tanto os que estavam
entrando de servio no sbado como os que estavam saindo, pois o
sacerdote Joiada no havia dispensado nenhuma das divises.
9 Ento ele
deu aos lderes dos batalhes de cem as lanas e os escudos grandes e
pequenos que haviam pertencido ao rei Davi e que estavam no templo de
Deus.
10 Posicionou todos os homens, cada um de arma na mo, em volta
do rei, perto do altar e no templo, desde o lado sul at o lado norte do
templo.
11 Joiada e seus filhos trouxeram o filho do rei e o coroaram;
entregaram-lhe uma cpia da aliana e o proclamaram rei, ungindo-o e
gritando: "Viva o rei!"
12 Quando Atalia ouviu o barulho do povo correndo e aclamando o rei,
foi ao templo do Senhor , onde estava o povo.
13 L ela viu o rei 
entrada, em p, junto  coluna. Os oficiais e os tocadores de cornetas
estavam ao lado do rei, e todo o povo se alegrava ao som das cornetas;
os msicos, com seus instrumentos musicais, dirigiam os louvores. Ento
Atalia rasgou suas vestes e gritou: "Traio! Traio!"
14 O sacerdote Joiada ordenou aos lderes dos batalhes de cem que
estavam no comando das tropas: "Levem-na para fora por entre as
fileiras [b] , e matem  espada todo aquele que a seguir". Pois
o sacerdote dissera: "No a matem no templo do Senhor ".
15 Ento
eles a prenderam e a levaram  porta dos Cavalos, no terreno do palcio,
e l a mataram.
16 E Joiada fez um acordo pelo qual ele, o povo e o rei [c]
seriam o povo do Senhor .
17 Ento todo o povo foi ao templo de Baal e
o derrubou. Despedaaram os altares e os dolos, e mataram Mat,
sacerdote de Baal, em frente dos altares.
18 Joiada confiou a superviso do templo do Senhor aos sacerdotes
levitas, aos quais Davi tinha atribudo tarefas no templo, para
apresentarem os holocaustos ao Senhor , conforme est escrito na Lei de
Moiss, com jbilo e cnticos, segundo as instrues de Davi.
19 Tambm
ps guardas nas portas do templo do Senhor para que no entrasse ningum
que de alguma forma estivesse impuro.
20 Levou consigo os lderes dos batalhes de cem, os nobres, os
governantes do povo e todo o povo e, juntos, conduziram o rei do templo
do Senhor ao palcio, passando pela porta superior, e instalaram o rei
no trono;
21 e todo o povo se alegrou. A cidade acalmou-se depois que
Atalia foi morta  espada.
Notas de rodap:
[a] 23.1 Hebraico: chefes de cem .
[b] 23.14 Ou fora do recinto
[c] 23.16 Ou uma aliana entre [o Senhor] e o povo e o rei de que eles
(veja 2Rs 11.17)

II CRNICAS-CAPITULO-24
As Reformas de Jos no Templo
1 Jos tinha sete anos de idade quando se tornou rei, e reinou
quarenta anos em Jerusalm. O nome de sua me era Zbia; ela era de
Berseba.
2 Jos fez o que o Senhor aprova enquanto viveu o sacerdote
Joiada.
3 Este escolheu para Jos duas mulheres, e ele teve filhos e
filhas.
4 Algum tempo depois, Jos decidiu fazer reparos no templo do Senhor .
5 Ele reuniu os sacerdotes e os levitas e lhes disse: "Vo s cidades
de Jud e recolham o imposto devido anualmente por todo o Israel, para
fazer reparos no templo de seu Deus. Vo agora mesmo!" Os levitas,
porm, no agiram imediatamente.
6 Por isso o rei convocou Joiada, o sumo sacerdote, e lhe perguntou:
"Por que voc no exigiu que os levitas trouxessem de Jud e de
Jerusalm o imposto determinado por Moiss, servo do Senhor , e pela
assemblia de Israel, para a tenda da arca da aliana [a] ?"
7 De fato, Atalia, aquela mulher mpia, e os seus filhos tinham
arrombado o templo de Deus e tinham at usado os seus objetos sagrados
para cultuar os baalins.
8 Ento, por ordem do rei, fizeram uma caixa e a colocaram do lado de
fora,  entrada do templo do Senhor .
9 Fez-se a seguir uma proclamao
em Jud e em Jerusalm para que trouxessem ao Senhor o imposto que
Moiss, servo de Deus, havia exigido de Israel no deserto.
10 Todos os
lderes e todo o povo trouxeram com alegria as suas contribuies,
colocando-as na caixa at ench-la.
11 Sempre que os levitas levavam a
caixa at os supervisores do rei e estes viam que havia muita prata, o
secretrio real e o oficial do sumo sacerdote esvaziavam-na e a levavam
de volta. Fazendo isso regularmente, ajuntaram uma grande quantidade de
prata.
12 O rei e Joiada entregavam essa prata aos homens que
executavam os trabalhos necessrios no templo do Senhor . Eles
contratavam pedreiros, carpinteiros e tambm operrios que trabalhavam
em ferro e em bronze para restaurarem o templo do Senhor .
13 Os homens encarregados do trabalho eram diligentes, o que garantiu o
progresso da obra de reforma. Eles reconstruram o templo de Deus de
acordo com o modelo original e o reforaram.
14 Quando terminaram,
trouxeram o restante da prata ao rei e a Joiada, e com ela foram feitos
utenslios para o templo do Senhor ; utenslios para o servio e para os
holocaustos, alm de tigelas e outros objetos de ouro e de prata.
Enquanto Joiada viveu, holocaustos foram apresentados continuamente no
templo do Senhor .
15 Joiada morreu com idade avanada, com cento e trinta anos.
16 Foi
sepultado com os reis na Cidade de Davi, em ateno ao bem que havia
feito em Israel em favor de Deus e do seu templo.
A Impiedade de Jos
17 Depois da morte de Joiada, os lderes de Jud foram falar com o rei
e lhe prestaram reverncia, e ele aceitou o que disseram.
18 Ento
abandonaram o templo do Senhor , o Deus dos seus antepassados, e
prestaram culto aos postes sagrados e aos dolos. Por culpa deles, a ira
de Deus veio sobre Jud e Jerusalm.
19 Embora o Senhor tivesse enviado
profetas ao povo para traz-los de volta para ele, e os profetas
tivessem testemunhado contra eles, o povo no quis ouvi-los.
20 Ento o Esprito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote
Joiada. Ele se colocou diante do povo e disse: "Isto  o que Deus diz:
``Por que vocs desobedecem aos mandamentos do Senhor ? Vocs no
prosperaro. J que abandonaram o Senhor , ele os abandonar''".
21 Mas alguns conspiraram contra ele e, por ordem do rei,
apedrejaram-no at a morte no ptio do templo do Senhor .
22 O rei Jos
no levou em conta que Joiada, pai de Zacarias, tinha sido bondoso com
ele, e matou o seu filho. Este, ao morrer, exclamou: "Veja isto o
Senhor e faa justia!"
23 Na virada do ano [b] , o exrcito arameu marchou contra Jos;
invadiu Jud e Jerusalm, matou todos os lderes do povo, e enviou para
Damasco, ao seu rei, tudo o que saqueou.
24 Embora o exrcito arameu
fosse pequeno, o Senhor entregou nas mos dele um exrcito muito maior,
por Jud ter abandonado o Senhor , o Deus dos seus antepassados. Assim o
juzo foi executado sobre Jos.
25 Quando os arameus foram embora,
deixaram Jos seriamente ferido. Seus oficiais conspiraram contra ele,
porque ele tinha assassinado o filho do sacerdote Joiada, e o mataram em
sua cama. Assim ele morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, mas no
nos tmulos dos reis.
26 Os que conspiraram contra ele foram Zabade, filho da amonita
Simeate, e Jeozabade, filho da moabita Sinrite.
27 Quanto a seus
filhos, s muitas profecias a seu respeito e ao relato da restaurao do
templo de Deus, tudo est escrito nas anotaes dos livros dos reis. E
seu filho Amazias foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 24.6 Hebraico: Tenda do Testemunho .
[b] 24.23 Provavelmente na primavera.

II CRNICAS-CAPITULO-25
O Reinado de Amazias, Rei de Jud
1 Amazias tinha vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou vinte e nove anos em Jerusalm. O nome de sua me era Jeoad; ela
era de Jerusalm.
2 Ele fez o que o Senhor aprova, mas no de todo o
corao.
3 Quando sentiu que tinha o reino sob pleno controle, mandou
executar os oficiais que haviam assassinado o rei, seu pai.
4 Contudo,
no matou os filhos dos assassinos, de acordo com o que est escrito na
Lei, no Livro de Moiss, onde o Senhor ordenou: "Os pais no morrero
no lugar dos filhos, nem os filhos no lugar dos pais; cada um morrer
pelo seu prprio pecado" [a] .
5 Amazias reuniu os homens de Jud e, de acordo com as suas respectivas
famlias, nomeou chefes de mil e de cem em todo o Jud e Benjamim. Ento
convocou todos os homens com mais de vinte anos e constatou que havia
trezentos mil homens prontos para o servio militar, capazes de empunhar
a lana e o escudo.
6 Tambm contratou em Israel cem mil homens de
combate pelo valor de trs toneladas e meia [b] de prata.
7 Entretanto, um homem de Deus foi at ele e lhe disse: " rei, essas
tropas de Israel no devem marchar com voc, pois o Senhor no est com
Israel; no est com ningum do povo de Efraim.
8 Mesmo que v e
combata corajosamente, Deus o derrotar diante do inimigo, pois tem
poder para dar a vitria e a derrota".
9 Amazias perguntou ao homem de Deus: "Mas, e as trs toneladas e
meia de prata que paguei a estas tropas israelitas?"
Ele respondeu: "O Senhor pode dar-lhe muito mais que isso".
10 Ento Amazias mandou de volta os soldados de Efraim. Eles ficaram
furiosos com Jud e foram embora indignados.
11 Amazias encheu-se de coragem e conduziu o seu exrcito at o vale do
Sal, onde matou dez mil homens de Seir.
12 Tambm capturou outros dez
mil, que levou para o alto de um penhasco e os atirou de l, e todos
eles se espatifaram.
13 Enquanto isso, as tropas que Amazias havia mandado de volta, no
lhes permitindo participar da guerra, atacaram cidades de Jud, desde
Samaria at Bete-Horom. Mataram trs mil pessoas e levaram grande
quantidade de despojos.
14 Amazias voltou da matana dos edomitas trazendo os deuses do povo de
Seir, os quais estabeleceu como seus prprios deuses, inclinou-se diante
deles e lhes queimou incenso.
15 Ento a ira do Senhor acendeu-se
contra Amazias, e ele lhe enviou um profeta, que disse ao rei: "Por
que voc consulta os deuses desse povo, deuses que nem o seu povo
puderam salvar?"
16 Enquanto ele ainda falava, o rei o interrompeu: "Por acaso ns o
nomeamos conselheiro do rei? Pare! Por que voc quer ser morto?"
O profeta parou, mas disse: "Sei que Deus decidiu destru-lo, porque
voc fez tudo isso e no deu ateno ao meu conselho".
17 Depois de consultar os seus conselheiros, Amazias, rei de Jud,
enviou mensageiros a Jeos, filho de Jeoacaz e neto de Je, rei de
Israel, com este desafio: "Vem me enfrentar".
18 Contudo, Jeos, respondeu a Amazias: "O espinheiro do Lbano
enviou uma mensagem ao cedro do Lbano: ``D sua filha em casamento a
meu filho''. Mas um animal selvagem do Lbano veio e pisoteou o
espinheiro.
19 Tu dizes a ti mesmo que derrotaste Edom, e agora ests
arrogante e orgulhoso. Mas fica em casa! Por que provocar uma desgraa
que te levar, e Jud contigo,  runa?"
20 Amazias, porm, no quis ouvi-lo, pois Deus mesmo queria entregar
Amazias e seu povo a Jeos, pois pediram conselhos aos deuses de Edom.
21 Ento Jeos, rei de Israel, o atacou. Ele e Amazias, rei de Jud,
enfrentaram-se em Bete-Semes, em Jud.
22 Jud foi derrotado por
Israel, e seus soldados fugiram para as suas casas.
23 Jeos capturou
Amazias, filho de Jos e neto de Acazias [c] , em Bete-Semes.
Ento Jeos levou-o para Jerusalm e derrubou cento e oitenta metros
[d] do muro da cidade, desde a porta de Efraim at a porta da
Esquina.
24 Ele se apoderou de todo o ouro, de toda a prata e de todos
os utenslios encontrados no templo de Deus, que haviam estado sob a
guarda de Obede-Edom, e ainda dos tesouros do palcio real. Tambm fez
refns e, ento, voltou para Samaria.
25 Amazias, filho de Jos, rei de Jud, viveu ainda mais quinze anos
depois da morte de Jeos, filho de Jeoacaz, rei de Israel.
26 Os demais
acontecimentos do reinado de Amazias, do incio ao fim, esto escritos
nos registros histricos dos reis de Jud e de Israel.
27 A partir do
momento em que Amazias deixou de seguir o Senhor , conspiraram contra
ele em Jerusalm, e ele fugiu para Lquis, mas o perseguiram at l e o
mataram.
28 Seu corpo foi trazido de volta a cavalo, e sepultado junto
aos seus antepassados na Cidade de Jud.
Notas de rodap:
[a] 25.4 Dt 24.16.
[b] 25.6 Hebraico: 100 talentos ; tambm no versculo 9. Um talento
equivalia a 35 quilos.
[c] 25.23 Hebraico: Jeoacaz , variante de Acazias .
[d] 25.23 Hebraico: 400 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.

II CRNICAS-CAPITULO-26
O Reinado de Uzias, Rei de Jud
1 Ento todo o povo de Jud proclamou rei a Uzias [a] , de
dezesseis anos de idade, no lugar de seu pai, Amazias.
2 Foi ele que
reconquistou e reconstruiu a cidade de Elate para Jud, depois que
Amazias descansou com os seus antepassados.
3 Uzias tinha dezesseis anos de idade quando se tornou rei, e reinou
cinqenta e dois anos em Jerusalm. Sua me era de Jerusalm e
chamava-se Jecolias.
4 Ele fez o que o Senhor aprova, tal como o seu
pai Amazias;
5 e buscou a Deus durante a vida de Zacarias, que o
instruiu no temor [b] de Deus. Enquanto buscou o Senhor , Deus o
fez prosperar.
6 Ele saiu  guerra contra os filisteus e derrubou os muros de Gate, de
Jabne e de Asdode. Depois reconstruiu cidades prximo a Asdode e em
outros lugares do territrio filisteu.
7 Deus o ajudou contra os
filisteus, contra os rabes que viviam em Gur-Baal e contra os meunitas.
8 Os amonitas pagavam tributo a Uzias, e sua fama estendeu-se at a
fronteira do Egito, pois havia se tornado muito poderoso.
9 Uzias construiu torres fortificadas em Jerusalm, junto  porta da
Esquina,  porta do Vale e no canto do muro.
10 Tambm construiu torres
no deserto e cavou muitas cisternas, pois ele possua muitos rebanhos na
Sefel e na plancie. Ele mantinha trabalhadores em seus campos e em
suas vinhas, nas colinas e nas terras frteis, pois gostava da
agricultura.
11 Uzias possua um exrcito bem preparado, organizado em divises de
acordo com o nmero dos soldados convocados pelo secretrio Jeiel e pelo
oficial Maasias, sob o comando de Hananias, um dos oficiais do rei.
12 O total de chefes de famlia no comando dos homens de combate era de
dois mil e seiscentos.
13 Sob o comando deles havia um exrcito de
trezentos e sete mil e quinhentos homens treinados para a guerra, uma
fora poderosssima que apoiava o rei contra os seus inimigos.
14 Uzias
providenciou escudos, lanas, capacetes, couraas, arcos e atiradeiras
de pedras para todo o exrcito.
15 Em Jerusalm construiu mquinas
projetadas por peritos para serem usadas nas torres e nas defesas das
esquinas, mquinas que atiravam flechas e grandes pedras. Ele foi
extraordinariamente ajudado, e assim tornou-se muito poderoso e a sua
fama espalhou-se para longe.
16 Entretanto, depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho
provocou a sua queda. Ele foi infiel ao Senhor , o seu Deus, e entrou no
templo do Senhor para queimar incenso no altar de incenso.
17 O sumo
sacerdote Azarias, e outros oitenta corajosos sacerdotes do Senhor ,
foram atrs dele.
18 Eles o enfrentaram e disseram: "No  certo que
voc, Uzias, queime incenso ao Senhor . Isso  tarefa dos sacerdotes, os
descendentes de Aro consagrados para queimar incenso. Saia do
santurio, pois voc foi infiel e no ser honrado por Deus, o Senhor".
19 Uzias, que estava com um incensrio na mo, pronto para queimar o
incenso, irritou-se e indignou-se contra os sacerdotes; e na mesma hora,
na presena deles, diante do altar de incenso no templo do Senhor ,
surgiu lepra [c] em sua testa.
20 Quando o sumo sacerdote
Azarias e todos os outros sacerdotes viram a lepra, expulsaram-no
imediatamente do templo. Na verdade, ele mesmo ficou ansioso para sair,
pois o Senhor o havia ferido.
21 O rei Uzias sofreu de lepra at o dia em que morreu. Durante todo
esse tempo morou numa casa separada [d] , leproso e excludo do
templo do Senhor . Seu filho Joto tomava conta do palcio e governava o
povo.
22 Os demais acontecimentos do reinado de Uzias, do incio ao fim,
foram registrados pelo profeta Isaas, filho de Amoz.
23 Uzias
descansou com os seus antepassados e foi sepultado perto deles, num
cemitrio que pertencia aos reis, pois o povo dizia: "Ele tinha
lepra". Seu filho Joto foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 26.1 Tambm chamado Azarias.
[b] 26.5 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta e a Verso Siraca; outros manuscritos do Texto Massortico
dizem na viso.
[c] 26.19 O termo hebraico no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele; tambm nos versculos 20, 21 e 23.
[d] 26.21 Ou casa onde estava desobrigado de suas responsabilidades

II CRNICAS-CAPITULO-27
O Reinado de Joto, Rei de Jud
1 Joto tinha vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou dezesseis anos em Jerusalm. O nome da sua me era Jerusa, filha
de Zadoque.
2 Ele fez o que o Senhor aprova, tal como seu pai, mas, ao
contrrio deste, no entrou no templo do Senhor . O povo, contudo,
prosseguiu em suas prticas corruptas.
3 Joto reconstruiu a porta
superior do templo do Senhor e fez amplos trabalhos no muro, na colina
de Ofel.
4 Construiu cidades nos montes de Jud, bem como fortes e
torres nas matas.
5 Joto guerreou contra o rei dos amonitas e o derrotou. Ento os
amonitas pagaram-lhe trs toneladas e meia [a] de prata, dez mil
barris [b] de trigo e dez mil de cevada, durante trs anos
seguidos.
6 Joto tornou-se cada vez mais poderoso, pois andava firmemente
segundo a vontade do Senhor , o seu Deus.
7 Os demais acontecimentos do reinado de Joto, inclusive todas as suas
guerras e as suas outras realizaes, esto escritos nos registros
histricos dos reis de Israel e de Jud.
8 Tinha vinte e cinco anos de
idade quando comeou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalm.
9 Joto descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade de
Davi. Seu filho Acaz foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 27.5 Hebraico: 100 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[b] 27.5 Hebraico: 10.000 coros . O coro era uma medida de capacidade.
As estimativas variam entre 200 e 400 litros.

II CRNICAS-CAPITULO-28
O Reinado de Acaz, Rei de Jud
1 Acaz tinha vinte anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
dezesseis anos em Jerusalm. Ao contrrio de Davi, seu predecessor, no
fez o que o Senhor aprova.
2 Ele andou nos caminhos dos reis de Israel
e fez dolos de metal a fim de adorar os baalins.
3 Queimou sacrifcios
no vale de Ben-Hinom e chegou at a queimar seus filhos em sacrifcio,
imitando os costumes detestveis das naes que o Senhor havia expulsado
de diante dos israelitas.
4 Tambm ofereceu sacrifcios e queimou
incenso nos altares idlatras, no alto das colinas e debaixo de toda
rvore frondosa.
5 Por isso o Senhor , o seu Deus, entregou-o nas mos do rei da Sria.
Os arameus o derrotaram, fizeram muitos prisioneiros entre o seu povo e
os levaram para Damasco.
Israel tambm lhe infligiu grande derrota.
6 Num nico dia, Peca, filho
de Remalias, matou cento e vinte mil soldados corajosos de Jud; pois
Jud havia abandonado o Senhor , o Deus dos seus antepassados.
7 Zicri,
guerreiro efraimita, matou Maasias, filho do rei, Azrico, oficial
encarregado do palcio, e Elcana, o brao direito do rei.
8 Os
israelitas levaram para Samaria duzentos mil prisioneiros dentre os seus
parentes, incluindo mulheres, meninos e meninas. Tambm levaram muitos
despojos.
9 Mas um profeta do Senhor , chamado Odede, estava em Samaria e saiu ao
encontro do exrcito. Ele lhes disse: "Estando irado contra Jud, o
Senhor , o Deus dos seus antepassados, entregou-os nas mos de vocs.
Mas a fria com que vocs os mataram chegou aos cus.
10 E agora ainda
pretendem escravizar homens e mulheres de Jud e de Jerusalm! Vocs
tambm no so culpados de pecados contra o Senhor , o seu Deus?
11 Agora, ouam-me! Mandem de volta seus irmos que vocs fizeram
prisioneiros, pois o fogo da ira do Senhor est sobre vocs".
12 Ento Azarias, filho de Joan, Berequias, filho de Mesilemote,
Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai, que eram alguns dos
chefes de Efraim, questionaram os que estavam chegando da guerra,
dizendo:
13 "No tragam os prisioneiros para c. Caso contrrio
seremos culpados diante do Senhor . Vocs querem aumentar ainda mais o
nosso pecado e a nossa culpa? A nossa culpa j  grande, e o fogo da sua
ira est sobre Israel".
14 Ento os soldados libertaram os prisioneiros e colocaram os despojos
na presena dos lderes e de toda a assemblia.
15 Aqueles homens
citados nominalmente apanharam os prisioneiros e com as roupas e as
sandlias dos despojos vestiram todos os que estavam nus. Deram-lhes
comida, bebida, e blsamo medicinal. Puseram sobre jumentos todos
aqueles que estavam fracos. Assim os levaram de volta a seus patrcios
residentes em Jeric, a cidade das Palmeiras, e voltaram para Samaria.
16 Nessa poca, o rei Acaz enviou mensageiros ao rei [a] da
Assria para pedir-lhe ajuda.
17 Os edomitas tinham voltado a atacar
Jud fazendo prisioneiros,
18 e os filisteus atacaram cidades na Sefel
e no sul de Jud. Conquistaram e ocuparam Bete-Semes, Aijalom e
Gederote, bem como Soc, Timna e Ginzo, com os seus povoados.
19 O
Senhor humilhou Jud por causa de Acaz, rei de Israel [b] , por
sua conduta desregrada em Jud, muito infiel ao Senhor .
20 Quando
chegou Tiglate-Pileser, rei da Assria, causou-lhe problemas em vez de
ajud-lo.
21 Acaz apanhou algumas coisas do templo do Senhor , do
palcio real e dos lderes e ofereceu-as ao rei da Assria, mas isso no
adiantou.
22 Mesmo nessa poca em que passou por tantas dificuldades, o rei Acaz
tornou-se ainda mais infiel ao Senhor .
23 Ele ofereceu sacrifcios aos
deuses de Damasco que o haviam derrotado, pois pensava: "J que os
deuses da Sria os tm ajudado, oferecerei sacrifcios a eles para que
me ajudem tambm". Mas eles foram a causa da sua runa e da runa de
todo o Israel.
24 Acaz juntou os utenslios do templo de Deus e os retirou de l
[c] . Trancou as portas do templo do Senhor e ergueu altares em
todas as esquinas de Jerusalm.
25 Em todas as cidades de Jud
construiu altares idlatras para queimar sacrifcios a outros deuses e
provocou a ira do Senhor , o Deus dos seus antepassados.
26 Os demais acontecimentos de seu reinado e todos os seus atos, do
incio ao fim, esto escritos nos registros histricos dos reis de Jud
e de Israel.
27 Acaz descansou com os seus antepassados e foi sepultado
na cidade de Jerusalm, mas no nos tmulos dos reis de Israel. Seu
filho Ezequias foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 28.16 Conforme um manuscrito do Texto Massortico, a Septuaginta e
a Vulgata. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz aos reis.
Veja 2Rs 16.7.
[b] 28.19 Isto , Jud, como ocorre freqentemente em 2 Crnicas.
[c] 28.24 Ou e os despedaou

II CRNICAS-CAPITULO-29
Ezequias e a Purificao do Templo
1 Ezequias tinha vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar,
e reinou vinte e nove anos em Jerusalm. O nome de sua me era Abia,
filha de Zacarias.
2 Ele fez o que o Senhor aprova, tal como tinha
feito Davi, seu predecessor.
3 No primeiro ms do primeiro ano de seu reinado, ele reabriu as portas
do templo do Senhor e as consertou.
4 Convocou os sacerdotes e os
levitas, reuniu-os na praa que fica no lado leste
5 e disse:
"Escutem-me, levitas! Consagrem-se agora e consagrem o templo do
Senhor , o Deus dos seus antepassados. Retirem tudo o que  impuro do
santurio.
6 Nossos pais foram infiis; fizeram o que o Senhor , o
nosso Deus, reprova e o abandonaram. Desviaram o rosto do local da
habitao do Senhor e deram-lhe as costas.
7 Tambm fecharam as portas
do prtico e apagaram as lmpadas. No queimaram incenso nem
apresentaram holocausto no santurio para o Deus de Israel.
8 Por isso
a ira do Senhor caiu sobre Jud e sobre Jerusalm; e ele fez deles
objeto de espanto, horror e zombaria, conforme vocs podem ver com os
seus prprios olhos.
9 Por isso os nossos pais caram  espada e os
nossos filhos, as nossas filhas e as nossas mulheres foram levados como
prisioneiros.
10 Pretendo, pois, agora fazer uma aliana com o Senhor ,
o Deus de Israel, para que o fogo da sua ira se afaste de ns.
11 Meus
filhos, no sejam negligentes agora, pois o Senhor os escolheu para
estarem diante dele e o servirem, para ministrarem perante ele e
queimarem incenso".
12 Ento estes levitas puseram-se a trabalhar:
dentre os descendentes de Coate:
Maate, filho de Amasai,
e Joel, filho de Azarias;
dentre os descendentes de Merari:
Quis, filho de Abdi,
e Azarias, filho de Jealelel;
dentre os descendentes de Grson:
Jo, filho de Zima,
e den, filho de Jo;
13 dentre os descendentes de Elisaf:
Sinri e Jeuel;
dentre os descendentes de Asafe:
Zacarias e Matanias;
14 dentre os descendentes de Hem:
Jeuel e Simei;
dentre os descendentes de Jedutum:
Semaas e Uziel.
15 Tendo reunido e consagrado os seus parentes, os levitas foram
purificar o templo do Senhor , conforme o rei havia ordenado, em
obedincia  palavra do Senhor .
16 Os sacerdotes entraram no santurio
do Senhor para purific-lo e trouxeram para o ptio do templo do Senhor
todas as coisas impuras que l havia, e os levitas as levaram para o
vale de Cedrom.
17 Comearam a consagrao no primeiro dia do primeiro
ms e no oitavo dia chegaram ao prtico do Senhor . Durante mais oito
dias consagraram o templo do Senhor propriamente dito, terminando tudo
no dcimo sexto dia.
18 Depois foram falar com o rei Ezequias e lhe relataram:
"Purificamos todo o templo do Senhor , o altar dos holocaustos e a
mesa do po consagrado, ambos com todos os seus utenslios.
19 Preparamos e consagramos todos os utenslios que o rei Acaz, em sua
infidelidade, retirou durante o seu reinado. Eles esto em frente do
altar do Senhor ".
20 Cedo, na manh seguinte, o rei Ezequias reuniu os lderes da cidade
e, juntos, subiram ao templo do Senhor ,
21 levando sete novilhos, sete
carneiros, sete cordeiros e sete bodes como oferta pelo pecado, em favor
da realeza, do santurio e de Jud. O rei ordenou que os sacerdotes,
descendentes de Aro, sacrificassem os animais no altar do Senhor .
22 Ento os sacerdotes abateram os novilhos e aspergiram o sangue sobre o
altar; em seguida fizeram o mesmo com os carneiros e com os cordeiros.
23 Depois, os bodes para a oferta pelo pecado foram levados para diante
do rei e da assemblia, que impuseram as mos sobre eles.
24 Os
sacerdotes abateram os bodes e apresentaram o sangue sobre o altar como
oferta pelo pecado, para fazer propiciao por todo o Israel, pois era
em favor de todo o Israel que o rei havia ordenado o holocausto e a
oferta pelo pecado.
25 O rei posicionou os levitas no templo do Senhor , com cmbalos,
liras e harpas, segundo a prescrio de Davi, de Gade, vidente do rei, e
do profeta Nat; isso foi ordenado pelo Senhor , por meio de seus
profetas.
26 Assim os levitas ficaram em p, preparados com os
instrumentos de Davi, e os sacerdotes com as cornetas.
27 Ento Ezequias ordenou que sacrificassem o holocausto sobre o altar.
Iniciado o sacrifcio, comeou tambm o canto em louvor ao Senhor , ao
som das cornetas e dos instrumentos de Davi, rei de Israel.
28 Toda a
assemblia prostrou-se em adorao, enquanto os msicos cantavam e os
corneteiros tocavam, at que terminou o holocausto.
29 Ento o rei e todos os presentes ajoelharam-se e adoraram.
30 O rei
Ezequias e seus oficiais ordenaram aos levitas que louvassem o Senhor
com as palavras de Davi e do vidente Asafe. Eles o louvaram com alegria,
depois inclinaram suas cabeas e o adoraram.
31 Disse ento Ezequias: "Agora que vocs se dedicaram ao Senhor ,
tragam sacrifcios e ofertas de gratido ao templo do Senhor ". Assim,
a comunidade levou sacrifcios e ofertas de gratido, e alguns,
espontaneamente, levaram tambm holocaustos.
32 Esses holocaustos que a assemblia ofertou ao Senhor foram setenta
bois, cem carneiros e duzentos cordeiros.
33 Os animais consagrados
como sacrifcios chegaram a seiscentos bois e trs mil ovelhas e bodes.
34 Como os sacerdotes eram muito poucos para tirar a pele de todos os
holocaustos, os seus parentes, os levitas, os ajudaram at o fim da
tarefa e at que outros sacerdotes se consagrassem, pois os levitas
demoraram menos que os sacerdotes para consagrar-se.
35 Houve
holocaustos em grande quantidade, oferecidos com a gordura das ofertas
de comunho [a] e com as ofertas derramadas que acompanhavam
esses holocaustos.
Assim foi restabelecido o culto no templo do Senhor .
36 Ezequias e
todo o povo regozijavam-se com o que Deus havia feito por seu povo, e
tudo em to pouco tempo.
Notas de rodap:
[a] 29.35 Ou de paz ; tambm em 30.22, 31.2 e 33.16.

II CRNICAS-CAPITULO-30
A Celebrao da Pscoa
1 Ezequias enviou uma mensagem a todo o Israel e Jud e tambm
escreveu cartas a Efraim e a Manasss, convidando-os para virem ao
templo do Senhor em Jerusalm e celebrarem a Pscoa do Senhor , o Deus
de Israel.
2 O rei, seus oficiais e toda a comunidade de Jerusalm
decidiram celebrar a Pscoa no segundo ms.
3 No tinha sido possvel
celebr-la na data prescrita, pois no havia nmero suficiente de
sacerdotes consagrados, e o povo no estava reunido em Jerusalm.
4 A
idia pareceu boa tanto ao rei quanto a toda a assemblia.
5 Ento
decidiram fazer uma proclamao em todo o Israel, desde Berseba at D,
convocando o povo a Jerusalm para celebrar a Pscoa do Senhor , o Deus
de Israel. Pois muitos no a celebravam segundo o que estava escrito.
6 Por ordem do rei, mensageiros percorreram Israel e Jud com cartas
assinadas pelo rei e pelos seus oficiais, com a seguinte mensagem:
"Israelitas, voltem para o Senhor , o Deus de Abrao, de Isaque e de
Israel, para que ele se volte para vocs que restaram e escaparam das
mos dos reis da Assria.
7 No sejam como seus pais e seus irmos, que
foram infiis ao Senhor , o Deus dos seus antepassados, de maneira que
ele os deixou em runas, conforme vocs vem.
8 Portanto, no sejam
obstinados como os seus antepassados; submetam-se ao Senhor . Venham ao
santurio que ele consagrou para sempre. Sirvam ao Senhor , o seu Deus,
para que o fogo da sua ira se desvie de vocs.
9 Se vocs voltarem para
o Senhor , os que capturaram os seus irmos e os seus filhos tero
misericrdia deles, e eles voltaro a esta terra, pois o Senhor , o seu
Deus,  bondoso e compassivo. Ele no os rejeitar, se vocs se voltarem
para ele".
10 Os mensageiros foram de cidade em cidade, em Efraim e em Manasss, e
at em Zebulom, mas o povo zombou deles e os exps ao ridculo.
11 No
entanto, alguns homens de Aser, de Manasss e de Zebulom humilharam-se e
foram para Jerusalm.
12 J em Jud a mo de Deus esteve sobre o povo
dando-lhes unidade de pensamento para executarem o que o rei e os seus
oficiais haviam ordenado, conforme a palavra do Senhor .
13 Uma imensa multido reuniu-se em Jerusalm no segundo ms, para
celebrar a festa dos pes sem fermento.
14 Eles retiraram os altares
que havia em Jerusalm e se desfizeram de todos os altares de incenso
[a] , atirando-os no vale de Cedrom.
15 Abateram o cordeiro da Pscoa no dcimo quarto dia do segundo ms.
Os sacerdotes e os levitas, envergonhados, consagraram-se e trouxeram
holocaustos ao templo do Senhor .
16 E assumiram seus postos, conforme
prescrito na Lei de Moiss, homem de Deus. Os sacerdotes aspergiram o
sangue que os levitas lhes entregaram.
17 Visto que muitos na multido
no se haviam consagrado, os levitas tiveram que matar cordeiros da
Pscoa para todos os que no estavam cerimonialmente puros e que, por
isso, no podiam consagrar os seus cordeiros ao Senhor .
18 Embora
muitos dos que vieram de Efraim, de Manasss, de Issacar e de Zebulom
no se tivessem purificado, assim mesmo comeram a Pscoa, contrariando o
que estava escrito. Mas Ezequias orou por eles, dizendo: "Queira o
Senhor , que  bondoso, perdoar todo
19 aquele que inclina o seu
corao para buscar a Deus, o Senhor , o Deus dos seus antepassados,
mesmo que no esteja puro de acordo com as regras do santurio".
20 E
o Senhor ouviu a orao de Ezequias e no castigou o povo.
21 Os israelitas presentes em Jerusalm celebraram com muita alegria a
festa dos pes sem fermento durante sete dias. Diariamente os levitas e
os sacerdotes cantavam louvores ao Senhor , ao som dos instrumentos
ressonantes do Senhor .
22 Ezequias dirigiu palavras animadoras a todos os levitas que
mostraram boa disposio para com o servio do Senhor . Durante os sete
dias eles comeram suas pores das ofertas, apresentaram sacrifcios de
comunho e louvaram o Senhor , o Deus dos seus antepassados.
23 E toda a assemblia decidiu prolongar a festa por mais sete dias, e
a celebraram com alegria.
24 Ezequias, rei de Jud, forneceu mil
novilhos e sete mil ovelhas e bodes para a assemblia, e os lderes, mil
novilhos e dez mil ovelhas e bodes. Muitos sacerdotes se consagraram,
25 e toda a assemblia de Jud se regozijava, com os sacerdotes, com os
levitas e com todos os que se haviam reunido, vindos de Israel,
inclusive os estrangeiros que viviam em Israel e em Jud.
26 Houve
grande alegria em Jerusalm, pois desde os dias de Salomo, filho de
Davi, rei de Israel, no havia acontecido algo assim na cidade.
27 Os
sacerdotes e os levitas levantaram-se para abenoar o povo, e Deus os
ouviu; a orao deles chegou aos cus, sua santa habitao.
Notas de rodap:
[a] 30.14 Provavelmente colunas dedicadas ao deus sol.

II CRNICAS-CAPITULO-31
1 Quando a festa acabou, os israelitas saram pelas cidades de Jud e
despedaaram as pedras sagradas e derrubaram os postes sagrados. Eles
destruram os altares idlatras em todo o Jud e Benjamim, e em Efraim e
Manasss. Depois de destrurem tudo, voltaram para as suas cidades, cada
um para a sua propriedade.
O Servio do Templo  Reorganizado
2 Ezequias designou os sacerdotes e os levitas por turnos, cada um de
acordo com os seus deveres, para apresentarem holocaustos e sacrifcios
de comunho, ministrarem, darem graas e cantarem louvores junto s
portas da habitao do Senhor .
3 O rei contribua com seus bens
pessoais para os holocaustos da manh e da tarde e para os holocaustos
dos sbados, das luas novas e das festas fixas, conforme o que est
escrito na Lei do Senhor .
4 Ele ordenou ao povo de Jerusalm que desse
aos sacerdotes e aos levitas a poro que lhes era devida a fim de que
pudessem dedicar-se  Lei do Senhor .
5 Assim que se divulgou essa
ordem, os israelitas deram com generosidade o melhor do trigo, do vinho,
do leo, do mel e de tudo o que os campos produziam. Trouxeram o dzimo
de tudo. Era uma grande quantidade.
6 Os habitantes de Israel e de Jud
que viviam nas cidades de Jud tambm trouxeram o dzimo de todos os
seus rebanhos e das coisas sagradas dedicadas ao Senhor , o seu Deus,
ajuntando-os em muitas pilhas.
7 Comearam a fazer isso no terceiro ms
e terminaram no stimo.
8 Quando Ezequias e os seus oficiais chegaram e
viram as pilhas de ofertas, louvaram o Senhor e abenoaram Israel, o seu
povo.
9 Ezequias perguntou aos sacerdotes e aos levitas sobre essas ofertas;
10 o sumo sacerdote Azarias, da famlia de Zadoque, respondeu: "Desde
que o povo comeou a trazer suas contribuies ao templo do Senhor ,
temos tido o suficiente para comer e ainda tem sobrado muito, pois o
Senhor tem abenoado o seu povo, e esta  a grande quantidade que
sobra".
11 Ezequias ordenou que preparassem despensas no templo do Senhor , e
assim foi feito.
12 Ento recolheram fielmente as contribuies, os
dzimos e os presentes dedicados. O levita Conanias foi encarregado
desses deveres, e seu irmo Simei era o seu auxiliar.
13 Jeiel,
Azazias, Naate, Asael, Jeremote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e
Benaia eram supervisores, subordinados a Conanias e ao seu irmo Simei,
por nomeao do rei Ezequias e de Azarias, o oficial encarregado do
templo de Deus.
14 Cor, filho do levita Imna, guarda da porta leste, foi encarregado
das ofertas voluntrias feitas a Deus, distribuindo as contribuies
dedicadas ao Senhor e as ofertas santssimas.
15 Sob o comando dele
estavam den, Miniamim, Jesua, Semaas, Amarias e Secanias, que, nas
cidades dos sacerdotes, com toda a fidelidade distribuam ofertas aos
seus colegas sacerdotes de acordo com seus turnos, tanto aos idosos
quanto aos jovens.
16 Eles as distribuam aos homens e aos meninos de trs anos para cima,
cujos nomes estavam nos registros genealgicos, e tambm a todos os que
entravam no templo do Senhor para realizar suas vrias tarefas dirias,
de acordo com suas responsabilidades e seus turnos.
17 Os registros
genealgicos dos sacerdotes eram feitos segundo suas famlias; o dos
levitas com mais de vinte anos, de acordo com suas responsabilidades e
seus turnos.
18 O registro inclua todos os filhos pequenos, as
mulheres e os filhos e filhas de todo o grupo, pois os sacerdotes e os
levitas haviam sido fiis em se consagrarem.
19 Entre os sacerdotes, descendentes de Aro, que viviam nas terras de
pastagem ao redor de suas cidades, foram nomeados alguns deles, de
cidade em cidade, para distriburem as ofertas a todos os sacerdotes e a
todos os que estavam registrados nas genealogias dos levitas.
20 Foi isso que Ezequias fez em todo o reino de Jud. Ele fez o que era
bom e certo, e em tudo foi fiel diante do Senhor , do seu Deus.
21 Em
tudo o que ele empreendeu no servio do templo de Deus e na obedincia 
lei e aos mandamentos, ele buscou o seu Deus e trabalhou de todo o
corao; e por isso prosperou.

II CRNICAS-CAPITULO-32
A Ameaa de Senaqueribe contra Jud
1 Depois de tudo o que Ezequias fez com tanta fidelidade, Senaqueribe,
rei da Assria, invadiu Jud e sitiou as cidades fortificadas para
conquist-las.
2 Quando Ezequias viu que Senaqueribe pretendia guerrear
contra Jerusalm,
3 consultou os seus oficiais e os comandantes do
exrcito sobre a idia de mandar fechar a passagem de gua das fontes do
lado de fora da cidade; e eles concordaram.
4 Assim, ajuntaram-se
muitos homens, e fecharam todas as fontes e o riacho que atravessava a
regio. Eles diziam: "Por que deixar que os reis [a] da Assria
venham e encontrem toda essa gua?"
5 Depois, com grande empenho
reparou todos os trechos quebrados do muro e construiu torres sobre ele.
Construiu outro muro do lado de fora do primeiro e reforou o Milo
[b] da Cidade de Davi; e mandou fazer tambm muitas lanas e muitos
escudos.
6 Nomeou sobre o povo oficiais militares e os reuniu na praa, junto 
porta da cidade, animando-os com estas palavras:
7 "Sejam fortes e
corajosos. No tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assria e
do seu enorme exrcito, pois conosco est um poder maior do que o que
est com ele.
8 Com ele est somente o poder humano [c] , mas
conosco est o Senhor , o nosso Deus, para nos ajudar e para travar as
nossas batalhas". E o povo ganhou confiana com o que disse Ezequias,
rei de Jud.
9 Mais tarde, quando Senaqueribe, rei da Assria, e todas as suas
foras estavam sitiando Lquis, mandou oficiais a Jerusalm com a
seguinte mensagem a Ezequias e a todo o povo de Jud que morava l:
10 "Assim diz Senaqueribe, rei da Assria: Em que vocs baseiam a sua
confiana, para permanecerem cercados em Jerusalm?
11 Quando Ezequias
diz: ``O Senhor , o nosso Deus, nos salvar das mos do rei da
Assria'', ele os est enganando, para deix-los morrer de fome e de
sede.
12 Mas no foi o prprio Ezequias que retirou os altares desse
deus, dizendo a Jud e a Jerusalm: ``Vocs devem adorar diante de um
s altar e sobre ele queimar incenso''?
13 "Vocs no sabem o que eu e os meus antepassados fizemos a todos
os povos das outras terras? Acaso alguma vez os deuses daquelas naes
conseguiram livrar das minhas mos a terra deles?
14 De todos os deuses
das naes que os meus antepassados destruram, qual deles conseguiu
salvar o seu povo de mim? Como ento o deus de vocs poder livr-los
das minhas mos?
15 Portanto, no deixem Ezequias engan-los ou
iludi-los dessa maneira. No acreditem nele, pois nenhum deus de
qualquer nao ou reino jamais conseguiu livrar o seu povo das minhas
mos ou das mos de meus antepassados. Muito menos o deus de vocs
conseguir livr-los das minhas mos!"
16 Os oficiais de Senaqueribe desafiaram ainda mais a Deus, o Senhor ,
e ao seu servo Ezequias.
17 Senaqueribe tambm escreveu cartas
insultando o Senhor , o Deus de Israel, e o desafiando: "Assim como os
deuses dos povos das outras terras no livraram o povo deles das minhas
mos, tambm o deus de Ezequias no livrar o seu povo das minhas
mos".
18 Ento os oficiais gritaram na lngua dos judeus ao povo de
Jerusalm que estava sobre o muro, para assust-lo e amedront-lo, com o
intuito de conquistarem a cidade.
19 Referiram-se ao Deus de Jerusalm
como falavam dos deuses dos outros povos da terra, que no passam de
obra das mos dos homens.
20 Por tudo isso o rei Ezequias e o profeta Isaas, filho de Amoz,
clamaram em orao aos cus.
21 E o Senhor enviou um anjo, que matou
todos os homens de combate e todos os lderes e oficiais no acampamento
do rei assrio, de forma que este se retirou envergonhado para a sua
terra. E certo dia, ao adentrar o templo do seu deus, alguns dos seus
filhos o mataram  espada.
22 Assim o Senhor salvou Ezequias e o povo de Jerusalm das mos de
Senaqueribe, rei da Assria, e das mos de todos os outros; e cuidou
deles [d] em todas as fronteiras.
23 Muitos trouxeram a
Jerusalm ofertas para o Senhor e presentes valiosos para Ezequias, rei
de Jud. Daquela ocasio em diante ele foi muito respeitado por todas as
naes.
O Orgulho e a Morte de Ezequias
24 Naquele tempo Ezequias ficou doente, e quase morreu. Ele orou ao
Senhor , que lhe respondeu dando-lhe um sinal miraculoso.
25 Mas
Ezequias tornou-se orgulhoso, e no correspondeu  bondade com que foi
tratado; por isso a ira do Senhor veio sobre ele, sobre Jud e sobre
Jerusalm.
26 Ento Ezequias humilhou-se, reconhecendo o seu orgulho,
como tambm o povo de Jerusalm; por isso a ira do Senhor no veio sobre
eles durante o reinado de Ezequias.
27 Possua Ezequias muitssimas riquezas e glria; construiu depsitos
para guardar prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos e todo
tipo de objetos de valor.
28 Tambm construiu armazns para estocar
trigo, vinho e azeite; fez ainda estbulos para os seus diversos
rebanhos e para as ovelhas.
29 Construiu cidades e adquiriu muitos
rebanhos, pois Deus lhe dera muitas riquezas.
30 Foi Ezequias que bloqueou o manancial superior da fonte de Giom e
canalizou a gua para a parte oeste da Cidade de Davi. Ele foi
bem-sucedido em tudo o que se props a fazer.
31 Mas quando os
governantes da Babilnia enviaram uma delegao para perguntar-lhe
acerca do sinal miraculoso que havia ocorrido no pas, Deus o deixou,
para prov-lo e para saber tudo o que havia em seu corao.
32 Os demais acontecimentos do reinado de Ezequias e os seus atos
piedosos esto escritos na viso do profeta Isaas, filho de Amoz, no
livro dos reis de Jud e de Israel.
33 Ezequias descansou com os seus
antepassados e foi sepultado na colina onde esto os tmulos dos
descendentes de Davi. Todo o Jud e o povo de Jerusalm prestaram-lhe
homenagens por ocasio da sua morte. E seu filho Manasss foi o seu
sucessor.
Notas de rodap:
[a] 32.4 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem o rei.
[b] 32.5 Ou o aterro
[c] 32.8 Hebraico: o brao de carne .
[d] 32.22 A Septuaginta e a Vulgata dizem deu-lhes descanso.

II CRNICAS-CAPITULO-33
O Reinado de Manasss, Rei de Jud
1 Manasss tinha doze anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
cinqenta e cinco anos em Jerusalm.
2 Ele fez o que o Senhor reprova,
imitando as prticas detestveis das naes que o Senhor havia expulsado
de diante dos israelitas.
3 Reconstruiu os altares idlatras que seu
pai Ezequias havia demolido, ergueu altares para os baalins e fez postes
sagrados. Inclinou-se diante de todos os exrcitos celestes e lhes
prestou culto.
4 Construiu altares no templo do Senhor , do qual o
Senhor tinha dito: "Meu nome permanecer para sempre em Jerusalm".
5 Nos dois ptios do templo do Senhor ele construiu altares para todos
os exrcitos celestes.
6 Chegou a queimar seus filhos em sacrifcio no
vale de Ben-Hinom; praticou feitiaria, adivinhao e magia, e recorreu
a mdiuns e aos que consultavam os espritos. Fez o que o Senhor
reprova, provocando-o  ira.
7 Ele tomou a imagem esculpida que havia feito e a colocou no templo,
do qual Deus tinha dito a Davi e a seu filho Salomo: "Neste templo e
em Jerusalm, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei meu
nome para sempre.
8 No farei os ps dos israelitas deixarem novamente
a terra que dei aos seus antepassados, se to-somente tiverem o cuidado
de fazer tudo o que lhes ordenei em todas as leis, decretos e ordenanas
dados por meio de Moiss".
9 Manasss, porm, desencaminhou Jud e o
povo de Jerusalm, ao ponto de fazerem pior do que as naes que o
Senhor havia destrudo diante dos israelitas.
10 O Senhor falou a Manasss e a seu povo, mas no lhe deram ateno.
11 Por isso o Senhor enviou contra eles os comandantes do exrcito do
rei da Assria, os quais prenderam Manasss, colocaram-lhe um gancho no
nariz e algemas de bronze, e o levaram para a Babilnia.
12 Em sua
angstia, ele buscou o favor do Senhor , o seu Deus, e humilhou-se muito
diante do Deus dos seus antepassados.
13 Quando ele orou, o Senhor o
ouviu e atendeu o seu pedido e o trouxe de volta a Jerusalm e a seu
reino. E assim Manasss reconheceu que o Senhor  Deus.
14 Depois disso ele reconstruiu e aumentou a altura do muro externo da
Cidade de Davi, a oeste da fonte de Giom, no vale, at a entrada da
porta do Peixe, em torno da colina de Ofel. Tambm ps comandantes
militares em todas as cidades fortificadas de Jud.
15 Manasss tirou do templo do Senhor os deuses estrangeiros e a imagem
que havia colocado l, bem como todos os altares idlatras que havia
construdo na colina do templo e em Jerusalm; e jogou-os fora da
cidade.
16 Depois restaurou o altar do Senhor e sobre ele ofereceu
sacrifcios de comunho e ofertas de gratido, ordenando a Jud que
servisse o Senhor , o Deus de Israel.
17 O povo, contudo, continuou a
sacrificar nos altares idlatras, mas somente ao Senhor , o seu Deus.
18 Os demais acontecimentos do reinado de Manasss, inclusive sua
orao a seu Deus e as palavras que os videntes lhe falaram em nome do
Senhor , o Deus de Israel, esto escritos nos registros histricos dos
reis de Israel [a] .
19 Sua orao e a resposta de Deus, bem
como todos os seus pecados e a sua infidelidade, alm dos locais onde
construiu altares idlatras e ergueu postes sagrados e dolos, antes de
humilhar-se, tudo est escrito nos registros histricos dos videntes
[b] .
20 Manasss descansou com os seus antepassados e foi
sepultado em sua propriedade. E seu filho Amom foi o seu sucessor.
O Reinado de Amom, Rei de Jud
21 Amom tinha vinte e dois anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou dois anos em Jerusalm.
22 Ele fez o que o Senhor reprova; 
semelhana de seu pai, Amom prestou culto e ofereceu sacrifcios a todos
os dolos que Manasss havia feito.
23 Mas, ao contrrio de seu pai
Manasss, no se humilhou diante do Senhor , antes, aumentou a sua
culpa.
24 Os oficiais de Amom conspiraram contra ele e o assassinaram em seu
palcio.
25 Mas o povo matou todos os que haviam conspirado contra o
rei Amom, e proclamou seu filho Josias rei em seu lugar.
Notas de rodap:
[a] 33.18 Isto , Jud, como ocorre freqentemente em 2 Crnicas.
[b] 33.19 Conforme um manuscrito do Texto Massortico e a Septuaginta.
A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz registros histricos
de Hozai.

II CRNICAS-CAPITULO-34
As Reformas de Josias
1 Josias tinha oito anos de idade quando comeou a reinar, e reinou
trinta e um anos em Jerusalm.
2 Ele fez o que o Senhor aprova e andou
nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita
nem para a esquerda.
3 No oitavo ano do seu reinado, sendo ainda bem jovem, ele comeou a
buscar o Deus de Davi, seu predecessor. No dcimo segundo ano, comeou a
purificar Jud e Jerusalm dos altares idlatras, dos postes sagrados,
das imagens esculpidas e dos dolos de metal.
4 Sob as suas ordens
foram derrubados os altares dos baalins; alm disso, ele despedaou os
altares de incenso [a] que ficavam acima deles. Tambm despedaou
e reduziu a p os postes sagrados, as imagens esculpidas e os dolos de
metal, e os espalhou sobre os tmulos daqueles que lhes haviam oferecido
sacrifcios.
5 Depois queimou os ossos dos sacerdotes sobre esses
altares, purificando assim Jud e Jerusalm.
6 Nas cidades das tribos
de Manasss, de Efraim e de Simeo, e at mesmo de Naftali, e nas runas
ao redor delas,
7 derrubou os altares e os postes sagrados, esmagou os
dolos, reduzindo-os a p, e despedaou todos os altares de incenso
espalhados por Israel. Ento voltou para Jerusalm.
8 No dcimo oitavo ano do seu reinado, a fim de purificar o pas e o
templo, ele enviou Saf, filho de Azalias, e Maasias, governador da
cidade, junto com Jo, filho do arquivista real Joacaz, para restaurarem
o templo do Senhor , o seu Deus.
9 Eles foram entregar ao sumo sacerdote Hilquias a prata que havia sido
trazida ao templo de Deus e que os porteiros levitas haviam recolhido
das ofertas do povo de Manasss e de Efraim, e de todo o remanescente de
Israel, e tambm de todo o povo de Jud e de Benjamim e dos habitantes
de Jerusalm.
10 Confiaram a prata aos homens nomeados para
supervisionarem a reforma no templo do Senhor , os quais pagavam os
trabalhadores que faziam os reparos no templo.
11 Tambm deram dessa
prata aos carpinteiros e aos construtores para comprarem pedras lavradas
e madeira para as juntas e as vigas dos edifcios que os reis de Jud
haviam deixado ficar em runas.
12 Esses homens fizeram o trabalho com fidelidade. Eram dirigidos por
Jaate e Obadias, levitas descendentes de Merari, e por Zacarias e
Mesulo, descendentes de Coate. Todos os levitas que sabiam tocar
instrumentos musicais
13 estavam encarregados dos operrios e
supervisionavam todos os trabalhadores em todas as funes. Outros
levitas eram secretrios, oficiais e porteiros.
O Livro da Lei  Encontrado
14 Enquanto recolhiam a prata que tinha sido trazida para o templo do
Senhor , o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do Senhor que
havia sido dada por meio de Moiss.
15 Hilquias disse ao secretrio
Saf: "Encontrei o Livro da Lei no templo do Senhor ". E o entregou
a Saf.
16 Ento Saf levou o Livro ao rei e lhe informou: "Teus servos esto
fazendo tudo o que lhes foi ordenado.
17 Fundiram a prata que estava no
templo do Senhor e a confiaram aos supervisores e aos trabalhadores".
18 E acrescentou: "O sacerdote Hilquias entregou-me um livro". E
Saf leu trechos do Livro para o rei.
19 Assim que o rei ouviu as palavras da Lei, rasgou suas vestes
20 e
deu estas ordens a Hilquias, a Aicam, filho de Saf, a Abdom, filho de
Mica [b] , ao secretrio Saf e ao auxiliar real Asaas:
21 "Vo consultar o Senhor por mim e pelo remanescente de Israel e de
Jud acerca do que est escrito neste livro que foi encontrado. A ira do
Senhor contra ns deve ser grande, pois os nossos antepassados no
obedeceram  palavra do Senhor e no agiram de acordo com tudo o que
est escrito neste livro".
22 Hilquias e aqueles que o rei tinha enviado com ele [c] foram
falar com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Tocate [d]
e neto de Hars, e responsvel pelo guarda-roupa do templo. Ela morava
no bairro novo de Jerusalm.
23 Hulda lhes disse: "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: ``Digam
ao homem que os enviou a mim:
24 Assim diz o Senhor : Eu vou trazer uma
desgraa sobre este lugar e sobre os seus habitantes; todas as maldies
escritas no livro que foi lido na presena do rei de Jud.
25 Porque me
abandonaram e queimaram incenso a outros deuses, provocando a minha ira
por meio de todos os dolos que as mos deles tm feito [e] ,
minha ira arder contra este lugar e no ser apagada''.
26 Digam ao
rei de Jud, que os enviou para consultar o Senhor : Assim diz o Senhor
, o Deus de Israel, acerca das palavras que voc ouviu:
27 ``J que o
seu corao se abriu e voc se humilhou diante de Deus quando ouviu o
que ele falou contra este lugar e contra os seus habitantes, e voc se
humilhou diante de mim, rasgou as suas vestes e chorou na minha
presena, eu o ouvi'', declara o Senhor .
28 ``Portanto, eu o
reunirei aos seus antepassados, e voc ser sepultado em paz. Seus olhos
no vero a desgraa que trarei sobre este lugar e sobre os seus
habitantes''".
Ento eles levaram a resposta a Josias.
29 Em face disso, o rei convocou todas as autoridades de Jud e de
Jerusalm.
30 Depois subiu ao templo do Senhor acompanhado por todos os
homens de Jud, todo o povo de Jerusalm, os sacerdotes e os levitas:
todo o povo, dos mais simples aos mais importantes [f] . Para
todos o rei leu em alta voz todas as palavras do Livro da Aliana, que
havia sido encontrado no templo do Senhor .
31 Ele tomou o seu lugar e,
na presena do Senhor , fez uma aliana, comprometendo-se a seguir o
Senhor e obedecer de todo o corao e de toda a alma aos seus
mandamentos, aos seus testemunhos e aos seus decretos, cumprindo as
palavras da aliana escritas naquele livro.
32 Depois fez com que todos em Jerusalm e em Benjamim se
comprometessem com a aliana; os habitantes de Jerusalm passaram a
cumprir a aliana de Deus, o Deus dos seus antepassados.
33 Josias retirou todos os dolos detestveis de todo o territrio dos
israelitas e obrigou todos os que estavam em Israel a servirem ao Senhor
, o seu Deus. E enquanto ele viveu, o povo no deixou de seguir o Senhor
, o Deus dos seus antepassados.
Notas de rodap:
[a] 34.4 Provavelmente colunas dedicadas ao deus sol; tambm no
versculo 7.
[b] 34.20 Tambm chamado Acbor, filho de Micaas.
[c] 34.22 Conforme um manuscrito do Texto Massortico, a Vulgata e a
Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico no traz
tinha enviado com ele.
[d] 34.22 Tambm chamado Ticv.
[e] 34.25 Ou por meio de tudo o que eles tm feito
[f] 34.30 Ou dos mais jovens aos mais velhos

II CRNICAS-CAPITULO-35
Josias Celebra a Pscoa
1 Josias celebrou a Pscoa do Senhor em Jerusalm, e o cordeiro da
Pscoa foi abatido no dcimo quarto dia do primeiro ms.
2 Ele nomeou
os sacerdotes para as suas responsabilidades e os encorajou a se
dedicarem ao servio no templo do Senhor .
3 Ele disse aos levitas que
instruam todo o Israel e haviam sido consagrados ao Senhor : "Ponham
a arca sagrada no templo construdo por Salomo, filho de Davi, rei de
Israel. Vocs no precisam mais lev-la de um lado para outro sobre os
ombros. Agora sirvam ao Senhor , o seu Deus, e a Israel, o povo dele.
4 Preparem-se por famlias, em suas divises, de acordo com a orientao
escrita por Davi, rei de Israel, e por seu filho Salomo.
5 "Fiquem no Lugar Santo com um grupo de levitas para cada subdiviso
das famlias do povo.
6 Abatam os cordeiros da Pscoa, consagrem-se e
preparem os cordeiros para os seus irmos israelitas, fazendo o que o
Senhor ordenou por meio de Moiss".
7 Josias deu a todo o povo que ali estava um total de trinta mil
ovelhas e cabritos para as ofertas da Pscoa, alm de trs mil bois;
tudo foi tirado dos bens pessoais do rei.
8 Seus oficiais tambm contriburam voluntariamente para o povo, para
os sacerdotes e para os levitas. Hilquias, Zacarias e Jeiel, os
administradores do templo de Deus, deram aos sacerdotes duas mil e
seiscentas ovelhas e cabritos e trezentos bois.
9 Tambm Conanias, com
seus irmos Semaas e Natanael, e os lderes dos levitas Hasabias, Jeiel
e Jozabade, ofereceram aos levitas cinco mil ovelhas e cabritos e
quinhentos bois.
10 O servio foi organizado e os sacerdotes assumiram os seus lugares
com os levitas em seus turnos, conforme o rei ordenara.
11 Os cordeiros
da Pscoa foram abatidos, e os sacerdotes aspergiram o sangue que lhes
fora entregue, enquanto os levitas tiravam a pele dos animais.
12 Eles
separaram tambm os holocaustos para d-los aos grupos das famlias do
povo, para que elas os oferecessem ao Senhor , conforme est escrito no
Livro de Moiss; e fizeram o mesmo com os bois.
13 Assaram os animais
da Pscoa sobre o fogo, conforme prescrito, cozinharam as ofertas
sagradas em potes, caldeires e panelas, e serviram rapidamente todo o
povo.
14 Depois disso, os levitas prepararam a parte deles e a dos
sacerdotes, pois estes, descendentes de Aro, ficaram sacrificando os
holocaustos e as pores de gordura at o anoitecer. Foi por isso que os
levitas prepararam a parte deles e a dos sacerdotes, descendentes de
Aro.
15 Os msicos, descendentes de Asafe, estavam nos locais prescritos por
Davi e por Asafe, Hem e Jedutum, vidente do rei. Os porteiros que
guardavam cada porta no precisaram deixar os seus postos, pois os seus
colegas levitas prepararam as ofertas para eles.
16 Assim, naquele dia, todo o servio do Senhor foi executado para a
celebrao da Pscoa e para a apresentao de holocaustos no altar do
Senhor , conforme o rei Josias havia ordenado.
17 Os israelitas que
estavam presentes celebraram a Pscoa naquele dia e durante sete dias
celebraram a festa dos pes sem fermento.
18 A Pscoa no havia sido
celebrada dessa maneira em Israel desde os dias do profeta Samuel; e
nenhum dos reis de Israel havia celebrado uma Pscoa como esta, como o
fez Josias, com os sacerdotes, os levitas e todo o Jud e Israel que
estavam ali com o povo de Jerusalm.
19 Esta Pscoa foi celebrada no
dcimo oitavo ano do reinado de Josias.
A Morte de Josias
20 Depois de tudo o que Josias fez, e depois de colocar em ordem o
templo, Neco, rei do Egito, saiu para lutar em Carquemis, junto ao
Eufrates, e Josias marchou para combat-lo.
21 Neco, porm, enviou-lhe
mensageiros, dizendo: "No interfiras nisso,  rei de Jud. Desta vez
no estou atacando a ti, mas a outro reino com o qual estou em guerra.
Deus me disse que me apressasse; por isso pra de te opores a Deus, que
est comigo; caso contrrio ele te destruir".
22 Josias, contudo, no quis voltar atrs, e disfarou-se para
enfrent-lo em combate. Ele no quis ouvir o que Neco lhe dissera por
ordem de Deus, e foi combat-lo na plancie de Megido.
23 Na batalha, flecheiros atingiram o rei Josias, pelo que disse aos
seus oficiais: "Tirem-me daqui. Estou gravemente ferido".
24 Eles o
tiraram do seu carro, colocaram-no em outro e o levaram para Jerusalm,
onde morreu. Ele foi sepultado nos tmulos dos seus antepassados, e
todos os moradores de Jud e de Jerusalm choraram por ele.
25 Jeremias comps um cntico de lamento em homenagem a Josias, e at
hoje todos os cantores e cantoras homenageiam Josias com cnticos de
lamento. Estes se tornaram uma tradio em Israel e esto escritos na
coletnea de lamentaes.
26 Os demais acontecimentos do reinado de Josias e os seus atos
piedosos, de acordo com o que est escrito na Lei do Senhor ,
27 todos
os acontecimentos, do incio ao fim, esto escritos nos registros
histricos dos reis de Israel e de Jud.

II CRNICAS-CAPITULO-36
1 E o povo tomou Jeoacaz, filho de Josias, e proclamou-o rei em
Jerusalm, no lugar de seu pai.
O Reinado de Jeoacaz, Rei de Jud
2 Jeoacaz tinha vinte e trs anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou trs meses em Jerusalm.
3 O rei do Egito destronou-o em
Jerusalm e imps a Jud um tributo de trs toneladas e meia [a]
de prata e trinta e cinco quilos de ouro.
4 O rei do Egito proclamou
Eliaquim, irmo de Jeoacaz, rei sobre Jud e sobre Jerusalm, e
mudou-lhe o nome para Jeoaquim. Mas Neco levou Jeoacaz, irmo de
Eliaquim, para o Egito.
O Reinado de Jeoaquim, Rei de Jud
5 Jeoaquim tinha vinte e cinco anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou onze anos em Jerusalm. Ele fez o que o Senhor , o seu Deus,
reprova.
6 Nabucodonosor, rei da Babilnia, atacou-o e prendeu-o com
algemas de bronze para lev-lo para a Babilnia.
7 Levou tambm para a
Babilnia objetos do templo do Senhor e os colocou no seu templo
[b] .
8 Os demais acontecimentos do reinado de Jeoaquim, as coisas
detestveis que fez e tudo o que foi achado contra ele, esto escritos
nos registros histricos dos reis de Israel e de Jud. Seu filho Joaquim
foi o seu sucessor.
O Reinado de Joaquim, Rei de Jud
9 Joaquim tinha dezoito [c] anos de idade quando comeou a
reinar, e reinou trs meses e dez dias em Jerusalm. Ele fez o que o
Senhor reprova.
10 Na primavera o rei Nabucodonosor mandou lev-lo para
a Babilnia, junto com objetos de valor retirados do templo do Senhor ,
e proclamou Zedequias, tio [d] de Joaquim, rei sobre Jud e sobre
Jerusalm.
O Reinado de Zedequias, Rei de Jud
11 Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando comeou a reinar, e
reinou onze anos em Jerusalm.
12 Ele fez o que o Senhor , o seu Deus,
reprova, e no se humilhou diante do profeta Jeremias, que lhe falava
como porta-voz do Senhor .
13 Tambm se revoltou contra o rei
Nabucodonosor, que o havia obrigado a fazer um juramento em nome de
Deus. Tornou-se muito obstinado e no quis se voltar para o Senhor , o
Deus de Israel.
14 Alm disso, todos os lderes dos sacerdotes e o povo
se tornaram cada vez mais infiis, seguindo todas as prticas
detestveis das outras naes e contaminando o templo do Senhor ,
consagrado por ele em Jerusalm.
A Queda de Jerusalm
15 O Senhor , o Deus dos seus antepassados, advertiu-os vrias vezes
por meio de seus mensageiros, pois ele tinha compaixo de seu povo e do
lugar de sua habitao.
16 Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus,
desprezaram as palavras dele e expuseram ao ridculo os seus profetas,
at que a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e j no houve
remdio.
17 O Senhor enviou contra eles o rei dos babilnios [e]
que, no santurio, matou os seus jovens  espada. No poupou nem
rapazes, nem moas, nem adultos, nem velhos. Deus entregou todos eles
nas mos de Nabucodonosor;
18 este levou para a Babilnia todos os
utenslios do templo de Deus, tanto os pequenos como os grandes, com os
tesouros do templo do Senhor , os do rei e os de seus oficiais.
19 Os
babilnios incendiaram o templo de Deus e derrubaram o muro de
Jerusalm; queimaram todos os palcios e destruram todos os utenslios
de valor que havia neles.
20 Nabucodonosor levou para o exlio, na Babilnia, os remanescentes,
que escaparam da espada, para serem seus escravos e dos seus
descendentes, at a poca do domnio persa.
21 A terra desfrutou os
seus descansos sabticos; descansou durante todo o tempo de sua
desolao, at que os setenta anos se completaram, em cumprimento da
palavra do Senhor anunciada por Jeremias.
22 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Prsia, para que se
cumprisse a palavra do Senhor anunciada por Jeremias, o Senhor tocou no
corao de Ciro, rei da Prsia, para que fizesse uma proclamao em todo
o territrio de seu domnio e a pusesse por escrito, nestes termos:
23 "Assim declaro eu, Ciro, rei da Prsia:
"O Senhor , o Deus dos cus, deu-me todos os reinos da terra e
designou-me para construir um templo para ele em Jerusalm, na terra de
Jud. Quem dentre vocs pertencer ao seu povo v para Jerusalm, e que o
Senhor , o seu Deus, esteja com ele".
Notas de rodap:
[a] 36.3 Hebraico: 100 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[b] 36.7 Ou palcio
[c] 36.9 Conforme um manuscrito do Texto Massortico, alguns
manuscritos da Septuaginta e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos
do Texto Massortico diz oito. Veja 2Rs 24.8.
[d] 36.10 Ou parente
[e] 36.17 Ou caldeus
______________________________________________________________________________

ESDRAS-CAPITULO-1
O Decreto de Ciro
1 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Prsia, a fim de que se
cumprisse a palavra do Senhor falada por Jeremias, o Senhor despertou o
corao de Ciro, rei da Prsia, para redigir uma proclamao e
divulg-la em todo o seu reino, nestes termos:
2 "Assim diz Ciro, rei da Prsia:
"O Senhor , o Deus dos cus, deu-me todos os reinos da terra e
designou-me para construir um templo para ele em Jerusalm de Jud.
3 Qualquer do seu povo que esteja entre vocs, que o seu Deus esteja com
ele, e que v a Jerusalm de Jud reconstruir o templo do Senhor , o
Deus de Israel, o Deus que em Jerusalm tem a sua morada.
4 E que todo
sobrevivente, seja qual for o lugar em que esteja vivendo, receba dos
que ali vivem prata, ouro, bens, animais e ofertas voluntrias para o
templo de Deus em Jerusalm".
5 Ento os lderes das famlias de Jud e de Benjamim, como tambm os
sacerdotes e os levitas, todos aqueles cujo corao Deus despertou,
dispuseram-se a ir para Jerusalm e a construir o templo do Senhor .
6 Todos os seus vizinhos os ajudaram, trazendo-lhes utenslios de prata e
de ouro, bens, animais e presentes valiosos, alm de todas as ofertas
voluntrias que fizeram.
7 Alm disso, o rei Ciro mandou tirar os
utenslios pertencentes ao templo do Senhor , os quais Nabucodonosor
tinha levado de Jerusalm e colocado no templo do seu deus [a] .
8 Ciro, rei da Prsia, ordenou que fossem tirados pelo tesoureiro
Mitredate, que os enumerou e os entregou a Sesbazar, governador de Jud.
9 O total foi o seguinte:
30 tigelas de ouro,
1.000 tigelas de prata,
29 panelas de prata,
10 30 bacias de ouro,
410 bacias de prata
de qualidade inferior
e 1.000 outros objetos.
11 Ao todo foram, na verdade, cinco mil e quatrocentos utenslios de
ouro e de prata. Sesbazar trouxe tudo isso consigo quando os exilados
vieram da Babilnia para Jerusalm.
Notas de rodap:
[a] 1.7 Ou seus deuses

ESDRAS-CAPITULO-2
A Lista dos Exilados que Voltaram
1 Esta  a lista dos homens da provncia que Nabucodonosor, rei da
Babilnia, tinha levado prisioneiros para a Babilnia. Eles voltaram
para Jerusalm e Jud, cada um para a sua prpria cidade.
2 Vieram na
companhia de Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraas, Reelaas, Mardoqueu,
Bils, Mispar, Bigvai, Reum e Baan.
Esta  a lista dos israelitas:
3 os descendentes
de Pars 2.172
4 de Sefatias 372
5 de Ara 775
6 de Paate-Moabe,
por meio da linhagem
de Jesua e Joabe, 2.812
7 de Elo 1.254
8 de Zatu 945
9 de Zacai 760
10 de Bani 642
11 de Bebai 623
12 de Azgade 1.222
13 de Adonico 666
14 de Bigvai 2.056
15 de Adim 454
16 de Ater,
por meio de Ezequias, 98
17 de Besai 323
18 de Jora 112
19 de Hasum 223
20 de Gibar 95
21 os da cidade de Belm 123
22 de Netofate 56
23 de Anatote 128
24 de Azmavete 42
25 de Quiriate-Jearim [a] ,
Quefira e Beerote 743
26 de Ram e Geba 621
27 de Micms 122
28 de Betel e Ai 223
29 de Nebo 52
30 de Magbis 156
31 do outro Elo 1.254
32 de Harim 320
33 de Lode, Hadide
e Ono 725
34 de Jeric 345
35 de Sena 3.630.
36 Os sacerdotes:
os descendentes
de Jedaas,
por meio da famlia
de Jesua, 973
37 de Imer 1.052
38 de Pasur 1.247
39 de Harim 1.017.
40 Os levitas:
os descendentes de Jesua
e de Cadmiel,
por meio da linhagem
de Hodavias, 74.
41 Os cantores:
os descendentes de Asafe 128.
42 Os porteiros do templo:
os descendentes de Salum, Ater,
Talmom, Acube, Hatita e Sobai 139.
43 Os servidores do templo:
os descendentes de Zia,
Hasufa, Tabaote,
44 Queros, Sia, Padom,
45 Lebana, Hagaba, Acube,
46 Hagabe, Sanlai, Han,
47 Gidel, Gaar, Reaas,
48 Rezim, Necoda, Gazo,
49 Uz, Pasia, Besai,
50 Asn, Meunim, Nefusim,
51 Baquebuque, Hacufa, Harur,
52 Baslute, Meda, Harsa,
53 Barcos, Ssera, Tam,
54 Nesias e Hatifa.
55 Os descendentes dos servos
de Salomo:
os descendentes de Sotai,
Soferete, Peruda,
56 Jaala, Darcom, Gidel,
57 Sefatias, Hatil,
Poquerete-Hazebaim e Ami.
58 O total dos servidores
do templo e dos descendentes
dos servos de Salomo 392.
59 Os que chegaram
das cidades de Tel-Mel,
Tel-Harsa, Querube,
Ad e Imer, mas no
puderam comprovar
que suas famlias
descendiam de Israel,
foram os seguintes:
60 os descendentes de Delaas,
Tobias e Necoda 652.
61 E dentre os sacerdotes:
os descendentes de Habaas, Hacoz e Barzilai, homem que se casou com uma
filha de Barzilai, de Gileade, e que era chamado pelo nome do sogro.
62 Eles examinaram seus registros de famlia, mas no conseguiram
ach-los e foram considerados impuros para o sacerdcio.
63 Por isso o
governador os proibiu de comer alimentos sagrados enquanto no houvesse
um sacerdote capaz de consultar Deus por meio do Urim e do Tumim
[b] .
64 A totalidade dos que voltaram do exlio atingiu o nmero de 42.360
homens,
65 alm dos seus 7.337 servos e servas; havia entre eles 200
cantores e cantoras.
66 Possuam 736 cavalos, 245 mulas,
67 435
camelos e 6.720 jumentos.
68 Quando chegaram ao templo do Senhor em Jerusalm, alguns dos chefes
das famlias deram ofertas voluntrias para a reconstruo do templo de
Deus no seu antigo local.
69 De acordo com as suas possibilidades,
deram  tesouraria para essa obra quinhentos quilos [c] de ouro,
trs toneladas [d] de prata e cem vestes sacerdotais.
70 Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os porteiros e os servidores
do templo, bem como os demais israelitas, estabeleceram-se em suas
cidades de origem.
Notas de rodap:
[a] 2.25 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz
Quiriate-Arim. Veja Ne 7.29.
[b] 2.63 Objetos utilizados para se conhecer a vontade de Deus.
[c] 2.69 Hebraico: 61.000 dracmas .
[d] 2.69 Hebraico: 5.000 minas . Uma mina equivalia a 600 gramas.

ESDRAS-CAPITULO-3
A Reconstruo do Altar
1 Quando chegou o stimo ms e os israelitas j estavam em suas
cidades, o povo se reuniu como um s homem em Jerusalm.
2 Ento Jesua,
filho de Jozadaque, e seus colegas, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de
Sealtiel, e seus companheiros comearam a construir o altar do Deus de
Israel para nele sacrificarem holocaustos [a] , conforme o que
est escrito na Lei de Moiss, homem de Deus.
3 Apesar do receio que
tinham dos povos ao redor, construram o altar sobre a sua base e nele
sacrificaram holocaustos ao Senhor , tanto os sacrifcios da manh como
os da tarde.
4 Depois, de acordo com o que est escrito, celebraram a
festa das cabanas [b] com o nmero determinado de holocaustos
prescritos para cada dia.
5 A seguir apresentaram os holocaustos
regulares, os sacrifcios da lua nova e os sacrifcios requeridos para
todas as festas sagradas determinadas pelo Senhor , bem como os que
foram trazidos como ofertas voluntrias ao Senhor .
6 A partir do
primeiro dia do stimo ms comearam a oferecer holocaustos ao Senhor ,
embora ainda no tivessem sido lanados os alicerces do templo do Senhor.
A Reconstruo do Templo
7 Ento eles deram dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros, e deram
comida, bebida e azeite ao povo de Sidom e de Tiro, para que, pelo mar,
trouxessem do Lbano para Jope toras de cedro. Isso tinha sido
autorizado por Ciro, rei da Prsia.
8 No segundo ms do segundo ano depois de chegarem ao templo de Deus em
Jerusalm, Zorobabel, filho de Sealtiel, Jesua, filho de Jozadaque, e o
restante dos seus irmos: os sacerdotes, os levitas e todos os que
tinham voltado do cativeiro para Jerusalm: comearam o trabalho,
designando levitas de vinte anos para cima para supervisionarem a
construo do templo do Senhor .
9 Jesua, seus filhos e seus irmos, e
Cadmiel e seus filhos, descendentes de Hodavias [c] , e os filhos
de Henadade e seus filhos e seus irmos, todos eles levitas, uniram-se
para supervisionar os que trabalhavam no templo de Deus.
10 Quando os construtores lanaram os alicerces do templo do Senhor ,
os sacerdotes, com suas vestes e suas trombetas, e os levitas, filhos de
Asafe, com cmbalos, tomaram seus lugares para louvar o Senhor ,
conforme prescrito por Davi, rei de Israel.
11 Com louvor e aes de
graas, cantaram responsivamente ao Senhor :
"Ele  bom;
seu amor a Israel dura para sempre".
E todo o povo louvou o Senhor em alta voz, pois haviam sido lanados os
alicerces do templo do Senhor .
12 Mas muitos dos sacerdotes, dos
levitas e dos chefes das famlias mais velhos, que tinham visto o antigo
templo, choraram em alta voz quando viram o lanamento dos alicerces
desse templo; muitos, porm, gritavam de alegria.
13 No era possvel
distinguir entre o som dos gritos de alegria e o som do choro, pois o
povo fazia enorme barulho. E o som foi ouvido a grande distncia.
Notas de rodap:
[a] 3.2 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 3, 4, 5 e 6.
[b] 3.4 Ou dos tabernculos ; hebraico: sucote .
[c] 3.9 Hebraico: Jud , possvel variante de Hodavias .

ESDRAS-CAPITULO-4
A Oposio  Obra
1 Quando os inimigos de Jud e de Benjamim souberam que os exilados
estavam reconstruindo o templo do Senhor , o Deus de Israel,
2 foram
falar com Zorobabel e com os chefes das famlias: "Vamos ajud-los
nessa obra porque, como vocs, ns buscamos o Deus de vocs e temos
sacrificado a ele desde a poca de Esar-Hadom, rei da Assria, que nos
trouxe para c".
3 Contudo, Zorobabel, Jesua e os demais chefes das famlias de Israel
responderam: "No compete a vocs a reconstruo do templo de nosso
Deus. Somente ns o construiremos para o Senhor , o Deus de Israel,
conforme Ciro, o rei da Prsia, nos ordenou".
4 Ento a gente da regio comeou a desanimar o povo de Jud e a
atemoriz-lo, para que no continuasse a construo [a] .
5 Pagaram alguns funcionrios para que se opusessem ao povo e frustrassem
o seu plano. E fizeram isso durante todo o reinado de Ciro at o reinado
de Dario, reis da Prsia.
A Oposio nos Reinados de Xerxes e Artaxerxes
6 No incio do reinado de Xerxes [b] , apresentaram uma acusao
contra o povo de Jud e de Jerusalm.
7 E nos dias de Artaxerxes, rei da Prsia, Bislo, Mitredate, Tabeel e
o restante dos seus companheiros escreveram uma carta a Artaxerxes. A
carta foi escrita em aramaico, com caracteres aramaicos [c] . [d]
8 O comandante Reum e o secretrio Sinsai escreveram uma carta contra
Jerusalm ao rei Artaxerxes:
9 O comandante Reum e o secretrio Sinsai, e o restante de seus
companheiros: os juzes e os oficiais de Trpoli, da Prsia, de
Ereque e [e] da Babilnia, os elamitas de Sus,
10 e das outras
naes que o grande e renomado Assurbanpal [f] deportou e
assentou na cidade de Samaria e noutros lugares a oeste do Eufrates:
escreveram, nos seguintes termos:
11 (Esta  uma cpia da carta que lhe enviaram.)
"Ao rei Artaxerxes,
"De seus servos que vivem a oeste do Eufrates:
12 "Informamos o rei que os judeus que chegaram a ns da tua parte
vieram a Jerusalm e esto reconstruindo aquela cidade rebelde e m.
Esto fazendo reparos nos muros e consertando os alicerces.
13 "Alm disso,  preciso que o rei saiba que, se essa cidade for
reconstruda e os seus muros reparados, no mais se pagaro impostos,
tributos ou taxas, e as rendas do rei sofrero prejuzo.
14 Agora,
visto que estamos a servio do palcio e no nos  conveniente ver a
desonra do rei, ns lhe enviamos esta mensagem ao rei,
15 a fim de que
se faa uma pesquisa nos arquivos de seus antecessores. Nesses arquivos
o rei descobrir e saber que essa cidade  uma cidade rebelde,
problemtica para reis e provncias, um lugar de revoltas desde pocas
antigas, motivo pelo qual foi destruda.
16 Informamos ao rei que, se
essa cidade for reconstruda e seus muros reparados, nada lhe sobrar a
oeste do Eufrates".
17 O rei enviou-lhes a seguinte resposta:
"Ao comandante Reum, ao secretrio Sinsai e aos seus demais
companheiros que vivem em Samaria e em outras partes, a oeste do
Eufrates:
"Saudaes de paz!
18 "A carta que vocs nos enviaram foi traduzida e lida na minha
presena.
19 Sob minhas ordens fez-se uma pesquisa, e descobriu-se que
essa cidade tem uma longa histria de rebeldia contra os reis e que tem
sido um lugar de rebelies e revoltas.
20 Jerusalm teve reis poderosos
que governaram toda a regio a oeste do Eufrates, aos quais se pagavam
impostos, tributos e taxas.
21 Ordene agora a esses homens que parem a
obra, para que essa cidade no seja reconstruda enquanto eu no mandar.
22 Tenham cuidado, no sejam negligentes neste assunto, para que os
interesses reais no sofram prejuzo".
23 Lida a cpia da carta do rei Artaxerxes para Reum, para o secretrio
Sinsai e para os seus companheiros, eles foram depressa a Jerusalm e
foraram os judeus a parar a obra.
24 Assim a obra do templo de Deus em Jerusalm foi interrompida, e
ficou parada at o segundo ano do reinado de Dario, rei da Prsia.
Notas de rodap:
[a] 4.4 Ou a perturb-lo enquanto construa
[b] 4.6 Hebraico: Assuero , variante do nome persa Xerxes .
[c] 4.7 Ou em aramaico, com sua respectiva traduo
[d] 4.7 O texto de Esdras 4.8-6.18 est em aramaico.
[e] 4.9 Ou oficiais, magistrados e governadores sobre Ereque e; ou
ainda oficiais de Dim, Afarsaque, Tarpel e Afarsa
[f] 4.10 Aramaico: Osnapar , variante de Assurbanpal .

ESDRAS-CAPITULO-5
A Carta de Tatenai a Dario
1 Ora, o profeta Ageu e o profeta Zacarias, descendente de Ido,
profetizaram aos judeus de Jud e de Jerusalm, em nome do Deus de
Israel, que estava sobre eles.
2 Ento Zorobabel, filho de Sealtiel, e
Jesua, filho de Jozadaque, comearam a reconstruir o templo de Deus em
Jerusalm. E os profetas de Deus estavam com eles e os ajudavam.
3 Tatenai, governador do territrio a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai
e seus companheiros foram logo perguntar a eles: "Quem os autorizou a
reconstruir este templo e estes muros?
4 E como se chamam os homens que
esto construndo este edifcio? [a] "
5 Mas os olhos do seu
Deus estavam sobre os lderes dos judeus, e eles no foram impedidos de
trabalhar at que um relatrio fosse enviado a Dario e dele se recebesse
uma ordem oficial a respeito do assunto.
6 Esta  uma cpia da carta que Tatenai, governador do territrio
situado a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros, os
oficiais do oeste do Eufrates, enviaram ao rei Dario.
7 O relatrio que
lhe enviaram dizia o seguinte:
"Ao rei Dario:
"Paz e prosperidade!
8 "Informamos ao rei que fomos  provncia de Jud, ao templo do
grande Deus. O povo o est reconstruindo com grandes pedras e j esto
fixando as vigas de madeira nas paredes. A obra est sendo executada com
diligncia e apresentando rpido progresso.
9 "Ento perguntamos aos lderes: Quem os autorizou a reconstruir
este templo e estes muros?
10 Tambm perguntamos os nomes dos lderes
deles, para que os registrssemos para a tua informao.
11 "Esta  a resposta que nos deram:
"``Somos servos do Deus dos cus e da terra e estamos reconstruindo o
templo edificado h muitos anos, templo que foi construdo e terminado
por um grande rei de Israel.
12 Mas, visto que os nossos antepassados
irritaram o Deus dos cus, ele os entregou nas mos do babilnio
[b] Nabucodonosor, rei da Babilnia, que destruiu este templo e deportou
o povo para a Babilnia.
13 "``Contudo, no seu primeiro ano como rei da Babilnia, o rei Ciro
emitiu um decreto ordenando a reconstruo desta casa de Deus.
14 Ele
at mesmo tirou do templo [c] da Babilnia os utenslios de ouro
e de prata da casa de Deus, os quais Nabucodonosor havia tirado do
templo de Jerusalm e levado para o templo da Babilnia.
"``O rei Ciro os confiou a um homem chamado Sesbazar, que ele tinha
nomeado governador,
15 e lhe disse: "Leve estes utenslios,
coloque-os no templo de Jerusalm e reconstrua a casa de Deus em seu
antigo local".
16 Ento Sesbazar veio e lanou os alicerces do templo
de Deus em Jerusalm. Desde aquele dia o templo tem estado em
construo, mas ainda no foi concludo''.
17 "Agora, se for do agrado do rei, que se faa uma pesquisa nos
arquivos reais da Babilnia para verificar se o rei Ciro de fato emitiu
um decreto ordenando a reconstruo da casa de Deus em Jerusalm.
Aguardamos do rei a deciso sobre o assunto".
Notas de rodap:
[a] 5.4 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Demos a eles
os nomes dos homens que estavam construindo este edifcio.
[b] 5.12 Ou caldeu
[c] 5.14 Ou palcio ; tambm no mesmo versculo.

ESDRAS-CAPITULO-6
O Decreto de Dario
1 O rei Dario mandou ento fazer uma pesquisa nos arquivos da
Babilnia, que estavam nos locais em que se guardavam os tesouros.
2 Encontrou-se um rolo na cidadela de Ecbatana, na provncia da Mdia, e
nele estava escrito o seguinte, que Dario comunicou:
3 "No primeiro ano do seu reinado, o rei Ciro promulgou um decreto
acerca do templo de Deus em Jerusalm, nestes termos:
"``Que o templo seja reconstrudo como local destinado  apresentao
de sacrifcios, e que se lancem os seus alicerces. Ele ter vinte e sete
metros [a] de altura e vinte e sete metros de largura,
4 com
trs carreiras de pedras grandes e uma carreira de madeira. O custo ser
pago pela tesouraria do rei.
5 E os utenslios de ouro e de prata da
casa de Deus, que Nabucodonosor tirou do templo de Jerusalm e trouxe
para a Babilnia, sero devolvidos aos seus lugares no templo de
Jerusalm; devem ser colocados na casa de Deus''.
6 "Agora, ento, Tatenai, governador do territrio situado a oeste do
Eufrates, e Setar-Bozenai, e vocs, oficiais dessa provncia e amigos
deles, mantenham-se afastados de l.
7 No interfiram na obra que se
faz nesse templo de Deus. Deixem o governador e os lderes dos judeus
reconstrurem esse templo de Deus em seu antigo local.
8 "Alm disso, promulgo o seguinte decreto a respeito do que vocs
faro por esses lderes dos judeus na construo desse templo de Deus:
"As despesas desses homens sero integralmente pagas pela tesouraria
do rei, do tributo recebido do territrio a oeste do Eufrates, para que
a obra no pare.
9 E o que for necessrio: novilhos, carneiros,
cordeiros para os holocaustos [b] oferecidos ao Deus dos cus, e
trigo, sal, vinho e azeite, conforme for solicitado pelos sacerdotes em
Jerusalm, tudo dever ser entregue diariamente a eles, sem falta,
10 para que ofeream sacrifcios agradveis ao Deus dos cus e orem pelo
bem-estar do rei e dos seus filhos.
11 "Alm disso, determino que, se algum alterar este decreto,
atravessem-lhe o corpo com uma viga tirada de sua casa e deixem-no
empalado. E seja a sua casa transformada num monte de entulho.
12 E que
Deus, que fez o seu nome ali habitar, derrube qualquer rei ou povo que
estender a mo para mudar este decreto ou para destruir esse templo de
Jerusalm.
"Eu, Dario, o decretei. Que seja plenamente executado".
A Dedicao do Templo
13 Tendo recebido o decreto do rei Dario, Tatenai, governador do
territrio situado a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e os companheiros
deles o cumpriram plenamente.
14 Dessa maneira, os lderes dos judeus
continuaram a construir e a prosperar, encorajados pela pregao dos
profetas Ageu e Zacarias, descendente de Ido. Eles terminaram a
reconstruo do templo conforme a ordem do Deus de Israel e os decretos
de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Prsia.
15 O templo foi
concludo no terceiro dia do ms de adar [c] , no sexto ano do
reinado do rei Dario.
16 Ento o povo de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos
exilados, celebraram com alegria a dedicao do templo de Deus.
17 Para
a dedicao do templo de Deus ofereceram cem touros, duzentos carneiros,
quatrocentos cordeiros e, como oferta pelo pecado de todo o Israel, doze
bodes, de acordo com o nmero das tribos de Israel.
18 E organizaram os
sacerdotes em suas divises e os levitas em seus grupos para o servio
de Deus em Jerusalm, conforme o que est escrito no Livro de Moiss.
A Celebrao da Pscoa
19 No dcimo quarto dia do primeiro ms, os exilados celebraram a
Pscoa.
20 Os sacerdotes e os levitas tinham se purificado; estavam
todos cerimonialmente puros. Os levitas sacrificaram o cordeiro da
Pscoa por todos os exilados, por seus colegas sacerdotes e por eles
mesmos.
21 Assim, os israelitas que tinham voltado do exlio comeram do
cordeiro, participando com eles todos os que se haviam separado das
prticas impuras dos seus vizinhos gentios para buscarem o Senhor , o
Deus de Israel.
22 Durante sete dias eles celebraram com alegria a
festa dos pes sem fermento, pois o Senhor os enchera de alegria ao
mudar o corao do rei da Assria, levando-o a dar-lhes fora para
realizarem a obra de reconstruo do templo de Deus, o Deus de Israel.
Notas de rodap:
[a] 6.3 Aramaico: 60 cvados . O cvado era uma medida linear de cerca
de 45 centmetros.
[b] 6.9 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[c] 6.15 Aproximadamente fevereiro/maro.

ESDRAS-CAPITULO-7
Esdras Vai para Jerusalm
1 Depois dessas coisas, durante o reinado de Artaxerxes, rei da Prsia,
vivia um homem chamado Esdras. Era filho de Seraas, filho de Azarias,
filho de Hilquias,
2 filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,
3 filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,
4 filho de
Zeraas, filho de Uzi, filho de Buqui,
5 filho de Abisua, filho de
Finias, filho de Eleazar, filho do sumo sacerdote Aro.
6 Este Esdras
veio da Babilnia. Era um escriba que conhecia muito a Lei de Moiss
dada pelo Senhor , o Deus de Israel. O rei lhe concedera tudo o que ele
tinha pedido, pois a mo do Senhor , o seu Deus, estava sobre ele.
7 Alguns dos israelitas, inclusive sacerdotes, levitas, cantores,
porteiros e servidores do templo, tambm foram para Jerusalm no stimo
ano do reinado de Artaxerxes.
8 Esdras chegou a Jerusalm no quinto ms do stimo ano desse reinado.
9 No primeiro dia do primeiro ms ele saiu da Babilnia e chegou a
Jerusalm no primeiro dia do quinto ms, porque a boa mo de seu Deus
estava sobre ele.
10 Pois Esdras tinha decidido dedicar-se a estudar a
Lei do Senhor e a pratic-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos
aos israelitas.
A Carta do Rei Artaxerxes a Esdras
11 Esta  uma cpia da carta que o rei Artaxerxes entregou ao sacerdote
e escriba Esdras, conhecedor dos mandamentos e decretos do Senhor para
Israel:
12 [a] "Artaxerxes, rei dos reis,
"Ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus dos cus:
"Paz e prosperidade!
13 "Estou decretando que qualquer israelita em meu reino, inclusive
dentre os sacerdotes e levitas, que desejar ir a Jerusalm com voc,
poder faz-lo.
14 Voc est sendo enviado pelo rei e por seus sete
conselheiros para fazer uma investigao em Jud e em Jerusalm com
respeito  Lei do seu Deus, que est nas suas mos.
15 Alm disso, voc
levar a prata e o ouro que o rei e seus conselheiros voluntariamente
ofereceram ao Deus de Israel, cuja habitao est em Jerusalm,
16 alm
de toda a prata e todo o ouro que voc receber da provncia da
Babilnia, como tambm as ofertas voluntrias do povo e dos sacerdotes
para o templo do Deus deles em Jerusalm.
17 Com esse dinheiro compre
novilhos, carneiros, cordeiros e o que for necessrio para as suas
ofertas de cereal e de bebida, e sacrifique-os no altar do templo do seu
Deus em Jerusalm.
18 "Voc e seus irmos podero fazer o que acharem melhor com o
restante da prata e do ouro, de acordo com a vontade do seu Deus.
19 Entregue ao Deus de Jerusalm todos os utenslios que foram confiados a
voc para o culto no templo de seu Deus.
20 E todas as demais despesas
necessrias com relao ao templo de seu Deus sero pagas pelo tesouro
real.
21 "Agora eu, o rei Artaxerxes, ordeno a todos os tesoureiros do
territrio situado a oeste do Eufrates que forneam tudo o que lhes
solicitar o sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus dos cus,
22 at
trs toneladas e meia [b] de prata, cem tonis [c] de
trigo, dez barris [d] de vinho, dez barris de azeite de oliva, e
sal  vontade.
23 Tudo o que o Deus dos cus tenha prescrito, que se
faa com presteza para o templo do Deus dos cus, para que a sua ira no
venha contra o imprio do rei e dos seus descendentes.
24 Saibam tambm
que vocs no tm autoridade para exigir impostos, tributos ou taxas de
nenhum sacerdote, levita, cantor, porteiro, servidor do templo e de
nenhum dos que trabalham nesse templo de Deus.
25 "E voc, Esdras, com a sabedoria que o seu Deus lhe deu, nomeie
magistrados e juzes para ministrarem a justia a todo o povo do
territrio situado a oeste do Eufrates, a todos os que conhecem as leis
do seu Deus. E aos que no as conhecem voc dever ensin-las.
26 Aquele que no obedecer  lei do Deus de vocs e  lei do rei seja
punido com a morte, ou com o exlio, ou com o confisco de bens, ou com a
priso".
27 Bendito seja o Senhor , o Deus de nossos antepassados, que ps no
corao do rei o propsito de honrar desta maneira o templo do Senhor em
Jerusalm,
28 e que, por sua bondade, favoreceu-me perante o rei, seus
conselheiros e todos os seus altos oficiais. Como a mo do Senhor , o
meu Deus, esteve sobre mim, tomei coragem e reuni alguns lderes de
Israel para me acompanharem.
Notas de rodap:
[a] 7.12 O texto original de Esdras 7.12-26 est em aramaico.
[b] 7.22 Aramaico: 100 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[c] 7.22 Aramaico: 100 coros . O coro era uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[d] 7.22 Aramaico: 100 batos . O bato era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

ESDRAS-CAPITULO-8
A Lista dos Lderes das Famlias que Voltaram
1 Estes so os chefes das famlias e dos que com eles foram
registrados, os quais saram comigo da Babilnia durante o reinado do
rei Artaxerxes:
2 dos descendentes de Finias, Grson;
dos descendentes de Itamar, Daniel;
dos descendentes de Davi, Hatus;
3 dos descendentes de Secanias,
dos descendentes de Pars, Zacarias,
sendo registrados com ele
150 homens;
4 dos descendentes de Paate-Moabe,
Elioenai, filho de Zeraas,
e com ele 200 homens;
5 dos descendentes de Zatu [a] ,
Secanias, filho de Jaaziel,
e com ele 300 homens;
6 dos descendentes de Adim,
Ebede, filho de Jnatas,
e com ele 50 homens;
7 dos descendentes de Elo,
Jesaas, filho de Atalias,
e com ele 70 homens;
8 dos descendentes de Sefatias,
Zebadias, filho de Micael,
e com ele 80 homens;
9 dos descendentes de Joabe,
Obadias, filho de Jeiel,
e com ele 218 homens;
10 dos descendentes de Bani [b] ,
Selomite, filho de Josifias,
e com ele 160 homens;
11 dos descendentes de Bebai,
Zacarias, filho de Bebai,
e com ele 28 homens;
12 dos descendentes de Azgade,
Joan, filho de Hacat,
e com ele 110 homens;
13 dos descendentes de Adonico,
os ltimos que chegaram,
Elifelete, Jeiel e Semaas,
e com eles 60 homens;
14 dos descendentes de Bigvai,
Utai e Zabude,
e com eles 70 homens.
O Retorno a Jerusalm
15 Eu os reuni junto ao canal que corre para Aava e acampamos ali por
trs dias. Quando passei em revista o povo e os sacerdotes, no
encontrei nenhum levita.
16 Por isso convoquei Elizer, Ariel, Semaas,
Elnat, Jaribe, Elnat, Nat, Zacarias e Mesulo, que eram lderes, e
Joiaribe e Nat, que eram homens sbios,
17 e os enviei a Ido, o lder
de Casifia. Eu lhes falei o que deveriam dizer a Ido e a seus parentes,
os servidores do templo, em Casifia, para que nos trouxessem servidores
para o templo de nosso Deus.
18 Como a bondosa mo de Deus estava sobre
ns, eles nos trouxeram Serebias, homem capaz, dentre os descendentes de
Mali, filho de Levi, neto de Israel, e os filhos e irmos de Serebias,
dezoito homens;
19 e tambm Hasabias, acompanhado de Jesaas, dentre os
descendentes de Merari, e seus irmos e filhos, vinte homens.
20 Trouxeram ainda duzentos e vinte dos servidores do templo, um grupo que
Davi e os seus oficiais tinham formado para ajudar os levitas. Todos
eles tinham seus nomes registrados.
21 Ali, junto ao canal de Aava, proclamei jejum para que nos
humilhssemos diante do nosso Deus e lhe pedssemos uma viagem segura
para ns e nossos filhos, com todos os nossos bens.
22 Tive vergonha de
pedir soldados e cavaleiros ao rei para nos protegerem dos inimigos na
estrada, pois lhe tnhamos dito: "A mo bondosa de nosso Deus est
sobre todos os que o buscam, mas o seu poder e a sua ira so contra
todos os que o abandonam".
23 Por isso jejuamos e suplicamos essa
bno ao nosso Deus, e ele nos atendeu.
24 Depois separei doze dos principais sacerdotes, a saber, Serebias,
Hasabias e dez dos seus irmos,
25 e pesei diante deles a oferta de
prata e de ouro e os utenslios que o rei, seus conselheiros, seus
oficiais e todo o Israel ali presente tinham doado para a casa de nosso
Deus.
26 Pesei e entreguei-lhes vinte e dois mil e setecentos e
cinqenta quilos [c] de prata, trs toneladas e meia de
utenslios de prata, trs toneladas e meia de ouro,
27 vinte tigelas de
ouro pesando oito quilos e meio [d] , e dois utenslios finos de
bronze polido, to valiosos como se fossem de ouro.
28 E eu lhes disse: Tanto vocs como estes utenslios esto consagrados
ao Senhor . A prata e o ouro so uma oferta voluntria ao Senhor , o
Deus dos seus antepassados.
29 Guardem-nos bem at que os pesem nas
salas do templo do Senhor em Jerusalm diante dos sacerdotes principais,
dos levitas e dos chefes das famlias de Israel.
30 Ento os sacerdotes
e os levitas receberam a prata, o ouro e os utenslios sagrados, depois
de pesados, para lev-los a Jerusalm, ao templo do nosso Deus.
31 No dcimo segundo dia do primeiro ms ns partimos do canal de Aava
e fomos para Jerusalm. A mo do nosso Deus esteve sobre ns, e ele nos
protegeu do ataque de inimigos e assaltantes pelo caminho.
32 Assim
chegamos a Jerusalm, e ficamos descansando trs dias.
33 No quarto dia, no templo do nosso Deus, pesamos a prata, o ouro e os
utenslios sagrados, e os demos a Meremote, filho do sacerdote Urias.
Estavam com ele Eleazar, filho de Finias, e os levitas Jozabade, filho
de Jesua, e Noadias, filho de Binui.
34 Tudo foi contado e pesado, e o
peso total foi registrado naquela mesma hora.
35 Ento os exilados que tinham voltado do cativeiro sacrificaram
holocaustos [e] ao Deus de Israel: doze touros em favor de todo o
Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros e, como
oferta pelo pecado, doze bodes: tudo oferecido como holocausto ao
Senhor .
36 Eles tambm entregaram as ordens do rei aos strapas e aos
governadores do territrio a oeste do Eufrates, e ajudaram o povo na
obra do templo de Deus.
Notas de rodap:
[a] 8.5 Muitos manuscritos no trazem Zatu.
[b] 8.10 Muitos manuscritos no trazem Bani.
[c] 8.26 Hebraico: 650 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.
[d] 8.27 Hebraico: 1.000 dricos.
[e] 8.35 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

ESDRAS-CAPITULO-9
A Orao de Esdras
1 Depois que foram feitas essas coisas, os lderes vieram dizer-me:
"O povo de Israel, inclusive os sacerdotes e os levitas, no se
mantiveram separados dos povos vizinhos e de suas prticas repugnantes,
como as dos cananeus, dos hititas, dos ferezeus, dos jebuseus, dos
amonitas, dos moabitas, dos egpcios e dos amorreus.
2 Eles e seus
filhos se casaram com mulheres daqueles povos e com eles misturaram a
descendncia santa. E os lderes e os oficiais esto  frente nessa
atitude infiel!"
3 Quando ouvi isso, rasguei a minha tnica e o meu manto, arranquei os
cabelos da cabea e da barba e me sentei estarrecido!
4 Ento todos os
que tremiam diante das palavras do Deus de Israel reuniram-se ao meu
redor por causa da infidelidade dos exilados. E eu fiquei sentado ali,
estarrecido, at o sacrifcio da tarde.
5 Ento, na hora do sacrifcio da tarde, eu sa do meu abatimento, com
a tnica e o manto rasgados, e ca de joelhos com as mos estendidas
para o Senhor , o meu Deus,
6 e orei:
Meu Deus, estou por demais envergonhado e humilhado para levantar o
rosto diante de ti, meu Deus, porque os nossos pecados cobrem a nossa
cabea e a nossa culpa sobe at os cus.
7 Desde os dias dos nossos
antepassados at agora, a nossa culpa tem sido grande. Por causa dos
nossos pecados, ns, os nossos reis e os nossos sacerdotes temos sido
entregues  espada e ao cativeiro, ao despojo e  humilhao nas mos de
reis estrangeiros, como acontece hoje.
8 Mas agora, por um breve momento, o Senhor , o nosso Deus, foi
misericordioso, deixando-nos um remanescente e dando-nos um lugar seguro
em seu santurio, e dessa maneira o nosso Deus ilumina os nossos olhos e
nos d um pequeno alvio em nossa escravido.
9 Somos escravos, mas o
nosso Deus no nos abandonou na escravido. Ele tem sido bondoso para
conosco diante dos reis da Prsia: ele nos deu vida nova para
reconstruir o templo do nosso Deus e levantar suas runas, e nos deu um
muro de proteo em Jud e em Jerusalm.
10 E agora,  nosso Deus, o que podemos dizer depois disso? Pois ns
abandonamos os mandamentos que
11 nos deste por meio dos teus servos,
os profetas, quando disseste: "A terra que vocs esto conquistando
est contaminada pelas prticas repugnantes dos seus povos. Com essas
prticas eles encheram de impureza toda essa terra.
12 Por isso, no
dem as suas filhas em casamento aos filhos deles, nem aceitem as filhas
deles para os filhos de vocs. Nunca procurem o bem-estar e a
prosperidade desses povos, para que vocs sejam fortes e desfrutem os
bons produtos da terra, e a deixem para os seus filhos como herana
eterna".
13 Depois de tudo o que nos aconteceu por causa de nossas ms obras e
por causa de nossa grande culpa, apesar de nos teres punido menos do que
os nossos pecados mereciam,  Deus, e ainda nos teres dado um
remanescente como este,
14 como podemos voltar a quebrar os teus
mandamentos e a realizar casamentos mistos com esses povos de prticas
repugnantes? Como no ficarias irado conosco, no nos destruirias, e no
nos deixarias sem remanescente ou sobrevivente algum?
15  Senhor ,
Deus de Israel, tu s justo! E at hoje nos deixaste sobreviver como um
remanescente. Aqui estamos diante de ti com a nossa culpa, embora
saibamos que por causa dela nenhum de ns pode permanecer na tua
presena.

ESDRAS-CAPITULO-10
A Confisso de Pecado do Povo
1 Enquanto Esdras estava orando e confessando, chorando prostrado
diante do templo de Deus, uma grande multido de israelitas, homens,
mulheres e crianas, reuniram-se em volta dele. Eles tambm choravam
amargamente.
2 Ento Secanias, filho de Jeiel, um dos descendentes de
Elo, disse a Esdras: "Fomos infiis ao nosso Deus quando nos casamos
com mulheres estrangeiras procedentes dos povos vizinhos. Mas, apesar
disso, ainda h esperana para Israel.
3 Faamos agora um acordo diante
do nosso Deus e mandemos de volta todas essas mulheres e seus filhos,
segundo o conselho do meu senhor e daqueles que tremem diante dos
mandamentos de nosso Deus. Que isso seja feito em conformidade com a
Lei.
4 Levante-se! Esta questo est em suas mos, mas ns o
apoiaremos. Tenha coragem e mos  obra!"
5 Esdras levantou-se e fez os sacerdotes principais, os levitas e todo
o Israel jurarem que fariam o que fora sugerido. E eles juraram.
6 Ento Esdras retirou-se de diante do templo de Deus e foi para o quarto
de Joan, filho de Eliasibe. Enquanto esteve ali, no comeu nem bebeu
nada, lamentando a infidelidade dos exilados.
7 Fez-se ento uma proclamao em todo o Jud e em Jerusalm convocando
todos os exilados a se reunirem em Jerusalm.
8 Os lderes e as demais
autoridades tinham decidido que aquele que no viesse no prazo de trs
dias perderia todos os seus bens e seria excludo da comunidade dos
exilados.
9 No prazo de trs dias, todos os homens de Jud e de Benjamim tinham
se reunido em Jerusalm, e no vigsimo dia do nono ms todo o povo
estava sentado na praa que ficava diante do templo de Deus. Todos
estavam profundamente abatidos por causa da reunio e tambm porque
chovia muito.
10 Ento o sacerdote Esdras levantou-se e lhes disse:
"Vocs tm sido infiis! Vocs se casaram com mulheres estrangeiras,
aumentando a culpa de Israel.
11 Agora confessem seu pecado ao Senhor ,
o Deus dos seus antepassados, e faam a vontade dele. Separem-se dos
povos vizinhos e das suas mulheres estrangeiras".
12 A comunidade toda respondeu em alta voz: "Voc est certo! Devemos
fazer o que voc diz.
13 Mas h muita gente aqui, e esta  a estao
das chuvas; por isso no podemos ficar do lado de fora. Alm disso, essa
questo no pode ser resolvida em um dia ou dois, pois foram muitos os
que assim pecaram.
14 Que os nossos lderes decidam por toda a
assemblia. Depois, que cada homem de nossas cidades que se casou com
mulher estrangeira venha numa data marcada, acompanhado dos lderes e
juzes de cada cidade, para que se afaste de ns o furor da ira de nosso
Deus por causa desse pecado".
15 Somente Jnatas, filho de Asael, e
Jaseas, filho de Ticv, apoiados por Mesulo e o levita Sabetai,
discordaram.
16 E assim os exilados fizeram conforme proposto. O sacerdote Esdras
escolheu chefes de famlia, um de cada grupo de famlias, todos eles
chamados por nome. E no primeiro dia do dcimo ms eles se assentaram
para investigar cada caso.
17 No primeiro dia do primeiro ms
terminaram de investigar todos os casos de casamento com mulheres
estrangeiras.
Os Culpados de Casamento Misto
18 Entre os descendentes dos sacerdotes, estes foram os que se casaram
com mulheres estrangeiras:
Dentre os descendentes de Jesua, filho de Jozadaque, e de seus irmos:
Maasias, Elizer, Jaribe e Gedalias.
19 Eles apertaram as mos em
sinal de garantia de que iam despedir suas mulheres, e cada um
apresentou um carneiro do rebanho como oferta por sua culpa.
20 Dentre os descendentes de Imer:
Hanani e Zebadias.
21 Dentre os descendentes de Harim:
Maasias, Elias, Semaas, Jeiel e Uzias.
22 Dentre os descendentes de Pasur:
Elioenai, Maasias, Ismael,
Natanael, Jozabade e Eleasa.
23 Dentre os levitas:
Jozabade, Simei, Quelaas,
tambm chamado Quelita,
Petaas, Jud e Elizer.
24 Dentre os cantores:
Eliasibe.
Dentre os porteiros:
Salum, Telm e Uri.
25 E dentre os outros israelitas:
Dentre os descendentes de Pars:
Ramias, Jezias, Malquias, Miamim,
Eleazar, Malquias e Benaia.
26 Dentre os descendentes de Elo:
Matanias, Zacarias, Jeiel,
Abdi, Jeremote e Elias.
27 Dentre os descendentes de Zatu:
Elioenai, Eliasibe, Matanias,
Jeremote, Zabade e Aziza.
28 Dentre os descendentes de Bebai:
Joan, Hananias, Zabai e Atlai.
29 Dentre os descendentes de Bani:
Mesulo, Maluque, Adaas,
Jasube, Seal e Jeremote.
30 Dentre os descendentes
de Paate-Moabe:
Adna, Quelal, Benaia, Maasias,
Matanias, Bezalel, Binui e Manasss.
31 Dentre os descendentes de Harim:
Elizer, Issias, Malquias,
Semaas, Simeo,
32 Benjamim, Maluque e Semarias.
33 Dentre os descendentes de Hasum:
Matenai, Matat, Zabade, Elifelete,
Jeremai, Manasss e Simei.
34 Dentre os descendentes de Bani:
Maadai, Anro, Uel,
35 Benaia, Bedias, Quelu,
36 Vanias, Meremote, Eliasibe,
37 Matanias, Matenai e Jaasai.
38 Dentre os descendentes de Binui: [a]
Simei,
39 Selemias, Nat, Adaas,
40 Macnadbai, Sasai, Sarai,
41 Azareel, Selemias, Semarias,
42 Salum, Amarias e Jos.
43 Dentre os descendentes de Nebo:
Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina,
Jadai, Joel e Benaia.
44 Todos esses tinham se casado com mulheres estrangeiras, e alguns
deles tiveram filhos dessas mulheres. [b]
Notas de rodap:
[a] 10.37,38 Muitos manuscritos dizem Jaasai, 38Bani, Binui.
[b] 10.44 Ou e eles as despediram com seus filhos.
______________________________________________________________________________

NEEMIAS-CAPITULO-1
A Histria de Neemias
1 Palavras de Neemias, filho de Hacalias:
No ms de quisleu [a] , no vigsimo ano [b] , enquanto eu
estava na cidade de Sus,
2 Hanani, um dos meus irmos, veio de Jud
com alguns outros homens, e eu lhes perguntei acerca dos judeus que
restaram, os sobreviventes do cativeiro, [c] e tambm sobre
Jerusalm.
3 E eles me responderam: "Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e
esto l na provncia passam por grande sofrimento e humilhao. O muro
de Jerusalm foi derrubado, e suas portas foram destrudas pelo fogo".
4 Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias
lamentando-me, jejuando e orando ao Deus dos cus.
5 Ento eu disse:
Senhor , Deus dos cus, Deus grande e temvel, fiel  aliana e
misericordioso com os que te amam e obedecem aos teus mandamentos,
6 que os teus ouvidos estejam atentos e os teus olhos estejam abertos para
a orao que o teu servo est fazendo diante de ti, dia e noite, em
favor de teus servos, o povo de Israel. Confesso os pecados que ns, os
israelitas, temos cometido contra ti. Sim, eu e o meu povo temos pecado.
7 Agimos de forma corrupta e vergonhosa contra ti. No temos obedecido
aos mandamentos, aos decretos e s leis que deste ao teu servo Moiss.
8 Lembra-te agora do que disseste a Moiss, teu servo: "Se vocs
forem infiis, eu os espalharei entre as naes,
9 mas, se voltarem
para mim, obedecerem aos meus mandamentos e os puserem em prtica, mesmo
que vocs estejam espalhados pelos lugares mais distantes debaixo do
cu, de l eu os reunirei e os trarei para o lugar que escolhi para
estabelecer o meu nome".
10 Estes so os teus servos, o teu povo. Tu os resgataste com o teu
grande poder e com o teu brao forte.
11 Senhor, que os teus ouvidos
estejam atentos  orao deste teu servo e  orao dos teus servos que
tm prazer em temer o teu nome. Faze com que hoje este teu servo seja
bem-sucedido, concedendo-lhe a benevolncia deste homem.
Nessa poca, eu era o copeiro do rei.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Aproximadamente novembro/dezembro.
[b] 1.1 Isto , do reinado de Artaxerxes I, conforme 2.1.
[c] 1.2 Ou os que no foram levados ; ou ainda os que haviam voltado
do cativeiro,

NEEMIAS-CAPITULO-2
Neemias em Jerusalm
1 No ms de nis [a] do vigsimo ano do rei Artaxerxes, na hora
de servir-lhe o vinho, levei-o ao rei. Nunca antes eu tinha estado
triste na presena dele;
2 por isso o rei me perguntou: "Por que o
seu rosto parece to triste, se voc no est doente? Essa tristeza s
pode ser do corao!"
Com muito medo,
3 eu disse ao rei: Que o rei viva para sempre! Como no
estaria triste o meu rosto, se a cidade em que esto sepultados os meus
pais est em runas, e as suas portas foram destrudas pelo fogo?
4 O rei me disse: "O que voc gostaria de pedir?"
Ento orei ao Deus dos cus,
5 e respondi ao rei: Se for do agrado do
rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolncia, que ele me
deixe ir  cidade onde meus pais esto enterrados, em Jud, para que eu
possa reconstru-la.
6 Ento o rei, estando presente a rainha, sentada ao seu lado,
perguntou-me: "Quanto tempo levar a viagem? Quando voc voltar?"
Marquei um prazo com o rei, e ele concordou que eu fosse.
7 A seguir acrescentei: Se for do agrado do rei, eu poderia levar
cartas do rei aos governadores do Trans-Eufrates para que me deixem
passar at chegar a Jud.
8 E tambm uma carta para Asafe, guarda da
floresta do rei, para que ele me fornea madeira para as portas da
cidadela que fica junto ao templo, para os muros da cidade e para a
residncia que irei ocupar. Visto que a bondosa mo de Deus estava sobre
mim, o rei atendeu os meus pedidos.
9 Com isso fui aos governadores do
Trans-Eufrates e lhes entreguei as cartas do rei. Acompanhou-me uma
escolta de oficiais do exrcito e de cavaleiros que o rei enviou comigo.
10 Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita, ficaram muito
irritados quando viram que havia gente interessada no bem dos
israelitas.
A Inspeo dos Muros de Jerusalm
11 Cheguei a Jerusalm e, depois de trs dias de permanncia ali,
12 sa de noite com alguns dos meus amigos. Eu no havia contado a ningum
o que o meu Deus havia posto em meu corao que eu fizesse por
Jerusalm. No levava nenhum outro animal alm daquele em que eu estava
montado.
13 De noite sa pela porta do Vale na direo da fonte do Drago e da
porta do Esterco, examinando o muro de Jerusalm que havia sido
derrubado e suas portas, que haviam sido destrudas pelo fogo.
14 Fui
at a porta da Fonte e do tanque do Rei, mas ali no havia espao para o
meu animal passar;
15 por isso subi o vale, ainda de noite, examinando
o muro. Finalmente voltei e tornei a entrar pela porta do Vale.
16 Os
oficiais no sabiam aonde eu tinha ido ou o que eu estava fazendo, pois
at ento eu no tinha dito nada aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres,
aos oficiais e aos outros que iriam realizar a obra.
17 Ento eu lhes disse: Vejam a situao terrvel em que estamos:
Jerusalm est em runas, e suas portas foram destrudas pelo fogo.
Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalm, para que no fiquemos
mais nesta situao humilhante.
18 Tambm lhes contei como Deus tinha
sido bondoso comigo e o que o rei me tinha dito.
Eles responderam: "Sim, vamos comear a reconstruo". E se encheram
de coragem para a realizao desse bom projeto.
19 Quando, porm, Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita, e
Gesm, o rabe, souberam disso, zombaram de ns, desprezaram-nos e
perguntaram: "O que vocs esto fazendo? Esto se rebelando contra o
rei?"
20 Eu lhes respondi: O Deus dos cus far que sejamos bem-sucedidos.
Ns, os seus servos, comearemos a reconstruo, mas, no que lhes diz
respeito, vocs no tm parte nem direito legal sobre Jerusalm, e em
sua histria no h nada de memorvel que favorea vocs!
Notas de rodap:
[a] 2.1 O mesmo que abibe; aproximadamente maro/abril.

NEEMIAS-CAPITULO-3
A Distribuio do Trabalho
1 O sumo sacerdote Eliasibe e os seus colegas sacerdotes comearam o
seu trabalho e reconstruram a porta das Ovelhas. Eles a consagraram e
colocaram as portas no lugar. Depois construram o muro at a torre dos
Cem, que consagraram, e at a torre de Hananeel.
2 Os homens de Jeric
construram o trecho seguinte, e Zacur, filho de Inri, construiu logo
adiante.
3 A porta do Peixe foi reconstruda pelos filhos de Hassena. Eles
puseram os batentes e colocaram as portas, os ferrolhos e as trancas no
lugar.
4 Meremote, filho de Urias, neto de Hacoz, fez os reparos do
trecho seguinte. Ao seu lado Mesulo, filho de Berequias, neto de
Mesezabel, fez os reparos, e ao seu lado Zadoque, filho de Baan, tambm
fez os reparos.
5 O trecho seguinte foi reparado pelos homens de Tecoa,
mas os nobres dessa cidade no quiseram se juntar ao servio, rejeitando
a orientao de seus supervisores [a] .
6 A porta Jesana [b] foi consertada por Joiada, filho de Pasia,
e por Mesulo, filho de Besodias. Eles puseram os batentes e colocaram
as portas, os ferrolhos e as trancas no lugar.
7 No trecho seguinte os
reparos foram feitos por Melatias de Gibeom e Jadom de Meronote, homens
de Gibeom e de Misp, localidades que estavam sob a autoridade do
governador da provncia do Trans-Eufrates.
8 Uziel, filho de Haraas,
um dos ourives, fez os reparos do trecho seguinte; e Hananias, um dos
perfumistas, fez os reparos ao seu lado. Eles reconstruram [c]
Jerusalm at o muro Largo.
9 Refaas, filho de Hur, governador da
metade do distrito de Jerusalm, fez os reparos do trecho seguinte.
10 Ao seu lado, Jedaas, filho de Harumafe, fez os reparos em frente da sua
casa, e Hatus, filho de Hasabnias, fez os reparos ao seu lado.
11 Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate-Moabe, repararam
outro trecho e a torre dos Fornos.
12 Salum, filho de Halos,
governador da outra metade do distrito de Jerusalm, fez os reparos do
trecho seguinte com a ajuda de suas filhas.
13 A porta do Vale foi reparada por Hanum e pelos moradores de Zanoa.
Eles a reconstruram e colocaram as portas, os ferrolhos e as trancas no
lugar. Tambm repararam quatrocentos e cinqenta metros [d] do
muro, at a porta do Esterco.
14 A porta do Esterco foi reparada por Malquias, filho de Recabe,
governador do distrito de Bete-Haquerm. Ele a reconstruiu e colocou as
portas, os ferrolhos e as trancas no lugar.
15 A porta da Fonte foi reparada por Salum, filho de Col-Hoz,
governador do distrito de Misp. Ele a reconstruiu, cobriu-a e colocou
as portas, os ferrolhos e as trancas no lugar. Tambm fez os reparos do
muro do tanque de Silo [e] , junto ao jardim do Rei, at os
degraus que descem da Cidade de Davi.
16 Alm dele, Neemias, filho de
Azbuque, governador de meio distrito de Bete-Zur, fez os reparos at em
frente dos tmulos [f] de Davi, at o aude artificial e a casa
dos soldados.
17 Depois dele os reparos foram feitos pelos levitas que estavam sob a
responsabilidade de Reum, filho de Bani. Junto a ele Hasabias,
governador da metade do distrito de Queila, fez os reparos em seu
distrito.
18 Depois dele os reparos foram feitos pelos seus
compatriotas que estavam sob a responsabilidade de Binui [g] ,
filho de Henadade, governador da metade do distrito de Queila.
19 Ao
seu lado zer, filho de Jesua, governador de Misp, reconstruiu outro
trecho, comeando de um ponto que fica em frente da subida para a casa
das armas, indo at a esquina do muro.
20 Depois dele Baruque, filho de
Zabai, reparou com zelo outro trecho, desde a esquina do muro at a
entrada da casa do sumo sacerdote Eliasibe.
21 Em seguida Meremote,
filho de Urias, neto de Hacoz, reparou outro trecho, desde a entrada da
casa de Eliasibe at o fim dela.
22 Os demais reparos foram feitos pelos sacerdotes das redondezas.
23 Depois, Benjamim e Hassube fizeram os reparos em frente da sua casa, e
ao lado deles Azarias, filho de Maasias, filho de Ananias, fez os
reparos ao lado de sua casa.
24 Depois dele, Binui, filho de Henadade,
reparou outro trecho, desde a casa de Azarias at a esquina do muro,
25 e Palal, filho de Uzai, trabalhou em frente da esquina do muro e da
torre que sai do palcio superior, perto do ptio da guarda. Junto a
ele, Pedaas, filho de Pars,
26 e os servos do templo que viviam na
colina de Ofel fizeram os reparos at em frente da porta das guas, na
direo do leste e da torre que ali sobressaa.
27 Depois dele os
homens de Tecoa repararam outro trecho, desde a grande torre at o muro
de Ofel.
28 Acima da porta dos Cavalos, os sacerdotes fizeram os reparos, cada
um em frente da sua prpria casa.
29 Depois deles Zadoque, filho de
Imer, fez os reparos em frente da sua casa. Ao seu lado Semaas, filho
de Secanias, o guarda da porta Oriental, fez os reparos.
30 Depois,
Hananias, filho de Selemias, e Hanum, filho de Zalafe, fez os reparos do
outro trecho. Ao seu lado, Mesulo, filho de Berequias, fez os reparos
em frente da sua moradia.
31 Depois dele, Malquias, um ourives, fez os
reparos do muro at a casa dos servos do templo e dos comerciantes, em
frente da porta da Inspeo, at o posto de vigia da esquina;
32 e
entre a sala acima da esquina e a porta das Ovelhas os ourives e os
comerciantes fizeram os reparos.
Notas de rodap:
[a] 3.5 Ou de seu Senhor ; ou ainda de seu governador
[b] 3.6 Ou porta Velha
[c] 3.8 Ou Eles deixaram de lado parte de
[d] 3.13 Hebraico: 1.000 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.
[e] 3.15 Hebraico: Sel , variante de Silo .
[f] 3.16 A Septuaginta, alguns manuscritos da Vulgata e a Verso
Siraca dizem do tmulo.
[g] 3.18 Muitos manuscritos dizem Bavai; tambm no versculo 24.

NEEMIAS-CAPITULO-4
Oposio  Reconstruo
1 Quando Sambalate soube que estvamos reconstruindo o muro, ficou
furioso. Ridicularizou os judeus
2 e, na presena de seus compatriotas
e dos poderosos de Samaria, disse: "O que aqueles frgeis judeus esto
fazendo? Ser que vo restaurar o seu muro? Iro oferecer sacrifcios?
Iro terminar a obra num s dia? Ser que vo conseguir ressuscitar
pedras de construo daqueles montes de entulho e de pedras
queimadas?"
3 Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, completou: "Pois que
construam! Basta que uma raposa suba l, para que esse muro de pedras
desabe!"
4 Ouve-nos,  Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze cair sobre
eles a zombaria. E sejam eles levados prisioneiros como despojo para
outra terra.
5 No perdoes os seus pecados nem apagues as suas
maldades, pois provocaram a tua ira diante dos construtores.
6 Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, at que em toda a sua
extenso chegamos  metade da sua altura, pois o povo estava totalmente
dedicado ao trabalho.
7 Quando, porm, Sambalate, Tobias, os rabes, os amonitas e os homens
de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalm tinham avanado
e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos.
8 Todos
juntos planejaram atacar Jerusalm e causar confuso.
9 Mas ns oramos
ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos
deles.
10 Enquanto isso, o povo de Jud comeou a dizer: "Os trabalhadores
j no tm mais foras e ainda h muito entulho. Por ns mesmos no
conseguiremos reconstruir o muro".
11 E os nossos inimigos diziam: "Antes que descubram qualquer coisa
ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos mat-los e acabar
com o trabalho deles".
12 Os judeus que moravam perto deles dez vezes nos preveniram: "Para
onde quer que vocs se virarem, saibam que seremos atacados de todos os
lados".
13 Por isso posicionei alguns do povo atrs dos pontos mais baixos do
muro, nos lugares abertos, divididos por famlias, armados de espadas,
lanas e arcos.
14 Fiz uma rpida inspeo e imediatamente disse aos
nobres, aos oficiais e ao restante do povo: No tenham medo deles.
Lembrem-se de que o Senhor  grande e temvel, e lutem por seus irmos,
por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas.
15 Quando os nossos inimigos descobriram que sabamos de tudo e que
Deus tinha frustrado a sua trama, todos ns voltamos para o muro, cada
um para o seu trabalho.
16 Daquele dia em diante, enquanto a metade dos meus homens fazia o
trabalho, a outra metade permanecia armada de lanas, escudos, arcos e
couraas. Os oficiais davam apoio a todo o povo de Jud
17 que estava
construindo o muro. Aqueles que transportavam material faziam o trabalho
com uma mo e com a outra seguravam uma arma,
18 e cada um dos
construtores trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava; e comigo
ficava um homem pronto para tocar a trombeta.
19 Ento eu disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: A
obra  grande e extensa, e estamos separados, distantes uns dos outros,
ao longo do muro.
20 Do lugar de onde ouvirem o som da trombeta,
juntem-se a ns ali. Nosso Deus lutar por ns!
21 Dessa maneira prosseguimos o trabalho com metade dos homens
empunhando espadas desde o raiar da alvorada at o cair da tarde.
22 Naquela ocasio eu tambm disse ao povo: Cada um de vocs e o seu
ajudante devem ficar  noite em Jerusalm, para que possam servir de
guarda  noite e trabalhar durante o dia.
23 Eu, os meus irmos, os
meus homens de confiana e os guardas que estavam comigo nem tirvamos a
roupa, e cada um permanecia de arma na mo.

NEEMIAS-CAPITULO-5
A Soluo das Injustias Sociais
1 Ora, o povo, homens e mulheres, comeou a reclamar muito de seus
irmos judeus.
2 Alguns diziam: "Ns, nossos filhos e nossas filhas
somos numerosos; precisamos de trigo para comer e continuar vivos".
3 Outros diziam: "Tivemos que penhorar nossas terras, nossas vinhas e
nossas casas para conseguir trigo para matar a fome".
4 E havia ainda outros que diziam: "Tivemos que tomar dinheiro
emprestado para pagar o imposto cobrado sobre as nossas terras e as
nossas vinhas.
5 Apesar de sermos do mesmo sangue [a] dos nossos
compatriotas, e de nossos filhos serem to bons quanto os deles, ainda
assim temos que sujeitar os nossos filhos e as nossas filhas 
escravido. E, de fato, algumas de nossas filhas j foram entregues como
escravas e no podemos fazer nada, pois as nossas terras e as nossas
vinhas pertencem a outros".
6 Quando ouvi a reclamao e essas acusaes, fiquei furioso.
7 Fiz
uma avaliao de tudo e ento repreendi os nobres e os oficiais,
dizendo-lhes: "Vocs esto cobrando juros dos seus compatriotas!"
Por isso convoquei uma grande reunio contra eles
8 e disse: Na medida
do possvel ns compramos de volta nossos irmos judeus que haviam sido
vendidos aos outros povos. Agora vocs esto at vendendo os seus
irmos! Assim eles tero que ser vendidos a ns de novo! Eles ficaram em
silncio, pois no tinham sem resposta.
9 Por isso prossegui: O que vocs esto fazendo no est certo. Vocs
devem andar no temor do nosso Deus para evitar a zombaria dos outros
povos, os nossos inimigos.
10 Eu, os meus irmos e os meus homens de
confiana tambm estamos emprestando dinheiro e trigo ao povo. Mas vamos
acabar com a cobrana de juros!
11 Devolvam-lhes imediatamente suas
terras, suas vinhas, suas oliveiras e suas casas, e tambm os juros que
cobraram deles, a centsima parte do dinheiro, do trigo, do vinho e do
azeite.
12 E eles responderam: "Ns devolveremos tudo o que voc citou, e no
exigiremos mais nada deles. Vamos fazer o que voc est pedindo".
Ento convoquei os sacerdotes e os fiz declarar sob juramento que
cumpririam a promessa feita.
13 Tambm sacudi a dobra do meu manto e
disse: Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que no
mantiver a sua promessa. Tal homem seja sacudido e esvaziado!
Toda a assemblia disse: "Amm!", e louvou o Senhor . E o povo
cumpriu o que prometeu.
O Exemplo de Neemias
14 Alm disso, desde o vigsimo ano do rei Artaxerxes, quando fui
nomeado governador deles na terra de Jud, at o trigsimo segundo ano
do seu reinado, durante doze anos, nem eu nem meus irmos comemos a
comida destinada ao governador.
15 Mas os governantes anteriores,
aqueles que me precederam, puseram um peso sobre o povo e tomavam dele
quatrocentos e oitenta gramas [b] de prata, alm de comida e
vinho. At os seus auxiliares oprimiam o povo. Mas, por temer a Deus,
no agi dessa maneira.
16 Ao contrrio, eu mesmo me dediquei ao
trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiana foram reunidos
ali para o trabalho; e no compramos [c] nenhum pedao de terra.
17 Alm do mais, cento e cinqenta homens, entre judeus do povo e seus
oficiais, comiam  minha mesa, como tambm pessoas das naes vizinhas
que vinham visitar-nos.
18 Todos os dias eram preparados,  minha
custa, um boi, seis das melhores ovelhas e aves, e a cada dez dias eu
recebia uma grande remessa de vinhos de todo tipo. Apesar de tudo isso,
jamais exigi a comida destinada ao governador, pois eram demasiadas as
exigncias que pesavam sobre o povo.
19 Lembra-te de mim,  meu Deus, levando em conta tudo o que fiz por
este povo.
Notas de rodap:
[a] 5.5 Hebraico: carne .
[b] 5.15 Hebraico: 40 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[c] 5.16 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Alguns manuscritos do Texto Massortico, a Septuaginta, a Vulgata e a
Verso Siraca dizem eu no comprei.

NEEMIAS-CAPITULO-6
A Tentativa de Intimidao
1 Quando Sambalate, Tobias, Gesm, o rabe, e o restante de nossos
inimigos souberam que eu havia reconstrudo o muro e que no havia
ficado nenhuma brecha, embora at ento eu ainda no tivesse colocado as
portas nos seus lugares,
2 Sambalate e Gesm mandaram-me a seguinte
mensagem: "Venha, vamos nos encontrar num dos povoados [a] da
plancie de Ono".
Eles, contudo, estavam tramando fazer-me mal;
3 por isso enviei-lhes
mensageiros com esta resposta: "Estou executando um grande projeto e
no posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com
vocs?"
4 Eles me mandaram quatro vezes a mesma mensagem, e todas as
vezes lhes dei a mesma resposta.
5 Ento, na quinta vez, Sambalate mandou-me um dos seus homens de
confiana com a mesma mensagem; ele tinha na mo uma carta aberta
6 em
que estava escrito:
"Dizem entre as naes, e Gesm diz que  verdade, que voc e os
judeus esto tramando uma revolta e que, por isso, esto reconstruindo o
muro. Alm disso, conforme dizem, voc est na iminncia de se tornar o
rei deles,
7 e at nomeou profetas para fazerem em Jerusalm a seguinte
proclamao a seu respeito: ``H um rei em Jud!'' Ora, essa
informao ser levada ao rei; por isso, vamos conversar".
8 Eu lhe mandei esta resposta: Nada disso que voc diz est
acontecendo;  pura inveno sua.
9 Estavam todos tentando intimidar-nos, pensando: "Eles sero
enfraquecidos e no concluiro a obra".
Eu, porm, orei pedindo: Fortalece agora as minhas mos!
10 Um dia fui  casa de Semaas, filho de Delaas, neto de Meetabel,
que estava trancado portas adentro. Ele disse: "Vamos encontrar-nos na
casa de Deus, no templo, a portas fechadas, pois esto querendo mat-lo;
eles viro esta noite".
11 Todavia, eu lhe respondi: Acha que um homem como eu deveria fugir?
Algum como eu deveria entrar no templo para salvar a vida? No, eu no
irei!
12 Percebi que Deus no o tinha enviado, e que ele tinha
profetizado contra mim porque Tobias e Sambalate o tinham contratado.
13 Ele tinha sido pago para me intimidar, a fim de que eu cometesse um
pecado agindo daquela maneira, e ento eles poderiam difamar-me e
desacreditar-me.
14 Lembra-te do que fizeram Tobias e Sambalate, meu Deus, lembra-te
tambm da profetisa Noadia e do restante dos profetas que esto tentando
me intimidar.
O Trmino da Reconstruo
15 O muro ficou pronto no vigsimo quinto dia de elul [b] , em
cinqenta e dois dias.
16 Quando todos os nossos inimigos souberam
disso, todas as naes vizinhas ficaram atemorizadas e com o orgulho
ferido, pois perceberam que essa obra havia sido executada com a ajuda
de nosso Deus.
17 E tambm, naqueles dias, os nobres de Jud estavam enviando muitas
cartas a Tobias, que lhes enviava suas respostas.
18 Porque muitos de
Jud estavam comprometidos com ele por juramento, visto que era genro de
Secanias, filho de Ara, e seu filho Joan havia se casado com a filha de
Mesulo, neto de Berequias.
19 At ousavam elogi-lo na minha presena
e iam contar-lhe o que eu dizia. E Tobias continuou a enviar-me cartas
para me intimidar.
Notas de rodap:
[a] 6.2 Ou em Quefirim
[b] 6.15 Aproximadamente agosto/setembro.

NEEMIAS-CAPITULO-7
1 Depois que o muro foi reconstrudo e que eu coloquei as portas no
lugar, foram nomeados os porteiros, os cantores e os levitas.
2 Para
governar Jerusalm encarreguei o meu irmo Hanani e, com ele, Hananias
[a] , comandante da fortaleza, pois Hananias era ntegro e temia a
Deus mais do que a maioria dos homens.
3 Eu lhes disse: As portas de
Jerusalm no devero ser abertas enquanto o sol no estiver alto. E
antes de deixarem o servio, os porteiros devero fechar e travar as
portas. Tambm designei moradores de Jerusalm para sentinelas, alguns
em postos no muro, outros em frente das suas casas.
A Lista dos Exilados que Retornaram
4 Ora, a cidade era grande e espaosa, mas havia poucos moradores, e as
casas ainda no tinham sido reconstrudas.
5 Por isso o meu Deus ps no
meu corao reunir os nobres, os oficiais e todo o povo para
registr-los por famlias. Encontrei o registro genealgico dos que
foram os primeiros a voltar. Assim estava registrado ali:
6 "Estes so os homens da provncia que voltaram do exlio, os quais
Nabucodonosor, rei da Babilnia, havia levado prisioneiros. Eles
voltaram para Jerusalm e para Jud, cada um para a sua prpria cidade,
7 em companhia de Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani,
Mardoqueu, Bils, Misperete, Bigvai, Neum e Baan. E esta  a lista e o
nmero dos que retornaram, pelos chefes de famlia e respectivas
cidades:
8 "os descendentes de Pars 2.172
9 de Sefatias 372
10 de Ara 652
11 de Paate-Moabe,
por meio da linhagem
de Jesua e Joabe, 2.818
12 de Elo 1.254
13 de Zatu 845
14 de Zacai 760
15 de Binui 648
16 de Bebai 628
17 de Azgade 2.322
18 de Adonico 667
19 de Bigvai 2.067
20 de Adim 655
21 de Ater,
por meio de Ezequias, 98
22 de Hasum 328
23 de Besai 324
24 de Harife 112
25 de Gibeom 95
26 "das cidades de Belm
e de Netofate 188
27 de Anatote 128
28 de Bete-Azmavete 42
29 de Quiriate-Jearim [b] ,
Cefira e Beerote 743
30 de Ram e Geba 621
31 de Micms 122
32 de Betel e Ai 123
33 do outro Nebo 52
34 do outro Elo 1.254
35 de Harim 320
36 de Jeric 345
37 de Lode, Hadide
e Ono 721
38 de Sena 3.930.
39 "Os sacerdotes:
"os descendentes de Jedaas,
por meio da famlia
de Jesua, 973
40 de Imer 1.052
41 de Pasur 1.247
42 de Harim 1.017.
43 "Os levitas:
"os descendentes de Jesua,
por meio de Cadmiel,
pela linhagem de Hodeva, 74.
44 "Os cantores:
"os descendentes de Asafe 148.
45 "Os porteiros do templo:
os descendentes de Salum,
Ater, Talmom, Acube,
Hatita e Sobai 138.
46 "Os servidores do templo:
"os descendentes de Zia,
Hasufa, Tabaote,
47 Queros, Sia, Padom,
48 Lebana, Hagaba, Salmai,
49 Han, Gidel, Gaar,
50 Reaas, Rezim, Necoda,
51 Gazo, Uz, Pasia,
52 Besai, Meunim, Nefusim,
53 Baquebuque, Hacufa, Harur,
54 Baslite, Meda, Harsa,
55 Barcos, Ssera, Tam,
56 Nesias e Hatifa.
57 "Os descendentes dos servos
de Salomo:
"os descendentes de Sotai,
Soferete, Perida,
58 Jaala, Darcom, Gidel,
59 Sefatias, Hatil,
Poquerete-Hazebaim e Amom.
60 "Os servos do templo
e os descendentes dos servos
de Salomo 392.
61 "Os que chegaram
das cidades de Tel-Mel,
Tel-Harsa, Querube, Adom
e Imer, mas no puderam
provar que suas famlias
eram descendentes de Israel:
62 "os descendentes de Delaas,
Tobias e Necoda 642.
63 "E dentre os sacerdotes:
"os descendentes de Habaas,
Hacoz e Barzilai, homem
que se casou com uma filha
de Barzilai, de Gileade,
e que era chamado
por aquele nome".
64 Esses procuraram seus registros de famlia, mas no conseguiram
ach-los e, dessa forma, foram considerados impuros para o sacerdcio.
65 Por isso o governador determinou que eles no comessem das ofertas
santssimas enquanto no houvesse um sacerdote para consultar o Urim e o
Tumim [c] .
66 O total de todos os registrados foi 42.360 homens,
67 alm dos seus
7.337 servos e servas; havia entre eles 245 cantores e cantoras.
68 Possuam 736 cavalos, 245 mulas, [d]
69 435 camelos e 6.720
jumentos.
70 Alguns dos chefes das famlias contriburam para o trabalho. O
governador deu  tesouraria oito quilos [e] de ouro, 50 bacias e
530 vestes para os sacerdotes.
71 Alguns dos chefes das famlias deram
 tesouraria cento e sessenta quilos de ouro e mil e trezentos e vinte
quilos [f] de prata, para a realizao do trabalho.
72 O total
dado pelo restante do povo foi de cento e sessenta quilos de ouro, mil e
duzentos quilos de prata e 67 vestes para os sacerdotes.
73 Os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores e os servidores
do templo, e tambm alguns do povo e os demais israelitas,
estabeleceram-se em suas prprias cidades.
Notas de rodap:
[a] 7.2 Ou Hanani , isto , Hananias .
[b] 7.29 Veja Ed 2.25.
[c] 7.65 Objetos utilizados para se conhecer a vontade de Deus.
[d] 7.68 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico no traz este versculo. Veja Ed
2.66.
[e] 7.70 Hebraico: 1.000 dracmas.
[f] 7.71 Hebraico : 2.200 minas . Uma mina equivalia a 600 gramas.

NEEMIAS-CAPITULO-8
A Leitura Pblica da Lei
1 Quando chegou o stimo ms e os israelitas tinham se instalado em
suas cidades, todo o povo juntou-se como se fosse um s homem na praa,
em frente da porta das guas. Pediram ao escriba Esdras que trouxesse o
Livro da Lei de Moiss, que o Senhor dera a Israel.
2 Assim, no primeiro dia do stimo ms, o sacerdote Esdras trouxe a Lei
diante da assemblia, que era constituda de homens e mulheres e de
todos os que podiam entender.
3 Ele a leu em alta voz desde o raiar da
manh at o meio-dia, de frente para a praa, em frente da porta das
guas, na presena dos homens, mulheres e de outros que podiam entender.
E todo o povo ouvia com ateno a leitura do Livro da Lei.
4 O escriba Esdras estava numa plataforma elevada, de madeira,
construda para a ocasio. Ao seu lado,  direita, estavam Matitias,
Sema, Anaas, Urias, Hilquias e Maasias; e  esquerda estavam Pedaas,
Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulo.
5 Esdras abriu o Livro diante de todo o povo, e este podia v-lo, pois
ele estava num lugar mais alto. E, quando abriu o Livro, o povo todo se
levantou.
6 Esdras louvou o Senhor , o grande Deus, e todo o povo
ergueu as mos e respondeu: "Amm! Amm!" Ento eles adoraram o
Senhor , prostrados, rosto em terra.
7 Os levitas Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias,
Maasias, Quelita, Azarias, Jozabade, Han e Pelaas, instruram o povo
na Lei, e todos permaneciam ali.
8 Leram o Livro da Lei de Deus,
interpretando-o e explicando-o, a fim de que o povo entendesse o que
estava sendo lido.
9 Ento Neemias, o governador, Esdras, o sacerdote e escriba, e os
levitas que estavam instruindo o povo disseram a todos: "Este dia 
consagrado ao Senhor , o nosso Deus. Nada de tristeza e de choro!"
Pois todo o povo estava chorando enquanto ouvia as palavras da Lei.
10 E Neemias acrescentou: "Podem sair, e comam e bebam do melhor que
tiverem, e repartam com os que nada tm preparado. Este dia  consagrado
ao nosso Senhor. No se entristeam, porque a alegria do Senhor os
fortalecer".
11 Os levitas tranqilizaram todo o povo, dizendo: "Acalmem-se,
porque este  um dia santo. No fiquem tristes!"
12 Ento todo o povo saiu para comer, beber, repartir com os que nada
tinham preparado e para celebrar com grande alegria, pois agora
compreendiam as palavras que lhes foram explicadas.
13 No segundo dia do ms, os chefes de todas as famlias, os sacerdotes
e os levitas reuniram-se com o escriba Esdras para estudarem as palavras
da Lei.
14 Descobriram na Lei que o Senhor tinha ordenado, por meio de
Moiss, que os israelitas deveriam morar em tendas durante a festa do
stimo ms.
15 Por isso anunciaram em todas as suas cidades e em
Jerusalm: "Saiam s montanhas e tragam ramos de oliveiras cultivadas,
de oliveiras silvestres, de murtas, de tamareiras e de rvores
frondosas, para fazerem tendas, conforme est escrito [a] ".
16 Ento o povo saiu e trouxe os ramos, e eles mesmos construram
tendas nos seus terraos, nos seus ptios, nos ptios do templo de Deus
e na praa junto  porta das guas e na que fica junto  porta de
Efraim.
17 Todos os que tinham voltado do exlio construram tendas e
moraram nelas. Desde os dias de Josu, filho de Num, at aquele dia, os
israelitas no tinham celebrado a festa dessa maneira. E grande foi a
alegria deles.
18 Dia aps dia, desde o primeiro at o ltimo dia da festa, Esdras leu
o Livro da Lei de Deus. Eles celebraram a festa durante sete dias, e no
oitavo dia, conforme o ritual, houve uma reunio solene.
Notas de rodap:
[a] 8.15 Veja Lv 23.37-40.

NEEMIAS-CAPITULO-9
A Confisso do Pecado
1 No vigsimo quarto dia do ms, os israelitas se reuniram, jejuaram,
vestiram pano de saco e puseram terra sobre a cabea.
2 Os que eram de
ascendncia israelita tinham se separado de todos os estrangeiros.
Levantaram-se nos seus lugares, confessaram os seus pecados e a maldade
dos seus antepassados.
3 Ficaram onde estavam e leram o Livro da Lei do
Senhor , do seu Deus, durante trs horas, e passaram outras trs horas
confessando os seus pecados e adorando o Senhor , o seu Deus.
4 Em p,
na plataforma, estavam os levitas Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni,
Serebias, Bani e Quenani, que em alta voz clamavam ao Senhor , o seu
Deus.
5 E os levitas Jesua, Cadmiel, Bani, Hasabnias, Serebias,
Hodias, Sebanias e Petaas conclamavam o povo, dizendo: "Levantem-se e
louvem o Senhor , o seu Deus, que vive para todo o sempre.
"Bendito seja o teu nome glorioso! A tua grandeza est acima de toda
expresso de louvor.
6 S tu s o Senhor . Fizeste os cus, e os mais
altos cus, e tudo o que neles h, a terra e tudo o que nela existe, os
mares e tudo o que neles existe. Tu deste vida a todos os seres, e os
exrcitos dos cus te adoram.
7 "Tu s o Senhor , o Deus que escolheu Abro, trouxe-o de Ur dos
caldeus e deu-lhe o nome de Abrao.
8 Viste que o corao dele era
fiel, e fizeste com ele uma aliana, prometendo dar aos seus
descendentes a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos
ferezeus, dos jebuseus e dos girgaseus. E cumpriste a tua promessa
porque tu s justo.
9 "Viste o sofrimento dos nossos antepassados no Egito, e ouviste o
clamor deles no mar Vermelho.
10 Fizeste sinais e maravilhas contra o
fara e todos os seus oficiais e contra todo o povo da sua terra, pois
sabias com quanta arrogncia os egpcios os tratavam. Alcanaste renome,
que permanece at hoje.
11 Dividiste o mar diante deles, para que o
atravessassem a seco, mas lanaste os seus perseguidores nas
profundezas, como uma pedra em guas agitadas.
12 Tu os conduziste de
dia com uma nuvem e de noite com uma coluna de fogo, para iluminar o
caminho que tinham que percorrer.
13 "Tu desceste ao monte Sinai; dos cus lhes falaste. Deste-lhes
ordenanas justas, leis verdadeiras, decretos e mandamentos excelentes.
14 Fizeste que conhecessem o teu sbado santo e lhes deste ordens,
decretos e leis por meio de Moiss, teu servo.
15 Na fome deste-lhes
po do cu, e na sede tiraste para eles gua da rocha; mandaste-os
entrar e tomar posse da terra que, sob juramento, tinhas prometido
dar-lhes.
16 "Mas os nossos antepassados tornaram-se arrogantes e obstinados, e
no obedeceram aos teus mandamentos.
17 Eles se recusaram a ouvir-te e
esqueceram-se dos milagres que realizaste entre eles. Tornaram-se
obstinados e, na sua rebeldia, escolheram um lder a fim de voltarem 
sua escravido. Mas tu s um Deus perdoador, um Deus bondoso e
misericordioso, muito paciente e cheio de amor. Por isso no os
abandonaste,
18 mesmo quando fundiram para si um dolo na forma de
bezerro e disseram: ``Este  o seu deus, que os tirou do Egito'', ou
quando proferiram blasfmias terrveis.
19 "Foi por tua grande compaixo que no os abandonaste no deserto.
De dia a nuvem no deixava de gui-los em seu caminho, nem de noite a
coluna de fogo deixava de brilhar sobre o caminho que deviam percorrer.
20 Deste o teu bom Esprito para instru-los. No retiveste o teu man
que os alimentava, e deste-lhes gua para matar a sede.
21 Durante
quarenta anos tu os sustentaste no deserto; nada lhes faltou, as roupas
deles no se gastaram nem os seus ps ficaram inchados.
22 "Deste-lhes reinos e naes, cuja terra repartiste entre eles.
Eles conquistaram a terra de Seom, rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei
de Bas.
23 Tornaste os seus filhos to numerosos como as estrelas do
cu, e os trouxeste para entrar e possuir a terra que prometeste aos
seus antepassados.
24 Seus filhos entraram e tomaram posse da terra. Tu
subjugaste diante deles os cananeus, que viviam na terra, e os
entregaste nas suas mos, com os seus reis e com os povos daquela terra,
para que os tratassem como bem quisessem.
25 Conquistaram cidades
fortificadas e terra frtil; apossaram-se de casas cheias de bens, poos
j escavados, vinhas, olivais e muitas rvores frutferas. Comeram at
fartar-se e foram bem alimentados; eles desfrutaram de tua grande
bondade.
26 "Mas foram desobedientes e se rebelaram contra ti; deram as costas
para a tua Lei. Mataram os teus profetas, que os tinham advertido que se
voltassem para ti; e te fizeram ofensas detestveis.
27 Por isso tu os
entregaste nas mos de seus inimigos, que os oprimiram. Mas, quando
foram oprimidos, clamaram a ti. Dos cus tu os ouviste, e na tua grande
compaixo deste-lhes libertadores, que os livraram das mos de seus
inimigos.
28 "Mas, to logo voltavam a ter paz, de novo faziam o que tu
reprovas. Ento os abandonavas s mos de seus inimigos, para que
dominassem sobre eles. E, quando novamente clamavam a ti, dos cus tu os
ouvias e na tua compaixo os livravas vez aps vez.
29 "Tu os advertiste que voltassem  tua Lei, mas eles se tornaram
arrogantes e desobedeceram aos teus mandamentos. Pecaram contra as tuas
ordenanas, pelas quais o homem vive se lhes obedece. Com teimosia te
deram as costas, tornaram-se obstinados e recusaram ouvir-te.
30 E
durante muitos anos foste paciente com eles. Por teu Esprito, por meio
dos profetas, os advertiste. Contudo, no te deram ateno, de modo que
os entregaste nas mos dos povos vizinhos.
31 Graas, porm,  tua
grande misericrdia, no os destruste nem os abandonaste, pois s Deus
bondoso e misericordioso.
32 "Agora, portanto, nosso Deus,  Deus grande, poderoso e temvel,
fiel  tua aliana e misericordioso, no fiques indiferente a toda a
aflio que veio sobre ns, sobre os nossos reis e sobre os nossos
lderes, sobre os nossos sacerdotes e sobre os nossos profetas, sobre os
nossos antepassados e sobre todo o teu povo, desde os dias dos reis da
Assria at hoje.
33 Em tudo o que nos aconteceu foste justo; agiste
com lealdade mesmo quando fomos infiis.
34 Nossos reis, nossos
lderes, nossos sacerdotes e nossos antepassados no seguiram a tua Lei;
no deram ateno aos teus mandamentos nem s advertncias que lhes
fizeste.
35 Mesmo quando estavam no reino deles, desfrutando da tua
grande bondade, na terra espaosa e frtil que lhes deste, eles no te
serviram nem abandonaram os seus maus caminhos.
36 "V, porm, que hoje somos escravos, escravos na terra que deste
aos nossos antepassados para que usufrussem dos seus frutos e das
outras boas coisas que ela produz.
37 Por causa de nossos pecados, a
sua grande produo pertence aos reis que puseste sobre ns. Eles
dominam sobre ns e sobre os nossos rebanhos como bem lhes parece. 
grande a nossa angstia!
O Acordo do Povo
38 "Em vista disso tudo, estamos fazendo um acordo, por escrito, e
assinado por nossos lderes, nossos levitas e nossos sacerdotes".

NEEMIAS-CAPITULO-10
1 Esta  a relao dos que o assinaram:
Neemias, o governador,
filho de Hacalias,
e Zedequias,
2 Seraas, Azarias, Jeremias,
3 Pasur, Amarias, Malquias,
4 Hatus, Sebanias, Maluque,
5 Harim, Meremote, Obadias,
6 Daniel, Ginetom, Baruque,
7 Mesulo, Abias, Miamim,
8 Maazias, Bilgai e Semaas.
Esses eram os sacerdotes.
9 Dos levitas:
Jesua, filho de Azanias, Binui,
dos filhos de Henadade, Cadmiel
10 e seus colegas: Sebanias,
Hodias, Quelita, Pelaas, Han,
11 Mica, Reobe, Hasabias,
12 Zacur, Serebias, Sebanias,
13 Hodias, Bani e Beninu.
14 Dos lderes do povo:
Pars, Paate-Moabe, Elo, Zatu, Bani,
15 Buni, Azgade, Bebai,
16 Adonias, Bigvai, Adim,
17 Ater, Ezequias, Azur,
18 Hodias, Hasum, Besai,
19 Harife, Anatote, Nebai,
20 Magpias, Mesulo, Hezir,
21 Mesezabel, Zadoque, Jadua,
22 Pelatias, Han, Anaas,
23 Osias, Hananias, Hassube,
24 Halos, Plea, Sobeque,
25 Reum, Hasabna, Maasias,
26 Aas, Han, An,
27 Maluque, Harim e Baan.
28 "O restante do povo: sacerdotes, levitas, porteiros, cantores,
servidores do templo e todos os que se separaram dos povos vizinhos por
amor  Lei de Deus, com suas mulheres e com todos os seus filhos e
filhas capazes de entender:
29 agora se une a seus irmos, os nobres,
e se obrigam sob maldio e sob juramento a seguir a Lei de Deus dada
por meio do servo de Deus, Moiss, e a obedecer fielmente a todos os
mandamentos, ordenanas e decretos do Senhor , o nosso Senhor.
30 "Prometemos no dar nossas filhas em casamento aos povos vizinhos
nem aceitar que as filhas deles se casem com os nossos filhos.
31 "Quando os povos vizinhos trouxerem mercadorias ou cereal para
venderem no sbado ou em dia de festa, no compraremos deles nesses
dias. Cada sete anos abriremos mo de trabalhar a terra e cancelaremos
todas as dvidas.
32 "Assumimos a responsabilidade de, conforme o mandamento, dar
anualmente quatro gramas [a] para o servio do templo de nosso
Deus:
33 para os pes consagrados, para as ofertas regulares de cereal
e para os holocaustos [b] , para as ofertas dos sbados, das
festas de lua nova e das festas fixas, para as ofertas sagradas, para as
ofertas pelo pecado para fazer propiciao por Israel, e para as
necessidades do templo de nosso Deus.
34 "Tambm lanamos sortes entre as famlias dos sacerdotes, dos
levitas e do povo, para escalar anualmente a famlia que dever trazer
lenha ao templo de nosso Deus, no tempo determinado, para queimar sobre
o altar do Senhor , o nosso Deus, conforme est escrito na Lei.
35 "Tambm assumimos a responsabilidade de trazer anualmente ao
templo do Senhor os primeiros frutos de nossas colheitas e de toda
rvore frutfera.
36 "Conforme tambm est escrito na Lei, traremos o primeiro de
nossos filhos e a primeira cria de nossos rebanhos, tanto de ovelhas
como de bois, para o templo de nosso Deus, para os sacerdotes que ali
estiverem ministrando.
37 "Alm do mais, traremos para os depsitos do templo de nosso Deus,
para os sacerdotes, a nossa primeira massa de cereal modo, e as nossas
primeiras ofertas de cereal, do fruto de todas as nossas rvores e de
nosso vinho e azeite. E traremos o dzimo das nossas colheitas para os
levitas, pois so eles que recolhem os dzimos em todas as cidades onde
trabalhamos.
38 Um sacerdote descendente de Aro acompanhar os levitas
quando receberem os dzimos, e os levitas tero que trazer um dcimo dos
dzimos ao templo de nosso Deus, aos depsitos do templo.
39 O povo de
Israel, inclusive os levitas, devero trazer ofertas de cereal, de vinho
novo e de azeite aos depsitos onde se guardam os utenslios para o
santurio.  onde os sacerdotes ministram e onde os porteiros e os
cantores ficam.
"No negligenciaremos o templo de nosso Deus."
Notas de rodap:
[a] 10.32 Hebraico: 1/3 de siclo . Um siclo equivalia a 12 gramas,
geralmente de prata.
[b] 10.33 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

NEEMIAS-CAPITULO-11
O Repovoamento de Jerusalm
1 Os lderes do povo passaram a morar em Jerusalm, e o restante do
povo fez um sorteio para que, de cada dez pessoas, uma viesse morar em
Jerusalm, a santa cidade; as outras nove deveriam ficar em suas
prprias cidades.
2 O povo abenoou todos os homens que se apresentaram
voluntariamente para morar em Jerusalm.
3 Alguns israelitas, sacerdotes, levitas, servos do templo e
descendentes dos servos de Salomo viviam nas cidades de Jud, cada um
em sua propriedade. Estes so os lderes da provncia que passaram a
morar em Jerusalm
4 (alm deles veio gente tanto de Jud quanto de
Benjamim viver em Jerusalm):
Dentre os descendentes de Jud:
Ataas, filho de Uzias, neto de Zacarias, bisneto de Amarias; Amarias
era filho de Sefatias e neto de Maalaleel, descendente de Perez.
5 Maasias, filho de Baruque, neto de Col-Hoz, bisneto de Hazaas;
Hazaas era filho de Adaas, neto de Joiaribe e bisneto de Zacarias,
descendente de Sel.
6 Os descendentes de Perez que viviam em Jerusalm
totalizavam 468 homens de destaque.
7 Dentre os descendentes de Benjamim:
Salu, filho de Mesulo, neto de Joede, bisneto de Pedaas; Pedaas era
filho de Colaas, neto de Maasias, bisneto de Itiel, tetraneto de
Jesaas;
8 os seguidores de Salu, Gabai e Salai totalizavam 928 homens.
9 Joel, filho de Zicri, era o oficial superior entre eles, e Jud,
filho de Hassenua, era responsvel pelo segundo distrito da cidade.
10 Dentre os sacerdotes:
Jedaas, filho de Joiaribe; Jaquim;
11 Seraas, filho de Hilquias, neto
de Mesulo, bisneto de Zadoque: Zadoque era filho de Meraiote, neto
de Aitube, supervisor da casa de Deus:
12 e seus colegas, que faziam
o trabalho do templo, totalizavam 822 homens. Adaas, filho de Jeroo,
neto de Pelaas, bisneto de Anzi: Anzi era filho de Zacarias, neto de
Pasur, bisneto de Malquias:
13 e seus colegas, que eram chefes de
famlias, totalizavam 242 homens. Amassai, filho de Azareel, neto de
Azai, bisneto de Mesilemote, tetraneto de Imer,
14 e os seus colegas,
que eram homens de destaque, totalizavam 128. O oficial superior deles
era Zabdiel, filho de Gedolim.
15 Dentre os levitas:
Semaas, filho de Hassube, neto de Azrico, bisneto de Hasabias,
tetraneto de Buni;
16 Sabetai e Jozabade, dois dos lderes dos levitas,
encarregados do trabalho externo do templo de Deus;
17 Matanias, filho
de Mica, neto de Zabdi, bisneto de Asafe, o dirigente que conduzia as
aes de graas e as oraes; Baquebuquias, o segundo entre os seus
colegas e Abda, filho de Samua, neto de Galal, bisneto de Jedutum.
18 Os levitas totalizavam 284 na cidade santa.
19 Os porteiros:
Acube, Talmom e os homens dos seus cls, que guardavam as portas, eram
172.
20 Os demais israelitas, incluindo os sacerdotes e os levitas, estavam
em todas as cidades de Jud, cada um na propriedade de sua herana.
21 Os que prestavam servio no templo moravam na colina de Ofel, e Zia
e Gispa estavam encarregados deles.
22 O oficial superior dos levitas em Jerusalm era Uzi, filho de Bani,
neto de Hasabias, bisneto de Matanias, tetraneto de Mica. Uzi era um dos
descendentes de Asafe, que eram responsveis pela msica do templo de
Deus.
23 Eles estavam sujeitos s prescries do rei, que
regulamentavam suas atividades dirias.
24 Petaas, filho de Mesezabel, descendente de Zer, filho de Jud,
representava o rei nas questes de ordem civil.
25 Alguns do povo de Jud foram morar em Quiriate-Arba e seus povoados,
em Dibom e seus povoados, em Jecabzeel e seus povoados,
26 em Jesua, em
Molad, em Bete-Pelete,
27 em Hazar-Sual, em Berseba e seus povoados,
28 em Ziclague, em Mecon e seus povoados,
29 em En-Rimom, em Zor, em
Jarmute,
30 em Zanoa, em Adulo e seus povoados, em Lquis e seus
arredores, e em Azeca e seus povoados. Eles se estabeleceram desde
Berseba at o vale de Hinom.
31 Os descendentes dos benjamitas foram viver em Geba, Micms, Aia,
Betel e seus povoados,
32 em Anatote, Nobe e Ananias,
33 Hazor, Ram e
Gitaim,
34 Hadide, Zeboim e Nebalate,
35 Lode e Ono, e no vale dos
Artesos.
36 Alguns grupos dos levitas de Jud se estabeleceram em Benjamim.

NEEMIAS-CAPITULO-12
A Lista dos Sacerdotes e dos Levitas
1 Estes foram os sacerdotes e os levitas que voltaram com Zorobabel,
filho de Sealtiel, e com Jesua:
Seraas, Jeremias, Esdras,
2 Amarias, Maluque, Hatus,
3 Secanias [a] , Reum, Meremote [b] ,
4 Ido, Ginetom [c] , Abias,
5 Miamim [d] , Maadias, Bilga,
6 Semaas, Joiaribe, Jedaas,
7 Salu, Amoque, Hilquias e Jedaas.
Esses foram os chefes dos sacerdotes e seus colegas nos dias de Jesua.
8 Os levitas foram Jesua,
Binui, Cadmiel,
Serebias, Jud,
e tambm Matanias, o qual,
com seus colegas,
estava encarregado
dos cnticos de aes de graas.
9 Baquebuquias e Uni, seus colegas,
ficavam em frente deles
para responder-lhes.
10 Jesua foi o pai de Joiaquim,
Joiaquim foi o pai de Eliasibe,
Eliasibe foi o pai de Joiada,
11 Joiada foi o pai de Jnatas,
Jnatas foi o pai de Jadua.
12 Nos dias de Joiaquim
estes foram os lderes
das famlias dos sacerdotes:
da famlia de Seraas, Meraas;
da famlia de Jeremias, Hananias;
13 da famlia de Esdras, Mesulo;
da famlia de Amarias, Joan;
14 da famlia de Maluqui, Jnatas;
da famlia de Secanias, Jos;
15 da famlia de Harim, Adna;
da famlia de Meremote, Helcai;
16 da famlia de Ido, Zacarias;
da famlia de Ginetom, Mesulo;
17 da famlia de Abias, Zicri;
da famlia de Miniamim
e de Maadias, Piltai;
18 da famlia de Bilga, Samua;
da famlia de Semaas, Jnatas;
19 da famlia de Joiaribe, Matenai;
da famlia de Jedaas, Uzi;
20 da famlia de Salai, Calai;
da famlia de Amoque, Hber;
21 da famlia de Hilquias, Hasabias;
da famlia de Jedaas, Natanael.
22 Nos dias de Eliasibe, os chefes das famlias dos levitas e dos
sacerdotes, Joiada, Joan e Jadua, foram registrados durante o reinado
de Dario, o persa.
23 Os chefes das famlias dos descendentes de Levi
at a poca de Joan, filho de Eliasibe, foram registrados no livro das
crnicas.
24 Os lderes dos levitas foram Hasabias, Serebias, Jesua,
filho de Cadmiel, e seus colegas, que ficavam em frente deles quando
entoavam louvores e aes de graas; um grupo respondia ao outro,
conforme prescrito por Davi, homem de Deus.
25 Matanias, Baquebuquias, Obadias, Mesulo, Talmom e Acube eram
porteiros; vigiavam os depsitos localizados junto s portas.
26 Eles
serviram nos dias de Joiaquim, filho de Jesua, neto de Jozadaque, e nos
dias do governador Neemias e de Esdras, sacerdote e escriba.
A Dedicao dos Muros de Jerusalm
27 Por ocasio da dedicao dos muros de Jerusalm, os levitas foram
procurados e trazidos de onde moravam para Jerusalm para celebrarem a
dedicao alegremente, com cnticos e aes de graas, ao som de
cmbalos, harpas e liras.
28 Os cantores foram trazidos dos arredores
de Jerusalm, dos povoados dos netofatitas,
29 de Bete-Gilgal, e das
regies de Geba e de Azmavete, pois esses cantores haviam construdo
povoados para si ao redor de Jerusalm.
30 Os sacerdotes e os levitas
se purificaram cerimonialmente, e depois purificaram tambm o povo, as
portas e os muros.
31 Ordenei aos lderes de Jud que subissem ao alto do muro. Tambm
designei dois grandes coros para darem graas. Um deles avanou em cima
do muro, para a direita, at a porta do Esterco.
32 Hosaas e metade
dos lderes de Jud os seguiram.
33 Azarias, Esdras, Mesulo,
34 Jud,
Benjamim, Semaas, Jeremias,
35 e alguns sacerdotes com trombetas, alm
de Zacarias, filho de Jnatas, neto de Semaas, bisneto de Matanias, que
era filho de Micaas, neto de Zacur, bisneto de Asafe,
36 e seus
colegas, Semaas, Azareel, Milalai, Gilalai, Maai, Natanael, Jud e
Hanani, que tocavam os instrumentos musicais prescritos por Davi, homem
de Deus. Esdras, o escriba, ia  frente deles.
37  porta da Fonte eles
subiram diretamente os degraus da Cidade de Davi, na subida para o muro,
e passaram sobre a casa de Davi at a porta das guas, a leste.
38 O segundo coro avanou no sentido oposto. Eu os acompanhei, quando
iam sobre o muro, levando comigo a metade do povo; passamos pela torre
dos Fornos at a porta Larga,
39 sobre a porta de Efraim, a porta
Jesana [e] , a porta do Peixe, a torre de Hananeel e a torre dos
Cem, indo at a porta das Ovelhas. Junto  porta da Guarda paramos.
40 Os dois coros encarregados das aes de graas assumiram os seus
lugares no templo de Deus, o que tambm fiz, acompanhado da metade dos
oficiais
41 e dos sacerdotes Eliaquim, Maasias, Miniamim, Micaas,
Elioenai, Zacarias e Hananias, com suas trombetas,
42 alm de Maasias,
Semaas, Eleazar, Uzi, Joan, Malquias, Elo e zer. Os coros cantaram
sob a direo de Jezraas.
43 E naquele dia, contentes como estavam,
ofereceram grandes sacrifcios, pois Deus os enchera de grande alegria.
As mulheres e as crianas tambm se alegraram, e os sons da alegria de
Jerusalm podiam ser ouvidos de longe.
44 Naquela ocasio foram designados alguns encarregados dos depsitos
onde se recebiam as contribuies gerais, os primeiros frutos e os
dzimos. Das lavouras que havia em torno das cidades eles deveriam
trazer para os depsitos as pores exigidas pela Lei para os sacerdotes
e para os levitas. E, de fato, o povo de Jud estava satisfeito com os
sacerdotes e os levitas que ministravam no templo.
45 Eles celebravam o
culto ao seu Deus e o ritual de purificao, dos quais tambm
participavam os cantores e os porteiros, de acordo com as ordens de Davi
e do seu filho Salomo.
46 Pois muito tempo antes, nos dias de Davi e
de Asafe, havia dirigentes dos cantores e pessoas que dirigiam os
cnticos de louvor e de graas a Deus.
47 Assim, nos dias de Zorobabel
e de Neemias, todo o Israel contribua com ofertas dirias para os
cantores e para os porteiros. Tambm separavam a parte pertencente aos
outros levitas, e os levitas separavam a poro dos descendentes de
Aro.
Notas de rodap:
[a] 12.3 Muitos manuscritos dizem Sebanias; tambm no versculo 14.
[b] 12.3 Muitos manuscritos dizem Meraiote; tambm no versculo 15.
[c] 12.4 Muitos manuscritos dizem Ginetoi; tambm no versculo 16.
[d] 12.5 Variante de Miniamim ; tambm no versculo 17.
[e] 12.39 Ou porta Velha

NEEMIAS-CAPITULO-13
As ltimas Reformas Realizadas por Neemias
1 Naquele dia o Livro de Moiss foi lido em alta voz diante do povo, e
nele achou-se escrito que nenhum amonita ou moabita jamais poderia ser
admitido no povo de Deus,
2 pois eles, em vez de darem gua e comida
aos israelitas, tinham contratado Balao para invocar maldio sobre
eles. O nosso Deus, porm, transformou a maldio em bno.
3 Quando o
povo ouviu essa Lei, excluiu de Israel todos os que eram de ascendncia
estrangeira.
4 Antes disso, o sacerdote Eliasibe tinha sido encarregado dos
depsitos do templo de nosso Deus. Ele era parente prximo de Tobias
5 e lhe havia cedido uma grande sala, anteriormente utilizada para guardar
as ofertas de cereal, o incenso, os utenslios do templo, e tambm os
dzimos do trigo, do vinho novo e do azeite prescritos para os levitas,
para os cantores e para os porteiros, alm das ofertas para os
sacerdotes.
6 Mas, enquanto tudo isso estava acontecendo, eu no estava em
Jerusalm, pois no trigsimo segundo ano do reinado de Artaxerxes, rei
da Babilnia, voltei ao rei. Algum tempo depois pedi sua permisso
7 e
voltei para Jerusalm. Aqui soube do mal que Eliasibe fizera ao ceder
uma sala a Tobias nos ptios do templo de Deus.
8 Fiquei muito
aborrecido e joguei todos os mveis de Tobias fora da sala.
9 Mandei
purificar as salas e coloquei de volta nelas os utenslios do templo de
Deus, com as ofertas de cereal e o incenso.
10 Tambm fiquei sabendo que os levitas no tinham recebido a parte que
lhes era devida e que todos os levitas e cantores responsveis pelo
culto haviam voltado para suas prprias terras.
11 Por isso repreendi
os oficiais e lhes perguntei: "Por que essa negligncia com o templo
de Deus?" Ento convoquei os levitas e os cantores e os coloquei em
seus postos.
12 E todo o povo de Jud trouxe os dzimos do trigo, do vinho novo e do
azeite aos depsitos.
13 Coloquei o sacerdote Selemias, o escriba
Zadoque e um levita chamado Pedaas como encarregados dos depsitos e
fiz de Han, filho de Zacur, neto de Matanias, assistente deles, porque
esses homens eram de confiana. Eles ficaram responsveis pela
distribuio de suprimentos aos seus colegas.
14 Lembra-te de mim por isso, meu Deus, e no te esqueas do que fiz
com tanta fidelidade pelo templo de meu Deus e pelo seu culto.
15 Naqueles dias vi que em Jud alguns trabalhavam nos tanques de
prensar uvas no sbado e ajuntavam trigo e o carregavam em jumentos,
transportando-o com vinho, uvas, figos e todo tipo de carga. Tudo isso
era trazido para Jerusalm em pleno sbado. Ento os adverti que no
vendessem alimento nesse dia.
16 Havia alguns da cidade de Tiro que
moravam em Jerusalm e que, no sbado, traziam e vendiam peixes e toda
espcie de mercadoria em Jerusalm, para o povo de Jud.
17 Diante
disso, repreendi os nobres de Jud e lhes disse: Como  que vocs podem
fazer to grande mal, profanando o dia de sbado?
18 Por acaso os seus
antepassados no fizeram o mesmo, levando o nosso Deus a trazer toda
essa desgraa sobre ns e sobre esta cidade? Pois agora, profanando o
sbado, vocs provocam maior ira contra Israel!
19 Quando as sombras da tarde cobriram as portas de Jerusalm na
vspera do sbado, ordenei que estas fossem fechadas e s fossem abertas
depois que o sbado tivesse terminado. Coloquei alguns de meus homens de
confiana junto s portas, para que nenhum carregamento pudesse ser
introduzido no dia de sbado.
20 Uma ou duas vezes os comerciantes e
vendedores de todo tipo de mercadoria passaram a noite do lado de fora
de Jerusalm.
21 Mas eu os adverti, dizendo: Por que vocs passam a
noite junto ao muro? Se fizerem isso de novo, mandarei prend-los.
Depois disso no vieram mais no sbado.
22 Ento ordenei aos levitas
que se purificassem e fossem vigiar as portas a fim de que o dia de
sbado fosse respeitado como sagrado.
Lembra-te de mim tambm por isso,  meu Deus, e tem misericrdia de mim
conforme o teu grande amor.
23 Alm disso, naqueles dias vi alguns judeus que haviam se casado com
mulheres de Asdode, de Amom e de Moabe.
24 A metade dos seus filhos
falavam a lngua de Asdode ou a lngua de um dos outros povos, e no
sabiam falar a lngua de Jud.
25 Eu os repreendi e invoquei maldies
sobre eles. Bati em alguns deles e arranquei os seus cabelos. Fiz com
que jurassem em nome de Deus e lhes disse: No consintam mais em dar
suas filhas em casamento aos filhos deles, nem haja casamento das filhas
deles com seus filhos ou com vocs.
26 No foi por causa de casamentos
como esses que Salomo, rei de Israel, pecou? Entre as muitas naes no
havia rei algum como ele. Ele era amado por seu Deus, e Deus o fez rei
sobre todo o Israel, mas at mesmo ele foi induzido ao pecado por
mulheres estrangeiras.
27 Como podemos tolerar o que ouvimos? Como
podem vocs cometer essa terrvel maldade e serem infiis ao nosso Deus,
casando-se com mulheres estrangeiras?
28 Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, era genro
de Sambalate, o horonita. Eu o expulsei para longe de mim.
29 No te esqueas deles,  meu Deus, pois profanaram o ofcio
sacerdotal e a aliana do sacerdcio e dos levitas.
30 Dessa forma purifiquei os sacerdotes e os levitas de tudo o que era
estrangeiro, e lhes designei responsabilidades, cada um em seu prprio
cargo.
31 Tambm estabeleci regras para as provises de lenha,
determinando as datas certas para serem trazidas, e para os primeiros
frutos.
Em tua bondade, lembra-te de mim,  meu Deus.
______________________________________________________________________________

ESTR-CAPITULO-1
A Rainha Vasti Afronta o Rei
1 Foi no tempo de Xerxes [a] , que reinou sobre cento e vinte e
sete provncias, desde a ndia at a Etipia [b] .
2 Naquela
poca o rei Xerxes reinava em seu trono na cidadela de Sus
3 e, no
terceiro ano do seu reinado, deu um banquete a todos os seus nobres e
oficiais. Estavam presentes os lderes militares da Prsia e da Mdia,
os prncipes e os nobres das provncias.
4 Durante cento e oitenta dias ele mostrou a enorme riqueza de seu
reino e o esplendor e a glria de sua majestade.
5 Terminados esses
dias, o rei deu um banquete no jardim interno do palcio, de sete dias
para todo o povo que estava na cidadela de Sus, do mais rico ao mais
pobre.
6 O jardim possua forraes em branco e azul, presas com cordas
de linho branco e tecido vermelho, ligadas por anis de prata a colunas
de mrmore. Tinha assentos de ouro e de prata num piso de mosaicos de
prfiro, mrmore, madreprola e outras pedras preciosas.
7 Pela
generosidade do rei, o vinho real era servido em grande quantidade, em
diferentes taas de ouro.
8 Por ordem real, cada convidado tinha
permisso de beber o quanto desejasse, pois o rei tinha dado instrues
a todos os mordomos do palcio que os servissem  vontade.
9 Enquanto isso, a rainha Vasti tambm oferecia um banquete s
mulheres, no palcio do rei Xerxes.
10 No stimo dia, quando o rei Xerxes j estava alegre por causa do
vinho, ordenou aos sete oficiais que o serviam: Meum, Bizta,
Harbona, Bigt, Abagta, Zetar e Carcas:
11 que trouxessem  sua
presena a rainha Vasti, usando a coroa real. Ele queria mostrar aos
seus sditos e aos nobres a beleza dela, pois era de fato muito bonita.
12 Quando, porm, os oficiais transmitiram a ordem do rei  rainha
Vasti, esta se recusou a ir, e o rei ficou furioso e indignado.
13 Como era costume o rei consultar especialistas em questes de
direito e justia, ele mandou chamar os sbios que entendiam das leis
14 e que eram muito amigos do rei: Carsena, Setar, Adamata, Trsis,
Meres, Marsena e Memuc; eles eram os sete nobres da Prsia e da Mdia
que tinham acesso direto ao rei e eram os mais importantes do reino.
15 O rei lhes perguntou: "De acordo com a lei, o que se deve fazer 
rainha Vasti? Ela no obedeceu  ordem do rei Xerxes transmitida pelos
oficiais".
16 Ento Memuc respondeu na presena do rei e dos nobres: "A rainha
Vasti no ofendeu somente o rei, mas tambm todos os nobres e os povos
de todas as provncias do rei Xerxes,
17 pois a conduta da rainha se
tornar conhecida por todas as mulheres, e assim tambm elas desprezaro
seus maridos e diro: ``O rei Xerxes ordenou que a rainha Vasti fosse 
sua presena, mas ela no foi''.
18 Hoje mesmo as mulheres persas e
medas da nobreza que ficarem sabendo do comportamento da rainha agiro
da mesma maneira com todos os nobres do rei. Isso provocar desrespeito
e discrdia sem fim.
19 "Por isso, se for do agrado do rei, que ele emita um decreto real,
e que seja includo na lei irrevogvel da Prsia e da Mdia,
determinando que Vasti nunca mais comparea na presena do rei Xerxes.
Tambm d o rei a sua posio de rainha a outra que seja melhor do que
ela.
20 Assim, quando o decreto real for proclamado em todo o seu
imenso domnio, todas as mulheres respeitaro seus maridos, do mais rico
ao mais pobre".
21 O rei e seus nobres aceitaram de bom grado o conselho, de modo que o
rei ps em prtica a proposta de Memuc.
22 Para isso, enviou cartas a
todas as partes do reino, a cada provncia e a cada povo, em sua prpria
escrita e em sua prpria lngua, proclamando que todo homem deveria
mandar em sua prpria casa.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Hebraico: Assuero , variante do nome persa Xerxes .
[b] 1.1 Hebraico: Cuxe .

ESTR-CAPITULO-2
A Coroao da Rainha Ester
1 Algum tempo depois, quando cessou a indignao do rei Xerxes, ele se
lembrou de Vasti, do que ela havia feito e do que ele tinha decretado
contra ela.
2 Ento os conselheiros do rei sugeriram que se procurassem
belas virgens para o rei,
3 e que se nomeassem comissrios em cada
provncia do imprio para trazerem todas essas lindas moas ao harm da
cidadela de Sus. Elas estariam sob os cuidados de Hegai, oficial
responsvel pelo harm, e deveriam receber tratamento de beleza.
4 A
moa que mais agradasse o rei seria rainha em lugar de Vasti. Esse
conselho agradou o rei, e ele o ps em execuo.
5 Nesse tempo vivia na cidadela de Sus um judeu chamado Mardoqueu, da
tribo de Benjamim, filho de Jair, neto de Simei e bisneto de Quis.
6 Ele fora levado de Jerusalm para o exlio por Nabucodonosor, rei da
Babilnia, entre os que foram levados prisioneiros com Joaquim [a]
, rei de Jud.
7 Mardoqueu tinha uma prima chamada Hadassa, que havia
sido criada por ele, por no ter pai nem me. Essa moa, tambm
conhecida como Ester, era atraente e muito bonita, e Mardoqueu a havia
tomado como filha quando o pai e a me dela morreram.
8 Quando a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moas
foram trazidas  cidadela de Sus e colocadas sob os cuidados de Hegai.
Ester tambm foi trazida ao palcio do rei e confiada a Hegai,
encarregado do harm.
9 A moa o agradou e ele a favoreceu. Ele logo
lhe providenciou tratamento de beleza e comida especial. Designou-lhe
sete moas escolhidas do palcio do rei e transferiu-a, junto com suas
jovens, para o melhor lugar do harm.
10 Ester no tinha revelado a que povo pertencia nem a origem da sua
famlia, pois Mardoqueu a havia proibido de faz-lo.
11 Diariamente ele
caminhava de um lado para outro perto do ptio do harm, para saber como
Ester estava e o que lhe estava acontecendo.
12 Antes de qualquer daquelas moas apresentar-se ao rei Xerxes, devia
completar doze meses de tratamento de beleza prescritos para as
mulheres: seis meses com leo de mirra e seis meses com perfumes e
cosmticos.
13 Quando ia apresentar-se ao rei, a moa recebia tudo o
que quisesse levar consigo do harm para o palcio do rei.
14  tarde
ela ia para l e de manh voltava para outra parte do harm, que ficava
sob os cuidados de Saasgaz, oficial responsvel pelas concubinas. Ela
no voltava ao rei, a menos que dela ele se agradasse e a mandasse
chamar pelo nome.
15 Quando chegou a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, que
a tinha adotado como filha, ela no pediu nada alm daquilo que Hegai,
oficial responsvel pelo harm, sugeriu. Ester causava boa impresso a
todos os que a viam.
16 Ela foi levada ao rei Xerxes,  residncia
real, no dcimo ms, o ms de tebete [b] , no stimo ano do seu
reinado.
17 O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi
favorecida por ele e ganhou sua aprovao mais do que qualquer das
outras virgens. Ento ele lhe colocou uma coroa real e tornou-a rainha
em lugar de Vasti.
18 O rei deu um grande banquete, o banquete de
Ester, para todos os seus nobres e oficiais. Proclamou feriado em todas
as provncias e distribuiu presentes por sua generosidade real.
Mardoqueu Descobre uma Conspirao
19 Quando as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava
sentado junto  porta do palcio real.
20 Ester havia mantido segredo
sobre seu povo e sobre a origem de sua famlia, conforme a ordem de
Mardoqueu, pois continuava a seguir as instrues dele, como fazia
quando ainda estava sob sua tutela.
21 Um dia, quando Mardoqueu estava sentado junto  porta do palcio
real, Bigt e Teres, dois dos oficiais do rei que guardavam a entrada,
estavam indignados e conspiravam para assassinar o rei Xerxes.
22 Mardoqueu, porm, descobriu o plano e o contou  rainha Ester, que, por
sua vez, passou a informao ao rei, em nome de Mardoqueu.
23 Depois de
investigada a informao e descobrindo-se que era verdadeira, os dois
oficiais foram enforcados [c] . Tudo isso foi escrito nos
registros histricos, na presena do rei.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Hebraico: Jeconias , variante de Joaquim .
[b] 2.16 Aproximadamente dezembro/janeiro .
[c] 2.23 Ou pendurados em postes ; ou ainda empalados

ESTR-CAPITULO-3
O Plano de Ham para Exterminar os Judeus
1 Depois desses acontecimentos, o rei Xerxes honrou Ham, filho de
Hamedata, descendente de Agague, promovendo-o e dando-lhe uma posio
mais elevada do que a de todos os demais nobres.
2 Todos os oficiais do
palcio real curvavam-se e prostravam-se diante de Ham, conforme as
ordens do rei. Mardoqueu, porm, no se curvava nem se prostrava diante
dele.
3 Ento os oficiais do palcio real perguntaram a Mardoqueu: "Por que
voc desobedece  ordem do rei?"
4 Dia aps dia eles lhe falavam, mas
ele no lhes dava ateno e dizia que era judeu. Ento contaram tudo a
Ham para ver se o comportamento de Mardoqueu seria tolerado.
5 Quando Ham viu que Mardoqueu no se curvava nem se prostrava, ficou
muito irado.
6 Contudo, sabendo quem era o povo de Mardoqueu, achou que
no bastava mat-lo. Em vez disso, Ham procurou uma forma de exterminar
todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o imprio de Xerxes.
7 No primeiro ms do dcimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no
ms de nis [a] , lanaram o pur, isto , a sorte, na presena de
Ham a fim de escolher um dia e um ms para executar o plano. E foi
sorteado o dcimo segundo ms, o ms de adar [b] .
8 Ento Ham disse ao rei Xerxes: "Existe certo povo disperso e
espalhado entre os povos de todas as provncias do teu imprio, cujos
costumes so diferentes dos de todos os outros povos e que no obedecem
s leis do rei; no convm ao rei toler-los.
9 Se for do agrado do
rei, que se decrete a destruio deles, e eu colocarei trezentas e
cinqenta toneladas [c] de prata na tesouraria real  disposio
para que se execute esse trabalho".
10 Em vista disso, o rei tirou seu anel-selo do dedo, deu-o a Ham, o
inimigo dos judeus, filho de Hamedata, descendente de Agague, e lhe
disse:
11 "Fique com a prata e faa com o povo o que voc achar
melhor".
12 Assim, no dcimo terceiro dia do primeiro ms os secretrios do rei
foram convocados. Ham ordenou que escrevessem cartas na lngua e na
escrita de cada povo aos strapas do rei, aos governadores das vrias
provncias e aos chefes de cada povo. Tudo foi escrito em nome do rei
Xerxes e selado com o seu anel.
13 As cartas foram enviadas por
mensageiros a todas as provncias do imprio com a ordem de exterminar e
aniquilar completamente todos os judeus, jovens e idosos, mulheres e
crianas, num nico dia, o dcimo terceiro dia do dcimo segundo ms, o
ms de adar, e de saquear os seus bens.
14 Uma cpia do decreto deveria
ser publicada como lei em cada provncia e levada ao conhecimento do
povo de cada nao, a fim de que estivessem prontos para aquele dia.
15 Por ordem do rei, os mensageiros saram s pressas, e o decreto foi
publicado na cidadela de Sus. O rei e Ham assentaram-se para beber,
mas a cidade de Sus estava em confuso.
Notas de rodap:
[a] 3.7 O mesmo que abibe; aproximadamente maro/abril.
[b] 3.7 Aproximadamente fevereiro/maro; tambm no versculo 13.
[c] 3.9 Hebraico: 10.000 talentos . Um talento equivalia a 35 quilos.

ESTR-CAPITULO-4
O Pedido de Mardoqueu a Ester
1 Quando Mardoqueu soube de tudo o que tinha acontecido, rasgou as
vestes, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela
cidade, chorando amargamente em alta voz.
2 Foi at a porta do palcio
real, mas no entrou, porque ningum vestido de pano de saco tinha
permisso de entrar.
3 Em cada provncia onde chegou o decreto com a
ordem do rei, houve grande pranto entre os judeus, com jejum, choro e
lamento. Muitos se deitavam em pano de saco e em cinza.
4 Quando as criadas de Ester e os oficiais responsveis pelo harm lhe
contaram o que se passava com Mardoqueu, ela ficou muito aflita e
mandou-lhe roupas para que as vestisse e tirasse o pano de saco; mas ele
no quis aceit-las.
5 Ento Ester convocou Hat, um dos oficiais do
rei, nomeado para ajud-la, e deu-lhe ordens para descobrir o que estava
perturbando Mardoqueu e por que ele estava agindo assim.
6 Hat foi falar com Mardoqueu na praa da cidade, em frente da porta
do palcio real.
7 Mardoqueu contou-lhe tudo o que lhe tinha acontecido
e quanta prata Ham tinha prometido depositar na tesouraria real para a
destruio dos judeus.
8 Deu-lhe tambm uma cpia do decreto que falava
do extermnio e que tinha sido anunciado em Sus, para que ele o
mostrasse a Ester e insistisse com ela para que fosse  presena do rei
implorar misericrdia e interceder em favor do seu povo.
9 Hat retornou e relatou a Ester tudo o que Mardoqueu lhe tinha dito.
10 Ento ela o instruiu que dissesse o seguinte a Mardoqueu:
11 "Todos os oficiais do rei e o povo das provncias do imprio sabem que
existe somente uma lei para qualquer homem ou mulher que se aproxime do
rei no ptio interno sem por ele ser chamado: ser morto, a no ser que
o rei estenda o cetro de ouro para a pessoa e lhe poupe a vida. E eu no
sou chamada  presena do rei h mais de trinta dias".
12 Quando Mardoqueu recebeu a resposta de Ester,
13 mandou dizer-lhe:
"No pense que pelo fato de estar no palcio do rei, voc ser a nica
entre os judeus que escapar,
14 pois, se voc ficar calada nesta hora,
socorro e livramento surgiro de outra parte para os judeus, mas voc e
a famlia do seu pai morrero. Quem sabe se no foi para um momento como
este que voc chegou  posio de rainha?"
15 Ento Ester mandou esta resposta a Mardoqueu:
16 "V reunir todos
os judeus que esto em Sus, e jejuem em meu favor. No comam nem bebam
durante trs dias e trs noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como
vocs. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu
tiver que morrer, morrerei".
17 Mardoqueu retirou-se e cumpriu todas as instrues de Ester.

ESTR-CAPITULO-5
O Pedido de Ester ao Rei
1 Trs dias depois, Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no
ptio interno do palcio, em frente do salo do rei. O rei estava no
trono, de frente para a entrada.
2 Quando viu a rainha Ester ali no
ptio, teve misericrdia dela e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha
na mo. Ester aproximou-se e tocou a ponta do cetro.
3 E o rei lhe perguntou: "Que h, rainha Ester? Qual  o seu pedido?
Mesmo que seja a metade do reino, lhe ser dado".
4 Respondeu Ester: "Se for do agrado do rei, venha com Ham a um
banquete que lhe preparei".
5 Disse o rei: "Tragam Ham imediatamente, para que ele atenda ao
pedido de Ester".
Ento o rei e Ham foram ao banquete que Ester havia preparado.
6 Enquanto bebiam vinho, o rei tornou a perguntar a Ester: "Qual  o seu
pedido? Voc ser atendida. Qual o seu desejo? Mesmo que seja a metade
do reino, lhe ser concedido".
7 E Ester respondeu: "Este  o meu pedido e o meu desejo:
8 Se o rei
tem considerao por mim, e se lhe agrada atender e conceder o meu
pedido, que o rei e Ham venham amanh ao banquete que lhes prepararei.
Ento responderei  pergunta do rei".
A Ira de Ham contra Mardoqueu
9 Naquele dia Ham saiu alegre e contente. Mas ficou furioso quando viu
que Mardoqueu, que estava junto  porta do palcio real, no se levantou
nem mostrou respeito em sua presena.
10 Ham, porm, controlou-se e
foi para casa.
Reunindo seus amigos e Zeres, sua mulher,
11 Ham vangloriou-se de sua
grande riqueza, de seus muitos filhos e de como o rei o havia honrado e
promovido acima de todos os outros nobres e oficiais.
12 E acrescentou
Ham: "Alm disso, sou o nico que a rainha Ester convidou para
acompanhar o rei ao banquete que ela lhe ofereceu. Ela me convidou para
comparecer amanh, com o rei.
13 Mas tudo isso no me dar satisfao,
enquanto eu vir aquele judeu Mardoqueu sentado junto  porta do palcio
real".
14 Ento Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos lhe sugeriram:
"Mande fazer uma forca, de mais de vinte metros [a] de altura,
e logo pela manh pea ao rei que Mardoqueu seja enforcado nela. Assim
voc poder acompanhar o rei ao jantar e alegrar-se". A sugesto
agradou Ham, e ele mandou fazer a forca.
Notas de rodap:
[a] 5.14 Hebraico: 50 cvados . O cvado era uma medida linear de
cerca de 45 centmetros.

ESTR-CAPITULO-6
Ham  Obrigado a Honrar Mardoqueu
1 Naquela noite o rei no conseguiu dormir; por isso ordenou que
trouxessem o livro das crnicas do seu reinado, e que o lessem para ele.
2 E foi lido o registro de que Mardoqueu tinha denunciado Bigt e
Teres, dois dos oficiais do rei que guardavam a entrada do Palcio e que
haviam conspirado para assassinar o rei Xerxes.
3 "Que honra e reconhecimento Mardoqueu recebeu por isso?",
perguntou o rei.
Seus oficiais responderam: "Nada lhe foi feito".
4 O rei perguntou: "Quem est no ptio?" Ora, Ham havia acabado de
entrar no ptio externo do palcio para pedir ao rei o enforcamento de
Mardoqueu na forca que ele lhe havia preparado.
5 Os oficiais do rei responderam: " Ham que est no ptio".
"Faam-no entrar", ordenou o rei.
6 Entrando Ham, o rei lhe perguntou: "O que se deve fazer ao homem
que o rei tem o prazer de honrar?"
E Ham pensou consigo: "A quem o rei teria prazer de honrar, seno a
mim?"
7 Por isso respondeu ao rei: "Ao homem que o rei tem prazer
de honrar,
8 ordena que tragam um manto do prprio rei e um cavalo que
o rei montou, e que ele leve o braso [a] do rei na cabea.
9 Em
seguida, sejam o manto e o cavalo confiados a alguns dos prncipes mais
nobres do rei, e ponham eles o manto sobre o homem que o rei deseja
honrar e o conduzam sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando
diante dele: ``Isto  o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de
honrar!''"
10 O rei ordenou ento a Ham: "V depressa apanhar o manto e o
cavalo, e faa ao judeu Mardoqueu o que voc sugeriu. Ele est sentado
junto  porta do palcio real. No omita nada do que voc recomendou".
11 Ento Ham apanhou o cavalo, vestiu Mardoqueu com o manto e o
conduziu sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando  frente dele:
"Isto  o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar!"
12 Depois disso, Mardoqueu voltou para a porta do palcio real. Ham,
porm, correu para casa com o rosto coberto, muito aborrecido
13 e
contou a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo o que lhe
havia acontecido.
Tanto o seus conselheiros como Zeres, sua mulher, lhe disseram: "Visto
que Mardoqueu, diante de quem comeou a sua queda,  de origem judaica,
voc no ter condies de enfrent-lo. Sem dvida, voc ficar
arruinado!"
14 E, enquanto ainda conversavam, chegaram os oficiais do
rei e, s pressas, levaram Ham para o banquete que Ester havia
preparado.
Notas de rodap:
[a] 6.8 Ou e que o homem traga a coroa

ESTR-CAPITULO-7
O Enforcamento de Ham
1 O rei e Ham foram ao banquete com a rainha Ester,
2 e, enquanto
estavam bebendo vinho no segundo dia, o rei perguntou de novo: "Rainha
Ester, qual  o seu pedido? Voc ser atendida. Qual o seu desejo? Mesmo
que seja a metade do reino, isso lhe ser concedido".
3 Ento a rainha Ester respondeu: "Se posso contar com o favor do
rei, e se isto lhe agrada, poupe a minha vida e a vida do meu povo; este
 o meu pedido e o meu desejo.
4 Pois eu e meu povo fomos vendidos para
destruio, morte e aniquilao. Se apenas tivssemos sido vendidos como
escravos e escravas, eu teria ficado em silncio, porque nenhuma aflio
como essa justificaria perturbar o rei". [a]
5 O rei Xerxes perguntou  rainha Ester: "Quem se atreveu a uma coisa
dessas? Onde est ele?"
6 Respondeu Ester: "O adversrio e inimigo  Ham, esse perverso".
Diante disso, Ham ficou apavorado na presena do rei e da rainha.
7 Furioso, o rei levantou-se, deixou o vinho, saiu dali e foi para o
jardim do palcio. E percebendo Ham que o rei j tinha decidido
conden-lo, ficou ali para implorar por sua vida  rainha Ester.
8 E voltando o rei do jardim do palcio ao salo do banquete, viu Ham
cado sobre o assento onde Ester estava reclinada. E ento exclamou:
"Chegaria ele ao cmulo de violentar a rainha na minha presena e em
minha prpria casa?"
Mal o rei terminou de dizer isso, alguns oficiais cobriram o rosto de
Ham.
9 E um deles, chamado Harbona, que estava a servio do rei,
disse: "H uma forca de mais de vinte metros [b] de altura
junto  casa de Ham, que ele fez para Mardoqueu, aquele que intercedeu
pela vida do rei".
Ento o rei ordenou: "Enforquem-no nela!"
10 Assim Ham morreu na
forca que tinha preparado para Mardoqueu; e a ira do rei se acalmou.
Notas de rodap:
[a] 7.4 Ou em silncio, apesar de que o bem que oferece o nosso
inimigo no se compara com a perda que o rei sofreria".
[b] 7.9 Hebraico: 50 cvados . O cvado era uma medida linear de cerca
de 45 centmetros.

ESTR-CAPITULO-8
O Decreto do Rei em Favor dos Judeus
1 Naquele mesmo dia, o rei Xerxes deu  rainha Ester todos os bens de
Ham, o inimigo dos judeus. E Mardoqueu foi trazido  presena do rei,
pois Ester lhe dissera que ele era seu parente.
2 O rei tirou seu
anel-selo, que havia tomado de Ham, e o deu a Mardoqueu; e Ester o
nomeou administrador dos bens de Ham.
3 Mas Ester tornou a implorar ao rei, chorando aos seus ps, que
revogasse o plano maligno de Ham, o agagita, contra os judeus.
4 Ento
o rei estendeu o cetro de ouro para Ester, e ela se levantou diante dele
e disse:
5 "Se for do agrado do rei, se posso contar com o seu favor, e se ele
considerar justo, que se escreva uma ordem revogando as cartas que Ham,
filho do agagita Hamedata, escreveu para que os judeus fossem
exterminados em todas as provncias do imprio.
6 Pois, como suportarei
ver a desgraa que cair sobre o meu povo? Como suportarei a destruio
da minha prpria famlia?"
7 O rei Xerxes respondeu  rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: "Mandei
enforcar Ham e dei os seus bens a Ester porque ele atentou contra os
judeus.
8 Escrevam agora outro decreto em nome do rei, em favor dos
judeus, como melhor lhes parecer, e selem-no com o anel-selo do rei,
pois nenhum documento escrito em nome do rei e selado com o seu anel
pode ser revogado".
9 Isso aconteceu no vigsimo terceiro dia do terceiro ms, o ms de
siv [a] . Os secretrios do rei foram imediatamente convocados e
escreveram todas as ordens de Mardoqueu aos judeus, aos strapas, aos
governadores e aos nobres das cento e vinte e sete provncias que se
estendiam da ndia at a Etipia [b] . Essas ordens foram
redigidas na lngua e na escrita de cada provncia e de cada povo, e
tambm na lngua e na escrita dos judeus.
10 Mardoqueu escreveu em nome
do rei Xerxes, selou as cartas com o anel-selo do rei, e as enviou por
meio de mensageiros montados em cavalos velozes, das estrebarias do
prprio rei.
11 O decreto do rei concedia aos judeus de cada cidade o direito de se
reunirem e de se protegerem, de destruir, matar e aniquilar qualquer
fora armada de qualquer povo ou provncia que os ameaasse, a eles,
suas mulheres e seus filhos [c] , e o direito de saquear os bens
dos seus inimigos.
12 O decreto entrou em vigor nas provncias do rei
Xerxes no dcimo terceiro dia do dcimo segundo ms, o ms de adar
[d] .
13 Uma cpia do decreto foi publicada como lei em cada
provncia e levada ao conhecimento do povo de cada nao, a fim de que
naquele dia os judeus estivessem prontos para vingar-se dos seus
inimigos.
14 Os mensageiros, montando cavalos das estrebarias do rei, saram a
galope, por causa da ordem do rei. O decreto tambm foi publicado na
cidadela de Sus.
15 Mardoqueu saiu da presena do rei usando vestes reais em azul e
branco, uma grande coroa de ouro e um manto prpura de linho fino. E a
cidadela de Sus exultava de alegria.
16 Para os judeus foi uma ocasio
de felicidade, alegria, jbilo e honra.
17 Em cada provncia e em cada
cidade, onde quer que chegasse o decreto do rei, havia alegria e jbilo
entre os judeus, com banquetes e festas. Muitos que pertenciam a outros
povos do reino tornaram-se judeus, porque o temor dos judeus tinha se
apoderado deles.
Notas de rodap:
[a] 8.9 Aproximadamente maio/junho.
[b] 8.9 Hebraico: Cuxe .
[c] 8.11 Ou inclusive mulheres e crianas
[d] 8.12 Aproximadamente fevereiro/maro.

ESTR-CAPITULO-9
A Vitria dos Judeus
1 No dcimo terceiro dia do dcimo segundo ms, o ms de adar [a]
, entraria em vigor o decreto do rei. Naquele dia os inimigos dos
judeus esperavam venc-los, mas aconteceu o contrrio: os judeus
dominaram aqueles que os odiavam,
2 reunindo-se em suas cidades, em
todas as provncias do rei Xerxes, para atacar os que buscavam a sua
destruio. Ningum conseguia resistir-lhes, porque todos os povos
estavam com medo deles.
3 E todos os nobres das provncias, os
strapas, os governadores e os administradores do rei apoiaram os
judeus, porque o medo que tinham de Mardoqueu havia se apoderado deles.
4 Mardoqueu era influente no palcio; sua fama espalhou-se pelas
provncias, e ele se tornava cada vez mais poderoso.
5 Os judeus feriram todos os seus inimigos  espada, matando-os e
destruindo-os, e fizeram o que quiseram com eles.
6 Na cidadela de Sus
os judeus mataram e destruram quinhentos homens.
7 Tambm mataram
Parsandata, Dalfom, Aspata,
8 Porata, Adalia, Aridata,
9 Farmasta,
Arisai, Aridai e Vaisata,
10 os dez filhos de Ham, filho de Hamedata,
o inimigo dos judeus. Mas no se apossaram dos seus bens.
11 Naquele mesmo dia o total de mortos na cidadela de Sus foi relatado
ao rei,
12 que disse  rainha Ester: "Os judeus mataram e destruram
quinhentos homens e os dez filhos de Ham na cidadela de Sus. Que tero
feito nas outras provncias do imprio? Agora, diga qual  o seu pedido,
e voc ser atendida. Tem ainda algum desejo? Este lhe ser
concedido".
13 Respondeu Ester: "Se for do agrado do rei, que os judeus de Sus
tenham autorizao para executar tambm amanh o decreto de hoje, para
que os corpos dos dez filhos de Ham sejam pendurados na forca".
14 Ento o rei deu ordens para que assim fosse feito. O decreto foi
publicado em Sus, e os corpos dos dez filhos de Ham foram pendurados
na forca.
15 Os judeus de Sus ajuntaram-se no dcimo quarto dia do ms
de adar e mataram trezentos homens em Sus, mas no se apossaram dos
seus bens.
16 Enquanto isso, o restante dos judeus que viviam nas provncias do
imprio, tambm se ajuntaram para se protegerem e se livrarem dos seus
inimigos. Eles mataram setenta e cinco mil deles, mas no se apossaram
dos seus bens.
17 Isso aconteceu no dcimo terceiro dia do ms de adar,
e no dcimo quarto dia descansaram e fizeram dessa data um dia de festa
e de alegria.
A Comemorao do Purim
18 Os judeus de Sus, porm, tinham se reunido no dcimo terceiro e no
dcimo quarto dias, e no dcimo quinto descansaram e dele fizeram um dia
de festa e de alegria.
19 Por isso os judeus que vivem em vilas e povoados comemoram o dcimo
quarto dia do ms de adar como um dia de festa e de alegria, um dia de
troca de presentes.
20 Mardoqueu registrou esses acontecimentos e enviou cartas a todos os
judeus de todas as provncias do rei Xerxes, prximas e distantes,
21 determinando que anualmente se comemorassem o dcimo quarto e o dcimo
quinto dias do ms de adar,
22 pois nesses dias os judeus livraram-se
dos seus inimigos; nesse ms a sua tristeza tornou-se em alegria, e o
seu pranto, num dia de festa. Escreveu-lhes dizendo que comemorassem
aquelas datas como dias de festa e de alegria, de troca de presentes e
de ofertas aos pobres.
23 E assim os judeus adotaram como costume aquela comemorao, conforme
o que Mardoqueu lhes tinha ordenado por escrito.
24 Pois Ham, filho do
agagita Hamedata, inimigo de todos os judeus, tinha tramado contra eles
para destru-los e tinha lanado o pur, isto , a sorte para a runa e
destruio deles.
25 Mas quando isso chegou ao conhecimento do rei
[b] , ele deu ordens escritas para que o plano maligno de Ham
contra os judeus se voltasse contra a sua prpria cabea, e para que ele
e seus filhos fossem enforcados.
26 Por isso aqueles dias foram
chamados Purim, da palavra pur. Considerando tudo o que estava escrito
nessa carta, o que tinham visto e o que tinha acontecido,
27 os judeus
decidiram estabelecer o costume de que eles e os seus descendentes e
todos os que se tornassem judeus no deixariam de comemorar anualmente
esses dois dias, na forma prescrita e na data certa.
28 Esses dias
seriam lembrados e comemorados em cada famlia de cada gerao, em cada
provncia e em cada cidade, e jamais deveriam deixar de ser comemorados
pelos judeus. E os seus descendentes jamais deveriam esquecer-se de tais
dias.
29 Ento a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mardoqueu
escreveram com toda a autoridade uma segunda carta para confirmar a
primeira, acerca do Purim.
30 Mardoqueu enviou cartas a todos os judeus
das cento e vinte e sete provncias do imprio de Xerxes, desejando-lhes
paz e segurana,
31 e confirmando que os dias de Purim deveriam ser
comemorados nas datas determinadas, conforme o judeu Mardoqueu e a
rainha Ester tinham decretado e estabelecido para si mesmos, para todos
os judeus e para os seus descendentes, e acrescentou observaes sobre
tempos de jejum e de lamentao.
32 O decreto de Ester confirmou as
regras do Purim, e isso foi escrito nos registros.
Notas de rodap:
[a] 9.1 Aproximadamente fevereiro/maro; tambm nos versculos 15, 17,
19 e 21.
[b] 9.25 Ou quando Ester foi  presena do rei

ESTR-CAPITULO-10
A Grandeza de Mardoqueu
1 O rei Xerxes imps tributos a todo o imprio, at sobre as distantes
regies costeiras.
2 Todos os seus atos de fora e de poder, e o relato
completo da grandeza de Mardoqueu, a quem o rei dera autoridade, esto
registrados no livro das crnicas dos reis da Mdia e da Prsia.
3 O
judeu Mardoqueu foi o segundo na hierarquia, depois do rei Xerxes. Era
homem importante entre os judeus e foi muito amado por eles, pois
trabalhou para o bem do seu povo e promoveu o bem-estar de todos.
______________________________________________________________________________

J-CAPITULO-1
Introduo
1 Na terra de Uz vivia um homem chamado J. Era homem ntegro e justo;
temia a Deus e evitava fazer o mal.
2 Tinha ele sete filhos e trs
filhas,
3 e possua sete mil ovelhas, trs mil camelos, quinhentas
juntas de boi e quinhentos jumentos, e tinha muita gente a seu servio.
Era o homem mais rico do oriente.
4 Seus filhos costumavam dar banquetes em casa, um de cada vez, e
convidavam suas trs irms para comerem e beberem com eles.
5 Terminado
um perodo de banquetes, J mandava cham-los e fazia com que se
purificassem. De madrugada ele oferecia um holocausto [a] em
favor de cada um deles, pois pensava: "Talvez os meus filhos tenham,
l no ntimo, pecado e amaldioado a Deus". Essa era a prtica
constante de J.
A Primeira Provao de J
6 Certo dia os anjos [b] vieram apresentar-se ao Senhor , e
Satans [c] tambm veio com eles.
7 O Senhor disse a Satans:
"De onde voc veio?"
Satans respondeu ao Senhor : "De perambular pela terra e andar por
ela".
8 Disse ento o Senhor a Satans: "Reparou em meu servo J? No h
ningum na terra como ele, irrepreensvel, ntegro, homem que teme a
Deus e evita o mal".
9 "Ser que J no tem razes para temer a Deus?", respondeu
Satans.
10 "Acaso no puseste uma cerca em volta dele, da famlia
dele e de tudo o que ele possui? Tu mesmo tens abenoado tudo o que ele
faz, de modo que os seus rebanhos esto espalhados por toda a terra.
11 Mas estende a tua mo e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te
amaldioar na tua face."
12 O Senhor disse a Satans: "Pois bem, tudo o que ele possui est
nas suas mos; apenas no toque nele".
Ento Satans saiu da presena do Senhor .
13 Certo dia, quando os filhos e as filhas de J estavam num banquete,
comendo e bebendo vinho na casa do irmo mais velho,
14 um mensageiro
veio dizer a J: "Os bois estavam arando e os jumentos estavam
pastando por perto,
15 quando os sabeus os atacaram e os levaram
embora. Mataram  espada os empregados, e eu fui o nico que escapou
para lhe contar!"
16 Enquanto ele ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse:
"Fogo de Deus caiu do cu e queimou totalmente as ovelhas e os
empregados, e eu fui o nico que escapou para lhe contar!"
17 Enquanto ele ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse:
"Vieram caldeus em trs bandos, atacaram os camelos e os levaram
embora. Mataram  espada os empregados, e eu fui o nico que escapou
para lhe contar!"
18 Enquanto ele ainda estava falando, chegou ainda outro mensageiro e
disse: "Seus filhos e suas filhas estavam num banquete, comendo e
bebendo vinho na casa do irmo mais velho,
19 quando, de repente, um
vento muito forte veio do deserto e atingiu os quatro cantos da casa,
que desabou. Eles morreram, e eu fui o nico que escapou para lhe
contar!"
20 Ao ouvir isso, J levantou-se, rasgou o manto e rapou a cabea.
Ento prostrou-se, rosto em terra, em adorao,
21 e disse:
"Sa nu do ventre da minha me,
e nu partirei [d] .
O Senhor o deu, o Senhor o levou;
louvado seja o nome do Senhor ".
22 Em tudo isso J no pecou e no culpou a Deus de coisa alguma.
Notas de rodap:
[a] 1.5 Isto , sacrifcio totalmente queimado.
[b] 1.6 Hebraico: os filhos de Deus.
[c] 1.6 Satans significa acusador.
[d] 1.21 Ou nu voltarei para l

J-CAPITULO-2
A Segunda Provao de J
1 Num outro dia os anjos [a] vieram apresentar-se ao Senhor , e
Satans tambm veio com eles para apresentar-se.
2 O Senhor perguntou a
Satans, "De onde voc veio?"
Satans respondeu ao Senhor : "De perambular pela terra e andar por
ela".
3 Disse ento o Senhor a Satans: "Reparou em meu servo J? No h
ningum na terra como ele, irrepreensvel, ntegro, homem que teme a
Deus e evita o mal. Ele se mantm ntegro, apesar de voc me haver
instigado contra ele para arruin-lo sem motivo".
4 "Pele por pele!", respondeu Satans. "Um homem dar tudo o que
tem por sua vida.
5 Estende a tua mo e fere a sua carne e os seus
ossos, e com certeza ele te amaldioar na tua face."
6 O Senhor disse a Satans: "Pois bem, ele est nas suas mos; apenas
poupe a vida dele".
7 Saiu, pois, Satans da presena do Senhor e afligiu J com feridas
terrveis, da sola dos ps ao alto da cabea.
8 Ento J apanhou um
caco de loua e com ele se raspava, sentado entre as cinzas.
9 Ento sua mulher lhe disse: "Voc ainda mantm a sua integridade?
Amaldioe a Deus, e morra!"
10 Ele respondeu: "Voc fala como uma insensata. Aceitaremos o bem
dado por Deus, e no o mal?"
Em tudo isso J no pecou com seus lbios.
Os Amigos de J
11 Quando trs amigos de J, Elifaz, de Tem, Bildade, de Su, e Zofar,
de Naamate, souberam de todos os males que o haviam atingido, saram,
cada um da sua regio. Combinaram encontrar-se para, juntos, irem
mostrar solidariedade a J e consol-lo.
12 Quando o viram  distncia,
mal puderam reconhec-lo e comearam a chorar em alta voz. Cada um deles
rasgou seu manto e colocou terra sobre a cabea.
13 Depois os trs se
assentaram no cho com ele, durante sete dias e sete noites. Ningum lhe
disse uma palavra, pois viam como era grande o seu sofrimento.
Notas de rodap:
[a] 2.1 Hebraico: os filhos de Deus.

J-CAPITULO-3
O Discurso de J
1 Depois disso J abriu a boca e amaldioou o dia do seu nascimento,
2 dizendo:
3 "Perea o dia do meu nascimento
e a noite em que se disse:
``Nasceu um menino!''
4 Transforme-se aquele dia em trevas,
e Deus, l do alto,
no se importe com ele;
no resplandea a luz sobre ele.
5 Chamem-no de volta as trevas
e a mais densa escurido [a] ;
coloque-se uma nuvem sobre ele
e o negrume aterrorize a sua luz.
6 Apoderem-se daquela noite
densas trevas!
No seja ela includa
entre os dias do ano,
nem faa parte de nenhum dos meses.
7 Seja aquela noite estril,
e nela no se ouam brados de alegria.
8 Amaldioem aquele dia
os que amaldioam os dias [b]
e so capazes de atiar o Leviat [c] .
9 Fiquem escuras
as suas estrelas matutinas,
espere ele em vo pela luz do sol
e no veja os primeiros raios
da alvorada,
10 pois no fechou as portas
do ventre materno
para evitar
que eu contemplasse males.
11 "Por que no morri ao nascer,
e no pereci quando sa do ventre?
12 Por que houve joelhos
para me receberem
e seios para me amamentarem?
13 Agora eu bem poderia
estar deitado em paz
e achar repouso
14 junto aos reis e conselheiros da terra,
que construram para si
lugares que agora jazem em runas,
15 com governantes que possuam ouro,
que enchiam suas casas de prata.
16 Por que no me sepultaram
como criana abortada,
como um beb
que nunca viu a luz do dia?
17 Ali os mpios j no se agitam,
e ali os cansados
permanecem em repouso;
18 os prisioneiros tambm
desfrutam sossego,
j no ouvem mais os gritos
do feitor de escravos.
19 Os simples e os poderosos ali esto,
e o escravo est livre do seu senhor.
20 "Por que se d luz aos infelizes,
e vida aos de alma amargurada,
21 aos que anseiam pela morte
e esta no vem,
e a procuram mais
do que a um tesouro oculto,
22 aos que se enchem de alegria
e exultam quando vo
para a sepultura?
23 Por que se d vida quele
cujo caminho  oculto,
e a quem Deus fechou as sadas?
24 Pois me vm suspiros
em vez de comida;
meus gemidos
transbordam como gua.
25 O que eu temia veio sobre mim;
o que eu receava me aconteceu.
26 No tenho paz,
nem tranqilidade, nem descanso;
somente inquietao".
Notas de rodap:
[a] 3.5 Ou e a sombra da morte
[b] 3.8 Ou o mar
[c] 3.8 Ou monstro marinho

J-CAPITULO-4
Elifaz
1 Ento respondeu Elifaz, de Tem:
2 "Se algum se aventurar
a dizer-lhe uma palavra,
voc ficar impaciente?
Mas quem pode refrear as palavras?
3 Pense bem! Voc ensinou a tantos;
fortaleceu mos fracas.
4 Suas palavras davam firmeza
aos que tropeavam;
voc fortaleceu joelhos vacilantes.
5 Mas agora que se v em dificuldade,
voc desanima;
quando voc  atingido,
fica prostrado.
6 Sua vida piedosa
no lhe inspira confiana?
E o seu procedimento irrepreensvel
no lhe d esperana?
7 "Reflita agora:
Qual foi o inocente
que chegou a perecer?
Onde os ntegros
sofreram destruio?
8 Pelo que tenho observado,
quem cultiva o mal e semeia maldade,
isso tambm colher.
9 Pelo sopro de Deus so destrudos;
pelo vento de sua ira eles perecem.
10 Os lees podem rugir e rosnar,
mas at os dentes dos lees fortes
se quebram.
11 O leo morre por falta de presa,
e os filhotes da leoa se dispersam.
12 "Disseram-me uma palavra
em segredo,
da qual os meus ouvidos
captaram um murmrio.
13 Em meio a sonhos perturbadores da noite,
quando cai sono profundo
sobre os homens,
14 temor e tremor
se apoderaram de mim
e fizeram estremecer
todos os meus ossos.
15 Um esprito [a] roou o meu rosto,
e os plos do meu corpo
se arrepiaram.
16 Ele parou,
mas no pude identific-lo.
Um vulto se ps
diante dos meus olhos,
e ouvi uma voz suave, que dizia:
17 ``Poder algum mortal
ser mais justo que Deus?
Poder algum homem ser mais puro
que o seu Criador?
18 Se Deus no confia em seus servos,
se v erro em seus anjos e os acusa,
19 quanto mais nos que moram
em casas de barro,
cujos alicerces esto no p!
So mais facilmente esmagados
que uma traa!
20 Entre o alvorecer e o crepsculo
so despedaados;
perecem para sempre,
sem ao menos serem notados.
21 No  certo que as cordas
de suas tendas
so arrancadas,
e eles morrem sem sabedoria?'' [b]
Notas de rodap:
[a] 4.15 Ou vento
[b] 4.21 Alguns sugerem que o discurso de Elifaz termina no versculo
17.

J-CAPITULO-5
1 "Clame, se quiser,
mas quem o ouvir?
Para qual dos seres celestes [a]
voc se voltar?
2 O ressentimento mata o insensato,
e a inveja destri o tolo.
3 Eu mesmo j vi
um insensato lanar razes,
mas de repente a sua casa
foi amaldioada.
4 Seus filhos longe esto
de desfrutar segurana,
maltratados nos tribunais,
no h quem os defenda.
5 Os famintos devoram a sua colheita,
tirando-a at do meio dos espinhos,
e os sedentos sugam a sua riqueza.
6 Pois o sofrimento no brota do p,
e as dificuldades no nascem do cho.
7 No entanto, o homem nasce
para as dificuldades
to certamente como as fagulhas
voam para cima.
8 "Mas, se fosse comigo,
eu apelaria para Deus;
apresentaria a ele a minha causa.
9 Ele realiza maravilhas insondveis,
milagres que no se pode contar.
10 Derrama chuva sobre a terra,
e envia gua sobre os campos.
11 Os humildes, ele os exalta,
e traz os que pranteiam
a um lugar de segurana.
12 Ele frustra os planos dos astutos,
para que fracassem as mos deles.
13 Apanha os sbios na astcia deles,
e as maquinaes dos astutos
so malogradas por sua precipitao.
14 As trevas vm sobre eles
em pleno dia;
ao meio-dia eles tateiam
como se fosse noite.
15 Ele salva o oprimido
da espada
que trazem na boca;
salva-o das garras dos poderosos.
16 Por isso os pobres tm esperana,
e a injustia cala a prpria boca.
17 "Como  feliz o homem
a quem Deus corrige;
portanto, no despreze
a disciplina do Todo-poderoso [b] .
18 Pois ele fere,
mas trata do ferido;
ele machuca,
mas suas mos tambm curam.
19 De seis desgraas ele o livrar;
em sete delas voc nada sofrer.
20 Na fome ele o livrar da morte,
e na guerra o livrar
do golpe da espada.
21 Voc ser protegido
do aoite da lngua,
e no precisar ter medo
quando a destruio chegar.
22 Voc rir da destruio e da fome,
e no precisar temer as feras da terra.
23 Pois far aliana
com as pedras do campo,
e os animais selvagens
estaro em paz com voc.
24 Voc saber que a sua tenda
 segura;
contar os bens da sua morada
e de nada achar falta.
25 Voc saber que
os seus filhos sero muitos,
e que os seus descendentes
sero como a relva da terra.
26 Voc ir para a sepultura
em pleno vigor,
como um feixe recolhido
no devido tempo.
27 "Verificamos isso e vimos
que  verdade.
Portanto, oua e aplique isso
 sua vida".
Notas de rodap:
[a] 5.1 Hebraico: santos .
[b] 5.17 Hebraico: Shaddai ; tambm em todo o livro de J.

J-CAPITULO-6
J
1 Ento J respondeu:
2 "Se to-somente pudessem
pesar a minha aflio
e pr na balana a minha desgraa!
3 Veriam que o seu peso  maior
que o da areia dos mares.
Por isso as minhas palavras
so to impetuosas.
4 As flechas do Todo-poderoso
esto cravadas em mim,
e o meu esprito suga delas o veneno;
os terrores de Deus
me assediam.
5 Zurra o jumento selvagem,
se tiver capim?
Muge o boi, se tiver forragem?
6 Come-se sem sal
uma comida inspida?
E a clara do ovo, tem algum sabor?
7 Recuso-me a tocar nisso;
esse tipo de comida
causa-me repugnncia.
8 "Se to-somente fosse atendido
o meu pedido,
se Deus me concedesse o meu desejo,
9 se Deus se dispusesse a esmagar-me,
a soltar a mo protetora
e eliminar-me!
10 Pois eu ainda teria o consolo,
minha alegria
em meio  dor implacvel,
de no ter negado
as palavras do Santo.
11 "Que esperana posso ter,
se j no tenho foras?
Como posso ter pacincia,
se no tenho futuro?
12 Acaso tenho a fora da pedra?
Acaso a minha carne  de bronze?
13 Haver poder que me ajude,
agora que os meus recursos se foram?
14 "Um homem desesperado
deve receber
a compaixo de seus amigos,
muito embora ele tenha abandonado
o temor do Todo-poderoso.
15 Mas os meus irmos enganaram-me
como riachos temporrios,
como os riachos que transbordam
16 quando o degelo os torna turvos
e a neve que se derrete os faz encher,
17 mas que param de fluir
no tempo da seca,
e no calor desaparecem
dos seus leitos.
18 As caravanas se desviam
de suas rotas;
sobem para lugares desertos
e perecem.
19 Procuram gua
as caravanas de Tem,
olham esperanosos
os mercadores de Sab.
20 Ficam tristes,
porque estavam confiantes;
l chegaram to-somente
para sofrer decepo.
21 Pois agora vocs
de nada me valeram;
contemplam minha temvel situao,
e se enchem de medo.
22 Alguma vez lhes pedi
que me dessem alguma coisa?
Ou que da sua riqueza
pagassem resgate por mim?
23 Ou que me livrassem
das mos do inimigo?
Ou que me libertassem das garras
de quem me oprime?
24 "Ensinem-me,
e eu me calarei;
mostrem-me onde errei.
25 Como doem as palavras verdadeiras!
Mas o que provam
os argumentos de vocs?
26 Vocs pretendem corrigir o que digo
e tratar como vento
as palavras de um homem
desesperado?
27 Vocs seriam capazes
de pr em sorteio o rfo
e de vender um amigo
por uma bagatela!
28 "Mas agora,
tenham a bondade
de olhar para mim.
Ser que eu mentiria
na frente de vocs?
29 Reconsiderem a questo,
no sejam injustos;
tornem a analis-la,
pois a minha integridade
est em jogo [a] .
30 H alguma iniqidade em meus lbios?
Ser que a minha boca
no consegue discernir a maldade?
Notas de rodap:
[a] 6.29 Ou minha retido ainda est firme

J-CAPITULO-7
1 "No  pesado o labor
do homem na terra?
Seus dias no so
como os de um assalariado?
2 Como o escravo que anseia
pelas sombras do entardecer,
ou como o assalariado
que espera ansioso pelo pagamento,
3 assim me deram meses de iluso,
e noites de desgraa
me foram destinadas.
4 Quando me deito,
fico pensando:
Quanto vai demorar
para eu me levantar?
A noite se arrasta,
e eu fico me virando na cama
at o amanhecer.
5 Meu corpo est coberto de vermes
e cascas de ferida,
minha pele est rachada
e vertendo pus.
6 "Meus dias correm mais depressa
que a lanadeira do tecelo,
e chegam ao fim
sem nenhuma esperana.
7 Lembra-te,  Deus,
de que a minha vida
no passa de um sopro;
meus olhos jamais
tornaro a ver a felicidade.
8 Os que agora me vem,
nunca mais me vero;
puseste o teu olhar em mim,
e j no existo.
9 Assim como a nuvem se esvai
e desaparece,
assim quem desce  sepultura [a]
no volta.
10 Nunca mais voltar ao seu lar;
a sua habitao no mais o conhecer.
11 "Por isso no me calo;
na aflio do meu esprito
desabafarei,
na amargura da minha alma
farei as minhas queixas.
12 Sou eu o mar,
ou o monstro das profundezas,
para que me ponhas sob guarda?
13 Quando penso que
a minha cama me consolar
e que o meu leito
aliviar a minha queixa,
14 mesmo a me assustas com sonhos
e me aterrorizas com vises.
15  melhor ser estrangulado e morrer
do que sofrer assim [b] ;
16 sinto desprezo pela minha vida!
No vou viver para sempre;
deixa-me,
pois os meus dias no tm sentido.
17 "Que  o homem,
para que lhe ds importncia
e ateno,
18 para que o examines a cada manh
e o proves a cada instante?
19 Nunca desviars de mim o teu olhar?
Nunca me deixars a ss,
nem por um instante?
20 Se pequei, que mal te causei,
 tu que vigias os homens?
Por que me tornaste teu alvo?
Acaso tornei-me um fardo para ti? [c]
21 Por que no perdoas
as minhas ofensas
e no apagas os meus pecados?
Pois logo me deitarei no p;
tu me procurars,
mas eu j no existirei".
Notas de rodap:
[a] 7.9 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
morte, p ou profundezas.
[b] 7.15 Hebraico: ter os meus ossos .
[c] 7.20 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico, uma antiga
tradio de escribas hebreus e a Septuaginta. A maioria dos manuscritos
do Texto Massortico diz para mim mesmo?

J-CAPITULO-8
Bildade
1 Ento Bildade, de Su, respondeu:
2 "At quando voc vai
falar desse modo?
Suas palavras
so um grande vendaval!
3 Acaso Deus torce a justia?
Ser que o Todo-poderoso
torce o que  direito?
4 Quando os seus filhos
pecaram contra ele,
ele os castigou
pelo mal que fizeram.
5 Mas, se voc procurar a Deus
e implorar junto ao Todo-poderoso,
6 se voc for ntegro e puro,
ele se levantar agora mesmo
em seu favor
e o restabelecer no lugar
que por justia cabe a voc.
7 O seu comeo parecer modesto,
mas o seu futuro ser
de grande prosperidade.
8 "Pergunte s geraes anteriores
e veja o que os seus pais aprenderam,
9 pois ns nascemos ontem
e no sabemos nada.
Nossos dias na terra
no passam de uma sombra.
10 Acaso eles no o instruiro,
no lhe falaro?
No proferiro palavras vindas
do entendimento?
11 Poder o papiro crescer
seno no pntano?
Sem gua cresce o junco?
12 Mal cresce e,
antes de ser colhido, seca-se,
mais depressa que qualquer grama.
13 Esse  o destino
de todo o que se esquece de Deus;
assim perece a esperana dos mpios.
14 Aquilo em que ele confia  frgil,
aquilo em que se apia
 uma teia de aranha.
15 Encosta-se em sua teia, mas ela cede;
agarra-se a ela, mas ela no agenta.
16 Ele  como uma planta
bem regada ao brilho do sol,
espalhando seus brotos pelo jardim;
17 entrelaa as razes
em torno de um monte de pedras
e procura um lugar entre as rochas.
18 Mas, quando  arrancada
do seu lugar,
este a rejeita e diz: ``Nunca a vi''.
19 Esse  o fim da sua vida,
e do solo brotam outras plantas.
20 "Pois o certo  que
Deus no rejeita o ntegro,
e no fortalece as mos
dos que fazem o mal.
21 Mas, quanto a voc,
ele encher de riso a sua boca
e de brados de alegria os seus lbios.
22 Seus inimigos
se vestiro de vergonha,
e as tendas dos mpios
no mais existiro".

J-CAPITULO-9
J
1 Ento J respondeu:
2 "Bem sei que isso  verdade.
Mas como pode o mortal
ser justo diante de Deus?
3 Ainda que quisesse discutir com ele,
no conseguiria argumentar
nem uma vez em mil.
4 Sua sabedoria  profunda,
seu poder  imenso.
Quem tentou resistir -lhe e saiu ileso?
5 Ele transporta montanhas
sem que elas o saibam,
e em sua ira
as pe de cabea para baixo.
6 Sacode a terra e a tira do lugar,
e faz suas colunas tremerem.
7 Fala com o sol, e ele no brilha;
ele veda e esconde a luz das estrelas.
8 S ele estende os cus
e anda sobre as ondas do mar.
9 Ele  o Criador da Ursa e do rion,
das Pliades e das constelaes do sul.
10 Realiza maravilhas
que no se pode perscrutar,
milagres incontveis.
11 Quando passa por mim,
no posso v-lo;
se passa junto de mim, no o percebo.
12 Se ele apanha algo,
quem pode par-lo?
Quem pode dizer-lhe:
``O que fazes?''
13 Deus no refreia a sua ira;
at o squito de Raabe [a] encolheu-se
diante dos seus ps.
14 "Como ento poderei eu
discutir com ele?
Como achar palavras
para com ele argumentar?
15 Embora inocente,
eu seria incapaz de responder-lhe;
poderia apenas implorar
misericrdia ao meu Juiz.
16 Mesmo que eu o chamasse
e ele me respondesse,
no creio que me daria ouvidos.
17 Ele me esmagaria
com uma tempestade
e sem motivo multiplicaria
minhas feridas.
18 No me permitiria
recuperar o flego,
mas me engolfaria em agruras.
19 Recorrer  fora?
Ele  mais poderoso!
Ao tribunal?
Quem o [b] intimar?
20 Mesmo sendo eu inocente,
minha boca me condenaria;
se eu fosse ntegro,
ela me declararia culpado.
21 "Conquanto eu seja ntegro,
j no me importo comigo;
desprezo a minha prpria vida.
22  tudo a mesma coisa;
por isso digo:
Ele destri tanto o ntegro
como o mpio.
23 Quando um flagelo
causa morte repentina,
ele zomba do desespero dos inocentes.
24 Quando um pas
cai nas mos dos mpios,
ele venda os olhos de seus juzes.
Se no  ele, quem  ento?
25 "Meus dias correm
mais velozes que um atleta;
eles voam
sem um vislumbre de alegria.
26 Passam como barcos de papiro,
como guias que mergulham
sobre as presas.
27 Se eu disser:
Vou esquecer a minha queixa,
vou mudar o meu semblante e sorrir,
28 ainda assim me apavoro
com todos os meus sofrimentos,
pois sei que no me considerars inocente.
29 Uma vez que j fui
considerado culpado,
por que deveria eu lutar em vo?
30 Mesmo que eu me lavasse
com sabo [c]
e limpasse as minhas mos
com soda de lavadeira,
31 tu me atirarias num poo de lodo,
para que at as minhas roupas
me detestassem.
32 "Ele no  homem como eu,
para que eu lhe responda
e nos enfrentemos em juzo.
33 Se to-somente houvesse algum
para servir de rbitro entre ns,
para impor as mos sobre ns dois,
34 algum que afastasse de mim
a vara de Deus,
para que o seu terror
no mais me assustasse!
35 Ento eu falaria sem medo;
mas no  esse o caso.
Notas de rodap:
[a] 9.13 Ou at o mar ; ou ainda at o squito do Egito
[b] 9.19 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz me.
[c] 9.30 Ou neve

J-CAPITULO-10
1 "Minha vida s me d desgosto;
por isso darei vazo  minha queixa
e de alma amargurada me expressarei.
2 Direi a Deus: No me condenes;
revela-me que acusaes
tens contra mim.
3 Tens prazer em oprimir-me,
em rejeitar a obra de tuas mos,
enquanto sorris
para o plano dos mpios?
4 Acaso tens olhos de carne?
Enxergas como os mortais?
5 Teus dias so como
os de qualquer mortal?
Os anos de tua vida
so como os do homem?
6 Pois investigas a minha iniqidade
e vasculhas o meu pecado,
7 embora saibas que no sou culpado
e que ningum pode
livrar-me das tuas mos.
8 "Foram as tuas mos
que me formaram
e me fizeram.
Irs agora voltar-te e destruir-me?
9 Lembra-te de que me moldaste
como o barro;
e agora me fars voltar ao p?
10 Acaso no me despejaste como leite
e no me coalhaste como queijo?
11 No me vestiste de pele e carne
e no me juntaste
com ossos e tendes?
12 Deste-me vida e foste bondoso
para comigo,
e na tua providncia
cuidaste do meu esprito.
13 "Mas algo escondeste
em teu corao,
e agora sei o que pensavas.
14 Se eu pecasse,
estarias me observando
e no deixarias sem punio
a minha ofensa.
15 Se eu fosse culpado, ai de mim!
Mesmo sendo inocente,
no posso erguer a cabea,
pois estou dominado pela vergonha
e mergulhado na [a] minha aflio.
16 Se mantenho a cabea erguida,
ficas  minha espreita como um leo,
e de novo manifestas contra mim
o teu poder tremendo.
17 Trazes novas testemunhas
contra mim
e contra mim aumentas a tua ira;
teus exrcitos atacam-me
em batalhes sucessivos.
18 "Ento, por que me fizeste
sair do ventre?
Eu preferia ter morrido
antes que algum pudesse ver-me.
19 Se to-somente
eu jamais tivesse existido,
ou fosse levado direto do ventre
para a sepultura!
20 J estariam no fim
os meus poucos dias?
Afasta-te de mim, para que eu tenha
um instante de alegria,
21 antes que eu v para o lugar
do qual no h retorno,
para a terra de sombras
e densas trevas [b] ,
22 para a terra tenebrosa como a noite,
terra de trevas e de caos,
onde at mesmo a luz  escurido".
Notas de rodap:
[a] 10.15 Ou e consciente da
[b] 10.21 Ou e trevas da morte ; tambm no versculo 22.

J-CAPITULO-11
Zofar
1 Ento Zofar, de Naamate, respondeu:
2 "Ficaro sem resposta
todas essas palavras?
Ir confirmar-se
o que esse tagarela diz?
3 Sua conversa tola calar os homens?
Ningum o repreender
por sua zombaria?
4 Voc diz a Deus:
``A doutrina que eu aceito  perfeita,
e sou puro aos teus olhos''.
5 Ah, se Deus lhe falasse,
se abrisse os lbios contra voc
6 e lhe revelasse
os segredos da sabedoria!
Pois a verdadeira sabedoria
 complexa.
Fique sabendo que Deus esqueceu
alguns dos seus pecados.
7 "Voc consegue perscrutar
os mistrios de Deus?
Pode sondar os limites
do Todo-poderoso?
8 So mais altos que os cus!
O que voc poder fazer?
So mais profundos
que as profundezas [a] !
O que voc poder saber?
9 Seu comprimento
 maior que a terra
e a sua largura  maior que o mar.
10 "Se ele ordena uma priso
e convoca o tribunal,
quem poder opor-se?
11 Pois ele no identifica os enganadores
e no reconhece a iniqidade
logo que a v?
12 Mas o tolo s ser sbio
quando a cria do jumento selvagem
nascer homem [b] .
13 "Contudo, se voc lhe consagrar
o corao
e estender as mos para ele;
14 se afastar das suas mos o pecado
e no permitir que a maldade
habite em sua tenda,
15 ento voc levantar o rosto
sem envergonhar-se;
ser firme e destemido.
16 Voc esquecer as suas desgraas,
lembrando-as apenas
como guas passadas.
17 A vida ser mais refulgente
que o meio-dia,
e as trevas sero
como a manh em seu fulgor.
18 Voc estar confiante,
graas  esperana que haver;
olhar ao redor,
e repousar em segurana.
19 Voc se deitar,
e ningum lhe causar medo,
e muitos procuraro o seu favor.
20 Mas os olhos dos mpios fenecero,
e em vo procuraro refgio;
o suspiro da morte
ser a esperana que tero".
Notas de rodap:
[a] 11.8 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
sepultura, p ou morte.
[b] 11.12 Ou nascer domesticado

J-CAPITULO-12
J
1 Ento J respondeu:
2 "Sem dvida vocs so o povo,
e a sabedoria morrer com vocs!
3 Mas eu tenho a mesma capacidade
de pensar que vocs tm;
no sou inferior a vocs.
Quem no sabe dessas coisas?
4 "Tornei-me objeto de riso
para os meus amigos,
logo eu, que clamava a Deus
e ele me respondia,
eu, ntegro e irrepreensvel,
um mero objeto de riso!
5 Quem est bem despreza a desgraa,
o destino daqueles
cujos ps escorregam.
6 As tendas dos saqueadores
no sofrem perturbao,
e aqueles que provocam a Deus
esto seguros,
aqueles que transportam o seu deus
em suas mos. [a]
7 "Pergunte, porm, aos animais,
e eles o ensinaro,
ou s aves do cu, e elas lhe contaro;
8 fale com a terra, e ela o instruir,
deixe que os peixes do mar
o informem.
9 Quem de todos eles ignora
que a mo do Senhor fez isso?
10 Em sua mo
est a vida de cada criatura
e o flego de toda a humanidade.
11 O ouvido no experimenta
as palavras
como a lngua experimenta a comida?
12 A sabedoria se acha entre os idosos?
A vida longa traz entendimento?
13 "Deus  que tem sabedoria e poder;
a ele pertencem o conselho
e o entendimento.
14 O que ele derruba
no se pode reconstruir;
quem ele aprisiona
ningum pode libertar.
15 Se ele retm as guas,
predomina a seca;
se as solta, devastam a terra.
16 A ele pertencem a fora
e a sabedoria;
tanto o enganado quanto o enganador
a ele pertencem.
17 Ele despoja e demite os conselheiros,
e faz os juzes de tolos.
18 Tira as algemas postas pelos reis,
e amarra uma faixa [b]
em torno da cintura deles.
19 Despoja e demite os sacerdotes,
e arruna os homens de slida posio.
20 Cala os lbios
dos conselheiros de confiana,
e tira o discernimento dos ancios.
21 Derrama desprezo sobre os nobres,
e desarma os poderosos.
22 Revela coisas profundas das trevas,
e traz  luz densas sombras.
23 D grandeza s naes, e as destri;
faz crescer as naes, e as dispersa.
24 Priva da razo os lderes da terra,
e os envia a perambular
num deserto sem caminhos.
25 Andam tateando nas trevas,
sem nenhuma luz;
ele os faz cambalear como bbados.
Notas de rodap:
[a] 12.6 Ou seguros naquilo que a mo de Deus lhes traz.
[b] 12.18 Ou algemas de reis e amarra um cinto

J-CAPITULO-13
1 "Meus olhos viram tudo isso,
meus ouvidos o ouviram
e entenderam.
2 O que vocs sabem, eu tambm sei;
no sou inferior a vocs.
3 Mas desejo falar ao Todo-poderoso
e defender a minha causa
diante de Deus.
4 Vocs, porm, me difamam
com mentiras;
todos vocs so mdicos
que de nada valem!
5 Se to-somente ficassem calados,
mostrariam sabedoria.
6 Escutem agora o meu argumento;
prestem ateno  rplica
de meus lbios.
7 Vocs vo falar com maldade
em nome de Deus?
Vo falar enganosamente a favor dele?
8 Vo revelar parcialidade por ele?
Vo defender a causa a favor de Deus?
9 Tudo iria bem se ele os examinasse?
Vocs conseguiriam engan-lo
como podem enganar os homens?
10 Com certeza ele os repreenderia
se, no ntimo, vocs fossem parciais.
11 O esplendor dele
no os aterrorizaria?
O pavor dele no cairia sobre vocs?
12 As mximas que vocs citam
so provrbios de cinza;
suas defesas no passam de barro.
13 "Aquietem-se e deixem-me falar,
e acontea comigo o que acontecer.
14 Por que me ponho em perigo
e tomo a minha vida
em minhas mos?
15 Embora ele me mate,
ainda assim esperarei nele;
certo  que defenderei [a]
os meus caminhos diante dele.
16 Alis, ser essa a minha libertao,
pois nenhum mpio ousaria
apresentar-se a ele!
17 Escutem atentamente
as minhas palavras;
que os seus ouvidos
acolham o que eu digo.
18 Agora que preparei a minha defesa,
sei que serei justificado.
19 Haver quem me acuse?
Se houver, ficarei calado e morrerei.
20 "Concede-me
s estas duas coisas,  Deus,
e no me esconderei de ti:
21 Afasta de mim a tua mo,
e no mais me assustes
com os teus terrores.
22 Chama-me, e eu responderei,
ou deixa-me falar, e tu responders.
23 Quantos erros e pecados cometi?
Mostra-me a minha falta
e o meu pecado.
24 Por que escondes o teu rosto
e me consideras teu inimigo?
25 Atormentars uma folha
levada pelo vento?
Perseguirs a palha?
26 Pois fazes constar contra mim
coisas amargas
e me fazes herdar os pecados
da minha juventude.
27 Acorrentas os meus ps
e vigias todos os meus caminhos,
pondo limites aos meus passos.
28 "Assim o homem se consome
como coisa podre,
como a roupa que a traa vai roendo.
Notas de rodap:
[a] 13.15 Ou Certamente ele me matar; no tenho esperana; ainda
assim defenderei

J-CAPITULO-14
1 "O homem nascido de mulher
vive pouco tempo
e passa por muitas dificuldades.
2 Brota como a flor e murcha.
Vai-se como a sombra passageira;
no dura muito.
3 Fixas o olhar num homem desses?
E o [a] trars  tua presena
para julgamento?
4 Quem pode extrair algo puro da impureza?
Ningum!
5 Os dias do homem
esto determinados;
tu decretaste o nmero de seus meses
e estabeleceste limites
que ele no pode ultrapassar.
6 Por isso desvia dele o teu olhar,
e deixa-o,
at que ele cumpra o seu tempo
como o trabalhador contratado.
7 "Para a rvore
pelo menos h esperana:
se  cortada, torna a brotar,
e os seus renovos vingam.
8 Suas razes podero envelhecer
no solo
e seu tronco morrer no cho;
9 ainda assim, com o cheiro de gua
ela brotar
e dar ramos como se fosse
muda plantada.
10 Mas o homem morre,
e morto permanece;
d o ltimo suspiro e deixa de existir.
11 Assim como a gua do mar evapora
e o leito do rio perde as guas e seca,
12 assim o homem se deita
e no se levanta;
at quando os cus j no existirem,
os homens no acordaro
e no sero despertados do seu sono.
13 "Se to-somente me escondesses
na sepultura [b]
e me ocultasses at passar a tua ira!
Se to-somente me impusesses
um prazo
e depois te lembrasses de mim!
14 Quando um homem morre,
acaso tornar a viver?
Durante todos os dias
do meu rduo labor
esperarei pela minha dispensa [c] .
15 Chamars, e eu te responderei;
ters anelo pela criatura
que as tuas mos fizeram.
16 Por certo contars ento
os meus passos,
mas no tomars conhecimento
do meu pecado.
17 Minhas faltas sero encerradas
num saco;
tu esconders a minha iniqidade.
18 "Mas, assim como a montanha
sofre eroso e se desmorona,
e a rocha muda de lugar;
19 e assim como a gua desgasta
as pedras
e as torrentes arrastam terra,
assim destris a esperana do homem.
20 Tu o subjugas de uma vez por todas,
e ele se vai;
alteras a sua fisionomia,
e o mandas embora.
21 Se honram os seus filhos,
ele no fica sabendo;
se os humilham, ele no o v.
22 S sente a dor do seu prprio corpo;
s pranteia por si mesmo".
Notas de rodap:
[a] 14.3 Conforme a Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz me.
[b] 14.13 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[c] 14.14 Ou libertao

J-CAPITULO-15
Elifaz
1 Ento Elifaz, de Tem, respondeu:
2 "Responderia o sbio com idias vs,
ou encheria o estmago com o vento?
3 Argumentaria
com palavras inteis,
com discursos sem valor?
4 Mas voc sufoca a piedade
e diminui a devoo a Deus.
5 O seu pecado motiva a sua boca;
voc adota a linguagem dos astutos.
6  a sua prpria boca que o condena,
e no a minha;
os seus prprios lbios
depem contra voc.
7 "Ser que voc foi o primeiro a nascer?
Acaso foi gerado antes das colinas?
8 Voc costuma ouvir
o conselho secreto de Deus?
S a voc pertence a sabedoria?
9 O que voc sabe,
que ns no sabemos?
Que compreenso tem voc,
que ns no temos?
10 Temos do nosso lado
homens de cabelos brancos,
muito mais velhos
que o seu pai.
11 No lhe bastam
as consolaes divinas
e as nossas palavras amveis?
12 Por que voc se deixa levar
pelo corao,
e por que esse brilho nos seus olhos?
13 Pois contra Deus  que voc
dirige a sua ira
e despeja da sua boca essas palavras!
14 "Como o homem pode ser puro?
Como pode ser justo
quem nasce de mulher?
15 Pois se nem nos seus santos
Deus confia,
e se nem os cus so puros
aos seus olhos,
16 quanto menos o homem,
que  impuro e corrupto,
e que bebe iniqidade como gua.
17 "Escute-me, e eu lhe explicarei;
vou dizer-lhe o que vi,
18 o que os sbios declaram
sem esconder o que receberam
dos seus pais,
19 a quem foi dada a terra,
e a mais ningum;
nenhum estrangeiro passou
entre eles:
20 O mpio sofre tormentos
a vida toda,
como tambm o homem cruel,
nos poucos anos
que lhe so reservados.
21 S ouve rudos aterrorizantes;
quando se sente em paz,
ladres o atacam.
22 No tem esperana
de escapar das trevas;
sente-se destinado ao fio da espada.
23 Fica perambulando;
 comida para os abutres; [a]
sabe muito bem que logo
viro sobre ele as trevas.
24 A aflio e a angstia
o apavoram e o dominam
como um rei pronto para atacar,
25 porque agitou os punhos
contra Deus,
e desafiou o Todo-poderoso,
26 afrontando-o com arrogncia,
com um escudo grosso e resistente.
27 "Apesar de ter o rosto
coberto de gordura
e a cintura estufada de carne,
28 habitar em cidades
prestes a arruinar-se,
em casas inabitveis,
caindo aos pedaos.
29 Nunca mais ser rico;
sua riqueza no durar,
e os seus bens
no se propagaro pela terra.
30 No poder escapar das trevas;
o fogo chamuscar os seus renovos,
e o sopro da boca de Deus
o arrebatar.
31 Que ele no se iluda em confiar
no que no tem valor,
pois nada receber
como compensao.
32 Ter completa paga
antes do tempo,
e os seus ramos no florescero.
33 Ser como a vinha despojada
de suas uvas verdes,
como a oliveira que perdeu
a sua florao,
34 pois o companheirismo dos mpios
nada lhe trar,
e o fogo devorar as tendas
dos que gostam de subornar.
35 Eles concebem maldade
e do  luz a iniqidade;
seu ventre gera engano".
Notas de rodap:
[a] 15.23 Ou Fica perambulando em busca de po ;

J-CAPITULO-16
J
1 Ento J respondeu:
2 "J ouvi muitas palavras como essas.
Pobres consoladores so vocs todos!
3 Esses discursos inteis
nunca terminaro?
E voc, o que o leva a continuar
discutindo?
4 Bem que eu poderia falar
como vocs,
se estivessem em meu lugar;
eu poderia conden-los
com belos discursos,
e menear a cabea contra vocs.
5 Mas a minha boca
procuraria encoraj-los;
a consolao dos meus lbios
lhes daria alvio.
6 "Contudo, se falo,
a minha dor no se alivia;
se me calo, ela no desaparece.
7 Sem dvida,  Deus,
tu me esgotaste as foras;
deste fim a toda a minha famlia.
8 Tu me deixaste deprimido,
o que  uma testemunha disso;
a minha magreza se levanta
e depe contra mim.
9 Deus, em sua ira, ataca-me
e faz-me em pedaos,
e range os dentes contra mim;
meus inimigos fitam-me
com olhar ferino.
10 Os homens abrem sua boca
contra mim,
esmurram meu rosto com zombaria
e se unem contra mim.
11 Deus fez-me cair
nas mos dos mpios
e atirou-me nas garras dos maus.
12 Eu estava tranqilo,
mas ele me arrebentou;
agarrou-me pelo pescoo
e esmagou-me.
Fez de mim o seu alvo;
13 seus flecheiros me cercam.
Ele traspassou sem d os meus rins
e derramou na terra a minha blis.
14 Lana-se sobre mim uma e outra vez;
ataca-me como um guerreiro.
15 "Costurei veste de lamento
sobre a minha pele
e enterrei a minha testa no p.
16 Meu rosto est rubro
de tanto eu chorar,
e sombras densas
circundam os meus olhos,
17 apesar de no haver violncia
em minhas mos
e de ser pura a minha orao.
18 " terra, no cubra o meu sangue!
No haja lugar de repouso
para o meu clamor!
19 Saibam que agora mesmo
a minha testemunha est nos cus;
nas alturas est o meu advogado.
20 O meu intercessor  meu amigo, [a]
quando diante de Deus
correm lgrimas dos meus olhos;
21 ele defende a causa do homem
perante Deus,
como quem defende
a causa de um amigo.
22 "Pois mais alguns anos apenas,
e farei a viagem sem retorno.
Notas de rodap:
[a] 16.20 Ou Meus amigos zombam de mim,

J-CAPITULO-17
1 "Meu esprito est quebrantado,
os meus dias se encurtam,
a sepultura me espera.
2 A verdade  que
zombadores me rodeiam,
e tenho que ficar olhando
a sua hostilidade.
3 "D-me,  Deus,
a garantia que exiges.
Quem, seno tu, me dar segurana?
4 Fechaste as mentes deles
para o entendimento,
e com isso no os deixars triunfar.
5 Se algum denunciar os seus amigos
por recompensa,
os olhos dos filhos dele fraquejaro,
6 "mas de mim Deus fez
um provrbio para todos,
um homem em cujo rosto
os outros cospem.
7 Meus olhos se turvaram de tristeza;
o meu corpo no passa
de uma sombra.
8 Os ntegros ficam atnitos
em face disso,
e os inocentes se levantam
contra os mpios.
9 Mas os justos se mantero firmes
em seus caminhos,
e os homens de mos puras se tornaro
cada vez mais fortes.
10 "Venham, porm, vocs todos,
e faam nova tentativa!
No acharei nenhum sbio
entre vocs.
11 Foram-se os meus dias,
os meus planos fracassaram,
como tambm
os desejos do meu corao.
12 Andam querendo tornar a noite
em dia;
ante a aproximao das trevas dizem:
``Vem chegando a luz''.
13 Ora, se o nico lar pelo qual espero
 a sepultura [a] ,
se estendo a minha cama nas trevas,
14 se digo  corrupo mortal:
Voc  o meu pai,
e se aos vermes digo:
Vocs so minha me e minha irm,
15 onde est ento
minha esperana?
Quem poder ver
alguma esperana para mim?
16 Descer ela s portas do Sheol?
Desceremos juntos ao p?"
Notas de rodap:
[a] 17.13 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm no versculo 16.

J-CAPITULO-18
Bildade
1 Ento Bildade, de Su, respondeu:
2 "Quando voc vai parar de falar?
Proceda com sensatez,
e depois poderemos conversar.
3 Por que somos considerados
como animais,
e somos ignorantes aos seus olhos?
4 Ah, voc, que se dilacera de ira!
Deve-se abandonar a terra
por sua causa?
Ou devem as rochas mudar de lugar?
5 "A lmpada do mpio se apaga,
e a chama do seu fogo se extingue.
6 Na sua tenda a luz se escurece;
a lmpada de sua vida se apaga.
7 O vigor dos seus passos
se enfraquece,
e os seus prprios planos
o lanam por terra.
8 Por seus prprios ps
voc se prende na rede,
e se perde na sua malha.
9 A armadilha o pega pelo calcanhar;
o lao o prende firme.
10 O n corredio est escondido na terra
para peg-lo,
h uma armadilha em seu caminho.
11 Terrores de todos os lados
o assustam
e o perseguem
em todos os seus passos.
12 A calamidade tem fome de alcan-lo;
a desgraa est  espera
de sua queda
13 e consome partes da sua pele;
o primognito da morte
devora os membros do seu corpo.
14 Ele  arrancado da segurana
de sua tenda,
e o levam  fora ao rei dos terrores.
15 O fogo mora na tenda dele; [a]
espalham enxofre ardente
sobre a sua habitao.
16 Suas razes secam-se embaixo,
e seus ramos murcham em cima.
17 Sua lembrana desaparece da terra,
e nome no tem, em parte alguma.
18  lanado da luz para as trevas;
 banido do mundo.
19 No tem filhos nem descendentes
entre o seu povo,
nem lhe restou sobrevivente algum
nos lugares onde antes vivia.
20 Os homens do ocidente assustam-se
com a sua runa,
e os do oriente enchem-se de pavor.
21  assim a habitao do perverso;
essa  a situao de quem
no conhece a Deus".
Notas de rodap:
[a] 18.15 Ou Nada do que ele possua permanece ;

J-CAPITULO-19
J
1 Ento J respondeu:
2 "At quando vocs continuaro
a atormentar-me,
e a esmagar-me com palavras?
3 Vocs j me repreenderam dez vezes;
no se envergonham de agredir-me!
4 Se  verdade que me desviei,
meu erro s interessa a mim.
5 Se de fato vocs se exaltam
acima de mim
e usam contra mim
a minha humilhao,
6 saibam que foi Deus
que me tratou mal
e me envolveu em sua rede.
7 "Se grito:  injustia!
No obtenho resposta;
clamo por socorro,
todavia no h justia.
8 Ele bloqueou o meu caminho,
e no consigo passar;
cobriu de trevas as minhas veredas.
9 Despiu-me da minha honra
e tirou a coroa de minha cabea.
10 Ele me arrasa por todos os lados
enquanto eu no me vou;
desarraiga a minha esperana
como se arranca uma planta.
11 Sua ira acendeu-se contra mim;
ele me v como inimigo.
12 Suas tropas avanam poderosamente;
cercam-me e acampam
ao redor da minha tenda.
13 "Ele afastou de mim
os meus irmos;
at os meus conhecidos
esto longe de mim.
14 Os meus parentes me abandonaram
e os meus amigos
esqueceram-se de mim.
15 Os meus hspedes
e as minhas servas
consideram-me estrangeiro;
vem-me como um estranho.
16 Chamo o meu servo,
mas ele no me responde,
ainda que eu lhe implore
pessoalmente.
17 Minha mulher acha repugnante
o meu hlito;
meus prprios irmos
tm nojo de mim.
18 At os meninos zombam de mim
e do risada quando apareo.
19 Todos os meus amigos chegados
me detestam;
aqueles a quem amo
voltaram-se contra mim.
20 No passo de pele e ossos;
escapei s com a pele
dos meus dentes [a] .
21 "Misericrdia, meus amigos!
Misericrdia!
Pois a mo de Deus me feriu.
22 Por que vocs me perseguem
como Deus o faz?
Nunca iro saciar-se da minha carne?
23 "Quem dera as minhas palavras
fossem registradas!
Quem dera fossem escritas num livro,
24 fossem talhadas a ferro no chumbo [b] ,
ou gravadas para sempre na rocha!
25 Eu sei que o meu Redentor vive,
e que no fim se levantar
sobre a terra [c] .
26 E depois que o meu corpo
estiver destrudo [d] e sem [e] carne,
verei a Deus.
27 Eu o verei
com os meus prprios olhos;
eu mesmo, e no outro!
Como anseia no meu peito o corao!
28 "Se vocs disserem:
``Vejamos como vamos persegui-lo,
pois a raiz do problema est nele [f] '',
29 melhor ser que temam a espada,
porquanto por meio dela
a ira lhes trar castigo,
e ento vocs sabero
que h julgamento [g] ".
Notas de rodap:
[a] 19.20 Ou apenas com minha gengiva
[b] 19.24 Ou talhadas com ferramenta de ferro e chumbo
[c] 19.25 Ou sobre o meu tmulo
[d] 19.26 Ou E, depois de eu despertar, embora este corpo tenha sido
destrudo
[e] 19.26 Ou fora da
[f] 19.28 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta e a Vulgata. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico
diz em mim.
[g] 19.29 Ou vocs podero vir a conhecer o Todo-poderoso

J-CAPITULO-20
Zofar
1 Ento Zofar, de Naamate, respondeu:
2 "Agitam-se os meus pensamentos
e levam-me a responder
porque estou profundamente
perturbado.
3 Ouvi uma repreenso
que me desonra,
e o meu entendimento
faz-me contestar.
4 "Certamente voc sabe
que sempre foi assim,
desde a antigidade;
desde que o homem [a] foi posto na terra,
5 o riso dos maus  passageiro,
e a alegria dos mpios
dura apenas um instante.
6 Mesmo que o seu orgulho
chegue aos cus
e a sua cabea toque as nuvens,
7 ele perecer para sempre,
como o seu prprio excremento;
os que o tinham visto perguntaro:
``Onde ele foi parar?''
8 Ele voa e vai-se como um sonho,
para nunca mais ser encontrado,
banido como uma viso noturna.
9 O olho que o viu no o ver mais,
nem o seu lugar o tornar a ver.
10 Seus filhos tero que indenizar
os pobres;
ele prprio, com suas mos,
ter que refazer sua riqueza.
11 O vigor juvenil que enche
os seus ossos
jazer com ele no p.
12 "Mesmo que o mal seja doce
em sua boca
e ele o esconda sob a lngua,
13 mesmo que o retenha na boca
para sabore-lo,
14 ainda assim a sua comida azedar
no estmago;
e ser como veneno de cobra
em seu interior.
15 Ele vomitar as riquezas
que engoliu;
Deus far seu estmago lan-las fora.
16 Sugar veneno de cobra;
as presas de uma vbora o mataro.
17 No ter gosto na contemplao
dos regatos
e dos rios que vertem mel e nata.
18 Ter que devolver
aquilo pelo que lutou,
sem aproveit-lo,
e no desfrutar dos lucros
do seu comrcio.
19 Sim, pois ele tem oprimido os pobres
e os tem deixado desamparados;
apoderou-se de casas
que no construiu.
20 "Certo  que a sua cobia
no lhe trar descanso,
e o seu tesouro no o salvar.
21 Nada lhe restou para devorar;
sua prosperidade no durar muito.
22 Em meio  sua fartura,
a aflio o dominar;
a fora total da desgraa o atingir.
23 Quando ele estiver
de estmago cheio,
Deus dar vazo
s tremendas chamas de sua ira,
e sobre ele despejar o seu furor.
24 Se escapar da arma de ferro,
o bronze da sua flecha o atravessar.
25 Ele a arrancar das suas costas,
a ponta reluzente saindo do seu fgado.
Grande pavor vir sobre ele;
26 densas trevas estaro  espera
dos seus tesouros.
Um fogo no assoprado o consumir
e devorar o que sobrar em sua tenda.
27 Os cus revelaro a sua culpa;
a terra se levantar contra ele.
28 Uma inundao arrastar a sua casa,
guas avassaladoras [b] ,
no dia da ira de Deus.
29 Esse  o destino que Deus d aos mpios,
 a herana designada por Deus
para eles".
Notas de rodap:
[a] 20.4 Ou Ado
[b] 20.28 Ou Os bens de sua casa sero levados, arrastados pelas
guas,

J-CAPITULO-21
J
1 Ento J respondeu:
2 "Escutem com ateno
as minhas palavras;
seja esse o consolo
que vocs havero de dar-me.
3 Suportem-me enquanto
eu estiver falando;
depois que eu falar
podero zombar de mim.
4 "Acaso  dos homens que me queixo?
Por que no deveria eu
estar impaciente?
5 Olhem para mim, e ficaro atnitos;
tapem a boca com a mo.
6 Quando penso nisso, fico aterrorizado;
todo o meu corpo se pe a tremer.
7 Por que vivem os mpios?
Por que chegam  velhice
e aumentam seu poder?
8 Eles vem os seus filhos
estabelecidos ao seu redor,
e os seus descendentes
diante dos seus olhos.
9 Seus lares esto seguros
e livres do medo;
a vara de Deus no os vem ferir.
10 Seus touros nunca deixam
de procriar;
suas vacas do crias e no abortam.
11 Eles soltam os seus filhos
como um rebanho;
seus pequeninos pem-se a danar.
12 Cantam, acompanhando a msica
do tamborim e da harpa;
alegram-se ao som da flauta.
13 Os mpios passam a vida na prosperidade
e descem  sepultura [a] em paz [b] .
14 Contudo, dizem eles a Deus:
``Deixa-nos! No queremos conhecer
os teus caminhos.
15 Quem  o Todo-poderoso,
para que o sirvamos?
Que vantagem temos em orar a Deus?''
16 Mas no depende deles
a prosperidade que desfrutam;
por isso fico longe
do conselho dos mpios.
17 "Pois, quantas vezes
a lmpada dos mpios se apaga?
Quantas vezes a desgraa
cai sobre eles,
o destino que em sua ira Deus lhes d?
18 Quantas vezes o vento
os leva como palha,
e o furaco os arrebata como cisco?
19 Dizem que Deus
reserva o castigo de um homem
para os seus filhos.
Que o prprio pai o receba,
para que aprenda a lio!
20 Que os seus prprios olhos
vejam a sua runa;
que ele mesmo beba da ira
do Todo-poderoso! [c]
21 Pois, que lhe importar a famlia
que deixar atrs de si
quando chegarem ao fim os meses
que lhe foram destinados?
22 "Haver algum que o ensine
a conhecer a Deus,
uma vez que ele julga
at os de mais alta posio?
23 Um homem morre em pleno vigor,
quando se sentia bem e seguro,
24 tendo o corpo bem nutrido
e os ossos cheios de tutano.
25 J outro morre
tendo a alma amargurada,
sem nada ter desfrutado.
26 Um e outro jazem no p,
ambos cobertos de vermes.
27 "Sei muito bem
o que vocs esto pensando,
as suas conspiraes contra mim.
28 ``Onde est agora a casa
do grande homem?'', vocs perguntam.
``Onde a tenda dos mpios?''
29 Vocs nunca fizeram perguntas
aos que viajam?
No deram ateno ao que eles contam?
30 Pois eles dizem que o mau  poupado
da calamidade,
e que do dia da ira recebe livramento.
31 Quem o acusa, lanando em rosto
a sua conduta?
Quem lhe retribui o mal que fez?
32 Pois o levam para o tmulo,
e vigiam a sua sepultura.
33 Para ele  macio o terreno do vale;
todos o seguem,
e uma multido incontvel o precede. [d]
34 "Por isso, como podem vocs
consolar-me com esses absurdos?
O que sobra das suas respostas
 pura falsidade!"
Notas de rodap:
[a] 21.13 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[b] 21.13 Ou de repente
[c] 21.17-20 Os versculos 17 e 18 podem ser lidos como exclamaes e
os 19 e 20 como afirmaes.
[d] 21.33 Ou assim como uma multido incontvel o precedeu.

J-CAPITULO-22
Elifaz
1 Ento, Elifaz, de Tem, respondeu:
2 "Pode algum ser til a Deus?
Mesmo um sbio,
pode ser-lhe de algum proveito?
3 Que prazer voc daria
ao Todo-poderoso
se voc fosse justo?
Que  que ele ganharia se os seus
caminhos fossem irrepreensveis?
4 " por sua piedade
que ele o repreende
e lhe faz acusaes?
5 No  grande a sua maldade?
No so infindos os seus pecados?
6 Sem motivo voc exigia penhores
dos seus irmos;
voc despojava das roupas
os que quase nenhuma tinham.
7 Voc no deu gua ao sedento
e reteve a comida do faminto,
8 sendo voc poderoso, dono de terras
e delas vivendo, e honrado
diante de todos.
9 Voc mandou embora de mos vazias
as vivas
e quebrou a fora dos rfos.
10 Por isso est cercado de armadilhas
e o perigo repentino o apavora.
11 Tambm por isso voc se v envolto
em escurido que o cega,
e o cobrem as guas,
em tremenda inundao.
12 "No est Deus nas alturas dos cus?
E em que altura
esto as estrelas mais distantes!
13 Contudo, voc diz:
``O que sabe Deus?
Poder julgar atravs
de to grande escurido?
14 Nuvens espessas o cobrem,
e ele no pode ver-nos
quando percorre a abbada dos cus''.
15 Voc vai continuar
no velho caminho
que os perversos palmilharam?
16 Estes foram levados antes da hora;
seus alicerces foram arrastados
por uma enchente.
17 Eles disseram a Deus: ``Deixa-nos!
O que o Todo-poderoso
poder fazer conosco?''
18 Contudo, foi ele que encheu
de bens as casas deles;
por isso fico longe
do conselho dos mpios.
19 "Os justos vem a runa deles,
e se regozijam;
os inocentes zombam deles, dizendo:
20 ``Certo  que os nossos inimigos
foram destrudos,
e o fogo devorou a sua riqueza''.
21 "Sujeite-se a Deus,
fique em paz com ele,
e a prosperidade vir a voc.
22 Aceite a instruo
que vem da sua boca
e ponha no corao
as suas palavras.
23 Se voc voltar
para o Todo-poderoso,
voltar ao seu lugar.
Se afastar da sua tenda a injustia,
24 lanar ao p as suas pepitas,
o seu ouro puro de Ofir
s rochas dos vales,
25 o Todo-poderoso ser o seu ouro,
ser para voc prata seleta.
26  certo que voc achar prazer
no Todo-poderoso
e erguer o rosto para Deus.
27 A ele orar, e ele o ouvir,
e voc cumprir os seus votos.
28 O que voc decidir se far,
e a luz brilhar em seus caminhos.
29 Quando os homens
forem humilhados
e voc disser: ``Levanta-os!'',
ele salvar o abatido.
30 Livrar at o que no  inocente,
que ser liberto graas  pureza
que h em voc, nas suas mos".

J-CAPITULO-23
J
1 Ento J respondeu:
2 "At agora me queixo com amargura;
a mo dele [a]  pesada,
a despeito de meu gemido.
3 Se to-somente eu soubesse
onde encontr-lo e como ir  sua habitao!
4 Eu lhe apresentaria a minha causa
e encheria a minha boca
de argumentos.
5 Estudaria o que ele me respondesse
e analisaria o que me dissesse.
6 Ser que ele se oporia a mim
com grande poder?
No, ele no me faria acusaes.
7 O homem ntegro poderia
apresentar-lhe sua causa;
eu seria liberto para sempre
de quem me julga.
8 "Mas, se vou para o oriente,
l ele no est;
se vou para o ocidente,
no o encontro.
9 Quando ele est em ao no norte,
no o enxergo;
quando vai para o sul,
nem sombra dele eu vejo!
10 Mas ele conhece o caminho
por onde ando;
se me puser  prova,
aparecerei como o ouro.
11 Meus ps seguiram de perto
as suas pegadas;
mantive-me no seu caminho
sem desviar-me.
12 No me afastei dos mandamentos
dos seus lbios;
dei mais valor s palavras de sua boca
do que ao meu po de cada dia.
13 "Mas ele  ele!
Quem poder fazer-lhe oposio?
Ele faz o que quer.
14 Executa o seu decreto contra mim,
e tem muitos outros planos semelhantes.
15 Por isso fico apavorado diante dele;
pensar nisso me enche de medo.
16 Deus fez desmaiar o meu corao;
o Todo-poderoso causou-me pavor.
17 Contudo, no fui silenciado
pelas trevas,
pelas densas trevas
que cobrem o meu rosto.
Notas de rodap:
[a] 23.2 Conforme a Septuaginta e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz a mo sobre mim.

J-CAPITULO-24
1 "Por que o Todo-poderoso
no marca as datas de julgamento?
Por que aqueles que o conhecem
no chegam a v-las?
2 H os que mudam
os marcos dos limites
e apascentam rebanhos
que eles roubaram.
3 Levam o jumento
que pertence ao rfo
e tomam o boi da viva como penhor.
4 Foram os necessitados
a sair do caminho
e os pobres da terra a esconder-se.
5 Como jumentos selvagens no deserto,
os pobres vo em busca de comida;
da terra deserta a obtm
para os seus filhos.
6 Juntam forragem nos campos
e respigam nas vinhas dos mpios.
7 Pela falta de roupas,
passam a noite nus;
no tm com que cobrir-se no frio.
8 Encharcados pelas chuvas
das montanhas,
abraam-se s rochas
por falta de abrigo.
9 A criana rf  arrancada
do seio de sua me;
o recm-nascido do pobre  tomado
para pagar uma dvida.
10 Por falta de roupas, andam nus;
carregam os feixes,
mas continuam famintos.
11 Espremem azeitonas
dentro dos seus muros [a] ;
pisam uvas nos lagares,
mas assim mesmo sofrem sede.
12 Sobem da cidade os gemidos
dos que esto para morrer,
e as almas dos feridos
clamam por socorro.
Mas Deus no v mal nisso.
13 "H os que se revoltam
contra a luz,
no conhecem os caminhos dela
e no permanecem em suas veredas.
14 De manh o assassino se levanta
e mata os pobres e os necessitados;
de noite age como ladro.
15 Os olhos do adltero
ficam  espera do crepsculo;
``Nenhum olho me ver'', pensa ele;
e mantm oculto o rosto.
16 No escuro os homens invadem casas,
mas de dia se enclausuram;
no querem saber da luz.
17 Para eles a manh
 tremenda escurido; [b]
eles so amigos
dos pavores das trevas.
18 "So, porm, como espuma
sobre as guas;
sua parte da terra foi amaldioada,
e por isso ningum vai s vinhas.
19 Assim como o calor e a seca
depressa consomem a neve derretida,
assim a sepultura [c] consome
os que pecaram.
20 Sua me os esquece,
os vermes se banqueteiam neles.
Ningum se lembra dos maus;
quebram-se como rvores.
21 Devoram a estril e sem filhos
e no mostram bondade
para com a viva.
22 Mas Deus, por seu poder, os arranca;
embora firmemente estabelecidos,
a vida deles no tem segurana.
23 Ele poder deix-los descansar,
sentindo-se seguros,
mas atento os vigia
nos caminhos que seguem.
24 Por um breve instante so exaltados,
e depois se vo,
colhidos como todos os demais,
ceifados como espigas de cereal.
25 "Se no  assim,
quem poder provar que minto
e reduzir a nada as minhas palavras?"
Notas de rodap:
[a] 24.11 Ou entre as pedras de moinho
[b] 24.17 Ou A manh deles  como a sombra da morte;
[c] 24.19 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

J-CAPITULO-25
Bildade
1 Ento Bildade, de Su, respondeu:
2 "O domnio e o temor pertencem
a Deus;
ele impe ordem nas alturas,
que a ele pertencem.
3 Seria possvel contar
os seus exrcitos?
E a sua luz, sobre quem
no se levanta?
4 Como pode ento o homem
ser justo diante de Deus?
Como pode ser puro
quem nasce de mulher?
5 Se nem a lua  brilhante
e nem as estrelas so puras
aos olhos dele,
6 muito menos o ser o homem,
que no passa de larva,
o filho do homem,
que no passa de verme!"

J-CAPITULO-26
J
1 Ento J respondeu:
2 "Grande foi a ajuda que voc deu
ao desvalido!
Que socorro voc prestou
ao brao frgil!
3 Belo conselho voc ofereceu
a quem no  sbio,
e que grande sabedoria voc revelou!
4 Quem o ajudou a proferir
essas palavras,
e por meio de que esprito
voc falou?
5 "Os mortos esto em grande angstia
sob as guas, e com eles sofrem os que nelas vivem.
6 Nu est o Sheol [a] diante de Deus,
e nada encobre a Destruio [b] .
7 Ele estende os cus do norte
sobre o espao vazio;
suspende a terra sobre o nada.
8 Envolve as guas em suas nuvens,
e estas no se rompem
sob o peso delas.
9 Ele cobre a face da lua cheia
estendendo sobre ela as suas nuvens.
10 Traa o horizonte
sobre a superfcie das guas
para servir de limite
entre a luz e as trevas.
11 As colunas dos cus estremecem
e ficam perplexas
diante da sua repreenso.
12 Com seu poder agitou
violentamente o mar;
com sua sabedoria
despedaou o Monstro dos Mares [c] .
13 Com seu sopro
os cus ficaram lmpidos;
sua mo feriu a serpente arisca.
14 E isso tudo  apenas
a borda de suas obras!
Um suave sussurro
 o que ouvimos dele.
Mas quem poder compreender
o trovo do seu poder?"
Notas de rodap:
[a] 26.6 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.
[b] 26.6 Hebraico: Abadom .
[c] 26.12 Hebraico: Raabe. Veja Sl 89.10 e Is 51.9.

J-CAPITULO-27
1 E J prosseguiu em seu discurso:
1 "Pelo Deus vivo,
que me negou justia,
pelo Todo-poderoso,
que deu amargura  minha alma,
3 enquanto eu tiver vida em mim,
o sopro de Deus em minhas narinas,
4 meus lbios no falaro maldade,
e minha lngua no proferir
nada que seja falso.
5 Nunca darei razo a vocs!
Minha integridade no negarei jamais,
at a morte.
6 Manterei minha retido,
e nunca a deixarei;
enquanto eu viver,
a minha conscincia
no me repreender.
7 "Sejam os meus inimigos
como os mpios,
e os meus adversrios
como os injustos!
8 Pois, qual  a esperana do mpio,
quando  eliminado,
quando Deus lhe tira a vida?
9 Ouvir Deus o seu clamor
quando vier sobre ele a aflio?
10 Ter ele prazer no Todo-poderoso?
Chamar a Deus a cada instante?
11 "Eu os instruirei
sobre o poder de Deus;
no esconderei de vocs
os caminhos do Todo-poderoso.
12 Pois a verdade  que todos vocs
j viram isso.
Ento por que essa conversa
sem sentido?
13 "Este  o destino
que Deus determinou para o mpio,
a herana que o mau recebe
do Todo-poderoso:
14 Por mais filhos que o mpio tenha,
o destino deles  a espada;
sua prole jamais
ter comida suficiente.
15 A epidemia sepultar aqueles
que lhe sobreviverem,
e as suas vivas no choraro por eles.
16 Ainda que ele acumule
prata como p
e amontoe roupas como barro,
17 o que ele armazenar ficar para os justos,
e os inocentes dividiro sua prata.
18 A casa que ele constri
 como casulo de traa,
como cabana feita pela sentinela.
19 Rico ele se deita, mas nunca mais o ser!
Quando abre os olhos, tudo se foi.
20 Pavores vm sobre ele
como uma enchente;
de noite a tempestade o leva de roldo.
21 O vento oriental o leva,
e ele desaparece;
arranca-o do seu lugar.
22 Atira-se contra ele sem piedade,
enquanto ele foge s pressas
do seu poder.
23 Bate palmas contra ele
e com assobios o expele do seu lugar.

J-CAPITULO-28
1 "Existem minas de prata
e locais onde se refina ouro.
2 O ferro  extrado da terra,
e do minrio se funde o cobre.
3 O homem d fim  escurido
e vasculha os recnditos mais remotos
em busca de minrio,
nas mais escuras trevas.
4 Longe das moradias
ele cava um poo,
em local esquecido
pelos ps dos homens;
longe de todos,
ele se pendura e balana.
5 A terra, da qual vem o alimento,
 revolvida embaixo
como que pelo fogo;
6 das suas rochas saem safiras,
e seu p contm pepitas de ouro.
7 Nenhuma ave de rapina conhece
aquele caminho oculto,
e os olhos de nenhum falco o viram.
8 Os animais altivos
no pem os ps nele,
e nenhum leo ronda por ali.
9 As mos dos homens
atacam a dura rocha
e transtornam as razes das montanhas.
10 Fazem tneis atravs da rocha,
e os seus olhos enxergam todos
os tesouros dali.
11 Eles vasculham [a] as nascentes
dos rios
e trazem  luz coisas ocultas.
12 "Onde, porm, se poder
achar a sabedoria?
Onde habita o entendimento?
13 O homem no percebe
o valor da sabedoria;
ela no se encontra
na terra dos viventes.
14 O abismo diz: ``Em mim no est'';
o mar diz: ``No est comigo''.
15 No pode ser comprada,
mesmo com o ouro mais puro,
nem se pode pesar o seu preo
em prata.
16 No pode ser comprada
nem com o ouro puro de Ofir,
nem com o precioso nix,
nem com safiras.
17 O ouro e o cristal
no se comparam com ela,
e  impossvel t-la em troca
de jias de ouro.
18 O coral e o jaspe
nem merecem meno;
o preo da sabedoria
ultrapassa o dos rubis.
19 O topzio da Etipia [b]
no se compara com ela;
no se compra a sabedoria
nem com ouro puro!
20 "De onde vem, ento, a sabedoria?
Onde habita o entendimento?
21 Escondida est dos olhos
de toda criatura viva,
at das aves dos cus.
22 A Destruio [c] e a Morte dizem:
``Aos nossos ouvidos s chegou
um leve rumor dela''.
23 Deus conhece o caminho;
s ele sabe onde ela habita,
24 pois ele enxerga os confins da terra
e v tudo o que h debaixo dos cus.
25 Quando ele determinou
a fora do vento
e estabeleceu a medida exata
para as guas,
26 quando fez um decreto para a chuva
e o caminho
para a tempestade trovejante,
27 ele olhou para a sabedoria
e a avaliou;
confirmou-a e a ps  prova.
28 Disse ento ao homem:
``No temor do Senhor
est a sabedoria,
e evitar o mal  ter entendimento''".
Notas de rodap:
[a] 28.11 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massortico diz
Eles fecham.
[b] 28.19 Hebraico: Cuxe .
[c] 28.22 Hebraico: Abadom .

J-CAPITULO-29
1 J prosseguiu sua fala:
1 "Como tenho saudade
dos meses que se passaram,
dos dias em que Deus
cuidava de mim,
3 quando a sua lmpada brilhava
sobre a minha cabea
e por sua luz eu caminhava
em meio s trevas!
4 Como tenho saudade
dos dias do meu vigor,
quando a amizade de Deus
abenoava a minha casa,
5 quando o Todo-poderoso
ainda estava comigo
e meus filhos estavam ao meu redor,
6 quando as minhas veredas
se embebiam em nata
e a rocha me despejava
torrentes de azeite.
7 "Quando eu ia  porta da cidade
e tomava assento na praa pblica;
8 quando, ao me verem,
os jovens saam do caminho,
e os idosos ficavam em p;
9 os lderes se abstinham de falar
e com a mo cobriam a boca.
10 As vozes dos nobres silenciavam,
e suas lnguas
colavam-se ao cu da boca.
11 Todos os que me ouviam
falavam bem de mim,
e quem me via me elogiava,
12 pois eu socorria o pobre
que clamava por ajuda,
e o rfo que no tinha
quem o ajudasse.
13 O que estava  beira da morte me abenoava,
e eu fazia regozijar-se o corao
da viva.
14 A retido era a minha roupa;
a justia era o meu manto e
o meu turbante.
15 Eu era os olhos do cego
e os ps do aleijado.
16 Eu era o pai dos necessitados,
e me interessava
pela defesa de desconhecidos.
17 Eu quebrava as presas dos mpios
e dos seus dentes arrancava
as suas vtimas.
18 "Eu pensava: Morrerei em casa,
e os meus dias sero numerosos
como os gros de areia.
19 Minhas razes chegaro at as guas,
e o orvalho passar a noite
nos meus ramos.
20 Minha glria se renovar em mim,
e novo ser o meu arco
em minha mo.
21 "Os homens me escutavam
em ansiosa expectativa,
aguardando em silncio
o meu conselho.
22 Depois que eu falava,
eles nada diziam;
minhas palavras caam suavemente
em seus ouvidos.
23 Esperavam por mim
como quem espera
por uma chuvarada,
e bebiam minhas palavras
como quem bebe a chuva
da primavera.
24 Quando eu lhes sorria,
mal acreditavam;
a luz do meu rosto lhes era preciosa.
25 Era eu que escolhia o caminho
para eles,
e me assentava como seu lder;
instalava-me como um rei
no meio das suas tropas;
eu era como um consolador
dos que choram.

J-CAPITULO-30
1 "Mas agora eles zombam de mim,
homens mais jovens que eu,
homens cujos pais eu teria rejeitado,
no lhes permitindo sequer estar
com os ces de guarda do rebanho.
2 De que me serviria
a fora de suas mos,
j que desapareceu o seu vigor?
3 Desfigurados
de tanta necessidade e fome,
perambulavam pela [a] terra ressequida,
em sombrios e devastados desertos.
4 Nos campos de mato rasteiro
colhiam ervas,
e a raiz da giesta era a sua comida [b] .
5 Da companhia dos amigos
foram expulsos aos gritos,
como se fossem ladres.
6 Foram forados a morar
nos leitos secos dos rios,
entre as rochas e nos buracos da terra.
7 Rugiam entre os arbustos
e se encolhiam sob a vegetao.
8 Prole desprezvel e sem nome,
foram expulsos da terra.
9 "E agora os filhos deles
zombam de mim
com suas canes;
tornei-me um provrbio entre eles.
10 Eles me detestam
e se mantm  distncia;
no hesitam em cuspir em meu rosto.
11 Agora que Deus afrouxou
a corda do meu arco e me afligiu,
eles ficam sem freios
na minha presena.
12  direita os embrutecidos
me atacam;
preparam armadilhas
para os meus ps
e constroem rampas de cerco
contra mim.
13 Destroem o meu caminho;
conseguem destruir-me
sem a ajuda de ningum.
14 Avanam como atravs
de uma grande brecha;
arrojam-se entre as runas.
15 Pavores apoderam-se de mim;
a minha dignidade  levada
como pelo vento,
a minha segurana
se desfaz como nuvem.
16 "E agora esvai-se a minha vida;
estou preso a dias de sofrimento.
17 A noite penetra os meus ossos;
minhas dores me corroem sem cessar.
18 Em seu grande poder,
Deus  como a minha roupa [c] ;
ele me envolve
como a gola da minha veste.
19 Lana-me na lama,
e sou reduzido a p e cinza.
20 "Clamo a ti,  Deus,
mas no me respondes;
fico em p, mas apenas
olhas para mim.
21 Contra mim te voltas com dureza
e me atacas com a fora de tua mo.
22 Tu me apanhas
e me levas contra o vento,
e me jogas de um lado a outro
na tempestade.
23 Sei que me fars descer at a morte,
ao lugar destinado a todos os viventes.
24 "A verdade  que ningum d a mo
ao homem arruinado,
quando este, em sua aflio,
grita por socorro.
25 No  certo que chorei por causa
dos que passavam dificuldade?
E que a minha alma se entristeceu
por causa dos pobres?
26 Mesmo assim,
quando eu esperava o bem,
veio o mal;
quando eu procurava luz,
vieram trevas.
27 Nunca pra a agitao
dentro de mim;
dias de sofrimento me confrontam.
28 Perambulo escurecido,
mas no pelo sol;
levanto-me na assemblia
e clamo por ajuda.
29 Tornei-me irmo dos chacais,
companheiro das corujas.
30 Minha pele escurece e cai;
meu corpo queima de febre.
31 Minha harpa est afinada
para cantos fnebres,
e minha flauta para o som de pranto.
Notas de rodap:
[a] 30.3 Ou roam a
[b] 30.4 Ou o seu combustvel
[c] 30.18 A Septuaginta diz Deus agarra minha roupa.

J-CAPITULO-31
1 "Fiz acordo com os meus olhos
de no olhar com cobia
para as moas.
2 Pois qual  a poro que o homem
recebe de Deus l de cima?
Qual a sua herana do Todo-poderoso,
que habita nas alturas?
3 No  runa para os mpios,
desgraa para os que fazem o mal?
4 No v ele os meus caminhos,
e no considera
cada um de meus passos?
5 "Se me conduzi com falsidade,
ou se meus ps se apressaram
a enganar,
6 -- Deus me pese em balana justa,
e saber que no tenho culpa --
7 se meus passos
desviaram-se do caminho,
se o meu corao foi conduzido
por meus olhos,
ou se minhas mos
foram contaminadas,
8 que outros comam o que semeei,
e que as minhas plantaes
sejam arrancadas pelas razes.
9 "Se o meu corao
foi seduzido por mulher,
ou se fiquei  espreita
junto  porta do meu prximo,
10 que a minha esposa moa cereal
de outro homem,
e que outros durmam com ela.
11 Pois faz-lo seria vergonhoso,
crime merecedor de julgamento.
12 Isso  um fogo que consome
at a Destruio [a] ;
teria extirpado a minha colheita.
13 "Se neguei justia
aos meus servos e servas,
quando reclamaram contra mim,
14 que farei quando Deus
me confrontar?
Que responderei quando chamado
a prestar contas?
15 Aquele que me fez no ventre materno
no os fez tambm?
No foi ele que nos formou,
a mim e a eles,
no interior de nossas mes?
16 "Se no atendi os desejos do pobre,
ou se fatiguei os olhos da viva,
17 se comi meu po sozinho,
sem compartilh-lo com o rfo,
18 sendo que desde a minha juventude o criei
como se fosse seu pai,
e desde o nascimento guiei a viva;
19 se vi algum morrendo
por falta de roupa,
ou um necessitado sem cobertor,
20 e o seu corao no me abenoou
porque o aqueci com a l
de minhas ovelhas,
21 se levantei a mo contra o rfo,
ciente da minha influncia no tribunal,
22 que o meu brao descaia do ombro,
e se quebre nas juntas.
23 Pois eu tinha medo
que Deus me destrusse,
e, temendo o seu esplendor,
no podia fazer tais coisas.
24 "Se pus no ouro a minha confiana
e disse ao ouro puro:
Voc  a minha garantia,
25 se me regozijei
por ter grande riqueza,
pela fortuna que as minhas mos
obtiveram,
26 se contemplei o sol em seu fulgor
e a lua a mover-se esplndida,
27 e em segredo o meu corao
foi seduzido
e a minha mo lhes ofereceu
beijos de venerao,
28 esses tambm seriam pecados
merecedores de condenao,
pois eu teria sido infiel a Deus,
que est nas alturas.
29 "Se a desgraa do meu inimigo
me alegrou,
ou se os problemas que teve
me deram prazer;
30 eu, que nunca deixei minha boca pecar,
lanando maldio sobre ele;
31 se os que moram em minha casa
nunca tivessem dito:
``Quem no recebeu de J
um pedao de carne?'',
32 sendo que nenhum estrangeiro
teve que passar a noite na rua,
pois a minha porta
sempre esteve aberta para o viajante;
33 se escondi o meu pecado,
como outros fazem [b] ,
acobertando no corao
a minha culpa,
34 com tanto medo da multido
e do desprezo dos familiares
que me calei e no sa de casa...
35 ("Ah, se algum me ouvisse!
Agora assino a minha defesa.
Que o Todo-poderoso me responda;
que o meu acusador
faa a denncia por escrito.
36 Eu bem que a levaria nos ombros
e a usaria como coroa.
37 Eu lhe falaria
sobre todos os meus passos;
como um prncipe
eu me aproximaria dele.)
38 "Se a minha terra se queixar de mim
e todos os seus sulcos chorarem,
39 se consumi os seus produtos
sem nada pagar,
ou se causei desnimo
aos seus ocupantes,
40 que me venham espinhos
em lugar de trigo
e ervas daninhas em lugar de cevada".
Aqui terminam as palavras de J.
Notas de rodap:
[a] 31.12 Hebraico: Abadom .
[b] 31.33 Ou como fez Ado

J-CAPITULO-32
Eli
1 Ento esses trs homens pararam de responder a J, pois este se
julgava justo.
2 Mas Eli, filho de Baraquel, de Buz, da famlia de
Ro, indignou-se muito contra J, porque este se justificava a si mesmo
diante de Deus.
3 Tambm se indignou contra os trs amigos, pois no
encontraram meios de refutar a J, e mesmo assim o tinham condenado.
[a]
4 Eli tinha ficado esperando para falar a J porque eles eram
mais velhos que ele.
5 Mas, quando viu que os trs no tinham mais nada
a dizer, indignou-se.
6 Ento Eli, filho de Baraquel, de Buz, falou:
"Eu sou jovem, vocs tm idade.
Por isso tive receio
e no ousei dizer-lhes o que sei.
7 Os que tm idade  que devem falar,
pensava eu,
os anos avanados  que devem
ensinar sabedoria.
8 Mas  o esprito [b] dentro do homem
que lhe d entendimento;
o sopro do Todo-poderoso.
9 No so s os mais velhos [c] , os sbios,
no so s os de idade
que entendem o que  certo.
10 "Por isso digo: Escutem-me;
tambm vou dizer o que sei.
11 Enquanto vocs estavam falando,
esperei;
fiquei ouvindo os seus arrazoados;
enquanto vocs estavam
procurando palavras,
12 dei-lhes total ateno.
Mas nenhum de vocs
demonstrou que J est errado.
Nenhum de vocs respondeu
aos seus argumentos.
13 No digam: ``Encontramos
a sabedoria;
que Deus o refute, no o homem''.
14 S que no foi contra mim
que J dirigiu as suas palavras,
e no vou responder a ele
com os argumentos de vocs.
15 "Vejam, eles esto consternados
e no tm mais o que dizer;
as palavras lhes fugiram.
16 Devo aguardar,
agora que esto calados
e sem resposta?
17 Tambm vou dar a minha opinio,
tambm vou dizer o que sei,
18 pois no me faltam palavras,
e dentro de mim o esprito
me impulsiona.
19 Por dentro estou
como vinho arrolhado,
como odres novos
prestes a romper.
20 Tenho que falar; isso me aliviar.
Tenho que abrir os lbios e responder.
21 No serei parcial com ningum,
e a ningum bajularei,
22 porque no sou bom em bajular;
se fosse, o meu Criador
em breve me levaria.
Notas de rodap:
[a] 32.3 Uma antiga traduo de escribas hebreus diz J, e assim
haviam condenado a Deus.
[b] 32.8 Ou Esprito ; tambm no versculo 18.
[c] 32.9 Ou muitos ; ou ainda grandes

J-CAPITULO-33
1 "Mas agora, J,
escute as minhas palavras;
preste ateno a tudo o que vou dizer.
2 Estou prestes a abrir a boca;
minhas palavras
esto na ponta da lngua.
3 Minhas palavras procedem
de um corao ntegro;
meus lbios falam com sinceridade
o que eu sei.
4 O Esprito de Deus me fez;
o sopro do Todo-poderoso me d vida.
5 Responda-me, ento, se puder;
prepare-se para enfrentar-me.
6 Sou igual a voc diante de Deus;
eu tambm fui feito do barro.
7 Por isso no lhe devo inspirar temor,
e a minha mo no h de ser pesada
sobre voc.
8 "Mas voc disse ao meu alcance;
eu ouvi bem as palavras:
9 ``Estou limpo e sem pecado;
estou puro e sem culpa.
10 Contudo, Deus procurou em mim
motivos para inimizade;
ele me considera seu inimigo.
11 Ele acorrenta os meus ps;
vigia de perto
todos os meus caminhos''.
12 "Mas eu lhe digo
que voc no est certo,
porquanto Deus  maior
do que o homem.
13 Por que voc se queixa a ele
de que no responde
s palavras dos homens? [a]
14 Pois a verdade  que Deus fala,
ora de um modo, ora de outro,
mesmo que o homem no o perceba.
15 Em sonho ou em viso
durante a noite,
quando o sono profundo
cai sobre os homens
e eles dormem em suas camas,
16 ele pode falar aos ouvidos deles
e aterroriz-los com advertncias,
17 para previnir o homem
das suas ms aes
e livr-lo do orgulho,
18 para preservar da cova a sua alma,
e a sua vida da espada. [b]
19 Ou o homem pode ser castigado
no leito de dor,
com os seus ossos
em constante agonia,
20 sendo levado a achar a comida repulsiva
e a detestar na alma
sua refeio preferida.
21 J no se v sua carne,
e seus ossos, que no se viam,
agora aparecem.
22 Sua alma aproxima-se da cova,
e sua vida, dos mensageiros da morte.
23 "Havendo, porm, um anjo
ao seu lado,
como mediador dentre mil,
que diga ao homem o que  certo
a seu respeito,
24 para ser-lhe favorvel e dizer:
``Poupa-o de descer  cova;
encontrei resgate para ele'',
25 ento sua carne se renova
voltando a ser como de criana;
ele se rejuvenece.
26 Ele ora a Deus e recebe o seu favor;
v o rosto de Deus
e d gritos de alegria,
e Deus lhe restitui a condio de justo.
27 Depois ele vem aos homens e diz:
``Pequei e torci o que era certo,
mas ele no me deu o que eu merecia.
28 Ele resgatou a minha alma,
impedindo-a de descer  cova,
e viverei para desfrutar a luz''.
29 "Deus faz dessas coisas ao homem,
duas ou trs vezes,
30 para recuperar sua alma da cova,
a fim de que refulja sobre ele
a luz da vida.
31 "Preste ateno, J, e escute-me;
fique em silncio, e falarei.
32 Se voc tem algo para dizer,
responda-me;
fale logo, pois quero que voc
seja absolvido.
33 Se no tem nada para dizer, oua-me,
fique em silncio,
e eu lhe ensinarei
a sabedoria".
Notas de rodap:
[a] 33.13 Ou por quaisquer de suas aes?
[b] 33.18 Ou e de atravessar o Rio.

J-CAPITULO-34
1 Eli continuou:
1 "Ouam as minhas palavras,
vocs que so sbios;
escutem-me,
vocs que tm conhecimento.
3 Pois o ouvido prova as palavras
como a lngua prova o alimento.
4 Tratemos de discernir juntos
o que  certo
e de aprender o que  bom.
5 "J afirma: ``Sou inocente,
mas Deus me nega justia.
6 Apesar de eu estar certo,
sou considerado mentiroso;
apesar de estar sem culpa,
sua flecha me causa ferida incurvel''.
7 Que homem existe como J,
que bebe zombaria como gua?
8 Ele  companheiro
dos que fazem o mal,
e anda com os mpios.
9 Pois diz: ``No d lucro
agradar a Deus''.
10 "Por isso escutem-me,
vocs que tm conhecimento.
Longe de Deus esteja o fazer o mal,
e do Todo-poderoso
o praticar a iniqidade.
11 Ele retribui ao homem
conforme o que este fez,
e lhe d o que a sua conduta merece.
12 No se pode nem pensar
que Deus faa o mal,
que o Todo-poderoso
perverta a justia.
13 Quem o nomeou
para governar a terra?
Quem o encarregou de cuidar
do mundo inteiro?
14 Se fosse inteno dele,
e de fato retirasse o seu esprito [a]
e o seu sopro,
15 a humanidade pereceria
toda de uma vez,
e o homem voltaria ao p.
16 "Portanto, se voc
tem entendimento,
oua-me, escute o que lhe digo.
17 Acaso quem odeia a justia
poder governar?
Voc ousar condenar
aquele que  justo e poderoso?
18 No  ele que diz aos reis:
``Vocs nada valem'',
e aos nobres: ``Vocs so mpios''?
19 No  verdade que ele no mostra
parcialidade a favor dos prncipes,
e no favorece o rico
em detrimento do pobre,
uma vez que todos
so obra de suas mos?
20 Morrem num momento,
em plena noite;
cambaleiam e passam.
Os poderosos so retirados
sem a interveno de mos humanas.
21 "Pois Deus v o caminho
dos homens;
ele enxerga cada um dos seus passos.
22 No h sombra densa o bastante,
onde os que fazem o mal
possam esconder-se.
23 Deus no precisa de maior tempo
para examinar os homens
e lev-los  sua presena
para julgamento.
24 Sem depender de investigaes,
ele destri os poderosos
e coloca outros em seu lugar.
25 Visto que ele repara nos atos
que eles praticam,
derruba-os, e eles so esmagados.
26 Pela impiedade deles,
ele os castiga onde todos
podem v-los.
27 Isso porque deixaram de segui-lo
e no deram ateno aos caminhos
por ele traados.
28 Fizeram chegar a ele
o grito do pobre,
e ele ouviu o clamor do necessitado.
29 Mas, se ele permanecer calado,
quem poder conden-lo?
Se esconder o rosto,
quem poder v-lo?
No entanto, ele domina igualmente
sobre homens e naes,
30 para evitar que o mpio governe
e prepare armadilhas para o povo.
31 "Suponhamos que um homem
diga a Deus:
``Sou culpado,
mas no vou mais pecar.
32 Mostra-me o que no estou vendo;
se agi mal, no tornarei a faz-lo''.
33 Quanto a voc,
deveria Deus recompens-lo
quando voc nega a sua culpa?
 voc que deve decidir, no eu;
conte-me, pois, o que voc sabe.
34 "Os homens de bom senso,
os sbios que me ouvem,
me declaram:
35 ``J no sabe o que diz;
no h discernimento em suas palavras''.
36 Ah, se J sofresse a mais dura prova,
por sua resposta de mpio!
37 Ao seu pecado ele acrescenta
a revolta;
com desprezo bate palmas entre ns
e multiplica suas palavras
contra Deus".
Notas de rodap:
[a] 34.14 Ou Esprito

J-CAPITULO-35
1 Eli prosseguiu:
1 "Voc acha que isso  justo?
Pois voc diz:
``Serei absolvido por Deus''. [a]
3 Contudo, voc lhe pergunta:
``Que vantagem tenho eu [b] ,
e o que ganho, se no pecar?''
4 "Desejo responder-lhe,
a voc e aos seus amigos
que esto com voc.
5 Olhe para os cus e veja;
mire as nuvens, to elevadas.
6 Se voc pecar, em que isso o afetar?
Se os seus pecados forem muitos,
que  que isso lhe far?
7 Se voc for justo, o que lhe dar?
Ou o que ele receber de sua mo?
8 A sua impiedade s afeta aos homens,
seus semelhantes,
e a sua justia, aos filhos dos homens.
9 "Os homens se lamentam
sob fardos de opresso;
imploram que os libertem
do brao dos poderosos.
10 Mas no h quem pergunte:
``Onde est Deus, o meu Criador,
que de noite faz surgirem cnticos,
11 que nos ensina mais
que aos animais da terra
e nos faz mais sbios
que as [c] aves dos cus?''
12 Quando clamam, ele no responde,
por causa da arrogncia dos mpios.
13 Alis, Deus no escuta
a v splica que fazem;
o Todo-poderoso no lhes d ateno.
14 Pois muito menos escutar
quando voc disser que no o v,
que a sua causa est diante dele
e que voc tem que esperar por ele.
15 Mais que isso,
que a sua ira jamais castiga
e que ele no d a mnima ateno
 iniqidade. [d]
16 Assim  que J abre a sua boca
para dizer palavras vs;
em sua ignorncia
ele multiplica palavras".
Notas de rodap:
[a] 35.2 Ou `` Minha justia  maior que a de Deus''.
[b] 35.3 Ou voc tem
[c] 35.11 Ou ensina pelos animais da terra e nos faz sbios atravs
das
[d] 35.15 Conforme as verses de Smaco, Teodcio e a Vulgata.

J-CAPITULO-36
1 Disse mais Eli:
1 "Peo-lhe que seja um pouco mais
paciente comigo,
e lhe mostrarei que se pode dizer
mais verdades em defesa de Deus.
3 Vem de longe o meu conhecimento;
atribuirei justia ao meu Criador.
4 No tenha dvida,
as minhas palavras no so falsas;
quem est com voc
 a perfeio no conhecimento.
5 "Deus  poderoso,
mas no despreza os homens;
 poderoso e firme em seu propsito.
6 No poupa a vida dos mpios,
mas garante os direitos dos aflitos.
7 No tira os seus olhos do justo;
ele o coloca nos tronos com os reis
e o exalta para sempre.
8 Mas, se os homens
forem acorrentados,
presos firmemente
com as cordas da aflio,
9 ele lhes dir o que fizeram,
que pecaram com arrogncia.
10 Ele os far ouvir a correo
e lhes ordenar que se arrependam
do mal que praticaram.
11 Se lhe obedecerem e o servirem,
sero prsperos at o fim dos seus dias
e tero contentamento
nos anos que lhes restam.
12 Mas, se no obedecerem,
perecero  espada [a]
e morrero na ignorncia.
13 "Os que tm corao mpio
guardam ressentimento;
mesmo quando ele os agrilhoa
eles no clamam por socorro.
14 Morrem em plena juventude
entre os prostitutos dos santurios.
15 Mas aos que sofrem
ele os livra
em meio ao sofrimento;
em sua aflio ele lhes fala.
16 "Ele est atraindo voc
para longe das mandbulas da aflio,
para um lugar amplo e livre,
para o conforto da mesa farta e seleta
que voc ter.
17 Mas agora, farto sobre voc
 o julgamento que cabe aos mpios;
o julgamento e a justia o pegaram.
18 Cuidado!
Que ningum o seduza com riquezas;
no se deixe desviar por suborno,
por maior que este seja.
19 Acaso a sua riqueza, ou mesmo
todos os seus grandes esforos,
dariam a voc apoio
e alvio da aflio?
20 No anseie pela noite,
quando o povo  tirado dos seus lares.
21 Cuidado! No se volte
para a iniqidade,
que voc parece preferir  aflio.
22 "Deus  exaltado em seu poder.
Quem  mestre como ele?
23 Quem lhe prescreveu
os seus caminhos,
ou lhe disse: ``Agiste mal''?
24 Lembre-se de exaltar as suas obras,
s quais os homens dedicam
cnticos de louvor.
25 Toda a humanidade as v;
de lugares distantes
os homens as contemplam.
26 Como Deus  grande!
Ultrapassa o nosso entendimento!
No h como calcular
os anos da sua existncia.
27 "Ele atrai as gotas de gua,
que se dissolvem
e descem como chuva
para os regatos [b] ;
28 as nuvens as despejam em aguaceiros
sobre a humanidade.
29 Quem pode entender
como ele estende as suas nuvens,
como ele troveja
desde o seu pavilho?
30 Observe como ele espalha
os seus relmpagos ao redor,
iluminando at as profundezas do mar.
31  assim que ele governa [c] as naes
e lhes fornece grande fartura.
32 Ele enche as mos de relmpagos
e lhes determina o alvo
que devero atingir.
33 Seu trovo anuncia a tempestade
que est a caminho;
at o gado a pressente. [d]
Notas de rodap:
[a] 36.12 Ou atravessaro o Rio
[b] 36.27 Ou destilam como chuva a partir da nvoa
[c] 36.31 Ou nutre
[d] 36.33 Ou anuncia a sua vinda, a vinda do que  zeloso contra o
mal.

J-CAPITULO-37
1 "Diante disso o meu corao
bate aceleradamente
e salta do seu lugar.
2 Oua! Escute o estrondo da sua voz,
o trovejar da sua boca.
3 Ele solta os seus relmpagos
por baixo de toda a extenso do cu
e os manda para os confins da terra.
4 Depois vem o som
do seu grande estrondo:
ele troveja com sua majestosa voz.
Quando a sua voz ressoa,
nada o faz recuar.
5 A voz de Deus troveja
maravilhosamente;
ele faz coisas grandiosas,
acima do nosso entendimento.
6 Ele diz  neve: ``Caia sobre a terra'',
e  chuva: ``Seja um forte aguaceiro''.
7 Ele paralisa
o trabalho de cada homem,
a fim de que todos os que ele criou
conheam a sua obra. [a]
8 Os animais vo
para os seus esconderijos,
e ficam nas suas tocas.
9 A tempestade sai da sua cmara,
e dos ventos vem o frio.
10 O sopro de Deus produz gelo,
e as vastas guas se congelam.
11 Tambm carrega de umidade
as nuvens,
e entre elas espalha
os seus relmpagos.
12 Ele as faz girar, circulando
sobre a superfcie de toda a terra,
para fazerem tudo
o que ele lhes ordenar.
13 Ele traz as nuvens,
ora para castigar os homens,
ora para regar a sua terra [b]
e lhes mostrar o seu amor.
14 "Escute isto, J;
pare e reflita nas maravilhas de Deus.
15 Acaso voc sabe como Deus
comanda as nuvens
e faz brilhar os seus relmpagos?
16 Voc sabe como ficam
suspensas as nuvens,
essas maravilhas daquele
que tem perfeito conhecimento?
17 Voc, que em sua roupa
desfalece de calor
quando a terra fica amortecida
sob o vento sul,
18 pode ajud-lo a estender os cus,
duros como espelho de bronze?
19 "Diga-nos o que devemos
dizer a ele;
no podemos elaborar a nossa defesa
por causa das nossas trevas.
20 Deve-se dizer-lhe
o que lhe quero falar?
Quem pediria para ser devorado?
21 Ningum pode olhar
para o fulgor do sol nos cus,
depois que o vento os clareia.
22 Do norte vem luz dourada;
Deus vem em temvel majestade.
23 Fora de nosso alcance
est o Todo-poderoso,
exaltado em poder;
mas, em sua justia e retido,
no oprime ningum.
24 Por isso os homens o temem;
no d ele ateno
a todos os sbios de corao? [c] "
Notas de rodap:
[a] 37.7 Ou pelo seu poder ele enche de temor todos os homens.
[b] 37.13 Ou para favorec-los
[c] 37.24 Ou pois ele no tem considerao por ningum que se ache
sbio.

J-CAPITULO-38
O Senhor Fala
1 Ento o Senhor respondeu a J do meio da tempestade e disse:
2 "Quem  esse que obscurece
o meu conselho
com palavras sem conhecimento?
3 Prepare-se como simples homem;
vou fazer-lhe perguntas,
e voc me responder.
4 "Onde voc estava quando lancei
os alicerces da terra?
Responda-me, se  que voc sabe tanto.
5 Quem marcou os limites
das suas dimenses?
Talvez voc saiba!
E quem estendeu sobre ela
a linha de medir?
6 E os seus fundamentos,
sobre o que foram postos?
E quem colocou sua pedra de esquina,
7 enquanto as estrelas matutinas
juntas cantavam
e todos os anjos [a] se regozijavam?
8 "Quem represou o mar
pondo-lhe portas,
quando ele irrompeu
do ventre materno,
9 quando o vesti de nuvens
e em densas trevas o envolvi,
10 quando fixei os seus limites
e lhe coloquei portas e barreiras,
11 quando eu lhe disse:
At aqui voc pode vir,
alm deste ponto no;
aqui fao parar suas ondas orgulhosas?
12 "Voc j deu ordens  manh
ou mostrou  alvorada o seu lugar,
13 para que ela apanhasse a terra
pelas pontas
e sacudisse dela os mpios?
14 A terra toma forma
como o barro sob o sinete;
e tudo nela se v como uma veste.
15 Aos mpios  negada a sua luz,
e quebra-se o seu brao levantado.
16 "Voc j foi
at as nascentes do mar,
ou j passeou pelas obscuras profundezas
do abismo?
17 As portas da morte
lhe foram mostradas?
Voc viu as portas das densas trevas? [b]
18 Voc faz idia de quo imensas
so as reas da terra?
Fale-me, se  que voc sabe.
19 "Como se vai ao lugar
onde mora a luz?
E onde est a residncia das trevas?
20 Poder voc conduzi-las
ao lugar que lhes pertence?
Conhece o caminho
da habitao delas?
21 Talvez voc conhea,
pois voc j tinha nascido!
Voc j viveu tantos anos!
22 "Acaso voc entrou
nos reservatrios de neve,
j viu os depsitos de saraiva,
23 que eu guardo para
os perodos de tribulao,
para os dias de guerra e de combate?
24 Qual o caminho
por onde se repartem
os relmpagos?
Onde  que os ventos orientais
so distribudos sobre a terra?
25 Quem  que abre um canal
para a chuva torrencial,
e um caminho
para a tempestade trovejante,
26 para fazer chover na terra
em que no vive nenhum homem,
no deserto onde no h ningum,
27 para matar a sede do deserto rido
e nele fazer brotar vegetao?
28 Acaso a chuva tem pai?
Quem  o pai das gotas de orvalho?
29 De que ventre materno vem o gelo?
E quem d  luz a geada
que cai dos cus,
30 quando as guas se tornam
duras como pedra
e a superfcie do abismo se congela?
31 "Voc pode amarrar
as lindas [c] Pliades?
Pode afrouxar as cordas do rion?
32 Pode fazer surgir no tempo certo
as constelaes [d]
ou fazer sair a Ursa [e]
com seus filhotes?
33 Voc conhece as leis dos cus?
Voc pode determinar
o domnio de Deus [f] sobre a terra?
34 "Voc  capaz de levantar a voz
at as nuvens
e cobrir-se com uma inundao?
35  voc que envia os relmpagos,
e eles lhe dizem: ``Aqui estamos''?
36 Quem foi que deu sabedoria
ao corao
e entendimento  mente?
37 Quem  que tem sabedoria
para avaliar as nuvens?
Quem  capaz de despejar
os cntaros de gua dos cus,
38 quando o p se endurece
e os torres de terra
aderem uns aos outros?
39 " voc que caa a presa para a leoa
e satisfaz a fome dos lees,
40 quando se agacham em suas tocas
ou ficam  espreita no matagal?
41 Quem d alimento aos corvos
quando os seus filhotes clamam a Deus
e vagueiam por falta de comida?
Notas de rodap:
[a] 38.7 Hebraico: os filhos de Deus.
[b] 38.17 Ou da sombra da morte?
[c] 38.31 Ou as cintilantes ; ou ainda as cadeias das
[d] 38.32 Ou a estrela da manh
[e] 38.32 Ou o Leo
[f] 38.33 Ou deles

J-CAPITULO-39
1 "Voc sabe quando
as cabras monteses do  luz?
Voc est atento quando a cora
tem o seu filhote?
2 Acaso voc conta os meses
at elas darem  luz?
Sabe em que poca
elas tm as suas crias?
3 Elas se agacham,
do  luz os seus filhotes,
e suas dores se vo.
4 Seus filhotes crescem nos campos
e ficam fortes;
partem, e no voltam mais.
5 "Quem ps em liberdade
o jumento selvagem?
Quem soltou suas cordas?
6 Eu lhe dei o deserto como lar,
o leito seco de lagos salgados
como sua morada.
7 Ele se ri da agitao da cidade;
no ouve os gritos do tropeiro.
8 Vagueia pelas colinas
em busca de pasto
e vai em busca daquilo
que  verde.
9 "Ser que o boi selvagem consentir
em servir voc?
e em passar a noite ao lado dos cochos
do seu curral?
10 Poder voc prend-lo
com arreio na vala?
Ir atrs de voc arando os vales?
11 Voc vai confiar nele,
por causa da sua grande fora?
Vai deixar a cargo dele
o trabalho pesado
que voc tem que fazer?
12 Poder voc estar certo
de que ele recolher o seu trigo
e o ajuntar na sua eira?
13 "A avestruz
bate as asas alegremente.
Que se dir ento das asas
e da plumagem da cegonha?
14 Ela abandona os ovos no cho
e deixa que a areia os aquea,
15 esquecida de que um p
poder esmag-los,
que algum animal selvagem
poder pisote-los.
16 Ela trata mal os seus filhotes,
como se no fossem dela,
e no se importa se o seu trabalho
 intil.
17 Isso porque Deus
no lhe deu sabedoria
nem parcela alguma de bom senso.
18 Contudo, quando estende as penas
para correr,
ela ri do cavalo
e daquele que o cavalga.
19 " voc que d fora ao cavalo
ou veste o seu pescoo
com sua crina tremulante?
20 Voc o faz saltar como gafanhoto,
espalhando terror
com o seu orgulhoso resfolegar?
21 Ele escarva com fria,
mostra com prazer a sua fora,
e sai para enfrentar as armas.
22 Ele ri do medo e nada teme;
no recua diante da espada.
23 A aljava balana ao seu lado,
com a lana e o dardo flamejantes.
24 Num furor frentico
ele devora o cho;
no consegue esperar
pelo toque da trombeta.
25 Ao ouvi-lo, ele relincha:
``Eia!''
De longe sente cheiro de combate,
o brado de comando
e o grito de guerra.
26 " graas  inteligncia que voc tem
que o falco ala vo
e estende as asas rumo ao sul?
27  por sua ordem,
que a guia se eleva
e no alto constri o seu ninho?
28 Um penhasco  sua morada,
e ali passa a noite;
uma escarpa rochosa  a sua fortaleza.
29 De l sai ela em busca de alimento;
de longe os seus olhos o vem.
30 Seus filhotes bebem sangue,
e, onde h mortos, ali ela est".

J-CAPITULO-40
1 Disse ainda o Senhor a J:
1 "Aquele que contende
com o Todo-poderoso
poder repreend-lo?
Que responda a Deus
aquele que o acusa!"
3 Ento J respondeu ao Senhor :
4 "Sou indigno;
como posso responder-te?
Ponho a mo sobre a minha boca.
5 Falei uma vez,
mas no tenho resposta;
sim, duas vezes,
mas no direi mais nada".
6 Depois, o Senhor falou a J
do meio da tempestade:
7 "Prepare-se
como simples homem que ;
eu lhe farei perguntas,
e voc me responder.
8 "Voc vai pr em dvida
a minha justia?
Vai condenar-me para justificar-se?
9 Seu brao  como o de Deus,
e sua voz pode trovejar como a dele?
10 Adorne-se, ento,
de esplendor e glria,
e vista-se de majestade e honra.
11 Derrame a fria da sua ira,
olhe para todo orgulhoso
e lance-o por terra,
12 olhe para todo orgulhoso
e humilhe-o,
esmague os mpios onde estiverem.
13 Enterre-os todos juntos no p;
encubra os rostos deles no tmulo.
14 Ento admitirei que a sua mo direita
pode salvar voc.
15 "Veja o Beemote [a]
que criei quando criei voc
e que come capim
como o boi.
16 Que fora ele tem em seus lombos!
Que poder nos msculos
do seu ventre!
17 Sua cauda [b] balana como o cedro;
os nervos de suas coxas
so firmemente entrelaados.
18 Seus ossos so canos de bronze,
seus membros so varas de ferro.
19 Ele ocupa o primeiro lugar
entre as obras de Deus.
No entanto, o seu Criador
pode chegar a ele com sua espada.
20 Os montes lhe oferecem
tudo o que produzem,
e todos os animais selvagens
brincam por perto.
21 Sob os lotos se deita,
oculto entre os juncos do brejo.
22 Os lotos o escondem  sua sombra;
os salgueiros junto ao regato o cercam.
23 Quando o rio se enfurece,
ele no se abala;
mesmo que o Jordo
encrespe as ondas
contra a sua boca,
ele se mantm calmo.
24 Poder algum captur-lo
pelos olhos [c] ,
ou prend-lo em armadilha
e enganch-lo pelo nariz?
Notas de rodap:
[a] 40.15 Grande animal de identificao desconhecida.
Tradicionalmente hipoptamo.
[b] 40.17 Ou tronco ; ou ainda tromba
[c] 40.24 Ou captur-lo por meio de um aude

J-CAPITULO-41
1 "Voc consegue pescar com anzol
o Leviat [a]
ou prender sua lngua com uma corda?
2 Consegue fazer passar um cordo
pelo seu nariz
ou atravessar seu queixo
com um gancho?
3 Voc imagina que ele vai
lhe implorar misericrdia
e falar-lhe palavras amveis?
4 Acha que ele vai fazer
acordo com voc,
para que o tenha como escravo
pelo resto da vida?
5 Acaso voc consegue fazer dele
um bichinho de estimao,
como se fosse um passarinho,
ou pr-lhe uma coleira
para d-lo s suas filhas?
6 Podero os negociantes vend-lo?
Ou reparti-lo
entre os comerciantes?
7 Voc consegue encher de arpes
o seu couro,
e de lanas de pesca a sua cabea?
8 Se puser a mo nele,
a luta ficar em sua memria,
e nunca mais voc tornar a faz-lo.
9 Esperar venc-lo  iluso;
apenas v-lo j  assustador.
10 Ningum  suficientemente corajoso
para despert-lo.
Quem ento ser capaz
de resistir a mim?
11 Quem primeiro me deu alguma coisa,
que eu lhe deva pagar?
Tudo o que h debaixo dos cus
me pertence.
12 "No deixarei de falar
de seus membros,
de sua fora e de seu porte gracioso.
13 Quem consegue arrancar
sua capa externa?
Quem se aproximaria dele
com uma rdea?
14 Quem ousa abrir as portas
de sua boca,
cercada com seus dentes temveis?
15 Suas costas possuem [b]
fileiras de escudos
firmemente unidos;
16 cada um est to junto do outro
que nem o ar passa entre eles;
17 esto to interligados
que  impossvel separ-los.
18 Seu forte sopro
atira lampejos de luz;
seus olhos so como
os raios da alvorada.
19 Ties saem da sua boca;
fagulhas de fogo estalam.
20 Das suas narinas sai fumaa
como de panela fervente
sobre fogueira de juncos.
21 Seu sopro acende o carvo,
e da sua boca saltam chamas.
22 Tanta fora reside em seu pescoo
que o terror vai adiante dele.
23 As dobras da sua carne
so fortemente unidas;
so to firmes que no se movem.
24 Seu peito  duro como pedra,
rijo como a pedra inferior do moinho.
25 Quando ele se ergue,
os poderosos se apavoram;
fogem com medo dos seus golpes.
26 A espada que o atinge
nada lhe faz,
nem a lana nem a flecha
nem o dardo.
27 Ferro ele trata como palha,
e bronze como madeira podre.
28 As flechas no o afugentam,
as pedras das fundas
so como cisco para ele.
29 O basto lhe parece fiapo de palha;
o brandir da grande lana o faz rir.
30 Seu ventre  como caco denteado,
e deixa rastro na lama
como o trilho de debulhar.
31 Ele faz as profundezas se agitarem
como caldeiro fervente,
e revolve o mar
como pote de ungento.
32 Deixa atrs de si
um rastro cintilante,
como se fossem
os cabelos brancos do abismo.
33 Nada na terra se equipara a ele:
criatura destemida!
34 Com desdm olha todos os altivos;
reina soberano
sobre todos os orgulhosos".
Notas de rodap:
[a] 41.1 Ou monstro marinho
[b] 41.15 Ou Seu orgulho so suas costas

J-CAPITULO-42
J
1 Ento J respondeu ao Senhor :
2 "Sei que podes fazer todas as coisas;
nenhum dos teus planos
pode ser frustrado.
3 Tu perguntaste: ``Quem  esse
que obscurece o meu conselho
sem conhecimento?''
Certo  que falei de coisas
que eu no entendia,
coisas to maravilhosas
que eu no poderia saber.
4 "Tu disseste:
``Agora escute, e eu falarei;
vou fazer-lhe perguntas,
e voc me responder''.
5 Meus ouvidos j tinham
ouvido a teu respeito,
mas agora os meus olhos te viram.
6 Por isso menosprezo a mim mesmo
e me arrependo no p e na cinza".
Eplogo
7 Depois que o Senhor disse essas palavras a J, disse tambm a Elifaz,
de Tem: "Estou indignado com voc e com os seus dois amigos, pois
vocs no falaram o que  certo a meu respeito, como fez meu servo J.
8 Vo agora at meu servo J, levem sete novilhos e sete carneiros, e
com eles apresentem holocaustos [a] em favor de vocs mesmos. Meu
servo J orar por vocs; eu aceitarei a orao dele e no lhes farei o
que vocs merecem pela loucura que cometeram. Vocs no falaram o que 
certo a meu respeito, como fez meu servo J".
9 Ento Elifaz, de
Tem, Bildade, de Su, e Zofar, de Naamate, fizeram o que o Senhor lhes
ordenara; e o Senhor aceitou a orao de J.
10 Depois que J orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente
prspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes.
11 Todos os seus
irmos e irms, e todos os que o haviam conhecido anteriormente vieram
comer com ele em sua casa. Eles o consolaram e o confortaram por todas
as tribulaes que o Senhor tinha trazido sobre ele, e cada um lhe deu
uma pea de prata [b] e um anel de ouro.
12 O Senhor abenoou o final da vida de J mais do que o incio. Ele
teve catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de boi e mil
jumentos.
13 Tambm teve ainda sete filhos e trs filhas.
14 
primeira filha deu o nome de Jemima,  segunda o de Quzia e  terceira
o de Quren-Hapuque.
15 Em parte alguma daquela terra havia mulheres
to bonitas como as filhas de J, e seu pai lhes deu herana junto com
os seus irmos.
16 Depois disso J viveu cento e quarenta anos; viu seus filhos e os
descendentes deles at a quarta gerao.
17 E ento morreu, em idade
muito avanada.
Notas de rodap:
[a] 42.8 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 42.11 Hebraico: 1 quesita . Uma quesita era uma unidade monetria
de peso e valor desconhecidos.
______________________________________________________________________________

SALMOS-CAPITULO-1
PRIMEIRO LIVRO
1 Como  feliz aquele
que no segue o conselho dos mpios,
no imita a conduta dos pecadores,
nem se assenta na roda dos zombadores!
2 Ao contrrio, sua satisfao
est na lei do Senhor ,
e nessa lei medita dia e noite.
3  como rvore plantada
 beira de guas correntes:
D fruto no tempo certo
e suas folhas no murcham.
Tudo o que ele faz prospera!
4 No  o caso dos mpios!
So como palha que o vento leva.
5 Por isso os mpios
no resistiro no julgamento,
nem os pecadores na comunidade dos justos.
6 Pois o Senhor aprova o [a] caminho dos justos,
mas o caminho dos mpios leva  destruio!
Notas de rodap:
[a] 1.6 Ou cuida do ; ou ainda conhece o

SALMOS-CAPITULO-2
1 Por que se amotinam [a] as naes
e os povos tramam em vo?
2 Os reis da terra tomam posio
e os governantes conspiram unidos
contra o Senhor e contra o seu ungido,
e dizem:
3 "Faamos em pedaos as suas correntes,
lancemos de ns as suas algemas!"
4 Do seu trono nos cus
o Senhor pe-se a rir e caoa deles.
5 Em sua ira os repreende
e em seu furor os aterroriza, dizendo:
6 "Eu mesmo estabeleci o meu rei
em Sio, no meu santo monte".
7 Proclamarei o decreto do Senhor :
Ele me disse: "Tu s meu filho;
eu hoje te gerei.
8 Pede-me, e te darei as naes como herana
e os confins da terra como tua propriedade.
9 Tu as quebrars com vara de ferro [b]
e as despedaars como a um vaso de barro".
10 Por isso,  reis, sejam prudentes;
aceitem a advertncia, autoridades da terra.
11 Adorem o Senhor com temor;
exultem com tremor.
12 Beijem o filho, [c] para que ele no se ire
e vocs no sejam destrudos de repente,
pois num instante acende-se a sua ira.
Como so felizes todos os que nele se refugiam!
Notas de rodap:
[a] 2.1 A Septuaginta diz se enfurecem.
[b] 2.9 Ou as governars com cetro de ferro
[c] 2.12 Os versculos 11 e 12 permitem tradues alternativas.

SALMOS-CAPITULO-3
Salmo de Davi, quando fugiu de seu filho Absalo.
1 Senhor , muitos so os meus adversrios!
Muitos se rebelam contra mim!
2 So muitos os que dizem a meu respeito:
"Deus nunca o salvar!"Pausa [a]
3 Mas tu, Senhor ,
s o escudo que me protege;
s a minha glria
e me fazes andar de cabea erguida.
4 Ao Senhor clamo em alta voz,
e do seu santo monte ele me responde.Pausa
5 Eu me deito e durmo, e torno a acordar,
porque  o Senhor que me sustm.
6 No me assustam os milhares que me cercam.
7 Levanta-te, Senhor !
Salva-me, Deus meu!
Quebra o queixo de todos os meus inimigos;
arrebenta os dentes dos mpios.
8 Do Senhor vem o livramento.
A tua bno est sobre o teu povo.Pausa
Notas de rodap:
[a] 3.2 Hebraico: Sel ; tambm em todo o livro de Salmos.

SALMOS-CAPITULO-4
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Salmo davdico.
1 Responde-me quando clamo,
 Deus que me fazes justia!
D-me alvio da minha angstia;
tem misericrdia de mim
e ouve a minha orao.
2 At quando vocs,  poderosos [a] ,
ultrajaro a minha honra? [b]
At quando estaro amando iluses
e buscando mentiras [c] ?Pausa
3 Saibam que o Senhor escolheu o piedoso;
o Senhor ouvir quando eu o invocar.
4 Quando vocs ficarem irados, no pequem;
ao deitar-se reflitam nisso,
e aquietem-se.Pausa
5 Ofeream sacrifcios como Deus exige
e confiem no Senhor .
6 Muitos perguntam:
"Quem nos far desfrutar o bem?"
Faze,  Senhor , resplandecer sobre ns
a luz do teu rosto! [d]
7 Encheste o meu corao de alegria,
alegria maior do que a daqueles
que tm fartura de trigo e de vinho.
8 Em paz me deito e logo adormeo,
pois s tu, Senhor ,
me fazes viver em segurana.
Notas de rodap:
[a] 4.2 Ou mortais
[b] 4.2 Ou desonraro aquele em quem me glorio?
[c] 4.2 Ou deuses falsos ?
[d] 4.6 Isto , mostra-nos, Senhor , a tua bondade!

SALMOS-CAPITULO-5
Para o mestre de msica. Para flautas. Salmo davdico.
1 Escuta, Senhor , as minhas palavras,
considera o meu gemer.
2 Atenta para o meu grito de socorro,
meu Rei e meu Deus,
pois  a ti que imploro.
3 De manh ouves, Senhor , o meu clamor;
de manh te apresento a minha orao [a]
e aguardo com esperana.
4 Tu no s um Deus
que tenha prazer na injustia;
contigo o mal no pode habitar.
5 Os arrogantes no so aceitos
na tua presena;
odeias todos os que praticam o mal.
6 Destris os mentirosos;
os assassinos e os traioeiros
o Senhor detesta.
7 Eu, porm, pelo teu grande amor,
entrarei em tua casa;
com temor me inclinarei
para o teu santo templo.
8 Conduze-me, Senhor , na tua justia,
por causa dos meus inimigos;
aplaina o teu caminho diante de mim.
9 Nos lbios deles no h palavra confivel;
suas mentes s tramam destruio.
Suas gargantas so um tmulo aberto;
com suas lnguas enganam sutilmente.
10 Condena-os,  Deus!
Caiam eles por suas prprias maquinaes.
Expulsa-os por causa dos seus muitos crimes,
pois se rebelaram contra ti.
11 Alegrem-se, porm,
todos os que se refugiam em ti;
cantem sempre de alegria!
Estende sobre eles a tua proteo.
Em ti exultem os que amam o teu nome.
12 Pois tu, Senhor , abenoas o justo;
o teu favor o protege como um escudo.
Notas de rodap:
[a] 5.3 Ou o meu sacrifcio

SALMOS-CAPITULO-6
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Em oitava. Salmo
davdico.
1 Senhor , no me castigues na tua ira
nem me disciplines no teu furor.
2 Misericrdia, Senhor , pois vou desfalecendo!
Cura-me, Senhor , pois os meus ossos tremem:
3 todo o meu ser estremece.
At quando, Senhor , at quando?
4 Volta-te, Senhor , e livra-me;
salva-me por causa do teu amor leal.
5 Quem morreu no se lembra de ti.
Entre os mortos [a] , quem te louvar?
6 Estou exausto de tanto gemer.
De tanto chorar inundo de noite
a minha cama;
de lgrimas encharco o meu leito.
7 Os meus olhos se consomem de tristeza;
fraquejam por causa de todos
os meus adversrios.
8 Afastem-se de mim
todos vocs que praticam o mal,
porque o Senhor ouviu o meu choro.
9 O Senhor ouviu a minha splica;
o Senhor aceitou a minha orao.
10 Sero humilhados e aterrorizados
todos os meus inimigos;
frustrados, recuaro de repente.
Notas de rodap:
[a] 6.5 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
sepultura, profundezas, p ou morte.

SALMOS-CAPITULO-7
Confisso de Davi, que ele cantou ao Senhor acerca de Cuxe, o benjamita.
1 Senhor , meu Deus, em ti me refugio;
salva-me e livra-me de todos
os que me perseguem,
2 para que, como lees,
no me dilacerem nem me despedacem,
sem que ningum me livre.
3 Senhor , meu Deus, se assim procedi,
se nas minhas mos h injustia,
4 se fiz algum mal a um amigo
ou se poupei [a] sem motivo o meu adversrio,
5 persiga-me o meu inimigo at me alcanar,
no cho me pisoteie e aniquile a minha vida,
lanando a minha honra no p.Pausa
6 Levanta-te, Senhor , na tua ira;
ergue-te contra o furor dos meus adversrios.
Desperta-te, meu Deus! Ordena a justia!
7 Renam-se os povos ao teu redor.
Das alturas reina sobre eles.
8 O Senhor  quem julga os povos.
Julga-me, Senhor , conforme a minha justia,
conforme a minha integridade.
9 Deus justo,
que sondas as mentes e os coraes,
d fim  maldade dos mpios
e ao justo d segurana.
10 O meu escudo est nas mos de Deus,
que salva o reto de corao.
11 Deus  um juiz justo,
um Deus que manifesta cada dia o seu furor.
12 Se o homem no se arrepende,
Deus afia a sua espada,
arma o seu arco e o aponta,
13 prepara as suas armas mortais
e faz de suas setas flechas flamejantes.
14 Quem gera a maldade, concebe sofrimento
e d  luz a desiluso.
15 Quem cava um buraco e o aprofunda
cair nessa armadilha que fez.
16 Sua maldade se voltar contra ele;
sua violncia cair sobre a sua prpria cabea.
17 Darei graas ao Senhor por sua justia;
ao nome do Senhor Altssimo
cantarei louvores.
Notas de rodap:
[a] 7.4 Ou explorei

SALMOS-CAPITULO-8
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Os Lagares. Salmo
davdico.
1 Senhor , Senhor nosso,
como  majestoso o teu nome em toda a terra!
Tu, cuja glria  cantada nos cus. [a]
2 Dos lbios das crianas e dos recm-nascidos
firmaste o teu nome como fortaleza [b] ,
por causa dos teus adversrios,
para silenciar o inimigo que busca vingana.
3 Quando contemplo os teus cus,
obra dos teus dedos,
a lua e as estrelas que ali firmaste,
4 pergunto: Que  o homem,
para que com ele te importes?
E o filho do homem,
para que com ele te preocupes?
5 Tu o fizeste um pouco menor
do que os seres celestiais [c]
e o coroaste de glria e de honra.
6 Tu o fizeste dominar
sobre as obras das tuas mos;
sob os seus ps tudo puseste:
7 todos os rebanhos e manadas,
e at os animais selvagens,
8 as aves do cu, os peixes do mar
e tudo o que percorre as veredas dos mares.
9 Senhor , Senhor nosso,
como  majestoso o teu nome em toda a terra!
Notas de rodap:
[a] 8.1 Ou Puseste a tua glria nos cus ; ou ainda Eu te cultuarei
acima dos cus.
[b] 8.2 Ou suscitaste louvor
[c] 8.5 Ou do que Deus

SALMOS-CAPITULO-9
[a]
Para o mestre de msica. De acordo com muth-laben [b] . Salmo
davdico.
1 Senhor , quero dar-te graas de todo o corao
e falar de todas as tuas maravilhas.
2 Em ti quero alegrar-me e exultar,
e cantar louvores ao teu nome,  Altssimo.
3 Quando os meus inimigos
contigo se defrontam,
tropeam e so destrudos.
4 Pois defendeste o meu direito e a minha causa;
em teu trono te assentaste,
julgando com justia.
5 Repreendeste as naes e destruste os mpios;
para todo o sempre apagaste o nome deles.
6 O inimigo foi totalmente arrasado,
para sempre;
desarraigaste as suas cidades;
j no h quem delas se lembre.
7 O Senhor reina para sempre;
estabeleceu o seu trono para julgar.
8 Ele mesmo julga o mundo com justia;
governa os povos com retido.
9 O Senhor  refgio para os oprimidos,
uma torre segura na hora da adversidade.
10 Os que conhecem o teu nome confiam em ti,
pois tu, Senhor , jamais abandonas
os que te buscam.
11 Cantem louvores ao Senhor ,
que reina em Sio;
proclamem entre as naes os seus feitos.
12 Aquele que pede contas do sangue derramado
no esquece;
ele no ignora o clamor dos oprimidos.
13 Misericrdia, Senhor !
V o sofrimento que me causam
os que me odeiam.
Salva-me das portas da morte,
14 para que, junto s portas da cidade [c] de Sio,
eu cante louvores a ti
e ali exulte em tua salvao.
15 Caram as naes na cova que abriram;
os seus ps ficaram presos
no lao que esconderam.
16 O Senhor  conhecido
pela justia que executa;
os mpios caem em suas prprias armadilhas.Interldio [d] . Pausa
17 Voltem os mpios ao p [e] ,
todas as naes que se esquecem de Deus!
18 Mas os pobres nunca sero esquecidos,
nem se frustrar a esperana dos necessitados.
19 Levanta-te, Senhor !
No permitas que o mortal triunfe!
Julgadas sejam as naes na tua presena.
20 Infunde-lhes terror, Senhor ;
saibam as naes
que no passam de seres humanos.Pausa
Notas de rodap:
[a] Salmos 9:1 Os Salmos 9 e 10 talvez tenham sido originalmente um
nico poema, organizado em ordem alfabtica, no hebraico. Na Septuaginta
constituem um nico salmo.
[b] Ttulo Ttulo: Expresso de sentido desconhecido.
Tradicionalmente: De acordo com a melodia A Morte para o Filho.
[c] 9.14 Hebraico: filha .
[d] 9.16 Hebraico: Higaion .
[e] 9.17 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
sepultura, profundezas ou morte.

SALMOS-CAPITULO-10
1 Senhor , por que ests to longe?
Por que te escondes em tempos de angstia?
2 Em sua arrogncia o mpio persegue o pobre,
que  apanhado em suas tramas.
3 Ele se gaba de sua prpria cobia
e, em sua ganncia,
amaldioa [a] e insulta o Senhor .
4 Em sua presuno o mpio no o busca;
no h lugar para Deus
em nenhum dos seus planos.
5 Os seus caminhos prosperam sempre;
to acima da sua compreenso esto as tuas leis
que ele faz pouco caso
de todos os seus adversrios,
6 pensando consigo mesmo: "Nada me abalar!
Desgraa alguma me atingir,
nem a mim nem aos meus descendentes".
7 Sua boca est cheia de maldies,
mentiras e ameaas;
violncia e maldade esto em sua lngua.
8 Fica  espreita perto dos povoados;
em emboscadas mata os inocentes,
procurando s escondidas as suas vtimas.
9 Fica  espreita como o leo escondido;
fica  espreita para apanhar o necessitado;
apanha o necessitado e o arrasta para a sua rede.
10 Agachado, fica de tocaia;
as suas vtimas caem em seu poder.
11 Pensa consigo mesmo: "Deus se esqueceu;
escondeu o rosto e nunca ver isto".
12 Levanta-te, Senhor !
Ergue a tua mo,  Deus!
No te esqueas dos necessitados.
13 Por que o mpio insulta a Deus,
dizendo no seu ntimo:
"De nada me pedirs contas!"?
14 Mas tu enxergas o sofrimento e a dor;
observa-os para tom-los em tuas mos.
A vtima deles entrega-se a ti;
tu s o protetor do rfo.
15 Quebra o brao do mpio e do perverso,
pede contas de sua impiedade
at que dela nada mais se ache [b] .
16 O Senhor  rei para todo o sempre;
da sua terra desapareceram os outros povos.
17 Tu, Senhor , ouves a splica dos necessitados;
tu os reanimas e atendes ao seu clamor.
18 Defendes o rfo e o oprimido,
a fim de que o homem, que  p,
j no cause terror.
Notas de rodap:
[a] 10.3 Hebraico: abenoa . Aqui empregado como eufemismo.
[b] 10.15 Ou do contrrio, no ser descoberta

SALMOS-CAPITULO-11
Para o mestre de msica. Davdico.
1 No Senhor me refugio.
Como ento vocs podem dizer-me:
"Fuja como um pssaro para os montes"?
2 Vejam! Os mpios preparam os seus arcos;
colocam as flechas contra as cordas
para das sombras as atirarem
nos retos de corao.
3 Quando os fundamentos
esto sendo destrudos,
que pode fazer o justo?
4 O Senhor est no seu santo templo;
o Senhor tem o seu trono nos cus.
Seus olhos observam;
seus olhos examinam os filhos dos homens.
5 O Senhor prova o justo,
mas o mpio e a quem [a] ama a injustia,
a sua alma odeia.
6 Sobre os mpios ele far chover
brasas ardentes e enxofre incandescente;
vento ressecante  o que tero.
7 Pois o Senhor  justo, e ama a justia;
os retos vero a sua face.
Notas de rodap:
[a] 11.5 Ou O Senhor examina o justo e o mpio, mas a quem; ou ainda O
Senhor, o Justo, examina o mpio, mas a quem

SALMOS-CAPITULO-12
Para o mestre de msica. Em oitava. Salmo davdico.
1 Salva-nos, Senhor !
J no h quem seja fiel;
j no se confia em ningum entre os homens.
2 Cada um mente ao seu prximo;
seus lbios bajuladores falam
com segundas intenes.
3 Que o Senhor corte
todos os lbios bajuladores
e a lngua arrogante
4 dos que dizem:
"Venceremos graas  nossa lngua;
somos donos dos nossos lbios! [a]
Quem  senhor sobre ns?"
5 "Por causa da opresso do necessitado
e do gemido do pobre, agora me levantarei",
diz o Senhor .
"Eu lhes darei a segurana que tanto anseiam." [b]
6 As palavras do Senhor so puras,
so como prata purificada num forno,
sete vezes refinada.
7 Senhor , tu nos guardars seguros,
e dessa gente nos protegers para sempre.
8 Os mpios andam altivos por toda parte,
quando a corrupo  exaltada entre os homens.
Notas de rodap:
[a] 12.4 Ou nossos lbios so lminas cortantes!
[b] 12.5 Ou " Eu os protegerei dos que anseiam destru-los."

SALMOS-CAPITULO-13
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 At quando, Senhor ?
Para sempre te esquecers de mim?
At quando esconders de mim o teu rosto?
2 At quando terei inquietaes
e tristeza no corao dia aps dia?
At quando o meu inimigo triunfar sobre mim?
3 Olha para mim e responde, Senhor , meu Deus.
Ilumina os meus olhos,
ou do contrrio dormirei o sono da morte;
4 os meus inimigos diro: "Eu o venci",
e os meus adversrios festejaro o meu fracasso.
5 Eu, porm, confio em teu amor;
o meu corao exulta em tua salvao.
6 Quero cantar ao Senhor
pelo bem que me tem feito.

SALMOS-CAPITULO-14
Para o mestre de msica. Davdico.
1 Diz o tolo em seu corao: "Deus no existe".
Corromperam-se e cometeram atos detestveis;
no h ningum que faa o bem.
2 O Senhor olha dos cus
para os filhos dos homens,
para ver se h algum que tenha entendimento,
algum que busque a Deus.
3 Todos se desviaram,
igualmente se corromperam;
no h ningum que faa o bem,
no h nem um sequer.
4 Ser que nenhum dos malfeitores aprende?
Eles devoram o meu povo
como quem come po,
e no clamam pelo Senhor !
5 Olhem! Esto tomados de pavor!
Pois Deus est presente no meio dos justos.
6 Vocs, malfeitores,
frustram os planos dos pobres,
mas o refgio deles  o Senhor .
7 Ah, se de Sio viesse a salvao para Israel!
Quando o Senhor restaurar o seu [a] povo,
Jac exultar! Israel se regozijar!
Notas de rodap:
[a] 14.7 Ou trouxer de volta os cativos do seu

SALMOS-CAPITULO-15
Salmo davdico.
1 Senhor , quem habitar no teu santurio?
Quem poder morar no teu santo monte?
2 Aquele que  ntegro em sua conduta
e pratica o que  justo,
que de corao fala a verdade
3 e no usa a lngua para difamar,
que nenhum mal faz ao seu semelhante
e no lana calnia contra o seu prximo,
4 que rejeita quem merece desprezo,
mas honra os que temem o Senhor ,
que mantm a sua palavra,
mesmo quando sai prejudicado,
5 que no empresta o seu dinheiro visando lucro
nem aceita suborno contra o inocente.
Quem assim procede
nunca ser abalado!

SALMOS-CAPITULO-16
Poema epigrfico davdico.
1 Protege-me,  Deus,
pois em ti me refugio.
2 Ao Senhor declaro: "Tu s o meu Senhor;
no tenho bem nenhum alm de ti".
3 Quanto aos fiis que h na terra,
eles  que so os notveis
em quem est todo o meu prazer.
4 Grande ser o sofrimento
dos que correm atrs de outros deuses. [a]
No participarei dos seus sacrifcios de sangue,
e os meus lbios nem mencionaro
os seus nomes.
5 Senhor , tu s a minha poro e o meu clice;
s tu que garantes o meu futuro.
6 As divisas caram para mim
em lugares agradveis:
Tenho uma bela herana!
7 Bendirei o Senhor , que me aconselha;
na escura noite o meu corao me ensina!
8 Sempre tenho o Senhor diante de mim.
Com ele  minha direita, no serei abalado.
9 Por isso o meu corao se alegra
e no ntimo exulto;
mesmo o meu corpo repousar tranqilo,
10 porque tu no me abandonars no sepulcro [b] ,
nem permitirs que o teu santo
sofra decomposio.
11 Tu me fars [c] conhecer a vereda da vida,
a alegria plena da tua presena,
eterno prazer  tua direita.
Notas de rodap:
[a] 16.3,4 Ou Quanto aos sacerdotes pagos que esto na terra, e aos
nobres em quem todos tm prazer, eu disse: Aumentaro suas tristezas,
pois correm atrs de outros deuses.
[b] 16.10 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[c] 16.11 Ou fizeste

SALMOS-CAPITULO-17
Orao davdica.
1 Ouve, Senhor , a minha justa queixa;
atenta para o meu clamor.
D ouvidos  minha orao,
que no vem de lbios falsos.
2 Venha de ti a sentena em meu favor;
vejam os teus olhos onde est a justia!
3 Provas o meu corao e de noite me examinas,
tu me sondas, e nada encontras;
decidi que a minha boca no pecar
4 como fazem os homens.
Pela palavra dos teus lbios
eu evitei os caminhos do violento.
5 Meus passos seguem firmes nas tuas veredas;
os meus ps no escorregaram.
6 Eu clamo a ti,  Deus, pois tu me respondes;
inclina para mim os teus ouvidos
e ouve a minha orao.
7 Mostra a maravilha do teu amor,
tu, que com a tua mo direita salvas
os que em ti buscam proteo
contra aqueles que os ameaam.
8 Protege-me como  menina dos teus olhos;
esconde-me  sombra das tuas asas,
9 dos mpios que me atacam com violncia,
dos inimigos mortais que me cercam.
10 Eles fecham o corao insensvel,
e com a boca falam com arrogncia.
11 Eles me seguem os passos, e j me cercam;
seus olhos esto atentos,
prontos para derrubar-me.
12 So como um leo vido pela presa,
como um leo forte agachado na emboscada.
13 Levanta-te, Senhor !
Confronta-os! Derruba-os!
Com a tua espada livra-me dos mpios.
14 Com a tua mo, Senhor ,
livra-me de homens assim,
de homens deste mundo,
cuja recompensa est nesta vida.
Enche-lhes o ventre de tudo
o que lhes reservaste;
sejam os seus filhos saciados,
e o que sobrar fique para os seus pequeninos. [a]
15 Quanto a mim, feita a justia, verei a tua face;
quando despertar, ficarei satisfeito
ao ver a tua semelhana.
Notas de rodap:
[a] 17.14 Ou Tu sacias a fome daqueles a quem queres bem; os seus
filhos tm fartura, e armazenam bens para os seus pequeninos.

SALMOS-CAPITULO-18
Para o mestre de msica. De Davi, servo do Senhor . Ele cantou as
palavras deste cntico ao Senhor quando este o livrou das mos de todos
os seus inimigos e das mos de Saul. Ele disse:
1 Eu te amo,  Senhor , minha fora.
2 O Senhor  a minha rocha, a minha fortaleza
e o meu libertador;
o meu Deus  o meu rochedo,
em quem me refugio.
Ele  o meu escudo e o poder [a] que me salva,
a minha torre alta.
3 Clamo ao Senhor , que  digno de louvor,
e estou salvo dos meus inimigos.
4 As cordas da morte me enredaram;
as torrentes da destruio me surpreenderam.
5 As cordas do Sheol [b] me envolveram;
os laos da morte me alcanaram.
6 Na minha aflio clamei ao Senhor ;
gritei por socorro ao meu Deus.
Do seu templo ele ouviu a minha voz;
meu grito chegou  sua presena,
aos seus ouvidos.
7 A terra tremeu e agitou-se,
e os fundamentos dos montes se abalaram;
estremeceram porque ele se irou.
8 Das suas narinas subiu fumaa;
da sua boca saram brasas vivas
e fogo consumidor.
9 Ele abriu os cus e desceu;
nuvens escuras estavam sob os seus ps.
10 Montou um querubim e voou,
deslizando sobre as asas do vento.
11 Fez das trevas o seu esconderijo,
das escuras nuvens, cheias de gua,
o abrigo que o envolvia.
12 Com o fulgor da sua presena
as nuvens se desfizeram em granizo e raios,
13 quando dos cus trovejou o Senhor ,
e ressoou a voz do Altssimo.
14 Atirou suas flechas e dispersou meus inimigos,
com seus raios os derrotou.
15 O fundo do mar apareceu,
e os fundamentos da terra foram expostos
pela tua repreenso,  Senhor ,
com o forte sopro das tuas narinas.
16 Das alturas estendeu a mo e me segurou;
tirou-me das guas profundas.
17 Livrou-me do meu inimigo poderoso,
dos meus adversrios, fortes demais para mim.
18 Eles me atacaram no dia da minha desgraa,
mas o Senhor foi o meu amparo.
19 Ele me deu total libertao; [c]
livrou-me porque me quer bem.
20 O Senhor me tratou
conforme a minha justia;
conforme a pureza das minhas mos
recompensou-me.
21 Pois segui os caminhos do Senhor ;
no agi como mpio,
afastando-me do meu Deus.
22 Todas as suas ordenanas esto diante de mim;
no me desviei dos seus decretos.
23 Tenho sido irrepreensvel para com ele
e guardei-me de praticar o mal.
24 O Senhor me recompensou
conforme a minha justia,
conforme a pureza das minhas mos
diante dos seus olhos.
25 Ao fiel te revelas fiel,
ao irrepreensvel te revelas irrepreensvel,
26 ao puro te revelas puro,
mas com o perverso reages  altura.
27 Salvas os que so humildes,
mas humilhas os de olhos altivos.
28 Tu, Senhor , mantns acesa a minha lmpada;
o meu Deus transforma em luz as minhas trevas.
29 Com o teu auxlio posso atacar uma tropa;
com o meu Deus posso transpor muralhas.
30 Este  o Deus cujo caminho  perfeito;
a palavra do Senhor
 comprovadamente genuna.
Ele  um escudo para todos
os que nele se refugiam.
31 Pois quem  Deus alm do Senhor ?
E quem  rocha seno o nosso Deus?
32 Ele  o Deus que me reveste de fora
e torna perfeito o meu caminho.
33 Torna os meus ps geis como os da cora,
sustenta-me firme nas alturas.
34 Ele treina as minhas mos para a batalha
e os meus braos
para vergar um arco de bronze.
35 Tu me ds o teu escudo de vitria;
tua mo direita me sustm;
desces ao meu encontro para exaltar-me.
36 Deixaste livre o meu caminho,
para que no se toram os meus tornozelos.
37 Persegui os meus inimigos e os alcancei;
e no voltei enquanto no foram destrudos.
38 Massacrei-os, e no puderam levantar-se;
jazem debaixo dos meus ps.
39 Deste-me fora para o combate;
subjugaste os que se rebelaram contra mim.
40 Puseste os meus inimigos em fuga
e exterminei os que me odiavam.
41 Gritaram por socorro,
mas no houve quem os salvasse;
clamaram ao Senhor , mas ele no respondeu.
42 Eu os reduzi a p, p que o vento leva.
Pisei-os como  lama das ruas.
43 Tu me livraste de um povo em revolta;
fizeste-me o cabea de naes;
um povo que no conheci sujeita-se a mim.
44 Assim que me ouvem, me obedecem;
so estrangeiros que se submetem a mim.
45 Todos eles perderam a coragem;
tremendo, saem das suas fortalezas.
46 O Senhor vive! Bendita seja a minha Rocha!
Exaltado seja Deus, o meu Salvador!
47 Este  o Deus que em meu favor
executa vingana,
que a mim sujeita naes.
48 Tu me livraste dos meus inimigos;
sim, fizeste-me triunfar
sobre os meus agressores,
e de homens violentos me libertaste.
49 Por isso eu te louvarei entre as naes,
 Senhor ;
cantarei louvores ao teu nome.
50 Ele d grandes vitrias ao seu rei;
 bondoso com o seu ungido,
com Davi e os seus descendentes para sempre.
Notas de rodap:
[a] 18.2 Hebraico: chifre .
[b] 18.5 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.
[c] 18.19 Hebraico: Ele me levou para um local espaoso.

SALMOS-CAPITULO-19
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 Os cus declaram a glria de Deus;
o firmamento proclama a obra das suas mos.
2 Um dia fala disso a outro dia;
uma noite o revela a outra noite.
3 Sem discurso nem palavras,
no se ouve a sua voz.
4 Mas a sua voz [a] ressoa por toda a terra,
e as suas palavras, at os confins do mundo.
Nos cus ele armou uma tenda para o sol,
5 que  como um noivo que sai de seu aposento
e se lana em sua carreira
com a alegria de um heri.
6 Sai de uma extremidade dos cus
e faz o seu trajeto at a outra;
nada escapa ao seu calor.
7 A lei do Senhor  perfeita, e revigora a alma.
Os testemunhos do Senhor
so dignos de confiana,
e tornam sbios os inexperientes.
8 Os preceitos do Senhor so justos,
e do alegria ao corao.
Os mandamentos do Senhor so lmpidos,
e trazem luz aos olhos.
9 O temor do Senhor  puro,
e dura para sempre.
As ordenanas do Senhor so verdadeiras,
so todas elas justas.
10 So mais desejveis do que o ouro,
do que muito ouro puro;
so mais doces do que o mel,
do que as gotas do favo.
11 Por elas o teu servo  advertido;
h grande recompensa em obedecer-lhes.
12 Quem pode discernir os prprios erros?
Absolve-me dos que desconheo!
13 Tambm guarda o teu servo
dos pecados intencionais;
que eles no me dominem!
Ento serei ntegro,
inocente de grande transgresso.
14 Que as palavras da minha boca
e a meditao do meu corao
sejam agradveis a ti,
Senhor , minha Rocha e meu Resgatador!
Notas de rodap:
[a] 19.4 Conforme a Septuaginta e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz corda.

SALMOS-CAPITULO-20
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 Que o Senhor te responda
no tempo da angstia;
o nome do Deus de Jac te proteja!
2 Do santurio te envie auxlio
e de Sio te d apoio.
3 Lembre-se de todas as tuas ofertas
e aceite os teus holocaustos [a] .Pausa
4 Conceda-te o desejo do teu corao
e leve a efeito todos os teus planos.
5 Saudaremos a tua vitria com gritos de alegria
e ergueremos as nossas bandeiras
em nome do nosso Deus.
Que o Senhor atenda todos os teus pedidos!
6 Agora sei que o Senhor
dar vitria ao seu ungido;
dos seus santos cus lhe responde
com o poder salvador da sua mo direita.
7 Alguns confiam em carros e outros em cavalos,
mas ns confiamos
no nome do Senhor , o nosso Deus.
8 Eles vacilam e caem,
mas ns nos erguemos e estamos firmes.
9 Senhor , concede vitria ao rei!
Responde-nos [b] quando clamamos!
Notas de rodap:
[a] 20.3 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 20.9 Ou Vitria!  Rei, responde-nos

SALMOS-CAPITULO-21
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 O rei se alegra na tua fora,  Senhor !
Como  grande a sua exultao
pelas vitrias que lhe ds!
2 Tu lhe concedeste o desejo do seu corao
e no lhe rejeitaste o pedido
dos seus lbios.Pausa
3 Tu o recebeste dando-lhe ricas bnos,
e em sua cabea
puseste uma coroa de ouro puro.
4 Ele te pediu vida, e tu lhe deste!
Vida longa e duradoura.
5 Pelas vitrias que lhe deste,
grande  a sua glria;
de esplendor e majestade o cobriste.
6 Fizeste dele uma grande bno para sempre
e lhe deste a alegria da tua presena.
7 O rei confia no Senhor :
por causa da fidelidade do Altssimo
ele no ser abalado.
8 Tua mo alcanar todos os teus inimigos;
tua mo direita atingir todos os que te odeiam.
9 No dia em que te manifestares
fars deles uma fornalha ardente.
Na sua ira o Senhor os devorar,
um fogo os consumir.
10 Acabars com a gerao deles na terra,
com a sua descendncia entre os homens.
11 Embora tramem o mal contra ti
e faam planos perversos,
nada conseguiro;
12 pois tu os pors em fuga
quando apontares para eles o teu arco.
13 S exaltado, Senhor , na tua fora!
Cantaremos e louvaremos o teu poder.

SALMOS-CAPITULO-22
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia A Cora da Manh. Salmo
davdico.
1 Meu Deus! Meu Deus!
Por que me abandonaste?
Por que ests to longe de salvar-me,
to longe dos meus gritos de angstia?
2 Meu Deus!
Eu clamo de dia, mas no respondes;
de noite, e no recebo alvio!
3 Tu, porm, s o Santo,
s rei, s o louvor de Israel.
4 Em ti os nossos antepassados
puseram a sua confiana;
confiaram, e os livraste.
5 Clamaram a ti, e foram libertos;
em ti confiaram, e no se decepcionaram.
6 Mas eu sou verme, e no homem,
motivo de zombaria
e objeto de desprezo do povo.
7 Caoam de mim todos os que me vem;
balanando a cabea,
lanam insultos contra mim, dizendo:
8 "Recorra ao Senhor !
Que o Senhor o liberte!
Que ele o livre, j que lhe quer bem!"
9 Contudo, tu mesmo me tiraste do ventre;
deste-me segurana
junto ao seio de minha me.
10 Desde que nasci fui entregue a ti;
desde o ventre materno s o meu Deus.
11 No fiques distante de mim,
pois a angstia est perto
e no h ningum que me socorra.
12 Muitos touros me cercam,
sim, rodeiam-me os poderosos de Bas.
13 Como leo voraz rugindo,
escancaram a boca contra mim.
14 Como gua me derramei,
e todos os meus ossos esto desconjuntados.
Meu corao se tornou como cera;
derreteu-se no meu ntimo.
15 Meu vigor secou-se como um caco de barro,
e a minha lngua gruda no cu da boca;
deixaste-me no p,  beira da morte.
16 Ces me rodearam!
Um bando de homens maus me cercou!
Perfuraram minhas mos e meus ps.
17 Posso contar todos os meus ossos,
mas eles me encaram com desprezo.
18 Dividiram as minhas roupas entre si,
e lanaram sortes pelas minhas vestes.
19 Tu, porm, Senhor , no fiques distante!
 minha fora, vem logo em meu socorro!
20 Livra-me da espada,
livra a minha vida do ataque dos ces.
21 Salva-me da boca dos lees,
e dos chifres dos bois selvagens.
E tu me respondeste.
22 Proclamarei o teu nome a meus irmos;
na assemblia te louvarei.
23 Louvem-no, vocs que temem o Senhor !
Glorifiquem-no, todos vocs,
descendentes de Jac!
Tremam diante dele, todos vocs,
descendentes de Israel!
24 Pois no menosprezou
nem repudiou o sofrimento do aflito;
no escondeu dele o rosto,
mas ouviu o seu grito de socorro.
25 De ti vem o tema do meu louvor
na grande assemblia;
na presena dos que te [a] temem
cumprirei os meus votos.
26 Os pobres comero at ficarem satisfeitos;
aqueles que buscam o Senhor o louvaro!
Que vocs tenham vida longa!
27 Todos os confins da terra
se lembraro e se voltaro para o Senhor ,
e todas as famlias das naes
se prostraro diante dele,
28 pois do Senhor  o reino;
ele governa as naes.
29 Todos os ricos da terra
se banquetearo e o adoraro;
havero de ajoelhar-se diante dele
todos os que descem ao p,
cuja vida se esvai.
30 A posteridade o servir;
geraes futuras ouviro falar do Senhor,
31 e a um povo que ainda no nasceu
proclamaro seus feitos de justia,
pois ele agiu poderosamente.
Notas de rodap:
[a] 22.25 Hebraico: o .

SALMOS-CAPITULO-23
Salmo davdico.
1 O Senhor  o meu pastor; de nada terei falta.
2 Em verdes pastagens me faz repousar
e me conduz a guas tranqilas;
3 restaura-me o vigor.
Guia-me nas veredas da justia
por amor do seu nome.
4 Mesmo quando eu andar
por um vale de trevas e morte,
no temerei perigo algum, pois tu ests comigo;
a tua vara e o teu cajado me protegem.
5 Preparas um banquete para mim
 vista dos meus inimigos.
Tu me honras,
ungindo a minha cabea com leo
e fazendo transbordar o meu clice.
6 Sei que a bondade e a fidelidade
me acompanharo todos os dias da minha vida,
e voltarei  [a] casa do Senhor enquanto eu viver.
Notas de rodap:
[a] 23.6 A Septuaginta e outras verses antigas dizem habitarei na.

SALMOS-CAPITULO-24
Salmo davdico.
1 Do Senhor  a terra e tudo o que nela existe,
o mundo e os que nele vivem;
2 pois foi ele quem fundou-a sobre os mares
e firmou-a sobre as guas.
3 Quem poder subir o monte do Senhor ?
Quem poder entrar no seu Santo Lugar?
4 Aquele que tem as mos limpas
e o corao puro,
que no recorre aos dolos
nem jura por deuses falsos [a] .
5 Ele receber bnos do Senhor ,
e Deus, o seu Salvador lhe far justia.
6 So assim aqueles que o buscam,
que buscam a tua face,  Deus de Jac [b] .Pausa
7 Abram-se,  portais;
abram-se, [c]  portas antigas,
para que o Rei da glria entre.
8 Quem  o Rei da glria?
O Senhor forte e valente,
o Senhor valente nas guerras.
9 Abram-se,  portais;
abram-se,  portas antigas,
para que o Rei da glria entre.
10 Quem  esse Rei da glria?
O Senhor dos Exrcitos;
ele  o Rei da glria!Pausa
Notas de rodap:
[a] 24.4 Ou no se volta para a mentira nem jura falsamente
[b] 24.6 Conforme dois manuscritos do Texto Massortico, a Verso
Siraca e a Septuaginta. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico
diz a tua face, Jac.
[c] 24.7 Hebraico: Levantem a cabea,  portais; estejam erguidas ;
tambm no versculo 9.

SALMOS-CAPITULO-25
[a]
Davdico.
1 A ti, Senhor , elevo a minha alma.
2 Em ti confio,  meu Deus.
No deixes que eu seja humilhado,
nem que os meus inimigos triunfem sobre mim!
3 Nenhum dos que esperam em ti
ficar decepcionado;
decepcionados ficaro
aqueles que, sem motivo, agem traioeiramente.
4 Mostra-me, Senhor , os teus caminhos,
ensina-me as tuas veredas;
5 guia-me com a tua verdade e ensina-me,
pois tu s Deus, meu Salvador,
e a minha esperana est em ti o tempo todo.
6 Lembra-te, Senhor ,
da tua compaixo e da tua misericrdia,
que tens mostrado desde a antigidade.
7 No te lembres dos pecados e transgresses
da minha juventude;
conforme a tua misericrdia, lembra-te de mim,
pois tu, Senhor , s bom.
8 Bom e justo  o Senhor ;
por isso mostra o caminho aos pecadores.
9 Conduz os humildes na justia
e lhes ensina o seu caminho.
10 Todos os caminhos do Senhor
so amor e fidelidade
para com os que cumprem
os preceitos da sua aliana.
11 Por amor do teu nome, Senhor ,
perdoa o meu pecado, que  to grande!
12 Quem  o homem que teme o Senhor ?
Ele o instruir no caminho que deve seguir.
13 Viver em prosperidade,
e os seus descendentes herdaro a terra.
14 O Senhor confia os seus segredos
aos que o temem,
e os leva a conhecer a sua aliana.
15 Os meus olhos esto sempre voltados
para o Senhor ,
pois s ele tira os meus ps da armadilha.
16 Volta-te para mim e tem misericrdia de mim,
pois estou s e aflito.
17 As angstias do meu corao se multiplicaram;
liberta-me da minha aflio.
18 Olha para a minha tribulao
e o meu sofrimento,
e perdoa todos os meus pecados.
19 V como aumentaram os meus inimigos
e com que fria me odeiam!
20 Guarda a minha vida e livra-me!
No me deixes decepcionado,
pois eu me refugio em ti.
21 Que a integridade e a retido me protejam,
porque a minha esperana est em ti.
22  Deus, liberta Israel de todas as suas aflies!
Notas de rodap:
[a] Salmos 25:1 O salmo 25  um poema organizado em ordem alfabtica,
no hebraico.

SALMOS-CAPITULO-26
Davdico.
1 Faze-me justia, Senhor ,
pois tenho vivido com integridade.
Tenho confiado no Senhor , sem vacilar.
2 Sonda-me, Senhor , e prova-me,
examina o meu corao e a minha mente;
3 pois o teu amor est sempre diante de mim,
e continuamente sigo a tua verdade.
4 No me associo com homens falsos,
nem ando com hipcritas;
5 detesto o ajuntamento dos malfeitores,
e no me assento com os mpios.
6 Lavo as mos na inocncia,
e do teu altar, Senhor , me aproximo
7 cantando hinos de gratido
e falando de todas as tuas maravilhas.
8 Eu amo, Senhor , o lugar da tua habitao,
onde a tua glria habita.
9 No me ds o destino dos pecadores,
nem o fim dos assassinos;
10 suas mos executam planos perversos,
praticam suborno abertamente.
11 Mas eu vivo com integridade;
livra-me e tem misericrdia de mim.
12 Os meus ps esto firmes na retido;
na grande assemblia bendirei o Senhor .

SALMOS-CAPITULO-27
Davdico.
1 O Senhor  a minha luz e a minha salvao;
de quem terei temor?
O Senhor  o meu forte refgio;
de quem terei medo?
2 Quando homens maus avanarem contra mim
para destruir-me [a] ,
eles, meus inimigos e meus adversrios,
 que tropearo e cairo.
3 Ainda que um exrcito se acampe contra mim,
meu corao no temer;
ainda que se declare guerra contra mim,
mesmo assim estarei confiante.
4 Uma coisa pedi ao Senhor ;
 o que procuro:
que eu possa viver na casa do Senhor
todos os dias da minha vida,
para contemplar a bondade do Senhor
e buscar sua orientao no seu templo.
5 Pois no dia da adversidade
ele me guardar protegido em sua habitao;
no seu tabernculo me esconder
e me por em segurana sobre um rochedo.
6 Ento triunfarei sobre os inimigos
que me cercam.
Em seu tabernculo oferecerei sacrifcios
com aclamaes;
cantarei e louvarei ao Senhor .
7 Ouve a minha voz quando clamo,  Senhor ;
tem misericrdia de mim e responde-me.
8 A teu respeito diz o meu corao:
Busque a minha face! [b]
A tua face, Senhor , buscarei.
9 No escondas de mim a tua face,
no rejeites com ira o teu servo;
tu tens sido o meu ajudador.
No me desampares nem me abandones,
 Deus, meu salvador!
10 Ainda que me abandonem pai e me,
o Senhor me acolher.
11 Ensina-me o teu caminho, Senhor ;
conduze-me por uma vereda segura
por causa dos meus inimigos.
12 No me entregues
ao capricho dos meus adversrios,
pois testemunhas falsas se levantam contra mim,
respirando violncia.
13 Apesar disso, esta certeza eu tenho:
viverei at ver a bondade do Senhor na terra.
14 Espere no Senhor .
Seja forte! Coragem!
Espere no Senhor .
Notas de rodap:
[a] 27.2 Hebraico: devorar a minha carne.
[b] 27.8 Ou A voc,  meu corao, ele diz: "Busque a minha face!"

SALMOS-CAPITULO-28
Davdico.
1 A ti eu clamo, Senhor , minha Rocha;
no fiques indiferente para comigo.
Se permaneceres calado,
serei como os que descem  cova.
2 Ouve as minhas splicas
quando clamo a ti por socorro,
quando ergo as mos
para o teu Lugar Santssimo.
3 No me ds o castigo reservado para os mpios
e para os malfeitores,
que falam como amigos com o prximo,
mas abrigam maldade no corao.
4 Retribui-lhes conforme os seus atos,
conforme as suas ms obras;
retribui-lhes o que as suas mos tm feito
e d-lhes o que merecem.
5 Visto que no consideram os feitos do Senhor ,
nem as obras de suas mos,
ele os arrasar e jamais os deixar reerguer-se.
6 Bendito seja o Senhor ,
pois ouviu as minhas splicas.
7 O Senhor  a minha fora e o meu escudo;
nele o meu corao confia, e dele recebo ajuda.
Meu corao exulta de alegria,
e com o meu cntico lhe darei graas.
8 O Senhor  a fora do seu povo,
a fortaleza que salva o seu ungido.
9 Salva o teu povo e abenoa a tua herana!
Cuida deles como o seu pastor
e conduze-os para sempre.

SALMOS-CAPITULO-29
Salmo davdico.
1 Atribuam ao Senhor ,  seres celestiais [a] ,
atribuam ao Senhor glria e fora.
2 Atribuam ao Senhor
a glria que o seu nome merece;
adorem o Senhor
no esplendor do seu santurio [b] .
3 A voz do Senhor ressoa sobre as guas;
o Deus da glria troveja,
o Senhor troveja sobre as muitas guas.
4 A voz do Senhor  poderosa;
a voz do Senhor  majestosa.
5 A voz do Senhor quebra os cedros;
o Senhor despedaa os cedros do Lbano.
6 Ele faz o Lbano saltar como bezerro,
o Siriom [c] como novilho selvagem.
7 A voz do Senhor corta os cus
com raios flamejantes.
8 A voz do Senhor faz tremer o deserto;
o Senhor faz tremer o deserto de Cades.
9 A voz do Senhor retorce os carvalhos [d]
e despe as florestas.
E no seu templo todos clamam: "Glria!"
10 O Senhor assentou-se soberano
sobre o Dilvio;
o Senhor reina soberano para sempre.
11 O Senhor d fora ao seu povo;
o Senhor d a seu povo a bno da paz.
Notas de rodap:
[a] 29.1 Ou filhos de Deus ; ou ainda poderosos
[b] 29.2 Ou da sua santidade
[c] 29.6 Isto , o monte Hermom.
[d] 29.9 Ou faz a cora dar cria

SALMOS-CAPITULO-30
Salmo. Cntico para a dedicao do templo [a] . Davdico.
1 Eu te exaltarei, Senhor ,
pois tu me reergueste
e no deixaste que os meus inimigos
se divertissem  minha custa.
2 Senhor meu Deus, a ti clamei por socorro,
e tu me curaste.
3 Senhor , tiraste-me da sepultura [b] ;
prestes a descer  cova, devolveste-me  vida.
4 Cantem louvores ao Senhor ,
vocs, os seus fiis;
louvem o seu santo nome.
5 Pois a sua ira s dura um instante,
mas o seu favor dura a vida toda;
o choro pode persistir uma noite,
mas de manh irrompe a alegria.
6 Quando me senti seguro, disse:
Jamais serei abalado!
7 Senhor , com o teu favor,
deste-me firmeza e estabilidade; [c]
mas, quando escondeste a tua face,
fiquei aterrorizado.
8 A ti, Senhor , clamei,
ao Senhor pedi misericrdia:
9 Se eu morrer [d] , se eu descer  cova,
que vantagem haver?
Acaso o p te louvar?
Proclamar a tua fidelidade?
10 Ouve, Senhor , e tem misericrdia de mim;
Senhor , s tu o meu auxlio.
11 Mudaste o meu pranto em dana,
a minha veste de lamento em veste de alegria,
12 para que o meu corao
cante louvores a ti e no se cale.
Senhor , meu Deus,
eu te darei graas para sempre.
Notas de rodap:
[a] Ttulo Ttulo: Ou do palcio . Hebraico: casa .
[b] 30.3 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[c] 30.7 Hebraico: firmaste a minha montanha.
[d] 30.9 Hebraico: No meu sangue.

SALMOS-CAPITULO-31
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 Em ti, Senhor , me refugio;
nunca permitas que eu seja humilhado;
livra-me pela tua justia.
2 Inclina os teus ouvidos para mim,
vem livrar-me depressa!
S minha rocha de refgio,
uma fortaleza poderosa para me salvar.
3 Sim, tu s a minha rocha e a minha fortaleza;
por amor do teu nome, conduze-me e guia-me.
4 Tira-me da armadilha que me prepararam,
pois tu s o meu refgio.
5 Nas tuas mos entrego o meu esprito;
resgata-me, Senhor , Deus da verdade.
6 Odeio aqueles que se apegam a dolos inteis;
eu, porm, confio no Senhor .
7 Exultarei com grande alegria por teu amor,
pois viste a minha aflio
e conheceste a angstia da minha alma.
8 No me entregaste
nas mos dos meus inimigos;
deste-me segurana e liberdade. [a]
9 Misericrdia, Senhor ! Estou em desespero!
A tristeza me consome
a vista, o vigor e o apetite [b] .
10 Minha vida  consumida pela angstia,
e os meus anos pelo gemido;
minha aflio [c] esgota as minhas foras,
e os meus ossos se enfraquecem.
11 Por causa de todos os meus adversrios,
sou motivo de ultraje para os meus vizinhos
e de medo para os meus amigos;
os que me vem na rua fogem de mim.
12 Sou esquecido por eles
como se estivesse morto;
tornei-me como um pote quebrado.
13 Ouo muitos cochicharem a meu respeito;
o pavor me domina,
pois conspiram contra mim,
tramando tirar-me a vida.
14 Mas eu confio em ti, Senhor ,
e digo: Tu s o meu Deus.
15 O meu futuro est nas tuas mos;
livra-me dos meus inimigos
e daqueles que me perseguem.
16 Faze o teu rosto resplandecer
sobre [d] o teu servo;
salva-me por teu amor leal.
17 No permitas que eu seja humilhado, Senhor ,
pois tenho clamado a ti;
mas que os mpios sejam humilhados,
e calados fiquem no Sheol [e] .
18 Sejam emudecidos os seus lbios mentirosos,
pois com arrogncia e desprezo
humilham os justos.
19 Como  grande a tua bondade,
que reservaste para aqueles que te temem,
e que,  vista dos homens,
concedes queles que se refugiam em ti!
20 No abrigo da tua presena os escondes
das intrigas dos homens;
na tua habitao os proteges
das lnguas acusadoras.
21 Bendito seja o Senhor ,
pois mostrou o seu maravilhoso amor
para comigo
quando eu estava numa cidade cercada.
22 Alarmado, eu disse:
Fui excludo da tua presena!
Contudo, ouviste as minhas splicas
quando clamei a ti por socorro.
23 Amem o Senhor , todos vocs, os seus santos!
O Senhor preserva os fiis,
mas aos arrogantes d o que merecem.
24 Sejam fortes e corajosos,
todos vocs que esperam no Senhor !
Notas de rodap:
[a] 31.8 Hebraico: puseste os meus ps num lugar espaoso.
[b] 31.9 Ou os olhos, a garganta e o ventre
[c] 31.10 Ou culpa
[d] 31.16 Isto , mostra a tua bondade para com.
[e] 31.17 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.

SALMOS-CAPITULO-32
Davdico. Poema.
1 Como  feliz aquele
que tem suas transgresses perdoadas
e seus pecados apagados!
2 Como  feliz aquele
a quem o Senhor no atribui culpa
e em quem no h hipocrisia!
3 Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados,
o meu corpo definhava de tanto gemer.
4 Pois dia e noite
a tua mo pesava sobre mim;
minhas foras foram-se esgotando
como em tempo de seca.Pausa
5 Ento reconheci diante de ti o meu pecado
e no encobri as minhas culpas.
Eu disse: Confessarei as minhas transgressesao Senhor ,
e tu perdoaste a culpa do meu pecado.Pausa
6 Portanto, que todos os que so fiis orem a ti
enquanto podes ser encontrado;
quando as muitas guas se levantarem,
elas no os atingiro.
7 Tu s o meu abrigo;
tu me preservars das angstias
e me cercars de canes de livramento.Pausa
8 Eu o instruirei e o ensinarei
no caminho que voc deve seguir;
eu o aconselharei e cuidarei de voc.
9 No sejam como o cavalo ou o burro,
que no tm entendimento
mas precisam ser controlados
com freios e rdeas,
caso contrrio no obedecem.
10 Muitas so as dores dos mpios,
mas a bondade do Senhor
protege quem nele confia.
11 Alegrem-se no Senhor e exultem,
vocs que so justos!
Cantem de alegria,
todos vocs que so retos de corao!

SALMOS-CAPITULO-33
1 Cantem de alegria ao Senhor ,
vocs que so justos;
aos que so retos fica bem louv-lo.
2 Louvem o Senhor com harpa;
ofeream-lhe msica com lira de dez cordas.
3 Cantem-lhe uma nova cano;
toquem com habilidade ao aclam-lo.
4 Pois a palavra do Senhor  verdadeira;
ele  fiel em tudo o que faz.
5 Ele ama a justia e a retido;
a terra est cheia da bondade do Senhor .
6 Mediante a palavra do Senhor
foram feitos os cus,
e os corpos celestes, pelo sopro de sua boca.
7 Ele ajunta as guas do mar num s lugar;
das profundezas faz reservatrios.
8 Toda a terra tema o Senhor ;
tremam diante dele
todos os habitantes do mundo.
9 Pois ele falou, e tudo se fez;
ele ordenou, e tudo surgiu.
10 O Senhor desfaz os planos das naes
e frustra os propsitos dos povos.
11 Mas os planos do Senhor
permanecem para sempre,
os propsitos do seu corao,
por todas as geraes.
12 Como  feliz a nao
que tem o Senhor como Deus,
o povo que ele escolheu para lhe pertencer!
13 Dos cus olha o Senhor
e v toda a humanidade;
14 do seu trono ele observa
todos os habitantes da terra;
15 ele, que forma o corao de todos,
que conhece tudo o que fazem.
16 Nenhum rei se salva
pelo tamanho do seu exrcito;
nenhum guerreiro escapa por sua grande fora.
17 O cavalo  v esperana de vitria;
apesar da sua grande fora,  incapaz de salvar.
18 Mas o Senhor protege aqueles que o temem,
aqueles que firmam a esperana no seu amor,
19 para livr-los da morte e garantir-lhes vida,
mesmo em tempos de fome.
20 Nossa esperana est no Senhor ;
ele  o nosso auxlio e a nossa proteo.
21 Nele se alegra o nosso corao,
pois confiamos no seu santo nome.
22 Esteja sobre ns o teu amor, Senhor ,
como est em ti a nossa esperana.

SALMOS-CAPITULO-34
[a]
De Davi, quando ele se fingiu de louco diante de Abimeleque, que o
expulsou, e ele partiu.
1 Bendirei o Senhor o tempo todo!
Os meus lbios sempre o louvaro.
2 Minha alma se gloriar no Senhor ;
ouam os oprimidos e se alegrem.
3 Proclamem a grandeza do Senhor comigo;
juntos exaltemos o seu nome.
4 Busquei o Senhor , e ele me respondeu;
livrou-me de todos os meus temores.
5 Os que olham para ele
esto radiantes de alegria;
seus rostos jamais mostraro decepo.
6 Este pobre homem clamou,
e o Senhor o ouviu;
e o libertou de todas as suas tribulaes.
7 O anjo do Senhor  sentinela ao redor
daqueles que o temem,
e os livra.
8 Provem, e vejam como o Senhor  bom.
Como  feliz o homem que nele se refugia!
9 Temam o Senhor ,
vocs que so os seus santos,
pois nada falta aos que o temem.
10 Os lees [b] podem passar necessidade e fome,
mas os que buscam o Senhor de nada tm falta.
11 Venham, meus filhos, ouam-me;
eu lhes ensinarei o temor do Senhor .
12 Quem de vocs quer amar a vida
e deseja ver dias felizes?
13 Guarde a sua lngua do mal
e os seus lbios da falsidade.
14 Afaste-se do mal e faa o bem;
busque a paz com perseverana.
15 Os olhos do Senhor voltam-se para os justos
e os seus ouvidos
esto atentos ao seu grito de socorro;
16 o rosto do Senhor
volta-se contra os que praticam o mal,
para apagar da terra a memria deles.
17 Os justos clamam, o Senhor os ouve
e os livra de todas as suas tribulaes.
18 O Senhor est perto
dos que tm o corao quebrantado
e salva os de esprito abatido.
19 O justo passa por muitas adversidades,
mas o Senhor o livra de todas;
20 protege todos os seus ossos;
nenhum deles ser quebrado.
21 A desgraa matar os mpios; [c]
os que odeiam o justo sero condenados.
22 O Senhor redime a vida dos seus servos;
ningum que nele se refugia ser condenado.
Notas de rodap:
[a] Salmos 34:1 O Salmo 34  um poema organizado em ordem alfabtica,
no hebraico.
[b] 34.10 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem ricos.
[c] 34.21 Ou Os mpios sero mortos nas suas prprias maldades;

SALMOS-CAPITULO-35
Davdico.
1 Defende-me, Senhor , dos que me acusam;
luta contra os que lutam comigo.
2 Toma os escudos, o grande e o pequeno;
levanta-te e vem socorrer-me.
3 Empunha a lana e o machado de guerra [a]
contra os meus perseguidores.
Dize  minha alma: "Eu sou a sua salvao".
4 Sejam humilhados e desprezados
os que procuram matar-me;
retrocedam envergonhados
aqueles que tramam a minha runa.
5 Que eles sejam como a palha ao vento,
quando o anjo do Senhor os expulsar;
6 seja a vereda deles sombria e escorregadia,
quando o anjo do Senhor os perseguir.
7 J que, sem motivo, prepararam contra mim
uma armadilha oculta
e, sem motivo, abriram uma cova para mim,
8 que a runa lhes sobrevenha de surpresa:
sejam presos pela armadilha que prepararam,
caiam na cova que abriram,
para a sua prpria runa.
9 Ento a minha alma exultar no Senhor
e se regozijar na sua salvao.
10 Todo o meu ser exclamar:
Quem se compara a ti, Senhor ?
Tu livras os necessitados daqueles que so
mais poderosos do que eles,
livras os necessitados e os pobres
daqueles que os exploram.
11 Testemunhas maldosas enfrentam-me
e questionam-me sobre coisas de que nada sei.
12 Elas me retribuem o bem com o mal
e procuram tirar-me a vida [b] .
13 Contudo, quando estavam doentes,
usei vestes de lamento,
humilhei-me com jejum
e recolhi-me em orao [c] .
14 Sa vagueando e pranteando,
como por um amigo ou por um irmo.
Eu me prostrei enlutado,
como quem lamenta por sua me.
15 Mas, quando tropecei,
eles se reuniram alegres;
sem que eu o soubesse,
ajuntaram-se para me atacar.
Eles me agrediram sem cessar.
16 Como mpios caoando do meu refgio,
rosnaram contra mim.
17 Senhor, at quando ficars olhando?
Livra-me dos ataques deles,
livra a minha vida preciosa desses lees.
18 Eu te darei graas na grande assemblia;
no meio da grande multido te louvarei.
19 No deixes que os meus inimigos traioeiros
se divirtam  minha custa;
no permitas que aqueles
que sem razo me odeiam
troquem olhares de desprezo.
20 No falam pacificamente,
mas planejam acusaes falsas
contra os que vivem tranqilamente na terra.
21 Com a boca escancarada,
riem de mim e me acusam:
"Ns vimos! Sabemos de tudo!"
22 Tu viste isso, Senhor ! No fiques calado.
No te afastes de mim, Senhor,
23 Acorda! Desperta! Faze-me justia!
Defende a minha causa, meu Deus e Senhor.
24 Senhor , meu Deus, tu s justo;
faze-me justia para que eles
no se alegrem  minha custa.
25 No deixes que pensem:
"Ah! Era isso que queramos!",
nem que digam: "Acabamos com ele!"
26 Sejam humilhados e frustrados
todos os que se divertem
 custa do meu sofrimento;
cubram-se de vergonha e desonra
todos os que se acham superiores a mim.
27 Cantem de alegria e regozijo
todos os que desejam ver provada
a minha inocncia,
e sempre repitam:
"O Senhor seja engrandecido!
Ele tem prazer no bem-estar do seu servo".
28 Minha lngua proclamar a tua justia
e o teu louvor o dia inteiro.
Notas de rodap:
[a] 35.3 Ou e bloqueia o caminho
[b] 35.12 Ou e estou abandonado
[c] 35.13 Ou orei por eles sem cessar ; ou ainda Ah! Se eu pudesse
cancelar minhas oraes

SALMOS-CAPITULO-36
Para o mestre de msica. De Davi, servo do Senhor .
1 H no meu ntimo um orculo
a respeito da maldade do mpio:
Aos seus olhos  intil temer a Deus.
2 Ele se acha to importante,
que no percebe nem rejeita o seu pecado.
3 As palavras da sua boca
so maldosas e traioeiras;
abandonou o bom senso e no quer fazer o bem.
4 At na sua cama planeja maldade;
nada h de bom no caminho a que se entregou,
e ele nunca rejeita o mal.
5 O teu amor, Senhor , chega at os cus;
a tua fidelidade at as nuvens.
6 A tua justia  firme como as altas montanhas;
as tuas decises insondveis como o grande mar.
Tu, Senhor , preservas
tanto os homens quanto os animais.
7 Como  precioso o teu amor,  Deus!
Os homens encontram
refgio  sombra das tuas asas.
8 Eles se banqueteiam na fartura da tua casa;
tu lhes ds de beber do teu rio de delcias.
9 Pois em ti est a fonte da vida;
graas  tua luz, vemos a luz.
10 Estende o teu amor aos que te conhecem,
a tua justia aos que so retos de corao.
11 No permitas que o arrogante me pisoteie,
nem que a mo do mpio me faa recuar.
12 L esto os malfeitores cados,
lanados ao cho, incapazes de levantar-se!

SALMOS-CAPITULO-37
[a]
Davdico.
1 No se aborrea por causa dos homens maus
e no tenha inveja dos perversos;
2 pois como o capim logo secaro,
como a relva verde logo murcharo.
3 Confie no Senhor e faa o bem;
assim voc habitar na terra
e desfrutar segurana.
4 Deleite-se no Senhor ,
e ele atender aos desejos do seu corao.
5 Entregue o seu caminho ao Senhor ;
confie nele, e ele agir:
6 ele deixar claro como a alvorada
que voc  justo,
e como o sol do meio-dia que voc  inocente.
7 Descanse no Senhor
e aguarde por ele com pacincia;
no se aborrea com o sucesso dos outros,
nem com aqueles que maquinam o mal.
8 Evite a ira e rejeite a fria;
no se irrite: isso s leva ao mal.
9 Pois os maus sero eliminados,
mas os que esperam no Senhor
recebero a terra por herana.
10 Um pouco de tempo,
e os mpios no mais existiro;
por mais que voc os procure, no sero encontrados.
11 Mas os humildes recebero a terra por herana
e desfrutaro pleno bem-estar.
12 Os mpios tramam contra os justos
e rosnam contra eles;
13 o Senhor, porm, ri dos mpios,
pois sabe que o dia deles est chegando.
14 Os mpios desembainham a espada
e preparam o arco
para abaterem o necessitado e o pobre,
para matarem os que andam na retido.
15 Mas as suas espadas
iro atravessar-lhes o corao,
e os seus arcos sero quebrados.
16 Melhor  o pouco do justo
do que a riqueza de muitos mpios;
17 pois o brao forte dos mpios ser quebrado,
mas o Senhor sustm os justos.
18 O Senhor cuida da vida dos ntegros,
e a herana deles permanecer para sempre.
19 Em tempos de adversidade
no ficaro decepcionados;
em dias de fome desfrutaro fartura.
20 Mas os mpios perecero;
os inimigos do Senhor
murcharo como a beleza dos campos;
desvanecero como fumaa.
21 Os mpios tomam emprestado e no devolvem,
mas os justos do com generosidade;
22 aqueles que o Senhor abenoa
recebero a terra por herana,
mas os que ele amaldioa sero eliminados.
23 O Senhor firma os passos de um homem,
quando a conduta deste o agrada;
24 ainda que tropece, no cair,
pois o Senhor o toma pela mo.
25 J fui jovem e agora sou velho,
mas nunca vi o justo desamparado,
nem seus filhos mendigando o po.
26 Ele  sempre generoso
e empresta com boa vontade;
seus filhos sero abenoados.
27 Desvie-se do mal e faa o bem;
e voc ter sempre onde morar.
28 Pois o Senhor ama quem pratica a justia,
e no abandonar os seus fiis.
Para sempre sero protegidos,
mas a descendncia dos mpios ser eliminada;
29 os justos herdaro a terra
e nela habitaro para sempre.
30 A boca do justo profere sabedoria,
e a sua lngua fala conforme a justia.
31 Ele traz no corao a lei do seu Deus;
nunca pisar em falso.
32 O mpio fica  espreita do justo,
querendo mat-lo;
33 mas o Senhor no o deixar cair
em suas mos,
nem permitir que o condenem quando julgado.
34 Espere no Senhor
e siga a sua vontade.
Ele o exaltar, dando-lhe a terra por herana;
quando os mpios forem eliminados,
voc o ver.
35 Vi um homem mpio e cruel
florescendo como frondosa rvore nativa,
36 mas logo desapareceu e no mais existia;
embora eu o procurasse,
no pde ser encontrado.
37 Considere o ntegro, observe o justo;
h futuro [b] para o homem de paz.
38 Mas todos os rebeldes sero destrudos;
futuro para os mpios nunca haver.
39 Do Senhor vem a salvao dos justos;
ele  a sua fortaleza na hora da adversidade.
40 O Senhor os ajuda e os livra;
ele os livra dos mpios e os salva,
porque nele se refugiam.
Notas de rodap:
[a] Salmos 37:1 O Salmo 37  um poema organizado em ordem alfabtica,
no hebraico.
[b] 37.37 Ou haver posteridade ; tambm no versculo 38.

SALMOS-CAPITULO-38
Salmo davdico. Uma petio.
1 Senhor , no me repreendas no teu furor
nem me disciplines na tua ira.
2 Pois as tuas flechas me atravessaram,
e a tua mo me atingiu.
3 Por causa de tua ira,
todo o meu corpo est doente;
no h sade nos meus ossos
por causa do meu pecado.
4 As minhas culpas me afogam;
so como um fardo pesado e insuportvel.
5 Minhas feridas cheiram mal e supuram
por causa da minha insensatez.
6 Estou encurvado e muitssimo abatido;
o dia todo saio vagueando e pranteando.
7 Estou ardendo em febre;
todo o meu corpo est doente.
8 Sinto-me muito fraco e totalmente esmagado;
meu corao geme de angstia.
9 Senhor, diante de ti
esto todos os meus anseios;
o meu suspiro no te  oculto.
10 Meu corao palpita, as foras me faltam;
at a luz dos meus olhos se foi.
11 Meus amigos e companheiros me evitam
por causa da doena que me aflige;
ficam longe de mim os meus vizinhos.
12 Os que desejam matar-me
preparam armadilhas,
os que me querem prejudicar
anunciam a minha runa;
passam o dia planejando traio.
13 Como um surdo, no ouo,
como um mudo, no abro a boca.
14 Fiz-me como quem no ouve,
e em cuja boca no h resposta.
15 Senhor , em ti espero;
tu me responders,  Senhor meu Deus!
16 Pois eu disse: No permitas
que eles se divirtam  minha custa,
nem triunfem sobre mim quando eu tropear.
17 Estou a ponto de cair,
e a minha dor est sempre comigo.
18 Confesso a minha culpa;
em angstia estou por causa do meu pecado.
19 Meus inimigos, porm,
so muitos e poderosos;
 grande o nmero
dos que me odeiam sem motivo.
20 Os que me retribuem o bem com o mal
caluniam-me porque  o bem que procuro.
21 Senhor , no me abandones!
No fiques longe de mim,  meu Deus!
22 Apressa-te a ajudar-me,
Senhor, meu Salvador!

SALMOS-CAPITULO-39
Para o mestre de msica. Ao estilo de Jedutum. Salmo davdico.
1 Eu disse: Vigiarei a minha conduta
e no pecarei em palavras;
porei mordaa em minha boca
enquanto os mpios
estiverem na minha presena.
2 Enquanto me calei resignado,
e me contive inutilmente,
minha angstia aumentou.
3 Meu corao ardia-me no peito
e, enquanto eu meditava, o fogo aumentava;
ento comecei a dizer:
4 Mostra-me, Senhor , o fim da minha vida
e o nmero dos meus dias,
para que eu saiba quo frgil sou.
5 Deste aos meus dias
o comprimento de um palmo;
a durao da minha vida  nada diante de ti.
De fato, o homem no passa de um sopro.Pausa
6 Sim, cada um vai e volta como a sombra.
Em vo se agita, amontoando riqueza
sem saber quem ficar com ela.
7 Mas agora, Senhor, que hei de esperar?
Minha esperana est em ti.
8 Livra-me de todas as minhas transgresses;
no faas de mim
um objeto de zombaria dos tolos.
9 Estou calado! No posso abrir a boca,
pois tu mesmo fizeste isso.
10 Afasta de mim o teu aoite;
fui vencido pelo golpe da tua mo.
11 Tu repreendes e disciplinas o homem
por causa do seu pecado;
como traa destris o que ele mais valoriza;
de fato, o homem no passa de um sopro.Pausa
12 Ouve a minha orao, Senhor ;
escuta o meu grito de socorro;
no sejas indiferente ao meu lamento.
Pois sou para ti um estrangeiro,
como foram todos os meus antepassados.
13 Desvia de mim os teus olhos,
para que eu volte a ter alegria,
antes que eu me v e deixe de existir.

SALMOS-CAPITULO-40
Para o mestre de msica. Davdico. Um salmo.
1 Coloquei toda minha esperana no Senhor ;
ele se inclinou para mim
e ouviu o meu grito de socorro.
2 Ele me tirou de um poo de destruio,
de um atoleiro de lama;
ps os meus ps sobre uma rocha
e firmou-me num local seguro.
3 Ps um novo cntico na minha boca,
um hino de louvor ao nosso Deus.
Muitos vero isso e temero,
e confiaro no Senhor .
4 Como  feliz o homem
que pe no Senhor a sua confiana,
e no vai atrs dos orgulhosos [a] ,
dos que se afastam para seguir deuses falsos [b] !
5 Senhor meu Deus!
Quantas maravilhas tens feito!
No se pode relatar
os planos que preparaste para ns!
Eu queria proclam-los e anunci-los,
mas so por demais numerosos!
6 Sacrifcio e oferta no pediste,
mas abriste os meus ouvidos [c] ;
holocaustos [d] e ofertas pelo pecado
no exigiste.
7 Ento eu disse: Aqui estou!
No livro est escrito a meu respeito.
8 Tenho grande alegria em fazer a tua vontade,
 meu Deus;
a tua lei est no fundo do meu corao.
9 Eu proclamo as novas de justia
na grande assemblia;
como sabes, Senhor , no fecho os meus lbios.
10 No oculto no corao a tua justia;
falo da tua fidelidade e da tua salvao.
No escondo da grande assemblia
a tua fidelidade e a tua verdade.
11 No me negues a tua misericrdia, Senhor ;
que o teu amor e a tua verdade
sempre me protejam.
12 Pois incontveis problemas me cercam,
as minhas culpas me alcanaram
e j no consigo ver.
Mais numerosos so
que os cabelos da minha cabea,
e o meu corao perdeu o nimo.
13 Agrada-te, Senhor , em libertar-me;
apressa-te, Senhor , a ajudar-me.
14 Sejam humilhados e frustrados
todos os que procuram tirar-me a vida;
retrocedam desprezados
os que desejam a minha runa.
15 Fiquem chocados com a sua prpria desgraa
os que zombam de mim.
16 Mas regozijem-se e alegrem-se em ti
todos os que te buscam;
digam sempre aqueles que amam a tua salvao:
"Grande  o Senhor !"
17 Quanto a mim, sou pobre e necessitado,
mas o Senhor preocupa-se comigo.
Tu s o meu socorro e o meu libertador;
meu Deus, no te demores!
Notas de rodap:
[a] 40.4 Ou idlatras
[b] 40.4 Ou para a falsidade
[c] 40.6 Ou furaste as minhas orelhas. A Septuaginta diz mas tens
preparado um corpo para mim.
[d] 40.6 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

SALMOS-CAPITULO-41
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 Como  feliz aquele
que se interessa pelo pobre!
O Senhor o livra em tempos de adversidade.
2 O Senhor o proteger e preservar a sua vida;
ele o far feliz na terra
e no o entregar ao desejo dos seus inimigos.
3 O Senhor o suster
em seu leito de enfermidade,
e da doena o restaurar.
4 Eu disse: Misericrdia, Senhor ,
cura-me, pois pequei contra ti.
5 Os meus inimigos
dizem maldosamente a meu respeito:
"Quando ele vai morrer?
Quando vai desaparecer o seu nome?"
6 Sempre que algum vem visitar-me,
fala com falsidade,
enche o corao de calnias
e depois as espalha por onde vai.
7 Todos os que me odeiam
juntam-se e cochicham contra mim,
imaginando que o pior me acontecer:
8 "Uma praga terrvel o derrubou;
est de cama, e jamais se levantar".
9 At o meu melhor amigo,
em quem eu confiava
e que partilhava do meu po,
voltou-se [a] contra mim.
10 Mas, tu, Senhor , tem misericrdia de mim;
levanta-me, para que eu lhes retribua.
11 Sei que me queres bem,
pois o meu inimigo no triunfa sobre mim.
12 Por causa da minha integridade me sustns
e me pes na tua presena para sempre.
13 Louvado seja o Senhor , o Deus de Israel,
de eternidade a eternidade!
Amm e amm!
Notas de rodap:
[a] 41.9 Hebraico: levantou o calcanhar .

SALMOS-CAPITULO-42
SEGUNDO LIVRO
[a]
Para o mestre de msica. Um poema dos coratas.
1 Como a cora anseia por guas correntes,
a minha alma anseia por ti,  Deus.
2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.
Quando poderei entrar
para apresentar-me a Deus?
3 Minhas lgrimas tm sido o meu alimento
de dia e de noite,
pois me perguntam o tempo todo:
"Onde est o seu Deus?"
4 Quando me lembro destas coisas
choro angustiado.
Pois eu costumava ir com a multido,
conduzindo a procisso  casa de Deus,
com cantos de alegria e de ao de graas
entre a multido que festejava.
5 Por que voc est assim to triste,
 minha alma?
Por que est assim to perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperana em Deus!
Pois ainda o louvarei;
ele  o meu Salvador e
6 o meu Deus [b] .
A minha alma est profundamente triste;
por isso de ti me lembro
desde a terra do Jordo,
das alturas do Hermom,
desde o monte Mizar.
7 Abismo chama abismo
ao rugir das tuas cachoeiras;
todas as tuas ondas e vagalhes
se abateram sobre mim.
8 Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia;
de noite esteja comigo a sua cano.
 a minha orao ao Deus que me d vida.
9 Direi a Deus, minha Rocha:
Por que te esqueceste de mim?
Por que devo sair vagueando e pranteando,
oprimido pelo inimigo?
10 At os meus ossos sofrem agonia mortal
quando os meus adversrios zombam de mim,
perguntando-me o tempo todo:
"Onde est o seu Deus?"
11 Por que voc est assim to triste,
 minha alma?
Por que est assim to perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperana em Deus!
Pois ainda o louvarei;
ele  o meu Salvador e o meu Deus.
Notas de rodap:
[a] Salmos 42:1 Os Salmos 42 e 43 constituem um nico poema em muitos
manuscritos do Texto Massortico.
[b] 42.5,6 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto
Massortico diz louvarei por teu auxlio salvador. 6 meu Deus.

SALMOS-CAPITULO-43
1 Faze-me justia,  Deus,
e defende a minha causa contra um povo infiel;
livra-me dos homens traidores e perversos.
2 Pois tu,  Deus, s a minha fortaleza.
Por que me rejeitaste?
Por que devo sair vagueando e pranteando,
oprimido pelo inimigo?
3 Envia a tua luz e a tua verdade;
elas me guiaro
e me levaro ao teu santo monte,
ao lugar onde habitas.
4 Ento irei ao altar de Deus,
a Deus, a fonte da minha plena alegria.
Com a harpa te louvarei,
 Deus, meu Deus!
5 Por que voc est assim to triste,
 minha alma?
Por que est assim to perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperana em Deus!
Pois ainda o louvarei;
ele  o meu Salvador e o meu Deus.

SALMOS-CAPITULO-44
Para o mestre de msica. Dos coratas. Um poema.
1 Com os nossos prprios ouvidos ouvimos,
 Deus;
os nossos antepassados nos contaram
os feitos que realizaste no tempo deles,
nos dias da antigidade.
2 Com a tua prpria mo expulsaste as naes
para estabelecer os nossos antepassados;
arruinaste povos e fizeste prosperar
os nossos antepassados.
3 No foi pela espada que conquistaram a terra,
nem pela fora do seu brao
que alcanaram a vitria;
foi pela tua mo direita, pelo teu brao,
e pela luz do teu rosto [a] ,
por causa do teu amor para com eles.
4 s tu, meu Rei e meu Deus! [b]
s tu que decretas vitrias para Jac!
5 Contigo pomos em fuga os nossos adversrios;
pelo teu nome pisoteamos os que nos atacam.
6 No confio em meu arco,
minha espada no me concede a vitria;
7 mas tu nos concedes a vitria
sobre os nossos adversrios
e humilhas os que nos odeiam.
8 Em Deus nos gloriamos o tempo todo,
e louvaremos o teu nome para sempre.Pausa
9 Mas agora nos rejeitaste e nos humilhaste;
j no sais com os nossos exrcitos.
10 Diante dos nossos adversrios
fizeste-nos bater em retirada,
e os que nos odeiam nos saquearam.
11 Tu nos entregaste
para sermos devorados como ovelhas
e nos dispersaste entre as naes.
12 Vendeste o teu povo por uma ninharia,
nada lucrando com a sua venda.
13 Tu nos fizeste
motivo de vergonha dos nossos vizinhos,
objeto de zombaria e menosprezo dos que nos rodeiam.
14 Fizeste de ns um provrbio entre as naes;
os povos meneiam a cabea quando nos vem.
15 Sofro humilhao o tempo todo,
e o meu rosto est coberto de vergonha
16 por causa da zombaria
dos que me censuram e me provocam,
por causa do inimigo, que busca vingana.
17 Tudo isso aconteceu conosco,
sem que nos tivssemos esquecido de ti,
nem tivssemos trado a tua aliana.
18 Nossos coraes no voltaram atrs,
nem os nossos ps se desviaram da tua vereda.
19 Todavia, tu nos esmagaste e fizeste de ns
um covil de chacais,
e de densas trevas nos cobriste.
20 Se tivssemos esquecido
o nome do nosso Deus
e tivssemos estendido as nossas mos
a um deus estrangeiro,
21 Deus no o teria descoberto?
Pois ele conhece os segredos do corao!
22 Contudo, por amor de ti
enfrentamos a morte todos os dias;
somos considerados como ovelhas
destinadas ao matadouro.
23 Desperta, Senhor! Por que dormes?
Levanta-te! No nos rejeites para sempre.
24 Por que escondes o teu rosto
e esqueces o nosso sofrimento
e a nossa aflio?
25 Fomos humilhados at o p;
nossos corpos se apegam ao cho.
26 Levanta-te! Socorre-nos!
Resgata-nos por causa da tua fidelidade.
Notas de rodap:
[a] 44.3 Isto , pela tua bondade.
[b] 44.4 Conforme a Septuaginta e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz meu Rei,  Deus!

SALMOS-CAPITULO-45
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Os Lrios. Dos
coratas. Poema. Cntico de casamento.
1 Com o corao vibrando de boas palavras
recito os meus versos em honra ao rei;
seja a minha lngua
como a pena de um hbil escritor.
2 s dos homens o mais notvel;
derramou-se graa em teus lbios,
visto que Deus te abenoou para sempre.
3 Prende a espada  cintura,  poderoso!
Cobre-te de esplendor e majestade.
4 Na tua majestade cavalga vitoriosamente
pela verdade, pela misericrdia e pela justia;
que a tua mo direita realize feitos gloriosos.
5 Tuas flechas afiadas atingem
o corao dos inimigos do rei;
debaixo dos teus ps caem naes.
6 O teu trono,  Deus,
subsiste para todo o sempre;
cetro de justia  o cetro do teu reino.
7 Amas a justia e odeias a iniqidade;
por isso Deus, o teu Deus,
escolheu-te dentre os teus companheiros
ungindo-te com leo de alegria.
8 Todas as tuas vestes exalam
aroma de mirra, alos e cssia;
nos palcios adornados de marfim ressoam
os instrumentos de corda que te alegram.
9 Filhas de reis
esto entre as mulheres da tua corte;
 tua direita est a noiva real
enfeitada de ouro puro de Ofir.
10 Oua,  filha, considere
e incline os seus ouvidos:
Esquea o seu povo e a casa paterna.
11 O rei foi cativado pela sua beleza;
honre-o, pois ele  o seu senhor.
12 A cidade [a] de Tiro trar [b] seus presentes;
seus moradores mais ricos buscaro o seu favor.
13 Cheia de esplendor est a princesa
em seus aposentos,
com vestes enfeitadas de ouro.
14 Em roupas bordadas  conduzida ao rei,
acompanhada de um cortejo de virgens;
so levadas  tua presena.
15 Com alegria e exultao
so conduzidas ao palcio do rei.
16 Os teus filhos ocuparo o trono dos teus pais;
por toda a terra os fars prncipes.
17 Perpetuarei a tua lembrana
por todas as geraes;
por isso as naes te louvaro
para todo o sempre.
Notas de rodap:
[a] 45.12 Hebraico: filha .
[b] 45.12 Ou Um manto feito em Tiro est entre

SALMOS-CAPITULO-46
Para o mestre de msica. Dos coratas. Para vozes agudas. Um cntico.
1 Deus  o nosso refgio e a nossa fortaleza,
auxlio sempre presente na adversidade.
2 Por isso no temeremos,
ainda que a terra trema
e os montes afundem no corao do mar,
3 ainda que estrondem as suas guas turbulentas
e os montes sejam sacudidos
pela sua fria.Pausa
4 H um rio cujos canais alegram
a cidade de Deus,
o Santo Lugar onde habita o Altssimo.
5 Deus nela est! No ser abalada!
Deus vem em seu auxlio
desde o romper da manh.
6 Naes se agitam, reinos se abalam;
ele ergue a voz, e a terra se derrete.
7 O Senhor dos Exrcitos est conosco;
o Deus de Jac  a nossa torre segura.Pausa
8 Venham! Vejam as obras do Senhor ,
seus feitos estarrecedores na terra.
9 Ele d fim s guerras at os confins da terra;
quebra o arco e despedaa a lana;
destri os escudos [a] com fogo.
10 "Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!
Serei exaltado entre as naes,
serei exaltado na terra."
11 O Senhor dos Exrcitos est conosco;
o Deus de Jac  a nossa torre segura.Pausa
Notas de rodap:
[a] 46.9 Ou carros

SALMOS-CAPITULO-47
Para o mestre de msica. Salmo dos coratas.
1 Batam palmas, vocs, todos os povos;
aclamem a Deus com cantos de alegria.
2 Pois o Senhor Altssimo  temvel,
 o grande Rei sobre toda a terra!
3 Ele subjugou as naes ao nosso poder,
os povos colocou debaixo de nossos ps,
4 e escolheu para ns a nossa herana,
o orgulho de Jac, a quem amou.Pausa
5 Deus subiu em meio a gritos de alegria;
o Senhor , em meio ao som de trombetas.
6 Ofeream msica a Deus, cantem louvores!
Ofeream msica ao nosso Rei,
cantem louvores!
7 Pois Deus  o rei de toda a terra;
cantem louvores com harmonia e arte.
8 Deus reina sobre as naes;
Deus est assentado em seu santo trono.
9 Os soberanos das naes se juntam
ao povo do Deus de Abrao,
pois os governantes [a] da terra pertencem a Deus;
ele  soberanamente exaltado.
Notas de rodap:
[a] 47.9 Hebraico: escudos .

SALMOS-CAPITULO-48
Um cntico. Salmo dos coratas.
1 Grande  o Senhor ,
e digno de todo louvor
na cidade do nosso Deus.
2 Seu santo monte, belo e majestoso,
 a alegria de toda a terra.
Como as alturas do Zafom [a]  o monte Sio,
a cidade do grande Rei.
3 Nas suas cidadelas
Deus se revela como sua proteo.
4 Vejam! Os reis somaram foras,
e juntos avanaram contra ela.
5 Quando a viram, ficaram atnitos,
fugiram aterrorizados.
6 Ali mesmo o pavor os dominou;
contorceram-se como a mulher no parto.
7 Foste como o vento oriental
quando destruiu os navios de Trsis.
8 Como j temos ouvido,
agora tambm temos visto
na cidade do Senhor dos Exrcitos,
na cidade de nosso Deus:
Deus a preserva firme para sempre.Pausa
9 No teu templo,  Deus,
meditamos em teu amor leal.
10 Como o teu nome,  Deus,
o teu louvor alcana os confins da terra;
a tua mo direita est cheia de justia.
11 O monte Sio se alegra,
as cidades [b] de Jud exultam
por causa das tuas decises justas.
12 Percorram Sio, contornando-a,
contem as suas torres,
13 observem bem as suas muralhas,
examinem as suas cidadelas,
para que vocs falem  prxima gerao
14 que este Deus  o nosso Deus
para todo o sempre;
ele ser o nosso guia at o fim [c] .
Notas de rodap:
[a] 48.2 Zafom refere-se ou a um monte sagrado ou  direo norte.
[b] 48.11 Hebraico: filhas .
[c] 48.14 Ou at  morte

SALMOS-CAPITULO-49
Para o mestre de msica. Salmo dos coratas.
1 Ouam isto vocs, todos os povos;
escutem, todos os que vivem neste mundo,
2 gente do povo, homens importantes,
ricos e pobres igualmente:
3 A minha boca falar com sabedoria;
a meditao do meu corao
trar entendimento.
4 Inclinarei os meus ouvidos a um provrbio;
com a harpa exporei o meu enigma:
5 Por que deverei temer,
quando vierem dias maus,
quando inimigos traioeiros me cercarem,
6 aqueles que confiam em seus bens
e se gabam de suas muitas riquezas?
7 Homem algum pode redimir seu irmo
ou pagar a Deus o preo de sua vida,
8 pois o resgate de uma vida no tem preo.
No h pagamento que o livre
9 para que viva para sempre
e no sofra decomposio.
10 Pois todos podem ver que os sbios morrem,
como perecem o tolo e o insensato
e para outros deixam os seus bens.
11 Seus tmulos sero suas moradas
para sempre, [a]
suas habitaes de gerao em gerao,
ainda que tenham [b] dado seus nomes a terras.
12 O homem, mesmo que muito importante,
no vive para sempre [c] ;
 como os animais, que perecem.
13 Este  o destino
dos que confiam em si mesmos,
e dos seus seguidores,
que aprovam o que eles dizem.Pausa
14 Como ovelhas,
esto destinados  sepultura [d] ,
e a morte lhes servir de pastor.
Pela manh os justos triunfaro sobre eles!
A aparncia deles se desfar na sepultura,
longe das suas gloriosas manses.
15 Mas Deus redimir a minha vida da sepultura
e me levar para si.Pausa
16 No se aborrea quando algum se enriquece
e aumenta o luxo de sua casa;
17 pois nada levar consigo quando morrer;
no descer com ele o seu esplendor.
18 Embora em vida ele se parabenize:
"Todos o elogiam, pois voc est prosperando",
19 ele se juntar aos seus antepassados,
que nunca mais vero a luz.
20 O homem, mesmo que muito importante,
no tem entendimento;
 como os animais, que perecem.
Notas de rodap:
[a] 49.11 Conforme a Septuaginta e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz Em seus pensamentos suas casas sero perptuas.
[b] 49.11 Ou pois eles tm
[c] 49.12 Conforme o Texto Massortico. A Septuaginta e a Verso
Siraca dizem no tem entendimento. Veja o versculo 20.
[d] 49.14 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm no final deste versculo e no versculo
15.

SALMOS-CAPITULO-50
Salmo da famlia de Asafe.
1 Fala o Senhor , o Deus supremo;
convoca toda a terra, do nascente ao poente.
2 Desde Sio, perfeita em beleza,
Deus resplandece.
3 Nosso Deus vem!
Certamente no ficar calado!
 sua frente vai um fogo devorador,
e, ao seu redor, uma violenta tempestade.
4 Ele convoca os altos cus e a terra,
para o julgamento do seu povo:
5 "Ajuntem os que me so fiis,
que, mediante sacrifcio,
fizeram aliana comigo".
6 E os cus proclamam a sua justia,
pois o prprio Deus  o juiz.Pausa
7 "Oua, meu povo, pois eu falarei;
vou testemunhar contra voc, Israel,
eu, que sou Deus, o seu Deus.
8 No o acuso pelos seus sacrifcios,
nem pelos holocaustos [a] ,
que voc sempre me oferece.
9 No tenho necessidade
de nenhum novilho dos seus estbulos,
nem dos bodes dos seus currais,
10 pois todos os animais da floresta so meus,
como so as cabeas de gado
aos milhares nas colinas.
11 Conheo todas as aves dos montes,
e cuido das criaturas do campo.
12 Se eu tivesse fome, precisaria dizer a voc?
Pois o mundo  meu, e tudo o que nele existe.
13 Acaso como carne de touros
ou bebo sangue de bodes?
14 Oferea a Deus em sacrifcio a sua gratido,
cumpra os seus votos para com o Altssimo,
15 e clame a mim no dia da angstia;
eu o livrarei, e voc me honrar."
16 Mas ao mpio Deus diz:
"Que direito voc tem de recitar as minhas leis
ou de ficar repetindo a minha aliana?
17 Pois voc odeia a minha disciplina
e d as costas s minhas palavras!
18 Voc v um ladro, e j se torna seu cmplice,
e com adlteros se mistura.
19 Sua boca est cheia de maldade
e a sua lngua formula a fraude.
20 Deliberadamente voc fala contra o seu irmo
e calunia o filho de sua prpria me.
21 Ficaria eu calado
diante de tudo o que voc tem feito?
Voc pensa que eu sou como voc?
Mas agora eu o acusarei diretamente,
sem omitir coisa alguma.
22 "Considerem isto,
vocs que se esquecem de Deus;
caso contrrio os despedaarei,
sem que ningum os livre.
23 Quem me oferece sua gratido
como sacrifcio, honra-me,
e eu mostrarei a salvao de Deus
ao que anda nos meus caminhos".
Notas de rodap:
[a] 50.8 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em 51.16.

SALMOS-CAPITULO-51
Para o mestre de msica. Salmo de Davi. Escrito quando o profeta Nat
veio falar com Davi, depois que este cometeu adultrio com Bate-Seba.
1 Tem misericrdia de mim,  Deus,
por teu amor;
por tua grande compaixo
apaga as minhas transgresses.
2 Lava-me de toda a minha culpa
e purifica-me do meu pecado.
3 Pois eu mesmo
reconheo as minhas transgresses,
e o meu pecado sempre me persegue.
4 Contra ti, s contra ti, pequei
e fiz o que tu reprovas,
de modo que justa  a tua sentena
e tens razo em condenar-me.
5 Sei que sou pecador desde que nasci,
sim, desde que me concebeu minha me.
6 Sei que desejas a verdade no ntimo;
e no corao me ensinas a sabedoria.
7 Purifica-me com hissopo, e ficarei puro;
lava-me, e mais branco do que a neve serei.
8 Faze-me ouvir de novo jbilo e alegria,
e os ossos que esmagaste exultaro.
9 Esconde o rosto dos meus pecados
e apaga todas as minhas iniqidades.
10 Cria em mim um corao puro,  Deus,
e renova dentro de mim um esprito estvel.
11 No me expulses da tua presena,
nem tires de mim o teu Santo Esprito.
12 Devolve-me a alegria da tua salvao
e sustenta-me
com um esprito pronto a obedecer.
13 Ento ensinarei os teus caminhos
aos transgressores,
para que os pecadores se voltem para ti.
14 Livra-me da culpa dos crimes de sangue,
 Deus, Deus da minha salvao!
E a minha lngua aclamar a tua justia.
15  Senhor, d palavras aos meus lbios,
e a minha boca anunciar o teu louvor.
16 No te deleitas em sacrifcios
nem te agradas em holocaustos,
se no eu os traria.
17 Os sacrifcios que agradam a Deus
so um esprito quebrantado;
um corao quebrantado e contrito,
 Deus, no desprezars.
18 Por tua boa vontade faze Sio prosperar;
ergue os muros de Jerusalm.
19 Ento te agradars dos sacrifcios sinceros,
das ofertas queimadas e dos holocaustos;
e novilhos sero oferecidos sobre o teu altar.

SALMOS-CAPITULO-52
Para o mestre de msica. Poema de Davi, quando o edomita Doegue foi a
Saul e lhe contou: "Davi foi  casa de Aimeleque".
1 Por que voc se vangloria do mal
e de ultrajar a Deus continuamente? [a] ,
 homem poderoso!
2 Sua lngua trama destruio;
 como navalha afiada, cheia de engano.
3 Voc prefere o mal ao bem,
a falsidade, em lugar da verdade.Pausa
4 Voc ama toda palavra maldosa,
 lngua mentirosa!
5 Saiba que Deus o arruinar para sempre:
ele o agarrar e o arrancar da sua tenda;
ele o desarraigar da terra dos vivos.Pausa
6 Os justos vero isso e temero;
riro dele, dizendo:
7 "Veja s o homem
que rejeitou a Deus como refgio;
confiou em sua grande riqueza
e buscou refgio em sua maldade!"
8 Mas eu sou como uma oliveira
que floresce na casa de Deus;
confio no amor de Deus
para todo o sempre.
9 Para sempre te louvarei pelo que fizeste;
na presena dos teus fiis
proclamarei o teu nome,
porque tu s bom.
Notas de rodap:
[a] 52.1 Ou se a fidelidade de Deus dura para sempre?

SALMOS-CAPITULO-53
Para o mestre de msica. De acordo com mahalath [a] . Poema
davdico.
1 Diz o tolo em seu corao:
"Deus no existe!"
Corromperam-se
e cometeram injustias detestveis;
no h ningum que faa o bem.
2 Deus olha l dos cus
para os filhos dos homens,
para ver se h algum
que tenha entendimento,
algum que busque a Deus.
3 Todos se desviaram,
igualmente se corromperam;
no h ningum que faa o bem,
no h nem um sequer.
4 Ser que os malfeitores no aprendem?
Eles devoram o meu povo
como quem come po,
e no clamam a Deus!
5 Olhem! Esto tomados de pavor,
quando no existe motivo algum para temer!
Pois foi Deus quem espalhou os ossos
dos que atacaram voc;
voc os humilhou porque Deus os rejeitou.
6 Ah, se de Sio viesse a salvao para Israel!
Quando Deus restaurar [b] o seu povo,
Jac exultar! Israel se regozijar!
Notas de rodap:
[a] Ttulo Ttulo: Possivelmente uma melodia solene.
[b] 53.6 Ou trouxer de volta os cativos do seu

SALMOS-CAPITULO-54
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Poema de Davi,
quando os zifeus foram a Saul e disseram: "Acaso Davi no est se
escondendo entre ns?"
1 Salva-me,  Deus, pelo teu nome;
defende-me pelo teu poder.
2 Ouve a minha orao,  Deus;
escuta as minhas palavras.
3 Estrangeiros [a] me atacam;
homens cruis querem matar-me,
homens que no se importam com Deus.Pausa
4 Certamente Deus  o meu auxlio;
 o Senhor que me sustm.
5 Recaia o mal sobre os meus inimigos!
Extermina-os por tua fidelidade!
6 Eu te oferecerei um sacrifcio voluntrio;
louvarei o teu nome,  Senhor ,
porque tu s bom.
7 Pois ele me livrou de todas as minhas angstias,
e os meus olhos contemplaram
a derrota dos meus inimigos.
Notas de rodap:
[a] 54.3 Alguns manuscritos do Texto Massortico dizem Arrogantes.

SALMOS-CAPITULO-55
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Poema davdico.
1 Escuta a minha orao,  Deus,
no ignores a minha splica;
2 ouve-me e responde-me!
Os meus pensamentos me perturbam,
e estou atordoado
3 diante do barulho do inimigo,
diante da gritaria [a] dos mpios;
pois eles aumentam o meu sofrimento
e, irados, mostram seu rancor.
4 O meu corao est acelerado;
os pavores da morte me assaltam.
5 Temor e tremor me dominam;
o medo tomou conta de mim.
6 Ento eu disse:
Quem dera eu tivesse asas como a pomba;
voaria at encontrar repouso!
7 Sim, eu fugiria para bem longe,
e no deserto eu teria o meu abrigo.Pausa
8 Eu me apressaria em achar refgio
longe do vendaval e da tempestade.
9 Destri os mpios, Senhor,
confunde a lngua deles,
pois vejo violncia e brigas na cidade.
10 Dia e noite eles rondam por seus muros;
nela permeiam o crime e a maldade.
11 A destruio impera na cidade;
a opresso e a fraude jamais deixam suas ruas.
12 Se um inimigo me insultasse,
eu poderia suportar;
se um adversrio se levantasse contra mim,
eu poderia defender-me;
13 mas logo voc, meu colega,
meu companheiro, meu amigo chegado,
14 voc, com quem eu partilhava
agradvel comunho
enquanto amos com a multido festiva
para a casa de Deus!
15 Que a morte
apanhe os meus inimigos de surpresa!
Desam eles vivos para a sepultura [b] ,
pois entre eles o mal acha guarida.
16 Eu, porm, clamo a Deus,
e o Senhor me salvar.
17  tarde, pela manh e ao meio-dia
choro angustiado,
e ele ouve a minha voz.
18 Ele me guarda ileso na batalha,
sendo muitos os que esto contra mim.
19 Deus, que reina desde a eternidade,
me ouvir e os castigar.Pausa
Pois jamais mudam sua conduta
e no tm temor de Deus.
20 Aquele homem se voltou
contra os seus aliados,
violando o seu acordo.
21 Macia como manteiga  a sua fala,
mas a guerra est no seu corao;
suas palavras so mais suaves que o leo,
mas so afiadas como punhais.
22 Entregue suas preocupaes ao Senhor ,
e ele o suster;
jamais permitir que o justo venha a cair.
23 Mas tu,  Deus,
fars descer  cova da destruio
aqueles assassinos e traidores,
os quais no vivero a metade dos seus dias.
Quanto a mim, porm, confio em ti.
Notas de rodap:
[a] 55.3 Ou opresso
[b] 55.15 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

SALMOS-CAPITULO-56
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Uma Pomba em Carvalhos
Distantes. Poema epigrfico davdico. Quando os filisteus prenderam Davi
em Gate.
1 Tem misericrdia de mim,  Deus,
pois os homens me pressionam;
o tempo todo me atacam e me oprimem.
2 Os meus inimigos pressionam-me sem parar;
muitos atacam-me arrogantemente.
3 Mas eu, quando estiver com medo,
confiarei em ti.
4 Em Deus, cuja palavra eu louvo,
em Deus eu confio, e no temerei.
Que poder fazer-me o simples mortal?
5 O tempo todo
eles distorcem as minhas palavras;
esto sempre tramando prejudicar-me.
6 Conspiram, ficam  espreita,
vigiam os meus passos,
na esperana de tirar-me a vida.
7 Deixars escapar essa gente to perversa? [a]
Na tua ira,  Deus, derruba as naes.
8 Registra, tu mesmo, o meu lamento;
recolhe as minhas lgrimas em teu odre;
acaso no esto anotadas em teu livro?
9 Os meus inimigos retrocedero,
quando eu clamar por socorro.
Com isso saberei que Deus est a meu favor.
10 Confio em Deus, cuja palavra louvo,
no Senhor , cuja palavra louvo,
11 em Deus eu confio, e no temerei.
Que poder fazer-me o homem?
12 Cumprirei os votos que te fiz,  Deus;
a ti apresentarei minhas ofertas de gratido.
13 Pois me livraste da morte
e os meus ps de tropearem,
para que eu ande diante de Deus
na luz que ilumina os vivos.
Notas de rodap:
[a] 56.7 Ou Rejeita-os por causa de sua maldade;

SALMOS-CAPITULO-57
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia No Destruas. Poema
epigrfico davdico. Quando Davi fugiu de Saul para a caverna.
1 Misericrdia,  Deus; misericrdia,
pois em ti a minha alma se refugia.
Eu me refugiarei  sombra das tuas asas,
at que passe o perigo.
2 Clamo ao Deus Altssimo,
a Deus, que para comigo
cumpre o seu propsito.
3 Dos cus ele me envia a salvao,
pe em fuga
os que me perseguem de perto;Pausa
Deus envia o seu amor e a sua fidelidade.
4 Estou em meio a lees,
vidos para devorar;
seus dentes so lanas e flechas,
suas lnguas so espadas afiadas.
5 S exaltado,  Deus, acima dos cus!
Sobre toda a terra esteja a tua glria!
6 Preparam armadilhas para os meus ps;
fiquei muito abatido.
Abriram uma cova no meu caminho,
mas foram eles que nela caram.Pausa
7 Meu corao est firme,  Deus,
meu corao est firme;
cantarei ao som de instrumentos!
8 Acorde, minha alma!
Acordem, harpa e lira!
Vou despertar a alvorada!
9 Eu te louvarei,  Senhor, entre as naes;
cantarei teus louvores entre os povos.
10 Pois o teu amor  to grande
que alcana os cus;
a tua fidelidade vai at as nuvens.
11 S exaltado,  Deus, acima dos cus!
Sobre toda a terra esteja a tua glria!

SALMOS-CAPITULO-58
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia No Destruas. Davdico.
Poema epigrfico.
1 Ser que vocs, poderosos [a] ,
falam de fato com justia?
Ser que vocs, homens, julgam retamente?
2 No! No corao vocs tramam a injustia,
e na terra as suas mos espalham a violncia.
3 Os mpios erram o caminho desde o ventre;
desviam-se os mentirosos desde que nascem.
4 Seu veneno  como veneno de serpente;
tapam os ouvidos,
como a cobra que se faz de surda
5 para no ouvir a msica dos encantadores,
que fazem encantamentos com tanta habilidade.
6 Quebra os dentes deles,  Deus;
arranca, Senhor , as presas desses lees!
7 Desapaream como a gua que escorre!
Quando empunharem o arco,
caiam sem fora as suas flechas! [b]
8 Sejam como a lesma
que se derrete pelo caminho;
como feto abortado, no vejam eles o sol!
9 Os mpios sero varridos
antes que as suas panelas
sintam o calor da lenha [c] ,
esteja ela verde ou seca.
10 Os justos se alegraro quando forem vingados,
quando banharem seus ps
no sangue dos mpios.
11 Ento os homens comentaro:
"De fato os justos
tm a sua recompensa;
com certeza h um Deus
que faz justia na terra".
Notas de rodap:
[a] 58.1 Ou deuses
[b] 58.7 Ou murchem como a erva que  pisada!
[c] 58.9 Hebraico: dos espinhos.

SALMOS-CAPITULO-59
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia No Destruas. Poema
epigrfico davdico, quando Saul enviou homens para vigiarem a casa de
Davi a fim de mat-lo.
1 Livra-me dos meus inimigos,  Deus;
pe-me fora do alcance dos meus agressores.
2 Livra-me dos que praticam o mal
e salva-me dos assassinos.
3 V como ficam  minha espreita!
Homens cruis conspiram contra mim,
sem que eu tenha cometido
qualquer delito ou pecado,  Senhor .
4 Mesmo eu no tendo culpa de nada,
eles se preparam s pressas para atacar-me.
Levanta-te para ajudar-me;
olha para a situao em que me encontro!
5  Senhor , Deus dos Exrcitos,
 Deus de Israel!
Desperta para castigar todas as naes;
no tenhas misericrdia
dos traidores perversos.Pausa
6 Eles voltam ao cair da tarde,
rosnando como ces
e rondando a cidade.
7 V que ameaas saem de suas bocas;
seus lbios so como espadas,
e dizem: "Quem nos ouvir?"
8 Mas tu, Senhor , vais rir deles;
caoars de todas aquelas naes.
9  tu, minha fora, por ti vou aguardar;
tu,  Deus, s o meu alto refgio.
10 O meu Deus fiel
vir ao meu encontro
e permitir que eu triunfe
sobre os meus inimigos.
11 Mas no os mates,  Senhor, nosso escudo,
se no, o meu povo o esquecer.
Em teu poder faze-os vaguearem,
e abate-os.
12 Pelos pecados de suas bocas,
pelas palavras de seus lbios,
sejam apanhados em seu orgulho.
Pelas maldies e mentiras que pronunciam,
13 consome-os em tua ira,
consome-os at que no mais existam.
Ento se saber at os confins da terra
que Deus governa Jac.Pausa
14 Eles voltam ao cair da tarde,
rosnando como ces,
e rondando a cidade.
15  procura de comida perambulam
e, se no ficam satisfeitos, uivam.
16 Mas eu cantarei louvores  tua fora;
de manh louvarei a tua fidelidade,
pois tu s o meu alto refgio,
abrigo seguro nos tempos difceis.
17  minha fora, canto louvores a ti;
tu s,  Deus, o meu alto refgio,
o Deus que me ama.

SALMOS-CAPITULO-60
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia O Lrio da Aliana.
Didtico. Poema epigrfico davdico. Quando Davi combateu Ar Naaraim
[a] e Ar Zob [b] , e quando Joabe voltou e feriu doze mil
edomitas no vale do Sal.
1 Tu nos rejeitaste e nos dispersaste,  Deus;
tu derramaste a tua ira;
restaura-nos agora!
2 Sacudiste a terra e abriste-lhe fendas;
repara suas brechas,
pois ameaa desmoronar-se.
3 Fizeste passar o teu povo por tempos difceis;
deste-nos um vinho estonteante.
4 Mas aos que te temem deste um sinal
para que fugissem das flechas.Pausa
5 Salva-nos com a tua mo direita
e responde-nos,
para que sejam libertos aqueles a quem amas.
6 Do seu santurio [c] Deus falou:
"No meu triunfo dividirei Siqum
e repartirei o vale de Sucote.
7 Gileade  minha, Manasss tambm;
Efraim  o meu capacete,
Jud  o meu cetro.
8 Moabe  a pia em que me lavo,
em Edom atiro a minha sandlia;
sobre a Filstia dou meu brado de vitria!"
9 Quem me levar  cidade fortificada?
Quem me guiar a Edom?
10 No foste tu,  Deus, que nos rejeitaste
e deixaste de sair com os nossos exrcitos?
11 D-nos ajuda contra os adversrios,
pois intil  o socorro do homem.
12 Com Deus conquistaremos a vitria,
e ele pisotear os nossos adversrios.
Notas de rodap:
[a] Ttulo Ttulo: Isto , os arameus do nordeste da Mesopotmia.
[b] Ttulo Ttulo: Isto , os arameus da Sria central.
[c] 60.6 Ou Na sua santidade

SALMOS-CAPITULO-61
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Davdico.
1 Ouve o meu clamor,  Deus;
atenta para a minha orao.
2 Desde os confins da terra eu clamo a ti,
com o corao abatido;
pe-me a salvo na rocha mais alta do que eu.
3 Pois tu tens sido o meu refgio,
uma torre forte contra o inimigo.
4 Para sempre anseio habitar na tua tenda
e refugiar-me no abrigo das tuas asas.Pausa
5 Pois ouviste os meus votos,  Deus;
deste-me a herana que concedes
aos que temem o teu nome.
6 Prolonga os dias do rei,
por muitas geraes os seus anos de vida.
7 Para sempre esteja ele em seu trono,
diante de Deus;
envia o teu amor e a tua fidelidade
para proteg-lo.
8 Ento sempre cantarei louvores ao teu nome,
cumprindo os meus votos cada dia.

SALMOS-CAPITULO-62
Para o mestre de msica. Ao estilo de Jedutum. Salmo davdico.
1 A minha alma descansa somente em Deus;
dele vem a minha salvao.
2 Somente ele  a rocha que me salva;
ele  a minha torre segura! Jamais serei abalado!
3 At quando todos vocs atacaro um homem
que est como um muro inclinado,
como uma cerca prestes a cair?
4 Todo o propsito deles  derrub-lo
de sua posio elevada;
eles se deliciam com mentiras.
Com a boca abenoam,
mas no ntimo amaldioam.Pausa
5 Descanse somente em Deus,
 minha alma;
dele vem a minha esperana.
6 Somente ele  a rocha que me salva;
ele  a minha torre alta! No serei abalado!
7 A minha salvao e a minha honra
de Deus dependem;
ele  a minha rocha firme, o meu refgio.
8 Confie nele em todos os momentos,  povo;
derrame diante dele o corao,
pois ele  o nosso refgio.Pausa
9 Os homens de origem humilde
no passam de um sopro,
os de origem importante
no passam de mentira;
pesados na balana,
juntos no chegam ao peso de um sopro.
10 No confiem na extorso,
nem ponham a esperana em bens roubados;
se as suas riquezas aumentam,
no ponham nelas o corao.
11 Uma vez Deus falou,
duas vezes eu ouvi,
que o poder pertence a Deus.
12 Contigo tambm, Senhor, est a fidelidade.
 certo que retribuirs a cada um
conforme o seu procedimento.

SALMOS-CAPITULO-63
Salmo de Davi, quando ele estava no deserto de Jud.
1  Deus, tu s o meu Deus,
eu te busco intensamente;
a minha alma tem sede de ti!
Todo o meu ser anseia por ti,
numa terra seca, exausta e sem gua.
2 Quero contemplar-te no santurio
e avistar o teu poder e a tua glria.
3 O teu amor  melhor do que a vida!
Por isso os meus lbios te exaltaro.
4 Enquanto eu viver te bendirei,
e em teu nome levantarei as minhas mos.
5 A minha alma ficar satisfeita
como quando tem rico banquete;
com lbios jubilosos a minha boca te louvar.
6 Quando me deito lembro-me de ti;
penso em ti durante as viglias da noite.
7 Porque s a minha ajuda,
canto de alegria  sombra das tuas asas.
8 A minha alma apega-se a ti;
a tua mo direita me sustm.
9 Aqueles, porm, que querem matar-me
sero destrudos;
descero s profundezas da terra.
10 Sero entregues  espada
e devorados por chacais.
11 Mas o rei se alegrar em Deus;
todos os que juram pelo nome de Deus
o louvaro,
mas as bocas dos mentirosos sero tapadas.

SALMOS-CAPITULO-64
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 Ouve-me,  Deus, quando fao a minha queixa;
protege a minha vida do inimigo ameaador.
2 Defende-me da conspirao dos mpios
e da ruidosa multido de malfeitores.
3 Eles afiam a lngua como espada
e apontam, como flechas, palavras envenenadas.
4 De onde esto emboscados
atiram no homem ntegro;
atiram de surpresa, sem qualquer temor.
5 Animam-se uns aos outros
com planos malignos,
combinam como ocultar as suas armadilhas,
e dizem: "Quem as [a] ver?"
6 Tramam a injustia e dizem:
"Fizemos [b] um plano perfeito!"
A mente e o corao de cada um deles
o encobrem! [c]
7 Mas Deus atirar neles suas flechas;
repentinamente sero atingidos.
8 Pelas prprias palavras
faro cair uns aos outros;
menearo a cabea e zombaro deles
todos os que os virem.
9 Todos os homens temero,
e proclamaro as obras de Deus,
refletindo no que ele fez.
10 Alegrem-se os justos no Senhor
e nele busquem refgio;
congratulem-se todos os retos de corao!
Notas de rodap:
[a] 64.5 Ou nos
[b] 64.6 Ou Eles ocultam
[c] 64.6 Ou Ningum nos descobrir!

SALMOS-CAPITULO-65
Para o mestre de msica. Salmo davdico. Um cntico.
1 O louvor te aguarda [a] em Sio,  Deus;
os votos que te fizemos sero cumpridos.
2  tu que ouves a orao,
a ti viro todos os homens.
3 Quando os nossos pecados pesavam sobre ns,
tu mesmo fizeste propiciao
por nossas transgresses.
4 Como so felizes aqueles que escolhes
e trazes a ti, para viverem nos teus trios!
Transbordamos de bnos da tua casa,
do teu santo templo!
5 Tu nos respondes
com temveis feitos de justia,
 Deus, nosso Salvador,
esperana de todos os confins da terra
e dos mais distantes mares.
6 Tu que firmaste os montes pela tua fora,
pelo teu grande poder.
7 Tu que acalmas o bramido dos mares,
o bramido de suas ondas,
e o tumulto das naes.
8 Tremem os habitantes das terras distantes
diante das tuas maravilhas;
do nascente ao poente
despertas canes de alegria.
9 Cuidas da terra e a regas;
fartamente a enriqueces.
Os riachos de Deus transbordam
para que nunca falte o trigo,
pois assim ordenaste. [b]
10 Encharcas os seus sulcos
e aplainas os seus torres;
tu a amoleces com chuvas
e abenoas as suas colheitas.
11 Coroas o ano com a tua bondade,
e por onde passas emana fartura;
12 fartura vertem as pastagens do deserto,
e as colinas se vestem de alegria.
13 Os campos se revestem de rebanhos
e os vales se cobrem de trigo;
eles exultam e cantam de alegria!
Notas de rodap:
[a] 65.1 Ou O louvor  apropriado a ti
[b] 65.9 Ou pois  assim que preparas a terra.

SALMOS-CAPITULO-66
Para o mestre de msica. Um cntico. Um salmo.
1 Aclamem a Deus, povos de toda terra!
2 Cantem louvores ao seu glorioso nome;
louvem-no gloriosamente!
3 Digam a Deus:
"Quo temveis so os teus feitos!
To grande  o teu poder que os teus inimigos
rastejam diante de ti!
4 Toda a terra te adora
e canta louvores a ti,
canta louvores ao teu nome".Pausa
5 Venham e vejam o que Deus tem feito;
como so impressionantes
as suas obras em favor dos homens!
6 Ele transformou o mar em terra seca,
e o povo atravessou as guas [a] a p;
e ali nos alegramos nele. [b]
7 Ele governa para sempre com o seu poder,
seus olhos vigiam as naes;
que os rebeldes
no se levantem contra ele!Pausa
8 Bendigam o nosso Deus,  povos,
faam ressoar o som do seu louvor;
9 foi ele quem preservou a nossa vida
impedindo que os nossos ps escorregassem.
10 Pois tu,  Deus, nos submeteste  prova
e nos refinaste como a prata.
11 Fizeste-nos cair numa armadilha
e sobre nossas costas puseste fardos.
12 Deixaste que os inimigos cavalgassem
sobre a nossa cabea;
passamos pelo fogo e pela gua,
mas a um lugar de fartura [c] nos trouxeste.
13 Para o teu templo virei com holocaustos [d]
e cumprirei os meus votos para contigo,
14 votos que os meus lbios fizeram
e a minha boca falou
quando eu estava em dificuldade.
15 Oferecerei a ti animais gordos em holocausto;
sacrificarei carneiros, cuja fumaa subir a ti,
e tambm novilhos e cabritos.Pausa
16 Venham e ouam,
todos vocs que temem a Deus;
vou contar-lhes o que ele fez por mim.
17 A ele clamei com os lbios;
com a lngua o exaltei.
18 Se eu acalentasse o pecado no corao,
o Senhor no me ouviria;
19 mas Deus me ouviu,
deu ateno  orao que lhe dirigi.
20 Louvado seja Deus,
que no rejeitou a minha orao
nem afastou de mim o seu amor!
Notas de rodap:
[a] 66.6 Ou o rio
[b] 66.6 Ou venham, alegremo-nos nele.
[c] 66.12 Algumas verses antigas dizem de repouso.
[d] 66.13 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm no
versculo 15.

SALMOS-CAPITULO-67
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Um salmo. Um
cntico.
1 Que Deus tenha misericrdia de ns
e nos abenoe,
e faa resplandecer
o seu rosto sobre ns [a] ,Pausa
2 para que sejam conhecidos na terra
os teus caminhos,
a tua salvao entre todas as naes.
3 Louvem-te os povos,  Deus;
louvem-te todos os povos.
4 Exultem e cantem de alegria as naes,
pois governas os povos com justia
e guias as naes na terra.Pausa
5 Louvem-te os povos,  Deus;
louvem-te todos os povos.
6 Que a terra d a sua colheita,
e Deus, o nosso Deus, nos abenoe!
7 Que Deus nos abenoe,
e o temam todos os confins da terra.
Notas de rodap:
[a] 67.1 Isto , mostre-nos a sua bondade.

SALMOS-CAPITULO-68
Para o mestre de msica. Davdico. Um salmo. Um cntico.
1 Que Deus se levante!
Sejam espalhados os seus inimigos,
fujam dele os seus adversrios.
2 Que tu os dissipes
assim como o vento leva a fumaa;
como a cera se derrete na presena do fogo,
assim peream os mpios na presena de Deus.
3 Alegrem-se, porm, os justos!
Exultem diante de Deus!
Regozijem-se com grande alegria!
4 Cantem a Deus, louvem o seu nome,
exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens; [a]
seu nome  Senhor !
Exultem diante dele!
5 Pai para os rfos e defensor das vivas
 Deus em sua santa habitao.
6 Deus d um lar aos solitrios,
liberta os presos para a prosperidade,
mas os rebeldes vivem em terra rida.
7 Quando saste  frente do teu povo,  Deus,
quando marchaste pelo ermo,Pausa
8 a terra tremeu,
o cu derramou chuva
diante de Deus, o Deus do Sinai,
diante de Deus, o Deus de Israel.
9 Deste chuvas generosas,  Deus;
refrescaste a tua herana exausta.
10 O teu povo nela se instalou,
e da tua bondade,  Deus, supriste os pobres.
11 O Senhor anunciou a palavra,
e muitos mensageiros a proclamavam:
12 "Reis e exrcitos fogem em debandada;
a dona de casa reparte os despojos. [b]
13 Mesmo quando vocs dormem
entre as fogueiras do acampamento [c] ,
as asas da minha pomba
esto recobertas de prata,
as suas penas, de ouro reluzente".
14 Quando o Todo-poderoso espalhou os reis,
foi como neve no monte Zalmom.
15 Os montes de Bas so majestosos;
escarpados so os montes de Bas.
16 Por que,  montes escarpados,
esto com inveja do monte que Deus
escolheu para sua habitao,
onde o prprio Senhor habitar para sempre?
17 Os carros de Deus so incontveis,
so milhares de milhares;
neles o Senhor veio do Sinai
para o seu Lugar Santo.
18 Quando subiste em triunfo s alturas,
 Senhor Deus,
levaste cativos muitos prisioneiros;
recebeste homens como ddivas,
at mesmo rebeldes,
para estabeleceres morada. [d]
19 Bendito seja o Senhor,
Deus, nosso Salvador,
que cada dia suporta as nossas cargas.Pausa
20 O nosso Deus  um Deus que salva;
ele  o Soberano, ele  o Senhor
que nos livra da morte.
21 Certamente Deus
esmagar a cabea dos seus inimigos,
o crnio cabeludo
dos que persistem em seus pecados.
22 "Eu os trarei de Bas", diz o Senhor,
"eu os trarei das profundezas do mar,
23 para que voc encharque os ps
no sangue dos inimigos,
sangue do qual a lngua dos ces
ter a sua poro."
24 J se v a tua marcha triunfal,  Deus,
a marcha do meu Deus e Rei
adentrando o santurio.
25  frente esto os cantores, depois os msicos;
com eles vo as jovens tocando tamborins.
26 Bendigam a Deus na grande congregao!
Bendigam o Senhor ,
descendentes [e] de Israel!
27 Ali est a pequena tribo de Benjamim,
a conduzi-los,
os prncipes de Jud
acompanhados de suas tropas,
e os prncipes de Zebulom e Naftali.
28 A favor de vocs,
manifeste Deus o seu poder! [f]
Mostra,  Deus, o poder que j tens operado
para conosco.
29 Por causa do teu templo em Jerusalm,
reis te traro presentes.
30 Repreende a fera entre os juncos,
a manada de touros
entre os bezerros das naes.
Humilhados, tragam barras de prata.
Espalha as naes que tm prazer na guerra.
31 Ricos tecidos [g] venham do Egito;
a Etipia corra para Deus de mos cheias.
32 Cantem a Deus, reinos da terra,
louvem o Senhor,Pausa
33 aquele que cavalga os cus, os antigos cus.
Escutem! Ele troveja com voz poderosa.
34 Proclamem o poder de Deus!
Sua majestade est sobre Israel,
seu poder est nas altas nuvens.
35 Tu s temvel no teu santurio,  Deus;
 o Deus de Israel
que d poder e fora ao seu povo.
Bendito seja Deus!
Notas de rodap:
[a] 68.4 Ou preparem o caminho para aquele que cavalga pelos desertos;
[b] 68.12 Ou as belas mulheres do palcio so repartidas como despojo.
[c] 68.13 Ou os alforjes
[d] 68.18 Ou ddivas dentre os homens, at dos que se rebelaram contra
a tua habitao.
[e] 68.26 Hebraico: fonte .
[f] 68.28 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico. Muitos
manuscritos do Texto Massortico e algumas verses antigas dizem
Manifesta,  Deus, o teu poder!
[g] 68.31 Ou embaixadores

SALMOS-CAPITULO-69
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Lrios. Davdico.
1 Salva-me,  Deus!,
pois as guas subiram at o meu pescoo.
2 Nas profundezas lamacentas eu me afundo;
no tenho onde firmar os ps.
Entrei em guas profundas;
as correntezas me arrastam.
3 Cansei-me de pedir socorro;
minha garganta se abrasa.
Meus olhos fraquejam
de tanto esperar pelo meu Deus.
4 Os que sem razo me odeiam
so mais do que os fios de cabelo
da minha cabea;
muitos so os que me prejudicam sem motivo,
muitos, os que procuram destruir-me.
Sou forado a devolver o que no roubei.
5 Tu bem sabes como fui insensato,  Deus;
a minha culpa no te  encoberta.
6 No se decepcionem por minha causa
aqueles que esperam em ti,
 Senhor, Senhor dos Exrcitos!
No se frustrem por minha causa
os que te buscam,  Deus de Israel!
7 Pois por amor a ti suporto zombaria,
e a vergonha cobre-me o rosto.
8 Sou um estrangeiro para os meus irmos,
um estranho at para os filhos da minha me;
9 pois o zelo pela tua casa me consome,
e os insultos daqueles que te insultam
caem sobre mim.
10 At quando choro e jejuo,
tenho que suportar zombaria;
11 quando ponho vestes de lamento,
sou objeto de chacota.
12 Os que se ajuntam na praa falam de mim,
e sou a cano dos bbados.
13 Mas eu, Senhor , no tempo oportuno,
elevo a ti minha orao;
responde-me, por teu grande amor,  Deus,
com a tua salvao infalvel!
14 Tira-me do atoleiro,
no me deixes afundar;
liberta-me dos que me odeiam
e das guas profundas.
15 No permitas que as correntezas me arrastem,
nem que as profundezas me engulam,
nem que a cova feche sobre mim a sua boca!
16 Responde-me, Senhor ,
pela bondade do teu amor;
por tua grande misericrdia, volta-te para mim.
17 No escondas do teu servo a tua face;
responde-me depressa, pois estou em perigo.
18 Aproxima-te e resgata-me;
livra-me por causa dos meus inimigos.
19 Tu bem sabes como sofro zombaria,
humilhao e vergonha;
conheces todos os meus adversrios.
20 A zombaria partiu-me o corao;
estou em desespero!
Supliquei por socorro, nada recebi;
por consoladores, e a ningum encontrei.
21 Puseram fel na minha comida
e para matar-me a sede deram-me vinagre.
22 Que a mesa deles se lhes transforme em lao;
torne-se retribuio e [a] armadilha.
23 Escuream-se os seus olhos
para que no consigam ver;
faze-lhes tremer o corpo sem parar.
24 Despeja sobre eles a tua ira;
que o teu furor ardente os alcance.
25 Fique deserto o lugar deles;
no haja ningum que habite nas suas tendas.
26 Pois perseguem aqueles que tu feres
e comentam a dor daqueles a quem castigas.
27 Acrescenta-lhes pecado sobre pecado;
no os deixes alcanar a tua justia.
28 Sejam eles tirados do livro da vida
e no sejam includos no rol dos justos.
29 Grande  a minha aflio e a minha dor!
Proteja-me,  Deus, a tua salvao!
30 Louvarei o nome de Deus com cnticos
e proclamarei sua grandeza
com aes de graas;
31 isso agradar o Senhor mais do que bois,
mais do que touros com seus chifres e cascos.
32 Os necessitados o vero e se alegraro;
a vocs que buscam a Deus,
vida ao seu corao!
33 O Senhor ouve o pobre
e no despreza o seu povo aprisionado.
34 Louvem-no os cus e a terra,
os mares e tudo o que neles se move,
35 pois Deus salvar Sio
e reconstruir as cidades de Jud.
Ento o povo ali viver e tomar posse da terra;
36 a descendncia dos seus servos a herdar,
e nela habitaro os que amam o seu nome.
Notas de rodap:
[a] 69.22 Ou Que at as suas ofertas de comunho se tornem em
armadilha; ou ainda Que at os seus aliados se tornem uma armadilha

SALMOS-CAPITULO-70
Para o mestre de msica. Davdico. Uma petio.
1 Livra-me,  Deus!
Apressa-te, Senhor , a ajudar-me!
2 Sejam humilhados e frustrados
os que procuram tirar-me a vida;
retrocedam desprezados
os que desejam a minha runa.
3 Retrocedam em desgraa
os que zombam de mim.
4 Mas regozijem-se e alegrem-se em ti
todos os que te buscam;
digam sempre os que amam a tua salvao:
"Como Deus  grande!"
5 Quanto a mim, sou pobre e necessitado;
apressa-te,  Deus.
Tu s o meu socorro e o meu libertador;
Senhor , no te demores!

SALMOS-CAPITULO-71
1 Em ti, Senhor , busquei refgio;
nunca permitas que eu seja humilhado.
2 Resgata-me e livra-me por tua justia;
inclina o teu ouvido para mim e salva-me.
3 Peo-te que sejas a minha rocha de refgio,
para onde eu sempre possa ir;
d ordem para que me libertem,
pois s a minha rocha
e a minha fortaleza.
4 Livra-me,  meu Deus, das mos dos mpios,
das garras dos perversos e cruis.
5 Pois tu s a minha esperana,
 Soberano Senhor ,
em ti est a minha confiana desde a juventude.
6 Desde o ventre materno dependo de ti;
tu me sustentaste [a]
desde as entranhas de minha me.
Eu sempre te louvarei!
7 Tornei-me um exemplo para muitos,
porque tu s o meu refgio seguro.
8 Do teu louvor transborda a minha boca,
que o tempo todo proclama o teu esplendor.
9 No me rejeites na minha velhice;
no me abandones
quando se vo as minhas foras.
10 Pois os meus inimigos me caluniam;
os que esto  espreita juntam-se e
planejam matar-me.
11 "Deus o abandonou", dizem eles;
"persigam-no e prendam-no,
pois ningum o livrar."
12 No fiques longe de mim,  Deus;
 meu Deus, apressa-te em ajudar-me.
13 Peream humilhados os meus acusadores;
sejam cobertos de zombaria e vergonha
os que querem prejudicar-me.
14 Mas eu sempre terei esperana
e te louvarei cada vez mais.
15 A minha boca falar sem cessar da tua justia
e dos teus incontveis atos de salvao.
16 Falarei dos teus feitos poderosos,
 Soberano Senhor ;
proclamarei a tua justia,
unicamente a tua justia.
17 Desde a minha juventude,  Deus,
tens me ensinado,
e at hoje eu anuncio as tuas maravilhas.
18 Agora que estou velho, de cabelos brancos,
no me abandones,  Deus,
para que eu possa falar da tua fora
aos nossos filhos,
e do teu poder s futuras geraes.
19 Tua justia chega at as alturas,  Deus,
tu, que tens feito coisas grandiosas.
Quem se compara a ti,  Deus?
20 Tu, que me fizeste passar
muitas e duras tribulaes,
restaurars a minha vida,
e das profundezas da terra
de novo me fars subir.
21 Tu me fars mais honrado
e mais uma vez me consolars.
22 E eu te louvarei com a lira
por tua fidelidade,  meu Deus;
cantarei louvores a ti com a harpa,
 Santo de Israel.
23 Os meus lbios gritaro de alegria
quando eu cantar louvores a ti,
pois tu me redimiste.
24 Tambm a minha lngua sempre falar
dos teus atos de justia,
pois os que queriam prejudicar-me
foram humilhados e ficaram frustrados.
Notas de rodap:
[a] 71.6 Ou separaste

SALMOS-CAPITULO-72
De Salomo.
1 Reveste da tua justia o rei,  Deus,
e o filho do rei, da tua retido,
2 para que ele julgue com retido
e com justia os teus que sofrem opresso.
3 Que os montes tragam prosperidade ao povo,
e as colinas, o fruto da justia.
4 Defenda ele os oprimidos entre o povo
e liberte os filhos dos pobres;
esmague ele o opressor!
5 Que ele perdure [a] como o sol
e como a lua, por todas as geraes.
6 Seja ele como chuva
sobre uma lavoura ceifada,
como aguaceiros que regam a terra.
7 Floresam os justos nos dias do rei,
e haja grande prosperidade enquanto durar a lua.
8 Governe ele de mar a mar
e desde o rio Eufrates at os confins da terra [b] .
9 Inclinem-se diante dele as tribos do deserto [c] ,
e os seus inimigos lambam o p.
10 Que os reis de Trsis e das regies litorneas
lhe tragam tributo;
os reis de Sab e de Seb
lhe ofeream presentes.
11 Inclinem-se diante dele todos os reis,
e sirvam-no todas as naes.
12 Pois ele liberta os pobres que pedem socorro,
os oprimidos que no tm quem os ajude.
13 Ele se compadece dos fracos e dos pobres,
e os salva da morte.
14 Ele os resgata da opresso e da violncia,
pois aos seus olhos a vida [d] deles  preciosa.
15 Tenha o rei vida longa!
Receba ele o ouro de Sab.
Que se ore por ele continuamente,
e todo o dia se invoquem bnos sobre ele.
16 Haja fartura de trigo por toda a terra,
ondulando no alto dos montes.
Floresam os seus frutos como os do Lbano
e cresam as cidades como as plantas no campo.
17 Permanea para sempre o seu nome
e dure a sua fama enquanto o sol brilhar.
Sejam abenoadas todas as naes
por meio dele,
e que elas o chamem bendito.
18 Bendito seja o Senhor Deus,
o Deus de Israel,
o nico que realiza feitos maravilhosos.
19 Bendito seja
o seu glorioso nome para sempre;
encha-se toda a terra da sua glria.
Amm e amm.
20 Encerram-se aqui as oraes de Davi, filho de Jess.
Notas de rodap:
[a] 72.5 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Que tu sejas
temido.
[b] 72.8 Ou do pas
[c] 72.9 Ou criaturas do deserto; ou ainda adversrios
[d] 72.14 Hebraico: sangue .

SALMOS-CAPITULO-73
TERCEIRO LIVRO
Salmo da famlia de Asafe.
1 Certamente Deus  bom para Israel,
para os puros de corao.
2 Quanto a mim, os meus ps quase tropearam;
por pouco no escorreguei.
3 Pois tive inveja dos arrogantes
quando vi a prosperidade desses mpios.
4 Eles no passam por sofrimento [a]
e tm o corpo saudvel e forte.
5 Esto livres dos fardos de todos;
no so atingidos por doenas
como os outros homens.
6 Por isso o orgulho lhes serve de colar,
e eles se vestem de violncia.
7 Do seu ntimo [b] brota a maldade [c] ;
da sua mente transbordam maquinaes.
8 Eles zombam e falam com ms intenes;
em sua arrogncia ameaam com opresso.
9 Com a boca arrogam a si os cus,
e com a lngua se apossam da terra.
10 Por isso o seu povo se volta para eles
e bebe suas palavras at saciar-se.
11 Eles dizem: "Como saber Deus?
Ter conhecimento o Altssimo?"
12 Assim so os mpios;
sempre despreocupados,
aumentam suas riquezas.
13 Certamente foi-me intil
manter puro o corao
e lavar as mos na inocncia,
14 pois o dia inteiro sou afligido,
e todas as manhs sou castigado.
15 Se eu tivesse dito: Falarei como eles,
teria trado os teus filhos.
16 Quando tentei entender tudo isso,
achei muito difcil para mim,
17 at que entrei no santurio de Deus,
e ento compreendi o destino dos mpios.
18 Certamente os pes em terreno escorregadio
e os fazes cair na runa.
19 Como so destrudos de repente,
completamente tomados de pavor!
20 So como um sonho
que se vai quando acordamos;
quando te levantares, Senhor,
tu os fars desaparecer.
21 Quando o meu corao estava amargurado
e no ntimo eu sentia inveja,
22 agi como insensato e ignorante;
minha atitude para contigo
era a de um animal irracional.
23 Contudo, sempre estou contigo;
tomas a minha mo direita e me sustns.
24 Tu me diriges com o teu conselho,
e depois me recebers com honras.
25 A quem tenho nos cus seno a ti?
E na terra, nada mais desejo
alm de estar junto a ti.
26 O meu corpo e o meu corao
podero fraquejar,
mas Deus  a fora do meu corao
e a minha herana para sempre.
27 Os que te abandonam sem dvida perecero;
tu destris todos os infiis.
28 Mas, para mim, bom  estar perto de Deus;
fiz do Soberano Senhor o meu refgio;
proclamarei todos os teus feitos.
Notas de rodap:
[a] 73.4 Ou sofrimento at morrer; ou ainda sofrimento; at morrer o
corpo deles 
[b] 73.7 Hebraico: gordura .
[c] 73.7 Conforme a Verso Siraca. O Texto Massortico diz Seus olhos
saltam-lhes da gordura.

SALMOS-CAPITULO-74
Poema da famlia de Asafe.
1 Por que nos rejeitaste definitivamente,  Deus?
Por que se acende a tua ira
contra as ovelhas da tua pastagem?
2 Lembra-te do povo que adquiriste
em tempos passados,
da tribo da tua herana, que resgataste,
do monte Sio, onde habitaste.
3 Volta os teus passos
para aquelas runas irreparveis,
para toda a destruio
que o inimigo causou em teu santurio.
4 Teus adversrios gritaram triunfantes
bem no local onde te encontravas conosco,
e hastearam suas bandeiras em sinal de vitria.
5 Pareciam homens armados com machados
invadindo um bosque cerrado.
6 Com seus machados e machadinhas
esmigalharam todos os revestimentos
de madeira esculpida.
7 Atearam fogo ao teu santurio;
profanaram o lugar da habitao do teu nome.
8 Disseram no corao:
"Vamos acabar com eles!"
Queimaram todos os santurios do pas.
9 J no vemos sinais miraculosos;
no h mais profetas,
e nenhum de ns sabe
at quando isso continuar.
10 At quando o adversrio ir zombar,  Deus?
Ser que o inimigo blasfemar
o teu nome para sempre?
11 Por que retns a tua mo, a tua mo direita?
No fiques de braos cruzados! Destri-os!
12 Mas tu,  Deus,
s o meu rei desde a antigidade;
trazes salvao sobre a terra.
13 Tu dividiste o mar pelo teu poder;
quebraste as cabeas das serpentes das guas.
14 Esmagaste as cabeas do Leviat [a]
e o deste por comida s criaturas do deserto.
15 Tu abriste fontes e regatos;
secaste rios perenes.
16 O dia  teu, e tua tambm  a noite;
estabeleceste o sol e a lua.
17 Determinaste todas as fronteiras da terra;
fizeste o vero e o inverno.
18 Lembra-te de como o inimigo
tem zombado de ti,  Senhor ,
como os insensatos tm blasfemado o teu nome.
19 No entregues a vida da tua pomba
aos animais selvagens;
no te esqueas para sempre da vida
do teu povo indefeso.
20 D ateno  tua aliana,
porque de antros de violncia se enchem
os lugares sombrios do pas.
21 No deixes que o oprimido
se retire humilhado!
Faze que o pobre e o necessitado
louvem o teu nome.
22 Levanta-te,  Deus, e defende a tua causa;
lembra-te de como os insensatos
zombam de ti sem cessar.
23 No ignores a gritaria dos teus adversrios,
o crescente tumulto dos teus inimigos.
Notas de rodap:
[a] 74.14 Ou monstro marinho

SALMOS-CAPITULO-75
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia No Destruas. Salmo da
famlia de Asafe. Um cntico.
1 Damos-te graas,  Deus,
damos-te graas, pois perto est o teu nome;
todos falam dos teus feitos maravilhosos.
2 Tu dizes: "Eu determino o tempo
em que julgarei com justia.
3 Quando treme a terra
com todos os seus habitantes,
sou eu que mantenho firmes
as suas colunas.Pausa
4 "Aos arrogantes digo: Parem de vangloriar-se!
E aos mpios: No se rebelem! [a]
5 No se rebelem contra os cus;
no falem com insolncia".
6 No  do oriente nem do ocidente
nem do deserto que vem a exaltao.
7  Deus quem julga:
Humilha a um, a outro exalta.
8 Na mo do Senhor est um clice
cheio de vinho espumante e misturado;
ele o derrama, e todos os mpios da terra
o bebem at a ltima gota.
9 Quanto a mim,
para sempre anunciarei essas coisas;
cantarei louvores ao Deus de Jac.
10 Destruirei o poder [b] de todos os mpios,
mas o poder dos justos aumentar.
Notas de rodap:
[a] 75.4 Hebraico: No levantem o chifre ; tambm no versculo 5.
[b] 75.10 Hebraico: chifre . Duas vezes neste versculo.

SALMOS-CAPITULO-76
Para o mestre de msica. Com instrumentos de cordas. Salmo da famlia de
Asafe. Um cntico.
1 Em Jud Deus  conhecido;
o seu nome  grande em Israel.
2 Sua tenda est em Salm;
o lugar da sua habitao est em Sio.
3 Ali quebrou ele as flechas reluzentes,
os escudos e as espadas,
as armas de guerra.Pausa
4 Resplendes de luz!
s mais majestoso que os montes
cheios de despojos.
5 Os homens valorosos jazem saqueados,
dormem o sono final;
nenhum dos guerreiros
foi capaz de erguer as mos.
6 Diante da tua repreenso,  Deus de Jac,
o cavalo e o carro estacaram.
7 Somente tu s temvel.
Quem poder permanecer diante de ti
quando estiveres irado?
8 Dos cus pronunciaste juzo,
e a terra tremeu e emudeceu,
9 quando tu,  Deus, te levantaste para julgar,
para salvar todos os oprimidos da terra.Pausa
10 At a tua ira contra os homens
redundar em teu louvor,
e os sobreviventes da tua ira se refrearo. [a]
11 Faam votos ao Senhor , ao seu Deus,
e no deixem de cumpri-los;
que todas as naes vizinhas tragam presentes
a quem todos devem temer.
12 Ele tira o nimo dos governantes
e  temido pelos reis da terra.
Notas de rodap:
[a] 76.10 Ou At a ira dos homens redundar em teu louvor, e com o
restante da ira tu te armas.

SALMOS-CAPITULO-77
Para o mestre de msica. Ao estilo de Jedutum. Salmo da famlia de
Asafe.
1 Clamo a Deus por socorro;
clamo a Deus que me escute.
2 Quando estou angustiado, busco o Senhor;
de noite estendo as mos sem cessar;
a minha alma est inconsolvel!
3 Lembro-me de ti,  Deus, e suspiro;
comeo a meditar,
e o meu esprito desfalece.Pausa
4 No me permites fechar os olhos;
to inquieto estou que no consigo falar.
5 Fico a pensar nos dias que se foram,
nos anos h muito passados;
6 de noite recordo minhas canes.
O meu corao medita,
e o meu esprito pergunta:
7 Ir o Senhor rejeitar-nos para sempre?
Jamais tornar a mostrar-nos o seu favor?
8 Desapareceu para sempre o seu amor?
Acabou-se a sua promessa?
9 Esqueceu-se Deus de ser misericordioso?
Em sua ira refreou sua compaixo?Pausa
10 Ento pensei: A razo da minha dor
 que a mo direita do Altssimo no age mais. [a]
11 Recordarei os feitos do Senhor ;
recordarei os teus antigos milagres.
12 Meditarei em todas as tuas obras
e considerarei todos os teus feitos.
13 Teus caminhos,  Deus, so santos.
Que deus  to grande como o nosso Deus?
14 Tu s o Deus que realiza milagres;
mostras o teu poder entre os povos.
15 Com o teu brao forte resgataste o teu povo,
os descendentes de Jac e de Jos.Pausa
16 As guas te viram,  Deus,
as guas te viram e se contorceram;
at os abismos estremeceram.
17 As nuvens despejaram chuvas,
ressoou nos cus o trovo;
as tuas flechas reluziam em todas as direes.
18 No redemoinho, estrondou o teu trovo,
os teus relmpagos iluminaram o mundo;
a terra tremeu e sacudiu-se.
19 A tua vereda passou pelo mar,
o teu caminho pelas guas poderosas,
e ningum viu as tuas pegadas.
20 Guiaste o teu povo como a um rebanho
pela mo de Moiss e de Aro.
Notas de rodap:
[a] 77.10 Ou Apelarei para o que h muito fez a mo direita do
Altssimo.

SALMOS-CAPITULO-78
Poema da famlia de Asafe.
1 Povo meu, escute o meu ensino;
incline os ouvidos
para o que eu tenho a dizer.
2 Em parbolas abrirei a minha boca,
proferirei enigmas do passado;
3 o que ouvimos e aprendemos,
o que nossos pais nos contaram.
4 No os esconderemos dos nossos filhos;
contaremos  prxima gerao
os louvveis feitos do Senhor ,
o seu poder e as maravilhas que fez.
5 Ele decretou estatutos para Jac,
e em Israel estabeleceu a lei,
e ordenou aos nossos antepassados
que a ensinassem aos seus filhos,
6 de modo que a gerao seguinte a conhecesse,
e tambm os filhos que ainda nasceriam,
e eles, por sua vez,
contassem aos seus prprios filhos.
7 Ento eles poro a confiana em Deus;
no esquecero os seus feitos
e obedecero aos seus mandamentos.
8 Eles no sero como os seus antepassados,
obstinados e rebeldes,
povo de corao desleal para com Deus,
gente de esprito infiel.
9 Os homens de Efraim, flecheiros armados,
viraram as costas no dia da batalha;
10 no guardaram a aliana de Deus
e se recusaram a viver de acordo com a sua lei.
11 Esqueceram o que ele tinha feito,
as maravilhas que lhes havia mostrado.
12 Ele fez milagres diante dos seus antepassados,
na terra do Egito, na regio de Zo.
13 Dividiu o mar para que pudessem passar;
fez a gua erguer-se como um muro.
14 Ele os guiou com a nuvem de dia
e com a luz do fogo de noite.
15 Fendeu as rochas no deserto
e deu-lhes tanta gua
como a que flui das profundezas;
16 da pedra fez sair regatos
e fluir gua como um rio.
17 Mas contra ele continuaram a pecar,
revoltando-se no deserto contra o Altssimo.
18 Deliberadamente puseram Deus  prova,
exigindo o que desejavam comer.
19 Duvidaram de Deus, dizendo:
"Poder Deus preparar uma mesa no deserto?
20 Sabemos que quando ele feriu a rocha
a gua brotou e jorrou em torrentes.
Mas conseguir tambm dar-nos de comer?
Poder suprir de carne o seu povo?"
21 O Senhor os ouviu e enfureceu-se;
com fogo atacou Jac,
e sua ira levantou-se contra Israel,
22 pois eles no creram em Deus
nem confiaram no seu poder salvador.
23 Contudo, ele deu ordens s nuvens
e abriu as portas dos cus;
24 fez chover man para que o povo comesse,
deu-lhe o po [a] dos cus.
25 Os homens comeram o po dos anjos;
enviou-lhes comida  vontade.
26 Enviou dos cus o vento oriental
e pelo seu poder fez avanar o vento sul.
27 Fez chover carne sobre eles como p,
bandos de aves como a areia da praia.
28 Levou-as a cair dentro do acampamento,
ao redor das suas tendas.
29 Comeram  vontade,
e assim ele satisfez o desejo deles.
30 Mas, antes de saciarem o apetite,
quando ainda tinham a comida na boca,
31 acendeu-se contra eles a ira de Deus;
e ele feriu de morte os mais fortes dentre eles,
matando os jovens de Israel.
32 A despeito disso tudo, continuaram pecando;
no creram nos seus prodgios.
33 Por isso ele encerrou
os dias deles como um sopro
e os anos deles em repentino pavor.
34 Sempre que Deus os castigava com a morte,
eles o buscavam;
com fervor se voltavam de novo para ele.
35 Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha,
de que o Deus Altssimo era o seu Redentor.
36 Com a boca o adulavam,
com a lngua o enganavam;
37 o corao deles no era sincero;
no foram fiis  sua aliana.
38 Contudo, ele foi misericordioso;
perdoou-lhes as maldades
e no os destruiu.
Vez aps vez conteve a sua ira,
sem despert-la totalmente.
39 Lembrou-se de que eram meros mortais,
brisa passageira que no retorna.
40 Quantas vezes mostraram-se rebeldes
contra ele no deserto
e o entristeceram na terra solitria!
41 Repetidas vezes puseram Deus  prova;
irritaram o Santo de Israel.
42 No se lembravam da sua mo poderosa,
do dia em que os redimiu do opressor,
43 do dia em que mostrou
os seus prodgios no Egito,
as suas maravilhas na regio de Zo,
44 quando transformou os rios
e os riachos dos egpcios em sangue,
e eles no mais conseguiam beber das suas guas,
45 e enviou enxames de moscas
que os devoraram,
e rs que os devastaram;
46 quando entregou as suas plantaes s larvas,
a produo da terra aos gafanhotos,
47 e destruiu as suas vinhas com a saraiva
e as suas figueiras bravas, com a geada;
48 quando entregou o gado deles ao granizo,
os seus rebanhos aos raios;
49 quando os atingiu com a sua ira ardente,
com furor, indignao e hostilidade,
com muitos anjos destruidores.
50 Abriu caminho para a sua ira;
no os poupou da morte,
mas os entregou  peste.
51 Matou todos os primognitos do Egito,
as primcias do vigor varonil
das tendas de Cam.
52 Mas tirou o seu povo como ovelhas
e o conduziu como a um rebanho pelo deserto.
53 Ele os guiou em segurana,
e no tiveram medo;
e os seus inimigos afundaram-se no mar.
54 Assim os trouxe  fronteira
da sua terra santa,
aos montes que a sua mo direita conquistou.
55 Expulsou naes que l estavam,
distribuiu-lhes as terras por herana
e deu suas tendas s tribos de Israel
para que nelas habitassem.
56 Mas eles puseram Deus  prova
e foram rebeldes contra o Altssimo;
no obedeceram aos seus testemunhos.
57 Foram desleais e infiis,
como os seus antepassados,
confiveis como um arco defeituoso.
58 Eles o irritaram com os altares idlatras;
com os seus dolos lhe provocaram cimes.
59 Sabendo-o Deus, enfureceu-se
e rejeitou totalmente Israel;
60 abandonou o tabernculo de Sil,
a tenda onde habitava entre os homens.
61 Entregou o smbolo do seu poder ao cativeiro,
e o seu esplendor, nas mos do adversrio.
62 Deixou que o seu povo fosse morto  espada,
pois enfureceu-se com a sua herana.
63 O fogo consumiu os seus jovens,
e as suas moas no tiveram
canes de npcias;
64 os sacerdotes foram mortos  espada!
As vivas j nem podiam chorar!
65 Ento o Senhor despertou
como que de um sono,
como um guerreiro despertado do domnio do vinho.
66 Fez retroceder a golpes os seus adversrios
e os entregou a permanente humilhao.
67 Tambm rejeitou as tendas de Jos,
e no escolheu a tribo de Efraim;
68 ao contrrio, escolheu a tribo de Jud
e o monte Sio, o qual amou.
69 Construiu o seu santurio como as alturas;
como a terra o firmou para sempre.
70 Escolheu o seu servo Davi
e o tirou do aprisco das ovelhas,
71 do pastoreio de ovelhas,
para ser o pastor de Jac, seu povo,
de Israel, sua herana.
72 E de corao ntegro Davi os pastoreou;
com mos experientes os conduziu.
Notas de rodap:
[a] 78.24 Hebraico: trigo .

SALMOS-CAPITULO-79
Salmo da famlia de Asafe.
1  Deus, as naes invadiram a tua herana,
profanaram o teu santo templo,
reduziram Jerusalm a runas.
2 Deram os cadveres dos teus servos
s aves do cu por alimento,
a carne dos teus fiis, aos animais selvagens.
3 Derramaram o sangue deles como gua
ao redor de Jerusalm,
e no h ningum para sepult-los.
4 Somos objeto de zombaria
para os nossos vizinhos,
de riso e menosprezo
para os que vivem ao nosso redor.
5 At quando, Senhor ?
Ficars irado para sempre?
Arder o teu cime como o fogo?
6 Derrama a tua ira sobre as naes
que no te reconhecem,
sobre os reinos
que no invocam o teu nome,
7 pois devoraram Jac,
deixando em runas a sua terra.
8 No cobres de ns
as maldades dos nossos antepassados;
venha depressa ao nosso encontro
a tua misericrdia,
pois estamos totalmente desanimados!
9 Ajuda-nos,  Deus, nosso Salvador,
para a glria do teu nome;
livra-nos e perdoa os nossos pecados,
por amor do teu nome.
10 Por que as naes havero de dizer:
"Onde est o Deus deles?"
Diante dos nossos olhos, mostra s naes
a tua vingana pelo sangue dos teus servos.
11 Cheguem  tua presena
os gemidos dos prisioneiros.
Pela fora do teu brao
preserva os condenados  morte.
12 Retribui sete vezes mais aos nossos vizinhos
as afrontas com que te insultaram, Senhor!
13 Ento ns, o teu povo,
as ovelhas das tuas pastagens,
para sempre te louvaremos;
de gerao em gerao
cantaremos os teus louvores.

SALMOS-CAPITULO-80
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Os Lrios da Aliana.
Salmo da famlia de Asafe.
1 Escuta-nos, Pastor de Israel,
tu, que conduzes Jos como um rebanho;
tu, que tens o teu trono sobre os querubins,
manifesta o teu esplendor
2 diante de Efraim, Benjamim e Manasss.
Desperta o teu poder, e vem salvar-nos!
3 Restaura-nos,  Deus!
Faze resplandecer sobre ns o teu rosto, [a]
para que sejamos salvos.
4  Senhor , Deus dos Exrcitos,
at quando arder a tua ira
contra as oraes do teu povo?
5 Tu o alimentaste com po de lgrimas
e o fizeste beber copos de lgrimas.
6 Fizeste de ns um motivo de disputas
entre as naes vizinhas,
e os nossos inimigos caoam de ns.
7 Restaura-nos,  Deus dos Exrcitos;
faze resplandecer sobre ns o teu rosto,
para que sejamos salvos.
8 Do Egito trouxeste uma videira;
expulsaste as naes e a plantaste.
9 Limpaste o terreno,
ela lanou razes e encheu a terra.
10 Os montes foram cobertos pela sua sombra,
e os mais altos cedros, pelos seus ramos.
11 Seus ramos se estenderam at o Mar [b] ,
e os seus brotos, at o Rio [c] .
12 Por que derrubaste as suas cercas,
permitindo que todos os que passam
apanhem as suas uvas?
13 Javalis da floresta a devastam
e as criaturas do campo dela se alimentam.
14 Volta-te para ns,  Deus dos Exrcitos!
Dos altos cus olha e v!
Toma conta desta videira,
15 da raiz que a tua mo direita plantou,
do filho [d] que para ti fizeste crescer!
16 Tua videira foi derrubada;
como lixo foi consumida pelo fogo.
Pela tua repreenso perece o teu povo! [e]
17 Repouse a tua mo sobre aquele
que puseste  tua mo direita,
o filho do homem que para ti fizeste crescer.
18 Ento no nos desviaremos de ti;
vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
19 Restaura-nos,  Senhor , Deus dos Exrcitos;
faze resplandecer sobre ns o teu rosto,
para que sejamos salvos.
Notas de rodap:
[a] 80.3 Isto , mostra-nos a tua bondade; tambm nos versculos 7 e
19.
[b] 80.11 Isto , o Mediterrneo.
[c] 80.11 Isto , o Eufrates.
[d] 80.15 Ou ramo
[e] 80.16 Ou Pela tua repreenso faze perecer os que a derrubaram e a
queimaram como lixo!

SALMOS-CAPITULO-81
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Os Lagares. Da famlia
de Asafe.
1 Cantem de alegria a Deus, nossa fora;
aclamem o Deus de Jac!
2 Comecem o louvor, faam ressoar o tamborim,
toquem a lira e a harpa melodiosa.
3 Toquem a trombeta na lua nova
e no dia de lua cheia, dia da nossa festa;
4 porque este  um decreto para Israel,
uma ordenana do Deus de Jac,
5 que ele estabeleceu como estatuto para Jos,
quando atacou o Egito.
Ali ouvimos uma lngua [a] que no conhecamos.
6 Ele diz: "Tirei o peso dos seus ombros;
suas mos ficaram livres dos cestos de cargas.
7 Na sua aflio vocs clamaram e eu os livrei,
do esconderijo dos troves lhes respondi;
eu os pus  prova nas guas de Merib [b] .Pausa
8 "Oua, meu povo, as minhas advertncias;
se to-somente voc me escutasse,  Israel!
9 No tenha deus estrangeiro no seu meio;
no se incline perante nenhum deus estranho.
10 Eu sou o Senhor , o seu Deus,
que o tirei da terra do Egito.
Abra a sua boca, e eu o alimentarei.
11 "Mas o meu povo no quis ouvir-me;
Israel no quis obedecer-me.
12 Por isso os entreguei
ao seu corao obstinado,
para seguirem os seus prprios planos.
13 "Se o meu povo apenas me ouvisse,
se Israel seguisse os meus caminhos,
14 com rapidez eu subjugaria os seus inimigos
e voltaria a minha mo
contra os seus adversrios!
15 Os que odeiam o Senhor
se renderiam diante dele,
e receberiam um castigo perptuo.
16 Mas eu sustentaria Israel
com o melhor trigo,
e com o mel da rocha eu o satisfaria".
Notas de rodap:
[a] 81.5 Ou voz
[b] 81.7 Merib significa rebelio.

SALMOS-CAPITULO-82
Para o mestre de msica. Salmo da famlia de Asafe.
1  Deus quem preside  assemblia divina;
no meio dos deuses, ele  o juiz. [a]
2 "At quando vocs vo absolver os culpados
e favorecer os mpios?Pausa
3 "Garantam justia para os fracos
e para os rfos;
mantenham os direitos dos necessitados
e dos oprimidos.
4 Livrem os fracos e os pobres;
libertem-nos das mos dos mpios.
5 "Eles nada sabem, nada entendem.
Vagueiam pelas trevas;
todos os fundamentos da terra esto abalados.
6 "Eu disse: Vocs so deuses,
todos vocs so filhos do Altssimo.
7 Mas vocs morrero como simples homens;
cairo como qualquer outro governante."
8 Levanta-te,  Deus, julga a terra,
pois todas as naes te pertencem
Notas de rodap:
[a] 82.1 Ou  Deus quem preside na suprema assemblia; no meio dos
poderosos, ele  o juiz; ou ainda no meio dos juzes, ele  o juiz.

SALMOS-CAPITULO-83
Uma cano. Salmo da famlia de Asafe.
1  Deus, no te emudeas;
no fiques em silncio nem te detenhas,  Deus.
2 V como se agitam os teus inimigos,
como os teus adversrios
te desafiam de cabea erguida.
3 Com astcia conspiram contra o teu povo;
tramam contra aqueles
que so o teu tesouro.
4 Eles dizem: "Venham,
vamos destru-los como nao,
para que o nome de Israel
no seja mais lembrado!"
5 Com um s propsito tramam juntos;
 contra ti que fazem acordo
6 as tendas de Edom e os ismaelitas,
Moabe e os hagarenos,
7 Gebal [a] , Amom e Amaleque,
a Filstia, com os habitantes de Tiro.
8 At a Assria aliou-se a eles,
e trouxe fora aos descendentes de L.Pausa
9 Trata-os como trataste Midi,
como trataste Ssera e Jabim no rio Quisom,
10 os quais morreram em En-Dor
e se tornaram esterco para a terra.
11 Faze com os seus nobres o que fizeste
com Orebe e Zeebe,
e com todos os seus prncipes
o que fizeste com Zeba e Zalmuna,
12 que disseram:
"Vamos apossar-nos das pastagens de Deus".
13 Faze-os como folhas secas
levadas no redemoinho,  meu Deus,
como palha ao vento.
14 Assim como o fogo consome a floresta
e as chamas incendeiam os montes,
15 persegue-os com o teu vendaval
e aterroriza-os com a tua tempestade.
16 Cobre-lhes de vergonha o rosto
at que busquem o teu nome, Senhor .
17 Sejam eles humilhados e aterrorizados
para sempre;
peream em completa desgraa.
18 Saibam eles que tu, cujo nome  Senhor ,
somente tu, s o Altssimo sobre toda a terra.
Notas de rodap:
[a] 83.7 Isto , Biblos.

SALMOS-CAPITULO-84
Para o mestre de msica. De acordo com a melodia Os Lagares. Salmo dos
coratas.
1 Como  agradvel o lugar da tua habitao,
Senhor dos Exrcitos!
2 A minha alma anela, e at desfalece,
pelos trios do Senhor ;
o meu corao e o meu corpo
cantam de alegria ao Deus vivo.
3 At o pardal achou um lar,
e a andorinha um ninho para si,
para abrigar os seus filhotes,
um lugar perto do teu altar,
 Senhor dos Exrcitos, meu Rei e meu Deus.
4 Como so felizes
os que habitam em tua casa;
louvam-te sem cessar!Pausa
5 Como so felizes os que em ti
encontram sua fora,
e os que so peregrinos de corao!
6 Ao passarem pelo vale de Baca [a] ,
fazem dele um lugar de fontes;
as chuvas de outono
tambm o enchem de cisternas [b] .
7 Prosseguem o caminho de fora em fora,
at que cada um se apresente a Deus em Sio.
8 Ouve a minha orao,
 Senhor Deus dos Exrcitos;
escuta-me,  Deus de Jac.Pausa
9 Olha,  Deus, que s nosso escudo [c] ;
trata com bondade o teu ungido.
10 Melhor  um dia nos teus trios
do que mil noutro lugar;
prefiro ficar  porta da casa do meu Deus
a habitar nas tendas dos mpios.
11 O Senhor Deus  sol e escudo;
o Senhor concede favor e honra;
no recusa nenhum bem
aos que vivem com integridade.
12  Senhor dos Exrcitos,
como  feliz aquele que em ti confia!
Notas de rodap:
[a] 84.6 Ou de lgrimas; ou ainda seco
[b] 84.6 Ou bnos
[c] 84.9 Ou soberano

SALMOS-CAPITULO-85
Para o mestre de msica. Salmo dos coratas.
1 Foste favorvel  tua terra,  Senhor ;
trouxeste restaurao [a] a Jac.
2 Perdoaste a culpa do teu povo
e cobriste todos os seus pecados.Pausa
3 Retiraste todo o teu furor
e te afastaste da tua ira tremenda.
4 Restaura-nos mais uma vez,
 Deus, nosso Salvador,
e desfaze o teu furor para conosco.
5 Ficars indignado conosco para sempre?
Prolongars a tua ira por todas as geraes?
6 Acaso no nos renovars a vida,
a fim de que o teu povo se alegre em ti?
7 Mostra-nos o teu amor,  Senhor ,
e concede-nos a tua salvao!
8 Eu ouvirei o que Deus, o Senhor , disse;
ele promete paz ao seu povo, aos seus fiis!
No voltem eles  insensatez!
9 Perto est a salvao que ele trar
aos que o temem,
e a sua glria habitar em nossa terra.
10 O amor e a fidelidade se encontraro;
a justia e a paz se beijaro.
11 A fidelidade brotar da terra,
e a justia descer dos cus.
12 O Senhor nos trar bnos,
e a nossa terra dar a sua colheita.
13 A justia ir adiante dele
e preparar o caminho para os seus passos.
Notas de rodap:
[a] 85.1 Ou os cativos de volta

SALMOS-CAPITULO-86
Orao davdica.
1 Inclina os teus ouvidos,  Senhor ,
e responde-me,
pois sou pobre e necessitado.
2 Guarda a minha vida, pois sou fiel a ti.
Tu s o meu Deus;
salva o teu servo que em ti confia!
3 Misericrdia, Senhor,
pois clamo a ti sem cessar.
4 Alegra o corao do teu servo,
pois a ti, Senhor, elevo a minha alma.
5 Tu s bondoso e perdoador, Senhor,
rico em graa
para com todos os que te invocam.
6 Escuta a minha orao, Senhor ;
atenta para a minha splica!
7 No dia da minha angstia clamarei a ti,
pois tu me responders.
8 Nenhum dos deuses  comparvel a ti, Senhor,
nenhum deles pode fazer o que tu fazes.
9 Todas as naes que tu formaste
viro e te adoraro, Senhor,
e glorificaro o teu nome.
10 Pois tu s grande
e realizas feitos maravilhosos;
s tu s Deus!
11 Ensina-me o teu caminho, Senhor ,
para que eu ande na tua verdade;
d-me um corao inteiramente fiel,
para que eu tema o teu nome.
12 De todo o meu corao te louvarei,
Senhor, meu Deus;
glorificarei o teu nome para sempre.
13 Pois grande  o teu amor para comigo;
tu me livraste das profundezas do Sheol [a] .
14 Os arrogantes esto me atacando,  Deus;
um bando de homens cruis,
gente que no faz caso de ti
procura tirar-me a vida.
15 Mas tu, Senhor,
s Deus compassivo e misericordioso,
muito paciente, rico em amor e em fidelidade.
16 Volta-te para mim! Tem misericrdia de mim!
Concede a tua fora a teu servo
e salva o filho da tua serva [b] .
17 D-me um sinal da tua bondade,
para que os meus inimigos vejam
e sejam humilhados,
pois tu, Senhor , me ajudaste e me consolaste.
Notas de rodap:
[a] 86.13 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.
[b] 86.16 Ou salva o teu filho fiel

SALMOS-CAPITULO-87
Dos coratas. Um salmo. Um cntico.
1 O Senhor edificou sua cidade sobre o monte santo;
2 ele ama as portas de Sio
mais do que qualquer outro lugar [a] de Jac.
3 Coisas gloriosas so ditas de ti,
 cidade de Deus!Pausa
4 "Entre os que me reconhecem
incluirei Raabe [b] e Babilnia,
alm da Filstia, de Tiro,
e tambm da Etipia [c] ,
como se tivessem nascido em Sio [d] ."
5 De fato, acerca de Sio se dir:
"Todos estes nasceram em Sio,
e o prprio Altssimo a estabelecer".
6 O Senhor escrever no registro dos povos:
"Este nasceu ali".Pausa
7 Com danas e cnticos, diro:
"Em Sio esto as nossas origens [e] !"
Notas de rodap:
[a] 87.2 Ou santurio
[b] 87.4 Isto , o Egito.
[c] 87.4 Hebraico: Cuxe .
[d] 87.4 Hebraico: este nasceu ali.
[e] 87.7 Ou est a nossa fonte de felicidade

SALMOS-CAPITULO-88
Um cntico. Salmo dos coratas. Para o mestre de msica. Conforme
mahalath leannoth [a] . Poema do ezrata Hem.
1  Senhor , Deus que me salva,
a ti clamo dia e noite.
2 Que a minha orao chegue diante de ti;
inclina os teus ouvidos ao meu clamor.
3 Tenho sofrido tanto que a minha vida
est  beira da sepultura [b] !
4 Sou contado entre os que descem  cova;
sou como um homem que j no tem foras.
5 Fui colocado junto aos mortos,
sou como os cadveres que jazem no tmulo,
dos quais j no te lembras,
pois foram tirados de tua mo.
6 Puseste-me na cova mais profunda,
na escurido das profundezas.
7 Tua ira pesa sobre mim;
com todas as tuas ondas me afligiste.Pausa
8 Afastaste de mim os meus melhores amigos
e me tornaste repugnante para eles.
Estou como um preso que no pode fugir;
9 minhas vistas j esto fracas de tristeza.
A ti, Senhor , clamo cada dia;
a ti ergo as minhas mos.
10 Acaso mostras as tuas maravilhas aos mortos?
Acaso os mortos se levantam
e te louvam?Pausa
11 Ser que o teu amor  anunciado no tmulo,
e a tua fidelidade, no Abismo da Morte [c] ?
12 Acaso so conhecidas as tuas maravilhas
na regio das trevas,
e os teus feitos de justia,
na terra do esquecimento?
13 Mas eu, Senhor , a ti clamo por socorro;
j de manh a minha orao
chega  tua presena.
14 Por que, Senhor , me rejeitas
e escondes de mim o teu rosto?
15 Desde moo tenho sofrido
e ando perto da morte;
os teus terrores levaram-me ao desespero.
16 Sobre mim se abateu a tua ira;
os pavores que me causas me destruram.
17 Cercam-me o dia todo como uma inundao;
envolvem-me por completo.
18 Tiraste de mim os meus amigos
e os meus companheiros;
as trevas so a minha nica companhia.
Notas de rodap:
[a] Ttulo Ttulo: Possivelmente a melodia O Sofrimento do Aflito.
[b] 88.3 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[c] 88.11 Hebraico: Abadom .

SALMOS-CAPITULO-89
Poema do ezrata Et.
1 Cantarei para sempre o amor do Senhor ;
com minha boca anunciarei
a tua fidelidade por todas as geraes.
2 Sei que firme est o teu amor para sempre,
e que firmaste nos cus a tua fidelidade.
3 Tu disseste: "Fiz aliana com o meu escolhido,
jurei ao meu servo Davi:
4 Estabelecerei a tua linhagem para sempre
e firmarei o teu trono
por todas as geraes".Pausa
5 Os cus louvam as tuas maravilhas, Senhor ,
e a tua fidelidade na assemblia dos santos.
6 Pois, quem nos cus
poder comparar-se ao Senhor ?
Quem dentre os seres celestiais [a]
assemelha-se ao Senhor ?
7 Na assemblia dos santos Deus  temvel,
mais do que todos os que o rodeiam.
8  Senhor , Deus dos Exrcitos,
quem  semelhante a ti?
s poderoso, Senhor ,
envolto em tua fidelidade.
9 Tu dominas o revolto mar;
quando se agigantam as suas ondas,
tu as acalmas.
10 Esmagaste e mataste o Monstro dos Mares [b] ;
com teu brao forte
dispersaste os teus inimigos.
11 Os cus so teus, e tua tambm  a terra;
fundaste o mundo e tudo o que nele existe.
12 Tu criaste o Norte e o Sul;
o Tabor e o Hermom
cantam de alegria pelo teu nome.
13 O teu brao  poderoso;
a tua mo  forte, exaltada  tua mo direita.
14 A retido e a justia so os alicerces
do teu trono;
o amor e a fidelidade vo  tua frente.
15 Como  feliz o povo
que aprendeu a aclamar-te, Senhor ,
e que anda na luz da tua presena!
16 Sem cessar exultam no teu nome,
e alegram-se na tua retido,
17 pois tu s a nossa glria e a nossa fora [c] ,
e pelo teu favor exaltas a nossa fora [d] .
18 Sim, Senhor , tu s o nosso escudo [e] ,
 Santo de Israel, tu s o nosso rei.
19 Numa viso falaste um dia,
e aos teus fiis disseste:
"Cobri de foras um guerreiro,
exaltei um homem escolhido dentre o povo.
20 Encontrei o meu servo Davi;
ungi-o com o meu leo sagrado.
21 A minha mo o suster,
e o meu brao o far forte.
22 Nenhum inimigo o sujeitar a tributos;
nenhum injusto o oprimir.
23 Esmagarei diante dele os seus adversrios
e destruirei os seus inimigos.
24 A minha fidelidade e o meu amor
o acompanharo,
e pelo meu nome aumentar o seu poder.
25 A sua mo dominar at o mar,
sua mo direita, at os rios.
26 Ele me dir: ``Tu s o meu Pai,
o meu Deus, a Rocha que me salva''.
27 Tambm o nomearei meu primognito,
o mais exaltado dos reis da terra.
28 Manterei o meu amor por ele para sempre,
e a minha aliana com ele jamais se quebrar.
29 Firmarei a sua linhagem para sempre,
e o seu trono durar enquanto existirem cus.
30 "Se os seus filhos abandonarem a minha lei
e no seguirem as minhas ordenanas,
31 se violarem os meus decretos
e deixarem de obedecer aos meus mandamentos,
32 com a vara castigarei o seu pecado,
e a sua iniqidade com aoites;
33 mas no afastarei dele o meu amor;
jamais desistirei da minha fidelidade.
34 No violarei a minha aliana
nem modificarei as promessas dos meus lbios.
35 De uma vez para sempre jurei
pela minha santidade,
e no mentirei a Davi,
36 que a sua linhagem permanecer para sempre,
e o seu trono durar como o sol;
37 ser estabelecido para sempre como a lua,
a fiel testemunha no cu".Pausa
38 Mas tu o rejeitaste, recusaste-o
e te enfureceste com o teu ungido.
39 Revogaste a aliana com o teu servo
e desonraste a sua coroa, lanando-a ao cho.
40 Derrubaste todos os seus muros
e reduziste a runas as suas fortalezas.
41 Todos os que passam o saqueiam;
tornou-se objeto de zombaria
para os seus vizinhos.
42 Tu exaltaste a mo direita dos seus adversrios
e encheste de alegria todos os seus inimigos.
43 Tiraste o fio da sua espada
e no o apoiaste na batalha.
44 Deste fim ao seu esplendor
e atiraste ao cho o seu trono.
45 Encurtaste os dias da sua juventude;
com um manto de vergonha o cobriste.Pausa
46 At quando, Senhor ?
Para sempre te esconders?
At quando a tua ira queimar como fogo?
47 Lembra-te de como  passageira a minha vida.
Ters criado em vo todos os homens?
48 Que homem pode viver e no ver a morte,
ou livrar-se do poder da sepultura [f] ?Pausa
49  Senhor, onde est o teu antigo amor,
que com fidelidade juraste a Davi?
50 Lembra-te, Senhor,
das afrontas que o teu servo tem [g] sofrido,
das zombarias que no ntimo
tenho que suportar de todos os povos,
51 das zombarias dos teus inimigos, Senhor ,
com que afrontam a cada passo o teu ungido.
52 Bendito seja o Senhor para sempre!
Amm e amm.
Notas de rodap:
[a] 89.6 Ou deuses ; ou ainda poderosos
[b] 89.10 Hebraico: Raabe .
[c] 89.17 Hebraico: a glria do seu poder.
[d] 89.17 Hebraico: chifre ; tambm no versculo 24.
[e] 89.18 Ou soberano
[f] 89.48 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[g] 89.50 Ou teus servos tm

SALMOS-CAPITULO-90
QUARTO LIVRO
Orao de Moiss, homem de Deus.
1 Senhor, tu s o nosso refgio, sempre,
de gerao em gerao.
2 Antes de nascerem os montes
e de criares a terra e o mundo,
de eternidade a eternidade tu s Deus.
3 Fazes os homens voltarem ao p,
dizendo: "Retornem ao p, seres humanos!"
4 De fato, mil anos para ti
so como o dia de ontem que passou,
como as horas da noite.
5 Como uma correnteza, tu arrastas os homens;
so breves como o sono;
so como a relva que brota ao amanhecer;
6 germina e brota pela manh,
mas,  tarde, murcha e seca.
7 Somos consumidos pela tua ira
e aterrorizados pelo teu furor.
8 Conheces as nossas iniqidades;
no escapam os nossos pecados secretos
 luz da tua presena.
9 Todos os nossos dias passam
debaixo do teu furor;
vo-se como um murmrio.
10 Os anos de nossa vida chegam a setenta,
ou a oitenta para os que tm mais vigor;
entretanto, so anos difceis
e cheios de sofrimento,
pois a vida passa depressa,
e ns voamos!
11 Quem conhece o poder da tua ira?
Pois o teu furor  to grande
como o temor que te  devido.
12 Ensina-nos a contar os nossos dias
para que o nosso corao alcance sabedoria.
13 Volta-te, Senhor ! At quando ser assim?
Tem compaixo dos teus servos!
14 Satisfaze-nos pela manh
com o teu amor leal,
e todos os nossos dias cantaremos felizes.
15 D-nos alegria pelo tempo que nos afligiste,
pelos anos em que tanto sofremos.
16 Sejam manifestos os teus feitos
aos teus servos,
e aos filhos deles o teu esplendor!
17 Esteja sobre ns a bondade
do nosso Deus Soberano.
Consolida, para ns,
a obra de nossas mos;
consolida a obra de nossas mos!

SALMOS-CAPITULO-91
1 Aquele que habita no abrigo do Altssimo
e descansa  sombra do Todo-poderoso
2 pode dizer ao [a] Senhor :
"Tu s o meu refgio e a minha fortaleza,
o meu Deus, em quem confio".
3 Ele o livrar do lao do caador
e do veneno mortal [b] .
4 Ele o cobrir com as suas penas,
e sob as suas asas voc encontrar refgio;
a fidelidade dele ser o seu escudo protetor.
5 Voc no temer o pavor da noite,
nem a flecha que voa de dia,
6 nem a peste que se move sorrateira
nas trevas,
nem a praga que devasta ao meio-dia.
7 Mil podero cair ao seu lado,
dez mil  sua direita,
mas nada o atingir.
8 Voc simplesmente olhar,
e ver o castigo dos mpios.
9 Se voc fizer do Altssimo o seu abrigo,
do Senhor o seu refgio,
10 nenhum mal o atingir,
desgraa alguma chegar  sua tenda.
11 Porque a seus anjos ele dar ordens
a seu respeito,
para que o protejam em todos
os seus caminhos;
12 com as mos eles o seguraro,
para que voc no tropece em alguma pedra.
13 Voc pisar o leo e a cobra;
pisotear o leo forte e a serpente.
14 "Porque ele me ama, eu o resgatarei;
eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
15 Ele clamar a mim, e eu lhe darei resposta,
e na adversidade estarei com ele;
vou livr-lo e cobri-lo de honra.
16 Vida longa eu lhe darei,
e lhe mostrarei a minha salvao."
Notas de rodap:
[a] 91.2 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Direi do.
[b] 91.3 Ou da praga mortal ; ou ainda da ameaa de destruio

SALMOS-CAPITULO-92
Salmo. Um cntico. Para o dia de sbado.
1 Como  bom render graas ao Senhor
e cantar louvores ao teu nome,  Altssimo,
2 anunciar de manh o teu amor leal
e de noite a tua fidelidade,
3 ao som da lira de dez cordas e da ctara,
e da melodia da harpa.
4 Tu me alegras, Senhor , com os teus feitos;
as obras das tuas mos
levam-me a cantar de alegria.
5 Como so grandes as tuas obras, Senhor ,
como so profundos os teus propsitos!
6 O insensato no entende, o tolo no v
7 que, embora os mpios brotem como a erva
e floresam todos os malfeitores,
eles sero destrudos para sempre.
8 Pois tu, Senhor , s exaltado para sempre.
9 Mas os teus inimigos, Senhor ,
os teus inimigos perecero;
sero dispersos todos os malfeitores!
10 Tu aumentaste a minha fora [a]
como a do boi selvagem;
derramaste sobre mim leo novo. [b]
11 Os meus olhos contemplaram a derrota
dos meus inimigos;
os meus ouvidos escutaram a debandada
dos meus maldosos agressores.
12 Os justos florescero como a palmeira,
crescero como o cedro do Lbano;
13 plantados na casa do Senhor ,
florescero nos trios do nosso Deus.
14 Mesmo na velhice daro fruto,
permanecero viosos e verdejantes,
15 para proclamar que o Senhor  justo.
Ele  a minha Rocha;
nele no h injustia.
Notas de rodap:
[a] 92.10 Hebraico: chifre .
[b] 92.10 Ou exaltaste a minha velhice com leo novo.

SALMOS-CAPITULO-93
1 O Senhor reina!
Vestiu-se de majestade;
de majestade vestiu-se o Senhor
e armou-se de poder!
O mundo est firme e no se abalar.
2 O teu trono est firme desde a antigidade;
tu existes desde a eternidade.
3 As guas se levantaram, Senhor ,
as guas levantaram a voz;
as guas levantaram seu bramido.
4 Mais poderoso do que o estrondo
das guas impetuosas,
mais poderoso do que as ondas do mar
 o Senhor nas alturas.
5 Os teus mandamentos
permanecem firmes e fiis;
a santidade, Senhor ,
 o ornamento perptuo da tua casa.

SALMOS-CAPITULO-94
1  Senhor , Deus vingador;
Deus vingador! Intervm! [a]
2 Levanta-te, Juiz da terra;
retribui aos orgulhosos o que merecem.
3 At quando os mpios, Senhor ,
at quando os mpios exultaro?
4 Eles despejam palavras arrogantes;
todos esses malfeitores enchem-se de vanglria.
5 Massacram o teu povo, Senhor ,
e oprimem a tua herana;
6 matam as vivas e os estrangeiros,
assassinam os rfos,
7 e ainda dizem: "O Senhor no nos v;
o Deus de Jac nada percebe".
8 Insensatos, procurem entender!
E vocs, tolos, quando se tornaro sbios?
9 Ser que quem fez o ouvido no ouve?
Ser que quem formou o olho no v?
10 Aquele que disciplina as naes
os deixar sem castigo?
No tem sabedoria aquele
que d ao homem o conhecimento?
11 O Senhor conhece
os pensamentos do homem,
e sabe como so fteis.
12 Como  feliz o homem a quem disciplinas,
Senhor,
aquele a quem ensinas a tua lei;
13 tranqilo, enfrentar os dias maus,
enquanto que, para os mpios,
uma cova se abrir.
14 O Senhor no desamparar o seu povo;
jamais abandonar a sua herana.
15 Voltar a haver justia nos julgamentos,
e todos os retos de corao a seguiro.
16 Quem se levantar a meu favor
contra os mpios?
Quem ficar a meu lado contra os malfeitores?
17 No fosse a ajuda do Senhor ,
eu j estaria habitando no silncio.
18 Quando eu disse:
Os meus ps escorregaram,
o teu amor leal, Senhor , me amparou!
19 Quando a ansiedade
j me dominava no ntimo,
o teu consolo trouxe alvio  minha alma.
20 Poder um trono corrupto
estar em aliana contigo?,
um trono que faz injustias em nome da lei?
21 Eles planejam contra a vida dos justos
e condenam os inocentes  morte.
22 Mas o Senhor  a minha torre segura;
o meu Deus  a rocha em que encontro refgio.
23 Deus far cair sobre eles os seus crimes,
e os destruir por causa dos seus pecados;
o Senhor , o nosso Deus, os destruir!
Notas de rodap:
[a] 94.1 Hebraico: Resplandece !

SALMOS-CAPITULO-95
1 Venham! Cantemos ao Senhor com alegria!
Aclamemos a Rocha da nossa salvao.
2 Vamos  presena dele com aes de graas;
vamos aclam-lo com cnticos de louvor.
3 Pois o Senhor  o grande Deus,
o grande Rei acima de todos os deuses.
4 Nas suas mos esto as profundezas da terra,
os cumes dos montes lhe pertencem.
5 Dele tambm  o mar, pois ele o fez;
as suas mos formaram a terra seca.
6 Venham! Adoremos prostrados
e ajoelhemos diante do Senhor ,
o nosso Criador;
7 pois ele  o nosso Deus,
e ns somos o povo do seu pastoreio,
o rebanho que ele conduz.
Hoje, se vocs ouvirem a sua voz,
8 no enduream o corao, como em Merib [a] ,
como aquele dia em Mass [b] , no deserto,
9 onde os seus antepassados me tentaram,
pondo-me  prova,
apesar de terem visto o que eu fiz.
10 Durante quarenta anos
fiquei irado contra aquela gerao e disse:
Eles so um povo de corao ingrato;
no reconheceram os meus caminhos.
11 Por isso jurei na minha ira:
Jamais entraro no meu descanso.
Notas de rodap:
[a] 95.8 Merib significa rebelio.
[b] 95.8 Mass significa provao.

SALMOS-CAPITULO-96
1 Cantem ao Senhor um novo cntico;
cantem ao Senhor , todos os habitantes da terra!
2 Cantem ao Senhor , bendigam o seu nome;
cada dia proclamem a sua salvao!
3 Anunciem a sua glria entre as naes,
seus feitos maravilhosos entre todos os povos!
4 Porque o Senhor  grande
e digno de todo louvor,
mais temvel do que todos os deuses!
5 Todos os deuses das naes
no passam de dolos,
mas o Senhor fez os cus.
6 Majestade e esplendor esto diante dele,
poder e dignidade, no seu santurio.
7 Dem ao Senhor ,  famlias das naes,
dem ao Senhor glria e fora.
8 Dem ao Senhor
a glria devida ao seu nome,
e entrem nos seus trios trazendo ofertas.
9 Adorem o Senhor
no esplendor da sua santidade;
tremam diante dele todos os habitantes da terra.
10 Digam entre as naes: "O Senhor reina!"
Por isso firme est o mundo, e no se abalar,
e ele julgar os povos com justia.
11 Regozijem-se os cus e exulte a terra!
Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
12 Regozijem-se os campos
e tudo o que neles h!
Cantem de alegria todas as rvores da floresta,
13 cantem diante do Senhor , porque ele vem,
vem julgar a terra;
julgar o mundo com justia
e os povos, com a sua fidelidade!

SALMOS-CAPITULO-97
1 O Senhor reina!
Exulte a terra
e alegrem-se as regies costeiras distantes.
2 Nuvens escuras e espessas o cercam;
retido e justia so a base do seu trono.
3 Fogo vai adiante dele
e devora os adversrios ao redor.
4 Seus relmpagos iluminam o mundo;
a terra os v e estremece.
5 Os montes se derretem como cera
diante do Senhor ,
diante do Soberano de toda a terra.
6 Os cus proclamam a sua justia,
e todos os povos contemplam a sua glria.
7 Ficam decepcionados
todos os que adoram imagens
e se vangloriam de dolos.
Prostram-se diante dele todos os deuses!
8 Sio ouve e se alegra,
e as cidades [a] de Jud exultam,
por causa das tuas sentenas, Senhor .
9 Pois tu, Senhor ,
s o Altssimo sobre toda a terra!
s exaltado muito acima de todos os deuses!
10 Odeiem o mal, vocs que amam o Senhor ,
pois ele protege a vida dos seus fiis
e os livra das mos dos mpios.
11 A luz nasce [b] sobre o justo
e a alegria sobre os retos de corao.
12 Alegrem-se no Senhor , justos,
e louvem o seu santo nome.
Notas de rodap:
[a] 97.8 Hebraico: filhas .
[b] 97.11 Conforme a Septuaginta e algumas verses antigas. O Texto
Massortico diz A luz  semeada.

SALMOS-CAPITULO-98
Salmo.
1 Cantem ao Senhor um novo cntico,
pois ele fez coisas maravilhosas;
a sua mo direita e o seu brao santo
lhe deram a vitria!
2 O Senhor anunciou a sua vitria
e revelou a sua justia s naes.
3 Ele se lembrou do seu amor leal
e da sua fidelidade para com a casa de Israel;
todos os confins da terra viram
a vitria do nosso Deus.
4 Aclamem o Senhor
todos os habitantes da terra!
Louvem-no com cnticos de alegria
e ao som de msica!
5 Ofeream msica ao Senhor com a harpa,
com a harpa e ao som de canes,
6 com cornetas e ao som da trombeta;
exultem diante do Senhor , o Rei!
7 Ressoe o mar e tudo o que nele existe,
o mundo e os seus habitantes!
8 Batam palmas os rios,
e juntos cantem de alegria os montes;
9 cantem diante do Senhor , porque ele vem,
vem julgar a terra;
julgar o mundo com justia
e os povos, com retido.

SALMOS-CAPITULO-99
1 O Senhor reina! As naes tremem!
O seu trono est sobre os querubins!
Abala-se a terra!
2 Grande  o Senhor em Sio;
ele  exaltado acima de todas as naes!
3 Seja louvado o teu grande e temvel nome,
que  santo.
4 Rei poderoso, amigo da justia! [a]
Estabeleceste a eqidade
e fizeste em Jac o que  direito e justo.
5 Exaltem o Senhor , o nosso Deus,
prostrem-se diante do estrado dos seus ps.
Ele  santo!
6 Moiss e Aro estavam
entre os seus sacerdotes,
Samuel, entre os que invocavam o seu nome;
eles clamavam pelo Senhor ,
e ele lhes respondia.
7 Falava-lhes da coluna de nuvem,
e eles obedeciam aos seus mandamentos
e aos decretos que ele lhes dava.
8 Tu lhes respondeste, Senhor , nosso Deus;
para eles, tu eras um Deus perdoador,
embora os tenhas castigado
por suas rebelies.
9 Exaltem o Senhor , o nosso Deus;
prostrem-se, voltados para o seu santo monte,
porque o Senhor , o nosso Deus,  santo.
Notas de rodap:
[a] 99.4 Ou O rei  poderoso e ama a justia.

SALMOS-CAPITULO-100
Salmo. Para ao de graas.
1 Aclamem o Senhor
todos os habitantes da terra!
2 Prestem culto ao Senhor com alegria;
entrem na sua presena
com cnticos alegres.
3 Reconheam que o Senhor  o nosso Deus.
Ele nos fez e somos dele [a] :
somos o seu povo,
e rebanho do seu pastoreio.
4 Entrem por suas portas com aes de graas,
e em seus trios, com louvor;
dem-lhe graas e bendigam o seu nome.
5 Pois o Senhor  bom
e o seu amor leal  eterno;
a sua fidelidade permanece
por todas as geraes.
Notas de rodap:
[a] 100.3 Ou e no ns mesmos

SALMOS-CAPITULO-101
Salmo davdico.
1 Cantarei a lealdade e a justia.
A ti, Senhor , cantarei louvores!
2 Seguirei o caminho da integridade;
quando virs ao meu encontro?
Em minha casa viverei de corao ntegro.
3 Repudiarei todo mal.
Odeio a conduta dos infiis;
jamais me dominar!
4 Longe estou dos perversos de corao;
no quero envolver-me com o mal.
5 Farei calar ao que difama o prximo s ocultas.
No vou tolerar o homem de olhos arrogantes
e de corao orgulhoso.
6 Meus olhos aprovam os fiis da terra,
e eles habitaro comigo.
Somente quem tem vida ntegra me servir.
7 Quem pratica a fraude
no habitar no meu santurio;
o mentiroso no permanecer
na minha presena.
8 Cada manh fiz calar
todos os mpios desta terra;
eliminei todos os malfeitores
da cidade do Senhor .

SALMOS-CAPITULO-102
Orao de um aflito que, quase desfalecido, derrama o seu lamento diante
do Senhor .
1 Ouve a minha orao, Senhor !
Chegue a ti o meu grito de socorro!
2 No escondas de mim o teu rosto
quando estou atribulado.
Inclina para mim os teus ouvidos;
quando eu clamar, responde-me depressa!
3 Esvaem-se os meus dias como fumaa;
meus ossos queimam como brasas vivas.
4 Como a relva ressequida est o meu corao;
esqueo at de comer!
5 De tanto gemer estou reduzido a pele e osso.
6 Sou como a coruja do deserto [a] ,
como uma coruja entre as runas.
7 No consigo dormir;
pareo um pssaro solitrio no telhado.
8 Os meus inimigos zombam de mim
o tempo todo;
os que me insultam usam o meu nome
para lanar maldies.
9 Cinzas so a minha comida,
e com lgrimas misturo o que bebo,
10 por causa da tua indignao e da tua ira,
pois me rejeitaste e me expulsaste
para longe de ti.
11 Meus dias so como sombras crescentes;
sou como a relva que vai murchando.
12 Tu, porm, Senhor ,
no trono reinars para sempre;
o teu nome ser lembrado
de gerao em gerao.
13 Tu te levantars e ters misericrdia de Sio,
pois  hora de lhe mostrares compaixo;
o tempo certo  chegado.
14 Pois as suas pedras so amadas
pelos teus servos,
as suas runas os enchem de compaixo.
15 Ento as naes temero o nome do Senhor ,
e todos os reis da terra a sua glria.
16 Porque o Senhor reconstruir Sio
e se manifestar na glria que ele tem.
17 Responder  orao dos desamparados;
as suas splicas no desprezar.
18 Escreva-se isto para as futuras geraes,
e um povo que ainda ser criado
louvar o Senhor , proclamando:
19 "Do seu santurio nas alturas o Senhor olhou;
dos cus observou a terra,
20 para ouvir os gemidos dos prisioneiros
e libertar os condenados  morte".
21 Assim o nome do Senhor
ser anunciado em Sio
e o seu louvor, em Jerusalm,
22 quando os povos e os reinos
se reunirem para adorar o Senhor .
23 No meio da minha vida
ele me abateu com sua fora;
abreviou os meus dias.
24 Ento pedi:
 meu Deus, no me leves
no meio dos meus dias.
Os teus dias duram por todas as geraes!
25 No princpio firmaste os fundamentos da terra,
e os cus so obras das tuas mos.
26 Eles perecero, mas tu permanecers;
envelhecero como vestimentas.
Como roupas tu os trocars
e sero jogados fora.
27 Mas tu permaneces o mesmo,
e os teus dias jamais tero fim.
28 Os filhos dos teus servos
tero uma habitao;
os seus descendentes sero estabelecidos
na tua presena.
Notas de rodap:
[a] 102.6 Ou pelicano

SALMOS-CAPITULO-103
Davdico.
1 Bendiga o Senhor a minha alma!
Bendiga o Senhor todo o meu ser!
2 Bendiga o Senhor a minha alma!
No esquea nenhuma de suas bnos!
3  ele que perdoa todos os seus pecados
e cura todas as suas doenas,
4 que resgata a sua vida da sepultura
e o coroa de bondade e compaixo,
5 que enche de bens a sua existncia,
de modo que a sua juventude
se renova como a guia.
6 O Senhor faz justia
e defende a causa dos oprimidos.
7 Ele manifestou os seus caminhos a Moiss,
os seus feitos aos israelitas.
8 O Senhor  compassivo e misericordioso,
mui paciente e cheio de amor.
9 No acusa sem cessar
nem fica ressentido para sempre;
10 no nos trata conforme os nossos pecados
nem nos retribui conforme as nossas iniqidades.
11 Pois como os cus se elevam acima da terra,
assim  grande o seu amor
para com os que o temem;
12 e como o Oriente est longe do Ocidente,
assim ele afasta para longe de ns
as nossas transgresses.
13 Como um pai tem compaixo de seus filhos,
assim o Senhor
tem compaixo dos que o temem;
14 pois ele sabe do que somos formados;
lembra-se de que somos p.
15 A vida do homem  semelhante  relva;
ele floresce como a flor do campo,
16 que se vai quando sopra o vento
e nem se sabe mais o lugar que ocupava.
17 Mas o amor leal do Senhor ,
o seu amor eterno, est com os que o temem,
e a sua justia com os filhos dos seus filhos,
18 com os que guardam a sua aliana
e se lembram de obedecer aos seus preceitos.
19 O Senhor estabeleceu o seu trono nos cus,
e como rei domina sobre tudo o que existe.
20 Bendigam o Senhor ,
vocs, seus anjos poderosos,
que obedecem  sua palavra.
21 Bendigam o Senhor todos os seus exrcitos,
vocs, seus servos, que cumprem a sua vontade.
22 Bendigam o Senhor todas as suas obras
em todos os lugares do seu domnio.
Bendiga o Senhor a minha alma!

SALMOS-CAPITULO-104
1 Bendiga o Senhor a minha alma!
 Senhor , meu Deus, tu s to grandioso!
Ests vestido de majestade e esplendor!
2 Envolto em luz como numa veste,
ele estende os cus como uma tenda,
3 e pe sobre as guas dos cus
as vigas dos seus aposentos.
Faz das nuvens a sua carruagem
e cavalga nas asas do vento.
4 Faz dos ventos seus mensageiros [a]
e dos clares reluzentes seus servos.
5 Firmaste a terra sobre os seus fundamentos
para que jamais se abale;
6 com as torrentes do abismo a cobriste,
como se fossem uma veste;
as guas subiram acima dos montes.
7 Diante das tuas ameaas as guas fugiram,
puseram-se em fuga ao som do teu trovo;
8 subiram pelos montes
e escorreram pelos vales,
para os lugares que tu lhes designaste.
9 Estabeleceste um limite
que no podem ultrapassar;
jamais tornaro a cobrir a terra.
10 Fazes jorrar as nascentes nos vales
e correrem as guas entre os montes;
11 delas bebem todos os animais selvagens,
e os jumentos selvagens saciam a sua sede.
12 As aves do cu fazem ninho junto s guas
e entre os galhos pem-se a cantar.
13 Dos teus aposentos celestes
regas os montes;
sacia-se a terra com o fruto das tuas obras!
14  o Senhor que faz crescer o pasto para o gado,
e as plantas que o homem cultiva,
para da terra tirar o alimento:
15 o vinho, que alegra o corao do homem;
o azeite, que lhe faz brilhar o rosto,
e o po que sustenta o seu vigor.
16 As rvores do Senhor so bem regadas,
os cedros do Lbano que ele plantou;
17 nelas os pssaros fazem ninho,
e nos pinheiros a cegonha tem o seu lar.
18 Os montes elevados pertencem
aos bodes selvagens,
e os penhascos so um refgio para os coelhos.
19 Ele fez a lua para marcar estaes;
o sol sabe quando deve se pr.
20 Trazes trevas, e cai a noite,
quando os animais da floresta vagueiam.
21 Os lees rugem  procura da presa,
buscando de Deus o alimento,
22 mas ao nascer do sol eles se vo
e voltam a deitar-se em suas tocas.
23 Ento o homem sai para o seu trabalho,
para o seu labor at o entardecer.
24 Quantas so as tuas obras, Senhor !
Fizeste todas elas com sabedoria!
A terra est cheia de seres que criaste.
25 Eis o mar, imenso e vasto.
Nele vivem inmeras criaturas,
seres vivos, pequenos e grandes.
26 Nele passam os navios,
e tambm o Leviat [b] ,
que formaste para com ele [c] brincar.
27 Todos eles dirigem seu olhar a ti,
esperando que lhes ds o alimento no tempo certo;
28 tu lhes ds, e eles o recolhem,
abres a tua mo, e saciam-se de coisas boas.
29 Quando escondes o rosto,
entram em pnico;
quando lhes retiras o flego,
morrem e voltam ao p.
30 Quando sopras o teu flego,
eles so criados,
e renovas a face da terra.
31 Perdure para sempre a glria do Senhor !
Alegre-se o Senhor em seus feitos!
32 Ele olha para a terra, e ela treme,
toca os montes, e eles fumegam.
33 Cantarei ao Senhor toda a minha vida;
louvarei ao meu Deus enquanto eu viver.
34 Seja-lhe agradvel a minha meditao,
pois no Senhor tenho alegria.
35 Sejam os pecadores eliminados da terra
e deixem de existir os mpios.
Bendiga o Senhor a minha alma!
Aleluia! [d]
Notas de rodap:
[a] 104.4 Ou anjos
[b] 104.26 Ou monstro marinho
[c] 104.26 Ou para nele
[d] 104.35 Ou Louvem o Senhor ; tambm em todo o livro de Salmos.

SALMOS-CAPITULO-105
1 Dem graas ao Senhor ,
proclamem o seu nome;
divulguem os seus feitos entre as naes.
2 Cantem para ele e louvem-no;
relatem todas as suas maravilhas.
3 Gloriem-se no seu santo nome;
alegre-se o corao dos
que buscam o Senhor .
4 Recorram ao Senhor e ao seu poder;
busquem sempre a sua presena.
5 Lembrem-se das maravilhas que ele fez,
dos seus prodgios
e das sentenas de juzo que pronunciou,
6  descendentes de Abrao, seu servo,
 filhos de Jac, seus escolhidos.
7 Ele  o Senhor , o nosso Deus;
seus decretos so para toda a terra.
8 Ele se lembra para sempre da sua aliana,
por mil geraes, da palavra que ordenou,
9 da aliana que fez com Abrao,
do juramento que fez a Isaque.
10 Ele o confirmou como decreto a Jac,
a Israel como aliana eterna, quando disse:
11 "Darei a voc a terra de Cana,
a herana que lhe pertence".
12 Quando ainda eram poucos,
um punhado de peregrinos na terra,
13 e vagueavam de nao em nao,
de um reino a outro,
14 ele no permitiu que ningum os oprimisse,
mas a favor deles repreendeu reis, dizendo:
15 "No toquem nos meus ungidos;
no maltratem os meus profetas".
16 Ele mandou vir fome sobre a terra
e destruiu todo o seu sustento;
17 mas enviou um homem adiante deles,
Jos, que foi vendido como escravo.
18 Machucaram-lhe os ps com correntes
e com ferros prenderam-lhe o pescoo,
19 at cumprir-se a sua predio
e a palavra do Senhor confirmar o que dissera.
20 O rei mandou solt-lo,
o governante dos povos o libertou.
21 Ele o constituiu senhor de seu palcio
e administrador de todos os seus bens,
22 para instruir os seus oficiais como desejasse
e ensinar a sabedoria s autoridades do rei.
23 Ento Israel foi para o Egito,
Jac viveu como estrangeiro na terra de Cam.
24 Deus fez proliferar o seu povo,
tornou-o mais poderoso
do que os seus adversrios,
25 e mudou o corao deles
para que odiassem o seu povo,
para que tramassem contra os seus servos.
26 Ento enviou seu servo Moiss,
e Aro, a quem tinha escolhido,
27 por meio dos quais realizou
os seus sinais miraculosos
e as suas maravilhas na terra de Cam.
28 Ele enviou trevas, e houve trevas,
e eles no se rebelaram [a] contra as suas palavras.
29 Ele transformou as guas deles em sangue,
causando a morte dos seus peixes.
30 A terra deles ficou infestada de rs,
at mesmo os aposentos reais.
31 Ele ordenou, e enxames de moscas e piolhos [b]
invadiram o territrio deles.
32 Deu-lhes granizo, em vez de chuva,
e raios flamejantes por toda a sua terra;
33 arrasou as suas videiras e figueiras
e destruiu as rvores do seu territrio.
34 Ordenou, e vieram enxames de gafanhotos,
gafanhotos inumerveis,
35 e devoraram toda a vegetao daquela terra,
e consumiram tudo o que a lavoura produziu.
36 Depois matou todos os primognitos
da terra deles,
todas as primcias da sua virilidade.
37 Ele tirou de l Israel,
que saiu cheio de prata e ouro.
No havia em suas tribos quem fraquejasse.
38 Os egpcios alegraram-se quando eles saram,
pois estavam com verdadeiro pavor
dos israelitas.
39 Ele estendeu uma nuvem para lhes dar sombra,
e fogo para iluminar a noite.
40 Pediram, e ele enviou codornizes,
e saciou-os com po do cu.
41 Ele fendeu a rocha, e jorrou gua,
que escorreu como um rio pelo deserto.
42 Pois ele se lembrou da santa promessa
que fizera ao seu servo Abrao.
43 Fez o seu povo sair cheio de jbilo,
e os seus escolhidos, com cnticos alegres.
44 Deu-lhes as terras das naes,
e eles tomaram posse
do fruto do trabalho de outros povos,
45 para que obedecessem aos seus decretos
e guardassem as suas leis.
Aleluia!
Notas de rodap:
[a] 105.28 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem mas eles se
rebelaram.
[b] 105.31 Ou mosquitos

SALMOS-CAPITULO-106
1 Aleluia!
Dem graas ao Senhor porque ele  bom;
o seu amor dura para sempre.
2 Quem poder descrever
os feitos poderosos do Senhor ,
ou declarar todo o louvor que lhe  devido?
3 Como so felizes
os que perseveram na retido,
que sempre praticam a justia!
4 Lembra-te de mim, Senhor ,
quando tratares com bondade o teu povo;
vem em meu auxlio quando o salvares,
5 para que eu possa testemunhar [a]
o bem-estar dos teus escolhidos,
alegrar-me com a alegria do teu povo,
e louvar-te junto com a tua herana.
6 Pecamos como os nossos antepassados;
fizemos o mal e fomos rebeldes.
7 No Egito, os nossos antepassados
no deram ateno s tuas maravilhas;
no se lembraram das muitas manifestaes
do teu amor leal
e rebelaram-se junto ao mar, o mar Vermelho.
8 Contudo, ele os salvou por causa do seu nome,
para manifestar o seu poder.
9 Repreendeu o mar Vermelho, e este secou;
ele os conduziu pelas profundezas
como por um deserto.
10 Salvou-os das mos daqueles que os odiavam;
das mos dos inimigos os resgatou.
11 As guas cobriram os seus adversrios;
nenhum deles sobreviveu.
12 Ento creram nas suas promessas
e a ele cantaram louvores.
13 Mas logo se esqueceram do que ele tinha feito
e no esperaram para saber o seu plano.
14 Dominados pela gula no deserto,
puseram Deus  prova nas regies ridas.
15 Deu-lhes o que pediram,
mas mandou sobre eles uma doena terrvel.
16 No acampamento
tiveram inveja de Moiss e de Aro,
daquele que fora consagrado ao Senhor .
17 A terra abriu-se, engoliu Dat
e sepultou o grupo de Abiro;
18 fogo surgiu entre os seus seguidores;
as chamas consumiram os mpios.
19 Em Horebe fizeram um bezerro,
adoraram um dolo de metal.
20 Trocaram a Glria deles
pela imagem de um boi que come capim.
21 Esqueceram-se de Deus, seu Salvador,
que fizera coisas grandiosas no Egito,
22 maravilhas na terra de Cam
e feitos temveis junto ao mar Vermelho.
23 Por isso, ele ameaou destru-los;
mas Moiss, seu escolhido,
intercedeu [b] diante dele,
para evitar que a sua ira os destrusse.
24 Tambm rejeitaram a terra desejvel;
no creram na promessa dele.
25 Queixaram-se em suas tendas
e no obedeceram ao Senhor .
26 Assim, de mo levantada,
ele jurou que os abateria no deserto
27 e dispersaria os seus descendentes
entre as naes e os espalharia por outras terras.
28 Sujeitaram-se ao jugo de Baal-Peor
e comeram sacrifcios oferecidos
a dolos mortos;
29 provocaram a ira do Senhor
com os seus atos,
e uma praga irrompeu no meio deles.
30 Mas Finias se interps para executar o juzo,
e a praga foi interrompida.
31 Isso lhe foi creditado como um ato de justia
que para sempre ser lembrado,
por todas as geraes.
32 Provocaram a ira de Deus
junto s guas de Merib;
e, por causa deles, Moiss foi castigado;
33 rebelaram-se contra o Esprito de Deus,
e Moiss [c] falou sem refletir.
34 Eles no destruram os povos,
como o Senhor tinha ordenado,
35 em vez disso, misturaram-se com as naes
e imitaram as suas prticas.
36 Prestaram culto aos seus dolos,
que se tornaram uma armadilha para eles.
37 Sacrificaram seus filhos e suas filhas
aos demnios.
38 Derramaram sangue inocente,
o sangue de seus filhos e filhas
sacrificados aos dolos de Cana;
e a terra foi profanada pelo sangue deles.
39 Tornaram-se impuros pelos seus atos;
prostituram-se por suas aes.
40 Por isso acendeu-se a ira do Senhor
contra o seu povo
e ele sentiu averso por sua herana.
41 Entregou-os nas mos das naes,
e os seus adversrios dominaram sobre eles.
42 Os seus inimigos os oprimiram
e os subjugaram com o seu poder.
43 Ele os libertou muitas vezes,
embora eles persistissem
em seus planos de rebelio
e afundassem em sua maldade.
44 Mas Deus atentou para o sofrimento deles
quando ouviu o seu clamor.
45 Lembrou-se da sua aliana com eles,
e arrependeu-se,
por causa do seu imenso amor leal.
46 Fez com que os seus captores
tivessem misericrdia deles.
47 Salva-nos, Senhor , nosso Deus!
Ajunta-nos dentre as naes,
para que demos graas ao teu santo nome
e faamos do teu louvor a nossa glria.
48 Bendito seja o Senhor , o Deus de Israel,
por toda a eternidade.
Que todo o povo diga: "Amm!"
Aleluia!
Notas de rodap:
[a] 106.5 Ou desfrutar
[b] 106.23 Hebraico: colocou-se na brecha.
[c] 106.33 Ou tanto irritaram-lhe o esprito que Moiss

SALMOS-CAPITULO-107
QUINTO LIVRO
1 Dem graas ao Senhor porque ele  bom;
o seu amor dura para sempre.
2 Assim o digam os que o Senhor resgatou,
os que livrou das mos do adversrio,
3 e reuniu de outras terras,
do oriente e do ocidente, do norte e do sul [a] .
4 Perambularam pelo deserto e por terras ridas
sem encontrar cidade habitada.
5 Estavam famintos e sedentos;
sua vida ia se esvaindo.
6 Na sua aflio, clamaram ao Senhor ,
e ele os livrou da tribulao
em que se encontravam
7 e os conduziu por caminho seguro
a uma cidade habitada.
8 Que eles dem graas ao Senhor
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens,
9 porque ele sacia o sedento
e satisfaz plenamente o faminto.
10 Assentaram-se nas trevas e na sombra mortal,
aflitos, acorrentados,
11 pois se rebelaram contra as palavras de Deus
e desprezaram os desgnios do Altssimo.
12 Por isso ele os sujeitou a trabalhos pesados;
eles tropearam,
e no houve quem os ajudasse.
13 Na sua aflio, clamaram ao Senhor ,
e eles os salvou da tribulao
em que se encontravam.
14 Ele os tirou das trevas e da sombra mortal,
e quebrou as correntes que os prendiam.
15 Que eles dem graas ao Senhor ,
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens,
16 porque despedaou as portas de bronze
e rompeu as trancas de ferro.
17 Tornaram-se tolos por causa
dos seus caminhos rebeldes,
e sofreram por causa das suas maldades.
18 Sentiram repugnncia por toda comida
e chegaram perto das portas da morte.
19 Na sua aflio, clamaram ao Senhor ,
e ele os salvou da tribulao
em que se encontravam.
20 Ele enviou a sua palavra e os curou,
e os livrou da morte.
21 Que eles dem graas ao Senhor ,
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens.
22 Que eles ofeream
sacrifcios de ao de graas
e anunciem as suas obras
com cnticos de alegria.
23 Fizeram-se ao mar em navios,
para negcios na imensido das guas,
24 e viram as obras do Senhor ,
as suas maravilhas nas profundezas.
25 Deus falou e provocou um vendaval
que levantava as ondas.
26 Subiam aos cus e desciam aos abismos;
diante de tal perigo, perderam a coragem.
27 Cambaleavam, tontos como bbados,
e toda a sua habilidade foi intil.
28 Na sua aflio, clamaram ao Senhor ,
e ele os tirou da tribulao
em que se encontravam.
29 Reduziu a tempestade a uma brisa
e serenou as ondas.
30 As ondas sossegaram, eles se alegraram,
e Deus os guiou ao porto almejado.
31 Que eles dem graas ao Senhor
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens.
32 Que o exaltem na assemblia do povo
e o louvem na reunio dos lderes.
33 Ele transforma os rios em deserto
e as fontes em terra seca,
34 faz da terra frtil um solo estril,
por causa da maldade dos seus moradores.
35 Transforma o deserto em audes
e a terra ressecada, em fontes.
36 Ali ele assenta os famintos,
para fundarem uma cidade habitvel,
37 semearem lavouras, plantarem vinhas
e colherem uma grande safra.
38 Ele os abenoa, e eles se multiplicam;
e no deixa que os seus rebanhos diminuam.
39 Quando, porm, reduzidos,
so humilhados com opresso,
desgraa e tristeza.
40 Deus derrama desprezo sobre os nobres
e os faz vagar num deserto sem caminhos.
41 Mas tira os pobres da misria
e aumenta as suas famlias como rebanhos.
42 Os justos vem tudo isso e se alegram,
mas todos os perversos se calam.
43 Reflitam nisso os sbios
e considerem a bondade do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 107.3 Hebraico: mar .

SALMOS-CAPITULO-108
Uma cano. Salmo davdico.
1 Meu corao est firme,  Deus!
Cantarei e louvarei,  Glria minha!
2 Acordem, harpa e lira!
Despertarei a alvorada.
3 Eu te darei graas,  Senhor , entre os povos;
cantarei louvores entre as naes,
4 porque o teu amor leal
se eleva muito acima dos cus;
a tua fidelidade alcana as nuvens!
5 S exaltado,  Deus, acima dos cus;
estenda-se a tua glria sobre toda a terra!
6 Salva-nos com a tua mo direita
e responde-nos,
para que sejam libertos aqueles a quem amas.
7 Do seu santurio [a] Deus falou:
"No meu triunfo dividirei Siqum
e repartirei o vale de Sucote.
8 Gileade me pertence, e Manasss tambm;
Efraim  o meu capacete, Jud  o meu cetro.
9 Moabe  a pia em que me lavo,
em Edom atiro a minha sandlia,
sobre a Filstia dou meu brado de vitria!"
10 Quem me levar  cidade fortificada?
Quem me guiar a Edom?
11 No foste tu,  Deus, que nos rejeitaste
e deixaste de sair com os nossos exrcitos?
12 D-nos ajuda contra os adversrios,
pois intil  o socorro do homem.
13 Com Deus conquistaremos a vitria,
e ele pisar os nossos adversrios.
Notas de rodap:
[a] 108.7 Ou Na sua santidade

SALMOS-CAPITULO-109
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1  Deus, a quem louvo, no fiques indiferente,
2 pois homens mpios e falsos
dizem calnias contra mim,
e falam mentiras a meu respeito.
3 Eles me cercaram com palavras
carregadas de dio;
atacaram-me sem motivo.
4 Em troca da minha amizade eles me acusam,
mas eu permaneo em orao.
5 Retribuem-me o bem com o mal,
e a minha amizade com dio.
6 Designe-se [a] um mpio [b] para ser seu oponente;
 sua direita esteja um acusador [c] .
7 Seja declarado culpado no julgamento,
e que at a sua orao seja considerada pecado.
8 Seja a sua vida curta,
e outro ocupe o seu lugar.
9 Fiquem rfos os seus filhos
e a sua esposa, viva.
10 Vivam os seus filhos vagando como mendigos,
e saiam rebuscando o po
longe de [d] suas casas em runas.
11 Que um credor se aposse
de todos os seus bens,
e estranhos saqueiem o fruto do seu trabalho.
12 Que ningum o trate com bondade
nem tenha misericrdia dos seus filhos rfos.
13 Sejam exterminados os seus descendentes
e desapaream os seus nomes
na gerao seguinte.
14 Que o Senhor se lembre
da iniqidade dos seus antepassados,
e no se apague o pecado de sua me.
15 Estejam os seus pecados sempre
perante o Senhor ,
e na terra ningum jamais se lembre
da sua famlia.
16 Pois ele jamais pensou em praticar
um ato de bondade,
mas perseguiu at a morte o pobre,
o necessitado e o de corao partido.
17 Ele gostava de amaldioar:
venha sobre ele a maldio!
No tinha prazer em abenoar:
afaste-se dele a bno!
18 Ele vestia a maldio como uma roupa:
entre ela em seu corpo como gua
e em seus ossos como leo.
19 Envolva-o como um manto
e aperte-o sempre como um cinto.
20 Assim retribua o Senhor
aos meus acusadores,
aos que me caluniam.
21 Mas tu, Soberano Senhor ,
intervm em meu favor, por causa do teu nome.
Livra-me, pois  sublime o teu amor leal!
22 Sou pobre e necessitado
e, no ntimo, o meu corao est abatido.
23 Vou definhando como a sombra vespertina;
para longe sou lanado, como um gafanhoto.
24 De tanto jejuar os meus joelhos fraquejam
e o meu corpo definha de magreza.
25 Sou objeto de zombaria
para os meus acusadores;
logo que me vem, meneiam a cabea.
26 Socorro, Senhor , meu Deus!
Salva-me pelo teu amor leal!
27 Que eles reconheam que foi a tua mo,
que foste tu, Senhor , que o fizeste.
28 Eles podem amaldioar,
tu, porm, me abenoas.
Quando atacarem, sero humilhados,
mas o teu servo se alegrar.
29 Sejam os meus acusadores
vestidos de desonra;
que a vergonha os cubra como um manto.
30 Em alta voz, darei muitas graas ao Senhor ;
no meio da assemblia eu o louvarei,
31 pois ele se pe ao lado do pobre
para salv-lo daqueles que o condenam.
Notas de rodap:
[a] 109.6 Ou Eles dizem: "Designa
[b] 109.6 Ou o maligno
[c] 109.6 Ou Satans
[d] 109.10 A Septuaginta diz e sejam expulsos de.

SALMOS-CAPITULO-110
Salmo davdico.
1 O Senhor disse ao meu Senhor:
"Senta-te  minha direita
at que eu faa dos teus inimigos
um estrado para os teus ps".
2 O Senhor estender
o cetro de teu poder desde Sio,
e dominars sobre os teus inimigos!
3 Quando convocares as tuas tropas,
o teu povo se apresentar voluntariamente. [a]
Trajando vestes santas, [b]
desde o romper da alvorada
os teus jovens viro como o orvalho. [c]
4 O Senhor jurou e no se arrepender:
"Tu s sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque".
5 O Senhor est  tua direita;
ele esmagar reis no dia da sua ira.
6 Julgar as naes, amontoando os mortos
e esmagando governantes [d]
em toda a extenso da terra.
7 No caminho beber de um ribeiro,
e ento erguer a cabea.
Notas de rodap:
[a] 110.3 A Septuaginta diz contigo est o principado.
[b] 110.3 Vrios manuscritos do Texto Massortico e outras verses
antigas dizem Dos santos montes.
[c] 110.3 A Septuaginta, a Verso Siraca e vrios manuscritos do
Texto Massortico dizem antes da aurora eu o gerei.
[d] 110.6 Ou cabeas

SALMOS-CAPITULO-111
[a]
1 Aleluia!
Darei graas ao Senhor de todo o corao
na reunio da congregao dos justos.
2 Grandes so as obras do Senhor ;
nelas meditam todos os que as apreciam.
3 Os seus feitos manifestam
majestade e esplendor,
e a sua justia dura para sempre.
4 Ele fez proclamar as suas maravilhas;
o Senhor  misericordioso e compassivo.
5 Deu alimento aos que o temiam,
pois sempre se lembra de sua aliana.
6 Mostrou ao seu povo os seus feitos poderosos,
dando-lhe as terras das naes.
7 As obras das suas mos so fiis e justas;
todos os seus preceitos merecem confiana.
8 Esto firmes para sempre,
estabelecidos com fidelidade e retido.
9 Ele trouxe redeno ao seu povo
e firmou a sua aliana para sempre.
Santo e temvel  o seu nome!
10 O temor do Senhor
 o princpio da sabedoria;
todos os que cumprem os seus preceitos
revelam bom senso.
Ele ser louvado para sempre!
Notas de rodap:
[a] Salmos 111:1 O salmo 111  um poema organizado em ordem
alfabtica, no hebraico.

SALMOS-CAPITULO-112
[a]
1 Aleluia!
Como  feliz o homem que teme o Senhor
e tem grande prazer em seus mandamentos!
2 Seus descendentes sero poderosos na terra,
sero uma gerao abenoada,
de homens ntegros.
3 Grande riqueza h em sua casa,
e a sua justia dura para sempre.
4 A luz raia nas trevas para o ntegro,
para quem  misericordioso [b] ,
compassivo e justo.
5 Feliz  o homem
que empresta com generosidade
e que com honestidade conduz os seus negcios.
6 O justo jamais ser abalado;
para sempre se lembraro dele.
7 No temer ms notcias;
seu corao est firme, confiante no Senhor .
8 O seu corao est seguro e nada temer.
No final, ver a derrota dos seus adversrios.
9 Reparte generosamente com os pobres;
a sua justia dura para sempre;
seu poder [c] ser exaltado em honra.
10 O mpio o v e fica irado,
range os dentes e definha.
O desejo dos mpios se frustrar.
Notas de rodap:
[a] Salmos 112:1 O salmo 112  um poema organizado em ordem
alfabtica, no hebraico.
[b] 112.4 Ou pois o Senhor  misericordioso
[c] 112.9 Hebraico: chifre .

SALMOS-CAPITULO-113
1 Aleluia!
Louvem,  servos do Senhor ,
louvem o nome do Senhor !
2 Seja bendito o nome do Senhor ,
desde agora e para sempre!
3 Do nascente ao poente,
seja louvado o nome do Senhor !
4 O Senhor est exaltado
acima de todas as naes;
e acima dos cus est a sua glria.
5 Quem  como o Senhor , o nosso Deus,
que reina em seu trono nas alturas,
6 mas se inclina para contemplar
o que acontece nos cus e na terra?
7 Ele levanta do p o necessitado
e ergue do lixo o pobre,
8 para faz-los sentar-se com prncipes,
com os prncipes do seu povo.
9 D um lar  estril,
e dela faz uma feliz me de filhos.
Aleluia!

SALMOS-CAPITULO-114
1 Quando Israel saiu do Egito,
e a casa de Jac saiu do meio
de um povo de lngua estrangeira,
2 Jud tornou-se o santurio de Deus,
Israel o seu domnio.
3 O mar olhou e fugiu,
o Jordo retrocedeu;
4 os montes saltaram como carneiros,
as colinas, como cordeiros.
5 Por que fugir,  mar?
E voc, Jordo, por que retroceder?
6 Por que vocs saltaram como carneiros,
 montes?
E vocs, colinas, porque saltaram
como cordeiros?
7 Estremea na presena do Soberano,  terra,
na presena do Deus de Jac!
8 Ele fez da rocha um aude,
do rochedo uma fonte.

SALMOS-CAPITULO-115
1 No a ns, Senhor , nenhuma glria para ns,
mas sim ao teu nome,
por teu amor e por tua fidelidade!
2 Por que perguntam as naes:
"Onde est o Deus deles?"
3 O nosso Deus est nos cus,
e pode fazer tudo o que lhe agrada.
4 Os dolos deles, de prata e ouro,
so feitos por mos humanas.
5 Tm boca, mas no podem falar,
olhos, mas no podem ver;
6 tm ouvidos, mas no podem ouvir,
nariz, mas no podem sentir cheiro;
7 tm mos, mas nada podem apalpar,
ps, mas no podem andar;
e no emitem som algum com a garganta.
8 Tornem-se como eles aqueles que os fazem
e todos os que neles confiam.
9 Confie no Senhor ,  Israel!
Ele  o seu socorro e o seu escudo.
10 Confiem no Senhor , sacerdotes!
Ele  o seu socorro e o seu escudo.
11 Vocs que temem o Senhor ,
confiem no Senhor !
Ele  o seu socorro e o seu escudo.
12 O Senhor lembra-se de ns e nos abenoar;
abenoar os israelitas,
abenoar os sacerdotes,
13 abenoar os que temem o Senhor ,
do menor ao maior.
14 Que o Senhor os multiplique,
vocs e os seus filhos.
15 Sejam vocs abenoados pelo Senhor ,
que fez os cus e a terra.
16 Os mais altos cus pertencem ao Senhor ,
mas a terra ele a confiou ao homem.
17 Os mortos no louvam o Senhor ,
tampouco nenhum dos que descem ao silncio.
18 Mas ns bendiremos o Senhor ,
desde agora e para sempre!
Aleluia!

SALMOS-CAPITULO-116
1 Eu amo o Senhor , porque ele me ouviu
quando lhe fiz a minha splica.
2 Ele inclinou os seus ouvidos para mim;
eu o invocarei toda a minha vida.
3 As cordas da morte me envolveram,
as angstias do Sheol [a] vieram sobre mim;
aflio e tristeza me dominaram.
4 Ento clamei pelo nome do Senhor :
Livra-me, Senhor !
5 O Senhor  misericordioso e justo;
o nosso Deus  compassivo.
6 O Senhor protege os simples;
quando eu j estava sem foras, ele me salvou.
7 Retorne ao seu descanso,  minha alma,
porque o Senhor tem sido bom para voc!
8 Pois tu me livraste da morte,
e livraste os meus olhos das lgrimas
e os meus ps, de tropear,
9 para que eu pudesse andar diante do Senhor
na terra dos viventes.
10 Eu cri, ainda que tenha dito: [b]
Estou muito aflito.
11 Em pnico eu disse:
Ningum merece confiana.
12 Como posso retribuir ao Senhor
toda a sua bondade para comigo?
13 Erguerei o clice da salvao
e invocarei o nome do Senhor .
14 Cumprirei para com o Senhor
os meus votos,
na presena de todo o seu povo.
15 O Senhor v com pesar
a morte de seus fiis. [c]
16 Senhor , sou teu servo,
Sim, sou teu servo, filho da tua serva;
livraste-me das minhas correntes.
17 Oferecerei a ti um sacrifcio de gratido
e invocarei o nome do Senhor .
18 Cumprirei para com o Senhor
os meus votos,
na presena de todo o seu povo,
19 nos ptios da casa do Senhor ,
no seu interior,  Jerusalm!
Aleluia!
Notas de rodap:
[a] 116.3 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.
[b] 116.10 Ou Eu cri, por isso falei:
[c] 116.15 Ou Para o Senhor  preciosa a morte dos seus fiis.

SALMOS-CAPITULO-117
1 Louvem o Senhor , todas as naes;
exaltem-no, todos os povos!
2 Porque imenso  o seu amor leal por ns,
e a fidelidade do Senhor dura para sempre.
Aleluia!

SALMOS-CAPITULO-118
1 Dem graas ao Senhor porque ele  bom;
o seu amor dura para sempre.
2 Que Israel diga:
"O seu amor dura para sempre!"
3 Os sacerdotes digam:
"O seu amor dura para sempre!"
4 Os que temem o Senhor digam:
"O seu amor dura para sempre!"
5 Na minha angstia clamei ao Senhor ;
e o Senhor me respondeu,
dando-me ampla liberdade [a] .
6 O Senhor est comigo, no temerei.
O que me podem fazer os homens?
7 O Senhor est comigo;
ele  o meu ajudador.
Verei a derrota dos meus inimigos.
8  melhor buscar refgio no Senhor
do que confiar nos homens.
9  melhor buscar refgio no Senhor
do que confiar em prncipes.
10 Todas as naes me cercaram,
mas em nome do Senhor eu as derrotei.
11 Cercaram-me por todos os lados,
mas em nome do Senhor eu as derrotei.
12 Cercaram-me como um enxame de abelhas,
mas logo se extinguiram
como espinheiros em chamas.
Em nome do Senhor eu as derrotei!
13 Empurraram-me para forar a minha queda,
mas o Senhor me ajudou.
14 O Senhor  a minha fora e o meu cntico;
ele  a minha salvao.
15 Alegres brados de vitria
ressoam nas tendas dos justos:
"A mo direita do Senhor age com poder!
16 A mo direita do Senhor  exaltada!
A mo direita do Senhor age com poder!"
17 No morrerei; mas vivo ficarei
para anunciar os feitos do Senhor .
18 O Senhor me castigou com severidade,
mas no me entregou  morte.
19 Abram as portas da justia para mim,
pois quero entrar para dar graas ao Senhor .
20 Esta  a porta do Senhor ,
pela qual entram os justos.
21 Dou-te graas, porque me respondeste
e foste a minha salvao.
22 A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular.
23 Isso vem do Senhor ,
e  algo maravilhoso para ns.
24 Este  o dia em que o Senhor agiu;
alegremo-nos e exultemos neste dia.
25 Salva-nos, Senhor ! Ns imploramos.
Faze-nos prosperar, Senhor ! Ns suplicamos.
26 Bendito  o que vem em nome do Senhor .
Da casa do Senhor ns os abenoamos.
27 O Senhor  Deus,
e ele fez resplandecer sobre ns a sua luz. [b]
Juntem-se ao cortejo festivo,
levando ramos at as pontas [c] do altar.
28 Tu s o meu Deus; graas te darei!
 meu Deus, eu te exaltarei!
29 Dem graas ao Senhor , porque ele  bom;
o seu amor dura para sempre.
Notas de rodap:
[a] 118.5 Hebraico: pondo-me num lugar espaoso.
[b] 118.27 Ou mostrou sua bondade para conosco.
[c] 118.27 Ou Amarrem o sacrifcio da festa com cordas e levem-no at
as pontas

SALMOS-CAPITULO-119
[a]
lef
1 Como so felizes os que andam
em caminhos irrepreensveis,
que vivem conforme a lei do Senhor !
2 Como so felizes os que obedecem
aos seus estatutos
e de todo o corao o buscam!
3 No praticam o mal
e andam nos caminhos do Senhor .
4 Tu mesmo ordenaste os teus preceitos
para que sejam fielmente obedecidos.
5 Quem dera fossem firmados os meus caminhos
na obedincia aos teus decretos.
6 Ento no ficaria decepcionado
ao considerar todos os teus mandamentos.
7 Eu te louvarei de corao sincero
quando aprender as tuas justas ordenanas.
8 Obedecerei aos teus decretos;
nunca me abandones.
Bt
9 Como pode o jovem
manter pura a sua conduta?
Vivendo de acordo com a tua palavra.
10 Eu te busco de todo o corao;
no permitas que eu me desvie
dos teus mandamentos.
11 Guardei no corao a tua palavra
para no pecar contra ti.
12 Bendito sejas, Senhor !
Ensina-me os teus decretos.
13 Com os lbios repito
todas as leis que promulgaste.
14 Regozijo-me em seguir os teus testemunhos
como o que se regozija com grandes riquezas.
15 Meditarei nos teus preceitos
e darei ateno s tuas veredas.
16 Tenho prazer nos teus decretos;
no me esqueo da tua palavra.
Gumel
17 Trata com bondade o teu servo
para que eu viva e obedea  tua palavra.
18 Abre os meus olhos
para que eu veja as maravilhas da tua lei.
19 Sou peregrino na terra;
no escondas de mim os teus
mandamentos.
20 A minha alma consome-se de perene desejo
das tuas ordenanas.
21 Tu repreendes os arrogantes;
malditos os que se desviam
dos teus mandamentos!
22 Tira de mim a afronta e o desprezo,
pois obedeo aos teus estatutos.
23 Mesmo que os poderosos se renam
para conspirar contra mim,
ainda assim o teu servo meditar
nos teus decretos.
24 Sim, os teus testemunhos so o meu prazer;
eles so os meus conselheiros.
Dlet
25 Agora estou prostrado no p;
preserva a minha vida
conforme a tua promessa.
26 A ti relatei os meus caminhos
e tu me respondeste;
ensina-me os teus decretos.
27 Faze-me discernir o propsito
dos teus preceitos;
ento meditarei nas tuas maravilhas.
28 A minha alma se consome de tristeza;
fortalece-me conforme a tua promessa.
29 Desvia-me dos caminhos enganosos;
por tua graa, ensina-me a tua lei.
30 Escolhi o caminho da fidelidade;
decidi seguir as tuas ordenanas.
31 Apego-me aos teus testemunhos,
 Senhor;
no permitas que eu fique decepcionado.
32 Corro pelo caminho
que os teus mandamentos apontam,
pois me deste maior entendimento.
He
33 Ensina-me, Senhor ,
o caminho dos teus decretos,
e a eles obedecerei at o fim.
34 D-me entendimento,
para que eu guarde a tua lei
e a ela obedea de todo o corao.
35 Dirige-me pelo caminho
dos teus mandamentos,
pois nele encontro satisfao.
36 Inclina o meu corao para os teus estatutos,
e no para a ganncia.
37 Desvia os meus olhos das coisas inteis;
faze-me viver nos caminhos que traaste. [b]
38 Cumpre a tua promessa
para com o teu servo,
para que sejas temido.
39 Livra-me da afronta que me apavora,
pois as tuas ordenanas so boas.
40 Como anseio pelos teus preceitos!
Preserva a minha vida por tua justia!
Vav
41 Que o teu amor alcance-me, Senhor ,
e a tua salvao, segundo a tua promessa;
42 ento responderei aos que me afrontam,
pois confio na tua palavra.
43 Jamais tires da minha boca
a palavra da verdade,
pois nas tuas ordenanas
coloquei a minha esperana.
44 Obedecerei constantemente  tua lei,
para todo o sempre.
45 Andarei em verdadeira liberdade,
pois tenho buscado os teus preceitos.
46 Falarei dos teus testemunhos diante de reis,
sem ficar envergonhado.
47 Tenho prazer nos teus mandamentos;
eu os amo.
48 A ti [c] levanto minhas mos
e medito nos teus decretos.
Zain
49 Lembra-te da tua palavra ao teu servo,
pela qual me deste esperana.
50 Este  o meu consolo no meu sofrimento:
A tua promessa d-me vida.
51 Os arrogantes zombam de mim
o tempo todo,
mas eu no me desvio da tua lei.
52 Lembro-me, Senhor ,
das tuas ordenanas do passado
e nelas acho consolo.
53 Fui tomado de ira tremenda
por causa dos mpios
que rejeitaram a tua lei.
54 Os teus decretos so o tema
da minha cano em minha peregrinao.
55 De noite lembro-me do teu nome, Senhor !
Vou obedecer  tua lei.
56 Esta tem sido a minha prtica:
Obedecer aos teus preceitos.
Ht
57 Tu s a minha herana, Senhor ;
prometi obedecer s tuas palavras.
58 De todo o corao suplico a tua graa;
tem misericrdia de mim,
conforme a tua promessa.
59 Refleti em meus caminhos
e voltei os meus passos
para os teus testemunhos.
60 Eu me apressarei e no hesitarei
em obedecer aos teus mandamentos.
61 Embora as cordas dos mpios
queiram prender-me,
eu no me esqueo da tua lei.
62  meia-noite me levanto para dar-te graas
pelas tuas justas ordenanas.
63 Sou amigo de todos os que te temem
e obedecem aos teus preceitos.
64 A terra est cheia do teu amor, Senhor ;
ensina-me os teus decretos.
Tt
65 Trata com bondade o teu servo, Senhor ,
conforme a tua promessa.
66 Ensina-me o bom senso e o conhecimento,
pois confio em teus mandamentos.
67 Antes de ser castigado, eu andava desviado,
mas agora obedeo  tua palavra.
68 Tu s bom, e o que fazes  bom;
ensina-me os teus decretos.
69 Os arrogantes mancharam o meu nome
com mentiras,
mas eu obedeo aos teus preceitos
de todo o corao.
70 O corao deles  insensvel,
eu, porm, tenho prazer na tua lei.
71 Foi bom para mim ter sido castigado,
para que aprendesse os teus decretos.
72 Para mim vale mais a lei que decretaste
do que milhares de peas de prata e ouro.
Iode
73 As tuas mos me fizeram e me formaram;
d-me entendimento para aprender
os teus mandamentos.
74 Quando os que tm temor de ti me virem,
se alegraro,
pois na tua palavra
coloquei a minha esperana.
75 Sei, Senhor , que as tuas ordenanas
so justas,
e que por tua fidelidade me castigaste.
76 Seja o teu amor o meu consolo,
conforme a tua promessa ao teu servo.
77 Alcance-me a tua misericrdia
para que eu tenha vida,
porque a tua lei  o meu prazer.
78 Sejam humilhados os arrogantes,
pois prejudicaram-me sem motivo;
mas eu meditarei nos teus preceitos.
79 Venham apoiar-me aqueles que te temem,
aqueles que entendem os teus estatutos.
80 Seja o meu corao ntegro
para com os teus decretos,
para que eu no seja humilhado.
Caf
81 Estou quase desfalecido,
aguardando a tua salvao,
mas na tua palavra coloquei a minha esperana.
82 Os meus olhos fraquejam
de tanto esperar pela tua promessa,
e pergunto: Quando me consolars?
83 Embora eu seja como uma vasilha intil [d] ,
no me esqueo dos teus decretos.
84 At quando o teu servo dever esperar
para que castigues os meus perseguidores?
85 Cavaram uma armadilha contra mim
os arrogantes,
os que no seguem a tua lei.
86 Todos os teus mandamentos
merecem confiana;
ajuda-me, pois sou perseguido com mentiras.
87 Quase acabaram com a minha vida
na terra,
mas no abandonei os teus preceitos.
88 Preserva a minha vida pelo teu amor,
e obedecerei aos estatutos que decretaste.
Lmed
89 A tua palavra, Senhor ,
para sempre est firmada nos cus.
90 A tua fidelidade  constante
por todas as geraes;
estabeleceste a terra, que firme subsiste.
91 Conforme as tuas ordens,
tudo permanece at hoje [e] ,
pois tudo est a teu servio.
92 Se a tua lei no fosse o meu prazer,
o sofrimento j me teria destrudo.
93 Jamais me esquecerei dos teus preceitos,
pois  por meio deles
que preservas a minha vida.
94 Salva-me, pois a ti perteno
e busco os teus preceitos!
95 Os mpios esto  espera para destruir-me,
mas eu considero os teus testemunhos.
96 Tenho constatado
que toda perfeio tem limite;
mas no h limite para o teu mandamento.
Mem
97 Como eu amo a tua lei!
Medito nela o dia inteiro.
98 Os teus mandamentos me tornam
mais sbio que os meus inimigos,
porquanto esto sempre comigo.
99 Tenho mais discernimento
que todos os meus mestres,
pois medito nos teus testemunhos.
100 Tenho mais entendimento que os ancios,
pois obedeo aos teus preceitos.
101 Afasto os ps de todo caminho mau
para obedecer  tua palavra.
102 No me afasto das tuas ordenanas,
pois tu mesmo me ensinas.
103 Como so doces para o meu paladar
as tuas palavras!
Mais que o mel para a minha boca!
104 Ganho entendimento
por meio dos teus preceitos;
por isso odeio todo caminho de falsidade.
Nun
105 A tua palavra  lmpada
que ilumina os meus passos
e luz que clareia o meu caminho.
106 Prometi sob juramento e o cumprirei:
vou obedecer s tuas justas ordenanas.
107 Passei por muito sofrimento;
preserva, Senhor , a minha vida,
conforme a tua promessa.
108 Aceita, Senhor , a oferta de louvor
dos meus lbios,
e ensina-me as tuas ordenanas.
109 A minha vida est sempre em perigo [f] ,
mas no me esqueo da tua lei.
110 Os mpios prepararam uma armadilha
contra mim,
mas no me desviei dos teus preceitos.
111 Os teus testemunhos
so a minha herana permanente;
so a alegria do meu corao.
112 Dispus o meu corao para cumprir
os teus decretos at o fim.
Smeq
113 Odeio os que so inconstantes,
mas amo a tua lei.
114 Tu s o meu abrigo e o meu escudo;
e na tua palavra coloquei minha esperana.
115 Afastem-se de mim os que praticam o mal!
Quero obedecer
aos mandamentos do meu Deus!
116 Sustenta-me, segundo a tua promessa,
e eu viverei;
no permitas que se frustrem
as minhas esperanas.
117 Ampara-me, e estarei seguro;
sempre estarei atento aos teus decretos.
118 Tu rejeitas todos os que se desviam
dos teus decretos,
pois os seus planos enganosos so inteis.
119 Tu destris [g] como refugo
todos os mpios da terra;
por isso amo os teus testemunhos.
120 O meu corpo estremece diante de ti;
as tuas ordenanas enchem-me de temor.
in
121 Tenho vivido com justia e retido;
no me abandones
nas mos dos meus opressores.
122 Garante o bem-estar do teu servo;
no permitas que os arrogantes
me oprimam.
123 Os meus olhos fraquejam,
aguardando a tua salvao
e o cumprimento da tua justia.
124 Trata o teu servo conforme o teu amor leal
e ensina-me os teus decretos.
125 Sou teu servo; d-me discernimento
para compreender os teus testemunhos.
126 J  tempo de agires, Senhor ,
pois a tua lei est sendo desrespeitada.
127 Eu amo os teus mandamentos
mais do que o ouro,
mais do que o ouro puro.
128 Por isso considero justos
os teus preceitos
e odeio todo caminho de falsidade.
P
129 Os teus testemunhos so maravilhosos;
por isso lhes obedeo.
130 A explicao das tuas palavras ilumina
e d discernimento aos inexperientes.
131 Abro a boca e suspiro,
ansiando por teus mandamentos.
132 Volta-te para mim
e tem misericrdia de mim,
como sempre fazes aos que amam o teu nome.
133 Dirige os meus passos,
conforme a tua palavra;
no permitas que nenhum pecado me domine.
134 Resgata-me da opresso dos homens,
para que eu obedea aos teus preceitos.
135 Faze o teu rosto resplandecer
sobre [h] o teu servo,
e ensina-me os teus decretos.
136 Rios de lgrimas correm dos meus olhos,
porque a tua lei no  obedecida.
Tsade
137 Justo s, Senhor ,
e retas so as tuas ordenanas.
138 Ordenaste os teus testemunhos com justia;
dignos so de inteira confiana!
139 O meu zelo me consome,
pois os meus adversrios
se esquecem das tuas palavras.
140 A tua promessa [i]
foi plenamente comprovada,
e, por isso, o teu servo a ama.
141 Sou pequeno e desprezado,
mas no esqueo os teus preceitos.
142 A tua justia  eterna,
e a tua lei  a verdade.
143 Tribulao e angstia me atingiram,
mas os teus mandamentos so o meu prazer.
144 Os teus testemunhos so
eternamente justos,
d-me discernimento para que eu tenha vida.
Cof
145 Eu clamo de todo o corao;
responde-me, Senhor ,
e obedecerei aos teus testemunhos!
146 Clamo a ti; salva-me,
e obedecerei aos teus estatutos!
147 Antes do amanhecer me levanto
e suplico o teu socorro;
na tua palavra coloquei minha esperana.
148 Fico acordado nas viglias da noite,
para meditar nas tuas promessas.
149 Ouve a minha voz pelo teu amor leal;
faze-me viver, Senhor ,
conforme as tuas ordenanas.
150 Os meus perseguidores
aproximam-se com ms intenes; [j]
mas esto distantes da tua lei.
151 Tu, porm, Senhor , ests perto
e todos os teus mandamentos so verdadeiros.
152 H muito aprendi dos teus testemunhos
que tu os estabeleceste para sempre.
Rsh
153 Olha para o meu sofrimento e livra-me,
pois no me esqueo da tua lei.
154 Defende a minha causa e resgata-me;
preserva a minha vida
conforme a tua promessa.
155 A salvao est longe dos mpios,
pois eles no buscam os teus decretos.
156 Grande  a tua compaixo, Senhor ;
preserva a minha vida conforme as tuas leis.
157 Muitos so os meus adversrios
e os meus perseguidores,
mas eu no me desvio dos teus estatutos.
158 Com grande desgosto vejo os infiis,
que no obedecem  tua palavra.
159 V como amo os teus preceitos!
D-me vida, Senhor , conforme o teu amor leal.
160 A verdade  a essncia da tua palavra,
e todas as tuas justas ordenanas so eternas.
Shin e Sin
161 Os poderosos perseguem-me sem motivo,
mas  diante da tua palavra
que o meu corao treme.
162 Eu me regozijo na tua promessa como algum
que encontra grandes despojos.
163 Odeio e detesto a falsidade,
mas amo a tua lei.
164 Sete vezes por dia eu te louvo
por causa das tuas justas ordenanas.
165 Os que amam a tua lei desfrutam paz,
e nada h que os faa tropear.
166 Aguardo a tua salvao, Senhor ,
e pratico os teus mandamentos.
167 Obedeo aos teus testemunhos;
amo-os infinitamente!
168 Obedeo a todos os teus preceitos
e testemunhos,
pois conheces todos os meus caminhos.
Tau
169 Chegue  tua presena o meu clamor, Senhor !
D-me entendimento conforme a tua palavra.
170 Chegue a ti a minha splica.
Livra-me, conforme a tua promessa.
171 Meus lbios transbordaro de louvor,
pois me ensinas os teus decretos.
172 A minha lngua cantar a tua palavra,
pois todos os teus mandamentos so justos.
173 Com tua mo vem ajudar-me,
pois escolhi os teus preceitos.
174 Anseio pela tua salvao, Senhor ,
e a tua lei  o meu prazer.
175 Permite-me viver para que eu te louve;
e que as tuas ordenanas me sustentem.
176 Andei vagando como ovelha perdida;
vem em busca do teu servo,
pois no me esqueci
dos teus mandamentos.
Notas de rodap:
[a] Salmos 119:1 O salmo 119  um poema organizado em ordem
alfabtica, no hebraico.
[b] 119.37 Dois manuscritos do Texto Massortico e os manuscritos do
mar Morto dizem preserva a minha vida pela tua palavra.
[c] 119.48 Ou Aos teus mandamentos
[d] 119.83 Hebraico: um odre na fumaa.
[e] 119.91 Ou as tuas leis permanecem at hoje
[f] 119.109 Hebraico: em minhas mos .
[g] 119.119 Alguns manuscritos do Texto Massortico, a Septuaginta e
outras verses gregas dizem consideras.
[h] 119.135 Isto , mostra a tua bondade para com.
[i] 119.140 Ou palavra
[j] 119.150 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta e algumas verses gregas. O Texto Massortico diz Os que
tramam o mal esto por perto.

SALMOS-CAPITULO-120
Cntico de Peregrinao [a] .
1 Eu clamo pelo Senhor na minha angstia,
e ele me responde.
2 Senhor , livra-me dos lbios mentirosos
e da lngua traioeira!
3 O que ele lhe dar?
Como lhe retribuir,  lngua enganadora?
4 Ele a castigar
com flechas afiadas de guerreiro,
com brasas incandescentes de sndalo.
5 Ai de mim, que vivo como estrangeiro
em Meseque,
que habito entre as tendas de Quedar!
6 Tenho vivido tempo demais
entre os que odeiam a paz.
7 Sou um homem de paz;
mas, ainda que eu fale de paz,
eles s falam de guerra.
Notas de rodap:
[a] 120 Ou dos Degraus ; tambm nos Salmos 121 a 134.

SALMOS-CAPITULO-121
Cntico de Peregrinao.
1 Levanto os meus olhos para os montes
e pergunto:
De onde me vem o socorro?
2 O meu socorro vem do Senhor ,
que fez os cus e a terra.
3 Ele no permitir que voc tropece;
o seu protetor se manter alerta,
4 sim, o protetor de Israel no dormir;
ele est sempre alerta!
5 O Senhor  o seu protetor;
como sombra que o protege,
ele est  sua direita.
6 De dia o sol no o ferir,
nem a lua, de noite.
7 O Senhor o proteger de todo o mal,
proteger a sua vida.
8 O Senhor proteger a sua sada
e a sua chegada,
desde agora e para sempre.

SALMOS-CAPITULO-122
Cntico de Peregrinao. Davdico.
1 Alegrei-me com os que me disseram:
"Vamos  casa do Senhor !"
2 Nossos ps j se encontram
dentro de suas portas,  Jerusalm!
3 Jerusalm est construda
como cidade firmemente estabelecida.
4 Para l sobem as tribos do Senhor ,
para dar graas ao Senhor ,
conforme o mandamento dado a Israel.
5 L esto os tribunais de justia,
os tribunais da casa real de Davi.
6 Orem pela paz de Jerusalm:
"Vivam em segurana aqueles que te amam!
7 Haja paz dentro dos teus muros
e segurana nas tuas cidadelas!"
8 Em favor de meus irmos e amigos, direi:
Paz seja com voc!
9 Em favor da casa do Senhor , nosso Deus,
buscarei o seu bem.

SALMOS-CAPITULO-123
Cntico de Peregrinao.
1 A ti levanto os meus olhos,
a ti, que ocupas o teu trono nos cus.
2 Assim como os olhos dos servos
esto atentos  mo de seu senhor,
e como os olhos das servas
esto atentos  mo de sua senhora,
tambm os nossos olhos
esto atentos ao Senhor ,
ao nosso Deus,
esperando que ele tenha misericrdia de ns.
3 Misericrdia, Senhor !
Tem misericrdia de ns!
J estamos cansados de tanto desprezo.
4 Estamos cansados de tanta zombaria
dos orgulhosos
e do desprezo dos arrogantes.

SALMOS-CAPITULO-124
Cntico de Peregrinao. Davdico.
1 Se o Senhor no estivesse do nosso lado;
que Israel o repita:
2 Se o Senhor no estivesse do nosso lado
quando os inimigos nos atacaram,
3 eles j nos teriam engolido vivos,
quando se enfureceram contra ns;
4 as guas nos teriam arrastado
e as torrentes nos teriam afogado;
5 sim, as guas violentas nos teriam afogado!
6 Bendito seja o Senhor ,
que no nos entregou para sermos dilacerados
pelos dentes deles.
7 Como um pssaro escapamos
da armadilha do caador;
a armadilha foi quebrada,
e ns escapamos.
8 O nosso socorro est no nome do Senhor ,
que fez os cus e a terra.

SALMOS-CAPITULO-125
Cntico de Peregrinao.
1 Os que confiam no Senhor
so como o monte Sio,
que no se pode abalar,
mas permanece para sempre.
2 Como os montes cercam Jerusalm,
assim o Senhor protege o seu povo,
desde agora e para sempre.
3 O cetro dos mpios no prevalecer
sobre a terra dada aos justos;
se assim fosse,
at os justos praticariam a injustia.
4 Senhor , trata com bondade
os que fazem o bem,
os que tm corao ntegro.
5 Mas aos que se desviam
por caminhos tortuosos,
o Senhor infligir o castigo dado aos malfeitores.
Haja paz em Israel!

SALMOS-CAPITULO-126
Cntico de Peregrinao.
1 Quando o Senhor trouxe os cativos
de volta a Sio [a] , foi como um sonho.
2 Ento a nossa boca encheu-se de riso,
e a nossa lngua de cantos de alegria.
At nas outras naes se dizia:
"O Senhor fez coisas grandiosas
por este povo".
3 Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por ns,
por isso estamos alegres.
4 Senhor , restaura-nos [b] ,
assim como enches
o leito dos ribeiros no deserto [c] .
5 Aqueles que semeiam com lgrimas,
com cantos de alegria colhero.
6 Aquele que sai chorando
enquanto lana a semente,
voltar com cantos de alegria,
trazendo os seus feixes.
Notas de rodap:
[a] 126.1 Ou trouxe restaurao a Sio
[b] 126.4 Ou traze nossos cativos de volta
[c] 126.4 Ou Neguebe

SALMOS-CAPITULO-127
Cntico de Peregrinao. De Salomo.
1 Se no for o Senhor o construtor da casa,
ser intil trabalhar na construo.
Se no  o Senhor que vigia a cidade,
ser intil a sentinela montar guarda.
2 Ser intil levantar cedo e dormir tarde,
trabalhando arduamente por alimento.
O Senhor concede o sono
queles a quem ele ama. [a]
3 Os filhos so herana do Senhor ,
uma recompensa que ele d.
4 Como flechas nas mos do guerreiro
so os filhos nascidos na juventude.
5 Como  feliz o homem
que tem a sua aljava cheia deles!
No ser humilhado quando enfrentar
seus inimigos no tribunal.
Notas de rodap:
[a] 127.2 Ou concede sustento aos seus amados enquanto dormem

SALMOS-CAPITULO-128
Cntico de Peregrinao.
1 Como  feliz quem teme o Senhor ,
quem anda em seus caminhos!
2 Voc comer do fruto do seu trabalho,
e ser feliz e prspero.
3 Sua mulher ser como videira frutfera
em sua casa;
seus filhos sero como brotos de oliveira
ao redor da sua mesa.
4 Assim ser abenoado
o homem que teme o Senhor !
5 Que o Senhor o abenoe desde Sio,
para que voc veja a prosperidade de Jerusalm
todos os dias da sua vida,
6 e veja os filhos dos seus filhos.
Haja paz em Israel!

SALMOS-CAPITULO-129
Cntico de Peregrinao.
1 Muitas vezes me oprimiram
desde a minha juventude;
que Israel o repita:
2 Muitas vezes me oprimiram
desde a minha juventude,
mas jamais conseguiram vencer-me.
3 Passaram o arado em minhas costas
e fizeram longos sulcos.
4 O Senhor  justo!
Ele libertou-me das algemas dos mpios.
5 Retrocedam envergonhados
todos os que odeiam Sio.
6 Sejam como o capim do terrao,
que seca antes de crescer,
7 que no enche as mos do ceifeiro
nem os braos daquele que faz os fardos.
8 E que ningum que passa diga:
"Seja sobre vocs a bno do Senhor ;
ns os abenoamos em nome do Senhor !"

SALMOS-CAPITULO-130
Cntico de Peregrinao.
1 Das profundezas clamo a ti, Senhor ;
2 ouve, Senhor, a minha voz!
Estejam atentos os teus ouvidos
s minhas splicas!
3 Se tu, Soberano Senhor ,
registrasses os pecados, quem escaparia?
4 Mas contigo est o perdo
para que sejas temido.
5 Espero no Senhor com todo o meu ser,
e na sua palavra ponho a minha esperana.
6 Espero pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela manh;
sim, mais do que as sentinelas
esperam pela manh!
7 Ponha a sua esperana no Senhor ,  Israel,
pois no Senhor h amor leal
e plena redeno.
8 Ele prprio redimir Israel
de todas as suas culpas.

SALMOS-CAPITULO-131
Cntico de Peregrinao. Davdico.
1 Senhor , o meu corao no  orgulhoso
e os meus olhos no so arrogantes.
No me envolvo com coisas grandiosas
nem maravilhosas demais para mim.
2 De fato, acalmei e tranqilizei a minha alma.
Sou como uma criana
recm-amamentada [a] por sua me;
a minha alma  como essa criana.
3 Ponha a sua esperana no Senhor ,  Israel,
desde agora e para sempre!
Notas de rodap:
[a] 131.2 Ou desmamada

SALMOS-CAPITULO-132
Cntico de Peregrinao.
1 Senhor , lembra-te de Davi
e das dificuldades que enfrentou.
2 Ele jurou ao Senhor
e fez um voto ao Poderoso de Jac:
3 "No entrarei na minha tenda
e no me deitarei no meu leito;
4 no permitirei
que os meus olhos peguem no sono
nem que as minhas plpebras descansem,
5 enquanto no encontrar
um lugar para o Senhor ,
uma habitao para o Poderoso de Jac".
6 Soubemos que a arca estava em Efrata [a] ,
mas ns a encontramos nos campos de Jaar [b] :
7 "Vamos para a habitao do Senhor !
Vamos ador-lo diante do estrado de seus ps!
8 Levanta-te, Senhor ,
e vem para o teu lugar de descanso,
tu e a arca onde est o teu poder.
9 Vistam-se de retido os teus sacerdotes;
cantem de alegria os teus fiis".
10 Por amor ao teu servo Davi,
no rejeites o teu ungido.
11 O Senhor fez um juramento a Davi,
um juramento firme que ele no revogar:
"Colocarei um dos seus descendentes
no seu trono.
12 Se os seus filhos forem fiis  minha aliana
e aos testemunhos que eu lhes ensino,
tambm os filhos deles
o sucedero no trono para sempre".
13 O Senhor escolheu Sio,
com o desejo de faz-la sua habitao:
14 "Este ser o meu lugar de descanso
para sempre;
aqui firmarei o meu trono,
pois esse  o meu desejo.
15 Abenoarei este lugar com fartura;
os seus pobres suprirei de po.
16 Vestirei de salvao os seus sacerdotes
e os seus fiis a celebraro com grande alegria.
17 "Ali farei renascer o poder [c] de Davi
e farei brilhar a luz [d] do meu ungido.
18 Vestirei de vergonha os seus inimigos,
mas nele brilhar a sua coroa".
Notas de rodap:
[a] 132.6 Ou a respeito da arca em Efrata
[b] 132.6 Isto , Quiriate-Jearim.
[c] 132.17 Hebraico: chifre .
[d] 132.17 Isto , perpetuarei a dinastia.

SALMOS-CAPITULO-133
Cntico de Peregrinao. Davdico.
1 Como  bom e agradvel
quando os irmos convivem em unio!
2  como leo precioso
derramado sobre a cabea,
que desce pela barba, a barba de Aro,
at a gola das suas vestes.
3  como o orvalho do Hermom
quando desce sobre os montes de Sio.
Ali o Senhor concede a bno
da vida para sempre.

SALMOS-CAPITULO-134
Cntico de Peregrinao.
1 Venham! Bendigam o Senhor
todos vocs, servos do Senhor ,
vocs, que servem de noite
na casa do Senhor .
2 Levantem as mos na direo do santurio
e bendigam o Senhor !
3 De Sio os abenoe o Senhor ,
que fez os cus e a terra!

SALMOS-CAPITULO-135
1 Aleluia!
Louvem o nome do Senhor ;
louvem-no, servos do Senhor ,
2 vocs, que servem na casa do Senhor ,
nos ptios da casa de nosso Deus.
3 Louvem o Senhor , pois o Senhor  bom;
cantem louvores ao seu nome,
pois  nome amvel.
4 Porque o Senhor escolheu a Jac,
a Israel como seu tesouro pessoal.
5 Na verdade, sei que o Senhor  grande,
que o nosso Soberano  maior
do que todos os deuses.
6 O Senhor faz tudo o que lhe agrada,
nos cus e na terra,
nos mares e em todas as suas profundezas.
7 Ele traz as nuvens desde os confins da terra;
envia os relmpagos que acompanham a chuva
e faz que o vento saia dos seus depsitos.
8 Foi ele que matou os primognitos do Egito,
tanto dos homens como dos animais.
9 Ele realizou em pleno Egito
sinais e maravilhas,
contra o fara e todos os seus conselheiros.
10 Foi ele que feriu muitas naes
e matou reis poderosos:
11 Seom, rei dos amorreus,
Ogue, rei de Bas,
e todos os reinos de Cana;
12 e deu a terra deles como herana,
como herana a Israel, o seu povo.
13 O teu nome, Senhor ,
permanece para sempre,
a tua fama, Senhor , por todas as geraes!
14 O Senhor defender o seu povo
e ter compaixo dos seus servos.
15 Os dolos das naes
no passam de prata e ouro,
feitos por mos humanas.
16 Tm boca, mas no podem falar,
olhos, mas no podem ver;
17 tm ouvidos, mas no podem escutar,
nem h respirao em sua boca.
18 Tornem-se [a] como eles aqueles que os fazem
e todos os que neles confiam.
19 Bendigam o Senhor ,  israelitas!
Bendigam o Senhor ,  sacerdotes!
20 Bendigam o Senhor ,  levitas!
Bendigam o Senhor
os que temem o Senhor !
21 Bendito seja o Senhor desde Sio,
aquele que habita em Jerusalm.
Aleluia!
Notas de rodap:
[a] 135.18 Ou So

SALMOS-CAPITULO-136
1 Dem graas ao Senhor , porque ele  bom.
O seu amor dura para sempre!
2 Dem graas ao Deus dos deuses.
O seu amor dura para sempre!
3 Dem graas ao Senhor dos senhores.
O seu amor dura para sempre!
4 Ao nico que faz grandes maravilhas,
O seu amor dura para sempre!
5 Que com habilidade fez os cus,
O seu amor dura para sempre!
6 Que estendeu a terra sobre as guas;
O seu amor dura para sempre!
7 quele que fez os grandes luminares:
O seu amor dura para sempre!
8 O sol para governar o dia,
O seu amor dura para sempre!
9 A lua e as estrelas para governarem a noite.
O seu amor dura para sempre!
10 quele que matou
os primognitos do Egito
O seu amor dura para sempre!
11 E tirou Israel do meio deles
O seu amor dura para sempre!
12 Com mo poderosa e brao forte.
O seu amor dura para sempre!
13 quele que dividiu o mar Vermelho
O seu amor dura para sempre!
14 E fez Israel atravess-lo,
O seu amor dura para sempre!
15 Mas lanou o fara e o seu exrcito
no mar Vermelho.
O seu amor dura para sempre!
16 quele que conduziu seu povo pelo deserto,
O seu amor dura para sempre!
17 Feriu grandes reis
O seu amor dura para sempre!
18 E matou reis poderosos:
O seu amor dura para sempre!
19 Seom, rei dos amorreus,
O seu amor dura para sempre!
20 E Ogue, rei de Bas,
O seu amor dura para sempre!
21 E deu a terra deles como herana,
O seu amor dura para sempre!
22 Como herana ao seu servo Israel.
O seu amor dura para sempre!
23 quele que se lembrou de ns
quando fomos humilhados
O seu amor dura para sempre!
24 E nos livrou dos nossos adversrios;
O seu amor dura para sempre!
25 quele que d alimento
a todos os seres vivos.
O seu amor dura para sempre!
26 Dem graas ao Deus dos cus.
O seu amor dura para sempre!

SALMOS-CAPITULO-137
1 Junto aos rios da Babilnia
ns nos sentamos e choramos
com saudade de Sio.
2 Ali, nos salgueiros
penduramos as nossas harpas;
3 ali os nossos captores pediam-nos canes,
os nossos opressores exigiam
canes alegres, dizendo:
"Cantem para ns uma das canes de Sio!"
4 Como poderamos cantar
as canes do Senhor
numa terra estrangeira?
5 Que a minha mo direita definhe,
 Jerusalm, se eu me esquecer de ti!
6 Que a lngua se me grude ao cu da boca,
se eu no me lembrar de ti,
e no considerar Jerusalm
a minha maior alegria!
7 Lembra-te, Senhor , dos edomitas
e do que fizeram
quando Jerusalm foi destruda,
pois gritavam: "Arrasem-na!
Arrasem-na at aos alicerces!"
8  cidade [a] de Babilnia,
destinada  destruio,
feliz aquele que lhe retribuir
o mal que voc nos fez!
9 Feliz aquele que pegar os seus filhos
e os despedaar contra a rocha!
Notas de rodap:
[a] 137.8 Hebraico: filha .

SALMOS-CAPITULO-138
Davdico.
1 Eu te louvarei, Senhor , de todo o corao;
diante dos deuses cantarei louvores a ti.
2 Voltado para o teu santo templo
eu me prostrarei
e renderei graas ao teu nome,
por causa do teu amor e da tua fidelidade;
pois exaltaste acima de todas as coisas
o teu nome e a tua palavra.
3 Quando clamei, tu me respondeste;
deste-me fora e coragem.
4 Todos os reis da terra te rendero graas, Senhor ,
pois sabero das tuas promessas.
5 Celebraro os feitos do Senhor ,
pois grande  a glria do Senhor !
6 Embora esteja nas alturas,
o Senhor olha para os humildes,
e de longe reconhece os arrogantes.
7 Ainda que eu passe por angstias,
tu me preservas a vida
da ira dos meus inimigos;
estendes a tua mo direita e me livras.
8 O Senhor cumprir o seu propsito
para comigo!
Teu amor, Senhor , permanece para sempre;
no abandones as obras das tuas mos!

SALMOS-CAPITULO-139
Para o mestre de msica. Davdico. Um salmo.
1 Senhor , tu me sondas e me conheces.
2 Sabes quando me sento e quando me levanto;
de longe percebes os meus pensamentos.
3 Sabes muito bem quando trabalho
e quando descanso;
todos os meus caminhos
so bem conhecidos por ti.
4 Antes mesmo que a palavra
me chegue  lngua,
tu j a conheces inteiramente, Senhor .
5 Tu me cercas, por trs e pela frente,
e pes a tua mo sobre mim.
6 Tal conhecimento  maravilhoso demais
e est alm do meu alcance;
 to elevado que no o posso atingir.
7 Para onde poderia eu escapar do teu Esprito?
Para onde poderia fugir da tua presena?
8 Se eu subir aos cus, l ests;
se eu fizer a minha cama na sepultura [a] ,
tambm l ests.
9 Se eu subir com as asas da alvorada
e morar na extremidade do mar,
10 mesmo ali a tua mo direita me guiar
e me suster.
11 Mesmo que eu diga que as trevas
me encobriro,
e que a luz se tornar noite ao meu redor,
12 verei que nem as trevas so escuras para ti.
A noite brilhar como o dia,
pois para ti as trevas so luz.
13 Tu criaste o ntimo do meu ser
e me teceste no ventre de minha me.
14 Eu te louvo porque me fizeste
de modo especial e admirvel [b] .
Tuas obras so maravilhosas!
Digo isso com convico.
15 Meus ossos no estavam escondidos de ti
quando em secreto fui formado
e entretecido como nas profundezas da terra.
16 Os teus olhos viram o meu embrio;
todos os dias determinados para mim
foram escritos no teu livro
antes de qualquer deles existir.
17 Como so preciosos para mim
os teus pensamentos,  Deus!
Como  grande a soma deles!
18 Se eu os contasse, seriam mais
do que os gros de areia.
Se terminasse de cont-los [c] ,
eu ainda estaria contigo.
19 Quem dera matasses os mpios,  Deus!
Afastem-se de mim os assassinos!
20 Porque falam de ti com maldade;
em vo rebelam-se contra ti.
21 Acaso no odeio os que te odeiam, Senhor ?
E no detesto os que se revoltam contra ti?
22 Tenho por eles dio implacvel!
Considero-os inimigos meus!
23 Sonda-me,  Deus,
e conhece o meu corao;
prova-me, e conhece as minhas inquietaes.
24 V se em minha conduta algo te ofende,
e dirige-me pelo caminho eterno.
Notas de rodap:
[a] 139.8 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[b] 139.14 A Septuaginta, a Verso Siraca e os manuscritos do mar
Morto dizem porque tu s tremendo e maravilhoso.
[c] 139.18 Ou Quando acordasse

SALMOS-CAPITULO-140
Para o mestre de msica. Salmo davdico.
1 Livra-me, Senhor , dos maus;
protege-me dos violentos,
2 que no corao tramam planos perversos
e esto sempre provocando guerra.
3 Afiam a lngua como a da serpente;
veneno de vbora est em seus lbios.Pausa
4 Protege-me, Senhor , das mos dos mpios;
protege-me dos violentos,
que pretendem fazer-me tropear.
5 Homens arrogantes prepararam
armadilhas contra mim,
perversos estenderam as suas redes;
no meu caminho armaram ciladas contra mim.Pausa
6 Eu declaro ao Senhor : Tu s o meu Deus.
Ouve, Senhor , a minha splica!
7  Soberano Senhor , meu salvador poderoso,
tu me proteges a cabea no dia da batalha;
8 no atendas os desejos dos mpios, Senhor !
No permitas que os planos deles
tenham sucesso,
para que no se orgulhem.Pausa
9 Recaia sobre a cabea dos que me cercam
a maldade que os seus lbios proferiram.
10 Caiam brasas sobre eles,
e sejam lanados ao fogo,
em covas das quais jamais possam sair.
11 Que os difamadores
no se estabeleam na terra,
e a desgraa persiga os violentos at a morte.
12 Sei que o Senhor defender
a causa do necessitado
e far justia aos pobres.
13 Com certeza os justos daro graas
ao teu nome,
e os homens ntegros vivero na tua presena.

SALMOS-CAPITULO-141
Salmo davdico.
1 Clamo a ti, Senhor ; vem depressa!
Escuta a minha voz quando clamo a ti.
2 Seja a minha orao
como incenso diante de ti,
e o levantar das minhas mos,
como a oferta da tarde.
3 Coloca, Senhor ,
uma guarda  minha boca;
vigia a porta de meus lbios.
4 No permitas que o meu corao
se volte para o mal,
nem que eu me envolva em prticas perversas
com os malfeitores.
Que eu nunca participe dos seus banquetes!
5 Fira-me o justo com amor leal
e me repreenda,
mas no perfume a minha cabea
o leo do mpio, [a]
pois a minha orao
 contra as prticas dos malfeitores.
6 Quando eles carem nas mos da Rocha,
o juiz deles,
ouviro as minhas palavras com apreo. [b]
7 Como a terra  arada e fendida,
assim foram espalhados os seus ossos
 entrada da sepultura [c] .
8 Mas os meus olhos esto fixos em ti,
 Soberano Senhor ;
em ti me refugio;
no me entregues  morte.
9 Guarda-me das armadilhas
que prepararam contra mim,
das ciladas dos que praticam o mal.
10 Caiam os mpios em sua prpria rede,
enquanto eu escapo ileso.
Notas de rodap:
[a] 141.5 Ou Fira-me o justo e me repreenda o piedoso; ser como leo
fino que minha cabea no recusar,
[b] 141.6 Ou Quando os seus governantes forem lanados dos penhascos,
todos sabero que minhas palavras eram verdadeiras.
[c] 141.7 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

SALMOS-CAPITULO-142
Poema de Davi, quando ele estava na caverna. Uma orao.
1 Em alta voz clamo ao Senhor ;
elevo a minha voz ao Senhor ,
suplicando misericrdia.
2 Derramo diante dele o meu lamento;
a ele apresento a minha angstia.
3 Quando o meu esprito desanima,
s tu quem conhece o caminho
que devo seguir.
Na vereda por onde ando
esconderam uma armadilha contra mim.
4 Olha para a minha direita e v;
ningum se preocupa comigo.
No tenho abrigo seguro;
ningum se importa com a minha vida.
5 Clamo a ti, Senhor , e digo:
Tu s o meu refgio;
s tudo o que tenho na terra dos viventes.
6 D ateno ao meu clamor,
pois estou muito abatido;
livra-me dos que me perseguem,
pois so mais fortes do que eu.
7 Liberta-me da priso,
e renderei graas ao teu nome.
Ento os justos se reuniro  minha volta
por causa da tua bondade para comigo.

SALMOS-CAPITULO-143
Salmo davdico.
1 Ouve, Senhor , a minha orao,
d ouvidos  minha splica;
responde-me
por tua fidelidade e por tua justia.
2 Mas no leves o teu servo a julgamento,
pois ningum  justo diante de ti.
3 O inimigo persegue-me
e esmaga-me ao cho;
ele me faz morar nas trevas,
como os que h muito morreram.
4 O meu esprito desanima;
o meu corao est em pnico.
5 Eu me recordo dos tempos antigos;
medito em todas as tuas obras
e considero o que as tuas mos tm feito.
6 Estendo as minhas mos para ti;
como a terra rida, tenho sede de ti.Pausa
7 Apressa-te em responder-me, Senhor !
O meu esprito se abate.
No escondas de mim o teu rosto,
ou serei como os que descem  cova.
8 Faze-me ouvir do teu amor leal pela manh,
pois em ti confio.
Mostra-me o caminho que devo seguir,
pois a ti elevo a minha alma.
9 Livra-me dos meus inimigos, Senhor ,
pois em ti eu me abrigo.
10 Ensina-me a fazer a tua vontade,
pois tu s o meu Deus;
que o teu bondoso Esprito
me conduza por terreno plano.
11 Preserva-me a vida, Senhor ,
por causa do teu nome;
por tua justia, tira-me desta angstia.
12 E no teu amor leal,
aniquila os meus inimigos;
destri todos os meus adversrios,
pois sou teu servo.

SALMOS-CAPITULO-144
Davdico.
1 Bendito seja o Senhor , a minha Rocha,
que treina as minhas mos para a guerra
e os meus dedos para a batalha.
2 Ele  o meu aliado fiel, a minha fortaleza,
a minha torre de proteo
e o meu libertador,
 o meu escudo, aquele em quem me refugio.
Ele subjuga a mim os povos [a] .
3 Senhor , que  o homem
para que te importes com ele,
ou o filho do homem
para que por ele te interesses?
4 O homem  como um sopro;
seus dias so como uma sombra passageira.
5 Estende, Senhor , os teus cus e desce;
toca os montes para que fumeguem.
6 Envia relmpagos e dispersa os inimigos;
atira as tuas flechas e faze-os debandar.
7 Das alturas, estende a tua mo e liberta-me;
salva-me da imensido das guas,
das mos desses estrangeiros,
8 que tm lbios mentirosos
e que, com a mo direita erguida,
juram falsamente.
9 Cantarei uma nova cano a ti,  Deus;
tocarei para ti a lira de dez cordas,
10 para aquele que d vitria aos reis,
que livra o seu servo Davi
da espada mortal.
11 D-me libertao;
salva-me das mos dos estrangeiros,
que tm lbios mentirosos
e que, com a mo direita erguida,
juram falsamente.
12 Ento, na juventude,
os nossos filhos sero como plantas viosas,
e as nossas filhas, como colunas
esculpidas para ornar um palcio.
13 Os nossos celeiros estaro cheios
das mais variadas provises.
Os nossos rebanhos se multiplicaro
aos milhares,
s dezenas de milhares em nossos campos;
14 o nosso gado dar suas crias;
no haver praga alguma nem aborto. [b]
No haver gritos de aflio em nossas ruas.
15 Como  feliz o povo assim abenoado!
Como  feliz o povo cujo Deus  o Senhor !
Notas de rodap:
[a] 144.2 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico, os
manuscritos do mar Morto, a Verso Siraca e algumas outras verses
antigas. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz o meu povo.
[b] 144.14 Ou os nossos distritos no tero sobrecarga; no haver
invaso nem exlio.

SALMOS-CAPITULO-145
[a]
Um cntico de louvor. Davdico.
1 Eu te exaltarei, meu Deus e meu rei;
bendirei o teu nome para todo o sempre!
2 Todos os dias te bendirei
e louvarei o teu nome para todo o sempre!
3 Grande  o Senhor e digno de ser louvado;
sua grandeza no tem limites.
4 Uma gerao contar  outra
a grandiosidade dos teus feitos;
eles anunciaro os teus atos poderosos.
5 Proclamaro o glorioso esplendor
da tua majestade,
e meditarei nas maravilhas que fazes. [b]
6 Anunciaro o poder dos teus feitos temveis,
e eu falarei das tuas grandes obras.
7 Comemoraro a tua imensa bondade
e celebraro a tua justia.
8 O Senhor  misericordioso e compassivo,
paciente e transbordante de amor.
9 O Senhor  bom para todos;
a sua compaixo alcana
todas as suas criaturas.
10 Rendam-te graas todas as tuas criaturas, Senhor ,
e os teus fiis te bendigam.
11 Eles anunciaro a glria do teu reino
e falaro do teu poder,
12 para que todos saibam
dos teus feitos poderosos
e do glorioso esplendor do teu reino.
13 O teu reino  reino eterno,
e o teu domnio permanece
de gerao em gerao.
O Senhor  fiel em todas as suas promessas
e  bondoso em tudo o que faz. [c]
14 O Senhor ampara todos os que caem
e levanta todos os que esto prostrados.
15 Os olhos de todos esto voltados para ti,
e tu lhes ds o alimento no devido tempo.
16 Abres a tua mo e satisfazes os desejos
de todos os seres vivos.
17 O Senhor  justo
em todos os seus caminhos
e  bondoso em tudo o que faz.
18 O Senhor est perto
de todos os que o invocam,
de todos os que o invocam com sinceridade.
19 Ele realiza os desejos daqueles que o temem;
ouve-os gritar por socorro e os salva.
20 O Senhor cuida de todos os que o amam,
mas a todos os mpios destruir.
21 Com meus lbios louvarei o Senhor .
Que todo ser vivo bendiga o seu santo nome
para todo o sempre!
Notas de rodap:
[a] Salmos 145:1 O salmo 145  um poema organizado em ordem
alfabtica, no hebraico.
[b] 145.5 Conforme os manuscritos do mar Morto e a Verso Siraca. O
Texto Massortico diz Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade e
nas tuas obras maravilhosas.
[c] 145.13 Conforme um manuscrito do Texto Massortico, os manuscritos
do mar Morto e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto
Massortico no traz as duas ltimas linhas desse versculo.

SALMOS-CAPITULO-146
1 Aleluia!
Louve,  minha alma o Senhor .
2 Louvarei o Senhor por toda a minha vida;
cantarei louvores ao meu Deus
enquanto eu viver.
3 No confiem em prncipes,
em meros mortais, incapazes de salvar.
4 Quando o esprito deles se vai, eles voltam ao p;
naquele mesmo dia acabam-se os seus planos.
5 Como  feliz aquele cujo auxlio
 o Deus de Jac,
cuja esperana est no Senhor , no seu Deus,
6 que fez os cus e a terra,
o mar e tudo o que neles h,
e que mantm a sua fidelidade para sempre!
7 Ele defende a causa dos oprimidos
e d alimento aos famintos.
O Senhor liberta os presos,
8 o Senhor d vista aos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.
9 O Senhor protege o estrangeiro
e sustm o rfo e a viva,
mas frustra o propsito dos mpios.
10 O Senhor reina para sempre!
O teu Deus,  Sio,
reina de gerao em gerao.
Aleluia!

SALMOS-CAPITULO-147
1 Aleluia!
Como  bom cantar louvores ao nosso Deus!
Como  agradvel e prprio louv-lo!
2 O Senhor edifica Jerusalm;
ele rene os exilados de Israel.
3 S ele cura os de corao quebrantado
e cuida das suas feridas.
4 Ele determina o nmero de estrelas
e chama cada uma pelo nome.
5 Grande  o nosso Soberano
e tremendo  o seu poder;
 impossvel medir o seu entendimento.
6 O Senhor sustm o oprimido,
mas lana por terra o mpio.
7 Cantem ao Senhor com aes de graas;
ao som da harpa faam msica
para o nosso Deus.
8 Ele cobre o cu de nuvens,
concede chuvas  terra
e faz crescer a relva nas colinas.
9 Ele d alimento aos animais,
e aos filhotes dos corvos
quando gritam de fome.
10 No  a fora do cavalo
que lhe d satisfao,
nem  a agilidade do homem que lhe agrada;
11 o Senhor se agrada dos que o temem,
dos que colocam sua esperana no seu amor leal.
12 Exalte o Senhor ,  Jerusalm!
Louve o seu Deus,  Sio,
13 pois ele reforou as trancas de suas portas
e abenoou o seu povo, que l habita.
14  ele que mantm as suas fronteiras
em segurana
e que a supre do melhor do trigo.
15 Ele envia sua ordem  terra,
e sua palavra corre veloz.
16 Faz cair a neve como l,
e espalha a geada como cinza.
17 Faz cair o gelo como se fosse pedra.
Quem pode suportar o seu frio?
18 Ele envia a sua palavra, e o gelo derrete;
envia o seu sopro, e as guas tornam a correr.
19 Ele revela a sua palavra a Jac,
os seus decretos e ordenanas a Israel.
20 Ele no fez isso a nenhuma outra nao;
todas as outras desconhecem
as suas ordenanas.
Aleluia!

SALMOS-CAPITULO-148
1 Aleluia!
Louvem o Senhor desde os cus,
louvem-no nas alturas!
2 Louvem-no todos os seus anjos,
louvem-no todos os seus exrcitos celestiais.
3 Louvem-no sol e lua,
louvem-no todas as estrelas cintilantes.
4 Louvem-no os mais altos cus
e as guas acima do firmamento.
5 Louvem todos eles o nome do Senhor ,
pois ordenou, e eles foram criados.
6 Ele os estabeleceu em seus lugares
para todo o sempre;
deu-lhes um decreto que jamais mudar.
7 Louvem o Senhor , vocs que esto na terra,
serpentes marinhas e todas as profundezas,
8 relmpagos e granizo, neve e neblina,
vendavais que cumprem o que ele determina,
9 todas as montanhas e colinas,
rvores frutferas e todos os cedros,
10 todos os animais selvagens
e os rebanhos domsticos,
todos os demais seres vivos e as aves,
11 reis da terra e todas as naes,
todos os governantes e juzes da terra,
12 moos e moas, velhos e crianas.
13 Louvem todos o nome do Senhor ,
pois somente o seu nome  exaltado;
a sua majestade est acima
da terra e dos cus.
14 Ele concedeu poder [a] ao seu povo,
e recebeu louvor de todos os seus fiis,
dos israelitas, povo a quem ele tanto ama.
Aleluia!
Notas de rodap:
[a] 148.14 Hebraico: levantou um chifre.

SALMOS-CAPITULO-149
1 Aleluia!
Cantem ao Senhor uma nova cano,
louvem-no na assemblia dos fiis.
2 Alegre-se Israel no seu Criador,
exulte o povo de Sio no seu Rei!
3 Louvem eles o seu nome com danas;
ofeream-lhe msica
com tamborim e harpa.
4 O Senhor agrada-se do seu povo;
ele coroa de vitria os oprimidos.
5 Regozijem-se os seus fiis nessa glria
e em seus leitos cantem alegremente!
6 Altos louvores estejam em seus lbios
e uma espada de dois gumes em suas mos,
7 para imporem vingana s naes
e trazerem castigo aos povos,
8 para prenderem os seus reis com grilhes
e seus nobres com algemas de ferro,
9 para executarem a sentena escrita
contra eles.
Esta  a glria de todos os seus fiis.
Aleluia!

SALMOS-CAPITULO-150
1 Aleluia!
Louvem a Deus no seu santurio,
louvem-no em seu magnfico firmamento.
2 Louvem-no pelos seus feitos poderosos,
louvem-no segundo a imensido
de sua grandeza!
3 Louvem-no ao som de trombeta,
louvem-no com a lira e a harpa,
4 louvem-no com tamborins e danas,
louvem-no com instrumentos de cordas
e com flautas,
5 louvem-no com cmbalos sonoros,
louvem-no com cmbalos ressonantes.
6 Tudo o que tem vida louve o Senhor !
Aleluia!
______________________________________________________________________________

PROVRBIOS-CAPITULO-1
Propsito
1 Estes so os provrbios de Salomo, filho de Davi, rei de Israel.
2 Eles ajudaro a experimentar
a sabedoria e a disciplina;
a compreender as palavras
que do entendimento;
3 a viver com disciplina e sensatez,
fazendo o que  justo, direito e correto;
4 ajudaro a dar prudncia
aos inexperientes
e conhecimento e bom senso aos jovens.
5 Se o sbio lhes der ouvidos,
aumentar seu conhecimento,
e quem tem discernimento
obter orientao
6 para compreender provrbios e parbolas,
ditados e enigmas dos sbios.
7 O temor do Senhor
 o princpio [a] do conhecimento,
mas os insensatos desprezam
a sabedoria e a disciplina.
Advertncias da Sabedoria
8 Oua, meu filho, a instruo de seu pai
e no despreze o ensino de sua me.
9 Eles sero um enfeite para a sua cabea,
um adorno para o seu pescoo.
10 Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo,
no ceda!
11 Se disserem: "Venha conosco;
fiquemos de tocaia para matar algum,
vamos divertir-nos armando emboscada
contra quem de nada suspeita!
12 Vamos engoli-los vivos,
como a sepultura [b] engole os mortos;
vamos destru-los inteiros,
como so destrudos
os que descem  cova;
13 acharemos todo tipo de objetos valiosos
e encheremos as nossas casas
com o que roubarmos;
14 junte-se ao nosso bando;
dividiremos em partes iguais
tudo o que conseguirmos!"
11 Meu filho,
no v pela vereda dessa gente!
Afaste os ps do caminho que eles seguem,
16 pois os ps deles correm para fazer o mal,
esto sempre prontos
para derramar sangue.
17 Assim como  intil
estender a rede se as aves o observam,
18 tambm esses homens no percebem
que fazem tocaia contra a prpria vida;
armam emboscadas contra eles mesmos!
19 Tal  o caminho de todos os gananciosos;
quem assim procede a si mesmo se destri.
Convite  Sabedoria
20 A sabedoria clama em alta voz nas ruas,
ergue a voz nas praas pblicas;
21 nas esquinas das ruas barulhentas [c]
ela clama,
nas portas da cidade faz o seu discurso:
22 "At quando vocs, inexperientes,
iro contentar-se
com a sua inexperincia?
Vocs, zombadores,
at quando tero prazer na zombaria?
E vocs, tolos,
at quando desprezaro o conhecimento?
23 Se acatarem a minha repreenso,
eu lhes darei um esprito de sabedoria
e lhes revelarei os meus pensamentos.
24 Vocs, porm, rejeitaram o meu convite;
ningum se importou
quando estendi minha mo!
25 Visto que desprezaram totalmente
o meu conselho
e no quiseram aceitar a minha repreenso,
26 eu, de minha parte,
vou rir-me da sua desgraa;
zombarei quando o que temem
se abater sobre vocs,
27 quando aquilo que temem
abater-se sobre vocs
como uma tempestade,
quando a desgraa os atingir
como um vendaval,
quando a angstia e a dor os dominarem.
28 "Ento vocs me chamaro,
mas no responderei;
procuraro por mim,
mas no me encontraro.
29 Visto que desprezaram o conhecimento
e recusaram o temor do Senhor ,
30 no quiseram aceitar o meu conselho
e fizeram pouco caso da minha advertncia,
31 comero do fruto da sua conduta
e se fartaro de suas prprias maquinaes.
32 Pois a inconstncia dos inexperientes
os matar,
e a falsa segurana dos tolos os destruir;
33 mas quem me ouvir viver em segurana
e estar tranqilo, sem temer nenhum mal".
Notas de rodap:
[a] 1.7 Ou a chave ; tambm em 9.10.
[b] 1.12 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm em 5.5; 7.27 e 9.18.
[c] 1.21 A Septuaginta diz no alto dos muros.

PROVRBIOS-CAPITULO-2
O Valor da Sabedoria
1 Meu filho, se voc aceitar
as minhas palavras
e guardar no corao
os meus mandamentos;
2 se der ouvidos  sabedoria
e inclinar o corao para o discernimento;
3 se clamar por entendimento
e por discernimento gritar bem alto;
4 se procurar a sabedoria
como se procura a prata
e busc-la como quem busca
um tesouro escondido,
5 ento voc entender
o que  temer o Senhor
e achar o conhecimento de Deus.
6 Pois o Senhor  quem d sabedoria;
de sua boca procedem
o conhecimento e o discernimento.
7 Ele reserva a sensatez para o justo;
como um escudo
protege quem anda com integridade,
8 pois guarda a vereda do justo
e protege o caminho de seus fiis.
9 Ento voc entender
o que  justo, direito e certo,
e aprender os caminhos do bem.
10 Pois a sabedoria entrar em seu corao,
e o conhecimento
ser agradvel  sua alma.
11 O bom senso o guardar,
e o discernimento o proteger.
12 A sabedoria o livrar
do caminho dos maus,
dos homens de palavras perversas,
13 que abandonam as veredas retas
para andarem por caminhos de trevas,
14 tm prazer em fazer o mal,
exultam com a maldade dos perversos,
15 andam por veredas tortuosas
e no caminho se extraviam.
16 Ela tambm o livrar da mulher imoral,
da pervertida [a] que seduz com suas palavras,
17 que abandona aquele que
desde a juventude foi seu companheiro
e ignora a aliana que fez diante de Deus [b] .
18 A mulher imoral se dirige para a morte, que  a sua casa,
e os seus caminhos levam s sombras [c] .
19 Os que a procuram jamais voltaro,
nem tornaro a encontrar
as veredas da vida.
20 A sabedoria o far andar nos caminhos
dos homens de bem
e a manter-se nas veredas dos justos.
21 Pois os justos habitaro na terra,
e os ntegros nela permanecero;
22 mas os mpios sero eliminados da terra,
e dela os infiis sero arrancados.
Notas de rodap:
[a] 2.16 Hebraico: estrangeira .
[b] 2.17 Ou aliana de seu Deus
[c] 2.18 Hebraico: refaim . Isto , os espritos dos mortos.

PROVRBIOS-CAPITULO-3
Conselhos da Sabedoria
1 Meu filho, no se esquea da minha lei,
mas guarde no corao
os meus mandamentos,
2 pois eles prolongaro a sua vida
por muitos anos
e lhe daro prosperidade e paz.
3 Que o amor e a fidelidade
jamais o abandonem;
prenda-os ao redor do seu pescoo,
escreva-os na tbua do seu corao.
4 Ento voc ter o favor
de Deus e dos homens,
e boa reputao.
5 Confie no Senhor de todo o seu corao
e no se apie
em seu prprio entendimento;
6 reconhea o Senhor
em todos os seus caminhos,
e ele endireitar [a] as suas veredas.
7 No seja sbio aos seus prprios olhos;
tema o Senhor e evite o mal.
8 Isso lhe dar sade ao corpo
e vigor aos ossos.
9 Honre o Senhor
com todos os seus recursos
e com os primeiros frutos
de todas as suas plantaes;
10 os seus celeiros
ficaro plenamente cheios,
e os seus barris transbordaro de vinho.
11 Meu filho,
no despreze a disciplina do Senhor
nem se magoe com a sua repreenso,
12 pois o Senhor disciplina a quem ama,
assim como o pai faz ao filho
de quem deseja o bem.
13 Como  feliz o homem
que acha a sabedoria,
o homem que obtm entendimento,
14 pois a sabedoria
 mais proveitosa do que a prata
e rende mais do que o ouro.
15  mais preciosa do que rubis;
nada do que voc possa desejar
se compara a ela.
16 Na mo direita,
a sabedoria lhe garante vida longa;
na mo esquerda, riquezas e honra.
17 Os caminhos da sabedoria
so caminhos agradveis,
e todas as suas veredas so paz.
18 A sabedoria  rvore que d vida
a quem a abraa;
quem a ela se apega ser abenoado.
19 Por sua sabedoria
o Senhor lanou os alicerces da terra,
por seu entendimento
fixou no lugar os cus;
20 por seu conhecimento
as fontes profundas se rompem,
e as nuvens gotejam o orvalho.
21 Meu filho, guarde consigo
a sensatez e o equilbrio,
nunca os perca de vista;
22 traro vida a voc
e sero um enfeite para o seu pescoo.
23 Ento voc seguir o seu caminho
em segurana,
e no tropear;
24 quando se deitar, no ter medo,
e o seu sono ser tranqilo.
25 No ter medo da calamidade repentina
nem da runa que atinge os mpios [b] ,
26 pois o Senhor ser a sua segurana
e o impedir de cair em armadilha.
27 Quanto lhe for possvel,
no deixe de fazer o bem
a quem dele precisa.
28 No diga ao seu prximo:
"Volte amanh, e eu lhe darei algo",
se pode ajud-lo hoje.
29 No planeje o mal contra o seu prximo,
que confiantemente mora perto de voc.
30 No acuse algum sem motivo,
se ele no lhe fez nenhum mal.
31 No tenha inveja de quem  violento
nem adote nenhum dos seus procedimentos,
32 pois o Senhor detesta o perverso,
mas o justo  seu grande amigo.
33 A maldio do Senhor
est sobre a casa dos mpios,
mas ele abenoa o lar dos justos.
34 Ele zomba dos zombadores,
mas concede graa aos humildes.
35 A honra  herana dos sbios,
mas o Senhor expe os tolos ao ridculo.
Notas de rodap:
[a] 3.6 Ou orientar
[b] 3.25 Ou provocada pelos mpios

PROVRBIOS-CAPITULO-4
A Sabedoria  Suprema
1 Ouam, meus filhos,
a instruo de um pai;
estejam atentos, e obtero discernimento.
2 O ensino que lhes ofereo  bom;
por isso no abandonem
a minha instruo.
3 Quando eu era menino,
ainda pequeno,
em companhia de meu pai,
um filho muito especial para minha me,
4 ele me ensinava e me dizia:
"Apegue-se s minhas palavras
de todo o corao;
obedea aos meus mandamentos,
e voc ter vida.
5 Procure obter sabedoria e entendimento;
no se esquea das minhas palavras
nem delas se afaste.
6 No abandone a sabedoria,
e ela o proteger;
ame-a, e ela cuidar de voc.
7 O conselho da sabedoria : [a]
Procure obter sabedoria;
use tudo o que voc possui
para adquirir entendimento.
8 Dedique alta estima  sabedoria,
e ela o exaltar;
abrace-a, e ela o honrar.
9 Ela por um belo diadema
sobre a sua cabea
e lhe dar de presente
uma coroa de esplendor".
10 Oua, meu filho, e aceite o que digo,
e voc ter vida longa.
11 Eu o conduzi pelo caminho da sabedoria
e o encaminhei por veredas retas.
12 Assim, quando voc por elas seguir,
no encontrar obstculos;
quando correr, no tropear.
13 Apegue-se  instruo, no a abandone;
guarde-a bem,
pois dela depende a sua vida.
14 No siga pela vereda dos mpios
nem ande no caminho dos maus.
15 Evite-o, no passe por ele;
afaste-se e no se detenha.
16 Porque eles no conseguem dormir
enquanto no fazem o mal;
perdem o sono
se no causarem a runa de algum.
17 Pois eles se alimentam de maldade,
e se embriagam de violncia.
18 A vereda do justo
 como a luz da alvorada,
que brilha cada vez mais
at a plena claridade do dia.
19 Mas o caminho dos mpios
 como densas trevas;
nem sequer sabem em que tropeam.
20 Meu filho, escute o que lhe digo;
preste ateno s minhas palavras.
21 Nunca as perca de vista;
guarde-as no fundo do corao,
22 pois so vida para quem as encontra
e sade para todo o seu ser.
23 Acima de tudo, guarde o seu corao [b] ,
pois dele depende toda a sua vida.
24 Afaste da sua boca as palavras perversas;
fique longe dos seus lbios a maldade.
25 Olhe sempre para a frente,
mantenha o olhar fixo
no que est adiante de voc.
26 Veja bem por onde anda,
e os seus passos sero seguros.
27 No se desvie nem para a direita
nem para a esquerda;
afaste os seus ps da maldade.
Notas de rodap:
[a] 4.7 Ou A sabedoria  suprema;
[b] 4.23 Ou os seus pensamentos

PROVRBIOS-CAPITULO-5
Advertncia contra o Adultrio
1 Meu filho,
d ateno  minha sabedoria,
incline os ouvidos
para perceber o meu discernimento.
2 Assim voc manter o bom senso,
e os seus lbios
guardaro o conhecimento.
3 Pois os lbios da mulher imoral
destilam mel;
sua voz  mais suave que o azeite,
4 mas no final  amarga como fel,
afiada como uma espada de dois gumes.
5 Os seus ps descem para a morte;
os seus passos conduzem diretamente
para a sepultura.
6 Ela nem percebe que anda
por caminhos tortuosos,
e no enxerga a vereda da vida.
7 Agora, ento, meu filho, oua-me;
no se desvie das minhas palavras.
8 Fique longe dessa mulher;
no se aproxime da porta de sua casa,
9 para que voc no entregue aos outros
o seu vigor
nem a sua vida a algum homem cruel,
10 para que estranhos
no se fartem do seu trabalho
e outros no se enriqueam
 custa do seu esforo.
11 No final da vida voc gemer,
com sua carne
e seu corpo desgastados.
12 Voc dir: "Como odiei a disciplina!
Como o meu corao
rejeitou a repreenso!
13 No ouvi os meus mestres
nem escutei os que me ensinavam.
14 Cheguei  beira da runa completa,
 vista de toda a comunidade".
15 Beba das guas da sua cisterna,
das guas que brotam do seu prprio poo.
16 Por que deixar que as suas fontes
transbordem pelas ruas,
e os seus ribeiros pelas praas?
17 Que elas sejam exclusivamente suas,
nunca repartidas com estranhos.
18 Seja bendita a sua fonte!
Alegre-se com a esposa da sua juventude.
19 Gazela amorosa, cora graciosa;
que os seios de sua esposa
sempre o fartem de prazer,
e sempre o embriaguem os carinhos dela.
20 Por que, meu filho, ser desencaminhado
pela mulher imoral?
Por que abraar o seio de uma leviana [a] ?
21 O Senhor v os caminhos do homem
e examina todos os seus passos.
22 As maldades do mpio o prendem;
ele se torna prisioneiro
das cordas do seu pecado.
23 Certamente morrer
por falta de disciplina;
andar cambaleando
por causa da sua insensatez.
Notas de rodap:
[a] 5.20 Ou de uma mulher casada

PROVRBIOS-CAPITULO-6
Advertncias contra a Insensatez
1 Meu filho, se voc serviu de fiador
do seu prximo,
se, com um aperto de mos,
empenhou-se por um estranho
2 e caiu na armadilha
das palavras que voc mesmo disse,
est prisioneiro do que falou.
3 Ento, meu filho,
uma vez que voc caiu
nas mos do seu prximo,
v e humilhe-se;
insista, incomode o seu prximo!
4 No se entregue ao sono,
no procure descansar.
5 Livre-se como a gazela se livra do caador,
como a ave do lao que a pode prender.
6 Observe a formiga, preguioso,
reflita nos caminhos dela e seja sbio!
7 Ela no tem nem chefe,
nem supervisor, nem governante,
8 e ainda assim armazena
as suas provises no vero
e na poca da colheita
ajunta o seu alimento.
9 At quando voc vai ficar deitado,
preguioso?
Quando se levantar de seu sono?
10 Tirando uma soneca,
cochilando um pouco,
cruzando um pouco os braos
para descansar,
11 a sua pobreza o surpreender
como um assaltante,
e a sua necessidade lhe sobrevir
como um homem armado.
12 O perverso no tem carter.
Anda de um lado para o outro
dizendo coisas maldosas;
13 pisca o olho, arrasta os ps
e faz sinais com os dedos;
14 tem no corao
o propsito de enganar;
planeja sempre o mal e semeia discrdia.
15 Por isso a desgraa
se abater repentinamente sobre ele;
de um golpe ser destrudo,
irremediavelmente.
16 H seis coisas que o Senhor odeia,
sete coisas que ele detesta:
17 olhos altivos, lngua mentirosa,
mos que derramam sangue inocente,
18 corao que traa planos perversos,
ps que se apressam para fazer o mal,
19 a testemunha falsa que espalha mentiras
e aquele que provoca discrdia
entre irmos.
Advertncias contra o Adultrio
20 Meu filho,
obedea aos mandamentos de seu pai
e no abandone o ensino de sua me.
21 Amarre-os sempre junto ao corao;
ate-os ao redor do pescoo.
22 Quando voc andar, eles o guiaro;
quando dormir,
o estaro protegendo;
quando acordar, falaro com voc.
23 Pois o mandamento  lmpada,
a instruo  luz,
e as advertncias da disciplina
so o caminho que conduz  vida;
24 eles o protegero da mulher imoral,
e dos falsos elogios da mulher leviana [a] .
25 No cobice em seu corao a sua beleza
nem se deixe seduzir por seus olhares,
26 pois o preo de uma prostituta
 um pedao de po,
mas a adltera sai  caa
de vidas preciosas.
27 Pode algum colocar fogo no peito
sem queimar a roupa?
28 Pode algum andar sobre brasas
sem queimar os ps?
29 Assim acontece com quem se deita
com mulher alheia;
ningum que a toque ficar sem castigo.
30 O ladro no  desprezado
se, faminto, rouba para matar a fome. [b]
31 Contudo, se for pego,
dever pagar sete vezes o que roubou,
embora isso lhe custe
tudo o que tem em casa.
32 Mas o homem que comete adultrio
no tem juzo;
todo aquele que assim procede
a si mesmo se destri.
33 Sofrer ferimentos e vergonha,
e a sua humilhao jamais se apagar,
34 pois o cime desperta a fria do marido,
que no ter misericrdia
quando se vingar.
35 No aceitar nenhuma compensao;
os melhores presentes no o acalmaro.
Notas de rodap:
[a] 6.24 Ou adltera ; tambm em 7.5.
[b] 6.30 Ou a fome?

PROVRBIOS-CAPITULO-7
Advertncia contra a Mulher Adltera
1 Meu filho, obedea s minhas palavras
e no ntimo guarde os meus mandamentos.
2 Obedea aos meus mandamentos,
e voc ter vida;
guarde os meus ensinos
como a menina dos seus olhos.
3 Amarre-os aos dedos;
escreva-os na tbua do seu corao.
4 Diga  sabedoria: "Voc  minha irm",
e chame ao entendimento seu parente;
5 eles o mantero afastado
da mulher imoral,
da mulher leviana [a]
com suas palavras sedutoras.
6 Da janela de minha casa
olhei atravs da grade
7 e vi entre os inexperientes,
no meio dos jovens,
um rapaz sem juzo.
8 Ele vinha pela rua,
prximo  esquina de certa mulher,
andando em direo  casa dela.
9 Era crepsculo, o entardecer do dia,
chegavam as sombras da noite,
crescia a escurido.
10 A mulher veio ento ao seu encontro,
vestida como prostituta,
cheia de astcia no corao.
11 (Ela  espalhafatosa e provocadora,
seus ps nunca param em casa;
12 uma hora na rua, outra nas praas,
em cada esquina fica  espreita.)
13 Ela agarrou o rapaz,
beijou-o e lhe disse descaradamente:
14 "Tenho em casa
a carne dos sacrifcios de comunho [b] ,
que hoje fiz para cumprir os meus votos.
15 Por isso sa para encontr-lo;
vim  sua procura e o encontrei!
16 Estendi sobre o meu leito
cobertas de linho fino do Egito.
17 Perfumei a minha cama
com mirra, alos e canela.
18 Venha, vamos embriagar-nos
de carcias at o amanhecer;
gozemos as delcias do amor!
19 Pois o meu marido no est em casa;
partiu para uma longa viagem.
20 Levou uma bolsa cheia de prata
e no voltar antes da lua cheia".
21 Com a seduo das palavras o persuadiu,
e o atraiu com o dulor dos lbios.
22 Imediatamente ele a seguiu
como o boi levado ao matadouro,
ou como o cervo que vai cair no lao [c]
23 at que uma flecha lhe atravesse o fgado,
ou como o pssaro que salta
para dentro do alapo,
sem saber que isso lhe custar a vida.
24 Ento, meu filho, oua-me;
d ateno s minhas palavras.
25 No deixe que o seu corao
se volte para os caminhos dela,
nem se perca em tais veredas.
26 Muitas foram as suas vtimas;
os que matou so uma grande multido.
27 A casa dela  um caminho que desce
para a sepultura,
para as moradas da morte.
Notas de rodap:
[a] 7.5 Ou adltera
[b] 7.14 Ou de paz
[c] 7.22 Hebraico: como o acorrentado que vai para o castigo de um
tolo.

PROVRBIOS-CAPITULO-8
O Chamado da Sabedoria
1 A sabedoria est clamando,
o discernimento ergue a sua voz;
2 nos lugares altos, junto ao caminho,
nos cruzamentos ela se coloca;
3 ao lado das portas,
 entrada da cidade,
portas adentro, ela clama em alta voz:
4 "A vocs, homens, eu clamo;
a todos levanto a minha voz.
5 Vocs, inexperientes,
adquiram a prudncia;
e vocs, tolos, tenham bom senso.
6 Ouam, pois tenho coisas importantes
para dizer;
os meus lbios falaro do que  certo.
7 Minha boca fala a verdade,
pois a maldade causa repulsa
aos meus lbios.
8 Todas as minhas palavras so justas;
nenhuma delas  distorcida ou perversa.
9 Para os que tm discernimento,
so todas claras,
e retas para os que tm conhecimento.
10 Prefiram a minha instruo  prata,
e o conhecimento ao ouro puro,
11 pois a sabedoria  mais preciosa
do que rubis;
nada do que vocs possam desejar
compara-se a ela.
12 "Eu, a sabedoria,
moro com a prudncia,
e tenho o conhecimento
que vem do bom senso.
13 Temer o Senhor  odiar o mal;
odeio o orgulho e a arrogncia,
o mau comportamento
e o falar perverso.
14 Meu  o conselho sensato;
a mim pertencem o entendimento e o poder.
15 Por meu intermdio os reis governam,
e as autoridades exercem a justia;
16 tambm por meu intermdio
governam os nobres,
todos os juzes da terra.
17 Amo os que me amam,
e quem me procura me encontra.
18 Comigo esto riquezas e honra,
prosperidade e justia duradouras.
19 Meu fruto  melhor do que o ouro,
do que o ouro puro;
o que ofereo  superior  prata escolhida.
20 Ando pelo caminho da retido,
pelas veredas da justia,
21 concedendo riqueza aos que me amam
e enchendo os seus tesouros.
22 "O Senhor me criou [a]
como o princpio de seu caminho [b] ,
antes das suas obras mais antigas;
23 fui formada desde a eternidade,
desde o princpio, antes de existir a terra.
24 Nasci quando ainda no havia abismos,
quando no existiam fontes de guas;
25 antes de serem estabelecidos os montes
e de existirem colinas eu nasci.
26 Ele ainda no havia feito a terra,
nem os campos,
nem o p com o qual formou o mundo.
27 Quando ele estabeleceu os cus,
l estava eu;
quando traou o horizonte
sobre a superfcie do abismo,
28 quando colocou as nuvens em cima
e estabeleceu as fontes do abismo,
29 quando determinou as fronteiras do mar
para que as guas
no violassem a sua ordem,
quando marcou os limites
dos alicerces da terra,
30 eu estava ao seu lado,
e era o seu arquiteto;
dia a dia eu era o seu prazer
e me alegrava continuamente
com a sua presena.
31 Eu me alegrava com o mundo
que ele criou,
e a humanidade me dava alegria.
32 "Ouam-me agora, meus filhos:
Como so felizes
os que guardam os meus caminhos!
33 Ouam a minha instruo,
e sero sbios.
No a desprezem.
34 Como  feliz o homem que me ouve,
vigiando diariamente  minha porta,
esperando junto s portas da minha casa.
35 Pois todo aquele que me encontra,
encontra a vida
e recebe o favor do Senhor .
36 Mas aquele que de mim se afasta,
a si mesmo se agride;
todos os que me odeiam amam a morte".
Notas de rodap:
[a] 8.22 Ou me possua
[b] 8.22 Ou domnio

PROVRBIOS-CAPITULO-9
Os Convites da Sabedoria e da Insensatez
1 A sabedoria construiu sua casa;
ergueu suas sete colunas.
2 Matou animais para a refeio,
preparou seu vinho e arrumou sua mesa.
3 Enviou suas servas para fazerem convites
desde o ponto mais alto da cidade,
clamando:
4 "Venham todos os inexperientes!"
Aos que no tm bom senso ela diz:
5 "Venham comer a minha comida
e beber o vinho que preparei.
6 Deixem a insensatez, e vocs tero vida;
andem pelo caminho do entendimento.
7 "Quem corrige o zombador
traz sobre si o insulto;
quem repreende o mpio
mancha o prprio nome.
8 No repreenda o zombador,
caso contrrio ele o odiar;
repreenda o sbio, e ele o amar.
9 Instrua o homem sbio,
e ele ser ainda mais sbio;
ensine o homem justo,
e ele aumentar o seu saber.
10 "O temor do Senhor
 o princpio [a] da sabedoria,
e o conhecimento do Santo
 entendimento.
11 Pois por meu intermdio
os seus dias sero multiplicados,
e o tempo da sua vida se prolongar.
12 Se voc for sbio, o benefcio ser seu;
se for zombador, sofrer as conseqncias".
13 A insensatez  pura exibio,
seduo e ignorncia.
14 Sentada  porta de sua casa,
no ponto mais alto da cidade,
15 clama aos que passam por ali
seguindo o seu caminho:
16 "Venham todos os inexperientes!"
Aos que no tm bom senso ela diz:
17 "A gua roubada  doce,
e o po que se come escondido
 saboroso!"
18 Mas eles nem imaginam
que ali esto os espritos dos mortos [b] ,
que os seus convidados
esto nas profundezas da sepultura.
Notas de rodap:
[a] 9.10 Ou a chave
[b] 9.18 Ou as sombras

PROVRBIOS-CAPITULO-10
Provrbios de Salomo
1 Provrbios de Salomo:
O filho sbio d alegria ao pai;
o filho tolo d tristeza  me.
2 Os tesouros de origem desonesta
no servem para nada,
mas a retido livra da morte.
3 O Senhor no deixa o justo passar fome,
mas frustra a ambio dos mpios.
4 As mos preguiosas
empobrecem o homem,
porm as mos diligentes
lhe trazem riqueza.
5 Aquele que faz a colheita no vero
 filho sensato,
mas aquele que dorme durante a ceifa
 filho que causa vergonha.
6 As bnos coroam a cabea dos justos,
mas a boca dos mpios abriga a violncia.
7 A memria deixada pelos justos
ser uma bno,
mas o nome dos mpios apodrecer.
8 Os sbios de corao
aceitam mandamentos,
mas a boca do insensato o leva  runa.
9 Quem anda com integridade
anda com segurana,
mas quem segue veredas tortuosas
ser descoberto.
10 Aquele que pisca maliciosamente
causa tristeza,
e a boca do insensato o leva  runa.
11 A boca do justo  fonte de vida,
mas a boca dos mpios abriga a violncia.
12 O dio provoca dissenso,
mas o amor cobre todos os pecados.
13 A sabedoria est nos lbios
dos que tm discernimento,
mas a vara  para as costas
daquele que no tem juzo.
14 Os sbios acumulam conhecimento,
mas a boca do insensato
 um convite  runa.
15 A riqueza dos ricos
 a sua cidade fortificada,
mas a pobreza  a runa dos pobres.
16 O salrio do justo lhe traz vida,
mas a renda do mpio lhe traz castigo.
17 Quem acolhe a disciplina
mostra o caminho da vida,
mas quem ignora a repreenso
desencaminha outros.
18 Quem esconde o dio
tem lbios mentirosos,
e quem espalha calnia  tolo.
19 Quando so muitas as palavras,
o pecado est presente,
mas quem controla a lngua  sensato.
20 A lngua dos justos  prata escolhida,
mas o corao dos mpios
quase no tem valor.
21 As palavras dos justos
do sustento a muitos,
mas os insensatos morrem
por falta de juzo.
22 A bno do Senhor traz riqueza,
e no inclui dor alguma.
23 O tolo encontra prazer
na m conduta,
mas o homem cheio de entendimento
deleita-se na sabedoria.
24 O que o mpio teme lhe acontecer;
o que os justos desejam
lhes ser concedido.
25 Passada a tempestade,
o mpio j no existe,
mas o justo permanece firme para sempre.
26 Como o vinagre para os dentes
e a fumaa para os olhos,
assim  o preguioso
para aqueles que o enviam.
27 O temor do Senhor prolonga a vida,
mas a vida do mpio  abreviada.
28 O que o justo almeja redunda em alegria,
mas as esperanas dos mpios do em nada.
29 O caminho do Senhor
 o refgio dos ntegros,
mas  a runa dos que praticam o mal.
30 Os justos jamais sero desarraigados,
mas os mpios pouco duram na terra.
31 A boca do justo produz sabedoria,
mas a lngua perversa ser extirpada.
32 Os lbios do justo sabem o que  prprio,
mas a boca dos mpios
s conhece a perversidade.

PROVRBIOS-CAPITULO-11
1 O Senhor repudia balanas desonestas,
mas os pesos exatos lhe do prazer.
2 Quando vem o orgulho,
chega a desgraa,
mas a sabedoria est com os humildes.
3 A integridade dos justos os guia,
mas a falsidade dos infiis os destri.
4 De nada vale a riqueza no dia da ira divina,
mas a retido livra da morte.
5 A retido dos irrepreensveis
lhes abre um caminho reto,
mas os mpios so abatidos
por sua prpria impiedade.
6 A justia dos justos os livra,
mas o desejo dos infiis os aprisiona.
7 Quando morre o mpio,
sua esperana perece;
tudo o que ele esperava do seu poder
d em nada.
8 O justo  salvo das tribulaes,
e estas so transferidas para o mpio.
9 Com a boca o mpio
pretende destruir o prximo,
mas pelo seu conhecimento
o justo se livra.
10 Quando os justos prosperam,
a cidade exulta;
quando os mpios perecem,
h cantos de alegria.
11 Pela bno dos justos
a cidade  exaltada,
mas pela boca dos mpios  destruda.
12 O homem que no tem juzo
ridiculariza o seu prximo,
mas o que tem entendimento
refreia a lngua.
13 Quem muito fala trai a confidncia,
mas quem merece confiana
guarda o segredo.
14 Sem diretrizes a nao cai;
o que a salva  ter muitos conselheiros.
15 Quem serve de fiador certamente sofrer,
mas quem se nega a faz-lo est seguro.
16 A mulher bondosa conquista o respeito,
mas os homens cruis [a]
s conquistam riquezas.
17 Quem faz o bem aos outros,
a si mesmo o faz;
o homem cruel causa o seu prprio mal.
18 O mpio recebe salrios enganosos,
mas quem semeia a retido
colhe segura recompensa.
19 Quem permanece na justia viver,
mas quem sai em busca do mal
corre para a morte.
20 O Senhor detesta
os perversos de corao,
mas os de conduta irrepreensvel
do-lhe prazer.
21 Esteja certo de que
os mpios no ficaro sem castigo,
mas os justos sero poupados.
22 Como anel de ouro em focinho de porco,
assim  a mulher bonita,
mas indiscreta.
23 O desejo dos justos resulta em bem;
a esperana dos mpios, em ira.
24 H quem d generosamente,
e v aumentar suas riquezas;
outros retm o que deveriam dar,
e caem na pobreza.
25 O generoso prosperar;
quem d alvio aos outros,
alvio receber.
26 O povo amaldioa
aquele que esconde o trigo,
mas a bno coroa
aquele que logo se dispe a vend-lo.
27 Quem procura o bem ser respeitado;
j o mal vai de encontro a quem o busca.
28 Quem confia em suas riquezas
certamente cair,
mas os justos florescero
como a folhagem verdejante.
29 Quem causa problemas  sua famlia
herdar somente vento;
o insensato ser servo do sbio.
30 O fruto da retido  rvore de vida,
e aquele que conquista almas [b]  sbio.
31 Se os justos recebem na terra
a punio que merecem,
quanto mais o mpio e o pecador!
Notas de rodap:
[a] 11.16 Ou valentes
[b] 11.30 Ou pessoas

PROVRBIOS-CAPITULO-12
1 Todo o que ama a disciplina
ama o conhecimento,
mas aquele que odeia a repreenso  tolo.
2 O homem bom
obtm o favor do Senhor ,
mas o que planeja maldades
o Senhor condena.
3 Ningum consegue se firmar
mediante a impiedade,
e no se pode desarraigar o justo.
4 A mulher exemplar
 a coroa do seu marido,
mas a de comportamento vergonhoso
 como cncer em seus ossos.
5 Os planos dos justos so retos,
mas o conselho dos mpios  enganoso.
6 As palavras dos mpios
so emboscadas mortais,
mas quando os justos falam h livramento.
7 Os mpios so derrubados e desaparecem,
mas a casa dos justos permanece firme.
8 O homem  louvado
segundo a sua sabedoria,
mas o que tem o corao perverso
 desprezado.
9 Melhor  no ser ningum
e, ainda assim, ter quem o sirva,
do que fingir ser algum
e no ter comida.
10 O justo cuida bem dos seus rebanhos,
mas at os atos mais bondosos dos mpios
so cruis.
11 Quem trabalha a sua terra
ter fartura de alimento,
mas quem vai atrs de fantasias
no tem juzo.
12 Os mpios cobiam
o despojo tomado pelos maus,
mas a raiz do justo floresce.
13 O mau se enreda em seu falar pecaminoso,
mas o justo no cai nessas dificuldades.
14 Do fruto de sua boca
o homem se beneficia,
e o trabalho de suas mos
ser recompensado.
15 O caminho do insensato
parece-lhe justo,
mas o sbio ouve os conselhos.
16 O insensato revela de imediato
o seu aborrecimento,
mas o homem prudente ignora o insulto.
17 A testemunha fiel
d testemunho honesto,
mas a testemunha falsa conta mentiras.
18 H palavras que ferem como espada,
mas a lngua dos sbios traz a cura.
19 Os lbios que dizem a verdade
permanecem para sempre,
mas a lngua mentirosa
dura apenas um instante.
20 O engano est no corao
dos que maquinam o mal,
mas a alegria est
entre os que promovem a paz.
21 Nenhum mal atingir o justo,
mas os mpios
esto cobertos de problemas.
22 O Senhor odeia os lbios mentirosos,
mas se deleita com os que falam a verdade.
23 O homem prudente
no alardeia o seu conhecimento,
mas o corao dos tolos
derrama insensatez.
24 As mos diligentes governaro,
mas os preguiosos acabaro escravos.
25 O corao ansioso deprime o homem,
mas uma palavra bondosa o anima.
26 O homem honesto
 cauteloso em suas amizades [a] ,
mas o caminho dos mpios
os leva a perder-se.
27 O preguioso no aproveita a sua caa,
mas o diligente d valor a seus bens.
28 No caminho da justia est a vida;
essa  a vereda que nos preserva da morte.
Notas de rodap:
[a] 12.26 Ou  um guia para o seu prximo

PROVRBIOS-CAPITULO-13
1 O filho sbio
acolhe a instruo do pai,
mas o zombador no ouve a repreenso.
2 Do fruto de sua boca
o homem desfruta coisas boas,
mas o que os infiis desejam  violncia.
3 Quem guarda a sua boca
guarda a sua vida,
mas quem fala demais acaba se arruinando.
4 O preguioso deseja e nada consegue,
mas os desejos do diligente
so amplamente satisfeitos.
5 Os justos odeiam o que  falso,
mas os mpios
trazem vergonha e desgraa.
6 A retido protege o homem ntegro,
mas a impiedade derruba o pecador.
7 Alguns fingem que so ricos e nada tm;
outros fingem que so pobres,
e tm grande riqueza.
8 As riquezas de um homem
servem de resgate para a sua vida,
mas o pobre nunca recebe ameaas.
9 A luz dos justos
resplandece esplendidamente,
mas a lmpada dos mpios apaga-se.
10 O orgulho s gera discusses,
mas a sabedoria est
com os que tomam conselho.
11 O dinheiro ganho com desonestidade
diminuir,
mas quem o ajunta aos poucos
ter cada vez mais.
12 A esperana que se retarda
deixa o corao doente,
mas o anseio satisfeito  rvore de vida.
13 Quem zomba da instruo pagar por ela,
mas aquele que respeita o mandamento
ser recompensado.
14 O ensino dos sbios  fonte de vida,
e afasta o homem
das armadilhas da morte.
15 O bom entendimento conquista favor,
mas o caminho do infiel  spero [a] .
16 Todo homem prudente
age com base no conhecimento,
mas o tolo expe a sua insensatez.
17 O mensageiro mpio cai em dificuldade,
mas o enviado digno de confiana
traz a cura.
18 Quem despreza a disciplina
cai na pobreza e na vergonha,
mas quem acolhe a repreenso
recebe tratamento honroso.
19 O anseio satisfeito agrada a alma,
mas o tolo detesta afastar-se do mal.
20 Aquele que anda com os sbios
ser cada vez mais sbio,
mas o companheiro dos tolos
acabar mal.
21 O infortnio persegue o pecador,
mas a prosperidade
 a recompensa do justo.
22 O homem bom deixa herana
para os filhos de seus filhos,
mas a riqueza do pecador
 armazenada para os justos.
23 A lavoura do pobre
produz alimento com fartura,
mas por falta de justia ele o perde.
24 Quem se nega a castigar seu filho
no o ama;
quem o ama no hesita em disciplin-lo.
25 O justo come at satisfazer o apetite,
mas os mpios permanecem famintos.
Notas de rodap:
[a] 13.15 Ou no permanece

PROVRBIOS-CAPITULO-14
1 A mulher sbia edifica a sua casa,
mas com as prprias mos
a insensata derruba a sua.
2 Quem anda direito teme o Senhor ,
mas quem segue caminhos enganosos
o despreza.
3 A conversa do insensato
traz a vara para as suas costas,
mas os lbios dos sbios os protegem.
4 Onde no h bois o celeiro fica vazio,
mas da fora do boi vem a grande colheita.
5 A testemunha sincera no engana,
mas a falsa transborda em mentiras.
6 O zombador busca sabedoria
e nada encontra,
mas o conhecimento vem facilmente
ao que tem discernimento.
7 Mantenha-se longe do tolo,
pois voc no achar conhecimento
no que ele falar.
8 A sabedoria do homem prudente
 discernir o seu caminho,
mas a insensatez dos tolos  enganosa.
9 Os insensatos zombam
da idia de reparar o pecado cometido,
mas a boa vontade est entre os justos.
10 Cada corao conhece
a sua prpria amargura,
e no h quem possa partilhar sua alegria.
11 A casa dos mpios ser destruda,
mas a tenda dos justos florescer.
12 H caminho que parece certo ao homem,
mas no final conduz  morte.
13 Mesmo no riso o corao pode sofrer,
e a alegria pode terminar em tristeza.
14 Os infiis recebero a retribuio
de sua conduta,
mas o homem bom ser recompensado.
15 O inexperiente acredita
em qualquer coisa,
mas o homem prudente v bem onde pisa.
16 O sbio  cauteloso [a] e evita o mal,
mas o tolo  impetuoso e irresponsvel.
17 Quem  irritadio faz tolices,
e o homem cheio de astcias  odiado.
18 Os inexperientes herdam a insensatez,
mas o conhecimento
 a coroa dos prudentes.
19 Os maus se inclinaro
diante dos homens de bem,
e os mpios, s portas da justia.
20 Os pobres so evitados
at por seus vizinhos,
mas os amigos dos ricos so muitos.
21 Quem despreza o prximo
comete pecado,
mas como  feliz quem trata com bondade
os necessitados!
22 No  certo que se perdem
os que s pensam no mal?
Mas os que planejam o bem
encontram [b] amor e fidelidade.
23 Todo trabalho rduo traz proveito,
mas o s falar leva  pobreza.
24 A riqueza dos sbios  a sua coroa,
mas a insensatez dos tolos
produz apenas insensatez.
25 A testemunha que fala a verdade
salva vidas,
mas a testemunha falsa  enganosa.
26 Aquele que teme o Senhor
possui uma fortaleza segura,
refgio para os seus filhos.
27 O temor do Senhor  fonte de vida,
e afasta das armadilhas da morte.
28 Uma grande populao  a glria do rei,
mas, sem sditos,
o prncipe est arruinado.
29 O homem paciente
d prova de grande entendimento,
mas o precipitado revela insensatez.
30 O corao em paz d vida ao corpo,
mas a inveja apodrece os ossos.
31 Oprimir o pobre
 ultrajar o seu Criador,
mas tratar com bondade o necessitado
 honrar a Deus.
32 Quando chega a calamidade,
os mpios so derrubados;
os justos, porm,
at em face da morte
encontram refgio.
33 A sabedoria repousa no corao
dos que tm discernimento,
e mesmo entre os tolos
ela se deixa conhecer [c] .
34 A justia engrandece a nao,
mas o pecado  uma vergonha
para qualquer povo.
35 O servo sbio agrada o rei,
mas o que procede vergonhosamente
incorre em sua ira.
Notas de rodap:
[a] 14.16 Ou teme o Senhor
[b] 14.22 Ou demonstram
[c] 14.33 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem mas no corao dos
tolos ela no  conhecida.

PROVRBIOS-CAPITULO-15
1 A resposta calma desvia a fria,
mas a palavra rspida desperta a ira.
2 A lngua dos sbios
torna atraente o conhecimento,
mas a boca dos tolos derrama insensatez.
3 Os olhos do Senhor esto em toda parte,
observando atentamente os maus e os bons.
4 O falar amvel  rvore de vida,
mas o falar enganoso esmaga o esprito.
5 O insensato faz pouco caso
da disciplina de seu pai,
mas quem acolhe a repreenso
revela prudncia.
6 A casa do justo contm grande tesouro,
mas os rendimentos dos mpios
lhes trazem inquietao.
7 As palavras dos sbios
espalham conhecimento;
mas o corao dos tolos no  assim.
8 O Senhor detesta o sacrifcio dos mpios,
mas a orao do justo o agrada.
9 O Senhor detesta
o caminho dos mpios,
mas ama quem busca a justia.
10 H uma severa lio
para quem abandona o seu caminho;
quem despreza a repreenso morrer.
11 A Sepultura e a Destruio [a]
esto abertas diante do Senhor ;
quanto mais os coraes dos homens!
12 O zombador no gosta de quem o corrige,
nem procura a ajuda do sbio.
13 A alegria do corao transparece no rosto,
mas o corao angustiado
oprime o esprito.
14 O corao que sabe discernir
busca o conhecimento,
mas a boca dos tolos
alimenta-se de insensatez.
15 Todos os dias do oprimido so infelizes,
mas o corao bem disposto
est sempre em festa.
16  melhor ter pouco
com o temor do Senhor
do que grande riqueza com inquietao.
17  melhor ter verduras na refeio
onde h amor
do que um boi gordo
acompanhado de dio.
18 O homem irritvel provoca dissenso,
mas quem  paciente acalma a discusso.
19 O caminho do preguioso
 cheio de espinhos,
mas o caminho do justo
 uma estrada plana.
20 O filho sbio d alegria a seu pai,
mas o tolo despreza a sua me.
21 A insensatez alegra
quem no tem bom senso,
mas o homem de entendimento
procede com retido.
22 Os planos fracassam
por falta de conselho,
mas so bem-sucedidos
quando h muitos conselheiros.
23 Dar resposta apropriada [b]
 motivo de alegria;
e como  bom
um conselho na hora certa!
24 O caminho da vida conduz para cima
quem  sensato,
para que ele no desa  sepultura.
25 O Senhor derruba
a casa do orgulhoso,
mas mantm intactos
os limites da propriedade da viva.
26 O Senhor detesta
os pensamentos dos maus,
mas se agrada de palavras ditas sem maldade.
27 O avarento pe sua famlia em apuros,
mas quem repudia o suborno viver.
28 O justo pensa bem antes de responder,
mas a boca dos mpios jorra o mal.
29 O Senhor est longe dos mpios,
mas ouve a orao dos justos.
30 Um olhar animador
d alegria ao corao,
e as boas notcias revigoram os ossos.
31 Quem ouve a repreenso construtiva
ter lugar permanente entre os sbios.
32 Quem recusa a disciplina
faz pouco caso de si mesmo,
mas quem ouve a repreenso
obtm entendimento.
33 O temor do Senhor ensina a sabedoria, [c]
e a humildade antecede a honra.
Notas de rodap:
[a] 15.11 Hebraico: Sheol e Abadom . Sheol tambm pode ser traduzido
por profundezas, p ou morte; tambm no versculo 24.
[b] 15.23 Ou Expressar a prpria opinio
[c] 15.33 Ou A sabedoria ensina o temor do Senhor,

PROVRBIOS-CAPITULO-16
1 Ao homem pertencem
os planos do corao,
mas do Senhor vem a resposta da lngua.
2 Todos os caminhos do homem
lhe parecem puros,
mas o Senhor avalia o esprito.
3 Consagre ao Senhor
tudo o que voc faz,
e os seus planos sero bem-sucedidos.
4 O Senhor faz tudo com um propsito;
at os mpios para o dia do castigo.
5 O Senhor detesta
os orgulhosos de corao.
Sem dvida sero punidos.
6 Com amor e fidelidade
se faz expiao pelo pecado;
com o temor do Senhor
o homem evita o mal.
7 Quando os caminhos de um homem
so agradveis ao Senhor ,
ele faz que at os seus inimigos
vivam em paz com ele.
8  melhor ter pouco com retido
do que muito com injustia.
9 Em seu corao
o homem planeja o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.
10 Os lbios do rei
falam com grande autoridade;
sua boca no deve trair a justia.
11 Balanas e pesos honestos
vm do Senhor ;
todos os pesos da bolsa so feitos por ele.
12 Os reis detestam a prtica da maldade,
porquanto o trono se firma pela justia.
13 O rei se agrada dos lbios honestos,
e d valor ao homem que fala a verdade.
14 A ira do rei  um mensageiro da morte,
mas o homem sbio a acalmar.
15 Alegria no rosto do rei  sinal de vida;
seu favor  como
nuvem de chuva na primavera.
16  melhor obter sabedoria do que ouro!
 melhor obter entendimento do que prata!
17 A vereda do justo evita o mal;
quem guarda o seu caminho
preserva a sua vida.
18 O orgulho vem antes da destruio;
o esprito altivo, antes da queda.
19 Melhor  ter esprito humilde
entre os oprimidos
do que partilhar despojos
com os orgulhosos.
20 Quem examina cada questo
com cuidado prospera, [a]
e feliz  aquele que confia no Senhor .
21 O sbio de corao
 considerado prudente;
quem fala com equilbrio
promove a instruo [b] .
22 O entendimento  fonte de vida
para aqueles que o tm,
mas a insensatez traz castigo
aos insensatos.
23 O corao do sbio ensina a sua boca,
e os seus lbios promovem a instruo.
24 As palavras agradveis
so como um favo de mel,
so doces para a alma
e trazem cura para os ossos.
25 H caminho que parece reto ao homem,
mas no final conduz  morte.
26 O apetite do trabalhador
o obriga a trabalhar;
a sua fome o impulsiona.
27 O homem sem carter maquina o mal;
suas palavras so um fogo devorador.
28 O homem perverso provoca dissenso,
e o que espalha boatos afasta bons amigos.
29 O violento recruta o seu prximo
e o leva por um caminho ruim.
30 Quem pisca os olhos planeja o mal;
quem franze os lbios j o vai praticar.
31 O cabelo grisalho
 uma coroa de esplendor,
e se obtm mediante uma vida justa.
32 Melhor  o homem paciente
do que o guerreiro,
mais vale controlar o seu esprito
do que conquistar uma cidade.
33 A sorte  lanada no colo,
mas a deciso vem do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 16.20 Ou Quem acolhe a palavra prospera; ou ainda Quem considera
atentamente o que fala prospera,
[b] 16.21 Ou consegue convencer ; tambm no versculo 23.

PROVRBIOS-CAPITULO-17
1 Melhor  um pedao de po seco
com paz e tranqilidade
do que uma casa onde h banquetes [a] ,
e muitas brigas.
2 O servo sbio dominar sobre
o filho de conduta vergonhosa,
e participar da herana
como um dos irmos.
3 O crisol  para a prata
e o forno  para o ouro,
mas o Senhor prova o corao.
4 O mpio d ateno aos lbios maus;
o mentiroso d ouvidos
 lngua destruidora.
5 Quem zomba dos pobres
mostra desprezo pelo Criador deles;
quem se alegra com a desgraa
no ficar sem castigo.
6 Os filhos dos filhos
so uma coroa para os idosos,
e os pais so o orgulho dos seus filhos.
7 Os lbios arrogantes [b]
no ficam bem ao insensato;
muito menos os lbios mentirosos
ao governante!
8 O suborno  um recurso fascinante
para aquele que o oferece;
aonde quer que v, ele tem sucesso.
9 Aquele que cobre uma ofensa
promove amor,
mas quem a lana em rosto
separa bons amigos.
10 A repreenso faz marca mais profunda
no homem de entendimento
do que cem aoites no tolo.
11 O homem mau s pende para a rebeldia;
por isso um oficial impiedoso
ser enviado contra ele.
12 Melhor  encontrar uma ursa
da qual roubaram os filhotes
do que um tolo em sua insensatez.
13 Quem retribui o bem com o mal,
jamais deixar de ter mal no seu lar.
14 Comear uma discusso
 como abrir brecha num dique;
por isso resolva a questo
antes que surja a contenda.
15 Absolver o mpio e condenar o justo
so coisas que o Senhor odeia.
16 De que serve o dinheiro na mo do tolo,
j que ele no quer obter sabedoria?
17 O amigo ama em todos os momentos;
 um irmo na adversidade.
18 O homem sem juzo
com um aperto de mos se compromete
e se torna fiador do seu prximo.
19 Quem ama a discusso ama o pecado;
quem constri portas altas [c]
est procurando a sua runa.
20 O homem de corao perverso
no prospera,
e o de lngua enganosa cai na desgraa.
21 O filho tolo s d tristeza,
e nenhuma alegria tem o pai do insensato.
22 O corao bem disposto
 remdio eficiente,
mas o esprito oprimido resseca os ossos.
23 O mpio aceita s escondidas o suborno
para desviar o curso da justia.
24 O homem de discernimento
mantm a sabedoria em vista,
mas os olhos do tolo vagueiam
at os confins da terra.
25 O filho tolo  a tristeza do seu pai
e a amargura daquela que o deu  luz.
26 No  bom castigar o inocente,
nem aoitar quem merece ser honrado.
27 Quem tem conhecimento
 comedido no falar,
e quem tem entendimento
 de esprito sereno.
28 At o insensato passar por sbio,
se ficar quieto,
e, se contiver a lngua,
parecer que tem discernimento.
Notas de rodap:
[a] 17.1 Hebraico: sacrifcios .
[b] 17.7 Ou eloqentes
[c] 17.19 Ou quem se orgulha

PROVRBIOS-CAPITULO-18
1 Quem se isola
busca interesses egostas
e se rebela contra a sensatez.
2 O tolo no tem prazer no entendimento,
mas sim em expor os seus pensamentos.
3 Com a impiedade vem o desprezo,
e com a desonra vem a vergonha.
4 As palavras do homem
so guas profundas,
mas a fonte da sabedoria
 um ribeiro que transborda.
5 No  bom favorecer os mpios
para privar da justia o justo.
6 As palavras do tolo provocam briga,
e a sua conversa atrai aoites.
7 A conversa do tolo  a sua desgraa,
e seus lbios so uma armadilha
para a sua alma.
8 As palavras do caluniador
so como petiscos deliciosos;
descem at o ntimo do homem.
9 Quem relaxa em seu trabalho
 irmo do que o destri.
10 O nome do Senhor  uma torre forte;
os justos correm para ela e esto seguros.
11 A riqueza dos ricos
 a sua cidade fortificada,
eles a imaginam como um muro
que  impossvel escalar.
12 Antes da sua queda
o corao do homem se envaidece,
mas a humildade antecede a honra.
13 Quem responde antes de ouvir
comete insensatez e passa vergonha.
14 O esprito do homem
o sustenta na doena,
mas o esprito deprimido,
quem o levantar?
15 O corao do que tem discernimento
adquire conhecimento;
os ouvidos dos sbios
saem  sua procura.
16 O presente abre o caminho
para aquele que o entrega
e o conduz  presena dos grandes.
17 O primeiro a apresentar a sua causa
parece ter razo,
at que outro venha  frente e o questione.
18 Lanar sortes resolve contendas
e decide questes entre poderosos.
19 Um irmo ofendido  mais inacessvel
do que uma cidade fortificada,
e as discusses so como
as portas trancadas de uma cidadela.
20 Do fruto da boca enche-se
o estmago do homem;
o produto dos lbios o satisfaz.
21 A lngua tem poder sobre a vida
e sobre a morte;
os que gostam de us-la
comero do seu fruto.
22 Quem encontra uma esposa
encontra algo excelente;
recebeu uma bno do Senhor .
23 O pobre implora misericrdia,
mas o rico responde com aspereza.
24 Quem tem muitos amigos
pode chegar  runa,
mas existe amigo
mais apegado que um irmo.

PROVRBIOS-CAPITULO-19
1 Melhor  o pobre
que vive com integridade
do que o tolo que fala perversamente.
2 No  bom ter zelo sem conhecimento,
nem ser precipitado e perder o caminho.
3  a insensatez do homem
que arruna a sua vida,
mas o seu corao se ira contra o Senhor .
4 A riqueza traz muitos amigos,
mas at o amigo do pobre o abandona.
5 A testemunha falsa no ficar sem castigo,
e aquele que despeja mentiras
no sair livre.
6 Muitos adulam o governante,
e todos so amigos de quem d presentes.
7 O pobre  desprezado
por todos os seus parentes,
quanto mais por seus amigos!
Embora os procure,
para pedir-lhes ajuda,
no os encontra em lugar nenhum.
8 Quem obtm sabedoria
ama-se a si mesmo;
quem acalenta o entendimento prospera.
9 A testemunha falsa no ficar sem castigo,
e aquele que despeja mentiras perecer.
10 No fica bem o tolo viver no luxo;
quanto pior  o servo dominar prncipes!
11 A sabedoria do homem
lhe d pacincia;
sua glria  ignorar as ofensas.
12 A ira do rei  como o rugido do leo,
mas a sua bondade
 como o orvalho sobre a relva.
13 O filho tolo  a runa de seu pai,
e a esposa briguenta
 como uma goteira constante.
14 Casas e riquezas herdam-se dos pais,
mas a esposa prudente vem do Senhor .
15 A preguia leva ao sono profundo,
e o preguioso passa fome.
16 Quem obedece aos mandamentos
preserva a sua vida,
mas quem despreza os seus caminhos
morrer.
17 Quem trata bem os pobres
empresta ao Senhor ,
e ele o recompensar.
18 Discipline seu filho,
pois nisso h esperana;
no queira a morte dele.
19 O homem de gnio difcil
precisa do castigo;
se voc o poupar,
ter que poup-lo de novo.
20 Oua conselhos e aceite instrues,
e acabar sendo sbio.
21 Muitos so os planos
no corao do homem,
mas o que prevalece
 o propsito do Senhor .
22 O que se deseja ver num homem
 amor perene; [a]
melhor  ser pobre do que mentiroso.
23 O temor do Senhor conduz  vida:
quem o teme pode descansar em paz,
livre de problemas.
24 O preguioso pe a mo no prato,
e no se d ao trabalho
de lev-la  boca!
25 Aoite o zombador,
e os inexperientes aprendero a prudncia;
repreenda o homem de discernimento,
e ele obter conhecimento.
26 O filho que rouba o pai e expulsa a me
 causador de vergonha e desonra.
27 Se voc parar de ouvir a instruo,
meu filho,
ir afastar-se das palavras
que do conhecimento.
28 A testemunha corrupta zomba da justia,
e a boca dos mpios
tem fome de iniqidade.
29 Os castigos esto preparados
para os zombadores,
e os aoites para as costas dos tolos.
Notas de rodap:
[a] 19.22 Ou A ambio de um homem  sua vergonha;

PROVRBIOS-CAPITULO-20
1 O vinho  zombador
e a bebida fermentada provoca brigas;
no  sbio deixar-se dominar por eles.
2 O medo que o rei provoca
 como o do rugido de um leo;
quem o irrita pe em risco a prpria vida.
3  uma honra dar fim a contendas,
mas todos os insensatos envolvem-se nelas.
4 O preguioso no ara a terra
na estao prpria [a] ;
mas na poca da colheita procura,
e no acha nada.
5 Os propsitos do corao do homem
so guas profundas,
mas quem tem discernimento
os traz  tona.
6 Muitos se dizem amigos leais,
mas um homem fiel,
quem poder achar?
7 O homem justo leva uma vida ntegra;
como so felizes os seus filhos!
8 Quando o rei se assenta no trono
para julgar,
com o olhar esmia todo o mal.
9 Quem poder dizer:
"Purifiquei o corao;
estou livre do meu pecado"?
10 Pesos adulterados
e medidas falsificadas
so coisas que o Senhor detesta.
11 At a criana mostra o que 
por suas aes;
o seu procedimento
revelar se ela  pura e justa.
12 Os ouvidos que ouvem
e os olhos que vem
foram feitos pelo Senhor .
13 No ame o sono,
seno voc acabar ficando pobre;
fique desperto, e ter alimento de sobra.
14 "No vale isso! No vale isso!",
diz o comprador,
mas, quando se vai,
gaba-se do bom negcio.
15 Mesmo onde h ouro e rubis
em grande quantidade,
os lbios que transmitem conhecimento
so uma rara preciosidade.
16 Tome-se a veste
de quem serve de fiador ao estranho;
sirva ela de penhor
de quem d garantia a uma mulher leviana [b] .
17 Saborosa  a comida
que se obtm com mentiras,
mas depois d areia na boca.
18 Os conselhos so importantes
para quem quiser fazer planos,
e quem sai  guerra
precisa de orientao.
19 Quem vive contando casos
no guarda segredo;
por isso, evite quem fala demais.
20 Se algum amaldioar seu pai ou sua me,
a luz de sua vida se extinguir
na mais profunda escurido.
21 A herana que se obtm
com ganncia no princpio, [c]
no final no ser abenoada.
22 No diga:
"Eu o farei pagar pelo mal que me fez!"
Espere pelo Senhor ,
e ele dar a vitria a voc.
23 O Senhor detesta pesos adulterados,
e balanas falsificadas no o agradam.
24 Os passos do homem
so dirigidos pelo Senhor .
Como poderia algum
discernir o seu prprio caminho?
25  uma armadilha consagrar algo
precipitadamente,
e s pensar nas conseqncias
depois que se fez o voto.
26 O rei sbio abana os mpios,
e passa sobre eles a roda de debulhar.
27 O esprito do homem
 a lmpada do Senhor ,
e vasculha cada parte do seu ser.
28 A bondade e a fidelidade
preservam o rei;
por sua bondade
ele d firmeza ao seu trono.
29 A beleza dos jovens est na sua fora;
a glria dos idosos,
nos seus cabelos brancos.
30 Os golpes e os ferimentos
eliminam o mal;
os aoites limpam as profundezas do ser.
Notas de rodap:
[a] 20.4 Hebraico: por causa do frio.
[b] 20.16 Ou a um desconhecido
[c] 20.21 Ou A herana que se obtm s pressas no incio,

PROVRBIOS-CAPITULO-21
1 O corao do rei  como um rio
controlado pelo Senhor ;
ele o dirige para onde quer.
2 Todos os caminhos do homem
lhe parecem justos,
mas o Senhor pesa o corao.
3 Fazer o que  justo e certo
 mais aceitvel ao Senhor
do que oferecer sacrifcios.
4 A vida de pecado dos mpios
se v no olhar orgulhoso
e no corao arrogante.
5 Os planos bem elaborados levam  fartura;
mas o apressado sempre acaba na misria.
6 A fortuna obtida com lngua mentirosa
 iluso fugidia e armadilha mortal.
7 A violncia dos mpios os arrastar,
pois recusam-se a agir corretamente.
8 O caminho do culpado  tortuoso,
mas a conduta do inocente  reta.
9 Melhor  viver num canto sob o telhado
do que repartir a casa
com uma mulher briguenta.
10 O desejo do perverso  fazer o mal;
ele no tem d do prximo.
11 Quando o zombador  castigado,
o inexperiente obtm sabedoria;
quando o sbio recebe instruo,
obtm conhecimento.
12 O justo observa a casa dos mpios
e os faz cair na desgraa.
13 Quem fecha os ouvidos
ao clamor dos pobres
tambm clamar e no ter resposta.
14 O presente que se faz em segredo
acalma a ira,
e o suborno oferecido s ocultas
apazigua a maior fria.
15 Quando se faz justia,
o justo se alegra,
mas os malfeitores se apavoram.
16 Quem se afasta
do caminho da sensatez
repousar na companhia dos mortos.
17 Quem se entrega aos prazeres
passar necessidade;
quem se apega ao vinho e ao azeite
jamais ser rico.
18 O mpio serve de resgate para o justo,
e o infiel, para o homem ntegro.
19 Melhor  viver no deserto
do que com uma mulher briguenta
e amargurada [a] .
20 Na casa do sbio
h comida e azeite armazenados,
mas o tolo devora tudo o que pode.
21 Quem segue a justia e a lealdade
encontra vida, justia e honra.
22 O sbio conquista
a cidade dos valentes
e derruba a fortaleza
em que eles confiam.
23 Quem  cuidadoso no que fala
evita muito sofrimento.
24 O vaidoso e arrogante
chama-se zombador;
ele age com extremo orgulho.
25 O preguioso morre de tanto desejar
e de nunca pr as mos no trabalho.
26 O dia inteiro ele deseja mais e mais,
enquanto o justo reparte sem cessar.
27 O sacrifcio dos mpios
j por si  detestvel;
tanto mais quando oferecido
com ms intenes.
28 A testemunha falsa perecer,
mas o testemunho
do homem bem informado
permanecer. [b]
29 O mpio mostra no rosto
a sua arrogncia,
mas o justo mantm em ordem
o seu caminho.
30 No h sabedoria alguma,
nem discernimento algum,
nem plano algum
que possa opor-se ao Senhor .
31 Prepara-se o cavalo para o dia da batalha,
mas o Senhor  que d a vitria.
Notas de rodap:
[a] 21.19 Ou do que ser importunado por uma mulher briguenta
[b] 21.28 Hebraico: o homem que sabe ouvir falar para sempre.

PROVRBIOS-CAPITULO-22
1 A boa reputao vale mais
que grandes riquezas;
desfrutar de boa estima
vale mais que prata e ouro.
2 O rico e o pobre tm isto em comum:
o Senhor  o Criador de ambos.
3 O prudente percebe o perigo
e busca refgio;
o inexperiente segue adiante
e sofre as conseqncias.
4 A recompensa da humildade
e do temor do Senhor
so a riqueza, a honra e a vida.
5 No caminho do perverso
h espinhos e armadilhas;
quem quer proteger a prpria vida
mantm-se longe dele.
6 Instrua a criana segundo os objetivos
que voc tem para ela,
e mesmo com o passar dos anos [a]
no se desviar deles.
7 O rico domina sobre o pobre;
quem toma emprestado
 escravo de quem empresta.
8 Quem semeia a injustia colhe a maldade;
o castigo da sua arrogncia ser completo.
9 Quem  generoso ser abenoado,
pois reparte o seu po com o pobre.
10 Quando se manda embora o zombador,
a briga acaba;
cessam as contendas e os insultos.
11 Quem ama a sinceridade de corao
e se expressa com elegncia
ser amigo do rei.
12 Os olhos do Senhor
protegem o conhecimento,
mas ele frustra as palavras dos infiis.
13 O preguioso diz:
"H um leo l fora!"
"Serei morto na rua!"
14 A conversa da mulher imoral
 uma cova profunda;
nela cair quem estiver
sob a ira do Senhor .
15 A insensatez est ligada
ao corao da criana,
mas a vara da disciplina
a livrar dela.
16 Tanto quem oprime o pobre
para enriquecer-se
como quem faz cortesia ao rico,
com certeza passaro necessidade. [b]
Ditados dos Sbios
17 Preste ateno e oua
os ditados dos sbios,
e aplique o corao ao meu ensino.
18 Ser uma satisfao guard-los no ntimo
e t-los todos na ponta da lngua.
19 Para que voc confie no Senhor ,
a voc hoje ensinarei.
20 J no lhe escrevi
conselhos e instrues [c] ,
21 ensinando-lhe palavras
dignas de confiana,
para que voc responda
com a verdade a quem o enviou?
22 No explore os pobres por serem pobres,
nem oprima os necessitados no tribunal,
23 pois o Senhor ser o advogado deles,
e despojar da vida os que os despojarem.
24 No se associe
com quem vive de mau humor,
nem ande em companhia
de quem facilmente se ira;
25 do contrrio voc acabar
imitando essa conduta
e cair em armadilha mortal.
26 No seja como aqueles que,
com um aperto de mos,
empenham-se com outros
e se tornam fiadores de dvidas;
27 se voc no tem como pag-las,
por que correr o risco de perder
at a cama em que dorme?
28 No mude de lugar os antigos marcos
que limitam as propriedades
e que foram colocados
por seus antepassados.
29 Voc j observou um homem
habilidoso em seu trabalho?
Ser promovido ao servio real;
no trabalhar para gente obscura.
Notas de rodap:
[a] 22.6 Ou no caminho que deve seguir, e mesmo quando envelhecer
[b] 22.16 Ou Quem oprime o pobre faz com que ele ganhe mais; quem faz
cortesia ao rico s promove a prpria necessidade.
[c] 22.20 Ou escrevi trinta ditados ; ou ainda escrevi ditados
excelentes

PROVRBIOS-CAPITULO-23
1 Quando voc se assentar
para uma refeio
com alguma autoridade,
observe com ateno
quem est diante de voc,
2 e encoste a faca  sua prpria garganta,
se estiver com grande apetite.
3 No deseje as iguarias que lhe oferece,
pois podem ser enganosas.
4 No esgote suas foras
tentando ficar rico;
tenha bom senso!
5 As riquezas desaparecem
assim que voc as contempla;
elas criam asas
e voam como guias pelo cu.
6 No aceite a refeio
de um hospedeiro invejoso [a] ,
nem deseje as iguarias que lhe oferece;
7 pois ele s pensa nos gastos.
Ele lhe diz: "Coma e beba!",
mas no fala com sinceridade.
8 Voc vomitar o pouco que comeu,
e desperdiar a sua cordialidade.
9 No vale a pena conversar com o tolo,
pois ele despreza a sabedoria
do que voc fala.
10 No mude de lugar
os antigos marcos de propriedade,
nem invada as terras dos rfos,
11 pois aquele que defende
os direitos [b] deles  forte.
Ele lutar contra voc para defend-los.
12 Dedique  disciplina o seu corao,
e os seus ouvidos
s palavras que do conhecimento.
13 No evite disciplinar a criana;
se voc a castigar com a vara,
ela no morrer.
14 Castigue-a, voc mesmo, com a vara,
e assim a livrar da sepultura [c] .
11 Meu filho, se o seu corao for sbio,
o meu corao se alegrar.
16 Sentirei grande alegria
quando os seus lbios falarem com retido.
17 No inveje os pecadores
em seu corao;
melhor ser que tema sempre o Senhor .
18 Se agir assim, certamente haver
bom futuro para voc,
e a sua esperana no falhar.
19 Oua, meu filho, e seja sbio;
guie o seu corao pelo bom caminho.
20 No ande com os que
se encharcam de vinho,
nem com os que
se empanturram de carne.
21 Pois os bbados e os glutes
se empobrecero,
e a sonolncia os vestir de trapos.
22 Oua o seu pai, que o gerou;
no despreze sua me
quando ela envelhecer.
23 Compre a verdade e no abra mo dela,
nem tampouco da sabedoria, da disciplina
e do discernimento.
24 O pai do justo exultar de jbilo;
quem tem filho sbio nele se alegra.
25 Bom ser que se alegrem
seu pai e sua me
e que exulte a mulher que o deu  luz!
26 Meu filho, d-me o seu corao;
mantenha os seus olhos
em meus caminhos,
27 pois a prostituta  uma cova profunda,
e a mulher pervertida [d]  um poo estreito.
28 Como o assaltante, ela fica de tocaia,
e multiplica entre os homens os infiis.
29 De quem so os ais?
De quem as tristezas?
E as brigas, de quem so?
E os ferimentos desnecessrios?
De quem so os olhos vermelhos [e] ?
30 Dos que se demoram bebendo vinho,
dos que andam  procura
de bebida misturada.
31 No se deixe atrair pelo vinho
quando est vermelho,
quando cintila no copo
e escorre suavemente!
32 No fim, ele morde como serpente
e envenena como vbora.
33 Seus olhos vero coisas estranhas,
e sua mente imaginar coisas distorcidas.
34 Voc ser como quem
dorme no meio do mar,
como quem se deita
no alto das cordas do mastro.
35 E dir: "Espancaram-me,
mas eu nada senti!
Bateram em mim, mas nem percebi!
Quando acordarei
para que possa beber mais uma vez?"
Notas de rodap:
[a] 23.6 Hebraico: de olhos maus.
[b] 23.11 Hebraico: o resgatador .
[c] 23.14 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[d] 23.27 Ou adltera
[e] 23.29 Ou embaados

PROVRBIOS-CAPITULO-24
1 No tenha inveja dos mpios,
nem deseje a companhia deles;
2 pois destruio  o que
planejam no corao,
e s falam de violncia.
3 Com sabedoria se constri a casa,
e com discernimento se consolida.
4 Pelo conhecimento
os seus cmodos se enchem
do que  precioso e agradvel.
5 O homem sbio  poderoso,
e quem tem conhecimento
aumenta a sua fora;
6 quem sai  guerra precisa de orientao,
e com muitos conselheiros
se obtm a vitria.
7 A sabedoria  elevada demais
para o insensato;
ele no sabe o que dizer
nas assemblias.
8 Quem maquina o mal
ser conhecido como criador de intrigas.
9 A intriga do insensato  pecado,
e o zombador  detestado pelos homens.
10 Se voc vacila no dia da dificuldade,
como ser limitada a sua fora!
11 Liberte os que esto sendo levados
para a morte;
socorra os que caminham
trmulos para a matana!
12 Mesmo que voc diga:
"No sabamos o que estava acontecendo!"
No o perceberia aquele que
pesa os coraes?
No o saberia aquele que
preserva a sua vida?
No retribuir ele a cada um
segundo o seu procedimento?
13 Coma mel, meu filho.  bom.
O favo  doce ao paladar.
14 Saiba que a sabedoria tambm ser boa
para a sua alma;
se voc a encontrar, certamente haver
futuro para voc,
e a sua esperana no vai decepcion-lo.
15 No fique de tocaia, como faz o mpio,
contra a casa do justo,
e no destrua o seu local de repouso,
16 pois ainda que o justo caia sete vezes,
tornar a erguer-se,
mas os mpios so arrastados
pela calamidade.
17 No se alegre quando
o seu inimigo cair,
nem exulte o seu corao
quando ele tropear,
18 para que o Senhor no veja isso,
e se desagrade,
e desvie dele a sua ira.
19 No se aborrea por causa dos maus,
nem tenha inveja dos mpios,
20 pois no h futuro para o mau,
e a lmpada dos mpios se apagar.
21 Tema o Senhor e o rei, meu filho,
e no se associe aos dissidentes,
22 pois tero repentina destruio,
e quem pode imaginar a runa
que o Senhor e o rei podem causar?
Outros Ditados de Sabedoria
23 Aqui vo outros ditados dos sbios:
Agir com parcialidade nos julgamentos
no  nada bom.
24 Quem disser ao mpio:
"Voc  justo",
ser amaldioado pelos povos
e sofrer a indignao das naes.
25 Mas os que condenam o culpado
tero vida agradvel;
recebero grandes bnos.
26 A resposta sincera
 como beijo [a] nos lbios. [b]
27 Termine primeiro o seu trabalho
a cu aberto;
deixe pronta a sua lavoura.
Depois constitua famlia [c] .
28 No testemunhe sem motivo
contra o seu prximo
nem use os seus lbios para engan-lo.
29 No diga: "Farei com ele
o que fez comigo;
ele pagar pelo que fez".
30 Passei pelo campo do preguioso,
pela vinha do homem sem juzo;
31 havia espinheiros por toda parte,
o cho estava coberto de ervas daninhas
e o muro de pedra estava em runas.
32 Observei aquilo, e fiquei pensando;
olhei, e aprendi esta lio:
33 "Vou dormir um pouco", voc diz.
"Vou cochilar um momento;
vou cruzar os braos
e descansar mais um pouco",
34 mas a pobreza lhe sobrevir
como um assaltante,
e a sua misria
como um homem armado.
Notas de rodap:
[a] 24.26 Ou  prova de amizade
[b] 24.26 Ou Quem d um veredicto correto sela os lbios.
[c] 24.27 Hebraico: construa sua casa.

PROVRBIOS-CAPITULO-25
Outros Provrbios de Salomo
1 Estes so outros provrbios de Salomo, compilados pelos servos de
Ezequias, rei de Jud:
2 A glria de Deus  ocultar certas coisas;
tentar descobri-las  a glria dos reis.
3 Assim como o cu  elevado
e a terra  profunda,
tambm o corao dos reis  insondvel.
4 Quando se retira a escria da prata,
nesta se tem material para o [a] ourives;
5 quando os mpios so retirados
da presena do rei,
a justia firma o seu trono.
6 No se engrandea na presena do rei,
e no reivindique lugar
entre os homens importantes;
7  melhor que o rei lhe diga:
"Suba para c!",
do que ter que humilh-lo
diante de uma autoridade.
O que voc viu com os olhos
8 no leve precipitadamente ao tribunal,
pois o que voc far,
se o seu prximo o desacreditar?
9 Procure resolver sua causa diretamente
com o seu prximo,
e no revele o segredo de outra pessoa,
10 caso contrrio, quem o ouvir
poder recrimin-lo,
e voc jamais perder sua m reputao.
11 A palavra proferida no tempo certo
 como frutas de ouro
incrustadas numa escultura [b] de prata.
12 Como brinco de ouro
e enfeite de ouro fino
 a repreenso dada com sabedoria
a quem se dispe a ouvir.
13 Como o frescor da neve
na poca da colheita
 o mensageiro de confiana
para aqueles que o enviam;
ele revigora o nimo de seus senhores.
14 Como nuvens e ventos sem chuva
 aquele que se gaba de presentes
que no deu.
15 Com muita pacincia
pode-se convencer a autoridade,
e a lngua branda quebra at ossos [c] .
16 Se voc encontrar mel,
coma apenas o suficiente,
para que no fique enjoado e vomite.
17 No faa visitas freqentes
 casa do seu vizinho
para que ele no se canse de voc
e passe a odi-lo.
18 Como um pedao de pau,
uma espada ou uma flecha aguda
 o que d falso testemunho
contra o seu prximo.
19 Como dente estragado ou p deslocado
 a confiana no [d] hipcrita
na hora da dificuldade.
20 Como tirar a prpria roupa
num dia de frio,
ou derramar vinagre numa ferida,
 cantar com o corao entristecido.
21 Se o seu inimigo tiver fome,
d-lhe de comer;
se tiver sede, d-lhe de beber.
22 Fazendo isso, voc amontoar
brasas vivas sobre a cabea dele,
e o Senhor recompensar voc.
23 Como o vento norte traz chuva,
assim a lngua fingida traz o olhar irado.
24 Melhor  viver num canto sob o telhado
do que repartir a casa
com uma mulher briguenta.
25 Como gua fresca para a garganta sedenta
 a boa notcia que chega
de uma terra distante.
26 Como fonte contaminada
ou nascente poluda,
assim  o justo que fraqueja
diante do mpio.
27 Comer mel demais no  bom,
nem  honroso buscar a prpria honra.
28 Como a cidade
com seus muros derrubados,
assim  quem no sabe dominar-se.
Notas de rodap:
[a] 25.4 Ou a surge um vaso da parte do
[b] 25.11 Ou moldura
[c] 25.15 Ou vence a resistncia
[d] 25.19 Ou do

PROVRBIOS-CAPITULO-26
1 Como neve no vero
ou chuva na colheita,
assim a honra  imprpria para o tolo.
2 Como o pardal que voa em fuga,
e a andorinha que esvoaa veloz,
assim a maldio sem motivo justo
no pega.
3 O chicote  para o cavalo,
o freio, para o jumento,
e a vara, para as costas do tolo!
4 No responda ao insensato
com igual insensatez,
do contrrio voc se igualar a ele.
5 Responda ao insensato
como a sua insensatez merece,
do contrrio ele pensar
que  mesmo um sbio.
6 Como cortar o prprio p
ou beber veneno [a] ,
assim  enviar mensagem
pelas mos do tolo.
7 Como pendem inteis as pernas do coxo,
assim  o provrbio na boca do tolo.
8 Como amarrar uma pedra na atiradeira,
assim  prestar honra ao insensato.
9 Como ramo de espinhos
nas mos do bbado,
assim  o provrbio na boca do insensato.
10 Como o arqueiro que atira ao acaso,
assim  quem contrata o tolo
ou o primeiro que passa.
11 Como o co volta ao seu vmito,
assim o insensato repete a sua insensatez.
12 Voc conhece algum que se julga sbio?
H mais esperana para o insensato
do que para ele.
13 O preguioso diz:
"L est um leo no caminho,
um leo feroz rugindo nas ruas!"
14 Como a porta gira em suas dobradias,
assim o preguioso
se revira em sua cama.
15 O preguioso coloca a mo no prato,
mas acha difcil demais
lev-la de volta  boca.
16 O preguioso considera-se mais sbio
do que sete homens que respondem
com bom senso.
17 Como algum que pega pelas orelhas
um co qualquer,
assim  quem se mete em discusso alheia.
18 Como o louco que atira
brasas e flechas mortais,
19 assim  o homem
que engana o seu prximo
e diz: "Eu estava s brincando!"
20 Sem lenha a fogueira se apaga;
sem o caluniador morre a contenda.
21 O que o carvo  para as brasas
e a lenha para a fogueira,
o amigo de brigas
 para atiar discrdias.
22 As palavras do caluniador
so como petiscos deliciosos;
descem saborosos at o ntimo.
23 Como uma camada de esmalte [b]
sobre um vaso de barro,
os lbios amistosos
podem ocultar um corao mau.
24 Quem odeia disfara as suas intenes
com os lbios,
mas no corao abriga a falsidade.
25 Embora a sua conversa seja mansa,
no acredite nele,
pois o seu corao est cheio de maldade.
26 Ele pode fingir e esconder o seu dio,
mas a sua maldade ser exposta em pblico.
27 Quem faz uma cova, nela cair;
se algum rola uma pedra,
esta rolar de volta sobre ele.
28 A lngua mentirosa
odeia aqueles a quem fere,
e a boca lisonjeira provoca a runa.
Notas de rodap:
[a] 26.6 Hebraico: violncia .
[b] 26.23 Ou de escria de prata

PROVRBIOS-CAPITULO-27
1 No se gabe do dia de amanh,
pois voc no sabe
o que este ou aquele dia poder trazer.
2 Que outros faam elogios a voc,
no a sua prpria boca;
outras pessoas, no os seus prprios lbios.
3 A pedra  pesada e a areia  um fardo,
mas a irritao causada pelo insensato
 mais pesada do que as duas juntas.
4 O rancor  cruel e a fria  destruidora,
mas quem consegue suportar a inveja?
5 Melhor  a repreenso feita abertamente
do que o amor oculto.
6 Quem fere por amor
mostra lealdade,
mas o inimigo multiplica beijos.
7 Quem est satisfeito despreza o mel,
mas para quem tem fome
at o amargo  doce.
8 Como a ave que vagueia
longe do ninho,
assim  o homem que vagueia longe do lar.
9 Perfume e incenso trazem
alegria ao corao;
do conselho sincero do homem
nasce uma bela amizade.
10 No abandone o seu amigo
nem o amigo de seu pai;
quando for atingido pela adversidade
no v para a casa de seu irmo;
melhor  o vizinho prximo
do que o irmo distante.
11 Seja sbio, meu filho,
e traga alegria ao meu corao;
poderei ento responder
a quem me desprezar.
12 O prudente percebe o perigo
e busca refgio;
o inexperiente segue adiante
e sofre as conseqncias.
13 Tome-se a veste
de quem serve de fiador ao estranho;
sirva ela de penhor
de quem d garantia a uma mulher leviana [a] .
14 A bno dada aos gritos cedo de manh,
como maldio  recebida.
15 A esposa briguenta  como
o gotejar constante num dia chuvoso;
16 det-la  como deter o vento,
como apanhar leo com a mo.
17 Assim como o ferro afia o ferro,
o homem afia o seu companheiro.
18 Quem cuida de uma figueira
comer de seu fruto,
e quem trata bem o seu senhor
receber tratamento de honra.
19 Assim como a gua reflete o rosto,
o corao reflete quem somos ns.
20 O Sheol e a Destruio [b] so insaciveis,
como insaciveis so os olhos do homem.
21 O crisol  para a prata
e o forno  para o ouro,
mas o que prova o homem
so os elogios que recebe.
22 Ainda que voc moa o insensato,
como trigo no pilo,
a insensatez no se afastar dele.
23 Esforce-se para saber bem
como suas ovelhas esto,
d cuidadosa ateno aos seus rebanhos,
24 pois as riquezas no duram para sempre,
e nada garante que a coroa
passe de uma gerao a outra.
25 Quando o feno for retirado,
surgirem novos brotos
e o capim das colinas for colhido,
26 os cordeiros lhe fornecero roupa,
e os bodes lhe rendero o preo
de um campo.
27 Haver fartura de leite de cabra
para alimentar voc e sua famlia,
e para sustentar as suas servas.
Notas de rodap:
[a] 27.13 Ou a um desconhecido
[b] 27.20 Hebraico: Sheol e Abadom . Sheol pode ser traduzido por
sepultura, profundezas, p ou morte.

PROVRBIOS-CAPITULO-28
1 O mpio foge,
embora ningum o persiga,
mas os justos so corajosos como o leo.
2 Os pecados de uma nao fazem mudar
sempre os seus governantes,
mas a ordem se mantm
com um lder sbio e sensato.
3 O pobre que se torna poderoso
e oprime os pobres
 como a tempestade sbita
que destri toda a plantao.
4 Os que abandonam a lei
elogiam os mpios,
mas os que obedecem  lei
lutam contra eles.
5 Os homens maus
no entendem a justia,
mas os que buscam o Senhor
a entendem plenamente.
6 Melhor  o pobre ntegro em sua conduta
do que o rico perverso em seus caminhos.
7 Quem obedece  lei  filho sbio,
mas o companheiro dos glutes
envergonha o pai.
8 Quem aumenta sua riqueza
com juros exorbitantes
ajunta para algum outro,
que ser bondoso com os pobres.
9 Se algum se recusa a ouvir a lei,
at suas oraes sero detestveis.
10 Quem leva o homem direito
pelo mau caminho
cair ele mesmo
na armadilha que preparou,
mas o que no se deixa corromper
ter boa recompensa.
11 O rico pode at se julgar sbio,
mas o pobre que tem discernimento
o conhece a fundo.
12 Quando os justos triunfam,
h prosperidade geral [a] ,
mas, quando os mpios sobem ao poder,
os homens tratam de esconder-se.
13 Quem esconde os seus pecados
no prospera,
mas quem os confessa e os abandona
encontra misericrdia.
14 Como  feliz o homem constante
no temor do Senhor !
Mas quem endurece o corao
cair na desgraa.
15 Como um leo que ruge ou um urso feroz
 o mpio que governa
um povo necessitado.
16 O governante sem discernimento
aumenta as opresses,
mas os que odeiam o ganho desonesto
prolongaro o seu governo.
17 O assassino atormentado pela culpa
ser fugitivo at a morte;
que ningum o proteja!
18 Quem procede com integridade
viver seguro,
mas quem procede com perversidade
de repente cair.
19 Quem lavra sua terra
ter comida com fartura,
mas quem persegue fantasias
se fartar de misria.
20 O fiel ser ricamente abenoado,
mas quem tenta enriquecer-se depressa
no ficar sem castigo.
21 Agir com parcialidade no  bom;
pois at por um pedao de po
o homem se dispe a fazer o mal.
22 O invejoso  vido por riquezas,
e no percebe que a pobreza o aguarda.
23 Quem repreende o prximo
obter por fim mais favor
do que aquele que s sabe bajular.
24 Quem rouba seu pai ou sua me
e diz: "No  errado",
 amigo de quem destri.
25 O ganancioso provoca brigas,
mas quem confia no Senhor prosperar.
26 Quem confia em si mesmo  insensato,
mas quem anda segundo a sabedoria
no corre perigo.
27 Quem d aos pobres
no passar necessidade,
mas quem fecha os olhos para no v-los
sofrer muitas maldies.
28 Quando os mpios sobem ao poder,
o povo se esconde;
mas, quando eles sucumbem,
os justos florescem.
Notas de rodap:
[a] 28.12 Ou grande alegria

PROVRBIOS-CAPITULO-29
1 Quem insiste no erro
depois de muita repreenso,
ser destrudo, sem aviso
e irremediavelmente.
2 Quando os justos florescem,
o povo se alegra;
quando os mpios governam,
o povo geme.
3 O homem que ama a sabedoria
d alegria a seu pai,
mas quem anda com prostitutas
d fim  sua fortuna.
4 O rei que exerce a justia
d estabilidade ao pas,
mas o que gosta de subornos
o leva  runa.
5 Quem adula seu prximo
est armando uma rede para os ps dele.
6 O pecado do homem mau
o apanha na sua prpria armadilha, [a]
mas o justo pode cantar e alegrar-se.
7 Os justos levam em conta
os direitos dos pobres,
mas os mpios nem se importam com isso.
8 Os zombadores agitam a cidade,
mas os sbios a apaziguam.
9 Se o sbio for ao tribunal
contra o insensato,
no haver paz,
pois o insensato se enfurecer e zombar.
10 Os violentos odeiam os honestos
e procuram matar o homem ntegro.
11 O tolo d vazo  sua ira,
mas o sbio domina-se.
12 Para o governante
que d ouvidos a mentiras,
todos os seus oficiais so mpios.
13 O pobre e o opressor
tm algo em comum:
o Senhor d vista a ambos.
14 Se o rei julga os pobres com justia,
seu trono estar sempre seguro.
15 A vara da correo d sabedoria,
mas a criana entregue a si mesma
envergonha a sua me.
16 Quando os mpios prosperam,
prospera o pecado,
mas os justos vero a queda deles.
17 Discipline seu filho, e este lhe dar paz;
trar grande prazer  sua alma.
18 Onde no h revelao divina,
o povo se desvia;
mas como  feliz quem obedece  lei!
19 Meras palavras no bastam
para corrigir o escravo;
mesmo que entenda, no reagir bem.
20 Voc j viu algum
que se precipita no falar?
H mais esperana para o insensato
do que para ele.
21 Se algum mima seu escravo
desde jovem,
no fim ter tristezas.
22 O homem irado provoca brigas,
e o de gnio violento
comete muitos pecados.
23 O orgulho do homem o humilha,
mas o de esprito humilde obtm honra.
24 O cmplice do ladro odeia a si mesmo;
posto sob juramento,
no ousa testemunhar.
25 Quem teme o homem
cai em armadilhas,
mas quem confia no Senhor est seguro.
26 Muitos desejam os favores [b]
do governante,
mas  do Senhor que procede a justia.
27 Os justos detestam os desonestos,
j os mpios detestam os ntegros.
Notas de rodap:
[a] 29.6 Ou No pecado do homem mau h uma armadilha,
[b] 29.26 Hebraico: a face .

PROVRBIOS-CAPITULO-30
Ditados de Agur
1 Ditados de Agur, filho de Jaque; orculo: [a]
Este homem declarou a Itiel;
a Itiel e a Ucal: [b]
2 "Sou o mais tolo dos homens;
no tenho o entendimento
de um ser humano.
3 No aprendi sabedoria,
nem tenho conhecimento do Santo.
4 Quem subiu aos cus e desceu?
Quem ajuntou nas mos os ventos?
Quem embrulhou as guas em sua capa?
Quem fixou todos os limites da terra?
Qual  o seu nome,
e o nome do seu filho?
Conte-me, se voc sabe!
5 "Cada palavra de Deus
 comprovadamente pura;
ele  um escudo para quem
nele se refugia.
6 Nada acrescente s palavras dele,
do contrrio, ele o repreender
e mostrar que voc  mentiroso.
7 "Duas coisas peo que me ds
antes que eu morra:
8 Mantm longe de mim
a falsidade e a mentira;
no me ds nem pobreza nem riqueza;
d-me apenas o alimento necessrio.
9 Se no, tendo demais,
eu te negaria e te deixaria,
e diria: ``Quem  o Senhor ?''
Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar,
desonrando assim o nome do meu Deus.
10 "No fale mal do servo ao seu senhor;
do contrrio, o servo o amaldioar,
e voc levar a culpa.
11 "Existem os que amaldioam seu pai
e no abenoam sua me;
12 os que so puros aos seus prprios olhos
e que ainda no foram
purificados da sua impureza;
13 os que tm olhos altivos
e olhar desdenhoso;
14 pessoas cujos dentes so espadas
e cujas mandbulas
esto armadas de facas
para devorarem os necessitados desta terra
e os pobres da humanidade.
15 "Duas filhas tem a sanguessuga.
``D! D!'', gritam elas.
"H trs coisas que nunca esto satisfeitas,
quatro que nunca dizem: `` o bastante!'':
16 o Sheol [c] , o ventre estril,
a terra, cuja sede nunca se aplaca,
e o fogo, que nunca diz: `` o bastante!''
17 "Os olhos de quem zomba do pai,
e, zombando, nega obedincia  me,
sero arrancados pelos corvos do vale,
e sero devorados
pelos filhotes do abutre.
18 "H trs coisas
misteriosas demais para mim,
quatro que no consigo entender:
19 o caminho do abutre no cu,
o caminho da serpente sobre a rocha,
o caminho do navio em alto mar,
e o caminho do homem com uma moa.
20 "Este  o caminho da adltera:
ela come e limpa a boca, e diz:
``No fiz nada de errado''.
21 "Trs coisas fazem tremer a terra,
e quatro ela no pode suportar:
22 o escravo que se torna rei,
o insensato farto de comida,
23 a mulher desprezada
que por fim se casa,
e a escrava que toma o lugar
de sua senhora.
24 "Quatro seres da terra so pequenos,
e, no entanto, muito sbios:
25 as formigas, criaturas de pouca fora,
contudo, armazenam sua comida no vero;
26 os coelhos, criaturas sem nenhum poder,
contudo, habitam nos penhascos;
27 os gafanhotos, que no tm rei,
contudo, avanam juntos em fileiras;
28 a lagartixa, que se pode
apanhar com as mos,
contudo, encontra-se nos palcios dos reis.
29 "H trs seres de andar elegante,
quatro que se movem com passo garboso:
30 o leo, que  poderoso entre os animais
e no foge de ningum;
31 o galo de andar altivo; o bode;
e o rei  frente do seu exrcito.
32 "Se voc agiu como tolo
e exaltou-se a si mesmo,
ou se planejou o mal,
tape a boca com a mo!
33 Pois assim como bater o leite
produz manteiga,
e assim como torcer o nariz
produz sangue,
tambm suscitar a raiva
produz contenda".
Notas de rodap:
[a] 30.1 Ou Jaque de Mass :
[b] 30.1 Ou "Estou exausto,  Deus; estou exausto,  Deus, quase
desfalecendo .
[c] 30.16 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.

PROVRBIOS-CAPITULO-31
Ditados do Rei Lemuel
1 Ditados do rei Lemuel; uma exortao que sua me lhe fez: [a]
2 " meu filho, filho do meu ventre,
filho de meus votos, [b]
3 no gaste sua fora com mulheres,
seu vigor com aquelas que destroem reis.
4 "No convm aos reis,  Lemuel;
no convm aos reis beber vinho,
no convm aos governantes
desejar bebida fermentada,
5 para no suceder que bebam
e se esqueam do que a lei determina,
e deixem de fazer justia aos oprimidos.
6 D bebida fermentada aos
que esto prestes a morrer,
vinho aos que esto angustiados;
7 para que bebam e se esqueam
da sua pobreza,
e no mais se lembrem
da sua infelicidade.
8 "Erga a voz em favor
dos que no podem defender-se,
seja o defensor de todos os desamparados.
9 Erga a voz e julgue com justia;
defenda os direitos
dos pobres e dos necessitados".
Eplogo: A Mulher Exemplar
10 [c] Uma esposa exemplar;
feliz quem a encontrar!
 muito mais valiosa que os rubis.
11 Seu marido tem plena confiana nela
e nunca lhe falta coisa alguma.
12 Ela s lhe faz o bem, e nunca o mal,
todos os dias da sua vida.
13 Escolhe a l e o linho
e com prazer trabalha com as mos.
14 Como os navios mercantes,
ela traz de longe as suas provises.
15 Antes de clarear o dia ela se levanta,
prepara comida para todos os de casa,
e d tarefas s suas servas.
16 Ela avalia um campo e o compra;
com o que ganha planta uma vinha.
17 Entrega-se com vontade ao seu trabalho;
seus braos so fortes e vigorosos.
18 Administra bem o seu comrcio lucrativo,
e a sua lmpada fica acesa durante a noite.
19 Nas mos segura o fuso
e com os dedos pega a roca.
20 Acolhe os necessitados
e estende as mos aos pobres.
21 No teme por seus familiares quando chega a neve,
pois todos eles vestem agasalhos [d] .
22 Faz cobertas para a sua cama;
veste-se de linho fino e de prpura.
23 Seu marido  respeitado
na porta da cidade,
onde toma assento
entre as autoridades da sua terra.
24 Ela faz vestes de linho e as vende,
e fornece cintos aos comerciantes.
25 Reveste-se de fora e dignidade;
sorri diante do futuro.
26 Fala com sabedoria
e ensina com amor.
27 Cuida dos negcios de sua casa
e no d lugar  preguia.
28 Seus filhos se levantam e a elogiam;
seu marido tambm a elogia, dizendo:
29 "Muitas mulheres so exemplares,
mas voc a todas supera".
30 A beleza  enganosa,
e a formosura  passageira;
mas a mulher que teme o Senhor
ser elogiada.
31 Que ela receba a recompensa merecida,
e as suas obras sejam elogiadas
 porta da cidade.
Notas de rodap:
[a] 31.1 Ou Ditados de Lemuel, rei de Mass, os quais sua me lhe
ensinou:
[b] 31.2 Ou resposta s minhas oraes,
[c] 31.10 Os versculos 10-31 so um poema organizado em ordem
alfabtica, no hebraico.
[d] 31.21 Ou roupas vermelhas
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ECLESIASTES-CAPITULO-1
Nada Tem Sentido
1 As palavras do mestre, filho de Davi, rei em Jerusalm:
2 "Que grande inutilidade!",
diz o mestre.
"Que grande inutilidade!
Nada faz sentido!"
3 O que o homem ganha
com todo o seu trabalho
em que tanto se esfora debaixo do sol?
4 Geraes vm e geraes vo,
mas a terra permanece para sempre.
5 O sol se levanta e o sol se pe,
e depressa volta
ao lugar de onde se levanta.
6 O vento sopra para o sul
e vira para o norte;
d voltas e voltas,
seguindo sempre o seu curso.
7 Todos os rios vo para o mar,
contudo, o mar nunca se enche;
ainda que sempre corram para l,
para l voltam a correr.
8 Todas as coisas trazem canseira.
O homem no  capaz de descrev-las;
os olhos nunca se saciam de ver,
nem os ouvidos de ouvir.
9 O que foi tornar a ser,
o que foi feito se far novamente;
no h nada novo debaixo do sol.
10 Haver algo de que se possa dizer:
"Veja! Isto  novo!"?
No! J existiu h muito tempo,
bem antes da nossa poca.
11 Ningum se lembra
dos que viveram na antigidade,
e aqueles que ainda viro
tampouco sero lembrados
pelos que vierem depois deles. [a]
A Sabedoria No Tem Sentido
12 Eu, o mestre, fui rei de Israel em Jerusalm.
13 Dediquei-me a
investigar e a usar a sabedoria para explorar tudo o que  feito debaixo
do cu. Que fardo pesado Deus ps sobre os homens!
14 Tenho visto tudo
o que  feito debaixo do sol; tudo  intil,  correr atrs do vento!
15 O que  torto no pode ser endireitado;
o que est faltando
no pode ser contado.
16 Fiquei pensando: Eu me tornei famoso e ultrapassei em sabedoria
todos os que governaram Jerusalm antes de mim; de fato adquiri muita
sabedoria e conhecimento.
17 Por isso me esforcei para compreender a sabedoria, bem como a
loucura e a insensatez, mas aprendi que isso tambm  correr atrs do
vento.
18 Pois quanto maior a sabedoria,
maior o sofrimento;
e quanto maior o conhecimento,
maior o desgosto.
Notas de rodap:
[a] 1.11 Ou No h lembrana do que aconteceu, e mesmo o que ainda
acontecer no ser lembrado pelos que vierem depois disso.

ECLESIASTES-CAPITULO-2
Os Prazeres No Tm Sentido
1 Eu disse a mim mesmo: Venha. Experimente a alegria. Descubra as
coisas boas da vida! Mas isso tambm se revelou intil.
2 Conclu que o
rir  loucura, e a alegria de nada vale.
3 Decidi entregar-me ao vinho
e  extravagncia, mantendo, porm, a mente orientada pela sabedoria. Eu
queria saber o que vale a pena, debaixo do cu, nos poucos dias da vida
humana.
4 Lancei-me a grandes projetos: constru casas e plantei vinhas para
mim.
5 Fiz jardins e pomares e neles plantei todo tipo de rvore
frutfera.
6 Constru tambm reservatrios para irrigar os meus bosques
verdejantes.
7 Comprei escravos e escravas e tive escravos que nasceram
em minha casa. Alm disso, tive tambm mais bois e ovelhas do que todos
os que viveram antes de mim em Jerusalm.
8 Ajuntei para mim prata e
ouro, tesouros de reis e de provncias. Servi-me de cantores e cantoras,
e tambm de um harm, as delcias dos homens.
9 Tornei-me mais famoso e
poderoso do que todos os que viveram em Jerusalm antes de mim,
conservando comigo a minha sabedoria.
10 No me neguei nada
que os meus olhos desejaram;
no me recusei a dar prazer algum
ao meu corao.
Na verdade, eu me alegrei
em todo o meu trabalho;
essa foi a recompensa
de todo o meu esforo.
11 Contudo, quando avaliei
tudo o que as minhas mos
haviam feito
e o trabalho que eu tanto me esforara
para realizar,
percebi que tudo foi intil,
foi correr atrs do vento;
no h nenhum proveito
no que se faz debaixo do sol.
A Sabedoria e a Insensatez
12 Ento passei a refletir na sabedoria,
na loucura e na insensatez.
O que pode fazer o sucessor do rei,
a no ser repetir o que j foi feito?
13 Percebi que a sabedoria
 melhor que a insensatez,
assim como a luz  melhor
do que as trevas.
14 O homem sbio
tem olhos que enxergam [a] ,
mas o tolo anda nas trevas;
todavia, percebi
que ambos tm o mesmo destino.
15 A fiquei pensando:
O que acontece ao tolo
tambm me acontecer.
Que proveito eu tive em ser sbio?
Ento eu disse a mim mesmo:
Isso no faz o menor sentido!
16 Nem o sbio, nem o tolo
sero lembrados para sempre;
nos dias futuros
ambos sero esquecidos.
Como pode o sbio morrer
como o tolo morre?
O Trabalho rduo  Intil
17 Por isso desprezei a vida, pois o trabalho que se faz debaixo do sol
pareceu-me muito pesado. Tudo era intil, era correr atrs do vento.
18 Desprezei todas as coisas pelas quais eu tanto me esforara debaixo do
sol, pois terei que deix-las para aquele que me suceder.
19 E quem
pode dizer se ele ser sbio ou tolo? Todavia, ter domnio sobre tudo o
que realizei com o meu trabalho e com a minha sabedoria debaixo do sol.
Isso tambm no faz sentido.
20 Cheguei ao ponto de me desesperar por
todo o trabalho no qual tanto me esforcei debaixo do sol.
21 Pois um
homem pode realizar o seu trabalho com sabedoria, conhecimento e
habilidade, mas ter que deixar tudo o que possui como herana para
algum que no se esforou por aquilo. Isso tambm  um absurdo e uma
grande injustia.
22 Que proveito tem um homem de todo o esforo e de
toda a ansiedade com que trabalha debaixo do sol?
23 Durante toda a sua
vida, seu trabalho  pura dor e tristeza; mesmo  noite a sua mente no
descansa. Isso tambm  absurdo.
24 Para o homem no existe nada melhor do que comer, beber e encontrar
prazer em seu trabalho. E vi que isso tambm vem da mo de Deus.
25 E
quem aproveitou melhor as comidas e os prazeres do que eu? [b]
26 Ao homem que o agrada, Deus d sabedoria, conhecimento e felicidade.
Quanto ao pecador, Deus o encarrega de ajuntar e armazenar riquezas para
entreg-las a quem o agrada. Isso tambm  intil,  correr atrs do
vento.
Notas de rodap:
[a] 2.14 Hebraico: na cabea .
[b] 2.25 Vrias verses antigas dizem Pois sem ele, quem poderia comer
ou encontrar satisfao?

ECLESIASTES-CAPITULO-3
H Tempo para Tudo
1 Para tudo h uma ocasio certa;
h um tempo certo para cada propsito
debaixo do cu:
2 Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou,
3 tempo de matar e tempo de curar,
tempo de derrubar e tempo de construir,
4 tempo de chorar e tempo de rir,
tempo de prantear e tempo de danar,
5 tempo de espalhar pedras
e tempo de ajunt-las,
tempo de abraar e tempo de se conter,
6 tempo de procurar e tempo de desistir,
tempo de guardar
e tempo de jogar fora,
7 tempo de rasgar e tempo de costurar,
tempo de calar e tempo de falar,
8 tempo de amar e tempo de odiar,
tempo de lutar e tempo de viver em paz.
9 O que ganha o trabalhador com todo o seu esforo?
10 Tenho visto o
fardo que Deus imps aos homens.
11 Ele fez tudo apropriado ao seu
tempo. Tambm ps no corao do homem o anseio pela eternidade; mesmo
assim ele no consegue compreender inteiramente o que Deus fez.
12 Descobri que no h nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar
o bem enquanto vive.
13 Descobri tambm que poder comer, beber e ser
recompensado pelo seu trabalho  um presente de Deus.
14 Sei que tudo o
que Deus faz permanecer para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e
disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.
15 Aquilo que , j foi,
e o que ser, j foi anteriormente;
Deus investigar [a] o passado.
16 Descobri tambm que debaixo do sol:
No lugar da justia havia impiedade,
no lugar da retido,
ainda mais impiedade.
17 Fiquei pensando:
O justo e o mpio,
Deus julgar ambos,
pois h um tempo para todo propsito,
um tempo para tudo o que acontece.
18 Tambm pensei: Deus prova os homens para que vejam que so como os
animais.
19 O destino do homem  o mesmo do animal; o mesmo destino os
aguarda. Assim como morre um, tambm morre o outro. Todos tm o mesmo
flego de vida [b] ; o homem no tem vantagem alguma sobre o
animal. Nada faz sentido!
20 Todos vo para o mesmo lugar; vieram todos
do p, e ao p todos retornaro.
21 Quem pode dizer se o flego do
homem sobe s alturas e se o flego do animal desce [c] para a
terra?
22 Por isso conclu que no h nada melhor para o homem do que
desfrutar do seu trabalho, porque esta  a sua recompensa. Pois, quem
poder faz-lo ver o que acontecer depois de morto?
Notas de rodap:
[a] 3.15 Ou Deus chama de volta
[b] 3.19 Ou esprito
[c] 3.21 Ou Quem conhece o esprito do homem, que sobe, ou o esprito
do animal, que desce

ECLESIASTES-CAPITULO-4
As Injustias e os Absurdos da Vida
1 De novo olhei e vi toda a opresso que ocorre debaixo do sol:
Vi as lgrimas dos oprimidos,
mas no h quem os console;
o poder est do lado
dos seus opressores,
e no h quem os console.
2 Por isso considerei os mortos
mais felizes do que os vivos,
pois estes ainda tm que viver!
3 No entanto, melhor do que ambos
 aquele que ainda no nasceu,
que no viu o mal
que se faz debaixo do sol.
4 Descobri que todo trabalho e toda realizao surgem da competio que
existe entre as pessoas. Mas isso tambm  absurdo,  correr atrs do
vento.
5 O tolo cruza os braos
e destri a prpria vida.
6 Melhor  ter um punhado
com tranqilidade
do que dois punhados
 custa de muito esforo
e de correr atrs do vento.
7 Descobri ainda outra situao absurda debaixo do sol:
8 Havia um homem totalmente solitrio;
no tinha filho nem irmo.
Trabalhava sem parar!
Contudo, os seus olhos
no se satisfaziam com a sua riqueza.
Ele sequer perguntava:
"Para quem estou trabalhando tanto,
e por que razo deixo de me divertir?"
Isso tambm  absurdo;
 um trabalho por demais ingrato!
9  melhor ter companhia
do que estar sozinho,
porque maior 
a recompensa do trabalho
de duas pessoas.
10 Se um cair,
o amigo pode ajud-lo a levantar-se.
Mas pobre do homem que cai
e no tem quem o ajude a levantar-se!
11 E se dois dormirem juntos,
vo manter-se aquecidos.
Como, porm,
manter-se aquecido sozinho?
12 Um homem sozinho pode ser vencido,
mas dois conseguem defender-se.
Um cordo de trs dobras
no se rompe com facilidade.
A Futilidade do Poder
13 Melhor  um jovem pobre e sbio, do que um rei idoso e tolo, que j
no aceita repreenso.
14 O jovem pode ter sado da priso e chegado ao
trono, ou pode ter nascido pobre no pas daquele rei.
15 Percebi que,
ainda assim, o povo que vivia debaixo do sol seguia o jovem, o sucessor
do rei.
16 O nmero dos que aderiram a ele era incontvel. A gerao
seguinte, porm, no ficou satisfeita com o sucessor. Isso tambm no
faz sentido,  correr atrs do vento.

ECLESIASTES-CAPITULO-5
O Temor Devido a Deus
1 Quando voc for ao santurio de Deus, seja reverente [a] .
Quem se aproxima para ouvir  melhor do que os tolos que oferecem
sacrifcio sem saber que esto agindo mal.
2 No seja precipitado de lbios,
nem apressado de corao
para fazer promessas diante de Deus.
Deus est nos cus,
e voc est na terra,
por isso, fale pouco.
3 Das muitas ocupaes brotam sonhos;
do muito falar nasce a prosa v do tolo.
4 Quando voc fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos
desagradam a Deus; cumpra o seu voto.
5  melhor no fazer voto do que
fazer e no cumprir.
6 No permita que a sua boca o faa pecar. E no
diga ao mensageiro de Deus [b] : "O meu voto foi um engano".
Por que irritar a Deus com o que voc diz e deix-lo destruir o que voc
realizou?
7 Em meio a tantos sonhos absurdos e conversas inteis, tenha
temor de Deus.
As Riquezas No Do Sentido  Vida
8 Se voc vir o pobre oprimido numa provncia e vir que lhe so negados
o direito e a justia, no fique surpreso; pois todo oficial est
subordinado a algum que ocupa posio superior, e sobre os dois h
outros em posio ainda mais alta.
9 Mesmo assim,  vantagem a nao
ter um rei que a governe e que se interesse pela agricultura. [c]
10 Quem ama o dinheiro
jamais ter o suficiente;
quem ama as riquezas jamais ficar
satisfeito com os seus rendimentos.
Isso tambm no faz sentido.
11 Quando aumentam os bens,
tambm aumentam
os que os consomem.
E que benefcio trazem os bens
a quem os possui,
seno dar um pouco de alegria
aos seus olhos?
12 O sono do trabalhador  ameno,
quer coma pouco quer coma muito,
mas a fartura de um homem rico
no lhe d tranqilidade para dormir.
13 H um mal terrvel que vi debaixo do sol:
Riquezas acumuladas
para infelicidade do seu possuidor.
14 Se as riquezas dele se perdem
num mau negcio,
nada ficar para o filho
que lhe nascer.
15 O homem sai nu do ventre de sua me,
e como vem, assim vai.
De todo o trabalho em que se esforou
nada levar consigo.
16 H tambm outro mal terrvel:
Como o homem vem, assim ele vai,
e o que obtm de todo o seu esforo
em busca do vento?
17 Passa [d] toda a sua vida nas trevas,
com grande frustrao,
doena e amargura.
18 Assim, descobri que, para o homem, o melhor e o que mais vale a pena
 comer, beber, e desfrutar o resultado de todo o esforo que se faz
debaixo do sol durante os poucos dias de vida que Deus lhe d, pois essa
 a sua recompensa.
19 E quando Deus concede riquezas e bens a algum e
o capacita a desfrut-los, a aceitar a sua sorte e a ser feliz em seu
trabalho, isso  um presente de Deus.
20 Raramente essa pessoa fica
pensando na brevidade de sua vida, porque Deus o mantm ocupado com a
alegria do corao.
Notas de rodap:
[a] 5.1 Hebraico: guarde o seu p.
[b] 5.6 Hebraico: do templo.
[c] 5.9 Ou De toda forma, a terra ter vantagem se tiver um rei que
zela pelos campos cultivados.
[d] 5.17 Hebraico: Come .

ECLESIASTES-CAPITULO-6
1 Vi ainda outro mal debaixo do sol, que pesa bastante sobre a
humanidade:
2 Deus d riquezas, bens e honra ao homem, de modo que no
lhe falta nada que os seus olhos desejam; mas Deus no lhe permite
desfrutar tais coisas, e outro as desfruta em seu lugar. Isso no faz
sentido;  um mal terrvel.
3 Um homem pode ter cem filhos e viver muitos anos. No entanto, se no
desfrutar as coisas boas da vida, digo que uma criana que nasce morta e
nem ao menos recebe um enterro digno tem melhor sorte que ele.
4 Ela
nasce em vo e parte em trevas, e nas trevas o seu nome fica escondido.
5 Embora jamais tenha visto o sol ou conhecido qualquer coisa, ela tem
mais descanso do que tal homem.
6 Pois, de que lhe valeria viver dois
mil anos, sem desfrutar a sua prosperidade? Afinal, no vo todos para o
mesmo lugar?
7 Todo o esforo do homem
 feito para a sua boca;
contudo, o seu apetite jamais se satisfaz.
8 Que vantagem tem o sbio
em relao ao tolo?
Que vantagem tem o pobre em saber
como se portar diante dos outros?
9 Melhor  contentar-se
com o que os olhos vem
do que sonhar com o que se deseja.
Isso tambm no faz sentido;
 correr atrs do vento.
10 Tudo o que existe j recebeu nome,
e j se sabe o que o homem ;
no se pode lutar
contra algum mais forte.
11 Quanto mais palavras,
mais tolices [a] ,
e sem nenhum proveito.
12 Na verdade, quem sabe o que  bom para o homem, nos poucos dias de
sua vida vazia, em que ele passa como uma sombra? Quem poder contar-lhe
o que acontecer debaixo do sol depois que ele partir?
Notas de rodap:
[a] 6.11 Ou menos sentido ; ou ainda mais frustrao

ECLESIASTES-CAPITULO-7
A Sabedoria
1 O bom nome  melhor
do que um perfume finssimo,
e o dia da morte  melhor
do que o dia do nascimento.
2  melhor ir a uma casa onde h luto
do que a uma casa em festa,
pois a morte  o destino de todos;
os vivos devem levar isso a srio!
3 A tristeza  melhor do que o riso,
porque o rosto triste
melhora o corao.
4 O corao do sbio
est na casa onde h luto,
mas o do tolo, na casa da alegria.
5  melhor ouvir
a repreenso de um sbio
do que a cano dos tolos.
6 Tal como o estalo de espinhos
debaixo da panela,
assim  o riso dos tolos.
Isso tambm no faz sentido.
7 A opresso transforma o sbio em tolo,
e o suborno corrompe o corao.
8 O fim das coisas  melhor que
o seu incio,
e o paciente  melhor que o orgulhoso.
9 No permita que a ira domine depressa
o seu esprito,
pois a ira se aloja no ntimo dos tolos.
10 No diga: "Por que os dias do passado
foram melhores que os de hoje?"
Pois no  sbio fazer esse tipo de pergunta.
11 A sabedoria, como uma herana,
 coisa boa, e beneficia aqueles
que vem o sol.
12 A sabedoria oferece proteo,
como o faz o dinheiro,
mas a vantagem do conhecimento  esta:
a sabedoria preserva a vida
de quem a possui.
13 Considere o que Deus fez:
Quem pode endireitar
o que ele fez torto?
14 Quando os dias forem bons,
aproveite-os bem;
mas, quando forem ruins,
considere:
Deus fez tanto um quanto o outro,
para evitar que o homem descubra
alguma coisa sobre o seu futuro.
15 Nesta vida sem sentido
eu j vi de tudo:
Um justo que morreu [a]
apesar da sua justia,
e um mpio que teve vida longa
apesar da sua impiedade.
16 No seja excessivamente justo
nem demasiadamente sbio;
por que destruir-se a si mesmo?
17 No seja demasiadamente mpio
e no seja tolo;
por que morrer antes do tempo?
18  bom reter uma coisa
e no abrir mo da outra,
pois quem teme a Deus
evitar ambos os extremos [b] .
19 A sabedoria torna o sbio
mais poderoso
que uma cidade guardada
por dez valentes.
20 Todavia, no h um s justo na terra,
ningum que pratique o bem e nunca peque.
21 No d ateno
a todas as palavras que o povo diz,
caso contrrio, poder ouvir
o seu prprio servo falando mal de voc;
22 pois em seu corao voc sabe
que muitas vezes voc tambm
falou mal de outros.
23 Tudo isso eu examinei mediante a sabedoria e disse:
Estou decidido a ser sbio;
mas isso estava fora do meu alcance.
24 A realidade est bem distante
e  muito profunda;
quem pode descobri-la?
25 Por isso dediquei-me a aprender,
a investigar, a buscar a sabedoria
e a razo de ser das coisas,
para compreender
a insensatez da impiedade
e a loucura da insensatez.
26 Descobri que
muito mais amarga que a morte
 a mulher que serve de lao,
cujo corao  uma armadilha
e cujas mos so correntes.
O homem que agrada a Deus
escapar dela,
mas o pecador ela apanhar.
27 "Veja", diz o Mestre, "foi isto que descobri:
Ao comparar uma coisa com outra
para descobrir a sua razo de ser,
28 sim, durante essa minha busca
que ainda no terminou [c] ,
entre mil homens
descobri apenas um que julgo digno,
mas entre as mulheres
no achei uma sequer.
29 Assim, cheguei a esta concluso:
Deus fez os homens justos,
mas eles foram em busca
de muitas intrigas."
Notas de rodap:
[a] 7.15 Ou morreu jovem ; ou ainda morreu por causa da
[b] 7.18 Ou seguir ambas
[c] 7.28 Ou h algo que ainda no encontrei

ECLESIASTES-CAPITULO-8
A Obedincia Devida ao Rei
1 Quem  como o sbio?
Quem sabe interpretar as coisas?
A sabedoria de um homem
alcana o favor do rei [a]
e muda o seu semblante carregado.
2 Este  o meu conselho: obedea s ordens do rei porque voc fez um
juramento diante de Deus.
3 No se apresse em deixar a presena do rei,
nem se levante em favor de uma causa errada, visto que o rei faz o que
bem entende.
4 Pois a palavra do rei  soberana, e ningum lhe pode
perguntar: "O que ests fazendo?"
5 Quem obedece s suas ordens
no sofrer mal algum,
pois o corao sbio saber a hora
e a maneira certa de agir.
6 Porquanto h uma hora certa
e tambm uma maneira certa de agir
para cada situao.
O sofrimento de um homem, no entanto,
pesa muito sobre ele,
7 visto que ningum conhece o futuro.
Quem lhe poder dizer
o que vai acontecer?
8 Ningum tem o poder
de dominar o prprio esprito [b] ;
tampouco tem poder
sobre o dia da sua morte
e de escapar dos efeitos da guerra [c] ;
nem mesmo a maldade
livra aqueles que a praticam.
9 Tudo isso vi quando me pus a refletir em tudo o que se faz debaixo do
sol. H ocasies em que um homem domina sobre outros para a sua prpria
infelicidade [d] .
10 Nessas ocasies, vi mpios serem
sepultados e gente indo e vindo do lugar onde eles foram enterrados.
Todavia, os que haviam praticado o bem foram esquecidos na cidade.
[e] Isso tambm no faz sentido.
11 Quando os crimes no so castigados logo, o corao do homem se
enche de planos para fazer o mal.
12 O mpio pode cometer uma centena
de crimes e apesar disso, ter vida longa, mas sei muito bem que as
coisas sero melhores para os que temem a Deus, para os que mostram
respeito diante dele.
13 Para os mpios, no entanto, nada ir bem,
porque no temem a Deus, e os seus dias, como sombras, sero poucos.
14 H mais uma coisa sem sentido na terra: justos que recebem o que os
mpios merecem, e mpios que recebem o que os justos merecem. Isto
tambm, penso eu, no faz sentido.
15 Por isso recomendo que se
desfrute a vida, porque debaixo do sol no h nada melhor para o homem
do que comer, beber e alegrar-se. Sejam esses os seus companheiros no
seu duro trabalho durante todos os dias da vida que Deus lhe der debaixo
do sol!
16 Quando voltei a mente para conhecer a sabedoria e observar as
atividades do homem sobre a terra, daquele cujos olhos no vem sono
[f] nem de dia nem de noite,
17 percebi tudo o que Deus tem feito.
Ningum  capaz de entender o que se faz debaixo do sol. Por mais que se
esforce para descobrir o sentido das coisas, o homem no o encontrar. O
sbio pode at afirmar que entende, mas, na realidade, no o consegue
encontrar.
Notas de rodap:
[a] 8.1 Hebraico: ilumina o seu rosto.
[b] 8.8 Ou o vento
[c] 8.8 Ou desse combate
[d] 8.9 Ou para a infelicidade deles
[e] 8.10 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a
Septuaginta. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz
sepultados, aqueles que haviam freqentado o lugar santo e recebido
elogios na cidade onde haviam feito o mal.
[f] 8.16 Ou daquele que no descansa

ECLESIASTES-CAPITULO-9
O Destino de Todos
1 Refleti nisso tudo e cheguei  concluso de que os justos e os
sbios, e aquilo que eles fazem, esto nas mos de Deus. O que os
espera, seja amor ou dio, ningum sabe.
2 Todos partilham um destino
comum: o justo e o mpio, o bom e o mau [a] , o puro e o impuro,
o que oferece sacrifcios e o que no os oferece.
O que acontece com o homem bom,
acontece com o pecador;
o que acontece
com quem faz juramentos,
acontece com quem teme faz-los.
3 Este  o mal que h em tudo o que acontece debaixo do sol: o destino
de todos  o mesmo. O corao dos homens, alm do mais, est cheio de
maldade e de loucura durante toda a vida; e por fim eles se juntaro aos
mortos.
4 Quem est entre os vivos tem esperana; [b] at um
cachorro vivo  melhor do que um leo morto!
5 Pois os vivos sabem que morrero,
mas os mortos nada sabem;
para eles no haver mais recompensa,
e j no se tem lembrana deles.
6 Para eles o amor, o dio e a inveja
h muito desapareceram;
nunca mais tero parte em nada
do que acontece debaixo do sol.
7 Portanto, v, coma com prazer a sua comida e beba o seu vinho de
corao alegre, pois Deus j se agradou do que voc faz.
8 Esteja
sempre vestido com roupas de festa [c] , e unja sempre a sua
cabea com leo.
9 Desfrute a vida com a mulher a quem voc ama, todos
os dias desta vida sem sentido que Deus d a voc debaixo do sol; todos
os seus dias sem sentido! Pois essa  a sua recompensa na vida pelo seu
rduo trabalho debaixo do sol.
10 O que as suas mos tiverem que fazer,
que o faam com toda a sua fora, pois na sepultura [d] , para
onde voc vai, no h atividade nem planejamento, no h conhecimento
nem sabedoria.
11 Percebi ainda outra coisa debaixo do sol:
Os velozes nem sempre vencem a corrida;
os fortes nem sempre triunfam na guerra;
os sbios nem sempre tm comida;
os prudentes nem sempre so ricos;
os instrudos nem sempre tm prestgio;
pois o tempo e o acaso afetam a todos.
12 Alm do mais,
ningum sabe quando vir a sua hora:
Assim como os peixes so apanhados
numa rede fatal
e os pssaros so pegos
numa armadilha,
tambm os homens so enredados
pelos tempos de desgraa
que caem inesperadamente sobre eles.
O Valor da Sabedoria
13 Tambm vi debaixo do sol este exemplo de sabedoria que muito me
impressionou:
14 Havia uma pequena cidade, de poucos habitantes. Um rei
poderoso veio contra ela, cercou-a com muitos dispositivos de guerra.
15 Ora, naquela cidade vivia um homem pobre mas sbio, e com sua
sabedoria ele salvou a cidade. No entanto, ningum se lembrou mais
daquele pobre.
16 Por isso pensei: Embora a sabedoria seja melhor do
que a fora, a sabedoria do pobre  desprezada, e logo suas palavras so
esquecidas.
17 As palavras dos sbios
devem ser ouvidas com mais ateno
do que os gritos de quem
domina sobre tolos.
18 A sabedoria  melhor
do que as armas de guerra,
mas um s pecador
destri muita coisa boa.
Notas de rodap:
[a] 9.2 Conforme a Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. O Texto
Massortico no traz o mau.
[b] 9.4 Ou O que se deve escolher ento? Para todos os que vivem
existe esperana;
[c] 9.8 Hebraico: de branco .
[d] 9.10 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

ECLESIASTES-CAPITULO-10
1 Assim como a mosca morta
produz mau cheiro
e estraga o perfume,
tambm um pouco de insensatez
pesa mais que a sabedoria e a honra.
2 O corao do sbio
se inclina para o bem,
mas o corao do tolo, para o mal [a] .
3 Mesmo quando anda pelo caminho,
o tolo age sem o mnimo bom senso
e mostra a todos
que no passa de tolo.
4 Se a ira de uma autoridade
se levantar contra voc,
no abandone o seu posto;
a tranqilidade evita grandes erros.
5 H outro mal que vi debaixo do sol,
um erro cometido pelos que governam:
6 tolos so postos em cargos elevados,
enquanto ricos ocupam
cargos inferiores.
7 Tenho visto servos andando a cavalo,
e prncipes andando a p, como servos.
8 Quem cava um poo cair nele;
quem derruba um muro
ser picado por uma cobra.
9 Quem arranca pedras,
com elas se ferir;
quem racha lenha se arrisca.
10 Se o machado est cego
e sua lmina no foi afiada,
 preciso golpear com mais fora;
agir com sabedoria assegura o sucesso.
11 Se a cobra morder
antes de ser encantada,
para que servir o encantador?
12 As palavras do sbio
lhe trazem benefcios,
mas os lbios do insensato o destroem.
13 No incio as suas palavras
so mera tolice,
mas no final so loucura perversa.
14 Embora o tolo fale sem parar,
ningum sabe o que est para vir;
quem poder dizer a outrem
o que lhe acontecer depois?
15 O trabalho do tolo o deixa to exausto
que ele nem consegue
achar o caminho de casa [b] .
16 Pobre da terra cujo rei  jovem demais
e cujos lderes fazem banquetes
logo de manh.
17 Feliz  a terra cujo rei
 de origem nobre,
e cujos lderes comem no devido tempo
para recuperar as foras,
e no para embriagar-se.
18 Por causa da preguia,
o telhado se enverga;
por causa das mos indolentes,
a casa tem goteiras.
19 O banquete  feito para divertir,
e o vinho torna a vida alegre,
mas isso tudo se paga com dinheiro.
20 Nem em pensamento insulte o rei!
Nem mesmo em seu quarto
amaldioe o rico!
Porque uma ave do cu
poder levar as suas palavras,
e seres alados
podero divulgar o que voc disser.
Notas de rodap:
[a] 10.2 Hebraico: para a direita ... para a esquerda.
[b] 10.15 Hebraico: da cidade.

ECLESIASTES-CAPITULO-11
Sbios Conselhos
1 Atire o seu po sobre as guas [a] ,
e depois de muitos dias
voc tornar a encontr-lo.
2 Reparta o que voc tem com sete,
at mesmo com oito,
pois voc no sabe que desgraa
poder cair sobre a terra.
3 Quando as nuvens esto cheias de gua,
derramam chuva sobre a terra.
Quer uma rvore caia para o sul
quer para o norte,
onde cair ficar.
4 Quem fica observando o vento no plantar,
e quem fica olhando para as nuvens
no colher.
5 Assim como voc no conhece
o caminho do vento,
nem como o corpo  formado [b]
no ventre de uma mulher,
tambm no pode compreender
as obras de Deus,
o Criador de todas as coisas.
6 Plante de manh a sua semente,
e mesmo ao entardecer
no deixe as suas mos ficarem  toa,
pois voc no sabe o que acontecer,
se esta ou aquela produzir,
ou se as duas sero igualmente boas.
Conselho para os Jovens
7 A luz  agradvel,  bom ver o sol.
8 Por mais que um homem viva,
deve desfrutar sua vida toda.
Lembre-se, porm, dos dias de trevas,
pois sero muitos.
Tudo o que est para vir no faz sentido.
9 Alegre-se, jovem, na sua mocidade!
Seja feliz o seu corao
nos dias da sua juventude!
Siga por onde seu corao mandar,
at onde a sua vista alcanar;
mas saiba que por todas essas coisas
Deus o trar a julgamento.
10 Afaste do corao a ansiedade
e acabe com o sofrimento do seu corpo,
pois a juventude e o vigor
so passageiros.
Notas de rodap:
[a] 11.1 Ou D com generosidade o seu po
[b] 11.5 Ou no sabe como a vida (ou o esprito ) entra no corpo que
est se formando

ECLESIASTES-CAPITULO-12
1 Lembre-se do seu Criador
nos dias da sua juventude,
antes que venham os dias difceis
e se aproximem os anos
em que voc dir:
"No tenho satisfao neles";
2 antes que se escuream o sol e a luz,
a lua e as estrelas,
e as nuvens voltem depois da chuva;
3 quando os guardas da casa tremerem
e os homens fortes
caminharem encurvados;
quando pararem os moedores
por serem poucos,
e aqueles que olham pelas janelas
enxergarem embaado;
4 quando as portas da rua forem fechadas
e diminuir o som da moagem;
quando o barulho das aves
o fizer despertar,
mas o som de todas as canes
lhe parecer fraco;
5 quando voc tiver medo de altura,
e dos perigos das ruas;
quando florir a amendoeira,
o gafanhoto for um peso
e o desejo j no se despertar.
Ento o homem se vai
para o seu lar eterno,
e os pranteadores j vagueiam pelas ruas.
6 Sim, lembre-se dele,
antes que se rompa o cordo de prata,
ou se quebre a taa de ouro;
antes que o cntaro se despedace
junto  fonte,
a roda se quebre junto ao poo,
7 o p volte  terra, de onde veio,
e o esprito volte a Deus, que o deu.
8 "Tudo sem sentido! Sem sentido!",
diz o mestre.
"Nada faz sentido!
Nada faz sentido!"
Concluso
9 Alm de ser sbio, o mestre tambm ensinou conhecimento ao povo. Ele
escutou, examinou e colecionou muitos provrbios.
10 Procurou tambm
encontrar as palavras certas, e o que ele escreveu era reto e
verdadeiro.
11 As palavras dos sbios so como aguilhes, a coleo dos seus ditos
como pregos bem fixados, provenientes do nico Pastor.
12 Cuidado, meu
filho; nada acrescente a eles.
No h limite para a produo de livros, e estudar demais deixa exausto
o corpo.
13 Agora que j se ouviu tudo,
aqui est a concluso:
Tema a Deus
e obedea aos seus mandamentos,
porque isso  o essencial para o homem [a] .
14 Pois Deus trar a julgamento
tudo o que foi feito,
inclusive tudo o que est escondido,
seja bom, seja mau.
Notas de rodap:
[a] 12.13 Ou o dever de todo homem
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CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-1
1 Cntico dos Cnticos de Salomo.
A Amada [a]
2 Ah, se ele me beijasse,
se a sua boca me cobrisse de beijos ...
Sim, as suas carcias so mais agradveis
que o vinho.
3 A fragrncia dos seus perfumes  suave;
o seu nome  como perfume derramado.
No   toa que as jovens o amam!
4 Leve-me com voc! Vamos depressa!
Leve-me o rei para os seus aposentos!
Amigas (Mulheres de Jerusalm)
Estamos alegres e felizes por sua causa;
celebraremos o seu amor
mais do que o vinho.
A Amada
Com toda a razo voc  amado!
5 Estou escura, mas sou bela,
 mulheres de Jerusalm;
escura como as tendas de Quedar,
bela como as cortinas de Salomo.
6 No fiquem me olhando assim
porque estou escura;
foi o sol que me queimou a pele.
Os filhos de minha me
zangaram-se comigo
e fizeram-me tomar conta das vinhas;
da minha prpria vinha, porm,
no pude cuidar.
7 Conte-me, voc, a quem amo,
onde faz pastar o seu rebanho
e onde faz as suas ovelhas
descansarem ao meio-dia?
Se eu no o souber,
serei como uma mulher coberta com vu
junto aos rebanhos dos seus amigos.
O Amado
8 Se voc, a mais linda das mulheres,
se voc no o sabe,
siga a trilha das ovelhas
e faa as suas cabritas pastarem
junto s tendas dos pastores.
9 Comparo voc, minha querida,
a uma gua das carruagens do fara.
10 Como so belas as suas faces
entre os brincos,
e o seu pescoo com os colares de jias!
Amigas (Mulheres de Jerusalm)
11 Faremos para voc brincos de ouro
com incrustaes de prata.
A Amada
12 Enquanto o rei estava em seus aposentos,
o meu nardo espalhou sua fragrncia.
13 O meu amado  para mim
como uma pequenina bolsa de mirra
que passa a noite entre os meus seios.
14 O meu amado  para mim
um ramalhete de flores de hena [b]
das vinhas de En-Gedi.
O Amado
15 Como voc  linda, minha querida!
Ah, como  linda!
Seus olhos so pombas.
A Amada
16 Como voc  belo, meu amado!
Ah, como  encantador!
Verdejante  o nosso leito.
17 De cedro so as vigas da nossa casa,
e de cipreste os caibros do nosso telhado.
Notas de rodap:
[a] 1.2 Com base no gnero dos pronomes hebraicos empregados,
indicam-se por meio dos ttulos o Amado e a Amada, quando o interlocutor
 o homem ou a mulher. As palavras dos outros interlocutores esto
assinaladas com o ttulo Amigas. Em alguns casos as divises e seus
ttulos so discutveis.
[b] 1.14 Isto , planta aromtica.

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-2
A Amada
1 Sou uma flor [a] de Sarom,
um lrio dos vales.
O Amado
2 Como um lrio entre os espinhos
 a minha amada entre as jovens.
A Amada
3 Como uma macieira entre
as rvores da floresta
 o meu amado entre os jovens.
Tenho prazer em sentar-me
 sua sombra;
o seu fruto  doce ao meu paladar.
4 Ele me levou ao salo de banquetes,
e o seu estandarte sobre mim  o amor. [b]
5 Por favor, sustentem-me com passas,
revigorem-me com mas [c] ,
pois estou doente de amor.
6 O seu brao esquerdo
esteja debaixo da minha cabea,
e o seu brao direito me abrace.
7 Mulheres de Jerusalm, eu as fao jurar
pelas gazelas e pelas coras do campo:
no despertem nem provoquem o amor
enquanto ele no o quiser.
8 Escutem!  o meu amado!
Vejam! A vem ele,
saltando pelos montes,
pulando sobre as colinas.
9 O meu amado  como uma gazela,
como um cervo novo.
Vejam! L est ele atrs do nosso muro,
observando pelas janelas,
espiando pelas grades.
10 O meu amado falou e me disse:
O Amado
Levante-se, minha querida,
minha bela, e venha comigo.
11 Veja! O inverno passou;
acabaram-se as chuvas e j se foram.
12 Aparecem flores na terra,
e chegou o tempo de cantar [d] ;
j se ouve em nossa terra
o arrulhar dos pombos.
13 A figueira produz os primeiros frutos;
as vinhas florescem e espalham
sua fragrncia.
Levante-se, venha, minha querida;
minha bela, venha comigo.
14 Minha pomba que est
nas fendas da rocha,
nos esconderijos,
nas encostas dos montes,
mostre-me seu rosto,
deixe-me ouvir sua voz;
pois a sua voz  suave
e o seu rosto  lindo.
A Amada
15 Apanhem para ns as raposas,
as raposinhas que estragam as vinhas,
pois as nossas vinhas esto floridas.
16 O meu amado  meu, e eu sou dele;
ele pastoreia entre os lrios.
17 Volte, amado meu,
antes que rompa o dia
e fujam as sombras;
seja como a gazela
ou como o cervo novo
nas colinas escarpadas [e] .
Notas de rodap:
[a] 2.1 Tradicionalmente rosa. Talvez um narciso ou uma tulipa.
[b] 2.4 Ou seus olhares para mim eram de amor.
[c] 2.5 Ou damascos
[d] 2.12 Ou de podar
[e] 2.17 Ou colinas de Beter ; ou ainda montes da separao

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-3
1 A noite toda procurei em meu leito
aquele a quem o meu corao ama,
mas no o encontrei.
2 Vou levantar-me agora
e percorrer a cidade,
irei por suas ruas e praas;
buscarei aquele a quem
o meu corao ama.
Eu o procurei, mas no o encontrei.
3 As sentinelas me encontraram
quando faziam as suas rondas na cidade.
"Vocs viram aquele a quem
o meu corao ama?", perguntei.
4 Mal havia passado por elas,
quando encontrei aquele a quem
o meu corao ama.
Eu o segurei e no o deixei ir,
at que o trouxe
para a casa de minha me,
para o quarto daquela que me concebeu.
5 Mulheres de Jerusalm, eu as fao jurar
pelas gazelas e pelas coras do campo:
No despertem nem incomodem o amor
enquanto ele no o quiser.
Coro
6 O que vem subindo do deserto,
como uma coluna de fumaa,
perfumado com mirra e incenso
com extrato de todas as especiarias
dos mercadores?
7 Vejam!  a liteira de Salomo,
escoltada por sessenta guerreiros,
os mais nobres de Israel;
8 todos eles trazem espada,
todos so experientes na guerra,
cada um com a sua espada,
preparado para enfrentar
os pavores da noite.
9 O rei Salomo fez para si uma liteira;
ele a fez com madeira do Lbano.
10 Suas traves ele fez de prata,
seu teto, de ouro.
Seu banco foi estofado em prpura,
seu interior foi cuidadosamente preparado
pelas mulheres de Jerusalm.
11 Mulheres de Sio, saiam!
Venham ver o rei Salomo!
Ele est usando a coroa,
a coroa que sua me lhe colocou
no dia do seu casamento,
no dia em que o seu corao se alegrou.

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-4
O Amado
1 Como voc  linda, minha querida!
Ah, como  linda!
Seus olhos, por trs do vu, so pombas.
Seu cabelo  como um rebanho de cabras
que vm descendo do monte Gileade.
2 Seus dentes so como um
rebanho de ovelhas recm-tosquiadas
que vo subindo do lavadouro.
Cada uma tem o seu par;
no h nenhuma sem crias.
3 Seus lbios so como um fio vermelho;
sua boca  belssima.
Suas faces, por trs do vu,
so como as metades de uma rom.
4 Seu pescoo  como a torre de Davi,
construda como arsenal.
Nela esto pendurados mil escudos,
todos eles escudos de hericos guerreiros.
5 Seus dois seios so como filhotes de cervo,
como filhotes gmeos de uma gazela
que repousam entre os lrios.
6 Enquanto no raia o dia
e as sombras no fogem,
irei  montanha da mirra
e  colina do incenso.
7 Voc  toda linda, minha querida;
em voc no h defeito algum.
8 Venha do Lbano comigo, minha noiva,
venha do Lbano comigo.
Desa do alto do Amana,
do topo do Senir, do alto do Hermom,
das covas dos lees
e das tocas dos leopardos nas montanhas.
9 Voc fez disparar o meu corao,
minha irm, minha noiva;
fez disparar o meu corao
com um simples olhar,
com uma simples jia dos seus colares.
10 Quo deliciosas so as suas carcias,
minha irm, minha noiva!
Suas carcias so mais agradveis
que o vinho,
e a fragrncia do seu perfume
supera o de qualquer especiaria!
11 Os seus lbios gotejam a doura
dos favos de mel, minha noiva;
leite e mel esto debaixo da sua lngua.
A fragrncia das suas vestes
 como a fragrncia do Lbano.
12 Voc  um jardim fechado,
minha irm, minha noiva;
voc  uma nascente fechada,
uma fonte selada.
13 De voc brota um pomar de roms
com frutos seletos,
com flores de hena e nardo,
14 nardo e aafro, clamo e canela,
com todas as madeiras aromticas,
mirra e alos e as mais finas especiarias.
15 Voc  [a] uma fonte de jardim,
um poo de guas vivas,
que descem do Lbano.
A Amada
16 Acorde, vento norte!
Venha, vento sul!
Soprem em meu jardim,
para que a sua fragrncia
se espalhe ao seu redor.
Que o meu amado entre em seu jardim
e saboreie os seus deliciosos frutos.
Notas de rodap:
[a] 4.15 Ou Eu sou (falado pela Amada)

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-5
O Amado
1 Entrei em meu jardim,
minha irm, minha noiva;
ajuntei a minha mirra com
as minhas especiarias.
Comi o meu favo e o meu mel;
bebi o meu vinho e o meu leite.
Poeta
Comam, amigos,
bebam quanto puderem,  amados!
A Amada
2 Eu estava quase dormindo,
mas o meu corao estava acordado.
Escutem! O meu amado est batendo.
O Amado
Abra-me a porta, minha irm,
minha querida, minha pomba,
minha mulher ideal,
pois a minha cabea
est encharcada de orvalho,
o meu cabelo, da umidade da noite.
A Amada
3 J tirei a tnica;
terei que vestir-me de novo?
J lavei os ps;
terei que suj-los de novo?
4 O meu amado ps a mo
por uma abertura da tranca;
meu corao comeou
a palpitar por causa dele.
5 Levantei-me para abrir-lhe a porta;
minhas mos destilavam mirra,
meus dedos vertiam mirra,
na maaneta da tranca.
6 Eu abri, mas o meu amado se fora;
o meu amado j havia partido.
Quase desmaiei de tristeza!
Procurei-o, mas no o encontrei.
Eu o chamei, mas ele no respondeu.
7 As sentinelas me encontraram
enquanto faziam a ronda na cidade.
Bateram-me, feriram-me;
e tomaram o meu manto,
as sentinelas dos muros!
8  mulheres de Jerusalm,
eu as fao jurar:
se encontrarem o meu amado,
que diro a ele?
Digam-lhe que estou doente de amor.
Amigas (As Mulheres de Jerusalm)
9 Que diferena h entre o seu amado
e outro qualquer,
 voc, das mulheres a mais linda?
Que diferena h entre o seu amado
e outro qualquer,
para voc nos obrigar a tal promessa?
A Amada
10 O meu amado tem a pele bronzeada;
ele se destaca entre dez mil.
11 Sua cabea  como ouro, o ouro mais puro;
seus cabelos ondulam ao vento
como ramos de palmeira;
so negros como o corvo.
12 Seus olhos so como pombas
junto aos regatos de gua,
lavados em leite,
incrustados como jias.
13 Suas faces so como
um jardim de especiarias
que exalam perfume.
Seus lbios so como lrios
que destilam mirra.
14 Seus braos so cilindros de ouro
com berilo neles engastado.
Seu tronco  como marfim polido
adornado de safiras.
15 Suas pernas so colunas de mrmore [a]
firmadas em bases de ouro puro.
Sua aparncia  como o Lbano;
ele  elegante como os cedros.
16 Sua boca  a prpria doura;
ele  mui desejvel.
Esse  o meu amado,
esse  o meu querido,
 mulheres de Jerusalm.
Notas de rodap:
[a] 5.15 Ou alabastro

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-6
Amigas (Mulheres de Jerusalm)
1 Para onde foi o seu amado,
 mais linda das mulheres?
Diga-nos para onde foi o seu amado
e o procuraremos com voc!
A Amada
2 O meu amado desceu ao seu jardim,
aos canteiros de especiarias,
para descansar
e colher lrios.
3 Eu sou do meu amado,
e o meu amado  meu;
ele descansa entre os lrios.
O Amado
4 Minha querida, voc  linda como Tirza,
bela como Jerusalm,
admirvel como um exrcito
e suas bandeiras.
5 Desvie de mim os seus olhos,
pois eles me perturbam.
Seu cabelo  como
um rebanho de cabras
que descem de Gileade.
6 Seus dentes so como
um rebanho de ovelhas
que sobem do lavadouro.
Cada uma tem o seu par,
no h nenhuma sem crias.
7 Suas faces, por trs do vu,
so como as metades de uma rom.
8 Pode haver sessenta rainhas,
e oitenta concubinas,
e um nmero sem fim de virgens,
9 mas ela  nica, a minha pomba,
minha mulher ideal!
Ela  a filha favorita de sua me,
a predileta daquela que a deu  luz.
Quando outras jovens a vem,
dizem que ela  muito feliz;
as rainhas e as concubinas a elogiam.
Amigas (Mulheres de Jerusalm)
10 Quem  essa que aparece
como o alvorecer,
bela como a lua, brilhante como o sol,
admirvel como um exrcito
e suas bandeiras?
A Amada
11 Desci ao bosque das nogueiras
para ver os renovos no vale,
para ver se as videiras tinham brotado
e se as roms estavam em flor.
12 Antes que eu o percebesse,
voc me colocou entre as carruagens,
com um prncipe ao meu lado. [a]
Amigas (Mulheres de Jerusalm)
13 Volte, volte, Sulamita;
volte, volte, para que a contemplemos.
O Amado
Por que vocs querem
contemplar a Sulamita,
como na dana de Maanaim [b] ?
Notas de rodap:
[a] 6.12 Ou Sem que eu percebesse, minha imaginao me colocou entre
os carros do meu nobre povo.
[b] 6.13 Ou dos dois coros ; ou ainda dos dois acampamentos

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-7
1 Como so lindos
os seus ps calados com sandlias,
 filha do prncipe!
As curvas das suas coxas so como jias,
obra das mos de um artfice.
2 Seu umbigo  uma taa redonda
onde nunca falta o vinho
de boa mistura.
Sua cintura  um monte de trigo
cercado de lrios.
3 Seus seios so como
dois filhotes de cora,
gmeos de uma gazela.
4 Seu pescoo  como
uma torre de marfim.
Seus olhos so como
os audes de Hesbom,
junto  porta de Bate-Rabim.
Seu nariz  como a torre do Lbano
voltada para Damasco.
5 Sua cabea eleva-se
como o monte Carmelo.
Seus cabelos soltos
tm reflexos de prpura;
o rei caiu prisioneiro das suas ondas.
6 Como voc  linda!
Como voc me agrada!
Oh, o amor e suas delcias!
7 Seu porte  como o da palmeira,
e os seus seios como cachos de frutos.
8 Eu disse: Subirei a palmeira
e me apossarei dos seus frutos.
Sejam os seus seios
como os cachos da videira,
o aroma da sua respirao como mas [a] ,
9 e a sua boca como o melhor vinho ...
A Amada
. vinho que flui suavemente
para o meu amado,
escorrendo suavemente sobre os lbios
de quem j vai adormecendo.
10 Eu perteno ao meu amado,
e ele me deseja.
11 Venha, meu amado,
vamos fugir para o campo,
passemos a noite nos povoados.
12 Vamos cedo para as vinhas
para ver se as videiras brotaram,
se as suas flores se abriram
e se as roms esto em flor;
ali eu lhe darei o meu amor.
13 As mandrgoras [b] exalam o seu perfume,
e  nossa porta h todo tipo de frutos finos,
secos e frescos,
que reservei para voc, meu amado.
Notas de rodap:
[a] 7.8 Ou damascos
[b] 7.13 Isto , plantas tidas por afrodisacas e capazes de favorecer
a fertilidade feminina.

CANTARES DE SALOMO-CAPITULO-8
1 Ah, quem dera voc fosse meu irmo,
amamentado nos seios de minha me!
Ento, se eu o encontrasse fora de casa,
eu o beijaria,
e ningum me desprezaria.
2 Eu o conduziria
e o traria  casa de minha me,
e voc me ensinaria.
Eu lhe daria vinho aromatizado
para beber,
o nctar das minhas roms.
3 O seu brao esquerdo esteja debaixo
da minha cabea
e o seu brao direito me abrace.
4 Mulheres de Jerusalm, eu as fao jurar:
No despertem nem incomodem o amor
enquanto ele no o quiser.
Amigas (Mulheres de Jerusalm)
5 Quem vem subindo do deserto,
apoiada em seu amado?
A Amada
Debaixo da macieira eu o despertei;
ali esteve a sua me em trabalho de parto,
ali sofreu as dores aquela que o deu  luz.
6 Coloque-me como um selo sobre
o seu corao;
como um selo sobre o seu brao;
pois o amor  to forte quanto a morte,
e o cime [a]  to inflexvel
quanto a sepultura [b] .
Suas brasas so fogo ardente,
so labaredas do Senhor [c] .
7 Nem muitas guas conseguem
apagar o amor;
os rios no conseguem lev-lo
na correnteza.
Se algum oferecesse todas as riquezas
da sua casa para adquirir o amor,
seria totalmente desprezado.
Irmos
8 Temos uma irmzinha;
seus seios ainda no esto crescidos.
Que faremos com nossa irm
no dia em que for pedida
em casamento?
9 Se ela for um muro,
construiremos sobre ela
uma torre de prata.
Se ela for uma porta,
ns a reforaremos com tbuas de cedro.
A Amada
10 Eu sou um muro,
e meus seios so as suas torres.
Assim me tornei aos olhos dele
como algum que inspira paz.
11 Salomo possua uma vinha
em Baal-Hamom;
ele entregou a sua vinha a arrendatrios.
Cada um devia trazer pelos
frutos da vinha
doze quilos [d] de prata.
12 Quanto  minha prpria vinha,
essa est em meu poder;
os doze quilos de prata so para voc,
 Salomo,
e dois quilos e meio so para os
que tomaram conta dos seus frutos.
O Amado
13 Voc, que habita nos jardins,
os amigos desejam ouvi-la;
deixe-me ouvir a sua voz!
A Amada
14 Venha depressa, meu amado,
e seja como uma gazela,
ou como um cervo novo
saltando sobre os montes
cobertos de especiarias.
Notas de rodap:
[a] 8.6 Ou paixo
[b] 8.6 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[c] 8.6 Ou labaredas enormes
[d] 8.11 Hebraico: 1.000 siclos ; tambm no versculo 12. Um siclo
equivalia a 12 gramas.
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ISAAS-CAPITULO-1
1 Viso que Isaas, filho de Amoz, teve a respeito de Jud e Jerusalm
durante os reinados de Uzias, Joto, Acaz e Ezequias, reis de Jud.
Uma Nao Rebelde
2 Ouam,  cus! Escute,  terra!
Pois o Senhor falou:
"Criei filhos e os fiz crescer,
mas eles se revoltaram contra mim.
3 O boi reconhece o seu dono,
e o jumento conhece a manjedoura
do seu proprietrio,
mas Israel nada sabe,
o meu povo nada compreende".
4 Ah, nao pecadora,
povo carregado de iniqidade!
Raa de malfeitores,
filhos dados  corrupo!
Abandonaram o Senhor ,
desprezaram o Santo de Israel
e o rejeitaram.
5 Por que haveriam de continuar a ser castigados?
Por que insistem na revolta?
A cabea toda est ferida,
todo o corao est sofrendo.
6 Da sola do p ao alto da cabea
no h nada so;
somente machucados,
verges e ferimentos abertos,
que no foram limpos nem enfaixados
nem tratados com azeite.
7 A terra de vocs est devastada,
suas cidades foram destrudas a fogo;
os seus campos esto sendo tomados
por estrangeiros, diante de vocs,
e devastados como a runa que eles
costumam causar.
8 S restou a cidade [a] de Sio
como tenda numa vinha,
como abrigo numa plantao de meles,
como uma cidade sitiada.
9 Se o Senhor dos Exrcitos
no tivesse poupado alguns de ns,
j estaramos como Sodoma
e semelhantes a Gomorra.
10 Governantes de Sodoma,
ouam a palavra do Senhor !
Vocs, povo de Gomorra,
escutem a instruo de nosso Deus!
11 "Para que me oferecem
tantos sacrifcios?",
pergunta o Senhor .
"Para mim, chega de holocaustos [b] de carneiros
e da gordura de novilhos gordos.
No tenho nenhum prazer
no sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes!
12 Quando vocs vm  minha presena,
quem lhes pediu que pusessem os ps em meus trios?
13 Parem de trazer ofertas inteis!
O incenso de vocs
 repugnante para mim.
Luas novas, sbados e reunies!
No consigo suportar suas assemblias
cheias de iniqidade.
14 Suas festas da lua nova
e suas festas fixas, eu as odeio.
Tornaram-se um fardo para mim;
no as suporto mais!
15 Quando vocs estenderem as mos em orao,
esconderei de vocs os meus olhos;
mesmo que multipliquem
as suas oraes,
no as escutarei!
As suas mos esto cheias de sangue!
16 Lavem-se! Limpem-se!
Removam suas ms obras
para longe da minha vista!
Parem de fazer o mal,
17 aprendam a fazer o bem!
Busquem a justia,
acabem com a opresso. [c]
Lutem pelos direitos do rfo,
defendam a causa da viva.
18 "Venham, vamos refletir juntos",
diz o Senhor .
"Embora os seus pecados
sejam vermelhos como escarlate,
eles se tornaro brancos como a neve;
embora sejam rubros como prpura,
como a l se tornaro.
19 Se vocs estiverem dispostos a obedecer,
comero os melhores frutos desta terra;
20 mas, se resistirem e se rebelarem,
sero devorados pela espada."
Pois o Senhor  quem fala!
21 Vejam como a cidade fiel
se tornou prostituta!
Antes cheia de justia
e habitada pela retido,
agora est cheia de assassinos!
22 Sua prata tornou-se escria,
seu licor ficou aguado.
23 Seus lderes so rebeldes,
amigos de ladres;
todos eles amam o suborno
e andam atrs de presentes.
Eles no defendem os direitos do rfo,
e no tomam conhecimento
da causa da viva.
24 Por isso o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
o Poderoso de Israel, anuncia:
"Ah! Derramarei minha ira
sobre os meus adversrios
e me vingarei dos meus inimigos.
25 Voltarei minha mo contra voc;
tirarei toda a sua escria
e removerei todas as suas impurezas.
26 Restaurarei os seus juzes como no passado,
os seus conselheiros, como no princpio.
Depois disso voc ser chamada
cidade de retido, cidade fiel".
27 Sio ser redimida com justia,
com retido os que se arrependerem.
28 Mas os rebeldes e os pecadores
sero destrudos,
e os que abandonam o Senhor
perecero.
29 "Vocs se envergonharo
dos carvalhos sagrados
que tanto apreciam;
ficaro decepcionados
com os jardins sagrados que escolheram.
30 Vocs sero como um terebinto
cujas folhas esto caindo,
como um jardim sem gua.
31 O poderoso se tornar como estopa,
e sua obra como fagulha;
ambos sero queimados juntos
sem que ningum apague o fogo".
Notas de rodap:
[a] 1.8 Hebraico: filha .
[b] 1.11 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[c] 1.17 Ou repreendam o opressor .

ISAAS-CAPITULO-2
A Glria do Monte do Senhor
1 Foi isto que Isaas, filho de Amoz, viu a respeito de Jud e de
Jerusalm:
2 Nos ltimos dias
o monte do templo do Senhor
ser estabelecido
como o principal;
ser elevado acima das colinas,
e todas as naes correro para ele.
3 Viro muitos povos e diro:
"Venham, subamos ao monte do Senhor ,
ao templo do Deus de Jac,
para que ele nos ensine os seus caminhos,
e assim andemos em suas veredas".
Pois a lei sair de Sio,
de Jerusalm vir a palavra do Senhor .
4 Ele julgar entre as naes
e resolver contendas de muitos povos.
Eles faro de
suas espadas arados,
e de suas lanas, foices.
Uma nao no mais pegar em armas
para atacar outra nao,
elas jamais tornaro a preparar-se
para a guerra.
5 Venha,  descendncia de Jac,
andemos na luz do Senhor !
O Dia do Senhor
6 Certamente abandonaste o teu povo,
os descendentes de Jac,
porque eles se encheram
de supersties dos povos do leste,
praticam adivinhaes como os filisteus
e fazem acordos com pagos.
7 Sua terra est cheia de prata e ouro;
seus tesouros so incontveis.
Sua terra est cheia de cavalos;
seus carros no tm fim.
8 Sua terra est cheia de dolos.
Eles se inclinam diante da obra
das suas mos,
diante do que os seus dedos fizeram.
9 Por isso a humanidade ser abatida
e o homem ser humilhado;
no os perdoes [a] !
10 Entre no meio das rochas,
esconda-se no p,
por causa do terror que vem do Senhor
e do esplendor da sua majestade!
11 O olhos do arrogante sero humilhados
e o orgulho dos homens ser abatido;
somente o Senhor ser exaltado naquele dia.
12 O Senhor dos Exrcitos
tem um dia reservado
para todos os orgulhosos e altivos,
para tudo o que  exaltado,
para que eles sejam humilhados;
13 para todos os cedros do Lbano,
altos e altivos,
e todos os carvalhos de Bas;
14 para todos os montes elevados
e todas as colinas altas;
15 para toda torre imponente
e todo muro fortificado;
16 para todo navio mercante [b]
e todo barco de luxo.
17 A arrogncia dos homens ser abatida,
e o seu orgulho ser humilhado.
Somente o Senhor ser exaltado
naquele dia,
18 e os dolos desaparecero por completo.
19 Os homens fugiro
para as cavernas das rochas
e para os buracos da terra,
por causa do terror
que vem do Senhor
e do esplendor da sua majestade,
quando ele se levantar
para sacudir a terra.
20 Naquele dia os homens atiraro
aos ratos e aos morcegos
os dolos de prata
e os dolos de ouro,
que fizeram para adorar.
21 Fugiro para as cavernas das rochas
e para as brechas dos penhascos,
por causa do terror
que vem do Senhor
e do esplendor da sua majestade,
quando ele se levantar
para sacudir a terra.
22 Parem de confiar no homem,
cuja vida no passa de um sopro
em suas narinas.
Que valor ele tem?
Notas de rodap:
[a] 2.9 Ou exaltes
[b] 2.16 Ou de Trsis

ISAAS-CAPITULO-3
Julgamento de Jud e de Jerusalm
1 Vejam! O Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
logo ir retirar de Jerusalm e de Jud
todo o seu sustento,
tanto o suprimento de comida
como o suprimento de gua,
2 e tambm o heri e o guerreiro,
o juiz e o profeta,
o adivinho e a autoridade,
3 o capito e o nobre,
o conselheiro, o conhecedor de magia
e o perito em maldies.
4 Porei jovens no governo;
irresponsveis dominaro.
5 O povo oprimir a si mesmo:
homem contra homem,
cada um contra o seu prximo.
O jovem se levantar contra o idoso,
o desprezvel contra o nobre.
6 Um homem agarrar seu irmo,
um da famlia de seu pai, e lhe dir:
"Voc pelo menos tem um manto;
seja o nosso governante;
assuma o poder
sobre este monte de runas!"
7 Mas naquele dia ele exclamar:
"No tenho remdios,
no h comida nem roupa em minha casa;
no me nomeiem governante do povo".
8 Jerusalm est em runas,
e o povo de Jud est cado;
suas palavras e suas aes
so contra o Senhor ,
desafiando a sua presena gloriosa.
9 O jeito como olham testifica contra eles;
eles mostram seu pecado como Sodoma,
sem nada esconder.
Ai deles! Pois trouxeram desgraa
sobre si mesmos.
10 Digam aos justos que tudo lhes ir bem,
pois comero do fruto de suas aes.
11 Mas, ai dos mpios!
Tudo lhes ir mal!
Tero a retribuio
pelo que fizeram as suas mos.
12 Meu povo  oprimido por uma criana;
mulheres dominam sobre ele.
Meu povo, os seus guias o enganam
e o desviam do caminho.
13 O Senhor toma o seu lugar no tribunal;
levanta-se para julgar os povos [a] .
14 O Senhor entra em juzo
contra as autoridades
e contra os lderes do seu povo.
"Vocs arruinaram a vinha,
e o que foi roubado dos necessitados
est nas suas casas.
15 Que pretendem vocs,
ao esmagarem o meu povo,
e ao moerem o rosto dos necessitados?"
Quem pergunta  o Senhor,
o Senhor dos Exrcitos.
16 O Senhor diz:
"Por causa da arrogncia
das mulheres de Sio,
que caminham de cabea erguida,
flertando com os olhos,
desfilando com passos curtos,
com enfeites tinindo em seus calcanhares,
17 o Senhor rapar a cabea
das mulheres de Sio;
o Senhor por a descoberto
as suas vergonhas".
18 Naquele dia o Senhor arrancar os enfeites delas: as pulseiras, as
testeiras e os colares;
19 os pendentes, os braceletes e os vus,
20 os enfeites de cabea, as correntinhas de tornozelo, os cintos, os
talisms e os amuletos;
21 os anis e os enfeites para o nariz;
22 as
roupas caras, as capas, as mantilhas, e as bolsas;
23 os espelhos, as
roupas de linho, as tiaras e os xales.
24 Em vez de perfume haver mau cheiro,
em vez de cintos, corda,
em vez de belos penteados, calvcie,
em vez de roupas finas, vestes de lamento,
em vez de beleza, cicatrizes.
25 Seus homens cairo ao fio da espada;
seus guerreiros morrero no combate.
26 As portas de Sio se lamentaro
e prantearo por causa disso;
e, sem nada,
a cidade se assentar no cho.
Notas de rodap:
[a] 3.13 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem o seu povo.

ISAAS-CAPITULO-4
1 Naquele dia sete mulheres
agarraro um homem e lhe diro:
"Ns mesmas providenciaremos
nossa comida e nossas roupas;
apenas case-se conosco [a]
e livre-nos da vergonha
de sermos solteiras!"
O Renovo do Senhor
2 Naquele dia o Renovo do Senhor ser belo e glorioso, e o fruto da
terra ser o orgulho e a glria dos sobreviventes de Israel.
3 Os que
forem deixados em Sio e ficarem em Jerusalm sero chamados santos:
todos os inscritos para viverem em Jerusalm.
4 Quando o Senhor tiver
lavado a impureza das mulheres de Sio, e tiver limpado por meio de um
esprito de julgamento e de um esprito [b] de fogo o sangue
derramado em Jerusalm,
5 o Senhor criar sobre todo o monte Sio e
sobre aqueles que se reunirem ali uma nuvem de dia e um claro de fogo
de noite. A glria tudo cobrir
6 e ser um abrigo e sombra para o
calor do dia, refgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva.
Notas de rodap:
[a] 4.1 Hebraico: queremos ser chamadas pelo seu nome.
[b] 4.4 Ou do Esprito de julgamento e do Esprito

ISAAS-CAPITULO-5
A Cano da Vinha
1 Cantarei para o meu amigo
o seu cntico
a respeito de sua vinha:
Meu amigo tinha uma vinha
na encosta de uma frtil colina.
2 Ele cavou a terra, tirou as pedras
e plantou as melhores videiras.
Construiu uma torre de sentinela
e tambm fez um tanque de prensar uvas.
Ele esperava que desse uvas boas,
mas s deu uvas azedas.
3 "Agora, habitantes de Jerusalm
e homens de Jud,
julguem entre mim e a minha vinha.
4 Que mais se poderia fazer por ela
que eu no tenha feito?
Ento, por que s produziu uvas azedas,
quando eu esperava uvas boas?
5 Pois eu lhes digo o que vou fazer
com a minha vinha:
Derrubarei a sua cerca
para que ela seja tranformada em pasto;
derrubarei o seu muro
para que seja pisoteada.
6 Farei dela um terreno baldio;
no ser podada nem capinada;
espinheiros e ervas daninhas crescero nela.
Tambm ordenarei s nuvens
que no derramem chuva sobre ela."
7 Pois bem,
a vinha do Senhor dos Exrcitos
 a nao de Israel,
e os homens de Jud
so a plantao que ele amava.
Ele esperava justia,
mas houve derramamento de sangue;
esperava retido,
mas ouviu gritos de aflio.
Ais e Julgamentos
8 Ai de vocs que adquirem casas e mais casas,
propriedades e mais propriedades,
at no haver mais lugar para ningum
e vocs se tornarem
os senhores absolutos da terra!
9 O Senhor dos Exrcitos me disse:
"Sem dvida muitas casas
ficaro abandonadas,
as casas belas e grandes
ficaro sem moradores.
10 Uma vinha de dez alqueires [a]
s produzir um pote [b] de vinho,
um barril [c] de semente
s dar uma arroba [d] de trigo".
11 Ai dos que se levantam cedo
para embebedar-se,
e se esquentam com o vinho at a noite!
12 Harpas, liras, tamborins, flautas e vinho
h em suas festas,
mas no se importam
com os atos do Senhor ,
nem atentam para obra
que as suas mos realizam.
13 Portanto, o meu povo vai para o exlio
por falta de conhecimento;
a elite morrer de fome,
e as multides, de sede.
14 Por isso o Sheol [e] aumenta o seu apetite
e escancara a sua boca.
Para dentro dele descero
o esplendor da cidade e a sua riqueza,
o seu barulho e os que se divertem.
15 Por isso o homem ser abatido,
a humanidade se curvar,
e os arrogantes tero que baixar os olhos.
16 Mas o Senhor dos Exrcitos
ser exaltado em sua justia;
o Deus santo se mostrar santo
em sua retido.
17 Ento ovelhas pastaro ali
como em sua prpria pastagem;
cordeiros [f] comero nas runas dos ricos.
18 Ai dos que se prendem  iniqidade
com cordas de engano,
e ao pecado com cordas de carroa,
19 e dizem: "Que Deus apresse
a realizao da sua obra
para que a vejamos;
que se cumpra
o plano do Santo de Israel,
para que o conheamos".
20 Ai dos que chamam ao mal bem
e ao bem, mal,
que fazem das trevas luz
e da luz, trevas,
do amargo, doce
e do doce, amargo!
21 Ai dos que so sbios
aos seus prprios olhos
e inteligentes em sua prpria opinio!
22 Ai dos que so campees
em beber vinho
e mestres em misturar bebidas,
23 dos que por suborno
absolvem o culpado,
mas negam justia ao inocente!
24 Por isso, assim como a palha
 consumida pelo fogo
e o restolho  devorado pelas chamas,
assim tambm as suas razes apodrecero
e as suas flores, como p,
sero levadas pelo vento;
pois rejeitaram
a lei do Senhor dos Exrcitos,
desprezaram a palavra do Santo de Israel.
25 Por tudo isso a ira do Senhor
acendeu-se contra o seu povo,
e ele levantou sua mo para os ferir.
Os montes tremeram,
e os seus cadveres
esto como lixo nas ruas.
Apesar disso tudo,
a ira dele no se desviou;
sua mo continua erguida.
26 Ele levanta uma bandeira
convocando uma nao distante,
e assobia para um povo
dos confins da terra.
A vm eles rapidamente!
27 Nenhum dos seus soldados
se cansa nem tropea,
nenhum deles cochila nem dorme,
nenhum afrouxa o cinto,
nenhum desamarra a correia das sandlias.
28 As flechas deles esto afiadas,
preparados esto todos
os seus arcos;
os cascos dos seus cavalos
so duros como pedra,
as rodas de seus carros
so como um furaco.
29 O rugido deles  como o do leo;
rugem como lees ferozes;
rosnam enquanto se apoderam da presa
e a arrastam,
sem que ningum possa livr-la.
30 Naquele dia rugiro sobre Jud
como o rugir do mar.
E, se algum olhar para a terra de Israel,
ver trevas e aflio;
at a luz do dia
ser obscurecida pelas nuvens.
Notas de rodap:
[a] 5.10 Isto , a terra arada num dia por dez parelhas de boi.
[b] 5.10 Hebraico: bato . O bato era uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[c] 5.10 Hebraico: hmer . O hmer era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[d] 5.10 Hebraico: efa . O efa era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[e] 5.14 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte.
[f] 5.17 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz estrangeiros.

ISAAS-CAPITULO-6
O Chamado de Isaas
1 No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono
alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo.
2 Acima dele
estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o
rosto, com duas cobriam os ps e com duas voavam.
3 E proclamavam uns
aos outros:
"Santo, santo, santo
 o Senhor dos Exrcitos,
a terra inteira est cheia da sua glria".
4 Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo
ficou cheio de fumaa.
5 Ento gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lbios
impuros e vivo no meio de um povo de lbios impuros; os meus olhos viram
o Rei, o Senhor dos Exrcitos!
6 Logo um dos serafins voou at mim trazendo uma brasa viva, que havia
tirado do altar com uma tenaz.
7 Com ela tocou a minha boca e disse:
"Veja, isto tocou os seus lbios; por isso, a sua culpa ser removida,
e o seu pecado ser perdoado".
8 Ento ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem ir
por ns?"
E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!
9 Ele disse: "V, e diga a este povo:
"Estejam sempre ouvindo,
mas nunca entendam;
estejam sempre vendo,
e jamais percebam.
10 Torne insensvel o corao deste povo;
torne surdos os seus ouvidos
e feche os seus olhos. [a]
Que eles no vejam com os olhos,
no ouam com os ouvidos,
e no entendam com o corao,
para que no se convertam
e sejam curados".
11 Ento eu perguntei:
At quando, Senhor?
E ele respondeu:
"At que as cidades estejam em runas
e sem habitantes,
at que as casas fiquem abandonadas
e os campos estejam
totalmente devastados,
12 at que o Senhor tenha enviado
todos para longe
e a terra esteja totalmente desolada.
13 E ainda que um dcimo fique no pas,
esses tambm sero destrudos.
Mas, assim como o terebinto e o carvalho
deixam o tronco quando so derrubados,
assim a santa semente ser o seu tronco".
Notas de rodap:
[a] 6.9,10 A Septuaginta diz Ainda que estejam sempre ouvindo, vocs
nunca entendero; ainda que estejam sempre vendo, vocs jamais
percebero. 10O corao desse povo se tornou insensvel; de m vontade
ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos.

ISAAS-CAPITULO-7
O Sinal de Emanuel
1 Quando Acaz, filho de Joto e neto de Uzias, era rei de Jud, o rei
Rezim, da Sria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, atacaram
Jerusalm, mas no puderam venc-la.
2 Informaram ao rei: "A Sria montou acampamento em [a]
Efraim". Com isso o corao de Acaz e do seu povo agitou-se, como as
rvores da floresta agitam-se com o vento.
3 Ento o Senhor disse a Isaas: "Saia, e leve seu filho Sear-Jasube
[b] . V encontrar-se com Acaz no final do aqueduto do aude
Superior, na estrada que vai para o campo do Lavandeiro.
4 Diga a ele:
Tenha cuidado, acalme-se e no tenha medo. Que o seu corao no
desanime por causa do furor destes restos de lenha fumegantes: Rezim, a
Sria e o filho de Remalias.
5 "Porque a Sria, Efraim e o filho de Remalias tm tramado a sua
runa, dizendo:
6 ``Vamos invadir o reino de Jud; vamos rasg-lo e
dividi-lo entre ns, e fazer o filho de Tabeel reinar sobre ele''".
7 Assim diz o Soberano, o Senhor :
"No ser assim,
isso no acontecer,
8 pois a cabea da Sria  Damasco,
e a cabea de Damasco  Rezim.
Em sessenta e cinco anos
Efraim ficar muito arruinado
para ser um povo.
9 A cabea de Efraim  Samaria,
e a cabea de Samaria
 o filho de Remalias.
Se vocs no ficarem firmes na f,
com certeza no resistiro!"
10 Disse ainda o Senhor a Acaz:
11 "Pea ao Senhor , ao seu Deus, um
sinal miraculoso, seja das maiores profundezas, seja das alturas mais
elevadas".
12 Mas Acaz disse: "No pedirei; no porei o Senhor  prova".
13 Disse ento Isaas: "Ouam agora, descendentes de Davi! No basta
abusarem da pacincia dos homens? Tambm vo abusar da pacincia do meu
Deus?
14 Por isso o Senhor mesmo lhes dar um sinal: a virgem ficar
grvida e dar  luz um filho, e o chamar [c] Emanuel [d] .
15 Ele comer coalhada e mel at a idade em que saiba rejeitar o erro
e escolher o que  certo.
16 Mas, antes que o menino saiba rejeitar o
erro e escolher o que  certo, a terra dos dois reis que voc teme
ficar deserta.
17 O Senhor trar o rei da Assria sobre voc e sobre o
seu povo e sobre a descendncia de seu pai. Sero dias como nunca houve,
desde que Efraim se separou de Jud".
18 Naquele dia o Senhor assobiar para chamar as moscas dos distantes
rios do Egito e as abelhas da Assria.
19 Todas viro e pousaro nos
vales ngremes e nas fendas das rochas, em todos os espinheiros e em
todas as cisternas.
20 Naquele dia o Senhor utilizar uma navalha
alugada de alm do Eufrates [e] , o rei da Assria, para rapar a
sua cabea e os plos de suas pernas e da sua barba.
21 Naquele dia o
homem que tiver uma vaca e duas cabras
22 ter coalhada para comer,
graas  fartura de leite que elas daro. Todos os que ficarem na terra
comero coalhada e mel.
23 Naquele dia, todo lugar onde havia mil
videiras no valor de doze quilos [f] de prata ser deixado para
as roseiras bravas e para os espinheiros.
24 Os homens entraro ali com
arcos e flechas, pois todo o pas estar coberto de roseiras bravas e de
espinheiros.
25 E s colinas antes lavradas com enxada voc no ir
mais, porque ter medo das roseiras bravas e dos espinheiros; nesses
lugares os bois ficaro  solta e as ovelhas correro livremente.
Notas de rodap:
[a] 7.2 Ou A Sria fez um acordo com
[b] 7.3 Sear-Jasube significa um remanescente voltar.
[c] 7.14 Alguns manuscritos do mar Morto dizem e ele o chamar; outros
dizem e eles o chamaro.
[d] 7.14 Emanuel significa Deus conosco.
[e] 7.20 Hebraico: do Rio.
[f] 7.23 Hebraico: 1.000 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.

ISAAS-CAPITULO-8
Assria, Instrumento do Senhor
1 O Senhor me disse: "Tome uma placa de bom tamanho e nela escreva de
forma legvel: Maher-Shalal-Hash-Baz [a] .
2 E chame o sacerdote
Urias, e Zacarias, filho de Jeberequias, como testemunhas de
confiana".
3 Ento deitei-me com a profetisa [b] , e ela engravidou e deu 
luz um filho. E o Senhor me disse: "D-lhe o nome de
Maher-Shalal-Hash-Baz.
4 Pois antes que o menino saiba dizer
``papai'' ou ``mame'', a riqueza de Damasco e os bens de Samaria
sero levados pelo rei da Assria".
5 O Senhor tornou a falar-me:
6 "J que este povo rejeitou
as guas de Silo, que fluem mansamente,
e alegrou-se com Rezim
e com o filho de Remalias,
7 o Senhor est trazendo contra eles
as poderosas e devastadoras
guas do Eufrates [c] ,
o rei da Assria com todo o seu poderio.
Elas transbordaro
em todos os seus canais,
encobriro todas as suas margens
8 e inundaro Jud,
cobrindo-o at o pescoo.
Seus braos abertos se espalharo
por toda a tua terra,  Emanuel [d] !"
9 Continuem a fazer o mal,  naes,
e vocs sero destrudas!
Escutem, terras distantes:
Ainda que vocs se preparem
para o combate,
sero destrudas!
Sim, mesmo que se preparem
para o combate,
vocs sero destrudas!
10 Mesmo que vocs criem estratgias,
elas sero frustradas;
mesmo que faam planos,
no tero sucesso,
pois Deus est conosco!
Temam a Deus
11 O Senhor falou comigo com veemncia [e] , advertindo-me a no
seguir o caminho desse povo. Ele disse:
12 "No chamem conspirao
a tudo o que esse povo chama conspirao; [f]
no temam aquilo que eles temem,
nem se apavorem.
13 O Senhor dos Exrcitos
 que vocs devem considerar santo,
a ele  que vocs devem temer,
dele  que vocs devem ter pavor.
14 Para os dois reinos de Israel
ele ser um santurio,
mas tambm uma pedra de tropeo,
uma rocha que faz cair.
E para os habitantes de Jerusalm
ele ser uma armadilha e um lao.
15 Muitos deles tropearo,
cairo e sero despedaados,
presos no lao e capturados".
16 Guarde o mandamento com cuidado
e sele a lei entre os meus discpulos.
17 Esperarei pelo Senhor ,
que est escondendo o seu rosto
da descendncia de Jac.
Nele porei a minha esperana.
18 Aqui estou eu com os filhos que o Senhor me deu. Em Israel somos
sinais e smbolos da parte do Senhor dos Exrcitos, que habita no monte
Sio.
19 Quando disserem a vocs: "Procurem um mdium ou algum que
consulte os espritos e murmure encantamentos, pois todos recorrem a
seus deuses e aos mortos em favor dos vivos",
20 respondam: " lei
e aos mandamentos!" Se eles no falarem conforme esta palavra, vocs
jamais vero a luz!
21 Aflitos e famintos vaguearo pela terra; quando
estiverem famintos, ficaro irados e, olhando para cima, amaldioaro o
seu rei e o seu Deus.
22 Depois olharo para a terra e s vero
aflio, trevas e temvel escurido, e sero atirados em densas trevas.
Notas de rodap:
[a] 8.1 Maher-Shalal-Hash-Baz significa rapidamente at os despojos,
agilmente at a pilhagem; tambm no versculo 3.
[b] 8.3 8.3 Isto : mulher do profeta
[c] 8.7 Hebraico: do Rio.
[d] 8.8 Emanuel significa Deus conosco.
[e] 8.11 Hebraico: com forte mo.
[f] 8.12 Ou "No pea um tratado todas as vezes que esse povo pedir
um tratado;

ISAAS-CAPITULO-9
O Nascimento do Prncipe da Paz
1 Contudo, no haver mais escurido para os que estavam aflitos. No
passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro
honrar a Galilia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordo.
2 O povo que caminhava em trevas
viu uma grande luz;
sobre os que viviam na terra
da sombra da morte [a]
raiou uma luz.
3 Fizeste crescer a nao
e aumentaste a sua alegria;
eles se alegram diante de ti
como os que se regozijam na colheita,
como os que exultam
quando dividem os bens tomados na batalha.
4 Pois tu destruste o jugo
que os oprimia,
a canga que estava sobre os seus ombros,
e a vara de castigo do seu opressor,
como no dia da derrota de Midi.
5 Pois toda bota de guerreiro
usada em combate
e toda veste revolvida em sangue
sero queimadas,
como lenha no fogo.
6 Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo est sobre os seus ombros.
E ele ser chamado
Maravilhoso Conselheiro [b] , Deus Poderoso,
Pai Eterno, Prncipe da Paz.
7 Ele estender o seu domnio,
e haver paz sem fim
sobre o trono de Davi
e sobre o seu reino,
estabelecido e mantido
com justia e retido,
desde agora e para sempre.
O zelo do Senhor dos Exrcitos far isso.
A Ira do Senhor contra Israel
8 O Senhor enviou uma mensagem
contra Jac,
e ela atingiu Israel.
9 Todo o povo ficar sabendo,
tanto Efraim como
os habitantes de Samaria,
que dizem com orgulho
e arrogncia de corao:
10 "Os tijolos caram,
mas ns reconstruiremos
com pedras lavradas;
as figueiras bravas foram derrubadas,
mas ns as substituiremos por cedros".
11 Mas o Senhor fortaleceu
os adversrios de Rezim para atac-los
e incitou contra eles os seus inimigos.
12 Os arameus do leste
e os filisteus do oeste
devoraram Israel, escancarando a boca.
Apesar disso tudo,
a ira divina no se desviou;
sua mo continua erguida.
13 Mas o povo no voltou
para aquele que o feriu,
nem buscou o Senhor dos Exrcitos.
14 Por essa razo o Senhor corta de Israel
tanto a cabea como a cauda,
tanto a palma como o junco,
num nico dia;
15 as autoridades e os homens de destaque
so a cabea,
os profetas que ensinam mentiras
so a cauda.
16 Aqueles que guiam este povo
o desorientam,
e aqueles que so guiados
deixam-se induzir ao erro.
17 Por isso o Senhor no ter nos jovens
motivo de alegria,
nem ter piedade dos rfos e das vivas,
pois todos so hipcritas e perversos,
e todos falam loucuras.
Apesar disso tudo,
a ira dele no se desviou;
sua mo continua erguida.
18 Porque a impiedade queima como fogo;
consome roseiras bravas e espinheiros,
pe em chamas os matagais da floresta,
fazendo nuvens de fumaa.
19 Pela ira do Senhor dos Exrcitos
a terra ser ressecada,
e o povo ser como lenha no fogo;
ningum poupar seu irmo.
20  direita devoraro,
mas ainda estaro com fome;
 esquerda comero,
mas no ficaro satisfeitos.
Cada um comer a carne
do seu prprio irmo [c] .
21 Manasss contra Efraim,
Efraim contra Manasss,
e juntos eles se voltaro contra Jud.
Apesar disso tudo,
a ira divina no se desviou;
sua mo continua erguida.
Notas de rodap:
[a] 9.2 Ou terra das trevas
[b] 9.6 Ou chamado Maravilhoso, Conselheiro
[c] 9.20 Ou brao

ISAAS-CAPITULO-10
1 Ai daqueles que fazem leis injustas,
que escrevem decretos opressores,
2 para privar os pobres dos seus direitos
e da justia os oprimidos do meu povo,
fazendo das vivas sua presa
e roubando dos rfos!
3 Que faro vocs no dia do castigo,
quando a destruio
vier de um lugar distante?
Atrs de quem vocs correro
em busca de ajuda?
Onde deixaro
todas as suas riquezas?
4 Nada podero fazer,
a no ser encolher-se entre os prisioneiros
ou cair entre os mortos.
Apesar disso tudo,
a ira divina no se desviou;
sua mo continua erguida.
O Juzo de Deus sobre a Assria
5 "Ai dos assrios, a vara do meu furor,
em cujas mos est o basto da minha ira!
6 Eu os envio contra uma nao mpia,
contra um povo que me enfurece,
para saque-lo e arrancar-lhe os bens,
e para pisote-lo como a lama das ruas.
7 Mas no  o que eles pretendem,
no  o que tm planejado;
antes, o seu propsito  destruir
e dar fim a muitas naes.
8 ``Os nossos comandantes
no so todos reis?'', eles perguntam.
9 Acaso no aconteceu a Calno
o mesmo que a Carquemis?
Hamate no  como Arpade
e Samaria como Damasco?
10 Assim como esses reinos idlatras
foram conquistados por minha mo,
reinos cujas imagens
eram mais numerosas
que as de Jerusalm e de Samaria,
11 eu tratarei Jerusalm e suas imagens
como tratei Samaria e seus dolos."
12 Quando o Senhor terminar toda a sua obra contra o monte Sio e
contra Jerusalm, ele dir: "Castigarei o rei da Assria pelo orgulho
obstinado de seu corao e pelo seu olhar arrogante.
13 Pois ele diz:
"``Com a fora da minha mo eu o fiz,
e com a minha sabedoria,
porque tenho entendimento.
Removi as fronteiras das naes,
saqueei os seus tesouros;
como um poderoso
subjuguei seus habitantes [a] .
14 Como se estica o brao
para alcanar um ninho,
assim estiquei o brao
para apanhar a riqueza das naes;
como os que ajuntam ovos abandonados,
assim ajuntei toda a terra;
no houve ningum que batesse as asas
ou que desse um pio''".
15 Ser que o machado se exalta
acima daquele que o maneja,
ou a serra se vangloria
contra aquele que a usa?
Seria como se uma vara manejasse
quem a ergue,
ou o basto levantasse
quem no  madeira!
16 Por isso o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
enviar uma enfermidade devastadora
sobre os seus fortes guerreiros;
no lugar da sua glria
se acender um fogo
como chama abrasadora.
17 A Luz de Israel se tornar um fogo;
o seu Santo, uma chama.
Num nico dia ela queimar e consumir
os seus espinheiros
e as suas roseiras bravas.
18 A glria das suas florestas
e dos seus campos frteis
se extinguir totalmente,
como definha um enfermo.
19 E as rvores que sobrarem
nas suas florestas sero to poucas
que at uma criana poder cont-las.
O Remanescente de Israel
20 Naquele dia o remanescente de Israel,
os sobreviventes da descendncia de Jac,
j no confiaro naquele que os feriu;
antes confiaro no Senhor ,
no Santo de Israel, com toda a fidelidade.
21 Um remanescente voltar [b] ,
sim, o remanescente de Jac
voltar para o Deus Poderoso.
22 Embora o seu povo,  Israel,
seja como a areia do mar,
apenas um remanescente voltar.
A destruio j foi decretada,
e vir transbordante de justia.
23 O Soberano, o Senhor dos Exrcitos,
executar a destruio decretada
contra todo o pas.
24 Por isso o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos, diz:
"Povo meu que vive em Sio,
no tenha medo dos assrios,
quando eles o espancam com uma vara
e erguem contra voc um basto,
como fez o Egito.
25 Muito em breve o meu furor passar,
e a minha ira se voltar
para a destruio deles".
26 O Senhor dos Exrcitos
os flagelar com um chicote,
como fez quando feriu Midi
na rocha de Orebe;
ele erguer o seu cajado contra o mar,
como fez no Egito.
27 Naquele dia o fardo deles
ser tirado dos seus ombros,
e o jugo deles do seu pescoo;
o jugo se quebrar
porque vocs estaro muito gordos! [c]
28 Eles entram em Aiate;
passam por Migrom;
guardam suprimentos em Micms.
29 Atravessam o vale e dizem:
"Passaremos a noite acampados em Geba".
Ram treme; Gibe de Saul foge.
30 Clamem,  habitantes de Galim!
Escute,  Las! Pobre Anatote!
31 Madmena est em fuga;
o povo de Gebim esconde-se.
32 Hoje eles vo parar em Nobe;
sacudiro o punho para
o monte da cidade [d] de Sio,
para a colina de Jerusalm.
33 Vejam! O Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
cortar os galhos com grande fora.
As rvores altivas sero derrubadas,
as altas sero lanadas por terra.
34 Com um machado ele ceifar a floresta;
o Lbano cair diante do Poderoso.
Notas de rodap:
[a] 10.13 Ou poderosos
[b] 10.21 Hebraico: Sear-Jasube ; tambm no versculo 22.
[c] 10.27 A Septuaginta diz ser quebrado dos seus ombros.
[d] 10.32 Hebraico: filha .

ISAAS-CAPITULO-11
O Ramo de Jess
1 Um ramo surgir do tronco de Jess,
e das suas razes brotar um renovo.
2 O Esprito do Senhor
repousar sobre ele,
o Esprito que d sabedoria e entendimento,
o Esprito que traz conselho e poder,
o Esprito que d conhecimento
e temor do Senhor .
3 E ele se inspirar no temor do Senhor .
No julgar pela aparncia,
nem decidir com base no que ouviu;
4 mas com retido julgar os necessitados,
com justia tomar decises
em favor dos pobres.
Com suas palavras,
como se fossem um cajado,
ferir a terra;
com o sopro de sua boca
matar os mpios.
5 A retido ser a faixa de seu peito,
e a fidelidade o seu cinturo.
6 O lobo viver com o cordeiro,
o leopardo se deitar com o bode,
o bezerro, o leo e o novilho gordo
pastaro juntos; [a]
e uma criana os guiar.
7 A vaca se alimentar com o urso,
seus filhotes se deitaro juntos,
e o leo comer palha como o boi.
8 A criancinha brincar
perto do esconderijo da cobra,
a criana colocar a mo
no ninho da vbora.
9 Ningum far nenhum mal,
nem destruir coisa alguma
em todo o meu santo monte,
pois a terra se encher
do conhecimento do Senhor
como as guas cobrem o mar.
10 Naquele dia as naes buscaro a Raiz de Jess, que ser como uma
bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso ser glorioso.
11 Naquele dia o Senhor estender o brao pela segunda vez para reivindicar
o remanescente do seu povo que for deixado na Assria, no Egito, em
Patros [b] , na Etipia [c] , em Elo, em Sinear [d] ,
em Hamate e nas ilhas do mar.
12 Ele erguer uma bandeira para as naes
a fim de reunir os exilados de Israel;
ajuntar o povo disperso de Jud
desde os quatro cantos da terra.
13 O cime de Efraim desaparecer,
e a hostilidade de Jud ser eliminada;
Efraim no ter cime de Jud,
nem Jud ser hostil a Efraim.
14 Eles se infiltraro pelas encostas
da Filstia, a oeste;
juntos saquearo o povo do leste.
Poro as mos sobre Edom e Moabe,
e os amonitas lhes estaro sujeitos.
15 O Senhor far secar o golfo do mar do Egito;
com um forte vento varrer com a mo o Eufrates [e] ,
e o dividir em sete riachos,
para que se possa atravess-lo de sandlias.
16 Haver uma estrada
para o remanescente do seu povo
que for deixado na Assria,
como houve para Israel
quando saiu do Egito.
Notas de rodap:
[a] 11.6 A Septuaginta diz o bezerro e o leo comero juntos.
[b] 11.11 Ou alto Egito
[c] 11.11 Hebraico: Cuxe .
[d] 11.11 Ou Babilnia
[e] 11.15 Hebraico: o Rio.

ISAAS-CAPITULO-12
Ao de Graas
1 Naquele dia voc dir:
"Eu te louvarei, Senhor !
Pois estavas irado contra mim,
mas a tua ira desviou-se,
e tu me consolaste.
2 Deus  a minha salvao;
terei confiana e no temerei.
O Senhor, sim, o Senhor
 a minha fora e o meu cntico;
ele  a minha salvao!"
3 Com alegria vocs tiraro gua
das fontes da salvao.
4 Naquele dia vocs diro:
"Louvem o Senhor ,
invoquem o seu nome;
anunciem entre as naes os seus feitos,
e faam-nas saber
que o seu nome  exaltado.
5 Cantem louvores ao Senhor ,
pois ele tem feito coisas gloriosas,
sejam elas conhecidas em todo o mundo.
6 Gritem bem alto e cantem de alegria,
habitantes de Sio,
pois grande  o Santo de Israel
no meio de vocs".

ISAAS-CAPITULO-13
Profecia contra a Babilnia
1 Advertncia contra a Babilnia, que Isaas, filho de Amoz, recebeu
em viso:
2 Levantem uma bandeira no topo
de uma colina desnuda,
gritem a eles;
chamem-nos com um aceno,
para que entrem pelas portas dos nobres.
3 Eu mesmo ordenei aos meus santos;
para executarem a minha ira
j convoquei os meus guerreiros,
os que se regozijam
com o meu triunfo.
4 Escutem! H um barulho nos montes
como o de uma grande multido!
Escutem!  uma gritaria entre os reinos,
como naes formando
uma imensa multido!
O Senhor dos Exrcitos est reunindo
um exrcito para a guerra.
5 Eles vm de terras distantes,
l dos confins dos cus;
o Senhor e as armas da sua ira,
para destrurem todo o pas.
6 Chorem, pois o dia do Senhor est perto;
vir como destruio
da parte do Todo-poderoso.
7 Por isso, todas as mos ficaro trmulas,
o corao de todos os homens se derreter.
8 Ficaro apavorados,
dores e aflies os dominaro;
eles se contorcero como a mulher
em trabalho de parto.
Olharo chocados uns para os outros,
com os rostos em fogo.
9 Vejam! O dia do Senhor est perto,
dia cruel, de ira e grande furor,
para devastar a terra
e destruir os seus pecadores.
10 As estrelas do cu
e as suas constelaes
no mostraro a sua luz.
O sol nascente escurecer,
e a lua no far brilhar a sua luz.
11 Castigarei o mundo
por causa da sua maldade,
os mpios pela sua iniqidade.
Darei fim  arrogncia dos altivos
e humilharei o orgulho dos cruis.
12 Tornarei o homem mais escasso
do que o ouro puro,
mais raro do que o ouro de Ofir.
13 Por isso farei o cu tremer,
e a terra se mover do seu lugar
diante da ira do Senhor dos Exrcitos,
no dia do furor da sua ira.
14 Como a gazela perseguida,
como a ovelha que ningum recolhe,
cada um voltar para o seu povo,
cada um fugir para a sua terra.
15 Todo o que for capturado
ser traspassado;
todos os que forem apanhados
cairo  espada.
16 Seus bebs sero despedaados
diante dos seus olhos;
suas casas sero saqueadas
e suas mulheres, violentadas.
17 Vejam! Eu despertarei
contra eles os medos,
que no se interessam pela prata
nem se deleitam com o ouro.
18 Seus arcos feriro os jovens,
e eles no tero misericrdia dos bebs,
nem olharo com compaixo
para as crianas.
19 Babilnia, a jia dos reinos,
o esplendor do orgulho dos babilnios [a] ,
ser destruda por Deus,
 semelhana de Sodoma e Gomorra.
20 Nunca mais ser repovoada
nem habitada, de gerao em gerao;
o rabe no armar ali a sua tenda
e o pastor no far descansar ali
o seu rebanho.
21 Mas as criaturas do deserto l estaro,
e as suas casas se enchero de chacais;
nela habitaro corujas
e saltaro bodes selvagens.
22 As hienas uivaro em suas fortalezas,
e os chacais em seus luxuosos palcios.
O tempo dela est terminando,
e os seus dias no sero prolongados.
Notas de rodap:
[a] 13.19 Ou caldeus

ISAAS-CAPITULO-14
1 O Senhor ter compaixo de Jac;
tornar a escolher Israel
e os estabelecer em sua prpria terra.
Os estrangeiros se juntaro a eles
e faro parte da descendncia de Jac.
2 Povos os apanharo e os levaro
ao seu prprio lugar.
E a descendncia de Israel
possuir os povos
como servos e servas
na terra do Senhor .
Faro prisioneiros os seus captores
e dominaro sobre os seus opressores.
3 No dia em que o Senhor lhe der descanso do sofrimento, da perturbao
e da cruel escravido que sobre voc foi imposta,
4 voc zombar assim
do rei da Babilnia:
Como chegou ao fim o opressor!
Sua arrogncia [a] acabou-se!
5 O Senhor quebrou a vara dos mpios,
o cetro dos governantes,
6 que irados feriram os povos
com golpes incessantes,
e enfurecidos subjugaram as naes
com perseguio implacvel.
7 Toda a terra descansa tranqila,
todos irrompem em gritos de alegria.
8 At os pinheiros e os cedros do Lbano
alegram-se por sua causa e dizem:
"Agora que voc foi derrubado,
nenhum lenhador vem derrubar-nos!"
9 Nas profundezas
o Sheol [b] est todo agitado
para receb-lo quando chegar.
Por sua causa ele desperta
os espritos dos mortos,
todos os governantes da terra.
Ele os faz levantar-se dos seus tronos,
todos os reis dos povos.
10 Todos respondero e lhe diro:
"Voc tambm perdeu as foras como ns,
e tornou-se como um de ns".
11 Sua soberba foi lanada na sepultura,
junto com o som das suas liras;
sua cama  de larvas,
sua coberta, de vermes.
12 Como voc caiu dos cus,
 estrela da manh, filho da alvorada!
Como foi atirado  terra,
voc, que derrubava as naes!
13 Voc, que dizia no seu corao:
"Subirei aos cus;
erguerei o meu trono
acima das estrelas de Deus;
eu me assentarei no monte da assemblia,
no ponto mais elevado do monte santo [c] .
14 Subirei mais alto
que as mais altas nuvens;
serei como o Altssimo".
15 Mas s profundezas do Sheol
voc ser levado,
ir ao fundo do abismo!
16 Os que olham para voc
admiram-se da sua situao,
e a seu respeito ponderam:
" esse o homem que fazia tremer a terra,
abalava os reinos,
17 fez do mundo um deserto,
conquistou cidades
e no deixou que os seus prisioneiros
voltassem para casa?"
18 Todos os reis das naes
jazem honrosamente,
cada um em seu prprio tmulo.
19 Mas voc  atirado fora do seu tmulo,
como um galho rejeitado;
como as roupas dos mortos
que foram feridos  espada;
como os que descem s pedras da cova;
como um cadver pisoteado,
20 voc no se unir a eles
num sepultamento,
pois destruiu a sua prpria terra,
e matou o seu prprio povo.
Nunca se mencione
a descendncia dos malfeitores!
21 Preparem um local para matar
os filhos dele
por causa da iniqidade
dos seus antepassados;
para que eles no se levantem
para herdar a terra
e cobri-la de cidades.
22 "Eu me levantarei contra eles",
diz o Senhor dos Exrcitos.
"Eliminarei da Babilnia o seu nome
e os seus sobreviventes,
sua prole e os seus descendentes",
diz o Senhor .
23 "Farei dela um lugar para corujas
e uma terra pantanosa;
vou varr-la com a vassoura da destruio",
diz o Senhor dos Exrcitos.
Profecia contra a Assria
24 O Senhor dos Exrcitos jurou:
"Certamente, como planejei,
assim acontecer,
e, como pensei, assim ser.
25 Esmagarei a Assria na minha terra;
nos meus montes a pisotearei.
O seu jugo ser tirado do meu povo,
e o seu fardo, dos ombros dele".
26 Esse  o plano estabelecido
para toda a terra;
essa  a mo estendida
sobre todas as naes.
27 Pois esse  o propsito
do Senhor dos Exrcitos;
quem pode impedi-lo?
Sua mo est estendida;
quem pode faz-la recuar?
Profecia contra os Filisteus
28 Esta advertncia veio no ano em que o rei Acaz morreu:
29 Vocs, filisteus, todos vocs,
no se alegrem
porque a vara que os feria est quebrada!
Da raiz da cobra brotar uma vbora,
e o seu fruto ser uma serpente veloz.
30 O mais pobre dos pobres
achar pastagem,
e os necessitados descansaro
em segurana.
Mas eu matarei de fome
a raiz de vocs,
e ela matar os seus sobreviventes.
31 Lamente,  porta! Clame,  cidade!
Derretam-se todos vocs, filisteus!
Do norte vem um exrcito,
e ningum desertou de suas fileiras.
32 Que resposta se dar
aos emissrios daquela nao?
Esta: "O Senhor estabeleceu Sio,
e nela encontraro refgio
os aflitos do seu povo".
Notas de rodap:
[a] 14.4 Conforme os manuscritos do mar Morto, a Septuaginta e a
Verso Siraca.
[b] 14.9 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas,
p ou morte; tambm no versculo 15
[c] 14.13 Ou alto do norte . Hebraico: zafon .

ISAAS-CAPITULO-15
Profecia contra Moabe
1 Advertncia contra Moabe:
Sim, na noite em que foi destruda,
Ar, em Moabe, ficou arruinada!
E na noite em que foi destruda,
Quir, em Moabe, ficou arruinada!
2 Sobe-se ao templo em Dibom,
a seus altares idlatras, para chorar;
por causa de Nebo e de Medeba
Moabe pranteia.
Todas as cabeas esto rapadas
e toda barba foi cortada.
3 Nas ruas andam vestidos
de roupas de lamento;
nos terraos e nas praas pblicas
todos pranteiam e se prostram chorando.
4 Hesbom e Eleale clamam;
at Jaaz as suas vozes so ouvidas.
Por isso os homens armados
de Moabe gritam,
e o corao deles treme.
5 O meu corao clama
por causa de Moabe!
Os seus fugitivos vo at Zoar,
at Eglate-Selisia.
Sobem pelo caminho de Lute,
caminhando e chorando.
Pela estrada de Horonaim
levantam clamor em face da destruio,
6 porque as guas de Ninrim secaram-se,
a pastagem secou-se
e a vegetao morreu;
todo o verde desapareceu!
7 Por isso, a riqueza que adquiriram
e armazenaram
eles levam para alm
do riacho dos Salgueiros.
8 Com efeito, seu clamor espalha-se
por todo o territrio de Moabe;
sua lamentao at Eglaim,
at Beer-Elim.
9 Ainda que as guas de Dimom [a]
estejam cheias de sangue,
trarei mais mal sobre Dimom:
um leo sobre os fugitivos de Moabe
e sobre aqueles que permanecem na terra.
Notas de rodap:
[a] 15.9 Alguns manuscritos dizem Dibom.

ISAAS-CAPITULO-16
1 Enviem cordeiros como tributo
ao governante da terra,
desde Sel, atravessando o deserto,
at o monte Sio.
2 Como aves perdidas,
lanadas fora do ninho,
assim so os habitantes de Moabe
nos lugares de passagem do Arnom.
3 "D conselhos e prope uma deciso.
Torna a tua sombra como a noite
em pleno meio-dia
e esconde os fugitivos;
no deixes ningum saber
onde esto os refugiados.
4 Que os fugitivos moabitas
habitem contigo;
s para eles abrigo contra o destruidor."
O opressor h de ter fim,
a destruio se acabar
e o agressor desaparecer da terra.
5 Ento, em amor ser firmado um trono;
em fidelidade um homem
se assentar nele na tenda de Davi:
um Juiz que busca a justia
e se apressa em defender o que  justo.
6 Ouvimos acerca da soberba de Moabe:
da sua arrogncia exagerada,
de todo o seu orgulho e do seu dio;
mas tudo isso no vale nada.
7 Por isso choram os moabitas,
todos choram por Moabe.
Cada um se lamenta e se entristece
pelos bolos de passas de Quir-Haresete.
8 As lavouras de Hesbom esto murchas,
como tambm as videiras de Sibma.
Os governantes das naes
pisotearam as melhores videiras,
que antes chegavam at Jazar
e estendiam-se para o deserto.
Seus brotos espalhavam-se
e chegavam ao mar.
9 Por isso eu choro, como Jazar chora,
por causa das videiras de Sibma.
Hesbom, Eleale, com minhas lgrimas
eu as encharco!
Pois no se ouvem mais os gritos de alegria
por seus frutos e por suas colheitas.
10 Foram-se a alegria
e a exultao dos pomares;
ningum canta nem grita nas vinhas;
ningum pisa as uvas nos lagares,
pois fiz cessar os gritos de alegria.
11 Por isso as minhas entranhas gemem
como harpa por Moabe;
o ntimo do meu ser
estremece por Quir-Heres.
12 Quando Moabe se apresentar cansado
nos lugares altos,
e for ao seu santurio,
nada conseguir.
13 Essa palavra o Senhor j havia falado acerca de Moabe.
14 Mas agora
o Senhor diz: "Dentro de trs anos, e nem um dia mais, [a] o
esplendor de Moabe e toda a sua grande populao sero desprezados, e os
seus sobreviventes sero poucos e fracos".
Notas de rodap:
[a] 16.14 Hebraico: como os anos de um contrato de trabalho.

ISAAS-CAPITULO-17
Mensagem contra Damasco
1 Advertncia contra Damasco:
Damasco deixar de ser cidade;
e se tornar um monte de runas.
2 Suas cidades sero abandonadas;
sero entregues aos rebanhos
que ali se deitaro,
e ningum os espantar.
3 Efraim deixar de ser uma fortaleza,
e Damasco uma realeza;
o remanescente de Ar ser
como a glria dos israelitas,
anuncia o Senhor dos Exrcitos.
4 Naquele dia a glria de Jac se definhar,
e a gordura do seu corpo se consumir.
5 Ser como quando
um ceifeiro junta o trigo
e colhe as espigas com o brao,
como quando se apanham
os feixes de trigo
no vale de Refaim.
6 Contudo, restaro algumas espigas,
como, quando se sacode uma oliveira,
ficam duas ou trs azeitonas
nos galhos mais altos
e umas quatro ou cinco
nos ramos mais produtivos,
anuncia o Senhor , o Deus de Israel.
7 Naquele dia os homens olharo
para aquele que os fez
e voltaro os olhos para o Santo de Israel.
8 No olharo para os altares,
obra de suas mos,
e no daro a mnima ateno
aos postes sagrados
e aos altares de incenso
que os seus dedos fizeram.
9 Naquele dia as suas cidades fortes, que tinham sido abandonadas por
causa dos israelitas, sero como lugares entregues aos bosques e ao
mato. E tudo ser desolao.
10 Porque vocs se esqueceram de Deus,
do seu Salvador,
e no se lembraram da Rocha,
da fortaleza de vocs.
Por isso, embora vocs cultivem
as melhores plantas,
videiras importadas,
11 e no dia em que as semearem
as faam crescer,
e de manh florescer,
contudo, no haver colheita
no dia da tristeza e do mal irremedivel.
12 Ah! O bramido das numerosas naes;
bramam como o mar!
Ah, o rugido dos povos;
rugem como guas impetuosas!
13 Embora os povos rujam como
ondas encapeladas,
quando ele os repreender,
fugiro para longe,
carregados pelo vento
como palha nas colinas,
como galhos arrancados pela ventania.
14 Ao cair da tarde, pavor repentino!
Antes do amanhecer, j se foram!
Esse  o destino dos que nos saqueiam,
essa  a parte que caber aos que roubam.

ISAAS-CAPITULO-18
Profecia contra a Etipia
1 Ai da terra do zumbido de insetos [a]
ao longo dos rios da Etipia [b] ,
2 que manda emissrios pelo mar
em barcos de papiro sobre as guas.
Vo, geis mensageiros,
a um povo alto e de pele macia,
a um povo temido
pelos que esto perto
e pelos que esto longe,
nao agressiva e de fala estranha,
cuja terra  dividida por rios.
3 Todos vocs, habitantes do mundo,
vocs que vivem na terra,
quando a bandeira for erguida
sobre os montes, vocs a vero,
e, quando soar a trombeta,
vocs a ouviro.
4 Assim diz o Senhor :
"Do lugar onde moro
ficarei olhando, quieto
como o ardor do sol reluzente,
como a nuvem de orvalho
no calor do tempo da colheita".
5 Pois, antes da colheita,
quando a florao der lugar ao fruto
e as uvas amadurecerem,
ele cortar os brotos com a podadeira
e tirar os ramos longos.
6 Sero todos entregues
aos abutres das montanhas
e aos animais selvagens;
as aves se alimentaro deles todo o vero,
e os animais selvagens, todo o inverno.
7 Naquela ocasio ddivas sero trazidas
ao Senhor dos Exrcitos
da parte de um povo alto e de pele macia,
da parte de um povo temido
pelos que esto perto
e pelos que esto longe,
nao agressiva e de fala estranha,
cuja terra  dividida por rios.
As ddivas sero trazidas ao monte Sio, ao local do nome do Senhor dos
Exrcitos.
Notas de rodap:
[a] 18.1 Ou gafanhotos
[b] 18.1 Hebraico: de Cuxe.

ISAAS-CAPITULO-19
Profecia contra o Egito
1 Advertncia contra o Egito:
Vejam! O Senhor cavalga
numa nuvem veloz
que vai para o Egito.
Os dolos do Egito tremem diante dele,
e os coraes dos egpcios
se derretem no ntimo.
2 "Incitarei egpcio contra egpcio;
cada um lutar contra seu irmo,
vizinho lutar contra vizinho,
cidade contra cidade,
reino contra reino.
3 Os egpcios ficaro desanimados,
e farei que os seus planos
resultem em nada.
Depois eles consultaro os dolos
e os necromantes,
os mdiuns e os adivinhos,
4 ento eu entregarei os egpcios
nas mos de um senhor cruel,
e um rei feroz dominar sobre eles",
anuncia o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos.
5 As guas do rio vo secar-se;
o leito do rio ficar completamente seco.
6 Os canais tero mau cheiro;
os riachos do Egito
vo diminuir at secar-se;
os juncos e as canas murcharo.
7 Haver lugares secos ao longo do Nilo
e na prpria foz do rio.
Tudo o que for semeado ao longo do Nilo
se ressecar,
ser levado pelo vento
e desaparecer.
8 Os pescadores gemero
e se lamentaro,
como tambm todos os que lanam
anzis no Nilo;
os que lanam redes na gua
desanimaro.
9 Os que trabalham com linho
e os teceles de algodo se desesperaro.
10 Os nobres ficaro deprimidos,
e todos os assalariados ficaro abatidos.
11 Os lderes de Zo
no passam de insensatos;
os sbios conselheiros do fara
do conselhos tolos.
Como, ento,
vocs podem dizer ao fara:
"Sou sbio,
sou discpulo dos reis da antigidade"?
12 Onde esto agora os seus sbios?
Que lhe mostrem,
se  que eles tm conhecimento
do que o Senhor dos Exrcitos
tem planejado contra o Egito.
13 Tornaram-se tolos os lderes de Zo,
e os de Mnfis so enganados;
os chefes dos seus cls
induziram o Egito ao erro.
14 O Senhor derramou dentro deles
um esprito que os deixou desorientados;
eles levam o Egito a cambalear
em tudo quanto faz,
como cambaleia o bbado
em volta do seu vmito.
15 No h nada que o Egito possa fazer,
nada que a cabea ou a cauda,
a palma ou o junco possam fazer.
16 Naquele dia os egpcios sero como mulheres. Tremero de medo diante
do agitar da mo do Senhor dos Exrcitos, que se levantar contra eles.
17 Jud trar pavor aos egpcios; todo aquele que mencionar o nome de
Jud ficar apavorado, por causa do plano do Senhor dos Exrcitos contra
eles.
18 Naquele dia cinco cidades do Egito falaro a lngua de Cana e
juraro lealdade ao Senhor dos Exrcitos. Uma delas ser chamada Cidade
do Sol [a] .
19 Naquele dia haver um altar dedicado ao Senhor no centro do Egito, e
em sua fronteira, um monumento ao Senhor .
20 Sero um sinal e um
testemunho para o Senhor dos Exrcitos na terra do Egito. Quando eles
clamarem ao Senhor por causa dos seus opressores, ele lhes enviar um
salvador e defensor que os libertar.
21 Assim o Senhor se dar a
conhecer aos egpcios, e naquele dia eles sabero quem  o Senhor . A
ele prestaro culto com sacrifcios e ofertas de cereal; faro votos ao
Senhor e os cumpriro.
22 O Senhor ferir os egpcios; ele os ferir e
os curar. Eles se voltaro para o Senhor , e ele responder s suas
splicas e os curar.
23 Naquele dia haver uma estrada do Egito para a Assria. Os assrios
iro para o Egito, e os egpcios para a Assria, e os egpcios e os
assrios cultuaro juntos.
24 Naquele dia Israel ser um mediador entre
o Egito e a Assria, uma bno na terra.
25 O Senhor dos Exrcitos os
abenoar, dizendo: "Bendito sejam o Egito, meu povo, a Assria, obra
de minhas mos, e Israel, minha herana".
Notas de rodap:
[a] 19.18 Isto , Helipolis. Conforme alguns manuscritos do Texto
Massortico, os manuscritos do mar Morto e a Vulgata. Muitos manuscritos
do Texto Massortico dizem Cidade da Destruio.

ISAAS-CAPITULO-20
Profecia contra o Egito e a Etipia
1 No ano em que o general enviado por Sargom, rei da Assria, atacou
Asdode e a conquistou,
2 nessa mesma ocasio o Senhor falou por meio de
Isaas, filho de Amoz, e disse: "Tire o pano de saco do corpo e as
sandlias dos ps". Ele obedeceu, e passou a andar nu e descalo.
3 Disse ento o Senhor : "Assim como o meu servo Isaas andou nu e
descalo durante trs anos, como sinal e advertncia contra o Egito e
contra a Etipia [a] ,
4 assim tambm o rei da Assria, para
vergonha do Egito, levar nus e descalos os prisioneiros egpcios e os
exilados etopes, jovens e velhos, com as ndegas descobertas.
5 Os que
confiavam na Etipia e se vangloriavam no Egito tero medo e ficaro
decepcionados.
6 Naquele dia o povo que vive deste lado do mar dir:
``Vejam o que aconteceu com aqueles em quem confivamos, a quem
recorremos para nos ajudar e nos livrar do rei da Assria! E agora? Como
escaparemos?''"
Notas de rodap:
[a] 20.3 Hebraico: Cuxe ; tambm no versculo 5.

ISAAS-CAPITULO-21
Profecia contra a Babilnia
1 Advertncia contra o deserto junto ao mar:
Como um vendaval
em redemoinhos
que varre todo o Neguebe,
um invasor vem do deserto,
de uma terra pavorosa.
2 Eu tive uma viso terrvel:
O traidor fora trado,
o saqueador, saqueado.
Elo, v  luta!
Mdia, feche o cerco!
Porque ponho fim a todo gemido
que ela provocou.
3 Diante disso fiquei tomado de angstia,
tive dores como as de uma mulher
em trabalho de parto;
estou to transtornado
que no posso ouvir,
to atnito que no posso ver.
4 O meu corao se estremece,
o temor toma conta de mim;
o anoitecer que eu tanto aguardava
transformou-se em terror para mim.
5 Eles pem as mesas, estendem a toalha,
comem, bebem!
Levantem-se, lderes,
preparem os escudos!
6 Assim me diz o Senhor:
"V, coloque um vigia de prontido
para que anuncie tudo
o que se aproximar.
7 Quando ele vir carros
com parelhas de cavalos,
homens montados em jumentos
ou em camelos,
fique alerta, bem alerta".
8 Ento o vigia [a] gritou:
"Dia aps dia, meu senhor,
eu fico na torre das sentinelas;
todas as noites permaneo em meu posto.
9 Veja! Ali vem um homem num carro
com uma parelha de cavalos,
e ele diz:
``Caiu! A Babilnia caiu!
Todas as imagens dos seus deuses
esto despedaadas no cho!''"
10 Ah, meu povo malhado na eira!
Eu lhes conto o que ouvi
da parte do Senhor dos Exrcitos,
da parte do Deus de Israel.
Profecia contra Edom
11 Advertncia contra Dum [b] :
Gente de Seir me pergunta:
"Guarda, quanto ainda falta
para acabar a noite?
Guarda, quanto falta
para acabar a noite?"
12 O guarda responde:
"Logo chega o dia, mas a noite tambm vem.
Se vocs quiserem perguntar de novo,
voltem e perguntem".
Profecia contra a Arbia
13 Advertncia contra a Arbia:
Vocs, caravanas de dedanitas,
que acampam nos bosques da Arbia,
14 tragam gua para os sedentos;
vocs, que vivem em Tem,
tragam comida para os fugitivos.
15 Eles fogem da espada,
da espada desembainhada,
do arco preparado
e da crueldade da batalha.
16 Assim me diz o Senhor: "Dentro de um ano, e nem um dia mais,
[c] toda a pompa de Quedar chegar ao fim.
17 Poucos sero os
sobreviventes dos flecheiros, dos guerreiros de Quedar". O Senhor , o
Deus de Israel, falou.
Notas de rodap:
[a] 21.8 Conforme os manuscritos do mar Morto e a Verso Siraca. O
Texto Massortico diz um leo.
[b] 21.11 Dum significa silncio, um trocadilho com a palavra Edom.
[c] 21.16 Hebraico: como os anos de um contrato de trabalho.

ISAAS-CAPITULO-22
Profecia contra Jerusalm
1 Advertncia contra o vale da Viso:
O que est perturbando vocs agora,
o que os levou
a se refugiarem nos terraos,
2 cidade cheia de agitao
cidade de tumulto e alvoroo?
Na verdade, seus mortos
no foram mortos  espada,
nem morreram em combate.
3 Todos os seus lderes fugiram juntos;
foram capturados sem resistncia.
Todos vocs foram encontrados
e presos, embora tendo fugido
para bem longe.
4 Por isso eu disse: Afastem-se de mim;
deixem-me chorar amargamente.
No tentem consolar-me pela destruio
do meu povo.
5 Pois o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
enviou um dia de tumulto,
pisoteamento e pavor ao vale da Viso;
dia de derrubar muros
e de gritar por socorro pelos montes.
6 Elo apanhou a aljava,
e avana com seus carros e cavalos;
Quir ostenta o escudo.
7 Os vales mais frteis de Jud
ficaram cheios de carros,
e cavaleiros tomaram posio
junto s portas das cidades;
8 Jud ficou sem defesas.
Naquele dia vocs olharam
para as armas do palcio da Floresta
9 e viram que a Cidade de Davi
tinha muitas brechas em seus muros.
Vocs armazenaram gua
no aude inferior,
10 contaram as casas de Jerusalm
e derrubaram algumas
para fortalecer os muros.
11 Vocs construram um reservatrio
entre os dois muros
para a gua do aude velho,
mas no olharam para aquele
que fez estas coisas,
nem deram ateno quele
que h muito as planejou.
12 Naquele dia o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
os chamou para que chorassem
e pranteassem,
arrancassem os seus cabelos
e usassem vestes de lamento.
13 Mas, ao contrrio,
houve jbilo e alegria,
abate de gado
e matana de ovelhas,
muita carne e muito vinho!
E vocs diziam: "Comamos e bebamos,
porque amanh morreremos".
14 O Senhor dos Exrcitos revelou-me isso: "At o dia de sua morte
no haver propiciao em favor desse pecado", diz o Soberano, o
Senhor dos Exrcitos.
Profecia contra Sebna
15 Assim diz o Soberano, o Senhor dos Exrcitos:
"V dizer a esse Sebna, administrador do palcio:
16 Que faz voc aqui,
e quem lhe deu permisso
para abrir aqui um tmulo,
voc que o est lavrando no alto do monte
e talhando na rocha o seu lugar de descanso?
17 "Veja que o Senhor vai agarrar voc
e atir-lo para bem longe,
 homem poderoso!
18 Ele o embrulhar como uma bola
e o atirar num vasto campo.
L voc morrer
e l os seus poderosos carros se tornaro
a vergonha da casa do seu senhor!
19 Eu o demitirei das suas funes,
e do seu cargo voc ser deposto.
20 "Naquele dia convocarei o meu servo Eliaquim, filho de Hilquias.
21 Eu o vestirei com o manto que pertencia a voc, com o seu cinto o
revestirei de fora e a ele entregarei a autoridade que voc exercia.
Ele ser um pai para os habitantes de Jerusalm e para os moradores de
Jud.
22 Porei sobre os ombros dele a chave do reino de Davi; o que ele
abrir ningum conseguir fechar, e o que ele fechar ningum conseguir
abrir.
23 Eu o fincarei como uma estaca em terreno firme; ele ser para
o reino de seu pai um trono de glria [a] .
24 Toda a glria de
sua famlia depender dele: sua prole e seus descendentes: todos os
seus utenslios menores, das bacias aos jarros.
25 "Naquele dia", anuncia o Senhor dos Exrcitos, "a estaca
fincada em terreno firme ceder; ser arrebentada e desabar, e o peso
sobre ela cair". Pois o Senhor o declarou.
Notas de rodap:
[a] 22.23 Ou assento de honra

ISAAS-CAPITULO-23
Profecia contra Tiro
1 Advertncia contra Tiro:
Pranteiem, navios de Trsis!
Pois Tiro foi destruda
e ficou sem nenhuma casa e sem porto.
De Chipre [a] lhe veio essa mensagem.
2 Fiquem calados,
habitantes das regies litorneas,
e vocs, mercadores de Sidom,
enriquecidos pelos que atravessam o mar
3 e as grandes guas.
O trigo de Sior
e a colheita do Nilo eram a sua renda,
e vocs se tornaram
o suprimento das naes.
4 Envergonhe-se, Sidom,
pois o mar, a fortaleza do mar, falou:
"No estive em trabalho de parto
nem dei  luz;
no criei filhos nem eduquei filhas".
5 Quando a notcia chegar ao Egito,
ficaro angustiados
com as novidades de Tiro.
6 Cruzem o mar para Trsis;
pranteiem, vocs,
habitantes das regies litorneas.
7  esta a cidade jubilosa
que existe desde tempos muito antigos,
cujos ps levaram a conquistar
terras distantes?
8 Quem planejou isso contra Tiro,
contra aquela que dava coroas,
cujos comerciantes so prncipes,
cujos negociantes so famosos
em toda a terra?
9 O Senhor dos Exrcitos o planejou
para abater todo orgulho e vaidade
e humilhar todos os que tm fama na terra.
10 Cultive [b] a sua terra
como se cultivam as margens do Nilo,
 povo [c] de Trsis,
pois voc no tem mais porto.
11 O Senhor estendeu a mo sobre o mar
e fez tremer seus reinos.
Acerca da Fencia [d] ordenou
que as suas fortalezas sejam destrudas,
12 e disse: "Voc no se alegrar mais,
 cidade de Sidom, virgem derrotada!
"Levante-se, atravesse o mar at Chipre;
nem l voc ter descanso".
13 Olhem para a terra dos babilnios [e] ;
esse  o povo que no existe mais!
Os assrios a deixaram
para as criaturas do deserto;
ergueram torres de vigia,
despojaram suas cidadelas
e fizeram dela uma runa.
14 Pranteiem, vocs,
navios de Trsis;
destruda est a sua fortaleza!
15 Naquele tempo Tiro ser esquecida por setenta anos, o tempo da vida
de um rei. Mas no fim dos setenta anos, acontecer com Tiro o que diz a
cano da prostituta:
16 "Pegue a harpa, v pela cidade,
 prostituta esquecida;
toque a harpa, cante muitas canes,
para se lembrarem de voc".
17 No fim dos setenta anos o Senhor se lembrar de Tiro. Esta voltar
ao seu ofcio de prostituta e servir a todos os reinos que h na face
da terra.
18 Mas o seu lucro e a sua renda sero separados para o
Senhor ; no sero guardados nem depositados. Seus lucros iro para os
que vivem na presena do Senhor , para que tenham bastante comida e
roupas finas.
Notas de rodap:
[a] 23.1 Hebraico: Quitim ; tambm no versculo 12.
[b] 23.10 O Texto Massortico diz Atravesse.
[c] 23.10 Hebraico: filha .
[d] 23.11 Hebraico: de Cana .
[e] 23.13 Ou caldeus

ISAAS-CAPITULO-24
A Devastao do Senhor na Terra
1 Vejam! O Senhor vai arrasar a terra
e devast-la;
arruinar sua superfcie
e espalhar seus habitantes.
2 Ser o mesmo
para o sacerdote e o povo,
para o senhor e o servo,
para a senhora e a serva,
para o vendedor e o comprador,
para quem toma emprestado
e quem empresta,
para o devedor e o credor.
3 A terra ser completamente arrasada
e totalmente saqueada.
Quem falou esta palavra
foi o Senhor .
4 A terra seca-se e murcha,
o mundo definha e murcha,
definham os nobres da terra.
5 A terra est contaminada
pelos seus habitantes,
porque desobedeceram s leis,
violaram os decretos
e quebraram a aliana eterna.
6 Por isso a maldio consome a terra,
e seu povo  culpado.
Por isso os habitantes da terra
so consumidos pelo fogo,
ao ponto de sobrarem pouqussimos.
7 O vinho novo vai-se,
e a videira murcha;
todos os que se divertiam gemem.
8 O som festivo dos tamborins
foi silenciado,
o barulho dos que se alegram parou,
a harpa cheia de jbilo est muda.
9 J no bebem vinho entoando canes;
a bebida fermentada  amarga
para os que a bebem.
10 A cidade v est em runas;
a entrada de cada casa est fechada.
11 Nas ruas clamam por vinho;
toda a alegria chegou ao fim,
toda celebrao foi eliminada da terra.
12 A cidade foi deixada em runas,
sua porta feita em pedaos.
13 Assim ser na terra, entre as naes,
como quando se usa a vara na oliveira
ou se buscam os restos das uvas
aps a colheita.
14 Erguem as vozes, cantam de alegria;
desde o ocidente aclamam
a majestade do Senhor .
15 Dem glria, pois, ao Senhor no oriente,
e nas ilhas do mar exaltem
o nome do Senhor , o Deus de Israel.
16 Desde os confins da terra
ouvimos cantar:
"Glria seja dada ao Justo!"
Mas eu disse: "Que desgraa!
Que desgraa!
Ai de mim! Os traidores traem!
Os traidores agem traioeiramente!"
17 Pavor, cova e lao os aguardam,
 habitantes da terra!
18 Quem fugir ao grito de terror
cair na cova;
quem sair da cova ser pego no lao.
Abertas esto as comportas dos cus;
tremem os alicerces da terra.
19 A terra foi despedaada,
est destruda,
totalmente abalada!
20 A terra cambaleia como um bbado,
balana como uma cabana ao vento;
to pesada sobre ela  a culpa
de sua rebelio
que ela cai para nunca mais se levantar!
21 Naquele dia o Senhor castigar
os poderes em cima nos cus
e os reis embaixo na terra.
22 Eles sero arrebanhados
como prisioneiros numa masmorra,
trancados numa priso
e castigados [a] depois de muitos dias.
23 A lua ficar humilhada,
e o sol, envergonhado;
pois o Senhor dos Exrcitos reinar
no monte Sio e em Jerusalm,
glorioso na presena dos seus lderes!
Notas de rodap:
[a] 24.22 Ou soltos

ISAAS-CAPITULO-25
Louvem o Senhor
1 Senhor , tu s o meu Deus;
eu te exaltarei e louvarei o teu nome,
pois com grande perfeio
tens feito maravilhas,
coisas h muito planejadas.
2 Fizeste da cidade um monte de entulho,
da cidade fortificada uma runa,
da cidadela dos estrangeiros
uma cidade inexistente,
que jamais ser reconstruda.
3 Por isso um povo forte te honrar;
a cidade das naes cruis te temer.
4 Tens sido refgio para os pobres,
refgio para o necessitado em sua aflio,
abrigo contra a tempestade
e sombra contra o calor
quando o sopro dos cruis
 como tempestade contra um muro
5 e como o calor do deserto.
Tu silencias o bramido dos estrangeiros;
assim como diminui o calor
com a sombra de uma nuvem,
assim a cano dos temveis  emudecida.
6 Neste monte o Senhor dos Exrcitos
preparar um farto banquete
para todos os povos,
um banquete de vinho envelhecido,
com carnes suculentas
e o melhor vinho.
7 Neste monte ele destruir o vu
que envolve todos os povos,
a cortina que cobre todas as naes;
8 destruir a morte para sempre.
O Soberano, o Senhor ,
enxugar as lgrimas
de todo rosto
e retirar de toda a terra
a zombaria do seu povo.
Foi o Senhor quem o disse!
9 Naquele dia diro:
"Este  o nosso Deus;
ns confiamos nele, e ele nos salvou.
Este  o Senhor , ns confiamos nele;
exultemos e alegremo-nos,
pois ele nos salvou".
10 Pois a mo do Senhor repousar
sobre este monte;
mas Moabe ser pisoteado
em seu prprio lugar,
como a palha  pisoteada na esterqueira.
11 Ali Moabe estender as mos,
como faz o nadador para nadar,
mas o Senhor abater o seu orgulho,
apesar da habilidade das suas mos.
12 Abater as torres altas
dos seus altos muros
e os derrubar;
ele os lanar ao p da terra.

ISAAS-CAPITULO-26
Cntico de Louvor
1 Naquele dia este cntico ser entoado em Jud:
Temos uma cidade forte;
Deus estabelece a salvao
como muros e trincheiras.
2 Abram as portas para que entre
a nao justa,
a nao que se mantm fiel.
3 Tu, Senhor , guardars em perfeita paz
aquele cujo propsito est firme,
porque em ti confia.
4 Confiem para sempre no Senhor ,
pois o Senhor , somente o Senhor ,
 a Rocha eterna.
5 Ele humilha os que habitam nas alturas,
rebaixa e arrasa a cidade altiva,
e a lana ao p.
6 Ps as pisoteiam,
os ps dos necessitados,
os passos dos pobres.
7 A vereda do justo  plana;
tu, que s reto,
tornas suave o caminho do justo.
8 Andando pelo caminho
das tuas ordenanas [a]
esperamos em ti, Senhor .
O teu nome e a tua lembrana
so o desejo do nosso corao.
9 A minha alma suspira por ti
durante a noite;
e logo cedo o meu esprito por ti anseia,
pois, quando se vem na terra
as tuas ordenanas,
os habitantes do mundo aprendem justia.
10 Ainda que se tenha compaixo do mpio,
ele no aprender a justia;
na terra da retido ele age perversamente,
e no v a majestade do Senhor .
11 Erguida est a tua mo, Senhor ,
mas eles no a vem!
Que vejam o teu zelo
para com o teu povo
e se envergonhem;
que o fogo reservado
para os teus adversrios os consuma.
12 Senhor , tu estabeleces a paz para ns;
tudo o que alcanamos,
fizeste-o para ns.
13  Senhor ,  nosso Deus,
outros senhores alm de ti
nos tm dominado,
mas s ao teu nome honramos.
14 Agora eles esto mortos, no vivero;
so sombras, no ressuscitaro.
Tu os castigaste e os levaste  runa;
apagaste por completo a lembrana deles!
15 Fizeste crescer a nao, Senhor ;
sim, fizeste crescer a nao.
De glria te revestiste;
alargaste todas as fronteiras
da nossa terra.
16 Senhor , no meio da aflio
te buscaram;
quando os disciplinaste
sussurraram uma orao.
17 Como a mulher grvida
prestes a dar  luz
se contorce e grita de dor,
assim estamos ns na tua presena,
 Senhor.
18 Ns engravidamos
e nos contorcemos de dor,
mas demos  luz o vento.
No trouxemos salvao  terra;
no demos  luz os habitantes do mundo.
19 Mas os teus mortos vivero;
seus corpos ressuscitaro.
Vocs, que voltaram ao p,
acordem e cantem de alegria.
O teu orvalho  orvalho de luz;
a terra dar  luz os seus mortos.
20 V, meu povo, entre em seus quartos
e tranque as portas;
esconda-se por um momento,
at que tenha passado a ira dele.
21 Vejam! O Senhor est saindo
da sua habitao
para castigar os moradores da terra
por suas iniqidades.
A terra mostrar o sangue
derramado sobre ela;
no mais encobrir os seus mortos.
Notas de rodap:
[a] 26.8 Ou dos teus juzos

ISAAS-CAPITULO-27
1 Naquele dia,
o Senhor , com sua espada
severa, longa e forte,
castigar o Leviat [a] , serpente veloz,
o Leviat, serpente tortuosa;
matar no mar a serpente aqutica.
O Livramento de Israel
2 Naquele dia se dir:
"Cantem sobre a vinha frutfera!
3 Eu, o Senhor , sou o seu vigia,
rego-a constantemente
e a protejo dia e noite
para impedir que lhe faam dano.
4 No estou irado.
Se espinheiros e roseiras bravas
me enfrentarem,
eu marcharei contra eles
e os destruirei a fogo.
5 A menos que venham
buscar refgio em mim;
que faam as pazes comigo.
Sim, que faam as pazes comigo".
6 Nos dias vindouros Jac lanar razes,
Israel ter botes e flores
e encher o mundo de frutos.
7 Acaso o Senhor o feriu
como queles que o feriram?
Acaso ele foi morto
como foram mortos os que o feriram?
8 Pelo desterro e pelo exlio o julga,
com seu sopro violento ele o expulsa,
como num dia de rajadas
do vento oriental.
9 Assim ser perdoada a maldade de Jac,
e ser este o fruto da remoo do seu pecado:
quando ele fizer com que
as pedras do altar sejam esmigalhadas
e fiquem como p de giz,
os postes sagrados
e os altares de incenso no permanecero em p.
10 A cidade fortificada est abandonada,
desabitada e esquecida como o deserto;
ali os bezerros pastam e se deitam,
e desfolham os seus ramos.
11 Quando os seus ramos esto secos e se quebram,
as mulheres fazem fogo com eles,
pois esse  um povo sem entendimento.
Por isso aquele que o fez
no tem compaixo dele,
aquele que o formou
no lhe mostra misericrdia.
12 Naquele dia o Senhor debulhar as suas espigas desde as margens do
Eufrates [b] at o ribeiro do Egito, e vocs, israelitas, sero
ajuntados um a um.
13 E naquele dia soar uma grande trombeta. Os que
estavam perecendo na Assria e os que estavam exilados no Egito viro e
adoraro o Senhor no monte santo, em Jerusalm.
Notas de rodap:
[a] 27.1 Ou monstro marinho
[b] 27.12 Hebraico: do Rio.

ISAAS-CAPITULO-28
Ai de Efraim!
1 Ai daquela coroa
situada nos altos de um vale frtil,
orgulho dos bbados de Efraim!
Ai de sua magnfica beleza,
que agora  como uma flor murcha.
Ai dos que so dominados pelo vinho!
2 Vejam! O Senhor envia algum
que  poderoso e forte.
Como chuva de granizo
e vento destruidor,
como violento aguaceiro
e tromba d''gua inundante,
ele a lanar com fora ao cho.
3 A coroa orgulhosa
dos bbados de Efraim
ser pisoteada.
4 Sua magnfica beleza,
localizada na cabea de um vale frtil,
 agora uma flor que murcha.
Ela ser como figo maduro
antes da colheita;
quem o v, logo o apanha e o come.
5 Naquele dia o Senhor dos Exrcitos
ser uma coroa gloriosa, um belo diadema
para o remanescente do seu povo.
6 Ele ser um esprito de justia
para aquele que se assenta para julgar,
e fora para os que fazem recuar
o ataque na porta.
7 E estes tambm cambaleiam
pelo efeito do vinho,
e no param em p
por causa da bebida fermentada.
Os sacerdotes e os profetas cambaleiam
por causa da bebida fermentada
e esto desorientados devido ao vinho;
eles no conseguem parar em p
por causa da bebida fermentada,
confundem-se quando tm vises,
tropeam quando devem dar um veredicto.
8 Todas as mesas esto cobertas de vmito
e no h um s lugar limpo.
9 "Quem  que est tentando ensinar?",
eles perguntam.
"A quem est explicando a sua mensagem?
A crianas desmamadas
e a bebs recm-tirados do seio materno?
10 Pois o que se diz : Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem,
regra e mais regra; [a]
um pouco aqui, um pouco ali."
11 Pois bem, com lbios trpegos
e lngua estranha
Deus falar a este povo,
12 ao qual dissera:
"Este  o lugar de descanso.
Deixem descansar o exausto.
Este  o lugar de repouso!"
Mas eles no quiseram ouvir.
13 Por isso o Senhor lhes dir:
"Ordem sobre ordem,
ordem sobre ordem,
regra e mais regra,
regra e mais regra;
um pouco aqui, um pouco ali",
para que saiam, caiam de costas,
firam-se, fiquem presos no lao
e sejam capturados.
14 Portanto, ouam a palavra do Senhor ,
zombadores,
vocs, que dominam este povo
em Jerusalm.
15 Vocs se vangloriam, dizendo:
"Fizemos um pacto com a morte,
com a sepultura [b] fizemos um acordo.
Quando vier a calamidade destruidora,
no nos atingir,
pois da mentira fizemos o nosso refgio
e na falsidade [c]
temos o nosso esconderijo".
16 Por isso diz o Soberano, o Senhor :
"Eis que ponho em Sio uma pedra,
uma pedra j experimentada,
uma preciosa pedra angular
para alicerce seguro;
aquele que confia, jamais ser abalado.
17 Farei do juzo a linha de medir
e da justia o fio de prumo;
o granizo varrer o seu falso refgio,
e as guas inundaro o seu abrigo.
18 Seu pacto com a morte ser anulado;
seu acordo com a sepultura
no subsistir.
Quando vier a calamidade destruidora,
vocs sero arrastados por ela.
19 Todas as vezes que vier, os arrastar;
passar manh aps manh,
de dia e de noite".
A compreenso desta mensagem
trar pavor total.
20 A cama  curta demais
para algum deitar-se,
e o cobertor  estreito demais
para ele cobrir-se.
21 O Senhor se levantar como fez
no monte Perazim,
mostrar sua ira
como no vale de Gibeom,
para realizar sua obra,
obra muito estranha,
e cumprir sua tarefa,
tarefa misteriosa.
22 Agora, parem com a zombaria;
se no, as suas correntes
ficaro mais pesadas;
o Senhor, o Senhor dos Exrcitos,
falou-me da destruio decretada
contra o territrio inteiro.
23 Ouam, escutem a minha voz;
prestem ateno, ouam o que eu digo.
24 Quando o agricultor ara a terra
para o plantio, s faz isso o tempo todo?
S fica abrindo sulcos
e gradeando o solo?
25 Depois de nivelado o solo,
ele no semeia o endro e no espalha
as sementes do cominho?
No planta o trigo no lugar certo,
a cevada no terreno prprio
e o trigo duro nas bordas?
26 O seu Deus o instrui
e lhe ensina o caminho.
27 No se debulha o endro com trilhadeira,
e sobre o cominho no se faz passar
roda de carro;
tira-se o endro com vara,
e o cominho com um pedao de pau.
28  preciso moer o cereal para fazer po;
por isso ningum o fica
trilhando para sempre.
Fazem passar as rodas da trilhadeira
sobre o trigo,
mas os seus cavalos no o trituram.
29 Isso tudo vem da parte
do Senhor dos Exrcitos,
maravilhoso em conselhos
e magnfico em sabedoria.
Notas de rodap:
[a] 28.10 Hebraico: sav lasav sav lasav / kav lakav kav lakav
(possivelmente sons sem sentido; talvez uma imitao zombadora das
palavras do profeta); tambm no versculo 13.
[b] 28.15 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm no versculo 18.
[c] 28.15 Ou e nos deuses falsos

ISAAS-CAPITULO-29
Ai da Cidade de Davi!
1 Ai de Ariel! Ariel, a cidade onde
acampou Davi.
Acrescentem um ano a outro
e deixem seguir o seu ciclo de festas.
2 Mas eu sitiarei Ariel,
que vai chorar e lamentar-se,
e para mim ser como
uma fornalha de altar [a] .
3 Acamparei ao seu redor;
eu a cercarei de torres
e instalarei contra voc
minhas obras de cerco.
4 Lanada ao cho, de l voc falar;
do p viro em murmrio
as suas palavras.
Fantasmagrica, subir sua voz da terra;
um sussurro vindo do p ser sua voz.
5 Mas os seus muitos inimigos
se tornaro como o p fino,
as hordas cruis,
como palha levada pelo vento.
Repentinamente, num instante,
6 o Senhor dos Exrcitos vir
com troves e terremoto
e estrondoso rudo,
com tempestade e furaco
e chamas de um fogo devorador.
7 Ento as hordas de todas as naes
que lutam contra Ariel,
que investem contra ele e contra
a sua fortaleza e a sitiam,
sero como acontece num sonho,
numa viso noturna,
8 como quando um homem faminto
sonha que est comendo,
mas acorda e sua fome continua;
como quando um homem sedento
sonha que est bebendo,
mas acorda enfraquecido,
sem ter saciado a sede.
Assim ser com as hordas
de todas as naes
que lutam contra o monte Sio.
9 Pasmem e fiquem atnitos!
Ceguem-se a si mesmos
e continuem cegos!
Esto bbados, porm, no de vinho,
cambaleiam, mas no pela
bebida fermentada.
10 O Senhor trouxe sobre vocs
um sono profundo:
fechou os olhos de vocs, que so os profetas;
cobriu a cabea de vocs, que so os videntes.
11 Para vocs toda esta viso no passa de palavras seladas num livro
[b] . E se vocs derem o livro a algum que saiba ler e lhe
disserem: "Leia, por favor", ele responder: "No posso; est
lacrado".
12 Ou, se vocs derem o livro a algum que no saiba ler e
lhe disserem: "Leia, por favor", ele responder: "No sei ler".
13 O Senhor diz:
"Esse povo se aproxima de mim
com a boca
e me honra com os lbios,
mas o seu corao est longe de mim.
A adorao que me prestam
 feita s de regras
ensinadas por homens. [c]
14 Por isso uma vez mais
deixarei atnito esse povo
com maravilha e mais maravilha;
a sabedoria dos sbios perecer,
a inteligncia dos inteligentes
se desvanecer".
15 Ai daqueles que descem s profundezas
para esconder seus planos do Senhor ,
que agem nas trevas e pensam:
"Quem  que nos v?
Quem ficar sabendo?"
16 Vocs viram as coisas pelo avesso!
Como se fosse possvel imaginar
que o oleiro  igual ao barro!
Acaso o objeto formado
pode dizer quele que o formou:
"Ele no me fez"?
E o vaso poder dizer do oleiro:
"Ele nada sabe"?
17 Acaso o Lbano no ser logo
transformado em campo frtil,
e no se pensar que o campo frtil
 uma floresta?
18 Naquele dia os surdos ouviro
as palavras do livro,
e, no mais em trevas e escurido,
os olhos dos cegos tornaro a ver.
19 Mais uma vez os humildes
se alegraro no Senhor ,
e os necessitados exultaro
no Santo de Israel.
20 Ser o fim do cruel,
o zombador desaparecer
e todos os de olhos
inclinados para o mal
sero eliminados,
21 os quais com uma palavra
tornam ru o inocente,
no tribunal trapaceiam contra o defensor
e com testemunho falso impedem
que se faa justia ao inocente.
22 Por isso o Senhor , que redimiu Abrao, diz  descendncia de Jac:
"Jac no ser mais humilhado;
e o seu rosto no tornar a empalidecer.
23 Quando ele vir em seu meio
os seus filhos,
a obra de minhas mos,
proclamar o meu santo nome;
reconhecer a santidade
do Santo de Jac,
24 e no temor do Deus de Israel
permanecer.
Os desorientados de esprito
obtero entendimento;
e os queixosos vo aceitar instruo".
Notas de rodap:
[a] 29.2 A palavra que designa fornalha de altar assemelha-se 
palavra Ariel no hebraico.
[b] 29.11 Hebraico: rolo ; tambm nos versculos 12 e 18.
[c] 29.13 A Septuaginta diz Em vo me adoram; seus ensinamentos no
passam de regras ensinadas por homens.

ISAAS-CAPITULO-30
Ai da Nao Obstinada!
1 "Ai dos filhos obstinados",
declara o Senhor ,
"que executam planos que no so meus,
fazem acordo sem minha aprovao,
para ajuntar pecado sobre pecado,
2 que descem ao Egito sem consultar-me,
para buscar proteo no poder do fara,
e refgio na sombra do Egito.
3 Mas a proteo do fara
lhes trar vergonha,
e a sombra do Egito
lhes causar humilhao.
4 Embora seus lderes tenham ido a Zo
e seus enviados tenham chegado a Hanes,
5 todos se envergonharo
por causa de um povo que lhes  intil,
que no traz ajuda nem vantagem,
mas apenas vergonha e zombaria."
6 Advertncia contra os animais do Neguebe:
Atravessando uma terra hostil e severa,
de lees e leoas, de vboras
e serpentes velozes,
os enviados transportam suas riquezas
no lombo de jumentos,
seus tesouros, nas corcovas de camelos,
para aquela nao intil,
7 o Egito, cujo socorro  totalmente intil.
Por isso eu o chamo Monstro [a] inofensivo.
8 Agora v, escreva isso
numa tbua para eles,
registre-o num livro,
para que nos dias vindouros
seja um testemunho eterno.
9 Esse povo  rebelde;
so filhos mentirosos,
filhos que no querem saber
da instruo do Senhor .
10 Eles dizem aos videntes:
"No tenham mais vises!"
e aos profetas:
"No nos revelem o que  certo!
Falem-nos coisas agradveis,
profetizem iluses.
11 Deixem esse caminho,
abandonem essa vereda,
e parem de confrontar-nos
com o Santo de Israel!"
12 Por isso diz o Santo de Israel:
"Como vocs rejeitaram esta mensagem,
apelaram para a opresso
e confiaram nos perversos,
13 este pecado ser para vocs
como um muro alto,
rachado e torto,
que de repente desaba, inesperadamente.
14 Ele o far em pedaos
como um vaso de barro,
to esmigalhado
que entre os seus pedaos
no se achar um caco
que sirva para pegar brasas de uma lareira
ou para tirar gua da cisterna".
15 Diz o Soberano, o Senhor , o Santo de Israel:
"No arrependimento e no descanso
est a salvao de vocs,
na quietude e na confiana
est o seu vigor,
mas vocs no quiseram.
16 Vocs disseram:
``No, ns vamos fugir a cavalo''.
E fugiro!
Vocs disseram:
``Cavalgaremos cavalos velozes''.
Velozes sero os seus perseguidores!
17 Mil fugiro diante da ameaa de um;
diante da ameaa de cinco
todos vocs fugiro,
at que vocs sejam deixados
como um mastro no alto de um monte,
como uma bandeira numa colina".
18 Contudo, o Senhor espera o momento
de ser bondoso com vocs;
ele ainda se levantar
para mostrar-lhes compaixo.
Pois o Senhor  Deus de justia.
Como so felizes todos
os que nele esperam!
19  povo de Sio, que mora em Jerusalm, voc no vai chorar mais.
Como ele ser bondoso quando voc clamar por socorro! Assim que ele
ouvir, lhe responder.
20 Embora o Senhor lhe d o po da adversidade e
a gua da aflio, o seu mestre no se esconder mais; com seus prprios
olhos voc o ver.
21 Quer voc se volte para a direita quer para a
esquerda, uma voz atrs de voc lhe dir: "Este  o caminho;
siga-o".
22 Ento voc tratar como impuras as suas imagens
revestidas de prata e os seus dolos recobertos de ouro; voc os jogar
fora como um trapo imundo e lhes dir: "Fora!"
23 Ele tambm lhe mandar chuva para a semente que voc semear, e a
terra dar alimento rico e farto. Naquele dia o seu gado pastar em
grandes prados.
24 Os bois e os jumentos que lavram o solo comero
forragem e sal espalhados com forcado e p.
25 No dia do grande
massacre, quando carem as torres, regatos de gua fluiro sobre todo
monte elevado e sobre toda colina altaneira.
26 A luz da lua brilhar
como o sol, e a luz do sol ser sete vezes mais brilhante, como a luz de
sete dias completos, quando o Senhor cuidar das contuses do seu povo e
curar as feridas que lhe causou.
27 Vejam! De longe vem
o Nome do Senhor ,
com sua ira em chamas,
e densas nuvens de fumaa;
seus lbios esto cheios de ira,
e sua lngua  fogo consumidor.
28 Seu sopro  como
uma torrente impetuosa
que sobe at o pescoo.
Ele faz sacudir as naes
na peneira da destruio;
ele coloca na boca dos povos
um freio que os desencaminha.
29 E vocs cantaro
como em noite de festa sagrada;
seus coraes se regozijaro
como quando se vai, ao som da flauta,
ao monte do Senhor ,  Rocha de Israel.
30 O Senhor far que os homens
ouam sua voz majestosa
e os levar a ver seu brao descendo
com ira impetuosa e fogo consumidor,
com aguaceiro, tempestades de raios
e saraiva.
31 A voz do Senhor despedaar a Assria;
com seu cetro a ferir.
32 Cada pancada que com a vara
o Senhor desferir para a castigar
ser dada ao som de tamborins e harpas,
enquanto a estiver combatendo
com os golpes do seu brao.
33 Tofete est pronta j faz tempo;
foi preparada para o rei.
Sua fogueira  funda e larga,
com muita lenha e muito fogo;
o sopro do Senhor ,
como uma torrente de enxofre ardente,
a incendeia.
Notas de rodap:
[a] 30.7 Hebraico: Raabe .

ISAAS-CAPITULO-31
Ai dos que Confiam no Egito!
1 Ai dos que descem ao Egito
em busca de ajuda,
que contam com cavalos.
Eles confiam na multido dos seus carros
e na grande fora dos seus cavaleiros,
mas no olham para o Santo de Israel,
nem buscam a ajuda
que vem do Senhor !
2 Contudo, ele  tambm sbio
e pode trazer a desgraa;
ele no volta atrs em suas palavras.
Ele se levantar contra
a casa dos perversos,
contra quem ajuda os maus.
3 Mas os egpcios so homens, e no Deus;
seus cavalos so carne, e no esprito.
Quando o Senhor estender a mo,
aquele que ajuda tropear,
aquele que  ajudado cair;
ambos perecero juntos.
4 Assim me diz o Senhor :
"Assim como quando o leo,
o leo grande, ruge ao lado da presa,
e contra ele se junta
um bando de pastores,
e ele no se intimida com os gritos deles
e no se perturba com o seu clamor,
assim o Senhor dos Exrcitos descer
para combater nas alturas do monte Sio.
5 Como as aves do proteo aos filhotes
com suas asas,
o Senhor dos Exrcitos
proteger Jerusalm;
ele a proteger e a livrar;
ele a poupar [a] e a salvar".
6 Voltem para aquele contra quem vocs se revoltaram to tremendamente,
 israelitas!
7 Pois naquele dia cada um de vocs rejeitar os dolos
de prata e de ouro que suas mos pecaminosas fizeram.
8 "A Assria cair por uma espada
que no  de homem;
uma espada, no de mortais, a devorar.
Todos fugiro da espada
e os seus jovens sero sujeitos
a trabalhos forados.
9 Sua fortaleza cair por causa do pavor;
ao verem a bandeira da batalha,
seus lderes entraro em pnico",
anuncia o Senhor ,
cujo fogo est em Sio,
cuja fornalha est em Jerusalm.
Notas de rodap:
[a] 31.5 Hebraico: passar sobre ela . Veja x 12.13.

ISAAS-CAPITULO-32
O Reino de Justia
1 Vejam! Um rei reinar com retido,
e prncipes governaro com justia.
2 Cada homem ser como um esconderijo
contra o vento
e um abrigo contra a tempestade,
como correntes de gua numa terra seca
e como a sombra de uma grande rocha
no deserto.
3 Ento os olhos dos que vem
no mais estaro fechados,
e os ouvidos dos que ouvem escutaro.
4 A mente do precipitado saber julgar,
e a lngua gaguejante falar
com facilidade e clareza.
5 O tolo j no ser chamado nobre
e o homem sem carter
no ser tido em alta estima.
6 Pois o insensato fala com insensatez
e s pensa no mal:
ele pratica a maldade
e espalha mentiras sobre o Senhor ;
deixa o faminto sem nada
e priva de gua o sedento.
7 As artimanhas do homem sem carter
so perversas;
ele inventa planos maldosos
para destruir com mentiras o pobre,
mesmo quando a splica deste  justa.
8 Mas o homem nobre faz planos nobres,
e graas aos seus feitos nobres
permanece firme.
As Mulheres de Jerusalm
9 Vocs, mulheres to sossegadas,
levantem-se e escutem-me!
Vocs, filhas que se sentem seguras,
ouam o que lhes vou dizer!
10 Daqui a pouco mais de um ano,
vocs, que se sentem seguras,
ficaro apavoradas;
a colheita de uvas falhar,
e a colheita de frutas no vir.
11 Tremam, vocs, mulheres tranqilas!
Estremeam, vocs,
que se sentem seguras!
Arranquem suas vestes,
e vistam roupas de lamento.
12 Batam no peito e chorem
pelos campos agradveis,
pelas videiras frutferas
13 e pela terra do meu povo,
terra infestada de espinhos
e roseiras bravas;
sim, pranteiem por todas
as casas cheias de jbilo
e por esta cidade exultante.
14 A fortaleza ser abandonada,
a cidade barulhenta ficar deserta,
a cidadela e a torre das sentinelas
se tornaro covis,
uma delcia para os jumentos,
uma pastagem para os rebanhos,
15 at que sobre ns o Esprito
seja derramado do alto,
e o deserto se transforme em campo frtil,
e o campo frtil parea uma floresta.
16 A justia habitar no deserto,
e a retido viver no campo frtil.
17 O fruto da justia ser paz;
o resultado da justia ser tranqilidade
e confiana para sempre.
18 O meu povo viver em locais pacficos,
em casas seguras,
em tranqilos lugares de descanso,
19 mesmo que a saraiva arrase a floresta
e a cidade seja nivelada ao p.
20 Como vocs sero felizes,
semeando perto das guas,
e deixando soltos os bois e os jumentos!

ISAAS-CAPITULO-33
Aflio e Auxlio
1 Ai de voc, destruidor,
que ainda no foi destrudo!
Ai de voc, traidor,
que no foi trado!
Quando voc acabar de destruir,
ser destrudo;
quando acabar de trair, ser trado.
2 Senhor , tem misericrdia de ns;
pois em ti esperamos!
S tu a nossa fora cada manh,
nossa salvao na hora do perigo.
3 Diante do trovo da tua voz,
os povos fogem;
quando te levantas,
dispersam-se as naes.
4 Como gafanhotos novos
os homens saquearo vocs,
 naes;
tomaro posse do despojo
como gafanhotos em nuvem.
5 O Senhor  exaltado,
pois habita no alto;
ele encher Sio de retido e justia.
6 Ele ser o firme fundamento nos tempos
a que voc pertence,
uma grande riqueza de salvao,
sabedoria e conhecimento;
o temor do Senhor
 a chave desse tesouro [a] .
7 Vejam! Os seus heris gritam nas ruas;
os embaixadores da paz
choram amargamente.
8 As estradas esto abandonadas,
ningum viaja por elas.
Rompeu-se o acordo,
suas testemunhas [b] so desprezadas,
no se respeita ningum.
9 A terra pranteia [c] e fraqueja,
o Lbano murcha, envergonhado;
Sarom  como a Arab,
e Bas e o Carmelo perdem sua folhagem.
10 "Agora me levantarei", diz o Senhor .
"Agora eu me erguerei;
agora serei exaltado.
11 Vocs concebem palha,
e do  luz restolho;
seu sopro  um fogo que o consome.
12 Os povos sero queimados
como se faz com a cal;
como espinheiros cortados,
sero postos no fogo.
13 "Vocs, que esto longe,
atentem para o que eu fiz!
Vocs, que esto perto,
reconheam o meu poder!"
14 Em Sio os pecadores
esto aterrorizados;
o tremor se apodera dos mpios:
"Quem de ns pode conviver
com o fogo consumidor?
Quem de ns pode conviver
com a chama eterna?"
15 Aquele que anda corretamente
e fala o que  reto,
que recusa o lucro injusto,
cuja mo no aceita suborno,
que tapa os ouvidos
para as tramas de assassinatos
e fecha os olhos
para no contemplar o mal,
16  esse o homem que habitar nas alturas;
seu refgio
ser a fortaleza das rochas;
ter suprimento de po,
e gua no lhe faltar.
17 Seus olhos vero o rei em seu esplendor
e vislumbraro o territrio
em toda a sua extenso.
18 Em seus pensamentos
voc lembrar terrores passados:
"Onde est o oficial maior?
Onde est o que recebia tributos?
Onde o encarregado das torres?"
19 Voc no tornar a ver
aquele povo arrogante,
aquele povo de fala obscura,
com sua lngua estranha, incompreensvel.
20 Olhe para Sio,
a cidade das nossas festas;
seus olhos vero Jerusalm,
morada pacfica,
tenda que no ser removida;
suas estacas jamais sero arrancadas,
nem se romper nenhuma de suas cordas.
21 Ali o Senhor ser o Poderoso para ns.
Ser como uma regio de rios e canais largos,
mas nenhum navio a remo os percorrer,
e nenhuma nau poderosa velejar neles.
22 Pois o Senhor  o nosso juiz,
o Senhor  o nosso legislador,
o Senhor  o nosso rei;
 ele que nos vai salvar.
23 Suas cordas se afrouxam:
o mastro no est firme,
as velas no esto estendidas.
Ento ser dividida
grande quantidade de despojos,
e at o aleijado levar sua presa.
24 Nenhum morador de Sio dir:
"Estou doente!"
E os pecados dos que ali habitam
sero perdoados.
Notas de rodap:
[a] 33.6 Ou  um tesouro da parte dele
[b] 33.8 Conforme os manuscritos do mar Morto. O Texto Massortico diz
as cidades.
[c] 33.9 Ou seca

ISAAS-CAPITULO-34
Julgamento contra as Naes
1 Aproximem-se, naes, e escutem;
prestem ateno,  povos!
Que o ouam a terra
e tudo o que nela h,
o mundo e tudo o que dele procede!
2 O Senhor est indignado
contra todas as naes;
sua ira est contra
todos os seus exrcitos.
Ele os destruir totalmente,
ele os entregar  matana.
3 Seus mortos sero lanados fora
e os seus cadveres exalaro mau cheiro;
os montes se encharcaro
do sangue deles.
4 As estrelas dos cus
sero todas dissolvidas,
e os cus se enrolaro
como um pergaminho;
todo o exrcito celeste cair
como folhas secas da videira e da figueira.
5 Quando minha espada
embriagar-se nos cus,
saibam que ela descer
para julgar Edom,
povo que condenei  destruio.
6 A espada do Senhor est
banhada em sangue,
est coberta de gordura,
sangue de cordeiros e de bodes,
gordura dos rins de carneiros.
Pois o Senhor exige sacrifcio em Bozra
e grande matana em Edom.
7 Com eles cairo os bois selvagens,
e os novilhos com os touros.
A terra deles ficar ensopada de sangue,
e o p se encharcar de gordura.
8 Pois o Senhor ter seu dia de vingana,
um ano de retribuio,
para defender a causa de Sio.
9 Os riachos de Edom
se transformaro em piche,
em enxofre, o seu p;
sua terra se tornar betume ardente!
10 No se apagar de dia nem de noite;
sua fumaa subir para sempre.
De gerao em gerao
ficar abandonada;
ningum voltar a passar por ela.
11 A coruja-do-deserto
e a coruja estridente a possuiro;
o corujo e o corvo
faro nela os seus ninhos.
Deus estender sobre Edom
o caos como linha de medir,
e a desolao como fio de prumo.
12 Seus nobres nada tero ali
que possa chamar-se reino,
e todos os seus lderes desaparecero.
13 Espinhos tomaro de assalto
as suas cidadelas;
urtigas e saras
cobriro as suas fortalezas.
Ser um antro de chacais
e moradia de corujas.
14 Criaturas do deserto
se encontraro com hienas,
e bodes selvagens baliro
uns para os outros;
ali tambm descansaro
as criaturas noturnas
e acharo para si locais de descanso.
15 Nela a coruja far ninho,
chocar seus ovos
e cuidar dos seus filhotes
 sombra de suas asas;
os falces tambm se ajuntaro ali,
cada um com o seu par.
16 Procurem no livro do Senhor e leiam:
Nenhum desses animais estar faltando;
nenhum estar sem o seu par.
Pois foi a sua boca que deu a ordem,
e o seu Esprito os ajuntar.
17 Ele designa as pores de cada um;
sua mo as distribui por medida.
Eles se apossaro delas para sempre,
e ali habitaro de gerao em gerao.

ISAAS-CAPITULO-35
A Alegria dos Redimidos
1 O deserto e a terra ressequida
se regozijaro;
o ermo exultar e florescer
como a tulipa;
2 irromper em flores,
mostrar grande regozijo
e cantar de alegria.
A glria do Lbano lhe ser dada,
como tambm o resplendor do Carmelo
e de Sarom;
vero a glria do Senhor ,
o resplendor do nosso Deus.
3 Fortaleam as mos cansadas,
firmem os joelhos vacilantes;
4 digam aos desanimados de corao:
"Sejam fortes, no temam!
Seu Deus vir, vir com vingana;
com divina retribuio
vir para salv-los".
5 Ento se abriro os olhos dos cegos
e se destaparo os ouvidos dos surdos.
6 Ento os coxos saltaro como o cervo,
e a lngua do mudo cantar de alegria.
guas irrompero no ermo
e riachos no deserto.
7 A areia abrasadora se tornar um lago;
a terra seca, fontes borbulhantes.
Nos antros onde outrora havia chacais,
crescero a relva, o junco e o papiro.
8 E ali haver uma grande estrada,
um caminho que ser chamado
Caminho de Santidade.
Os impuros no passaro por ele;
servir apenas aos que so do Caminho;
os insensatos no o tomaro. [a]
9 Ali no haver leo algum,
e nenhum animal feroz passar por ele;
nenhum deles se ver por ali.
S os redimidos andaro por ele,
10 e os que o Senhor resgatou voltaro.
Entraro em Sio com cantos de alegria;
duradoura alegria coroar sua cabea.
Jbilo e alegria se apoderaro deles,
e a tristeza e o suspiro fugiro.
Notas de rodap:
[a] 35.8 Ou os simples no se desviaro dele.

ISAAS-CAPITULO-36
A Ameaa de Senaqueribe
1 No dcimo quarto ano do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da
Assria, atacou todas as cidades fortificadas de Jud e se apossou
delas.
2 Ento, de Lquis, o rei da Assria enviou seu comandante com
um grande exrcito a Jerusalm, ao rei Ezequias. Quando o comandante
parou no aqueduto do aude superior, na estrada que leva ao campo do
Lavandeiro,
3 o administrador do palcio, Eliaquim, filho de Hilquias,
o secretrio Sebna e o arquivista real Jo, filho de Asafe, foram ao
encontro dele.
4 E o comandante de campo falou: "Digam a Ezequias:
"Assim diz o grande rei, o rei da Assria: ``Em que voc est
baseando essa sua confiana?
5 Voc diz que tem estratgia e fora
militar; mas no passam de palavras vs. Em quem voc confia, para
rebelar-se contra mim?
6 Pois veja! Agora voc est confiando no Egito,
aquela cana esmagada, que fura a mo de quem nela se apia! Assim  o
fara, o rei do Egito, para todos os que dele dependem.
7 E se voc me
disser: "No Senhor , o nosso Deus, confiamos"; no so dele os altos
e os altares que Ezequias removeu, dizendo a Jud e a Jerusalm:
"Vocs devem adorar aqui, diante deste altar"?''
8 "Faa, agora, um acordo com o meu senhor, o rei da Assria: Eu lhe
darei dois mil cavalos: se voc puder pr cavaleiros neles!
9 Como
ento voc poder repelir um s dos menores oficiais do meu senhor,
confiando que o Egito lhe dar carros e cavaleiros?
10 Alm disso, voc
pensa que vim atacar e destruir esta nao sem o Senhor ? O prprio
Senhor me mandou marchar contra esta nao e destru-la".
11 Ento Eliaquim, Sebna e Jo disseram ao comandante: "Por favor,
fala com os teus servos em aramaico, pois entendemos essa lngua. No
fales em hebraico, pois assim o povo que est sobre os muros
entender".
12 O comandante, porm, respondeu: "Pensam que o meu senhor mandou-me
dizer estas coisas s a vocs e ao seu senhor, e no aos homens que
esto sentados no muro? Pois, como vocs, eles tero que comer as
prprias fezes e beber a prpria urina!"
13 E o comandante se ps em p e falou alto, em hebraico: "Ouam as
palavras do grande rei, do rei da Assria!
14 No deixem que Ezequias
os engane. Ele no poder livr-los!
15 No deixem Ezequias
convenc-los a confiar no Senhor , quando diz: ``Certamente o Senhor
nos livrar; esta cidade no ser entregue nas mos do rei da
Assria''.
16 "No dem ateno a Ezequias. Assim diz o rei da Assria:
``Venham fazer as pazes comigo. Ento cada um de vocs comer de sua
prpria videira e de sua prpria figueira, e beber gua de sua prpria
cisterna,
17 at que eu os leve a uma terra como a de vocs: terra de
cereal e de vinho, terra de po e de vinhas.
18 "``No deixem que Ezequias os engane quando diz que o Senhor os
livrar. Alguma vez o deus de qualquer nao livrou sua terra das mos
do rei da Assria?
19 Onde esto os deuses de Hamate e de Arpade? Onde
esto os deuses de Sefarvaim? Eles livraram Samaria das minhas mos?
20 Quem dentre todos os deuses dessas naes conseguiu livrar a sua terra?
Como ento o Senhor poder livrar Jerusalm das minhas mos?''"
21 Mas o povo ficou em silncio e nada respondeu, porque o rei dera
esta ordem: "No lhe respondam".
22 Ento o administrador do palcio, Eliaquim, filho de Hilquias, o
secretrio Sebna e o arquivista Jo, filho de Asafe, com as vestes
rasgadas, foram contar a Ezequias o que dissera o comandante.

ISAAS-CAPITULO-37
Predito o Livramento de Jerusalm
1 Quando o rei Ezequias soube disso, rasgou suas vestes, vestiu pano
de saco e entrou no templo do Senhor .
2 Depois enviou o administrador
do palcio, Eliaquim, o secretrio Sebna e os chefes dos sacerdotes,
todos vestidos de pano de saco, ao profeta Isaas, filho de Amoz,
3 com
esta mensagem: "Assim diz Ezequias: Hoje  dia de angstia, de
repreenso e de vergonha, como quando uma criana est a ponto de nascer
e no h foras para d-la  luz.
4 Talvez o Senhor , o seu Deus, oua
as palavras do comandante de campo, a quem o seu senhor, o rei da
Assria, enviou para zombar do Deus vivo. E que o Senhor , o seu Deus, o
repreenda pelas palavras que ouviu. Portanto, ore pelo remanescente que
ainda sobrevive".
5 Quando os oficiais do rei Ezequias vieram a Isaas,
6 este lhes
respondeu: "Digam a seu senhor: Assim diz o Senhor : ``No tenha medo
das palavras que voc ouviu, das blasfmias que os servos do rei da
Assria falaram contra mim.
7 Porei nele um esprito para que, quando
ouvir uma certa notcia, volte  sua prpria terra, e ali farei com que
seja morto  espada''".
8 Quando o comandante de campo soube que o rei da Assria havia partido
de Lquis, retirou-se e encontrou o rei lutando contra Libna.
9 Ora, Senaqueribe foi informado de que Tiraca, o rei da Etipia
[a] , sara para lutar contra ele. Quando soube disso, enviou
mensageiros a Ezequias com esta mensagem:
10 "Digam a Ezequias, rei
de Jud: No deixe que o Deus no qual voc confia o engane quando diz:
``Jerusalm no ser entregue nas mos do rei da Assria''.
11 Com
certeza voc ouviu o que os reis da Assria tm feito a todas as naes,
e como as destruram por completo. E voc acha que se livrar?
12 Acaso
os deuses das naes que foram destrudas pelos meus antepassados os
livraram: os deuses de Goz, de Har, de Rezefe e dos descendentes de
den, que estavam em Telassar?
13 Onde esto o rei de Hamate, o rei de
Arpade, o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva?"
A Orao de Ezequias
14 Ezequias recebeu a carta das mos dos mensageiros e a leu. Ento
subiu ao templo do Senhor , abriu-a diante do Senhor
15 e orou:
16 "
Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel, cujo trono est entre os
querubins, s tu s Deus sobre todos os reinos da terra. Tu fizeste os
cus e a terra.
17 D ouvidos, Senhor , e ouve; abre os teus olhos,
Senhor , e v; escuta todas as palavras que Senaqueribe enviou para
insultar o Deus vivo.
18 " verdade, Senhor , que os reis assrios fizeram de todas essas
naes e de seus territrios um deserto.
19 Atiraram os deuses delas no
fogo e os destruram, pois em vez de deuses, no passam de madeira e
pedra, moldados por mos humanas.
20 Agora, Senhor nosso Deus,
salva-nos das mos dele, para que todos os reinos da terra saibam que s
tu, Senhor , s Deus [b] ".
A Queda de Senaqueribe
21 Ento Isaas, filho de Amoz, enviou esta mensagem a Ezequias:
"Assim diz o Senhor , Deus de Israel: ``Ouvi a sua orao acerca de
Senaqueribe, rei da Assria.
22 Esta  a palavra que o Senhor falou
contra ele:
"``A Virgem Cidade [c] de Sio
despreza e zomba de voc.
A cidade de Jerusalm meneia a cabea
enquanto voc foge.
23 De quem voc zombou
e contra quem blasfemou?
Contra quem voc ergueu a voz
e contra quem levantou
seu olhar arrogante?
Contra o Santo de Israel!
24 Sim, voc insultou o Senhor
por meio dos seus mensageiros,
dizendo:
"Com carros sem conta
subi aos mais elevados
e inacessveis cumes do Lbano.
Derrubei os seus cedros mais altos,
os seus melhores pinheiros.
Entrei em suas regies mais remotas,
na melhor parte de suas florestas.
25 Em terras estrangeiras [d]
cavei poos e bebi gua.
Com as solas dos meus ps
sequei todos os riachos do Egito".
26 "``Voc no soube que h muito
eu j o havia ordenado,
que desde os dias da antigidade
eu o havia planejado?
Agora eu o executo,
e fao voc transformar
cidades fortificadas
em montes de pedra.
27 Os seus habitantes, j sem foras,
desanimam-se envergonhados.
So como pastagens,
como brotos tenros e verdes,
como capim no terrao,
queimado [e] antes de crescer.
28 "``Eu, porm, sei onde voc est,
quando sai e quando retorna,
e quando voc se enfurece contra mim.
29 Sim, contra mim voc se enfurece,
o seu atrevimento chegou
aos meus ouvidos;
por isso, porei o meu anzol em seu nariz
e o meu freio em sua boca,
e o farei voltar pelo caminho
por onde veio.
30 "``A voc, Ezequias, darei este sinal:
"``Neste ano vocs comero
do que crescer por si,
e no prximo o que daquilo brotar.
Mas no terceiro ano semeiem e colham,
plantem vinhas e comam o seu fruto.
31 Mais uma vez um remanescente
da tribo de Jud
lanar razes na terra
e se enchero de frutos os seus ramos.
32 De Jerusalm sairo sobreviventes,
e um remanescente do monte Sio.
O zelo do Senhor dos Exrcitos
realizar isso''.
33 "Por isso, assim diz o Senhor acerca do rei da Assria:
"``Ele no entrar nesta cidade
e no atirar aqui uma flecha sequer.
No vir diante dela com escudo
nem construir rampas de cerco
contra ela.
34 Pelo caminho por onde veio voltar;
no entrar nesta cidade'',
declara o Senhor .
35 "``Eu defenderei esta cidade e a salvarei,
por amor de mim
e por amor de Davi,
meu servo!''"
36 Ento o anjo do Senhor saiu e matou cento e oitenta e cinco mil
homens no acampamento assrio. Quando o povo se levantou na manh
seguinte, s havia cadveres!
37 Assim Senaqueribe, rei da Assria,
fugiu do acampamento, voltou para Nnive e l ficou.
38 Certo dia, quando estava adorando no templo de seu deus Nisroque,
seus filhos Adrameleque e Sarezer o feriram  espada, e fugiram para a
terra de Ararate. E seu filho Esar-Hadom foi o seu sucessor.
Notas de rodap:
[a] 37.9 Hebraico: de Cuxe.
[b] 37.20 Conforme os manuscritos do mar Morto. O Texto Massortico
diz s o Senhor. Veja 2Rs 19.19.
[c] 37.22 Hebraico: Filha .
[d] 37.25 Conforme os manuscritos do mar Morto. O Texto Massortico
no traz Em terras estrangeiras. Veja 2Rs 19.24.
[e] 37.27 Conforme alguns manuscritos do Texto massortico, os
manuscritos do mar Morto e alguns manuscritos da Septuaginta. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico diz terraos e campos terraplanados
em degraus. Veja 2Rs 19.26.

ISAAS-CAPITULO-38
A Doena de Ezequias
1 Naqueles dias Ezequias ficou doente,  beira da morte. O profeta
Isaas, filho de Amoz, foi visit-lo e lhe disse: "Assim diz o Senhor
: ``Ponha a casa em ordem, porque voc vai morrer; voc no se
recuperar''".
2 Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor :
3 "Lembra-te, Senhor , de como tenho te servido com fidelidade e com
devoo sincera, e tenho feito o que tu aprovas". E Ezequias chorou
amargamente.
4 Ento a palavra do Senhor veio a Isaas:
5 "V dizer a Ezequias:
Assim diz o Senhor , o Deus de seu antepassado Davi: Ouvi sua orao e
vi suas lgrimas; acrescentarei quinze anos  sua vida.
6 E eu livrarei
voc e esta cidade das mos do rei da Assria. Eu defenderei esta
cidade.
7 "Este  o sinal de que o Senhor far o que prometeu:
8 Farei a
sombra do sol retroceder os dez degraus que ela j cobriu na escadaria
de Acaz". E a luz do sol retrocedeu os dez degraus que tinha avanado.
9 Depois de recuperar-se dessa doena, Ezequias, rei de Jud, escreveu
o seguinte:
10 "Eu disse: No vigor da minha vida
tenho que passar pelas
portas da sepultura [a]
e ser roubado do restante
dos meus anos?
11 Eu disse: No tornarei a ver o Senhor ,
o Senhor , na terra dos viventes;
no olharei mais para a humanidade,
nem estarei mais com
os que agora habitam neste mundo [b] .
12 A minha casa foi derrubada
e tirada de mim,
como se fosse uma tenda de pastor.
A minha vida foi enovelada,
como faz o tecelo,
e ele me cortou como um pedao de tecido;
dia e noite foi acabando comigo.
13 Esperei pacientemente at o alvorecer,
mas como um leo
ele quebrou todos os meus ossos;
dia e noite foi acabando comigo.
14 Gritei como um andorinho,
como um tordo;
gemi como uma pomba chorosa.
Olhando para os cus,
enfraqueceram-se os meus olhos.
Estou aflito,  Senhor!
Vem em meu auxlio!
15 "Mas, que posso dizer?
Ele falou comigo, e ele mesmo fez isso.
Andarei humildemente toda a minha vida,
por causa dessa aflio da minha alma.
16 Senhor, por tais coisas
os homens vivem,
e por elas tambm vive o meu esprito.
Tu me restauraste a sade
e deixaste-me viver.
17 Foi para o meu benefcio
que tanto sofri.
Em teu amor me guardaste
da cova da destruio;
lanaste para trs de ti
todos os meus pecados,
18 pois a sepultura no pode louvar-te,
a morte no pode cantar o teu louvor.
Aqueles que descem  cova
no podem esperar pela tua fidelidade.
19 Os vivos, somente os vivos, te louvam,
como hoje estou fazendo;
os pais contam a tua fidelidade
a seus filhos.
20 "O Senhor me salvou.
Cantaremos com instrumentos de corda
todos os dias de nossa vida
no templo do Senhor ".
21 Isaas dissera: "Apliquem um emplastro de figos no furnculo, e
ele se recuperar".
22 Ezequias tinha perguntado: "Qual ser o sinal de que subirei ao
templo do Senhor ?"
Notas de rodap:
[a] 38.10 Hebraico: Sheol . Essa palavra pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm no versculo 18.
[b] 38.11 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico diz habitam no lugar onde tudo
acaba.

ISAAS-CAPITULO-39
Enviados da Babilnia
1 Naquela poca, Merodaque-Balad, filho de Balad, rei da Babilnia,
enviou a Ezequias cartas e um presente, porque soubera de sua doena e
de sua recuperao.
2 Ezequias recebeu com alegria os enviados e
mostrou-lhes o que havia em seus depsitos: a prata, o ouro, as
especiarias, o leo fino, todo o seu arsenal e tudo o que se encontrava
em seus tesouros. No houve nada em seu palcio ou em todo o seu reino
que Ezequias no lhes mostrasse.
3 Ento o profeta Isaas foi ao rei Ezequias e perguntou: "O que
aqueles homens disseram, e de onde vieram?"
"De uma terra distante", Ezequias respondeu. "Eles vieram da
Babilnia para visitar-me."
4 O profeta perguntou: "O que eles viram em seu palcio?"
Ezequias respondeu: "Viram tudo o que h em meu palcio. No h nada
em meus tesouros que no lhes tenha mostrado".
5 Ento Isaas disse a Ezequias: "Oua a palavra do Senhor dos
Exrcitos:
6 ``Um dia, tudo o que h em seu palcio, bem como tudo o
que os seus antepassados acumularam at hoje, ser levado para a
Babilnia. Nada ficar'', diz o Senhor .
7 ``E alguns de seus
prprios descendentes sero levados, e se tornaro eunucos no palcio do
rei da Babilnia''".
8 " boa a palavra do Senhor que voc falou", Ezequias respondeu.
Pois pensou: "Haver paz e segurana enquanto eu viver".

ISAAS-CAPITULO-40
Consolo para o Povo de Deus
1 Consolem, consolem o meu povo, [a]
diz o Deus de vocs.
2 Encoragem a Jerusalm e anunciem
que ela j cumpriu o trabalho
que lhe foi imposto,
pagou por sua iniqidade,
e recebeu da mo do Senhor
em dobro por todos os seus pecados.
3 Uma voz clama:
"No deserto preparem [b] o caminho
para o Senhor ;
faam no deserto um caminho reto
para o nosso Deus. [c]
4 Todos os vales sero levantados,
todos os montes e colinas
sero aplanados;
os terrenos acidentados
se tornaro planos;
as escarpas sero niveladas.
5 A glria do Senhor ser revelada,
e, juntos, todos a vero.
Pois  o Senhor quem fala".
6 Uma voz ordena: "Clame".
E eu pergunto: O que clamarei?
"Que toda a humanidade  como a relva,
e toda a sua glria [d]
como as flores do campo.
7 A relva murcha e cai a sua flor,
quando o vento do Senhor
sopra sobre eles;
o povo no passa de relva.
8 A relva murcha, e as flores caem,
mas a palavra de nosso Deus
permanece para sempre".
9 Voc, que traz boas novas a Sio,
suba num alto monte.
Voc, que traz boas novas a Jerusalm, [e]
erga a sua voz com fortes gritos,
erga-a, no tenha medo;
diga s cidades de Jud:
"Aqui est o seu Deus!"
10 O Soberano, o Senhor , vem com poder!
Com seu brao forte ele governa.
A sua recompensa com ele est,
e seu galardo o acompanha.
11 Como pastor ele cuida de seu rebanho,
com o brao ajunta os cordeiros
e os carrega no colo;
conduz com cuidado
as ovelhas que amamentam suas crias.
12 Quem mediu as guas
na concha da mo,
ou com o palmo
definiu os limites dos cus?
Quem jamais calculou o peso da terra,
ou pesou os montes na balana
e as colinas nos seus pratos?
13 Quem definiu limites
para o Esprito [f] do Senhor ,
ou o instruiu como seu conselheiro?
14 A quem o Senhor consultou
que pudesse esclarec-lo,
e que lhe ensinasse a julgar com justia?
Quem lhe ensinou o conhecimento
ou lhe apontou o caminho da sabedoria?
15 Na verdade as naes
so como a gota que sobra do balde;
para ele so como o p
que resta na balana;
para ele as ilhas no passam
de um gro de areia.
16 Nem as florestas do Lbano
seriam suficientes
para o fogo do altar,
nem os animais de l bastariam
para o holocausto [g] .
17 Diante dele todas as naes
so como nada;
para ele so sem valor e menos que nada.
18 Com quem vocs compararo Deus?
Como podero represent-lo?
19 Com uma imagem que o arteso funde,
e que o ourives cobre de ouro
e para a qual modela correntes de prata?
20 Ou com o dolo do pobre,
que pode apenas escolher
um bom pedao de madeira
e procurar um marceneiro
para fazer uma imagem que no caia?
21 Ser que vocs no sabem?
Nunca ouviram falar?
No lhes contaram desde a antigidade?
Vocs no compreenderam
como a terra foi fundada?
22 Ele se assenta no seu trono,
acima da cpula da terra,
cujos habitantes
so pequenos como gafanhotos.
Ele estende os cus como um forro,
e os arma como uma tenda
para neles habitar.
23 Ele aniquila os prncipes
e reduz a nada os juzes deste mundo.
24 Mal eles so plantados ou semeados,
mal lanam razes na terra,
Deus sopra sobre eles, e eles murcham;
um redemoinho os leva como palha.
25 "Com quem vocs me vo comparar?
Quem se assemelha a mim?",
pergunta o Santo.
26 Ergam os olhos e olhem para as alturas.
Quem criou tudo isso?
Aquele que pe em marcha
cada estrela do seu exrcito celestial,
e a todas chama pelo nome.
To grande  o seu poder
e to imensa a sua fora,
que nenhuma delas deixa de comparecer!
27 Por que voc reclama,  Jac,
e por que se queixa,  Israel:
"O Senhor no se interessa
pela minha situao;
o meu Deus no considera
a minha causa"?
28 Ser que voc no sabe?
Nunca ouviu falar?
O Senhor  o Deus eterno,
o Criador de toda a terra.
Ele no se cansa nem fica exausto;
sua sabedoria  insondvel.
29 Ele fortalece o cansado
e d grande vigor ao que est sem foras.
30 At os jovens se cansam
e ficam exaustos,
e os moos tropeam e caem;
31 mas aqueles que esperam no Senhor
renovam as suas foras.
Voam alto como guias;
correm e no ficam exaustos,
andam e no se cansam.
Notas de rodap:
[a] 40.1 Ou  meu povo, consolem, consolem Jerusalm,
[b] 40.3 Ou clama no deserto: "Preparem
[c] 40.3 A Septuaginta diz faam retas as veredas de nosso Deus.
[d] 40.6 Ou fidelidade
[e] 40.9 Ou  Sio, que traz boas novas, suba num alto monte. 
Jerusalm, que traz boas novas,
[f] 40.13 Ou conheceu a mente do Esprito
[g] 40.16 Isto , sacrifcio totalmente queimado.

ISAAS-CAPITULO-41
O Ajudador de Israel
1 "Calem-se diante de mim,  ilhas!
Que as naes renovem as suas foras!
Que elas se apresentem para se defender;
vamos encontrar-nos
para decidir a questo.
2 "Quem despertou o que vem do oriente,
e o chamou em retido ao seu servio, [a]
entregando-lhe naes
e subjugando reis diante dele?
Com a espada ele os reduz a p,
com o arco os dispersa como palha.
3 Ele os persegue e avana com segurana
por um caminho que seus ps
jamais percorreram.
4 Quem fez tudo isso?
Quem chama as geraes  existncia
desde o princpio?
Eu, o Senhor ,
que sou o primeiro,
e que sou eu mesmo
com os ltimos."
5 As ilhas viram isso e temem;
os confins da terra tremem.
Eles se aproximam e vm  frente;
6 cada um ajuda o outro e diz a seu irmo:
"Seja forte!"
7 O arteso encoraja o ourives,
e aquele que alisa com o martelo
incentiva o que bate na bigorna.
Ele diz acerca da soldagem: "Est boa".
E fixa o dolo com prego
para que no tombe.
8 "Voc, porm,  Israel, meu servo,
Jac, a quem escolhi,
vocs, descendentes de
Abrao, meu amigo,
9 eu os tirei dos confins da terra,
de seus recantos mais distantes
eu os chamei.
Eu disse: Voc  meu servo;
eu o escolhi e no o rejeitei.
10 Por isso no tema, pois estou com voc;
no tenha medo, pois sou o seu Deus.
Eu o fortalecerei e o ajudarei;
eu o segurarei
com a minha mo direita vitoriosa.
11 "Todos os que o odeiam
certamente sero humilhados
e constrangidos;
aqueles que se opem a voc
sero como nada e perecero.
12 Ainda que voc procure os seus inimigos,
voc no os encontrar.
Os que guerreiam contra voc
sero reduzidos a nada.
13 Pois eu sou o Senhor , o seu Deus,
que o segura pela mo direita
e lhe diz: No tema; eu o ajudarei.
14 No tenha medo,  verme Jac,
 pequeno Israel,
pois eu mesmo o ajudarei",
declara o Senhor ,
seu Redentor, o Santo de Israel.
15 "Veja, eu o tornarei um debulhador
novo e cortante, com muitos dentes.
Voc debulhar os montes e os esmagar,
e reduzir as colinas a palha.
16 Voc ir peneir-los, o vento os levar,
e uma ventania os espalhar.
Mas voc se regozijar no Senhor
e no Santo de Israel se gloriar.
17 "O pobre e o necessitado buscam gua,
e no a encontram!
Suas lnguas esto ressequidas de sede.
Mas eu, o Senhor , lhes responderei;
eu, o Deus de Israel, no os abandonarei.
18 Abrirei rios nas colinas estreis,
e fontes nos vales.
Transformarei o deserto num lago,
e o cho ressequido em mananciais.
19 Porei no deserto o cedro,
a accia, a murta e a oliveira.
Colocarei juntos no ermo
o cipreste, o abeto e o pinheiro,
20 para que o povo veja e saiba,
e todos vejam e saibam,
que a mo do Senhor fez isso,
que o Santo de Israel o criou.
21 "Exponham a sua causa", diz o Senhor .
"Apresentem as suas provas",
diz o rei de Jac.
22 "Tragam os seus dolos
para nos dizerem o que vai acontecer.
Que eles nos contem como eram
as coisas anteriores,
para que as consideremos
e saibamos o seu resultado final;
ou que nos declarem as coisas vindouras,
23 revelem-nos o futuro,
para que saibamos que eles so deuses.
Faam alguma coisa, boa ou m,
para que nos rendamos, cheios de temor.
24 Mas vejam s! Eles no so nada,
e as suas obras so totalmente nulas;
detestvel  aquele que os escolhe!
25 "Despertei um homem,
e do norte ele vem;
desde o nascente
proclamar o meu nome.
Pisa em governantes como em argamassa,
como o oleiro amassa o barro.
26 Quem falou disso desde o princpio,
para que o soubssemos,
ou antecipadamente,
para que pudssemos dizer:
``Ele estava certo''?
Ningum o revelou,
ningum o fez ouvir,
ningum ouviu palavra alguma
de vocs.
27 Desde o princpio eu disse a Sio:
Veja, estas coisas acontecendo!
A Jerusalm eu darei um mensageiro
de boas novas.
28 Olho, e no h ningum entre eles,
nenhum conselheiro que d resposta
quando pergunto.
29 Veja, so todos falsos!
Seus feitos so nulos;
suas imagens fundidas
no passam de um sopro e de uma nulidade!
Notas de rodap:
[a] 41.2 Ou com quem a vitria se encontra a cada passo,

ISAAS-CAPITULO-42
O Servo do Senhor
1 "Eis o meu servo,
a quem sustento,
o meu escolhido, em quem tenho prazer.
Porei nele o meu Esprito,
e ele trar justia s naes.
2 No gritar nem clamar,
nem erguer a voz nas ruas.
3 No quebrar o canio rachado,
e no apagar o pavio fumegante.
Com fidelidade far justia;
4 no mostrar fraqueza
nem se deixar ferir,
at que estabelea a justia na terra.
Em sua lei as ilhas poro sua esperana."
5  o que diz Deus, o Senhor ,
aquele que criou o cu e o estendeu,
que espalhou a terra
e tudo o que dela procede,
que d flego aos seus moradores
e vida aos que andam nela:
6 "Eu, o Senhor , o chamei para justia;
segurarei firme a sua mo.
Eu o guardarei e farei de voc
um mediador para o povo
e uma luz para os gentios,
7 para abrir os olhos aos cegos,
para libertar da priso os cativos
e para livrar do calabouo
os que habitam na escurido.
8 "Eu sou o Senhor ; este  o meu nome!
No darei a outro a minha glria
nem a imagens o meu louvor.
9 Vejam! As profecias antigas
aconteceram, e novas eu anuncio;
antes de surgirem, eu as declaro a vocs".
10 Cantem ao Senhor um novo cntico,
seu louvor desde os confins da terra,
vocs, que navegam no mar,
e tudo o que nele existe,
vocs, ilhas, e todos os seus habitantes.
11 Que o deserto e as suas cidades
ergam a sua voz;
regozijem-se os povoados
habitados por Quedar.
Cante de alegria o povo de Sel,
gritem pelos altos dos montes.
12 Dem glria ao Senhor
e nas ilhas proclamem seu louvor.
13 O Senhor sair
como homem poderoso,
como guerreiro despertar o seu zelo;
com forte brado e seu grito de guerra,
triunfar sobre os seus inimigos.
14 "Fiquei muito tempo em silncio,
e me contive, calado.
Mas agora, como mulher
em trabalho de parto,
eu grito, gemo e respiro ofegante.
15 Arrasarei os montes e as colinas
e secarei toda sua vegetao;
tornarei rios em ilhas e secarei os audes.
16 Conduzirei os cegos por caminhos
que eles no conheceram,
por veredas desconhecidas eu os guiarei;
transformarei as trevas em luz
diante deles
e tornarei retos os lugares acidentados.
Essas so as coisas que farei;
no os abandonarei.
17 Mas retrocedero em vergonha total
aqueles que confiam
em imagens esculpidas,
que dizem aos dolos fundidos:
``Vocs so nossos deuses''.
A Cegueira de Israel
18 "Ouam, surdos; olhem, cegos, e vejam!
19 Quem  cego seno o meu servo,
e surdo seno o mensageiro que enviei?
Quem  cego como aquele
que  consagrado a mim,
cego como o servo do Senhor ?
20 Voc viu muitas coisas,
mas no deu nenhuma ateno;
seus ouvidos esto abertos,
mas voc no ouve nada."
21 Foi do agrado do Senhor ,
por amor de sua retido,
tornar grande e gloriosa a sua lei.
22 Mas este  um povo saqueado e roubado;
foi apanhado em cavernas
e escondido em prises.
Tornou-se presa,
sem ningum para resgat-lo;
tornou-se despojo,
sem que ningum o reclamasse, dizendo: "Devolvam".
23 Qual de vocs escutar isso
ou prestar muita ateno
no tempo vindouro?
24 Quem entregou Jac
para tornar-se despojo,
e Israel aos saqueadores?
No foi o Senhor ,
contra quem temos pecado?
Pois eles no quiseram seguir
os seus caminhos;
no obedeceram  sua lei.
25 De modo que ele lanou sobre eles
o seu furor,
a violncia da guerra.
Ele os envolveu em chamas,
contudo nada aprenderam;
isso os consumiu,
e ainda assim, no o levaram a srio.

ISAAS-CAPITULO-43
O nico Salvador de Israel
1 Mas agora assim diz o Senhor ,
aquele que o criou,  Jac,
aquele que o formou,  Israel:
"No tema, pois eu o resgatei;
eu o chamei pelo nome; voc  meu.
2 Quando voc atravessar as guas,
eu estarei com voc;
quando voc atravessar os rios,
eles no o encobriro.
Quando voc andar atravs do fogo,
no se queimar;
as chamas no o deixaro em brasas.
3 Pois eu sou o Senhor , o seu Deus,
o Santo de Israel, o seu Salvador;
dou o Egito como resgate para livr-lo,
a Etipia [a] e Seb em troca de voc.
4 Visto que voc  precioso
e honrado  minha vista,
e porque eu o amo,
darei homens em seu lugar,
e naes em troca de sua vida.
5 No tenha medo,
pois eu estou com voc,
do oriente trarei seus filhos
e do ocidente ajuntarei voc.
6 Direi ao norte: Entregue-os!
e ao sul: No os retenha.
De longe tragam os meus filhos,
e dos confins da terra as minhas filhas;
7 todo o que  chamado pelo meu nome,
a quem criei para a minha glria,
a quem formei e fiz".
8 Traga o povo que tem olhos, mas  cego,
que tem ouvidos, mas  surdo.
9 Todas as naes se renem,
e os povos se ajuntam.
Qual deles predisse isto
e anunciou as coisas passadas?
Que eles faam entrar suas testemunhas,
para provarem que estavam certos,
para que outros ouam e digam:
" verdade".
10 "Vocs so minhas testemunhas",
declara o Senhor ,
"e meu servo, a quem escolhi,
para que vocs saibam e creiam em mim
e entendam que eu sou Deus [b] .
Antes de mim nenhum deus se formou,
nem haver algum depois de mim.
11 Eu, eu mesmo, sou o Senhor ,
e alm de mim no h salvador algum.
12 Eu revelei, salvei e anunciei;
eu, e no um deus estrangeiro entre vocs.
Vocs so testemunhas de que eu sou Deus",
declara o Senhor .
13 "Desde os dias mais antigos eu o sou.
No h quem possa
livrar algum de minha mo.
Agindo eu, quem o pode desfazer?"
A Misericrdia de Deus e a Infidelidade de Israel
14 Assim diz o Senhor , o seu Redentor, o Santo de Israel:
"Por amor de vocs mandarei
inimigos contra a Babilnia
e farei todos os babilnios [c]
descerem como fugitivos
nos navios de que se orgulhavam.
15 Eu sou o Senhor , o Santo de vocs,
o Criador de Israel e o seu Rei".
16 Assim diz o Senhor ,
aquele que fez um caminho pelo mar,
uma vereda pelas guas violentas,
17 que fez sarem juntos
os carros e os cavalos,
o exrcito e seus reforos,
e eles jazem ali, para nunca mais
se levantarem,
exterminados, apagados como um pavio.
18 "Esqueam o que se foi;
no vivam no passado.
19 Vejam, estou fazendo uma coisa nova!
Ela j est surgindo! Vocs no a reconhecem?
At no deserto vou abrir um caminho
e riachos no ermo.
20 Os animais do campo me honraro,
os chacais e as corujas,
porque fornecerei gua no deserto
e riachos no ermo,
para dar de beber a meu povo,
meu escolhido,
21 ao povo que formei para mim mesmo
a fim de que proclamasse o meu louvor.
22 "Contudo, voc no me invocou,  Jac,
embora voc tenha ficado exausto
por minha causa,  Israel.
23 No foi para mim que voc trouxe
ovelhas para holocaustos [d] ,
nem foi a mim que voc honrou com seus sacrifcios.
No o sobrecarreguei
com ofertas de cereal,
nem o deixei exausto
com exigncias de incenso.
24 Voc no me comprou
nenhuma cana aromtica,
nem me saciou
com a gordura de seus sacrifcios.
Mas voc me sobrecarregou
com seus pecados
e me deixou exausto com suas ofensas.
25 "Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga
suas transgresses, por amor de mim,
e que no se lembra mais
de seus pecados.
26 Relembre o passado para mim;
vamos discutir a sua causa.
Apresente o argumento
para provar sua inocncia.
27 Seu primeiro pai pecou;
seus porta-vozes se rebelaram
contra mim.
28 Por isso envergonharei
os lderes do templo,
e entregarei Jac  destruio
e Israel  zombaria.
Notas de rodap:
[a] 43.3 Hebraico: Cuxe .
[b] 43.10 Ou ele
[c] 43.14 Ou caldeus ; tambm em 47.1,5; 48.14 e 20.
[d] 43.23 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

ISAAS-CAPITULO-44
Israel, o Escolhido do Senhor
1 "Mas escute agora, Jac,
meu servo,
Israel, a quem escolhi.
2 Assim diz o Senhor ,
aquele que o fez,
que o formou no ventre, e que o ajudar:
No tenha medo,  Jac, meu servo,
Jesurum, a quem escolhi.
3 Pois derramarei gua na terra sedenta,
e torrentes na terra seca;
derramarei meu Esprito sobre sua prole,
e minha bno sobre seus descendentes.
4 Eles brotaro como relva nova,
como salgueiros junto a regatos.
5 Um dir: ``Perteno ao Senhor '';
outro chamar a si mesmo
pelo nome de Jac;
ainda outro escrever em sua mo:
``Do Senhor'',
e tomar para si o nome Israel.
A Insensatez da Idolatria
6 "Assim diz o Senhor ,
o rei de Israel, o seu redentor,
o Senhor dos Exrcitos:
Eu sou o primeiro e eu sou o ltimo;
alm de mim no h Deus.
7 Quem ento  como eu?
Que ele o anuncie,
que ele declare e exponha diante de mim
o que aconteceu
desde que estabeleci meu antigo povo,
e o que ainda est para vir;
que todos eles predigam as coisas futuras
e o que ir acontecer.
8 No tremam, nem tenham medo.
No anunciei isto e no o predisse
muito tempo atrs?
Vocs so minhas testemunhas.
H outro Deus alm de mim?
No, no existe nenhuma outra Rocha;
no conheo nenhuma".
9 Todos os que fazem imagens nada so,
e as coisas que estimam so sem valor.
As suas testemunhas nada vem
e nada sabem,
para que sejam envergonhados.
10 Quem  que modela um deus
e funde uma imagem,
que de nada lhe serve?
11 Todos os seus companheiros
sero envergonhados;
pois os artesos no passam de homens.
Que todos eles se ajuntem
e declarem sua posio;
eles sero lanados ao pavor
e  vergonha.
12 O ferreiro apanha uma ferramenta
e trabalha com ela nas brasas;
modela um dolo com martelos,
forja-o com a fora do brao.
Ele sente fome e perde a fora;
passa sede e desfalece.
13 O carpinteiro mede a madeira
com uma linha
e faz um esboo com um traador;
ele o modela toscamente com formes
e o marca com compassos.
Ele o faz na forma de homem,
de um homem em toda a sua beleza,
para que habite num santurio.
14 Ele derruba cedros,
talvez apanhe um cipreste,
ou ainda um carvalho.
Ele o deixou crescer entre
as rvores da floresta,
ou plantou um pinheiro,
e a chuva o fez crescer.
15  combustvel usado para queimar;
um pouco disso ele apanha e se aquece,
acende um fogo e assa um po.
Mas tambm modela um deus e o adora;
faz uma imagem e se encurva diante dela.
16 Metade da madeira
ele queima no fogo;
sobre ela ele prepara sua refeio,
assa a carne e come sua poro.
Ele tambm se aquece e diz:
"Ah! Estou aquecido;
estou vendo o fogo".
17 Do restante ele faz um deus, seu dolo;
inclina-se diante dele e o adora.
Ora a ele e diz: "Salva-me;
tu s o meu deus".
18 Eles nada sabem, nada entendem;
seus olhos esto tapados,
no conseguem ver,
e suas mentes esto fechadas,
no conseguem entender.
19 Ningum pra para pensar,
ningum tem o conhecimento
ou o entendimento para dizer:
"Metade dela usei como combustvel;
at mesmo assei po sobre suas brasas,
assei carne e comi.
Faria eu algo repugnante
com o que sobrou?
Iria eu ajoelhar-me diante
de um pedao de madeira?"
20 Ele se alimenta de cinzas,
um corao iludido o desvia;
ele  incapaz de salvar a si mesmo
ou de dizer:
"Esta coisa na minha mo direita
no  uma mentira?"
21 "Lembre-se disso,  Jac,
pois voc  meu servo,  Israel.
Eu o fiz, voc  meu servo;
 Israel, eu no o esquecerei.
22 Como se fossem uma nuvem,
varri para longe suas ofensas;
como se fossem a neblina da manh,
os seus pecados.
Volte para mim, pois eu o resgatei."
23 Cantem de alegria,  cus,
pois o Senhor fez isto;
gritem bem alto,  profundezas da terra.
Irrompam em cano, vocs, montes,
vocs, florestas e todas as suas rvores,
pois o Senhor resgatou Jac;
ele mostra sua glria em Israel.
Jerusalm Ser Habitada
24 "Assim diz o Senhor ,
o seu redentor, que o formou no ventre:
"Eu sou o Senhor , que fiz todas as coisas,
que sozinho estendi os cus,
que espalhei a terra por mim mesmo,
25 "que atrapalha os sinais dos falsos profetas
e faz de tolos os adivinhadores,
que derruba o conhecimento dos sbios
e o transforma em loucura,
26 que executa as palavras de seus servos
e cumpre as predies
de seus mensageiros,
"que diz acerca de Jerusalm:
Ela ser habitada,
e das cidades de Jud:
Elas sero construdas,
e de suas runas: Eu as restaurarei,
27 que diz s profundezas aquticas:
Sequem-se, e eu secarei seus regatos,
28 que diz acerca de Ciro:
Ele  meu pastor,
e realizar tudo o que me agrada;
ele dir acerca de Jerusalm:
``Seja reconstruda'',
e do templo: ``Sejam lanados os seus alicerces''.

ISAAS-CAPITULO-45
1 "Assim diz o Senhor ao seu ungido:
a Ciro, cuja mo direita
eu seguro com firmeza
para subjugar as naes diante dele
e arrancar a armadura de seus reis,
para abrir portas diante dele,
de modo que as portas
no estejam trancadas:
2 Eu irei adiante de voc e aplainarei montes;
derrubarei portas de bronze
e romperei trancas de ferro.
3 Darei a voc os tesouros das trevas,
riquezas armazenadas em locais secretos,
para que voc saiba
que eu sou o Senhor ,
o Deus de Israel,
que o convoca pelo nome.
4 Por amor de meu servo Jac,
de meu escolhido Israel,
eu o convoco pelo nome
e lhe concedo um ttulo de honra,
embora voc no me reconhea.
5 Eu sou o Senhor ,
e no h nenhum outro;
alm de mim no h Deus.
Eu o fortalecerei, ainda que voc
no tenha me admitido,
6 de forma que do nascente ao poente
saibam todos que no h
ningum alm de mim.
Eu sou o Senhor ,
e no h nenhum outro.
7 Eu formo a luz e crio as trevas,
promovo a paz e causo a desgraa;
eu, o Senhor , fao todas essas coisas.
8 "Vocs, cus elevados,
faam chover justia;
derramem-na as nuvens.
Abra-se a terra, brote a salvao,
cresa a retido com ela;
eu, o Senhor , a criei.
9 "Ai daquele que contende
com seu Criador,
daquele que no passa de um caco
entre os cacos no cho.
Acaso o barro pode dizer ao oleiro:
``O que voc est fazendo?''
Ser que a obra que voc faz pode dizer:
``Voc no tem mos?''
10 Ai daquele que diz a seu pai:
``O que voc gerou?'',
ou  sua me: ``O que voc deu  luz?''
11 "Assim diz o Senhor , o Santo de Israel,
o seu Criador:
A respeito de coisas vindouras,
voc me pergunta sobre meus filhos,
ou me d ordens sobre o trabalho
de minhas mos?
12 Fui eu que fiz a terra
e nela criei a humanidade.
Minhas prprias mos
estenderam os cus;
eu dispus o seu exrcito de estrelas.
13 Eu levantarei esse homem em minha retido:
farei direitos todos os seus caminhos.
Ele reconstruir minha cidade
e libertar os exilados,
sem exigir pagamento
nem qualquer recompensa,
diz o Senhor dos Exrcitos.
14 "Assim diz o Senhor :
Os produtos do Egito
e as mercadorias da Etipia [a] ,
e aqueles altos sabeus,
passaro para o seu lado
e lhe pertencero,  Jerusalm;
eles a seguiro,
acorrentados, passaro para o seu lado.
Eles se inclinaro diante de voc
e lhe imploraro, dizendo:
``Certamente Deus est com voc,
e no h outro;
no h nenhum outro Deus''".
15 Verdadeiramente tu s um Deus
que se esconde,
 Deus e Salvador de Israel.
16 Todos os que fazem dolos
sero envergonhados e constrangidos;
juntos cairo em constrangimento.
17 Mas Israel ser salvo pelo Senhor
com uma salvao eterna;
vocs jamais sero envergonhados
ou constrangidos, por toda a eternidade.
18 Pois assim diz o Senhor ,
que criou os cus, ele  Deus;
que moldou a terra e a fez,
ele fundou-a;
no a criou para estar vazia,
mas a formou para ser habitada;
ele diz: "Eu sou o Senhor ,
e no h nenhum outro.
19 No falei secretamente,
de algum lugar numa terra de trevas;
eu no disse aos descendentes de Jac:
Procurem-me  toa.
Eu, o Senhor , falo a verdade;
eu anuncio o que  certo.
20 "Ajuntem-se e venham; renam-se,
vocs, fugitivos das naes.
So ignorantes aqueles que levam
de um lado para outro
imagens de madeira,
que oram a deuses que no podem salvar.
21 Declarem o que deve ser,
apresentem provas.
Que eles juntamente se aconselhem.
Quem h muito predisse isto,
quem o declarou
desde o passado distante?
No fui eu, o Senhor ?
E no h outro Deus alm de mim,
um Deus justo e salvador;
no h outro alm de mim.
22 "Voltem-se para mim e sejam salvos,
todos vocs, confins da terra;
pois eu sou Deus,
e no h nenhum outro.
23 Por mim mesmo eu jurei,
a minha boca pronunciou
com toda a integridade
uma palavra que no ser revogada:
Diante de mim todo joelho se dobrar;
junto a mim toda lngua jurar.
24 Diro a meu respeito:
``Somente no Senhor
esto a justia e a fora''".
Todos os que o odeiam
viro a ele e sero envergonhados.
25 Mas no Senhor todos
os descendentes de Israel
sero considerados justos e exultaro.
Notas de rodap:
[a] 45.14 Hebraico: de Cuxe.

ISAAS-CAPITULO-46
Os Deuses da Babilnia
1 Bel se inclina, Nebo se abaixa;
os seus dolos so levados
por animais de carga [a] .
As imagens que so levadas
por a, so pesadas,
um fardo para os exaustos.
2 Juntos eles se abaixam e se inclinam;
incapazes de salvar o fardo,
eles mesmos vo para o cativeiro.
3 "Escute-me,  casa de Jac,
todos vocs que restam da nao de Israel,
vocs, a quem tenho sustentado
desde que foram concebidos,
e que tenho carregado
desde o seu nascimento.
4 Mesmo na sua velhice,
quando tiverem cabelos brancos,
sou eu aquele,
aquele que os suster.
Eu os fiz e eu os levarei;
eu os sustentarei
e eu os salvarei.
5 "Com quem vocs vo comparar-me
ou a quem me consideraro igual?
A quem vocs me assemelharo
para que sejamos comparados?
6 Alguns derramam ouro de suas bolsas
e pesam prata na balana;
contratam um ourives
para transformar isso num deus,
inclinam-se e o adoram.
7 Erguem-no ao ombro e o carregam;
pem-no em p em seu lugar, e ali ele fica.
Daquele local no consegue se mexer.
Embora algum o invoque,
ele no responde;
 incapaz de salv-lo de seus problemas.
8 "Lembrem-se disto, gravem-no na mente,
acolham no ntimo,  rebeldes.
9 Lembrem-se das coisas passadas,
das coisas muito antigas!
Eu sou Deus, e no h nenhum outro;
eu sou Deus, e no h nenhum como eu.
10 Desde o incio fao conhecido o fim,
desde tempos remotos,
o que ainda vir.
Digo: Meu propsito permanecer em p,
e farei tudo o que me agrada.
11 Do oriente convoco uma ave de rapina;
de uma terra bem distante,
um homem para cumprir
o meu propsito.
O que eu disse, isso eu farei acontecer;
o que planejei, isso farei.
12 Escutem-me,
vocs de corao obstinado,
vocs que esto longe da retido.
13 Estou trazendo para perto
a minha retido,
ela no est distante;
e a minha salvao no ser adiada.
Concederei salvao a Sio,
meu esplendor a Israel.
Notas de rodap:
[a] 46.1 Ou dolos no passam de animais de carga e gado

ISAAS-CAPITULO-47
A Queda de Babilnia
1 "Desa, sente-se no p,
Virgem Cidade [a] de Babilnia;
sente-se no cho sem um trono,
Filha dos babilnios.
Voc no ser mais chamada
mimosa e delicada.
2 Apanhe pedras de moinho e faa farinha;
retire o seu vu.
Levante a saia, desnude as suas pernas
e atravesse os riachos.
3 Sua nudez ser exposta
e sua vergonha ser revelada.
Eu me vingarei; no pouparei ningum."
4 Nosso redentor,
o Senhor dos Exrcitos  o seu nome,
 o Santo de Israel.
5 "Sente-se em silncio, entre nas trevas,
cidade dos babilnios;
voc no ser mais chamada
rainha dos reinos.
6 Fiquei irado contra o meu povo
e profanei minha herana;
eu os entreguei nas suas mos,
e voc no mostrou misericrdia
para com eles.
Mesmo sobre os idosos
voc ps um jugo muito pesado.
7 Voc disse: ``Continuarei sempre sendo
a rainha eterna!''
Mas voc no ponderou estas coisas,
nem refletiu no que poderia acontecer.
8 "Agora, ento, escute,
criatura provocadora,
que age despreocupada
e preguiosamente
em sua segurana, e diz a si mesma: ``Somente eu,
e mais ningum.
Jamais ficarei viva nem sofrerei
a perda de filhos''.
9 Estas duas coisas acontecero a voc
num mesmo instante, num nico dia,
perda de filhos e viuvez;
viro sobre voc com todo o seu peso,
a despeito de suas muitas feitiarias
e de todas as suas poderosas
palavras de encantamento.
10 Voc confiou em sua impiedade e disse:
``Ningum me v''.
Sua sabedoria e seu conhecimento a enganam
quando voc diz a si mesma:
``Somente eu, e mais ningum
alm de mim''.
11 A desgraa a alcanar
e voc no saber como esconjur-la.
Cair sobre voc um mal
do qual voc no poder proteger-se
com um resgate;
uma catstrofe que voc no pode prever
cair repentinamente sobre voc.
12 "Continue, ento, com suas
palavras mgicas de encantamento
e com suas muitas feitiarias,
nas quais voc tem se afadigado
desde a infncia.
Talvez voc consiga,
talvez provoque pavor.
13 Todos os conselhos que voc recebeu
s a deixaram extenuada!
Deixe seus astrlogos se apresentarem,
aqueles fitadores de estrelas
que fazem predies de ms a ms,
que eles a salvem daquilo
que est vindo sobre voc;
14 sem dvida eles so como restolho;
o fogo os consumir.
Eles no podem nem mesmo salvar-se
do poder das chamas.
Aqui no existem brasas
para aquecer ningum;
no h fogueira para a gente sentar-se ao lado.
15 Isso  tudo o que eles podem
fazer por voc,
esses com quem voc se afadigou
e com quem teve negcios escusos
desde a infncia.
Cada um deles prossegue em seu erro;
no h ningum que possa salv-la.
Notas de rodap:
[a] 47.1 Hebraico: Filha ; tambm no versculo 5.

ISAAS-CAPITULO-48
Israel Obstinado
1 "Escute isto,  comunidade de Jac,
vocs que so chamados
pelo nome de Israel
e vm da linhagem de Jud,
vocs que fazem juramentos
pelo nome do Senhor
e invocam o Deus de Israel,
mas no em verdade ou retido;
2 vocs que chamam a si mesmos
cidados da cidade santa
e dizem confiar no Deus de Israel;
o Senhor dos Exrcitos  o seu nome:
3 Eu predisse h muito
as coisas passadas,
minha boca as anunciou,
e eu as fiz conhecidas;
ento repentinamente agi,
e elas aconteceram.
4 Pois eu sabia quo obstinado voc era;
os tendes de seu pescoo eram ferro,
a sua testa era bronze.
5 Por isso h muito lhe contei
essas coisas;
antes que acontecessem
eu as anunciei a voc
para que voc no pudesse dizer:
``Meus dolos as fizeram;
minha imagem de madeira
e meu deus de metal as determinaram''.
6 Voc tem ouvido essas coisas;
olhe para todas elas.
Voc no ir admiti-las?
"De agora em diante eu lhe contarei
coisas novas,
coisas ocultas, que voc desconhece.
7 Elas foram criadas agora,
e no h muito tempo;
voc nunca as conheceu antes.
Por isso voc no pode dizer:
``Sim, eu as conhecia''.
8 Voc no tinha conhecimento
nem entendimento;
desde a antigidade o seu ouvido
tem se fechado.
Sei quo traioeiro voc ;
desde o nascimento
voc foi chamado rebelde.
9 Por amor do meu prprio nome
eu adio a minha ira;
por amor de meu louvor
eu a contive,
para que voc no fosse eliminado.
10 Veja, eu refinei voc,
embora no como prata;
eu o provei na fornalha da aflio.
11 Por amor de mim mesmo,
por amor de mim mesmo, eu fao isso.
Como posso permitir que
eu mesmo seja difamado?
No darei minha glria a nenhum outro.
A Libertao de Israel
12 "Escute-me,  Jac,
Israel,
a quem chamei:
Eu sou sempre o mesmo;
eu sou o primeiro
e eu sou o ltimo.
13 Minha prpria mo
lanou os alicerces da terra,
e a minha mo direita estendeu os cus;
quando eu os convoco,
todos juntos se pem em p.
14 "Renam-se, todos vocs, e escutem:
Qual dos dolos predisse essas coisas?
O amado do Senhor
cumprir seu propsito
contra a Babilnia;
seu brao ser contra os babilnios.
15 Eu, eu mesmo, falei;
sim, eu o chamei.
Eu o trarei, e ele ser bem-sucedido
em sua misso.
16 "Aproximem-se de mim e escutem isto:
"Desde o primeiro anncio
no falei secretamente;
na hora em que acontecer, estarei ali."
E agora o Soberano, o Senhor , me enviou,
com seu Esprito.
17 Assim diz o Senhor , o seu redentor,
o Santo de Israel:
"Eu sou o Senhor , o seu Deus,
que lhe ensina o que  melhor para voc,
que o dirige no caminho
em que voc deve ir.
18 Se to-somente voc tivesse
prestado ateno s minhas ordens,
sua paz seria como um rio,
sua retido, como as ondas do mar.
19 Seus descendentes
seriam como a areia,
seus filhos, como seus inmeros gros;
o nome deles jamais seria eliminado
nem destrudo de diante de mim".
20 Deixem a Babilnia,
fujam do meio dos babilnios!
Anunciem isso com gritos de alegria
e proclamem-no.
Enviem-no aos confins da terra; digam:
O Senhor resgatou seu servo Jac.
21 No tiveram sede
quando ele os conduziu
atravs dos desertos;
ele fez gua fluir da rocha para eles;
fendeu a rocha, e a gua jorrou.
22 "No h paz alguma para os mpios",
diz o Senhor .

ISAAS-CAPITULO-49
O Servo do Senhor
1 Escutem-me, vocs, ilhas;
ouam, vocs, naes distantes:
Antes de eu nascer
o Senhor me chamou;
desde o meu nascimento
ele fez meno de meu nome.
2 Ele fez de minha boca
uma espada afiada,
na sombra de sua mo ele me escondeu;
ele me tornou uma flecha polida
e escondeu-me na sua aljava.
3 Ele me disse: "Voc  meu servo,
Israel, em quem mostrarei o meu esplendor".
4 Mas eu disse: Tenho me afadigado
sem qualquer propsito;
tenho gastado minha fora em vo
e para nada.
Contudo, o que me  devido
est na mo do Senhor ,
e a minha recompensa
est com o meu Deus.
5 E agora o Senhor diz,
aquele que me formou no ventre
para ser o seu servo,
para trazer de volta Jac
e reunir Israel a ele mesmo,
pois sou honrado aos olhos do Senhor ,
e o meu Deus tem sido a minha fora;
6 ele diz: "Para voc  coisa pequena demais
ser meu servo
para restaurar as tribos de Jac
e trazer de volta aqueles de Israel
que eu guardei.
Tambm farei de voc uma luz
para os gentios,
para que voc leve a minha salvao
at os confins da terra".
7 Assim diz o Senhor , o Redentor,
o Santo de Israel,
quele que foi desprezado
e detestado pela nao,
ao servo de governantes:
"Reis o vero e se levantaro,
lderes o vero e se encurvaro,
por causa do Senhor , que  fiel,
o Santo de Israel, que o escolheu".
A Restaurao de Israel
8 Assim diz o Senhor :
"No tempo favorvel
eu lhe responderei,
e no dia da salvao eu o ajudarei;
eu o guardarei e farei que voc
seja uma aliana para o povo,
para restaurar a terra e distribuir
suas propriedades abandonadas,
9 para dizer aos cativos: Saiam,
e queles que esto nas trevas: Apaream!
"Eles se apascentaro junto aos caminhos
e acharo pastagem em toda colina estril.
10 No tero fome nem sede;
o calor do deserto e o sol no os atingiro.
Aquele que tem compaixo deles os guiar
e os conduzir para as fontes de gua.
11 Transformarei todos os meus montes em estradas,
e os meus caminhos sero erguidos.
12 Veja, eles viro de bem longe;
alguns do norte, alguns do oeste,
alguns de Assu [a] ".
13 Gritem de alegria,  cus,
regozije-se,  terra;
irrompam em cano,  montes!
Pois o Senhor consola o seu povo
e ter compaixo de seus afligidos.
14 Sio, porm, disse:
"O Senhor me abandonou,
o Senhor me desamparou".
15 "Haver me que possa esquecer
seu beb que ainda mama
e no ter compaixo do filho
que gerou?
Embora ela possa esquec-lo,
eu no me esquecerei de voc!
16 Veja, eu gravei voc
nas palmas das minhas mos;
seus muros esto sempre diante de mim.
17 Seus filhos apressam-se em voltar,
e aqueles que a despojaram
afastam-se de voc.
18 Erga os olhos e olhe ao redor;
todos os seus filhos se ajuntam
e vm at voc.
Juro pela minha vida
que voc se vestir deles todos como ornamento;
voc se vestir deles como uma noiva",
declara o Senhor .
19 "Apesar de voc ter sido arruinada
e abandonada
e apesar de sua terra ter sido arrasada,
agora voc ser pequena demais
para o seu povo,
e aqueles que a devoraram
estaro bem distantes.
20 Os filhos nascidos durante seu luto
ainda diro ao alcance dos seus ouvidos:
``Este lugar  pequeno demais para ns;
d-nos mais espao para nele vivermos''.
21 Ento voc dir em seu corao:
``Quem me gerou estes filhos?
Eu estava enlutada e estril;
estava exilada e rejeitada.
Quem os criou?
Fui deixada totalmente s,
mas estes... de onde vieram?''"
22 Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Veja, eu acenarei para os gentios,
erguerei minha bandeira para os povos;
eles traro nos braos os seus filhos
e carregaro nos ombros as suas filhas.
23 Reis sero os seus padrastos,
e suas rainhas sero
as suas amas de leite.
Eles se inclinaro diante de voc,
com o rosto em terra;
lambero o p dos seus ps.
Ento voc saber que eu sou o Senhor ;
aqueles que esperam em mim
no ficaro decepcionados".
24 Ser que se pode tirar
o despojo dos guerreiros,
ou ser que os prisioneiros podem ser resgatados
do poder dos violentos [b] ?
25 Assim, porm, diz o Senhor :
26 "Sim, prisioneiros sero tirados
de guerreiros,
e despojo ser retomado dos violentos;
brigarei com os que brigam com voc,
e seus filhos, eu os salvarei.
Farei seus opressores comerem
sua prpria carne;
ficaro bbados com seu prprio sangue,
como com vinho.
Ento todo mundo saber que eu,
o Senhor , sou o seu Salvador,
seu Redentor, o Poderoso de Jac".
Notas de rodap:
[a] 49.12 Conforme os manuscritos do mar Morto. O Texto Massortico
diz Sinim.
[b] 49.24 Conforme os manuscritos do mar Morto, a Vulgata e a Verso
Siraca. O Texto Massortico diz justos.

ISAAS-CAPITULO-50
O Pecado de Israel e a Obedincia do Servo
1 Assim diz o Senhor :
"Onde est a certido de divrcio de sua me
com a qual eu a mandei embora?
A qual de meus credores
eu vendi vocs?
Por causa de seus pecados
vocs foram vendidos;
por causa das transgresses de vocs
sua me foi mandada embora.
2 Quando eu vim, por que
no encontrei ningum?
Quando eu chamei,
por que ningum respondeu?
Ser que meu brao era curto demais
para resgat-los?
Ser que me falta a fora para redimi-los?
Com uma simples repreenso
eu seco o mar,
transformo rios em deserto;
seus peixes apodrecem por falta de gua
e morrem de sede.
3 Visto de trevas os cus
e fao da veste de lamento a sua coberta".
4 O Soberano, o Senhor , deu-me
uma lngua instruda,
para conhecer a palavra
que sustm o exausto.
Ele me acorda manh aps manh,
desperta meu ouvido para escutar
como algum que est sendo ensinado.
5 O Soberano, o Senhor ,
abriu os meus ouvidos,
e eu no tenho sido rebelde;
eu no me afastei.
6 Ofereci minhas costas
queles que me batiam,
meu rosto queles
que arrancavam minha barba;
no escondi a face da zombaria
e dos cuspes.
7 Porque o Senhor , o Soberano, me ajuda,
no serei constrangido.
Por isso eu me opus firme
como uma dura rocha,
e sei que no ficarei decepcionado.
8 Aquele que defende o meu nome
est perto.
Quem poder trazer acusaes contra mim?
Encaremo-nos um ao outro!
Quem  meu acusador?
Que ele me enfrente!
9  o Soberano, o Senhor , que me ajuda.
Quem ir me condenar?
Todos eles se desgastam
como uma roupa;
as traas os consumiro.
10 Quem entre vocs teme o Senhor
e obedece  palavra de seu servo?
Que aquele que anda no escuro,
que no tem luz alguma,
confie no nome do Senhor
e se apie em seu Deus.
11 Mas agora,
todos vocs
que acendem fogo
e fornecem a si mesmos tochas acesas,
vo, andem na luz de seus fogos
e das tochas que vocs acenderam.
Vejam o que recebero da minha mo:
vocs se deitaro atormentados.

ISAAS-CAPITULO-51
A Salvao Eterna para Sio
1 "Escutem-me,
vocs que buscam a retido
e procuram o Senhor :
Olhem para a rocha
da qual foram cortados
e para a pedreira
de onde foram cavados;
2 olhem para Abrao, seu pai,
e para Sara, que lhes deu  luz.
Quando eu o chamei, ele era apenas um,
e eu o abenoei e o tornei muitos."
3 Com certeza o Senhor consolar Sio
e olhar com compaixo
para todas as runas dela;
ele tornar seus desertos como o den,
seus ermos, como o jardim do Senhor .
Alegria e contentamento
sero achados nela,
aes de graas e som de canes.
4 "Escute-me, povo meu;
oua-me, nao minha:
A lei sair de mim;
minha justia se tornar uma luz para as naes.
5 Minha retido logo vir,
minha salvao est a caminho,
e meu brao trar justia s naes.
As ilhas esperaro em mim e aguardaro
esperanosamente pelo meu brao.
6 Ergam os olhos para os cus,
olhem para baixo, para a terra;
os cus desaparecero como fumaa,
a terra se gastar como uma roupa,
e seus habitantes morrero como moscas.
Mas a minha salvao
durar para sempre,
a minha retido jamais falhar.
7 "Ouam-me, vocs que sabem
o que  direito,
vocs, povo que tem a minha lei
no corao:
No temam a censura de homens
nem fiquem aterrorizados
com seus insultos.
8 Pois a traa os comer
como a uma roupa;
o verme os devorar como  l.
Mas a minha retido durar para sempre,
a minha salvao de gerao em gerao."
9 Desperta! Desperta! Veste de fora,
o teu brao,  Senhor ;
acorda, como em dias passados,
como em geraes de outrora.
No foste tu que despedaaste o Monstro dos Mares [a] ,
que traspassaste aquela serpente aqutica?
10 No foste tu que secaste o mar,
as guas do grande abismo,
que fizeste uma estrada
nas profundezas do mar
para que os redimidos
pudessem atravessar?
11 Os resgatados do Senhor voltaro.
Entraro em Sio com cntico;
alegria eterna coroar sua cabea.
Jbilo e alegria se apossaro deles,
tristeza e suspiro deles fugiro.
12 "Eu, eu mesmo,
sou quem a consola.
Quem  voc para que tema
homens mortais,
os filhos de homens,
que no passam de relva,
13 e para que esquea o Senhor ,
aquele que fez voc,
que estendeu os cus
e lanou os alicerces da terra,
para que voc viva diariamente,
constantemente apavorada
por causa da ira do opressor,
que est inclinado a destruir?
Pois onde est a ira do opressor?
14 Os prisioneiros encolhidos
logo sero postos em liberdade;
no morrero em sua masmorra,
nem tero falta de po.
15 Pois eu sou o Senhor , o seu Deus,
que agito o mar
para que suas ondas rujam;
Senhor dos Exrcitos  o meu nome.
16 Pus minhas palavras em sua boca
e o cobri com a sombra da minha mo,
eu, que pus os cus no lugar,
que lancei os alicerces da terra,
e que digo a Sio:
Voc  o meu povo."
O Clice da Ira do Senhor
17 Desperte, desperte!
Levante-se,  Jerusalm,
voc que bebeu da mo do Senhor
o clice da ira dele,
voc que engoliu,
at a ltima gota,
da taa que faz os homens cambalearem.
18 De todos os filhos que ela teve
no houve nenhum para gui-la;
de todos os filhos que criou
no houve nenhum
para tom-la pela mo.
19 Quem poder consol-la
dessas duas desgraas que a atingiram?
Runa e destruio, fome e espada,
quem poder [b] consol-la?
20 Seus filhos desmaiaram;
eles jazem no incio de cada rua,
como antlope pego numa rede.
Esto cheios da ira do Senhor
e da repreenso do seu Deus.
21 Portanto, oua isto, voc, aflita,
embriagada, mas no com vinho.
22 Assim diz o seu Soberano, o Senhor ,
o seu Deus, que defende o seu povo:
"Veja que eu tirei da sua mo
o clice que faz cambalear;
dele, do clice da minha ira,
voc nunca mais beber.
23 Eu o porei nas mos
dos seus atormentadores,
que lhe disseram: ``Caia prostrada
para que andemos sobre voc''.
E voc fez as suas costas como cho,
como uma rua para nela a gente andar".
Notas de rodap:
[a] 51.9 Hebraico: Raabe .
[b] 51.19 Conforme os manuscritos do mar Morto, a Septuaginta, a
Vulgata e a Verso Siraca. O Texto Massortico diz como poderei.

ISAAS-CAPITULO-52
1 Desperte! Desperte,  Sio!
Vista-se de fora.
Vista suas roupas de esplendor,
 Jerusalm, cidade santa.
Os incircuncisos e os impuros
no tornaro a entrar por suas portas.
2 Sacuda para longe a sua poeira;
levante-se, sente-se entronizada,
 Jerusalm.
Livre-se das correntes em seu pescoo,
 cativa cidade [a] de Sio.
3 Pois assim diz o Senhor :
"Vocs foram vendidos por nada,
e sem dinheiro vocs sero resgatados".
4 Pois assim diz o Soberano, o Senhor :
"No incio o meu povo desceu
para morar no Egito;
ultimamente a Assria o tem oprimido.
5 "E agora o que tenho aqui?",
pergunta o Senhor .
"Pois o meu povo foi levado
por nada,
e aqueles que o dominam zombam [b] ",
diz o Senhor .
"E constantemente,
o dia inteiro,
meu nome  blasfemado.
6 Por isso o meu povo
conhecer o meu nome;
naquele dia eles sabero
que sou eu que o previ.
Sim, sou eu".
7 Como so belos nos montes
os ps daqueles que anunciam
boas novas,
que proclamam a paz,
que trazem boas notcias,
que proclamam salvao,
que dizem a Sio:
"O seu Deus reina!"
8 Escutem!
Suas sentinelas erguem a voz;
juntas gritam de alegria.
Quando o Senhor voltar a Sio,
elas o vero com os seus prprios olhos.
9 Juntas cantem de alegria,
vocs, runas de Jerusalm,
pois o Senhor consolou o seu povo;
ele resgatou Jerusalm.
10 O Senhor desnudar seu santo brao
 vista de todas as naes,
e todos os confins da terra vero
a salvao de nosso Deus.
11 Afastem-se, afastem-se, saiam daqui!
No toquem em coisas impuras!
Saiam dela e sejam puros,
vocs, que transportam os utenslios do Senhor .
12 Mas vocs no partiro apressadamente,
nem sairo em fuga;
pois o Senhor ir  frente de vocs;
o Deus de Israel ser a sua retaguarda.
O Sofrimento e a Glria do Servo do Senhor
13 Vejam, o meu servo agir
com sabedoria [c] ;
ser engrandecido, elevado
e muitssimo exaltado.
14 Assim como houve muitos
que ficaram pasmados diante dele [d] ;
sua aparncia estava to desfigurada,
que ele se tornou irreconhecvel como homem;
no parecia um ser humano;
15 de igual modo ele aspergir
muitas naes, [e]
e reis calaro a boca por causa dele.
Pois aquilo que no lhes foi dito vero,
e o que no ouviram compreendero.
Notas de rodap:
[a] 52.2 Hebraico: filha .
[b] 52.5 Conforme os manuscritos do mar Morto e a Vulgata. O Texto
Massortico diz uivam.
[c] 52.13 Ou servo prosperar
[d] 52.14 Hebraico: diante de voc.
[e] 52.15 A Septuaginta diz muitas naes ficaro pasmadas diante
dele.

ISAAS-CAPITULO-53
1 Quem creu em nossa mensagem?
E a quem foi revelado o brao do Senhor ?
2 Ele cresceu diante dele
como um broto tenro,
e como uma raiz sada de uma terra seca.
Ele no tinha qualquer beleza
ou majestade que nos atrasse,
nada havia em sua aparncia
para que o desejssemos.
3 Foi desprezado e rejeitado pelos homens,
um homem de dores
e experimentado no sofrimento.
Como algum de quem
os homens escondem o rosto,
foi desprezado,
e ns no o tnhamos em estima.
4 Certamente ele tomou sobre si
as nossas enfermidades
e sobre si levou as nossas doenas;
contudo ns o consideramos
castigado por Deus,
por Deus atingido e afligido.
5 Mas ele foi transpassado
por causa das nossas transgresses,
foi esmagado por causa
de nossas iniqidades;
o castigo que nos trouxe paz
estava sobre ele, e pelas suas feridas
fomos curados.
6 Todos ns, tal qual ovelhas,
nos desviamos,
cada um de ns se voltou
para o seu prprio caminho;
e o Senhor fez cair sobre ele
a iniqidade de todos ns.
7 Ele foi oprimido e afligido;
e, contudo, no abriu a sua boca;
como um cordeiro
foi levado para o matadouro,
e como uma ovelha que diante de seus
tosquiadores fica calada,
ele no abriu a sua boca.
8 Com julgamento opressivo ele foi levado.
E quem pode falar dos seus descendentes?
Pois ele foi eliminado
da terra dos viventes;
por causa da transgresso
do meu povo ele foi golpeado. [a]
9 Foi-lhe dado um tmulo com os mpios,
e com os ricos em sua morte,
embora no tivesse cometido
nenhuma violncia
nem houvesse nenhuma mentira
em sua boca.
10 Contudo, foi da vontade do Senhor
esmag-lo e faz-lo sofrer,
e, embora o Senhor tenha feito [b] da vida dele
uma oferta pela culpa,
ele ver sua prole e prolongar seus dias,
e a vontade do Senhor
prosperar em sua mo.
11 Depois do sofrimento de sua alma,
ele ver a luz [c] e ficar satisfeito; [d]
pelo seu conhecimento
meu servo justo
justificar a muitos,
e levar a iniqidade deles.
12 Por isso eu lhe darei uma poro
entre os grandes [e] ,
e ele dividir os despojos com os fortes [f] ,
porquanto ele derramou sua vida
at a morte,
e foi contado entre os transgressores.
Pois ele levou o pecado de muitos,
e pelos transgressores intercedeu.
Notas de rodap:
[a] 53.8 Ou Contudo, quem da sua gerao considerou que ele foi
eliminado da terra dos viventes por causa da transgresso do meu povo,
para quem era devido o castigo?
[b] 53.10 Hebraico: embora voc tenha feito.
[c] 53.11 Conforme os manuscritos do mar Morto. O Texto Massortico
no traz a luz.
[d] 53.11 Ou Ele ver o resultado do sofrimento da sua alma e ficar
satisfeito;
[e] 53.12 Ou entre muitos
[f] 53.12 Ou numerosos

ISAAS-CAPITULO-54
A Futura Glria de Sio
1 "Cante,  estril,
voc que nunca teve um filho;
irrompa em canto, grite de alegria,
voc que nunca esteve
em trabalho de parto;
porque mais so os filhos
da mulher abandonada
do que os daquela que tem marido",
diz o Senhor .
2 "Alargue o lugar de sua tenda,
estenda bem as cortinas de sua tenda,
no o impea;
estique suas cordas, firme suas estacas.
3 Pois voc se estender para a direita
e para a esquerda;
seus descendentes desapossaro naes
e se instalaro
em suas cidades abandonadas.
4 "No tenha medo;
voc no sofrer vergonha.
No tema o constrangimento;
voc no ser humilhada.
Voc esquecer
a vergonha de sua juventude
e no se lembrar mais
da humilhao de sua viuvez.
5 Pois o seu Criador  o seu marido,
o Senhor dos Exrcitos  o seu nome,
o Santo de Israel  seu Redentor;
ele  chamado o Deus de toda a terra.
6 O Senhor chamar voc de volta
como se voc fosse uma
mulher abandonada e aflita de esprito,
uma mulher que se casou nova
apenas para ser rejeitada", diz o seu Deus.
7 "Por um breve instante eu a abandonei,
mas com profunda compaixo
eu a trarei de volta.
8 Num impulso de indignao
escondi de voc por um instante
o meu rosto,
mas com bondade eterna
terei compaixo de voc",
diz o Senhor , o seu Redentor.
9 "Para mim isso  como os dias de No,
quando jurei que as guas de No
nunca mais tornariam a cobrir a terra.
De modo que agora jurei
no ficar irado contra voc,
nem tornar a repreend-la.
10 Embora os montes sejam sacudidos
e as colinas sejam removidas,
ainda assim a minha fidelidade
para com voc no ser abalada,
nem ser removida
a minha aliana de paz",
diz o Senhor ,
que tem compaixo de voc.
11 " cidade aflita,
aoitada por tempestades
e no consolada,
eu a edificarei com turquesas,
edificarei seus alicerces com safiras.
12 Farei de rubis os seus escudos,
de carbnculos as suas portas,
e de pedras preciosas
todos os seus muros.
13 Todos os seus filhos
sero ensinados pelo Senhor ,
e grande ser a paz de suas crianas.
14 Em retido voc ser estabelecida:
A tirania estar distante;
voc no ter nada a temer.
O pavor estar removido para longe;
ele no se aproximar de voc.
15 Se algum a atacar,
no ser por obra minha;
todo aquele que a atacar
se render a voc.
16 "Veja, fui eu quem criou o ferreiro,
que sopra as brasas at darem chama
e forja uma arma
prpria para o seu fim.
E fui eu quem criou o destruidor
para gerar o caos;
17 nenhuma arma forjada contra voc
prevalecer,
e voc refutar toda lngua que a acusar.
Esta  a herana dos servos do Senhor ,
e esta  a defesa que fao do nome deles",
declara o Senhor .

ISAAS-CAPITULO-55
Convite aos Sedentos
1 "Venham, todos vocs
que esto com sede,
venham s guas;
e vocs que no possuem
dinheiro algum,
venham, comprem e comam!
Venham, comprem vinho
e leite sem dinheiro e sem custo.
2 Por que gastar dinheiro
naquilo que no  po,
e o seu trabalho rduo
naquilo que no satisfaz?
Escutem, escutem-me,
e comam o que  bom,
e a alma de vocs se deliciar
com a mais fina refeio.
3 Dem-me ouvidos e venham a mim;
ouam-me, para que sua alma viva.
Farei uma aliana eterna com vocs,
minha fidelidade prometida a Davi.
4 Vejam, eu o fiz
uma testemunha aos povos,
um lder e governante dos povos.
5 Com certeza voc convocar naes
que voc no conhece,
e naes que no o conhecem
se apressaro at voc,
por causa do Senhor , o seu Deus,
o Santo de Israel,
pois ele lhe concedeu esplendor."
6 Busquem o Senhor
enquanto  possvel ach-lo;
clamem por ele enquanto est perto.
7 Que o mpio abandone o seu caminho,
e o homem mau, os seus pensamentos.
Volte-se ele para o Senhor ,
que ter misericrdia dele;
volte-se para o nosso Deus,
pois ele d de bom grado o seu perdo.
8 "Pois os meus pensamentos
no so os pensamentos de vocs,
nem os seus caminhos
so os meus caminhos",
declara o Senhor .
9 "Assim como os cus so mais altos
do que a terra,
tambm os meus caminhos
so mais altos do que os seus caminhos,
e os meus pensamentos,
mais altos do que os seus pensamentos.
10 Assim como a chuva e a neve
descem dos cus
e no voltam para eles sem regarem a terra
e fazerem-na brotar e florescer,
para ela produzir semente
para o semeador
e po para o que come,
11 assim tambm ocorre com a palavra
que sai da minha boca:
ela no voltar para mim vazia,
mas far o que desejo
e atingir o propsito para o qual a enviei.
12 Vocs sairo em jbilo
e sero conduzidos em paz;
os montes e colinas irrompero
em canto diante de vocs,
e todas as rvores do campo
batero palmas.
13 No lugar do espinheiro
crescer o pinheiro,
e em vez de roseiras bravas
crescer a murta.
Isso resultar em renome para o Senhor ,
para sinal eterno,
que no ser destrudo."

ISAAS-CAPITULO-56
Salvao para os Gentios
1 Assim diz o Senhor :
"Mantenham a justia
e pratiquem o que  direito,
pois a minha salvao est perto,
e logo ser revelada a minha retido.
2 Feliz aquele que age assim,
o homem que nisso permanece firme,
observando o sbado
para no profan-lo,
e vigiando sua mo
para no cometer nenhum mal".
3 Que nenhum estrangeiro
que se disponha a unir-se ao Senhor
venha a dizer:
" certo que o Senhor
me excluir do seu povo".
E que nenhum eunuco se queixe:
"No passo de uma rvore seca".
4 Pois assim diz o Senhor :
"Aos eunucos que guardarem
os meus sbados,
que escolherem o que me agrada
e se apegarem  minha aliana,
5 a eles darei, dentro de meu templo
e dos seus muros,
um memorial e um nome melhor
do que filhos e filhas,
um nome eterno, que no ser eliminado.
6 E os estrangeiros que se unirem
ao Senhor para servi-lo,
para amarem o nome do Senhor
e prestar-lhe culto,
todos os que guardarem o sbado
deixando de profan-lo,
e que se apegarem  minha aliana,
7 esses eu trarei ao meu santo monte
e lhes darei alegria
em minha casa de orao.
Seus holocaustos [a] e demais sacrifcios
sero aceitos em meu altar;
pois a minha casa ser chamada
casa de orao para todos os povos".
8 Palavra do Soberano, do Senhor ,
daquele que rene os exilados de Israel:
"Reunirei ainda outros
queles que j foram reunidos".
A Acusao de Deus contra os mpios
9 Venham todos vocs,
animais do campo;
todos vocs, animais da floresta,
venham comer!
10 As sentinelas de Israel esto cegas
e no tm conhecimento;
todas elas so como ces mudos,
incapazes de latir.
Deitam-se e sonham;
s querem dormir.
11 So ces devoradores, insaciveis.
So pastores sem entendimento;
todos seguem seu prprio caminho,
cada um procura vantagem prpria.
12 "Venham", cada um grita,
"tragam-me vinho!
Bebamos nossa dose
de bebida fermentada,
que amanh ser como hoje,
e at muito melhor!"
Notas de rodap:
[a] 56.7 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

ISAAS-CAPITULO-57
1 O justo perece, e ningum pondera
isso em seu corao;
homens piedosos so tirados,
e ningum entende
que os justos so tirados
para serem poupados do mal.
2 Aqueles que andam retamente
entraro na paz;
acharo descanso na morte.
3 "Mas vocs, aproximem-se,
vocs, filhos de adivinhas,
vocs, prole de adlteros e de prostitutas!
4 De quem vocs esto zombando?
De quem fazem pouco caso?
E para quem mostram a lngua?
No so vocs uma ninhada de rebeldes,
uma prole de mentirosos?
5 Vocs ardem de desejo
entre os carvalhos
e debaixo de toda rvore frondosa;
vocs sacrificam seus filhos nos vales
e debaixo de penhascos salientes.
6 Os dolos entre as pedras lisas
dos vales so a sua poro;
so a sua parte.
Isso mesmo! Para eles voc derramou
ofertas de bebidas
e apresentou ofertas de cereal.
Poderei eu contentar-me com isso?
7 Voc fez o leito numa colina
alta e soberba;
ali voc subiu para oferecer sacrifcios.
8 Atrs de suas portas e dos seus batentes
voc ps os seus smbolos pagos.
Ao me abandonar,
voc descobriu seu leito,
subiu nele e o deixou escancarado;
fez acordo com aqueles
cujas camas voc ama,
e dos quais contemplou a nudez.
9 Voc foi at Moloque [a]
com azeite de oliva
e multiplicou os seus perfumes.
Voc enviou seus embaixadores [b]
a lugares distantes;
voc desceu ao fundo do poo [c] !
10 Voc se cansou
com todos os seus caminhos,
mas no quis dizer: ``No h esperana!''
Voc recuperou as foras,
e por isso no esmoreceu.
11 "De quem voc teve tanto medo e tremor,
ao ponto de agir com falsidade para comigo,
no se lembrar de mim
e no ponderar isso em seu corao?
No ser por que h muito estou calado
que voc no me teme?
12 Sua retido e sua justia exporei,
e elas no a beneficiaro.
13 Quando voc clamar por ajuda,
que a sua coleo de dolos a salve!
O vento levar todos eles,
um simples sopro os arrebatar.
Mas o homem que faz de mim o seu refgio
receber a terra por herana
e possuir o meu santo monte."
Consolao para os Contritos
14 E se dir:
"Aterrem, aterrem, preparem o caminho!
Tirem os obstculos do caminho do meu povo".
15 Pois assim diz o Alto e Sublime,
que vive para sempre,
e cujo nome  santo:
"Habito num lugar alto e santo,
mas habito tambm com o contrito
e humilde de esprito,
para dar novo nimo
ao esprito do humilde
e novo alento ao corao do contrito.
16 No farei litgio para sempre,
nem permanecerei irado,
porque, se no, o esprito do homem
esmoreceria diante de mim,
bem como o sopro do homem que eu criei!
17 Por causa da sua cobia perversa
fiquei indignado e o feri;
fiquei irado e escondi o meu rosto.
Mas ele continuou extraviado,
seguindo os caminhos que escolheu.
18 Eu vi os seus caminhos,
mas vou cur-lo;
eu o guiarei e tornarei a dar-lhe consolo,
19 criando louvor nos lbios
dos pranteadores de Israel.
Paz, paz, aos de longe e aos de perto",
diz o Senhor .
"Quanto a ele, eu o curarei".
20 Mas os mpios so como o mar agitado,
incapaz de sossegar
e cujas guas expelem lama e lodo.
21 "Para os mpios no h paz",
diz o meu Deus.
Notas de rodap:
[a] 57.9 Ou at o rei
[b] 57.9 Ou dolos
[c] 57.9 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
sepultura, profundezas, p ou morte.

ISAAS-CAPITULO-58
O Verdadeiro Jejum
1 "Grite alto, no se contenha!
Levante a voz como trombeta.
Anuncie ao meu povo a rebelio dele,
e  comunidade de Jac, os seus pecados.
2 Pois dia a dia me procuram;
parecem desejosos de conhecer
os meus caminhos,
como se fossem uma nao
que faz o que  direito
e que no abandonou
os mandamentos do seu Deus.
Pedem-me decises justas
e parecem desejosos
de que Deus se aproxime deles.
3 ``Por que jejuamos'', dizem,
``e no o viste?
Por que nos humilhamos,
e no reparaste?''
Contudo, no dia do seu jejum
vocs fazem o que  do agrado de vocs,
e exploram os seus empregados.
4 Seu jejum termina em discusso e rixa,
e em brigas de socos brutais.
Vocs no podem jejuar como fazem hoje
e esperar que a sua voz seja ouvida no alto.
5 Ser esse o jejum que escolhi,
que apenas um dia o homem se humilhe,
incline a cabea como o junco
e se deite sobre pano de saco e cinzas?
 isso que vocs chamam jejum,
um dia aceitvel ao Senhor ?
6 "O jejum que desejo no  este:
soltar as correntes da injustia,
desatar as cordas do jugo,
pr em liberdade os oprimidos
e romper todo jugo?
7 No  partilhar sua comida
com o faminto,
abrigar o pobre desamparado,
vestir o nu que voc encontrou,
e no recusar ajuda ao prximo?
8 A sim, a sua luz irromper
como a alvorada,
e prontamente surgir a sua cura;
a sua retido ir adiante de voc,
e a glria do Senhor estar
na sua retaguarda.
9 A sim, voc clamar ao Senhor ,
e ele responder;
voc gritar por socorro, e ele dir:
Aqui estou.
"Se voc eliminar do seu meio
o jugo opressor,
o dedo acusador e a falsidade do falar;
10 se com renncia prpria
voc beneficiar os famintos
e satisfizer o anseio dos aflitos,
ento a sua luz despontar nas trevas,
e a sua noite ser como o meio-dia.
11 O Senhor o guiar constantemente;
satisfar os seus desejos
numa terra ressequida pelo sol
e fortalecer os seus ossos.
Voc ser como um jardim bem regado,
como uma fonte cujas guas
nunca faltam.
12 Seu povo reconstruir as velhas runas
e restaurar os alicerces antigos;
voc ser chamado reparador de muros,
restaurador de ruas e moradias.
13 "Se voc vigiar seus ps
para no profanar o sbado
e para no fazer o que bem quiser
em meu santo dia;
se voc chamar delcia o sbado
e honroso o santo dia do Senhor ,
e se honr-lo, deixando de seguir
seu prprio caminho,
de fazer o que bem quiser
e de falar futilidades,
14 ento voc ter no Senhor
a sua alegria,
e eu farei com que voc cavalgue
nos altos da terra
e se banqueteie com a herana
de Jac, seu pai."
 o Senhor quem fala.

ISAAS-CAPITULO-59
Pecado, Confisso e Redeno
1 Vejam! O brao do Senhor
no est to encolhido que no possa salvar,
e o seu ouvido to surdo
que no possa ouvir.
2 Mas as suas maldades separaram
vocs do seu Deus;
os seus pecados esconderam de vocs
o rosto dele,
e por isso ele no os ouvir.
3 Pois as suas mos
esto manchadas de sangue,
e os seus dedos, de culpa.
Os seus lbios falam mentiras,
e a sua lngua murmura palavras mpias.
4 Ningum pleiteia sua causa com justia,
ningum faz defesa com integridade.
Apiam-se em argumentos vazios
e falam mentiras;
concebem maldade e geram iniqidade.
5 Chocam ovos de cobra
e tecem teias de aranha.
Quem comer seus ovos morre,
e de um ovo esmagado sai uma vbora.
6 Suas teias no servem de roupa;
eles no conseguem cobrir-se
com o que fazem.
Suas obras so ms,
e atos de violncia esto em suas mos.
7 Seus ps correm para o mal,
geis em derramar sangue inocente.
Seus pensamentos so maus;
runa e destruio
marcam os seus caminhos.
8 No conhecem o caminho da paz;
no h justia em suas veredas.
Eles as transformaram
em caminhos tortuosos;
quem andar por eles no conhecer a paz.
9 Por isso a justia est longe de ns,
e a retido no nos alcana.
Procuramos, mas tudo so trevas;
buscamos claridade,
mas andamos em sombras densas.
10 Como o cego caminhamos
apalpando o muro,
tateamos como quem no tem olhos.
Ao meio-dia tropeamos
como se fosse noite;
entre os fortes somos como os mortos.
11 Todos ns urramos como ursos;
gememos como pombas.
Procuramos justia, e nada!
Buscamos livramento, mas est longe!
12 Sim, pois so muitas
as nossas transgresses diante de ti,
e os nossos pecados
testemunham contra ns.
As nossas transgresses
esto sempre conosco,
e reconhecemos as nossas iniqidades:
13 rebelar-nos contra o Senhor e tra-lo,
deixar de seguir o nosso Deus,
fomentar a opresso e a revolta,
proferir as mentiras que os nossos
coraes conceberam.
14 Assim a justia retrocede,
e a retido fica  distncia,
pois a verdade caiu na praa
e a honestidade no consegue entrar.
15 No se acha a verdade em parte alguma,
e quem evita o mal
 vtima de saque.
Olhou o Senhor e indignou-se
com a falta de justia.
16 Ele viu que no havia ningum,
admirou-se porque ningum intercedeu;
ento o seu brao lhe trouxe livramento
e a sua justia deu-lhe apoio.
17 Usou a justia como couraa,
ps na cabea o capacete da salvao;
vestiu-se de vingana
e envolveu-se no zelo como numa capa.
18 Conforme o que fizeram
lhes retribuir:
aos seus inimigos, ira;
aos seus adversrios, o que merecem;
s ilhas, a devida retribuio.
19 Desde o poente os homens temero
o nome do Senhor ,
e desde o nascente, a sua glria.
Pois ele vir como uma inundao
impelida pelo sopro do Senhor .
20 "O Redentor vir a Sio,
aos que em Jac
se arrependerem dos seus pecados",
declara o Senhor .
21 "Quanto a mim,
esta  a minha aliana com eles",
diz o Senhor .
"O meu Esprito que est em voc e as minhas palavras que pus em sua
boca no se afastaro dela, nem da boca dos seus filhos e dos
descendentes deles, desde agora e para sempre", diz o Senhor .

ISAAS-CAPITULO-60
A Glria de Sio
1 "Levante-se, refulja!
Porque chegou a sua luz,
e a glria do Senhor raia sobre voc.
2 Olhe! A escurido cobre a terra,
densas trevas envolvem os povos,
mas sobre voc raia o Senhor ,
e sobre voc se v a sua glria.
3 As naes viro  sua luz
e os reis ao fulgor do seu alvorecer.
4 "Olhe ao redor, e veja:
todos se renem e vm a voc;
de longe vm os seus filhos,
e as suas filhas vm carregadas nos braos.
5 Ento o vers e ficars radiante;
o seu corao pulsar forte
e se encher de alegria,
porque a riqueza dos mares
lhe ser trazida,
e a voc viro as riquezas das naes.
6 Manadas de camelos cobriro a sua terra,
camelos novos de Midi e de Ef.
Viro todos os de Sab
carregando ouro e incenso
e proclamando o louvor do Senhor .
7 Todos os rebanhos de Quedar
se reuniro junto de voc,
e os carneiros de Nebaiote a serviro;
sero aceitos como ofertas em meu altar,
e adornarei o meu glorioso templo.
8 "Quem so estes que voam
como nuvens,
que voam como pombas
para os seus ninhos?
9 Pois as ilhas esperam em mim;
 frente vm os navios de Trsis [a] ,
trazendo de longe os seus filhos,
com prata e ouro,
em honra ao Senhor , o seu Deus,
o Santo de Israel,
porque ele se revestiu de esplendor.
10 "Estrangeiros reconstruiro
os seus muros, e seus reis a serviro.
Com ira eu a feri, mas com amor
lhe mostrarei compaixo.
11 As suas portas permanecero abertas;
jamais sero fechadas,
dia e noite,
para que lhe tragam
as riquezas das naes,
com seus reis e sua comitiva.
12 Pois a nao e o reino
que no a servirem perecero;
sero totalmente exterminados.
13 "A glria do Lbano vir a voc;
juntos viro o pinheiro, o abeto
e o cipreste,
para adornarem o lugar do meu santurio;
e eu glorificarei o local
em que pisam os meus ps.
14 Os filhos dos seus opressores viro
e se inclinaro diante de voc;
todos os que a desprezam
se curvaro aos seus ps
e a chamaro Cidade do Senhor ,
Sio do Santo de Israel.
15 "Em vez de abandonada
e odiada,
sem que ningum quisesse percorr-la,
farei de voc um orgulho,
uma alegria para todas as geraes.
16 Voc beber o leite das naes
e ser amamentada por mulheres nobres.
Ento voc saber que eu, o Senhor ,
sou o seu Salvador,
o seu Redentor, o Poderoso de Jac.
17 Em vez de bronze eu lhe trarei ouro,
e em vez de ferro, prata.
Em vez de madeira eu lhe trarei bronze,
e em vez de pedras, ferro.
Farei da paz o seu dominador,
da justia, o seu governador.
18 No se ouvir mais falar
de violncia em sua terra,
nem de runa e destruio
dentro de suas fronteiras.
Os seus muros voc chamar salvao,
e as suas portas, louvor.
19 O sol no ser mais a sua luz de dia,
e voc no ter mais o brilho do luar,
pois o Senhor ser a sua luz
para sempre;
o seu Deus ser a sua glria.
20 O seu sol nunca se por,
e a sua lua nunca desaparecer,
porque o Senhor ser
a sua luz, para sempre,
e os seus dias de tristeza tero fim.
21 Ento todo o seu povo ser justo,
e possuir a terra para sempre.
Ele  o renovo que plantei,
obra das minhas mos,
para manifestao da minha glria.
22 O mais pequenino se tornar mil,
o menor ser uma nao poderosa.
Eu sou o Senhor ;
na hora certa farei que isso acontea depressa."
Notas de rodap:
[a] 60.9 Ou navios mercantes

ISAAS-CAPITULO-61
O Ano da Bondade do Senhor
1 O Esprito do Soberano, o Senhor ,
est sobre mim,
porque o Senhor ungiu-me
para levar boas notcias aos pobres.
Enviou-me para cuidar dos que esto
com o corao quebrantado,
anunciar liberdade aos cativos
e libertao das trevas aos prisioneiros [a] ,
2 para proclamar o ano da bondade do Senhor
e o dia da vingana do nosso Deus;
para consolar todos os que andam tristes,
3 e dar a todos os que choram em Sio
uma bela coroa em vez de cinzas,
o leo da alegria em vez de pranto,
e um manto de louvor
em vez de esprito deprimido.
Eles sero chamados
carvalhos de justia,
plantio do Senhor ,
para manifestao da sua glria.
4 Eles reconstruiro as velhas runas
e restauraro os antigos escombros;
renovaro as cidades arruinadas
que tm sido devastadas
de gerao em gerao.
5 Gente de fora vai pastorear
os rebanhos de vocs;
estrangeiros trabalharo
em seus campos e vinhas.
6 Mas vocs sero chamados
sacerdotes do Senhor ,
ministros do nosso Deus.
Vocs se alimentaro
das riquezas das naes,
e do que era o orgulho delas
vocs se orgulharo.
7 Em lugar da vergonha que sofreu,
o meu povo receber poro dupla,
e ao invs da humilhao,
ele se regozijar em sua herana;
pois herdar poro dupla em sua terra,
e ter alegria eterna.
8 "Porque eu, o Senhor , amo a justia
e odeio o roubo e toda maldade.
Em minha fidelidade os recompensarei
e com eles farei aliana eterna.
9 Seus descendentes sero
conhecidos entre as naes,
e a sua prole entre os povos.
Todos os que os virem reconhecero
que eles so um povo
abenoado pelo Senhor ."
10  grande o meu prazer no Senhor !
Regozija-se a minha alma em meu Deus!
Pois ele me vestiu
com as vestes da salvao
e sobre mim ps o manto da justia,
qual noivo que adorna a cabea
como um sacerdote,
qual noiva que se enfeita com jias.
11 Porque, assim como a terra
faz brotar a planta
e o jardim faz germinar a semente,
assim o Soberano, o Senhor ,
far nascer a justia e o louvor
diante de todas as naes.
Notas de rodap:
[a] 61.1 A Septuaginta diz aos cegos.

ISAAS-CAPITULO-62
O Novo Nome de Sio
1 Por amor de Sio eu no sossegarei,
por amor de Jerusalm no descansarei
enquanto a sua justia
no resplandecer como a alvorada,
e a sua salvao,
como as chamas de uma tocha.
2 As naes vero a sua justia,
e todos os reis, a sua glria;
voc ser chamada por um novo nome
que a boca do Senhor lhe dar.
3 Ser uma esplndida coroa
na mo do Senhor ,
um diadema real na mo do seu Deus.
4 No mais chamaro abandonada,
nem desamparada  sua terra.
Voc, porm, ser chamada Hefzib [a] ,
e a sua terra, Beul [b] ,
pois o Senhor ter prazer em voc,
e a sua terra estar casada.
5 Assim como um jovem se casa
com sua noiva,
os seus filhos se casaro [c] com voc;
assim como o noivo se regozija
por sua noiva,
assim o seu Deus se regozija por voc.
6 Coloquei sentinelas em seus muros,
 Jerusalm;
jamais descansaro, dia e noite.
Vocs que clamam pelo Senhor ,
no se entreguem ao repouso,
7 e no lhe concedam descanso
at que ele estabelea Jerusalm
e faa dela o louvor da terra.
8 O Senhor jurou por sua mo direita
e por seu brao poderoso:
"Nunca mais darei o seu trigo
como alimento para os seus inimigos,
e nunca mais estrangeiros
bebero o vinho novo
pelo qual se afadigaram;
9 mas aqueles que colherem o trigo,
dele comero
e louvaro o Senhor ,
e aqueles que juntarem as uvas
delas bebero
nos ptios do meu santurio".
10 Passem, passem pelas portas!
Preparem o caminho para o povo.
Construam, construam a estrada!
Removam as pedras.
Ergam uma bandeira para as naes.
11 O Senhor proclamou
aos confins da terra:
"Digam  cidade [d] de Sio:
Veja! O seu Salvador vem!
Veja! Ele traz a sua recompensa
e o seu galardo o acompanha".
12 Eles sero chamados povo santo,
redimidos do Senhor ;
e voc ser chamada procurada,
cidade no abandonada.
Notas de rodap:
[a] 62.4 Hefzib significa o meu prazer est nela.
[b] 62.4 Beul significa casada.
[c] 62.5 Ou assim aquele que a edificou se casar
[d] 62.11 Hebraico: filha .

ISAAS-CAPITULO-63
O Dia da Vingana e da Redeno
61 Quem  aquele que vem de Edom,
que vem de Bozra, com as roupas
tingidas de vermelho?
Quem  aquele que,
num manto de esplendor,
avana a passos largos
na grandeza da sua fora?
"Sou eu, que falo com retido,
poderoso para salvar."
2 Por que tuas roupas esto vermelhas,
como as de quem pisa uvas no lagar?
3 "Sozinho pisei uvas no lagar;
das naes ningum esteve comigo.
Eu as pisoteei na minha ira
e as pisei na minha indignao;
o sangue delas respingou
na minha roupa,
e eu manchei toda a minha veste.
4 Pois o dia da vingana
estava no meu corao,
e chegou o ano da minha redeno.
5 Olhei, e no havia ningum
para ajudar-me,
mostrei assombro,
e no havia ningum para apoiar-me.
Por isso o meu brao me ajudou,
e a minha ira deu-me apoio.
6 Na minha ira pisoteei as naes;
na minha indignao eu as embebedei
e derramei na terra o sangue delas."
Orao e Louvor
7 Falarei da bondade do Senhor ,
dos seus gloriosos feitos,
por tudo o que o Senhor fez por ns,
sim, de quanto bem ele fez
 nao de Israel,
conforme a sua compaixo
e a grandeza da sua bondade.
8 "Sem dvida eles so o meu povo",
disse ele;
"so filhos que no me vo trair";
e assim ele se tornou o Salvador deles.
9 Em toda a aflio do seu povo
ele tambm se afligiu,
e o anjo da sua presena os salvou.
Em seu amor e em sua misericrdia
ele os resgatou;
foi ele que sempre os levantou
e os conduziu nos dias passados.
10 Apesar disso, eles se revoltaram
e entristeceram o seu Esprito Santo.
Por isso ele se tornou inimigo deles
e lutou pessoalmente contra eles.
11 Ento o seu povo recordou [a] o passado,
o tempo de Moiss e a sua gerao:
Onde est aquele que os fez
passar atravs do mar,
com o pastor do seu rebanho?
Onde est aquele que entre eles
ps o seu Esprito Santo,
12 que com o seu glorioso brao
esteve  mo direita de Moiss,
que dividiu as guas diante deles
para alcanar renome eterno,
13 e os conduziu atravs das profundezas?
Como o cavalo em campo aberto,
eles no tropearam;
14 como o gado que desce  plancie,
foi-lhes dado descanso
pelo Esprito do Senhor .
Foi assim que guiaste o teu povo
para fazer para ti um nome glorioso.
15 Olha dos altos cus,
da tua habitao elevada, santa e gloriosa.
Onde esto o teu zelo e o teu poder?
Retiveste a tua bondade
e a tua compaixo;
elas j nos faltam!
16 Entretanto, tu s o nosso Pai.
Abrao no nos conhece
e Israel nos ignora;
tu, Senhor , s o nosso Pai,
e desde a antigidade te chamas
nosso Redentor.
17 Senhor , por que nos fazes andar
longe dos teus caminhos
e endureces o nosso corao
para no termos temor de ti?
Volta, por amor dos teus servos,
por amor das tribos que so a tua herana!
18 Por pouco tempo o teu povo possuiu
o teu santo lugar;
depois os nossos inimigos
pisotearam o teu santurio.
19 Somos teus desde a antigidade,
mas aqueles tu no governaste;
eles no foram chamados pelo teu nome. [b]
Notas de rodap:
[a] 63.11 Ou Que ele, porm, recorde do
[b] 63.19 Ou Somos como aqueles que jamais governaste, como os que
jamais foram chamados pelo teu nome.

ISAAS-CAPITULO-64
1 Ah, se rompesses os cus e descesses!
Os montes tremeriam diante de ti!
2 Como quando o fogo acende
os gravetos e faz a gua ferver,
desce, para que os teus inimigos
conheam o teu nome
e as naes tremam diante de ti!
3 Pois, quando fizeste coisas tremendas,
coisas que no espervamos,
desceste,
e os montes tremeram diante de ti.
4 Desde os tempos antigos ningum ouviu,
nenhum ouvido percebeu,
e olho nenhum viu outro Deus, alm de ti,
que trabalha para aqueles
que nele esperam.
5 Vens ajudar aqueles
que praticam
a justia com alegria,
que se lembram de ti e dos teus caminhos.
Mas, prosseguindo ns em nossos pecados,
tu te iraste.
Como, ento, seremos salvos?
6 Somos como o impuro: todos ns!
Todos os nossos atos de justia
so como trapo imundo.
Murchamos como folhas,
e como o vento as nossas iniqidades
nos levam para longe.
7 No h ningum
que clame pelo teu nome,
que se anime a apegar-se a ti,
pois escondeste de ns o teu rosto
e nos deixaste perecer
por causa das nossas iniqidades.
8 Contudo, Senhor , tu s o nosso Pai.
Ns somos o barro; tu s o oleiro.
Todos ns somos obra das tuas mos.
9 No te ires demais,  Senhor !
No te lembres constantemente
das nossas maldades.
Olha para ns!
Somos o teu povo!
10 As tuas cidades sagradas
transformaram-se em deserto.
At Sio virou um deserto,
e Jerusalm, uma desolao!
11 O nosso templo santo e glorioso,
onde os nossos antepassados
te louvavam,
foi destrudo pelo fogo,
e tudo o que nos era precioso
est em runas.
12 E depois disso tudo, Senhor ,
ainda irs te conter?
Ficars calado
e nos castigars
alm da conta?

ISAAS-CAPITULO-65
Julgamento e Salvao
1 "Fiz-me acessvel
aos que no perguntavam por mim;
fui achado pelos que no me procuravam.
A uma nao que no clamava
pelo meu nome
eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.
2 O tempo todo estendi as mos
a um povo obstinado,
que anda por um caminho que no  bom,
seguindo as suas inclinaes;
3 esse povo que sem cessar me provoca
abertamente,
oferecendo sacrifcios em jardins
e queimando incenso em altares de tijolos;
4 povo que vive nos tmulos
e  noite se oculta nas covas,
que come carne de porco,
e em suas panelas
tem sopa de carne impura;
5 esse povo diz: ``Afasta-te!
No te aproximes de mim,
pois eu sou santo!''
Essa gente  fumaa no meu nariz!
 fogo que queima o tempo todo!
6 "Vejam, porm!
Escrito est diante de mim:
No ficarei calado,
mas lhes darei plena
e total retribuio,
7 tanto por seus pecados
como pelos pecados
dos seus antepassados", diz o Senhor .
"Uma vez que eles queimaram incenso
nos montes
e me desafiaram nas colinas,
eu os farei pagar
pelos seus feitos anteriores."
8 Assim diz o Senhor :
"Quando ainda se acha suco
num cacho de uvas,
os homens dizem: ``No o destruam,
pois ainda h algo bom'';
assim farei em favor dos meus servos;
no os destruirei totalmente.
9 Farei surgir descendentes de Jac,
e de Jud quem receba por herana
as minhas montanhas.
Os meus escolhidos as herdaro,
e ali vivero os meus servos.
10 Para o meu povo que me buscou,
Sarom ser um pasto para os rebanhos,
e o vale de Acor, um lugar de descanso para o gado.
11 "Mas vocs, que abandonam o Senhor
e esquecem o meu santo monte,
que pem a mesa para a deusa Sorte
e enchem taas de vinho para o deus Destino,
12 eu os destinarei  espada,
e todos vocs se dobraro para a degola.
Pois eu os chamei,
e vocs nem responderam;
falei, e no me deram ouvidos.
Vocs fizeram o mal diante de mim
e escolheram o que me desagrada".
13 Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor :
"Os meus servos comero,
e vocs passaro fome;
os meus servos bebero,
e vocs passaro sede;
os meus servos se regozijaro,
e vocs passaro vergonha;
14 os meus servos cantaro
com alegria no corao,
e vocs se lamentaro
com angstia no corao
e uivaro pelo quebrantamento
de esprito.
15 Vocs deixaro seu nome
como uma maldio
para os meus escolhidos;
o Soberano, o Senhor , matar vocs,
mas aos seus servos dar outro nome.
16 Quem pedir bno para si na terra,
que o faa pelo Deus da verdade;
quem fizer juramento na terra,
que o faa pelo Deus da verdade.
Porquanto as aflies passadas
sero esquecidas
e estaro ocultas aos meus olhos.
Novos Cus e Nova Terra
17 "Pois vejam!
Criarei novos cus
e nova terra,
e as coisas passadas no sero lembradas.
Jamais viro  mente!
18 Alegrem-se, porm, e regozijem-se
para sempre no que vou criar,
porque vou criar Jerusalm para regozijo,
e seu povo para alegria.
19 Por Jerusalm me regozijarei
e em meu povo terei prazer;
nunca mais se ouviro nela
voz de pranto e choro de tristeza.
20 "Nunca mais haver nela
uma criana que viva poucos dias,
e um idoso que no complete
os seus anos de idade;
quem morrer aos cem anos
ainda ser jovem,
e quem no chegar [a] aos cem ser maldito.
21 Construiro casas e nelas habitaro;
plantaro vinhas e comero do seu fruto.
22 J no construiro casas
para outros ocuparem,
nem plantaro para outros comerem.
Pois o meu povo ter vida longa
como as rvores;
os meus escolhidos esbanjaro
o fruto do seu trabalho.
23 No labutaro inutilmente,
nem geraro filhos para a infelicidade;
pois sero um povo abenoado
pelo Senhor ,
eles e os seus descendentes.
24 Antes de clamarem,
eu responderei;
ainda no estaro falando, e eu os ouvirei.
25 O lobo e o cordeiro comero juntos,
e o leo comer feno, como o boi,
mas o p ser a comida da serpente.
Ningum far nem mal nem destruio
em todo o meu santo monte",
diz o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 65.20 Ou o pecador que chegar

ISAAS-CAPITULO-66
Julgamento e Esperana
1 Assim diz o Senhor :
"O cu  o meu trono,
e a terra, o estrado dos meus ps.
Que espcie de casa vocs me edificaro?
 este o meu lugar de descanso?
2 No foram as minhas mos que fizeram
todas essas coisas,
e por isso vieram a existir?",
pergunta o Senhor .
"A este eu estimo:
ao humilde e contrito de esprito,
que treme diante da minha palavra.
3 Mas aquele que sacrifica um boi
 como quem mata um homem;
aquele que sacrifica um cordeiro,
 como quem quebra
o pescoo de um cachorro;
aquele que faz oferta de cereal
 como quem apresenta sangue de porco,
e aquele que queima incenso memorial,
 como quem adora um dolo.
Eles escolheram os seus caminhos,
e suas almas tm prazer
em suas prticas detestveis.
4 Por isso tambm escolherei
um duro tratamento para eles,
e trarei sobre eles o que eles temem.
Pois eu chamei, e ningum respondeu;
falei, e ningum deu ouvidos.
Fizeram o mal diante de mim
e escolheram o que me desagrada".
5 Ouam a palavra do Senhor ,
vocs que tremem diante da sua palavra:
"Seus irmos que os odeiam e os excluem
por causa do meu nome, disseram:
``Que o Senhor seja glorioso,
para que vejamos a alegria de vocs!''
Mas eles  que passaro vergonha.
6 Ouam o estrondo que vem da cidade,
o som que vem do templo!
 o Senhor que est dando
a devida retribuio
aos seus inimigos.
7 "Antes de entrar em trabalho de parto,
ela d  luz;
antes de lhe sobrevirem as dores,
ela ganha um menino.
8 Quem j ouviu uma coisa dessas?
Quem j viu tais coisas?
Pode uma nao nascer num s dia,
ou, pode-se dar  luz um povo
num instante?
Pois Sio ainda estava
em trabalho de parto,
e deu  luz seus filhos.
9 Acaso fao chegar a hora do parto
e no fao nascer?",
diz o Senhor .
"Acaso fecho o ventre,
sendo que eu fao dar  luz?",
pergunta o seu Deus.
10 "Regozijem-se com Jerusalm
e alegrem-se por ela,
todos vocs que a amam;
regozijem-se muito com ela,
todos vocs que por ela pranteiam.
11 Pois vocs iro mamar e saciar-se
em seus seios reconfortantes,
e bebero  vontade
e se deleitaro em sua fartura."
12 Pois assim diz o Senhor :
"Estenderei para ela a paz como um rio
e a riqueza das naes, como
uma corrente avassaladora;
vocs sero amamentados nos braos dela
e acalentados em seus joelhos.
13 Assim como uma me consola seu filho,
tambm eu os consolarei;
em Jerusalm vocs sero consolados".
14 Quando vocs virem isso,
o seu corao se regozijar,
e vocs florescero como a relva;
a mo do Senhor
estar com os seus servos,
mas a sua ira ser contra os seus adversrios.
15 Vejam! O Senhor vem num fogo,
e os seus carros so como um turbilho!
Transformar em fria a sua ira
e em labaredas de fogo, a sua repreenso.
16 Pois com fogo e com a espada
o Senhor executar julgamento
sobre todos os homens,
e muitos sero os mortos pela mo do Senhor .
17 "Os que se consagram para entrar nos jardins indo atrs do
sacerdote [a] que est no meio, comem [b] carne de porco,
ratos e outras coisas repugnantes, todos eles perecero", declara o
Senhor .
18 "E, por causa dos seus atos e das suas conspiraes, virei ajuntar
todas as naes e lnguas, e elas viro e vero a minha glria.
19 "Estabelecerei um sinal entre elas, e enviarei alguns dos
sobreviventes s naes: a Trsis, aos lbios [c] e aos ldios,
famosos flecheiros, a Tubal,  Grcia, e s ilhas distantes, que no
ouviram falar de mim e no viram a minha glria. Eles proclamaro a
minha glria entre as naes.
20 Tambm dentre todas as naes traro
os irmos de vocs ao meu santo monte, em Jerusalm, como oferta ao
Senhor . Viro a cavalo, em carros e carroas, e montados em mulas e
camelos", diz o Senhor .
"Faro como fazem os israelitas quando apresentam as suas ofertas de
cereal, trazendo-as em vasos cerimonialmente puros;
21 tambm
escolherei alguns deles para serem sacerdotes e levitas", diz o Senhor.
22 "Assim como os novos cus e a nova terra que vou criar sero
duradouros diante de mim", declara o Senhor , "assim sero
duradouros os descendentes de vocs e o seu nome.
23 De uma lua nova a
outra e de um sbado a outro, toda a humanidade vir e se inclinar
diante de mim", diz o Senhor .
24 "Sairo e vero os cadveres dos
que se rebelaram contra mim; o verme destes no morrer, e o seu fogo
no se apagar, e causaro repugnncia a toda a humanidade."
Notas de rodap:
[a] 66.17 Ou da deusa
[b] 66.17 Ou jardins atrs de um de seus templos, e aqueles que comem
[c] 66.19 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz a Pul.
______________________________________________________________________________

JEREMIAS-CAPITULO-1
1 As palavras de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes de
Anatote, no territrio de Benjamim.
2 A palavra do Senhor veio a ele no
dcimo terceiro ano do reinado de Josias, filho de Amom, rei de Jud,
3 e durante o reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud, at o
quinto ms do dcimo primeiro ano de Zedequias, filho de Josias, rei de
Jud, quando os habitantes de Jerusalm foram levados para o exlio.
O Chamado de Jeremias
4 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
5 "Antes de form-lo no ventre
eu o escolhi [a] ;
antes de voc nascer, eu o separei
e o designei profeta s naes".
6 Mas eu disse: Ah, Soberano Senhor ! Eu no sei falar, pois ainda sou
muito jovem.
7 O Senhor , porm, me disse: "No diga que  muito jovem. A todos a
quem eu o enviar, voc ir e dir tudo o que eu lhe ordenar.
8 No
tenha medo deles, pois eu estou com voc para proteg-lo", diz o
Senhor .
9 O Senhor estendeu a mo, tocou a minha boca e disse-me: "Agora
ponho em sua boca as minhas palavras.
10 Veja! Eu hoje dou a voc
autoridade sobre naes e reinos, para arrancar, despedaar, arruinar e
destruir; para edificar e plantar".
11 E a palavra do Senhor veio a mim: "O que voc v, Jeremias?"
Vejo o ramo de uma amendoeira, respondi.
12 O Senhor me disse: "Voc viu bem, pois estou vigiando [b]
para que a minha palavra se cumpra".
13 A palavra do Senhor veio a mim pela segunda vez, dizendo: "O que
voc v?"
E eu respondi: Vejo uma panela fervendo; ela est inclinada do norte
para c.
14 O Senhor me disse: "Do norte se derramar a desgraa sobre todos
os habitantes desta terra.
15 Estou convocando todos os povos dos
reinos do norte", diz o Senhor .
"Cada um vir e colocar o seu trono
diante das portas de Jerusalm,
viro contra todas as muralhas
que a cercam
e contra todas as cidades de Jud.
16 Pronunciarei a minha sentena
contra o meu povo
por todas as suas maldades;
porque me abandonaram,
queimaram incenso a outros deuses,
e adoraram deuses
que as suas mos fizeram.
17 "E voc, prepare-se! V dizer-lhes tudo o que eu ordenar. No
fique aterrorizado por causa deles, seno eu o aterrorizarei diante
deles.
18 E hoje eu fao de voc uma cidade fortificada, uma coluna de
ferro e um muro de bronze, contra toda a terra: contra os reis de Jud,
seus oficiais, seus sacerdotes e o povo da terra.
19 Eles lutaro
contra voc, mas no o vencero, pois eu estou com voc e o
protegerei", diz o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 1.5 Ou conheci
[b] 1.12 A palavra vigiando assemelha-se  palavra amendoeira no
hebraico.

JEREMIAS-CAPITULO-2
A Infidelidade de Israel
1 A palavra do Senhor veio a mim:
2 "V proclamar aos ouvidos de
Jerusalm:
"Eu me lembro de sua fidelidade
quando voc era jovem:
como noiva, voc me amava
e me seguia pelo deserto,
por uma terra no semeada.
3 Israel, meu povo, era santo para o Senhor ,
os primeiros frutos de sua colheita;
todos os que o devoravam
eram considerados culpados,
e a desgraa os alcanava",
declara o Senhor .
4 Oua a palavra do Senhor ,
 comunidade de Jac,
todos os cls da comunidade de Israel.
5 Assim diz o Senhor :
"Que falta os seus antepassados
encontraram em mim,
para que me deixassem
e se afastassem de mim?
Eles seguiram dolos sem valor,
tornando-se eles prprios sem valor.
6 Eles no perguntaram:
``Onde est o Senhor ,
que nos trouxe do Egito
e nos conduziu pelo deserto,
por uma terra rida e cheia de covas,
terra de seca e de trevas [a] ,
terra pela qual ningum passa
e onde ningum vive?''
7 Eu trouxe vocs a uma terra frtil,
para que comessem
dos seus frutos
e dos seus bons produtos.
Entretanto, vocs contaminaram
a minha terra;
tornaram a minha herana repugnante.
8 Os sacerdotes no perguntavam pelo Senhor ;
os intrpretes da lei no me conheciam,
e os lderes do povo
se rebelaram contra mim.
Os profetas profetizavam
em nome de Baal,
seguindo deuses inteis.
9 "Por isso, eu ainda fao denncias
contra vocs", diz o Senhor ,
"e farei denncias
contra os seus descendentes.
10 Atravessem o mar
at o litoral de Chipre [b] e vejam;
mandem observadores a Quedar [c]
e reparem de perto;
e vejam se alguma vez
aconteceu algo assim:
11 alguma nao j trocou
os seus deuses?
E eles nem sequer so deuses!
Mas o meu povo trocou a sua [d] Glria
por deuses inteis.
12 Espantem-se diante disso,  cus!
Fiquem horrorizados e abismados",
diz o Senhor .
13 "O meu povo cometeu dois crimes:
eles me abandonaram,
a mim, a fonte de gua viva;
e cavaram as suas prprias cisternas,
cisternas rachadas
que no retm gua.
14 Acaso Israel, meu povo,  escravo,
escravo de nascimento?
Por que foi ento que se tornou presa
15 de lees que rugem e urram contra ele?
Arrasaram a sua terra,
queimaram as suas cidades
e as deixaram desabitadas.
16 At mesmo os homens
de Mnfis e de Tafnes
raparam [e] o seu crnio.
17 No foi voc mesmo o responsvel
pelo que lhe aconteceu,
ao abandonar o Senhor , o seu Deus? [f]
18 Agora, por que voc vai ao Egito
beber gua do Nilo [g] ?
E por que vai  Assria
beber gua do Eufrates?
19 O seu crime a castigar
e a sua rebelio a repreender.
Compreenda e veja
como  mau e amargo
abandonar o Senhor , o seu Deus,
e no ter temor de mim",
diz o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos.
20 "H muito tempo
eu quebrei o seu jugo
e despedacei as correias que a prendiam.
Mas voc disse: ``Eu no servirei!''
Ao contrrio, em todo monte elevado
e debaixo de toda rvore verdejante,
voc se deitava como uma prostituta.
21 Eu a plantei como uma videira seleta,
de semente absolutamente pura.
Como, ento, contra mim
voc se tornou uma videira
degenerada e selvagem?
22 Mesmo que voc se lave com soda
e com muito sabo,
a mancha da sua iniqidade
permanecer diante de mim",
diz o Soberano Senhor .
23 "Como voc pode dizer
que no se contaminou
e que no correu atrs dos baalins?
Reveja o seu procedimento no vale
e considere o que voc tem feito.
Voc  como uma camela
jovem e arisca
que corre para todos os lados;
24 como uma jumenta selvagem
habituada ao deserto,
farejando o vento em seu desejo.
Quem  capaz de control-la
quando est no cio?
Os machos que a procuram
no precisam se cansar,
porque logo encontraro
a que est no ms do cio.
25 No deixe que os seus ps se esfolem
nem que a sua garganta fique seca.
Mas voc disse: ``No adianta!
Eu amo os deuses estrangeiros,
e continuarei a ir atrs deles''.
26 "Assim como o ladro
fica envergonhado
quando  apanhado em flagrante,
tambm a comunidade de Israel
ficar envergonhada:
seus reis e oficiais,
seus sacerdotes e profetas.
27 Pois dizem  madeira:
``Voc  meu pai''
e  pedra: ``Voc me deu  luz''.
Voltaram para mim as costas
e no o rosto,
mas na hora da adversidade dizem:
``Vem salvar-nos!''
28 E onde esto os deuses
que voc fabricou para si?
Que eles venham,
se puderem salv-la
na hora da adversidade!
Porque os seus deuses
so to numerosos
como as suas cidades,  Jud!
29 "Por que vocs fazem
denncias contra mim?
Todos vocs se rebelaram contra mim",
declara o Senhor .
30 "De nada adiantou castigar o seu povo,
eles no aceitaram a correo.
A sua espada tem destrudo
os seus profetas
como um leo devorador.
31 "Vocs, desta gerao,
considerem a palavra do Senhor :
"Tenho sido um deserto para Israel?
Uma terra de grandes trevas?
Por que o meu povo diz:
``Ns assumimos o controle!
No mais viremos a ti''?
32 Ser que uma jovem
se esquece das suas jias,
ou uma noiva, de seus enfeites nupciais?
Contudo, o meu povo
esqueceu-se de mim
por dias sem fim.
33 Com quanta habilidade
voc busca o amor!
Mesmo as mulheres da pior espcie
aprenderam com o seu procedimento.
34 Nas suas roupas encontrou-se
o sangue de pobres inocentes,
que no foram flagrados
arrombando casas.
Contudo, apesar de tudo isso,
35 voc diz: ``Sou inocente;
ele no est irado comigo''.
Mas eu passarei sentena contra voc
porque voc disse que no pecou.
36 Por que voc no leva a srio
a sua mudana de rumo?
Voc ficar decepcionada com o Egito,
como ficou com a Assria.
37 Voc tambm deixar aquele lugar
com as mos na cabea,
pois o Senhor rejeitou
aqueles em quem voc confia;
voc no receber a ajuda deles.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Ou e da sombra da morte
[b] 2.10 Hebraico: as ilhas de Quitim.
[c] 2.10 Terra natal de tribos bedunas do deserto siro-rabe.
[d] 2.11 Uma antiga tradio de escribas hebreus diz minha.
[e] 2.16 Ou racharam
[f] 2.17 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico acrescenta quando
ele a conduziu pelo caminho?
[g] 2.18 Hebraico: Sior , um brao do Nilo.

JEREMIAS-CAPITULO-3
1 "Se um homem se divorciar
de sua mulher,
e depois da separao
ela casar-se com outro homem,
poder o primeiro marido
voltar para ela?
No seria a terra
totalmente contaminada?
Mas voc tem se prostitudo
com muitos amantes
e, agora,
quer voltar para mim?",
pergunta o Senhor .
2 "Olhe para o campo e veja:
H algum lugar
onde voc no foi desonrada?
 beira do caminho voc se assentou
 espera de amantes,
assentou-se como um nmade [a]
no deserto.
Voc contaminou a terra
com sua prostituio e impiedade.
3 Por isso as chuvas foram retidas,
e no veio chuva na primavera.
Mas voc,
apresentando-se declaradamente
como prostituta,
recusa-se a corar de vergonha.
4 Voc no acabou de me chamar:
``Meu pai, amigo da minha juventude,
5 ficars irado para sempre?
Teu ressentimento permanecer
at o fim?''
 assim que voc fala,
mas faz todo o mal que pode".
A Infidelidade de Israel
6 Durante o reinado do rei Josias, o Senhor me disse: "Voc viu o que
fez Israel, a infiel? Subiu todo monte elevado e foi para debaixo de
toda rvore verdejante para prostituir-se.
7 Depois de ter feito tudo
isso, pensei que ela voltaria para mim, mas no voltou. E a sua irm
traidora, Jud, viu essas coisas.
8 Viu [b] tambm que dei 
infiel Israel uma certido de divrcio e a mandei embora, por causa de
todos os seus adultrios. Entretanto, a sua irm Jud, a traidora,
tambm se prostituiu, sem temor algum.
9 E por ter feito pouco caso da
imoralidade, Jud contaminou a terra, cometendo adultrio com dolos de
pedra e madeira.
10 Apesar de tudo isso, sua irm Jud, a traidora, no
voltou para mim de todo o corao, mas sim com fingimento", declara o
Senhor .
11 O Senhor me disse: "Israel, a infiel,  melhor do que Jud, a
traidora.
12 V e proclame esta mensagem para os lados do norte:
"Volte,  infiel Israel",
declara o Senhor ,
"No mais franzirei a testa
cheio de ira contra voc,
pois eu sou fiel", declara o Senhor ,
"No ficarei irado para sempre.
13 Mas reconhea o seu pecado:
voc se rebelou contra
o Senhor , o seu Deus,
e ofereceu os seus favores
a deuses estranhos,
debaixo de toda rvore verdejante,
e no me obedeceu",
declara o Senhor .
14 "Voltem, filhos rebeldes! Pois eu sou o Senhor [c] de
vocs", declara o Senhor . "Tomarei vocs, um de cada cidade e dois
de cada cl, e os trarei de volta a Sio.
15 Ento eu lhes darei
governantes conforme a minha vontade, que os dirigiro com sabedoria e
com entendimento.
16 Quando vocs aumentarem e se multiplicarem na sua
terra naqueles dias", declara o Senhor , "no diro mais: ``A arca
da aliana do Senhor''. No pensaro mais nisso nem se lembraro dela;
no sentiro sua falta nem se far outra arca.
17 Naquela poca,
chamaro Jerusalm ``O Trono do Senhor '', e todas as naes se
reuniro para honrar o nome do Senhor em Jerusalm. No mais vivero
segundo a obstinao de seus coraes para fazer o mal.
18 Naqueles
dias a comunidade de Jud caminhar com a comunidade de Israel, e juntas
voltaro do norte para a terra que dei como herana aos seus
antepassados.
19 "Eu mesmo disse:
Com que alegria eu a trataria
como se tratam filhos
e lhe daria uma terra aprazvel,
a mais bela herana entre as naes!
Pensei que voc me chamaria de ``Pai''
e que no deixaria de seguir-me.
20 Mas, como a mulher
que trai o marido,
assim voc tem sido infiel comigo,
 comunidade de Israel",
declara o Senhor .
21 Ouve-se um choro no campo,
o pranto de splica dos israelitas,
porque perverteram os seus caminhos
e esqueceram o Senhor , o seu Deus.
22 "Voltem, filhos rebeldes!
Eu os curarei da sua rebeldia".
"Sim!", o povo responde.
"Ns viremos a ti,
pois tu s o Senhor , o nosso Deus.
23 De fato, a agitao idlatra nas colinas
e o murmrio nos montes  um engano.
No Senhor , no nosso Deus,
est a salvao de Israel.
24 Desde a nossa juventude,
Baal, o deus da vergonha,
tem consumido o fruto do trabalho
dos nossos antepassados:
as ovelhas, os bois,
os seus filhos e as suas filhas.
25 Seja a vergonha a nossa cama
e a desonra, o nosso cobertor.
Pecamos contra o Senhor ,
o nosso Deus,
tanto ns como os nossos antepassados,
desde a nossa juventude
at o dia de hoje;
e no temos obedecido
ao Senhor , ao nosso Deus."
Notas de rodap:
[a] 3.2 Ou rabe
[b] 3.8 Conforme um manuscrito do Texto Massortico, a Septuaginta e a
Verso Siraca. O Texto Massortico diz Eu vi.
[c] 3.14 Ou marido

JEREMIAS-CAPITULO-4
1 "Se voc voltar,  Israel,
volte para mim", diz o Senhor .
"Se voc afastar
para longe de minha vista
os seus dolos detestveis,
e no se desviar,
2 se voc jurar pelo nome do Senhor
com fidelidade, justia e retido,
ento as naes sero
por ele abenoadas
e nele se gloriaro."
3 Assim diz o Senhor
ao povo de Jud e de Jerusalm:
"Lavrem seus campos no arados
e no semeiem entre espinhos.
4 Purifiquem-se para o Senhor ,
sejam fiis  aliana [a] ,
homens de Jud
e habitantes de Jerusalm!
Se no fizerem isso,
a minha ira se acender
e queimar como fogo,
por causa do mal que vocs fizeram;
queimar
e ningum conseguir apag-la.
A Invaso que Vem do Norte
5 "Anunciem em Jud! Proclamem em Jerusalm:
Toquem a trombeta por toda esta terra!
Gritem bem alto e digam: Renam-se!
Fujamos para as cidades fortificadas!
6 Ergam o sinal indicando Sio.
Fujam sem demora em busca de abrigo!
Porque do norte eu estou
trazendo desgraa,
uma grande destruio".
7 Um leo saiu da sua toca,
um destruidor de naes
se ps a caminho.
Ele saiu de onde vive
para arrasar a sua terra.
Suas cidades ficaro em runas
e sem habitantes.
8 Por isso, ponham vestes de lamento,
chorem e gritem,
pois o fogo da ira do Senhor
no se desviou de ns.
9 "Naquele dia", diz o Senhor ,
"o rei e os seus oficiais
perdero a coragem,
os sacerdotes ficaro horrorizados
e os profetas, perplexos."
10 Ento eu disse: Ah, Soberano Senhor , como enganaste completamente
este povo e a Jerusalm dizendo: "Vocs tero paz", quando a espada
est em nossa garganta.
11 Naquela poca ser dito a este povo e a Jerusalm: "Um vento
escaldante, que vem das dunas do deserto, sopra na direo da minha
filha, do meu povo, mas no para peneirar nem para limpar.
12  um
vento forte demais, que vem da minha parte [b] . Agora eu
pronunciarei as minhas sentenas contra eles".
13 Vejam! Ele avana como as nuvens;
os seus carros de guerra
so como um furaco
e os seus cavalos so mais velozes
do que as guias.
Ai de ns! Estamos perdidos!
14  Jerusalm, lave o mal
do seu corao
para que voc seja salva.
At quando voc vai acolher
projetos malignos no ntimo?
15 Ouve-se uma voz proclamando
desde D,
desde os montes de Efraim
se anuncia calamidade.
16 "Relatem isto a esta nao [c]
e proclamem contra Jerusalm:
Um exrcito inimigo [d] est vindo
de uma terra distante,
dando seu grito de guerra
contra as cidades de Jud.
17 Eles a cercam como homens
que guardam um campo,
pois ela se rebelou contra mim",
declara o Senhor .
18 "A sua prpria conduta e as suas aes
trouxeram isso sobre voc.
Como  amargo esse seu castigo!
Ele atinge at o seu corao!"
19 Ah, minha angstia, minha angstia!
Eu me contoro de dor.
 paredes do meu corao!
O meu corao dispara dentro de mim;
no posso ficar calado.
Ouvi o som da trombeta,
ouvi o grito de guerra.
20 Um desastre depois do outro;
toda a minha terra foi devastada.
Num instante as minhas tendas
foram destrudas,
e os meus abrigos, num momento.
21 At quando verei o sinal levantado
e ouvirei o som da trombeta?
22 "O meu povo  tolo,
eles no me conhecem".
"So crianas insensatas
que nada compreendem.
So hbeis para praticar o mal,
mas no sabem fazer o bem."
23 Olhei para a terra,
e ela era sem forma [e] e vazia;
para os cus,
e a sua luz tinha desaparecido.
24 Olhei para os montes
e eles tremiam;
todas as colinas oscilavam.
25 Olhei, e no havia mais gente;
todas as aves do cu
tinham fugido em revoada.
26 Olhei, e a terra frtil era um deserto;
todas as suas cidades estavam em runas
por causa do Senhor ,
por causa do fogo da sua ira.
27 Assim diz o Senhor :
"Toda esta terra ficar devastada,
embora eu no v destru-la completamente.
28 Por causa disso, a terra ficar de luto
e o cu, em cima, se escurecer;
porque eu falei, e no me arrependi,
decidi, e no voltarei atrs".
29 Quando se ouvem os cavaleiros
e os flecheiros,
todos os habitantes da cidade fogem.
Alguns vo para o meio dos arbustos;
outros escalam as rochas.
Todas as cidades so abandonadas,
e ficam sem habitantes.
30 O que voc est fazendo,
 cidade devastada?
Por que se veste de vermelho
e se enfeita com jias de ouro?
Por que voc pinta os olhos?
Voc se embeleza em vo,
pois os seus amantes a desprezam
e querem tirar-lhe a vida.
31 Ouvi um grito, como de mulher
em trabalho de parto,
como a agonia de uma mulher
ao dar  luz o primeiro filho.
 o grito da cidade [f] de Sio,
que est ofegante
e estende as mos, dizendo:
"Ai de mim! Estou desfalecendo.
Minha vida est nas mos
de assassinos!"
Notas de rodap:
[a] 4.4 Hebraico: circuncidem os seus coraes.
[b] 4.12 Ou vem ao meu comando
[c] 4.16 Ou Tragam essas coisas  lembrana das naes; ou ainda
Anunciem isso s naes
[d] 4.16 Ou Um exrcito sitiador
[e] 4.23 Ou estava assolada
[f] 4.31 Hebraico: filha .

JEREMIAS-CAPITULO-5
Ningum  Justo
1 "Percorram as ruas de Jerusalm,
olhem e observem.
"Procurem em suas praas
para ver se podem encontrar
algum que aja com honestidade
e que busque a verdade.
Ento eu perdoarei a cidade.
2 Embora digam:
``Juro pelo nome do Senhor '',
ainda assim esto jurando falsamente."
3 Senhor , no  fidelidade
que os teus olhos procuram?
Tu os feriste, mas eles nada sentiram;
tu os deixaste esgotados,
mas eles recusaram a correo.
Endureceram o rosto
mais que a rocha,
e recusaram arrepender-se.
4 Pensei: Eles so apenas
pobres e ignorantes,
no conhecem o caminho do Senhor ,
as exigncias do seu Deus.
5 Irei aos nobres e falarei com eles,
pois, sem dvida, eles conhecem
o caminho do Senhor ,
as exigncias do seu Deus.
Mas todos eles tambm
quebraram o jugo
e romperam as amarras.
6 Por isso, um leo da floresta os atacar,
um lobo da estepe os arrasar,
um leopardo ficar  espreita,
nos arredores das suas cidades,
para despedaar qualquer pessoa
que delas sair.
Porque a rebeldia deles  grande
e muitos so os seus desvios.
7 "Por que deveria eu perdoar-lhe isso?"
"Seus filhos me abandonaram
e juraram por aqueles
que no so deuses.
Embora eu tenha suprido
as suas necessidades,
eles cometeram adultrio
e freqentaram as casas de prostituio.
8 Eles so garanhes
bem-alimentados e excitados,
cada um relinchando
para a mulher do prximo.
9 No devo eu castig-los por isso?",
pergunta o Senhor .
"No devo eu vingar-me
de uma nao como esta?
10 "Vo por entre as suas vinhas
e destruam-nas,
mas no acabem totalmente com elas.
Cortem os seus ramos,
pois eles no pertencem ao Senhor .
11 Porque a comunidade de Israel
e a comunidade de Jud tm me trado",
declara o Senhor .
12 Mentiram acerca do Senhor ,
dizendo: "Ele no vai fazer nada!
Nenhum mal nos acontecer;
jamais veremos espada ou fome.
13 Os profetas no passam de vento,
e a palavra no est neles;
por isso acontea com eles
o que dizem".
14 Portanto, assim diz
o Senhor dos Exrcitos:
"Porque falaram essas palavras,
farei com que as minhas palavras
em sua boca sejam fogo,
e este povo seja a lenha
que o fogo consome.
15  comunidade de Israel",
declara o Senhor ,
"estou trazendo de longe uma nao
para atac-la:
uma nao muito antiga e invencvel,
uma nao cuja lngua
voc no conhece
e cuja fala voc no entende.
16 Sua aljava  como um tmulo aberto;
toda ela  composta de guerreiros.
17 Devoraro as suas colheitas
e os seus alimentos;
devoraro os seus filhos e as suas filhas;
devoraro as suas ovelhas e os seus bois;
devoraro as suas videiras
e as suas figueiras.
Destruiro ao fio da espada
as cidades fortificadas
nas quais vocs confiam.
18 "Contudo, mesmo naqueles dias no os destruirei completamente",
declara o Senhor .
19 "E, quando perguntarem: ``Por que o Senhor , o
nosso Deus, fez isso conosco?'', voc lhes dir: Assim como vocs me
abandonaram e serviram deuses estrangeiros em sua prpria terra, tambm
agora vocs serviro estrangeiros numa terra que no  de vocs.
20 "Anunciem isto  comunidade de Jac
e proclamem-no em Jud:
21 Ouam isto, vocs,
povo tolo e insensato,
que tm olhos, mas no vem,
tm ouvidos, mas no ouvem:
22 Acaso vocs no me temem?",
pergunta o Senhor .
"No tremem diante da minha presena?
Porque fui eu que fiz da areia
um limite para o mar,
um decreto eterno que ele
no pode ultrapassar.
As ondas podem quebrar,
mas no podem prevalecer,
podem bramir,
mas no podem ultrapass-lo.
23 Mas este povo tem corao
obstinado e rebelde;
eles se afastaram e foram embora.
24 No dizem no seu ntimo:
``Temamos o Senhor , o nosso Deus:
aquele que d as chuvas do outono
e da primavera no tempo certo,
e nos assegura
as semanas certas da colheita''.
25 Porm os pecados de vocs
tm afastado essas coisas;
as faltas de vocs
os tm privado desses bens.
26 "H mpios no meio do meu povo:
homens que ficam  espreita
como num esconderijo
de caadores de pssaros;
preparam armadilhas
para capturar gente.
27 Suas casas esto cheias de engano,
como gaiolas cheias de pssaros.
E assim eles se tornaram
poderosos e ricos,
28 esto gordos e bem alimentados.
No h limites para as suas obras ms.
No se empenham pela causa do rfo,
nem defendem os direitos do pobre.
29 No devo eu castig-los?",
pergunta o Senhor .
"No devo eu vingar-me
de uma nao como essa?
30 "Uma coisa espantosa e horrvel
acontece nesta terra:
31 Os profetas profetizam mentiras,
os sacerdotes governam
por sua prpria autoridade,
e o meu povo gosta dessas coisas.
Mas o que vocs faro
quando tudo isso chegar ao fim?

JEREMIAS-CAPITULO-6
Jerusalm Sitiada
1 "Fuja para um lugar seguro,
povo de Benjamim!
Fuja de Jerusalm!
Toquem a trombeta em Tecoa!
Ponham sinal em Bete-Haquerm!
Porque j se v a desgraa
que vem do norte,
uma terrvel destruio!
2 Destruirei a cidade [a] de Sio;
voc  como uma bela pastagem, [b]
3 para onde os pastores vm
com os seus rebanhos;
armam as suas tendas ao redor dela
e apascentam, cada um no seu lugar.
4 "Preparem-se para enfrent-la
na batalha!
Vamos, ataquemos ao meio-dia!
Ai de ns! O dia declina
e as sombras da tarde j se estendem.
5 Vamos, ataquemos de noite!
Destruamos as suas fortalezas!"
6 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"Derrubem as rvores
e construam rampas de cerco
contra Jerusalm.
 cidade da falsidade! [c]
Ela est cheia de opresso.
7 Assim como um poo produz gua,
tambm ela produz sua maldade.
Violncia! Destruio!
 o que se ouve dentro dela;
doenas e feridas esto sempre
diante de mim.
8 Oua a minha advertncia,  Jerusalm!
Do contrrio eu me afastarei
inteiramente de voc
e farei de voc uma desolao,
uma terra desabitada".
9 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"Rebusque-se o remanescente de Israel
to completamente
como se faz com uma videira,
como faz quem colhe uvas:
e voc, repasse os ramos cacho por cacho".
10 A quem posso eu falar ou advertir?
Quem me escutar?
Os ouvidos deles so obstinados [d] ,
e eles no podem ouvir.
A palavra do Senhor  para eles desprezvel,
no encontram nela motivo de prazer.
11 Mas a ira do Senhor
dentro de mim transborda,
j no posso ret-la.
"Derrama-a sobre as crianas na rua
e sobre os jovens reunidos em grupos;
pois eles tambm sero pegos
com os maridos e as mulheres,
os velhos e os de idade bem avanada.
12 As casas deles
sero entregues a outros,
com os seus campos
e as suas mulheres,
quando eu estender a minha mo
contra os que vivem nesta terra",
declara o Senhor .
13 "Desde o menor at o maior,
todos so gananciosos;
profetas e sacerdotes igualmente,
todos praticam o engano.
14 Eles tratam da ferida do meu povo
como se no fosse grave.
``Paz, paz'', dizem,
quando no h paz alguma.
15 Ficaro eles envergonhados
da sua conduta detestvel?
No, eles no sentem vergonha alguma,
nem mesmo sabem corar.
Portanto, cairo entre os que caem;
sero humilhados
quando eu os castigar",
declara o Senhor .
16 Assim diz o Senhor :
"Ponham-se nas encruzilhadas e olhem;
perguntem pelos caminhos antigos,
perguntem pelo bom caminho.
Sigam-no e acharo descanso.
Mas vocs disseram:
``No seguiremos!''
17 Coloquei sentinelas entre vocs e disse:
Prestem ateno ao som da trombeta!
Mas vocs disseram:
``No daremos ateno''.
18 Vejam,  naes;
observe,  assemblia,
o que acontecer a eles.
19 Oua,  terra:
Trarei desgraa sobre este povo,
o fruto das suas maquinaes,
porque no deram ateno
s minhas palavras
e rejeitaram a minha lei.
20 De que me serve o incenso
trazido de Sab,
ou o clamo aromtico
de uma terra distante?
Os seus holocaustos [e] no so aceitveis
nem me agradam as suas ofertas".
21 Assim diz o Senhor :
"Estou colocando obstculos
diante deste povo.
Pais e filhos tropearo neles;
vizinhos e amigos perecero".
21 Assim diz o Senhor :
"Veja! Um exrcito vem do norte;
uma grande nao
est sendo mobilizada
desde os confins da terra.
23 Eles empunham o arco e a lana;
so cruis e no tm misericrdia,
e o barulho que fazem  como
o bramido do mar.
Vm montando os seus cavalos
em formao de batalha,
para atac-la,  cidade de Sio".
24 Ouvimos os relatos sobre eles,
e as nossas mos amoleceram.
A angstia tomou conta de ns,
dores como as da mulher
que est dando  luz.
25 No saiam aos campos
nem andem pelas estradas,
pois o inimigo traz a espada,
e h terror por todos os lados.
26  minha filha, meu povo,
ponha vestes de lamento
e revolva-se em cinza.
Lamente-se com choro amargurado,
como quem chora por um filho nico,
pois subitamente o destruidor
vir sobre ns.
27 "Eu o designei para
examinador de metais,
provador do meu povo,
para que voc examine
e ponha  prova a conduta deles.
28 Todos eles so rebeldes obstinados,
e propagadores de calnias.
Esto endurecidos
como o bronze e o ferro.
Todos eles so corruptos.
29 O fole sopra com fora
para separar o chumbo com o fogo,
mas o refino prossegue em vo;
os mpios no so expurgados.
30 So chamados prata rejeitada,
porque o Senhor os rejeitou."
Notas de rodap:
[a] 6.2 Hebraico: filha ; tambm no versculo 23.
[b] 6.2 Ou Sio, to bela e formosa,
[c] 6.6 Tradicionalmente traduzida por Esta  a cidade que deve ser
castigada.
[d] 6.10 Hebraico: incircuncisos .
[e] 6.20 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em 7.21 e
22.

JEREMIAS-CAPITULO-7
A Inutilidade da Falsa Religio
1 Esta  a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor :
2 "Fique
junto  porta do templo do Senhor e proclame esta mensagem:
"Ouam a palavra do Senhor , todos vocs de Jud que atravessam estas
portas para adorar o Senhor .
3 Assim diz o Senhor dos Exrcitos, o
Deus de Israel: Corrijam a sua conduta e as suas aes, eu os farei
habitar neste lugar.
4 No confiem nas palavras enganosas dos que
dizem: ``Este  o templo do Senhor , o templo do Senhor , o templo do
Senhor !''
5 Mas se vocs realmente corrigirem a sua conduta e as suas
aes, e se, de fato, tratarem uns aos outros com justia,
6 se no
oprimirem o estrangeiro, o rfo e a viva e no derramarem sangue
inocente neste lugar, e se vocs no seguirem outros deuses para a sua
prpria runa,
7 ento eu os farei habitar neste lugar, na terra que
dei aos seus antepassados desde a antigidade e para sempre.
8 Mas
vejam! Vocs confiam em palavras enganosas e inteis.
9 "Vocs pensam que podem roubar e matar, cometer adultrio e jurar
falsamente [a] , queimar incenso a Baal e seguir outros deuses
que vocs no conheceram,
10 e depois vir e permanecer perante mim
neste templo, que leva o meu nome, e dizer: ``Estamos seguros!'',
seguros para continuar com todas essas prticas repugnantes?
11 Este
templo, que leva o meu nome, tornou-se para vocs um covil de ladres?
Cuidado! Eu mesmo estou vendo isso", declara o Senhor .
12 "Portanto, vo agora a Sil, o meu lugar de adorao, onde
primeiro fiz uma habitao em honra ao meu nome, e vejam o que eu lhe
fiz por causa da impiedade de Israel, o meu povo.
13 Mas agora, visto
que vocs fizeram todas essas coisas", diz o Senhor , "apesar de eu
lhes ter falado repetidas vezes, e vocs no me terem dado ateno, e de
eu t-los chamado, e vocs no me terem respondido,
14 eu farei a este
templo que leva o meu nome, no qual vocs confiam, o lugar de adorao
que dei a vocs e aos seus antepassados, o mesmo que fiz a Sil.
15 Expulsarei vocs da minha presena, como fiz com todos os seus
compatriotas, o povo de Efraim.
16 "E voc, Jeremias, no ore por este povo nem faa splicas ou
pedidos em favor dele, nem interceda por ele junto a mim, pois eu no o
ouvirei.
17 No v o que esto fazendo nas cidades de Jud e nas ruas
de Jerusalm?
18 Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem o fogo, e
as mulheres preparam a massa e fazem bolos para a Rainha dos Cus. Alm
disso, derramam ofertas a outros deuses para provocarem a minha ira.
19 Mas ser que  a mim que eles esto provocando?", pergunta o Senhor .
"No  a si mesmos, para a sua prpria vergonha?"
20 Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor : "A minha ardente ira
ser derramada sobre este lugar, sobre os homens, os animais, e as
rvores do campo, como tambm sobre o produto do solo; ela arder como
fogo, e no poder ser extinta".
21 Assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel: "Juntem os
seus holocaustos aos outros sacrifcios e comam a carne vocs mesmos!
22 Quando tirei do Egito os seus antepassados, nada lhes falei nem lhes
ordenei quanto a holocaustos e sacrifcios.
23 Dei-lhes, entretanto,
esta ordem: Obedeam-me, e eu serei o seu Deus e vocs sero o meu povo.
Vocs andaro em todo o caminho que eu lhes ordenar, para que tudo lhes
v bem.
24 Mas eles no me ouviram nem me deram ateno. Antes,
seguiram o raciocnio rebelde dos seus coraes maus. Andaram para trs
e no para a frente.
25 Desde a poca em que os seus antepassados
saram do Egito at o dia de hoje, eu lhes enviei os meus servos, os
profetas, dia aps dia.
26 Mas eles no me ouviram nem me deram
ateno. Antes, tornaram-se obstinados e foram piores do que os seus
antepassados.
27 "Quando voc lhes disser tudo isso, eles no o escutaro; quando
voc os chamar, no respondero.
28 Portanto, diga a eles: Esta  uma
nao que no obedeceu ao Senhor , ao seu Deus, nem aceitou a correo.
A verdade foi destruda e desapareceu dos seus lbios.
29 Cortem os
seus cabelos consagrados e joguem-nos fora. Lamentem-se sobre os montes
estreis, pois o Senhor rejeitou e abandonou esta gerao que provocou a
sua ira.
O Vale da Matana
30 "Os de Jud fizeram o que eu reprovo", declara o Senhor .
"Profanaram o templo que leva o meu nome, colocando nele as imagens
dos seus dolos.
31 Construram o alto de Tofete no vale de Ben-Hinom,
para queimarem em sacrifcio os seus filhos e as suas filhas, coisa que
nunca ordenei e que jamais me veio  mente.
32 Por isso, certamente vm
os dias", declara o Senhor , "em que no mais chamaro este lugar
Tofete ou vale de Ben-Hinom, mas vale da Matana, pois ali enterraro
cadveres at que no haja mais lugar.
33 Ento os cadveres deste povo
serviro de comida para as aves e para os animais, e no haver quem os
afugente.
34 Darei fim s vozes de jbilo e de alegria, s vozes do
noivo e da noiva nas cidades de Jud e nas ruas de Jerusalm, pois esta
terra se tornar um deserto.
Notas de rodap:
[a] 7.9 Ou jurar por deuses falsos

JEREMIAS-CAPITULO-8
1 "Naquele tempo", declara o Senhor , "os ossos dos reis e dos
lderes de Jud, os ossos dos sacerdotes e dos profetas e os ossos do
povo de Jerusalm sero retirados dos seus tmulos.
2 Sero expostos ao
sol e  lua e a todos os astros do cu, que eles amaram, aos quais
prestaram culto e os quais seguiram, consultaram e adoraram. No sero
ajuntados nem enterrados, antes se tornaro esterco sobre o solo.
3 Todos os sobreviventes dessa nao m preferiro a morte  vida, em
todos os lugares para onde eu os expulsar", diz o Senhor dos
Exrcitos.
O Pecado do Povo e o seu Castigo
4 "Diga a eles: Assim diz o Senhor :
"Quando os homens caem,
no se levantam mais?
Quando algum se desvia do caminho,
no retorna a ele?
5 Por que ser, ento,
que este povo se desviou?
Por que Jerusalm persiste
em desviar-se?
Eles apegam-se ao engano
e recusam-se a voltar.
6 Eu ouvi com ateno,
mas eles no dizem o que  certo.
Ningum se arrepende de sua maldade
e diz: ``O que foi que eu fiz?''
Cada um se desvia
e segue seu prprio curso,
como um cavalo que se lana
com mpeto na batalha.
7 At a cegonha no cu
conhece as estaes
que lhe esto determinadas,
e a pomba, a andorinha e o tordo
observam a poca de sua migrao.
Mas o meu povo no conhece
as exigncias do Senhor .
8 "Como vocs podem dizer:
``Somos sbios,
pois temos a lei do Senhor '',
quando na verdade
a pena mentirosa dos escribas
a transformou em mentira?
9 Os sbios sero envergonhados;
ficaro amedrontados
e sero pegos na armadilha.
Visto que rejeitaram
a palavra do Senhor ,
que sabedoria  essa que eles tm?
10 Por isso, entregarei as suas mulheres
a outros homens,
e darei os seus campos
a outros proprietrios.
Desde o menor at o maior,
todos so gananciosos;
tanto os sacerdotes como os profetas,
todos praticam a falsidade.
11 Eles tratam da ferida do meu povo
como se ela no fosse grave.
``Paz, paz'', dizem,
quando no h paz alguma.
12 Ficaram eles envergonhados
de sua conduta detestvel?
No, eles no sentem vergonha,
nem mesmo sabem corar.
Portanto, cairo entre os que caem;
sero humilhados quando eu os castigar",
declara o Senhor .
13 "Eu quis recolher a colheita deles",
declara o Senhor .
"Mas no h uvas na videira
nem figos na figueira;
as folhas esto secas.
O que lhes dei ser tomado deles."
14 Por que estamos sentados aqui?
Renam-se!
Fujamos para as cidades fortificadas
e pereamos ali!
Pois o Senhor , o nosso Deus,
condenou-nos a perecer
e nos deu gua envenenada para beber,
porque temos pecado contra ele.
15 Espervamos a paz,
mas no veio bem algum;
espervamos um tempo de cura,
mas h somente terror.
16 O resfolegar dos seus cavalos
pode-se ouvir desde D;
ao relinchar dos seus garanhes
a terra toda treme.
Vieram para devorar esta terra
e tudo o que nela existe,
a cidade e todos os que nela habitam.
17 "Vejam, estou enviando contra vocs
serpentes venenosas,
que ningum consegue encantar;
elas mordero vocs, e no haver remdio",
diz o Senhor .
18 A tristeza tomou conta de mim;
o meu corao desfalece.
19 Oua o grito de socorro da minha filha,
do meu povo,
grito que se estende por toda esta terra:
"O Senhor no est em Sio?
No se acha mais ali o seu rei?"
"Por que eles me provocaram  ira
com os seus dolos,
com os seus inteis
deuses estrangeiros?"
20 Passou a poca da colheita,
acabou o vero,
e no estamos salvos.
21 Estou arrasado com a devastao
sofrida pelo meu povo.
Choro muito,
e o pavor se apodera de mim.
22 No h blsamo em Gileade?
No h mdico?
Por que ser, ento,
que no h sinal de cura
para a ferida do meu povo?

JEREMIAS-CAPITULO-9
1 Ah, se a minha cabea
fosse uma fonte de gua
e os meus olhos
um manancial de lgrimas!
Eu choraria noite e dia
pelos mortos do meu povo.
2 Ah, se houvesse um alojamento
para mim no deserto,
para que eu pudesse deixar o meu povo
e afastar-me dele.
So todos adlteros,
um bando de traidores!
3 "A lngua deles  como um arco
pronto para atirar.
 a falsidade, no a verdade,
que prevalece nesta terra. [a]
Eles vo de um crime a outro;
eles no me reconhecem",
declara o Senhor .
4 "Cuidado com os seus amigos,
no confie em seus parentes.
Porque cada parente  um enganador [b] ,
e cada amigo um caluniador.
5 Amigo engana amigo,
ningum fala a verdade.
Eles treinaram a lngua
para mentir;
e, sendo perversos,
eles se cansam demais
para se converterem. [c]
6 De opresso em opresso,
de engano em engano,
eles se recusam a reconhecer-me",
declara o Senhor .
7 Portanto, assim diz
o Senhor dos Exrcitos:
"Vejam, sou eu que vou refin-los
e prov-los.
Que mais posso eu fazer
pelo meu povo?
8 A lngua deles  uma flecha mortal;
eles falam traioeiramente.
Cada um mostra-se cordial
com o seu prximo,
mas no ntimo lhe prepara
uma armadilha.
9 Deixarei eu de castig-los?",
pergunta o Senhor .
"No me vingarei
de uma nao como essa?"
10 Chorarei, prantearei
e me lamentarei pelos montes
por causa das pastagens da estepe;
pois esto abandonadas
e ningum mais as percorre.
No se ouve o mugir do gado;
tanto as aves como os animais fugiram.
11 "Farei de Jerusalm
um amontoado de runas,
uma habitao de chacais.
Devastarei as cidades de Jud
at no restar nenhum morador."
12 Quem  bastante sbio para compreender isso? Quem foi instrudo pelo
Senhor , que possa explic-lo? Por que a terra est arruinada e
devastada como um deserto pelo qual ningum passa?
13 O Senhor disse: "Foi porque abandonaram a minha lei, que
estabeleci diante deles; no me obedeceram nem seguiram a minha lei.
14 Em vez disso, seguiram a dureza de seus prprios coraes, indo atrs
dos baalins, como os seus antepassados lhes ensinaram".
15 Por isso,
assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel: "Vejam! Farei este
povo comer comida amarga e beber gua envenenada.
16 Eu os espalharei
entre naes que nem eles nem os seus antepassados conheceram; e
enviarei contra eles a espada at extermin-los".
17 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"Considerem:
Chamem as pranteadoras profissionais;
mandem chamar
as mais hbeis entre elas.
18 Venham elas depressa
e lamentem por ns,
at que os nossos olhos
transbordem de lgrimas
e guas corram de nossas plpebras.
19 O som de lamento se ouve desde Sio:
``Como estamos arruinados!
Como  grande a nossa humilhao!
Deixamos a nossa terra
porque as nossas casas
esto em runas''".
20  mulheres, ouam agora
a palavra do Senhor ;
abram os ouvidos s palavras
de sua boca.
Ensinem suas filhas a lamentar-se;
ensinem umas as outras a prantear.
21 A morte subiu e penetrou
pelas nossas janelas
e invadiu as nossas fortalezas,
eliminando das ruas as crianas
e das praas, os rapazes.
22 "Diga: Assim declara o Senhor :
"Cadveres ficaro estirados
como esterco em campo aberto,
como o trigo deixado para trs
pelo ceifeiro,
sem que ningum o ajunte."
23 Assim diz o Senhor :
"No se glorie o sbio em sua sabedoria
nem o forte em sua fora
nem o rico em sua riqueza,
24 mas quem se gloriar, glorie-se nisto:
em compreender-me e conhecer-me,
pois eu sou o Senhor
e ajo com lealdade,
com justia e com retido sobre a terra,
pois  dessas coisas que me agrado",
declara o Senhor .
25 "Vm chegando os dias", declara o Senhor , "em que castigarei
todos os que so circuncidados apenas no corpo,
26 como tambm o Egito,
Jud, Edom, Amom, Moabe e todos os que rapam a cabea [d] e vivem
no deserto; porque todas essas naes so incircuncisas, e a comunidade
de Israel tem o corao obstinado [e] ."
Notas de rodap:
[a] 9.3 Ou um arco que atira a mentira; no  pela verdade que
prevalecem na terra.
[b] 9.4 Ou um Jac enganador
[c] 9.5 Ou eles se cansam de tanto pecar.
[d] 9.26 Ou e todos os que prendem o cabelo junto  testa
[e] 9.26 Hebraico:  incircuncisa de corao.

JEREMIAS-CAPITULO-10
Deus e os dolos
1 Ouam o que o Senhor diz a vocs,  comunidade de Israel!
2 Assim
diz o Senhor :
"No aprendam as prticas das naes
nem se assustem com os sinais no cu,
embora as naes se assustem com eles.
3 Os costumes religiosos das naes so inteis:
corta-se uma rvore da floresta,
um arteso a modela com seu formo;
4 enfeitam-na com prata e ouro,
prendendo tudo com martelo e pregos
para que no balance.
5 Como um espantalho
numa plantao de pepinos,
os dolos so incapazes de falar,
e tm que ser transportados
porque no conseguem andar.
No tenham medo deles,
pois no podem fazer
nem mal nem bem".
6 No h absolutamente ningum
comparvel a ti,  Senhor ;
tu s grande,
e grande  o poder do teu nome.
7 Quem no te temer,
 rei das naes?
Esse temor te  devido.
Entre todos os sbios das naes
e entre todos os seus reinos
no h absolutamente ningum
comparvel a ti.
8 So todos insensatos e tolos;
querem ser ensinados por dolos inteis.
Os deuses deles no passam de madeira.
9 Prata batida  trazida de Trsis,
e ouro, de Ufaz.
A obra do arteso e do ourives
 vestida de azul e de vermelho;
tudo no passa de obra
de hbeis artesos.
10 Mas o Senhor  o Deus verdadeiro;
ele  o Deus vivo; o rei eterno.
Quando ele se ira, a terra treme;
as naes no podem suportar o seu furor.
11 "Digam-lhes isto: Estes deuses, que no fizeram nem os cus nem a
terra, desaparecero da terra e de debaixo dos cus". [a]
12 Mas foi Deus quem fez a terra
com o seu poder,
firmou o mundo com a sua sabedoria
e estendeu os cus
com o seu entendimento.
13 Ao som do seu trovo,
as guas no cu rugem,
e formam-se nuvens
desde os confins da terra.
Ele faz os relmpagos para a chuva
e dos seus depsitos faz sair o vento.
14 Esses homens todos
so estpidos e ignorantes;
cada ourives  envergonhado
pela imagem que esculpiu.
Suas imagens esculpidas
so uma fraude,
elas no tm flego de vida.
15 So inteis,
so objetos de zombaria.
Quando vier o julgamento delas,
perecero.
16 Aquele que  a poro de Jac
nem se compara a essas imagens,
pois ele  quem forma todas as coisas,
e Israel  a tribo de sua propriedade,
Senhor dos Exrcitos  o seu nome.
A Destruio Vindoura
17 Ajunte os seus pertences
para deixar a terra,
voc que vive sitiada.
18 Porque assim diz o Senhor :
"Desta vez lanarei fora
os que vivem nesta terra.
Trarei aflio sobre eles,
e sero capturados".
19 Ai de mim! Estou ferido!
O meu ferimento  incurvel!
Apesar disso eu dizia:
Esta  a minha enfermidade
e tenho que suport-la.
20 A minha tenda foi destruda;
todas as cordas da minha tenda
esto arrebentadas.
Os meus filhos me deixaram
e j no existem;
no restou ningum para
armar a minha tenda
e montar o meu abrigo.
21 Os lderes do povo so insensatos
e no consultam o Senhor ;
por isso no prosperam
e todo o seu rebanho est disperso.
22 Escutem! Esto chegando notcias:
uma grande agitao vem do norte!
As cidades de Jud sero arrasadas
e transformadas em morada de chacais.
A Orao de Jeremias
23 Eu sei, Senhor ,
que no est nas mos do homem
o seu futuro;
no compete ao homem
dirigir os seus passos.
24 Corrige-me, Senhor ,
mas somente com justia,
no com ira,
para que no me reduzas a nada.
25 Derrama a tua ira sobre as naes
que no te conhecem,
sobre os povos que no invocam o teu nome;
pois eles devoraram Jac,
devoraram-no completamente
e destruram a sua terra.
Notas de rodap:
[a] 10.11 Este versculo est em aramaico no texto original.

JEREMIAS-CAPITULO-11
A Aliana  Quebrada
1 Esta  a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor :
2 "Oua
os termos desta aliana; e repita-os ao povo de Jud e aos habitantes de
Jerusalm.
3 Diga-lhes que assim diz o Senhor , o Deus de Israel:
Maldito  aquele que no obedecer aos termos desta aliana,
4 os quais
ordenei aos antepassados de vocs, quando eu os tirei do Egito, da
fornalha de fundir ferro. Eu disse: Obedeam-me e faam tudo o que lhes
ordeno, e vocs sero o meu povo, e eu serei o seu Deus.
5 Ento
cumprirei a promessa que fiz sob juramento aos antepassados de vocs, de
dar-lhes uma terra onde manam leite e mel, a terra que vocs hoje
possuem".
Ento respondi: Amm, Senhor .
6 O Senhor me disse: "Proclame todas estas palavras nas cidades de
Jud e nas ruas de Jerusalm: Ouam os termos desta aliana e
cumpram-nos.
7 Desde a poca em que tirei os seus antepassados do Egito
at hoje, repetidas vezes os adverti, dizendo: Obedeam-me.
8 Mas eles
no me ouviram nem me deram ateno; ao contrrio, seguiram os seus
coraes duros e maus. Por isso eu trouxe sobre eles todas as maldies
desta aliana, que eu tinha ordenado que cumprissem, mas que eles no
cumpriram".
9 Ento o Senhor me disse: "H uma conspirao entre o povo de Jud e
os habitantes de Jerusalm.
10 Eles retornaram aos pecados de seus
antepassados, que recusaram dar ouvidos s minhas palavras e seguiram
outros deuses para prestar-lhes culto. Tanto a comunidade de Israel como
a de Jud quebraram a aliana que eu fiz com os antepassados deles".
11 Por isso, assim diz o Senhor : "Trarei sobre eles uma desgraa da
qual no podero escapar. Ainda que venham a clamar a mim, eu no os
ouvirei.
12 Ento as cidades de Jud e os habitantes de Jerusalm
clamaro aos deuses, aos quais queimam incenso, mas eles no podero
salv-los quando a desgraa os atingir.
13 Voc tem tantos deuses
quantas so as suas cidades,  Jud; e os altares que voc construiu
para queimar incenso quela coisa vergonhosa chamada Baal so tantos
quantas so as ruas de Jerusalm.
14 "E voc, Jeremias, no ore em favor deste povo nem oferea splica
ou petio alguma por eles, porque eu no ouvirei quando clamarem a mim
na hora da desgraa.
15 "O que a minha amada faz
no meu templo
com inteno enganosa?
Ser que os votos e a carne consagrada
evitaro o castigo?
Poder voc, ento, exultar?"
16 O Senhor a chamou
de oliveira verdejante,
ornada de belos e bons frutos.
Mas com o estrondo
de um grande tumulto,
ele a incendiar,
e os seus ramos sero quebrados.
17 O Senhor dos Exrcitos, que a plantou, anunciou-lhe desgraa, porque
a comunidade de Israel e a comunidade de Jud fizeram o que  reprovvel
e provocaram a minha ira, queimando incenso a Baal.
A Conspirao contra Jeremias
18 Fiquei sabendo porque o Senhor me revelou; tu me mostraste o que
eles estavam fazendo.
19 Eu era como um cordeiro manso levado ao
matadouro; no tinha percebido que tramavam contra mim, dizendo:
"Destruamos a rvore e a sua seiva [a] ,
vamos cort-lo da terra dos viventes
para que o seu nome
no seja mais lembrado".
20  Senhor dos Exrcitos,
justo juiz que provas
o corao e a mente,
espero ver a tua vingana sobre eles,
pois a ti expus a minha causa.
21 Em vista disso, assim diz o Senhor a respeito dos homens de Anatote
que querem tirar a minha vida, e que dizem: "No profetize em nome do
Senhor , se no ns o mataremos";
22 assim diz o Senhor dos
Exrcitos: "Eu os castigarei. Seus jovens morrero  espada; seus
filhos e suas filhas, de fome.
23 Nem mesmo um remanescente lhes
restar, porque trarei a desgraa sobre os homens de Anatote no ano do
seu castigo".
Notas de rodap:
[a] 11.19 Hebraico: com seu po.

JEREMIAS-CAPITULO-12
A Queixa de Jeremias
1 Tu s justo, Senhor ,
quando apresento
uma causa diante de ti.
Contudo, eu gostaria de discutir contigo
sobre a tua justia.
Por que o caminho
dos mpios prospera?
Por que todos os traidores
vivem sem problemas?
2 Tu os plantaste, e eles criaram razes;
crescem e do fruto.
Tu ests sempre perto dos seus lbios,
mas longe dos seus coraes.
3 Tu, porm, me conheces, Senhor ;
tu me vs e provas a minha atitude
para contigo.
Arranca os mpios como a ovelhas
destinadas ao matadouro!
Reserva-os para o dia da matana!
4 At quando a terra ficar de luto [a]
e a relva de todo o campo estar seca?
Perecem os animais e as aves
por causa da maldade
dos que habitam nesta terra,
pois eles disseram:
"Ele no ver o fim que nos espera".
A Resposta de Deus
5 "Se voc correu com homens
e eles o cansaram,
como poder competir com cavalos?
Se voc tropea [b] em terreno seguro, [c]
o que far nos matagais
junto ao Jordo? [d]
6 At mesmo os seus irmos
e a sua prpria famlia traram voc
e o perseguem aos gritos.
No confie neles,
mesmo quando lhe dizem coisas boas.
7 "Abandonei a minha famlia,
deixei a minha propriedade
e entreguei aquela a quem amo
nas mos dos seus inimigos.
8 O povo de minha propriedade
tornou-se para mim
como um leo na floresta.
Ele ruge contra mim,
por isso eu o detesto.
9 O povo de minha propriedade
tornou-se para mim
como uma toca de hiena,
sobre a qual pairam as aves de rapina.
Renam todos os animais selvagens;
tragam-nos para o banquete.
10 A minha vinha foi destruda
por muitos pastores,
que pisotearam
a minha propriedade.
Eles tornaram a minha
preciosa propriedade
num deserto devastado.
11 Fizeram dela uma terra devastada;
e devastada ela pranteia
diante de mim.
A terra toda foi devastada,
mas no h quem se importe
com isso.
12 Destruidores vieram
sobre todas
as plancies do deserto,
pois a espada do Senhor
devora esta terra
de uma extremidade  outra;
ningum est seguro.
13 Semearam trigo,
mas colheram espinhos;
cansaram-se de trabalhar
para nada produzir.
Esto desapontados com a colheita
por causa do fogo da ira
do Senhor ."
14 Assim diz o Senhor a respeito de todos os meus vizinhos, as naes
mpias que se apoderam da herana que dei a Israel, o meu povo: "Eu os
arrancarei da sua terra, e arrancarei Jud do meio deles.
15 Mas,
depois de arranc-los, terei compaixo de novo e os farei voltar, cada
um  sua propriedade e  sua terra.
16 E se aprenderem a comportar-se
como o meu povo, e jurarem pelo nome do Senhor , dizendo: ``Juro pelo
nome do Senhor '': como antes ensinaram o meu povo a jurar por Baal:
ento eles sero estabelecidos no meio do meu povo.
17 Mas se no
me ouvirem, eu arrancarei completamente aquela nao e a destruirei",
declara o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 12.4 Ou a terra prantear
[b] 12.5 Ou voc se sente seguro
[c] 12.5 Ou Se voc pe a confiana numa terra segura,
[d] 12.5 Ou far quando o Jordo inundar?

JEREMIAS-CAPITULO-13
O Cinto de Linho
1 Assim me disse o Senhor : "V comprar um cinto de linho e ponha-o
em volta da cintura, mas no o deixe encostar na gua".
2 Comprei um
cinto e o pus em volta da cintura, como o Senhor me havia instrudo.
3 O Senhor me dirigiu a palavra pela segunda vez, dizendo:
4 "Pegue
o cinto que voc comprou e est usando, v agora a Perate [a] e
esconda-o ali numa fenda da rocha".
5 Assim, fui e o escondi em
Perate, conforme o Senhor me havia ordenado.
6 Depois de muitos dias, o Senhor me disse: "V agora a Perate e
pegue o cinto que lhe ordenei que escondesse ali".
7 Ento fui a
Perate, desenterrei o cinto e o tirei do lugar em que o havia escondido.
O cinto estava podre e se tornara completamente intil.
8 E o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
9 "Assim diz o Senhor :
Do mesmo modo tambm arruinarei o orgulho de Jud e o orgulho desmedido
de Jerusalm.
10 Este povo mpio, que se recusa a ouvir as minhas
palavras, que age segundo a dureza de seus coraes, seguindo outros
deuses para prestar-lhes culto e ador-los, que este povo seja como
aquele cinto: completamente intil!
11 Assim como um cinto se apega 
cintura de um homem, da mesma forma fiz com que toda a comunidade de
Israel e toda a comunidade de Jud se apegasse a mim, para que fosse o
meu povo para o meu renome, louvor e honra. Mas eles no me ouviram",
declara o Senhor .
As Vasilhas de Couro
12 "Diga-lhes tambm: Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: Deve-se
encher de vinho toda vasilha de couro. E, se eles lhe disserem: ``Ser
que no sabemos que se deve encher de vinho toda vasilha de couro?''
13 Ento voc lhes dir: Assim diz o Senhor : Farei com que fiquem
totalmente embriagados todos os habitantes desta terra, bem como os reis
que se assentam no trono de Davi, os sacerdotes, os profetas e todos os
habitantes de Jerusalm.
14 Eu os despedaarei, colocando uns contra os
outros, tanto os pais como os filhos", diz o Senhor . "Nem a piedade
nem a misericrdia nem a compaixo me impediro de destru-los."
Ameaa de Cativeiro
15 Escutem e dem ateno,
no sejam arrogantes,
pois o Senhor falou.
16 Dem glria ao Senhor , ao seu Deus,
antes que ele traga trevas,
antes que os ps de vocs tropecem
nas colinas ao escurecer.
Vocs esperam a luz,
mas ele far dela
uma escurido profunda;
sim, ele a transformar
em densas trevas.
17 Mas, se vocs no ouvirem,
eu chorarei em segredo
por causa do orgulho de vocs.
Chorarei amargamente,
e de lgrimas
os meus olhos transbordaro,
porque o rebanho do Senhor
foi levado para o cativeiro.
18 Diga-se ao rei e  rainha-me:
"Desam do trono,
pois as suas coroas gloriosas
caram de sua cabea".
19 As cidades do Neguebe
esto bloqueadas
e no h quem nelas consiga entrar.
Todo o Jud foi levado para o exlio,
todos foram exilados.
20 Erga os olhos, Jerusalm,
e veja aqueles que vm do norte.
Onde est o rebanho
que lhe foi confiado,
as ovelhas das quais voc se orgulhava?
21 O que voc dir
quando sobre voc dominarem
aqueles que voc
sempre teve como aliados?
Voc no ir sentir dores
como as de uma mulher
em trabalho de parto?
22 E se voc se perguntar:
"Por que aconteceu isso comigo?",
saiba que foi por causa
dos seus muitos pecados
que as suas vestes foram levantadas
e voc foi violentada [b] .
23 Ser que o etope [c] pode
mudar a sua pele?
Ou o leopardo as suas pintas?
Assim tambm vocs so incapazes
de fazer o bem,
vocs, que esto acostumados
a praticar o mal.
24 "Espalharei vocs como a palha
levada pelo vento do deserto.
25 Esta  a sua parte,
a poro que lhe determinei",
declara o Senhor ,
"porque voc se esqueceu de mim
e confiou em deuses falsos.
26 Eu mesmo levantarei as suas
vestes at o seu rosto para que
as suas vergonhas sejam expostas.
27 Tenho visto os seus atos repugnantes,
os seus adultrios, os seus relinchos,
a sua prostituio desavergonhada
sobre as colinas e nos campos.
Ai de voc, Jerusalm!
At quando voc continuar impura?"
Notas de rodap:
[a] 13.4 Possivelmente ao Eufrates; tambm nos versculos 5-7.
[b] 13.22 Hebraico: os seus calcanhares sofreram violncia.
[c] 13.23 Hebraico: cuxita .

JEREMIAS-CAPITULO-14
Seca, Fome, Espada
1 Esta  a palavra que o Senhor dirigiu a Jeremias acerca da seca:
2 "Jud pranteia,
as suas cidades esto definhando
e os seus habitantes se lamentam,
prostrados no cho!
O grito de Jerusalm sobe.
3 Os nobres mandam os seus servos
 procura de gua;
eles vo s cisternas
mas nada encontram.
Voltam com os potes vazios,
e, decepcionados e desesperados,
cobrem a cabea.
4 A terra nada produziu,
porque no houve chuva;
e os lavradores, decepcionados,
cobrem a cabea.
5 At mesmo a cora no campo
abandona a cria recm-nascida,
porque no h capim.
6 Os jumentos selvagens
permanecem nos altos,
farejando o vento como os chacais,
mas a sua viso falha,
por falta de pastagem".
7 Embora os nossos pecados nos acusem,
age por amor do teu nome,
 Senhor !
Nossas infidelidades so muitas;
temos pecado contra ti.
8  Esperana de Israel,
tu que o salvas na hora da adversidade,
por que te comportas
como um estrangeiro na terra,
ou como um viajante
que fica somente uma noite?
9 Por que ages como um homem
que foi pego de surpresa,
como um guerreiro que no pode salvar?
Tu ests em nosso meio,  Senhor ,
e ns pertencemos a ti [a] ;
no nos abandones!
10 Assim diz o Senhor
acerca deste povo:
"Eles gostam muito de vaguear;
no controlam os ps.
Por isso o Senhor no os aceita;
agora ele se lembrar
da iniqidade deles
e os castigar por causa
dos seus pecados".
11 Ento o Senhor me disse: "No ore pelo bem-estar deste povo.
12 Ainda que jejuem, no escutarei o clamor deles; ainda que ofeream
holocaustos [b] e ofertas de cereal, no os aceitarei. Mas eu os
destruirei pela guerra, pela fome e pela peste".
13 Mas eu disse: Ah, Soberano Senhor , os profetas esto dizendo a
eles: "Vocs no vero a guerra nem a fome; eu lhes darei prosperidade
duradoura neste lugar".
14 Ento o Senhor me disse: " mentira o que os profetas esto
profetizando em meu nome. Eu no os enviei nem lhes dei ordem nenhuma,
nem falei com eles. Eles esto profetizando para vocs falsas vises,
adivinhaes inteis e iluses de suas prprias mentes".
15 Por isso,
assim diz o Senhor : "Quanto aos profetas que esto profetizando em
meu nome, embora eu no os tenha enviado, e que dizem: ``Nem guerra nem
fome alcanaro esta terra'', aqueles mesmos profetas perecero pela
guerra e pela fome!
16 E aqueles a quem esto profetizando sero
jogados nas ruas de Jerusalm, por causa da fome e da guerra. E no
haver ningum para sepult-los, nem para sepultar as suas mulheres, os
seus filhos e as suas filhas. Despejarei sobre eles o castigo que
merecem.
17 "Diga-lhes isto:
"Que os meus olhos derramem lgrimas,
noite e dia sem cessar;
pois a minha filha virgem, o meu povo,
sofreu um ferimento terrvel,
um golpe fatal.
18 Se vou para o campo,
vejo os que morreram  espada;
se entro na cidade,
vejo a devastao da fome.
Tanto o profeta como o sacerdote
percorrem a terra
sem nada compreender [c] ".
19 Rejeitaste Jud completamente?
Desprezaste Sio?
Por que nos feriste a ponto
de no podermos ser curados?
Espervamos a paz,
mas no veio bem algum;
espervamos um tempo de cura,
mas h somente terror.
20 Senhor , reconhecemos
a nossa impiedade
e a iniqidade dos nossos pais;
temos de fato pecado contra ti.
21 Por amor do teu nome
no nos desprezes;
no desonres o teu trono glorioso.
Lembra-te da tua aliana conosco
e no a quebres.
22 Entre os dolos inteis das naes,
existe algum que possa
trazer chuva?
Podem os cus, por si mesmos,
produzir chuvas copiosas?
Somente tu o podes, Senhor ,
nosso Deus!
Portanto, a nossa esperana est em ti,
pois tu fazes todas essas coisas.
Notas de rodap:
[a] 14.9 Hebraico: e teu nome foi invocado sobre ns.
[b] 14.12 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm em 17.26 e
19.5.
[c] 14.18 Ou foram para uma terra que no conhecem

JEREMIAS-CAPITULO-15
1 Ento o Senhor me disse: "Ainda que Moiss e Samuel estivessem
diante de mim, intercedendo por este povo, eu no lhes mostraria favor.
Expulse-os da minha presena! Que saiam!
2 E, se lhe perguntarem:
``Para onde iremos?'', diga-lhes: Assim diz o Senhor :
"Os destinados  morte, para a morte;
os destinados  espada, para a espada;
os destinados  fome, para a fome;
os destinados ao cativeiro,
para o cativeiro.
3 "Enviarei quatro tipos de destruidores contra eles", declara o
Senhor : "a espada para matar, os ces para dilacerar, as aves do cu
e os animais selvagens para devorar e destruir.
4 Eu farei deles uma
causa de terror para todas as naes da terra, por tudo o que Manasss,
filho de Ezequias, rei de Jud, fez em Jerusalm.
5 "Quem ter compaixo de voc,
 Jerusalm?
Quem se lamentar por voc?
Quem vai parar e perguntar
como voc est?
6 Voc me rejeitou", diz o Senhor .
"Voc vive se desviando.
Por isso, porei as mos em voc
e a destruirei;
cansei-me de mostrar compaixo.
7 Eu os espalhei ao vento como palha
nas cidades desta terra.
Deixei-os sem filhos;
destru o meu povo,
pois no se converteram
de seus caminhos.
8 Fiz com que as suas vivas
se tornassem mais numerosas
do que a areia do mar.
Ao meio-dia, trouxe um destruidor
contra as mes
dos jovens guerreiros;
fiz cair sobre elas
repentina angstia e pavor.
9 A me de sete filhos desmaiou
e est ofegante.
Para ela o sol se ps
enquanto ainda era dia;
ela foi envergonhada e humilhada.
Entregarei os sobreviventes  espada
diante dos seus inimigos",
declara o Senhor
10 Ai de mim, minha me,
por me haver dado  luz!
Pois sou um homem em luta
e em contenda
com a terra toda!
Nunca emprestei
nem tomei emprestado,
e assim mesmo todos me amaldioam.
11 O Senhor disse:
"Eu certamente o fortaleci para o bem
e intervim por voc,
na poca da desgraa e da adversidade,
por causa do inimigo. [a]
12 "Ser algum capaz de quebrar o ferro,
o ferro que vem do norte, ou o bronze?
13 Diga a esse povo:
Darei de graa a sua riqueza
e os seus tesouros como despojo,
por causa de todos os seus pecados
em toda a sua terra.
14 Eu os tornarei escravos
de seus inimigos,
numa terra [b] que vocs no conhecem,
pois a minha ira acender um fogo
que arder contra vocs".
15 Tu me conheces, Senhor ;
lembra-te de mim, vem em meu auxlio
e vinga-me dos meus perseguidores.
Que, pela tua pacincia para com eles,
eu no seja eliminado.
Sabes que sofro afronta por tua causa.
16 Quando as tuas palavras
foram encontradas, eu as comi;
elas so a minha alegria e o meu jbilo,
pois perteno a ti [c] ,
Senhor Deus dos Exrcitos.
17 Jamais me sentei na companhia
dos que se divertem,
nunca festejei com eles.
Sentei-me sozinho,
porque a tua mo estava sobre mim
e me encheste de indignao.
18 Por que  permanente a minha dor,
e a minha ferida  grave e incurvel?
Por que te tornaste para mim
como um riacho seco,
cujos mananciais falham?
19 Assim respondeu o Senhor :
"Se voc se arrepender, eu o restaurarei
para que possa me servir;
se voc disser palavras de valor,
e no indignas,
ser o meu porta-voz.
Deixe este povo voltar-se para voc,
mas no se volte para eles.
20 Eu farei de voc
uma muralha de bronze fortificada
diante deste povo;
lutaro contra voc,
mas no o vencero,
pois estou com voc
para resgat-lo e salv-lo",
declara o Senhor .
21 "Eu o livrarei das mos dos mpios
e o resgatarei das garras dos violentos".
Notas de rodap:
[a] 15.11 A Septuaginta diz Certamente, Senhor, eu te servi fielmente
e te busquei na poca da desgraa e da adversidade, para o bem de meu
inimigo.
[b] 15.14 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto
Massortico diz Eu farei com que os seus inimigos o levem a uma terra.
Veja Jr 17.4.
[c] 15.16 Hebraico: pois teu nome foi invocado sobre mim.

JEREMIAS-CAPITULO-16
A Vida Solitria de Jeremias
1 Ento o Senhor me dirigiu a palavra, dizendo:
2 "No se case nem
tenha filhos ou filhas neste lugar";
3 porque assim diz o Senhor a
respeito dos filhos e filhas nascidos nesta terra, e a respeito das
mulheres que forem suas mes e dos homens que forem seus pais:
4 "Eles morrero de doenas graves; ningum prantear por eles; no
sero sepultados, mas serviro de esterco para o solo. Perecero pela
espada e pela fome, e os seus cadveres sero o alimento das aves e dos
animais".
5 Porque assim diz o Senhor : "No entre numa casa onde h luto; no
v prantear nem apresentar condolncias, porque retirei a minha paz, o
meu amor leal e a minha compaixo deste povo", declara o Senhor .
6 "Tanto grandes como pequenos morrero nesta terra; no sero
sepultados nem se prantear por eles; no se faro incises nem se
rapar a cabea por causa deles.
7 Ningum oferecer comida para
fortalecer os que pranteiam pelos mortos; ningum dar de beber do
clice da consolao nem mesmo pelo pai ou pela me.
8 "No entre numa casa em que h um banquete, para se assentar com
eles a fim de comer e beber".
9 Porque assim diz o Senhor dos
Exrcitos, o Deus de Israel: "Farei cessar neste lugar, diante dos
olhos de vocs e durante a vida de vocs, a voz de jbilo e a voz de
alegria, a voz do noivo e a voz da noiva.
10 "Quando voc falar todas essas coisas a este povo e eles lhe
perguntarem: ``Por que o Senhor determinou uma desgraa to terrvel
contra ns? Que delito ou pecado cometemos contra o Senhor , contra o
nosso Deus?'',
11 diga-lhes: Foi porque os seus antepassados me
abandonaram", diz o Senhor , "e seguiram outros deuses, aos quais
prestaram culto e adoraram. Eles me abandonaram e no obedeceram  minha
lei.
12 Mas vocs tm feito coisas piores do que os seus antepassados:
cada um segue a rebeldia do seu corao mau, em vez de obedecer-me.
13 Por isso os lanarei fora desta terra, para uma terra que vocs e os
seus antepassados desconhecem; l vocs serviro a outros deuses dia e
noite, pois no terei misericrdia de vocs.
14 "Contudo, vm dias", declara o Senhor , "quando j no mais se
dir: ``Juro pelo nome do Senhor , que trouxe os israelitas do
Egito''.
15 Antes diro: ``Juro pelo nome do Senhor , que trouxe os
israelitas do norte e de todos os pases para onde ele os havia
expulsado''. Eu os conduzirei de volta para a sua terra, terra que dei
aos seus antepassados.
16 "Mas agora mandarei chamar muitos pescadores", declara o Senhor
, "e eles os pescaro. Depois disso mandarei chamar muitos caadores,
e eles os caaro em cada monte e colina e nas fendas das rochas.
17 Os
meus olhos vem todos os seus caminhos; eles no esto escondidos de
mim, nem a sua iniqidade est oculta aos meus olhos.
18 Eu lhes
retribuirei em dobro pela sua impiedade e pelo seu pecado, porque
contaminaram a minha terra com as carcaas de seus dolos detestveis e
encheram a minha herana com as suas abominaes".
19 Senhor , minha fora
e minha fortaleza,
meu abrigo seguro
na hora da adversidade,
a ti viro as naes
desde os confins da terra e diro:
"Nossos antepassados
possuam deuses falsos,
dolos inteis,
que no lhes fizeram bem algum.
20 Pode o homem mortal
fazer os seus prprios deuses?
Sim, mas estes no seriam deuses!"
21 "Portanto eu lhes ensinarei;
desta vez eu lhes ensinarei
sobre o meu poder e sobre a minha fora.
Ento sabero
que o meu nome  Senhor .

JEREMIAS-CAPITULO-17
1 "O pecado de Jud est escrito
com estilete de ferro,
gravado com ponta de diamante
nas tbuas dos seus coraes
e nas pontas dos seus altares.
2 Os seus filhos se lembram
dos seus altares e dos postes sagrados,
ao lado das rvores verdejantes,
sobre os montes altos
3 e sobre as montanhas do campo.
As riquezas de vocs
e todos os seus tesouros,
eu os darei como despojo,
como preo por todos
os seus pecados nos altares idlatras,
em toda a sua terra.
4 Voc mesmo perdeu a posse da herana
que eu lhe tinha dado.
Eu o farei escravo de seus inimigos
numa terra que voc no conhece,
pois acendeu-se a minha ira,
que arder para sempre."
5 Assim diz o Senhor :
"Maldito  o homem
que confia nos homens,
que faz da humanidade mortal
a sua fora,
mas cujo corao se afasta do Senhor .
6 Ele ser como um arbusto no deserto;
no ver quando vier algum bem.
Habitar nos lugares ridos do deserto,
numa terra salgada
onde no vive ningum.
7 "Mas bendito  o homem
cuja confiana est no Senhor ,
cuja confiana nele est.
8 Ele ser como uma rvore
plantada junto s guas
e que estende as suas razes
para o ribeiro.
Ela no temer quando chegar o calor,
porque as suas folhas
esto sempre verdes;
no ficar ansiosa no ano da seca
nem deixar de dar fruto".
9 O corao  mais enganoso
que qualquer outra coisa
e sua doena  incurvel.
Quem  capaz de compreend-lo?
10 "Eu sou o Senhor
que sonda o corao
e examina a mente,
para recompensar a cada um
de acordo com a sua conduta,
de acordo com as suas obras."
11 O homem que obtm riquezas
por meios injustos
 como a perdiz
que choca ovos que no ps.
Quando a metade da sua vida
tiver passado,
elas o abandonaro,
e, no final, ele se revelar um tolo.
12 Um trono glorioso,
exaltado desde o incio,
 o lugar de nosso santurio.
13  Senhor , Esperana de Israel,
todos os que te abandonarem
sofrero vergonha;
aqueles que se desviarem de ti
tero os seus nomes escritos no p,
pois abandonaram o Senhor ,
a fonte de gua viva.
14 Cura-me, Senhor , e serei curado;
salva-me, e serei salvo,
pois tu s aquele a quem eu louvo.
15 H os que vivem me dizendo:
"Onde est a palavra do Senhor ?
Que ela se cumpra!"
16 Mas no insisti eu contigo
para que afastasses a desgraa?
Tu sabes que no desejei
o dia do desespero.
Sabes o que saiu de meus lbios,
pois est diante de ti.
17 No sejas motivo de pavor para mim;
tu s o meu refgio
no dia da desgraa.
18 Que os meus perseguidores
sejam humilhados,
mas no eu;
que eles sejam aterrorizados,
mas no eu.
Traze sobre eles o dia da desgraa;
destri-os com destruio dobrada.
A Guarda do Sbado
19 Assim me disse o Senhor : "V colocar-se  porta do Povo, por onde
entram e saem os reis de Jud; faa o mesmo junto a todas as portas de
Jerusalm.
20 Diga-lhes: Ouam a palavra do Senhor , reis de Jud, todo
o Jud e todos os habitantes de Jerusalm, vocs que passam por estas
portas".
21 Assim diz o Senhor : "Por amor  vida de vocs, tenham
o cuidado de no levar cargas nem de faz-las passar pelas portas de
Jerusalm no dia de sbado.
22 No levem carga alguma para fora de casa
nem faam nenhum trabalho no sbado, mas guardem o dia de sbado como
dia consagrado, como ordenei aos seus antepassados.
23 Contudo, eles
no me ouviram nem me deram ateno; foram obstinados e no quiseram
ouvir nem aceitar a disciplina.
24 Mas se vocs tiverem o cuidado de
obedecer-me", diz o Senhor , "e no fizerem passar carga alguma
pelas portas desta cidade no sbado, mas guardarem o dia de sbado como
dia consagrado, deixando de realizar nele todo e qualquer trabalho,
25 ento os reis que se assentarem no trono de Davi entraro pelas portas
desta cidade em companhia de seus conselheiros. Eles e os seus
conselheiros viro em carruagens e cavalos, acompanhados dos homens de
Jud e dos habitantes de Jerusalm; e esta cidade ser habitada para
sempre.
26 Vir gente das cidades de Jud e dos povoados ao redor de
Jerusalm, do territrio de Benjamim e da Sefel [a] , das
montanhas e do Neguebe, trazendo holocaustos e sacrifcios, ofertas de
cereal, incenso e ofertas de ao de graas ao templo do Senhor .
27 Mas, se vocs no me obedecerem e deixarem de guardar o sbado como dia
consagrado, fazendo passar cargas pelas portas de Jerusalm no dia de
sbado, porei fogo nas suas portas, que consumir os seus palcios".
Notas de rodap:
[a] 17.26 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.

JEREMIAS-CAPITULO-18
Na Casa do Oleiro
1 Esta  a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor :
2 "V 
casa do oleiro, e ali voc ouvir a minha mensagem".
3 Ento fui 
casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda.
4 Mas o vaso de barro
que ele estava formando estragou-se em suas mos; e ele o refez,
moldando outro vaso de acordo com a sua vontade.
5 Ento o Senhor dirigiu-me a palavra:
6 " comunidade de Israel,
ser que eu no posso agir com vocs como fez o oleiro?", pergunta o
Senhor . "Como barro nas mos do oleiro, assim so vocs nas minhas
mos,  comunidade de Israel.
7 Se em algum momento eu decretar que uma
nao ou um reino seja arrancado, despedaado e arruinado,
8 e se essa
nao que eu adverti converter-se da sua perversidade, ento eu me
arrependerei e no trarei sobre ela a desgraa que eu tinha planejado.
9 E, se noutra ocasio eu decretar que uma nao ou um reino seja
edificado e plantado,
10 e se ele fizer o que eu reprovo e no me
obedecer, ento me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor
dele.
11 "Agora, portanto, diga ao povo de Jud e aos habitantes de
Jerusalm: Assim diz o Senhor : Estou preparando uma desgraa e fazendo
um plano contra vocs. Por isso, converta-se cada um de seu mau
procedimento e corrija a sua conduta e as suas aes.
12 Mas eles
respondero: ``No adianta. Continuaremos com os nossos prprios
planos; cada um de ns seguir a rebeldia do seu corao mau''."
13 Portanto, assim diz o Senhor :
"Perguntem entre as naes se algum
j ouviu uma coisa dessas;
coisa tremendamente horrvel fez a virgem, Israel!
14 Poder desaparecer a neve do Lbano
de suas encostas rochosas?
Podero parar de fluir suas guas frias,
vindas de lugares distantes?
15 Contudo, o meu povo
esqueceu-se de mim:
queimam incenso a dolos inteis,
que os fazem tropear em seus caminhos
e nas antigas veredas,
para que andem em desvios,
em estradas no aterradas.
16 A terra deles ficar deserta
e ser tema de permanente zombaria.
Todos os que por ela passarem
ficaro chocados
e balanaro a cabea.
17 Como o vento leste,
eu os dispersarei diante dos inimigos;
eu lhes mostrarei as costas e no o rosto,
no dia da sua derrota".
18 Ento disseram: "Venham! Faamos planos contra Jeremias, pois no
cessar o ensino da lei pelo sacerdote nem o conselho do sbio nem a
mensagem do profeta. Venham! Faamos acusaes contra ele e no ouamos
nada do que ele disser".
19 Atende-me,  Senhor ;
ouve o que os meus acusadores
esto dizendo!
20 Acaso se paga o bem com o mal?
Mas eles cavaram uma cova para mim.
Lembra-te de que eu compareci
diante de ti
para interceder em favor deles,
para que desviasses deles a tua ira.
21 Por isso entrega os filhos deles  fome
e ao poder da espada.
Que as suas mulheres
fiquem vivas e sem filhos;
que os seus homens sejam mortos,
e os seus rapazes sejam
mortos  espada na batalha.
22 Seja ouvido o grito
que vem de suas casas,
quando repentinamente
trouxeres invasores contra eles;
pois cavaram uma cova
para me capturarem
e esconderam armadilhas
para os meus ps.
23 Mas tu conheces,  Senhor ,
todas as suas conspiraes
para me matarem.
No perdoes os seus crimes
nem apagues de diante da tua vista
os seus pecados.
Sejam eles derrubados diante de ti;
age contra eles na hora da tua ira!

JEREMIAS-CAPITULO-19
1 Assim diz o Senhor : "V comprar um vaso de barro de um oleiro.
Leve com voc alguns lderes do povo e alguns sacerdotes
2 e v em
direo ao vale de Ben-Hinom, perto da entrada da porta dos Cacos.
Proclame ali as palavras que eu lhe disser.
3 Diga: Ouam a palavra do
Senhor , reis de Jud e habitantes de Jerusalm". Assim diz o Senhor
dos Exrcitos, Deus de Israel: "Sobre este lugar trarei desgraa tal
que far retinir os ouvidos daqueles que ouvirem isso.
4 Porque eles me
abandonaram e profanaram este lugar, oferecendo sacrifcios a deuses
estranhos, que nem eles nem seus antepassados nem os reis de Jud
conheceram; e encheram este lugar com o sangue de inocentes.
5 Construram nos montes os altares dedicados a Baal, para queimarem os
seus filhos como holocaustos oferecidos a Baal, coisa que no ordenei,
da qual nunca falei nem jamais me veio  mente.
6 Por isso, certamente
vm os dias", declara o Senhor , "em que no mais chamaro este
lugar Tofete ou vale de Ben-Hinom, mas vale da Matana.
7 "Esvaziarei [a] neste lugar os planos de Jud e de
Jerusalm: eu os farei morrer  espada perante os seus inimigos, pelas
mos daqueles que os perseguem; e darei os seus cadveres como comida
para as aves e os animais.
8 Farei com que esta cidade fique deserta e
seja tema de zombaria. Todos os que por ela passarem ficaro chocados e
zombaro de todos os seus ferimentos.
9 Eu farei com que comam a carne
dos seus filhos e das suas filhas; e cada um comer a carne do seu
prximo, por causa do sofrimento que os inimigos que procuram tirar-lhes
a vida lhes infligiro durante o cerco.
10 "Depois quebre o vaso de barro diante dos homens que o
acompanharam,
11 e diga-lhes: Assim diz o Senhor dos Exrcitos: Assim
como se quebra um vaso de oleiro, que no pode ser mais restaurado,
quebrarei este povo e esta cidade, e os mortos em Tofete sero
sepultados at que no haja mais lugar.
12 Assim farei a este lugar e
aos seus habitantes", declara o Senhor , "tornarei esta cidade como
Tofete.
13 As casas de Jerusalm e os palcios reais de Jud sero
profanados, como este lugar de Tofete: todas as casas em cujos terraos
queimaram incenso a todos os corpos celestes, e derramaram ofertas de
bebidas aos seus deuses estrangeiros".
14 Jeremias voltou ento de Tofete para onde o Senhor o mandara
profetizar e, entrando no ptio do templo do Senhor , disse a todo o
povo:
15 "Assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel:
``Ouam! Trarei sobre esta cidade, e sobre todos os povoados ao redor,
todas as desgraas contra eles anunciadas, porque se obstinaram e no
quiseram obedecer s minhas palavras''".
Notas de rodap:
[a] 19.7 A palavra esvaziarei assemelha-se  palavra vaso no hebraico.

JEREMIAS-CAPITULO-20
Jeremias e Pasur
1 Quando o sacerdote Pasur, filho de Imer, o mais alto oficial do
templo do Senhor , ouviu Jeremias profetizando essas coisas,
2 mandou
espancar o profeta e prend-lo no tronco que havia junto  porta
Superior de Benjamim, no templo do Senhor .
3 Na manh seguinte, quando
Pasur mandou solt-lo do tronco, Jeremias lhe disse: "O Senhor j no
o chama Pasur, e sim Magor-Missabibe [a] .
4 Pois assim diz o
Senhor : ``Farei de voc um terror para si mesmo e para todos os seus
amigos: voc ver com os prprios olhos quando eles forem mortos 
espada dos seus inimigos. Entregarei todo o povo de Jud nas mos do rei
da Babilnia, que os levar para a Babilnia e os matar  espada.
5 Eu
entregarei nas mos dos seus inimigos toda a riqueza desta cidade: toda
a sua produo, todos os seus bens de valor e todos os tesouros dos reis
de Jud. Levaro tudo como despojo para a Babilnia.
6 E voc, Pasur, e
todos os que vivem em sua casa iro para o exlio, para a Babilnia. L
vocs morrero e sero sepultados, voc e todos os seus amigos a quem
voc tem profetizado mentiras''".
A Queixa de Jeremias
7 Senhor , tu me enganaste,
e eu fui enganado; [b]
foste mais forte
do que eu e prevaleceste.
Sou ridicularizado o dia inteiro;
todos zombam de mim.
8 Sempre que falo
 para gritar que h
violncia e destruio.
Por isso a palavra do Senhor
trouxe-me insulto e censura
o tempo todo.
9 Mas, se eu digo: "No o mencionarei
nem mais falarei em seu nome",
 como se um fogo ardesse
em meu corao,
um fogo dentro de mim.
Estou exausto tentando cont-lo;
j no posso mais!
10 Ouo muitos comentando:
"Terror por todos os lados!
Denunciem-no! Vamos denunci-lo!"
Todos os meus amigos esto esperando
que eu tropece, e dizem:
"Talvez ele se deixe enganar;
ento ns o venceremos
e nos vingaremos dele".
11 Mas o Senhor est comigo,
como um forte guerreiro!
Portanto, aqueles que me perseguem
tropearo e no prevalecero.
O seu fracasso lhes trar
completa vergonha;
a sua desonra jamais ser esquecida.
12  Senhor dos Exrcitos,
tu que examinas o justo
e vs o corao e a mente,
deixa-me ver a tua vingana sobre eles,
pois a ti expus a minha causa.
13 Cantem ao Senhor !
Louvem o Senhor !
Porque ele salva o pobre
das mos dos mpios.
14 Maldito seja o dia em que eu nasci!
Jamais seja abenoado o dia
em que minha me me deu  luz!
15 Maldito seja o homem
que levou a notcia a meu pai,
e o deixou muito alegre, quando disse:
"Voc  pai de um menino!"
16 Seja aquele homem
como as cidades
que o Senhor destruiu sem piedade.
Que ele oua gritos de socorro
pela manh,
e gritos de guerra ao meio-dia;
17 mas Deus no me matou no ventre materno
nem fez da minha me o meu tmulo,
e tampouco a deixou
permanentemente grvida.
18 Por que sa do ventre materno?
S para ver dificuldades e tristezas,
e terminar os meus dias
na maior decepo?
Notas de rodap:
[a] 20.3 Magor-Missabibe significa terror por todos os lados.
[b] 20.7 Ou persuadiste, e eu fui persuadido;

JEREMIAS-CAPITULO-21
Deus Rejeita o Pedido de Zedequias
1 Esta  a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor , quando o
rei Zedequias enviou-lhe Pasur, filho de Malquias, e o sacerdote
Sofonias, filho de Maasias. Eles disseram:
2 "Consulte agora o
Senhor por ns porque Nabucodonosor, rei da Babilnia, est nos
atacando. Talvez o Senhor faa por ns uma de suas maravilhas e, assim,
ele se retire de ns".
3 Jeremias, porm, respondeu-lhes: "Digam a Zedequias:
4 Assim diz o
Senhor , o Deus de Israel: ``Estou a ponto de voltar contra vocs as
armas de guerra que esto em suas mos, as quais vocs esto usando para
combater o rei da Babilnia e os babilnios [a] , que cercam
vocs do lado de fora do muro. E eu os reunirei dentro desta cidade.
5 Eu mesmo lutarei contra vocs com mo poderosa e brao forte, com ira,
furor e grande indignao.
6 Matarei os habitantes desta cidade, tanto
homens como animais; eles morrero de uma peste terrvel.
7 Depois
disso'', declara o Senhor , ``entregarei Zedequias, rei de Jud, seus
conselheiros e o povo desta cidade que sobreviver  peste,  espada e 
fome, nas mos de Nabucodonosor, rei da Babilnia, nas mos dos inimigos
deles e daqueles que querem tirar-lhes a vida. Ele os matar  espada
sem piedade nem misericrdia; no ter deles nenhuma compaixo''.
8 "Digam a este povo: Assim diz o Senhor : ``Ponho diante de vocs o
caminho da vida e o caminho da morte.
9 Todo aquele que ficar nesta
cidade morrer pela espada, pela fome ou pela peste. Mas todo o que sair
e render-se aos babilnios, que cercam vocs, viver; este escapar com
vida.
10 Decidi fazer o mal e no o bem a esta cidade'', diz o Senhor
 ``Ela ser entregue nas mos do rei da Babilnia, e ele a
incendiar''.
11 "Digam  casa real de Jud: Ouam a palavra do Senhor .
12 
dinastia de Davi, assim diz o Senhor :
"``Administrem justia cada manh:
livrem o explorado
das mos do opressor;
seno a minha ira se acender e queimar
como fogo inextinguvel,
por causa do mal que vocs tm feito.
13 Eu estou contra voc, Jerusalm!
Voc que est entronizada
acima deste vale,
na rocha do planalto'',
declara o Senhor ;
``vocs que dizem: "Quem nos atacar?
Quem poder invadir nossas moradas?"
14 Eu os castigarei
de acordo com as suas obras'',
diz o Senhor .
``Porei fogo em sua floresta,
que consumir tudo ao redor''".
Notas de rodap:
[a] 21.4 Ou caldeus ; tambm em todo o livro de Jeremias.

JEREMIAS-CAPITULO-22
Juzo sobre os Reis Maus
1 Assim diz o Senhor : "Desa ao palcio do rei de Jud e proclame
ali esta mensagem:
2 Ouve a palavra do Senhor ,  rei de Jud, tu que
te assentas no trono de Davi; tu, teus conselheiros, e teu povo, que
passa por estas portas".
3 Assim diz o Senhor : "Administrem a
justia e o direito: livrem o explorado das mos do opressor. No
oprimam nem maltratem o estrangeiro, o rfo ou a viva; nem derramem
sangue inocente neste lugar.
4 Porque, se vocs tiverem o cuidado de
cumprir essas ordens, ento os reis que se assentarem no trono de Davi
entraro pelas portas deste palcio em carruagens e cavalos, em
companhia de seus conselheiros e de seu povo.
5 Mas se vocs
desobedecerem a essas ordens", declara o Senhor , "juro por mim
mesmo que este palcio ficar deserto".
6 Porque assim diz o Senhor a respeito do palcio real de Jud:
"Apesar de voc ser para mim
como Gileade
e como o topo do Lbano,
certamente farei de voc um deserto,
uma cidade desabitada.
7 Prepararei destruidores contra voc,
cada um com as suas armas;
eles cortaro o melhor dos seus cedros
e o lanaro ao fogo.
8 "De numerosas naes muitos passaro por esta cidade e perguntaro
uns aos outros: ``Por que o Senhor fez uma coisa dessas a esta grande
cidade?''
9 E lhes respondero: ``Foi porque abandonaram a aliana do
Senhor , do seu Deus, e adoraram outros deuses e prestaram-lhes
culto''".
10 No chorem pelo rei morto
nem lamentem sua perda.
Chorem amargamente, porm,
por aquele que est indo
para o exlio,
porque jamais voltar
nem ver sua terra natal.
11 Porque assim diz o Senhor acerca de Salum, rei de Jud, sucessor de
seu pai Josias, que partiu deste lugar: "Ele jamais voltar.
12 Morrer no lugar para onde o levaram prisioneiro; no ver novamente
esta terra.
13 "Ai daquele que constri
o seu palcio por meios corruptos,
seus aposentos, pela injustia,
fazendo os seus compatriotas
trabalharem por nada,
sem pagar-lhes o devido salrio.
14 Ele diz: ``Construirei para mim
um grande palcio,
com aposentos espaosos''.
Faz amplas janelas,
reveste o palcio de cedro
e pinta-o de vermelho.
15 "Voc acha que acumular cedro
faz de voc um rei?
O seu pai no teve comida e bebida?
Ele fez o que era justo e certo,
e tudo ia bem com ele.
16 Ele defendeu a causa
do pobre e do necessitado,
e, assim, tudo corria bem.
No  isso que significa conhecer-me?",
declara o Senhor .
17 "Mas voc no v nem pensa
noutra coisa
alm de lucro desonesto,
derramar sangue inocente,
opresso e extorso".
18 Portanto, assim diz o Senhor a respeito de Jeoaquim, filho de
Josias, rei de Jud:
"No se lamentaro por ele, clamando:
``Ah, meu irmo!'' ou
``Ah, minha irm!''
Nem se lamentaro, clamando:
``Ah, meu senhor !'' ou
``Ah, sua majestade!''
19 Ele ter o enterro de um jumento:
arrastado e lanado
fora das portas de Jerusalm!
20 "Jerusalm, suba ao Lbano e clame,
seja ouvida a sua voz em Bas,
clame desde Abarim,
pois todos os seus aliados
foram esmagados.
21 Eu a adverti quando voc
se sentia segura,
mas voc no quis ouvir-me.
Esse foi sempre o seu procedimento,
pois desde a sua juventude
voc no me obedece.
22 O vento conduzir para longe
todos os governantes
que conduzem voc,
e os seus aliados iro para o exlio.
Ento voc ser envergonhada
e humilhada
por causa de todas as suas maldades.
23 Voc, que est entronizada no Lbano [a] ,
que est aninhada em prdios de cedro,
como voc gemer quando
lhe vierem as dores de parto,
dores como as de uma mulher
que est para dar  luz!
24 "Juro pelo meu nome", diz o Senhor , "que ainda que voc,
Joaquim [b] , filho de Jeoaquim, rei de Jud, fosse um anel de
selar em minha mo direita, eu o arrancaria.
25 Eu o entregarei nas
mos daqueles que querem tirar a sua vida; daqueles que voc teme, nas
mos de Nabucodonosor, rei da Babilnia, e dos babilnios.
26 Expulsarei voc e sua me, a mulher que lhe deu  luz, para um outro
pas, onde vocs no nasceram, e no qual ambos morrero.
27 Jamais
retornaro  terra para a qual anseiam voltar".
28  Joaquim um vaso desprezvel
e quebrado,
um utenslio que ningum quer?
Por que ele e os seus descendentes
sero expulsos e lanados
num pas que no conhecem?
29  terra, terra, terra,
oua a palavra do Senhor !
30 Assim diz o Senhor :
"Registrem esse homem
como homem sem filhos.
Ele no prosperar em toda a sua vida;
nenhum dos seus descendentes
prosperar
nem se assentar no trono de Davi
nem governar em Jud.
Notas de rodap:
[a] 22.23 Isto , no palcio de Jerusalm (veja 1Rs 7.2).
[b] 22.24 Hebraico: Conias , variante de Joaquim ; tambm no versculo
28.

JEREMIAS-CAPITULO-23
O Renovo Justo
1 "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu
pasto!", diz o Senhor .
2 Portanto, assim diz o Senhor , Deus de
Israel, aos pastores que tomam conta do meu povo: "Foram vocs que
dispersaram e expulsaram o meu rebanho, e no cuidaram dele. Mas eu vou
castigar vocs pelos seus maus procedimentos", declara o Senhor .
3 "Eu mesmo reunirei os remanescentes do meu rebanho de todas as terras
para onde os expulsei e os trarei de volta  sua pastagem, a fim de que
cresam e se multipliquem.
4 Estabelecerei sobre eles pastores que
cuidaro deles. E eles no mais tero medo ou pavor, e nenhum deles
faltar", declara o Senhor .
5 "Dias viro", declara o Senhor ,
"em que levantarei para Davi [a]
um Renovo justo,
um rei que reinar com sabedoria
e far o que  justo e certo na terra.
6 Em seus dias Jud ser salva,
Israel viver em segurana,
e este  o nome pelo qual ser chamado:
O Senhor  a Nossa Justia.
7 "Portanto, vm dias", diz o Senhor , "em que no mais se dir:
``Juro pelo nome do Senhor , que trouxe os israelitas do Egito'',
8 mas se dir: ``Juro pelo nome do Senhor , que trouxe os descendentes de
Israel da terra do norte e de todas as naes para onde os expulsou''.
E eles vivero na sua prpria terra".
Profetas Mentirosos
9 Acerca dos profetas:
Meu corao est partido
dentro de mim;
todos os meus ossos tremem.
Sou como um bbado,
como um homem dominado pelo vinho,
por causa do Senhor
e de suas santas palavras.
10 A terra est cheia de adlteros,
e por causa disso [b] a terra chora [c]
e as pastagens do deserto esto secas.
Seu modo de vida  perverso
e o seu poder  ilegtimo.
11 "Tanto o profeta como o sacerdote
so profanos;
at no meu templo
encontro as suas iniqidades",
declara o Senhor .
12 "Por isso, o caminho deles
ser como lugares escorregadios
nas trevas,
para as quais sero banidos,
e nelas cairo.
Trarei a desgraa sobre eles,
no ano do seu castigo",
declara o Senhor .
13 "Entre os profetas de Samaria
vi algo repugnante:
eles profetizaram por Baal
e desviaram Israel, o meu povo.
14 E entre os profetas de Jerusalm
vi algo horrvel:
eles cometem adultrio e
vivem uma mentira.
Encorajam os que praticam o mal,
para que nenhum deles se converta
de sua impiedade.
Para mim so todos como Sodoma;
o povo de Jerusalm  como Gomorra."
15 Por isso assim diz o Senhor dos Exrcitos acerca dos profetas:
"Eu os farei comer comida amarga
e beber gua envenenada,
porque dos profetas de Jerusalm
a impiedade se espalhou
por toda esta terra".
16 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"No ouam o que os profetas
esto profetizando para vocs;
eles os enchem de falsas esperanas.
Falam de vises inventadas
por eles mesmos,
e que no vm da boca do Senhor .
17 Vivem dizendo queles que desprezam
a palavra do Senhor :
``Vocs tero paz''.
E a todos os que seguem a obstinao
dos seus coraes dizem:
``Vocs no sofrero desgraa alguma''.
18 Mas qual deles esteve no
conselho do Senhor
para ver ou ouvir a sua palavra?
Quem deu ateno
e obedeceu  minha palavra?
19 Vejam, a tempestade do Senhor !
A sua fria est  solta!
Um vendaval vem sobre
a cabea dos mpios.
20 A ira do Senhor no se afastar
at que ele tenha completado
os seus propsitos.
Em dias vindouros vocs
o compreendero claramente.
21 No enviei esses profetas,
mas eles foram correndo
levar sua mensagem;
no falei com eles,
mas eles profetizaram.
22 Mas se eles tivessem comparecido
ao meu conselho,
anunciariam as minhas palavras
ao meu povo
e teriam feito com que se convertessem
do seu mau procedimento
e das suas obras ms.
23 "Sou eu apenas um Deus de perto",
pergunta o Senhor ,
"e no tambm um Deus de longe?
24 Poder algum esconder-se
sem que eu o veja?",
pergunta o Senhor .
"No sou eu aquele que enche
os cus e a terra?",
pergunta o Senhor .
25 "Ouvi o que dizem os profetas, que profetizam mentiras em meu
nome, dizendo: ``Tive um sonho! Tive um sonho!''
26 At quando os
profetas continuaro a profetizar mentiras e as iluses de suas prprias
mentes?
27 Eles imaginam que os sonhos que contam uns aos outros faro
o povo esquecer o meu nome, assim como os seus antepassados esqueceram o
meu nome por causa de Baal.
28 O profeta que tem um sonho, conte o
sonho, e o que tem a minha palavra, fale a minha palavra com fidelidade.
Pois o que tem a palha a ver com o trigo?", pergunta o Senhor .
29 "No  a minha palavra como o fogo", pergunta o Senhor , "e como
um martelo que despedaa a rocha?
30 "Portanto", declara o Senhor , "estou contra os profetas que
roubam uns dos outros as minhas palavras.
31 Sim", declara o Senhor ,
"estou contra os profetas que com as suas prprias lnguas declaram
orculos.
32 Sim, estou contra os que profetizam sonhos falsos",
declara o Senhor . "Eles os relatam e com as suas mentiras
irresponsveis desviam o meu povo. Eu no os enviei nem os autorizei; e
eles no trazem benefcio algum a este povo", declara o Senhor .
Os Falsos Profetas
33 "Quando este povo ou um profeta ou um sacerdote lhe perguntar:
``Qual  a mensagem pesada da qual o Senhor o encarregou?'',
diga-lhes: Vocs so o peso! E eu os abandonarei", declara o Senhor .
34 "Se um profeta ou um sacerdote ou algum do povo afirmar: ``Esta
 a mensagem da qual o Senhor me encarregou'', eu castigarei esse homem
e a sua famlia.
35 Assim dir cada um de vocs ao seu amigo ou
parente: ``O que o Senhor respondeu? O que o Senhor falou?''
36 Nunca
mais mencionem a expresso ``Esta  a mensagem da qual o Senhor me
encarregou'', seno essa palavra se tornar uma ``carga'' para aquele
que a proferir; porque vocs distorcem as palavras do Deus vivo, do
Senhor dos Exrcitos, do nosso Deus.
37  assim que vocs diro ao
profeta: ``Qual  a resposta do Senhor para voc?'' ou ``O que o
Senhor falou?''
38 Mas se vocs disserem: ``Esta  a mensagem da qual
o Senhor me encarregou''", assim diz o Senhor : "Vocs dizem:
``Esta  a mensagem da qual o Senhor me encarregou'', quando eu lhes
adverti que no dissessem isso.
39 Por isso me esquecerei de vocs e os
lanarei fora da minha presena, juntamente com a cidade que dei a vocs
e aos seus antepassados.
40 Trarei sobre vocs humilhao perptua,
vergonha permanente, que jamais ser esquecida".
Notas de rodap:
[a] 23.5 Ou levantarei da linhagem de Davi
[b] 23.10 Ou por causa da maldio
[c] 23.10 Ou a terra est ressequida

JEREMIAS-CAPITULO-24
Duas Cestas de Figos
1 E o Senhor mostrou-me dois cestos de figos postos diante do templo
do Senhor . Isso aconteceu depois que Nabucodonosor levou de Jerusalm,
para o exlio na Babilnia, Joaquim [a] , filho de Jeoaquim, rei
de Jud, os lderes de Jud, e os artesos e artfices.
2 Um cesto
continha figos muito bons, como os que amadurecem no princpio da
colheita; os figos do outro cesto eram ruins e intragveis.
3 Ento o Senhor me perguntou: "O que voc v, Jeremias?"
Eu respondi: Figos. Os bons so muitos bons, mas os ruins so
intragveis.
4 Ento o Senhor me dirigiu a palavra, dizendo:
5 "Assim diz o
Senhor , o Deus de Israel: Considero como esses figos bons os exilados
de Jud, os quais expulsei deste lugar para a terra dos babilnios, a
fim de fazer-lhes bem.
6 Olharei favoravelmente para eles, e no os
trarei de volta a esta terra. Eu os edificarei e no os derrubarei; eu
os plantarei e no os arrancarei.
7 Eu lhes darei um corao capaz de
conhecer-me e de saber que eu sou o Senhor . Sero o meu povo, e eu
serei o seu Deus, pois eles se voltaro para mim de todo o corao.
8 "Mas como se faz com os figos ruins e intragveis", diz o Senhor
, "assim lidarei com Zedequias, rei de Jud, com os seus lderes e com
os sobreviventes de Jerusalm, tanto os que permanecem nesta terra como
os que vivem no Egito.
9 Eu os tornarei objeto de terror e de desgraa
para todos os reinos da terra. Para onde quer que eu os expulsar, sero
uma afronta e serviro de exemplo, ridculo e maldio.
10 Enviarei
contra eles a guerra, a fome e a peste at que sejam eliminados da terra
que dei a eles e aos seus antepassados".
Notas de rodap:
[a] 24.1 Hebraico: Jeconias , variante de Joaquim .

JEREMIAS-CAPITULO-25
Setenta Anos de Cativeiro
1 A palavra veio a Jeremias a respeito de todo o povo de Jud no
quarto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud, que foi o primeiro
ano de Nabucodonosor, rei da Babilnia.
2 O que o profeta Jeremias
anunciou a todo o povo de Jud e aos habitantes de Jerusalm foi isto:
3 "Durante vinte e trs anos a palavra do Senhor tem vindo a mim,
desde o dcimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Jud, at o
dia de hoje. E eu a tenho anunciado a vocs, dia aps dia, mas vocs no
me deram ouvidos.
4 "Embora o Senhor tenha enviado a vocs os seus servos, os profetas,
dia aps dia, vocs no os ouviram nem lhes deram ateno
5 quando
disseram: ``Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas ms obras,
e vocs permanecero na terra que o Senhor deu a vocs e aos seus
antepassados para sempre.
6 No sigam outros deuses para prestar-lhes
culto e ador-los; no provoquem a minha ira com dolos feitos por
vocs. E eu no trarei desgraa sobre vocs''.
7 "``Mas vocs no me deram ouvidos e me provocaram  ira com os
dolos que vocs fizeram, trazendo desgraa sobre si mesmos'', declara
o Senhor .
8 "Portanto, assim diz o Senhor dos Exrcitos: ``Visto que vocs no
ouviram as minhas palavras,
9 convocarei todos os povos do norte e o
meu servo Nabucodonosor, rei da Babilnia'', declara o Senhor , ``e os
trarei para atacar esta terra, os seus habitantes e todas as naes ao
redor. Eu os destruirei completamente e os farei um objeto de pavor e de
zombaria, e uma runa permanente.
10 Darei fim s vozes de jbilo e de
alegria, s vozes do noivo e da noiva, ao som do moinho e  luz das
candeias.
11 Toda esta terra se tornar uma runa desolada, e essas
naes estaro sujeitas ao rei da Babilnia durante setenta anos.
12 "``Quando se completarem os setenta anos, castigarei o rei da
Babilnia e a sua nao, a terra dos babilnios, por causa de suas
iniqidades', declara o Senhor , ``e a deixarei arrasada para sempre.
13 Cumprirei naquela terra tudo o que falei contra ela, tudo o que est
escrito neste livro e que Jeremias profetizou contra todas as naes.
14 Porque os prprios babilnios sero escravizados por muitas naes e
grandes reis; eu lhes retribuirei conforme as suas aes e as suas
obras''".
O Clice da Ira de Deus
15 Assim me disse o Senhor , o Deus de Israel: "Pegue de minha mo
este clice com o vinho da minha ira e faa com que bebam dele todas as
naes a quem eu o envio.
16 Quando o beberem, ficaro cambaleando,
enlouquecidas por causa da espada que enviarei contra elas".
17 Ento peguei o clice da mo do Senhor , e fiz com que dele bebessem
todas as naes s quais o Senhor me enviou:
18 Jerusalm e as cidades
de Jud, seus reis e seus lderes, para fazer deles uma desolao e um
objeto de pavor, zombaria e maldio, como hoje acontece;
19 o fara, o
rei do Egito, seus conselheiros e seus lderes, todo o seu povo,
20 e
todos os estrangeiros que l residem; todos os reis de Uz; todos os reis
dos filisteus: de Ascalom, Gaza, Ecrom e o povo que restou em Asdode;
21 Edom, Moabe e os amonitas,
22 os reis de Tiro e de Sidom; os reis
das ilhas e das terras de alm mar;
23 Ded, Tem, Buz e todos os que
rapam a cabea;
24 e os reis da Arbia e todos os reis dos estrangeiros
que vivem no deserto;
25 todos os reis de Zinri, de Elo e da Mdia;
26 e todos os reis do norte, prximos ou distantes, um aps outro; e
todos os reinos da face da terra. Depois de todos eles, o rei de Sesaque
[a] tambm beber do clice.
27 "A seguir diga-lhes: Assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de
Israel: Bebam, embriaguem-se, vomitem, caiam e no mais se levantem, por
causa da espada que envio no meio de vocs.
28 Mas se eles se recusarem
a beber, diga-lhes: Assim diz o Senhor dos Exrcitos: Vocs vo beb-lo!
29 Comeo a trazer desgraa sobre a cidade que leva o meu nome; e vocs
sairiam impunes? De maneira alguma ficaro sem castigo! Estou trazendo a
espada contra todos os habitantes da terra", declara o Senhor dos
Exrcitos.
30 "E voc, profetize todas estas palavras contra eles, dizendo:
"O Senhor ruge do alto;
troveja de sua santa morada;
ruge poderosamente
contra a sua propriedade.
Ele grita como os que pisam as uvas;
grita contra todos
os habitantes da terra.
31 Um tumulto ressoa at
os confins da terra,
pois o Senhor faz
acusaes contra as naes,
e julga toda a humanidade:
ele entregar os mpios  espada",
declara o Senhor .
31 Assim diz o Senhor :
"Vejam! A desgraa est se espalhando
de nao em nao;
uma terrvel tempestade se levanta
desde os confins da terra".
33 Naquela dia, os mortos pelo Senhor estaro em todo lugar, de um lado
ao outro da terra. Ningum prantear por eles, e no sero recolhidos e
sepultados, mas serviro de esterco sobre o solo.
34 Lamentem-se e gritem, pastores!
Rolem no p, chefes do rebanho!
Porque chegou para vocs
o dia da matana
e da sua disperso;
vocs cairo e sero esmigalhados
como vasos finos. [b]
35 No haver refgio para os pastores
nem escapatria
para os chefes do rebanho.
36 Ouvem-se os gritos dos pastores
e o lamento dos chefes do rebanho,
pois o Senhor est destruindo
as pastagens deles.
37 Os pastos tranqilos esto devastados
por causa do fogo da ira do Senhor .
38 Como um leo, ele saiu de sua toca;
a terra deles ficou devastada,
por causa da espada [c] do opressor
e do fogo de sua ira.
Notas de rodap:
[a] 25.26 Sesaque  um criptograma para Babilnia.
[b] 25.34 A Septuaginta traz cairo como carneiros selecionados.
[c] 25.38 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a
Septuaginta. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz ira.
Veja Jr 46.16 e 50.16.

JEREMIAS-CAPITULO-26
Jeremias  Ameaado de Morte
1 No incio do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud, veio
esta palavra da parte do Senhor :
2 "Assim diz o Senhor : Coloque-se
no ptio do templo do Senhor e fale a todo o povo das cidades de Jud
que vem adorar no templo do Senhor . Diga-lhes tudo o que eu lhe
ordenar; no omita uma s palavra.
3 Talvez eles escutem e cada um se
converta de sua m conduta. Ento eu me arrependerei e no trarei sobre
eles a desgraa que estou planejando por causa do mal que eles tm
praticado.
4 Diga-lhes: Assim diz o Senhor : Se vocs no me escutarem
nem seguirem a minha lei, que dei a vocs,
5 e se no ouvirem as
palavras dos meus servos, os profetas, os quais tenho enviado a vocs
vez aps vez, embora vocs no os tenham ouvido,
6 ento farei deste
templo o que fiz do santurio de Sil, e desta cidade, um objeto de
maldio entre todas as naes da terra".
7 Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias falar essas
palavras no templo do Senhor .
8 E assim que Jeremias acabou de dizer
ao povo tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado, os sacerdotes, os
profetas e todo o povo o prenderam e disseram: "Voc certamente
morrer!
9 Por que voc profetiza em nome do Senhor e afirma que este
templo ser como Sil e que esta cidade ficar arrasada e abandonada?"
E todo o povo se ajuntou em volta de Jeremias no templo do Senhor .
10 Quando os lderes de Jud souberam disso, foram do palcio real at
o templo do Senhor e se assentaram para julgar,  entrada da porta Nova
do templo do Senhor .
11 E os sacerdotes e os profetas disseram aos
lderes e a todo o povo: "Este homem deve ser condenado  morte porque
profetizou contra esta cidade. Vocs o ouviram com os seus prprios
ouvidos!"
12 Disse ento Jeremias a todos os lderes e a todo o povo: "O Senhor
enviou-me para profetizar contra este templo e contra esta cidade tudo o
que vocs ouviram.
13 Agora, corrijam a sua conduta e as suas aes e
obedeam ao Senhor , ao seu Deus. Ento o Senhor se arrepender da
desgraa que pronunciou contra vocs.
14 Quanto a mim, estou nas mos
de vocs; faam comigo o que acharem bom e certo.
15 Entretanto,
estejam certos de que, se me matarem, vocs, esta cidade e os seus
habitantes sero responsveis por derramar sangue inocente, pois, na
verdade, o Senhor enviou-me a vocs para anunciar-lhes essas
palavras".
16 Ento os lderes e todo o povo disseram aos sacerdotes e aos
profetas: "Este homem no deve ser condenado  morte! Ele nos falou em
nome do Senhor , do nosso Deus".
17 Alguns dos lderes da terra se levantaram e disseram a toda a
assemblia do povo:
18 "Miquias de Moresete profetizou nos dias de
Ezequias, rei de Jud, dizendo a todo o povo de Jud: ``Assim diz
Senhor dos Exrcitos:
"``"Sio ser arada como um campo.
Jerusalm se tornar
um monte de entulho,
a colina do templo,
um monte coberto de mato'' [a] .
19 "Acaso Ezequias, rei de Jud, ou algum do povo de Jud o matou?
Ezequias no temeu o Senhor e no buscou o seu favor? E o Senhor no se
arrependeu da desgraa que pronunciara contra eles? Estamos a ponto de
trazer uma terrvel desgraa sobre ns!"
20 Outro homem que profetizou em nome do Senhor foi Urias, filho de
Semaas, de Quiriate-Jearim. Ele profetizou contra esta cidade e contra
esta terra as mesmas coisas anunciadas por Jeremias.
21 Quando o rei
Jeoaquim, todos os seus homens de guerra e os seus oficiais ouviram
isso, o rei procurou mat-lo. Sabendo disso, Urias teve medo e fugiu
para o Egito.
22 Mas o rei Jeoaquim mandou ao Egito Elnat, filho de
Acbor, e com ele alguns homens,
23 os quais trouxeram Urias do Egito e
o levaram ao rei Jeoaquim, que o mandou matar  espada. Depois, jogaram
o corpo dele numa vala comum.
24 Mas Aicam, filho de Saf, protegeu Jeremias, impedindo que ele fosse
entregue ao povo para ser executado.
Notas de rodap:
[a] 26.18 Mq 3.12

JEREMIAS-CAPITULO-27
A Profecia Favorvel a Nabucodonosor
1 No incio do reinado de Zedequias [a] , filho de Josias, rei
de Jud, veio esta palavra a Jeremias da parte do Senhor :
2 Assim me
ordenou o Senhor : "Faa para voc um jugo com cordas e madeira e
ponha-o sobre o pescoo.
3 Depois mande uma mensagem aos reis de Edom,
de Moabe, de Amom, de Tiro e de Sidom, por meio dos embaixadores que
vieram a Jerusalm para ver Zedequias, rei de Jud.
4 Esta  a mensagem
que devero transmitir aos seus senhores: Assim diz o Senhor dos
Exrcitos, o Deus de Israel:
5 Eu fiz a terra, os seres humanos e os
animais que nela esto, com o meu grande poder e com meu brao
estendido, e eu a dou a quem eu quiser.
6 Agora, sou eu mesmo que
entrego todas essas naes nas mos do meu servo Nabucodonosor, rei da
Babilnia; sujeitei a ele at mesmo os animais selvagens.
7 Todas as
naes estaro sujeitas a ele, a seu filho e a seu neto; at que chegue
a hora em que a terra dele seja subjugada por muitas naes e por reis
poderosos.
8 "Se, porm, alguma nao ou reino no se sujeitar a Nabucodonosor,
rei da Babilnia, nem colocar o pescoo sob o seu jugo, eu castigarei
aquela nao com a guerra, a fome e a peste", declara o Senhor , "e
por meio dele eu a destruirei completamente.
9 No ouam os seus
profetas, os seus adivinhos, os seus intrpretes de sonhos, os seus
mdiuns e os seus feiticeiros, os quais lhes dizem que no se sujeitem
ao rei da Babilnia.
10 Porque suas profecias so mentiras e os levaro
para longe de sua terra. Eu banirei vocs, e vocs perecero.
11 Mas,
se alguma nao colocar o pescoo sob o jugo do rei da Babilnia e a ele
se sujeitar, ento deixarei aquela nao permanecer na sua prpria terra
para cultiv-la e nela viver", declara o Senhor .
12 Entreguei a mesma mensagem a Zedequias, rei de Jud, dizendo-lhe:
Coloquem o pescoo sob o jugo do rei da Babilnia, sujeitem-se a ele e
ao seu povo, e vocs vivero.
13 Por que razo voc e o seu povo
morreriam pela guerra, pela fome e pela peste, com as quais o Senhor
ameaa a nao que no se sujeitar ao rei da Babilnia?
14 No dem
ateno s palavras dos profetas que dizem que vocs no devem
sujeitar-se ao rei da Babilnia; esto profetizando mentiras.
15 "Eu
no os enviei!", declara o Senhor . "Eles profetizam mentiras em meu
nome. Por isso, eu banirei vocs, e vocs perecero juntamente com os
profetas que lhes esto profetizando."
16 Ento eu disse aos sacerdotes e a todo este povo: Assim diz o Senhor
: "No ouam os seus profetas que dizem que em breve os utenslios do
templo do Senhor sero trazidos de volta da Babilnia. Eles esto
profetizando mentiras".
17 No os ouam. Sujeitem-se ao rei da
Babilnia, e vocs vivero. Por que deveria esta cidade ficar em runas?
18 Se eles so profetas e tm a palavra do Senhor , que implorem ao
Senhor dos Exrcitos, pedindo que os utenslios que restam no templo do
Senhor , no palcio do rei de Jud e em Jerusalm no sejam levados para
a Babilnia.
19 Porque assim diz o Senhor dos Exrcitos acerca das
colunas, do tanque, dos suportes e dos outros utenslios que foram
deixados nesta cidade,
20 os quais Nabucodonosor, rei da Babilnia, no
levou consigo de Jerusalm para a Babilnia, quando exilou Joaquim
[b] , filho de Jeoaquim, rei de Jud, com os nobres de Jud e de
Jerusalm.
21 Sim, assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel,
acerca dos utenslios que restaram no templo do Senhor , no palcio do
rei de Jud e em Jerusalm:
22 "Sero levados para a Babilnia e ali
ficaro at o dia em que eu os quiser buscar", declara o Senhor .
"Ento os trarei de volta e os restabelecerei neste lugar".
Notas de rodap:
[a] 27.1 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a Verso
Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz Jeoaquim.
Veja Jr 27.3,12 e 28.1.
[b] 27.20 Hebraico: Jeconias , variante de Joaquim ; tambm em 28.4 e
29.2

JEREMIAS-CAPITULO-28
O Falso Profeta Hananias
1 No quinto ms daquele mesmo ano, o quarto ano, no incio do reinado
de Zedequias, rei de Jud, Hananias, filho de Azur, profeta natural de
Gibeom, disse-me no templo do Senhor , na presena dos sacerdotes e de
todo o povo:
2 "Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel:
``Quebrarei o jugo do rei da Babilnia.
3 Em dois anos trarei de volta
a este lugar todos os utenslios do templo do Senhor que Nabucodonosor,
rei da Babilnia, tirou daqui e levou para a Babilnia.
4 Tambm trarei
de volta para este lugar Joaquim, filho de Jeoaquim, rei de Jud, e
todos os exilados de Jud que foram para a Babilnia'', diz o Senhor ,
``pois quebrarei o jugo do rei da Babilnia''".
5 Mas o profeta Jeremias respondeu ao profeta Hananias diante dos
sacerdotes e de todo o povo que estava no templo do Senhor :
6 "Amm!
Que assim faa o Senhor ! Que o Senhor cumpra as palavras que voc
profetizou, trazendo os utenslios do templo do Senhor e todos os
exilados da Babilnia para este lugar.
7 Entretanto, oua o que tenho a
dizer a voc e a todo o povo:
8 Os profetas que precederam a voc e a
mim, desde os tempos antigos, profetizaram guerra, desgraa e peste
contra muitas naes e grandes reinos.
9 Mas o profeta que profetiza
prosperidade ser reconhecido como verdadeiro enviado do Senhor se
aquilo que profetizou se realizar".
10 Ento o profeta Hananias tirou o jugo do pescoo de Jeremias e o
quebrou,
11 e disse diante de todo o povo: "Assim diz o Senhor : ``
deste modo que quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilnia, e o
tirarei do pescoo de todas as naes no prazo de dois anos''".
Diante disso, o profeta Jeremias retirou-se.
12 Depois que o profeta Hananias quebrou o jugo do pescoo do profeta
Jeremias, o Senhor dirigiu a palavra a Jeremias:
13 "V dizer a
Hananias: Assim diz o Senhor : Voc quebrou um jugo de madeira, mas em
seu lugar voc far um jugo de ferro [a] .
14 Assim diz o Senhor
dos Exrcitos, o Deus de Israel: Porei um jugo sobre o pescoo de todas
essas naes, para faz-las sujeitas a Nabucodonosor, rei da Babilnia,
e elas se sujeitaro a ele. At mesmo os animais selvagens estaro
sujeitos a ele".
15 Disse, pois, o profeta Jeremias ao profeta Hananias: "Escute,
Hananias! O Senhor no o enviou, mas assim mesmo voc persuadiu esta
nao a confiar em mentiras.
16 Por isso, assim diz Senhor : ``Vou
tir-lo da face da terra. Este ano voc morrer, porque pregou rebelio
contra o Senhor ''".
17 E o profeta Hananias morreu no stimo ms daquele mesmo ano.
Notas de rodap:
[a] 28.13 A Septuaginta diz eu farei um jugo de ferro.

JEREMIAS-CAPITULO-29
A Carta aos Exilados
1 Este  o contedo da carta que o profeta Jeremias enviou de
Jerusalm aos lderes, que ainda restavam entre os exilados, aos
sacerdotes, aos profetas e a todo o povo que Nabucodonosor deportara de
Jerusalm para a Babilnia.
2 Isso aconteceu depois que o rei Joaquim e
a rainha-me, os oficiais do palcio real, os lderes de Jud e
Jerusalm, os artesos e os artfices foram deportados de Jerusalm para
a Babilnia.
3 Ele enviou a carta por intermdio de Eleasa, filho de
Saf, e Gemarias, filho de Hilquias, os quais Zedequias, rei de Jud,
mandou a Nabucodonosor, rei da Babilnia. A carta dizia o seguinte:
4 "Assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel, a todos os
exilados, que deportei de Jerusalm para a Babilnia:
5 ``Construam
casas e habitem nelas; plantem jardins e comam de seus frutos.
6 Casem-se e tenham filhos e filhas; escolham mulheres para casar-se com
seus filhos e dem as suas filhas em casamento, para que tambm tenham
filhos e filhas. Multipliquem-se e no diminuam.
7 Busquem a
prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em
favor dela, porque a prosperidade de vocs depende da prosperidade
dela''.
8 Porque assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel:
``No deixem que os profetas e adivinhos que h no meio de vocs os
enganem. No dem ateno aos sonhos que vocs os encorajam a terem.
9 Eles esto profetizando mentiras em meu nome. Eu no os enviei'',
declara o Senhor .
10 "Assim diz o Senhor : ``Quando se completarem os setenta anos da
Babilnia, eu cumprirei a minha promessa em favor de vocs, de traz-los
de volta para este lugar.
11 Porque sou eu que conheo os planos que
tenho para vocs'', diz o Senhor , ``planos de faz-los prosperar e
no de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperana e um futuro.
12 Ento vocs clamaro a mim, viro orar a mim, e eu os ouvirei.
13 Vocs
me procuraro e me acharo quando me procurarem de todo o corao.
14 Eu me deixarei ser encontrado por vocs'', declara o Senhor , ``e os
trarei de volta do cativeiro. [a] Eu os reunirei de todas as
naes e de todos os lugares para onde eu os dispersei, e os trarei de
volta para o lugar de onde os deportei'', diz o Senhor.
15 "Vocs podem dizer: ``O Senhor levantou profetas para ns na
Babilnia'',
16 mas assim diz o Senhor sobre o rei que se assenta no
trono de Davi e sobre todo o povo que permanece nesta cidade, seus
compatriotas que no foram com vocs para o exlio;
17 assim diz o
Senhor dos Exrcitos: ``Enviarei a guerra, a fome e a peste contra
eles; lidarei com eles como se lida com figos ruins, que so
intragveis.
18 Eu os perseguirei com a guerra, a fome e a peste; farei
deles objeto de terror para todos os reinos da terra, maldio e
exemplo, zombaria e afronta entre todas as naes para onde eu os
dispersei.
19 Porque eles no deram ateno s minhas palavras'',
declara o Senhor , ``palavras que lhes enviei pelos meus servos, os
profetas. E vocs tambm no deram ateno!'', diz o Senhor .
20 "Ouam, agora, a palavra do Senhor , todos vocs exilados, que
deportei de Jerusalm para a Babilnia!
21 Assim diz o Senhor dos
Exrcitos, o Deus de Israel, a respeito de Acabe, filho de Colaas, e a
respeito de Zedequias, filho de Maasias, que esto profetizando
mentiras a vocs em meu nome: ``Eu os entregarei nas mos de
Nabucodonosor, rei da Babilnia, e ele os matar diante de vocs.
22 Em
razo disso, os exilados de Jud que esto na Babilnia usaro esta
maldio: "Que o Senhor o trate como tratou Zedequias e Acabe, os
quais o rei da Babilnia queimou vivos".
23 Porque cometeram loucura
em Israel: adulteraram com as mulheres de seus amigos e em meu nome
falaram mentiras, que eu no ordenei que falassem. Mas eu estou sabendo;
sou testemunha disso'', declara o Senhor .
Mensagem a Semaas
24 "Diga a Semaas, de Neelam:
25 Diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus
de Israel que voc enviou cartas em seu prprio nome a todo o povo de
Jerusalm, a Sofonias, filho do sacerdote Maasias, e a todos os
sacerdotes. Voc disse a Sofonias:
26 ``O Senhor o designou sacerdote
em lugar de Joiada como encarregado do templo do Senhor ; voc deveria
prender no tronco, com correntes de ferro, qualquer doido que agisse
como profeta.
27 E por que voc no repreendeu Jeremias de Anatote, que
se apresenta como profeta entre vocs?
28 Ele at mandou esta mensagem
para ns que estamos na Babilnia, dizendo que o exlio ser longo, que
construam casas e habitem nelas, plantem jardins e comam de seus
frutos''".
29 O sacerdote Sofonias leu a carta para o profeta Jeremias.
30 Ento
o Senhor dirigiu a palavra a Jeremias:
31 "Envie esta mensagem a
todos os exilados: Assim diz o Senhor sobre Semaas, de Neelam: Embora
eu no o tenha enviado, Semaas profetizou a vocs e fez com que vocs
cressem numa mentira,
32 por isso, assim diz o Senhor : Castigarei
Semaas, de Neelam, e os seus descendentes. No lhe restar ningum
entre este povo, e ele no ver as coisas boas que farei em favor de meu
povo", declara o Senhor , "porque ele pregou rebelio contra o
Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 29.14 Ou e restaurarei a sorte de vocs.

JEREMIAS-CAPITULO-30
A Restaurao de Israel
1 Esta  a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor :
2 "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: Escreva num livro todas as
palavras que eu lhe falei.
3 Certamente vm os dias", diz o Senhor ,
"em que mudarei a sorte do meu povo, Israel e Jud, e os farei
retornar  terra que dei aos seus antepassados, e eles a possuiro",
declara o Senhor .
4 Estas so as palavras que o Senhor falou acerca de Israel e de Jud:
5 "Assim diz o Senhor :
"Ouvem-se gritos de pnico,
de pavor e no de paz.
6 Pergunte e veja:
Pode um homem dar  luz?
Por que vejo, ento, todos os homens
com as mos no estmago,
como uma mulher em trabalho de parto?
Por que esto plidos todos os rostos?
7 Como ser terrvel aquele dia!
Sem comparao!
Ser tempo de angstia para Jac;
mas ele ser salvo.
8 "Naquele dia",
declara o Senhor dos Exrcitos,
"quebrarei o jugo
que est sobre o pescoo deles
e arrebentarei as suas correntes;
no mais sero escravizados
pelos estrangeiros.
9 Serviro ao Senhor , ao seu Deus,
e a Davi, seu rei,
que darei a eles.
10 "Por isso, no tema, Jac, meu servo!
No fique assustado,  Israel!",
declara o Senhor .
"Eu o salvarei de um lugar distante,
e os seus descendentes,
da terra do seu exlio.
Jac voltar e ficar em paz
e em segurana;
ningum o inquietar.
11 Porque eu estou com voc
e o salvarei", diz o Senhor .
"Destruirei completamente
todas as naes
entre as quais eu o dispersei;
mas a voc
no destruirei completamente.
Eu o disciplinarei, como voc merece.
No o deixarei impune".
11 Assim diz o Senhor :
"Seu ferimento  grave,
sua ferida, incurvel.
13 No h quem defenda a sua causa;
no h remdio para a sua ferida,
que no cicatriza.
14 Todos os seus amantes
esqueceram-se de voc;
eles no se importam com voc.
Eu a golpeei como faz um inimigo;
dei-lhe um castigo cruel,
porque  grande a sua iniqidade
e numerosos so os seus pecados.
15 Por que voc grita
por causa do seu ferimento,
por sua ferida incurvel?
Fiz essas coisas a voc
porque  grande a sua iniqidade
e numerosos so os seus pecados.
16 "Mas todos os que a devoram
sero devorados;
todos os seus adversrios
iro para o exlio.
Aqueles que a saqueiam
sero saqueados;
eu despojarei todos os que a despojam.
17 Farei cicatrizar o seu ferimento
e curarei as suas feridas",
declara o Senhor ,
"porque a voc, Sio,
chamam de rejeitada,
aquela por quem ningum se importa".
18 Assim diz o Senhor :
"Mudarei a sorte das tendas de Jac
e terei compaixo das suas moradas.
A cidade ser reconstruda
sobre as suas runas
e o palcio no seu devido lugar.
19 Deles viro aes de graa
e o som de regozijo.
Eu os farei aumentar
e eles no diminuiro;
eu os honrarei
e eles no sero desprezados.
20 Seus filhos sero
como nos dias do passado,
e a sua comunidade
ser firmada diante de mim;
castigarei todos aqueles
que os oprimem.
21 Seu lder ser um dentre eles;
seu governante vir do meio deles.
Eu o trarei para perto
e ele se aproximar de mim;
pois quem se arriscaria
a aproximar-se de mim?",
pergunta o Senhor .
22 "Por isso vocs sero o meu povo,
e eu serei o seu Deus".
23 Vejam, a tempestade do Senhor !
Sua fria est  solta!
Um vendaval vem
sobre a cabea dos mpios.
24 A ira do Senhor no se afastar
at que ele tenha completado
os seus propsitos.
Em dias vindouros
vocs compreendero isso.

JEREMIAS-CAPITULO-31
1 "Naquele tempo", diz o Senhor , "serei o Deus de todas as
famlias de Israel, e eles sero o meu povo."
1 Assim diz o Senhor :
"O povo que escapou da morte
achou favor no deserto".
Quando Israel buscava descanso,
3 o Senhor lhe apareceu no passado, [a]
dizendo:
"Eu a amei com amor eterno;
com amor leal a atrai.
4 Eu a edificarei mais uma vez,
 virgem, Israel!
Voc ser reconstruda!
Mais uma vez voc
se enfeitar com guizos
e sair danando com os que se alegram.
5 De novo voc plantar videiras
nas colinas de Samaria;
videiras antes profanadas pelos lavradores
que as tinham plantado. [b]
6 Porque vai chegando o dia
em que os sentinelas gritaro
nas colinas de Efraim:
``Venham e subamos a Sio,
 presena do Senhor ,
do nosso Deus''".
7 Assim diz o Senhor :
"Cantem de alegria por causa de Jac;
gritem, exaltando a principal
das naes!
Proclamem e dem louvores, dizendo:
``O Senhor salvou o seu povo, [c]
o remanescente de Israel''.
8 Vejam, eu os trarei da terra do norte
e os reunirei dos confins da terra.
Entre eles estaro o cego e o aleijado,
mulheres grvidas
e em trabalho de parto;
uma grande multido voltar.
9 Voltaro com choro, [d]
mas eu os conduzirei
em meio a consolaes.
Eu os conduzirei s correntes de gua
por um caminho plano,
onde no tropearo,
porque sou pai para Israel
e Efraim  o meu filho mais velho.
10 "Ouam a palavra do Senhor ,
 naes,
e proclamem nas ilhas distantes:
``Aquele que dispersou Israel o reunir
e, como pastor, vigiar o seu rebanho''.
11 O Senhor resgatou Jac
e o libertou das mos
do que  mais forte do que ele.
12 Eles viro e cantaro de alegria
nos altos de Sio;
ficaro radiantes de alegria
pelos muitos bens
dados pelo Senhor :
o cereal, o vinho novo, o azeite puro,
as crias das ovelhas e das vacas.
Sero como um jardim bem regado,
e no mais se entristecero.
13 Ento as moas danaro de alegria,
como tambm os jovens
e os velhos.
Transformarei o lamento deles
em jbilo;
eu lhes darei consolo e alegria
em vez de tristeza.
14 Satisfarei os sacerdotes com fartura;
e o meu povo ser saciado
pela minha bondade",
declara o Senhor .
15 Assim diz o Senhor :
"Ouve-se uma voz em Ram,
pranto e amargo choro;
 Raquel, que chora por seus filhos
e recusa ser consolada,
porque os seus filhos
j no existem".
16 Assim diz o Senhor :
"Contenha o seu choro
e as suas lgrimas,
pois o seu sofrimento
ser recompensado",
declara o Senhor .
"Eles voltaro da terra do inimigo.
17 Por isso h esperana
para o seu futuro",
declara o Senhor.
"Seus filhos voltaro
para a sua ptria.
18 "Ouvi claramente Efraim
lamentando-se:
``Tu me disciplinaste
como a um bezerro indomado,
e fui disciplinado.
Traze-me de volta, e voltarei,
porque tu s o Senhor , o meu Deus.
19 De fato, depois de desviar-me,
eu me arrependi;
depois que entendi, bati no meu peito.
Estou envergonhado e humilhado
porque trago sobre mim
a desgraa da minha juventude''.
20 No  Efraim o meu filho querido?
O filho em quem tenho prazer?
Cada vez que eu falo sobre Efraim,
mais intensamente me lembro dele.
Por isso, com ansiedade
o tenho em meu corao;
tenho por ele grande compaixo",
declara o Senhor.
21 "Coloque marcos
e ponha sinais nas estradas,
Preste ateno no caminho
que voc trilhou.
Volte,  virgem, Israel!
Volte para as suas cidades.
22 At quando voc vagar,
 filha rebelde?
O Senhor criou algo novo
nesta terra:
uma mulher abraa [e] um guerreiro".
23 Assim diz o Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel: "Quando eu os
trouxer de volta do cativeiro [f] , o povo de Jud e de suas
cidades dir novamente: ``O Senhor a abenoe,  morada justa,  monte
sagrado''.
24 O povo viver em Jud e em todas as suas cidades, tanto
os lavradores como os que conduzem os rebanhos.
25 Restaurarei o
exausto e saciarei o enfraquecido".
26 Ento acordei e olhei em redor. Meu sono tinha sido agradvel.
27 "Viro dias", diz o Senhor , "em que semearei na comunidade de
Israel e na comunidade de Jud homens e animais.
28 Assim como os
vigiei para arrancar e despedaar, para derrubar, destruir e trazer a
desgraa, tambm os vigiarei para edificar e plantar", declara o
Senhor .
29 "Naqueles dias no se dir mais:
"``Os pais comeram uvas verdes,
e os dentes dos filhos se embotaram''.
30 "Ao contrrio, cada um morrer
por causa do seu prprio pecado.
Os dentes de todo aquele
que comer uvas verdes
se embotaro.
31 "Esto chegando os dias", declara o Senhor ,
"quando farei uma nova aliana
com a comunidade de Israel
e com a comunidade de Jud.
32 No ser como a aliana
que fiz com os seus antepassados
quando os tomei pela mo
para tir-los do Egito;
porque quebraram a minha aliana,
apesar de eu ser o Senhor [g] deles [h] ",
diz o Senhor .
33 "Esta  a aliana que farei
com a comunidade de Israel
depois daqueles dias",
declara o Senhor :
"Porei a minha lei no ntimo deles
e a escreverei nos seus coraes.
Serei o Deus deles,
e eles sero o meu povo.
34 Ningum mais ensinar ao seu prximo
nem ao seu irmo, dizendo:
``Conhea ao Senhor '',
porque todos eles me conhecero,
desde o menor at o maior",
diz o Senhor .
"Porque eu lhes perdoarei a maldade
e no me lembrarei mais
dos seus pecados."
35 Assim diz o Senhor ,
aquele que designou o sol
para brilhar de dia,
que decretou que a lua
e as estrelas brilhem de noite,
que agita o mar
para que as suas ondas rujam;
o seu nome  o Senhor dos Exrcitos:
36 "Somente se esses decretos
desaparecerem de diante de mim",
declara o Senhor ,
"deixaro os descendentes de Israel
de ser uma nao diante de mim
para sempre".
37 Assim diz o Senhor :
"Se os cus em cima
puderem ser medidos,
e os alicerces da terra embaixo
puderem ser sondados,
ento eu rejeitarei
os descendentes de Israel,
por tudo o que eles tm feito",
diz o Senhor .
38 "Esto chegando os dias", declara o Senhor , "em que esta
cidade ser reconstruda para o Senhor , desde a torre de Hananeel at a
porta da Esquina.
39 A corda de medir ser estendida diretamente at a
colina de Garebe, indo na direo de Goa.
40 Todo o vale, onde
cadveres e cinzas so jogados, e todos os terraos que do para o vale
do Cedrom a leste, at a esquina da porta dos Cavalos, sero consagrados
ao Senhor . A cidade nunca mais ser arrasada ou destruda."
Notas de rodap:
[a] 31.3 Ou Senhor apareceu a ns vindo de longe,
[b] 31.5 Ou videiras que os lavradores plantaro e cujo fruto
colhero.
[c] 31.7 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz  Senhor,
salva o teu povo.
[d] 31.9 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Suplicaro
enquanto eu os conduzir.
[e] 31.22 Ou sair em busca de; ou ainda proteger
[f] 31.23 Ou eu restaurar a sorte deles
[g] 31.32 Ou marido
[h] 31.32 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem e eu me afastei
deles.

JEREMIAS-CAPITULO-32
Jeremias Compra um Campo
1 Esta  a palavra que o Senhor dirigiu a Jeremias no dcimo ano do
reinado de Zedequias, rei de Jud, que foi o dcimo oitavo ano de
Nabucodonosor.
2 Naquela poca, o exrcito do rei da Babilnia sitiava
Jerusalm e o profeta Jeremias estava preso no ptio da guarda, no
palcio real de Jud.
3 Zedequias, rei de Jud, havia aprisionado Jeremias acusando-o de
fazer a seguinte profecia: O Senhor entregar a cidade nas mos do rei
da Babilnia, e este a conquistar;
4 Zedequias, rei de Jud, no
escapar das mos dos babilnios, mas certamente ser entregue nas mos
do rei da Babilnia, falar com ele face a face, e o ver com os seus
prprios olhos;
5 e ele levar Zedequias para a Babilnia, onde este
ficar at que o Senhor cuide da situao dele; e, ainda, se eles
lutarem contra os babilnios, no sero bem-sucedidos.
6 E Jeremias disse: "O Senhor dirigiu-me a palavra nos seguintes
termos:
7 ``Hanameel, filho de seu tio Salum, vir ao seu encontro e
dir: "Compre a propriedade que tenho em Anatote, porque, sendo o
parente mais prximo, voc tem o direito e o dever de compr-la"''.
8 "Conforme o Senhor tinha dito, meu primo Hanameel veio ao meu
encontro no ptio da guarda e disse: ``Compre a propriedade que tenho
em Anatote, no territrio de Benjamim, porque  seu o direito de posse e
de resgate. Compre-a!''
"Ento, compreendi que essa era a palavra do Senhor .
9 Assim,
comprei do meu primo Hanameel a propriedade que ele possua em Anatote.
Pesei a prata e lhe paguei dezessete peas de prata.
10 Assinei e selei
a escritura, e pesei a prata na balana, diante de testemunhas por mim
chamadas.
11 Peguei a escritura, a cpia selada com os termos e
condies da compra, bem como a cpia no selada,
12 e entreguei essa
escritura de compra a Baruque, filho de Nerias, filho de Maasias, na
presena de meu primo Hanameel, das testemunhas que tinham assinado a
escritura e de todos os judeus que estavam sentados no ptio da guarda.
13 "Na presena deles dei as seguintes instrues a Baruque:
14 Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel: ``Tome estes
documentos, tanto a cpia selada como a no selada da escritura de
compra, e coloque-os num jarro de barro para que se conservem por muitos
anos''.
15 Porque assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel:
``Casas, campos e vinhas tornaro a ser comprados nesta terra''.
16 "Depois que entreguei a escritura de compra a Baruque, filho de
Nerias, orei ao Senhor :
17 "Ah! Soberano Senhor , tu fizeste os cus e a terra pelo teu
grande poder e por teu brao estendido. Nada  difcil demais para ti.
18 Mostras bondade at mil geraes, mas lanas os pecados dos pais
sobre os seus filhos.  grande e poderoso Deus, cujo nome  o Senhor dos
Exrcitos,
19 grandes so os teus propsitos e poderosos os teus
feitos. Os teus olhos esto atentos aos atos dos homens; tu retribuis a
cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com os efeitos das suas
obras.
20 Realizaste sinais e maravilhas no Egito e continuas a
faz-los at hoje, tanto em Israel como entre toda a humanidade, e
alcanaste o renome que hoje tens.
21 Tiraste o teu povo do Egito com
sinais e maravilhas, com mo poderosa e brao estendido, causando grande
pavor.
22 Deste a eles esta terra, que sob juramento prometeste aos
seus antepassados; uma terra onde manam leite e mel.
23 Eles vieram e
tomaram posse dela, mas no te obedeceram nem seguiram a tua lei. No
fizeram nada daquilo que lhes ordenaste. Por isso trouxeste toda esta
desgraa sobre eles.
24 "As rampas de cerco so erguidas pelos inimigos para tomarem a
cidade, e pela guerra, pela fome e pela peste, ela ser entregue nas
mos dos babilnios que a atacam. Cumpriu-se aquilo que disseste, como
vs.
25 Ainda assim,  Soberano Senhor , tu me mandaste comprar a
propriedade e convocar testemunhas do negcio, embora a cidade esteja
entregue nas mos dos babilnios!
26 "A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
27 ``Eu sou o Senhor ,
o Deus de toda a humanidade. H alguma coisa difcil demais para mim?''
28 Portanto, assim diz o Senhor : ``Estou entregando esta cidade nas
mos dos babilnios e de Nabucodonosor, rei da Babilnia, que a
conquistar.
29 Os babilnios, que esto atacando esta cidade, entraro
e a incendiaro. Eles a queimaro com as casas nas quais o povo provocou
a minha ira queimando incenso a Baal nos seus terraos e derramando
ofertas de bebida em honra a outros deuses.
30 "``Desde a sua juventude o povo de Israel e de Jud nada tem
feito seno aquilo que eu considero mau; de fato, o povo de Israel nada
tem feito alm de provocar-me  ira'', declara o Senhor .
31 ``Desde
o dia em que foi construda at hoje, esta cidade tem despertado o meu
furor de tal forma que tenho que tir-la da minha frente.
32 O povo de
Israel e de Jud tem provocado a minha ira por causa de todo o mal que
tem feito, tanto o povo como os seus reis e os seus lderes, os seus
sacerdotes e os seus profetas, os homens de Jud e os habitantes de
Jerusalm.
33 Voltaram as costas para mim e no o rosto; embora eu os
tenha ensinado vez aps vez, no quiseram ouvir-me nem aceitaram a
correo.
34 Profanaram o templo que leva o meu nome, colocando nele as
imagens de seus dolos.
35 Construram o alto para Baal no vale de
Ben-Hinom, para sacrificarem a Moloque os seus filhos e as suas filhas,
[a] coisa que nunca ordenei, prtica repugnante que jamais
imaginei; e, assim, levaram Jud a pecar''.
36 "Portanto, assim diz o Senhor a esta cidade, sobre a qual vocs
esto dizendo que ser entregue nas mos dos babilnios por meio da
guerra, da fome e da peste:
37 ``Certamente eu os reunirei de todas as
terras para onde os dispersei na minha ardente ira e no meu grande
furor; eu os trarei de volta a este lugar e permitirei que vivam em
segurana.
38 Eles sero o meu povo, e eu serei o seu Deus.
39 Darei a
eles um s pensamento e uma s conduta, para que me temam durante toda a
sua vida, para o seu prprio bem e o de seus filhos e descendentes.
40 Farei com eles uma aliana permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a
eles, e farei com que me temam de corao, para que jamais se desviem de
mim.
41 Terei alegria em fazer-lhes o bem, e os plantarei firmemente
nesta terra de todo o meu corao e de toda a minha alma. Sim,  o que
farei''.
42 "Assim diz o Senhor : ``Assim como eu trouxe toda esta grande
desgraa sobre este povo, tambm lhes darei a prosperidade que lhes
prometo.
43 De novo sero compradas propriedades nesta terra, da qual
vocs dizem: " uma terra arrasada, sem homens nem animais, pois foi
entregue nas mos dos babilnios".
44 Propriedades sero compradas
por prata e escrituras sero assinadas e seladas diante de testemunhas
no territrio de Benjamim, nos povoados ao redor de Jerusalm, nas
cidades de Jud, e nas cidades dos montes, da Sefel [b] e do
Neguebe, porque eu restaurarei a sorte deles'', declara o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 32.35 Ou para fazerem seus filhos e suas filhas passarem pelo
fogo,
[b] 32.44 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas; tambm em 33.13.

JEREMIAS-CAPITULO-33
Promessa de Restaurao
1 Jeremias ainda estava preso no ptio da guarda quando o Senhor lhe
dirigiu a palavra pela segunda vez:
2 "Assim diz o Senhor que fez a
terra, o Senhor que a formou e a firmou; seu nome  Senhor :
3 Clame a
mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondveis que
voc no conhece".
4 Porque assim diz o Senhor , o Deus de Israel, a
respeito das casas desta cidade e dos palcios reais de Jud, que foram
derrubados para servirem de defesa contra as rampas de cerco e a espada,
5 na luta contra os babilnios: "Elas ficaro cheias de cadveres dos
homens que matarei no meu furor. Ocultarei desta cidade o meu rosto por
causa de toda a sua maldade.
6 "Todavia, trarei restaurao e cura para ela; curarei o meu povo e
lhe darei muita prosperidade e segurana.
7 Mudarei a sorte de Jud e
de Israel [a] e os reconstruirei como antigamente.
8 Eu os
purificarei de todo o pecado que cometeram contra mim e perdoarei todos
os seus pecados de rebelio contra mim.
9 Ento Jerusalm ser para mim
uma fonte de alegria, de louvor e de glria, diante de todas as naes
da terra que ouvirem acerca de todos os benefcios que fao por ela.
Elas temero e tremero diante da paz e da prosperidade que eu lhe
concedo".
10 Assim diz o Senhor : "Vocs dizem que este lugar est devastado, e
ficar sem homens nem animais. Contudo, nas cidades de Jud e nas ruas
de Jerusalm, que esto devastadas, desabitadas, sem homens nem animais,
mais uma vez se ouviro
11 as vozes de jbilo e de alegria, do noivo e
da noiva, e as vozes daqueles que trazem ofertas de ao de graas para
o templo do Senhor , dizendo:
``Dem graas ao Senhor dos Exrcitos,
pois ele  bom;
o seu amor leal dura para sempre''.
"Porque eu mudarei a sorte desta terra como antigamente", declara o
Senhor .
12 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Neste lugar desolado, sem
homens nem animais, haver novamente pastagens onde os pastores faro
descansar os seus rebanhos, em todas as suas cidades.
13 Tanto nas
cidades dos montes, da Sefel, do Neguebe e do territrio de Benjamim,
como nos povoados ao redor de Jerusalm e nas cidades de Jud, novamente
passaro ovelhas sob as mos daquele que as conta", diz o Senhor .
14 "Dias viro", declara o Senhor , "em que cumprirei a promessa
que fiz  comunidade de Israel e  comunidade de Jud.
15 "Naqueles dias e naquela poca
farei brotar um Renovo justo
da linhagem de Davi;
ele far o que  justo e certo na terra.
16 Naqueles dias Jud ser salva
e Jerusalm viver em segurana,
e este  o nome pelo qual
ela ser chamada [b] :
O Senhor  a Nossa Justia".
17 Porque assim diz o Senhor : "Davi jamais deixar de ter um
descendente que se assente no trono de Israel,
18 nem os sacerdotes,
que so levitas, deixaro de ter descendente que esteja diante de mim
para oferecer, continuamente, holocaustos [c] , queimar ofertas
de cereal e apresentar sacrifcios".
19 O Senhor dirigiu a palavra a Jeremias:
20 "Assim diz o Senhor :
Se vocs puderem romper a minha aliana com o dia e a minha aliana com
a noite, de modo que nem o dia nem a noite aconteam no tempo que lhes
est determinado,
21 ento poder ser quebrada a minha aliana com o
meu servo Davi, e neste caso ele no mais ter um descendente que reine
no seu trono; e tambm ser quebrada a minha aliana com os levitas que
so sacerdotes e que me servem.
22 Farei os descendentes do meu servo
Davi e os levitas, que me servem, to numerosos como as estrelas do cu
e incontveis como a areia das praias do mar".
23 O Senhor dirigiu a palavra a Jeremias:
24 "Voc reparou que essas
pessoas esto dizendo que o Senhor rejeitou os dois reinos [d]
que tinha escolhido? Por isso desprezam o meu povo e no mais o
consideram como nao".
25 Assim diz o Senhor : "Se a minha aliana
com o dia e com a noite no mais vigorasse, se eu no tivesse
estabelecido as leis fixas do cu e da terra,
26 ento eu rejeitaria os
descendentes de Jac e do meu servo Davi, e no escolheria um dos seus
descendentes para que governasse os descendentes de Abrao, de Isaque e
de Jac. Mas eu restaurarei a sorte deles [e] e lhes manifestarei
a minha compaixo".
Notas de rodap:
[a] 33.7 Ou Trarei Jud e Israel de volta do cativeiro
[b] 33.16 Ou ele ser chamado
[c] 33.18 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[d] 33.24 Ou as duas famlias
[e] 33.26 Ou os trarei de volta do cativeiro

JEREMIAS-CAPITULO-34
Advertncia a Zedequias
1 Quando Nabucodonosor, rei da Babilnia, todo o seu exrcito e todos
os reinos e povos do imprio que ele governava lutavam contra Jerusalm,
e contra todas as cidades ao redor, o Senhor dirigiu esta palavra a
Jeremias:
2 "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel: V ao rei
Zedequias de Jud e lhe diga: Assim diz o Senhor : Estou entregando esta
cidade nas mos do rei da Babilnia, e ele a incendiar.
3 Voc no
escapar, mas ser capturado e entregue nas mos dele. Com os seus
prprios olhos voc ver o rei da Babilnia, e ele falar com voc face
a face. E voc ir para a Babilnia.
4 "Oua, porm, a promessa do Senhor ,  Zedequias, rei de Jud.
Assim diz o Senhor a seu respeito: Voc no morrer  espada,
5 mas
morrer em paz. E assim como o povo queimou incenso em honra aos seus
antepassados, os reis que o precederam, tambm queimaro incenso em sua
honra, e se lamentaro, clamando: ``Ah, meu senhor !'' Sim, eu mesmo
fao essa promessa", declara o Senhor .
6 O profeta Jeremias disse todas essas palavras ao rei Zedequias de
Jud, em Jerusalm,
7 enquanto o exrcito do rei da Babilnia lutava
contra Jerusalm e contra as outras cidades de Jud que ainda resistiam,
Lquis e Azeca, pois s restaram essas cidades fortificadas em Jud.
Liberdade para os Escravos
8 O Senhor dirigiu a palavra a Jeremias depois do acordo que o rei
Zedequias fez com todo o povo de Jerusalm, proclamando a libertao dos
escravos.
9 Todos teriam que libertar seus escravos e escravas hebreus;
ningum poderia escravizar um compatriota judeu.
10 Assim, todos os
lderes e o povo que firmaram esse acordo de libertao dos escravos,
concordaram em deix-los livres e no mais escraviz-los; o povo
obedeceu e libertou os escravos.
11 Mas, depois disso, mudou de idia e
tomou de volta os homens e as mulheres que havia libertado e tornou a
escraviz-los.
12 Ento o Senhor dirigiu a palavra a Jeremias, dizendo:
13 "Assim
diz o Senhor , o Deus de Israel: Fiz uma aliana com os seus
antepassados quando os tirei do Egito, da terra da escravido. Eu disse:
14 Ao fim de sete anos, cada um de vocs libertar todo compatriota
hebreu que se vendeu a vocs. Depois que ele o tiver servido por seis
anos, voc o libertar. [a] Mas os seus antepassados no me
obedeceram nem me deram ateno.
15 Recentemente vocs se arrependeram
e fizeram o que eu aprovo: cada um de vocs proclamou liberdade para os
seus compatriotas. Vocs at fizeram um acordo diante de mim no templo
que leva o meu nome.
16 Mas, agora, vocs voltaram atrs e profanaram o
meu nome, pois cada um de vocs tomou de volta os homens e as mulheres
que tinham libertado. Vocs voltaram a escraviz-los".
17 Portanto, assim diz o Senhor : "Vocs no me obedeceram; no
proclamaram libertao cada um para o seu compatriota e para o seu
prximo. Por isso, eu agora proclamo libertao para vocs", diz o
Senhor , "pela espada, pela peste e pela fome. Farei com que vocs
sejam um objeto de terror para todos os reinos da terra.
18 Entregarei
os homens que violaram a minha aliana e no cumpriram os termos da
aliana que fizeram na minha presena, quando cortaram o bezerro em dois
e andaram entre as partes do animal;
19 isto , os lderes de Jud e de
Jerusalm, os oficiais do palcio real, os sacerdotes e todo o povo da
terra que andou entre as partes do bezerro,
20 sim, eu os entregarei
nas mos dos inimigos que desejam tirar-lhes a vida. Seus cadveres
serviro de comida para as aves e para os animais.
21 "Eu entregarei Zedequias, rei de Jud, e os seus lderes, nas mos
dos inimigos que desejam tirar-lhes a vida, e do exrcito do rei da
Babilnia, que retirou o cerco de vocs.
22 Darei a ordem", declara o
Senhor , "e os trarei de volta a esta cidade. Eles lutaro contra ela,
e vo conquist-la e incendi-la. Farei com que as cidades de Jud
fiquem devastadas e desabitadas".
Notas de rodap:
[a] 34.14 Dt 15.12

JEREMIAS-CAPITULO-35
Os Recabitas
1 Durante o reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud, o
Senhor dirigiu esta palavra a Jeremias:
2 "V  comunidade dos
recabitas, convide-os a virem a uma das salas do templo do Senhor e
oferea-lhes vinho para beber".
3 Ento busquei Jazanias, filho de Jeremias, filho de Habazinias, seus
irmos e todos os seus filhos e toda a comunidade dos recabitas.
4 Eu
os levei ao templo do Senhor ,  sala dos filhos de Han, filho de
Jigdalias, homem de Deus. A sala ficava ao lado da sala dos lderes e
debaixo da sala de Maasias, filho de Salum, o porteiro.
5 Ento
coloquei vasilhas cheias de vinho e alguns copos diante dos membros da
comunidade dos recabitas e lhes pedi que bebessem.
6 Eles, porm, disseram: "No bebemos vinho porque o nosso
antepassado Jonadabe, filho de Recabe, nos deu esta ordem: ``Nem vocs
nem os seus descendentes bebero vinho.
7 Vocs no construiro casas
nem semearo; no plantaro vinhas nem as possuiro; mas vocs sempre
habitaro em tendas. Assim vocs vivero por muito tempo na terra na
qual so nmades''.
8 Temos obedecido a tudo o que nos ordenou nosso
antepassado Jonadabe, filho de Recabe. Ns, nossas mulheres, nossos
filhos e nossas filhas jamais bebemos vinho em toda a nossa vida,
9 no
construmos casas para nossa moradia nem possumos vinhas, campos ou
plantaes.
10 Temos vivido em tendas e obedecido fielmente a tudo o
que nosso antepassado Jonadabe nos ordenou.
11 Mas, quando
Nabucodonosor, rei da Babilnia, invadiu esta terra, dissemos: Venham,
vamos para Jerusalm para escapar dos exrcitos dos babilnios e dos
srios. Assim, permanecemos em Jerusalm".
12 O Senhor dirigiu a palavra a Jeremias, dizendo:
13 "Assim diz o
Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel: V dizer aos homens de Jud e aos
habitantes de Jerusalm: Ser que vocs no vo aprender a lio e
obedecer s minhas palavras?", pergunta o Senhor .
14 "Jonadabe,
filho de Recabe, ordenou a seus filhos que no bebessem vinho, e essa
ordem tem sido obedecida at hoje. Eles no bebem vinho porque obedecem
 ordem do seu antepassado. Mas eu tenho falado a vocs repetidas vezes,
e, contudo, vocs no me obedecem.
15 Enviei a vocs, repetidas vezes,
todos os meus servos, os profetas. Eles lhes diziam que cada um de vocs
deveria converter-se da sua m conduta, corrigir as suas aes e deixar
de seguir outros deuses para prestar-lhes culto. Assim, vocs habitariam
na terra que dei a vocs e a seus antepassados. Mas vocs no me deram
ateno nem me obedeceram.
16 Os descendentes de Jonadabe, filho de
Recabe, cumprem a ordem que o seu antepassado lhes deu, mas este povo
no me obedece".
17 Portanto, assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel:
"Trarei sobre Jud e sobre todos os habitantes de Jerusalm toda a
desgraa da qual os adverti; porque falei a eles, mas no me ouviram,
chamei-os, mas no me responderam".
18 Jeremias disse  comunidade dos recabitas: "Assim diz o Senhor dos
Exrcitos, Deus de Israel: ``Vocs tm obedecido quilo que o seu
antepassado Jonadabe ordenou; tm cumprido todas as suas instrues e
tm feito tudo o que ele ordenou''.
19 Por isso, assim diz o Senhor
dos Exrcitos, Deus de Israel: ``Jamais faltar a Jonadabe, filho de
Recabe, um descendente que me sirva''".

JEREMIAS-CAPITULO-36
Jeoaquim Queima o Rolo de Jeremias
1 No quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud,
o Senhor dirigiu esta palavra a Jeremias:
2 "Pegue um rolo e escreva
nele todas as palavras que lhe falei a respeito de Israel, de Jud e de
todas as outras naes, desde que comecei a falar a voc, durante o
reinado de Josias, at hoje.
3 Talvez, quando o povo de Jud souber de
cada uma das desgraas que planejo trazer sobre eles, cada um se
converta de sua m conduta e eu perdoe a iniqidade e o pecado deles".
4 Ento Jeremias chamou Baruque, filho de Nerias, para que escrevesse
no rolo, conforme Jeremias ditava, todas as palavras que o Senhor lhe
havia falado.
5 Depois Jeremias disse a Baruque: "Estou preso; no
posso ir ao templo do Senhor .
6 Por isso, v ao templo do Senhor no
dia do jejum e leia ao povo as palavras do Senhor que eu ditei, as quais
voc escreveu. Voc tambm as ler a todo o povo de Jud que vem de suas
cidades.
7 Talvez a splica deles chegue diante do Senhor , e cada um
se converta de sua m conduta, pois  grande o furor anunciado pelo
Senhor contra este povo".
8 E Baruque, filho de Nerias, fez exatamente tudo aquilo que o profeta
Jeremias lhe mandou fazer, e leu as palavras do Senhor .
9 No nono ms
do quinto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud, foi
proclamado um jejum perante o Senhor para todo o povo de Jerusalm e
para todo o povo que vinha das cidades de Jud para Jerusalm.
10 Baruque leu a todo o povo as palavras de Jeremias escritas no rolo. Ele
as leu no templo do Senhor , da sala de Gemarias, filho do secretrio
Saf. A sala ficava no ptio superior, na porta Nova do templo.
11 Quando Micaas, filho de Gemarias, filho de Saf, ouviu todas as
palavras do Senhor ,
12 desceu  sala do secretrio, no palcio real,
onde todos os lderes estavam sentados: o secretrio Elisama, Delaas,
filho de Semaas, Elnat, filho de Acbor, Gemarias, filho de Saf,
Zedequias, filho de Hananias, e todos os outros lderes.
13 Micaas
relatou-lhes tudo o que tinha ouvido quando Baruque leu ao povo o que
estava escrito.
14 Ento todos os lderes mandaram por intermdio de
Jeudi, filho de Netanias, neto de Selemias, bisneto de Cuchi, a seguinte
mensagem a Baruque: "Pegue o rolo que voc leu ao povo e venha
aqui". Baruque, filho de Nerias, pegou o rolo e foi at eles.
15 Disseram-lhe: "Sente-se, e leia-o para ns".
Ento Baruque o leu para eles.
16 Quando ouviram todas aquelas
palavras, entreolharam-se com medo e disseram a Baruque: "
absolutamente necessrio que relatemos ao rei todas essas palavras".
17 Perguntaram a Baruque: "Diga-nos, como voc escreveu tudo isso?
Foi Jeremias quem o ditou a voc?"
18 "Sim", Baruque respondeu, "ele ditou todas essas palavras, e
eu as escrevi com tinta no rolo."
19 Os lderes disseram a Baruque: "V esconder-se com Jeremias; e que
ningum saiba onde vocs esto".
20 Ento deixaram o rolo na sala de Elisama, o secretrio, foram ao
ptio do palcio real e relataram tudo ao rei.
21 O rei mandou Jeudi
pegar o rolo, e Jeudi o trouxe da sala de Elisama, o secretrio, e o leu
ao rei e a todos os lderes que estavam a seu servio.
22 Isso
aconteceu no nono ms. O rei estava sentado em seu apartamento de
inverno, perto de um braseiro aceso.
23 Assim que Jeudi terminava de
ler trs ou quatro colunas, o rei as cortava com uma faca de escrivo e
as atirava no braseiro, at que o rolo inteiro foi queimado no braseiro.
24 O rei e todos os seus conselheiros que ouviram todas aquelas
palavras no ficaram alarmados nem rasgaram as suas roupas,
lamentando-se.
25 Embora Elnat, Delaas e Gemarias tivessem insistido
com o rei que no queimasse o rolo, ele no quis ouvi-los.
26 Em vez
disso, o rei ordenou a Jerameel, filho do rei, Seraas, filho de Azriel,
e Selemias, filho de Abdeel, que prendessem o escriba Baruque e o
profeta Jeremias. Mas o Senhor os tinha escondido.
27 Depois que o rei queimou o rolo que continha as palavras ditadas por
Jeremias e redigidas por Baruque, o Senhor dirigiu esta palavra a
Jeremias:
28 "Pegue outro rolo e escreva nele todas as palavras que
estavam no primeiro, que Jeoaquim, rei de Jud, queimou.
29 Tambm diga
a Jeoaquim, rei de Jud: Assim diz o Senhor : Voc queimou aquele rolo e
perguntou: ``Por que voc escreveu nele que o rei da Babilnia vir e
destruir esta terra e dela eliminar tanto homens como animais?''"
30 Pois assim diz o Senhor acerca de Jeoaquim, rei de Jud: "Ele no
ter nenhum descendente para sentar-se no trono de Davi; seu corpo ser
lanado fora e exposto ao calor de dia e  geada de noite.
31 Eu
castigarei a ele, aos seus filhos e aos seus conselheiros por causa dos
seus pecados. Trarei sobre eles, sobre os habitantes de Jerusalm e
sobre os homens de Jud toda a desgraa que pronunciei contra eles,
porquanto no me deram ateno".
32 Ento Jeremias pegou outro rolo e o deu ao escriba Baruque, filho de
Nerias, para que escrevesse nele, conforme Jeremias ditava, todas as
palavras do livro que Jeoaquim, rei de Jud, tinha queimado, alm de
muitas outras palavras semelhantes que foram acrescentadas.

JEREMIAS-CAPITULO-37
Jeremias na Priso
1 Zedequias, filho de Josias, rei de Jud, foi designado rei por
Nabucodonosor, rei da Babilnia. Ele reinou em lugar de Joaquim [a]
, filho de Jeoaquim.
2 Nem ele, nem seus conselheiros, nem o povo da
terra deram ateno s palavras que o Senhor tinha falado por meio do
profeta Jeremias.
3 O rei Zedequias, porm, mandou Jucal, filho de Selemias, e o
sacerdote Sofonias, filho de Maasias, ao profeta Jeremias com esta
mensagem: "Ore ao Senhor , ao nosso Deus, em nosso favor".
4 Naquela poca Jeremias estava livre para circular entre o povo, pois
ainda no tinha sido preso.
5 Enquanto isso, o exrcito do fara tinha
sado do Egito. E quando os babilnios que cercavam Jerusalm ouviram
isso, retiraram o cerco.
6 O Senhor dirigiu esta palavra ao profeta Jeremias:
7 "Assim diz o
Senhor , o Deus de Israel: Digam ao rei de Jud, que os mandou para
consultar-me: O exrcito do fara, que saiu do Egito para vir ajud-los,
retornar  sua prpria terra, ao Egito.
8 Os babilnios voltaro e
atacaro esta cidade; eles a conquistaro e a destruiro a fogo".
9 Assim diz o Senhor : "No se enganem a si mesmos, dizendo: ``Os
babilnios certamente vo embora''. Porque eles no vo.
10 Ainda que
vocs derrotassem todo o exrcito babilnio que est atacando vocs, e
s lhe restassem homens feridos em suas tendas, eles se levantariam e
incendiariam esta cidade".
11 Depois que o exrcito babilnio se retirou de Jerusalm por causa do
exrcito do fara,
12 Jeremias saiu da cidade para ir ao territrio de
Benjamim a fim de tomar posse da propriedade que tinha entre o povo
daquele lugar.
13 Mas, quando chegou  porta de Benjamim, o capito da
guarda, cujo nome era Jerias, filho de Selemias, filho de Hananias, o
prendeu e disse: "Voc est desertando para o lado dos babilnios!"
14 "Isso no  verdade!", disse Jeremias. "No estou passando
para o lado dos babilnios." Mas Jerias no quis ouvi-lo; e, prendendo
Jeremias, o levou aos lderes.
15 Eles ficaram furiosos com Jeremias,
espancaram-no e o prenderam na casa do secretrio Jnatas, que tinham
transformado numa priso.
16 Jeremias foi posto numa cela subterrnea da priso, onde ficou por
muito tempo.
17 Ento o rei mandou busc-lo, e Jeremias foi trazido ao
palcio. E, secretamente, o rei lhe perguntou: "H alguma palavra da
parte do Senhor ?"
"H", respondeu Jeremias, "voc ser entregue nas mos do rei da
Babilnia."
18 Ento Jeremias disse ao rei Zedequias: "Que crime cometi contra
voc ou contra os seus conselheiros ou contra este povo para que voc me
mandasse para a priso?
19 Onde esto os seus profetas que lhes
profetizaram: ``O rei da Babilnia no atacar nem a vocs nem a esta
terra''?
20 Mas, agora,  rei, meu senhor, escute-me, por favor.
Permita-me apresentar-lhe a minha splica: No me mande de volta  casa
de Jnatas, o secretrio, para que eu no morra ali".
21 Ento o rei Zedequias deu ordens para que Jeremias fosse colocado no
ptio da guarda e que diariamente recebesse po da rua dos padeiros,
enquanto houvesse po na cidade. Assim Jeremias permaneceu no ptio da
guarda.
Notas de rodap:
[a] 37.1 Hebraico: Conias , variante de Joaquim .

JEREMIAS-CAPITULO-38
Jeremias Confinado numa Cisterna
1 E ocorreu que Sefatias, filho de Mat, Gedalias, filho de Pasur,
Jucal, filho de Selemias, e Pasur, filho de Malquias, ouviram o que
Jeremias estava dizendo a todo o povo:
2 "Assim diz o Senhor :
``Aquele que permanecer nesta cidade morrer pela espada, pela fome e
pela peste; mas aquele que se render aos babilnios viver. Escapar com
vida e sobreviver''.
3 E, assim diz o Senhor : ``Esta cidade
certamente ser entregue ao exrcito do rei da Babilnia, que a
conquistar''".
4 Ento os lderes disseram ao rei: "Este homem deve morrer. Ele est
desencorajando os soldados que restaram nesta cidade, bem como todo o
povo, com as coisas que ele est dizendo. Este homem no busca o bem
deste povo, mas a sua runa".
5 O rei Zedequias respondeu: "Ele est em suas mos; o rei no pode
opor-se a vocs".
6 Assim, pegaram Jeremias e o jogaram na cisterna de Malquias, filho do
rei, a qual ficava no ptio da guarda. Baixaram Jeremias por meio de
cordas para dentro da cisterna. No havia gua na cisterna, mas somente
lama; e Jeremias afundou na lama.
7 Mas Ebede-Meleque, o etope, oficial [a] do palcio real,
ouviu que eles tinham jogado Jeremias na cisterna. Ora, o rei estava
sentado junto  porta de Benjamim,
8 e Ebede-Meleque saiu do palcio e
foi dizer-lhe:
9 " rei, meu senhor, esses homens cometeram um mal em
tudo o que fizeram ao profeta Jeremias. Eles o jogaram numa cisterna
para que morra de fome, pois j no h mais po na cidade".
10 Ento o rei ordenou a Ebede-Meleque, o etope: "Leve com voc trs
homens sob as suas ordens e retire o profeta Jeremias da cisterna antes
que ele morra".
11 Ento Ebede-Meleque levou consigo os homens que estavam sob as suas
ordens e foi  sala que fica debaixo da tesouraria do palcio. Pegou
alguns trapos e roupas velhas e desceu cordas at Jeremias na cisterna.
12 Ebede-Meleque, o etope, disse a Jeremias: "Pe esses trapos e
roupas velhas debaixo dos braos para servirem de almofada para as
cordas". E Jeremias assim fez.
13 Assim, com as cordas o puxaram para
cima e o tiraram da cisterna.
E Jeremias permaneceu no ptio da guarda.
Jeremias  Interrogado Novamente
14 Ento o rei Zedequias mandou trazer o profeta Jeremias e o encontrou
na terceira entrada do templo do Senhor . "Quero pedir-te uma
palavra", disse o rei. "No me escondas nada."
15 Jeremias disse a Zedequias: "Se eu lhe der uma resposta, voc no
me matar? Mesmo que eu o aconselhasse, voc no me escutaria".
16 O rei Zedequias, porm, fez este juramento secreto a Jeremias:
"Juro pelo nome do Senhor , de quem recebemos a vida, que eu no te
matarei nem te entregarei nas mos daqueles que desejam tirar-te a
vida".
17 Ento Jeremias disse a Zedequias: "Assim diz o Senhor dos
Exrcitos, Deus de Israel: ``Se voc se render imediatamente aos
oficiais do rei da Babilnia, sua vida ser poupada e esta cidade no
ser incendiada; voc e a sua famlia vivero.
18 Mas, se voc no se
render imediatamente aos oficiais do rei da Babilnia, esta cidade ser
entregue nas mos dos babilnios, e eles a incendiaro; nem mesmo voc
escapar das mos deles''".
19 O rei Zedequias disse a Jeremias: "Tenho medo dos judeus que esto
apoiando os babilnios, pois os babilnios podero entregar-me nas mos
deles, e eles me maltrataro".
20 "Eles no o entregaro", Jeremias respondeu. "Obedea ao
Senhor fazendo o que eu lhe digo, para que tudo lhe corra bem e a sua
vida seja poupada.
21 Mas se voc no quiser render-se, foi isto que o
Senhor me revelou:
22 Todas as mulheres deixadas no palcio real de
Jud sero levadas aos oficiais do rei da Babilnia. E elas lhe diro:
``Aqueles teus amigos de confiana
te enganaram
e prevaleceram sobre ti.
Teus ps esto atolados na lama;
teus amigos te abandonaram''.
23 "Todas as suas mulheres e os seus filhos sero levados aos
babilnios. Voc mesmo no escapar das mos deles, mas ser capturado
pelo rei da Babilnia; e esta cidade ser [b] incendiada."
24 Ento Zedequias disse a Jeremias: "Se algum souber dessa
conversa, tu morrers.
25 Se os lderes ouvirem que eu conversei
contigo e vierem dizer-te: ``Conta-nos o que disseste ao rei e o que o
rei te disse; no escondas nada de ns, se no ns te mataremos'',
26 dize: Fui suplicar ao rei que no me mandasse de volta  casa de
Jnatas, para ali morrer".
27 Quando os lderes vieram interrogar Jeremias, ele lhes disse tudo o
que o rei tinha ordenado que dissesse. E eles no lhe perguntaram mais
nada, pois ningum tinha ouvido a conversa com o rei.
28 E Jeremias permaneceu no ptio da guarda at o dia em que Jerusalm
foi conquistada.
Notas de rodap:
[a] 38.7 Ou eunuco
[b] 38.23 Ou e far esta cidade ser

JEREMIAS-CAPITULO-39
A Queda de Jerusalm
1 Foi assim que Jerusalm foi tomada: no nono ano do reinado de
Zedequias, rei de Jud, no dcimo ms, Nabucodonosor, rei da Babilnia,
marchou contra Jerusalm com todo seu exrcito e a sitiou.
2 E no nono
dia do quarto ms do dcimo primeiro ano do reinado de Zedequias, o muro
da cidade foi rompido.
3 Ento todos os oficiais do rei da Babilnia
vieram e se assentaram junto  porta do Meio: Nergal-Sarezer de Sangar,
Nebo-Sarsequim, um dos chefes dos oficiais, Nergal-Sarezer, um alto
oficial, e todos os outros oficiais do rei da Babilnia.
4 Quando
Zedequias, rei de Jud, e todos os soldados os viram, fugiram e saram
da cidade,  noite, na direo do jardim real, pela porta entre os dois
muros; e foram para a Arab [a] .
5 Mas o exrcito babilnio os perseguiu e alcanou Zedequias na
plancie de Jeric. Eles o capturaram e o levaram a Nabucodonosor, rei
da Babilnia, em Ribla, na terra de Hamate, que o sentenciou.
6 Em
Ribla, o rei da Babilnia mandou executar os filhos de Zedequias diante
dos seus olhos, e tambm matou todos os nobres de Jud.
7 Mandou furar
os olhos de Zedequias e prend-lo com correntes de bronze para lev-lo
para a Babilnia.
8 Os babilnios incendiaram o palcio real e as casas do povo, e
derrubaram os muros de Jerusalm.
9 Nebuzarad, o comandante da guarda
imperial, deportou para a Babilnia o povo que restou na cidade, junto
com aqueles que tinham se rendido a ele, e o restante dos artesos
[b] .
10 Somente alguns dos mais pobres do povo, que nada tinham,
Nebuzarad deixou para trs em Jud. E, naquela ocasio, ele lhes deu
vinhas e campos.
11 Mas Nabucodonosor, rei da Babilnia, deu ordens a respeito de
Jeremias a Nebuzarad:
12 "V busc-lo e cuide bem dele; no o
maltrate, mas faa o que ele pedir".
13 Ento Nebuzarad, o
comandante da guarda imperial, Nebusazb, um dos chefes dos oficiais,
Nergal-Sarezer, um alto oficial, e todos os outros oficiais do rei da
Babilnia
14 mandaram tirar Jeremias do ptio da guarda e o entregaram
a Gedalias, filho de Aicam, filho de Saf, para que o levasse 
residncia do governador. Assim, Jeremias permaneceu no meio do seu
povo.
15 Enquanto Jeremias esteve preso no ptio da guarda, o Senhor lhe
dirigiu a palavra:
16 "V dizer a Ebede-Meleque, o etope: Assim diz
o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel: Estou prestes a cumprir as
minhas advertncias contra esta cidade, com desgraa e no com
prosperidade. Naquele dia, elas se cumpriro diante dos seus olhos.
17 Mas eu o resgatarei naquele dia", declara o Senhor ; "voc no ser
entregue nas mos daqueles a quem teme.
18 Eu certamente o resgatarei;
voc no morrer  espada, mas escapar com vida, porque voc confia em
mim", declara o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 39.4 Ou para o vale do Jordo
[b] 39.9 Ou restante do povo

JEREMIAS-CAPITULO-40
A Libertao de Jeremias
1 O Senhor dirigiu a palavra a Jeremias depois que o comandante da
guarda imperial, Nebuzarad, o libertou em Ram. Ele tinha encontrado
Jeremias acorrentado entre todos os cativos de Jerusalm e de Jud que
estavam sendo levados para o exlio na Babilnia.
2 Quando o comandante
da guarda encontrou Jeremias, disse-lhe: "Foi o Senhor , o seu Deus,
que determinou esta desgraa para este lugar.
3 Agora o Senhor a
cumpriu e fez o que tinha prometido. Tudo isso aconteceu porque vocs
pecaram contra o Senhor e no lhe obedeceram.
4 Mas hoje eu o liberto
das correntes que prendem as suas mos. Se voc quiser, venha comigo
para a Babilnia e eu cuidarei de voc; se, porm, no quiser, pode
ficar. Veja! Toda esta terra est diante de voc; v para onde melhor
lhe parecer".
5 Contudo, antes de Jeremias se virar para partir
[a] , Nebuzarad acrescentou: "Volte a Gedalias, filho de Aicam,
neto de Saf, a quem o rei da Babilnia nomeou governador sobre as
cidades de Jud, e viva com ele entre o povo, ou v para qualquer outro
lugar que desejar".
Ento o comandante lhe deu provises e um presente, e o deixou partir.
6 Jeremias foi a Gedalias, filho de Aicam, em Misp, e permaneceu com
ele entre o povo que foi deixado na terra de Jud.
O Assassinato de Gedalias
7 Havia comandantes do exrcito, que ainda estavam em campo aberto com
os seus soldados. Eles ouviram que o rei da Babilnia tinha nomeado
Gedalias, filho de Aicam, governador de Jud e o havia encarregado dos
homens, das mulheres, das crianas e dos mais pobres da terra que no
tinham sido deportados para a Babilnia.
8 Ento foram at Gedalias, em
Misp: Ismael, filho de Netanias, Joan e Jnatas, filhos de Care,
Seraas, filho de Tanumete, os filhos de Efai, de Netofate, e Jazanias,
filho do maacatita, juntamente com os seus soldados.
9 Gedalias, filho
de Aicam, neto de Saf, fez um juramento a eles e aos seus soldados:
"No temam sujeitar-se aos babilnios. Estabeleam-se na terra,
sujeitem-se ao rei da Babilnia, e tudo lhes ir bem.
10 Eu mesmo
permanecerei em Misp para represent-los diante dos babilnios que
vierem a ns. Mas, vocs, faam a colheita das uvas para o vinho, das
frutas e das olivas para o azeite, ponham o produto em jarros, e vivam
nas cidades que vocs ocuparam".
11 Todos os judeus que estavam em Moabe, em Amom, em Edom e em todas as
outras terras ouviram que o rei da Babilnia tinha deixado um
remanescente em Jud, e que havia nomeado Gedalias, filho de Aicam, neto
de Saf, governador sobre eles.
12 Ento voltaram de todos os lugares
para onde tinham sido espalhados; vieram para a terra de Jud e foram
at Gedalias em Misp. E fizeram uma grande colheita de frutas de vero
e de uvas para o vinho.
13 Joan, filho de Care, e todos os comandantes do exrcito que ainda
estavam em campo aberto, foram at Gedalias em Misp
14 e lhe disseram:
"Voc no sabe que Baalis, rei dos amonitas, enviou Ismael, filho de
Netanias, para mat-lo?" Mas Gedalias, filho de Aicam, no acreditou
neles.
15 Ento Joan, filho de Care, disse em particular a Gedalias, em
Misp: "Irei agora e matarei Ismael, filho de Netanias, e ningum
ficar sabendo disso. Por que deveria ele fazer que os judeus que se
uniram a voc sejam espalhados e o remanescente de Jud seja
destrudo?"
16 Mas Gedalias, filho de Aicam, disse a Joan, filho de Care: "No
faa uma coisa dessas. O que voc est dizendo sobre Ismael no 
verdade".
Notas de rodap:
[a] 40.5 Ou Jeremias responder

JEREMIAS-CAPITULO-41
1 No stimo ms, Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, que era
de sangue real e tinha sido um dos oficiais do rei, foi at Gedalias,
filho de Aicam, em Misp, levando consigo dez homens. Enquanto comiam
juntos,
2 Ismael e os dez homens que estavam com ele se levantaram e
feriram  espada Gedalias, filho de Aicam, neto de Saf, matando aquele
que o rei da Babilnia tinha nomeado governador de Jud.
3 Ismael
tambm matou todos os judeus que estavam com Gedalias em Misp, bem como
os soldados babilnios que ali estavam.
4 No dia seguinte ao assassinato de Gedalias, antes que algum o
soubesse,
5 oitenta homens que haviam rapado a barba, rasgado suas
roupas e feito cortes no corpo, vieram de Siqum, de Sil e de Samaria,
trazendo ofertas de cereal e incenso para oferecer no templo do Senhor .
6 Ismael, filho de Netanias, saiu de Misp para encontr-los, chorando
enquanto caminhava. Quando os encontrou, disse: "Venham at onde se
encontra Gedalias, filho de Aicam".
7 Quando entraram na cidade,
Ismael, filho de Netanias, e os homens que estavam com ele os mataram e
os atiraram numa cisterna.
8 Mas dez deles disseram a Ismael: "No
nos mate! Temos trigo e cevada, azeite e mel, escondidos num campo".
Ento ele os deixou em paz e no os matou com os demais.
9 A cisterna
na qual ele jogou os corpos dos homens que havia matado, juntamente com
o de Gedalias, tinha sido cavada pelo rei Asa para defender-se de Baasa,
rei de Israel. Ismael, filho de Netanias, encheu-a com os mortos.
10 Ismael tomou como prisioneiros todo o restante do povo que estava em
Misp, inclusive as filhas do rei, sobre os quais Nebuzarad, o
comandante da guarda imperial, havia nomeado Gedalias, filho de Aicam,
governador. Ismael, filho de Netanias, levou-os como prisioneiros e
partiu para o territrio de Amom.
11 Quando Joan, filho de Care, e todos os comandantes do exrcito que
com ele estavam souberam do crime que Ismael, filho de Netanias, tinha
cometido,
12 convocaram todos os seus soldados para lutar contra ele.
Eles o alcanaram perto do grande aude de Gibeom.
13 Quando todo o
povo, que Ismael tinha levado como prisioneiro, viu Joan, filho de
Care, e os comandantes do exrcito que estavam com ele, alegrou-se.
14 Todo o povo que Ismael tinha levado como prisioneiro de Misp se voltou
e passou para o lado de Joan, filho de Care.
15 Mas Ismael, filho de
Netanias, e oito de seus homens escaparam de Joan e fugiram para o
territrio de Amom
A Fuga para o Egito
16 Ento, Joan, filho de Care, e todos os comandantes do exrcito que
com ele estavam levaram todos os que tinham restado em Misp, os quais
ele tinha resgatado de Ismael, filho de Netanias, depois que este havia
assassinado Gedalias, filho de Aicam: os soldados, as mulheres, as
crianas e os oficiais do palcio real, que ele tinha trazido de Gibeom.
17 E eles prosseguiram, parando em Gerute-Quim, perto de Belm, a
caminho do Egito.
18 Queriam escapar dos babilnios. Estavam com medo
porque Ismael, filho de Netanias, tinha matado Gedalias, filho de Aicam,
a quem o rei da Babilnia nomeara governador de Jud.

JEREMIAS-CAPITULO-42
1 Ento todos os lderes do exrcito, inclusive Joan, filho de Care,
e Jezanias [a] , filho de Hosaas, e todo o povo, desde o menor
at o maior, aproximaram-se
2 do profeta Jeremias e lhe disseram:
"Por favor, oua a nossa petio e ore ao Senhor , ao seu Deus, por
ns e em favor de todo este remanescente; pois, como voc v, embora
fssemos muitos, agora s restam poucos de ns.
3 Ore rogando ao Senhor
, ao seu Deus, que nos diga para onde devemos ir e o que devemos
fazer".
4 "Eu os atenderei", respondeu o profeta Jeremias. "Orarei ao
Senhor , ao seu Deus, conforme vocs pediram. E tudo o que o Senhor
responder eu lhes direi; nada esconderei de vocs."
5 Ento disseram a Jeremias: "Que o Senhor seja uma testemunha
verdadeira e fiel contra ns, caso no faamos tudo o que o Senhor , o
seu Deus, nos ordenar por voc.
6 Quer seja favorvel ou no,
obedeceremos ao Senhor , o nosso Deus, a quem o enviamos, para que tudo
v bem conosco, pois obedeceremos ao Senhor , o nosso Deus".
7 Dez dias depois o Senhor dirigiu a palavra a Jeremias,
8 e ele
convocou Joan, filho de Care, e todos os comandantes do exrcito que
estavam com ele e todo o povo, desde o menor at o maior.
9 Disse-lhes
ento: "Assim diz o Senhor , o Deus de Israel, a quem vocs me
enviaram para apresentar a petio de vocs:
10 ``Se vocs
permanecerem nesta terra, eu os edificarei e no os destruirei; eu os
plantarei e no os arrancarei, pois muito me pesa a desgraa que eu
trouxe sobre vocs.
11 No tenham medo do rei da Babilnia, a quem
vocs agora temem. No tenham medo dele'', declara o Senhor , ``pois
estou com vocs e os salvarei e os livrarei das mos dele.
12 Eu terei
compaixo de vocs, e ele tambm, e lhes permitir retornar  terra de
vocs''.
13 "Contudo, se vocs disserem ``No permaneceremos nesta terra'',
e assim desobedecerem ao Senhor , ao seu Deus,
14 e se disserem:
``No, ns iremos para o Egito, onde no veremos a guerra nem ouviremos
o som da trombeta, nem passaremos fome'',
15 ouam a palavra do Senhor
,  remanescente de Jud. Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de
Israel: ``Se vocs esto decididos a ir para o Egito e l forem
residir,
16 a guerra que vocs temem os alcanar, a fome que receiam
os seguir at o Egito, e l vocs morrero.
17 Todos os que esto
decididos a partir e residir no Egito morrero pela guerra, pela fome e
pela peste; nem um s deles sobreviver ou escapar da desgraa que
trarei sobre eles''.
18 Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de
Israel: ``Como o meu furor foi derramado sobre os habitantes de
Jerusalm, tambm a minha ira ser derramada sobre vocs, quando forem
para o Egito. Vocs sero objeto de maldio e de pavor, de desprezo e
de afronta. Vocs jamais tornaro a ver este lugar''.
19 " remanescente de Jud, o Senhor lhes disse: ``No vo para o
Egito''. Estejam certos disto: Eu hoje os advirto
20 que vocs
cometeram um erro fatal [b] quando me enviaram ao Senhor , ao seu
Deus, pedindo: ``Ore ao Senhor , ao nosso Deus, em nosso favor.
Diga-nos tudo o que ele lhe falar, e ns o faremos''.
21 Eu lhes
disse, hoje mesmo, o que o Senhor , o seu Deus, me mandou dizer a vocs,
mas vocs no lhe esto obedecendo.
22 Agora, porm, estejam certos de
que vocs morrero pela guerra, pela fome e pela peste, no lugar em que
vocs desejam residir".
Notas de rodap:
[a] 42.1 A Septuaginta diz Azarias. Veja 43.2.
[b] 42.20 Ou no corao

JEREMIAS-CAPITULO-43
1 Quando Jeremias acabou de dizer ao povo tudo o que o Senhor , o seu
Deus, lhe mandara dizer,
2 Azarias, filho de Hosaas, e Joan, filho de
Care, e todos os homens arrogantes disseram a Jeremias: "Voc est
mentindo! O Senhor no lhe mandou dizer que no fssemos residir no
Egito.
3 Mas  Baruque, filho de Nerias, que o est instigando contra
ns para que sejamos entregues nas mos dos babilnios, a fim de que nos
matem ou nos levem para o exlio na Babilnia".
4 Assim Joan, filho de Care, todos os comandantes do exrcito e todo
o povo desobedeceram  ordem do Senhor de que permanecessem na terra de
Jud.
5 E Joan, filho de Care, e todos os comandantes do exrcito
levaram todo o remanescente de Jud que tinha voltado de todas as naes
para onde haviam sido espalhados a fim de viver na terra de Jud:
6 todos os homens, mulheres e crianas, as filhas do rei, todos os que
Nebuzarad, o comandante da guarda imperial, deixara com Gedalias, filho
de Aicam, neto de Saf; alm do profeta Jeremias e de Baruque, filho de
Nerias.
7 Eles foram para o Egito, desobedecendo ao Senhor , indo at
Tafnes.
8 Em Tafnes, o Senhor dirigiu a palavra a Jeremias, dizendo:
9 "Pegue algumas pedras grandes e,  vista dos homens de Jud,
enterre-as no barro do pavimento  entrada do palcio do fara, em
Tafnes.
10 Ento diga-lhes: Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de
Israel: Mandarei chamar meu servo Nabucodonosor, rei da Babilnia, e ele
colocar o seu trono sobre essas pedras que enterrei, e estender a sua
tenda [a] real sobre elas.
11 Ele vir e atacar o Egito, trar
a morte aos destinados  morte, o cativeiro aos destinados ao cativeiro,
e a espada aos destinados a morrer  espada.
12 Ele incendiar [b]
os templos dos deuses do Egito; queimar seus templos e levar embora
cativos os seus deuses. Como um pastor tira os piolhos do seu manto
[c] , assim ele tirar os piolhos do seu Egito, e sair em paz.
13 Ele despedaar as colunas no templo do sol [d] , no Egito, e
incendiar os templos dos deuses do Egito".
Notas de rodap:
[a] 43.10 Ou tapete
[b] 43.12 Ou Eu incendiarei
[c] 43.12 Ou enrola o seu manto
[d] 43.13 Ou em Helipolis

JEREMIAS-CAPITULO-44
A Desgraa Causada pela Idolatria
1 Esta  a palavra do Senhor , que foi dirigida a Jeremias, para todos
os judeus que estavam no Egito e viviam em Migdol, Tafnes, Mnfis, e na
regio de Patros:
2 "Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de
Israel: Vocs viram toda a desgraa que eu trouxe sobre Jerusalm e
sobre todas as cidades de Jud. Hoje elas esto em runas e desabitadas
3 por causa do mal que fizeram. Seus moradores provocaram a minha ira
queimando incenso e prestando culto a outros deuses, que nem eles nem
vocs nem seus antepassados jamais conheceram.
4 Dia aps dia eu lhes
enviei meus servos, os profetas, que disseram: ``No faam essa
abominao detestvel!''
5 Mas eles no me ouviram nem me deram
ateno; no se converteram de sua impiedade nem cessaram de queimar
incenso a outros deuses.
6 Por isso, o meu furor foi derramado e
queimou as cidades de Jud e as ruas de Jerusalm, tornando-as na runa
desolada que so hoje".
7 Assim diz o Senhor , o Deus dos Exrcitos, o Deus de Israel: "Por
que trazer uma desgraa to grande sobre si mesmos, eliminando de Jud
homens e mulheres, crianas e recm-nascidos, sem deixar remanescente
algum?
8 Por que vocs provocam a minha ira com o que fazem, queimando
incenso a outros deuses no Egito, onde vocs vieram residir? Vocs se
destruiro a si mesmos e se tornaro objeto de desprezo e afronta entre
todas as naes da terra.
9 Acaso vocs se esqueceram da impiedade
cometida por seus antepassados, pelos reis de Jud e as mulheres deles,
e da impiedade cometida por vocs e suas mulheres na terra de Jud e nas
ruas de Jerusalm?
10 At hoje no se humilharam nem mostraram
reverncia, e no tm seguido a minha lei e os decretos que coloquei
diante de vocs e dos seus antepassados".
11 Portanto, assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel: "Estou
decidido a trazer desgraa sobre vocs e a destruir todo o Jud.
12 Tomarei o remanescente de Jud, que decidiu partir e residir no Egito, e
todos morrero no Egito. Cairo pela espada ou pela fome; desde o menor
at o maior, morrero pela espada ou pela fome. Eles se tornaro objeto
de maldio e de pavor, de desprezo e de afronta.
13 Castigarei aqueles
que vivem no Egito com a guerra, a fome e a peste, como castiguei
Jerusalm.
14 Ningum dentre o remanescente de Jud que foi morar no
Egito escapar ou sobreviver para voltar  terra de Jud, para a qual
anseiam voltar e nela anseiam viver; nenhum voltar, exceto uns poucos
fugitivos".
15 Ento, todos os homens que sabiam que as suas mulheres queimavam
incenso a outros deuses, e todas as mulheres que estavam presentes, em
grande nmero, e todo o povo que morava no Egito, e na regio de Patros,
disseram a Jeremias:
16 "Ns no daremos ateno  mensagem que voc
nos apresenta em nome do Senhor !
17  certo que faremos tudo o que
dissemos que faramos: queimaremos incenso  Rainha dos Cus e
derramaremos ofertas de bebidas para ela, tal como fazamos, ns e
nossos antepassados, nossos reis e nossos lderes, nas cidades de Jud e
nas ruas de Jerusalm. Naquela poca tnhamos fartura de comida, ramos
prsperos e nada soframos.
18 Mas, desde que paramos de queimar
incenso  Rainha dos Cus e de derramar ofertas de bebidas a ela, nada
temos tido e temos perecido pela espada e pela fome".
19 E as mulheres acrescentaram: "Quando queimvamos incenso  Rainha
dos Cus e derramvamos ofertas de bebidas para ela, ser que era sem o
consentimento de nossos maridos que fazamos bolos na forma da imagem
dela e derramvamos as ofertas de bebidas?"
20 Ento Jeremias disse a todo o povo, tanto aos homens como s
mulheres que estavam respondendo a ele:
21 "E o Senhor ? No se
lembra ele do incenso queimado nas cidades de Jud e nas ruas de
Jerusalm por vocs e por seus antepassados, seus reis e seus lderes e
pelo povo da terra? Ser que ele no pensa nisso?
22 Quando o Senhor
no pde mais suportar as impiedades e as prticas repugnantes de vocs,
a terra de vocs ficou devastada e desolada, tornou-se objeto de
maldio e ficou desabitada, como se v no dia de hoje.
23 Foi porque
vocs queimaram incenso e pecaram contra o Senhor , e no obedeceram 
sua palavra nem seguiram a sua lei, os seus decretos e os seus
testemunhos, que esta desgraa caiu sobre vocs, como se v no dia de
hoje".
24 Disse ento Jeremias a todo o povo, inclusive s mulheres: "Ouam
a palavra do Senhor , todos vocs, judeus que esto no Egito.
25 Assim
diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel: ``Vocs e suas mulheres
cumpriram o que prometeram quando disseram: "Certamente cumpriremos os
votos que fizemos de queimar incenso e derramar ofertas de bebidas 
Rainha dos Cus"''.
"Prossigam! Faam o que prometeram! Cumpram os seus votos!
26 Mas
ouam a palavra do Senhor , todos vocs, judeus que vivem no Egito:
``Eu juro pelo meu grande nome'', diz o Senhor , ``que em todo o
Egito ningum de Jud voltar a invocar o meu nome ou a jurar pela vida
do Soberano, o Senhor .
27 Vigiarei sobre eles para trazer-lhes a
desgraa e no o bem; os judeus do Egito perecero pela espada e pela
fome at que sejam todos destrudos.
28 Sero poucos os que escaparo
da espada e voltaro do Egito para a terra de Jud. Ento, todo o
remanescente de Jud que veio residir no Egito saber qual  a palavra
que se realiza, a minha ou a deles.
29 "``Este ser o sinal para vocs de que os castigarei neste
lugar'', declara o Senhor , ``e ento vocs ficaro sabendo que as
minhas ameaas de trazer-lhes desgraa certamente se realizaro''.
30 Assim diz o Senhor : ``Entregarei o fara Hofra, rei do Egito, nas mos
dos seus inimigos que desejam tirar-lhe a vida, assim como entreguei
Zedequias, rei de Jud, nas mos de Nabucodonosor, rei da Babilnia, o
inimigo que desejava tirar a vida dele''".

JEREMIAS-CAPITULO-45
Mensagem a Baruque
1 No quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud,
depois que Baruque, filho de Nerias, escreveu num rolo as palavras
ditadas por Jeremias, este lhe disse:
2 "Assim diz o Senhor , o Deus
de Israel, a voc, Baruque:
3 ``Voc disse, "Ai de mim! O Senhor
acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e
no encontro descanso"''.
4 "Mas o Senhor manda-me dizer-lhe: ``Assim diz o Senhor :
Destruirei o que edifiquei e arrancarei o que plantei em toda esta
terra.
5 E ento? Voc deveria buscar coisas especiais para voc? No
as busque, pois trarei desgraa sobre toda a humanidade'', diz o Senhor
, ``mas eu o deixarei escapar com vida onde quer que voc v''".

JEREMIAS-CAPITULO-46
Mensagem acerca do Egito
1 Esta  a mensagem do Senhor que veio ao profeta Jeremias acerca das
naes:
2 Acerca do Egito:
Esta  a mensagem contra o exrcito do rei do Egito, o fara Neco, que
foi derrotado em Carquemis, junto ao rio Eufrates, por Nabucodonosor,
rei da Babilnia, no quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias,
rei de Jud:
3 "Preparem seus escudos,
os grandes e os pequenos,
e marchem para a batalha!
4 Selem os cavalos e montem!
Tomem posio e coloquem o capacete!
Passem leo na ponta de suas lanas
e vistam a armadura!
5 Mas o que vejo?
Eles esto apavorados,
esto se retirando,
seus guerreiros esto derrotados.
Fogem s pressas, sem olhar para trs;
h terror por todos os lados",
declara o Senhor .
6 "O gil no consegue fugir,
nem o forte escapar.
No norte, junto ao rio Eufrates,
eles tropeam e caem.
7 "Quem  aquele que se levanta
como o Nilo,
como rios de guas agitadas?
8 O Egito se levanta como o Nilo,
como rios de guas agitadas.
Ele diz: ``Eu me levantarei
e cobrirei a terra;
destruirei as cidades
e os seus habitantes''.
9 Ao ataque, cavalos!
Avancem, carros de guerra!
Marchem em frente, guerreiros!
Homens da Etipia e da Lbia [a] ,
que levam escudos;
homens da Ldia, que empunham o arco!
10 Mas aquele dia pertence ao Soberano,
ao Senhor dos Exrcitos.
Ser um dia de vingana,
para vingar-se dos seus adversrios.
A espada devorar at saciar-se,
at satisfazer sua sede de sangue.
Porque o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
far um banquete na terra do norte,
junto ao rio Eufrates.
11 "Suba a Gileade em busca de blsamo,
 virgem, filha do Egito!
Voc multiplica remdios em vo;
no h cura para voc.
12 As naes ouviram da sua humilhao;
os seus gritos encheram a terra,
quando um guerreiro
tropeou noutro guerreiro
e ambos caram".
13 Esta  a mensagem que o Senhor falou ao profeta Jeremias acerca da
vinda de Nabucodonosor, rei da Babilnia, para atacar o Egito:
14 "Anunciem isto no Egito
e proclamem-no em Migdol;
proclamem-no tambm em Mnfis
e em Tafnes:
Assumam posio! Preparem-se!
Porque a espada devora aqueles
que esto ao seu redor.
15 Por que o deus pis fugiu? [b]
O seu touro no resistiu,
porque o Senhor o derrubou.
16 Tropeam e caem,
caem uns sobre os outros.
Eles dizem: ``Levantem-se.
Vamos voltar para nosso prprio povo
e para nossa terra natal,
para longe da espada do opressor.
17 O fara, rei do Egito,
 barulho e nada mais!
Ele perdeu a sua oportunidade''.
18 "Juro pela minha vida",
declara o Rei,
cujo nome  Senhor dos Exrcitos,
"ele vir como o Tabor entre os montes,
como o Carmelo junto ao mar.
19 Arrumem a bagagem para o exlio,
vocs que vivem no Egito,
pois Mnfis ser arrasada,
ficar desolada e desabitada.
20 "O Egito  uma linda novilha,
mas do norte a ataca
uma mutuca.
21 Os mercenrios em suas fileiras
so como bezerros gordos.
Eles tambm daro meia volta
e juntos fugiro;
no defendero suas posies,
pois o dia da derrota deles
est chegando,
a hora de serem castigados.
22 O Egito silvar
como uma serpente em fuga
 medida que o inimigo
avana com grande fora.
Viro sobre ele com machados,
como os homens
que derrubam rvores.
23 Eles derrubaro sua floresta",
declara o Senhor ,
"por mais densa que seja.
So mais que os gafanhotos;
so incontveis!
24 A cidade [c] do Egito ser envergonhada,
ser entregue nas mos
do povo do norte".
25 O Senhor dos Exrcitos, o Deus de Israel, diz: "Castigarei Amom,
deus de Tebas [d] , o fara, o Egito, seus deuses e seus reis, e
tambm os que confiam no fara.
26 Eu os entregarei nas mos daqueles
que desejam tirar-lhes a vida; nas mos de Nabucodonosor, rei da
Babilnia, e de seus oficiais. Mais tarde, porm, o Egito ser habitado
como em pocas passadas", declara o Senhor .
27 "Quanto a voc, no tema,
meu servo Jac!
No fique assustado,  Israel!
Eu o salvarei de um lugar distante,
e os seus descendentes,
da terra do seu exlio.
Jac voltar e ficar em paz
e em segurana;
ningum o inquietar.
28 No tema, meu servo Jac!
Eu estou com voc",
declara o Senhor .
"Destruirei completamente
todas as naes entre as quais
eu o dispersei;
mas a voc
no destruirei completamente.
Eu o disciplinarei como voc merece;
no serei severo demais".
Notas de rodap:
[a] 46.9 Hebraico: de Cuxe e de Fute.
[b] 46.15 Ou Por que os seus guerreiros esto estirados no cho?
[c] 46.24 Hebraico: filha .
[d] 46.25 Hebraico: No .

JEREMIAS-CAPITULO-47
Mensagem acerca dos Filisteus
1 Esta  a palavra do Senhor que veio ao profeta Jeremias acerca dos
filisteus, antes do ataque do fara a Gaza:
1 Assim diz o Senhor :
"Vejam como as guas esto
subindo do norte;
elas se tornam
uma torrente transbordante.
Inundaro esta terra
e tudo o que nela existe;
as cidades e os seus habitantes.
O povo clamar,
gritaro todos os habitantes desta terra,
3 ao estrondo dos cascos
dos seus cavalos galopando,
ao barulho dos seus carros de guerra,
e ao estampido de suas rodas.
Os pais no se voltaro
para ajudar seus filhos,
porque suas mos estaro fracas.
4 Pois chegou o dia de destruir
todos os filisteus
e de eliminar todos os sobreviventes
que poderiam ajudar Tiro e Sidom.
O Senhor destruir os filisteus,
o remanescente da ilha de Caftor [a] .
5 Os habitantes de Gaza
raparam a cabea;
Ascalom est calada.
 remanescente da plancie,
at quando voc far incises
no prprio corpo?
6 "``Ah, espada do Senhor ,
quando voc descansar?
Volte  sua bainha,
acalme-se e repouse.''
7 Mas como poder ela descansar
quando o Senhor lhe deu ordens,
quando determinou
que ataque Ascalom e o litoral?"
Notas de rodap:
[a] 47.4 Isto , Creta.

JEREMIAS-CAPITULO-48
Mensagem acerca de Moabe
1 Acerca de Moabe:
Assim diz o Senhor dos Exrcitos, Deus de Israel:
"Ai de Nebo, pois ficou em runas.
Quiriataim foi derrotada e capturada;
a fortaleza [a] foi derrotada e destroada.
2 Moabe no  mais louvada;
em Hesbom tramam a sua runa:
``Venham! Vamos dar fim quela nao''.
Voc tambm ficar calada,
 Madmm; a espada a perseguir.
3 Ouam os gritos de Horonaim:
``Devastao! Grande destruio!
4 Moabe est destruda!''
 o grito que se ouve at em Zoar [b] .
5 Eles sobem pelo caminho para Lute,
chorando amargamente
enquanto seguem;
na estrada que desce a Horonaim
ouvem-se gritos angustiados
por causa da destruio.
6 Fujam! Corram para salvar suas vidas;
tornem-se como um arbusto [c] no deserto.
7 Uma vez que vocs confiam
em seus feitos e em suas riquezas,
vocs tambm sero capturados,
e Camos ir para o exlio,
junto com seus sacerdotes e lderes.
8 O destruidor vir contra
todas as cidades,
e nenhuma escapar.
O vale se tornar runas,
e o planalto ser destrudo,
como o Senhor falou.
9 Ponham sal sobre Moabe,
pois ela ser deixada em runas; [d]
suas cidades ficaro devastadas,
sem nenhum habitante.
10 "Maldito o que faz com negligncia
o trabalho do Senhor !
Maldito aquele que impede a sua espada
de derramar sangue!
11 "Moabe tem estado tranqila
desde a sua juventude,
como o vinho deixado
com os seus resduos;
no foi mudada de vasilha em vasilha.
Nunca foi para o exlio;
por isso, o seu sabor
permanece o mesmo
e o seu cheiro no mudou.
12 Portanto, certamente vm os dias",
declara o Senhor ,
"quando enviarei decantadores
que a decantaro;
esvaziaro as suas jarras
e as despedaaro.
13 Ento Moabe se decepcionar
com Camos,
assim como Israel
se decepcionou com Betel,
em quem confiava.
14 "Como vocs podem dizer:
``Somos guerreiros,
somos homens de guerra''?
15 Moabe foi destruda
e suas cidades sero invadidas;
o melhor dos seus jovens
desceu para a matana",
declara o Rei, cujo nome 
Senhor dos Exrcitos.
16 "A derrota de Moabe est prxima;
a sua desgraa vem rapidamente.
17 Lamentem por ela,
todos os seus vizinhos,
todos os que conhecem a sua fama.
Digam: Como est quebrado
o cajado poderoso,
o cetro glorioso!
18 "Desam de sua glria
e sentem-se sobre o cho ressequido,
 moradores da cidade [e] de Dibom,
pois o destruidor de Moabe
veio para atac-los
e destruir as suas fortalezas.
19 Fiquem junto  estrada e vigiem,
vocs que vivem em Aroer.
Perguntem ao homem que
foge e  mulher que escapa,
perguntem a eles: O que aconteceu?
20 Moabe ficou envergonhada,
pois est destroada.
Gritem e clamem!
Anunciem junto ao Arnom
que Moabe foi destruda.
21 O julgamento chegou ao planalto:
a Holom, Jaza e Mefaate,
22 a Dibom, Nebo e Bete-Diblataim,
23 a Quiriataim, Bete-Gamul
e Bete-Meom,
24 a Queriote e Bozra,
a todas as cidades de Moabe,
distantes e prximas.
25 O poder [f] de Moabe foi eliminado;
seu brao est quebrado",
declara o Senhor .
26 "Embriaguem-na,
pois ela desafiou o Senhor .
Moabe se revolver no seu vmito
e ser objeto de ridculo.
27 No foi Israel objeto de ridculo
para voc?
Foi ele encontrado
em companhia de ladres
para que voc sacuda a cabea
sempre que fala dele?
28 Abandonem as cidades!
Habitem entre as rochas,
vocs que moram em Moabe!
Sejam como uma pomba
que faz o seu ninho
nas bordas de um precipcio.
29 "Temos ouvido
do orgulho de Moabe:
da sua extrema arrogncia,
do seu orgulho e soberba,
e do seu esprito de superioridade.
30 Conheo bem a sua arrogncia",
declara o Senhor .
"A sua tagarelice sem fundamento
e as suas aes que nada alcanam.
31 Por isso, me lamentarei por Moabe,
gritarei por causa
de toda a terra de Moabe,
prantearei pelos habitantes
de Quir-Heres.
32 Chorarei por vocs
mais do que choro por Jazar,
 videiras de Sibma.
Os seus ramos se estendiam at o mar,
e chegavam at Jazar.
O destruidor caiu sobre as suas frutas
e sobre as suas uvas.
33 A alegria e a satisfao se foram
das terras frteis de Moabe.
Interrompi a produo de vinho
nos lagares.
Ningum mais pisa as uvas
com gritos de alegria;
embora haja gritos, no so de alegria.
34 "O grito de Hesbom
 ouvido em Eleale e Jaaz,
desde Zoar at Horonaim
e Eglate-Selisia,
pois at as guas do Ninrim secaram.
35 Em Moabe darei fim queles
que fazem ofertas
nos altares idlatras
e queimam incenso a seus deuses",
declara o Senhor .
36 "Por isso o meu corao
lamenta-se por Moabe,
como uma flauta;
lamenta-se como uma flauta
pelos habitantes de Quir-Heres.
A riqueza que acumularam se foi.
37 Toda cabea foi rapada
e toda barba foi cortada;
toda mo sofreu incises
e toda cintura foi coberta
com veste de lamento.
38 Em todos os terraos de Moabe
e nas praas
no h nada seno pranto,
pois despedacei Moabe
como a um jarro
que ningum deseja",
declara o Senhor .
39 "Como ela foi destruda!
Como lamentam!
Como Moabe d as costas,
envergonhada!
Moabe tornou-se objeto de ridculo
e de pavor para todos os seus vizinhos".
40 Assim diz o Senhor :
"Vejam! Uma guia planando
estende as asas sobre Moabe.
41 Queriote ser capturada, [g]
e as fortalezas sero tomadas.
Naquele dia,
a coragem dos guerreiros de Moabe
ser como a de uma mulher
em trabalho de parto.
42 Moabe ser destruda como nao
pois ela desafiou o Senhor .
43 Terror, cova e lao esperam por voc,
 povo de Moabe", declara o Senhor .
44 "Quem fugir do terror
cair numa cova,
e quem sair da cova
ser apanhado num lao.
Trarei sobre Moabe
a hora do seu castigo",
declara o Senhor .
45 "Na sombra de Hesbom
os fugitivos se encontram
desamparados,
pois um fogo saiu de Hesbom,
uma labareda, do meio de Seom;
e queima as testas
dos homens de Moabe
e os crnios dos homens turbulentos.
46 Ai de voc,  Moabe!
O povo de Camos est destrudo;
seus filhos so levados para o exlio,
e suas filhas para o cativeiro.
47 "Contudo, restaurarei a sorte de Moabe
em dias vindouros", declara o Senhor .
Aqui termina a sentena sobre Moabe.
Notas de rodap:
[a] 48.1 Ou Misgabe
[b] 48.4 Ou Os seus pequenos clamam
[c] 48.6 Ou como Aroer
[d] 48.9 Ou Dem asas a Moabe, pois ela voar para longe;
[e] 48.18 Hebraico: filha .
[f] 48.25 Hebraico: chifre .
[g] 48.41 Ou As cidades sero capturadas,

JEREMIAS-CAPITULO-49
Mensagem acerca de Amom
1 Acerca dos amonitas:
Assim diz o Senhor :
"Por acaso Israel no tem filhos?
Ser que no tem herdeiros?
Por que ser ento que Moloque [a]
se apossou de Gade?
Por que seu povo vive
nas cidades de Gade?
2 Portanto, certamente vm os dias",
declara o Senhor ,
"em que farei soar o grito de guerra
contra Rab dos amonitas;
ela vir a ser uma pilha de runas,
e os seus povoados ao redor
sero incendiados.
Ento Israel expulsar
aqueles que o expulsaram",
diz o Senhor .
3 "Lamente-se,  Hesbom,
pois Ai est destruda!
Gritem,  moradores de Rab!
Ponham veste de lamento e chorem!
Corram para onde der,
pois Moloque ir para o exlio
com os seus sacerdotes
e os seus oficiais.
4 Por que voc se orgulha de seus vales?
Por que se orgulha
de seus vales to frutferos?
 filha infiel!
Voc confia em suas riquezas e diz:
``Quem me atacar?''
5 Farei com que voc tenha pavor
de tudo o que est a sua volta",
diz o Senhor, o Senhor dos Exrcitos.
"Vocs sero dispersos,
cada um numa direo,
e ningum conseguir
reunir os fugitivos.
6 "Contudo, depois disso,
restaurarei a sorte dos amonitas",
declara o Senhor .
Mensagem acerca de Edom
7 Acerca de Edom:
Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"Ser que j no h mais
sabedoria em Tem?
Ser que o conselho
desapareceu dos prudentes?
A sabedoria deles deteriorou-se?
8 Voltem-se e fujam,
escondam-se em cavernas profundas,
vocs que moram em Ded,
pois trarei a runa sobre Esa
na hora em que eu o castigar.
9 Se os que colhem uvas
viessem at voc,
no deixariam eles
apenas umas poucas uvas?
Se os ladres viessem durante a noite,
no roubariam
apenas o quanto desejassem?
10 Mas eu despi Esa
e descobri os seus esconderijos,
para que ele no mais se esconda.
Os seus filhos, parentes
e vizinhos foram destrudos.
Ningum restou [b] para dizer:
11 ``Deixe os seus rfos;
eu protegerei a vida deles.
As suas vivas tambm
podem confiar em mim''".
11 Assim diz o Senhor : "Se aqueles para quem o clice no estava
reservado tiveram que beb-lo, por que voc deveria ficar impune? Voc
no ficar sem castigo, mas ir beb-lo.
13 Eu juro por mim mesmo",
declara o Senhor , "que Bozra ficar em runas e desolada; ela se
tornar objeto de afronta e de maldio, e todas as suas cidades sero
runas para sempre".
14 Ouvi uma mensagem
da parte do Senhor ;
um mensageiro foi mandado
s naes para dizer:
"Renam-se para atacar Edom!
Preparem-se para a batalha!"
15 "Agora eu fao de voc
uma nao pequena
entre as demais,
desprezada pelos homens.
16 O pavor que voc inspira
e o orgulho de seu corao
o enganaram,
a voc, que vive nas fendas das rochas,
que ocupa os altos das colinas.
Ainda que voc, como a guia,
faa o seu ninho nas alturas,
de l eu o derrubarei",
declara o Senhor .
17 "Edom se tornar objeto de terror;
todos os que por ali passarem
ficaro chocados e zombaro
por causa de todas as suas feridas.
18 Como foi com a destruio
de Sodoma e Gomorra,
e das cidades vizinhas",
diz o Senhor ,
"ningum mais habitar ali,
nenhum homem residir nela.
19 "Como um leo
que sobe da mata do Jordo
em direo aos pastos verdejantes,
subitamente eu caarei Edom
pondo-o fora de sua terra.
Quem  o escolhido
que designarei para isso?
Quem  como eu
que possa me desafiar?
E que pastor pode me resistir [c] ?"
20 Por isso, ouam o que
o Senhor planejou contra Edom,
o que preparou contra
os habitantes de Tem:
Os menores do rebanho
sero arrastados,
e as pastagens ficaro devastadas
por causa deles.
21 Ao som de sua queda a terra tremer;
o grito deles ressoar
at o mar Vermelho.
22 Vejam! Uma guia,
subindo e planando,
estende as asas sobre Bozra.
Naquele dia,
a coragem dos guerreiros de Edom
ser como a de uma mulher que est dando  luz.
Mensagem acerca de Damasco
23 Acerca de Damasco:
"Hamate e Arpade esto atnitas,
pois ouviram ms notcias.
Esto desencorajadas,
perturbadas como o mar agitado.
24 Damasco tornou-se frgil,
ela se virou para fugir,
e o pnico tomou conta dela;
angstia e dor dela se apoderaram,
dor como a de uma mulher
em trabalho de parto.
25 Como est abandonada
a cidade famosa,
a cidade da alegria!
26 Por isso, os seus jovens
cairo nas ruas
e todos os seus guerreiros
se calaro naquele dia",
declara o Senhor dos Exrcitos.
27 "Porei fogo nas muralhas de Damasco,
que consumir as fortalezas
de Ben-Hadade".
Mensagem acerca de Quedar e de Hazor
28 Acerca de Quedar e os reinos de Hazor, que Nabucodonosor, rei da
Babilnia, derrotou:
Assim diz o Senhor :
"Preparem-se, ataquem Quedar
e destruam o povo do oriente.
29 Tomem suas tendas e seus rebanhos,
suas cortinas com todos
os seus utenslios e camelos.
Gritem contra eles:
``H terror por todos os lados!''
30 "Fujam rapidamente!
Escondam-se em cavernas profundas,
vocs habitantes de Hazor",
diz o Senhor .
"Nabucodonosor, rei da Babilnia,
fez planos e projetos contra vocs.
31 "Preparem-se e ataquem uma nao
que vive tranqila e confiante",
declara o Senhor ,
"uma nao que no tem portas
nem trancas,
e que vive sozinha.
32 Seus camelos se tornaro despojo
e suas grandes manadas, esplio.
Espalharei ao vento
aqueles que rapam a cabea [d] ,
e de todos os lados trarei a sua runa",
declara o Senhor .
33 "Hazor se tornar
uma habitao de chacais,
uma runa para sempre.
Ningum mais habitar ali,
nenhum homem residir nela."
Mensagem acerca de Elo
34 Esta  a palavra do Senhor que veio ao profeta Jeremias acerca de
Elo, no incio do reinado de Zedequias, rei de Jud:
35 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"Vejam, quebrarei o arco de Elo,
a base de seu poder.
36 Farei com que os quatro ventos,
que vm dos quatro cantos do cu,
soprem contra Elo.
E eu os dispersarei aos quatro ventos,
e no haver nenhuma nao
para onde no sejam levados
os exilados de Elo.
37 Farei com que Elo trema
diante dos seus inimigos,
diante daqueles que desejam
tirar-lhe a vida.
Trarei a desgraa sobre eles,
a minha ira ardente",
declara o Senhor .
"Farei com que a espada os persiga
at que eu os tenha eliminado.
38 Porei meu trono em Elo
e destruirei seu rei e seus lderes",
declara o Senhor .
39 "Contudo, restaurarei a sorte de Elo
em dias vindouros",
declara o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 49.1 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz o rei deles;
tambm no versculo 3.
[b] 49.10 Ou e ele j no existe
[c] 49.19 Ou Escolherei os melhores carneiros
[d] 49.32 Ou que prendem o cabelo junto  testa

JEREMIAS-CAPITULO-50
Mensagem acerca da Babilnia
1 Esta  a palavra que o Senhor falou pelo profeta Jeremias acerca da
Babilnia e da terra dos babilnios:
2 "Anunciem e proclamem
entre as naes,
ergam um sinal e proclamem;
no escondam nada.
Digam: ``A Babilnia foi conquistada;
Bel foi humilhado,
Marduque est apavorado.
As imagens da Babilnia
esto humilhadas
e seus dolos apavorados''.
3 Uma nao vinda do norte a atacar,
arrasar a sua terra e no deixar nela
nenhum habitante;
tanto homens como animais fugiro.
4 "Naqueles dias e naquela poca",
declara o Senhor ,
"o povo de Israel
e o povo de Jud viro juntos,
chorando e buscando
o Senhor , o seu Deus.
5 Perguntaro pelo caminho para Sio
e voltaro o rosto na direo dela.
Viro e se apegaro ao Senhor
numa aliana permanente
que no ser esquecida.
6 "Meu povo tem sido ovelhas perdidas;
seus pastores as desencaminharam
e as fizeram perambular pelos montes.
Elas vaguearam por montanhas e colinas
e se esqueceram de seu prprio curral.
7 Todos que as encontram as devoram.
Os seus adversrios disseram:
``No somos culpados,
pois elas pecaram contra o Senhor ,
sua verdadeira pastagem,
o Senhor , a esperana
de seus antepassados''.
8 "Fujam da Babilnia;
saiam da terra dos babilnios
e sejam como os bodes
que lideram o rebanho.
9 Vejam! Eu mobilizarei
e trarei contra a Babilnia uma coalizo
de grandes naes do norte.
Elas tomaro posio de combate
contra ela e a conquistaro.
Suas flechas sero
como guerreiros bem treinados,
que no voltam de mos vazias.
10 Assim a Babilnia [a] ser saqueada;
todos os que a saquearem se fartaro",
declara o Senhor .
11 "Ainda que voc
esteja alegre e exultante,
voc que saqueia a minha herana;
ainda que voc seja brincalho
como uma novilha solta no pasto,
e relinche como os garanhes,
12 sua me se envergonhar
profundamente;
aquela que lhe deu  luz
ficar constrangida.
Ela se tornar a menor das naes,
um deserto, uma terra seca e rida.
13 Por causa da ira do Senhor
ela no ser habitada,
mas estar completamente desolada.
Todos os que passarem pela Babilnia
ficaro chocados e zombaro
por causa de todas as suas feridas.
14 "Tomem posio de combate
em volta da Babilnia,
todos vocs que empunham o arco.
Atirem nela! No poupem flechas,
pois ela pecou contra o Senhor .
15 Soem contra ela um grito de guerra
de todos os lados!
Ela se rende, suas torres caem
e suas muralhas so derrubadas.
Esta  a vingana do Senhor ;
vinguem-se dela!
Faam a ela o que ela fez aos outros!
16 Eliminem da Babilnia o semeador
e o ceifeiro, com a sua foice na colheita.
Por causa da espada do opressor,
que cada um volte
para o seu prprio povo,
e cada um fuja para a sua prpria terra.
17 "Israel  um rebanho disperso,
afugentado por lees.
O primeiro a devor-lo
foi o rei da Assria;
e o ltimo a esmagar os seus ossos
foi Nabucodonosor, rei da Babilnia".
18 Portanto, assim diz
o Senhor dos Exrcitos,
o Deus de Israel:
"Castigarei o rei da Babilnia
e a sua terra assim como
castiguei o rei da Assria.
19 Mas trarei Israel de volta
a sua prpria pastagem
e ele pastar no Carmelo e em Bas;
e saciar o seu apetite
nos montes de Efraim e em Gileade.
20 Naqueles dias, naquela poca",
declara o Senhor ,
"se procurar pela iniqidade de Israel,
mas nada ser achado,
pelos pecados de Jud,
mas nenhum ser encontrado,
pois perdoarei o remanescente
que eu poupar.
21 "Ataquem a terra de Merataim
e aqueles que moram em Pecode.
Persigam-nos, matem-nos
e destruam-nos totalmente",
declara o Senhor .
"Faam tudo o que lhes ordenei.
22 H rudo de batalha na terra;
grande destruio!
23 Quo quebrado e destroado
est o martelo de toda a terra!
Quo arrasada est a Babilnia
entre as naes!
24 Preparei uma armadilha para voc,
 Babilnia,
e voc foi apanhada antes de perceb-lo;
voc foi achada e capturada
porque se ops ao Senhor .
25 O Senhor abriu o seu arsenal
e trouxe para fora as armas da sua ira,
pois o Soberano, o Senhor dos Exrcitos,
tem trabalho para fazer
na terra dos babilnios.
26 Venham contra ela
dos confins da terra.
Arrombem os seus celeiros;
empilhem-na como feixes de cereal.
Destruam-na totalmente
e no lhe deixem nenhum remanescente.
27 Matem todos os seus
jovens guerreiros!
Que eles desam para o matadouro!
Ai deles! Pois chegou o seu dia,
a hora de serem castigados.
28 Escutem os fugitivos
e refugiados vindos da Babilnia,
declarando em Sio como o Senhor ,
o nosso Deus, se vingou,
como se vingou de seu templo.
29 "Convoquem flecheiros
contra a Babilnia,
todos aqueles que empunham o arco.
Acampem-se todos ao redor dela;
no deixem ningum escapar.
Retribuam a ela conforme os seus feitos;
faam com ela tudo o que ela fez.
Porque ela desafiou o Senhor ,
o Santo de Israel.
30 Por isso, os seus jovens cairo nas ruas
e todos os seus guerreiros
se calaro naquele dia",
declara o Senhor .
31 "Veja, estou contra voc,
 arrogante",
declara o Soberano,
o Senhor dos Exrcitos,
"pois chegou o seu dia,
a sua hora de ser castigada.
32 A arrogncia tropear e cair,
e ningum a ajudar a se levantar.
Incendiarei as suas cidades,
e o fogo consumir tudo ao seu redor".
33 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"O povo de Israel est sendo oprimido,
e tambm o povo de Jud.
Todos os seus captores
os prendem  fora,
recusando deix-los ir.
34 Contudo, o Redentor deles  forte;
Senhor dos Exrcitos  o seu nome.
Ele mesmo defender a causa deles,
e trar descanso  terra,
mas inquietao
aos que vivem na Babilnia.
35 "Uma espada contra os babilnios!",
declara o Senhor ;
"contra os que vivem na Babilnia
e contra seus lderes e seus sbios!
36 Uma espada contra
os seus falsos profetas!
Eles se tornaro tolos.
Uma espada contra os seus guerreiros!
Eles ficaro apavorados.
37 Uma espada contra os seus cavalos,
contra os seus carros de guerra
e contra todos os estrangeiros
em suas fileiras!
Eles sero como mulheres.
Uma espada contra os seus tesouros!
Eles sero saqueados.
38 Uma espada contra as suas guas!
Elas secaro.
Porque  uma terra
de imagens esculpidas,
e eles enlouquecem
por causa de seus dolos horrveis.
39 "Por isso, criaturas do deserto e hienas
nela moraro,
e as corujas nela habitaro.
Ela jamais voltar a ser povoada
nem haver quem nela viva no futuro.
40 Como Deus destruiu
Sodoma e Gomorra
e as cidades vizinhas",
diz o Senhor ,
"ningum mais habitar ali,
nenhum homem residir nela.
41 "Vejam! Vem vindo um povo do norte;
uma grande nao
e muitos reis se mobilizam
desde os confins da terra.
42 Eles empunham o arco e a lana;
so cruis e no tm misericrdia,
e o seu barulho  como
o bramido do mar.
Vm montados em seus cavalos,
em formao de batalha,
para atac-la,  cidade [b] de Babilnia.
43 Quando o rei da Babilnia
ouviu relatos sobre eles,
as suas mos amoleceram.
A angstia tomou conta dele,
dores como as de uma mulher
que est dando  luz.
44 Como um leo
que sobe da mata do Jordo
em direo aos pastos verdejantes,
subitamente eu caarei a Babilnia
pondo-a fora de sua terra.
Quem  o escolhido
que designarei para isso?
Quem  como eu que possa me desafiar?
E que pastor pode me resistir?"
45 Por isso ouam o que o
Senhor planejou contra a Babilnia,
o que ele preparou
contra a terra dos babilnios:
os menores do rebanho
sero arrastados,
e as pastagens ficaro devastadas
por causa deles.
46 Ao som da tomada da Babilnia
a terra tremer;
o grito deles ressoar entre as naes.
Notas de rodap:
[a] 50.10 Ou Caldia
[b] 50.42 Hebraico: filha .

JEREMIAS-CAPITULO-51
1 Assim diz o Senhor :
"Vejam! Levantarei um vento destruidor
contra a Babilnia,
contra o povo de Lebe-Camai [a] .
2 Enviarei estrangeiros para a Babilnia
a fim de peneir-la como trigo
e devastar a sua terra.
No dia de sua desgraa
viro contra ela de todos os lados.
3 Que o arqueiro no arme o seu arco
nem vista a sua armadura.
No poupem os seus jovens guerreiros,
destruam completamente
o seu exrcito.
4 Eles cairo mortos na Babilnia [b] ,
mortalmente feridos em suas ruas.
5 Israel e Jud no foram abandonadas
como vivas pelo seu Deus,
o Senhor dos Exrcitos,
embora a terra dos babilnios
esteja cheia de culpa
diante do Santo de Israel.
6 "Fujam da Babilnia!
Cada um por si!
No sejam destrudos
por causa da iniqidade dela.
 hora da vingana do Senhor ;
ele lhe pagar o que ela merece.
7 A Babilnia era um clice de ouro
nas mos do Senhor ;
ela embriagou a terra toda.
As naes beberam o seu vinho;
por isso enlouqueceram.
8 A Babilnia caiu de repente
e ficou arruinada.
Lamentem-se por ela!
Consigam blsamo para a sua ferida;
talvez ela possa ser curada.
9 "``Gostaramos de ter curado Babilnia,
mas ela no pode ser curada;
deixem-na
e vamos, cada um para a sua prpria terra,
pois o julgamento dela chega ao cu,
eleva-se to alto quanto as nuvens.
10 "``O Senhor defendeu o nosso nome;
venham, contemos em Sio o que
o Senhor , o nosso Deus, tem feito''.
11 "Afiem as flechas,
peguem os escudos!
O Senhor incitou o esprito
dos reis dos medos,
porque seu propsito
 destruir a Babilnia.
O Senhor se vingar,
se vingar de seu templo.
12 Ergam o sinal para atacar
as muralhas da Babilnia!
Reforcem a guarda!
Posicionem as sentinelas!
Preparem uma emboscada!
O Senhor executar o seu plano,
o que ameaou fazer
contra os habitantes da Babilnia.
13 Voc que vive junto a muitas guas
e est rico de tesouros,
chegou o seu fim,
a hora de voc ser eliminado.
14 O Senhor dos Exrcitos
jurou por si mesmo:
Com certeza a encherei de homens,
como um enxame de gafanhotos,
e eles gritaro triunfantes sobre voc.
15 "Mas foi Deus quem fez a terra
com o seu poder;
firmou o mundo com a sua sabedoria
e estendeu os cus
com o seu entendimento.
16 Ao som do seu trovo,
as guas no cu rugem;
ele faz com que as nuvens se levantem
desde os confins da terra.
Ele faz relmpagos para a chuva
e faz sair o vento de seus depsitos.
17 "So todos eles estpidos e ignorantes;
cada ourives  envergonhado
pela imagem que esculpiu.
Suas imagens esculpidas
so uma fraude,
elas no tm flego de vida.
18 Elas so inteis,
so objeto de zombaria.
Quando vier o julgamento delas,
perecero.
19 Aquele que  a Poro de Jac
no  como esses,
pois ele  quem forma todas as coisas,
e Israel  a tribo de sua propriedade;
Senhor dos Exrcitos
 o seu nome.
20 "Voc  o meu martelo,
a minha arma de guerra.
Com voc eu despedao naes,
com voc eu destruo reinos,
21 com voc despedao
cavalo e cavaleiro,
com voc despedao
carro de guerra e cocheiro,
22 com voc despedao homem e mulher,
com voc despedao velho e jovem,
com voc despedao rapaz e moa,
23 com voc despedao pastor e rebanho,
com voc despedao lavrador e bois,
com voc despedao
governadores e oficiais.
24 "Retribuirei  Babilnia e a todos os que vivem na Babilnia toda
a maldade que fizeram em Sio diante dos olhos de vocs", declara o
Senhor .
25 "Estou contra voc,
 montanha destruidora,
voc que destri a terra inteira",
declara o Senhor .
"Estenderei minha mo contra voc,
eu a farei rolar dos penhascos,
e farei de voc
uma montanha calcinada.
26 Nenhuma pedra sua ser cortada
para servir de pedra angular,
nem para um alicerce,
pois voc estar arruinada para sempre",
declara o Senhor .
27 "Ergam um estandarte na terra!
Toquem a trombeta entre as naes!
Preparem as naes
para o combate contra ela;
convoquem contra ela estes reinos:
Ararate, Mini e Asquenaz.
Nomeiem um comandante contra ela;
lancem os cavalos ao ataque
como um enxame de gafanhotos.
28 Preparem as naes
para o combate contra ela:
os reis dos medos, seus governadores
e todos os seus oficiais,
e todos os pases que governam.
29 A terra treme e se contorce de dor,
pois permanecem em p
os planos do Senhor
contra a Babilnia:
desolar a terra da Babilnia
para que fique desabitada.
30 Os guerreiros da Babilnia
pararam de lutar;
permanecem em suas fortalezas.
A fora deles acabou;
tornaram-se como mulheres.
As habitaes dela esto incendiadas;
as trancas de suas portas
esto quebradas.
31 Um emissrio vai aps outro,
e um mensageiro sai
aps outro mensageiro
para anunciar ao rei da Babilnia
que sua cidade inteira foi capturada,
32 os vaus do rio foram tomados,
a vegetao dos pntanos foi incendiada,
e os soldados ficaram aterrorizados."
33 Assim diz o Senhor dos Exrcitos,
Deus de Israel:
"A cidade [c] de Babilnia  como uma eira;
a poca da colheita
logo chegar para ela".
34 "Nabucodonosor, rei da Babilnia,
devorou-nos, lanou-nos em confuso,
fez de ns um jarro vazio.
Tal como uma serpente ele nos engoliu,
encheu seu estmago
com nossas finas comidas
e ento nos vomitou.
35 Que a violncia
cometida contra nossa carne [d]
esteja sobre a Babilnia",
dizem os habitantes de Sio.
"Que o nosso sangue esteja sobre
aqueles que moram na Babilnia",
diz Jerusalm.
36 Por isso, assim diz o Senhor :
"Vejam, defenderei a causa de vocs
e os vingarei;
secarei o seu mar
e esgotarei as suas fontes.
37 A Babilnia se tornar
um amontoado de runas,
uma habitao de chacais,
objeto de pavor e de zombaria,
um lugar onde ningum vive.
38 O seu povo todo
ruge como leezinhos,
rosnam como filhotes de leo.
39 Mas, enquanto estiverem excitados,
prepararei um banquete para eles
e os deixarei bbados,
para que fiquem bem alegres
e, ento, durmam e jamais acordem",
declara o Senhor .
40 "Eu os levarei como cordeiros
para o matadouro,
como carneiros e bodes.
41 "Como Sesaque [e] ser capturada!
Como o orgulho de toda a terra ser tomado!
Que horror a Babilnia
ser entre as naes!
42 O mar se levantar sobre a Babilnia;
suas ondas agitadas a cobriro.
43 Suas cidades sero arrasadas,
uma terra seca e deserta,
uma terra onde ningum mora,
pela qual nenhum homem passa.
44 Castigarei Bel na Babilnia
e o farei vomitar o que engoliu.
As naes no mais acorrero a ele.
E a muralha da Babilnia cair.
45 "Saia dela, meu povo!
Cada um salve a sua prpria vida,
da ardente ira do Senhor .
46 No desanimem
nem tenham medo
quando ouvirem rumores na terra;
um rumor chega este ano,
outro no prximo,
rumor de violncia na terra
e de governante contra governante.
47 Portanto, certamente vm os dias
quando castigarei as imagens
esculpidas da Babilnia;
toda a sua terra ser envergonhada,
e todos os seus mortos jazero
cados dentro dela.
48 Ento o cu e a terra
e tudo o que existe neles
gritaro de alegria
por causa da Babilnia,
pois do norte destruidores a atacaro",
declara o Senhor .
49 "A Babilnia cair
por causa dos mortos de Israel,
assim como os mortos de toda a terra
caram por causa da Babilnia.
50 Vocs que escaparam da espada,
saiam! No permaneam!
Lembrem-se do Senhor
numa terra distante,
e pensem em Jerusalm.
51 "Vocs diro: ``Estamos envergonhados
pois fomos insultados
e a vergonha cobre o nosso rosto,
porque estrangeiros penetraram
nos lugares santos
do templo do Senhor ''.
52 "Portanto, certamente vm os dias",
declara o Senhor ,
"quando castigarei
as suas imagens esculpidas,
e por toda a sua terra
os feridos gemero.
53 Mesmo que a Babilnia chegue ao cu
e fortifique no alto a sua fortaleza,
enviarei destruidores contra ela",
declara o Senhor .
54 "Vem da Babilnia o som de um grito;
o som de grande destruio
vem da terra dos babilnios.
55 O Senhor destruir a Babilnia;
ele silenciar o seu grande rudo.
Ondas de inimigos avanaro
como grandes guas;
o rugir de suas vozes ressoar.
56 Um destruidor vir contra a Babilnia;
seus guerreiros sero capturados,
e seus arcos sero quebrados.
Pois o Senhor  um
Deus de retribuio;
ele retribuir plenamente.
57 Embebedarei os seus lderes
e os seus sbios;
os seus governadores,
os seus oficiais e os seus guerreiros.
Eles dormiro para sempre
e jamais acordaro",
declara o Rei,
cujo nome  Senhor dos Exrcitos.
58 Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"A larga muralha da Babilnia
ser desmantelada
e suas altas portas sero incendiadas.
Os povos se exaurem por nada,
o trabalho das naes no passa
de combustvel para as chamas".
59 Esta  a mensagem que Jeremias deu ao responsvel pelo acampamento,
Seraas, filho de Nerias, filho de Maasias, quando ele foi  Babilnia
com o rei Zedequias de Jud, no quarto ano do seu reinado.
60 Jeremias
escreveu num rolo todas as desgraas que sobreviriam  Babilnia, tudo
que fora registrado acerca da Babilnia.
61 Ele disse a Seraas:
"Quando voc chegar  Babilnia, tenha o cuidado de ler todas estas
palavras em alta voz.
62 Ento diga:  Senhor , disseste que destruirs
este lugar, para que nem homem nem animal viva nele, pois ficar em
runas para sempre.
63 Quando voc terminar de ler este rolo, amarre
nele uma pedra e atire-o no Eufrates.
64 Ento diga: Assim Babilnia
afundar para no mais se erguer, por causa da desgraa que trarei sobre
ela. E seu povo cair".
Aqui terminam as palavras de Jeremias.
Notas de rodap:
[a] 51.1 Lebe-Camai  um criptograma para Caldia, isto , a
Babilnia.
[b] 51.4 Ou Caldia ; tambm nos versculos 24 e 35.
[c] 51.33 Hebraico: filha .
[d] 51.35 Ou feita a ns e a nossos filhos
[e] 51.41 Sesaque  um criptograma para Babilnia.

JEREMIAS-CAPITULO-52
A Queda de Jerusalm
1 Zedequias tinha vinte e um anos quando se tornou rei, e reinou onze
anos em Jerusalm. O nome de sua me era Hamutal, filha de Jeremias, de
Libna.
2 Ele fez o que o Senhor reprova, assim como fez Jeoaquim.
3 A
ira do Senhor havia sido provocada em Jerusalm e em Jud de tal forma
que ele teve que tir-los da sua presena.
Zedequias se rebelou contra o rei da Babilnia.
4 Ento, no nono ano do reinado de Zedequias, no dcimo ms,
Nabucodonosor, rei da Babilnia, marchou contra Jerusalm com todo o seu
exrcito. Acamparam fora da cidade e construram torres de assalto ao
redor dela.
5 A cidade ficou sob cerco at o dcimo primeiro ano do rei
Zedequias.
6 Ao chegar o nono dia do quarto ms a fome era to severa que no
havia comida para o povo.
7 Ento o muro da cidade foi rompido. O rei e
todos os soldados fugiram e saram da cidade,  noite, na direo do
jardim real, pela porta entre os dois muros, embora os babilnios
estivessem cercando a cidade. Foram para a Arab [a] ,
8 mas os
babilnios perseguiram o rei Zedequias e o alcanaram na plancie de
Jeric. Todos os seus soldados se separaram dele e se dispersaram,
9 e
ele foi capturado.
Ele foi levado ao rei da Babilnia em Ribla, na terra de Hamate, que o
sentenciou.
10 Em Ribla, o rei da Babilnia mandou executar os filhos
de Zedequias diante de seus olhos, e tambm matou todos os nobres de
Jud.
11 Ento mandou furar os olhos de Zedequias e prend-lo com
correntes de bronze e o levou para a Babilnia, onde o manteve na priso
at o dia de sua morte.
12 No dcimo dia do quinto ms, no dcimo nono ano de Nabucodonosor,
rei da Babilnia, Nebuzarad, comandante da guarda imperial, que servia
o rei da Babilnia, veio a Jerusalm.
13 Ele incendiou o templo do
Senhor , o palcio real e todas as casas de Jerusalm. Todos os
edifcios importantes foram incendiados por ele.
14 O exrcito
babilnio, sob o comandante da guarda imperial, derrubou todos os muros
em torno de Jerusalm.
15 Nebuzarad deportou para a Babilnia alguns
dos mais pobres e o povo que restou na cidade, juntamente com o restante
dos artesos [b] e aqueles que tinham se rendido ao rei da
Babilnia.
16 Mas Nebuzarad deixou para trs o restante dos mais
pobres da terra para trabalhar nas vinhas e campos.
17 Os babilnios despedaaram as colunas de bronze, os estrados mveis
e o mar de bronze que ficavam no templo do Senhor e levaram todo o
bronze para a Babilnia.
18 Tambm levaram embora as panelas, ps,
tesouras de pavio, bacias de asperso, tigelas e todos os utenslios de
bronze usados no servio do templo.
19 O comandante da guarda imperial
levou embora as pias, os incensrios, as bacias de asperso, as panelas,
os candeeiros, as tigelas e as bacias usadas para as ofertas derramadas,
tudo que era feito de ouro puro ou de prata.
20 O bronze tirado das duas colunas, o mar e os doze touros de bronze
debaixo dele, e os estrados mveis, que o rei Salomo fizera para o
templo do Senhor , eram mais do que se podia pesar.
21 Cada uma das
colunas tinha oito metros e dez centmetros de altura e cinco metros e
quarenta centmetros de circunferncia [c] ; cada uma tinha
quadro dedos de espessura e era oca.
22 O capitel de bronze no alto de
uma coluna tinha dois metros e vinte e cinco centmetros de altura e era
ornamentado com uma pea entrelaada e roms de bronze em volta, tudo de
bronze. A outra coluna, com suas roms, era igual.
23 Havia noventa e
seis roms nos lados; o nmero total de roms acima da pea entrelaada
ao redor era de cem.
24 O comandante da guarda tomou como prisioneiros o sumo sacerdote
Seraas, o sacerdote adjunto Sofonias e os trs guardas das portas.
25 Dos que ainda estavam na cidade, tomou o oficial encarregado dos homens
de combate e sete conselheiros reais. Tambm tomou o secretrio, que era
o oficial maior encarregado do alistamento do povo da terra, e sessenta
de seus homens que foram encontrados na cidade.
26 O comandante
Nebuzarad tomou todos eles e os levou ao rei da Babilnia em Ribla.
27 Ali, em Ribla, na terra de Hamate, o rei fez com que fossem executados.
Assim Jud foi para o cativeiro, longe de sua terra.
28 Este  o nmero
dos que Nebuzarad levou para o exlio:
No stimo ano, 3.023 judeus;
29 no dcimo oitavo ano de Nabucodonosor,
832 de Jerusalm;
30 em seu vigsimo terceiro ano,
745 judeus levados ao exlio pelo comandante da guarda imperial,
Nebuzarad.
Foram ao todo 4.600 judeus.
Joaquim  Libertado
31 No trigsimo stimo ano do exlio do rei Joaquim de Jud, no ano em
que Evil-Merodaque [d] tornou-se rei de Babilnia, ele libertou
Joaquim, rei de Jud, da priso no vigsimo quinto dia do dcimo segundo
ms.
32 Ele falou bondosamente com ele e deu-lhe um assento de honra
mais elevado do que os dos outros reis que estavam com ele na Babilnia.
33 Desse modo Joaquim tirou as roupas da priso e pelo resto da vida
comeu  mesa do rei.
34 O rei da Babilnia deu a Joaquim uma penso
diria at o dia de sua morte.
Notas de rodap:
[a] 52.7 Ou para o vale do Jordo
[b] 52.15 Ou restante das massas
[c] 52.21 Hebraico: 18 cvados de altura e 12 cvados de
circunferncia. O cvado era uma medida linear de cerca de 45
centmetros.
[d] 52.31 Tambm chamado Amel-Marduque.
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LAMENTAES-CAPITULO-1
1 [a] Como est deserta a cidade,
antes to cheia de gente!
Como se parece com uma viva,
a que antes era grandiosa entre as naes!
A que era a princesa das provncias
agora tornou-se uma escrava.
2 Chora amargamente  noite,
as lgrimas rolam por seu rosto.
De todos os seus amantes
nenhum a consola.
Todos os seus amigos a traram;
tornaram-se seus inimigos.
3 Em aflio e sob trabalhos forados,
Jud foi levado ao exlio.
Vive entre as naes
sem encontrar repouso.
Todos os que a perseguiram a capturaram
em meio ao seu desespero.
4 Os caminhos para Sio pranteiam,
porque ningum comparece
s suas festas fixas.
Todas as suas portas esto desertas,
seus sacerdotes gemem,
suas moas se entristecem,
e ela se encontra em angstia profunda.
5 Seus adversrios so os seus chefes;
seus inimigos esto tranqilos.
O Senhor lhe trouxe tristeza
por causa dos seus muitos pecados.
Seus filhos foram levados ao exlio,
prisioneiros dos adversrios.
6 Todo o esplendor fugiu da cidade [b] de Sio.
Seus lderes so como coras
que no encontram pastagem;
sem foras fugiram diante do perseguidor.
7 Nos dias da sua aflio e do seu desnorteio
Jerusalm se lembra de todos os tesouros
que lhe pertenciam nos tempos passados.
Quando o seu povo caiu nas mos do inimigo,
ningum veio ajud-la.
Seus inimigos olharam para ela
e zombaram da sua queda.
8 Jerusalm cometeu graves pecados;
por isso tornou-se impura.
Todos os que a honravam agora a desprezam,
porque viram a sua nudez;
ela mesma geme e se desvia deles.
9 Sua impureza prende-se s suas saias;
ela no esperava que chegaria o seu fim.
Sua queda foi surpreendente;
ningum veio consol-la.
"Olha, Senhor , para a minha aflio,
pois o inimigo triunfou."
10 O adversrio saqueia todos os seus tesouros;
ela viu naes pags entrarem
em seu santurio,
sendo que tu as tinhas proibido
de participar das tuas assemblias.
11 Todo o seu povo se lamenta
enquanto vai em busca de po;
e, para sobreviverem,
trocam tesouros por comida.
"Olha, Senhor , e considera,
pois tenho sido desprezada.
12 Vocs no se comovem,
todos vocs que passam por aqui?
Olhem ao redor e vejam
se h sofrimento maior do que
o que me foi imposto,
e que o Senhor trouxe sobre mim
no dia em que se acendeu a sua ira.
13 Do alto ele fez cair fogo
sobre os meus ossos.
Armou uma rede para os meus ps
e me derrubou de costas.
Deixou-me desolada,
e desfalecida o dia todo.
14 Os meus pecados foram
amarrados num jugo;
suas mos os ataram todos juntos,
e os colocaram em meu pescoo;
o Senhor abateu a minha fora.
Ele me entregou queles
que no consigo vencer.
15 O Senhor dispersou todos os guerreiros
que me apoiavam;
convocou um exrcito contra mim
para destruir os meus jovens.
O Senhor pisou no seu lagar
a virgem, a cidade de Jud.
16  por isso que eu choro;
as lgrimas inundam os meus olhos.
Ningum est por perto para consolar-me,
no h ningum que restaure o meu esprito.
Meus filhos esto desamparados
porque o inimigo prevaleceu."
17 Suplicante, Sio estende as mos,
mas no h quem a console.
O Senhor decretou que os vizinhos de Jac
se tornem seus adversrios;
Jerusalm tornou-se coisa imunda entre eles.
18 "O Senhor  justo,
mas eu me rebelei contra a sua ordem.
Ouam, todos os povos;
olhem para o meu sofrimento.
Meus jovens e minhas moas
foram para o exlio.
19 Chamei os meus aliados,
mas eles me traram.
Meus sacerdotes e meus lderes
pereceram na cidade,
enquanto procuravam comida
para poderem sobreviver.
20 Veja, Senhor , como estou angustiada!
Estou atormentada no ntimo,
e no meu corao me perturbo
pois tenho sido muito rebelde.
L fora, a espada a todos consome;
dentro, impera a morte.
21 Os meus lamentos tm sido ouvidos,
mas no h ningum que me console.
Todos os meus inimigos
sabem da minha agonia;
eles se alegram com o que fizeste.
Quem dera trouxesses o dia que anunciaste
para que eles ficassem como eu!
22 Que toda a maldade deles
seja conhecida diante de ti;
faze com eles o que fizeste comigo
por causa de todos os meus pecados.
Os meus gemidos so muitos
e o meu corao desfalece."
Notas de rodap:
[a] 1.1 Cada captulo de Lamentaes  um poema organizado em ordem
alfabtica, no hebraico.
[b] 1.6 Hebraico: filha ; tambm em todo o livro de Lamentaes.

LAMENTAES-CAPITULO-2
1 O Senhor cobriu a cidade de Sio
com a nuvem da sua ira!
Lanou por terra o esplendor de Israel,
que se elevava para os cus;
no se lembrou do estrado dos seus ps
no dia da sua ira.
2 Sem piedade o Senhor devorou
todas as habitaes de Jac;
em sua ira destruiu as fortalezas
da filha de Jud.
Derrubou ao cho e desonrou
o seu reino e os seus lderes.
3 Em sua flamejante ira,
cortou todo o poder [a] de Israel.
Retirou a sua mo direita
diante da aproximao do inimigo.
Queimou Jac como um fogo ardente
que consome tudo ao redor.
4 Como um inimigo, preparou o seu arco;
como um adversrio,
a sua mo direita est pronta.
Ele massacrou tudo o que era
agradvel contemplar;
derramou sua ira como fogo
sobre a tenda da cidade de Sio.
5 O Senhor  como um inimigo;
ele tem devorado Israel.
Tem devorado todos os seus palcios
e destrudo as suas fortalezas.
Tem feito multiplicar os prantos
e as lamentaes da filha de Jud.
6 Ele destroou a sua morada
como se fosse um simples jardim;
destruiu o seu local de reunies.
O Senhor fez esquecidas em Sio
suas festas fixas e seus sbados;
em seu grande furor
rejeitou o rei e o sacerdote.
7 O Senhor rejeitou o seu altar e
abandonou o seu santurio.
Entregou aos inimigos
os muros dos seus palcios,
e eles deram gritos na casa do Senhor ,
como fazamos nos dias de festa.
8 O Senhor est decidido
a derrubar os muros da cidade de Sio.
Esticou a trena e
no poupou a sua mo destruidora.
Fez com que os muros e as paredes
se lamentassem;
juntos eles se desmoronaram.
9 Suas portas caram por terra;
suas trancas ele quebrou e destruiu.
O seu rei e os seus lderes
foram exilados para diferentes naes,
e a lei j no existe;
seus profetas j no recebem
vises do Senhor .
10 Os lderes da cidade de Sio
sentam-se no cho em silncio;
despejam p sobre a cabea
e usam vestes de lamento.
As moas de Jerusalm
inclinam a cabea at o cho.
11 Meus olhos esto cansados de chorar,
minha alma est atormentada,
meu corao se derrama,
porque o meu povo est destrudo,
porque crianas e bebs desmaiam
pelas ruas da cidade.
12 Eles clamam s suas mes:
"Onde esto o po e o vinho?"
Ao mesmo tempo em que desmaiam
pelas ruas da cidade, como os feridos,
e suas vidas se desvanecem
nos braos de suas mes.
13 Que posso dizer a seu favor?
Com que posso compar-la,
 cidade de Jerusalm?
Com que posso assemelh-la,
a fim de trazer-lhe consolo,
 virgem,  cidade de Sio?
Sua ferida  to profunda quanto o oceano;
quem pode cur-la?
14 As vises dos seus profetas
eram falsas e inteis;
eles no expuseram o seu pecado
para evitar o seu cativeiro.
As mensagens que eles lhe deram
eram falsas e enganosas.
15 Todos os que cruzam o seu caminho
batem palmas;
eles zombam e meneiam a cabea
diante da cidade de Jerusalm:
" esta a cidade que era chamada
a perfeio da beleza,
a alegria de toda a terra?"
16 Todos os seus inimigos
escancaram a boca contra voc;
eles zombam, rangem os dentes
e dizem: "Ns a devoramos.
Este  o dia que espervamos;
e eis que vivemos at v-lo chegar!"
17 O Senhor fez o que planejou;
cumpriu a sua palavra,
que h muito havia decretado.
Derrubou tudo sem piedade,
permitiu que o inimigo zombasse de voc,
exaltou o poder dos seus adversrios.
18 O corao do povo clama ao Senhor.
 muro da cidade de Sio,
corram como um rio
as suas lgrimas dia e noite;
no se permita nenhum descanso
nem d repouso  menina dos seus olhos.
19 Levante-se, grite no meio da noite,
quando comeam as viglias noturnas;
derrame o seu corao como gua
na presena do Senhor.
Levante para ele as mos
em favor da vida de seus filhos,
que desmaiam de fome
nas esquinas de todas as ruas.
20 "Olha, Senhor , e considera:
A quem trataste dessa maneira?
Devero as mulheres comer seus prprios filhos,
que elas criaram com tanto amor?
Devero os profetas e os sacerdotes
ser assassinados no santurio
do Senhor?
21 Jovens e velhos espalham-se
em meio ao p das ruas;
meus jovens e minhas virgens
caram mortos  espada.
Tu os sacrificaste no dia da tua ira;
tu os mataste sem piedade.
22 Como se faz convocao
para um dia de festa,
convocaste contra mim
terrores por todos os lados.
No dia da ira do Senhor ,
ningum escapou nem sobreviveu;
aqueles dos quais eu cuidava
e que eu fiz crescer,
o meu inimigo destruiu."
Notas de rodap:
[a] 2.3 Hebraico: chifre ; tambm no versculo 17.

LAMENTAES-CAPITULO-3
1 Eu sou o homem que viu a aflio
trazida pela vara da sua ira.
2 Ele me impeliu e me fez andar na escurido,
e no na luz;
3 sim, ele voltou sua mo contra mim
vez aps vez, o tempo todo.
4 Fez que a minha pele e a minha carne
envelhecessem
e quebrou os meus ossos.
5 Ele me sitiou e me cercou
de amargura e de pesar.
6 Fez-me habitar na escurido
como os que h muito morreram.
7 Cercou-me de muros,
e no posso escapar;
atou-me a pesadas correntes.
8 Mesmo quando chamo ou grito por socorro,
ele rejeita a minha orao.
9 Ele impediu o meu caminho
com blocos de pedra;
e fez tortuosas as minhas sendas.
10 Como um urso  espreita,
como um leo escondido,
11 arrancou-me do caminho e despedaou-me,
deixando-me abandonado.
12 Preparou o seu arco
e me fez alvo de suas flechas.
13 Atingiu o meu corao
com flechas de sua aljava.
14 Tornei-me objeto de riso
de todo o meu povo;
nas suas canes
eles zombam de mim o tempo todo.
15 Fez-me comer ervas amargas
e fartou-me de fel.
16 Quebrou os meus dentes com pedras;
e pisoteou-me no p.
17 Tirou-me a paz;
esqueci-me o que  prosperidade.
18 Por isso digo: "Meu esplendor j se foi,
bem como tudo o que eu esperava do Senhor ".
19 Lembro-me da minha aflio
e do meu delrio,
da minha amargura e do meu pesar.
20 Lembro-me bem disso tudo,
e a minha alma desfalece dentro de mim.
21 Todavia, lembro-me tambm
do que pode me dar esperana:
22 Graas ao grande amor do Senhor
 que no somos consumidos,
pois as suas misericrdias so inesgotveis.
23 Renovam-se cada manh;
grande  a sua fidelidade!
24 Digo a mim mesmo:
A minha poro  o Senhor ;
portanto, nele porei a minha esperana.
25 O Senhor  bom para com aqueles
cuja esperana est nele,
para com aqueles que o buscam;
26  bom esperar tranqilo
pela salvao do Senhor .
27  bom que o homem suporte o jugo
enquanto  jovem.
28 Leve-o sozinho e em silncio,
porque o Senhor o ps sobre ele.
29 Ponha o seu rosto no p;
talvez ainda haja esperana.
30 Oferea o rosto a quem o quer ferir,
e engula a desonra.
31 Porque o Senhor
no o desprezar para sempre.
32 Embora ele traga tristeza,
mostrar compaixo,
to grande  o seu amor infalvel.
33 Porque no  do seu agrado trazer aflio
e tristeza aos filhos dos homens,
34 esmagar com os ps
todos os prisioneiros da terra,
35 negar a algum os seus direitos,
enfrentando o Altssimo,
36 impedir a algum o acesso  justia;
no veria o Senhor tais coisas?
37 Quem poder falar e fazer acontecer,
se o Senhor no o tiver decretado?
38 No  da boca do Altssimo que vm
tanto as desgraas como as bnos?
39 Como pode um homem reclamar
quando  punido por seus pecados?
40 Examinemos e coloquemos  prova
os nossos caminhos,
e depois voltemos ao Senhor .
41 Levantemos o corao e as mos
para Deus, que est nos cus, e digamos:
42 "Pecamos e nos rebelamos,
e tu no nos perdoaste.
43 Tu te cobriste de ira e nos perseguiste,
massacraste-nos sem piedade.
44 Tu te escondeste atrs de uma nuvem
para que nenhuma orao chegasse a ti.
45 Tu nos tornaste escria
e refugo entre as naes.
46 Todos os nossos inimigos
escancaram a boca contra ns.
47 Sofremos terror e ciladas,
runa e destruio".
48 Rios de lgrimas correm dos meus olhos
porque o meu povo foi destrudo.
49 Meus olhos choram sem parar,
sem nenhum descanso,
50 at que o Senhor contemple dos cus
e veja.
51 O que eu enxergo enche-me a alma
de tristeza,
de pena de todas as mulheres da minha cidade.
52 Aqueles que, sem motivo,
eram meus inimigos
caaram-me como a um passarinho.
53 Procuraram fazer minha vida
acabar na cova
e me jogaram pedras;
54 as guas me encobriram a cabea,
e cheguei a pensar
que o fim de tudo tinha chegado.
55 Clamei pelo teu nome, Senhor ,
das profundezas da cova.
56 Tu ouviste o meu clamor:
"No feches os teus ouvidos
aos meus gritos de socorro".
57 Tu te aproximaste quando a ti clamei,
e disseste: "No tenha medo".
58 Senhor, tu assumiste a minha causa;
e redimiste a minha vida.
59 Tu tens visto, Senhor ,
o mal que me tem sido feito.
Toma a teu cargo a minha causa!
60 Tu viste como  terrvel a vingana deles,
todas as suas ciladas contra mim.
61 Senhor , tu ouviste os seus insultos,
todas as suas ciladas contra mim,
62 aquilo que os meus inimigos sussurram
e murmuram o tempo todo contra mim.
63 Olha para eles! Sentados ou em p,
zombam de mim com as suas canes.
64 D-lhes o que merecem, Senhor ,
conforme o que as suas mos tm feito.
65 Coloca um vu sobre os seus coraes
e esteja a tua maldio sobre eles.
66 Persegue-os com fria e elimina-os
de debaixo dos teus cus,  Senhor .

LAMENTAES-CAPITULO-4
1 Como o ouro perdeu o brilho!
Como o ouro fino ficou embaado!
As pedras sagradas esto espalhadas
pelas esquinas de todas as ruas.
2 Como os preciosos filhos de Sio,
que antes valiam seu peso em ouro,
hoje so considerados como vasos de barro,
obra das mos de um oleiro!
3 At os chacais oferecem o peito
para amamentar os seus filhotes,
mas o meu povo no tem mais corao;
 como as avestruzes do deserto.
4 De tanta sede, a lngua dos bebs
gruda no cu da boca;
as crianas imploram pelo po,
mas ningum as atende.
5 Aqueles que costumavam comer comidas finas
passam necessidade nas ruas.
Aqueles que se adornavam de prpura
hoje esto prostrados
sobre montes de cinza.
6 A punio do meu povo
 maior que a de Sodoma,
que foi destruda num instante
sem que ningum a socorresse.
7 Seus prncipes eram mais brilhantes
que a neve,
mais brancos do que o leite;
e tinham a pele mais rosada que rubis;
e sua aparncia lembrava safiras.
8 Mas agora esto mais negros do que o carvo;
no so reconhecidos nas ruas.
Sua pele enrugou-se sobre os seus ossos;
agora parecem madeira seca.
9 Os que foram mortos  espada
esto melhor do que os que morreram de fome,
os quais, tendo sido torturados pela fome,
definham pela falta de produo
das lavouras.
10 Com as prprias mos,
mulheres bondosas
cozinharam seus prprios filhos,
que se tornaram sua comida
quando o meu povo foi destrudo.
11 O Senhor deu vazo total  sua ira;
derramou a sua grande fria.
Ele acendeu em Sio um fogo
que consumiu os seus alicerces.
12 Os reis da terra e os povos de todo o mundo
no acreditavam
que os inimigos
e os adversrios pudessem entrar
pelas portas de Jerusalm.
13 Dentro da cidade foi derramado
o sangue dos justos,
por causa do pecado dos seus profetas
e das maldades dos seus sacerdotes.
14 Hoje eles tateiam pelas ruas como cegos,
e to sujos de sangue esto,
que ningum ousa tocar em suas vestes.
15 "Vocs esto imundos!",
o povo grita para eles.
"Afastem-se! No nos toquem!"
Quando eles fogem e andam errantes,
os povos das outras naes dizem:
"Aqui eles no podem habitar".
16 O prprio Senhor os espalhou;
ele j no cuida deles.
Ningum honra os sacerdotes
nem respeita os lderes.
17 Nossos olhos esto cansados
de buscar ajuda em vo;
de nossas torres ficvamos  espera
de uma nao que no podia salvar-nos.
18 Cada passo nosso era vigiado;
nem podamos caminhar
por nossas ruas.
Nosso fim estava prximo,
nossos dias estavam contados;
o nosso fim j havia chegado.
19 Nossos perseguidores eram mais velozes
que as guias nos cus;
perseguiam-nos por sobre as montanhas,
ficavam de tocaia contra ns no deserto.
20 O ungido do Senhor ,
o prprio flego da nossa vida,
foi capturado em suas armadilhas.
E ns que pensvamos que sob
a sua sombra viveramos entre as naes!
21 Alegre-se e exulte,  terra de Edom,
voc que vive na terra de Uz.
Mas a voc tambm ser servido o clice:
voc ser embriagada
e as suas roupas sero arrancadas.
22  cidade de Sio, o seu castigo terminar;
o Senhor no prolongar o seu exlio.
Mas voc,  terra de Edom, ele punir o seu pecado
e por  mostra a sua perversidade.

LAMENTAES-CAPITULO-5
1 Lembra-te, Senhor ,
do que tem acontecido conosco;
olha e v a nossa desgraa.
2 Nossa herana foi entregue aos estranhos,
nossas casas, aos estrangeiros.
3 Somos rfos de pai,
nossas mes so como vivas.
4 Temos que comprar a gua que bebemos;
nossa lenha, s conseguimos pagando.
5 Aqueles que nos perseguem
esto bem prximos;
estamos exaustos e no temos como descansar.
6 Submetemo-nos ao Egito e  Assria
para conseguir po.
7 Nossos pais pecaram e j no existem,
e ns recebemos o castigo
pelos seus pecados.
8 Escravos dominam sobre ns,
e no h quem possa livrar-nos
das suas mos.
9 Conseguimos po arriscando a vida,
enfrentando a espada do deserto.
10 Nossa pele est quente como um forno,
febril de tanta fome.
11 As mulheres tm sido violentadas em Sio,
e as virgens, nas cidades de Jud.
12 Os lderes foram pendurados por suas mos;
aos idosos no se mostra
nenhum respeito.
13 Os jovens trabalham nos moinhos;
os meninos cambaleiam
sob o fardo de lenha.
14 Os lderes j no se renem
junto s portas da cidade;
os jovens cessaram a sua msica.
15 Dos nossos coraes fugiu a alegria;
nossas danas se transformaram
em lamentos.
16 A coroa caiu da nossa cabea.
Ai de ns, porque temos pecado!
17 E por esse motivo o nosso corao desfalece,
e os nossos olhos perdem o brilho.
18 Tudo porque o monte Sio est deserto,
e os chacais perambulam por ele.
19 Tu, Senhor , reinas para sempre;
teu trono permanece
de gerao em gerao.
20 Por que motivo ento te esquecerias de ns?
Por que haverias de desamparar-nos
por tanto tempo?
21 Restaura-nos para ti, Senhor ,
para que voltemos;
renova os nossos dias como os de antigamente,
22 a no ser que j nos tenhas
rejeitado completamente
e a tua ira contra ns
no tenha limite!
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EZEQUIEL-CAPITULO-1
Os Seres Viventes e a Glria do Senhor
1 Era o quinto dia do quarto ms do trigsimo ano [a] , e eu
estava entre os exilados, junto ao rio Quebar. Abriram-se os cus, e eu
tive vises de Deus.
2 Foi no quinto ano do exlio do rei Joaquim, no quinto dia do quarto
ms.
3 A palavra do Senhor veio ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi,
[b] junto ao rio Quebar, na terra dos caldeus. Ali a mo do Senhor
esteve sobre ele.
4 Olhei e vi uma tempestade que vinha do norte: uma nuvem imensa, com
relmpagos e fascas, e cercada por uma luz brilhante. O centro do fogo
parecia metal reluzente,
5 e no meio do fogo havia quatro vultos que
pareciam seres viventes. Na aparncia tinham forma de homem,
6 mas cada
um deles tinha quatro rostos e quatro asas.
7 Suas pernas eram retas;
seus ps eram como os de um bezerro e reluziam como bronze polido.
8 Debaixo de suas asas, nos quatro lados, eles tinham mos humanas. Os
quatro tinham rostos e asas,
9 e as suas asas encostavam umas nas
outras. Quando se moviam andavam para a frente, e no se viravam.
10 Quanto  aparncia dos seus rostos, os quatro tinham rosto de homem,
rosto de leo no lado direito, rosto de boi no lado esquerdo, e rosto de
guia.
11 Assim eram os seus rostos. Suas asas estavam estendidas para
cima; cada um deles tinha duas asas que se encostavam na de outro ser
vivente, de um lado e do outro, e duas asas que cobriam os seus corpos.
12 Cada um deles ia sempre para a frente. Para onde quer que fosse o
Esprito eles iam, e no se viravam quando se moviam.
13 Os seres
viventes pareciam carvo aceso; eram como tochas. O fogo ia de um lado a
outro entre os seres viventes, e do fogo saam relmpagos e fascas.
14 Os seres viventes iam e vinham como relmpagos.
15 Enquanto eu olhava para eles, vi uma roda ao lado de cada um deles,
diante dos seus quatro rostos.
16 Esta era a aparncia das rodas e a
sua estrutura: reluziam como o berilo; as quatro tinham aparncia
semelhante. Cada roda parecia estar entrosada na outra.
17 Quando se
moviam, seguiam nas quatro direes dos quatro rostos, e no se viravam
[c] enquanto iam.
18 Seus aros eram altos e impressionantes e
estavam cheios de olhos ao redor.
19 Quando os seres viventes se moviam, as rodas ao seu lado se moviam;
quando se elevavam do cho, as rodas tambm se elevavam.
20 Para onde
quer que o Esprito fosse, os seres viventes iam, e as rodas os seguiam,
porque o mesmo Esprito estava nelas.
21 Quando os seres viventes se
moviam, elas tambm se moviam; quando eles ficavam imveis, elas tambm
ficavam; e quando os seres viventes se elevavam do cho, as rodas tambm
se elevavam com eles, porque o mesmo Esprito deles estava nelas.
22 Acima das cabeas dos seres viventes estava o que parecia uma
abbada, reluzente como gelo, e impressionante.
23 Debaixo dela cada
ser vivente estendia duas asas ao que lhe estava mais prximo, e com as
outras duas asas cobria o corpo.
24 Ouvi o rudo de suas asas quando
voavam. Parecia o rudo de muitas guas, parecia a voz do Todo-poderoso.
Era um rudo estrondoso, como o de um exrcito. Quando paravam, fechavam
as asas.
25 Ento veio uma voz de cima da abbada sobre as suas cabeas,
enquanto eles ficavam de asas fechadas.
26 Acima da abbada sobre as
suas cabeas havia o que parecia um trono de safira e, bem no alto,
sobre o trono, havia uma figura que parecia um homem.
27 Vi que a parte
de cima do que parecia ser a cintura dele, parecia metal brilhante, como
que cheia de fogo, e a parte de baixo parecia fogo; e uma luz brilhante
o cercava.
28 Tal como a aparncia do arco-ris nas nuvens de um dia
chuvoso, assim era o resplendor ao seu redor.
Essa era a aparncia da figura da glria do Senhor . Quando a vi,
prostrei-me, rosto em terra, e ouvi a voz de algum falando.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou do meu trigsimo ano
[b] 1.3 Ou veio a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi,
[c] 1.17 Ou no viravam para o lado

EZEQUIEL-CAPITULO-2
O Chamado de Ezequiel
1 Ele me disse: "Filho do homem, fique em p, pois eu vou falar com
voc".
2 Enquanto ele falava, o Esprito entrou em mim e me ps em
p, e ouvi aquele que me falava.
3 Ele disse: "Filho do homem, vou envi-lo aos israelitas, nao
rebelde que se revoltou contra mim; at hoje eles e os seus antepassados
tm se revoltado contra mim.
4 O povo a quem vou envi-lo  obstinado e
rebelde. Diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor .
5 E, quer aquela
nao rebelde oua, quer deixe de ouvir, saber que um profeta esteve no
meio dela.
6 E voc, filho do homem, no tenha medo dessa gente nem das
suas palavras. No tenha medo, ainda que o cerquem espinheiros e voc
viva entre escorpies. No tenha medo do que disserem, nem fique
apavorado ao v-los, embora sejam uma nao rebelde.
7 Voc lhes falar
as minhas palavras, quer ouam quer deixem de ouvir, pois so rebeldes.
8 Mas voc, filho do homem, oua o que lhe digo. No seja rebelde como
aquela nao; abra a boca e coma o que vou lhe dar".
9 Ento olhei, e vi a mo de algum estendida para mim. Nela estava o
rolo de um livro,
10 que ele desenrolou diante de mim. Em ambos os
lados do rolo estavam escritas palavras de lamento, pranto e ais.

EZEQUIEL-CAPITULO-3
1 E ele me disse: "Filho do homem, coma este rolo; depois v falar 
nao de Israel".
2 Eu abri a boca, e ele me deu o rolo para eu
comer.
3 E acrescentou: "Filho do homem, coma este rolo que estou lhe dando
e encha o seu estmago com ele". Ento eu o comi, e em minha boca era
doce como mel.
4 Depois ele me disse: "Filho do homem, v agora  nao de Israel e
diga-lhe as minhas palavras.
5 Voc no est sendo enviado a um povo de
fala obscura e de lngua difcil, mas  nao de Israel;
6 no ir a
muitos povos de fala obscura e de lngua difcil, cujas palavras voc
no conseguiria entender. Certamente, se eu o enviasse, eles o ouviriam.
7 Mas a nao de Israel no vai querer ouvi-lo porque no quer me
ouvir, pois toda a nao de Israel est endurecida e obstinada.
8 Porm
eu tornarei voc to inflexvel e endurecido quanto eles.
9 Tornarei a
sua testa como a mais dura das pedras, mais dura que a pederneira. No
tenha medo deles, nem fique apavorado ao v-los, embora sejam uma nao
rebelde".
10 E continuou: "Filho do homem, oua atentamente e guarde no corao
todas as palavras que eu lhe disser.
11 V agora aos seus compatriotas
que esto no exlio e fale com eles. Diga-lhes, quer ouam quer deixem
de ouvir: Assim diz o Soberano, o Senhor ".
12 Depois o Esprito elevou-me, e ouvi esta estrondosa aclamao:
"Que a glria do Senhor seja louvada em sua habitao!"
13 E ouvi o
som das asas dos seres viventes roando umas nas outras e, atrs deles,
o som das rodas: um forte estrondo!
14 Ento o Esprito elevou-me e
tirou-me de l, com o meu esprito cheio de amargura e de ira, e com a
forte mo do Senhor sobre mim.
15 Fui aos exilados que moravam em
Tel-Abibe, perto do rio Quebar. Sete dias fiquei l entre eles:
atnito!
Advertncia a Israel
16 Ao fim dos sete dias a palavra do Senhor veio a mim:
17 "Filho do
homem", disse ele, "eu o fiz sentinela para a nao de Israel; por
isso oua a palavra que digo e leve a eles a minha advertncia.
18 Quando eu disser a um mpio que ele vai morrer, e voc no o advertir
nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida
dele, aquele mpio morrer por [a] sua iniqidade; mas para mim
voc ser responsvel pela morte dele.
19 Se, porm, voc advertir o
mpio e ele no se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos,
ele morrer por sua iniqidade, mas voc estar livre dessa culpa.
20 "Da mesma forma, quando um justo se desviar de sua justia e fizer
o mal, e eu puser uma pedra de tropeo diante dele, ele morrer. Uma vez
que voc no o advertiu, ele morrer pelo pecado que cometeu. As
prticas justas dele no sero lembradas; para mim, porm, voc ser
responsvel pela morte dele.
21 Se, porm, voc advertir o justo e ele
no pecar, certamente ele viver porque aceitou a advertncia, e voc
estar livre dessa culpa".
22 A mo do Senhor esteve ali sobre mim, e ele me disse: "Levante-se
e v para a plancie, e l falarei com voc".
23 Ento me levantei e
fui para a plancie. E l estava a glria do Senhor , glria como a que
eu tinha visto junto ao rio Quebar. Prostrei-me, rosto em terra,
24 mas
o Esprito entrou em mim e me ps em p. Ele me disse: "V para casa e
tranque-se.
25 Pois voc, filho do homem, ser amarrado com cordas;
voc ficar preso, e no conseguir sair para o meio do povo.
26 Farei
sua lngua apegar-se ao cu da boca para que voc fique calado e no
possa repreend-los, embora sejam uma nao rebelde.
27 Mas, quando eu
falar com voc, abrirei sua boca e voc lhes dir: Assim diz o Soberano,
o Senhor . Quem quiser ouvir oua, e quem no quiser no oua; pois so
uma nao rebelde.
Notas de rodap:
[a] 3.18 Ou morrer em ; tambm nos versculos 19 e 20.

EZEQUIEL-CAPITULO-4
Cerco Simblico de Jerusalm
1 "Agora, filho do homem, apanhe um tijolo, coloque-o  sua frente e
nele desenhe a cidade de Jerusalm.
2 Cerque-a ento, e erga obras de
cerco contra ela; construa uma rampa, monte acampamentos e ponha aretes
ao redor dela.
3 Depois apanhe uma panela de ferro, coloque-a como muro
de ferro entre voc e a cidade e ponha-se de frente para ela. Ela estar
cercada, e voc a sitiar. Isto ser um sinal para a nao de Israel.
4 "Deite-se ento sobre o seu lado esquerdo e sobre voc [a]
ponha a iniqidade da nao de Israel. Voc ter que carregar a
iniqidade dela durante o nmero de dias em que estiver deitado sobre o
lado esquerdo.
5 Determinei que o nmero de dias seja equivalente ao
nmero de anos da iniqidade dela, ou seja, durante trezentos e noventa
dias voc carregar a iniqidade da nao de Israel.
6 "Terminado esse prazo, deite-se sobre o seu lado direito, e
carregue a iniqidade da nao de Jud,
7 durante quarenta dias, tempo
que eu determinei para voc, um dia para cada ano. Olhe para o cerco de
Jerusalm e, com brao desnudo, profetize contra ela.
8 Vou amarr-lo
com cordas para que voc no possa virar-se enquanto no cumprir os dias
da sua aflio.
9 "Pegue trigo e cevada, feijo e lentilha, paino e espelta [b]
; ponha-os numa vasilha e com eles faa po para voc. Voc dever
com-lo durante os trezentos e noventa dias em que estiver deitado sobre
o seu lado.
10 Pese duzentos e quarenta gramas [c] do po por
dia e coma-o em horas determinadas.
11 Tambm mea meio litro [d]
de gua e beba-a em horas determinadas.
12 Coma o po como voc
comeria um bolo de cevada; asse-o  vista do povo, usando fezes humanas
como combustvel".
13 O Senhor disse: "Desse modo os israelitas
comero sua comida imunda entre as naes para onde eu os expulsar".
14 Ento eu disse: Ah! Soberano Senhor ! Eu jamais me contaminei. Desde
a minha infncia at agora, jamais comi qualquer coisa achada morta ou
que tivesse sido despedaada por animais selvagens. Jamais entrou em
minha boca qualquer carne impura.
15 "Est bem", disse ele, "deixarei que voc asse o seu po em
cima de esterco de vaca, e no em cima de fezes humanas."
16 E acrescentou: "Filho do homem, cortarei o suprimento de comida em
Jerusalm. O povo comer com ansiedade comida racionada e beber com
desespero gua racionada,
17 pois haver falta de comida e de gua.
Ficaro chocados com a aparncia uns aos outros, e definharo por causa
de [e] sua iniqidade.
Notas de rodap:
[a] 4.4 Ou sobre o seu lado
[b] 4.9 Paino  uma gramnea (capim) cujas espigas servem de alimento
e espelta, uma espcie de trigo de qualidade inferior.
[c] 4.10 Hebraico: 20 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[d] 4.11 Hebraico: 1/6 de um him. O him era uma medida de capacidade
para lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros.
[e] 4.17 Ou definharo em

EZEQUIEL-CAPITULO-5
1 "Agora, filho do homem, apanhe uma espada afiada e use-a como
navalha de barbeiro para rapar a cabea e a barba. Depois tome uma
balana de pesos e reparta o cabelo.
2 Quando os dias do cerco da
cidade chegarem ao fim, queime no fogo um tero do cabelo dentro da
cidade. Pegue um tero e corte-o com a espada ao redor de toda a cidade.
E espalhe um tero ao vento. Porque eu os perseguirei com espada
desembainhada.
3 Mas apanhe umas poucas mechas de cabelo e esconda-as
nas dobras de sua roupa.
4 E destas ainda, pegue algumas e atire-as ao
fogo, para que se queimem. Dali um fogo se espalhar por toda a nao de
Israel.
5 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Esta  Jerusalm, que pus no meio
dos povos, com naes ao seu redor.
6 Contudo, em sua maldade, ela se
revoltou contra as minhas leis e contra os meus decretos mais do que os
povos e as naes ao seu redor. Ela rejeitou as minhas leis e no agiu
segundo os meus decretos.
7 "Portanto assim diz o Soberano, o Senhor : Voc tem sido mais
rebelde do que as naes ao seu redor e no agiu segundo os meus
decretos nem obedeceu s minhas leis. Voc nem mesmo alcanou os padres
das naes ao seu redor.
8 "Por isso diz o Soberano, o Senhor : Eu estou contra voc,
Jerusalm, e lhe infligirei castigo  vista das naes.
9 Por causa de
todos os seus dolos detestveis, farei com voc o que nunca fiz nem
jamais voltarei a fazer.
10 Por isso, entre vocs suceder que os pais
comero os seus prprios filhos, e os filhos comero os seus pais.
Castigarei voc e dispersarei aos ventos os seus sobreviventes.
11 Por
isso, juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , que por ter
contaminado meu santurio com suas imagens detestveis e com suas
prticas repugnantes, eu retirarei a minha bno. No olharei com
piedade para voc e no a pouparei.
12 Um tero de seu povo morrer de
peste ou perecer de fome dentro de seus muros; um tero cair  espada
fora da cidade; e um tero dispersarei aos ventos e perseguirei com a
espada em punho.
13 "Ento a minha ira cessar, diminuir a minha indignao contra
eles, e serei vingado. E, quando tiver esgotado a minha ira sobre eles,
sabero que eu, o Senhor , falei segundo o meu zelo.
14 "Farei de voc uma runa e a tornarei desprezvel entre as naes
ao seu redor,  vista de todos quantos por voc passarem.
15 Voc ser
objeto de desprezo e de escrnio, e servir de advertncia e de causa de
pavor s naes ao redor, quando eu castigar voc com ira, indignao e
violncia. Eu, o Senhor , falei.
16 Quando eu atirar em voc minhas
flechas mortais e destruidoras, minhas flechas de fome, atirarei para
destru-la. Aumentarei a sua fome e cortarei o seu sustento.
17 Enviarei contra voc a fome e animais selvagens, que acabaro com os
seus filhos. A peste e o derramamento de sangue a alcanaro, e trarei a
espada contra voc. Eu, o Senhor , falei".

EZEQUIEL-CAPITULO-6
Profecia contra os Montes de Israel
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, vire o rosto
contra os montes de Israel; profetize contra eles
3 e diga:  montes de
Israel, ouam a palavra do Soberano, o Senhor . Assim diz o Soberano, o
Senhor , aos montes e s colinas, s ravinas e aos vales: Estou prestes
a trazer a espada contra vocs; vou destruir os seus altares idlatras.
4 Seus altares sero arrasados, seus altares de incenso [a]
sero esmigalhados, e abaterei o seu povo na frente dos seus dolos.
5 Porei os cadveres dos israelitas em frente dos seus dolos, e
espalharei os seus ossos ao redor dos seus altares.
6 Onde quer que
voc viva, as cidades sero devastadas e os altares idlatras sero
arrasados e devastados, seus dolos sero esmigalhados e transformados
em runas, seus altares de incenso sero derrubados e tudo o que vocs
realizaram ser apagado.
7 Seu povo cair morto no meio de vocs, e
vocs sabero que eu sou o Senhor .
8 "Mas pouparei alguns; alguns de vocs escaparo da espada quando
forem espalhados entre as terras e naes.
9 Ali, nas naes para onde
vocs tiverem sido levados cativos, aqueles que escaparem se lembraro
de mim; lembraro como fui entristecido por seus coraes adlteros, que
se desviaram de mim, e, por seus olhos, que cobiaram os seus dolos.
Tero nojo de si mesmos por causa do mal que fizeram e por causa de
todas as suas prticas repugnantes.
10 E sabero que eu sou o Senhor ,
que no ameacei em vo trazer esta desgraa sobre eles.
11 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Esfregue as mos, bata os ps e
grite "Ai!", por causa de todas as prticas mpias e repugnantes da
nao de Israel, pois eles morrero pela espada, pela fome e pela peste.
12 Quem est longe morrer pela peste, quem est perto cair pela
espada, e quem sobreviver e for poupado morrer de fome. Assim enviarei
a minha ira sobre eles.
13 E sabero que eu sou o Senhor , quando o seu
povo estiver estirado, morto entre os seus dolos, ao redor dos seus
altares, em todo monte alto e em todo topo de montanha, debaixo de toda
rvore frondosa e de todo carvalho vioso: em todos os lugares nos
quais eles ofereciam incenso aromtico a todos os seus dolos.
14 Estenderei o meu brao contra eles e tornarei a terra uma imensido
desolada, desde o deserto at Dibla [b] : onde quer que
estiverem vivendo. Ento sabero que eu sou o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 6.4 Provavelmente colunas dedicadas ao deus sol.
[b] 6.14 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Alguns manuscritos do Texto Massortico dizem Ribla.

EZEQUIEL-CAPITULO-7
A Chegada do Fim
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, assim diz o
Soberano, o Senhor ,  nao de Israel: Chegou o fim! O fim chegou aos
quatro cantos da terra de Israel.
3 O fim est agora sobre voc, e
sobre voc eu vou desencadear a minha ira. Eu a julgarei de acordo com a
sua conduta e lhe retribuirei todas as suas prticas repugnantes.
4 No
olharei com piedade para voc nem a pouparei; com certeza eu lhe
retribuirei sua conduta e suas prticas em seu meio. Ento voc saber
que eu sou o Senhor ".
5 Assim diz o Soberano, o Senhor : "Eis a desgraa! Uma desgraa
jamais imaginada vem a.
6 Chegou o fim! Chegou o fim! Ele se insurgiu
contra voc. O fim chegou!
7 A condenao chegou sobre voc que habita
no pas. Chegou a hora, o dia est prximo; h pnico, e no alegria,
sobre os montes.
8 Estou prestes a derramar a minha ira sobre voc e
esgotar a minha indignao contra voc; eu a julgarei de acordo com a
sua conduta e lhe retribuirei todas as suas prticas repugnantes.
9 No
olharei com piedade para voc nem a pouparei; eu lhe retribuirei de
acordo com todas as prticas repugnantes que h no seu meio. Ento voc
saber que  o Senhor que desfere o golpe.
10 "Eis o dia! J chegou! A condenao irrompeu, a vara brotou, a
arrogncia floresceu!
11 A violncia tomou a forma de uma [a]
vara para castigar a maldade; ningum do povo ser deixado, ningum
daquela multido, como tambm nenhuma riqueza, nada que tenha algum
valor.
12 Chegou a hora, o dia chegou. Que o comprador no se regozije
nem o vendedor se entristea, pois a ira est sobre toda a multido.
13 Nenhum vendedor viver o suficiente para recuperar a terra que vendeu,
mesmo que viva muito tempo, pois a viso acerca de toda a multido no
voltar atrs. Por causa de sua iniqidade, nenhuma vida humana ser
preservada.
14 Embora toquem a trombeta e deixem tudo pronto, ningum
ir a combate, pois a minha ira est sobre toda a multido".
15 "Fora est a espada, dentro esto a peste e a fome; quem estiver
no campo morrer pela espada, e quem estiver na cidade ser devorado
pela fome e pela peste.
16 Todos os que se livrarem e escaparem estaro
nos montes, gemendo como pombas nos vales, cada um por causa de sua
prpria iniqidade.
17 Toda mo ficar pendendo, frouxa, e todo joelho
ficar como gua, de to fraco.
18 Eles se cobriro de vestes de luto e
se vestiro de pavor. Tero o rosto coberto de vergonha, e sua cabea
ser rapada.
19 Atiraro sua prata nas ruas, e seu ouro ser tratado
como coisa impura. Sua prata e seu ouro sero incapazes de livr-los no
dia da ira do Senhor e no podero saciar sua fome e encher os seus
estmagos; serviro apenas para faz-los tropear na iniqidade.
20 Eles tinham orgulho de suas lindas jias e as usavam para fazer os seus
dolos repugnantes e as suas imagens detestveis. Por isso tornarei
essas coisas em algo impuro para eles.
21 Entregarei tudo isso como
despojo nas mos de estrangeiros e como saque nas mos dos mpios da
terra, e eles o contaminaro.
22 Desviarei deles o meu rosto, e eles
profanaro o lugar que tanto amo; este ser invadido por ladres que o
profanaro.
23 "Preparem correntes, porque a terra est cheia de sangue derramado
e a cidade est cheia de violncia.
24 Trarei os piores elementos das
naes para se apossarem das casas deles; darei fim ao orgulho dos
poderosos, e os santurios deles sero profanados.
25 Quando chegar o
pavor, eles buscaro paz, mas no a encontraro.
26 Vir uma desgraa
aps a outra, e um alarme aps o outro. Tentaro conseguir uma viso da
parte do profeta, e o ensino da Lei pelo sacerdote se perder, como
tambm o conselho das autoridades.
27 O rei prantear, o prncipe se
vestir de desespero, e as mos do povo da terra tremero. Lidarei com
eles de acordo com a sua conduta, e pelos seus prprios padres eu os
julgarei. Ento sabero que eu sou o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 7.11 Ou O violento se tornou uma

EZEQUIEL-CAPITULO-8
Idolatria no Templo
1 No quinto dia do sexto ms do sexto ano do exlio, eu e as
autoridades de Jud estvamos sentados em minha casa quando a mo do
Soberano, o Senhor , veio sobre mim.
2 Olhei e vi uma figura como a de
um homem. Do que parecia ser a sua cintura para baixo, ele era como
fogo, [a] e dali para cima sua aparncia era to brilhante como
metal reluzente.
3 Ele estendeu o que parecia um brao e pegou-me pelo
cabelo. O Esprito levantou-me entre a terra e o cu e, em vises de
Deus, ele me levou a Jerusalm,  entrada da porta norte do ptio
interno, onde estava colocado o dolo que provoca o cime de Deus.
4 E
ali, diante de mim, estava a glria do Deus de Israel, como na viso que
eu havia tido na plancie.
5 Ento ele me disse: "Filho do homem, olhe para o norte". Olhei
para o lado norte, e vi, junto  porta do altar, o dolo que provoca o
cime de Deus.
6 E ele me disse: "Filho do homem, voc v o que esto fazendo? As
prticas repugnantes da nao de Israel, coisas que me levaro para
longe do meu santurio? Mas voc ver prticas ainda piores que
estas".
7 Em seguida me levou para a entrada do ptio. Olhei e vi um buraco no
muro.
8 Ele me disse: "Filho do homem, agora escave o muro".
Escavei o muro e vi ali a abertura de uma porta.
9 Ele me disse: "Entre e veja as coisas repugnantes e ms que esto
fazendo".
10 Eu entrei e olhei. L, desenhadas por todas as paredes,
vi todo tipo de criaturas rastejantes e animais impuros e todos os
dolos da nao de Israel.
11 Na frente deles estavam setenta
autoridades da nao de Israel, e Jazanias, filho de Saf, estava no
meio deles. Do incensrio que cada um tinha em suas mos, elevava-se uma
nuvem aromtica.
12 Ele me disse: "Filho do homem, voc viu o que as autoridades da
nao de Israel esto fazendo nas trevas, cada uma no santurio de sua
prpria imagem esculpida? Elas dizem: ``O Senhor no nos v; o Senhor
abandonou o pas''".
13 E de novo disse: "Voc os ver cometerem
prticas ainda mais repugnantes".
14 Ento ele me levou para a entrada da porta norte da casa do Senhor .
L eu vi mulheres sentadas, chorando por Tamuz [b] .
15 Ele me
disse: "Voc v isso, filho do homem? Voc ver prticas ainda mais
repugnantes do que esta".
16 Ele ento me levou para dentro do ptio interno da casa do Senhor ,
e ali,  entrada do templo, entre o prtico e o altar, havia uns vinte e
cinco homens. Com as costas para o templo do Senhor e os rostos voltados
para o oriente, estavam se prostrando na direo do sol.
17 Ele me disse: "Voc viu isso, filho do homem? Ser que essas
prticas repugnantes so corriqueiras para a nao de Jud? Devero
tambm encher a terra de violncia e continuamente me provocar a ira?
Veja! Eles esto pondo o ramo perto do nariz!
18 Por isso com ira eu os
tratarei; no olharei com piedade para eles nem os pouparei. Mesmo que
gritem aos meus ouvidos, no os ouvirei".
Notas de rodap:
[a] 8.2 Ou vi um ser que parecia feito de fogo,
[b] 8.14 Essa lamentao pelo deus Tamuz ocorreu no segundo dia do
quarto ms, tamuz (aproximadamente junho/julho), que recebeu seu nome
devido a esse acontecimento.

EZEQUIEL-CAPITULO-9
A Morte dos Idlatras
1 Ento o ouvi clamar em alta voz: "Tragam aqui os guardas da cidade,
cada um com uma arma na mo".
2 E vi seis homens que vinham da porta
superior, que est voltada para o norte, cada um com uma arma mortal na
mo. Com eles estava um homem vestido de linho que tinha um estojo de
escrevente  cintura. Eles entraram e se puseram ao lado do altar de
bronze.
3 E a glria do Deus de Israel levantou-se de cima do querubim, onde
havia estado, e se moveu para a entrada do templo. E o Senhor chamou o
homem vestido de linho e que tinha o estojo de escrevente  cintura
4 e
lhe disse: "Percorra a cidade de Jerusalm e ponha um sinal na testa
daqueles que suspiram e gemem por causa de todas as prticas repugnantes
que so feitas nela".
5 Enquanto eu escutava, ele disse aos outros: "Sigam-no por toda a
cidade e matem, sem piedade ou compaixo,
6 velhos, rapazes e moas,
mulheres e crianas. Mas no toquem em ningum que tenha o sinal.
Comecem pelo meu santurio". Ento eles comearam com as autoridades
que estavam na frente do templo.
7 E ele lhes disse: "Contaminem o templo e encham de mortos os
ptios. Podem ir!" Eles saram e comearam a matana na cidade toda.
8 Enquanto isso eu fiquei sozinho. Ento prostrei-me, rosto em terra,
clamando: "Ah! Soberano Senhor ! Vais destruir todo o remanescente de
Israel, lanando a tua ira sobre Jerusalm?"
9 Ele me respondeu: "A iniqidade da nao de Israel e de Jud 
enorme; a terra est cheia de sangue derramado e a cidade est cheia de
injustia. Eles dizem: ``O Senhor abandonou o pas; o Senhor no nos
v''.
10 Ento eu, de minha parte, no olharei para eles com piedade
nem os pouparei, mas farei cair sobre a sua cabea o que eles tm
feito".
11 Ento o homem de linho com o estojo de escrevente  cintura voltou
trazendo um relatrio, e disse: "Fiz o que me ordenaste".

EZEQUIEL-CAPITULO-10
A Glria de Deus Afasta-se do Templo
1 Olhei e vi algo semelhante a um trono de safira sobre a abbada que
estava por cima das cabeas dos querubins.
2 O Senhor disse ao homem
vestido de linho: "V entre as rodas, por baixo dos querubins. Encha
as mos com brasas ardentes apanhadas de entre os querubins e espalhe-as
sobre a cidade". E, enquanto eu observava, ele foi.
3 Ora, os querubins estavam no lado sul do templo quando o homem
entrou, e uma nuvem encheu o ptio interno.
4 Ento a glria do Senhor
levantou-se de cima dos querubins e moveu-se para a entrada do templo. A
nuvem encheu o templo, e o ptio foi tomado pelo resplendor da glria do
Senhor .
5 O som das asas dos querubins podia ser ouvido at no ptio
externo, como a voz do Deus todo-poderoso, quando ele fala.
6 Quando o Senhor ordenou ao homem vestido de linho: "Apanhe fogo do
meio das rodas, do meio dos querubins", o homem foi e colocou-se ao
lado de uma roda.
7 No meio do fogo que estava entre os querubins um
deles estendeu a mo, apanhou algumas brasas e as colocou nas mos do
homem vestido de linho, que as recebeu e saiu.
8 (Debaixo das asas dos
querubins podia-se ver o que se parecia com mos humanas.)
9 Olhei e vi ao lado dos querubins quatro rodas, uma ao lado de cada um
dos querubins; as rodas reluziam como berilo.
10 Quanto  sua
aparncia, eram iguais, e cada uma parecia estar entrosada na outra.
11 Enquanto se moviam, elas iam em qualquer uma das quatro direes que
tomavam os querubins; as rodas no se viravam [a] enquanto os
querubins se moviam. Eles seguiam qualquer direo  sua frente, sem se
virar.
12 Seus corpos, inclusive as costas, as mos e as asas, estavam
completamente cheios de olhos, como as suas quatro rodas.
13 Quanto s
rodas, ouvi que as chamavam "giratrias".
14 Cada um dos querubins
tinha quatro rostos: Um rosto era o de um querubim, o segundo, de um
homem, o terceiro, de um leo, e o quarto, de uma guia.
15 Ento os querubins se elevaram. Eram os mesmos seres viventes que eu
tinha visto junto ao rio Quebar.
16 Quando os querubins se moviam, as
rodas ao lado deles se moviam; quando os querubins estendiam as asas
para erguer-se do cho, as rodas tambm iam com eles.
17 Quando os
querubins se mantinham imveis, elas tambm ficavam; e quando os
querubins se levantavam, elas se levantavam com eles, porque o esprito
dos seres viventes estava nelas.
18 E a glria do Senhor afastou-se da entrada do templo e parou sobre
os querubins.
19 Enquanto eu observava, os querubins estenderam as asas
e se ergueram do cho, e as rodas foram com eles. Eles pararam  entrada
da porta oriental do templo do Senhor , e a glria do Deus de Israel
estava sobre eles.
20 Esses seres viventes eram os mesmos que eu tinha visto debaixo do
Deus de Israel, junto ao rio Quebar, e percebi que eles eram querubins.
21 Cada um tinha quatro rostos e quatro asas, e debaixo de suas asas
havia o que parecia mos humanas.
22 Seus rostos tinham a mesma
aparncia daqueles que eu tinha visto junto ao rio Quebar. Todos iam
sempre para a frente.
Notas de rodap:
[a] 10.11 Ou no viravam para o lado

EZEQUIEL-CAPITULO-11
O Julgamento dos Lderes de Israel
1 Ento o Esprito me ergueu e me levou para a porta do templo do
Senhor que d para o oriente. Ali,  entrada da porta, havia vinte e
cinco homens, e vi entre eles Jazanias, filho de Azur, e Pelatias, filho
de Benaia, lderes do povo.
2 O Senhor me disse: "Filho do homem,
estes so os homens que esto tramando o mal e dando maus conselhos
nesta cidade.
3 Eles dizem: ``No est chegando o tempo de construir
casas? [a] Esta cidade  uma panela, e ns somos a carne dentro
dela''.
4 Portanto, profetize contra eles; profetize, filho do
homem".
5 Ento o Esprito do Senhor veio sobre mim e mandou-me dizer: "Assim
diz o Senhor :  isso que vocs esto dizendo,  nao de Israel, mas eu
sei em que vocs esto pensando.
6 Vocs mataram muita gente nesta
cidade e encheram as suas ruas de cadveres.
7 "Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor : Os corpos que vocs
jogaram nas ruas so a carne, e esta cidade  a panela, mas eu os
expulsarei dela.
8 Vocs tm medo da espada, e a espada  o que trarei
contra vocs. Palavra do Soberano, o Senhor .
9 Eu os expulsarei da
cidade e os entregarei nas mos de estrangeiros e os castigarei.
10 Vocs cairo  espada, e eu os julgarei nas fronteiras de Israel. Ento
vocs sabero que eu sou o Senhor .
11 Esta cidade no ser uma panela
para vocs, nem vocs sero carne dentro dela; eu os julgarei nas
fronteiras de Israel.
12 E vocs sabero que eu sou o Senhor , pois
vocs no agiram segundo os meus decretos nem obedeceram s minhas leis,
mas se conformaram aos padres das naes ao seu redor".
13 Ora, enquanto eu estava profetizando, Pelatias, filho de Benaia,
morreu. Ento prostrei-me, rosto em terra, e clamei em alta voz: "Ah!
Soberano Senhor ! Destruirs totalmente o remanescente de Israel?"
14 Esta palavra do Senhor veio a mim:
15 "Filho do homem, seus
irmos, sim, seus irmos que so seus parentes consangneos [b]
e toda a nao de Israel, so aqueles de quem o povo de Jerusalm tem
dito: ``Eles esto [c] longe do Senhor .  a ns que esta terra
foi dada, para ser nossa propriedade''.
A Promessa da Volta de Israel
16 "Portanto diga: Assim diz o Soberano, o Senhor : Embora eu os
tenha mandado para terras muito distantes entre os povos e os tenha
espalhado entre as naes, por breve perodo tenho sido um santurio
para eles nas terras para onde foram.
17 "Portanto, diga: Assim diz o Soberano, o Senhor : Eu os ajuntarei
dentre as naes e os trarei de volta das terras para onde vocs foram
espalhados, e lhes devolverei a terra de Israel.
18 "Eles voltaro para ela e retiraro todas as suas imagens
repugnantes e os seus dolos detestveis.
19 Darei a eles um corao
no dividido e porei um novo esprito dentro deles; retirarei deles o
corao de pedra e lhes darei um corao de carne.
20 Ento agiro
segundo os meus decretos e sero cuidadosos em obedecer s minhas leis.
Eles sero o meu povo, e eu serei o seu Deus.
21 Mas, quanto queles
cujo corao est afeioado s suas imagens repugnantes e aos seus
dolos detestveis, farei cair sobre a sua cabea aquilo que eles tm
feito. Palavra do Soberano, o Senhor ".
22 Ento os querubins, com as rodas ao lado, estenderam as asas, e a
glria do Deus de Israel estava sobre eles.
23 A glria do Senhor se
levantou da cidade e parou sobre o monte que fica a leste dela.
24 Ento o Esprito de Deus ergueu-me e em viso levou-me aos que estavam
exilados na Babilnia.
Findou-se ento a viso que eu havia tido,
25 e contei aos exilados
tudo o que o Senhor tinha me mostrado.
Notas de rodap:
[a] 11.3 Ou Esta no  a hora de construir casas?
[b] 11.15 Ou que esto no exlio junto com voc
[c] 11.15 Ou aqueles a quem o povo de Jerusalm disse: ``Permaneam

EZEQUIEL-CAPITULO-12
O Exlio Simbolizado
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, voc vive
no meio de uma nao rebelde. Eles tm olhos para ver, mas no vem, e
ouvidos para ouvir, mas no ouvem, pois so uma nao rebelde.
3 "Portanto, filho do homem, arrume sua bagagem para o exlio e,
durante o dia,  vista de todos, parta, e v para outro lugar. Talvez
eles compreendam, embora sejam uma nao rebelde.
4 Durante o dia, sem
fugir aos olhares do povo, leve para fora os seus pertences arrumados
para o exlio.  tarde, saia como aqueles que vo para o exlio. E que
os outros o vejam fazer isso.
5 Enquanto eles o observam, faa um
buraco no muro e passe a sua bagagem atravs dele.
6 Ponha-a nos
ombros, enquanto o povo estiver observando, e carregue-a ao entardecer.
Cubra o rosto para que voc no possa ver nada do pas, pois eu fiz de
voc um sinal para a nao de Israel".
7 Ento eu fiz o que me foi ordenado. Durante o dia levei para fora as
minhas coisas, arrumadas para o exlio. Depois,  tarde, fiz com as mos
um buraco no muro. Ao entardecer sa com a minha bagagem carregando-a
nos ombros  vista de todos.
8 De manh recebi esta palavra do Senhor :
9 "Filho do homem, acaso
aquela nao rebelde de Israel no lhe perguntou: ``O que voc est
fazendo?''
10 "Diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor : Esta advertncia diz
respeito ao prncipe de Jerusalm e a toda a nao de Israel que est
ali.
11 Diga-lhes: Eu sou um sinal para vocs. Como eu fiz, assim lhes
ser feito. Eles iro para o exlio como prisioneiros.
12 "O prncipe deles por a sua bagagem nos ombros ao entardecer e
sair por um buraco que ser escavado no muro para ele passar. Ele
cobrir o rosto para que no possa ver nada do pas.
13 Estenderei a
minha rede para ele, e ele ser apanhado em meu lao; eu o trarei para a
Babilnia, terra dos caldeus, mas ele no a ver, e ali morrer.
14 Espalharei aos ventos todos os que esto ao seu redor, os seus oficiais
e todas as suas tropas, e os perseguirei com a espada em punho.
15 "Eles sabero que eu sou o Senhor , quando eu os dispersar entre
as naes e os espalhar pelas terras.
16 Mas pouparei uns poucos deles
da espada, da fome e da peste para que, nas naes aonde forem, contem
todas as suas prticas repugnantes. Ento sabero que eu sou o Senhor".
17 Esta palavra do Senhor veio a mim:
18 "Filho do homem, trema
enquanto come a sua comida, e fique arrepiado de medo enquanto bebe a
sua gua.
19 Diga ao povo do pas: Assim diz o Senhor , o Soberano,
acerca daqueles que vivem em Jerusalm e em Israel: Eles comero sua
comida com ansiedade e bebero sua gua desesperados, pois tudo o que
existe em sua terra dela ser arrancado por causa da violncia de todos
os que ali vivem.
20 As cidades habitadas sero arrasadas e a terra
ficar abandonada. Ento vocs sabero que eu sou o Senhor ".
21 O Senhor me falou:
22 "Filho do homem, que provrbio  este que
vocs tm em Israel: ``Os dias passam e todas as vises do em nada''?
23 Diga-lhes, pois: Assim diz o Soberano, o Senhor : Darei fim a esse
provrbio, e no ser mais citado em Israel. Diga-lhes: Esto chegando
os dias em que toda viso se cumprir.
24 Pois no haver mais vises
falsas ou adivinhaes bajuladoras entre o povo de Israel.
25 Mas eu, o
Senhor , falarei o que eu quiser, e isso se cumprir sem demora. Pois em
seus dias,  nao rebelde, cumprirei tudo o que eu disser. Palavra do
Soberano, o Senhor ".
26 Veio a mim esta palavra do Senhor :
27 "Filho do homem, a nao
de Israel est dizendo: ``A viso que ele v  para daqui a muitos
anos, e ele profetiza sobre o futuro distante''.
28 "Pois diga a eles: Assim diz o Soberano, o Senhor : Nenhuma de
minhas palavras sofrer mais demora; tudo o que eu disser se cumprir.
Palavra do Soberano, o Senhor ".

EZEQUIEL-CAPITULO-13
A Condenao dos Falsos Profetas
1 A palavra do Senhor veio a mim. Disse ele:
2 "Filho do homem,
profetize contra os profetas de Israel que esto profetizando agora.
Diga queles que esto profetizando pela sua prpria imaginao: Ouam a
palavra do Senhor !
3 Assim diz o Soberano, o Senhor : Ai dos profetas
tolos [a] que seguem o seu prprio esprito e no viram nada!
4 Seus profetas,  Israel, so como chacais no meio de runas.
5 Vocs
no foram consertar as brechas do muro para a nao de Israel, para que
ela pudesse resistir firme no combate do dia do Senhor .
6 Suas vises
so falsas e suas adivinhaes, mentira. Dizem ``Palavra do Senhor '',
quando o Senhor no os enviou; contudo, esperam que as suas palavras se
cumpram.
7 Acaso vocs no tiveram vises falsas e no pronunciaram
adivinhaes mentirosas quando disseram ``Palavra do Senhor '', sendo
que eu no falei?
8 "Portanto assim diz o Soberano, o Senhor : Por causa de suas
palavras falsas e de suas vises mentirosas, estou contra vocs. Palavra
do Soberano, o Senhor .
9 Minha mo ser contra os profetas que tm
vises falsas e proferem adivinhaes mentirosas. Eles no pertencero
ao conselho de meu povo, no estaro inscritos nos registros da nao de
Israel e no entraro na terra de Israel. Ento vocs sabero que eu sou
o Soberano, o Senhor .
10 "Porque fazem o meu povo desviar-se dizendo-lhe ``Paz'' quando
no h paz e, quando constroem um muro frgil, passam-lhe cal,
11 diga
queles que lhe passam cal: Esse muro vai cair! Vir chuva torrencial, e
derramarei chuva de pedra, e rajaro ventos violentos.
12 Quando o muro
desabar, o povo lhes perguntar: ``Onde est a caiao que vocs
fizeram?''
13 "Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor : Na minha ira
permitirei o estouro de um vento violento, e na minha indignao chuva
de pedra e um aguaceiro torrencial cairo com mpeto destruidor.
14 Despedaarei o muro que vocs caiaram e o arrasarei para que se desnudem
os seus alicerces. Quando ele [b] cair, vocs sero destrudos
com ele; e sabero que eu sou o Senhor .
15 Assim esgotarei minha ira
contra o muro e contra aqueles que o caiaram. Direi a vocs: O muro se
foi, e tambm aqueles que o caiaram,
16 os profetas de Israel que
profetizaram sobre Jerusalm e tiveram vises de paz para ela quando no
havia paz. Palavra do Soberano, o Senhor .
17 "Agora, filho do homem, vire o rosto contra as filhas do seu povo
que profetizam pela sua prpria imaginao. Profetize contra elas
18 e
diga: Assim diz o Senhor , o Soberano: Ai das mulheres que costuram
berloques de feitio em seus pulsos e fazem vus de vrios comprimentos
para a cabea a fim de enlaarem o povo. Pensam que vo enlaar a vida
do meu povo e preservar a de vocs?
19 Vocs me profanaram no meio de
meu povo em troca de uns punhados de cevada e de migalhas de po. Ao
mentirem ao meu povo, que ouve mentiras, vocs mataram aqueles que no
deviam ter morrido e pouparam aqueles que no deviam viver.
20 "Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor : Estou contra os seus
berloques de feitio com os quais vocs prendem o povo como se fossem
passarinhos, e os arrancarei dos seus braos; porei em liberdade o povo
que vocs prendem como passarinhos.
21 Rasgarei os seus vus e
libertarei o meu povo das mos de vocs, e ele no ser mais presa do
seu poder. Ento vocs sabero que eu sou o Senhor .
22 Vocs,
mentindo, desencorajaram o justo contra a minha vontade, e encorajaram
os mpios a no se desviarem dos seus maus caminhos para salvarem a sua
vida.
23 Por isso, vocs no tero mais vises falsas e nunca mais vo
praticar adivinhao. Livrarei o meu povo das mos de vocs. E ento
vocs sabero que eu sou o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 13.3 Ou mpios
[b] 13.14 Ou Quando a cidade

EZEQUIEL-CAPITULO-14
A Condenao dos Idlatras
1 Algumas das autoridades de Israel vieram e se sentaram diante de
mim.
2 Ento o Senhor me falou:
3 "Filho do homem, estes homens
ergueram dolos em seus coraes e puseram tropeos mpios diante de si.
Devo deixar que me consultem?
4 Ora, diga-lhes: Assim diz o Soberano, o
Senhor : Quando qualquer israelita erguer dolos em seu corao e puser
um tropeo mpio diante do seu rosto e depois for consultar um profeta,
eu o Senhor , eu mesmo, responderei a ele conforme a sua idolatria.
5 Isto farei para reconquistar o corao da nao de Israel, que me
abandonou em troca de seus dolos.
6 "Por isso diga  nao de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor :
Arrependa-se! Desvie-se dos seus dolos e renuncie a todas as prticas
detestveis!
7 "Quando qualquer israelita ou qualquer estrangeiro residente em
Israel separar-se de mim, erguer dolos em seu corao e puser um
tropeo mpio diante de si e depois for a um profeta para me consultar,
eu, o Senhor , eu mesmo, responderei a ele.
8 Voltarei o meu rosto
contra aquele homem e farei dele um exemplo e um objeto de zombaria. Eu
o eliminarei do meio do meu povo. E vocs sabero que eu sou o Senhor .
9 "E, se o profeta for enganado e levado a proferir uma profecia, eu,
o Senhor , terei enganado aquele profeta, e estenderei o meu brao
contra ele e o destruirei, tirando-o do meio de Israel, o meu povo.
10 O profeta ser to culpado quanto aquele que o consultar; ambos sero
castigados.
11 Isso para que a nao de Israel no se desvie mais de
mim, nem mais se contamine com todos os seus pecados. Sero o meu povo,
e eu serei o seu Deus. Palavra do Soberano, o Senhor ".
Julgamento Inevitvel
12 Esta palavra do Senhor veio a mim:
13 "Filho do homem, se uma
nao pecar contra mim por infidelidade, estenderei contra ela o meu
brao para cortar o seu sustento, enviar fome sobre ela e exterminar
seus homens e seus animais.
14 Mesmo que estes trs homens: No,
Daniel [a] e J: estivessem nela, por sua retido eles s
poderiam livrar a si mesmos. Palavra do Soberano, o Senhor .
15 "Ou, se eu enviar animais selvagens para aquela nao e eles a
deixarem sem filhos e ela for abandonada de tal forma que ningum passe
por ela, com medo dos animais,
16 juro pela minha vida, palavra do
Soberano, o Senhor , mesmo que aqueles trs homens estivessem nela, eles
no poderiam livrar os seus prprios filhos ou filhas. S a si mesmos
livrariam, e a nao seria arrasada.
17 "Ou, se eu trouxer a espada contra aquela nao e disser: Que a
espada passe por toda esta terra, e eu exterminar dela os homens e os
animais,
18 juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , mesmo
que aqueles trs homens estivessem nela, eles no poderiam livrar seus
prprios filhos ou filhas. Somente eles se livrariam.
19 "Ou, se eu enviar uma peste contra aquela terra e despejar sobre
ela a minha ira derramando sangue, exterminando seus homens e seus
animais,
20 juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , mesmo
que No, Daniel e J estivessem nela, eles no poderiam livrar seus
filhos e suas filhas. Por sua justia s poderiam livrar a si mesmos.
21 "Pois assim diz o Soberano, o Senhor : Quanto pior ser quando eu
enviar contra Jerusalm os meus quatro terrveis juzos: a espada, a
fome, os animais selvagens e a peste, para com eles exterminar os seus
homens e os seus animais!
22 Contudo, haver alguns sobreviventes;
filhos e filhas que sero retirados dela. Eles viro a vocs e, quando
vocs virem a conduta e as aes deles, vocs se sentiro consolados com
relao  desgraa que eu trouxe sobre Jerusalm.
23 Vocs se sentiro
consolados quando virem a conduta e as aes deles, pois sabero que no
agi sem motivo em tudo quanto fiz ali. Palavra do Soberano, o Senhor".
Notas de rodap:
[a] 14.14 Ou Danel ; tambm no versculo 20.

EZEQUIEL-CAPITULO-15
Jerusalm, A Videira Intil
1 A palavra do Senhor veio a mim. Disse ele:
2 "Filho do homem, em
que a madeira da videira  melhor do que o galho de qualquer rvore da
floresta?
3 Alguma vez a madeira dela  usada para fazer algo til?
Algum faz suportes com ela para neles pendurar coisas?
4 E depois de
lanada no fogo como combustvel e o fogo queimar as duas extremidades e
carbonizar o meio, servir para alguma coisa?
5 Se no foi til para
coisa alguma enquanto estava inteira, muito menos o ser quando o fogo a
queimar e ela estiver carbonizada.
6 "Por isso diz o Soberano, o Senhor : Assim como destinei a madeira
da videira dentre as rvores da floresta para servir de lenha para o
fogo, tambm tratarei os habitantes de Jerusalm.
7 Voltarei contra
eles o meu rosto. Do fogo saram, mas o fogo os consumir. E quando eu
voltar o meu rosto contra eles, vocs sabero que eu sou o Senhor .
8 Arrasarei a terra porque eles foram infiis. Palavra do Soberano, o
Senhor ".

EZEQUIEL-CAPITULO-16
A Alegoria da Jerusalm Infiel
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, confronte
Jerusalm com suas prticas detestveis
3 e diga: Assim diz o Soberano,
o Senhor , a Jerusalm: Sua origem e seu nascimento foram na terra dos
cananeus; seu pai era um amorreu e sua me uma hitita.
4 Seu nascimento
foi assim: no dia em que voc nasceu, o seu cordo umbilical no foi
cortado, voc no foi lavada com gua para que ficasse limpa, no foi
esfregada com sal nem enrolada em panos.
5 Ningum olhou para voc com
piedade nem teve suficiente compaixo para fazer qualquer uma dessas
coisas por voc. Ao contrrio, voc foi jogada fora, em campo aberto,
pois, no dia em que nasceu, foi desprezada.
6 "Ento, passando por perto, vi voc se esperneando em seu sangue e,
enquanto voc jazia ali em seu sangue, eu lhe disse: Viva! [a]
7 E eu a fiz crescer como uma planta no campo. Voc cresceu e se
desenvolveu e se tornou a mais linda das jias [b] . Seus seios
se formaram e seu cabelo cresceu, mas voc ainda estava totalmente nua.
8 "Mais tarde, quando passei de novo por perto, olhei para voc e vi
que j tinha idade suficiente para amar; ento estendi a minha capa
sobre voc e cobri a sua nudez. Fiz um juramento e estabeleci uma
aliana com voc, palavra do Soberano, o Senhor , e voc se tornou
minha.
9 "Eu lhe dei [c] banho com gua e, ao lav-la, limpei o seu
sangue e a perfumei.
10 Pus-lhe um vestido bordado e sandlias de couro
[d] . Eu a vesti de linho fino e a cobri com roupas caras.
11 Adornei-a com jias; pus braceletes em seus braos e uma gargantilha em
torno de seu pescoo;
12 dei-lhe um pendente, pus brincos em suas
orelhas e uma linda coroa em sua cabea.
13 Assim voc foi adornada com
ouro e prata; suas roupas eram de linho fino, tecido caro e pano
bordado. Sua comida era a melhor farinha, mel e azeite de oliva. Voc se
tornou muito linda e uma rainha.
14 Sua fama espalhou-se entre as
naes por sua beleza, porque o esplendor que eu lhe dera tornou
perfeita a sua formosura. Palavra do Soberano, o Senhor .
15 "Mas voc confiou em sua beleza e usou sua fama para se tornar uma
prostituta. Voc concedeu os seus favores a todos os que passaram por
perto, e a sua beleza se tornou deles. [e]
16 Voc usou algumas
de suas roupas para adornar altares idlatras, onde levou adiante a sua
prostituio. Coisas assim jamais deveriam acontecer!
17 Voc apanhou
as jias finas que eu lhe tinha dado, jias feitas com meu ouro e minha
prata, e fez para si mesma dolos em forma de homem e se prostituiu com
eles.
18 Voc tambm os vestiu com suas roupas bordadas, e lhes
ofereceu o meu leo e o meu incenso.
19 E at a minha comida que lhe
dei: a melhor farinha, o azeite de oliva e o mel; voc lhes ofereceu
tudo como incenso aromtico. Foi isso que aconteceu, diz o Soberano, o
Senhor .
20 "E voc ainda pegou seus filhos e filhas, que havia gerado para
mim, e os sacrificou como comida para os dolos. A sua prostituio no
foi suficiente?
21 Voc abateu os meus filhos e os sacrificou [f]
para os dolos!
22 Em todas as suas prticas detestveis, como em sua
prostituio, voc no se lembrou dos dias de sua infncia, quando
estava totalmente nua, esperneando em seu sangue.
23 "Ai! Ai de voc! Palavra do Soberano, o Senhor . Somando-se a
todas as suas outras maldades,
24 em cada praa pblica, voc construiu
para si mesma altares e santurios elevados.
25 No comeo de cada rua
voc construiu seus santurios elevados e deturpou sua beleza,
oferecendo seu corpo com promiscuidade cada vez maior a qualquer um que
passasse.
26 Voc se prostituiu com os egpcios, os seus vizinhos
cobiosos, e provocou a minha ira com sua promiscuidade cada vez maior.
27 Por isso estendi o meu brao contra voc e reduzi o seu territrio;
eu a entreguei  vontade das suas inimigas, as filhas dos filisteus, que
ficaram chocadas com a sua conduta lasciva.
28 Voc se prostituiu
tambm com os assrios, porque era insacivel, e, mesmo depois disso,
ainda no ficou satisfeita.
29 Ento voc aumentou a sua promiscuidade
tambm com a Babilnia, uma terra de comerciantes, mas nem com isso
ficou satisfeita.
30 "Como voc tem pouca fora de vontade, palavra do Soberano, o
Senhor , quando voc faz todas essas coisas, agindo como uma prostituta
descarada!
31 Quando construa os seus altares idlatras em cada
esquina e fazia seus santurios elevados em cada praa pblica, voc s
no foi como prostituta porque desprezou o pagamento.
32 "Voc, mulher adltera! Prefere estranhos ao seu prprio marido!
33 Toda prostituta recebe pagamento, mas voc d presentes a todos os
seus amantes, subornando-os para que venham de todos os lugares receber
de voc os seus favores ilcitos.
34 Em sua prostituio d-se o
contrrio do que acontece com outras mulheres; ningum corre atrs de
voc em busca dos seus favores. Voc  o oposto, pois voc faz o
pagamento e nada recebe.
35 "Por isso, prostituta, oua a palavra do Senhor !
36 Assim diz o
Soberano, o Senhor : Por voc ter desperdiado a sua riqueza [g]
e ter exposto a sua nudez em promiscuidade com os seus amantes, por
causa de todos os seus dolos detestveis, e do sangue dos seus filhos
dado a eles,
37 por esse motivo vou ajuntar todos os seus amantes, com
quem voc encontrou tanto prazer, tanto os que voc amou como aqueles
que voc odiou. Eu os ajuntarei contra voc de todos os lados e a
deixarei nua na frente deles, e eles vero toda a sua nudez.
38 Eu a
condenarei ao castigo determinado para mulheres que cometem adultrio e
que derramam sangue; trarei sobre voc a vingana de sangue da minha ira
e da indignao que o meu cime provoca.
39 Depois eu a entregarei nas
mos de seus amantes, e eles despedaaro os seus outeiros e destruiro
os seus santurios elevados. Eles arrancaro as suas roupas e apanharo
as suas jias finas e a deixaro nua.
40 Traro uma multido contra
voc, que a apedrejar e com suas espadas a despedaar.
41 Eles
destruiro a fogo as suas casas e lhe infligiro castigo  vista de
muitas mulheres. Porei fim  sua prostituio, e voc no pagar mais
nada aos seus amantes.
42 Ento a minha ira contra voc diminuir e a
minha indignao cheia de cime se desviar de voc; ficarei tranqilo e
j no estarei irado.
43 "Por voc no se ter lembrado dos dias de sua infncia, mas ter
provocado a minha ira com todas essas coisas, certamente farei cair
sobre a sua cabea o que voc fez. Palavra do Soberano, o Senhor . Acaso
voc no acrescentou lascvia a todas as suas outras prticas
repugnantes?
44 "Todos os que gostam de citar provrbios citaro este provrbio
sobre voc: ``Tal me, tal filha''.
45 Voc  uma verdadeira filha de
sua me, que detestou o seu marido e os seus filhos; e voc  uma
verdadeira irm de suas irms, as quais detestaram os seus maridos e os
seus filhos. A me de vocs era uma hitita e o pai de vocs, um amorreu.
46 Sua irm mais velha era Samaria, que vivia ao norte de voc com suas
filhas; e sua irm mais nova, que vivia ao sul com suas filhas, era
Sodoma.
47 Voc no apenas andou nos caminhos delas e imitou suas
prticas repugnantes, mas tambm, em todos os seus caminhos, logo se
tornou mais depravada do que elas.
48 Juro pela minha vida, palavra do
Soberano, o Senhor , sua irm Sodoma e as filhas dela jamais fizeram o
que voc e as suas filhas tm feito.
49 "Ora, este foi o pecado de sua irm Sodoma: ela e suas filhas eram
arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; no
ajudavam os pobres e os necessitados.
50 Eram altivas e cometeram
prticas repugnantes diante de mim. Por isso eu me desfiz delas,
conforme voc viu.
51 Samaria no cometeu metade dos pecados que voc
cometeu. Voc tem cometido mais prticas repugnantes do que elas, e tem
feito suas irms parecerem mais justas, dadas todas as suas prticas
repugnantes.
52 Agente a sua vergonha, pois voc proporcionou alguma
justificativa s suas irms. Visto que os seus pecados so mais
detestveis que os delas, elas parecem mais justas que voc.
Envergonhe-se, pois, e suporte a sua humilhao, porquanto voc fez as
suas irms parecerem justas.
53 "Contudo, eu restaurarei a sorte de Sodoma e das suas filhas, e de
Samaria e das suas filhas, e a sua sorte junto com elas,
54 para que
voc carregue a sua vergonha e seja humilhada por tudo o que voc fez, o
que serviu de consolo para elas.
55 E suas irms, Sodoma com suas
filhas e Samaria com suas filhas, voltaro para o que elas eram antes; e
voc e suas filhas voltaro ao que eram antes.
56 Voc nem mencionaria
o nome de sua irm Sodoma na poca do orgulho que voc sentia,
57 antes
da sua impiedade ser trazida a pblico. Mas agora voc  alvo da
zombaria das filhas de Edom [h] e de todos os vizinhos dela, e
das filhas dos filisteus, de todos os que vivem ao seu redor e que a
desprezam.
58 Voc sofrer as conseqncias da sua lascvia e das suas
prticas repugnantes. Palavra do Senhor .
59 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Eu a tratarei como merece,
porque voc desprezou o meu juramento ao romper a aliana.
60 Contudo,
eu me lembrarei da aliana que fiz com voc nos dias da sua infncia, e
com voc estabelecerei uma aliana eterna.
61 Ento voc se lembrar
dos seus caminhos e se envergonhar quando receber suas irms, a mais
velha e a mais nova. Eu as darei a voc como filhas, no porm com base
em minha aliana com voc.
62 Por isso estabelecerei a minha aliana
com voc, e voc saber que eu sou o Senhor .
63 Ento, quando eu fizer
propiciao em seu favor por tudo o que voc tem feito, voc se lembrar
e se envergonhar e jamais voltar a abrir a boca por causa da sua
humilhao. Palavra do Soberano, o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 16.6 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto
Massortico diz Viva! E, enquanto voc jazia ali em seu sangue, eu lhe
disse: Viva!
[b] 16.7 Ou se tornou amadurecida
[c] 16.9 Ou Eu tinha lhe dado
[d] 16.10 Possivelmente peles de animais marinhos.
[e] 16.15 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico. Um
manuscrito do Texto Massortico diz perto. Uma coisa dessas no devia
acontecer.
[f] 16.21 Ou e os fez passar pelo fogo
[g] 16.36 Ou cobia
[h] 16.57 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico e a Verso
Siraca. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico, a Septuaginta e
a Vulgata dizem Ar.

EZEQUIEL-CAPITULO-17
Duas guias e Uma Videira
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, apresente
uma alegoria e conte uma parbola  nao de Israel.
3 Diga a eles:
Assim diz o Soberano, o Senhor : Uma grande guia, com asas poderosas,
penas longas e basta plumagem de cores variadas veio ao Lbano.
Apoderando-se do alto de um cedro,
4 arrancou o seu broto mais alto e o
levou para uma terra de comerciantes, onde o plantou numa cidade de
mercadores.
5 "Depois apanhou um pouco de sementes da sua terra e as ps em solo
frtil. Ela as plantou como um salgueiro junto a muita gua,
6 e elas
brotaram e formaram uma videira baixa e copada. Seus ramos se voltaram
para a guia, mas as suas razes permaneceram debaixo da videira. A
videira desenvolveu-se e cobriu-se de ramos, brotos e folhas.
7 "Mas havia outra guia grande, com asas poderosas e rica plumagem.
A videira lanou suas razes na direo dessa guia, desde o lugar onde
estava plantada e estendeu seus ramos para ela em busca de gua.
8 Ora,
ela havia sido plantada em terreno bom, junto a muita gua, onde
produziria ramos, daria fruto e se tornaria uma videira viosa.
9 "Diga a eles: Assim diz o Soberano, o Senhor : Ela vingar? No
ser desarraigada e seus frutos no sero arrancados para que ela seque?
Tudo o que brotar dela secar. No sero necessrios nem braos fortes
nem muitas pessoas para arranc-la pelas razes.
10 Ainda que seja
transplantada, ser que vingar? No secar totalmente quando o vento
oriental a atingir, murchando e desaparecendo do lugar onde crescia?"
11 Veio depois a mim esta palavra do Senhor :
12 "Diga a essa nao
rebelde: Voc no sabe o que essas coisas significam? Diga a eles: O rei
da Babilnia foi a Jerusalm, tirou de l o seu rei e os seus nobres, e
os levou consigo de volta  Babilnia.
13 Depois fez um tratado com um
membro da famlia real e o colocou sob juramento. Levou tambm os
lderes da terra,
14 para humilhar o reino e torn-lo incapaz de
reerguer-se, garantindo apenas a sua sobrevivncia pelo cumprimento do
seu tratado.
15 Mas o rei se revoltou contra ele e enviou mensagem ao
Egito pedindo cavalos e um grande exrcito. Ser que ele se sair bem?
Escapar aquele que age dessa maneira? Romper ele o tratado e ainda
assim escapar?
16 "Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , que ele
morrer na Babilnia, na terra do rei que o ps no trono, cujo juramento
ele desprezou e cujo tratado rompeu.
17 O fara, com seu poderoso
exrcito e seus batalhes, no ser de nenhuma ajuda para ele na guerra,
quando rampas forem construdas e obras de cerco forem erguidas para
destruir muitas vidas.
18 Como ele desprezou o juramento quando rompeu
o tratado feito com aperto de mo e fez todas essas coisas, de modo
algum escapar.
19 "Por isso assim diz o Soberano, o Senhor : Juro pela minha vida
que farei cair sobre a cabea dele o meu juramento, que ele desprezou, e
a minha aliana, que ele rompeu.
20 Estenderei sobre ele a minha rede,
e ele ser pego em meu lao. Eu o levarei para a Babilnia e ali
executarei juzo sobre ele porque me foi infiel.
21 Todas as suas
tropas em fuga cairo  espada, e os sobreviventes sero espalhados aos
ventos. Ento vocs sabero que eu, o Senhor , falei.
22 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Eu mesmo apanharei um broto bem
do alto de um cedro e o plantarei; arrancarei um renovo tenro de seus
ramos mais altos e o plantarei num monte alto e imponente.
23 Nos
montes altos de Israel eu o plantarei; ele produzir galhos e dar fruto
e se tornar um cedro vioso. Pssaros de todo tipo se aninharo nele;
encontraro abrigo  sombra de seus galhos.
24 Todas as rvores do
campo sabero que eu, o Senhor , fao cair a rvore alta e fao crescer
bem alto a rvore baixa. Eu resseco a rvore verde e fao florescer a
rvore seca.
"Eu, o Senhor , falei, e o farei".

EZEQUIEL-CAPITULO-18
Aquele que Pecar Morrer
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "O que vocs querem dizer
quando citam este provrbio sobre Israel:
"``Os pais comem uvas verdes,
e os dentes dos filhos se embotam''?
3 "Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , que vocs
no citaro mais esse provrbio em Israel.
4 Pois todos me pertencem.
Tanto o pai como o filho me pertencem. Aquele que pecar  que morrer.
5 "Suponhamos que haja um justo
que faz o que  certo e direito.
6 Ele no come nos santurios
que h nos montes
e nem olha para os dolos
da nao de Israel.
Ele no contamina a mulher
do prximo
nem se deita com uma mulher
durante os dias de sua menstruao.
7 Ele no oprime a ningum,
antes, devolve o que tomou como garantia
num emprstimo.
No comete roubos,
antes d a sua comida aos famintos
e fornece roupas para os despidos.
8 Ele no empresta visando lucro
nem cobra juros.
Ele retm a sua mo
para no cometer erro
e julga com justia
entre dois homens.
9 Ele age segundo os meus decretos
e obedece fielmente s minhas leis.
Esse homem  justo;
com certeza ele viver.
Palavra do Soberano, o Senhor .
10 "Suponhamos que ele tenha um filho violento, que derrama sangue ou
faz qualquer uma destas outras coisas [a] ,
11 embora o pai no
tenha feito nenhuma delas:
"Ele come nos santurios
que h nos montes.
Contamina a mulher do prximo.
12 Oprime os pobres e os necessitados.
Comete roubos.
No devolve o que tomou
como garantia.
Volta-se para os dolos
e comete prticas detestveis.
13 Empresta visando lucro
e cobra juros.
Dever viver um homem desses? No! Por todas essas prticas detestveis,
com certeza ser morto, e ele ser responsvel por sua prpria morte.
14 "Mas suponhamos que esse filho tenha ele mesmo um filho que v
todos os pecados que seu pai comete e, embora os veja, no os comete.
15 "Ele no come nos santurios
que h nos montes
e nem olha para os dolos
da nao de Israel.
No contamina a mulher do prximo.
16 No oprime a ningum,
nem exige garantia para um emprstimo.
No comete roubos,
mas d a sua comida aos famintos
e fornece roupas aos despidos.
17 Ele retm a mo para no pecar [b]
e no empresta visando lucro
nem cobra juros.
Obedece s minhas leis
e age segundo os meus decretos.
"Ele no morrer por causa da iniqidade do seu pai; certamente
viver.
18 Mas seu pai morrer por causa de sua prpria iniqidade,
pois praticou extorso, roubou seu compatriota e fez o que era errado no
meio de seu povo.
19 "Contudo, vocs perguntam: ``Por que o filho no partilha da
culpa de seu pai?'' Uma vez que o filho fez o que  justo e direito e
teve o cuidado de obedecer a todos os meus decretos, com certeza ele
viver.
20 Aquele que pecar  que morrer. O filho no levar a culpa
do pai, nem o pai levar a culpa do filho. A justia do justo lhe ser
creditada, e a impiedade do mpio lhe ser cobrada.
21 "Mas, se um mpio se desviar de todos os pecados que cometeu e
obedecer a todos os meus decretos e fizer o que  justo e direito, com
certeza viver; no morrer.
22 No se ter lembrana de nenhuma das
ofensas que cometeu. Devido s coisas justas que tiver feito, ele
viver.
23 Teria eu algum prazer na morte do mpio? Palavra do
Soberano, o Senhor . Ao contrrio, acaso no me agrada v-lo desviar-se
dos seus caminhos e viver?
24 "Se, porm, um justo se desviar de sua justia, e cometer pecado e
as mesmas prticas detestveis dos mpios, dever ele viver? Nenhum de
seus atos justos ser lembrado! Por causa da infidelidade de que 
culpado e por causa dos pecados que cometeu, ele morrer.
25 "Contudo, vocs dizem: ``O caminho do Senhor no  justo''.
Oua,  nao de Israel: O meu caminho  injusto? No so os seus
caminhos que so injustos?
26 Se um justo desviar-se de sua justia e
cometer pecado, ele morrer por causa disso; por causa do pecado que
cometeu morrer.
27 Mas, se um mpio se desviar de sua maldade e fizer
o que  justo e direito, ele salvar sua vida.
28 Por considerar todas
as ofensas que cometeu e se desviar delas, ele com certeza viver; no
morrer.
29 Contudo, a nao de Israel diz: ``O caminho do Senhor no
 justo''. So injustos os meus caminhos,  nao de Israel? No so os
seus caminhos que so injustos?
30 "Portanto,  nao de Israel, eu os julgarei, a cada um de acordo
com os seus caminhos. Palavra do Soberano, o Senhor . Arrependam-se!
Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado no cause a queda
de vocs.
31 Livrem-se de todos os males que vocs cometeram, e busquem
um corao novo e um esprito novo. Por que deveriam morrer,  nao de
Israel?
32 Pois no me agrada a morte de ningum. Palavra do Soberano,
o Senhor . Arrependam-se e vivam!
Notas de rodap:
[a] 18.10 Ou coisas a um irmo
[b] 18.17 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Ele mantm
sua mo longe dos pobres. Veja o versculo 8.

EZEQUIEL-CAPITULO-19
Lamento pelos Prncipes de Israel
1 "Levante um lamento pelos prncipes de Israel
2 e diga:
"Que leoa foi sua me entre os lees!
Ela se deitava entre os leezinhos
e criava os seus filhotes.
3 Um dos seus filhotes
tornou-se um leo forte.
Ele aprendeu a despedaar a presa
e devorou homens.
4 As naes ouviram a seu respeito,
e ele foi pego na cova delas.
Elas o levaram com ganchos
para o Egito.
5 "Quando ela viu que a sua esperana
no se cumpria,
quando viu que se fora
a sua expectativa,
escolheu outro de seus filhotes
e fez dele um leo forte.
6 Ele vagueou entre os lees,
pois agora era um leo forte.
Ele aprendeu a despedaar a presa
e devorou homens.
7 Arrebentou [a] suas fortalezas
e devastou suas cidades.
A terra e todos que nela estavam
ficaram aterrorizados
com o seu rugido.
8 Ento as naes vizinhas
o atacaram.
Estenderam sua rede para apanh-lo,
e ele foi pego na armadilha que fizeram.
9 Com ganchos elas o puxaram
para dentro de uma jaula
e o levaram ao rei da Babilnia.
Elas o colocaram na priso,
de modo que no se ouviu mais
o seu rugido
nos montes de Israel.
10 "Sua me era como uma vide
em sua vinha [b]
plantada junto  gua;
era frutfera e cheia de ramos,
graas s muitas guas.
11 Seus ramos eram fortes,
prprios para o cetro
de um governante.
Ela cresceu e subiu muito,
sobressaindo
 folhagem espessa;
chamava a ateno por sua altura
e por seus muitos ramos.
12 Mas foi desarraigada com fria
e atirada ao cho.
O vento oriental a fez murchar,
seus frutos foram arrancados,
seus fortes galhos secaram
e o fogo os consumiu.
13 Agora est plantada no deserto,
numa terra seca e sedenta.
14 O fogo espalhou-se de um
dos seus ramos principais
e consumiu toda a ramagem.
Nela no resta nenhum ramo forte
que seja prprio para o cetro
de um governante.
Esse  um lamento e como lamento dever ser empregado".
Notas de rodap:
[a] 19.7 Conforme o Targum. O Texto Massortico diz Conheceu.
[b] 19.10 Conforme dois manuscritos do Texto Massortico. A maioria
dos manuscritos do Texto Massortico diz em seu sangue.

EZEQUIEL-CAPITULO-20
Israel Rebelde
1 No dcimo dia do quinto ms do stimo ano do exlio, alguns dos
lderes de Israel vieram consultar o Senhor , e se sentaram diante de
mim.
2 Ento me veio esta palavra do Senhor :
3 "Filho do homem, fale com
os lderes de Israel e diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor : Vocs
vieram consultar-me? Juro pela minha vida que no deixarei que vocs me
consultem. Palavra do Soberano, o Senhor .
4 "Voc os julgar? Voc os julgar, filho do homem? Ento
confronte-os com as prticas repugnantes dos seus antepassados
5 e
diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor : No dia em que escolhi
Israel, jurei com mo erguida aos descendentes da famlia de Jac e me
revelei a eles no Egito. Com mo erguida eu lhes disse: Eu sou o Senhor
, o seu Deus.
6 Naquele dia jurei a eles que os tiraria do Egito e os
levaria para uma terra que eu havia procurado para eles, terra onde
manam leite e mel, a mais linda de todas as terras.
7 E eu lhes disse:
Desfaam-se, todos vocs, das imagens repugnantes em que vocs puseram
os seus olhos, e no se contaminem com os dolos do Egito. Eu sou o
Senhor , o seu Deus.
8 "Mas eles se rebelaram contra mim e no quiseram ouvir-me; no se
desfizeram das imagens repugnantes em que haviam posto os seus olhos,
nem abandonaram os dolos do Egito. Por isso eu disse que derramaria a
minha ira sobre eles e que lanaria a minha indignao contra eles no
Egito.
9 Mas, por amor do meu nome, eu agi, evitando que o meu nome
fosse profanado aos olhos das naes entre as quais estava e  vista de
quem eu tinha me revelado aos israelitas para tir-los do Egito.
10 Por
isso eu os tirei do Egito e os trouxe para o deserto.
11 Eu lhes dei os
meus decretos e lhes tornei conhecidas as minhas leis, pois aquele que
lhes obedecer por elas viver.
12 Tambm lhes dei os meus sbados como
um sinal entre ns, para que soubessem que eu, o Senhor , fiz deles um
povo santo.
13 "Contudo, os israelitas se rebelaram contra mim no deserto. No
agiram segundo os meus decretos, mas profanaram os meus sbados e
rejeitaram as minhas leis, sendo que aquele que lhes obedecer por elas
viver. Por isso eu disse que derramaria a minha ira sobre eles e os
destruiria no deserto.
14 Mas, por amor do meu nome, eu agi, evitando
que o meu nome fosse profanado aos olhos das naes  vista das quais eu
os havia tirado do Egito.
15 Com mo erguida, tambm jurei a eles que
no os levaria para a terra que eu lhes dei, terra onde manam leite e
mel, a mais linda de todas as terras,
16 porque eles rejeitaram as
minhas leis, no agiram segundo os meus decretos e profanaram os meus
sbados. Pois os seus coraes estavam voltados para os seus dolos.
17 Olhei, porm, para eles com piedade e no os destru, no os exterminei
no deserto.
18 Eu disse aos filhos deles no deserto: No sigam as
normas dos seus pais nem obedeam s leis deles nem se contaminem com os
seus dolos.
19 Eu sou o Senhor , o seu Deus; ajam conforme os meus
decretos e tenham o cuidado de obedecer s minhas leis.
20 Santifiquem
os meus sbados, para que eles sejam um sinal entre ns. Ento vocs
sabero que eu sou o Senhor , o seu Deus.
21 "Mas os filhos se rebelaram contra mim: no agiram de acordo
com os meus decretos, no tiveram o cuidado de obedecer s minhas leis,
sendo que aquele que lhes obedecer viver por elas, e profanaram os meus
sbados. Por isso eu disse que derramaria a minha ira sobre eles e
lanaria o meu furor contra eles no deserto.
22 Mas contive o meu brao
e, por amor do meu nome, agi, evitando que o meu nome fosse profanado
aos olhos das naes  vista das quais eu os havia tirado do Egito.
23 Com mo erguida, tambm jurei a eles no deserto que os espalharia entre
as naes e os dispersaria por outras terras,
24 porque no obedeceram
s minhas leis, mas rejeitaram os meus decretos e profanaram os meus
sbados, e os seus olhos cobiaram os dolos de seus pas.
25 Tambm os
abandonei a decretos que no eram bons e a leis pelas quais no
conseguiam viver;
26 deixei que se contaminassem por meio de suas
ofertas, isto , pelo sacrifcio de cada filho mais velho, para que eu
os enchesse de pavor e para que eles soubessem que eu sou o Senhor .
27 "Portanto, filho do homem, fale  nao de Israel e diga-lhes:
Assim diz o Soberano, o Senhor : Nisto os seus antepassados tambm
blasfemaram contra mim ao me abandonarem:
28 quando eu os trouxe para a
terra que havia jurado dar-lhes, bastava que vissem um monte alto ou uma
rvore frondosa, ali ofereciam os seus sacrifcios, faziam ofertas que
provocaram a minha ira, apresentavam seu incenso aromtico e derramavam
suas ofertas de bebidas.
29 Perguntei-lhes ento: Que altar  este no
monte para onde vocs vo?" Esse altar  chamado Bama [a] at o
dia de hoje.
Julgamento e Restaurao
30 "Portanto, diga  nao de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor
: Vocs no esto se contaminando como os seus antepassados se
contaminaram? E no esto cobiando as suas imagens repugnantes?
31 Quando vocs apresentam as suas ofertas, o sacrifcio de seus filhos no
fogo, continuam a contaminar-se com todos os seus dolos at o dia de
hoje. E eu deverei deixar que me consultem,  nao de Israel? Juro pela
minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , que no permitirei que vocs
me consultem.
32 "Vocs dizem: ``Queremos ser como as naes, como os povos do
mundo, que servem  madeira e  pedra''. Mas o que vocs tm em mente
jamais acontecer.
33 Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o
Senhor , que dominarei sobre vocs com mo poderosa e brao forte e com
ira que j transbordou.
34 Trarei vocs dentre as naes e os ajuntarei
dentre as terras para onde vocs foram espalhados, com mo poderosa e
brao forte e com ira que j transbordou.
35 Trarei vocs para o
deserto das naes e ali, face a face, os julgarei.
36 Assim como
julguei os seus antepassados no deserto do Egito, tambm os julgarei.
Palavra do Soberano, o Senhor .
37 Contarei vocs enquanto estiverem
passando debaixo da minha vara, e os trarei para o vnculo da aliana.
38 Eu os separarei daqueles que se revoltam e se rebelam contra mim.
Embora eu os tire da terra onde habitam, eles no entraro na terra de
Israel. Ento vocs sabero que eu sou o Senhor .
39 "Quanto a vocs,  nao de Israel, assim diz o Soberano, o Senhor
: Vo prestar culto a seus dolos, cada um de vocs! Mas depois disso
certamente me ouviro e no profanaro mais o meu santo nome com as suas
ofertas e com os seus dolos.
40 Pois no meu santo monte, no alto monte
de Israel, palavra do Soberano, o Senhor , na sua terra, toda a nao de
Israel me prestar culto, e ali eu os aceitarei. Ali exigirei as suas
ofertas e as suas melhores ddivas [b] , junto com todas as suas
ddivas sagradas.
41 Eu as aceitarei como incenso aromtico, quando eu
os tirar dentre as naes e os ajuntar dentre as terras pelas quais
vocs foram espalhados, e me mostrarei santo no meio de vocs  vista
das naes.
42 Vocs sabero que eu sou o Senhor , quando eu os trouxer
para a terra de Israel, a terra que, de mo erguida, jurei dar aos seus
antepassados.
43 Ali vocs se lembraro da conduta que tiveram e de
todas as aes pelas quais vocs se contaminaram, e tero nojo de si
mesmos por causa de todo mal que fizeram.
44 E sabero que eu sou o
Senhor , quando eu tratar com vocs por amor do meu nome e no de acordo
com os seus caminhos maus e suas prticas perversas,  nao de Israel.
Palavra do Soberano, o Senhor ".
Profecia contra o Sul
45 Veio a mim esta palavra do Senhor :
46 "Filho do homem, vire o
rosto para o sul; pregue contra o sul e profetize contra a floresta da
terra do Neguebe.
47 Diga  floresta do Neguebe: Oua a palavra do
Senhor . Assim diz o Soberano, o Senhor : Estou a ponto de incendi-la,
consumindo assim todas as suas rvores, tanto as verdes quanto as secas.
A chama abrasadora no ser apagada, e todos os rostos, do Neguebe at o
norte, sero ressecados por ela.
48 Todos vero que eu, o Senhor , a
acendi; no ser apagada".
49 Ento eu disse: Ah, Soberano Senhor ! Esto dizendo a meu respeito:
"Acaso ele no est apenas contando parbolas?"
Notas de rodap:
[a] 20.29 Bama significa altar no monte ou altar idlatra.
[b] 20.40 Ou e as ddivas dos primeiros frutos

EZEQUIEL-CAPITULO-21
Babilnia, a Espada do Juzo Divino
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, vire o
rosto contra Jerusalm e pregue contra o santurio. Profetize contra
Israel,
3 dizendo-lhe: Assim diz o Senhor : Estou contra voc.
Empunharei a minha espada para eliminar tanto o justo quanto o mpio.
4 Uma vez que eu vou eliminar o justo e o mpio, estarei empunhando a
minha espada contra todos, desde o Neguebe at o norte.
5 Ento todos
sabero que eu, o Senhor , tirei a espada da bainha e no tornarei a
guard-la.
6 "Portanto, comece a gemer, filho do homem! Comece a gemer diante
deles com o corao partido e com amarga tristeza.
7 E, quando lhe
perguntarem: ``Por que voc est gemendo?'', voc dir: Por causa das
notcias que esto vindo. Todo corao se derreter, e toda mo pender
frouxa; todo esprito desmaiar, e todo joelho se tornar como gua, de
to fraco. E vem chegando! Sem nenhuma dvida vai acontecer. Palavra do
Soberano, o Senhor ".
8 Esta palavra do Senhor veio a mim:
9 "Filho do homem, profetize e
diga: Assim diz o Senhor:
"Uma espada,
uma espada, afiada e polida;
10 afiada para a mortandade,
polida para luzir como relmpago!
"Acaso vamos regozijar-nos com o cetro do meu filho Jud? A espada
despreza toda e qualquer vareta como essa.
11 "A espada foi destinada a ser polida,
a ser pega com as mos;
est afiada e polida,
preparada para que a maneje
a mo do matador.
12 Clame e grite, filho do homem,
pois ela est contra o meu povo;
est contra todos os prncipes de Israel.
Eles e o meu povo so atirados
contra a espada.
Lamente-se, pois; bata no peito.
13 " certo que a prova vir. E que acontecer, se o cetro de Jud,
que a espada despreza, no continuar a existir? Palavra do Soberano, o
Senhor .
14 "Por isso profetize, ento,
filho do homem,
e bata as mos uma na outra.
Que a espada golpeie no duas,
mas trs vezes.
 uma espada para matana,
para grande matana,
avanando sobre eles de todos os lados.
15 Assim, para que os coraes
se derretam
e muitos sejam os cados,
coloquei a espada para a matana
junto a todas as suas portas.
Ah! Ela foi feita para luzir
como relmpago;
 empunhada firmemente
para a matana.
16  espada, golpeie para todos os lados,
para onde quer que se vire a sua lmina.
17 Eu tambm baterei minhas mos
uma na outra,
e a minha ira diminuir.
Eu, o Senhor , falei".
18 A palavra do Senhor veio a mim:
19 "Filho do homem, trace as duas
estradas que a espada do rei da Babilnia deve seguir, as duas partindo
da mesma terra. Em cada uma delas coloque um marco indicando o rumo de
uma cidade.
20 Trace uma estrada que leve a espada contra Rab dos
amonitas, e a outra contra Jud e contra a Jerusalm fortificada.
21 Pois o rei da Babilnia parar no local de onde partem as duas estradas
para sortear a escolha. Ele lanar a sorte com flechas, consultar os
dolos da famlia, examinar o fgado.
22 Pela sua mo direita ser
sorteada Jerusalm, onde dever preparar aretes, dar ordens para a
matana, soar o grito de guerra, montar aretes contra as portas,
construir uma rampa e levantar obras de cerco.
23 Isso parecer um
falso pressgio aos judeus, que tinham feito uma aliana com juramento,
mas o rei invasor os far recordar sua culpa e os levar prisioneiros.
24 "Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor : Visto que vocs
trouxeram  lembrana a sua iniqidade mediante rebelio ostensiva,
revelando seus pecados em tudo o que fazem; por isso vo ser levados
prisioneiros.
25 " mpio e profano prncipe de Israel, o seu dia chegou, esta  a
hora do seu castigo,
26 e assim diz o Soberano, o Senhor : Tire o
turbante e a coroa. No ser como antes: os humildes sero exaltados,
e os exaltados sero humilhados.
27 Uma desgraa! Uma desgraa! Eu
farei dela uma desgraa! No ser restaurada, enquanto no vier aquele a
quem ela pertence por direito; a ele eu a darei.
28 "E voc, filho do homem, profetize e diga: Assim diz o Soberano, o
Senhor , acerca dos amonitas e dos seus insultos:
"Uma espada,
uma espada, empunhada
para matana,
polida para consumir
e para luzir como relmpago!
29 A despeito das vises falsas
e das adivinhaes mentirosas
sobre vocs,
ela ser posta no pescoo
dos mpios que devem
ser mortos
e cujo dia chegou,
cujo momento de castigo
 agora.
30 Volte a espada  sua bainha.
No lugar onde vocs foram criados,
na terra dos seus antepassados,
eu os julgarei.
31 Derramarei a minha ira sobre vocs,
soprarei a minha ira impetuosa
contra vocs;
eu os entregarei nas mos
de homens brutais,
acostumados  destruio.
32 Vocs sero combustvel para o fogo,
seu sangue ser derramado em sua terra
e vocs no sero mais lembrados;
porque eu, o Senhor , falei".

EZEQUIEL-CAPITULO-22
Os Pecados de Jerusalm
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, voc a
julgar? Voc julgar essa cidade sanguinria? Ento confronte-a com
todas as suas prticas repugnantes
3 e diga: Assim diz o Soberano, o
Senhor :  cidade, que traz condenao sobre si mesma por derramar
sangue em seu meio e por se contaminar fazendo dolos!
4 Voc se tornou
culpada por causa do sangue que derramou e por ter se contaminado com os
dolos que fez. Voc deu cabo dos seus dias; chegou o fim dos seus anos.
Por isso farei de voc objeto de zombaria para as naes e de escrnio
em todas as terras.
5 Tanto as naes vizinhas como as distantes
zombaro de voc,  cidade infame e inquieta!
6 "Veja como cada um dos prncipes de Israel que a est usa o seu
poder para derramar sangue.
7 Em seu meio eles tm desprezado pai e
me, oprimido o estrangeiro e maltratado o rfo e a viva.
8 Voc
desprezou as minhas ddivas sagradas e profanou os meus sbados.
9 Em
seu meio h caluniadores, prontos para derramar sangue; em seu meio h
os que comem nos santurios dos montes e praticam atos lascivos;
10 em
seu meio h aqueles que desonram a cama dos seus pais, e aqueles que tm
relaes com as mulheres nos dias de sua menstruao.
11 Um homem
comete adultrio com a mulher do seu prximo, outro contamina
vergonhosamente a sua nora, e outro desonra a sua irm, filha de seu
prprio pai.
12 Em seu meio h homens que aceitam suborno para derramar
sangue; voc empresta a juros, visando lucro, e obtm ganhos injustos,
extorquindo o prximo. E voc se esqueceu de mim. Palavra do Soberano, o
Senhor .
13 "Mas voc me ver bater as minhas mos uma na outra contra os
ganhos injustos que voc obteve e contra o sangue que voc derramou.
14 Ser que a sua coragem suportar ou as suas mos sero fortes para o que
eu vou fazer no dia em que eu lhe der o devido tratamento? Eu, o Senhor
, falei, e o farei.
15 Dispersarei voc entre as naes e a espalharei
pelas terras; e darei fim  sua impureza.
16 Quando voc tiver sido
desonrada [a] aos olhos das naes, voc saber que eu sou o
Senhor ".
17 E depois veio a mim esta palavra do Senhor :
18 "Filho do homem,
a nao de Israel tornou-se escria para mim; cobre, estanho, ferro e
chumbo deixados na fornalha. No passa de escria de prata.
19 Por
isso, assim diz o Soberano, o Senhor : Visto que vocs todos se tornaram
escria, eu os ajuntarei em Jerusalm.
20 Assim como os homens ajuntam
prata, cobre, ferro, chumbo e estanho numa fornalha a fim de fundi-los
soprando fortemente o fogo, na minha ira e na minha indignao tambm
ajuntarei vocs dentro da cidade e os fundirei.
21 Eu os ajuntarei e
soprarei sobre vocs o fogo da minha ira, e vocs se derretero.
22 Assim como a prata se derrete numa fornalha, tambm vocs se derretero
dentro dela, e sabero que eu, o Senhor , derramei a minha ira sobre
vocs".
23 De novo a palavra do Senhor veio a mim. Disse ele:
24 "Filho do
homem, diga a esta terra: Voc  uma terra que no tem tido chuva nem
aguaceiros [b] no dia da ira.
25 H nela uma conspirao de seus
prncipes [c] como um leo que ruge ao despedaar sua presa;
devoram pessoas, apanham tesouros e objetos preciosos e fazem muitas
vivas.
26 Seus sacerdotes cometem violncia contra a minha lei e
profanam minhas ofertas sagradas; no fazem distino entre o sagrado e
o comum; ensinam que no existe nenhuma diferena entre o puro e o
impuro; e fecham os olhos quanto  guarda dos meus sbados, de maneira
que sou desonrado no meio deles.
27 Seus oficiais so como lobos que
despedaam suas presas; derramam sangue e matam gente para obter ganhos
injustos.
28 Seus profetas disfaram esses feitos enganando o povo com
vises falsas e adivinhaes mentirosas. Dizem: ``Assim diz o Soberano,
o Senhor '', quando o Senhor no falou.
29 O povo da terra pratica
extorso e comete roubos; oprime os pobres e os necessitados e maltrata
os estrangeiros, negando-lhes justia.
30 "Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na
brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu no a
destrusse, mas no encontrei nenhum.
31 Por isso derramarei a minha
ira sobre eles e os consumirei com o meu grande furor; sofrero as
conseqncias de tudo o que fizeram. Palavra do Soberano, o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 22.16 Ou Quando eu lhe tiver designado sua herana
[b] 22.24 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz no se
purificou nem recebeu chuva.
[c] 22.25 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz profetas.

EZEQUIEL-CAPITULO-23
As Duas Irms Adlteras
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, existiam
duas mulheres, filhas da mesma me.
3 Elas se tornaram prostitutas no
Egito, envolvendo-se na prostituio desde a juventude. Naquela terra os
seus peitos foram acariciados e os seus seios virgens foram afagados.
4 A mais velha chamava-se Ool, e sua irm, Oolib. Elas eram minhas e
deram  luz filhos e filhas. Ool  Samaria, e Oolib  Jerusalm.
5 "Ool envolveu-se em prostituio enquanto ainda era minha; ela se
encheu de cobia por seus amantes, os assrios, guerreiros
6 vestidos
de vermelho, governadores e comandantes, todos eles cavaleiros jovens e
elegantes.
7 Ela se entregou como prostituta a toda a elite dos
assrios e se contaminou com todos os dolos de cada homem por ela
cobiado.
8 Ela no abandonou a prostituio iniciada no Egito, quando
em sua juventude homens dormiram com ela, afagaram seus seios virgens e
a envolveram em suas prticas dissolutas.
9 "Por isso eu a entreguei nas mos de seus amantes, os assrios, os
quais ela desejou ardentemente.
10 Eles lhe arrancaram as roupas,
deixando-a nua, levaram embora seus filhos e suas filhas e a mataram 
espada. Ela teve m fama entre as mulheres. E lhe foi dado castigo.
11 "Sua irm Oolib viu isso. No entanto, em sua cobia e
prostituio, ela foi mais depravada que a irm.
12 Tambm desejou
ardentemente os assrios, governadores e comandantes, guerreiros em
uniforme completo, todos eles jovens e belos cavaleiros.
13 Vi que ela
tambm se contaminou; ambas seguiram o mesmo caminho.
14 "Mas Oolib levou sua prostituio ainda mais longe. Viu homens
desenhados numa parede, figuras de caldeus em vermelho,
15 usando
cintures e esvoaantes turbantes na cabea; todos se pareciam com os
oficiais responsveis pelos carros da Babilnia, nativos da Caldia.
16 Assim que ela os viu, desejou-os ardentemente e lhes mandou mensageiros
at a Caldia.
17 Ento os babilnios vieram procur-la, at a cama do
amor, e em sua cobia a contaminaram. Depois de haver sido contaminada
por eles, ela se afastou deles desgostosa.
18 Ento prosseguiu
abertamente em sua prostituio e exps a sua nudez, e eu me afastei
dela desgostoso, assim como eu tinha me afastado de sua irm.
19 Contudo, ela ia se tornando cada vez mais promscua  medida que se
recordava dos dias de sua juventude, quando era prostituta no Egito.
20 Desejou ardentemente os seus amantes, cujos membros eram como os de
jumentos e cuja ejaculao era como a de cavalos.
21 Assim, Oolib,
ansiou pela lascvia de sua juventude, quando no Egito seus peitos eram
afagados e seus seios virgens eram acariciados. [a]
22 "Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor : Incitarei os seus
amantes contra voc, aqueles de quem voc se afastou desgostosa, e os
trarei para atac-la de todos os lados:
23 os babilnios e todos os
caldeus, os homens de Pecode, de Soa e de Coa, e com eles todos os
assrios, belos rapazes, todos eles governadores e comandantes, oficiais
que chefiam os carros e homens de posto elevado, todos galantes
cavaleiros.
24 Eles viro contra voc com armas, carros e carroas e
com uma multido de povos; por todos os lados tomaro posio contra
voc com escudos grandes e pequenos e com capacetes. Eu a entregarei a
eles para castigo, e eles a castigaro conforme o costume deles.
25 Dirigirei contra voc a ira do meu cime e, enfurecidos, eles sabero
como trat-la. Cortaro fora o seu nariz e as suas orelhas, e as pessoas
que forem deixadas cairo  espada. Levaro embora seus filhos e suas
filhas, e os que forem deixados sero consumidos pelo fogo.
26 Tambm
arrancaro as suas roupas e tomaro suas lindas jias.
27 Assim darei
um basta  lascvia e  prostituio que voc comeou no Egito. Voc
deixar de olhar com desejo para essas coisas e no se lembrar mais do
Egito.
28 "Pois assim diz o Soberano, o Senhor : Estou a ponto de entreg-la
nas mos daqueles que voc odeia, daqueles de quem voc se afastou
desgostosa.
29 Eles a trataro com dio e levaro embora tudo aquilo
pelo que voc trabalhou. Eles a deixaro despida e nua, e a vergonha de
sua prostituio ser exposta. Isso lhe sobrevir por sua lascvia e
promiscuidade,
30 porque voc desejou ardentemente as naes e se
contaminou com os dolos delas.
31 Voc seguiu pelo caminho de sua
irm; por essa razo porei o copo dela nas suas mos.
32 "Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Voc beber do copo de sua irm,
copo grande e fundo;
ele causar riso e zombaria,
de to grande que .
33 Voc ser dominada pela embriaguez
e pela tristeza,
com esse copo de desgraa
e desolao,
o copo de sua irm Samaria.
34 Voc o beber,
engolindo at a ltima gota;
depois o despedaar
e mutilar os prprios seios.
"Eu o disse. Palavra do Soberano, o Senhor .
35 "Agora, assim diz o Soberano, o Senhor : Visto que voc se
esqueceu de mim e me deu as costas, voc vai sofrer as conseqncias de
sua lascvia e de sua prostituio".
36 O Senhor me disse: "Filho do homem, voc julgar Ool e Oolib?
Ento confronte-as com suas prticas repugnantes,
37 pois elas
cometeram adultrio e h sangue em suas mos. Cometeram adultrio com
seus dolos; at os seus filhos, que elas geraram para mim, sacrificaram
aos dolos.
38 Tambm me fizeram isto: ao mesmo tempo contaminaram o
meu santurio e profanaram os meus sbados.
39 No mesmo dia em que
sacrificavam seus filhos a seus dolos, elas entravam em meu santurio e
o profanavam. Foi o que fizeram em minha casa.
40 "Elas at enviaram mensageiros atrs de homens, vindos de bem
longe, e, quando eles chegaram, voc se banhou para receb-los, pintou
os olhos e ps suas jias.
41 Voc se sentou num belo sof, tendo 
frente uma mesa, na qual voc havia colocado o incenso e o leo que me
pertenciam.
42 "Em torno dela havia o rudo de uma multido despreocupada; sabeus
[b] foram trazidos do deserto junto com homens do povo, e eles
puseram braceletes nos braos da mulher e da sua irm e belssimas
coroas nas cabeas delas.
43 Ento eu disse a respeito daquela que fora
destruda pelo adultrio: Que agora a usem como prostituta, pois  o que
ela .
44 E eles dormiram com ela. Dormiram com aquelas mulheres
lascivas, Ool e Oolib, como quem dorme com uma prostituta.
45 Mas
homens justos as condenaro ao castigo que merecem as mulheres que
cometem adultrio e derramam sangue, porque so adlteras e h sangue em
suas mos.
1 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Que uma multido as ataque e que
elas sejam entregues ao pavor e ao saque.
47 A multido as apedrejar e
as retalhar  espada; mataro seus filhos e suas filhas, destruiro
suas casas e as queimaro.
48 "Dessa maneira darei fim  lascvia na terra, para que todas as
mulheres fiquem advertidas e no imitem vocs.
49 Vocs sofrero o
castigo de sua cobia e as conseqncias de seus pecados de idolatria. E
vocs sabero que eu sou o Soberano, o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 23.21 Conforme a Verso Siraca. O Texto Massortico diz afagados
por causa de seus seios jovens.
[b] 23.42 Ou bbados

EZEQUIEL-CAPITULO-24
A Panela
1 No dcimo dia do dcimo ms do nono ano, a palavra do Senhor veio a
mim. Disse ele:
2 "Filho do homem, registre esta data, a data de
hoje, porque o rei da Babilnia sitiou Jerusalm exatamente neste dia.
3 Conte a esta nao rebelde uma parbola e diga-lhes: Assim diz o
Soberano, o Senhor :
"Ponha a panela para esquentar;
ponha-a para esquentar com gua.
4 Ponha dentro dela pedaos de carne,
os melhores pedaos
da coxa e da espdua.
Encha-a com o melhor desses ossos;
5 apanhe o melhor do rebanho.
Empilhe lenha debaixo dela
para cozinhar os ossos;
faa-a ferver a gua e cozinhe tudo
o que est na panela.
6 "Porque assim diz o Soberano, o Senhor :
"Ai da cidade sanguinria,
da panela que agora
tem uma crosta,
cujo resduo no desaparecer!
Esvazie-a, tirando pedao por pedao,
sem sorte-los.
7 "Pois o sangue que ela derramou
est no meio dela;
ela o derramou na rocha nua;
no o derramou no cho,
onde o p o cobriria.
8 Para atiar a minha ira e me vingar,
pus o sangue dela sobre a rocha nua,
para que ele no fosse coberto.
9 "Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor :
"Ai da cidade sanguinria!
Eu tambm farei uma pilha de lenha,
uma pilha bem alta.
10 Por isso amontoem a lenha
e acendam o fogo.
Cozinhem bem a carne,
misturando os temperos;
e reduzam os ossos a cinzas.
11 Ponham depois a panela vazia
sobre as brasas
para que esquente
at que o seu bronze
fique incandescente,
as suas impurezas se derretam
e o seu resduo seja queimado
e desaparea.
12 Mas ela frustrou todos os esforos;
nem o fogo pde eliminar
seu resduo espesso!
13 "Ora, a sua impureza  a lascvia. Como eu desejei purific-la,
mas voc no quis ser purificada, voc no voltar a estar limpa,
enquanto no se abrandar a minha ira contra voc.
14 "Eu, o Senhor , falei. Chegou a hora de eu agir. No me conterei;
no terei piedade, nem voltarei atrs. Voc ser julgada de acordo com o
seu comportamento e com as suas aes. Palavra do Soberano, o Senhor".
A Morte da Mulher de Ezequiel
15 Veio a mim esta palavra do Senhor :
16 "Filho do homem, com um
nico golpe estou para tirar de voc o prazer dos seus olhos. Contudo,
no lamente nem chore nem derrame nenhuma lgrima.
17 No permita que
ningum oua o seu gemer; no pranteie pelos mortos. Mantenha apertado o
seu turbante e as sandlias nos ps; no cubra o rosto nem coma a comida
costumeira dos pranteadores".
18 Assim, falei de manh ao povo, e  tarde minha mulher morreu. No dia
seguinte fiz o que me havia sido ordenado.
19 Ento o povo me perguntou: "Voc no vai nos dizer que relao
essas coisas tm conosco?"
20 E eu lhes respondi: Esta palavra do Senhor veio a mim:
21 "Diga 
nao de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor : Estou a ponto de
profanar o meu santurio, a fortaleza de que vocs se orgulham, o prazer
dos seus olhos, o objeto da sua afeio. Os filhos e as filhas que vocs
deixaram l cairo  espada.
22 E vocs faro o que eu fiz. Vocs no
cobriro o rosto nem comero a comida costumeira dos pranteadores.
23 Vocs mantero os turbantes na cabea e as sandlias nos ps. No
prantearo nem choraro, mas iro consumir-se por causa de suas
iniqidades e gemero uns pelos outros.
24 Ezequiel lhes ser um sinal;
vocs faro o que ele fez. Quando isso acontecer, vocs sabero que eu
sou o Soberano, o Senhor .
25 "E voc, filho do homem, no dia em que eu tirar deles a sua
fortaleza, sua alegria e sua glria, o prazer dos seus olhos, e tambm
os seus filhos e as suas filhas, o maior desejo de suas vidas,
26 naquele dia um fugitivo vir dar-lhe a notcia.
27 Naquela hora sua
boca ser aberta; voc falar com ele e no ficar calado. E assim voc
ser um sinal para eles, e eles sabero que eu sou o Senhor ".

EZEQUIEL-CAPITULO-25
Profecia contra Amom
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, vire o
rosto contra os amonitas e profetize contra eles.
3 Diga-lhes: Ouam a
palavra do Soberano, o Senhor . Assim diz o Soberano, o Senhor : Visto
que vocs exclamaram: ``Ah! Ah!'' quando o meu santurio foi
profanado, quando a terra de Israel foi arrasada e quando a nao de
Jud foi para o exlio,
4 vou entreg-los como propriedade do povo do
oriente. Eles instalaro seus acampamentos e armaro suas tendas no meio
de vocs; comero suas frutas e bebero seu leite.
5 Farei de Rab um
cercado para camelos e de Amom um local de descanso para ovelhas. Ento
vocs sabero que eu sou o Senhor .
6 Porque assim diz o Soberano, o
Senhor : Visto que vocs bateram palmas e pularam de alegria com o
corao cheio de maldade contra Israel,
7 por essa razo estenderei o
meu brao contra vocs e os darei s naes como despojo. Eliminarei
vocs do meio das naes e os exterminarei do meio dos povos. Eu os
destruirei, e vocs sabero que eu sou o Senhor .
Profecia contra Moabe
8 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Uma vez que Moabe e Seir
disseram: ``Vejam, a nao de Jud tornou-se como todas as outras
naes'',
9 por essa razo abrirei o flanco de Moabe, comeando por
suas cidades fronteirias, Bete-Jesimote, Baal-Meom e Quiriataim, que
so a glria dessa terra.
10 Darei Moabe e os amonitas como propriedade
ao povo do oriente. Os amonitas no sero lembrados entre as naes,
11 e a Moabe trarei castigo. Ento eles sabero que eu sou o Senhor .
Profecia contra Edom
12 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Visto que Edom vingou-se da
nao de Jud e com isso trouxe grande culpa sobre si,
13 assim diz o
Soberano, o Senhor : Estenderei o brao contra Edom e matarei os seus
homens e os seus animais. Eu o arrasarei, e desde Tem at Ded eles
cairo  espada.
14 Eu me vingarei de Edom pelas mos de Israel, o meu
povo, e este lidar com Edom de acordo com a minha ira e a minha
indignao; Edom conhecer a minha vingana. Palavra do Soberano, o
Senhor .
Profecia contra a Filstia
15 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Uma vez que a Filstia agiu por
vingana e com maldade no corao, e com antiga hostilidade buscou
destruir Jud,
16 assim diz o Soberano, o Senhor : Estou a ponto de
estender meu brao contra os filisteus. Eliminarei os queretitas e
destruirei os que restarem no litoral.
17 Executarei neles grande
vingana e os castigarei na minha ira. Ento, quando eu me vingar deles,
sabero que eu sou o Senhor ".

EZEQUIEL-CAPITULO-26
Profecia contra Tiro
1 No dcimo primeiro ano, no primeiro dia do ms, veio a mim esta
palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, visto que Tiro falou de
Jerusalm: ``Ah! Ah! O portal das naes est quebrado, e as suas
portas se me abriram; agora que ela jaz em runas, eu prosperarei'',
3 por essa razo assim diz o Soberano, o Senhor : Estou contra voc, 
Tiro, e trarei muitas naes contra voc; viro como o mar quando eleva
as suas ondas.
4 Elas destruiro os muros de Tiro e derrubaro suas
torres; eu espalharei o seu entulho e farei dela uma rocha nua.
5 Fora,
no mar, ela se tornar um local propcio para estender redes de pesca,
pois eu falei. Palavra do Soberano, o Senhor . Ela se tornar despojo
para as naes,
6 e em seus territrios no continente ser feita grande
destruio pela espada. E sabero que eu sou o Senhor .
7 "Pois assim diz o Soberano, o Senhor : Contra voc, Tiro, vou
trazer do norte o rei da Babilnia, Nabucodonosor, rei de reis, com
cavalos e carros, com cavaleiros e um grande exrcito.
8 Ele desfechar
com a espada um violento ataque contra os seus territrios no
continente. Construir obras de cerco e uma rampa de acesso aos seus
muros. E armar uma barreira de escudos contra voc.
9 Ele dirigir as
investidas dos seus aretes contra os seus muros e com armas de ferro
demolir as suas torres.
10 Seus cavalos sero tantos que cobriro voc
de poeira. Seus muros tremero com o barulho dos cavalos de guerra, das
carroas e dos carros, quando ele entrar por suas portas com a
facilidade com que se entra numa cidade cujos muros foram derrubados.
11 Os cascos de seus cavalos pisaro todas as suas ruas; ele matar o
seu povo  espada, e as suas resistentes colunas ruiro.
12 Despojaro
sua riqueza e saquearo seus suprimentos; derrubaro seus muros,
demoliro suas lindas casas e lanaro ao mar as suas pedras, o seu
madeiramento e todo o entulho.
13 Porei fim a seus cnticos
barulhentos, e no se ouvir mais a msica de suas harpas.
14 Farei de
voc uma rocha nua, e voc se tornar um local propcio para estender
redes de pesca. Voc jamais ser reconstruda, pois eu, o Senhor ,
falei. Palavra do Soberano, o Senhor .
15 "Assim diz o Soberano, o Senhor , a Tiro: Acaso as regies
litorneas no tremero ao som de sua queda, quando o ferido gemer e a
matana acontecer em seu meio?
16 Ento todos os prncipes do litoral
descero do trono e poro de lado seus mantos e tiraro suas roupas
bordadas. Vestidos de pavor, vo assentar-se no cho, tremendo sem
parar, apavorados por sua causa.
17 Depois entoaro um lamento acerca
de voc e lhe diro:
"``Como voc est destruda,
 cidade de renome,
povoada por homens do mar!
Voc era um poder nos mares,
voc e os seus cidados;
voc impunha pavor
a todos os que ali vivem.
18 Agora as regies litorneas tremem
no dia de sua queda;
as ilhas do mar esto apavoradas
diante de sua runa''.
19 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Quando eu fizer de voc uma
cidade abandonada, lembrando cidades inabitveis, e quando eu a cobrir
com as vastas guas do abismo,
20 ento farei voc descer com os que
descem  cova, para fazer companhia aos antigos. Eu a farei habitar
embaixo da terra, como em runas antigas, com aqueles que descem  cova,
e voc no voltar e no retomar o seu lugar [a] na terra dos
viventes.
21 Levarei voc a um fim terrvel e voc j no existir.
Ser procurada, e jamais ser achada. Palavra do Soberano, o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 26.20 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz voltar, e
eu darei glria.

EZEQUIEL-CAPITULO-27
Um Lamento por Tiro
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, faa um
lamento a respeito de Tiro.
3 Diga a Tiro, que est junto  entrada
para o mar, e que negocia com povos de muitos litorais: Assim diz o
Soberano, o Senhor :
"Voc diz,  Tiro:
``Minha beleza  perfeita''.
4 Seu domnio abrangia
o corao dos mares;
seus construtores levaram a sua beleza
 perfeio.
5 Eles fizeram todo o seu madeiramento
com pinheiros de Senir [a] ;
apanharam um cedro do Lbano
para fazer-lhe um mastro.
6 Dos carvalhos de Bas
fizeram os seus remos;
de cipreste procedente
das costas de Chipre
fizeram seu convs,
revestido de mrmore.
7 Suas velas foram feitas
de belo linho bordado,
procedente do Egito,
servindo-lhe de bandeira;
seus toldos, em vermelho e azul,
provinham das costas de Elis.
8 Habitantes de Sidom e Arvade
eram os seus remadores;
os seus homens hbeis,  Tiro,
estavam a bordo como
marinheiros.
9 Artesos experientes de Gebal [b]
estavam a bordo
como construtores de barcos
para calafetarem as suas juntas.
Todos os navios do mar
e seus marinheiros
vinham para negociar com voc
as suas mercadorias.
10 "Os persas, os ldios
e os homens de Fute
serviam como soldados
em seu exrcito.
Eles penduravam os seus escudos
e capacetes nos seus muros,
trazendo-lhe esplendor.
11 Homens de Arvade e de Heleque
guarneciam os seus muros
em todos os lados;
homens de Gamade
estavam em suas torres.
Eles penduravam os escudos deles
em seus muros ao redor;
levaram a sua beleza  perfeio.
12 "Trsis fez negcios com voc, tendo em vista os seus muitos bens;
eles deram prata, ferro, estanho e chumbo em troca de suas mercadorias.
13 "Jav, Tubal e Meseque negociaram com voc; trocaram escravos e
utenslios de bronze pelos seus bens.
14 "Homens de Bete-Togarma trocaram cavalos de carga, cavalos de
guerra e mulas pelas suas mercadorias.
15 "Os homens de Rodes [c] negociaram com voc, e muitas
regies costeiras se tornaram seus clientes; pagaram-lhe suas compras
com presas de marfim e com bano.
16 "Ar [d] negociou com voc atrado por seus muitos
produtos; em troca de suas mercadorias deu-lhe turquesa, tecido
vermelho, trabalhos bordados, linho fino, coral e rubis.
17 "Jud e Israel negociaram com voc; pelos seus bens trocaram trigo
de Minite, confeitos, mel, azeite e blsamo.
18 "Em razo dos muitos produtos de que voc dispe e da grande
riqueza de seus bens, Damasco negociou com voc, pagando-lhe com vinho
de Helbom e l de Zaar.
19 "Tambm D e Jav, de Uzal, compraram suas mercadorias,
trocando-as por ferro, cssia e clamo.
20 "Ded negociou com voc mantos de sela.
21 "A Arbia e todos os prncipes de Quedar eram seus clientes;
fizeram negcios com voc, fornecendo-lhe cordeiros, carneiros e bodes.
22 "Os mercadores de Sab e de Raam fizeram comrcio com voc; pelas
mercadorias que voc vende eles trocaram o que h de melhor em toda
espcie de especiarias, pedras preciosas e ouro.
23 "Har, Cane e den e os mercadores de Sab, Assur e Quilmade
fizeram comrcio com voc.
24 No seu mercado eles negociaram com voc
lindas roupas, tecido azul, trabalhos bordados e tapetes multicoloridos
com cordis retorcidos e de ns firmes.
25 "Os navios de Trsis
transportam os seus bens.
Quanta carga pesada voc tem
no corao do mar.
26 Seus remadores a levam
para alto mar.
Mas o vento oriental a despedaar
no corao do mar.
27 Sua riqueza, suas mercadorias
e seus bens,
seus marujos, seus homens do mar
e seus construtores de barcos,
seus mercadores
e todos os seus soldados,
todos quantos esto a bordo
sucumbiro no corao do mar
no dia do seu naufrgio.
28 As praias tremero
quando os seus marujos clamarem.
29 Todos os que manejam os remos
abandonaro os seus navios;
os marujos e todos os marinheiros
ficaro na praia.
30 Erguero a voz
e gritaro com amargura por sua causa;
espalharo poeira sobre a cabea
e rolaro na cinza.
31 Raparo a cabea por sua causa
e poro vestes de lamento.
Choraro por voc com angstia na alma
e com pranto amargurado.
32 Quando estiverem gritando
e pranteando por voc,
erguero este lamento a seu respeito:
``Quem chegou a ser silenciada
como Tiro,
cercada pelo mar?''
33 Quando as suas mercadorias
saam para o mar,
voc satisfazia muitas naes;
com sua grande riqueza e com seus bens
voc enriqueceu os reis da terra.
34 Agora, destruda pelo mar,
voc jaz nas profundezas das guas;
seus bens e todos os que a acompanham
afundaram com voc.
35 Todos os que moram
nas regies litorneas
esto chocados com o que aconteceu
com voc;
seus reis arrepiam-se horrorizados
e os seus rostos esto desfigurados
de medo.
36 Os mercadores entre as naes
gritam de medo ao v-la;
chegou o seu terrvel fim,
e voc no mais existir".
Notas de rodap:
[a] 27.5 Isto , do Hermom.
[b] 27.9 Isto , Biblos.
[c] 27.15 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Ded.
[d] 27.16 Alguns manuscritos do Texto Massortico e a Verso Siraca
dizem Edom.

EZEQUIEL-CAPITULO-28
Profecia contra o Rei de Tiro
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, diga ao
governante de Tiro: Assim diz o Soberano, o Senhor :
"No orgulho do seu corao
voc diz: ``Sou um deus;
sento-me no trono de um deus
no corao dos mares''.
Mas voc  um homem, e no um deus,
embora se considere to sbio
quanto Deus.
3 Voc  mais sbio que Daniel [a] ?
No haver segredo que lhe seja oculto?
4 Mediante a sua sabedoria
e o seu entendimento,
voc granjeou riquezas
e acumulou ouro e prata
em seus tesouros.
5 Por sua grande habilidade comercial
voc aumentou
as suas riquezas
e, por causa das suas riquezas,
o seu corao ficou
cada vez mais orgulhoso.
6 "Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor :
"Porque voc pensa que  sbio,
to sbio quanto Deus,
7 trarei estrangeiros contra voc,
das mais impiedosas naes;
eles empunharo suas espadas
contra a sua beleza
e a sua sabedoria
e traspassaro o seu esplendor
fulgurante.
8 Eles o faro descer  cova,
e voc ter morte violenta
no corao dos mares.
9 Dir voc ento:
``Eu sou um deus''
na presena daqueles que o matarem?
Voc ser to-somente um homem,
e no um deus,
nas mos daqueles que o abaterem.
10 Voc ter a morte dos incircuncisos
nas mos de estrangeiros.
Eu falei. Palavra do Soberano, o Senhor ".
11 Esta palavra do Senhor veio a mim:
12 "Filho do homem, erga um
lamento a respeito do rei de Tiro e diga-lhe: Assim diz o Soberano, o
Senhor :
"Voc era o modelo da perfeio,
cheio de sabedoria
e de perfeita beleza.
13 Voc estava no den,
no jardim de Deus;
todas as pedras preciosas o enfeitavam:
srdio, topzio e diamante,
berilo, nix e jaspe,
safira, carbnculo e esmeralda. [b]
Seus engastes e guarnies
eram feitos de ouro;
tudo foi preparado no dia
em que voc foi criado.
14 Voc foi ungido
como um querubim guardio,
pois para isso eu o designei.
Voc estava no monte santo de Deus
e caminhava entre as pedras
fulgurantes.
15 Voc era inculpvel em seus caminhos
desde o dia em que foi criado
at que se achou maldade em voc.
16 Por meio do seu amplo comrcio,
voc encheu-se de violncia
e pecou.
Por isso eu o lancei, humilhado,
para longe do monte de Deus,
e o expulsei,  querubim guardio,
do meio das pedras fulgurantes.
17 Seu corao tornou-se orgulhoso
por causa da sua beleza,
e voc corrompeu a sua sabedoria
por causa do seu esplendor.
Por isso eu o atirei  terra;
fiz de voc um espetculo
para os reis.
18 Por meio dos seus muitos pecados
e do seu comrcio desonesto
voc profanou os seus santurios.
Por isso fiz sair de voc um fogo,
que o consumiu,
e reduzi voc a cinzas no cho,
 vista de todos
os que estavam observando.
19 Todas as naes que o conheciam
espantaram-se ao v-lo;
chegou o seu terrvel fim,
voc no mais existir".
Profecia contra Sidom
20 Veio a mim esta palavra do Senhor :
21 "Filho do homem, vire o
rosto contra Sidom; profetize contra ela
22 e diga: Assim diz o
Soberano, o Senhor :
"Estou contra voc, Sidom,
e manifestarei a minha glria
dentro de voc.
Todos sabero que eu sou o Senhor ,
quando eu castig-la
e mostrar-me santo em seu meio.
23 Enviarei uma peste sobre voc
e farei sangue correr em suas ruas.
Os mortos cairo, derrubados pela espada
que vir de todos os lados contra voc.
E todos sabero que eu sou o Senhor .
24 "Israel no ter mais vizinhos maldosos agindo como roseiras
bravas dolorosas e espinhos pontudos. Pois eles sabero que eu sou o
Soberano, o Senhor .
25 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Quando eu reunir Israel dentre
as naes nas quais foi espalhado, eu me mostrarei santo entre eles 
vista das naes. Ento eles vivero em sua prpria terra, a qual dei ao
meu servo Jac.
26 Eles vivero ali em segurana, construiro casas e
plantaro vinhas; vivero em segurana quando eu castigar todos os seus
vizinhos que lhes fizeram mal. Ento eles sabero que eu sou o Senhor ,
o seu Deus".
Notas de rodap:
[a] 28.3 Ou Danel .
[b] 28.13 A identificao precisa de algumas dessas pedras preciosas
no  conhecida.

EZEQUIEL-CAPITULO-29
Profecia contra o Egito
1 No dcimo segundo dia do dcimo ms do dcimo ano do exlio, esta
palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, vire o rosto contra
o fara, rei do Egito, e profetize contra ele e contra todo o Egito.
3 Diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Estou contra voc, fara, rei do Egito,
contra voc, grande monstro deitado
em meio a seus riachos.
Voc diz: ``O Nilo  meu;
eu o fiz para mim mesmo''.
4 Mas porei anzis em seu queixo
e farei os peixes dos seus regatos
se apegarem
s suas escamas,  Egito.
Puxarei voc para fora dos seus riachos,
com todos os peixes grudados
em suas escamas.
5 Deixarei voc no deserto,
voc e todos os peixes
dos seus regatos.
Voc cair em campo aberto
e no ser recolhido
nem sepultado.
Darei voc como comida
aos animais selvagens
e s aves do cu.
6 "Ento todos os que vivem no Egito sabero que eu sou o Senhor .
"Voc tem sido um bordo de junco para a nao de Israel.
7 Quando
eles o pegaram com as mos, voc rachou e rasgou os ombros deles; quando
eles se apoiaram em voc, voc se quebrou, e as costas deles sofreram
toro. [a]
8 "Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor : Trarei uma espada
contra voc e matarei os seus homens e os seus animais.
9 O Egito se
tornar um deserto arrasado. Ento eles sabero que eu sou o Senhor .
"Visto que voc disse: ``O Nilo  meu; eu o fiz'',
10 estou contra
voc e contra os seus regatos, e tornarei o Egito uma desgraa e um
deserto arrasado desde Migdol at Sevene, chegando at a fronteira da
Etipia [b] .
11 Nenhum p de homem ou pata de animal o
atravessar; ningum morar ali por quarenta anos.
12 Farei a terra do
Egito arrasada em meio a terras devastadas, e suas cidades estaro
arrasadas durante quarenta anos entre cidades em runas. Espalharei os
egpcios entre as naes e os dispersarei entre os povos.
13 "Contudo, assim diz o Soberano, o Senhor : Ao fim dos quarenta
anos ajuntarei os egpcios dentre as naes nas quais foram espalhados.
14 Eu os trarei de volta do cativeiro e os farei voltar ao alto Egito
[c] ,  terra dos seus antepassados. Ali sero um reino humilde.
15 Ser o mais humilde dos reinos, e nunca mais se exaltar sobre as
outras naes. Eu o farei to fraco que nunca mais dominar sobre as
naes.
16 O Egito no inspirar mais confiana a Israel, mas ser uma
lembrana de sua iniqidade por procur-lo em busca de ajuda. Ento eles
sabero que eu sou o Soberano, o Senhor ".
17 No primeiro dia do primeiro ms do vigsimo stimo ano do exlio,
esta palavra do Senhor veio a mim:
18 "Filho do homem, o rei
Nabucodonosor, da Babilnia, conduziu o seu exrcito numa dura campanha
contra Tiro; toda cabea foi esfregada at no ficar cabelo algum e todo
ombro ficou esfolado. Contudo, ele e o seu exrcito no obtiveram
nenhuma recompensa com a campanha que ele conduziu contra Tiro.
19 Por
isso, assim diz o Soberano, o Senhor : Vou dar o Egito ao rei
Nabucodonosor, da Babilnia, e ele levar embora a riqueza dessa nao.
Ele saquear e despojar a terra como pagamento para o seu exrcito.
20 Eu lhe dei o Egito como recompensa por seus esforos, por aquilo que ele
e o seu exrcito fizeram para mim. Palavra do Soberano, o Senhor .
21 "Naquele dia farei crescer o poder [d] da nao de Israel,
e abrirei a minha boca no meio deles. Ento eles sabero que eu sou o
Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 29.7 Conforme a Verso Siraca. O Texto Massortico diz e fez que
as costas deles paralisassem.
[b] 29.10 Hebraico: Cuxe .
[c] 29.14 Hebraico: a Patros.
[d] 29.21 Hebraico: chifre .

EZEQUIEL-CAPITULO-30
Um Lamento pelo Egito
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, profetize e
diga: Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Clamem e digam:
Ai! Aquele dia!
3 Pois o dia est prximo,
o dia do Senhor
est prximo;
ser dia de nuvens,
uma poca de condenao
para as naes.
4 A espada vir contra o Egito,
e angstia vir sobre a Etipia [a] .
Quando os mortos carem no Egito,
sua riqueza lhe ser tirada
e os seus alicerces sero despedaados.
5 "A Etipia e Fute, Lude e toda a Arbia, a Lbia [b] e o
povo da terra da aliana cairo  espada junto com o Egito.
6 "Assim diz o Senhor :
"Os aliados do Egito cairo,
e a sua orgulhosa fora fracassar.
Desde Migdol at Sevene
eles cairo  espada.
Palavra do Soberano, o Senhor .
7 Sero arrasados
no meio de terras devastadas,
e as suas cidades jazero
no meio de cidades em runas.
8 E eles sabero que eu sou o Senhor ,
quando eu incendiar o Egito
e todos os que o apiam
forem esmagados.
9 "Naquele dia enviarei mensageiros em navios para assustar o povo da
Etipia, que se sente seguro. A angstia se apoderar deles no dia da
condenao do Egito, pois  certo que isso acontecer.
10 "Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Darei fim  populao do Egito
pelas mos do rei Nabucodonosor,
da Babilnia.
11 Ele e o seu exrcito,
a nao mais impiedosa,
sero levados para destruir a terra.
Eles empunharo a espada
contra o Egito
e a terra se encher de mortos.
12 Eu secarei os regatos do Nilo
e venderei a terra
a homens maus;
pela mo de estrangeiros
deixarei arrasada a terra
e tudo o que nela h.
"Eu, o Senhor , falei.
13 "Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Destruirei os dolos
e darei fim s imagens
que h em Mnfis.
No haver mais prncipe no Egito,
e espalharei medo
por toda a terra.
14 Arrasarei o alto Egito [c] ,
incendiarei Zo
e infligirei castigo a Tebas [d] .
15 Derramarei a minha ira sobre Pelsio [e] ,
a fortaleza do Egito,
e acabarei com a populao de Tebas.
16 Incendiarei o Egito;
Pelsio se contorcer de agonia.
Tebas ser levada pela tempestade;
Mnfis estar em constante aflio.
17 Os jovens de Helipolis [f] e de Bubastis [g]
cairo  espada,
e a populao das cidades
ir para o cativeiro.
18 As trevas imperaro em pleno dia
em Tafnes quando eu quebrar
o jugo do Egito;
ali sua fora orgulhosa
chegar ao fim.
Ficar coberta de nuvens,
e os moradores dos seus povoados
iro para o cativeiro.
19 Assim eu darei castigo ao Egito,
e todos ali sabero
que eu sou o Senhor ".
20 No stimo dia do primeiro ms do dcimo primeiro ano, a palavra do
Senhor veio a mim:
21 "Filho do homem, quebrei o brao do fara, rei
do Egito. No foi enfaixado para sarar, nem lhe foi posta uma tala para
fortalec-lo o bastante para poder manejar a espada.
22 Portanto, assim
diz o Soberano, o Senhor : Estou contra o fara, rei do Egito. Quebrarei
os seus dois braos, o bom e o que j foi quebrado, e farei a espada
cair da sua mo.
23 Dispersarei os egpcios entre as naes e os
espalharei entre os povos.
24 Fortalecerei os braos do rei da
Babilnia e porei a minha espada nas mos dele, mas quebrarei os braos
do fara, e este gemer diante dele como um homem mortalmente ferido.
25 Fortalecerei os braos do rei da Babilnia, mas os braos do fara
pendero sem firmeza. Quando eu puser minha espada na mo do rei da
Babilnia e ele a brandir contra o Egito, eles sabero que eu sou o
Senhor .
26 Eu dispersarei os egpcios no meio das naes e os
espalharei entre os povos. Ento eles sabero que eu sou o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 30.4 Hebraico: Cuxe ; tambm nos versculos 5 e 9.
[b] 30.5 Hebraico: Cube .
[c] 30.14 Hebraico: Arrasarei Patros.
[d] 30.14 Hebraico: No ; tambm nos versculos 15 e 16.
[e] 30.15 Hebraico: Sim ; tambm no versculo 16.
[f] 30.17 Hebraico: ven .
[g] 30.17 Hebraico: Pi-Besete .

EZEQUIEL-CAPITULO-31
Um Cedro no Lbano
1 No primeiro dia do terceiro ms do dcimo primeiro ano, a palavra do
Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, diga ao fara, rei do Egito, e
ao seu povo:
"Quem  comparvel a voc
em majestade?
3 Considere a Assria,
outrora um cedro no Lbano,
com belos galhos que faziam
sombra  floresta;
era alto;
seu topo ficava acima
da espessa folhagem.
4 As guas o nutriam,
correntes profundas o faziam crescer
a grande altura;
seus riachos fluam de onde ele estava
para todas as rvores do campo.
5 Erguia-se mais alto que
todas as rvores do campo;
brotaram muitos ramos
e seus galhos cresceram,
espalhando-se, graas  fartura de gua.
6 Todas as aves do cu
se aninhavam em seus ramos,
todos os animais do campo
davam  luz
debaixo dos seus galhos;
todas as grandes naes
viviam  sua sombra.
7 Era de uma beleza majestosa,
com seus ramos
que tanto se espalhavam,
pois as suas razes desciam
at as muitas guas.
8 Os cedros do jardim de Deus
no eram rivais para ele,
nem os pinheiros conseguiam
igualar-se aos seus ramos,
nem os pltanos podiam
comparar-se com os seus galhos;
nenhuma rvore do jardim de Deus
podia equiparar-se  sua beleza.
9 Eu o fiz belo com rica ramagem,
a inveja de todas as rvores do den,
do jardim de Deus.
10 "Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor : Como ele se ergueu e
se tornou to alto, alando seu topo acima da folhagem espessa, e como
ficou orgulhoso da sua altura,
11 eu o entreguei ao governante das
naes para que este o tratasse de acordo com a sua maldade. Eu o
rejeitei,
12 e a mais impiedosa das naes estrangeiras o derrubou e o
deixou. Seus ramos caram sobre os montes e em todos os vales; seus
galhos jazeram quebrados em todas as ravinas da terra. Todas as naes
da terra saram de sua sombra e o abandonaram.
13 Todas as aves do cu
se instalaram na rvore cada, e todos os animais do campo se abrigaram
em seus galhos.
14 Por isso nenhuma outra rvore junto s guas chegar
a erguer-se orgulhosamente to alto, alando o seu topo acima da
folhagem espessa. Nenhuma outra rvore igualmente bem regada chegar a
essa altura; esto todas destinadas  morte, e iro para debaixo da
terra, entre os homens mortais, com os que descem  cova.
15 "Assim diz o Soberano, o Senhor : No dia em que ele foi baixado 
sepultura [a] , fiz o abismo encher-se de pranto por ele;
estanquei os seus riachos, e a sua fartura de gua foi retida. Por causa
dele vesti o Lbano de trevas, e todas as rvores do campo secaram-se
completamente.
16 Fiz as naes tremerem ao som da sua queda, quando o
fiz descer  sepultura junto com os que descem  cova. Ento todas as
rvores do den, as mais belas e melhores do Lbano, todas as rvores
bem regadas, consolavam-se embaixo da terra.
17 Todos os que viviam 
sombra dele, seus aliados entre as naes, tambm haviam descido com ele
 sepultura, juntando-se aos que foram mortos  espada.
18 "Qual das rvores do den pode comparar-se com voc em esplendor e
majestade? No entanto, voc tambm ser derrubado e ir para baixo da
terra, junto com as rvores do den; voc jazer entre os incircuncisos,
com os que foram mortos  espada.
"Eis a o fara e todo o seu grande povo. Palavra do Soberano, o
Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 31.15 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm nos versculos 16 e 17.

EZEQUIEL-CAPITULO-32
Um Lamento pelo Fara
1 No primeiro dia do dcimo segundo ms do dcimo segundo ano, esta
palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, entoe um lamento a
respeito do fara, rei do Egito, e diga-lhe:
"Voc  como um leo entre as naes,
como um monstro nos mares,
contorcendo-se em seus riachos,
agitando e enlameando
as suas guas com os ps.
3 "Assim diz o Soberano, o Senhor :
"Com uma imensa multido de povos
lanarei sobre voc
a minha rede,
e com ela eles o puxaro para cima.
4 Atirarei voc na terra
e o lanarei no campo.
Deixarei que todas as aves do cu
se abriguem em voc
e os animais de toda a terra
o devoraro at fartar-se.
5 Estenderei a sua carne sobre os montes
e encherei os vales com os seus restos.
6 Encharcarei a terra com o seu sangue
por todo o caminho, at os montes,
e os vales ficaro cheios
da sua carne.
7 Quando eu o extinguir,
cobrirei o cu e escurecerei
as suas estrelas;
cobrirei o sol com uma nuvem,
e a lua no dar a sua luz.
8 Todas as estrelas que brilham nos cus,
escurecerei sobre voc,
e trarei escurido sobre a sua terra.
Palavra do Soberano, o Senhor .
9 Perturbarei os coraes
de muitos povos
quando eu provocar a sua destruio
entre as naes,
em terras [a] que voc no conheceu.
10 Farei que muitos povos
espantem-se ao v-lo,
e que os seus reis fiquem arrepiados
de horror por sua causa,
quando eu brandir a minha espada
diante deles.
No dia da sua queda todos eles
tremero de medo
sem parar, por suas vidas.
11 "Porque assim diz o Soberano, o Senhor :
"A espada do rei da Babilnia
vir contra voc.
12 Farei multides do seu povo
carem  espada de poderosos,
da mais impiedosa das naes.
Eles destruiro o orgulho do Egito,
e toda a sua populao
ser vencida.
13 Destruirei todo o seu rebanho,
junto s muitas guas,
as quais no sero mais agitadas
pelo p do homem
nem sero enlameadas
pelos cascos do gado.
14 Ento deixarei que as suas guas
se assentem
e farei os seus riachos
flurem como azeite.
Palavra do Soberano, o Senhor .
15 Quando eu arrasar o Egito
e arrancar da terra
tudo o que nela existe,
quando eu abater todos os que
ali habitam,
ento eles sabero que eu sou
o Senhor.
16 "Esse  o lamento que entoaro por causa dele. As filhas das
naes o entoaro; por causa do Egito e de todas as suas multides de
povo, elas o entoaro. Palavra do Soberano, o Senhor ".
17 No dcimo quinto dia do ms do dcimo segundo ano, esta palavra do
Senhor veio a mim:
18 "Filho do homem, lamente-se pelas multides do
Egito e faa descer para debaixo da terra tanto elas como as filhas das
naes poderosas, junto com aqueles que descem  cova.
19 Diga ao povo:
Acaso voc merece mais favores que as outras naes? Desa e deite-se
com os incircuncisos.
20 Eles cairo entre os que foram mortos 
espada. A espada est preparada; sejam eles arrastados com toda a
multido do seu povo.
21 De dentro da sepultura [b] os poderosos
lderes diro ao Egito e aos seus aliados: ``Eles desceram e jazem com
os incircuncisos, com os que foram mortos  espada''.
22 "A Assria est ali com todo o seu exrcito; est cercada pelos
tmulos de todos os seus mortos, de todos os que caram  espada.
23 Seus tmulos esto nas profundezas, e o seu exrcito jaz ao redor de seu
tmulo. Todos os que haviam espalhado pavor na terra dos viventes esto
mortos, cados  espada.
24 "Elo est ali, com toda a sua populao ao redor de seu tmulo.
Todos eles esto mortos, cados  espada. Todos os que haviam espalhado
pavor na terra dos viventes desceram incircuncisos para debaixo da
terra. Carregam sua vergonha com os que descem  cova.
25 Uma cama est
preparada para ele entre os mortos, com todas as suas hordas em torno de
seu tmulo. Todos estes incircuncisos foram mortos  espada. O seu
terror havia se espalhado na terra dos viventes e por isso eles carregam
sua desonra com aqueles que descem  cova; jazem entre os mortos.
26 "Meseque e Tubal esto ali, com toda a sua populao ao redor de
seus tmulos. Todos eles so incircuncisos e foram mortos  espada
porque espalharam o seu terror na terra dos viventes.
27 Acaso no
jazem com os outros guerreiros incircuncisos que caram, que desceram 
sepultura com suas armas de guerra, cujas espadas foram postas debaixo
da cabea deles? O castigo de suas iniqidades est sobre os seus ossos,
embora o pavor causado por esses guerreiros tenha percorrido a terra dos
viventes.
28 "Voc tambm,  fara, ser abatido e jazer entre os
incircuncisos, com os que foram mortos  espada.
29 "Edom est ali, seus reis e todos os seus prncipes; a despeito de
seu poder, jazem com os que foram mortos  espada. Jazem com os
incircuncisos, com aqueles que descem  cova.
30 "Todos os prncipes do norte e todos os sidnios esto ali; eles
desceram com os mortos cobertos de vergonha, apesar do pavor provocado
pelo poder que tinham. Eles jazem incircuncisos com os que foram mortos
 espada e carregam sua desonra com aqueles que descem  cova.
31 "O fara, ele e todo o seu exrcito, os ver e ser consolado da
perda de todo o seu povo, que foi morto  espada. Palavra do Soberano, o
Senhor .
32 Embora eu o tenha feito espalhar pavor na terra dos
viventes, o fara e todo o seu povo jazero entre os incircuncisos, com
os que foram mortos  espada. Palavra do Soberano, o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 32.9 A Septuaginta diz quando eu o levar ao cativeiro entre as
naes, para a terra.
[b] 32.21 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte; tambm no versculo 27.

EZEQUIEL-CAPITULO-33
Ezequiel, a Sentinela
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, fale com os
seus compatriotas e diga-lhes: Quando eu trouxer a espada contra uma
terra e o povo dessa terra escolher um homem para ser sentinela,
3 e
ele vir a espada vindo contra a terra e tocar a trombeta para advertir o
povo,
4 ento, se algum ouvir a trombeta mas no der ateno 
advertncia e a espada vier e tirar a sua vida, este ser responsvel
por sua prpria morte.
5 Uma vez que ele ouviu o som da trombeta mas
no deu ateno  advertncia, ser responsvel por sua morte. Se ele
desse ateno  advertncia, se livraria.
6 Mas, se a sentinela vir
chegar a espada e no tocar a trombeta para advertir o povo e a espada
vier e tirar a vida de um deles, aquele homem morrer por causa de sua
iniqidade, mas considerarei a sentinela responsvel pela morte daquele
homem.
7 "Filho do homem, eu fiz de voc uma sentinela para a nao de
Israel; por isso, oua a minha palavra e advirta-os em meu nome.
8 Quando eu disser ao mpio que  certo que ele morrer, e voc no falar
para dissuadi-lo de seus caminhos, aquele mpio morrer por [a]
sua iniqidade, mas eu considerarei voc responsvel pela morte dele.
9 Entretanto, se voc de fato advertir o mpio para que se desvie dos seus
caminhos e ele no se desviar, ele morrer por sua iniqidade, e voc
estar livre da sua responsabilidade.
10 "Filho do homem, diga  nao de Israel:  isto que vocs esto
dizendo: ``Nossas ofensas e pecados so um peso sobre ns, e estamos
desfalecendo por causa deles [b] . Como ento poderemos viver?''
11 Diga-lhes: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , que
no tenho prazer na morte dos mpios, antes tenho prazer em que eles se
desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! Voltem-se dos seus maus
caminhos! Por que o seu povo haveria de morrer,  nao de Israel?
12 "Por isso, filho do homem, diga aos seus compatriotas: A retido
do justo no o livrar se ele se voltar para a desobedincia, e a
maldade do mpio no o far cair se ele se desviar dela. E se o justo
pecar, no viver por causa de sua justia.
13 Se eu garantir ao justo
que ele ir viver, mas ele, confiando em sua justia, fizer o mal, de
suas aes justas nada ser lembrado; ele morrer por causa do mal que
fez.
14 E, se voc disser ao mpio: Certamente voc morrer, mas ele se
desviar do seu pecado e fizer o que  justo e certo;
15 se ele devolver
o que apanhou como penhor de um emprstimo, se devolver o que roubou, se
agir segundo os decretos que do vida e no fizer mal algum,  certo que
viver; no morrer.
16 Nenhum dos pecados que cometeu ser lembrado
contra ele. Ele fez o que  justo e certo; certamente viver.
17 "Contudo, os seus compatriotas dizem: ``O caminho do Senhor no 
justo''. Mas  o caminho deles que no  justo.
18 Se um justo se
afastar de sua justia e fizer o mal, morrer.
19 E, se um mpio se
desviar de sua maldade e fizer o que  justo e certo, viver por assim
proceder.
20 No entanto,  nao de Israel, voc diz: ``O caminho do
Senhor no  justo''. Mas eu julgarei cada um de acordo com os seus
prprios caminhos".
A Razo da Queda de Jerusalm
21 No quinto dia do dcimo ms do dcimo segundo ano do nosso exlio,
um homem que havia escapado de Jerusalm veio a mim e disse: "A cidade
caiu!"
22 Ora, na tarde do dia anterior, a mo do Senhor estivera
sobre mim, e ele abriu a minha boca antes de chegar aquele homem. Assim
foi aberta a minha boca, e eu no me calei mais.
23 Ento me veio esta palavra do Senhor :
24 "Filho do homem, o povo
que vive naquelas runas em Israel est dizendo: ``Abrao era apenas um
nico homem e, contudo, possuiu a terra. Mas ns somos muitos; com
certeza receberemos a terra como propriedade''.
25 Ento diga a eles:
Assim diz o Soberano, o Senhor : Uma vez que vocs comem carne com
sangue, voltam-se para os seus dolos e derramam sangue, como deveriam
possuir a terra?
26 Vocs confiam na espada, fazem coisas repugnantes,
e cada um de vocs contamina a mulher do seu prximo. Deveriam possuir a
terra?
27 "Diga isto a eles: Assim diz o Soberano, o Senhor : Juro pela
minha vida: Os que restam nas runas cairo  espada, os que esto no
campo entregarei aos animais selvagens para ser devorados, e os que se
abrigam em fortalezas e em cavernas morrero de peste.
28 Tornarei a
terra um deserto abandonado. Darei fim ao poder de que se orgulha, e to
arrasados estaro os montes de Israel que ningum desejar passar por
l.
29 Eles sabero que eu sou o Senhor , quando eu tiver tornado a
terra um deserto abandonado por causa de todas as prticas repugnantes
que eles cometeram.
30 "Quanto a voc, filho do homem, seus compatriotas esto
conversando sobre voc junto aos muros e s portas das casas, dizendo
uns aos outros: ``Venham ouvir a mensagem que veio da parte do Senhor''.
31 O meu povo vem a voc, como costuma fazer, e se assenta para
ouvir as suas palavras, mas no as pe em prtica. Com a boca eles
expressam devoo, mas o corao deles est vido de ganhos injustos.
32 De fato, para eles voc no  nada mais que um cantor que entoa
cnticos de amor com uma bela voz e que sabe tocar um instrumento, pois
eles ouvem as suas palavras, mas no as pem em prtica.
33 "Quando tudo isso acontecer: e certamente acontecer: eles
sabero que um profeta esteve no meio deles".
Notas de rodap:
[a] 33.8 Ou em ; tambm no versculo 9.
[b] 33.10 Ou desfalecendo neles

EZEQUIEL-CAPITULO-34
Os Pastores e as Ovelhas
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, profetize
contra os pastores de Israel; profetize e diga-lhes: Assim diz o
Soberano, o Senhor : Ai dos pastores de Israel que s cuidam de si
mesmos! Acaso os pastores no deveriam cuidar do rebanho?
3 Vocs comem
a coalhada, vestem-se de l e abatem os melhores animais, mas no tomam
conta do rebanho.
4 Vocs no fortaleceram a fraca nem curaram a doente
nem enfaixaram a ferida. Vocs no trouxeram de volta as desviadas nem
procuraram as perdidas. Vocs tm dominado sobre elas com dureza e
brutalidade.
5 Por isso elas esto dispersas, porque no h pastor
algum e, quando foram dispersas, elas se tornaram comida de todos os
animais selvagens.
6 As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e
por todas as altas colinas. Foram dispersas por toda a terra, e ningum
se preocupou com elas nem as procurou.
7 "Por isso, pastores, ouam a palavra do Senhor :
8 Juro pela minha
vida, palavra do Soberano, o Senhor : Visto que o meu rebanho ficou sem
pastor, foi saqueado e se tornou comida de todos os animais selvagens, e
uma vez que os meus pastores no se preocuparam com o meu rebanho, mas
cuidaram de si mesmos em vez de cuidarem do rebanho,
9 ouam a palavra
do Senhor ,  pastores:
10 Assim diz o Soberano, o Senhor : Estou
contra os pastores e os considerarei responsveis pelo meu rebanho. Eu
lhes tirarei a funo de apascent-lo para que os pastores no mais se
alimentem a si mesmos. Livrarei o meu rebanho da boca deles, e as
ovelhas no lhes serviro mais de comida.
11 "Porque assim diz o Soberano, o Senhor : Eu mesmo buscarei as
minhas ovelhas e delas cuidarei.
12 Assim como o pastor busca as
ovelhas dispersas quando est cuidando do rebanho, tambm tomarei conta
de minhas ovelhas. Eu as resgatarei de todos os lugares para onde foram
dispersas num dia de nuvens e de trevas.
13 Eu as farei sair das outras
naes e as reunirei, trazendo-as dos outros povos para a sua prpria
terra. E as apascentarei nos montes de Israel, nos vales e em todos os
povoados do pas.
14 Tomarei conta delas numa boa pastagem, e os altos
dos montes de Israel sero a terra onde pastaro; ali se alimentaro,
num rico pasto nos montes de Israel.
15 Eu mesmo tomarei conta das
minhas ovelhas e as farei deitar-se e repousar. Palavra do Soberano, o
Senhor .
16 Procurarei as perdidas e trarei de volta as desviadas.
Enfaixarei a que estiver ferida e fortalecerei a fraca, mas a rebelde e
forte eu destruirei. Apascentarei o rebanho com justia.
17 "Quanto a voc, meu rebanho, assim diz o Soberano, o Senhor :
Julgarei entre uma ovelha e outra, e entre carneiros e bodes.
18 No
lhes basta comerem em boa pastagem? Devero tambm pisotear o restante
da pastagem? No lhes basta beberem gua lmpida? Devero tambm
enlamear o restante com os ps?
19 Dever o meu rebanho alimentar-se
daquilo que vocs pisotearam e beber daquilo que vocs enlamearam com os
ps?
20 "Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor , a eles: Vejam, eu
mesmo julgarei entre a ovelha gorda e a magra.
21 Pois vocs foraram
passagem com o corpo e com o ombro, empurrando todas as ovelhas fracas
com os chifres at expuls-las;
22 eu salvarei o meu rebanho, e elas
no mais sero saqueadas. Julgarei entre uma ovelha e outra.
23 Porei
sobre elas um pastor, o meu servo Davi, e ele cuidar delas; cuidar
delas e ser o seu pastor.
24 Eu, o Senhor , serei o seu Deus, e o meu
servo Davi ser o lder no meio delas. Eu, o Senhor , falei.
25 "Farei uma aliana de paz com elas e deixarei a terra livre de
animais selvagens para que as minhas ovelhas possam viver com segurana
no deserto e dormir nas florestas.
26 Eu as abenoarei e abenoarei os
lugares em torno da minha colina. [a] Na estao prpria farei
descer chuva; haver chuvas de bnos.
27 As rvores do campo
produziro o seu fruto, a terra produzir a sua safra e as ovelhas
estaro seguras na terra. Elas sabero que eu sou o Senhor , quando eu
quebrar as cangas de seu jugo e as livrar das mos daqueles que as
escravizaram.
28 No sero mais saqueadas pelas naes, nem os animais
selvagens as devoraro. Vivero em segurana, e ningum lhes causar
medo.
29 Eu lhes darei uma terra famosa por suas colheitas, e elas no
sero mais vtimas de fome na terra nem carregaro a zombaria das
naes.
30 Ento elas sabero que eu, o Senhor , o seu Deus, estou com
elas, e que elas, a nao de Israel, so o meu povo. Palavra do
Soberano, o Senhor .
31 Vocs, minhas ovelhas, ovelhas da minha
pastagem, so o meu povo, e eu sou o seu Deus. Palavra do Soberano, o
Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 34.26 Ou Eu farei que elas e os lugares em torno da minha colina
sejam uma bno.

EZEQUIEL-CAPITULO-35
Profecia contra Edom
1 Esta palavra do Senhor veio a mim:
2 "Filho do homem, vire o
rosto contra o monte Seir; profetize contra ele
3 e diga: Assim diz o
Soberano, o Senhor : Estou contra voc, monte Seir, e estenderei o meu
brao contra voc e farei de voc um deserto arrasado.
4 Transformarei
as suas cidades em runas, e voc ficar arrasado. Ento voc saber que
eu sou o Senhor .
5 "Visto que voc manteve uma velha hostilidade e entregou os
israelitas  espada na hora da desgraa, na hora em que o castigo deles
chegou,
6 por isso, juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor
, que entregarei voc ao esprito sanguinrio, e este o perseguir. Uma
vez que voc no detestou o esprito sanguinrio, este o perseguir.
7 Farei do monte Seir um deserto arrasado e dele eliminarei todos os que
por ali vm e vo.
8 Encherei seus montes de mortos; os mortos  espada
cairo em suas colinas, em seus vales e em todas as suas ravinas.
9 Arrasarei voc para sempre; suas cidades ficaro inabitveis. Ento voc
saber que eu sou o Senhor .
10 "Uma vez que voc disse: ``Estas duas naes e povos sero nossos
e nos apossaremos deles'', sendo que eu, o Senhor , estava ali,
11 juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor , que tratarei voc
de acordo com a ira e o cime que voc mostrou em seu dio para com
eles, e me farei conhecido entre eles quando eu julgar voc.
12 Ento
voc saber que eu, o Senhor , ouvi todas as coisas desprezveis que
voc disse contra os montes de Israel. Voc disse: ``Eles foram
arrasados e nos foram entregues para que os devoremos''.
13 Voc
encheu-se de orgulho contra mim e falou contra mim sem se conter, e eu o
ouvi.
14 Pois assim diz o Soberano, o Senhor : Enquanto a terra toda se
regozija, eu o arrasarei.
15 Como voc se regozijou quando a herana da
nao de Israel foi arrasada,  assim que eu o tratarei. Voc ficar
arrasado,  monte Seir, voc e todo o Edom. Ento sabero que eu sou o
Senhor .

EZEQUIEL-CAPITULO-36
Profecia para os Montes de Israel
1 "Filho do homem, profetize para os montes de Israel e diga: 
montes de Israel, ouam a palavra do Senhor .
2 Assim diz o Soberano, o
Senhor : O inimigo disse a respeito de vocs: ``Ah! Ah! As antigas
elevaes se tornaram nossas''.
3 Por isso profetize e diga: Assim diz
o Soberano, o Senhor : Eles devastaram e perseguiram vocs por todos os
lados, de maneira que vocs se tornaram propriedade das demais das
naes e objeto de conversa maliciosa e de calnia de todos.
4 Por
isso,  montes de Israel, ouam a palavra do Soberano, o Senhor : Assim
diz o Soberano, o Senhor , aos montes, s colinas, s ravinas, aos
vales, s runas arrasadas e s cidades abandonadas que foram saqueadas
e ridicularizadas pelas demais naes ao seu redor:
5 assim diz o
Soberano, o Senhor : Em meu zelo ardente falei contra o restante das
naes e contra todo o Edom, pois, com prazer e com maldade no corao,
eles fizeram de minha terra sua propriedade, para saquear suas
pastagens.
6 Por isso, profetize acerca da terra de Israel e diga aos
montes, s colinas, s ravinas e aos vales: Assim diz o Soberano, o
Senhor : Falo com cime em minha ira porque vocs sofreram a zombaria
das naes.
7 Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor : Juro de mo
erguida que as naes ao redor tambm sofrero zombaria.
8 "Mas vocs,  montes de Israel, produziro galhos e frutos para
Israel, o meu povo, pois ele vir logo para casa.
9 Estou preocupado
com vocs e olharei para vocs favoravelmente; vocs sero arados e
semeados,
10 e os multiplicarei, sim, toda a nao de Israel. As
cidades sero habitadas e as runas reconstrudas.
11 Multiplicarei os
homens e os animais, e eles sero prolferos e se tornaro numerosos.
Tornarei a povo-los como no passado, e farei vocs prosperarem mais do
que antes. Ento vocs sabero que eu sou o Senhor .
12 Farei Israel, o
meu povo, andar sobre vocs. Vocs lhe pertencero, sero a herana de
Israel; vocs nunca mais os privaro dos seus filhos.
13 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Como de fato dizem a voc:
``Voc devora homens e priva a sua nao de filhos'',
14 voc no
mais devorar nem tornar sua nao sem filhos. Palavra do Soberano, o
Senhor .
15 Eu no permitirei mais que voc oua o sarcasmo das naes,
e voc no sofrer mais a zombaria dos povos, nem far mais a sua nao
cair. Palavra do Soberano, o Senhor ".
16 De novo a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
17 "Filho do
homem, quando os israelitas moravam em sua prpria terra, eles a
contaminaram com sua conduta e com suas aes. Sua conduta era  minha
vista como a impureza menstrual de uma mulher.
18 Por essa razo
derramei sobre eles a minha ira, porque eles derramaram sangue na terra
e porque se contaminaram com seus dolos.
19 Eu os dispersei entre as
naes, e eles foram espalhados entre os povos; eu os julguei de acordo
com a conduta e as aes deles.
20 E, por onde andaram entre as naes,
eles profanaram o meu santo nome, pois se dizia a respeito deles:
``Esse  o povo do Senhor , mas assim mesmo teve que sair da terra que
o Senhor lhe deu''.
21 Tive considerao pelo meu santo nome, o qual a
nao de Israel profanou entre as naes para onde tinha ido.
22 "Por isso, diga  nao de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor
: No  por sua causa,  nao de Israel, que farei essas coisas, mas
por causa do meu santo nome, que vocs profanaram entre as naes para
onde foram.
23 Mostrarei a santidade do meu santo nome, que foi
profanado entre as naes, o nome que vocs profanaram no meio delas.
Ento as naes sabero que eu sou o Senhor , palavra do Soberano, o
Senhor , quando eu me mostrar santo por meio de vocs diante dos olhos
delas.
24 "Pois eu os tirarei dentre as naes, os ajuntarei do meio de
todas as terras e os trarei de volta para a sua prpria terra.
25 Aspergirei gua pura sobre vocs e ficaro puros; eu os purificarei de
todas as suas impurezas e de todos os seus dolos.
26 Darei a vocs um
corao novo e porei um esprito novo em vocs; tirarei de vocs o
corao de pedra e lhes darei um corao de carne.
27 Porei o meu
Esprito em vocs e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a
obedecerem fielmente s minhas leis.
28 Vocs habitaro na terra que
dei aos seus antepassados; vocs sero o meu povo, e eu serei o seu
Deus.
29 Eu os livrarei de toda a sua impureza. Convocarei o cereal e o
farei multiplicar-se, e no trarei fome sobre vocs.
30 Aumentarei a
produo das rvores e as safras dos campos, de modo que vocs no
sofrero mais vergonha entre as naes por causa da fome.
31 Ento
vocs se lembraro dos seus caminhos maus e das suas aes mpias, e
tero nojo de si mesmos por causa das suas iniqidades e das suas
prticas repugnantes.
32 Quero que saibam que no estou fazendo isso
por causa de vocs. Palavra do Soberano, o Senhor . Envergonhem-se e
humilhem-se por causa de sua conduta,  nao de Israel!
33 "Assim diz o Soberano, o Senhor : No dia em que eu os purificar de
todos os seus pecados, restabelecerei as suas cidades e as runas sero
reconstrudas.
34 A terra arrasada ser cultivada; no permanecer
arrasada  vista de todos que passarem por ela.
35 Estes diro: ``Esta
terra que estava arrasada tornou-se como o jardim do den; as cidades
que jaziam em runas, arrasadas e destrudas, agora esto fortificadas e
habitadas''.
36 Ento as naes que estiverem ao redor de vocs e que
subsistirem sabero que eu, o Senhor , reconstru o que estava destrudo
e replantei o que estava arrasado. Eu, o Senhor , falei, e o farei.
37 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Uma vez mais cederei  splica
da nao de Israel e farei isto por ela: tornarei o seu povo to
numeroso como as ovelhas,
38 e como os grandes rebanhos destinados s
ofertas das festas fixas de Jerusalm. Desse modo as cidades em runas
ficaro cheias de rebanhos de gente. Ento eles sabero que eu sou o
Senhor ".

EZEQUIEL-CAPITULO-37
O Vale dos Ossos Secos
1 A mo do Senhor estava sobre mim, e por seu Esprito ele me levou a
um vale cheio de ossos.
2 Ele me levou de um lado para outro, e pude
ver que era enorme o nmero de ossos no vale, e que os ossos estavam
muito secos.
3 Ele me perguntou: "Filho do homem, estes ossos podero
tornar a viver?"
Eu respondi: " Soberano Senhor , s tu o sabes".
4 Ento ele me disse: "Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos
secos, ouam a palavra do Senhor !
5 Assim diz o Soberano, o Senhor , a
estes ossos: Farei um esprito entrar em vocs, e vocs tero vida.
6 Porei tendes em vocs e farei aparecer carne sobre vocs e os cobrirei
com pele; porei um esprito em vocs, e vocs tero vida. Ento vocs
sabero que eu sou o Senhor ".
7 E eu profetizei conforme a ordem recebida. Enquanto profetizava,
houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com
osso.
8 Olhei, e os ossos foram cobertos de tendes e de carne, e
depois de pele; mas no havia esprito neles.
9 A seguir ele me disse: "Profetize ao esprito; profetize, filho do
homem, e diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor : Venha desde os
quatro ventos,  esprito, e sopre dentro desses mortos, para que
vivam".
10 Profetizei conforme a ordem recebida, e o esprito entrou
neles; eles receberam vida e se puseram em p. Era um exrcito enorme!
11 Ento ele me disse: "Filho do homem, estes ossos so toda a nao
de Israel. Eles dizem: ``Nossos ossos se secaram e nossa esperana
desvaneceu-se; fomos exterminados''.
12 Por isso profetize e
diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor :  meu povo, vou abrir os
seus tmulos e faz-los sair; trarei vocs de volta  terra de Israel.
13 E quando eu abrir os seus tmulos e os fizer sair, vocs, meu povo,
sabero que eu sou o Senhor .
14 Porei o meu Esprito em vocs e vocs
vivero, e eu os estabelecerei em sua prpria terra. Ento vocs sabero
que eu, o Senhor , falei, e fiz. Palavra do Senhor ".
Uma S Nao e Um S Rei
15 Esta palavra do Senhor veio a mim:
16 "Filho do homem, escreva
num pedao de madeira: Pertencente a Jud e aos israelitas, seus
companheiros. Depois escreva noutro pedao de madeira: Vara de Efraim,
pertencente a Jos e a toda a nao de Israel, seus companheiros.
17 Junte-os numa nica vara para que se tornem uma s em sua mo.
18 "Quando os seus compatriotas lhe perguntarem: ``Voc no vai nos
dizer o que significa isso?''
19 Diga-lhes: Assim diz o Soberano, o
Senhor : Vou apanhar a vara que est na mo de Efraim, pertencente a
Jos e s demais tribos israelitas, suas companheiras, e vou junt-las 
vara de Jud. Assim farei delas um nico pedao de madeira, e elas se
tornaro uma s na minha mo.
20 Segure diante dos olhos deles os
pedaos de madeira em que voc escreveu
21 e diga-lhes: Assim diz o
Soberano, o Senhor : Tirarei os israelitas das naes para onde foram.
Vou ajunt-los de todos os lugares ao redor e traz-los de volta  sua
prpria terra.
22 Eu os farei uma nica nao na terra, nos montes de
Israel. Haver um nico rei sobre todos eles, e nunca mais sero duas
naes, nem estaro divididos em dois reinos.
23 No se contaminaro
mais com seus dolos e imagens detestveis, nem com nenhuma de suas
transgresses, pois eu os salvarei de todas as suas apostasias
pecaminosas [a] e os purificarei. Eles sero o meu povo, e eu
serei o seu Deus.
24 "O meu servo Davi ser rei sobre eles, e todos eles tero um s
pastor. Seguiro as minhas leis e tero o cuidado de obedecer aos meus
decretos.
25 Vivero na terra que dei ao meu servo Jac, a terra onde
os seus antepassados viveram. Eles e os seus filhos e os filhos de seus
filhos vivero ali para sempre, e o meu servo Davi ser o seu lder para
sempre.
26 Farei uma aliana de paz com eles; ser uma aliana eterna.
Eu os firmarei e os multiplicarei, e porei o meu santurio no meio deles
para sempre.
27 Minha morada estar com eles; eu serei o seu Deus, e
eles sero o meu povo.
28 Ento, quando o meu santurio estiver entre
eles para sempre, as naes sabero que eu, o Senhor , santifico
Israel".
Notas de rodap:
[a] 37.23 Ou de todas as moradias em que pecaram

EZEQUIEL-CAPITULO-38
Profecia contra Gogue
1 Veio a mim esta palavra do Senhor :
2 "Filho do homem, vire o
rosto contra Gogue, da terra de Magogue, o prncipe maior de [a]
Meseque e de Tubal; profetize contra ele
3 e diga: Assim diz o
Soberano, o Senhor : Estou contra voc,  Gogue, prncipe maior de
Meseque e de Tubal.
4 Farei voc girar, porei anzis em seu queixo e o
farei sair com todo o seu exrcito: seus cavalos, seus cavaleiros
totalmente armados e uma grande multido com escudos grandes e pequenos,
todos eles brandindo suas espadas.
5 A Prsia, a Etipia e a Lbia
[b] estaro com eles, todos com escudos e capacetes;
6 Gmer com
todas as suas tropas, e Bete-Togarma, do extremo norte, com todas as
suas tropas; muitas naes com voc.
7 "Aprontem-se; estejam preparados, voc e todas as multides
reunidas ao seu redor, e assuma o comando delas.
8 Depois de muitos
dias voc ser chamado s armas. Daqui a alguns anos voc invadir uma
terra que se recuperou da guerra, cujo povo foi reunido dentre muitas
naes nos montes de Israel, os quais por muito tempo estiveram
arrasados. Trazido das naes, agora vive em segurana.
9 Voc, todas
as suas tropas e as muitas naes subiro, avanando como uma
tempestade; voc ser como uma nuvem cobrindo a terra.
10 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Naquele dia viro pensamentos 
sua cabea e voc maquinar um plano maligno.
11 Voc dir:
``Invadirei uma terra de povoados; atacarei um povo pacfico e que de
nada suspeita, onde todos moram em cidades sem muros, sem portas e sem
trancas.
12 Despojarei, saquearei e voltarei a minha mo contra as
runas reerguidas e contra o povo reunido dentre as naes, rico em gado
e em bens, que vive na parte central do territrio [c] ''.
13 Sab e Ded e os mercadores de Trsis e todos os seus povoados [d]
diro a voc: ``Voc veio para tomar despojos? Voc reuniu essa
multido para saquear, levar embora prata e ouro, tomar o gado e os bens
e apoderar-se de muitos despojos?''
14 "Por isso, filho do homem, profetize e diga a Gogue: Assim diz o
Soberano, o Senhor : Naquele dia, quando Israel, o meu povo, estiver
vivendo em segurana, ser que voc no vai reparar nisso?
15 Voc vir
do seu lugar, do extremo norte, voc, acompanhado de muitas naes,
todas elas montadas em cavalos, uma grande multido, um exrcito
numeroso.
16 Voc avanar contra Israel, o meu povo, como uma nuvem
que cobre a terra. Nos dias vindouros,  Gogue, trarei voc contra a
minha terra, para que as naes me conheam quando eu me mostrar santo
por meio de voc diante dos olhos delas.
17 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Acaso voc no  aquele de quem
falei em dias passados por meio dos meus servos, os profetas de Israel?
Naquela poca eles profetizaram durante anos que eu traria voc contra
Israel.
18  isto que acontecer naquele dia: Quando Gogue atacar
Israel, ser despertado o meu furor. Palavra do Soberano, o Senhor .
19 Em meu zelo e em meu grande furor declaro que naquela poca haver um
grande terremoto em Israel.
20 Os peixes do mar, as aves do cu, os
animais do campo, toda criatura que rasteja pelo cho e todas as pessoas
da face da terra tremero diante da minha presena. Os montes sero
postos abaixo, os penhascos se desmoronaro e todos os muros cairo.
21 Convocarei a espada contra Gogue em todos os meus montes. Palavra do
Soberano, o Senhor . A espada de cada um ser contra o seu irmo.
22 Executarei juzo sobre ele com peste e derramamento de sangue; desabarei
torrentes de chuva, saraiva e enxofre ardente sobre ele e sobre as suas
tropas e sobre as muitas naes que estaro com ele.
23 E assim
mostrarei a minha grandeza e a minha santidade, e me farei conhecido de
muitas naes. Ento eles sabero que eu sou o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 38.2 Ou prncipe de Rs e de ; tambm no versculo 3 e em 39.1.
[b] 38.5 Hebraico: Cuxe e Fute.
[c] 38.12 Hebraico: no umbigo da terra .
[d] 38.13 Ou seus lees fortes

EZEQUIEL-CAPITULO-39
1 "Filho do homem, profetize contra Gogue e diga: Assim diz o
Soberano, o Senhor : Eu estou contra voc,  Gogue, prncipe maior de
Meseque e de Tubal.
2 Farei voc girar e o arrastarei. Eu o trarei do
extremo norte e o enviarei contra os montes de Israel.
3 Ento
derrubarei o arco da sua mo esquerda e farei suas flechas carem da sua
mo direita.
4 Nos montes de Israel voc cair, voc e todas as suas
tropas e as naes que estiverem com voc. Eu darei voc como comida a
todo tipo de ave que come carnia e aos animais do campo.
5 Voc cair
em campo aberto, pois eu falei. Palavra do Soberano, o Senhor .
6 Mandarei fogo sobre Magogue e sobre aqueles que vivem em segurana nas
regies costeiras, e eles sabero que eu sou o Senhor .
7 "Farei conhecido o meu santo nome no meio de Israel, o meu povo.
No mais deixarei que o meu nome seja profanado, e as naes sabero que
eu, o Senhor , sou o Santo de Israel.
8 E a vem!  certo que
acontecer. Palavra do Soberano, o Senhor . Este  o dia de que eu
falei.
9 "Ento aqueles que morarem nas cidades de Israel sairo e usaro
armas como combustvel e as queimaro: os escudos, pequenos e grandes,
os arcos e flechas, os bastes de guerra e as lanas. Durante sete anos
eles as utilizaro como combustvel.
10 No precisaro ajuntar lenha
nos campos nem cort-la nas florestas, porque eles usaro as armas como
combustvel. E eles despojaro aqueles que os despojaram e saquearo
aqueles que os saquearam. Palavra do Soberano, o Senhor .
11 "Naquele dia darei a Gogue um tmulo em Israel, no vale dos que
viajam para o oriente na direo [a] do Mar [b] . Ele
bloquear o caminho dos viajantes porque Gogue e todos os seus batalhes
sero sepultados ali. Por isso ser chamado vale de Hamom-Gogue [c] .
12 "Durante sete meses a nao de Israel os estar sepultando a fim
de purificar a terra.
13 Todo o povo da terra os sepultar, e o dia em
que eu for glorificado ser para eles um dia memorvel. Palavra do
Soberano, o Senhor .
14 "Depois dos sete meses sero contratados homens para percorrerem a
terra e sepultarem os que ainda restarem. E assim a terra ser
purificada.
15 Quando estiverem percorrendo a terra e um deles vir um
osso humano, fincar um marco ao lado do osso at que os coveiros o
sepultem no vale de Hamom-Gogue.
16 (Tambm haver ali uma cidade 
qual se dar o nome de Hamon [d] .) E assim eles purificaro a
terra.
17 "Filho do homem, assim diz o Soberano, o Senhor : Chame todo tipo
de ave e todos os animais do campo: Venham de todos os lugares ao redor
e renam-se para o sacrifcio que estou preparando para vocs, o grande
sacrifcio nos montes de Israel. Ali vocs comero carne e bebero
sangue.
18 Comero a carne dos poderosos e bebero o sangue dos
prncipes da terra como se eles fossem carneiros, cordeiros, bodes e
novilhos, todos eles animais gordos de Bas.
19 No sacrifcio que lhes
estou preparando vocs comero gordura at empanturrar-se e bebero
sangue at embriagar-se.
20  minha mesa vocs comero sua poro de
cavalos e cavaleiros, de homens poderosos e soldados de todo tipo.
Palavra do Soberano, o Senhor .
21 "Exibirei a minha glria entre as naes, e todas as naes vero
o castigo que eu trouxer e a mo que eu colocar sobre eles.
22 Daquele
dia em diante a nao de Israel saber que eu sou o Senhor , o seu Deus.
23 E as naes sabero que os israelitas foram para o exlio por sua
iniqidade, porque me foram infiis. Por isso escondi deles o meu rosto
e os entreguei nas mos de seus inimigos, e eles caram  espada.
24 Tratei com eles de acordo com a sua impureza e com as suas
transgresses, e escondi deles o meu rosto.
25 "Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor : Agora trarei Jac de
volta do cativeiro [e] e terei compaixo de toda a nao de
Israel, e serei zeloso pelo meu santo nome.
26 Eles se esquecero da
vergonha por que passaram e de toda a infidelidade que mostraram para
comigo enquanto viviam em segurana em sua terra, sem que ningum lhes
causasse medo.
27 Quando eu os tiver trazido de volta das naes e os
tiver ajuntado dentre as terras de seus inimigos, eu me revelarei santo
por meio deles  vista de muitas naes.
28 Ento eles sabero que eu
sou o Senhor , o seu Deus, pois, embora os tenha enviado para o exlio
entre as naes, eu os reunirei em sua prpria terra, sem deixar um
nico deles para trs.
29 No mais esconderei deles o rosto, pois
derramarei o meu Esprito sobre a nao de Israel. Palavra do Soberano,
o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 39.11 Ou viajam a leste
[b] 39.11 Isto , o mar Morto.
[c] 39.11 Hamom-Gogue significa hordas de Gogue.
[d] 39.16 Hamon significa hordas.
[e] 39.25 Ou Agora restaurarei a sorte de Jac

EZEQUIEL-CAPITULO-40
O Novo Templo
1 No incio do vigsimo quinto ano do exlio, no incio do ano, no
dcimo dia do ms, no dcimo quarto ano depois da queda da cidade,
naquele exato dia a mo do Senhor esteve sobre mim e ele me levou para
l.
2 Em vises de Deus ele me levou a Israel e me ps num monte muito
alto, sobre o qual, no lado sul, havia alguns prdios que tinham a
aparncia de uma cidade.
3 Ele me levou para l, e eu vi um homem que
parecia de bronze; ele estava em p junto  entrada, tendo em sua mo
uma corda de linho e uma vara de medir.
4 E ele me disse: "Filho do
homem, fixe bem os olhos e procure ouvir bem, e preste ateno a tudo o
que vou lhe mostrar, pois para isso voc foi trazido aqui. Conte  nao
de Israel tudo o que voc vai ver".
A Porta Oriental
5 Vi um muro que cercava completamente a rea do templo. O comprimento
da vara de medir na mo do homem era de seis medidas longas, cada uma
com meio metro [a] . Ele mediu o muro, que tinha trs metros
[b] de espessura e trs de altura.
6 Depois ele foi at a porta que d para o oriente. Subiu os seus
degraus e mediu a soleira da porta, que tinha trs metros de extenso
[c] .
7 As salas dos guardas tinham trs metros de comprimento e
trs metros de largura, e as paredes entre elas tinham dois metros e
meio de espessura. A soleira da porta junto ao prtico, defronte do
templo, tinha trs metros de extenso.
8 Depois ele mediu o prtico,
9 que tinha [d] quatro metros de
extenso e seus batentes tinham um metro de espessura. O prtico estava
voltado para o templo.
10 Da porta oriental para dentro havia trs salas de cada lado; as trs
tinham as mesmas medidas, e as faces das paredes salientes de cada lado
tinham as mesmas medidas.
11 A seguir ele mediu a largura da porta, 
entrada; era de cinco metros, e seu comprimento era de seis metros e
meio.
12 Defronte de cada sala havia um muro de meio metro de altura, e
os nichos eram quadrados, com trs metros em cada lado.
13 Depois ele
mediu a entrada a partir do alto da parede do fundo de uma sala at o
alto da sala oposta; a distncia era de doze metros e meio, da abertura
de um parapeito at a abertura do parapeito oposto.
14 E mediu ao longo
das faces das paredes salientes por toda a parte interna da entrada;
eram trinta metros. A medida era at o prtico [e] que d para o
ptio.
15 A distncia desde a entrada da porta at a extremidade do seu
prtico era de vinte e cinco metros.
16 As salas e as paredes salientes
dentro da entrada eram guarnecidos de estreitas aberturas com parapeito
ao redor, como o prtico; as aberturas que os circundavam davam para a
parte interna. As faces das paredes salientes eram decoradas com
tamareiras.
O Ptio Externo
17 Depois ele me levou ao ptio externo. Ali eu vi alguns quartos e um
piso que havia sido construdo ao redor de todo o ptio; nele havia
trinta quartos ao longo de todo o piso.
18 Este era adjacente s
laterais das entradas e sua largura era igual ao comprimento; esse era o
piso inferior.
19 A seguir ele mediu a distncia da parte interna da
entrada inferior at a parte externa do ptio interno, o que deu
cinqenta metros, tanto no lado leste como no lado norte.
A Porta Norte
20 Mediu depois o comprimento e a largura da porta que d para o norte,
e para o ptio externo.
21 Seus compartimentos, trs de cada lado, suas
paredes salientes e seu prtico tinham as mesmas medidas dos
compartimentos da primeira entrada. Tinham vinte e cinco metros de
comprimento e doze metros e meio de largura.
22 Suas aberturas, seu
prtico e sua decorao com tamareiras tinham as mesmas medidas dos da
porta que dava para o oriente. Sete degraus subiam at ela, e o seu
prtico ficava no lado oposto a eles.
23 Havia uma porta que abria o
ptio interno e que dava para a porta norte, como tambm uma que dava
para a porta leste. Ele mediu de uma porta  que lhe ficava oposta; eram
cinqenta metros.
A Porta Sul
24 Depois ele me levou para o lado sul, e eu vi uma porta que dava para
o sul. Ele mediu seus batentes e seu prtico, e eles tinham as mesmas
medidas das outras portas.
25 A entrada e o prtico tinham aberturas
estreitas ao seu redor, como as aberturas das outras. Tinham vinte e
cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura.
26 Sete
degraus subiam at ela, e o seu prtico ficava no lado oposto a eles;
havia uma decorao de tamareiras nas faces das paredes salientes em
cada lado.
27 O ptio interno tambm tinha uma porta que dava para o
sul, e ele mediu desde essa porta at a porta externa no lado sul; eram
cinqenta metros.
Portas para o Ptio Interno
28 A seguir ele me levou ao ptio interno pela porta sul e mediu a
porta sul; suas medidas eram iguais s outras.
29 Suas salas, suas
paredes salientes e seu prtico tinham as mesmas medidas dos outros. A
entrada e seu prtico tinham aberturas ao seu redor. Tinham vinte e
cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura.
30 (Os
prticos das entradas ao redor do ptio interno tinham doze metros e
meio de largura e dois metros e meio de extenso.)
31 Seu prtico dava
para o ptio externo; tamareiras decoravam seus batentes, e oito degraus
subiam at a porta.
32 Depois ele me levou ao ptio interno no lado leste, e mediu a
entrada; suas medidas eram iguais s outras.
33 Suas salas, suas
paredes salientes e seu prtico tinham as mesmas medidas dos outros. A
entrada e seu prtico tinham aberturas ao seu redor. Tinham vinte e
cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura.
34 Seu
prtico dava para o ptio externo; tamareiras decoravam os batentes em
cada lado, e oito degraus subiam at ela.
35 Depois ele me levou  porta norte e a mediu; suas medidas eram
iguais s outras,
36 como tambm as medidas de suas salas, suas paredes
salientes e seu prtico, e tinha aberturas ao seu redor. Tinha vinte e
cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura.
37 Seu
prtico dava [f] para o ptio externo; tamareiras decoravam os
batentes em ambos os lados, e oito degraus subiam at ela.
Os Quartos da Preparao dos Sacrifcios
38 Um quarto com sua entrada ficava junto do prtico de cada uma das
entradas internas, onde os holocaustos [g] eram lavados.
39 No
prtico da entrada havia duas mesas de cada lado, em que os holocaustos,
as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa eram abatidos.
40 Junto
 parede externa do prtico da entrada, perto dos degraus da porta
norte, ficavam duas mesas, e do outro lado dos degraus havia duas mesas.
41 Havia, pois, quatro mesas num lado da entrada e quatro no outro,
onde os sacrifcios eram abatidos. Eram oito mesas ao todo.
42 Tambm
havia quatro mesas de pedra lavrada para os holocaustos, cada uma com
setenta e cinco centmetros de comprimento e de largura, e cinqenta
centmetros de altura. Nelas colocavam-se os utenslios para o abate dos
holocaustos e dos outros sacrifcios.
43 E ganchos de duas pontas, cada
um com quatro dedos de comprimento, estavam presos  parede, em toda a
sua extenso. As mesas destinavam-se  carne das ofertas.
Quartos para os Sacerdotes
44 Dentro do ptio interno havia dois quartos antes da porta interna;
um ficava ao lado [h] da porta norte que dava para o sul, e outro
ao lado da porta sul [i] que dava para o norte.
45 Ele me disse:
"O quarto que d para o sul  para os sacerdotes encarregados do
templo,
46 e o quarto que d para o norte  para os sacerdotes
encarregados do altar. So eles os filhos de Zadoque, os nicos levitas
que podem aproximar-se do Senhor para ministrarem diante dele".
47 Depois ele mediu o ptio: era quadrado, medindo cinqenta metros de
comprimento e cinqenta de largura. E o altar ficava em frente do
templo.
O Templo
48 A seguir levou-me ao prtico do templo e mediu os seus batentes;
eles tinham dois metros e meio de largura em ambos os lados. A largura
da entrada era de sete metros, e suas paredes salientes tinham [j]
um metro e meio de largura em cada lado.
49 O prtico tinha dez
metros de largura e seis metros da frente aos fundos. Havia um lance de
escadas que dava acesso a ele [k] , e trs colunas em cada lado
dos batentes.
Notas de rodap:
[a] 40.5 Hebraico: 1 cvado longo. O cvado longo era uma medida
linear de cerca de meio metro.
[b] 40.5 Hebraico: 1 vara.
[c] 40.6 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz fundo, a
primeira soleira, uma vara de fundo.
[d] 40.8,9 Conforme muitos manuscritos do Texto Massortico, a
Septuaginta, a Vulgata e a Verso Siraca. A maioria dos manuscritos do
Texto Massortico diz a entrada defronte do templo; ela media uma vara
de fundo. 9Ento ele mediu o prtico da entrada, que tinha
[e] 40.14 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz a parede
saliente.
[f] 40.37 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz Seus
batentes davam. Veja os versculos 31 e 34.
[g] 40.38 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 39 e 42.
[h] 40.44 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz havia
quartos para cantores, os quais ficavam ao lado.
[i] 40.44 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz leste.
[j] 40.48 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz e sua
entrada tinha.
[k] 40.49 A Septuaginta diz 10 degraus que subiam at ele.

EZEQUIEL-CAPITULO-41
1 Depois o homem me levou ao santurio externo e mediu os batentes; a
largura dos batentes era de trs metros [a] em cada lado.
[b]
2 A entrada tinha cinco metros de largura, e as paredes salientes
em cada lado tinham dois metros e meio de largura. Ele mediu tambm o
santurio externo; e ele tinha vinte metros de comprimento e dez de
largura.
3 Depois entrou no santurio interno e mediu os batentes da entrada;
cada um tinha um metro de largura. A entrada tinha trs metros de
largura, e as paredes salientes em cada lado dela tinham trs metros e
meio de largura.
4 E ele mediu o comprimento do santurio interno;
tinha dez metros, e sua largura era de dez metros at o fim do santurio
externo. Ele me disse: "Este  o Lugar Santssimo".
5 Depois mediu a parede do templo; tinha trs metros de espessura, e
cada quarto lateral em torno do templo tinha dois metros de largura.
6 Os quartos laterais, sobrepostos uns aos outros, ficavam em trs
andares, havendo trinta em cada andar. Havia salincias em torno de toda
a parede do templo para servirem de pontos de apoio para os quartos
laterais, para que no fossem incrustados na parede do templo.
7 As
paredes laterais em torno de todo o templo eram mais largas em cada
andar superior. A estrutura em torno do templo foi construda em
plataformas ascendentes, de modo que os quartos ficavam mais largos 
medida que se subia. Uma escada subia do andar inferior at o andar
superior, servindo tambm o andar do meio.
8 Vi que ao redor de todo o templo fora construda uma base, formando o
alicerce dos quartos laterais. Era do comprimento da vara de medir, ou
seja, trs metros.
9 A parede externa dos quartos laterais era de dois
metros e meio de espessura. A rea aberta entre os quartos laterais do
templo
10 e os quartos dos sacerdotes era de dez metros de largura ao
redor de todo o templo.
11 Havia entradas para os quartos laterais a
partir da rea aberta, uma ao norte e outra ao sul; e a base vizinha 
rea aberta era de dois metros e meio ao redor de todo o templo.
12 O prdio em frente do ptio do templo no lado oeste media trinta e
cinco metros de largura. A parede do prdio tinha dois metros e meio de
espessura em toda a sua volta, e o seu comprimento era de quarenta e
cinco metros.
13 Depois ele mediu o templo; tinha cinqenta metros de comprimento, e
o ptio do templo e o prdio com suas paredes tambm tinham cinqenta
metros de comprimento.
14 A largura do ptio do templo no lado oeste,
inclusive a frente do templo, era de cinqenta metros.
15 A seguir ele mediu o comprimento do prdio que ficava em frente do
ptio, na parte de trs do templo, inclusive suas galerias em cada lado;
era de cinqenta metros.
O santurio externo, o santurio interno e o prtico que dava para o
ptio,
16 bem como as soleiras, as janelas estreitas e as galerias em
volta dos trs, tudo o que estava do lado de fora, inclusive a soleira,
fora revestido de madeira. Igualmente estavam revestidos o piso, a
parede at a altura das janelas, e as janelas.
17 No espao acima do
lado externo da entrada do santurio interno e nas paredes, a intervalos
regulares, em volta de todo o santurio interno e externo,
18 havia
querubins e tamareiras em relevo. As tamareiras alternavam com os
querubins. Cada querubim tinha dois rostos:
19 o rosto de um homem
virado para a tamareira de um dos lados, e o rosto de um leo virado
para a tamareira do outro lado. Estavam em relevo ao redor de todo o
templo.
20 Desde o cho at a rea acima da entrada havia querubins e
tamareiras em relevo na parede do santurio externo.
21 O santurio externo tinha batentes retangulares, e o que ficava em
frente do Santo dos Santos era semelhante.
22 Havia um altar de madeira
com um metro e meio de altura e um metro em cada lado; seus cantos, sua
base [c] e seus lados eram de madeira. O homem me disse: "Esta
 a mesa que fica diante do Senhor ".
23 Tanto o santurio externo
quanto o Santo dos Santos tinham portas duplas.
24 Cada porta tinha
duas folhas articuladas.
25 E nas portas do santurio externo havia
querubins e tamareiras esculpidos em relevo, como os que havia nas
paredes, e havia tambm uma salincia de madeira na frente do prtico.
26 Nas paredes laterais do prtico havia janelas estreitas com
tamareiras em relevo em cada lado. Os quartos laterais do templo tambm
tinham salincias.
Notas de rodap:
[a] 41.1 Hebraico: 6 cvados. O cvado longo era uma medida linear de
cerca de meio metro.
[b] 41.1 Conforme um manuscrito do Texto Massortico e a Septuaginta.
A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz lado, a largura da
tenda.
[c] 41.22 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz cantos, seu
comprimento.

EZEQUIEL-CAPITULO-42
Os Quartos dos Sacerdotes
1 Depois disso o homem conduziu-me para o lado norte, para o ptio
externo, e levou-me aos quartos opostos ao ptio do templo e ao muro
externo do lado norte.
2 O prdio cuja porta dava para o norte tinha
cinqenta metros [a] de comprimento e vinte e cinco metros de
largura.
3 Tanto na seo que ficava a dez metros de distncia do ptio
interno quanto na seo oposta ao piso do ptio externo, havia uma
galeria frente  outra nos trs andares.
4 Em frente dos quartos havia
uma passagem interna com cinco metros de largura e cinqenta metros
[b] de comprimento. Suas portas ficavam no lado norte.
5 Ora, os
quartos superiores eram mais estreitos, pois as galerias tomavam mais
espao deles do que dos quartos do andar inferior e mdio.
6 Os quartos
do terceiro andar no tinham colunas, ao passo que os ptios tinham. Por
isso a rea deles era menor do que a dos quartos do andar inferior e do
meio.
7 Havia uma parede externa paralela aos quartos e ao ptio
externo; sua extenso era de vinte e cinco metros, em frente dos
quartos.
8 A fileira de quartos junto ao ptio interno tinha vinte e
cinco metros de comprimento, e a que ficava mais prxima do santurio
tinha cinqenta metros de comprimento.
9 Os quartos de baixo tinham
entrada pelo lado leste, quando se vem do ptio externo.
10 No lado sul, ao longo da parede do ptio externo, adjacentes ao
ptio do templo e no lado oposto do muro externo, havia quartos
11 com
uma passagem em frente deles. Eram como os quartos do lado norte; tinham
o mesmo comprimento e a mesma largura, com sadas e dimenses
semelhantes. As portas do lado norte
12 eram semelhantes s portas dos
quartos do lado sul. Havia uma entrada no incio do corredor paralelo ao
muro correspondente que se estendia para leste; e havia uma entrada para
os quartos.
13 Depois o homem me disse: "Os quartos do norte e do sul que do
para o ptio do templo so os quartos em que os sacerdotes que se
aproximam do Senhor comero e guardaro as ofertas santssimas, isto ,
as ofertas de cereal, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa,
pois o local  santo.
14 Assim que os sacerdotes entrarem nos recintos
sagrados, s podero ir para o ptio externo aps tirarem as vestes com
as quais ministram, pois elas so santas. Poro outras vestes antes de
se aproximarem dos lugares reservados para o povo".
15 Quando ele acabou de medir o que havia dentro da rea do templo,
levou-me para fora pela porta leste e mediu a rea em redor.
16 Mediu o
lado leste com a vara de medir; tinha duzentos e cinqenta metros
[c] .
17 Mediu o lado norte; tinha duzentos e cinqenta metros, segundo
a vara de medir.
18 Mediu o lado sul; tinha duzentos e cinqenta
metros, segundo a vara de medir.
19 Depois ele foi para o lado oeste e
o mediu; tinha duzentos e cinqenta metros, segundo a vara de medir.
20 Assim ele mediu a rea nos quatro lados. Em torno dela havia um muro de
duzentos e cinqenta metros de comprimento e duzentos e cinqenta metros
de largura, para separar o santo do comum.
Notas de rodap:
[a] 42.2 Hebraico: 100 cvados . O cvado longo era uma medida linear
de cerca de meio metro.
[b] 42.4 Conforme a Septuaginta e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz 1 cvado.
[c] 42.16 Com base na Septuaginta. O Texto Massortico diz 500 varas
(1500 metros); tambm nos versculos 17, 18, 19 e 20.

EZEQUIEL-CAPITULO-43
A Glria Retorna ao Templo
1 Ento o homem levou-me at a porta que dava para o leste,
2 e vi a
glria do Deus de Israel, que vinha do lado leste. Sua voz era como o
rugido de guas avanando, e a terra refulgia com a sua glria.
3 A
viso que tive era como a que eu tivera quando ele veio [a]
destruir a cidade e como as que eu tivera junto ao rio Quebar; e me
prostrei, rosto em terra.
4 A glria do Senhor entrou no templo pela
porta que dava para o lado leste.
5 Ento o Esprito ps-me em p e
levou-me para dentro do ptio interno, e a glria do Senhor encheu o
templo.
6 Enquanto o homem estava ao meu lado, ouvi algum falando comigo de
dentro do templo.
7 Ele disse: "Filho do homem, este  o lugar do meu
trono e o lugar para a sola dos meus ps. Aqui viverei para sempre entre
os israelitas. A nao de Israel jamais contaminar o meu santo nome,
nem os israelitas, nem seus reis, mediante a sua prostituio e os
dolos sem vida [b] de seus reis, em seus santurios nos montes.
8 Quando eles puseram sua soleira perto de minha soleira e seus
batentes junto de meus batentes, com apenas uma parede fazendo separao
entre mim e eles, contaminaram o meu santo nome com suas prticas
repugnantes. Por isso eu os destru na minha ira.
9 Agora, que afastem
de mim a sua prostituio e os dolos sem vida de seus reis, e eu
viverei entre eles para sempre.
10 "Filho do homem, descreva o templo para a nao de Israel, para
que se envergonhem dos seus pecados. Que eles analisem o modelo
11 e,
se ficarem envergonhados por tudo o que fizeram, informe-os acerca da
planta do templo: sua disposio, suas sadas e suas entradas:
toda a sua planta e todas as suas estipulaes [c] e leis. Ponha
essas coisas por escrito diante deles para que sejam fiis  planta e
sigam as suas estipulaes.
12 "Esta  a lei do templo: toda a rea ao redor, no topo do monte,
ser santssima. Essa  a lei do templo.
O Altar
13 "Estas so as medidas do altar pela medida longa, isto , a de
meio metro [d] : sua calha tem meio metro de profundidade e meio
metro de largura, com uma aba de um palmo em torno da beirada. E esta 
a altura do altar:
14 desde a calha no cho at a salincia inferior,
ele tem um metro de altura e um metro de largura, e desde a salincia
menor at a salincia maior, tem dois metros de altura e meio metro de
largura.
15 A fornalha do altar tem dois metros de altura, e quatro
pontas se projetam dela para cima.
16 Ela  quadrada, com seis metros
de comprimento e seis metros de largura.
17 A salincia superior tambm
 quadrada, com sete metros de comprimento e sete metros de largura, com
uma aba de vinte e cinco centmetros e uma calha de meio metro em toda a
sua extenso ao redor. Os degraus do altar esto voltados para o
oriente".
18 Ento ele me disse: "Filho do homem, assim diz o Soberano, o
Senhor : Estes sero os regulamentos que devero ser seguidos no
cerimonial do sacrifcio dos holocaustos [e] e da asperso do
sangue no altar, quando ele for construdo:
19 Voc dever dar um
novilho como oferta aos sacerdotes levitas, da famlia de Zadoque, que
se aproximam para ministrar diante de mim. Palavra do Soberano, o
Senhor.
20 Voc colocar um pouco do sangue nas quatro pontas do altar, nos
quatro cantos da salincia superior e ao redor de toda a aba, e assim
purificar o altar e far propiciao por ele.
21 Voc queimar o
novilho para a oferta pelo pecado no lugar determinado da rea do
templo, fora do santurio.
22 "No segundo dia voc oferecer um bode sem defeito como oferta
pelo pecado, e o altar ser purificado como foi purificado com o
novilho.
23 Quando terminar de purific-lo, oferea um novilho e um
carneiro tirados do rebanho, ambos sem defeito.
24 Voc os oferecer
perante o Senhor , e os sacerdotes devero pr sal sobre eles e
sacrific-los como holocausto ao Senhor .
25 "Durante sete dias voc fornecer diariamente um bode como oferta
pelo pecado; fornecer tambm um novilho e um carneiro tirados do
rebanho, ambos sem defeito.
26 Durante sete dias os sacerdotes faro
propiciao pelo altar e o purificaro; assim eles o consagraro.
27 No
final desses dias, a partir do oitavo dia, os sacerdotes apresentaro os
holocaustos e os sacrifcios de comunho [f] de vocs sobre o
altar. Ento eu os aceitarei. Palavra do Soberano, o Senhor ".
Notas de rodap:
[a] 43.3 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a Vulgata.
A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz eu vim.
[b] 43.7 Ou mediante o seu adultrio espiritual ; tambm no versculo
9.
[c] 43.11 Conforme alguns manuscritos do Texto Massortico e a
Septuaginta. A maioria dos manuscritos do Texto Massortico diz
estipulaes e toda a sua planta.
[d] 43.13 Hebraico: 1 cvado e 1 punho . Equivalente a um cvado
longo, medida linear de cerca de meio metro.
[e] 43.18 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 24 e 27.
[f] 43.27 Ou de paz

EZEQUIEL-CAPITULO-44
O Prncipe, os Levitas, os Sacerdotes
1 Depois o homem trouxe-me de volta para a porta externa do santurio,
que dava para o lado leste, e ela estava trancada.
2 O Senhor me disse:
"Esta porta deve permanecer trancada. No dever ser aberta; ningum
poder entrar por ela. Deve permanecer trancada porque o Senhor , o Deus
de Israel, entrou por ela.
3 O prncipe  o nico que poder entrar e
sentar-se ali para comer na presena do Senhor . Ele entrar pelo
prtico da entrada e sair pelo mesmo caminho".
4 Ento o homem levou-me at a frente do templo, passando pela porta
norte. Olhei e vi a glria do Senhor enchendo o templo do Senhor , e
prostrei-me, rosto em terra.
5 O Senhor me disse: "Filho do homem, preste ateno, olhe e oua
atentamente tudo o que eu lhe disser acerca de todos os regulamentos
relacionados com o templo do Senhor . Preste ateno  entrada do templo
e a todas as sadas do santurio.
6 Diga  rebelde nao de Israel:
Assim diz o Soberano, o Senhor : J bastam suas prticas repugnantes, 
nao de Israel!
7 Alm de todas as suas outras prticas repugnantes,
vocs trouxeram estrangeiros incircuncisos no corao e na carne para
dentro do meu santurio, profanando o meu templo enquanto me ofereciam
comida, gordura e sangue, e assim vocs romperam a minha aliana.
8 Ao
invs de cumprirem seu dever quanto s minhas coisas sagradas, vocs
encarregaram outros do meu santurio.
9 Assim diz o Soberano, o Senhor
: Nenhum estrangeiro incircunciso no corao e na carne entrar no meu
santurio, nem tampouco os estrangeiros que vivem entre os israelitas.
10 "Os levitas, que tanto se distanciaram de mim quando Israel se
desviou e que vaguearam para longe de mim, indo atrs de seus dolos,
sofrero as conseqncias de sua iniqidade.
11 Podero servir no meu
santurio como encarregados das portas do templo e tambm faro o
servio nele; podero matar os animais dos holocaustos [a] e
outros sacrifcios em lugar do povo e colocar-se diante do povo e
servi-lo.
12 Mas, porque os serviram na presena de seus dolos e
fizeram a nao de Israel cair em pecado, jurei de mo erguida que eles
sofrero as conseqncias de sua iniqidade. Palavra do Soberano, o
Senhor .
13 No se aproximaro para me servir como sacerdotes, nem se
aproximaro de nenhuma de minhas coisas sagradas e das minhas ofertas
santssimas; carregaro a vergonha de suas prticas repugnantes.
14 Contudo, eu os encarregarei dos deveres do templo e de todo o trabalho
que nele deve ser feito.
15 "Mas, os sacerdotes levitas e descendentes de Zadoque e que
fielmente executaram os deveres do meu santurio quando os israelitas se
desviaram de mim, se aproximaro para ministrar diante de mim; eles
estaro diante de mim para oferecer sacrifcios de gordura e de sangue.
Palavra do Soberano, o Senhor .
16 S eles entraro em meu santurio e
se aproximaro da minha mesa para ministrar diante de mim e realizar o
meu servio.
17 "Quando entrarem pelas portas do ptio interno, estejam vestindo
roupas de linho; no usem nenhuma veste de l enquanto estiverem
ministrando junto s portas do ptio interno ou dentro do templo.
18 Usaro turbantes de linho na cabea e cales de linho na cintura. No
vestiro nada que os faa transpirar.
19 Quando sarem para o ptio
externo onde fica o povo, tiraro as roupas com que estiveram
ministrando e as deixaro nos quartos sagrados, e vestiro outras
roupas, para que no consagrem o povo por meio de suas roupas
sacerdotais.
20 "No raparo a cabea nem deixaro o cabelo comprido, mas o
mantero aparado.
21 Nenhum sacerdote beber vinho quando entrar no
ptio interno.
22 Eles no se casaro com viva ou divorciada; s
podero casar-se com mulher virgem, de ascendncia israelita, ou com
viva de sacerdote.
23 Eles ensinaro ao meu povo a diferena entre o
santo e o comum e lhe mostraro como fazer distino entre o puro e o
impuro.
24 "Em qualquer disputa, os sacerdotes serviro como juzes e a
deciso ser tomada de acordo com as minhas sentenas. Eles obedecero
s minhas leis e aos meus decretos com respeito a todas as minhas festas
fixas, e mantero santos os meus sbados.
25 "O sacerdote no se contaminar por aproximar-se do cadver de
algum; no entanto, ele poder contaminar-se se o morto for seu pai, sua
me, seu filho, sua filha, seu irmo ou sua irm, desde que esta no
tenha marido.
26 Depois de se purificar, esperar sete dias.
27 No dia
em que entrar no ptio interno do santurio para ministrar ali, o
sacerdote oferecer em favor de si mesmo uma oferta pelo pecado. Palavra
do Soberano, o Senhor .
28 "Eu serei a nica herana dada aos sacerdotes. Vocs no lhes
daro propriedade alguma em Israel; eu serei a sua herana.
29 Eles
comero as ofertas de cereal, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela
culpa; e tudo o que em Israel for consagrado ao Senhor ser deles.
30 O
melhor de todos os primeiros frutos e de todas as contribuies que
vocs fizerem pertencer aos sacerdotes. Vocs daro a eles a primeira
poro de sua refeio de cereal modo, para que haja bnos sobre as
suas casas.
31 Os sacerdotes no comero a carne de aves ou de animais
encontrados mortos ou despedaados por animais selvagens.
Notas de rodap:
[a] 44.11 Isto , sacrifcios totalmente queimados.

EZEQUIEL-CAPITULO-45
A Diviso da Terra
1 "Quando vocs distriburem a terra como herana, apresentem ao
Senhor como distrito sagrado uma poro da terra, com doze quilmetros e
meio [a] de comprimento e dez quilmetros [b] de largura;
toda essa rea ser santa.
2 Desse terreno, uma rea quadrada de
duzentos e cinqenta metros de lado servir para o santurio, com vinte
e cinco metros ao redor para terreno aberto.
3 No distrito sagrado,
separe um pedao de doze quilmetros e meio de comprimento e cinco
quilmetros de largura. Nele estar o santurio, o Lugar Santssimo.
4 Essa ser a poro sagrada da terra para os sacerdotes, os quais
ministraro no santurio e se aproximaro para ministrar diante do
Senhor . Esse ser um lugar para as suas casas, bem como um lugar santo
para o santurio.
5 Uma rea de doze quilmetros e meio de comprimento
e cinco quilmetros de largura pertencer aos levitas, os quais serviro
no templo; essa ser a propriedade deles para ali viverem [c] .
6 "Como propriedade da cidade, vocs daro uma rea de dois
quilmetros e meio de largura e doze quilmetros e meio de comprimento,
adjacente  poro sagrada; ela pertencer a toda a nao de Israel.
7 "O prncipe possuir a terra que fica dos dois lados da rea
formada pelo distrito sagrado e pela propriedade da cidade. Ela se
estender, no lado oeste, em direo a oeste e, no lado leste, em
direo a leste, indo desde a fronteira ocidental at a fronteira
oriental que  paralela a uma das pores tribais.
8 Essa terra ser
sua propriedade em Israel. E os meus prncipes no oprimiro mais o meu
povo, mas permitiro que a nao de Israel possua a terra de acordo com
as suas tribos.
9 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Vocs j foram longe demais, 
prncipes de Israel! Abandonem a violncia e a opresso e faam o que 
justo e direito. Parem de apossar-se do que  do meu povo. Palavra do
Soberano, o Senhor .
10 Usem balanas honestas, arroba [d]
honesta e pote [e] honesto.
11 A arroba e o pote devem ser
iguais, o pote ter um dcimo de um barril [f] ; o barril deve
ser a medida padro para os dois.
12 O peso padro [g] deve
consistir de doze gramas. Vinte pesos, mais vinte e cinco pesos, mais
quinze pesos equivalem a setecentos e vinte gramas [h] .
Ofertas e Dias Sagrados
13 "Esta  a oferta sagrada que vocs apresentaro: um sexto de uma
arroba de cada barril de trigo e um sexto de uma arroba de cada barril
de cevada.
14 A poro prescrita de azeite, medida pelo pote,  de um
dcimo de pote de cada tonel, que consiste de dez potes ou um barril,
pois dez potes equivalem a um barril.
15 Tambm se deve tomar uma
ovelha de cada rebanho de duzentas ovelhas das pastagens bem regadas de
Israel. Tudo ser usado para as ofertas de cereal, os holocaustos [i]
e as ofertas de comunho [j] , para fazer propiciao pelo
povo. Palavra do Soberano, o Senhor .
16 Todo o povo da terra
participar nessa oferta sagrada para o uso do prncipe de Israel.
17 Ser dever do prncipe fornecer os holocaustos, as ofertas de cereal e
as ofertas derramadas, nas festas, nas luas novas e nos sbados, em
todas as festas fixas da nao de Israel. Ele fornecer as ofertas pelo
pecado, as ofertas de cereal, os holocaustos e as ofertas de comunho
para fazer propiciao em favor da nao de Israel.
18 "Assim diz o Soberano, o Senhor : No primeiro dia do primeiro ms
voc apanhar um novilho sem defeito e purificar o santurio.
19 O
sacerdote apanhar um pouco do sangue da oferta pelo pecado e o colocar
nos batentes do templo, nos quatro cantos da salincia superior do altar
e nos batentes do ptio interno.
20 Voc far o mesmo no stimo dia do
ms, em favor de qualquer pessoa que pecar sem inteno ou por
ignorncia; assim vocs devero fazer propiciao em favor do templo.
21 "No dcimo quarto dia do primeiro ms vocs observaro a Pscoa,
festa de sete dias, na qual vocs comero po sem fermento.
22 Naquele
dia o prncipe fornecer um novilho em favor de si mesmo e de todo o
povo da terra como oferta pelo pecado.
23 Diariamente, durante os sete
dias da festa, ele fornecer sete novilhos e sete carneiros sem defeito
como holocaustos ao Senhor , e um bode como oferta pelo pecado.
24 Ele
fornecer como oferta de cereal uma arroba para cada novilho e uma
arroba para cada carneiro, junto com um galo [k] de azeite para
cada arroba.
25 "Durante os sete dias da festa, que comea no dcimo quinto dia do
stimo ms, ele trar as mesmas ddivas para as ofertas pelo pecado, os
holocaustos, e as ofertas de cereal e azeite.
Notas de rodap:
[a] 45.1 Hebraico: 25.000 cvados. O cvado longo era uma medida
linear de cerca de meio metro.
[b] 45.1 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz 10.000
cvados (5.000 quilmetros).
[c] 45.5 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz templo; eles
tero como propriedade 20 quartos.
[d] 45.10 Hebraico: efa . O efa era uma unidade de medida de
capacidade para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[e] 45.10 Hebraico: bato . O bato uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[f] 45.11 Hebraico: hmer . O hmer era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 200 e 400 litros; tambm nos
versculos 13 e 14.
[g] 45.12 Hebraico: siclo .
[h] 45.12 Hebraico: 1 mina . Isto , 60 siclos. A mina comum pesava 50
siclos ou 600 gramas.
[i] 45.15 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 17, 23 e 25.
[j] 45.15 Ou de paz; tambm no versculo 17.
[k] 45.24 Hebraico: 1 him . O him era uma medida de capacidade para
lquidos. As estimativas variam entre 3 e 6 litros; tambm em 46.5.

EZEQUIEL-CAPITULO-46
1 "Assim diz o Soberano, o Senhor : A porta do ptio interno que d
para o leste ficar trancada nos seis dias teis, mas no sbado e no dia
da lua nova ser aberta.
2 O prncipe, vindo do ptio externo, entrar
pelo prtico da entrada e ficar junto ao batente. Enquanto isso, os
sacerdotes sacrificaro os holocaustos [a] e as ofertas de
comunho [b] dele. Ele adorar o Senhor na soleira da entrada e
depois sair, mas a porta no ser fechada at a tarde.
3 Nos sbados e
nas luas novas o povo da terra adorar o Senhor junto  entrada que leva
 porta.
4 O holocausto que o prncipe trouxer ao Senhor no dia de
sbado dever ser de seis cordeiros e um carneiro, todos sem defeito.
5 A oferta de cereal dada junto com o carneiro ser de uma arroba [c]
, e a oferta de cereal com os cordeiros ser de quanto ele quiser dar,
mais um galo de azeite para cada arroba de cereal.
6 No dia da lua
nova ele oferecer um novilho, seis cordeiros e um carneiro, todos sem
defeito.
7 Como oferta de cereal ele fornecer uma arroba com o
novilho, uma arroba com o carneiro, e com os cordeiros, quanto ele
quiser dar, mais um galo de azeite para cada arroba de cereal.
8 Quando o prncipe entrar, ele o far pelo prtico da entrada, e sair
pelo mesmo caminho.
9 "Quando o povo da terra vier perante o Senhor nas festas fixas,
todo aquele que entrar pela porta norte para ador-lo sair pela porta
sul, e todo aquele que entrar pela porta sul sair pela porta norte.
Ningum voltar pela porta pela qual entrou, mas todos sairo pela porta
oposta.
10 O prncipe dever estar no meio deles, entrando quando eles
entrarem e saindo quando eles sarem.
11 "Nas festas, inclusive as fixas, a oferta de cereal ser de uma
arroba com um novilho, uma arroba com um carneiro, e com os cordeiros,
quanto ele quiser dar, mais um galo de azeite para cada arroba.
12 Quando o prncipe fornecer uma oferta voluntria ao Senhor , seja
holocausto seja oferta de comunho, a porta que d para o leste ser
aberta para ele. Ele oferecer seu holocausto ou suas ofertas de
comunho como o faz no dia de sbado. Ento ele sair e, depois de ter
sado, a porta ser trancada.
13 "Diariamente vocs fornecero um cordeiro de um ano sem defeito
como holocausto ao Senhor ; manh aps manh vocs o traro.
14 Com ele
vocs tambm traro, manh aps manh, uma oferta de cereal, de um sexto
de arroba e um tero de galo de azeite para umedecer a farinha. A
apresentao dessa oferta de cereal ser feita em obedincia a um
decreto perptuo.
15 Assim o cordeiro, a oferta de cereal e o azeite
sero trazidos manh aps manh para o holocausto que ser apresentado
regularmente.
16 "Assim diz o Soberano, o Senhor : Se da sua herana o prncipe
fizer um presente a um de seus filhos, este pertencer tambm aos seus
descendentes; ser propriedade deles por herana.
17 Se, porm, da sua
herana ele fizer um presente a um dos seus escravos, o escravo poder
mant-lo consigo at o ano da liberdade; ento o presente voltar para o
prncipe. Sua herana pertence unicamente a seus filhos; deles ser.
18 O prncipe no tomar coisa alguma da herana do povo, expulsando os
herdeiros de sua propriedade. Dar a seus filhos a herana daquilo que 
sua prpria propriedade, para que ningum do meu povo seja separado de
sua propriedade".
19 Depois o homem me levou, pela entrada existente ao lado da porta,
at os quartos sagrados que davam para o norte, os quais pertenciam aos
sacerdotes, e mostrou-me um local no lado oeste.
20 Ele me disse:
"Este  o lugar onde os sacerdotes cozinharo a oferta pela culpa e a
oferta pelo pecado, e assaro a oferta de cereal, para lev-las ao ptio
externo e consagrar o povo".
21 Ele ento me levou para o ptio externo e me fez passar por seus
quatro cantos, e em cada canto vi um ptio.
22 Eram ptios fechados,
com vinte metros de comprimento e quinze metros de largura; os ptios
dos quatro cantos tinham a mesma medida.
23 Em volta de cada um dos
quatro ptios, pelo lado de dentro, havia uma salincia de pedra, com
lugares para fogo construdos em toda a sua volta debaixo da salincia.
24 Ele me disse: "Estas so as cozinhas onde aqueles que ministram no
templo cozinharo os sacrifcios do povo".
Notas de rodap:
[a] 46.2 Isto , sacrifcios totalmente queimados; tambm nos
versculos 4, 12, 13 e 15.
[b] 46.2 Ou de paz ; tambm no versculo 12.
[c] 46.5 Hebraico: 1 efa . O efa era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.

EZEQUIEL-CAPITULO-47
As guas que Saam do Templo
1 O homem levou-me de volta  entrada do templo, e vi gua saindo de
debaixo da soleira do templo e indo para o leste, pois o templo estava
voltado para o oriente. A gua descia de debaixo do lado sul do templo,
ao sul do altar.
2 Ele ento me levou para fora, pela porta norte, e
conduziu-me pelo lado de fora at a porta externa que d para o leste, e
a gua flua do lado sul.
3 O homem foi para o lado leste com uma linha de medir na mo e,
enquanto ia, mediu quinhentos metros [a] e levou-me pela gua,
que batia no tornozelo.
4 Ele mediu mais quinhentos metros e levou-me
pela gua, que chegava ao joelho. Mediu mais quinhentos e levou-me pela
gua, que batia na cintura.
5 Mediu mais quinhentos, mas agora era um
rio que eu no conseguia atravessar, porque a gua havia aumentado e era
to profunda que s se podia atravessar a nado; era um rio que no se
podia atravessar andando.
6 Ele me perguntou: "Filho do homem, voc
v isto?"
Levou-me ento de volta  margem do rio.
7 Quando ali cheguei, vi
muitas rvores em cada lado do rio.
8 Ele me disse: "Esta gua flui
na direo da regio situada a leste e desce at a Arab [b] ,
onde entra no Mar [c] . Quando desgua no Mar, a gua ali 
saneada.
9 Por onde passar o rio haver todo tipo de animais e de
peixes. Porque essa gua flui para l e saneia a gua salgada; de modo
que onde o rio fluir tudo viver.
10 Pescadores estaro ao longo do
litoral; desde En-Gedi at En-Eglaim haver locais prprios para
estender as redes. Os peixes sero de muitos tipos, como os peixes do
mar Grande [d] .
11 Mas os charcos e os pntanos no ficaro
saneados; sero deixados para o sal.
12 rvores frutferas de toda
espcie crescero em ambas as margens do rio. Suas folhas no murcharo
e os seus frutos no cairo. Todo ms produziro, porque a gua vinda do
santurio chega a elas. Seus frutos serviro de comida, e suas folhas de
remdio".
As Fronteiras da Terra
13 Assim diz o Soberano, o Senhor : "Estas so as fronteiras pelas
quais vocs devem dividir a terra como herana entre as doze tribos de
Israel, com duas pores para Jos.
14 Vocs a dividiro igualmente
entre elas. Visto que eu jurei de mo erguida que a daria aos seus
antepassados, esta terra se tornar herana de vocs.
15 "Esta  a fronteira da terra:
"No lado norte ela ir desde o mar Grande, indo pela estrada de
Hetlom, passando por Lebo-Hamate at Zedade,
16 Berota [e] e
Sibraim, que fica na fronteira entre Damasco e Hamate, e indo at
Hazer-Haticom, que fica na extremidade de Haur.
17 A fronteira se
estender desde o Mar at Hazar-En, ao longo da fronteira norte de
Damasco, com a fronteira de Hamate ao norte. Essa ser a fronteira
norte.
18 "No lado leste a fronteira ir entre Haur e Damasco, ao longo do
Jordo entre Gileade e a terra de Israel, at o mar oriental,
prosseguindo at Tamar. [f] Essa ser a fronteira leste.
19 "No lado sul ela ir desde Tamar at as guas de Merib-Cades,
prosseguindo ento ao longo do ribeiro do Egito at o mar Grande. Essa
ser a fronteira sul.
20 "No lado oeste, o mar Grande ser a fronteira at defronte de
Lebo-Hamate. Essa ser a fronteira oeste.
21 "Distribuam essa terra entre vocs de acordo com as tribos de
Israel.
22 Vocs a distribuiro como herana para vocs mesmos e para
os estrangeiros residentes no meio de vocs e que tenham filhos. Vocs
os consideraro como israelitas de nascimento; junto com vocs, a eles
dever ser designada uma herana entre as tribos de Israel.
23 Qualquer
que seja a tribo na qual o estrangeiro se instale, ali vocs lhe daro a
herana que lhe cabe". Palavra do Soberano, o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 47.3 Hebraico: 1.000 cvados ; tambm nos versculos 4 e 5.
[b] 47.8 Ou at o vale do Jordo
[c] 47.8 Isto , o mar Morto; tambm no versculo 17.
[d] 47.10 Isto , o mar Mediterrneo; tambm nos versculos 15, 19, 20
e em 48.28.
[e] 47.15,16 Com base na Septuaginta e em Ezequiel 48.1. O Texto
Massortico diz estrada de Hetlom que entra em Zedade, 16Hamate, Berota.
[f] 47.18 Conforme a Septuaginta e a Verso Siraca. O Texto
Massortico diz Israel. Vocs mediro at o mar oriental.

EZEQUIEL-CAPITULO-48
A Diviso da Terra
1 "Estas so as tribos, relacionadas nominalmente: na fronteira
norte, D ter uma poro; ela seguir a estrada de Hetlom at
Lebo-Hamate; Hazar-En e a fronteira norte, vizinha a Damasco, prxima
de Hamate faro parte dos seus limites, desde o lado leste at o lado
oeste.
2 "Aser ter uma poro; esta margear o territrio de D do leste ao
oeste.
3 "Naftali ter uma poro; esta margear o territrio de Aser do
leste ao oeste.
4 "Manasss ter uma poro; esta margear o territrio de Naftali do
leste ao oeste.
5 "Efraim ter uma poro; esta margear o territrio de Manasss do
leste ao oeste.
6 "Rben ter uma poro; esta margear o territrio de Efraim do
leste ao oeste.
7 "Jud ter uma poro; esta margear o territrio de Rben do leste
ao oeste.
8 "Margeando o territrio de Jud do leste ao oeste, estar a poro
que vocs apresentaro como ddiva sagrada. Ter doze quilmetros e meio
[a] de largura, e o seu comprimento, do leste ao oeste,
equivaler a uma das pores tribais; o santurio estar no centro dela.
9 "A poro sagrada que vocs devem oferecer ao Senhor ter doze
quilmetros e meio de comprimento e cinco quilmetros de largura.
10 Esta ser a poro sagrada para os sacerdotes. Ter doze quilmetros e
meio de comprimento no lado norte, cinco quilmetros de largura no lado
ocidental, cinco quilmetros de largura no lado oriental e doze
quilmetros e meio de comprimento no lado sul. No centro dela estar o
santurio do Senhor .
11 Pertencer aos sacerdotes consagrados, os
zadoquitas, que foram fiis em me servir e no se desviaram como fizeram
os levitas quando os israelitas se desviaram.
12 Ser um presente
especial para eles da poro sagrada da terra, uma poro santssima,
margeando o territrio dos levitas.
13 "Ao longo do territrio dos sacerdotes, os levitas tero uma rea
de doze quilmetros e meio de comprimento e cinco quilmetros de
largura. Seu comprimento total medir doze quilmetros e meio, e sua
largura cinco quilmetros.
14 Eles no a vendero nem trocaro parte
alguma dela. Essa rea  a melhor de todo o territrio, e no poder
passar para outras mos, porque  santa para o Senhor .
15 "A rea restante, dois quilmetros e meio de largura e doze
quilmetros e meio de comprimento, ser para o uso comum da cidade, para
casas e para pastagens. A cidade ser o centro dela
16 e ter estas
medidas: o lado norte, dois mil e duzentos e cinqenta metros, o lado
sul, dois mil e duzentos e cinqenta metros, o lado leste, dois mil e
duzentos e cinqenta metros e o lado oeste, dois mil e duzentos e
cinqenta metros.
17 A cidade ter uma rea livre de cento e vinte e
cinco metros ao norte, cento e vinte e cinco metros ao sul, cento e
vinte e cinco metros a leste e cento e vinte e cinco metros a oeste, que
servir para pasto.
18 O restante da rea, ao longo da poro sagrada ,
ser de cinco quilmetros no lado leste e cinco quilmetros no lado
oeste. Suas colheitas fornecero comida para os trabalhadores da cidade.
19 Estes podero vir de todas as tribos de Israel.
20 A poro toda,
incluindo a cidade, ser um quadrado, com doze quilmetros e meio de
cada lado.  uma ddiva sagrada, que como tal vocs reservaro.
21 "As terras que restarem em ambos os lados da rea formada pela
poro sagrada e pela cidade pertencero ao prncipe. Elas se estendero
para o leste a partir dos doze quilmetros e meio da poro sagrada at
a fronteira leste, e para o oeste a partir dos doze quilmetros e meio
at a fronteira oeste. Essas duas reas, paralelas ao comprimento das
pores das tribos, pertencero ao prncipe, e a poro sagrada,
inclusive o santurio do templo, estar no centro delas.
22 Assim a
propriedade dos levitas e a propriedade da cidade estaro no centro da
rea que pertence ao prncipe. A rea pertencente ao prncipe estar
entre a fronteira de Jud e a fronteira de Benjamim.
23 "Quanto ao restante das tribos: Benjamim ter uma poro; esta se
estender do lado leste ao lado oeste.
24 "Simeo ter uma poro; esta margear o territrio de Benjamim do
leste ao oeste.
25 "Issacar ter uma poro; esta margear o territrio de Simeo do
leste ao oeste.
26 "Zebulom ter uma poro; esta margear o territrio de Issacar do
leste ao oeste.
27 "Gade ter uma poro; esta margear o territrio de Zebulom do
leste ao oeste.
28 "A fronteira sul de Gade vai desde Tamar, no sul, at as guas de
Merib-Cades, e depois ao longo do ribeiro do Egito at o mar Grande.
29 "Esta  a terra que vocs distribuiro s tribos de Israel como
herana, e sero essas as suas pores. Palavra do Soberano, o Senhor .
As Portas da Cidade
30 "Estas sero as sadas da cidade: Comeando pelo lado norte, que
tem dois mil e duzentos e cinqenta metros de comprimento,
31 as portas
da cidade recebero os nomes das tribos de Israel. As trs portas do
lado norte sero a porta de Rben, a porta de Jud e a porta de Levi.
32 "No lado leste, que tem dois mil e duzentos e cinqenta metros de
comprimento, haver trs portas: a de Jos, a de Benjamim e a de D.
33 "No lado sul, que tem dois mil e duzentos e cinqenta metros de
comprimento, haver trs portas: a de Simeo, a de Issacar e a de
Zebulom.
34 "No lado oeste, que tem dois mil e duzentos e cinqenta metros de
comprimento, haver trs portas: a porta de Gade, a de Aser e a de
Naftali.
35 "A distncia total ao redor ser de nove quilmetros.
E daquele momento em diante, o nome da cidade ser:
O Senhor EST AQUI".
Notas de rodap:
[a] 48.8 Hebraico: 25.000 cvados . O cvado longo era uma medida
linear de cerca de meio metro.
______________________________________________________________________________

DANIEL-CAPITULO-1
Daniel na Babilnia
1 No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Jud, Nabucodonosor,
rei da Babilnia, veio a Jerusalm e a sitiou.
2 E o Senhor entregou
Jeoaquim, rei de Jud, nas suas mos, e tambm alguns dos utenslios do
templo de Deus. Ele levou os utenslios para o templo do seu deus na
terra de Sinear [a] e os colocou na casa do tesouro do seu deus.
3 Depois o rei ordenou a Aspenaz, o chefe dos oficiais da sua corte,
que trouxesse alguns dos israelitas da famlia real e da nobreza:
4 jovens sem defeito fsico, de boa aparncia, cultos, inteligentes, que
dominassem os vrios campos do conhecimento e fossem capacitados para
servir no palcio do rei. Ele deveria ensinar-lhes a lngua e a
literatura dos babilnios [b] .
5 De sua prpria mesa, rei
designou-lhes uma poro diria de comida e de vinho. Eles receberiam um
treinamento durante trs anos, e depois disso passariam a servir o rei.
6 Entre esses estavam alguns que vieram de Jud: Daniel, Hananias,
Misael e Azarias.
7 O chefe dos oficiais deu-lhes novos nomes: a Daniel
deu o nome de Beltessazar; a Hananias, Sadraque; a Misael, Mesaque; e a
Azarias, Abede-Nego.
8 Daniel, contudo, decidiu no se tornar impuro com a comida e com o
vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permisso para se abster
deles.
9 E Deus fez com que o homem fosse bondoso para com Daniel e
tivesse simpatia por ele.
10 Apesar disso, ele disse a Daniel: "Tenho
medo do rei, o meu senhor, que determinou a comida e a bebida de vocs.
E se ele os achar menos saudveis que os outros jovens da mesma idade? O
rei poderia pedir a minha cabea por causa de vocs".
11 Daniel disse ento ao homem que o chefe dos oficiais tinha
encarregado de cuidar dele e de Hananias, Misael e Azarias:
12 "Peo-lhe que faa uma experincia com os seus servos durante dez
dias: No nos d nada alm de vegetais para comer e gua para beber.
13 Depois compare a nossa aparncia com a dos jovens que comem a comida do
rei, e trate os seus servos de acordo com o que voc concluir".
14 Ele concordou e fez a experincia com eles durante dez dias.
15 Passados os dez dias, eles pareciam mais saudveis e mais fortes do
que todos os jovens que comiam a comida da mesa do rei.
16 Assim o
encarregado tirou a comida especial e o vinho que haviam sido designados
e em lugar disso lhes dava vegetais.
17 A esses quatro jovens Deus deu sabedoria e inteligncia para
conhecerem todos os aspectos da cultura e da cincia. E Daniel, alm
disso, sabia interpretar todo tipo de vises e sonhos.
18 Ao final do tempo estabelecido pelo rei para que os jovens fossem
trazidos  sua presena, o chefe dos oficiais os apresentou a
Nabucodonosor.
19 O rei conversou com eles, e no encontrou ningum
comparvel a Daniel, Hananias, Misael e Azarias; de modo que eles
passaram a servir o rei.
20 O rei lhes fez perguntas sobre todos os
assuntos que exigiam sabedoria e conhecimento, e descobriu que eram dez
vezes mais sbios do que todos os magos e encantadores de todo o seu
reino.
21 Daniel permaneceu ali at o primeiro ano do rei Ciro.
Notas de rodap:
[a] 1.2 Isto , na regio da Babilnia.
[b] 1.4 Hebraico: caldeus .

DANIEL-CAPITULO-2
O Sonho de Nabucodonosor
1 No segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor teve sonhos; sua mente
ficou to perturbada que ele no conseguia dormir.
2 Por isso o rei
convocou os magos, os encantadores, os feiticeiros e os astrlogos
[a] para que lhe dissessem o que ele havia sonhado. Quando eles
vieram e se apresentaram ao rei,
3 este lhes disse: "Tive um sonho
que me perturba e quero saber o que significa [b] ".
4 Ento os astrlogos responderam em aramaico ao rei: [c] "
rei, vive para sempre! Conta o sonho aos teus servos, e ns o
interpretaremos".
5 O rei respondeu aos astrlogos: "Esta  a minha deciso: se vocs
no me disserem qual foi o meu sonho e no o interpretarem, farei que
vocs sejam cortados em pedaos e que as suas casas se tornem montes de
entulho.
6 Mas, se me revelarem o sonho e o interpretarem, eu lhes
darei presentes, recompensas e grandes honrarias. Portanto, revelem-me o
sonho e a sua interpretao".
7 Mas eles tornaram a dizer: "Conte o rei o sonho a seus servos, e
ns o interpretaremos".
8 Ento o rei respondeu: "J descobri que vocs esto tentando ganhar
tempo, pois sabem da minha deciso.
9 Se no me contarem o sonho, todos
vocs recebero a mesma sentena; pois vocs combinaram enganar-me com
mentiras, esperando que a situao mudasse. Contem-me o sonho, e saberei
que vocs so capazes de interpret-lo para mim".
10 Os astrlogos responderam ao rei: "No h homem na terra que possa
fazer o que o rei est pedindo! Nenhum rei, por maior e mais poderoso
que tenha sido, chegou a pedir uma coisa dessas a nenhum mago,
encantador ou astrlogo.
11 O que o rei est pedindo  difcil demais;
ningum pode revelar isso ao rei, seno os deuses, e eles no vivem
entre os mortais [d] ".
12 Isso deixou o rei to irritado e furioso que ele ordenou a execuo
de todos os sbios da Babilnia.
13 E assim foi emitido o decreto para
que fossem mortos os sbios; os encarregados saram  procura de Daniel
e dos seus amigos, para que tambm fossem mortos.
14 Arioque, o comandante da guarda do rei, j se preparava para matar
os sbios da Babilnia, quando Daniel dirigiu-se a ele com sabedoria e
bom senso.
15 Ele perguntou ao oficial do rei: "Por que o rei emitiu
um decreto to severo?" Arioque explicou o motivo a Daniel.
16 Diante
disso, Daniel foi pedir ao rei que lhe desse um prazo, e ele daria a
interpretao.
17 Daniel voltou para casa, contou o problema aos seus amigos Hananias,
Misael e Azarias,
18 e lhes pediu que rogassem ao Deus dos cus que
tivesse misericrdia acerca desse mistrio, para que ele e seus amigos
no fossem executados com os outros sbios da Babilnia.
19 Ento o
mistrio foi revelado a Daniel de noite, numa viso. Daniel louvou o
Deus dos cus
20 e disse:
"Louvado seja o nome de Deus
para todo o sempre;
a sabedoria e o poder a ele pertencem.
21 Ele muda as pocas e as estaes;
destrona reis e os estabelece.
D sabedoria aos sbios
e conhecimento aos que
sabem discernir.
22 Revela coisas profundas e ocultas;
conhece o que jaz nas trevas,
e a luz habita com ele.
23 Eu te agradeo e te louvo,
 Deus dos meus antepassados;
tu me deste sabedoria e poder,
e me revelaste o que te pedimos,
revelaste-nos o sonho do rei".
Daniel Interpreta o Sonho
24 Ento Daniel foi falar com Arioque, a quem o rei tinha designado
para executar os sbios da Babilnia, e lhe disse: "No execute os
sbios. Leve-me ao rei, e eu interpretarei para ele o sonho que teve".
25 Imediatamente Arioque levou Daniel ao rei e disse: "Encontrei um
homem entre os exilados de Jud que pode dizer ao rei o significado do
sonho".
26 O rei perguntou a Daniel, tambm chamado Beltessazar: "Voc 
capaz de contar-me o que vi no meu sonho e interpret-lo?"
27 Daniel respondeu: "Nenhum sbio, encantador, mago ou adivinho 
capaz de revelar ao rei o mistrio sobre o qual ele perguntou,
28 mas
existe um Deus nos cus que revela os mistrios. Ele mostrou ao rei
Nabucodonosor o que acontecer nos ltimos dias. O sonho e as vises que
passaram por tua mente quando estavas deitado foram os seguintes:
29 "Quando estavas deitado,  rei, tua mente se voltou para as coisas
futuras, e aquele que revela os mistrios te mostrou o que vai
acontecer.
30 Quanto a mim, esse mistrio no me foi revelado porque eu
tenha mais sabedoria do que os outros homens, mas para que tu,  rei,
saibas a interpretao e entendas o que passou pela tua mente.
31 "Tu olhaste,  rei, e diante de ti estava uma grande esttua: uma
esttua enorme, impressionante, e sua aparncia era terrvel.
32 A
cabea da esttua era feita de ouro puro, o peito e o brao eram de
prata, o ventre e os quadris eram de bronze,
33 as pernas eram de
ferro, e os ps eram em parte de ferro e em parte de barro.
34 Enquanto
estavas observando, uma pedra soltou-se, sem auxlio de mos, atingiu a
esttua nos ps de ferro e de barro e os esmigalhou.
35 Ento o ferro,
o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaados, viraram p, como
o p da debulha do trigo na eira durante o vero. O vento os levou sem
deixar vestgio. Mas a pedra que atingiu a esttua tornou-se uma
montanha e encheu a terra toda.
36 "Foi esse o sonho, e ns o interpretaremos para o rei.
37 Tu, 
rei, s rei de reis. O Deus dos cus concedeu-te domnio, poder, fora e
glria;
38 nas tuas mos ele colocou a humanidade, os animais selvagens
e as aves do cu. Onde quer que vivam, ele fez de ti o governante deles
todos. Tu s a cabea de ouro.
39 "Depois de ti surgir um outro reino, inferior ao teu. Em seguida
surgir um terceiro reino, reino de bronze, que governar toda a terra.
40 Finalmente, haver um quarto reino, forte como o ferro, pois o ferro
quebra e destri tudo; e assim como o ferro despedaa tudo, tambm ele
destruir e quebrar todos os outros.
41 Como viste, os ps e os dedos
eram em parte de barro e em parte de ferro. Isso quer dizer que esse
ser um reino dividido, mas ainda assim ter um pouco da fora do ferro,
embora tenhas visto ferro misturado com barro.
42 Assim como os dedos
eram em parte de ferro e em parte de barro, tambm esse reino ser em
parte forte e em parte frgil.
43 E, como viste, o ferro estava
misturado com o barro. Isso significa que se buscaro fazer alianas
polticas por meio de casamentos, mas a unio decorrente dessas alianas
no se firmar, assim como o ferro no se mistura com o barro.
44 "Na poca desses reis, o Deus dos cus estabelecer um reino que
jamais ser destrudo e que nunca ser dominado por nenhum outro povo.
Destruir todos os reinos daqueles reis e os exterminar, mas esse reino
durar para sempre.
45 Esse  o significado da viso da pedra que se
soltou de uma montanha, sem auxlio de mos, pedra que esmigalhou o
ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro.
"O Deus poderoso mostrou ao rei o que acontecer no futuro. O sonho 
verdadeiro, e a interpretao  fiel".
46 Ento o rei Nabucodonosor caiu prostrado diante de Daniel,
prestou-lhe honra e ordenou que lhe fosse apresentada uma oferta de
cereal e incenso.
47 O rei disse a Daniel: "No h dvida de que o
seu Deus  o Deus dos deuses, o Senhor dos reis e aquele que revela os
mistrios, pois voc conseguiu revelar esse mistrio".
48 Assim o rei colocou Daniel num alto cargo e o cobriu de presentes.
Ele o designou governante de toda a provncia da Babilnia e o
encarregou de todos os sbios da provncia.
49 Alm disso, a pedido de
Daniel, o rei nomeou Sadraque, Mesaque e Abede-Nego administradores da
provncia da Babilnia, enquanto o prprio Daniel permanecia na corte do
rei.
Notas de rodap:
[a] 2.2 Ou caldeus ; tambm em todo o livro de Daniel.
[b] 2.3 Ou o que sonhei
[c] 2.4 Daqui at o final do captulo 7 o texto original est em
aramaico.
[d] 2.11 Aramaico: com a carne .

DANIEL-CAPITULO-3
A Imagem de Ouro de Nabucodonosor
1 O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro de vinte e sete metros de
altura e dois metros e setenta centmetros de largura [a] , e a
ergueu na plancie de Dura, na provncia da Babilnia.
2 Depois
convocou os strapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os
tesoureiros, os juzes, os magistrados e todas as autoridades
provinciais, para assistirem  dedicao da imagem que mandara erguer.
3 Assim todos eles, strapas, prefeitos, governadores, conselheiros,
tesoureiros, juzes, magistrados e todas as autoridades provinciais se
reuniram para a dedicao da imagem que o rei Nabucodonosor mandara
erguer, e ficaram em p diante dela.
4 Ento o arauto proclamou em alta voz: "Esta  a ordem que lhes 
dada,  homens de todas as naes, povos e lnguas:
5 Quando ouvirem o
som da trombeta, do pfaro, da ctara, da harpa, do saltrio, da flauta
dupla [b] e de toda espcie de msica, prostrem-se em terra e
adorem a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor ergueu.
6 Quem no se
prostrar em terra e no ador-la ser imediatamente atirado numa
fornalha em chamas".
7 Por isso, logo que ouviram o som da trombeta, do pfaro, da ctara,
da harpa, do saltrio e de toda espcie de msica, os homens de todas as
naes, povos e lnguas prostraram-se em terra e adoraram a imagem de
ouro que o rei Nabucodonosor mandara erguer.
8 Nesse momento alguns astrlogos se aproximaram e denunciaram os
judeus,
9 dizendo ao rei Nabucodonosor: " rei, vive para sempre!
10 Tu emitiste um decreto,  rei, ordenando que todo aquele que ouvisse o
som da trombeta, do pfaro, da ctara, da harpa, do saltrio, da flauta
dupla e de toda espcie de msica se prostrasse em terra e adorasse a
imagem de ouro,
11 e que todo aquele que no se prostrasse em terra e
no a adorasse seria atirado numa fornalha em chamas.
12 Mas h alguns
judeus que nomeaste para administrar a provncia da Babilnia, Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego, que no te do ouvidos,  rei. No prestam culto
aos teus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandaste erguer".
13 Furioso, Nabucodonosor mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.
E assim que eles foram conduzidos  presena do rei,
14 Nabucodonosor
lhes disse: " verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vocs no
prestam culto aos meus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandei
erguer?
15 Pois agora, quando vocs ouvirem o som da trombeta, do
pfaro, da ctara, da harpa, do saltrio, da flauta dupla e de toda
espcie de msica, se vocs se dispuserem a prostrar-se em terra e a
adorar a imagem que eu fiz, ser melhor para vocs. Mas, se no a
adorarem, sero imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que
deus poder livr-los das minhas mos?"
16 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: "
Nabucodonosor, no precisamos defender-nos diante de ti.
17 Se formos
atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode
livrar-nos, e ele nos livrar das tuas mos,  rei.
18 Mas, se ele no
nos livrar, saiba,  rei, que no prestaremos culto aos teus deuses nem
adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer".
19 Nabucodonosor ficou to furioso com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego,
que o seu semblante mudou. Deu ordens para que a fornalha fosse aquecida
sete vezes mais que de costume
20 e ordenou que alguns dos soldados
mais fortes do seu exrcito amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e
os atirassem na fornalha em chamas.
21 E os trs homens, vestidos com
seus mantos, cales, turbantes e outras roupas, foram amarrados e
atirados na fornalha extraordinariamente quente.
22 A ordem do rei era
urgente e a fornalha estava to quente que as chamas mataram os soldados
que levaram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego,
23 e estes caram amarrados
dentro da fornalha em chamas.
24 Mas logo depois o rei Nabucodonosor, alarmado, levantou-se e
perguntou aos seus conselheiros: "No foram trs os homens amarrados
que ns atiramos no fogo?"
Eles responderam: "Sim,  rei".
25 E o rei exclamou: "Olhem! Estou vendo quatro homens, desamarrados
e ilesos, andando pelo fogo, e o quarto se parece com um filho dos
deuses".
26 Ento Nabucodonosor aproximou-se da entrada da fornalha em chamas e
gritou: "Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altssimo,
saiam! Venham aqui!"
E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saram do fogo.
27 Os strapas, os
prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei se ajuntaram em
torno deles e comprovaram que o fogo no tinha ferido o corpo deles. Nem
um s fio de cabelo tinha sido chamuscado, os seus mantos no estavam
queimados, e no havia cheiro de fogo neles.
28 Disse ento Nabucodonosor: "Louvado seja o Deus de Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos!
Eles confiaram nele, desafiaram a ordem do rei, preferindo abrir mo de
sua vida a prestar culto e adorar a outro deus que no fosse o seu
prprio Deus.
29 Por isso eu decreto que todo homem de qualquer povo,
nao e lngua que disser alguma coisa contra [c] o Deus de
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaado e sua casa seja
transformada em montes de entulho, pois nenhum outro deus  capaz de
livrar algum dessa maneira".
30 Ento o rei promoveu Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na provncia da
Babilnia.
Notas de rodap:
[a] 3.1 Aramaico: 60 cvados de altura e 6 cvados de largura . O
cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 3.5 Ou todos os instrumentos tocando juntos ; tambm nos
versculos 10 e 15.
[c] 3.29 Ou blasfemar

DANIEL-CAPITULO-4
Outro Sonho de Nabucodonosor
1 O rei Nabucodonosor,
aos homens de todas naes, povos e lnguas, que vivem no mundo inteiro:
Paz e prosperidade!
2 Tenho a satisfao de falar-lhes a respeito dos sinais e das
maravilhas que o Deus Altssimo realizou em meu favor.
3 Como so grandes os seus sinais,
como so poderosas as suas maravilhas!
O seu reino  um reino eterno;
o seu domnio dura
de gerao em gerao.
4 Eu, Nabucodonosor, estava satisfeito e prspero em casa, no meu
palcio.
5 Tive um sonho que me deixou alarmado. Estando eu deitado em
minha cama, os pensamentos e vises que passaram pela minha mente
deixaram-me aterrorizado.
6 Por isso decretei que todos os sbios da
Babilnia fossem trazidos  minha presena para interpretarem o sonho
para mim.
7 Quando os magos, os encantadores, os astrlogos e os
adivinhos vieram, contei-lhes o sonho, mas eles no puderam
interpret-lo.
8 Por fim veio Daniel  minha presena e eu lhe contei o
sonho. Ele  chamado Beltessazar, em homenagem ao nome do meu deus; e o
esprito dos santos deuses est nele.
9 Eu disse: Beltessazar, chefe dos magos, sei que o esprito dos santos
deuses est em voc, e que nenhum mistrio  difcil demais para voc.
Vou contar-lhe o meu sonho; interprete-o para mim.
10 Estas so as
vises que tive quando estava deitado em minha cama: olhei, e diante de
mim estava uma rvore muito alta no meio da terra.
11 A rvore cresceu
tanto que a sua copa encostou no cu; era visvel at os confins da
terra.
12 Tinha belas folhas, muitos frutos, e nela havia alimento para
todos. Debaixo dela os animais do campo achavam abrigo, e as aves do cu
viviam em seus galhos; todas as criaturas se alimentavam daquela rvore.
13 Nas vises que tive deitado em minha cama, olhei e vi diante de mim
uma sentinela, um anjo [a] que descia do cu;
14 ele gritou em
alta voz: "Derrubem a rvore e cortem os seus galhos; arranquem as
suas folhas e espalhem os seus frutos. Fujam os animais de debaixo dela
e as aves dos seus galhos.
15 Mas deixem o toco e as suas razes,
presos com ferro e bronze; fique ele no cho, em meio  relva do campo.
"Ele ser molhado com o orvalho do cu e com os animais comer a grama
da terra.
16 A mente humana lhe ser tirada, e ele ser como um animal,
at que se passem sete tempos [b] .
17 "A deciso  anunciada por sentinelas, os anjos declaram o
veredicto, para que todos os que vivem saibam que o Altssimo domina
sobre os reinos dos homens e os d a quem quer, e pe no poder o mais
simples dos homens".
18 Esse  o sonho que eu, o rei Nabucodonosor, tive. Agora,
Beltessazar, diga-me o significado do sonho, pois nenhum dos sbios do
meu reino consegue interpret-lo para mim, exceto voc, pois o esprito
dos santos deuses est em voc.
Daniel Interpreta o Sonho
19 Ento Daniel, tambm chamado Beltessazar, ficou estarrecido por
algum tempo, e os seus pensamentos o deixaram aterrorizado. Ento o rei
disse: "Beltessazar, no deixe que o sonho ou a sua interpretao o
assuste".
Beltessazar respondeu: "Meu senhor, quem dera o sonho s se aplicasse
aos teus inimigos e o seu significado somente aos teus adversrios!
20 A rvore que viste, que cresceu e ficou enorme, cuja copa encostava no
cu, visvel em toda a terra,
21 com belas folhas e muitos frutos, na
qual havia alimento para todos, abrigo para os animais do campo, e
morada para as aves do cu nos seus galhos:
22 essa rvore,  rei,
s tu! Tu te tornaste grande e poderoso, pois a tua grandeza cresceu at
alcanar o cu, e o teu domnio se estende at os confins da terra.
23 "E tu,  rei, viste tambm uma sentinela, o anjo que descia do cu
e dizia: ``Derrubem a rvore e destruam-na, mas deixem o toco e as suas
razes, presos com ferro e bronze; fique ele no cho, em meio  relva do
campo. Ele ser molhado com o orvalho do cu e viver com os animais
selvagens, at que se passem sete tempos''.
24 "Esta  a interpretao,  rei, e este  o decreto que o Altssimo
emitiu contra o rei, meu senhor:
25 Tu sers expulso do meio dos homens
e vivers com os animais selvagens; comers capim como os bois e te
molhars com o orvalho do cu. Passaro sete tempos at que admitas que
o Altssimo domina sobre os reinos dos homens e os d a quem quer.
26 A
ordem para deixar o toco da rvore com as razes significa que o teu
reino te ser devolvido quando reconheceres que os Cus dominam.
27 Portanto,  rei, aceita o meu conselho: Renuncia a teus pecados e  tua
maldade, pratica a justia e tem compaixo dos necessitados. Talvez,
ento, continues a viver em paz".
O Cumprimento do Sonho
28 Tudo isso aconteceu com o rei Nabucodonosor.
29 Doze meses depois,
quando o rei estava andando no terrao do palcio real da Babilnia,
30 disse: "Acaso no  esta a grande Babilnia que eu constru como
capital do meu reino [c] , com o meu enorme poder e para a glria
da minha majestade?"
31 As palavras ainda estavam nos seus lbios quando veio do cu uma voz
que disse: " isto que est decretado quanto a voc, rei
Nabucodonosor: Sua autoridade real lhe foi tirada.
32 Voc ser expulso
do meio dos homens, viver com os animais selvagens e comer capim como
os bois. Passaro sete tempos at que admita que o Altssimo domina
sobre os reinos dos homens e os d a quem quer".
33 A sentena sobre Nabucodonosor cumpriu-se imediatamente. Ele foi
expulso do meio dos homens e passou a comer capim como os bois. Seu
corpo molhou-se com o orvalho do cu, at que os seus cabelos e plos
cresceram como as penas da guia, e as suas unhas como as garras das
aves.
34 Ao fim daquele perodo, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao cu,
e percebi que o meu entendimento tinha voltado. Ento louvei o
Altssimo; honrei e glorifiquei aquele que vive para sempre.
O seu domnio  um domnio eterno;
o seu reino dura de gerao em gerao.
35 Todos os povos da terra
so como nada diante dele.
Ele age como lhe agrada
com os exrcitos [d] dos cus
e com os habitantes da terra.
Ningum  capaz de resistir  sua mo
ou dizer-lhe: "O que fizeste?"
36 Naquele momento voltou-me o entendimento, e eu recuperei a honra, a
majestade e a glria do meu reino. Meus conselheiros e os nobres me
procuraram, meu trono me foi restaurado, e minha grandeza veio a ser
ainda maior.
37 Agora eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o
Rei dos cus, porque tudo o que ele faz  certo, e todos os seus
caminhos so justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com
arrogncia.
Notas de rodap:
[a] 4.13 Aramaico: santo ; tambm nos versculos 17 e 23.
[b] 4.16 Ou anos ; tambm nos versculos 23, 25 e 32.
[c] 4.30 Ou para ser minha residncia real
[d] 4.35 Ou anjos

DANIEL-CAPITULO-5
O Banquete de Belsazar: A Escrita na Parede
1 Certa vez o rei Belsazar deu um grande banquete para mil dos seus
nobres, e com eles bebeu muito vinho.
2 Enquanto Belsazar bebia vinho,
deu ordens para trazerem as taas de ouro e de prata que o seu
predecessor, Nabucodonosor, tinha tomado do templo de Jerusalm, para
que o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas
bebessem nessas taas.
3 Ento trouxeram as taas de ouro que tinham
sido tomadas do templo de Deus em Jerusalm, e o rei e os seus nobres,
as suas mulheres e as suas concubinas beberam nas taas.
4 Enquanto
bebiam o vinho, louvavam os deuses de ouro, de prata, de bronze, de
ferro, de madeira e de pedra.
5 Mas, de repente apareceram dedos de mo humana que comearam a
escrever no reboco da parede, na parte mais iluminada do palcio real. O
rei observou a mo enquanto ela escrevia.
6 Seu rosto ficou plido, e
ele ficou to assustado que os seus joelhos batiam um no outro e as suas
pernas vacilaram.
7 Aos gritos, o rei mandou chamar os encantadores, os astrlogos e os
adivinhos e disse a esses sbios da Babilnia: "Aquele que ler essa
inscrio e interpret-la, revelando-me o seu significado, vestir um
manto vermelho, ter uma corrente de ouro no pescoo, e ser o terceiro
em importncia no governo do reino".
8 Todos os sbios do rei vieram, mas no conseguiram ler a inscrio
nem dizer ao rei o seu significado.
9 Diante disso o rei Belsazar ficou
ainda mais aterrorizado e o seu rosto, mais plido. Seus nobres estavam
alarmados.
10 Tendo a rainha [a] ouvido os gritos do rei e dos seus nobres,
entrou na sala do banquete e disse: " rei, vive para sempre! No
fiques assustado nem to plido!
11 Existe um homem em teu reino que
possui o esprito dos santos deuses. Na poca do teu predecessor
verificou-se que ele era um iluminado e tinha inteligncia e sabedoria
como a dos deuses. O rei Nabucodonosor, teu predecessor: sim, o teu
predecessor: o nomeou chefe dos magos, dos encantadores, dos
astrlogos e dos adivinhos.
12 Verificou-se que esse homem, Daniel, a
quem o rei dera o nome de Beltessazar, tinha inteligncia extraordinria
e tambm a capacidade de interpretar sonhos e resolver enigmas e
mistrios. Manda chamar Daniel, e ele te dar o significado da
escrita".
13 Assim Daniel foi levado  presena do rei, que lhe disse: "Voc 
Daniel, um dos exilados que meu pai, o rei, trouxe de Jud?
14 Soube
que o esprito dos deuses est em voc e que voc  um iluminado e que
tem inteligncia e uma sabedoria fora do comum.
15 Trouxeram os sbios
e os encantadores  minha presena para lerem essa inscrio e me
dizerem o seu significado, porm eles no o conseguiram.
16 Mas eu
soube que voc  capaz de dar interpretaes e de resolver mistrios. Se
voc puder ler essa inscrio e dizer-me o que significa, voc ser
vestido com um manto vermelho e ter uma corrente de ouro no pescoo, e
ser o terceiro em importncia no governo do reino".
17 Ento Daniel respondeu ao rei: "Podes guardar os teus presentes
para ti mesmo e dar as tuas recompensas a algum outro. No entanto, lerei
a inscrio para o rei e lhe direi o seu significado.
18 " rei, foi a Nabucodonosor, teu predecessor, que o Deus Altssimo
deu soberania, grandeza, glria e majestade.
19 Devido  alta posio
que Deus lhe concedeu, homens de todas as naes, povos e lnguas
tremiam diante dele e o temiam. A quem o rei queria matar, matava; a
quem queria poupar, poupava; a quem queria promover, promovia; e a quem
queria humilhar, humilhava.
20 No entanto, quando o seu corao se
tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de
seu trono real e despojado da sua glria.
21 Foi expulso do meio dos
homens e sua mente ficou como a de um animal; passou a viver com os
jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se
molhava com o orvalho do cu, at reconhecer que o Deus Altssimo domina
sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer.
22 "Mas tu, Belsazar, seu sucessor, no te humilhaste, embora
soubesses de tudo isso.
23 Ao contrrio, te exaltaste acima do [b]
Senhor dos cus. Mandaste trazer as taas do templo do Senhor para que
nelas bebessem tu, os teus nobres, as tuas mulheres e as tuas
concubinas. Louvaste os deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro,
de madeira e de pedra, que no podem ver nem ouvir nem entender. Mas no
glorificaste o Deus que sustenta em suas mos a tua vida e todos os teus
caminhos.
24 Por isso ele enviou a mo que escreveu as palavras da
inscrio.
25 "Esta  a inscrio que foi feita:
MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM [c] .
26 "E este  o significado dessas palavras:
Mene [d] : Deus contou os dias
do teu reinado
e determinou o seu fim.
27 Tequel [e] : Foste pesado na balana
e achado em falta.
28 Peres [f] : Teu reino foi dividido
e entregue aos medos e persas".
29 Ento, por ordem de Belsazar, vestiram Daniel com um manto vermelho,
puseram-lhe uma corrente de ouro no pescoo, e o proclamaram o terceiro
em importncia no governo do reino.
30 Naquela mesma noite Belsazar, rei dos babilnios [g] , foi
morto,
31 e Dario, o medo, apoderou-se do reino, com a idade de
sessenta e dois anos.
Notas de rodap:
[a] 5.10 Ou rainha-me
[b] 5.23 Ou te levantaste contra o
[c] 5.25 Aramaico: UPARSIM ; isto , E PARSIM.
[d] 5.26 Mene pode significar contado ou mina (uma unidade monetria).
[e] 5.27 Tequel pode significar pesado ou siclo.
[f] 5.28 Peres (o singular de Parsim) pode significar dividido ou
Prsia ou meia mina ou meio siclo.
[g] 5.30 Aramaico: caldeus .

DANIEL-CAPITULO-6
Daniel na Cova dos Lees
1 Dario achou por bem nomear cento e vinte strapas para governarem
todo o reino,
2 e colocou trs supervisores sobre eles, um dos quais
era Daniel. Os strapas tinham que prestar contas a eles para que o rei
no sofresse nenhuma perda.
3 Ora, Daniel se destacou tanto entre os
supervisores e os strapas por suas grandes qualidades, que o rei
planejava coloc-lo  frente do governo de todo o imprio.
4 Diante
disso, os supervisores e os strapas procuraram motivos para acusar
Daniel em sua administrao governamental, mas nada conseguiram. No
puderam achar nele falta alguma, pois ele era fiel; no era desonesto
nem negligente.
5 Finalmente esses homens disseram: "Jamais
encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja
algo relacionado com a lei do Deus dele".
6 E assim os supervisores e os strapas, de comum acordo, foram falar
com o rei: " rei Dario, vive para sempre!
7 Todos os supervisores
reais, os prefeitos, os strapas, os conselheiros e os governadores
concordaram em que o rei deve emitir um decreto ordenando que todo
aquele que orar a qualquer deus ou a qualquer homem nos prximos trinta
dias, exceto a ti,  rei, seja atirado na cova dos lees.
8 Agora, 
rei, emite o decreto e assina-o para que no seja alterado, conforme a
lei dos medos e dos persas, que no pode ser revogada".
9 E o rei
Dario assinou o decreto.
10 Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para
casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para
Jerusalm e ali fez o que costumava fazer: trs vezes por dia ele se
ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus.
11 Ento aqueles homens
foram investigar e encontraram Daniel orando, pedindo ajuda a Deus.
12 E foram logo falar com o rei acerca do decreto real: "Tu no
publicaste um decreto ordenando que nestes trinta dias todo aquele que
fizer algum pedido a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, 
rei, ser lanado na cova dos lees?"
O rei respondeu: "O decreto est em vigor, conforme a lei dos medos e
dos persas, que no pode ser revogada".
13 Ento disseram ao rei: "Daniel, um dos exilados de Jud, no te d
ouvidos,  rei, nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando trs
vezes por dia".
14 Quando o rei ouviu isso, ficou muito contrariado e
decidiu salvar Daniel. At o pr-do-sol, fez o possvel para livr-lo.
15 Mas os homens lhe disseram: "Lembra-te,  rei, de que, segundo a
lei dos medos e dos persas, nenhum decreto ou edito do rei pode ser
modificado".
16 Ento o rei deu ordens, e eles trouxeram Daniel e o jogaram na cova
dos lees. O rei, porm, disse a Daniel: "Que o seu Deus, a quem voc
serve continuamente, o livre!"
17 Taparam a cova com uma pedra, e o rei a selou com o seu anel-selo e
com os anis dos seus nobres, para que a deciso sobre Daniel no se
modificasse.
18 Tendo voltado ao palcio, o rei passou a noite sem
comer e no aceitou nenhum divertimento em sua presena. Alm disso, no
conseguiu dormir.
19 Logo ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos lees.
20 Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz que revelava
aflio: "Daniel, servo do Deus vivo, ser que o seu Deus, a quem voc
serve continuamente, pde livr-lo dos lees?"
21 Daniel respondeu: " rei, vive para sempre!
22 O meu Deus enviou
o seu anjo, que fechou a boca dos lees. Eles no me fizeram mal algum,
pois fui considerado inocente  vista de Deus. Tambm contra ti no
cometi mal algum,  rei".
23 O rei muito se alegrou e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando
o tiraram da cova, viram que no havia nele nenhum ferimento, pois ele
tinha confiado no seu Deus.
24 E, por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram
atirados na cova dos lees, junto com as suas mulheres e os seus filhos.
E, antes de chegarem ao fundo, os lees os atacaram e despedaaram todos
os seus ossos.
25 Ento o rei Dario escreveu aos homens de todas as naes, povos e
lnguas de toda a terra:
"Paz e prosperidade!
26 "Estou editando um decreto para que em todos os domnios do
imprio os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel.
"Pois ele  o Deus vivo
e permanece para sempre;
o seu reino no ser destrudo,
o seu domnio jamais acabar.
27 Ele livra e salva;
faz sinais e maravilhas
nos cus e na terra.
Ele livrou Daniel
do poder dos lees".
28 Assim Daniel prosperou durante os reinados de Dario e de Ciro
[a] , o Persa.
Notas de rodap:
[a] 6.28 Ou Dario, isto , o reinado de Ciro,

DANIEL-CAPITULO-7
O Sonho de Daniel: Os Quatro Animais
1 No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilnia, Daniel teve um sonho,
e certas vises passaram por sua mente, estando ele deitado em sua cama.
Ele escreveu o seguinte resumo do seu sonho.
2 "Em minha viso  noite, eu vi os quatro ventos do cu agitando o
grande mar.
3 Quatro grandes animais, diferentes uns dos outros,
subiram do mar.
4 "O primeiro parecia um leo, e tinha asas de guia. Eu o observei
e, em certo momento, as suas asas foram arrancadas, e ele foi erguido do
cho, firmou-se sobre dois ps como um homem e recebeu corao de homem.
5 "A seguir, vi um segundo animal, que tinha a aparncia de um urso.
Ele foi erguido por um dos seus lados, e na boca, entre os dentes, tinha
trs costelas. Foi-lhe dito: ``Levante-se e coma quanta carne puder!''
6 "Depois disso, vi um outro animal, que se parecia com um leopardo.
Nas costas tinha quatro asas, como as de uma ave. Esse animal tinha
quatro cabeas, e recebeu autoridade para governar.
7 "Em minha viso  noite, vi ainda um quarto animal, aterrorizante,
assustador e muito poderoso. Tinha grandes dentes de ferro, com os quais
despedaava e devorava suas vtimas, e pisoteava tudo o que sobrava. Era
diferente de todos os animais anteriores e tinha dez chifres.
8 "Enquanto eu considerava os chifres, vi outro chifre, pequeno, que
surgiu entre eles; e trs dos primeiros chifres foram arrancados para
dar lugar a ele. Esse chifre possua olhos como os olhos de um homem e
uma boca que falava com arrogncia.
9 "Enquanto eu olhava,
"tronos foram colocados,
e um ancio se assentou.
Sua veste era branca como a neve;
o cabelo era branco como a l.
Seu trono era envolto em fogo,
e as rodas do trono
estavam em chamas.
10 De diante dele,
saa um rio de fogo.
Milhares de milhares o serviam;
milhes e milhes estavam diante dele.
O tribunal iniciou o julgamento,
e os livros foram abertos.
11 "Continuei a observar por causa das palavras arrogantes que o
chifre falava. Fiquei olhando at que o animal foi morto, e o seu corpo
foi destrudo e atirado no fogo.
12 Dos outros animais foi retirada a
autoridade, mas eles tiveram permisso para viver por um perodo de
tempo.
13 "Em minha viso  noite, vi algum semelhante a um filho de homem,
vindo com as nuvens dos cus. Ele se aproximou do ancio e foi conduzido
 sua presena.
14 Ele recebeu autoridade, glria e o reino; todos os
povos, naes e homens de todas as lnguas o adoraram. Seu domnio  um
domnio eterno que no acabar, e seu reino jamais ser destrudo.
A Interpretao do Sonho
15 "Eu, Daniel, fiquei agitado em meu esprito, e as vises que
passaram pela minha mente me aterrorizaram.
16 Ento me aproximei de um
dos que ali estavam e lhe perguntei o significado de tudo o que eu tinha
visto.
"Ele me respondeu, dando-me esta interpretao:
17 ``Os quatro
grandes animais so quatro reinos que se levantaro na terra.
18 Mas os
santos do Altssimo recebero o reino e o possuiro para sempre; sim,
para todo o sempre''.
19 "Ento eu quis saber o significado do quarto animal, diferente de
todos os outros e o mais aterrorizante, com seus dentes de ferro e
garras de bronze, o animal que despedaava e devorava suas vtimas, e
pisoteava tudo o que sobrava.
20 Tambm quis saber sobre os dez chifres
da sua cabea e sobre o outro chifre que surgiu para ocupar o lugar dos
trs chifres que caram, o chifre que tinha olhos e uma boca que falava
com arrogncia.
21 Enquanto eu observava, esse chifre guerreava contra
os santos e os derrotava,
22 at que o ancio veio e pronunciou a
sentena a favor dos santos do Altssimo; chegou a hora de eles tomarem
posse do reino.
23 "Ele me deu a seguinte explicao: ``O quarto animal  um quarto
reino que aparecer na terra. Ser diferente de todos os outros reinos e
devorar a terra inteira, despedaando-a e pisoteando-a.
24 Os dez
chifres so dez reis que sairo desse reino. Depois deles um outro rei
se levantar, e ser diferente dos primeiros reis.
25 Ele falar contra
o Altssimo, oprimir os seus santos e tentar mudar os tempos [a]
e as leis. Os santos sero entregues nas mos dele por um tempo,
tempos [b] e meio tempo.
26 "``Mas o tribunal o julgar, e o seu poder lhe ser tirado e
totalmente destrudo, para sempre.
27 Ento a soberania, o poder e a
grandeza dos reinos que h debaixo de todo o cu sero entregues nas
mos dos santos, o povo do Altssimo. O reino dele ser um reino eterno,
e todos os governantes o adoraro e lhe obedecero''.
28 "Esse  o fim da viso. Eu, Daniel, fiquei aterrorizado por causa
dos meus pensamentos e meu rosto empalideceu, mas guardei essas coisas
comigo".
Notas de rodap:
[a] 7.25 Ou o calendrio ; ou ainda as festas religiosas
[b] 7.25 Ou dois tempos

DANIEL-CAPITULO-8
A Viso de Daniel: O Carneiro e o Bode
1 No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive outra
viso, a segunda.
2 Na minha viso eu me vi na cidadela de Sus, na
provncia de Elo; na viso eu estava junto do canal de Ulai.
3 Olhei
para cima e, diante de mim, junto ao canal, estava um carneiro; seus
dois chifres eram compridos, um mais que o outro, mas o mais comprido
cresceu depois do outro.
4 Observei o carneiro enquanto ele avanava
para o oeste, para o norte e para o sul. Nenhum animal conseguia
resistir-lhe, e ningum podia livrar-se do seu poder. Ele fazia o que
bem desejava e foi ficando cada vez maior.
5 Enquanto eu considerava isso, de repente um bode, com um chifre
enorme entre os olhos, veio do oeste, percorrendo toda a extenso da
terra sem encostar no cho.
6 Ele veio na direo do carneiro de dois
chifres que eu tinha visto ao lado do canal, e avanou contra ele com
grande fria.
7 Eu o vi atacar furiosamente o carneiro, atingi-lo e
quebrar os seus dois chifres. O carneiro no teve foras para resistir a
ele; o bode o derrubou no cho e o pisoteou, e ningum foi capaz de
livrar o carneiro do seu poder.
8 O bode tornou-se muito grande, mas no
auge da sua fora o seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar
cresceram quatro chifres enormes, na direo dos quatro ventos da terra.
9 De um deles saiu um pequeno chifre, que logo cresceu em poder na
direo do sul, do leste e da Terra Magnfica.
10 Cresceu at alcanar
o exrcito dos cus, e atirou na terra parte do exrcito das estrelas e
os pisoteou.
11 Tanto cresceu que chegou a desafiar o prncipe do
exrcito; suprimiu o sacrifcio dirio oferecido ao prncipe, e o local
do santurio foi destrudo.
12 Por causa da rebelio, o exrcito dos
santos e o sacrifcio dirio foram dados ao chifre. Ele tinha xito em
tudo o que fazia, e a verdade foi lanada por terra.
13 Ento ouvi dois anjos [a] conversando, e um deles perguntou
ao outro: "Quanto tempo duraro os acontecimentos anunciados por esta
viso? At quando ser suprimido o sacrifcio dirio e a rebelio
devastadora prevalecer? At quando o santurio e o exrcito ficaro
entregues ao poder do chifre e sero pisoteados?"
14 Ele me disse: "Isso tudo levar duas mil e trezentas tardes e
manhs; ento o santurio ser reconsagrado".
A Interpretao da Viso
15 Enquanto eu, Daniel, observava a viso e tentava entend-la, diante
de mim apareceu um ser que parecia homem.
16 E ouvi a voz de um homem
que vinha do Ulai: "Gabriel, d a esse homem o significado da
viso".
17 Quando ele se aproximou de mim, fiquei aterrorizado e ca prostrado.
Ele me disse: "Filho do homem, saiba que a viso refere-se aos tempos
do fim".
18 Enquanto ele falava comigo, eu, com o rosto em terra, perdi os
sentidos. Ento ele tocou em mim e me ps em p.
19 E disse: "Vou contar-lhe o que acontecer depois, no tempo da ira,
pois a viso se refere ao tempo do fim.
20 O carneiro de dois chifres
que voc viu representa os reis da Mdia e da Prsia.
21 O bode peludo
 o rei da Grcia, e o grande chifre entre os seus olhos  o primeiro
rei.
22 Os quatro chifres que tomaram o lugar do chifre que foi
quebrado so quatro reis. Seus reinos surgiro da nao daquele rei, mas
no tero o mesmo poder.
23 "No final do reinado deles, quando a rebelio dos mpios tiver
chegado ao mximo, surgir um rei de duro semblante, mestre em astcias.
24 Ele se tornar muito forte, mas no pelo seu prprio poder.
Provocar devastaes terrveis e ser bem-sucedido em tudo o que fizer.
Destruir os homens poderosos e o povo santo.
25 Com o intuito de
prosperar, ele enganar a muitos e se considerar superior aos outros.
Destruir muitos que nele confiam [b] e se insurgir contra o
Prncipe dos prncipes. Apesar disso, ele ser destrudo, mas no pelo
poder dos homens.
26 "A viso das tardes e das manhs que voc recebeu  verdadeira;
sele [c] porm a viso, pois refere-se ao futuro distante".
27 Eu, Daniel, fiquei exausto e doente por vrios dias. Depois
levantei-me e voltei a cuidar dos negcios do rei. Fiquei assustado com
a viso; estava alm da compreenso humana.
Notas de rodap:
[a] 8.13 Hebraico: santos .
[b] 8.25 Ou que vivem em paz
[c] 8.26 Ou guarde em segredo

DANIEL-CAPITULO-9
A Orao de Daniel
1 Dario, filho de Xerxes [a] , da linhagem dos medos, foi
constitudo governante do reino babilnio [b] .
2 No primeiro
ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a
palavra do Senhor dada ao profeta Jeremias, que a desolao de Jerusalm
iria durar setenta anos.
3 Por isso me voltei para o Senhor Deus com
oraes e splicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza.
4 Orei ao Senhor , o meu Deus, e confessei:
 Senhor, Deus grande e temvel, que mantns a tua aliana de amor com
todos aqueles que te amam e obedecem aos teus mandamentos,
5 ns temos
cometido pecado e somos culpados. Temos sido mpios e rebeldes, e nos
afastamos dos teus mandamentos e das tuas leis.
6 No demos ouvido aos
teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos
nossos lderes e aos nossos antepassados, e a todo o teu povo.
7 Senhor, tu s justo, e hoje estamos envergonhados. Sim, ns, o povo
de Jud, de Jerusalm e de todo o Israel, tanto os que esto perto como
os que esto distantes, em todas as terras pelas quais nos espalhaste
por causa de nossa infidelidade para contigo.
8  Senhor , ns e nossos
reis, nossos lderes e nossos antepassados estamos envergonhados por
termos pecado contra ti.
9 O Senhor nosso Deus  misericordioso e
perdoador, apesar de termos sido rebeldes;
10 no te demos ouvidos,
Senhor nosso Deus, nem obedecemos s leis que nos deste por meio dos
teus servos, os profetas.
11 Todo o Israel transgrediu a tua lei e se
desviou, recusando-se a te ouvir.
Por isso as maldies e as pragas escritas na Lei de Moiss, servo de
Deus, tm sido derramadas sobre ns, porque pecamos contra ti.
12 Cumpriste a palavra proferida contra ns e contra os nossos governantes,
trazendo-nos grande desgraa. Debaixo de todo o cu jamais se fez algo
como o que foi feito a Jerusalm.
13 Conforme est escrito na Lei de
Moiss, toda essa desgraa nos atingiu, e ainda assim no temos buscado
o favor do Senhor , o nosso Deus, afastando-nos de nossas maldades e
obedecendo  tua verdade.
14 O Senhor no hesitou em trazer desgraa
sobre ns, pois o Senhor , o nosso Deus,  justo em tudo o que faz;
ainda assim ns no lhe temos dado ateno.
15  Senhor nosso Deus, que tiraste o teu povo do Egito com mo
poderosa e que fizeste para ti um nome que permanece at hoje, ns temos
cometido pecado e somos culpados.
16 Agora Senhor, conforme todos os
teus feitos justos, afasta de Jerusalm, da tua cidade, do teu santo
monte, a tua ira e a tua indignao. Os nossos pecados e as iniqidades
de nossos antepassados fizeram de Jerusalm e do teu povo objeto de
zombaria para todos os que nos rodeiam.
17 Ouve, nosso Deus, as oraes e as splicas do teu servo. Por amor de
ti, Senhor, olha com bondade para [c] o teu santurio abandonado.
18 Inclina os teus ouvidos,  Deus, e ouve; abre os teus olhos e v a
desolao da cidade que leva o teu nome. No te fazemos pedidos por
sermos justos, mas por causa da tua grande misericrdia.
19 Senhor,
ouve! Senhor, perdoa! Senhor, v e age! Por amor de ti, meu Deus, no te
demores, pois a tua cidade e o teu povo levam o teu nome.
As Setenta Semanas
20 Enquanto eu estava falando e orando, confessando o meu pecado e o
pecado de Israel, meu povo, e trazendo o meu pedido ao Senhor , o meu
Deus, em favor do seu santo monte:
21 enquanto eu ainda estava em
orao, Gabriel, o homem que eu tinha visto na viso anterior, veio
voando rapidamente para onde eu estava,  hora do sacrifcio da tarde.
22 Ele me instruiu e me disse: "Daniel, agora vim para dar-lhe
percepo e entendimento.
23 Assim que voc comeou a orar, houve uma
resposta, que eu lhe trouxe porque voc  muito amado. Por isso, preste
ateno  mensagem para entender a viso:
24 "Setenta semanas esto decretadas para o seu povo e sua santa
cidade a fim de acabar com [d] a transgresso, dar fim ao pecado,
expiar as culpas, trazer justia eterna, cumprir a viso e a profecia, e
ungir o santssimo [e] .
25 "Saiba e entenda que, a partir da promulgao do decreto que manda
restaurar e reconstruir Jerusalm at que o Ungido, o lder, venha,
haver sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela ser reconstruda
com ruas e muros [f] , mas em tempos difceis.
26 Depois das
sessenta e duas semanas, o Ungido ser morto, e j no haver lugar para
ele. A cidade e o Lugar Santo sero destrudos pelo povo do governante
que vir. O fim vir como uma inundao: guerras continuaro at o fim,
e desolaes foram decretadas.
27 Com muitos ele far uma aliana que
durar uma semana. No meio da semana ele dar fim ao sacrifcio e 
oferta. E numa ala do templo ser colocado o sacrilgio terrvel, at
que chegue sobre ele [g] o fim que lhe est decretado".
Notas de rodap:
[a] 9.1 Hebraico: Assuero , variante do nome persa Xerxes.
[b] 9.1 Hebraico: caldeu .
[c] 9.17 Hebraico: faze resplandecer o teu rosto sobre.
[d] 9.24 Ou para restringir
[e] 9.24 Ou o Lugar Santssimo
[f] 9.25 Ou trincheiras
[g] 9.27 Ou sobre isso

DANIEL-CAPITULO-10
A Viso dom Vestido de Linho
1 No terceiro ano de Ciro, rei da Prsia, Daniel, chamado Beltessazar,
recebeu uma revelao. A mensagem era verdadeira e falava de uma grande
guerra [a] . Na viso que teve, ele entendeu a mensagem.
2 Naquela ocasio eu, Daniel, passei trs semanas chorando.
3 No comi
nada saboroso; carne e vinho nem provei; e no usei nenhuma essncia
aromtica, at se passarem as trs semanas.
4 No vigsimo quarto dia do primeiro ms, estava eu em p junto 
margem de um grande rio, o Tigre.
5 Olhei para cima, e diante de mim
estava um homem vestido de linho, com um cinto de ouro purssimo na
cintura.
6 Seu corpo era como berilo, o rosto como relmpago, os olhos
como tochas acesas, os braos e pernas como o reflexo do bronze polido,
e a sua voz era como o som de uma multido.
7 Somente eu, Daniel, tive a viso; os que me acompanhavam nada viram,
mas foram tomados de tanto pavor que fugiram e se esconderam.
8 Assim
fiquei sozinho, olhando para aquela grande viso; fiquei sem foras,
muito plido, e quase desfaleci.
9 Ento eu o ouvi falando e, ao
ouvi-lo, ca prostrado, rosto em terra, e perdi os sentidos.
10 Em seguida, a mo de algum tocou em mim e me ps sobre as minhas
mos e os meus joelhos vacilantes.
11 E ele disse: "Daniel, voc 
muito amado. Preste bem ateno ao que vou lhe falar; levante-se, pois
eu fui enviado a voc". Quando ele me disse isso, pus-me em p,
tremendo.
12 E ele prosseguiu: "No tenha medo, Daniel. Desde o primeiro dia em
que voc decidiu buscar entendimento e humilhar-se diante do seu Deus,
suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas.
13 Mas o
prncipe do reino da Prsia me resistiu durante vinte e um dias. Ento
Miguel, um dos prncipes supremos, veio em minha ajuda, pois eu fui
impedido de continuar ali com os reis da Prsia.
14 Agora vim
explicar-lhe o que acontecer ao seu povo no futuro, pois a viso se
refere a uma poca futura".
15 Quando ele me disse isso, prostrei-me, rosto em terra, sem conseguir
falar.
16 Ento um ser que parecia homem [b] tocou nos meus
lbios, e eu abri a minha boca e comecei a falar. Eu disse quele que
estava em p diante de mim: Estou angustiado por causa da viso, meu
senhor, e quase desfaleo.
17 Como posso eu, teu servo, conversar
contigo, meu senhor? Minhas foras se foram, e mal posso respirar.
18 O ser que parecia homem tocou em mim outra vez e me deu foras.
19 Ele disse: "No tenha medo, voc, que  muito amado. Que a paz seja
com voc! Seja forte! Seja forte!"
Ditas essas palavras, senti-me fortalecido e disse: Fala, meu senhor,
visto que me deste foras.
20 Ento ele me disse: "Voc sabe por que vim? Tenho que voltar para
lutar contra o prncipe da Prsia e, logo que eu for, chegar o prncipe
da Grcia;
21 mas antes lhe revelarei o que est escrito no Livro da
Verdade. E nessa luta ningum me ajuda contra eles, seno Miguel, o
prncipe de vocs,
Notas de rodap:
[a] 10.1 Ou falava de tempos difceis
[b] 10.16 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico. Os
manuscritos do mar Morto e a Septuaginta dizem algo que se parecia com a
mo de um homem

DANIEL-CAPITULO-11
1 sendo que, no primeiro ano de Dario, rei dos medos, ajudei-o e
dei-lhe apoio.
Os Reis do Sul e os Reis do Norte
2 "Agora, pois, vou dar-lhe a conhecer a verdade: Outros trs reis
aparecero na Prsia, e depois vir um quarto rei, que ser bem mais
rico do que os anteriores. Depois de conquistar o poder com sua riqueza,
instigar todos contra o reino da Grcia.
3 Ento surgir um rei
guerreiro, que governar com grande poder e far o que quiser.
4 Logo
depois de estabelecido [a] , o seu imprio se desfar e ser
repartido para os quatro ventos do cu. No passar para os seus
descendentes, e o imprio no ser poderoso como antes, pois ser
desarraigado e entregue a outros.
5 "O rei do sul se tornar forte, mas um dos seus prncipes se
tornar ainda mais forte que ele e governar o seu prprio reino com
grande poder.
6 Depois de alguns anos, eles se tornaro aliados. A
filha do rei do sul far um tratado com o rei do norte, mas ela no
manter o seu poder, nem ele conservar o dele [b] . Naqueles
dias ela ser entregue  morte, com sua escolta real e com seu pai
[c] e com aquele que a apoiou.
7 "Algum da linhagem dela se levantar para tomar-lhe o lugar. Ele
atacar as foras do rei do norte e invadir a sua fortaleza; lutar
contra elas e ser vitorioso.
8 Tambm tomar os deuses deles, as suas
imagens de metal e os seus utenslios valiosos de prata e de ouro, e os
levar para o Egito. Por alguns anos ele deixar o rei do norte em paz.
9 Ento o rei do norte invadir as terras do rei do sul, mas ter que
se retirar para a sua prpria terra.
10 Seus filhos se prepararo para
a guerra e reuniro um grande exrcito, que avanar como uma inundao
irresistvel e levar os combates at a fortaleza do rei do sul.
11 "Em face disso, o rei do sul marchar furioso para combater o rei
do norte, que o enfrentar com um enorme exrcito, mas, apesar disso,
ser derrotado.
12 Quando o exrcito for vencido, o rei do sul se
encher de orgulho e matar milhares, mas o seu triunfo ser breve.
13 Pois o rei do norte reunir outro exrcito, maior que o primeiro; depois
de alguns anos voltar a atac-lo com um exrcito enorme e bem equipado.
14 "Naquela poca muitos se rebelaro contra o rei do sul. E os
homens violentos do povo a que voc pertence se revoltaro para
cumprirem esta viso, mas no tero sucesso.
15 Ento o rei do norte
vir, construir rampas de cerco e conquistar uma cidade fortificada.
As foras do sul sero incapazes de resistir; mesmo as suas melhores
tropas no tero foras para resistir.
16 O invasor far o que bem
entender; ningum conseguir det-lo. Ele se instalar na Terra
Magnfica e ter poder para destru-la.
17 Vir com o poder de todo o
seu reino e far uma aliana com o rei do sul. Ele lhe dar uma filha em
casamento a fim de derrubar o reino, mas o seu plano [d] no ter
sucesso e em nada o ajudar.
18 Ento ele voltar a ateno para as
regies costeiras e se apossar de muitas delas, mas um comandante
reagir com arrogncia  arrogncia dele e lhe dar fim.
19 Depois
disso ele se dirigir para as fortalezas de sua prpria terra, mas
tropear e cair, para nunca mais aparecer.
20 "Seu sucessor enviar um cobrador de impostos para manter o
esplendor real. Contudo, em poucos anos ele ser destrudo, sem
necessidade de ira nem de combate.
21 "Ele ser sucedido por um ser desprezvel, a quem no tinha sido
dada a honra da realeza. Este invadir o reino quando o povo se sentir
seguro, e se apoderar do reino por meio de intrigas.
22 Ento um
exrcito avassalador ser arrasado diante dele; tanto o exrcito como um
prncipe da aliana sero destrudos.
23 Depois de um acordo feito com
ele, agir traioeiramente, e com apenas um pequeno grupo chegar ao
poder.
24 Quando as provncias mais ricas se sentirem seguras, ele as
invadir e realizar o que nem seus pais nem seus antepassados
conseguiram: distribuir despojos, saques e riquezas entre seus
seguidores. Ele tramar a tomada de fortalezas, mas s por algum tempo.
25 "Com um grande exrcito juntar suas foras e sua coragem contra o
rei do sul. O rei do sul guerrear mobilizando um exrcito grande e
poderoso, mas no conseguir resistir por causa dos golpes tramados
contra ele.
26 Mesmo os que estiverem sendo alimentados pelo rei
tentaro destru-lo; seu exrcito ser arrasado, e muitos cairo em
combate.
27 Os dois reis, com seu corao inclinado para o mal,
sentaro  mesma mesa e mentiro um para o outro, mas sem resultado,
pois o fim s vir no tempo determinado.
28 O rei do norte voltar para
a sua terra com grande riqueza, mas o seu corao estar voltado contra
a santa aliana. Ele empreender ao contra ela e depois voltar para a
sua terra.
29 "No tempo determinado ele invadir de novo o sul, mas desta vez o
resultado ser diferente do anterior.
30 Navios das regies da costa
ocidental [e] se oporo a ele, e ele perder o nimo. Ento
despejar sua fria contra a santa aliana e, voltando, tratar com
bondade aqueles que abandonarem a santa aliana.
31 "Suas foras armadas se levantaro para profanar a fortaleza e o
templo, acabaro com o sacrifcio dirio e colocaro no templo o
sacrilgio terrvel.
32 Com lisonjas corromper aqueles que tiverem
violado a aliana, mas o povo que conhece o seu Deus resistir com
firmeza.
33 "Aqueles que so sbios instruiro a muitos, mas por certo perodo
cairo  espada e sero queimados, capturados e saqueados.
34 Quando
carem, recebero uma pequena ajuda, e muitos que no so sinceros se
juntaro a eles.
35 Alguns dos sbios tropearo para que sejam
refinados, purificados e alvejados at a poca do fim, pois isso s
acontecer no tempo determinado.
O Rei Arrogante
36 "O rei far o que bem entender. Ele se exaltar e se engrandecer
acima de todos os deuses e dir coisas jamais ouvidas contra o Deus dos
deuses. Ele ter sucesso at que o tempo da ira se complete, pois o que
foi decidido ir acontecer.
37 Ele no ter considerao pelos deuses
dos seus antepassados nem pelo deus preferido das mulheres, nem por deus
algum, mas se exaltar acima deles todos.
38 Em seu lugar adorar um
deus das fortalezas; um deus desconhecido de seus antepassados ele
honrar com ouro e prata, com pedras preciosas e presentes caros.
39 Atacar as fortalezas mais poderosas com a ajuda de um deus estrangeiro
e dar grande honra queles que o reconhecerem. Ele os far governantes
sobre muitos e distribuir a terra, mas a um preo elevado [f] .
40 "No tempo do fim o rei do sul se envolver em combate, e o rei do
norte o atacar com carros e cavaleiros e uma grande frota de navios.
Ele invadir muitos pases e avanar por eles como uma inundao.
41 Tambm invadir a Terra Magnfica. Muitos pases cairo, mas Edom, Moabe
e os lderes de Amom ficaro livres da sua mo.
42 Ele estender o seu
poder sobre muitos pases; o Egito no escapar,
43 pois esse rei ter
o controle dos tesouros de ouro e de prata e de todas as riquezas do
Egito; os lbios e os nbios a ele se submetero.
44 Mas, informaes
provenientes do leste e do norte o deixaro alarmado, e irado partir
para destruir e aniquilar muito povo.
45 Armar suas tendas reais entre
os mares, no [g] belo e santo monte. No entanto, ele chegar ao
seu fim, e ningum o socorrer.
Notas de rodap:
[a] 11.4 Ou No auge do seu poder ,
[b] 11.6 Ou se casar com o rei do norte para garantir um tratado, mas
ele no manter o seu poder e sua descendncia no subsistir
[c] 11.6 Ou filho ; com base na Vulgata e na Verso Siraca.
[d] 11.17 Ou mas ela
[e] 11.30 Hebraico: navios de Quitim .
[f] 11.39 Ou terra como recompensa
[g] 11.45 Ou entre o mar e o

DANIEL-CAPITULO-12
Os Tempos do Fim
1 "Naquela ocasio Miguel, o grande prncipe que protege o seu povo,
se levantar. Haver um tempo de angstia como nunca houve desde o
incio das naes at ento. Mas naquela ocasio o seu povo, todo aquele
cujo nome est escrito no livro, ser liberto.
2 Multides que dormem
no p da terra acordaro: uns para a vida eterna, outros para a
vergonha, para o desprezo eterno.
3 Aqueles que so sbios [a]
reluziro como o fulgor do cu, e aqueles que conduzem muitos  justia
sero como as estrelas, para todo o sempre.
4 Mas voc, Daniel, feche
com um selo as palavras do livro at o tempo do fim. Muitos iro por
todo lado em busca de maior conhecimento".
5 Ento eu, Daniel, olhei, e diante de mim estavam dois outros anjos,
um na margem de c do rio e outro na margem de l.
6 Um deles disse ao
homem vestido de linho, que estava acima das guas do rio: "Quanto
tempo decorrer antes que se cumpram essas coisas extraordinrias?"
7 O homem vestido de linho, que estava acima das guas do rio, ergueu
para o cu a mo direita e a mo esquerda, e eu o ouvi jurar por aquele
que vive para sempre, dizendo: "Haver um tempo, tempos [b] e
meio tempo. Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas
essas coisas se cumpriro".
8 Eu ouvi, mas no compreendi. Por isso perguntei: "Meu senhor, qual
ser o resultado disso tudo?"
9 Ele respondeu: "Siga o seu caminho, Daniel, pois as palavras esto
seladas e lacradas at o tempo do fim.
10 Muitos sero purificados,
alvejados e refinados, mas os mpios continuaro mpios. Nenhum dos
mpios levar isto em considerao, mas os sbios sim.
11 "Depois de abolido o sacrifcio dirio e colocado o sacrilgio
terrvel, haver mil e duzentos e noventa dias.
12 Feliz aquele que
esperar e alcanar o fim dos mil trezentos e trinta e cinco dias.
13 "Quanto a voc, siga o seu caminho at o fim. Voc descansar e,
ento, no final dos dias, voc se levantar para receber a herana que
lhe cabe".
Notas de rodap:
[a] 12.3 Ou que do sabedoria
[b] 12.7 Ou dois tempos
______________________________________________________________________________

OSIAS-CAPITULO-1
1 Palavra do Senhor que veio a Osias, filho de Beeri, durante os
reinados de Uzias, Joto, Acaz e Ezequias, reis de Jud, e de Jeroboo,
filho de Jeos, rei de Israel.
A Mulher e os Filhos de Osias
2 Quando o Senhor comeou a falar por meio de Osias, disse-lhe: "V,
tome uma mulher adltera e filhos da infidelidade, porque a nao 
culpada do mais vergonhoso adultrio por afastar-se do Senhor ".
3 Por isso ele se casou com Gmer, filha de Diblaim; ela engravidou e lhe
deu um filho.
4 Ento o Senhor disse a Osias: "D-lhe o nome de Jezreel, porque
logo castigarei a dinastia de Je por causa do massacre ocorrido em
Jezreel, e darei fim ao reino de Israel.
5 Naquele dia quebrarei o arco
de Israel no vale de Jezreel".
6 Gmer engravidou novamente e deu  luz uma filha. Ento o Senhor
disse a Osias: "D-lhe o nome de Lo-Ruama [a] , pois no mais
mostrarei amor para com a nao de Israel, no ao ponto de perdo-la.
7 Contudo, tratarei com amor a nao de Jud; e eu lhe concederei vitria,
no pelo arco, pela espada ou por combate, nem por cavalos e cavaleiros,
mas pelo Senhor , o seu Deus".
8 Depois de desmamar Lo-Ruama, Gmer teve outro filho.
9 Ento o
Senhor disse: "D-lhe o nome de Lo-Ami [b] , pois vocs no so
meu povo, e eu no sou seu Deus.
10 "Contudo os israelitas ainda sero como a areia da praia, que no
se pode medir nem contar. No lugar onde se dizia a eles: ``Vocs no
so meu povo'', eles sero chamados ``filhos do Deus vivo''.
11 O
povo de Jud e o povo de Israel sero reunidos, e eles designaro para
si um s lder, e se levantaro da terra, pois ser grande o dia de
Jezreel.
Notas de rodap:
[a] 1.6 Lo-Ruama significa no amada.
[b] 1.9 Lo-Ami significa no meu povo.

OSIAS-CAPITULO-2
1 "Chamem a seus irmos ``meu povo'', e a suas irms ``minhas
amadas''.
Castigo e Restaurao de Israel
2 "Repreendam sua me,
repreendam-na,
pois ela no  minha mulher,
e eu no sou seu marido.
Que ela retire do rosto o sinal de adltera
e do meio dos seios a infidelidade.
3 Do contrrio, eu a deixarei nua
como no dia em que nasceu;
farei dela um deserto,
uma terra ressequida,
e a matarei de sede.
4 No tratarei com amor os seus filhos,
porque so filhos de adultrio.
5 A me deles foi infiel,
engravidou deles
e est coberta de vergonha.
Pois ela disse:
``Irei atrs dos meus amantes,
que me do comida, gua,
l, linho, azeite e bebida''.
6 Por isso bloquearei o seu caminho
com espinheiros;
eu a cercarei de tal modo
que ela no poder encontrar
o seu caminho.
7 Ela correr atrs dos seus amantes,
mas no os alcanar;
procurar por eles,
mas no os encontrar.
Ento ela dir:
``Voltarei a estar com o meu marido
como no incio,
pois eu estava bem melhor
do que agora''.
8 Ela no reconheceu que fui eu
quem lhe deu o trigo,
o vinho e o azeite,
quem a cobriu de ouro e de prata,
que depois usaram para Baal.
9 "Por isso levarei o meu trigo
quando ele amadurecer,
e o meu vinho quando ficar pronto.
Arrancarei dela minha l e meu linho,
que serviam para cobrir a sua nudez.
10 Pois agora vou expor a sua lascvia
diante dos olhos dos seus amantes;
ningum a livrar das minhas mos.
11 Acabarei com a sua alegria:
suas festas anuais,
suas luas novas,
seus dias de sbado
e todas as suas festas fixas.
12 Arruinarei suas videiras
e suas figueiras,
que, segundo ela, foi pagamento
recebido de seus amantes;
farei delas um matagal,
e os animais selvagens as devoraro.
13 Eu a castigarei pelos dias
em que queimou incenso
aos baalins;
ela se enfeitou com anis e jias,
e foi atrs dos seus amantes,
mas de mim, ela se esqueceu",
declara o Senhor .
14 "Portanto, agora vou atra-la;
vou lev-la para o deserto
e falar-lhe com carinho.
15 Ali devolverei a ela as suas vinhas,
e farei do vale de Acor [a]
uma porta de esperana.
Ali ela me responder
como nos dias de sua infncia,
como no dia em que saiu do Egito.
16 "Naquele dia", declara o Senhor ,
"voc me chamar ``meu marido'';
no me chamar mais ``meu senhor [b] ''.
17 Tirarei dos seus lbios
os nomes dos baalins;
seus nomes no sero mais invocados.
18 Naquele dia, em favor deles farei
um acordo
com os animais do campo,
com as aves do cu
e com os animais
que rastejam pelo cho.
Arco, espada e guerra,
eu os abolirei da terra,
para que todos possam viver em paz.
19 Eu me casarei com voc para sempre;
eu me casarei com voc
com justia e retido,
com amor e compaixo.
20 Eu me casarei com voc
com fidelidade,
e voc reconhecer o Senhor .
21 "Naquele dia eu responderei",
declara o Senhor .
"Responderei aos cus,
e eles respondero  terra;
22 e a terra responder ao cereal,
ao vinho e ao azeite,
e eles respondero a Jezreel [c] .
23 Eu a plantarei para mim mesmo
na terra;
tratarei com amor
aquela que chamei No-amada [d] .
Direi quele chamado
No-meu-povo [e] : Voc  meu povo;
e ele dir: ``Tu s o meu Deus''."
Notas de rodap:
[a] 2.15 Acor significa problemas.
[b] 2.16 Hebraico: Baal .
[c] 2.22 Jezreel significa Deus planta.
[d] 2.23 Hebraico: Lo-Ruama.
[e] 2.23 Hebraico: Lo-Ami.

OSIAS-CAPITULO-3
A Reconciliao de Osias com sua Mulher
1 O Senhor me disse: "V, trate novamente com amor sua mulher, apesar
de ela ser amada por outro e ser adltera. Ame-a como o Senhor ama os
israelitas, apesar de eles se voltarem para outros deuses e de amarem os
bolos sagrados de uvas passas".
2 Por isso eu a comprei por cento e oitenta gramas [a] de prata
e um barril e meio [b] de cevada.
3 E eu lhe disse: Voc viver
comigo [c] por muitos dias; no ser mais prostituta nem
pertencer a nenhum outro homem, e eu viverei com [d] voc.
4 Pois os israelitas vivero muitos dias sem rei e sem lder, sem
sacrifcio e sem colunas sagradas, sem colete sacerdotal e sem dolos de
famlia.
5 Depois disso os israelitas voltaro e buscaro o Senhor , o
seu Deus, e Davi, seu rei. Viro tremendo atrs do Senhor e das suas
bnos, nos ltimos dias.
Notas de rodap:
[a] 3.2 Hebraico: 15 siclos . Um siclo equivalia a 12 gramas.
[b] 3.2 Hebraico: 1 hmer e meio . O hmer era uma medida de
capacidade para secos. As estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[c] 3.3 Ou esperar por mim
[d] 3.3 Ou eu esperarei por

OSIAS-CAPITULO-4
A Acusao contra Israel
1 Israelitas, ouam a palavra
do Senhor,
porque o Senhor tem uma acusao
contra vocs que vivem nesta terra:
"A fidelidade e o amor
desapareceram desta terra,
como tambm o conhecimento de Deus.
2 S se vem maldio, mentira
e assassinatos,
roubo e mais roubo,
adultrio e mais adultrio;
ultrapassam todos os limites!
E o derramamento de sangue
 constante.
3 Por isso a terra pranteia [a] ,
e todos os seus habitantes desfalecem;
os animais do campo, as aves do cu
e os peixes do mar esto morrendo.
4 "Mas, que ningum discuta,
que ningum faa acusao,
pois sou eu quem acusa os sacerdotes.
5 Vocs tropeam dia e noite,
e os profetas tropeam com vocs.
Por isso destruirei sua me.
6 Meu povo foi destrudo
por falta de conhecimento.
"Uma vez que vocs rejeitaram
o conhecimento,
eu tambm os rejeito
como meus sacerdotes;
uma vez que vocs ignoraram
a lei do seu Deus,
eu tambm ignorarei seus filhos.
7 Quanto mais aumentaram
os sacerdotes,
mais eles pecaram contra mim;
trocaram a Glria deles [b]
por algo vergonhoso.
8 Eles se alimentam
dos pecados do meu povo
e tm prazer em sua iniqidade.
9 Portanto, castigarei tanto o povo
quanto os sacerdotes
por causa dos seus caminhos,
e lhes retribuirei seus atos.
10 "Eles comero,
mas no tero o suficiente;
eles se prostituiro,
mas no aumentaro a prole,
porque abandonaram o Senhor
para se entregarem
11  prostituio,
ao vinho velho e ao novo,
prejudicando o discernimento
do meu povo.
12 Eles pedem conselhos
a um dolo de madeira,
e de um pedao de pau
recebem resposta.
Um esprito de prostituio
os leva a desviar-se;
eles so infiis ao seu Deus.
13 Sacrificam no alto dos montes
e queimam incenso nas colinas,
debaixo de um carvalho,
de um estoraque [c]
ou de um terebinto [d] ,
onde a sombra  agradvel.
Por isso as suas filhas se prostituem
e as suas noras adulteram.
14 "No castigarei suas filhas
por se prostiturem,
nem suas noras
por adulterarem,
porque os prprios homens
se associam a meretrizes
e participam dos sacrifcios oferecidos
pelas prostitutas cultuais:
um povo sem entendimento
precipita-se  runa!
15 "Embora voc adultere,  Israel,
que Jud no se torne culpada!
"Deixem de ir a Gilgal;
no subam a Bete-ven [e] .
E no digam:
``Juro pelo nome do Senhor !''
16 Os israelitas so rebeldes
como bezerra indomvel.
Como pode o Senhor apascent-los
como cordeiros na campina?
17 Efraim aliou-se a dolos;
deixem-no s!
18 Mesmo quando acaba a bebida,
eles continuam em sua prostituio;
seus governantes amam profundamente
os caminhos vergonhosos.
19 Um redemoinho os varrer para longe,
e os seus altares lhes traro vergonha.
Notas de rodap:
[a] 4.3 Ou est seca
[b] 4.7 Conforme a Verso Siraca e uma antiga tradio dos escribas
hebreus. O Texto Massortico diz trocarei a minha glria.
[c] 4.13 Ou benjoim , um arbusto ornamental, de origem asitica, da
famlia das estiracceas.
[d] 4.13 rvore que, com inciso, produz goma aromtica.
[e] 4.15 Bete-ven significa casa da impiedade (um nome para Betel,
que significa casa de Deus).

OSIAS-CAPITULO-5
Julgamento contra Israel
1 "Ouam isto, sacerdotes!
Ateno, israelitas!
Escute,  famlia real!
Esta sentena  contra vocs:
Vocs tm sido
uma armadilha em Misp,
uma rede estendida
sobre o monte Tabor.
2 Os rebeldes esto
envolvidos em matana.
Eu disciplinarei todos eles.
3 Conheo Efraim;
Israel no pode se esconder de mim.
Efraim, agora voc se lanou
 prostituio;
Israel se corrompeu.
4 "Suas aes no lhes permitem
voltar para o seu Deus.
Um esprito de prostituio
est no corao deles;
no reconhecem o Senhor .
5 A arrogncia de Israel
testifica contra eles;
Israel e Efraim tropeam
em seu pecado;
Jud tambm tropea com eles.
6 Quando eles forem buscar o Senhor
com todos os seus rebanhos
e com todo o seu gado,
no o encontraro;
ele se afastou deles.
7 Traram o Senhor ;
geraram filhos ilegtimos.
Agora suas festas de lua nova
os devoraro, tanto a eles
como as suas plantaes.
8 "Toquem a trombeta em Gibe,
e a corneta em Ram.
Dem o grito de guerra em Bete-ven ;
esteja na vanguarda,  Benjamim.
9 Efraim ser arrasado
no dia do castigo.
Entre as tribos de Israel
eu proclamo o que acontecer.
10 Os lderes de Jud so como os que
mudam os marcos dos limites.
Derramarei sobre eles a minha ira
como uma inundao.
11 Efraim est oprimido,
esmagado pelo juzo,
porque decidiu ir atrs de dolos.
12 Sou como uma traa para Efraim,
como podrido para o povo de Jud.
13 "Quando Efraim viu a sua enfermidade,
e Jud os seus tumores,
Efraim se voltou para a Assria,
e mandou buscar a ajuda do grande rei.
Mas ele no tem condies
de curar vocs,
nem pode sarar os seus tumores.
14 Pois serei como um leo para Efraim,
e como um leo grande para Jud.
Eu os despedaarei e irei embora;
eu os levarei
sem que ningum possa livr-los.
15 Ento voltarei ao meu lugar
at que eles admitam sua culpa.
Eles buscaro a minha face;
em sua necessidade
eles me buscaro ansiosamente".

OSIAS-CAPITULO-6
Israel Obstinado
1 "Venham, voltemos para o Senhor .
Ele nos despedaou,
mas nos trar cura;
ele nos feriu,
mas sarar nossas feridas.
2 Depois de dois dias
ele nos dar vida novamente;
ao terceiro dia nos restaurar,
para que vivamos em sua presena.
3 Conheamos o Senhor ;
esforcemo-nos por conhec-lo.
To certo como nasce o sol,
ele aparecer;
vir para ns como as chuvas de inverno,
como as chuvas de primavera
que regam a terra."
4 "Que posso fazer com voc, Efraim?
Que posso fazer com voc, Jud?
Seu amor  como a neblina da manh,
como o primeiro orvalho
que logo evapora.
5 Por isso eu os despedacei
por meio dos meus profetas,
eu os matei com as palavras
da minha boca;
os meus juzos reluziram
como relmpagos sobre vocs.
6 Pois desejo misericrdia,
e no sacrifcios;
conhecimento de Deus
em vez de holocaustos [a] .
7 Na cidade de Ado [b] ,
eles quebraram a aliana,
e me foram infiis.
8 Gileade  uma cidade de mpios,
maculada de sangue.
9 Assim como os assaltantes
ficam de emboscada
 espera de um homem,
assim fazem tambm
os bandos de sacerdotes;
eles assassinam na estrada de Siqum
e cometem outros crimes vergonhosos.
10 Vi uma coisa terrvel na terra de Israel.
Ali Efraim se prostitui,
e Israel est contaminado.
11 "Tambm para voc, Jud,
foi determinada uma colheita
para quando eu trouxer de volta
o meu povo.
Notas de rodap:
[a] 6.6 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 6.7 Ou Como em Ado ; ou ainda Como homens

OSIAS-CAPITULO-7
1 "Quando eu tento curar Israel,
o mal de Efraim fica exposto
e os crimes de Samaria so revelados.
Pois praticam o engano,
ladres entram nas casas,
bandidos roubam nas ruas;
2 mas eles no percebem que
eu me lembro de todas
as suas ms obras.
Seus pecados os envolvem;
eu os vejo constantemente.
3 "Eles alegram o rei
com as suas impiedades,
os lderes, com as suas mentiras.
4 So todos adlteros,
queimando como um forno
cujo fogo o padeiro no precisa atiar,
desde quando sova a massa
at quando a faz crescer.
5 No dia da festa de nosso rei
os lderes so inflamados
pelo vinho,
e o rei d as mos aos zombadores.
6 Quando se aproximam
com suas intrigas,
seus coraes ardem como um forno.
A fria deles arde lentamente,
a noite toda;
pela manh queima
como chama abrasadora.
7 Todos eles se esquentam
como um forno,
e devoram os seus governantes.
Todos os seus reis caem,
e ningum clama a mim.
8 "Efraim mistura-se com as naes;
Efraim  um bolo que no foi virado.
9 Estrangeiros sugam sua fora,
mas ele no o percebe.
Seu cabelo vai ficando grisalho, [a]
mas ele nem repara nisso.
10 A arrogncia de Israel
testifica contra ele,
mas, apesar de tudo isso,
ele no se volta para o Senhor ,
para o seu Deus,
e no o busca.
11 "Efraim  como uma pomba
facilmente enganada
e sem entendimento;
ora apela para o Egito,
ora volta-se para a Assria.
12 Quando se forem,
atirarei sobre eles a minha rede;
eu os farei descer como as aves dos cus.
Quando os ouvir em sua reunio,
eu os apanharei.
13 Ai deles,
porque se afastaram de mim!
Destruio venha sobre eles,
porque se rebelaram contra mim!
Eu desejo redimi-los, mas eles
falam mentiras a meu respeito.
14 Eles no clamam a mim
do fundo do corao
quando gemem orando em suas camas.
Ajuntam-se [b] por causa do trigo
e do vinho,
mas se afastam de mim.
15 Eu os ensinei e os fortaleci,
mas eles tramam o mal contra mim.
16 Eles no se voltam para o Altssimo;
so como um arco defeituoso.
Seus lderes sero mortos  espada
por causa de suas palavras
insolentes.
E por isso sero ridicularizados
no Egito.
Notas de rodap:
[a] 7.9 Hebraico: A cinza espalha-se pelo seu cabelo.
[b] 7.14 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massortico.
Alguns manuscritos do Texto Massortico e a Septuaginta dizem Eles se
cortam.

OSIAS-CAPITULO-8
O Castigo de Israel
1 "Coloquem a trombeta
em seus lbios!
Ele vem ameaador como uma guia
sobre o templo do Senhor ,
porquanto quebraram a minha aliana
e se rebelaram contra a minha Lei.
2 Israel clama a mim:
`` nosso Deus, ns te reconhecemos!''
3 Mas Israel rejeitou o que  bom;
um inimigo o perseguir.
4 Eles instituram reis
sem o meu consentimento;
escolheram lderes
sem a minha aprovao.
Com prata e ouro
fizeram dolos para si,
para a sua prpria destruio.
5 Lance fora o seu dolo
em forma de bezerro,  Samaria!
A minha ira se acende contra eles.
At quando sero incapazes de pureza?
6 Este bezerro procede de Israel!
Um escultor o fez.
Ele no  Deus.
Ser partido em pedaos
o bezerro de Samaria.
7 "Eles semeiam vento
e colhem tempestade.
Talo sem espiga;
que no produz farinha.
Ainda que produzisse trigo,
estrangeiros o devorariam.
8 Israel  devorado;
agora est entre as naes
como algo sem valor;
9 foi para a Assria.
O jumento selvagem mantm-se livre,
mas Efraim vendeu-se
para os seus amantes.
10 Embora tenham se vendido s naes,
agora os ajuntarei,
e logo comearo a definhar
sob a opresso do poderoso rei.
11 "Embora Efraim tenha construdo
muitos altares para ofertas pelo pecado,
eles se tornaram altares para o pecado.
12 Eu lhes escrevi
todos os ensinos da minha Lei,
mas eles os consideraram algo estranho.
13 Eles oferecem sacrifcios
e comem a carne,
mas o Senhor no se agrada deles.
Doravante, ele se lembrar
da impiedade deles
e castigar os seus pecados:
eles voltaro para o Egito.
14 Israel esqueceu o seu Criador
e construiu palcios;
Jud fortificou muitas cidades.
Mas sobre as suas cidades
enviarei fogo
que consumir suas fortalezas."

OSIAS-CAPITULO-9
O Castigo de Israel
1 No se regozije,  Israel;
no se alegre
como as outras naes.
Pois voc se prostituiu,
abandonando o seu Deus;
voc ama o salrio da prostituio
em cada eira de trigo.
2 Os produtos da eira e do lagar
no alimentaro o povo;
o vinho novo lhes faltar.
3 Eles no permanecero
na terra do Senhor ;
Efraim voltar para o Egito,
e na Assria comer comida impura.
4 Eles no derramaro ofertas de vinho
para o Senhor ,
nem os seus sacrifcios lhe agradaro.
Tais sacrifcios sero para eles
como o po dos pranteadores,
que torna impuro quem o come.
Essa comida ser para eles mesmos;
no entrar no templo do Senhor .
5 O que faro vocs
no dia de suas festas fixas,
nos dias de festa do Senhor ?
6 Vejam! Fogem da destruio,
mas o Egito os ajuntar,
e Mnfis os sepultar.
Os seus tesouros de prata
as urtigas vo herdar;
os cardos cobriro totalmente
as suas tendas.
7 Os dias de castigo vm,
os dias de punio esto chegando.
Que Israel o saiba.
Por serem tantos os pecados,
e to grande a hostilidade de vocs,
o profeta  considerado um tolo,
e o homem inspirado, um louco violento.
8 O profeta, junto ao meu Deus,
 a sentinela que vigia Efraim; [a]
contudo, laos o aguardam
em todas as suas veredas,
e a hostilidade, no templo do seu Deus.
9 Eles mergulharam na corrupo,
como nos dias de Gibe.
Deus se lembrar de sua iniqidade
e os castigar por seus pecados.
10 "Quando encontrei Israel,
foi como encontrar uvas no deserto;
quando vi os antepassados de vocs,
foi como ver
os primeiros frutos de uma figueira.
Mas, quando eles vieram a Baal-Peor,
consagraram-se
quele dolo vergonhoso
e se tornaram to repugnantes
quanto aquilo que amaram.
11 A glria de Efraim
lhe fugir como pssaro:
nenhum nascimento, nenhuma gravidez,
nenhuma concepo.
12 Mesmo que criem filhos,
porei de luto cada um deles.
Ai deles quando eu me afastar!
13 Vi Efraim,
plantado num lugar agradvel,
como Tiro.
Mas Efraim entregar
seus filhos ao matador."
14  Senhor , que dars a eles?
D-lhes ventres que abortem
e seios ressecados.
15 "Toda a sua impiedade
comeou em Gilgal;
de fato, ali os odiei.
Por causa dos seus pecados
eu os expulsarei da minha terra.
No os amarei mais;
todos os seus lderes so rebeldes.
16 Efraim est ferido,
sua raiz est seca,
eles no produzem frutos.
Mesmo que criem filhos,
eu matarei sua prole querida."
17 Meu Deus os rejeitar
porque no lhe deram ouvidos;
sero peregrinos entre as naes.
Notas de rodap:
[a] 9.8 Ou O profeta  a sentinela que vigia Efraim, o povo do meu
Deus;

OSIAS-CAPITULO-10
1 Israel era como videira viosa;
cobria-se de frutos.
Quanto mais produzia,
mais altares construa;
Quanto mais sua terra prosperava,
mais enfeitava
suas colunas sagradas.
2 O corao deles  enganoso,
e agora devem carregar sua culpa.
O Senhor demolir os seus altares
e destruir suas colunas sagradas.
3 Ento eles diro:
"No temos nenhum rei porque
no reverenciamos o Senhor .
Mas, mesmo que tivssemos um rei,
o que ele poderia fazer por ns?"
4 Eles fazem muitas promessas,
fazem juramentos e acordos falsos;
por isso brotam as demandas
como ervas venenosas
num campo arado.
5 O povo que mora em Samaria
teme pelo dolo em forma de bezerro
de Bete-ven [a] .
Seu povo prantear por ele,
como tambm
os seus sacerdotes idlatras,
que se regozijavam
por seu esplendor;
porque foi tirado deles
e levado para o exlio.
6 Sim, at ele ser levado para a Assria
como tributo para o grande rei.
Efraim sofrer humilhao;
e Israel ser envergonhado
por causa do seu dolo de madeira.
7 Samaria e seu rei sero arrastados
como um graveto nas guas.
8 Os altares da impiedade [b] ,
que foram os pecados de Israel,
sero destrudos.
Espinhos e ervas daninhas crescero
e cobriro os seus altares.
Ento eles diro aos montes:
"Cubram-nos!",
e s colinas:
"Caiam sobre ns!"
9 "Desde os dias de Gibe,
voc pecou,  Israel,
e permaneceu assim.
Acaso a guerra no os alcanou
em Gibe por causa
dos malfeitores?
10 Quando eu quiser, os castigarei;
naes sero reunidas contra eles
para prend-los
por causa do seu duplo pecado.
11 Efraim era bezerra treinada,
gostava muito de trilhar;
por isso colocarei
o jugo sobre o seu belo pescoo.
Conduzirei Efraim,
Jud ter que arar,
e Jac far sulcos no solo.
12 Semeiem a retido para si,
colham o fruto da lealdade,
e faam sulcos no seu solo no arado;
pois  hora de buscar o Senhor ,
at que ele venha
e faa chover justia sobre vocs.
13 Mas vocs plantaram a impiedade,
colheram o mal
e comeram o fruto do engano.
Visto que vocs tm confiado
na sua prpria fora
e nos seus muitos guerreiros,
14 o fragor da batalha se levantar
contra vocs,
de maneira que todas as suas fortalezas
sero devastadas,
como Salm devastou Bete-Arbel
no dia da batalha,
quando mes foram pisadas
e estraalhadas
junto com seus filhos.
15 Assim acontecer com voc,  Betel,
porque a sua impiedade  grande.
Quando amanhecer aquele dia,
o rei de Israel
ser completamente destrudo.
Notas de rodap:
[a] 10.5 Bete-ven significa casa da impiedade (referncia a Betel,
que significa casa de Deus).
[b] 10.8 Hebraico: ven , uma referncia a Bete-ven (referncia
depreciativa a Betel).

OSIAS-CAPITULO-11
O Amor de Deus por Israel
1 "Quando Israel era menino,
eu o amei,
e do Egito chamei o meu filho.
2 Mas, quanto mais eu o chamava [a] ,
mais eles se afastavam de mim [b] .
Eles ofereceram sacrifcios aos baalins
e queimaram incenso
para os dolos esculpidos.
3 Mas fui eu quem ensinou
Efraim a andar,
tomando-o nos braos;
mas eles no perceberam
que fui eu quem os curou.
4 Eu os conduzi
com laos de bondade humana
e de amor;
tirei do seu pescoo o jugo
e me inclinei para aliment-los.
5 "Acaso no voltaro ao Egito
e a Assria no os dominar
porque eles se recusam a arrepender-se?
6 A espada reluzir em suas cidades,
destruir as trancas de suas portas
e dar fim aos seus planos.
7 O meu povo est decidido
a desviar-se de mim.
Embora sejam conclamados
a servir ao Altssimo,
de modo algum o exaltam.
8 "Como posso desistir de voc, Efraim?
Como posso entreg-lo
nas mos de outros, Israel?
Como posso trat-lo como tratei Adm?
Como posso fazer com voc
o que fiz com Zeboim?
O meu corao est enternecido,
despertou-se toda a minha compaixo.
9 No executarei a minha ira impetuosa,
no tornarei a destruir Efraim.
Pois sou Deus, e no homem,
o Santo no meio de vocs.
No virei com ira.
10 Eles seguiro o Senhor ;
ele rugir como leo.
Quando ele rugir,
os seus filhos viro tremendo
desde o ocidente.
11 Viro voando do Egito como aves,
da Assria como pombas.
Eu os estabelecerei em seus lares";
palavra do Senhor .
O Pecado de Israel
12 Efraim me cercou de mentiras,
a casa de Israel, de enganos,
e Jud  rebelde contra Deus,
a saber, contra o Santo fiel.
Notas de rodap:
[a] 11.2 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto
Massortico diz eles chamavam.
[b] 11.2 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz afastavam
deles.

OSIAS-CAPITULO-12
1 Efraim alimenta-se de vento;
corre atrs do vento oriental o dia inteiro
e multiplica mentiras e violncia.
Faz tratados com a Assria
e manda azeite para o Egito.
2 O Senhor tem uma acusao
contra Jud,
e vai castigar Jac [a]
de acordo com os seus caminhos;
de acordo com suas aes
lhe retribuir.
3 No ventre da me segurou
o calcanhar de seu irmo;
como homem lutou com Deus.
4 Ele lutou com o anjo e saiu vencedor;
chorou e implorou o seu favor.
Em Betel encontrou a Deus,
que ali conversou com ele.
5 Sim, o prprio Senhor ,
o Deus dos Exrcitos!
Senhor  o nome
pelo qual ficou famoso.
6 Portanto, volte para o seu Deus,
e pratique a lealdade e a justia;
confie sempre no seu Deus.
7 Como os descendentes de Cana,
comerciantes que usam
balana desonesta
e gostam muito de extorquir,
8 Efraim orgulha-se e exclama:
"Como fiquei rico e abastado!
Em todos os trabalhos que realizei
no encontraro em mim
nenhum crime ou pecado".
9 "Mas eu sou o Senhor , o seu Deus,
desde a terra do Egito;
farei vocs voltarem a morar em tendas,
como no dia de suas festas fixas.
10 Eu mesmo falava aos profetas,
dava-lhes muitas vises,
e por meio deles falava em parbolas."
11 Como Gileade  mpia!
Seu povo no vale nada!
Eles sacrificam bois em Gilgal,
mas os seus altares
so como montes de pedras
num campo arado.
12 Jac fugiu para a terra de Ar;
Israel trabalhou para obter uma mulher;
por ela cuidou de ovelhas.
13 O Senhor usou um profeta
para tirar Israel do Egito,
e por meio de um profeta cuidou dele.
14 Efraim amargamente
o provocou  ira;
seu Senhor far cair sobre ele
a culpa do sangue que derramou
e lhe devolver o seu desprezo.
Notas de rodap:
[a] 12.2 Jac significa ele segura o calcanhar (figuradamente, ele
engana).

OSIAS-CAPITULO-13
A Ira do Senhor contra Israel
1 Quando Efraim falava
os homens tremiam;
ele era exaltado em Israel.
Mas tornou-se culpado
da adorao a Baal
e comeou a morrer.
2 Agora eles pecam cada vez mais;
com sua prata
fazem dolos de metal para si,
imagens modeladas
com muita inteligncia,
todas elas obras de artesos.
Dizem desse povo:
"Eles oferecem sacrifcio humano
e beijam [a] os dolos
feitos em forma de bezerro".
3 Por isso sero como
a neblina da manh,
como o orvalho que bem cedo evapora,
como palha que num redemoinho
vai-se de uma eira,
como a fumaa que sai pela chamin.
4 "Mas eu sou o Senhor , o seu Deus,
desde a terra do Egito.
Vocs no reconhecero
nenhum outro Deus alm de mim,
nenhum outro Salvador.
5 Eu cuidei de vocs no deserto,
naquela terra de calor ardente.
6 Quando eu os alimentava,
ficavam satisfeitos;
quando ficavam satisfeitos,
se orgulhavam,
e ento me esqueciam.
7 Por isso virei sobre eles como leo,
como leopardo, ficarei  espreita
junto ao caminho.
8 Como uma ursa
de quem roubaram os filhotes,
eu os atacarei e os rasgarei.
Como leo eu os devorarei;
um animal selvagem os despedaar.
9 "Voc foi destrudo,  Israel,
porque est contra mim,
contra o seu ajudador.
10 E agora? Onde est o seu rei
que havia de salv-lo
em todas as suas cidades?
E os oficiais que voc pediu, dizendo:
``D-me um rei e lderes''?
11 Dei-lhe um rei na minha ira,
e o tirei na minha indignao.
12 A culpa de Efraim foi anotada;
seus pecados so mantidos em registro.
13 Chegam-lhe dores como as da mulher
em trabalho de parto,
mas  uma criana insensata;
quando chega a hora,
no sai do ventre que a abrigou.
14 "Eu os redimirei
do poder da sepultura [b] ;
eu os resgatarei da morte.
Onde esto,  morte, as suas pragas?
Onde est,  sepultura,
a sua destruio?
"No terei compaixo alguma,
15 embora Efraim floresa
entre os seus irmos.
Um vento oriental vir
da parte do Senhor ,
soprando desde o deserto;
sua fonte falhar,
e seu poo secar.
Todos os seus tesouros
sero saqueados dos seus depsitos.
16 O povo de Samaria
carregar sua culpa,
porque se rebelou
contra o seu Deus.
Eles sero mortos  espada;
seus pequeninos sero pisados
e despedaados,
suas mulheres grvidas
tero rasgados os seus ventres."
Notas de rodap:
[a] 13.2 Ou "Homens que sacrificam beijam
[b] 13.14 Hebraico: Sheol. Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.

OSIAS-CAPITULO-14
As Bnos do Arrependimento
1 Volte,  Israel,
para o Senhor , o seu Deus.
Seus pecados causaram sua queda!
2 Preparem o que vo dizer
e voltem para o Senhor .
Peam-lhe:
"Perdoa todos os nossos pecados
e, por misericrdia, recebe-nos,
para que te ofereamos
o fruto dos nossos lbios. [a]
3 A Assria no nos pode salvar;
no montaremos cavalos de guerra.
Nunca mais diremos: Nossos deuses
quilo que as nossas prprias mos
fizeram,
porque tu amas o rfo".
4 "Eu curarei a infidelidade deles
e os amarei de todo o meu corao,
pois a minha ira desviou-se deles.
5 Serei como orvalho para Israel;
ele florescer como o lrio.
Como o cedro do Lbano
aprofundar suas razes;
6 seus brotos crescero.
Seu esplendor ser como o da oliveira,
sua fragrncia
como a do cedro do Lbano.
7 Os que habitavam  sua sombra
voltaro.
Revivero como o trigo.
Florescero como a videira,
e a fama de Israel
ser como o do vinho do Lbano.
8 O que Efraim ainda tem com dolos?
Sou eu que lhe respondo
e dele cuidarei.
Sou como um pinheiro verde;
o fruto que voc produz
de mim procede."
9 Quem  sbio?
Aquele que considerar essas coisas.
Quem tem discernimento?
Aquele que as compreender.
Os caminhos do Senhor so justos;
os justos andam neles,
mas os rebeldes neles tropeam.
Notas de rodap:
[a] 14.2 Ou ofereamos nossos lbios como sacrifcios de novilhos.
______________________________________________________________________________

JOEL-CAPITULO-1
1 A palavra do Senhor que veio a Joel, filho de Petuel.
A Praga dos Gafanhotos
2 "Ouam isto, ancios [a] ;
escutem, todos os habitantes do pas.
J aconteceu algo assim nos seus dias?
Ou nos dias dos seus antepassados?
3 Contem aos seus filhos
o que aconteceu,
e eles aos seus netos,
e os seus netos,  gerao seguinte.
4 O que o gafanhoto cortador deixou,
o gafanhoto peregrino comeu;
o que o gafanhoto peregrino deixou,
o gafanhoto devastador comeu;
o que o gafanhoto devastador deixou,
o gafanhoto devorador comeu.
5 "Acordem, bbados, e chorem!
Lamentem-se todos vocs,
bebedores de vinho;
gritem por causa do vinho novo,
pois ele foi tirado dos seus lbios.
6 Uma nao, poderosa e inumervel,
invadiu a minha terra,
seus dentes so dentes de leo,
suas presas so de leoa.
7 Arrasou as minhas videiras
e arruinou as minhas figueiras.
Arrancou-lhes a casca e derrubou-as,
deixando brancos os seus galhos.
8 "Pranteiem como uma virgem
em vestes de luto
que se lamenta pelo noivo [b]
da sua mocidade.
9 As ofertas de cereal
e as ofertas derramadas
foram eliminadas
do templo do Senhor .
Os sacerdotes,
que ministram diante do Senhor ,
esto de luto.
10 Os campos esto arruinados,
a terra est seca [c] ;
o trigo est destrudo,
o vinho novo acabou,
o azeite est em falta.
11 Desesperem-se, agricultores,
chorem, produtores de vinho;
fiquem aflitos pelo trigo e pela cevada,
porque a colheita foi destruda.
12 A vinha est seca,
e a figueira murchou;
a romzeira, a palmeira, a macieira
e todas as rvores do campo
secaram.
Secou-se, mais ainda,
a alegria dos homens".
Chamada ao Arrependimento
13 Ponham vestes de luto,  sacerdotes,
e pranteiem;
chorem alto,
vocs que ministram perante o altar.
Venham,
passem a noite vestidos de luto,
vocs que ministram
perante o meu Deus;
pois as ofertas de cereal
e as ofertas derramadas
foram suprimidas
do templo do seu Deus.
14 Decretem um jejum santo;
convoquem uma assemblia sagrada.
Renam as autoridades
e todos os habitantes do pas
no templo do Senhor , o seu Deus,
e clamem ao Senhor .
15 Ah! Aquele dia!
Sim, o dia do Senhor est prximo;
como destruio poderosa
da parte do Todo-poderoso,
ele vir.
16 No  verdade que a comida
foi eliminada
diante dos nossos prprios olhos,
e que a alegria e a satisfao
foram suprimidas
do templo do nosso Deus?
17 As sementes esto murchas
debaixo dos torres de terra.
Os celeiros esto em runas,
os depsitos de cereal foram derrubados,
pois a colheita se perdeu.
18 Como muge o gado!
As manadas andam agitadas
porque no tm pasto;
at os rebanhos de ovelhas
esto sendo castigados.
19 A ti, Senhor , eu clamo,
pois o fogo devorou as pastagens
e as chamas consumiram
todas as rvores do campo.
20 At os animais do campo clamam a ti,
pois os canais de gua se secaram
e o fogo devorou as pastagens.
Notas de rodap:
[a] 1.2 Ou autoridades do povo
[b] 1.8 Ou uma jovem em vestes de luto que se lamenta pelo marido
[c] 1.10 Ou a terra chora

JOEL-CAPITULO-2
O Dia do Senhor se Aproxima
1 Toquem a trombeta em Sio;
dem o alarme no meu santo monte.
Tremam todos os habitantes do pas,
pois o dia do Senhor est chegando.
Est prximo!
2  dia de trevas e de escurido,
dia de nuvens e negrido.
Assim como a luz da aurora
se estende pelos montes,
um grande e poderoso exrcito
se aproxima,
como nunca antes se viu
nem jamais se ver nas geraes futuras.
3 Diante deles o fogo devora,
atrs deles arde uma chama.
Diante deles a terra
 como o jardim do den,
atrs deles, um deserto arrasado;
nada lhes escapa.
4 Eles tm a aparncia de cavalos;
como cavalaria, atacam galopando.
5 Com um barulho semelhante ao de carros
saltam sobre os cumes dos montes,
como um fogo crepitante
que consome o restolho,
como um exrcito poderoso
em posio de combate.
6 Diante deles
povos se contorcem angustiados;
todos os rostos ficam plidos de medo.
7 Eles atacam como guerreiros;
escalam muralhas como soldados.
Todos marcham em linha,
sem desviar-se do curso.
8 No empurram uns aos outros;
cada um marcha sempre em frente.
Avanam por entre os dardos [a]
sem desfazer a formao.
9 Lanam-se sobre a cidade;
correm ao longo da muralha.
Sobem nas casas;
como ladres entram pelas janelas.
10 Diante deles a terra treme,
os cus estremecem,
o sol e a lua escurecem
e as estrelas param de brilhar.
11 O Senhor levanta a sua voz
 frente do seu exrcito.
Como  grande o seu exrcito!
Como so poderosos
os que obedecem  sua ordem!
Como  grande o dia do Senhor !
Como ser terrvel!
Quem poder suport-lo?
Chamada ao Arrependimento
12 "Agora, porm", declara o Senhor ,
"voltem-se para mim
de todo o corao,
com jejum, lamento e pranto."
13 Rasguem o corao, e no as vestes.
Voltem-se para o Senhor ,
o seu Deus,
pois ele  misericordioso e compassivo,
muito paciente e cheio de amor;
arrepende-se, e no envia a desgraa.
14 Talvez ele volte atrs, arrependa-se,
e ao passar deixe uma bno.
Assim vocs podero fazer
ofertas de cereal
e ofertas derramadas
para o Senhor , o seu Deus.
15 Toquem a trombeta em Sio,
decretem jejum santo,
convoquem uma assemblia sagrada.
16 Renam o povo,
consagrem a assemblia;
ajuntem os ancios,
renam as crianas,
mesmo as que mamam no peito.
At os recm-casados
devem deixar os seus aposentos.
17 Que os sacerdotes,
que ministram perante o Senhor ,
chorem entre o prtico do templo
e o altar, orando:
"Poupa o teu povo, Senhor .
No faas da tua herana
objeto de zombaria
e de chacota entre as naes.
Por que se haveria de dizer
entre os povos:
``Onde est o Deus deles?''"
A Resposta do Senhor
18 Ento o Senhor mostrou zelo
por sua terra
e teve piedade do seu povo.
19 O Senhor respondeu [b] ao seu povo:
"Estou lhes enviando trigo,
vinho novo e azeite,
o bastante
para satisfaz-los plenamente;
nunca mais farei de vocs
objeto de zombaria para as naes.
20 "Levarei o invasor que vem do norte
para longe de vocs,
empurrando-o
para uma terra seca e estril,
a vanguarda para o mar oriental [c]
e a retaguarda para o mar ocidental [d] .
E a sua podrido subir;
o seu mau cheiro se espalhar".
Ele tem feito coisas grandiosas!
21 No tenha medo,  terra;
regozije-se e alegre-se.
O Senhor tem feito coisas grandiosas!
22 No tenham medo, animais do campo,
pois as pastagens esto ficando verdes.
As rvores esto dando os seus frutos;
a figueira e a videira
esto carregadas.
23  povo de Sio, alegre-se
e regozije-se no Senhor ,
o seu Deus,
pois ele lhe d as chuvas de outono,
conforme a sua justia [e] .
Ele lhe envia muitas chuvas,
as de outono e as de primavera,
como antes fazia.
24 As eiras ficaro cheias de trigo;
os tonis transbordaro
de vinho novo e de azeite.
25 "Vou compens-los
pelos anos de colheitas
que os gafanhotos destruram:
o gafanhoto peregrino,
o gafanhoto devastador,
o gafanhoto devorador
e o gafanhoto cortador,
o meu grande exrcito
que enviei contra vocs.
26 Vocs comero at ficarem satisfeitos,
e louvaro o nome do Senhor ,
o seu Deus,
que fez maravilhas em favor de vocs;
nunca mais o meu povo ser humilhado.
27 Ento vocs sabero
que eu estou no meio de Israel.
Eu sou o Senhor , o seu Deus,
e no h nenhum outro;
nunca mais o meu povo ser humilhado.
O Dia do Senhor
28 "E, depois disso,
derramarei do meu Esprito
sobre todos os povos.
Os seus filhos e as suas filhas
profetizaro,
os velhos tero sonhos,
os jovens tero vises.
29 At sobre os servos e as servas
derramarei do meu Esprito
naqueles dias.
30 Mostrarei maravilhas no cu e na terra:
sangue, fogo e nuvens de fumaa.
31 O sol se tornar em trevas,
e a lua em sangue,
antes que venha o grande e temvel
dia do Senhor .
32 E todo aquele que invocar
o nome do Senhor ser salvo,
pois, conforme prometeu o Senhor ,
no monte Sio e em Jerusalm
haver livramento
para os sobreviventes,
para aqueles a quem o Senhor chamar.
Notas de rodap:
[a] 2.8 Ou pela passagem de gua
[b] 2.18,19 Ou o Senhor mostrar zelo ... e ter piedade ... 19O
Senhor responder
[c] 2.20 Isto , o mar Morto.
[d] 2.20 Isto , o Mediterrneo.
[e] 2.23 Ou no tempo certo

JOEL-CAPITULO-3
O Julgamento das Naes
1 "Sim, naqueles dias e naquele tempo,
quando eu restaurar a sorte
de Jud e de Jerusalm,
2 reunirei todos os povos
e os farei descer ao vale de Josaf [a] .
Ali os julgarei
por causa da minha herana:
Israel, o meu povo:
pois o espalharam
entre as naes
e repartiram entre si a minha terra.
3 Lanaram sortes sobre o meu povo
e deram meninos
em troca de prostitutas;
venderam meninas por vinho,
para se embriagarem.
4 "O que vocs tm contra mim,
Tiro, Sidom,
e todas as regies da Filstia?
Vocs esto me retribuindo
algo que eu lhes fiz?
Se esto querendo vingar-se de mim,
gil e veloz
me vingarei do que vocs tm feito.
5 Pois roubaram a minha prata
e o meu ouro
e levaram para os seus templos
os meus tesouros mais valiosos.
6 Vocs venderam o povo de Jud
e o de Jerusalm aos gregos,
mandando-os para longe
da sua terra natal.
7 "Vou tir-los dos lugares
para onde os venderam,
e sobre vocs farei recair o que fizeram:
8 venderei os filhos e as filhas de vocs
ao povo de Jud,
e eles os vendero
 distante nao dos sabeus".
Assim disse o Senhor .
9 Proclamem isto entre as naes:
Preparem-se para a guerra!
Despertem os guerreiros!
Todos os homens de guerra
aproximem-se e ataquem.
10 Forjem os seus arados,
fazendo deles espadas;
e de suas foices faam lanas.
Diga o fraco: "Sou um guerreiro!"
11 Venham depressa,
vocs, naes vizinhas,
e renam-se ali.
Faze descer os teus guerreiros,
 Senhor!
12 "Despertem, naes;
avancem para o vale de Josaf,
pois ali me assentarei
para julgar todas as naes vizinhas.
13 Lancem a foice,
pois a colheita est madura.
Venham, pisem com fora as uvas,
pois o lagar est cheio
e os tonis transbordam,
to grande  a maldade dessas naes!"
14 Multides, multides
no vale da Deciso!
Pois o dia do Senhor est prximo,
no vale da Deciso.
15 O sol e a lua escurecero,
e as estrelas j no brilharo.
16 O Senhor rugir de Sio,
e de Jerusalm levantar a sua voz;
a terra e o cu tremero.
Mas o Senhor ser um refgio
para o seu povo,
uma fortaleza para Israel.
Bnos para o Povo de Deus
17 "Ento vocs sabero
que eu sou o Senhor , o seu Deus,
que habito em Sio, o meu santo monte.
Jerusalm ser santa;
e estrangeiros jamais a conquistaro.
18 "Naquele dia os montes
gotejaro vinho novo;
das colinas manar leite;
todos os ribeiros de Jud
tero gua corrente.
Uma fonte fluir do templo do Senhor
e regar o vale das Accias.
19 Mas o Egito ficar desolado,
Edom ser um deserto arrasado,
por causa da violncia
feita ao povo de Jud,
em cuja terra derramaram
sangue inocente.
20 Jud ser habitada para sempre
e Jerusalm por todas as geraes.
21 Sua culpa de sangue,
ainda no perdoada,
eu a perdoarei."
O Senhor habita em Sio!
Notas de rodap:
[a] 3.2 Josaf significa o Senhor julga; tambm no versculo 12.
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AMS-CAPITULO-1
1 Palavras que Ams, criador de ovelhas em Tecoa, recebeu em vises, a
respeito de Israel, dois anos antes do terremoto. Nesse tempo, Uzias era
rei de Jud e Jeroboo, filho de Jeos, era rei de Israel.
2 Ele disse:
"O Senhor ruge de Sio
e troveja de Jerusalm;
secam-se [a] as pastagens dos pastores,
e murcha o topo do Carmelo".
Julgamento dos Povos Vizinhos de Israel
3 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Damasco
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque trilhou Gileade
com trilhos de ferro pontudos,
4 porei fogo na casa de Hazael,
e as chamas consumiro
as fortalezas de Ben-Hadade.
5 Derrubarei a porta de Damasco;
destruirei o rei que est
no vale [b] de ven [c]
e aquele que segura o cetro
em Bete-den [d] .
O povo da Sria
ir para o exlio em Quir",
diz o Senhor .
6 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Gaza,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque levou cativas
comunidades inteiras
e as vendeu a Edom,
7 porei fogo nos muros de Gaza,
e as chamas consumiro
as suas fortalezas.
8 Destruirei o rei [e] de Asdode
e aquele que segura o cetro em Ascalom.
Erguerei a minha mo contra Ecrom,
at que morra o ltimo dos filisteus",
diz o Senhor , o Soberano.
9 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Tiro,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque vendeu comunidades inteiras
de cativos a Edom,
desprezando irmos,
10 porei fogo nos muros de Tiro,
e as chamas consumiro
as suas fortalezas".
11 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Edom,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque com a espada
perseguiu seu irmo,
e reprimiu toda a compaixo, [f]
mutilando-o furiosamente
e perpetuando para sempre a sua ira,
12 porei fogo em Tem,
e as chamas consumiro
as fortalezas de Bozra".
13 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Amom,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque rasgou ao meio
as grvidas de Gileade
a fim de ampliar as suas fronteiras,
14 porei fogo nos muros de Rab,
e as chamas consumiro
as suas fortalezas
em meio a gritos de guerra
no dia do combate,
em meio a ventos violentos
num dia de tempestade.
15 O seu rei ir para o exlio,
ele e toda a sua corte",
diz o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 1.2 Ou pranteiam
[b] 1.5 Ou os habitantes do vale
[c] 1.5 ven significa iniqidade.
[d] 1.5 Bete-den significa casa do prazer.
[e] 1.8 Ou os habitantes
[f] 1.11 Ou e destruiu os seus aliados ,

AMS-CAPITULO-2
1 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Moabe,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque ele queimou at reduzir a cinzas [a]
os ossos do rei de Edom,
2 porei fogo em Moabe,
e as chamas consumiro
as fortalezas de Queriote [b] .
Moabe perecer em grande tumulto,
em meio a gritos de guerra
e ao toque da trombeta.
3 Destruirei o seu governante [c]
e com ele matarei todas as autoridades",
diz o Senhor .
4 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Jud,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Porque rejeitou a lei do Senhor
e no obedeceu aos seus decretos,
porque se deixou enganar
por deuses falsos,
deuses que [d] os seus
antepassados seguiram,
5 porei fogo em Jud,
e as chamas consumiro
as fortalezas de Jerusalm".
O Julgamento de Israel
6 Assim diz o Senhor :
"Por trs transgresses de Israel,
e ainda mais por quatro,
no anularei o castigo.
Vendem por prata o justo,
e por um par de sandlias o pobre.
7 Pisam a cabea dos necessitados
como pisam o p da terra,
e negam justia ao oprimido.
Pai e filho possuem a mesma mulher
e assim profanam o meu santo nome.
8 Inclinam-se diante de qualquer altar
com roupas tomadas como penhor.
No templo do seu deus
bebem vinho recebido como multa.
9 "Fui eu que destru os amorreus
diante deles,
embora fossem altos como o cedro
e fortes como o carvalho.
Eu destru os seus frutos em cima
e as suas razes embaixo.
10 "Eu mesmo tirei vocs do Egito,
e os conduzi por quarenta anos
no deserto
para lhes dar a terra dos amorreus.
11 Tambm escolhi alguns de seus filhos
para serem profetas
e alguns de seus jovens
para serem nazireus.
No  verdade, povo de Israel?",
declara o Senhor .
12 "Mas vocs fizeram os nazireus
beber vinho
e ordenaram aos profetas
que no profetizassem.
13 "Agora, ento, eu os amassarei
como uma carroa amassa a terra
quando carregada de trigo.
14 O gil no escapar,
o forte no reunir as suas foras,
e o guerreiro no salvar a sua vida.
15 O arqueiro no manter a sua posio,
o que corre no se livrar,
e o cavaleiro no salvar a prpria vida.
16 At mesmo os guerreiros
mais corajosos
fugiro nus naquele dia",
declara o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 2.1 Hebraico: cal.
[b] 2.2 Ou de suas cidades
[c] 2.3 Hebraico: juiz.
[d] 2.4 Ou por mentiras, mentiras que

AMS-CAPITULO-3
Testemunhas Convocadas para Acusar Israel
1 Ouam esta palavra que o Senhor falou contra vocs,  israelitas;
contra toda esta famlia que tirei do Egito:
2 "Escolhi apenas vocs
de todas as famlias da terra;
por isso eu os castigarei
por todas as suas maldades".
3 Duas pessoas andaro juntas
se no estiverem de acordo [a] ?
4 O leo ruge na floresta
se no apanhou presa alguma?
O leo novo ruge em sua toca
se nada caou?
5 Cai o pssaro numa armadilha
que no foi armada?
Ser que a armadilha se desarma
se nada foi apanhado?
6 Quando a trombeta toca na cidade,
o povo no treme?
Ocorre alguma desgraa na cidade
sem que o Senhor a tenha mandado?
7 Certamente o Senhor , o Soberano,
no faz coisa alguma
sem revelar o seu plano
aos seus servos, os profetas.
8 O leo rugiu,
quem no temer?
O Senhor , o Soberano, falou,
quem no profetizar?
9 Proclamem nos palcios de Asdode [b]
e do Egito:
"Renam-se nos montes de Samaria
para verem o grande tumulto que h ali,
e a opresso no meio do seu povo".
10 "Eles no sabem agir com retido",
declara o Senhor ,
"eles, que acumulam em seus palcios
o que roubaram e saquearam".
11 Portanto, assim diz o Senhor ,
o Soberano:
"Um inimigo cercar o pas.
Ele derrubar as suas fortalezas
e saquear os seus palcios".
11 Assim diz o Senhor :
"Assim como o pastor livra a ovelha,
arrancando da boca do leo
s dois ossos da perna
ou um pedao da orelha,
assim sero arrancados
os israelitas de Samaria,
com a ponta de uma cama
e um pedao de sof [c] .
13 "Ouam isto e testemunhem contra a descendncia de Jac",
declara o Senhor , o Soberano, o Deus dos Exrcitos.
14 "No dia em que eu castigar Israel
por causa dos seus pecados,
destruirei os altares de Betel;
as pontas do altar sero cortadas
e cairo no cho.
15 Derrubarei a casa de inverno
junto com a casa de vero;
as casas enfeitadas de marfim
sero destrudas,
e as manses desaparecero",
declara o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 3.3 Ou tiverem combinado
[b] 3.9 A Septuaginta diz da Assria.
[c] 3.12 Ou uma capa de sof; ou ainda uma almofada de Damasco

AMS-CAPITULO-4
Israel Manteve-se Rebelde
1 Ouam esta palavra, vocs,
vacas de Bas que esto
no monte de Samaria,
vocs, que oprimem os pobres
e esmagam os necessitados
e dizem aos senhores deles:
"Tragam bebidas e vamos beber!"
2 O Senhor , o Soberano,
jurou pela sua santidade:
"Certamente chegar o tempo
em que vocs sero levados com ganchos,
e os ltimos de vocs com anzis.
3 Cada um de vocs sair
pelas brechas do muro,
e sero atirados
na direo do Harmom [a] ",
declara o Senhor .
4 "Vo a Betel e ponham-se a pecar;
vo a Gilgal e pequem ainda mais.
Ofeream os seus sacrifcios cada manh,
os seus dzimos no terceiro dia [b] .
5 Queimem po fermentado
como oferta de gratido
e proclamem em toda parte
suas ofertas voluntrias;
anunciem-nas, israelitas,
pois  isso que vocs gostam de fazer",
declara o Senhor , o Soberano.
6 "Fui eu mesmo que dei a vocs
estmagos vazios [c] em cada cidade
e falta de alimentos em todo lugar,
e mesmo assim vocs
no se voltaram para mim",
declara o Senhor .
7 "Tambm fui eu que retive a chuva
quando ainda faltavam
trs meses para a colheita.
Mandei chuva a uma cidade,
mas no a outra.
Uma plantao teve chuva;
outra no teve e secou.
8 Gente de duas ou trs cidades
ia cambaleando de uma cidade a outra
em busca de gua, sem matar a sede,
e mesmo assim
vocs no se voltaram para mim",
declara o Senhor .
9 "Muitas vezes
castiguei os seus jardins e as suas vinhas,
castiguei-os com pragas e ferrugem.
Gafanhotos devoraram
as suas figueiras e as suas oliveiras,
e mesmo assim
vocs no se voltaram para mim",
declara o Senhor .
10 "Enviei pragas contra vocs
como fiz com o Egito.
Matei os seus jovens  espada,
deixei que capturassem os seus cavalos.
Enchi os seus narizes
com o mau cheiro dos mortos
em seus acampamentos,
e mesmo assim
vocs no se voltaram para mim",
declara o Senhor .
11 "Destru algumas de suas cidades,
como destru [d] Sodoma e Gomorra.
Ficaram como um tio tirado do fogo,
e mesmo assim
vocs no se voltaram para mim",
declara o Senhor .
12 "Por isso, ainda o castigarei,  Israel,
e, porque eu farei isto com voc,
prepare-se para encontrar-se
com o seu Deus,  Israel."
13 Aquele que forma os montes,
cria o vento
e revela os seus pensamentos ao homem,
aquele que transforma
a alvorada em trevas,
e pisa as montanhas da terra;
Senhor , Deus dos Exrcitos,
 o seu nome.
Notas de rodap:
[a] 4.3 Ou atirados,  montanha de opresso
[b] 4.4 Ou a cada trs anos
[c] 4.6 Hebraico: dentes limpos.
[d] 4.11 Hebraico: como Deus destruiu.

AMS-CAPITULO-5
Lamento pelo Castigo do Povo
1 Oua esta palavra,  nao de Israel, este lamento acerca de vocs:
2 "Cada para nunca mais se levantar,
est a virgem Israel.
Abandonada em sua prpria terra,
no h quem a levante".
3 Assim diz o Soberano, o Senhor :
"A cidade que mandar mil
para o exrcito ficar com cem;
e a que mandar cem ficar com dez".
4 Assim diz o Senhor  nao de Israel:
"Busquem-me e tero vida;
5 no busquem Betel,
no vo a Gilgal,
no faam peregrinao a Berseba.
Pois Gilgal [a] certamente ir para o exlio,
e Betel [b] ser reduzida a nada".
6 Busquem o Senhor e tero vida,
do contrrio,
ele irromper como um fogo
entre os descendentes de Jos,
e devastar a cidade de Betel,
e no haver ningum ali
para apag-lo.
7 Vocs esto transformando
o direito em amargura
e atirando a justia ao cho,
8 (aquele que fez as Pliades e o rion,
que faz da escurido, alvorada
e do dia, noite escura,
que chama as guas do mar
e as espalha sobre a face da terra;
Senhor  o seu nome.
9 Ele traz repentina destruio
sobre a fortaleza,
e a destruio vem
sobre a cidade fortificada),
10 vocs odeiam aquele que defende
a justia no tribunal [c]
e detestam aquele que fala a verdade.
11 Vocs oprimem o pobre
e o foram a dar-lhes o trigo.
Por isso, embora vocs
tenham construdo
manses de pedra,
nelas no moraro;
embora tenham plantado
vinhas verdejantes,
no bebero do seu vinho.
12 Pois eu sei quantas so
as suas transgresses
e quo grandes so os seus pecados.
Vocs oprimem o justo,
recebem suborno
e impedem que se faa justia ao pobre
nos tribunais.
13 Por isso o prudente se cala
em tais situaes,
pois  tempo de desgraas.
14 Busquem o bem, no o mal,
para que tenham vida.
Ento o Senhor ,
o Deus dos Exrcitos,
estar com vocs,
conforme vocs afirmam.
15 Odeiem o mal, amem o bem;
estabeleam a justia nos tribunais.
Talvez o Senhor ,
o Deus dos Exrcitos,
tenha misericrdia
do remanescente de Jos.
16 Portanto, assim diz o Senhor , o Deus dos Exrcitos, o Soberano:
"Haver lamentao em todas as praas
e gritos de angstia em todas as ruas.
Os lavradores sero convocados
para chorar
e os pranteadores para se lamentar.
17 Haver lamentos em todas as vinhas,
pois passarei no meio de vocs",
diz o Senhor .
O Dia do Senhor
18 Ai de vocs que anseiam
pelo dia do Senhor !
O que pensam vocs
do dia do Senhor ?
Ser dia de trevas, no de luz.
19 Ser como se um homem
fugisse de um leo
e encontrasse um urso;
como algum que entrasse em sua casa
e, encostando a mo na parede,
fosse picado por uma serpente.
20 O dia do Senhor ser de trevas
e no de luz.
Uma escurido total,
sem um raio de claridade.
21 "Eu odeio e desprezo
as suas festas religiosas;
no suporto as suas assemblias solenes.
22 Mesmo que vocs
me tragam holocaustos [d]
e ofertas de cereal,
isso no me agradar.
Mesmo que me tragam
as melhores ofertas de comunho [e] ,
no darei a menor ateno a elas.
23 Afastem de mim
o som das suas canes
e a msica das suas liras.
24 Em vez disso, corra a retido
como um rio,
a justia como um ribeiro perene!"
25 "Foi a mim que vocs trouxeram
sacrifcios e ofertas
durante os quarenta anos no deserto,
 nao de Israel?
26 No! Vocs carregaram
o seu rei Sicute,
e Quium, imagens dos deuses astrais,
que vocs fizeram para si mesmos. [f]
27 Por isso eu os mandarei para o exlio,
para alm de Damasco",
diz o Senhor ;
Deus dos Exrcitos  o seu nome.
Notas de rodap:
[a] 5.5 Gilgal no hebraico assemelha-se  expresso aqui traduzida por
ir para o exlio.
[b] 5.5 Hebraico: ven; referncia a Bete-ven (casa da iniqidade),
nome depreciativo de Betel, que significa casa de Deus.
[c] 5.10 Hebraico: na porta.
[d] 5.22 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[e] 5.22 Ou de paz
[f] 5.26 Ou ergueram seu rei Sicute e seus dolos Quium, seus deuses
astrais. A Septuaginta diz levantaram o santurio de Moloque e a estrela
do seu deus Renf, dolos que fizeram para adorar!

AMS-CAPITULO-6
A Destruio de Israel
1 Ai de vocs
que vivem tranqilos em Sio,
e que se sentem seguros
no monte de Samaria;
vocs, homens notveis
da primeira entre as naes,
aos quais o povo de Israel recorre!
2 Vo a Caln e olhem para ela;
depois prossigam at a grande Hamate
e em seguida desam at Gate,
na Filstia.
So elas melhores
do que os seus dois reinos?
O territrio delas
 maior do que o de vocs?
3 Vocs acham que esto afastando
o dia mau,
mas na verdade esto atraindo
o reinado do terror.
4 Vocs se deitam em camas de marfim
e se espreguiam em seus sofs.
Comem os melhores cordeiros
e os novilhos mais gordos.
5 Dedilham suas liras como Davi
e improvisam em instrumentos musicais.
6 Vocs bebem vinho em grandes taas
e se ungem com os mais finos leos,
mas no se entristecem
com a runa de Jos.
7 Por isso vocs estaro
entre os primeiros a ir para o exlio;
cessaro os banquetes
dos que vivem no cio.
Condenao do Orgulho de Israel
8 O Senhor , o Soberano, jurou por si mesmo! Assim declara o Senhor , o
Deus dos Exrcitos:
"Eu detesto o orgulho de Jac
e odeio os seus palcios;
entregarei a cidade
e tudo o que nela existe".
9 Se dez homens forem deixados numa casa, tambm eles morrero.
10 E
se um parente que tiver que queimar os corpos vier para tir-los da casa
e perguntar a algum que ainda estiver escondido ali: "H mais algum
com voc?", e a resposta for: "No", ele dir: "Calado! No
devemos sequer mencionar o nome do Senhor ".
11 Pois o Senhor deu a ordem,
e ele despedaar a casa grande
e far em pedacinhos a casa pequena.
12 Acaso correm os cavalos
sobre os rochedos?
Poder algum ar-los com bois?
Mas vocs transformaram
o direito em veneno,
e o fruto da justia em amargura;
13 vocs que se regozijam pela conquista
de Lo-Debar [a] e dizem:
"Acaso no conquistamos Carnaim [b]
com a nossa prpria fora?"
14 Palavra do Senhor ,
o Deus dos Exrcitos:
"Farei vir uma nao contra voc,
 nao de Israel,
e ela a oprimir desde Lebo-Hamate
at o vale da Arab".
Notas de rodap:
[a] 6.13 Lo-Debar significa nada.
[b] 6.13 Carnaim significa chifres. Chifre simboliza fora.

AMS-CAPITULO-7
As Trs Vises de Ams
1 Foi isto que o Senhor , o Soberano, me mostrou: ele estava preparando
enxames de gafanhotos depois da colheita do rei, justo quando brotava a
segunda safra.
2 Depois que eles devoraram todas as plantas dos campos,
eu clamei: " Senhor Soberano, perdoa! Como Jac poder sobreviver? Ele
 to pequeno!"
3 Ento o Senhor arrependeu-se e declarou: "Isso no acontecer".
4 O Soberano, o Senhor , mostrou-me tambm que, para o julgamento,
estava chamando o fogo, o qual secou o grande abismo e devorou a terra.
5 Ento eu clamei: "Soberano Senhor , eu te imploro que pares! Como
Jac poder sobreviver? Ele  to pequeno!"
6 Ento o Senhor arrependeu-se e declarou: "Isso tambm no
acontecer".
7 Ele me mostrou ainda isto: o Senhor, com um prumo na mo, estava
junto a um muro construdo no rigor do prumo.
8 E o Senhor me
perguntou: "O que voc est vendo, Ams?"
"Um prumo", respondi.
Ento disse o Senhor: "Veja! Estou pondo um prumo no meio de Israel, o
meu povo; no vou poup-lo mais.
9 "Os altares idlatras de Isaque
sero destrudos,
e os santurios de Israel
ficaro em runas;
com a espada me levantarei
contra a dinastia de Jeroboo".
O Confronto entre Ams e Amazias
10 Ento o sacerdote de Betel, Amazias, enviou esta mensagem a
Jeroboo, rei de Israel: "Ams est tramando uma conspirao contra ti
no centro de Israel. A nao no suportar as suas palavras.
11 Ams
est dizendo o seguinte:
``Jeroboo morrer  espada,
e certamente Israel ir para o exlio,
para longe da sua terra natal''".
12 Depois Amazias disse a Ams: "V embora, vidente! V profetizar em
Jud; v ganhar l o seu po.
13 No profetize mais em Betel, porque
este  o santurio do rei e o templo do reino".
14 Ams respondeu a Amazias: "Eu no sou profeta nem perteno a
nenhum grupo de profetas [a] , apenas cuido do gado e fao
colheita de figos silvestres.
15 Mas o Senhor me tirou do servio junto
ao rebanho e me disse: ``V, profetize a Israel, o meu povo''.
16 Agora oua, ento, a palavra do Senhor . Voc diz:
"``No profetize contra Israel,
e pare de pregar
contra a descendncia de Isaque''.
17 "Mas, o Senhor lhe diz:
"``Sua mulher se tornar
uma prostituta na cidade,
e os seus filhos e as suas filhas
morrero  espada.
Suas terras sero loteadas,
e voc mesmo morrer numa terra pag [b] .
E Israel certamente ir para o exlio,
para longe da sua terra natal''".
Notas de rodap:
[a] 7.14 Hebraico: nem filho de profeta.
[b] 7.17 Hebraico: impura.

AMS-CAPITULO-8
A Viso de um Cesto de Frutas Maduras
1 O Senhor , o Soberano, me mostrou um cesto de frutas maduras.
2 "O
que voc est vendo, Ams?", ele perguntou.
Um cesto de frutas maduras, respondi.
Ento o Senhor me disse: "Chegou o fim de Israel, o meu povo; no mais
o pouparei".
3 "Naquele dia", declara o Senhor , o Soberano, "as canes no
templo se tornaro lamentos. [a] Muitos, muitos sero os corpos,
atirados por todos os lados! Silncio!"
4 Ouam, vocs que pisam os pobres
e arrunam os necessitados da terra,
5 dizendo:
"Quando acabar a lua nova
para que vendamos o cereal?
E quando terminar o sbado
para que comercializemos o trigo,
diminuindo a medida,
aumentando o preo [b] ,
enganando com balanas desonestas e
6 comprando o pobre com prata
e o necessitado por um par de sandlias,
vendendo at palha com o trigo?"
7 O Senhor jurou contra o orgulho de Jac: "Jamais esquecerei coisa
alguma do que eles fizeram.
8 "Acaso no tremer
a terra por causa disso,
e no choraro
todos os que nela vivem?
Toda esta terra
se levantar como o Nilo;
ser agitada e depois afundar
como o ribeiro do Egito.
9 "Naquele dia", declara o Senhor , o Soberano:
"Farei o sol se pr ao meio-dia
e em plena luz do dia escurecerei a terra.
10 Transformarei as suas festas em velrio
e todos os seus cnticos em lamentao.
Farei que todos vocs
vistam roupas de luto
e rapem a cabea.
Farei daquele dia
um dia de luto por um filho nico,
e o fim dele, como um dia de amargura.
11 "Esto chegando os dias",
declara o Senhor , o Soberano,
"em que enviarei fome a toda esta terra;
no fome de comida nem sede de gua,
mas fome e sede de ouvir
as palavras do Senhor .
12 Os homens vaguearo
de um mar a outro,
do Norte ao Oriente,
buscando a palavra do Senhor ,
mas no a encontraro.
13 "Naquele dia as jovens belas
e os rapazes fortes
desmaiaro de sede.
14 Aqueles que juram
pela vergonha [c] de Samaria,
e os que dizem:
``Juro pelo nome do seu deus,  D''
ou ``Juro pelo nome
do deus [d] de Berseba'',
cairo, para nunca mais se levantar!"
Notas de rodap:
[a] 8.3 Ou "os cantores do templo se lamentaro.
[b] 8.5 Hebraico: diminuindo o efa, aumentando o siclo.
[c] 8.14 Ou por Asima; ou ainda pelo dolo
[d] 8.14 Ou poder

AMS-CAPITULO-9
Israel Ser Destrudo
1 Vi o Senhor junto ao altar, e ele disse:
"Bata no topo das colunas
para que tremam os umbrais.
Faa que elas caiam
sobre todos os presentes;
e os que sobrarem matarei  espada.
Ningum fugir, ningum escapar.
2 Ainda que escavem
at s profundezas [a] ,
dali a minha mo ir tir-los.
Se subirem at os cus,
de l os farei descer.
3 Mesmo que se escondam
no topo do Carmelo,
l os caarei e os prenderei.
Ainda que se escondam de mim
no fundo do mar,
ali ordenarei  serpente que os morda.
4 Mesmo que sejam levados ao exlio
por seus inimigos,
ali ordenarei que a espada os mate.
Vou vigi-los para lhes fazer
o mal e no o bem".
5 Quanto ao Senhor,
o Senhor dos Exrcitos,
ele toca na terra, e ela se derrete,
e todos os que nela vivem pranteiam;
ele ergue toda a terra como o Nilo,
e depois a afunda
como o ribeiro do Egito.
6 Ele constri suas cmaras altas [b] ,
e firma a abbada sobre a terra;
ele rene as guas do mar e as espalha
sobre a superfcie da terra.
Senhor  o seu nome.
7 "Vocs, israelitas, no so para mim
melhores do que os etopes [c] ",
declara o Senhor .
"Eu tirei Israel do Egito,
os filisteus de Caftor [d]
e os arameus de Quir.
8 "Sem dvida, os olhos
do Senhor , o Soberano,
se voltam para este reino pecaminoso.
Eu o varrerei da superfcie da terra,
mas no destruirei totalmente
a descendncia de Jac",
declara o Senhor .
9 "Pois darei a ordem,
e sacudirei a nao de Israel
entre todas as naes,
tal como o trigo
 abanado numa peneira,
e nem um gro cai na terra.
10 Todos os pecadores
que h no meio do meu povo
morrero  espada,
todos os que dizem:
``A desgraa no nos atingir
nem nos encontrar''.
A Restaurao de Israel
11 "Naquele dia levantarei
a tenda cada de Davi.
Consertarei o que estiver quebrado,
e restaurarei as suas runas.
Eu a reerguerei,
para que seja como era no passado,
12 para que o meu povo conquiste
o remanescente de Edom
e todas as naes que me pertencem",
declara o Senhor , [e]
que realizar essas coisas.
13 "Dias viro", declara o Senhor ,
"em que a ceifa continuar
at o tempo de arar,
e o pisar das uvas
at o tempo de semear.
Vinho novo gotejar dos montes
e fluir de todas as colinas.
14 Trarei de volta Israel,
o meu povo exilado, [f]
eles reconstruiro as cidades em runas
e nelas vivero.
Plantaro vinhas
e bebero do seu vinho;
cultivaro pomares
e comero do seu fruto.
15 Plantarei Israel em sua prpria terra,
para nunca mais ser desarraigado
da terra que lhe dei",
diz o Senhor , o seu Deus.
Notas de rodap:
[a] 9.2 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
sepultura, p ou morte.
[b] 9.6 Ou a sua escadaria at os cus
[c] 9.7 Hebraico: cuxitas .
[d] 9.7 Isto , Creta.
[e] 9.12 A Septuaginta diz para que o remanescente e todas as naes
que levam o meu nome busquem o Senhor .
[f] 9.14 Ou Restaurarei a sorte de Israel, o meu povo,
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OBADIAS-CAPITULO-1
O Julgamento de Edom
1 Viso de Obadias. Assim diz o Soberano,
o Senhor , a respeito de Edom:
Ns ouvimos uma mensagem do Senhor .
Um mensageiro foi enviado s naes para
dizer:
"Levantem-se! Vamos atacar Edom!"
2 "Veja! Eu tornarei voc pequeno entre as
naes.
Ser completamente desprezado!
3 A arrogncia do seu corao o tem
enganado,
voc que vive nas cavidades das rochas [a]
e constri sua morada no alto dos montes;
voc que diz a si mesmo: ``Quem pode me
derrubar?''
4 Ainda que voc suba to alto como a guia
e faa o seu ninho entre as estrelas,
dali eu o derrubarei", declara o Senhor .
5 "Se ladres o atacassem,
saqueadores no meio da noite:
como voc est destrudo!:
no roubariam apenas quanto achassem
suficiente?
Se os que colhem uvas chegassem a voc,
no deixariam para trs pelo menos
alguns cachos?
6 Entretanto, como Esa foi saqueado!
Como foram pilhados
os seus tesouros ocultos!
7 Empurram voc para as fronteiras
todos os seus aliados;
enganam voc e o sobrepujaro
os seus melhores amigos;
aqueles que comem com voc
lhe armam ciladas".
E Esa no percebe nada!
8 "Naquele dia", declara o Senhor ,
"destruirei os sbios de Edom,
e os mestres dos montes de Esa.
9 Ento os seus guerreiros,  Tem,
ficaro apavorados,
e sero eliminados todos os homens
dos montes de Esa.
10 Por causa da violenta matana
que voc fez contra o seu irmo
Jac,
voc ser coberto de vergonha
e eliminado para sempre.
11 No dia em que voc ficou por perto,
quando estrangeiros roubaram
os bens dele,
e estranhos entraram por suas portas
e lanaram sortes sobre Jerusalm,
voc fez exatamente como eles.
12 Voc no devia ter olhado
com satisfao
o dia da desgraa de seu irmo;
nem ter se alegrado
com a destruio do povo de
Jud;
no devia ter falado com arrogncia
no dia da sua aflio.
13 No devia ter entrado pelas portas
do meu povo
no dia da sua calamidade;
nem devia ter ficado alegre
com o sofrimento dele
no dia da sua runa;
nem ter roubado a riqueza dele
no dia da sua desgraa.
14 No devia ter esperado
nas encruzilhadas,
para matar os que conseguiram escapar;
nem ter entregado os sobreviventes
no dia da sua aflio.
15 "Pois o dia do Senhor est prximo
para todas as naes.
Como voc fez, assim lhe ser feito.
A maldade que voc praticou
recair sobre voc.
16 Assim como vocs beberam
do meu castigo
no meu santo monte,
tambm todas as naes [b]
bebero sem parar.
Bebero at o fim,
e sero como se nunca tivessem
existido.
17 Mas no monte Sio estaro os que
escaparam;
ele ser santo
e a descendncia de Jac
possuir a sua herana.
18 A descendncia de Jac ser um fogo,
e a de Jos uma chama;
a descendncia de Esa ser a palha.
Eles a incendiaro e a consumiro.
No haver sobreviventes
da descendncia de Esa",
declara o Senhor .
19 Os do Neguebe se apossaro
dos montes de Esa,
e os da Sefel [c] ocuparo
a terra dos filisteus.
Eles tomaro posse dos campos
de Efraim e de Samaria,
e Benjamim se apossar de Gileade.
20 Os israelitas exilados se apossaro
do territrio dos cananeus
at Sarepta;
os exilados de Jerusalm
que esto em Sefarade
ocuparo as cidades do Neguebe.
21 Os vencedores subiro ao [d] monte Sio
para governar a montanha de Esa.
E o reino ser do Senhor .
Notas de rodap:
[a] 3 Ou de Sel
[b] 16 Muitos manuscritos do Texto Massortico dizem todas as naes
ao redor.
[c] 19 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.
[d] 21 Ou do
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JONAS-CAPITULO-1
Chamado e Fuga de Jonas
1 A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, com esta ordem:
2 "V depressa  grande cidade de Nnive e pregue contra ela, porque a
sua maldade subiu at a minha presena".
3 Mas Jonas fugiu da presena do Senhor , dirigindo-se para Trsis.
Desceu  cidade de Jope, onde encontrou um navio que se destinava quele
porto. Depois de pagar a passagem, embarcou para Trsis, para fugir do
Senhor .
4 O Senhor , porm, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu uma
tempestade to violenta que o barco ameaava arrebentar-se.
5 Todos os
marinheiros ficaram com medo e cada um clamava ao seu prprio deus. E
atiraram as cargas ao mar para tornar o navio mais leve [a] .
Enquanto isso, Jonas, que tinha descido ao poro e se deitara, dormia
profundamente.
6 O capito dirigiu-se a ele e disse: "Como voc pode
ficar a dormindo? Levante-se e clame ao seu deus! Talvez ele tenha
piedade de ns e no morramos".
7 Ento os marinheiros combinaram entre si: "Vamos lanar sortes para
descobrir quem  o responsvel por esta desgraa que se abateu sobre
ns". Lanaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
8 Por isso lhe perguntaram: "Diga-nos, quem  o responsvel por esta
calamidade? Qual  a sua profisso? De onde voc vem? Qual  a sua
terra? A que povo voc pertence?"
9 Ele respondeu: "Eu sou hebreu, adorador do Senhor , o Deus dos
cus, que fez o mar e a terra".
10 Ento os homens ficaram apavorados e perguntaram: "O que foi que
voc fez?", pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor , porque
ele j lhes tinha dito.
11 Visto que o mar estava cada vez mais agitado, eles lhe perguntaram:
"O que devemos fazer com voc, para que o mar se acalme?"
12 Respondeu ele: "Peguem-me e joguem-me ao mar, e ele se acalmar.
Pois eu sei que  por minha causa que esta violenta tempestade caiu
sobre vocs".
13 Ao invs disso, os homens se esforaram ao mximo para remar de
volta  terra. Mas no conseguiram, porque o mar tinha ficado ainda mais
violento.
14 Eles clamaram ao Senhor : " Senhor , ns suplicamos, no
nos deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. No caia sobre ns a
culpa de matar um inocente, porque tu,  Senhor , fizeste o que
desejavas".
15 Em seguida pegaram Jonas e o lanaram ao mar
enfurecido, e este se aquietou.
16 Ao verem isso, os homens adoraram o
Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifcio e fazendo-lhe votos.
17 O Senhor fez com que um grande peixe engolisse Jonas, e ele ficou
dentro do peixe trs dias e trs noites.
Notas de rodap:
[a] 1.5 Ou para apaziguar o mar

JONAS-CAPITULO-2
A Orao de Jonas
1 Dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor , o seu Deus.
2 E disse:
"Em meu desespero clamei ao Senhor ,
e ele me respondeu.
Do ventre da morte [a] gritei por socorro,
e ouviste o meu clamor.
3 Jogaste-me nas profundezas,
no corao dos mares;
correntezas formavam um turbilho
ao meu redor;
todas as tuas ondas e vagas
passaram sobre mim.
4 Eu disse: Fui expulso da tua presena;
contudo, olharei de novo
para o teu santo templo. [b]
5 As guas agitadas me envolveram, [c]
o abismo me cercou,
as algas marinhas
se enrolaram em minha cabea.
6 Afundei at chegar aos fundamentos
dos montes;
 terra embaixo, cujas trancas
me aprisionaram para sempre.
Mas tu trouxeste a minha vida
de volta da sepultura,
 Senhor meu Deus!
7 "Quando a minha vida j se apagava,
eu me lembrei de ti, Senhor ,
e a minha orao subiu a ti,
ao teu santo templo.
8 "Aqueles que acreditam
em dolos inteis
desprezam a misericrdia.
9 Mas eu, com um cntico de gratido,
oferecerei sacrifcio a ti.
O que eu prometi
cumprirei totalmente.
A salvao vem do Senhor ".
10 E o Senhor deu ordens ao peixe, e ele vomitou Jonas em terra firme.
Notas de rodap:
[a] 2.2 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
sepultura, profundezas ou p.
[b] 2.4 Ou como poderei ver novamente o teu santo templo?
[c] 2.5 Ou As guas estavam em minha garganta,

JONAS-CAPITULO-3
O Arrependimento de Nnive
1 A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem:
2 "V  grande cidade de Nnive e pregue contra ela a mensagem que eu
lhe darei".
3 Jonas obedeceu  palavra do Senhor e foi para Nnive. Era uma cidade
muito grande [a] ; sendo necessrios trs dias para percorr-la.
4 Jonas entrou na cidade e a percorreu durante um dia, proclamando:
"Daqui a quarenta dias Nnive ser destruda".
5 Os ninivitas
creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor,
vestiram-se de pano de saco.
6 Quando as notcias chegaram ao rei de Nnive, ele se levantou do
trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre
cinza.
7 Ento fez uma proclamao em Nnive:
"Por decreto do rei e de seus nobres:
No  permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas, provar coisa
alguma; no comam nem bebam!
8 Cubram-se de pano de saco, homens e
animais. E todos clamem a Deus com todas as suas foras. Deixem os maus
caminhos e a violncia.
9 Talvez Deus se arrependa e abandone a sua
ira, e no sejamos destrudos".
10 Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus
caminhos, Deus se arrependeu e no os destruiu como tinha ameaado.
Notas de rodap:
[a] 3.3 Ou cidade importante para Deus

JONAS-CAPITULO-4
A Ira de Jonas
1 Jonas, porm, ficou profundamente descontente com isso e
enfureceu-se.
2 Ele orou ao Senhor : " Senhor , no foi isso que eu
disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei em fugir
para Trsis. Eu sabia que tu s Deus misericordioso e compassivo, muito
paciente, cheio de amor e que prometes castigar mas depois te
arrependes.
3 Agora, Senhor , tira a minha vida, eu imploro, porque
para mim  melhor morrer do que viver".
4 O Senhor lhe respondeu: "Voc tem alguma razo para essa fria?"
5 Jonas saiu e sentou-se num lugar a leste da cidade. Ali, construiu
para si um abrigo, sentou-se  sua sombra e esperou para ver o que
aconteceria com a cidade.
6 Ento o Senhor Deus fez crescer uma planta
sobre Jonas, para dar sombra  sua cabea e livr-lo do calor, o que deu
grande alegria a Jonas.
7 Mas na madrugada do dia seguinte, Deus mandou
uma lagarta atacar a planta e ela secou-se.
8 Ao nascer do sol, Deus
trouxe um vento oriental muito quente, e o sol bateu na cabea de Jonas,
ao ponto de ele quase desmaiar. Com isso ele desejou morrer, e disse:
"Para mim seria melhor morrer do que viver".
9 Mas Deus disse a Jonas: "Voc tem alguma razo para estar to
furioso por causa da planta?"
Respondeu ele: "Sim, tenho! E estou furioso ao ponto de querer
morrer".
10 Mas o Senhor lhe disse: "Voc tem pena dessa planta, embora no a
tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa
noite morreu.
11 Contudo, Nnive tem mais de cento e vinte mil pessoas
que no sabem nem distinguir a mo direita da esquerda [a] , alm
de muitos rebanhos. No deveria eu ter pena dessa grande cidade?"
Notas de rodap:
[a] 4.11 Ou o certo do errado
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MIQUIAS-CAPITULO-1
1 A palavra do Senhor que veio a Miquias de Moresete durante os
reinados de Joto, Acaz e Ezequias, reis de Jud; viso que ele teve
acerca de Samaria e de Jerusalm:
2 Ouam, todos os povos;
prestem ateno,  terra
e todos os que nela habitam;
que o Senhor , o Soberano,
do seu santo templo
testemunhe contra vocs.
O Julgamento de Samaria e de Jerusalm
3 Vejam! O Senhor j est saindo
da sua habitao;
ele desce e pisa os lugares altos da terra.
4 Debaixo dele os montes se derretem
como cera diante do fogo,
e os vales racham ao meio,
como que rasgados pelas guas
que descem velozes encosta abaixo.
5 Tudo por causa
da transgresso de Jac,
dos pecados da nao de Israel.
Qual  a transgresso de Jac?
Acaso no  Samaria?
Qual  o altar idlatra de Jud?
Acaso no  Jerusalm?
6 "Por isso farei de Samaria
um monte de entulho
em campo aberto,
um lugar para plantao de vinhas;
atirarei as suas pedras no vale
e porei a descoberto os seus alicerces.
7 Todas as suas imagens esculpidas
sero despedaadas
e todos os seus ganhos imorais
sero consumidos pelo fogo;
destruirei todas as suas imagens.
Visto que o que ela ajuntou
foi como ganho da prostituio,
como salrio de prostituio
tornar a ser usado."
O Lamento do Profeta
8 Por causa disso chorarei e lamentarei;
andarei descalo e nu.
Uivarei como um chacal e gemerei
como um filhote de coruja.
9 Pois a ferida de Samaria  incurvel
e chegou a Jud.
O flagelo alcanou at mesmo
a porta do meu povo,
at a prpria Jerusalm!
10 No contem isso em Gate,
e no chorem.
Habitantes de Bete-Ofra [a] ,
revolvam-se no p.
11 Saiam nus e cobertos de vergonha,
vocs que moram em Safir [b] .
Os habitantes de Zaan [c]
no sairo de sua cidade.
Bete-Ezel est em prantos;
foi-lhe tirada a proteo.
12 Os que vivem em Marote [d]
se contorcem de dor
aguardando alvio,
porque a desgraa veio
da parte do Senhor
at as portas de Jerusalm.
13 Habitantes de Lquis [e] ,
atrelem aos carros
as parelhas de cavalos.
Vocs foram o incio do pecado
da cidade [f] de Sio,
pois as transgresses de Israel
foram aprendidas com vocs.
14 Por isso vocs daro presentes
de despedida a Moresete-Gate.
A cidade de Aczibe [g]
se revelar enganosa
aos reis de Israel.
15 Trarei um conquistador contra vocs que vivem em Maressa [h] .
A glria de Israel ir a Adulo.
16 Rapem a sua cabea em pranto
por causa dos filhos
nos quais vocs se tanto se alegram;
fiquem calvos como a guia,
pois eles sero tirados vocs
e levados para o exlio.
Notas de rodap:
[a] 1.10 Bete-Ofra significa casa de poeira.
[b] 1.11 Safir significa agradvel.
[c] 1.11 Zaan assemelha-se  palavra que se traduz por sairo.
[d] 1.12 Marote assemelha-se  palavra Mara, que significa amarga.
[e] 1.13 Lquis assemelha-se  palavra lareques, que se traduz por
junta ou parelha.
[f] 1.13 Hebraico: filha .
[g] 1.14 Aczibe significa engano.
[h] 1.15 Maressa assemelha-se  palavra que se traduz por
conquistador.

MIQUIAS-CAPITULO-2
O Castigo dos Opressores
1 Ai daqueles que planejam maldade,
dos que tramam o mal
em suas camas!
Quando alvorece, eles o executam,
porque isso eles podem fazer.
2 Cobiam terrenos e se apoderam deles;
cobiam casas e as tomam.
Fazem violncia ao homem
e  sua famlia;
a ele e aos seus herdeiros.
3 Portanto, assim diz o Senhor :
"Estou planejando contra essa gente
uma desgraa,
da qual vocs no podero livrar-se.
Vocs no vo mais andar com arrogncia,
pois ser tempo de desgraa.
4 Naquele dia vocs sero ridicularizados;
zombaro de vocs
com esta triste cano:
``Estamos totalmente arruinados;
dividida foi a propriedade do meu povo.
Ele tirou-a de mim!
Entregou a invasores as nossas terras''".
5 Portanto, vocs no estaro
na assemblia do Senhor
para a diviso da terra por sorteio.
Advertncia contra os Falsos Profetas
6 "No preguem",
dizem os seus profetas.
"No preguem acerca dessas coisas;
a desgraa no nos alcanar."
 descendncia de Jac,
7  isto que est sendo falado:
"O Esprito do Senhor perdeu a pacincia?
 assim que ele age?"
"As minhas palavras fazem bem
quele cujos caminhos so retos.
8 Mas, ultimamente, como inimigos
vocs atacam o meu povo.
Alm da tnica, arrancam a capa
daqueles que passam confiantes,
como quem volta da guerra.
9 Vocs tiram as mulheres do meu povo
de seus lares agradveis.
De seus filhos vocs removem
a minha dignidade para sempre.
10 Levantem-se, vo embora!
Pois este no  o lugar de descanso,
porque ele est contaminado,
e arruinado,
sem que haja remdio.
11 Se um mentiroso e enganador
vier e disser:
``Eu pregarei para vocs fartura de vinho
e de bebida fermentada'',
ele ser o profeta deste povo!
Promessa de Livramento
12 "Vou de fato ajuntar todos vocs,
 Jac;
sim, vou reunir o remanescente de Israel.
Eu os ajuntarei
como ovelhas num aprisco,
como um rebanho numa pastagem;
haver rudo de grande multido.
13 Aquele que abre o caminho
ir adiante deles;
passaro pela porta e sairo.
O rei deles, o Senhor , os guiar."

MIQUIAS-CAPITULO-3
Repreenso aos Lderes e aos Profetas
1 Ento eu disse:
Ouam, vocs que so chefes de Jac,
governantes da nao de Israel.
Vocs deveriam conhecer a justia!
2 Mas odeiam o bem e amam o mal;
arrancam a pele do meu povo
e a carne dos seus ossos.
3 Aqueles que comem a carne
do meu povo,
arrancam a sua pele,
despedaam os seus ossos
e os cortam como se fossem
carne para a panela,
4 um dia clamaro ao Senhor ,
mas ele no lhes responder.
Naquele tempo
ele esconder deles o rosto
por causa do mal que eles tm feito.
5 Assim diz o Senhor :
"Aos profetas
que fazem o meu povo desviar-se,
e que, quando lhes do o que mastigar,
proclamam paz,
mas proclamam guerra santa
contra quem no lhes enche a boca:
6 Por tudo isso a noite vir sobre vocs,
noite sem vises;
haver trevas, sem adivinhaes.
O sol se por
e o dia se escurecer
para os profetas.
7 Os videntes envergonhados,
e os adivinhos constrangidos,
todos cobriro o rosto
porque no haver resposta
da parte de Deus".
8 Mas, quanto a mim,
graas ao poder
do Esprito do Senhor ,
estou cheio de fora e de justia,
para declarar a Jac a sua transgresso,
e a Israel o seu pecado.
9 Ouam isto,
vocs que so chefes
da descendncia de Jac,
governantes da nao de Israel,
que detestam a justia
e pervertem tudo o que  justo;
10 que constroem Sio
com derramamento de sangue,
e Jerusalm com impiedade.
11 Seus lderes julgam sob suborno,
seus sacerdotes ensinam visando lucro,
e seus profetas adivinham
em troca de prata.
E ainda se apiam no Senhor ,
dizendo:
"O Senhor est no meio de ns.
Nenhuma desgraa nos acontecer".
12 Por isso, por causa de vocs,
Sio ser arada como um campo,
Jerusalm se tornar
um monte de entulho,
e a colina do templo, um matagal.

MIQUIAS-CAPITULO-4
A Montanha do Senhor
1 Nos ltimos dias acontecer que
o monte do templo do Senhor
ser estabelecido
como o principal entre os montes,
e se elevar acima das colinas.
E os povos a ele acorrero.
2 Muitas naes viro, dizendo:
"Venham, subamos
ao monte do Senhor ,
ao templo do Deus de Jac.
Ele nos ensinar os seus caminhos,
para que andemos nas suas veredas".
Pois a lei vir de Sio,
a palavra do Senhor , de Jerusalm.
3 Ele julgar entre muitos povos
e resolver contendas
entre naes poderosas e distantes.
Das suas espadas faro arados,
e das suas lanas, foices.
Nenhuma nao erguer
a espada contra outra,
e no aprendero mais a guerra.
4 Todo homem poder sentar-se
debaixo da sua videira
e debaixo da sua figueira,
e ningum o incomodar,
pois assim falou
o Senhor dos Exrcitos.
5 Pois todas as naes andam,
cada uma em nome dos seus deuses,
mas ns andaremos
em nome do Senhor , o nosso Deus,
para todo o sempre.
O Plano do Senhor
6 "Naquele dia", declara o Senhor ,
"ajuntarei os que tropeam
e reunirei os dispersos,
aqueles a quem afligi.
7 Farei dos que tropeam
um remanescente,
e dos dispersos, uma nao forte.
O Senhor reinar sobre eles
no monte Sio,
daquele dia em diante e para sempre.
8 Quanto a voc,  torre do rebanho,
 fortaleza [a] da cidade [b] de Sio,
o antigo domnio lhe ser restaurado;
a realeza voltar
para a cidade de Jerusalm."
9 Agora, por que gritar to alto?
Voc no tem rei?
Seu conselheiro morreu,
para que a dor lhe seja to forte
como a de uma mulher
em trabalho de parto?
10 Contora-se em agonia,
 povo da cidade de Sio,
como a mulher em trabalho de parto,
porque agora ter que deixar
os seus muros
para habitar em campo aberto.
Voc ir para a Babilnia,
e l ser libertada.
L o Senhor a resgatar
da mo dos seus inimigos.
11 Mas agora muitas naes
esto reunidas contra voc.
Elas dizem: "Que Sio seja profanada,
e que isso acontea
diante dos nossos olhos!"
12 Mas elas no conhecem
os pensamentos do Senhor ;
no compreendem o plano
daquele que as ajunta
como feixes para a eira.
13 "Levante-se e debulhe,
 cidade de Sio,
pois eu darei a voc chifres de ferro
e cascos de bronze
para despedaar muitas naes."
Voc consagrar ao Senhor
ao Soberano de toda a terra,
os ganhos ilcitos
e a riqueza delas
Notas de rodap:
[a] 4.8 Ou colina
[b] 4.8 Hebraico: filha ; tambm nos versculos 10 e 13.

MIQUIAS-CAPITULO-5
1 Rena suas tropas,
 cidade das tropas, [a]
pois h um cerco contra ns.
O lder de Israel ser ferido na face,
com uma vara.
O Governante que Vir de Belm
2 "Mas tu, Belm-Efrata,
embora pequena
entre os cls [b] de Jud,
de ti vir para mim
aquele que ser
o governante sobre Israel.
Suas origens [c] esto no passado distante,
em tempos antigos. [d] "
3 Por isso os israelitas sero abandonados
at que aquela
que est em trabalho de parto
d  luz.
Ento o restante dos irmos
do governante
voltar para unir-se aos israelitas.
4 Ele se estabelecer e os pastorear
na fora do Senhor ,
na majestade do nome do Senhor ,
o seu Deus.
E eles vivero em segurana,
pois a grandeza dele
alcanar os confins da terra.
5 Ele ser a sua paz.
Livramento e Destruio
Quando os assrios
invadirem a nossa terra
e marcharem sobre as nossas fortalezas,
levantaremos contra eles sete pastores,
at oito lderes escolhidos.
6 Eles pastorearo [e] a Assria
com a espada,
e a terra de Ninrode
com a espada empunhada [f] .
Eles nos livraro quando os assrios
invadirem a nossa terra,
e entrarem por nossas fronteiras.
7 O remanescente de Jac estar
no meio de muitos povos
como orvalho da parte do Senhor ,
como aguaceiro sobre a relva;
no por sua esperana no homem
nem depender dos seres humanos.
8 O remanescente de Jac
estar entre as naes,
no meio de muitos povos,
como um leo
entre os animais da floresta,
como um leo forte
entre rebanhos de ovelhas,
leo que, quando ataca,
destroa e mutila a presa,
sem que ningum a possa livrar.
9 Sua mo se levantar
contra os seus adversrios,
e todos os seus inimigos
sero destrudos.
10 "Naquele dia", declara o Senhor ,
"matarei os seus cavalos
e destruirei os seus carros de guerra.
11 Destruirei tambm
as cidades da sua terra
e arrasarei todas as suas fortalezas.
12 Acabarei com a sua feitiaria,
e vocs no faro mais adivinhaes.
13 Destruirei as suas imagens esculpidas
e as suas colunas sagradas;
vocs no se curvaro mais
diante da obra de suas mos.
14 Desarraigarei do meio de vocs
os seus postes sagrados
e derrubarei os seus dolos [g] .
15 Com ira e indignao me vingarei
das naes que no me obedeceram."
Notas de rodap:
[a] 5.1 Ou Fortifique seus muros,  cidade murada,
[b] 5.2 Ou governantes
[c] 5.2 Hebraico: sadas .
[d] 5.2 Ou desde os dias da eternidade.
[e] 5.6 Ou esmagaro ; ou ainda governaro
[f] 5.6 Ou Ninrode em suas portas
[g] 5.14 Ou as suas cidades

MIQUIAS-CAPITULO-6
A Acusao do Senhor contra Israel
1 Ouam o que diz o Senhor :
"Fique em p,
defenda a sua causa;
que as colinas ouam
o que voc tem para dizer.
2 Ouam,  montes,
a acusao do Senhor ;
escutem, alicerces eternos da terra.
Pois o Senhor tem uma acusao
contra o seu povo;
ele est entrando em juzo
contra Israel.
3 "Meu povo, o que fiz
contra voc?
Fui muito exigente? Responda-me.
4 Eu o tirei do Egito,
e o redimi da terra da escravido;
enviei Moiss, Aro e Miri
para conduzi-lo.
5 Meu povo, lembre-se do que Balaque,
rei de Moabe, pediu
e do que Balao,
filho de Beor, respondeu.
Recorde a viagem que voc fez
desde Sitim at Gilgal,
e reconhea
que os atos do Senhor so justos."
6 Com que eu poderia comparecer
diante do Senhor
e curvar-me perante o Deus exaltado?
Deveria oferecer holocaustos [a]
de bezerros de um ano?
7 Ficaria o Senhor satisfeito
com milhares de carneiros,
com dez mil ribeiros de azeite?
Devo oferecer o meu filho mais velho
por causa da minha transgresso,
o fruto do meu corpo
por causa do pecado que eu cometi?
8 Ele mostrou a voc,  homem,
o que  bom
e o que o Senhor exige:
pratique a justia, ame a fidelidade
e ande humildemente com o seu Deus.
A Culpa e o Castigo de Israel
9 A voz do Senhor
est clamando  cidade;
 sensato temer o seu nome!
"Ouam, tribo de Jud
e assemblia da cidade! [b]
10 No h, [c] na casa do mpio,
o tesouro da impiedade
e a medida falsificada, que  maldita?
11 Poderia algum ser puro
com balanas desonestas
e pesos falsos?
12 Os ricos que vivem entre vocs
so violentos;
o seu povo  mentiroso
e as suas lnguas falam enganosamente.
13 Por isso, eu mesmo os farei sofrer,
e os arruinarei
por causa dos seus pecados.
14 Vocs comero,
mas no ficaro satisfeitos;
continuaro de estmago vazio.
Vocs ajuntaro,
mas nada preservaro,
porquanto o que guardarem,
 espada entregarei.
15 Vocs plantaro, mas no colhero;
espremero azeitonas,
mas no se ungiro com o azeite;
espremero uvas,
mas no bebero o vinho.
16 Vocs tm obedecido
aos decretos de Onri
e a todas as prticas da famlia de Acabe,
e tm seguido as tradies deles.
Por isso os entregarei  runa,
e o seu povo ao desprezo;
vocs sofrero a zombaria das naes [d] ."
Notas de rodap:
[a] 6.6 Isto , sacrifcios totalmente queimados.
[b] 6.9 Ou e suas assemblias!
[c] 6.10 Ou No h, ainda,
[d] 6.16 Conforme a Septuaginta. O Texto Massortico diz zombaria
devida ao meu povo.

MIQUIAS-CAPITULO-7
A Desgraa de Israel
1 Que desgraa a minha!
Sou como quem colhe frutos de vero
na respiga da vinha;
no h nenhum cacho de uvas
para provar,
nenhum figo novo que eu tanto desejo.
2 Os piedosos desapareceram do pas;
no h um justo sequer.
Todos esto  espreita
para derramar sangue;
cada um caa seu irmo com uma armadilha.
3 Com as mos prontas para fazer o mal
o governante exige presentes,
o juiz aceita suborno,
os poderosos impem o que querem;
todos tramam em conjunto.
4 O melhor deles  como espinheiro,
e o mais correto
 pior que uma cerca de espinhos.
Chegou o dia anunciado
pelas suas sentinelas,
o dia do castigo de Deus.
Agora reinar a confuso entre eles.
5 No confie nos vizinhos;
nem acredite nos amigos.
At com aquela que o abraa
tenha cada um cuidado com o que diz.
6 Pois o filho despreza o pai,
a filha se rebela contra a me,
a nora, contra a sogra;
os inimigos do homem
so os seus prprios familiares.
7 Mas, quanto a mim,
ficarei atento ao Senhor ,
esperando em Deus, o meu Salvador,
pois o meu Deus me ouvir.
Israel se Levantar
8 No se alegre a minha inimiga
com a minha desgraa.
Embora eu tenha cado,
eu me levantarei.
Embora eu esteja morando nas trevas,
o Senhor ser a minha luz.
9 Por eu ter pecado contra o Senhor ,
suportarei a sua ira
at que ele apresente a minha defesa
e estabelea o meu direito.
Ele me far sair para a luz;
contemplarei a sua justia.
10 Ento a minha inimiga o ver
e ficar coberta de vergonha,
ela, que me disse:
"Onde est o Senhor , o seu Deus?"
Meus olhos vero a sua queda;
ela ser pisada como o barro das ruas.
11 O dia da reconstruo dos seus muros
chegar,
o dia em que se ampliaro
as suas fronteiras vir.
12 Naquele dia vir a voc gente
desde a Assria at o Egito,
e desde o Egito at o Eufrates,
de mar a mar
e de montanha a montanha.
13 Mas a terra ser desolada
por causa dos seus habitantes,
em conseqncia de suas aes.
Splica por Misericrdia
14 Pastoreia o teu povo com o teu cajado,
o rebanho da tua herana
que vive  parte numa floresta,
em frteis pastagens [a] .
Deixa-o pastar em Bas e em Gileade,
como antigamente.
15 "Como nos dias
em que voc saiu do Egito,
ali mostrarei as minhas maravilhas."
16 As naes vero isso
e se envergonharo,
despojadas de todo o seu poder.
Poro a mo sobre a boca,
e taparo os ouvidos.
17 Lambero o p como a serpente,
como animais
que se arrastam no cho.
Sairo tremendo das suas fortalezas;
com temor se voltaro
para o Senhor , o nosso Deus,
e tero medo de ti.
18 Quem  comparvel a ti,  Deus,
que perdoas o pecado
e esqueces a transgresso
do remanescente da sua herana?
Tu, que no permaneces irado
para sempre,
mas tens prazer em mostrar amor.
19 De novo ters compaixo de ns;
pisars as nossas maldades
e atirars todos os nossos pecados
nas profundezas do mar.
20 Mostrars fidelidade a Jac,
e bondade a Abrao,
conforme prometeste sob juramento
aos nossos antepassados,
na antigidade.
Notas de rodap:
[a] 7.14 Ou no meio do Carmelo
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NAUM-CAPITULO-1
1 Advertncia contra Nnive. Livro da viso de Naum, de Elcs.
A Ira do Senhor contra Nnive
2 O Senhor  Deus zeloso e vingador!
O Senhor  vingador!
Seu furor  terrvel!
O Senhor executa vingana
contra os seus adversrios,
e manifesta o seu furor
contra os seus inimigos.
3 O Senhor  muito paciente,
mas o seu poder  imenso;
o Senhor no deixar impune o culpado.
O seu caminho est no vendaval
e na tempestade,
e as nuvens so a poeira de seus ps.
4 Ele repreende o mar e o faz secar,
faz que todos os rios se sequem.
Bas e o Carmelo se desvanecem
e as flores do Lbano murcham.
5 Quando ele se aproxima
os montes tremem
e as colinas se derretem.
A terra se agita na sua presena,
o mundo e todos os que nele vivem.
6 Quem pode resistir  sua indignao?
Quem pode suportar
o despertar de sua ira?
O seu furor se derrama como fogo,
e as rochas se despedaam diante dele.
7 O Senhor  bom,
um refgio em tempos de angstia.
Ele protege os que nele confiam,
8 mas com uma enchente devastadora
dar fim a Nnive;
expulsar os seus inimigos
para a escurido.
9 O Senhor acabar com tudo
o que vocs planejarem contra ele [a] ;
a tribulao no precisar vir
uma segunda vez.
10 Embora estejam entrelaados
como espinhos
e encharcados de bebida como bbados,
sero consumidos
como a palha mais seca.
11 Foi de voc,  Nnive,
que saiu aquele que trama perversidades,
que planeja o mal contra o Senhor .
11 Assim diz o Senhor :
"Apesar de serem fortes
e numerosos,
sero ceifados e destrudos;
mas, voc, Jud,
embora eu a tenha afligido,
no a afligirei mais.
13 Agora vou quebrar o jugo
do seu pescoo
e arrancar as suas algemas".
14 O Senhor decreta o seguinte
a seu respeito,  rei de Nnive:
"Voc no ter descendentes
que perpetuem o seu nome.
Destruirei as imagens esculpidas
e os dolos de metal
do templo dos seus deuses.
Prepararei o seu tmulo,
porque voc  desprezvel".
15 Vejam sobre os montes
os ps do que anuncia boas notcias
e proclama a paz!
Celebre as suas festas,  Jud,
e cumpra os seus votos.
Nunca mais o perverso a invadir;
ele ser completamente destrudo.
Notas de rodap:
[a] 1.9 Ou O que vocs planejam contra o Senhor?

NAUM-CAPITULO-2
A Queda de Nnive
1 O destruidor avana contra voc,
Nnive!
Guarde a fortaleza!
Vigie a estrada!
Prepare a resistncia!
Rena todas as suas foras!
2 O Senhor restaurar
o esplendor de Jac;
restaurar o esplendor de Israel,
embora os saqueadores
tenham devastado e destrudo
as suas videiras.
3 Os escudos e os uniformes
dos soldados inimigos so vermelhos.
Os seus carros de guerra reluzem
quando se alinham para a batalha;
agitam-se as lanas de pinho. [a]
4 Os carros de guerra
percorrem loucamente as ruas
e se cruzam velozmente
pelos quarteires.
Parecem tochas de fogo
e se arremessam como relmpagos.
5 As suas tropas de elite so convocadas,
mas elas vm tropeando;
correm para a muralha da cidade
para formar a linha de proteo.
6 As comportas dos canais so abertas,
e o palcio desaba.
7 Est decretado:
A cidade ir para o exlio;
ser deportada.
As jovens tomadas como escravas
batem no peito;
seu gemer  como o arrulhar das pombas.
8 Nnive  como um aude antigo
cujas guas esto vazando.
"Parem, parem", eles gritam,
mas ningum sequer olha para trs.
9 Saqueiem a prata! Saqueiem o ouro!
Sua riqueza no tem fim;
est repleta de objetos de valor!
10 Ah! Devastao! Destruio!
Desolao!
Os coraes se derretem,
os joelhos vacilam,
todos os corpos tremem
e o rosto de todos empalidece!
11 Onde est agora a toca dos lees?
O lugar em que alimentavam
seus filhotes,
para onde iam o leo, a leoa
e os leezinhos, sem nada temer?
12 Onde est o leo que caava
o bastante para os seus filhotes,
estrangulava animais
para as suas leoas
e enchia as suas covas de presas
e as suas tocas de vtimas?
13 "Estou contra voc",
declara o Senhor dos Exrcitos;
"queimarei no fogo
os seus carros de guerra,
e a espada matar os seus lees.
Eliminarei da terra a sua caa,
e a voz dos seus mensageiros
jamais ser ouvida."
Notas de rodap:
[a] 2.3 A Septuaginta e a Verso Siraca dizem os cavaleiros correm de
um lado para outro.

NAUM-CAPITULO-3
Lamentao por Nnive
1 Ai da cidade sanginria,
repleta de fraudes e cheia de roubos,
sempre fazendo as suas vtimas!
2 Ah, o estalo dos chicotes,
o barulho das rodas,
o galope dos cavalos
e o sacudir dos carros de guerra!
3 Cavaleiros atacando,
espadas reluzentes e lanas cintilantes!
Muitos mortos,
montanhas de cadveres,
corpos sem conta,
gente tropeando por cima deles!
4 Tudo por causa do desejo desenfreado
de uma prostituta sedutora,
mestra de feitiarias,
que escravizou naes
com a sua prostituio
e povos, com a sua feitiaria.
5 "Eu estou contra voc",
declara o Senhor dos Exrcitos;
"vou levantar o seu vestido
at a altura do seu rosto.
Mostrarei s naes a sua nudez
e aos reinos, as suas vergonhas.
6 Eu jogarei imundcie sobre voc,
e a tratarei com desprezo;
farei de voc um exemplo.
7 Todos os que a virem fugiro, dizendo:
``Nnive est arrasada!
Quem a lamentar?''
Onde encontrarei quem a console?"
8 Acaso voc  melhor do que Tebas [a] ,
situada junto ao Nilo,
rodeada de guas?
O rio era a sua defesa;
as guas, o seu muro.
9 A Etipia [b] e o Egito
eram a sua fora ilimitada;
Fute e a Lbia
estavam entre os seus aliados.
10 Apesar disso, ela foi deportada,
levada para o exlio.
Em todas as esquinas
as suas crianas foram massacradas.
Lanaram sortes para decidir
o destino dos seus nobres;
todos os poderosos foram acorrentados.
11 Voc tambm ficar embriagada;
ir esconder-se,
tentando proteger-se do inimigo.
12 Todas as suas fortalezas
so como figueiras
carregadas de figos maduros;
basta sacudi-las,
e os figos caem em bocas vorazes.
13 Olhe bem para as suas tropas:
no passam de mulheres!
As suas portas esto escancaradas
para os seus inimigos;
o fogo devorou as suas trancas.
14 Reserve gua para o tempo do cerco!
Reforce as suas fortalezas!
Entre no barro, pise a argamassa,
prepare a forma para os tijolos!
15 Mesmo assim o fogo consumir voc;
a espada a eliminar,
e, como gafanhotos devastadores,
a devorar!
Multiplique-se como
gafanhotos devastadores,
multiplique-se como
gafanhotos peregrinos!
16 Voc multiplicou os seus comerciantes,
tornando-os mais numerosos
que as estrelas do cu;
mas como gafanhotos devastadores,
eles devoram o pas
e depois voam para longe.
17 Os seus guardas
so como gafanhotos peregrinos,
os seus oficiais,
como enxames de gafanhotos
que se ajuntam sobre os muros
em dias frios;
mas quando o sol aparece, eles voam,
ningum sabe para onde.
18  rei da Assria,
os seus pastores [c] dormem;
os seus nobres adormecem.
O seu povo est espalhado pelos montes
e no h ningum para reuni-lo.
19 No h cura para a sua chaga;
a sua ferida  mortal.
Quem ouve notcias a seu respeito
bate palmas pela sua queda,
pois, quem no sofreu por
sua crueldade sem limites?
Notas de rodap:
[a] 3.8 Hebraico: No Amon .
[b] 3.9 Hebraico: Cuxe .
[c] 3.18 Ou governantes
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HABACUQUE-CAPITULO-1
1 Advertncia revelada ao profeta Habacuque.
A Primeira Queixa de Habacuque
2 At quando, Senhor ,
clamarei por socorro,
sem que tu ouas?
At quando gritarei a ti: "Violncia!"
sem que tragas salvao?
3 Por que me fazes ver a injustia,
e contemplar a maldade?
A destruio e a violncia
esto diante de mim;
h luta e conflito por todo lado.
4 Por isso a lei se enfraquece
e a justia nunca prevalece.
Os mpios prejudicam os justos,
e assim a justia  pervertida.
A Resposta do Senhor
5 "Olhem as naes e contemplem-nas,
fiquem atnitos e pasmem;
pois nos dias de vocs farei algo
em que no creriam
se lhes fosse contado.
6 Estou trazendo os babilnios [a] ,
nao cruel e impetuosa,
que marcha por toda a extenso da terra
para apoderar-se de moradias
que no lhe pertencem.
7  uma nao apavorante e temvel,
que cria a sua prpria justia
e promove a sua prpria honra.
8 Seus cavalos so mais velozes
que os leopardos,
mais ferozes [b] que
os lobos no crepsculo.
Sua cavalaria vem de longe.
Seus cavalos vm a galope;
vm voando como ave de rapina
que mergulha para devorar;
9 todos vm prontos para a violncia.
Suas hordas avanam
como o vento do deserto,
e fazendo tantos prisioneiros
como a areia da praia.
10 Menosprezam os reis
e zombam dos governantes.
Riem de todas as cidades fortificadas,
pois constroem rampas de terra
e por elas as conquistam.
11 Depois passam como o vento
e prosseguem;
homens carregados de culpa,
e que tm por deus a sua prpria fora."
A Segunda Queixa de Habacuque
12 Senhor,
tu no s desde a eternidade?
Meu Deus, meu Santo,
tu no morrers [c] .
Senhor , tu designaste essa nao
para executar juzo;
 Rocha, determinaste que ela
aplicasse castigo.
13 Teus olhos so to puros
que no suportam ver o mal;
no podes tolerar a maldade.
Ento, por que toleras os perversos?
Por que ficas calado
enquanto os mpios devoram
os que so mais justos que eles?
14 Tornaste os homens
como peixes do mar,
como animais [d] ,
que no so governados por ningum.
15 O inimigo puxa todos
com anzis,
apanha-os em sua rede
e nela os arrasta;
ento alegra-se e exulta.
16 E por essa razo
ele oferece sacrifcio  sua rede
e queima incenso em sua honra,
pois, graas  sua rede,
vive em grande conforto
e desfruta iguarias.
17 Mas, continuar ele
esvaziando a sua rede,
destruindo sem misericrdia as naes?
Notas de rodap:
[a] 1.6 Hebraico: caldeus .
[b] 1.8 Ou ligeiros
[c] 1.12 O Texto Massortico diz ns no morreremos.
[d] 1.14 Ou peixes, criaturas do mar

HABACUQUE-CAPITULO-2
1 Ficarei no meu posto de sentinela
e tomarei posio sobre a muralha;
aguardarei para ver o que o Senhor me dir
e que resposta terei  minha queixa.
A Resposta do Senhor
2 Ento o Senhor me respondeu:
"Escreva claramente a viso
em tbuas,
para que se leia facilmente [a] .
3 Pois a viso aguarda
um tempo designado;
ela fala do fim, e no falhar [b] .
Ainda que demore, espere-a;
porque ela [c] certamente vir
e no se atrasar.
4 "Escreva: O mpio est envaidecido;
seus desejos no so bons;
mas o justo viver
pela sua fidelidade [d] .
5 De fato, a riqueza  ilusria [e] ,
e o mpio  arrogante e no descansa;
ele  voraz como a sepultura [f]
e como a morte.
Nunca se satisfaz;
apanha para si todas as naes
e ajunta para si todos os povos.
6 "Todos estes povos um dia riro dele
com canes de zombaria, e diro:
"``Ai daquele que amontoa bens roubados
e enriquece mediante extorso!
At quando isto continuar assim?''
7 No se levantaro
de repente os seus credores?
No se despertaro os que o fazem tremer?
Agora voc se tornar vtima deles.
8 Porque voc saqueou muitas naes,
todos os povos que restaram
o saquearo.
Pois voc derramou muito sangue,
e cometeu violncia contra terras,
cidades e seus habitantes.
9 "Ai daquele que obtm lucros injustos
para a sua casa,
para pr seu ninho no alto
e escapar das garras do mal!
10 Voc tramou a runa de muitos povos,
envergonhando a sua prpria casa
e pecando contra a sua prpria vida.
11 Pois as pedras clamaro da parede,
e as vigas respondero do madeiramento
contra voc.
12 "Ai daquele que edifica uma cidade
com sangue
e a estabelece com crime!
13 Acaso no vem
do Senhor dos Exrcitos
que o trabalho dos povos
seja s para satisfazer o fogo,
e que as naes se afadiguem em vo?
14 Mas a terra se encher do conhecimento
da glria do Senhor ,
como as guas enchem o mar.
15 "Ai daquele que d bebida
ao seu prximo,
misturando-a com o seu furor [g] ,
at que ele fique bbado,
para lhe contemplar a nudez.
16 Beba bastante vergonha,
em vez de glria!
Sim! Beba voc tambm e exponha-se [h] !
A taa da mo direita do Senhor
 dada a voc,
muita vergonha [i] cobrir a sua glria.
17 A violncia que voc cometeu
contra o Lbano o alcanar,
e voc ficar apavorado
com a matana, que voc fez,
de animais.
Pois voc derramou muito sangue
e cometeu violncia contra terras,
cidades e seus habitantes.
18 "De que vale uma imagem feita
por um escultor?
Ou um dolo de metal
que ensina mentiras?
Pois aquele que o faz
confia em sua prpria criao,
fazendo dolos incapazes de falar.
19 Ai daquele que diz  madeira:
``Desperte!''
Ou  pedra sem vida: ``Acorde!''
Poder o dolo dar orientao?
Est coberto de ouro e prata,
mas no respira.
20 O Senhor , porm,
est em seu santo templo;
diante dele fique em silncio
toda a terra".
Notas de rodap:
[a] 2.2 Ou para que todo que a ler, corra
[b] 2.3 Ou e se cumprir
[c] 2.3 Ou Embora ele demore, espere por ele; porque ele
[d] 2.4 Vrias verses dizem sua f, com possvel base na Septuaginta.
[e] 2.5 Conforme um dos manuscritos do mar Morto. O Texto Massortico
diz o vinho  traioeiro.
[f] 2.5 Hebraico: Sheol . Essa palavra tambm pode ser traduzida por
profundezas, p ou morte.
[g] 2.15 Ou veneno
[h] 2.16 Os manuscritos do mar Morto, a Vulgata e a Verso Siraca
dizem e cambaleie.
[i] 2.16 Ou muito vmito

HABACUQUE-CAPITULO-3
A Orao de Habacuque
1 Orao do profeta Habacuque.
Uma confisso.
2 Senhor , ouvi falar da tua fama;
tremo diante dos teus atos, Senhor .
Realiza de novo, em nossa poca,
as mesmas obras,
faze-as conhecidas em nosso tempo;
em tua ira, lembra-te da misericrdia.
3 Deus veio de Tem,
o Santo veio do monte Par.Pausa [a]
Sua glria cobriu os cus
e seu louvor encheu a terra.
4 Seu esplendor era como a luz do sol;
raios lampejavam de sua mo,
onde se escondia o seu poder.
5 Pragas iam adiante dele;
doenas terrveis seguiam os seus passos.
6 Ele parou, e a terra tremeu;
olhou, e fez estremecer as naes.
Montes antigos se desmancharam;
colinas antiqssimas se desfizeram.
Os caminhos dele so eternos.
7 Vi a aflio das tendas de Cuch;
tremiam as cortinas das tendas de Midi.
8 Era com os rios que estavas irado,
Senhor?
Era contra os riachos o teu furor?
Foi contra o mar
que a tua fria transbordou
quando cavalgaste com os teus cavalos
e com os teus carros vitoriosos?
9 Preparaste o teu arco;
pediste muitas flechas.Pausa
Fendeste a terra com rios;
10 os montes te viram e se contorceram.
Torrentes de gua
desceram com violncia;
o abismo estrondou,
erguendo as suas ondas.
11 O sol e a lua pararam em suas moradas,
diante do reflexo
de tuas flechas voadoras,
diante do lampejo
de tua lana reluzente.
12 Com ira andaste a passos largos
por toda a terra
e com indignao
pisoteaste as naes.
13 Saste para salvar o teu povo,
para libertar o teu ungido.
Esmagaste o lder da nao mpia,
tu o desnudaste da cabea aos ps.Pausa
14 Com as suas prprias flechas
lhe atravessaste a cabea,
quando os seus guerreiros saram
como um furaco para nos espalhar
com maldoso prazer,
como se estivessem prestes a devorar
o necessitado em seu esconderijo.
15 Pisaste o mar com teus cavalos,
agitando as grandes guas.
16 Ouvi isso, e o meu ntimo estremeceu,
meus lbios tremeram;
os meus ossos desfaleceram;
minhas pernas vacilavam.
Tranqilo esperarei o dia da desgraa,
que vir sobre o povo que nos ataca.
17 Mesmo no florescendo a figueira,
e no havendo uvas nas videiras,
mesmo falhando a safra de azeitonas,
no havendo produo de alimento
nas lavouras,
nem ovelhas no curral
nem bois nos estbulos,
18 ainda assim eu exultarei no Senhor
e me alegrarei
no Deus da minha salvao.
19 O Senhor , o Soberano,  a minha fora;
ele faz os meus ps como os do cervo;
faz-me andar em lugares altos.
Para o mestre de msica. Para os meus instrumentos de cordas.
Notas de rodap:
[a] 3.3 Hebraico: Sel ; tambm nos versculos 9 e 13.
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SOFONIAS-CAPITULO-1
1 Palavra do Senhor que veio a Sofonias, filho de Cuchi, neto de
Gedalias, bisneto de Amarias e trineto de Ezequias, durante o reinado de
Josias, filho de Amom, rei de Jud:
A Destruio Vindoura
2 "Destruirei [a] todas as coisas
na face da terra";
palavra do Senhor .
3 "Destruirei tanto os homens
quanto os animais;
destruirei as aves do cu
e os peixes do mar,
e os que causam tropeo
junto com os mpios [b] .
Farei isso quando eu ceifar o homem
da face da terra",
declara o Senhor .
O Castigo de Jud
4 "Estenderei a mo contra Jud
e contra todos
os habitantes de Jerusalm.
Eliminarei deste lugar
o remanescente de Baal,
os nomes dos ministros idlatras
e dos sacerdotes,
5 aqueles que no alto dos terraos
adoram o exrcito de estrelas,
e aqueles que se prostram jurando pelo Senhor
e tambm por Moloque;
6 aqueles que se desviam
e deixam de seguir o Senhor ,
no o buscam nem o consultam.
7 Calem-se diante do Soberano, o Senhor ,
pois o dia do Senhor est prximo.
O Senhor preparou um sacrifcio;
consagrou seus convidados.
8 No dia do sacrifcio do Senhor
castigarei os lderes e os filhos do rei
e todos os que esto vestidos
com roupas estrangeiras.
9 Naquele dia castigarei
todos os que evitam pisar
a soleira dos dolos [c] ,
e que enchem o templo de seus deuses [d]
com violncia e engano.
10 "Naquele dia", declara o Senhor ,
"haver gritos perto da porta dos Peixes,
lamentos no novo distrito,
e estrondos nas colinas.
11 Lamentem-se, vocs que moram
na cidade baixa [e] ;
todos os seus comerciantes
sero completamente destrudos,
todos os que negociam com prata
sero arruinados.
12 Nessa poca vasculharei Jerusalm
com lamparinas
e castigarei os complacentes,
que so como vinho envelhecido,
deixado com os seus resduos,
que pensam: ``O Senhor nada far,
nem bem nem mal''.
13 A riqueza deles ser saqueada,
suas casas sero demolidas.
Embora construam novas casas,
nelas no moraro;
plantaro vinhas,
mas o vinho no bebero.
O Grande Dia do Senhor
14 "O grande dia do Senhor
est prximo;
est prximo e logo vem.
Ouam! O dia do Senhor ser amargo;
at os guerreiros gritaro.
15 Aquele dia ser um dia de ira,
dia de aflio e angstia,
dia de sofrimento e runa,
dia de trevas e escurido,
dia de nuvens e negrido,
16 dia de toques de trombeta
e gritos de guerra
contra as cidades fortificadas
e contra as torres elevadas.
17 Trarei aflio aos homens;
andaro como se fossem cegos,
porque pecaram contra o Senhor .
O sangue deles ser derramado
como poeira,
e suas entranhas como lixo.
18 Nem a sua prata nem o seu ouro
podero livr-los
no dia da ira do Senhor .
No fogo do seu zelo
o mundo inteiro ser consumido,
pois ele dar fim repentino
a todos os que vivem na terra."
Notas de rodap:
[a] 1.2 Ou Tornarei a destruir
[b] 1.3 Ou os mpios tero apenas montes de destroos
[c] 1.9 Ver 1Sm 5.5.
[d] 1.9 Ou de seu senhor
[e] 1.11 Ou moram no lugar onde se faz argamassa

SOFONIAS-CAPITULO-2
1 Rena-se e ajunte-se,
nao sem pudor,
2 antes que chegue o tempo determinado
e aquele dia passe como a palha,
antes que venha sobre vocs
a ira impetuosa do Senhor ,
antes que o dia da ira do Senhor
os alcance.
3 Busquem o Senhor ,
todos vocs, os humildes da terra,
vocs que fazem o que ele ordena.
Busquem a justia,
busquem a humildade;
talvez vocs tenham abrigo
no dia da ira do Senhor .
O Castigo da Filstia
4 Gaza ser abandonada,
e Ascalom ficar arruinada.
Ao meio-dia Asdode ser banida,
e Ecrom ser desarraigada.
5 Ai de vocs que vivem junto ao mar,
nao dos queretitas;
a palavra do Senhor est contra voc,
 Cana, terra dos filisteus.
"Eu a destruirei,
e no sobrar ningum."
6 Essa terra junto ao mar,
onde habitam os queretitas,
ser morada de pastores
e curral de ovelhas.
7 Pertencer ao remanescente
da tribo de Jud.
Ali encontraro pastagem;
e, ao entardecer, eles se deitaro
nas casas de Ascalom.
O Senhor , o seu Deus, cuidar deles,
e lhes restaurar a sorte [a] .
O Castigo de Moabe e de Amom
8 "Ouvi os insultos de Moabe
e as zombarias dos amonitas,
que insultaram o meu povo
e fizeram ameaas
contra o seu territrio.
9 Por isso, juro pela minha vida",
declara o Senhor dos Exrcitos,
o Deus de Israel,
"Moabe se tornar como Sodoma
e os amonitas como Gomorra:
um lugar tomado por ervas daninhas
e poos de sal,
uma desolao perptua.
O remanescente do meu povo
os saquear;
os sobreviventes da minha nao
herdaro a terra deles."
10  isso que eles recebero
como recompensa pelo seu orgulho,
por insultarem e ridicularizarem
o povo do Senhor dos Exrcitos.
11 O Senhor ser terrvel contra eles,
quando destruir todos os deuses da terra.
As naes de todo o mundo o adoraro,
cada uma em sua prpria terra.
O Castigo da Etipia
12 "Vocs tambm,  etopes, [b]
sero mortos pela minha espada."
O Castigo da Assria
13 Ele estender a mo contra o norte
e destruir a Assria,
deixando Nnive totalmente em runas,
to seca como o deserto.
14 No meio dela se deitaro rebanhos
e todo tipo de animais selvagens.
At a coruja do deserto e o mocho
se empoleiraro no topo
de suas colunas.
Seus gritos ecoaro pelas janelas.
Haver entulho nas entradas,
e as vigas de cedro ficaro expostas.
15 Essa  a cidade que exultava,
vivendo despreocupada,
e dizia para si mesma:
"Eu, e mais ningum!"
Que runas sobraram!
Uma toca de animais selvagens!
Todos os que passam por ela zombam
e sacodem os punhos.
Notas de rodap:
[a] 2.7 Ou trar de volta seus cativos
[b] 2.12 Hebraico: cuxitas

SOFONIAS-CAPITULO-3
O Futuro de Jerusalm
1 Ai da cidade rebelde,
impura e opressora!
2 No ouve a ningum,
e no aceita correo.
No confia no Senhor ,
no se aproxima do seu Deus.
3 No meio dela os seus lderes
so lees que rugem.
Seus juzes so lobos vespertinos
que nada deixam
para a manh seguinte.
4 Seus profetas so irresponsveis,
so homens traioeiros.
Seus sacerdotes profanam o santurio
e fazem violncia  lei.
5 No meio dela est o Senhor ,
que  justo e jamais comete injustia.
A cada manh ele ministra a sua justia,
e a cada novo dia ele no falha,
mas o injusto no se envergonha
da sua injustia.
6 "Eliminei naes;
suas fortificaes esto devastadas.
Deixei desertas as suas ruas.
Suas cidades esto destrudas;
ningum foi deixado; ningum!
7 Eu disse  cidade:
Com certeza voc me temer
e aceitar correo!
Pois, ento, a sua habitao
no seria eliminada,
nem cairiam sobre ela
todos os meus castigos.
Mas eles ainda estavam vidos
por fazer todo tipo de maldade.
8 Por isso, esperem por mim",
declara o Senhor ,
"no dia em que eu me levantar
para testemunhar.
Decidi ajuntar as naes,
reunir os reinos
e derramar a minha ira sobre eles,
toda a minha impetuosa indignao.
O mundo inteiro ser consumido
pelo fogo da minha zelosa ira.
9 "Ento purificarei os lbios dos povos,
para que todos eles invoquem
o nome do Senhor
e o sirvam de comum acordo.
10 Desde alm dos rios da Etipia
os meus adoradores,
o meu povo disperso,
me traro ofertas.
11 Naquele dia
vocs no sero envergonhados
pelos seus atos de rebelio,
porque retirarei desta cidade
os que se regozijam em seu orgulho.
Nunca mais vocs sero altivos
no meu santo monte.
12 Mas deixarei no meio da cidade
os mansos e humildes,
que se refugiaro no nome do Senhor .
13 O remanescente de Israel
no cometer injustias;
eles no mentiro,
nem se achar engano
em suas bocas.
Eles se alimentaro e descansaro,
sem que ningum os amedronte."
14 Cante,  cidade [a] de Sio;
exulte,  Israel!
Alegre-se, regozije-se de todo o corao,
 cidade de Jerusalm!
15 O Senhor anulou a sentena
contra voc,
ele fez retroceder os seus inimigos.
O Senhor , o Rei de Israel,
est em seu meio;
nunca mais voc temer perigo algum.
16 Naquele dia se dir a Jerusalm:
"No tema,  Sio;
no deixe suas mos enfraquecerem.
17 O Senhor , o seu Deus,
est em seu meio,
poderoso para salvar.
Ele se regozijar em voc;
com o seu amor a renovar [b] ,
ele se regozijar em voc
com brados de alegria".
18 "Eu ajuntarei os que choram
pelas festas fixas,
os que se afastaram de vocs,
para que isso no mais
lhes pese como vergonha.
19 Nessa poca agirei
contra todos os que oprimiram vocs;
salvarei os aleijados
e ajuntarei os dispersos.
Darei a eles louvor e honra
em todas as terras
onde foram envergonhados.
20 Naquele tempo eu ajuntarei vocs;
naquele tempo os trarei para casa.
Eu lhes darei honra e louvor
entre todos os povos da terra,
quando eu restaurar a sua sorte [c]
diante dos seus prprios olhos",
diz o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 3.14 Hebraico: filha .
[b] 3.17 Ou a tranqilizar
[c] 3.20 Ou eu os trouxer de volta
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AGEU-CAPITULO-1
A Ordem para a Reconstruo do Templo
1 No primeiro dia do sexto ms do segundo ano do reinado de Dario, a
palavra do Senhor veio por meio do profeta Ageu ao governador de Jud,
Zorobabel, filho de Sealtiel, e ao sumo sacerdote Josu, filho de
Jeozadaque, dizendo:
2 "Assim diz o Senhor dos Exrcitos: Este povo afirma: ``Ainda no
chegou o tempo de reconstruir a casa do Senhor ''".
3 Por isso, a palavra do Senhor veio novamente por meio do profeta
Ageu:
4 "Acaso  tempo de vocs morarem em casas de fino acabamento,
enquanto a minha casa continua destruda?"
5 Agora, assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Vejam aonde os seus
caminhos os levaram.
6 Vocs tm plantado muito, e colhido pouco. Vocs
comem, mas no se fartam. Bebem, mas no se satisfazem. Vestem-se, mas
no se aquecem. Aquele que recebe salrio, recebe-o para coloc-lo numa
bolsa furada".
7 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Vejam aonde os seus caminhos os
levaram!
8 Subam o monte para trazer madeira. Construam o templo
[a] , para que eu me alegre e nele seja glorificado", diz o Senhor .
9 "Vocs esperavam muito, mas, eis que veio pouco. E o que vocs
trouxeram para casa eu dissipei com um sopro. E por que o fiz?",
pergunta o Senhor dos Exrcitos. "Por causa do meu templo, que ainda
est destrudo, enquanto cada um de vocs se ocupa com a sua prpria
casa.
10 Por isso, por causa de vocs, o cu reteve o orvalho e a terra
deixou de dar o seu fruto.
11 Nos campos e nos montes provoquei uma
seca que atingiu o trigo, o vinho, o azeite e tudo mais que a terra
produz, e tambm os homens e o gado. O trabalho das mos de vocs foi
prejudicado".
12 Zorobabel, filho de Sealtiel, o sumo sacerdote Josu, filho de
Jeozadaque, e todo o restante do povo obedeceram  voz do Senhor , o seu
Deus, por causa das palavras do profeta Ageu, a quem o Senhor , o seu
Deus, enviara. E o povo temeu o Senhor .
13 Ento Ageu, o mensageiro do Senhor , trouxe esta mensagem do Senhor
para o povo: "Eu estou com vocs", declara o Senhor .
14 Assim o
Senhor encorajou o governador de Jud, Zorobabel, filho de Sealtiel, o
sumo sacerdote Josu, filho de Jeozadaque, e todo o restante do povo, e
eles comearam a trabalhar no templo do Senhor dos Exrcitos, o seu
Deus,
15 no vigsimo quarto dia do sexto ms do segundo ano do reinado
de Dario.
Notas de rodap:
[a] 1.8 Hebraico: casa ; tambm nos versculos 9 e 14, e em 2.3,7,9 e
15.

AGEU-CAPITULO-2
O Esplendor do Novo Templo
1 No vigsimo primeiro dia do stimo ms, veio a palavra do Senhor por
meio do profeta Ageu:
2 "Pergunte o seguinte ao governador de Jud,
Zorobabel, filho de Sealtiel, ao sumo sacerdote Josu, filho de
Jeozadaque, e ao restante do povo:
3 Quem de vocs viu este templo em
seu primeiro esplendor? Comparado a ele, no  como nada o que vocs
vem agora?
4 "Coragem, Zorobabel", declara o Senhor . "Coragem, sumo
sacerdote Josu, filho de Jeozadaque. Coragem! Ao trabalho,  povo da
terra!", declara o Senhor . "Porque eu estou com vocs", declara o
Senhor dos Exrcitos.
5 "Esta  a aliana que fiz com vocs quando
vocs saram do Egito: Meu esprito est entre vocs. No tenham
medo".
6 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Dentro de pouco tempo farei
tremer o cu, a terra, o mar e o continente.
7 Farei tremer todas as
naes, as quais traro para c os seus tesouros, [a] e encherei
este templo de glria", diz o Senhor dos Exrcitos.
8 "Tanto a
prata quanto o ouro me pertencem", declara o Senhor dos Exrcitos.
9 "A glria deste novo templo ser maior do que a do antigo", diz o
Senhor dos Exrcitos. "E neste lugar estabelecerei a paz", declara o
Senhor dos Exrcitos.
Promessa de Bnos
10 No vigsimo quarto dia do nono ms, no segundo ano do reinado de
Dario, a palavra do Senhor veio ao profeta Ageu:
11 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Faa aos sacerdotes a seguinte
pergunta sobre a Lei:
12 Se algum levar carne consagrada na borda de
suas vestes, e com elas tocar num po, ou em algo cozido, ou em vinho,
ou em azeite ou em qualquer comida, isso ficar consagrado?" Os
sacerdotes responderam: "No".
13 Em seguida perguntou Ageu: "Se algum ficar impuro por tocar num
cadver e depois tocar em alguma dessas coisas, ela ficar impura?"
"Sim", responderam os sacerdotes, "ficar impura."
14 Ageu transmitiu esta resposta do Senhor : " o que acontece com
este povo e com esta nao. Tudo o que fazem e tudo o que me oferecem 
impuro.
15 "Agora prestem ateno; de hoje em diante [b] reconsiderem.
Em que condies vocs viviam antes que se colocasse pedra sobre pedra
no templo do Senhor ?
16 Quando algum chegava a um monte de trigo
procurando vinte medidas, havia apenas dez. Quando algum ia ao depsito
de vinho para tirar cinqenta medidas, s encontrava vinte.
17 Eu
destru todo o trabalho das mos de vocs, com mofo, ferrugem e granizo,
mas vocs no se voltaram para mim", declara o Senhor .
18 "A
partir de hoje, vigsimo quarto dia do nono ms, atentem para o dia em
que os fundamentos do templo do Senhor foram lanados. Reconsiderem:
19 ainda h alguma semente no celeiro? At hoje a videira, a figueira, a
romeira e a oliveira no tm dado fruto. Mas, de hoje em diante,
abenoarei vocs."
As Promessas para Zorobabel
20 A palavra do Senhor veio a Ageu pela segunda vez, no vigsimo quarto
dia do nono ms:
21 "Diga a Zorobabel, governador de Jud, que eu
farei tremer o cu e a terra.
22 Derrubarei tronos e destruirei o poder
dos reinos estrangeiros. Virarei os carros e os seus condutores; os
cavalos e os seus cavaleiros cairo, cada um pela espada do seu
companheiro.
23 "Naquele dia", declara o Senhor dos Exrcitos, "eu o tomarei,
meu servo Zorobabel, filho de Sealtiel", declara o Senhor , "e farei
de voc um anel de selar, porque o tenho escolhido", declara o Senhor
dos Exrcitos.
Notas de rodap:
[a] 2.7 A Vulgata e algumas outras tradues dizem e o desejado de
todas as naes vir.
[b] 2.15 Ou desde os dias passados
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ZACARIAS-CAPITULO-1
Chamado ao Arrependimento
1 No oitavo ms do segundo ano do reinado de Dario, a palavra do Senhor
veio ao profeta Zacarias, filho de Berequias e neto de Ido:
2 "O Senhor muito se irou contra os seus antepassados.
3 Por isso,
diga ao povo: Assim diz o Senhor dos Exrcitos: Voltem para mim, e eu me
voltarei para vocs", diz o Senhor dos Exrcitos.
4 "No sejam como
os seus antepassados aos quais os antigos profetas proclamaram: ``Assim
diz o Senhor dos Exrcitos: Deixem os seus caminhos e as suas ms
obras''. Mas eles no me ouviram nem me deram ateno", declara o
Senhor .
5 "Onde esto agora os seus antepassados? E os profetas,
acaso vivem eles para sempre?
6 Mas as minhas palavras e os meus
decretos, que ordenei aos meus servos, os profetas, alcanaram os seus
antepassados e os levaram a converter-se e a dizer: ``O Senhor dos
Exrcitos fez conosco o que os nossos caminhos e prticas mereciam,
conforme prometeu''".
A Viso dos Cavalos
7 No vigsimo quarto dia do dcimo primeiro ms, o ms de sebate
[a] , no segundo ano do reinado de Dario, a palavra do Senhor veio ao
profeta Zacarias, filho de Berequias e neto de Ido.
8 Durante a noite
tive uma viso; apareceu na minha frente um homem montado num cavalo
vermelho. Ele estava parado entre as murtas num desfiladeiro. Atrs dele
havia cavalos vermelhos, marrons e brancos.
9 Ento perguntei: Quem so estes, meu senhor? O anjo que estava
falando comigo respondeu: "Eu lhe mostrarei quem so".
10 O homem que estava entre as murtas explicou: "So aqueles que o
Senhor enviou por toda a terra".
11 E eles relataram ao anjo do Senhor que estava entre as murtas:
"Percorremos toda a terra e a encontramos em paz e tranqila".
12 Ento o anjo do Senhor respondeu: " Senhor dos Exrcitos, at
quando deixars de ter misericrdia de Jerusalm e das cidades de Jud,
com as quais ests indignado h setenta anos?"
13 Ento o Senhor respondeu palavras boas e confortadoras ao anjo que
falava comigo.
14 E o anjo me disse: "Proclame: Assim diz o Senhor dos Exrcitos:
``Eu tenho sido muito zeloso com Jerusalm e Sio,
15 mas estou muito
irado contra as naes que se sentem seguras. Porque eu estava apenas um
pouco irado com meu povo, mas elas aumentaram a dor que ele sofria!''
16 "Por isso, assim diz o Senhor : ``Estou me voltando para
Jerusalm com misericrdia, e ali o meu templo ser reconstrudo. A
corda de medir ser esticada sobre Jerusalm'', declara o Senhor dos
Exrcitos.
17 "Diga mais: Assim diz o Senhor dos Exrcitos: ``As minhas cidades
transbordaro de prosperidade novamente, e o Senhor tornar a consolar
Sio e a escolher Jerusalm''".
Quatro Chifres e Quatro Artesos
18 Depois eu olhei para o alto e vi quatro chifres.
19 Ento perguntei
ao anjo que falava comigo: O que  isso?
Ele me respondeu: "So os chifres que dispersaram Jud, Israel e
Jerusalm".
20 Depois o Senhor mostrou-me quatro artesos.
21 Eu perguntei: O que
eles vm fazer?
Ele respondeu: "Ali esto os chifres que dispersaram Jud ao ponto de
ningum conseguir sequer levantar a cabea, mas os artesos vieram
aterrorizar e quebrar esses chifres das naes que se levantaram contra
o povo de Jud para dispers-lo".
Notas de rodap:
[a] 1.7 Aproximadamente janeiro/fevereiro.

ZACARIAS-CAPITULO-2
Om com a Corda de Medir
1 Olhei em seguida e vi um homem segurando uma corda de medir.
2 Eu
lhe perguntei: Aonde voc vai?
Ele me respondeu: "Vou medir Jerusalm para saber o seu comprimento e
a sua largura".
3 Ento o anjo que falava comigo retirou-se, e outro anjo foi ao seu
encontro
4 e lhe disse: "Corra e diga quele jovem: Jerusalm ser
habitada como uma cidade sem muros por causa dos seus muitos habitantes
e rebanhos.
5 E eu mesmo serei para ela um muro de fogo ao seu redor,
declara o Senhor , e dentro dela serei a sua glria".
6 "Ateno! Ateno! Fujam da terra do norte", declara o Senhor ,
"porque eu os espalhei aos quatro ventos da terra", diz o Senhor .
7 "Ateno,  Sio! Escapem, vocs que vivem na cidade [a] da
Babilnia!
8 Porque assim diz o Senhor dos Exrcitos: ``Ele me enviou
para buscar a sua glria entre as naes que saquearam vocs, porque
todo o que tocar em vocs, toca na menina dos olhos dele''.
9 Certamente levantarei a minha mo contra as naes de forma que sero um
esplio para os seus servos. Ento vocs sabero que foi o Senhor dos
Exrcitos que me enviou.
10 "Cante e alegre-se,  cidade de Sio! Porque venho fazer de voc a
minha habitao", declara o Senhor .
11 "Muitas naes se uniro ao
Senhor naquele dia e se tornaro meu povo. Ento voc ser a minha
habitao e reconhecer que o Senhor dos Exrcitos me enviou a voc.
12 O Senhor herdar Jud como sua propriedade na terra santa e escolher de
novo Jerusalm.
13 Aquietem-se todos perante o Senhor , porque ele se
levantou de sua santa habitao".
Notas de rodap:
[a] 2.7 Hebraico: filha ; tambm no versculo 10.

ZACARIAS-CAPITULO-3
Vestes Limpas para o Sumo Sacerdote
1 Depois disso ele me mostrou o sumo sacerdote Josu diante do anjo do
Senhor , e Satans,  sua direita, para acus-lo.
2 O anjo do Senhor
disse a Satans: "O Senhor o repreenda, Satans! O Senhor que escolheu
Jerusalm o repreenda! Este homem no parece um tio tirado do fogo?"
3 Ora, Josu, vestido de roupas impuras, estava em p diante do anjo.
4 O anjo disse aos que estavam diante dele: "Tirem as roupas impuras
dele".
Depois disse a Josu: "Veja, eu tirei de voc o seu pecado, e coloquei
vestes nobres sobre voc".
5 Disse tambm: "Coloquem um turbante limpo em sua cabea".
Colocaram o turbante nele e o vestiram, enquanto o anjo do Senhor
observava.
6 O anjo do Senhor exortou Josu, dizendo:
7 "Assim diz o Senhor dos
Exrcitos: ``Se voc andar nos meus caminhos e obedecer aos meus
preceitos, voc governar a minha casa e tambm estar encarregado das
minhas cortes, e eu lhe darei um lugar entre estes que esto aqui.
8 "``Ouam bem, sumo sacerdote Josu e seus companheiros sentados
diante de voc, homens que simbolizam coisas que viro: Trarei o meu
servo, o Renovo.
9 Vejam a pedra que coloquei na frente de Josu! Ela
tem sete pares de olhos [a] , e eu gravarei nela uma
inscrio'', declara o Senhor dos Exrcitos, ``e removerei o pecado
desta terra num nico dia.
10 "``Naquele dia'', declara o Senhor dos Exrcitos, ``cada um de
vocs convidar seu prximo para assentar-se debaixo da sua videira e
debaixo da sua figueira''".
Notas de rodap:
[a] 3.9 Ou 7 faces

ZACARIAS-CAPITULO-4
O Candelabro de Ouro e as Duas Oliveiras
1 Depois o anjo que falava comigo tornou a despertar-me, como se
desperta algum do sono,
2 e me perguntou: "O que voc est vendo?"
Respondi: Vejo um candelabro de ouro macio, com um recipiente para
azeite na parte superior e sete lmpadas e sete canos para as lmpadas.
3 H tambm duas oliveiras junto ao recipiente, uma  direita e outra 
esquerda.
4 Perguntei ao anjo que falava comigo: O que significa isso, meu
senhor?
5 Ele disse: "Voc no sabe?"
No, meu senhor, respondi.
Orculo sobre Zorobabel e o Templo
6 "Esta  a palavra do Senhor para Zorobabel: ``No por fora nem
por violncia, mas pelo meu Esprito'', diz o Senhor dos Exrcitos.
7 "Quem voc pensa que ,  montanha majestosa? Diante de Zorobabel
voc se tornar uma plancie. Ele colocar a pedra principal aos gritos
de ``Deus abenoe! Deus abenoe!''"
8 Ento o Senhor me falou:
9 "As mos de Zorobabel colocaram os
fundamentos deste templo; suas mos tambm o terminaro. Assim sabero
que o Senhor dos Exrcitos me enviou a vocs.
10 "Pois aqueles que desprezaram o dia das pequenas coisas tero
grande alegria ao verem a pedra principal nas mos de Zorobabel".
Explicao da Viso do Candelabro
Ento ele me disse: "Estas sete lmpadas so os olhos do Senhor , que
sondam toda a terra".
11 A seguir perguntei ao anjo: O que significam estas duas oliveiras 
direita e  esquerda do candelabro?
12 E perguntei tambm: O que significam estes dois ramos de oliveira ao
lado dos dois tubos de ouro que derramam azeite dourado?
13 Ele disse: "Voc no sabe?"
No, meu senhor, respondi.
14 Ento ele me disse: "So os dois homens que foram ungidos para
servir [a] ao Soberano de toda a terra!"
Notas de rodap:
[a] 4.14 Ou os dois que trazem leo e servem

ZACARIAS-CAPITULO-5
A Viso do Pergaminho que Voava
1 Levantei novamente os olhos, e vi diante de mim um pergaminho que
voava.
2 O anjo me perguntou: "O que voc est vendo?"
Respondi: Vejo um pergaminho voando, com nove metros de comprimento por
quatro e meio de largura [a] .
3 Ento ele me disse: "Nele est escrita a maldio que est sendo
derramada sobre toda a terra, porque tanto o ladro como o que jura
falsamente sero expulsos, conforme essa maldio.
4 Assim declara o
Senhor dos Exrcitos: ``Eu lancei essa maldio para que ela entre na
casa do ladro e na casa do que jura falsamente pelo meu nome. Ela
ficar em sua casa e destruir tanto as vigas como os tijolos!''"
A Mulher Dentro de Um Cesto
5 Em seguida o anjo que falava comigo se adiantou e me disse: "Olhe e
veja o que vem surgindo".
6 Perguntei o que era aquilo, e ele me respondeu: " uma vasilha
[b] ". E disse mais: "A est o pecado [c] de todo o
povo desta terra".
7 Ento a tampa de chumbo foi retirada, e dentro da vasilha estava
sentada uma mulher!
8 Ele disse: "Esta  a Perversidade", e a
empurrou para dentro da vasilha e a fechou de novo com a tampa de
chumbo.
9 De novo ergui os olhos e vi chegarem  minha frente duas mulheres com
asas como de cegonha; o vento impeliu suas asas, e elas ergueram a
vasilha entre o cu e a terra.
10 Perguntei ao anjo: Para onde esto levando a vasilha?
11 Ele respondeu: "Para a Babilnia [d] , onde vo construir
um santurio para ele. Quando ficar pronto, a vasilha ser colocada l,
em seu pedestal".
Notas de rodap:
[a] 5.2 Hebraico: 20 cvados de comprimento e 10 cvados de largura .
O cvado era uma medida linear de cerca de 45 centmetros.
[b] 5.6 Hebraico: 1 efa .
[c] 5.6 Ou aparncia
[d] 5.11 Hebraico: Sinear .

ZACARIAS-CAPITULO-6
Quatro Carruagens
1 Olhei novamente e vi diante de mim quatro carruagens que vinham
saindo do meio de duas montanhas de bronze.
2  primeira estavam
atrelados cavalos vermelhos,  segunda, cavalos pretos,
3  terceira,
cavalos brancos, e  quarta, cavalos malhados. Todos eram vigorosos.
4 Perguntei ao anjo que falava comigo: Que representam estes cavalos
atrelados, meu senhor?
5 O anjo me respondeu: "Estes so os quatro espritos [a] dos
cus, que acabam de sair da presena do Soberano de toda a terra.
6 A
carruagem puxada pelos cavalos pretos vai em direo  terra do norte, a
que tem cavalos brancos vai em direo ao ocidente [b] , e a que
tem cavalos malhados vai para a terra do sul".
7 Os vigorosos cavalos avanavam, impacientes por percorrer a terra. E
o anjo lhes disse: "Percorram toda a terra!" E eles foram.
8 Ento ele me chamou e disse: "Veja, os que foram para a terra do
norte deram repouso ao meu Esprito [c] naquela terra".
A Coroa de Josu
9 E o Senhor me ordenou:
10 "Tome prata e ouro dos exilados Heldai,
Tobias e Jedaas, que chegaram da Babilnia. No mesmo dia v  casa de
Josias, filho de Sofonias.
11 Pegue a prata e o ouro, faa uma coroa, e
coloque-a na cabea do sumo sacerdote Josu, filho de Jeozadaque.
12 Diga-lhe que assim diz o Senhor dos Exrcitos: Aqui est o homem cujo
nome  Renovo, e ele sair do seu lugar e construir o templo do Senhor.
13 Ele construir o templo do Senhor , ser revestido de majestade e
se assentar em seu trono para governar. Ele ser sacerdote no trono. E
haver harmonia entre os dois.
14 A coroa ser para Heldai [d] ,
Tobias, Jedaas e Hem [e] , filho de Sofonias, como um memorial
no templo do Senhor .
15 Gente de longe vir ajudar a construir o
templo do Senhor . Ento vocs sabero que o Senhor dos Exrcitos me
enviou a vocs. Isto s acontecer se obedecerem fielmente  voz do
Senhor , o seu Deus".
Notas de rodap:
[a] 6.5 Ou ventos
[b] 6.6 Hebraico: vai atrs deles.
[c] 6.8 Ou esprito
[d] 6.14 Conforme a Verso Siraca. O Texto Massortico diz Helm.
[e] 6.14 Ou o bondoso

ZACARIAS-CAPITULO-7
Justia e Misericrdia ao invs de Jejuns
1 No quarto ano do reinado do rei Dario, a palavra do Senhor veio a
Zacarias, no quarto dia do nono ms, o ms de quisleu [a] .
2 Foi quando o povo de Betel enviou Sarezer e Regm-Meleque com seus
homens, para suplicarem ao Senhor ,
3 perguntando aos sacerdotes do
templo do Senhor dos Exrcitos e aos profetas: "Devemos lamentar e
jejuar no quinto ms, como j estamos fazendo h tantos anos?"
4 Ento o Senhor dos Exrcitos me falou:
5 "Pergunte a todo o povo e
aos sacerdotes: Quando vocs jejuaram no quinto e no stimo meses
durante os ltimos setenta anos, foi de fato para mim que jejuaram?
6 E
quando comiam e bebiam, no era para vocs mesmos que o faziam?
7 No
so essas as palavras do Senhor proclamadas pelos antigos profetas
quando Jerusalm e as cidades ao seu redor estavam em paz e prosperavam,
e o Neguebe e a Sefel [b] eram habitados?"
8 E a palavra do Senhor veio novamente a Zacarias:
9 "Assim diz o
Senhor dos Exrcitos: Administrem a verdadeira justia, mostrem
misericrdia e compaixo uns para com os outros.
10 No oprimam a viva
e o rfo, nem o estrangeiro e o necessitado. Nem tramem maldades uns
contra os outros".
11 Mas eles se recusaram a dar ateno; teimosamente viraram as costas
e taparam os ouvidos.
12 Endureceram o corao e no ouviram a Lei e as
palavras que o Senhor dos Exrcitos tinha falado, pelo seu Esprito, por
meio dos antigos profetas. Por isso o Senhor dos Exrcitos irou-se
muito.
13 "Quando eu os chamei, no me deram ouvidos; por isso, quando eles
me chamarem, tambm no os ouvirei", diz o Senhor dos Exrcitos.
14 "Eu os espalhei com um vendaval entre naes que eles nem conhecem. A
terra que deixaram para trs ficou to destruda que ningum podia
atravess-la. Foi assim que transformaram a terra aprazvel em
runas."
Notas de rodap:
[a] 7.1 Aproximadamente novembro/dezembro.
[b] 7.7 Pequena faixa de terra de relevo varivel entre a plancie
costeira e as montanhas.

ZACARIAS-CAPITULO-8
A Bno do Senhor para Jerusalm
1 Mais uma vez veio a mim a palavra do Senhor dos Exrcitos.
2 Assim
diz o Senhor dos Exrcitos: "Tenho muito cime de Sio; estou me
consumindo de cimes por ela".
3 Assim diz o Senhor : "Estou voltando para Sio e habitarei em
Jerusalm. Ento Jerusalm ser chamada Cidade da Verdade, e o monte do
Senhor dos Exrcitos ser chamado monte Sagrado".
4 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Homens e mulheres de idade
avanada voltaro a sentar-se nas praas de Jerusalm, cada um com sua
bengala, por causa da idade.
5 As ruas da cidade ficaro cheias de
meninos e meninas brincando.
6 "Mesmo que isso parea impossvel para o remanescente deste povo
naquela poca, ser impossvel para mim?", declara o Senhor dos
Exrcitos.
7 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Salvarei meu povo dos pases do
oriente e do ocidente.
8 Eu os trarei de volta para que habitem em
Jerusalm; sero meu povo e eu serei o Deus deles, com fidelidade e
justia".
9 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Vocs que esto ouvindo hoje
estas palavras j proferidas pelos profetas quando foram lanados os
alicerces do templo do Senhor dos Exrcitos, fortaleam as mos para que
o templo seja construdo.
10 Pois antes daquele tempo no havia
salrios para os homens nem para os animais. Ningum podia tratar dos
seus negcios com segurana por causa de seus adversrios, porque eu
tinha posto cada um contra o seu prximo.
11 Mas agora no mais
tratarei com o remanescente deste povo como fiz no passado", declara o
Senhor dos Exrcitos.
12 "Haver uma rica semeadura, a videira dar o seu fruto, a terra
produzir suas colheitas e o cu derramar o orvalho. E darei todas
essas coisas como uma herana ao remanescente deste povo.
13 Assim como
vocs foram uma maldio para as naes,  Jud e Israel, tambm os
salvarei e vocs sero uma bno. No tenham medo, antes, sejam
fortes."
14 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Assim como eu havia decidido
castigar vocs sem compaixo quando os seus antepassados me
enfureceram", diz o Senhor dos Exrcitos,
15 "tambm agora decidi
fazer de novo o bem a Jerusalm e a Jud. No tenham medo!
16 Eis o que
devem fazer: Falem somente a verdade uns com os outros, e julguem
retamente em seus tribunais;
17 no planejem no ntimo o mal contra o
seu prximo, e no queiram jurar com falsidade. Porque eu odeio todas
essas coisas", declara o Senhor .
11 Mais uma vez veio a mim a palavra do Senhor dos Exrcitos.
19 Assim
diz o Senhor dos Exrcitos:
"Os jejuns do quarto ms, bem como os do quinto, do stimo e do dcimo
ms sero ocasies alegres e cheias de jbilo, festas felizes para o
povo de Jud. Por isso amem a verdade e a paz".
20 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Povos e habitantes de muitas
cidades ainda viro,
21 e os habitantes de uma cidade iro a outra e
diro: ``Vamos logo suplicar o favor do Senhor e buscar o Senhor dos
Exrcitos. Eu mesmo j estou indo''.
22 E muitos povos e naes
poderosas viro buscar o Senhor dos Exrcitos em Jerusalm e suplicar o
seu favor".
23 Assim diz o Senhor dos Exrcitos: "Naqueles dias, dez homens de
todas as lnguas e naes agarraro firmemente a barra das vestes de um
judeu e diro: ``Ns vamos com voc porque ouvimos dizer que Deus est
com o seu povo".

ZACARIAS-CAPITULO-9
Julgamento dos Inimigos de Israel
1 A advertncia do Senhor  contra a terra de Hadraque
e cair sobre Damasco,
porque os olhos do Senhor esto sobre toda a humanidade
e sobre todas as tribos de Israel,
2 e tambm sobre Hamate que faz fronteira com Damasco,
e sobre Tiro e Sidom, embora sejam muito sbias.
3 Tiro construiu para si uma fortaleza;
acumulou prata como p,
e ouro como lama das ruas.
4 Mas o Senhor se apossar dela
e lanar no mar suas riquezas,
e ela ser consumida pelo fogo.
5 Ao ver isso Ascalom ficar com medo;
Gaza tambm se contorcer de agonia,
assim como Ecrom,
porque a sua esperana fracassou.
Gaza perder o seu rei,
e Ascalom ficar deserta.
6 Um povo bastardo ocupar Asdode,
e assim eu acabarei
com o orgulho dos filisteus.
7 Tirarei o sangue de suas bocas,
e a comida proibida
dentre os seus dentes.
Aquele que restar pertencer
ao nosso Deus
e se tornar chefe em Jud,
e Ecrom ser como os jebuseus.
8 Defenderei a minha casa
contra os invasores.
Nunca mais um opressor
passar por cima do meu povo,
porque agora eu vejo isso
com os meus prprios olhos.
A Vinda do Rei de Sio
9 Alegre-se muito, cidade [a] de Sio!
Exulte, Jerusalm!
Eis que o seu rei [b] vem a voc,
justo e vitorioso,
humilde e montado num jumento,
um jumentinho, cria de jumenta.
10 Ele destruir
os carros de guerra de Efraim
e os cavalos de Jerusalm,
e os arcos de batalha sero quebrados.
Ele proclamar paz s naes
e dominar de um mar a outro,
e do Eufrates [c] at os confins da terra [d] .
11 Quanto a voc, por causa do sangue
da minha aliana com voc,
libertarei os seus prisioneiros
de um poo sem gua.
12 Voltem  sua fortaleza,
 prisioneiros da esperana;
pois hoje mesmo anuncio que restaurarei
tudo em dobro para vocs.
13 Quando eu curvar Jud
como se curva um arco
e usar Efraim como flecha,
levantarei os filhos de Sio
contra os filhos da Grcia,
e farei Sio semelhante
 espada de um guerreiro.
O Aparecimento do Senhor
14 Ento o Senhor aparecer sobre eles;
sua flecha brilhar como o relmpago.
O Soberano, o Senhor ,
tocar a trombeta
e marchar em meio s
tempestades do sul;
15 o Senhor dos Exrcitos os proteger.
Eles pisotearo e destruiro
as pedras das atiradeiras.
Eles bebero o sangue do inimigo
como se fosse vinho;
estaro cheios como a bacia
usada para aspergir [e] gua
nos cantos do altar.
16 Naquele dia o Senhor , o seu Deus,
os salvar como rebanho do seu povo,
e como jias de uma coroa
brilharo em sua terra.
17 Ah! Como sero belos!
Como sero formosos!
O trigo dar vigor aos rapazes,
e o vinho novo s moas.
Notas de rodap:
[a] 9.9 Hebraico: filha .
[b] 9.9 Ou Rei
[c] 9.10 Hebraico: do Rio.
[d] 9.10 Ou da nao
[e] 9.15 Ou aspergir, como

ZACARIAS-CAPITULO-10
O Cuidado do Senhor por Jud
1 Pea ao Senhor
chuva de primavera,
pois  o Senhor quem faz o trovo,
quem envia a chuva aos homens
e lhes d as plantas do campo.
2 Porque os dolos falam mentiras,
os adivinhadores tm falsas vises
e contam sonhos enganadores;
o consolo que trazem  vo.
Por isso o povo vagueia como ovelhas
aflitas pela falta de um pastor.
3 "Contra os pastores
acende-se a minha ira,
e contra os lderes eu agirei."
Porque o Senhor dos Exrcitos
cuidar de seu rebanho, o povo de Jud,
ele far dele o seu brioso corcel
na batalha.
4 Dele viro a pedra fundamental,
e a estaca da tenda,
o arco da batalha e os governantes.
5 Juntos sero [a] como guerreiros
que pisam a lama das ruas
na batalha.
Lutaro e derrubaro os cavaleiros
porque o Senhor estar com eles.
6 "Assim, eu fortalecerei a tribo de Jud
e salvarei a casa de Jos.
Eu os restaurarei
porque tenho compaixo deles.
Eles sero como se
eu nunca os tivesse rejeitado,
porque eu sou o Senhor , o Deus deles,
e lhes responderei.
7 Efraim ser como um homem poderoso;
seu corao se alegrar
como se fosse com vinho,
seus filhos o vero e se alegraro;
seus coraes exultaro no Senhor .
8 Assobiarei para eles e os ajuntarei,
pois eu j os resgatei.
Sero numerosos como antes.
9 Embora eu os espalhe por entre
os povos de terras distantes,
eles se lembraro de mim.
Criaro seus filhos e voltaro.
10 Eu os farei retornar do Egito
e os ajuntarei de volta da Assria.
Eu os levarei para as terras de Gileade
e do Lbano,
e mesmo assim no haver espao
suficiente para eles.
11 Vencerei o mar da aflio,
ferirei o mar revoltoso,
e as profundezas do Nilo se secaro.
O orgulho da Assria ser abatido
e o poder do Egito ser derrubado.
12 Eu os fortalecerei no Senhor ,
e em meu nome marcharo",
diz o Senhor .
Notas de rodap:
[a] 10.4,5 Ou governar, todos eles juntos. 5Eles sero

ZACARIAS-CAPITULO-11
1 Abra as suas portas,  Lbano,
para que o fogo devore os seus cedros.
2 Agonize,  pinheiro,
porque o cedro caiu
e as majestosas rvores
foram devastadas.
Agonizem, carvalhos de Bas,
pois a floresta densa
est sendo derrubada.
3 Ouam o gemido dos pastores;
os seus formosos pastos
foram devastados.
Ouam o rugido dos lees;
pois a rica floresta do Jordo
foi destruda.
Dois Pastores
4 Assim diz o Senhor , o meu Deus: "Pastoreie o rebanho destinado 
matana,
5 porque os seus compradores o matam e ningum os castiga.
Aqueles que o vendem dizem: ``Bendito seja o Senhor , estou rico!''
Nem os prprios pastores poupam o rebanho.
6 Por isso, no pouparei
mais os habitantes desta terra", diz o Senhor . "Entregarei cada um
ao seu prximo e ao seu rei. Eles acabaro com a terra e eu no livrarei
ningum das suas mos".
7 Eu me tornei pastor do rebanho destinado  matana, os oprimidos do
rebanho. Ento peguei duas varas e chamei a uma Favor e a outra Unio, e
com elas pastoreei o rebanho.
8 Em um s ms eu me livrei dos trs
pastores. Porque eu me cansei deles e o rebanho me detestava.
9 Ento
eu disse: No serei o pastor de vocs. Morram as que esto morrendo,
peream as que esto perecendo. E as que sobrarem comam a carne umas das
outras.
10 Ento peguei a vara chamada Favor e a quebrei, cancelando a aliana
que tinha feito com todas as naes.
11 Foi cancelada naquele dia, e
assim os aflitos do rebanho que estavam me olhando entenderam que essa
palavra era do Senhor .
12 Eu lhes disse: Se acharem melhor assim, paguem-me; se no, no me
paguem. Ento eles me pagaram trinta moedas de prata.
13 E o Senhor me disse: "Lance isto ao oleiro", o timo preo pelo
qual me avaliaram! Por isso tomei as trinta moedas de prata e as atirei
no templo do Senhor , para o oleiro.
14 Depois disso, quebrei minha segunda vara, chamada Unio, rompendo a
relao de irmos entre Jud e Israel.
15 Ento o Senhor me disse: "Pegue novamente os utenslios de um
pastor insensato.
16 Porque levantarei nesta terra um pastor que no se
preocupar com as ovelhas perdidas, nem procurar a que est solta, nem
curar as machucadas, nem alimentar as sadias, mas comer a carne das
ovelhas mais gordas, arrancando as suas patas.
17 "Ai do pastor imprestvel,
que abandona o rebanho!
Que a espada fira o seu brao
e fure o seu olho direito!
Que o seu brao seque completamente,
e fique totalmente cego
o seu olho direito!"

ZACARIAS-CAPITULO-12
A Destruio dos Inimigos de Jerusalm
1 Esta  a palavra do Senhor para Israel; palavra do Senhor que
estende o cu, assenta o alicerce da terra e forma o esprito do homem
dentro dele:
2 "Farei de Jerusalm uma taa que embriague todos os povos ao seu
redor, todos os que estaro no cerco contra Jud e Jerusalm.
3 Naquele
dia, quando todas as naes da terra estiverem reunidas para atac-la,
farei de Jerusalm uma pedra pesada para todas as naes. Todos os que
tentarem levant-la se machucaro muito.
4 Naquele dia porei em pnico
todos os cavalos e deixarei loucos os seus cavaleiros", diz o Senhor .
"Protegerei o povo de Jud, mas cegarei todos os cavalos das naes.
5 Ento os lderes de Jud pensaro: ``Os habitantes de Jerusalm so
fortes porque o Senhor dos Exrcitos  o seu Deus!''
6 "Naquele dia farei que os lderes de Jud sejam semelhantes a um
braseiro no meio de um monte de lenha, como uma tocha incandescente
entre gravetos. Eles consumiro  direita e  esquerda todos os povos ao
redor, mas Jerusalm permanecer intacta em seu lugar.
7 "O Senhor salvar primeiro as tendas de Jud, para que a honra da
famlia de Davi e dos habitantes de Jerusalm no seja superior  de
Jud.
8 Naquele dia o Senhor proteger os que vivem em Jerusalm, e
assim o mais fraco dentre eles ser como Davi, e a famlia de Davi ser
como Deus, como o anjo do Senhor que vai adiante deles.
Arrependimento dos Habitantes de Jerusalm
9 "Naquele dia procurarei destruir todas as naes que atacarem
Jerusalm.
10 E derramarei sobre a famlia de Davi e sobre os
habitantes de Jerusalm um esprito [a] de ao de graas e de
splicas. Olharo para mim, aquele a quem traspassaram, e choraro por
ele como quem chora a perda de um filho nico, e se lamentaro
amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho.
11 Naquele dia muitos choraro em Jerusalm, como os que choraram em
Hadade-Rimom no vale de Megido.
12 Todo o pas chorar, separadamente
cada famlia com suas mulheres chorar: a famlia de Davi com suas
mulheres, a famlia de Nat com suas mulheres,
13 a famlia de Levi com
suas mulheres, a famlia de Simei com suas mulheres,
14 e todas as
demais famlias com suas mulheres.
Notas de rodap:
[a] 12.10 Ou o Esprito

ZACARIAS-CAPITULO-13
A Eliminao dos Profetas
1 "Naquele dia uma fonte jorrar para os descendentes de Davi e para
os habitantes de Jerusalm, para purific-los do pecado e da impureza.
2 "Naquele dia eliminarei da terra de Israel os nomes dos dolos, e
nunca mais sero lembrados", diz o Senhor dos Exrcitos. "Removerei
da terra tanto os profetas como o esprito imundo.
3 E se algum ainda
profetizar, seu prprio pai e sua me lhe diro: ``Voc deve morrer
porque disse mentiras em nome do Senhor ''. Quando ele profetizar, os
seus prprios pais o esfaquearo.
4 "Naquele dia todo profeta se envergonhar de sua viso proftica.
No usar o manto de profeta, feito de pele, para enganar.
5 Ele dir:
``Eu no sou profeta. Sou um homem do campo; a terra tem sido o meu
sustento desde a minha mocidade [a] ''.
6 Se algum lhe
perguntar: ``Que feridas so estas no seu corpo? [b] '', ele
responder: ``Fui ferido na casa de meus amigos''.
O Pastor Ferido e as Ovelhas Dispersas
7 "Levante-se,  espada,
contra o meu pastor,
contra o meu companheiro!",
declara o Senhor dos Exrcitos.
"Fira o pastor,
e as ovelhas se dispersaro,
e voltarei minha mo
para os pequeninos.
8 Na terra toda, dois teros
sero ceifados e morrero;
todavia a tera parte permanecer",
diz o Senhor .
9 "Colocarei essa tera parte no fogo,
e a refinarei como prata,
e a purificarei como ouro.
Ela invocar o meu nome,
e eu lhe responderei.
 o meu povo, direi;
e ela dir: ``O Senhor  o meu Deus''."
Notas de rodap:
[a] 13.5 Ou um homem vendeu-me em minha mocidade
[b] 13.6 Ou em suas mos?

ZACARIAS-CAPITULO-14
A Vinda do Reino do Senhor
1 Vejam, o dia do Senhor vir, quando no meio de vocs os seus bens
sero divididos.
2 Reunirei todos os povos para lutarem contra Jerusalm; a cidade ser
conquistada, as casas saqueadas e as mulheres violentadas. Metade da
populao ser levada para o exlio, mas o restante do povo no ser
tirado da cidade.
3 Depois o Senhor sair para a guerra contra aquelas naes, como ele
faz em dia de batalha.
4 Naquele dia os seus ps estaro sobre o monte
das Oliveiras, a leste de Jerusalm, e o monte se dividir ao meio, de
leste a oeste, por um grande vale; metade do monte ser removido para o
norte, e a outra metade para o sul.
5 Vocs fugiro pelo meu vale entre
os montes, pois ele se estender at Azel. Fugiro como fugiram do
terremoto [a] nos dias de Uzias, rei de Jud. Ento o Senhor , o
meu Deus, vir com todos os seus santos.
6 Naquele dia no haver calor nem frio.
7 Ser um dia nico, um dia
que o Senhor conhece, no qual no haver separao entre dia e noite,
porque, mesmo depois de anoitecer, haver claridade.
8 Naquele dia guas correntes fluiro de Jerusalm, metade delas para o
mar do leste [b] e metade para o mar do oeste [c] . Isso
acontecer tanto no vero como no inverno.
9 O Senhor ser rei de toda a terra. Naquele dia haver um s Senhor e
o seu nome ser o nico nome.
10 A terra toda, desde Geba at Rimom, ao sul de Jerusalm, ser
semelhante  Arab. Mas Jerusalm ser restabelecida e permanecer em
seu lugar, desde a porta de Benjamim at o lugar da primeira porta, at
a porta da Esquina, e desde a torre de Hananeel at os tanques de
prensar uvas do rei.
11 Ser habitada; nunca mais ser destruda.
Jerusalm estar segura.
12 Esta  a praga com a qual o Senhor castigar todas as naes que
lutarem contra Jerusalm: sua carne apodrecer enquanto estiverem ainda
em p, seus olhos apodrecero em suas rbitas e sua lngua apodrecer em
sua boca.
13 Naquele dia, grande confuso causada pelo Senhor dominar
essas naes. Cada um atacar o que estiver ao seu lado.
14 Tambm Jud
lutar em Jerusalm. A riqueza de todas as naes vizinhas ser
recolhida, grandes quantidades de ouro, prata e roupas.
15 A mesma
praga cair sobre cavalos e mulas, camelos e burros, sobre todos os
animais daquelas naes.
16 Ento, os sobreviventes de todas as naes que atacaram Jerusalm
subiro ano aps ano para adorar o rei, o Senhor dos Exrcitos, para
celebrar a festa das cabanas [d] .
17 Se algum dentre os povos
da terra no subir a Jerusalm para adorar o Rei, o Senhor dos
Exrcitos, no vir para ele a chuva.
18 Se os egpcios no subirem
para participar, o Senhor mandar sobre eles a praga com a qual afligir
as naes que se recusarem a subir para celebrar a festa das cabanas.
19 Sim, essa ser a punio do Egito e de todas as naes que no
subirem celebrar a festa das cabanas.
20 Naquele dia estar inscrito nas sinetas penduradas nos cavalos:
"Separado para o Senhor ". Os caldeires do templo do Senhor sero
to sagrados quanto as bacias diante do altar.
21 Cada panela de
Jerusalm e de Jud ser separada para o Senhor dos Exrcitos, e todos
os que vierem sacrificar pegaro panelas e cozinharo nelas. E, a partir
daquele dia, nunca mais haver comerciantes [e] no templo do
Senhor dos Exrcitos.
Notas de rodap:
[a] 14.5 Ou Meu vale dos montes ser fechado e se estender at Azel.
Ele ser fechado desse modo por causa do terremoto
[b] 14.8 Isto , o mar Morto.
[c] 14.8 Isto , o Mediterrneo.
[d] 14.16 Ou dos tabernculos ; hebraico: sucote ; tambm nos
versculos 18 e 19.
[e] 14.21 Hebraico: cananeus .
______________________________________________________________________________

MALAQUIAS-CAPITULO-1
1 Uma advertncia: a palavra do Senhor contra Israel, por meio de
Malaquias [a] .
O Amor de Deus por Israel
2 "Eu sempre os amei", diz o Senhor .
"Mas vocs perguntam: ``De que maneira nos amaste?''
"No era Esa irmo de Jac?", declara o Senhor . "Todavia eu amei
Jac,
3 mas rejeitei Esa. Transformei suas montanhas em terra
devastada e as terras de sua herana em morada de chacais do deserto."
4 Embora Edom afirme: "Fomos esmagados, mas reconstruiremos as
runas", assim diz o Senhor dos Exrcitos:
"Podem construir, mas eu demolirei. Eles sero chamados Terra
Perversa, povo contra quem o Senhor est irado para sempre.
5 Vocs vero isso com os seus prprios olhos e exclamaro: ``Grande
 o Senhor , at mesmo alm das fronteiras de Israel! [b] ''
A Rejeio dos Sacrifcios Impuros
6 "O filho honra seu pai, e o servo, o seu senhor. Se eu sou pai,
onde est a honra que me  devida? Se eu sou senhor, onde est o temor
que me devem?", pergunta o Senhor dos Exrcitos a vocs, sacerdotes.
"So vocs que desprezam o meu nome!
"Mas vocs perguntam: ``De que maneira temos desprezado o teu
nome?''
7 "Trazendo comida impura ao meu altar!
"E mesmo assim ainda perguntam: ``De que maneira te desonramos?''
"Ao dizerem que a mesa do Senhor  desprezvel.
8 "Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocs no vem
mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta,
tambm no vem mal algum. Tentem oferec-los de presente ao governador!
Ser que ele se agradar de vocs? Ser que os atender?", pergunta o
Senhor dos Exrcitos.
9 "E agora, sacerdotes, tentem apaziguar Deus para que tenha
compaixo de ns! Ser que com esse tipo de oferta ele os atender?",
pergunta o Senhor dos Exrcitos.
10 "Ah, se um de vocs fechasse as portas do templo! Assim ao menos
no acenderiam o fogo do meu altar inutilmente. No tenho prazer em
vocs", diz o Senhor dos Exrcitos, "e no aceitarei as suas
ofertas.
11 Pois do oriente ao ocidente, grande  o meu nome entre as
naes. Em toda parte incenso  queimado e ofertas puras so trazidas ao
meu nome, porque grande  o meu nome [c] entre as naes", diz
o Senhor dos Exrcitos.
12 "Mas vocs o profanam ao dizerem que a mesa do Senhor  imunda e
que a sua comida  desprezvel.
13 E ainda dizem: ``Que canseira!'' e
riem dela com desprezo", diz o Senhor dos Exrcitos.
"Quando vocs trazem animais roubados, aleijados e doentes e os
oferecem em sacrifcio, deveria eu aceit-los de suas mos?", pergunta
o Senhor .
14 "Maldito seja o enganador que, tendo no rebanho um macho sem
defeito, promete oferec-lo e depois sacrifica para mim um animal
defeituoso", diz o Senhor dos Exrcitos; "pois eu sou um grande rei,
e o meu nome  [d] temido entre as naes."
Notas de rodap:
[a] 1.1 1.1 Malaquias significa meu mensageiro.
[b] 1.5 1.5 Ou Grande  o Senhor sobre o territrio de Israel!
[c] 1.11 1.11 Ou grande ser ... incenso ser queimado e ofertas puras
sero trazidas ... meu nome ser grande ...
[d] 1.14 1.14 Ou deve ser

MALAQUIAS-CAPITULO-2
A Repreenso aos Sacerdotes
1 "E agora esta advertncia  para vocs,  sacerdotes.
2 Se vocs
no derem ouvidos e no se dispuserem a honrar o meu nome", diz o
Senhor dos Exrcitos, "lanarei maldio sobre vocs, e at
amaldioarei as suas bnos. Alis, j as amaldioei, porque vocs no
me honram de corao.
3 "Por causa de vocs eu destruirei [a] a sua descendncia
[b] ; esfregarei na cara de vocs os excrementos dos animais
oferecidos em sacrifcio em suas festas e lanarei vocs fora, com os
excrementos.
4 Ento vocs sabero que fui eu que lhes fiz esta
advertncia para que a minha aliana com Levi fosse mantida", diz o
Senhor dos Exrcitos.
5 "A minha aliana com ele foi uma aliana de vida e de paz, que na
verdade lhe dei para que me temesse. Ele me temeu, e tremeu diante do
meu nome.
6 A verdadeira lei estava em sua boca e nenhuma falsidade
achou-se em seus lbios. Ele andou comigo em paz e retido, e desviou
muitos do pecado.
7 "Porque os lbios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da
sua boca todos esperam a instruo na Lei, porque ele  o mensageiro do
Senhor dos Exrcitos.
8 Mas vocs se desviaram do caminho e pelo seu
ensino causaram a queda de muita gente; vocs quebraram a aliana de
Levi", diz o Senhor dos Exrcitos.
9 "Por isso eu fiz que fossem desprezados e humilhados diante de todo
o povo, porque vocs no seguem os meus caminhos, mas so parciais
quando ensinam [c] a Lei."
A Infidelidade de Jud
10 No temos todos o mesmo Pai [d] ? No fomos todos criados
pelo mesmo Deus? Por que ser, ento, que quebramos a aliana dos nossos
antepassados sendo infiis uns com os outros?
11 Jud tem sido infiel. Uma coisa repugnante foi cometida em Israel e
em Jerusalm; Jud desonrou o santurio que o Senhor ama; homens
casaram-se com mulheres que adoram deuses estrangeiros.
12 Que o Senhor lance fora das tendas de Jac o homem que faz isso,
seja ele quem for, [e] mesmo que esteja trazendo ofertas ao
Senhor dos Exrcitos.
13 H outra coisa que vocs fazem: Enchem de lgrimas o altar do Senhor
; choram e gemem porque ele j no d ateno s suas ofertas nem as
aceita com prazer.
14 E vocs ainda perguntam: "Por qu?"  porque
o Senhor  testemunha entre voc e a mulher da sua mocidade, pois voc
no cumpriu a sua promessa de fidelidade, embora ela fosse a sua
companheira, a mulher do seu acordo matrimonial.
15 No foi o Senhor que os fez um s? Em corpo e em esprito eles lhe
pertencem. E por que um s? Porque ele desejava uma descendncia
consagrada. [f] Portanto, tenham cuidado: Ningum seja infiel 
mulher da sua mocidade.
16 "Eu odeio o divrcio", diz o Senhor , o Deus de Israel, "e
tambm odeio homem que se cobre de violncia [g] como se cobre de
roupas", diz o Senhor dos Exrcitos.
Por isso, tenham bom senso; no sejam infiis.
O Dia do Julgamento
17 Vocs tm cansado o Senhor com as suas palavras.
"Como o temos cansado?", vocs ainda perguntam. Quando dizem:
"Todos os que fazem o mal so bons aos olhos do Senhor , e ele se
agrada deles" e tambm quando perguntam: "Onde est o Deus da
justia?"
Notas de rodap:
[a] 2.3 2.3 Hebraico: repreenderei .
[b] 2.3 2.3 Ou o seu trigo
[c] 2.9 2.9 Ou aplicam
[d] 2.10 2.10 Ou pai
[e] 2.12 2.12 Ou Que o Senhor corte das tendas de Jac qualquer pessoa
que d testemunho em favor do homem que faz isso,
[f] 2.15 2.15 Ou Mas aquele que  nosso pai no fez isso, no enquanto
a vida esteve nele. E o que ele buscava? Uma descendncia de Deus.
[g] 2.16 2.16 Ou cobre sua mulher de violncia

MALAQUIAS-CAPITULO-3
1 "Vejam, eu enviarei o meu mensageiro, que preparar o caminho
diante de mim. E ento, de repente, o Senhor que vocs buscam vir para
o seu templo; o mensageiro da aliana, aquele que vocs desejam,
vir", diz o Senhor dos Exrcitos.
2 Mas quem suportar o dia da sua vinda? Quem ficar em p quando ele
aparecer? Porque ele ser como o fogo do ourives e como o sabo do
lavandeiro.
3 Ele se assentar como um refinador e purificador de
prata; purificar os levitas e os refinar como ouro e prata. Assim
traro ao Senhor ofertas com justia.
4 Ento as ofertas de Jud e de
Jerusalm sero agradveis ao Senhor , como nos dias passados, como nos
tempos antigos.
5 "Eu virei a vocs trazendo juzo. Sem demora testemunharei contra
os feiticeiros, contra os adlteros, contra os que juram falsamente e
contra aqueles que exploram os trabalhadores em seus salrios, que
oprimem os rfos e as vivas e privam os estrangeiros dos seus
direitos, e no tm respeito por mim", diz o Senhor dos Exrcitos.
Roubando a Deus
6 "De fato, eu, o Senhor , no mudo. Por isso vocs, descendentes de
Jac, no foram destrudos.
7 Desde o tempo dos seus antepassados vocs
se desviaram dos meus decretos e no lhes obedeceram. Voltem para mim e
eu voltarei para vocs", diz o Senhor dos Exrcitos.
"Mas vocs perguntam: ``Como voltaremos?''
8 "Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocs esto me roubando. E
ainda perguntam: ``Como  que te roubamos?'' Nos dzimos e nas
ofertas.
9 Vocs esto debaixo de grande maldio porque esto me
roubando; a nao toda est me roubando.
10 Tragam o dzimo todo ao
depsito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me 
prova", diz o Senhor dos Exrcitos, "e vejam se no vou abrir as
comportas dos cus e derramar sobre vocs tantas bnos que nem tero
onde guard-las.
11 Impedirei que pragas devorem suas colheitas, e as
videiras nos campos no perdero o seu fruto", diz o Senhor dos
Exrcitos.
12 "Ento todas as naes os chamaro felizes, porque a
terra de vocs ser maravilhosa", diz o Senhor dos Exrcitos.
13 "Vocs tm dito palavras duras contra mim", diz o Senhor .
"Ainda assim perguntam: ``O que temos falado contra ti?''
14 "Vocs dizem: `` intil servir a Deus. O que ganhamos quando
obedecemos aos seus preceitos e ficamos nos lamentando diante do Senhor
dos Exrcitos?
15 Por isso, agora consideramos felizes os arrogantes,
pois tanto prosperam os que praticam o mal como escapam ilesos os que
desafiam a Deus!''"
16 Depois, aqueles que temiam o Senhor conversaram uns com os outros, e
o Senhor os ouviu com ateno. Foi escrito um livro como memorial na sua
presena acerca dos que temiam o Senhor e honravam o seu nome.
17 "No dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exrcitos, "eles
sero o meu tesouro pessoal [a] . Eu terei compaixo deles como
um pai tem compaixo do filho que lhe obedece.
18 Ento vocs vero
novamente a diferena entre o justo e o mpio, entre os que servem a
Deus e os que no o servem.
Notas de rodap:
[a] 3.17 3.17 Ou "No dia em que eu fizer deles o meu tesouro
pessoal", diz o Senhor dos Exrcitos.

MALAQUIAS-CAPITULO-4
O Dia do Senhor
1 "Pois certamente vem o dia, ardente como uma fornalha. Todos os
arrogantes e todos os malfeitores sero como palha, e aquele dia, que
est chegando, atear fogo neles", diz o Senhor dos Exrcitos. "No
sobrar raiz ou galho algum.
2 Mas para vocs que reverenciam o meu
nome, o sol da justia se levantar trazendo cura em suas asas. E vocs
sairo e saltaro como bezerros soltos do curral.
3 Depois esmagaro os
mpios, que sero como p sob as solas dos seus ps, no dia em que eu
agir", diz o Senhor dos Exrcitos.
4 "Lembrem-se da Lei do meu servo Moiss, dos decretos e das
ordenanas que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel.
5 "Vejam, eu enviarei a vocs o profeta Elias antes do grande e
temvel dia do Senhor .
6 Ele far com que os coraes dos pais se
voltem para seus filhos, e os coraes dos filhos para seus pais; do
contrrio, eu virei e castigarei a terra com maldio."
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MATEUS-CAPITULO-1
A Genealogia de Jesus A )'
1 Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de
Abrao:
2 Abrao gerou Isaque;
Isaque gerou Jac;
Jac gerou Jud e seus irmos;
3 Jud gerou Perez e Zer,
cuja me foi Tamar;
Perez gerou Esrom;
Esrom gerou Aro;
4 Aro gerou Aminadabe;
Aminadabe gerou Naassom;
Naassom gerou Salmom;
5 Salmom gerou Boaz,
cuja me foi Raabe;
Boaz gerou Obede,
cuja me foi Rute;
Obede gerou Jess;
6 e Jess gerou o rei Davi.
Davi gerou Salomo,
cuja me tinha sido
mulher de Urias;
7 Salomo gerou Roboo;
Roboo gerou Abias;
Abias gerou Asa;
8 Asa gerou Josaf;
Josaf gerou Joro;
Joro gerou Uzias;
9 Uzias gerou Joto;
Joto gerou Acaz;
Acaz gerou Ezequias;
10 Ezequias gerou Manasss;
Manasss gerou Amom;
Amom gerou Josias;
11 e Josias gerou Jeconias [a]
e seus irmos,
no tempo do exlio
na Babilnia.
12 Depois do exlio na Babilnia:
Jeconias gerou Salatiel;
Salatiel gerou Zorobabel;
13 Zorobabel gerou Abide;
Abide gerou Eliaquim;
Eliaquim gerou Azor;
14 Azor gerou Sadoque;
Sadoque gerou Aquim;
Aquim gerou Elide;
15 Elide gerou Eleazar;
Eleazar gerou Mat;
Mat gerou Jac;
16 e Jac gerou Jos,
marido de Maria,
da qual nasceu Jesus,
que  chamado Cristo.
17 Assim, ao todo houve catorze geraes de Abrao a Davi, catorze de
Davi at o exlio na Babilnia, e catorze do exlio at o Cristo
[b] .
O Nascimento de Jesus Cristo B )'
18 Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua me, estava
prometida em casamento a Jos, mas, antes que se unissem, achou-se
grvida pelo Esprito Santo.
19 Por ser Jos, seu marido, um homem
justo, e no querendo exp-la  desonra pblica, pretendia anular o
casamento secretamente.
20 Mas, depois de ter pensado nisso,
apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: "Jos, filho de Davi,
no tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado
procede do Esprito Santo.
21 Ela dar  luz um filho, e voc dever
dar-lhe o nome de Jesus [c] , porque ele salvar o seu povo dos
seus pecados".
22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera
pelo profeta:
23 "A virgem ficar grvida e dar  luz um filho, e
lhe chamaro Emanuel" [d] , que significa "Deus conosco".
24 Ao acordar, Jos fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e
recebeu Maria como sua esposa.
25 Mas no teve relaes com ela
enquanto ela no deu  luz um filho. E ele lhe ps o nome de Jesus.
Notas de rodap:
[a] 1.11 Isto , Joaquim; tambm no versculo 12.
[b] 1.17 Ou Messias . Tanto Cristo (grego) como Messias (hebraico)
significam Ungido; tambm em todo o livro de Mateus.
[c] 1.21 Jesus  a forma grega de Josu, que significa o Senhor salva.
[d] 1.23 Is 7.14
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 1:1 : Lc 3.23-38
[b] Mateus 1:18 : Lc 2.1-7

MATEUS-CAPITULO-2
A Visita dos Magos
1 Depois que Jesus nasceu em Belm da Judia, nos dias do rei Herodes,
magos vindos do oriente chegaram a Jerusalm
2 e perguntaram: "Onde
est o recm-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no oriente
[a] e viemos ador-lo".
3 Quando o rei Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda
Jerusalm.
4 Tendo reunido todos os chefes dos sacerdotes do povo e os
mestres da lei, perguntou-lhes onde deveria nascer o Cristo.
5 E eles
responderam: "Em Belm da Judia; pois assim escreveu o profeta:
6 "``Mas tu, Belm,
da terra de Jud,
de forma alguma s a menor
entre as principais cidades
de Jud;
pois de ti vir o lder
que, como pastor, conduzir
Israel, o meu povo'' [b] ".
7 Ento Herodes chamou os magos secretamente e informou-se com eles a
respeito do tempo exato em que a estrela tinha aparecido.
8 Enviou-os a
Belm e disse: "Vo informar-se com exatido sobre o menino. Logo que
o encontrarem, avisem-me, para que eu tambm v ador-lo".
9 Depois de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que
tinham visto no oriente foi adiante deles, at que finalmente parou
sobre o lugar onde estava o menino.
10 Quando tornaram a ver a estrela,
encheram-se de jbilo.
11 Ao entrarem na casa, viram o menino com
Maria, sua me, e, prostrando-se, o adoraram. Ento abriram os seus
tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.
12 E, tendo sido
advertidos em sonho para no voltarem a Herodes, retornaram a sua terra
por outro caminho.
A Fuga para o Egito
13 Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a Jos em sonho e
lhe disse: "Levante-se, tome o menino e sua me, e fuja para o Egito.
Fique l at que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para
mat-lo".
14 Ento ele se levantou, tomou o menino e sua me durante a noite, e
partiu para o Egito,
15 onde ficou at a morte de Herodes. E assim se
cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu
filho" [c] .
16 Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou
furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo,
em Belm e nas proximidades, de acordo com a informao que havia obtido
dos magos.
17 Ento se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
18 "Ouviu-se uma voz em Ram,
choro e grande lamentao;
 Raquel que chora por seus filhos
e recusa ser consolada,
porque j no existem" [d] .
A Volta para Israel
19 Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a
Jos, no Egito,
20 e disse: "Levante-se, tome o menino e sua me, e
v para a terra de Israel, pois esto mortos os que procuravam tirar a
vida do menino".
21 Ele se levantou, tomou o menino e sua me, e foi para a terra de
Israel.
22 Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judia em
lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para l. Tendo sido avisado em
sonho, retirou-se para a regio da Galilia
23 e foi viver numa cidade
chamada Nazar. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: "Ele
ser chamado Nazareno" [e] .
Notas de rodap:
[a] 2.2 Ou estrela quando se levantava ; tambm no versculo 9.
[b] 2.6 Mq 5.2
[c] 2.15 Os 11.1
[d] 2.18 Jr 31.15
[e] 2.23 Provvel referncia a textos como Is 11.1, no hebraico.

MATEUS-CAPITULO-3
Joo Batista Prepara o Caminho A )'
1 Naqueles dias surgiu Joo Batista, pregando no deserto da Judia.
2 Ele dizia: "Arrependam-se, pois o Reino dos cus est prximo".
3 Este  aquele que foi anunciado pelo profeta Isaas:
"Voz do que clama no deserto:
``Preparem [a] o caminho
para o Senhor,
faam veredas retas
para ele''" [b] .
4 As roupas de Joo eram feitas de plos de camelo, e ele usava um
cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel
silvestre.
5 A ele vinha gente de Jerusalm, de toda a Judia e de toda
a regio ao redor do Jordo.
6 Confessando os seus pecados, eram
batizados por ele no rio Jordo.
7 Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava
batizando, disse-lhes: "Raa de vboras! Quem lhes deu a idia de
fugir da ira que se aproxima?
8 Dem fruto que mostre o arrependimento!
9 No pensem que vocs podem dizer a si mesmos: ``Abrao  nosso
pai''. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir
filhos a Abrao.
10 O machado j est posto  raiz das rvores, e toda
rvore que no der bom fruto ser cortada e lanada ao fogo.
11 "Eu os batizo com [c] gua para arrependimento. Mas depois
de mim vem algum mais poderoso do que eu, tanto que no sou digno nem
de levar as suas sandlias. Ele os batizar com o Esprito Santo e com
fogo.
12 Ele traz a p em sua mo e limpar sua eira, juntando seu
trigo no celeiro, mas queimar a palha com fogo que nunca se apaga".
O Batismo de Jesus B )'
13 Ento Jesus veio da Galilia ao Jordo para ser batizado por Joo.
14 Joo, porm, tentou impedi-lo, dizendo: "Eu preciso ser batizado
por ti, e tu vens a mim?"
15 Respondeu Jesus: "Deixe assim por enquanto; convm que assim
faamos, para cumprir toda a justia". E Joo concordou.
16 Assim que Jesus foi batizado, saiu da gua. Naquele momento o cu se
abriu, e ele viu o Esprito de Deus descendo como pomba e pousando sobre
ele.
17 Ento uma voz dos cus disse: "Este  o meu Filho amado, em
quem me agrado".
Notas de rodap:
[a] 3.3 Ou que clama: ``No deserto preparem
[b] 3.3 Is 40.3
[c] 3.11 Ou em
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 3:1 : Mc 1.2-8; Lc 3.1-18
[b] Mateus 3:13 : Mc 1.9-11; Lc 3.21,22

MATEUS-CAPITULO-4
A Tentao de Jesus A )'
1 Ento Jesus foi levado pelo Esprito ao deserto, para ser tentado
pelo Diabo.
2 Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve
fome.
3 O tentador aproximou-se dele e disse: "Se s o Filho de Deus,
manda que estas pedras se transformem em pes".
4 Jesus respondeu: "Est escrito: ``Nem s de po viver o homem,
mas de toda palavra que procede da boca de Deus'' [a] ".
5 Ento o Diabo o levou  cidade santa, colocou-o na parte mais alta do
templo e lhe disse:
6 "Se s o Filho de Deus, joga-te daqui para
baixo. Pois est escrito:
"``Ele dar ordens a seus anjos a seu respeito,
e com as mos eles o seguraro,
para que voc no tropece
em alguma pedra'' [b] ".
7 Jesus lhe respondeu: "Tambm est escrito: ``No ponha  prova o
Senhor, o seu Deus'' [c] ".
8 Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os
reinos do mundo e o seu esplendor.
9 E lhe disse: "Tudo isto te
darei, se te prostrares e me adorares".
10 Jesus lhe disse: "Retire-se, Satans! Pois est escrito: ``Adore
o Senhor, o seu Deus, e s a ele preste culto'' [d] ".
11 Ento o Diabo o deixou, e anjos vieram e o serviram.
Jesus Comea a Pregar B )'
12 Quando Jesus ouviu que Joo tinha sido preso, voltou para a
Galilia.
13 Saindo de Nazar, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto
ao mar, na regio de Zebulom e Naftali,
14 para cumprir o que fora dito
pelo profeta Isaas:
15 "Terra de Zebulom
e terra de Naftali,
caminho do mar,
alm do Jordo,
Galilia dos gentios [e] ;
16 o povo que vivia nas trevas
viu uma grande luz;
sobre os que viviam
na terra da sombra da morte
raiou uma luz" [f] .
17 Da em diante Jesus comeou a pregar: "Arrependam-se, pois o Reino
dos cus est prximo".
Jesus Chama os Primeiros Discpulos C )'
18 Andando  beira do mar da Galilia, Jesus viu dois irmos: Simo,
chamado Pedro, e seu irmo Andr. Eles estavam lanando redes ao mar,
pois eram pescadores.
19 E disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei
pescadores de homens".
20 No mesmo instante eles deixaram as suas
redes e o seguiram.
21 Indo adiante, viu outros dois irmos: Tiago, filho de Zebedeu, e
Joo, seu irmo. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando
as suas redes. Jesus os chamou,
22 e eles, deixando imediatamente seu
pai e o barco, o seguiram.
Jesus Ensina o Povo e Cura os Doentes
23 Jesus foi por toda a Galilia, ensinando nas sinagogas deles,
pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e
doenas entre o povo.
24 Notcias sobre ele se espalharam por toda a
Sria, e o povo lhe trouxe todos os que estavam padecendo vrios males e
tormentos: endemoninhados, epilticos [g] e paralticos; e ele os
curou.
25 Grandes multides o seguiam, vindas da Galilia, Decpolis,
Jerusalm, Judia e da regio do outro lado do Jordo.
Notas de rodap:
[a] 4.4 Dt 8.3
[b] 4.6 Sl 91.11,12
[c] 4.7 Dt 6.16
[d] 4.10 Dt 6.13
[e] 4.15 Isto , os que no so judeus.
[f] 4.15,16 Is 9.1,2
[g] 4.24 Grego: lunticos .
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 4:1 : Mc 1.12,13; Lc 4.1-13
[b] Mateus 4:12 : Mc 1.14,15; Lc 4.14,15
[c] Mateus 4:18 : Mc 1.16-20; Lc 5.1-11; Jo 1.35-42

MATEUS-CAPITULO-5
As Bem-aventuranas A )'
1 Vendo as multides, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus
discpulos aproximaram-se dele,
2 e ele comeou a ensin-los, dizendo:
3 "Bem-aventurados [a]
os pobres em esprito,
pois deles  o Reino dos cus.
4 Bem-aventurados
os que choram,
pois sero consolados.
5 Bem-aventurados os humildes,
pois eles recebero a terra por herana.
6 Bem-aventurados os que tm fome e sede de justia,
pois sero satisfeitos.
7 Bem-aventurados
os misericordiosos,
pois obtero misericrdia.
8 Bem-aventurados
os puros de corao,
pois vero a Deus.
9 Bem-aventurados
os pacificadores,
pois sero chamados
filhos de Deus.
10 Bem-aventurados
os perseguidos
por causa da justia,
pois deles  o Reino dos cus.
11 "Bem-aventurados sero vocs quando, por minha causa, os
insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calnia contra
vocs.
12 Alegrem-se e regozijem-se, porque grande  a sua recompensa
nos cus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes
de vocs.
O Sal da Terra e a Luz do Mundo
13 "Vocs so o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como
restaur-lo? No servir para nada, exceto para ser jogado fora e pisado
pelos homens.
14 "Vocs so a luz do mundo. No se pode esconder uma cidade
construda sobre um monte.
15 E, tambm, ningum acende uma candeia e a
coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrrio, coloca-a no lugar
apropriado, e assim ilumina a todos os que esto na casa.
16 Assim
brilhe a luz de vocs diante dos homens, para que vejam as suas boas
obras e glorifiquem ao Pai de vocs, que est nos cus.
Jesus Cumpre a Lei
17 "No pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; no vim abolir,
mas cumprir.
18 Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem cus e terra,
de forma alguma desaparecer da Lei a menor letra ou o menor trao, at
que tudo se cumpra.
19 Todo aquele que desobedecer a um desses
mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o
mesmo, ser chamado menor no Reino dos cus; mas todo aquele que
praticar e ensinar estes mandamentos ser chamado grande no Reino dos
cus.
20 Pois eu lhes digo que se a justia de vocs no for muito
superior  dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entraro no
Reino dos cus.
O Homicdio
21 "Vocs ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ``No
matars'' [b] , e ``quem matar estar sujeito a julgamento''.
22 Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmo [c]
estar sujeito a julgamento. Tambm, qualquer que disser a seu irmo:
``Rac [d] '', ser levado ao tribunal. E qualquer que disser:
``Louco!'', corre o risco de ir para o fogo do inferno.
23 "Portanto, se voc estiver apresentando sua oferta diante do altar
e ali se lembrar de que seu irmo tem algo contra voc,
24 deixe sua
oferta ali, diante do altar, e v primeiro reconciliar-se com seu irmo;
depois volte e apresente sua oferta.
25 "Entre em acordo depressa com seu adversrio que pretende lev-lo
ao tribunal. Faa isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois,
caso contrrio, ele poder entreg-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e
voc poder ser jogado na priso.
26 Eu lhe garanto que voc no sair
de l enquanto no pagar o ltimo centavo [e] .
O Adultrio
27 "Vocs ouviram o que foi dito: ``No adulterars'' [f] .
28 Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desej-la,
j cometeu adultrio com ela no seu corao.
29 Se o seu olho direito o
fizer pecar, arranque-o e lance-o fora.  melhor perder uma parte do seu
corpo do que ser todo ele lanado no inferno.
30 E se a sua mo direita
o fizer pecar, corte-a e lance-a fora.  melhor perder uma parte do seu
corpo do que ir todo ele para o inferno.
O Divrcio
31 "Foi dito: ``Aquele que se divorciar de sua mulher dever dar-lhe
certido de divrcio'' [g] .
32 Mas eu lhes digo que todo
aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual
[h] , faz que ela se torne adltera, e quem se casar com a mulher
divorciada estar cometendo adultrio.
Os Juramentos
33 "Vocs tambm ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ``No
jure falsamente [i] , mas cumpra os juramentos que voc fez
diante do Senhor''.
34 Mas eu lhes digo: No jurem de forma alguma:
nem pelos cus, porque  o trono de Deus;
35 nem pela terra, porque  o
estrado de seus ps; nem por Jerusalm, porque  a cidade do grande Rei.
36 E no jure pela sua cabea, pois voc no pode tornar branco ou
preto nem um fio de cabelo.
37 Seja o seu ``sim'', ``sim'', e o seu
``no'', ``no''; o que passar disso vem do Maligno.
A Vingana B )'
38 "Vocs ouviram o que foi dito: ``Olho por olho e dente por
dente'' [j] .
39 Mas eu lhes digo: No resistam ao perverso. Se
algum o ferir na face direita, oferea-lhe tambm a outra.
40 E se
algum quiser process-lo e tirar-lhe a tnica, deixe que leve tambm a
capa.
41 Se algum o forar a caminhar com ele uma milha [k] ,
v com ele duas.
42 D a quem lhe pede, e no volte as costas quele
que deseja pedir-lhe algo emprestado.
O Amor aos Inimigos C )'
43 "Vocs ouviram o que foi dito: ``Ame o seu prximo [l] e
odeie o seu inimigo''.
44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos
[m] e orem por aqueles que os perseguem,
45 para que vocs venham
a ser filhos de seu Pai que est nos cus. Porque ele faz raiar o seu
sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.
46 Se
vocs amarem aqueles que os amam, que recompensa vocs recebero? At os
publicanos [n] fazem isso!
47 E se saudarem apenas os seus
irmos, o que estaro fazendo de mais? At os pagos fazem isso!
48 Portanto, sejam perfeitos como perfeito  o Pai celestial de vocs.
Notas de rodap:
[a] 5.3 Isto , como so felizes; tambm nos versculos 4 a 11.
[b] 5.21 x 20.13; Dt 5.17
[c] 5.22 Alguns manuscritos acrescentam sem motivo.
[d] 5.22 Termo aramaico de desprezo, equivalente a tolo.
[e] 5.26 Grego: quadrante .
[f] 5.27 x 20.14; Dt 5.18
[g] 5.31 Dt 24.1
[h] 5.32 Grego: pornia ; termo genrico que se refere a prticas
sexuais ilcitas.
[i] 5.33 Lv 19.12; Nm 30.2
[j] 5.38 x 21.24; Lv 24.20; Dt 19.21
[k] 5.41 A milha romana tinha cerca de 1.500 metros.
[l] 5.43 Lv 19.18
[m] 5.44 Alguns manuscritos acrescentam abenoem os que os
amaldioam, faam o bem aos que os odeiam
[n] 5.46 Os publicanos eram coletores de impostos, malvistos pelo
povo; tambm em 9.10,11; 10.3; 11.19; 18.17; 21.31 e 32.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 5:1 : Lc 6.20-23
[b] Mateus 5:38 : Lc 6.29,30
[c] Mateus 5:43 : Lc 6.27,28,32-36

MATEUS-CAPITULO-6
A Ajuda aos Necessitados
1 "Tenham o cuidado de no praticar suas ``obras de justia''
diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocs no
tero nenhuma recompensa do Pai celestial.
2 "Portanto, quando voc der esmola, no anuncie isso com trombetas,
como fazem os hipcritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem
honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles j receberam sua plena
recompensa.
3 Mas quando voc der esmola, que a sua mo esquerda no
saiba o que est fazendo a direita,
4 de forma que voc preste a sua
ajuda em segredo. E seu Pai, que v o que  feito em segredo, o
recompensar.
A Orao A )'
5 "E quando vocs orarem, no sejam como os hipcritas. Eles gostam
de ficar orando em p nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem
vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles j receberam sua plena
recompensa.
6 Mas quando voc orar, v para seu quarto, feche a porta e
ore a seu Pai, que est em secreto. Ento seu Pai, que v em secreto, o
recompensar.
7 E quando orarem, no fiquem sempre repetindo a mesma
coisa, como fazem os pagos. Eles pensam que por muito falarem sero
ouvidos.
8 No sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocs
precisam, antes mesmo de o pedirem.
9 Vocs, orem assim:
"Pai nosso, que ests nos cus!
Santificado seja o teu nome.
10 Venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no cu.
11 D-nos hoje o nosso
po de cada dia.
12 Perdoa as nossas dvidas,
assim como perdoamos
aos nossos devedores.
13 E no nos deixes cair
em [a] tentao,
mas livra-nos do mal [b] ,
porque teu  o Reino, o poder e a glria para sempre. Amm [c] .
14 Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial tambm
lhes perdoar.
15 Mas se no perdoarem uns aos outros, o Pai celestial
no lhes perdoar as ofensas.
O Jejum
16 "Quando jejuarem, no mostrem uma aparncia triste como os
hipcritas, pois eles mudam a aparncia do rosto a fim de que os outros
vejam que eles esto jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles j
receberam sua plena recompensa.
17 Ao jejuar, arrume o cabelo [d]
e lave o rosto,
18 para que no parea aos outros que voc est
jejuando, mas apenas a seu Pai, que v em secreto. E seu Pai, que v em
secreto, o recompensar.
Os Tesouros no Cu
19 "No acumulem para vocs tesouros na terra, onde a traa e a
ferrugem destroem, e onde os ladres arrombam e furtam.
20 Mas acumulem
para vocs tesouros nos cus, onde a traa e a ferrugem no destroem, e
onde os ladres no arrombam nem furtam.
21 Pois onde estiver o seu
tesouro, a tambm estar o seu corao.
22 "Os olhos so a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons,
todo o seu corpo ser cheio de luz.
23 Mas se os seus olhos forem maus,
todo o seu corpo ser cheio de trevas. Portanto, se a luz que est
dentro de voc so trevas, que tremendas trevas so!
24 "Ningum pode servir a dois senhores; pois odiar um e amar o
outro, ou se dedicar a um e desprezar o outro. Vocs no podem servir
a Deus e ao Dinheiro [e] .
As Preocupaes da Vida B )'
25 "Portanto eu lhes digo: No se preocupem com sua prpria vida,
quanto ao que comer ou beber; nem com seu prprio corpo, quanto ao que
vestir. No  a vida mais importante que a comida, e o corpo mais
importante que a roupa?
26 Observem as aves do cu: no semeiam nem
colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta.
No tm vocs muito mais valor do que elas?
27 Quem de vocs, por mais
que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja  sua vida? [f]
28 "Por que vocs se preocupam com roupas? Vejam como crescem os
lrios do campo. Eles no trabalham nem tecem.
29 Contudo, eu lhes digo
que nem Salomo, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.
30 Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanh  lanada
ao fogo, no vestir muito mais a vocs, homens de pequena f?
31 Portanto, no se preocupem, dizendo: ``Que vamos comer?'' ou ``Que
vamos beber?'' ou ``Que vamos vestir?''
32 Pois os pagos  que
correm atrs dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocs precisam
delas.
33 Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua
justia, e todas essas coisas lhes sero acrescentadas.
34 Portanto,
no se preocupem com o amanh, pois o amanh trar as suas prprias
preocupaes. Basta a cada dia o seu prprio mal.
Notas de rodap:
[a] 6.13 Grego: E no nos induzas .
[b] 6.13 Ou do Maligno
[c] 6.13 Alguns manuscritos no trazem porque teu  o Reino, o poder e
a glria para sempre. Amm.
[d] 6.17 Grego: unja a cabea .
[e] 6.24 Grego: Mamom .
[f] 6.27 Ou um nico cvado  sua altura? O cvado era uma medida
linear de cerca de 45 centmetros.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 6:5 : Lc 11.1-4
[b] Mateus 6:25 : Lc 12.22-31

MATEUS-CAPITULO-7
O Julgamento ao Prximo A )'
1 "No julguem, para que vocs no sejam julgados.
2 Pois da mesma
forma que julgarem, vocs sero julgados; e a medida que usarem, tambm
ser usada para medir vocs.
3 "Por que voc repara no cisco que est no olho do seu irmo, e no
se d conta da viga que est em seu prprio olho?
4 Como voc pode
dizer ao seu irmo: ``Deixe-me tirar o cisco do seu olho'', quando h
uma viga no seu?
5 Hipcrita, tire primeiro a viga do seu olho, e ento
voc ver claramente para tirar o cisco do olho do seu irmo.
6 "No dem o que  sagrado aos ces, nem atirem suas prolas aos
porcos; caso contrrio, estes as pisaro e, aqueles, voltando-se contra
vocs, os despedaaro.
A Persistncia na Orao B )'
7 "Peam, e lhes ser dado; busquem, e encontraro; batam, e a porta
lhes ser aberta.
8 Pois todo o que pede, recebe; o que busca,
encontra; e quele que bate, a porta ser aberta.
9 "Qual de vocs, se seu filho pedir po, lhe dar uma pedra?
10 Ou
se pedir peixe, lhe dar uma cobra?
11 Se vocs, apesar de serem maus,
sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocs, que
est nos cus, dar coisas boas aos que lhe pedirem!
12 Assim, em tudo,
faam aos outros o que vocs querem que eles lhes faam; pois esta  a
Lei e os Profetas.
A Porta Estreita e a Porta Larga
13 "Entrem pela porta estreita, pois larga  a porta e amplo o
caminho que leva  perdio, e so muitos os que entram por ela.
14 Como  estreita a porta, e apertado o caminho que leva  vida! So
poucos os que a encontram.
A rvore e seu Fruto C )'
15 "Cuidado com os falsos profetas. Eles vm a vocs vestidos de
peles de ovelhas, mas por dentro so lobos devoradores.
16 Vocs os
reconhecero por seus frutos. Pode algum colher uvas de um espinheiro
ou figos de ervas daninhas?
17 Semelhantemente, toda rvore boa d
frutos bons, mas a rvore ruim d frutos ruins.
18 A rvore boa no
pode dar frutos ruins, nem a rvore ruim pode dar frutos bons.
19 Toda
rvore que no produz bons frutos  cortada e lanada ao fogo.
20 Assim, pelos seus frutos vocs os reconhecero!
21 "Nem todo aquele que me diz: ``Senhor, Senhor'', entrar no
Reino dos cus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que est
nos cus.
22 Muitos me diro naquele dia: ``Senhor, Senhor, no
profetizamos em teu nome? Em teu nome no expulsamos demnios e no
realizamos muitos milagres?''
23 Ento eu lhes direi claramente: Nunca
os conheci. Afastem-se de mim vocs, que praticam o mal!
O Prudente e o Insensato D )'
24 "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica  como um
homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.
25 Caiu a chuva,
transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e
ela no caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.
26 Mas quem ouve
estas minhas palavras e no as pratica  como um insensato que construiu
a sua casa sobre a areia.
27 Caiu a chuva, transbordaram os rios,
sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande
a sua queda".
28 Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multides estavam
maravilhadas com o seu ensino,
29 porque ele as ensinava como quem tem
autoridade, e no como os mestres da lei.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 7:1 : Lc 6.37-42
[b] Mateus 7:7 : Lc 11.9-13
[c] Mateus 7:15 : Lc 6.43-45
[d] Mateus 7:24 : Lc 6.46-49

MATEUS-CAPITULO-8
A Cura de um Leproso A )'
1 Quando ele desceu do monte, grandes multides o seguiram.
2 Um
leproso [a] , aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse:
"Senhor, se quiseres, podes purificar-me!"
3 Jesus estendeu a mo, tocou nele e disse: "Quero. Seja
purificado!" Imediatamente ele foi purificado da lepra.
4 Em seguida
Jesus lhe disse: "Olhe, no conte isso a ningum. Mas v mostrar-se ao
sacerdote e apresente a oferta que Moiss ordenou, para que sirva de
testemunho".
Um Centurio Demonstra F B )'
5 Entrando Jesus em Cafarnaum, dirigiu-se a ele um centurio,
pedindo-lhe ajuda.
6 E disse: "Senhor, meu servo est em casa,
paraltico, em terrvel sofrimento".
7 Jesus lhe disse: "Eu irei cur-lo".
8 Respondeu o centurio: "Senhor, no mereo receber-te debaixo do
meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo ser curado.
9 Pois eu tambm sou homem sujeito  autoridade e com soldados sob o meu
comando. Digo a um: V, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a
meu servo: Faa isto, e ele faz".
10 Ao ouvir isso, Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam:
"Digo-lhes a verdade: No encontrei em Israel ningum com tamanha f.
11 Eu lhes digo que muitos viro do oriente e do ocidente, e se
sentaro  mesa com Abrao, Isaque e Jac no Reino dos cus.
12 Mas os
sditos do Reino sero lanados para fora, nas trevas, onde haver choro
e ranger de dentes".
13 Ento Jesus disse ao centurio: "V! Como voc creu, assim lhe
acontecer!" Na mesma hora o seu servo foi curado.
O Poder de Jesus sobre os Demnios e as Doenas C )'
14 Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com
febre.
15 Tomando-a pela mo, a febre a deixou, e ela se levantou e
comeou a servi-lo.
16 Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele
expulsou os espritos com uma palavra e curou todos os doentes.
17 E
assim se cumpriu o que fora dito pelo profeta Isaas:
"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades
e sobre si levou as nossas doenas" [b] .
Quo Difcil  Seguir Jesus! D )'
18 Quando Jesus viu a multido ao seu redor, deu ordens para que
atravessassem para o outro lado do mar.
19 Ento, um mestre da lei
aproximou-se e disse: "Mestre, eu te seguirei por onde quer que
fores".
20 Jesus respondeu: "As raposas tm suas tocas e as aves do cu tm
seus ninhos, mas o Filho do homem no tem onde repousar a cabea".
21 Outro discpulo lhe disse: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar
meu pai".
22 Mas Jesus lhe disse: "Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os
seus prprios mortos".
Jesus Acalma a Tempestade E )'
23 Entrando ele no barco, seus discpulos o seguiram.
24 De repente,
uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar, de forma que as ondas
inundavam o barco. Jesus, porm, dormia.
25 Os discpulos foram
acord-lo, clamando: "Senhor, salva-nos! Vamos morrer!"
26 Ele perguntou: "Por que vocs esto com tanto medo, homens de
pequena f?" Ento ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e
fez-se completa bonana.
27 Os homens ficaram perplexos e perguntaram:
"Quem  este que at os ventos e o mar lhe obedecem?"
A Cura de Dois Endemoninhados F )'
28 Quando ele chegou ao outro lado,  regio dos gadarenos [c] ,
foram ao seu encontro dois endemoninhados, que vinham dos sepulcros.
Eles eram to violentos que ningum podia passar por aquele caminho.
29 Ento eles gritaram: "Que queres conosco, Filho de Deus? Vieste aqui
para nos atormentar antes do devido tempo?"
30 A certa distncia deles estava pastando uma grande manada de porcos.
31 Os demnios imploravam a Jesus: "Se nos expulsas, manda-nos entrar
naquela manada de porcos".
32 Ele lhes disse: "Vo!" Eles saram e entraram nos porcos, e toda
a manada atirou-se precipcio abaixo, em direo ao mar, e morreu
afogada.
33 Os que cuidavam dos porcos fugiram, foram  cidade e
contaram tudo, inclusive o que acontecera aos endemoninhados.
34 Toda a
cidade saiu ao encontro de Jesus, e, quando o viram, suplicaram-lhe que
sasse do territrio deles.
Notas de rodap:
[a] 8.2 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[b] 8.17 Is 53.4
[c] 8.28 Alguns manuscritos trazem gergesenos; outros dizem gerasenos.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 8:1 : Mc 1.40-45; Lc 5.12-16
[b] Mateus 8:5 : Lc 7.1-10
[c] Mateus 8:14 : Mc 1.29-34; Lc 4.38-41
[d] Mateus 8:18 : Lc 9.57-62
[e] Mateus 8:23 : Mc 4.35-41; Lc 8.22-25
[f] Mateus 8:28 : Mc 5.1-20; Lc 8.26-39

MATEUS-CAPITULO-9
Jesus Cura um Paraltico A )'
1 Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade.
2 Alguns homens trouxeram-lhe um paraltico, deitado em sua maca. Vendo
a f que eles tinham, Jesus disse ao paraltico: "Tenha bom nimo,
filho; os seus pecados esto perdoados".
3 Diante disso, alguns mestres da lei disseram a si mesmos: "Este
homem est blasfemando!"
4 Conhecendo Jesus seus pensamentos, disse-lhes: "Por que vocs
pensam maldosamente em seu corao?
5 Que  mais fcil dizer: ``Os
seus pecados esto perdoados'', ou: ``Levante-se e ande''?
6 Mas,
para que vocs saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para
perdoar pecados": disse ao paraltico: "Levante-se, pegue a sua
maca e v para casa".
7 Ele se levantou e foi.
8 Vendo isso, a
multido ficou cheia de temor e glorificou a Deus, que dera tal
autoridade aos homens.
O Chamado de Mateus B )'
9 Saindo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e
disse-lhe: "Siga-me". Mateus levantou-se e o seguiu.
10 Estando Jesus em casa [a] , foram comer com ele e seus
discpulos muitos publicanos e "pecadores".
11 Vendo isso, os
fariseus perguntaram aos discpulos dele: "Por que o mestre de vocs
come com publicanos e ``pecadores''?"
12 Ouvindo isso, Jesus disse: "No so os que tm sade que precisam
de mdico, mas sim os doentes.
13 Vo aprender o que significa isto:
``Desejo misericrdia, no sacrifcios'' [b] . Pois eu no vim
chamar justos, mas pecadores".
Jesus  Interrogado acerca do Jejum C )'
14 Ento os discpulos de Joo vieram perguntar-lhe: "Por que ns e
os fariseus jejuamos, mas os teus discpulos no?"
15 Jesus respondeu: "Como podem os convidados do noivo ficar de luto
enquanto o noivo est com eles? Viro dias quando o noivo lhes ser
tirado; ento jejuaro.
16 "Ningum pe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo
forar a roupa, tornando pior o rasgo.
17 Nem se pe vinho novo em
vasilha de couro velha; se o fizer, a vasilha rebentar, o vinho se
derramar e a vasilha se estragar. Ao contrrio, pe-se vinho novo em
vasilha de couro nova; e ambos se conservam".
O Poder de Jesus sobre a Doena e a Morte D )'
18 Falava ele ainda quando um dos dirigentes da sinagoga chegou,
ajoelhou-se diante dele e disse: "Minha filha acaba de morrer. Vem e
impe a tua mo sobre ela, e ela viver".
19 Jesus levantou-se e foi
com ele, e tambm os seus discpulos.
20 Nisso uma mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia,
chegou por trs dele e tocou na borda do seu manto,
21 pois dizia a si
mesma: "Se eu to-somente tocar em seu manto, ficarei curada".
22 Voltando-se, Jesus a viu e disse: "nimo, filha, a sua f a curou!
[c] " E desde aquele instante a mulher ficou curada.
23 Quando ele chegou  casa do dirigente da sinagoga e viu os
flautistas e a multido agitada,
24 disse: "Saiam! A menina no est
morta, mas dorme". Todos comearam a rir dele.
25 Depois que a
multido se afastou, ele entrou e tomou a menina pela mo, e ela se
levantou.
26 A notcia deste acontecimento espalhou-se por toda aquela
regio.
A Cura de Dois Cegos e de Um Mudo
27 Saindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, clamando: "Filho de
Davi, tem misericrdia de ns!"
28 Entrando ele em casa, os cegos se aproximaram, e ele lhes perguntou:
"Vocs crem que eu sou capaz de fazer isso?"
Eles responderam: "Sim, Senhor!"
29 E ele, tocando nos olhos deles, disse: "Que lhes seja feito
segundo a f que vocs tm!"
30 E a viso deles foi restaurada. Ento
Jesus os advertiu severamente: "Cuidem para que ningum saiba
disso".
31 Eles, porm, saram e espalharam a notcia por toda aquela
regio.
32 Enquanto eles se retiravam, foi levado a Jesus um homem
endemoninhado que no podia falar.
33 Quando o demnio foi expulso, o
mudo comeou a falar. A multido ficou admirada e disse: "Nunca se viu
nada parecido em Israel!"
34 Mas os fariseus diziam: " pelo prncipe dos demnios que ele
expulsa demnios".
Poucos So os Trabalhadores
35 Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas
sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as
enfermidades e doenas.
36 Ao ver as multides, teve compaixo delas,
porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.
37 Ento disse aos seus discpulos: "A colheita  grande, mas os
trabalhadores so poucos.
38 Peam, pois, ao Senhor da colheita que
envie trabalhadores para a sua colheita".
Notas de rodap:
[a] 9.10 Ou na casa de Mateus ; veja Lc 5.29.
[b] 9.13 Os 6.6
[c] 9.22 Ou a salvou!
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 9:1 : Mc 2.1-12; Lc 5.17-26
[b] Mateus 9:9 : Mc 2.13-17; Lc 5.27-32
[c] Mateus 9:14 : Mc 2.18-22; Lc 5.33-39
[d] Mateus 9:18 : Mc 5.21-43; Lc 8.40-56

MATEUS-CAPITULO-10
Jesus Envia os Doze A )'
1 Chamando seus doze discpulos, deu-lhes autoridade para expulsar
espritos imundos [a] e curar todas as doenas e enfermidades.
2 Estes so os nomes dos doze apstolos: primeiro, Simo, chamado
Pedro, e Andr, seu irmo; Tiago, filho de Zebedeu, e Joo, seu irmo;
3 Filipe e Bartolomeu; Tom e Mateus, o publicano; Tiago, filho de
Alfeu, e Tadeu;
4 Simo, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.
5 Jesus enviou os doze com as seguintes instrues: "No se dirijam
aos gentios [b] , nem entrem em cidade alguma dos samaritanos.
6 Antes, dirijam-se s ovelhas perdidas de Israel.
7 Por onde forem,
preguem esta mensagem: O Reino dos cus est prximo.
8 Curem os
enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos [c] ,
expulsem os demnios. Vocs receberam de graa; dem tambm de graa.
9 No levem nem ouro, nem prata, nem cobre em seus cintos;
10 no levem
nenhum saco de viagem, nem tnica extra, nem sandlias, nem bordo; pois
o trabalhador  digno do seu sustento.
11 "Na cidade ou povoado em que entrarem, procurem algum digno de
receb-los, e fiquem em sua casa at partirem.
12 Ao entrarem na casa,
sadem-na.
13 Se a casa for digna, que a paz de vocs repouse sobre
ela; se no for, que a paz retorne para vocs.
14 Se algum no os
receber nem ouvir suas palavras, sacudam a poeira dos ps quando sarem
daquela casa ou cidade.
15 Eu lhes digo a verdade: No dia do juzo
haver menor rigor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade.
16 Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam astutos
como as serpentes e sem malcia como as pombas.
17 "Tenham cuidado, pois os homens os entregaro aos tribunais e os
aoitaro nas sinagogas deles.
18 Por minha causa vocs sero levados 
presena de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios.
19 Mas quando os prenderem, no se preocupem quanto ao que dizer, ou
como diz-lo. Naquela hora lhes ser dado o que dizer,
20 pois no
sero vocs que estaro falando, mas o Esprito do Pai de vocs falar
por intermdio de vocs.
21 "O irmo entregar  morte o seu irmo, e o pai, o seu filho;
filhos se rebelaro contra seus pais e os mataro.
22 Todos odiaro
vocs por minha causa, mas aquele que perseverar at o fim ser salvo.
23 Quando forem perseguidos num lugar, fujam para outro. Eu lhes
garanto que vocs no tero percorrido todas as cidades de Israel antes
que venha o Filho do homem.
24 "O discpulo no est acima do seu mestre, nem o servo acima do
seu senhor.
25 Basta ao discpulo ser como o seu mestre, e ao servo,
como o seu senhor. Se o dono da casa foi chamado Belzebu, quanto mais os
membros da sua famlia!
26 "Portanto, no tenham medo deles. No h nada escondido que no
venha a ser revelado, nem oculto que no venha a se tornar conhecido.
27 O que eu lhes digo na escurido, falem  luz do dia; o que 
sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados.
28 No tenham medo
dos que matam o corpo, mas no podem matar a alma. Antes, tenham medo
daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.
29 No
se vendem dois pardais por uma moedinha [d] ? Contudo, nenhum
deles cai no cho sem o consentimento do Pai de vocs.
30 At os
cabelos da cabea de vocs esto todos contados.
31 Portanto, no
tenham medo; vocs valem mais do que muitos pardais!
32 "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu tambm o
confessarei diante do meu Pai que est nos cus.
33 Mas aquele que me
negar diante dos homens, eu tambm o negarei diante do meu Pai que est
nos cus.
34 "No pensem que vim trazer paz  terra; no vim trazer paz, mas
espada.
35 Pois eu vim para fazer que
"``o homem fique contra seu pai,
a filha contra sua me,
a nora contra sua sogra;
36 os inimigos do homem sero os da sua prpria famlia'' [e] .
37 "Quem ama seu pai ou sua me mais do que a mim no  digno de mim;
quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim no  digno de mim;
38 e quem no toma a sua cruz e no me segue, no  digno de mim.
39 Quem acha a sua vida a perder, e quem perde a sua vida por minha causa
a encontrar.
40 "Quem recebe vocs, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele
que me enviou.
41 Quem recebe um profeta, porque ele  profeta,
receber a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, porque ele 
justo, receber a recompensa de justo.
42 E se algum der mesmo que
seja apenas um copo de gua fria a um destes pequeninos, porque ele 
meu discpulo, eu lhes asseguro que no perder a sua recompensa".
Notas de rodap:
[a] 10.1 Ou malignos
[b] 10.5 Isto , os que no so judeus; tambm no versculo 18.
[c] 10.8 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[d] 10.29 Grego: um asse .
[e] 10.35,36 Mq 7.6
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 10:1 : Mc 5.7-13; Lc 9.1-6

MATEUS-CAPITULO-11
Jesus e Joo Batista A )'
1 Depois que terminou de instruir seus doze discpulos, Jesus saiu
para ensinar e pregar nas cidades da Galilia [a] .
2 Joo, ao ouvir na priso o que Cristo estava fazendo, enviou seus
discpulos para lhe perguntarem:
3 "s tu aquele que haveria de vir
ou devemos esperar algum outro?"
4 Jesus respondeu: "Voltem e anunciem a Joo o que vocs esto
ouvindo e vendo:
5 os cegos vem, os mancos andam, os leprosos [b]
so purificados, os surdos ouvem, os mortos so ressuscitados, e as
boas novas so pregadas aos pobres;
6 e feliz  aquele que no se
escandaliza por minha causa".
7 Enquanto saam os discpulos de Joo, Jesus comeou a falar 
multido a respeito de Joo: "O que vocs foram ver no deserto? Um
canio agitado pelo vento?
8 Ou, o que foram ver? Um homem vestido de
roupas finas? Ora, os que usam roupas finas esto nos palcios reais.
9 Afinal, o que foram ver? Um profeta? Sim, eu lhes digo, e mais que
profeta.
10 Este  aquele a respeito de quem est escrito:
"``Enviarei o meu mensageiro
 tua frente;
ele preparar o teu caminho diante de ti'' [c] .
11 Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher no surgiu ningum
maior do que Joo Batista; todavia, o menor no Reino dos cus  maior do
que ele.
12 Desde os dias de Joo Batista at agora, o Reino dos cus 
tomado  fora, e os que usam de fora se apoderam dele.
13 Pois todos
os Profetas e a Lei profetizaram at Joo.
14 E se vocs quiserem
aceitar, este  o Elias que havia de vir.
15 Aquele que tem ouvidos,
oua!
16 "A que posso comparar esta gerao? So como crianas que ficam
sentadas nas praas e gritam umas s outras:
17 "``Ns lhes tocamos flauta,
mas vocs no danaram;
cantamos um lamento,
mas vocs no
se entristeceram''.
18 Pois veio Joo, que jejua e no bebe vinho [d] , e dizem:
``Ele tem demnio''.
19 Veio o Filho do homem comendo e bebendo, e
dizem: ``A est um comilo e beberro, amigo de publicanos e
"pecadores"''. Mas a sabedoria  comprovada pelas obras que a
acompanham".
Ai das Cidades que No se Arrependem B )'
20 Ento Jesus comeou a denunciar as cidades em que havia sido
realizada a maioria dos seus milagres, porque no se arrependeram.
21 "Ai de voc, Corazim! Ai de voc, Betsaida! Porque se os milagres que
foram realizados entre vocs tivessem sido realizados em Tiro e Sidom,
h muito tempo elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e
cobrindo-se de cinzas.
22 Mas eu lhes afirmo que no dia do juzo haver
menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocs.
23 E voc, Cafarnaum,
ser elevada at ao cu? No, voc descer at o Hades [e] ! Se
os milagres que em voc foram realizados tivessem sido realizados em
Sodoma, ela teria permanecido at hoje.
24 Mas eu lhe afirmo que no dia
do juzo haver menor rigor para Sodoma do que para voc".
Repouso para os Cansados C )'
25 Naquela ocasio Jesus disse: "Eu te louvo, Pai, Senhor dos cus e
da terra, porque escondeste estas coisas dos sbios e cultos, e as
revelaste aos pequeninos.
26 Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.
27 "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ningum conhece o
Filho a no ser o Pai, e ningum conhece o Pai a no ser o Filho e
aqueles a quem o Filho o quiser revelar.
28 "Venham a mim, todos os que esto cansados e sobrecarregados, e eu
lhes darei descanso.
29 Tomem sobre vocs o meu jugo e aprendam de mim,
pois sou manso e humilde de corao, e vocs encontraro descanso para
as suas almas.
30 Pois o meu jugo  suave e o meu fardo  leve".
Notas de rodap:
[a] 11.1 Grego: cidades deles.
[b] 11.5 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[c] 11.10 Ml 3.1
[d] 11.18 Grego: no comendo, nem bebendo.
[e] 11.23 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 11:1 : Lc 7.18-35
[b] Mateus 11:20 : Lc 10.13-15
[c] Mateus 11:25 : Lc 10.21,22

MATEUS-CAPITULO-12
O Senhor do Sbado A )'
1 Naquela ocasio Jesus passou pelas lavouras de cereal no sbado.
Seus discpulos estavam com fome e comearam a colher espigas para
com-las.
2 Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: "Olha, os teus
discpulos esto fazendo o que no  permitido no sbado".
3 Ele respondeu: "Vocs no leram o que fez Davi quando ele e seus
companheiros estavam com fome?
4 Ele entrou na casa de Deus e, junto
com os seus companheiros, comeu os pes da Presena, o que no lhes era
permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes.
5 Ou vocs no leram na Lei
que, no sbado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo,
ficam sem culpa?
6 Eu lhes digo que aqui est o que  maior do que o
templo.
7 Se vocs soubessem o que significam estas palavras: ``Desejo
misericrdia, no sacrifcios'' [a] , no teriam condenado
inocentes.
8 Pois o Filho do homem  Senhor do sbado".
9 Saindo daquele lugar, dirigiu-se  sinagoga deles,
10 e estava ali
um homem com uma das mos atrofiada. Procurando um motivo para acusar
Jesus, eles lhe perguntaram: " permitido curar no sbado?"
11 Ele lhes respondeu: "Qual de vocs, se tiver uma ovelha e ela cair
num buraco no sbado, no ir peg-la e tir-la de l?
12 Quanto mais
vale um homem do que uma ovelha! Portanto,  permitido fazer o bem no
sbado".
13 Ento ele disse ao homem: "Estenda a mo". Ele a estendeu, e ela
foi restaurada, e ficou boa como a outra.
14 Ento os fariseus saram e
comearam a conspirar sobre como poderiam matar Jesus.
O Servo Escolhido de Deus
15 Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar. Muitos o seguiram, e
ele curou todos os doentes que havia entre eles,
16 advertindo-os que
no dissessem quem ele era.
17 Isso aconteceu para se cumprir o que
fora dito por meio do profeta Isaas:
18 "Eis o meu servo,
a quem escolhi,
o meu amado,
em quem tenho prazer.
Porei sobre ele o meu Esprito,
e ele anunciar justia
s naes.
19 No discutir nem gritar;
ningum ouvir sua voz
nas ruas.
20 No quebrar o canio rachado,
no apagar o pavio fumegante,
at que leve  vitria a justia.
21 Em seu nome as naes
poro sua esperana" [b] .
A Acusao contra Jesus B )'
22 Depois disso, levaram-lhe um endemoninhado que era cego e mudo, e
Jesus o curou, de modo que ele pde falar e ver.
23 Todo o povo ficou
atnito e disse: "No ser este o Filho de Davi?"
24 Mas quando os fariseus ouviram isso, disseram: " somente por
Belzebu, o prncipe dos demnios, que ele expulsa demnios".
25 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Todo reino
dividido contra si mesmo ser arruinado, e toda cidade ou casa dividida
contra si mesma no subsistir.
26 Se Satans expulsa Satans, est
dividido contra si mesmo. Como, ento, subsistir seu reino?
27 E se eu
expulso demnios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos [c]
de vocs? Por isso, eles mesmos sero juzes sobre vocs.
28 Mas se 
pelo Esprito de Deus que eu expulso demnios, ento chegou a vocs o
Reino de Deus.
29 "Ou, como algum pode entrar na casa do homem forte e levar dali
seus bens, sem antes amarr-lo? S ento poder roubar a casa dele.
30 "Aquele que no est comigo, est contra mim; e aquele que comigo
no ajunta, espalha.
31 Por esse motivo eu lhes digo: Todo pecado e
blasfmia sero perdoados aos homens, mas a blasfmia contra o Esprito
no ser perdoada.
32 Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho
do homem ser perdoado, mas quem falar contra o Esprito Santo no ser
perdoado, nem nesta era nem na que h de vir.
33 "Considerem: Uma rvore boa d fruto bom, e uma rvore ruim d
fruto ruim, pois uma rvore  conhecida por seu fruto.
34 Raa de
vboras, como podem vocs, que so maus, dizer coisas boas? Pois a boca
fala do que est cheio o corao.
35 O homem bom do seu bom tesouro
tira coisas boas, e o homem mau do seu mau tesouro tira coisas ms.
36 Mas eu lhes digo que, no dia do juzo, os homens havero de dar conta de
toda palavra intil que tiverem falado.
37 Pois por suas palavras vocs
sero absolvidos, e por suas palavras sero condenados".
O Sinal de Jonas C )'
38 Ento alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: "Mestre,
queremos ver um sinal miraculoso feito por ti".
39 Ele respondeu: "Uma gerao perversa e adltera pede um sinal
miraculoso! Mas nenhum sinal lhe ser dado, exceto o sinal do profeta
Jonas.
40 Pois assim como Jonas esteve trs dias e trs noites no
ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficar trs dias e
trs noites no corao da terra.
41 Os homens de Nnive se levantaro
no juzo com esta gerao e a condenaro; pois eles se arrependeram com
a pregao de Jonas, e agora est aqui o que  maior do que Jonas.
42 A
rainha do Sul se levantar no juzo com esta gerao e a condenar, pois
ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomo, e agora
est aqui o que  maior do que Salomo.
43 "Quando um esprito imundo [d] sai de um homem, passa por
lugares ridos procurando descanso. Como no o encontra,
44 diz:
``Voltarei para a casa de onde sa''. Chegando, encontra a casa
desocupada, varrida e em ordem.
45 Ento vai e traz consigo outros sete
espritos piores do que ele, e, entrando, passam a viver ali. E o estado
final daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecer a
esta gerao perversa".
A Me e os Irmos de Jesus D )'
46 Falava ainda Jesus  multido quando sua me e seus irmos chegaram
do lado de fora, querendo falar com ele.
47 Algum lhe disse: "Tua
me e teus irmos esto l fora e querem falar contigo" [e] .
48 "Quem  minha me, e quem so meus irmos?", perguntou ele.
49 E, estendendo a mo para os discpulos, disse: "Aqui esto minha me e
meus irmos!
50 Pois quem faz a vontade de meu Pai que est nos cus,
este  meu irmo, minha irm e minha me".
Notas de rodap:
[a] 12.7 Os 6.6
[b] 12.18-21 Is 42.1-4
[c] 12.27 Ou discpulos
[d] 12.43 Ou maligno
[e] 12.47 Alguns manuscritos no trazem o versculo 47.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 12:1 : Mc 2.23-3.6; Lc 6.1-11
[b] Mateus 12:22 : Mc 3.20-30; Lc 11.14-23
[c] Mateus 12:38 : Lc 11.29-32
[d] Mateus 12:46 : Mc 3.31-35; Lc 8.19-21

MATEUS-CAPITULO-13
A Parbola do Semeador A )'
1 Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e assentou-se  beira-mar.
2 Reuniu-se ao seu redor uma multido to grande que, por isso, ele entrou
num barco e assentou-se. Ao povo reunido na praia
3 Jesus falou muitas
coisas por parbolas, dizendo: "O semeador saiu a semear.
4 Enquanto
lanava a semente, parte dela caiu  beira do caminho, e as aves vieram
e a comeram.
5 Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde no havia
muita terra; e logo brotou, porque a terra no era profunda.
6 Mas
quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque no tinham
raiz.
7 Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as
plantas.
8 Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem,
sessenta e trinta por um.
9 Aquele que tem ouvidos para ouvir, oua!"
10 Os discpulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Por que falas ao
povo por parbolas?"
11 Ele respondeu: "A vocs foi dado o conhecimento dos mistrios do
Reino dos cus, mas a eles no.
12 A quem tem ser dado, e este ter em
grande quantidade. De quem no tem, at o que tem lhe ser tirado.
13 Por essa razo eu lhes falo por parbolas:
"``Porque vendo, eles no vem
e, ouvindo, no ouvem
nem entendem'' [a] .
14 Neles se cumpre a profecia de Isaas:
"``Ainda que estejam sempre ouvindo,
vocs nunca entendero;
ainda que estejam sempre vendo,
jamais percebero.
15 Pois o corao deste povo
se tornou insensvel;
de m vontade
ouviram com os seus ouvidos,
e fecharam os seus olhos.
Se assim no fosse,
poderiam ver com os olhos,
ouvir com os ouvidos,
entender com o corao
e converter-se,
e eu os curaria'' [b] .
16 Mas, felizes so os olhos de vocs, porque vem; e os ouvidos de
vocs, porque ouvem.
17 Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e
justos desejaram ver o que vocs esto vendo, mas no viram, e ouvir o
que vocs esto ouvindo, mas no ouviram.
18 "Portanto, ouam o que significa a parbola do semeador:
19 Quando algum ouve a mensagem do Reino e no a entende, o Maligno vem e
lhe arranca o que foi semeado em seu corao. Este  o que foi semeado 
beira do caminho.
20 Quanto ao que foi semeado em terreno pedregoso,
este  aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria.
21 Todavia, visto que no tem raiz em si mesmo, permanece pouco tempo.
Quando surge alguma tribulao ou perseguio por causa da palavra, logo
a abandona.
22 Quanto ao que foi semeado entre os espinhos, este 
aquele que ouve a palavra, mas a preocupao desta vida e o engano das
riquezas a sufocam, tornando-a infrutfera.
23 E, finalmente, o que foi
semeado em boa terra: este  aquele que ouve a palavra e a entende, e d
uma colheita de cem, sessenta e trinta por um".
A Parbola do Joio
24 Jesus lhes contou outra parbola, dizendo: "O Reino dos cus 
como um homem que semeou boa semente em seu campo.
25 Mas enquanto
todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio [c] no meio do
trigo e se foi.
26 Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio
tambm apareceu.
27 "Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: ``O
senhor no semeou boa semente em seu campo? Ento, de onde veio o
joio?''
28 "``Um inimigo fez isso'', respondeu ele.
"Os servos lhe perguntaram: ``O senhor quer que o tiremos?''
29 "Ele respondeu: ``No, porque, ao tirar o joio, vocs podero
arrancar com ele o trigo.
30 Deixem que cresam juntos at a colheita.
Ento direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e
amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e
guardem-no no meu celeiro''".
As Parbolas do Gro de Mostarda e do Fermento B )'
31 E contou-lhes outra parbola: "O Reino dos cus  como um gro de
mostarda que um homem plantou em seu campo.
32 Embora seja a menor
dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortalias
e se transforma numa rvore, de modo que as aves do cu vm fazer os
seus ninhos em seus ramos".
33 E contou-lhes ainda outra parbola: "O Reino dos cus  como o
fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade
[d] de farinha, e toda a massa ficou fermentada".
34 Jesus falou todas estas coisas  multido por parbolas. Nada lhes
dizia sem usar alguma parbola,
35 cumprindo-se, assim, o que fora dito
pelo profeta:
"Abrirei minha boca
em parbolas,
proclamarei coisas ocultas
desde a criao do mundo" [e] .
A Explicao da Parbola do Joio
36 Ento ele deixou a multido e foi para casa. Seus discpulos
aproximaram-se dele e pediram: "Explica-nos a parbola do joio no
campo".
37 Ele respondeu: "Aquele que semeou a boa semente  o Filho do
homem.
38 O campo  o mundo, e a boa semente so os filhos do Reino. O
joio so os filhos do Maligno,
39 e o inimigo que o semeia  o Diabo. A
colheita  o fim desta era, e os encarregados da colheita so anjos.
40 "Assim como o joio  colhido e queimado no fogo, assim tambm
acontecer no fim desta era.
41 O Filho do homem enviar os seus anjos,
e eles tiraro do seu Reino tudo o que faz tropear e todos os que
praticam o mal.
42 Eles os lanaro na fornalha ardente, onde haver
choro e ranger de dentes.
43 Ento os justos brilharo como o sol no
Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, oua.
As Parbolas do Tesouro Escondido e da Prola de Grande Valor
44 "O Reino dos cus  como um tesouro escondido num campo. Certo
homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, ento, cheio de
alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.
45 "O Reino dos cus tambm  como um negociante que procura prolas
preciosas.
46 Encontrando uma prola de grande valor, foi, vendeu tudo
o que tinha e a comprou.
A Parbola da Rede
47 "O Reino dos cus  ainda como uma rede que  lanada ao mar e
apanha toda sorte de peixes.
48 Quando est cheia, os pescadores a
puxam para a praia. Ento se assentam e juntam os peixes bons em cestos,
mas jogam fora os ruins.
49 Assim acontecer no fim desta era. Os anjos
viro, separaro os perversos dos justos
50 e lanaro aqueles na
fornalha ardente, onde haver choro e ranger de dentes".
51 Ento perguntou Jesus: "Vocs entenderam todas essas coisas?"
"Sim", responderam eles.
52 Ele lhes disse: "Por isso, todo mestre da lei instrudo quanto ao
Reino dos cus  como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas
novas e coisas velhas".
Um Profeta sem Honra C )'
53 Tendo terminado de contar essas parbolas, Jesus saiu dali.
54 Chegando  sua cidade, comeou a ensinar o povo na sinagoga. Todos
ficaram admirados e perguntavam: "De onde lhe vm esta sabedoria e
estes poderes miraculosos?
55 No  este o filho do carpinteiro? O nome
de sua me no  Maria, e no so seus irmos Tiago, Jos, Simo e
Judas?
56 No esto conosco todas as suas irms? De onde, pois, ele
obteve todas essas coisas?"
57 E ficavam escandalizados por causa
dele.
Mas Jesus lhes disse: "S em sua prpria terra e em sua prpria casa 
que um profeta no tem honra".
58 E no realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade
deles.
Notas de rodap:
[a] 13.13 Alguns manuscritos trazem Para que vendo, eles no vejam e,
ouvindo, no ouam nem entendam.
[b] 13.14,15 Is 6.9,10
[c] 13.25 Grego: ciznia , erva daninha parecida com o trigo; tambm
no restante do captulo.
[d] 13.33 Grego: 3 satos . O sato era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 7 e 13 litros.
[e] 13.35 Sl 78.2
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 13:1 : Mc 4.1-20; Lc 8.1-15
[b] Mateus 13:31 : Mc 4.30-34; Lc 13.18-21
[c] Mateus 13:53 : Mc 6.1-6

MATEUS-CAPITULO-14
Joo Batista  Decapitado A )'
1 Por aquele tempo Herodes, o tetrarca [a] , ouviu os relatos a
respeito de Jesus
2 e disse aos que o serviam: "Este  Joo Batista;
ele ressuscitou dos mortos! Por isso esto operando nele poderes
miraculosos".
3 Pois Herodes havia prendido e amarrado Joo, colocando-o na priso
por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmo,
4 porquanto Joo
lhe dizia: "No te  permitido viver com ela".
5 Herodes queria
mat-lo, mas tinha medo do povo, porque este o considerava profeta.
6 No aniversrio de Herodes, a filha de Herodias danou diante de
todos, e agradou tanto a Herodes
7 que ele prometeu sob juramento
dar-lhe o que ela pedisse.
8 Influenciada por sua me, ela disse:
"D-me aqui, num prato, a cabea de Joo Batista".
9 O rei ficou
aflito, mas, por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lhe
fosse dado o que ela pedia
10 e mandou decapitar Joo na priso.
11 Sua cabea foi levada num prato e entregue  jovem, que a levou  sua
me.
12 Os discpulos de Joo vieram, levaram o seu corpo e o
sepultaram. Depois foram contar isso a Jesus.
A Primeira Multiplicao dos Pes B )'
13 Ouvindo o que havia ocorrido, Jesus retirou-se de barco, em
particular, para um lugar deserto. As multides, ao ouvirem falar disso,
saram das cidades e o seguiram a p.
14 Quando Jesus saiu do barco e
viu to grande multido, teve compaixo deles e curou os seus doentes.
15 Ao cair da tarde, os discpulos aproximaram-se dele e disseram:
"Este  um lugar deserto, e j est ficando tarde. Manda embora a
multido para que possam ir aos povoados comprar comida".
16 Respondeu Jesus: "Eles no precisam ir. Dem-lhes vocs algo para
comer".
17 Eles lhe disseram: "Tudo o que temos aqui so cinco pes e dois
peixes".
18 "Tragam-nos aqui para mim", disse ele.
19 E ordenou que a
multido se assentasse na grama. Tomando os cinco pes e os dois peixes
e, olhando para o cu, deu graas e partiu os pes. Em seguida, deu-os
aos discpulos, e estes  multido.
20 Todos comeram e ficaram
satisfeitos, e os discpulos recolheram doze cestos cheios de pedaos
que sobraram.
21 Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem
contar mulheres e crianas.
Jesus Anda sobre as guas C )'
22 Logo em seguida, Jesus insistiu com os discpulos para que entrassem
no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia
a multido.
23 Tendo despedido a multido, subiu sozinho a um monte
para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho,
24 mas o barco j
estava a considervel distncia [b] da terra, fustigado pelas
ondas, porque o vento soprava contra ele.
25 Alta madrugada [c] , Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o
mar.
26 Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e
disseram: " um fantasma!" E gritaram de medo.
27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu. No tenham
medo!"
28 "Senhor", disse Pedro, "se s tu, manda-me ir ao teu encontro
por sobre as guas".
29 "Venha", respondeu ele.
Ento Pedro saiu do barco, andou sobre as guas e foi na direo de
Jesus.
30 Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, comeando a
afundar, gritou: "Senhor, salva-me!"
31 Imediatamente Jesus estendeu a mo e o segurou. E disse: "Homem de
pequena f, por que voc duvidou?"
32 Quando entraram no barco, o vento cessou.
33 Ento os que estavam
no barco o adoraram, dizendo: "Verdadeiramente tu s o Filho de
Deus".
34 Depois de atravessarem o mar, chegaram a Genesar.
35 Quando os
homens daquele lugar reconheceram Jesus, espalharam a notcia em toda
aquela regio e lhe trouxeram os seus doentes.
36 Suplicavam-lhe que
apenas pudessem tocar na borda do seu manto; e todos os que nele tocaram
foram curados.
Notas de rodap:
[a] 14.1 Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma regio.
[b] 14.24 Grego: a muitos estdios.
[c] 14.25 Grego: quarta viglia da noite (entre 3 e 6 horas da manh).
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 14:1 : Mc 6.14-29
[b] Mateus 14:13 : Mc 6.30-44; Lc 9.10-17; Jo 6.1-15
[c] Mateus 14:22 : Mc 6.45-56; Jo 6.16-24

MATEUS-CAPITULO-15
Jesus e a Tradio Judaica A )'
1 Ento alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalm, foram a
Jesus e perguntaram:
2 "Por que os seus discpulos transgridem a
tradio dos lderes religiosos? Pois no lavam as mos antes de
comer!"
3 Respondeu Jesus: "E por que vocs transgridem o mandamento de Deus
por causa da tradio de vocs?
4 Pois Deus disse: ``Honra teu pai e
tua me'' [a] e ``Quem amaldioar seu pai ou sua me ter que
ser executado'' [b] .
5 Mas vocs afirmam que se algum disser
a seu pai ou a sua me: ``Qualquer ajuda que vocs poderiam receber de
mim  uma oferta dedicada a Deus'',
6 ele no est mais obrigado a
``honrar seu pai'' [c] dessa forma. Assim, por causa da sua
tradio, vocs anulam a palavra de Deus.
7 Hipcritas! Bem profetizou
Isaas acerca de vocs, dizendo:
8 "``Este povo me honra
com os lbios,
mas o seu corao est longe de mim.
9 Em vo me adoram;
seus ensinamentos
no passam de regras
ensinadas por homens'' [d] ".
10 Jesus chamou para junto de si a multido e disse: "Ouam e
entendam.
11 O que entra pela boca no torna o homem ``impuro''; mas
o que sai de sua boca, isto o torna ``impuro''".
12 Ento os discpulos se aproximaram dele e perguntaram: "Sabes que
os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram isso?"
13 Ele respondeu: "Toda planta que meu Pai celestial no plantou ser
arrancada pelas razes.
14 Deixem-nos; eles so guias cegos [e]
 Se um cego conduzir outro cego, ambos cairo num buraco".
15 Ento Pedro pediu-lhe: "Explica-nos a parbola".
16 "Ser que vocs ainda no conseguem entender?", perguntou Jesus.
17 "No percebem que o que entra pela boca vai para o estmago e mais
tarde  expelido?
18 Mas as coisas que saem da boca vm do corao, e
so essas que tornam o homem ``impuro''.
19 Pois do corao saem os
maus pensamentos, os homicdios, os adultrios, as imoralidades sexuais,
os roubos, os falsos testemunhos e as calnias.
20 Essas coisas tornam
o homem ``impuro''; mas o comer sem lavar as mos no o torna
``impuro''."
Uma Mulher Canania Demonstra F B )'
21 Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a regio de Tiro e de
Sidom.
22 Uma mulher canania, natural dali, veio a ele, gritando:
"Senhor, Filho de Davi, tem misericrdia de mim! Minha filha est
endemoninhada e est sofrendo muito".
23 Mas Jesus no lhe respondeu palavra. Ento seus discpulos se
aproximaram dele e pediram: "Manda-a embora, pois vem gritando atrs
de ns".
24 Ele respondeu: "Eu fui enviado apenas s ovelhas perdidas de
Israel".
25 A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: "Senhor, ajuda-me!"
26 Ele respondeu: "No  certo tirar o po dos filhos e lan-lo aos
cachorrinhos".
27 Disse ela, porm: "Sim, Senhor, mas at os cachorrinhos comem das
migalhas que caem da mesa dos seus donos".
28 Jesus respondeu: "Mulher, grande  a sua f! Seja conforme voc
deseja". E naquele mesmo instante a sua filha foi curada.
A Segunda Multiplicao dos Pes C )'
29 Jesus saiu dali e foi para a beira do mar da Galilia. Depois subiu
a um monte e se assentou.
30 Uma grande multido dirigiu-se a ele,
levando-lhe os mancos, os aleijados, os cegos, os mudos e muitos outros,
e os colocaram aos seus ps; e ele os curou.
31 O povo ficou admirado
quando viu os mudos falando, os aleijados curados, os mancos andando e
os cegos vendo. E louvaram o Deus de Israel.
32 Jesus chamou os seus discpulos e disse: "Tenho compaixo desta
multido; j faz trs dias que eles esto comigo e nada tm para comer.
No quero mand-los embora com fome, porque podem desfalecer no
caminho".
33 Os seus discpulos responderam: "Onde poderamos encontrar, neste
lugar deserto, po suficiente para alimentar tanta gente?"
34 "Quantos pes vocs tm?", perguntou Jesus.
"Sete", responderam eles, "e alguns peixinhos."
35 Ele ordenou  multido que se assentasse no cho.
36 Depois de
tomar os sete pes e os peixes e dar graas, partiu-os e os entregou aos
discpulos, e os discpulos  multido.
37 Todos comeram at se fartar.
E ajuntaram sete cestos cheios de pedaos que sobraram.
38 Os que
comeram foram quatro mil homens, sem contar mulheres e crianas.
39 E,
havendo despedido a multido, Jesus entrou no barco e foi para a regio
de Magad.
Notas de rodap:
[a] 15.4 x 20.12; Dt 5.16
[b] 15.4 x 21.17; Lv 20.9
[c] 15.6 Alguns manuscritos acrescentam ou sua me.
[d] 15.8,9 Is 29.13
[e] 15.14 Alguns manuscritos dizem so cegos, guias de cegos.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 15:1 : Mc 7.1-23
[b] Mateus 15:21 : Mc 7.24-30
[c] Mateus 15:29 : Mc 8.1-10

MATEUS-CAPITULO-16
Os Fariseus e os Saduceus Pedem um Sinal A )'
1 Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram 
prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do cu.
2 Ele respondeu: "Quando a tarde vem, vocs dizem: ``Vai fazer bom
tempo, porque o cu est vermelho'',
3 e de manh: ``Hoje haver
tempestade, porque o cu est vermelho e nublado''. Vocs sabem
interpretar o aspecto do cu, mas no sabem interpretar os sinais dos
tempos! [a]
4 Uma gerao perversa e adltera pede um sinal
miraculoso, mas nenhum sinal lhe ser dado, a no ser o sinal de
Jonas". Ento Jesus os deixou e retirou-se.
O Fermento dos Fariseus e dos Saduceus B )'
5 Indo os discpulos para o outro lado do mar, esqueceram-se de levar
po.
6 Disse-lhes Jesus: "Estejam atentos e tenham cuidado com o
fermento dos fariseus e dos saduceus".
7 E eles discutiam entre si, dizendo: " porque no trouxemos po".
8 Percebendo a discusso, Jesus lhes perguntou: "Homens de pequena
f, por que vocs esto discutindo entre si sobre no terem po?
9 Ainda no compreendem? No se lembram dos cinco pes para os cinco mil e
de quantos cestos vocs recolheram?
10 Nem dos sete pes para os quatro
mil e de quantos cestos recolheram?
11 Como  que vocs no entendem
que no era de po que eu estava lhes falando? Tomem cuidado com o
fermento dos fariseus e dos saduceus".
12 Ento entenderam que no
estava lhes dizendo que tomassem cuidado com o fermento de po, mas com
o ensino dos fariseus e dos saduceus.
A Confisso de Pedro C )'
13 Chegando Jesus  regio de Cesaria de Filipe, perguntou aos seus
discpulos: "Quem os outros dizem que o Filho do homem ?"
14 Eles responderam: "Alguns dizem que  Joo Batista; outros, Elias;
e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas".
15 "E vocs?", perguntou ele. "Quem vocs dizem que eu sou?"
16 Simo Pedro respondeu: "Tu s o Cristo, o Filho do Deus vivo".
17 Respondeu Jesus: "Feliz  voc, Simo, filho de Jonas! Porque isto
no lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que est nos
cus.
18 E eu lhe digo que voc  Pedro, e sobre esta pedra edificarei
a minha igreja, e as portas do Hades [b] no podero venc-la
[c] .
19 Eu lhe darei as chaves do Reino dos cus; o que voc
ligar na terra ter sido ligado nos cus, e o que voc desligar na terra
ter sido desligado [d] nos cus".
20 Ento advertiu a seus
discpulos que no contassem a ningum que ele era o Cristo.
Jesus Prediz sua Morte e Ressurreio D )'
21 Desde aquele momento Jesus comeou a explicar aos seus discpulos
que era necessrio que ele fosse para Jerusalm e sofresse muitas coisas
nas mos dos lderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres
da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia.
22 Ento Pedro, chamando-o  parte, comeou a repreend-lo, dizendo:
"Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecer!"
23 Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trs de mim, Satans! Voc 
uma pedra de tropeo para mim, e no pensa nas coisas de Deus, mas nas
dos homens".
24 Ento Jesus disse aos seus discpulos: "Se algum quiser
acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
25 Pois
quem quiser salvar a sua vida [e] , a perder, mas quem perder a
sua vida por minha causa, a encontrar.
26 Pois, que adiantar ao homem
ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poder dar
em troca de sua alma?
27 Pois o Filho do homem vir na glria de seu
Pai, com os seus anjos, e ento recompensar a cada um de acordo com o
que tenha feito.
28 Garanto-lhes que alguns dos que aqui se acham no
experimentaro a morte antes de verem o Filho do homem vindo em seu
Reino".
Notas de rodap:
[a] 16.2,3 Alguns manuscritos antigos no trazem os versculos 2 e 3.
[b] 16.18 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas.
[c] 16.18 Ou no se mostraro mais fortes do que ela
[d] 16.19 Ou ser ligado ... ser desligado
[e] 16.25 Ou alma
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 16:1 : Mc 8.11-13
[b] Mateus 16:5 : Mc 8.14-21
[c] Mateus 16:13 : Mc 8.27-30; Lc 9.18-21
[d] Mateus 16:21 : Mc 8.31-9.1; Lc 9.22-27

MATEUS-CAPITULO-17
A Transfigurao A )'
1 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e Joo, irmo de
Tiago, e os levou, em particular, a um alto monte.
2 Ali ele foi
transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas
se tornaram brancas como a luz.
3 Naquele mesmo momento apareceram
diante deles Moiss e Elias, conversando com Jesus.
4 Ento Pedro disse a Jesus: "Senhor,  bom estarmos aqui. Se
quiseres, farei trs tendas: uma para ti, uma para Moiss e outra para
Elias".
5 Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os
envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: "Este  o meu Filho amado em
quem me agrado. Ouam-no!"
6 Ouvindo isso, os discpulos prostraram-se com o rosto em terra e
ficaram aterrorizados.
7 Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse:
"Levantem-se! No tenham medo!"
8 E erguendo eles os olhos, no
viram mais ningum a no ser Jesus.
9 Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou: "No contem a
ningum o que vocs viram, at que o Filho do homem tenha sido
ressuscitado dos mortos".
10 Os discpulos lhe perguntaram: "Ento, por que os mestres da lei
dizem que  necessrio que Elias venha primeiro?"
11 Jesus respondeu: "De fato, Elias vem e restaurar todas as coisas.
12 Mas eu lhes digo: Elias j veio, e eles no o reconheceram, mas
fizeram com ele tudo o que quiseram. Da mesma forma o Filho do homem
ser maltratado por eles".
13 Ento os discpulos entenderam que era
de Joo Batista que ele tinha falado.
A Cura de um Menino Endemoninhado B )'
14 Quando chegaram onde estava a multido, um homem aproximou-se de
Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse:
15 "Senhor, tem misericrdia
do meu filho. Ele tem ataques [a] e est sofrendo muito. Muitas
vezes cai no fogo ou na gua.
16 Eu o trouxe aos teus discpulos, mas
eles no puderam cur-lo".
17 Respondeu Jesus: " gerao incrdula e perversa, at quando
estarei com vocs? At quando terei que suport-los? Tragam-me o
menino".
18 Jesus repreendeu o demnio; este saiu do menino que,
daquele momento em diante, ficou curado.
19 Ento os discpulos aproximaram-se de Jesus em particular e
perguntaram: "Por que no conseguimos expuls-lo?"
20 Ele respondeu: "Porque a f que vocs tm  pequena. Eu lhes
asseguro que se vocs tiverem f do tamanho de um gro de mostarda,
podero dizer a este monte: ``V daqui para l'', e ele ir. Nada lhes
ser impossvel.
21 Mas esta espcie s sai pela orao e pelo
jejum". [b]
22 Reunindo-se eles na Galilia, Jesus lhes disse: "O Filho do homem
ser entregue nas mos dos homens.
23 Eles o mataro, e no terceiro dia
ele ressuscitar". E os discpulos ficaram cheios de tristeza.
O Imposto do Templo
24 Quando Jesus e seus discpulos chegaram a Cafarnaum, os coletores do
imposto de duas dracmas [c] vieram a Pedro e perguntaram: "O
mestre de vocs no paga o imposto do templo [d] ?"
25 "Sim, paga", respondeu ele.
Quando Pedro entrou na casa, Jesus foi o primeiro a falar,
perguntando-lhe: "O que voc acha, Simo? De quem os reis da terra
cobram tributos e impostos: de seus prprios filhos ou dos outros?"
26 "Dos outros", respondeu Pedro.
Disse-lhe Jesus: "Ento os filhos esto isentos.
27 Mas, para no
escandaliz-los, v ao mar e jogue o anzol. Tire o primeiro peixe que
voc pegar, abra-lhe a boca, e voc encontrar uma moeda de quatro
dracmas [e] . Pegue-a e entregue-a a eles, para pagar o meu
imposto e o seu".
Notas de rodap:
[a] 17.15 Grego: Ele  luntico.
[b] 17.21 Vrios manuscritos no trazem o versculo 21.
[c] 17.24 A dracma era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal; tambm no versculo 27.
[d] 17.24 Grego: paga as duas dracmas.
[e] 17.27 Grego: 1 estter.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 17:1 : Mc 9.2-13; Lc 9.28-36
[b] Mateus 17:14 : Mc 9.14-32; Lc 9.37-45

MATEUS-CAPITULO-18
O Maior no Reino dos Cus A )'
1 Naquele momento os discpulos chegaram a Jesus e perguntaram:
"Quem  o maior no Reino dos cus?"
2 Chamando uma criana, colocou-a no meio deles,
3 e disse: "Eu lhes
asseguro que, a no ser que vocs se convertam e se tornem como
crianas, jamais entraro no Reino dos cus.
4 Portanto, quem se faz
humilde como esta criana, este  o maior no Reino dos cus.
5 "Quem recebe uma destas crianas em meu nome, est me recebendo.
6 Mas se algum fizer tropear um destes pequeninos que crem em mim,
melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoo e se afogar nas
profundezas do mar.
7 "Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropear!  inevitvel
que tais coisas aconteam, mas ai daquele por meio de quem elas
acontecem!
8 Se a sua mo ou o seu p o fizerem tropear, corte-os e
jogue-os fora.  melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que,
tendo as duas mos ou os dois ps, ser lanado no fogo eterno.
9 E se o
seu olho o fizer tropear, arranque-o e jogue-o fora.  melhor entrar na
vida com um s olho do que, tendo os dois olhos, ser lanado no fogo do
inferno.
A Parbola da Ovelha Perdida B )'
10 "Cuidado para no desprezarem um s destes pequeninos! Pois eu
lhes digo que os anjos deles nos cus esto sempre vendo a face de meu
Pai celeste.
11 O Filho do homem veio para salvar o que se havia
perdido. [a]
12 "O que acham vocs? Se algum possui cem ovelhas, e uma delas se
perde, no deixar as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se
perdeu?
13 E se conseguir encontr-la, garanto-lhes que ele ficar mais
contente com aquela ovelha do que com as noventa e nove que no se
perderam.
14 Da mesma forma, o Pai de vocs, que est nos cus, no
quer que nenhum destes pequeninos se perca.
Como Tratar a Ofensa de um Irmo
15 "Se o seu irmo pecar contra voc [b] , v e, a ss com
ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, voc ganhou seu irmo.
16 Mas
se ele no o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que
``qualquer acusao seja confirmada pelo depoimento de duas ou trs
testemunhas'' [c] .
17 Se ele se recusar a ouvi-los, conte 
igreja; e se ele se recusar a ouvir tambm a igreja, trate-o como pago
ou publicano.
18 "Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocs ligarem na terra ter sido
ligado no cu, e tudo o que vocs desligarem na terra ter sido
desligado [d] no cu.
19 "Tambm lhes digo que se dois de vocs concordarem na terra em
qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes ser feito por meu Pai
que est nos cus.
20 Pois onde se reunirem dois ou trs em meu nome,
ali eu estou no meio deles".
A Parbola do Servo Impiedoso
21 Ento Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas
vezes deverei perdoar a meu irmo quando ele pecar contra mim? At sete
vezes?"
22 Jesus respondeu: "Eu lhe digo: No at sete, mas at setenta vezes
sete [e] .
23 "Por isso, o Reino dos cus  como um rei que desejava acertar
contas com seus servos.
24 Quando comeou o acerto, foi trazido  sua
presena um que lhe devia uma enorme quantidade de prata [f] .
25 Como no tinha condies de pagar, o senhor ordenou que ele, sua
mulher, seus filhos e tudo o que ele possua fossem vendidos para pagar
a dvida.
26 "O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ``Tem pacincia
comigo, e eu te pagarei tudo''.
27 O senhor daquele servo teve
compaixo dele, cancelou a dvida e o deixou ir.
28 "Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que
lhe devia cem denrios [g] . Agarrou-o e comeou a sufoc-lo,
dizendo: ``Pague-me o que me deve!''
29 "Ento o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ``Tenha
pacincia comigo, e eu lhe pagarei''.
30 "Mas ele no quis. Antes, saiu e mandou lan-lo na priso, at
que pagasse a dvida.
31 Quando os outros servos, companheiros dele,
viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao
seu senhor tudo o que havia acontecido.
32 "Ento o senhor chamou o servo e disse: ``Servo mau, cancelei
toda a sua dvida porque voc me implorou.
33 Voc no devia ter tido
misericrdia do seu conservo como eu tive de voc?''
34 Irado, seu
senhor entregou-o aos torturadores, at que pagasse tudo o que devia.
35 "Assim tambm lhes far meu Pai celestial, se cada um de vocs no
perdoar de corao a seu irmo".
Notas de rodap:
[a] 18.11 Vrios manuscritos no trazem o versculo 11.
[b] 18.15 Alguns manuscritos no trazem contra voc.
[c] 18.16 Dt 19.15
[d] 18.18 Ou ser ligado ... ser desligado
[e] 18.22 Ou 77
[f] 18.24 Grego: 10.000 talentos . O talento equivalia a 35 quilos.
[g] 18.28 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 18:1 : Mc 9.33-37,42-46; Lc 9.46-48
[b] Mateus 18:10 : Lc 15.3-7

MATEUS-CAPITULO-19
A Questo do Divrcio A )'
1 Tendo acabado de dizer essas coisas, Jesus saiu da Galilia e foi
para a regio da Judia, no outro lado do Jordo.
2 Grandes multides o
seguiam, e ele as curou ali.
3 Alguns fariseus aproximaram-se dele para p-lo  prova. E
perguntaram-lhe: " permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por
qualquer motivo?"
4 Ele respondeu: "Vocs no leram que, no princpio, o Criador ``os
fez homem e mulher'' [a]
5 e disse: ``Por essa razo, o homem
deixar pai e me e se unir  sua mulher, e os dois se tornaro uma s
carne'' [b] ?
6 Assim, eles j no so dois, mas sim uma s
carne. Portanto, o que Deus uniu, ningum separe".
7 Perguntaram eles: "Ento, por que Moiss mandou dar uma certido de
divrcio  mulher e mand-la embora?"
8 Jesus respondeu: "Moiss permitiu que vocs se divorciassem de suas
mulheres por causa da dureza de corao de vocs. Mas no foi assim
desde o princpio.
9 Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de
sua mulher, exceto por imoralidade sexual [c] , e se casar com
outra mulher, estar cometendo adultrio".
10 Os discpulos lhe disseram: "Se esta  a situao entre o homem e
sua mulher,  melhor no casar".
11 Jesus respondeu: "Nem todos tm condies de aceitar esta palavra;
somente aqueles a quem isso  dado.
12 Alguns so eunucos porque
nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se
fizeram eunucos [d] por causa do Reino dos cus. Quem puder
aceitar isso, aceite".
Jesus e as Crianas B )'
13 Depois trouxeram crianas a Jesus, para que lhes impusesse as mos e
orasse por elas. Mas os discpulos os repreendiam.
14 Ento disse Jesus: "Deixem vir a mim as crianas e no as impeam;
pois o Reino dos cus pertence aos que so semelhantes a elas".
15 Depois de lhes impor as mos, partiu dali.
O Jovem Rico C )'
16 Eis que algum se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que
farei de bom para ter a vida eterna?"
17 Respondeu-lhe Jesus: "Por que voc me pergunta sobre o que  bom?
H somente um que  bom. Se voc quer entrar na vida, obedea aos
mandamentos".
18 "Quais?", perguntou ele.
Jesus respondeu: "``No matars, no adulterars, no furtars, no
dars falso testemunho,
19 honra teu pai e tua me'' [e] e
``Amars o teu prximo como a ti mesmo'' [f] ".
20 Disse-lhe o jovem: "A tudo isso tenho obedecido. O que me falta
ainda?"
21 Jesus respondeu: "Se voc quer ser perfeito, v, venda os seus
bens e d o dinheiro aos pobres, e voc ter um tesouro nos cus.
Depois, venha e siga-me".
22 Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas
riquezas.
23 Ento Jesus disse aos discpulos: "Digo-lhes a verdade:
Dificilmente um rico entrar no Reino dos cus.
24 E lhes digo ainda: 
mais fcil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico
entrar no Reino de Deus".
25 Ao ouvirem isso, os discpulos ficaram perplexos e perguntaram:
"Neste caso, quem pode ser salvo?"
26 Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem  impossvel, mas
para Deus todas as coisas so possveis".
27 Ento Pedro lhe respondeu: "Ns deixamos tudo para seguir-te! Que
ser de ns?"
28 Jesus lhes disse: "Digo-lhes a verdade: Por ocasio da regenerao
de todas as coisas, quando o Filho do homem se assentar em seu trono
glorioso, vocs que me seguiram tambm se assentaro em doze tronos,
para julgar as doze tribos de Israel.
29 E todos os que tiverem deixado
casas, irmos, irms, pai, me [g] , filhos ou campos, por minha
causa, recebero cem vezes mais e herdaro a vida eterna.
30 Contudo,
muitos primeiros sero ltimos, e muitos ltimos sero primeiros.
Notas de rodap:
[a] 19.4 Gn 1.27
[b] 19.5 Gn 2.24
[c] 19.9 Grego: pornia ; termo genrico que se refere a prticas
sexuais ilcitas.
[d] 19.12 Ou renunciaram ao casamento
[e] 19.19 x 20.12-16; Dt 5.16-20
[f] 19.19 Lv 19.18
[g] 19.29 Alguns manuscritos acrescentam ou mulher.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 19:1 : Mc 10.1-12
[b] Mateus 19:13 : Mc 10.13-16; Lc 18.15-17
[c] Mateus 19:16 : Mc 10.17-31; Lc 18.18-30

MATEUS-CAPITULO-20
A Parbola dos Trabalhadores na Vinha
1 "Pois o Reino dos cus  como um proprietrio que saiu de manh
cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha.
2 Ele combinou
pagar-lhes um denrio [a] pelo dia e mandou-os para a sua vinha.
3 "Por volta das noves hora da manh [b] , ele saiu e viu
outros que estavam desocupados na praa,
4 e lhes disse: ``Vo tambm
trabalhar na vinha, e eu lhes pagarei o que for justo''.
5 E eles
foram.
"Saindo outra vez, por volta do meio-dia e das trs horas da tarde
[c] , fez a mesma coisa.
6 Saindo por volta das cinco horas da
tarde [d] , encontrou ainda outros que estavam desocupados e lhes
perguntou: ``Por que vocs estiveram aqui desocupados o dia todo?''
7 ``Porque ningum nos contratou'', responderam eles.
"Ele lhes disse: ``Vo vocs tambm trabalhar na vinha''.
8 "Ao cair da tarde, o dono da vinha disse a seu administrador:
``Chame os trabalhadores e pague-lhes o salrio, comeando com os
ltimos contratados e terminando nos primeiros''.
9 "Vieram os trabalhadores contratados por volta das cinco horas da
tarde, e cada um recebeu um denrio.
10 Quando vieram os que tinham
sido contratados primeiro, esperavam receber mais. Mas cada um deles
tambm recebeu um denrio.
11 Quando o receberam, comearam a se
queixar do proprietrio da vinha,
12 dizendo-lhe: ``Estes homens
contratados por ltimo trabalharam apenas uma hora, e o senhor os
igualou a ns, que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia''.
13 "Mas ele respondeu a um deles: ``Amigo, no estou sendo injusto
com voc. Voc no concordou em trabalhar por um denrio?
14 Receba o
que  seu e v. Eu quero dar ao que foi contratado por ltimo o mesmo
que lhe dei.
15 No tenho o direito de fazer o que quero com o meu
dinheiro? Ou voc est com inveja porque sou generoso?''
16 "Assim, os ltimos sero primeiros, e os primeiros sero
ltimos" [e] .
Jesus Prediz Novamente sua Morte e Ressurreio A )'
17 Enquanto estava subindo para Jerusalm, Jesus chamou em particular
os doze discpulos e lhes disse:
18 "Estamos subindo para Jerusalm,
e o Filho do homem ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres
da lei. Eles o condenaro  morte
19 e o entregaro aos gentios [f]
para que zombem dele, o aoitem e o crucifiquem. No terceiro dia ele
ressuscitar!"
O Pedido de uma Me B )'
20 Ento, aproximou-se de Jesus a me dos filhos de Zebedeu com seus
filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido.
21 "O que voc quer?", perguntou ele.
Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se
assentaro um  tua direita e o outro  tua esquerda".
22 Disse-lhes Jesus: "Vocs no sabem o que esto pedindo. Podem
vocs beber o clice que eu vou beber?"
"Podemos", responderam eles.
23 Jesus lhes disse: "Certamente vocs bebero do meu clice; mas o
assentar-se  minha direita ou  minha esquerda no cabe a mim conceder.
Esses lugares pertencem queles para quem foram preparados por meu
Pai".
24 Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois
irmos.
25 Jesus os chamou e disse: "Vocs sabem que os governantes
das naes as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre
elas.
26 No ser assim entre vocs. Ao contrrio, quem quiser
tornar-se importante entre vocs dever ser servo,
27 e quem quiser ser
o primeiro dever ser escravo;
28 como o Filho do homem, que no veio
para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por
muitos".
Dois Cegos Recuperam a Viso C )'
29 Ao sarem de Jeric, uma grande multido seguiu Jesus.
30 Dois
cegos estavam sentados  beira do caminho e, quando ouviram falar que
Jesus estava passando, puseram-se a gritar: "Senhor, Filho de Davi,
tem misericrdia de ns!"
31 A multido os repreendeu para que ficassem quietos, mas eles
gritavam ainda mais: "Senhor, Filho de Davi, tem misericrdia de
ns!"
32 Jesus, parando, chamou-os e perguntou-lhes: "O que vocs querem
que eu lhes faa?"
33 Responderam eles: "Senhor, queremos que se abram os nossos
olhos".
34 Jesus teve compaixo deles e tocou nos olhos deles. Imediatamente
eles recuperaram a viso e o seguiram.
Notas de rodap:
[a] 20.2 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal; tambm nos versculos 9, 10 e 13.
[b] 20.3 Grego: da hora terceira.
[c] 20.5 Grego: da hora sexta e da hora nona.
[d] 20.6 Grego: da dcima primeira hora ; tambm no versculo 9.
[e] 20.16 Alguns manuscritos acrescentam Porque muitos so chamados,
mas poucos escolhidos.
[f] 20.19 Isto , os que no so judeus.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 20:17 : Mc 10.32-34; Lc 18.31-34
[b] Mateus 20:20 : Mc 10.35-45
[c] Mateus 20:29 : Mc 10.46-52; Lc 18.35-43

MATEUS-CAPITULO-21
A Entrada Triunfal A )'
1 Quando se aproximaram de Jerusalm e chegaram a Betfag, ao monte
das Oliveiras, Jesus enviou dois discpulos,
2 dizendo-lhes: "Vo ao
povoado que est adiante de vocs; logo encontraro uma jumenta
amarrada, com um jumentinho ao lado. Desamarrem-nos e tragam-nos para
mim.
3 Se algum lhes perguntar algo, digam-lhe que o Senhor precisa
deles e logo os enviar de volta".
4 Isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta:
5 "Digam  cidade [a] de Sio:
``Eis que o seu rei vem a voc,
humilde e montado num jumento,
num jumentinho,
cria de jumenta'' [b] ".
6 Os discpulos foram e fizeram o que Jesus tinha ordenado.
7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho, colocaram sobre eles os seus mantos,
e sobre estes Jesus montou.
8 Uma grande multido estendeu seus mantos
pelo caminho, outros cortavam ramos de rvores e os espalhavam pelo
caminho.
9 A multido que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam:
"Hosana [c] ao Filho de Davi!"
"Bendito  o que vem
em nome do Senhor!" [d]
"Hosana nas alturas!"
10 Quando Jesus entrou em Jerusalm, toda a cidade ficou agitada e
perguntava: "Quem  este?"
11 A multido respondia: "Este  Jesus, o profeta de Nazar da
Galilia".
Jesus Purifica o Templo B )'
12 Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando
e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que
vendiam pombas,
13 e lhes disse: "Est escrito: ``A minha casa ser
chamada casa de orao'' [e] ; mas vocs esto fazendo dela um
``covil de ladres'' [f] ".
14 Os cegos e os mancos aproximaram-se dele no templo, e ele os curou.
15 Mas quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as
coisas maravilhosas que Jesus fazia e as crianas gritando no templo:
"Hosana ao Filho de Davi", ficaram indignados,
16 e lhe
perguntaram: "No ests ouvindo o que estas crianas esto dizendo?"
Respondeu Jesus: "Sim, vocs nunca leram:
"``Dos lbios das crianas e dos recm-nascidos
suscitaste louvor'' [g] "?
17 E, deixando-os, saiu da cidade para Betnia, onde passou a noite.
A Figueira Seca C )'
18 De manh cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome.
19 Vendo uma figueira  beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada
encontrou, a no ser folhas. Ento lhe disse: "Nunca mais d
frutos!" Imediatamente a rvore secou.
20 Ao verem isso, os discpulos ficaram espantados e perguntaram:
"Como a figueira secou to depressa?"
21 Jesus respondeu: "Eu lhes asseguro que, se vocs tiverem f e no
duvidarem, podero fazer no somente o que foi feito  figueira, mas
tambm dizer a este monte: ``Levante-se e atire-se no mar'', e assim
ser feito.
22 E tudo o que pedirem em orao, se crerem, vocs
recebero".
A Autoridade de Jesus  Questionada D )'
23 Jesus entrou no templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se dele os
chefes dos sacerdotes e os lderes religiosos do povo e perguntaram:
"Com que autoridade ests fazendo estas coisas? E quem te deu tal
autoridade?"
24 Respondeu Jesus: "Eu tambm lhes farei uma pergunta. Se vocs me
responderem, eu lhes direi com que autoridade estou fazendo estas
coisas.
25 De onde era o batismo de Joo? Do cu ou dos homens?"
Eles discutiam entre si, dizendo: "Se dissermos: Do cu, ele
perguntar: ``Ento por que vocs no creram nele?''
26 Mas se
dissermos: Dos homens: temos medo do povo, pois todos consideram Joo
um profeta".
27 Eles responderam a Jesus: "No sabemos".
E ele lhes disse: "Tampouco lhes direi com que autoridade estou
fazendo estas coisas.
A Parbola dos Dois Filhos
28 "O que acham? Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao
primeiro, disse: ``Filho, v trabalhar hoje na vinha''.
29 "E este respondeu: ``No quero!'' Mas depois mudou de idia e
foi.
30 "O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu:
``Sim, senhor!'' Mas no foi.
31 "Qual dos dois fez a vontade do pai?"
"O primeiro", responderam eles.
Jesus lhes disse: "Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas
esto entrando antes de vocs no Reino de Deus.
32 Porque Joo veio
para lhes mostrar o caminho da justia, e vocs no creram nele, mas os
publicanos e as prostitutas creram. E, mesmo depois de verem isso, vocs
no se arrependeram nem creram nele.
A Parbola dos Lavradores E )'
33 "Ouam outra parbola: Havia um proprietrio de terras que plantou
uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar
as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns
lavradores e foi fazer uma viagem.
34 Aproximando-se a poca da
colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que
lhe pertenciam.
35 "Os lavradores agarraram seus servos; a um espancaram, a outro
mataram e apedrejaram o terceiro.
36 Ento enviou-lhes outros servos em
maior nmero, e os lavradores os trataram da mesma forma.
37 Por
ltimo, enviou-lhes seu filho, dizendo: ``A meu filho respeitaro''.
38 "Mas quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros:
``Este  o herdeiro. Venham, vamos mat-lo e tomar a sua herana''.
39 Assim eles o agarraram, lanaram-no para fora da vinha e o mataram.
40 "Portanto, quando vier o dono da vinha, o que far queles
lavradores?"
41 Responderam eles: "Matar de modo horrvel esses perversos e
arrendar a vinha a outros lavradores, que lhe dem a sua parte no tempo
da colheita".
42 Jesus lhes disse: "Vocs nunca leram isto nas Escrituras?
"``A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
isso vem do Senhor,
e  algo maravilhoso
para ns'' [h] .
43 "Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus ser tirado de vocs e
ser dado a um povo que d os frutos do Reino.
44 Aquele que cair sobre
esta pedra ser despedaado, e aquele sobre quem ela cair ser reduzido
a p". [i]
45 Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parbolas
de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles.
46 E
procuravam um meio de prend-lo; mas tinham medo das multides, pois
elas o consideravam profeta.
Notas de rodap:
[a] 21.5 Grego: filha .
[b] 21.5 Zc 9.9
[c] 21.9 Expresso hebraica que significa "Salve!", e que se
tornou uma exclamao de louvor; tambm no versculo 15.
[d] 21.9 Sl 118.26
[e] 21.13 Is 56.7
[f] 21.13 Jr 7.11
[g] 21.16 Sl 8.2
[h] 21.42 Sl 118.22,23.
[i] 21.44 Muitos manuscritos no trazem o versculo 44.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 21:1 : Mc 11.1-11; Lc 19.28-40; Jo 12.12-19
[b] Mateus 21:12 : Mc 11.15-19; Lc 19.45-48
[c] Mateus 21:18 : Mc 11.20-25
[d] Mateus 21:23 : Mc 11.27-33; Lc 20.1-8
[e] Mateus 21:33 : Mc 12.1-12; Lc 20.9-19

MATEUS-CAPITULO-22
A Parbola do Banquete de Casamento A )'
1 Jesus lhes falou novamente por parbolas, dizendo:
2 "O Reino dos
cus  como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
3 Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete,
dizendo-lhes que viessem; mas eles no quiseram vir.
4 "De novo enviou outros servos e disse: ``Digam aos que foram
convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos
foram abatidos, e tudo est preparado. Venham para o banquete de
casamento!''
5 "Mas eles no lhes deram ateno e saram, um para o seu campo,
outro para os seus negcios.
6 Os restantes, agarrando os servos,
maltrataram-nos e os mataram.
7 O rei ficou irado e, enviando o seu
exrcito, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles.
8 "Ento disse a seus servos: ``O banquete de casamento est pronto,
mas os meus convidados no eram dignos.
9 Vo s esquinas e convidem
para o banquete todos os que vocs encontrarem''.
10 Ento os servos
saram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar,
gente boa e gente m, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de
convidados.
11 "Mas quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um
homem que no estava usando veste nupcial.
12 E lhe perguntou:
``Amigo, como voc entrou aqui sem veste nupcial?'' O homem emudeceu.
13 "Ento o rei disse aos que serviam: ``Amarrem-lhe as mos e os
ps, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haver choro e ranger de
dentes''.
14 "Pois muitos so chamados, mas poucos so escolhidos".
O Pagamento de Imposto a Csar B )'
15 Ento os fariseus saram e comearam a planejar um meio de enred-lo
em suas prprias palavras.
16 Enviaram-lhe seus discpulos junto com os
herodianos, que lhe disseram: "Mestre, sabemos que s ntegro e que
ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. Tu no te deixas
influenciar por ningum, porque no te prendes  aparncia dos homens.
17 Dize-nos, pois: Qual  a tua opinio?  certo pagar imposto a Csar
ou no?"
18 Mas Jesus, percebendo a m inteno deles, perguntou: "Hipcritas!
Por que vocs esto me pondo  prova?
19 Mostrem-me a moeda usada para
pagar o imposto". Eles lhe mostraram um denrio [a] ,
20 e ele
lhes perguntou: "De quem  esta imagem e esta inscrio?"
21 "De Csar", responderam eles.
E ele lhes disse: "Ento, dem [b] a Csar o que  de Csar e a
Deus o que  de Deus".
22 Ao ouvirem isso, eles ficaram admirados; e, deixando-o,
retiraram-se.
A Realidade da Ressurreio C )'
23 Naquele mesmo dia, os saduceus, que dizem que no h ressurreio,
aproximaram-se dele com a seguinte questo:
24 "Mestre, Moiss disse
que se um homem morrer sem deixar filhos, seu irmo dever casar-se com
a viva e dar-lhe descendncia.
25 Entre ns havia sete irmos. O
primeiro casou-se e morreu. Como no teve filhos, deixou a mulher para
seu irmo.
26 A mesma coisa aconteceu com o segundo, com o terceiro,
at o stimo.
27 Finalmente, depois de todos, morreu a mulher.
28 Pois
bem, na ressurreio, de qual dos sete ela ser esposa, visto que todos
foram casados com ela?"
29 Jesus respondeu: "Vocs esto enganados porque no conhecem as
Escrituras nem o poder de Deus!
30 Na ressurreio, as pessoas no se
casam nem so dadas em casamento; mas so como os anjos no cu.
31 E
quanto  ressurreio dos mortos, vocs no leram o que Deus lhes disse:
32 ``Eu sou o Deus de Abrao, o Deus de Isaque e o Deus de Jac''
[c] ? Ele no  Deus de mortos, mas de vivos!"
33 Ouvindo isso, a multido ficou admirada com o seu ensino.
O Maior Mandamento D )'
34 Ao ouvirem dizer que Jesus havia deixado os saduceus sem resposta,
os fariseus se reuniram.
35 Um deles, perito na lei, o ps  prova com
esta pergunta:
36 "Mestre, qual  o maior mandamento da Lei?"
37 Respondeu Jesus: "``Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu
corao, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'' [d] .
38 Este  o primeiro e maior mandamento.
39 E o segundo  semelhante a
ele: ``Ame o seu prximo como a si mesmo'' [e] .
40 Destes
dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".
O Cristo  Senhor de Davi E )'
41 Estando os fariseus reunidos, Jesus lhes perguntou:
42 "O que
vocs pensam a respeito do Cristo? De quem ele  filho?"
" filho de Davi", responderam eles.
43 Ele lhes disse: "Ento, como  que Davi, falando pelo Esprito, o
chama ``Senhor''? Pois ele afirma:
44 "``O Senhor disse
ao meu Senhor:
Senta-te  minha direita,
at que eu ponha
os teus inimigos
debaixo de teus ps '' [f] .
45 Se, pois, Davi o chama ``Senhor'', como pode ser ele seu filho?"
46 Ningum conseguia responder-lhe uma palavra; e daquele dia em
diante, ningum jamais se atreveu a lhe fazer perguntas.
Notas de rodap:
[a] 22.19 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[b] 22.21 Ou devolvam
[c] 22.32 x 3.6
[d] 22.37 Dt 6.5
[e] 22.39 Lv 19.18
[f] 22.44 Sl 110.1
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 22:1 : Lc 14.15-24
[b] Mateus 22:15 : Mc 12.13-17; Lc 20.20-26
[c] Mateus 22:23 : Mc 12.18-27; Lc 20.27-40
[d] Mateus 22:34 : Mc 12.28-34
[e] Mateus 22:41 : Mc 12.35-37; Lc 20.41-44

MATEUS-CAPITULO-23
Jesus Condena a Hipocrisia dos Fariseus e dos Mestres da Lei
1 Ento, Jesus disse  multido e aos seus discpulos:
2 "Os
mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moiss.
3 Obedeam-lhes e faam tudo o que eles lhes dizem. Mas no faam o que
eles fazem, pois no praticam o que pregam.
4 Eles atam fardos pesados
e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos no esto
dispostos a levantar um s dedo para mov-los.
5 "Tudo o que fazem  para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus
filactrios [a] bem largos e as franjas de suas vestes bem
longas;
6 gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais
importantes nas sinagogas,
7 de serem saudados nas praas e de serem
chamados ``rabis''.
8 "Mas vocs no devem ser chamados ``rabis''; um s  o Mestre de
vocs, e todos vocs so irmos.
9 A ningum na terra chamem ``pai'',
porque vocs s tm um Pai, aquele que est nos cus.
10 Tampouco vocs
devem ser chamados ``chefes'', porquanto vocs tm um s Chefe, o
Cristo.
11 O maior entre vocs dever ser servo.
12 Pois todo aquele
que a si mesmo se exaltar ser humilhado, e todo aquele que a si mesmo
se humilhar ser exaltado.
13 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas! Vocs fecham
o Reino dos cus diante dos homens! Vocs mesmos no entram, nem deixam
entrar aqueles que gostariam de faz-lo.
14 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas! Vocs devoram
as casas das vivas e, para disfarar, fazem longas oraes. Por isso
sero castigados mais severamente. [b]
15 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas, porque
percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem,
vocs o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocs.
16 "Ai de vocs, guias cegos!, pois dizem: ``Se algum jurar pelo
santurio, isto nada significa; mas se algum jurar pelo ouro do
santurio, est obrigado por seu juramento''.
17 Cegos insensatos! Que
 mais importante: o ouro ou o santurio que santifica o ouro?
18 Vocs
tambm dizem: ``Se algum jurar pelo altar, isto nada significa; mas se
algum jurar pela oferta que est sobre ele, est obrigado por seu
juramento''.
19 Cegos! Que  mais importante: a oferta, ou o altar que
santifica a oferta?
20 Portanto, aquele que jurar pelo altar, jura por
ele e por tudo o que est sobre ele.
21 E o que jurar pelo santurio,
jura por ele e por aquele que nele habita.
22 E aquele que jurar pelos
cus, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele se assenta.
23 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas! Vocs do o
dzimo da hortel, do endro e do cominho, mas tm negligenciado os
preceitos mais importantes da lei: a justia, a misericrdia e a
fidelidade. Vocs devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.
24 Guias cegos! Vocs coam um mosquito e engolem um camelo.
25 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas! Vocs limpam
o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles esto cheios de
ganncia e cobia.
26 Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e
do prato, para que o exterior tambm fique limpo.
27 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas! Vocs so
como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro esto cheios de
ossos e de todo tipo de imundcie.
28 Assim so vocs: por fora parecem
justos ao povo, mas por dentro esto cheios de hipocrisia e maldade.
29 "Ai de vocs, mestres da lei e fariseus, hipcritas! Vocs
edificam os tmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos.
30 E dizem: ``Se tivssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, no
teramos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos
profetas''.
31 Assim, vocs testemunham contra si mesmos que so
descendentes dos que assassinaram os profetas.
32 Acabem, pois, de
encher a medida do pecado dos seus antepassados!
33 "Serpentes! Raa de vboras! Como vocs escaparo da condenao ao
inferno?
34 Por isso, eu lhes estou enviando profetas, sbios e
mestres. A uns vocs mataro e crucificaro; a outros aoitaro nas
sinagogas de vocs e perseguiro de cidade em cidade.
35 E, assim,
sobre vocs recair todo o sangue justo derramado na terra, desde o
sangue do justo Abel, at o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a
quem vocs assassinaram entre o santurio e o altar.
36 Eu lhes
asseguro que tudo isso sobrevir a esta gerao.
37 "Jerusalm, Jerusalm, voc, que mata os profetas e apedreja os
que lhe so enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como
a galinha rene os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocs no
quiseram.
38 Eis que a casa de vocs ficar deserta.
39 Pois eu lhes
digo que vocs no me vero mais, at que digam: ``Bendito  o que vem
em nome do Senhor'' [c] ".
Notas de rodap:
[a] 23.5 Isto , tefilins, pequenas caixas que continham textos
bblicos, presas na testa e nos braos.
[b] 23.14 Vrios manuscritos no trazem o versculo 14.
[c] 23.39 Sl 118.26

MATEUS-CAPITULO-24
O Sinal do Fim dos Tempos A )'
1 Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discpulos
aproximaram-se dele para lhe mostrar as construes do templo.
2 "Vocs esto vendo tudo isto?", perguntou ele. "Eu lhes garanto
que no ficar aqui pedra sobre pedra; sero todas derrubadas".
3 Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discpulos
dirigiram-se a ele em particular e disseram: "Dize-nos, quando
acontecero essas coisas? E qual ser o sinal da tua vinda e do fim dos
tempos?"
4 Jesus respondeu: "Cuidado, que ningum os engane.
5 Pois muitos
viro em meu nome, dizendo: ``Eu sou o Cristo!'' e enganaro a muitos.
6 Vocs ouviro falar de guerras e rumores de guerras, mas no tenham
medo.  necessrio que tais coisas aconteam, mas ainda no  o fim.
7 Nao se levantar contra nao, e reino contra reino. Haver fomes e
terremotos em vrios lugares.
8 Tudo isso ser o incio das dores.
9 "Ento eles os entregaro para serem perseguidos e condenados 
morte, e vocs sero odiados por todas as naes por minha causa.
10 Naquele tempo muitos ficaro escandalizados, trairo e odiaro uns aos
outros,
11 e numerosos falsos profetas surgiro e enganaro a muitos.
12 Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriar,
13 mas
aquele que perseverar at o fim ser salvo.
14 E este evangelho do
Reino ser pregado em todo o mundo como testemunho a todas as naes, e
ento vir o fim.
15 "Assim, quando vocs virem ``o sacrilgio terrvel'' [a] ,
do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo: quem l, entenda:
16 ento, os que estiverem na Judia fujam para os montes.
17 Quem
estiver no telhado de sua casa no desa para tirar dela coisa alguma.
18 Quem estiver no campo no volte para pegar seu manto.
19 Como sero
terrveis aqueles dias para as grvidas e para as que estiverem
amamentando!
20 Orem para que a fuga de vocs no acontea no inverno
nem no sbado.
21 Porque haver ento grande tribulao, como nunca
houve desde o princpio do mundo at agora, nem jamais haver.
22 Se
aqueles dias no fossem abreviados, ningum sobreviveria [b] ;
mas, por causa dos eleitos, aqueles dias sero abreviados.
23 Se,
ento, algum lhes disser: ``Vejam, aqui est o Cristo!'' ou: ``Ali
est ele!'', no acreditem.
24 Pois aparecero falsos cristos e falsos
profetas que realizaro grandes sinais e maravilhas para, se possvel,
enganar at os eleitos.
25 Vejam que eu os avisei antecipadamente.
26 "Assim, se algum lhes disser: ``Ele est l, no deserto!'', no
saiam; ou: ``Ali est ele, dentro da casa!'', no acreditem.
27 Porque assim como o relmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente,
assim ser a vinda do Filho do homem.
28 Onde houver um cadver, a se
ajuntaro os abutres.
29 "Imediatamente aps a tribulao daqueles dias
"``o sol escurecer,
e a lua no dar a sua luz;
as estrelas cairo do cu,
e os poderes celestes
sero abalados'' [c] .
30 "Ento aparecer no cu o sinal do Filho do homem, e todas as
naes da terra se lamentaro e vero o Filho do homem vindo nas nuvens
do cu com poder e grande glria.
31 E ele enviar os seus anjos com
grande som de trombeta, e estes reuniro os seus eleitos dos quatro
ventos, de uma a outra extremidade dos cus.
32 "Aprendam a lio da figueira: quando seus ramos se renovam e suas
folhas comeam a brotar, vocs sabem que o vero est prximo.
33 Assim
tambm, quando virem todas estas coisas, saibam que ele est prximo, s
portas.
34 Eu lhes asseguro que no passar esta gerao at que todas
estas coisas aconteam.
35 Os cus e a terra passaro, mas as minhas
palavras jamais passaro.
O Dia e a Hora So Desconhecidos B )'
36 "Quanto ao dia e  hora ningum sabe, nem os anjos dos cus, nem o
Filho [d] , seno somente o Pai.
37 Como foi nos dias de No,
assim tambm ser na vinda do Filho do homem.
38 Pois nos dias
anteriores ao Dilvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e
dando-se em casamento, at o dia em que No entrou na arca;
39 e eles
nada perceberam, at que veio o Dilvio e os levou a todos. Assim
acontecer na vinda do Filho do homem.
40 Dois homens estaro no campo:
um ser levado e o outro deixado.
41 Duas mulheres estaro trabalhando
num moinho: uma ser levada e a outra deixada.
42 "Portanto, vigiem, porque vocs no sabem em que dia vir o seu
Senhor.
43 Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da
noite o ladro viria, ele ficaria de guarda e no deixaria que a sua
casa fosse arrombada.
44 Assim, vocs tambm precisam estar preparados,
porque o Filho do homem vir numa hora em que vocs menos esperam.
45 "Quem , pois, o servo fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega
dos de sua casa para lhes dar alimento no tempo devido?
46 Feliz o
servo que seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar.
47 Garanto-lhes que ele o encarregar de todos os seus bens.
48 Mas
suponham que esse servo seja mau e diga a si mesmo: ``Meu senhor est
demorando'',
49 e ento comece a bater em seus conservos e a comer e a
beber com os beberres.
50 O senhor daquele servo vir num dia em que
ele no o espera e numa hora que no sabe.
51 Ele o punir severamente
[e] e lhe dar lugar com os hipcritas, onde haver choro e
ranger de dentes.
Notas de rodap:
[a] 24.15 Dn 9.27; 11.31; 12.11
[b] 24.22 Ou seria salvo
[c] 24.29 Is 13.10; 34.4
[d] 24.36 Alguns manuscritos no trazem nem o Filho.
[e] 24.51 Grego: cortar ao meio.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 24:1 : Mc 13.1-31; Lc 21.5-37
[b] Mateus 24:36 : Mc 13.32-37

MATEUS-CAPITULO-25
A Parbola das Dez Virgens
1 "O Reino dos cus ser, pois, semelhante a dez virgens que pegaram
suas candeias e saram para encontrar-se com o noivo.
2 Cinco delas
eram insensatas, e cinco eram prudentes.
3 As insensatas pegaram suas
candeias, mas no levaram leo.
4 As prudentes, porm, levaram leo em
vasilhas, junto com suas candeias.
5 O noivo demorou a chegar, e todas
ficaram com sono e adormeceram.
6 " meia-noite, ouviu-se um grito: ``O noivo se aproxima! Saiam
para encontr-lo!''
7 "Ento todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias.
8 As
insensatas disseram s prudentes: ``Dem-nos um pouco do seu leo, pois
as nossas candeias esto se apagando''.
9 "Elas responderam: ``No, pois pode ser que no haja o suficiente
para ns e para vocs. Vo comprar leo para vocs''.
10 "E saindo elas para comprar o leo, chegou o noivo. As virgens que
estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta
foi fechada.
11 "Mais tarde vieram tambm as outras e disseram: ``Senhor! Senhor!
Abra a porta para ns!''
12 "Mas ele respondeu: ``A verdade  que no as conheo!''
13 "Portanto, vigiem, porque vocs no sabem o dia nem a hora!
A Parbola dos Talentos
14 "E tambm ser como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus
servos e confiou-lhes os seus bens.
15 A um deu cinco talentos [a]
, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua
capacidade. Em seguida partiu de viagem.
16 O que havia recebido cinco
talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco.
17 Tambm
o que tinha dois talentos ganhou mais dois.
18 Mas o que tinha recebido
um talento saiu, cavou um buraco no cho e escondeu o dinheiro do seu
senhor.
19 "Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou
contas com eles.
20 O que tinha recebido cinco talentos trouxe os
outros cinco e disse: ``O senhor me confiou cinco talentos; veja, eu
ganhei mais cinco''.
21 "O senhor respondeu: ``Muito bem, servo bom e fiel! Voc foi fiel
no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu
senhor!''
22 "Veio tambm o que tinha recebido dois talentos e disse: ``O
senhor me confiou dois talentos; veja, eu ganhei mais dois''.
23 "O senhor respondeu: ``Muito bem, servo bom e fiel! Voc foi fiel
no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu
senhor!''
24 "Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ``Eu sabia
que o senhor  um homem severo, que colhe onde no plantou e junta onde
no semeou.
25 Por isso, tive medo, sa e escondi o seu talento no
cho. Veja, aqui est o que lhe pertence''.
26 "O senhor respondeu: ``Servo mau e negligente! Voc sabia que eu
colho onde no plantei e junto onde no semeei?
27 Ento voc devia ter
confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o
recebesse de volta com juros.
28 "``Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.
29 Pois a
quem tem, mais ser dado, e ter em grande quantidade. Mas a quem no
tem, at o que tem lhe ser tirado.
30 E lancem fora o servo intil,
nas trevas, onde haver choro e ranger de dentes''.
O Julgamento das Naes
31 "Quando o Filho do homem vier em sua glria, com todos os anjos,
assentar-se- em seu trono na glria celestial.
32 Todas as naes
sero reunidas diante dele, e ele separar umas das outras como o pastor
separa as ovelhas dos bodes.
33 E colocar as ovelhas  sua direita e
os bodes  sua esquerda.
34 "Ento o Rei dir aos que estiverem  sua direita: ``Venham,
benditos de meu Pai! Recebam como herana o Reino que lhes foi preparado
desde a criao do mundo.
35 Pois eu tive fome, e vocs me deram de
comer; tive sede, e vocs me deram de beber; fui estrangeiro, e vocs me
acolheram;
36 necessitei de roupas, e vocs me vestiram; estive
enfermo, e vocs cuidaram de mim; estive preso, e vocs me visitaram''.
37 "Ento os justos lhe respondero: ``Senhor, quando te vimos com
fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
38 Quando te
vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te
vestimos?
39 Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?''
40 "O Rei responder: ``Digo-lhes a verdade: O que vocs fizeram a
algum dos meus menores irmos, a mim o fizeram''.
41 "Ento ele dir aos que estiverem  sua esquerda: ``Malditos,
apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus
anjos.
42 Pois eu tive fome, e vocs no me deram de comer; tive sede,
e nada me deram para beber;
43 fui estrangeiro, e vocs no me
acolheram; necessitei de roupas, e vocs no me vestiram; estive enfermo
e preso, e vocs no me visitaram''.
44 "Eles tambm respondero: ``Senhor, quando te vimos com fome ou
com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e
no te ajudamos?''
45 "Ele responder: ``Digo-lhes a verdade: O que vocs deixaram de
fazer a alguns destes mais pequeninos, tambm a mim deixaram de
faz-lo''.
46 "E estes iro para o castigo eterno, mas os justos para a vida
eterna".
Notas de rodap:
[a] 25.15 Um talento equivalia a 35 quilos; tambm no restante do
captulo.

MATEUS-CAPITULO-26
A Conspirao contra Jesus
1 Tendo dito essas coisas, disse Jesus aos seus discpulos:
2 "Como
vocs sabem, estamos a dois dias da Pscoa, e o Filho do homem ser
entregue para ser crucificado".
3 Naquela ocasio os chefes dos sacerdotes e os lderes religiosos do
povo se reuniram no palcio do sumo sacerdote, cujo nome era Caifs,
4 e juntos planejaram prender Jesus  traio e mat-lo.
5 Mas diziam:
"No durante a festa, para que no haja tumulto entre o povo".
Jesus  Ungido em Betnia A )'
6 Estando Jesus em Betnia, na casa de Simo, o leproso,
7 aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um
perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabea de Jesus, quando ele
se encontrava reclinado  mesa.
8 Os discpulos, ao verem isso, ficaram indignados e perguntaram:
"Por que este desperdcio?
9 Este perfume poderia ser vendido por
alto preo, e o dinheiro dado aos pobres".
10 Percebendo isso, Jesus lhes disse: "Por que vocs esto
perturbando essa mulher? Ela praticou uma boa ao para comigo.
11 Pois
os pobres vocs sempre tero consigo, mas a mim vocs nem sempre tero.
12 Quando derramou este perfume sobre o meu corpo, ela o fez a fim de
me preparar para o sepultamento.
13 Eu lhes asseguro que em qualquer
lugar do mundo inteiro onde este evangelho for anunciado, tambm o que
ela fez ser contado, em sua memria".
A Conspirao
14 Ento, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes
dos sacerdotes
15 e lhes perguntou: "O que me daro se eu o entregar
a vocs?" E lhe fixaram o preo: trinta moedas de prata.
16 Desse
momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para
entreg-lo.
A Ceia do Senhor B )'
17 No primeiro dia da festa dos pes sem fermento, os discpulos
dirigiram-se a Jesus e lhe perguntaram: "Onde queres que preparemos a
refeio da Pscoa?"
18 Ele respondeu dizendo que entrassem na cidade, procurassem um certo
homem e lhe dissessem: "O Mestre diz: O meu tempo est prximo. Vou
celebrar a Pscoa com meus discpulos em sua casa".
19 Os discpulos
fizeram como Jesus os havia instrudo e prepararam a Pscoa.
20 Ao anoitecer, Jesus estava reclinado  mesa com os Doze.
21 E,
enquanto estavam comendo, ele disse: "Digo-lhes que certamente um de
vocs me trair".
22 Eles ficaram muito tristes e comearam a dizer-lhe, um aps outro:
"Com certeza no sou eu, Senhor!"
23 Afirmou Jesus: "Aquele que comeu comigo do mesmo prato h de me
trair.
24 O Filho do homem vai, como est escrito a seu respeito. Mas
ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria no haver
nascido".
25 Ento, Judas, que haveria de tra-lo, disse: "Com certeza no sou
eu, Mestre [a] !"
Jesus afirmou: "Sim,  voc" [b] .
26 Enquanto comiam, Jesus tomou o po, deu graas, partiu-o, e o deu
aos seus discpulos, dizendo: "Tomem e comam; isto  o meu corpo".
27 Em seguida tomou o clice, deu graas e o ofereceu aos discpulos,
dizendo: "Bebam dele todos vocs.
28 Isto  o meu sangue da aliana
[c] , que  derramado em favor de muitos, para perdo de pecados.
29 Eu lhes digo que, de agora em diante, no beberei deste fruto da
videira at aquele dia em que beberei o vinho novo com vocs no Reino de
meu Pai".
30 Depois de terem cantado um hino, saram para o monte das Oliveiras.
Jesus Prediz que Pedro o Negar C )'
31 Ento Jesus lhes disse: "Ainda esta noite todos vocs me
abandonaro. Pois est escrito:
"``Ferirei o pastor,
e as ovelhas do rebanho
sero dispersas'' [d] .
32 Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocs para a
Galilia".
33 Pedro respondeu: "Ainda que todos te abandonem, eu nunca te
abandonarei!"
34 Respondeu Jesus: "Asseguro-lhe que ainda esta noite, antes que o
galo cante, trs vezes voc me negar".
35 Mas Pedro declarou: "Mesmo que seja preciso que eu morra contigo,
nunca te negarei". E todos os outros discpulos disseram o mesmo.
Jesus no Getsmani D )'
36 Ento Jesus foi com seus discpulos para um lugar chamado Getsmani
e lhes disse: "Sentem-se aqui enquanto vou ali orar".
37 Levando
consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, comeou a entristecer-se e a
angustiar-se.
38 Disse-lhes ento: "A minha alma est profundamente
triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo".
39 Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou:
"Meu Pai, se for possvel, afasta de mim este clice; contudo, no
seja como eu quero, mas sim como tu queres".
40 Depois, voltou aos seus discpulos e os encontrou dormindo. "Vocs
no puderam vigiar comigo nem por uma hora?", perguntou ele a Pedro.
41 "Vigiem e orem para que no caiam em tentao. O esprito est
pronto, mas a carne  fraca."
42 E retirou-se outra vez para orar: "Meu Pai, se no for possvel
afastar de mim este clice sem que eu o beba, faa-se a tua vontade".
43 Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos
estavam pesados.
44 Ento os deixou novamente e orou pela terceira vez,
dizendo as mesmas palavras.
45 Depois voltou aos discpulos e lhes disse: "Vocs ainda dormem e
descansam? Chegou a hora! Eis que o Filho do homem est sendo entregue
nas mos de pecadores.
46 Levantem-se e vamos! A vem aquele que me
trai!"
Jesus  Preso E )'
47 Enquanto ele ainda falava, chegou Judas, um dos Doze. Com ele estava
uma grande multido armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos
sacerdotes e lderes religiosos do povo.
48 O traidor havia combinado
um sinal com eles, dizendo-lhes: "Aquele a quem eu saudar com um
beijo,  ele; prendam-no".
49 Dirigindo-se imediatamente a Jesus,
Judas disse: "Salve, Mestre!", e o beijou.
50 Jesus perguntou: "Amigo, o que o traz?" [e]
Ento os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam.
51 Um
dos que estavam com Jesus, estendendo a mo, puxou a espada e feriu o
servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.
52 Disse-lhe Jesus: "Guarde a espada! Pois todos os que empunham a
espada, pela espada morrero.
53 Voc acha que eu no posso pedir a meu
Pai, e ele no colocaria imediatamente  minha disposio mais de doze
legies de anjos?
54 Como ento se cumpririam as Escrituras que dizem
que as coisas deveriam acontecer desta forma?"
55 Naquela hora Jesus disse  multido: "Estou eu chefiando alguma
rebelio, para que vocs venham prender-me com espadas e varas? Todos os
dias eu estive ensinando no templo, e vocs no me prenderam!
56 Mas
tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos
profetas". Ento todos os discpulos o abandonaram e fugiram.
Jesus diante do Sindrio
57 Os que prenderam Jesus o levaram a Caifs, o sumo sacerdote, em cuja
casa se haviam reunido os mestres da lei e os lderes religiosos.
58 E
Pedro o seguiu de longe at o ptio do sumo sacerdote, entrou e
sentou-se com os guardas, para ver o que aconteceria.
59 Os chefes dos sacerdotes e todo o Sindrio [f] estavam
procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem
conden-lo  morte.
60 Mas nada encontraram, embora se apresentassem
muitas falsas testemunhas.
Finalmente se apresentaram duas
61 que declararam: "Este homem disse:
``Sou capaz de destruir o santurio de Deus e reconstru-lo em trs
dias''".
62 Ento o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus: "Voc no vai
responder  acusao que estes lhe fazem?"
63 Mas Jesus permaneceu em
silncio.
O sumo sacerdote lhe disse: "Exijo que voc jure pelo Deus vivo: se
voc  o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos".
64 "Tu mesmo o disseste" [g] , respondeu Jesus. "Mas eu
digo a todos vs: Chegar o dia em que vereis o Filho do homem assentado
 direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do cu."
65 Foi quando o sumo sacerdote rasgou as prprias vestes e disse:
"Blasfemou! Por que precisamos de mais testemunhas? Vocs acabaram de
ouvir a blasfmia.
66 O que acham?"
" ru de morte!", responderam eles.
67 Ento alguns lhe cuspiram no rosto e lhe deram murros. Outros lhe
davam tapas
68 e diziam: "Profetize-nos, Cristo. Quem foi que lhe
bateu?"
Pedro Nega Jesus F )'
69 Pedro estava sentado no ptio, e uma criada, aproximando-se dele,
disse: "Voc tambm estava com Jesus, o galileu".
70 Mas ele o negou diante de todos, dizendo: "No sei do que voc
est falando".
71 Depois, saiu em direo  porta, onde outra criada o viu e disse aos
que estavam ali: "Este homem estava com Jesus, o Nazareno".
72 E ele, jurando, o negou outra vez: "No conheo esse homem!"
73 Pouco tempo depois, os que estavam por ali chegaram a Pedro e
disseram: "Certamente voc  um deles! O seu modo de falar o
denuncia".
74 A ele comeou a se amaldioar e a jurar: "No conheo esse
homem!"
Imediatamente um galo cantou.
75 Ento Pedro se lembrou da palavra que
Jesus tinha dito: "Antes que o galo cante, voc me negar trs
vezes". E, saindo dali, chorou amargamente.
Notas de rodap:
[a] 26.25 Grego: Rabi ; tambm no versculo 49.
[b] 26.25 Ou " Voc mesmo o disse!"
[c] 26.28 Outros manuscritos trazem da nova aliana.
[d] 26.31 Zc 13.7
[e] 26.50 Ou "Amigo, para que voc veio?"
[f] 26.59 Conselho dos principais lderes do povo judeu.
[g] 26.64 Ou " como disseste"
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 26:6 : Mc 14.3-9; Jo 12.1-8
[b] Mateus 26:17 : Mc 14.12-26; Lc 22.7-23; Jo 13.18-30
[c] Mateus 26:31 : Mc 14.27-31; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38
[d] Mateus 26:36 : Mc 14.32-42; Lc 22.39-46
[e] Mateus 26:47 : Mc 14.43-50; Lc 22.47-53; Jo 18.1-11
[f] Mateus 26:69 : Mc 14.66-72; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27

MATEUS-CAPITULO-27
O Suicdio de Judas
1 De manh cedo, todos os chefes dos sacerdotes e lderes religiosos
do povo tomaram a deciso de condenar Jesus  morte.
2 E, amarrando-o,
levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador.
3 Quando Judas, que o havia trado, viu que Jesus fora condenado, foi
tomado de remorso e devolveu aos chefes dos sacerdotes e aos lderes
religiosos as trinta moedas de prata.
4 E disse: "Pequei, pois tra
sangue inocente". E eles retrucaram: "Que nos importa? A
responsabilidade  sua".
5 Ento Judas jogou o dinheiro dentro do templo e, saindo, foi e
enforcou-se.
6 Os chefes dos sacerdotes ajuntaram as moedas e disseram: " contra
a lei colocar este dinheiro no tesouro, visto que  preo de sangue".
7 Ento decidiram usar aquele dinheiro para comprar o campo do Oleiro,
para cemitrio de estrangeiros.
8 Por isso ele se chama campo de Sangue
at o dia de hoje.
9 Ento se cumpriu o que fora dito pelo profeta
Jeremias: "Tomaram as trinta moedas de prata, preo em que foi
avaliado pelo povo de Israel,
10 e as usaram para comprar o campo do
Oleiro, como o Senhor me havia ordenado" [a] .
Jesus diante de Pilatos
11 Jesus foi posto diante do governador, e este lhe perguntou: "Voc
 o rei dos judeus?"
Respondeu-lhe Jesus: "Tu o dizes" [b] .
12 Acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos lderes religiosos, ele
nada respondeu.
13 Ento Pilatos lhe perguntou: "Voc no ouve a
acusao que eles esto fazendo contra voc?"
14 Mas Jesus no lhe
respondeu nenhuma palavra, de modo que o governador ficou muito
impressionado.
15 Por ocasio da festa era costume do governador soltar um prisioneiro
escolhido pela multido.
16 Eles tinham, naquela ocasio, um
prisioneiro muito conhecido, chamado Barrabs.
17 Pilatos perguntou 
multido que ali se havia reunido: "Qual destes vocs querem que lhes
solte: Barrabs ou Jesus, chamado Cristo?"
18 Porque sabia que o
haviam entregado por inveja.
19 Estando Pilatos sentado no tribunal, sua mulher lhe enviou esta
mensagem: "No se envolva com este inocente, porque hoje, em sonho,
sofri muito por causa dele".
20 Mas os chefes dos sacerdotes e os lderes religiosos convenceram a
multido a que pedisse Barrabs e mandasse executar Jesus.
21 Ento perguntou o governador: "Qual dos dois vocs querem que eu
lhes solte?"
Responderam eles: "Barrabs!"
22 Perguntou Pilatos: "Que farei ento com Jesus, chamado Cristo?"
Todos responderam: "Crucifica-o!"
23 "Por qu? Que crime ele cometeu?", perguntou Pilatos.
Mas eles gritavam ainda mais: "Crucifica-o!"
24 Quando Pilatos percebeu que no estava obtendo nenhum resultado,
mas, ao contrrio, estava se iniciando um tumulto, mandou trazer gua,
lavou as mos diante da multido e disse: "Estou inocente do sangue
deste homem; a responsabilidade  de vocs".
25 Todo o povo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre ns e sobre
nossos filhos!"
26 Ento Pilatos soltou-lhes Barrabs, mandou aoitar Jesus e o
entregou para ser crucificado.
Os Soldados Zombam de Jesus A )'
27 Ento, os soldados do governador levaram Jesus ao Pretrio [c]
e reuniram toda a tropa ao seu redor.
28 Tiraram-lhe as vestes e
puseram nele um manto vermelho;
29 fizeram uma coroa de espinhos e a
colocaram em sua cabea. Puseram uma vara em sua mo direita e,
ajoelhando-se diante dele, zombavam: "Salve, rei dos judeus!"
30 Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabea.
31 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e vestiram-lhe suas
prprias roupas. Ento o levaram para crucific-lo.
A Crucificao B )'
32 Ao sarem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simo, e o
foraram a carregar a cruz.
33 Chegaram a um lugar chamado Glgota, que
quer dizer lugar da Caveira,
34 e lhe deram para beber vinho misturado
com fel; mas ele, depois de prov-lo, recusou-se a beber.
35 Depois de
o crucificarem, dividiram as roupas dele, tirando sortes [d] .
36 E, sentando-se, vigiavam-no ali.
37 Por cima de sua cabea
colocaram por escrito a acusao feita contra ele: ESTE  JESUS, O REI
DOS JUDEUS.
38 Dois ladres foram crucificados com ele, um  sua
direita e outro  sua esquerda.
39 Os que passavam lanavam-lhe
insultos, balanando a cabea
40 e dizendo: "Voc que destri o
templo e o reedifica em trs dias, salve-se! Desa da cruz, se  Filho
de Deus!"
41 Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os
lderes religiosos zombavam dele,
42 dizendo: "Salvou os outros, mas
no  capaz de salvar a si mesmo! E  o rei de Israel! Desa agora da
cruz, e creremos nele.
43 Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora,
se dele tem compaixo, pois disse: ``Sou o Filho de Deus!''"
44 Igualmente o insultavam os ladres que haviam sido crucificados com ele.
A Morte de Jesus C )'
45 E houve trevas sobre toda a terra, do meio-dia s trs horas da
tarde [e] .
46 Por volta das trs horas da tarde, Jesus bradou
em alta voz: "Elo, Elo, [f] lam sabactni?", que significa
"Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" [g]
47 Quando alguns dos que estavam ali ouviram isso, disseram: "Ele
est chamando Elias".
48 Imediatamente, um deles correu em busca de uma esponja, embebeu-a em
vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber.
49 Mas os outros disseram: "Deixem-no. Vejamos se Elias vem salv-lo".
50 Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o
esprito.
51 Naquele momento, o vu do santurio rasgou-se em duas partes, de
alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram.
52 Os sepulcros
se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram
ressuscitados.
53 E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreio de Jesus, entraram
na cidade santa e apareceram a muitos.
54 Quando o centurio e os que com ele vigiavam Jesus viram o terremoto
e tudo o que havia acontecido, ficaram aterrorizados e exclamaram:
"Verdadeiramente este era o Filho [h] de Deus!"
55 Muitas mulheres estavam ali, observando de longe. Elas haviam
seguido Jesus desde a Galilia, para o servir.
56 Entre elas estavam
Maria Madalena; Maria, me de Tiago e de Jos; e a me dos filhos de
Zebedeu.
O Sepultamento de Jesus D )'
57 Ao cair da tarde chegou um homem rico, de Arimatia, chamado Jos,
que se tornara discpulo de Jesus.
58 Dirigindo-se a Pilatos, pediu o
corpo de Jesus, e Pilatos ordenou que lhe fosse entregue.
59 Jos tomou
o corpo, envolveu-o num lenol limpo de linho
60 e o colocou num
sepulcro novo, que ele havia mandado cavar na rocha. E, fazendo rolar
uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, retirou-se.
61 Maria
Madalena e a outra Maria estavam assentadas ali, em frente do sepulcro.
A Guarda do Sepulcro
62 No dia seguinte, isto , no sbado, [i] os chefes dos
sacerdotes e os fariseus dirigiram-se a Pilatos
63 e disseram:
"Senhor, lembramos que, enquanto ainda estava vivo, aquele impostor
disse: ``Depois de trs dias ressuscitarei''.
64 Ordena, pois, que o
sepulcro dele seja guardado at o terceiro dia, para que no venham seus
discpulos e, roubando o corpo, digam ao povo que ele ressuscitou dentre
os mortos. Este ltimo engano ser pior do que o primeiro".
65 "Levem um destacamento" [j] , respondeu Pilatos. "Podem
ir, e mantenham o sepulcro em segurana como acharem melhor".
66 Eles
foram e armaram um esquema de segurana no sepulcro; e alm de deixarem
um destacamento montando guarda, lacraram a pedra.
Notas de rodap:
[a] 27.10 Veja Zc 11.12,13; Jr 19.1-13; 32.6-9.
[b] 27.11 Ou "Sim,  como dizes"
[c] 27.27 Residncia oficial do governador romano.
[d] 27.35 Alguns manuscritos dizem sortes, para que se cumprisse a
palavra falada pelo profeta: "Dividiram as minhas roupas entre si, e
tiraram sortes pelas minhas vestes" (Sl 22.18).
[e] 27.45 Grego: da hora sexta at a hora nona.
[f] 27.46 Alguns manuscritos dizem "Eli, Eli,
[g] 27.46 Sl 22.1
[h] 27.54 Ou era filho
[i] 27.62 Ou No dia seguinte ao da Preparao,
[j] 27.65 Ou "Vocs tm um destacamento!"
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 27:27 : Mc 15.16-20
[b] Mateus 27:32 : Mc 15.21-32; Lc 23.26-43; Jo 19.16-27
[c] Mateus 27:45 : Mc 15.33-41; Lc 23.44-49; Jo 19.28-30
[d] Mateus 27:57 : Mc 15.42-47; Lc 23.50-56; Jo 19.38-42

MATEUS-CAPITULO-28
A Ressurreio A )'
1 Depois do sbado, tendo comeado o primeiro dia da semana, Maria
Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
2 E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor
desceu dos cus e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e
assentou-se sobre ela.
3 Sua aparncia era como um relmpago, e suas
vestes eram brancas como a neve.
4 Os guardas tremeram de medo e
ficaram como mortos.
5 O anjo disse s mulheres: "No tenham medo! Sei que vocs esto
procurando Jesus, que foi crucificado.
6 Ele no est aqui;
ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia.
7 Vo
depressa e digam aos discpulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e
est indo adiante de vocs para a Galilia. L vocs o vero. Notem que
eu j os avisei".
8 As mulheres saram depressa do sepulcro, amedrontadas e cheias de
alegria, e foram correndo anunci-lo aos discpulos de Jesus.
9 De
repente, Jesus as encontrou e disse: "Salve!" Elas se aproximaram
dele, abraaram-lhe os ps e o adoraram.
10 Ento Jesus lhes disse:
"No tenham medo. Vo dizer a meus irmos que se dirijam para a
Galilia; l eles me vero".
O Relato dos Guardas
11 Enquanto as mulheres estavam a caminho, alguns dos guardas
dirigiram-se  cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que
havia acontecido.
12 Quando os chefes dos sacerdotes se reuniram com os
lderes religiosos, elaboraram um plano. Deram aos soldados grande soma
de dinheiro,
13 dizendo-lhes: "Vocs devem declarar o seguinte: Os
discpulos dele vieram durante a noite e furtaram o corpo, enquanto
estvamos dormindo.
14 Se isso chegar aos ouvidos do governador, ns
lhe daremos explicaes e livraremos vocs de qualquer problema".
15 Assim, os soldados receberam o dinheiro e fizeram como tinham sido
instrudos. E esta verso se divulgou entre os judeus at o dia de hoje.
A Grande Comisso
16 Os onze discpulos foram para a Galilia, para o monte que Jesus
lhes indicara.
17 Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.
18 Ento, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a
autoridade nos cus e na terra.
19 Portanto, vo e faam discpulos de
todas as naes, batizando-os em [a] nome do Pai e do Filho e do
Esprito Santo,
20 ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes
ordenei. E eu estarei sempre com vocs, at o fim dos tempos".
Notas de rodap:
[a] 28.19 Veja At 8.16; 19.5; Rm 6.3; 1 Co 1.13; 10.2 e Gl 3.27.
Referncias cruzadas:
[a] Mateus 28:1 : Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-9
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MARCOS-CAPITULO-1
Joo Batista Prepara o Caminho A )'
1 Princpio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus [a] .
2 Conforme est escrito no profeta Isaas:
"Enviarei  tua frente
o meu mensageiro;
ele preparar
o teu caminho" [b] :
3 "voz do que clama no deserto:
``Preparem [c] o caminho
para o Senhor,
faam veredas retas
para ele''" [d] .
4 Assim surgiu Joo, batizando no deserto e pregando um batismo de
arrependimento para o perdo dos pecados.
5 A ele vinha toda a regio
da Judia e todo o povo de Jerusalm. Confessando os seus pecados, eram
batizados por ele no rio Jordo.
6 Joo vestia roupas feitas de plos
de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre.
7 E esta era a sua mensagem: "Depois de mim vem algum mais poderoso
do que eu, tanto que no sou digno nem de curvar-me e desamarrar as
correias das suas sandlias.
8 Eu os batizo com [e] gua, mas
ele os batizar com o Esprito Santo".
O Batismo e a Tentao de Jesus B )'
9 Naquela ocasio Jesus veio de Nazar da Galilia e foi batizado por
Joo no Jordo.
10 Assim que saiu da gua, Jesus viu o cu se abrindo,
e o Esprito descendo como pomba sobre ele.
11 Ento veio dos cus uma
voz: "Tu s o meu Filho amado; em ti me agrado".
12 Logo aps, o Esprito o impeliu para o deserto.
13 Ali esteve
quarenta dias, sendo tentado por Satans. Estava com os animais
selvagens, e os anjos o serviam.
Jesus Chama os Primeiros Discpulos C )'
14 Depois que Joo foi preso, Jesus foi para a Galilia, proclamando as
boas novas de Deus.
15 "O tempo  chegado", dizia ele. "O Reino
de Deus est prximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!"
16 Andando  beira do mar da Galilia, Jesus viu Simo e seu irmo
Andr lanando redes ao mar, pois eram pescadores.
17 E disse Jesus:
"Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens".
18 No mesmo
instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.
19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e
Joo, seu irmo, preparando as suas redes.
20 Logo os chamou, e eles o
seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco.
Jesus Expulsa um Esprito Imundo D )'
21 Eles foram para Cafarnaum e, logo que chegou o sbado, Jesus entrou
na sinagoga e comeou a ensinar.
22 Todos ficavam maravilhados com o
seu ensino, porque lhes ensinava como algum que tem autoridade e no
como os mestres da lei.
23 Justo naquele momento, na sinagoga, um homem
possesso de um esprito imundo [f] gritou:
24 "O que queres
conosco, Jesus de Nazar? Vieste para nos destruir? Sei quem tu s: o
Santo de Deus!"
25 "Cale-se e saia dele!", repreendeu-o Jesus.
26 O esprito
imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando.
27 Todos ficaram to admirados que perguntavam uns aos outros: "O que
 isto? Um novo ensino: e com autoridade! At aos espritos imundos
ele d ordens, e eles lhe obedecem!"
28 As notcias a seu respeito se
espalharam rapidamente por toda a regio da Galilia.
O Poder de Jesus sobre os Demnios e as Doenas E )'
29 Logo que saram da sinagoga, foram com Tiago e Joo  casa de Simo
e Andr.
30 A sogra de Simo estava de cama, com febre, e falaram a
respeito dela a Jesus.
31 Ento ele se aproximou dela, tomou-a pela mo
e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela comeou a servi-los.
32 Ao anoitecer, depois do pr-do-sol, o povo levou a Jesus todos os
doentes e os endemoninhados.
33 Toda a cidade se reuniu  porta da
casa,
34 e Jesus curou muitos que sofriam de vrias doenas. Tambm
expulsou muitos demnios; no permitia, porm, que estes falassem,
porque sabiam quem ele era.
Jesus Ora num Lugar Deserto F )'
35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de
casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.
36 Simo e seus
companheiros foram procur-lo
37 e, ao encontr-lo, disseram: "Todos
esto te procurando!"
38 Jesus respondeu: "Vamos para outro lugar, para os povoados
vizinhos, para que tambm l eu pregue. Foi para isso que eu vim".
39 Ento ele percorreu toda a Galilia, pregando nas sinagogas e expulsando
os demnios.
A Cura de um Leproso G )'
40 Um leproso [g] aproximou-se dele e suplicou-lhe de joelhos:
"Se quiseres, podes purificar-me!"
41 Cheio de compaixo, Jesus estendeu a mo, tocou nele e disse:
"Quero. Seja purificado!"
42 Imediatamente a lepra o deixou, e ele
foi purificado.
43 Em seguida Jesus o despediu, com uma severa advertncia:
44 "Olhe, no conte isso a ningum. Mas v mostrar-se ao sacerdote e
oferea pela sua purificao os sacrifcios que Moiss ordenou, para que
sirva de testemunho".
45 Ele, porm, saiu e comeou a tornar pblico
o fato, espalhando a notcia. Por isso Jesus no podia mais entrar
publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, em lugares solitrios.
Todavia, assim mesmo vinha a ele gente de todas as partes.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Alguns manuscritos no trazem o Filho de Deus.
[b] 1.2 Ml 3.1
[c] 1.3 Ou que clama: ``No deserto preparem
[d] 1.2,3 Is 40.3
[e] 1.8 Ou em
[f] 1.23 Ou maligno ; tambm em todo o livro de Marcos.
[g] 1.40 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 1:1 : Mt 3.1-12; Lc 3.1-18
[b] Marcos 1:9 : Mt 3.13-4.11; Lc 3.21,22; 4.1-13
[c] Marcos 1:14 : Mt 4.12-22; Lc 4.14,15; 5.1-11; Jo 1.35-42
[d] Marcos 1:21 : Lc 4.31-37
[e] Marcos 1:29 : Mt 8.14-17; Lc 4.38-41
[f] Marcos 1:35 : Lc 4.42-44
[g] Marcos 1:40 : Mt 8.1-4; Lc 5.12-16

MARCOS-CAPITULO-2
Jesus Cura um Paraltico A )'
1 Poucos dias depois, tendo Jesus entrado novamente em Cafarnaum, o
povo ouviu falar que ele estava em casa.
2 Ento muita gente se reuniu
ali, de forma que no havia lugar nem junto  porta; e ele lhes pregava
a palavra.
3 Vieram alguns homens, trazendo-lhe um paraltico,
carregado por quatro deles.
4 No podendo lev-lo at Jesus, por causa
da multido, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e,
pela abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o
paraltico.
5 Vendo a f que eles tinham, Jesus disse ao paraltico:
"Filho, os seus pecados esto perdoados".
6 Estavam sentados ali alguns mestres da lei, raciocinando em seu
ntimo:
7 "Por que esse homem fala assim? Est blasfemando! Quem pode
perdoar pecados, a no ser somente Deus?"
8 Jesus percebeu logo em seu esprito que era isso que eles estavam
pensando e lhes disse: "Por que vocs esto remoendo essas coisas em
seu corao?
9 Que  mais fcil dizer ao paraltico: Os seus pecados
esto perdoados, ou: Levante-se, pegue a sua maca e ande?
10 Mas, para
que vocs saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para
perdoar pecados": disse ao paraltico:
11 "eu lhe digo:
Levante-se, pegue a sua maca e v para casa".
12 Ele se levantou,
pegou a maca e saiu  vista de todos, que, atnitos, glorificaram a
Deus, dizendo: "Nunca vimos nada igual!"
O Chamado de Levi B )'
13 Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multido
aproximou-se, e ele comeou a ensin-los.
14 Passando por ali, viu
Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: "Siga-me".
Levi levantou-se e o seguiu.
15 Durante uma refeio na casa de Levi, muitos publicanos [a] e
"pecadores" estavam comendo com Jesus e seus discpulos, pois havia
muitos que o seguiam.
16 Quando os mestres da lei que eram fariseus o
viram comendo com "pecadores" e publicanos, perguntaram aos
discpulos de Jesus: "Por que ele come com publicanos e
``pecadores''?"
17 Ouvindo isso, Jesus lhes disse: "No so os que tm sade que
precisam de mdico, mas sim os doentes. Eu no vim para chamar justos,
mas pecadores".
Jesus  Interrogado acerca do Jejum C )'
18 Os discpulos de Joo e os fariseus estavam jejuando. Algumas
pessoas vieram a Jesus e lhe perguntaram: "Por que os discpulos de
Joo e os dos fariseus jejuam, mas os teus no?"
19 Jesus respondeu: "Como podem os convidados do noivo jejuar
enquanto este est com eles? No podem, enquanto o tm consigo.
20 Mas
viro dias quando o noivo lhes ser tirado; e nesse tempo jejuaro.
21 "Ningum pe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo
forar a roupa, tornando pior o rasgo.
22 E ningum pe vinho novo em
vasilha de couro velha; se o fizer, o vinho rebentar a vasilha, e tanto
o vinho quanto a vasilha se estragaro. Ao contrrio, pe-se vinho novo
em vasilha de couro nova".
O Senhor do Sbado D )'
23 Certo sbado Jesus estava passando pelas lavouras de cereal.
Enquanto caminhavam, seus discpulos comearam a colher espigas.
24 Os
fariseus lhe perguntaram: "Olha, por que eles esto fazendo o que no
 permitido no sbado?"
25 Ele respondeu: "Vocs nunca leram o que fez Davi quando ele e seus
companheiros estavam necessitados e com fome?
26 Nos dias do sumo
sacerdote Abiatar, Davi entrou na casa de Deus e comeu os pes da
Presena, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os deu tambm
aos seus companheiros".
27 E ento lhes disse: "O sbado foi feito por causa do homem, e no
o homem por causa do sbado.
28 Assim, pois, o Filho do homem  Senhor
at mesmo do sbado".
Notas de rodap:
[a] 2.15 Os publicanos eram coletores de impostos, mal vistos pelo
povo; tambm no versculo 16.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 2:1 : Mt 9.1-8; Lc 5.17-26
[b] Marcos 2:13 : Mt 9.9-13; Lc 5.27-32
[c] Marcos 2:18 : Mt 9.14-17; Lc 5.33-39
[d] Marcos 2:23 : Mt 12.1-14; Lc 6.1-11

MARCOS-CAPITULO-3
1 Noutra ocasio ele entrou na sinagoga, e estava ali um homem com uma
das mos atrofiada.
2 Alguns deles estavam procurando um motivo para
acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria
cur-lo no sbado.
3 Jesus disse ao homem da mo atrofiada:
"Levante-se e venha para o meio".
4 Depois Jesus lhes perguntou: "O que  permitido fazer no sbado: o
bem ou o mal, salvar a vida ou matar?" Mas eles permaneceram em
silncio.
5 Irado, olhou para os que estavam  sua volta e, profundamente
entristecido por causa do corao endurecido deles, disse ao homem:
"Estenda a mo". Ele a estendeu, e ela foi restaurada.
6 Ento os
fariseus saram e comearam a conspirar com os herodianos contra Jesus,
sobre como poderiam mat-lo.
Jesus  Procurado por uma Multido
7 Jesus retirou-se com os seus discpulos para o mar, e uma grande
multido vinda da Galilia o seguia.
8 Quando ouviram a respeito de
tudo o que ele estava fazendo, muitas pessoas procedentes da Judia, de
Jerusalm, da Idumia, das regies do outro lado do Jordo e dos
arredores de Tiro e de Sidom foram atrs dele.
9 Por causa da multido,
ele disse aos discpulos que lhe preparassem um pequeno barco, para
evitar que o comprimissem.
10 Pois ele havia curado a muitos, de modo
que os que sofriam de doenas ficavam se empurrando para conseguir tocar
nele.
11 Sempre que os espritos imundos o viam, prostravam-se diante
dele e gritavam: "Tu s o Filho de Deus".
12 Mas ele lhes dava
ordens severas para que no dissessem quem ele era.
A Escolha dos Doze Apstolos A )'
13 Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais
vieram para junto dele.
14 Escolheu doze, designando-os apstolos
[a] , para que estivessem com ele, os enviasse a pregar
15 e
tivessem autoridade para expulsar demnios.
16 Estes so os doze que
ele escolheu: Simo, a quem deu o nome de Pedro;
17 Tiago, filho de
Zebedeu, e Joo, seu irmo, aos quais deu o nome de Boanerges, que
significa "filhos do trovo";
18 Andr; Filipe; Bartolomeu; Mateus;
Tom; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simo, o zelote;
19 e Judas
Iscariotes, que o traiu.
A Acusao contra Jesus B )'
20 Ento Jesus entrou numa casa, e novamente reuniu-se ali uma
multido, de modo que ele e os seus discpulos no conseguiam nem comer.
21 Quando seus familiares ouviram falar disso, saram para traz-lo 
fora, pois diziam: "Ele est fora de si".
22 E os mestres da lei que haviam descido de Jerusalm diziam: "Ele
est com Belzebu! Pelo prncipe dos demnios  que ele expulsa
demnios".
23 Ento Jesus os chamou e lhes falou por parbolas: "Como pode
Satans expulsar Satans?
24 Se um reino estiver dividido contra si
mesmo, no poder subsistir.
25 Se uma casa estiver dividida contra si
mesma, tambm no poder subsistir.
26 E se Satans se opuser a si
mesmo e estiver dividido, no poder subsistir; chegou o seu fim.
27 De
fato, ningum pode entrar na casa do homem forte e levar dali os seus
bens, sem que antes o amarre. S ento poder roubar a casa dele.
28 Eu
lhes asseguro que todos os pecados e blasfmias dos homens lhes sero
perdoados,
29 mas quem blasfemar contra o Esprito Santo nunca ter
perdo:  culpado de pecado eterno".
30 Jesus falou isso porque eles estavam dizendo: "Ele est com um
esprito imundo".
A Me e os Irmos de Jesus C )'
31 Ento chegaram a me e os irmos de Jesus. Ficando do lado de fora,
mandaram algum cham-lo.
32 Havia muita gente assentada ao seu redor;
e lhe disseram: "Tua me e teus irmos esto l fora e te procuram".
33 "Quem  minha me, e quem so meus irmos?", perguntou ele.
34 Ento olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse:
"Aqui esto minha me e meus irmos!
35 Quem faz a vontade de Deus,
este  meu irmo, minha irm e minha me".
Notas de rodap:
[a] 3.14 Alguns manuscritos no trazem designando-os apstolos.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 3:13 : Lc 6.12-16
[b] Marcos 3:20 : Mt 12.22-32; Lc 11.14-23
[c] Marcos 3:31 : Mt 12.46-50; Lc 8.19-21

MARCOS-CAPITULO-4
A Parbola do Semeador A )'
1 Novamente Jesus comeou a ensinar  beira-mar. Reuniu-se ao seu redor
uma multido to grande que ele teve que entrar num barco e assentar-se
nele. O barco estava no mar, enquanto todo o povo ficava na beira da
praia.
2 Ele lhes ensinava muitas coisas por parbolas, dizendo em seu
ensino:
3 "Ouam! O semeador saiu a semear.
4 Enquanto lanava a
semente, parte dela caiu  beira do caminho, e as aves vieram e a
comeram.
5 Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde no havia muita
terra; e logo brotou, porque a terra no era profunda.
6 Mas quando
saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque no tinham raiz.
7 Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as
plantas, de forma que ela no deu fruto.
8 Outra ainda caiu em boa
terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e at
cem por um".
9 E acrescentou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, oua!"
10 Quando ele ficou sozinho, os Doze e os outros que estavam ao seu
redor lhe fizeram perguntas acerca das parbolas.
11 Ele lhes disse:
"A vocs foi dado o mistrio do Reino de Deus, mas aos que esto fora
tudo  dito por parbolas,
12 a fim de que,
"``ainda que vejam,
no percebam;
ainda que ouam,
no entendam;
de outro modo,
poderiam converter-se
e ser perdoados!'' [a] "
13 Ento Jesus lhes perguntou: "Vocs no entendem esta parbola?
Como, ento, compreendero todas as outras?
14 O semeador semeia a
palavra.
15 Algumas pessoas so como a semente  beira do caminho, onde
a palavra  semeada. Logo que a ouvem, Satans vem e retira a palavra
nelas semeada.
16 Outras, como a semente lanada em terreno pedregoso,
ouvem a palavra e logo a recebem com alegria.
17 Todavia, visto que no
tm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma
tribulao ou perseguio por causa da palavra, logo a abandonam.
18 Outras ainda, como a semente lanada entre espinhos, ouvem a palavra;
19 mas, quando chegam as preocupaes desta vida, o engano das riquezas
e os anseios por outras coisas sufocam a palavra, tornando-a
infrutfera.
20 Outras pessoas so como a semente lanada em boa terra:
ouvem a palavra, aceitam-na e do uma colheita de trinta, sessenta e at
cem por um".
A Candeia B )'
21 Ele lhes disse: "Quem traz uma candeia para ser colocada debaixo
de uma vasilha ou de uma cama? Acaso no a coloca num lugar apropriado?
22 Porque no h nada oculto, seno para ser revelado, e nada
escondido, seno para ser trazido  luz.
23 Se algum tem ouvidos para
ouvir, oua!
24 "Considerem atentamente o que vocs esto ouvindo", continuou
ele. "Com a medida com que medirem, vocs sero medidos; e ainda mais
lhes acrescentaro.
25 A quem tiver, mais lhe ser dado; de quem no
tiver, at o que tem lhe ser tirado".
A Parbola da Semente
26 Ele prosseguiu dizendo: "O Reino de Deus  semelhante a um homem
que lana a semente sobre a terra.
27 Noite e dia, estando ele dormindo
ou acordado, a semente germina e cresce, embora ele no saiba como.
28 A terra por si prpria produz o gro: primeiro o talo, depois a espiga
e, ento, o gro cheio na espiga.
29 Logo que o gro fica maduro, o
homem lhe passa a foice, porque chegou a colheita".
A Parbola do Gro de Mostarda C )'
30 Novamente ele disse: "Com que compararemos o Reino de Deus? Que
parbola usaremos para descrev-lo?
31  como um gro de mostarda, que
 a menor semente que se planta na terra.
32 No entanto, uma vez
plantado, cresce e se torna a maior de todas as hortalias, com ramos
to grandes que as aves do cu podem abrigar-se  sua sombra".
33 Com muitas parbolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra,
tanto quanto podiam receber.
34 No lhes dizia nada sem usar alguma
parbola. Quando, porm, estava a ss com os seus discpulos,
explicava-lhes tudo.
Jesus Acalma a Tempestade D )'
35 Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discpulos: "Vamos
para o outro lado".
36 Deixando a multido, eles o levaram no barco,
assim como estava. Outros barcos tambm o acompanhavam.
37 Levantou-se
um forte vendaval, e as ondas se lanavam sobre o barco, de forma que
este foi se enchendo de gua.
38 Jesus estava na popa, dormindo com a
cabea sobre um travesseiro. Os discpulos o acordaram e clamaram:
"Mestre, no te importas que morramos?"
39 Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se!
Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonana.
40 Ento perguntou aos seus discpulos: "Por que vocs esto com
tanto medo? Ainda no tm f?"
41 Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem  este
que at o vento e o mar lhe obedecem?"
Notas de rodap:
[a] 4.12 Is 6.9,10
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 4:1 : Mt 13.1-23; Lc 8.1-15
[b] Marcos 4:21 : Lc 8.16-18
[c] Marcos 4:30 : Mt 13.31-35; Lc 13.18-21
[d] Marcos 4:35 : Mt 8.23-27; Lc 8.22-25

MARCOS-CAPITULO-5
A Cura de um Endemoninhado A )'
1 Eles atravessaram o mar e foram para a regio dos gerasenos [a] .
2 Quando Jesus desembarcou, um homem com um esprito imundo veio
dos sepulcros ao seu encontro.
3 Esse homem vivia nos sepulcros, e
ningum conseguia prend-lo, nem mesmo com correntes;
4 pois muitas
vezes lhe haviam sido acorrentados ps e mos, mas ele arrebentara as
correntes e quebrara os ferros de seus ps. Ningum era suficientemente
forte para domin-lo.
5 Noite e dia ele andava gritando e cortando-se
com pedras entre os sepulcros e nas colinas.
6 Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele,
7 e
gritou em alta voz: "Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus
Altssimo? Rogo-te por Deus que no me atormentes!"
8 Pois Jesus lhe
tinha dito: "Saia deste homem, esprito imundo!"
9 Ento Jesus lhe perguntou: "Qual  o seu nome?"
"Meu nome  Legio", respondeu ele, "porque somos muitos."
10 E
implorava a Jesus, com insistncia, que no os mandasse sair daquela
regio.
11 Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina prxima.
12 Os demnios imploraram a Jesus: "Manda-nos para os porcos, para que
entremos neles".
13 Ele lhes deu permisso, e os espritos imundos
saram e entraram nos porcos. A manada de cerca de dois mil porcos
atirou-se precipcio abaixo, em direo ao mar, e nele se afogou.
14 Os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram esses fatos na cidade
e nos campos, e o povo foi ver o que havia acontecido.
15 Quando se
aproximaram de Jesus, viram ali o homem que fora possesso da legio de
demnios, assentado, vestido e em perfeito juzo; e ficaram com medo.
16 Os que estavam presentes contaram ao povo o que acontecera ao
endemoninhado, e falaram tambm sobre os porcos.
17 Ento o povo
comeou a suplicar a Jesus que sasse do territrio deles.
18 Quando Jesus estava entrando no barco, o homem que estivera
endemoninhado suplicava-lhe que o deixasse ir com ele.
19 Jesus no o
permitiu, mas disse: "V para casa, para a sua famlia e anuncie-lhes
quanto o Senhor fez por voc e como teve misericrdia de voc".
20 Ento, aquele homem se foi e comeou a anunciar em Decpolis o quanto
Jesus tinha feito por ele. Todos ficavam admirados.
O Poder de Jesus sobre a Doena e a Morte B )'
21 Tendo Jesus voltado de barco para a outra margem, uma grande
multido se reuniu ao seu redor, enquanto ele estava  beira do mar.
22 Ento chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo
Jesus, prostrou-se aos seus ps
23 e lhe implorou insistentemente:
"Minha filhinha est morrendo! Vem, por favor, e impe as mos sobre
ela, para que seja curada e que viva".
24 Jesus foi com ele.
Uma grande multido o seguia e o comprimia.
25 E estava ali certa
mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia.
26 Ela
padecera muito sob o cuidado de vrios mdicos e gastara tudo o que
tinha, mas, em vez de melhorar, piorava.
27 Quando ouviu falar de
Jesus, chegou por trs dele, no meio da multido, e tocou em seu manto,
28 porque pensava: "Se eu to-somente tocar em seu manto, ficarei
curada".
29 Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu
corpo que estava livre do seu sofrimento.
30 No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia sado poder,
virou-se para a multido e perguntou: "Quem tocou em meu manto?"
31 Responderam os seus discpulos: "Vs a multido aglomerada ao teu
redor e ainda perguntas: ``Quem tocou em mim?''"
32 Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito
aquilo.
33 Ento a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido,
aproximou-se, prostrou-se aos seus ps e, tremendo de medo, contou-lhe
toda a verdade.
34 Ento ele lhe disse: "Filha, a sua f a curou!
[b] V em paz e fique livre do seu sofrimento".
35 Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram algumas pessoas da
casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. "Sua filha morreu", disseram
eles. "No precisa mais incomodar o mestre!"
36 No fazendo caso do que eles disseram, Jesus disse ao dirigente da
sinagoga: "No tenha medo; to-somente creia".
37 E no deixou ningum segui-lo, seno Pedro, Tiago e Joo, irmo de
Tiago.
38 Quando chegaram  casa do dirigente da sinagoga, Jesus viu um
alvoroo, com gente chorando e se lamentando em alta voz.
39 Ento
entrou e lhes disse: "Por que todo este alvoroo e lamento? A criana
no est morta, mas dorme".
40 Mas todos comearam a rir de Jesus.
Ele, porm, ordenou que eles sassem, tomou consigo o pai e a me da
criana e os discpulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava
a criana.
41 Tomou-a pela mo e lhe disse: "Talita cumi!", que
significa "menina, eu lhe ordeno, levante-se!".
42 Imediatamente a
menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e comeou a andar.
Isso os deixou atnitos.
43 Ele deu ordens expressas para que no
dissessem nada a ningum e mandou que dessem a ela alguma coisa para
comer.
Notas de rodap:
[a] 5.1 Alguns manuscritos trazem gadarenos; outros dizem gergesenos.
[b] 5.34 Ou a salvou!
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 5:1 : Mt 8.28-34; Lc 8.26-39
[b] Marcos 5:21 : Mt 9.18-26; Lc 8.40-56

MARCOS-CAPITULO-6
Um Profeta sem Honra A )'
1 Jesus saiu dali e foi para a sua cidade, acompanhado dos seus
discpulos.
2 Quando chegou o sbado, comeou a ensinar na sinagoga, e
muitos dos que o ouviam ficavam admirados.
"De onde lhe vm estas coisas?", perguntavam eles. "Que sabedoria
 esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz?
3 No  este o
carpinteiro, filho de Maria e irmo de Tiago, Jos, Judas e Simo? No
esto aqui conosco as suas irms?" E ficavam escandalizados por causa
dele.
4 Jesus lhes disse: "S em sua prpria terra, entre seus parentes e
em sua prpria casa,  que um profeta no tem honra".
5 E no pde
fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mos sobre alguns doentes e
cur-los.
6 E ficou admirado com a incredulidade deles.
Jesus Envia os Doze B )'
Ento Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.
7 Chamando os
Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade
sobre os espritos imundos.
8 Estas foram as suas instrues: "No levem nada pelo caminho, a no
ser um bordo. No levem po, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus
cintos;
9 calcem sandlias, mas no levem tnica extra;
10 sempre que
entrarem numa casa, fiquem ali at partirem;
11 e, se algum povoado no
os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus ps quando sarem de
l, como testemunho contra eles".
12 Eles saram e pregaram ao povo que se arrependesse.
13 Expulsavam
muitos demnios e ungiam muitos doentes com leo, e os curavam.
Joo Batista  Decapitado C )'
14 O rei Herodes ouviu falar dessas coisas, pois o nome de Jesus havia
se tornado bem conhecido. Algumas pessoas estavam dizendo [a] :
"Joo Batista ressuscitou dos mortos! Por isso esto operando nele
poderes miraculosos".
15 Outros diziam: "Ele  Elias".
E ainda outros afirmavam: "Ele  um profeta, como um dos antigos
profetas".
16 Mas quando Herodes ouviu essas coisas, disse: "Joo, o homem a
quem decapitei, ressuscitou dos mortos!"
17 Pois o prprio Herodes tinha dado ordens para que prendessem Joo, o
amarrassem e o colocassem na priso, por causa de Herodias, mulher de
Filipe, seu irmo, com a qual se casara.
18 Porquanto Joo dizia a
Herodes: "No te  permitido viver com a mulher do teu irmo".
19 Assim, Herodias o odiava e queria mat-lo. Mas no podia faz-lo,
20 porque Herodes temia Joo e o protegia, sabendo que ele era um homem
justo e santo; e quando o ouvia, ficava perplexo [b] . Mesmo
assim gostava de ouvi-lo.
21 Finalmente Herodias teve uma ocasio oportuna. No seu aniversrio,
Herodes ofereceu um banquete aos seus lderes mais importantes, aos
comandantes militares e s principais personalidades da Galilia.
22 Quando a filha de Herodias entrou e danou, agradou a Herodes e aos
convidados.
O rei disse  jovem: "Pea-me qualquer coisa que voc quiser, e eu lhe
darei".
23 E prometeu-lhe sob juramento: "Seja o que for que me
pedir, eu lhe darei, at a metade do meu reino".
24 Ela saiu e disse  sua me: "Que pedirei?"
"A cabea de Joo Batista", respondeu ela.
25 Imediatamente a jovem apressou-se em apresentar-se ao rei com o
pedido: "Desejo que me ds agora mesmo a cabea de Joo Batista num
prato".
26 O rei ficou aflito, mas, por causa do seu juramento e dos
convidados, no quis negar o pedido  jovem.
27 Enviou, pois,
imediatamente um carrasco com ordens para trazer a cabea de Joo. O
homem foi, decapitou Joo na priso
28 e trouxe sua cabea num prato.
Ele a entregou  jovem, e esta a deu  sua me.
29 Tendo ouvido isso,
os discpulos de Joo vieram, levaram o seu corpo e o colocaram num
tmulo.
A Primeira Multiplicao dos Pes D )'
30 Os apstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham
feito e ensinado.
31 Havia muita gente indo e vindo, ao ponto de eles
no terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um
lugar deserto e descansem um pouco".
32 Ento eles se afastaram num barco para um lugar deserto.
33 Mas
muitos dos que os viram retirar-se, tendo-os reconhecido, correram a p
de todas as cidades e chegaram l antes deles.
34 Quando Jesus saiu do
barco e viu uma grande multido, teve compaixo deles, porque eram como
ovelhas sem pastor. Ento comeou a ensinar-lhes muitas coisas.
35 J era tarde e, por isso, os seus discpulos aproximaram-se dele e
disseram: "Este  um lugar deserto, e j  tarde.
36 Manda embora o
povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para
comer".
37 Ele, porm, respondeu: "Dem-lhes vocs algo para comer".
Eles lhe disseram: "Isto exigiria duzentos denrios [c] !
Devemos gastar tanto dinheiro em po e dar-lhes de comer?"
38 Perguntou ele: "Quantos pes vocs tm? Verifiquem".
Quando ficaram sabendo, disseram: "Cinco pes e dois peixes".
39 Ento Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos
na grama verde.
40 Assim, eles se assentaram em grupos de cem e de
cinqenta.
41 Tomando os cinco pes e os dois peixes e, olhando para o
cu, deu graas e partiu os pes. Em seguida, entregou-os aos seus
discpulos para que os servissem ao povo. E tambm dividiu os dois
peixes entre todos eles.
42 Todos comeram e ficaram satisfeitos,
43 e
os discpulos recolheram doze cestos cheios de pedaos de po e de
peixe.
44 Os que comeram foram cinco mil homens.
Jesus Anda sobre as guas E )'
45 Logo em seguida, Jesus insistiu com os discpulos para que entrassem
no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a
multido.
46 Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar.
47 Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava
sozinho em terra.
48 Ele viu os discpulos remando com dificuldade,
porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada [d] , Jesus
dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava j a ponto de passar
por eles.
49 Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um
fantasma. Ento gritaram,
50 pois todos o tinham visto e ficaram
aterrorizados.
Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu! No tenham
medo!"
51 Ento subiu no barco para junto deles, e o vento se
acalmou; e eles ficaram atnitos,
52 pois no tinham entendido o
milagre dos pes. O corao deles estava endurecido.
53 Depois de atravessarem o mar, chegaram a Genesar e ali amarraram o
barco.
54 Logo que desembarcaram, o povo reconheceu Jesus.
55 Eles
percorriam toda aquela regio e levavam os doentes em macas, para onde
ouviam que ele estava.
56 E aonde quer que ele fosse, povoados, cidades
ou campos, levavam os doentes para as praas. Suplicavam-lhe que
pudessem pelo menos tocar na borda do seu manto; e todos os que nele
tocavam eram curados.
Notas de rodap:
[a] 6.14 Muitos manuscritos dizem E ele dizia.
[b] 6.20 Alguns manuscritos antigos dizem fazia muitas coisas.
[c] 6.37 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[d] 6.48 Grego: Por volta da quarta viglia da noite (entre 3 e 6
horas da manh).
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 6:1 : Mt 13.53-58
[b] Marcos 6:6 : Mt 10.1,5-14; Lc 9.1-6
[c] Marcos 6:14 : Mt 14.1-12
[d] Marcos 6:30 : Mt 14.13-21; Lc 9.10-17; Jo 6.1-15
[e] Marcos 6:45 : Mt 14.22-36; Jo 6.16-24

MARCOS-CAPITULO-7
Jesus e a Tradio Judaica A )'
1 Os fariseus e alguns dos mestres da lei, vindos de Jerusalm,
reuniram-se a Jesus e
2 viram alguns dos seus discpulos comerem com as
mos "impuras", isto , por lavar.
3 (Os fariseus e todos os judeus
no comem sem lavar as mos cerimonialmente, apegando-se, assim, 
tradio dos lderes religiosos.
4 Quando chegam da rua, no comem sem
antes se lavarem. E observam muitas outras tradies, tais como o lavar
de copos, jarros e vasilhas de metal [a] .)
5 Ento os fariseus e os mestres da lei perguntaram a Jesus: "Por que
os seus discpulos no vivem de acordo com a tradio dos lderes
religiosos, em vez de comerem o alimento com as mos ``impuras''?"
6 Ele respondeu: "Bem profetizou Isaas acerca de vocs, hipcritas;
como est escrito:
"``Este povo me honra
com os lbios,
mas o seu corao est longe de mim.
7 Em vo me adoram;
seus ensinamentos
no passam de regras
ensinadas por homens'' [b] .
8 Vocs negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam s tradies
dos homens".
9 E disse-lhes: "Vocs esto sempre encontrando uma boa maneira de
pr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecerem [c] s
suas tradies!
10 Pois Moiss disse: ``Honra teu pai e tua me''
[d] e ``Quem amaldioar seu pai ou sua me ter que ser
executado'' [e] .
11 Mas vocs afirmam que se algum disser a
seu pai ou a sua me: ``Qualquer ajuda que vocs poderiam receber de
mim  Corb'', isto , uma oferta dedicada a Deus,
12 vocs o
desobrigam de qualquer dever para com seu pai ou sua me.
13 Assim
vocs anulam a palavra de Deus, por meio da tradio que vocs mesmos
transmitiram. E fazem muitas coisas como essa".
14 Jesus chamou novamente a multido para junto de si e disse:
"Ouam-me todos e entendam isto:
15 No h nada fora do homem que,
nele entrando, possa torn-lo ``impuro''. Ao contrrio, o que sai do
homem  que o torna ``impuro''.
16 Se algum tem ouvidos para ouvir,
oua! [f] "
17 Depois de deixar a multido e entrar em casa, os discpulos lhe
pediram explicao da parbola.
18 "Ser que vocs tambm no
conseguem entender?", perguntou-lhes Jesus. "No percebem que nada
que entre no homem pode torn-lo ``impuro''?
19 Porque no entra em
seu corao, mas em seu estmago, sendo depois eliminado." Ao dizer
isso, Jesus declarou "puros" todos os alimentos.
20 E continuou: "O que sai do homem  que o torna ``impuro''.
21 Pois do interior do corao dos homens vm os maus pensamentos, as
imoralidades sexuais, os roubos, os homicdios, os adultrios,
22 as
cobias, as maldades, o engano, a devassido, a inveja, a calnia, a
arrogncia e a insensatez.
23 Todos esses males vm de dentro e tornam
o homem ``impuro''".
Uma Mulher Siro-fencia Demonstra F B )'
24 Jesus saiu daquele lugar e foi para os arredores de Tiro e de Sidom
[g] . Entrou numa casa e no queria que ningum o soubesse;
contudo, no conseguiu manter em segredo a sua presena.
25 De fato,
logo que ouviu falar dele, certa mulher, cuja filha estava com um
esprito imundo, veio e lanou-se aos seus ps.
26 A mulher era grega,
siro-fencia de origem, e rogava a Jesus que expulsasse de sua filha o
demnio.
27 Ele lhe disse: "Deixe que primeiro os filhos comam at se fartar;
pois no  correto tirar o po dos filhos e lan-lo aos
cachorrinhos".
28 Ela respondeu: "Sim, Senhor, mas at os cachorrinhos, debaixo da
mesa, comem das migalhas das crianas".
29 Ento ele lhe disse: "Por causa desta resposta, voc pode ir; o
demnio j saiu da sua filha".
30 Ela foi para casa e encontrou sua filha deitada na cama, e o demnio
j a deixara.
A Cura de um Surdo e Gago
31 A seguir Jesus saiu dos arredores de Tiro e atravessou Sidom, at o
mar da Galilia e a regio de Decpolis.
32 Ali algumas pessoas lhe
trouxeram um homem que era surdo e mal podia falar, suplicando que lhe
impusesse as mos.
33 Depois de lev-lo  parte, longe da multido, Jesus colocou os dedos
nos ouvidos dele. Em seguida, cuspiu e tocou na lngua do homem.
34 Ento voltou os olhos para o cu e, com um profundo suspiro, disse-lhe:
"Efat!", que significa "abra-se!"
35 Com isso, os ouvidos do
homem se abriram, sua lngua ficou livre e ele comeou a falar
corretamente.
36 Jesus ordenou-lhes que no o contassem a ningum. Contudo, quanto
mais ele os proibia, mais eles falavam.
37 O povo ficava simplesmente
maravilhado e dizia: "Ele faz tudo muito bem. Faz at o surdo ouvir e
o mudo falar".
Notas de rodap:
[a] 7.4 Alguns manuscritos antigos dizem vasos, vasilhas de metal e
almofadas da sala de jantar (onde se reclinavam para comer).
[b] 7.6,7 Is 29.13
[c] 7.9 Alguns manuscritos trazem estabelecerem.
[d] 7.10 x 20.12; Dt 5.16
[e] 7.10 x 21.17; Lv 20.9
[f] 7.16 Alguns manuscritos no trazem o versculo 16.
[g] 7.24 Vrios manuscritos no trazem e de Sidom.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 7:1 : Mt 15.1-20
[b] Marcos 7:24 : Mt 15.21-28

MARCOS-CAPITULO-8
A Segunda Multiplicao dos Pes A )'
1 Naqueles dias, outra vez reuniu-se uma grande multido. Visto que no
tinham nada para comer, Jesus chamou os seus discpulos e disse-lhes:
2 "Tenho compaixo desta multido; j faz trs dias que eles esto
comigo e nada tm para comer.
3 Se eu os mandar para casa com fome, vo
desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe".
4 Os seus discpulos responderam: "Onde, neste lugar deserto, poderia
algum conseguir po suficiente para aliment-los?"
5 "Quantos pes vocs tm?", perguntou Jesus.
"Sete", responderam eles.
6 Ele ordenou  multido que se assentasse no cho. Depois de tomar os
sete pes e dar graas, partiu-os e os entregou aos seus discpulos,
para que os servissem  multido; e eles o fizeram.
7 Tinham tambm
alguns peixes pequenos; ele deu graas igualmente por eles e disse aos
discpulos que os distribussem.
8 O povo comeu at se fartar. E
ajuntaram sete cestos cheios de pedaos que sobraram.
9 Cerca de quatro
mil homens estavam presentes. E, tendo-os despedido,
10 entrou no barco
com seus discpulos e foi para a regio de Dalmanuta.
Os Fariseus Pedem um Sinal B )'
11 Os fariseus vieram e comearam a interrogar Jesus. Para p-lo 
prova, pediram-lhe um sinal do cu.
12 Ele suspirou profundamente e
disse: "Por que esta gerao pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo
que nenhum sinal lhe ser dado".
13 Ento se afastou deles, voltou
para o barco e foi para o outro lado.
O Fermento dos Fariseus e de Herodes C )'
14 Os discpulos haviam se esquecido de levar po, a no ser um po que
tinham consigo no barco.
15 Advertiu-os Jesus: "Estejam atentos e
tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de
Herodes".
16 E eles discutiam entre si, dizendo: " porque no temos po".
17 Percebendo a discusso, Jesus lhes perguntou: "Por que vocs esto
discutindo sobre no terem po? Ainda no compreendem nem percebem? O
corao de vocs est endurecido?
18 Vocs tm olhos, mas no vem? Tm
ouvidos, mas no ouvem? No se lembram?
19 Quando eu parti os cinco
pes para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaos vocs
recolheram?"
"Doze", responderam eles.
20 "E quando eu parti os sete pes para os quatro mil, quantos cestos
cheios de pedaos vocs recolheram?"
"Sete", responderam eles.
21 Ele lhes disse: "Vocs ainda no entendem?"
A Cura de um Cego em Betsaida
22 Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a
Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele.
23 Ele tomou o cego pela mo e
o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e
impor-lhe as mos, Jesus perguntou: "Voc est vendo alguma coisa?"
24 Ele levantou os olhos e disse: "Vejo pessoas; elas parecem rvores
andando".
25 Mais uma vez, Jesus colocou as mos sobre os olhos do homem. Ento
seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo
claramente.
26 Jesus mandou-o para casa, dizendo: "No entre no
povoado [a] !"
A Confisso de Pedro D )'
27 Jesus e os seus discpulos dirigiram-se para os povoados nas
proximidades de Cesaria de Filipe. No caminho, ele lhes perguntou:
"Quem o povo diz que eu sou?"
28 Eles responderam: "Alguns dizem que s Joo Batista; outros,
Elias; e, ainda outros, um dos profetas".
29 "E vocs?", perguntou ele. "Quem vocs dizem que eu sou?"
Pedro respondeu: "Tu s o Cristo [b] ".
30 Jesus os advertiu que no falassem a ningum a seu respeito.
Jesus Prediz sua Morte e Ressurreio E )'
31 Ento ele comeou a ensinar-lhes que era necessrio que o Filho do
homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos lderes religiosos,
pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e trs
dias depois ressuscitasse.
32 Ele falou claramente a esse respeito.
Ento Pedro, chamando-o  parte, comeou a repreend-lo.
33 Jesus, porm, voltou-se, olhou para os seus discpulos e repreendeu
Pedro, dizendo: "Para trs de mim, Satans! Voc no pensa nas coisas
de Deus, mas nas dos homens".
34 Ento ele chamou a multido e os discpulos e disse: "Se algum
quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
35 Pois quem quiser salvar a sua vida [c] , a perder; mas quem
perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvar.
36 Pois,
que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Ou,
o que o homem poderia dar em troca de sua alma?
38 Se algum se
envergonhar de mim e das minhas palavras nesta gerao adltera e
pecadora, o Filho do homem se envergonhar dele quando vier na glria de
seu Pai com os santos anjos".
Notas de rodap:
[a] 8.26 Vrios manuscritos acrescentam nem conte nada a ningum no
povoado.
[b] 8.29 Ou Messias . Tanto Cristo (grego) como Messias (hebraico)
significam Ungido; tambm em todo o livro de Marcos.
[c] 8.35 Ou alma
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 8:1 : Mt 15.29-39
[b] Marcos 8:11 : Mt 16.1-4
[c] Marcos 8:14 : Mt 16.5-12
[d] Marcos 8:27 : Mt 16.13-20; Lc 9.18-21
[e] Marcos 8:31 : Mt 16.21-28; Lc 9.22-27

MARCOS-CAPITULO-9
1 E lhes disse: "Garanto-lhes que alguns dos que aqui esto de modo
nenhum experimentaro a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com
poder".
A Transfigurao A )'
2 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e Joo e os levou
a um alto monte, onde ficaram a ss. Ali ele foi transfigurado diante
deles.
3 Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente,
como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branque-las.
4 E
apareceram diante deles Elias e Moiss, os quais conversavam com Jesus.
5 Ento Pedro disse a Jesus: "Mestre [a] ,  bom estarmos
aqui. Faamos trs tendas: uma para ti, uma para Moiss e uma para
Elias".
6 Ele no sabia o que dizer, pois estavam apavorados.
7 A seguir apareceu uma nuvem e os envolveu, e dela saiu uma voz, que
disse: "Este  o meu Filho amado. Ouam-no!"
8 Repentinamente, quando olharam ao redor, no viram mais ningum, a
no ser Jesus.
9 Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que no contassem a
ningum o que tinham visto, at que o Filho do homem tivesse
ressuscitado dos mortos.
10 Eles guardaram o assunto apenas entre si,
discutindo o que significaria "ressuscitar dos mortos".
11 E lhe perguntaram: "Por que os mestres da lei dizem que 
necessrio que Elias venha primeiro?"
12 Jesus respondeu: "De fato, Elias vem primeiro e restaura todas as
coisas. Ento, por que est escrito que  necessrio que o Filho do
homem sofra muito e seja rejeitado com desprezo?
13 Mas eu lhes digo:
Elias j veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como est escrito
a seu respeito".
A Cura de um Menino Endemoninhado B )'
14 Quando chegaram onde estavam os outros discpulos, viram uma grande
multido ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles.
15 Logo que todo o povo viu Jesus, ficou muito surpreso e correu para
saud-lo.
16 Perguntou Jesus: "O que vocs esto discutindo?"
17 Um homem, no meio da multido, respondeu: "Mestre, eu te trouxe o
meu filho, que est com um esprito que o impede de falar.
18 Onde quer
que o apanhe, joga-o no cho. Ele espuma pela boca, range os dentes e
fica rgido. Pedi aos teus discpulos que expulsassem o esprito, mas
eles no conseguiram".
19 Respondeu Jesus: " gerao incrdula, at quando estarei com
vocs? At quando terei que suport-los? Tragam-me o menino".
20 Ento, eles o trouxeram. Quando o esprito viu Jesus, imediatamente
causou uma convulso no menino. Este caiu no cho e comeou a rolar,
espumando pela boca.
21 Jesus perguntou ao pai do menino: "H quanto tempo ele est
assim?"
"Desde a infncia", respondeu ele.
22 "Muitas vezes esse esprito
o tem lanado no fogo e na gua para mat-lo. Mas, se podes fazer alguma
coisa, tem compaixo de ns e ajuda-nos."
23 "Se podes?", disse Jesus. "Tudo  possvel quele que cr."
24 Imediatamente o pai do menino exclamou: "Creio, ajuda-me a vencer
a minha incredulidade!"
25 Quando Jesus viu que uma multido estava se ajuntando, repreendeu o
esprito imundo, dizendo: "Esprito mudo e surdo, eu ordeno que o
deixe e nunca mais entre nele".
26 O esprito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou
como morto, ao ponto de muitos dizerem: "Ele morreu".
27 Mas Jesus
tomou-o pela mo e o levantou, e ele ficou em p.
28 Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discpulos lhe perguntaram
em particular: "Por que no conseguimos expuls-lo?"
29 Ele respondeu: "Essa espcie s sai pela orao e pelo jejum
[b] ".
30 Eles saram daquele lugar e atravessaram a Galilia. Jesus no
queria que ningum soubesse onde eles estavam,
31 porque estava
ensinando os seus discpulos. E lhes dizia: "O Filho do homem est
para ser entregue nas mos dos homens. Eles o mataro, e trs dias
depois ele ressuscitar".
32 Mas eles no entendiam o que ele queria
dizer e tinham receio de perguntar-lhe.
Quem  o Maior? C )'
33 E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes:
"O que vocs estavam discutindo no caminho?"
34 Mas eles guardaram
silncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior.
35 Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse: "Se algum quiser ser
o primeiro, ser o ltimo, e servo de todos".
36 E, tomando uma criana, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos
braos, disse-lhes:
37 "Quem recebe uma destas crianas em meu nome,
est me recebendo; e quem me recebe, no est apenas me recebendo, mas
tambm quele que me enviou".
Quem No  contra Ns  por Ns D )'
38 "Mestre", disse Joo, "vimos um homem expulsando demnios em
teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele no era um dos nossos."
39 "No o impeam", disse Jesus. "Ningum que faa um milagre em
meu nome, pode falar mal de mim logo em seguida,
40 pois quem no 
contra ns est a nosso favor.
41 Eu lhes digo a verdade: Quem lhes der
um copo de gua em meu nome, por vocs pertencerem a Cristo, de modo
nenhum perder a sua recompensa.
A Induo ao Pecado E )'
42 "Se algum fizer tropear um destes pequeninos que crem em mim,
seria melhor que fosse lanado no mar com uma grande pedra amarrada no
pescoo.
43 Se a sua mo o fizer tropear, corte-a.  melhor entrar na
vida mutilado do que, tendo as duas mos, ir para o inferno, onde o fogo
nunca se apaga,
44 onde o seu verme no morre, e o fogo no se apaga.
[c]
45 E se o seu p o fizer tropear, corte-o.  melhor entrar na
vida aleijado do que, tendo os dois ps, ser lanado no inferno,
46 onde o seu verme no morre, e o fogo no se apaga. [d]
47 E se o
seu olho o fizer tropear, arranque-o.  melhor entrar no Reino de Deus
com um s olho do que, tendo os dois olhos, ser lanado no inferno,
48 onde
"``o seu verme no morre,
e o fogo no se apaga'' [e] .
49 Cada um ser salgado com fogo.
50 "O sal  bom, mas se deixar de ser salgado, como restaurar o seu
sabor? Tenham sal em vocs mesmos e vivam em paz uns com os outros."
Notas de rodap:
[a] 9.5 Grego: Rabi ; tambm em 10.51; 11.21 e 14.45.
[b] 9.29 Alguns manuscritos no trazem e pelo jejum.
[c] 9.44 Os manuscritos mais antigos no trazem o versculo 44.
[d] 9.46 Os manuscritos mais antigos no trazem o versculo 46.
[e] 9.48 Is 66.24
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 9:2 : Mt 17.1-13; Lc 9.28-36
[b] Marcos 9:14 : Mt 17.14-23; Lc 9.37-45
[c] Marcos 9:33 : Mt 18.1-5; Lc 9.46-48
[d] Marcos 9:38 : Lc 9.49,50
[e] Marcos 9:42 : Mt 18.6-9

MARCOS-CAPITULO-10
A Questo do Divrcio A )'
1 Ento Jesus saiu dali e foi para a regio da Judia e para o outro
lado do Jordo. Novamente uma multido veio a ele e, segundo o seu
costume, ele a ensinava.
2 Alguns fariseus aproximaram-se dele para p-lo  prova, perguntando:
" permitido ao homem divorciar-se de sua mulher?"
3 "O que Moiss lhes ordenou?", perguntou ele.
4 Eles disseram: "Moiss permitiu que o homem lhe desse uma certido
de divrcio e a mandasse embora" [a] .
5 Respondeu Jesus: "Moiss escreveu essa lei por causa da dureza de
corao de vocs.
6 Mas no princpio da criao Deus ``os fez homem e
mulher'' [b] .
7 ``Por esta razo, o homem deixar pai e me e
se unir  sua mulher [c] ,
8 e os dois se tornaro uma s
carne''. [d] Assim, eles j no so dois, mas sim uma s carne.
9 Portanto, o que Deus uniu, ningum o separe".
10 Quando estava em casa novamente, os discpulos interrogaram Jesus
sobre o mesmo assunto.
11 Ele respondeu: "Todo aquele que se
divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher, estar cometendo
adultrio contra ela.
12 E se ela se divorciar de seu marido e se casar
com outro homem, estar cometendo adultrio".
Jesus e as Crianas B )'
13 Alguns traziam crianas a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os
discpulos os repreendiam.
14 Quando Jesus viu isso, ficou indignado e
lhes disse: "Deixem vir a mim as crianas, no as impeam; pois o
Reino de Deus pertence aos que so semelhantes a elas.
15 Digo-lhes a
verdade: Quem no receber o Reino de Deus como uma criana, nunca
entrar nele".
16 Em seguida, tomou as crianas nos braos,
imps-lhes as mos e as abenoou.
O Jovem Rico C )'
17 Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direo e se ps de
joelhos diante dele e lhe perguntou: "Bom mestre, que farei para
herdar a vida eterna?"
18 Respondeu-lhe Jesus: "Por que voc me chama bom? Ningum  bom, a
no ser um, que  Deus.
19 Voc conhece os mandamentos: ``No matars,
no adulterars, no furtars, no dars falso testemunho, no enganars
ningum, honra teu pai e tua me'' [e] ".
20 E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha
adolescncia".
21 Jesus olhou para ele e o amou. "Falta-lhe uma coisa", disse ele.
"V, venda tudo o que voc possui e d o dinheiro aos pobres, e voc
ter um tesouro no cu. Depois, venha e siga-me."
22 Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha
muitas riquezas.
23 Jesus olhou ao redor e disse aos seus discpulos: "Como  difcil
aos ricos entrar no Reino de Deus!"
24 Os discpulos ficaram admirados com essas palavras. Mas Jesus
repetiu: "Filhos, como  difcil [f] entrar no Reino de Deus!
25  mais fcil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um
rico entrar no Reino de Deus".
26 Os discpulos ficaram perplexos, e perguntavam uns aos outros:
"Neste caso, quem pode ser salvo?"
27 Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem  impossvel, mas
para Deus no; todas as coisas so possveis para Deus".
28 Ento Pedro comeou a dizer-lhe: "Ns deixamos tudo para
seguir-te".
29 Respondeu Jesus: "Digo-lhes a verdade: Ningum que tenha deixado
casa, irmos, irms, me, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do
evangelho,
30 deixar de receber cem vezes mais, j no tempo presente,
casas, irmos, irms, mes, filhos e campos, e com eles perseguio; e,
na era futura, a vida eterna.
31 Contudo, muitos primeiros sero
ltimos, e os ltimos sero primeiros".
Jesus Prediz Novamente sua Morte e Ressurreio D )'
32 Eles estavam subindo para Jerusalm, e Jesus ia  frente. Os
discpulos estavam admirados, enquanto os que o seguiam estavam com
medo. Novamente ele chamou  parte os Doze e lhes disse o que haveria de
lhe acontecer:
33 "Estamos subindo para Jerusalm e o Filho do homem
ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o
condenaro  morte e o entregaro aos gentios [g] ,
34 que
zombaro dele, cuspiro nele, o aoitaro e o mataro. Trs dias depois
ele ressuscitar".
O Pedido de Tiago e Joo E )'
35 Nisso Tiago e Joo, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e
disseram: "Mestre, queremos que nos faas o que vamos te pedir".
36 "O que vocs querem que eu lhes faa?", perguntou ele.
37 Eles responderam: "Permite que, na tua glria, nos assentemos um 
tua direita e o outro  tua esquerda".
38 Disse-lhes Jesus: "Vocs no sabem o que esto pedindo. Podem
vocs beber o clice que eu estou bebendo ou ser batizados com o batismo
com que estou sendo batizado?"
39 "Podemos", responderam eles.
Jesus lhes disse: "Vocs bebero o clice que estou bebendo e sero
batizados com o batismo com que estou sendo batizado;
40 mas o
assentar-se  minha direita ou  minha esquerda no cabe a mim conceder.
Esses lugares pertencem queles para quem foram preparados".
41 Quando os outros dez ouviram essas coisas, ficaram indignados com
Tiago e Joo.
42 Jesus os chamou e disse: "Vocs sabem que aqueles
que so considerados governantes das naes as dominam, e as pessoas
importantes exercem poder sobre elas.
43 No ser assim entre vocs. Ao
contrrio, quem quiser tornar-se importante entre vocs dever ser
servo;
44 e quem quiser ser o primeiro dever ser escravo de todos.
45 Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e
dar a sua vida em resgate por muitos".
O Cego Bartimeu Recupera a Viso F )'
46 Ento chegaram a Jeric. Quando Jesus e seus discpulos, juntamente
com uma grande multido, estavam saindo da cidade, o filho de Timeu,
Bartimeu, que era cego, estava sentado  beira do caminho pedindo
esmolas.
47 Quando ouviu que era Jesus de Nazar, comeou a gritar:
"Jesus, Filho de Davi, tem misericrdia de mim!"
48 Muitos o repreendiam para que ficasse quieto, mas ele gritava ainda
mais: "Filho de Davi, tem misericrdia de mim!"
49 Jesus parou e disse: "Chamem-no".
E chamaram o cego: "nimo! Levante-se! Ele o est chamando".
50 Lanando sua capa para o lado, de um salto ps-se em p e dirigiu-se a
Jesus.
51 "O que voc quer que eu lhe faa?", perguntou-lhe Jesus.
O cego respondeu: "Mestre, eu quero ver!"
52 "V", disse Jesus, "a sua f o curou". Imediatamente ele
recuperou a viso e seguiu Jesus pelo caminho.
Notas de rodap:
[a] 10.4 Dt 24.1-3
[b] 10.6 Gn 1.27
[c] 10.7 Alguns manuscritos antigos no trazem e se unir  sua
mulher.
[d] 10.8 Gn 2.24
[e] 10.19 x 20.12-16; Dt 5.16-20
[f] 10.24 Outros manuscritos dizem  difcil para aqueles que confiam
nas riquezas.
[g] 10.33 Isto , os que no so judeus.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 10:1 : Mt 19.1-12
[b] Marcos 10:13 : Mt 19.13-15; Lc 18.15-17
[c] Marcos 10:17 : Mt 19.16-30; Lc 18.18-30
[d] Marcos 10:32 : Mt 20.17-19; Lc 18.31-34
[e] Marcos 10:35 : Mt 20.20-28
[f] Marcos 10:46 : Mt 20.29-34; Lc 18.35-43

MARCOS-CAPITULO-11
A Entrada Triunfal A )'
1 Quando se aproximaram de Jerusalm e chegaram a Betfag e Betnia,
perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discpulos,
2 dizendo-lhes: "Vo ao povoado que est adiante de vocs; logo que
entrarem, encontraro um jumentinho amarrado, no qual ningum jamais
montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui.
3 Se algum lhes perguntar:
``Por que vocs esto fazendo isso?'', digam-lhe: O Senhor precisa
dele e logo o devolver".
4 Eles foram e encontraram um jumentinho na rua, amarrado a um porto.
Enquanto o desamarravam,
5 alguns dos que ali estavam lhes perguntaram:
"O que vocs esto fazendo, desamarrando esse jumentinho?"
6 Os
discpulos responderam como Jesus lhes tinha dito, e eles os deixaram
ir.
7 Trouxeram o jumentinho a Jesus, puseram sobre ele os seus mantos;
e Jesus montou.
8 Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros
espalharam ramos que haviam cortado nos campos.
9 Os que iam adiante
dele e os que o seguiam gritavam:
"Hosana!" [a]
"Bendito  o que vem
em nome do Senhor!" [b]
10 "Bendito  o Reino vindouro de nosso pai Davi!"
"Hosana nas alturas!"
11 Jesus entrou em Jerusalm e dirigiu-se ao templo. Observou tudo 
sua volta e, como j era tarde, foi para Betnia com os Doze.
Jesus Purifica o Templo B )'
12 No dia seguinte, quando estavam saindo de Betnia, Jesus teve fome.
13 Vendo  distncia uma figueira com folhas, foi ver se encontraria
nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a no ser folhas,
porque no era tempo de figos.
14 Ento lhe disse: "Ningum mais coma
de seu fruto". E os seus discpulos ouviram-no dizer isso.
15 Chegando a Jerusalm, Jesus entrou no templo e ali comeou a
expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos
cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
16 e no permitia que
ningum carregasse mercadorias pelo templo.
17 E os ensinava, dizendo:
"No est escrito:
"``A minha casa ser chamada
casa de orao
para todos os povos'' [c] ?
Mas vocs fizeram dela um ``covil de ladres'' [d] ".
18 Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei ouviram essas palavras
e comearam a procurar uma forma de mat-lo, pois o temiam, visto que
toda a multido estava maravilhada com o seu ensino.
19 Ao cair da tarde, eles [e] saram da cidade.
A Figueira Seca C )'
20 De manh, ao passarem, viram a figueira seca desde as razes.
21 Pedro, lembrando-se, disse a Jesus: "Mestre! V! A figueira que
amaldioaste secou!"
22 Respondeu Jesus: "Tenham f [f] em Deus.
23 Eu lhes
asseguro que se algum disser a este monte: ``Levante-se e atire-se no
mar'', e no duvidar em seu corao, mas crer que acontecer o que diz,
assim lhe ser feito.
24 Portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocs
pedirem em orao, creiam que j o receberam, e assim lhes suceder.
25 E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra algum,
perdoem-no, para que tambm o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados.
26 Mas se vocs no perdoarem, tambm o seu Pai que est nos cus no
perdoar os seus pecados [g] ".
A Autoridade de Jesus  Questionada D )'
27 Chegaram novamente a Jerusalm e, quando Jesus estava passando pelo
templo, aproximaram-se dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei
e os lderes religiosos e lhe perguntaram:
28 "Com que autoridade
ests fazendo estas coisas? Quem te deu autoridade para faz-las?"
29 Respondeu Jesus: "Eu lhes farei uma pergunta. Respondam-me, e eu
lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas.
30 O batismo
de Joo era do cu ou dos homens? Digam-me!"
31 Eles discutiam entre si, dizendo: "Se dissermos: Dos cus, ele
perguntar: ``Ento por que vocs no creram nele?''
32 Mas se
dissermos: Dos homens..." Eles temiam o povo, pois todos realmente
consideravam Joo um profeta.
33 Eles responderam a Jesus: "No sabemos".
Disse ento Jesus: "Tampouco lhes direi com que autoridade estou
fazendo estas coisas".
Notas de rodap:
[a] 11.9 Expresso hebraica que significa "Salve!", e que se
tornou uma exclamao de louvor; tambm no versculo 10.
[b] 11.9 Sl 118.25,26
[c] 11.17 Is 56.7
[d] 11.17 Jr 7.11
[e] 11.19 Vrios manuscritos dizem ele saiu.
[f] 11.22 Vrios manuscritos dizem Se vocs tiverem f.
[g] 11.26 Muitos manuscritos antigos no trazem o versculo 26.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 11:1 : Mt 21.1-11; Lc 19.28-40; Jo 12.12-19
[b] Marcos 11:12 : Mt 21.12-17; Lc 19.45-48
[c] Marcos 11:20 : Mt 21.18-22
[d] Marcos 11:27 : Mt 21.23-27; Lc 20.1-8

MARCOS-CAPITULO-12
A Parbola dos Lavradores A )'
1 Ento Jesus comeou a lhes falar por parbolas: "Certo homem
plantou uma vinha, colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para
prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns
lavradores e foi fazer uma viagem.
2 Na poca da colheita, enviou um
servo aos lavradores, para receber deles parte do fruto da vinha.
3 Mas
eles o agarraram, o espancaram e o mandaram embora de mos vazias.
4 Ento enviou-lhes outro servo; e lhe bateram na cabea e o humilharam.
5 E enviou ainda outro, o qual mataram. Enviou muitos outros; em alguns
bateram, a outros mataram.
6 "Faltava-lhe ainda um para enviar: seu filho amado. Por fim o
enviou, dizendo: ``A meu filho respeitaro''.
7 "Mas os lavradores disseram uns aos outros: ``Este  o herdeiro.
Venham, vamos mat-lo, e a herana ser nossa''.
8 Assim eles o
agarraram, o mataram e o lanaram para fora da vinha.
9 "O que far ento o dono da vinha? Vir e matar aqueles lavradores
e dar a vinha a outros.
10 Vocs nunca leram esta passagem das
Escrituras?
"``A pedra que os construtores
rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
11 isso vem do Senhor,
e  algo maravilhoso
para ns'' [a] ".
12 Ento comearam a procurar um meio de prend-lo, pois perceberam que
era contra eles que ele havia contado aquela parbola. Mas tinham medo
da multido; por isso o deixaram e foram embora.
O Pagamento de Imposto a Csar B )'
13 Mais tarde enviaram a Jesus alguns dos fariseus e herodianos para o
apanharem em alguma coisa que ele dissesse.
14 Estes se aproximaram
dele e disseram: "Mestre, sabemos que s ntegro e que no te deixas
influenciar por ningum, porque no te prendes  aparncia dos homens,
mas ensinas o caminho de Deus conforme a verdade.  certo pagar imposto
a Csar ou no?
15 Devemos pagar ou no?"
Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, perguntou: "Por que vocs
esto me pondo  prova? Tragam-me um denrio [b] para que eu o
veja".
16 Eles lhe trouxeram a moeda, e ele lhes perguntou: "De
quem  esta imagem e esta inscrio?"
"De Csar", responderam eles.
17 Ento Jesus lhes disse: "Dem [c] a Csar o que  de Csar
e a Deus o que  de Deus".
E ficaram admirados com ele.
A Realidade da Ressurreio C )'
18 Depois os saduceus, que dizem que no h ressurreio,
aproximaram-se dele com a seguinte questo:
19 "Mestre, Moiss nos
deixou escrito que, se um homem morrer e deixar mulher sem filhos, seu
irmo dever casar-se com a viva e ter filhos para seu irmo.
20 Havia
sete irmos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar filhos.
21 O
segundo casou-se com a viva, mas tambm morreu sem deixar filhos. O
mesmo aconteceu com o terceiro.
22 Nenhum dos sete deixou filhos.
Finalmente, morreu tambm a mulher.
23 Na ressurreio, [d] de
quem ela ser esposa, visto que os sete foram casados com ela?"
24 Jesus respondeu: "Vocs esto enganados!, pois no conhecem as
Escrituras nem o poder de Deus!
25 Quando os mortos ressuscitam, no se
casam nem so dados em casamento, mas so como os anjos nos cus.
26 Quanto  ressurreio dos mortos, vocs no leram no livro de Moiss, no
relato da sara, como Deus lhe disse: ``Eu sou o Deus de Abrao, o Deus
de Isaque e o Deus de Jac'' [e] ?
27 Ele no  Deus de mortos,
mas de vivos. Vocs esto muito enganados!"
O Maior Mandamento D )'
28 Um dos mestres da lei aproximou-se e os ouviu discutindo. Notando
que Jesus lhes dera uma boa resposta, perguntou-lhe: "De todos os
mandamentos, qual  o mais importante?"
29 Respondeu Jesus: "O mais importante  este: ``Ouve,  Israel, o
Senhor, o nosso Deus, o Senhor  o nico Senhor.
30 Ame o Senhor, o seu
Deus, de todo o seu corao, de toda a sua alma, de todo o seu
entendimento e de todas as suas foras'' [f] .
31 O segundo 
este: ``Ame o seu prximo como a si mesmo'' [g] . No existe
mandamento maior do que estes".
32 "Muito bem, mestre", disse o homem. "Ests certo ao dizeres
que Deus  nico e que no existe outro alm dele.
33 Am-lo de todo o
corao, de todo o entendimento e de todas as foras, e amar ao prximo
como a si mesmo  mais importante do que todos os sacrifcios e
ofertas".
34 Vendo que ele tinha respondido sabiamente, Jesus lhe disse: "Voc
no est longe do Reino de Deus". Da por diante ningum mais ousava
lhe fazer perguntas.
O Cristo  Senhor de Davi E )'
35 Ensinando no templo, Jesus perguntou: "Como os mestres da lei
dizem que o Cristo  filho de Davi?
36 O prprio Davi, falando pelo
Esprito Santo, disse:
"``O Senhor disse
ao meu Senhor:
Senta-te  minha direita
at que eu ponha
os teus inimigos
debaixo de teus ps'' [h] .
37 O prprio Davi o chama ``Senhor''. Como pode, ento, ser ele seu
filho?"
E a grande multido o ouvia com prazer.
38 Ao ensinar, Jesus dizia: "Cuidado com os mestres da lei. Eles
fazem questo de andar com roupas especiais, de receber saudaes nas
praas
39 e de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os
lugares de honra nos banquetes.
40 Eles devoram as casas das vivas, e,
para disfarar, fazem longas oraes. Esses recebero condenao mais
severa!"
A Oferta da Viva F )'
41 Jesus sentou-se em frente do lugar onde eram colocadas as
contribuies, e observava a multido colocando o dinheiro nas caixas de
ofertas. Muitos ricos lanavam ali grandes quantias.
42 Ento, uma
viva pobre chegou-se e colocou duas pequeninas moedas de cobre, de
muito pouco valor [i] .
43 Chamando a si os seus discpulos, Jesus declarou: "Afirmo-lhes que
esta viva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os
outros.
44 Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza,
deu tudo o que possua para viver".
Notas de rodap:
[a] 12.10,11 Sl 118.22,23
[b] 12.15 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[c] 12.17 Ou Devolvam
[d] 12.23 Alguns manuscritos acrescentam quando ressuscitarem.
[e] 12.26 x 3.6
[f] 12.30 Dt 6.4,5
[g] 12.31 Lv 19.18
[h] 12.36 Sl 110.1
[i] 12.42 Grego: 2 leptos , que valiam 1 quadrante.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 12:1 : Mt 21.33-46; Lc 20.9-19
[b] Marcos 12:13 : Mt 22.15-22; Lc 20.20-26
[c] Marcos 12:18 : Mt 22.23-33; Lc 20.27-40
[d] Marcos 12:28 : Mt 22.34-40
[e] Marcos 12:35 : Mt 22.41-46; Lc 20.41-44
[f] Marcos 12:41 : Lc 21.1-4

MARCOS-CAPITULO-13
O Sinal do Fim dos Tempos A )'
1 Quando ele estava saindo do templo, um de seus discpulos lhe disse:
"Olha, Mestre! Que pedras enormes! Que construes magnficas!"
2 "Voc est vendo todas estas grandes construes?", perguntou
Jesus. "Aqui no ficar pedra sobre pedra; sero todas derrubadas."
3 Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, de frente para o
templo, Pedro, Tiago, Joo e Andr lhe perguntaram em particular:
4 "Dize-nos, quando acontecero essas coisas? E qual ser o sinal de que
tudo isso est prestes a cumprir-se?"
5 Jesus lhes disse: "Cuidado, que ningum os engane.
6 Muitos viro
em meu nome, dizendo: ``Sou eu!'' e enganaro a muitos.
7 Quando
ouvirem falar de guerras e rumores de guerras, no tenham medo. 
necessrio que tais coisas aconteam, mas ainda no  o fim.
8 Nao se
levantar contra nao, e reino contra reino. Haver terremotos em
vrios lugares e tambm fomes. Essas coisas so o incio das dores.
9 "Fiquem atentos, pois vocs sero entregues aos tribunais e sero
aoitados nas sinagogas. Por minha causa vocs sero levados  presena
de governadores e reis, como testemunho a eles.
10 E  necessrio que
antes o evangelho seja pregado a todas as naes.
11 Sempre que forem
presos e levados a julgamento, no fiquem preocupados com o que vo
dizer. Digam to-somente o que lhes for dado naquela hora, pois no
sero vocs que estaro falando, mas o Esprito Santo.
12 "O irmo trair seu prprio irmo, entregando-o  morte, e o mesmo
far o pai a seu filho. Filhos se rebelaro contra seus pais e os
mataro.
13 Todos odiaro vocs por minha causa; mas aquele que
perseverar at o fim ser salvo.
14 "Quando vocs virem ``o sacrilgio terrvel'' [a] no
lugar onde no deve estar: quem l, entenda: ento, os que
estiverem na Judia fujam para os montes.
15 Quem estiver no telhado de
sua casa no desa nem entre em casa para tirar dela coisa alguma.
16 Quem estiver no campo no volte para pegar seu manto.
17 Como sero
terrveis aqueles dias para as grvidas e para as que estiverem
amamentando!
18 Orem para que essas coisas no aconteam no inverno.
19 Porque aqueles sero dias de tribulao como nunca houve desde que
Deus criou o mundo at agora, nem jamais haver.
20 Se o Senhor no
tivesse abreviado tais dias, ningum sobreviveria [b] . Mas, por
causa dos eleitos por ele escolhidos, ele os abreviou.
21 Se, ento,
algum lhes disser: ``Vejam, aqui est o Cristo!'' ou: ``Vejam, ali
est ele!'', no acreditem.
22 Pois aparecero falsos cristos e falsos
profetas que realizaro sinais e maravilhas para, se possvel, enganar
os eleitos.
23 Por isso, fiquem atentos: avisei-os de tudo
antecipadamente.
24 "Mas naqueles dias, aps aquela tribulao,
"``o sol escurecer
e a lua no dar a sua luz;
25 as estrelas cairo do cu
e os poderes celestes
sero abalados'' [c] .
26 "Ento se ver o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder
e glria.
27 E ele enviar os seus anjos e reunir os seus eleitos dos
quatro ventos, dos confins da terra at os confins do cu.
28 "Aprendam a lio da figueira: Quando seus ramos se renovam e suas
folhas comeam a brotar, vocs sabem que o vero est prximo.
29 Assim
tambm, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que ele est
prximo, s portas.
30 Eu lhes asseguro que no passar esta gerao
at que todas estas coisas aconteam.
31 Os cus e a terra passaro,
mas as minhas palavras jamais passaro.
O Dia e a Hora So Desconhecidos B )'
32 "Quanto ao dia e  hora ningum sabe, nem os anjos no cu, nem o
Filho, seno somente o Pai.
33 Fiquem atentos! Vigiem! [d] Vocs
no sabem quando vir esse tempo.
34  como um homem que sai de viagem.
Ele deixa sua casa, encarrega de tarefas cada um dos seus servos e
ordena ao porteiro que vigie.
35 Portanto, vigiem, porque vocs no
sabem quando o dono da casa voltar: se  tarde,  meia-noite, ao cantar
do galo ou ao amanhecer.
36 Se ele vier de repente, que no os encontre
dormindo!
37 O que lhes digo, digo a todos: Vigiem!"
Notas de rodap:
[a] 13.14 Dn 9.27; 11.31; 12.11
[b] 13.20 Ou seria salvo
[c] 13.24,25 Is 13.10; 34.4
[d] 13.33 Alguns manuscritos acrescentam e orem!
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 13:1 : Mt 24.1-35; Lc 21.5-37
[b] Marcos 13:32 : Mt 24.36-51

MARCOS-CAPITULO-14
Jesus  Ungido em Betnia A )'
1 Faltavam apenas dois dias para a Pscoa e para a festa dos pes sem
fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam
procurando um meio de flagrar Jesus em algum erro [a] e mat-lo.
2 Mas diziam: "No durante a festa, para que no haja tumulto entre o
povo".
3 Estando Jesus em Betnia, reclinado  mesa na casa de um homem
conhecido como Simo, o leproso, aproximou-se dele certa mulher com um
frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro.
Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabea de Jesus.
4 Alguns dos presentes comearam a dizer uns aos outros, indignados:
"Por que este desperdcio de perfume?
5 Ele poderia ser vendido por
trezentos denrios [b] , e o dinheiro ser dado aos pobres". E a
repreendiam severamente.
6 "Deixem-na em paz", disse Jesus. "Por que a esto perturbando?
Ela praticou uma boa ao para comigo.
7 Pois os pobres vocs sempre
tero com vocs, e podero ajud-los sempre que o desejarem. Mas a mim
vocs nem sempre tero.
8 Ela fez o que pde. Derramou o perfume em meu
corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento.
9 Eu lhes
asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo,
tambm o que ela fez ser contado em sua memria."
10 Ento Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos chefes dos
sacerdotes a fim de lhes entregar Jesus.
11 A proposta muito os
alegrou, e lhe prometeram dinheiro. Assim, ele procurava uma
oportunidade para entreg-lo.
A Ceia do Senhor B )'
12 No primeiro dia da festa dos pes sem fermento, quando se costumava
sacrificar o cordeiro pascal, os discpulos de Jesus lhe perguntaram:
"Aonde queres que vamos e te preparemos a refeio da Pscoa?"
13 Ento ele enviou dois de seus discpulos, dizendo-lhes: "Entrem na
cidade, e um homem carregando um pote de gua vir ao encontro de vocs.
Sigam-no
14 e digam ao dono da casa em que ele entrar: O Mestre
pergunta: Onde  o meu salo de hspedes, no qual poderei comer a Pscoa
com meus discpulos?
15 Ele lhes mostrar uma ampla sala no andar
superior, mobiliada e pronta. Faam ali os preparativos para ns".
16 Os discpulos se retiraram, entraram na cidade e encontraram tudo
como Jesus lhes tinha dito. E prepararam a Pscoa.
17 Ao anoitecer, Jesus chegou com os Doze.
18 Quando estavam comendo,
reclinados  mesa, Jesus disse: "Digo-lhes que certamente um de vocs
me trair, algum que est comendo comigo".
19 Eles ficaram tristes e, um por um, lhe disseram: "Com certeza no
sou eu!"
20 Afirmou Jesus: " um dos Doze, algum que come comigo do mesmo
prato.
21 O Filho do homem vai, como est escrito a seu respeito. Mas
ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria no haver
nascido".
22 Enquanto comiam, Jesus tomou o po, deu graas, partiu-o, e o deu
aos discpulos, dizendo: "Tomem; isto  o meu corpo".
23 Em seguida tomou o clice, deu graas, ofereceu-o aos discpulos, e
todos beberam.
24 E lhes disse: "Isto  o meu sangue da aliana [c] , que 
derramado em favor de muitos.
25 Eu lhes afirmo que no beberei outra
vez do fruto da videira, at aquele dia em que beberei o vinho novo no
Reino de Deus".
26 Depois de terem cantado um hino, saram para o monte das Oliveiras.
Jesus Prediz que Pedro o Negar C )'
27 Disse-lhes Jesus: "Vocs todos me abandonaro. Pois est escrito:
"``Ferirei o pastor,
e as ovelhas sero dispersas'' [d] .
28 Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocs para a
Galilia".
29 Pedro declarou: "Ainda que todos te abandonem, eu no te
abandonarei!"
30 Respondeu Jesus: "Asseguro-lhe que ainda hoje, esta noite, antes
que duas vezes [e] cante o galo, trs vezes voc me negar".
31 Mas Pedro insistia ainda mais: "Mesmo que seja preciso que eu
morra contigo, nunca te negarei". E todos os outros disseram o mesmo.
Jesus no Getsmani D )'
32 Ento foram para um lugar chamado Getsmani, e Jesus disse aos seus
discpulos: "Sentem-se aqui enquanto vou orar".
33 Levou consigo
Pedro, Tiago e Joo, e comeou a ficar aflito e angustiado.
34 E lhes
disse: "A minha alma est profundamente triste, numa tristeza mortal.
Fiquem aqui e vigiem".
35 Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava para que, se
possvel, fosse afastada dele aquela hora.
36 E dizia: "Aba [f] ,
Pai, tudo te  possvel. Afasta de mim este clice; contudo, no
seja o que eu quero, mas sim o que tu queres".
37 Ento, voltou aos seus discpulos e os encontrou dormindo.
"Simo", disse ele a Pedro, "voc est dormindo? No pde vigiar
nem por uma hora?
38 Vigiem e orem para que no caiam em tentao. O
esprito est pronto, mas a carne  fraca."
39 Mais uma vez ele se afastou e orou, repetindo as mesmas palavras.
40 Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos
estavam pesados. Eles no sabiam o que lhe dizer.
41 Voltando pela terceira vez, ele lhes disse: "Vocs ainda dormem e
descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem est sendo
entregue nas mos dos pecadores.
42 Levantem-se e vamos! A vem aquele
que me trai!"
Jesus  Preso E )'
43 Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele
estava uma multido armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos
sacerdotes, mestres da lei e lderes religiosos.
44 O traidor havia combinado um sinal com eles: "Aquele a quem eu
saudar com um beijo,  ele: prendam-no e levem-no em segurana".
45 Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: "Mestre!", e o
beijou.
46 Os homens agarraram Jesus e o prenderam.
47 Ento, um dos
que estavam por perto puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote,
decepando-lhe a orelha.
48 Disse Jesus: "Estou eu chefiando alguma rebelio, para que vocs
venham me prender com espadas e varas?
49 Todos os dias eu estive com
vocs, ensinando no templo, e vocs no me prenderam. Mas as Escrituras
precisam ser cumpridas".
50 Ento todos o abandonaram e fugiram.
51 Um jovem, vestindo apenas um lenol de linho, estava seguindo Jesus.
Quando tentaram prend-lo,
52 ele fugiu nu, deixando o lenol para
trs.
Jesus diante do Sindrio
53 Levaram Jesus ao sumo sacerdote; e ento se reuniram todos os chefes
dos sacerdotes, os lderes religiosos e os mestres da lei.
54 Pedro o
seguiu de longe at o ptio do sumo sacerdote. Sentando-se ali com os
guardas, esquentava-se junto ao fogo.
55 Os chefes dos sacerdotes e todo o Sindrio [g] estavam
procurando depoimentos contra Jesus, para que pudessem conden-lo 
morte, mas no encontravam nenhum.
56 Muitos testemunharam falsamente
contra ele, mas as declaraes deles no eram coerentes.
57 Ento se levantaram alguns e declararam falsamente contra ele:
58 "Ns o ouvimos dizer: ``Destruirei este templo feito por mos humanas
e em trs dias construirei outro, no feito por mos de homens''".
59 Mas, nem mesmo assim, o depoimento deles era coerente.
60 Depois o sumo sacerdote levantou-se diante deles e perguntou a
Jesus: "Voc no vai responder  acusao que estes lhe fazem?"
61 Mas Jesus permaneceu em silncio e nada respondeu.
Outra vez o sumo sacerdote lhe perguntou: "Voc  o Cristo, o Filho do
Deus Bendito?"
62 "Sou", disse Jesus. "E vereis o Filho do homem assentado 
direita do Poderoso vindo com as nuvens do cu."
63 O sumo sacerdote, rasgando as prprias vestes, perguntou: "Por que
precisamos de mais testemunhas?
64 Vocs ouviram a blasfmia. Que
acham?"
Todos o julgaram digno de morte.
65 Ento alguns comearam a cuspir
nele; vendaram-lhe os olhos e, dando-lhe murros, diziam:
"Profetize!" E os guardas o levaram, dando-lhe tapas.
Pedro Nega Jesus F )'
66 Estando Pedro em baixo, no ptio, uma das criadas do sumo sacerdote
passou por ali.
67 Vendo Pedro a aquecer-se, olhou bem para ele e
disse:
"Voc tambm estava com Jesus, o Nazareno".
68 Contudo ele o negou, dizendo: "No o conheo, nem sei do que voc
est falando". E saiu para o alpendre [h] .
69 Quando a criada o viu l, disse novamente aos que estavam por perto:
"Esse a  um deles".
70 De novo ele negou.
Pouco tempo depois, os que estavam sentados ali perto disseram a Pedro:
"Certamente voc  um deles. Voc  galileu!"
71 Ele comeou a se amaldioar e a jurar: "No conheo o homem de
quem vocs esto falando!"
72 E logo o galo cantou pela segunda vez [i] . Ento Pedro se
lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: "Antes que duas vezes
[j] cante o galo, voc me negar trs vezes". E se ps a chorar.
Notas de rodap:
[a] 14.1 Ou prender Jesus por meio de engano
[b] 14.5 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[c] 14.24 Alguns manuscritos trazem da nova aliana.
[d] 14.27 Zc 13.7
[e] 14.30 Alguns manuscritos no trazem duas vezes.
[f] 14.36 Termo aramaico para Pai.
[g] 14.55 Conselho dos principais lderes do povo judeu.
[h] 14.68 Muitos manuscritos acrescentam e o galo cantou.
[i] 14.72 Alguns manuscritos no trazem pela segunda vez.
[j] 14.72 Alguns manuscritos no trazem duas vezes.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 14:1 : Mt 26.6-13; Jo 12.1-8
[b] Marcos 14:12 : Mt 26.17-30; Lc 22.7-23; Jo 13.18-30
[c] Marcos 14:27 : Mt 26.31-35; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38
[d] Marcos 14:32 : Mt 26.36-46; Lc 22.39-46
[e] Marcos 14:43 : Mt 26.47-56; Lc 22.47-53; Jo 18.1-11
[f] Marcos 14:66 : Mt 26.69-75; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27

MARCOS-CAPITULO-15
Jesus diante de Pilatos
1 De manh bem cedo, os chefes dos sacerdotes com os lderes
religiosos, os mestres da lei e todo o Sindrio [a] chegaram a
uma deciso. Amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 "Voc  o rei dos judeus?", perguntou Pilatos.
"Tu o dizes" [b] , respondeu Jesus.
3 Os chefes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 Ento
Pilatos lhe perguntou novamente: "Voc no vai responder? Veja de
quantas coisas o esto acusando".
5 Mas Jesus no respondeu nada, e Pilatos ficou impressionado.
6 Por ocasio da festa, era costume soltar um prisioneiro que o povo
pedisse.
7 Um homem chamado Barrabs estava na priso com os rebeldes
que haviam cometido assassinato durante uma rebelio.
8 A multido
chegou e pediu a Pilatos que lhe fizesse o que costumava fazer.
9 "Vocs querem que eu lhes solte o rei dos judeus?", perguntou
Pilatos,
10 sabendo que fora por inveja que os chefes dos sacerdotes
lhe haviam entregado Jesus.
11 Mas os chefes dos sacerdotes incitaram a
multido a pedir que Pilatos, ao contrrio, soltasse Barrabs.
12 "Ento, que farei com aquele a quem vocs chamam rei dos
judeus?", perguntou-lhes Pilatos.
13 "Crucifica-o!", gritaram eles.
14 "Por qu? Que crime ele cometeu?", perguntou Pilatos.
Mas eles gritavam ainda mais: "Crucifica-o!"
15 Desejando agradar a multido, Pilatos soltou-lhes Barrabs, mandou
aoitar Jesus e o entregou para ser crucificado.
Os Soldados Zombam de Jesus A )'
16 Os soldados levaram Jesus para dentro do palcio, isto , ao
Pretrio [c] , e reuniram toda a tropa.
17 Vestiram-no com um
manto de prpura, depois fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram
nele.
18 E comearam a saud-lo: "Salve, rei dos judeus!"
19 Batiam-lhe na cabea com uma vara e cuspiam nele. Ajoelhavam-se e lhe
prestavam adorao.
20 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o
manto de prpura e vestiram-lhe suas prprias roupas. Ento o levaram
para fora, a fim de crucific-lo.
A Crucificao B )'
21 Certo homem de Cirene, chamado Simo, pai de Alexandre e de Rufo,
passava por ali, chegando do campo. Eles o foraram a carregar a cruz.
22 Levaram Jesus ao lugar chamado Glgota, que quer dizer lugar da
Caveira.
23 Ento lhe deram vinho misturado com mirra, mas ele no o
bebeu.
24 E o crucificaram. Dividindo as roupas dele, tiraram sortes
para saber com o que cada um iria ficar.
25 Eram nove horas da manh [d] quando o crucificaram.
26 E
assim estava escrito na acusao contra ele: O REI DOS JUDEUS.
27 Com
ele crucificaram dois ladres, um  sua direita e outro  sua esquerda,
28 e cumpriu-se a Escritura que diz: "Ele foi contado entre os
transgressores" [e] .
29 Os que passavam lanavam-lhe
insultos, balanando a cabea e dizendo: "Ora, voc que destri o
templo e o reedifica em trs dias,
30 desa da cruz e salve-se a si
mesmo!"
31 Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei
zombavam dele entre si, dizendo: "Salvou os outros, mas no  capaz de
salvar a si mesmo!
32 O Cristo, o Rei de Israel... Desa da cruz, para
que o vejamos e creiamos!" Os que foram crucificados com ele tambm o
insultavam.
A Morte de Jesus C )'
33 E houve trevas sobre toda a terra, do meio-dia s trs horas da
tarde [f] .
34 Por volta das trs horas da tarde, Jesus bradou
em alta voz: "Elo, Elo, lam sabactni?", que significa "Meu
Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" [g]
35 Quando alguns dos que estavam presentes ouviram isso, disseram:
"Ouam! Ele est chamando Elias".
36 Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta
de uma vara e deu-a a Jesus para beber. E disse: "Deixem-no. Vejamos
se Elias vem tir-lo da".
37 Mas Jesus, com um alto brado, expirou.
38 E o vu do santurio rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.
39 Quando o centurio que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e
[h] viu como ele morreu, disse: "Realmente este homem era o Filho
de Deus!"
40 Algumas mulheres estavam observando de longe. Entre elas estavam
Maria Madalena, Salom e Maria, me de Tiago, o mais jovem, e de Jos.
41 Na Galilia elas tinham seguido e servido a Jesus. Muitas outras
mulheres que tinham subido com ele para Jerusalm tambm estavam ali.
O Sepultamento de Jesus D )'
42 Era o Dia da Preparao, isto , a vspera do sbado,
43 Jos de
Arimatia, membro de destaque do Sindrio, que tambm esperava o Reino
de Deus, dirigiu-se corajosamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele j tinha morrido. Chamando o
centurio, perguntou-lhe se Jesus j tinha morrido.
45 Sendo informado
pelo centurio, entregou o corpo a Jos.
46 Ento Jos comprou um
lenol de linho, baixou o corpo da cruz, envolveu-o no lenol e o
colocou num sepulcro cavado na rocha. Depois, fez rolar uma pedra sobre
a entrada do sepulcro.
47 Maria Madalena e Maria, me de Jos, viram
onde ele fora colocado.
Notas de rodap:
[a] 15.1 Conselho dos principais lderes do povo judeu; tambm no
versculo 43.
[b] 15.2 Ou "Sim,  como dizes"
[c] 15.16 Residncia oficial do governador romano.
[d] 15.25 Grego: Era a hora terceira.
[e] 15.28 Is 53.12
[f] 15.33 Grego: da hora sexta at a hora nona.
[g] 15.34 Sl 22.1
[h] 15.39 Alguns manuscritos no trazem ouviu o seu brado e.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 15:16 : Mt 27.27-31
[b] Marcos 15:21 : Mt 27.32-44; Lc 23.26-43; Jo 19.16-27
[c] Marcos 15:33 : Mt 27.45-56; Lc 23.44-49; Jo 19.28-30
[d] Marcos 15:42 : Mt 27.57-61; Lc 23.50-56; Jo 19.38-42

MARCOS-CAPITULO-16
A Ressurreio A )'
1 Quando terminou o sbado, Maria Madalena, Salom e Maria, me de
Tiago, compraram especiarias aromticas para ungir o corpo de Jesus.
2 No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram
ao sepulcro,
3 perguntando umas s outras: "Quem remover para ns a
pedra da entrada do sepulcro?"
4 Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande,
havia sido removida.
5 Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de
roupas brancas assentado  direita, e ficaram amedrontadas.
6 "No tenham medo", disse ele. "Vocs esto procurando Jesus, o
Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! No est aqui. Vejam o
lugar onde o haviam posto.
7 Vo e digam aos discpulos dele e a Pedro:
Ele est indo adiante de vocs para a Galilia. L vocs o vero, como
ele lhes disse."
8 Tremendo e assustadas, as mulheres saram e fugiram do sepulcro. E
no disseram nada a ningum, porque estavam amedrontadas.
9 [a] Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da
semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado
sete demnios.
10 Ela foi e contou aos que com ele tinham estado; eles
estavam lamentando e chorando.
11 Quando ouviram que Jesus estava vivo
e fora visto por ela, no creram.
12 Depois Jesus apareceu noutra forma a dois deles, estando eles a
caminho do campo.
13 Eles voltaram e relataram isso aos outros; mas
tambm nestes eles no creram.
14 Mais tarde Jesus apareceu aos Onze enquanto eles comiam;
censurou-lhes a incredulidade e a dureza de corao, porque no
acreditaram nos que o tinham visto depois de ressurreto.
15 E disse-lhes: "Vo pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas
as pessoas.
16 Quem crer e for batizado ser salvo, mas quem no crer
ser condenado.
17 Estes sinais acompanharo os que crerem: em meu nome
expulsaro demnios; falaro novas lnguas;
18 pegaro em serpentes; e,
se beberem algum veneno mortal, no lhes far mal nenhum; imporo as
mos sobre os doentes, e estes ficaro curados".
19 Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado aos cus e
assentou-se  direita de Deus.
20 Ento, os discpulos saram e
pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes
a palavra com os sinais que a acompanhavam.
Notas de rodap:
[a] 16.9 Alguns manuscritos antigos no trazem os versculos 9-20;
outros manuscritos do evangelho de Marcos, apresentam finais diferentes.
Referncias cruzadas:
[a] Marcos 16:1 : Mt 28.1-10; Lc 24.1-12; Jo 20.1-9
______________________________________________________________________________

LUCAS-CAPITULO-1
Introduo
1 Muitos j se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se
cumpriram [a] entre ns,
2 conforme nos foram transmitidos por
aqueles que desde o incio foram testemunhas oculares e servos da
palavra.
3 Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o comeo, e
decidi escrever-te um relato ordenado,  excelentssimo Tefilo,
4 para
que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas.
O Nascimento de Joo Batista  Predito
5 No tempo de Herodes, rei da Judia, havia um sacerdote chamado
Zacarias, que pertencia ao grupo sacerdotal de Abias; Isabel, sua
mulher, tambm era descendente de Aro.
6 Ambos eram justos aos olhos
de Deus, obedecendo de modo irrepreensvel a todos os mandamentos e
preceitos do Senhor.
7 Mas eles no tinham filhos, porque Isabel era
estril; e ambos eram de idade avanada.
8 Certa vez, estando de servio o seu grupo, Zacarias estava servindo
como sacerdote diante de Deus.
9 Ele foi escolhido por sorteio, de
acordo com o costume do sacerdcio, para entrar no santurio do Senhor e
oferecer incenso.
10 Chegando a hora de oferecer incenso, o povo todo
estava orando do lado de fora.
11 Ento um anjo do Senhor apareceu a Zacarias,  direita do altar do
incenso.
12 Quando Zacarias o viu, perturbou-se e foi dominado pelo
medo.
13 Mas o anjo lhe disse: "No tenha medo, Zacarias; sua orao
foi ouvida. Isabel, sua mulher, lhe dar um filho, e voc lhe dar o
nome de Joo.
14 Ele ser motivo de prazer e de alegria para voc, e
muitos se alegraro por causa do nascimento dele,
15 pois ser grande
aos olhos do Senhor. Ele nunca tomar vinho nem bebida fermentada, e
ser cheio do Esprito Santo desde antes do seu nascimento [b] .
16 Far retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus.
17 E ir adiante do Senhor, no esprito e no poder de Elias, para fazer
voltar o corao dos pais a seus filhos e os desobedientes  sabedoria
dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor".
18 Zacarias perguntou ao anjo: "Como posso ter certeza disso? Sou
velho, e minha mulher  de idade avanada".
19 O anjo respondeu: "Sou Gabriel, o que est sempre na presena de
Deus. Fui enviado para lhe transmitir estas boas novas.
20 Agora voc
ficar mudo. No poder falar at o dia em que isso acontecer, porque
no acreditou em minhas palavras, que se cumpriro no tempo oportuno".
21 Enquanto isso, o povo esperava por Zacarias, estranhando sua demora
no santurio.
22 Quando saiu, no conseguia falar nada; o povo percebeu
ento que ele tivera uma viso no santurio. Zacarias fazia sinais para
eles, mas permanecia mudo.
23 Quando se completou seu perodo de servio, ele voltou para casa.
24 Depois disso, Isabel, sua mulher, engravidou e durante cinco meses
no saiu de casa.
25 E ela dizia: "Isto  obra do Senhor! Agora ele
olhou para mim favoravelmente, para desfazer a minha humilhao perante
o povo".
O Nascimento de Jesus  Predito
26 No sexto ms Deus enviou o anjo Gabriel a Nazar, cidade da
Galilia,
27 a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado
Jos, descendente de Davi. O nome da virgem era Maria.
28 O anjo,
aproximando-se dela, disse: "Alegre-se, agraciada! O Senhor est com
voc!"
29 Maria ficou perturbada com essas palavras, pensando no que poderia
significar esta saudao.
30 Mas o anjo lhe disse:
"No tenha medo, Maria;
voc foi agraciada por Deus!
31 Voc ficar grvida
e dar  luz um filho,
e lhe por o nome de Jesus.
32 Ele ser grande
e ser chamado
Filho do Altssimo.
O Senhor Deus lhe dar
o trono de seu pai Davi,
33 e ele reinar para sempre sobre o povo de Jac;
seu Reino jamais ter fim".
34 Perguntou Maria ao anjo: "Como acontecer isso, se sou virgem?"
35 O anjo respondeu: "O Esprito Santo vir sobre voc, e o poder do
Altssimo a cobrir com a sua sombra. Assim, aquele que h de nascer
ser chamado Santo, Filho de Deus. [c]
36 Tambm Isabel, sua
parenta, ter um filho na velhice; aquela que diziam ser estril j est
em seu sexto ms de gestao.
37 Pois nada  impossvel para Deus".
38 Respondeu Maria: "Sou serva do Senhor; que acontea comigo
conforme a tua palavra". Ento o anjo a deixou.
Maria Visita Isabel
39 Naqueles dias, Maria preparou-se e foi depressa para uma cidade da
regio montanhosa da Judia,
40 onde entrou na casa de Zacarias e
saudou Isabel.
41 Quando Isabel ouviu a saudao de Maria, o beb
agitou-se em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Esprito Santo.
42 Em
alta voz exclamou:
"Bendita  voc
entre as mulheres,
e bendito  o filho
que voc dar  luz!
43 Mas por que sou to agraciada, ao ponto de me visitar a me do meu
Senhor?
44 Logo que a sua saudao chegou aos meus ouvidos, o beb que
est em meu ventre agitou-se de alegria.
45 Feliz  aquela que creu que
se cumprir aquilo que o Senhor lhe disse!"
O Cntico de Maria
46 Ento disse Maria:
"Minha alma engrandece
ao Senhor
47 e o meu esprito se alegra
em Deus,
meu Salvador,
48 pois atentou
para a humildade
da sua serva.
De agora em diante,
todas as geraes
me chamaro
bem-aventurada,
49 pois o Poderoso fez
grandes coisas em meu favor;
santo  o seu nome.
50 A sua misericrdia estende-se aos que o temem,
de gerao em gerao.
51 Ele realizou poderosos feitos com seu brao;
dispersou os que so soberbos
no mais ntimo do corao.
52 Derrubou governantes
dos seus tronos,
mas exaltou os humildes.
53 Encheu de coisas boas
os famintos,
mas despediu de mos vazias os ricos.
54 Ajudou a seu servo Israel,
lembrando-se
da sua misericrdia
55 para com Abrao
e seus descendentes
para sempre,
como dissera
aos nossos antepassados".
56 Maria ficou com Isabel cerca de trs meses e depois voltou para
casa.
O Nascimento de Joo Batista
57 Ao se completar o tempo de Isabel dar  luz, ela teve um filho.
58 Seus vizinhos e parentes ouviram falar da grande misericrdia que o
Senhor lhe havia demonstrado e se alegraram com ela.
59 No oitavo dia foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do
pai, Zacarias;
60 mas sua me tomou a palavra e disse: "No! Ele ser
chamado Joo".
61 Disseram-lhe: "Voc no tem nenhum parente com esse nome".
62 Ento fizeram sinais ao pai do menino, para saber como queria que a
criana se chamasse.
63 Ele pediu uma tabuinha e, para admirao de
todos, escreveu: "O nome dele  Joo".
64 Imediatamente sua boca se
abriu, sua lngua se soltou e ele comeou a falar, louvando a Deus.
65 Todos os vizinhos ficaram cheios de temor, e por toda a regio
montanhosa da Judia se falava sobre essas coisas.
66 Todos os que
ouviam falar disso se perguntavam: "O que vai ser este menino?" Pois
a mo do Senhor estava com ele.
O Cntico de Zacarias
67 Seu pai, Zacarias, foi cheio do Esprito Santo e profetizou:
68 "Louvado seja o Senhor,
o Deus de Israel,
porque visitou e redimiu
o seu povo.
69 Ele promoveu
poderosa salvao [d] para ns,
na linhagem do seu servo Davi,
70 (como falara pelos seus santos profetas,
na antigidade),
71 salvando-nos
dos nossos inimigos
e da mo de todos
os que nos odeiam,
72 para mostrar sua misericrdia aos nossos antepassados
e lembrar sua santa aliana,
73 o juramento que fez
ao nosso pai Abrao:
74 resgatar-nos da mo
dos nossos inimigos
para o servirmos sem medo,
75 em santidade e justia,
diante dele
todos os nossos dias.
76 E voc, menino, ser chamado profeta do Altssimo,
pois ir adiante do Senhor,
para lhe preparar o caminho,
77 para dar ao seu povo
o conhecimento da salvao,
mediante o perdo
dos seus pecados,
78 por causa
das ternas misericrdias
de nosso Deus,
pelas quais do alto
nos visitar
o sol nascente,
79 para brilhar sobre aqueles
que esto vivendo nas trevas
e na sombra da morte,
e guiar nossos ps
no caminho da paz".
80 E o menino crescia e se fortalecia em esprito; e viveu no deserto,
at aparecer publicamente a Israel.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou que foram aceitos com convico
[b] 1.15 Ou desde o ventre de sua me
[c] 1.35 Ou Assim, o santo que h de nascer ser chamado Filho de
Deus.
[d] 1.69 Grego: Ele erigiu um chifre de salvao.

LUCAS-CAPITULO-2
O Nascimento de Jesus A )'
1 Naqueles dias Csar Augusto publicou um decreto ordenando o
recenseamento de todo o imprio romano.
2 Este foi o primeiro
recenseamento feito quando Quirino era governador da Sria.
3 E todos
iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.
4 Assim, Jos tambm foi da cidade de Nazar da Galilia para a Judia,
para Belm, cidade de Davi, porque pertencia  casa e  linhagem de
Davi.
5 Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava
prometida em casamento e esperava um filho.
6 Enquanto estavam l, chegou o tempo de nascer o beb,
7 e ela deu 
luz o seu primognito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura,
porque no havia lugar para eles na hospedaria.
Os Pastores e os Anjos
8 Havia pastores que estavam nos campos prximos e durante a noite
tomavam conta dos seus rebanhos.
9 E aconteceu que um anjo do Senhor
apareceu-lhes e a glria do Senhor resplandeceu ao redor deles; e
ficaram aterrorizados.
10 Mas o anjo lhes disse: "No tenham medo.
Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que so para todo o
povo:
11 Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que  Cristo
[a] , o Senhor.
12 Isto lhes servir de sinal: encontraro o
beb envolto em panos e deitado numa manjedoura".
13 De repente, uma grande multido do exrcito celestial apareceu com o
anjo, louvando a Deus e dizendo:
14 "Glria a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens
aos quais ele concede
o seu favor".
15 Quando os anjos os deixaram e foram para os cus, os pastores
disseram uns aos outros: "Vamos a Belm, e vejamos isso que aconteceu,
e que o Senhor nos deu a conhecer".
16 Ento correram para l e encontraram Maria e Jos, e o beb deitado
na manjedoura.
17 Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora
dito a respeito daquele menino,
18 e todos os que ouviram o que os
pastores diziam ficaram admirados.
19 Maria, porm, guardava todas
essas coisas e sobre elas refletia em seu corao.
20 Os pastores
voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e
ouvido, como lhes fora dito.
Jesus  Apresentado no Templo
21 Completando-se os oito dias para a circunciso do menino, foi-lhe
posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele
nascer.
22 Completando-se o tempo da purificao deles, de acordo com a Lei de
Moiss, Jos e Maria o levaram a Jerusalm para apresent-lo ao Senhor
23 (como est escrito na Lei do Senhor: "Todo primognito do sexo
masculino ser consagrado ao Senhor") [b]
24 e para oferecer
um sacrifcio, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: "duas rolinhas
ou dois pombinhos" [c] .
25 Havia em Jerusalm um homem chamado Simeo, que era justo e piedoso,
e que esperava a consolao de Israel; e o Esprito Santo estava sobre
ele.
26 Fora-lhe revelado pelo Esprito Santo que ele no morreria
antes de ver o Cristo do Senhor.
27 Movido pelo Esprito, ele foi ao
templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazerem o que
requeria o costume da Lei,
28 Simeo o tomou nos braos e louvou a
Deus, dizendo:
29 " Soberano, como prometeste,
agora podes despedir em paz
o teu servo.
30 Pois os meus olhos j viram
a tua salvao,
31 que preparaste
 vista de todos os povos:
32 luz para revelao
aos gentios [d]
e para a glria de Israel, teu povo".
33 O pai e a me do menino estavam admirados com o que fora dito a
respeito dele.
34 E Simeo os abenoou e disse a Maria, me de Jesus:
"Este menino est destinado a causar a queda e o soerguimento de
muitos em Israel, e a ser um sinal de contradio,
35 de modo que o
pensamento de muitos coraes ser revelado. Quanto a voc, uma espada
atravessar a sua alma".
36 Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era
muito idosa; tinha vivido com seu marido sete anos depois de se casar
37 e ento permanecera viva at a idade de oitenta e quatro anos
[e] . Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia
e noite.
38 Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graas a Deus
e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redeno de
Jerusalm.
39 Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor,
voltaram para a sua prpria cidade, Nazar, na Galilia.
40 O menino
crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graa de Deus
estava sobre ele.
O Menino Jesus no Templo
41 Todos os anos seus pais iam a Jerusalm para a festa da Pscoa.
42 Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram  festa, conforme
o costume.
43 Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino
Jesus ficou em Jerusalm, sem que eles percebessem.
44 Pensando que ele
estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Ento
comearam a procur-lo entre os seus parentes e conhecidos.
45 No o
encontrando, voltaram a Jerusalm para procur-lo.
46 Depois de trs
dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e
fazendo-lhes perguntas.
47 Todos os que o ouviam ficavam maravilhados
com o seu entendimento e com as suas respostas.
48 Quando seus pais o
viram, ficaram perplexos. Sua me lhe disse: "Filho, por que voc nos
fez isto? Seu pai e eu estvamos aflitos,  sua procura".
49 Ele perguntou: "Por que vocs estavam me procurando? No sabiam
que eu devia estar na casa de meu Pai?"
50 Mas eles no compreenderam
o que lhes dizia.
51 Ento foi com eles para Nazar, e era-lhes obediente. Sua me,
porm, guardava todas essas coisas em seu corao.
52 Jesus ia
crescendo em sabedoria, estatura e graa diante de Deus e dos homens.
Notas de rodap:
[a] 2.11 Ou Messias . Tanto Cristo (grego) como Messias (hebraico)
significam Ungido; tambm em todo o livro de Lucas.
[b] 2.23 x 13.2,12
[c] 2.24 Lv 12.8
[d] 2.32 Isto , os que no so judeus.
[e] 2.37 Ou viva por oitenta e quatro anos
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 2:1 : Mt 1.18-25

LUCAS-CAPITULO-3
Joo Batista Prepara o Caminho A )'
1 No dcimo quinto ano do reinado de Tibrio Csar, quando Pncio
Pilatos era governador da Judia; Herodes, tetrarca [a] da
Galilia; seu irmo Filipe, tetrarca da Ituria e Traconites; e
Lisnias, tetrarca de Abilene;
2 Ans e Caifs exerciam o sumo
sacerdcio. Foi nesse ano que veio a palavra do Senhor a Joo, filho de
Zacarias, no deserto.
3 Ele percorreu toda a regio prxima ao Jordo,
pregando um batismo de arrependimento para o perdo dos pecados.
4 Como
est escrito no livro das palavras de Isaas, o profeta:
"Voz do que clama no deserto:
``Preparem [b] o caminho
para o Senhor,
faam veredas retas
para ele.
5 Todo vale ser aterrado
e todas as montanhas
e colinas, niveladas.
As estradas tortuosas
sero endireitadas
e os caminhos acidentados, aplanados.
6 E toda a humanidade [c]
ver a salvao de Deus''" [d] .
7 Joo dizia s multides que saam para serem batizadas por ele:
"Raa de vboras! Quem lhes deu a idia de fugir da ira que se
aproxima?
8 Dem frutos que mostrem o arrependimento. E no comecem a
dizer a si mesmos: ``Abrao  nosso pai''. Pois eu lhes digo que
destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abrao.
9 O machado j
est posto  raiz das rvores, e toda rvore que no der bom fruto ser
cortada e lanada ao fogo".
10 "O que devemos fazer ento?", perguntavam as multides.
11 Joo respondia: "Quem tem duas tnicas d uma a quem no tem
nenhuma; e quem tem comida faa o mesmo".
12 Alguns publicanos [e] tambm vieram para serem batizados.
Eles perguntaram: "Mestre, o que devemos fazer?"
13 Ele respondeu: "No cobrem nada alm do que lhes foi
estipulado".
14 Ento alguns soldados lhe perguntaram: "E ns, o que devemos
fazer?"
Ele respondeu: "No pratiquem extorso nem acusem ningum falsamente;
contentem-se com o seu salrio".
15 O povo estava em grande expectativa, questionando em seu corao se
acaso Joo no seria o Cristo.
16 Joo respondeu a todos: "Eu os
batizo com [f] gua. Mas vir algum mais poderoso do que eu,
tanto que no sou digno nem de desamarrar as correias das suas
sandlias. Ele os batizar com o Esprito Santo e com fogo.
17 Ele traz
a p em sua mo, a fim de limpar sua eira e juntar o trigo em seu
celeiro; mas queimar a palha com fogo que nunca se apaga".
18 E com
muitas outras palavras Joo exortava o povo e lhe pregava as boas novas.
19 Todavia, quando Joo repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de
Herodias, mulher do prprio irmo de Herodes, e por todas as outras
coisas ms que ele tinha feito,
20 Herodes acrescentou a todas elas a
de colocar Joo na priso.
O Batismo e a Genealogia de Jesus B )'
21 Quando todo o povo estava sendo batizado, tambm Jesus o foi. E,
enquanto ele estava orando, o cu se abriu
22 e o Esprito Santo desceu
sobre ele em forma corprea, como pomba. Ento veio do cu uma voz:
"Tu s o meu Filho amado; em ti me agrado".
23 Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando comeou seu
ministrio. Ele era, como se pensava, filho de Jos,
filho de Eli,
24 filho de Matate,
filho de Levi, filho de Melqui,
filho de Janai, filho de Jos,
25 filho de Matatias,
filho de Ams,
filho de Naum, filho de Esli,
filho de Nagai,
26 filho de Mate,
filho de Matatias,
filho de Semei,
filho de Joseque, filho de Jod,
27 filho de Joan, filho de Ressa,
filho de Zorobabel,
filho de Salatiel,
filho de Neri,
28 filho de Melqui,
filho de Adi, filho de Cos,
filho de Elmad, filho de Er,
29 filho de Josu, filho de Elizer,
filho de Jorim, filho de Matate,
filho de Levi,
30 filho de Simeo,
filho de Jud, filho de Jos,
filho de Jon,
filho de Eliaquim,
31 filho de Mele, filho de Men,
filho de Matat, filho de Nat,
filho de Davi,
32 filho de Jess,
filho de Obede, filho de Boaz,
filho de Salmom [g] ,
filho de Naassom,
33 filho de Aminadabe,
filho de Ram [h] ,
filho de Esrom, filho de Perez,
filho de Jud,
34 filho de Jac,
filho de Isaque,
filho de Abrao,
filho de Ter, filho de Naor,
35 filho de Serugue,
filho de Raga,
filho de Faleque, filho de ber,
filho de Sal,
36 filho de Cain,
filho de Arfaxade, filho de Sem,
filho de No, filho de Lameque,
37 filho de Matusalm,
filho de Enoque,
filho de Jarede,
filho de Maalaleel,
filho de Cain,
38 filho de Enos,
filho de Sete, filho de Ado,
filho de Deus.
Notas de rodap:
[a] 3.1 Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma regio;
tambm no versculo 19.
[b] 3.4 Ou daquele que clama: ``No deserto preparem
[c] 3.6 Grego: carne .
[d] 3.6 Is 40.3-5
[e] 3.12 Os publicanos eram coletores de impostos, mal vistos pelo
povo; tambm em 5.27,29,30; 7.29,34; 15.1; 18.10,11,13 e 19.2.
[f] 3.16 Ou em
[g] 3.32 Alguns manuscritos dizem Sal.
[h] 3.33 Alguns manuscritos dizem Aminadabe, filho de Admim, filho de
Arni, filho de Esrom. Outros manuscritos trazem variaes maiores.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 3:1 : Mt 3.1-12; Mc 1.2-8
[b] Lucas 3:21 : Mt 3.13-17; Mt 1.1-17; Mc 1.9-11

LUCAS-CAPITULO-4
A Tentao de Jesus A )'
1 Jesus, cheio do Esprito Santo, voltou do Jordo e foi levado pelo
Esprito ao deserto,
2 onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo
Diabo. No comeu nada durante esses dias e, ao fim deles, teve fome.
3 O Diabo lhe disse: "Se s o Filho de Deus, manda esta pedra
transformar-se em po".
4 Jesus respondeu: "Est escrito: ``Nem s de po viver o homem''
[a] ".
5 O Diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os
reinos do mundo.
6 E lhe disse: "Eu te darei toda a autoridade sobre
eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso d-los a quem
eu quiser.
7 Ento, se me adorares, tudo ser teu".
8 Jesus respondeu: "Est escrito: ``Adore o Senhor, o seu Deus, e s
a ele preste culto'' [b] ".
9 O Diabo o levou a Jerusalm, colocou-o na parte mais alta do templo e
lhe disse: "Se s o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo.
10 Pois
est escrito:
"``Ele dar ordens a seus anjos a seu respeito,
para o guardarem;
11 com as mos eles o seguraro,
para que voc no tropece
em alguma pedra'' [c] ".
12 Jesus respondeu: "Dito est: ``No ponha  prova o Senhor, o seu
Deus'' [d] ".
13 Tendo terminado todas essas tentaes, o Diabo o deixou at ocasio
oportuna.
Jesus  Rejeitado em Nazar
14 Jesus voltou para a Galilia no poder do Esprito, e por toda aquela
regio se espalhou a sua fama.
15 Ensinava nas sinagogas, e todos o
elogiavam.
16 Ele foi a Nazar, onde havia sido criado, e no dia de sbado entrou
na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.
17 Foi-lhe
entregue o livro do profeta Isaas. Abriu-o e encontrou o lugar onde
est escrito:
18 "O Esprito do Senhor
est sobre mim,
porque ele me ungiu
para pregar boas novas
aos pobres.
Ele me enviou
para proclamar liberdade
aos presos
e recuperao da vista
aos cegos,
para libertar os oprimidos
19 e proclamar o ano da graa
do Senhor" [e] .
20 Ento ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na
sinagoga todos tinham os olhos fitos nele;
21 e ele comeou a
dizer-lhes: "Hoje se cumpriu a Escritura que vocs acabaram de
ouvir".
22 Todos falavam bem dele, e estavam admirados com as palavras de graa
que saam de seus lbios. Mas perguntavam: "No  este o filho de
Jos?"
23 Jesus lhes disse: " claro que vocs me citaro este provrbio:
``Mdico, cura-te a ti mesmo! Faze aqui em tua terra o que ouvimos que
fizeste em Cafarnaum''".
24 Continuou ele: "Digo-lhes a verdade: Nenhum profeta  aceito em
sua terra.
25 Asseguro-lhes que havia muitas vivas em Israel no tempo
de Elias, quando o cu foi fechado por trs anos e meio, e houve uma
grande fome em toda a terra.
26 Contudo, Elias no foi enviado a
nenhuma delas, seno a uma viva de Sarepta, na regio de Sidom.
27 Tambm havia muitos leprosos [f] em Israel no tempo de Eliseu, o
profeta; todavia, nenhum deles foi purificado: somente Naam, o
srio".
28 Todos os que estavam na sinagoga ficaram furiosos quando ouviram
isso.
29 Levantaram-se, expulsaram-no da cidade e o levaram at o topo
da colina sobre a qual fora construda a cidade, a fim de atir-lo
precipcio abaixo.
30 Mas Jesus passou por entre eles e retirou-se.
Jesus Expulsa um Esprito Imundo B )'
31 Ento ele desceu a Cafarnaum, cidade da Galilia, e, no sbado,
comeou a ensinar o povo.
32 Todos ficavam maravilhados com o seu
ensino, porque falava com autoridade.
33 Na sinagoga havia um homem possesso de um demnio, de um esprito
imundo [g] . Ele gritou com toda a fora:
34 "Ah!, que queres
conosco, Jesus de Nazar? Vieste para nos destruir? Sei quem tu s: o
Santo de Deus!"
35 Jesus o repreendeu, e disse: "Cale-se e saia dele!" Ento o
demnio jogou o homem no cho diante de todos, e saiu dele sem o ferir.
36 Todos ficaram admirados, e diziam uns aos outros: "Que palavra 
esta? At aos espritos imundos ele d ordens com autoridade e poder, e
eles saem!"
37 E a sua fama se espalhava por toda a regio
circunvizinha.
O Poder de Jesus sobre os Demnios e as Doenas C )'
38 Jesus saiu da sinagoga e foi  casa de Simo. A sogra de Simo
estava com febre alta, e pediram a Jesus que fizesse algo por ela.
39 Estando ele em p junto dela, inclinou-se e repreendeu a febre, que a
deixou. Ela se levantou imediatamente e passou a servi-los.
40 Ao pr-do-sol, o povo trouxe a Jesus todos os que tinham vrios
tipos de doenas; e ele os curou, impondo as mos sobre cada um deles.
41 Alm disso, de muitas pessoas saam demnios gritando: "Tu s o
Filho de Deus!" Ele, porm, os repreendia e no permitia que falassem,
porque sabiam que ele era o Cristo.
42 Ao romper do dia, Jesus foi para um lugar solitrio. As multides o
procuravam, e, quando chegaram at onde ele estava, insistiram que no
as deixasse.
43 Mas ele disse: " necessrio que eu pregue as boas
novas do Reino de Deus noutras cidades tambm, porque para isso fui
enviado".
44 E continuava pregando nas sinagogas da Judia [h] .
Notas de rodap:
[a] 4.4 Dt 8.3
[b] 4.8 Dt 6.13
[c] 4.10,11 Sl 91.11,12
[d] 4.12 Dt 6.16
[e] 4.18,19 Is 58.6; 61.1,2
[f] 4.27 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[g] 4.33 Ou maligno ; tambm em todo o livro de Lucas.
[h] 4.44 Alguns manuscritos dizem Galilia.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 4:1 : Mt 4.1-11; Mc 1.12,13
[b] Lucas 4:31 : Mc 1.21-28
[c] Lucas 4:38 : Mt 8.14-17; Mc 1.29-34

LUCAS-CAPITULO-5
Jesus Chama os Primeiros Discpulos A )'
1 Certo dia Jesus estava perto do lago de Genesar [a] , e uma
multido o comprimia de todos os lados para ouvir a palavra de Deus.
2 Viu  beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que
estavam lavando as suas redes.
3 Entrou num dos barcos, o que pertencia
a Simo, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Ento sentou-se,
e do barco ensinava o povo.
4 Tendo acabado de falar, disse a Simo: "V para onde as guas so
mais fundas", e a todos: "Lancem as redes para a pesca".
5 Simo respondeu: "Mestre, esforamo-nos a noite inteira e no
pegamos nada. Mas, porque s tu quem est dizendo isto, vou lanar as
redes".
6 Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixes que as redes
comearam a rasgar-se.
7 Ento fizeram sinais a seus companheiros no
outro barco, para que viessem ajud-los; e eles vieram e encheram ambos
os barcos, ao ponto de comearem a afundar.
8 Quando Simo Pedro viu isso, prostrou-se aos ps de Jesus e disse:
"Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!"
9 Pois ele
e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam
feito,
10 como tambm Tiago e Joo, os filhos de Zebedeu, scios de
Simo.
Jesus disse a Simo: "No tenha medo; de agora em diante voc ser
pescador de homens".
11 Eles ento arrastaram seus barcos para a
praia, deixaram tudo e o seguiram.
A Cura de um Leproso B )'
12 Estando Jesus numa das cidades, passou um homem coberto de lepra
[b] . Quando viu Jesus, prostrou-se, rosto em terra, e rogou-lhe:
"Se quiseres, podes purificar-me".
13 Jesus estendeu a mo e tocou nele, dizendo: "Quero. Seja
purificado!" E imediatamente a lepra o deixou.
14 Ento Jesus lhe ordenou: "No conte isso a ningum; mas v
mostrar-se ao sacerdote e oferea pela sua purificao os sacrifcios
que Moiss ordenou, para que sirva de testemunho".
15 Todavia, as notcias a respeito dele se espalhavam ainda mais, de
forma que multides vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas
doenas.
16 Mas Jesus retirava-se para lugares solitrios, e orava.
Jesus Cura um Paraltico C )'
17 Certo dia, quando ele ensinava, estavam sentados ali fariseus e
mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galilia, da Judia
e de Jerusalm. E o poder do Senhor estava com ele para curar os
doentes.
18 Vieram alguns homens trazendo um paraltico numa maca e
tentaram faz-lo entrar na casa, para coloc-lo diante de Jesus.
19 No
conseguindo fazer isso, por causa da multido, subiram ao terrao e o
baixaram em sua maca, atravs de uma abertura, at o meio da multido,
bem em frente de Jesus.
20 Vendo a f que eles tinham, Jesus disse: "Homem, os seus pecados
esto perdoados".
21 Os fariseus e os mestres da lei comearam a pensar: "Quem  esse
que blasfema? Quem pode perdoar pecados, a no ser somente Deus?"
22 Jesus, sabendo o que eles estavam pensando, perguntou: "Por que
vocs esto pensando assim?
23 Que  mais fcil dizer: ``Os seus
pecados esto perdoados'', ou: ``Levante-se e ande''?
24 Mas, para
que vocs saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para
perdoar pecados": disse ao paraltico: "eu lhe digo:
Levante-se, pegue a sua maca e v para casa".
25 Imediatamente ele se
levantou na frente deles, pegou a maca em que estivera deitado e foi
para casa louvando a Deus.
26 Todos ficaram atnitos e glorificavam a
Deus, e, cheios de temor, diziam: "Hoje vimos coisas
extraordinrias!"
O Chamado de Levi D )'
27 Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano chamado Levi, sentado na
coletoria, e disse-lhe: "Siga-me".
28 Levi levantou-se, deixou tudo
e o seguiu.
29 Ento Levi ofereceu um grande banquete a Jesus em sua casa. Havia
muita gente comendo com eles: publicanos e outras pessoas.
30 Mas os
fariseus e aqueles mestres da lei que eram da mesma faco queixaram-se
aos discpulos de Jesus: "Por que vocs comem e bebem com publicanos e
``pecadores''?"
31 Jesus lhes respondeu: "No so os que tm sade que precisam de
mdico, mas sim os doentes.
32 Eu no vim chamar justos, mas pecadores
ao arrependimento".
Jesus  Interrogado acerca do Jejum E )'
33 E eles lhe disseram: "Os discpulos de Joo jejuam e oram
freqentemente, bem como os discpulos dos fariseus; mas os teus vivem
comendo e bebendo".
34 Jesus respondeu: "Podem vocs fazer os convidados do noivo jejuar
enquanto o noivo est com eles?
35 Mas viro dias quando o noivo lhes
ser tirado; naqueles dias jejuaro".
36 Ento lhes contou esta parbola: "Ningum tira um remendo de roupa
nova e o costura em roupa velha; se o fizer, estragar a roupa nova,
alm do que o remendo da nova no se ajustar  velha.
37 E ningum pe
vinho novo em vasilha de couro velha; se o fizer, o vinho novo rebentar
a vasilha, se derramar, e a vasilha se estragar.
38 Ao contrrio,
vinho novo deve ser posto em vasilha de couro nova.
39 E ningum,
depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ``O vinho
velho  melhor!''"
Notas de rodap:
[a] 5.1 Isto , o mar da Galilia.
[b] 5.12 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 5:1 : Mt 4.18-22; Mc 1.16-20; Jo 1.35-42
[b] Lucas 5:12 : Mt 8.1-4; Mc 1.40-45
[c] Lucas 5:17 : Mt 9.1-8; Mc 2.1-12
[d] Lucas 5:27 : Mt 9.9-13; Mc 2.13-17
[e] Lucas 5:33 : Mt 9.14-17; Mc 2.18-22

LUCAS-CAPITULO-6
O Senhor do Sbado A )'
1 Certo sbado, enquanto Jesus passava pelas lavouras de cereal, seus
discpulos comearam a colher e a debulhar espigas com as mos, comendo
os gros.
2 Alguns fariseus perguntaram: "Por que vocs esto fazendo
o que no  permitido no sbado?"
3 Jesus lhes respondeu: "Vocs nunca leram o que fez Davi, quando ele
e seus companheiros estavam com fome?
4 Ele entrou na casa de Deus e,
tomando os pes da Presena, comeu o que apenas aos sacerdotes era
permitido comer, e os deu tambm aos seus companheiros".
5 E ento
lhes disse: "O Filho do homem  Senhor do sbado".
6 Noutro sbado, ele entrou na sinagoga e comeou a ensinar; estava ali
um homem cuja mo direita era atrofiada.
7 Os fariseus e os mestres da
lei estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o
observavam atentamente, para ver se ele iria cur-lo no sbado.
8 Mas
Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse ao homem da mo
atrofiada: "Levante-se e venha para o meio". Ele se levantou e foi.
9 Jesus lhes disse: "Eu lhes pergunto: O que  permitido fazer no
sbado: o bem ou o mal, salvar a vida ou destru-la?"
10 Ento, olhou para todos os que estavam  sua volta e disse ao homem:
"Estenda a mo". Ele a estendeu, e ela foi restaurada.
11 Mas eles
ficaram furiosos e comearam a discutir entre si o que poderiam fazer
contra Jesus.
A Escolha dos Doze Apstolos B )'
12 Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a
noite orando a Deus.
13 Ao amanhecer, chamou seus discpulos e escolheu
doze deles, a quem tambm designou apstolos:
14 Simo, a quem deu o
nome de Pedro; seu irmo Andr; Tiago; Joo; Filipe; Bartolomeu;
15 Mateus; Tom; Tiago, filho de Alfeu; Simo, chamado zelote;
16 Judas,
filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.
Bnos e Ais
17 Jesus desceu com eles e parou num lugar plano. Estavam ali muitos
dos seus discpulos e uma imensa multido procedente de toda a Judia,
de Jerusalm e do litoral de Tiro e de Sidom,
18 que vieram para
ouvi-lo e serem curados de suas doenas. Os que eram perturbados por
espritos imundos ficaram curados,
19 e todos procuravam tocar nele,
porque dele saa poder que curava todos.
20 Olhando para os seus discpulos, ele disse:
"Bem-aventurados vocs,
os pobres,
pois a vocs pertence
o Reino de Deus.
21 Bem-aventurados vocs,
que agora tm fome,
pois sero satisfeitos.
Bem-aventurados vocs,
que agora choram,
pois havero de rir.
22 Bem-aventurados sero vocs,
quando os odiarem,
expulsarem e insultarem,
e eliminarem o nome de vocs, como sendo mau,
por causa do Filho do homem.
23 "Regozijem-se nesse dia e saltem de alegria, porque grande  a sua
recompensa no cu. Pois assim os antepassados deles trataram os
profetas.
24 "Mas ai de vocs, os ricos,
pois j receberam
sua consolao.
25 Ai de vocs,
que agora tm fartura,
porque passaro fome.
Ai de vocs, que agora riem,
pois havero de se lamentar
e chorar.
21 Ai de vocs,
quando todos
falarem bem de vocs,
pois assim
os antepassados deles
trataram os falsos profetas.
O Amor aos Inimigos C )'
27 "Mas eu digo a vocs que esto me ouvindo: Amem os seus inimigos,
faam o bem aos que os odeiam,
28 abenoem os que os amaldioam, orem
por aqueles que os maltratam.
29 Se algum lhe bater numa face,
oferea-lhe tambm a outra. Se algum lhe tirar a capa, no o impea de
tirar-lhe a tnica.
30 D a todo aquele que lhe pedir, e se algum
tirar o que pertence a voc, no lhe exija que o devolva.
31 Como vocs
querem que os outros lhes faam, faam tambm vocs a eles.
32 "Que mrito vocs tero, se amarem aos que os amam? At os
``pecadores'' amam aos que os amam.
33 E que mrito tero, se fizerem
o bem queles que so bons para com vocs? At os ``pecadores'' agem
assim.
34 E que mrito tero, se emprestarem a pessoas de quem esperam
devoluo? At os ``pecadores'' emprestam a ``pecadores'', esperando
receber devoluo integral.
35 Amem, porm, os seus inimigos,
faam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta.
Ento, a recompensa que tero ser grande e vocs sero filhos do
Altssimo, porque ele  bondoso para com os ingratos e maus.
36 Sejam
misericordiosos, assim como o Pai de vocs  misericordioso.
O Julgamento ao Prximo D )'
37 "No julguem, e vocs no sero julgados. No condenem, e no
sero condenados. Perdoem, e sero perdoados.
38 Dem, e lhes ser
dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante ser dada a
vocs. Pois a medida que usarem tambm ser usada para medir vocs".
39 Jesus fez tambm a seguinte comparao: "Pode um cego guiar outro
cego? No cairo os dois no buraco?
40 O discpulo no est acima do
seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado ser como o seu
mestre.
41 "Por que voc repara no cisco que est no olho do seu irmo e no
se d conta da viga que est em seu prprio olho?
42 Como voc pode
dizer ao seu irmo: ``Irmo, deixe-me tirar o cisco do seu olho'', se
voc mesmo no consegue ver a viga que est em seu prprio olho?
Hipcrita, tire primeiro a viga do seu olho, e ento voc ver
claramente para tirar o cisco do olho do seu irmo.
A rvore e seu Fruto E )'
43 "Nenhuma rvore boa d fruto ruim, nenhuma rvore ruim d fruto
bom.
44 Toda rvore  reconhecida por seus frutos. Ningum colhe figos
de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.
45 O homem bom tira coisas
boas do bom tesouro que est em seu corao, e o homem mau tira coisas
ms do mal que est em seu corao, porque a sua boca fala do que est
cheio o corao.
O Prudente e o Insensato F )'
46 "Por que vocs me chamam ``Senhor, Senhor'' e no fazem o que eu
digo?
47 Eu lhes mostrarei com quem se compara aquele que vem a mim,
ouve as minhas palavras e as pratica.
48  como um homem que, ao
construir uma casa, cavou fundo e colocou os alicerces na rocha. Quando
veio a inundao, a torrente deu contra aquela casa, mas no a conseguiu
abalar, porque estava bem construda.
49 Mas aquele que ouve as minhas
palavras e no as pratica,  como um homem que construiu uma casa sobre
o cho, sem alicerces. No momento em que a torrente deu contra aquela
casa, ela caiu, e a sua destruio foi completa".
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 6:1 : Mt 12.1-14; Mc 2.23-3.6
[b] Lucas 6:12 : Mc 3.13-19
[c] Lucas 6:27 : Mt 5.38-48
[d] Lucas 6:37 : Mt 7.1-6
[e] Lucas 6:43 : Mt 7.15-20
[f] Lucas 6:46 : Mt 7.24-29

LUCAS-CAPITULO-7
Um Centurio Demonstra F A )'
1 Tendo terminado de dizer tudo isso ao povo, Jesus entrou em
Cafarnaum.
2 Ali estava o servo de um centurio, doente e quase 
morte, a quem seu senhor estimava muito.
3 Ele ouviu falar de Jesus e
enviou-lhe alguns lderes religiosos dos judeus, pedindo-lhe que fosse
curar o seu servo.
4 Chegando-se a Jesus, suplicaram-lhe com
insistncia: "Este homem merece que lhe faas isso,
5 porque ama a
nossa nao e construiu a nossa sinagoga".
6 Jesus foi com eles.
J estava perto da casa quando o centurio mandou amigos dizerem a
Jesus: "Senhor, no te incomodes, pois no mereo receber-te debaixo
do meu teto.
7 Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro.
Mas dize uma palavra, e o meu servo ser curado.
8 Pois eu tambm sou
homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um:
V, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faa isto,
e ele faz".
9 Ao ouvir isso, Jesus admirou-se dele e, voltando-se para a multido
que o seguia, disse: "Eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha
f".
10 Ento os homens que haviam sido enviados voltaram para casa e
encontraram o servo restabelecido.
Jesus Ressuscita o Filho de uma Viva
11 Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele iam os
seus discpulos e uma grande multido.
12 Ao se aproximar da porta da
cidade, estava saindo o enterro do filho nico de uma viva; e uma
grande multido da cidade estava com ela.
13 Ao v-la, o Senhor se
compadeceu dela e disse: "No chore".
14 Depois, aproximou-se e tocou no caixo, e os que o carregavam
pararam. Jesus disse: "Jovem, eu lhe digo, levante-se!"
15 O jovem
[a] sentou-se e comeou a conversar, e Jesus o entregou  sua
me.
16 Todos ficaram cheios de temor e louvavam a Deus. "Um grande
profeta se levantou entre ns", diziam eles. "Deus interveio em
favor do seu povo."
17 Essas notcias sobre Jesus espalharam-se por
toda a Judia e regies circunvizinhas.
Jesus e Joo Batista B )'
18 Os discpulos de Joo contaram-lhe todas essas coisas. Chamando dois
deles,
19 enviou-os ao Senhor para perguntarem: "s tu aquele que
haveria de vir ou devemos esperar algum outro?"
20 Dirigindo-se a Jesus, aqueles homens disseram: "Joo Batista nos
enviou para te perguntarmos: ``s tu aquele que haveria de vir ou
devemos esperar algum outro?''"
21 Naquele momento Jesus curou
muitos que tinham males, doenas graves e espritos malignos, e concedeu
viso a muitos que eram cegos.
22 Ento ele respondeu aos mensageiros:
"Voltem e anunciem a Joo o que vocs viram e ouviram: os cegos vem,
os aleijados andam, os leprosos [b] so purificados, os surdos
ouvem, os mortos so ressuscitados e as boas novas so pregadas aos
pobres;
23 e feliz  aquele que no se escandaliza por minha causa".
24 Depois que os mensageiros de Joo foram embora, Jesus comeou a
falar  multido a respeito de Joo: "O que vocs foram ver no
deserto? Um canio agitado pelo vento?
25 Ou, o que foram ver? Um homem
vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas esplndidas e se
entregam ao luxo esto nos palcios.
26 Afinal, o que foram ver? Um
profeta? Sim, eu lhes digo, e mais que profeta.
27 Este  aquele a
respeito de quem est escrito:
"``Enviarei o meu mensageiro
 tua frente;
ele preparar o teu caminho diante de ti'' [c] .
28 Eu lhes digo que entre os que nasceram de mulher no h ningum
maior do que Joo; todavia, o menor no Reino de Deus  maior do que
ele".
29 Todo o povo, at os publicanos, ouvindo as palavras de Jesus,
reconheceram que o caminho de Deus era justo, sendo batizados por Joo.
30 Mas os fariseus e os peritos na lei rejeitaram o propsito de Deus
para eles, no sendo batizados por Joo.
31 "A que posso, pois, comparar os homens desta gerao?",
prosseguiu Jesus. "Com que se parecem?
32 So como crianas que ficam
sentadas na praa e gritam umas s outras:
"``Ns lhes tocamos flauta,
mas vocs no danaram;
cantamos um lamento,
mas vocs no choraram''.
33 Pois veio Joo Batista, que jejua e no bebe [d] vinho, e
vocs dizem: ``Ele tem demnio''.
34 Veio o Filho do homem, comendo e
bebendo, e vocs dizem: ``A est um comilo e beberro, amigo de
publicanos e "pecadores"''.
35 Mas a sabedoria  comprovada por
todos os seus discpulos [e] ."
Jesus  Ungido por uma Pecadora
36 Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi  casa dele e
reclinou-se  mesa.
37 Ao saber que Jesus estava comendo na casa do
fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ``pecadora'', trouxe um
frasco de alabastro com perfume,
38 e se colocou atrs de Jesus, a seus
ps. Chorando, comeou a molhar-lhe os ps com suas lgrimas. Depois os
enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume.
39 Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: "Se
este homem fosse profeta, saberia quem nele est tocando e que tipo de
mulher ela : uma ``pecadora''".
40 Ento lhe disse Jesus: "Simo, tenho algo a lhe dizer".
"Dize, Mestre", disse ele.
41 "Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos
denrios [f] e o outro, cinqenta.
42 Nenhum dos dois tinha com
que lhe pagar, por isso perdoou a dvida a ambos. Qual deles o amar
mais?"
43 Simo respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dvida
maior".
"Voc julgou bem", disse Jesus.
44 Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simo: "V esta
mulher? Entrei em sua casa, mas voc no me deu gua para lavar os ps;
ela, porm, molhou os meus ps com suas lgrimas e os enxugou com seus
cabelos.
45 Voc no me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que
entrei aqui, no parou de beijar os meus ps.
46 Voc no ungiu a minha
cabea com leo, mas ela derramou perfume nos meus ps.
47 Portanto, eu
lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou
muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama".
48 Ento Jesus disse a ela: "Seus pecados esto perdoados".
49 Os outros convidados comearam a perguntar: "Quem  este que at
perdoa pecados?"
50 Jesus disse  mulher: "Sua f a salvou; v em paz".
Notas de rodap:
[a] 7.15 Grego: O morto.
[b] 7.22 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[c] 7.27 Ml 3.1
[d] 7.33 Grego: no comendo, nem bebendo.
[e] 7.35 Grego: filhos .
[f] 7.41 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 7:1 : Mt 8.5-13
[b] Lucas 7:18 : Mt 11.1-19

LUCAS-CAPITULO-8
A Parbola do Semeador A )'
1 Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando
as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele,
2 e tambm
algumas mulheres que haviam sido curadas de espritos malignos e
doenas: Maria, chamada Madalena, de quem haviam sado sete demnios;
3 Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas
outras. Essas mulheres ajudavam a sustent-los com os seus bens.
4 Reunindo-se uma grande multido e vindo a Jesus gente de vrias
cidades, ele contou esta parbola:
5 "O semeador saiu a semear.
Enquanto lanava a semente, parte dela caiu  beira do caminho; foi
pisada, e as aves do cu a comeram.
6 Parte dela caiu sobre pedras e,
quando germinou, as plantas secaram, porque no havia umidade.
7 Outra
parte caiu entre espinhos, que cresceram com ela e sufocaram as plantas.
8 Outra ainda caiu em boa terra. Cresceu e deu boa colheita, a cem por
um".
Tendo dito isso, exclamou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir,
oua!"
9 Seus discpulos perguntaram-lhe o que significava aquela parbola.
10 Ele disse: "A vocs foi dado o conhecimento dos mistrios do Reino
de Deus, mas aos outros falo por parbolas, para que
"``vendo, no vejam;
e ouvindo, no entendam'' [a] .
11 "Este  o significado da parbola: A semente  a palavra de Deus.
12 As que caram  beira do caminho so os que ouvem, e ento vem o
Diabo e tira a palavra do seu corao, para que no creiam e no sejam
salvos.
13 As que caram sobre as pedras so os que recebem a palavra
com alegria quando a ouvem, mas no tm raiz. Crem durante algum tempo,
mas desistem na hora da provao.
14 As que caram entre espinhos so
os que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, so sufocados pelas
preocupaes, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e no
amadurecem.
15 Mas as que caram em boa terra so os que, com corao
bom e generoso, ouvem a palavra, a retm e do fruto, com perseverana.
A Candeia B )'
16 "Ningum acende uma candeia e a esconde num jarro ou a coloca
debaixo de uma cama. Ao contrrio, coloca-a num lugar apropriado, de
modo que os que entram possam ver a luz.
17 Porque no h nada oculto
que no venha a ser revelado, e nada escondido que no venha a ser
conhecido e trazido  luz.
18 Portanto, considerem atentamente como
vocs esto ouvindo. A quem tiver, mais lhe ser dado; de quem no
tiver, at o que pensa que tem lhe ser tirado".
A Me e os Irmos de Jesus C )'
19 A me e os irmos de Jesus foram v-lo, mas no conseguiam
aproximar-se dele, por causa da multido.
20 Algum lhe disse: "Tua
me e teus irmos esto l fora e querem ver-te".
21 Ele lhe respondeu: "Minha me e meus irmos so aqueles que ouvem
a palavra de Deus e a praticam".
Jesus Acalma a Tempestade D )'
22 Certo dia Jesus disse aos seus discpulos: "Vamos para o outro
lado do lago". Eles entraram num barco e partiram.
23 Enquanto
navegavam, ele adormeceu. Abateu-se sobre o lago um forte vendaval, de
modo que o barco estava sendo inundado, e eles corriam grande perigo.
24 Os discpulos foram acord-lo, clamando: "Mestre, Mestre, vamos
morrer!"
Ele se levantou e repreendeu o vento e a violncia das guas; tudo se
acalmou e ficou tranqilo.
25 "Onde est a sua f?", perguntou ele
aos seus discpulos.
Amedrontados e admirados, eles perguntaram uns aos outros: "Quem 
este que at aos ventos e s guas d ordens, e eles lhe obedecem?"
A Cura de um Endemoninhado E )'
26 Navegaram para a regio dos gerasenos [b] , que fica do outro
lado do lago, frente  Galilia.
27 Quando Jesus pisou em terra, foi ao
encontro dele um endemoninhado daquela cidade. Fazia muito tempo que
aquele homem no usava roupas, nem vivia em casa alguma, mas nos
sepulcros.
28 Quando viu Jesus, gritou, prostrou-se aos seus ps e
disse em alta voz: "Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus Altssimo?
Rogo-te que no me atormentes!"
29 Pois Jesus havia ordenado que o
esprito imundo sasse daquele homem. Muitas vezes ele tinha se
apoderado dele. Mesmo com os ps e as mos acorrentados e entregue aos
cuidados de guardas, quebrava as correntes, e era levado pelo demnio a
lugares solitrios.
30 Jesus lhe perguntou: "Qual  o seu nome?"
"Legio", respondeu ele; porque muitos demnios haviam entrado nele.
31 E imploravam-lhe que no os mandasse para o Abismo.
32 Uma grande manada de porcos estava pastando naquela colina. Os
demnios imploraram a Jesus que lhes permitisse entrar neles, e Jesus
lhes deu permisso.
33 Saindo do homem, os demnios entraram nos
porcos, e toda a manada atirou-se precipcio abaixo em direo ao lago e
se afogou.
34 Vendo o que acontecera, os que cuidavam dos porcos fugiram e
contaram esses fatos, na cidade e nos campos,
35 e o povo foi ver o que
havia acontecido. Quando se aproximaram de Jesus, viram que o homem de
quem haviam sado os demnios estava assentado aos ps de Jesus, vestido
e em perfeito juzo, e ficaram com medo.
36 Os que o tinham visto
contaram ao povo como o endemoninhado fora curado.
37 Ento, todo o
povo da regio dos gerasenos suplicou a Jesus que se retirasse, porque
estavam dominados pelo medo. Ele entrou no barco e regressou.
38 O homem de quem haviam sado os demnios suplicava-lhe que o
deixasse ir com ele; mas Jesus o mandou embora, dizendo:
39 "Volte
para casa e conte o quanto Deus lhe fez". Assim, o homem se foi e
anunciou na cidade inteira o quanto Jesus tinha feito por ele.
O Poder de Jesus sobre a Doena e a Morte F )'
40 Quando Jesus voltou, uma multido o recebeu com alegria, pois todos
o esperavam.
41 Ento um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga,
veio e prostrou-se aos ps de Jesus, implorando-lhe que fosse  sua casa
42 porque sua nica filha, de cerca de doze anos, estava  morte.
Estando Jesus a caminho, a multido o comprimia.
43 E estava ali certa
mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia e gastara tudo o
que tinha com os mdicos [c] ; mas ningum pudera cur-la.
44 Ela chegou por trs dele, tocou na borda de seu manto, e imediatamente
cessou sua hemorragia.
45 "Quem tocou em mim?", perguntou Jesus.
Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multido se aglomera e te
comprime".
46 Mas Jesus disse: "Algum tocou em mim; eu sei que de mim saiu
poder".
47 Ento a mulher, vendo que no conseguiria passar despercebida, veio
tremendo e prostrou-se aos seus ps. Na presena de todo o povo contou
por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada.
48 Ento
ele lhe disse: "Filha, a sua f a curou [d] ! V em paz".
49 Enquanto Jesus ainda estava falando, chegou algum da casa de Jairo,
o dirigente da sinagoga, e disse: "Sua filha morreu. No incomode mais
o Mestre".
50 Ouvindo isso, Jesus disse a Jairo: "No tenha medo; to-somente
creia, e ela ser curada".
51 Quando chegou  casa de Jairo, no deixou ningum entrar com ele,
exceto Pedro, Joo, Tiago e o pai e a me da criana.
52 Enquanto isso,
todo o povo estava se lamentando e chorando por ela. "No chorem",
disse Jesus. "Ela no est morta, mas dorme."
53 Todos comearam a rir dele, pois sabiam que ela estava morta.
54 Mas ele a tomou pela mo e disse: "Menina, levante-se!"
55 O
esprito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Ento Jesus lhes
ordenou que lhe dessem de comer.
56 Os pais dela ficaram maravilhados,
mas ele lhes ordenou que no contassem a ningum o que tinha acontecido.
Notas de rodap:
[a] 8.10 Is 6.9
[b] 8.26 Alguns manuscritos trazem gadarenos; outros manuscritos dizem
gergesenos; tambm no versculo 37.
[c] 8.43 Alguns manuscritos no trazem gastara tudo o que tinha com os
mdicos.
[d] 8.48 Ou a salvou
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 8:1 : Mt 13.1-23; Mc 4.1-20
[b] Lucas 8:16 : Mc 4.21-25
[c] Lucas 8:19 : Mt 12.46-50; Mc 3.31-35
[d] Lucas 8:22 : Mt 8.23-27; Mc 4.35-41
[e] Lucas 8:26 : Mt 8.28-34; Mc 5.1-20
[f] Lucas 8:40 : Mt 9.18-26; Mc 5.21-43

LUCAS-CAPITULO-9
Jesus Envia os Doze A )'
1 Reunindo os Doze, Jesus deu-lhes poder e autoridade para expulsar
todos os demnios e curar doenas,
2 e os enviou a pregar o Reino de
Deus e a curar os enfermos.
3 E disse-lhes: "No levem nada pelo
caminho: nem bordo, nem saco de viagem, nem po, nem dinheiro, nem
tnica extra.
4 Na casa em que vocs entrarem, fiquem ali at partirem.
5 Se no os receberem, sacudam a poeira dos seus ps quando sarem
daquela cidade, como testemunho contra eles".
6 Ento, eles saram e
foram pelos povoados, pregando o evangelho e fazendo curas por toda
parte.
7 Herodes, o tetrarca [a] , ouviu falar de tudo o que estava
acontecendo e ficou perplexo, porque algumas pessoas estavam dizendo que
Joo tinha ressuscitado dos mortos;
8 outros, que Elias tinha
aparecido; e ainda outros, que um dos profetas do passado tinha voltado
 vida.
9 Mas Herodes disse: "Joo, eu decapitei! Quem, pois,  este
de quem ouo essas coisas?" E procurava v-lo.
A Primeira Multiplicao dos Pes B )'
10 Ao voltarem, os apstolos relataram a Jesus o que tinham feito.
Ento ele os tomou consigo, e retiraram-se para uma cidade chamada
Betsaida;
11 mas as multides ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as
acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que
precisavam de cura.
12 Ao fim da tarde os Doze aproximaram-se dele e disseram: "Manda
embora a multido para que eles possam ir aos campos vizinhos e aos
povoados, e encontrem comida e pousada, porque aqui estamos em lugar
deserto".
13 Ele, porm, respondeu: "Dem-lhes vocs algo para comer".
Eles disseram: "Temos apenas cinco pes e dois peixes: a menos que
compremos alimento para toda esta multido".
14 (E estavam ali cerca
de cinco mil homens.)
Mas ele disse aos seus discpulos: "Faam-nos sentar-se em grupos de
cinqenta".
15 Os discpulos assim fizeram, e todos se assentaram.
16 Tomando os cinco pes e os dois peixes, e olhando para o cu, deu
graas e os partiu. Em seguida, entregou-os aos discpulos para que os
servissem ao povo.
17 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os
discpulos recolheram doze cestos cheios de pedaos que sobraram.
A Confisso de Pedro C )'
18 Certa vez Jesus estava orando em particular, e com ele estavam os
seus discpulos; ento lhes perguntou: "Quem as multides dizem que eu
sou?"
19 Eles responderam: "Alguns dizem que s Joo Batista; outros,
Elias; e, ainda outros, que s um dos profetas do passado que
ressuscitou".
20 "E vocs, o que dizem?", perguntou. "Quem vocs dizem que eu
sou?"
Pedro respondeu: "O Cristo de Deus".
21 Jesus os advertiu severamente que no contassem isso a ningum.
22 E disse: " necessrio que o Filho do homem sofra muitas coisas e seja
rejeitado pelos lderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos
mestres da lei, seja morto e ressuscite no terceiro dia".
23 Jesus dizia a todos: "Se algum quiser acompanhar-me, negue-se a
si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.
24 Pois quem quiser
salvar a sua vida [b] , a perder; mas quem perder a sua vida por
minha causa, este a salvar.
25 Pois que adianta ao homem ganhar o
mundo inteiro, e perder-se ou destruir a si mesmo?
26 Se algum se
envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do homem se
envergonhar dele, quando vier em sua glria e na glria do Pai e dos
santos anjos.
27 Garanto-lhes que alguns que aqui se acham de modo
nenhum experimentaro a morte antes de verem o Reino de Deus".
A Transfigurao D )'
28 Aproximadamente oito dias depois de dizer essas coisas, Jesus tomou
consigo a Pedro, Joo e Tiago e subiu a um monte para orar.
29 Enquanto
orava, a aparncia de seu rosto se transformou, e suas roupas ficaram
alvas e resplandecentes como o brilho de um relmpago.
30 Surgiram dois
homens que comearam a conversar com Jesus. Eram Moiss e Elias.
31 Apareceram em glorioso esplendor, e falavam sobre a partida de Jesus,
que estava para se cumprir em Jerusalm.
32 Pedro e os seus companheiros estavam dominados pelo sono; acordando
subitamente, viram a glria de Jesus e os dois homens que estavam com
ele.
33 Quando estes iam se retirando, Pedro disse a Jesus: "Mestre,
 bom estarmos aqui. Faamos trs tendas: uma para ti, uma para Moiss e
uma para Elias". (Ele no sabia o que estava dizendo.)
34 Enquanto ele estava falando, uma nuvem apareceu e os envolveu, e
eles ficaram com medo ao entrarem na nuvem.
35 Dela saiu uma voz que
dizia: "Este  o meu Filho, o Escolhido [c] ; ouam-no!"
36 Tendo-se ouvido a voz, Jesus ficou s. Os discpulos guardaram isto
somente para si; naqueles dias, no contaram a ningum o que tinham
visto.
A Cura de um Menino Endemoninhado E )'
37 No dia seguinte, quando desceram do monte, uma grande multido veio
ao encontro dele.
38 Um homem da multido bradou: "Mestre, rogo-te
que ds ateno ao meu filho, pois  o nico que tenho.
39 Um esprito
o domina; de repente ele grita, lana-o em convulses e o faz espumar;
quase nunca o abandona, e o est destruindo.
40 Roguei aos teus
discpulos que o expulsassem, mas eles no conseguiram".
41 Respondeu Jesus: " gerao incrdula e perversa, at quando
estarei com vocs e terei que suport-los? Traga-me aqui o seu filho".
42 Quando o menino vinha vindo, o demnio o lanou por terra, em
convulso. Mas Jesus repreendeu o esprito imundo, curou o menino e o
entregou de volta a seu pai.
43 E todos ficaram atnitos ante a
grandeza de Deus.
Estando todos maravilhados com tudo o que Jesus fazia, ele disse aos
seus discpulos:
44 "Ouam atentamente o que vou lhes dizer: O Filho
do homem ser trado e entregue nas mos dos homens".
45 Mas eles no
entendiam o que isso significava; era-lhes encoberto, para que no o
entendessem. E tinham receio de perguntar-lhe a respeito dessa palavra.
Quem Ser o Maior? F )'
46 Comeou uma discusso entre os discpulos acerca de qual deles seria
o maior.
47 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, tomou uma criana e
a colocou em p, a seu lado.
48 Ento lhes disse: "Quem recebe esta
criana em meu nome, est me recebendo; e quem me recebe, est recebendo
aquele que me enviou. Pois aquele que entre vocs for o menor, este ser
o maior".
49 Disse Joo: "Mestre, vimos um homem expulsando demnios em teu
nome e procuramos impedi-lo, porque ele no era um dos nossos".
50 "No o impeam", disse Jesus, "pois quem no  contra vocs, 
a favor de vocs."
A Oposio Samaritana
51 Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos cus, Jesus partiu
resolutamente em direo a Jerusalm.
52 E enviou mensageiros  sua
frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os
preparativos;
53 mas o povo dali no o recebeu porque se notava que ele
se dirigia para Jerusalm.
54 Ao verem isso, os discpulos Tiago e Joo
perguntaram: "Senhor, queres que faamos cair fogo do cu para
destru-los?" [d]
55 Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu,
dizendo: "Vocs no sabem de que espcie de esprito vocs so, pois o
Filho do homem no veio para destruir a vida dos homens, mas para
salv-los" [e] ;
56 e foram para outro povoado.
Quo Difcil  Seguir Jesus! G )'
57 Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei
por onde quer que fores".
58 Jesus respondeu: "As raposas tm suas tocas e as aves do cu tm
seus ninhos, mas o Filho do homem no tem onde repousar a cabea".
59 A outro disse: "Siga-me".
Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu
pai".
60 Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus prprios
mortos; voc, porm, v e proclame o Reino de Deus".
61 Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro
voltar e despedir-me da minha famlia".
62 Jesus respondeu: "Ningum que pe a mo no arado e olha para trs
 apto para o Reino de Deus".
Notas de rodap:
[a] 9.7 Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma regio.
[b] 9.24 Ou alma
[c] 9.35 Vrios manuscritos dizem o Amado.
[d] 9.54 Alguns manuscritos dizem destru-los, como fez Elias?
[e] 9.55 Muitos manuscritos no trazem esta sentena.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 9:1 : Mt 10.5-14; Mc 5.7-13
[b] Lucas 9:10 : Mt 14.13-21; Mc 6.30-44; Jo 6.1-15
[c] Lucas 9:18 : Mt 16.13-20; Mc 8.27-30
[d] Lucas 9:28 : Mt 17.1-13; Mc 9.2-13
[e] Lucas 9:37 : Mt 17.14-23; Mc 9.14-32
[f] Lucas 9:46 : Mt 18.1-5; Mc 9.33-41
[g] Lucas 9:57 : Mt 8.19-22

LUCAS-CAPITULO-10
Jesus Envia Setenta e Dois Discpulos
1 Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois [a] e os
enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde
ele estava prestes a ir.
2 E lhes disse: "A colheita  grande, mas os
trabalhadores so poucos. Portanto, peam ao Senhor da colheita que
mande trabalhadores para a sua colheita.
3 Vo! Eu os estou enviando
como cordeiros entre lobos.
4 No levem bolsa, nem saco de viagem, nem
sandlias; e no sadem ningum pelo caminho.
5 "Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa.
6 Se
houver ali um homem de paz, a paz de vocs repousar sobre ele; se no,
ela voltar para vocs.
7 Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que
lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salrio. No fiquem mudando
de casa em casa.
8 "Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam o que for
posto diante de vocs.
9 Curem os doentes que ali houver e digam-lhes:
O Reino de Deus est prximo de vocs.
10 Mas quando entrarem numa
cidade e no forem bem recebidos, saiam por suas ruas e digam:
11 At o
p da sua cidade, que se apegou aos nossos ps, sacudimos contra vocs.
Fiquem certos disto: o Reino de Deus est prximo.
12 Eu lhes digo:
Naquele dia haver mais tolerncia para Sodoma do que para aquela
cidade.
13 "Ai de voc, Corazim! Ai de voc, Betsaida! Porque se os milagres
que foram realizados entre vocs o fossem em Tiro e Sidom, h muito
tempo elas teriam se arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se
de cinzas.
14 Mas no juzo haver menor rigor para Tiro e Sidom do que
para vocs.
15 E voc, Cafarnaum: ser elevada at ao cu? No; voc
descer at o Hades [b] !
16 "Aquele que lhes d ouvidos, est me dando ouvidos; aquele que os
rejeita, est me rejeitando; mas aquele que me rejeita, est rejeitando
aquele que me enviou".
17 Os setenta e dois voltaram alegres e disseram: "Senhor, at os
demnios se submetem a ns, em teu nome".
18 Ele respondeu: "Eu vi Satans caindo do cu como relmpago.
19 Eu
lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpies, e sobre todo
o poder do inimigo; nada lhes far dano.
20 Contudo, alegrem-se, no
porque os espritos se submetem a vocs, mas porque seus nomes esto
escritos nos cus".
21 Naquela hora Jesus, exultando no Esprito Santo, disse: "Eu te
louvo, Pai, Senhor do cu e da terra, porque escondeste estas coisas dos
sbios e cultos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi
do teu agrado.
22 "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ningum sabe quem
 o Filho, a no ser o Pai; e ningum sabe quem  o Pai, a no ser o
Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar".
23 Ento ele se voltou para os seus discpulos e lhes disse em
particular: "Felizes so os olhos que vem o que vocs vem.
24 Pois
eu lhes digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vocs esto
vendo, mas no viram; e ouvir o que vocs esto ouvindo, mas no
ouviram".
A Parbola do Bom Samaritano
25 Certa ocasio, um perito na lei levantou-se para pr Jesus  prova e
lhe perguntou: "Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida
eterna?"
26 "O que est escrito na Lei?", respondeu Jesus. "Como voc a
l?"
27 Ele respondeu: "``Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu
corao, de toda a sua alma, de todas as suas foras e de todo o seu
entendimento'' [c] e ``Ame o seu prximo como a si mesmo''
[d] ".
28 Disse Jesus: "Voc respondeu corretamente. Faa isso, e viver".
29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: "E quem  o
meu prximo?"
30 Em resposta, disse Jesus: "Um homem descia de Jerusalm para
Jeric, quando caiu nas mos de assaltantes. Estes lhe tiraram as
roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.
31 Aconteceu
estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem,
passou pelo outro lado.
32 E assim tambm um levita; quando chegou ao
lugar e o viu, passou pelo outro lado.
33 Mas um samaritano, estando de
viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade
dele.
34 Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho
e leo. Depois colocou-o sobre o seu prprio animal, levou-o para uma
hospedaria e cuidou dele.
35 No dia seguinte, deu dois denrios [e]
ao hospedeiro e lhe disse: ``Cuide dele. Quando eu voltar lhe
pagarei todas as despesas que voc tiver''.
36 "Qual destes trs voc acha que foi o prximo do homem que caiu
nas mos dos assaltantes?"
37 "Aquele que teve misericrdia dele", respondeu o perito na lei.
Jesus lhe disse: "V e faa o mesmo".
Na Casa de Marta e de Maria
38 Caminhando Jesus e os seus discpulos, chegaram a um povoado, onde
certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa.
39 Maria, sua irm, ficou sentada aos ps do Senhor, ouvindo a sua
palavra.
40 Marta, porm, estava ocupada com muito servio. E,
aproximando-se dele, perguntou: "Senhor, no te importas que minha
irm tenha me deixado sozinha com o servio? Dize-lhe que me ajude!"
41 Respondeu o Senhor: "Marta! Marta! Voc est preocupada e inquieta
com muitas coisas;
42 todavia apenas uma  necessria. [f] Maria
escolheu a boa parte, e esta no lhe ser tirada".
Notas de rodap:
[a] 10.1 Alguns manuscritos dizem 70; tambm no versculo 17.
[b] 10.15 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas.
[c] 10.27 Dt 6.5
[d] 10.27 Lv 19.18
[e] 10.35 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[f] 10.42 Alguns manuscritos dizem todavia, poucas coisas so
necessrias.

LUCAS-CAPITULO-11
O Ensino de Jesus acerca da Orao A )'
1 Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado,
um dos seus discpulos lhe disse: "Senhor, ensina-nos a orar, como
Joo ensinou aos discpulos dele".
2 Ele lhes disse: "Quando vocs orarem, digam:
"Pai! [a]
Santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino. [b]
3 D-nos cada dia o nosso po cotidiano.
4 Perdoa-nos os nossos pecados,
pois tambm perdoamos
a todos os que nos devem.
E no nos deixes cair
em [c] tentao [d] ".
5 Ento lhes disse: "Suponham que um de vocs tenha um amigo e que
recorra a ele  meia-noite e diga: ``Amigo, empreste-me trs pes,
6 porque um amigo meu chegou de viagem, e no tenho nada para lhe
oferecer''.
7 "E o que estiver dentro responda: ``No me incomode. A porta j
est fechada, e eu e meus filhos j estamos deitados. No posso me
levantar e lhe dar o que me pede''.
8 Eu lhes digo: Embora ele no se
levante para dar-lhe o po por ser seu amigo, por causa da importunao
se levantar e lhe dar tudo o que precisar.
9 "Por isso lhes digo: Peam, e lhes ser dado; busquem, e
encontraro; batam, e a porta lhes ser aberta.
10 Pois todo o que
pede, recebe; o que busca, encontra; e quele que bate, a porta ser
aberta.
11 "Qual pai, entre vocs, se o filho lhe pedir um [e] peixe,
em lugar disso lhe dar uma cobra?
12 Ou se pedir um ovo, lhe dar um
escorpio?
13 Se vocs, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos
seus filhos, quanto mais o Pai que est nos cus dar o Esprito Santo a
quem o pedir!"
A Acusao contra Jesus B )'
14 Jesus estava expulsando um demnio que era mudo. Quando o demnio
saiu, o mudo falou, e a multido ficou admirada.
15 Mas alguns deles
disseram: " por Belzebu, o prncipe dos demnios, que ele expulsa
demnios".
16 Outros o punham  prova, pedindo-lhe um sinal do cu.
17 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Todo reino
dividido contra si mesmo ser arruinado, e uma casa dividida contra si
mesma cair.
18 Se Satans est dividido contra si mesmo, como o seu
reino pode subsistir? Digo isso porque vocs esto dizendo que expulso
demnios por Belzebu.
19 Se eu expulso demnios por Belzebu, por quem
os expulsam os filhos [f] de vocs? Por isso, eles mesmos estaro
como juzes sobre vocs.
20 Mas se  pelo dedo de Deus que eu expulso
demnios, ento chegou a vocs o Reino de Deus.
21 "Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens
esto seguros.
22 Mas quando algum mais forte o ataca e o vence,
tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos.
23 "Aquele que no est comigo  contra mim, e aquele que comigo no
ajunta, espalha.
24 "Quando um esprito imundo sai de um homem, passa por lugares
ridos procurando descanso, e, no o encontrando, diz: ``Voltarei para
a casa de onde sa''.
25 Quando chega, encontra a casa varrida e em
ordem.
26 Ento vai e traz outros sete espritos piores do que ele, e
entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se
pior do que o primeiro".
27 Enquanto Jesus dizia estas coisas, uma mulher da multido exclamou:
"Feliz  a mulher que te deu  luz e te amamentou".
28 Ele respondeu: "Antes, felizes so aqueles que ouvem a palavra de
Deus e lhe obedecem".
O Sinal de Jonas C )'
29 Aumentando a multido, Jesus comeou a dizer: "Esta  uma gerao
perversa. Ela pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe ser dado,
exceto o sinal de Jonas.
30 Pois assim como Jonas foi um sinal para os
ninivitas, o Filho do homem tambm o ser para esta gerao.
31 A
rainha do Sul se levantar no juzo com os homens desta gerao e os
condenar, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de
Salomo, e agora est aqui quem  maior do que Salomo.
32 Os homens de
Nnive se levantaro no juzo com esta gerao e a condenaro; pois eles
se arrependeram com a pregao de Jonas, e agora est aqui quem  maior
do que Jonas.
A Candeia do Corpo
33 "Ningum acende uma candeia e a coloca em lugar onde fique
escondida ou debaixo de uma vasilha. Ao contrrio, coloca-a no lugar
apropriado, para que os que entram possam ver a luz.
34 Os olhos so a
candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu
corpo estar cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo
estar cheio de trevas.
35 Portanto, cuidado para que a luz que est em
seu interior no sejam trevas.
36 Logo, se todo o seu corpo estiver
cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas, estar
completamente iluminado, como quando a luz de uma candeia brilha sobre
voc".
Jesus Condena a Hipocrisia dos Fariseus e dos Peritos na Lei
37 Tendo terminado de falar, um fariseu o convidou para comer com ele.
Ento Jesus foi, e reclinou-se  mesa;
38 mas o fariseu, notando que
Jesus no se lavara cerimonialmente antes da refeio, ficou surpreso.
39 Ento o Senhor lhe disse: "Vocs, fariseus, limpam o exterior do
copo e do prato, mas interiormente esto cheios de ganncia e de
maldade.
40 Insensatos! Quem fez o exterior no fez tambm o interior?
41 Mas dem o que est dentro do prato [g] como esmola, e vero
que tudo lhes ficar limpo.
42 "Ai de vocs, fariseus, porque do a Deus o dzimo da hortel, da
arruda e de toda a sorte de hortalias, mas desprezam a justia e o amor
de Deus! Vocs deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer
aquelas.
43 "Ai de vocs, fariseus, porque amam os lugares de honra nas
sinagogas e as saudaes em pblico!
44 "Ai de vocs, porque so como tmulos que no so vistos, por
sobre os quais os homens andam sem o saber!"
45 Um dos peritos na lei lhe respondeu: "Mestre, quando dizes essas
coisas, insultas tambm a ns".
46 "Quanto a vocs, peritos na lei", disse Jesus, "ai de vocs
tambm!, porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles
podem carregar, e vocs mesmos no levantam nem um dedo para ajud-los.
47 "Ai de vocs, porque edificam os tmulos dos profetas, sendo que
foram os seus prprios antepassados que os mataram.
48 Assim vocs do
testemunho de que aprovam o que os seus antepassados fizeram. Eles
mataram os profetas, e vocs lhes edificam os tmulos.
49 Por isso,
Deus disse em sua sabedoria: ``Eu lhes mandarei profetas e apstolos,
dos quais eles mataro alguns, e a outros perseguiro''.
50 Pelo que,
esta gerao ser considerada responsvel pelo sangue de todos os
profetas, derramado desde o princpio do mundo:
51 desde o sangue de
Abel at o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o
santurio. Sim, eu lhes digo, esta gerao ser considerada responsvel
por tudo isso.
52 "Ai de vocs, peritos na lei, porque se apoderaram da chave do
conhecimento. Vocs mesmos no entraram e impediram os que estavam
prestes a entrar!"
53 Quando Jesus saiu dali, os fariseus e os mestres da lei comearam a
opor-se fortemente a ele e a interrog-lo com muitas perguntas,
54 esperando apanh-lo em algo que dissesse.
Notas de rodap:
[a] 11.2 Muitos manuscritos dizem Pai nosso, que ests no cu.
[b] 11.2 Muitos manuscritos dizem Reino. Seja feita a tua vontade
assim na terra como no cu.
[c] 11.4 Grego: E no nos induzas .
[d] 11.4 Muitos manuscritos dizem tentao, mas livra-nos do Maligno.
[e] 11.11 Muitos manuscritos acrescentam po, lhe dar uma pedra, ou
se pedir um
[f] 11.19 Ou discpulos
[g] 11.41 Ou o que vocs tm
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 11:1 : Mt 6.5-15; 7.7-12
[b] Lucas 11:14 : Mt 12.22-32; Mc 3.20-30
[c] Lucas 11:29 : Mt 12.38-42

LUCAS-CAPITULO-12
Advertncias e Motivaes
1 Nesse meio tempo, tendo-se juntado uma multido de milhares de
pessoas, ao ponto de se atropelarem umas s outras, Jesus comeou a
falar primeiramente aos seus discpulos, dizendo: "Tenham cuidado com
o fermento dos fariseus, que  a hipocrisia.
2 No h nada escondido
que no venha a ser descoberto, ou oculto que no venha a ser conhecido.
3 O que vocs disseram nas trevas ser ouvido  luz do dia, e o que
vocs sussurraram aos ouvidos dentro de casa, ser proclamado dos
telhados.
4 "Eu lhes digo, meus amigos: No tenham medo dos que matam o corpo e
depois nada mais podem fazer.
5 Mas eu lhes mostrarei a quem vocs
devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para
lanar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocs devem temer.
6 No se
vendem cinco pardais por duas moedinhas [a] ? Contudo, nenhum
deles  esquecido por Deus.
7 At os cabelos da cabea de vocs esto
todos contados. No tenham medo; vocs valem mais do que muitos pardais!
8 "Eu lhes digo: Quem me confessar diante dos homens, tambm o Filho
do homem o confessar diante dos anjos de Deus.
9 Mas aquele que me
negar diante dos homens ser negado diante dos anjos de Deus.
10 Todo
aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser perdoado, mas
quem blasfemar contra o Esprito Santo no ser perdoado.
11 "Quando vocs forem levados s sinagogas e diante dos governantes
e das autoridades, no se preocupem com a forma pela qual se defendero,
ou com o que diro,
12 pois naquela hora o Esprito Santo lhes ensinar
o que devero dizer".
A Parbola do Rico Insensato
13 Algum da multido lhe disse: "Mestre, dize a meu irmo que divida
a herana comigo".
14 Respondeu Jesus: "Homem, quem me designou juiz ou rbitro entre
vocs?"
15 Ento lhes disse: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra
todo tipo de ganncia; a vida de um homem no consiste na quantidade dos
seus bens".
16 Ento lhes contou esta parbola: "A terra de certo homem rico
produziu muito.
17 Ele pensou consigo mesmo: ``O que vou fazer? No
tenho onde armazenar minha colheita''.
18 "Ento disse: ``J sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus
celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra
e todos os meus bens.
19 E direi a mim mesmo: Voc tem grande
quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e
alegre-se''.
20 "Contudo, Deus lhe disse: ``Insensato! Esta mesma noite a sua
vida lhe ser exigida. Ento, quem ficar com o que voc preparou?''
21 "Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas no  rico
para com Deus".
As Preocupaes da Vida A )'
22 Dirigindo-se aos seus discpulos, Jesus acrescentou: "Portanto eu
lhes digo: No se preocupem com sua prpria vida, quanto ao que comer;
nem com seu prprio corpo, quanto ao que vestir.
23 A vida  mais
importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas.
24 Observem os corvos: no semeiam nem colhem, no tm armazns nem
celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocs tm muito mais valor do que
as aves!
25 Quem de vocs, por mais que se preocupe, pode acrescentar
uma hora que seja  sua vida? [b]
26 Visto que vocs no podem
sequer fazer uma coisa to pequena, por que se preocupar com o restante?
27 "Observem como crescem os lrios. Eles no trabalham nem tecem.
Contudo, eu lhes digo que nem Salomo, em todo o seu esplendor,
vestiu-se como um deles.
28 Se Deus veste assim a erva do campo, que
hoje existe e amanh  lanada ao fogo, quanto mais vestir vocs,
homens de pequena f!
29 No busquem ansiosamente o que comer ou beber;
no se preocupem com isso.
30 Pois o mundo pago  que corre atrs
dessas coisas; mas o Pai sabe que vocs precisam delas.
31 Busquem,
pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes sero acrescentadas.
32 "No tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai
dar-lhes o Reino.
33 Vendam o que tm e dem esmolas. Faam para vocs
bolsas que no se gastem com o tempo, um tesouro nos cus que no se
acabe, onde ladro algum chega perto e nenhuma traa destri.
34 Pois
onde estiver o seu tesouro, ali tambm estar o seu corao.
Prontido para o Servio
35 "Estejam prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias,
36 como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de
casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta
imediatamente.
37 Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando,
quando voltar. Eu lhes afirmo que ele se vestir para servir, far que
se reclinem  mesa, e vir servi-los.
38 Mesmo que ele chegue de noite
ou de madrugada [c] , felizes os servos que o senhor encontrar
preparados.
39 Entendam, porm, isto: se o dono da casa soubesse a que
hora viria o ladro, no permitiria que a sua casa fosse arrombada.
40 Estejam tambm vocs preparados, porque o Filho do homem vir numa hora
em que no o esperam".
41 Pedro perguntou: "Senhor, ests contando esta parbola para ns ou
para todos?"
42 O Senhor respondeu: "Quem , pois, o administrador fiel e sensato,
a quem seu senhor encarrega dos seus servos, para lhes dar sua poro de
alimento no tempo devido?
43 Feliz o servo a quem o seu senhor
encontrar fazendo assim quando voltar.
44 Garanto-lhes que ele o
encarregar de todos os seus bens.
45 Mas suponham que esse servo diga
a si mesmo: ``Meu senhor se demora a voltar'', e ento comece a bater
nos servos e nas servas, a comer, a beber e a embriagar-se.
46 O senhor
daquele servo vir num dia em que ele no o espera e numa hora que no
sabe, e o punir severamente [d] e lhe dar um lugar com os
infiis.
47 "Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e no prepara o
que ele deseja, nem o realiza, receber muitos aoites.
48 Mas aquele
que no a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receber
poucos aoites. A quem muito foi dado, muito ser exigido; e a quem
muito foi confiado, muito mais ser pedido.
Jesus No Traz Paz, mas Diviso
49 "Vim trazer fogo  terra, e como gostaria que j estivesse aceso!
50 Mas tenho que passar por um batismo, e como estou angustiado at que
ele se realize!
51 Vocs pensam que vim trazer paz  terra? No, eu
lhes digo. Ao contrrio, vim trazer diviso!
52 De agora em diante
haver cinco numa famlia divididos uns contra os outros: trs contra
dois e dois contra trs.
53 Estaro divididos pai contra filho e filho
contra pai, me contra filha e filha contra me, sogra contra nora e
nora contra sogra".
Os Sinais dos Tempos
54 Dizia ele  multido: "Quando vocs vem uma nuvem se levantando
no ocidente, logo dizem: ``Vai chover'', e assim acontece.
55 E
quando sopra o vento sul, vocs dizem: ``Vai fazer calor'', e assim
ocorre.
56 Hipcritas! Vocs sabem interpretar o aspecto da terra e do
cu. Como no sabem interpretar o tempo presente?
57 "Por que vocs no julgam por si mesmos o que  justo?
58 Quando
algum de vocs estiver indo com seu adversrio para o magistrado, faa
tudo para se reconciliar com ele no caminho; para que ele no o arraste
ao juiz, o juiz o entregue ao oficial de justia, e o oficial de justia
o jogue na priso.
59 Eu lhe digo que voc no sair de l enquanto no
pagar o ltimo centavo [e] ".
Notas de rodap:
[a] 12.6 Grego: dois asses.
[b] 12.25 Ou um nico cvado  sua altura? O cvado era uma medida
linear de cerca de 45 centmetros.
[c] 12.38 Grego : na segunda ou na terceira viglia da noite . Isto ,
entre 9 horas da noite e 3 horas da manh.
[d] 12.46 Grego: cortar ao meio.
[e] 12.59 Grego : lepto.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 12:22 : Mt 6.25-34

LUCAS-CAPITULO-13
Arrependimento ou Morte
1 Naquela ocasio, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus
que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifcios
deles.
2 Jesus respondeu: "Vocs pensam que esses galileus eram mais
pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira?
3 Eu
lhes digo que no! Mas se no se arrependerem, todos vocs tambm
perecero.
4 Ou vocs pensam que aqueles dezoito que morreram, quando
caiu sobre eles a torre de Silo, eram mais culpados do que todos os
outros habitantes de Jerusalm?
5 Eu lhes digo que no! Mas se no se
arrependerem, todos vocs tambm perecero".
6 Ento contou esta parbola: "Um homem tinha uma figueira plantada
em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e no achou nenhum.
7 Por isso
disse ao que cuidava da vinha: ``J faz trs anos que venho procurar
fruto nesta figueira e no acho. Corte-a! Por que deix-la inutilizar a
terra?''
8 "Respondeu o homem: ``Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu
cavarei ao redor dela e a adubarei.
9 Se der fruto no ano que vem,
muito bem! Se no, corte-a''".
Uma Mulher Curada no Sbado
10 Certo sbado Jesus estava ensinando numa das sinagogas,
11 e ali
estava uma mulher que tinha um esprito que a mantinha doente havia
dezoito anos. Ela andava encurvada e de forma alguma podia
endireitar-se.
12 Ao v-la, Jesus chamou-a  frente e lhe disse:
"Mulher, voc est livre da sua doena".
13 Ento lhe imps as
mos; e imediatamente ela se endireitou, e passou a louvar a Deus.
14 Indignado porque Jesus havia curado no sbado, o dirigente da
sinagoga disse ao povo: "H seis dias em que se deve trabalhar. Venham
para ser curados nesses dias, e no no sbado".
15 O Senhor lhe respondeu: "Hipcritas! Cada um de vocs no
desamarra no sbado o seu boi ou jumento do estbulo e o leva dali para
dar-lhe gua?
16 Ento, esta mulher, uma filha de Abrao a quem Satans
mantinha presa por dezoito longos anos, no deveria no dia de sbado ser
libertada daquilo que a prendia?"
17 Tendo dito isso, todos os seus oponentes ficaram envergonhados, mas
o povo se alegrava com todas as maravilhas que ele estava fazendo.
As Parbolas do Gro de Mostarda e do Fermento A )'
18 Ento Jesus perguntou: "Com que se parece o Reino de Deus? Com que
o compararei?
19  como um gro de mostarda que um homem semeou em sua
horta. Ele cresceu e se tornou uma rvore, e as aves do cu fizeram
ninhos em seus ramos".
20 Mais uma vez ele perguntou: "Com que compararei o Reino de Deus?
21  como o fermento que uma mulher misturou com uma grande quantidade
[a] de farinha, e toda a massa ficou fermentada".
A Porta Estreita
22 Depois Jesus foi pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo
em direo a Jerusalm.
23 Algum lhe perguntou: "Senhor, sero
poucos os salvos?"
Ele lhes disse:
24 "Esforcem-se para entrar pela porta estreita,
porque eu lhes digo que muitos tentaro entrar e no conseguiro.
25 Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocs ficaro do
lado de fora, batendo e pedindo: ``Senhor, abre-nos a porta''.
"Ele, porm, responder: ``No os conheo, nem sei de onde so
vocs''.
26 "Ento vocs diro: ``Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em
nossas ruas''.
27 "Mas ele responder: ``No os conheo, nem sei de onde so vocs.
Afastem-se de mim, todos vocs, que praticam o mal!''
28 "Ali haver choro e ranger de dentes, quando vocs virem Abrao,
Isaque e Jac, e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocs
excludos.
29 Pessoas viro do oriente e do ocidente, do norte e do
sul, e ocuparo os seus lugares  mesa no Reino de Deus.
30 De fato, h
ltimos que sero primeiros, e primeiros que sero ltimos".
O Lamento Proftico sobre Jerusalm B )'
31 Naquela mesma hora alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e lhe
disseram: "Saia e v embora daqui, pois Herodes quer mat-lo".
32 Ele respondeu: "Vo dizer quela raposa: Expulsarei demnios e
curarei o povo hoje e amanh, e no terceiro dia estarei pronto.
33 Mas,
preciso prosseguir hoje, amanh e depois de amanh, pois certamente
nenhum profeta deve morrer fora de Jerusalm!
34 "Jerusalm, Jerusalm, voc, que mata os profetas e apedreja os
que lhe so enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como
a galinha rene os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocs no
quiseram!
35 Eis que a casa de vocs ficar deserta. Eu lhes digo que
vocs no me vero mais at que digam: ``Bendito o que vem em nome do
Senhor'' [b] ".
Notas de rodap:
[a] 13.21 Grego: 3 satos. O sato era uma medida de capacidade para
secos. As estimativas variam entre 7 e 13 litros.
[b] 13.35 Sl 118.26
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 13:18 : Mt 13.31-35; Mc 4.30-34
[b] Lucas 13:31 : Mt 23.37-39

LUCAS-CAPITULO-14
Jesus na Casa de um Fariseu
1 Certo sbado, entrando Jesus para comer na casa de um fariseu
importante, observavam-no atentamente.
2  frente dele estava um homem
doente, com o corpo inchado [a] .
3 Jesus perguntou aos fariseus
e aos peritos na lei: " permitido ou no curar no sbado?"
4 Mas
eles ficaram em silncio. Assim, tomando o homem pela mo, Jesus o curou
e o mandou embora.
5 Ento ele lhes perguntou: "Se um de vocs tiver um filho [b]
ou um boi, e este cair num poo no dia de sbado, no ir tir-lo
imediatamente?"
6 E eles nada puderam responder.
7 Quando notou como os convidados escolhiam os lugares de honra  mesa,
Jesus lhes contou esta parbola:
8 "Quando algum o convidar para um
banquete de casamento, no ocupe o lugar de honra, pois pode ser que
tenha sido convidado algum de maior honra do que voc.
9 Se for assim,
aquele que convidou os dois vir e lhe dir: ``D o lugar a este''.
Ento, humilhado, voc precisar ocupar o lugar menos importante.
10 Mas quando voc for convidado, ocupe o lugar menos importante, de forma
que, quando vier aquele que o convidou, diga-lhe: ``Amigo, passe para
um lugar mais importante''. Ento voc ser honrado na presena de
todos os convidados.
11 Pois todo o que se exalta ser humilhado, e o
que se humilha ser exaltado".
12 Ento Jesus disse ao que o tinha convidado: "Quando voc der um
banquete ou jantar, no convide seus amigos, irmos ou parentes, nem
seus vizinhos ricos; se o fizer, eles podero tambm, por sua vez,
convid-lo, e assim voc ser recompensado.
13 Mas, quando der um
banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos.
14 Feliz ser voc, porque estes no tm como retribuir. A sua recompensa
vir na ressurreio dos justos".
A Parbola do Grande Banquete A )'
15 Ao ouvir isso, um dos que estavam  mesa com Jesus, disse-lhe:
"Feliz ser aquele que comer no banquete do Reino de Deus".
16 Jesus respondeu: "Certo homem estava preparando um grande banquete
e convidou muitas pessoas.
17 Na hora de comear, enviou seu servo para
dizer aos que haviam sido convidados: ``Venham, pois tudo j est
pronto''.
18 "Mas eles comearam, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro
disse: ``Acabei de comprar uma propriedade, e preciso ir v-la. Por
favor, desculpe-me''.
19 "Outro disse: ``Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou
indo experiment-las. Por favor, desculpe-me''.
20 "Ainda outro disse: ``Acabo de me casar, por isso no posso
ir''.
21 "O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Ento o dono da casa
irou-se e ordenou ao seu servo: ``V rapidamente para as ruas e becos
da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos''.
22 "Disse o servo: ``O que o senhor ordenou foi feito, e ainda h
lugar''.
23 "Ento o senhor disse ao servo: ``V pelos caminhos e valados e
obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia.
24 Eu lhes
digo: Nenhum daqueles que foram convidados provar do meu
banquete''".
O Preo do Discipulado
25 Uma grande multido ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para
ela, disse:
26 "Se algum vem a mim e ama o seu pai, sua me, sua
mulher, seus filhos, seus irmos e irms, e at sua prpria vida mais do
que a mim, no pode ser meu discpulo.
27 E aquele que no carrega sua
cruz e no me segue no pode ser meu discpulo.
28 "Qual de vocs, se quiser construir uma torre, primeiro no se
assenta e calcula o preo, para ver se tem dinheiro suficiente para
complet-la?
29 Pois, se lanar o alicerce e no for capaz de
termin-la, todos os que a virem riro dele,
30 dizendo: ``Este homem
comeou a construir e no foi capaz de terminar''.
31 "Ou, qual  o rei que, pretendendo sair  guerra contra outro rei,
primeiro no se assenta e pensa se com dez mil homens  capaz de
enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?
32 Se no for capaz,
enviar uma delegao, enquanto o outro ainda est longe, e pedir um
acordo de paz.
33 Da mesma forma, qualquer de vocs que no renunciar a
tudo o que possui no pode ser meu discpulo.
34 "O sal  bom, mas se ele perder o sabor, como restaur-lo?
35 No
serve nem para o solo nem para adubo;  jogado fora.
"Aquele que tem ouvidos para ouvir, oua".
Notas de rodap:
[a] 14.2 Grego: que sofria de hidropisia.
[b] 14.5 Alguns manuscritos dizem um jumento.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 14:15 : Mt 22.1-14

LUCAS-CAPITULO-15
A Parbola da Ovelha Perdida A )'
1 Todos os publicanos e "pecadores" estavam se reunindo para
ouvi-lo.
2 Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: "Este
homem recebe pecadores e come com eles".
3 Ento Jesus lhes contou esta parbola:
4 "Qual de vocs que,
possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, no deixa as noventa e nove no
campo e vai atrs da ovelha perdida, at encontr-la?
5 E quando a
encontra, coloca-a alegremente nos ombros
6 e vai para casa. Ao chegar,
rene seus amigos e vizinhos e diz: ``Alegrem-se comigo, pois encontrei
minha ovelha perdida''.
7 Eu lhes digo que, da mesma forma, haver
mais alegria no cu por um pecador que se arrepende do que por noventa e
nove justos que no precisam arrepender-se.
A Parbola da Moeda Perdida
8 "Ou, qual  a mulher que, possuindo dez dracmas [a] e,
perdendo uma delas, no acende uma candeia, varre a casa e procura
atentamente, at encontr-la?
9 E quando a encontra, rene suas amigas
e vizinhas e diz: ``Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda
perdida''.
10 Eu lhes digo que, da mesma forma, h alegria na presena
dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende".
A Parbola do Filho Perdido
11 Jesus continuou: "Um homem tinha dois filhos.
12 O mais novo
disse ao seu pai: ``Pai, quero a minha parte da herana''. Assim, ele
repartiu sua propriedade entre eles.
13 "No muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que
tinha, e foi para uma regio distante; e l desperdiou os seus bens
vivendo irresponsavelmente.
14 Depois de ter gasto tudo, houve uma
grande fome em toda aquela regio, e ele comeou a passar necessidade.
15 Por isso foi empregar-se com um dos cidados daquela regio, que o
mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos.
16 Ele desejava
encher o estmago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam,
mas ningum lhe dava nada.
17 "Caindo em si, ele disse: ``Quantos empregados de meu pai tm
comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!
18 Eu me porei a caminho
e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o cu e contra
ti.
19 No sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um
dos teus empregados''.
20 A seguir, levantou-se e foi para seu pai.
"Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixo, correu para
seu filho, e o abraou e beijou.
21 "O filho lhe disse: ``Pai, pequei contra o cu e contra ti. No
sou mais digno de ser chamado teu filho [b] ''.
22 "Mas o pai disse aos seus servos: ``Depressa! Tragam a melhor
roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calados em seus
ps.
23 Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e
alegrar-nos.
24 Pois este meu filho estava morto e voltou  vida;
estava perdido e foi achado''. E comearam a festejar o seu regresso.
25 "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se
aproximou da casa, ouviu a msica e a dana.
26 Ento chamou um dos
servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo.
27 Este lhe respondeu:
``Seu irmo voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu
de volta so e salvo''.
28 "O filho mais velho encheu-se de ira, e no quis entrar. Ento seu
pai saiu e insistiu com ele.
29 Mas ele respondeu ao seu pai: ``Olha!
todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu servio e nunca
desobedeci s tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu
festejar com os meus amigos.
30 Mas quando volta para casa esse teu
filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho
gordo para ele!''
31 "Disse o pai: ``Meu filho, voc est sempre comigo, e tudo o que
tenho  seu.
32 Mas ns tnhamos que celebrar a volta deste seu irmo e
alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou  vida, estava perdido e
foi achado''".
Notas de rodap:
[a] 15.8 A dracma era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[b] 15.21 Alguns manuscritos acrescentam Trata-me como um dos teus
empregados.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 15:1 : Mt 18.12-14

LUCAS-CAPITULO-16
A Parbola do Administrador Astuto
1 Jesus disse aos seus discpulos: "O administrador de um homem rico
foi acusado de estar desperdiando os seus bens.
2 Ento ele o chamou e
lhe perguntou: ``Que  isso que estou ouvindo a seu respeito? Preste
contas da sua administrao, porque voc no pode continuar sendo o
administrador''.
3 "O administrador disse a si mesmo: ``Meu senhor est me
despedindo. Que farei? Para cavar no tenho fora, e tenho vergonha de
mendigar...
4 J sei o que vou fazer para que, quando perder o meu
emprego aqui, as pessoas me recebam em suas casas''.
5 "Ento chamou cada um dos devedores do seu senhor. Perguntou ao
primeiro: ``Quanto voc deve ao meu senhor?''
6 ``Cem potes [a]
de azeite'', respondeu ele.
"O administrador lhe disse: ``Tome a sua conta, sente-se depressa e
escreva cinqenta''.
7 "A seguir ele perguntou ao segundo: ``E voc, quanto deve?''
``Cem tonis [b] de trigo'', respondeu ele.
"Ele lhe disse: ``Tome a sua conta e escreva oitenta''.
8 "O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu
astutamente. Pois os filhos deste mundo so mais astutos no trato entre
si do que os filhos da luz.
9 Por isso, eu lhes digo: Usem a riqueza
deste mundo mpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar,
estes os recebam nas moradas eternas.
10 "Quem  fiel no pouco, tambm  fiel no muito, e quem  desonesto
no pouco, tambm  desonesto no muito.
11 Assim, se vocs no forem
dignos de confiana em lidar com as riquezas deste mundo mpio, quem
lhes confiar as verdadeiras riquezas?
12 E se vocs no forem dignos
de confiana em relao ao que  dos outros, quem lhes dar o que  de
vocs?
13 "Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiar um e amar
outro, ou se dedicar a um e desprezar outro. Vocs no podem servir a
Deus e ao Dinheiro [c] ".
14 Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de
Jesus.
15 Ele lhes disse: "Vocs so os que se justificam a si mesmos
aos olhos dos homens, mas Deus conhece o corao de vocs. Aquilo que
tem muito valor entre os homens  detestvel aos olhos de Deus.
Outros Ensinamentos
16 "A Lei e os Profetas profetizaram at Joo. Desse tempo em diante
esto sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam
forar sua entrada nele.
17  mais fcil os cus e a terra
desaparecerem do que cair da Lei o menor trao.
18 "Quem se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher
estar cometendo adultrio, e o homem que se casar com uma mulher
divorciada estar cometendo adultrio.
O Rico e Lzaro
19 "Havia um homem rico que se vestia de prpura e de linho fino e
vivia no luxo todos os dias.
20 Diante do seu porto fora deixado um
mendigo chamado Lzaro, coberto de chagas;
21 este ansiava comer o que
caa da mesa do rico. At os ces vinham lamber suas feridas.
22 "Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para
junto de Abrao. O rico tambm morreu e foi sepultado.
23 No Hades
[d] , onde estava sendo atormentado, ele olhou para cima e viu
Abrao de longe, com Lzaro ao seu lado.
24 Ento, chamou-o: ``Pai
Abrao, tem misericrdia de mim e manda que Lzaro molhe a ponta do dedo
na gua e refresque a minha lngua, porque estou sofrendo muito neste
fogo''.
25 "Mas Abrao respondeu: ``Filho, lembre-se de que durante a sua
vida voc recebeu coisas boas, enquanto que Lzaro recebeu coisas ms.
Agora, porm, ele est sendo consolado aqui e voc est em sofrimento.
26 E alm disso, entre vocs e ns h um grande abismo, de forma que os
que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o
nosso, no conseguem''.
27 "Ele respondeu: ``Ento eu te suplico, pai: manda Lzaro ir 
casa de meu pai,
28 pois tenho cinco irmos. Deixa que ele os avise, a
fim de que eles no venham tambm para este lugar de tormento''.
29 "Abrao respondeu: ``Eles tm Moiss e os Profetas; que os
ouam''.
30 "``No, pai Abrao'', disse ele, ``mas se algum dentre os
mortos fosse at eles, eles se arrependeriam.''
31 "Abrao respondeu: ``Se no ouvem a Moiss e aos Profetas,
tampouco se deixaro convencer, ainda que ressuscite algum dentre os
mortos''".
Notas de rodap:
[a] 16.6 Grego: 100 batos. O bato era uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 20 e 40 litros.
[b] 16.7 Grego: 100 coros . O coro era uma medida de capacidade. As
estimativas variam entre 200 e 400 litros.
[c] 16.13 Grego: Mamom.
[d] 16.23 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas.

LUCAS-CAPITULO-17
O Pecado, a F e o Dever
1 Jesus disse aos seus discpulos: " inevitvel que aconteam
coisas que levem o povo a tropear, mas ai da pessoa por meio de quem
elas acontecem.
2 Seria melhor que ela fosse lanada no mar com uma
pedra de moinho amarrada no pescoo, do que levar um desses pequeninos a
pecar.
3 Tomem cuidado.
"Se o seu irmo pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender,
perdoe-lhe.
4 Se pecar contra voc sete vezes no dia, e sete vezes
voltar a voc e disser: ``Estou arrependido'', perdoe-lhe".
5 Os apstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa f!"
6 Ele respondeu: "Se vocs tiverem f do tamanho de uma semente de
mostarda, podero dizer a esta amoreira: ``Arranque-se e plante-se no
mar'', e ela lhes obedecer.
7 "Qual de vocs que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando
das ovelhas, lhe dir, quando ele chegar do campo: ``Venha agora e
sente-se para comer''?
8 Ao contrrio, no dir: ``Prepare o meu
jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso voc
pode comer e beber''?
9 Ser que ele agradecer ao servo por ter feito
o que lhe foi ordenado?
10 Assim tambm vocs, quando tiverem feito
tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ``Somos servos inteis;
apenas cumprimos o nosso dever''".
Dez Leprosos So Curados
11 A caminho de Jerusalm, Jesus passou pela divisa entre Samaria e
Galilia.
12 Ao entrar num povoado, dez leprosos [a]
dirigiram-se a ele. Ficaram a certa distncia
13 e gritaram em alta
voz: "Jesus, Mestre, tem piedade de ns!"
14 Ao v-los, ele disse: "Vo mostrar-se aos sacerdotes". Enquanto
eles iam, foram purificados.
15 Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em
alta voz.
16 Prostrou-se aos ps de Jesus e lhe agradeceu. Este era
samaritano.
17 Jesus perguntou: "No foram purificados todos os dez? Onde esto
os outros nove?
18 No se achou nenhum que voltasse e desse louvor a
Deus, a no ser este estrangeiro?"
19 Ento ele lhe disse:
"Levante-se e v; a sua f o salvou [b] ".
A Vinda do Reino de Deus
20 Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria
o Reino de Deus, Jesus respondeu: "O Reino de Deus no vem de modo
visvel,
21 nem se dir: ``Aqui est ele'', ou ``L est''; porque
o Reino de Deus est entre [c] vocs".
22 Depois disse aos seus discpulos: "Chegar o tempo em que vocs
desejaro ver um dos dias do Filho do homem, mas no vero.
23 Diro a
vocs: ``L est ele!'' ou ``Aqui est!'' No se apressem em
segui-los.
24 Pois o Filho do homem no seu dia [d] ser como o
relmpago cujo brilho vai de uma extremidade  outra do cu.
25 Mas
antes  necessrio que ele sofra muito e seja rejeitado por esta
gerao.
26 "Assim como foi nos dias de No, tambm ser nos dias do Filho do
homem.
27 O povo vivia comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em
casamento, at o dia em que No entrou na arca. Ento veio o Dilvio e
os destruiu a todos.
28 "Aconteceu a mesma coisa nos dias de L. O povo estava comendo e
bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo.
29 Mas no dia
em que L saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do cu e os destruiu a
todos.
30 "Acontecer exatamente assim no dia em que o Filho do homem for
revelado.
31 Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, no deve
descer para apanhar os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem
estiver no campo, no deve voltar atrs por coisa alguma.
32 Lembrem-se
da mulher de L!
33 Quem tentar conservar a sua vida a perder, e quem
perder a sua vida a preservar.
34 Eu lhes digo: Naquela noite duas
pessoas estaro numa cama; uma ser tirada e a outra deixada.
35 Duas
mulheres estaro moendo trigo juntas; uma ser tirada e a outra deixada.
36 Duas pessoas estaro no campo; uma ser tirada e a outra deixada
[e] ".
37 "Onde, Senhor?", perguntaram eles.
Ele respondeu: "Onde houver um cadver, ali se ajuntaro os
abutres".
Notas de rodap:
[a] 17.12 O termo grego no se refere somente  lepra, mas tambm a
diversas doenas da pele.
[b] 17.19 Ou o curou
[c] 17.21 Ou dentro de
[d] 17.24 Alguns manuscritos no trazem no seu dia.
[e] 17.36 Muitos manuscritos no trazem este versculo.

LUCAS-CAPITULO-18
A Parbola da Viva Persistente
1 Ento Jesus contou aos seus discpulos uma parbola, para
mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.
2 Ele
disse: "Em certa cidade havia um juiz que no temia a Deus nem se
importava com os homens.
3 E havia naquela cidade uma viva que se
dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ``Faze-me justia contra o
meu adversrio''.
4 "Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo:
``Embora eu no tema a Deus e nem me importe com os homens,
5 esta
viva est me aborrecendo; vou fazer-lhe justia para que ela no venha
mais me importunar''".
6 E o Senhor continuou: "Ouam o que diz o juiz injusto.
7 Acaso
Deus no far justia aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite?
Continuar fazendo-os esperar?
8 Eu lhes digo: Ele lhes far justia, e
depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrar f na
terra?"
A Parbola do Fariseu e do Publicano
9 A alguns que confiavam em sua prpria justia e desprezavam os
outros, Jesus contou esta parbola:
10 "Dois homens subiram ao templo
para orar; um era fariseu e o outro, publicano.
11 O fariseu, em p,
orava no ntimo: ``Deus, eu te agradeo porque no sou como os outros
homens: ladres, corruptos, adlteros; nem mesmo como este publicano.
12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dzimo de tudo quanto ganho''.
13 "Mas o publicano ficou  distncia. Ele nem ousava olhar para o
cu, mas batendo no peito, dizia: ``Deus, tem misericrdia de mim, que
sou pecador''.
14 "Eu lhes digo que este homem, e no o outro, foi para casa
justificado diante de Deus. Pois quem se exalta ser humilhado, e quem
se humilha ser exaltado".
Jesus e as Crianas A )'
15 O povo tambm estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse
nelas. Ao verem isso, os discpulos repreendiam aqueles que as tinham
trazido.
16 Mas Jesus chamou a si as crianas e disse: "Deixem vir a
mim as crianas e no as impeam; pois o Reino de Deus pertence aos que
so semelhantes a elas.
17 Digo-lhes a verdade: Quem no receber o
Reino de Deus como uma criana, nunca entrar nele".
Jesus e om Rico B )'
18 Certo homem importante lhe perguntou: "Bom Mestre, que farei para
herdar a vida eterna?"
19 "Por que voc me chama bom?", respondeu Jesus. "No h ningum
que seja bom, a no ser somente Deus.
20 Voc conhece os mandamentos:
``No adulterars, no matars, no furtars, no dars falso
testemunho, honra teu pai e tua me'' [a] ."
21 "A tudo isso tenho obedecido desde a adolescncia", disse ele.
22 Ao ouvir isso, disse-lhe Jesus: "Falta-lhe ainda uma coisa. Venda
tudo o que voc possui e d o dinheiro aos pobres, e voc ter um
tesouro nos cus. Depois venha e siga-me".
23 Ouvindo isso, ele ficou triste, porque era muito rico.
24 Vendo-o
entristecido, Jesus disse: "Como  difcil aos ricos entrar no Reino
de Deus!
25 De fato,  mais fcil passar um camelo pelo fundo de uma
agulha do que um rico entrar no Reino de Deus".
26 Os que ouviram isso perguntaram: "Ento, quem pode ser salvo?"
27 Jesus respondeu: "O que  impossvel para os homens  possvel
para Deus".
28 Pedro lhe disse: "Ns deixamos tudo o que tnhamos para
seguir-te!"
29 Respondeu Jesus: "Digo-lhes a verdade: Ningum que tenha deixado
casa, mulher, irmos, pai ou filhos por causa do Reino de Deus
30 deixar de receber, na presente era, muitas vezes mais, e, na era
futura, a vida eterna".
Jesus Prediz Novamente sua Morte e Ressurreio C )'
31 Jesus chamou  parte os Doze e lhes disse: "Estamos subindo para
Jerusalm, e tudo o que est escrito pelos profetas acerca do Filho do
homem se cumprir.
32 Ele ser entregue aos gentios [b] que
zombaro dele, o insultaro, cuspiro nele, o aoitaro e o mataro.
33 No terceiro dia ele ressuscitar".
34 Os discpulos no entenderam nada dessas coisas. O significado
dessas palavras lhes estava oculto, e eles no sabiam do que ele estava
falando.
Um Mendigo Cego Recupera a Viso D )'
35 Ao aproximar-se Jesus de Jeric, um homem cego estava sentado 
beira do caminho, pedindo esmola.
36 Quando ouviu a multido passando,
ele perguntou o que estava acontecendo.
37 Disseram-lhe: "Jesus de
Nazar est passando".
38 Ento ele se ps a gritar: "Jesus, filho de Davi, tem misericrdia
de mim!"
39 Os que iam adiante o repreendiam para que ficasse quieto, mas ele
gritava ainda mais: "Filho de Davi, tem misericrdia de mim!"
40 Jesus parou e ordenou que o homem lhe fosse trazido. Quando ele
chegou perto, Jesus perguntou-lhe:
41 "O que voc quer que eu lhe
faa?"
"Senhor, eu quero ver", respondeu ele.
42 Jesus lhe disse: "Recupere a viso! A sua f o curou [c] ".
43 Imediatamente ele recuperou a viso, e seguia Jesus
glorificando a Deus. Quando todo o povo viu isso, deu louvores a Deus.
Notas de rodap:
[a] 18.20 x 20.12-16; Dt 5.16-20
[b] 18.32 Isto , os que no so judeus.
[c] 18.42 Ou o salvou
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 18:15 : Mt 19.13-15; Mc 10.13-16
[b] Lucas 18:18 : Mt 19.16-30; Mc 10.17-31
[c] Lucas 18:31 : Mt 20.17-19; Mc 10.32-34
[d] Lucas 18:35 : Mt 20.29-34; Mc 10.46-52

LUCAS-CAPITULO-19
Zaqueu, o Publicano
1 Jesus entrou em Jeric, e atravessava a cidade.
2 Havia ali um
homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos.
3 Ele queria ver quem
era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, no o conseguia, por causa da
multido.
4 Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para
v-lo, pois Jesus ia passar por ali.
5 Quando Jesus chegou quele lugar, olhou para cima e lhe disse:
"Zaqueu, desa depressa. Quero ficar em sua casa hoje".
6 Ento ele
desceu rapidamente e o recebeu com alegria.
7 Todo o povo viu isso e comeou a se queixar: "Ele se hospedou na
casa de um ``pecador''".
8 Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: "Olha, Senhor! Estou
dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de algum extorqui alguma
coisa, devolverei quatro vezes mais".
9 Jesus lhe disse: "Hoje houve salvao nesta casa! Porque este homem
tambm  filho de Abrao.
10 Pois o Filho do homem veio buscar e salvar
o que estava perdido".
A Parbola das Dez Minas
11 Estando eles a ouvi-lo, Jesus passou a contar-lhes uma parbola,
porque estava perto de Jerusalm e o povo pensava que o Reino de Deus ia
se manifestar de imediato.
12 Ele disse: "Um homem de nobre
nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois
voltar.
13 Ento, chamou dez dos seus servos e lhes deu dez minas
[a] . Disse ele: ``Faam esse dinheiro render at a minha
volta''.
14 "Mas os seus sditos o odiavam e por isso enviaram uma delegao
para lhe dizer: ``No queremos que este homem seja nosso rei''.
15 "Contudo, ele foi feito rei e voltou. Ento mandou chamar os
servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinham lucrado.
16 "O primeiro veio e disse: ``Senhor, a tua mina rendeu outras
dez''.
17 "``Muito bem, meu bom servo!'', respondeu o seu senhor. ``Por
ter sido confivel no pouco, governe sobre dez cidades.''
18 "O segundo veio e disse: ``Senhor, a tua mina rendeu cinco vezes
mais''.
19 "O seu senhor respondeu: ``Tambm voc, encarregue-se de cinco
cidades''.
20 "Ento veio outro servo e disse: ``Senhor, aqui est a tua mina;
eu a conservei guardada num pedao de pano.
21 Tive medo, porque s um
homem severo. Tiras o que no puseste e colhes o que no semeaste''.
22 "O seu senhor respondeu: ``Eu o julgarei pelas suas prprias
palavras, servo mau! Voc sabia que sou homem severo, que tiro o que no
pus e colho o que no semeei.
23 Ento, por que no confiou o meu
dinheiro ao banco? Assim, quando eu voltasse o receberia com os
juros''.
24 "E disse aos que estavam ali: ``Tomem dele a sua mina e dem-na
ao que tem dez''.
25 "``Senhor'', disseram, ``ele j tem dez!''
26 "Ele respondeu: ``Eu lhes digo que a quem tem, mais ser dado,
mas a quem no tem, at o que tiver lhe ser tirado.
27 E aqueles
inimigos meus, que no queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos
aqui e matem-nos na minha frente!''"
A Entrada Triunfal A )'
28 Depois de dizer isso, Jesus foi adiante, subindo para Jerusalm.
29 Ao aproximar-se de Betfag e de Betnia, no monte chamado das Oliveiras,
enviou dois dos seus discpulos, dizendo-lhes:
30 "Vo ao povoado que
est adiante e, ao entrarem, encontraro um jumentinho amarrado, no qual
ningum jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui.
31 Se algum
lhes perguntar: ``Por que o esto desamarrando?'' digam-lhe: O Senhor
precisa dele".
32 Os que tinham sido enviados foram e encontraram o animal exatamente
como ele lhes tinha dito.
33 Quando estavam desamarrando o jumentinho,
os seus donos lhes perguntaram: "Por que vocs esto desamarrando o
jumentinho?"
34 Eles responderam: "O Senhor precisa dele".
35 Levaram-no a Jesus, lanaram seus mantos sobre o jumentinho e
fizeram que Jesus montasse nele.
36 Enquanto ele prosseguia, o povo
estendia os seus mantos pelo caminho.
37 Quando ele j estava perto da
descida do monte das Oliveiras, toda a multido dos discpulos comeou a
louvar a Deus alegremente e em alta voz, por todos os milagres que
tinham visto. Exclamavam:
38 "Bendito  o rei que vem
em nome do Senhor!" [b]
"Paz no cu
e glria nas alturas!"
39 Alguns dos fariseus que estavam no meio da multido disseram a
Jesus: "Mestre, repreende os teus discpulos!"
40 "Eu lhes digo", respondeu ele; "se eles se calarem, as pedras
clamaro."
Lamento sobre Jerusalm
41 Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela
42 e
disse: "Se voc compreendesse neste dia, sim, voc tambm, o que traz
a paz! Mas agora isso est oculto aos seus olhos.
43 Viro dias em que
os seus inimigos construiro trincheiras contra voc, a rodearo e a
cercaro de todos os lados.
44 Tambm a lanaro por terra, voc e os
seus filhos. No deixaro pedra sobre pedra, porque voc no reconheceu
a oportunidade que Deus lhe concedeu".
Jesus Purifica o Templo B )'
45 Ento ele entrou no templo e comeou a expulsar os que estavam
vendendo.
46 Disse-lhes: "Est escrito: ``A minha casa ser casa de
orao'' [c] ; mas vocs fizeram dela ``um covil de ladres''
[d] ".
47 Todos os dias ele ensinava no templo. Mas os chefes dos sacerdotes,
os mestres da lei e os lderes do povo procuravam mat-lo.
48 Todavia,
no conseguiam encontrar uma forma de faz-lo, porque todo o povo estava
fascinado pelas suas palavras.
Notas de rodap:
[a] 19.13 Isto , cerca de 1/2 quilo de prata, ou seja, o salrio de 3
meses de um trabalhador braal.
[b] 19.38 Sl 118.26
[c] 19.46 Is 56.7
[d] 19.46 Jr 7.11
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 19:28 : Mt 21.1-11; Mc 11.1-11; Jo 12.12-19
[b] Lucas 19:45 : Mt 21.12-17; Mc 11.15-19

LUCAS-CAPITULO-20
A Autoridade de Jesus  Questionada A )'
1 Certo dia, quando Jesus estava ensinando o povo no templo e pregando
as boas novas, chegaram-se a ele os chefes dos sacerdotes, os mestres da
lei e os lderes religiosos,
2 e lhe perguntaram: "Com que autoridade
ests fazendo estas coisas? Quem te deu esta autoridade?"
3 Ele respondeu: "Eu tambm lhes farei uma pergunta; digam-me:
4 O
batismo de Joo era do cu, ou dos homens?"
5 Eles discutiam entre si, dizendo: "Se dissermos: Do cu, ele
perguntar: ``Ento por que vocs no creram nele?''
6 Mas se
dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejar, porque convencidos
esto de que Joo era um profeta".
7 Por isso responderam: "No sabemos de onde era".
8 Disse ento Jesus: "Tampouco lhes direi com que autoridade estou
fazendo estas coisas".
A Parbola dos Lavradores B )'
9 Ento Jesus passou a contar ao povo esta parbola: "Certo homem
plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores e ausentou-se por
longo tempo.
10 Na poca da colheita, ele enviou um servo aos
lavradores, para que lhe entregassem parte do fruto da vinha. Mas os
lavradores o espancaram e o mandaram embora de mos vazias.
11 Ele
mandou outro servo, mas a esse tambm espancaram e o trataram de maneira
humilhante, mandando-o embora de mos vazias.
12 Enviou ainda um
terceiro, e eles o feriram e o expulsaram da vinha.
13 "Ento o proprietrio da vinha disse: ``Que farei? Mandarei meu
filho amado; quem sabe o respeitaro''.
14 "Mas quando os lavradores o viram, combinaram entre si dizendo:
``Este  o herdeiro. Vamos mat-lo, e a herana ser nossa''.
15 Assim, lanaram-no fora da vinha e o mataram.
"O que lhes far ento o dono da vinha?
16 Vir, matar aqueles
lavradores e dar a vinha a outros".
Quando o povo ouviu isso, disse: "Que isso nunca acontea!"
17 Jesus olhou fixamente para eles e perguntou: "Ento, qual  o
significado do que est escrito?
``A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular.'' [a]
18 Todo o que cair sobre esta pedra ser despedaado, e aquele sobre
quem ela cair ser reduzido a p".
19 Os mestres da lei e os chefes dos sacerdotes procuravam uma forma de
prend-lo imediatamente, pois perceberam que era contra eles que ele
havia contado essa parbola. Todavia tinham medo do povo.
O Pagamento de Imposto a Csar C )'
20 Pondo-se a vigi-lo, eles mandaram espies que se fingiam justos
para apanhar Jesus em alguma coisa que ele dissesse, de forma que o
pudessem entregar ao poder e  autoridade do governador.
21 Assim, os espies lhe perguntaram: "Mestre, sabemos que falas e
ensinas o que  correto, e que no mostras parcialidade, mas ensinas o
caminho de Deus conforme a verdade.
22  certo pagar imposto a Csar ou
no?"
23 Ele percebeu a astcia deles e lhes disse:
24 "Mostrem-me um
denrio [b] . De quem  a imagem e a inscrio que h nele?"
25 "De Csar", responderam eles.
Ele lhes disse: "Portanto, dem [c] a Csar o que  de Csar, e
a Deus o que  de Deus".
26 E no conseguiram apanh-lo em nenhuma palavra diante do povo.
Admirados com a sua resposta, ficaram em silncio.
A Realidade da Ressurreio D )'
27 Alguns dos saduceus, que dizem que no h ressurreio,
aproximaram-se de Jesus com a seguinte questo:
28 "Mestre",
disseram eles, "Moiss nos deixou escrito que, se o irmo de um homem
morrer e deixar a mulher sem filhos, este dever casar-se com a viva e
ter filhos para seu irmo.
29 Havia sete irmos. O primeiro casou-se e
morreu sem deixar filhos.
30 O segundo
31 e o terceiro e depois tambm
os outros casaram-se com ela; e morreram os sete sucessivamente, sem
deixar filhos.
32 Finalmente morreu tambm a mulher.
33 Na
ressurreio, de quem ela ser esposa, visto que os sete foram casados
com ela?"
34 Jesus respondeu: "Os filhos desta era casam-se e so dados em
casamento,
35 mas os que forem considerados dignos de tomar parte na
era que h de vir e na ressurreio dos mortos no se casaro nem sero
dados em casamento,
36 e no podem mais morrer, pois so como os anjos.
So filhos de Deus, visto que so filhos da ressurreio.
37 E que os
mortos ressuscitam, j Moiss mostrou, no relato da sara, quando ao
Senhor ele chama ``Deus de Abrao, Deus de Isaque e Deus de Jac''
[d] .
38 Ele no  Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele
todos vivem".
39 Alguns dos mestres da lei disseram: "Respondeste bem, Mestre!"
40 E ningum mais ousava fazer-lhe perguntas.
O Cristo  Senhor de Davi E )'
41 Ento Jesus lhes perguntou: "Como dizem que o Cristo  Filho de
Davi?
42 "O prprio Davi afirma no Livro de Salmos:
"``O Senhor disse
ao meu Senhor:
Senta-te  minha direita
43 at que eu ponha
os teus inimigos
como estrado
para os teus ps'' [e] .
44 Portanto Davi o chama ``Senhor''. Ento, como  que ele pode ser
seu filho?"
45 Estando todo o povo a ouvi-lo, Jesus disse aos seus discpulos:
46 "Cuidado com os mestres da lei. Eles fazem questo de andar com roupas
especiais, e gostam muito de receber saudaes nas praas e de ocupar os
lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos
banquetes.
47 Eles devoram as casas das vivas, e, para disfarar,
fazem longas oraes. Esses homens sero punidos com maior rigor!"
Notas de rodap:
[a] 20.17 Sl 118.22
[b] 20.24 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[c] 20.25 Ou devolvam
[d] 20.37 x 3.6
[e] 20.42,43 Sl 110.1
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 20:1 : Mt 21.23-27; Mc 11.27-33
[b] Lucas 20:9 : Mt 21.33-46; Mc 12.1-12
[c] Lucas 20:20 : Mt 22.15-22; Mc 12.13-17
[d] Lucas 20:27 : Mt 22.23-33; Mc 12.18-27
[e] Lucas 20:41 : Mt 22.41-46; Mc 12.35-37

LUCAS-CAPITULO-21
A Oferta da Viva A )'
1 Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuies nas caixas
de ofertas.
2 Viu tambm uma viva pobre colocar duas pequeninas moedas
de cobre [a] .
3 E disse: "Afirmo-lhes que esta viva pobre
colocou mais do que todos os outros.
4 Todos esses deram do que lhes
sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possua para viver".
O Sinal do Fim dos Tempos B )'
5 Alguns dos seus discpulos estavam comentando como o templo era
adornado com lindas pedras e ddivas dedicadas a Deus. Mas Jesus disse:
6 "Disso que vocs esto vendo, dias viro em que no ficar pedra
sobre pedra; sero todas derrubadas".
7 "Mestre", perguntaram eles, "quando acontecero essas coisas? E
qual ser o sinal de que elas esto prestes a acontecer?"
8 Ele respondeu: "Cuidado para no serem enganados. Pois muitos viro
em meu nome, dizendo: ``Sou eu!'' e ``O tempo est prximo''. No os
sigam.
9 Quando ouvirem falar de guerras e rebelies, no tenham medo.
 necessrio que primeiro aconteam essas coisas, mas o fim no vir
imediatamente".
10 Ento lhes disse: "Nao se levantar contra nao, e reino contra
reino.
11 Haver grandes terremotos, fomes e pestes em vrios lugares,
e acontecimentos terrveis e grandes sinais provenientes do cu.
12 "Mas antes de tudo isso, prendero e perseguiro vocs. Ento os
entregaro s sinagogas e prises, e vocs sero levados  presena de
reis e governadores, tudo por causa do meu nome.
13 Ser para vocs uma
oportunidade de dar testemunho.
14 Mas convenam-se de uma vez de que
no devem preocupar-se com o que diro para se defender.
15 Pois eu
lhes darei palavras e sabedoria a que nenhum dos seus adversrios ser
capaz de resistir ou contradizer.
16 Vocs sero trados at por pais,
irmos, parentes e amigos, e eles entregaro alguns de vocs  morte.
17 Todos odiaro vocs por causa do meu nome.
18 Contudo, nenhum fio
de cabelo da cabea de vocs se perder.
19  perseverando que vocs
obtero a vida.
20 "Quando virem Jerusalm rodeada de exrcitos, vocs sabero que a
sua devastao est prxima.
21 Ento os que estiverem na Judia fujam
para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no
campo no entrem na cidade.
22 Pois esses so os dias da vingana, em
cumprimento de tudo o que foi escrito.
23 Como sero terrveis aqueles
dias para as grvidas e para as que estiverem amamentando! Haver grande
aflio na terra e ira contra este povo.
24 Cairo pela espada e sero
levados como prisioneiros para todas as naes. Jerusalm ser pisada
pelos gentios [b] , at que os tempos deles se cumpram.
25 "Haver sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as naes
estaro em angstia e perplexidade com o bramido e a agitao do mar.
26 Os homens desmaiaro de terror, apreensivos com o que estar
sobrevindo ao mundo; e os poderes celestes sero abalados.
27 Ento se
ver o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glria.
28 Quando comearem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabea,
porque estar prxima a redeno de vocs".
29 Ele lhes contou esta parbola: "Observem a figueira e todas as
rvores.
30 Quando elas brotam, vocs mesmos percebem e sabem que o
vero est prximo.
31 Assim tambm, quando virem estas coisas
acontecendo, saibam que o Reino de Deus est prximo.
32 "Eu lhes asseguro que no passar esta gerao at que todas essas
coisas aconteam.
33 Os cus e a terra passaro, mas as minhas palavras
jamais passaro.
34 "Tenham cuidado, para no sobrecarregar o corao de vocs de
libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre
vocs inesperadamente.
35 Porque ele vir sobre todos os que vivem na
face de toda a terra.
36 Estejam sempre atentos e orem para que vocs
possam escapar de tudo o que est para acontecer, e estar em p diante
do Filho do homem".
37 Jesus passava o dia ensinando no templo; e, ao entardecer, saa para
passar a noite no monte chamado das Oliveiras.
38 Todo o povo ia de
manh cedo ouvi-lo no templo.
Notas de rodap:
[a] 21.2 Grego: 2 leptos.
[b] 21.24 Isto , os que no so judeus.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 21:1 : Mc 12.41-44
[b] Lucas 21:5 : Mt 24.1-35; Mc 13.1-31

LUCAS-CAPITULO-22
A Conspirao
1 Estava se aproximando a festa dos pes sem fermento, chamada Pscoa,
2 e os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um
meio de matar Jesus, mas tinham medo do povo.
3 Ento Satans entrou em
Judas, chamado Iscariotes, um dos Doze.
4 Judas dirigiu-se aos chefes
dos sacerdotes e aos oficiais da guarda do templo e tratou com eles como
lhes poderia entregar Jesus.
5 A proposta muito os alegrou, e lhe
prometeram dinheiro.
6 Ele consentiu e ficou esperando uma oportunidade
para lhes entregar Jesus quando a multido no estivesse presente.
A Ceia do Senhor A )'
7 Finalmente, chegou o dia dos pes sem fermento, no qual devia ser
sacrificado o cordeiro pascal.
8 Jesus enviou Pedro e Joo, dizendo:
"Vo preparar a refeio da Pscoa".
9 "Onde queres que a preparemos?", perguntaram eles.
10 Ele respondeu: "Ao entrarem na cidade, vocs encontraro um homem
carregando um pote de gua. Sigam-no at a casa em que ele entrar
11 e
digam ao dono da casa: O Mestre pergunta: Onde  o salo de hspedes no
qual poderei comer a Pscoa com os meus discpulos?
12 Ele lhes
mostrar uma ampla sala no andar superior, toda mobiliada. Faam ali os
preparativos".
13 Eles saram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Ento,
prepararam a Pscoa.
14 Quando chegou a hora, Jesus e os seus apstolos
reclinaram-se  mesa.
15 E lhes disse: "Desejei ansiosamente comer
esta Pscoa com vocs antes de sofrer.
16 Pois eu lhes digo: No
comerei dela novamente at que se cumpra no Reino de Deus".
17 Recebendo um clice, ele deu graas e disse: "Tomem isto e
partilhem uns com os outros.
18 Pois eu lhes digo que no beberei outra
vez do fruto da videira at que venha o Reino de Deus".
19 Tomando o po, deu graas, partiu-o e o deu aos discpulos, dizendo:
"Isto  o meu corpo dado em favor de vocs; faam isto em memria de
mim".
20 Da mesma forma, depois da ceia, tomou o clice, dizendo: "Este
clice  a nova aliana no meu sangue, derramado em favor de vocs.
21 "Mas eis que a mo daquele que vai me trair est com a minha sobre
a mesa.
22 O Filho do homem vai, como foi determinado; mas ai daquele
que o trair!"
23 Eles comearam a perguntar entre si qual deles iria
fazer aquilo.
24 Surgiu tambm uma discusso entre eles, acerca de qual deles era
considerado o maior.
25 Jesus lhes disse: "Os reis das naes dominam
sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas so chamados
benfeitores.
26 Mas, vocs no sero assim. Ao contrrio, o maior entre
vocs dever ser como o mais jovem, e aquele que governa, como o que
serve.
27 Pois quem  maior: o que est  mesa, ou o que serve? No  o
que est  mesa? Mas eu estou entre vocs como quem serve.
28 Vocs so
os que tm permanecido ao meu lado durante as minhas provaes.
29 E eu
lhes designo um Reino, assim como meu Pai o designou a mim,
30 para que
vocs possam comer e beber  minha mesa no meu Reino e sentar-se em
tronos, julgando as doze tribos de Israel.
31 "Simo, Simo, Satans pediu vocs para peneir-los como trigo.
32 Mas eu orei por voc, para que a sua f no desfalea. E quando voc
se converter, fortalea os seus irmos".
33 Mas ele respondeu: "Estou pronto para ir contigo para a priso e
para a morte".
34 Respondeu Jesus: "Eu lhe digo, Pedro, que antes que o galo cante
hoje, trs vezes voc negar que me conhece".
35 Ento Jesus lhes perguntou: "Quando eu os enviei sem bolsa, saco
de viagem ou sandlias, faltou-lhes alguma coisa?"
"Nada", responderam eles.
36 Ele lhes disse: "Mas agora, se vocs tm bolsa, levem-na, e tambm
o saco de viagem; e se no tm espada, vendam a sua capa e comprem uma.
37 Est escrito: ``E ele foi contado com os transgressores'' [a]
; e eu lhes digo que isso precisa cumprir-se em mim. Sim, o que est
escrito a meu respeito est para se cumprir".
38 Os discpulos disseram: "V, Senhor, aqui esto duas espadas".
" o suficiente!", respondeu ele.
Jesus Ora no Monte das Oliveiras B )'
39 Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus
discpulos o seguiram.
40 Chegando ao lugar, ele lhes disse: "Orem
para que vocs no caiam em tentao".
41 Ele se afastou deles a uma
pequena distncia [b] , ajoelhou-se e comeou a orar:
42 "Pai,
se queres, afasta de mim este clice; contudo, no seja feita a minha
vontade, mas a tua".
43 Apareceu-lhe ento um anjo do cu que o
fortalecia.
44 Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e
o seu suor era como gotas de sangue que caam no cho. [c]
45 Quando se levantou da orao e voltou aos discpulos, encontrou-os
dormindo, dominados pela tristeza.
46 "Por que esto dormindo?",
perguntou-lhes. "Levantem-se e orem para que vocs no caiam em
tentao!"
Jesus  Preso C )'
47 Enquanto ele ainda falava, apareceu uma multido conduzida por
Judas, um dos Doze. Este se aproximou de Jesus para saud-lo com um
beijo.
48 Mas Jesus lhe perguntou: "Judas, com um beijo voc est
traindo o Filho do homem?"
49 Ao verem o que ia acontecer, os que estavam com Jesus lhe disseram:
"Senhor, atacaremos com espadas?"
50 E um deles feriu o servo do
sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita.
51 Jesus, porm, respondeu: "Basta!" E tocando na orelha do homem,
ele o curou.
52 Ento Jesus disse aos chefes dos sacerdotes, aos oficiais da guarda
do templo e aos lderes religiosos que tinham vindo procur-lo: "Estou
eu chefiando alguma rebelio, para que vocs tenham vindo com espadas e
varas?
53 Todos os dias eu estive com vocs no templo e vocs no
levantaram a mo contra mim. Mas esta  a hora de vocs: quando as
trevas reinam".
Pedro Nega Jesus D )'
54 Ento, prendendo-o, levaram-no para a casa do sumo sacerdote. Pedro
os seguia  distncia.
55 Mas, quando acenderam um fogo no meio do
ptio e se sentaram ao redor dele, Pedro sentou-se com eles.
56 Uma
criada o viu sentado ali  luz do fogo. Olhou fixamente para ele e
disse: "Este homem estava com ele".
57 Mas ele negou: "Mulher, no o conheo".
58 Pouco depois, um homem o viu e disse: "Voc tambm  um deles".
"Homem, no sou!", respondeu Pedro.
59 Cerca de uma hora mais tarde, outro afirmou: "Certamente este
homem estava com ele, pois  galileu".
60 Pedro respondeu: "Homem, no sei do que voc est falando!"
Falava ele ainda, quando o galo cantou.
61 O Senhor voltou-se e olhou
diretamente para Pedro. Ento Pedro se lembrou da palavra que o Senhor
lhe tinha dito: "Antes que o galo cante hoje, voc me negar trs
vezes".
62 Saindo dali, chorou amargamente.
Os Soldados Zombam de Jesus
63 Os homens que estavam detendo Jesus comearam a zombar dele e a
bater nele.
64 Cobriam seus olhos e perguntavam: "Profetize! Quem foi
que lhe bateu?"
65 E lhe dirigiam muitas outras palavras de insulto.
Jesus perante Pilatos e Herodes
66 Ao amanhecer, reuniu-se o Sindrio [d] , tanto os chefes dos
sacerdotes quanto os mestres da lei, e Jesus foi levado perante eles.
67 "Se voc  o Cristo, diga-nos", disseram eles.
Jesus respondeu: "Se eu vos disser, no crereis em mim
68 e, se eu
vos perguntar, no me respondereis.
69 Mas de agora em diante o Filho
do homem estar assentado  direita do Deus todo-poderoso".
70 Perguntaram-lhe todos: "Ento, voc  o Filho de Deus?"
"Vs estais dizendo que eu sou", respondeu ele.
71 Eles disseram: "Por que precisamos de mais testemunhas? Acabamos
de ouvir dos prprios lbios dele".
Notas de rodap:
[a] 22.37 Is 53.12
[b] 22.41 Grego: a um tiro de pedra.
[c] 22.44 Alguns manuscritos no trazem os versculos 43 e 44.
[d] 22.66 Conselho dos principais lderes do povo judeu.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 22:7 : Mt 26.17-35; Mc 14.12-31; Jo 13.18-30,36-38
[b] Lucas 22:39 : Mt 26.36-46; Mc 14.32-42
[c] Lucas 22:47 : Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Jo 18.1-11
[d] Lucas 22:54 : Mt 26.69-75; Mc 14.66-72; Jo 18.15-18,25-27

LUCAS-CAPITULO-23
1 Ento toda a assemblia levantou-se e o levou a Pilatos.
2 E
comearam a acus-lo, dizendo: "Encontramos este homem subvertendo a
nossa nao. Ele probe o pagamento de imposto a Csar e se declara ele
prprio o Cristo, um rei".
3 Pilatos perguntou a Jesus: "Voc  o rei dos judeus?"
"Tu o dizes" [a] , respondeu Jesus.
4 Ento Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e  multido: "No
encontro motivo para acusar este homem".
5 Mas eles insistiam: "Ele est subvertendo o povo em toda a Judia
com os seus ensinamentos. Comeou na Galilia e chegou at aqui".
6 Ouvindo isso, Pilatos perguntou se Jesus era galileu.
7 Quando ficou
sabendo que ele era da jurisdio de Herodes, enviou-o a Herodes, que
tambm estava em Jerusalm naqueles dias.
8 Quando Herodes viu Jesus, ficou muito alegre, porque havia muito
tempo queria v-lo. Pelo que ouvira falar dele, esperava v-lo realizar
algum milagre.
9 Interrogou-o com muitas perguntas, mas Jesus no lhe
deu resposta.
10 Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam
ali, acusando-o com veemncia.
11 Ento Herodes e os seus soldados
ridicularizaram-no e zombaram dele. Vestindo-o com um manto esplndido,
mandaram-no de volta a Pilatos.
12 Herodes e Pilatos, que at ali eram
inimigos, naquele dia tornaram-se amigos.
13 Pilatos reuniu os chefes dos sacerdotes, as autoridades e o povo,
14 dizendo-lhes: "Vocs me trouxeram este homem como algum que
estava incitando o povo  rebelio. Eu o examinei na presena de vocs e
no achei nenhuma base para as acusaes que fazem contra ele.
15 Nem
Herodes, pois ele o mandou de volta para ns. Como podem ver, ele nada
fez que merea a morte.
16 Portanto, eu o castigarei e depois o
soltarei".
17 Ele era obrigado a soltar-lhes um preso durante a
festa. [b]
18 A uma s voz eles gritaram: "Acaba com ele! Solta-nos Barrabs!"
19 (Barrabs havia sido lanado na priso por causa de uma insurreio
na cidade e por assassinato.)
20 Desejando soltar a Jesus, Pilatos dirigiu-se a eles novamente.
21 Mas eles continuaram gritando: "Crucifica-o! Crucifica-o!"
22 Pela terceira vez ele lhes falou: "Por qu? Que crime este homem
cometeu? No encontrei nele nada digno de morte. Vou mandar castig-lo e
depois o soltarei".
23 Eles, porm, pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele
fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu.
24 Ento Pilatos decidiu
fazer a vontade deles.
25 Libertou o homem que havia sido lanado na
priso por insurreio e assassinato, aquele que eles haviam pedido, e
entregou Jesus  vontade deles.
A Crucificao A )'
26 Enquanto o levavam, agarraram Simo de Cirene, que estava chegando
do campo, e lhe colocaram a cruz s costas, fazendo-o carreg-la atrs
de Jesus.
27 Um grande nmero de pessoas o seguia, inclusive mulheres
que lamentavam e choravam por ele.
28 Jesus voltou-se e disse-lhes:
"Filhas de Jerusalm, no chorem por mim; chorem por vocs mesmas e
por seus filhos!
29 Pois chegar a hora em que vocs diro: ``Felizes
as estreis, os ventres que nunca geraram e os seios que nunca
amamentaram!''
30 "``Ento
diro s montanhas:
"Caiam sobre ns!"
e s colinas: "Cubram-nos!"'' [c]
31 Pois, se fazem isto com a rvore verde, o que acontecer quando ela
estiver seca?"
32 Dois outros homens, ambos criminosos, tambm foram levados com ele,
para serem executados.
33 Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali
o crucificaram com os criminosos, um  sua direita e o outro  sua
esquerda.
34 Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, pois no sabem o que
esto fazendo". [d] Ento eles dividiram as roupas dele,
tirando sortes.
35 O povo ficou observando, e as autoridades o ridicularizavam.
"Salvou os outros", diziam; "salve-se a si mesmo, se  o Cristo de
Deus, o Escolhido."
36 Os soldados, aproximando-se, tambm zombavam dele. Oferecendo-lhe
vinagre,
37 diziam: "Se voc  o rei dos judeus, salve-se a si
mesmo".
38 Havia uma inscrio acima dele, que dizia: ESTE  O REI DOS JUDEUS.
39 Um dos criminosos que ali estavam dependurados lanava-lhe insultos:
"Voc no  o Cristo? Salve-se a si mesmo e a ns!"
40 Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: "Voc no teme a
Deus, nem estando sob a mesma sentena?
41 Ns estamos sendo punidos
com justia, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas
este homem no cometeu nenhum mal".
42 Ento ele disse: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu
Reino [e] ".
43 Jesus lhe respondeu: "Eu lhe garanto: Hoje voc estar comigo no
paraso".
A Morte de Jesus B )'
44 J era quase meio-dia, e trevas cobriram toda a terra at as trs
horas da tarde [f] ;
45 o sol deixara de brilhar. E o vu do
santurio rasgou-se ao meio.
46 Jesus bradou em alta voz: "Pai, nas
tuas mos entrego o meu esprito". Tendo dito isso, expirou.
47 O centurio, vendo o que havia acontecido, louvou a Deus, dizendo:
"Certamente este homem era justo".
48 E todo o povo que se havia
juntado para presenciar o que estava acontecendo, ao ver isso, comeou a
bater no peito e a afastar-se.
49 Mas todos os que o conheciam,
inclusive as mulheres que o haviam seguido desde a Galilia, ficaram de
longe, observando essas coisas.
O Sepultamento de Jesus C )'
50 Havia um homem chamado Jos, membro do Conselho, homem bom e justo,
51 que no tinha consentido na deciso e no procedimento dos outros.
Ele era da cidade de Arimatia, na Judia, e esperava o Reino de Deus.
52 Dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus.
53 Ento, desceu-o,
envolveu-o num lenol de linho e o colocou num sepulcro cavado na rocha,
no qual ningum ainda fora colocado.
54 Era o Dia da Preparao, e
estava para comear o sbado.
55 As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galilia, seguiram
Jos, e viram o sepulcro, e como o corpo de Jesus fora colocado nele.
56 Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias
aromticas. E descansaram no sbado, em obedincia ao mandamento.
Notas de rodap:
[a] 23.3 Ou "Sim,  como dizes"
[b] 23.17 Muitos manuscritos no trazem este versculo.
[c] 23.30 Os 10.8
[d] 23.34 Alguns manuscritos no trazem esta sentena.
[e] 23.42 Muitos manuscritos dizem quando vieres no teu poder real.
[f] 23.44 Grego: quase a hora sexta, ... at a hora nona.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 23:26 : Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Jo 19.16-27
[b] Lucas 23:44 : Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Jo 19.28-30
[c] Lucas 23:50 : Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Jo 19.38-42

LUCAS-CAPITULO-24
A Ressurreio A )'
1 No primeiro dia da semana, de manh bem cedo, as mulheres levaram ao
sepulcro as especiarias aromticas que haviam preparado.
2 Encontraram
removida a pedra do sepulcro,
3 mas, quando entraram, no encontraram o
corpo do Senhor Jesus.
4 Ficaram perplexas, sem saber o que fazer. De
repente, dois homens com roupas que brilhavam como a luz do sol
colocaram-se ao lado delas.
5 Amedrontadas, as mulheres baixaram o
rosto para o cho, e os homens lhes disseram: "Por que vocs esto
procurando entre os mortos aquele que vive?
6 Ele no est aqui!
Ressuscitou! Lembrem-se do que ele lhes disse, quando ainda estava com
vocs na Galilia:
7 `` necessrio que o Filho do homem seja entregue
nas mos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro
dia''".
8 Ento se lembraram das palavras de Jesus.
9 Quando voltaram do sepulcro, elas contaram todas estas coisas aos
Onze e a todos os outros.
10 As que contaram estas coisas aos apstolos
foram Maria Madalena, Joana e Maria, me de Tiago, e as outras que
estavam com elas.
11 Mas eles no acreditaram nas mulheres; as palavras
delas lhes pareciam loucura.
12 Pedro, todavia, levantou-se e correu ao
sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se,
e voltou admirado com o que acontecera.
No Caminho de Emas
13 Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado
Emas, a onze quilmetrosb de Jerusalm.
14 No caminho, conversavam a
respeito de tudo o que havia acontecido.
15 Enquanto conversavam e
discutiam, o prprio Jesus se aproximou e comeou a caminhar com eles;
16 mas os olhos deles foram impedidos de reconhec-lo.
17 Ele lhes perguntou: "Sobre o que vocs esto discutindo enquanto
caminham?"
Eles pararam, com os rostos entristecidos.
18 Um deles, chamado
Cleopas, perguntou-lhe: "Voc  o nico visitante em Jerusalm que no
sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias?"
19 "Que coisas?", perguntou ele.
"O que aconteceu com Jesus de Nazar", responderam eles. "Ele era
um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o
povo.
20 Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram
para ser condenado  morte, e o crucificaram;
21 e ns espervamos que
era ele que ia trazer a redeno a Israel. E hoje  o terceiro dia desde
que tudo isso aconteceu.
22 Algumas das mulheres entre ns nos deram um
susto hoje. Foram de manh bem cedo ao sepulcro
23 e no acharam o
corpo dele. Voltaram e nos contaram ter tido uma viso de anjos, que
disseram que ele est vivo.
24 Alguns dos nossos companheiros foram ao
sepulcro e encontraram tudo exatamente como as mulheres tinham dito, mas
no o viram."
25 Ele lhes disse: "Como vocs custam a entender e como demoram a
crer em tudo o que os profetas falaram!
26 No devia o Cristo sofrer
estas coisas, para entrar na sua glria?"
27 E comeando por Moiss e
todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas
as Escrituras.
28 Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez
como quem ia mais adiante.
29 Mas eles insistiram muito com ele:
"Fique conosco, pois a noite j vem; o dia j est quase findando".
Ento, ele entrou para ficar com eles.
30 Quando estava  mesa com eles, tomou o po, deu graas, partiu-o e o
deu a eles.
31 Ento os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e
ele desapareceu da vista deles.
32 Perguntaram-se um ao outro: "No
estava queimando o nosso corao, enquanto ele nos falava no caminho e
nos expunha as Escrituras?"
33 Levantaram-se e voltaram imediatamente para Jerusalm. Ali
encontraram os Onze e os que estavam com eles reunidos,
34 que diziam:
" verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simo!"
35 Ento os
dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como Jesus fora
reconhecido por eles quando partia o po.
Jesus Aparece aos Discpulos B )'
36 Enquanto falavam sobre isso, o prprio Jesus apresentou-se entre
eles e lhes disse: "Paz seja com vocs!"
37 Eles ficaram assustados e com medo, pensando que estavam vendo um
esprito.
38 Ele lhes disse: "Por que vocs esto perturbados e por
que se levantam dvidas no corao de vocs?
39 Vejam as minhas mos e
os meus ps. Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um esprito no tem carne
nem ossos, como vocs esto vendo que eu tenho".
40 Tendo dito isso, mostrou-lhes as mos e os ps.
41 E por no crerem
ainda, to cheios estavam de alegria e de espanto, ele lhes perguntou:
"Vocs tm aqui algo para comer?"
42 Deram-lhe um pedao de peixe
assado,
43 e ele o comeu na presena deles.
44 E disse-lhes: "Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava
com vocs: Era necessrio que se cumprisse tudo o que a meu respeito
est escrito na Lei de Moiss, nos Profetas e nos Salmos".
45 Ento lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as
Escrituras.
46 E lhes disse: "Est escrito que o Cristo haveria de
sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia,
47 e que em seu nome
seria pregado o arrependimento para perdo de pecados a todas as naes,
comeando por Jerusalm.
48 Vocs so testemunhas destas coisas.
49 Eu
lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade at serem
revestidos do poder do alto".
A Ascenso
50 Tendo-os levado at as proximidades de Betnia, Jesus ergueu as mos
e os abenoou.
51 Estando ainda a abeno-los, ele os deixou e foi
elevado ao cu.
52 Ento eles o adoraram e voltaram para Jerusalm com
grande alegria.
53 E permaneciam constantemente no templo, louvando a
Deus.
Referncias cruzadas:
[a] Lucas 24:1 : Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Jo 20.1-9
[b] Lucas 24:36 : Jo 20.19-23
______________________________________________________________________________

JOO-CAPITULO-1
A Palavra Tornou-se Carne
1 No princpio era aquele que  a Palavra [a] . Ele estava com
Deus, e era Deus.
2 Ele estava com Deus no princpio.
3 Todas as coisas foram feitas por intermdio dele; sem ele, nada do
que existe teria sido feito.
4 Nele estava a vida, e esta era a luz dos
homens.
5 A luz brilha nas trevas, e as trevas no a derrotaram.
[b]
6 Surgiu um homem enviado por Deus, chamado Joo.
7 Ele veio como
testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele
todos os homens cressem.
8 Ele prprio no era a luz, mas veio como
testemunha da luz.
9 Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que
ilumina todos os homens. [c]
10 Aquele que  a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por
intermdio dele, mas o mundo no o reconheceu.
11 Veio para o que era
seu, mas os seus no o receberam.
12 Contudo, aos que o receberam, aos
que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de
Deus,
13 os quais no nasceram por descendncia natural [d] ,
nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram
de Deus.
14 Aquele que  a Palavra tornou-se carne e viveu entre ns. Vimos a
sua glria, glria como do Unignito [e] vindo do Pai, cheio de
graa e de verdade.
15 Joo d testemunho dele. Ele exclama: "Este  aquele de quem eu
falei: aquele que vem depois de mim  superior a mim, porque j existia
antes de mim".
16 Todos recebemos da sua plenitude, graa sobre
[f] graa.
17 Pois a Lei foi dada por intermdio de Moiss; a
graa e a verdade vieram por intermdio de Jesus Cristo.
18 Ningum
jamais viu a Deus, mas o Deus [g] Unignito, que est junto do
Pai, o tornou conhecido.
Joo Batista Nega Ser Ele o Cristo
19 Este foi o testemunho de Joo, quando os judeus de Jerusalm
enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era.
20 Ele
confessou e no negou; declarou abertamente: "No sou o Cristo [h] ".
21 Perguntaram-lhe: "E ento, quem  voc?  Elias?"
Ele disse: "No sou".
" o Profeta?"
Ele respondeu: "No".
22 Finalmente perguntaram: "Quem  voc? D-nos uma resposta, para
que a levemos queles que nos enviaram. Que diz voc acerca de si
prprio?"
23 Joo respondeu com as palavras do profeta Isaas: "Eu sou a voz do
que clama no deserto: [i] ``Faam um caminho reto para o
Senhor''" [j] .
24 Alguns fariseus que tinham sido enviados
25 interrogaram-no:
"Ento, por que voc batiza, se no  o Cristo, nem Elias, nem o
Profeta?"
26 Respondeu Joo: "Eu batizo com [k] gua, mas entre vocs
est algum que vocs no conhecem.
27 Ele  aquele que vem depois de
mim, e no sou digno de desamarrar as correias de suas sandlias".
28 Tudo isso aconteceu em Betnia, do outro lado do Jordo, onde Joo
estava batizando.
Jesus, o Cordeiro de Deus
29 No dia seguinte Joo viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam!  o
Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
30 Este  aquele a quem
eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que  superior a
mim, porque j existia antes de mim.
31 Eu mesmo no o conhecia, mas
por isso  que vim batizando com gua: para que ele viesse a ser
revelado a Israel".
32 Ento Joo deu o seguinte testemunho: "Eu vi o Esprito descer dos
cus como pomba e permanecer sobre ele.
33 Eu no o teria reconhecido,
se aquele que me enviou para batizar com gua no me tivesse dito:
``Aquele sobre quem voc vir o Esprito descer e permanecer, esse  o
que batiza com o Esprito Santo''.
34 Eu vi e testifico que este  o
Filho de Deus".
Os Primeiros Discpulos de Jesus A )'
35 No dia seguinte Joo estava ali novamente com dois dos seus
discpulos.
36 Quando viu Jesus passando, disse: "Vejam!  o Cordeiro
de Deus!"
37 Ouvindo-o dizer isso, os dois discpulos seguiram Jesus.
38 Voltando-se e vendo Jesus que os dois o seguiam, perguntou-lhes: "O
que vocs querem?"
Eles disseram: "Rabi" (que significa "Mestre"), "onde ests
hospedado?"
39 Respondeu ele: "Venham e vero".
Ento foram, por volta das quatro horas da tarde [l] , viram onde
ele estava hospedado e passaram com ele aquele dia.
40 Andr, irmo de Simo Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que
Joo dissera e que haviam seguido Jesus.
41 O primeiro que ele
encontrou foi Simo, seu irmo, e lhe disse: "Achamos o Messias"
(isto , o Cristo).
42 E o levou a Jesus.
Jesus olhou para ele e disse: "Voc  Simo, filho de Joo. Ser
chamado Cefas" (que traduzido  "Pedro [m] ").
Jesus Chama Filipe e Natanael
43 No dia seguinte Jesus decidiu partir para a Galilia. Quando
encontrou Filipe, disse-lhe: "Siga-me".
44 Filipe, como Andr e Pedro, era da cidade de Betsaida.
45 Filipe
encontrou Natanael e lhe disse: "Achamos aquele sobre quem Moiss
escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas tambm escreveram:
Jesus de Nazar, filho de Jos".
46 Perguntou Natanael: "Nazar? Pode vir alguma coisa boa de l?"
Disse Filipe: "Venha e veja".
47 Ao ver Natanael se aproximando, disse Jesus: "A est um
verdadeiro israelita, em quem no h falsidade".
48 Perguntou Natanael: "De onde me conheces?"
Jesus respondeu: "Eu o vi quando voc ainda estava debaixo da
figueira, antes de Filipe o chamar".
49 Ento Natanael declarou: "Mestre [n] , tu s o Filho de
Deus, tu s o Rei de Israel!"
50 Jesus disse: "Voc cr porque eu disse que o vi debaixo da
figueira. [o] Voc ver coisas maiores do que essa!"
51 E
ento acrescentou: "Digo-lhes a verdade: Vocs vero o cu aberto e os
anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem".
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou o Verbo. Grego: Logos .
[b] 1.5 Ou trevas, mas as trevas no a compreenderam.
[c] 1.9 Ou Esta era a luz verdadeira que ilumina todo homem que vem ao
mundo.
[d] 1.13 Grego: de sangues .
[e] 1.14 Ou nico ; tambm no versculo 18.
[f] 1.16 Ou em lugar de
[g] 1.18 Vrios manuscritos dizem o Filho.
[h] 1.20 Ou Messias . Tanto Cristo (grego) como Messias (hebraico)
significam Ungido; tambm em todo o livro de Joo.
[i] 1.23 Ou que clama: ``No deserto faam
[j] 1.23 Is 40.3
[k] 1.26 Ou em ; tambm nos versculos 31 e 33.
[l] 1.39 Grego: hora dcima.
[m] 1.42 Tanto Cefas (aramaico) como Pedro (grego) significam pedra.
[n] 1.49 Grego: Rabi ; tambm em 3.2,26; 4.31; 6.25; 9.2 e 11.8.
[o] 1.50 Ou Voc cr ... figueira?
Referncias cruzadas:
[a] Joo 1:35 : Mt 4.18-22; Mc 1.16-20; Lc 5.1-11

JOO-CAPITULO-2
Jesus Transforma gua em Vinho
1 No terceiro dia houve um casamento em Can da Galilia. A me de
Jesus estava ali;
2 Jesus e seus discpulos tambm haviam sido
convidados para o casamento.
3 Tendo acabado o vinho, a me de Jesus
lhe disse: "Eles no tm mais vinho".
4 Respondeu Jesus: "Que temos ns em comum, mulher? A minha hora
ainda no chegou".
5 Sua me disse aos serviais: "Faam tudo o que ele lhes mandar".
6 Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para
as purificaes cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e
vinte litros [a] .
7 Disse Jesus aos serviais: "Encham os potes com gua". E os
encheram at a borda.
8 Ento lhes disse: "Agora, levem um pouco ao encarregado da
festa".
Eles assim fizeram,
9 e o encarregado da festa provou a gua que fora
transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem
os serviais que haviam tirado a gua. Ento chamou o noivo
10 e disse:
"Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados j
beberam bastante, o vinho inferior  servido; mas voc guardou o melhor
at agora".
11 Este sinal miraculoso, em Can da Galilia, foi o primeiro que Jesus
realizou. Revelou assim a sua glria, e os seus discpulos creram nele.
Jesus Purifica o Templo
12 Depois disso ele desceu a Cafarnaum com sua me, seus irmos e seus
discpulos. Ali ficaram durante alguns dias.
13 Quando j estava chegando a Pscoa judaica, Jesus subiu a Jerusalm.
14 No ptio do templo viu alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e
outros assentados diante de mesas, trocando dinheiro.
15 Ento ele fez
um chicote de cordas e expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e
os bois; espalhou as moedas dos cambistas e virou as suas mesas.
16 Aos
que vendiam pombas disse: "Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da
casa de meu Pai um mercado!"
17 Seus discpulos lembraram-se que est escrito: "O zelo pela tua
casa me consumir" [b] .
18 Ento os judeus lhe perguntaram: "Que sinal miraculoso o senhor
pode mostrar-nos como prova da sua autoridade para fazer tudo isso?"
19 Jesus lhes respondeu: "Destruam este templo, e eu o levantarei em
trs dias".
20 Os judeus responderam: "Este templo levou quarenta e seis anos
para ser edificado, e o senhor vai levant-lo em trs dias?"
21 Mas o
templo do qual ele falava era o seu corpo.
22 Depois que ressuscitou
dos mortos, os seus discpulos lembraram-se do que ele tinha dito. Ento
creram na Escritura e na palavra que Jesus dissera.
23 Enquanto estava em Jerusalm, na festa da Pscoa, muitos viram os
sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome
[c] .
24 Mas Jesus no se confiava a eles, pois conhecia a todos.
25 No precisava que ningum lhe desse testemunho a respeito do homem, pois
ele bem sabia o que havia no homem.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Grego: 2 ou 3 metretas . A metreta era uma medida de
capacidade de cerca de 40 litros.
[b] 2.17 Sl 69.9
[c] 2.23 Ou creram nele

JOO-CAPITULO-3
O Encontro de Jesus com Nicodemos
1 Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus.
2 Ele veio a Jesus,  noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da
parte de Deus, pois ningum pode realizar os sinais miraculosos que
ests fazendo, se Deus no estiver com ele".
3 Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ningum pode ver
o Reino de Deus, se no nascer de novo [a] ".
4 Perguntou Nicodemos: "Como algum pode nascer, sendo velho?  claro
que no pode entrar pela segunda vez no ventre de sua me e renascer!"
5 Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ningum pode entrar no Reino
de Deus, se no nascer da gua e do Esprito.
6 O que nasce da carne 
carne, mas o que nasce do Esprito  esprito.
7 No se surpreenda pelo
fato de eu ter dito:  necessrio que vocs nasam de novo.
8 O vento
[b] sopra onde quer. Voc o escuta, mas no pode dizer de onde vem
nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Esprito".
9 Perguntou Nicodemos: "Como pode ser isso?"
10 Disse Jesus: "Voc  mestre em Israel e no entende essas coisas?
11 Asseguro-lhe que ns falamos do que conhecemos e testemunhamos do
que vimos, mas mesmo assim vocs no aceitam o nosso testemunho.
12 Eu
lhes falei de coisas terrenas e vocs no creram; como crero se lhes
falar de coisas celestiais?
13 Ningum jamais subiu ao cu, a no ser
aquele que veio do cu: o Filho do homem. [c]
14 Da mesma forma
como Moiss levantou a serpente no deserto, assim tambm  necessrio
que o Filho do homem seja levantado,
15 para que todo o que nele crer
tenha a vida eterna.
16 "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unignito
[d] , para que todo o que nele crer no perea, mas tenha a vida
eterna.
17 Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, no para condenar o
mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.
18 Quem nele cr
no  condenado, mas quem no cr j est condenado, por no crer no
nome do Filho Unignito de Deus.
19 Este  o julgamento: a luz veio ao
mundo, mas os homens amaram as trevas, e no a luz, porque as suas obras
eram ms.
20 Quem pratica o mal odeia a luz e no se aproxima da luz,
temendo que as suas obras sejam manifestas.
21 Mas quem pratica a
verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras
so realizadas por intermdio de Deus". [e]
O Testemunho de Joo Batista acerca de Jesus
22 Depois disso Jesus foi com os seus discpulos para a terra da
Judia, onde passou algum tempo com eles e batizava.
23 Joo tambm
estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas guas,
e o povo vinha para ser batizado.
24 (Isto se deu antes de Joo ser
preso.)
25 Surgiu uma discusso entre alguns discpulos de Joo e um
certo judeu [f] , a respeito da purificao cerimonial.
26 Eles
se dirigiram a Joo e lhe disseram: "Mestre, aquele homem que estava
contigo no outro lado do Jordo, do qual testemunhaste, est batizando,
e todos esto se dirigindo a ele".
27 A isso Joo respondeu: "Uma pessoa s pode receber o que lhe 
dado dos cus.
28 Vocs mesmos so testemunhas de que eu disse: Eu no
sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele.
29 A noiva
pertence ao noivo. O amigo que presta servio ao noivo e que o atende e
o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta  a minha
alegria, que agora se completa.
30  necessrio que ele cresa e que eu
diminua.
31 "Aquele que vem do alto est acima de todos; aquele que  da terra
pertence  terra e fala como quem  da terra. Aquele que vem dos cus
est acima de todos.
32 Ele testifica o que tem visto e ouvido, mas
ningum aceita o seu testemunho.
33 Aquele que o aceita confirma que
Deus  verdadeiro.
34 Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de
Deus, porque ele d o Esprito sem limitaes.
35 O Pai ama o Filho e
entregou tudo em suas mos.
36 Quem cr no Filho tem a vida eterna; j
quem rejeita o Filho no ver a vida, mas a ira de Deus permanece sobre
ele". [g]
Notas de rodap:
[a] 3.3 Ou nascer de cima ; tambm no versculo 7.
[b] 3.8 Traduz o mesmo termo grego para designar esprito.
[c] 3.13 Alguns manuscritos acrescentam que est no cu.
[d] 3.16 Ou nico ; tambm no versculo 18.
[e] 3.21 Alguns intrpretes encerram a citao no fim do versculo 15.
[f] 3.25 Alguns manuscritos dizem e certos judeus.
[g] 3.36 Alguns intrpretes encerram a citao no fim do versculo 30.

JOO-CAPITULO-4
Jesus Conversa com uma Samaritana
1 Os fariseus ouviram falar que Jesus [a] estava fazendo e
batizando mais discpulos do que Joo,
2 embora no fosse Jesus quem
batizasse, mas os seus discpulos.
3 Quando o Senhor ficou sabendo
disso, saiu da Judia e voltou uma vez mais  Galilia.
4 Era-lhe necessrio passar por Samaria.
5 Assim, chegou a uma cidade
de Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jac dera a seu filho
Jos.
6 Havia ali o poo de Jac. Jesus, cansado da viagem, sentou-se 
beira do poo. Isto se deu por volta do meio-dia [b] .
7 Nisso veio uma mulher samaritana tirar gua. Disse-lhe Jesus:
"D-me um pouco de gua".
8 (Os seus discpulos tinham ido  cidade
comprar comida.)
9 A mulher samaritana lhe perguntou: "Como o senhor, sendo judeu,
pede a mim, uma samaritana, gua para beber?" (Pois os judeus no se
do bem com os samaritanos. [c] )
10 Jesus lhe respondeu: "Se voc conhecesse o dom de Deus e quem lhe
est pedindo gua, voc lhe teria pedido e ele lhe teria dado gua
viva".
11 Disse a mulher: "O senhor no tem com que tirar gua, e o poo 
fundo. Onde pode conseguir essa gua viva?
12 Acaso o senhor  maior do
que o nosso pai Jac, que nos deu o poo, do qual ele mesmo bebeu, bem
como seus filhos e seu gado?"
13 Jesus respondeu: "Quem beber desta gua ter sede outra vez,
14 mas quem beber da gua que eu lhe der nunca mais ter sede. Ao
contrrio, a gua que eu lhe der se tornar nele uma fonte de gua a
jorrar para a vida eterna".
15 A mulher lhe disse: "Senhor, d-me dessa gua, para que eu no
tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar gua".
16 Ele lhe disse: "V, chame o seu marido e volte".
17 "No tenho marido", respondeu ela.
Disse-lhe Jesus: "Voc falou corretamente, dizendo que no tem marido.
18 O fato  que voc j teve cinco; e o homem com quem agora vive no 
seu marido. O que voc acabou de dizer  verdade".
19 Disse a mulher: "Senhor, vejo que  profeta.
20 Nossos
antepassados adoraram neste monte, mas vocs, judeus, dizem que
Jerusalm  o lugar onde se deve adorar".
21 Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: est prxima a hora em que
vocs no adoraro o Pai nem neste monte, nem em Jerusalm.
22 Vocs,
samaritanos, adoram o que no conhecem; ns adoramos o que conhecemos,
pois a salvao vem dos judeus.
23 No entanto, est chegando a hora, e
de fato j chegou, em que os verdadeiros adoradores adoraro o Pai em
esprito e em verdade. So estes os adoradores que o Pai procura.
24 Deus  esprito, e  necessrio que os seus adoradores o adorem em
esprito e em verdade".
25 Disse a mulher: "Eu sei que o Messias (chamado Cristo) est para
vir. Quando ele vier, explicar tudo para ns".
26 Ento Jesus declarou: "Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com
voc".
Os Discpulos Voltam da Cidade
27 Naquele momento os seus discpulos voltaram e ficaram surpresos ao
encontr-lo conversando com uma mulher. Mas ningum perguntou: "Que
queres saber?" ou: "Por que ests conversando com ela?"
28 Ento, deixando o seu cntaro, a mulher voltou  cidade e disse ao
povo:
29 "Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito.
Ser que ele no  o Cristo?"
30 Ento saram da cidade e foram para
onde ele estava.
31 Enquanto isso, os discpulos insistiam com ele: "Mestre, come
alguma coisa".
32 Mas ele lhes disse: "Tenho algo para comer que vocs no
conhecem".
33 Ento os seus discpulos disseram uns aos outros: "Ser que algum
lhe trouxe comida?"
34 Disse Jesus: "A minha comida  fazer a vontade daquele que me
enviou e concluir a sua obra.
35 Vocs no dizem: ``Daqui a quatro
meses haver a colheita''? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os
campos! Eles esto maduros para a colheita.
36 Aquele que colhe j
recebe o seu salrio e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se
alegram juntos o que semeia e o que colhe.
37 Assim  verdadeiro o
ditado: ``Um semeia, e outro colhe''.
38 Eu os enviei para colherem o
que vocs no cultivaram. Outros realizaram o trabalho rduo, e vocs
vieram a usufruir do trabalho deles".
Muitos Samaritanos Crem
39 Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte
testemunho dado pela mulher: "Ele me disse tudo o que tenho feito".
40 Assim, quando se aproximaram dele, os samaritanos insistiram em que
ficasse com eles, e ele ficou dois dias.
41 E por causa da sua palavra,
muitos outros creram.
42 E disseram  mulher: "Agora cremos no somente por causa do que
voc disse, pois ns mesmos o ouvimos e sabemos que este  realmente o
Salvador do mundo".
Jesus Cura o Filho de um Oficial
43 Depois daqueles dois dias, ele partiu para a Galilia.
44 (O
prprio Jesus tinha afirmado que nenhum profeta tem honra em sua prpria
terra.)
45 Quando chegou  Galilia, os galileus deram-lhe boas-vindas.
Eles tinham visto tudo o que ele fizera em Jerusalm, por ocasio da
festa da Pscoa, pois tambm haviam estado l.
46 Mais uma vez ele visitou Can da Galilia, onde tinha transformado
gua em vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente
em Cafarnaum.
47 Quando ele ouviu falar que Jesus tinha chegado 
Galilia, vindo da Judia, procurou-o e suplicou-lhe que fosse curar seu
filho, que estava  beira da morte.
48 Disse-lhe Jesus: "Se vocs no virem sinais e maravilhas, nunca
crero".
49 O oficial do rei disse: "Senhor, vem, antes que o meu filho
morra!"
50 Jesus respondeu: "Pode ir. O seu filho continuar vivo". O homem
confiou na palavra de Jesus e partiu.
51 Estando ele ainda a caminho,
seus servos vieram ao seu encontro com notcias de que o menino estava
vivo.
52 Quando perguntou a que horas o seu filho tinha melhorado, eles
lhe disseram: "A febre o deixou ontem,  uma hora da tarde [d] ".
53 Ento o pai constatou que aquela fora exatamente a hora em que Jesus
lhe dissera: "O seu filho continuar vivo". Assim, creram ele e
todos os de sua casa.
54 Esse foi o segundo sinal miraculoso que Jesus realizou, depois que
veio da Judia para a Galilia.
Notas de rodap:
[a] 4.1 Muitos manuscritos dizem o Senhor.
[b] 4.6 Grego: da hora sexta.
[c] 4.9 Ou no usam pratos que os samaritanos usaram.
[d] 4.52 Grego:  hora stima.

JOO-CAPITULO-5
A Cura Junto ao Tanque de Betesda
1 Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalm para uma festa dos
judeus.
2 H em Jerusalm, perto da porta das Ovelhas, um tanque que,
em aramaico [a] ,  chamado Betesda [b] , tendo cinco
entradas em volta.
3 Ali costumava ficar grande nmero de pessoas
doentes e invlidas: cegos, mancos e paralticos. Eles esperavam um
movimento nas guas. [c]
4 De vez em quando descia um anjo do
Senhor e agitava as guas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de
agitadas as guas, era curado de qualquer doena que tivesse.
5 Um dos
que estavam ali era paraltico fazia trinta e oito anos.
6 Quando o viu
deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus
lhe perguntou: "Voc quer ser curado?"
7 Disse o paraltico: "Senhor, no tenho ningum que me ajude a
entrar no tanque quando a gua  agitada. Enquanto estou tentando
entrar, outro chega antes de mim".
8 Ento Jesus lhe disse: "Levante-se! Pegue a sua maca e ande".
9 Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e comeou a andar.
Isso aconteceu num sbado,
10 e, por essa razo, os judeus disseram ao
homem que havia sido curado: "Hoje  sbado, no lhe  permitido
carregar a maca".
11 Mas ele respondeu: "O homem que me curou me disse: ``Pegue a sua
maca e ande''".
12 Ento lhe perguntaram: "Quem  esse homem que lhe mandou pegar a
maca e andar?"
13 O homem que fora curado no tinha idia de quem era ele, pois Jesus
havia desaparecido no meio da multido.
14 Mais tarde Jesus o encontrou no templo e lhe disse: "Olhe, voc
est curado. No volte a pecar, para que algo pior no lhe acontea".
15 O homem foi contar aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado.
Vida por meio do Filho
16 Ento os judeus passaram a perseguir Jesus, porque ele estava
fazendo essas coisas no sbado.
17 Disse-lhes Jesus: "Meu Pai
continua trabalhando at hoje, e eu tambm estou trabalhando".
18 Por
essa razo, os judeus mais ainda queriam mat-lo, pois no somente
estava violando o sbado, mas tambm estava dizendo que Deus era seu
prprio Pai, igualando-se a Deus.
19 Jesus lhes deu esta resposta: "Eu lhes digo verdadeiramente que o
Filho no pode fazer nada de si mesmo; s pode fazer o que v o Pai
fazer, porque o que o Pai faz o Filho tambm faz.
20 Pois o Pai ama ao
Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admirao de vocs, ele lhe
mostrar obras ainda maiores do que estas.
21 Pois, da mesma forma que
o Pai ressuscita os mortos e lhes d vida, o Filho tambm d vida a quem
ele quer.
22 Alm disso, o Pai a ningum julga, mas confiou todo
julgamento ao Filho,
23 para que todos honrem o Filho como honram o
Pai. Aquele que no honra o Filho, tambm no honra o Pai que o enviou.
24 "Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e cr naquele que me
enviou, tem a vida eterna e no ser condenado, mas j passou da morte
para a vida.
25 Eu lhes afirmo que est chegando a hora, e j chegou,
em que os mortos ouviro a voz do Filho de Deus, e aqueles que a
ouvirem, vivero.
26 Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si
mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.
27 E deu-lhe
autoridade para julgar, porque  o Filho do homem.
28 "No fiquem admirados com isto, pois est chegando a hora em que
todos os que estiverem nos tmulos ouviro a sua voz
29 e sairo; os
que fizeram o bem ressuscitaro para a vida, e os que fizeram o mal
ressuscitaro para serem condenados.
30 Por mim mesmo, nada posso
fazer; eu julgo apenas conforme ouo, e o meu julgamento  justo, pois
no procuro agradar a mim mesmo, mas quele que me enviou.
Testemunhos acerca de Jesus
31 "Se testifico acerca de mim mesmo, o meu testemunho no  vlido.
[d]
32 H outro que testemunha em meu favor, e sei que o seu
testemunho a meu respeito  vlido.
33 "Vocs enviaram representantes a Joo, e ele testemunhou da
verdade.
34 No que eu busque testemunho humano, mas menciono isso para
que vocs sejam salvos.
35 Joo era uma candeia que queimava e
irradiava luz, e durante certo tempo vocs quiseram alegrar-se com a sua
luz.
36 "Eu tenho um testemunho maior que o de Joo; a prpria obra que o
Pai me deu para concluir, e que estou realizando, testemunha que o Pai
me enviou.
37 E o Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu
respeito. Vocs nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma,
38 nem
a sua palavra habita em vocs, pois no crem naquele que ele enviou.
39 Vocs estudam cuidadosamente [e] as Escrituras, porque pensam
que nelas vocs tm a vida eterna. E so as Escrituras que testemunham a
meu respeito;
40 contudo, vocs no querem vir a mim para terem vida.
41 "Eu no aceito glria dos homens,
42 mas conheo vocs. Sei que
vocs no tm o amor de Deus.
43 Eu vim em nome de meu Pai, e vocs no
me aceitaram; mas, se outro vier em seu prprio nome, vocs o aceitaro.
44 Como vocs podem crer, se aceitam glria uns dos outros, mas no
procuram a glria que vem do Deus [f] nico?
45 "Contudo, no pensem que eu os acusarei perante o Pai. Quem os
acusa  Moiss, em quem esto as suas esperanas.
46 Se vocs cressem
em Moiss, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito.
47 Visto,
porm, que no crem no que ele escreveu, como crero no que eu digo?"
Notas de rodap:
[a] 5.2 Grego: em hebraico ; tambm em 19.13,17,20 e 20.16.
[b] 5.2 Alguns manuscritos dizem Betzata; outros trazem Betsaida.
[c] 5.3 A maioria dos manuscritos mais antigos no trazem essa frase e
todo o versculo 4.
[d] 5.31 Os judeus exigiam mais de um testemunho para condenar ou
justificar uma declarao.
[e] 5.39 Ou Estudem cuidadosamente
[f] 5.44 Alguns manuscritos antigos no trazem Deus.

JOO-CAPITULO-6
A Primeira Multiplicao dos Pes A )'
1 Algum tempo depois, Jesus partiu para a outra margem do mar da
Galilia (ou seja, do mar de Tiberades),
2 e grande multido
continuava a segui-lo, porque vira os sinais miraculosos que ele tinha
realizado nos doentes.
3 Ento Jesus subiu ao monte e sentou-se com os
seus discpulos.
4 Estava prxima a festa judaica da Pscoa.
5 Levantando os olhos e vendo uma grande multido que se aproximava,
Jesus disse a Filipe: "Onde compraremos po para esse povo comer?"
6 Fez essa pergunta apenas para p-lo  prova, pois j tinha em mente o
que ia fazer.
7 Filipe lhe respondeu: "Duzentos denrios [a] no comprariam
po suficiente para que cada um recebesse um pedao!"
8 Outro discpulo, Andr, irmo de Simo Pedro, tomou a palavra:
9 "Aqui est um rapaz com cinco pes de cevada e dois peixinhos, mas o
que  isto para tanta gente?"
10 Disse Jesus: "Mandem o povo assentar-se". Havia muita grama
naquele lugar, e todos se assentaram. Eram cerca de cinco mil homens.
11 Ento Jesus tomou os pes, deu graas e os repartiu entre os que
estavam assentados, tanto quanto queriam; e fez o mesmo com os peixes.
12 Depois que todos receberam o suficiente para comer, disse aos seus
discpulos: "Ajuntem os pedaos que sobraram. Que nada seja
desperdiado".
13 Ento eles os ajuntaram e encheram doze cestos com
os pedaos dos cinco pes de cevada deixados por aqueles que tinham
comido.
14 Depois de ver o sinal miraculoso que Jesus tinha realizado, o povo
comeou a dizer: "Sem dvida este  o Profeta que devia vir ao
mundo".
15 Sabendo Jesus que pretendiam proclam-lo rei  fora,
retirou-se novamente sozinho para o monte.
Jesus Anda sobre as guas B )'
16 Ao anoitecer seus discpulos desceram para o mar,
17 entraram num
barco e comearam a travessia para Cafarnaum. J estava escuro, e Jesus
ainda no tinha ido at onde eles estavam.
18 Soprava um vento forte, e
as guas estavam agitadas.
19 Depois de terem remado cerca de cinco ou
seis quilmetros [b] , viram Jesus aproximando-se do barco,
andando sobre o mar, e ficaram aterrorizados.
20 Mas ele lhes disse:
"Sou eu! No tenham medo!"
21 Ento resolveram receb-lo no barco,
e logo chegaram  praia para a qual se dirigiam.
22 No dia seguinte, a multido que tinha ficado no outro lado do mar
percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus no havia entrado
nele com os seus discpulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23 Ento alguns barcos de Tiberades aproximaram-se do lugar onde o povo
tinha comido o po aps o Senhor ter dado graas.
24 Quando a multido
percebeu que nem Jesus nem os discpulos estavam ali, entrou nos barcos
e foi para Cafarnaum em busca de Jesus.
Jesus, o Po da Vida
25 Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe:
"Mestre, quando chegaste aqui?"
26 Jesus respondeu: "A verdade  que vocs esto me procurando, no
porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pes e ficaram
satisfeitos.
27 No trabalhem pela comida que se estraga, mas pela
comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes
dar. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovao".
28 Ento lhe perguntaram: "O que precisamos fazer para realizar as
obras que Deus requer?"
29 Jesus respondeu: "A obra de Deus  esta: crer naquele que ele
enviou".
30 Ento lhe perguntaram: "Que sinal miraculoso mostrars para que o
vejamos e creiamos em ti? Que fars?
31 Os nossos antepassados comeram
o man no deserto; como est escrito: ``Ele lhes deu a comer po dos
cus'' [c] ".
32 Declarou-lhes Jesus: "Digo-lhes a verdade: No foi Moiss quem
lhes deu po do cu, mas  meu Pai quem lhes d o verdadeiro po do cu.
33 Pois o po de Deus  aquele que desceu do cu e d vida ao mundo".
34 Disseram eles: "Senhor, d-nos sempre desse po!"
35 Ento Jesus declarou: "Eu sou o po da vida. Aquele que vem a mim
nunca ter fome; aquele que cr em mim nunca ter sede.
36 Mas, como eu
lhes disse, vocs me viram, mas ainda no crem.
37 Todo aquele que o
Pai me der vir a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei.
38 Pois
desci dos cus, no para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade
daquele que me enviou.
39 E esta  a vontade daquele que me enviou: que
eu no perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no ltimo dia.
40 Porque a vontade de meu Pai  que todo aquele que olhar para o Filho
e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no ltimo dia".
41 Com isso os judeus comearam a criticar Jesus, porque dissera: "Eu
sou o po que desceu do cu".
42 E diziam: "Este no  Jesus, o
filho de Jos? No conhecemos seu pai e sua me? Como ele pode dizer:
``Desci do cu''?"
43 Respondeu Jesus: "Parem de me criticar.
44 Ningum pode vir a
mim, se o Pai, que me enviou, no o atrair; e eu o ressuscitarei no
ltimo dia.
45 Est escrito nos Profetas: ``Todos sero ensinados por
Deus'' [d] . Todos os que ouvem o Pai e dele aprendem vm a mim.
46 Ningum viu o Pai, a no ser aquele que vem de Deus; somente ele viu
o Pai.
47 Asseguro-lhes que aquele que cr tem a vida eterna.
48 Eu
sou o po da vida.
49 Os seus antepassados comeram o man no deserto,
mas morreram.
50 Todavia, aqui est o po que desce do cu, para que
no morra quem dele comer.
51 Eu sou o po vivo que desceu do cu. Se
algum comer deste po, viver para sempre. Este po  a minha carne,
que eu darei pela vida do mundo".
52 Ento os judeus comearam a discutir exaltadamente entre si: "Como
pode este homem nos oferecer a sua carne para comermos?"
53 Jesus lhes disse: "Eu lhes digo a verdade: Se vocs no comerem a
carne do Filho do homem e no beberem o seu sangue, no tero vida em si
mesmos.
54 Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a
vida eterna, e eu o ressuscitarei no ltimo dia.
55 Pois a minha carne
 verdadeira comida e o meu sangue  verdadeira bebida.
56 Todo aquele
que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
57 Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do
Pai, assim aquele que se alimenta de mim viver por minha causa.
58 Este  o po que desceu dos cus. Os antepassados de vocs comeram o
man e morreram, mas aquele que se alimenta deste po viver para
sempre".
59 Ele disse isso quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.
Muitos Discpulos Abandonam Jesus
60 Ao ouvirem isso, muitos dos seus discpulos disseram: "Dura  essa
palavra. Quem pode suport-la?"
61 Sabendo em seu ntimo que os seus discpulos estavam se queixando do
que ouviram, Jesus lhes disse: "Isso os escandaliza?
62 Que
acontecer se vocs virem o Filho do homem subir para onde estava antes?
63 O Esprito d vida; a carne no produz nada que se aproveite. As
palavras que eu lhes disse so esprito e vida.
64 Contudo, h alguns
de vocs que no crem". Pois Jesus sabia desde o princpio quais
deles no criam e quem o iria trair.
65 E prosseguiu: " por isso que
eu lhes disse que ningum pode vir a mim, a no ser que isto lhe seja
dado pelo Pai".
66 Daquela hora em diante, muitos dos seus discpulos voltaram atrs e
deixaram de segui-lo.
67 Jesus perguntou aos Doze: "Vocs tambm no querem ir?"
68 Simo Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as
palavras de vida eterna.
69 Ns cremos e sabemos que s o Santo de
Deus".
70 Ento Jesus respondeu: "No fui eu que os escolhi, os Doze?
Todavia, um de vocs  um diabo!"
71 (Ele se referia a Judas, filho
de Simo Iscariotes, que, embora fosse um dos Doze, mais tarde haveria
de tra-lo.)
Notas de rodap:
[a] 6.7 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[b] 6.19 Grego: 25 ou 30 estdios . Um estdio equivalia a 185 metros.
[c] 6.31 x 16.4; Ne 9.15; Sl 78.24,25
[d] 6.45 Is 54.13
Referncias cruzadas:
[a] Joo 6:1 : Mt 14.13-21; Mc 6.30-44; Lc 9.10-17
[b] Joo 6:16 : Mt 14.22-36; Mc 6.45-56

JOO-CAPITULO-7
Jesus Vai  Festa das Cabanas
1 Depois disso Jesus percorreu a Galilia, mantendo-se deliberadamente
longe da Judia, porque ali os judeus procuravam tirar-lhe a vida.
2 Mas, ao se aproximar a festa judaica das cabanas [a] ,
3 os
irmos de Jesus lhe disseram: "Voc deve sair daqui e ir para a
Judia, para que os seus discpulos possam ver as obras que voc faz.
4 Ningum que deseja ser reconhecido publicamente age em segredo. Visto
que voc est fazendo estas coisas, mostre-se ao mundo".
5 Pois nem
os seus irmos criam nele.
6 Ento Jesus lhes disse: "Para mim ainda no chegou o tempo certo;
para vocs qualquer tempo  certo.
7 O mundo no pode odi-los, mas a
mim odeia porque dou testemunho de que o que ele faz  mau.
8 Vo vocs
 festa; eu ainda [b] no subirei a esta festa, porque para mim
ainda no chegou o tempo apropriado".
9 Tendo dito isso, permaneceu
na Galilia.
10 Contudo, depois que os seus irmos subiram para a festa, ele tambm
subiu, no abertamente, mas em segredo.
11 Na festa os judeus o estavam
esperando e perguntavam: "Onde est aquele homem?"
12 Entre a multido havia muitos boatos a respeito dele. Alguns diziam:
" um bom homem".
Outros respondiam: "No, ele est enganando o povo".
13 Mas ningum
falava dele em pblico, por medo dos judeus.
Jesus Ensina na Festa
14 Quando a festa estava na metade, Jesus subiu ao templo e comeou a
ensinar.
15 Os judeus ficaram admirados e perguntaram: "Como foi que
este homem adquiriu tanta instruo, sem ter estudado?"
16 Jesus respondeu: "O meu ensino no  de mim mesmo. Vem daquele que
me enviou.
17 Se algum decidir fazer a vontade de Deus, descobrir se
o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo.
18 Aquele que fala
por si mesmo busca a sua prpria glria, mas aquele que busca a glria
de quem o enviou, este  verdadeiro; no h nada de falso a seu
respeito.
19 Moiss no lhes deu a Lei? No entanto, nenhum de vocs lhe
obedece. Por que vocs procuram matar-me?"
20 "Voc est endemoninhado", respondeu a multido. "Quem est
procurando mat-lo?"
21 Jesus lhes disse: "Fiz um milagre [c] , e vocs todos esto
admirados.
22 No entanto, porque Moiss lhes deu a circunciso (embora,
na verdade, ela no tenha vindo de Moiss, mas dos patriarcas), vocs
circuncidam no sbado.
23 Ora, se um menino pode ser circuncidado no
sbado para que a Lei de Moiss no seja quebrada, por que vocs ficam
cheios de ira contra mim por ter curado completamente um homem no
sbado?
24 No julguem apenas pela aparncia, mas faam julgamentos
justos".
 Jesus o Cristo?
25 Ento alguns habitantes de Jerusalm comearam a perguntar: "No 
este o homem que esto procurando matar?
26 Aqui est ele, falando
publicamente, e no lhe dizem uma palavra. Ser que as autoridades
chegaram  concluso de que ele  realmente o Cristo?
27 Mas ns
sabemos de onde  este homem; quando o Cristo vier, ningum saber de
onde ele ".
28 Enquanto ensinava no ptio do templo, Jesus exclamou: "Sim, vocs
me conhecem e sabem de onde sou. Eu no estou aqui por mim mesmo, mas
aquele que me enviou  verdadeiro. Vocs no o conhecem,
29 mas eu o
conheo porque venho da parte dele, e ele me enviou".
30 Ento tentaram prend-lo, mas ningum lhe ps as mos, porque a sua
hora ainda no havia chegado.
31 Assim mesmo, muitos dentre a multido
creram nele e diziam: "Quando o Cristo vier, far mais sinais
miraculosos do que este homem fez?"
32 Os fariseus ouviram a multido falando essas coisas a respeito dele.
Ento os chefes dos sacerdotes e os fariseus enviaram guardas do templo
para o prenderem.
33 Disse-lhes Jesus: "Estou com vocs apenas por pouco tempo e logo
irei para aquele que me enviou.
34 Vocs procuraro por mim, mas no me
encontraro; vocs no podem ir ao lugar onde eu estarei".
35 Os judeus disseram uns aos outros: "Aonde pretende ir este homem,
que no o possamos encontrar? Para onde vive o nosso povo, espalhado
entre os gregos, a fim de ensin-lo?
36 O que ele quis dizer quando
falou: ``Vocs procuraro por mim, mas no me encontraro'' e ``vocs
no podem ir ao lugar onde eu estarei''?"
37 No ltimo e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse
em alta voz: "Se algum tem sede, venha a mim e beba.
38 Quem crer em
mim, como diz a Escritura, do seu interior fluiro rios de gua viva".
39 Ele estava se referindo ao Esprito, que mais tarde receberiam os
que nele cressem. At ento o Esprito ainda no tinha sido dado, pois
Jesus ainda no fora glorificado.
40 Ouvindo as suas palavras, alguns dentre o povo disseram:
"Certamente este homem  o Profeta".
41 Outros disseram: "Ele  o Cristo".
Ainda outros perguntaram: "Como pode o Cristo vir da Galilia?
42 A
Escritura no diz que o Cristo vir da descendncia [d] de Davi,
da cidade de Belm, onde viveu Davi?"
43 Assim o povo ficou dividido
por causa de Jesus.
44 Alguns queriam prend-lo, mas ningum lhe ps as
mos.
A Incredulidade dos Lderes Judeus
45 Finalmente, os guardas do templo voltaram aos chefes dos sacerdotes
e aos fariseus, os quais lhes perguntaram: "Por que vocs no o
trouxeram?"
46 "Ningum jamais falou da maneira como esse homem fala",
declararam os guardas.
47 "Ser que vocs tambm foram enganados?", perguntaram os
fariseus.
48 "Por acaso algum das autoridades ou dos fariseus creu
nele?
49 No! Mas essa ral que nada entende da lei  maldita."
50 Nicodemos, um deles, que antes tinha procurado Jesus,
perguntou-lhes:
51 "A nossa lei condena algum, sem primeiro ouvi-lo
para saber o que ele est fazendo?"
52 Eles responderam: "Voc tambm  da Galilia? Verifique, e
descobrir que da Galilia no surge profeta [e] ".
53 [f] Ento cada um foi para a sua casa.
Notas de rodap:
[a] 7.2 Ou dos tabernculos
[b] 7.8 Vrios manuscritos no trazem ainda.
[c] 7.21 Grego: uma obra.
[d] 7.42 Grego: semente.
[e] 7.52 Dois manuscritos dizem o Profeta.
[f] 7.53 Muitos manuscritos no trazem Joo 7.53-8.11; outros
manuscritos deslocam o texto.

JOO-CAPITULO-8
1 Jesus, porm, foi para o monte das Oliveiras.
2 Ao amanhecer ele
apareceu novamente no templo, onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e
ele se assentou para ensin-lo.
3 Os mestres da lei e os fariseus
trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultrio. Fizeram-na ficar em
p diante de todos
4 e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi
surpreendida em ato de adultrio.
5 Na Lei, Moiss nos ordena apedrejar
tais mulheres. E o senhor, que diz?"
6 Eles estavam usando essa
pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acus-lo.
Mas Jesus inclinou-se e comeou a escrever no cho com o dedo.
7 Visto
que continuavam a interrog-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se
algum de vocs estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra
nela".
8 Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no cho.
9 Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, comeando pelos mais
velhos. Jesus ficou s, com a mulher em p diante dele.
10 Ento Jesus
ps-se em p e perguntou-lhe: "Mulher, onde esto eles? Ningum a
condenou?"
11 "Ningum, Senhor", disse ela.
Declarou Jesus: "Eu tambm no a condeno. Agora v e abandone sua vida
de pecado".
A Validade do Testemunho de Jesus
12 Falando novamente ao povo, Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo.
Quem me segue, nunca andar em trevas, mas ter a luz da vida".
13 Os fariseus lhe disseram: "Voc est testemunhando a respeito de
si prprio. O seu testemunho no  vlido!"
14 Respondeu Jesus: "Ainda que eu mesmo testemunhe em meu favor, o
meu testemunho  vlido, pois sei de onde vim e para onde vou. Mas vocs
no sabem de onde vim nem para onde vou.
15 Vocs julgam por padres
humanos; eu no julgo ningum.
16 Mesmo que eu julgue, as minhas
decises so verdadeiras, porque no estou sozinho. Eu estou com o Pai,
que me enviou.
17 Na Lei de vocs est escrito que o testemunho de dois
homens  vlido. [a]
18 Eu testemunho acerca de mim mesmo; a
minha outra testemunha  o Pai, que me enviou".
19 Ento lhe perguntaram: "Onde est o seu pai?"
Respondeu Jesus: "Vocs no conhecem nem a mim nem a meu Pai. Se me
conhecessem, tambm conheceriam a meu Pai".
20 Ele proferiu essas
palavras enquanto ensinava no templo, perto do lugar onde se colocavam
as ofertas [b] . No entanto, ningum o prendeu, porque a sua hora
ainda no havia chegado.
21 Mais uma vez, Jesus lhes disse: "Eu vou embora, e vocs procuraro
por mim, e morrero em seus pecados. Para onde vou, vocs no podem
ir".
22 Isso levou os judeus a perguntarem: "Ser que ele ir matar-se?
Ser por isso que ele diz: ``Para onde vou, vocs no podem ir''?"
23 Mas ele continuou: "Vocs so daqui de baixo; eu sou l de cima.
Vocs so deste mundo; eu no sou deste mundo.
24 Eu lhes disse que
vocs morrero em seus pecados. Se vocs no crerem que Eu Sou [c]
, de fato morrero em seus pecados".
25 "Quem  voc?", perguntaram eles.
"Exatamente o que tenho dito o tempo todo", respondeu Jesus.
26 "Tenho muitas coisas para dizer e julgar a respeito de vocs. Pois
aquele que me enviou merece confiana, e digo ao mundo aquilo que dele
ouvi."
27 Eles no entenderam que lhes estava falando a respeito do Pai.
28 Ento Jesus disse: "Quando vocs levantarem o Filho do homem, sabero
que Eu Sou, e que nada fao de mim mesmo, mas falo exatamente o que o
Pai me ensinou.
29 Aquele que me enviou est comigo; ele no me deixou
sozinho, pois sempre fao o que lhe agrada".
30 Tendo dito essas
coisas, muitos creram nele.
Os Filhos de Abrao e os Filhos do Diabo
31 Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: "Se vocs
permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente sero meus
discpulos.
32 E conhecero a verdade, e a verdade os libertar".
33 Eles lhe responderam: "Somos descendentes [d] de Abrao e
nunca fomos escravos de ningum. Como voc pode dizer que seremos
livres?"
34 Jesus respondeu: "Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive
pecando  escravo do pecado.
35 O escravo no tem lugar permanente na
famlia, mas o filho pertence a ela para sempre.
36 Portanto, se o
Filho os libertar, vocs de fato sero livres.
37 Eu sei que vocs so
descendentes de Abrao. Contudo, esto procurando matar-me, porque em
vocs no h lugar para a minha palavra.
38 Eu lhes estou dizendo o que
vi na presena do Pai, e vocs fazem o que ouviram do pai de vocs
[e] ".
39 "Abrao  o nosso pai", responderam eles.
Disse Jesus: "Se vocs fossem filhos de Abrao, fariam [f] as
obras que Abrao fez.
40 Mas vocs esto procurando matar-me, sendo que
eu lhes falei a verdade que ouvi de Deus; Abrao no agiu assim.
41 Vocs esto fazendo as obras do pai de vocs".
Protestaram eles: "Ns no somos filhos ilegtimos [g] . O
nico Pai que temos  Deus".
42 Disse-lhes Jesus: "Se Deus fosse o Pai de vocs, vocs me amariam,
pois eu vim de Deus e agora estou aqui. Eu no vim por mim mesmo, mas
ele me enviou.
43 Por que a minha linguagem no  clara para vocs?
Porque so incapazes de ouvir o que eu digo.
44 "Vocs pertencem ao pai de vocs, o Diabo, e querem realizar o
desejo dele. Ele foi homicida desde o princpio e no se apegou 
verdade, pois no h verdade nele. Quando mente, fala a sua prpria
lngua, pois  mentiroso e pai da mentira.
45 No entanto, vocs no
crem em mim, porque lhes digo a verdade!
46 Qual de vocs pode me
acusar de algum pecado? Se estou falando a verdade, porque vocs no
crem em mim?
47 Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocs
no o ouvem porque no pertencem a Deus".
As Declaraes de Jesus acerca de si mesmo
48 Os judeus lhe responderam: "No estamos certos em dizer que voc 
samaritano e est endemoninhado?"
49 Disse Jesus: "No estou endemoninhado! Ao contrrio, honro o meu
Pai, e vocs me desonram.
50 No estou buscando glria para mim mesmo;
mas, h quem a busque e julgue.
51 Asseguro-lhes que, se algum
obedecer  minha palavra, jamais ver a morte".
52 Diante disso, os judeus exclamaram: "Agora sabemos que voc est
endemoninhado! Abrao morreu, bem como os profetas, mas voc diz que se
algum obedecer  sua palavra, nunca experimentar a morte.
53 Voc 
maior do que o nosso pai Abrao? Ele morreu, bem como os profetas. Quem
voc pensa que ?"
54 Respondeu Jesus: "Se glorifico a mim mesmo, a minha glria nada
significa. Meu Pai, que vocs dizem ser o seu Deus,  quem me glorifica.
55 Vocs no o conhecem, mas eu o conheo. Se eu dissesse que no o
conheo, seria mentiroso como vocs, mas eu de fato o conheo e obedeo
 sua palavra.
56 Abrao, pai de vocs, regozijou-se porque veria o meu
dia; ele o viu e alegrou-se".
57 Disseram-lhe os judeus: "Voc ainda no tem cinqenta anos, e viu
Abrao?"
58 Respondeu Jesus: "Eu lhes afirmo que antes de Abrao nascer, Eu
Sou!"
59 Ento eles apanharam pedras para apedrej-lo, mas Jesus
escondeu-se e saiu do templo.
Notas de rodap:
[a] 8.17 Dt 17.6; 19.15
[b] 8.20 Grego: gazofilcio.
[c] 8.24 Uma referncia ao nome de Deus; tambm nos versculos 28 e
58.
[d] 8.33 Grego: semente ; tambm no versculo 37.
[e] 8.38 Ou Pai. Portanto, faam o que vocs ouviram do Pai
[f] 8.39 Alguns manuscritos dizem Se vocs so filhos de Abrao, ento
faam.
[g] 8.41 Grego: no nascemos de pornia, termo genrico que se refere
a prticas sexuais ilcitas.

JOO-CAPITULO-9
Jesus Cura um Cego de Nascena
1 Ao passar, Jesus viu um cego de nascena.
2 Seus discpulos lhe
perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que
ele nascesse cego?"
3 Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu
para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.
4 Enquanto  dia,
precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima,
quando ningum pode trabalhar.
5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do
mundo".
6 Tendo dito isso, cuspiu no cho, misturou terra com saliva e
aplicou-a aos olhos do homem.
7 Ento lhe disse: "V lavar-se no
tanque de Silo" (que significa "enviado"). O homem foi, lavou-se
e voltou vendo.
8 Seus vizinhos e os que anteriormente o tinham visto mendigando
perguntaram: "No  este o mesmo homem que costumava ficar sentado,
mendigando?"
9 Alguns afirmavam que era ele.
Outros diziam: "No, apenas se parece com ele".
Mas ele prprio insistia: "Sou eu mesmo".
10 "Ento, como foram abertos os seus olhos?", interrogaram-no
eles.
11 Ele respondeu: "O homem chamado Jesus misturou terra com saliva,
colocou-a nos meus olhos e me disse que fosse lavar-me em Silo. Fui,
lavei-me, e agora vejo".
12 Eles lhe perguntaram: "Onde est esse homem?"
"No sei", disse ele.
Os Fariseus Investigam a Cura
13 Levaram aos fariseus o homem que fora cego.
14 Era sbado o dia em
que Jesus havia misturado terra com saliva e aberto os olhos daquele
homem.
15 Ento os fariseus tambm lhe perguntaram como ele recuperara
a vista. O homem respondeu: "Ele colocou uma mistura de terra e saliva
em meus olhos, eu me lavei e agora vejo".
16 Alguns dos fariseus disseram: "Esse homem no  de Deus, pois no
guarda o sbado".
Mas outros perguntavam: "Como pode um pecador fazer tais sinais
miraculosos?" E houve diviso entre eles.
17 Tornaram, pois, a perguntar ao cego: "Que diz voc a respeito
dele? Foram os seus olhos que ele abriu".
O homem respondeu: "Ele  um profeta".
18 Os judeus no acreditaram que ele fora cego e havia sido curado
enquanto no mandaram buscar os seus pais.
19 Ento perguntaram: "
este o seu filho, o qual vocs dizem que nasceu cego? Como ele pode ver
agora?"
20 Responderam os pais: "Sabemos que ele  nosso filho e que nasceu
cego.
21 Mas no sabemos como ele pode ver agora ou quem lhe abriu os
olhos. Perguntem a ele. Idade ele tem; falar por si mesmo".
22 Seus
pais disseram isso porque tinham medo dos judeus, pois estes j haviam
decidido que, se algum confessasse que Jesus era o Cristo, seria
expulso da sinagoga.
23 Foi por isso que seus pais disseram: "Idade
ele tem; perguntem a ele".
24 Pela segunda vez, chamaram o homem que fora cego e lhe disseram:
"Para a glria de Deus, diga a verdade. Sabemos que esse homem 
pecador".
25 Ele respondeu: "No sei se ele  pecador ou no. Uma coisa sei: eu
era cego e agora vejo!"
26 Ento lhe perguntaram: "O que lhe fez ele? Como lhe abriu os
olhos?"
27 Ele respondeu: "Eu j lhes disse, e vocs no me deram ouvidos.
Por que querem ouvir outra vez? Acaso vocs tambm querem ser discpulos
dele?"
28 Ento o insultaram e disseram: "Discpulo dele  voc! Ns somos
discpulos de Moiss!
29 Sabemos que Deus falou a Moiss, mas, quanto a
esse, nem sabemos de onde ele vem".
30 O homem respondeu: "Ora, isso  extraordinrio! Vocs no sabem de
onde ele vem, contudo ele me abriu os olhos.
31 Sabemos que Deus no
ouve pecadores, mas ouve o homem que o teme e pratica a sua vontade.
32 "Ningum jamais ouviu que os olhos de um cego de nascena tivessem
sido abertos.
33 Se esse homem no fosse de Deus, no poderia fazer
coisa alguma".
34 Diante disso, eles responderam: "Voc nasceu cheio de pecado; como
tem a ousadia de nos ensinar?" E o expulsaram.
A Cegueira Espiritual
35 Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontr-lo, disse:
"Voc cr no Filho do homem?"
36 Perguntou o homem: "Quem  ele, Senhor, para que eu nele creia?"
37 Disse Jesus: "Voc j o tem visto.  aquele que est falando com
voc".
38 Ento o homem disse: "Senhor, eu creio". E o adorou.
39 Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os
cegos vejam e os que vem se tornem cegos".
40 Alguns fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e
perguntaram: "Acaso ns tambm somos cegos?"
41 Disse Jesus: "Se vocs fossem cegos, no seriam culpados de
pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocs permanece.

JOO-CAPITULO-10
O Pastor e o seu Rebanho
1 "Eu lhes asseguro que aquele que no entra no aprisco das ovelhas
pela porta, mas sobe por outro lugar,  ladro e assaltante.
2 Aquele
que entra pela porta  o pastor das ovelhas.
3 O porteiro abre-lhe a
porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome
e as leva para fora.
4 Depois de conduzir para fora todas as suas
ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz.
5 Mas nunca seguiro um estranho; na verdade, fugiro dele, porque no
reconhecem a voz de estranhos".
6 Jesus usou essa comparao, mas
eles no compreenderam o que lhes estava falando.
7 Ento Jesus afirmou de novo: "Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta
das ovelhas.
8 Todos os que vieram antes de mim eram ladres e
assaltantes, mas as ovelhas no os ouviram.
9 Eu sou a porta; quem
entra por mim ser salvo. Entrar e sair, e encontrar pastagem
[a] .
10 O ladro vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para
que tenham vida, e a tenham plenamente.
11 "Eu sou o bom pastor. O bom pastor d a sua vida pelas ovelhas.
12 O assalariado no  o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim,
quando v que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Ento o lobo ataca
o rebanho e o dispersa.
13 Ele foge porque  assalariado e no se
importa com as ovelhas.
14 "Eu sou o bom pastor; conheo as minhas ovelhas, e elas me
conhecem,
15 assim como o Pai me conhece e eu conheo o Pai; e dou a
minha vida pelas ovelhas.
16 Tenho outras ovelhas que no so deste
aprisco.  necessrio que eu as conduza tambm. Elas ouviro a minha
voz, e haver um s rebanho e um s pastor.
17 Por isso  que meu Pai
me ama, porque eu dou a minha vida para retom-la.
18 Ningum a tira de
mim, mas eu a dou por minha espontnea vontade. Tenho autoridade para
d-la e para retom-la. Esta ordem recebi de meu Pai".
19 Diante dessas palavras, os judeus ficaram outra vez divididos.
20 Muitos deles diziam: "Ele est endemoninhado e enlouqueceu. Por que
ouvi-lo?"
21 Mas outros diziam: "Essas palavras no so de um endemoninhado.
Pode um demnio abrir os olhos dos cegos?"
A Incredulidade dos Judeus
22 Celebrava-se a festa da Dedicao, em Jerusalm. Era inverno,
23 e
Jesus estava no templo, caminhando pelo Prtico de Salomo.
24 Os
judeus reuniram-se ao redor dele e perguntaram: "At quando nos
deixar em suspense? Se  voc o Cristo, diga-nos abertamente".
25 Jesus respondeu: "Eu j lhes disse, mas vocs no crem. As obras
que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim,
26 mas vocs no
crem, porque no so minhas ovelhas.
27 As minhas ovelhas ouvem a
minha voz; eu as conheo, e elas me seguem.
28 Eu lhes dou a vida
eterna, e elas jamais perecero; ningum as poder arrancar da minha
mo.
29 Meu Pai, que as deu para mim,  maior do que todos; [b]
ningum as pode arrancar da mo de meu Pai.
30 Eu e o Pai somos um".
31 Novamente os judeus pegaram pedras para apedrej-lo,
32 mas Jesus
lhes disse: "Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por
qual delas vocs querem me apedrejar?"
33 Responderam os judeus: "No vamos apedrej-lo por nenhuma boa
obra, mas pela blasfmia, porque voc  um simples homem e se apresenta
como Deus".
34 Jesus lhes respondeu: "No est escrito na Lei de vocs: ``Eu
disse: Vocs so deuses'' [c] ?
35 Se ele chamou ``deuses''
queles a quem veio a palavra de Deus (e a Escritura no pode ser
anulada),
36 que dizer a respeito daquele a quem o Pai santificou e
enviou ao mundo? Ento, por que vocs me acusam de blasfmia porque eu
disse: Sou Filho de Deus?
37 Se eu no realizo as obras do meu Pai, no
creiam em mim.
38 Mas se as realizo, mesmo que no creiam em mim,
creiam nas obras, para que possam saber e entender que o Pai est em
mim, e eu no Pai".
39 Outra vez tentaram prend-lo, mas ele se livrou
das mos deles.
40 Ento Jesus atravessou novamente o Jordo e foi para o lugar onde
Joo batizava nos primeiros dias do seu ministrio. Ali ficou,
41 e
muita gente foi at onde ele estava, dizendo: "Embora Joo nunca tenha
realizado um sinal miraculoso, tudo o que ele disse a respeito deste
homem era verdade".
42 E ali muitos creram em Jesus.
Notas de rodap:
[a] 10.9 10.9 Ou ficar em segurana
[b] 10.29 Muitos manuscritos antigos dizem O que meu Pai me deu 
maior do que tudo.
[c] 10.34 Sl 82.6

JOO-CAPITULO-11
A Morte de Lzaro
1 Havia um homem chamado Lzaro. Ele era de Betnia, do povoado de
Maria e de sua irm Marta. E aconteceu que Lzaro ficou doente.
2 Maria, sua irm, era a mesma que derramara perfume sobre o Senhor e lhe
enxugara os ps com os cabelos.
3 Ento as irms de Lzaro mandaram
dizer a Jesus: "Senhor, aquele a quem amas est doente".
4 Ao ouvir isso, Jesus disse: "Essa doena no acabar em morte; 
para a glria de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por
meio dela".
5 Jesus amava Marta, a irm dela e Lzaro.
6 No entanto,
quando ouviu falar que Lzaro estava doente, ficou mais dois dias onde
estava.
7 Depois disse aos seus discpulos: "Vamos voltar para a Judia".
8 Estes disseram: "Mestre, h pouco os judeus tentaram apedrejar-te,
e assim mesmo vais voltar para l?"
9 Jesus respondeu: "O dia no tem doze horas? Quem anda de dia no
tropea, pois v a luz deste mundo.
10 Quando anda de noite, tropea,
pois nele no h luz".
11 Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: "Nosso amigo Lzaro
adormeceu, mas vou at l para acord-lo".
12 Seus discpulos responderam: "Senhor, se ele dorme, vai
melhorar".
13 Jesus tinha falado de sua morte, mas os seus discpulos
pensaram que ele estava falando simplesmente do sono.
14 Ento lhes disse claramente: "Lzaro morreu,
15 e para o bem de
vocs estou contente por no ter estado l, para que vocs creiam. Mas,
vamos at ele".
16 Ento Tom, chamado Ddimo [a] , disse aos outros discpulos:
"Vamos tambm para morrermos com ele".
Jesus Conforta as Irms de Lzaro
17 Ao chegar, Jesus verificou que Lzaro j estava no sepulcro havia
quatro dias.
18 Betnia distava cerca de trs quilmetros [b] de
Jerusalm,
19 e muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para
confort-las pela perda do irmo.
20 Quando Marta ouviu que Jesus
estava chegando, foi encontr-lo, mas Maria ficou em casa.
21 Disse Marta a Jesus: "Senhor, se estivesses aqui meu irmo no
teria morrido.
22 Mas sei que, mesmo agora, Deus te dar tudo o que
pedires".
23 Disse-lhe Jesus: "O seu irmo vai ressuscitar".
24 Marta respondeu: "Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreio,
no ltimo dia".
25 Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreio e a vida. Aquele que cr
em mim, ainda que morra, viver;
26 e quem vive e cr em mim, no
morrer eternamente. Voc cr nisso?"
27 Ela lhe respondeu: "Sim, Senhor, eu tenho crido que tu s o
Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo".
28 E depois de dizer isso, foi para casa e, chamando  parte Maria,
disse-lhe: "O Mestre est aqui e est chamando voc".
29 Ao ouvir
isso, Maria levantou-se depressa e foi ao encontro dele.
30 Jesus ainda
no tinha entrado no povoado, mas estava no lugar onde Marta o
encontrara.
31 Quando notaram que ela se levantou depressa e saiu, os
judeus, que a estavam confortando em casa, seguiram-na, supondo que ela
ia ao sepulcro, para ali chorar.
32 Chegando ao lugar onde Jesus estava
e vendo-o, Maria prostrou-se aos seus ps e disse: "Senhor, se
estivesses aqui meu irmo no teria morrido".
33 Ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam, Jesus
agitou-se no esprito e perturbou-se.
34 "Onde o colocaram?", perguntou ele.
"Vem e v, Senhor", responderam eles.
35 Jesus chorou.
36 Ento os judeus disseram: "Vejam como ele o amava!"
37 Mas alguns deles disseram: "Ele, que abriu os olhos do cego, no
poderia ter impedido que este homem morresse?"
Jesus Ressuscita Lzaro
38 Jesus, outra vez profundamente comovido, foi at o sepulcro. Era uma
gruta com uma pedra colocada  entrada.
39 "Tirem a pedra", disse ele.
Disse Marta, irm do morto: "Senhor, ele j cheira mal, pois j faz
quatro dias".
40 Disse-lhe Jesus: "No lhe falei que, se voc cresse, veria a
glria de Deus?"
41 Ento tiraram a pedra. Jesus olhou para cima e disse: "Pai, eu te
agradeo porque me ouviste.
42 Eu sei que sempre me ouves, mas disse
isso por causa do povo que est aqui, para que creia que tu me
enviaste".
43 Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: "Lzaro, venha
para fora!"
44 O morto saiu, com as mos e os ps envolvidos em
faixas de linho e o rosto envolto num pano.
Disse-lhes Jesus: "Tirem as faixas dele e deixem-no ir".
A Conspirao para Matar Jesus
45 Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus
fizera, creram nele.
46 Mas alguns deles foram contar aos fariseus o
que Jesus tinha feito.
47 Ento os chefes dos sacerdotes e os fariseus
convocaram uma reunio do Sindrio [c] .
"O que estamos fazendo?", perguntaram eles. "A est esse homem
realizando muitos sinais miraculosos.
48 Se o deixarmos, todos crero
nele, e ento os romanos viro e tiraro tanto o nosso lugar [d]
como a nossa nao."
49 Ento um deles, chamado Caifs, que naquele ano era o sumo
sacerdote, tomou a palavra e disse: "Nada sabeis!
50 No percebeis
que vos  melhor que morra um homem pelo povo, e que no perea toda a
nao".
51 Ele no disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele
ano, profetizou que Jesus morreria pela nao judaica,
52 e no somente
por aquela nao, mas tambm pelos filhos de Deus que esto espalhados,
para reuni-los num povo.
53 E daquele dia em diante, resolveram
tirar-lhe a vida.
54 Por essa razo, Jesus no andava mais publicamente entre os judeus.
Ao invs disso, retirou-se para uma regio prxima do deserto, para um
povoado chamado Efraim, onde ficou com os seus discpulos.
55 Ao se aproximar a Pscoa judaica, muitos foram daquela regio para
Jerusalm a fim de participarem das purificaes cerimoniais antes da
Pscoa.
56 Continuavam procurando Jesus e, no templo, perguntavam uns
aos outros: "O que vocs acham? Ser que ele vir  festa?"
57 Mas
os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham ordenado que, se algum
soubesse onde Jesus estava, o denunciasse, para que o pudessem prender.
Notas de rodap:
[a] 11.16 Tanto Tom (aramaico) como Ddimo (grego) significam gmeo.
[b] 11.18 Grego: 15 estdios . Um estdio equivalia a 185 metros.
[c] 11.47 Conselho dos principais lderes do povo judeu.
[d] 11.48 Ou templo

JOO-CAPITULO-12
Jesus  Ungido em Betnia A )'
1 Seis dias antes da Pscoa Jesus chegou a Betnia, onde vivia Lzaro,
a quem ressuscitara dos mortos.
2 Ali prepararam um jantar para Jesus.
Marta servia, enquanto Lzaro estava  mesa com ele.
3 Ento Maria
pegou um frasco [a] de nardo puro, que era um perfume caro,
derramou-o sobre os ps de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a
casa encheu-se com a fragrncia do perfume.
4 Mas um dos seus discpulos, Judas Iscariotes, que mais tarde iria
tra-lo, fez uma objeo:
5 "Por que este perfume no foi vendido, e
o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denrios [b] ".
6 Ele no falou isso por se interessar pelos pobres, mas porque era
ladro; sendo responsvel pela bolsa de dinheiro, costumava tirar o que
nela era colocado.
7 Respondeu Jesus: "Deixe-a em paz; que o guarde para o dia do meu
sepultamento.
8 Pois os pobres vocs sempre tero consigo, mas a mim
vocs nem sempre tero".
9 Enquanto isso, uma grande multido de judeus, ao descobrir que Jesus
estava ali, veio, no apenas por causa de Jesus, mas tambm para ver
Lzaro, a quem ele ressuscitara dos mortos.
10 Assim, os chefes dos
sacerdotes fizeram planos para matar tambm Lzaro,
11 pois por causa
dele muitos estavam se afastando dos judeus e crendo em Jesus.
A Entrada Triunfal B )'
12 No dia seguinte, a grande multido que tinha vindo para a festa
ouviu falar que Jesus estava chegando a Jerusalm.
13 Pegaram ramos de
palmeiras e saram ao seu encontro, gritando:
"Hosana! [c] "
"Bendito  o que vem
em nome do Senhor!" [d]
"Bendito  o Rei de Israel!"
14 Jesus conseguiu um jumentinho e montou nele, como est escrito:
15 "No tenha medo,
 cidade [e] de Sio;
eis que o seu rei vem,
montado num jumentinho" [f] .
16 A princpio seus discpulos no entenderam isso. S depois que Jesus
foi glorificado, eles se lembraram de que essas coisas estavam escritas
a respeito dele e lhe foram feitas.
17 A multido que estava com ele, quando mandara Lzaro sair do
sepulcro e o ressuscitara dos mortos, continuou a espalhar o fato.
18 Muitas pessoas, por terem ouvido falar que ele realizara tal sinal
miraculoso, foram ao seu encontro.
19 E assim os fariseus disseram uns
aos outros: "No conseguimos nada. Olhem como o mundo todo vai atrs
dele!"
Jesus Prediz sua Morte
20 Entre os que tinham ido adorar a Deus na festa da Pscoa, estavam
alguns gregos.
21 Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da
Galilia, com um pedido: "Senhor, queremos ver Jesus".
22 Filipe
foi diz-lo a Andr, e os dois juntos o disseram a Jesus.
23 Jesus respondeu: "Chegou a hora de ser glorificado o Filho do
homem.
24 Digo-lhes verdadeiramente que, se o gro de trigo no cair na
terra e no morrer, continuar ele s. Mas se morrer, dar muito fruto.
25 Aquele que ama a sua vida, a perder; ao passo que aquele que odeia
a sua vida neste mundo, a conservar para a vida eterna.
26 Quem me
serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo tambm estar.
Aquele que me serve, meu Pai o honrar.
27 "Agora meu corao est perturbado, e o que direi? Pai, salva-me
desta hora? No; eu vim exatamente para isto, para esta hora.
28 Pai,
glorifica o teu nome!"
Ento veio uma voz dos cus: "Eu j o glorifiquei e o glorificarei
novamente".
29 A multido que ali estava e a ouviu, disse que tinha
trovejado; outros disseram que um anjo lhe tinha falado.
30 Jesus disse: "Esta voz veio por causa de vocs, e no por minha
causa.
31 Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora ser expulso o
prncipe deste mundo.
32 Mas eu, quando for levantado da terra,
atrairei todos a mim".
33 Ele disse isso para indicar o tipo de morte
que haveria de sofrer.
34 A multido falou: "A Lei nos ensina que o Cristo permanecer para
sempre; como podes dizer: ``O Filho do homem precisa ser levantado''?
Quem  esse ``Filho do homem''?"
35 Disse-lhes ento Jesus: "Por mais um pouco de tempo a luz estar
entre vocs. Andem enquanto vocs tm a luz, para que as trevas no os
surpreendam, pois aquele que anda nas trevas no sabe para onde est
indo.
36 Creiam na luz enquanto vocs a tm, para que se tornem filhos
da luz". Terminando de falar, Jesus saiu e ocultou-se deles.
A Incredulidade dos Judeus
37 Mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, no
creram nele.
38 Isso aconteceu para se cumprir a palavra do profeta
Isaas, que disse:
"Senhor, quem creu
em nossa mensagem,
e a quem foi revelado
o brao do Senhor?" [g]
39 Por esta razo eles no podiam crer, porque, como disse Isaas
noutro lugar:
40 "Cegou os seus olhos
e endureceu-lhes o corao,
para que no vejam
com os olhos
nem entendam com o corao,
nem se convertam,
e eu os cure" [h] .
41 Isaas disse isso porque viu a glria de Jesus e falou sobre ele.
42 Ainda assim, muitos lderes dos judeus creram nele. Mas, por causa
dos fariseus, no confessavam a sua f, com medo de serem expulsos da
sinagoga;
43 pois preferiam a aprovao [i] dos homens do que a
aprovao de Deus.
44 Ento Jesus disse em alta voz: "Quem cr em mim, no cr apenas em
mim, mas naquele que me enviou.
45 Quem me v, v aquele que me enviou.
46 Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que cr em mim no
permanea nas trevas.
47 "Se algum ouve as minhas palavras, e no lhes obedece, eu no o
julgo. Pois no vim para julgar o mundo, mas para salv-lo.
48 H um
juiz para quem me rejeita e no aceita as minhas palavras; a prpria
palavra que proferi o condenar no ltimo dia.
49 Pois no falei por
mim mesmo, mas o Pai que me enviou me ordenou o que dizer e o que falar.
50 Sei que o seu mandamento  a vida eterna. Portanto, o que eu digo 
exatamente o que o Pai me mandou dizer".
Notas de rodap:
[a] 12.3 Grego: 1 litra . A litra era uma medida de capacidade de
cerca de um tero de litro.
[b] 12.5 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[c] 12.13 Expresso hebraica que significa "Salve!", e que se
tornou exclamao de louvor.
[d] 12.13 Sl 118.25,26
[e] 12.15 Grego: filha .
[f] 12.15 Zc 9.9
[g] 12.38 Is 53.1
[h] 12.40 Is 6.10
[i] 12.43 Grego: glria .
Referncias cruzadas:
[a] Joo 12:1 : Mt 26.6-13; Mc 14.3-9
[b] Joo 12:12 : Mt 21.1-11; Mc 11.1-11; Lc 19.28-40

JOO-CAPITULO-13
Jesus Lava os Ps dos Discpulos
1 Um pouco antes da festa da Pscoa, sabendo Jesus que havia chegado o
tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus
que estavam no mundo, amou-os at o fim. [a]
2 Estava sendo servido o jantar, e o Diabo j havia induzido Judas
Iscariotes, filho de Simo, a trair Jesus.
3 Jesus sabia que o Pai
havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus
e estava voltando para Deus;
4 assim, levantou-se da mesa, tirou sua
capa e colocou uma toalha em volta da cintura.
5 Depois disso, derramou
gua numa bacia e comeou a lavar os ps dos seus discpulos,
enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura.
6 Chegou-se a Simo Pedro, que lhe disse: "Senhor, vais lavar os meus
ps?"
7 Respondeu Jesus: "Voc no compreende agora o que estou lhe
fazendo; mais tarde, porm, entender".
8 Disse Pedro: "No; nunca lavars os meus ps!".
Jesus respondeu: "Se eu no os lavar, voc no ter parte comigo".
9 Respondeu Simo Pedro: "Ento, Senhor, no apenas os meus ps, mas
tambm as minhas mos e a minha cabea!"
10 Respondeu Jesus: "Quem j se banhou precisa apenas lavar os ps;
todo o seu corpo est limpo. Vocs esto limpos, mas nem todos".
11 Pois ele sabia quem iria tra-lo, e por isso disse que nem todos estavam
limpos.
12 Quando terminou de lavar-lhes os ps, Jesus tornou a vestir sua capa
e voltou ao seu lugar. Ento lhes perguntou: "Vocs entendem o que
lhes fiz?
13 Vocs me chamam ``Mestre'' e ``Senhor'', e com razo,
pois eu o sou.
14 Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocs,
lavei-lhes os ps, vocs tambm devem lavar os ps uns dos outros.
15 Eu lhes dei o exemplo, para que vocs faam como lhes fiz.
16 Digo-lhes
verdadeiramente que nenhum escravo  maior do que o seu senhor, como
tambm nenhum mensageiro [b]  maior do que aquele que o enviou.
17 Agora que vocs sabem estas coisas, felizes sero se as praticarem.
Jesus Prediz que Ser Trado A )'
18 "No estou me referindo a todos vocs; conheo os que escolhi. Mas
isto acontece para que se cumpra a Escritura: ``Aquele que partilhava
do meu po voltou-se contra mim [c] ''.
19 "Estou lhes dizendo antes que acontea, a fim de que, quando
acontecer, vocs creiam que Eu Sou [d] .
20 Eu lhes garanto:
Quem receber aquele que eu enviar, estar me recebendo; e quem me
recebe, recebe aquele que me enviou".
21 Depois de dizer isso, Jesus perturbou-se em esprito e declarou:
"Digo-lhes que certamente um de vocs me trair".
22 Seus discpulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se
referia.
23 Um deles, o discpulo a quem Jesus amava, estava reclinado
ao lado dele.
24 Simo Pedro fez sinais para esse discpulo, como a
dizer: "Pergunte-lhe a quem ele est se referindo".
25 Inclinando-se esse discpulo para Jesus, perguntou-lhe: "Senhor,
quem ?"
26 Respondeu Jesus: "Aquele a quem eu der este pedao de po molhado
no prato". Ento, molhando o pedao de po, deu-o a Judas Iscariotes,
filho de Simo.
27 To logo Judas comeu o po, Satans entrou nele.
"O que voc est para fazer, faa depressa", disse-lhe Jesus.
28 Mas ningum  mesa entendeu por que Jesus lhe disse isso.
29 Visto que
Judas era o encarregado do dinheiro, alguns pensaram que Jesus estava
lhe dizendo que comprasse o necessrio para a festa, ou que desse algo
aos pobres.
30 Assim que comeu o po, Judas saiu. E era noite.
Jesus Prediz que Pedro o Negar B )'
31 Depois que Judas saiu, Jesus disse: "Agora o Filho do homem 
glorificado, e Deus  glorificado nele.
32 Se Deus  glorificado nele,
[e] Deus tambm glorificar o Filho nele mesmo, e o glorificar
em breve.
33 "Meus filhinhos, vou estar com vocs apenas mais um pouco. Vocs
procuraro por mim e, como eu disse aos judeus, agora lhes digo: Para
onde eu vou, vocs no podem ir.
34 "Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os
amei, vocs devem amar-se uns aos outros.
35 Com isso todos sabero que
vocs so meus discpulos, se vocs se amarem uns aos outros".
36 Simo Pedro lhe perguntou: "Senhor, para onde vais?"
Jesus respondeu: "Para onde vou, vocs no podem seguir-me agora, mas
me seguiro mais tarde".
37 Pedro perguntou: "Senhor, por que no posso seguir-te agora? Darei
a minha vida por ti!"
38 Ento Jesus respondeu: "Voc dar a vida por mim? Asseguro-lhe
que, antes que o galo cante, voc me negar trs vezes!
Notas de rodap:
[a] 13.1 Ou mostrou-lhes ento que os amava perfeitamente.
[b] 13.16 Grego: apstolo .
[c] 13.18 Grego: levantou o calcanhar contra mim . Sl 41.9
[d] 13.19 Uma referncia ao nome de Deus.
[e] 13.32 Vrios manuscritos no trazem Se Deus  glorificado nele.
Referncias cruzadas:
[a] Joo 13:18 : Mt 26.17-30; Mc 14.12-26; Lc 22.7-23
[b] Joo 13:31 : Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Lc 22.31-34

JOO-CAPITULO-14
Jesus Fortalece os seus Discpulos
1 "No se perturbe o corao de vocs. Creiam em Deus; [a]
creiam tambm em mim.
2 Na casa de meu Pai h muitos aposentos; se no
fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. [b]
3 E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para
que vocs estejam onde eu estiver.
4 Vocs conhecem o caminho para onde
vou".
Jesus, o Caminho para o Pai
5 Disse-lhe Tom: "Senhor, no sabemos para onde vais; como ento
podemos saber o caminho?"
6 Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ningum vem
ao Pai, a no ser por mim.
7 Se vocs realmente me conhecessem,
conheceriamtambm o meu Pai. J agora vocs o conhecem e o tm visto".
8 Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta".
9 Jesus respondeu: "Voc no me conhece, Filipe, mesmo depois de eu
ter estado com vocs durante tanto tempo? Quem me v, v o Pai. Como
voc pode dizer: ``Mostra-nos o Pai''?
10 Voc no cr que eu estou
no Pai e que o Pai est em mim? As palavras que eu lhes digo no so
apenas minhas. Ao contrrio, o Pai, que vive em mim, est realizando a
sua obra.
11 Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai
est em mim; ou pelo menos creiam por causa das mesmas obras.
12 Digo-lhes a verdade: Aquele que cr em mim far tambm as obras que
tenho realizado. Far coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou
indo para o Pai.
13 E eu farei o que vocs pedirem em meu nome, para
que o Pai seja glorificado no Filho.
14 O que vocs pedirem em meu
nome, eu farei.
Jesus Promete o Esprito Santo
15 "Se vocs me amam, obedecero aos meus mandamentos.
16 E eu
pedirei ao Pai, e ele lhes dar outro Conselheiro para estar com vocs
para sempre,
17 o Esprito da verdade. O mundo no pode receb-lo,
porque no o v nem o conhece. Mas vocs o conhecem, pois ele vive com
vocs e estarem vocs.
18 No os deixarei rfos; voltarei para vocs.
19 Dentro de pouco tempo o mundo no me ver mais; vocs, porm, me
vero. Porque eu vivo, vocs tambm vivero.
20 Naquele dia
compreendero que estou em meu Pai, vocs em mim, e eu em vocs.
21 Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse  o que me ama. Aquele
que me ama ser amado por meu Pai, e eu tambm o amarei e me revelarei a
ele".
22 Disse ento Judas (no o Iscariotes): "Senhor, mas por que te
revelars a ns e no ao mundo?"
23 Respondeu Jesus: "Se algum me ama, obedecer  minha palavra. Meu
Pai o amar, ns viremos a ele e faremos morada nele.
24 Aquele que no
me ama no obedece s minhas palavras. Estas palavras que vocs esto
ouvindo no so minhas; so de meu Pai que me enviou.
25 "Tudo isso lhes tenho dito enquanto ainda estou com vocs.
26 Mas
o Conselheiro, o Esprito Santo, que o Pai enviar em meu nome, lhes
ensinar todas as coisas e lhes far lembrar tudo o que eu lhes disse.
27 Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. No a dou como o mundo a d.
No se perturbe o seu corao, nem tenham medo.
28 "Vocs me ouviram dizer: Vou, mas volto para vocs. Se vocs me
amassem, ficariam contentes porque vou para o Pai, pois o Pai  maior do
que eu.
29 Isso eu lhes digo agora, antes que acontea, para que,
quando acontecer, vocs creiam.
30 J no lhes falarei muito, pois o
prncipe deste mundo est vindo. Ele no tem nenhum direito sobre mim.
31 Todavia  preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e que fao o
que meu Pai me ordenou. Levantem-se, vamo-nos daqui!
Notas de rodap:
[a] 14.1 Ou Vocs crem em Deus;
[b] 14.2 Ou no teria eu lhes dito que vou preparar-lhes lugar?

JOO-CAPITULO-15
A Videira e os Ramos
1 "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai  o agricultor.
2 Todo
ramo que, estando em mim, no d fruto, ele corta; e todo que d fruto
ele poda [a] , para que d mais fruto ainda.
3 Vocs j esto
limpos, pela palavra que lhes tenho falado.
4 Permaneam em mim, e eu
permanecerei em vocs. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se no
permanecer na videira. Vocs tambm no podem dar fruto, se no
permanecerem em mim.
5 "Eu sou a videira; vocs so os ramos. Se algum permanecer em mim
e eu nele, esse dar muito fruto; pois sem mim vocs no podem fazer
coisa alguma.
6 Se algum no permanecer em mim, ser como o ramo que 
jogado fora e seca. Tais ramos so apanhados, lanados ao fogo e
queimados.
7 Se vocs permanecerem em mim, e as minhas palavras
permanecerem em vocs, pediro o que quiserem, e lhes ser concedido.
8 Meu Pai  glorificado pelo fato de vocs darem muito fruto; e assim
sero meus discpulos.
9 "Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneam no meu amor.
10 Se vocs obedecerem aos meus mandamentos, permanecero no meu amor,
assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor
permaneo.
11 Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria
esteja em vocs e a alegria de vocs seja completa.
12 O meu mandamento
 este: Amem-se uns aos outros como eu os amei.
13 Ningum tem maior
amor do que aquele que d a sua vida pelos seus amigos.
14 Vocs sero
meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.
15 J no os chamo
servos, porque o servo no sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu
os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes
tornei conhecido.
16 Vocs no me escolheram, mas eu os escolhi para
irem e darem fruto, fruto que permanea, a fim de que o Pai lhes conceda
o que pedirem em meu nome.
17 Este  o meu mandamento: Amem-se uns aos
outros.
O Mundo Odeia os Discpulos
18 "Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou.
19 Se
vocs pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia,
vocs no so do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso
o mundo os odeia.
20 Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: Nenhum
escravo  maior do que o seu senhor. [b] Se me perseguiram,
tambm perseguiro vocs. Se obedeceram  minha palavra, tambm
obedecero  de vocs.
21 Trataro assim vocs por causa do meu nome,
pois no conhecem aquele que me enviou.
22 Se eu no tivesse vindo e
lhes falado, no seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles no tm
desculpa para o seu pecado.
23 Aquele que me odeia, tambm odeia o meu
Pai.
24 Se eu no tivesse realizado no meio deles obras que ningum
mais fez, eles no seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e
odiaram a mim e a meu Pai.
25 Mas isto aconteceu para se cumprir o que
est escrito na Lei deles: ``Odiaram-me sem razo'' [c] .
26 "Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocs da parte do
Pai, o Esprito da verdade que provm do Pai, ele testemunhar a meu
respeito.
27 E vocs tambm testemunharo, pois esto comigo desde o
princpio.
Notas de rodap:
[a] 15.2 O termo grego traduzido como poda tambm significa limpa.
[b] 15.20 Jo 13.16
[c] 15.25 Sl 35.19; 69.4

JOO-CAPITULO-16
1 "Eu lhes tenho dito tudo isso para que vocs no venham a
tropear.
2 Vocs sero expulsos das sinagogas; de fato, vir o tempo
quando quem os matar pensar que est prestando culto a Deus.
3 Faro
essas coisas porque no conheceram nem o Pai, nem a mim.
4 Estou lhes
dizendo isto para que, quando chegar a hora, lembrem-se de que eu os
avisei. No lhes disse isso no princpio, porque eu estava com vocs.
A Obra do Esprito Santo
5 "Agora que vou para aquele que me enviou, nenhum de vocs me
pergunta: ``Para onde vais?''
6 Porque falei estas coisas, o corao
de vocs encheu-se de tristeza.
7 Mas eu lhes afirmo que  para o bem
de vocs que eu vou. Se eu no for, o Conselheiro no vir para vocs;
mas se eu for, eu o enviarei.
8 Quando ele vier, convencer o mundo do
pecado, da justia e do juzo. [a]
9 Do pecado, porque os homens
no crem em mim;
10 da justia, porque vou para o Pai, e vocs no me
vero mais;
11 e do juzo, porque o prncipe deste mundo j est
condenado.
12 "Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocs no o podem suportar
agora.
13 Mas quando o Esprito da verdade vier, ele os guiar a toda a
verdade. No falar de si mesmo; falar apenas o que ouvir, e lhes
anunciar o que est por vir.
14 Ele me glorificar, porque receber do
que  meu e o tornar conhecido a vocs.
15 Tudo o que pertence ao Pai
 meu. Por isso eu disse que o Esprito receber do que  meu e o
tornar conhecido a vocs.
16 "Mais um pouco e j no me vero; um pouco mais, e me vero de
novo".
A Tristeza dos Discpulos Ser Transformada em Alegria
17 Alguns dos seus discpulos disseram uns aos outros: "O que ele
quer dizer com isso: ``Mais um pouco e no me vero''; e ``um pouco
mais e me vero de novo'', e ``porque vou para o Pai''?"
18 E
perguntavam: "Que quer dizer ``um pouco mais''? No entendemos o que
ele est dizendo".
19 Jesus percebeu que desejavam interrog-lo a respeito disso, pelo que
lhes disse: "Vocs esto perguntando uns aos outros o que eu quis
dizer quando falei: Mais um pouco e no me vero; um pouco mais e me
vero de novo?
20 Digo-lhes que certamente vocs choraro e se
lamentaro, mas o mundo se alegrar. Vocs se entristecero, mas a
tristeza de vocs se transformar em alegria.
21 A mulher que est
dando  luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o beb
nasce, ela esquece a angstia, por causa da alegria de ter vindo ao
mundo.
22 Assim acontece com vocs: agora  hora de tristeza para
vocs, mas eu os verei outra vez, e vocs se alegraro, e ningum lhes
tirar essa alegria.
23 Naquele dia vocs no me perguntaro mais nada.
Eu lhes asseguro que meu Pai lhes dar tudo o que pedirem em meu nome.
24 At agora vocs no pediram nada em meu nome. Peam e recebero,
para que a alegria de vocs seja completa.
25 "Embora eu tenha falado por meio de figuras, vem a hora em que no
usarei mais esse tipo de linguagem, mas lhes falarei abertamente a
respeito de meu Pai.
26 Nesse dia, vocs pediro em meu nome. No digo
que pedirei ao Pai em favor de vocs,
27 pois o prprio Pai os ama,
porquanto vocs me amaram e creram que eu vim de Deus.
28 Eu vim do Pai
e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai".
29 Ento os discpulos de Jesus disseram: "Agora ests falando
claramente, e no por figuras.
30 Agora podemos perceber que sabes
todas as coisas e nem precisas que te faam perguntas. Por isso cremos
que vieste de Deus".
31 Respondeu Jesus: "Agora vocs crem?
32 Aproxima-se a hora, e j
chegou, quando vocs sero espalhados cada um para a sua casa. Vocs me
deixaro sozinho. Mas eu no estou sozinho, pois meu Pai est comigo.
33 "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocs tenham paz.
Neste mundo vocs tero aflies; contudo, tenham nimo! Eu venci o
mundo".
Notas de rodap:
[a] 16.8 Ou expor ao mundo o pecado, a justia e o juzo.

JOO-CAPITULO-17
Jesus Ora por si mesmo
1 Depois de dizer isso, Jesus olhou para o cu e orou:
"Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te
glorifique.
2 Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade
[a] , para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.
3 Esta 
a vida eterna: que te conheam, o nico Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo, a quem enviaste.
4 Eu te glorifiquei na terra, completando a
obra que me deste para fazer.
5 E agora, Pai, glorifica-me junto a ti,
com a glria que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.
Jesus Ora por seus Discpulos
6 "Eu revelei teu nome queles que do mundo me deste. Eles eram teus;
tu os deste a mim, e eles tm obedecido  tua palavra.
7 Agora eles
sabem que tudo o que me deste vem de ti.
8 Pois eu lhes transmiti as
palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato
que vim de ti e creram que me enviaste.
9 Eu rogo por eles. No estou
rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois so teus.
10 Tudo o que tenho  teu, e tudo o que tens  meu. E eu tenho sido
glorificado por meio deles.
11 No ficarei mais no mundo, mas eles
ainda esto no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu
nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um.
12 Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me
deste. Nenhum deles se perdeu, a no ser aquele que estava destinado 
perdio [b] , para que se cumprisse a Escritura.
13 "Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no
mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria.
14 Dei-lhes a
tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles no so do mundo, como eu
tambm no sou.
15 No rogo que os tires do mundo, mas que os protejas
do Maligno.
16 Eles no so do mundo, como eu tambm no sou.
17 Santifica-os na verdade; a tua palavra  a verdade.
18 Assim como me
enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.
19 Em favor deles eu me
santifico, para que tambm eles sejam santificados pela verdade.
Jesus Ora por Todos os Crentes
20 "Minha orao no  apenas por eles. Rogo tambm por aqueles que
crero em mim, por meio da mensagem deles,
21 para que todos sejam um,
Pai, como tu ests em mim e eu em ti. Que eles tambm estejam em ns,
para que o mundo creia que tu me enviaste.
22 Dei-lhes a glria que me
deste, para que eles sejam um, assim como ns somos um:
23 eu neles e
tu em mim. Que eles sejam levados  plena unidade, para que o mundo
saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
24 "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e
vejam a minha glria, a glria que me deste porque me amaste antes da
criao do mundo.
25 "Pai justo, embora o mundo no te conhea, eu te conheo, e estes
sabem que me enviaste.
26 Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei
a faz-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles
esteja".
Notas de rodap:
[a] 17.2 Grego: carne .
[b] 17.12 Grego: a no ser o filho da perdio.

JOO-CAPITULO-18
Jesus  Preso A )'
1 Tendo terminado de orar, Jesus saiu com os seus discpulos e
atravessou o vale do Cedrom. Do outro lado havia um olival, onde entrou
com eles.
2 Ora, Judas, o traidor, conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas
vezes se reunira ali com os seus discpulos.
3 Ento Judas foi para o
olival, levando consigo um destacamento de soldados e alguns guardas
enviados pelos chefes dos sacerdotes e fariseus, levando tochas,
lanternas e armas.
4 Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, saiu e lhes perguntou:
"A quem vocs esto procurando?"
5 "A Jesus de Nazar", responderam eles.
"Sou eu", disse Jesus.
(E Judas, o traidor, estava com eles.)
6 Quando Jesus disse: "Sou
eu", eles recuaram e caram por terra.
7 Novamente lhes perguntou: "A quem procuram?"
E eles disseram: "A Jesus de Nazar".
8 Respondeu Jesus: "J lhes disse que sou eu. Se vocs esto me
procurando, deixem ir embora estes homens".
9 Isso aconteceu para que
se cumprissem as palavras que ele dissera: "No perdi nenhum dos que
me deste" [a] .
10 Simo Pedro, que trazia uma espada, tirou-a e feriu o servo do sumo
sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O nome daquele servo era
Malco.)
11 Jesus, porm, ordenou a Pedro: "Guarde a espada! Acaso no haverei
de beber o clice que o Pai me deu?"
Jesus  Levado a Ans
12 Assim, o destacamento de soldados com o seu comandante e os guardas
dos judeus prenderam Jesus. Amarraram-no
13 e o levaram primeiramente a
Ans, que era sogro de Caifs, o sumo sacerdote naquele ano.
14 Caifs
era quem tinha dito aos judeus que seria bom que um homem morresse pelo
povo.
Pedro Nega Jesus B )'
15 Simo Pedro e outro discpulo estavam seguindo Jesus. Por ser
conhecido do sumo sacerdote, este discpulo entrou com Jesus no ptio da
casa do sumo sacerdote,
16 mas Pedro teve que ficar esperando do lado
de fora da porta. O outro discpulo, que era conhecido do sumo
sacerdote, voltou, falou com a moa encarregada da porta e fez Pedro
entrar.
17 Ela ento perguntou a Pedro: "Voc no  um dos discpulos desse
homem?"
Ele respondeu: "No sou".
18 Fazia frio; os servos e os guardas estavam ao redor de uma fogueira
que haviam feito para se aquecerem. Pedro tambm estava em p com eles,
aquecendo-se.
O Sumo Sacerdote Interroga Jesus
19 Enquanto isso, o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus
discpulos e dos seus ensinamentos.
20 Respondeu-lhe Jesus: "Eu falei abertamente ao mundo; sempre
ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se renem. Nada
disse em segredo.
21 Por que me interrogas? Pergunta aos que me
ouviram. Certamente eles sabem o que eu disse".
22 Quando Jesus disse isso, um dos guardas que estava perto bateu-lhe
no rosto. "Isso  jeito de responder ao sumo sacerdote?", perguntou
ele.
23 Respondeu Jesus: "Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se
falei a verdade, por que me bateu?"
24 Ento, Ans enviou [b]
Jesus, de mos amarradas, a Caifs, o sumo sacerdote.
Pedro Nega Jesus Mais Duas Vezes C )'
25 Enquanto Simo Pedro estava se aquecendo, perguntaram-lhe: "Voc
no  um dos discpulos dele?"
Ele negou, dizendo: "No sou".
26 Um dos servos do sumo sacerdote, parente do homem cuja orelha Pedro
cortara, insistiu: "Eu no o vi com ele no olival?"
27 Mais uma vez
Pedro negou, e no mesmo instante um galo cantou.
Jesus diante de Pilatos
28 Em seguida, os judeus levaram Jesus da casa de Caifs para o
Pretrio [c] . J estava amanhecendo e, para evitar contaminao
cerimonial, os judeus no entraram no Pretrio; pois queriam participar
da Pscoa.
29 Ento Pilatos saiu para falar com eles e perguntou:
"Que acusao vocs tm contra este homem?"
30 Responderam eles: "Se ele no fosse criminoso, no o teramos
entregado a ti".
31 Pilatos disse: "Levem-no e julguem-no conforme a lei de vocs".
"Mas ns no temos o direito de executar ningum", protestaram os
judeus.
32 Isso aconteceu para que se cumprissem as palavras que Jesus
tinha dito, indicando a espcie de morte que ele estava para sofrer.
33 Pilatos ento voltou para o Pretrio, chamou Jesus e lhe perguntou:
"Voc  o rei dos judeus?"
34 Perguntou-lhe Jesus: "Essa pergunta  tua, ou outros te falaram a
meu respeito?"
35 Respondeu Pilatos: "Acaso sou judeu? Foram o seu povo e os chefes
dos sacerdotes que entregaram voc a mim. Que  que voc fez?"
36 Disse Jesus: "O meu Reino no  deste mundo. Se fosse, os meus
servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o
meu Reino no  daqui".
37 "Ento, voc  rei!", disse Pilatos.
Jesus respondeu: "Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razo nasci
e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que so
da verdade me ouvem".
38 "Que  a verdade?", perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu
novamente para onde estavam os judeus, e disse: "No acho nele motivo
algum de acusao.
39 Contudo, segundo o costume de vocs, devo
libertar um prisioneiro por ocasio da Pscoa. Querem que eu solte ``o
rei dos judeus''?"
40 Eles, em resposta, gritaram: "No, ele no! Queremos Barrabs!"
Ora, Barrabs era um bandido.
Notas de rodap:
[a] 18.9 Jo 6.39
[b] 18.24 Ou Ora, Ans havia enviado
[c] 18.28 Residncia oficial do governador romano; tambm no versculo
33.
Referncias cruzadas:
[a] Joo 18:1 : Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Lc 22.47-53
[b] Joo 18:15 : Mt 26.69,70; Mc 14.66-68; Lc 22.54-57
I [b] Joo 18:25 : Mt 26.71-75; Mc 14.69-72; Lc 22.58-62

JOO-CAPITULO-19
Jesus  Condenado  Crucificao
1 Ento Pilatos mandou aoitar Jesus.
2 Os soldados teceram uma coroa
de espinhos e a puseram na cabea dele. Vestiram-no com uma capa de
prpura,
3 e, chegando-se a ele, diziam: "Salve, rei dos judeus!" E
batiam-lhe no rosto.
4 Mais uma vez, Pilatos saiu e disse aos judeus: "Vejam, eu o estou
trazendo a vocs, para que saibam que no acho nele motivo algum de
acusao".
5 Quando Jesus veio para fora, usando a coroa de espinhos
e a capa de prpura, disse-lhes Pilatos: "Eis o homem!"
6 Ao v-lo, os chefes dos sacerdotes e os guardas gritaram:
"Crucifica-o! Crucifica-o!"
Mas Pilatos respondeu: "Levem-no vocs e crucifiquem-no. Quanto a mim,
no encontro base para acus-lo".
7 Os judeus insistiram: "Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele
deve morrer, porque se declarou Filho de Deus".
8 Ao ouvir isso, Pilatos ficou ainda mais amedrontado
9 e voltou para
dentro do palcio. Ento perguntou a Jesus: "De onde voc vem?", mas
Jesus no lhe deu resposta.
10 "Voc se nega a falar comigo?",
disse Pilatos. "No sabe que eu tenho autoridade para libert-lo e
para crucific-lo?"
11 Jesus respondeu: "No terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta
no te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti 
culpado de um pecado maior".
12 Da em diante Pilatos procurou libertar Jesus, mas os judeus
gritavam: "Se deixares esse homem livre, no s amigo de Csar. Quem
se diz rei ope-se a Csar".
13 Ao ouvir isso, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se na cadeira
de juiz, num lugar conhecido como Pavimento de Pedra (que em aramaico 
Gbata).
14 Era o Dia da Preparao na semana da Pscoa, por volta do
meio-dia
"Eis o rei de vocs", disse Pilatos aos judeus.
15 Mas eles gritaram: "Mata! Mata! Crucifica-o!"
"Devo crucificar o rei de vocs?", perguntou Pilatos.
"No temos rei, seno Csar", responderam os chefes dos sacerdotes.
16 Finalmente Pilatos o entregou a eles para ser crucificado.
A Crucificao A )'
Ento os soldados encarregaram-se de Jesus.
17 Levando a sua prpria
cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico  chamado
Glgota).
18 Ali o crucificaram, e com ele dois outros, um de cada lado
de Jesus.
19 Pilatos mandou preparar uma placa e preg-la na cruz, com a seguinte
inscrio: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.
20 Muitos dos judeus leram
a placa, pois o lugar em que Jesus foi crucificado ficava prximo da
cidade, e a placa estava escrita em aramaico, latim e grego.
21 Os
chefes dos sacerdotes dos judeus protestaram junto a Pilatos: "No
escrevas ``O Rei dos Judeus'', mas sim que esse homem se dizia rei dos
judeus".
22 Pilatos respondeu: "O que escrevi, escrevi".
23 Tendo crucificado Jesus, os soldados tomaram as roupas dele e as
dividiram em quatro partes, uma para cada um deles, restando a tnica.
Esta, porm, era sem costura, tecida numa nica pea, de alto a baixo.
24 "No a rasguemos", disseram uns aos outros. "Vamos decidir por
sorteio quem ficar com ela."
Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz:
"Dividiram as minhas roupas entre si,
e tiraram sortes
pelas minhas vestes" [a] .
Foi o que os soldados fizeram.
25 Perto da cruz de Jesus estavam sua me, a irm dela, Maria, mulher
de Clopas, e Maria Madalena.
26 Quando Jesus viu sua me ali, e, perto
dela, o discpulo a quem ele amava, disse  sua me: "A est o seu
filho",
27 e ao discpulo: "A est a sua me". Daquela hora em
diante, o discpulo a recebeu em sua famlia.
A Morte de Jesus B )'
28 Mais tarde, sabendo ento que tudo estava concludo, para que a
Escritura se cumprisse, Jesus disse: "Tenho sede".
29 Estava ali
uma vasilha cheia de vinagre. Ento embeberam uma esponja nela,
colocaram a esponja na ponta de um canio de hissopo e a ergueram at os
lbios de Jesus.
30 Tendo-o provado, Jesus disse: "Est consumado!"
Com isso, curvou a cabea e entregou o esprito.
31 Era o Dia da Preparao e o dia seguinte seria um sbado
especialmente sagrado. Como no queriam que os corpos permanecessem na
cruz durante o sbado, os judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar
as pernas dos crucificados e retirar os corpos.
32 Vieram, ento, os
soldados e quebraram as pernas do primeiro homem que fora crucificado
com Jesus e em seguida as do outro.
33 Mas quando chegaram a Jesus,
constatando que j estava morto, no lhe quebraram as pernas.
34 Em vez
disso, um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lana, e logo
saiu sangue e gua.
35 Aquele que o viu, disso deu testemunho, e o seu
testemunho  verdadeiro. Ele sabe que est dizendo a verdade, e dela
testemunha para que vocs tambm creiam.
36 Estas coisas aconteceram
para que se cumprisse a Escritura: "Nenhum dos seus ossos ser
quebrado" [b] ,
37 e, como diz a Escritura noutro lugar:
"Olharo para aquele que traspassaram" [c] .
O Sepultamento de Jesus C )'
38 Depois disso Jos de Arimatia pediu a Pilatos o corpo de Jesus.
Jos era discpulo de Jesus, mas o era secretamente, porque tinha medo
dos judeus. Com a permisso de Pilatos, veio e levou embora o corpo.
39 Ele estava acompanhado de Nicodemos, aquele que antes tinha visitado
Jesus  noite. Nicodemos levou cerca de trinta e quatro quilos [d]
de uma mistura de mirra e alos.
40 Tomando o corpo de Jesus, os dois
o envolveram em faixas de linho, com as especiarias, de acordo com os
costumes judaicos de sepultamento.
41 No lugar onde Jesus foi
crucificado havia um jardim; e no jardim, um sepulcro novo, onde ningum
jamais fora colocado.
42 Por ser o Dia da Preparao dos judeus, e
visto que o sepulcro ficava perto, colocaram Jesus ali.
Notas de rodap:
[a] 19.24 Sl 22.18
[b] 19.36 x 12.46; Nm 9.12; Sl 34.20
[c] 19.37 Zc 12.10
[d] 19.39 Grego: 100 litras. A litra era uma medida de capacidade de
cerca de um tero de litro.
Referncias cruzadas:
[a] Joo 19:16 : Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Lc 23.26-43
[b] Joo 19:28 : Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Lc 23.44-49
[c] Joo 19:38 : Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Lc 23.50-56

JOO-CAPITULO-20
A Ressurreio A )'
1 No primeiro dia da semana, bem cedo, estando ainda escuro, Maria
Madalena chegou ao sepulcro e viu que a pedra da entrada tinha sido
removida.
2 Ento correu ao encontro de Simo Pedro e do outro
discpulo, aquele a quem Jesus amava, e disse: "Tiraram o Senhor do
sepulcro, e no sabemos onde o colocaram!"
3 Pedro e o outro discpulo saram e foram para o sepulcro.
4 Os dois
corriam, mas o outro discpulo foi mais rpido que Pedro e chegou
primeiro ao sepulcro.
5 Ele se curvou e olhou para dentro, viu as
faixas de linho ali, mas no entrou.
6 A seguir, Simo Pedro, que vinha
atrs dele, chegou, entrou no sepulcro e viu as faixas de linho,
7 bem
como o leno que estivera sobre a cabea de Jesus. Ele estava dobrado 
parte, separado das faixas de linho.
8 Depois o outro discpulo, que
chegara primeiro ao sepulcro, tambm entrou. Ele viu e creu.
9 (Eles
ainda no haviam compreendido que, conforme a Escritura, era necessrio
que Jesus ressuscitasse dos mortos.)
Jesus Aparece a Maria Madalena
10 Os discpulos voltaram para casa.
11 Maria, porm, ficou  entrada
do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do
sepulcro
12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera
o corpo de Jesus, um  cabeceira e o outro aos ps.
13 Eles lhe perguntaram: "Mulher, por que voc est chorando?"
"Levaram embora o meu Senhor", respondeu ela, "e no sei onde o
puseram".
14 Nisso ela se voltou e viu Jesus ali, em p, mas no o
reconheceu.
15 Disse ele: "Mulher, por que est chorando? Quem voc est
procurando?"
Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: "Se o senhor o levou
embora, diga-me onde o colocou, e eu o levarei".
16 Jesus lhe disse: "Maria!"
Ento, voltando-se para ele, Maria exclamou em aramaico: "Rabni!"
(que significa "Mestre!").
17 Jesus disse: "No me segure, pois ainda no voltei para o Pai. V,
porm, a meus irmos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de
vocs, para meu Deus e Deus de vocs".
18 Maria Madalena foi e anunciou aos discpulos: "Eu vi o Senhor!"
E contou o que ele lhe dissera.
Jesus Aparece aos Discpulos B )'
19 Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os
discpulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus
entrou, ps-se no meio deles e disse: "Paz seja com vocs!"
20 Tendo dito isso, mostrou-lhes as mos e o lado. Os discpulos
alegraram-se quando viram o Senhor.
21 Novamente Jesus disse: "Paz seja com vocs! Assim como o Pai me
enviou, eu os envio".
22 E com isso, soprou sobre eles e disse:
"Recebam o Esprito Santo.
23 Se perdoarem os pecados de algum,
estaro perdoados; se no os perdoarem, no estaro perdoados".
Jesus Aparece a Tom
24 Tom, chamado Ddimo, um dos Doze, no estava com os discpulos
quando Jesus apareceu.
25 Os outros discpulos lhe disseram: "Vimos o
Senhor!" Mas ele lhes disse: "Se eu no vir as marcas dos pregos nas
suas mos, no colocar o meu dedo onde estavam os pregos e no puser a
minha mo no seu lado, no crerei".
26 Uma semana mais tarde, os seus discpulos estavam outra vez ali, e
Tom com eles. Apesar de estarem trancadas as portas, Jesus entrou,
ps-se no meio deles e disse: "Paz seja com vocs!"
27 E Jesus
disse a Tom: "Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mos. Estenda a
mo e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia".
28 Disse-lhe Tom: "Senhor meu e Deus meu!"
29 Ento Jesus lhe disse: "Porque me viu, voc creu? Felizes os que
no viram e creram".
30 Jesus realizou na presena dos seus discpulos muitos outros sinais
miraculosos, que no esto registrados neste livro.
31 Mas estes foram
escritos para que vocs creiam [a] que Jesus  o Cristo, o Filho
de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome.
Notas de rodap:
[a] 20.31 Alguns manuscritos dizem continuem a crer.
Referncias cruzadas:
[a] Joo 20:1 : Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12
[b] Joo 20:19 : Lc 24.36-49

JOO-CAPITULO-21
Jesus e a Pesca Maravilhosa
1 Depois disso Jesus apareceu novamente aos seus discpulos,  margem
do mar de Tiberades [a] . Foi assim:
2 Estavam juntos Simo
Pedro; Tom, chamado Ddimo; Natanael, de Can da Galilia; os filhos de
Zebedeu; e dois outros discpulos.
3 "Vou pescar", disse-lhes Simo
Pedro. E eles disseram: "Ns vamos com voc". Eles foram e entraram
no barco, mas naquela noite no pegaram nada.
4 Ao amanhecer, Jesus estava na praia, mas os discpulos no o
reconheceram.
5 Ele lhes perguntou: "Filhos, vocs tm algo para comer?"
Eles responderam que no.
6 Ele disse: "Lancem a rede do lado direito do barco e vocs
encontraro". Eles a lanaram, e no conseguiam recolher a rede, tal
era a quantidade de peixes.
7 O discpulo a quem Jesus amava disse a Pedro: " o Senhor!" Simo
Pedro, ouvindo-o dizer isso, vestiu a capa, pois a havia tirado, e
lanou-se ao mar.
8 Os outros discpulos vieram no barco, arrastando a
rede cheia de peixes, pois estavam apenas a cerca de noventa metros
[b] da praia.
9 Quando desembarcaram, viram ali uma fogueira,
peixe sobre brasas, e um pouco de po.
10 Disse-lhes Jesus: "Tragam alguns dos peixes que acabaram de
pescar".
11 Simo Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a praia. Ela
estava cheia: tinha cento e cinqenta e trs grandes peixes. Embora
houvesse tantos peixes, a rede no se rompeu.
12 Jesus lhes disse:
"Venham comer". [c] Nenhum dos discpulos tinha coragem de
lhe perguntar: "Quem s tu?" Sabiam que era o Senhor.
13 Jesus
aproximou-se, tomou o po e o deu a eles, fazendo o mesmo com o peixe.
14 Esta foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discpulos,
depois que ressuscitou dos mortos.
Jesus Restaura Pedro
15 Depois de comerem, Jesus perguntou a Simo Pedro: "Simo, filho de
Joo, voc me ama mais do que estes?"
Disse ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo".
Disse Jesus: "Cuide dos meus cordeiros".
16 Novamente Jesus disse: "Simo, filho de Joo, voc me ama?"
Ele respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo".
Disse Jesus: "Pastoreie as minhas ovelhas".
17 Pela terceira vez, ele lhe disse: "Simo, filho de Joo, voc me
ama?"
Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez
"Voc me ama?" e lhe disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas e
sabes que te amo".
Disse-lhe Jesus: "Cuide das minhas ovelhas.
18 Digo-lhe a verdade:
Quando voc era mais jovem, vestia-se e ia para onde queria; mas quando
for velho, estender as mos e outra pessoa o vestir e o levar para
onde voc no deseja ir".
19 Jesus disse isso para indicar o tipo de
morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus. E ento lhe disse:
"Siga-me!"
20 Pedro voltou-se e viu que o discpulo a quem Jesus amava os seguia.
(Este era o que estivera ao lado de Jesus durante a ceia e perguntara:
"Senhor, quem te ir trair?")
21 Quando Pedro o viu, perguntou:
"Senhor, e quanto a ele?"
22 Respondeu Jesus: "Se eu quiser que ele permanea vivo at que eu
volte, o que lhe importa? Quanto a voc, siga-me!".
23 Foi por isso
que se espalhou entre os irmos o rumor de que aquele discpulo no iria
morrer. Mas Jesus no disse que ele no iria morrer; apenas disse: "Se
eu quiser que ele permanea vivo at que eu volte, o que lhe importa?"
24 Este  o discpulo que d testemunho dessas coisas e que as
registrou. Sabemos que o seu testemunho  verdadeiro.
25 Jesus fez tambm muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse
escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espao suficiente
para os livros que seriam escritos.
Notas de rodap:
[a] 21.1 Isto , o mar da Galilia.
[b] 21.8 Grego: 200 cvados . O cvado era uma medida linear de cerca
de 45 centmetros.
[c] 21.12 Grego: "Tomem o desjejum".
______________________________________________________________________________

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-1
A Ascenso de Jesus
1 Em meu livro anterior, Tefilo, escrevi a respeito de tudo o que
Jesus comeou a fazer e a ensinar,
2 at o dia em que foi elevado aos
cus, depois de ter dado instrues por meio do Esprito Santo aos
apstolos que havia escolhido.
3 Depois do seu sofrimento, Jesus
apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutveis de que
estava vivo. Apareceu-lhes por um perodo de quarenta dias falando-lhes
acerca do Reino de Deus.
4 Certa ocasio, enquanto comia com eles,
deu-lhes esta ordem: "No saiam de Jerusalm, mas esperem pela
promessa de meu Pai, da qual lhes falei.
5 Pois Joo batizou com
[a] gua, mas dentro de poucos dias vocs sero batizados com o Esprito
Santo".
6 Ento os que estavam reunidos lhe perguntaram: "Senhor,  neste
tempo que vais restaurar o reino a Israel?"
7 Ele lhes respondeu: "No lhes compete saber os tempos ou as datas
que o Pai estabeleceu pela sua prpria autoridade.
8 Mas recebero
poder quando o Esprito Santo descer sobre vocs, e sero minhas
testemunhas em Jerusalm, em toda a Judia e Samaria, e at os confins
da terra".
9 Tendo dito isso, foi elevado s alturas enquanto eles olhavam, e uma
nuvem o encobriu da vista deles.
10 E eles ficaram com os olhos fixos
no cu enquanto ele subia. De repente surgiram diante deles dois homens
vestidos de branco,
11 que lhes disseram: "Galileus, por que vocs
esto olhando para o cu? Este mesmo Jesus, que dentre vocs foi elevado
aos cus, voltar da mesma forma como o viram subir".
A Escolha de Matias
12 Ento eles voltaram para Jerusalm, vindo do monte chamado das
Oliveiras, que fica perto da cidade, cerca de um quilmetro [b] .
13 Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados.
Achavam-se presentes Pedro, Joo, Tiago e Andr; Filipe, Tom,
Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simo, o zelote, e Judas,
filho de Tiago.
14 Todos eles se reuniam sempre em orao, com as
mulheres, inclusive Maria, a me de Jesus, e com os irmos dele.
15 Naqueles dias Pedro levantou-se entre os irmos, um grupo de cerca
de cento e vinte pessoas,
16 e disse: "Irmos, era necessrio que se
cumprisse a Escritura que o Esprito Santo predisse por boca de Davi, a
respeito de Judas, que serviu de guia aos que prenderam Jesus.
17 Ele
foi contado como um dos nossos e teve participao neste ministrio".
18 (Com a recompensa que recebeu pelo seu pecado, Judas comprou um
campo. Ali caiu de cabea, seu corpo partiu-se ao meio, e as suas
vsceras se derramaram.
19 Todos em Jerusalm ficaram sabendo disso, de
modo que, na lngua deles, esse campo passou a chamar-se Aceldama, isto
, campo de Sangue.)
20 "Porque", prosseguiu Pedro, "est escrito no Livro de Salmos:
"``Fique deserto o seu lugar,
e no haja ningum
que nele habite'' [c] ;
e ainda:
"``Que outro ocupe o seu lugar [d] '' [e] .
21 Portanto,  necessrio que escolhamos um dos homens que estiveram
conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre ns,
22 desde o batismo de Joo at o dia em que Jesus foi elevado dentre ns s
alturas.  preciso que um deles seja conosco testemunha de sua
ressurreio."
23 Ento indicaram dois nomes: Jos, chamado Barsabs, tambm conhecido
como Justo, e Matias.
24 Depois oraram: "Senhor, tu conheces o
corao de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido
25 para
assumir este ministrio apostlico que Judas abandonou, indo para o
lugar que lhe era devido".
26 Ento tiraram sortes, e a sorte caiu
sobre Matias; assim, ele foi acrescentado aos onze apstolos.
Notas de rodap:
[a] 1.5 Ou em
[b] 1.12 Grego:  distncia da caminhada de um sbado.
[c] 1.20 Sl 69.25
[d] 1.20 Grego: episcopado . Palavra que descreve a funo pastoral.
[e] 1.20 Sl 109.8

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-2
A Vinda do Esprito Santo no Dia de Pentecoste
1 Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num s lugar.
2 De repente veio do cu um som, como de um vento muito forte, e encheu
toda a casa na qual estavam assentados.
3 E viram o que parecia lnguas
de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles.
4 Todos
ficaram cheios do Esprito Santo e comearam a falar noutras lnguas,
conforme o Esprito os capacitava.
5 Havia em Jerusalm judeus, tementes a Deus, vindos de todas as naes
do mundo.
6 Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multido que ficou
perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua prpria lngua.
7 Atnitos
e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso no so galileus todos estes
homens que esto falando?
8 Ento, como os ouvimos, cada um de ns, em
nossa prpria lngua materna?
9 Partos, medos e elamitas; habitantes da
Mesopotmia, Judia e Capadcia, do Ponto e da provncia da sia,
10 Frgia e Panflia, Egito e das partes da Lbia prximas a Cirene;
visitantes vindos de Roma,
11 tanto judeus como convertidos ao
judasmo; cretenses e rabes. Ns os ouvimos declarar as maravilhas de
Deus em nossa prpria lngua!"
12 Atnitos e perplexos, todos
perguntavam uns aos outros: "Que significa isto?"
13 Alguns, todavia, zombavam deles e diziam: "Eles beberam vinho
demais".
A Pregao de Pedro
14 Ento Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se 
multido: "Homens da Judia e todos os que vivem em Jerusalm,
deixem-me explicar-lhes isto! Ouam com ateno:
15 estes homens no
esto bbados, como vocs supem. Ainda so nove horas da manh!
16 Ao
contrrio, isto  o que foi predito pelo profeta Joel:
17 "``Nos ltimos dias, diz Deus,
derramarei do meu Esprito sobre todos os povos.
Os seus filhos e as suas filhas profetizaro,
os jovens tero vises,
os velhos tero sonhos.
18 Sobre os meus servos
e as minhas servas
derramarei do meu Esprito naqueles dias,
e eles profetizaro.
19 Mostrarei maravilhas
em cima, no cu,
e sinais em baixo, na terra:
sangue, fogo
e nuvens de fumaa.
20 O sol se tornar em trevas
e a lua em sangue,
antes que venha o grande
e glorioso dia do Senhor.
21 E todo aquele que invocar
o nome do Senhor
ser salvo!''
22 "Israelitas, ouam estas palavras: Jesus de Nazar foi aprovado
por Deus diante de vocs por meio de milagres, maravilhas e sinais que
Deus fez entre vocs por intermdio dele, como vocs mesmos sabem.
23 Este homem lhes foi entregue por propsito determinado e
pr-conhecimento de Deus; e vocs, com a ajuda de homens perversos
[a] , o mataram, pregando-o na cruz.
24 Mas Deus o ressuscitou dos
mortos, rompendo os laos da morte, porque era impossvel que a morte o
retivesse.
25 A respeito dele, disse Davi:
"``Eu sempre via o Senhor diante de mim.
Porque ele est
 minha direita,
no serei abalado.
26 Por isso o meu corao
est alegre
e a minha lngua exulta;
o meu corpo tambm repousar
em esperana,
27 porque tu no me abandonars no sepulcro [b] ,
nem permitirs que
o teu Santo
sofra decomposio.
28 Tu me fizeste conhecer
os caminhos da vida
e me enchers de alegria
na tua presena'' [c] .
29 "Irmos, posso dizer-lhes com franqueza que o patriarca Davi
morreu e foi sepultado, e o seu tmulo est entre ns at o dia de hoje.
30 Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que
colocaria um dos seus descendentes em seu trono.
31 Prevendo isso,
falou da ressurreio do Cristo [d] , que no foi abandonado no
sepulcro e cujo corpo no sofreu decomposio.
32 Deus ressuscitou este
Jesus, e todos ns somos testemunhas desse fato.
33 Exaltado  direita
de Deus, ele recebeu do Pai o Esprito Santo prometido e derramou o que
vocs agora vem e ouvem.
34 Pois Davi no subiu aos cus, mas ele
mesmo declarou:
"``O Senhor disse
ao meu Senhor:
Senta-te  minha direita
35 at que eu ponha
os teus inimigos
como estrado
para os teus ps'' [e] .
36 "Portanto, que todo o Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem
vocs crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo".
37 Quando ouviram isso, ficaram aflitos em seu corao, e perguntaram a
Pedro e aos outros apstolos: "Irmos, que faremos?"
38 Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocs seja batizado
em nome de Jesus Cristo para perdo dos seus pecados, e recebero o dom
do Esprito Santo.
39 Pois a promessa  para vocs, para os seus filhos
e para todos os que esto longe, para todos quantos o Senhor, o nosso
Deus, chamar".
40 Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles:
"Salvem-se desta gerao corrompida!"
41 Os que aceitaram a
mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acrscimo de cerca de
trs mil pessoas.
A Comunho dos Cristos
42 Eles se dedicavam ao ensino dos apstolos e  comunho, ao partir do
po e s oraes.
43 Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas
e sinais eram feitos pelos apstolos.
44 Os que criam mantinham-se
unidos e tinham tudo em comum.
45 Vendendo suas propriedades e bens,
distribuam a cada um conforme a sua necessidade.
46 Todos os dias,
continuavam a reunir-se no ptio do templo. Partiam o po em suas casas,
e juntos participavam das refeies, com alegria e sinceridade de
corao,
47 louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o
Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.
Notas de rodap:
[a] 2.23 Ou daqueles que no possuem a lei ; (isto , os gentios).
[b] 2.27 Grego: Hades ; tambm no versculo 31. Esta palavra tambm
pode ser traduzida por inferno, morte ou profundezas.
[c] 2.25-28 Sl 16.8-11
[d] 2.31 Ou Messias . Tanto Cristo (grego) como Messias (hebraico)
significam Ungido; tambm em todo o livro de Atos.
[e] 2.34,35 Sl 110.1

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-3
A Cura de um Mendigo Aleijado
1 Certo dia Pedro e Joo estavam subindo ao templo na hora da orao,
s trs horas da tarde [a] .
2 Estava sendo levado para a porta
do templo chamada Formosa um aleijado de nascena, que ali era colocado
todos os dias para pedir esmolas aos que entravam no templo.
3 Vendo
que Pedro e Joo iam entrar no ptio do templo, pediu-lhes esmola.
4 Pedro e Joo olharam bem para ele e, ento, Pedro disse: "Olhe para
ns!"
5 O homem olhou para eles com ateno, esperando receber deles
alguma coisa.
6 Disse Pedro: "No tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe
dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande".
7 Segurando-o pela
mo direita, ajudou-o a levantar-se, e imediatamente os ps e os
tornozelos do homem ficaram firmes.
8 E de um salto ps-se em p e
comeou a andar. Depois entrou com eles no ptio do templo, andando,
saltando e louvando a Deus.
9 Quando todo o povo o viu andando e
louvando a Deus,
10 reconheceu que era ele o mesmo homem que costumava
mendigar sentado  porta do templo chamada Formosa. Todos ficaram
perplexos e muito admirados com o que lhe tinha acontecido.
A Pregao de Pedro no Templo
11 Apegando-se o mendigo a Pedro e Joo, todo o povo ficou maravilhado
e correu at eles, ao lugar chamado Prtico de Salomo.
12 Vendo isso,
Pedro lhes disse: "Israelitas, por que isto os surpreende? Por que
vocs esto olhando para ns, como se tivssemos feito este homem andar
por nosso prprio poder ou piedade?
13 O Deus de Abrao, de Isaque e de
Jac, o Deus dos nossos antepassados, glorificou seu servo Jesus, a quem
vocs entregaram para ser morto e negaram perante Pilatos, embora ele
tivesse decidido solt-lo.
14 Vocs negaram publicamente o Santo e
Justo e pediram que lhes fosse libertado um assassino.
15 Vocs mataram
o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos. E ns somos
testemunhas disso.
16 Pela f no nome de Jesus, o Nome curou este homem
que vocs vem e conhecem. A f que vem por meio dele lhe deu esta sade
perfeita, como todos podem ver.
17 "Agora, irmos, eu sei que vocs agiram por ignorncia, bem como
os seus lderes.
18 Mas foi assim que Deus cumpriu o que tinha predito
por todos os profetas, dizendo que o seu Cristo haveria de sofrer.
19 Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados
sejam cancelados,
20 para que venham tempos de descanso da parte do
Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus.
21 
necessrio que ele permanea no cu at que chegue o tempo em que Deus
restaurar todas as coisas, como falou h muito tempo, por meio dos seus
santos profetas.
22 Pois disse Moiss: ``O Senhor Deus lhes levantar
dentre seus irmos um profeta como eu; ouam-no em tudo o que ele lhes
disser.
23 Quem no ouvir esse profeta, ser eliminado do meio do seu
povo'' [b] .
24 "De fato, todos os profetas, de Samuel em diante, um por um,
falaram e predisseram estes dias.
25 E vocs so herdeiros dos profetas
e da aliana que Deus fez com os seus antepassados. Ele disse a Abrao:
``Por meio da sua descendncia todos os povos da terra sero
abenoados'' [c] .
26 Tendo Deus ressuscitado o seu Servo
[d] , enviou-o primeiramente a vocs, para abeno-los, convertendo
cada um de vocs das suas maldades".
Notas de rodap:
[a] 3.1 Grego :  hora nona.
[b] 3.23 Dt 18.15,18,19
[c] 3.25 Gn 12.3; 22.18; 26.4 e 28.14
[d] 3.26 Is 52.13

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-4
Pedro e Joo perante o Sindrio
1 Enquanto Pedro e Joo falavam ao povo, chegaram os sacerdotes, o
capito da guarda do templo e os saduceus.
2 Eles estavam muito
perturbados porque os apstolos estavam ensinando o povo e proclamando
em Jesus a ressurreio dos mortos.
3 Agarraram Pedro e Joo e, como j
estava anoitecendo, os colocaram na priso at o dia seguinte.
4 Mas
muitos dos que tinham ouvido a mensagem creram, chegando o nmero dos
homens que creram a perto de cinco mil.
5 No dia seguinte, as autoridades, os lderes religiosos e os mestres
da lei reuniram-se em Jerusalm.
6 Estavam ali Ans, o sumo sacerdote,
bem como Caifs, Joo, Alexandre e todos os que eram da famlia do sumo
sacerdote.
7 Mandaram trazer Pedro e Joo diante deles e comearam a
interrog-los: "Com que poder ou em nome de quem vocs fizeram
isso?"
8 Ento Pedro, cheio do Esprito Santo, disse-lhes: "Autoridades e
lderes do povo!
9 Visto que hoje somos chamados para prestar contas de
um ato de bondade em favor de um aleijado, sendo interrogados acerca de
como ele foi curado,
10 saibam os senhores e todo o povo de Israel que
por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores
crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem est a
curado diante dos senhores.
11 Este Jesus 
"``a pedra que vocs,
construtores,
rejeitaram,
e que se tornou
a pedra angular'' [a] .
12 No h salvao em nenhum outro, pois, debaixo do cu no h nenhum
outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos".
13 Vendo a coragem de Pedro e de Joo, e percebendo que eram homens
comuns e sem instruo, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam
estado com Jesus.
14 E como podiam ver ali com eles o homem que fora
curado, nada podiam dizer contra eles.
15 Assim, ordenaram que se
retirassem do Sindrio [b] e comearam a discutir,
16 perguntando: "Que faremos com esses homens? Todos os que moram em
Jerusalm sabem que eles realizaram um milagre notrio que no podemos
negar.
17 Todavia, para impedir que isso se espalhe ainda mais entre o
povo, precisamos adverti-los de que no falem com mais ningum sobre
esse nome".
18 Ento, chamando-os novamente, ordenaram-lhes que no falassem nem
ensinassem em nome de Jesus.
19 Mas Pedro e Joo responderam:
"Julguem os senhores mesmos se  justo aos olhos de Deus obedecer aos
senhores e no a Deus.
20 Pois no podemos deixar de falar do que vimos
e ouvimos".
21 Depois de mais ameaas, eles os deixaram ir. No tinham como
castig-los, porque todo o povo estava louvando a Deus pelo que
acontecera,
22 pois o homem que fora curado milagrosamente tinha mais
de quarenta anos de idade.
A Orao dos Primeiros Cristos
23 Quando foram soltos, Pedro e Joo voltaram para os seus companheiros
e contaram tudo o que os chefes dos sacerdotes e os lderes religiosos
lhes tinham dito.
24 Ouvindo isso, levantaram juntos a voz a Deus,
dizendo: " Soberano, tu fizeste os cus, a terra, o mar e tudo o que
neles h!
25 Tu falaste pelo Esprito Santo por boca do teu servo,
nosso pai Davi:
"``Por que se enfurecem
as naes,
e os povos conspiram em vo?
26 Os reis da terra se levantam,
e os governantes se renem
contra o Senhor
e contra o seu Ungido'' [c] .
27 De fato, Herodes e Pncio Pilatos reuniram-se com os gentios [d]
e com o povo de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu
santo servo Jesus, a quem ungiste.
28 Fizeram o que o teu poder e a tua
vontade haviam decidido de antemo que acontecesse.
29 Agora, Senhor,
considera as ameaas deles e capacita os teus servos para anunciarem a
tua palavra corajosamente.
30 Estende a tua mo para curar e realizar
sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus".
31 Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos
ficaram cheios do Esprito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de
Deus.
Os Discpulos Repartem seus Bens
32 Da multido dos que creram, uma era a mente e um o corao. Ningum
considerava unicamente sua coisa alguma que possusse, mas
compartilhavam tudo o que tinham.
33 Com grande poder os apstolos
continuavam a testemunhar da ressurreio do Senhor Jesus, e grandiosa
graa estava sobre todos eles.
34 No havia pessoas necessitadas entre
eles, pois os que possuam terras ou casas as vendiam, traziam o
dinheiro da venda
35 e o colocavam aos ps dos apstolos, que o
distribuam segundo a necessidade de cada um.
36 Jos, um levita de Chipre a quem os apstolos deram o nome de
Barnab, que significa "encorajador [e] ",
37 vendeu um
campo que possua, trouxe o dinheiro e o colocou aos ps dos apstolos.
Notas de rodap:
[a] 4.11 Sl 118.22
[b] 4.15 Conselho dos principais lderes do povo judeu; tambm em todo
o livro de Atos.
[c] 4.25,26 Sl 2.1,2
[d] 4.27 Isto , os que no so judeus; tambm em todo o livro de
Atos.
[e] 4.36 Ou consolador . Grego: filho da consolao.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-5
Ananias e Safira
1 Um homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, tambm vendeu uma
propriedade.
2 Ele reteve parte do dinheiro para si, sabendo disso
tambm sua mulher; e o restante levou e colocou aos ps dos apstolos.
3 Ento perguntou Pedro: "Ananias, como voc permitiu que Satans
enchesse o seu corao, ao ponto de voc mentir ao Esprito Santo e
guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade?
4 Ela no lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro no estava em
seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Voc no mentiu
aos homens, mas sim a Deus".
5 Ouvindo isso, Ananias caiu morto. Grande temor apoderou-se de todos
os que ouviram o que tinha acontecido.
6 Ento os moos vieram,
envolveram seu corpo, levaram-no para fora e o sepultaram.
7 Cerca de trs horas mais tarde, entrou sua mulher, sem saber o que
havia acontecido.
8 Pedro lhe perguntou: "Diga-me, foi esse o preo
que vocs conseguiram pela propriedade?"
Respondeu ela: "Sim, foi esse mesmo".
9 Pedro lhe disse: "Por que vocs entraram em acordo para tentar o
Esprito do Senhor? Veja! Esto  porta os ps dos que sepultaram seu
marido, e eles a levaro tambm".
10 Naquele mesmo instante, ela caiu morta aos ps dele. Ento os moos
entraram e, encontrando-a morta, levaram-na e a sepultaram ao lado de
seu marido.
11 E grande temor apoderou-se de toda a igreja e de todos
os que ouviram falar desses acontecimentos.
Os Apstolos Curam Muitos Doentes
12 Os apstolos realizavam muitos sinais e maravilhas entre o povo.
Todos os que creram costumavam reunir-se no Prtico de Salomo.
13 Dos
demais, ningum ousava juntar-se a eles, embora o povo os tivesse em
alto conceito.
14 Em nmero cada vez maior, homens e mulheres criam no
Senhor e lhes eram acrescentados,
15 de modo que o povo tambm levava
os doentes s ruas e os colocava em camas e macas, para que pelo menos a
sombra de Pedro se projetasse sobre alguns, enquanto ele passava.
16 Afluam tambm multides das cidades prximas a Jerusalm, trazendo seus
doentes e os que eram atormentados por espritos imundos [a] ; e
todos eram curados.
Os Apstolos So Perseguidos
17 Ento o sumo sacerdote e todos os seus companheiros, membros do
partido dos saduceus, ficaram cheios de inveja.
18 Por isso, mandaram
prender os apstolos, colocando-os numa priso pblica.
19 Mas durante
a noite um anjo do Senhor abriu as portas do crcere, levou-os para fora
e
20 disse: "Dirijam-se ao templo e relatem ao povo toda a mensagem
desta Vida".
21 Ao amanhecer, eles entraram no ptio do templo, como haviam sido
instrudos, e comearam a ensinar o povo.
Quando chegaram o sumo sacerdote e os seus companheiros, convocaram o
Sindrio: toda a assemblia dos lderes religiosos de Israel: e
mandaram buscar os apstolos na priso.
22 Todavia, ao chegarem 
priso, os guardas no os encontraram ali. Ento, voltaram e relataram:
23 "Encontramos a priso trancada com toda a segurana, com os
guardas diante das portas; mas, quando as abrimos no havia ningum".
24 Diante desse relato, o capito da guarda do templo e os chefes dos
sacerdotes ficaram perplexos, imaginando o que teria acontecido.
25 Nesse momento chegou algum e disse: "Os homens que os senhores
puseram na priso esto no ptio do templo, ensinando o povo".
26 Ento, indo para l com os guardas, o capito trouxe os apstolos, mas
sem o uso de fora, pois temiam que o povo os apedrejasse.
27 Tendo levado os apstolos, apresentaram-nos ao Sindrio para serem
interrogados pelo sumo sacerdote,
28 que lhes disse: "Demos ordens
expressas a vocs para que no ensinassem neste nome. Todavia, vocs
encheram Jerusalm com sua doutrina e nos querem tornar culpados do
sangue desse homem".
29 Pedro e os outros apstolos responderam: " preciso obedecer antes
a Deus do que aos homens!
30 O Deus dos nossos antepassados ressuscitou
Jesus, a quem os senhores mataram, suspendendo-o num madeiro.
31 Deus o
exaltou, colocando-o  sua direita como Prncipe e Salvador, para dar a
Israel arrependimento e perdo de pecados.
32 Ns somos testemunhas
destas coisas, bem como o Esprito Santo, que Deus concedeu aos que lhe
obedecem".
33 Ouvindo isso, eles ficaram furiosos e queriam mat-los.
34 Mas um
fariseu chamado Gamaliel, mestre da lei, respeitado por todo o povo,
levantou-se no Sindrio e pediu que os homens fossem retirados por um
momento.
35 Ento lhes disse: "Israelitas, considerem cuidadosamente
o que pretendem fazer a esses homens.
36 H algum tempo, apareceu
Teudas, reivindicando ser algum, e cerca de quatrocentos homens se
juntaram a ele. Ele foi morto, todos os seus seguidores se dispersaram e
acabaram em nada.
37 Depois dele, nos dias do recenseamento, apareceu
Judas, o galileu, que liderou um grupo em rebelio. Ele tambm foi
morto, e todos os seus seguidores foram dispersos.
38 Portanto, neste
caso eu os aconselho: deixem esses homens em paz e soltem-nos. Se o
propsito ou atividade deles for de origem humana, fracassar;
39 se
proceder de Deus, vocs no sero capazes de impedi-los, pois se acharo
lutando contra Deus".
40 Eles foram convencidos pelo discurso de Gamaliel. Chamaram os
apstolos e mandaram aoit-los. Depois, ordenaram-lhes que no falassem
no nome de Jesus e os deixaram sair em liberdade.
41 Os apstolos saram do Sindrio, alegres por terem sido considerados
dignos de serem humilhados por causa do Nome.
42 Todos os dias, no
templo e de casa em casa, no deixavam de ensinar e proclamar que Jesus
 o Cristo.
Notas de rodap:
[a] 5.16 Ou malignos

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-6
A Escolha dos Sete
1 Naqueles dias, crescendo o nmero de discpulos, os judeus de fala
grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica [a] ,
porque suas vivas estavam sendo esquecidas na distribuio diria de
alimento.
2 Por isso os Doze reuniram todos os discpulos e disseram:
"No  certo negligenciarmos o ministrio da palavra de Deus, a fim de
servir s mesas.
3 Irmos, escolham entre vocs sete homens de bom
testemunho, cheios do Esprito e de sabedoria. Passaremos a eles essa
tarefa
4 e nos dedicaremos  orao e ao ministrio da palavra".
5 Tal proposta agradou a todos. Ento escolheram Estvo, homem cheio
de f e do Esprito Santo, alm de Filipe, Prcoro, Nicanor, Timom,
Prmenas e Nicolau, um convertido ao judasmo, proveniente de Antioquia.
6 Apresentaram esses homens aos apstolos, os quais oraram e lhes
impuseram as mos.
7 Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o nmero
de discpulos em Jerusalm; tambm um grande nmero de sacerdotes
obedecia  f.
A Priso de Estvo
8 Estvo, homem cheio da graa e do poder de Deus, realizava grandes
maravilhas e sinais entre o povo.
9 Contudo, levantou-se oposio dos
membros da chamada sinagoga dos Libertos, dos judeus de Cirene e de
Alexandria, bem como das provncias da Cilcia e da sia. Esses homens
comearam a discutir com Estvo,
10 mas no podiam resistir 
sabedoria e ao Esprito com que ele falava.
11 Ento subornaram alguns homens para dizerem: "Ouvimos Estvo
falar palavras blasfemas contra Moiss e contra Deus".
12 Com isso agitaram o povo, os lderes religiosos e os mestres da lei.
E, prendendo Estvo, levaram-no ao Sindrio.
13 Ali apresentaram
falsas testemunhas que diziam: "Este homem no pra de falar contra
este lugar santo e contra a Lei.
14 Pois o ouvimos dizer que esse
Jesus, o Nazareno, destruir este lugar e mudar os costumes que Moiss
nos deixou".
15 Olhando para ele, todos os que estavam sentados no Sindrio viram
que o seu rosto parecia o rosto de um anjo.
Notas de rodap:
[a] 6.1 Ou aramaica

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-7
O Discurso de Estvo no Sindrio
1 Ento o sumo sacerdote perguntou a Estvo: "So verdadeiras estas
acusaes?"
2 A isso ele respondeu: "Irmos e pais, ouam-me! O Deus glorioso
apareceu a Abrao, nosso pai, estando ele ainda na Mesopotmia, antes de
morar em Har, e lhe disse:
3 ``Saia da sua terra e do meio dos seus
parentes e v para a terra que eu lhe mostrarei'' [a] .
4 "Ento ele saiu da terra dos caldeus e se estabeleceu em Har.
Depois da morte de seu pai, Deus o trouxe a esta terra, onde vocs agora
vivem.
5 Deus no lhe deu nenhuma herana aqui, nem mesmo o espao de
um p. Mas lhe prometeu que ele e, depois dele, seus descendentes,
possuiriam a terra, embora, naquele tempo, Abrao no tivesse filhos.
6 Deus lhe falou desta forma: ``Seus descendentes sero peregrinos numa
terra estrangeira, e sero escravizados e maltratados por quatrocentos
anos.
7 Mas eu castigarei a nao a quem serviro como escravos, e
depois sairo dali e me adoraro neste lugar'' [b] .
8 E deu a
Abrao a aliana da circunciso. Por isso, Abrao gerou Isaque e o
circuncidou oito dias depois do seu nascimento. Mais tarde, Isaque gerou
Jac, e este os doze patriarcas.
9 "Os patriarcas, tendo inveja de Jos, venderam-no como escravo para
o Egito. Mas Deus estava com ele
10 e o libertou de todas as suas
tribulaes, dando a Jos favor e sabedoria diante do fara, rei do
Egito; este o tornou governador do Egito e de todo o seu palcio.
11 "Depois houve fome em todo o Egito e em Cana, trazendo grande
sofrimento, e os nossos antepassados no encontravam alimento.
12 Ouvindo que havia trigo no Egito, Jac enviou nossos antepassados em sua
primeira viagem.
13 Na segunda viagem deles, Jos fez-se reconhecer por
seus irmos, e o fara pde conhecer a famlia de Jos.
14 Depois
disso, Jos mandou buscar seu pai Jac e toda a sua famlia, que eram
setenta e cinco pessoas.
15 Ento Jac desceu ao Egito, onde faleceram
ele e os nossos antepassados.
16 Seus corpos foram levados de volta a
Siqum e colocados no tmulo que Abrao havia comprado ali dos filhos de
Hamor, por certa quantia.
17 "Ao se aproximar o tempo em que Deus cumpriria sua promessa a
Abrao, aumentou muito o nmero do nosso povo no Egito.
18 Ento outro
rei, que nada sabia a respeito de Jos, passou a governar o Egito.
19 Ele agiu traioeiramente para com o nosso povo e oprimiu os nossos
antepassados, obrigando-os a abandonar os seus recm-nascidos, para que
no sobrevivessem.
20 "Naquele tempo nasceu Moiss, que era um menino extraordinrio
[c] . Por trs meses ele foi criado na casa de seu pai.
21 Quando
foi abandonado, a filha do fara o tomou e o criou como seu prprio
filho.
22 Moiss foi educado em toda a sabedoria dos egpcios e veio a
ser poderoso em palavras e obras.
23 "Ao completar quarenta anos, Moiss decidiu visitar seus irmos
israelitas.
24 Ao ver um deles sendo maltratado por um egpcio, saiu em
defesa do oprimido e o vingou, matando o egpcio.
25 Ele pensava que
seus irmos compreenderiam que Deus o estava usando para salv-los, mas
eles no o compreenderam.
26 No dia seguinte, Moiss dirigiu-se a dois
israelitas que estavam brigando, e tentou reconcili-los, dizendo:
``Homens, vocs so irmos; por que ferem um ao outro?''
27 "Mas o homem que maltratava o outro empurrou Moiss e disse:
``Quem o nomeou lder e juiz sobre ns?
28 Quer matar-me como matou o
egpcio ontem?'' [d]
29 Ouvindo isso, Moiss fugiu para Midi,
onde ficou morando como estrangeiro e teve dois filhos.
30 "Passados quarenta anos, apareceu a Moiss um anjo nas labaredas
de uma sara em chamas no deserto, perto do monte Sinai.
31 Vendo
aquilo, ficou atnito. E, aproximando-se para observar, ouviu a voz do
Senhor:
32 ``Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abrao, o
Deus de Isaque e o Deus de Jac'' [e] . Moiss, tremendo de
medo, no ousava olhar.
33 "Ento o Senhor lhe disse: ``Tire as sandlias dos ps, porque o
lugar em que voc est  terra santa.
34 De fato tenho visto a opresso
sobre o meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos e desci para livr-lo.
Venha agora, e eu o enviarei de volta ao Egito'' [f] .
35 "Este  o mesmo Moiss que tinham rejeitado com estas palavras:
``Quem o nomeou lder e juiz?'' Ele foi enviado pelo prprio Deus para
ser lder e libertador deles, por meio do anjo que lhe tinha aparecido
na sara.
36 Ele os tirou de l, fazendo maravilhas e sinais no Egito,
no mar Vermelho e no deserto durante quarenta anos.
37 "Este  aquele Moiss que disse aos israelitas: ``Deus lhes
levantar dentre seus irmos um profeta como eu'' [g] .
38 Ele
estava na congregao, no deserto, com o anjo que lhe falava no monte
Sinai e com os nossos antepassados, e recebeu palavras vivas, para
transmiti-las a ns.
39 "Mas nossos antepassados se recusaram a obedecer-lhe; ao
contrrio, rejeitaram-no, e em seu corao voltaram para o Egito.
40 Disseram a Aro: ``Faa para ns deuses que nos conduzam, pois a esse
Moiss que nos tirou do Egito, no sabemos o que lhe aconteceu!'' [h]
41 Naquela ocasio fizeram um dolo em forma de bezerro.
Trouxeram-lhe sacrifcios e fizeram uma celebrao em honra ao que suas
mos tinham feito.
42 Mas Deus afastou-se deles e os entregou 
adorao dos astros, conforme o que foi escrito no livro dos profetas:
"``Foi a mim
que vocs apresentaram
sacrifcios e ofertas
durante os quarenta anos no deserto,
 nao de Israel?
43 Ao invs disso, levantaram
o santurio de Moloque
e a estrela do seu deus Renf,
dolos que vocs fizeram
para adorar!
Portanto, eu os enviarei
para o exlio,
para alm da Babilnia'' [i] .
44 "No deserto os nossos antepassados tinham o tabernculo da
aliana, que fora feito segundo a ordem de Deus a Moiss, de acordo com
o modelo que ele tinha visto.
45 Tendo recebido o tabernculo, nossos
antepassados o levaram, sob a liderana de Josu, quando tomaram a terra
das naes que Deus expulsou de diante deles. Esse tabernculo
permaneceu nesta terra at a poca de Davi,
46 que encontrou graa
diante de Deus e pediu que ele lhe permitisse providenciar uma habitao
para o Deus de Jac [j] .
47 Mas foi Salomo quem lhe construiu
a casa.
48 "Todavia, o Altssimo no habita em casas feitas por homens. Como
diz o profeta:
49 "``O cu  o meu trono,
e a terra,
o estrado dos meus ps.
Que espcie de casa
vocs me edificaro?
diz o Senhor,
ou, onde seria
meu lugar de descanso?
50 No foram as minhas mos que fizeram todas estas coisas?'' [k]
51 "Povo rebelde, obstinado [l] de corao e de ouvidos! Vocs
so iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Esprito Santo!
52 Qual dos profetas os seus antepassados no perseguiram? Eles mataram
aqueles que prediziam a vinda do Justo, de quem agora vocs se tornaram
traidores e assassinos:
53 vocs, que receberam a Lei por intermdio
de anjos, mas no lhe obedeceram".
O Apedrejamento de Estvo
54 Ouvindo isso, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele.
55 Mas Estvo, cheio do Esprito Santo, levantou os olhos para o cu e viu
a glria de Deus, e Jesus em p,  direita de Deus,
56 e disse: "Vejo
os cus abertos e o Filho do homem em p,  direita de Deus".
57 Mas eles taparam os ouvidos e, dando fortes gritos, lanaram-se
todos juntos contra ele,
58 arrastaram-no para fora da cidade e
comearam a apedrej-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos ps de
um jovem chamado Saulo.
59 Enquanto apedrejavam Estvo, este orava: "Senhor Jesus, recebe o
meu esprito".
60 Ento caiu de joelhos e bradou: "Senhor, no os
consideres culpados deste pecado". E, tendo dito isso, adormeceu.
Notas de rodap:
[a] 7.3 Gn 12.1
[b] 7.6,7 Gn 15.13,14
[c] 7.20 Grego: era bonito aos olhos de Deus.
[d] 7.27,28 x 2.14
[e] 7.32 x 3.6
[f] 7.33,34 x 3.5,7,8,10
[g] 7.37 Dt 18.15
[h] 7.40 x 32.1
[i] 7.42,43 Am 5.25-27, segundo a antiga verso grega.
[j] 7.46 Alguns manuscritos dizem para a casa de Jac.
[k] 7.49,50 Is 66.1,2
[l] 7.51 Grego: incircunciso .

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-8
1 E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estvo.
A Perseguio e a Disperso da Igreja
Naquela ocasio desencadeou-se grande perseguio contra a igreja em
Jerusalm. Todos, exceto os apstolos, foram dispersos pelas regies da
Judia e de Samaria.
2 Alguns homens piedosos sepultaram Estvo e
fizeram por ele grande lamentao.
3 Saulo, por sua vez, devastava a
igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lanava
na priso.
Filipe em Samaria
4 Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que
fossem.
5 Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o
Cristo.
6 Quando a multido ouviu Filipe e viu os sinais miraculosos
que ele realizava, deu unnime ateno ao que ele dizia.
7 Os espritos
imundos [a] saam de muitos, dando gritos, e muitos paralticos e
mancos foram curados.
8 Assim, houve grande alegria naquela cidade.
Simo, o Mago
9 Um homem chamado Simo vinha praticando feitiaria durante algum
tempo naquela cidade, impressionando todo o povo de Samaria. Ele se
dizia muito importante,
10 e todo o povo, do mais simples ao mais rico,
dava-lhe ateno e exclamava: "Este homem  o poder divino conhecido
como Grande Poder".
11 Eles o seguiam, pois ele os havia iludido com
sua mgica durante muito tempo.
12 No entanto, quando Filipe lhes
pregou as boas novas do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, creram
nele, e foram batizados, tanto homens como mulheres.
13 O prprio Simo
tambm creu e foi batizado, e seguia Filipe por toda parte, observando
maravilhado os grandes sinais e milagres que eram realizados.
14 Os apstolos em Jerusalm, ouvindo que Samaria havia aceitado a
palavra de Deus, enviaram para l Pedro e Joo.
15 Estes, ao chegarem,
oraram para que eles recebessem o Esprito Santo,
16 pois o Esprito
ainda no havia descido sobre nenhum deles; tinham apenas sido batizados
em nome do Senhor Jesus.
17 Ento Pedro e Joo lhes impuseram as mos,
e eles receberam o Esprito Santo.
18 Vendo Simo que o Esprito era dado com a imposio das mos dos
apstolos, ofereceu-lhes dinheiro
19 e disse: "Dem-me tambm este
poder, para que a pessoa sobre quem eu puser as mos receba o Esprito
Santo".
20 Pedro respondeu: "Perea com voc o seu dinheiro! Voc pensa que
pode comprar o dom de Deus com dinheiro?
21 Voc no tem parte nem
direito algum neste ministrio, porque o seu corao no  reto diante
de Deus.
22 Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe
perdoe tal pensamento do seu corao,
23 pois vejo que voc est cheio
de amargura e preso pelo pecado".
24 Simo, porm, respondeu: "Orem vocs ao Senhor por mim, para que
no me acontea nada do que vocs disseram".
25 Tendo testemunhado e proclamado a palavra do Senhor, Pedro e Joo
voltaram a Jerusalm, pregando o evangelho em muitos povoados
samaritanos.
Filipe e o Etope
26 Um anjo do Senhor disse a Filipe: "V para o sul, para a estrada
deserta que desce de Jerusalm a Gaza".
27 Ele se levantou e partiu.
No caminho encontrou um eunuco etope, um oficial importante,
encarregado de todos os tesouros de Candace, rainha dos etopes. Esse
homem viera a Jerusalm para adorar a Deus e,
28 de volta para casa,
sentado em sua carruagem, lia o livro do profeta Isaas.
29 E o
Esprito disse a Filipe: "Aproxime-se dessa carruagem e
acompanhe-a".
30 Ento Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta
Isaas e lhe perguntou: "O senhor entende o que est lendo?"
31 Ele respondeu: "Como posso entender se algum no me explicar?"
Assim, convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado.
32 O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura:
"Ele foi levado como ovelha para o matadouro,
e como cordeiro mudo
diante do tosquiador,
ele no abriu a sua boca.
33 Em sua humilhao
foi privado de justia.
Quem pode falar
dos seus descendentes?
Pois a sua vida foi tirada
da terra" [b] .
34 O eunuco perguntou a Filipe: "Diga-me, por favor: de quem o
profeta est falando? De si prprio ou de outro?"
35 Ento Filipe,
comeando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhe as boas novas
de Jesus.
36 Prosseguindo pela estrada, chegaram a um lugar onde havia gua. O
eunuco disse: "Olhe, aqui h gua. Que me impede de ser batizado?"
37 Disse Filipe: "Voc pode, se cr de todo o corao". O eunuco
respondeu: "Creio que Jesus Cristo  o Filho de Deus". [c]
38 Assim, deu ordem para parar a carruagem. Ento Filipe e o eunuco
desceram  gua, e Filipe o batizou.
39 Quando saram da gua, o
Esprito do Senhor arrebatou Filipe repentinamente. O eunuco no o viu
mais e, cheio de alegria, seguiu o seu caminho.
40 Filipe, porm,
apareceu em Azoto e, indo para Cesaria, pregava o evangelho em todas as
cidades pelas quais passava.
Notas de rodap:
[a] 8.7 Ou malignos
[b] 8.32,33 Is 53.7,8
[c] 8.37 Muitos manuscritos antigos no trazem o versculo 37.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-9
A Converso de Saulo
1 Enquanto isso, Saulo ainda respirava ameaas de morte contra os
discpulos do Senhor. Dirigindo-se ao sumo sacerdote,
2 pediu-lhe
cartas para as sinagogas de Damasco, de maneira que, caso encontrasse
ali homens ou mulheres que pertencessem ao Caminho, pudesse lev-los
presos para Jerusalm.
3 Em sua viagem, quando se aproximava de
Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do cu.
4 Ele
caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, por que
voc me persegue?"
5 Saulo perguntou: "Quem s tu, Senhor?"
Ele respondeu: "Eu sou Jesus, a quem voc persegue.
6 Levante-se,
entre na cidade; algum lhe dir o que voc deve fazer".
7 Os homens que viajavam com Saulo pararam emudecidos; ouviam a voz mas
no viam ningum.
8 Saulo levantou-se do cho e, abrindo os olhos, no
conseguia ver nada. E os homens o levaram pela mo at Damasco.
9 Por
trs dias ele esteve cego, no comeu nem bebeu.
10 Em Damasco havia um discpulo chamado Ananias. O Senhor o chamou
numa viso: "Ananias!"
"Eis-me aqui, Senhor", respondeu ele.
11 O Senhor lhe disse: "V  casa de Judas, na rua chamada Direita, e
pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele est orando;
12 numa
viso viu um homem chamado Ananias chegar e impor-lhe as mos para que
voltasse a ver".
13 Respondeu Ananias: "Senhor, tenho ouvido muita coisa a respeito
desse homem e de todo o mal que ele tem feito aos teus santos em
Jerusalm.
14 Ele chegou aqui com autorizao dos chefes dos sacerdotes
para prender todos os que invocam o teu nome".
15 Mas o Senhor disse a Ananias: "V! Este homem  meu instrumento
escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e
perante o povo de Israel.
16 Mostrarei a ele o quanto deve sofrer pelo
meu nome".
17 Ento Ananias foi, entrou na casa, ps as mos sobre Saulo e disse:
"Irmo Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde
voc vinha, enviou-me para que voc volte a ver e seja cheio do Esprito
Santo".
18 Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e
ele passou a ver novamente. Levantando-se, foi batizado
19 e, depois de
comer, recuperou as foras.
Saulo em Damasco e em Jerusalm
Saulo passou vrios dias com os discpulos em Damasco.
20 Logo comeou
a pregar nas sinagogas que Jesus  o Filho de Deus.
21 Todos os que o
ouviam ficavam perplexos e perguntavam: "No  ele o homem que
procurava destruir em Jerusalm aqueles que invocam este nome? E no
veio para c justamente para lev-los presos aos chefes dos
sacerdotes?"
22 Todavia, Saulo se fortalecia cada vez mais e
confundia os judeus que viviam em Damasco, demonstrando que Jesus  o
Cristo.
23 Decorridos muitos dias, os judeus decidiram de comum acordo mat-lo,
24 mas Saulo ficou sabendo do plano deles. Dia e noite eles vigiavam as
portas da cidade a fim de mat-lo.
25 Mas os seus discpulos o levaram
de noite e o fizeram descer num cesto, atravs de uma abertura na
muralha.
26 Quando chegou a Jerusalm, tentou reunir-se aos discpulos, mas
todos estavam com medo dele, no acreditando que fosse realmente um
discpulo.
27 Ento Barnab o levou aos apstolos e lhes contou como,
no caminho, Saulo vira o Senhor, que lhe falara, e como em Damasco ele
havia pregado corajosamente em nome de Jesus.
28 Assim, Saulo ficou com
eles, e andava com liberdade em Jerusalm, pregando corajosamente em
nome do Senhor.
29 Falava e discutia com os judeus de fala grega, mas
estes tentavam mat-lo.
30 Sabendo disso, os irmos o levaram para
Cesaria e o enviaram para Tarso.
31 A igreja passava por um perodo de paz em toda a Judia, Galilia e
Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Esprito Santo, crescia em
nmero, vivendo no temor do Senhor.
Enias e Dorcas
32 Viajando por toda parte, Pedro foi visitar os santos que viviam em
Lida.
33 Ali encontrou um paraltico chamado Enias, que estava acamado
fazia oito anos.
34 Disse-lhe Pedro: "Enias, Jesus Cristo vai
cur-lo! Levante-se e arrume a sua cama". Ele se levantou
imediatamente.
35 Todos os que viviam em Lida e Sarona o viram e se
converteram ao Senhor.
36 Em Jope havia uma discpula chamada Tabita, que em grego  Dorcas
[a] , que se dedicava a praticar boas obras e dar esmolas.
37 Naqueles dias ela ficou doente e morreu, e seu corpo foi lavado e
colocado num quarto do andar superior.
38 Lida ficava perto de Jope, e,
quando os discpulos ouviram falar que Pedro estava em Lida,
mandaram-lhe dois homens dizer-lhe: "No se demore em vir at ns".
39 Pedro foi com eles e, quando chegou, foi levado para o quarto do
andar superior. Todas as vivas o rodearam, chorando e mostrando-lhe os
vestidos e outras roupas que Dorcas tinha feito quando ainda estava com
elas.
40 Pedro mandou que todos sassem do quarto; depois, ajoelhou-se e
orou. Voltando-se para a mulher morta, disse: "Tabita, levante-se".
Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se.
41 Tomando-a pela mo,
ajudou-a a pr-se em p. Ento, chamando os santos e as vivas,
apresentou-a viva.
42 Este fato se tornou conhecido em toda a cidade de
Jope, e muitos creram no Senhor.
43 Pedro ficou em Jope durante algum
tempo, com um curtidor de couro chamado Simo.
Notas de rodap:
[a] 9.36 Tanto Tabita (aramaico) como Dorcas (grego) significam
gazela.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-10
O Centurio Cornlio
1 Havia em Cesaria um homem chamado Cornlio, centurio do regimento
conhecido como Italiano.
2 Ele e toda a sua famlia eram piedosos e
tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a
Deus.
3 Certo dia, por volta das trs horas da tarde [a] , ele
teve uma viso. Viu claramente um anjo de Deus que se aproximava dele e
dizia: "Cornlio!"
4 Atemorizado, Cornlio olhou para ele e perguntou: "Que ,
Senhor?"
O anjo respondeu: "Suas oraes e esmolas subiram como oferta memorial
diante de Deus.
5 Agora, mande alguns homens a Jope para trazerem um
certo Simo, tambm conhecido como Pedro,
6 que est hospedado na casa
de Simo, o curtidor de couro, que fica perto do mar".
7 Depois que o anjo que lhe falou se foi, Cornlio chamou dois dos seus
servos e um soldado piedoso dentre os seus auxiliares
8 e,
contando-lhes tudo o que tinha acontecido, enviou-os a Jope.
A Viso de Pedro
9 No dia seguinte, por volta do meio-dia [b] , enquanto eles
viajavam e se aproximavam da cidade, Pedro subiu ao terrao para orar.
10 Tendo fome, queria comer; enquanto a refeio estava sendo
preparada, caiu em xtase.
11 Viu o cu aberto e algo semelhante a um
grande lenol que descia  terra, preso pelas quatro pontas,
12 contendo toda espcie de quadrpedes, bem como de rpteis da terra e
aves do cu.
13 Ento uma voz lhe disse: "Levante-se, Pedro; mate e
coma".
14 Mas Pedro respondeu: "De modo nenhum, Senhor! Jamais comi algo
impuro ou imundo!"
15 A voz lhe falou segunda vez: "No chame impuro ao que Deus
purificou".
16 Isso aconteceu trs vezes, e em seguida o lenol foi recolhido ao
cu.
17 Enquanto Pedro estava refletindo no significado da viso, os homens
enviados por Cornlio descobriram onde era a casa de Simo e chegaram 
porta.
18 Chamando, perguntaram se ali estava hospedado Simo,
conhecido como Pedro.
19 Enquanto Pedro ainda estava pensando na viso, o Esprito lhe disse:
"Simo, trs homens esto procurando por voc.
20 Portanto,
levante-se e desa. No hesite em ir com eles, pois eu os enviei".
21 Pedro desceu e disse aos homens: "Eu sou quem vocs esto
procurando. Por que motivo vieram?"
22 Os homens responderam: "Viemos da parte do centurio Cornlio. Ele
 um homem justo e temente a Deus, respeitado por todo o povo judeu. Um
santo anjo lhe disse que o chamasse  sua casa, para que ele oua o que
voc tem para dizer".
23 Pedro os convidou a entrar e os hospedou.
Pedro na Casa de Cornlio
No dia seguinte Pedro partiu com eles, e alguns dos irmos de Jope o
acompanharam.
24 No outro dia chegaram a Cesaria. Cornlio os esperava
com seus parentes e amigos mais ntimos que tinha convidado.
25 Quando
Pedro ia entrando na casa, Cornlio dirigiu-se a ele e prostrou-se aos
seus ps, adorando-o.
26 Mas Pedro o fez levantar-se, dizendo:
"Levante-se, eu sou homem como voc".
27 Conversando com ele, Pedro entrou e encontrou ali reunidas muitas
pessoas
28 e lhes disse: "Vocs sabem muito bem que  contra a nossa
lei um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visit-lo. Mas Deus me
mostrou que eu no deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum.
29 Por isso, quando fui procurado, vim sem qualquer objeo. Posso
perguntar por que vocs me mandaram buscar?"
30 Cornlio respondeu: "H quatro dias eu estava em minha casa orando
a esta hora, s trs horas da tarde. De repente, colocou-se diante de
mim um homem com roupas resplandecentes
31 e disse: ``Cornlio, Deus
ouviu sua orao e lembrou-se de suas esmolas.
32 Mande buscar em Jope
a Simo, chamado Pedro. Ele est hospedado na casa de Simo, o curtidor
de couro, que mora perto do mar''.
33 Assim, mandei buscar-te
imediatamente, e foi bom que tenhas vindo. Agora estamos todos aqui na
presena de Deus, para ouvir tudo que o Senhor te mandou dizer-nos".
34 Ento Pedro comeou a falar: "Agora percebo verdadeiramente que
Deus no trata as pessoas com parcialidade,
35 mas de todas as naes
aceita todo aquele que o teme e faz o que  justo.
36 Vocs conhecem a
mensagem enviada por Deus ao povo de Israel, que fala das boas novas de
paz por meio de Jesus Cristo, Senhor de todos.
37 Sabem o que aconteceu
em toda a Judia, comeando na Galilia, depois do batismo que Joo
pregou,
38 como Deus ungiu a Jesus de Nazar com o Esprito Santo e
poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os
oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava com ele.
39 "Ns somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e
em Jerusalm, onde o mataram, suspendendo-o num madeiro.
40 Deus,
porm, o ressuscitou no terceiro dia e fez que ele fosse visto,
41 no
por todo o povo, mas por testemunhas que designara de antemo, por ns
que comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos.
42 Ele
nos mandou pregar ao povo e testemunhar que foi a ele que Deus
constituiu juiz de vivos e de mortos.
43 Todos os profetas do
testemunho dele, de que todo o que nele cr recebe o perdo dos pecados
mediante o seu nome".
44 Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Esprito Santo
desceu sobre todos os que ouviam a mensagem.
45 Os judeus convertidos
que vieram com Pedro ficaram admirados de que o dom do Esprito Santo
fosse derramado at sobre os gentios,
46 pois os ouviam falando em
lnguas [c] e exaltando a Deus.
A seguir Pedro disse:
47 "Pode algum negar a gua, impedindo que
estes sejam batizados? Eles receberam o Esprito Santo como ns!"
48 Ento ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Depois
pediram a Pedro que ficasse com eles alguns dias.
Notas de rodap:
[a] 10.3 Grego: da hora nona ; tambm no versculo 30.
[b] 10.9 Grego: da hora sexta .
[c] 10.46 Ou em outros idiomas

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-11
Pedro Explica-se perante a Igreja
1 Os apstolos e os irmos de toda a Judia ouviram falar que os
gentios tambm haviam recebido a palavra de Deus.
2 Assim, quando Pedro
subiu a Jerusalm, os que eram do partido dos circuncisos o criticavam,
dizendo:
3 "Voc entrou na casa de homens incircuncisos e comeu com
eles".
4 Pedro, ento, comeou a explicar-lhes exatamente como tudo havia
acontecido:
5 "Eu estava na cidade de Jope orando; caindo em xtase,
tive uma viso. Vi algo parecido com um grande lenol sendo baixado do
cu, preso pelas quatro pontas, e que vinha at o lugar onde eu estava.
6 Olhei para dentro dele e notei que havia ali quadrpedes da terra,
animais selvagens, rpteis e aves do cu.
7 Ento ouvi uma voz que me
dizia: ``Levante-se, Pedro; mate e coma''.
8 "Eu respondi: De modo nenhum, Senhor! Nunca entrou em minha boca
algo impuro ou imundo.
9 "A voz falou do cu segunda vez: ``No chame impuro ao que Deus
purificou''.
10 Isso aconteceu trs vezes, e ento tudo foi recolhido
ao cu.
11 "Na mesma hora chegaram  casa em que eu estava hospedado trs
homens que me haviam sido enviados de Cesaria.
12 O Esprito me disse
que no hesitasse em ir com eles. Estes seis irmos tambm foram comigo,
e entramos na casa de um certo homem.
13 Ele nos contou como um anjo
lhe tinha aparecido em sua casa e dissera: ``Mande buscar, em Jope, a
Simo, chamado Pedro.
14 Ele lhe trar uma mensagem por meio da qual
sero salvos voc e todos os da sua casa''.
15 "Quando comecei a falar, o Esprito Santo desceu sobre eles como
sobre ns no princpio.
16 Ento me lembrei do que o Senhor tinha dito:
``Joo batizou com [a] gua, mas vocs sero batizados com o
Esprito Santo''.
17 Se, pois, Deus lhes deu o mesmo dom que nos tinha
dado quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para pensar em
opor-me a Deus?"
18 Ouvindo isso, no apresentaram mais objees e louvaram a Deus,
dizendo: "Ento, Deus concedeu arrependimento para a vida at mesmo
aos gentios!"
A Igreja em Antioquia
19 Os que tinham sido dispersos por causa da perseguio desencadeada
com a morte de Estvo chegaram at a Fencia, Chipre e Antioquia,
anunciando a mensagem apenas aos judeus.
20 Alguns deles, todavia,
cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e comearam a falar tambm aos
gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus.
21 A
mo do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao
Senhor.
22 Notcias desse fato chegaram aos ouvidos da igreja em Jerusalm, e
eles enviaram Barnab a Antioquia.
23 Este, ali chegando e vendo a
graa de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiis ao Senhor,
de todo o corao.
24 Ele era um homem bom, cheio do Esprito Santo e
de f; e muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor.
25 Ento Barnab foi a Tarso procurar Saulo
26 e, quando o encontrou,
levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnab e Saulo se
reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discpulos
foram pela primeira vez chamados cristos.
27 Naqueles dias alguns profetas desceram de Jerusalm para Antioquia.
28 Um deles, gabo, levantou-se e pelo Esprito predisse que uma grande
fome sobreviria a todo o mundo romano, o que aconteceu durante o reinado
de Cludio.
29 Os discpulos, cada um segundo as suas possibilidades,
decidiram providenciar ajuda para os irmos que viviam na Judia.
30 E
o fizeram, enviando suas ofertas aos presbteros pelas mos de Barnab e
Saulo.
Notas de rodap:
[a] 11.16 Ou em

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-12
Pedro  Milagrosamente Libertado da Priso
1 Nessa ocasio, o rei Herodes prendeu alguns que pertenciam  igreja,
com a inteno de maltrat-los,
2 e mandou matar  espada Tiago, irmo
de Joo.
3 Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo
tambm Pedro durante a festa dos pes sem fermento.
4 Tendo-o prendido,
lanou-o no crcere, entregando-o para ser guardado por quatro escoltas
de quatro soldados cada uma. Herodes pretendia submet-lo a julgamento
pblico depois da Pscoa.
5 Pedro, ento, ficou detido na priso, mas a igreja orava intensamente
a Deus por ele.
6 Na noite anterior ao dia em que Herodes iria submet-lo a julgamento,
Pedro estava dormindo entre dois soldados, preso com duas algemas, e
sentinelas montavam guarda  entrada do crcere.
7 Repentinamente
apareceu um anjo do Senhor, e uma luz brilhou na cela. Ele tocou no lado
de Pedro e o acordou. "Depressa, levante-se!", disse ele. Ento as
algemas caram dos punhos de Pedro.
8 O anjo lhe disse: "Vista-se e calce as sandlias". E Pedro assim
fez. Disse-lhe ainda o anjo: "Ponha a capa e siga-me".
9 E, saindo,
Pedro o seguiu, no sabendo que era real o que se fazia por meio do
anjo; tudo lhe parecia uma viso.
10 Passaram a primeira e a segunda
guarda, e chegaram ao porto de ferro que dava para a cidade. Este se
abriu por si mesmo para eles, e passaram. Tendo sado, caminharam ao
longo de uma rua e, de repente, o anjo o deixou.
11 Ento Pedro caiu em si e disse: "Agora sei, sem nenhuma dvida,
que o Senhor enviou o seu anjo e me libertou das mos de Herodes e de
tudo o que o povo judeu esperava".
12 Percebendo isso, ele se dirigiu  casa de Maria, me de Joo, tambm
chamado Marcos, onde muita gente se havia reunido e estava orando.
13 Pedro bateu  porta do alpendre, e uma serva chamada Rode veio atender.
14 Ao reconhecer a voz de Pedro, tomada de alegria, ela correu de
volta, sem abrir a porta, e exclamou: "Pedro est  porta!"
15 Eles porm lhe disseram: "Voc est fora de si!" Insistindo ela
em afirmar que era Pedro, disseram-lhe: "Deve ser o anjo dele".
16 Mas Pedro continuou batendo e, quando abriram a porta e o viram,
ficaram perplexos.
17 Mas ele, fazendo-lhes sinal para que se calassem,
descreveu como o Senhor o havia tirado da priso e disse: "Contem isso
a Tiago e aos irmos". Ento saiu e foi para outro lugar.
18 De manh, no foi pequeno o alvoroo entre os soldados quanto ao que
tinha acontecido a Pedro.
19 Fazendo uma busca completa e no o
encontrando, Herodes fez uma investigao entre os guardas e ordenou que
fossem executados.
A Morte de Herodes
Depois Herodes foi da Judia para Cesaria e permaneceu ali durante
algum tempo.
20 Ele estava cheio de ira contra o povo de Tiro e Sidom;
contudo, eles haviam se reunido e procuravam ter uma audincia com ele.
Tendo conseguido o apoio de Blasto, homem de confiana [a] do
rei, pediram paz, porque dependiam das terras do rei para obter
alimento.
21 No dia marcado, Herodes, vestindo seus trajes reais, sentou-se em
seu trono e fez um discurso ao povo.
22 Eles comearam a gritar: "
voz de deus, e no de homem".
23 Visto que Herodes no glorificou a
Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por
vermes.
24 Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se.
25 Tendo terminado sua misso, Barnab e Saulo voltaram de Jerusalm,
levando consigo Joo, tambm chamado Marcos.
Notas de rodap:
[a] 12.20 Grego: camareiro .

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-13
A Misso de Barnab e Saulo
1 Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnab, Simeo,
chamado Nger, Lcio de Cirene, Manam, que fora criado com Herodes, o
tetrarca [a] , e Saulo.
2 Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam,
disse o Esprito Santo: "Separem-me Barnab e Saulo para a obra a que
os tenho chamado".
3 Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes
as mos e os enviaram.
Em Chipre
4 Enviados pelo Esprito Santo, desceram a Selucia e dali navegaram
para Chipre.
5 Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas
sinagogas judaicas. Joo estava com eles como auxiliar.
6 Viajaram por toda a ilha, at que chegaram a Pafos. Ali encontraram
um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta.
7 Ele era assessor do procnsul Srgio Paulo. O procnsul, sendo homem
culto, mandou chamar Barnab e Saulo, porque queria ouvir a palavra de
Deus.
8 Mas Elimas, o mgico (esse  o significado do seu nome),
ops-se a eles e tentava desviar da f o procnsul.
9 Ento Saulo,
tambm chamado Paulo, cheio do Esprito Santo, olhou firmemente para
Elimas e disse:
10 "Filho do Diabo e inimigo de tudo o que  justo!
Voc est cheio de toda espcie de engano e maldade. Quando  que vai
parar de perverter os retos caminhos do Senhor?
11 Saiba agora que a
mo do Senhor est contra voc, e voc ficar cego e incapaz de ver a
luz do sol durante algum tempo".
Imediatamente vieram sobre ele nvoa e escurido, e ele, tateando,
procurava quem o guiasse pela mo.
12 O procnsul, vendo o que havia
acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor.
Em Antioquia da Pisdia
13 De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram para Perge, na
Panflia. Joo os deixou ali e voltou para Jerusalm.
14 De Perge
prosseguiram at Antioquia da Pisdia. No sbado, entraram na sinagoga e
se assentaram.
15 Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da
sinagoga lhes mandaram dizer: "Irmos, se vocs tm uma mensagem de
encorajamento para o povo, falem".
16 Pondo-se em p, Paulo fez sinal com a mo e disse: "Israelitas e
gentios que temem a Deus, ouam-me!
17 O Deus do povo de Israel
escolheu nossos antepassados e exaltou o povo durante a sua permanncia
no Egito; com grande poder os fez sair daquele pas
18 e os aturou
[b] no deserto durante cerca de quarenta anos.
19 Ele destruiu
sete naes em Cana e deu a terra delas como herana ao seu povo.
20 Tudo isso levou cerca de quatrocentos e cinqenta anos.
"Depois disso, ele lhes deu juzes at o tempo do profeta Samuel.
21 Ento o povo pediu um rei, e Deus lhes deu Saul, filho de Quis, da tribo
de Benjamim, que reinou quarenta anos.
22 Depois de rejeitar Saul,
levantou-lhes Davi como rei, sobre quem testemunhou: ``Encontrei Davi,
filho de Jess, homem segundo o meu corao; ele far tudo o que for da
minha vontade'' [c] .
23 "Da descendncia desse homem Deus trouxe a Israel o Salvador
Jesus, como prometera.
24 Antes da vinda de Jesus, Joo pregou um
batismo de arrependimento para todo o povo de Israel.
25 Quando estava
completando sua carreira, Joo disse: ``Quem vocs pensam que eu sou?
No sou quem vocs pensam. Mas eis que vem depois de mim aquele cujas
sandlias no sou digno nem de desamarrar''.
26 "Irmos, filhos de Abrao, e gentios que temem a Deus, a ns foi
enviada esta mensagem de salvao.
27 O povo de Jerusalm e seus
governantes no reconheceram Jesus, mas, ao conden-lo, cumpriram as
palavras dos profetas, que so lidas todos os sbados.
28 Mesmo no
achando motivo legal para uma sentena de morte, pediram a Pilatos que o
mandasse executar.
29 Tendo cumprido tudo o que estava escrito a
respeito dele, tiraram-no do madeiro e o colocaram num sepulcro.
30 Mas
Deus o ressuscitou dos mortos,
31 e, por muitos dias, foi visto por
aqueles que tinham ido com ele da Galilia para Jerusalm. Eles agora
so testemunhas dele para o povo.
32 "Ns lhes anunciamos as boas novas: o que Deus prometeu a nossos
antepassados
33 ele cumpriu para ns, seus filhos, ressuscitando Jesus,
como est escrito no Salmo segundo:
"``Tu s meu filho;
eu hoje te gerei'' [d] .
34 O fato de que Deus o ressuscitou dos mortos, para que nunca entrasse
em decomposio,  declarado nestas palavras:
"``Eu lhes dou as santas
e fiis bnos prometidas
a Davi'' [e] .
35 Assim ele diz noutra passagem:
"``No permitirs
que o teu Santo
sofra decomposio'' [f] .
36 "Tendo, pois, Davi servido ao propsito de Deus em sua gerao,
adormeceu, foi sepultado com os seus antepassados e seu corpo se
decomps.
37 Mas aquele a quem Deus ressuscitou no sofreu
decomposio.
38 "Portanto, meus irmos, quero que saibam que mediante Jesus lhes 
proclamado o perdo dos pecados.
39 Por meio dele, todo aquele que cr
 justificado de todas as coisas das quais no podiam ser justificados
pela Lei de Moiss.
40 Cuidem para que no lhes acontea o que disseram
os profetas:
41 "``Olhem, escarnecedores,
admirem-se e peream;
pois nos dias de vocs
farei algo que vocs jamais creriam
se algum lhes contasse!'' [g] "
42 Quando Paulo e Barnab estavam saindo da sinagoga, o povo os
convidou a falar mais a respeito dessas coisas no sbado seguinte.
43 Despedida a congregao, muitos dos judeus e estrangeiros piedosos
convertidos ao judasmo seguiram Paulo e Barnab. Estes conversavam com
eles, recomendando-lhes que continuassem na graa de Deus.
44 No sbado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a
palavra do Senhor.
45 Quando os judeus viram a multido, ficaram cheios
de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo estava dizendo.
46 Ento Paulo e Barnab lhes responderam corajosamente: "Era
necessrio anunciar primeiro a vocs a palavra de Deus; uma vez que a
rejeitam e no se julgam dignos da vida eterna, agora nos voltamos para
os gentios.
47 Pois assim o Senhor nos ordenou:
"``Eu fiz de voc luz para os gentios,
para que voc leve a salvao
at aos confins da terra'' [h] ".
48 Ouvindo isso, os gentios alegraram-se e bendisseram a palavra do
Senhor; e creram todos os que haviam sido designados para a vida eterna.
49 A palavra do Senhor se espalhava por toda a regio.
50 Mas os
judeus incitaram as mulheres piedosas de elevada posio e os principais
da cidade. E, provocando perseguio contra Paulo e Barnab, os
expulsaram do seu territrio.
51 Estes sacudiram o p dos seus ps em
protesto contra eles e foram para Icnio.
52 Os discpulos continuavam
cheios de alegria e do Esprito Santo.
Notas de rodap:
[a] 13.1 Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma regio.
[b] 13.18 Alguns manuscritos dizem e cuidou deles.
[c] 13.22 1Sm 13.14
[d] 13.33 Sl 2.7
[e] 13.34 Is 55.3
[f] 13.35 Sl 16.10
[g] 13.41 Hc 1.5
[h] 13.47 Is 49.6

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-14
Em Icnio
1 Em Icnio, Paulo e Barnab, como de costume, foram  sinagoga
judaica. Ali falaram de tal modo que veio a crer grande multido de
judeus e gentios.
2 Mas os judeus que se tinham recusado a crer
incitaram os gentios e irritaram-lhes os nimos contra os irmos.
3 Paulo e Barnab passaram bastante tempo ali, falando corajosamente do
Senhor, que confirmava a mensagem de sua graa realizando sinais e
maravilhas pelas mos deles.
4 O povo da cidade ficou dividido: alguns
estavam a favor dos judeus, outros a favor dos apstolos.
5 Formou-se
uma conspirao de gentios e judeus, com os seus lderes, para
maltrat-los e apedrej-los.
6 Quando eles souberam disso, fugiram para
as cidades licanicas de Listra e Derbe, e seus arredores,
7 onde
continuaram a pregar as boas novas.
Em Listra e em Derbe
8 Em Listra havia um homem paraltico dos ps, aleijado desde o
nascimento, que vivia ali sentado e nunca tinha andado.
9 Ele ouvira
Paulo falar. Quando Paulo olhou diretamente para ele e viu que o homem
tinha f para ser curado,
10 disse em alta voz: "Levante-se! Fique em
p!" Com isso, o homem deu um salto e comeou a andar.
11 Ao ver o que Paulo fizera, a multido comeou a gritar em lngua
licanica: "Os deuses desceram at ns em forma humana!"
12 A
Barnab chamavam Zeus e a Paulo Hermes, porque era ele quem trazia a
palavra.
13 O sacerdote de Zeus, cujo templo ficava diante da cidade,
trouxe bois e coroas de flores  porta da cidade, porque ele e a
multido queriam oferecer-lhes sacrifcios.
14 Ouvindo isso, os apstolos Barnab e Paulo rasgaram as roupas e
correram para o meio da multido, gritando:
15 "Homens, por que vocs
esto fazendo isso? Ns tambm somos humanos como vocs. Estamos
trazendo boas novas para vocs, dizendo-lhes que se afastem dessas
coisas vs e se voltem para o Deus vivo, que fez o cu, a terra, o mar e
tudo o que neles h.
16 No passado ele permitiu que todas as naes
seguissem os seus prprios caminhos.
17 Contudo, Deus no ficou sem
testemunho: mostrou sua bondade, dando-lhes chuva do cu e colheitas no
tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um corao cheio de
alegria".
18 Apesar dessas palavras, eles tiveram dificuldade para
impedir que a multido lhes oferecesse sacrifcios.
19 Ento alguns judeus chegaram de Antioquia e de Icnio e mudaram o
nimo das multides. Apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da
cidade, pensando que estivesse morto.
20 Mas quando os discpulos se
ajuntaram em volta de Paulo, ele se levantou e voltou  cidade. No dia
seguinte, ele e Barnab partiram para Derbe.
O Retorno para Antioquia da Sria
21 Eles pregaram as boas novas naquela cidade e fizeram muitos
discpulos. Ento voltaram para Listra, Icnio e Antioquia,
22 fortalecendo os discpulos e encorajando-os a permanecer na f, dizendo:
" necessrio que passemos por muitas tribulaes para entrarmos no
Reino de Deus".
23 Paulo e Barnab designaram-lhes [a]
presbteros em cada igreja; tendo orado e jejuado, eles os encomendaram
ao Senhor, em quem haviam confiado.
24 Passando pela Pisdia, chegaram
 Panflia
25 e, tendo pregado a palavra em Perge, desceram para
Atlia.
26 De Atlia navegaram de volta a Antioquia, onde tinham sido
recomendados  graa de Deus para a misso que agora haviam completado.
27 Chegando ali, reuniram a igreja e relataram tudo o que Deus tinha
feito por meio deles e como abrira a porta da f aos gentios.
28 E
ficaram ali muito tempo com os discpulos.
Notas de rodap:
[a] 14.23 Ou ordenaram-lhes ; ou ainda elegeram

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-15
O Conclio de Jerusalm
1 Alguns homens desceram da Judia para Antioquia e passaram a ensinar
aos irmos: "Se vocs no forem circuncidados conforme o costume
ensinado por Moiss, no podero ser salvos".
2 Isso levou Paulo e
Barnab a uma grande contenda e discusso com eles. Assim, Paulo e
Barnab foram designados, junto com outros, para irem a Jerusalm tratar
dessa questo com os apstolos e com os presbteros.
3 A igreja os
enviou e, ao passarem pela Fencia e por Samaria, contaram como os
gentios tinham se convertido; essas notcias alegravam muito a todos os
irmos.
4 Chegando a Jerusalm, foram bem recebidos pela igreja, pelos
apstolos e pelos presbteros, a quem relataram tudo o que Deus tinha
feito por meio deles.
5 Ento se levantaram alguns do partido religioso dos fariseus que
haviam crido e disseram: " necessrio circuncid-los e exigir deles
que obedeam  Lei de Moiss".
6 Os apstolos e os presbteros se reuniram para considerar essa
questo.
7 Depois de muita discusso, Pedro levantou-se e dirigiu-se a
eles: "Irmos, vocs sabem que h muito tempo Deus me escolheu dentre
vocs para que os gentios ouvissem de meus lbios a mensagem do
evangelho e cressem.
8 Deus, que conhece os coraes, demonstrou que os
aceitou, dando-lhes o Esprito Santo, como antes nos tinha concedido.
9 Ele no fez distino alguma entre ns e eles, visto que purificou os
seus coraes pela f.
10 Ento, por que agora vocs esto querendo
tentar a Deus, pondo sobre os discpulos um jugo que nem ns nem nossos
antepassados conseguimos suportar?
11 De modo nenhum! Cremos que somos
salvos pela graa de nosso Senhor Jesus, assim como eles tambm".
12 Toda a assemblia ficou em silncio, enquanto ouvia Barnab e Paulo
falando de todos os sinais e maravilhas que, por meio deles, Deus fizera
entre os gentios.
13 Quando terminaram de falar, Tiago tomou a palavra
e disse: "Irmos, ouam-me.
14 Simo nos exps como Deus, no
princpio, voltou-se para os gentios a fim de reunir dentre as naes um
povo para o seu nome.
15 Concordam com isso as palavras dos profetas,
conforme est escrito:
16 "``Depois disso voltarei
e reconstruirei
a tenda cada de Davi.
Reedificarei as suas runas,
e a restaurarei,
17 para que o restante
dos homens
busque o Senhor,
e todos os gentios
sobre os quais
tem sido invocado
o meu nome,
diz o Senhor,
que faz estas coisas'' [a]
18 conhecidas desde os tempos antigos. [b]
19 "Portanto, julgo que no devemos pr dificuldades aos gentios que
esto se convertendo a Deus.
20 Ao contrrio, devemos escrever a eles,
dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos dolos, da
imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue.
21 Pois, desde os tempos antigos, Moiss  pregado em todas as cidades,
sendo lido nas sinagogas todos os sbados".
A Carta do Conclio aos Cristos Gentios
22 Ento os apstolos e os presbteros, com toda a igreja, decidiram
escolher alguns dentre eles e envi-los a Antioquia com Paulo e Barnab.
Escolheram Judas, chamado Barsabs, e Silas, dois lderes entre os
irmos.
23 Com eles enviaram a seguinte carta:
"Os irmos apstolos e presbteros, [c]
aos cristos gentios que esto em Antioquia, na Sria e na Cilcia:
Saudaes.
24 "Soubemos que alguns saram de nosso meio, sem nossa autorizao,
e os perturbaram, transtornando a mente de vocs com o que disseram.
25 Assim, concordamos todos em escolher alguns homens e envi-los a vocs
com nossos amados irmos Paulo e Barnab,
26 homens que tm arriscado a
vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27 Portanto, estamos
enviando Judas e Silas para confirmarem verbalmente o que estamos
escrevendo.
28 Pareceu bem ao Esprito Santo e a ns no impor a vocs
nada alm das seguintes exigncias necessrias:
29 Que se abstenham de
comida sacrificada aos dolos, do sangue, da carne de animais
estrangulados e da imoralidade sexual. Vocs faro bem em evitar essas
coisas.
"Que tudo lhes v bem".
30 Uma vez despedidos, os homens desceram para Antioquia, onde reuniram
a igreja e entregaram a carta.
31 Os irmos a leram e se alegraram com
a sua animadora mensagem.
32 Judas e Silas, que eram profetas,
encorajaram e fortaleceram os irmos com muitas palavras.
33 Tendo
passado algum tempo ali, foram despedidos pelos irmos com a bno da
paz para voltarem aos que os tinham enviado,
34 mas Silas decidiu ficar
ali. [d]
35 Paulo e Barnab permaneceram em Antioquia, onde, com
muitos outros, ensinavam e pregavam a palavra do Senhor.
O Desentendimento entre Paulo e Barnab
36 Algum tempo depois, Paulo disse a Barnab: "Voltemos para visitar
os irmos em todas as cidades onde pregamos a palavra do Senhor, para
ver como esto indo".
37 Barnab queria levar Joo, tambm chamado
Marcos.
38 Mas Paulo no achava prudente lev-lo, pois ele,
abandonando-os na Panflia, no permanecera com eles no trabalho.
39 Tiveram um desentendimento to srio que se separaram. Barnab, levando
consigo Marcos, navegou para Chipre,
40 mas Paulo escolheu Silas e
partiu, encomendado pelos irmos  graa do Senhor.
41 Passou, ento,
pela Sria e pela Cilcia, fortalecendo as igrejas.
Notas de rodap:
[a] 15.16,17 Am 9.11,12
[b] 15.18 Alguns manuscritos dizem Conhecida do Senhor desde os tempos
antigos  a sua obra.
[c] 15.23 Vrios manuscritos dizem Os apstolos, os presbteros e os
irmos.
[d] 15.34 Muitos manuscritos antigos no trazem o versculo 34.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-16
Timteo Acompanha Paulo e Silas
1 Chegou a Derbe e depois a Listra, onde vivia um discpulo chamado
Timteo. Sua me era uma judia convertida e seu pai era grego.
2 Os
irmos de Listra e Icnio davam bom testemunho dele.
3 Paulo, querendo
lev-lo na viagem, circuncidou-o por causa dos judeus que viviam naquela
regio, pois todos sabiam que seu pai era grego.
4 Nas cidades por onde
passavam, transmitiam as decises tomadas pelos apstolos e presbteros
em Jerusalm, para que fossem obedecidas.
5 Assim as igrejas eram
fortalecidas na f e cresciam em nmero cada dia.
A Viso de Paulo em Trade
6 Paulo e seus companheiros viajaram pela regio da Frgia e da
Galcia, tendo sido impedidos pelo Esprito Santo de pregar a palavra na
provncia da sia.
7 Quando chegaram  fronteira da Msia, tentaram
entrar na Bitnia, mas o Esprito de Jesus os impediu.
8 Ento,
contornaram a Msia e desceram a Trade.
9 Durante a noite Paulo teve
uma viso, na qual um homem da Macednia estava em p e lhe suplicava:
"Passe  Macednia e ajude-nos".
10 Depois que Paulo teve essa
viso, preparamo-nos imediatamente para partir para a Macednia,
concluindo que Deus nos tinha chamado para lhes pregar o evangelho.
A Converso de Ldia em Filipos
11 Partindo de Trade, navegamos diretamente para Samotrcia e, no dia
seguinte, para Nepolis.
12 Dali partimos para Filipos, na Macednia,
que  colnia romana e a principal cidade daquele distrito. Ali ficamos
vrios dias.
13 No sbado samos da cidade e fomos para a beira do rio, onde
espervamos encontrar um lugar de orao. Sentamo-nos e comeamos a
conversar com as mulheres que haviam se reunido ali.
14 Uma das que
ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Ldia, vendedora de tecido
de prpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu corao para
atender  mensagem de Paulo.
15 Tendo sido batizada, bem como os de sua
casa, ela nos convidou, dizendo: "Se os senhores me consideram uma
crente no Senhor, venham ficar em minha casa". E nos convenceu.
Paulo e Silas na Priso
16 Certo dia, indo ns para o lugar de orao, encontramos uma escrava
que tinha um esprito pelo qual predizia o futuro. Ela ganhava muito
dinheiro para os seus senhores com adivinhaes.
17 Essa moa seguia a
Paulo e a ns, gritando: "Estes homens so servos do Deus Altssimo e
lhes anunciam o caminho da salvao".
18 Ela continuou fazendo isso
por muitos dias. Finalmente, Paulo ficou indignado, voltou-se e disse ao
esprito: "Em nome de Jesus Cristo eu lhe ordeno que saia dela!" No
mesmo instante o esprito a deixou.
19 Percebendo que a sua esperana de lucro tinha se acabado, os donos
da escrava agarraram Paulo e Silas e os arrastaram para a praa
principal, diante das autoridades.
20 E, levando-os aos magistrados,
disseram: "Estes homens so judeus e esto perturbando a nossa cidade,
21 propagando costumes que a ns, romanos, no  permitido aceitar nem
praticar".
22 A multido ajuntou-se contra Paulo e Silas, e os magistrados
ordenaram que se lhes tirassem as roupas e fossem aoitados.
23 Depois
de serem severamente aoitados, foram lanados na priso. O carcereiro
recebeu instruo para vigi-los com cuidado.
24 Tendo recebido tais
ordens, ele os lanou no crcere interior e lhes prendeu os ps no
tronco.
25 Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando
hinos a Deus; os outros presos os ouviam.
26 De repente, houve um
terremoto to violento que os alicerces da priso foram abalados.
Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se
soltaram.
27 O carcereiro acordou e, vendo abertas as portas da priso,
desembainhou sua espada para se matar, porque pensava que os presos
tivessem fugido.
28 Mas Paulo gritou: "No faa isso! Estamos todos
aqui!"
29 O carcereiro pediu luz, entrou correndo e, trmulo, prostrou-se
diante de Paulo e Silas.
30 Ento levou-os para fora e perguntou:
"Senhores, que devo fazer para ser salvo?"
31 Eles responderam: "Creia no Senhor Jesus, e sero salvos, voc e
os de sua casa".
32 E pregaram a palavra de Deus, a ele e a todos os
de sua casa.
33 Naquela mesma hora da noite o carcereiro lavou as
feridas deles; em seguida, ele e todos os seus foram batizados.
34 Ento os levou para a sua casa, serviu-lhes uma refeio e com todos os
de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus.
35 Quando amanheceu, os magistrados mandaram os seus soldados ao
carcereiro com esta ordem: "Solte estes homens".
36 O carcereiro
disse a Paulo: "Os magistrados deram ordens para que voc e Silas
sejam libertados. Agora podem sair. Vo em paz".
37 Mas Paulo disse aos soldados: "Sendo ns cidados romanos, eles
nos aoitaram publicamente sem processo formal e nos lanaram na priso.
E agora querem livrar-se de ns secretamente? No! Venham eles mesmos e
nos libertem".
38 Os soldados relataram isso aos magistrados, os quais, ouvindo que
Paulo e Silas eram romanos, ficaram atemorizados.
39 Vieram para se
desculpar diante deles e, conduzindo-os para fora da priso,
pediram-lhes que sassem da cidade.
40 Depois de sarem da priso,
Paulo e Silas foram  casa de Ldia, onde se encontraram com os irmos e
os encorajaram. E ento partiram.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-17
Em Tessalnica
1 Tendo passado por Anfpolis e Apolnia, chegaram a Tessalnica, onde
havia uma sinagoga judaica.
2 Segundo o seu costume, Paulo foi 
sinagoga e por trs sbados discutiu com eles com base nas Escrituras,
3 explicando e provando que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar
dentre os mortos. E dizia: "Este Jesus que lhes proclamo  o
Cristo".
4 Alguns dos judeus foram persuadidos e se uniram a Paulo e
Silas, bem como muitos gregos tementes a Deus, e no poucas mulheres de
alta posio.
5 Mas os judeus ficaram com inveja. Reuniram alguns homens perversos
dentre os desocupados e, com a multido, iniciaram um tumulto na cidade.
Invadiram a casa de Jasom, em busca de Paulo e Silas, a fim de traz-los
para o meio da multido [a] .
6 Contudo, no os achando,
arrastaram Jasom e alguns outros irmos para diante dos oficiais da
cidade, gritando: "Esses homens, que tm causado alvoroo por todo o
mundo, agora chegaram aqui,
7 e Jasom os recebeu em sua casa. Todos
eles esto agindo contra os decretos de Csar, dizendo que existe um
outro rei, chamado Jesus".
8 Ouvindo isso, a multido e os oficiais
da cidade ficaram agitados.
9 Ento receberam de Jasom e dos outros a
fiana estipulada e os soltaram.
Em Beria
10 Logo que anoiteceu, os irmos enviaram Paulo e Silas para Beria.
Chegando ali, eles foram  sinagoga judaica.
11 Os bereanos eram mais
nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande
interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era
assim mesmo.
12 E creram muitos dentre os judeus, bem como dentre os
gregos, um bom nmero de mulheres de elevada posio e no poucos
homens.
13 Quando os judeus de Tessalnica ficaram sabendo que Paulo estava
pregando a palavra de Deus em Beria, dirigiram-se tambm para l,
agitando e alvoroando as multides.
14 Imediatamente os irmos
enviaram Paulo para o litoral, mas Silas e Timteo permaneceram em
Beria.
15 Os homens que foram com Paulo o levaram at Atenas, partindo
depois com instrues para que Silas e Timteo se juntassem a ele, to
logo fosse possvel.
Em Atenas
16 Enquanto esperava por eles em Atenas, Paulo ficou profundamente
indignado ao ver que a cidade estava cheia de dolos.
17 Por isso,
discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como
na praa principal, todos os dias, com aqueles que por ali se
encontravam.
18 Alguns filsofos epicureus e esticos comearam a
discutir com ele. Alguns perguntavam: "O que est tentando dizer esse
tagarela?" Outros diziam: "Parece que ele est anunciando deuses
estrangeiros", pois Paulo estava pregando as boas novas a respeito de
Jesus e da ressurreio.
19 Ento o levaram a uma reunio do Arepago,
onde lhe perguntaram: "Podemos saber que novo ensino  esse que voc
est anunciando?
20 Voc est nos apresentando algumas idias
estranhas, e queremos saber o que elas significam".
21 Todos os
atenienses e estrangeiros que ali viviam no se preocupavam com outra
coisa seno falar ou ouvir as ltimas novidades.
22 Ento Paulo levantou-se na reunio do Arepago e disse:
"Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocs so muito religiosos,
23 pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de
culto e encontrei at um altar com esta inscrio: AO DEUS DESCONHECIDO.
Ora, o que vocs adoram, apesar de no conhecerem, eu lhes anuncio.
24 "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele h  o Senhor dos cus e
da terra, e no habita em santurios feitos por mos humanas.
25 Ele
no  servido por mos de homens, como se necessitasse de algo, porque
ele mesmo d a todos a vida, o flego e as demais coisas.
26 De um s
fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo
determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em
que deveriam habitar.
27 Deus fez isso para que os homens o buscassem e
talvez, tateando, pudessem encontr-lo, embora no esteja longe de cada
um de ns.
28 ``Pois nele vivemos, nos movemos e existimos'', como
disseram alguns dos poetas de vocs: ``Tambm somos descendncia
dele''.
29 "Assim, visto que somos descendncia de Deus, no devemos pensar
que a Divindade  semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra,
feita pela arte e imaginao do homem.
30 No passado Deus no levou em
conta essa ignorncia, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se
arrependam.
31 Pois estabeleceu um dia em que h de julgar o mundo com
justia, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos,
ressuscitando-o dentre os mortos".
32 Quando ouviram sobre a ressurreio dos mortos, alguns deles
zombaram, e outros disseram: "A esse respeito ns o ouviremos outra
vez".
33 Com isso, Paulo retirou-se do meio deles.
34 Alguns homens
juntaram-se a ele e creram. Entre eles estava Dionsio, membro do
Arepago, e tambm uma mulher chamada Dmaris, e outros com eles.
Notas de rodap:
[a] 17.5 Ou da assemblia do povo

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-18
Em Corinto
1 Depois disso Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
2 Ali,
encontrou um judeu chamado qila, natural do Ponto, que havia chegado
recentemente da Itlia com Priscila, sua mulher, pois Cludio havia
ordenado que todos os judeus sassem de Roma. Paulo foi v-los
3 e, uma
vez que tinham a mesma profisso, ficou morando e trabalhando com eles,
pois eram fabricantes de tendas.
4 Todos os sbados ele debatia na
sinagoga, e convencia judeus e gregos.
5 Depois que Silas e Timteo chegaram da Macednia, Paulo se dedicou
exclusivamente  pregao, testemunhando aos judeus que Jesus era o
Cristo.
6 Opondo-se eles e lanando maldies, Paulo sacudiu a roupa e
lhes disse: "Caia sobre a cabea de vocs o seu prprio sangue! Estou
livre da minha responsabilidade. De agora em diante irei para os
gentios".
7 Ento Paulo saiu da sinagoga e foi para a casa de Tcio Justo, que
era temente a Deus e que morava ao lado da sinagoga.
8 Crispo, chefe da
sinagoga, creu no Senhor, ele e toda a sua casa; e dos corntios que o
ouviam, muitos criam e eram batizados.
9 Certa noite o Senhor falou a Paulo em viso: "No tenha medo,
continue falando e no fique calado,
10 pois estou com voc, e ningum
vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade".
11 Assim, Paulo ficou ali durante um ano e meio, ensinando-lhes a
palavra de Deus.
12 Sendo Glio procnsul da Acaia, os judeus fizeram em conjunto um
levante contra Paulo e o levaram ao tribunal, fazendo a seguinte
acusao:
13 "Este homem est persuadindo o povo a adorar a Deus de
maneira contrria  lei".
14 Quando Paulo ia comear a falar, Glio disse aos judeus: "Se
vocs, judeus, estivessem apresentando queixa de algum delito ou crime
grave, seria razovel que eu os ouvisse.
15 Mas, visto que se trata de
uma questo de palavras e nomes de sua prpria lei, resolvam o problema
vocs mesmos. No serei juiz dessas coisas".
16 E mandou expuls-los
do tribunal.
17 Ento todos se voltaram contra Sstenes, o chefe da
sinagoga, e o espancaram diante do tribunal. Mas Glio no demonstrou
nenhuma preocupao com isso.
Priscila, qila e Apolo
18 Paulo permaneceu em Corinto por algum tempo. Depois despediu-se dos
irmos e navegou para a Sria, acompanhado de Priscila e qila. Antes
de embarcar, rapou a cabea em Cencria, devido a um voto que havia
feito.
19 Chegaram a feso, onde Paulo deixou Priscila e qila. Ele,
porm, entrando na sinagoga, comeou a debater com os judeus.
20 Pedindo eles que ficasse mais tempo, no cedeu.
21 Mas, ao partir,
prometeu: "Voltarei, se for da vontade de Deus". Ento, embarcando,
partiu de feso.
22 Ao chegar a Cesaria, subiu at a igreja para
saud-la, e depois desceu para Antioquia.
23 Depois de passar algum tempo em Antioquia, Paulo partiu dali e
viajou por toda a regio da Galcia e da Frgia, fortalecendo todos os
discpulos.
24 Enquanto isso, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, chegou
a feso. Ele era homem culto [a] e tinha grande conhecimento das
Escrituras.
25 Fora instrudo no caminho do Senhor e com grande fervor
[b] falava e ensinava com exatido acerca de Jesus, embora
conhecesse apenas o batismo de Joo.
26 Logo comeou a falar
corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e qila o ouviram,
convidaram-no para ir  sua casa e lhe explicaram com mais exatido o
caminho de Deus.
27 Querendo ele ir para a Acaia, os irmos o encorajaram e escreveram
aos discpulos que o recebessem. Ao chegar, ele auxiliou muito os que
pela graa haviam crido,
28 pois refutava vigorosamente os judeus em
debate pblico, provando pelas Escrituras que Jesus  o Cristo.
Notas de rodap:
[a] 18.24 Ou eloqente
[b] 18.25 Ou com fervor no Esprito

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-19
Paulo em feso
1 Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, atravessando as regies
altas, chegou a feso. Ali encontrou alguns discpulos
2 e lhes
perguntou: "Vocs receberam o Esprito Santo quando [a]
creram?"
Eles responderam: "No, nem sequer ouvimos que existe o Esprito
Santo".
3 "Ento, que batismo vocs receberam?", perguntou Paulo.
"O batismo de Joo", responderam eles.
4 Disse Paulo: "O batismo de Joo foi um batismo de arrependimento.
Ele dizia ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto , em
Jesus".
5 Ouvindo isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus.
6 Quando Paulo lhes imps as mos, veio sobre eles o Esprito Santo, e
comearam a falar em lnguas [b] e a profetizar.
7 Eram ao todo
uns doze homens.
8 Paulo entrou na sinagoga e ali falou com liberdade durante trs
meses, argumentando convincentemente acerca do Reino de Deus.
9 Mas
alguns deles se endureceram e se recusaram a crer, e comearam a falar
mal do Caminho diante da multido. Paulo, ento, afastou-se deles.
Tomando consigo os discpulos, passou a ensinar diariamente na escola de
Tirano.
10 Isso continuou por dois anos, de forma que todos os judeus e
os gregos que viviam na provncia da sia ouviram a palavra do Senhor.
11 Deus fazia milagres extraordinrios por meio de Paulo,
12 de modo
que at lenos e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre
os enfermos. Estes eram curados de suas doenas, e os espritos malignos
saam deles.
13 Alguns judeus que andavam expulsando espritos malignos tentaram
invocar o nome do Senhor Jesus sobre os endemoninhados, dizendo: "Em
nome de Jesus, a quem Paulo prega, eu lhes ordeno que saiam!"
14 Os
que estavam fazendo isso eram os sete filhos de Ceva, um dos chefes dos
sacerdotes dos judeus.
15 Um dia, o esprito maligno lhes respondeu:
"Jesus, eu conheo, Paulo, eu sei quem ; mas vocs, quem so?"
16 Ento o endemoninhado saltou sobre eles e os dominou, espancando-os com
tamanha violncia que eles fugiram da casa nus e feridos.
17 Quando isso se tornou conhecido de todos os judeus e gregos que
viviam em feso, todos eles foram tomados de temor; e o nome do Senhor
Jesus era engrandecido.
18 Muitos dos que creram vinham, e confessavam
e declaravam abertamente suas ms obras.
19 Grande nmero dos que
tinham praticado ocultismo reuniram seus livros e os queimaram
publicamente. Calculado o valor total, este chegou a cinqenta mil
dracmas [c] .
20 Dessa maneira a palavra do Senhor muito se
difundia e se fortalecia.
21 Depois dessas coisas, Paulo decidiu no esprito ir a Jerusalm,
passando pela Macednia e pela Acaia. Ele dizia: "Depois de haver
estado ali,  necessrio tambm que eu v visitar Roma".
22 Ento
enviou  Macednia dois dos seus auxiliares, Timteo e Erasto, e
permaneceu mais um pouco na provncia da sia.
O Tumulto em feso
23 Naquele tempo houve um grande tumulto por causa do Caminho.
24 Um
ourives chamado Demtrio, que fazia miniaturas de prata do templo de
rtemis e que dava muito lucro aos artfices,
25 reuniu-os com os
trabalhadores dessa profisso e disse: "Senhores, vocs sabem que
temos uma boa fonte de lucro nesta atividade
26 e esto vendo e ouvindo
como este indivduo, Paulo, est convencendo e desviando grande nmero
de pessoas aqui em feso e em quase toda a provncia da sia. Diz ele
que deuses feitos por mos humanas no so deuses.
27 No somente h o
perigo de nossa profisso perder sua reputao, mas tambm de o templo
da grande deusa rtemis cair em descrdito e de a prpria deusa, adorada
em toda a provncia da sia e em todo o mundo, ser destituda de sua
majestade divina".
28 Ao ouvirem isso, eles ficaram furiosos e comearam a gritar:
"Grande  a rtemis dos efsios!"
29 Em pouco tempo a cidade toda
estava em tumulto. O povo foi s pressas para o teatro, arrastando os
companheiros de viagem de Paulo, os macednios Gaio e Aristarco.
30 Paulo queria apresentar-se  multido, mas os discpulos no o
permitiram.
31 Alguns amigos de Paulo dentre as autoridades da
provncia chegaram a mandar-lhe um recado, pedindo-lhe que no se
arriscasse a ir ao teatro.
32 A assemblia estava em confuso: uns gritavam uma coisa, outros
gritavam outra. A maior parte do povo nem sabia por que estava ali.
33 Alguns da multido julgaram que Alexandre era a causa do tumulto, quando
os judeus o empurraram para frente. Ele fez sinal pedindo silncio, com
a inteno de fazer sua defesa diante do povo.
34 Mas quando ficaram
sabendo que ele era judeu, todos gritaram a uma s voz durante cerca de
duas horas: "Grande  a rtemis dos efsios!"
35 O escrivo da cidade acalmou a multido e disse: "Efsios, quem
no sabe que a cidade de feso  a guardi do templo da grande rtemis e
da sua imagem que caiu do cu?
36 Portanto, visto que estes fatos so
inegveis, acalmem-se e no faam nada precipitadamente.
37 Vocs
trouxeram estes homens aqui, embora eles no tenham roubado templos nem
blasfemado contra a nossa deusa.
38 Se Demtrio e seus companheiros de
profisso tm alguma queixa contra algum, os tribunais esto abertos, e
h procnsules. Eles que apresentem suas queixas ali.
39 Se h mais
alguma coisa que vocs desejam apresentar, isso ser decidido em
assemblia, conforme a lei.
40 Da maneira como est, corremos o perigo
de sermos acusados de perturbar a ordem pblica por causa dos
acontecimentos de hoje. Nesse caso, no seramos capazes de justificar
este tumulto, visto que no h razo para tal".
41 E, tendo dito
isso, encerrou a assemblia.
Notas de rodap:
[a] 19.2 Ou depois que
[b] 19.6 Ou em outros idiomas
[c] 19.19 A dracma era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-20
Paulo Viaja pela Macednia e pela Grcia
1 Cessado o tumulto, Paulo mandou chamar os discpulos e, depois de
encoraj-los, despediu-se e partiu para a Macednia.
2 Viajou por
aquela regio, encorajando os irmos com muitas palavras e, por fim,
chegou  Grcia,
3 onde ficou trs meses. Quando estava a ponto de
embarcar para a Sria, os judeus fizeram uma conspirao contra ele; por
isso decidiu voltar pela Macednia,
4 sendo acompanhado por Spatro,
filho de Pirro, de Beria; Aristarco e Secundo, de Tessalnica; Gaio, de
Derbe; e Timteo, alm de Tquico e Trfimo, da provncia da sia.
5 Esses homens foram adiante e nos esperaram em Trade.
6 Navegamos de
Filipos, aps a festa dos pes sem fermento, e cinco dias depois nos
reunimos com os outros em Trade, onde ficamos sete dias.
A Ressurreio de utico em Trade
7 No primeiro dia da semana reunimo-nos para partir o po, e Paulo
falou ao povo. Pretendendo partir no dia seguinte, continuou falando at
a meia-noite.
8 Havia muitas candeias no piso superior onde estvamos
reunidos.
9 Um jovem chamado utico, que estava sentado numa janela,
adormeceu profundamente durante o longo discurso de Paulo. Vencido pelo
sono, caiu do terceiro andar. Quando o levantaram, estava morto.
10 Paulo desceu, inclinou-se sobre o rapaz e o abraou, dizendo: "No
fiquem alarmados! Ele est vivo!"
11 Ento subiu novamente, partiu o
po e comeu. Depois, continuou a falar at o amanhecer e foi embora.
12 Levaram vivo o jovem, o que muito os consolou.
Paulo Despede-se dos Presbteros de feso
13 Quanto a ns, fomos at o navio e embarcamos para Asss, onde
iramos receber Paulo a bordo. Assim ele tinha determinado, tendo
preferido ir a p.
14 Quando nos encontrou em Asss, ns o recebemos a
bordo e prosseguimos at Mitilene.
15 No dia seguinte navegamos dali e
chegamos defronte de Quio; no outro dia atravessamos para Samos e, um
dia depois, chegamos a Mileto.
16 Paulo tinha decidido no aportar em
feso, para no se demorar na provncia da sia, pois estava com pressa
de chegar a Jerusalm, se possvel antes do dia de Pentecoste.
17 De Mileto, Paulo mandou chamar os presbteros da igreja de feso.
18 Quando chegaram, ele lhes disse: "Vocs sabem como vivi todo o
tempo em que estive com vocs, desde o primeiro dia em que cheguei 
provncia da sia.
19 Servi ao Senhor com toda a humildade e com
lgrimas, sendo severamente provado pelas conspiraes dos judeus.
20 Vocs sabem que no deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas
ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa.
21 Testifiquei, tanto
a judeus como a gregos, que eles precisam converter-se a Deus com
arrependimento e f em nosso Senhor Jesus.
22 "Agora, compelido pelo Esprito, estou indo para Jerusalm, sem
saber o que me acontecer ali.
23 S sei que, em todas as cidades, o
Esprito Santo me avisa que prises e sofrimentos me esperam.
24 Todavia, no me importo, nem considero a minha vida de valor algum para
mim mesmo, se to-somente puder terminar a corrida e completar o
ministrio que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da
graa de Deus.
25 "Agora sei que nenhum de vocs, entre os quais passei pregando o
Reino, ver novamente a minha face.
26 Portanto, eu lhes declaro hoje
que estou inocente do sangue de todos.
27 Pois no deixei de
proclamar-lhes toda a vontade de Deus.
28 Cuidem de vocs mesmos e de
todo o rebanho sobre o qual o Esprito Santo os colocou como bispos
[a] , para pastorearem a igreja de Deus [b] , que ele
comprou com o seu prprio sangue.
29 Sei que, depois da minha partida,
lobos ferozes penetraro no meio de vocs e no pouparo o rebanho.
30 E dentre vocs mesmos se levantaro homens que torcero a verdade, a fim
de atrair os discpulos.
31 Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante
trs anos jamais cessei de advertir cada um de vocs disso, noite e dia,
com lgrimas.
32 "Agora, eu os entrego a Deus e  palavra da sua graa, que pode
edific-los e dar-lhes herana entre todos os que so santificados.
33 No cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ningum.
34 Vocs
mesmos sabem que estas minhas mos supriram minhas necessidades e as de
meus companheiros.
35 Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante
trabalho rduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do
prprio Senhor Jesus, que disse: ``H maior felicidade em dar do que em
receber''".
36 Tendo dito isso, ajoelhou-se com todos eles e orou.
37 Todos
choraram muito e, abraando-o, o beijavam.
38 O que mais os entristeceu
foi a declarao de que nunca mais veriam a sua face. Ento o
acompanharam at o navio.
Notas de rodap:
[a] 20.28 Grego: epscopos . Designa a pessoa que exerce funo
pastoral.
[b] 20.28 Muitos manuscritos trazem igreja do Senhor.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-21
A Caminho de Jerusalm
1 Depois de nos separarmos deles, embarcamos e navegamos diretamente
para Cs. No dia seguinte fomos para Rodes, e dali at Ptara.
2 Encontrando um navio que ia fazer a travessia para a Fencia, embarcamos
nele e partimos.
3 Depois de avistarmos Chipre e seguirmos rumo sul,
navegamos para a Sria. Desembarcamos em Tiro, onde o nosso navio
deveria deixar sua carga.
4 Encontrando os discpulos dali, ficamos com
eles sete dias. Eles, pelo Esprito, recomendavam a Paulo que no fosse
a Jerusalm.
5 Mas quando terminou o nosso tempo ali, partimos e
continuamos nossa viagem. Todos os discpulos, com suas mulheres e
filhos, nos acompanharam at fora da cidade, e ali na praia nos
ajoelhamos e oramos.
6 Depois de nos despedirmos, embarcamos, e eles
voltaram para casa.
7 Demos prosseguimento  nossa viagem partindo de Tiro, e aportamos em
Ptolemaida, onde saudamos os irmos e passamos um dia com eles.
8 Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesaria e ficamos na casa de
Filipe, o evangelista, um dos sete.
9 Ele tinha quatro filhas virgens,
que profetizavam.
10 Depois de passarmos ali vrios dias, desceu da Judia um profeta
chamado gabo.
11 Vindo ao nosso encontro, tomou o cinto de Paulo e,
amarrando as suas prprias mos e ps, disse: "Assim diz o Esprito
Santo: ``Desta maneira os judeus amarraro o dono deste cinto em
Jerusalm e o entregaro aos gentios''".
12 Quando ouvimos isso, ns e o povo dali rogamos a Paulo que no
subisse para Jerusalm.
13 Ento Paulo respondeu: "Por que vocs
esto chorando e partindo o meu corao? Estou pronto no apenas para
ser amarrado, mas tambm para morrer em Jerusalm pelo nome do Senhor
Jesus".
14 Como no pudemos dissuadi-lo, desistimos e dissemos:
"Seja feita a vontade do Senhor".
15 Depois disso, preparamo-nos e subimos para Jerusalm.
16 Alguns dos
discpulos de Cesaria nos acompanharam e nos levaram  casa de Mnasom,
onde devamos ficar. Ele era natural de Chipre e um dos primeiros
discpulos.
A Chegada de Paulo a Jerusalm
17 Quando chegamos a Jerusalm, os irmos nos receberam com alegria.
18 No dia seguinte Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os
presbteros estavam presentes.
19 Paulo os saudou e relatou
minuciosamente o que Deus havia feito entre os gentios por meio do seu
ministrio.
20 Ouvindo isso, eles louvaram a Deus e disseram a Paulo: "Veja,
irmo, quantos milhares de judeus creram, e todos eles so zelosos da
lei.
21 Eles foram informados de que voc ensina todos os judeus que
vivem entre os gentios a se afastarem de Moiss, dizendo-lhes que no
circuncidem seus filhos nem vivam de acordo com os nossos costumes.
22 Que faremos? Certamente eles sabero que voc chegou;
23 portanto, faa
o que lhe dizemos. Esto conosco quatro homens que fizeram um voto.
24 Participe com esses homens dos rituais de purificao e pague as
despesas deles, para que rapem a cabea. Assim, todos sabero que no 
verdade o que falam de voc, mas que voc continua vivendo em obedincia
 lei.
25 Quanto aos gentios convertidos, j lhes escrevemos a nossa
deciso de que eles devem abster-se de comida sacrificada aos dolos, do
sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual".
26 No dia seguinte Paulo tomou aqueles homens e purificou-se com eles.
Depois foi ao templo para declarar o prazo do cumprimento dos dias da
purificao e da oferta que seria feita individualmente em favor deles.
A Priso de Paulo
27 Quando j estavam para terminar os sete dias, alguns judeus da
provncia da sia, vendo Paulo no templo, agitaram toda a multido e o
agarraram,
28 gritando: "Israelitas, ajudem-nos! Este  o homem que
ensina a todos em toda parte contra o nosso povo, contra a nossa lei e
contra este lugar. Alm disso, ele fez entrar gregos no templo e
profanou este santo lugar".
29 Anteriormente eles haviam visto o
efsio Trfimo na cidade com Paulo e julgaram que Paulo o tinha
introduzido no templo.
30 Toda a cidade ficou alvoroada, e juntou-se uma multido. Agarrando
Paulo, arrastaram-no para fora do templo, e imediatamente as portas
foram fechadas.
31 Tentando eles mat-lo, chegaram notcias ao
comandante das tropas romanas de que toda a cidade de Jerusalm estava
em tumulto.
32 Ele reuniu imediatamente alguns oficiais e soldados, e
com eles correu para o meio da multido. Quando viram o comandante e os
seus soldados, pararam de espancar Paulo.
33 O comandante chegou, prendeu-o e ordenou que ele fosse amarrado com
duas correntes. Ento perguntou quem era ele e o que tinha feito.
34 Alguns da multido gritavam uma coisa, outros gritavam outra; no
conseguindo saber ao certo o que havia acontecido, por causa do tumulto,
o comandante ordenou que Paulo fosse levado para a fortaleza.
35 Quando
chegou s escadas, a violncia do povo era to grande que ele precisou
ser carregado pelos soldados.
36 A multido que o seguia continuava
gritando: "Acaba com ele!"
O Discurso de Paulo
37 Quando os soldados estavam para introduzir Paulo na fortaleza, ele
perguntou ao comandante: "Posso dizer-te algo?"
"Voc fala grego?", perguntou ele.
38 "No  voc o egpcio que
iniciou uma revolta e h algum tempo levou quatro mil assassinos para o
deserto?"
39 Paulo respondeu: "Sou judeu, cidado de Tarso, cidade importante
da Cilcia. Permite-me falar ao povo".
40 Tendo recebido permisso do comandante, Paulo levantou-se na
escadaria e fez sinal  multido. Quando todos fizeram silncio,
dirigiu-se a eles em aramaico [a] :
Notas de rodap:
[a] 21.40 Ou hebraico ; tambm em 22.2 e 26.14.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-22
1 "Irmos e pais, ouam agora a minha defesa".
1 Quando ouviram que lhes falava em aramaico, ficaram em absoluto
silncio.
Ento Paulo disse:
3 "Sou judeu, nascido em Tarso da Cilcia, mas
criado nesta cidade. Fui instrudo rigorosamente por Gamaliel na lei de
nossos antepassados, sendo to zeloso por Deus quanto qualquer de vocs
hoje.
4 Persegui os seguidores deste Caminho at a morte, prendendo
tanto homens como mulheres e lanando-os na priso,
5 como o podem
testemunhar o sumo sacerdote e todo o Sindrio; deles cheguei a obter
cartas para seus irmos em Damasco e fui at l, a fim de trazer essas
pessoas a Jerusalm como prisioneiras, para serem punidas.
6 "Por volta do meio-dia, eu me aproximava de Damasco, quando de
repente uma forte luz vinda do cu brilhou ao meu redor.
7 Ca por
terra e ouvi uma voz que me dizia: ``Saulo, Saulo, por que voc est me
perseguindo?''
8 Ento perguntei: Quem s tu, Senhor? E ele respondeu:
``Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem voc persegue''.
9 Os que me
acompanhavam viram a luz, mas no entenderam a voz daquele que falava
comigo.
10 "Assim perguntei: Que devo fazer, Senhor? Disse o Senhor:
``Levante-se, entre em Damasco, onde lhe ser dito o que voc deve
fazer''.
11 Os que estavam comigo me levaram pela mo at Damasco,
porque o resplendor da luz me deixara cego.
12 "Um homem chamado Ananias, piedoso segundo a lei e muito
respeitado por todos os judeus que ali viviam,
13 veio ver-me e,
pondo-se junto a mim, disse: ``Irmo Saulo, recupere a viso''.
Naquele mesmo instante pude v-lo.
14 "Ento ele disse: ``O Deus dos nossos antepassados o escolheu
para conhecer a sua vontade, ver o Justo e ouvir as palavras de sua
boca.
15 Voc ser testemunha dele a todos os homens, daquilo que viu e
ouviu.
16 E agora, que est esperando? Levante-se, seja batizado e lave
os seus pecados, invocando o nome dele''.
17 "Quando voltei a Jerusalm, estando eu a orar no templo, ca em
xtase e
18 vi o Senhor que me dizia: ``Depressa! Saia de Jerusalm
imediatamente, pois no aceitaro seu testemunho a meu respeito''.
19 "Eu respondi: Senhor, estes homens sabem que eu ia de uma sinagoga
a outra, a fim de prender e aoitar os que crem em ti.
20 E quando foi
derramado o sangue de tua testemunha [a] Estvo, eu estava l,
dando minha aprovao e cuidando das roupas dos que o matavam.
21 "Ento o Senhor me disse: ``V, eu o enviarei para longe, aos
gentios''".
Paulo, Cidado Romano
22 A multido ouvia Paulo at que ele disse isso. Ento todos
levantaram a voz e gritaram: "Tira esse homem da face da terra! Ele
no merece viver!"
23 Estando eles gritando, tirando suas capas e lanando poeira para o
ar,
24 o comandante ordenou que Paulo fosse levado  fortaleza e fosse
aoitado e interrogado, para saber por que o povo gritava daquela forma
contra ele.
25 Enquanto o amarravam a fim de aoit-lo, Paulo disse ao
centurio que ali estava: "Vocs tm o direito de aoitar um cidado
romano sem que ele tenha sido condenado?"
26 Ao ouvir isso, o centurio foi prevenir o comandante: "Que vais
fazer? Este homem  cidado romano".
27 O comandante dirigiu-se a Paulo e perguntou: "Diga-me, voc 
cidado romano?"
Ele respondeu: "Sim, sou".
28 Ento o comandante disse: "Eu precisei pagar um elevado preo por
minha cidadania". Respondeu Paulo: "Eu a tenho por direito de
nascimento".
29 Os que iam interrog-lo retiraram-se imediatamente. O prprio
comandante ficou alarmado, ao saber que havia prendido um cidado
romano.
Paulo Diante do Sindrio
30 No dia seguinte, visto que o comandante queria descobrir exatamente
por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, libertou-o e ordenou
que se reunissem os chefes dos sacerdotes e todo o Sindrio. Ento,
trazendo Paulo, apresentou-o a eles.
Notas de rodap:
[a] 22.20 Ou teu mrtir

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-23
1 Paulo, fixando os olhos no Sindrio, disse: "Meus irmos, tenho
cumprido meu dever para com Deus com toda a boa conscincia, at o dia
de hoje".
2 Diante disso o sumo sacerdote Ananias deu ordens aos que
estavam perto de Paulo para que lhe batessem na boca.
3 Ento Paulo lhe
disse: "Deus te ferir, parede branqueada! Ests a sentado para me
julgar conforme a lei, mas contra a lei me mandas ferir?"
4 Os que estavam perto de Paulo disseram: "Voc ousa insultar o sumo
sacerdote de Deus?"
5 Paulo respondeu: "Irmos, eu no sabia que ele era o sumo
sacerdote, pois est escrito: ``No fale mal de uma autoridade do seu
povo'' [a] ".
6 Ento Paulo, sabendo que alguns deles eram saduceus e os outros
fariseus, bradou no Sindrio: "Irmos, sou fariseu, filho de fariseu.
Estou sendo julgado por causa da minha esperana na ressurreio dos
mortos!"
7 Dizendo isso, surgiu uma violenta discusso entre os
fariseus e os saduceus, e a assemblia ficou dividida.
8 (Os saduceus
dizem que no h ressurreio nem anjos nem espritos, mas os fariseus
admitem todas essas coisas.)
9 Houve um grande alvoroo, e alguns dos mestres da lei que eram
fariseus se levantaram e comearam a discutir intensamente, dizendo:
"No encontramos nada de errado neste homem. Quem sabe se algum
esprito ou anjo falou com ele?"
10 A discusso tornou-se to
violenta que o comandante teve medo que Paulo fosse despedaado por
eles. Ento ordenou que as tropas descessem e o retirassem  fora do
meio deles, levando-o para a fortaleza.
11 Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse:
"Coragem! Assim como voc testemunhou a meu respeito em Jerusalm,
dever testemunhar tambm em Roma".
A Conspirao para Matar Paulo
12 Na manh seguinte os judeus tramaram uma conspirao e juraram
solenemente que no comeriam nem beberiam enquanto no matassem Paulo.
13 Mais de quarenta homens estavam envolvidos nessa conspirao.
14 E,
dirigindo-se aos chefes dos sacerdotes e aos lderes dos judeus,
disseram: "Juramos solenemente, sob maldio, que no comeremos nada
enquanto no matarmos Paulo.
15 Agora, portanto, vocs e o Sindrio
peam ao comandante que o faa comparecer diante de vocs com o pretexto
de obter informaes mais exatas sobre o seu caso. Estaremos prontos
para mat-lo antes que ele chegue aqui".
16 Entretanto, o sobrinho de Paulo, filho de sua irm, teve
conhecimento dessa conspirao, foi  fortaleza e contou tudo a Paulo,
17 que, chamando um dos centuries, disse: "Leve este rapaz ao
comandante; ele tem algo para lhe dizer".
18 Assim ele o levou ao
comandante.
Ento disse o centurio: "Paulo, o prisioneiro, chamou-me, pediu-me
que te trouxesse este rapaz, pois ele tem algo para te falar".
19 O comandante tomou o rapaz pela mo, levou-o  parte e perguntou:
"O que voc tem para me dizer?"
20 Ele respondeu: "Os judeus planejaram pedir-te que apresentes Paulo
ao Sindrio amanh, sob pretexto de buscar informaes mais exatas a
respeito dele.
21 No te deixes convencer, pois mais de quarenta deles
esto preparando uma emboscada contra Paulo. Eles juraram solenemente
no comer nem beber enquanto no o matarem. Esto preparados agora,
esperando que prometas atender-lhes o pedido".
22 O comandante despediu o rapaz e recomendou-lhe: "No diga a
ningum que voc me contou isso".
Paulo  Transferido para Cesaria
23 Ento ele chamou dois de seus centuries e ordenou-lhes: "Preparem
um destacamento de duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos
lanceiros a fim de irem para Cesaria esta noite, s nove horas [b] .
24 Providenciem montarias para Paulo, e levem-no em segurana ao
governador Flix".
25 O comandante escreveu uma carta nestes termos:
26 "Cludio Lsias,
ao Excelentssimo Governador Flix,
Saudaes.
27 "Este homem foi preso pelos judeus, que estavam prestes a mat-lo
quando eu, chegando com minhas tropas, o resgatei, pois soube que ele 
cidado romano.
28 Querendo saber por que o estavam acusando, levei-o
ao Sindrio deles.
29 Descobri que ele estava sendo acusado em questes
acerca da lei deles, mas no havia contra ele nenhuma acusao que
merecesse morte ou priso.
30 Quando fui informado de que estava sendo
preparada uma cilada contra ele, enviei-o imediatamente a Vossa
Excelncia. Tambm ordenei que os seus acusadores apresentassem a Vossa
Excelncia aquilo que tm contra ele".
31 Os soldados, cumprindo o seu dever, levaram Paulo durante a noite, e
chegaram a Antiptride.
32 No dia seguinte deixaram a cavalaria
prosseguir com ele, e voltaram para a fortaleza.
33 Quando a cavalaria
chegou a Cesaria, deu a carta ao governador e lhe entregou Paulo.
34 O
governador leu a carta e perguntou de que provncia era ele. Informado
de que era da Cilcia,
35 disse: "Ouvirei seu caso quando os seus
acusadores chegarem aqui". Ento ordenou que Paulo fosse mantido sob
custdia no palcio [c] de Herodes.
Notas de rodap:
[a] 23.5 x 22.28
[b] 23.23 Grego:  hora terceira.
[c] 23.35 Isto , o Pretrio, residncia oficial do governador romano.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-24
O Julgamento de Paulo perante Flix
1 Cinco dias depois, o sumo sacerdote Ananias desceu a Cesaria com
alguns dos lderes dos judeus e um advogado chamado Trtulo, os quais
apresentaram ao governador suas acusaes contra Paulo.
2 Quando Paulo
foi chamado, Trtulo apresentou sua causa a Flix: "Temos desfrutado
de um longo perodo de paz durante o teu governo, e o teu providente
cuidado resultou em reformas nesta nao.
3 Em tudo e em toda parte,
excelentssimo Flix, reconhecemos estes benefcios com profunda
gratido.
4 Todavia, a fim de no tomar-te mais tempo, peo-te o favor
de ouvir-nos apenas por um pouco.
5 Verificamos que este homem  um
perturbador, que promove tumultos entre os judeus pelo mundo todo. Ele 
o principal cabea da seita dos nazarenos
6 e tentou at mesmo profanar
o templo; ento o prendemos e quisemos julg-lo segundo a nossa lei.
7 Mas o comandante Lsias interveio, e com muita fora o arrebatou de
nossas mos e ordenou que os seus acusadores se apresentassem. [a]
8 Se tu mesmo o interrogares, poders verificar a verdade a respeito
de todas estas acusaes que estamos fazendo contra ele".
9 Os judeus confirmaram a acusao, garantindo que as afirmaes eram
verdadeiras.
10 Quando o governador lhe deu sinal para que falasse, Paulo declarou:
"Sei que h muitos anos tens sido juiz nesta nao; por isso, de bom
grado fao minha defesa.
11 Facilmente poders verificar que h menos
de doze dias subi a Jerusalm para adorar a Deus.
12 Meus acusadores
no me encontraram discutindo com ningum no templo, nem incitando uma
multido nas sinagogas ou em qualquer outro lugar da cidade.
13 Nem
tampouco podem provar-te as acusaes que agora esto levantando contra
mim.
14 Confesso-te, porm, que adoro o Deus dos nossos antepassados
como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que
concorda com a Lei e no que est escrito nos Profetas,
15 e tenho em
Deus a mesma esperana desses homens: de que haver ressurreio tanto
de justos como de injustos.
16 Por isso procuro sempre conservar minha
conscincia limpa diante de Deus e dos homens.
17 "Depois de estar ausente por vrios anos, vim a Jerusalm para
trazer esmolas ao meu povo e apresentar ofertas.
18 Enquanto fazia
isso, j cerimonialmente puro, encontraram-me no templo, sem envolver-me
em nenhum ajuntamento ou tumulto.
19 Mas h alguns judeus da provncia
da sia que deveriam estar aqui diante de ti e apresentar acusaes, se
 que tm algo contra mim.
20 Ou os que aqui se acham deveriam declarar
que crime encontraram em mim quando fui levado perante o Sindrio,
21 a
no ser que tenha sido este: quando me apresentei a eles, bradei: Por
causa da ressurreio dos mortos estou sendo julgado hoje diante de
vocs".
22 Ento Flix, que tinha bom conhecimento do Caminho, adiou a causa e
disse: "Quando chegar o comandante Lsias, decidirei o caso de
vocs".
23 E ordenou ao centurio que mantivesse Paulo sob custdia,
mas que lhe desse certa liberdade e permitisse que os seus amigos o
servissem.
24 Vrios dias depois, Flix veio com Drusila, sua mulher, que era
judia, mandou chamar Paulo e o ouviu falar sobre a f em Cristo Jesus.
25 Quando Paulo se ps a discorrer acerca da justia, do domnio
prprio e do juzo vindouro, Flix teve medo e disse: "Basta, por
enquanto! Pode sair. Quando achar conveniente, mandarei cham-lo de
novo".
26 Ao mesmo tempo esperava que Paulo lhe oferecesse algum
dinheiro, pelo que mandava busc-lo freqentemente e conversava com ele.
27 Passados dois anos, Flix foi sucedido por Prcio Festo; todavia,
porque desejava manter a simpatia dos judeus, Flix deixou Paulo na
priso.
Notas de rodap:
[a] 24.7 Muitos manuscritos antigos no trazem e quisemos julg-lo
segundo a nossa lei e todo o versculo 7.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-25
O Julgamento perante Festo
1 Trs dias depois de chegar  provncia, Festo subiu de Cesaria para
Jerusalm,
2 onde os chefes dos sacerdotes e os judeus mais importantes
compareceram diante dele, apresentando as acusaes contra Paulo.
3 Pediram a Festo o favor de transferir Paulo para Jerusalm, contra os
interesses do prprio Paulo, pois estavam preparando uma emboscada para
mat-lo no caminho.
4 Festo respondeu: "Paulo est preso em Cesaria,
e eu mesmo vou para l em breve.
5 Desam comigo alguns dos seus
lderes e apresentem ali as acusaes que tm contra esse homem, se
realmente ele fez algo de errado".
6 Tendo passado com eles oito a dez dias, desceu para Cesaria e, no
dia seguinte, convocou o tribunal e ordenou que Paulo fosse trazido
perante ele.
7 Quando Paulo apareceu, os judeus que tinham chegado de
Jerusalm se aglomeraram ao seu redor, fazendo contra ele muitas e
graves acusaes que no podiam provar.
8 Ento Paulo fez sua defesa: "Nada fiz de errado contra a lei dos
judeus, contra o templo ou contra Csar".
9 Festo, querendo prestar um favor aos judeus, perguntou a Paulo:
"Voc est disposto a ir a Jerusalm e ali ser julgado diante de mim,
acerca destas acusaes?"
10 Paulo respondeu: "Estou agora diante do tribunal de Csar, onde
devo ser julgado. No fiz nenhum mal aos judeus, como bem sabes.
11 Se,
de fato, sou culpado de ter feito algo que merea pena de morte, no me
recuso a morrer. Mas se as acusaes feitas contra mim por estes judeus
no so verdadeiras, ningum tem o direito de me entregar a eles. Apelo
para Csar!"
12 Depois de ter consultado seus conselheiros, Festo declarou: "Voc
apelou para Csar, para Csar ir!"
Festo Consulta o Rei Agripa
13 Alguns dias depois, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaria para
saudar Festo.
14 Visto que estavam passando muitos dias ali, Festo
explicou o caso de Paulo ao rei: "H aqui um homem que Flix deixou
preso.
15 Quando fui a Jerusalm, os chefes dos sacerdotes e os lderes
dos judeus fizeram acusaes contra ele, pedindo que fosse condenado.
16 "Eu lhes disse que no  costume romano condenar ningum antes que
ele se defronte pessoalmente com seus acusadores e tenha a oportunidade
de se defender das acusaes que lhe fazem.
17 Vindo eles comigo para
c, no retardei o caso; convoquei o tribunal no dia seguinte e ordenei
que o homem fosse apresentado.
18 Quando os seus acusadores se
levantaram para falar, no o acusaram de nenhum dos crimes que eu
esperava.
19 Ao contrrio, tinham alguns pontos de divergncia com ele
acerca de sua prpria religio e de um certo Jesus, j morto, o qual
Paulo insiste que est vivo.
20 Fiquei sem saber como investigar tais
assuntos; por isso perguntei-lhe se ele estaria disposto a ir a
Jerusalm e ser julgado ali acerca destas acusaes.
21 Apelando Paulo
para que fosse guardado at a deciso do Imperador, ordenei que ficasse
sob custdia at que eu pudesse envi-lo a Csar".
22 Ento Agripa disse a Festo: "Eu tambm gostaria de ouvir esse
homem".
Ele respondeu: "Amanh o ouvirs".
Paulo perante Agripa
23 No dia seguinte, Agripa e Berenice vieram com grande pompa e
entraram na sala de audincias com os altos oficiais e os homens
importantes da cidade. Por ordem de Festo, Paulo foi trazido.
24 Ento
Festo disse: " rei Agripa e todos os senhores aqui presentes conosco,
vejam este homem! Toda a comunidade judaica me fez peties a respeito
dele em Jerusalm e aqui em Cesaria, gritando que ele no deveria mais
viver.
25 Mas verifiquei que ele nada fez que merea pena de morte;
todavia, porque apelou para o Imperador, decidi envi-lo a Roma.
26 No
entanto, no tenho nada definido a respeito dele para escrever a Sua
Majestade. Por isso, eu o trouxe diante dos senhores, e especialmente
diante de ti, rei Agripa, de forma que, feita esta investigao, eu
tenha algo para escrever.
27 Pois no me parece razovel enviar um
preso sem especificar as acusaes contra ele".

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-26
1 Ento Agripa disse a Paulo: "Voc tem permisso para falar em sua
defesa".
A seguir, Paulo fez sinal com a mo e comeou a sua defesa:
2 "Rei
Agripa, considero-me feliz por poder estar hoje em tua presena, para
fazer a minha defesa contra todas as acusaes dos judeus,
3 e
especialmente porque ests bem familiarizado com todos os costumes e
controvrsias deles. Portanto, peo que me ouas pacientemente.
4 "Todos os judeus sabem como tenho vivido desde pequeno, tanto em
minha terra natal como em Jerusalm.
5 Eles me conhecem h muito tempo
e podem testemunhar, se quiserem, que, como fariseu, vivi de acordo com
a seita mais severa da nossa religio.
6 Agora, estou sendo julgado por
causa da minha esperana no que Deus prometeu aos nossos antepassados.
7 Esta  a promessa que as nossas doze tribos esperam que se cumpra,
cultuando a Deus com fervor, dia e noite.  por causa desta esperana, 
rei, que estou sendo acusado pelos judeus.
8 Por que os senhores acham
impossvel que Deus ressuscite os mortos?
9 "Eu tambm estava convencido de que deveria fazer todo o possvel
para me opor ao nome de Jesus, o Nazareno.
10 E foi exatamente isso que
fiz em Jerusalm. Com autorizao dos chefes dos sacerdotes lancei
muitos santos na priso, e quando eles eram condenados  morte eu dava o
meu voto contra eles.
11 Muitas vezes ia de uma sinagoga para outra a
fim de castig-los, e tentava for-los a blasfemar. Em minha fria
contra eles, cheguei a ir a cidades estrangeiras para persegui-los.
12 "Numa dessas viagens eu estava indo para Damasco, com autorizao
e permisso dos chefes dos sacerdotes.
13 Por volta do meio-dia,  rei,
estando eu a caminho, vi uma luz do cu, mais resplandecente que o sol,
brilhando ao meu redor e ao redor dos que iam comigo.
14 Todos camos
por terra. Ento ouvi uma voz que me dizia em aramaico: ``Saulo, Saulo,
por que voc est me perseguindo? Resistir ao aguilho s lhe trar
dor!''
15 "Ento perguntei: Quem s tu, Senhor?
"Respondeu o Senhor: ``Sou Jesus, a quem voc est perseguindo.
16 Agora, levante-se, fique em p. Eu lhe apareci para constitu-lo servo e
testemunha do que voc viu a meu respeito e do que lhe mostrarei.
17 Eu
o livrarei do seu prprio povo e dos gentios, aos quais eu o envio
18 para abrir-lhes os olhos e convert-los das trevas para a luz, e do
poder de Satans para Deus, a fim de que recebam o perdo dos pecados e
herana entre os que so santificados pela f em mim''.
19 "Assim, rei Agripa, no fui desobediente  viso celestial.
20 Preguei em primeiro lugar aos que estavam em Damasco, depois aos que
estavam em Jerusalm e em toda a Judia, e tambm aos gentios, dizendo
que se arrependessem e se voltassem para Deus, praticando obras que
mostrassem o seu arrependimento.
21 Por isso os judeus me prenderam no
ptio do templo e tentaram matar-me.
22 Mas tenho contado com a ajuda
de Deus at o dia de hoje, e, por este motivo, estou aqui e dou
testemunho tanto a gente simples como a gente importante. No estou
dizendo nada alm do que os profetas e Moiss disseram que haveria de
acontecer:
23 que o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a
ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu prprio povo e
para os gentios".
24 A esta altura Festo interrompeu a defesa de Paulo e disse em alta
voz: "Voc est louco, Paulo! As muitas letras o esto levando 
loucura!"
25 Respondeu Paulo: "No estou louco, excelentssimo Festo. O que
estou dizendo  verdadeiro e de bom senso.
26 O rei est familiarizado
com essas coisas, e lhe posso falar abertamente. Estou certo de que nada
disso escapou do seu conhecimento, pois nada se passou num lugar
qualquer.
27 Rei Agripa, crs nos profetas? Eu sei que sim".
28 Ento Agripa disse a Paulo: "Voc acha que em to pouco tempo pode
convencer-me a tornar-me cristo?" [a]
29 Paulo respondeu: "Em pouco ou em muito tempo, peo a Deus que no
apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porm sem
estas algemas".
30 O rei se levantou, e com ele o governador e Berenice, como tambm os
que estavam assentados com eles.
31 Saindo do salo, comentavam entre
si: "Este homem no fez nada que merea morte ou priso".
32 Agripa disse a Festo: "Ele poderia ser posto em liberdade, se no
tivesse apelado para Csar".
Notas de rodap:
[a] 26.28 Ou Por pouco voc me convence a tornar-me cristo".

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-27
A Viagem de Paulo para Roma
1 Quando ficou decidido que navegaramos para a Itlia, Paulo e alguns
outros presos foram entregues a um centurio chamado Jlio, que
pertencia ao Regimento Imperial.
2 Embarcamos num navio de Adramtio,
que estava de partida para alguns lugares da provncia da sia, e samos
ao mar, estando conosco Aristarco, um macednio de Tessalnica.
3 No dia seguinte, ancoramos em Sidom; e Jlio, num gesto de bondade
para com Paulo, permitiu-lhe que fosse ao encontro dos seus amigos, para
que estes suprissem as suas necessidades.
4 Quando partimos de l,
passamos ao norte de Chipre, porque os ventos nos eram contrrios.
5 Tendo atravessado o mar aberto ao longo da Cilcia e da Panflia,
ancoramos em Mirra, na Lcia.
6 Ali, o centurio encontrou um navio
alexandrino que estava de partida para a Itlia e nele nos fez embarcar.
7 Navegamos vagarosamente por muitos dias e tivemos dificuldade para
chegar a Cnido. No sendo possvel prosseguir em nossa rota, devido aos
ventos contrrios, navegamos ao sul de Creta, defronte de Salmona.
8 Costeamos a ilha com dificuldade e chegamos a um lugar chamado Bons
Portos, perto da cidade de Lasia.
9 Tnhamos perdido muito tempo, e agora a navegao se tornara
perigosa, pois j havia passado o Jejum [a] . Por isso Paulo os
advertiu:
10 "Senhores, vejo que a nossa viagem ser desastrosa e
acarretar grande prejuzo para o navio, para a carga e tambm para a
nossa vida".
11 Mas o centurio, em vez de ouvir o que Paulo falava,
seguiu o conselho do piloto e do dono do navio.
12 Visto que o porto
no era prprio para passar o inverno, a maioria decidiu que deveramos
continuar navegando, com a esperana de alcanar Fenice e ali passar o
inverno. Este era um porto de Creta, que dava para sudoeste e noroeste.
A Tempestade
13 Comeando a soprar suavemente o vento sul, eles pensaram que haviam
obtido o que desejavam; por isso levantaram ncoras e foram navegando ao
longo da costa de Creta.
14 Pouco tempo depois, desencadeou-se da ilha
um vento muito forte, chamado Nordeste.
15 O navio foi arrastado pela
tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e
ficamos  deriva.
16 Passando ao sul de uma pequena ilha chamada
Clauda, foi com dificuldade que conseguimos recolher o barco
salva-vidas.
17 Levantando-o, lanaram mo de todos os meios para
reforar o navio com cordas; e temendo que ele encalhasse nos bancos de
areia de Sirte, baixaram as velas e deixaram o navio  deriva.
18 No
dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, comearam
a lanar fora a carga.
19 No terceiro dia, lanaram fora, com as
prprias mos, a armao do navio.
20 No aparecendo nem sol nem
estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre ns grande
tempestade, finalmente perdemos toda a esperana de salvamento.
21 Visto que os homens tinham passado muito tempo sem comer, Paulo
levantou-se diante deles e disse: "Os senhores deviam ter aceitado o
meu conselho de no partir de Creta, pois assim teriam evitado este dano
e prejuzo.
22 Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum
de vocs perder a vida; apenas o navio ser destrudo.
23 Pois ontem 
noite apareceu-me um anjo do Deus a quem perteno e a quem adoro,
dizendo-me:
24 ``Paulo, no tenha medo.  preciso que voc comparea
perante Csar; Deus, por sua graa, deu-lhe a vida de todos os que esto
navegando com voc''.
25 Assim, tenham nimo, senhores! Creio em Deus
que acontecer do modo como me foi dito.
26 Devemos ser arrastados para
alguma ilha".
O Naufrgio
27 Na dcima quarta noite, ainda estvamos sendo levados de um lado
para outro no mar Adritico [b] , quando, por volta da
meia-noite, os marinheiros imaginaram que estvamos prximos da terra.
28 Lanando a sonda, verificaram que a profundidade era de trinta e
sete metros [c] ; pouco tempo depois, lanaram novamente a sonda
e encontraram vinte e sete metros [d] .
29 Temendo que fssemos
jogados contra as pedras, lanaram quatro ncoras da popa e faziam
preces para que amanhecesse o dia.
30 Tentando escapar do navio, os
marinheiros baixaram o barco salva-vidas ao mar, a pretexto de lanar
ncoras da proa.
31 Ento Paulo disse ao centurio e aos soldados:
"Se estes homens no ficarem no navio, vocs no podero salvar-se".
32 Com isso os soldados cortaram as cordas que prendiam o barco
salva-vidas e o deixaram cair.
33 Pouco antes do amanhecer, Paulo insistia que todos se alimentassem,
dizendo: "Hoje faz catorze dias que vocs tm estado em viglia
constante, sem nada comer.
34 Agora eu os aconselho a comerem algo,
pois s assim podero sobreviver. Nenhum de vocs perder um fio de
cabelo sequer".
35 Tendo dito isso, tomou po e deu graas a Deus
diante de todos. Ento o partiu e comeou a comer.
36 Todos se
reanimaram e tambm comeram algo.
37 Estavam a bordo duzentas e setenta
e seis pessoas.
38 Depois de terem comido at ficarem satisfeitos,
aliviaram o peso do navio, atirando todo o trigo ao mar.
39 Quando amanheceu no reconheceram a terra, mas viram uma enseada com
uma praia, para onde decidiram conduzir o navio, se fosse possvel.
40 Cortando as ncoras, deixaram-nas no mar, desatando ao mesmo tempo as
cordas que prendiam os lemes. Ento, alando a vela da proa ao vento,
dirigiram-se para a praia.
41 Mas o navio encalhou num banco de areia,
onde tocou o fundo. A proa encravou-se e ficou imvel, e a popa foi
quebrada pela violncia das ondas.
42 Os soldados resolveram matar os presos para impedir que algum deles
fugisse, jogando-se ao mar.
43 Mas o centurio queria poupar a vida de
Paulo e os impediu de executar o plano. Ento ordenou aos que sabiam
nadar que se lanassem primeiro ao mar em direo  terra.
44 Os outros
teriam que salvar-se em tbuas ou em pedaos do navio. Dessa forma,
todos chegaram a salvo em terra.
Notas de rodap:
[a] 27.9 Isto , o Dia da Expiao (Yom Kippur).
[b] 27.27 O nome Adritico referia-se a uma rea que se estendia at o
extremo sul da Itlia.
[c] 27.28 Grego: 20 braas.
[d] 27.28 Grego: 15 braas.

ATOS DOS APSTOLOS-CAPITULO-28
Paulo na Ilha de Malta
1 Uma vez em terra, descobrimos que a ilha se chamava Malta.
2 Os
habitantes da ilha mostraram extraordinria bondade para conosco.
Fizeram uma fogueira e receberam bem a todos ns, pois estava chovendo e
fazia frio.
3 Paulo ajuntou um monte de gravetos; quando os colocava no
fogo, uma vbora, fugindo do calor, prendeu-se  sua mo.
4 Quando os
habitantes da ilha viram a cobra agarrada na mo de Paulo, disseram uns
aos outros: "Certamente este homem  assassino, pois, tendo escapado
do mar, a Justia no lhe permite viver".
5 Mas Paulo, sacudindo a
cobra no fogo, no sofreu mal nenhum.
6 Eles, porm, esperavam que ele
comeasse a inchar ou que casse morto de repente, mas, tendo esperado
muito tempo e vendo que nada de estranho lhe sucedia, mudaram de idia e
passaram a dizer que ele era um deus.
7 Prximo dali havia uma propriedade pertencente a Pblio, o homem
principal da ilha. Ele nos convidou a ficar em sua casa e, por trs
dias, bondosamente nos recebeu e nos hospedou.
8 Seu pai estava doente,
acamado, sofrendo de febre e disenteria. Paulo entrou para v-lo e,
depois de orar, imps-lhe as mos e o curou.
9 Tendo acontecido isso,
os outros doentes da ilha vieram e foram curados.
10 Eles nos prestaram
muitas honras e, quando estvamos para embarcar, forneceram-nos os
suprimentos de que necessitvamos.
A Chegada a Roma
11 Passados trs meses, embarcamos num navio que tinha passado o
inverno na ilha; era um navio alexandrino, que tinha por emblema os
deuses gmeos Cstor e Plux.
12 Aportando em Siracusa, ficamos ali
trs dias.
13 Dali partimos e chegamos a Rgio. No dia seguinte,
soprando o vento sul, prosseguimos, chegando a Potoli no segundo dia.
14 Ali encontramos alguns irmos que nos convidaram a passar uma semana
com eles. E depois fomos para Roma.
15 Os irmos dali tinham ouvido
falar que estvamos chegando e vieram at a praa de pio e s Trs
Vendas para nos encontrar. Vendo-os, Paulo deu graas a Deus e sentiu-se
encorajado.
16 Quando chegamos a Roma, Paulo recebeu permisso para
morar por conta prpria, sob a custdia de um soldado.
A Pregao de Paulo em Roma
17 Trs dias depois, ele convocou os lderes dos judeus. Quando estes
se reuniram, Paulo lhes disse: "Meus irmos, embora eu no tenha feito
nada contra o nosso povo nem contra os costumes dos nossos antepassados,
fui preso em Jerusalm e entregue aos romanos.
18 Eles me interrogaram
e queriam me soltar, porque eu no era culpado de crime algum que
merecesse pena de morte.
19 Todavia, tendo os judeus feito objeo, fui
obrigado a apelar para Csar, no porm, por ter alguma acusao contra
o meu prprio povo.
20 Por essa razo pedi para v-los e conversar com
vocs. Por causa da esperana de Israel  que estou preso com estas
algemas".
21 Eles responderam: "No recebemos nenhuma carta da Judia a seu
respeito, e nenhum dos irmos que vieram de l relatou ou disse qualquer
coisa de mal contra voc.
22 Todavia, queremos ouvir de sua parte o que
voc pensa, pois sabemos que por todo lugar h gente falando contra esta
seita".
23 Assim combinaram encontrar-se com Paulo em dia determinado, indo em
grupo ainda mais numeroso ao lugar onde ele estava. Desde a manh at a
tarde ele lhes deu explicaes e lhes testemunhou do Reino de Deus,
procurando convenc-los a respeito de Jesus, com base na Lei de Moiss e
nos Profetas.
24 Alguns foram convencidos pelo que ele dizia, mas
outros no creram.
25 Discordaram entre si mesmos e comearam a ir
embora, depois de Paulo ter feito esta declarao final: "Bem que o
Esprito Santo falou aos seus antepassados, por meio do profeta Isaas:
26 "``V a este povo e diga:
Ainda que estejam sempre ouvindo,
vocs nunca entendero;
ainda que estejam sempre vendo,
jamais percebero.
27 Pois o corao deste povo
se tornou insensvel;
de m vontade
ouviram com os seus ouvidos,
e fecharam os seus olhos.
Se assim no fosse,
poderiam ver com os olhos,
ouvir com os ouvidos,
entender com o corao
e converter-se,
e eu os curaria'' [a] .
28 "Portanto, quero que saibam que esta salvao de Deus  enviada
aos gentios; eles a ouviro!"
29 Depois que ele disse isto, os judeus
se retiraram, discutindo intensamente entre si. [b]
30 Por dois anos inteiros Paulo permaneceu na casa que havia alugado, e
recebia a todos os que iam v-lo.
31 Pregava o Reino de Deus e ensinava
a respeito do Senhor Jesus Cristo, abertamente e sem impedimento algum.
Notas de rodap:
[a] 28.26,27 Is 6.9,10
[b] 28.29 Muitos manuscritos antigos no trazem o versculo 29.
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ROMANOS-CAPITULO-1
1 Paulo, servo [a] de Cristo Jesus, chamado para ser apstolo,
separado para o evangelho de Deus,
2 o qual foi prometido por ele de
antemo por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,
3 acerca de
seu Filho, que, como homem, era descendente de Davi,
4 e que mediante o
Esprito [b] de santidade foi declarado Filho de Deus com poder,
pela sua ressurreio dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor.
5 Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graa e apostolado para
chamar dentre todas as naes um povo para a obedincia que vem pela f.
6 E vocs tambm esto entre os chamados para pertencerem a Jesus
Cristo.
7 A todos os que em Roma so amados de Deus e chamados para serem
santos:
A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo.
Paulo Anseia Visitar a Igreja em Roma
8 Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos
vocs, porque em todo o mundo est sendo anunciada a f que vocs tm.
9 Deus, a quem sirvo de todo o corao pregando o evangelho de seu
Filho,  minha testemunha de como sempre me lembro de vocs
10 em
minhas oraes; e peo que agora, finalmente, pela vontade de Deus,
seja-me aberto o caminho para que eu possa visit-los.
11 Anseio v-los, a fim de compartilhar com vocs algum dom espiritual,
para fortalec-los,
12 isto , para que eu e vocs sejamos mutuamente
encorajados pela f.
13 Quero que vocs saibam, irmos, que muitas
vezes planejei visit-los, mas fui impedido at agora. Meu propsito 
colher algum fruto entre vocs, assim como tenho colhido entre os demais
gentios [c] .
14 Sou devedor tanto a gregos como a brbaros [d] , tanto a
sbios como a ignorantes.
15 Por isso estou disposto a pregar o
evangelho tambm a vocs que esto em Roma.
16 No me envergonho do evangelho, porque  o poder de Deus para a
salvao de todo aquele que cr: primeiro do judeu, depois do grego.
17 Porque no evangelho  revelada a justia de Deus, uma justia que do
princpio ao fim  pela f [e] , como est escrito: "O justo
viver pela f" [f] .
A Ira de Deus contra a Humanidade
18 Portanto, a ira de Deus  revelada dos cus contra toda impiedade e
injustia dos homens que suprimem a verdade pela injustia,
19 pois o
que de Deus se pode conhecer  manifesto entre eles, porque Deus lhes
manifestou.
20 Pois desde a criao do mundo os atributos invisveis de
Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, tm sido vistos
claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma
que tais homens so indesculpveis;
21 porque, tendo conhecido a Deus,
no o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graas, mas os seus
pensamentos tornaram-se fteis e o corao insensato deles
obscureceu-se.
22 Dizendo-se sbios, tornaram-se loucos
23 e trocaram
a glria do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhana do
homem mortal, bem como de pssaros, quadrpedes e rpteis.
24 Por isso Deus os entregou  impureza sexual, segundo os desejos
pecaminosos do seu corao, para a degradao do seu corpo entre si.
25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas
e seres criados, em lugar do Criador, que  bendito para sempre. Amm.
26 Por causa disso Deus os entregou a paixes vergonhosas. At suas
mulheres trocaram suas relaes sexuais naturais por outras, contrrias
 natureza.
27 Da mesma forma, os homens tambm abandonaram as relaes
naturais com as mulheres e se inflamaram de paixo uns pelos outros.
Comearam a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em
si mesmos o castigo merecido pela sua perverso.
28 Alm do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os
entregou a uma disposio mental reprovvel, para praticarem o que no
deviam.
29 Tornaram-se cheios de toda sorte de injustia, maldade,
ganncia e depravao. Esto cheios de inveja, homicdio, rivalidades,
engano e malcia. So bisbilhoteiros,
30 caluniadores, inimigos de
Deus, insolentes, arrogantes e presunosos; inventam maneiras de
praticar o mal; desobedecem a seus pais;
31 so insensatos, desleais,
sem amor pela famlia, implacveis.
32 Embora conheam o justo decreto
de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, no
somente continuam a pratic-las, mas tambm aprovam aqueles que as
praticam.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Isto , escravo.
[b] 1.4 Ou que quanto a seu esprito
[c] 1.13 Isto , os que no so judeus; tambm em todo o livro de
Romanos.
[d] 1.14 Isto , aqueles que no possuam cultura grega.
[e] 1.17 Ou  de f em f; ou ainda de f para f
[f] 1.17 Hc 2.4

ROMANOS-CAPITULO-2
O Justo Juzo de Deus
1 Portanto, voc, que julga os outros  indesculpvel; pois est
condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que voc, que julga,
pratica as mesmas coisas.
2 Sabemos que o juzo de Deus contra os que
praticam tais coisas  conforme a verdade.
3 Assim, quando voc, um
simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que
escapar do juzo de Deus?
4 Ou ser que voc despreza as riquezas da
sua bondade, tolerncia e pacincia, no reconhecendo que a bondade de
Deus o leva ao arrependimento?
5 Contudo, por causa da sua teimosia e do seu corao obstinado, voc
est acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando
se revelar o seu justo julgamento.
6 Deus "retribuir a cada um
conforme o seu procedimento" [a] .
7 Ele dar vida eterna aos
que, persistindo em fazer o bem, buscam glria, honra e imortalidade.
8 Mas haver ira e indignao para os que so egostas, que rejeitam a
verdade e seguem a injustia.
9 Haver tribulao e angstia para todo
ser humano que pratica o mal: primeiro para o judeu, depois para o
grego;
10 mas glria, honra e paz para todo o que pratica o bem:
primeiro para o judeu, depois para o grego.
11 Pois em Deus no h
parcialidade.
12 Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei tambm perecer, e todo
aquele que pecar sob a Lei, pela Lei ser julgado.
13 Porque no so os
que ouvem a Lei que so justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem 
Lei, estes sero declarados justos.
14 (De fato, quando os gentios, que
no tm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei
para si mesmos, embora no possuam a Lei;
15 pois mostram que as
exigncias da Lei esto gravadas em seu corao. Disso do testemunho
tambm a sua conscincia e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora
defendendo-os.)
16 Isso tudo se ver no dia em que Deus julgar os
segredos dos homens, mediante Jesus Cristo, conforme o declara o meu
evangelho.
Os Judeus e a Lei
17 Ora, voc leva o nome de judeu, apia-se na Lei e orgulha-se de
Deus.
18 Voc conhece a vontade de Deus e aprova o que  superior,
porque  instrudo pela Lei.
19 Voc est convencido de que  guia de
cegos, luz para os que esto em trevas,
20 instrutor de insensatos,
mestre de crianas, porque tem na Lei a expresso do conhecimento e da
verdade.
21 E ento? Voc, que ensina os outros, no ensina a si mesmo?
Voc, que prega contra o furto, furta?
22 Voc, que diz que no se deve
adulterar, adultera? Voc, que detesta dolos, rouba-lhes os templos?
23 Voc, que se orgulha da Lei, desonra a Deus, desobedecendo  Lei?
24 Pois, como est escrito: "O nome de Deus  blasfemado entre os
gentios por causa de vocs" [b] .
25 A circunciso tem valor se voc obedece  Lei; mas, se voc
desobedece  Lei, a sua circunciso j se tornou incircunciso.
26 Se
aqueles que no so circuncidados obedecem aos preceitos da Lei, no
sero eles considerados circuncidados?
27 Aquele que no  circuncidado
fisicamente, mas obedece  Lei, condenar voc que, tendo a Lei escrita
e a circunciso,  transgressor da Lei.
28 No  judeu quem o  apenas exteriormente, nem  circunciso a que 
meramente exterior e fsica.
29 No! Judeu  quem o  interiormente, e
circunciso  a operada no corao, pelo Esprito, e no pela Lei
escrita. Para estes o louvor no provm dos homens, mas de Deus.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Sl 62.12; Pv 24.12
[b] 2.24 Is 52.5; Ez 36.22

ROMANOS-CAPITULO-3
1 Que vantagem h ento em ser judeu, ou que utilidade h na
circunciso?
2 Muita, em todos os sentidos! Principalmente porque aos
judeus foram confiadas as palavras de Deus.
3 Que importa se alguns deles foram infiis? A sua infidelidade anular
a fidelidade de Deus?
4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e
todo homem mentiroso. Como est escrito:
"Para que
sejas justificado
nas tuas palavras
e prevaleas" [a] .
5 Mas, se a nossa injustia ressalta de maneira ainda mais clara a
justia de Deus, que diremos? Que Deus  injusto por aplicar a sua ira?
(Estou usando um argumento humano.)
6 Claro que no! Se fosse assim,
como Deus iria julgar o mundo?
7 Algum pode alegar ainda: "Se a
minha mentira ressalta a veracidade de Deus, aumentando assim a sua
glria, por que sou condenado como pecador?"
8 Por que no dizer como
alguns caluniosamente afirmam que dizemos: "Faamos o mal, para que
nos venha o bem"? A condenao dos tais  merecida.
Ningum  Justo
9 Que concluiremos ento? Estamos em posio de vantagem [b] ?
No! J demonstramos que tanto judeus quanto gentios esto debaixo do
pecado.
10 Como est escrito:
"No h nenhum justo,
nem um sequer;
11 no h ningum que entenda,
ningum que busque a Deus.
12 Todos se desviaram,
tornaram-se juntamente inteis;
no h ningum
que faa o bem,
no h nem um sequer" [c] .
13 "Suas gargantas
so um tmulo aberto;
com suas lnguas enganam" [d] .
"Veneno de serpentes
est em seus lbios" [e] .
14 "Suas bocas esto cheias
de maldio e amargura" [f] .
15 "Seus ps so geis
para derramar sangue;
16 runa e desgraa marcam
os seus caminhos,
17 e no conhecem
o caminho da paz" [g] .
18 "Aos seus olhos  intil
temer a Deus" [h] .
19 Sabemos que tudo o que a Lei diz, o diz queles que esto debaixo
dela, para que toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juzo de
Deus.
20 Portanto, ningum ser declarado justo diante dele baseando-se
na obedincia  Lei, pois  mediante a Lei que nos tornamos plenamente
conscientes do pecado.
A Justia por meio da F
21 Mas agora se manifestou uma justia que provm de Deus, independente
da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas,
22 justia de Deus
mediante a f em Jesus Cristo para todos os que crem. No h distino,
23 pois todos pecaram e esto destitudos da glria de Deus,
24 sendo
justificados gratuitamente por sua graa, por meio da redeno que h em
Cristo Jesus.
25 Deus o ofereceu como sacrifcio para propiciao
[i] mediante a f, pelo seu sangue, demonstrando a sua justia. Em
sua tolerncia, havia deixado impunes os pecados anteriormente
cometidos;
26 mas, no presente, demonstrou a sua justia, a fim de ser
justo e justificador daquele que tem f em Jesus.
27 Onde est, ento, o motivo de vanglria?  excludo. Baseado em que
princpio? No da obedincia  Lei? No, mas no princpio da f.
28 Pois
sustentamos que o homem  justificado pela f, independente da
obedincia  Lei.
29 Deus  Deus apenas dos judeus? Ele no  tambm o
Deus dos gentios? Sim, dos gentios tambm,
30 visto que existe um s
Deus, que pela f justificar os circuncisos e os incircuncisos.
31 Anulamos ento a Lei pela f? De maneira nenhuma! Ao contrrio,
confirmamos a Lei.
Notas de rodap:
[a] 3.4 Sl 51.4
[b] 3.9 Ou desvantagem
[c] 3.10-12 Sl 14.1-3; Sl 53.1-3; Ec 7.20
[d] 3.13 Sl 5.9
[e] 3.13 Sl 140.3
[f] 3.14 Sl 10.7
[g] 3.15-17 Is 59.7,8
[h] 3.18 Sl 36.1
[i] 3.25 Ou como sacrifcio que desviava a sua ira, removendo o pecado

ROMANOS-CAPITULO-4
Abrao Foi Justificado pela F
1 Portanto, que diremos do nosso antepassado Abrao?
2 Se de fato
Abrao foi justificado pelas obras, ele tem do que se gloriar, mas no
diante de Deus.
3 Que diz a Escritura? "Abrao creu em Deus, e isso
lhe foi creditado como justia." [a]
4 Ora, o salrio do homem que trabalha no  considerado como favor,
mas como dvida.
5 Todavia, quele que no trabalha, mas confia em
Deus, que justifica o mpio, sua f lhe  creditada como justia.
6 Davi diz a mesma coisa, quando fala da felicidade do homem a quem Deus
credita justia independente de obras:
7 "Como so felizes aqueles
que tm suas transgresses
perdoadas,
cujos pecados so apagados!
8 Como  feliz aquele
a quem o Senhor no atribui culpa!" [b]
9 Destina-se esta felicidade apenas aos circuncisos ou tambm aos
incircuncisos? J dissemos que, no caso de Abrao, a f lhe foi
creditada como justia.
10 Sob quais circunstncias? Antes ou depois de
ter sido circuncidado? No foi depois, mas antes!
11 Assim ele recebeu
a circunciso como sinal, como selo da justia que ele tinha pela f,
quando ainda no fora circuncidado. Portanto, ele  o pai de todos os
que crem, sem terem sido circuncidados, a fim de que a justia fosse
creditada tambm a eles;
12 e  igualmente o pai dos circuncisos que
no somente so circuncisos, mas tambm andam nos passos da f que teve
nosso pai Abrao antes de passar pela circunciso.
13 No foi mediante a Lei que Abrao e a sua descendncia receberam a
promessa de que ele seria herdeiro do mundo, mas mediante a justia que
vem da f.
14 Pois se os que vivem pela Lei so herdeiros, a f no tem
valor, e a promessa  intil;
15 porque a Lei produz a ira. E onde no
h Lei, no h transgresso.
16 Portanto, a promessa vem pela f, para que seja de acordo com a
graa e seja assim garantida a toda a descendncia de Abrao; no apenas
aos que esto sob o regime da Lei, mas tambm aos que tm a f que
Abrao teve. Ele  o pai de todos ns.
17 Como est escrito: "Eu o
constitu pai de muitas naes" [c] . Ele  nosso pai aos olhos
de Deus, em quem creu, o Deus que d vida aos mortos e chama 
existncia coisas que no existem, como se existissem.
18 Abrao, contra toda esperana, em esperana creu, tornando-se assim
pai de muitas naes, como foi dito a seu respeito: "Assim ser a sua
descendncia" [d] .
19 Sem se enfraquecer na f, reconheceu
que o seu corpo j estava sem vitalidade, pois j contava cerca de cem
anos de idade, e que tambm o ventre de Sara j estava sem vigor.
20 Mesmo assim no duvidou nem foi incrdulo em relao  promessa de Deus,
mas foi fortalecido em sua f e deu glria a Deus,
21 estando
plenamente convencido de que ele era poderoso para cumprir o que havia
prometido.
22 Em conseqncia, "isso lhe foi creditado como
justia" [e] .
23 As palavras "lhe foi creditado" no
foram escritas apenas para ele,
24 mas tambm para ns, a quem Deus
creditar justia, a ns, que cremos naquele que ressuscitou dos mortos
a Jesus, nosso Senhor.
25 Ele foi entregue  morte por nossos pecados e
ressuscitado para nossa justificao.
Notas de rodap:
[a] 4.3 Gn 15.6
[b] 4.7,8 Sl 32.1,2
[c] 4.17 Gn 17.5
[d] 4.18 Gn 15.5
[e] 4.22 Gn 15.6

ROMANOS-CAPITULO-5
Paz e Alegria
1 Tendo sido, pois, justificados pela f, temos [a] paz com
Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,
2 por meio de quem obtivemos
acesso pela f a esta graa na qual agora estamos firmes; e nos
gloriamos [b] na esperana da glria de Deus.
3 No s isso, mas
tambm nos gloriamos nas tribulaes, porque sabemos que a tribulao
produz perseverana;
4 a perseverana, um carter aprovado; e o carter
aprovado, esperana.
5 E a esperana no nos decepciona, porque Deus
derramou seu amor em nossos coraes, por meio do Esprito Santo que ele
nos concedeu.
6 De fato, no devido tempo, quando ainda ramos fracos, Cristo morreu
pelos mpios.
7 Dificilmente haver algum que morra por um justo,
embora pelo homem bom talvez algum tenha coragem de morrer.
8 Mas Deus
demonstra seu amor por ns: Cristo morreu em nosso favor quando ainda
ramos pecadores.
9 Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda, por
meio dele, seremos salvos da ira de Deus!
10 Se quando ramos inimigos
de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho,
quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua
vida!
11 No apenas isso, mas tambm nos gloriamos em Deus, por meio de
nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a
reconciliao.
Morte em Ado, Vida em Cristo
12 Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem,
e pelo pecado a morte, assim tambm a morte veio a todos os homens,
porque todos pecaram;
13 pois antes de ser dada a Lei, o pecado j
estava no mundo. Mas o pecado no  levado em conta quando no existe
lei.
14 Todavia, a morte reinou desde o tempo de Ado at o de Moiss,
mesmo sobre aqueles que no cometeram pecado semelhante  transgresso
de Ado, o qual era um tipo daquele que haveria de vir.
15 Entretanto, no h comparao entre a ddiva e a transgresso. Pois
se muitos morreram por causa da transgresso de um s, muito mais a
graa de Deus, isto , a ddiva pela graa de um s homem, Jesus Cristo,
transbordou para muitos!
16 No se pode comparar a ddiva de Deus com a
conseqncia do pecado de um s homem: por um pecado veio o julgamento
que trouxe condenao, mas a ddiva decorreu de muitas transgresses e
trouxe justificao.
17 Se pela transgresso de um s a morte reinou
por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa proviso
da graa e a ddiva da justia reinaro em vida por meio de um nico
homem, Jesus Cristo.
18 Conseqentemente, assim como uma s transgresso resultou na
condenao de todos os homens, assim tambm um s ato de justia
resultou na justificao que traz vida a todos os homens.
19 Logo,
assim como por meio da desobedincia de um s homem muitos foram feitos
pecadores, assim tambm, por meio da obedincia de um nico homem muitos
sero feitos justos.
20 A Lei foi introduzida para que a transgresso fosse ressaltada. Mas
onde aumentou o pecado, transbordou a graa,
21 a fim de que, assim
como o pecado reinou na morte, tambm a graa reine pela justia para
conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Notas de rodap:
[a] 5.1 Ou tenhamos
[b] 5.2 Ou gloriemo-nos ; tambm no versculo 3.

ROMANOS-CAPITULO-6
Mortos para o Pecado, Vivos em Cristo
1 Que diremos ento? Continuaremos pecando para que a graa aumente?
2 De maneira nenhuma! Ns, os que morremos para o pecado, como podemos
continuar vivendo nele?
3 Ou vocs no sabem que todos ns, que fomos
batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte?
4 Portanto,
fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que,
assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glria do Pai,
tambm ns vivamos uma vida nova.
5 Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhana da sua morte,
certamente o seremos tambm na semelhana da sua ressurreio.
6 Pois
sabemos que o nosso velho homem [a] foi crucificado com ele, para
que o corpo do pecado seja destrudo [b] , e no mais sejamos
escravos do pecado;
7 pois quem morreu, foi justificado do pecado.
8 Ora, se morremos com Cristo, cremos que tambm com ele viveremos.
9 Pois sabemos que, tendo sido ressuscitado dos mortos, Cristo no pode
morrer outra vez: a morte no tem mais domnio sobre ele.
10 Porque
morrendo, ele morreu para o pecado uma vez por todas; mas vivendo, vive
para Deus.
11 Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para
Deus em Cristo Jesus.
12 Portanto, no permitam que o pecado continue
dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocs obedeam aos seus
desejos.
13 No ofeream os membros do corpo de vocs ao pecado, como
instrumentos de injustia; antes ofeream-se a Deus como quem voltou da
morte para a vida; e ofeream os membros do corpo de vocs a ele, como
instrumentos de justia.
14 Pois o pecado no os dominar, porque vocs
no esto debaixo da Lei, mas debaixo da graa.
Escravos da Justia
15 E ento? Vamos pecar porque no estamos debaixo da Lei, mas debaixo
da graa? De maneira nenhuma!
16 No sabem que, quando vocs se
oferecem a algum para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos
daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva  morte, ou da
obedincia que leva  justia?
17 Mas, graas a Deus, porque, embora
vocs tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de corao 
forma de ensino que lhes foi transmitida.
18 Vocs foram libertados do
pecado e tornaram-se escravos da justia.
19 Falo isso em termos humanos, por causa das suas limitaes humanas
[c] . Assim como vocs ofereceram os membros do seu corpo em
escravido  impureza e  maldade que leva  maldade, ofeream-nos agora
em escravido  justia que leva  santidade.
20 Quando vocs eram
escravos do pecado, estavam livres da justia.
21 Que fruto colheram
ento das coisas das quais agora vocs se envergonham? O fim delas  a
morte!
22 Mas agora que vocs foram libertados do pecado e se tornaram
escravos de Deus, o fruto que colhem leva  santidade, e o seu fim  a
vida eterna.
23 Pois o salrio do pecado  a morte, mas o dom gratuito
de Deus  a vida eterna em [d] Cristo Jesus, nosso Senhor.
Notas de rodap:
[a] 6.6 Isto , a nossa velha vida em Ado.
[b] 6.6 Ou seja deixado sem poder
[c] 6.19 Grego: por causa da fraqueza da sua carne.
[d] 6.23 Ou por meio de

ROMANOS-CAPITULO-7
A Ilustrao do Casamento
1 Meus irmos, falo a vocs como a pessoas que conhecem a lei. Acaso
vocs no sabem que a lei tem autoridade sobre algum apenas enquanto
ele vive?
2 Por exemplo, pela lei a mulher casada est ligada a seu
marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estar
livre da lei do casamento.
3 Por isso, se ela se casar com outro homem
enquanto seu marido ainda estiver vivo, ser considerada adltera. Mas
se o marido morrer, ela estar livre daquela lei, e mesmo que venha a se
casar com outro homem, no ser adltera.
4 Assim, meus irmos, vocs tambm morreram para a Lei, por meio do
corpo de Cristo, para pertencerem a outro, quele que ressuscitou dos
mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus.
5 Pois quando
ramos controlados pela carne [a] , as paixes pecaminosas
despertadas pela Lei atuavam em nosso corpo, de forma que dvamos fruto
para a morte.
6 Mas agora, morrendo para aquilo que antes nos prendia,
fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do
Esprito, e no segundo a velha forma da Lei escrita.
A Luta contra o Pecado
7 Que diremos ento? A Lei  pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu
no saberia o que  pecado, a no ser por meio da Lei. Pois, na
realidade, eu no saberia o que  cobia, se a Lei no dissesse: "No
cobiars" [b] .
8 Mas o pecado, aproveitando a oportunidade
dada pelo mandamento, produziu em mim todo tipo de desejo cobioso.
Pois, sem a Lei, o pecado est morto.
9 Antes eu vivia sem a Lei, mas
quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri.
10 Descobri que
o prprio mandamento, destinado a produzir vida, na verdade produziu
morte.
11 Pois o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo
mandamento, enganou-me e por meio do mandamento me matou.
12 De fato a Lei  santa, e o mandamento  santo, justo e bom.
13 E
ento, o que  bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas,
para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim
por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se
mostrasse extremamente pecaminoso.
14 Sabemos que a Lei  espiritual; eu, contudo, no o sou, pois fui
vendido como escravo ao pecado.
15 No entendo o que fao. Pois no
fao o que desejo, mas o que odeio.
16 E, se fao o que no desejo,
admito que a Lei  boa.
17 Neste caso, no sou mais eu quem o faz, mas
o pecado que habita em mim.
18 Sei que nada de bom habita em mim, isto
, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que  bom, mas no
consigo realiz-lo.
19 Pois o que fao no  o bem que desejo, mas o
mal que no quero fazer, esse eu continuo fazendo.
20 Ora, se fao o
que no quero, j no sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
21 Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem,
o mal est junto a mim.
22 No ntimo do meu ser tenho prazer na Lei de
Deus;
23 mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo,
guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei
do pecado que atua em meus membros.
24 Miservel homem que eu sou! Quem
me libertar do corpo sujeito a esta morte?
25 Graas a Deus por Jesus
Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu prprio sou escravo
da Lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado.
Notas de rodap:
[a] 7.5 Ou pela natureza pecaminosa ; tambm nos versculos 18 e 25.
[b] 7.7 x 20.17; Dt 5.21

ROMANOS-CAPITULO-8
A Vida pelo Esprito
1 Portanto, agora j no h condenao para os que esto em Cristo
Jesus [a] ,
2 porque por meio de Cristo Jesus a lei do Esprito
de vida me libertou da lei do pecado e da morte.
3 Porque, aquilo que a
Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne [b] ,
Deus o fez, enviando seu prprio Filho,  semelhana do homem pecador,
como oferta pelo pecado [c] . E assim condenou o pecado na carne,
4 a fim de que as justas exigncias da Lei fossem plenamente
satisfeitas em ns, que no vivemos segundo a carne, mas segundo o
Esprito.
5 Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne
deseja; mas quem vive de acordo com o Esprito, tem a mente voltada para
o que o Esprito deseja.
6 A mentalidade da carne  morte, mas a
mentalidade do Esprito  vida e paz;
7 a mentalidade da carne 
inimiga de Deus porque no se submete  Lei de Deus, nem pode faz-lo.
8 Quem  dominado pela carne no pode agradar a Deus.
9 Entretanto, vocs no esto sob o domnio da carne, mas do Esprito,
se de fato o Esprito de Deus habita em vocs. E, se algum no tem o
Esprito de Cristo, no pertence a Cristo.
10 Mas se Cristo est em
vocs, o corpo est morto por causa do pecado, mas o esprito est vivo
[d] por causa da justia.
11 E, se o Esprito daquele que
ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocs, aquele que
ressuscitou a Cristo dentre os mortos tambm dar vida a seus corpos
mortais, por meio do seu Esprito, que habita em vocs.
12 Portanto, irmos, estamos em dvida, no para com a carne, para
vivermos sujeitos a ela.
13 Pois se vocs viverem de acordo com a
carne, morrero; mas, se pelo Esprito fizerem morrer os atos do corpo,
vivero,
14 porque todos os que so guiados pelo Esprito de Deus so
filhos de Deus.
15 Pois vocs no receberam um esprito que os
escravize para novamente temerem, mas receberam o Esprito que os adota
como filhos, por meio do qual clamamos: "Aba [e] , Pai".
16 O prprio Esprito testemunha ao nosso esprito que somos filhos de
Deus.
17 Se somos filhos, ento somos herdeiros; herdeiros de Deus e
co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos,
para que tambm participemos da sua glria.
A Glria Futura
18 Considero que os nossos sofrimentos atuais no podem ser comparados
com a glria que em ns ser revelada.
19 A natureza criada aguarda,
com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados.
20 Pois
ela foi submetida  inutilidade, no pela sua prpria escolha, mas por
causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperana
21 de que [f]
a prpria natureza criada ser libertada da escravido da decadncia
em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
22 Sabemos que toda a natureza criada geme at agora, como em dores de
parto.
23 E no s isso, mas ns mesmos, que temos os primeiros frutos
do Esprito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoo
como filhos, a redeno do nosso corpo.
24 Pois nessa esperana fomos
salvos. Mas, esperana que se v no  esperana. Quem espera por aquilo
que est vendo?
25 Mas se esperamos o que ainda no vemos, aguardamo-lo
pacientemente.
26 Da mesma forma o Esprito nos ajuda em nossa fraqueza, pois no
sabemos como orar, mas o prprio Esprito intercede por ns com gemidos
inexprimveis.
27 E aquele que sonda os coraes conhece a inteno do
Esprito, porque o Esprito intercede pelos santos de acordo com a
vontade de Deus.
Mais que Vencedores
28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o
amam, [g] dos que foram chamados de acordo com o seu propsito.
29 Pois aqueles que de antemo conheceu, tambm os predestinou para
serem conformes  imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o
primognito entre muitos irmos.
30 E aos que predestinou, tambm
chamou; aos que chamou, tambm justificou; aos que justificou, tambm
glorificou.
31 Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus  por ns, quem
ser contra ns?
32 Aquele que no poupou seu prprio Filho, mas o
entregou por todos ns, como no nos dar juntamente com ele, e de
graa, todas as coisas?
33 Quem far alguma acusao contra os
escolhidos de Deus?  Deus quem os justifica.
34 Quem os condenar? Foi
Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e est  direita de
Deus, e tambm intercede por ns.
35 Quem nos separar do amor de
Cristo? Ser tribulao, ou angstia, ou perseguio, ou fome, ou nudez,
ou perigo, ou espada?
36 Como est escrito:
"Por amor de ti enfrentamos
a morte todos os dias;
somos considerados
como ovelhas
destinadas ao matadouro" [h] .
37 Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio
daquele que nos amou.
38 Pois estou convencido de que nem morte nem
vida, nem anjos nem demnios [i] , nem o presente nem o futuro,
nem quaisquer poderes,
39 nem altura nem profundidade, nem qualquer
outra coisa na criao ser capaz de nos separar do amor de Deus que
est em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Notas de rodap:
[a] 8.1 Alguns manuscritos dizem Jesus, que no vivem segundo a carne,
mas segundo o Esprito.
[b] 8.3 Ou pela natureza pecaminosa ; tambm nos versculos 4, 5, 8,
9, 12 e 13.
[c] 8.3 Ou homem pecador, pelo pecado
[d] 8.10 Ou o Esprito  vida
[e] 8.15 Termo aramaico para Pai.
[f] 8.20,21 Ou a sujeitou em esperana. 21Pois
[g] 8.28 Alguns manuscritos dizem Sabemos que todas as coisas
contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus; outros trazem
Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o
amam, para trazer  existncia o que  bom, com os que foram.
[h] 8.36 Sl 44.22
[i] 8.38 Ou autoridades celestiais

ROMANOS-CAPITULO-9
A Soberania de Deus
1 Digo a verdade em Cristo, no minto; minha conscincia o confirma no
Esprito Santo:
2 tenho grande tristeza e constante angstia em meu
corao.
3 Pois eu at desejaria ser amaldioado e separado de Cristo
por amor de meus irmos, os de minha raa,
4 o povo de Israel. Deles 
a adoo de filhos; deles  a glria divina, as alianas, a concesso da
Lei, a adorao no templo e as promessas.
5 Deles so os patriarcas, e
a partir deles se traa a linhagem humana de Cristo, que  Deus acima de
todos, bendito para sempre! [a] Amm.
6 No pensemos que a palavra de Deus falhou. Pois nem todos os
descendentes de Israel so Israel.
7 Nem por serem descendentes de
Abrao passaram todos a ser filhos de Abrao. Ao contrrio: "Por meio
de Isaque a sua descendncia ser considerada" [b] .
8 Noutras
palavras, no so os filhos naturais [c] que so filhos de Deus,
mas os filhos da promessa  que so considerados descendncia de Abrao.
9 Pois foi assim que a promessa foi feita: "No tempo devido virei
novamente, e Sara ter um filho" [d] .
10 E esse no foi o nico caso; tambm os filhos de Rebeca tiveram um
mesmo pai, nosso pai Isaque.
11 Todavia, antes que os gmeos nascessem
ou fizessem qualquer coisa boa ou m: a fim de que o propsito de
Deus conforme a eleio permanecesse,
12 no por obras, mas por aquele
que chama: foi dito a ela: "O mais velho servir ao mais novo"
[e] .
13 Como est escrito: "Amei Jac, mas rejeitei Esa"
[f] .
14 E ento, que diremos? Acaso Deus  injusto? De maneira nenhuma!
15 Pois ele diz a Moiss:
"Terei misericrdia de quem
eu quiser ter misericrdia
e terei compaixo de quem
eu quiser ter compaixo" [g] .
16 Portanto, isso no depende do desejo ou do esforo humano, mas da
misericrdia de Deus.
17 Pois a Escritura diz ao fara: "Eu o
levantei exatamente com este propsito: mostrar em voc o meu poder, e
para que o meu nome seja proclamado em toda a terra" [h] .
18 Portanto, Deus tem misericrdia de quem ele quer, e endurece a quem ele
quer.
19 Mas algum de vocs me dir: "Ento, por que Deus ainda nos culpa?
Pois, quem resiste  sua vontade?"
20 Mas quem  voc,  homem, para
questionar a Deus? "Acaso aquilo que  formado pode dizer ao que o
formou: ``Por que me fizeste assim?'' [i] "
21 O oleiro no
tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro
para uso desonroso?
22 E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu
poder, suportou com grande pacincia os vasos de sua ira, preparados
[h] para a destruio?
23 Que dizer, se ele fez isto para tornar
conhecidas as riquezas de sua glria aos vasos de sua misericrdia, que
preparou de antemo para glria,
24 ou seja, a ns, a quem tambm
chamou, no apenas dentre os judeus, mas tambm dentre os gentios?
25 Como ele diz em Osias:
"Chamarei ``meu povo''
a quem no  meu povo;
e chamarei ``minha amada''
a quem no  minha amada" [k] ,
26 e:
"Acontecer que, no mesmo
lugar em que se lhes declarou:
``Vocs no so meu povo'',
eles sero chamados
``filhos do Deus vivo''" [l] .
27 Isaas exclama com relao a Israel:
"Embora o nmero
dos israelitas
seja como a areia do mar,
apenas o remanescente
ser salvo.
28 Pois o Senhor executar
na terra a sua sentena,
rpida e definitivamente" [m] .
29 Como anteriormente disse Isaas:
"Se o Senhor dos Exrcitos
no nos tivesse deixado descendentes,
j estaramos como Sodoma,
e semelhantes a Gomorra" [n] .
A Incredulidade de Israel
30 Que diremos, ento? Os gentios, que no buscavam justia, a
obtiveram, uma justia que vem da f;
31 mas Israel, que buscava uma
lei que trouxesse justia, no a alcanou.
32 Por que no? Porque no a
buscava pela f, mas como se fosse por obras. Eles tropearam na
"pedra de tropeo".
33 Como est escrito:
"Eis que ponho em Sio
uma pedra de tropeo
e uma rocha que faz cair;
e aquele que nela confia
jamais ser envergonhado" [o] .
Notas de rodap:
[a] 9.5 Ou Cristo, que  sobre tudo. Seja Deus louvado para sempre!
[b] 9.7 Gn 21.12
[c] 9.8 Grego: da carne.
[d] 9.9 Gn 18.10,14
[e] 9.12 Gn 25.23
[f] 9.13 Ml 1.2,3
[g] 9.15 x 33.19
[h] 9.17 x 9.16
[i] 9.20 Is 29.16; 45.9
[j] 9.22 Ou prontos
[k] 9.25 Os 2.23
[l] 9.26 Os 1.10
[m] 9.27,28 Is 10.22,23
[n] 9.29 Is 1.9
[o] 9.33 Is 8.14; 28.16

ROMANOS-CAPITULO-10
1 Irmos, o desejo do meu corao e a minha orao a Deus pelos
israelitas  que eles sejam salvos.
2 Posso testemunhar que eles tm
zelo por Deus, mas o seu zelo no se baseia no conhecimento.
3 Porquanto, ignorando a justia que vem de Deus e procurando estabelecer
a sua prpria, no se submeteram  justia de Deus.
4 Porque o fim da
Lei  Cristo, para a justificao [a] de todo o que cr.
5 Moiss descreve desta forma a justia que vem da Lei: "O homem que
fizer estas coisas viver por meio delas" [b] .
6 Mas a
justia que vem da f diz: "No diga em seu corao: ``Quem subir
aos cus?'' [c] (isto , para fazer Cristo descer)
7 ou ``Quem
descer ao abismo?'' [d] " (isto , para fazer Cristo subir
dentre os mortos).
8 Mas o que ela diz? "A palavra est perto de
voc; est em sua boca e em seu corao" [e] , isto , a
palavra da f que estamos proclamando:
9 Se voc confessar com a sua
boca que Jesus  Senhor e crer em seu corao que Deus o ressuscitou
dentre os mortos, ser salvo.
10 Pois com o corao se cr para
justia, e com a boca se confessa para salvao.
11 Como diz a
Escritura: "Todo o que nele confia jamais ser envergonhado" [f] .
12 No h diferena entre judeus e gentios, pois o mesmo Senhor 
Senhor de todos e abenoa ricamente todos os que o invocam,
13 porque
"todo aquele que invocar o nome do Senhor ser salvo" [g] .
14 Como, pois, invocaro aquele em quem no creram? E como crero
naquele de quem no ouviram falar? E como ouviro, se no houver quem
pregue?
15 E como pregaro, se no forem enviados? Como est escrito:
"Como so belos os ps dos que anunciam boas novas!" [h]
16 No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas novas. Pois
Isaas diz: "Senhor, quem creu em nossa mensagem?" [i]
17 Conseqentemente, a f vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem 
ouvida mediante a palavra de Cristo.
18 Mas eu pergunto: Eles no a
ouviram? Claro que sim:
"A sua voz ressoou
por toda a terra,
e as suas palavras,
at os confins do mundo" [j] .
19 Novamente pergunto: Ser que Israel no entendeu? Em primeiro lugar,
Moiss disse:
"Farei que tenham cimes
de quem no  meu povo;
eu os provocarei  ira
por meio de um povo
sem entendimento" [k] .
20 E Isaas diz ousadamente:
"Fui achado por aqueles que no me procuravam;
revelei-me queles que no perguntavam por mim" [l] .
21 Mas a respeito de Israel, ele diz:
"O tempo todo
estendi as mos a um povo
desobediente e rebelde" [m] .
Notas de rodap:
[a] 10.4 Grego: justia .
[b] 10.5 Lv 18.5
[c] 10.6 Dt 30.12
[d] 10.7 Dt 30.13
[e] 10.8 Dt 30.14
[f] 10.11 Is 28.16
[g] 10.13 Jl 2.32
[h] 10.15 Is 52.7
[i] 10.16 Is 53.1
[j] 10.18 Sl 19.4
[k] 10.19 Dt 32.21
[l] 10.20 Is 65.1
[m] 10.21 Is 65.2

ROMANOS-CAPITULO-11
O Remanescente de Israel
1 Pergunto, pois: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma!
Eu mesmo sou israelita, descendente de Abrao, da tribo de Benjamim.
2 Deus no rejeitou o seu povo, o qual de antemo conheceu. Ou vocs no
sabem como Elias clamou a Deus contra Israel, conforme diz a Escritura?
3 "Senhor, mataram os teus profetas e derrubaram os teus altares; sou
o nico que sobrou, e agora esto procurando matar-me." [a]
4 E qual foi a resposta divina? "Reservei para mim sete mil homens que
no dobraram os joelhos diante de Baal." [b]
5 Assim, hoje
tambm h um remanescente escolhido pela graa.
6 E, se  pela graa,
j no  mais pelas obras; se fosse, a graa j no seria graa.
c ]
7 Que dizer ento? Israel no conseguiu aquilo que tanto buscava, mas
os eleitos o obtiveram. Os demais foram endurecidos,
8 como est
escrito:
"Deus lhes deu um esprito
de atordoamento,
olhos para no ver
e ouvidos para no ouvir,
at o dia de hoje" [d] .
9 E Davi diz:
"Que a mesa deles
se transforme
em lao e armadilha,
pedra de tropeo e retribuio para eles.
10 Escuream-se os seus olhos,
para que no consigam ver,
e suas costas fiquem encurvadas
para sempre" [e] .
Os Ramos Enxertados
11 Novamente pergunto: Acaso tropearam para que ficassem cados? De
maneira nenhuma! Ao contrrio, por causa da transgresso deles, veio
salvao para os gentios, para provocar cime em Israel.
12 Mas se a
transgresso deles significa riqueza para o mundo, e o seu fracasso,
riqueza para os gentios, quanto mais significar a sua plenitude!
13 Estou falando a vocs, gentios. Visto que sou apstolo para os
gentios, exalto o meu ministrio,
14 na esperana de que de alguma
forma possa provocar cime em meu prprio povo e salvar alguns deles.
15 Pois se a rejeio deles  a reconciliao do mundo, o que ser a
sua aceitao, seno vida dentre os mortos?
16 Se  santa a parte da
massa que  oferecida como primeiros frutos, toda a massa tambm o ; se
a raiz  santa, os ramos tambm o sero.
17 Se alguns ramos foram cortados, e voc, sendo oliveira brava, foi
enxertado entre os outros e agora participa da seiva que vem da raiz da
oliveira cultivada,
18 no se glorie contra esses ramos. Se o fizer,
saiba que no  voc quem sustenta a raiz, mas a raiz a voc.
19 Ento
voc dir: "Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado".
20 Est certo. Eles, porm, foram cortados devido  incredulidade, e
voc permanece pela f. No se orgulhe, mas tema.
21 Pois, se Deus no
poupou os ramos naturais, tambm no poupar voc.
22 Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus: severidade
para com aqueles que caram, mas bondade para com voc, desde que
permanea na bondade dele. De outra forma, voc tambm ser cortado.
23 E quanto a eles, se no continuarem na incredulidade, sero enxertados,
pois Deus  capaz de enxert-los outra vez.
24 Afinal de contas, se
voc foi cortado de uma oliveira brava por natureza e, de maneira
antinatural, foi enxertado numa oliveira cultivada, quanto mais sero
enxertados os ramos naturais em sua prpria oliveira?
Todo o Israel Ser Salvo
25 Irmos, no quero que ignorem este mistrio, para que no se tornem
presunosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, at que
chegue a plenitude dos gentios.
26 E assim todo o Israel ser salvo,
como est escrito:
"Vir de Sio o redentor
que desviar de Jac
a impiedade.
27 E esta  [f] a minha aliana
com eles
quando eu remover
os seus pecados" [g] .
28 Quanto ao evangelho, eles so inimigos por causa de vocs; mas
quanto  eleio, so amados por causa dos patriarcas,
29 pois os dons
e o chamado de Deus so irrevogveis.
30 Assim como vocs, que antes
eram desobedientes a Deus mas agora receberam misericrdia, graas 
desobedincia deles,
31 assim tambm agora eles se tornaram
desobedientes, a fim de que tambm recebam agora [h]
misericrdia, graas  misericrdia de Deus para com vocs.
32 Pois
Deus colocou todos sob a desobedincia, para exercer misericrdia para
com todos.
Hino de Louvor a Deus
33  profundidade da riqueza
da sabedoria
e do conhecimento [i] de Deus!
Quo insondveis so
os seus juzos
e inescrutveis
os seus caminhos!
34 "Quem conheceu a mente
do Senhor?
Ou quem foi seu conselheiro?" [j]
35 "Quem primeiro lhe deu,
para que ele o recompense?" [k]
36 Pois dele, por ele e para ele so todas as coisas.
A ele seja a glria
para sempre! Amm.
Notas de rodap:
[a] 11.3 1Rs 19.10,14
[b] 11.4 1Rs 19.18
[c] 11.6 Alguns manuscritos dizem Mas se  por obras, j no  mais a
graa; se assim fosse, as obras j no seriam obras.
[d] 11.8 Dt 29.4; Is 29.10
[e] 11.9,10 Sl 69.22,23
[f] 11.27 Ou ser
[g] 11.26,27 Is 59.20,21; 27.9; Jr 31.33,34
[h] 11.31 Alguns manuscritos no trazem agora.
[i] 11.33 Ou da riqueza, da sabedoria e do conhecimento
[j] 11.34 Is 40.13
[k] 11.35 J 41.11

ROMANOS-CAPITULO-12
Sacrifcios Vivos
1 Portanto, irmos, rogo-lhes pelas misericrdias de Deus que se
ofeream em sacrifcio vivo, santo e agradvel a Deus; este  o culto
racional [a] de vocs.
2 No se amoldem ao padro deste mundo,
mas transformem-se pela renovao da sua mente, para que sejam capazes
de experimentar e comprovar a boa, agradvel e perfeita vontade de Deus.
3 Por isso, pela graa que me foi dada digo a todos vocs: Ningum
tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao
contrrio, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da f
que Deus lhe concedeu.
4 Assim como cada um de ns tem um corpo com
muitos membros e esses membros no exercem todos a mesma funo,
5 assim tambm em Cristo ns, que somos muitos, formamos um corpo, e cada
membro est ligado a todos os outros.
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graa que nos foi dada. Se algum tem o dom de profetizar
[b] , use-o na proporo da [c] sua f.
7 Se o seu dom 
servir, sirva; se  ensinar, ensine;
8 se  dar nimo, que assim faa;
se  contribuir, que contribua generosamente; se  exercer liderana,
que a exera com zelo; se  mostrar misericrdia, que o faa com
alegria.
O Amor
9 O amor deve ser sincero. Odeiem o que  mau; apeguem-se ao que  bom.
10 Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra
aos outros mais do que a si prprios.
11 Nunca lhes falte o zelo, sejam
fervorosos no esprito, sirvam ao Senhor.
12 Alegrem-se na esperana,
sejam pacientes na tribulao, perseverem na orao.
13 Compartilhem o
que vocs tm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a
hospitalidade.
14 Abenoem aqueles que os perseguem; abenoem, e no os amaldioem.
15 Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.
16 Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. No sejam orgulhosos,
mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posio inferior [d] .
No sejam sbios aos seus prprios olhos.
17 No retribuam a ningum mal por mal. Procurem fazer o que  correto
aos olhos de todos.
18 Faam todo o possvel para viver em paz com
todos.
19 Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira,
pois est escrito: "Minha  a vingana; eu retribuirei" [e] ,
diz o Senhor.
20 Ao contrrio:
"Se o seu inimigo tiver fome, d-lhe de comer;
se tiver sede, d-lhe de beber.
Fazendo isso, voc amontoar brasas vivas
sobre a cabea dele" [f] .
21 No se deixem vencer pelo mal, mas venam o mal com o bem.
Notas de rodap:
[a] 12.1 Ou espiritual
[b] 12.6 Isto , falar por inspirao de Deus.
[c] 12.6 Ou de acordo com a
[d] 12.16 Ou mas adotem um comportamento humilde
[e] 12.19 Dt 32.35
[f] 12.20 Pv 25.21,22

ROMANOS-CAPITULO-13
Submisso s Autoridades
1 Todos devem sujeitar-se s autoridades governamentais, pois no h
autoridade que no venha de Deus; as autoridades que existem foram por
ele estabelecidas.
2 Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade
est se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim
procedem trazem condenao sobre si mesmos.
3 Pois os governantes no
devem ser temidos, a no ser pelos que praticam o mal. Voc quer viver
livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecer.
4 Pois
 serva de Deus para o seu bem. Mas se voc praticar o mal, tenha medo,
pois ela no porta a espada sem motivo.  serva de Deus, agente da
justia para punir quem pratica o mal.
5 Portanto,  necessrio que
sejamos submissos s autoridades, no apenas por causa da possibilidade
de uma punio, mas tambm por questo de conscincia.
6  por isso tambm que vocs pagam imposto, pois as autoridades esto
a servio de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho.
7 Dem a cada um o
que lhe  devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor,
temor; se honra, honra.
O Amor ao Prximo e o Fim dos Tempos
8 No devam nada a ningum, a no ser o amor de uns pelos outros, pois
aquele que ama seu prximo tem cumprido a Lei.
9 Pois estes
mandamentos: "No adulterars", "No matars", "No
furtars", "No cobiars" [a] , e qualquer outro
mandamento, todos se resumem neste preceito: "Ame o seu prximo como a
si mesmo" [b] .
10 O amor no pratica o mal contra o prximo.
Portanto, o amor  o cumprimento da Lei.
11 Faam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de
vocs despertarem do sono, porque agora a nossa salvao est mais
prxima do que quando cremos.
12 A noite est quase acabando; o dia
logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e revistamo-nos
da armadura da luz.
13 Comportemo-nos com decncia, como quem age  luz
do dia, no em orgias e bebedeiras, no em imoralidade sexual e
depravao, no em desavena e inveja.
14 Ao contrrio, revistam-se do
Senhor Jesus Cristo, e no fiquem premeditando como satisfazer os
desejos da carne [c] .
Notas de rodap:
[a] 13.9 x 20.13-15,17; Dt 5.17-19,21
[b] 13.9 Lv 19.18
[c] 13.14 Ou da natureza pecaminosa

ROMANOS-CAPITULO-14
Os Fracos e os Fortes
1 Aceitem o que  fraco na f, sem discutir assuntos controvertidos.
2 Um cr que pode comer de tudo; j outro, cuja f  fraca, come apenas
alimentos vegetais.
3 Aquele que come de tudo no deve desprezar o que
no come, e aquele que no come de tudo no deve condenar aquele que
come, pois Deus o aceitou.
4 Quem  voc para julgar o servo alheio? 
para o seu senhor que ele est em p ou cai. E ficar em p, pois o
Senhor  capaz de o sustentar.
5 H quem considere um dia mais sagrado que outro [a] ; h quem
considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto
em sua prpria mente.
6 Aquele que considera um dia como especial, para
o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois d
graas a Deus; e aquele que se abstm, para o Senhor se abstm, e d
graas a Deus.
7 Pois nenhum de ns vive apenas para si, e nenhum de
ns morre apenas para si.
8 Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se
morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos,
pertencemos ao Senhor.
9 Por esta razo Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de
vivos e de mortos.
10 Portanto, voc, por que julga seu irmo? E por
que despreza seu irmo? Pois todos compareceremos diante do tribunal de
Deus.
11 Porque est escrito:
"``Por mim mesmo jurei'',
diz o Senhor,
``diante de mim
todo joelho se dobrar
e toda lngua confessar
que sou Deus''" [b] .
12 Assim, cada um de ns prestar contas de si mesmo a Deus.
13 Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, faamos o
propsito de no colocar pedra de tropeo ou obstculo no caminho do
irmo.
14 Como algum que est no Senhor Jesus, tenho plena convico
de que nenhum alimento [c]  por si mesmo impuro, a no ser para
quem assim o considere; para ele  impuro.
15 Se o seu irmo se
entristece devido ao que voc come, voc j no est agindo por amor.
Por causa da sua comida, no destrua seu irmo, por quem Cristo morreu.
16 Aquilo que  bom para vocs no se torne objeto de maledicncia.
17 Pois o Reino de Deus no  comida nem bebida, mas justia, paz e alegria
no Esprito Santo;
18 aquele que assim serve a Cristo  agradvel a
Deus e aprovado pelos homens.
19 Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz  paz e 
edificao mtua.
20 No destrua a obra de Deus por causa da comida.
Todo alimento  puro, mas  errado comer qualquer coisa que faa os
outros tropearem.
21  melhor no comer carne nem beber vinho, nem
fazer qualquer outra coisa que leve seu irmo a cair [d] .
22 Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas,
que isso permanea entre voc e Deus. Feliz  o homem que no se condena
naquilo que aprova.
23 Mas aquele que tem dvida  condenado se comer,
porque no come com f; e tudo o que no provm da f  pecado.
Notas de rodap:
[a] 14.5 Grego: H quem faa distino entre um dia e outro.
[b] 14.11 Is 45.23
[c] 14.14 Ou de que nada
[d] 14.21 Vrios manuscritos acrescentam ou a escandalizar-se, ou a
enfraquecer-se.

ROMANOS-CAPITULO-15
1 Ns, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e
no agradar a ns mesmos.
2 Cada um de ns deve agradar ao seu prximo
para o bem dele, a fim de edific-lo.
3 Pois tambm Cristo no agradou
a si prprio, mas, como est escrito: "Os insultos daqueles que te
insultam caram sobre mim" [a] .
4 Pois tudo o que foi escrito
no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da
perseverana e do bom nimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a
nossa esperana.
5 O Deus que concede perseverana e nimo d-lhes um esprito de
unidade, segundo Cristo Jesus,
6 para que com um s corao e uma s
voz vocs glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
7 Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os
aceitou, a fim de que vocs glorifiquem a Deus.
8 Pois eu lhes digo que
Cristo se tornou servo dos que so da circunciso, por amor  verdade de
Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas,
9 a fim de que
os gentios glorifiquem a Deus por sua misericrdia, como est escrito:
"Por isso, eu te louvarei
entre os gentios;
Cantarei louvores ao teu nome" [b] .
10 E tambm diz:
"Cantem de alegria,  gentios,
com o povo dele" [c] .
11 E mais:
"Louvem o Senhor,
todos vocs, gentios;
cantem louvores a ele
todos os povos" [d] .
12 E Isaas tambm diz:
"Brotar a raiz de Jess,
aquele que se levantar
para reinar sobre os gentios;
estes colocaro nele
a sua esperana" [e] .
13 Que o Deus da esperana os encha de toda alegria e paz, por sua
confiana nele, para que vocs transbordem de esperana, pelo poder do
Esprito Santo.
Paulo, Ministro dos Gentios
14 Meus irmos, eu mesmo estou convencido de que vocs esto cheios de
bondade e plenamente instrudos, sendo capazes de aconselhar-se uns aos
outros.
15 A respeito de alguns assuntos, eu lhes escrevi com toda a
franqueza, principalmente para faz-los lembrar-se novamente deles, por
causa da graa que Deus me deu,
16 de ser um ministro de Cristo Jesus
para os gentios, com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de
Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitvel a Deus,
santificados pelo Esprito Santo.
17 Portanto, eu me glorio em Cristo Jesus, em meu servio a Deus.
18 No me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por
meu intermdio em palavra e em ao, a fim de levar os gentios a
obedecerem a Deus,
19 pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do
poder do Esprito de Deus. Assim, desde Jerusalm e arredores, at o
Ilrico [f] , proclamei plenamente o evangelho de Cristo.
20 Sempre fiz questo de pregar o evangelho onde Cristo ainda no era
conhecido, de forma que no estivesse edificando sobre alicerce de
outro.
21 Mas antes, como est escrito:
"Ho de v-lo aqueles que
no tinham ouvido falar dele,
e o entendero aqueles
que no o haviam escutado" [g] .
22  por isso que muitas vezes fui impedido de chegar at vocs.
Paulo Planeja Visitar a Igreja em Roma
23 Mas agora, no havendo nestas regies nenhum lugar em que precise
trabalhar, e visto que h muitos anos anseio v-los,
24 planejo faz-lo
quando for  Espanha. Espero visit-los de passagem e dar-lhes a
oportunidade de me ajudarem em minha viagem para l, depois de ter
desfrutado um pouco da companhia de vocs.
25 Agora, porm, estou de
partida para Jerusalm, a servio dos santos.
26 Pois a Macednia e a
Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres dentre os santos de
Jerusalm.
27 Tiveram prazer nisso, e de fato so devedores aos santos
de Jerusalm. Pois, se os gentios participaram das bnos espirituais
dos judeus, devem tambm servir aos judeus com seus bens materiais.
28 Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a certeza de que eles
receberam esse fruto, irei  Espanha e visitarei vocs de passagem.
29 Sei que, quando for visit-los, irei na plenitude da bno de Cristo.
30 Recomendo-lhes, irmos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do
Esprito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor.
31 Orem para que eu esteja livre dos descrentes da Judia e que o meu
servio em Jerusalm seja aceitvel aos santos,
32 de forma que, pela
vontade de Deus, eu os visite com alegria e juntamente com vocs
desfrute de um perodo de refrigrio.
33 O Deus da paz seja com todos
vocs. Amm.
Notas de rodap:
[a] 15.3 Sl 69.9
[b] 15.9 2Sm 22.50; Sl 18.49
[c] 15.10 Dt 32.43
[d] 15.11 Sl 117.1
[e] 15.12 Is 11.10
[f] 15.19 Regio da costa leste do mar Adritico.
[g] 15.21 Is 52.15

ROMANOS-CAPITULO-16
Saudaes Pessoais
1 Recomendo-lhes nossa irm Febe, serva [a] da igreja em
Cencria.
2 Peo que a recebam no Senhor, de maneira digna dos santos,
e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois tem sido de grande
auxlio para muita gente, inclusive para mim.
3 Sadem Priscila [b] e qila, meus colaboradores em Cristo
Jesus.
4 Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; no apenas eu,
mas todas as igrejas dos gentios.
5 Sadem tambm a igreja que se rene na casa deles.
Sadem meu amado irmo Epneto, que foi o primeiro convertido a Cristo
na provncia da sia.
6 Sadem Maria, que trabalhou arduamente por vocs.
7 Sadem Andrnico e Jnias, meus parentes que estiveram na priso
comigo. So notveis entre os apstolos, e estavam em Cristo antes de
mim.
8 Sadem Amplato, meu amado irmo no Senhor.
9 Sadem Urbano, nosso cooperador em Cristo, e meu amado irmo
Estquis.
10 Sadem Apeles, aprovado em Cristo.
Sadem os que pertencem  casa de Aristbulo.
11 Sadem Herodio, meu parente.
Sadem os da casa de Narciso, que esto no Senhor.
12 Sadem Trifena e Trifosa, mulheres que trabalham arduamente no
Senhor.
Sadem a amada Prside, outra que trabalhou arduamente no Senhor.
13 Sadem Rufo, eleito no Senhor, e sua me, que tem sido me tambm
para mim.
14 Sadem Asncrito, Flegonte, Hermes, Ptrobas, Hermas e os irmos que
esto com eles.
15 Sadem Fillogo, Jlia, Nereu e sua irm, e tambm Olimpas e todos
os santos que esto com eles.
16 Sadem uns aos outros com beijo santo.
Todas as igrejas de Cristo enviam-lhes saudaes.
17 Recomendo-lhes, irmos, que tomem cuidado com aqueles que causam
divises e colocam obstculos ao ensino que vocs tm recebido.
Afastem-se deles.
18 Pois essas pessoas no esto servindo a Cristo,
nosso Senhor, mas a seus prprios apetites. Mediante palavras suaves e
bajulao, enganam o corao dos ingnuos.
19 Todos tm ouvido falar da
obedincia de vocs, por isso estou muito alegre; mas quero que sejam
sbios em relao ao que  bom, e sem malcia em relao ao que  mau.
20 Em breve o Deus da paz esmagar Satans debaixo dos ps de vocs.
A graa de nosso Senhor Jesus seja com vocs.
21 Timteo, meu cooperador, envia-lhes saudaes, bem como Lcio, Jasom
e Sospatro, meus parentes.
22 Eu, Trcio, que redigi esta carta, sado vocs no Senhor.
23 Gaio, cuja hospitalidade eu e toda a igreja desfrutamos, envia-lhes
saudaes. Erasto, administrador da cidade, e nosso irmo Quarto
enviam-lhes saudaes.
24 Que a graa de nosso Senhor Jesus Cristo seja
com vocs todos. Amm. [c]
25 Ora, quele que tem poder para confirm-los pelo meu evangelho e
pela proclamao de Jesus Cristo, de acordo com a revelao do mistrio
oculto nos tempos passados,
26 mas agora revelado e dado a conhecer
pelas Escrituras profticas por ordem do Deus eterno, para que todas as
naes venham a crer nele e a obedecer-lhe;
27 sim, ao nico Deus sbio
seja dada glria para todo o sempre, por meio de Jesus Cristo. Amm.
Notas de rodap:
[a] 16.1 Ou diaconisa
[b] 16.3 Grego: Prisca , variante de Priscila .
[c] 16.24 Muitos manuscritos no trazem o versculo 24.
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I CORNTIOS-CAPITULO-1
1 Paulo, chamado para ser apstolo de Cristo Jesus pela vontade de
Deus, e o irmo Sstenes,
2  igreja de Deus que est em Corinto, aos santificados em Cristo
Jesus e chamados para serem santos, juntamente com todos os que, em toda
parte, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e
nosso:
3 A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo.
A Gratido de Paulo
4 Sempre dou graas a meu Deus por vocs, por causa da graa que lhes
foi dada por ele em Cristo Jesus.
5 Pois nele vocs foram enriquecidos
em tudo, isto , em toda palavra e em todo conhecimento,
6 porque o
testemunho de Cristo foi confirmado entre vocs,
7 de modo que no lhes
falta nenhum dom espiritual, enquanto vocs esperam que o nosso Senhor
Jesus Cristo seja revelado.
8 Ele os manter firmes at o fim, de modo
que vocs sero irrepreensveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
9 Fiel  Deus, o qual os chamou  comunho com seu Filho Jesus Cristo,
nosso Senhor.
As Divises na Igreja
10 Irmos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocs
que concordem uns com os outros no que falam, para que no haja divises
entre vocs; antes, que todos estejam unidos num s pensamento e num s
parecer.
11 Meus irmos, fui informado por alguns da casa de Cloe de
que h divises entre vocs.
12 Com isso quero dizer que algum de vocs
afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de
Pedro [a] "; ou ainda "Eu sou de Cristo".
13 Acaso Cristo est dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocs?
Foram vocs batizados em nome de Paulo?
14 Dou graas a Deus por no
ter batizado nenhum de vocs, exceto Crispo e Gaio;
15 de modo que
ningum pode dizer que foi batizado em meu nome.
16 (Batizei tambm os
da casa de Estfanas; alm destes, no me lembro se batizei algum
mais.)
17 Pois Cristo no me enviou para batizar, mas para pregar o
evangelho, no porm com palavras de sabedoria humana, para que a cruz
de Cristo no seja esvaziada.
Cristo, Sabedoria e Poder de Deus
18 Pois a mensagem da cruz  loucura para os que esto perecendo, mas
para ns, que estamos sendo salvos,  o poder de Deus.
19 Pois est
escrito:
"Destruirei a sabedoria
dos sbios
e rejeitarei a inteligncia
dos inteligentes" [b] .
20 Onde est o sbio? Onde est o erudito? Onde est o questionador
desta era? Acaso no tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
21 Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo no o conheceu por meio da
sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crem por meio da
loucura da pregao.
22 Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos
procuram sabedoria;
23 ns, porm, pregamos a Cristo crucificado, o
qual, de fato,  escndalo para os judeus e loucura para os gentios
[c] ,
24 mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos,
Cristo  o poder de Deus e a sabedoria de Deus.
25 Porque a loucura de
Deus  mais sbia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus  mais
forte que a fora do homem.
26 Irmos, pensem no que vocs eram quando foram chamados. Poucos eram
sbios segundo os padres humanos [d] ; poucos eram poderosos;
poucos eram de nobre nascimento.
27 Mas Deus escolheu o que para o
mundo  loucura para envergonhar os sbios, e escolheu o que para o
mundo  fraqueza para envergonhar o que  forte.
28 Ele escolheu o que
para o mundo  insignificante, desprezado e o que nada , para reduzir a
nada o que ,
29 a fim de que ningum se vanglorie diante dele.
30 ,
porm, por iniciativa dele que vocs esto em Cristo Jesus, o qual se
tornou sabedoria de Deus para ns, isto , justia, santidade e
redeno,
31 para que, como est escrito: "Quem se gloriar, glorie-se
no Senhor" [e] .
Notas de rodap:
[a] 1.12 Grego: Cefas ; tambm em 3.22, 9.5 e 15.5.
[b] 1.19 Is 29.14
[c] 1.23 Isto , os que no so judeus.
[d] 1.26 Grego: a carne .
[e] 1.31 Jr 9.24

I CORNTIOS-CAPITULO-2
1 Eu mesmo, irmos, quando estive entre vocs, no fui com discurso
eloqente, nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistrio de
Deus [a] .
2 Pois decidi nada saber entre vocs, a no ser Jesus
Cristo, e este, crucificado.
3 E foi com fraqueza, temor e com muito
tremor que estive entre vocs.
4 Minha mensagem e minha pregao no
consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de
demonstrao do poder do Esprito,
5 para que a f que vocs tm no se
baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.
A Sabedoria Procedente do Esprito
6 Entretanto, falamos de sabedoria entre os que j tm maduridade, mas
no da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que esto sendo
reduzidos a nada.
7 Ao contrrio, falamos da sabedoria de Deus, do
mistrio que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princpio
das eras, para a nossa glria.
8 Nenhum dos poderosos desta era o
entendeu, pois, se o tivessem entendido, no teriam crucificado o Senhor
da glria.
9 Todavia, como est escrito:
"Olho nenhum viu,
ouvido nenhum ouviu,
mente nenhuma imaginou
o que Deus preparou
para aqueles que o amam" [b] ;
10 mas Deus o revelou a ns por meio do Esprito.
O Esprito sonda todas as coisas, at mesmo as coisas mais profundas de
Deus.
11 Pois, quem conhece os pensamentos do homem, a no ser o
esprito do homem que nele est? Da mesma forma, ningum conhece os
pensamentos de Deus, a no ser o Esprito de Deus.
12 Ns, porm, no
recebemos o esprito do mundo, mas o Esprito procedente de Deus, para
que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente.
13 Delas
tambm falamos, no com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas
com palavras ensinadas pelo Esprito, interpretando verdades espirituais
para os que so espirituais [c] .
14 Quem no tem o Esprito no
aceita as coisas que vm do Esprito de Deus, pois lhe so loucura; e
no  capaz de entend-las, porque elas so discernidas espiritualmente.
15 Mas quem  espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por
ningum  discernido; pois
16 "quem conheceu a mente
do Senhor
para que possa instru-lo?" [d]
Ns, porm, temos a mente de Cristo.
Notas de rodap:
[a] 2.1 Vrios manuscritos dizem o testemunho de Deus.
[b] 2.9 Is 64.4
[c] 2.13 Ou comparando realidades espirituais com realidades
espirituais
[d] 2.16 Is 40.13

I CORNTIOS-CAPITULO-3
As Divises na Igreja
1 Irmos, no lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais,
como a crianas em Cristo.
2 Dei-lhes leite, e no alimento slido,
pois vocs no estavam em condies de receb-lo. De fato, vocs ainda
no esto em condies,
3 porque ainda so carnais. Porque, visto que
h inveja e diviso entre vocs, no esto sendo carnais e agindo como
mundanos?
4 Pois quando algum diz: "Eu sou de Paulo", e outro:
"Eu sou de Apolo", no esto sendo mundanos?
5 Afinal de contas, quem  Apolo? Quem  Paulo? Apenas servos por meio
dos quais vocs vieram a crer, conforme o ministrio que o Senhor
atribuiu a cada um.
6 Eu plantei, Apolo regou, mas Deus  quem fez
crescer;
7 de modo que nem o que planta nem o que rega so alguma
coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento.
8 O que planta e
o que rega tm um s propsito, e cada um ser recompensado de acordo
com o seu prprio trabalho.
9 Pois ns somos cooperadores de Deus;
vocs so lavoura de Deus e edifcio de Deus.
10 Conforme a graa de Deus que me foi concedida, eu, como sbio
construtor, lancei o alicerce, e outro est construindo sobre ele.
Contudo, veja cada um como constri.
11 Porque ningum pode colocar
outro alicerce alm do que j est posto, que  Jesus Cristo.
12 Se
algum constri sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras
preciosas, madeira, feno ou palha,
13 sua obra ser mostrada, porque o
Dia a trar  luz; pois ser revelada pelo fogo, que provar a qualidade
da obra de cada um.
14 Se o que algum construiu permanecer, esse
receber recompensa.
15 Se o que algum construiu se queimar, esse
sofrer prejuzo; contudo, ser salvo como algum que escapa atravs do
fogo.
16 Vocs no sabem que so santurio de Deus e que o Esprito de Deus
habita em vocs?
17 Se algum destruir o santurio de Deus, Deus o
destruir; pois o santurio de Deus, que so vocs,  sagrado.
18 No se enganem. Se algum de vocs pensa que  sbio segundo os
padres desta era, deve tornar-se "louco" para que se torne sbio.
19 Porque a sabedoria deste mundo  loucura aos olhos de Deus. Pois
est escrito: "Ele apanha os sbios na astcia deles" [a] ;
20 e tambm: "O Senhor conhece os pensamentos dos sbios e sabe como
so fteis" [b] .
21 Portanto, ningum se glorie em homens;
porque todas as coisas so de vocs,
22 seja Paulo, seja Apolo, seja
Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente ou o futuro; tudo  de
vocs,
23 e vocs so de Cristo, e Cristo, de Deus.
Notas de rodap:
[a] 3.19 J 5.13
[b] 3.20 Sl 94.11

I CORNTIOS-CAPITULO-4
Apstolos de Cristo
1 Portanto, que todos nos considerem como servos de Cristo e
encarregados dos mistrios de Deus.
2 O que se requer destes
encarregados  que sejam fiis.
3 Pouco me importa ser julgado por
vocs ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim
mesmo.
4 Embora em nada minha conscincia me acuse, nem por isso
justifico a mim mesmo; o Senhor  quem me julga.
5 Portanto, no
julguem nada antes da hora devida; esperem at que o Senhor venha. Ele
trar  luz o que est oculto nas trevas e manifestar as intenes dos
coraes. Nessa ocasio, cada um receber de Deus a sua aprovao.
6 Irmos, apliquei essas coisas a mim e a Apolo por amor a vocs, para
que aprendam de ns o que significa: "No ultrapassem o que est
escrito". Assim, ningum se orgulhe a favor de um homem em detrimento
de outro.
7 Pois, quem torna voc diferente de qualquer outra pessoa? O
que voc tem que no tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha,
como se assim no fosse?
8 Vocs j tm tudo o que querem! J se tornaram ricos! Chegaram a ser
reis: e sem ns! Como eu gostaria que vocs realmente fossem reis,
para que ns tambm reinssemos com vocs!
9 Porque me parece que Deus
nos colocou a ns, os apstolos, em ltimo lugar, como condenados 
morte. Viemos a ser um espetculo para o mundo, tanto diante de anjos
como de homens.
10 Ns somos loucos por causa de Cristo, mas vocs so
sensatos em Cristo! Ns somos fracos, mas vocs so fortes! Vocs so
respeitados, mas ns somos desprezados!
11 At agora estamos passando
fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente,
no temos residncia certa e
12 trabalhamos arduamente com nossas
prprias mos. Quando somos amaldioados, abenoamos; quando
perseguidos, suportamos;
13 quando caluniados, respondemos amavelmente.
At agora nos tornamos a escria da terra, o lixo do mundo.
14 No estou tentando envergonh-los ao escrever estas coisas, mas
procuro adverti-los, como a meus filhos amados.
15 Embora possam ter
dez mil tutores em Cristo, vocs no tm muitos pais, pois em Cristo
Jesus eu mesmo os gerei por meio do evangelho.
16 Portanto,
suplico-lhes que sejam meus imitadores.
17 Por essa razo estou lhes
enviando Timteo, meu filho amado e fiel no Senhor, o qual lhes trar 
lembrana a minha maneira de viver em Cristo Jesus, de acordo com o que
eu ensino por toda parte, em todas as igrejas.
18 Alguns de vocs se tornaram arrogantes, como se eu no fosse mais
visit-los.
19 Mas irei muito em breve, se o Senhor permitir; ento
saberei no apenas o que esto falando esses arrogantes, mas que poder
eles tm.
20 Pois o Reino de Deus no consiste de palavras, mas de
poder.
21 Que  que vocs querem? Devo ir a vocs com vara, ou com amor
e esprito de mansido?

I CORNTIOS-CAPITULO-5
Imoralidade na Igreja!
1 Por toda parte se ouve que h imoralidade entre vocs, imoralidade
que no ocorre nem entre os pagos, ao ponto de um de vocs possuir a
mulher de seu pai.
2 E vocs esto orgulhosos! No deviam, porm, estar
cheios de tristeza e expulsar da comunho aquele que fez isso?
3 Apesar
de eu no estar presente fisicamente, estou com vocs em esprito. E j
condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente.
4 Quando
vocs estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus, estando eu com
vocs em esprito, estando presente tambm o poder de nosso Senhor Jesus
Cristo,
5 entreguem esse homem a Satans, para que o corpo [a]
seja destrudo, e seu esprito seja salvo no dia do Senhor.
6 O orgulho de vocs no  bom. Vocs no sabem que um pouco de
fermento faz toda a massa ficar fermentada?
7 Livrem-se do fermento
velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente so.
Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.
8 Por isso,
celebremos a festa, no com o fermento velho, nem com o fermento da
maldade e da perversidade, mas com os pes sem fermento, os pes da
sinceridade e da verdade.
9 J lhes disse por carta que vocs no devem associar-se com pessoas
imorais.
10 Com isso no me refiro aos imorais deste mundo, nem aos
avarentos, aos ladres ou aos idlatras. Se assim fosse, vocs
precisariam sair deste mundo.
11 Mas agora estou lhes escrevendo que
no devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmo, seja imoral,
avarento, idlatra, caluniador, alcolatra ou ladro. Com tais pessoas
vocs nem devem comer.
12 Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? No devem
vocs julgar os que esto dentro?
13 Deus julgar os de fora.
"Expulsem esse perverso do meio de vocs."
Notas de rodap:
[a] 5.5 Grego: a carne.

I CORNTIOS-CAPITULO-6
1 Se algum de vocs tem queixa contra outro irmo, como ousa apresentar
a causa para ser julgada pelos mpios, em vez de lev-la aos santos?
2 Vocs no sabem que os santos ho de julgar o mundo? Se vocs ho de
julgar o mundo, acaso no so capazes de julgar as causas de menor
importncia?
3 Vocs no sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto
mais as coisas desta vida!
4 Portanto, se vocs tm questes relativas
s coisas desta vida, designem para juzes os que so da igreja, mesmo
que sejam os menos importantes.
5 Digo isso para envergonh-los. Acaso
no h entre vocs algum suficientemente sbio para julgar uma causa
entre irmos?
6 Mas, ao invs disso, um irmo vai ao tribunal contra
outro irmo, e isso diante de descrentes!
7 O fato de haver litgios entre vocs j significa uma completa
derrota. Por que no preferem sofrer a injustia? Por que no preferem
sofrer o prejuzo?
8 Em vez disso vocs mesmos causam injustias e
prejuzos, e isso contra irmos!
9 Vocs no sabem que os perversos no herdaro o Reino de Deus? No se
deixem enganar: nem imorais, nem idlatras, nem adlteros, nem
homossexuais passivos ou ativos,
10 nem ladres, nem avarentos, nem
alcolatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdaro o Reino de Deus.
11 Assim foram alguns de vocs. Mas vocs foram lavados, foram
santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no
Esprito de nosso Deus.
O Perigo da Imoralidade
12 "Tudo me  permitido", mas nem tudo convm. "Tudo me 
permitido", mas eu no deixarei que nada me domine.
13 "Os
alimentos foram feitos para o estmago e o estmago para os
alimentos", mas Deus destruir ambos. O corpo, porm, no  para a
imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
14 Por seu
poder, Deus ressuscitou o Senhor e tambm nos ressuscitar.
15 Vocs
no sabem que os seus corpos so membros de Cristo? Tomarei eu os
membros de Cristo e os unirei a uma prostituta? De maneira nenhuma!
16 Vocs no sabem que aquele que se une a uma prostituta  um corpo com
ela? Pois, como est escrito: "Os dois sero uma s carne" [a] .
17 Mas aquele que se une ao Senhor  um esprito com ele.
18 Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que algum
comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra
o seu prprio corpo.
19 Acaso no sabem que o corpo de vocs 
santurio do Esprito Santo que habita em vocs, que lhes foi dado por
Deus, e que vocs no so de si mesmos?
20 Vocs foram comprados por
alto preo. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu prprio corpo.
Notas de rodap:
[a] 6.16 Gn 2.24

I CORNTIOS-CAPITULO-7
Acerca do Casamento
1 Quanto aos assuntos sobre os quais vocs escreveram,  bom que o
homem no toque em mulher, [a]
2 mas, por causa da imoralidade,
cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu prprio marido.
3 O
marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e
da mesma forma a mulher para com o seu marido.
4 A mulher no tem
autoridade sobre o seu prprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma,
o marido no tem autoridade sobre o seu prprio corpo, mas sim a mulher.
5 No se recusem um ao outro, exceto por mtuo consentimento e durante
certo tempo, para se dedicarem  orao. Depois, unam-se de novo, para
que Satans no os tente por no terem domnio prprio.
6 Digo isso
como concesso, e no como mandamento.
7 Gostaria que todos os homens
fossem como eu; mas cada um tem o seu prprio dom da parte de Deus; um
de um modo, outro de outro.
8 Digo, porm, aos solteiros e s vivas:  bom que permaneam como eu.
9 Mas, se no conseguem controlar-se, devem casar-se, pois  melhor
casar-se do que ficar ardendo de desejo.
10 Aos casados dou este mandamento, no eu, mas o Senhor: Que a esposa
no se separe do seu marido.
11 Mas, se o fizer, que permanea sem se
casar ou, ento, reconcilie-se com o seu marido. E o marido no se
divorcie da sua mulher.
12 Aos outros, eu mesmo digo isto, no o Senhor: Se um irmo tem mulher
descrente, e ela se dispe a viver com ele, no se divorcie dela.
13 E,
se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispe a viver com ela, no
se divorcie dele.
14 Pois o marido descrente  santificado por meio da
mulher, e a mulher descrente  santificada por meio do marido. Se assim
no fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora so santos.
15 Todavia, se o descrente separar-se, que se separe. Em tais casos, o
irmo ou a irm no fica debaixo de servido; Deus nos chamou para
vivermos em paz.
16 Voc, mulher, como sabe se salvar seu marido? Ou
voc, marido, como sabe se salvar sua mulher?
17 Entretanto, cada um continue vivendo na condio que o Senhor lhe
designou e de acordo com o chamado de Deus. Esta  a minha ordem para
todas as igrejas.
18 Foi algum chamado sendo j circunciso? No
desfaa a sua circunciso. Foi algum chamado sendo incircunciso? No se
circuncide.
19 A circunciso no significa nada, e a incircunciso
tambm nada ; o que importa  obedecer aos mandamentos de Deus.
20 Cada um deve permanecer na condio em que foi chamado por Deus.
21 Foi
voc chamado sendo escravo? No se incomode com isso. Mas, se voc puder
conseguir a liberdade, consiga-a.
22 Pois aquele que, sendo escravo,
foi chamado pelo Senhor,  liberto e pertence ao Senhor;
semelhantemente, aquele que era livre quando foi chamado,  escravo de
Cristo.
23 Vocs foram comprados por alto preo; no se tornem escravos
de homens.
24 Irmos, cada um deve permanecer diante de Deus na
condio em que foi chamado.
25 Quanto s pessoas virgens, no tenho mandamento do Senhor, mas dou
meu parecer como algum que, pela misericrdia de Deus,  digno de
confiana.
26 Por causa dos problemas atuais, penso que  melhor o
homem permanecer como est.
27 Voc est casado? No procure
separar-se. Est solteiro? No procure esposa.
28 Mas, se vier a
casar-se, no comete pecado; e, se uma virgem se casar, tambm no
comete pecado. Mas aqueles que se casarem enfrentaro muitas
dificuldades na vida [b] , e eu gostaria de poup-los disso.
29 O que quero dizer  que o tempo  curto. De agora em diante, aqueles
que tm esposa, vivam como se no tivessem;
30 aqueles que choram, como
se no chorassem; os que esto felizes, como se no estivessem; os que
compram algo, como se nada possussem;
31 os que usam as coisas do
mundo, como se no as usassem; porque a forma presente deste mundo est
passando.
32 Gostaria de v-los livres de preocupaes. O homem que no  casado
preocupa-se com as coisas do Senhor, em como agradar ao Senhor.
33 Mas
o homem casado preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar
sua mulher,
34 e est dividido. Tanto a mulher no casada como a virgem
preocupam-se com as coisas do Senhor, para serem santas no corpo e no
esprito. Mas a casada preocupa-se com as coisas deste mundo, em como
agradar seu marido.
35 Estou dizendo isso para o prprio bem de vocs;
no para lhes impor restries, mas para que vocs possam viver de
maneira correta, em plena consagrao ao Senhor.
36 Se algum acha que est agindo de forma indevida diante da virgem de
quem est noivo, que ela est passando da idade, achando que deve se
casar, faa como achar melhor. Com isso no peca. Casem-se.
37 Contudo, o homem que decidiu firmemente em seu corao que no se sente
obrigado, mas tem controle sobre sua prpria vontade e decidiu no se
casar com a virgem: este tambm faz bem.
38 Assim, aquele que se
casa com a virgem faz bem, mas aquele que no se casa faz melhor.
c ]
39 A mulher est ligada a seu marido enquanto ele viver. Mas, se o seu
marido morrer, ela estar livre para se casar com quem quiser, contanto
que ele pertena ao Senhor.
40 Em meu parecer, ela ser mais feliz se
permanecer como est; e penso que tambm tenho o Esprito de Deus.
Notas de rodap:
[a] 7.1 Ou  bom que o homem se abstenha de ter relaes sexuais com
qualquer mulher,
[b] 7.28 Grego: carne .
[c] 7.36-38 Ou 36Se algum acha que no est tratando sua filha como 
devido e que ela est numa idade madura, pelo que ele se sente obrigado
a cas-la, faa como achar melhor. Com isso no peca. Deve permitir que
se case. 37Contudo, o que se mantm firme no seu propsito e no 
dominado por seus impulsos, mas domina sua prpria vontade, e resolveu
manter solteira sua filha, este tambm faz bem. 38De modo que aquele que
d sua filha em casamento faz bem, mas o que no a d em casamento faz
melhor.

I CORNTIOS-CAPITULO-8
A Comida Sacrificada aos dolos
1 Com respeito aos alimentos sacrificados aos dolos, sabemos que todos
temos conhecimento. [a] O conhecimento traz orgulho, mas o amor
edifica.
2 Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda no conhece como
deveria.
3 Mas quem ama a Deus, este  conhecido por Deus.
4 Portanto, em relao ao alimento sacrificado aos dolos, sabemos que
o dolo no significa nada no mundo e que s existe um Deus.
5 Pois,
mesmo que haja os chamados deuses, quer no cu, quer na terra (como de
fato h muitos "deuses" e muitos "senhores"),
6 para ns,
porm, h um nico Deus, o Pai, de quem vm todas as coisas e para quem
vivemos; e um s Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as
coisas e por meio de quem vivemos.
7 Contudo, nem todos tm esse conhecimento. Alguns, ainda habituados
com os dolos, comem esse alimento como se fosse um sacrifcio idlatra;
e como a conscincia deles  fraca, fica contaminada.
8 A comida,
porm, no nos torna aceitveis diante de Deus; no seremos piores se
no comermos, nem melhores se comermos.
9 Contudo, tenham cuidado para que o exerccio da liberdade de vocs
no se torne uma pedra de tropeo para os fracos.
10 Pois, se algum
que tem a conscincia fraca vir voc que tem este conhecimento comer num
templo de dolos, no ser induzido a comer do que foi sacrificado a
dolos?
11 Assim, esse irmo fraco, por quem Cristo morreu,  destrudo
por causa do conhecimento que voc tem.
12 Quando voc peca contra seus
irmos dessa maneira, ferindo a conscincia fraca deles, peca contra
Cristo.
13 Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmo a pecar,
nunca mais comerei carne, para no fazer meu irmo tropear.
Notas de rodap:
[a] 8.1 Ou dolos, "todos temos conhecimento", conforme vocs
dizem.

I CORNTIOS-CAPITULO-9
Os Direitos de um Apstolo
1 No sou livre? No sou apstolo? No vi Jesus, nosso Senhor? No so
vocs resultado do meu trabalho no Senhor?
2 Ainda que eu no seja
apstolo para outros, certamente o sou para vocs! Pois vocs so o selo
do meu apostolado no Senhor.
3 Esta  minha defesa diante daqueles que me julgam.
4 No temos ns o
direito de comer e beber?
5 No temos ns o direito de levar conosco
uma esposa crente como fazem os outros apstolos, os irmos do Senhor e
Pedro?
6 Ou ser que s eu e Barnab temos direito de receber sustento
sem trabalhar?
7 Quem serve como soldado  prpria custa? Quem planta uma vinha e no
come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e no bebe do seu leite?
8 No digo isso do ponto de vista meramente humano; a Lei no diz a mesma
coisa?
9 Pois est escrito na Lei de Moiss: "No amordace o boi
enquanto ele estiver debulhando o cereal" [a] . Por acaso  com
bois que Deus est preocupado?
10 No  certamente por nossa causa que
ele o diz? Sim, isso foi escrito em nosso favor. Porque "o lavrador
quando ara e o debulhador quando debulha, devem faz-lo na esperana de
participar da colheita".
11 Se entre vocs semeamos coisas
espirituais, seria demais colhermos de vocs coisas materiais?
12 Se
outros tm direito de ser sustentados por vocs, no o temos ns ainda
mais?
Mas ns nunca usamos desse direito. Ao contrrio, suportamos tudo para
no colocar obstculo algum ao evangelho de Cristo.
13 Vocs no sabem
que aqueles que trabalham no templo alimentam-se das coisas do templo, e
que os que servem diante do altar participam do que  oferecido no
altar?
14 Da mesma forma, o Senhor ordenou queles que pregam o
evangelho, que vivam do evangelho.
15 Mas eu no tenho usado de nenhum desses direitos. No estou
escrevendo na esperana de que vocs faam isso por mim. Prefiro morrer
a permitir que algum me prive deste meu orgulho.
16 Contudo, quando
prego o evangelho, no posso me orgulhar, pois me  imposta a
necessidade de pregar. Ai de mim se no pregar o evangelho!
17 Porque,
se prego de livre vontade, tenho recompensa; contudo, como prego por
obrigao, estou simplesmente cumprindo uma incumbncia a mim confiada.
18 Qual , pois, a minha recompensa? Apenas esta: que, pregando o
evangelho, eu o apresente gratuitamente, no usando, assim, dos meus
direitos ao preg-lo.
19 Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para
ganhar o maior nmero possvel de pessoas.
20 Tornei-me judeu para os
judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que esto debaixo da Lei,
tornei-me como se estivesse sujeito  Lei (embora eu mesmo no esteja
debaixo da Lei), a fim de ganhar os que esto debaixo da Lei.
21 Para
os que esto sem lei, tornei-me como sem lei (embora no esteja livre da
lei de Deus, e sim sob a lei de Cristo), a fim de ganhar os que no tm
a Lei.
22 Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos.
Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns.
23 Fao tudo isso por causa do evangelho, para ser co-participante dele.
24 Vocs no sabem que de todos os que correm no estdio, apenas um
ganha o prmio? Corram de tal modo que alcancem o prmio.
25 Todos os
que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter
uma coroa que logo perece; mas ns o fazemos para ganhar uma coroa que
dura para sempre.
26 Sendo assim, no corro como quem corre sem alvo, e
no luto como quem esmurra o ar.
27 Mas esmurro o meu corpo e fao dele
meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo no
venha a ser reprovado.
Notas de rodap:
[a] 9.9 Dt 25.4

I CORNTIOS-CAPITULO-10
Exemplos da Histria de Israel
1 Porque no quero, irmos, que vocs ignorem o fato de que todos os
nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar.
2 Em Moiss, todos eles foram batizados na nuvem e no mar.
3 Todos
comeram do mesmo alimento espiritual
4 e beberam da mesma bebida
espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa
rocha era Cristo.
5 Contudo, Deus no se agradou da maioria deles; por
isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto.
6 Essas coisas ocorreram como exemplos [a] para ns, para que
no cobicemos coisas ms, como eles fizeram.
7 No sejam idlatras,
como alguns deles foram, conforme est escrito: "O povo se assentou
para comer e beber, e levantou-se para se entregar  farra" [b] .
8 No pratiquemos imoralidade, como alguns deles fizeram: e num s
dia morreram vinte e trs mil.
9 No devemos pr o Senhor  prova, como
alguns deles fizeram: e foram mortos por serpentes.
10 E no se
queixem, como alguns deles se queixaram: e foram mortos pelo anjo
destruidor.
11 Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como
advertncia para ns, sobre quem tem chegado o fim dos tempos.
12 Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que no caia!
13 No
sobreveio a vocs tentao que no fosse comum aos homens. E Deus 
fiel; ele no permitir que vocs sejam tentados alm do que podem
suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciar um
escape, para que o possam suportar.
As Festas Idlatras e a Ceia do Senhor
14 Por isso, meus amados irmos, fujam da idolatria.
15 Estou falando
a pessoas sensatas; julguem vocs mesmos o que estou dizendo.
16 No 
verdade que o clice da bno que abenoamos  uma participao no
sangue de Cristo, e que o po que partimos  uma participao no corpo
de Cristo?
17 Como h somente um po, ns, que somos muitos, somos um
s corpo, pois todos participamos de um nico po.
18 Considerem o povo de Israel: os que comem dos sacrifcios no
participam do altar?
19 Portanto, que estou querendo dizer? Ser que o
sacrifcio oferecido a um dolo  alguma coisa? Ou o dolo  alguma
coisa?
20 No! Quero dizer que o que os pagos sacrificam  oferecido
aos demnios e no a Deus, e no quero que vocs tenham comunho com os
demnios.
21 Vocs no podem beber do clice do Senhor e do clice dos
demnios; no podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demnios.
22 Porventura provocaremos o cime do Senhor? Somos mais fortes do que
ele?
A Liberdade do Cristo
23 "Tudo  permitido", mas nem tudo convm. "Tudo  permitido",
mas nem tudo edifica.
24 Ningum deve buscar o seu prprio bem, mas sim
o dos outros.
25 Comam de tudo o que se vende no mercado, sem fazer perguntas por
causa da conscincia,
26 pois "do Senhor  a terra e tudo o que nela
existe" [c] .
27 Se algum descrente o convidar para uma refeio e voc quiser ir,
coma de tudo o que lhe for apresentado, sem nada perguntar por causa da
conscincia.
28 Mas se algum lhe disser: "Isto foi oferecido em
sacrifcio", no coma, tanto por causa da pessoa que o comentou, como
da conscincia [d] ,
29 isto , da conscincia do outro e no da
sua prpria. Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela
conscincia dos outros?
30 Se participo da refeio com ao de graas,
por que sou condenado por algo pelo qual dou graas a Deus?
31 Assim, quer vocs comam, bebam ou faam qualquer outra coisa, faam
tudo para a glria de Deus.
32 No se tornem motivo de tropeo, nem
para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus.
33 Tambm eu
procuro agradar a todos, de todas as formas. Porque no estou procurando
o meu prprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos.
Notas de rodap:
[a] 10.6 Ou como tipos ; tambm no versculo 11.
[b] 10.7 x 32.6
[c] 10.26 Sl 24.1
[d] 10.28 Alguns manuscritos dizem por motivos de conscincia, porque
"do Senhor  a terra e tudo o que nela existe".

I CORNTIOS-CAPITULO-11
1 Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.
Instrues sobre a Adorao
2 Eu os elogio por se lembrarem de mim em tudo e por se apegarem s
tradies exatamente como eu as transmiti a vocs.
3 Quero, porm, que entendam que o cabea de todo homem  Cristo, e o
cabea da mulher  o homem, e o cabea de Cristo  Deus.
4 Todo homem
que ora ou profetiza com a cabea coberta desonra a sua cabea;
5 e
toda mulher que ora ou profetiza com a cabea descoberta desonra a sua
cabea; pois  como se a tivesse rapada.
6 Se a mulher no cobre a
cabea, deve tambm cortar o cabelo; se, porm,  vergonhoso para a
mulher ter o cabelo cortado ou rapado, ela deve cobrir a cabea.
7 O
homem no deve cobrir a cabea, visto que ele  imagem e glria de Deus;
mas a mulher  glria do homem.
8 Pois o homem no se originou da
mulher, mas a mulher do homem;
9 alm disso, o homem no foi criado por
causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.
10 Por essa razo e
por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabea um sinal de
autoridade.
11 No Senhor, todavia, a mulher no  independente do homem, nem o
homem independente da mulher.
12 Pois, assim como a mulher proveio do
homem, tambm o homem nasce da mulher. Mas tudo provm de Deus.
13 Julguem entre vocs mesmos:  apropriado a uma mulher orar a Deus com a
cabea descoberta?
14 A prpria natureza das coisas no lhes ensina que
 uma desonra para o homem ter cabelo comprido,
15 e que o cabelo
comprido  uma glria para a mulher? Pois o cabelo comprido foi lhe dado
como manto.
16 Mas se algum quiser fazer polmica a esse respeito, ns
no temos esse costume, nem as igrejas de Deus.
A Ceia do Senhor
17 Entretanto, nisto que lhes vou dizer no os elogio, pois as reunies
de vocs mais fazem mal do que bem.
18 Em primeiro lugar, ouo que,
quando vocs se renem como igreja, h divises entre vocs, e at certo
ponto eu o creio.
19 Pois  necessrio que haja divergncias entre
vocs, para que sejam conhecidos quais dentre vocs so aprovados.
20 Quando vocs se renem, no  para comer a ceia do Senhor,
21 porque
cada um come sua prpria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto
um fica com fome, outro se embriaga.
22 Ser que vocs no tm casa
onde comer e beber? Ou desprezam a igreja de Deus e humilham os que nada
tm? Que lhes direi? Eu os elogiarei por isso? Certamente que no!
23 Pois recebi do Senhor o que tambm lhes entreguei: Que o Senhor
Jesus, na noite em que foi trado, tomou o po
24 e, tendo dado graas,
partiu-o e disse: "Isto  o meu corpo, que  dado em favor de vocs;
faam isto em memria de mim".
25 Da mesma forma, depois da ceia ele
tomou o clice e disse: "Este clice  a nova aliana no meu sangue;
faam isso sempre que o beberem em memria de mim".
26 Porque, sempre
que comerem deste po e beberem deste clice, vocs anunciam a morte do
Senhor at que ele venha.
27 Portanto, todo aquele que comer o po ou beber o clice do Senhor
indignamente ser culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.
28 Examine-se cada um a si mesmo, e ento coma do po e beba do clice.
29 Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe
para sua prpria condenao.
30 Por isso h entre vocs muitos fracos e
doentes, e vrios j dormiram.
31 Mas, se ns tivssemos o cuidado de
examinar a ns mesmos, no receberamos juzo.
32 Quando, porm, somos
julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que no sejamos
condenados com o mundo.
33 Portanto, meus irmos, quando vocs se reunirem para comer, esperem
uns pelos outros.
34 Se algum estiver com fome, coma em casa, para
que, quando vocs se reunirem, isso no resulte em condenao.
Quanto ao mais, quando eu for lhes darei instrues.

I CORNTIOS-CAPITULO-12
Os Dons Espirituais
1 Irmos, quanto aos dons espirituais [a] , no quero que vocs
sejam ignorantes.
2 Vocs sabem que, quando eram pagos, de uma forma
ou de outra eram fortemente atrados e levados para os dolos mudos.
3 Por isso, eu lhes afirmo que ningum que fala pelo Esprito de Deus diz:
"Jesus seja amaldioado"; e ningum pode dizer: "Jesus 
Senhor", a no ser pelo Esprito Santo.
4 H diferentes tipos de dons, mas o Esprito  o mesmo.
5 H
diferentes tipos de ministrios, mas o Senhor  o mesmo.
6 H
diferentes formas de atuao, mas  o mesmo Deus quem efetua tudo em
todos.
7 A cada um, porm,  dada a manifestao do Esprito, visando ao bem
comum.
8 Pelo Esprito, a um  dada a palavra de sabedoria; a outro,
pelo mesmo Esprito, a palavra de conhecimento;
9 a outro, f, pelo
mesmo Esprito; a outro, dons de curar, pelo nico Esprito;
10 a
outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro,
discernimento de espritos; a outro, variedade de lnguas; e ainda a
outro, interpretao de lnguas.
11 Todas essas coisas, porm, so
realizadas pelo mesmo e nico Esprito, e ele as distribui
individualmente, a cada um, como quer.
Diversidade na Unidade
12 Ora, assim como o corpo  uma unidade, embora tenha muitos membros,
e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um s corpo, assim tambm
com respeito a Cristo.
13 Pois em um s corpo todos ns fomos batizados
em [b] um nico Esprito: quer judeus, quer gregos, quer
escravos, quer livres. E a todos ns foi dado beber de um nico
Esprito.
14 O corpo no  feito de um s membro, mas de muitos.
15 Se o p
disser: "Porque no sou mo, no perteno ao corpo", nem por isso
deixa de fazer parte do corpo.
16 E se o ouvido disser: "Porque no
sou olho, no perteno ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do
corpo.
17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audio? Se todo o
corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
18 De fato, Deus disps cada
um dos membros no corpo, segundo a sua vontade.
19 Se todos fossem um
s membro, onde estaria o corpo?
20 Assim, h muitos membros, mas um s
corpo.
21 O olho no pode dizer  mo: "No preciso de voc!" Nem a cabea
pode dizer aos ps: "No preciso de vocs!"
22 Ao contrrio, os
membros do corpo que parecem mais fracos so indispensveis,
23 e os
membros que pensamos serem menos honrosos, tratamos com especial honra.
E os membros que em ns so indecorosos so tratados com decoro
especial,
24 enquanto os que em ns so decorosos no precisam ser
tratados de maneira especial. Mas Deus estruturou o corpo dando maior
honra aos membros que dela tinham falta,
25 a fim de que no haja
diviso no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado
uns pelos outros.
26 Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com
ele; quando um membro  honrado, todos os outros se alegram com ele.
27 Ora, vocs so o corpo de Cristo, e cada um de vocs,
individualmente,  membro desse corpo.
28 Assim, na igreja, Deus
estabeleceu primeiramente apstolos; em segundo lugar, profetas; em
terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que tm
dons de curar, os que tm dom de prestar ajuda, os que tm dons de
administrao e os que falam diversas lnguas.
29 So todos apstolos?
So todos profetas? So todos mestres? Tm todos o dom de realizar
milagres?
30 Tm todos o dons de curar? Falam todos em lnguas? Todos
interpretam?
31 Entretanto, busquem [c] com dedicao os
melhores dons.
O Amor
Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.
Notas de rodap:
[a] 12.1 Ou s pessoas espirituais
[b] 12.13 Ou com ; ou ainda por
[c] 12.31 Ou Entretanto, vocs esto buscando

I CORNTIOS-CAPITULO-13
1 Ainda que eu fale as lnguas dos homens e dos anjos, se no tiver
amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
2 Ainda
que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistrios e todo o
conhecimento, e tenha uma f capaz de mover montanhas, se no tiver
amor, nada serei.
3 Ainda que eu d aos pobres tudo o que possuo e
entregue o meu corpo para ser queimado [a] , se no tiver amor,
nada disso me valer.
4 O amor  paciente, o amor  bondoso. No inveja, no se vangloria,
no se orgulha.
5 No maltrata, no procura seus interesses, no se ira
facilmente, no guarda rancor.
6 O amor no se alegra com a injustia,
mas se alegra com a verdade.
7 Tudo sofre, tudo cr, tudo espera, tudo
suporta.
8 O amor nunca perece; mas as profecias desaparecero, as lnguas
cessaro, o conhecimento passar.
9 Pois em parte conhecemos e em parte
profetizamos;
10 quando, porm, vier o que  perfeito, o que 
imperfeito desaparecer.
11 Quando eu era menino, falava como menino,
pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem,
deixei para trs as coisas de menino.
12 Agora, pois, vemos apenas um
reflexo obscuro, como em espelho; mas, ento, veremos face a face. Agora
conheo em parte; ento, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou
plenamente conhecido.
13 Assim, permanecem agora estes trs: a f, a esperana e o amor. O
maior deles, porm,  o amor.
Notas de rodap:
[a] 13.3 Alguns manuscritos dizem corpo para que eu tenha de que me
gloriar.

I CORNTIOS-CAPITULO-14
Os Dons de Profecia e de Lnguas
1 Sigam o caminho do amor e busquem com dedicao os dons espirituais,
principalmente o dom de profecia.
2 Pois quem fala em uma lngua
[a] no fala aos homens, mas a Deus. De fato, ningum o entende; em
esprito fala mistrios.
3 Mas quem profetiza o faz para edificao,
encorajamento e consolao dos homens.
4 Quem fala em lngua a si mesmo
se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja.
5 Gostaria que todos
vocs falassem em lnguas, mas prefiro que profetizem. Quem profetiza 
maior do que aquele que fala em lnguas, a no ser que as interprete,
para que a igreja seja edificada.
6 Agora, irmos, se eu for visit-los e falar em lnguas, em que lhes
serei til, a no ser que lhes leve alguma revelao, ou conhecimento,
ou profecia, ou doutrina?
7 At no caso de coisas inanimadas que
produzem sons, tais como a flauta ou a ctara, como algum reconhecer o
que est sendo tocado, se os sons no forem distintos?
8 Alm disso, se
a trombeta no emitir um som claro, quem se preparar para a batalha?
9 Assim acontece com vocs. Se no proferirem palavras compreensveis com
a lngua, como algum saber o que est sendo dito? Vocs estaro
simplesmente falando ao ar.
10 Sem dvida, h diversos idiomas no
mundo; todavia, nenhum deles  sem sentido.
11 Portanto, se eu no
entender o significado do que algum est falando, serei estrangeiro
para quem fala, e ele, estrangeiro para mim.
12 Assim acontece com
vocs. Visto que esto ansiosos por terem dons espirituais [b] ,
procurem crescer naqueles que trazem a edificao para a igreja.
13 Por isso, quem fala em uma lngua, ore para que a possa interpretar.
14 Pois, se oro em uma lngua, meu esprito ora, mas a minha mente fica
infrutfera.
15 Ento, que farei? Orarei com o esprito, mas tambm
orarei com o entendimento; cantarei com o esprito, mas tambm cantarei
com o entendimento.
16 Se voc estiver louvando a Deus em esprito,
como poder aquele que est entre os no instrudos dizer o "Amm" 
sua ao de graas, visto que no sabe o que voc est dizendo?
17 Pode
ser que voc esteja dando graas muito bem, mas o outro no  edificado.
18 Dou graas a Deus por falar em lnguas mais do que todos vocs.
19 Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensveis para
instruir os outros a falar dez mil palavras em uma lngua.
20 Irmos, deixem de pensar como crianas. Com respeito ao mal, sejam
crianas; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.
21 Pois est
escrito na Lei:
"Por meio de homens
de outras lnguas
e por meio de lbios
de estrangeiros
falarei a este povo,
mas, mesmo assim,
eles no me ouviro" [c] ,
diz o Senhor.
22 Portanto, as lnguas so um sinal para os descrentes, e no para os
que crem; a profecia, porm,  para os que crem, no para os
descrentes.
23 Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em
lnguas, e entrarem alguns no instrudos ou descrentes, no diro que
vocs esto loucos?
24 Mas se entrar algum descrente ou no instrudo
quando todos estiverem profetizando, ele por todos ser convencido de
que  pecador e por todos ser julgado,
25 e os segredos do seu corao
sero expostos. Assim, ele se prostrar, rosto em terra, e adorar a
Deus, exclamando: "Deus realmente est entre vocs!"
Ordem no Culto
26 Portanto, que diremos, irmos? Quando vocs se renem, cada um de
vocs tem um salmo, ou uma palavra de instruo, uma revelao, uma
palavra em uma lngua ou uma interpretao. Tudo seja feito para a
edificao da igreja.
27 Se, porm, algum falar em lngua, devem falar
dois, no mximo trs, e algum deve interpretar.
28 Se no houver
intrprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
29 Tratando-se de profetas, falem dois ou trs, e os outros julguem
cuidadosamente o que foi dito.
30 Se vier uma revelao a algum que
est sentado, cale-se o primeiro.
31 Pois vocs todos podem profetizar,
cada um por sua vez, de forma que todos sejam instrudos e encorajados.
32 O esprito dos profetas est sujeito aos profetas.
33 Pois Deus no
 Deus de desordem, mas de paz.
Como em todas as congregaes dos santos,
34 permaneam as mulheres em
silncio nas igrejas, pois no lhes  permitido falar; antes permaneam
em submisso, como diz a Lei.
35 Se quiserem aprender alguma coisa, que
perguntem a seus maridos em casa; pois  vergonhoso uma mulher falar na
igreja.
36 Acaso a palavra de Deus originou-se entre vocs? So vocs o nico
povo que ela alcanou?
37 Se algum pensa que  profeta ou espiritual,
reconhea que o que lhes estou escrevendo  mandamento do Senhor.
38 Se
ignorar isso, ele mesmo ser ignorado. [d]
39 Portanto, meus irmos, busquem com dedicao o profetizar e no
probam o falar em lnguas.
40 Mas tudo deve ser feito com decncia e
ordem.
Notas de rodap:
[a] 14.2 Ou outro idioma ; tambm em todo o captulo 14.
[b] 14.12 Grego: serem zelosos dos espritos.
[c] 14.21 Is 28.11,12
[d] 14.38 Alguns manuscritos dizem Se ele ignora isso, deixe-o
ignorar.

I CORNTIOS-CAPITULO-15
A Ressurreio de Cristo
1 Irmos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual
vocs receberam e no qual esto firmes.
2 Por meio deste evangelho
vocs so salvos, desde que se apeguem firmemente  palavra que lhes
preguei; caso contrrio, vocs tm crido em vo.
3 Pois o que primeiramente [a] lhes transmiti foi o que recebi:
que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 foi
sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras,
5 e
apareceu a Pedro e depois aos Doze.
6 Depois disso apareceu a mais de
quinhentos irmos de uma s vez, a maioria dos quais ainda vive, embora
alguns j tenham adormecido.
7 Depois apareceu a Tiago e, ento, a
todos os apstolos;
8 depois destes apareceu tambm a mim, como a um
que nasceu fora de tempo.
9 Pois sou o menor dos apstolos e nem sequer mereo ser chamado
apstolo, porque persegui a igreja de Deus.
10 Mas, pela graa de Deus,
sou o que sou, e sua graa para comigo no foi intil; antes, trabalhei
mais do que todos eles; contudo, no eu, mas a graa de Deus comigo.
11 Portanto, quer tenha sido eu, quer tenham sido eles,  isto que
pregamos, e  isto que vocs creram.
A Ressurreio dentre os Mortos
12 Ora, se est sendo pregado que Cristo ressuscitou dentre os mortos,
como alguns de vocs esto dizendo que no existe ressurreio dos
mortos?
13 Se no h ressurreio dos mortos, nem Cristo ressuscitou;
14 e, se Cristo no ressuscitou,  intil a nossa pregao, como tambm
 intil a f que vocs tm.
15 Mais que isso, seremos considerados
falsas testemunhas de Deus, pois contra ele testemunhamos que
ressuscitou a Cristo dentre os mortos. Mas se de fato os mortos no
ressuscitam, ele tambm no ressuscitou a Cristo.
16 Pois, se os mortos
no ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou.
17 E, se Cristo no
ressuscitou, intil  a f que vocs tm, e ainda esto em seus pecados.
18 Neste caso, tambm os que dormiram em Cristo esto perdidos.
19 Se
 somente para esta vida que temos esperana em Cristo, somos, de todos
os homens, os mais dignos de compaixo.
20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as
primcias [b] dentre aqueles que dormiram.
21 Visto que a morte
veio por meio de um s homem, tambm a ressurreio dos mortos veio por
meio de um s homem.
22 Pois da mesma forma como em Ado todos morrem,
em Cristo todos sero vivificados.
23 Mas cada um por sua vez: Cristo,
o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem.
24 Ento
vir o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter
destrudo todo domnio, autoridade e poder.
25 Pois  necessrio que
ele reine at que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus
ps.
26 O ltimo inimigo a ser destrudo  a morte.
27 Porque ele
"tudo sujeitou debaixo de seus ps" [c] . Ora, quando se diz
que "tudo" lhe foi sujeito, fica claro que isso no inclui o prprio
Deus, que tudo submeteu a Cristo.
28 Quando, porm, tudo lhe estiver
sujeito, ento o prprio Filho se sujeitar quele que todas as coisas
lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos.
29 Se no h ressurreio, que faro aqueles que se batizam pelos
mortos? Se absolutamente os mortos no ressuscitam, por que se batizam
por eles?
30 Tambm ns, por que estamos nos expondo a perigos o tempo
todo?
31 Todos os dias enfrento a morte, irmos; isso digo pelo orgulho
que tenho de vocs em Cristo Jesus, nosso Senhor.
32 Se foi por meras
razes humanas que lutei com feras em feso, que ganhei com isso? Se os
mortos no ressuscitam,
"comamos e bebamos,
porque amanh morreremos" [d] .
33 No se deixem enganar: "As ms companhias corrompem os bons
costumes".
34 Como justos, recuperem o bom senso e parem de pecar;
pois alguns h que no tm conhecimento de Deus; digo isso para vergonha
de vocs.
O Corpo da Ressurreio
35 Mas algum pode perguntar: "Como ressuscitam os mortos? Com que
espcie de corpo viro?"
36 Insensato! O que voc semeia no nasce a
no ser que morra.
37 Quando voc semeia, no semeia o corpo que vir a
ser, mas apenas uma simples semente, como de trigo ou de alguma outra
coisa.
38 Mas Deus lhe d um corpo, como determinou, e a cada espcie
de semente d seu corpo apropriado.
39 Nem toda carne  a mesma: os
homens tm uma espcie de carne, os animais tm outra, as aves outra, e
os peixes outra.
40 H corpos celestes e h tambm corpos terrestres;
mas o esplendor dos corpos celestes  um, e o dos corpos terrestres 
outro.
41 Um  o esplendor do sol, outro o da lua, e outro o das
estrelas; e as estrelas diferem em esplendor umas das outras.
42 Assim ser com a ressurreio dos mortos. O corpo que  semeado 
perecvel e ressuscita imperecvel;
43  semeado em desonra e
ressuscita em glria;  semeado em fraqueza e ressuscita em poder;
44 
semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.
Se h corpo natural, h tambm corpo espiritual.
45 Assim est escrito:
"O primeiro homem, Ado, tornou-se um ser vivente" [e] ; o
ltimo Ado, esprito vivificante.
46 No foi o espiritual que veio
antes, mas o natural; depois dele, o espiritual.
47 O primeiro homem
era do p da terra; o segundo homem, dos cus.
48 Os que so da terra
so semelhantes ao homem terreno; os que so dos cus, ao homem
celestial.
49 Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos
[f] tambm a imagem do homem celestial.
50 Irmos, eu lhes declaro que carne e sangue no podem herdar o Reino
de Deus, nem o que  perecvel pode herdar o imperecvel.
51 Eis que eu
lhes digo um mistrio: Nem todos dormiremos, mas todos seremos
transformados,
52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da
ltima trombeta. Pois a trombeta soar, os mortos ressuscitaro
incorruptveis e ns seremos transformados.
53 Pois  necessrio que
aquilo que  corruptvel se revista de incorruptibilidade, e aquilo que
 mortal, se revista de imortalidade.
54 Quando, porm, o que 
corruptvel se revestir de incorruptibilidade, e o que  mortal, de
imortalidade, ento se cumprir a palavra que est escrita: "A morte
foi destruda pela vitria" [g] .
55 "Onde est,  morte,
a sua vitria?
Onde est,  morte,
o seu aguilho?" [h]
56 O aguilho da morte  o pecado, e a fora do pecado  a Lei.
57 Mas
graas a Deus, que nos d a vitria por meio de nosso Senhor Jesus
Cristo.
58 Portanto, meus amados irmos, mantenham-se firmes, e que nada os
abale. Sejam sempre dedicados  obra do Senhor, pois vocs sabem que, no
Senhor, o trabalho de vocs no ser intil.
Notas de rodap:
[a] 15.3 Ou em primeira mo
[b] 15.20 Isto , os primeiros frutos.
[c] 15.27 Sl 8.6
[d] 15.32 Is 22.13
[e] 15.45 Gn 2.7
[f] 15.49 Alguns manuscritos dizem tenhamos.
[g] 15.54 Is 25.8
[h] 15.55 Os 13.14

I CORNTIOS-CAPITULO-16
A Coleta para o Povo de Deus
1 Quanto  coleta para o povo de Deus, faam como ordenei s igrejas
da Galcia.
2 No primeiro dia da semana, cada um de vocs separe uma
quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que no seja
preciso fazer coletas quando eu chegar.
3 Ento, quando eu chegar,
entregarei cartas de recomendao aos homens que vocs aprovarem e os
mandarei para Jerusalm com a oferta de vocs.
4 Se me parecer
conveniente ir tambm, eles me acompanharo.
Pedidos Pessoais
5 Depois de passar pela Macednia irei visit-los, j que passarei por
l.
6 Talvez eu permanea com vocs durante algum tempo, ou at mesmo
passe o inverno com vocs, para que me ajudem na viagem, aonde quer que
eu v.
7 Desta vez no quero apenas v-los e fazer uma visita de
passagem; espero ficar algum tempo com vocs, se o Senhor permitir.
8 Mas permanecerei em feso at o Pentecoste,
9 porque se abriu para mim
uma porta ampla e promissora; e h muitos adversrios.
10 Se Timteo for, tomem providncias para que ele no tenha nada que
temer enquanto estiver com vocs, pois ele trabalha na obra do Senhor,
assim como eu.
11 Portanto, ningum o despreze. Ajudem-no a prosseguir
viagem em paz, para que ele possa voltar a mim. Eu o estou esperando com
os irmos.
12 Quanto ao irmo Apolo, insisti que fosse com os irmos visitar
vocs. Ele no quis de modo nenhum ir agora, mas ir quando tiver boa
oportunidade.
13 Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na f, sejam homens de
coragem, sejam fortes.
14 Faam tudo com amor.
15 Vocs sabem que os da casa de Estfanas foram o primeiro fruto da
Acaia e que eles tm se dedicado ao servio dos santos. Recomendo-lhes,
irmos,
16 que se submetam a pessoas como eles e a todos os que
cooperam e trabalham conosco.
17 Alegrei-me com a vinda de Estfanas,
Fortunato e Acaico, porque eles supriram o que estava faltando da parte
de vocs.
18 Eles trouxeram alvio ao meu esprito, e ao de vocs
tambm. Valorizem homens como estes.
Saudaes Finais
19 As igrejas da provncia da sia enviam-lhes saudaes. qila e
Priscila [a] os sadam afetuosamente no Senhor, e tambm a igreja
que se rene na casa deles.
20 Todos os irmos daqui lhes enviam
saudaes. Sadem uns aos outros com beijo santo.
21 Eu, Paulo, escrevi esta saudao de prprio punho.
22 Se algum no ama o Senhor, seja amaldioado. Vem, Senhor [b] !
23 A graa do Senhor Jesus seja com vocs.
24 Recebam o amor que tenho por todos vocs em Cristo Jesus. Amm.
[c]
Notas de rodap:
[a] 16.19 Grego: Prisca , variante de Priscila .
[b] 16.22 Em aramaico a expresso Vem, Senhor  Maranatha.
[c] 16.24 Alguns manuscritos no trazem Amm.
______________________________________________________________________________

II CORNTIOS-CAPITULO-1
1 Paulo, apstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmo
Timteo,
 igreja de Deus que est em Corinto, com todos os santos de toda a
Acaia:
2 A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo.
Deus  o Nosso Consolador
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das
misericrdias e Deus de toda consolao,
4 que nos consola em todas as
nossas tribulaes, para que, com a consolao que recebemos de Deus
[a] , possamos consolar os que esto passando por tribulaes.
5 Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre ns, tambm
por meio de Cristo transborda a nossa consolao.
6 Se somos
atribulados,  para consolao e salvao de vocs; se somos consolados,
 para consolao de vocs, a qual lhes d pacincia para suportarem os
mesmos sofrimentos que ns estamos padecendo.
7 E a nossa esperana em
relao a vocs est firme, porque sabemos que, da mesma forma como
vocs participam dos nossos sofrimentos, participam tambm da nossa
consolao.
8 Irmos, no queremos que vocs desconheam as tribulaes que
sofremos na provncia da sia, as quais foram muito alm da nossa
capacidade de suportar, ao ponto de perdermos a esperana da prpria
vida.
9 De fato, j tnhamos sobre ns a sentena de morte, para que
no confissemos em ns mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos.
10 Ele nos livrou e continuar nos livrando de tal perigo de morte.
Nele temos colocado a nossa esperana de que continuar a livrar-nos,
11 enquanto vocs nos ajudam com as suas oraes. Assim muitos daro
graas por nossa causa [b] , pelo favor a ns concedido em
resposta s oraes de muitos.
Paulo Muda seus Planos
12 Este  o nosso orgulho: A nossa conscincia d testemunho de que nos
temos conduzido no mundo, especialmente em nosso relacionamento com
vocs, com santidade e sinceridade provenientes de Deus, no de acordo
com a sabedoria do mundo, mas de acordo com a graa de Deus.
13 Pois
nada lhes escrevemos que vocs no sejam capazes de ler ou entender. E
espero que,
14 assim como vocs nos entenderam em parte, venham a
entender plenamente que podem orgulhar-se de ns, assim como nos
orgulharemos de vocs no dia do Senhor Jesus.
15 Confiando nisso, e para que vocs fossem duplamente beneficiados,
planejava primeiro visit-los
16 em minha ida  Macednia e voltar a
vocs vindo de l, para que me ajudassem em minha viagem para a Judia.
17 Quando planejei isso, ser que o fiz levianamente? Ou ser que fao
meus planos de modo mundano [c] , dizendo ao mesmo tempo
"sim" e "no"?
18 Todavia, como Deus  fiel, nossa mensagem a vocs no  "sim" e
"no",
19 pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, pregado entre vocs
por mim e tambm por Silvano [d] e Timteo, no foi "sim" e
"no", mas nele sempre houve "sim";
20 pois quantas forem as
promessas feitas por Deus, tantas tm em Cristo o "sim". Por isso,
por meio dele, o "Amm"  pronunciado por ns para a glria de Deus.
21 Ora,  Deus que faz que ns e vocs permaneamos firmes em Cristo.
Ele nos ungiu,
22 nos selou como sua propriedade e ps o seu Esprito
em nossos coraes como garantia do que est por vir.
23 Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de poup-los que no
voltei a Corinto.
24 No que tenhamos domnio sobre a sua f, mas
cooperamos com vocs para que tenham alegria, pois  pela f que vocs
permanecem firmes.
Notas de rodap:
[a] 1.4 Grego: com a consolao com que fomos consolados.
[b] 1.11 Muitos manuscritos dizem por causa de vocs.
[c] 1.17 Grego: segundo a carne.
[d] 1.19 Ou Silas , variante de Silvano.

II CORNTIOS-CAPITULO-2
1 Por isso resolvi no lhes fazer outra visita que causasse tristeza.
1 Pois, se os entristeo, quem me alegrar seno vocs, a quem tenho
entristecido?
3 Escrevi como escrevi para que, quando eu for, no seja
entristecido por aqueles que deveriam alegrar-me. Estava confiante em
que todos vocs compartilhariam da minha alegria.
4 Pois eu lhes
escrevi com grande aflio e angstia de corao, e com muitas lgrimas,
no para entristec-los, mas para que soubessem como  profundo o meu
amor por vocs.
Perdo para o Pecador
5 Se um de vocs tem causado tristeza, no a tem causado apenas a mim,
mas tambm, em parte, para eu no ser demasiadamente severo, a todos
vocs.
6 A punio que lhe foi imposta pela maioria  suficiente.
7 Agora, ao contrrio, vocs devem perdoar-lhe e consol-lo, para que ele
no seja dominado por excessiva tristeza.
8 Portanto, eu lhes recomendo
que reafirmem o amor que tm por ele.
9 Eu lhes escrevi com o propsito
de saber se vocs seriam aprovados, isto , se seriam obedientes em
tudo.
10 Se vocs perdoam a algum, eu tambm perdo; e aquilo que
perdoei, se  que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presena
de Cristo, por amor a vocs,
11 a fim de que Satans no tivesse
vantagem sobre ns; pois no ignoramos as suas intenes.
Ministros da Nova Aliana
12 Quando cheguei a Trade para pregar o evangelho de Cristo e vi que o
Senhor me havia aberto uma porta,
13 ainda assim, no tive sossego em
meu esprito, porque no encontrei ali meu irmo Tito. Por isso,
despedi-me deles e fui para a Macednia.
14 Mas graas a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e
por nosso intermdio exala em todo lugar a fragrncia do seu
conhecimento;
15 porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que
esto sendo salvos e os que esto perecendo.
16 Para estes somos cheiro
de morte; para aqueles, fragrncia de vida. Mas quem est capacitado
para tanto?
17 Ao contrrio de muitos, no negociamos a palavra de Deus
visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade,
como homens enviados por Deus.

II CORNTIOS-CAPITULO-3
1 Ser que com isso estamos comeando a nos recomendar a ns mesmos
novamente? Ser que precisamos, como alguns, de cartas de recomendao
para vocs ou da parte de vocs?
2 Vocs mesmos so a nossa carta,
escrita em nosso corao, conhecida e lida por todos.
3 Vocs
demonstram que so uma carta de Cristo, resultado do nosso ministrio,
escrita no com tinta, mas com o Esprito do Deus vivo, no em tbuas de
pedra, mas em tbuas de coraes humanos.
4 Tal  a confiana que temos diante de Deus, por meio de Cristo.
5 No que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos prprios
mritos, mas a nossa capacidade vem de Deus.
6 Ele nos capacitou para
sermos ministros de uma nova aliana, no da letra, mas do Esprito;
pois a letra mata, mas o Esprito vivifica.
A Glria da Nova Aliana
7 O ministrio que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras; mas
esse ministrio veio com tal glria que os israelitas no podiam fixar
os olhos na face de Moiss, por causa do resplendor do seu rosto, ainda
que desvanecente.
8 No ser o ministrio do Esprito ainda muito mais
glorioso?
9 Se era glorioso o ministrio que trouxe condenao, quanto
mais glorioso ser o ministrio que produz justificao!
10 Pois o que
outrora foi glorioso, agora no tem glria, em comparao com a glria
insupervel.
11 E se o que estava se desvanecendo se manifestou com
glria, quanto maior ser a glria do que permanece!
12 Portanto, visto que temos tal esperana, mostramos muita confiana.
13 No somos como Moiss, que colocava um vu sobre a face para que os
israelitas no contemplassem o resplendor que se desvanecia.
14 Na
verdade a mente deles se fechou, pois at hoje o mesmo vu permanece
quando  lida a antiga aliana. No foi retirado, porque  somente em
Cristo que ele  removido.
15 De fato, at o dia de hoje, quando Moiss
 lido, um vu cobre os seus coraes.
16 Mas quando algum se converte
ao Senhor, o vu  retirado.
17 Ora, o Senhor  o Esprito e, onde est
o Esprito do Senhor, ali h liberdade.
18 E todos ns, que com a face
descoberta contemplamos [a] a glria do Senhor, segundo a sua
imagem estamos sendo transformados com glria cada vez maior, a qual vem
do Senhor, que  o Esprito.
Notas de rodap:
[a] 3.18 Ou refletimos

II CORNTIOS-CAPITULO-4
Tesouros em Vasos de Barro
1 Portanto, visto que temos este ministrio pela misericrdia que nos
foi dada, no desanimamos.
2 Antes, renunciamos aos procedimentos
secretos e vergonhosos; no usamos de engano, nem torcemos a palavra de
Deus. Ao contrrio, mediante a clara exposio da verdade,
recomendamo-nos  conscincia de todos, diante de Deus.
3 Mas se o
nosso evangelho est encoberto, para os que esto perecendo  que est
encoberto.
4 O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para
que no vejam a luz do evangelho da glria de Cristo, que  a imagem de
Deus.
5 Mas no pregamos a ns mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e
a ns como escravos de vocs, por causa de Jesus.
6 Pois Deus, que
disse: "Das trevas resplandea a luz" [a] , ele mesmo brilhou
em nossos coraes, para iluminao do conhecimento da glria de Deus na
face de Cristo.
7 Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder
que a tudo excede provm de Deus, e no de ns.
8 De todos os lados
somos pressionados, mas no desanimados; ficamos perplexos, mas no
desesperados;
9 somos perseguidos, mas no abandonados; abatidos, mas
no destrudos.
10 Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus,
para que a vida de Jesus tambm seja revelada em nosso corpo.
11 Pois
ns, que estamos vivos, somos sempre entregues  morte por amor a Jesus,
para que a sua vida tambm se manifeste em nosso corpo mortal.
12 De
modo que em ns atua a morte; mas em vocs, a vida.
13 Est escrito: "Cri, por isso falei" [b] . Com esse mesmo
esprito de f ns tambm cremos e, por isso, falamos,
14 porque
sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos,
tambm nos ressuscitar com Jesus e nos apresentar com vocs.
15 Tudo
isso  para o bem de vocs, para que a graa, que est alcanando um
nmero cada vez maior de pessoas, faa que transbordem as aes de
graas para a glria de Deus.
16 Por isso no desanimamos. Embora exteriormente estejamos a
desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia aps dia,
17 pois os nossos sofrimentos leves e momentneos esto produzindo para ns
uma glria eterna que pesa mais do que todos eles.
18 Assim, fixamos os
olhos, no naquilo que se v, mas no que no se v, pois o que se v 
transitrio, mas o que no se v  eterno.
Notas de rodap:
[a] 4.6 Gn 1.3
[b] 4.13 Sl 116.10

II CORNTIOS-CAPITULO-5
Nossa Habitao Celestial
1 Sabemos que, se for destruda a temporria habitao terrena em que
vivemos, temos da parte de Deus um edifcio, uma casa eterna nos cus,
no construda por mos humanas.
2 Enquanto isso, gememos, desejando
ser revestidos da nossa habitao celestial,
3 porque, estando
vestidos, no seremos encontrados nus.
4 Pois, enquanto estamos nesta
casa, gememos e nos angustiamos, porque no queremos ser despidos, mas
revestidos da nossa habitao celestial, para que aquilo que  mortal
seja absorvido pela vida.
5 Foi Deus que nos preparou para esse
propsito, dando-nos o Esprito como garantia do que est por vir.
6 Portanto, temos sempre confiana e sabemos que, enquanto estamos no
corpo, estamos longe do Senhor.
7 Porque vivemos por f, e no pelo que
vemos.
8 Temos, pois, confiana e preferimos estar ausentes do corpo e
habitar com o Senhor.
9 Por isso, temos o propsito de lhe agradar,
quer estejamos no corpo, quer o deixemos.
10 Pois todos ns devemos
comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de
acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer
sejam ms.
O Ministrio da Reconciliao
11 Uma vez que conhecemos o temor ao Senhor, procuramos persuadir os
homens. O que somos est manifesto diante de Deus, e esperamos que
esteja manifesto tambm diante da conscincia de vocs.
12 No estamos
tentando novamente recomendar-nos a vocs, porm lhes estamos dando a
oportunidade de exultarem em ns, para que tenham o que responder aos
que se vangloriam das aparncias e no do que est no corao.
13 Se
enlouquecemos,  por amor a Deus; se conservamos o juzo,  por amor a
vocs.
14 Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos
convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram.
15 E ele
morreu por todos para que aqueles que vivem j no vivam mais para si
mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
16 De modo que, de agora em diante, a ningum mais consideramos do
ponto de vista humano [a] . Ainda que antes tenhamos considerado
Cristo dessa forma, agora j no o consideramos assim.
17 Portanto, se
algum est em Cristo,  nova criao. As coisas antigas j passaram;
eis que surgiram coisas novas! [b]
18 Tudo isso provm de Deus,
que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o
ministrio da reconciliao,
19 ou seja, que Deus em Cristo estava
reconciliando consigo o mundo, no levando em conta os pecados dos
homens, e nos confiou a mensagem da reconciliao.
20 Portanto, somos
embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por
nosso intermdio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com
Deus.
21 Deus tornou pecado [c] por ns aquele que no tinha
pecado, para que nele nos tornssemos justia de Deus.
Notas de rodap:
[a] 5.16 Grego: segundo a carne.
[b] 5.17 Vrios manuscritos dizem eis que tudo se fez novo!
[c] 5.21 Ou uma oferta pelo pecado

II CORNTIOS-CAPITULO-6
1 Como cooperadores de Deus, insistimos com vocs para no receberem em
vo a graa de Deus.
2 Pois ele diz:
"Eu o ouvi no tempo favorvel
e o socorri no dia da salvao" [a] .
Digo-lhes que agora  o tempo favorvel, agora  o dia da salvao!
Os Sofrimentos de Paulo
3 No damos motivo de escndalo a ningum, em circunstncia alguma,
para que o nosso ministrio no caia em descrdito.
4 Ao contrrio,
como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as formas: em muita
perseverana; em sofrimentos, privaes e tristezas;
5 em aoites,
prises e tumultos; em trabalhos rduos, noites sem dormir e jejuns;
6 em pureza, conhecimento, pacincia e bondade; no Esprito Santo e no
amor sincero;
7 na palavra da verdade e no poder de Deus; com as armas
da justia, quer de ataque, quer de defesa [b] ;
8 por honra e
por desonra; por difamao e por boa fama; tidos por enganadores, sendo
verdadeiros;
9 como desconhecidos, apesar de bem conhecidos; como
morrendo, mas eis que vivemos; espancados, mas no mortos;
10 entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo muitos
outros; nada tendo, mas possuindo tudo.
11 Falamos abertamente a vocs, corntios, e lhes abrimos todo o nosso
corao!
12 No lhes estamos limitando nosso afeto, mas vocs esto
limitando o afeto que tm por ns.
13 Numa justa compensao, falo como
a meus filhos, abram tambm o corao para ns!
O Problema da Associao com os Descrentes
14 No se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que tm em
comum a justia e a maldade? Ou que comunho pode ter a luz com as
trevas?
15 Que harmonia entre Cristo e Belial? Que h de comum entre o
crente e o descrente?
16 Que acordo h entre o templo de Deus e os
dolos? Pois somos santurio do Deus vivo. Como disse Deus:
"Habitarei com eles
e entre eles andarei;
serei o seu Deus,
e eles sero o meu povo" [c] .
17 Portanto,
"saiam do meio deles
e separem-se",
diz o Senhor.
"No toquem
em coisas impuras,
e eu os receberei" [d]
18 "e lhes serei Pai,
e vocs sero meus filhos
e minhas filhas",
diz o Senhor todo-poderoso [e] .
Notas de rodap:
[a] 6.2 Is 49.8
[b] 6.7 Grego:  direita e  esquerda.
[c] 6.16 Lv 26.12; Jr 32.38; Ez 37.27
[d] 6.17 Is 52.11; Ez 20.34,41
[e] 6.18 2 Sm 7.8,14

II CORNTIOS-CAPITULO-7
1 Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o
que contamina o corpo [a] e o esprito, aperfeioando a santidade
no temor de Deus.
A Alegria de Paulo
2 Concedam-nos lugar no corao de vocs. A ningum prejudicamos, a
ningum causamos dano, a ningum exploramos.
3 No digo isso para
conden-los; j lhes disse que vocs esto em nosso corao para juntos
morrermos ou vivermos.
4 Tenho grande confiana em vocs, e de vocs
tenho muito orgulho. Sinto-me bastante encorajado; minha alegria
transborda em todas as tribulaes.
5 Pois, quando chegamos  Macednia, no tivemos nenhum descanso, mas
fomos atribulados de toda forma: conflitos externos, temores internos.
6 Deus, porm, que consola os abatidos, consolou-nos com a chegada de
Tito,
7 e no apenas com a vinda dele, mas tambm com a consolao que
vocs lhe deram. Ele nos falou da saudade, da tristeza e da preocupao
de vocs por mim, de modo que a minha alegria se tornou ainda maior.
8 Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, no me
arrependo.  verdade que a princpio me arrependi, pois percebi que a
minha carta os entristeceu, ainda que por pouco tempo.
9 Agora, porm,
me alegro, no porque vocs foram entristecidos, mas porque a tristeza
os levou ao arrependimento. Pois vocs se entristeceram como Deus
desejava, e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa.
10 A
tristeza segundo Deus no produz remorso, mas sim um arrependimento que
leva  salvao, e a tristeza segundo o mundo produz morte.
11 Vejam o
que esta tristeza segundo Deus produziu em vocs: que dedicao, que
desculpas, que indignao, que temor, que saudade, que preocupao, que
desejo de ver a justia feita! Em tudo vocs se mostraram inocentes a
esse respeito.
12 Assim, se lhes escrevi, no foi por causa daquele que
cometeu o erro nem daquele que foi prejudicado, mas para que diante de
Deus vocs pudessem ver por si prprios como so dedicados a ns.
13 Por isso tudo fomos revigorados.
Alm de encorajados, ficamos mais contentes ainda ao ver como Tito
estava alegre, porque seu esprito recebeu refrigrio de todos vocs.
14 Eu lhe tinha dito que estava orgulhoso de vocs, e vocs no me
decepcionaram. Da mesma forma como era verdade tudo o que lhes dissemos,
o orgulho que temos de vocs diante de Tito tambm mostrou-se
verdadeiro.
15 E a afeio dele por vocs fica maior ainda, quando
lembra que todos vocs foram obedientes, recebendo-o com temor e tremor.
16 Alegro-me por poder ter plena confiana em vocs.
Notas de rodap:
[a] 7.1 Grego: a carne.

II CORNTIOS-CAPITULO-8
Incentivo  Contribuio
1 Agora, irmos, queremos que vocs tomem conhecimento da graa que
Deus concedeu s igrejas da Macednia.
2 No meio da mais severa
tribulao, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em
rica generosidade.
3 Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto
podiam, e at alm do que podiam. Por iniciativa prpria
4 eles nos
suplicaram insistentemente o privilgio de participar da assistncia aos
santos.
5 E no somente fizeram o que espervamos, mas entregaram-se
primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a ns, pela vontade de
Deus.
6 Assim, recomendamos a Tito que, assim como ele j havia
comeado, tambm completasse esse ato de graa da parte de vocs.
7 Todavia, assim como vocs se destacam em tudo: na f, na palavra, no
conhecimento, na dedicao completa e no amor que vocs tm por ns
[a] , destaquem-se tambm neste privilgio de contribuir.
8 No lhes estou dando uma ordem, mas quero verificar a sinceridade do
amor de vocs, comparando-o com a dedicao dos outros.
9 Pois vocs
conhecem a graa de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez
pobre por amor de vocs, para que por meio de sua pobreza vocs se
tornassem ricos.
10 Este  meu conselho: convm que vocs contribuam, j que desde o ano
passado vocs foram os primeiros, no somente a contribuir, mas tambm a
propor esse plano.
11 Agora, completem a obra, para que a forte
disposio de realiz-la seja igualada pelo zelo em conclu-la, de
acordo com os bens que vocs possuem.
12 Porque, se h prontido, a
contribuio  aceitvel de acordo com aquilo que algum tem, e no de
acordo com o que no tem.
13 Nosso desejo no  que outros sejam aliviados enquanto vocs so
sobrecarregados, mas que haja igualdade.
14 No presente momento, a
fartura de vocs suprir a necessidade deles, para que, por sua vez, a
fartura deles supra a necessidade de vocs. Ento haver igualdade,
15 como est escrito: "Quem tinha recolhido muito no teve demais, e no
faltou a quem tinha recolhido pouco" [b] .
A Coleta para os Crentes da Judia
16 Agradeo a Deus ter ele posto no corao de Tito o mesmo cuidado que
tenho por vocs,
17 pois Tito no apenas aceitou o nosso pedido, mas
est indo at vocs, com muito entusiasmo e por iniciativa prpria.
18 Com ele estamos enviando o irmo que  recomendado por todas as igrejas
por seu servio no evangelho.
19 No s por isso, mas ele tambm foi
escolhido pelas igrejas para nos acompanhar quando formos ministrar esta
doao, o que fazemos para honrar o prprio Senhor e mostrar a nossa
disposio.
20 Queremos evitar que algum nos critique quanto ao nosso
modo de administrar essa generosa oferta,
21 pois estamos tendo o
cuidado de fazer o que  correto, no apenas aos olhos do Senhor, mas
tambm aos olhos dos homens.
22 Alm disso, estamos enviando com eles o nosso irmo que muitas vezes
e de muitas maneiras j nos provou que  muito dedicado, e agora ainda
mais, por causa da grande confiana que ele tem em vocs.
23 Quanto a
Tito, ele  meu companheiro e cooperador entre vocs; quanto a nossos
irmos, eles so representantes das igrejas e uma honra para Cristo.
24 Portanto, diante das demais igrejas, demonstrem a esses irmos a prova
do amor que vocs tm e a razo do orgulho que temos de vocs.
Notas de rodap:
[a] 8.7 Alguns manuscritos dizem e em nosso amor por vocs.
[b] 8.15 x 16.18

II CORNTIOS-CAPITULO-9
1 No tenho necessidade de escrever-lhes a respeito dessa assistncia
aos santos.
2 Reconheo a sua disposio em ajudar e j mostrei aos
macednios o orgulho que tenho de vocs, dizendo-lhes que, desde o ano
passado, vocs da Acaia estavam prontos a contribuir; e a dedicao de
vocs motivou a muitos.
3 Contudo, estou enviando os irmos para que o
orgulho que temos de vocs a esse respeito no seja em vo, mas que
vocs estejam preparados, como eu disse que estariam,
4 a fim de que,
se alguns macednios forem comigo e os encontrarem despreparados, ns,
para no mencionar vocs, no fiquemos envergonhados por tanta confiana
que tivemos.
5 Assim, achei necessrio recomendar que os irmos os
visitem antes e concluam os preparativos para a contribuio que vocs
prometeram. Ento ela estar pronta como oferta generosa, e no como
algo dado com avareza.
Semeando com Generosidade
6 Lembrem-se: aquele que semeia pouco, tambm colher pouco, e aquele
que semeia com fartura, tambm colher fartamente.
7 Cada um d
[a] conforme determinou em seu corao, no com pesar ou por obrigao,
pois Deus ama quem d com alegria.
8 E Deus  poderoso para fazer que
lhes seja acrescentada toda a graa, para que em todas as coisas, em
todo o tempo, tendo tudo o que  necessrio, vocs transbordem em toda
boa obra.
9 Como est escrito:
"Distribuiu, deu os seus bens aos necessitados;
a sua justia dura para sempre" [b] .
10 Aquele que supre a semente ao que semeia e o po ao que come, tambm
lhes suprir e multiplicar a semente e far crescer os frutos da sua
justia.
11 Vocs sero enriquecidos de todas as formas, para que
possam ser generosos em qualquer ocasio e, por nosso intermdio, a sua
generosidade resulte em ao de graas a Deus.
12 O servio ministerial que vocs esto realizando no est apenas
suprindo as necessidades do povo de Deus, mas tambm transbordando em
muitas expresses de gratido a Deus.
13 Por meio dessa prova de
servio ministerial, outros louvaro a Deus pela obedincia que
acompanha a confisso que vocs fazem do evangelho de Cristo e pela
generosidade de vocs em compartilhar seus bens com eles e com todos os
outros.
14 E nas oraes que fazem por vocs, eles estaro cheios de
amor por vocs, por causa da insupervel graa que Deus tem dado a
vocs.
15 Graas a Deus por seu dom indescritvel!
Notas de rodap:
[a] 9.7 Grego: semeie .
[b] 9.9 Sl 112.9

II CORNTIOS-CAPITULO-10
Paulo Defende o seu Ministrio
1 Eu, Paulo, pela mansido e pela bondade de Cristo, apelo para vocs;
eu, que sou "humilde" quando estou face a face com vocs, mas
"audaz" quando ausente!
2 Rogo-lhes que, quando estiver presente,
no me obriguem a agir com audcia, tal como penso que ousarei fazer,
para com alguns que acham que procedemos segundo os padres humanos
[a] .
3 Pois, embora vivamos como homens [b] , no lutamos
segundo os padres humanos.
4 As armas com as quais lutamos no so
humanas [c] ; ao contrrio, so poderosas em Deus para destruir
fortalezas.
5 Destrumos argumentos e toda pretenso que se levanta
contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para
torn-lo obediente a Cristo.
6 E estaremos prontos para punir todo ato
de desobedincia, uma vez estando completa a obedincia de vocs.
7 Vocs observam apenas a aparncia das coisas. [d] Se algum
est convencido de que pertence a Cristo, deveria considerar novamente
consigo mesmo que, assim como ele, ns tambm pertencemos a Cristo.
8 Pois mesmo que eu tenha me orgulhado um pouco mais da autoridade que o
Senhor nos deu, no me envergonho disso, pois essa autoridade  para
edific-los, e no para destru-los.
9 No quero que parea que estou
tentando amedront-los com as minhas cartas.
10 Pois alguns dizem:
"As cartas dele so duras e fortes, mas ele pessoalmente no
impressiona, e a sua palavra  desprezvel".
11 Saibam tais pessoas
que aquilo que somos em cartas, quando estamos ausentes, seremos em
atos, quando estivermos presentes.
12 No temos a pretenso de nos igualar ou de nos comparar com alguns
que se recomendam a si mesmos. Quando eles se medem e se comparam
consigo mesmos, agem sem entendimento.
13 Ns, porm, no nos
gloriaremos alm do limite adequado, mas limitaremos nosso orgulho 
esfera de ao que Deus nos confiou, a qual alcana vocs inclusive.
14 No estamos indo longe demais em nosso orgulho, como seria se no
tivssemos chegado at vocs, pois chegamos a vocs com o evangelho de
Cristo.
15 Da mesma forma, no vamos alm de nossos limites,
gloriando-nos de trabalhos que outros fizeram. [e] Nossa
esperana  que,  medida que for crescendo a f que vocs tm, nossa
atuao entre vocs aumente ainda mais,
16 para que possamos pregar o
evangelho nas regies que esto alm de vocs, sem nos vangloriarmos de
trabalho j realizado em territrio de outro.
17 Contudo, "quem se
gloriar, glorie-se no Senhor", [f]
18 pois no  aprovado quem
a si mesmo se recomenda, mas aquele a quem o Senhor recomenda.
Notas de rodap:
[a] 10.2 Grego: segundo a carne ; tambm no versculo 3.
[b] 10.3 Grego: na carne .
[c] 10.4 Grego: carnais .
[d] 10.7 Ou Observem os acontecimentos evidentes.
[e] 10.13-15 Ou Ns, porm, no nos gloriaremos a respeito das coisas
que no podem ser medidas, mas sim segundo o padro de medida que o Deus
de medida atribuiu a ns, a qual tambm se refere a vocs. 14...
15Tampouco nos gloriamos no que no se pode medir quanto ao trabalho
feito por outros.
[f] 10.17 Jr 9.24

II CORNTIOS-CAPITULO-11
A Preocupao de Paulo com a Fidelidade dos Corntios
1 Espero que vocs suportem um pouco da minha insensatez. Sim, por
favor, sejam pacientes comigo. [a]
2 O zelo que tenho por vocs
 um zelo que vem de Deus. Eu os prometi a um nico marido, Cristo,
querendo apresent-los a ele como uma virgem pura.
3 O que receio, e
quero evitar,  que assim como a serpente enganou Eva com astcia, a
mente de vocs seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoo
a Cristo.
4 Pois, se algum lhes vem pregando um Jesus que no  aquele
que pregamos, ou se vocs acolhem um esprito diferente do que acolheram
ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocs o toleram com
facilidade.
5 Todavia, no me julgo nem um pouco inferior a esses
"super-apstolos".
6 Eu posso no ser um orador eloqente; contudo
tenho conhecimento. De fato, j manifestamos isso a vocs em todo tipo
de situao.
7 Ser que cometi algum pecado ao humilhar-me a fim de elev-los,
pregando-lhes gratuitamente o evangelho de Deus?
8 Despojei outras
igrejas, recebendo delas sustento, a fim de servi-los.
9 Quando estive
entre vocs e passei por alguma necessidade, no fui um peso para
ningum; pois os irmos, quando vieram da Macednia, supriram aquilo de
que eu necessitava. Fiz tudo para no ser pesado a vocs, e continuarei
a agir assim.
10 To certo como a verdade de Cristo est em mim,
ningum na regio da Acaia poder privar-me deste orgulho.
11 Por qu?
Por que no amo vocs? Deus sabe que os amo!
12 E continuarei fazendo o
que fao, a fim de no dar oportunidade queles que desejam encontrar
ocasio de serem considerados iguais a ns nas coisas de que se
orgulham.
13 Pois tais homens so falsos apstolos, obreiros enganosos,
fingindo-se apstolos de Cristo.
14 Isto no  de admirar, pois o
prprio Satans se disfara de anjo de luz.
15 Portanto, no  surpresa
que os seus servos finjam que so servos da justia. O fim deles ser o
que as suas aes merecem.
Paulo Orgulha-se dos seus Sofrimentos
16 Fao questo de repetir: Ningum me considere insensato. Mas se
vocs assim me consideram, recebam-me como receberiam um insensato, a
fim de que eu me orgulhe um pouco.
17 Ao ostentar este orgulho, no
estou falando segundo o Senhor, mas como insensato.
18 Visto que muitos
esto se vangloriando de modo bem humano [b] , eu tambm me
orgulharei.
19 Vocs, por serem to sbios, suportam de boa vontade os
insensatos!
20 De fato, vocs suportam at quem os escraviza ou os
explora, ou quem se exalta ou lhes fere a face.
21 Para minha vergonha,
admito que fomos fracos demais para isso!
Naquilo em que todos os outros se atrevem a gloriar-se: falo como
insensato: eu tambm me atrevo.
22 So eles hebreus? Eu tambm. So
israelitas? Eu tambm. So descendentes de Abrao? Eu tambm.
23 So
eles servos de Cristo?: estou fora de mim para falar desta forma:
eu ainda mais: trabalhei muito mais, fui encarcerado mais vezes, fui
aoitado mais severamente e exposto  morte repetidas vezes.
24 Cinco
vezes recebi dos judeus trinta e nove aoites.
25 Trs vezes fui
golpeado com varas, uma vez apedrejado, trs vezes sofri naufrgio,
passei uma noite e um dia exposto  fria do mar.
26 Estive
continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios,
perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos
gentios [c] ; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no
mar, e perigos dos falsos irmos.
27 Trabalhei arduamente; muitas vezes
fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum;
suportei frio e nudez.
28 Alm disso, enfrento diariamente uma presso
interior, a saber, a minha preocupao com todas as igrejas.
29 Quem
est fraco, que eu no me sinta fraco? Quem no se escandaliza, que eu
no me queime por dentro?
30 Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha
fraqueza.
31 O Deus e Pai do Senhor Jesus, que  bendito para sempre,
sabe que no estou mentindo.
32 Em Damasco, o governador nomeado pelo
rei Aretas mandou que se vigiasse a cidade para me prender.
33 Mas de
uma janela na muralha fui baixado numa cesta e escapei das mos dele.
Notas de rodap:
[a] 11.1 Ou De fato, j esto suportando.
[b] 11.18 Grego: segundo a carne.
[c] 11.26 Isto , os que no so judeus.

II CORNTIOS-CAPITULO-12
A Viso de Paulo
1  necessrio que eu continue a gloriar-me com isso. Ainda que eu no
ganhe nada com isso [a] , passarei s vises e revelaes do
Senhor.
2 Conheo um homem em Cristo que h catorze anos foi arrebatado
ao terceiro cu. Se foi no corpo ou fora do corpo, no sei; Deus o sabe.
3 E sei que esse homem: se no corpo ou fora do corpo, no sei, mas
Deus o sabe:
4 foi arrebatado ao paraso e ouviu coisas indizveis,
coisas que ao homem no  permitido falar.
5 Nesse homem me gloriarei,
mas no em mim mesmo, a no ser em minhas fraquezas.
6 Mesmo que eu
preferisse gloriar-me no seria insensato, porque estaria falando a
verdade. Evito fazer isso para que ningum pense a meu respeito mais do
que em mim v ou de mim ouve.
7 Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas
revelaes, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satans,
para me atormentar.
8 Trs vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim.
9 Mas ele me disse: "Minha graa  suficiente para voc, pois o meu
poder se aperfeioa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais
alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em
mim.
10 Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos
insultos, nas necessidades, nas perseguies, nas angstias. Pois,
quando sou fraco  que sou forte.
A Preocupao de Paulo com os Corntios
11 Fui insensato, mas vocs me obrigaram a isso. Eu devia ser
recomendado por vocs, pois em nada sou inferior aos
"super-apstolos", embora eu nada seja.
12 As marcas de um apstolo:
sinais, maravilhas e milagres: foram demonstradas entre vocs,
com grande perseverana.
13 Em que vocs foram inferiores s outras
igrejas, exceto no fato de eu nunca ter sido um peso para vocs?
Perdoem-me esta ofensa!
14 Agora, estou pronto para visit-los pela terceira vez e no lhes
serei um peso, porque o que desejo no so os seus bens, mas vocs
mesmos. Alm disso, os filhos no devem ajuntar riquezas para os pais,
mas os pais para os filhos.
15 Assim, de boa vontade, por amor de
vocs, gastarei tudo o que tenho e tambm me desgastarei pessoalmente.
Visto que os amo tanto, devo ser menos amado?
16 Seja como for, no
lhes tenho sido um peso. No entanto, como sou astuto, eu os prendi com
astcia.
17 Porventura eu os explorei por meio de algum que lhes
enviei?
18 Recomendei a Tito que os visitasse, acompanhado de outro
irmo. Por acaso Tito os explorou? No agimos ns no mesmo esprito e
no seguimos os mesmos passos?
19 Vocs pensam que durante todo este tempo estamos nos defendendo
perante vocs? Falamos diante de Deus como algum que est em Cristo, e
tudo o que fazemos, amados irmos,  para fortalec-los.
20 Pois temo
que, ao visit-los, no os encontre como eu esperava, e que vocs no me
encontrem como esperavam. Temo que haja entre vocs brigas, invejas,
manifestaes de ira, divises, calnias, intrigas, arrogncia e
desordem.
21 Receio que, ao visit-los outra vez, o meu Deus me humilhe
diante de vocs e eu lamente por causa de muitos que pecaram
anteriormente e no se arrependeram da impureza, da imoralidade sexual e
da libertinagem que praticaram.
Notas de rodap:
[a] 12.1 Vrios manuscritos dizem Embora no me seja vantajoso
gloriar-me.

II CORNTIOS-CAPITULO-13
Advertncias Finais
1 Esta ser minha terceira visita a vocs. "Toda questo precisa ser
confirmada pelo depoimento de duas ou trs testemunhas" [a] .
2 J os adverti quando estive com vocs pela segunda vez. Agora,
estando ausente, escrevo aos que antes pecaram e aos demais: quando
voltar, no os pouparei,
3 visto que vocs esto exigindo uma prova de
que Cristo fala por meu intermdio. Ele no  fraco ao tratar com vocs,
mas poderoso entre vocs.
4 Pois, na verdade, foi crucificado em
fraqueza, mas vive pelo poder de Deus. Da mesma forma, somos fracos
nele, mas, pelo poder de Deus, viveremos com ele para servir vocs.
5 Examinem-se para ver se vocs esto na f; provem-se a si mesmos. No
percebem que Cristo Jesus est em vocs? A no ser que tenham sido
[b] reprovados!
6 E espero que saibam que ns no fomos
reprovados.
7 Agora, oramos a Deus para que vocs no pratiquem mal
algum. No para que os outros vejam que temos sido aprovados, mas para
que vocs faam o que  certo, embora parea que tenhamos falhado.
8 Pois nada podemos contra a verdade, mas somente em favor da verdade.
9 Ficamos alegres sempre que estamos fracos e vocs esto fortes; nossa
orao  que vocs sejam aperfeioados.
10 Por isso escrevo estas
coisas estando ausente, para que, quando eu for, no precise ser
rigoroso no uso da autoridade que o Senhor me deu para edific-los, e
no para destru-los.
Saudaes Finais
11 Sem mais, irmos, despeo-me de vocs! Procurem aperfeioar-se,
exortem-se mutuamente [c] , tenham um s pensamento, vivam em
paz. E o Deus de amor e paz estar com vocs.
12 Sadem uns aos outros com beijo santo.
13 Todos os santos lhes
enviam saudaes.
14 A graa do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunho do
Esprito Santo sejam com todos vocs.
Notas de rodap:
[a] 13.1 Dt 19.15
[b] 13.5 Ou que se considerem
[c] 13.11 Ou aceitem minha exortao
______________________________________________________________________________

GLATAS-CAPITULO-1
1 Paulo, apstolo enviado, no da parte de homens nem por meio de
pessoa alguma, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou
dos mortos,
2 e todos os irmos que esto comigo,
s igrejas da Galcia:
3 A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo,
4 que se entregou a si mesmo por nossos pecados a fim de nos
resgatar desta presente era perversa, segundo a vontade de nosso Deus e
Pai,
5 a quem seja a glria para todo o sempre. Amm.
No H Outro Evangelho
6 Admiro-me de que vocs estejam abandonando to rapidamente aquele que
os chamou pela graa de Cristo, para seguirem outro evangelho
7 que, na
realidade, no  o evangelho. O que ocorre  que algumas pessoas os
esto perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo.
8 Mas
ainda que ns ou um anjo dos cus pregue um evangelho diferente daquele
que lhes pregamos, que seja amaldioado!
9 Como j dissemos, agora
repito: Se algum lhes anuncia um evangelho diferente daquele que j
receberam, que seja amaldioado!
10 Acaso busco eu agora a aprovao dos homens ou a de Deus? Ou estou
tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a
homens, no seria servo de Cristo.
Paulo, Chamado por Deus
11 Irmos, quero que saibam que o evangelho por mim anunciado no  de
origem humana.
12 No o recebi de pessoa alguma nem me foi ele
ensinado; ao contrrio, eu o recebi de Jesus Cristo por revelao.
13 Vocs ouviram qual foi o meu procedimento no judasmo, como
perseguia com violncia a igreja de Deus, procurando destru-la.
14 No
judasmo, eu superava a maioria dos judeus da minha idade, e era
extremamente zeloso das tradies dos meus antepassados.
15 Mas Deus me
separou desde o ventre materno e me chamou por sua graa. Quando lhe
agradou
16 revelar o seu Filho em mim para que eu o anunciasse entre os
gentios [a] , no consultei pessoa alguma [b] .
17 Tampouco subi a Jerusalm para ver os que j eram apstolos antes de
mim, mas de imediato parti para a Arbia, e voltei outra vez a Damasco.
18 Depois de trs anos, subi a Jerusalm para conhecer Pedro [c]
pessoalmente, e estive com ele quinze dias.
19 No vi nenhum dos outros
apstolos, a no ser Tiago, irmo do Senhor.
20 Quanto ao que lhes
escrevo, afirmo diante de Deus que no minto.
21 A seguir, fui para as
regies da Sria e da Cilcia.
22 Eu no era pessoalmente conhecido
pelas igrejas da Judia que esto em Cristo.
23 Apenas ouviam dizer:
"Aquele que antes nos perseguia, agora est anunciando a f que
outrora procurava destruir".
24 E glorificavam a Deus por minha
causa.
Notas de rodap:
[a] 1.16 Isto , os que no so judeus; tambm em todo o livro de
Glatas.
[b] 1.16 Grego: carne e sangue.
[c] 1.18 Grego: Cefas .

GLATAS-CAPITULO-2
Paulo  Aceito pelos Apstolos
1 Catorze anos depois, subi novamente a Jerusalm, dessa vez com
Barnab, levando tambm Tito comigo.
2 Fui para l por causa de uma
revelao e expus diante deles o evangelho que prego entre os gentios,
fazendo-o, porm, em particular aos que pareciam mais influentes, para
no correr ou ter corrido inutilmente.
3 Mas nem mesmo Tito, que estava
comigo, foi obrigado a circuncidar-se, apesar de ser grego.
4 Essa
questo foi levantada porque alguns falsos irmos infiltraram-se em
nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos
reduzir  escravido.
5 No nos submetemos a eles nem por um instante,
para que a verdade do evangelho permanecesse com vocs.
6 Quanto aos que pareciam influentes: o que eram ento no faz
diferena para mim; Deus no julga pela aparncia: tais homens
influentes no me acrescentaram nada.
7 Ao contrrio, reconheceram que
a mim havia sido confiada a pregao do evangelho aos incircuncisos
[a] , assim como a Pedro, aos circuncisos [b] .
8 Pois
Deus, que operou por meio de Pedro como apstolo aos circuncisos, tambm
operou por meu intermdio para com os gentios.
9 Reconhecendo a graa
que me fora concedida, Tiago, Pedro [c] e Joo, tidos como
colunas, estenderam a mo direita a mim e a Barnab em sinal de
comunho. Eles concordaram em que devamos nos dirigir aos gentios, e
eles, aos circuncisos.
10 Somente pediram que nos lembrssemos dos
pobres, o que me esforcei por fazer.
Paulo Repreende a Pedro
11 Quando, porm, Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por
sua atitude condenvel.
12 Pois, antes de chegarem alguns da parte de
Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porm, eles chegaram,
afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circunciso.
13 Os demais judeus tambm se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo
que at Barnab se deixou levar.
14 Quando vi que no estavam andando de acordo com a verdade do
evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: "Voc  judeu, mas vive
como gentio e no como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a
viverem como judeus?
15 "Ns, judeus de nascimento e no ``gentios pecadores'',
16 sabemos que ningum  justificado pela prtica da Lei, mas mediante a f
em Jesus Cristo. Assim, ns tambm cremos em Cristo Jesus para sermos
justificados pela f em Cristo, e no pela prtica da Lei, porque pela
prtica da Lei ningum ser justificado.
17 "Se, porm, procurando ser justificados em Cristo descobrimos que
ns mesmos somos pecadores, ser Cristo ento ministro do pecado? De
modo algum!
18 Se reconstruo o que destru, provo que sou transgressor.
19 Pois, por meio da Lei eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus.
20 Fui crucificado com Cristo. Assim, j no sou eu quem vive, mas
Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo [d] , vivo-a
pela f no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
21 No
anulo a graa de Deus; pois, se a justia vem pela Lei, Cristo morreu
inutilmente!"
Notas de rodap:
[a] 2.7 Ou aos gentios
[b] 2.7 Ou aos judeus ; tambm nos versculos 8 e 9.
[c] 2.9 Grego: Cefas ; tambm nos versculos 11 e 14.
[d] 2.20 Grego: na carne .

GLATAS-CAPITULO-3
F ou Obedincia  Lei?
1  glatas insensatos! Quem os enfeitiou? No foi diante dos seus
olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?
2 Gostaria de
saber apenas uma coisa: foi pela prtica da Lei que vocs receberam o
Esprito, ou pela f naquilo que ouviram?
3 Ser que vocs so to
insensatos que, tendo comeado pelo Esprito, querem agora se
aperfeioar pelo esforo prprio [a] ?
4 Ser que foi intil
sofrerem tantas coisas? Se  que foi intil!
5 Aquele que lhes d o seu
Esprito e opera milagres entre vocs realiza essas coisas pela prtica
da Lei ou pela f com a qual receberam a palavra?
6 Considerem o exemplo de Abrao: "Ele creu em Deus, e isso lhe foi
creditado como justia" [b] .
7 Estejam certos, portanto, de
que os que so da f, estes  que so filhos de Abrao.
8 Prevendo a
Escritura que Deus justificaria os gentios pela f, anunciou primeiro as
boas novas a Abrao: "Por meio de voc todas as naes sero
abenoadas" [c] .
9 Assim, os que so da f so abenoados
junto com Abrao, homem de f.
10 J os que se apiam na prtica da Lei esto debaixo de maldio,
pois est escrito: "Maldito todo aquele que no persiste em praticar
todas as coisas escritas no livro da Lei" [d] .
11  evidente
que diante de Deus ningum  justificado pela Lei, pois "o justo
viver pela f" [e] .
12 A Lei no  baseada na f; ao
contrrio, "quem praticar estas coisas, por elas viver" [f] .
13 Cristo nos redimiu da maldio da Lei quando se tornou maldio em
nosso lugar, pois est escrito: "Maldito todo aquele que for pendurado
num madeiro" [g] .
14 Isso para que em Cristo Jesus a bno
de Abrao chegasse tambm aos gentios, para que recebssemos a promessa
do Esprito mediante a f.
A Lei e a Promessa
15 Irmos, humanamente falando, ningum pode anular um testamento
[h] depois de ratificado, nem acrescentar-lhe algo.
16 Assim
tambm as promessas foram feitas a Abrao e ao seu descendente. A
Escritura no diz: "E aos seus descendentes", como se falando de
muitos, mas: "Ao seu descendente [i] ", dando a entender que
se trata de um s, isto , Cristo.
17 Quero dizer isto: A Lei, que veio
quatrocentos e trinta anos depois, no anula a aliana previamente
estabelecida por Deus, de modo que venha a invalidar a promessa.
18 Pois, se a herana depende da Lei, j no depende de promessa. Deus,
porm, concedeu-a gratuitamente a Abrao mediante promessa.
19 Qual era ento o propsito da Lei? Foi acrescentada por causa das
transgresses, at que viesse o Descendente a quem se referia a
promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mo de um mediador.
20 Contudo, o mediador representa mais de um; Deus, porm,  um.
21 Ento, a Lei ope-se s promessas de Deus? De maneira nenhuma! Pois,
se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a
justia viria da lei.
22 Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do
pecado, a fim de que a promessa, que  pela f em Jesus Cristo, fosse
dada aos que crem.
23 Antes que viesse essa f, estvamos sob a custdia da Lei, nela
encerrados, at que a f que haveria de vir fosse revelada.
24 Assim, a
Lei foi o nosso tutor at Cristo, para que fssemos justificados pela
f.
25 Agora, porm, tendo chegado a f, j no estamos mais sob o
controle do tutor.
Os Filhos de Deus
26 Todos vocs so filhos de Deus mediante a f em Cristo Jesus,
27 pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram.
28 No
h judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos so
um em Cristo Jesus.
29 E, se vocs so de Cristo, so descendncia de
Abrao e herdeiros segundo a promessa.
Notas de rodap:
[a] 3.3 Grego: pela carne .
[b] 3.6 Gn 15.6
[c] 3.8 Gn 12.3; 18.18; 22.18
[d] 3.10 Dt 27.26
[e] 3.11 Hc 2.4
[f] 3.12 Lv 18.5
[g] 3.13 Dt 21.23
[h] 3.15 Ou uma aliana . Veja o versculo 17.
[i] 3.16 Grego: semente ; tambm nos versculos 19 e 29. Gn 12.7;
13.15; 24.7

GLATAS-CAPITULO-4
1 Digo porm que, enquanto o herdeiro  menor de idade, em nada difere
de um escravo, embora seja dono de tudo.
2 No entanto, ele est sujeito
a guardies e administradores at o tempo determinado por seu pai.
3 Assim tambm ns, quando ramos menores, estvamos escravizados aos
princpios elementares do mundo.
4 Mas, quando chegou a plenitude do
tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei,
5 a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebssemos a
adoo de filhos.
6 E, porque vocs so filhos, Deus enviou o Esprito
de seu Filho ao corao de vocs, e ele clama: "Aba [a] ,
Pai".
7 Assim, voc j no  mais escravo, mas filho; e, por ser
filho, Deus tambm o tornou herdeiro.
A Preocupao de Paulo com os Glatas
8 Antes, quando vocs no conheciam a Deus, eram escravos daqueles que,
por natureza, no so deuses.
9 Mas agora, conhecendo a Deus, ou
melhor, sendo por ele conhecidos, como  que esto voltando queles
mesmos princpios elementares, fracos e sem poder? Querem ser
escravizados por eles outra vez?
10 Vocs esto observando dias
especiais, meses, ocasies especficas e anos!
11 Temo que os meus
esforos por vocs tenham sido inteis.
12 Eu lhes suplico, irmos, que se tornem como eu, pois eu me tornei
como vocs. Em nada vocs me ofenderam;
13 como sabem, foi por causa de
uma doena que lhes preguei o evangelho pela primeira vez.
14 Embora a
minha doena lhes tenha sido uma provao, vocs no me trataram com
desprezo ou desdm; ao contrrio, receberam-me como se eu fosse um anjo
de Deus, como o prprio Cristo Jesus.
15 Que aconteceu com a alegria de
vocs? Tenho certeza que, se fosse possvel, vocs teriam arrancado os
prprios olhos para d-los a mim.
16 Tornei-me inimigo de vocs por
lhes dizer a verdade?
17 Os que fazem tanto esforo para agrad-los no agem bem, mas querem
isol-los a fim de que vocs tambm mostrem zelo por eles.
18  bom
sempre ser zeloso pelo bem, e no apenas quando estou presente.
19 Meus
filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, at que
Cristo seja formado em vocs.
20 Eu gostaria de estar com vocs agora e
mudar o meu tom de voz, pois estou perplexo quanto a vocs.
Sara e Hagar
21 Digam-me vocs, os que querem estar debaixo da Lei: Acaso vocs no
ouvem a Lei?
22 Pois est escrito que Abrao teve dois filhos, um da
escrava e outro da livre.
23 O filho da escrava nasceu de modo natural,
mas o filho da livre nasceu mediante promessa.
24 Isto  usado aqui como uma ilustrao [b] ; estas mulheres
representam duas alianas. Uma aliana procede do monte Sinai e gera
filhos para a escravido: esta  Hagar.
25 Hagar representa o monte
Sinai, na Arbia, e corresponde  atual cidade de Jerusalm, que est
escravizada com os seus filhos.
26 Mas a Jerusalm do alto  livre, e 
a nossa me.
27 Pois est escrito:
"Regozije-se,  estril,
voc que nunca teve um filho;
grite de alegria,
voc que nunca esteve
em trabalho de parto;
porque mais so os filhos
da mulher abandonada
do que os daquela
que tem marido" [c] .
28 Vocs, irmos, so filhos da promessa, como Isaque.
29 Naquele
tempo, o filho nascido de modo natural perseguiu o filho nascido segundo
o Esprito. O mesmo acontece agora.
30 Mas o que diz a Escritura?
"Mande embora a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava
jamais ser herdeiro com o filho da livre" [d] .
31 Portanto,
irmos, no somos filhos da escrava, mas da livre.
Notas de rodap:
[a] 4.6 Termo aramaico para Pai.
[b] 4.24 Grego: alegoria .
[c] 4.27 Is 54.1
[d] 4.30 Gn 21.10

GLATAS-CAPITULO-5
A Liberdade em Cristo
1 Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneam
firmes e no se deixem submeter novamente a um jugo de escravido.
2 Ouam bem o que eu, Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar,
Cristo de nada lhes servir.
3 De novo declaro a todo homem que se
deixa circuncidar, que est obrigado a cumprir toda a Lei.
4 Vocs, que
procuram ser justificados pela Lei, separaram-se de Cristo; caram da
graa.
5 Pois  mediante o Esprito que ns aguardamos pela f a
justia, que  a nossa esperana.
6 Porque em Cristo Jesus nem
circunciso nem incircunciso tm efeito algum, mas sim a f que atua
pelo amor.
7 Vocs corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo  verdade?
8 Tal persuaso no provm daquele que os chama.
9 "Um pouco de
fermento leveda toda a massa."
10 Estou convencido no Senhor de que
vocs no pensaro de nenhum outro modo. Aquele que os perturba, seja
quem for, sofrer a condenao.
11 Irmos, se ainda estou pregando a
circunciso, por que continuo sendo perseguido? Nesse caso, o escndalo
da cruz foi removido.
12 Quanto a esses que os perturbam, quem dera que
se castrassem!
13 Irmos, vocs foram chamados para a liberdade. Mas no usem a
liberdade para dar ocasio  vontade da carne [a] ; ao contrrio,
sirvam uns aos outros mediante o amor.
14 Toda a Lei se resume num s
mandamento: "Ame o seu prximo como a si mesmo" [b] .
15 Mas
se vocs se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para no se
destrurem mutuamente.
Vida pelo Esprito
16 Por isso digo: Vivam pelo Esprito, e de modo nenhum satisfaro os
desejos da carne.
17 Pois a carne deseja o que  contrrio ao Esprito;
e o Esprito, o que  contrrio  carne. Eles esto em conflito um com o
outro, de modo que vocs no fazem o que desejam [c] .
18 Mas,
se vocs so guiados pelo Esprito, no esto debaixo da Lei.
19 Ora, as obras da carne so manifestas: imoralidade sexual, impureza
e libertinagem;
20 idolatria e feitiaria; dio, discrdia, cimes,
ira, egosmo, dissenses, faces
21 e inveja; embriaguez, orgias e
coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes j os adverti: Aqueles que
praticam essas coisas no herdaro o Reino de Deus.
22 Mas o fruto do Esprito  amor, alegria, paz, pacincia,
amabilidade, bondade, fidelidade,
23 mansido e domnio prprio. Contra
essas coisas no h lei.
24 Os que pertencem a Cristo Jesus
crucificaram a carne, com as suas paixes e os seus desejos.
25 Se
vivemos pelo Esprito, andemos tambm pelo Esprito.
26 No sejamos
presunosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.
Notas de rodap:
[a] 5.13 Ou da natureza pecaminosa ; tambm 5.16,17,19,24 e 6.8.
[b] 5.14 Lv 19.18
[c] 5.17 Ou o bem que desejam ; ou ainda no podem fazer o que desejam

GLATAS-CAPITULO-6
Faamos o Bem a Todos
1 Irmos, se algum for surpreendido em algum pecado, vocs, que so
espirituais, devero restaur-lo com mansido. Cuide-se, porm, cada um
para que tambm no seja tentado.
2 Levem os fardos pesados uns dos
outros e, assim, cumpram [a] a lei de Cristo.
3 Se algum se
considera alguma coisa, no sendo nada, engana-se a si mesmo.
4 Cada um
examine os prprios atos, e ento poder orgulhar-se de si mesmo, sem se
comparar com ningum,
5 pois cada um dever levar a prpria carga.
6 O que est sendo instrudo na palavra partilhe todas as coisas boas
com aquele que o instrui.
7 No se deixem enganar: de Deus no se zomba. Pois o que o homem
semear, isso tambm colher.
8 Quem semeia para a sua carne, da carne
colher destruio; mas quem semeia para o Esprito, do Esprito colher
a vida eterna.
9 E no nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo
prprio colheremos, se no desanimarmos.
10 Portanto, enquanto temos
oportunidade, faamos o bem a todos, especialmente aos da famlia da f.
A Nova Criao Substitui a Circunciso
11 Vejam com que letras grandes estou lhes escrevendo de prprio punho!
12 Os que desejam causar boa impresso exteriormente [b] ,
tentando obrig-los a se circuncidarem, agem desse modo apenas para no
serem perseguidos por causa da cruz de Cristo.
13 Nem mesmo os que so
circuncidados cumprem a Lei; querem, no entanto, que vocs sejam
circuncidados a fim de se gloriarem no corpo [c] de vocs.
14 Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a no ser na cruz de nosso Senhor
Jesus Cristo, por meio da qual [d] o mundo foi crucificado para
mim, e eu para o mundo.
15 De nada vale ser circuncidado ou no. O que
importa  ser uma nova criao.
16 Paz e misericrdia estejam sobre
todos os que andam conforme essa regra, e tambm sobre o Israel de Deus.
17 Sem mais, que ningum me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas
de Jesus.
18 Irmos, que a graa de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o esprito
de vocs. Amm.
Notas de rodap:
[a] 6.2 Vrios manuscritos dizem cumpriro.
[b] 6.12 Grego: na carne .
[c] 6.13 Grego: na carne .
[d] 6.14 Ou de quem
______________________________________________________________________________

EFSIOS-CAPITULO-1
1 Paulo, apstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus,
aos santos e fiis [a] em Cristo Jesus que esto em feso [b] :
2 A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo.
As Bnos Espirituais em Cristo
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos
abenoou com todas as bnos espirituais nas regies celestiais em
Cristo.
4 Porque Deus nos escolheu nele antes da criao do mundo, para
sermos santos e irrepreensveis em sua presena.
5 Em amor nos
predestinou [c] para sermos adotados como filhos, por meio de
Jesus Cristo, conforme o bom propsito da sua vontade,
6 para o louvor
da sua gloriosa graa, a qual nos deu gratuitamente no Amado.
7 Nele temos a redeno por meio de seu sangue, o perdo dos pecados,
de acordo com as riquezas da graa de Deus,
8 a qual ele derramou sobre
ns com toda a sabedoria e entendimento.
9 E nos [d] revelou o
mistrio da sua vontade, de acordo com o seu bom propsito que ele
estabeleceu em Cristo,
10 isto , de fazer convergir em Cristo todas as
coisas, celestiais ou terrenas, na dispensao da plenitude dos tempos.
11 Nele fomos tambm escolhidos [e] , tendo sido predestinados
conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propsito da
sua vontade,
12 a fim de que ns, os que primeiro esperamos em Cristo,
sejamos para o louvor da sua glria.
13 Quando vocs ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que
os salvou, vocs foram selados em Cristo com o Esprito Santo da
promessa,
14 que  a garantia da nossa herana at a redeno daqueles
que pertencem a Deus, para o louvor da sua glria.
Ao de Graas e Orao
15 Por essa razo, desde que ouvi falar da f que vocs tm no Senhor
Jesus e do amor que demonstram para com todos os santos,
16 no deixo
de dar graas por vocs, mencionando-os em minhas oraes.
17 Peo que
o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes d esprito
[f] de sabedoria e de revelao, no pleno conhecimento dele.
18 Oro tambm para que os olhos do corao de vocs sejam iluminados, a fim
de que vocs conheam a esperana para a qual ele os chamou, as riquezas
da gloriosa herana dele nos santos
19 e a incomparvel grandeza do seu
poder para conosco, os que cremos, conforme a atuao da sua poderosa
fora.
20 Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos
e fazendo-o assentar-se  sua direita, nas regies celestiais,
21 muito
acima de todo governo e autoridade, poder e domnio, e de todo nome que
se possa mencionar, no apenas nesta era, mas tambm na que h de vir.
22 Deus colocou todas as coisas debaixo de seus ps e o designou cabea
de todas as coisas para a igreja,
23 que  o seu corpo, a plenitude
daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstncia.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou crentes
[b] 1.1 Alguns manuscritos mais antigos no trazem que esto em feso.
[c] 1.4,5 Ou presena no amor. 5Ele nos predestinou
[d] 1.8,9 Ou ns. Com toda a sabedoria e entendimento 9 nos
[e] 1.11 Alguns manuscritos dizem feitos herdeiros.
[f] 1.17 Ou o Esprito

EFSIOS-CAPITULO-2
A Nova Vida em Cristo
1 Vocs estavam mortos em suas transgresses e pecados,
2 nos quais
costumavam viver, quando seguiam a presente ordem [a] deste mundo
e o prncipe do poder do ar, o esprito que agora est atuando nos que
vivem na desobedincia.
3 Anteriormente, todos ns tambm vivamos
entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne [b] ,
seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, ramos por
natureza merecedores da ira.
4 Todavia, Deus, que  rico em
misericrdia, pelo grande amor com que nos amou,
5 deu-nos vida com
Cristo, quando ainda estvamos mortos em transgresses: pela graa
vocs so salvos.
6 Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez
assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus,
7 para mostrar, nas
eras que ho de vir, a incomparvel riqueza de sua graa, demonstrada em
sua bondade para conosco em Cristo Jesus.
8 Pois vocs so salvos pela
graa, por meio da f, e isto no vem de vocs,  dom de Deus;
9 no
por obras, para que ningum se glorie.
10 Porque somos criao de Deus
realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus
preparou antes para ns as praticarmos.
A Nova Humanidade em Cristo
11 Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocs eram gentios
[c] por nascimento [d] e chamados incircunciso pelos que se
chamam circunciso, feita no corpo [e] por mos humanas, e que
12 naquela poca vocs estavam sem Cristo, separados da comunidade de
Israel, sendo estrangeiros quanto s alianas da promessa, sem esperana
e sem Deus no mundo.
13 Mas agora, em Cristo Jesus, vocs, que antes
estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo.
14 Pois ele  a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a
barreira, o muro de inimizade,
15 anulando em seu corpo a Lei dos
mandamentos expressa em ordenanas. O objetivo dele era criar em si
mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz,
16 e reconciliar com
Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a
inimizade.
17 Ele veio e anunciou paz a vocs que estavam longe e paz
aos que estavam perto,
18 pois por meio dele tanto ns como vocs temos
acesso ao Pai, por um s Esprito.
19 Portanto, vocs j no so estrangeiros nem forasteiros, mas
concidados dos santos e membros da famlia de Deus,
20 edificados
sobre o fundamento dos apstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como
pedra angular,
21 no qual todo o edifcio  ajustado e cresce para
tornar-se um santurio santo no Senhor.
22 Nele vocs tambm esto
sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu
Esprito.
Notas de rodap:
[a] 2.2 Grego: era .
[b] 2.3 Ou natureza pecaminosa
[c] 2.11 Isto , os que no so judeus; tambm em 3.1,6,8 e 4.17.
[d] 2.11 Grego: gentios na carne .
[e] 2.11 Grego: carne ; tambm no versculo 15.

EFSIOS-CAPITULO-3
O Apstolo dos Gentios
1 Por essa razo, eu, Paulo, sou prisioneiro de Cristo Jesus por amor
de vocs, gentios:
2 Certamente vocs ouviram falar da responsabilidade imposta a mim em
favor de vocs pela graa de Deus,
3 isto , o mistrio que me foi dado
a conhecer por revelao, como j lhes escrevi em poucas palavras.
4 Ao
lerem isso vocs podero entender a minha compreenso do mistrio de
Cristo.
5 Esse mistrio no foi dado a conhecer aos homens doutras
geraes, mas agora foi revelado pelo Esprito aos santos apstolos e
profetas de Deus,
6 significando que, mediante o evangelho, os gentios
so co-herdeiros com Israel, membros do mesmo corpo, e co-participantes
da promessa em Cristo Jesus.
7 Deste evangelho me tornei ministro pelo
dom da graa de Deus, a mim concedida pela operao de seu poder.
8 Embora eu seja o menor dos menores de todos os santos, foi-me
concedida esta graa de anunciar aos gentios as insondveis riquezas de
Cristo
9 e esclarecer a todos a administrao deste mistrio que,
durante as pocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas
as coisas.
10 A inteno dessa graa era que agora, mediante a igreja,
a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e
autoridades nas regies celestiais,
11 de acordo com o seu eterno plano
que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor,
12 por intermdio de
quem temos livre acesso a Deus em confiana, pela f nele.
13 Portanto,
peo-lhes que no desanimem por causa das minhas tribulaes em seu
favor, pois elas so uma glria para vocs.
A Orao de Paulo pelos Santos
14 Por essa razo, ajoelho-me diante do Pai,
15 do qual recebe o nome
toda a famlia [a] nos cus e na terra.
16 Oro para que, com as
suas gloriosas riquezas, ele os fortalea no ntimo do seu ser com
poder, por meio do seu Esprito,
17 para que Cristo habite no corao
de vocs mediante a f; e oro para que, estando arraigados e alicerados
em amor,
18 vocs possam, juntamente com todos os santos, compreender a
largura, o comprimento, a altura e a profundidade,
19 e conhecer o amor
de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocs sejam cheios de
toda a plenitude de Deus.
20 quele que  capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que
pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em ns,
21 a
ele seja a glria na igreja e em Cristo Jesus, por todas as geraes,
para todo o sempre! Amm!
Notas de rodap:
[a] 3.15 Ou do qual se deriva toda a paternidade

EFSIOS-CAPITULO-4
A Unidade do Corpo de Cristo
1 Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da
vocao que receberam.
2 Sejam completamente humildes e dceis, e sejam
pacientes, suportando uns aos outros com amor.
3 Faam todo o esforo
para conservar a unidade do Esprito pelo vnculo da paz.
4 H um s
corpo e um s Esprito, assim como a esperana para a qual vocs foram
chamados  uma s;
5 h um s Senhor, uma s f, um s batismo,
6 um
s Deus e Pai de todos, que  sobre todos, por meio de todos e em todos.
7 E a cada um de ns foi concedida a graa, conforme a medida repartida
por Cristo.
8 Por isso  que foi dito:
"Quando ele subiu em triunfo s alturas,
levou cativos muitos prisioneiros,
e deu dons aos homens" [a] .
9 (Que significa "ele subiu", seno que tambm havia descido s
profundezas da terra [b] ?
10 Aquele que desceu  o mesmo que
subiu acima de todos os cus, a fim de encher todas as coisas.)
11 E
ele designou alguns para apstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas, e outros para pastores e mestres,
12 com o fim de
preparar os santos para a obra do ministrio, para que o corpo de Cristo
seja edificado,
13 at que todos alcancemos a unidade da f e do
conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos  maturidade, atingindo a
medida da plenitude de Cristo.
14 O propsito  que no sejamos mais
como crianas, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados
para c e para l por todo vento de doutrina e pela astcia e esperteza
de homens que induzem ao erro.
15 Antes, seguindo a verdade em amor,
cresamos em tudo naquele que  a cabea, Cristo.
16 Dele todo o corpo,
ajustado e unido pelo auxlio de todas as juntas, cresce e edifica-se a
si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua funo.
O Procedimento dos Filhos da Luz
17 Assim, eu lhes digo, e no Senhor insisto, que no vivam mais como os
gentios, que vivem na inutilidade dos seus pensamentos.
18 Eles esto
obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da
ignorncia em que esto, devido ao endurecimento do seu corao.
19 Tendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram  depravao,
cometendo com avidez toda espcie de impureza.
20 Todavia, no foi isso que vocs aprenderam de Cristo.
21 De fato,
vocs ouviram falar dele, e nele foram ensinados de acordo com a verdade
que est em Jesus.
22 Quanto  antiga maneira de viver, vocs foram
ensinados a despir-se do velho homem [c] , que se corrompe por
desejos enganosos,
23 a serem renovados no modo de pensar e
24 a
revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justia
e em santidade provenientes da verdade.
25 Portanto, cada um de vocs deve abandonar a mentira e falar a
verdade ao seu prximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.
26 "Quando vocs ficarem irados, no pequem" [d] . Apazigem a
sua ira antes que o sol se ponha,
27 e no dem lugar ao Diabo.
28 O
que furtava no furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de til com as
mos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.
29 Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocs, mas apenas a que for
til para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda
graa aos que a ouvem.
30 No entristeam o Esprito Santo de Deus, com
o qual vocs foram selados para o dia da redeno.
31 Livrem-se de toda
amargura, indignao e ira, gritaria e calnia, bem como de toda
maldade.
32 Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros,
perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.
Notas de rodap:
[a] 4.8 Sl 68.18
[b] 4.9 Ou regies mais baixas,  terra
[c] 4.22 Isto , da velha vida dos no regenerados.
[d] 4.26 Sl 4.4

EFSIOS-CAPITULO-5
1 Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados,
2 e vivam em
amor, como tambm Cristo nos amou e se entregou por ns como oferta e
sacrifcio de aroma agradvel a Deus.
3 Entre vocs no deve haver nem sequer meno de imoralidade sexual
como tambm de nenhuma espcie de impureza e de cobia; pois essas
coisas no so prprias para os santos.
4 No haja obscenidade, nem
conversas tolas, nem gracejos imorais, que so inconvenientes, mas, ao
invs disso, aes de graas.
5 Porque vocs podem estar certos disto:
nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que  idlatra, tem herana no
Reino de Cristo e de Deus [a] .
6 Ningum os engane com palavras
tolas, pois  por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que
vivem na desobedincia.
7 Portanto, no participem com eles dessas
coisas.
8 Porque outrora vocs eram trevas, mas agora so luz no Senhor. Vivam
como filhos da luz,
9 pois o fruto da luz [b] consiste em toda
bondade, justia e verdade;
10 e aprendam a discernir o que  agradvel
ao Senhor.
11 No participem das obras infrutferas das trevas; antes,
exponham-nas  luz.
12 Porque aquilo que eles fazem em oculto, at
mencionar  vergonhoso.
13 Mas, tudo o que  exposto pela luz torna-se
visvel, pois a luz torna visveis todas as coisas.
14 Por isso  que
foi dito:
"Desperta,  tu que dormes,
levanta-te dentre os mortos
e Cristo resplandecer
sobre ti".
Vida em Comunidade
15 Tenham cuidado com a maneira como vocs vivem; que no seja como
insensatos, mas como sbios,
16 aproveitando ao mximo cada
oportunidade, porque os dias so maus.
17 Portanto, no sejam
insensatos, mas procurem compreender qual  a vontade do Senhor.
18 No
se embriaguem com vinho, que leva  libertinagem, mas deixem-se encher
pelo Esprito,
19 falando entre si com salmos, hinos e cnticos
espirituais, cantando e louvando de corao ao Senhor,
20 dando graas
constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor
Jesus Cristo.
21 Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo.
Deveres Conjugais
22 Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor,
23 pois
o marido  o cabea da mulher, como tambm Cristo  o cabea da igreja,
que  o seu corpo, do qual ele  o Salvador.
24 Assim como a igreja
est sujeita a Cristo, tambm as mulheres estejam em tudo sujeitas a
seus maridos.
25 Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e
entregou-se por ela
26 para santific-la, tendo-a purificado pelo lavar
da gua mediante a palavra,
27 e para apresent-la a si mesmo como
igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e
inculpvel.
28 Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua
mulher como a seu prprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.
29 Alm do mais, ningum jamais odiou o seu prprio corpo [c] ,
antes o alimenta e dele cuida, como tambm Cristo faz com a igreja,
30 pois somos membros do seu corpo.
31 "Por essa razo, o homem deixar
pai e me e se unir  sua mulher, e os dois se tornaro uma s
carne." [d]
32 Este  um mistrio profundo; refiro-me, porm,
a Cristo e  igreja.
33 Portanto, cada um de vocs tambm ame a sua
mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito.
Notas de rodap:
[a] 5.5 Ou Cristo e Deus
[b] 5.9 Alguns manuscritos dizem o fruto do Esprito.
[c] 5.29 Grego: carne .
[d] 5.31 Gn 2.24

EFSIOS-CAPITULO-6
Deveres de Pais e Filhos
1 Filhos, obedeam a seus pais no Senhor, pois isso  justo.
2 "Honra teu pai e tua me" – este  o primeiro mandamento com
promessa –
3 "para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre
a terra" [a] .
4 Pais, no irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instruo e
o conselho do Senhor.
Deveres de Escravos e Senhores
5 Escravos, obedeam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com
sinceridade de corao, como a Cristo.
6 Obedeam-lhes, no apenas para
agrad-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo
de corao a vontade de Deus.
7 Sirvam aos seus senhores de boa
vontade, como servindo ao Senhor, e no aos homens,
8 porque vocs
sabem que o Senhor recompensar cada um pelo bem que praticar, seja
escravo, seja livre.
9 Vocs, senhores, tratem seus escravos da mesma forma. No os ameacem,
uma vez que vocs sabem que o Senhor deles e de vocs est nos cus, e
ele no faz diferena entre as pessoas.
A Armadura de Deus
10 Finalmente, fortaleam-se no Senhor e no seu forte poder.
11 Vistam
toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do
Diabo,
12 pois a nossa luta no  contra seres humanos [b] , mas
contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de
trevas, contra as foras espirituais do mal nas regies celestiais.
13 Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no
dia mau e permanecer inabalveis, depois de terem feito tudo.
14 Assim,
mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a
couraa da justia
15 e tendo os ps calados com a prontido do
evangelho da paz.
16 Alm disso, usem o escudo da f, com o qual vocs
podero apagar todas as setas inflamadas do Maligno.
17 Usem o capacete
da salvao e a espada do Esprito, que  a palavra de Deus.
18 Orem no
Esprito em todas as ocasies, com toda orao e splica; tendo isso em
mente, estejam atentos e perseverem na orao por todos os santos.
19 Orem tambm por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a
mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistrio do
evangelho,
20 pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orem para
que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como me cumpre fazer.
Saudaes Finais
21 Tquico, o irmo amado e fiel servo do Senhor, lhes informar tudo,
para que vocs tambm saibam qual  a minha situao e o que estou
fazendo.
22 Enviei-o a vocs por essa mesma razo, para que saibam como
estamos e para que ele os encoraje.
23 Paz seja com os irmos, e amor com f da parte de Deus Pai e do
Senhor Jesus Cristo.
24 A graa seja com todos os que amam a nosso
Senhor Jesus Cristo com amor incorruptvel.
Notas de rodap:
[a] 6.3 Dt 5.16
[b] 6.12 Grego: contra carne e sangue.
______________________________________________________________________________

FILIPENSES-CAPITULO-1
1 Paulo e Timteo, servos [a] de Cristo Jesus,
a todos os santos em Cristo Jesus que esto em Filipos, com os bispos
[b] e diconos:
2 A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo.
Ao de Graas e Orao
3 Agradeo a meu Deus toda vez que me lembro de vocs.
4 Em todas as
minhas oraes em favor de vocs, sempre oro com alegria
5 por causa da
cooperao que vocs tm dado ao evangelho, desde o primeiro dia at
agora.
6 Estou convencido de que aquele que comeou boa obra em vocs,
vai complet-la at o dia de Cristo Jesus.
7  justo que eu assim me sinta a respeito de todos vocs, uma vez que
os tenho em meu corao, pois, quer nas correntes que me prendem, quer
defendendo e confirmando o evangelho, todos vocs participam comigo da
graa de Deus.
8 Deus  minha testemunha de como tenho saudade de todos
vocs, com a profunda afeio de Cristo Jesus.
9 Esta  a minha orao: Que o amor de vocs aumente cada vez mais em
conhecimento e em toda a percepo,
10 para discernirem o que  melhor,
a fim de serem puros e irrepreensveis at o dia de Cristo,
11 cheios
do fruto da justia, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para glria
e louvor de Deus.
Os Sofrimentos de Paulo Contribuem para a Expanso do Evangelho
12 Quero que saibam, irmos, que aquilo que me aconteceu tem, ao
contrrio, servido para o progresso do evangelho.
13 Como resultado,
tornou-se evidente a toda a guarda do palcio [c] e a todos os
demais que estou na priso por causa de Cristo.
14 E os irmos, em sua
maioria, motivados no Senhor pela minha priso, esto anunciando a
palavra [d] com maior determinao e destemor.
15  verdade que alguns pregam Cristo por inveja e rivalidade, mas
outros o fazem de boa vontade.
16 Estes o fazem por amor, sabendo que
aqui me encontro para a defesa do evangelho.
17 Aqueles pregam Cristo
por ambio egosta, sem sinceridade, pensando que me podem causar
sofrimento enquanto estou preso. [e]
18 Mas, que importa? O
importante  que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou
verdadeiros, Cristo est sendo pregado, e por isso me alegro.
De fato, continuarei a alegrar-me,
19 pois sei que o que me aconteceu
resultar em minha libertao [f] , graas s oraes de vocs e
ao auxlio do Esprito de Jesus Cristo.
20 Aguardo ansiosamente e
espero que em nada serei envergonhado. Ao contrrio, com toda a
determinao de sempre, tambm agora Cristo ser engrandecido em meu
corpo, quer pela vida, quer pela morte;
21 porque para mim o viver 
Cristo e o morrer  lucro.
22 Caso continue vivendo no corpo [g]
, terei fruto do meu trabalho. E j no sei o que escolher!
23 Estou
pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que 
muito melhor;
24 contudo,  mais necessrio, por causa de vocs, que eu
permanea no corpo.
25 Convencido disso, sei que vou permanecer e
continuar com todos vocs, para o seu progresso e alegria na f,
26 a
fim de que, pela minha presena, outra vez a exultao de vocs em
Cristo Jesus transborde por minha causa.
27 No importa o que acontea, exeram a sua cidadania de maneira digna
do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu v e os veja, quer
apenas oua a seu respeito em minha ausncia, fique eu sabendo que vocs
permanecem firmes num s esprito, lutando unnimes pela f evanglica,
28 sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opem a
vocs. Para eles isso  sinal de destruio, mas para vocs, de
salvao, e isso da parte de Deus;
29 pois a vocs foi dado o
privilgio de no apenas crer em Cristo, mas tambm de sofrer por ele,
30 j que esto passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e
agora ouvem que ainda enfrento.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Isto , escravos.
[b] 1.1 Grego: epscopos . Palavra que descreve a pessoa que exerce
funo pastoral.
[c] 1.13 Ou a todo o palcio . Isto , o Pretrio, residncia oficial
do governador romano.
[d] 1.14 Alguns manuscritos dizem a palavra de Deus.
[e] 1.16,17 Alguns manuscritos apresentam os versculos 16 e 17 em
ordem inversa.
[f] 1.19 Ou salvao
[g] 1.22 Grego: na carne ; tambm no versculo 24.

FILIPENSES-CAPITULO-2
A Humildade Crist
1 Se por estarmos em Cristo ns temos alguma motivao, alguma
exortao de amor, alguma comunho no Esprito, alguma profunda afeio
e compaixo,
2 completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar,
o mesmo amor, um s esprito e uma s atitude.
3 Nada faam por ambio
egosta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores
a si mesmos.
4 Cada um cuide, no somente dos seus interesses, mas
tambm dos interesses dos outros.
5 Seja a atitude de vocs a mesma de Cristo Jesus,
6 que, embora sendo Deus [a] ,
no considerou
que o ser igual a Deus
era algo a que devia apegar-se;
7 mas esvaziou-se a si mesmo,
vindo a ser servo [b] ,
tornando-se semelhante
aos homens.
8 E, sendo encontrado
em forma [c] humana,
humilhou-se a si mesmo
e foi obediente at a morte,
e morte de cruz!
9 Por isso Deus o exaltou
 mais alta posio
e lhe deu o nome que est acima de todo nome,
10 para que ao nome de Jesus
se dobre todo joelho,
nos cus, na terra
e debaixo da terra,
11 e toda lngua confesse que Jesus Cristo  o Senhor,
para a glria de Deus Pai.
Brilhando como Estrelas
12 Assim, meus amados, como sempre vocs obedeceram, no apenas na
minha presena, porm muito mais agora na minha ausncia, ponham em ao
a salvao de vocs com temor e tremor,
13 pois  Deus quem efetua em
vocs tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade
dele.
14 Faam tudo sem queixas nem discusses,
15 para que venham a
tornar-se puros e irrepreensveis, filhos de Deus inculpveis no meio de
uma gerao corrompida e depravada, na qual vocs brilham como estrelas
no universo,
16 retendo firmemente a palavra [d] da vida. Assim,
no dia de Cristo eu me orgulharei de no ter corrido nem me esforado
inutilmente.
17 Contudo, mesmo que eu esteja sendo derramado como
oferta de bebida [e] sobre o servio que provm da f que vocs
tm, o sacrifcio que oferecem a Deus, estou alegre e me regozijo com
todos vocs.
18 Estejam vocs tambm alegres, e regozijem-se comigo.
Timteo e Epafrodito
19 Espero no Senhor Jesus enviar-lhes Timteo brevemente, para que eu
tambm me sinta animado quando receber notcias de vocs.
20 No tenho
ningum que, como ele, tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocs,
21 pois todos buscam os seus prprios interesses e no os de Jesus
Cristo.
22 Mas vocs sabem que Timteo foi aprovado porque serviu
comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai.
23 Portanto,  ele quem espero enviar, to logo me certifique da minha
situao,
24 confiando no Senhor que em breve tambm poderei ir.
25 Contudo, penso que ser necessrio enviar-lhes de volta Epafrodito,
meu irmo, cooperador e companheiro de lutas, mensageiro que vocs
enviaram para atender s minhas necessidades.
26 Pois ele tem saudade
de todos vocs e est angustiado porque ficaram sabendo que ele esteve
doente.
27 De fato, ficou doente e quase morreu. Mas Deus teve
misericrdia dele, e no somente dele, mas tambm de mim, para que eu
no tivesse tristeza sobre tristeza.
28 Por isso, logo o enviarei, para
que, quando o virem novamente, fiquem alegres e eu tenha menos tristeza.
29 E peo que vocs o recebam no Senhor com grande alegria e honrem
homens como este,
30 porque ele quase morreu por amor  causa de
Cristo, arriscando a vida para suprir a ajuda que vocs no me podiam
dar.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Ou existindo na forma de Deus
[b] 2.7 Ou assumindo a forma de escravo
[c] 2.8 Ou figura
[d] 2.16 Ou firmando-se na palavra
[e] 2.17 Veja Nm 28.7.

FILIPENSES-CAPITULO-3
Plena Confiana em Cristo
1 Finalmente, meus irmos, alegrem-se no Senhor! Escrever-lhes de novo
as mesmas coisas no  cansativo para mim e  uma segurana para vocs.
2 Cuidado com os "ces", cuidado com esses que praticam o mal,
cuidado com a falsa circunciso [a] !
3 Pois ns  que somos a
circunciso, ns que adoramos pelo Esprito de Deus, que nos gloriamos
em Cristo Jesus e no temos confiana alguma na carne,
4 embora eu
mesmo tivesse razes para ter tal confiana.
Se algum pensa que tem razes para confiar na carne, eu ainda mais:
5 circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, 
tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto  Lei, fariseu;
6 quanto
ao zelo, perseguidor da igreja; quanto  justia que h na Lei,
irrepreensvel.
7 Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por
causa de Cristo.
8 Mais do que isso, considero tudo como perda,
comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu
Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco
para poder ganhar Cristo
9 e ser encontrado nele, no tendo a minha
prpria justia que procede da Lei, mas a que vem mediante a f em
Cristo, a justia que procede de Deus e se baseia na f.
10 Quero
conhecer Cristo, o poder da sua ressurreio e a participao em seus
sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte
11 para, de alguma
forma, alcanar a ressurreio dentre os mortos.
Prosseguindo para o Alvo
12 No que eu j tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeioado, mas
prossigo para alcan-lo, pois para isso tambm fui alcanado por Cristo
Jesus.
13 Irmos, no penso que eu mesmo j o tenha alcanado, mas uma
coisa fao: esquecendo-me das coisas que ficaram para trs e avanando
para as que esto adiante,
14 prossigo para o alvo, a fim de ganhar o
prmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.
15 Todos ns que alcanamos a maturidade devemos ver as coisas dessa
forma, e, se em algum aspecto vocs pensam de modo diferente, isso
tambm Deus lhes esclarecer.
16 To-somente vivamos de acordo com o
que j alcanamos.
17 Irmos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo
com o padro que lhes apresentamos.
18 Pois, como j lhes disse
repetidas vezes, e agora repito com lgrimas, h muitos que vivem como
inimigos da cruz de Cristo.
19 O destino deles  a perdio, o seu deus
 o estmago e eles tm orgulho do que  vergonhoso; s pensam nas
coisas terrenas.
20 A nossa cidadania, porm, est nos cus, de onde
esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
21 Pelo poder
que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domnio, ele
transformar os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu
corpo glorioso.
Notas de rodap:
[a] 3.2 Grego: mutilao .

FILIPENSES-CAPITULO-4
1 Portanto, meus irmos, a quem amo e de quem tenho saudade, vocs que
so a minha alegria e a minha coroa, permaneam assim firmes no Senhor,
 amados!
Exortaes
2 O que eu rogo a Evdia e tambm a Sntique  que vivam em harmonia no
Senhor.
3 Sim, e peo a voc, leal companheiro de jugo [a] , que
as ajude; pois lutaram ao meu lado na causa do evangelho, com Clemente e
meus demais cooperadores. Os seus nomes esto no livro da vida.
4 Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!
5 Seja a
amabilidade de vocs conhecida por todos. Perto est o Senhor.
6 No
andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela orao e splicas, e
com ao de graas, apresentem seus pedidos a Deus.
7 E a paz de Deus,
que excede todo o entendimento, guardar o corao e a mente de vocs em
Cristo Jesus.
8 Finalmente, irmos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre,
tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amvel, tudo
o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor,
pensem nessas coisas.
9 Ponham em prtica tudo o que vocs aprenderam,
receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estar com vocs.
Agradecimentos pelas Ofertas
10 Alegro-me grandemente no Senhor, porque finalmente vocs renovaram o
seu interesse por mim. De fato, vocs j se interessavam, mas no tinham
oportunidade para demonstr-lo.
11 No estou dizendo isso porque esteja
necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstncia.
12 Sei o que  passar necessidade e sei o que  ter fartura. Aprendi o
segredo de viver contente em toda e qualquer situao, seja bem
alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.
13 Tudo posso naquele que me fortalece.
14 Apesar disso, vocs fizeram bem em participar de minhas tribulaes.
15 Como vocs sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho,
quando parti da Macednia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se
refere a dar e receber, exceto vocs;
16 pois, estando eu em
Tessalnica, vocs me mandaram ajuda, no apenas uma vez, mas duas,
quando tive necessidade.
17 No que eu esteja procurando ofertas, mas o
que pode ser creditado na conta de vocs.
18 Recebi tudo, e o que tenho
 mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de
Epafrodito os donativos que vocs enviaram. So uma oferta de aroma
suave, um sacrifcio aceitvel e agradvel a Deus.
19 O meu Deus
suprir todas as necessidades de vocs, de acordo com as suas gloriosas
riquezas em Cristo Jesus.
20 A nosso Deus e Pai seja a glria para todo o sempre. Amm.
Saudaes Finais
21 Sadem a todos os santos em Cristo Jesus. Os irmos que esto comigo
enviam saudaes.
22 Todos os santos lhes enviam saudaes,
especialmente os que esto no palcio de Csar.
23 A graa do Senhor Jesus Cristo seja com o esprito de vocs. Amm.
[b]
Notas de rodap:
[a] 4.3 Ou leal Szigo
[b] 4.23 Alguns manuscritos no trazem Amm.
______________________________________________________________________________

COLOSSENSES-CAPITULO-1
1 Paulo, apstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmo
Timteo,
2 aos santos e fiis [a] irmos em Cristo que esto em Colossos:
A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo
[b] .
Ao de Graas
3 Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando
oramos por vocs,
4 pois temos ouvido falar da f que vocs tm em
Cristo Jesus e do amor que tm por todos os santos,
5 por causa da
esperana que lhes est reservada nos cus, a respeito da qual vocs
ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho
6 que chegou at
vocs. Por todo o mundo este evangelho vai frutificando e crescendo,
como tambm ocorre entre vocs, desde o dia em que o ouviram e
entenderam a graa de Deus em toda a sua verdade.
7 Vocs o aprenderam
de Epafras, nosso amado cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco
[c] ,
8 que tambm nos falou do amor que vocs tm no Esprito.
9 Por essa razo, desde o dia em que o ouvimos, no deixamos de orar
por vocs e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade
de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual.
10 E isso para
que vocs vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agrad-lo,
frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e
11 sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a fora da sua
glria, para que tenham toda a perseverana e pacincia com alegria,
12 dando graas ao Pai, que nos [d] tornou dignos de participar da
herana dos santos no reino da luz.
13 Pois ele nos resgatou do domnio
das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,
14 em
quem temos a redeno [e] , a saber, o perdo dos pecados.
A Supremacia de Cristo
15 Ele  a imagem
do Deus invisvel,
o primognito
de toda a criao,
16 pois nele foram criadas
todas as coisas
nos cus e na terra,
as visveis e as invisveis,
sejam tronos ou soberanias,
poderes ou autoridades;
todas as coisas foram criadas por ele e para ele.
17 Ele  antes de todas as coisas,
e nele tudo subsiste.
18 Ele  a cabea do corpo,
que  a igreja;
 o princpio e o primognito
dentre os mortos,
para que em tudo tenha a supremacia.
19 Pois foi do agrado de Deus
que nele habitasse toda a plenitude, [f]
20 e por meio dele reconciliasse consigo
todas as coisas,
tanto as que esto na terra
quanto as que esto nos cus,
estabelecendo a paz
pelo seu sangue derramado na cruz.
21 Antes vocs estavam separados de Deus e, na mente de vocs, eram
inimigos por causa do mau [g] procedimento de vocs.
22 Mas
agora ele os reconciliou pelo corpo fsico de Cristo [h] ,
mediante a morte, para apresent-los diante dele santos, inculpveis e
livres de qualquer acusao,
23 desde que continuem alicerados e
firmes na f, sem se afastarem da esperana do evangelho, que vocs
ouviram e que tem sido proclamado a todos os que esto debaixo do cu.
Esse  o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro.
O Trabalho de Paulo pela Igreja
24 Agora me alegro em meus sofrimentos por vocs, e completo no meu
corpo [i] o que resta das aflies de Cristo, em favor do seu
corpo, que  a igreja.
25 Dela me tornei ministro de acordo com a
responsabilidade, por Deus a mim atribuda, de apresentar-lhes
plenamente a palavra de Deus,
26 o mistrio que esteve oculto durante
pocas e geraes, mas que agora foi manifestado a seus santos.
27 A
ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios [j] a gloriosa
riqueza deste mistrio, que  Cristo em vocs, a esperana da glria.
28 Ns o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a
sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.
29 Para
isso eu me esforo, lutando conforme a sua fora, que atua poderosamente
em mim.
Notas de rodap:
[a] 1.2 Ou crentes
[b] 1.2 Vrios manuscritos no trazem e do Senhor Jesus Cristo.
[c] 1.7 Vrios manuscritos dizem para com vocs.
[d] 1.12 Alguns manuscritos dizem os.
[e] 1.14 Alguns manuscritos dizem redeno por meio do seu sangue.
[f] 1.19 Ou Pois toda a plenitude agradou-se em habitar nele ,
[g] 1.21 Ou conforme demonstrado pelo mau
[h] 1.22 Grego: corpo da sua carne.
[i] 1.24 Grego: na minha carne.
[j] 1.27 Isto , os que no so judeus.

COLOSSENSES-CAPITULO-2
1 Quero que vocs saibam quanto estou lutando por vocs, pelos que
esto em Laodicia e por todos os que ainda no me conhecem
pessoalmente.
2 Esforo-me para que eles sejam fortalecidos em seu
corao, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno
entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistrio de Deus, a
saber, Cristo.
3 Nele esto escondidos todos os tesouros da sabedoria e
do conhecimento.
4 Eu lhes digo isso para que ningum os engane com
argumentos que s parecem convincentes.
5 Porque, embora esteja
fisicamente longe de vocs, em esprito estou presente, e me alegro em
ver como esto vivendo em ordem e como est firme a f que vocs tm em
Cristo.
Livres do Legalismo por meio de Cristo
6 Portanto, assim como vocs receberam Cristo Jesus, o Senhor,
continuem a viver nele,
7 enraizados e edificados nele, firmados na f,
como foram ensinados, transbordando de gratido.
8 Tenham cuidado para que ningum os escravize a filosofias vs e
enganosas, que se fundamentam nas tradies humanas e nos princpios
elementares deste mundo, e no em Cristo.
9 Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade,
10 e, por estarem nele, que  o Cabea de todo poder e autoridade,
vocs receberam a plenitude.
11 Nele tambm vocs foram circuncidados,
no com uma circunciso feita por mos humanas, mas com a circunciso
feita por Cristo, que  o despojar do corpo da carne [a] .
12 Isso aconteceu quando vocs foram sepultados com ele no batismo, e com
ele foram ressuscitados mediante a f no poder de Deus que o ressuscitou
dentre os mortos.
13 Quando vocs estavam mortos em pecados e na incircunciso da sua
carne [b] , Deus os [c] vivificou com Cristo. Ele nos
perdoou todas as transgresses,
14 e cancelou a escrita de dvida, que
consistia em ordenanas, e que nos era contrria. Ele a removeu,
pregando-a na cruz,
15 e, tendo despojado os poderes e as autoridades,
fez deles um espetculo pblico, triunfando sobre eles na cruz.
16 Portanto, no permitam que ningum os julgue pelo que vocs comem ou
bebem, ou com relao a alguma festividade religiosa ou  celebrao das
luas novas ou dos dias de sbado.
17 Estas coisas so sombras do que
haveria de vir; a realidade, porm, encontra-se em Cristo [d] .
18 No permitam que ningum que tenha prazer numa falsa humildade e na
adorao de anjos os impea de alcanar o prmio. Tal pessoa conta
detalhadamente suas vises, e sua mente carnal a torna orgulhosa.
19 Trata-se de algum que no est unido  Cabea, a partir da qual todo o
corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o
crescimento dado por Deus.
20 J que vocs morreram com Cristo para os princpios elementares
deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocs se
submetem a regras:
21 "No manuseie!", "No prove!", "No
toque!"?
22 Todas essas coisas esto destinadas a perecer pelo uso,
pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.
23 Essas regras tm,
de fato, aparncia de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa
humildade e severidade com o corpo, mas no tm valor algum para refrear
os impulsos da carne.
Notas de rodap:
[a] 2.11 Isto , da velha vida dos no regenerados.
[b] 2.13 Ou da sua natureza pecaminosa ; tambm no versculo 23.
[c] 2.13 Alguns manuscritos dizem nos.
[d] 2.17 Grego: o corpo, porm,  de Cristo.

COLOSSENSES-CAPITULO-3
Instrues para um Viver Santo
1 Portanto, j que vocs ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas
que so do alto, onde Cristo est assentado  direita de Deus.
2 Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e no nas coisas terrenas.
3 Pois vocs morreram, e agora a sua vida est escondida com Cristo em
Deus.
4 Quando Cristo, que  a sua [a] vida, for manifestado,
ento vocs tambm sero manifestados com ele em glria.
5 Assim, faam morrer tudo o que pertence  natureza terrena de vocs:
imoralidade sexual, impureza, paixo, desejos maus e a ganncia, que 
idolatria.
6  por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os
que vivem na desobedincia [b] ,
7 as quais vocs praticaram no
passado, quando costumavam viver nelas.
8 Mas agora, abandonem todas
estas coisas: ira, indignao, maldade, maledicncia e linguagem
indecente no falar.
9 No mintam uns aos outros, visto que vocs j se
despiram do velho homem [c] com suas prticas
10 e se revestiram
do novo, o qual est sendo renovado em conhecimento,  imagem do seu
Criador.
11 Nessa nova vida j no h diferena entre grego e judeu,
circunciso e incircunciso, brbaro [d] e cita [e] ,
escravo e livre, mas Cristo  tudo e est em todos.
12 Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de
profunda compaixo, bondade, humildade, mansido e pacincia.
13 Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra
os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.
14 Acima de tudo, porm,
revistam-se do amor, que  o elo perfeito.
15 Que a paz de Cristo seja o juiz em seu corao, visto que vocs
foram chamados para viver em paz, como membros de um s corpo. E sejam
agradecidos.
16 Habite ricamente em vocs a palavra de Cristo; ensinem
e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos,
hinos e cnticos espirituais com gratido a Deus em seu corao.
17 Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ao, faam-no em nome do
Senhor Jesus, dando por meio dele graas a Deus Pai.
Responsabilidade Social
18 Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como convm a quem est
no Senhor.
19 Maridos, ame cada um a sua mulher e no a tratem com amargura.
20 Filhos, obedeam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor.
21 Pais, no irritem seus filhos, para que eles no desanimem.
22 Escravos, obedeam em tudo a seus senhores terrenos, no somente
para agrad-los quando eles esto observando, mas com sinceridade de
corao, pelo fato de vocs temerem o Senhor.
23 Tudo o que fizerem,
faam de todo o corao, como para o Senhor, e no para os homens,
24 sabendo que recebero do Senhor a recompensa da herana.  a Cristo, o
Senhor, que vocs esto servindo.
25 Quem cometer injustia receber de
volta injustia, e no haver exceo para ningum.
Notas de rodap:
[a] 3.4 Alguns manuscritos dizem nossa.
[b] 3.6 Alguns manuscritos antigos no trazem sobre os que vivem na
desobedincia.
[c] 3.9 Isto , da velha vida dos no regenerados.
[d] 3.11 Isto , aquele que no possua cultura grega.
[e] 3.11 Isto , habitante da regio ao norte do mar Negro, que no
fazia parte do Imprio Romano.

COLOSSENSES-CAPITULO-4
1 Senhores, dem aos seus escravos o que  justo e direito, sabendo que
vocs tambm tm um Senhor nos cus.
Outras Instrues
2 Dediquem-se  orao, estejam alerta e sejam agradecidos.
3 Ao mesmo
tempo, orem tambm por ns, para que Deus abra uma porta para a nossa
mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistrio de Cristo, pelo
qual estou preso.
4 Orem para que eu possa manifest-lo abertamente,
como me cumpre faz-lo.
5 Sejam sbios no procedimento para com os de
fora; aproveitem ao mximo todas as oportunidades.
6 O seu falar seja
sempre agradvel e temperado com sal, para que saibam como responder a
cada um.
Saudaes Finais
7 Tquico lhes informar todas as coisas a meu respeito. Ele  um irmo
amado, ministro fiel e cooperador no servio do Senhor.
8 Eu o envio a
vocs precisamente com o propsito de que saibam de tudo o que se passa
conosco [a] , e para que ele lhes fortalea o corao.
9 Ele ir
com Onsimo, fiel e amado irmo, que  um de vocs. Eles iro
contar-lhes tudo o que est acontecendo aqui.
10 Aristarco, meu companheiro de priso, envia-lhes saudaes, bem como
Marcos, primo de Barnab. Vocs receberam instrues a respeito de
Marcos, e se ele for visit-los, recebam-no.
11 Jesus, chamado Justo,
tambm envia saudaes. Esses so os nicos da circunciso que so meus
cooperadores em favor do Reino de Deus. Eles tm sido uma fonte de nimo
para mim.
12 Epafras, que  um de vocs e servo [b] de Cristo
Jesus, envia saudaes. Ele est sempre batalhando por vocs em orao,
para que, como pessoas maduras e plenamente convictas, continuem firmes
em toda a vontade de Deus.
13 Dele dou testemunho de que se esfora
muito por vocs e pelos que esto em Laodicia e em Hierpolis.
14 Lucas, o mdico amado, e Demas enviam saudaes.
15 Sadem os irmos de
Laodicia, bem como Ninfa e a igreja que se rene em sua casa.
16 Depois que esta carta for lida entre vocs, faam que tambm seja
lida na igreja dos laodicenses, e que vocs igualmente leiam a carta de
Laodicia.
17 Digam a Arquipo: "Cuide em cumprir o ministrio que voc recebeu
no Senhor".
18 Eu, Paulo, escrevo esta saudao de prprio punho. Lembrem-se das
minhas algemas. A graa seja com vocs.
Notas de rodap:
[a] 4.8 Alguns manuscritos dizem de que ele saiba de tudo o que se
passa com vocs.
[b] 4.12 Isto , escravo.
______________________________________________________________________________

I TESSALONICENSES-CAPITULO-1
1 Paulo, Silvano [a] e Timteo,
 igreja dos tessalonicenses, em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo:
A vocs, graa e paz da parte de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo
[b] .
Ao de Graas pela F e pelo Exemplo dos Tessalonicenses
2 Sempre damos graas a Deus por todos vocs, mencionando-os em nossas
oraes.
3 Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que
vocs tm demonstrado: o trabalho que resulta da f, o esforo motivado
pelo amor e a perseverana proveniente da esperana em nosso Senhor
Jesus Cristo.
4 Sabemos, irmos, amados de Deus, que ele os escolheu
5 porque o nosso evangelho no chegou a vocs somente em palavra, mas
tambm em poder, no Esprito Santo e em plena convico. Vocs sabem
como procedemos entre vocs, em seu favor.
6 De fato, vocs se tornaram
nossos imitadores e do Senhor, pois, apesar de muito sofrimento,
receberam a palavra com alegria que vem do Esprito Santo.
7 Assim,
tornaram-se modelo para todos os crentes que esto na Macednia e na
Acaia.
8 Porque, partindo de vocs, propagou-se a mensagem do Senhor na
Macednia e na Acaia. No somente isso, mas tambm por toda parte
tornou-se conhecida a f que vocs tm em Deus. O resultado  que no
temos necessidade de dizer mais nada sobre isso,
9 pois eles mesmos
relatam de que maneira vocs nos receberam, e como se voltaram para
Deus, deixando os dolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro,
10 e esperar dos cus seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que
nos livra da ira que h de vir.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou Silas , variante de Silvano.
[b] 1.1 Vrios manuscritos no trazem da parte de Deus e de nosso
Senhor Jesus Cristo.

I TESSALONICENSES-CAPITULO-2
O Ministrio de Paulo em Tessalnica
1 Irmos, vocs mesmos sabem que a visita que lhes fizemos no foi
intil.
2 Apesar de termos sido maltratados e insultados em Filipos,
como vocs sabem, com a ajuda de nosso Deus tivemos coragem de
anunciar-lhes o evangelho de Deus, em meio a muita luta.
3 Pois nossa
exortao no tem origem no erro nem em motivos impuros, nem temos
inteno de engan-los;
4 ao contrrio, como homens aprovados por Deus
para nos confiar o evangelho, no falamos para agradar pessoas, mas a
Deus, que prova o nosso corao.
5 Vocs bem sabem que a nossa palavra
nunca foi de bajulao nem de pretexto para ganncia; Deus  testemunha.
6 Nem buscamos reconhecimento humano, quer de vocs quer de outros.
7 Embora, como apstolos de Cristo, pudssemos ter sido um peso, fomos
bondosos quando estvamos entre vocs, como uma me [a] que cuida
dos prprios filhos.
8 Sentindo, assim, tanta afeio por vocs,
decidimos dar-lhes no somente o evangelho de Deus, mas tambm a nossa
prpria vida, porque vocs se tornaram muito amados por ns.
9 Irmos,
certamente vocs se lembram do nosso trabalho esgotante e da nossa
fadiga; trabalhamos noite e dia para no sermos pesados a ningum,
enquanto lhes pregvamos o evangelho de Deus.
10 Tanto vocs como Deus so testemunhas de como nos portamos de
maneira santa, justa e irrepreensvel entre vocs, os que crem.
11 Pois vocs sabem que tratamos cada um como um pai trata seus filhos,
12 exortando, consolando e dando testemunho, para que vocs vivam de
maneira digna de Deus, que os chamou para o seu Reino e glria.
13 Tambm agradecemos a Deus sem cessar o fato de que, ao receberem de
nossa parte a palavra de Deus, vocs a aceitaram, no como palavra de
homens, mas conforme ela verdadeiramente , como palavra de Deus, que
atua com eficcia em vocs, os que crem.
14 Porque vocs, irmos,
tornaram-se imitadores das igrejas de Deus em Cristo Jesus que esto na
Judia. Vocs sofreram da parte dos seus prprios conterrneos as mesmas
coisas que aquelas igrejas sofreram da parte dos judeus,
15 que mataram
o Senhor Jesus e os profetas, e tambm nos perseguiram. Eles desagradam
a Deus e so hostis a todos,
16 esforando-se para nos impedir que
falemos aos gentios [b] , e estes sejam salvos. Dessa forma,
continuam acumulando seus pecados. Sobre eles, finalmente [c] ,
veio a ira [d] .
Paulo Deseja Rever os Tessalonicenses
17 Ns, porm, irmos, privados da companhia de vocs por breve tempo,
em pessoa, mas no no corao, esforamo-nos ainda mais para v-los
pessoalmente, pela saudade que temos de vocs.
18 Quisemos visit-los.
Eu mesmo, Paulo, o quis, e no apenas uma vez, mas duas; Satans, porm,
nos impediu.
19 Pois quem  a nossa esperana, alegria ou coroa em que
nos gloriamos perante o Senhor Jesus na sua vinda? No so vocs?
20 De
fato, vocs so a nossa glria e a nossa alegria.
Notas de rodap:
[a] 2.7 Grego: ama .
[b] 2.16 Isto , os que no so judeus.
[c] 2.16 Ou plenamente
[d] 2.16 Alguns manuscritos acrescentam de Deus.

I TESSALONICENSES-CAPITULO-3
1 Por isso, quando no pudemos mais suportar, achamos por bem
permanecer sozinhos em Atenas
2 e, assim, enviamos Timteo, nosso irmo
e cooperador de Deus [a] no evangelho de Cristo, para
fortalec-los e dar-lhes nimo na f,
3 para que ningum seja abalado
por essas tribulaes. Vocs sabem muito bem que fomos designados para
isso.
4 Quando estvamos com vocs, j lhes dizamos que seramos
perseguidos, o que realmente aconteceu, como vocs sabem.
5 Por essa
razo, no suportando mais, enviei Timteo para saber a respeito da f
que vocs tm, a fim de que o tentador no os seduzisse, tornando intil
o nosso esforo.
As Boas Notcias Trazidas por Timteo
6 Agora, porm, Timteo acaba de chegar da parte de vocs, dando-nos
boas notcias a respeito da f e do amor que vocs tm. Ele nos falou
que vocs sempre guardam boas recordaes de ns, desejando ver-nos,
assim como ns queremos v-los.
7 Por isso, irmos, em toda a nossa
necessidade e tribulao ficamos animados quando soubemos da sua f;
8 pois agora vivemos, visto que vocs esto firmes no Senhor.
9 Como
podemos ser suficientemente gratos a Deus por vocs, por toda a alegria
que temos diante dele por causa de vocs?
10 Noite e dia insistimos em
orar para que possamos v-los pessoalmente e suprir o que falta  sua
f.
11 Que o prprio Deus, nosso Pai, e nosso Senhor Jesus preparem o nosso
caminho at vocs.
12 Que o Senhor faa crescer e transbordar o amor
que vocs tm uns para com os outros e para com todos, a exemplo do
nosso amor por vocs.
13 Que ele fortalea o corao de vocs para
serem irrepreensveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda
de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos.
Notas de rodap:
[a] 3.2 Alguns manuscritos no trazem de Deus; outros manuscritos
dizem ministro de Deus.

I TESSALONICENSES-CAPITULO-4
Vivendo para Agradar a Deus
1 Quanto ao mais, irmos, j os instrumos acerca de como viver a fim
de agradar a Deus e, de fato, assim vocs esto procedendo. Agora lhes
pedimos e exortamos no Senhor Jesus que cresam nisso cada vez mais.
2 Pois vocs conhecem os mandamentos que lhes demos pela autoridade do
Senhor Jesus.
3 A vontade de Deus  que vocs sejam santificados: abstenham-se da
imoralidade sexual.
4 Cada um saiba controlar o seu prprio corpo
[a] de maneira santa e honrosa,
5 no dominado pela paixo de
desejos desenfreados, como os pagos que desconhecem a Deus.
6 Neste
assunto, ningum prejudique seu irmo nem dele se aproveite. O Senhor
castigar todas essas prticas, como j lhes dissemos e asseguramos.
7 Porque Deus no nos chamou para a impureza, mas para a santidade.
8 Portanto, aquele que rejeita estas coisas no est rejeitando o homem,
mas a Deus, que lhes d o seu Esprito Santo.
9 Quanto ao amor fraternal, no precisamos escrever-lhes, pois vocs
mesmos j foram ensinados por Deus a se amarem uns aos outros.
10 E, de
fato, vocs amam todos os irmos em toda a Macednia. Contudo, irmos,
insistimos com vocs que cada vez mais assim procedam.
11 Esforcem-se para ter uma vida tranqila, cuidar dos seus prprios
negcios e trabalhar com as prprias mos, como ns os instrumos;
12 a
fim de que andem decentemente aos olhos dos que so de fora e no
dependam de ningum.
A Vinda do Senhor
13 Irmos, no queremos que vocs sejam ignorantes quanto aos que
dormem, para que no se entristeam como os outros que no tm
esperana.
14 Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos tambm que
Deus trar, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram.
15 Dizemos a vocs, pela palavra do Senhor, que ns, os que estivermos
vivos, os que ficarmos at a vinda do Senhor, certamente no
precederemos os que dormem.
16 Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo
e o ressoar da trombeta de Deus, o prprio Senhor descer dos cus, e os
mortos em Cristo ressuscitaro primeiro.
17 Depois ns, os que
estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o
encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para
sempre.
18 Consolem-se uns aos outros com essas palavras.
Notas de rodap:
[a] 4.4 Grego: vaso . Ou aprenda como conseguir esposa ; ou ainda
aprenda a viver com sua prpria mulher

I TESSALONICENSES-CAPITULO-5
1 Irmos, quanto aos tempos e pocas, no precisamos escrever-lhes,
2 pois vocs mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor vir como
ladro  noite.
3 Quando disserem: "Paz e segurana", a destruio
vir sobre eles de repente, como as dores de parto  mulher grvida; e
de modo nenhum escaparo.
4 Mas vocs, irmos, no esto nas trevas, para que esse dia os
surpreenda como ladro.
5 Vocs todos so filhos da luz, filhos do dia.
No somos da noite nem das trevas.
6 Portanto, no durmamos como os
demais, mas estejamos atentos e sejamos sbrios;
7 pois os que dormem,
dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite.
8 Ns,
porm, que somos do dia, sejamos sbrios, vestindo a couraa da f e do
amor e o capacete da esperana da salvao.
9 Porque Deus no nos
destinou para a ira, mas para recebermos a salvao por meio de nosso
Senhor Jesus Cristo.
10 Ele morreu por ns para que, quer estejamos
acordados quer dormindo, vivamos unidos a ele.
11 Por isso, exortem-se
e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocs esto fazendo.
Instrues Finais
12 Agora lhes pedimos, irmos, que tenham considerao para com os que
se esforam no trabalho entre vocs, que os lideram no Senhor e os
aconselham.
13 Tenham-nos na mais alta estima, com amor, por causa do
trabalho deles. Vivam em paz uns com os outros.
14 Exortamos vocs,
irmos, a que advirtam os ociosos [a] , confortem os desanimados,
auxiliem os fracos, sejam pacientes para com todos.
15 Tenham cuidado
para que ningum retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns
para com os outros e para com todos.
16 Alegrem-se sempre.
17 Orem continuamente.
18 Dem graas em todas
as circunstncias, pois esta  a vontade de Deus para vocs em Cristo
Jesus.
19 No apaguem o Esprito.
20 No tratem com desprezo as profecias,
21 mas ponham  prova todas as coisas e fiquem com o que  bom.
22 Afastem-se de toda forma de mal.
23 Que o prprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o
esprito, a alma e o corpo de vocs sejam preservados irrepreensveis na
vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
24 Aquele que os chama  fiel, e
far isso.
25 Irmos, orem por ns.
26 Sadem todos os irmos com beijo santo.
27 Diante do Senhor, encarrego vocs de lerem esta carta a todos os
irmos.
28 A graa de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vocs.
Notas de rodap:
[a] 5.14 Ou insubordinados
______________________________________________________________________________

II TESSALONICENSES-CAPITULO-1
1 Paulo, Silvano [a] e Timteo,
 igreja dos tessalonicenses, em Deus nosso Pai e no Senhor Jesus
Cristo:
2 A vocs, graa e paz da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Ao de Graas e Orao
3 Irmos, devemos sempre dar graas a Deus por vocs; e isso  justo,
porque a f que vocs tm cresce cada vez mais, e muito aumenta o amor
de todos vocs uns pelos outros.
4 Por esta causa nos gloriamos em
vocs entre as igrejas de Deus pela perseverana e f demostrada por
vocs em todas as perseguies e tribulaes que esto suportando.
5 Elas do prova do justo juzo de Deus e mostram o seu desejo de que
vocs sejam considerados dignos do seu Reino, pelo qual vocs tambm
esto sofrendo.
6  justo da parte de Deus retribuir com tribulao aos que lhes causam
tribulao,
7 e dar alvio a vocs, que esto sendo atribulados, e a
ns tambm. Isso acontecer quando o Senhor Jesus for revelado l dos
cus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes.
8 Ele
punir os que no conhecem a Deus e os que no obedecem ao evangelho de
nosso Senhor Jesus.
9 Eles sofrero a pena de destruio eterna, a
separao da presena do Senhor e da majestade do seu poder.
10 Isso
acontecer no dia em que ele vier para ser glorificado em seus santos e
admirado em todos os que creram, inclusive vocs que creram em nosso
testemunho.
11 Conscientes disso, oramos constantemente por vocs, para que o nosso
Deus os faa dignos da vocao e, com poder, cumpra todo bom propsito e
toda obra que procede da f.
12 Assim o nome de nosso Senhor Jesus ser
glorificado em vocs, e vocs nele, segundo a graa de nosso Deus e do
Senhor Jesus [b] Cristo.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Ou Silas , variante de Silvano.
[b] 1.12 Ou Deus e Senhor, Jesus

II TESSALONICENSES-CAPITULO-2
Om do Pecado
1 Irmos, quanto  vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e  nossa reunio
com ele, rogamos a vocs
2 que no se deixem abalar nem alarmar to
facilmente, quer por profecia [a] , quer por palavra, quer por
carta supostamente vinda de ns, como se o dia do Senhor j tivesse
chegado.
3 No deixem que ningum os engane de modo algum. Antes
daquele dia vir a apostasia e, ento, ser revelado o homem do pecado
[b] , o filho da perdio.
4 Este se ope e se exalta acima de
tudo o que se chama Deus ou  objeto de adorao, chegando at a
assentar-se no santurio de Deus, proclamando que ele mesmo  Deus.
5 No se lembram de que quando eu ainda estava com vocs costumava lhes
falar essas coisas?
6 E agora vocs sabem o que o est detendo, para
que ele seja revelado no seu devido tempo.
7 A verdade  que o mistrio
da iniqidade j est em ao, restando apenas que seja afastado aquele
que agora o detm.
8 Ento ser revelado o perverso, a quem o Senhor
Jesus matar com o sopro de sua boca e destruir pela manifestao de
sua vinda.
9 A vinda desse perverso  segundo a ao de Satans, com
todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras.
10 Ele far uso
de todas as formas de engano da injustia para os que esto perecendo,
porquanto rejeitaram o amor  verdade que os poderia salvar.
11 Por
essa razo Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na
mentira,
12 e sejam condenados todos os que no creram na verdade, mas
tiveram prazer na injustia.
Exortao  Perseverana
13 Mas ns devemos sempre dar graas a Deus por vocs, irmos amados
pelo Senhor, porque desde o princpio Deus os escolheu [c] para
serem salvos mediante a obra santificadora do Esprito e a f na
verdade.
14 Ele os chamou para isso por meio de nosso evangelho, a fim
de tomarem posse da glria de nosso Senhor Jesus Cristo.
15 Portanto,
irmos, permaneam firmes e apeguem-se s tradies que lhes foram
ensinadas, quer de viva voz, quer por carta nossa.
16 Que o prprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e
nos deu eterna consolao e boa esperana pela graa,
17 dem nimo ao
corao de vocs e os fortaleam para fazerem sempre o bem, tanto em
atos como em palavras.
Notas de rodap:
[a] 2.2 Grego: esprito .
[b] 2.3 Vrios manuscritos dizem da iniqidade.
[c] 2.13 Vrios manuscritos dizem porque Deus os escolheu como seus
primeiros frutos.

II TESSALONICENSES-CAPITULO-3
Um Pedido de Orao
1 Finalmente, irmos, orem por ns, para que a palavra do Senhor se
propague rapidamente e receba a honra merecida, como aconteceu entre
vocs.
2 Orem tambm para que sejamos libertos dos homens perversos e
maus, pois a f no  de todos.
3 Mas o Senhor  fiel; ele os
fortalecer e os guardar do Maligno.
4 Confiamos no Senhor que vocs
esto fazendo e continuaro a fazer as coisas que lhes ordenamos.
5 O
Senhor conduza o corao de vocs ao amor de Deus e  perseverana de
Cristo.
Uma Advertncia contra a Ociosidade
6 Irmos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo ns lhes ordenamos que
se afastem de todo irmo que vive ociosamente [a] e no conforme
a tradio que vocs receberam de ns.
7 Pois vocs mesmos sabem como
devem seguir o nosso exemplo, porque no vivemos ociosamente quando
estivemos entre vocs,
8 nem comemos coisa alguma  custa de ningum.
Ao contrrio, trabalhamos arduamente e com fadiga, dia e noite, para no
sermos pesados a nenhum de vocs,
9 no por que no tivssemos tal
direito, mas para que nos tornssemos um modelo para ser imitado por
vocs.
10 Quando ainda estvamos com vocs, ns lhes ordenamos isto: Se
algum no quiser trabalhar, tambm no coma.
11 Pois ouvimos que alguns de vocs esto ociosos; no trabalham, mas
andam se intrometendo na vida alheia.
12 A tais pessoas ordenamos e
exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranqilamente e comam o
seu prprio po.
13 Quanto a vocs, irmos, nunca se cansem de fazer o
bem.
14 Se algum desobedecer ao que dizemos nesta carta, marquem-no e no
se associem com ele, para que se sinta envergonhado;
15 contudo, no o
considerem como inimigo, mas chamem a ateno dele como irmo.
Saudaes Finais
16 O prprio Senhor da paz lhes d a paz em todo o tempo e de todas as
formas. O Senhor seja com todos vocs.
17 Eu, Paulo, escrevo esta saudao de prprio punho, a qual  um sinal
em todas as minhas cartas.  dessa forma que escrevo.
18 A graa de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vocs.
Notas de rodap:
[a] 3.6 Ou desregradamente ; tambm nos versculos 7 e 11.
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I TIMTEO-CAPITULO-1
1 Paulo, apstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e
de Cristo Jesus, a nossa esperana,
2 a Timteo, meu verdadeiro filho na f:
Graa, misericrdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o
nosso Senhor.
Advertncias contra Falsos Mestres da Lei
3 Partindo eu para a Macednia, roguei-lhe que permanecesse em feso
para ordenar a certas pessoas que no mais ensinem doutrinas falsas,
4 e que deixem de dar ateno a mitos e genealogias interminveis, que
causam controvrsias em vez de promoverem a obra de Deus, que  pela f.
5 O objetivo desta instruo  o amor que procede de um corao puro,
de uma boa conscincia e de uma f sincera.
6 Alguns se desviaram
dessas coisas, voltando-se para discusses inteis,
7 querendo ser
mestres da lei, quando no compreendem nem o que dizem nem as coisas
acerca das quais fazem afirmaes to categricas.
8 Sabemos que a Lei  boa, se algum a usa de maneira adequada.
9 Tambm sabemos que ela no  feita para os justos, mas para os
transgressores e insubordinados, para os mpios e pecadores, para os
profanos e irreverentes, para os que matam pai e me, para os homicidas,
10 para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os
seqestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para
todo aquele que se ope  s doutrina.
11 Esta s doutrina se v no
glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.
A Graa de Deus Concedida a Paulo
12 Dou graas a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu foras e me
considerou fiel, designando-me para o ministrio,
13 a mim que
anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei
misericrdia, porque o fiz por ignorncia e na minha incredulidade;
14 contudo, a graa de nosso Senhor transbordou sobre mim, com a f e o
amor que esto em Cristo Jesus.
15 Esta afirmao  fiel e digna de toda aceitao: Cristo Jesus veio
ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.
16 Mas por
isso mesmo alcancei misericrdia, para que em mim, o pior dos pecadores,
Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua pacincia, usando-me
como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida
eterna.
17 Ao Rei eterno, o Deus nico, imortal e invisvel, sejam
honra e glria para todo o sempre. Amm.
18 Timteo, meu filho, dou-lhe esta instruo, segundo as profecias j
proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, voc combata o bom
combate,
19 mantendo a f e a boa conscincia que alguns rejeitaram e,
por isso, naufragaram na f.
20 Entre eles esto Himeneu e Alexandre,
os quais entreguei a Satans, para que aprendam a no blasfemar.

I TIMTEO-CAPITULO-2
Instrues acerca da Adorao
1 Antes de tudo, recomendo que se faam splicas, oraes, intercesses
e aes de graas por todos os homens;
2 pelos reis e por todos os que
exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqila e pacfica, com
toda a piedade e dignidade.
3 Isso  bom e agradvel perante Deus,
nosso Salvador,
4 que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem
ao conhecimento da verdade.
5 Pois h um s Deus
e um s mediador
entre Deus e os homens:
o homem Cristo Jesus,
6 o qual se entregou a si mesmo
como resgate por todos.
Esse foi o testemunho dado
em seu prprio tempo.
7 Para isso fui designado pregador e apstolo (Digo-lhes a verdade, no
minto.), mestre da verdadeira f aos gentios [a] .
8 Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mos
santas, sem ira e sem discusses.
9 Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com
decncia e discrio, no se adornando com tranas e com ouro, nem com
prolas ou com roupas caras,
10 mas com boas obras, como convm a
mulheres que declaram adorar a Deus.
11 A mulher deve aprender em silncio, com toda a sujeio.
12 No
permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem.
Esteja, porm, em silncio.
13 Porque primeiro foi formado Ado, e
depois Eva.
14 E Ado no foi enganado, mas sim a mulher que, tendo
sido enganada, tornou-se transgressora.
15 Entretanto, a mulher
[b] ser salva [c] dando  luz filhos: se permanecerem na f,
no amor e na santidade, com bom senso.
Notas de rodap:
[a] 2.7 Isto , os que no so judeus.
[b] 2.15 Grego: ela .
[c] 2.15 Ou restaurada

I TIMTEO-CAPITULO-3
Bispos e Diconos
1 Esta afirmao  digna de confiana: Se algum deseja ser bispo
[a] , deseja uma nobre funo.
2  necessrio, pois, que o bispo
seja irrepreensvel, marido de uma s mulher, moderado, sensato,
respeitvel, hospitaleiro e apto para ensinar;
3 no deve ser apegado
ao vinho, nem violento, mas sim amvel, pacfico e no apegado ao
dinheiro.
4 Ele deve governar bem sua prpria famlia, tendo os filhos
sujeitos a ele, com toda a dignidade.
5 Pois, se algum no sabe
governar sua prpria famlia, como poder cuidar da igreja de Deus?
6 No pode ser recm-convertido, para que no se ensoberbea e caia na
mesma condenao em que caiu o Diabo.
7 Tambm deve ter boa reputao
perante os de fora, para que no caia em descrdito nem na cilada do
Diabo.
8 Os diconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, no
amigos de muito vinho nem de lucros desonestos.
9 Devem apegar-se ao
mistrio da f com a conscincia limpa.
10 Devem ser primeiramente
experimentados; depois, se no houver nada contra eles, que atuem como
diconos.
11 As mulheres [b] igualmente sejam dignas, no caluniadoras,
mas sbrias e confiveis em tudo.
12 O dicono deve ser marido de uma s mulher e governar bem seus
filhos e sua prpria casa.
13 Os que servirem bem alcanaro uma
excelente posio e grande determinao na f em Cristo Jesus.
14 Escrevo-lhe estas coisas, embora espere ir v-lo em breve;
15 mas,
se eu demorar, saiba como as pessoas devem comportar-se na casa de Deus,
que  a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.
16 No h
dvida de que  grande o mistrio da piedade:
Deus [c] foi manifestado
em corpo [d] ,
justificado no Esprito,
visto pelos anjos,
pregado entre as naes,
crido no mundo,
recebido na glria.
Notas de rodap:
[a] 3.1 Grego: epscopo . Palavra que descreve a pessoa que exerce
funo pastoral; tambm no versculo 2.
[b] 3.11 Ou As esposas dos diconos; ou ainda As diaconisas
[c] 3.16 Muitos manuscritos dizem Aquele que.
[d] 3.16 Grego: na carne.

I TIMTEO-CAPITULO-4
Instrues a Timteo
1 O Esprito diz claramente que nos ltimos tempos alguns abandonaro a
f e seguiro espritos enganadores e doutrinas de demnios.
2 Tais
ensinamentos vm de homens hipcritas e mentirosos, que tm a
conscincia cauterizada
3 e probem o casamento e o consumo de
alimentos que Deus criou para serem recebidos com ao de graas pelos
que crem e conhecem a verdade.
4 Pois tudo o que Deus criou  bom, e
nada deve ser rejeitado, se for recebido com ao de graas,
5 pois 
santificado pela palavra de Deus e pela orao.
6 Se voc transmitir essas instrues aos irmos, ser um bom ministro
de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da f e da boa doutrina que tem
seguido.
7 Rejeite, porm, as fbulas profanas e tolas [a] , e
exercite-se na piedade.
8 O exerccio fsico  de pouco proveito; a
piedade, porm, para tudo  proveitosa, porque tem promessa da vida
presente e da futura.
9 Esta  uma afirmao fiel e digna de plena aceitao.
10 Se
trabalhamos e lutamos  porque temos colocado a nossa esperana no Deus
vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crem.
11 Ordene e ensine estas coisas.
12 Ningum o despreze pelo fato de
voc ser jovem, mas seja um exemplo para os fiis na palavra, no
procedimento, no amor, na f e na pureza.
13 At a minha chegada,
dedique-se  leitura pblica da Escritura,  exortao e ao ensino.
14 No negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem proftica com
imposio de mos dos presbteros.
15 Seja diligente nessas coisas; dedique-se inteiramente a elas, para
que todos vejam o seu progresso.
16 Atente bem para a sua prpria vida
e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, voc
salvar tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.
Notas de rodap:
[a] 4.7 Grego: fbulas profanas e de velhas.

I TIMTEO-CAPITULO-5
Conselhos acerca de Vivas, Lderes e Escravos
1 No repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele
fosse seu pai; trate os jovens como a irmos;
2 as mulheres idosas,
como a mes; e as moas, como a irms, com toda a pureza.
3 Trate adequadamente as vivas que so realmente necessitadas.
4 Mas
se uma viva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiramente a
colocar a sua religio em prtica, cuidando de sua prpria famlia e
retribuindo o bem recebido de seus pais e avs, pois isso agrada a Deus.
5 A viva realmente necessitada e desamparada pe sua esperana em Deus
e persiste dia e noite em orao e em splica.
6 Mas a que vive para os
prazeres, ainda que esteja viva, est morta.
7 D-lhes estas ordens,
para que sejam irrepreensveis.
8 Se algum no cuida de seus parentes,
e especialmente dos de sua prpria famlia, negou a f e  pior que um
descrente.
9 Nenhuma mulher deve ser inscrita na lista de vivas, a no ser que
tenha mais de sessenta anos de idade, tenha sido fiel a seu marido
[a]
10 e seja bem conhecida por suas boas obras, tais como criar
filhos, ser hospitaleira, lavar os ps dos santos, socorrer os
atribulados e dedicar-se a todo tipo de boa obra.
11 No inclua nessa lista as vivas mais jovens, pois, quando os seus
desejos sensuais superam a sua dedicao a Cristo, querem se casar.
12 Assim elas trazem condenao sobre si, por haverem rompido seu primeiro
compromisso.
13 Alm disso, aprendem a ficar ociosas, andando de casa
em casa; e no se tornam apenas ociosas, mas tambm fofoqueiras e
indiscretas, falando coisas que no devem.
14 Portanto, aconselho que
as vivas mais jovens se casem, tenham filhos, administrem suas casas e
no dem ao inimigo nenhum motivo para maledicncia.
15 Algumas, na
verdade, j se desviaram, para seguir a Satans.
16 Se alguma mulher crente tem vivas em sua famlia, deve ajud-las.
No seja a igreja sobrecarregada com elas, a fim de que as vivas
realmente necessitadas sejam auxiliadas.
17 Os presbteros que lideram bem a igreja so dignos de dupla honra
[b] , especialmente aqueles cujo trabalho  a pregao e o ensino,
18 pois a Escritura diz: "No amordace o boi enquanto est debulhando
o cereal" [c] , e "o trabalhador merece o seu salrio"
[d] .
19 No aceite acusao contra um presbtero, se no for
apoiada por duas ou trs testemunhas.
20 Os que pecarem devero ser
repreendidos em pblico, para que os demais tambm temam.
21 Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos
eleitos, a que procure observar essas instrues sem parcialidade; e no
faa nada por favoritismo.
22 No se precipite em impor as mos sobre ningum e no participe dos
pecados dos outros. Conserve-se puro.
23 No continue a beber somente gua; tome tambm um pouco de vinho,
por causa do seu estmago e das suas freqentes enfermidades.
24 Os pecados de alguns so evidentes, mesmo antes de serem submetidos
a julgamento, ao passo que os pecados de outros se manifestam
posteriormente.
25 Da mesma forma, as boas obras so evidentes, e as
que no o so no podem permanecer ocultas.
Notas de rodap:
[a] 5.9 Ou tenha tido apenas um marido
[b] 5.17 Ou duplos honorrios
[c] 5.18 Dt 25.4
[d] 5.18 Lc 10.7

I TIMTEO-CAPITULO-6
1 Todos os que esto sob o jugo da escravido devem considerar seus
senhores como dignos de todo o respeito, para que o nome de Deus e o
nosso ensino no sejam blasfemados.
2 Os que tm senhores crentes no
devem ter por eles menos respeito, pelo fato de serem irmos; ao
contrrio, devem servi-los ainda melhor, porque os que se beneficiam do
seu servio so fiis e amados. Ensine e recomende essas coisas.
O Amor ao Dinheiro
3 Se algum ensina falsas doutrinas e no concorda com a s doutrina de
nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que  segundo a piedade,
4 
orgulhoso e nada entende. Esse tal mostra um interesse doentio por
controvrsias e contendas acerca de palavras, que resultam em inveja,
brigas, difamaes, suspeitas malignas
5 e atritos constantes entre
aqueles que tm a mente corrompida e que so privados da verdade, os
quais pensam que a piedade  fonte de lucro.
6 De fato, a piedade com contentamento  grande fonte de lucro,
7 pois
nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar;
8 por isso,
tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.
9 Os que querem ficar ricos caem em tentao, em armadilhas e em muitos
desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na
runa e na destruio,
10 pois o amor ao dinheiro  a raiz de todos os
males. Algumas pessoas, por cobiarem o dinheiro, desviaram-se da f e
se atormentaram com muitos sofrimentos.
Recomendao de Paulo a Timteo
11 Voc, porm, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justia, a
piedade, a f, o amor, a perseverana e a mansido.
12 Combata o bom
combate da f. Tome posse da vida eterna, para a qual voc foi chamado e
fez a boa confisso na presena de muitas testemunhas.
13 Diante de
Deus, que a tudo d vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pncio
Pilatos fez a boa confisso, eu lhe recomendo:
14 Guarde este
mandamento imaculado e irrepreensvel, at a manifestao de nosso
Senhor Jesus Cristo,
15 a qual Deus far se cumprir no seu devido
tempo.
Ele  o bendito e nico Soberano,
o Rei dos reis
e Senhor dos senhores,
16 o nico que  imortal
e habita em luz inacessvel,
a quem ningum viu
nem pode ver.
A ele sejam honra e poder para sempre. Amm.
17 Ordene aos que so ricos no presente mundo que no sejam arrogantes,
nem ponham sua esperana na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de
tudo nos prov ricamente, para a nossa satisfao.
18 Ordene-lhes que
pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a
repartir.
19 Dessa forma, eles acumularo um tesouro para si mesmos, um
firme fundamento para a era que h de vir, e assim alcanaro a
verdadeira vida.
20 Timteo, guarde o que lhe foi confiado. Evite as conversas inteis e
profanas e as idias contraditrias do que  falsamente chamado
conhecimento;
21 professando-o, alguns desviaram-se da f.
A graa seja com vocs. [a]
Notas de rodap:
[a] 6.21 Vrios manuscritos dizem voc. Vrios manuscritos acrescentam
Amm.
______________________________________________________________________________

II TIMTEO-CAPITULO-1
1 Paulo, apstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a
promessa da vida que est em Cristo Jesus,
2 a Timteo, meu amado filho:
Graa, misericrdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso
Senhor.
Um Incentivo  Fidelidade
3 Dou graas a Deus, a quem sirvo com a conscincia limpa, como o
serviram os meus antepassados, ao lembrar-me constantemente de voc,
noite e dia, em minhas oraes.
4 Lembro-me das suas lgrimas e desejo
muito v-lo, para que a minha alegria seja completa.
5 Recordo-me da
sua f no fingida, que primeiro habitou em sua av Lide e em sua me,
Eunice, e estou convencido de que tambm habita em voc.
6 Por essa
razo, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que
est em voc mediante a imposio das minhas mos.
7 Pois Deus no nos
deu esprito [a] de covardia, mas de poder, de amor e de
equilbrio.
8 Portanto, no se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que
sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os meus sofrimentos pelo
evangelho, segundo o poder de Deus,
9 que nos salvou e nos chamou com
uma santa vocao, no em virtude das nossas obras, mas por causa da sua
prpria determinao e graa. Esta graa nos foi dada em Cristo Jesus
desde os tempos eternos,
10 sendo agora revelada pela manifestao de
nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe 
luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho.
11 Deste evangelho
fui constitudo pregador, apstolo e mestre.
12 Por essa causa tambm
sofro, mas no me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem
certo de que ele  poderoso para guardar o que lhe confiei at aquele
dia.
13 Retenha, com f e amor em Cristo Jesus, o modelo da s doutrina que
voc ouviu de mim.
14 Quanto ao que lhe foi confiado, guarde-o por meio
do Esprito Santo que habita em ns.
15 Voc sabe que todos os da provncia da sia me abandonaram,
inclusive Fgelo e Hermgenes.
16 O Senhor conceda misericrdia  casa de Onesforo, porque muitas
vezes ele me reanimou e no se envergonhou por eu estar preso;
17 ao
contrrio, quando chegou a Roma, procurou-me diligentemente at me
encontrar.
18 Conceda-lhe o Senhor que, naquele dia, encontre
misericrdia da parte do Senhor! Voc sabe muito bem quantos servios
ele me prestou em feso.
Notas de rodap:
[a] 1.7 Ou o Esprito que Deus nos deu no 

II TIMTEO-CAPITULO-2
1 Portanto, voc, meu filho, fortifique-se na graa que h em Cristo
Jesus.
2 E as palavras que me ouviu dizer na presena de muitas
testemunhas, confie-as a homens fiis que sejam tambm capazes de
ensinar outros.
3 Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado
de Cristo Jesus.
4 Nenhum soldado se deixa envolver pelos negcios da
vida civil, j que deseja agradar aquele que o alistou.
5 Semelhantemente, nenhum atleta  coroado como vencedor, se no competir
de acordo com as regras.
6 O lavrador que trabalha arduamente deve ser
o primeiro a participar dos frutos da colheita.
7 Reflita no que estou
dizendo, pois o Senhor lhe dar entendimento em tudo.
8 Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de
Davi, conforme o meu evangelho,
9 pelo qual sofro e at estou preso
como criminoso; contudo a palavra de Deus no est presa.
10 Por isso,
tudo suporto por causa dos eleitos, para que tambm eles alcancem a
salvao que est em Cristo Jesus, com glria eterna.
11 Esta palavra  digna de confiana:
Se morremos com ele,
com ele tambm viveremos;
12 se perseveramos,
com ele tambm reinaremos.
Se o negamos,
ele tambm nos negar;
13 se somos infiis,
ele permanece fiel,
pois no pode negar-se
a si mesmo.
O Obreiro Aprovado por Deus
14 Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente
diante de Deus, para que no se envolvam em discusses acerca de
palavras; isso no traz proveito, e serve apenas para perverter os
ouvintes.
15 Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que
no tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da
verdade.
16 Evite as conversas inteis e profanas, pois os que se do a
isso prosseguem cada vez mais para a impiedade.
17 O ensino deles
alastra-se como cncer [a] ; entre eles esto Himeneu e Fileto.
18 Estes se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreio j
aconteceu, e assim a alguns pervertem a f.
19 Entretanto, o firme
fundamento de Deus permanece inabalvel e selado com esta inscrio:
"O Senhor conhece quem lhe pertence" [b] e "afaste-se da
iniqidade todo aquele que confessa o nome do Senhor".
20 Numa grande casa h vasos no apenas de ouro e prata, mas tambm de
madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos.
21 Se algum se purificar dessas coisas, ser vaso para honra,
santificado, til para o Senhor e preparado para toda boa obra.
22 Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justia, a f, o
amor e a paz, com aqueles que, de corao puro, invocam o Senhor.
23 Evite as controvrsias tolas e inteis, pois voc sabe que acabam em
brigas.
24 Ao servo do Senhor no convm brigar mas, sim, ser amvel
para com todos, apto para ensinar, paciente.
25 Deve corrigir com
mansido os que se lhe opem, na esperana de que Deus lhes conceda o
arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade,
26 para que
assim voltem  sobriedade e escapem da armadilha do Diabo, que os
aprisionou para fazerem a sua vontade.
Notas de rodap:
[a] 2.17 Grego: gangrena .
[b] 2.19 Nm 16.5

II TIMTEO-CAPITULO-3
A Impiedade dos ltimos Dias
1 Saiba disto: nos ltimos dias sobreviro tempos terrveis.
2 Os
homens sero egostas, avarentos, presunosos, arrogantes, blasfemos,
desobedientes aos pais, ingratos, mpios,
3 sem amor pela famlia,
irreconciliveis, caluniadores, sem domnio prprio, cruis, inimigos do
bem,
4 traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do
que amigos de Deus,
5 tendo aparncia de piedade, mas negando o seu
poder. Afaste-se desses tambm.
6 So esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres
instveis [a] sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam
levar por toda espcie de desejos.
7 Elas esto sempre aprendendo, e
jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade.
8 Como Janes e
Jambres se opuseram a Moiss, esses tambm resistem  verdade. A mente
deles  depravada; so reprovados na f.
9 No iro longe, porm; como
no caso daqueles, a sua insensatez se tornar evidente a todos.
A Recomendao de Paulo a Timteo
10 Mas voc tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu
propsito, a minha f, a minha pacincia, o meu amor, a minha
perseverana,
11 as perseguies e os sofrimentos que enfrentei, coisas
que me aconteceram em Antioquia, Icnio e Listra. Quanta perseguio
suportei! Mas, de todas essas coisas o Senhor me livrou!
12 De fato,
todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus sero
perseguidos.
13 Contudo, os perversos e impostores iro de mal a pior,
enganando e sendo enganados.
14 Quanto a voc, porm, permanea nas coisas que aprendeu e das quais
tem convico, pois voc sabe de quem o aprendeu.
15 Porque desde
criana voc conhece as Sagradas Letras, que so capazes de torn-lo
sbio para a salvao mediante a f em Cristo Jesus.
16 Toda a
Escritura  inspirada por Deus e til para o ensino, para a repreenso,
para a correo e para a instruo na justia,
17 para que o homem de
Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.
Notas de rodap:
[a] 3.6 3.6 Grego: mulherezinhas.

II TIMTEO-CAPITULO-4
1 Na presena de Deus e de Cristo Jesus, que h de julgar os vivos e os
mortos por sua manifestao e por seu Reino, eu o exorto solenemente:
2 Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda,
corrija, exorte com toda a pacincia e doutrina.
3 Pois vir o tempo em
que no suportaro a s doutrina; ao contrrio, sentindo coceira nos
ouvidos, juntaro mestres para si mesmos, segundo os seus prprios
desejos.
4 Eles se recusaro a dar ouvidos  verdade, voltando-se para
os mitos.
5 Voc, porm, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos,
faa a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministrio.
6 Eu j estou sendo derramado como uma oferta de bebida [a] .
Est prximo o tempo da minha partida.
7 Combati o bom combate,
terminei a corrida, guardei a f.
8 Agora me est reservada a coroa da
justia, que o Senhor, justo Juiz, me dar naquele dia; e no somente a
mim, mas tambm a todos os que amam a sua vinda.
Recomendaes Finais
9 Procure vir logo ao meu encontro,
10 pois Demas, amando este mundo,
abandonou-me e foi para Tessalnica. Crescente foi para a Galcia, e
Tito, para a Dalmcia.
11 S Lucas est comigo. Traga Marcos com voc,
porque ele me  til para o ministrio.
12 Enviei Tquico a feso.
13 Quando voc vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trade, e
os meus livros, especialmente os pergaminhos.
14 Alexandre, o ferreiro [b] , causou-me muitos males. O Senhor
lhe dar a retribuio pelo que fez.
15 Previna-se contra ele, porque
se ops fortemente s nossas palavras.
16 Na minha primeira defesa, ningum apareceu para me apoiar; todos me
abandonaram. Que isso no lhes seja cobrado.
17 Mas o Senhor permaneceu
ao meu lado e me deu foras, para que por mim a mensagem fosse
plenamente proclamada e todos os gentios [c] a ouvissem. E eu fui
libertado da boca do leo.
18 O Senhor me livrar de toda obra maligna
e me levar a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glria para
todo o sempre. Amm.
Saudaes Finais
19 Saudaes a Priscila [d] e qila, e  casa de Onesforo.
20 Erasto permaneceu em Corinto, mas deixei Trfimo doente em Mileto.
21 Procure vir antes do inverno. ubulo, Prudente, Lino, Cludia e todos os
irmos enviam-lhe saudaes.
22 O Senhor seja com o seu esprito. A graa seja com vocs.
Notas de rodap:
[a] 4.6 Veja Nm 28.7.
[b] 4.14 Grego: latoeiro . Isto , um artfice em bronze.
[c] 4.17 Isto , os que no so judeus.
[d] 4.19 Grego: Prisca , variante de Priscila .
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TITO-CAPITULO-1
1 Paulo, servo [a] de Deus e apstolo de Jesus Cristo para levar
os eleitos de Deus  f e ao conhecimento da verdade que conduz 
piedade;
2 f e conhecimento que se fundamentam na esperana da vida
eterna, a qual o Deus que no mente prometeu antes dos tempos eternos.
3 No devido tempo, ele trouxe  luz a sua palavra, por meio da pregao
a mim confiada por ordem de Deus, nosso Salvador,
4 a Tito, meu verdadeiro filho em nossa f comum:
Graa e paz [b] da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso
Salvador.
A Tarefa de Tito em Creta
5 A razo de t-lo deixado em Creta foi para que voc pusesse em ordem
o que ainda faltava e constitusse [c] presbteros em cada
cidade, como eu o instru.
6  preciso que o presbtero seja
irrepreensvel, marido de uma s mulher e tenha filhos crentes que no
sejam acusados de libertinagem ou de insubmisso.
7 Por ser encarregado
da obra de Deus,  necessrio que o bispo [d] seja
irrepreensvel: no orgulhoso, no briguento, no apegado ao vinho, no
violento, nem vido por lucro desonesto.
8 Ao contrrio,  preciso que
ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha
domnio prprio
9 e apegue-se firmemente  mensagem fiel, da maneira
como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela s
doutrina e de refutar os que se opem a ela.
10 Pois h muitos insubordinados, que no passam de faladores e
enganadores, especialmente os do grupo da circunciso.
11  necessrio
que eles sejam silenciados, pois esto arruinando famlias inteiras,
ensinando coisas que no devem, e tudo por ganncia.
12 Um dos seus
prprios profetas chegou a dizer: "Cretenses, sempre mentirosos, feras
malignas, glutes preguiosos".
13 Tal testemunho  verdadeiro.
Portanto, repreenda-os severamente, para que sejam sadios na f
14 e
no dem ateno a lendas judaicas nem a mandamentos de homens que
rejeitam a verdade.
15 Para os puros, todas as coisas so puras; mas
para os impuros e descrentes, nada  puro. De fato, tanto a mente como a
conscincia deles esto corrompidas.
16 Eles afirmam que conhecem a
Deus, mas por seus atos o negam; so detestveis, desobedientes e
desqualificados para qualquer boa obra.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Isto , escravo.
[b] 1.4 Muitos manuscritos dizem Graa, misericrdia e paz.
[c] 1.5 Ou ordenasse
[d] 1.7 Grego: epscopo . Palavra que descreve a pessoa que exerce
funo pastoral.

TITO-CAPITULO-2
Instrues para Vrios Grupos
1 Voc, porm, fale o que est de acordo com a s doutrina.
2 Ensine
os homens mais velhos a serem moderados, dignos de respeito, sensatos e
sadios na f, no amor e na perseverana.
3 Semelhantemente, ensine as mulheres mais velhas a serem reverentes na
sua maneira de viver, a no serem caluniadoras nem escravizadas a muito
vinho, mas a serem capazes de ensinar o que  bom.
4 Assim, podero
orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos,
5 a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem
bondosas e sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus no
seja difamada.
6 Da mesma maneira, encoraje os jovens a serem prudentes.
7 Em tudo
seja voc mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino,
mostre integridade e seriedade;
8 use linguagem sadia, contra a qual
nada se possa dizer, para que aqueles que se opem a voc fiquem
envergonhados por no poderem falar mal de ns.
9 Ensine os escravos a se submeterem em tudo a seus senhores, a
procurarem agrad-los, a no serem respondes e
10 a no roub-los, mas
a mostrarem que so inteiramente dignos de confiana, para que assim
tornem atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador.
11 Porque a graa de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.
12 Ela nos ensina a renunciar  impiedade e s paixes mundanas e a
viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente,
13 enquanto aguardamos a bendita esperana: a gloriosa manifestao de
nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.
14 Ele se entregou por ns
a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo
particularmente seu, dedicado  prtica de boas obras.
15  isso que voc deve ensinar, exortando-os e repreendendo-os com
toda a autoridade. Ningum o despreze.

TITO-CAPITULO-3
A Conduta Crist
1 Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e s autoridades,
sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que  bom,
2 no caluniem ningum, sejam pacficos, amveis e mostrem sempre
verdadeira mansido para com todos os homens.
3 Houve tempo em que ns tambm ramos insensatos e desobedientes,
vivamos enganados e escravizados por toda espcie de paixes e
prazeres. Vivamos na maldade e na inveja, sendo detestveis e odiando
uns aos outros.
4 Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se
manifestaram a bondade e o amor pelos homens,
5 no por causa de atos
de justia por ns praticados, mas devido  sua misericrdia, ele nos
salvou pelo lavar regenerador e renovador do Esprito Santo,
6 que ele
derramou sobre ns generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso
Salvador.
7 Ele o fez a fim de que, justificados por sua graa, nos
tornemos seus herdeiros, tendo a esperana da vida eterna.
8 Fiel 
esta palavra, e quero que voc afirme categoricamente essas coisas, para
que os que crem em Deus se empenhem na prtica de boas obras. Tais
coisas so excelentes e teis aos homens.
9 Evite, porm, controvrsias tolas, genealogias, discusses e
contendas a respeito da Lei, porque essas coisas so inteis e sem
valor.
10 Quanto quele que provoca divises, advirta-o uma primeira e
uma segunda vez. Depois disso, rejeite-o.
11 Voc sabe que tal pessoa
se perverteu e est em pecado; por si mesma est condenada.
Observaes Finais
12 Quando eu lhe enviar rtemas ou Tquico, faa o possvel para vir ao
meu encontro em Nicpolis, pois decidi passar o inverno ali.
13 Providencie tudo o que for necessrio para a viagem de Zenas, o jurista,
e de Apolo, de modo que nada lhes falte.
14 Quanto aos nossos, que
aprendam a dedicar-se  prtica de boas obras, a fim de que supram as
necessidades dirias e no sejam improdutivos.
15 Todos os que esto comigo enviam-lhe saudaes. Saudaes queles
que nos amam na f.
A graa seja com todos vocs.
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FILEMON-CAPITULO-1
1 Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmo Timteo,
a voc, Filemom, nosso amado cooperador,
2  irm fia, a Arquipo,
nosso companheiro de lutas, e  igreja que se rene com voc em sua
casa:
3 A vocs, graa e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo.
Ao de Graas e Intercesso
4 Sempre dou graas a meu Deus, lembrando-me de voc nas minhas
oraes,
5 porque ouo falar da sua f no Senhor Jesus e do seu amor
por todos os santos.
6 Oro para que a comunho que procede da sua f
seja eficaz no pleno conhecimento de todo o bem que temos em Cristo.
7 Seu amor me tem dado grande alegria e consolao, porque voc, irmo,
tem reanimado o corao dos santos.
A Intercesso de Paulo em favor de Onsimo
8 Por isso, mesmo tendo em Cristo plena liberdade para mandar que voc
cumpra o seu dever,
9 prefiro fazer um apelo com base no amor. Eu,
Paulo, j velho, e agora tambm prisioneiro de Cristo Jesus,
10 apelo
em favor de meu filho Onsimo [a] , que gerei enquanto estava
preso.
11 Ele antes lhe era intil, mas agora  til, tanto para voc
quanto para mim.
12 Mando-o de volta a voc, como se fosse o meu prprio corao.
13 Gostaria de mant-lo comigo para que me ajudasse em seu lugar enquanto
estou preso por causa do evangelho.
14 Mas no quis fazer nada sem a
sua permisso, para que qualquer favor que voc fizer seja espontneo, e
no forado.
15 Talvez ele tenha sido separado de voc por algum tempo,
para que voc o tivesse de volta para sempre,
16 no mais como escravo,
mas, acima de escravo, como irmo amado. Para mim ele  um irmo muito
amado, e ainda mais para voc, tanto como pessoa quanto como cristo
[b] .
17 Assim, se voc me considera companheiro na f, receba-o como se
estivesse recebendo a mim.
18 Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve
alguma coisa, ponha na minha conta.
19 Eu, Paulo, escrevo de prprio
punho: Eu pagarei: para no dizer que voc me deve a prpria vida.
20 Sim, irmo, eu gostaria de receber de voc algum benefcio por
estarmos no Senhor. Reanime o meu corao em Cristo!
21 Escrevo-lhe
certo de que voc me obedecer, sabendo que far ainda mais do lhe que
peo.
22 Alm disso, prepare-me um aposento, porque, graas s suas oraes,
espero poder ser restitudo a vocs.
23 Epafras, meu companheiro de priso por causa de Cristo Jesus,
envia-lhe saudaes,
24 assim como tambm Marcos, Aristarco, Demas e
Lucas, meus cooperadores.
25 A graa do Senhor Jesus Cristo seja com o esprito de todos vocs.
Notas de rodap:
[a] 10 Onsimo significa til.
[b] 16 Grego: tanto na carne quanto no Senhor.
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HEBREUS-CAPITULO-1
O Filho  Superior aos Anjos
1 H muito tempo Deus falou muitas vezes e de vrias maneiras aos
nossos antepassados por meio dos profetas,
2 mas nestes ltimos dias
falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as
coisas e por meio de quem fez o universo.
3 O Filho  o resplendor da
glria de Deus e a expresso exata do seu ser, sustentando todas as
coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificao
dos pecados, ele se assentou  direita da Majestade nas alturas,
4 tornando-se to superior aos anjos quanto o nome que herdou  superior
ao deles.
5 Pois a qual dos anjos Deus alguma vez disse:
"Tu s meu Filho;
eu hoje te gerei" [a] ?
E outra vez:
"Eu serei seu Pai,
e ele ser meu Filho" [b] ?
6 E ainda, quando Deus introduz o Primognito no mundo, diz:
"Todos os anjos de Deus
o adorem" [c] .
7 Quanto aos anjos, ele diz:
"Ele faz dos seus anjos ventos,
e dos seus servos,
clares reluzentes" [d] .
8 Mas a respeito do Filho, diz:
"O teu trono,  Deus,
subsiste para todo o sempre;
cetro de eqidade
 o cetro do teu Reino.
9 Amas a justia
e odeias a iniqidade;
por isso Deus, o teu Deus,
escolheu-te dentre
os teus companheiros,
ungindo-te com leo de alegria" [e] .
10 E tambm diz:
"No princpio, Senhor,
firmaste os fundamentos
da terra,
e os cus so obras
das tuas mos.
11 Eles perecero,
mas tu permanecers;
envelhecero como vestimentas.
12 Tu os enrolars como um manto,
como roupas
eles sero trocados.
Mas tu permaneces o mesmo,
e os teus dias jamais tero fim" [f] .
13 A qual dos anjos Deus alguma vez disse:
"Senta-te  minha direita,
at que eu faa
dos teus inimigos
um estrado para os teus ps" [g] ?
14 Os anjos no so, todos eles, espritos ministradores enviados para
servir aqueles que ho de herdar a salvao?
Notas de rodap:
[a] 1.5 Sl 2.7
[b] 1.5 2Sm 7.14; 1Cr 17.13
[c] 1.6 Dt 32.43 (segundo a Septuaginta e os manuscritos do mar
Morto).
[d] 1.7 Sl 104.4
[e] 1.8,9 Sl 45.6,7
[f] 1.10-12 Sl 102.25-27
[g] 1.13 Sl 110.1

HEBREUS-CAPITULO-2
O Perigo da Negligncia
1 Por isso  preciso que prestemos maior ateno ao que temos ouvido,
para que jamais nos desviemos.
2 Porque, se a mensagem transmitida por
anjos provou a sua firmeza, e toda transgresso e desobedincia recebeu
a devida punio,
3 como escaparemos, se negligenciarmos to grande
salvao? Esta salvao, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos
confirmada pelos que a ouviram.
4 Deus tambm deu testemunho dela por
meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Esprito Santo
distribudos de acordo com a sua vontade.
Jesus  Feito Semelhante a seus Irmos
5 No foi a anjos que ele sujeitou o mundo que h de vir, a respeito do
qual estamos falando,
6 mas algum em certo lugar testemunhou, dizendo:
"Que  o homem, para que
com ele te importes?
E o filho do homem,
para que com ele te preocupes?
7 Tu o fizeste um [a] pouco menor
do que os anjos
e o coroaste de glria e de honra;
8 tudo sujeitaste debaixo
dos seus ps" [b] .
Ao lhe sujeitar todas as coisas, nada deixou que no lhe estivesse
sujeito. Agora, porm, ainda no vemos que todas as coisas lhe estejam
sujeitas.
9 Vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feito menor do
que os anjos, Jesus, coroado de honra e de glria por ter sofrido a
morte, para que, pela graa de Deus, em favor de todos, experimentasse a
morte.
10 Ao levar muitos filhos  glria, convinha que Deus, por causa de
quem e por meio de quem tudo existe, tornasse perfeito, mediante o
sofrimento, o autor da salvao deles.
11 Ora, tanto o que santifica
quanto os que so santificados provm de um s. Por isso Jesus no se
envergonha de cham-los irmos.
12 Ele diz:
"Proclamarei o teu nome
a meus irmos;
na assemblia te louvarei" [c] .
13 E tambm:
"Nele porei
a minha confiana" [d] .
Novamente ele diz:
"Aqui estou eu com os filhos
que Deus me deu" [e] .
14 Portanto, visto que os filhos so pessoas de carne e sangue, ele
tambm participou dessa condio humana, para que, por sua morte,
derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto , o Diabo,
15 e
libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo
medo da morte.
16 Pois  claro que no  a anjos que ele ajuda, mas aos
descendentes de Abrao.
17 Por essa razo era necessrio que ele se
tornasse semelhante a seus irmos em todos os aspectos, para se tornar
sumo sacerdote misericordioso e fiel com relao a Deus, e fazer
propiciao [f] pelos pecados do povo.
18 Porque, tendo em vista
o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele  capaz de socorrer aqueles
que tambm esto sendo tentados.
Notas de rodap:
[a] 2.7 Ou por um
[b] 2.6-8 Sl 8.4-6
[c] 2.12 Sl 22.22
[d] 2.13 Is 8.17
[e] 2.13 Is 8.18
[f] 2.17 Ou desviar a ira de Deus dos pecados e remov-los

HEBREUS-CAPITULO-3
Jesus  Superior a Moiss
1 Portanto, santos irmos, participantes do chamado celestial, fixem os
seus pensamentos em Jesus, apstolo e sumo sacerdote que confessamos.
2 Ele foi fiel quele que o havia constitudo, assim como Moiss foi fiel
em toda a casa de Deus.
3 Jesus foi considerado digno de maior glria
do que Moiss, da mesma forma que o construtor de uma casa tem mais
honra do que a prpria casa.
4 Pois toda casa  construda por algum,
mas Deus  o edificador de tudo.
5 Moiss foi fiel como servo em toda a
casa de Deus, dando testemunho do que haveria de ser dito no futuro,
6 mas Cristo  fiel como Filho sobre a casa de Deus; e esta casa somos
ns, se  que nos apegamos firmemente [a]  confiana e 
esperana da qual nos gloriamos.
Advertncia contra a Incredulidade
7 Assim, como diz o Esprito Santo:
"Hoje, se vocs ouvirem
a sua voz,
8 no enduream o corao,
como na rebelio,
durante o tempo da provao no deserto,
9 onde os seus antepassados
me tentaram,
pondo-me  prova,
apesar de, durante quarenta anos,
terem visto o que eu fiz.
10 Por isso fiquei irado
contra aquela gerao
e disse: O seu corao
est sempre se desviando,
e eles no reconheceram
os meus caminhos.
11 Assim jurei na minha ira:
Jamais entraro
no meu descanso" [b] .
12 Cuidado, irmos, para que nenhum de vocs tenha corao perverso e
incrdulo, que se afaste do Deus vivo.
13 Ao contrrio, encorajem-se
uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama "hoje",
de modo que nenhum de vocs seja endurecido pelo engano do pecado,
14 pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos
apeguemos at o fim  confiana que tivemos no princpio.
15 Por isso 
que se diz:
"Se hoje vocs ouvirem
a sua voz,
no enduream o corao,
como na rebelio" [c] .
16 Quem foram os que ouviram e se rebelaram? No foram todos os que
Moiss tirou do Egito?
17 Contra quem Deus esteve irado durante
quarenta anos? No foi contra aqueles que pecaram, cujos corpos caram
no deserto?
18 E a quem jurou que nunca haveriam de entrar no seu
descanso? No foi queles que foram desobedientes? [d]
19 Vemos,
assim, que por causa da incredulidade no puderam entrar.
Notas de rodap:
[a] 3.6 Muitos manuscritos trazem firmemente at o fim.
[b] 3.7-11 Sl 95.7-11
[c] 3.15 Sl 95.7,8; tambm em 4.7.
[d] 3.18 Ou que no creram?

HEBREUS-CAPITULO-4
Um Descanso Sabtico para o Povo de Deus
1 Visto que nos foi deixada a promessa de entrarmos no descanso de
Deus, que nenhum de vocs pense que falhou [a] .
2 Pois as boas
novas foram pregadas tambm a ns, tanto quanto a eles; mas a mensagem
que eles ouviram de nada lhes valeu, pois no foi acompanhada de f por
aqueles que a ouviram [b] .
3 Pois ns, os que cremos,  que
entramos naquele descanso, conforme Deus disse:
"Assim jurei na minha ira:
Jamais entraro
no meu descanso" [c] ;
embora as suas obras estivessem concludas desde a criao do mundo.
4 Pois em certo lugar ele falou sobre o stimo dia, nestas palavras: "No
stimo dia Deus descansou de toda obra que realizara" [d] .
5 E de novo, na passagem citada h pouco, diz: "Jamais entraro no meu
descanso".
6 Portanto, resta entrarem alguns naquele descanso, e aqueles a quem
anteriormente as boas novas foram pregadas no entraram, por causa da
desobedincia.
7 Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia,
chamando-o "hoje", ao declarar muito tempo depois, por meio de Davi,
de acordo com o que fora dito antes:
"Se hoje vocs ouvirem
a sua voz,
no enduream o corao".
8 Porque, se Josu lhes tivesse dado descanso, Deus no teria falado
posteriormente a respeito de outro dia.
9 Assim, ainda resta um
descanso sabtico para o povo de Deus;
10 pois todo aquele que entra no
descanso de Deus, tambm descansa das suas obras, como Deus descansou
das suas.
11 Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para
que ningum venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobedincia.
12 Pois a palavra de Deus  viva e eficaz, e mais afiada que qualquer
espada de dois gumes; ela penetra at o ponto de dividir alma e
esprito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenes do
corao.
13 Nada, em toda a criao, est oculto aos olhos de Deus.
Tudo est descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos
de prestar contas.
Jesus, o Grande Sumo Sacerdote
14 Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os
cus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza  f que
professamos,
15 pois no temos um sumo sacerdote que no possa
compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim algum que, como ns, passou
por todo tipo de tentao, porm, sem pecado.
16 Assim, aproximemo-nos
do trono da graa com toda a confiana, a fim de recebermos misericrdia
e encontrarmos graa que nos ajude no momento da necessidade.
Notas de rodap:
[a] 4.1 Ou que a promessa falhou
[b] 4.2 Muitos manuscritos dizem pois no compartilharam a f daqueles
que obedeceram.
[c] 4.3 Sl 95.11; tambm no versculo 5.
[d] 4.4 Gn 2.2

HEBREUS-CAPITULO-5
1 Todo sumo sacerdote  escolhido dentre os homens e designado para
represent-los em questes relacionadas com Deus e apresentar ofertas e
sacrifcios pelos pecados.
2 Ele  capaz de se compadecer dos que no
tm conhecimento e se desviam, visto que ele prprio est sujeito 
fraqueza.
3 Por isso ele precisa oferecer sacrifcios por seus prprios
pecados, bem como pelos pecados do povo.
4 Ningum toma esta honra para si mesmo, mas deve ser chamado por Deus,
como de fato o foi Aro.
5 Da mesma forma, Cristo no tomou para si a
glria de se tornar sumo sacerdote, mas Deus lhe disse:
"Tu s meu Filho;
eu hoje te gerei" [a] .
6 E diz noutro lugar:
"Tu s sacerdote para sempre,
segundo a ordem
de Melquisedeque" [b] .
7 Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu oraes e
splicas, em alta voz e com lgrimas, quele que o podia salvar da
morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submisso.
8 Embora
sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu;
9 e,
uma vez aperfeioado, tornou-se a fonte da salvao eterna para todos os
que lhe obedecem,
10 sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a
ordem de Melquisedeque.
Advertncia contra a Apostasia
11 Quanto a isso, temos muito que dizer, coisas difceis de explicar,
porque vocs se tornaram lentos para aprender.
12 Embora a esta altura
j devessem ser mestres, vocs precisam de algum que lhes ensine
novamente os princpios elementares da palavra de Deus. Esto precisando
de leite, e no de alimento slido!
13 Quem se alimenta de leite ainda
 criana, e no tem experincia no ensino da justia.
14 Mas o
alimento slido  para os adultos, os quais, pelo exerccio constante,
tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.
Notas de rodap:
[a] 5.5 Sl 2.7
[b] 5.6 Sl 110.4

HEBREUS-CAPITULO-6
1 Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e
avancemos para a maturidade, sem lanar novamente o fundamento do
arrependimento de atos que conduzem  morte [a] , da f em Deus,
2 da instruo a respeito de batismos, da imposio de mos, da
ressurreio dos mortos e do juzo eterno.
3 Assim faremos, se Deus o
permitir.
4 Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom
celestial, tornaram-se participantes do Esprito Santo,
5 experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que h
de vir,
6 e caram,  impossvel que sejam reconduzidos ao
arrependimento; [b] pois para si mesmos [c] esto
crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o  desonra pblica.
7 Pois a terra, que absorve a chuva que cai freqentemente, e d
colheita proveitosa queles que a cultivam, recebe a bno de Deus.
8 Mas a terra que produz espinhos e ervas daninhas,  intil e logo ser
amaldioada. Seu fim  ser queimada.
9 Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas
melhores em relao a vocs, coisas prprias da salvao.
10 Deus no 
injusto; ele no se esquecer do trabalho de vocs e do amor que
demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajud-los.
11 Queremos que cada um de vocs mostre essa mesma prontido at o fim,
para que tenham a plena certeza da esperana,
12 de modo que vocs no
se tornem negligentes, mas imitem aqueles que, por meio da f e da
pacincia, recebem a herana prometida.
A Certeza da Promessa de Deus
13 Quando Deus fez a sua promessa a Abrao, por no haver ningum
superior por quem jurar, jurou por si mesmo,
14 dizendo: "Esteja
certo de que o abenoarei e farei numerosos os seus descendentes"
[d] .
15 E foi assim que, depois de esperar pacientemente, Abrao
alcanou a promessa.
16 Os homens juram por algum superior a si mesmos, e o juramento
confirma o que foi dito, pondo fim a toda discusso.
17 Querendo
mostrar de forma bem clara a natureza imutvel do seu propsito para com
os herdeiros da promessa, Deus o confirmou com juramento,
18 para que,
por meio de duas coisas imutveis nas quais  impossvel que Deus minta,
sejamos firmemente encorajados, ns, que nos refugiamos nele para tomar
posse da esperana a ns proposta.
19 Temos esta esperana como ncora
da alma, firme e segura, a qual adentra o santurio interior, por trs
do vu,
20 onde Jesus, que nos precedeu, entrou em nosso lugar,
tornando-se sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de
Melquisedeque.
Notas de rodap:
[a] 6.1 Ou de ritos inteis
[b] 6.6 Ou ao arrependimento enquanto esto crucificando de novo;
[c] 6.6 Ou para o seu prprio mal
[d] 6.14 Gn 22.17

HEBREUS-CAPITULO-7
O Sacerdote Melquisedeque
1 Esse Melquisedeque, rei de Salm e sacerdote do Deus Altssimo,
encontrou-se com Abrao quando este voltava, depois de derrotar os reis,
e o abenoou;
2 e Abrao lhe deu o dzimo de tudo. [a] Em
primeiro lugar, seu nome significa "rei de justia"; depois, "rei
de Salm" quer dizer "rei de paz".
3 Sem pai, sem me, sem
genealogia, sem princpio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao
Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre.
4 Considerem a grandeza desse homem: at mesmo o patriarca Abrao lhe
deu o dzimo dos despojos!
5 A Lei requer dos sacerdotes dentre os
descendentes de Levi que recebam o dzimo do povo, isto , dos seus
irmos, embora estes sejam descendentes de Abrao.
6 Este homem, porm,
que no pertencia  linhagem de Levi, recebeu os dzimos de Abrao e
abenoou aquele que tinha as promessas.
7 Sem dvida alguma, o inferior
 abenoado pelo superior.
8 No primeiro caso, quem recebe o dzimo so
homens mortais; no outro caso  aquele de quem se declara que vive.
9 Pode-se at dizer que Levi, que recebe os dzimos, entregou-os por meio
de Abrao,
10 pois, quando Melquisedeque se encontrou com Abrao, Levi
ainda no havia sido gerado [b] .
Jesus  Semelhante a Melquisedeque
11 Se fosse possvel alcanar a perfeio por meio do sacerdcio
levtico (visto que em sua vigncia o povo recebeu a Lei), por que
haveria ainda necessidade de se levantar outro sacerdote, segundo a
ordem de Melquisedeque e no de Aro?
12 Certo  que, quando h mudana
de sacerdcio,  necessrio que haja mudana de lei.
13 Ora, aquele de
quem se dizem estas coisas pertencia a outra tribo, da qual ningum
jamais havia servido diante do altar,
14 pois  bem conhecido que o
nosso Senhor descende de Jud, tribo da qual Moiss nada fala quanto a
sacerdcio.
15 O que acabamos de dizer fica ainda mais claro quando
aparece outro sacerdote semelhante a Melquisedeque,
16 algum que se
tornou sacerdote, no por regras relativas  linhagem, mas segundo o
poder de uma vida indestrutvel.
17 Porquanto sobre ele  afirmado:
"Tu s sacerdote para sempre,
segundo a ordem
de Melquisedeque" [c] .
18 A ordenana anterior  revogada, porque era fraca e intil
19 (pois
a Lei no havia aperfeioado coisa alguma), sendo introduzida uma
esperana superior, pela qual nos aproximamos de Deus.
20 E isso no aconteceu sem juramento! Outros se tornaram sacerdotes
sem qualquer juramento,
21 mas ele se tornou sacerdote com juramento,
quando Deus lhe disse:
"O Senhor jurou
e no se arrepender:
``Tu s sacerdote
para sempre''".
22 Jesus tornou-se, por isso mesmo, a garantia de uma aliana superior.
23 Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impede
de continuar em seu ofcio;
24 mas, visto que vive para sempre, Jesus
tem um sacerdcio permanente.
25 Portanto, ele  capaz de salvar
definitivamente [d] aqueles que, por meio dele, aproximam-se de
Deus, pois vive sempre para interceder por eles.
26  de um sumo sacerdote como este que precisvamos: santo,
inculpvel, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos cus.
27 Ao contrrio dos outros sumos sacerdotes, ele no tem necessidade de
oferecer sacrifcios dia aps dia, primeiro por seus prprios pecados e,
depois, pelos pecados do povo. E ele o fez uma vez por todas quando a si
mesmo se ofereceu.
28 Pois a Lei constitui sumos sacerdotes a homens
que tm fraquezas; mas o juramento, que veio depois da Lei, constitui o
Filho perfeito para sempre. [e]
Notas de rodap:
[a] 7.2 Gn 14.17-20
[b] 7.10 Ou estava no corpo do seu antepassado
[c] 7.17 Sl 110.4; tambm no versculo 21.
[d] 7.25 Ou eternamente
[e] 7.28 Ou constitui para sempre o Filho, que foi aperfeioado.

HEBREUS-CAPITULO-8
O Sumo Sacerdote de uma Nova Aliana
1 O mais importante do que estamos tratando  que temos um sumo
sacerdote como esse, o qual se assentou  direita do trono da Majestade
nos cus
2 e serve no santurio, no verdadeiro tabernculo que o Senhor
erigiu, e no o homem.
3 Todo sumo sacerdote  constitudo para apresentar ofertas e
sacrifcios, e por isso era necessrio que tambm este tivesse algo a
oferecer.
4 Se ele estivesse na terra, nem seria sumo sacerdote, visto
que j existem aqueles que apresentam as ofertas prescritas pela Lei.
5 Eles servem num santurio que  cpia e sombra daquele que est nos
cus, j que Moiss foi avisado quando estava para construir o
tabernculo: "Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe
foi mostrado no monte" [a] .
6 Agora, porm, o ministrio que
Jesus recebeu  superior ao deles, assim como tambm a aliana da qual
ele  mediador  superior  antiga, sendo baseada em promessas
superiores.
7 Pois, se aquela primeira aliana fosse perfeita, no seria necessrio
procurar lugar para outra.
8 Deus, porm, achou o povo em falta e
disse:
"Esto chegando os dias, declara o Senhor,
quando farei uma nova aliana
com a comunidade de Israel
e com a comunidade de Jud.
9 No ser como a aliana
que fiz com os seus antepassados,
quando os tomei pela mo
para tir-los do Egito;
visto que eles
no permaneceram fiis
 minha aliana,
eu me afastei deles",
diz o Senhor.
10 "Esta  a aliana que farei
com a comunidade de Israel
depois daqueles dias",
declara o Senhor.
"Porei minhas leis
em sua mente
e as escreverei
em seu corao.
Serei o seu Deus,
e eles sero o meu povo.
11 Ningum mais ensinar
o seu prximo,
nem o seu irmo, dizendo:
``Conhea o Senhor'',
porque todos eles
me conhecero,
desde o menor at o maior.
12 Porque eu lhes perdoarei
a maldade
e no me lembrarei mais
dos seus pecados" [b] .
13 Chamando "nova" esta aliana, ele tornou antiquada a primeira; e
o que se torna antiquado e envelhecido est a ponto de desaparecer.
Notas de rodap:
[a] 8.5 x 25.40
[b] 8.8-12 Jr 31.31-34

HEBREUS-CAPITULO-9
A Adorao no Tabernculo Terreno
1 Ora, a primeira aliana tinha regras para a adorao e tambm um
tabernculo terreno.
2 Foi levantado um tabernculo; na parte da
frente, chamada Lugar Santo, estavam o candelabro, a mesa e os pes da
Presena.
3 Por trs do segundo vu havia a parte chamada Santo dos
Santos,
4 onde se encontravam o altar de ouro para o incenso e a arca
da aliana, totalmente revestida de ouro. Nessa arca estavam o vaso de
ouro contendo o man, a vara de Aro que floresceu e as tbuas da
aliana.
5 Acima da arca estavam os querubins da Glria, que com sua
sombra cobriam a tampa da arca [a] . A respeito dessas coisas no
cabe agora falar detalhadamente.
6 Estando tudo assim preparado, os sacerdotes entravam regularmente no
Lugar Santo do tabernculo, para exercer o seu ministrio.
7 No
entanto, somente o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, apenas
uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sangue do sacrifcio, que ele
oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por
ignorncia.
8 Dessa forma, o Esprito Santo estava mostrando que ainda
no havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos enquanto
permanecia o primeiro tabernculo.
9 Isso  uma ilustrao para os
nossos dias, indicando que as ofertas e os sacrifcios oferecidos no
podiam dar ao adorador uma conscincia perfeitamente limpa.
10 Eram
apenas prescries que tratavam de comida e bebida e de vrias
cerimnias de purificao com gua; essas ordenanas exteriores foram
impostas at o tempo da nova ordem.
O Sangue de Cristo
11 Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefcios agora
presentes [b] , ele adentrou o maior e mais perfeito tabernculo,
no feito pelo homem, isto , no pertencente a esta criao.
12 No
por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu prprio sangue, ele
entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna
redeno.
13 Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma
novilha espalhadas sobre os que esto cerimonialmente impuros os
santificam, de forma que se tornam exteriormente puros,
14 quanto mais
o sangue de Cristo, que pelo Esprito eterno se ofereceu de forma
imaculada a Deus, purificar a nossa conscincia de atos que levam 
morte [c] , para que sirvamos ao Deus vivo!
15 Por essa razo, Cristo  o mediador de uma nova aliana para que os
que so chamados recebam a promessa da herana eterna, visto que ele
morreu como resgate pelas transgresses cometidas sob a primeira
aliana.
16 No caso de um testamento [d] ,  necessrio que se comprove a
morte daquele que o fez;
17 pois um testamento s  validado no caso de
morte, uma vez que nunca vigora enquanto est vivo quem o fez.
18 Por
isso, nem a primeira aliana foi sancionada sem sangue.
19 Quando
Moiss terminou de proclamar todos os mandamentos da Lei a todo o povo,
levou sangue de novilhos e de bodes, e tambm gua, l vermelha e ramos
de hissopo, e aspergiu o prprio livro e todo o povo, dizendo:
20 "Este  o sangue da aliana que Deus ordenou que vocs obedeam"
[e] .
21 Da mesma forma, aspergiu com o sangue o tabernculo e
todos os utenslios das suas cerimnias.
22 De fato, segundo a Lei,
quase todas as coisas so purificadas com sangue, e sem derramamento de
sangue no h perdo.
23 Portanto, era necessrio que as cpias das coisas que esto nos cus
fossem purificadas com esses sacrifcios, mas as prprias coisas
celestiais com sacrifcios superiores.
24 Pois Cristo no entrou em
santurio feito por homens, uma simples representao do verdadeiro; ele
entrou nos cus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor;
25 no, porm, para se oferecer repetidas vezes,  semelhana do sumo
sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue
alheio.
26 Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde
o comeo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos
tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifcio de si mesmo.
27 Da mesma forma, como o homem est destinado a morrer uma s vez e depois
disso enfrentar o juzo,
28 assim tambm Cristo foi oferecido em
sacrifcio uma nica vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecer
segunda vez, no para tirar o pecado, mas para trazer salvao aos que o
aguardam.
Notas de rodap:
[a] 9.5 Isto , o propiciatrio.
[b] 9.11 Muitos manuscritos dizem que estavam por vir.
[c] 9.14 Ou de ritos inteis
[d] 9.16,17 O termo grego traduzido por testamento  traduzido por
aliana nos outros versculos do captulo.
[e] 9.20 x 24.8

HEBREUS-CAPITULO-10
O Sacrifcio de Cristo  Definitivo
1 A Lei traz apenas uma sombra dos benefcios que ho de vir, e no a
sua realidade. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos
sacrifcios repetidos ano aps ano, aperfeioar os que se aproximam para
adorar.
2 Se pudesse faz-lo, no deixariam de ser oferecidos? Pois os
adoradores, tendo sido purificados uma vez por todas, no mais se
sentiriam culpados de seus pecados.
3 Contudo, esses sacrifcios so
uma recordao anual dos pecados,
4 pois  impossvel que o sangue de
touros e bodes tire pecados.
5 Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse:
"Sacrifcio e oferta
no quiseste,
mas um corpo me preparaste;
6 de holocaustos e ofertas
pelo pecado
no te agradaste.
7 Ento eu disse:
Aqui estou,
no livro est escrito
a meu respeito;
vim para fazer a tua vontade,  Deus" [a] .
8 Primeiro ele disse: "Sacrifcios, ofertas, holocaustos e ofertas
pelo pecado no quiseste, nem deles te agradaste" (os quais eram
feitos conforme a Lei).
9 Ento acrescentou: "Aqui estou; vim para
fazer a tua vontade". Ele cancela o primeiro para estabelecer o
segundo.
10 Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio
do sacrifcio do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.
11 Dia aps dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres
religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifcios, que nunca podem
remover os pecados.
12 Mas quando este sacerdote acabou de oferecer,
para sempre, um nico sacrifcio pelos pecados, assentou-se  direita de
Deus.
13 Da em diante, ele est esperando at que os seus inimigos
sejam colocados como estrado dos seus ps;
14 porque, por meio de um
nico sacrifcio, ele aperfeioou para sempre os que esto sendo
santificados.
15 O Esprito Santo tambm nos testifica a este respeito. Primeiro ele
diz:
16 "Esta  a aliana que farei com eles,
depois daqueles dias,
diz o Senhor.
Porei as minhas leis
em seu corao
e as escreverei
em sua mente" [b] ;
17 e acrescenta:
"Dos seus pecados
e iniqidades
no me lembrarei mais" [c] .
18 Onde esses pecados foram perdoados, no h mais necessidade de
sacrifcio por eles.
Um Apelo  Perseverana
19 Portanto, irmos, temos plena confiana para entrar no Santo dos
Santos pelo sangue de Jesus,
20 por um novo e vivo caminho que ele nos
abriu por meio do vu, isto , do seu corpo.
21 Temos, pois, um grande
sacerdote sobre a casa de Deus.
22 Sendo assim, aproximemo-nos de Deus
com um corao sincero e com plena convico de f, tendo os coraes
aspergidos para nos purificar de uma conscincia culpada, e tendo os
nossos corpos lavados com gua pura.
23 Apeguemo-nos com firmeza 
esperana que professamos, pois aquele que prometeu  fiel.
24 E
consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e s boas
obras.
25 No deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de
alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando
vocs vem que se aproxima o Dia.
26 Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o
conhecimento da verdade, j no resta sacrifcio pelos pecados,
27 mas
to-somente uma terrvel expectativa de juzo e de fogo intenso que
consumir os inimigos de Deus.
28 Quem rejeitava a Lei de Moiss morria
sem misericrdia pelo depoimento de duas ou trs testemunhas.
29 Quo
mais severo castigo, julgam vocs, merece aquele que pisou aos ps o
Filho de Deus, profanou o sangue da aliana pelo qual ele foi
santificado, e insultou o Esprito da graa?
30 Pois conhecemos aquele
que disse: "A mim pertence a vingana; eu retribuirei" [d] ;
e outra vez: "O Senhor julgar o seu povo" [e] .
31 Terrvel
coisa  cair nas mos do Deus vivo!
32 Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocs foram iluminados,
quando suportaram muita luta e muito sofrimento.
33 Algumas vezes vocs
foram expostos a insultos e tribulaes; em outras ocasies fizeram-se
solidrios com os que assim foram tratados.
34 Vocs se compadeceram
dos que estavam na priso e aceitaram alegremente o confisco dos seus
prprios bens, pois sabiam que possuam bens superiores e permanentes.
35 Por isso, no abram mo da confiana que vocs tm; ela ser
ricamente recompensada.
36 Vocs precisam perseverar, de modo que,
quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu;
37 pois em breve, muito em breve
"Aquele que vem vir,
e no demorar.
38 Mas o meu justo [f]
viver pela f.
E, se retroceder,
no me agradarei dele" [g] .
39 Ns, porm, no somos dos que retrocedem e so destrudos, mas dos
que crem e so salvos. [h]
Notas de rodap:
[a] 10.5-7 Sl 40.6-8 (segundo a Septuaginta).
[b] 10.16 Jr 31.33
[c] 10.17 Jr 31.34
[d] 10.30 Dt 32.35
[e] 10.30 Dt 32.36; Sl 135.14
[f] 10.38 Vrios manuscritos no trazem meu.
[g] 10.37,38 Hc 2.3,4 (segundo a Septuaginta).
[h] 10.39 Grego: retrocedem para a perdio, mas dos que crem para a
preservao da vida.

HEBREUS-CAPITULO-11
Exemplos de F
1 Ora, a f  a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que
no vemos.
2 Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom
testemunho.
3 Pela f entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus,
de modo que aquilo se v no foi feito do que  visvel.
4 Pela f Abel ofereceu a Deus um sacrifcio superior ao de Caim. Pela
f ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas.
Embora esteja morto, por meio da f ainda fala.
5 Pela f Enoque foi arrebatado, de modo que no experimentou a morte;
"e j no foi encontrado, porque Deus o havia arrebatado" [a]
, pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado
a Deus.
6 Sem f  impossvel agradar a Deus, pois quem dele se
aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o
buscam.
7 Pela f No, quando avisado a respeito de coisas que ainda no se
viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua
famlia. Por meio da f ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da
justia que  segundo a f.
8 Pela f Abrao, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que
mais tarde receberia como herana, embora no soubesse para onde estava
indo.
9 Pela f peregrinou na terra prometida como se estivesse em
terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jac, co-herdeiros da
mesma promessa.
10 Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo
arquiteto e edificador  Deus.
11 Pela f Abrao: e tambm a prpria Sara, apesar de estril e
avanada em idade: recebeu poder para gerar um filho, [b]
porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa.
12 Assim,
daquele homem j sem vitalidade originaram-se descendentes to numerosos
como as estrelas do cu e to incontveis como a areia da praia do mar.
13 Todos estes viveram pela f, e morreram sem receber o que tinha sido
prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que
eram estrangeiros e peregrinos na terra.
14 Os que assim falam mostram
que esto buscando uma ptria.
15 Se estivessem pensando naquela de
onde saram, teriam oportunidade de voltar.
16 Em vez disso, esperavam
eles uma ptria melhor, isto , a ptria celestial. Por essa razo Deus
no se envergonha de ser chamado o Deus deles, e lhes preparou uma
cidade.
17 Pela f Abrao, quando Deus o ps  prova, ofereceu Isaque como
sacrifcio. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de
sacrificar o seu nico filho,
18 embora Deus lhe tivesse dito: "Por
meio de Isaque a sua descendncia [c] ser considerada" [d] .
19 Abrao levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos e,
figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos.
20 Pela f Isaque abenoou Jac e Esa com respeito ao futuro deles.
21 Pela f Jac,  beira da morte, abenoou cada um dos filhos de Jos
e adorou a Deus, apoiado na extremidade do seu bordo.
22 Pela f Jos, no fim da vida, fez meno do xodo dos israelitas do
Egito e deu instrues acerca dos seus prprios ossos.
23 Pela f Moiss, recm-nascido, foi escondido durante trs meses por
seus pais, pois estes viram que ele no era uma criana comum, e no
temeram o decreto do rei.
24 Pela f Moiss, j adulto, recusou ser chamado filho da filha do
fara,
25 preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os
prazeres do pecado durante algum tempo.
26 Por amor de Cristo,
considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito,
porque contemplava a sua recompensa.
27 Pela f saiu do Egito, no
temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que  invisvel.
28 Pela f celebrou a Pscoa e fez a asperso do sangue, para que o
destruidor no tocasse nos filhos mais velhos dos israelitas.
29 Pela f o povo atravessou o mar Vermelho como em terra seca; mas,
quando os egpcios tentaram faz-lo, morreram afogados.
30 Pela f caram os muros de Jeric, depois de serem rodeados durante
sete dias.
31 Pela f a prostituta Raabe, por ter acolhido os espies, no foi
morta com os que haviam sido desobedientes [e] .
32 Que mais direi? No tenho tempo para falar de Gideo, Baraque,
Sanso, Jeft, Davi, Samuel e os profetas,
33 os quais pela f
conquistaram reinos, praticaram a justia, alcanaram o cumprimento de
promessas, fecharam a boca de lees,
34 apagaram o poder do fogo e
escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram fora, tornaram-se
poderosos na batalha e puseram em fuga exrcitos estrangeiros.
35 Houve
mulheres que, pela ressurreio, tiveram de volta os seus mortos. Uns
foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcanar uma
ressurreio superior;
36 outros enfrentaram zombaria e aoites; outros
ainda foram acorrentados e colocados na priso,
37 apedrejados,
serrados ao meio, postos  prova [f] , mortos ao fio da espada.
Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados,
afligidos e maltratados.
38 O mundo no era digno deles. Vagaram pelos
desertos e montes, pelas cavernas e grutas.
39 Todos estes receberam bom testemunho por meio da f; no entanto,
nenhum deles recebeu o que havia sido prometido.
40 Deus havia
planejado algo melhor para ns, para que conosco fossem eles
aperfeioados.
Notas de rodap:
[a] 11.5 Gn 5.24
[b] 11.11 Ou Pela f, Sara tambm, que era de idade avanada, pde ter
filhos,
[c] 11.18 Grego: semente .
[d] 11.18 Gn 21.12
[e] 11.31 Ou incrdulos
[f] 11.37 Alguns manuscritos no trazem postos  prova.

HEBREUS-CAPITULO-12
Deus Disciplina os seus Filhos
1 Portanto, tambm ns, uma vez que estamos rodeados por to grande
nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do
pecado que nos envolve, e corramos com perseverana a corrida que nos 
proposta,
2 tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa
f. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz,
desprezando a vergonha, e assentou-se  direita do trono de Deus.
3 Pensem bem naquele que suportou tal oposio dos pecadores contra si
mesmo, para que vocs no se cansem nem desanimem.
4 Na luta contra o pecado, vocs ainda no resistiram at o ponto de
derramar o prprio sangue.
5 Vocs se esqueceram da palavra de nimo
que ele lhes dirige como a filhos:
"Meu filho, no despreze
a disciplina do Senhor,
nem se magoe
com a sua repreenso,
6 pois o Senhor disciplina
a quem ama,
e castiga todo aquele
a quem aceita como filho" [a] .
7 Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata
como filhos. Ora, qual o filho que no  disciplinado por seu pai?
8 Se
vocs no so disciplinados, e a disciplina  para todos os filhos,
ento vocs no so filhos legtimos, mas sim ilegtimos .
9 Alm
disso, tnhamos pais humanos que nos disciplinavam, e ns os
respeitvamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espritos,
para assim vivermos!
10 Nossos pais nos disciplinavam por curto
perodo, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o
nosso bem, para que participemos da sua santidade.
11 Nenhuma
disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza.
Mais tarde, porm, produz fruto de justia e paz para aqueles que por
ela foram exercitados.
12 Portanto, fortaleam as mos enfraquecidas e os joelhos vacilantes.
13 "Faam caminhos retos para os seus ps" [b] , para que o
manco no se desvie, antes, seja curado.
Advertncia contra a Rejeio de Deus
14 Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem
santidade ningum ver o Senhor.
15 Cuidem que ningum se exclua da
graa de Deus; que nenhuma raiz de amargura [c] brote e cause
perturbao, contaminando muitos;
16 que no haja nenhum imoral ou
profano, como Esa, que por uma nica refeio vendeu os seus direitos
de herana como filho mais velho.
17 Como vocs sabem, posteriormente,
quando quis herdar a bno, foi rejeitado; e no teve como alterar a
sua deciso, embora buscasse a bno com lgrimas.
18 Vocs no chegaram ao monte que se podia tocar, e que estava em
chamas, nem s trevas,  escurido, nem  tempestade,
19 ao soar da
trombeta e ao som de palavras tais, que os ouvintes rogaram que nada
mais lhes fosse dito;
20 pois no podiam suportar o que lhes estava
sendo ordenado: "At um animal, se tocar no monte, deve ser
apedrejado". [d]
21 O espetculo era to terrvel que at
Moiss disse: "Estou apavorado e trmulo!" [e]
22 Mas vocs chegaram ao monte Sio,  Jerusalm celestial,  cidade do
Deus vivo. Chegaram aos milhares de milhares de anjos em alegre reunio,
23  igreja dos primognitos, cujos nomes esto escritos nos cus.
Vocs chegaram a Deus, juiz de todos os homens, aos espritos dos justos
aperfeioados,
24 a Jesus, mediador de uma nova aliana, e ao sangue
aspergido, que fala melhor do que o sangue de Abel.
25 Cuidado! No rejeitem aquele que fala. Se os que se recusaram a
ouvir aquele que os advertia na terra no escaparam, quanto mais ns, se
nos desviarmos daquele que nos adverte dos cus?
26 Aquele cuja voz
outrora abalou a terra, agora promete: "Ainda uma vez abalarei no
apenas a terra, mas tambm o cu" [f] .
27 As palavras
"ainda uma vez" indicam a remoo do que pode ser abalado, isto ,
coisas criadas, de forma que permanea o que no pode ser abalado.
28 Portanto, j que estamos recebendo um Reino inabalvel, sejamos
agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitvel, com reverncia
e temor,
29 pois o nosso "Deus  fogo consumidor!" [g]
Notas de rodap:
[a] 12.5,6 Pv 3.11,12
[b] 12.13 Pv 4.26
[c] 12.15 Isto , raiz venenosa.
[d] 12.18-20 x 19.12,13
[e] 12.21 Dt 9.19
[f] 12.26 Ag 2.6
[g] 12.29 Dt 4.24

HEBREUS-CAPITULO-13
Exortaes Finais
1 Seja constante o amor fraternal.
2 No se esqueam da
hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber, alguns acolheram
anjos.
3 Lembrem-se dos que esto na priso, como se aprisionados com
eles; dos que esto sendo maltratados, como se vocs mesmos estivessem
sendo maltratados.
4 O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado
puro; pois Deus julgar os imorais e os adlteros.
5 Conservem-se
livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocs tm, porque
Deus mesmo disse:
"Nunca o deixarei,
nunca o abandonarei" [a] .
6 Podemos, pois, dizer com confiana:
"O Senhor  o meu ajudador,
no temerei.
O que me podem fazer
os homens?" [b]
7 Lembrem-se dos seus lderes, que lhes falaram a palavra de Deus.
Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua f.
8 Jesus
Cristo  o mesmo, ontem, hoje e para sempre.
9 No se deixem levar pelos diversos ensinos estranhos.  bom que o
nosso corao seja fortalecido pela graa, e no por alimentos
cerimoniais, os quais no tm valor para aqueles que os comem.
10 Ns
temos um altar do qual no tm direito de comer os que ministram no
tabernculo.
11 O sumo sacerdote leva sangue de animais at o Santo dos Santos, como
oferta pelo pecado, mas os corpos dos animais so queimados fora do
acampamento.
12 Assim, Jesus tambm sofreu fora das portas da cidade,
para santificar o povo por meio do seu prprio sangue.
13 Portanto,
saiamos at ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele
suportou.
14 Pois no temos aqui nenhuma cidade permanente, mas
buscamos a que h de vir.
15 Por meio de Jesus, portanto, ofereamos continuamente a Deus um
sacrifcio de louvor, que  fruto de lbios que confessam o seu nome.
16 No se esqueam de fazer o bem e de repartir com os outros o que
vocs tm, pois de tais sacrifcios Deus se agrada.
17 Obedeam aos seus lderes e submetam-se  autoridade deles. Eles
cuidam de vocs como quem deve prestar contas. Obedeam-lhes, para que o
trabalho deles seja uma alegria e no um peso, pois isso no seria
proveitoso para vocs.
18 Orem por ns. Estamos certos de que temos conscincia limpa, e
desejamos viver de maneira honrosa em tudo.
19 Particularmente,
recomendo-lhes que orem para que eu lhes seja restitudo em breve.
20 O Deus da paz, que pelo sangue da aliana eterna trouxe de volta
dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas,
21 os aperfeioe em todo o bem para fazerem a vontade dele, e opere em ns
o que lhe  agradvel, mediante Jesus Cristo, a quem seja a glria para
todo o sempre. Amm.
22 Irmos, peo-lhes que suportem a minha palavra de exortao; na
verdade o que eu lhes escrevi  pouco.
23 Quero que saibam que o nosso irmo Timteo foi posto em liberdade.
Se ele chegar logo, irei v-los com ele.
24 Sadem a todos os seus lderes e a todos os santos. Os da Itlia
lhes enviam saudaes.
25 A graa seja com todos vocs.
Notas de rodap:
[a] 13.5 Dt 31.6
[b] 13.6 Sl 118.6
______________________________________________________________________________

TIAGO-CAPITULO-1
1 Tiago, servo [a] de Deus e do Senhor Jesus Cristo,
s doze tribos dispersas entre as naes:
Saudaes.
Provas e Tentaes
2 Meus irmos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem
por diversas provaes,
3 pois vocs sabem que a prova da sua f produz
perseverana.
4 E a perseverana deve ter ao completa, a fim de que
vocs sejam maduros e ntegros, sem lhes faltar coisa alguma.
5 Se
algum de vocs tem falta de sabedoria, pea-a a Deus, que a todos d
livremente, de boa vontade; e lhe ser concedida.
6 Pea-a, porm, com
f, sem duvidar, pois aquele que duvida  semelhante  onda do mar,
levada e agitada pelo vento.
7 No pense tal pessoa que receber coisa
alguma do Senhor,
8 pois tem mente dividida e  instvel em tudo o que
faz.
9 O irmo de condio humilde deve orgulhar-se quando estiver em
elevada posio.
10 E o rico deve orgulhar-se caso passe a viver em
humilde, porque o rico passar como a flor do campo.
11 Pois o sol se
levanta, traz o calor e seca a planta; cai ento a sua flor, e a sua
beleza  destruda. Da mesma forma o rico murchar em meio aos seus
afazeres.
12 Feliz  o homem que persevera na provao, porque depois de aprovado
receber a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam.
13 Quando algum for tentado, jamais dever dizer: "Estou sendo
tentado por Deus". Pois Deus no pode ser tentado pelo mal, e a
ningum tenta.
14 Cada um, porm,  tentado pelo prprio mau desejo,
sendo por este arrastado e seduzido.
15 Ento esse desejo, tendo
concebido, d  luz o pecado, e o pecado, aps ter se consumado, gera a
morte.
16 Meus amados irmos, no se deixem enganar.
17 Toda boa ddiva e
todo dom perfeito vm do alto, descendo do Pai das luzes, que no muda
como sombras inconstantes.
18 Por sua deciso ele nos gerou pela
palavra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo
o que ele criou.
Praticando a Palavra
19 Meus amados irmos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para
ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se,
20 pois a ira do
homem no produz a justia de Deus.
21 Portanto, livrem-se de toda
impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitem humildemente a
palavra implantada em vocs, a qual  poderosa para salv-los.
22 Sejam praticantes da palavra, e no apenas ouvintes, enganando-se a
si mesmos.
23 Aquele que ouve a palavra, mas no a pe em prtica, 
semelhante a um homem que olha a sua face num espelho
24 e, depois de
olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparncia.
25 Mas o homem
que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e
persevera na prtica dessa lei, no esquecendo o que ouviu mas
praticando-o, ser feliz naquilo que fizer.
26 Se algum se considera religioso, mas no refreia a sua lngua,
engana-se a si mesmo. Sua religio no tem valor algum!
27 A religio
que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada  esta: cuidar dos
rfos e das vivas em suas dificuldades e no se deixar corromper pelo
mundo.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Isto , escravo.

TIAGO-CAPITULO-2
Proibida a Acepo de Pessoas
1 Meus irmos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, no
faam diferena entre as pessoas, tratando-as com parcialidade.
2 Suponham que na reunio de vocs entre um homem com anel de ouro e
roupas finas, e tambm entre um pobre com roupas velhas e sujas.
3 Se
vocs derem ateno especial ao homem que est vestido com roupas finas
e disserem: "Aqui est um lugar apropriado para o senhor", mas
disserem ao pobre: "Voc, fique em p ali", ou: "Sente-se no cho,
junto ao estrado onde ponho os meus ps",
4 no estaro fazendo
discriminao, fazendo julgamentos com critrios errados?
5 Ouam, meus amados irmos: No escolheu Deus os que so pobres aos
olhos do mundo para serem ricos em f e herdarem o Reino que ele
prometeu aos que o amam?
6 Mas vocs tm desprezado o pobre. No so os
ricos que oprimem vocs? No so eles os que os arrastam para os
tribunais?
7 No so eles que difamam o bom nome que sobre vocs foi
invocado?
8 Se vocs de fato obedecerem  lei do Reino encontrada na Escritura
que diz: "Ame o seu prximo como a si mesmo" [a] , estaro
agindo corretamente.
9 Mas se tratarem os outros com parcialidade,
estaro cometendo pecado e sero condenados pela Lei como
transgressores.
10 Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropea em
apenas um ponto, torna-se culpado de quebr-la inteiramente.
11 Pois
aquele que disse: "No adulterars" [b] , tambm disse:
"No matars" [c] . Se voc no comete adultrio, mas comete
assassinato, torna-se transgressor da Lei.
12 Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade;
13 porque ser exercido juzo sem misericrdia sobre quem no foi
misericordioso. A misericrdia triunfa sobre o juzo!
F e Obras
14 De que adianta, meus irmos, algum dizer que tem f, se no tem
obras? Acaso a f pode salv-lo?
15 Se um irmo ou irm estiver
necessitando de roupas e do alimento de cada dia
16 e um de vocs lhe
disser: "V em paz, aquea-se e alimente-se at satisfazer-se", sem
porm lhe dar nada, de que adianta isso?
17 Assim tambm a f, por si
s, se no for acompanhada de obras, est morta.
18 Mas algum dir: "Voc tem f; eu tenho obras".
Mostre-me a sua f sem obras, e eu lhe mostrarei a minha f pelas obras.
19 Voc cr que existe um s Deus? Muito bem! At mesmo os demnios
crem: e tremem!
20 Insensato! Quer certificar-se de que a f sem obras  intil [d] ?
21 No foi Abrao, nosso antepassado, justificado por obras,
quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar?
22 Voc pode ver que
tanto a f como as obras estavam atuando juntas, e a f foi aperfeioada
pelas obras.
23 Cumpriu-se assim a Escritura que diz: "Abrao creu em
Deus, e isso lhe foi creditado como justia" [e] , e ele foi
chamado amigo de Deus.
24 Vejam que uma pessoa  justificada por obras,
e no apenas pela f.
25 Caso semelhante  o de Raabe, a prostituta: no foi ela justificada
pelas obras, quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho?
26 Assim como o corpo sem esprito est morto, tambm a f sem obras
est morta.
Notas de rodap:
[a] 2.8 Lv 19.18
[b] 2.11 x 20.14; Dt 5.18
[c] 2.11 x 20.13; Dt 5.17
[d] 2.20 Vrios manuscritos antigos dizem morta.
[e] 2.23 Gn 15.6

TIAGO-CAPITULO-3
O Domnio sobre a Lngua
1 Meus irmos, no sejam muitos de vocs mestres, pois vocs sabem que
ns, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor.
2 Todos
tropeamos de muitas maneiras. Se algum no tropea no falar, tal homem
 perfeito, sendo tambm capaz de dominar todo o seu corpo.
3 Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos
obedeam, podemos controlar o animal todo.
4 Tomem tambm como exemplo
os navios; embora sejam to grandes e impelidos por fortes ventos, so
dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto.
5 Semelhantemente, a lngua  um pequeno rgo do corpo, mas se vangloria
de grandes coisas. Vejam como um grande bosque  incendiado por uma
simples fagulha.
6 Assim tambm, a lngua  um fogo;  um mundo de
iniqidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa
por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma
incendiada pelo inferno.
7 Toda espcie de animais, aves, rpteis e criaturas do mar doma-se e
tem sido domada pela espcie humana;
8 a lngua, porm, ningum
consegue domar.  um mal incontrolvel, cheio de veneno mortfero.
9 Com a lngua bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldioamos os
homens, feitos  semelhana de Deus.
10 Da mesma boca procedem bno e
maldio. Meus irmos, no pode ser assim!
11 Acaso podem sair gua
doce e gua amarga da mesma fonte?
12 Meus irmos, pode uma figueira
produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de
gua salgada no pode produzir gua doce.
Os Dois Tipos de Sabedoria
13 Quem  sbio e tem entendimento entre vocs? Que o demonstre por seu
bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provm
da sabedoria.
14 Contudo, se vocs abrigam no corao inveja amarga e
ambio egosta, no se gloriem disso, nem neguem a verdade.
15 Esse
tipo de "sabedoria" no vem dos cus, mas  terrena; no 
espiritual, mas  demonaca.
16 Pois onde h inveja e ambio egosta,
a h confuso e toda espcie de males.
17 Mas a sabedoria que vem do alto  antes de tudo pura; depois,
pacfica, amvel, compreensiva, cheia de misericrdia e de bons frutos,
imparcial e sincera.
18 O fruto da justia semeia-se em paz para
[a] os pacificadores.
Notas de rodap:
[a] 3.18 Ou pelos pacificadores

TIAGO-CAPITULO-4
A Submisso a Deus
1 De onde vm as guerras e contendas que h entre vocs? No vm das
paixes que guerreiam dentro de vocs [a] ?
2 Vocs cobiam
coisas, e no as tm; matam e invejam, mas no conseguem obter o que
desejam. Vocs vivem a lutar e a fazer guerras. No tm, porque no
pedem.
3 Quando pedem, no recebem, pois pedem por motivos errados,
para gastar em seus prazeres.
4 Adlteros, vocs no sabem que a amizade com o mundo  inimizade com
Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.
5 Ou vocs
acham que  sem razo que a Escritura diz que o Esprito que ele fez
habitar em ns tem fortes cimes? [b]
6 Mas ele nos concede
graa maior. Por isso diz a Escritura:
"Deus se ope aos orgulhosos,
mas concede graa
aos humildes" [c] .
7 Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugir de
vocs.
8 Aproximem-se de Deus, e ele se aproximar de vocs! Pecadores,
limpem as mos, e vocs, que tm a mente dividida, purifiquem o corao.
9 Entristeam-se, lamentem-se e chorem. Troquem o riso por lamento e a
alegria por tristeza.
10 Humilhem-se diante do Senhor, e ele os
exaltar.
11 Irmos, no falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmo
ou julga o seu irmo, fala contra a Lei e a julga. Quando voc julga a
Lei, no a est cumprindo, mas est se colocando como juiz.
12 H
apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem
 voc para julgar o seu prximo?
A Incerteza dos Planos Humanos
13 Ouam agora, vocs que dizem: "Hoje ou amanh iremos para esta ou
aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negcios e ganharemos
dinheiro".
14 Vocs nem sabem o que lhes acontecer amanh! Que  a
sua vida? Vocs so como a neblina que aparece por um pouco de tempo e
depois se dissipa.
15 Ao invs disso, deveriam dizer: "Se o Senhor
quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo".
16 Agora, porm, vocs
se vangloriam das suas pretenses. Toda vanglria como essa  maligna.
17 Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e no o faz,
comete pecado.
Notas de rodap:
[a] 4.1 Grego: nos seus membros.
[b] 4.5 Ou que Deus tem fortes cimes pelo esprito que ele fez
habitar em ns?; ou ainda que o Esprito que ele fez habitar em ns nos
ama zelosamente?
[c] 4.6 Pv 3.34 (segundo a Septuaginta).

TIAGO-CAPITULO-5
Advertncia aos Ricos Opressores
1 Ouam agora vocs, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a
desgraa que lhes sobrevir.
2 A riqueza de vocs apodreceu, e as
traas corroeram as suas roupas.
3 O ouro e a prata de vocs
enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhar contra vocs e como fogo
lhes devorar a carne. Vocs acumularam bens nestes ltimos dias.
4 Vejam, o salrio dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que
vocs retiveram com fraude, est clamando contra vocs. O lamento dos
ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exrcitos.
5 Vocs viveram
luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em
dia de abate [a] .
6 Vocs tm condenado e matado o justo, sem
que ele oferea resistncia.
Pacincia nos Sofrimentos
7 Portanto, irmos, sejam pacientes at a vinda do Senhor. Vejam como o
agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera
com pacincia at virem as chuvas do outono e da primavera.
8 Sejam
tambm pacientes e fortaleam o seu corao, pois a vinda do Senhor est
prxima.
9 Irmos, no se queixem uns dos outros, para que no sejam
julgados. O Juiz j est s portas!
10 Irmos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como
exemplo de pacincia diante do sofrimento.
11 Como vocs sabem, ns
consideramos felizes aqueles que mostraram perseverana. Vocs ouviram
falar sobre a perseverana de J e viram o fim que o Senhor lhe
proporcionou. O Senhor  cheio de compaixo e misericrdia.
12 Sobretudo, meus irmos, no jurem, nem pelo cu, nem pela terra, nem
por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocs, sim, e o no, no, para
que no caiam em condenao.
A Orao da F
13 Entre vocs h algum que est sofrendo? Que ele ore. H algum que
se sente feliz? Que ele cante louvores.
14 Entre vocs h algum que
est doente? Que ele mande chamar os presbteros da igreja, para que
estes orem sobre ele e o unjam com leo, em nome do Senhor.
15 A orao
feita com f curar o doente; o Senhor o levantar. E se houver cometido
pecados, ele ser perdoado.
16 Portanto, confessem os seus pecados uns
aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A orao de um
justo  poderosa e eficaz.
17 Elias era humano como ns. Ele orou fervorosamente para que no
chovesse, e no choveu sobre a terra durante trs anos e meio.
18 Orou
outra vez, e os cus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.
19 Meus irmos, se algum de vocs se desviar da verdade e algum o
trouxer de volta,
20 lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro
do seu caminho, salvar a vida dessa pessoa e far que muitssimos
pecados sejam perdoados [b] .
Notas de rodap:
[a] 5.5 Ou como em dia de festa
[b] 5.20 Grego: cobrir muitssimos pecados.
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I PEDRO-CAPITULO-1
1 Pedro, apstolo de Jesus Cristo,
aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galcia, na
Capadcia, na provncia da sia e na Bitnia,
2 escolhidos de acordo
com o pr-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Esprito,
para a obedincia a Jesus Cristo e a asperso do seu sangue:
Graa e paz lhes sejam multiplicadas.
Louvor a Deus por uma Esperana Viva
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a
sua grande misericrdia, ele nos regenerou para uma esperana viva, por
meio da ressurreio de Jesus Cristo dentre os mortos,
4 para uma
herana que jamais poder perecer, macular-se ou perder o seu valor.
Herana guardada nos cus para vocs
5 que, mediante a f, so
protegidos pelo poder de Deus at chegar a salvao prestes a ser
revelada no ltimo tempo.
6 Nisso vocs exultam, ainda que agora, por
um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provao.
7 Assim acontece para que fique comprovado que a f que vocs tm, muito
mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, 
genuna e resultar em louvor, glria e honra, quando Jesus Cristo for
revelado.
8 Mesmo no o tendo visto, vocs o amam; e apesar de no o
verem agora, crem nele e exultam com alegria indizvel e gloriosa,
9 pois vocs esto alcanando o alvo da sua f, a salvao das suas almas.
10 Foi a respeito dessa salvao que os profetas que falaram da graa
destinada a vocs investigaram e examinaram,
11 procurando saber o
tempo e as circunstncias para os quais apontava o Esprito de Cristo
que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as
glrias que se seguiriam queles sofrimentos.
12 A eles foi revelado
que estavam ministrando, no para si prprios, mas para vocs, quando
falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que
lhes pregaram o evangelho pelo Esprito Santo enviado dos cus; coisas
que at os anjos anseiam observar.
Exortao  Santidade
13 Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam
alertas e coloquem toda a esperana na graa que lhes ser dada quando
Jesus Cristo for revelado.
14 Como filhos obedientes, no se deixem
amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorncia.
15 Mas, assim como  santo aquele que os chamou, sejam santos vocs tambm
em tudo o que fizerem,
16 pois est escrito: "Sejam santos, porque eu
sou santo" [a] .
17 Uma vez que vocs chamam Pai aquele que julga imparcialmente as
obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de
vocs.
18 Pois vocs sabem que no foi por meio de coisas perecveis
como prata ou ouro que vocs foram redimidos da sua maneira vazia de
viver, transmitida por seus antepassados,
19 mas pelo precioso sangue
de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito,
20 conhecido
[b] antes da criao do mundo, revelado nestes ltimos tempos em
favor de vocs.
21 Por meio dele vocs crem em Deus, que o ressuscitou
dentre os mortos e o glorificou, de modo que a f e a esperana de vocs
esto em Deus.
22 Agora que vocs purificaram a sua vida pela obedincia  verdade,
visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e
de todo o corao.
23 Vocs foram regenerados, no de uma semente
perecvel, mas imperecvel, por meio da palavra de Deus, viva e
permanente.
24 Pois
"toda a humanidade [c]
 como a relva,
e toda a sua glria,
como a flor da relva;
a relva murcha e cai a sua flor,
25 mas a palavra do Senhor
permanece para sempre" [d] .
Essa  a palavra que lhes foi anunciada.
Notas de rodap:
[a] 1.16 Lv 11.44,45; 19.2; 20.7
[b] 1.20 Ou escolhido
[c] 1.24 Grego: carne .
[d] 1.24,25 Is 40.6-8

I PEDRO-CAPITULO-2
1 Portanto, livrem-se de toda maldade e de todo engano, hipocrisia,
inveja e toda espcie de maledicncia.
2 Como crianas recm-nascidas,
desejem de corao o leite espiritual puro, para que por meio dele
cresam para a salvao,
3 agora que provaram que o Senhor  bom.
A Pedra Viva e o Povo Escolhido
4  medida que se aproximam dele, a pedra viva: rejeitada pelos
homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele:
5 vocs tambm
esto sendo utilizados como pedras vivas na edificao de uma casa
espiritual para serem sacerdcio santo, oferecendo sacrifcios
espirituais aceitveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.
6 Pois assim 
dito na Escritura:
"Eis que ponho em Sio
uma pedra angular,
escolhida e preciosa,
e aquele que nela confia
jamais ser envergonhado" [a] .
7 Portanto, para vocs, os que crem, esta pedra  preciosa; mas para
os que no crem,
"a pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular" [b] ,
8 e,
"pedra de tropeo
e rocha que faz cair" [c] .
Os que no crem tropeam, porque desobedecem  mensagem; para o que
tambm foram destinados.
9 Vocs, porm, so gerao eleita, sacerdcio real, nao santa, povo
exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz.
10 Antes vocs nem sequer eram povo,
mas agora so povo de Deus; no haviam recebido misericrdia, mas agora
a receberam.
Deveres Sociais dos Cristos
11 Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo,
vocs se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma.
12 Vivam entre os pagos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os
acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocs praticam e
glorifiquem a Deus no dia da sua interveno [d] .
13 Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituda entre
os homens; seja ao rei, como autoridade suprema,
14 seja aos
governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e
honrar os que praticam o bem.
15 Pois  da vontade de Deus que,
praticando o bem, vocs silenciem a ignorncia dos insensatos.
16 Vivam
como pessoas livres, mas no usem a liberdade como desculpa para fazer o
mal; vivam como servos [e] de Deus.
17 Tratem a todos com o
devido respeito: amem os irmos, temam a Deus e honrem o rei.
18 Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, no
apenas aos bons e amveis, mas tambm aos maus.
19 Porque  louvvel
que, por motivo de sua conscincia para com Deus, algum suporte
aflies sofrendo injustamente.
20 Pois, que vantagem h em suportar
aoites recebidos por terem cometido o mal? Mas se vocs suportam o
sofrimento por terem feito o bem, isso  louvvel diante de Deus.
21 Para isso vocs foram chamados, pois tambm Cristo sofreu no lugar de
vocs, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.
22 "Ele no cometeu
pecado algum,
e nenhum engano
foi encontrado em sua boca." [f]
23 Quando insultado, no revidava; quando sofria, no fazia ameaas,
mas entregava-se quele que julga com justia.
24 Ele mesmo levou em
seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrssemos
para os pecados e vivssemos para a justia; por suas feridas vocs
foram curados.
25 Pois vocs eram como ovelhas desgarradas, mas agora
se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas.
Notas de rodap:
[a] 2.6 Is 28.16
[b] 2.7 Sl 118.22
[c] 2.8 Is 8.14
[d] 2.12 Grego: visitao .
[e] 2.16 Isto , escravos.
[f] 2.22 Is 53.9

I PEDRO-CAPITULO-3
Deveres Conjugais
1 Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de
que, se ele no obedece  palavra, seja ganho sem palavras, pelo
procedimento de sua mulher,
2 observando a conduta honesta e respeitosa
de vocs.
3 A beleza de vocs no deve estar nos enfeites exteriores,
como cabelos tranados e jias de ouro ou roupas finas.
4 Ao contrrio,
esteja no ser interior [a] , que no perece, beleza demonstrada
num esprito dcil e tranqilo, o que  de grande valor para Deus.
5 Pois era assim que tambm costumavam adornar-se as santas mulheres do
passado, que colocavam sua esperana em Deus. Elas se sujeitavam cada
uma a seu marido,
6 como Sara, que obedecia a Abrao e o chamava
senhor. Dela vocs sero filhas, se praticarem o bem e no derem lugar
ao medo.
7 Do mesmo modo vocs, maridos, sejam sbios no convvio com suas
mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frgil e co-herdeiras
do dom da graa da vida, de forma que no sejam interrompidas as suas
oraes.
Sofrendo por Fazer o Bem
8 Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam
compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.
9 No retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrrio,
bendigam; pois para isso vocs foram chamados, para receberem bno por
herana.
10 Pois,
"quem quiser amar a vida
e ver dias felizes,
guarde a sua lngua do mal
e os seus lbios da falsidade.
11 Afaste-se do mal e faa o bem;
busque a paz com perseverana.
12 Porque os olhos do Senhor
esto sobre os justos
e os seus ouvidos
esto atentos  sua orao,
mas o rosto do Senhor
volta-se contra
os que praticam o mal" [b] .
13 Quem h de maltrat-los, se vocs forem zelosos na prtica do bem?
14 Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justia, vocs
sero felizes. "No temam aquilo que eles temem [c] , no
fiquem amedrontados." [d]
15 Antes, santifiquem Cristo como
Senhor em seu corao. Estejam sempre preparados para responder a
qualquer pessoa que lhes pedir a razo da esperana que h em vocs.
16 Contudo, faam isso com mansido e respeito, conservando boa
conscincia, de forma que os que falam maldosamente contra o bom
procedimento de vocs, porque esto em Cristo, fiquem envergonhados de
suas calnias.
17  melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de
Deus, do que por fazer o mal.
18 Pois tambm Cristo sofreu pelos
pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a
Deus. Ele foi morto no corpo [e] , mas vivificado pelo Esprito
[f] ,
19 no qual tambm foi e pregou aos espritos em priso
20 que h muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos
dias de No, enquanto a arca era construda. Nela apenas algumas
pessoas, a saber, oito, foram salvas por meio da gua,
21 e isso 
representado pelo batismo que agora tambm salva vocs: no a remoo
da sujeira do corpo, mas o compromisso de [g] uma boa conscincia
diante de Deus: por meio da ressurreio de Jesus Cristo,
22 que
subiu aos cus e est  direita de Deus; a ele esto sujeitos anjos,
autoridades e poderes.
Notas de rodap:
[a] 3.4 Grego: no homem oculto do corao.
[b] 3.10-12 Sl 34.12-16
[c] 3.14 Ou "No temam as ameaas deles
[d] 3.14 Is 8.12
[e] 3.18 Grego: carne ; tambm no versculo 21.
[f] 3.18 Ou no esprito ; tambm em 4.6.
[g] 3.21 Ou a indagao de ; ou ainda a splica por ; ou ainda o
resultado de

I PEDRO-CAPITULO-4
Vivendo para Deus
1 Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente [a] ,
armem-se tambm do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo
[b] rompeu com o pecado,
2 para que, no tempo que lhe resta, no
viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a
vontade de Deus.
3 No passado vocs j gastaram tempo suficiente
fazendo o que agrada aos pagos. Naquele tempo vocs viviam em
libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na
idolatria repugnante.
4 Eles acham estranho que vocs no se lancem com
eles na mesma torrente de imoralidade, e por isso os insultam.
5 Contudo, eles tero que prestar contas quele que est pronto para
julgar os vivos e os mortos.
6 Por isso mesmo o evangelho foi pregado
tambm a mortos, para que eles, mesmo julgados no corpo segundo os
homens, vivam pelo Esprito segundo Deus.
7 O fim de todas as coisas est prximo. Portanto, sejam criteriosos e
estejam alertas; dediquem-se  orao.
8 Sobretudo, amem-se
sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitssimos pecados.
9 Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamao.
10 Cada um exera o
dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graa
de Deus em suas mltiplas formas.
11 Se algum fala, faa-o como quem
transmite a palavra de Deus. Se algum serve, faa-o com a fora que
Deus prov, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado
mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glria e o poder para todo o
sempre. Amm.
Sofrendo por ser Cristo
12 Amados, no se surpreendam com o fogo que surge entre vocs para os
provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo.
13 Mas
alegrem-se  medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que
tambm, quando a sua glria for revelada, vocs exultem com grande
alegria.
14 Se vocs so insultados por causa do nome de Cristo,
felizes so vocs, pois o Esprito da glria, o Esprito de Deus,
repousa sobre vocs.
15 Se algum de vocs sofre, que no seja como
assassino, ladro, criminoso, ou como quem se intromete em negcios
alheios.
16 Contudo, se sofre como cristo, no se envergonhe, mas
glorifique a Deus por meio desse nome.
17 Pois chegou a hora de comear
o julgamento pela casa de Deus; e, se comea primeiro conosco, qual ser
o fim daqueles que no obedecem ao evangelho de Deus?
18 E,
"se ao justo  difcil ser salvo,
que ser do mpio e pecador?" [c]
19 Por isso mesmo, aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus
devem confiar sua vida ao seu fiel Criador e praticar o bem.
Notas de rodap:
[a] 4.1 Grego: na carne ; tambm em 4.6.
[b] 4.1 Grego: em sua carne.
[c] 4.18 Pv 11.31

I PEDRO-CAPITULO-5
Aos Presbteros e aos Jovens
1 Portanto, apelo para os presbteros que h entre vocs, e o fao na
qualidade de presbtero como eles e testemunha dos sofrimentos de
Cristo, como algum que participar da glria a ser revelada:
2 pastoreiem o rebanho de Deus que est aos seus cuidados. Olhem por ele,
no por obrigao, mas de livre vontade, como Deus quer. No faam isso
por ganncia, mas com o desejo de servir.
3 No ajam como dominadores
dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.
4 Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocs recebero a imperecvel
coroa da glria.
5 Da mesma forma, jovens, sujeitem-se aos mais velhos [a] .
Sejam todos humildes [b] uns para com os outros, porque
"Deus se ope aos orgulhosos,
mas concede graa
aos humildes" [c] .
6 Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mo de Deus, para que ele
os exalte no tempo devido.
7 Lancem sobre ele toda a sua ansiedade,
porque ele tem cuidado de vocs.
8 Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocs, anda ao redor
como leo, rugindo e procurando a quem possa devorar.
9 Resistam-lhe,
permanecendo firmes na f, sabendo que os irmos que vocs tm em todo o
mundo esto passando pelos mesmos sofrimentos.
10 O Deus de toda a graa, que os chamou para a sua glria eterna em
Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os
restaurar, os confirmar, lhes dar foras e os por sobre firmes
alicerces.
11 A ele seja o poder para todo o sempre. Amm.
Saudaes Finais
12 Com a ajuda de Silvano [d] , a quem considero irmo fiel, eu
lhes escrevi resumidamente, encorajando-os e testemunhando que esta  a
verdadeira graa de Deus. Mantenham-se firmes na graa de Deus.
13 Aquela que est em Babilnia [e] , tambm eleita, envia-lhes
saudaes, e tambm Marcos, meu filho.
14 Sadem uns aos outros com
beijo de santo amor.
Paz a todos vocs que esto em Cristo.
Notas de rodap:
[a] 5.5 Ou aos presbteros
[b] 5.5 Grego: Vistam todos o avental da humildade.
[c] 5.5 Pv 3.34
[d] 5.12 Ou Silas , variante de Silvano.
[e] 5.13 Muito provavelmente Roma.
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II PEDRO-CAPITULO-1
1 Simo Pedro, servo [a] e apstolo de Jesus Cristo,
queles que, mediante a justia de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo,
receberam conosco uma f igualmente valiosa:
2 Graa e paz lhes sejam multiplicadas, pelo pleno conhecimento de Deus
e de Jesus, o nosso Senhor.
A Certeza de nossa Vocao e Eleio
3 Seu divino poder nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para
a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a
sua prpria glria e virtude.
4 Dessa maneira, ele nos deu as suas
grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocs se tornassem
participantes da natureza divina e fugissem da corrupo que h no
mundo, causada pela cobia.
5 Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar  sua f a virtude; 
virtude o conhecimento;
6 ao conhecimento o domnio prprio; ao domnio
prprio a perseverana;  perseverana a piedade;
7  piedade a
fraternidade; e  fraternidade o amor.
8 Porque, se essas qualidades
existirem e estiverem crescendo em sua vida, elas impediro que vocs,
no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e
improdutivos.
9 Todavia, se algum no as tem, est cego, s v o que
est perto, esquecendo-se da purificao dos seus antigos pecados.
10 Portanto, irmos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e
a eleio de vocs, pois se agirem dessa forma, jamais tropearo,
11 e
assim vocs estaro ricamente providos quando entrarem no Reino eterno
de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A Glria de Cristo e a Firmeza das Escrituras
12 Por isso, sempre terei o cuidado de lembrar-lhes estas coisas, se
bem que vocs j as sabem e esto solidamente firmados na verdade que
receberam.
13 Considero importante, enquanto estiver no tabernculo
deste corpo, despertar a memria de vocs,
14 porque sei que em breve
deixarei este tabernculo, como o nosso Senhor Jesus Cristo j me
revelou.
15 Eu me empenharei para que, tambm depois da minha partida,
vocs sejam sempre capazes de lembrar-se destas coisas.
16 De fato, no seguimos fbulas engenhosamente inventadas, quando lhes
falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; ao
contrrio, ns fomos testemunhas oculares da sua majestade.
17 Ele
recebeu honra e glria da parte de Deus Pai, quando da suprema glria
lhe foi dirigida a voz que disse: "Este  o meu filho amado, em quem
me agrado" [b] .
18 Ns mesmos ouvimos essa voz vinda dos
cus, quando estvamos com ele no monte santo.
19 Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocs faro
bem se a ela prestarem ateno, como a uma candeia que brilha em lugar
escuro, at que o dia clareie e a estrela da alva nasa no corao de
vocs.
20 Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura
provm de interpretao pessoal,
21 pois jamais a profecia teve origem
na vontade humana, mas homens [c] falaram da parte de Deus,
impelidos pelo Esprito Santo.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Isto , escravo.
[b] 1.17 Mt 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35
[c] 1.21 Muitos manuscritos dizem homens santos.

II PEDRO-CAPITULO-2
Os Falsos Mestres e a sua Destruio
1 No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como tambm
surgiro entre vocs falsos mestres. Estes introduziro secretamente
heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou,
trazendo sobre si mesmos repentina destruio.
2 Muitos seguiro os
caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, ser difamado o
caminho da verdade.
3 Em sua cobia, tais mestres os exploraro com
histrias que inventaram. H muito tempo a sua condenao paira sobre
eles, e a sua destruio no tarda.
4 Pois Deus no poupou os anjos que pecaram, mas os lanou no inferno
[a] , prendendo-os em abismos tenebrosos [b] a fim de serem
reservados para o juzo.
5 Ele no poupou o mundo antigo quando trouxe
o Dilvio sobre aquele povo mpio, mas preservou No, pregador da
justia, e mais sete pessoas.
6 Tambm condenou as cidades de Sodoma e
Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecer
aos mpios;
7 mas livrou L, homem justo, que se afligia com o
procedimento libertino dos que no tinham princpios morais
8 (pois,
vivendo entre eles, todos os dias aquele justo se atormentava em sua
alma justa por causa das maldades que via e ouvia).
9 Vemos, portanto,
que o Senhor sabe livrar os piedosos da provao e manter em castigo os
mpios para o dia do juzo [c] ,
10 especialmente os que seguem
os desejos impuros da carne [d] e desprezam a autoridade.
Insolentes e arrogantes, tais homens no tm medo de difamar os seres
celestiais;
11 contudo, nem os anjos, embora sendo maiores em fora e
poder, fazem acusaes injuriosas contra aqueles seres na presena do
Senhor.
12 Mas eles difamam o que desconhecem e so como criaturas
irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e
destrudas; sero corrompidos pela sua prpria corrupo!
13 Eles
recebero retribuio pela injustia que causaram. Consideram prazer
entregar-se  devassido em plena luz do dia. So ndoas e manchas,
regalando-se em seus prazeres [e] , quando participam das festas
de vocs.
14 Tendo os olhos cheios de adultrio, nunca param de pecar,
iludem os instveis e tm o corao exercitado na ganncia. Malditos!
15 Eles abandonaram o caminho reto e se desviaram, seguindo o caminho
de Balao, filho de Beor [f] , que amou o salrio da injustia,
16 mas em sua transgresso foi repreendido por uma jumenta, um animal
mudo, que falou com voz humana e refreou a insensatez do profeta.
17 Esses homens so fontes sem gua e nvoas impelidas pela tempestade.
A escurido das trevas lhes est reservada,
18 pois eles, com palavras
de vaidosa arrogncia e provocando os desejos libertinos da carne,
seduzem os que esto quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro.
19 Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos so escravos da corrupo,
pois o homem  escravo daquilo que o domina.
20 Se, tendo escapado das
contaminaes do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas
dominados, esto em pior estado do que no princpio.
21 Teria sido
melhor que no tivessem conhecido o caminho da justia, do que, depois
de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que
lhes foi transmitido.
22 Confirma-se neles que  verdadeiro o
provrbio: "O co volta ao seu vmito" [g] e ainda: "A
porca lavada volta a revolver-se na lama".
Notas de rodap:
[a] 2.4 Grego: trtaro.
[b] 2.4 Alguns manuscritos dizem em cadeias de escurido.
[c] 2.9 Ou mpios para punio at o dia do juzo
[d] 2.10 Ou da natureza pecaminosa ; tambm no versculo 18.
[e] 2.13 Alguns manuscritos dizem nas suas festas de fraternidade.
[f] 2.15 Vrios manuscritos dizem Bosor.
[g] 2.22 Pv 26.11

II PEDRO-CAPITULO-3
O Dia do Senhor
1 Amados, esta  agora a segunda carta que lhes escrevo. Em ambas quero
despertar com estas lembranas a sua mente sincera para que vocs se
recordem
2 das palavras proferidas no passado pelos santos profetas, e
do mandamento de nosso Senhor e Salvador que os apstolos de vocs lhes
ensinaram.
3 Antes de tudo saibam que, nos ltimos dias, surgiro escarnecedores
zombando e seguindo suas prprias paixes.
4 Eles diro: "O que houve
com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo
continua como desde o princpio da criao".
5 Mas eles
deliberadamente se esquecem de que h muito tempo, pela palavra de Deus,
existem cus e terra, esta formada da gua e pela gua.
6 E pela gua o
mundo daquele tempo foi submerso e destrudo.
7 Pela mesma palavra os
cus e a terra que agora existem esto reservados para o fogo, guardados
para o dia do juzo e para a destruio dos mpios.
8 No se esqueam disto, amados: para o Senhor um dia  como mil anos,
e mil anos como um dia.
9 O Senhor no demora em cumprir a sua
promessa, como julgam alguns. Ao contrrio, ele  paciente com vocs
[a] , no querendo que ningum perea, mas que todos cheguem ao
arrependimento.
10 O dia do Senhor, porm, vir como ladro. Os cus desaparecero com
um grande estrondo, os elementos sero desfeitos pelo calor, e a terra,
e tudo o que nela h, ser desnudada [b] .
11 Visto que tudo ser assim desfeito, que tipo de pessoas  necessrio
que vocs sejam? Vivam de maneira santa e piedosa,
12 esperando o dia
de Deus e apressando a sua vinda [c] . Naquele dia os cus sero
desfeitos pelo fogo, e os elementos se derretero pelo calor.
13 Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos cus e nova
terra, onde habita a justia.
14 Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para
serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpveis.
15 Tenham
em mente que a pacincia de nosso Senhor significa salvao, como tambm
o nosso amado irmo Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe
deu.
16 Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando
nelas destes assuntos. Suas cartas contm algumas coisas difceis de
entender, as quais os ignorantes e instveis torcem, como tambm o fazem
com as demais Escrituras, para a prpria destruio deles.
17 Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que no sejam
levados pelo erro dos que no tm princpios morais, nem percam a sua
firmeza e caiam.
18 Cresam, porm, na graa e no conhecimento de nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glria, agora e para
sempre! Amm.
Notas de rodap:
[a] 3.9 Alguns manuscritos dizem por causa de vocs.
[b] 3.10 Alguns manuscritos antigos dizem ser queimada.
[c] 3.12 Ou aguardando com ansiedade a vinda do dia de Deus
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I JOO-CAPITULO-1
A Palavra da Vida
1 O que era desde o princpio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos
olhos, o que contemplamos e as nossas mos apalparam: isto
proclamamos a respeito da Palavra da vida.
2 A vida se manifestou; ns
a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocs a vida eterna, que
estava com o Pai e nos foi manifestada.
3 Ns lhes proclamamos o que
vimos e ouvimos para que vocs tambm tenham comunho conosco. Nossa
comunho  com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.
4 Escrevemos estas
coisas para que a nossa alegria [a] seja completa.
Andar na Luz
5 Esta  a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocs: Deus 
luz; nele no h treva alguma.
6 Se afirmarmos que temos comunho com
ele, mas andamos nas trevas, mentimos e no praticamos a verdade.
7 Se,
porm, andarmos na luz, como ele est na luz, temos comunho uns com os
outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo [b]
pecado.
8 Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a ns mesmos, e a
verdade no est em ns.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele 
fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda
injustia.
10 Se afirmarmos que no temos cometido pecado, fazemos de
Deus um mentiroso, e a sua palavra no est em ns.
Notas de rodap:
[a] 1.4 Vrios manuscritos dizem a alegria de vocs.
[b] 1.7 Ou de cada

I JOO-CAPITULO-2
1 Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocs no pequem.
Se, porm, algum pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus
Cristo, o Justo.
2 Ele  a propiciao pelos nossos pecados, e no
somente pelos nossos, mas tambm pelos [a] pecados de todo o
mundo.
3 Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos.
4 Aquele que diz: "Eu o conheo", mas no obedece aos seus
mandamentos,  mentiroso, e a verdade no est nele.
5 Mas, se algum
obedece  sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus [b]
est aperfeioado. Desta forma sabemos que estamos nele:
6 aquele que
afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.
7 Amados, no lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento
antigo, que vocs tm desde o princpio: a mensagem que ouviram.
8 No
entanto, o que lhes escrevo  um mandamento novo, o qual  verdadeiro
nele e em vocs, pois as trevas esto se dissipando e j brilha a
verdadeira luz.
9 Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmo, continua nas trevas.
10 Quem ama seu irmo permanece na luz, e nele [c] no h causa
de tropeo.
11 Mas quem odeia seu irmo est nas trevas e anda nas
trevas; no sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram.
12 Filhinhos, eu lhes escrevo
porque os seus pecados
foram perdoados,
graas ao nome de Jesus.
13 Pais, eu lhes escrevo
porque vocs conhecem
aquele que  desde o princpio.
Jovens, eu lhes escrevo
porque venceram o Maligno.
14 Filhinhos [d] , eu lhes escrevi
porque vocs conhecem o Pai.
Pais, eu lhes escrevi
porque vocs conhecem
aquele que  desde o princpio.
Jovens, eu lhes escrevi,
porque vocs so fortes,
e em vocs a Palavra de Deus permanece
e vocs venceram o Maligno.
No se Deve Amar o Mundo
15 No amem o mundo nem o que nele h. Se algum ama o mundo, o amor do
Pai [e] no est nele.
16 Pois tudo o que h no mundo: a
cobia da carne [f] , a cobia dos olhos e a ostentao dos bens:
no provm do Pai, mas do mundo.
17 O mundo e a sua cobia passam,
mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
Advertncia contra os Anticristos
18 Filhinhos, esta  a ltima hora e, assim como vocs ouviram que o
anticristo est vindo, j agora muitos anticristos tm surgido. Por isso
sabemos que esta  a ltima hora.
19 Eles saram do nosso meio, mas na
realidade no eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam
permanecido conosco; o fato de terem sado mostra que nenhum deles era
dos nossos.
20 Mas vocs tm uma uno que procede do Santo, e todos vocs tm
conhecimento [g] .
21 No lhes escrevo porque no conhecem a
verdade, mas porque vocs a conhecem e porque nenhuma mentira procede da
verdade.
22 Quem  o mentiroso, seno aquele que nega que Jesus  o
Cristo? Este  o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.
23 Todo o
que nega o Filho tambm no tem o Pai; quem confessa publicamente o
Filho tem tambm o Pai.
24 Quanto a vocs, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princpio
permanea em vocs. Se o que ouviram desde o princpio permanecer em
vocs, vocs tambm permanecero no Filho e no Pai.
25 E esta  a
promessa que ele nos fez: a vida eterna.
26 Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar.
27 Quanto a vocs, a uno que receberam dele permanece em vocs, e no
precisam que algum os ensine; mas, como a uno dele recebida, que 
verdadeira e no falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneam
nele como ele os ensinou.
Os Filhos de Deus
28 Filhinhos, agora permaneam nele para que, quando ele se manifestar,
tenhamos confiana e no sejamos envergonhados diante dele na sua vinda.
29 Se vocs sabem que ele  justo, saibam tambm que todo aquele que
pratica a justia  nascido dele.
Notas de rodap:
[a] 2.2 Ou Ele  o sacrifcio que desvia a ira de Deus, tirando os
nossos pecados, e no somente os nossos mas tambm os
[b] 2.5 Ou o amor a Deus
[c] 2.10 Ou nela
[d] 2.14 Grego: Crianas ; tambm no versculo 18.
[e] 2.15 Ou amor ao Pai
[f] 2.16 Ou da natureza pecaminosa
[g] 2.20 Muitos manuscritos dizem e vocs conhecem todas as coisas.

I JOO-CAPITULO-3
1 Vejam como  grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados
filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo no nos conhece,
porque no o conheceu.
2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda
no se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se
manifestar [a] , seremos semelhantes a ele, pois o veremos como
ele .
3 Todo aquele que nele tem esta esperana purifica-se a si
mesmo, assim como ele  puro.
4 Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado
 a transgresso da Lei.
5 Vocs sabem que ele se manifestou para tirar
os nossos pecados, e nele no h pecado.
6 Todo aquele que nele
permanece no est no pecado [b] . Todo aquele que est no pecado
no o viu nem o conheceu.
7 Filhinhos, no deixem que ningum os engane. Aquele que pratica a
justia  justo, assim como ele  justo.
8 Aquele que pratica o pecado
 do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princpio. Para isso o
Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo.
9 Todo
aquele que  nascido de Deus no pratica o pecado, porque a semente de
Deus permanece nele; ele no pode estar no pecado [c] , porque 
nascido de Deus.
10 Desta forma sabemos quem so os filhos de Deus e
quem so os filhos do Diabo: quem no pratica a justia no procede de
Deus, tampouco quem no ama seu irmo.
O Amor Fraternal
11 Esta  a mensagem que vocs ouviram desde o princpio: que nos
amemos uns aos outros.
12 No sejamos como Caim, que pertencia ao
Maligno e matou seu irmo. E por que o matou? Porque suas obras eram ms
e as de seu irmo eram justas.
13 Meus irmos, no se admirem se o
mundo os odeia.
14 Sabemos que j passamos da morte para a vida porque
amamos nossos irmos. Quem no ama permanece na morte.
15 Quem odeia
seu irmo  assassino, e vocs sabem que nenhum assassino tem a vida
eterna em si mesmo.
16 Nisto conhecemos o que  o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por
ns, e devemos dar a nossa vida por nossos irmos.
17 Se algum tiver
recursos materiais e, vendo seu irmo em necessidade, no se compadecer
dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?
18 Filhinhos, no
amemos de palavra nem de boca, mas em ao e em verdade.
19 Assim
saberemos que somos da verdade; e tranqilizaremos o nosso corao
diante dele
20 quando o nosso corao nos condenar. Porque Deus 
[d] maior do que o nosso corao e sabe todas as coisas.
21 Amados, se o nosso corao no nos condenar, temos confiana diante
de Deus
22 e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos
seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada.
23 E este  o seu
mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos
amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.
24 Os que obedecem aos
seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos
que ele permanece em ns: pelo Esprito que nos deu.
Notas de rodap:
[a] 3.2 Ou quando isto for revelado
[b] 3.6 Grego: no peca ; tambm no final do mesmo versculo.
[c] 3.9 Grego: no pode pecar.
[d] 3.19,20 Ou dele, 20 pois se o nosso corao nos condenar, Deus 

I JOO-CAPITULO-4
Como Discernir os Espritos
1 Amados, no creiam em qualquer esprito, mas examinem os espritos
para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tm
sado pelo mundo.
2 Vocs podem reconhecer o Esprito de Deus [a]
deste modo: todo esprito que confessa que Jesus Cristo veio em carne
procede de Deus;
3 mas todo esprito que no confessa Jesus no procede
de Deus. Esse  o esprito do anticristo [b] , acerca do qual
vocs ouviram que est vindo, e agora j est no mundo.
4 Filhinhos, vocs so de Deus e os venceram, porque aquele que est em
vocs  maior do que aquele que est no mundo.
5 Eles vm do mundo. Por
isso, o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve.
6 Ns viemos de
Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem no vem de
Deus no nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Esprito [c] da
verdade e o esprito do erro.
O Amor de Deus
7 Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele
que ama  nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Quem no ama no conhece
a Deus, porque Deus  amor.
9 Foi assim que Deus manifestou o seu amor
entre ns: enviou o seu Filho Unignito [d] ao mundo, para que
pudssemos viver por meio dele.
10 Nisto consiste o amor: no em que
ns tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho
como propiciao pelos nossos pecados. [e]
11 Amados, visto que
Deus assim nos amou, ns tambm devemos amar uns aos outros.
12 Ningum
jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em ns, e o
seu amor est aperfeioado em ns.
13 Sabemos que permanecemos nele, e ele em ns, porque ele nos deu do
seu Esprito.
14 E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho
para ser o Salvador do mundo.
15 Se algum confessa publicamente que
Jesus  o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.
16 Assim
conhecemos o amor que Deus tem por ns e confiamos nesse amor.
Deus  amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus
nele.
17 Dessa forma o amor est aperfeioado entre ns, para que no
dia do juzo tenhamos confiana, porque neste mundo somos como ele.
18 No amor no h medo; ao contrrio o perfeito amor expulsa o medo, porque
o medo supe castigo. Aquele que tem medo no est aperfeioado no amor.
19 Ns amamos porque ele nos amou primeiro.
20 Se algum afirmar:
"Eu amo a Deus", mas odiar seu irmo,  mentiroso, pois quem no ama
seu irmo, a quem v, no pode amar a Deus, a quem no v. [f]
21 Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame tambm seu irmo.
Notas de rodap:
[a] 4.2 Ou esprito que vem de Deus
[b] 4.3 Ou esprito que vem do anticristo
[c] 4.6 Ou esprito
[d] 4.9 Ou nico
[e] 4.10 Ou sacrifcio que desvia a ira de Deus, tirando os nossos
pecados.
[f] 4.20 Vrios manuscritos dizem como pode amar a Deus, a quem no
v?

I JOO-CAPITULO-5
A F no Filho de Deus
1 Todo aquele que cr que Jesus  o Cristo  nascido de Deus, e todo
aquele que ama o Pai ama tambm o que dele foi gerado.
2 Assim sabemos
que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus
mandamentos.
3 Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos
seus mandamentos. E os seus mandamentos no so pesados.
4 O que 
nascido de Deus vence o mundo; e esta  a vitria que vence o mundo: a
nossa f.
5 Quem  que vence o mundo? Somente aquele que cr que Jesus
 o Filho de Deus.
6 Este  aquele que veio por meio de gua e sangue, Jesus Cristo: no
somente por gua, mas por gua e sangue. E o Esprito  quem d
testemunho, porque o Esprito  a verdade.
7 H trs que do
testemunho:
8 o Esprito, [a] a gua e o sangue; e os trs so
unnimes.
9 Ns aceitamos o testemunho dos homens, mas o testemunho de
Deus tem maior valor, pois  o testemunho de Deus, que ele d acerca de
seu Filho.
10 Quem cr no Filho de Deus tem em si mesmo esse
testemunho. Quem no cr em Deus o faz mentiroso, porque no cr no
testemunho que Deus d acerca de seu Filho.
11 E este  o testemunho:
Deus nos deu a vida eterna, e essa vida est em seu Filho.
12 Quem tem
o Filho, tem a vida; quem no tem o Filho de Deus, no tem a vida.
Observaes Finais
13 Escrevi-lhes estas coisas, a vocs que crem no nome do Filho de
Deus, para que vocs saibam que tm a vida eterna.
14 Esta  a
confiana que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma
coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvir.
15 E se sabemos
que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele
pedimos.
16 Se algum vir seu irmo cometer pecado que no leva  morte, ore, e
Deus dar vida ao que pecou. Refiro-me queles cujo pecado no leva 
morte. H pecado que leva  morte; no estou dizendo que se deva orar
por este.
17 Toda injustia  pecado, mas h pecado que no leva 
morte.
18 Sabemos que todo aquele que  nascido de Deus no est no pecado
[b] ; aquele que nasceu de Deus o protege [c] , e o Maligno
no o atinge.
19 Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo est sob
o poder do Maligno.
20 Sabemos tambm que o Filho de Deus veio e nos
deu entendimento, para que conheamos aquele que  o Verdadeiro. E ns
estamos naquele que  o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este  o
verdadeiro Deus e a vida eterna.
21 Filhinhos, guardem-se dos dolos.
Notas de rodap:
[a] 5.7,8 Alguns manuscritos da Vulgata dizem testemunho no cu: o
Pai, a Palavra e o Esprito Santo, e estes trs so um. 8E h trs que
testificam na terra: o Esprito, (isto no consta em nenhum manuscrito
grego anterior ao sculo doze).
[b] 5.18 Grego: no peca.
[c] 5.18 Ou a si mesmo se protege
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II JOO-CAPITULO-1
1 O presbtero
 senhora eleita e aos seus filhos, a quem amo na verdade,: e no
apenas eu os amo, mas tambm todos os que conhecem a verdade:
2 por
causa da verdade que permanece em ns e estar conosco para sempre.
3 A graa, a misericrdia e a paz da parte de Deus Pai e de Jesus
Cristo, seu Filho, estaro conosco em verdade e em amor.
4 Ao encontrar alguns dos seus filhos, muito me alegrei, pois eles
esto andando na verdade, conforme o mandamento que recebemos do Pai.
5 E agora eu lhe peo, senhora: no como se estivesse escrevendo um
mandamento novo, mas o que j tnhamos desde o princpio: que amemos
uns aos outros.
6 E este  o amor: que andemos em obedincia aos seus
mandamentos. Como vocs j tm ouvido desde o princpio, o mandamento 
este: Que vocs andem em amor.
7 De fato, muitos enganadores tm sado pelo mundo, os quais no
confessam que Jesus Cristo veio em corpo [a] . Tal  o enganador
e o anticristo.
8 Tenham cuidado, para que vocs no destruam o fruto
do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente.
9 Todo aquele
que no permanece no ensino de Cristo, mas vai alm dele, no tem Deus;
quem permanece no ensino tem o Pai e tambm o Filho.
10 Se algum
chegar a vocs e no trouxer esse ensino, no o recebam em casa [b]
nem o sadem.
11 Pois quem o sada torna-se participante das suas
obras malignas.
12 Tenho muito que lhes escrever, mas no  meu propsito faz-lo com
papel e tinta. Em vez disso, espero visit-los e falar com vocs face a
face, para que a nossa alegria seja completa.
13 Os filhos da sua irm eleita lhe enviam saudaes.
Notas de rodap:
[a] 7 Grego: carne .
[b] 10 Isto , nas reunies da igreja realizadas em casa.
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III JOO-CAPITULO-1
1 O presbtero
ao amado Gaio, a quem amo na verdade.
2 Amado, oro para que voc tenha boa sade e tudo lhe corra bem, assim
como vai bem a sua alma.
3 Muito me alegrei ao receber a visita de
alguns irmos que falaram a respeito da sua fidelidade, de como voc
continua andando na verdade.
4 No tenho alegria maior do que ouvir que
meus filhos esto andando na verdade.
5 Amado, voc  fiel no que est fazendo pelos irmos, apesar de lhe
serem desconhecidos.
6 Eles falaram  igreja a respeito deste seu amor.
Voc far bem se os encaminhar em sua viagem de modo agradvel a Deus,
7 pois foi por causa do Nome que eles saram, sem receber ajuda alguma
dos gentios [a] .
8 , pois, nosso dever receber com
hospitalidade irmos como esses, para que nos tornemos cooperadores em
favor da verdade.
9 Escrevi  igreja, mas Ditrefes, que gosta muito de ser o mais
importante entre eles, no nos recebe.
10 Portanto, se eu for, chamarei
a ateno dele para o que est fazendo com suas palavras maldosas contra
ns. No satisfeito com isso, ele se recusa a receber os irmos, impede
os que desejam receb-los e os expulsa da igreja.
11 Amado, no imite o que  mau, mas sim o que  bom. Aquele que faz o
bem  de Deus; aquele que faz o mal no viu a Deus.
12 Quanto a
Demtrio, todos falam bem dele, e a prpria verdade testemunha a seu
favor. Ns tambm testemunhamos, e voc sabe que o nosso testemunho 
verdadeiro.
13 Tenho muito que lhe escrever, mas no desejo faz-lo com pena e
tinta.
14 Espero v-lo em breve, e ento conversaremos face a face.
15 A paz seja com voc. Os amigos daqui lhe enviam saudaes. Sade os
amigos da, um por um.
Notas de rodap:
[a] 7 Isto , dos que no so judeus.
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JUDAS-CAPITULO-1
1 Judas, servo [a] de Jesus Cristo e irmo de Tiago,
aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por [b]
Jesus Cristo:
2 Misericrdia, paz e amor lhes sejam multiplicados.
O Pecado e o Destino dos mpios
3 Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da
salvao que compartilhamos, senti que era necessrio escrever-lhes
insistindo que batalhassem pela f de uma vez por todas confiada aos
santos.
4 Pois certos homens, cuja condenao j estava sentenciada
[c] h muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de
vocs. Estes so mpios, e transformam a graa de nosso Deus em
libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso nico Soberano e Senhor.
5 Embora vocs j tenham conhecimento de tudo isso, quero lembrar-lhes
que o Senhor [d] libertou um povo do Egito mas, posteriormente,
destruiu os que no creram.
6 E, quanto aos anjos que no conservaram
suas posies de autoridade mas abandonaram sua prpria morada, ele os
tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juzo do
grande Dia.
7 De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades
em redor se entregaram  imoralidade e a relaes sexuais antinaturais
[e] . Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo.
8 Da mesma forma, estes sonhadores contaminam o prprio corpo [f] ,
rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais.
9 Contudo,
nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca
do corpo de Moiss, ousou fazer acusao injuriosa contra ele, mas
disse: "O Senhor o repreenda!"
10 Todavia, esses tais difamam tudo
o que no entendem; e as coisas que entendem por instinto, como animais
irracionais, nessas mesmas coisas se corrompem.
11 Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro caram
no erro de Balao, e foram destrudos na rebelio de Cor.
12 Esses homens so rochas submersas [g] nas festas de
fraternidade que vocs fazem, comendo com vocs de maneira desonrosa.
So pastores que s cuidam de si mesmos. So nuvens sem gua, impelidas
pelo vento; rvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas
pela raiz.
13 So ondas bravias do mar, espumando seus prprios atos
vergonhosos; estrelas errantes, para as quais esto reservadas para
sempre as mais densas trevas.
14 Enoque, o stimo a partir de Ado, profetizou acerca deles:
"Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de seus santos,
15 para
julgar a todos e convencer todos os mpios a respeito de todos os atos
de impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras
insolentes que os pecadores mpios falaram contra ele".
16 Essas
pessoas vivem se queixando, descontentes com a sua sorte, e seguem os
seus prprios desejos impuros; so cheias de si e adulam os outros por
interesse.
Um Chamado  Perseverana
17 Todavia, amados, lembrem-se do que foi predito pelos apstolos de
nosso Senhor Jesus Cristo.
18 Eles diziam a vocs: "Nos ltimos
tempos haver zombadores que seguiro os seus prprios desejos
mpios".
19 Estes so os que causam divises entre vocs, os quais
seguem a tendncia da sua prpria alma e no tm o Esprito.
20 Edifiquem-se, porm, amados, na santssima f que vocs tm, orando
no Esprito Santo.
21 Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam
que a misericrdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida
eterna.
22 Tenham compaixo daqueles que duvidam;
23 a outros, salvem,
arrebatando-os do fogo; a outros ainda, mostrem misericrdia com temor,
odiando at a roupa contaminada pela carne.
Doxologia
24 quele que  poderoso para impedi-los de cair e para apresent-los
diante da sua glria sem mcula e com grande alegria,
25 ao nico Deus,
nosso Salvador, sejam glria, majestade, poder e autoridade, mediante
Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo
o sempre! Amm.
Notas de rodap:
[a] 1 Isto , escravo.
[b] 1 Ou para ; ou ainda em
[c] 4 Ou homens que estavam marcados para esta condenao
[d] 5 Alguns manuscritos dizem Jesus.
[e] 7 Grego: foram aps outra carne.
[f] 8 Grego: sua prpria carne.
[g] 12 Ou so manchas
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APOCALIPSE-CAPITULO-1
Introduo
1 Revelao de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus
servos [a] o que em breve h de acontecer. Ele enviou o seu anjo
para torn-la conhecida ao seu servo Joo,
2 que d testemunho de tudo
o que viu, isto , a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo.
3 Feliz aquele que l as palavras desta profecia e felizes aqueles que
ouvem e guardam o que nela est escrito, porque o tempo est prximo.
Saudao e Doxologia
4 Joo
s sete igrejas da provncia da sia:
A vocs, graa e paz da parte daquele que , que era e que h de vir,
dos sete espritos [b] que esto diante do seu trono,
5 e de
Jesus Cristo, que  a testemunha fiel, o primognito dentre os mortos e
o soberano dos reis da terra [c] .
Ele nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue,
6 e nos constituiu reino e sacerdotes para servir a seu Deus e Pai. A ele
sejam glria e poder para todo o sempre! Amm.
7 Eis que ele vem
com as nuvens,
e todo olho o ver,
at mesmo aqueles
que o traspassaram;
e todos os povos da terra
se lamentaro por causa dele.
Assim ser! Amm.
8 "Eu sou o Alfa e o mega", diz o Senhor Deus, "o que , o que
era e o que h de vir, o Todo-poderoso."
Algum Semelhante a um Filho dem
9 Eu, Joo, irmo e companheiro de vocs no sofrimento, no Reino e na
perseverana em Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de
Deus e do testemunho de Jesus.
10 No dia do Senhor achei-me no Esprito
e ouvi por trs de mim uma voz forte, como de trombeta,
11 que dizia:
"Escreva num livro [d] o que voc v e envie a estas sete
igrejas: feso, Esmirna, Prgamo, Tiatira, Sardes, Filadlfia e
Laodicia".
12 Voltei-me para ver quem falava comigo. Voltando-me, vi sete
candelabros de ouro
13 e entre os candelabros algum "semelhante a um
filho de homem" [e] , com uma veste que chegava aos seus ps e
um cinturo de ouro ao redor do peito.
14 Sua cabea e seus cabelos
eram brancos como a l, to brancos quanto a neve, e seus olhos eram
como chama de fogo.
15 Seus ps eram como o bronze numa fornalha
ardente e sua voz como o som de muitas guas.
16 Tinha em sua mo
direita sete estrelas, e da sua boca saa uma espada afiada de dois
gumes. Sua face era como o sol quando brilha em todo o seu fulgor.
17 Quando o vi, ca aos seus ps como morto. Ento ele colocou sua mo
direita sobre mim e disse: "No tenha medo. Eu sou o Primeiro e o
ltimo.
18 Sou Aquele que Vive. Estive morto mas agora estou vivo para
todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades [f] .
19 "Escreva, pois, as coisas que voc viu, tanto as presentes como as
que acontecero. [g]
20 Este  o mistrio das sete estrelas que
voc viu em minha mo direita e dos sete candelabros: as sete estrelas
so os anjos das sete igrejas, e os sete candelabros so as sete
igrejas.
Notas de rodap:
[a] 1.1 Isto , escravos; tambm em todo o livro de Apocalipse.
[b] 1.4 Ou sptuplo Esprito ; tambm em 3.1; 4.5 e 5.6
[c] 1.5 Veja Sl 89.27.
[d] 1.11 Grego: rolo .
[e] 1.13 Dn 7.13
[f] 1.18 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas.
[g] 1.19 Ou voc viu, as coisas presentes e as que acontecero depois
destas.

APOCALIPSE-CAPITULO-2
Carta  Igreja de feso
1 "Ao anjo da igreja em feso escreva:
"Estas so as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mo
direita e anda entre os sete candelabros de ouro.
2 Conheo as suas
obras, o seu trabalho rduo e a sua perseverana. Sei que voc no pode
tolerar homens maus, que ps  prova os que dizem ser apstolos mas no
so, e descobriu que eles eram impostores.
3 Voc tem perseverado e
suportado sofrimentos por causa do meu nome, e no tem desfalecido.
4 "Contra voc, porm, tenho isto: voc abandonou o seu primeiro
amor.
5 Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que
praticava no princpio. Se no se arrepender, virei a voc e tirarei o
seu candelabro do lugar dele.
6 Mas h uma coisa a seu favor: voc
odeia as prticas dos nicolatas, como eu tambm as odeio.
7 "Aquele que tem ouvidos oua o que o Esprito diz s igrejas. Ao
vencedor darei o direito de comer da rvore da vida, que est no paraso
de Deus.
Carta  Igreja de Esmirna
8 "Ao anjo da igreja em Esmirna escreva:
"Estas so as palavras daquele que  o Primeiro e o ltimo, que morreu
e tornou a viver.
9 Conheo as suas aflies e a sua pobreza; mas voc
 rico! Conheo a blasfmia dos que se dizem judeus mas no so, sendo
antes sinagoga de Satans.
10 No tenha medo do que voc est prestes a
sofrer. O Diabo lanar alguns de vocs na priso para prov-los, e
vocs sofrero perseguio durante dez dias. Seja fiel at a morte, e eu
lhe darei a coroa da vida.
11 "Aquele que tem ouvidos oua o que o Esprito diz s igrejas. O
vencedor de modo algum sofrer a segunda morte.
Carta  Igreja de Prgamo
12 "Ao anjo da igreja em Prgamo escreva:
"Estas so as palavras daquele que tem a espada afiada de dois gumes.
13 Sei onde voc vive: onde est o trono de Satans. Contudo, voc
permanece fiel ao meu nome e no renunciou  sua f em mim, nem mesmo
quando Antipas, minha fiel testemunha, foi morto nessa cidade, onde
Satans habita.
14 "No entanto, tenho contra voc algumas coisas: voc tem a pessoas
que se apegam aos ensinos de Balao, que ensinou Balaque a armar ciladas
contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a
dolos e a praticar imoralidade sexual.
15 De igual modo voc tem
tambm os que se apegam aos ensinos dos nicolatas.
16 Portanto,
arrependa-se! Se no, virei em breve at voc e lutarei contra eles com
a espada da minha boca.
17 "Aquele que tem ouvidos oua o que o Esprito diz s igrejas. Ao
vencedor darei do man escondido. Tambm lhe darei uma pedra branca com
um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe.
Carta  Igreja de Tiatira
18 "Ao anjo da igreja em Tiatira escreva:
"Estas so as palavras do Filho de Deus, cujos olhos so como chama de
fogo e os ps como bronze reluzente.
19 Conheo as suas obras, o seu
amor, a sua f, o seu servio e a sua perseverana, e sei que voc est
fazendo mais agora do que no princpio.
20 "No entanto, contra voc tenho isto: voc tolera Jezabel, aquela
mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus
servos  imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos
dolos.
21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade
sexual, mas ela no quer se arrepender.
22 Por isso, vou faz-la
adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultrio com ela, a
no ser que se arrependam das obras que ela pratica.
23 Matarei os
filhos [a] dessa mulher. Ento, todas as igrejas sabero que eu
sou aquele que sonda mentes e coraes, e retribuirei a cada um de vocs
de acordo com as suas obras.
24 Aos demais que esto em Tiatira, a
vocs que no seguem a doutrina dela e no aprenderam, como eles dizem,
os profundos segredos de Satans, digo: No porei outra carga sobre
vocs;
25 to-somente apeguem-se com firmeza ao que vocs tm, at que
eu venha.
26 "quele que vencer e fizer a minha vontade at o fim darei
autoridade sobre as naes.
27 "``Ele as governar
com cetro de ferro
e as despedaar
como a um vaso de barro.'' [b]
28 "Eu lhe darei a mesma autoridade que recebi de meu Pai. Tambm lhe
darei a estrela da manh.
29 Aquele que tem ouvidos oua o que o
Esprito diz s igrejas.
Notas de rodap:
[a] 2.23 Ou discpulos
[b] 2.27 Sl 2.9

APOCALIPSE-CAPITULO-3
Carta  Igreja de Sardes
1 "Ao anjo da igreja em Sardes escreva:
"Estas so as palavras daquele que tem os sete espritos de Deus e as
sete estrelas. Conheo as suas obras; voc tem fama de estar vivo, mas
est morto.
2 Esteja atento! Fortalea o que resta e que estava para
morrer, pois no achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus.
3 Lembre-se, portanto, do que voc recebeu e ouviu; obedea e
arrependa-se. Mas se voc no estiver atento, virei como um ladro e
voc no saber a que hora virei contra voc.
4 "No entanto, voc tem a em Sardes uns poucos que no contaminaram
as suas vestes. Eles andaro comigo, vestidos de branco, pois so
dignos.
5 O vencedor ser igualmente vestido de branco. Jamais apagarei
o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos
seus anjos.
6 Aquele que tem ouvidos oua o que o Esprito diz s
igrejas.
Carta  Igreja de Filadlfia
7 "Ao anjo da igreja em Filadlfia escreva:
"Estas so as palavras daquele que  santo e verdadeiro, que tem a
chave de Davi. O que ele abre ningum pode fechar, e o que ele fecha
ningum pode abrir.
8 Conheo as suas obras. Eis que coloquei diante de
voc uma porta aberta que ningum pode fechar. Sei que voc tem pouca
fora, mas guardou a minha palavra e no negou o meu nome.
9 Veja o que
farei com aqueles que so sinagoga de Satans e que se dizem judeus e
no so, mas so mentirosos. Farei que se prostrem aos seus ps e
reconheam que eu o amei.
10 Visto que voc guardou a minha palavra de
exortao  perseverana, eu tambm o guardarei da hora da provao que
est para vir sobre todo o mundo, para pr  prova os que habitam na
terra.
11 "Venho em breve! Retenha o que voc tem, para que ningum tome a
sua coroa.
12 Farei do vencedor uma coluna no santurio do meu Deus, e
dali ele jamais sair. Escreverei nele o nome do meu Deus e o nome da
cidade do meu Deus, a nova Jerusalm, que desce dos cus da parte de
Deus; e tambm escreverei nele o meu novo nome.
13 Aquele que tem
ouvidos oua o que o Esprito diz s igrejas.
Carta  Igreja de Laodicia
14 "Ao anjo da igreja em Laodicia escreva:
"Estas so as palavras do Amm, a testemunha fiel e verdadeira, o
soberano da criao de Deus.
15 Conheo as suas obras, sei que voc no
 frio nem quente. Melhor seria que voc fosse frio ou quente!
16 Assim, porque voc  morno, no  frio nem quente, estou a ponto de
vomit-lo da minha boca.
17 Voc diz: ``Estou rico, adquiri riquezas e
no preciso de nada''. No reconhece, porm, que  miservel, digno de
compaixo, pobre, cego, e que est nu.
18 Dou-lhe este conselho: Compre
de mim ouro refinado no fogo, e voc se tornar rico; compre roupas
brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colrio
para ungir os seus olhos e poder enxergar.
19 "Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja
diligente e arrependa-se.
20 Eis que estou  porta e bato. Se algum
ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele
comigo.
21 "Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono,
assim como eu tambm venci e sentei-me com meu Pai em seu trono.
22 Aquele que tem ouvidos oua o que o Esprito diz s igrejas".

APOCALIPSE-CAPITULO-4
O Trono no Cu
1 Depois dessas coisas olhei, e diante de mim estava uma porta aberta
no cu. A voz que eu tinha ouvido no princpio, falando comigo como
trombeta, disse: "Suba para c, e lhe mostrarei o que deve acontecer
depois dessas coisas".
2 Imediatamente me vi tomado pelo Esprito, e
diante de mim estava um trono no cu e nele estava assentado algum.
3 Aquele que estava assentado era de aspecto semelhante a jaspe e
sardnio. Um arco-ris, parecendo uma esmeralda, circundava o trono,
4 ao redor do qual estavam outros vinte e quatro tronos, e assentados
neles havia vinte e quatro ancios. Eles estavam vestidos de branco e na
cabea tinham coroas de ouro.
5 Do trono saam relmpagos, vozes e
troves. Diante dele estavam acesas sete lmpadas de fogo, que so os
sete espritos de Deus.
6 E diante do trono havia algo parecido com um
mar de vidro, claro como cristal.
No centro, ao redor do trono, havia quatro seres viventes cobertos de
olhos, tanto na frente como atrs.
7 O primeiro ser parecia um leo, o
segundo parecia um boi, o terceiro tinha rosto como de homem, o quarto
parecia uma guia em vo.
8 Cada um deles tinha seis asas e era cheio
de olhos, tanto ao redor como por baixo das asas. Dia e noite repetem
sem cessar:
"Santo, santo, santo
 o Senhor, o Deus todo-poderoso,
que era, que  e que h de vir".
9 Toda vez que os seres viventes do glria, honra e graas quele que
est assentado no trono e que vive para todo o sempre,
10 os vinte e
quatro ancios se prostram diante daquele que est assentado no trono e
adoram aquele que vive para todo o sempre. Eles lanam as suas coroas
diante do trono, e dizem:
11 "Tu, Senhor e Deus nosso,
s digno de receber
a glria, a honra e o poder,
porque criaste todas as coisas,
e por tua vontade elas existem
e foram criadas".

APOCALIPSE-CAPITULO-5
O Livro e o Cordeiro
1 Ento vi na mo direita daquele que est assentado no trono um livro
em forma de rolo, escrito de ambos os lados e selado com sete selos.
2 Vi um anjo poderoso, proclamando em alta voz: "Quem  digno de romper
os selos e de abrir o livro?"
3 Mas no havia ningum, nem no cu nem
na terra nem debaixo da terra, que pudesse abrir o livro, ou sequer
olhar para ele.
4 Eu chorava muito, porque no se encontrou ningum que
fosse digno de abrir o livro e de olhar para ele.
5 Ento um dos
ancios me disse: "No chore! Eis que o Leo da tribo de Jud, a Raiz
de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos".
6 Depois vi um Cordeiro, que parecia ter estado morto, em p, no centro
do trono, cercado pelos quatro seres viventes e pelos ancios. Ele tinha
sete chifres e sete olhos, que so os sete espritos de Deus enviados a
toda a terra.
7 Ele se aproximou e recebeu o livro da mo direita
daquele que estava assentado no trono.
8 Ao receb-lo, os quatro seres
viventes e os vinte e quatro ancios prostraram-se diante do Cordeiro.
Cada um deles tinha uma harpa e taas de ouro cheias de incenso, que so
as oraes dos santos;
9 e eles cantavam um cntico novo:
"Tu s digno de receber o livro
e de abrir os seus selos,
pois foste morto,
e com teu sangue compraste para Deus
gente de toda tribo, lngua, povo e nao.
10 Tu os constituste reino
e sacerdotes
para o nosso Deus,
e eles reinaro sobre a terra".
11 Ento olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e
milhes de milhes. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e
os ancios,
12 e cantavam em alta voz:
"Digno  o Cordeiro
que foi morto
de receber poder, riqueza, sabedoria, fora,
honra, glria e louvor!"
13 Depois ouvi todas as criaturas existentes no cu, na terra, debaixo
da terra e no mar, e tudo o que neles h, que diziam:
"quele que est assentado
no trono
e ao Cordeiro
sejam o louvor, a honra,
a glria e o poder,
para todo o sempre!"
14 Os quatro seres viventes disseram: "Amm", e os ancios
prostraram-se e o adoraram.

APOCALIPSE-CAPITULO-6
Os Selos
1 Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Ento
ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovo: "Venha!"
2 Olhei, e diante de mim estava um cavalo branco. Seu cavaleiro empunhava
um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor
determinado a vencer.
3 Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente
dizer: "Venha!"
4 Ento saiu outro cavalo; e este era vermelho. Seu
cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens
se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada.
5 Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente
dizer: "Venha!" Olhei, e diante de mim estava um cavalo preto. Seu
cavaleiro tinha na mo uma balana.
6 Ento ouvi o que parecia uma voz
entre os quatro seres viventes, dizendo: "Um quilo [a] de trigo
por um denrio [b] , e trs quilos de cevada por um denrio, e
no danifique o azeite e o vinho!"
7 Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser
vivente dizer: "Venha!"
8 Olhei, e diante de mim estava um cavalo
amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades [c] o seguia
de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela
espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra.
9 Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles
que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que
deram.
10 Eles clamavam em alta voz: "At quando,  Soberano, santo e
verdadeiro, esperars para julgar os habitantes da terra e vingar o
nosso sangue?"
11 Ento cada um deles recebeu uma veste branca, e
foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, at que se completasse o
nmero dos seus conservos e irmos, que deveriam ser mortos como eles.
12 Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terremoto. O
sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se
vermelha como sangue,
13 e as estrelas do cu caram sobre a terra como
figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte.
14 O
cu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas
e ilhas foram removidas de seus lugares.
15 Ento os reis da terra, os prncipes, os generais, os ricos, os
poderosos: todos, escravos e livres, esconderam-se em cavernas e
entre as rochas das montanhas.
16 Eles gritavam s montanhas e s
rochas: "Caiam sobre ns e escondam-nos da face daquele que est
assentado no trono e da ira do Cordeiro!
17 Pois chegou o grande dia da
ira deles; e quem poder suportar?"
Notas de rodap:
[a] 6.6 Grego: choinix .
[b] 6.6 O denrio era uma moeda de prata equivalente  diria de um
trabalhador braal.
[c] 6.8 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas.

APOCALIPSE-CAPITULO-7
Cento e Quarenta e Quatro Mil Selados
1 Depois disso vi quatro anjos em p nos quatro cantos da terra,
retendo os quatro ventos, para impedir que qualquer vento soprasse na
terra, no mar ou em qualquer rvore.
2 Ento vi outro anjo subindo do
Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro
anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar:
3 "No danifiquem, nem a terra, nem o mar, nem as rvores, at que
selemos as testas dos servos do nosso Deus".
4 Ento ouvi o nmero
dos que foram selados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos
de Israel.
5 Da tribo de Jud
foram selados doze mil,
da tribo de Rben, doze mil,
da tribo de Gade, doze mil,
6 da tribo de Aser, doze mil,
da tribo de Naftali, doze mil,
da tribo de Manasss, doze mil,
7 da tribo de Simeo, doze mil,
da tribo de Levi, doze mil,
da tribo de Issacar, doze mil,
8 da tribo de Zebulom, doze mil,
da tribo de Jos, doze mil,
da tribo de Benjamim, doze mil.
A Grande Multido com Vestes Brancas
9 Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multido que
ningum podia contar, de todas as naes, tribos, povos e lnguas, em
p, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando
palmas.
10 E clamavam em alta voz:
"A salvao pertence
ao nosso Deus,
que se assenta no trono,
e ao Cordeiro".
11 Todos os anjos estavam em p ao redor do trono, dos ancios e dos
quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do
trono e adoraram a Deus,
12 dizendo:
"Amm!
Louvor e glria,
sabedoria, ao de graas,
honra, poder e fora
sejam ao nosso Deus
para todo o sempre.
Amm!"
13 Ento um dos ancios me perguntou: "Quem so estes que esto
vestidos de branco, e de onde vieram?"
14 Respondi: Senhor, tu o sabes.
E ele disse: "Estes so os que vieram da grande tribulao e lavaram
as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.
15 Por isso,
eles esto diante do trono
de Deus
e o servem dia e noite
em seu santurio;
e aquele que est assentado no trono
estender sobre eles
o seu tabernculo.
16 Nunca mais tero fome,
nunca mais tero sede.
No os afligir o sol,
nem qualquer calor abrasador,
17 pois o Cordeiro que est
no centro do trono
ser o seu Pastor;
ele os guiar s fontes
de gua viva.
E Deus enxugar dos seus olhos toda lgrima".

APOCALIPSE-CAPITULO-8
O Stimo Selo e o Incensrio de Ouro
1 Quando ele abriu o stimo selo, houve silncio nos cus cerca de meia
hora.
2 Vi os sete anjos que se acham em p diante de Deus; a eles foram
dadas sete trombetas.
3 Outro anjo, que trazia um incensrio de ouro, aproximou-se e se
colocou em p junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer
com as oraes de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono.
4 E da mo do anjo subiu diante de Deus a fumaa do incenso com as
oraes dos santos.
5 Ento o anjo pegou o incensrio, encheu-o com
fogo do altar e lanou-o sobre a terra; e houve troves, vozes,
relmpagos e um terremoto.
As Trombetas
6 Ento os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para
toc-las.
7 O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e granizo e fogo misturado com
sangue foram lanados sobre a terra. Foi queimado um tero da terra, um
tero das rvores e toda a relva verde.
8 O segundo anjo tocou a sua trombeta, e algo como um grande monte em
chamas foi lanado ao mar. Um tero do mar transformou-se em sangue,
9 morreu um tero das criaturas do mar e foi destrudo um tero das
embarcaes.
10 O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do cu uma grande
estrela, queimando como tocha, sobre um tero dos rios e das fontes de
guas;
11 o nome da estrela  Absinto [a] . Tornou-se amargo um
tero das guas, e muitos morreram pela ao das guas que se tornaram
amargas [b] .
12 O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferido um tero do sol, um
tero da lua e um tero das estrelas, de forma que um tero deles
escureceu. Um tero do dia ficou sem luz, e tambm um tero da noite.
13 Enquanto eu olhava, ouvi uma guia que voava pelo meio do cu e
dizia em alta voz: "Ai, ai, ai dos que habitam na terra, por causa do
toque das trombetas que est prestes a ser dado pelos trs outros
anjos!"
Notas de rodap:
[a] 8.11 Isto , Amargor.
[b] 8.11 Ou envenenadas

APOCALIPSE-CAPITULO-9
1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que havia cado
do cu sobre a terra.  estrela foi dada a chave do poo do Abismo.
2 Quando ela abriu o Abismo, subiu dele fumaa como a de uma gigantesca
fornalha. O sol e o cu escureceram com a fumaa que saa do Abismo.
3 Da fumaa saram gafanhotos que vieram sobre a terra, e lhes foi dado
poder como o dos escorpies da terra.
4 Eles receberam ordens para no
causar dano nem  relva da terra, nem a qualquer planta ou rvore, mas
apenas queles que no tinham o selo de Deus na testa.
5 No lhes foi
dado poder para mat-los, mas sim para causar-lhes tormento durante
cinco meses. A agonia que eles sofreram era como a da picada do
escorpio.
6 Naqueles dias os homens procuraro a morte, mas no a
encontraro; desejaro morrer, mas a morte fugir deles.
7 Os gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha. Tinham
sobre a cabea algo como coroas de ouro, e o rosto deles parecia rosto
humano.
8 Os cabelos deles eram como os de mulher e os dentes como os
de leo.
9 Tinham couraas como couraas de ferro, e o som das suas
asas era como o barulho de muitos cavalos e carruagens correndo para a
batalha.
10 Tinham caudas e ferres como de escorpies, e na cauda
tinham poder para causar tormento aos homens durante cinco meses.
11 Tinham um rei sobre eles, o anjo do Abismo, cujo nome, em hebraico, 
Abadom e, em grego, Apoliom [a] .
12 O primeiro ai passou; dois outros ais ainda viro.
13 O sexto anjo tocou a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das
pontas [b] do altar de ouro que est diante de Deus.
14 Ela
disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: "Solte os quatro anjos que
esto amarrados junto ao grande rio Eufrates".
15 Os quatro anjos,
que estavam preparados para aquela hora, dia, ms e ano, foram soltos
para matar um tero da humanidade.
16 O nmero dos cavaleiros que
compunham os exrcitos era de duzentos milhes; eu ouvi o seu nmero.
17 Os cavalos e os cavaleiros que vi em minha viso tinham este
aspecto: as suas couraas eram vermelhas como o fogo, azuis como o
jacinto, e amarelas como o enxofre. A cabea dos cavalos parecia a
cabea de um leo, e da boca lanavam fogo, fumaa e enxofre.
18 Um
tero da humanidade foi morto pelas trs pragas: de fogo, fumaa e
enxofre, que saam das suas bocas.
19 O poder dos cavalos estava na
boca e na cauda; pois as suas caudas eram como cobras; tinham cabeas
com as quais feriam as pessoas.
20 O restante da humanidade que no morreu por essas pragas, nem assim
se arrependeu das obras das suas mos; eles no pararam de adorar os
demnios e os dolos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, dolos que
no podem ver, nem ouvir, nem andar.
21 Tambm no se arrependeram dos
seus assassinatos, das suas feitiarias, da sua imoralidade sexual e dos
seus roubos.
Notas de rodap:
[a] 9.11 Abadom e Apoliom significam destruidor.
[b] 9.13 Grego: chifres .

APOCALIPSE-CAPITULO-10
O Anjo e o Livro
1 Ento vi outro anjo poderoso, que descia dos cus. Ele estava
envolto numa nuvem, e havia um arco-ris acima de sua cabea. Sua face
era como o sol, e suas pernas eram como colunas de fogo.
2 Ele segurava
um livrinho, que estava aberto em sua mo. Colocou o p direito sobre o
mar e o p esquerdo sobre a terra,
3 e deu um alto brado, como o rugido
de um leo. Quando ele bradou, os sete troves falaram.
4 Logo que os
sete troves falaram, eu estava prestes a escrever, mas ouvi uma voz dos
cus, que disse: "Sele o que disseram os sete troves, e no o
escreva".
5 Ento o anjo que eu tinha visto em p sobre o mar e sobre a terra
levantou a mo direita para o cu
6 e jurou por aquele que vive para
todo o sempre, que criou os cus e tudo o que neles h, a terra e tudo o
que nela h, e o mar e tudo o que nele h, dizendo: "No haver mais
demora!
7 Mas, nos dias em que o stimo anjo estiver para tocar sua
trombeta, vai cumprir-se o mistrio de Deus, da forma como ele o
anunciou aos seus servos, os profetas".
8 Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar dos
cus: "V, pegue o livro [a] aberto que est na mo do anjo que
se encontra em p sobre o mar e sobre a terra".
9 Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me
disse: "Pegue-o e coma-o! Ele ser amargo em seu estmago, mas em sua
boca ser doce como mel".
10 Peguei o livrinho da mo do anjo e o
comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao com-lo, senti
que o meu estmago ficou amargo.
11 Ento me foi dito: " preciso que
voc profetize de novo acerca de muitos povos, naes, lnguas e
reis".
Notas de rodap:
[a] 10.8 Grego: rolo .

APOCALIPSE-CAPITULO-11
As Duas Testemunhas
1 Deram-me um canio semelhante a uma vara de medir, e me disseram:
"V e mea o templo de Deus e o altar, e conte os adoradores que l
estiverem.
2 Exclua, porm, o ptio exterior; no o mea, pois ele foi
dado aos gentios [a] . Eles pisaro a cidade santa durante
quarenta e dois meses.
3 Darei poder s minhas duas testemunhas, e elas
profetizaro durante mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de
saco".
4 Estas so as duas oliveiras e os dois candelabros que
permanecem diante do Senhor da terra.
5 Se algum quiser causar-lhes
dano, da boca deles sair fogo que devorar os seus inimigos.  assim
que deve morrer qualquer pessoa que quiser causar-lhes dano.
6 Estes
homens tm poder para fechar o cu, de modo que no chova durante o
tempo em que estiverem profetizando, e tm poder para transformar a gua
em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes
desejarem.
7 Quando eles tiverem terminado o seu testemunho, a besta que vem do
Abismo os atacar. E ir venc-los e mat-los.
8 Os seus cadveres
ficaro expostos na rua principal da grande cidade, que figuradamente 
chamada Sodoma e Egito, onde tambm foi crucificado o seu Senhor.
9 Durante trs dias e meio, gente de todos os povos, tribos, lnguas e
naes contemplaro os seus cadveres e no permitiro que sejam
sepultados.
10 Os habitantes da terra se alegraro por causa deles e
festejaro, enviando presentes uns aos outros, pois esses dois profetas
haviam atormentado os que habitam na terra.
11 Mas, depois dos trs dias e meio, entrou neles um sopro de vida da
parte de Deus, e eles ficaram em p, e um grande terror tomou conta
daqueles que os viram.
12 Ento eles ouviram uma forte voz dos cus que
lhes disse: "Subam para c". E eles subiram para os cus numa nuvem,
enquanto os seus inimigos olhavam.
13 Naquela mesma hora houve um forte terremoto, e um dcimo da cidade
ruiu. Sete mil pessoas foram mortas no terremoto; os sobreviventes
ficaram aterrorizados e deram glria ao Deus dos cus.
14 O segundo ai passou; o terceiro ai vir em breve.
A Stima Trombeta
15 O stimo anjo tocou a sua trombeta, e houve fortes vozes nos cus
que diziam:
"O reino do mundo
se tornou de nosso Senhor
e do seu Cristo,
e ele reinar
para todo o sempre".
16 Os vinte e quatro ancios que estavam assentados em seus tronos
diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
17 dizendo:
"Graas te damos,
Senhor Deus todo-poderoso,
que s e que eras,
porque assumiste
o teu grande poder
e comeaste a reinar.
18 As naes se iraram;
e chegou a tua ira.
Chegou o tempo de julgares
os mortos
e de recompensares
os teus servos, os profetas,
os teus santos
e os que temem o teu nome,
tanto pequenos
como grandes,
e de destruir
os que destroem a terra".
19 Ento foi aberto o santurio de Deus nos cus, e ali foi vista a
arca da sua aliana. Houve relmpagos, vozes, troves, um terremoto e um
grande temporal de granizo.
Notas de rodap:
[a] 11.2 Isto , os que no so judeus.

APOCALIPSE-CAPITULO-12
A Mulher e o Drago
1 Apareceu no cu um sinal extraordinrio: uma mulher vestida do sol,
com a lua debaixo dos seus ps e uma coroa de doze estrelas sobre a
cabea.
2 Ela estava grvida e gritava de dor, pois estava para dar 
luz.
3 Ento apareceu no cu outro sinal: um enorme drago vermelho com
sete cabeas e dez chifres, tendo sobre as cabeas sete coroas [a] .
4 Sua cauda arrastou consigo um tero das estrelas do cu,
lanando-as na terra. O drago colocou-se diante da mulher que estava
para dar  luz, para devorar o seu filho no momento em que nascesse.
5 Ela deu  luz um filho, um homem, que governar todas as naes com
cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e de seu
trono.
6 A mulher fugiu para o deserto, para um lugar que lhe havia
sido preparado por Deus, para que ali a sustentassem durante mil
duzentos e sessenta dias.
7 Houve ento uma guerra nos cus. Miguel e seus anjos lutaram contra o
drago, e o drago e os seus anjos revidaram.
8 Mas estes no foram
suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos cus.
9 O
grande drago foi lanado fora. Ele  a antiga serpente chamada Diabo ou
Satans, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lanados 
terra.
10 Ento ouvi uma forte voz dos cus que dizia:
"Agora veio a salvao,
o poder e o Reino
do nosso Deus,
e a autoridade do seu Cristo,
pois foi lanado fora
o acusador
dos nossos irmos,
que os acusa diante
do nosso Deus, dia e noite.
11 Eles o venceram
pelo sangue do Cordeiro
e pela palavra do testemunho
que deram;
diante da morte,
no amaram a prpria vida.
12 Portanto, celebrem-no,  cus,
e os que neles habitam!
Mas, ai da terra e do mar,
pois o Diabo desceu at vocs!
Ele est cheio de fria,
pois sabe que lhe resta
pouco tempo".
13 Quando o drago foi lanado  terra, comeou a perseguir a mulher
que dera  luz o menino.
14 Foram dadas  mulher as duas asas da grande
guia, para que ela pudesse voar para o lugar que lhe havia sido
preparado no deserto, onde seria sustentada durante um tempo, tempos e
meio tempo, fora do alcance da serpente.
15 Ento a serpente fez jorrar
da sua boca gua como um rio, para alcanar a mulher e arrast-la com a
correnteza.
16 A terra, porm, ajudou a mulher, abrindo a boca e
engolindo o rio que o drago fizera jorrar da sua boca.
17 O drago
irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o restante da sua
descendncia, os que obedecem aos mandamentos de Deus e se mantm fiis
ao testemunho de Jesus.
18 Ento o drago se ps em p [b] na areia do mar.
Notas de rodap:
[a] 12.3 Grego: diademas .
[b] 12.18 Alguns manuscritos dizem E eu estava em p.

APOCALIPSE-CAPITULO-13
A Besta que Saiu do Mar
1 Vi uma besta que saa do mar. Tinha dez chifres e sete cabeas, com
dez coroas [a] , uma sobre cada chifre, e em cada cabea um nome
de blasfmia.
2 A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha
ps como os de urso e boca como a de leo. O drago deu  besta o seu
poder, o seu trono e grande autoridade.
3 Uma das cabeas da besta
parecia ter sofrido um ferimento mortal, mas o ferimento mortal foi
curado. Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta.
4 Adoraram o
drago, que tinha dado autoridade  besta, e tambm adoraram a besta,
dizendo: "Quem  como a besta? Quem pode guerrear contra ela?"
5  besta foi dada uma boca para falar palavras arrogantes e blasfemas,
e lhe foi dada autoridade para agir durante quarenta e dois meses.
6 Ela abriu a boca para blasfemar contra Deus e amaldioar o seu nome e o
seu tabernculo, os [b] que habitam nos cus.
7 Foi-lhe dado
poder para guerrear contra os santos e venc-los. Foi-lhe dada
autoridade sobre toda tribo, povo, lngua e nao.
8 Todos os
habitantes da terra adoraro a besta, a saber, todos aqueles que no
tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto
desde a criao do mundo [c] .
9 Aquele que tem ouvidos oua:
10 Se algum h de ir
para o cativeiro,
para o cativeiro ir.
Se algum h de ser morto [d]
 espada,
morto  espada haver de ser.
Aqui esto a perseverana e a fidelidade dos santos.
A Besta que Saiu da Terra
11 Ento vi outra besta que saa da terra, com dois chifres como
cordeiro, mas que falava como drago.
12 Exercia toda a autoridade da
primeira besta, em nome [e] dela, e fazia a terra e seus
habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido
curado.
13 E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do
cu  terra,  vista dos homens.
14 Por causa dos sinais que lhe foi
permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes
da terra. Ordenou-lhes que fizessem uma imagem em honra  besta que fora
ferida pela espada e contudo revivera.
15 Foi-lhe dado poder para dar
flego  imagem da primeira besta, de modo que ela podia falar e fazer
que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar a imagem.
16 Tambm obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e
escravos, a receberem certa marca na mo direita ou na testa,
17 para
que ningum pudesse comprar nem vender, a no ser quem tivesse a marca,
que  o nome da besta ou o nmero do seu nome.
18 Aqui h sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o nmero da
besta, pois  nmero de homem. Seu nmero  seiscentos e sessenta e
seis.
Notas de rodap:
[a] 13.1 Grego: diademas .
[b] 13.6 Alguns manuscritos dizem e os.
[c] 13.8 Ou escritos, desde a criao do mundo, no livro da vida do
Cordeiro que foi morto
[d] 13.10 Alguns manuscritos dizem Todo aquele que mata.
[e] 13.12 Ou na presena ; tambm no versculo 14.

APOCALIPSE-CAPITULO-14
O Cordeiro e os Cento e Quarenta e Quatro Mil Selados
1 Ento olhei, e diante de mim estava o Cordeiro, em p sobre o monte
Sio, e com ele cento e quarenta e quatro mil que traziam escritos na
testa o nome dele e o nome de seu Pai.
2 Ouvi um som dos cus como o de
muitas guas e de um forte trovo. Era como o de harpistas tocando seus
instrumentos.
3 Eles cantavam um cntico novo diante do trono, dos
quatro seres viventes e dos ancios. Ningum podia aprender o cntico, a
no ser os cento e quarenta e quatro mil que haviam sido comprados da
terra.
4 Estes so os que no se contaminaram com mulheres, pois se
conservaram castos [a] e seguem o Cordeiro por onde quer que ele
v. Foram comprados dentre os homens e ofertados como primcias a Deus e
ao Cordeiro.
5 Mentira nenhuma foi encontrada em suas bocas; so
imaculados.
Os Trs Anjos
6 Ento vi outro anjo, que voava pelo cu e tinha na mo o evangelho
eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nao, tribo,
lngua e povo.
7 Ele disse em alta voz: "Temam a Deus e
glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juzo. Adorem aquele que fez
os cus, a terra, o mar e as fontes das guas".
8 Um segundo anjo o seguiu, dizendo: "Caiu! Caiu a grande Babilnia
que fez todas as naes beberem do vinho da fria da sua
prostituio!"
9 Um terceiro anjo os seguiu, dizendo em alta voz: "Se algum adorar
a besta e a sua imagem e receber a sua marca na testa ou na mo,
10 tambm beber do vinho do furor de Deus que foi derramado sem mistura no
clice da sua ira. Ser ainda atormentado com enxofre ardente na
presena dos santos anjos e do Cordeiro,
11 e a fumaa do tormento de
tais pessoas sobe para todo o sempre. Para todos os que adoram a besta e
a sua imagem, e para quem recebe a marca do seu nome, no h descanso,
dia e noite".
12 Aqui est a perseverana dos santos que obedecem aos
mandamentos de Deus e permanecem fiis a Jesus.
13 Ento ouvi uma voz dos cus dizendo: "Escreva: Felizes os mortos
que morrem no Senhor de agora em diante".
Diz o Esprito: "Sim, eles descansaro das suas fadigas, pois as suas
obras os seguiro".
A Colheita da Terra
14 Olhei, e diante de mim estava uma nuvem branca e, assentado sobre a
nuvem, algum "semelhante a um filho de homem" [b] . Ele
estava com uma coroa de ouro na cabea e uma foice afiada na mo.
15 Ento saiu do santurio um outro anjo, que bradou em alta voz quele que
estava assentado sobre a nuvem: "Tome a sua foice e faa a colheita,
pois a safra da terra est madura; chegou a hora de colh-la".
16 Assim, aquele que estava assentado sobre a nuvem passou sua foice pela
terra, e a terra foi ceifada.
17 Outro anjo saiu do santurio dos cus, trazendo tambm uma foice
afiada.
18 E ainda outro anjo, que tem autoridade sobre o fogo, saiu do
altar e bradou em alta voz quele que tinha a foice afiada: "Tome sua
foice afiada e ajunte os cachos de uva da videira da terra, porque as
suas uvas esto maduras!"
19 O anjo passou a foice pela terra,
ajuntou as uvas e as lanou no grande lagar da ira de Deus.
20 Elas
foram pisadas no lagar, fora da cidade, e correu sangue do lagar,
chegando ao nvel dos freios dos cavalos, numa distncia de cerca de
trezentos quilmetros [c] .
Notas de rodap:
[a] 14.4 Grego: virgens .
[b] 14.14 Dn 7.13
[c] 14.20 Grego: 1.600 estdios . Um estdio equivalia a 185 metros.

APOCALIPSE-CAPITULO-15
Os Sete Anjos e as Sete Pragas
1 Vi no cu outro sinal, grande e maravilhoso: sete anjos com as sete
ltimas pragas, pois com elas se completa a ira de Deus.
2 Vi algo
semelhante a um mar de vidro misturado com fogo, e, em p, junto ao mar,
os que tinham vencido a besta, a sua imagem e o nmero do seu nome. Eles
seguravam harpas que lhes haviam sido dadas por Deus,
3 e cantavam o
cntico de Moiss, servo de Deus, e o cntico do Cordeiro:
"Grandes e maravilhosas
so as tuas obras,
Senhor Deus todo-poderoso.
Justos e verdadeiros
so os teus caminhos,
 Rei das naes.
4 Quem no te temer,  Senhor?
Quem no glorificar o teu nome?
Pois tu somente s santo.
Todas as naes viro  tua presena
e te adoraro,
pois os teus atos de justia
se tornaram manifestos".
5 Depois disso olhei e vi que se abriu nos cus o santurio, o
tabernculo da aliana.
6 Saram do santurio os sete anjos com as sete
pragas. Eles estavam vestidos de linho puro e resplandecente, e tinham
cintures de ouro ao redor do peito.
7 E um dos quatro seres viventes
deu aos sete anjos sete taas de ouro cheias da ira de Deus, que vive
para todo o sempre.
8 O santurio ficou cheio da fumaa da glria de
Deus e do seu poder, e ningum podia entrar no santurio enquanto no se
completassem as sete pragas dos sete anjos.

APOCALIPSE-CAPITULO-16
As Sete Taas da Ira de Deus
1 Ento ouvi uma forte voz que vinha do santurio e dizia aos sete
anjos: "Vo derramar sobre a terra as sete taas da ira de Deus".
2 O primeiro anjo foi e derramou a sua taa pela terra, e abriram-se
feridas malignas e dolorosas naqueles que tinham a marca da besta e
adoravam a sua imagem.
3 O segundo anjo derramou a sua taa no mar, e este se transformou em
sangue como de um morto, e morreu toda criatura que vivia no mar.
4 O terceiro anjo derramou a sua taa nos rios e nas fontes, e eles se
transformaram em sangue.
5 Ento ouvi o anjo que tem autoridade sobre
as guas dizer:
"Tu s justo,
tu, o Santo, que s e que eras,
porque julgaste estas coisas;
6 pois eles derramaram
o sangue dos teus santos
e dos teus profetas,
e tu lhes deste sangue
para beber,
como eles merecem".
7 E ouvi o altar responder:
"Sim, Senhor Deus todo-poderoso,
verdadeiros e justos
so os teus juzos".
8 O quarto anjo derramou a sua taa no sol, e foi dado poder ao sol
para queimar os homens com fogo.
9 Estes foram queimados pelo forte
calor e amaldioaram o nome de Deus, que tem domnio sobre estas pragas;
contudo, recusaram arrepender-se e glorific-lo.
10 O quinto anjo derramou a sua taa sobre o trono da besta, cujo reino
ficou em trevas. De tanta agonia, os homens mordiam a prpria lngua,
11 e blasfemavam contra o Deus dos cus, por causa das suas dores e das
suas feridas; contudo, recusaram arrepender-se das obras que haviam
praticado.
12 O sexto anjo derramou a sua taa sobre o grande rio Eufrates, e
secaram-se as suas guas para que fosse preparado o caminho para os reis
que vm do Oriente.
13 Ento vi sarem da boca do drago, da boca da
besta e da boca do falso profeta trs espritos imundos [a]
semelhantes a rs.
14 So espritos de demnios que realizam sinais
miraculosos; eles vo aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para
a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso.
15 "Eis que venho como ladro! Feliz aquele que permanece vigilante e
conserva consigo as suas vestes, para que no ande nu e no seja vista a
sua vergonha."
16 Ento os trs espritos os reuniram no lugar que, em hebraico, 
chamado Armagedom.
17 O stimo anjo derramou a sua taa no ar, e do santurio saiu uma
forte voz que vinha do trono, dizendo: "Est feito!"
18 Houve,
ento, relmpagos, vozes, troves e um forte terremoto. Nunca havia
ocorrido um terremoto to forte como esse desde que o homem existe sobre
a terra.
19 A grande cidade foi dividida em trs partes, e as cidades
das naes se desmoronaram. Deus lembrou-se da grande Babilnia e lhe
deu o clice do vinho do furor da sua ira.
20 Todas as ilhas fugiram, e
as montanhas desapareceram.
21 Caram sobre os homens, vindas do cu,
enormes pedras de granizo, de cerca de trinta e cinco quilos [b]
cada; eles blasfemaram contra Deus por causa do granizo, pois a praga
fora terrvel.
Notas de rodap:
[a] 16.13 Ou malignos
[b] 16.21 Grego: 1 talento.

APOCALIPSE-CAPITULO-17
A Mulher Montada na Besta
1 Um dos sete anjos que tinham as sete taas aproximou-se e me disse:
"Venha, eu lhe mostrarei o julgamento da grande prostituta que est
sentada sobre muitas guas,
2 com quem os reis da terra se
prostituram; os habitantes da terra se embriagaram com o vinho da sua
prostituio".
3 Ento o anjo me levou no Esprito para um deserto. Ali vi uma mulher
montada numa besta vermelha, que estava coberta de nomes blasfemos e que
tinha sete cabeas e dez chifres.
4 A mulher estava vestida de azul e
vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e prolas. Segurava um
clice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua
prostituio.
5 Em sua testa havia esta inscrio:
MISTRIO:
BABILNIA, A GRANDE;
A ME DAS PROSTITUTAS
E DAS PRTICAS REPUGNANTES DA TERRA.
6 Vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos, o sangue
das testemunhas [a] de Jesus.
Quando a vi, fiquei muito admirado.
7 Ento o anjo me disse: "Por que
voc est admirado? Eu lhe explicarei o mistrio dessa mulher e da besta
sobre a qual ela est montada, que tem sete cabeas e dez chifres.
8 A
besta que voc viu, era e j no . Ela est para subir do Abismo e
caminha para a perdio. Os habitantes da terra, cujos nomes no foram
escritos no livro da vida desde a criao do mundo, ficaro admirados
quando virem a besta, porque ela era, agora no , e entretanto vir.
9 "Aqui se requer mente sbia. As sete cabeas so sete colinas sobre
as quais est sentada a mulher.
10 So tambm sete reis. Cinco j
caram, um ainda existe, e o outro ainda no surgiu; mas, quando surgir,
dever permanecer durante pouco tempo.
11 A besta que era, e agora no
,  o oitavo rei.  um dos sete, e caminha para a perdio.
12 "Os dez chifres que voc viu so dez reis que ainda no receberam
reino, mas que por uma hora recebero autoridade como reis, junto com a
besta.
13 Eles tm um nico propsito, e daro seu poder e sua
autoridade  besta.
14 Guerrearo contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os
vencer, pois  o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencero com
ele os seus chamados, escolhidos e fiis".
15 Ento o anjo me disse: "As guas que voc viu, onde est sentada a
prostituta, so povos, multides, naes e lnguas.
16 A besta e os dez
chifres que voc viu odiaro a prostituta. Eles a levaro  runa e a
deixaro nua, comero a sua carne e a destruiro com fogo,
17 pois Deus
colocou no corao deles o desejo de realizar o propsito que ele tem,
levando-os a concordarem em dar  besta o poder que eles tm para reinar
at que se cumpram as palavras de Deus.
18 A mulher que voc viu  a
grande cidade que reina sobre os reis da terra".
Notas de rodap:
[a] 17.6 Ou dos mrtires

APOCALIPSE-CAPITULO-18
A Queda da Babilnia
1 Depois disso vi outro anjo que descia dos cus. Tinha grande
autoridade, e a terra foi iluminada por seu esplendor.
2 E ele bradou
com voz poderosa:
"Caiu! Caiu a grande Babilnia!
Ela se tornou habitao
de demnios
e antro de todo esprito imundo [a] ,
antro de toda ave impura
e detestvel,
3 pois todas as naes beberam
do vinho da fria
da sua prostituio.
Os reis da terra
se prostituram com ela;
 custa do seu luxo excessivo
os negociantes da terra
se enriqueceram".
4 Ento ouvi outra voz dos cus que dizia:
"Saiam dela, vocs, povo meu,
para que vocs no participem dos seus pecados,
para que as pragas
que vo cair sobre ela
no os atinjam!
5 Pois os pecados da Babilnia
acumularam-se at o cu,
e Deus se lembrou
dos seus crimes.
6 Retribuam-lhe
na mesma moeda;
paguem-lhe em dobro
pelo que fez;
misturem para ela uma poro dupla
no seu prprio clice.
7 Faam-lhe sofrer tanto tormento
e tanta aflio
como a glria e o luxo a que ela se entregou.
Em seu corao
ela se vangloriava:
``Estou sentada como rainha;
no sou viva
e jamais terei tristeza''.
8 Por isso num s dia
as suas pragas a alcanaro:
morte, tristeza e fome;
e o fogo a consumir,
pois poderoso  o Senhor Deus que a julga.
9 "Quando os reis da terra, que se prostituram com ela e
participaram do seu luxo, virem a fumaa do seu incndio, choraro e se
lamentaro por ela.
10 Amedrontados por causa do tormento dela, ficaro
de longe e gritaro:
" ``Ai! A grande cidade!
Babilnia, cidade poderosa!
Em apenas uma hora
chegou a sua condenao!''
11 "Os negociantes da terra choraro e se lamentaro por causa dela,
porque ningum mais compra a sua mercadoria:
12 artigos como ouro,
prata, pedras preciosas e prolas; linho fino, prpura, seda e tecido
vermelho; todo tipo de madeira de cedro e peas de marfim, madeira
preciosa, bronze, ferro e mrmore;
13 canela e outras especiarias,
incenso, mirra e perfumes; vinho e azeite de oliva, farinha fina e
trigo; bois e ovelhas, cavalos e carruagens, e corpos e almas de seres
humanos [b] .
14 "Eles diro: ``Foram-se as frutas que tanto lhe apeteciam! Todas
as suas riquezas e todo o seu esplendor se desvaneceram; nunca mais
sero recuperados''.
15 Os negociantes dessas coisas, que enriqueceram
 custa dela, ficaro de longe, amedrontados com o tormento dela, e
choraro e se lamentaro,
16 gritando:
"``Ai! A grande cidade,
vestida de linho fino,
de roupas de prpura
e vestes vermelhas,
adornada de ouro,
pedras preciosas e prolas!
17 Em apenas uma hora,
tamanha riqueza
foi arruinada!''
"Todos os pilotos, todos os passageiros e marinheiros dos navios e
todos os que ganham a vida no mar ficaro de longe.
18 Ao verem a
fumaa do incndio dela, exclamaro: ``Que outra cidade jamais se
igualou a esta grande cidade?''
19 Lanaro p sobre a cabea e,
lamentando-se e chorando, gritaro:
"``Ai! A grande cidade!
Graas  sua riqueza,
nela prosperaram
todos os que tinham
navios no mar!
Em apenas uma hora
ela ficou em runas!
20 Celebrem o que se deu com ela,  cus!
Celebrem,  santos, apstolos
e profetas!
Deus a julgou, retribuindo-lhe
o que ela fez a vocs ''".
21 Ento um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma grande
pedra de moinho, lanou-a ao mar e disse:
"Com igual violncia
ser lanada por terra
a grande cidade
de Babilnia,
para nunca mais
ser encontrada.
22 Nunca mais se ouvir em seu meio
o som dos harpistas, dos msicos,
dos flautistas e dos tocadores
de trombeta.
Nunca mais se achar dentro de seus muros
artfice algum, de qualquer profisso.
Nunca mais se ouvir em seu meio
o rudo das pedras de moinho.
23 Nunca mais brilhar dentro de seus muros
a luz da candeia.
Nunca mais se ouvir ali
a voz do noivo e da noiva.
Seus mercadores eram
os grandes do mundo.
Todas as naes
foram seduzidas
por suas feitiarias.
24 Nela foi encontrado sangue
de profetas e de santos,
e de todos os que foram assassinados
na terra".
Notas de rodap:
[a] 18.2 Ou maligno
[b] 18.13 Ou corpos, e at almas humanas

APOCALIPSE-CAPITULO-19
Aleluia!
1 Depois disso ouvi nos cus algo semelhante  voz de uma grande
multido, que exclamava:
"Aleluia!
A salvao, a glria e o poder
pertencem ao nosso Deus,
2 pois verdadeiros e justos
so os seus juzos.
Ele condenou
a grande prostituta
que corrompia a terra
com a sua prostituio.
Ele cobrou dela o sangue
dos seus servos".
3 E mais uma vez a multido exclamou:
"Aleluia!
A fumaa que dela vem,
sobe para todo o sempre".
4 Os vinte e quatro ancios e os quatro seres viventes prostraram-se e
adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram:
"Amm, Aleluia!"
5 Ento veio do trono uma voz, conclamando:
"Louvem o nosso Deus,
todos vocs, seus servos,
vocs que o temem,
tanto pequenos como grandes!"
6 Ento ouvi algo semelhante ao som de uma grande multido, como o
estrondo de muitas guas e fortes troves, que bradava:
"Aleluia!,
pois reina
o Senhor, o nosso Deus,
o Todo-poderoso.
7 Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos
e dar-lhe glria!
Pois chegou a hora
do casamento do Cordeiro,
e a sua noiva j se aprontou.
8 Para vestir-se, foi-lhe dado
linho fino, brilhante e puro".
O linho fino so os atos justos dos santos.
9 E o anjo me disse: "Escreva: Felizes os convidados para o banquete
do casamento do Cordeiro!" E acrescentou: "Estas so as palavras
verdadeiras de Deus".
10 Ento ca aos seus ps para ador-lo, mas ele me disse: "No faa
isso! Sou servo como voc e como os seus irmos que se mantm fiis ao
testemunho [a] de Jesus. Adore a Deus! O testemunho de Jesus  o
esprito de profecia".
O Cavaleiro no Cavalo Branco
11 Vi os cus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro
se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justia.
12 Seus
olhos so como chamas de fogo, e em sua cabea h muitas coroas [b]
e um nome que s ele conhece, e ningum mais.
13 Est vestido com um
manto tingido de sangue, e o seu nome  Palavra de Deus.
14 Os
exrcitos dos cus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e
montados em cavalos brancos.
15 De sua boca sai uma espada afiada, com
a qual ferir as naes. "Ele as governar com cetro de ferro."
[c] Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus
todo-poderoso.
16 Em seu manto e em sua coxa est escrito este nome:
REI DOS REIS
E SENHOR DOS SENHORES.
17 Vi um anjo que estava em p no sol e que clamava em alta voz a todas
as aves que voavam pelo meio do cu: "Venham, renam-se para o grande
banquete de Deus,
18 para comerem carne de reis, generais e poderosos,
carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos: livres e
escravos, pequenos e grandes".
19 Ento vi a besta, os reis da terra e os seus exrcitos reunidos para
guerrearem contra aquele que est montado no cavalo e contra o seu
exrcito.
20 Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia
realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia
enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os
dois foram lanados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.
21 Os
demais foram mortos com a espada que saa da boca daquele que est
montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles.
Notas de rodap:
[a] 19.10 Ou que mantm o testemunho
[b] 19.12 Grego: diademas .
[c] 19.15 Sl 2.9

APOCALIPSE-CAPITULO-20
Os Mil Anos
1 Vi descer dos cus um anjo que trazia na mo a chave do Abismo e uma
grande corrente.
2 Ele prendeu o drago, a antiga serpente, que  o
Diabo, Satans, e o acorrentou por mil anos;
3 lanou-o no Abismo,
fechou-o e ps um selo sobre ele, para assim impedi-lo de enganar as
naes, at que terminassem os mil anos. Depois disso,  necessrio que
ele seja solto por um pouco de tempo.
4 Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada
autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa
do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles no tinham adorado a
besta nem a sua imagem, e no tinham recebido a sua marca na testa nem
nas mos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 (O restante dos mortos no voltou a viver at se completarem os mil
anos.) Esta  a primeira ressurreio.
6 Felizes e santos os que
participam da primeira ressurreio! A segunda morte no tem poder sobre
eles; sero sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinaro com ele durante
mil anos.
A Destruio de Satans
7 Quando terminarem os mil anos, Satans ser solto da sua priso
8 e
sair para enganar as naes que esto nos quatro cantos da terra, Gogue
e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu nmero  como a areia
do mar.
9 As naes marcharam por toda a superfcie da terra e cercaram
o acampamento dos santos, a cidade amada; mas um fogo desceu do cu e as
devorou.
10 O Diabo, que as enganava, foi lanado no lago de fogo que
arde com enxofre, onde j haviam sido lanados a besta e o falso
profeta. Eles sero atormentados dia e noite, para todo o sempre.
Os Mortos So Julgados
11 Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado.
A terra e o cu fugiram da sua presena, e no se encontrou lugar para
eles.
12 Vi tambm os mortos, grandes e pequenos, em p diante do
trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida.
Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que
estava registrado nos livros.
13 O mar entregou os mortos que nele
havia, e a morte e o Hades [a] entregaram os mortos que neles
havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito.
14 Ento
a morte e o Hades foram lanados no lago de fogo. O lago de fogo  a
segunda morte.
15 Aqueles cujos nomes no foram encontrados no livro da
vida foram lanados no lago de fogo.
Notas de rodap:
[a] 20.13 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte
ou profundezas; tambm no versculo 14.

APOCALIPSE-CAPITULO-21
A Nova Jerusalm
1 Ento vi novos cus e nova terra, pois o primeiro cu e a primeira
terra tinham passado; e o mar j no existia.
2 Vi a Cidade Santa, a
nova Jerusalm, que descia dos cus, da parte de Deus, preparada como
uma noiva adornada para o seu marido.
3 Ouvi uma forte voz que vinha do
trono e dizia: "Agora o tabernculo de Deus est com os homens, com os
quais ele viver. Eles sero os seus povos [a] ; o prprio Deus
estar com eles e ser o seu Deus.
4 Ele enxugar dos seus olhos toda
lgrima. No haver mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a
antiga ordem j passou".
5 Aquele que estava assentado no trono disse: "Estou fazendo novas
todas as coisas!" E acrescentou: "Escreva isto, pois estas palavras
so verdadeiras e dignas de confiana".
6 Disse-me ainda: "Est feito. Eu sou o Alfa e o mega, o Princpio e
o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da gua
da vida.
7 O vencedor herdar tudo isto, e eu serei seu Deus e ele ser
meu filho.
8 Mas os covardes, os incrdulos, os depravados, os
assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam
feitiaria, os idlatras e todos os mentirosos: o lugar deles ser no
lago de fogo que arde com enxofre. Esta  a segunda morte".
9 Um dos sete anjos que tinham as sete taas cheias das ltimas sete
pragas aproximou-se e me disse: "Venha, eu lhe mostrarei a noiva, a
esposa do Cordeiro".
10 Ele me levou no Esprito a um grande e alto
monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalm, que descia dos cus, da
parte de Deus.
11 Ela resplandecia com a glria de Deus, e o seu brilho
era como o de uma jia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal.
12 Tinha um grande e alto muro com doze portas e doze anjos junto s
portas. Nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.
13 Havia trs portas ao oriente, trs ao norte, trs ao sul e trs ao
ocidente.
14 O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam
os nomes dos doze apstolos do Cordeiro.
15 O anjo que falava comigo tinha como medida uma vara feita de ouro,
para medir a cidade, suas portas e seus muros.
16 A cidade era
quadrangular, de comprimento e largura iguais. Ele mediu a cidade com a
vara; tinha dois mil e duzentos quilmetros [b] de comprimento; a
largura e a altura eram iguais ao comprimento.
17 Ele mediu o muro, e
deu sessenta e cinco metros de espessura [c] , segundo a medida
humana que o anjo estava usando.
18 O muro era feito de jaspe e a
cidade era de ouro puro, semelhante ao vidro puro.
19 Os fundamentos
dos muros da cidade eram ornamentados com toda sorte de pedras
preciosas. O primeiro fundamento era ornamentado com jaspe; o segundo
com safira; o terceiro com calcednia; o quarto com esmeralda;
20 o
quinto com sardnio; o sexto com srdio; o stimo com crislito; o
oitavo com berilo; o nono com topzio; o dcimo com crispraso; o dcimo
primeiro com jacinto; e o dcimo segundo com ametista. [d]
21 As
doze portas eram doze prolas, cada porta feita de uma nica prola. A
rua principal da cidade era de ouro puro, como vidro transparente.
22 No vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o
Cordeiro so o seu templo.
23 A cidade no precisa de sol nem de lua
para brilharem sobre ela, pois a glria de Deus a ilumina, e o Cordeiro
 a sua candeia.
24 As naes andaro em sua luz, e os reis da terra
lhe traro a sua glria.
25 Suas portas jamais se fecharo de dia, pois
ali no haver noite.
26 A glria e a honra das naes lhe sero
trazidas.
27 Nela jamais entrar algo impuro, nem ningum que pratique
o que  vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes esto
escritos no livro da vida do Cordeiro.
Notas de rodap:
[a] 21.3 Alguns manuscritos dizem o seu povo.
[b] 21.16 Grego: 12.000 estdios . Um estdio equivalia a 185 metros.
[c] 21.17 Ou metros de altura. Grego: 144 cvados . O cvado era uma
medida linear de cerca de 45 centmetros.
[d] 21.20 A identificao precisa de algumas destas pedras no 
conhecida.

APOCALIPSE-CAPITULO-22
O Rio da Vida
1 Ento o anjo me mostrou o rio da gua da vida que, claro como
cristal, flua do trono de Deus e do Cordeiro,
2 no meio da rua
principal da cidade. De cada lado do rio estava a rvore da vida, que
frutifica doze vezes por ano, uma por ms. As folhas da rvore servem
para a cura das naes.
3 J no haver maldio nenhuma. O trono de
Deus e do Cordeiro estar na cidade, e os seus servos o serviro.
4 Eles vero a sua face, e o seu nome estar em suas testas.
5 No haver
mais noite. Eles no precisaro de luz de candeia, nem da luz do sol,
pois o Senhor Deus os iluminar; e eles reinaro para todo o sempre.
6 O anjo me disse: "Estas palavras so dignas de confiana e
verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espritos dos profetas, enviou o seu
anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve ho de
acontecer [a] .
Jesus Vem em Breve
7 "Eis que venho em breve! Feliz  aquele que guarda as palavras da
profecia deste livro".
8 Eu, Joo, sou aquele que ouviu e viu estas coisas. Tendo-as ouvido e
visto, ca aos ps do anjo que me mostrou tudo aquilo, para ador-lo.
9 Mas ele me disse: "No faa isso! Sou servo como voc e seus irmos,
os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro. Adore a
Deus!"
10 Ento me disse: "No sele as palavras da profecia deste livro,
pois o tempo est prximo.
11 Continue o injusto a praticar injustia;
continue o imundo na imundcia; continue o justo a praticar justia; e
continue o santo a santificar-se".
12 "Eis que venho em breve! A minha recompensa est comigo, e eu
retribuirei a cada um de acordo com o que fez.
13 Eu sou o Alfa e o
mega, o Primeiro e o ltimo, o Princpio e o Fim.
14 "Felizes os que lavam as suas vestes, e assim tm direito  rvore
da vida e podem entrar na cidade pelas portas.
15 Fora ficam os ces,
os que praticam feitiaria, os que cometem imoralidades sexuais, os
assassinos, os idlatras e todos os que amam e praticam a mentira.
16 "Eu, Jesus, enviei o meu anjo para dar a vocs este testemunho
concernente s igrejas. Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a
resplandecente Estrela da Manh."
17 O Esprito e a noiva dizem: "Vem!" E todo aquele que ouvir diga:
"Vem!" Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graa da gua
da vida.
18 Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se
algum lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentar as pragas descritas
neste livro.
19 Se algum tirar alguma palavra deste livro de profecia,
Deus tirar dele a sua parte na rvore da vida e na cidade santa, que
so descritas neste livro.
20 Aquele que d testemunho destas coisas diz: "Sim, venho em
breve!"
Amm. Vem, Senhor Jesus!
21 A graa do Senhor Jesus seja com todos. Amm.
Notas de rodap:
[a] 22.6 Ou que acontecero rapidamente
