
CAVALOS DE FOGO

A. Nelson Rocha



Primeira edio 1993

Formatado por SusanaCap

WWW.PORTALDETONANDO.COM.BR/FORUMNOVO/


     Uma explicao s perguntas mais difceis de todos os cristos. Uma conversa entre ngelo e um anjo dentro da Nova Jerusalm. ngelo pergunta e explica ao anjo.
Os dois so edificados porque havia coisas que o anjo no sabia, mas ngelo sim. Um compndio de Teologia Bblica baseado na vida crist o ponto de vista celestial.
Depois de ler este livro, voc no ser o mesmo!
DEDICATRIA
     Dedico este livro a minha esposa e a meus filhos, que nas horas mais dificeis de minha preparao na Escola do Esprito, jamais se afastaram de mim:
     Mara, Elghis e Nelson Junior, meus amores.
     A. Nelson Rocha, Missionrio brasileiro, que atualmente reside no Mxico, o qual Deus tem usado no Ministrio Proftico de ensino, trazendo formao crist
restaurada a milhares de ministros, preparando-os para discernir e cumprir o propsito para o qual foram levantados.
     
UMA SAUDAO NA ENTRADA
     "Mas chegastes ao Monte de Sio e  cidade do Deus vivo,  Jerusalm celestial, e aos muitos milhares de anjos;  universal assemblia e igreja dos primognitos, 
que esto inscritos nos cus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espritos dos justos aperfeioados; e a Jesus, o Mediador duma Nova Aliana, e ao sangue da asperso, 
que fala melhor do que o de Abel" (Hebreus 12.22-24). 
     
O MONTE PRIMITIVO
     "Estavas no den, jardim de Deus: Toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardnia, o topzio, o diamante, a turquesa, o nix, o jaspe, a safira, o carbnculo, 
a esmeralda e o ouro: A obra dos teus tambores e dos teus pfaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras querubim ungido para proteger, 
e te estabeleci: No monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas" (Ezequiel 28.13,14). 
     
O FUNDAMENTO DA CIDADE

     "Porque eis que os reis se ajuntaram: Eles passaram juntos. Viram-no e ficaram maravilhados; ficaram assombrados e se apressaram em fugir. Tremor ali os tomou, 
e dores como de parturiente. Tu quebras as naus de Tarsis com um vento oriental. Como o ouvimos, assim o vimos na cidade do Senhor dos Exrcitos, na cidade do nosso 
Deus. Deus a confirmar para sempre. Lembra-nos,  Deus, da tua benignidade no meio do teu templo. Segundo  o teu nome,  Deus, assim  o teu louvor, at aos fins 
da terra: A tua mo direita est cheia de justia. Alegre-se o monte de Sio; alegrem-se as filhas de Jud por causa dos teus juzos. Rodeai Sio; cercai-a; contai 
as suas torres; notai bem os seus antemuros; observai os seus palcios, para que tudo narreis  gerao seguinte. Porque este Deus  o nosso Deus para sempre; ele 
ser nosso guia at  morte"
     (Salmo 48.4-14).
     
OS CIDADOS NO NECESSITAM DE PASSAPORTE
     "O seu fundamento est nos montes santos. O Senhor ama as portas de Sio, mais do que todas as habitaes deJac. Cousas gloriosas se dizem de ti,  cidade 
de Deus. Dentre os que me conhecem, farei meno de Raabe e de Babilnia: Eis que da Filstia, e de Tiro, e da Etipia, se dir: Este  nascido ali. E de Sio se 
dir: Este e aquele nasceram ali: E o mesmo Altssimo a estabelecer. O Senhor, ao fazer descrio dos povos, dir: Este  nascido ali. E os cantores e os tocadores 
de instrumentos entoaro: Todas as minhas fontes esto em ti" 
     (Salmo 87). 
INTRODUO  HISTRIA
     A histria deste livro  sublime. No princpio, escrevi um captulo para um livro que abordava outro tema. Havia pensado em escrever um texto para explicar 
um mapa teolgico que eu mesmo havia esboado sobre a obra do Esprito Santo, os templos e tabernculos da Bblia. Todavia, quando eu escrevia, veio a inspirao 
sobre o tema que deu origem a este livro. A histria  hipottica. Me inspirei em ngelo. Ele no existe,  um protagonista. Em muitos aspectos, ngelo sou eu mesmo. 
Escrevi o livro em forma de dilogo. Tudo que o Esprito em minhas meditaes, em meio de minhas grandes lutas, triunfos, lies e vitrias, me havia ensinado, aqui 
registro. 
     Que seja uma grande bno para voc! 

Um peregrino 
     
PREFCIO
     Cavalos de Fogo: Com que ttulo poderamos lanar um livro que falasse da extrema atividade desenvolvida em nossos dias nas regies celestiais?
     A todo instante eles cruzam velozmente as regies celestiais, preparando a Igreja de Deus para o grande momento que a espera. Em todo canto do mundo, pessoas 
sensitivas do mundo espiritual relatam essa imensa atividade que acontece nas regies celestiais. Sejam os simpatizantes da Nova Era ou os mais ortodoxos catlicos 
e evanglicos, eles querem explicar o que ocorre no mundo espiritual com a conseqente reao no mundo fsico.
     Estas so as atividades demonacas na Terra, a magia, satanismo, adivinhaes, OVNI' s, tar, astrologia... Universo em desencanto, Testemunhas de Jeov, seitas 
orientais... mas o que realmente est acontecendo?
     Todos tm uma resposta para dar explicao como lhes parece racional. Contudo, nada disso nos traz uma orientao direta do "amigo de Abrao", que no far 
nada na Terra sem se revelar primeiro ao seu grande amigo, que  hoje a Igreja.
     Portanto, a resposta para estas indagaes, s aquele que tudo criou pode dar. S ele pode saber na sua imensurvel sabedoria, o que est acontecendo agora. 
Esta resposta no pode ser dada, a no se r  sua Igreja, pois ela  o motivo de tudo o que agora ocorre.
     Tudo o que acontece visa a preparao da Igreja para o seu arrebatamento - momento maior da Igreja quando subir para encontrar-se como noivo nos ares.
     Sabemos tambm que, para o homem poder compreender que as verdades reveladas vm do trono da graa,  necessrio que o Senhor a confirme previamente, e isto 
se d pelo testemunho da Palavra viva e eterna do nosso Deus - a Bblia Sagrada.
     Dessa forma vemos que para algum poder ver e entender o que acontece no mundo espiritual, em sua preparao para o arrebatamento, ter que considerar dois 
atributos indispensveis:
     1) Um conhecimento profundo da Palavra de Deus, algum que a manuseie com profundidade, usando tambm do conhecimento e da sabedoria humana, dedicando-as ao 
servio de Jesus.
     2) Uma profunda intimidade com Deus, a ponto dele lhe abrir as portas para mostrar-lhe a intimidade do seu mundo ainda no revelado.
     Quem melhor hoje teria estas qualidades, seno o Pastor A. Nelson Rocha, que todos que o conhecem e privam da sua intimidade, testemunham.
     Quem j ouviu a sua pregao ou participou de um estudo por ele dirigido sabe certamente o porqu ele foi escolhido. Aqueles que ainda no tiveram este privilgio, 
aps a leitura, sabero tambm, que ele  o que afirmo.
     Pelos amigos de um homem podemos saber quem ele . O que podemos concluir, ento, de um amigo ntimo, a tal ponto que,  semelhana de Daniel, o Senhor lhe 
abriu as portas do cu.
     Como acontece com todas as pessoas que buscam muito a presena do Senhor, elas so conhecidas por Deus como aqueles que O amam e adoram, mas que tambm so 
olhadas com crtica por aqueles a quem o Senhor no escolheu para esta obra.
     Mas ns, que pertencemos  nao santa e  raa eleita dizemos "Senhor, muito obrigado por esta vida e use sempre este canal ou o que o que o Senhor quiser, 
para nos trazer sempre a Palavra que vivifica a sua Igreja e a leva a preparar-se mais e mais para o grande momento".
     Esta obra, sem dvida, ser um "best-seller" em nossa nao.
     Pr. Armando Gonalves Macedo
     Presidente do Ministrio Cristo  Vida
     
A INSPIRAO DO LIVRO
     "O Esprito. Seu nome RUAH! Identificado posteriormente como uma pessoa, mais que isto: Deus. Desde o princpio absoluto era Deus. No princpio criacional do 
kosmos, continuou sendo Deus. O princpio absoluto foi antes do criacional. No primeiro, ele era Deus e o continuou sendo no segundo. Ele veio. Ningum o recusou. 
Ningum o matou. Ele foi o primeiro enviado ao kosmos. Ele aceitou ser um missionrio para o projeto. O projeto no poderia tornar-se realidade, se ele no se imiscusse 
nele. Ele precisava envolver-se profunda e poderosamente.
     At o final da Histria concluiremos que sua principal ao era o mover-se sobre algo. Seu mover sempre foi um mover pr-investimento. Ele nunca se move se 
algo no for acontecer para a glria de Deus. Seu mover desde o princpio foi:
     Preparatrio para uma grande criao: "E o Esprito de Deus se movia sobre a face do abismo" (Gn 1.2). Aqui no est dizendo que ele se movia num palcio. Ele 
se movia sobre a face do abismo. O Esprito Santo aceita mover-se para investir nos Projetos do Pai e do Filho. Ele aceita pagar o preo de mover-se num lugar aonde 
no h nada real.
     Luz: "E havia trevas...". Ele pode mover-se em nossas trevas. Se tudo for trevas.., no ser mais trevas que aquele dia escuro, quando ele entrou no mundo, 
sem haver resqucio de qualquer tipo de luz. No h trevas que ele no possa conhecer. Ele veio e se identificou com a necessidade que havia de luz. O Pai fez ouvir 
sua voz realizadora e logo disse "haja luz" para comear a grande construo do mundo. Mas o Esprito pairou muito tempo no meio das trevas. Que interesse teria 
Ele em permanecer nas trevas, nesse movimento, se no tivesse idia da dimenso futura que ocorreria aps a palavra inicial ordenando "haja luz", quando os mares 
estreis sentissem o pulsar da vida ao perceberem navegantes peixes dos mais diversos e exticos, cortando suas guas!
     Deus nunca se move sem ter um objetivo. Ele ter sempre um propsito definido em todas as coisas. Aquele que se moveu nas densas trevas do grande, estril e 
improdutivo kosmos, no saber transformar nossa vida num jardim bem regado?
     Vida: Se no havia luz, no havia vida. A nica possibilidade de vida era a esperana, e esta residia na insondvel mente do Esprito. Que profunda esperana! 
Nele estava a vida. A vida se movia sobre um estado de morte. Nenhum peixe sobre as guas! Nenhuma vida nos abismos! Nem um som sequer!
     O Esprito acostumado com a glria, deixa o Trono e vem viver sobre um mundo frio, inerte e sem vida!
     O seu mover tridimensional sobre o mundo sem forma e vazio, era um treino para o dia da ressurreio do corpo de Cristo! O seu mover no seria vo. O p da 
Terra tirado para dar a formao do homem ainda no estaria quente e agitado com aquele costumeiro mover do Esprito! O mover do Esprito tornou mais fcil a formao 
de Ado. O Pai apenas dizia "haja" e havia. Estava quente o barro. Deus nunca ordena qualquer realizao criadora sem que primeiramente haja primeiro um permanente 
e correto mover de seu Esprito.
     Ele se move. E no se satisfaz somente nisto. Ele se move para que haja a
     posterior palavra de ordem, a ordem manifestadora que provm do aparente nada, mas  da oferta movida que vem a vida.
     O Esprito aceitou pagar o preo e no havia tempo. Nenhuma carta da "base enviadora" sobre o resultado do investimento do envio missionrio! Nenhuma opresso 
do cu sobre o seu mover. Ele se movia.
     Tempo era uma palavra mal entendida e quase o mesmo que "eras" ou
     "geraes". No se entendia esta palavra at o verso3 e 4. Tempo, isto no existia! O Esprito trabalha na eternidade. Ele sabe o que quer dizer isto - trabalhar 
na eternidade. Quer dizer trabalhar tendo em mente o que passou, o que pode passar depois daquilo que passa.
     No havia o conhecimento que calcula o tempo desde a criao de Gnesis!
     Entre os versos 1 e 3 ainda h inexistncia de tempo! No h tempo em seu movimento. Ningum o apressava. A base no lhe enviava cartinhas pedindo relatrios! 
Ele era livre. Onde ele estava havia liberdade! Somente no verso 5, vem existir o primeiro dia! Aqui entra o tempo. O tempo  inferior  eternidade.
     Quantos dias equivaliam a um segundo de mover do Esprito.
     Devemos deixar o Esprito se mover. O simples ir e voltar de uma viagem ser o tempo necessrio para ele mover-se! Nosso silncio ajuda sua obra.  melhor que 
gemamos com o Esprito do que cantarmos com a turba!  melhor o silncio das "santas mulheres" do que o gritar das danarinas de Saul! Que o Esprito se mova por 
quanto tempo achar necessrio! Quanto mais tempo ele usar, mais eterno ser seu trabalho! Se nosso trabalho com ele for gemidos inexprimveis, ser o labor semelhante 
ao desgaste do maestro ao preparar seus msicos para a grande sinfonia! Este  um trabalho silencioso, que pode at ser na casa de Pilatos! Quem pode impedir ao 
Criador de revelar-se em sonhos na mesma cama que dorme Pilatos? Pode ser na casa do rei pago. Quem poder dizer que no h ali uma criada que conhece o profeta?Deus 
nunca fica sem testemunhas! Permitamos que Ele trabalhe. Ele se move e prepara. O Pai separa e cria. Que sejamos instrumentos nas mos de Deus.
     O Esprito aceitou o preo. Este missionrio no saiu ao campo depois de uma grande campanha, com o objetivo de angariar lamparinas para o ajudar no grande 
movimento. Ele era fogo.
     O grande missionrio no esperou a terra dar fruto para identificar-se. Ele veio s trevas, ao tudo que para muitos foi nada. Ele creu. Ele aceitou crer. Ele 
investiu. Ele viveu! E quando tudo estava pronto ele continuou apreciando toda aquela obra.
     Por outro lado, o kosmos no estava certinho e bonzinho quando o recebeu.
     Tudo estava misturado. Ele se moveu naquela mistura de matria. Ele se movia da mesma maneira que o Pai do Filho Prdigo beijou o Prdigo, no af de v-lo vestido, 
calado e limpo. O Pai beijou o filho imundo e sujo, mas ele no entrou no banquete no mesmo estado em que foi beijado. O beijo do Pai assemelha-se ao mover do Esprito 
ali em Gnesis. Toda aquela mistura de coisas percebeu sua presena. Ele era santo no meio daquela mistura. Ele teria que continuar se movendo porque o dia da separao 
viria (Gn 1.18). Depois do "haja luz" vem a separao. Separao  santificao. Isto  obra do Pai. A separao fortalece as bases e as bases sustentam a realizao 
criadora. Terra na terra. gua na gua. Luz na luz. Trevas nas trevas. No h mistura no que se torna slido e perptuo. Se houve mover no passado, as marcas revelam, 
mas nem por isso desqualifica a solidez. No importa quo prdigo foi o filho, se agora ele na casa do pai degusta o bezerro cevado!
     Clame por salvao. Seu lar est destrudo. No pense que tudo ser solucionado se todos dali forem ao templo! Clame pelo Esprito. Entre ali naquele pequeno 
kosmos de idias contraditrias e de obedincia transgredida. Clame ao Esprito que venha se mover! No se importe qual o estado da vida que levam ali!
     Ele assim mesmo se mover! Seja o veculo de seu mover, e no o arco, de onde saem as setas das ms palavras e da desconfiana, da m profecia e da angustiante 
frase de descrdito! Seja um silncio para o tdio e uma ampliada voz para a f! Creia mais uma vez. Continue! Seja o levedo dessa massa! Seja o fermento desse po! 
Ningum se dar conta at aquele dia quando a voz do Pai disser "haja luz" e os "Saulos" carem e disserem: "quem s tu Senhor?" Veremos sobre os desobedientes  
luz; eles ouviro a voz e se convertero, Mas eles, e somente eles, ouviro a voz! No queira adiantar isto. Ele no tem tempo para isto. Os dias comearo depois 
do "haja luz". O seu mover  peculiaridade dele. No tente apress-lo. Cale-se e continue sendo o canal do movimento.
     (...) Aqui veio a inspirao deste livro. Estava chorando, quando...
     Minha esposa e a irm Dbora entraram no quarto em Westminster,
     Ca, e o fogo de Deus tomou todo o espao fsico.
     Elas e eu nos alegramos no esprito.
     Setembro de 1991
     
OSSOS DE FERRO
     O morro da Cotia se encontrava em uma colina alta aonde se chegava por escadas de terra. Pedaos de pau como estacas firmavam as pobres casas perigosamente 
construdas naquela colnia. Muita chuva era sinnimo de abalos de terra e morte. A gente que vivia ali estava acostumada aos funerais. No havia servio de gua 
e luz. Tudo vinha l de baixo.
     As pobres velhas eram como mulas carregando em suas costas, pesadas vasilhas de guas roubadas das torneiras dos "ricos" do "outro lado" da cidade milionria 
de Icara. Pareciam ter ossos de ferro.
     Naquele tempo havia uma pequena igreja que evangelizava os ricos dali. Os jovens evangelistas daquela congregao subiam s colinas aos domingos  tarde para 
libert-los dos demnios. "Salvos 13, sem contar as crianas", diziam nos relatrios, e os levavam para apresent-los a sua igreja na noite de domingo. Colocavam 
os negros em um lado e os "brancos" em outro. Por isto, os recm-convertidos nunca permaneciam ali.
     O morro da Cotia no tinha boa fama. Mas ali viviam Alberta, Queiz e o jovem ngelo. Eles vendiam camaro nas praias do Rio de Janeiro. Viviam do que vendiam. 
Dessa forma conseguiam sobreviver e dar educao esmerada ao jovem rapaz, em quem pesavam as marcas da consagrao. ngelo sabia disso
     e sua me guardava o segredo no seu corao. ngelo estudava pelas manhs, e  noite assistia ao Seminrio.
     Quando ngelo tinha sete anos de idade, sua me teve um sonho: Sonhou que havia comprado duas espigas de milho com vinte centavos. Uma estava verde e a outra 
madura. Ela as havia comprado em um mercado volante numa manh de sbado. Algum interpretou o sonho dizendo que havia duas fases na vida ministerial de ngelo. 
Mais tarde, com o passar dos anos, a interpretao veio torna-se uma realidade.
     ngelo era filho amado. Seu pai estava afastado dos caminhos do Senhor por algum tempo, mas recebeu boa formao crist e secular. Sua professora de escola 
dominical teve muita influncia sobre sua vida. Era muito novo quando aprendeu a amar a Deus sobre todas as coisas. Ele era feliz e no sabia.
     ngelo se formou e era conhecido como um bom mestre de Teologia, um pregador reconhecido em seu pas. Conheceu Martha, uma adorvel jovem, com a qual depois 
veio casar-se. Sendo pobre, veio viver em um bairro humilde na cidade de Niteri.
     Eram duas horas da tarde e apenas ngelo havia chegado de seus compromissos seculares, e havia um movimento policial em seu bairro. Buscavam o "Loro louco", 
um fugitivo terrvel e perigoso assassino que vivia por ali. Uma bala perdida atravessou as tbuas da janela e alcanou a ngelo, que trocava de roupa.
     - Foi no meio do peito!
     - Chamem a ambulncia!
     - No h tempo a perder! Perde muito sangue!
     - Quero meu filho! Meu filho ngelo! No te vs meu ngelo!, em prantos clamava Martha, sua esposa.
     - "No vai morrer! Ele no vai morrer! Est consagrado a Deus e tem as marcas de Deus. Isto no pode ficar assim, Deus certamente tem algum propsito nisto".
     -Vamos lev-lo!
     - Algum me ajude! Dizia um bom samaritano da vizinhana.
     - Eu o ajudo, dona. Eu estou acostumado com isso.
     Sempre havia homens bons por ali.
     Em um hospital de m fama gritavam as mulheres.
     - Cuidado com ele, pertence a Deus!
     -Acalme-se senhora, este rapaz viver!
     A porta se abre, depois de trs horas de cirurgia. Perturbadas e cansadas, a me e a esposa se levantaram:
     - E ento, doutor? Viver?
     - O que que h doutor? Como est meu filho? - as duas mulheres clamavam de uma s vez.
      "No... minha senhora. A nica coisa que podemos dizer  que est em coma. "Reze, reze" por ele, creio que pode viver. Pode ser que Deus faa alguma coisa 
por ele. Est mal, chegou um pouco tarde aqui. Ns fizemos o que pudemos. Vamos esperar um pouco".
A SENTENA DE LCIFER 
     Agonizando, ngelo, em estado de coma, foi levado a Unidade de Terapia Intensiva e o cobriram de tubos. Encontrava-se moribundo, quase morto.
     Veio do cu um anjo e sua alma foi arrebatada do corpo, no qual s permaneceu seu esprito humano.
     Vi quando meu corpo foi separado de minha alma. No estava morto, porque ouvi de longe uma voz que me dizia: "Seu esprito deve permanecer dando vida ao corpo. 
ngelo, referindo-se  minha alma, tu deves vir".
     O anjo me tocou e fui saindo lentamente. Depois, desapareci dali.
     Quando fui transportado  dimenso celestial era algo to fcil como voar, porque a freqncia era muito maior e a rapidez incomparvel. Estava na eternidade, 
era um morto-vivo e podia lembrar-me, em fraes de segundo, das coisas da terra. No era fantasia, mas sim, uma deslumbrante realidade; me senti mais vivo e lcido 
diante do monte santo de Deus.
     O monte era alto e a distncia era pequena. O alto estava baixo (Hb 12.22-24). Parecia um planeta distinto, mas era somente um lugar onde estava fundada uma 
cidade infinitamente preciosa. Por causa das pedras preciosas, a cada instante se manifestava uma cor diferente. A cidade estava edificada em palavras que se faziam 
realidade ao sair da boca de Deus. Era de alicerce firme. Abrao havia esperado por ela (Hb 11.8-10; 12.22; Ap2. 12),mas no pde ir para l ao morrer. Teve que 
esperar em outro lugar. A razo, com o tempo foi se revelando nas observaes de minhas insossegadas perguntas. Era um lugar chamado pelos Anjos de "Grande Sio", 
a capital eterna do Reino Universal do Pai, a grande pedra que segundo Daniel destri todo mal.
     O Monte Sio no est vazio, a cidade ocupa todo o seu espao; somente podemos ver algumas partes dela. O Monte Sio est tomado pela cidade.
     - Que esplendor! Que viso linda! Que  isto? Perguntou ngelo acerca do alto monte.
     - Esta  a cidade do Senhor Todo-Poderoso, respondeu o anjo Enviado; esta cidade foi planejada e feita por Deus, o grande Arquiteto. Antes, no havia nada aqui. 
O Senhor estava no monte do testemunho (Is 14.11-14); enquanto esta cidade era edificada, esperava que o Cordeiro consumasse sua obra na cruz; no dia em que o Cordeiro 
completou seu trabalho, foram postos tronos e o Ancio de dias se sentou (Dn 7.9-10); ento, o Cordeiro entrou pelas portas - o anjo lhe mostrou as portas de prolas 
por fora (Ap 21.21); foi neste dia que o cu se moveu e as portas da cidade se abriram para receber o Pai e o Filho. O Esprito de Deus foi enviado diretamente  
Igreja, (Ap 1.4; cap.5) porque j o Filho havia sido glorificado (Jo7.38, 39; 17.1-5). Abrao teve uma viso desta cidade, e esperava por ela ao caminhar pelo deserto, 
habitando em tendas desde o momento em que Deus mostrou o dia de Cristo, depois da separao de L; ele sonhava com ela. Mas p Cordeiro necessitava nascer e ser 
revelado primeiramente, e depois ir preparar lugar para os outros que receberam a mesma f e a mesma promessa.
     - Por que Abrao teve que esperar para entrar na cidade que tanto amava? (Hb 11.8,9; Lc 16.25), perguntou ngelo.
     - Abrao, ao morrer, foi a um lugar chamado Seio de Abrao, no te lembras? Disse o anjo.
     - Ah! Exclamou ngelo imediatamente.  por isso que todos os justos que morriam antes do sacrifcio de Cristo iam para o Hades! Porque a Nova Jerusalm ainda 
no havia sido inaugurada. Ento, quando Jesus morreu na cruz e proclamou a consumao de sua obra, a estabeleceu nas trs dimenses da eternidade?
     - Sim, houve uma grande mudana no cu, enfatizou o enviado. O Pai e todo Seu trono, anjos e ancios se mudaram para l; e o Cordeiro, por sua vez, foi esperado. 
Ento ele entrou com todos os santos que trouxe do Hades, todos os justos, mortos na mesma esperana de Ado e Abel (Is 61. 1,2; Jn 14. 1-3; Zc 6.8; Mt 16.18; Ef 
4.8-10).
     - De onde veio Deus? E onde ele vivia antes? Perguntou imediatamente ngelo. 
     - Olhe, respondeu o anjo, ns vivamos pelos lugares do norte (Is 14.13; Ez 28), em um grande jardim chamado den, o jardim de Deus, que est abaixo de Seu 
trono e ns ficamos ali, no vale, e o trono acima, no alto do monte. De l, Deus, nos dias antigos, protegeu esta cidade (Hb 11; Si 87.1).
     - Este  o mesmo den de Ado e Eva? Perguntou ngelo.
     - No, respondeu o anjo. Estou falando dos dias remotos do jardim de Deus, do Jardim do den, o original. O jardim do den do princpio da criao foi feito 
para Ado e Eva. Assim como os templos e tabernculos da Bblia so apenas tipos da realidade que esto na dimenso eterna; tambm o jardim do den de Gnesis  
apenas um tipo do jardim original de Deus. O jardim terreno foi apenas uma cpia do jardim celestial. Assim era o lugar que Deus queria para o homem, mas por causa 
do pecado, eles no puderam permanecer mais ali. Sobre o jardim do den celestial, abaixo do monte santo, foi aqui que tudo comeou... (Is 14.13; Ez28.11-19;31.1-19).
     - A que te referes? Buscando profundidade, interrogou o anjo.
     - Estou me referindo aos momentos terrveis da grande rebelio. Foi ali que ouvimos a sentena de Lcifer. 
     Chegamos ao vale, enquanto conclua Enviado...
     - Aqui, Lcifer e seus anjos foram condenados. Foi um dia grande e terrvel quando foram expulsos da presena de Deus, do lugar das pedras afogueadas. Eu vi 
quando, diante do trono de Deus, na presena de todos os anjos, o fogo divino foi saindo e consumindo suas credenciais e sua aparncia foi se transformando em uma 
imagem espantosa. Naquele dia, ns, os anjos, que no o aceitamos, fomos eleitos para sempre. Quo abundante e maravilhoso era o lugar onde primeiramente habitvamos! 
O den de Deus! Mas l  melhor, vamos, apontou  Nova Jerusalm.
     - Olhe ngelo, l embaixo, acabamos de passar pelo Imprio das trevas. Toda aquela regio sombria  a regio do mau, a qual Lcifer assumiu no dia em que foi 
expulso da presena de Deus. Agora veja a diferena... (apontou ao alto monte).
     No havia palavras para expressar as maravilhas que via.
     Estvamos dando voltas em todo o monte e seus fundamentos estavam sobre as altas nuvens.
     - Ns estamos nos aproximando do mar de cristal.., vamos entrar porque alguns anjos te esperam, me avisou o anjo.
     Antes de entrar, paramos um momento e a viso de tudo aquilo se tornou mais exata e gloriosa, porque o cu era mais negro abaixo. Por causa do resplendor da 
luz da cidade no se podia ver melhor de longe.
     ngelo voltou seu rosto para o sul e perguntou:
     - Quem era Lcifer?
     - Vamos entrar j. No h tempo para seguir conversando aqui, mas te direi algo... ele era o querubim que cuidava dos santurios e protegia os tesouros do reino; 
transportava em si mesmo a luz por causa de suas vestimentas satelsticas de pedras preciosas. No princpio de sua criao permanecia abaixo das nuvens e do trono, 
no centro do jardim. A princpio foi criado e era tido como o selo da perfeio. Vestia-se de toda a sorte de pedras preciosas. Ele era entendido em toda a classe 
de msica e ritmo. Toda espcie de instrumentos foram preparados para adorar a Deus no dia de sua criao. No jardim estavam todos os anjos, mas ele estava em meio 
s pedras preciosas. Somente l dentro na presena de Deus estavam as pedras afogueadas, muito mais preciosas do que aquelas. Ns o tnhamos como o grande querubim. 
Um dia foi levado do jardim para o monte santo de Deus. Entrava e saa por causa de sua perfeio. Naquele dia em uma de suas moradas aqui no vale, comearam a acontecer 
algumas coisas muito raras no meio de ns. Comearam a acontecer contradies e alguns anjos perderam a reverncia por causa de sua fama e comearam a profanar os 
santurios do jardim. Havia inveja e porfia entre alguns anjos. Lcifer comeou a engrandecer-se no meio dos outros anjos. Os 24 ancios o repreenderam e os querubins 
do trono comearam a contradiz-lo. Ento, o Senhor ouviu sua cobia no trono. O Capito dos Exrcitos do Senhor se levantou contra ele e a maioria dos anjos o seguiu. 
Mas a terceira parte foi com Lcifer. Quando o Senhor considerou que era demasiada a sua apostasia e auto-exaltao, ele foi chamado diante de todos os anjos a ser 
julgado e condenado para sempre. At hoje, todas as classes de anjos recordam a sua sentena:
     - Lcifer, para que todos os anjos que cresceram juntos nas guas do den no levantem sua cabea entre seus concriados e poderosos, e no confiem em sua estrutura 
de arcanjos, sers entregue nas mos dos regenerados que te trataro como mereces. Sers lanado na terra por um tempo e chegar tua destruio.
     Naquele tempo outro povo habitar nos lugares altos. Depois sers lanado no abismo do Seol. Os anjos se contristaro por causa de tua rebelio, com todos os 
seus seguidores sers lanado no abismo do Seol e ao som de tua queda, a terra tremer e com ela todas as naes com seus mortos cantaro a teu respeito de ti naquele 
dia. Sers somente espanto e os povos que se maravilharam de ti sero enganados. Contradisseste-te muitas vezes por causa de tua rebelio; teus ofcios e teus negcios 
no prosperaro e tua sabedoria ser corrompida. Sers jogado por terra. Achou-se iniqidade em ti. Tu governars sobre os homens quando fores lanado na Terra, 
mas sers um drago nos mares e te destruirei quando se escurecerem os cus e a Terra, quando chegar o dia em que sers aprisionado.
     Assim, aps o teu aprisionamento e o de teus seguidores, os homens e anjos escarnecero e se burlaro de ti, porque sers derrubado at o Seol, no abismo, e 
te encontrars com os mortos e eles falaro provrbios de ti e tu mesmo jamais sers lembrado como uma pessoa ilustre, porque nunca viveste como homem, mas como 
serpente e drago. Quando fores lanado ali, a Terra ter descanso porque o governo de paz e de louvor ser implantado. Os anjos eleitos cantaro  tua queda. At 
tua priso se espantar por tua causa, porque agora te exaltas por tua formosura... at os mortos no Hades se despertaro na ocasio de tua entrada. Humilharo-te 
e se consolaro. Tua cama ser sobre vermes e tua coberta sero os bichos e ser feita uma cano para ti: "Como caste do cu,  grande Lcifer, filho da alva, 
jogado foste por terra, tu que debilitavas as naes. Por causa da multido de tuas contradies fostes cheio de iniqidade e pecaste. Fostes tirado de tua posio 
e tua formosura se transformou em espanto e fostes lanado fora de meu monte santo com a tera parte dos anjos, os quais te seguiro, mas os outros que esto como 
Prncipe dos meus exrcitos, sero para sempre eleitos e entraro no gozo da minha presena".
     Emudeci diante daquelas palavras que acabara de escutar. Silenciamos. Era hora de entrar. Foi ento que comecei a observar que milhares de anjos entravam e 
saam da Grande Cidade Celestial; todos eles tinham um sorriso em seus lbios e muitos cantavam. A msica que saa pelas portas era quase palpvel, como se pudssemos 
toc-la. Era algo completamente indescritvel aos meus olhos. Os anjos no precisam de flego para cantar... eles podem sustentar uma nota por horas.
O SEGREDO
     Percebi que havia uma diferena entre o tempo e a eternidade. No havia cansao, nem dor e nem fadiga. Era mais veloz que a luz. Estava livre, estava na dimenso 
da eternidade. Na eternidade, um corpo espiritual tem a capacidade de ocupar o mesmo espao sem perder sua identidade.
     - Tu podes ir ao futuro, presente e passado no tempo dos homens, ngelo. Estes trs perodos podem ser vistos pelo Todo-Poderoso de uma s vez!
     - No consigo te compreender, Enviado. Explique-me melhor.
     - A eternidade  infinitamente maior e superior ao tempo dos homens. Isto significa que o tempo dos homens em toda a sua histria passada e futura, no completa 
todo o espao do perodo presente da eternidade.
     - Ento, toda a vida humana est consumada no presente de Deus? Perguntou ngelo.
     - Sem dvida, ngelo. A eternidade tem trs perodos. O era, o  e o ser. Igualmente  natureza de Deus, assim tambm  a eternidade. Assim mesmo disse o Cordeiro 
a Joo: "Eu sou o que era, o que  e o que h de vir". A ti te foi concedido conhecer o futuro dos homens e tambm um pouco "do que ser" na eternidade, depois do 
perodo que .
     - O Cordeiro de Deus. Ele era o Verbo; estava com Deus. Tu compreendes isto, Enviado.
     - Sim, ngelo. Observe o que disse Daniel aqui, no livro da profecia, nos captulos 9 e 10. Quem aparece aqui, como o varo vestido de linho?
     - Jesus? Perguntou ngelo.
     - Sim,  Jesus! Esta viso  a mesma que foi dada a Joo.
     - Enviado, nesta poca Jesus no havia sido encarnado; no tinha corpo fsico. Como poderia aparecer aqui j glorificado?
     - Aqui temos uma prova de sua divindade. Somente Deus pode dar prova de sua divindade manifestando-se em glria antes de sua prpria encarnao. Ali estava 
o era. O era o que seria; assim se manifestou a Daniel.
     Assim compreendi o que Jesus queria dizer "o  o que ser", no que ele "". Compreendi o porqu que algumas profecias de Joo em Apocalipse esto no passado. 
Porque no tempo dos homens ainda seria futuro. Porque ele j havia visitado o futuro dos homens e o que se descreve como presente, em nosso tempo, todavia, no aconteceu. 
Nestas condies, fui entrando na cidade e me vi no mar de cristal.
A VIAGEM
     O anjo me havia dito que as doze portas tinham um significado. Todas as coisas no cu tinham seu particular significado. A cidade era grande; os anjos andavam 
pelas ruas de ouro. A cidade estava muito organizada, tudo estava bem detalhado. Havia somente uma rua em forma de espiral. Em determinados momentos tudo estava 
claro em cores exticas e suaves. Em outros instantes havia variaes. Muitas cores brilhavam ao sair grupos de anjos pelas portas de prolas; alguns anjos saam 
em dezenas, em pares ou ss. A cidade tinha movimento de metrpole.
     Alguns anjos passavam como raios. As portas so imensas, grandiosssimas. Pelo lado de fora, havia carros movidos por cavalos de fogo, rudes, rubros... fora 
da cidade, abaixo, estacionados no den Celestial.
     - Estas so partes das patrulhas de Deus enviadas sobre a Terra e o universo. O universo  finito e termina nas portas do cu, me ensinou o Enviado.
     O Trono no aceita nada velho, tudo se renova; desejei tocar algumas flores de cores nunca imaginadas; iguais no h na Terra, mas quando as alcancei, haviam 
mudado em novas cores mais belas; a nova cor cobria a beleza das primeiras. A esta altura o anjo me disse:
     - O Senhor revela sua imensa sabedoria atravs destas lindas criaes. Ele mescla o que era com o que h de ser no que . Ele trabalha sempre em trs dimenses. 
Quem deseja tocar-lhe ter que entrar em sua presena assim. Quem deseja sentar-se com ele para conversar no poder vir com sua sabedoria humana; somos sensatos 
para com os homens, mas devemos ser loucos para com Deus. Somente homens de f podem entender sua linguagem. Ele nunca trata somente no presente, nunca perdoa por 
basear-se no passado, mas na esperana do futuro. Quem anela entrar em sua presena, intentando ao mesmo tempo simpatizar-se com os homens, no poder agradar-lhe.
     Sem f  impossvel agradar-lhe! F  a normalidade de Deus,  Deus ao normal. Quando os servos de Deus chegam a ser considerados anormais, Deus se agrada e 
coopera com eles, porque trocaram seu nvel de razo  normalidade de Deus.
     Ento compreendi porque o salmista sempre o louvava pelas coisas que havia feito e pelas que ainda haviam de fazer. Lembrei-me dos Salmos.
     O cu  uma combinao de cores, sons, vento, aes, obedincia e msica.
     Tudo isto existe para o louvor da sua glria. Para meu gozo, fomos entrando e subimos ao alto do monte onde estava o Trono. Em meio a um caminho olhei com ateno 
as manses de marfim, uma excelsa mescla de glria, sabedoria, louvor e majestade; pelo que imediatamente senti que faltava algo. Algumas coisas ainda estavam sendo 
completadas. Poucos lugares necessitavam ser preparados.
     - Em que pensas ngelo?
     - Penso nos dias em que a cidade foi inaugurada. Os anjos no sentiam ausncia de algo?
     - Sim, no dia em que a cidade foi inaugurada, esperamos o Cordeiro. Espervamos que entrasse por aquelas portas - observe que so mveis e se levantavam sobre 
as rodas.  algo fenomenal, depois te direi como funciona. A princpio, elas se levantavam sobre si mesmas. Por elas o Senhor dos Exrcitos entrou. Ns o esperamos 
entrar com a figura antiga de um anjo, mas ele entrou com um corpo humano imortalizado. No foi fcil entender tudo aquilo; no momento em que ele entrou, houve um 
grande movimento na cidade; antes o Pai entrou e foram postos tronos; havia um espao  direita do trono do Ancio de dias, e uma voz foi ouvida na ocasio em que 
o Cordeiro entrou:
     - "Que todos os anjos O adorem".
     Eu j havia lido algo parecido... Sim, quando li na Bblia a apresentao que Joo Batista fez, quando disse:
     - "Eis a o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Sim, nesse tempo Ele foi apresentado como Cordeiro. Mas naquele dia foi manifestado como Leo Vitorioso.
     - Quando ele foi apresentado diante de todos os anjos, ns no sabamos o que haveria de acontecer. Houve uma mudana radical aqui. Agora havia dois no trono, 
dois dignos de glria. Quem teria mais dignidade? Os dois eram iguais em poder? Tu no podes imaginar a dimenso do que te compartilho, ngelo! Nesta mesma hora 
em que ele foi glorificado individualmente, o Esprito do Todo-Poderoso foi enviado  Terra (Jo 7.37-39).
     - Vocs no o chamam Cordeiro?
     - Sim, ns o reconhecemos como Cordeiro. Mas porque em nossa dimenso tudo j est cumprido, por isso o nome que prevalece para ns  ode "Leo da Tribo de 
Jud". Como Cordeiro merece ser imitado, mas como Leo, deve ser temido e exaltado. Como Cordeiro redime e resgata como Leo, vinga e reina.
     Samos em direo ao trono, a fim de chegar at a presena do Senhor, no centro da cidade. Percebi que todos trabalhavam, porque algo estava para acontecer...
     - O movimento aqui  porque a cidade se aproxima da Terra a cada instante. No leste na revelao dada a Joo que a cidade descia do Cu? A cidade est descendo 
desde aquele tempo, at esse momento, ngelo. O grande dia para vocs ser a Vinda de Jesus; para ns  o momento do grande encontro, disse o anjo.
     Entendi, fisicamente pensando, que a entrada da cidade no Universo  um milagre inexplicvel; haver um grande estrondo no momento em que a cidade entrar no 
universo fsico, na ocasio da chegada literal do Reino de Deus. Ser o fim dos tempos e o tempo no ser mais (Ap 10.6).
     Conclu que o anjo no sabia algumas coisas. Tinha informao geral e exata das coisas, e muitas outras das quais ele falava, mas eu no entendia muito bem 
e, ademais, tinha um interesse incomparvel por saber das coisas que eu j conhecia. Resolvemos unir nossos conhecimentos a fim de compreender toda aquela sabedoria.
     -Em ti se manifesta o Esprito Santo, disse o Enviado. Os anjos no tm esse privilgio. Ns no temos o Esprito Santo morando em nossos espritos. Os anjos 
no tm corpo como vocs. Somos espritos ministradores, no almas viventes. Nossa natureza  espiritual vivente e eterna. Muitas coisas que so reveladas a vocs, 
ns somente sabemos atravs da Igreja (Ef 3.10; 1 Pe 1.12). Vocs so o Corpo de Cristo!
     - Aleluia! Exclamou ngelo. 
     A viso realista do anjo era maravilhosa; sempre que falava algo, dentro de mim me perguntava muitas coisas e imediatamente conclua: Tudo  novo para mim.
     - Ento a vinda de Jesus do ponto de vista da cidade, ser apenas uma nica manifestao? Perguntou ngelo.
     - Sim, confirmou o anjo. Trs anos e meio, antes que a cidade chegue  Terra, depois do rapto, vamos ter a batalha da qual j tenho te falado...
     - Sim, eu queria estar l, em meio  peleja.
     - No, tu no estars nesta peleja. Trs anos e meio depois dela, chegar a hora de pelejares juntamente com teus irmos e o Rei dos reis, no Armagedom.
     - A segunda vinda de Jesus ser uma nica manifestao, no haver duas. Ele no vir e voltar para depois ir outra vez, me explicou Enviado. A cidade se
     Aproxima da Terra a cada dia. Isto est claro na Bblia. A cidade desce e continuar descendo at chegar ao lugar determinado por Deus, as regies celestes. 
Ali ficar durante todo o Reino Terreno de Cristo, desde o momento em que for completamente estabelecido, at que os inimigos do Rei sejam completamente vencidos.
     - Como a segunda vinda de Jesus poder ser apenas uma manifestao em sua forma geral, se haver o arrebatamento da Igreja? Perguntou, preocupado, ngelo.
     - Entenda ngelo! Contestou Enviado. A cidade esperar a noiva, porque seguir descendo. O rapto da Igreja ser invisvel para o mundo. Quando a cidade se encontrar 
a uma distncia equivalente ao tempo de sete anos de sua posio final sobre a Terra, ser o rapto. Nessa hora a Igreja se encontrar com seu esposo, o Cordeiro.
     - Sim,  verdade. Confirmou ngelo. A segunda vinda de Jesus no se dar em duas partes. Embora do ponto de vista terreno parecer ser duas vezes, mas no o 
ser. A cidade ter que parar por instantes para receber a noiva. Quando a noiva for introduzida na cidade, a cidade voltar a descer. Antes de chegar a seu
     Lugar final, muitas coisas vo passar na Terra. Do rapto  sua posio final, passar sete anos (em tempo humano) na Terra. Trs anos e meio antes da cidade 
chegar, Miguel deixar a cidade com um grupo de anjos para limpar o caminho para a cidade e expulsar a Satans das Regies Celestes. Nessa poca, Satans ser lanado 
na terra e mar (Ap 12.12).
     Entendi tambm que depois desta batalha, Satans ter somente trs anos e meio de atuao na Terra, e que estar obrigado a viver o tempo dos homens. Conclu 
que o tempo era muito inferior ao perodo de vida que os anjos viviam.
     Eles se movem na eternidade e ns nos movemos no tempo. O anjo queria falar em clculos imaginveis para mim baseando-se em equaes de mil anos humanos para 
um dia divino. O anjo tentou explicar-me como encontrar os segundos de tempo, equivalentes  eternidade de sete anos humanos.
     - O que  isto? Perguntou ngelo,
     - Tu no sabes que um dia para Deus  como mil anos vividos pelo homem?
     Os clculos dos anjos so perfeitos, so segundo a medida deles. Eles foram criados vares perfeitos e calculam mil anos por um dia e encontramos sete anos 
na eternidade, como fraes de segundos com muitos nmeros depois da vrgula; eles vivem at os milsimos. Ali est o mundo deles, os milsimos, menos que isto. 
Marcam visitas em milsimos... milionsimos.., isto  normal para eles. Por isto, o tempo que a cidade necessitar para chegar  Terra depois do rapto, ser de apenas 
uns segundos. A Igreja ser introduzida na cidade e continuar descendo, e a segunda vinda ser apenas uma manifestao. A Igreja ser arrebatada como se tivesse 
que entrar em um comboio que se movesse mais rpido que a velocidade da luz, em um s sentido; assim, todas as coisas que passarem no mundo sero equivalentes ao 
mesmo tempo em que a Igreja gozar do conforto da viagem dentro da cidade. Quando a cidade chegar, ser apenas uma bola de fogo e todos seus ministros sero labaredas 
de fogo, e quando a cidade estiver entrando na galxia haver uma mudana astronmica. A Bblia a descreve como: Estrelas explodindo, o sol se escurecer e os elementos 
se fundiro. A Terra sentir o impacto do entrar da cidade.
      Isto, fisicamente,  explicvel. Estamos na era da cidade espacial. A cidade  imaginada sobre a Terra. Haver mudanas de estrutura do universo quando a cidade 
chegar. A Terra d voltas em torno dela mesma e em tomo do sol. Este  o tempo dos homens. Mas o tempo mudar com a chegada da cidade.
     - As pessoas da terra do muitas voltas em um ano. Este  o tempo em que as pessoas vivem, explicou ngelo. Com esta revelao da Nova Jerusalm descendo sobre 
a Terra enquanto esta estar dando voltas ao redor daquela, entendo que o tempo  circular e a cidade se aproxima retilineamente em direo  Terra.
     - Disseste bem, ngelo. Isto significa que se algum da Terra se dirigir  cidade  velocidade da luz, hipoteticamente a alcanaria em dois anos. Dois anos 
para chegar e dois anos para voltar, seriam quatro anos-luz. Esta pessoa, ao voltar  Terra, encontraria uma nova gerao vivendo no Planeta, porque todos os homens 
de sua gerao, haveriam passado. Assim  o tempo; mas ns, os anjos, no nos transportamos assim. Nossa manifestao  infinitamente superior a estes clculos. 
Ns podemos voar  cidade, ao Trono ou  Terra ou nos transportar em poucos instantes. O nico que nos impede chegar de repente na Terra, so os principados e potestades, 
com os quais lutamos dias inteiros at que consigamos passar e entrar.
     - A eternidade realmente se aproxima... imaginou ngelo.
      Quando a cidade chegar, o tempo acabar (Ap 10.6). Este foi o juramento do anjo. O sol escurecer e a lua no dar sua luz. Haver mudanas no Universo e a 
cidade ser o sol e a luz. O anjo forte, o que vive pelos sculos dos sculos, tem feito o juramento que assim ser o tempo chegar a seu fim quando a cidade chegar 
a seu lugar.
DO VALE  RUA DA CIDADE CELESTIAL 
     A cidade estava no alto monte e antes ela no existia; foi criada por Deus, o Altssimo. Um dos anjos que assistem diante de Deus, entre os quais est Gabriel, 
recebeu ordem do Cordeiro para que mostrasse a cidade por dentro e por fora.
     - Eu sou Eliel, disse o anjo. Ns, os sete anjos que assistimos diante de Deus, conhecemos o futuro proftico. Tenho ordem para mostrar-lhe a Grande Cidade 
do Deus vivente.
      Samos pela praia do Rio da Vida. O rio sai de dois braos que se tornam em um, e nasce no trono de Deus e do Cordeiro.
     - Estas guas so o Esprito Santo, so vida. Delas vive a rvore da vida. Cada fruto da rvore contm vida como as guas. A rvore da vida subsiste destas 
guas. As guas saltam e fazem maravilhas. O arco-ris que est em derredor do trono se reflete nas guas, disse o anjo.
     - Depois que as guas saem do trono do Cordeiro e do Ancio de dias, para onde vo?
     - Descem ao vale; o regam e regressam como nuvens.
      Percebi que a fonte de Gion no estava por acaso ao oriente de Jerusalm. Descemos para o vale. Eu, Enviado e Eliel estvamos juntos. Agora ns estvamos apenas 
andando. Parecia um lugar comum da Terra, limpo e bem preparado. Havia lagos, rvores e muitas coisas. Samos ao vale.
     - Mais tarde o Senhor Todo-Poderoso vem visitar o jardim. Ele passeia por aqui. Muitas vezes conversa sobre realizaes dos planos e sobre o mover de suas mos 
no futuro e no presente dos homens.
     - Como pode ser onipresente e onisciente se est to ocupado?
     - Sim, ele est sempre ocupado. Ele se move no presente e no futuro como se ambos os tempos fossem um s. Ele  eterno. O passado, presente e futuro lhes so 
visveis como diante dos mesmos olhos, replicou Enviado.
     - Observe os anjos, so milhares! Advertiu Eliel. Todos de branco em meio das diferentes cores do jardim. No jardim, a primavera e o vero so a mesma estao; 
houve o outono somente uma vez, quando Lcifer foi expulso do cu; todos os ramos das rvores caram e todas as rvores foram renovadas e aqui no existe o inverno. 
Saa um vapor a partir da base do vale e regava a vegetao vigorosa desde o alto at abaixo. Aqui o Senhor se rene com os anjos que vm da Terra e do Universo. 
Algumas vezes o Acusador vem no meio deles para acusar os irmos quando Deus assim o permite e quer mudar as desgraas em glria.
     - Isto eu no posso entender claramente, disse ngelo.
     - Os santos necessitam saber que Satans est vencido pela obra do Cordeiro na cruz e sua vitria j  conhecida pela ressurreio. O diabo  apenas um escravo 
que recebe permisso para realizar qualquer coisa na Terra. Ele vem aqui humilhado e com as mos estendidas a pedir permisso para cirandear ou atormentar a um dos 
servos de Deus. Porque ele no trabalha livremente, nem de todas as coisas tem livre realizao. Quando ele atua contra os santos usando desgraas, dependendo da 
sua f, ns as transformamos em glria; est constantemente enganado; sai daqui rindo-se, mas volta envergonhado e arruinado. Muitas vezes recebe ordem aqui mesmo 
para prevalecer e vencer, mas  por pouco tempo, at que o plano de Deus seja cumprido e o limite da ira de Deus chegue a sua plenitude; nessa hora ele ser envergonhado 
na vitria de Deus. A vida de Satans  alegrar-se temporariamente como se fossem momentos eternos de glria.
     - Ah! Por isso foi que Paulo disse que as momentneas tribulaes nos reservam eternos momentos de glria, exclamou ngelo.
     - Exatamente, redargiu Eliel. Uns sofrem por seus pecados, outros por causa da justia.
     - Este lugar  desconhecido na Terra, disse ngelo.
     - Sim, muitos estudiosos se esquecem do den original de Deus.
     Aqui esto os animais de estimao de Deus; cavalos brancos e de cores, guias, lees, cordeiros. Aqui foi imolado o Cordeiro que representava o sacrifcio 
de Cristo que havia de ser encarnado antes que o mundo fosse criado; no passado, ns no entendamos claramente o porqu deste feito divino, mas agora o entendemos.
     Continuamos e passamos pelo meio do vale do den de Deus. Vi os grandes cedros de frondosos ramos, altos, castanheiros... Toda classe de aves e animais do campo 
viviam em perfeita harmonia no den (Ez 31.1-9).
     - Assim tambm ser o reino milenar de Cristo na Terra, disse o anjo.
     - Aleluia, o Senhor j reina! Cantavam os anjos.
     - Venha teu reino, Senhor! Clamou ngelo.
     - No, ngelo, aqui  o reino! Explicou Enviado.
     - Oh sim, reino de Deus, manifesta-te na Terra!
     - Assim deve ser a orao da Igreja; que o reino seja manifestado sobre a Terra, como aqui no cu, disse Enviado.
     No Jardim do den primitivo do Monte Sio, cada rvore parecia ter vida, batiam palmas e louvavam a Deus. Cada rvore representa um anjo, assim como cada pedra 
da cidade equivale a um santo, Vi em muitos lugares que faltavam rvores...
     - A falta o grande cedro, que era Lcifer (Ez 31.3-7); e ali faltam os outros que se rebelaram contra o Altssimo (Ez3 1.12); porque foram cortados do den; 
assim esto, para exemplo dos anjos. Este acontecimento nunca ser esquecido, jamais (Ez 31.14)! Explicou Eliel.
     Voltamos pelas cachoeiras que haviam no alto do monte e chegamos ao alto dos fundamentos da cidade. Foi uma experincia maravilhosa; aproveitei para perguntar 
sobre os dinossauros...
     - Os dinossauros existiram?
     - Claro que sim, ngelo. Os dinossauros foram animais delicadssimos e no eram maus. Em seus dias, desde o princpio da criao, nos tempos de Ado, Caim, 
Enoque e No havia muitos deles conforme suas espcies. Com a introduo do pecado e da maldio sobre a humanidade e a Terra, a natureza foi perdendo a bno de 
Deus e a maldio foi obrigando-os a negarem-se a si mesmos. A natureza comeou a gemer. Muitas espcies morreram. Com o dilvio, No ps apenas um par deles na 
arca, e de outras espcies, sete pares; depois do dilvio, ao sair da arca foram extintos porque no havia climatao para eles na Terra. Hoje, na Terra, no h 
um tero dos animais originais. Somente os animais marinhos continuam em sua maioria desde a criao, mas os animais da superfcie j no so muitos; alguns anjos 
cuidam da natureza e se voltam para prover alimentos para os animais da terra e mar...
     Nesse momento passou por ns rapidamente, como um fogo cortando o caminho, um grupo de anjos em carros a cavalo.
     Os anjos nos deram duas saudaes. Que bonitos cavalos de cores e pareciam ter asas como pssaros! Eram lindos. Nesse momento eu perguntei ao anjo:
     - Quem so estes?
     - So as patrulhas do Universo. Acabam de chegar para a reunio. So os carros policiais de Deus; eles tm muito que fazer nas reunies celestiais (Zc 6.1-8). 
Se a Igreja tivesse conscincia, usaria sua experincia para atuar e resistir.
     Logo chegaram outras trs legies de anjos. Cada legio vinha de sua misso. Tinham autoridade em seus rostos, eram como generais. Havia, no meio deles anjos 
fortes, grandes e altos; sua voz era como estrondo de muitas guas. Eles so altos e fortes.
     - Quem so eles? Perguntou ngelo.
     - So os arcanjos. Foram a lutar contra os principados das cidades onde os anjos que levaram as respostas de orao no podiam passar. Ento eles receberam 
ordens para ajudar-lhes afim de que a orao dos santos destinatrios fosse completamente respondida. Estes anjos no tm respeito por nada seno por Deus e pelos 
santos que tm uma vida de orao - so amigos deles. Constantemente recebem ordem para ir lutar a favor do povo de Deus (Dn 10.1- 21). Aqueles anjos sobre carros 
de fogo pararam no monte. Vinha do Oriente da Terra. Eram cavalos alazes (Zc 1.8). Os carros resplandeciam de longe, como tochas de fogo. Os anjos que os montavam 
eram fortes e altos. Haviam chegado de uma batalha no Eufrates. Foram a deter os ventos soprados pelos principados de ira. Por aquelas bandas se estabelecia um trono 
dos mais antigos servos de Apolion. Haviam lutado com prncipes de mfias. Em todas as mercadorias e preciosos produtos da terra, h um principado que inspira uma 
mfia. Seus lderes so todos endemoninhados e possuem um pacto com Satans para obter sucesso. A economia do mundo est controlada por eles.
     - A batalha foi tremenda, disse Miguel, o arcanjo de Israel. O Todo-Poderoso nos avisou que agora, nos ltimos dias, o inimigo se levantar a fim de desestabilizar 
os governos e dividir as naes porque  tempo do barro e ferro, a justia ser comprada com as drogas, a pureza se vestir de luxria; a masculinidade e a feminilidade 
sero burladas pelo homossexualismo, a educao ser guardada nos livros e nos computadores at que a mente da humanidade fique vazia da verdade e seja cheia pela 
vaidade propiciando a possesso maligna.
     - O que significa isto, Miguel?
     - Barro e ferro? Significa democracia, governo forte e frgil. Forte e frgil ao mesmo tempo. As naes do mundo inteiro, as instituies e as igrejas optaro 
por este tipo de governo a fim de preparar o caminho do anticristo. O fim j vem.
     - O mar est bravo, a terra geme, os poderes sero abalados; o tempo de paz e segurana est sendo discutido, o vento sopra pela Europa e as guias se preparam 
no acidente. Os demnios do Eufrates esto inquietos. Temos que nos preparar, pois a luta comear de repente e teremos que enfrentar terrveis demnios (Ap 9.6-11). 
Agora mesmo fomos enviados para controlar a camada de oznio de sobre a Terra. Sim, se ns no tivssemos ido, uma grande catstrofe avanaria sobre os cinco continentes. 
Mas algumas pessoas oraram e por isso fomos. Apenas est controlada.
     - E agora, para onde vocs vo?
     - Estamos chegando para nos apresentar diante do Todo-Poderoso, por isso creio que j voltaremos, pois h rumores de guerra e paz no Oriente e Europa. Temos 
que voltar para proteger os santos e velar por Jerusalm. Vimos quando espritos malignos saram para possuir os lderes rabes contra Israel. J se levantar o 
anticristo; uma equipe em todo o mundo est se reunindo secretamente com altos poderes de vinte naes para formar um grupo internacional a fim de controlar todas 
as transaes internacionais. No podemos impedir isto, porque tudo est passando com a permisso de Deus.
     - Agora, acabamos de passar pela Rssia, libertamos os filhos de Israel e rompemos as cadeias, mas eles no deram glria a Deus; todavia, no reconheceram o 
Cordeiro e tampouco deixaram de confiar em suas riquezas; esto voltando a sua terra, mas no se voltaram a Deus! Exclamou um dos assistentes do Arcanjo.
     - Ns no lutamos, s vezes, porque necessitamos de cobertura. Os demnios, l nas regies celestes, abaixo, sabem que no podemos fazer nada se no tivermos 
cobertura de orao, explicou um dos anjos.
     O Monte Sio  um lugar de reunio, Deus vem e ministra a sua estratgia.
     Algumas vezes os anjos chegam feridos e no podem passar.
     - Vi como alguns deles chegaram tristes!
     - O que houve? Perguntou ngelo.
     - No podemos passar nas regies celestes.
     - Ns te avisamos, falavam alguns dos anjos que estavam ali. Perderam terreno e as potestades avanaram. No nos cobriram e no pudemos venc-los.
     - Por qu? Perguntou ngelo.
     - Tnhamos em nossas mos uma autorizao para facilitar a salvao de um senhor, pai de famlia grego, negociante de NovaYork; sua mulher foi a uma igreja 
h 44 dias e o povo orou por ela, a orao foi derramada como incenso no altar de ouro, e foi respondida; ento, sa segundos depois, e ao chegar  zona de escurido, 
me detiveram, estvamos ss e clamamos por ajuda a vocs, os arcanjos... nisso, veio um dos conservos e me disse que voltasse porque a senhora havia desistido de 
orar e no havia perseverado na orao. Ela deixou de orar aos 33 dias, a bno estava separada dela apenas por alguns minutos; ela deixou de orar e a igreja no 
se lembrou mais de orar sobre o assunto.
     - Que pena, que pena...
     - O que vocs pensam fazer, agora?
     - Voltar s dependncias de encomendas no completadas por falta de cobertura de orao dos destinatrios.
     Voltei meu rosto e vi na sada do vale, as dependncias enormes do departamento de entregas imediatas no completadas.
     - Vocs sempre voltam aqui com as bnos?
     - No, no sempre, ngelo. Ns nos arriscamos muitas vezes, clamamos por ajuda, mas os arcanjos no vm...
     - Ns no vamos se sabemos que os servos do Altssimo, os destinatrios, no perseveram em orao. No, ns no vamos. Ns entendemos as dificuldades deles, 
por isso  necessrio que haja cobertura de orao; por isso, muitas vezes as palavras dos servos de Deus caem por terra, porque no podemos garanti-las, justamente 
por causa da perseverana em orao. A orao no  somente uma petio, a orao  uma batalha. Primeiro um estabelece a comunho pelo incenso da orao, depois 
tem que continuar orando at que alcance a liberao. Quando uma pessoa percebe que j tem sido dada a liberao, pode comear a dar graas porque ns, os anjos, 
conseguimos passar e a vitria haver chegado.
     - Vamos! Convidaram-me os anjos.
     - Veja as rvores! Olhe l... no Monte Sio, no alto.
      Olhei para o alto e vi a cidade preparada e resplandecente, como o sol em seu crepsculo. Vi tambm as correntes de gua viva que desciam pelo monte como azeite 
fresco. O resplendor da cidade saa atravs das prolas amarelas claras; cores distintas se viam atravs do muro de pedras preciosas. Sobre o muro havia nuvens flutuantes 
que embelezavam o monte. Havia por isso um resplendor de cores que nunca tinha visto antes. Do monte ao vale, havia uma escada semelhante quela que Jac viu em 
seus sonhos, por onde os anjos tambm subiam e desciam ao vale. O clima era diferente ao da cidade. As guas desciam pelo monte regando todo o vale at as escadas. 
Voltavam a subir atravs das nuvens que regavam o jardim da praa da cidade. O arco-ris estava intimamente relacionado s guas.
     - Veja os anjos, observou ngelo.
     - So grupos de msicos. Esto aperfeioando e transformando notas das msicas que o Esprito Santo d a seus servos na terra. Estes anjos vm, entram e voltam 
a cantar em partes distintas da Terra em milhares de idiomas diferentes. Manifestam-se atravs de vises e sonhos aos santos. Estes anjos cantaram alguns dias atrs 
com os pastores do campo, quando o Verbo se fez carne...
     - Tu j sabes que a cidade foi construda depois da rebelio. Nos dias dos patriarcas foi vista por Abrao. Todos os santos que morriam no vinham a este lugar.
     - Sim, interrompeu ngelo, porque a cidade no havia sido construda e todos que morriam iam esper-la no Hades.
     - A cidade, disse Eliel, no foi construda da noite para o dia. O material da cidade no  terreno. O material  ouro, pedras preciosas e prolas. No h prata. 
No lugar da prata est o sangue do Cordeiro.
     - A cidade  de ouro transparente (Ap 21.21). A rua  nica e em espiral. Os que desejarem andar nela necessitam saber que tudo aqui  transparente como a
     rua. No h corrupo ou trevas. Tudo  transparente e no h engano. A transparncia da rua  para facilitar a passagem da luz  outra espiral abaixo. A transparncia 
 a personificao da santidade de Deus na cidade. Todos os que andarem na rua no pode atrapalhar a luz que atravessa abaixo. Nenhuma artificialidade ou imitao 
andar na cidade. Nada de imundcie se ver na cidade, jamais, tudo ser sempre transparente como o cristal. Quem no for o que disse ser, no pode entrar na cidade.
     - Por que a cidade  quadrada? Perguntou ngelo.
     - Porque  o modelo celestial original. Assim foram constitudos todos os lugares Santssimos equivalentes, tanto por Moiss, como por Davi, Zorobabel e Ezequiel. 
Todo lugar Santssimo  quadrado ngelo, porque o lugar Santssimo tambm  original. Isto significa que no carter de Deus no h variao,  imutvel. A cidade 
 um templo. O santo que viver na cidade no ter que ir a nenhum templo, porque habitar na cidade, morar na comunho do templo.
     - Por qu? Perguntou Enviado.
     - A glria de Deus est na luz, contestou ngelo.
     - Somente h uma pessoa que pode manifestar esta glria: Cristo. Porque para manifestar esta glria, Deus necessita de uma lmpada. Toda a glria de Deus somente 
pode ser vista e manifestada atravs de Cristo, atravs da luz da lmpada que  o Cordeiro. A lmpada est no lugar onde toda a glria se converte em luz e passa 
a ser conhecida. Isto  o que o Filho do homem quis dizer a seus discpulos e a Moiss na transfigurao; esta  a lmpada e sem ela no pode haver luz, conclua 
Enviado.
     - Ento quer dizer, interrompeu outra vez ngelo, que Moiss no poderia ver a glria de Deus sem Cristo?
     - Sim. Isto quer dizer "O Cordeiro  a lmpada" (Ap 21). Nem aqui no cu, nem na Terra, nada poder conhecer e ver o Pai seno atravs do corpo do Filho.
O MURO
     O muro da cidade fala de separao, que levar anos para ser construdo; fala da peleja de Deus que dependia das obras justas de seus servos para sua edificao. 
A matria do muro  fruto da vida paciente de cada justo encontrado por Deus. O muro foi edificado de cima a baixo, envolvendo um tempo desde os patriarcas at os 
apstolos. Como a salvao veio dos judeus, suas portas tm os nomes das tribos de Israel.
     A lei, a redeno e a salvao em sua tipologia foram dadas atravs de Israel, por isso que as portas esto nomeadas com a identificao de cada tribo de Israel; 
mas o fenomenal de tudo  que todas as doze portas esto sobre os fundamentos da graa.
     - Os muros tm a medida de 144 mil cvados, explicou o anjo.
     -  esta medida? No deve ser igual  medida terrena.
     - No, ngelo! Esta  a medida de nossa estatura. Nossa medida  de varo perfeito; por isso  diferente. Quando algum alcana a estatura de varo perfeito, 
a medida do anjo (Ef 4; Ap 2.17), sua medida poder ser igual  nossa. Somente pela f um homem pode chegar a essa medida.
     O anjo me entregou uma cana de medir. Com ela se mediam todas as coisas que se relacionavam s profecias no cumpridas no tempo dos homens.
     - Esta cana significa a medida de varo perfeito.  a medida do Cordeiro. Chegar o dia em que a medida de um homem ser igual  medida do Cordeiro, de varo 
perfeito. Esta medida  muito especial.
     O anjo que falava comigo no sabia como fazer a equivalncia exata para que eu pudesse entender claramente sobre o sistema de equivalncia das canas (Ap.
     21.17).
     Queria entender melhor porque os muros da cidade tinham doze portas. As portas eram circulares. Eram prolas puras. Entrar pelas portas era um privilgio muito 
grande. Haviam regras que estavam estabelecidas para entrar e sair por elas.
     - As portas parecem muito misteriosas!
     - Sim, ngelo. Os muros e as doze portas parecem um mistrio. Ponha ateno aqui; so sempre 12,12 portas, 12 fundamentos, 12 prolas... 12 tribos. O muro tem 
a medida de 144 mil cvados, que  o resultado de 12 vezes 12. Este tambm  o nmero da eternidade. Na eternidade o sete ser um nmero obsoleto que estava ligado 
 obra da redeno, salvao e criao. Sete  o nmero da unidade de Deus ao homem atravs de sua revelao, criao e encarnao. Trs  o nmero de Deus em sua 
manifestao pessoal. Quatro  o nmero da Terra, do kosmos. Cada prola representa um crculo completo: 12 mais 12 igual  24,24 equivale ao tempo completo, consumado; 
significa plenitude,cumprimento e consumao, rodas dentro de rodas, 12 dentro de 12, como os 24 ancios.
      O material dos muros  semelhante  manifestao de Deus. Os muros resplandecem  mesma imagem de Deus, do Filho. Atravs do Filho a glria  manifestada.
     - Os muros parece o fulgor de Deus, o Pai (Ap. 21; 18; Ez. 1). Nisto consiste a vida de santificao, meu amigo ngelo.  a separao; no  pela fora daquele 
que se santifica, mas pela glria que o santificado revela desde o seu interior, que  igual  glria de seu Senhor. Alguns querem ser santos pela implantao de 
modismos e culturas justamente pela falta de autoridade em suas vidas. Mas a verdadeira santificao  como o muro que revela a mesma caracterstica da glria de 
Deus em ns.  verdadeiramente um muro, mas um muro transparente. No  uma transparncia para a vaidade, e sim para ensinar o que temos dentro, para revelar a glria 
de Deus que guardamos dentro de nosso ser. As pessoas vo sentir que pertencem a um "Reino Superior", que andamos com Ele, no se poder negar; nossa vida ser de 
jaspe.
     O interior da cidade  de ouro puro; no h mistura. A cidade  a prpria noiva (Ap. 21.12). Tudo na cidade  equivalente: cada porta, cada coluna, cada fundamento, 
equivale aos santos. A cidade  literal, existe. Mas cada pea, cada pequena parte da cidade  representativa, por dentro  de ouro puro.
     - A cidade revela a fineza dos santos por dentro,  tudo igual ao que o Todo-Poderoso dizia: que a obra do Filho do Homem se estabelece dentro de sua igreja 
atravs do Esprito Santo, que seus filhos sero aperfeioados at chegar ao grau de 1000. Ouro puro, claro e transparente. Nada que subsista do homem deve permanecer, 
nem carne nem sangue, disse o varo.
     O anjo fez uma pausa. Manifestou seu gozo e continuou:
     - Olhe sua roupa,  de linho puro, fala da justia dos santos. Mas a justia no pertence aos santos, pertence a Ele - apontou ao Cordeiro. O ouro no  a justia, 
nem o linho;  a caracterstica divina,  Deus estabelecido em nosso interior, puro e transparente. O ouro  um elemento s, no necessita de nenhuma mistura para 
ser ouro,  obra direta de Deus,  a materializao de sua glria na cidade. Quando estamos dentro do carter de Deus, pouca luz  o mesmo que muita luz;  o que 
Deus est fazendo dentro dos homens, derramando sua luz.
     - Que significam as pedras preciosas? Assombrado perguntou ngelo.
     - As pedras, as pedras... silenciou o varo. As pedras so vistas por fora. 
     Jerusalm terrena do milnio ser igualmente maravilhosa, ter pedras preciosas em seus muros. O ouro fala da divindade, o linho fala da justia dos santos 
e as pedras falam da experincia dos santos. So resultado de anos e anos de permanncia no fogo, presso e pacincia;  a unio perfeita de vrios elementos da 
natureza  base de fogo.  como Deus; une elementos de vrias caractersticas, a fogo.  obra da disciplina do Esprito. A igreja, por sua vez  formada por pedras 
vivas; so pedras preciosas formadas de diferentes elementos que cooperam. A cidade vai sendo formada e temos que esperar o material trabalhado na terra; e na medida 
em que as pedras vivas so trabalhadas e consideradas lisas, so trazidas. O construtor as prepara na Terra e o arquiteto ordena que os trabalhadores as ponham em 
seu devido lugar (1 Rs 6; 7). Aqui tudo  realidade, e l (apontou para a Terra),  o tipo. Aqui realidade e l figura. No vs como  o rio?
     - Sim, compreendo, aqui esto figuras e realidades, como l.
     - Um dia as figuras daqui sero realidades e tudo ser completo. Assim o Esprito Santo, antes, estava aqui em pessoa, e se movia no meio das rodas do trono 
e l- apontou para aterra - em tipo e poro. No v o candelabro no trono? So dois profetas que ainda no so reais, mas o sero brevemente. Aquelas colunas- apontou 
ao tempo que ser estabelecido na Jerusalm terrena - so provisrias, so figuras.
     - Por qu?
     - Porque as colunas originalmente foram projetadas para serem equivalentes aos seres vivos. Estas que vs aqui so provisrias e mveis (Hb 9); essas colunas 
ainda no haviam chegado mas vo chegar. So vencedores! Quem sabe se voc  uma delas, ngelo?
     - Pedras, ouro, linho, colunas, rios, equivalncia, eternidade.., estou assombrado. E pensar que os 24 ancios representam a msica celestial e os louvores 
oferecidos na Terra pelos santos e que o incenso do altar so as oraes dos santos e que o cu  dependente do incenso...! Ah! Descobri como mover o cu! Aleluia! 
     Algumas pessoas haviam recebido agora as promessas de seu tempo; outras tm que esperar at que os elementos se estabeleam e as pedras sejam reais. O dia a 
dia do cristo vai tornando-se precioso, diversificado por causa das
     Variedades.
     - O muro est cheio de diversidades de pedras: rubis, nix, safira, jaspe, gata.
     Elas no foram feitas em um dia, disse o anjo. Quando Deus criou o muro, criou as pedras preciosas. Elas foram sendo tratadas dia a dia; o provisrio deveria 
ir sendo tirado e o eterno estabelecido. As pedras preciosas foram formadas com as reaes dos elementos, so resultados da fundio de fogo sobre fogo. Assim, estes 
muros foram sendo feitos pouco a pouco. Os muros falam da pacincia de
     Deus para conosco, da esperana de vocs com Ele.  fruto da obra do Esprito.
     A natureza de Deus que receberam  trabalhada particularmente atravs do
     Esprito Santo e toda a obra termina manifestada aqui nos muros, como um edifcio material que equivale s mesmas pessoas que viveram dentro dele. Isto  maravilhoso! 
Os muros so equivalentes a vocs, ngelo. Permitam que a atividade do fogo do Esprito Santo continue criando em vocs o que o arquiteto pensou. Ser uma pedra preciosa 
na cidade do Deus Vivo  melhor que ser uma pedra de tropeo na Terra. Provas, tratamentos, sofrimentos, circunstncias, gata, safira, coralina, nix (saiu apontando 
uma a uma com os dedos). ngelo,
     ngelo, a carne somente  boa quando est no fogo.
     As verdades ditas pelo varo angelical me deixaram completamente mudo. Quantas vezes busquei alvio, fugir da disciplina, queria permanecer para sempre no osis 
de minha vida, queria esquecer-me de meus desertos, queria que as pessoas sentissem pena por causa de meus sofrimentos, queria que me trouxessem manjar, quando Deus 
havia ordenado ao corvo que me trouxesse po e gua. Madeira e feno, como fogo, so apenas cinzas; oh, Deus! O que so as madeiras de minhas obras sociais comparadas 
com ouro de tua natureza?
     - Obrigado, obrigado, Senhor por tua disciplina, por teu amor. Transforma-me, Senhor! ngelo, prostrado, clamava.
     - Levanta-te ngelo! Vamos, h muito que mostrar-te, me disse tocando em meus ombros.
     Regressamos  cidade das portas de prolas.
     - Elas no so formadas pelo fogo, so resultados de morte. Representam uma parte do corpo de Cristo, as portas de prolas. Esta  a histria das prolas:  
o resultado sucessivo de uma luta, como a que ocorre ao marisco; o marisco vivia sua vida normal at que ingeriu por uma de suas vias um pequeno gro de areia, e 
atravs deste incidente, vai se formando pouco a pouco a prola; mas  necessrio que passem muitos anos para que seja formada. Que beleza! Mas o animal necessita 
morrer! A vida da igreja est nas portas da cidade e atravs dela muitos entram no cu mediante uma vida de sacrifcio, muitos so salvos e por meio do sacrifcio 
destas mesmas pessoas, outros encontram o carninho que traz  porta. Ele - apontou ao Cordeiro - entregou tudo o que tinha ao Pai para comprar a prola. As portas 
so as mais caras da cidade, representam o preo de tudo o que tinha nosso Senhor - ele deu tudo o que tinha pelas portas. Veja! Trs para o Norte, trs para o Sul, 
trs para o Leste e trs para o Oeste.Acidade fica no centro de todo o Reino, assim como deve estar nosso Senhor, no centro de nossas vidas. Ele est no centro da 
tua vida, ngelo?
OS CASTIAIS
     Cada vez que nos aproximvamos do Trono, mais quebrantado eu ficava.
     - Como se sente? Perguntou o anjo.
     - Sinto-me como se estivesse acordado pela manh e logo a seguir, olhasse o sol. Sinto-me transparente.
     - Vejo movimentos de anjos no Trono, anjos e serafins, ministrao diria perante o Trono. Vamos, vou te mostrar a sala do Arquiteto.
     Mais perto do Trono, vi anjos com varas de medir, vasos, taas de ouro, instrumentos musicais, que se moviam em todas as direes. Tudo aquilo era esplndido; 
todas as coisas eram feitas ordenadamente como nunca havia sequer imaginado.
     Quando voltamos pela rua em espiral que nos conduzia ao Trono, observei as figuras dos templos passados e me aproximei mais do templo de Ezequiel. Foi como 
se ele tivesse sido ampliado diante de mim e o anjo no me disse nada. Interiormente havia uma voz to clara que me explicava acerca de tudo por onde eu ia passando...
     - Aqui  a sala do Arquiteto, o Todo-Poderoso. Estes so os modelos mostrados aos profetas. Este templo  medido constantemente; anjos entram e saem daqui; 
vi algumas pessoas diferentes entre eles.
     - Quem so eles?
     - So os profetas. Eles vm para medir o edifcio. Sempre clamam a Deus para que rapidamente se cumpra as palavras do Grande Livro. Eles tiveram grande autoridade 
no seu tempo, mas no ousam dizer uma s palavra, porque esto esperando completar-se a grande construo do edifcio...
     - Que edifcio?
     - Mais tarde te mostrarei.
     Lembrei-me de um episdio diferente que eu li no Grande Livro da Revelao (Ap 11.1,2 - quando Joo Evangelista recebeu ordem para medir o templo).
     - Em que ests pensando, ngelo? Perguntou-lhe o anjo.
     - Por que o templo no possui trio?
     - Sim, ele possui trio, mas no podes v-lo aqui, porque  equivalente  Jerusalm Terrena. Ela  o trio desse templo. Veja-o daqui...
     Em um pequeno instante, vi a cidade de Jerusalm destruda e milhares de milhares de soldados cercando a cidade para destru-la... mas logo me foi cortada a 
viso.
     - Este  o trio. A cidade de Jerusalm, onde Cristo foi crucificado. Ela ainda ver profanao durante os Sinais da Grande Tribulao, na Batalha do Armagedom 
(Ap 11.2). At aquele dia, a cidade dever ter chegado ao lugar pr-determinado pelo Todo-Poderoso.
     Virei-me para a direo do Trono e vi algo que impressionava.
     - Que vs? Disse o anjo.
     - Estou vendo duas oliveiras e dois castiais.
     - Veja bem e observe ao redor do Trono que h sete castiais, disse o anjo.
     - Sete esto perto do Trono, e o Cordeiro se move no meio deles. Todo dia ele os visita, observa suas lmpadas e cuida delas pessoalmente. Estes sete castiais 
representam a Igreja em seus aspectos histricos e atuais. O Cordeiro cuida deles diariamente...
     - E os outros dois castiais rodeados por duas oliveiras? Indagou ngelo.
     - Estes no representam a Igreja, mas os profetas de Israel. Por detrs dos castiais, h um depsito de azeite. No falta azeite ali. Representa a uno desenvolvida 
pelos profetas para uso especial do cumprimento da profecia. As duas rvores de oliva que esto ao redor dos castiais representam dois profetas e o tempo de seu 
ministrio, so como rvores ungidas diante de Deus. Essas duas oliveiras so homens que perecero quando for cortado o azeite e no sero selados entre os 144. 
000 para que possam morrer durante a Grande Tribulao. Eles representam o povo de Abrao. Um deles  da tribo de D, e o outro da tribo de Efraim. Eles representam 
suas tribos e as salvaro.
     - Por que voc diz que eles no sero selados? Perguntou ngelo.
     - Porque os selados no morrem. As outras oliveiras foram seladas, mas essas tero uma uno constante em sua poca. O Esprito Santo se mover de forma diferente 
da que se move hoje no meio da Igreja. Por isso, eles precisam dos canudos que os ligam ao castial. Voc est vendo os canudos? Eles sero as duas testemunhas de 
Deus que nos dias finais, na Grande Tribulao, iro enfrentar o Anticristo que se levantar na Terra; eles iro enfrentar os exrcitos somente pelo Esprito Santo 
(Zc 4.6). Eles vertem a uno de Deus (Zc 4.12). Eles so como oliveiras porque ainda no foram manifestados na Terra, mas j esto includos nos propsitos de Deus. 
Sua misso ser de reviver a vida, morte, ressurreio e ascenso do Cordeiro, para que a nao de Israel chegue ao arrependimento por ter matado o Filho de Deus, 
o Cordeiro. Eles no sero selados, porque sero crucificados como o Cordeiro; sero ressuscitados como o Cordeiro; subiro ao cu como o Cordeiro. Quando isso acontecer, 
a nao toda desejar conhecer o Cordeiro a quem eles crucificaram, procuraro saber sobre suas mos marcadas, as quais eles mesmos feriram. Nesse momento eles o 
prantearo como a um Unignito e Primognito (Zc 12.10). Nesta poca, o Esprito Santo estar novamente no cu, como no comeo, e sero enviados a Israel, como o 
foi  Igreja (Zc 12.3; At 2). Eles experimentaro o seu prprio Pentecostes.
     - Essas duas rvores de oliveira faro toda a obra?
     - Sim, eles vivero o Cristo crucificado  nao de Israel novamente.
     - Moiss no entrou na Terra da Promessa, porque feriu a rocha duas vezes, explicou ngelo. Na primeira vez ele a feriu uma vez. Na segunda, ele a feriu duas 
vezes.
     - A est! Na segunda vez ele crucificou o Cordeiro novamente. Aqui ele profetizou a incredulidade de Israel em relao ao sacrifcio de Cristo, prevendo a 
morte das duas testemunhas para que houvesse o arrependimento de Israel.
     - Davi tambm falou das duas oliveiras.
     - Mostre-nos, falaram os anjos.
     - Sim, Davi profetizou sobre as oliveiras quando salmodiava cenas do Armagedom, a Grande Batalha do fim. Vamos ler no Grande Livro do Todo Poderoso em Salmos 
79.1-3
     Atnitos, os anjos permaneceram comigo. Louvvamos ao Pai e ao Filho, que esto assentados no Trono, e rapidamente percebemos que  medida que louvvamos, o 
Trono se movia.
     - Porque os castiais esto juntos com as oliveiras e elas so representativas aos profetas que ainda aparecero na Terra. Um,  o castial do Esprito Santo, 
e o outro, representa a Palavra da Verdade. Um  o depsito e o outro  o produto
     Da luz.
     - Assim, so os servos ungidos de Deus. Eles tm dentro de si mesmos, toda esta engrenagem  sua disposio; nesse tempo da graa na Terra, o mesmo aconteceu 
em outra poca, em menor dimenso.
     Percebi que a descrio de tudo aqui parecia com a mesma de Zacarias 4. Perguntei a mim mesmo porque em Zacarias vemos os candeeiros, e em Apocalipse temos 
as oliveiras e dois candeeiros.
     Toda vez que se edificava um templo ao Senhor - disse o Esprito Santo dentro de mim - o Senhor levantava profetas e sacerdotes para ministrarem ao povo. As 
duas oliveiras so sempre dois ministros. Em Zacarias, foram Josu e Zorobabel. O candeeiro  o Esprito Santo. O tempo  de lei,  tempo de humilhao para a nao 
nos dias que se aproximaro  grande construo do novo templo profetizado pelo profeta Ezequiel. O conhecimento do Esprito Santo sobre esses dois homens ser maior 
por causa da dimenso de seus ministrios que sero manifestados nos dias do governo do anticristo. Tero uma uno dobrada sobre eles, porque nessa poca o Esprito 
Santo atuar como no Antigo Testamento.
     - Que vo fazer aquelas duas oliveiras? Perguntou ngelo.
     - Elas vo ordenar o juzo a partir da Terra.
     - Ns j sabemos e estamos preparados para a execuo do juzo de Deus e s coisas relacionadas a ele. Ns temos sido instrudos, porque nesta poca atuaremos 
intensamente, disseram os anjos.
     - Eles tero as mesmas chaves que a Igreja tinha? Perguntou ngelo.
     - Sim, eles tero as chaves. O que ligam na Terra, tambm ligam no cu, disse o anjo.
     Rapidamente nos aproximamos dos sete anjos fortes que estavam cuidando dos seus instrumentos, eram trombetas. Eles no saam de perto do Trono. Quando cheguei 
perto deles, perguntei a mim mesmo sobre quem eram. Neste momento, os anjos que estavam comigo me disseram:
     - Estes anjos tocaro trombeta para o juzo de Deus. Eles se preparam para toc-las (Ap 8.1-3). A nica coisa que esto esperando  a voz do arcanjo.
     - O que eles esto esperando? Perguntou ngelo.
     - Esto esperando que se complete o clice da orao e da chegada do juzo final (Ap 8.3, 4).
     - Quando o anjo, que tem o depsito do incenso proftico, terminar de colher todas as splicas pela vinda do reino  Terra, e os sete anjos o receberem, dos 
24 ancios, sero tocadas as trombetas (Ap 8.5,6). Quando o anjo chegar, vai lan-las como incenso no altar. Haver um fumo no altar. Ento, haver o cumprimento 
diante de Deus de todas as profecias escritas no Livro.
     - Onde est o anjo que colhe as oraes?
     - Veja-o ali, perto do 23 ancio (Ap 8.3). Era um dos sete.
     Vi como o Cordeiro se movia no meio do Trono entre os castiais. Ento perguntei:
     - O que representam os sete castiais e suas 49 lmpadas?
     - Os sete castiais representam a Igreja, disse o anjo. No cu eles possuem ao todo, sete troncos e 49 lmpadas, que representam as 49 atuaes e manifestaes 
do Esprito Santo na Terra: espritos de splica, orao, temor, inteligncia, sabedoria, Jeov, Cristo, do Pai, de Deus, Santo, de Elias, de fogo ardente, de poder, 
de graa, de intercesso, de louvor, de f, regenerao, justia, santidade, paz, gozo, alegria, liberdade, salvao, ressurreio, que se move, novo,justificao, 
selo da verdade, da vida, de domnio prprio, benignidade, mansido, do juzo, do servio, testemunha, de fora, reverncia, de obedincia, que habita no homem, 
uno, promessa, dom, que transmite, que vem subitamente, do Filho, de clamor, Esprito ensinador, Consolador, Conselho.
      Assim, percebi que da Terra o Esprito Santo dirige o cu, atravs da Igreja. Ele estabelece uma influncia extraordinria sobre a adorao no cu.
     
     - Nenhum querubim no cu louva por si mesmo. Todas as atitudes dos 24 ancios so resultado da adorao da Igreja na Terra ou dos atos do Cordeiro. Nessa hora, 
acabou de chegar um anjo que havia se apresentado na presena de Deus, veio em nossa direo e fez um comentrio interessante sobre tudo aquilo que estvamos falando:
     - Acabo de chegar da Terra. Estive participando de uma grande conferncia de adorao a Deus. Havia milhares de pessoas e muitos pastores de igrejas estavam 
presentes. Foi algo fenomenal!
     - Sobre o que foi a Conferncia?
     - Sobre louvor e adorao. Estavam pregando e ensinando sobre o louvor da Igreja. Havia um pregador desconhecido dos outros, que nos deixou espantados. Ele 
nunca esteve no cu, e falou como se aqui j estivesse. Ficamos surpreendidos ao ouvir aquele servo amado de Deus. Enquanto ele falava, ns estvamos protegendo-o, 
pois havia demnios que rugiam em volta dele. Estvamos dando-lhe cobertura. Tudo foi glorioso e temos algumas ordens ao seu respeito. Preciso ir...
O PREGADOR
     Chegou um anjo da Terra, que atendia pelo nome de Ariel. Passou por ns e iniciou uma conversa com outros anjos que vieram ao seu encontro para receb-lo.
     Ariel falava de um pregador da Terra.
     - No h muita gente falando sobre isto na Terra. Mas logo, logo, os pastores vo conhecer o que disse. O Esprito Santo se encarregar de divulgar suas palavras. 
Basta que algum seja canal de Deus. Agora  somente deixar com os ventos do Esprito Santo. Eles se encarregaro em divulgar e publicar a revelao.
     - O que disse o pregador?
     - Ele abriu em Crnicas. Explicou claramente o que se passa em ns, os anjos, quando estamos adorando a Deus com os querubins.
     - Em que captulo baseou seu estudo?
     - Vejamos aqui no Livro, disse Ariel.
     - Ele leu aqui nos textos em azul... "Crnicas, Reis, Apocalipse, Samuel e Lucas".
     - Todos estes textos se relacionam e se combinam tremendamente.
     - Vamos escutar... disse ngelo.
     - Observe os vinte e quatro ancios, apontou Ariel.
     - Sim, j observei.
     - Eles, um a um se prostram diante do trono e depositavam suas coroas dando louvor aos que esto no trono.
     Os textos de Apocalipse so verdadeiramente sinfnicos. Quem pode ler aqueles textos, achar neles favos de mel. Aqui estava um segredo. O pregador estava falando 
tudo isto, como se estivesse no cu. Anel estava assombrado com a revelao que o Esprito Santo dava quele homem.
     - Aqui est, mostrava Ariel: "E sempre que aqueles seres viventes davam glria e honra e aes de graa ao que est assentado no trono, ao que vive pelos sculos 
dos sculos, os 24 ancios se prostravam diante do que est assentado no trono e adoravam e depositavam suas coroas diante do trono...". - Observe bem, ngelo, as 
palavras: Sempre que aqueles seres viventes davam glria (chamou a ateno de ngelo).
     Ariel continuou.
     - Vamos ao texto adicional que o pregador usou: Aqui est.
     - Como brilham estas folhas! Exclamou ngelo.
     - "E quando tomou o livro, os seres viventes e os 24 ancios se prostraram
     diante do Cordeiro... e cantavam um cntico novo.., e os quatro seres viventes
     diziam: Amm. E os 24 ancios se prostravam".
     Ariel, ento, depois de ter acabado a leitura do texto, disse:
     - O pregador reuniu estes textos e ensinou ao povo com voz de autoridade e o Esprito do Senhor se movia em meio da multido com poder.
     - O que disse o pregador? Inquiriu ngelo.
     - Muitas coisas. Tudo  por f, como um espelho. Todavia no h visto a realidade, como  em verdade. Ns, os anjos, ficamos atnitos com toda a revelao dada 
pelo Esprito. O pregador revelou o que acontece entre os 24 ancios e os querubins. Voc, ngelo, tem observado que cada vez que uma palavra de louvor que os querubins 
dizem, por exemplo, "Amm", os 24 ancios se prostram diante o trono, imediatamente, por causa daquilo que  dito, do "Amm".
     - Sim, tenho observado.
     - Veja que estamos aqui antes da revelao do captulo 6.
     - Ento voc quer dizer que todos os24 ancios reagem a uma ao na terra E no cu?
     - Sim, eles se prostram porque os querubins do glria. O texto diz: "E sempre que davam glria...". Observe que o captulo 4  um acontecimento anterior  
entrada do Cordeiro no cu, quando o cu produzia seu prprio louvor, porque o Esprito Santo estava no meio dos querubins. Mas agora, os louvores so produzidos 
na terra, porque o Esprito Santo est na Igreja. Tudo isso o pregador falou, ngelo.
     - No podes te esquecer disto, disse-me o anjo que estava comigo.
     - Qualquer ao do Cordeiro no trono  uma razo para glorific-lo atravs dos 24 ancios. Os ancios reagem  medida da ao do Cordeiro no trono e da ao 
do Esprito Santo na Terra. Os ancios no atuam se os querubins no atuarem; os querubins no atuam se a Igreja no agir primeiro.
     - Isto no  cansativo para eles?
     - Eles atuam assim, dia e noite. Os quatro querubins tm energia de quatro seres em um s. Eles no se cansam. Os 24 ancios servem a Deus nas 24 horas equivalentes. 
Quando o Cordeiro toma o livro, os seres viventes se prostram e cantam. Eles reagem em funo da adorao ao que est assentado no trono. Desde a entrada do Cordeiro, 
eles reagem a tudo que a Igreja e o Cordeiro fazem. O trabalho do Esprito Santo na Igreja  comandar o louvor no cu.
     - Percebi que o trono  mvel, comentou ngelo.
     - Sim, o trono se move. Nos dias de nossa visita ao Rio Quedar, o trono se manifestou de uma forma gloriosa. Samos pelo norte. A cidade, neste tempo, no estava 
consumada. Deixamos o Monte Sio e um vento glorioso soprava diante de ns. 
     Entramos no Universo, passamos as vias lcteas e as atmosferas. As estrelas no estavam imveis. As estrelas vibram como um gigantesco coral e percebi literalmente 
o encanto e a harmonia daquela msica das esferas csmicas, louvando a Deus. Assim chegamos na Terra em uma noite fria. Fomos por causa da orao do profeta Ezequiel 
e pela atuao do Esprito Santo sobre ele. O vento era forte e havia sido produzido pelo mover das rodas e das asas dos querubins.
     ramos todos como uma bola de fogo. Samos do meio de uma nuvem que nos envolvia. Fogo ardente havia ao redor do trono; por causa da velocidade, tudo parecia 
um bronze refulgente. Foi do agrado de Deus atravessar fisicamente o Universo. No uso de sua Onipotncia, ele mesmo veio. Naquele tempo o Cordeiro no estava sentado 
no trono. Nestes dias o Cordeiro se manifestava como o Capito dos Exrcitos de Jeov. Era o mistrio escondido do Antigo Testamento. Ali estavam os querubins que 
se moviam, levavam sobre si o trono, como os filhos de Coate.
     Dali do trono se movia o Esprito Santo. Ali esteve por muitos anos, at que foi enviado sobre a Igreja, depois da glorificao do Filho do homem (Jo 7.37-39).
     Agora, o Esprito Santo move o cu atravs da Igreja na terra. Mas h pouco, a Igreja assumir seu lugar definitivamente, e todas as coisas sero restauradas 
a seu posto (Ef 1.10).
O RIO DA VIDA
      Anjos e santos cantavam diante do trono. Vi a multido reunida e a voz dos que adoravam era suave. No vi o lugar santo; no havia separao, porque no havia 
vu. Tudo era Santssimo e ali era o lugar da verdadeira manifestao de louvor. Tudo era feito na santa paz, tudo em ordem. Todos sabiam que era necessrio buscar 
primeiramente o Reino de Deus e o que se dizia a respeito do Trono era algo fantstico. O relgio do Trono era vivo. Segundo o que faziam os 24 ancios, assim se 
movia o cu. Cada ancio representava um fuso das horas terrenas e uma infinita poro do tempo equivalente da eternidade. Tudo se movia em funo dos 24 ancios.
     No centro da cidade havia um rio. Quando os santos se dirigiam ao rio, iam cantando "Faz-me beber dos teus rios Senhor". Multides iam ao no beber das guas. 
No era uma necessidade, mas era um servio de gratido, memria e adorao. O Trono nem sempre estava aberto para apresentaes. Havia horas em que os 24 ancios 
se prostravam diante do Senhor. Esta era uma hora santssima. O cu inteiro parava quando os 24 ancios comeavam a adorar o Todo-Poderoso. A Igreja tinha prioridade. 
Algumas vezes, o Trono se movia e saa da cidade. Os querubins se transformavam e  medida que o Trono avisava a sua sada, havia uma revoluo no cu.
     O Trono saa porque o Pai e o Filho iam at a determinada regio, para eventos extraordinrios realizados na Terra, nas regies celestes. Algumas igrejas na 
terra haviam aprendido o segredo de levar o Trono  Terra. Algumas vezes, os anjos que ministravam do Trono  Terra se apresentavam diante do Todo-Poderoso e do 
Cordeiro em uma forma gloriosa. Quando isso acontece, ocorre um avivamento no cu. Todo aquele mover era intenso, mas minha ateno se voltou para o Rio da Vida.
     Deus no se deixa mover simplesmente pelo fato de ser Onipresente Ele se move como nos dias do Jardim do den terreno.
     A cidade possui uma base que  um Trono no qual se assenta o Pai e o Filho. Do Trono sai um rio, que  o Rio da Vida. As guas do rio saem de forma espiral 
e acompanham a rua da cidade e caem ao norte do Monte de Sio. A cidade est em cima do monte. Ao sair da cidade as guas se tornam como nuvens; com o brilho mltiplo 
da glria da cidade torna-se possvel ver as mais belas vises que um mortal jamais poderia imaginar.
      - No havia pensado no mistrio do Filho estar assentado  destra do Pai, comentou ngelo.
     - Sim, ngelo, este  o ensino bblico. O Cordeiro est assentado a destra do Pai, at que Ele ponha os seus inimigos prostrados a seus ps, e tambm, at o 
tempo da restaurao de todas as coisas (At 3.21). O Filho est temporariamente no mesmo Trono do Pai, mas haver o tempo, em que o prprio Filho se assentar no 
seu prprio Trono de glria (quando comear o reino milenar na terra) e ser-lhe- dado o Trono de Davi.
     - Qual  a funo do rio aqui na cidade? Perguntou ngelo.
     - O rio nasce no Trono. Literalmente, o rio desemboca no Monte Santo, mas espiritualmente, o rio jorra no ventre de cada pessoa, dentre as que na Terra crem 
no Filho. O rio representa o Esprito Santo. Literalmente,  uma manifestao de vida sobre a terra e sobre o crente. O rio  o Esprito Santo. As rvores do rio 
se alegram batendo palmas, mas a Divindade se manifesta em um corpo. O Esprito  o Esprito do Pai e do Filho, mas segue sendo Ele mesmo. O Esprito Santo penetra 
as profundezas de Deus, isto quer dizer que Ele penetra nas profundezas dos trs. O Esprito Santo  vida,  uma pessoa que colabora com a unidade espiritual das 
trs pessoas. O Esprito Santo concede hlito de vida, que  conhecido como esprito humano, que atua em todo o ser vivente. Este hlito de vida tem curso original, 
que circula dentro do ser humano atravs do sangue, porque ele contm vida, que  o impulso originado e dirigido pelo esprito de vida que se move em todo o ser 
do homem.
     - Aleluia! Isso me faz entender claramente a funo do Rio da Vida! Exclamou ngelo.
     - Sim, assim como na Terra o sangue leva a vida impulsionado pelo Esprito humano, o Rio da Vida, impulsionado pela vida do Trono gira dentro de cada vida ressurreta 
pelo prprio Esprito Santo.
     - Isto nos explica melhor a funo da gua como vida. O sangue contm vida impulsionada pelo hlito de vida de um ser humano, mas quando uma pessoa recebe a 
Jesus Cristo em seu esprito humano,e  imediatamente batizado por sua f no corpo de Cristo, recebe vida eterna, que se move atravs da gua da vida. Quem bebe 
desta gua,jamais ter sede. Essa vida  manifestada atravs da gua da vida que nasce do Trono de Deus. Nesse caso, a vida de todo aquele que cr em Cristo  a 
gua, gua de vida. Agora, em cada pessoa que nasce de novo, o Esprito Santo comea a sua obra no esprito humano, depois trata com a alma, e por ltimo, trata 
com o corpo humano. Isso acontecer na ressurreio. O nico que impede a sua permanncia no corpo, quitando toda a corrupo,  o sangue. 
      Na ocasio da ressurreio ou transformao dos santos, o sangue ser tirado definitivamente, dando lugar ao Esprito Santo, como gua da vida. Tomar lugar 
nas suas veias, ngelo, nas suas veias correr a gua literal da vida no seu corpo. A mesma gua que vs aqui, estar em suas veias. Hoje, o Esprito Santo habita 
em teu esprito humano de onde trata com a alma. Mas chegar o dia em que o Esprito Santo tomar o teu corpo, aonde permanecer para sempre, tendo em vista que 
depois destes sucessos, esprito e alma sero a mesma coisa, porque j no haver Santssimo e Santo Lugar, pois tudo ser Santssimo.
     - Sim, agora entendo - disse ngelo. Quando Jesus se manifestou em carne aos seus discpulos, disse "vejam que um esprito no tem carne, nem ossos, como vs 
que eu tenho". Jesus estava manifestando-se depois da sua ressurreio em corpo de carne ressuscitado, que continha osso, mas no havia sangue nele. Antes de sua 
morte, sua alma era divina, seu esprito tambm era divino, e depois de sua ressurreio, o seu corpo passou a ser cheio da mesma natureza divina. Todo o mortal 
foi absorvido pela vida. Seu corpo no continha sangue, porque o sangue no herda o Reino dos Cus.
     - E a carne? Perguntou o anjo.
     - Sua carne j no  mais carne humana. Simplesmente havia se transformado e absorvida pela vida. Sua carne passou a gozar da vida, suas veias foram cheias 
de gua da vida do Esprito Santo. Quando Jesus morreu na cruz, derramou todo o seu sangue, Ele era Deus e homem. Como Deus derramou sua vida como gua, como homem 
derramou toda sua vida humana, como sangue, entregou toda a sua vida, disse ngelo.
     - Agora entendo porque Jesus disse: "Do interior fluiro rios de guas vivas" e "Quem beber do meu sangue ter vida em si mesmo". Ento, o sangue de que falava 
no era sangue humano, seno o sangue do corpo da ressurreio, o Esprito Santo. Glria a Deus!
     Os anjos adoravam a Deus por causa das revelaes que ngelo recebia. Ele sempre recebia revelaes depois das informaes dadas pelos anjos. Enquanto ngelo 
conversava com um anjo, muitos outros foram se chegando a eles, afim de escutar o que estavam falando. A conversa sempre terminava em adorao.
     Ns voltamos em direo ao Trono, para os lados do norte e nos prostrvamos e adorvamos. Entendi perfeitamente todas as coisas quanto ao novo nascimento. Compreendi 
porque quem nasce de novo no pode morrer, porque recebe vida e vida eterna, e o seu corpo  selado para a possesso do Esprito de Deus na ressurreio. Entendi 
que, enquanto o homem nascido de novo vive no mundo, o Esprito Santo habita em seu esprito humano e sela seu corpo com a habitao eterna, a ressurreio ou transformao. 
Assim, o Esprito Santo poder se manifestar em gua viva literal em nosso corpo, e assim estaremos ligados  divindade, literalmente, para sempre.
     Aproximamos-nos do Rio da Vida, logo depois de passarmos pela rvore da vida, que produz 12 frutos. Enquanto caminhvamos, continuamos nossa conversa.
     - ngelo, como entendes o que disse o apstolo Joo em sua primeira epstola, no captulo 5, versculo 6?
     - Agora posso entender o que disse com respeito a Jesus, que veio em gua e sangue. Ele tinha vida divina e terna e vida humana, por causa do seu corpo. Ele 
se entregou como Deus e como homem, por isso era necessrio que o Esprito de vida que estava nele, o levantasse. Porque ele era como um nascido de novo.
     - Sim, interrompeu ngelo, Jesus, ao nascer, j nasceu de novo, porque o que nasce de novo, no nasce segundo a vontade da carne, mas segundo a vontade de Deus. 
Jesus, ao nascer, j nasceu como homem e simultaneamente nasceu do Esprito. Assim, ele tinha o selo do Esprito em seu corpo. Seu corpo era possesso de Deus. O 
selo do Esprito o fazia digno de receber o Esprito de Vida a qualquer momento, porque ele havia nascido de novo. Somente assim ele poderia entregar sua vida e 
voltar a tom-la. Somente um nascido de Deus tem esse poder, e por esse poder, torna-se impossvel permanecer no Hades. Ele no pecou e nasceu de novo. Ele nasceu 
de novo e no pecou jamais.
     - Assim, todo aquele que nasce de novo, tem os mesmos direitos de Cristo. Jesus  o seu exemplo. Essas guas que saem do trono literalmente, chegam at  Terra, 
espiritualmente para o testemunho. Aqui no cu, so trs os que do testemunho da divindade: O Pai, o Filho e o Esprito Santo. Enquanto na Terra so trs os que 
do o testemunho: o sangue, a gua e o esprito. Estes trs ltimos no so um, mas concordam entre si. Isto acontece porque o mesmo esprito que atua como vida 
no sangue humano,  o mesmo esprito que garante o poder do sangue expiatrio de Cristo, que purifica o homem de todo o pecado, porque o sangue  inocente e por 
ele, Satans foi considerado culpado.
     - Como? Explique-me melhor, disse ngelo.
     - At  morte de Cristo, todos os homens que morriam, morriam por causa do pecado. O pecado suscitava o poder da morte. Assim, a morte atuava com todo o poder 
sobre os homens. Satans era o que detinha o poder da morte, e a morte era o grande juzo contra os pecadores, porque o pecado foi um ato e sua condenao foi legal; 
o poder que Satans exercia sobre o homem atravs da morte, era legal. Todos os homens que morriam, morriam pelos seus pecados, e a operao da morte atravs de 
Satans era legal.
     - Oh! J posso entender! Sim, aleluia!
     - Por que saltas e gritas? Perguntou um dos anjos.
     - Sim, j o entendo. Sim, glrias a Deus! Oh, sim! Ento, ao enviar Jesus como homem, em carne, na cruz, o diabo foi declarado culpado, legalmente, porque o 
homem Jesus foi  cruz sem pecado, e ia morrer. A morte e o diabo foram condenados legalmente, porque mataram a um inocente. Ao matar um inocente, o diabo foi declarado 
culpado e atado com a morte de Jesus, tornando-se assassino sem defesa.
     - E por isso que o sangue testemunha a favor do homem contra Satans.
     - E a gua? Perguntou.
     - O Esprito se manifesta atravs da gua da vida, concedendo poder para que vivamos a vida eterna em Cristo. Por isso a gua, o esprito e o sangue concordam 
como Esprito.
     - No queres beber dessa gua?
     - Por que tenho que beber dessa gua? J no tenho bebido dela?
     - Sim, o Senhor disse o que beber dessa gua jamais ter sede.  verdade, mas ela  memorial de salvao.  como se bebe nas Festas dos Tabernculos. Ns, os 
anjos, bebemos dessas guas e somos eternos. Jesus, aps a sua ressurreio, tinha corpo ressurreto, mas mesmo assim, comeu. Ns, os anjos, fomos criados eternos; 
temos algo em comum com vocs, mas vocs so superiores.
     - Como? Perguntou espantado ngelo.
     - Vocs so membros do corpo de Cristo.
     - Sim? Perguntou ngelo.
     - Somos seus conservos. No te assustes por ter dito isto.
     Aproximamos-nos da rvore da Vida. Alguns dos seus frutos eram flores, outros, frutos maduros. Isso era normal. Meus amigos, os anjos, observavam minha curiosidade.
     - Esta rvore, ngelo,  diferente das que tu conheces. Esta rvore sempre produz frutos, de ms em ms. O 24 ancios so o relgio equivalente a vosso tempo 
e a rvore da vida marca os meses terrenos. No Antigo Testamento, os 12 pes postos no templo eram apresentados a cada manh. Aqui cada ms a rvore produz um fruto. 
Esses 12 frutos sero como pes do Tabernculo, para a proposio diante de Deus. Somente os sacerdotes reais os podem comer.
     A rvore era linda, suas razes perfeitas. Havia uma passagem no meio das razes que davam aos lados dos rios que produziam seus 12 frutos.
     - Cada ms h frutos frescos aqui. Deus sempre se renova e seus servos necessitam viver essa vida de renovao. Nunca seus frutos podero envelhecer, sero 
sempre vigorosos e seus dons sempre sero mais e mais valiosos.
     A Arvore da Vida estava dividida. Pelo meio de suas razes passava um rio. Quis me aproximar da rvore.
     - Pare, detenha-se! Ningum pode aproximar-se da rvore at o dia do Tribunal do Cordeiro.
     - Tribunal?
     - Sim, Tribunal de Cristo, responderam os dois anjos.
     - Que tem a ver esse Tribunal com a rvore?
     - No Tribunal de Cristo, os vencedores sero conhecidos diante de Deus. Nesse dia solene, o Senhor Jesus h de confessar o nome daqueles que na Terra confessaram 
o seu nome, diante dos homens e de Deus. O Senhor no se envergonha de chamar-se o seu Deus (Hb 11.16).
     - Ento, qual  a relao que tem a Arvore da Vida como Tribunal de Cristo?
     - Algum ser julgado? 
     - Os vencedores comero do fruto da Arvore da Vida. L no Tribunal, ningum
     Ser julgado, mas as suas obras sero julgadas. As obras que prevalecerem sero
     galardoadas. Dentre os muitos galardes, est o comer do fruto da Arvore da Vida que est no paraso de Deus. Seu fruto tem o mesmo efeito de suas guas, e 
todo aquele que comer o fruto ter vida em si mesmo. O Esprito edificante se manifestar atravs das guas e dos frutos da rvore, mas h outros galardes, tais 
como, o no sofrer dano da segunda morte, que  a separao eterna de Deus; comer do man escondido; receber uma pedra branca, na qual est escrito o novo nome do 
galardoado; o ato de receber poder sobre as naes; o selo da Estrela da Manh; a autoridade sobrenatural sobre os reis da Terra; ter o nome perpetuado no Livro 
da Vida, no ter o seu nome apagado do Livro da Vida, e ter a dignidade de ser confessado como servo fiel diante dos anjos, do Pai e pelo Cordeiro; o ser coluna 
do seu templo, no templo de Deus; assim como, receber sobre si um nome da Cidade de Deus e o novo nome do Cordeiro sem contar o direito de assentar-se com o Filho 
de Deus no Trono da sua glria.
     - Vamos agora, eu vou te mostrar as coroas.
     Rapidamente fomos levados  Sala do Tesouro. Havia muitos departamentos. Estavam protegidos por cristais indescritveis. Havia cinco coroas que esperavam o 
Tribunal de Cristo.
     - Esta  a Coroa da Vida, mostrou-me o anjo. Ser dada junto com os galardes dos frutos da Arvore e gua do Rio da Vida. Todos os santos em Cristo, l a recebero. 
Este  o prmio pela sua fidelidade.
     Em seguida, o anjo saiu para nos apresentar outra coroa.
     - Esta  a coroa de glria,
     - Todos a recebero?
     Esperava outra resposta, mas o anjo moveu a cabea e olhou para mim com uma olhada cheia de compaixo.
     - No, no, servo de Deus. Nem todos recebero esta coroa no dia do Tribunal de Cristo. Quando todos estiverem transformados e imortais, ser o momento da glorificao, 
porm, nem todos sero glorificados igualmente. Uma ser a glria do sol e a outra a glria da lua. Esta coroa ser obsequiada queles que completarem o que faltou 
dos sofrimentos de Cristo. Por causa de seu sofrimento, sem pecado, muitas vidas vieram ao Reino de Deus e tero direito a receb-las. 
     A coroa de glria era maravilhosa. Era algo grandioso aos meus olhos. Parei por alguns minutos e pensei no meu Cristianismo, no meu testemunho, na minha maneira 
de viver. Silenciei, e os meus amigos anjos, se olharam e se dirigiram a mim com algumas palavras consoladoras.
     - Desperta varo de Deus! Ainda ests na tua oportunidade! Ainda no ests morto, vais ter que voltar e viver no mundo, a vida, a morte e a ressurreio de 
Cristo. Teu testemunho ser verdadeiro e poderoso. Tu podes ser digno dessa coroa!
     Caminhamos at o lugar onde estava a coroa incorruptvel. Tudo aquilo era uma amostra de cada uma daquelas coroas que todo o servo de Deus ter oportunidade 
de obter.
     - Que linda! A quem est destinada esta coroa?
     - Este  o prmio da perseverana. Est preparada para aqueles que no meio da corrupo do mundo mantiveram-se fiis e que jamais negaram sua f. Foram criticados, 
humilhados, sofreram por suas convices, mas na verdade, nunca mudaram a viso de Deus que havia sido dada pelas polticas demagogas dos homens. Jamais negaram 
sua f diante dos Tribunais por causa da perseverana. E todos que foram perseverantes em sua f em Cristo, em suas promessas, ho de receber a coroa incorruptvel. 
Aqueles que disciplinaram sua vida, tambm ho de disciplinar as naes com varas de ferro e as julgaro no Reino literal de Cristo sobre a Terra.
      Outra vez parei, pensei e quis chorar, ou melhor dizendo,no sei o que passou. Entristeci-me, mas no havia em mim lgrimas. Que horrvel  no ter lgrimas. 
Meu corpo estava na Terra e a sensao que sentia era terrvel. Jamais havia sentido algo assim. Queria chorar, mas no podia. Estes foram os momentos mais tristes 
da minha passagem em alma no cu. O que sentia verdadeiramente  que eu no era digno de nenhuma daquelas coroas. Ento clamei "Oh! Miservel homem que sou!"
     Pedi permisso e sa do meio dos anjos e me aproximei do Rio e me ajoelhei. Com os meus joelhos nas guas que se moviam na beira, vi meu rosto. No era exatamente 
igual ao meu corpo normal. Pela primeira vez eu vi o homem interior. Meu rosto parecia estar maquiado, com cor de fogo, era mais jovem e adulto ao mesmo tempo. Estava 
vestido com um traje semelhante ao traje dos santos. Os anjos no tinham um traje igual ao meu. Ao ver meu rosto, parei. Pela primeira vez eu vi a mim mesmo no cu, 
era eu e no sabia. Estava mudado. Quando me vi, veio uma mo que me tocou de trs de mim e me disse:
     - Meu filho, porque te entristeces? As obras dignificaram essa Nao Santa; quem receber essas coroas no as tero como prprias; a justia deles no ser 
a sua justia humana, mas ser a minha justia neles. Eu tive a oportunidade de atuar neles, realizei a obra neles, estive trabalhando atravs deles. J no vives 
s, meu filho, Eu vivo contigo. Tuas obras no passam de falsa justia. O que tu crs que estavas fazendo, o fazias em mim, na ocasio em que vivias. Se tu crs 
que estavas em mim na ocasio da minha morte, tambm poders crer que Eu estava em ti na ocasio da tua vida.
     - Sim, Senhor!
     Prostrado aos seus ps, adorei; como reluziam como bronze! Seu perfume era mirra e alos. Pareciam accias suaves.
     - Ento, meu filho, assim como crs que estavas em mim nos momentos da cruz, tambm pode crer que eu estava contigo nos momentos de sua vida. Permita-me que 
eu viva em tua vida, deixa que eu viva contigo em tua vida terrena e estarei contigo em tua morte. Assim como estavas comigo em minha ressurreio, estarei contigo 
em sua ressurreio. Levanta-te! Permita-me que eu esteja contigo na tua vida, assim como estavas comigo na minha morte; assim como tens parte em minhas coroas, 
assim eu terei parte em teu galardo, porque estive contigo em tua vida!
     No tinha palavras para agradecer! Estava atnito. As palavras para minha reao podem ser outra, em linguagem de anjo. O certo  que estava com vergonha ao 
perceber quanto era egosta em pensar que minhas obras me faziam digno de obter melhores coroas que meus irmos. Que vergonha senti quando entendi que a coroa, naquele 
caso, no me pertencia. A coroa no era minha, era nossa. Cristo compartilhava comigo a sua herana. O Cristo glorificado, depois de ter se humilhado em forma de 
homem, depois da ressurreio e glorificao, todavia seguia humilde.
     Levantei minha cabea e j no estava mais. Senti a sensao constante do toque de sua mo carinhosa sobre a minha cabea. Depois perguntei:
     - Onde est meu Senhor, Fiel?
     - Estars com ele outra vez. Vamos ver outra coroa.
     - Sim, vamos. Respondeu o ngelo totalmente mudado, louvando e adorando ao Senhor. 
      Sentia-o presente a todo instante. Continuamos vendo as coroas. O anjo foi relatando uma por uma.
     - Aquela  a coroa da formosura, que todas as mes virtuosas e sbias recebero (Pv 4.9) juntamente com seus filhos obedientes. A mulher virtuosa, que foi a 
coroa de seu marido, a ter em sua cabea... Aquela  a coroa da justia, o galardo dos profetas, no somente os profetas a tero, mas todos aqueles que receberam 
um Profeta do Senhor como a um anjo. Esses recebero galardo de profetas. Esta coroa, tambm,  o prmio equivalente a todas as injustias sofridas pelo amor do 
Reino de Deus (Mt 5.12). Aquela outra  a coroa que receber Israel entre as naes.
     - Por que tem 12 estrelas?
     - Pertence a toda a nao com suas 12 tribos.
     Chegamos a uma porta enorme e linda, como um grande arco. A porta era transparente e estava repleta de coroas.
     - A esto as coroas dos santos e as pedras brancas que guardaram os seus novos nomes.
     Continuamos at a Sala do banquete. A Sala das coroas estava perto da sala do banquete. Entravam e saam dali, anjos e anjos. Voavam sem pr os ps no piso 
de cristal puro. Os anjos eram vistos pelo reflexo dos cristais. Que maravilha era tudo aquilo.
     - Esto preparando a mesa! A mesa  em espiral, e se sobrepe em graus a cada volta. A ponta inicial fica no centro e a medida  de anjo.
     - Como vo entrar aqui os santos?
     - Esta sala  especialmente para o banquete do reino. Os santos sero como ele . Eles aparecero e desaparecero.
     - Que serviro aqui?
     - Um manjar, um banquete e vinho. Um vinho preparado especialmente pelo Cordeiro. Ele sabe preparar do melhor vinho!
     - De onde vem o vinho?
     - Ora, ngelo, que pergunta! Vem do vale. No te lembras do vale abaixo do monte... daqui do Monte Sio?
     - Sim, das vides. Como o vinho j est preparado, percebo que tudo j est preparado.
     - Sim, ngelo, tudo est preparado! Falta a noiva se aprontar!
      Samos da sala do banquete e me deparei com a sala de recepo dos santos, que chegaram da Terra, perto do mar de cristal.
     - Quem  este?
     -  Paulo, o Macalo.
     - Paulo Macalo?
     -  a recepo de sua chegada.
     Emudeci e repliquei. Estava em um tempo da eternidade que equivalia ao perodo de 1980 a 1982. Era o perodo equivalente do tempo terreno.
     - Mas ainda est novo!
     Ele estava novo como um jovem de 17 anos, mas seus olhos eram de uma serenidade sem par.
     - Por que est to novo, se ele morreu to idoso?
     - Este  o prmio do gozo dos que esperam em Jeov. Renovam suas foras.  medida que o homem vai vivendo na carne, e vai envelhecendo, o seu homem interior 
vai se renovando. Na ressurreio, em teu corpo, revelar o quanto esperaste no Senhor; pela renovao das tuas foras. A medida que uma pessoa vive na Terra, seu 
corpo envelhece e morre. Em contrapartida o seu esprito, o seu homem interior, se renova para a vida.
     Na sala de recepo havia alguns anjos msicos, entre eles, alguns servos da Igreja dos primognitos. A cada instante entravam centenas de santos de toda a 
Terra, depois que se apresentavam diante do Trono, eram trazidos  sala de recepo. Os anjos os serviam e cantavam o cntico dos hebreus. 
A VISO DOS ARCANJOS
      O cu  um movimento constante. A Nova Jerusalm  uma cidade movimentando-se para o encontro. E todos os anjos, alm disso, trabalham para servir aos herdeiros 
da salvao (Hb 1.14).
     - Nos tempos antigos, antes da criao do mundo, ns, os anjos, estivemos atuando em tempos diferentes dos quais o grande apstolo chamou de dispensaes. Muitas 
coisas se passaram antes da criao do mundo.
     Um anjo veio apressadamente e se ps junto de ns, na Praa da Grande Cidade, e colhia as folhas da grande rvore. Ns o recebemos alegres e contentes e ele 
nos saudou. A saudao eu no a pude compreender naquela hora: "Jehov Sam".
     - As guas desse rio so cristalinas; todas as cores da cidade so refletidas nelas. Que coisa linda...
     - s vezes elas se tornam como fogo, replicou o anjo.
     - Quando vai haver um grande julgamento, elas se transformam. No grande dia da ira do Todo-Poderoso, as guas do rio sero como chamas de fogo, disse o anjo.
     - Como  que voc sabe disso?
     - Ns aprendemos isso com as vises de Daniel. Ele teve muitas experincias especiais.
     - Onde esto os profetas e os apstolos?
     - Este lugar  muito grande. Os fsicos terrenos quiseram medi-lo, mas no sabiam que a cidade  medida a medida de anjos.
     Se lermos as parbolas e os Evangelhos de Jesus, percebemos que ele usa medidas, valores e pagamentos, diferentemente...
     - O Senhor continua pagando ao ltimo trabalhador como ao primeiro - gritou de longe o segundo anjo.
     Fomos nos aproximando do centro da praa da cidade. Todo aquele lugar parecia o centro da adorao. Louvores tremendos vinham ao Trono; anjos com toda a sorte 
de instrumentos ao derredor do Trono, turnos e turnos a seu tempo; instrumentos e msicas angelicais, no havia uma nota errada. Tudo estava de acordo com a ordem 
celestial.
     - Peam quele anjo que toque alguma coisa, pediu o anjo.
     - No, ele no pode. Nenhuma nota musical pode ser dirigida  outra pessoa, a no ser quele que est assentado, ao Cordeiro, no centro da cidade. Estamos no 
Santssimo Lugar. Aqui no se pode tocar nada, a no ser o que lhe for ordenado segundo a equivalncia que vem da Terra.
     - Quem so seus Mestres? Perguntou ngelo.
     - Vamos ouvir a Sinfonia ao Cordeiro... depois te falo. Preste ateno nos detalhes dos movimentos dos querubins e serafins. Preste ateno em como adoram os 
24 ancios e observe a ligao que eles tm com os querubins. Observe os serafins perto do altar e os anjos que trazem o incenso. Observe de onde eles vm e para 
onde eles vo. Quando ouvires a voz do trovo, significa mistrios. Enquanto a igreja no chegar  cidade, haver a voz do trovo, que significa mistrios. Sobre 
isso, no posso te falar nada mais, porque eu tambm no sei.
     - Mas voc pode saber - replicou o outro anjo. Voc pode saber atravs da Igreja.
     - Ns, os anjos, atravs da Igreja, temos acesso ao conhecimento revelacional de Deus, no ? - clamou outro anjo dirigindo-se a ngelo.
     - Sim, o Esprito Santo que est em ns, revela atravs de ns e por ns, o que lhe apraz. Ele sonda as profundezas de Deus.
     Aps a sinfonia, urna nova turma de anjos se aproximou para cantar diante do Trono. Sem ensaios, eles acompanham os 24 ancios...
     - So 24 turmas que diariamente aparecem diante do Trono de Deus e apresentam cnticos extraordinrios, disse o anjo.
      E alguns cnticos so entoados diariamente. A princpio, no havia muitos anjos cantando nessa turma.  medida que o tempo foi passando, foi se multiplicando 
o nmero deles, desde o dia em que o Esprito deixou as rodas e foi para os quatro cantos da Terra, a turma aumentou e agora est muito maior. Todos os dias elas 
so esperadas pelos querubins serafins. Os 24 ancios se alegram a cada nota desse grupo. Eles cantam somente cnticos novos.
     - De onde eles tiram esses cnticos?
     - Aqui est a resposta  sua pergunta inicial, disse o anjo, olhando profundamente a seu amigo ngelo.
     Cada palavra que o anjo foi falando, fazia-me regozijar em esprito na presena de Deus.
     Havia alguns momentos em que o anjo no necessitava abrir o livro. Eu ouvia dentro de mim como uma voz firme e decisiva, que me fazia lembrar palavras das Escrituras, 
como se fossem um fogo ardente dentro de mim. Entendi que o Esprito Santo me fazia reviver todas aquelas palavras ditas em toda a Bblia.
     - Oua a sinfonia. Ela  presente no cu e na Terra!
     Eu estava atnito, querendo compreender, e o anjo estava se preparando para falar-me de algo do qual eu j havia ouvido na Terra, sem acreditar.
     - Cada vez que eles cantam aqui no cu,  porque essa sinfonia j foi ou est sendo apresentada na Terra. Isto  maravilhoso! Antes, isto no era assim! Quando 
o Esprito Santo desceu e o Cordeiro entrou, tudo mudou, porque agora a msica e a letra vm da Terra. Cada vez que um servo do Altssimo se apresenta em adorao 
e canta os novos cnticos, inspirados pelo Esprito Santo, tudo o que sai de maravilhoso atravs de sua boca,  transmitido imediatamente ao regente do coro celestial 
e como um piscar de olhos, todo o seu louvor  repassado perfeitamente  presena do Todo-Poderoso atravs dos 24 ancios. Isto  maravilhoso. Mas nada  apresentado 
no Trono se a Igreja no tiver primeiro apresentado na Terra.
     - Ei, no! Espere! Segurando na mo de outro anjo, um deles interrompeu.
     - ngelo, no vai deixar-nos curiosos. O que ele disse de novo para voc?
     - Espere um pouco, preciso dar uma orientao aos anjos que seguem comigo sobre o problema da barreira, o velho problema que temos para chegar na Terra.
     Pensei comigo mesmo: Quanta coisa tenho que aprender aqui? Como estou ignorante sobre tudo isso... era um telogo, ensinava sobretudo isto; mas  como se no 
soubesse de nada; sem prtica a experincia inexiste.
     - Muitas coisas h para conversar, volte logo, disse ao anjo enviado  Terra.
     Passaram-se alguns momentos e o anjo voltou.
     - Vocs ainda esto aqui? J se passaram meses na Terra. Nosso pregador vem a, vocs no tero acesso a ele.
     Guardei tudo o que ele disse. Vamos comparar ao Grande Livro.
     - Venham por aqui, disse o anjo Enviado.
     - Que lugar maravilhoso! Como se chamas?
     - Esse  o lugar aonde os anjos vm buscar entendimento na Bblia: O Livro da Revelao. Cada vez que ouvimos algo atravs de um ministrio na Terra, aqui gastamos 
nosso tempo perscrutando o que nos foi revelado. Tudo aqui  levado a srio. Tudo que se refere a esse Livro, no podemos deixar passar. E tudo o que fere a verdade 
desse livro, no podemos aceitar.
     - E aquela porta? Perguntou ngelo.
      Eu vi uma das 12 grandes entradas que pareciam portas rotatrias. Elas estavam constantemente girando e muitos anjos entravam e saam por elas.
     - Aquela porta - respondeu -  porta de trs dimenses.
     - Que quer dizer isso?
     - Atravs dela, Joo Evangelista foi levado. Quando voc entrar por ali, voc consegue ver todas as coisas em trs dimenses, da mesma forma que o Todo-Poderoso 
v, julga e age. Voc no vai entrar por ela agora, voc vai entrar pelas Portas de Cristal, por onde vemos tudo de outra dimenso. Joo via o que ainda no havia 
acontecido como se j tivesse acontecido. Voc ver somente o que no aconteceu, pelo momento! Vamos consultar o Livro.
     Chegamos ao Livro atravs das Portas de Cristal. Pginas com letras de prata.
     Havia um livro com vrios nomes, como se cada versculo fosse escrito com nomes, e fomos folheando o Livro e as Escrituras. Ento, percebi o nome de vrias 
pessoas; vrios nomes; vrios nomes de todas as lnguas, tribos e naes. Eram nomes diferentes, nomes conhecidos, nomes estranhos. Ento perguntei:
     - Por que a Bblia est escrita somente de nomes?
     -  porque cada um desses nomes que esto aqui trouxeram uma revelao pelo Esprito  Igreja na Terra, e seu galardo  muito precioso.
     Percebi que alguns versculos no tinham nada, ento perguntei:
     - Por que alguns versculos esto sozinhos e no tm nenhum nome?
     -  porque esses versculos ainda no foram revelados. E todos aqueles que completam essa revelao, tero seu nome escrito nesse lugar.
     Em um mesmo versculo havia vrios nomes. Ento perguntei:
     - Por que nesses versculos existem vrios nomes?
     - Porque foram vrios os profetas de Deus que tiveram a mesma revelao na
     Terra!
     Olhando para o Livro percebi e exclamei:
     - Ouro! Ouro!
     - Sim, o ouro indica coisas que j passaram, e prata, coisas que ainda vo acontecer. Estes que se misturam so as que se repetiro e daro sentido  profecia 
que tem duplicidade de cumprimento. Todos aqui so um mesmo Livro. So milhares de detalhes que cada um apresenta. Muitos ainda so mistrios para ns. Cada vez 
que o conhecimento na Terra  manifestado, ns viemos aqui e combinamos as cores pr-estabelecidas por nosso Senhor; tudo que destoa,  porque est fora do ensino 
da doutrina. Muitas coisas aqui foram pintadas com gemidos inexprimveis. A maioria dos pintores que fez isso sofreu muito e passou grandes tribulaes na Terra. 
Os Livros que eles escreveram foram trazidos em forma de cores para revelar os mistrios que ns precisamos, a fim de entender melhora Palavra Revelada, mas tudo 
vem da Terra, atravs dos santos. Esta sala  movimentada. Cada dia algo novo acontece. Os anjos esto sempre visitando esta grande sala. Ns nos alegramos e regozijamos 
pelo ensino que a Igreja recebe pelo Esprito Santo.
     - Observe as cores aqui em Apocalipse, explicou o anjo. Ao abrir as folhas das pginas do Livro de Daniel, voc combina as cores das palavras que esto em Apocalipse; 
assim voc entende. Essas partes incompletas significam que ainda no foram totalmente reveladas, mas isso no demorar muito tempo. Quando voc voltar outra vez, 
esta parte j estar clarificada.
     - E se formos ao futuro, anjo, como estaro?
     - No! Agora no podemos!
     - Que maravilha! Respondeu ngelo.
     - Sim, algo maravilhoso! Glria ao que est assentado no Trono e ao Cordeiro!
     Fomos andando pelo meio do fulgor daquela sala e samos prximos ao Tabernculo aberto. Era o modelo dos Tabernculos da Terra.
     - Veja que maravilha de Templo que Deus revelou a Moiss, Davi, Salomo, Zorobabel e Ezequiel!
     - E aquele ali?
     - Ali est o templo mais importante. A imagem de Deus, o corpo humano! O templo atual do Esprito Santo! Nunca houve dois templos na mesma dispensao.
     Em cada dispensao havia um templo. Agora estamos na revelao do Templo do Esprito Santo.
     Deus habita no homem por sua Palavra e seu Esprito! Isto revela que sua glria e sua sabedoria esto sobre a sua Igreja. O Templo de Ezequiel est em tom diferente 
porque ainda no foi inaugurado. No podemos passar por ali, porque no nos  permitido agora. Os querubins guardam isso tudo com muito zelo. Eles so os guardadores 
da glria de Deus!
     
ASAS E TRANSPARNCIAS 
     Chegou a hora em que os anjos falaram de si mesmos. Num momento feliz, Miguel me dirigiu a voz e os anjos revelaram seus mistrios e cada vez mais me aproximava 
do Trono.
     - Como foi o dia da apresentao do Cordeiro na perspectiva de vocs? Perguntou ngelo ao coro de anjos que com ele estava.
     - O dia em que ele assentou no Trono foi espetacular. A indizvel glria do Trono se manifestou gloriosamente na cidade. O Cordeiro foi sempre um grande mistrio, 
tanto para os homens, como para ns, os anjos. Ele no tinha esse nome Jesus. Ele era, foi e agora  conhecido por um nome. "Jesus", este nome, como  conhecido 
dos homens, foi recebido quando se fez carne. Mas ele tem outro nome aqui no cu, este nome ser revelado a todos brevemente.
     - Como foi o dia em que vocs o viram entrar no cu? Perguntou ngelo.
     - Foi como o romper da aurora, algo totalmente novo para ns, os anjos, porque antes da criao do mundo, o verbo era Deus e estava com Deus (Jo 1.1). No princpio, 
o Verbo estava com Deus (Jo 1.2). Aqui h dois princpios: o pr-universal e o ps-universal. Antes da criao dos cus e da terra (Gn 1.1; Jo 1.2) havia um princpio 
no-csmico! Um princpio absoluto. Neste princpio, o Filho Unignito no era considerado Filho. No tinha o nome Jesus, nem era conhecido como Filho. Neste princpio 
absoluto, ele era Deus.
     Quando estava na Terra em seu ministrio terreno, ele mesmo se declarou. Ele era Senhor. Deus. Estava com Deus. Era Deus. Era. Estava com...
     Ele deu testemunho de que estava junto de Deus. Ns no o vamos separadamente, jamais. Ele era um mistrio para ns.
     "Agora, pois, glorifica-me,  Pai, junto de ti mesmo, com aquela glria que eu tinha contigo antes que o mundo existisse" (Jo 17.5). Ele saiu do Deus IHAV. 
Joo no lhes disse que "viera de Deus e para Deus voltava..." (Jo 13.3). Ele mesmo sabia aonde estava no princpio. "... que seria, pois, se vsseis subir o Filho 
do homem para onde primeiro estava?" (Jo 6.62).
     Saiu de Deus: "E crestes que eu sa de Deus" (Jo 6.26).
     Ele no s saiu, mas veio dele: "... sa de Deus e vim de Deus" (Jo 8.42).
     Ele era um mistrio oculto. O grande servo Paulo foi chamado para ''demonstrar a todos os santos, qual seja a dispensao do mistrio que desde os sculos esteve 
oculto em Deus, que tudo criou" (Ef 3.9).
     - Ele foi criado?
     - No, absolutamente ngelo.
     - O que foi a dispensao do mistrio?
     - A dispensao do mistrio serviu para revelar o mistrio oculto em Deus. O Cordeiro estava em Deus, por isso era Deus. O Cordeiro no foi obra de Deus para 
estar ao alcance de suas mos, fora de sua mente, como obra criada. O Cordeiro era Deus. Ns, os anjos, no conhecemos estes mistrios. Ele estava guardado em silncio 
desde os tempos antigos (Rm 16.25).
     - Que so os tempos antigos?
     - Os tempos antigos so o mesmo que tempos eternos.
     - ngelo, disse o anjo, o mistrio  revelado de duas maneiras: Pelas Escrituras profticas (Rm 16.26) e atravs da Igreja (Ef 3.10).
     D-me por conhecido daquilo que Paulo escreveu que a revelao do mistrio tem dois destinatrios: As naes, para obedincia e f (Rm 16.26) e aos principados 
e potestades (Ef 3.10). As naes precisam saber do mistrio. As potestades e principados precisam saber do mistrio. Entendi como somos importantes para Deus, porque 
a dispensao do mistrio  a dispensao da revelao plena de Cristo s naes, aos principados.
     - Voc lembra dos tempos da Unidade Absoluta? Perguntou ngelo.
     - Aprendemos de Paulo que no havia Trindade, havia divindade. Havia unidade. No havia o nome "Pai", nem tampouco o nome "Filho". Havia uma s divindade. A 
compreenso de Paulo, aps o conhecimento pessoal do mistrio  assim: "... um s Deus e Pai de todos, o qual  sobre todos e por todos, e por todos e em todos" 
(Ef 4.6). Nos tempos eternos ele estava em Deus, com Deus, junto de Deus, como um, nele.
     - Nos tempos eternos no havia corpo visvel e material que impedisse a unidade. Uma realidade de smbolos, mente e corao. Trs almas, trs pessoas: Um s 
esprito para um s corpo.
     - O corpo de Cristo do qual participo - replicou ngelo - ajuda na ilustrao:
     Muitas almas, muitas pessoas em um s corpo (Ef 4.4), em um s esprito!
     - Sim, que maravilhoso! Exclamaram os anjos.
     - Nos tempos da unidade absoluta, no havia anjos. Anjos no existiam, vieram a existir, disse Enviado.
     - Fale-me dos anjos, a comear dos querubins.
     - So anjos mais ntimos. Veja-os. Lcifer era um deles. Ali esto quatro que esto ao redor do trono. No so oniscientes, mas vem mais do que todos: Tm 
oito olhos, seis asas e uma percepo comum entre os anjos. So especialistas em movimentos, e conhecem a intimidade do fogo, da velocidade e do discernimento mais 
apurado. Lcifer cuidava dos tesouros da glria, Era hbil msico. No dia de sua criao, foram criados instrumentos mais requintados, os primrios instrumentos, 
a melodia e o ritmo. Tudo perfeito. Ele  visto na Bblia de vrias maneiras.
     - Conheo sua histria, disse ngelo, em Ezequiel 28.11-19 at seu fim, quando ser lanado no poo do abismo. A comear de sua morada no Monte Santo de Deus 
at o dia em que ser recebido no poo do abismo (Is 14.18).
     - Que revelao guardas contigo ngelo?
     - Em Ezequiel 31.1-18, Lcifer  mostrado como uma rvore frondosa que se exalta. Mas  lanado no Seol, continuou ngelo.
     - Aquele que detinha as chaves do Seol, um dia ser preso na mesma cadeia onde aprisionou a muitos (Ap 20.1-3), disse um dos anjos.
     - Em Isaas 14.7-20, "toda a Terra est descansada!" Veja no Livro, que este  o clamor com que comea a profecia que se refere ao Milnio. Nesse texto, h 
um cntico do profeta referindo-se ao dia em que Satans for lanado no poo do abismo, ao mais profundo do Seol. Ali, explica ngelo, o cntico no  outra coisa 
seno a alegria das faias, da terra, dos mortos e dos prncipes da terra, tambm seduzidos por ele; um salmo de sarcasmo verdadeiro sobre o prprio Satans.
     - Comparado a nada (Is 14.10).
     - Sim, o texto refere-se ao que lhe diro quando for lanado no profundo do abismo, concluram.
      Todos juntos observamos que os trs textos juntos revelam o total propsito proftico, desde quando esteve no Monte Santo, at sua expulso com a tera parte 
dos anjos, s regies celestiais, onde para sua vergonha foi exposto na cruz ocasional (Ef 2.15, 16).
     - Da, disse ngelo, para a Terra, no meio da Septuagsima Semana de Daniel
     (Ap 12.7-12).
     - Depois de um tempo, ir para o poo do abismo (Ap 20.1-3), de onde sair definitivamente (Ap 20.10), depois de cumprir mil anos de sentena, em domiclio... 
disse o Enviado.
     - Os querubins do Trono esto mais prximos do Deus Vivente que os 24 ancios. Eles so responsveis pela conduo do Trono e da glria de Deus. Esto em vigilncia 
constante. Eles so capazes de fazer muitas coisas de uma s vez, em direes opostas e ao mesmo tempo (Ez 1). So vistos como rodas, relmpagos, troves, fogo, 
olhos. So condutores, so somente adoradores! Eles no esto prximos para verem defeitos. No h imperfeies no Deus vivente! Eles esto prximos para adorar 
e servir, explicou o anjo.
     - Mas no existiam somente cinco querubins. Existem mais, pois os vemos em diversas circunstncias. Um deles guardando a rvore da Vida (Gn 3.24). Ele est 
guardando o caminho da rvore da Vida!
     - Os querubins guardam as coisas preciosas do Reino? Perguntou ngelo.
     - Eles tambm reciclam a glria que ao Reino  enviada.
     -  uma classe especial, disse um do coro.
     - E os serafins? Perguntou o representante da Terra.
     - Os serafins so os mais prximos do Deus vivente, depois dos querubins, disse Enviado. Os querubins esto na tampa da Arca! Isto quer dizer que eles esto 
no Trono. J os serafins, esto relacionados como Altar de Incenso. Eles so os que tiram brasa do altar e com elas tocam as pessoas, explicaram os anjos.
     - Eles tocaram os lbios do Profeta Isaas. Tocaram o corpo de Daniel. Eles no esto relacionados ao Trono, mas ao Altar do Trono (Ap 8.1-3)! Assim como os 
querubins esto guardando a glria e as coisas preciosas do Reino, os serafins guardam tudo que se relaciona  santidade de Deus!
     Sentia-me mais leve  medida que caminhvamos. O anjo me disse que antes de darmos a volta, iramos encontrar um dos arcanjos.
     - Sim, os arcanjos! Que admirao tenho por Miguel, o arcanjo de Israel, exclamou ngelo.
     - Os arcanjos tm voz poderosa. So anjos de ordens executivas e definitivas. Eles recebem ordens para os acontecimentos escatolgicos. Sua voz ser ouvida 
pelos mortos (1 Ts 4. 16). Eles daro incio  luta contra Satans na ocasio em que este for lanado e expulso para a Terra (Ap 12.7-12)! So eles que enfrentam 
os principados (Dn 10) na barreira entre o cu e a Terra. No meio deles est Miguel. Lemos de seus atos em Daniel, Judas e em Apocalipse. Este arcanjo tem grande 
autoridade. O diabo conversou com ele, sem ofend-lo, porm em Apocalipse 12, Miguel lutar contra ele e o vencer poderosamente, lanando-o por Terra, Esta batalha 
vai ser diante de nossos domnios, disse o anjo. Ns vamos lutar com ele!
     - Um arcanjo dar a voz de comando para o arrebatamento da Igreja. Estes tipos de anjos so vencedores. So especialistas em lutas travadas no mundo espiritual. 
Eles fazem tremer os principados e potestades. Quando um arcanjo vem em ajuda de um dos anjos mensageiros,  porque sabem que esto sendo impedidos pelos inimigos.
     - Mas h uma coisa que eles no podem fazer: Expulsar demnios!
     Eles podem lutar contra eles e venc-los. No podem repreend-los por sua autoridade. Eles dizem: "O Senhor te repreenda". Esta glria pertence  Igreja. Voc 
pode dizer aos demnios: "Eu lhes ordeno que saiam em nome de Jesus". Ns deixamos isto para Deus. Ns no resolvemos isto assim, disse o anjo.
     - E vocs?
     - Ns, os anjos mensageiros, somos enviados. Recebemos ordem diariamente e comparecemos constantemente na presena de Deus. Deus mesmo vem estar conosco em 
lugares determinados. Executamos ordens a respeito de quem formos comissionados. Mas a maior de nossas tarefas  ajudar aos herdeiros da salvao na Terra (Hb 1.14). 
Todo o nosso oficio  estabelecido para que o propsito de Deus se cumpra de fato! O interesse de nossa ajuda est condicionado  herana da salvao de vocs, disse 
o anjo. Temos muitos ofcios: Anunciamos nascimento, como Gabriel. Ele  especialista em anncios de crianas que vo mudar a Histria em Deus. Geralmente o seu 
anncio parte do pressuposto "impossvel"; anunciamos boas-novas celestiais; fazemos festa por um pecador que se arrepende; ajudamos a herana de nossa salvao; 
ajudamos na dispensa de coisas relacionadas ao mundo fsico.
     - Com todas estas habilidades, no entendo bem porque voc constantemente est dizendo que somos mais importantes que vocs, como sendo a Igreja de Cristo?
     - No podemos pregar o Evangelho agora, por causa da dispensao da graa. Os olhos da alma dos homens no esto abertos, e por isso no nos podem ver agindo 
de maneira nenhuma. Na dispensao da plenitude dos tempos por causa dos sofrimentos dos homens, eles nos vero claramente em grande tribulao, porque os olhos 
da alma sero abertos, mas a Igreja no estar na Terra (Ap 14.5, 6), vir para a Cidade. Ns, os anjos, no podemos pregar o Evangelho enquanto a Igreja estiver 
na Terra. O Arrebatamento da Igreja  fator preponderante para ns! Quando Sodoma ia ser destruda o Senhor esteve ali pessoalmente em forma de anjo e disse para 
L: "Nada poderei fazer, enquanto no tiveres ali chegado". L (Gn 19.19-23)  tipo da Igreja que  salva antes da Grande Tribulao, e Zoar, a cidade alta onde 
ele se refugiou, e que por sua causa no foi destruda,  tipo da Nova Jerusalm, onde a Igreja se refugiar (Sl 46).
     - Ento, crer que a Igreja passar a Grande Tribulao  crer que Apocalipse 14.5,6  utopia! Replicou ngelo.
     - Ns, os anjos, no podemos atuar enquanto a Igreja estiver na Terra, disse Miguel, ao se aproximar de ns, em voz maviosa, que produziu um silncio reverente 
entre os anjos. E continuou:
     - No podemos destruir a Terra (Gn 19.22); no podemos pregar o Evangelho (Ap 14.5,6) no perodo competente  Igreja.
     - Eu estive com Pedro em Jerusalm, disse Enviado. Estive na priso na noite fria, poderia ter pregado o Evangelho a Cornlio, mas no era minha competncia. 
Nesta poca de graa, somos enviados para servir aqueles que ho de herdar a salvao; no somos enviados para conceder o dom da salvao (Hb 1.14). Isto significa 
que ns somos enviados para facilitar a salvao daqueles que ho de herd-la! E o anjo disse a Cornlio: "Manda chamar a Simo... e ele te dir o que deves fazer". 
Provemos a oportunidade, os homens podem aceit-la ou rejeit-la. Esta autoridade e este poder pertencem  Igreja, hoje! Faa sua parte!
O ALTAR DE OURO
     "Depois do trono, o altar de ouro  a mais importante pea do Trono". Foram as palavras que ngelo ouviu do anjo, ao aproximar-se do trono.
     Ao caminharmos examinvamos o livro e lamos alguns textos da carta aos Hebreus:
      "Temos um sumo-sacerdote tal, que se assentou nos cus  direita do trono da Majestade, ministro do santurio, e do verdadeiro tabernculo, que o Senhor fundou, 
e no o homem" (Hb 8.1,2).
     "Mas Cristo, tendo vindo como nosso sumo-sacerdote dos bens j realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernculo (no feito por mos, isto , no desta 
criao), e no pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu prprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redeno".
     "Tendo, pois, irmos, ousadia para entrarmos no Santssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, atravs do 
vu, isto , da sua carne, e tendo um grande sumo-sacerdote sobre a casa de Deus..." (Hb 10.19).
     "Depois disto olhei, e abriu-se o santurio do tabernculo do testemunho no cu; e saram do santurio os sete anjos que tinha as sete pragas..." (Ap 15.5, 
6a).
     "Os quais servem quilo que  figura e sombra das coisas celestiais, como Moiss foi divinamente avisado, quando estava para construir o tabernculo; porque 
lhe foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou" (Hb 8.5).
     - Nem uma s pea do Tabernculo Terreno  independente por si mesma de seu equivalente tabernculo celeste. O tabernculo terreno  uma cpia do verdadeiro 
tabernculo. No podemos entender o tabernculo terreno sem conhecer sua equivalncia real. Qualquer pea, qualquer figura, qualquer verdade  paralela (Hb 8.1,2; 
10.19; Ap 15.5, 6a; Hb 8.5), comentamos juntos.
     - Isto significa, claramente, que todas as peas do tabernculo de Moiss so figuras das peas que esto aqui no tabernculo celestial.
     - Sim, disse o anjo. Houve diferena em quantidade entre as peas do tabernculo de Moiss e o templo de Salomo. Algumas coisas foram acrescentadas nos dias 
de Davi e Salomo para o templo. Veremos esta diferena depois.
     - Mas sem o livro de Apocalipse, o livro de Hebreus no teria paralelo. Graas ao Esprito Santo, temos o livro de Apocalipse, disse ngelo.
     Chegamos ao altar.
     Outra vez lemos no grande livro do Verdadeiro Tabernculo. O Altar de Incenso est aqui diante do Trono de Deus. Ele  medida de anjo (Ap 21.17).  grande (Ap 
21.10). Todas as respostas de orao, ou qualquer atitude angelical ou divina, esto intimamente ligadas ao Altar de Incenso. O Altar de Incenso, depois do trono 
de Deus,  a pea mais importante do tabernculo celestial.
     - E a Arca? Perguntou ngelo.
     - A Arca do Testemunho, no tabernculo terreno  tipo do Senhor Jesus Cristo e do trono de Deus; o propiciatrio, que  a tampa da arca,  tipo do trono.
     O fogo diante do altar de Deus jamais se apaga. Dele os serafins tiram as brasas com a tenaz e operam purificao, eliminando a iniqidade dos ministros de 
Deus que se consagram a Ele. Os serafins de Deus esto de olho no Altar de Incenso. Eles fizeram isto com Isaias (Is 6.1,2) e com Daniel (Dn 10.16). O trono de Deus 
 cuidado pelos quatro querubins que ali esto (Ap 4.7, 8).
     - Mas os serafins cuidam do Altar. Por isso vemos alguns anjos vestidos com as vestimentas sacerdotais reais (Ap 15.6-8); linho puro retrucou Enviado.
     - Alguns anjos que cuidam do altar, recebem o incenso dos querubins (Ap 19.7; 8.3).
      So os querubins que providenciam os incensos para os anjos especiais que cuidam do altar. Os anjos que cuidam do altar possuem incensrios de ouro (semelhantes 
queles que os sumos-sacerdotes usavam quando ministravam no Antigo Testamento). Mas so os querubins que provem o incenso. O incenso chega at eles de maneira 
extraordinria. Porque o incenso  a nica coisa que no  produzida no cu, mas na Terra.  a Igreja, atravs do Esprito Santo que produzo incenso. Porque o incenso 
 feito de orao, louvor e adorao dos santos (Ap 5.8; Ap 8.3). So os anjos que levam o incenso at o cu (Lc 1.5-15). Mas ele no vai diretamente para Deus, 
embora chegue ali no mesmo dia que  produzido. As oraes so levadas para as taas que esto nas mos dos 24 ancios que esto ao redor do trono, divididos em 
grupos. O cu necessita desesperadamente de incenso. E por isso que o pai procura adoradores...
     A correspondncia do Tabernculo Celestial s coisas terrenas  maravilhosa e necessita ser aplicada s verdades bblicas que foram esquecidas. Vejamos:
     - O Santssimo  o trono, explicou-me.
     - O lugar Santo  a cidade, adiantei-me.
     - E o trio? Perguntou-me.
     - O trio...
     - O trio  fora da porta!  a cidade de Jerusalm, onde o Cordeiro entregou sua vida.
     Todas as verdades estabelecidas no cu, manifestadas na Terra, atravs dos smbolos e tipos, no podem ser compreendidas pelos homens, at o momento em que 
eles possam ter uma viso pessoal na presena do Trono de Deus. O nvel da sabedoria de Deus, e o nvel em que Deus se move, em sua dimenso eterna, so absolutamente 
incomparvel em tamanho, medidas e circunstncias, glrias, luzes, louvor, e tudo aquilo que o homem viveu em seu mais sublime estgio. Se Deus comea a falar na 
sua sabedoria,  loucura para o homem. Deus tem que se limitar  mente humana, to pequena em relao  sua viso e majestade. Assim, toda sabedoria de Deus, apesar 
de ser grande, deve ser limitada, em comparao a sua verdadeira manifestao.
     - E as taas dos 24 ancios? Perguntei.
     - Os 24 ancios so sacerdotes reais. Eles no so sacerdotes iguais aos sacerdotes da ordem levtica. So sacerdotes segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 7.7-11; 
Ap 1.6), porque Melquisedeque era Rei, Sacerdote e Profeta. Ele todo era um dom de Deus. No lestes que Deus mudou o sacerdcio levtico, no livro de Zacarias? Satans 
estava constantemente diante do sacerdote Josu, por causa de suas vestes sujas. Satans no queria deix-lo ministrar. Assim ficou o sacerdcio levtico durante 
muitas etapas de anos. Mas o anjo do Senhor repreendeu Satans com a repreenso de Deus (Zc 3.1,2). Disse: "No  este um tio tirado do fogo?"
     - O que significa isto?
     - Isto significa que Josu  um representante de um remanescente, embora sujo diante do anjo. Aquele anjo tinha autoridade sobre os serafins (Zc 3.4). Porque 
so os serafins que limpam e substituem os trajes sujos pelo pecado. Ento as vestimentas do sumo-sacerdote foram trocadas por vestes festivas. Mas lhe foi dito 
que viria um sacerdote, o Renovo, que  Cristo.
     - Ah! Ento  por isso que na outra viso (Zacarias 6.11), Josu  usado como modelo! Mas a realidade aponta para Cristo: O Renovo, coroado de coroas de prata 
e ouro.
     - Esta  uma das razes porque os ancios esto coroados e vestidos de vestes sacerdotais, ajudou ngelo.
     - Mas veja que Josu  sacerdote da ordem de Jeozadaque, da ordem que foi escolhida por Deus por mritos para servir de sacerdcio nos dias do Reino Milenar 
de Cristo (Ez 45). Josu era um prottipo de Cristo, o Sacerdote-Rei. Aquela viso significa que o sacerdcio de Levi ser restaurado em Jeozadaque, como Josu, 
nos dias do reino de Cristo.
     - Sim,  semelhana do sacerdote visto em Zacarias 6.11, aqueles 24 ancios, com vestes sacerdotais novas e coroas sobre a sua cabea esto, em redor do trono.
     - Mas o que eles fazem ali? Perguntou ngelo.
     - Eles so os reais tipos dos 24 turnos que Davi instituiu no templo. O livro de 1Crnicas, captulo 24, nos revela que Davi fez mudanas no sacerdcio por 
causa da ociosidade que havia entre eles devido no haver mais necessidade da conduo do tabernculo (1 Cr 23.26, 32), por isso foram redistribudos para o servio 
do santurio. Por isso foram distribudos em ordens, em turnos. Este nmero  muito significativo para Davi e para Deus (1 Cr27): 24 turnos, 24 mil... etc. "Duas 
vezes doze...", continuou o anjo.
     - Juntamente com os turnos dos sacerdotes que foram institudos para ajudar os prncipes de Deus (sumos-sacerdotes) e os prncipes do santurio, que eram chefes 
do santurio (1 Cr 24.5), tambm Davi introduziu ousadamente os 24 turnos dos cantores, que tinham por lder Asafe. A funo deles era gloriosa, porque eles foram 
institudos para tocar, cantar e profetizar cantando.
     - Isto  glorioso! Exclamou ngelo.
     - Asafe foi o responsvel pelo louvor diante da tenda que Davi ergueu perante o Senhor, no mesmo lugar no qual o templo de Salomo foi erguido (1 Cr 16.37).
     - Por que os grupos foram separados? Perguntou o varo.
     - Os grupos que foram introduzidos por Davi no ministravam juntos. Um grupo, que era o grupo dos sacerdotes, ministrava em Gibeo, onde estavam todas as peas 
do tabernculo de Moiss, exceto a arca, que estava em Jerusalm. Mesmo assim eles ofereciam holocaustos contnuos conforme a lei (1 Cr 16.39, 40).
     - Isto traz  luz significados extraordinrios!
     - Jesus no est mais na Terra com os homens, mas vocs devem sempre oferecer-lhe sacrifcio de louvor (Hb 13.15)! Jesus estava aqui no cu, que corresponde 
 Jerusalm, onde estava a arca no tabernculo de Davi, diante da qual estavam os cantores, com Asafe. Isto significa que os cantores estavam mais perto, muito embora 
eles precisassem dos sacrifcios oferecidos em Gibeo para continuarem ali.
     - Isto explica a permanncia dos 24 ancios na presena de Deus, disse ngelo.
     - Eles precisam da Igreja para oferecer louvor e das oraes em incenso perante o Senhor. Os grupos estavam separados, mas unidos no propsito de glorificar 
a Deus! Um grupo em Gibeo, outro grupo em Jerusalm. Um grupo na Terra e outro grupo no cu (Ap 5.8; Rm 8.26). O grupo dos 24 de Jerusalm cantava e profetizava 
porque no estava diante do altar de holocausto de Gibeo. Era um louvor proftico majestoso! O grupo de Gibeo oferecia os sacrifcios por f, muito embora no 
ouvisse a msica dos cantores de Jerusalm. Era algo maravilhoso aos olhos de Deus! Mas ambos entravam diante de Deus.
     - Um grupo entrava com sangue at o altar de incenso, disse ngelo. E outro, j diante da arca, entrava com o seu correspondente, diante de Deus, com louvores.
     - O que representam os 24 ancios? Perguntou ngelo.
     - Os 24 ancios representam a Igreja na Terra, enquanto eles esto diante de Deus. Os 24 cantores liderados por Asafe cantavam e ofereciam louvores profticos 
diante da tenda erigida por Davi (1 Cr 15.1, 16; Lc 1.5-12). Os 24 grupos de sacerdotes, profetas cantores permaneceriam diante da tenda com os seus porteiros, em 
Jerusalm. Eles sabiam que os outros grupos de sacerdotes trabalhavam simultaneamente a eles em Gibeo! Assim so os 24 ancios nos cus. Como Asafe, eles tm harpas 
e como os sacerdotes liderados por Zadoque, eles tm taas, que so incensrios que contm as oraes dos santos (Ap 5.8). As harpas que eles tocam representam o 
louvor proftico que eles oferecem equivalente aos cnticos espirituais oferecidos pela igreja (Ef 5. 19,20; Cl 3.16). Todo cntico espiritual  um louvor proftico, 
uma exaltao proftica oferecida ao Senhor. Estes so os altos louvores de Deus, uma honra que tm os santos (Sl 149.6,9). Mas as taas que contm as oraes dos 
santos, que so incensos (Ap 5.8), no ficam ali. Elas so oferecidas diante do altar de incenso. Esta  uma das razes do porqu o altar de incenso existir. Ali 
so oferecidos incensos diante de Deus. O altar recebe as oraes dos santos. Isto significa que, quando o incenso ali  derramado, as oraes so ouvidas (Ap 8.1-5). 
Agora, as oraes esto divididas em oraes normais, concordncia de coisas equivalentes  vida crist e comum  Igreja, como oraes devocionais, vocacionais, 
ministeriais, naturais, congregacionais, etc; h tambm oraes profticas - como a orao do Pai Nosso, como a orao de Moiss, como a Bno de Jac, de Moiss 
etc. As oraes devocionais vo para as taas dos 24 ancios. Como eles so 24, cada ancio oferece as oraes de acordo com os fusos horrios, que so 24. Isto 
significa que as oraes so ouvidas no mesmo dia (Dn 10.12). H os anjos que derramam as oraes diante do altar. H os anjos que as respondem (Dn 10.11; Ap 8.1-3). 
Mas como os querubins so os que provm a glria de Deus em todos os sentidos, tambm so eles os que colhem dos 24 ancios os incensos (Ap 15.7): "Um dos quatro 
seres viventes deu aos sete anjos, sete taas de ouro, cheias de ira de Deus...". As oraes profticas dos santos tambm se acumulam como se fosse a prpria ira 
de Deus guardada para o dia do Juzo.
     - Isto  maravilhoso! Mas por que os anjos derramam incenso ali?
     -  no altar de incenso que as nossas oraes so depositadas depois de permanecerem nas taas dos 24 ancios ou depois de terem permanecido no incensrio proftico 
de ouro dos santos (Ap 8.1, 3).  importante saber que os anjos de Deus somente tm ordem de Deus a respeito do cumprimento de nossas oraes se elas forem derramadas 
diante do altar de Deus. Isto deve ser feito diria e continuamente. Isto significa que devemos permanecer diante do Trono de Deus diuturnamente, como aqueles 24 
ancios e os quatro seres viventes.
     - H outras funes do Altar? Perguntou ngelo.
     - Sim, respondeu Enviado. De acordo com as oraes dos santos, o juzo ser estabelecido sobre o reino das trevas. A ira de Deus se acumula nas taas e nos 
incensrios de outro. Vai chegar o dia em que Deus comear a derramar o incensrio de ouro proftico no altar, como tem feito hoje, agora, com as oraes devocionais. 
Ser o mesmo mecanismo, no que concernir s oraes profticas, assim ser (Ap 8.1-3).
     - Por isso vemos que  do altar que saem todas as decises divinas, resultado de nossas oraes atuais?
     - Sim, o juzo ser estabelecido na Terra e concordado nos cus (Mt 18.16).
     - Isto significa que ns somos responsveis pelos atos de Deus no juzo (Ap 14.17, 18)?
     - Sim, Deus no  um ditador. As nossas oraes so levadas pelos anjos como incenso, fabricado na Terra, da Terra para o Trono; elas trabalham e influenciam 
o trabalho de Deus. Diante do trono, muita coisa  feita, mas ningum chega diante do trono de mos vazias, sem primeiro deixar no altar, o incenso do louvor e da 
orao (Ap 14.3). L so entregues ao ancio do fuso horrio equivalente  hora que foi feita e recebida. Dali um dos sete anjos leva a orao ao altar de incenso 
e em fumo  recebida s narinas de Deus. Depois os anjos regressam com as respostas. Agora o segredo  perseverar para que com a cobertura de orao os anjos passem 
a barreira e a resposta chegue. Isto foi o que vimos acontecer com Zacarias (Lc 1.5-11). No altar, nessa hora, saem troves, simbolizando respostas dadas s reaes 
divinas quanto as blasfmias dos homens; o altar de incenso  um dos mais perfeitos anttipos celestes. O altar  vermelho e ouro.
     - O que foi colocado nas pontas do altar? Perguntou ngelo.
     - Ao ressuscitar, Jesus compareceu diante do Pai, para depositar o sangue da asperso (Hb 12.22-24), de acordo como faziam os sacerdotes vetereo testamentrios. 
O sangue da asperso era resultado da morte expiatria do Cordeiro que era oferecido no primeiro altar que ficava no trio, chamado altar de holocausto. O sangue 
era trazido para o interior do lugar Santo onde ficava o altar de incenso, onde, em suas quatro pontas era aspergido, da era aspergido sobre o propiciatrio, no 
Santssimo lugar.
     - No h vu diante do altar do incenso? Perguntou ngelo.
     - No, disse o anjo.
     - Por que o Apstolo aos hebreus nos diz que o altar de incenso est junto com a Arca do Testemunho, se o Velho Testamento inteiro nos diz que o altar de incenso 
estava junto com a mesa dos pes da proposio e do Candeeiro de ouro, no lugar Santo? Inquiriu ngelo (Hb 9.1-3).
     - Quando falarmos da arca, te responderei, mas somente o vu separava o lugar Santo do lugar Santssimo. Logo, as outras peas do lugar Santo estavam to prximas 
da arca quanto o altar, embora o altar estivesse mais prximo. Com o vu rasgado, o altar de incenso se aproxima definitivamente da Arca e do propiciatrio, que 
representam a pessoa e o Trono de Deus, o caminho novo e vivo que Cristo inaugurou e abriu o cu para os anjos tambm (Jo 1.18), tirando a separao entre o trono 
e o altar, entre a nossa parte e a parte de Deus. O vu rasgado mostrou o novo e vivo caminho que Cristo inaugurou no cu e que foi manifestado na Terra (Mc 15.38). 
A habitao de Deus ento, preencheu toda a cidade e Ele foi conhecido dos anjos e a glria do Senhor resplandeceu e "encheu toda a casa" (2 Cr 7.1, 2). Por isso 
o Verbo se tomou Cordeiro; tornou-se a lmpada de toda a cidade (Ap 21.23):
     - Isto significa que "era um s corao e a alma dos que criam" (At 4.32). Alma e esprito sem o vu! Disse ngelo.
     - ngelo, ngelo! Disse o anjo.
     Os 24 ancios continuaram no modelo do tabernculo de Davi.
     - Justamente porque o altar traz as marcas do sangue de Jesus, o lugar Santssimo, que corresponde ao trono de Deus, contm a asperso do sangue, que nos santificou 
urna vez para sempre (Hb 10.29),  que podemos entrar com toda ousadia diante do trono de Deus (Jo 17.19). O ato do sangue de Jesus ser aspergido diante do altar 
e do trono significa que ele nos santificou por seu sangue. E como santificao, de acordo com Levtico 27,  o ato de depositar uma importncia equivalente ao preo 
da pessoa que fazia o voto especial de santificao perante o sacerdote para o santurio, e isto somente podia ser feito de acordo com o ciclo do santurio, que 
eram ciclos de prata. Jesus tambm vos santificou no com ouro ou prata, mas com o seu prprio sangue, deixando diante do verdadeiro santurio o seu sangue, como 
sendo a equivalncia do vosso valor diante de Deus! A asperso do sangue de Jesus  o depsito de vosso valor diante de Deus. A asperso  a vossa prpria santificao 
e a asperso envolveu o altar de incenso (Lv 16.11-14; 18.19), explicou ngelo.
     - Agora posso compreender estas vestes salpicadas de sangue que ele deixou no santurio, ele as vestir no dia da batalha do Armagedom (Ap 19.13,14), disse 
ngelo. Entendo porque estas vestes salpicadas no podiam ser vistas pelo povo, mas deveriam ser trocadas no prprio interior do santurio (Lv 16.24). Porque haver 
o dia em que o Filho se apresentar para mostrar o que houve no Lagar da Cruz (Is 63.3). O mundo ver e agonizar.
A IGREJA DOS PRIMOGNITOS
     Foi-me permitido ver a Igreja dos Primognitos. Que maravilhosa assemblia de santos. No posso expressar a intensidade da magnitude da sabedoria que envolve 
cada um destes santos, homens e mulheres de Deus que ali esto para louvor de Sua glria. Eles so o Livro em pessoa, eles so a profecia personalizada, eles so 
amados do Altssimo. Ali esto reunidos e no esto preocupados com o tempo, porque j entenderam a dimenso em que esto; se movem na eternidade. Eles sabem que 
um dia para Deus,  como mil anos para ns!- Por que a Igreja dos Primognitos tem esse nome? Perguntou ngelo a Enviado.
     - Do ponto de vista histrico, ela  assim chamada, por causa do propsito universal de Deus e seu ofcio sacerdotal, tambm universal, explicou Enviado. Todos 
os que creram na vinda do Messias, antes da morte de Cristo e foram justificados pela f, so chamados Primognitos.
     Caminhamos em direo  assemblia, lugar aonde se reuniam os justos, os santos, assim chamados de Primognitos. Pus ateno no brilho que fazia diferena entre 
todos, e que residia em alguns dos Primognitos que ali estavam estabelecidos para louvor da majestade do Senhor.
     - Veja Enoque! Elias! Aquele no ... (enquanto admirado exclamava meu gozo...).
     - Sim, Moiss! Este  Moiss!
     - Mas aquele no  Joo Batista? Perguntou ngelo.
     - Aquele  Joo Batista! Porque ele brilha mais que Simeo? A posio que ele ocupa aqui  mais elevada quela que muitos outros deveriam estar.
     O anjo meneou a cabea e disse:
     - Pare um pouco e pense ngelo. Voc sabe o porqu. Tudo j te foi explicado atravs do Livro, do Logos...
     - Joo  o maior dos que so da lei, menor do que aqueles que so da graa. Isto  compreensivo, disse o anjo.
     - Sim. Joo foi gerado antes de Jesus, mas no recebeu o Esprito Santo antes de Jesus. Zacarias ouviu a promessa de que Joo seria cheio do Esprito Santo 
desde o ventre de sua me; mas esta se cumpriu seis meses depois, quando o Esprito Santo estava em Jesus, em Maria. Jesus tinha proeminncia, e dali do ventre de 
Maria saiu o Esprito Santo para Joo. Foi isto que Joo, mais tarde, o reconheceu facilmente no Jordo, como aquele que batizava com o Esprito Santo e com fogo, 
explicou ngelo.
     O anjo tomou uma pluma de ouro e comeou a traar os tempos, e a explicar-me:
     - A Igreja dos Primognitos inclui os da f universal, que creram antes do chamamento de Moiss, e os da famlia de Abrao, que creram atravs do tempo da Lei. 
De Ado a Moiss, todos so das primcias da graa. Estes so os primognitos da f. Os outros so de Moiss a Joo. Joo no  o maior que os primeiros, mas sim, 
igual a eles! Todos os que creram nos dias da Lei so menores que Joo, e o menor da graa,  maior que ele!
     As palavras foram saindo da minha boca:
     - Sim,  verdade. Joo foi posto como maior sobre todos os que so da Lei. Sua posio deve ser superior porque  um profeta e nazireu. Todos os nazireus so 
consagrados especiais para obras especiais. Os nazireus so a exceo da regra. Joo era um sacerdote segundo a ordem de Levi, mas no usou deste privilgio, e por 
isso no foi incumbido de nada relacionado ao sacerdcio nacional e limitado de Levi. Sim! Porque no percebi isto antes? Por outro lado, Joo batizou o elemento 
proftico, o Messias! Foi cheio do Esprito Santo desde o ventre de sua me!
     - Que oportunidade especfica para Joo levantar-se como o maior dos que esto sob a Lei! Perceba sua posio celestial no Reino de Deus, mostrou-me o anjo.
     Fui levado ao ptio da assemblia, e percebi um Organograma Celestial com os nomes dos profetas e dos Primognitos. Era uma rplica do Livro da Vida de cada 
um deles e sua importncia no propsito de Deus. O traado era incomparvel.
     - Veja aqui, ngelo: Desde o princpio, esta ordem  a ordem lgica dos Primognitos. Observe a cadeia at chegar ao Primognito da Criao, e para aquele lado 
direito, at chegarmos ao Primognito dos mortos. Deste ponto de vista em diante, outro sentido... at chegar ao Primognito dos irmos. Perceba: Tudo termina e 
comea como Primognito!
     No havia outra palavra para expressar o que estava vendo diante de mim! Voltei atrs na ordem cronolgica. No me mexia. Como uma grande roda que se movia, 
percebi claramente todo o propsito universal do Reino de Deus.
     - Aquele  Abel. E aquela marca que sai desde seus ps, at ao Tabernculo, o que significa?
     - Significa o clamor do sangue de Abel. Seu clamor  poderoso. Pede por justia. A medida que o tempo vai passando, outros clamores vo sendo feitos da Terra. 
Nenhum sangue derramado inocente na Terra deixar de ser justificado e descoberto. O poder do sangue  grande. Mas o sangue de Abel se afunila a partir de certo 
tempo... porque o sangue do Cordeiro comea a aparecer  medida que o sangue de animais eram oferecidos, como tipificando seu sacrifcio.
      Fui levado mais adiante. Estava cada vez mais motivado a entender melhor tudo aquilo.
     - Sim! Quando o Cordeiro foi imolado na cruz, elimina todo tipo de sacrifcio pelos pecados dos homens. Jesus morreu por todos os homens, disse ngelo. J no 
restam sacrifcios pelos pecados, porque s h um sacrifcio capaz de perdoar pecado: o de Cristo.
     - Mas se o mundo o rejeitar, estar perdido e todo este sangue cair sobre sua cabea como juzo e condenao, disse o anjo.
     - O mundo no o rejeitar?
     - Sim, muitos o rejeitaro, mas no ser por isso que ele ser condenado, disse o Enviado.
     - Por que ser condenado? Perguntou ngelo.
     - O mundo ser condenado no por causa de seus pecados, mas porque rejeitou o Salvador dos pecados!
      Por minutos, tentei chorar. Nesta hora, entrou no cu um anjo, rapidamente, com uma taa de ouro. Continha a colheita de lgrimas dos que choravam numa taa 
de ouro e a levava a um dos 24 ancios. As lgrimas saam por meus olhos na Terra, quando eu tentava chorar no cu.
     - Por que ele faz isto? Perguntei atnito a Enviado.
     - E o que ele faz por voc, j faz h muitos anos. Ele  o anjo que foi enviado para tua proteo e servio, desde o dia em que foste gerado no ventre de tua 
me. Ele sabe tudo a teu respeito.
     Comecei a sentir uma grande emoo dentro de mim e gemia, adorava e clamava. Muitas surpresas tive naqueles momentos. Desejei conhecer melhor o anjo que me 
fora enviado.
     - Desejo conhecer meu anjo, disse ngelo.
     - Apresentar-se- a ti, no momento oportuno. Agora ele no pode vir a ti. Quando voltares  tua misso, encontrars com ele. Ele te far passar para o outro 
lado do Vale... se unir a ti outra vez, mas no poders v-lo claramente.
     - Que Vale? Perguntou ngelo.
     - No te lembras mais? O Vale da sombra da morte! Teu corpo est em coma, h muitos meses. Voc est vivendo por mquinas. No te lembras? O teu anjo est cuidando 
do teu corpo.
     - Estou consciente? Perguntei.
     - Sim, ests pessoalmente aqui no cu. Tua mente est aqui, mas teu esprito humano est no teu corpo, na Terra. Ele garante a tua volta como um selo. Voc 
no pode permanecer ou vir ao cu, em esprito e alma, a no ser depois que passares da vida humana para viver a vida eterna. Qualquer pessoa salva que morre no 
pode habitar aqui para sempre, sem que ao menos seu esprito e alma estejam aqui completamente. Em seu caso, voc est aqui em alma. Como ela  espiritual, pode-se 
dizer que ests aqui em esprito. Tambm por causa do relacionamento entre o teu esprito, alma e Esprito Santo, e pela importncia do vu rasgado do teu corao, 
teu ser tornou-se dia a dia, um s. Tua mente est aqui agora, porque o Esprito Santo est em ti. Tua mente, vontade, sentimento e corao, esto aqui agora. Seu 
esprito humano garante a sobrevivncia de teu corpo at agora. Se ele sasse agora mesmo do teu corpo, voc teria que ficar aqui para sempre, ngelo. O Poderoso 
Senhor em sua Onipotncia, no permite que ningum toque em teu corpo no hospital, ou desconecte nada ali na Terra, por causa da vigilncia dos anjos que agora mesmo 
trabalham contigo na Terra. Muitas vezes algumas pessoas comparecem aqui no cu em esprito humano, mas sua mente permanece no corpo. Por isto eles no conseguem 
lembrar nada do que aconteceu aqui enquanto permaneceram no cu. Eles no se do conta do que viram aqui, no momento em que chegam  Terra, porque estiveram aqui 
somente em esprito. Eles recebem uma nova uno, mas no conseguem lembrar de nada, porque a mente deles permaneceu na Terra. Esta  outra espcie de arrebatamento. 
Somente em casos especiais, ocorre o contrrio. O teu caso foi diferente. Tu te lembrars de todas as coisas, porque ests aqui pessoalmente, isto , em alma. Quando 
passares o Vale, sentirs saudades de casa. Vamos!
TEMPLO DO MILNIO
     A cidade vai entrar no universo e muitas caractersticas universais vo mudar.
     - Aqui vai um mistrio, ngelo, disse o anjo. Quando a cidade chegar ao seu destino, comear a ser manifestada fisicamente na terra.
     Percebi claramente que a terra vai descansar. Com o advento do dilvio a terra passou a sofrer variaes por causa da corrupo do mundo. A cidade sobre a terra 
dispensar a presena da luz do sol e da lua. A cidade ficar sobre a terra, e no na terra.
     - Quer dizer ento que a cidade ficar girando em torno da terra?
     - No! Absolutamente, no! A terra  que vai girar em tomo da cidade! Este ser o tempo suave dos homens. Por isso os homens vo viver mais que normalmente 
e no haver muito esforo em todo o trabalho, que hoje  sinnimo de suor. O primeiro esforo da criatura foi em funo do pecado de Ado - suor e trabalho se conectaram. 
O primeiro veio com a corrupo dos homens, aps o dilvio - frio e calor intensos, explicou o anjo.
     - Voc sabe muitas coisas! Isto  maravilhoso, disse ngelo.
     - Sim, tenho muitas informaes. Mas voc tem muitas revelaes. A diferena entre ns e vs  muito grande. Eu conheo o tempo histrico e posso falar deles. 
Mas vocs tm a fonte da revelao que  Cristo em vs. Ns no podemos ter este mesmo gozo. Ns somos anjos, disse o anjo.
     Outra vez me foi enviado um dos sete anjos que se vestia de linho. Era conhecido como "Varo de linho" (Ez 10.2,6).
     - Salve ngelo, Homem respeitado! Como te chamas? Perguntou ngelo.
     - Sou enviado a ti, como fui a Daniel, Ezequiel e a Joo (Ez 10.2,6; Ap 10.1- 10; Dn 12.5-7).
      O varo se manifestou das margens do rio da vida. Era o varo do juramento proftico (Dn 12.7; Ap 10). Ele est sempre preocupado com o tempo do cumprimento 
das profecias. Ele veio a mim e levou-me a uma sala que parecia um templo. Ao entrarmos no templo, fui levado aos dias do templo do profeta Ezequiel. Anjos estavam 
ali. No havia pessoas, somente anjos. Assim, fui levado a uma sala dentre as centenas de departamentos do cu, divididos por colunas. H muitas colunas, em forma 
de palmeiras que embelezam os edifcios celestiais. A rua de ouro passa na porta de cada manso - so milhares de milhares. O rio embeleza toda a cidade. Tudo  
resplandecente como o ouro no auge de seu brilho. Cada uma das 12 portas tem uma rua que em pisos diferentes terminavam na rua urea principal que conduz ao centro 
do trono. Os rostos dos querubins do trono esto postos em cada ponto cardeal, ao norte, ao sul, ao oeste e a leste. Como o trono fica no centro, no fim da rua e 
na parte mais alta, de todas as entradas se pode ver o trono. O rio vem dando voltas no Monte Sio  medida que a rua vem descendo e passa a cada porta. H diversos 
tipos de rvores em todo o monte de Sua presena. No alto, na ltima parte do Monte Sio, como acima de uma coroa, o resplendor banhando de cima a baixo, refletindo 
nas ruas at a ltima entrada por baixo. A cidade vem viajando no espao e por baixo no se pode notar, mas est firmada no alto do monte, nas bandas do norte. De 
qualquer porta se pode ver o trono de Deus.
     - Quando a igreja estiver aqui, disse-me Enviado, e todos estiverem distribudos em seus ofcios e lugares, os quais o Cordeiro tem preparado (Jo 14.1-3), cada 
um saber em que porta dever entrar. A direo de cada um ser de acordo com o nome da porta. Veja esta porta, disse o anjo.
     - "Porta de Jud", leu ngelo.
     - Por aqui entram todos os santos guerreiros e cantores-msicos do Cordeiro. De acordo com aporta, tero seus domiclios.
     - Aqui, disse ngelo, estamos na "Porta de Jud", terceiro nvel - so doze nveis no total, aonde est a sala de recepo, na porta de Naftali.
      Para que tenhamos uma viso da cidade, estamos descrevendo sua diviso fsica para situarmos cada departamento que visitei. Podamos atravessar o monte de 
lado a lado por seus departamentos. Os anjos, naturalmente o atravessam. No h nenhuma coisa difcil para eles. At que enfim, chegamos a sala dos modelos dos templos 
de Deus, que, como disse, fica bem perto da sala do planejamento da divindade.
     - Vens para ver o templo da Grande Tribulao e do Milnio. O templo foi visto por Ezequiel. Uma cpia parecida  viso de Ezequiel ser construda nos dias 
do Anticristo, mas ser usurpado e destrudo no grande terremoto que dividir a cidade a partir do Monte das Oliveiras, quando o Leo da Tribo de Jud puser os seus 
ps sobre ele.
     - Ei! Como  lindo o templo! Exclamou ngelo.
     - Observe ngelo. Tudo se assemelha  Cidade celestial.
     - Tem muros! Os muros so de pedras preciosas! Est ao norte (...) a fonte, a fonte! Exclama. Onde est a Fonte de Gion?
     - A fonte de Gion passou para trs do altar do Holocausto. Esta fonte foi desprezada, mas tem um significado grandiosssimo! Do templo, no sul do altar sair 
a fonte de guas que ir pelo vale e atravessar em dois rios a cidade, com um brao ao oriente, at o Mar Salgado e o Mediterrneo, em duas estaes.
     Ao redor do rio, depois do muro havia toda sorte de rvores e no rio, muito peixe!
     - Quem so estas gentes com roupas diversas aqui? - eram desenhos...
     - So as pessoas que viro de todo o mundo adorar o Cordeiro e trazer-lhe glria e honra. Viro e sero curadas.
     - Este  o significado do mar de bronze que Davi ordenou a Salomo que construsse'? Inquiriu ngelo.
     - Sim. A bacia e o mar de bronze sempre estiveram nos templos. Vs?
     - Sim. Estas peas, observe o rio do templo, so tipos da fonte de guas que haver. Com a mudana fsica da cidade, a fonte de Gion ser a fonte do rio, no 
lugar da fonte de bronze, onde os sacerdotes se lavaro, porque as guas sero santas!
     - No centro do templo, as cmaras sacerdotais so para a famlia da casa de Josadaque. A famlia de Aro no ser conhecida como a famlia dos sacerdotes, porque 
Zadoque assumir a ordem sacerdotal (Ez 44.9-13).
     O templo de Ezequiel ser governado nos dias do Milnio pelo sacerdcio, segundo a ordem de Zadoque, da mesma ordem de Levi transformada pela coroao sobre 
Josu ao sacerdcio, segundo a ordem de Melquisedeque.
     - Josu, um dia foi posto diante do Anjo do Senhor (Zc 3.1) para ser preparado para a grande mudana sacerdotal que haveria no sacerdcio no futuro (Zc 3.8; 
Hb 7.12).
     - Qual Josu, perguntou ngelo?
     - No lestes em Zacarias, que "Josu" da famlia de Zadoque, foi o sacerdote que se manteve fiel a Davi? Respondeu o anjo. Por ter se mantido fiel ao reino, 
foi coroado pelo Senhor. Como recebimento da coroa, o seu sacerdcio passou a ser reino e sacerdcio. O sacerdcio de Zadoque era o da ordem de Levi, da famlia 
de Aro. Estava sujo, corrompido e Satans tinha o controle sobre eles! Mas Josu, depois do cativeiro, se humilhou e se apresentou diante de Deus! Quem se humilha, 
chega antes que Satans, o acusador, na presena de Deus! Satans no  onipresente, ele depende das "fofocas" de seus demnios, mas o Esprito Santo  o onipresente. 
Chega primeiro. O acusador  envergonhado e o acusado  transformado (Zc 3.3,4). Josu representava toda a nao de Israel, porque Deus tinha um propsito, o qual 
consistia em fazer da nao de Israel um reino de sacerdotes j desde os dias de Moiss (Ex 19.5,6; 32.10). Mas Moiss no quis que fosse assim. Os levitas foram 
escolhidos. Saram em defesa do seu lder (Ex 32.28) e em lugar dos primognitos, que tambm haviam falhado (Nm 3) foram estabelecidos. A nao inteira foi substituda 
por uma tribo, ngelo! O propsito foi por um tempo posto de lado. Passaram-se muitos anos e o sacerdcio de Levi se corrompeu centenas de vezes, tais como nos dias 
dos juzes, nos dias de Eli; nos dias dos reis; nos dias de Saul; nos dias do pr-cativeiro; nos dias ps-cativeiro; como no tempo de Zacarias, pais de Joo; nos 
dias de Jesus, por Ans e Caifs.
     - Quando foi a coroao de Josu? Perguntou ngelo.
     - A coroao foi na presena de muitos anjos e foi simblica, nos dias do profeta Zacarias, depois do cativeiro, um pouco mais de 400 anos antes de Cristo, 
antes do Messias se revelar em carne. 
     - A coroao de Josu foi feita pelo Anjo do Senhor e simboliza a transformao do sacerdcio levtico em sacerdote real. O lugar de Aro  assumido por Zadoque 
e o propsito inicial de Deus passa a ser uma promessa (Ex 19.5,6).
     - Isto significa, Enviado - interrompeu ngelo - que o Senhor ainda quer fazer da nao de Israel um reino de sacerdotes, ou melhor, um sacerdcio real?
     - Sim. A coroao de Josu  simblica porque tipifica a unio da tribo de Levi em Jud. Melquisedeque era rei e sacerdote em Salm. Josu  toda a nao de 
Israel que no Milnio ser um reino de sacerdotes, mas tambm Josu representa a coroao do Renovo que  Cristo, que segundo a ordem de Melquisedeque efetuou seu 
sacrifcio como prncipe e sacerdote e foi aceito.
     - Por isto que o prncipe poder oferecer sacrifcio no templo de Ezequiel? Observou ngelo (Ez 45.22; 48.12).
     - Exatamente, ngelo. Lembra-te de Davi, quando ofereceu o sacrifcio diante do Anjo do Senhor em Arana (2 Sm 24.18-25) e quando se vestiu de sacerdote (2 
Sm 6.14; Ex 28.42). Foi a primeira vez que o Senhor permitiu a unidade do sacerdcio ao Reino at Josu (Ez 44.15). Deus no pde rejeitar a Davi. Ele entrou pela 
porta de Melquisedeque.
     - Nos dias do reino literal do Filho na terra, o sacerdcio ser nacional e no tribal (Zc 14.20,21). Qualquer pessoa da nao que estiver em Jerusalm poder 
servir na casa do Senhor em suas vasilhas, porque as naes (como antes, as demais tribos faziam em relao aos levitas) faro o mesmo com a nao sacerdotal de 
Israel (Is 60.4-9; Zc 14.14; Mq 4.1; Ez 48.19).
     - E a Igreja? Por que  chamada de Reino de Sacerdote? Quem prestar contas a ela?
     - Como o sacerdcio segundo a ordem de Zadoque ser terreno, embora real,  inferior a ordem de Melquisedeque, porque o sacerdcio da Igreja foi assumido por 
Cristo e sua Igreja, aqui na cidade sacerdotal,Nova Jerusalm (1 Pe 2.9). Por isso, o sacerdcio de Zadoque trar os dzimos dos dzimos a Cristo e sua Igreja (Ap 
21.24).
      Continuei a observar e vi que as salas de msica esto perto do trio dos holocaustos. Estavam repletas de instrumentos musicais (Ez 40.44).
     - Aqui so as salas de cantores e msicos, disse o anjo. Nenhum sacrifcio ser oferecido sem louvor! Os sacrifcios sero acompanhados com o incenso do louvor, 
porque no centro do lugar Santssimo estar o trono do Cordeiro. Nenhum outro santurio tem salas de msica como este!
     - A parte do lugar Santssimo est vazia? Observou ngelo.
     - No, ngelo, toda casa ser santssima (Ez 43. 12), mas ali ser posto o trono do Rei, a arca original, o trono do Filho na Terra, no cento dos querubins, 
acima da arca (Ez 43).
     - No templo no haver vu?
     - No, no haver vu. Toda a casa ser santssima... Os msicos-cantores se inspiraro como Davi para entoar cnticos ao Senhor como quando a arca estava na 
tenda. Os cantores cantaro e ouviro msicas celestiais, como as que ns cantamos aos pastores no dia do nascimento de Jesus, disse o anjo.
     Ali, naquele templo,as naes viro para beijarem o Filho (Sl 2.10-1 2).Traro suas riquezas a Jerusam, mas a Nova Jerusalm permanecer no lugar alto (Sl 
7.6,7). Ali os reis sero aconselhados (Sl 2.12).
     - Visitaremos esta cidade? Perguntou ngelo.
     - Todos os dias, a Igreja ser vista sobre a cidade (Is 60.8), como pombas entrando e saindo. Ali sero servidos pelos sacerdotes e comer juntamente com o 
Rei (Ez 44.16).
     Percebi que toda a cidade era uma rplica da Nova Jerusalm. O rio (Ez 43.7; Ap 22.1-3); a gua da vida (Jl 3.18; Jo 7.38, 39; Ez47. 1-3); as folhas das rvores 
(Ez 47.12); os prncipes sero sacerdotes (Ez 46.2; Ap 1.5,6; Ap 5.8-10); tudo  Santssimo e no h vu (Ap 11.15; Ez 43. 12); as portas por onde o Rei entrou (Sl 
34.7-10; Ez 44.1, 2; Ap 19.11-14; Zc 14); sete dias para santificar o altar, iguais aos sete anos antes da Igreja iniciar seu oficio sacerdotal literalmente (Ez 
43.26,27; 1 Ts 5.9; Dn 9.26); portas redondas e rotatrias (Ez 41 .24; Ap 21.21); a importncia dos querubins (Ez 41.21; Ap 4.5); a cidade quadrangular, como o Santssimo; 
o templo medido por medida de anjo (Ez 40.3; Ap 11.1-3); todos os que vivem na cidade, servem na cidade (Ap 5.9-10; Ez 48.19; Ex 19.5,6). Vimos de fora os muros 
da cidade e fiz a penltima comparao:
     - Os muros da cidade esto dispostos iguais aos muros da Nova Jerusalm.
     Olhei as portas, apontei e li.
     - Ao norte, Rben, Jud e Levi.
     Comparei:
     - So iguais!
     - Sim, ngelo, disse-me o anjo. Mas estes muros so da Jerusalm terrena. Compreenda. Mas este nome ser trocado por Jerusam (Ez 48.35).
     Minha ltima observao foi:
     - Enviado, observo que o Senhor estar nas duas cidades (Gl 4), Como ser isto? O Senhor habitar na Nova Jerusalm?
     - Sim, o trono do Pai estar na Nova Jerusalm at o Filho pr todos os seus inimigos sob seus ps, enquanto isto seu trono estar estabelecido na terra (Ez 
43.1-5; Mt 25.31). No final do seu reino na Terra, haver a fuso dos dois reinos, do Pai e do Filho em um s (1 Co 15.26,28).
     - E depois?
     - Passaremos "ao que ser". Tu estars l! Vamos.
     Havia uma palavra: "Senhor".
     - Venha, disse-me o Senhor, vou-lhe mostrar algo.
     Atravessamos a praa, do outro lado do Trono havia um palcio de marfim (Sl 45). Era cheio de arcos, no havia portas. Havia centenas de colunas que pareciam 
a palmeiras de copas abertas  entrada norte. O palcio estava aps a rua nas mesmas disposies do trono, ao leste e oeste. Rodeava o trono, com exceo da parte 
sul. Todas as cadeiras estavam centralizadas e dirigidas aos tronos. O palcio ficava atrs do trono, separado pela rua de ouro. Todo o palcio era aberto na fachada 
que dava nos tronos do Pai e do Cordeiro. Como o trono era quadrado e mvel, tudo estava perfeitamente bem planejado.
     - Senta-te! Disse o Cordeiro.
     Sentamo-nos e ele comeou a descrever-me algo maravilhoso.
     - Veja ngelo ( medida que falava, as cenas iam passando  minha mente de acordo a cada palavra), esta  a sala das minhas bodas. Aqui receberei em casa a 
minha esposa (1).
     Havia uma plataforma desde os tronos  entrada aberta do palcio. Do lado de fora, uma rampa  direita e outra  esquerda, ao sul, ao norte.
     - Aqui, minha noiva, minha igreja, declarar diante de meu Pai, seu amor por mim e eu a confessarei diante dos anjos e do Pai. Aqui ela dir o que meu Esprito 
por em sua boca. Aqui ouvirei minha noiva dizer... "s mais formoso que os filhos dos homens; a graa se derramou em teus lbios, portanto tens sido estabelecido 
para sempre" (Sl 45.2).
     Daqui, sairemos s festas, e aqui nos prepararemos para a batalha no Armagedom. Tambm aqui, ela dir: "Cinge tua espada sobre teus lombos,  valente, com tua 
glria e com tua majestade. Em tua glria seja prspero; cavalga sobre tua palavra de verdade, de humildade e de justia..." (Sl 45.4).
     - Daqui sairei para ser visto dos homens e ela me seguir como um exrcito, depois de pass-lo em revista (Is 13.4; Ap 19.11-14).
     As naes da terra conhecero minha Igreja e a ela pediro favores (S145. 12). Aqui, a receberei em minha morada (Sl 45. 13). De filetes do ouro ser seu vestido 
(Sl 45.13)... Venha, vou te mostrar, ngelo!
     Fui levado a uma sala onde anjos cosiam centenas de milhares deles! Quando o Senhor entrou ali, todos os anjos se prostraram e glorificaram seu nome. Ele levantou 
suas mos e todos se calaram.
     - Este  meu servo ngelo. Venho a mostrar-lhe as vestimentas que vocs esto preparando. Mostrem-lhes!
     - Estamos apenas acomodando, Senhor, disse um dos prncipes ali. J esto prontos!
     Eles tomaram um dos vestidos e mostrou-me.
     - Que precioso! Veja ngelo.
     - Bordados a ouro! Linho! Que lindo!
     - Este  um dos teus vestidos, ngelo! Com ele, tu e teus irmos sero levados  presena do Pai, disseram-me vrios dos costureiros ali (Sl 45.14), e viro 
ao Palcio com gozo e alegria; assim sero confessados pelo Cordeiro perante o Pai.
     - Sim, ngelo, ali farei perptua a memria da minha Igreja e seu nome em todas as geraes (SI 45.17). Vamos, Enviado te espera.
     Atravessamos o lado oriental do palcio ao lado ocidental,  frente se v os tronos dos 24 ancios, oito de cada lado, e os querubins ao norte, sul, leste e 
oeste, na frente do palcio. O rio da vida salta entre o esplendor da luz que refletem nas colunas dos palcios...
     Chegamos, e o anjo adorava diante do trono. Alguns anjos esperavam comparecer diante do Senhor e a luz inacessvel do Pai brilhava.
     Ns dissemos at logo, e os sete anjos se aproximaram do Cordeiro e do Pai, e ns samos para o outro lado.
     
O MAR DE CRISTAL
      Havia diante do Trono um Mar de Cristal. Seu brilho resplandecia cores mpares. Suas cores eram to vivas que os cristais pareciam guas em movimento. No Trono, 
todos os sons combinavam-se ao que se oferecia no altar de incenso, e o Mar de Cristal era uma espcie de porta temporria dos santos. Todos os santos que morriam 
depois que o Hades foi transportado para a Nova Jerusalm, depois da morte de Cristo, entravam no cu atravs do Mar de Cristal. Nenhum dos santos at quela data 
entrou pelas portas da cidade (com exceo de Elias, Enoque, Moiss e Cristo). Todos os outros entraram atravs do Mar de Cristal. Todos que passam para a Nova Jerusalm, 
atravs do Mar de Cristal, esperam a ressurreio dos mortos, pois nesta poca,juntamente com os vivos, sero transformados. A ento, todos aqueles mortos havero 
de entrar atravs das portas de prolas.
     - Joo foi transportado at o tempo futuro da eternidade e viu os mortos da Grande Tribulao entrarem aqui diante do Trono atravs do Mar de Cristal! Exclamou 
ngelo.
     - O Mar de Cristal no  um enfeite. Aqui no Trono,  uma coroao da vitria dos santos que tm o selo do Esprito. Todo selado pelo Esprito Santo h de passar 
por ali, explicou o anjo.
     - Qual  a funo do Mar de Cristal? Perguntou ngelo, esperando a confirmao para a concluso que j havia chegado.
     - O Mar de Cristal representa o cumprimento de todas as coisas, a consumao e a perfeio eterna das coisas redimidas. O passageiro passou ao entrar nos cus. 
Os santos vem que aqui no h nenhum s vestgio de morte, indeciso, temporariedade ou mutabilidade. O Senhor est sentado em seu trono esperando o seu Filho entrar 
em seu Reino, em vitria. Felizes so todos aqueles que passam pelo Mar de Cristal. Pobres almas so aquelas que sero lanadas no lago de fogo.
     Vi quando constantemente as almas dos santos em Cristo entravam diante do Trono. Eram recebidos no cu pelos anjos. O cu era uma entrada e sada de anjos pelo 
Mar de Cristal. A porta dificilmente se abria at  ressurreio dos mortos e o arrebatamento da Igreja. Em ocasio muito clebre  que aporta se abre. Uma grande 
ocasio foi aquela em que houve o retomo triunfante do Cordeiro em sua batalha na Terra (SI 24.7-10; Dn 7.13, 14; Ap 5.1-3).
     - O Mar  de Cristal porque a gua testifica na Terra. Todos os santos passam atravs do Mar de Cristal porque entram no cu em alma. Estes santos que passam 
pelo Mar, sabem que vo entrar no cu pelas portar, depois da ressurreio. Entrar pelas portas significa um grande privilgio para eles e uma grande bem aventurana, 
por isso  que Jesus disse: "Bem-aventurados so aqueles que entram na cidade pelas portas".
     Estvamos cada vez mais prximos do Trono. Com perfeio podia se discernir claramente todos os movimentos naturais do Trono. Nesse momento perguntei:
     - Porque os mrtires da Grande Tribulao clamam por salvao, dia e noite, diante do Trono de Cristo sobre o Mar de Cristal?
     - Os mrtires que chegam da Grande Tribulao - respondeu o anjo - vo morrer quando derramarem o seu prprio sangue por testemunho de sua f em Cristo. Mas 
todos os que crerem nos dias da graa, podero ser justificados mediante a f, pela graa e pelo sangue de Jesus. Durante a Grande Tribulao, todos que vo morrer 
pela sua f em Cristo tero que ser batizados em seu prprio sangue, tero o mesmo batismo do ladro que creu em Cristo na ocasio da sua morte. Depois que crerem 
e confessarem a Cristo tero que ser batizados em sua prpria morte, para que possam ressurgirem Cristo. Eles no vo ser salvos pelo seu sangue, mas sero batizados 
em seu prprio sangue. O ladro da cruz creu e foi batizado na morte de Cristo. Seu testemunho pblico foi literal e no simblico como o que temos hoje na graa. 
Seu batismo no foi em gua, mas literal, como testemunho pblico de sua f. Portanto, foi batizado. Assim, dessa forma, os crentes que vo crer em Cristo durante 
a Grande Tribulao, tero que passar; sua f ser acompanhada de obras, seu batismo ser literal e no simblico, os que crerem sero batizados. O seu batismo ser 
testemunho literal, como foi com o ladro na cruz. Para vocs ainda  simblico na maioria das vezes, mas esse tempo se findar rapidamente, serenamente respondeu 
o varo.
     - Isto significa - interrompeu ngelo que as palmas em suas mos, falam de sua participao pessoal no triunfo contra o imprio das Trevas. As palmas em suas 
mos, significam a justia. Ela ser aplicada. Quando os mrtires chegarem no cu, grande parte dos santos j ter entrado na Nova Jerusalm pelas portas.
     - As palmas de suas mos so a senha que ainda no ressurgiram entre os mortos, disse o anjo. Suas almas voltaro aos seus corpos no final da Grande Tribulao, 
para dar complemento  salvao do corpo e entrarem na cidade pelas portas. O Mar de Cristal  um lugar de espera. Quando as duas testemunhas terminarem seu trabalho 
na Terra, no final da Grande Tribulao, estes mrtires regressaro aos seus corpos, ressurgiro junto com eles e todos juntos sero recebidos aqui no cu pelas 
portas. Porque j estamos nos preparando para essa hora, quando as duas testemunhas entrarem na cidade triunfantemente, aps terem levado a nao inteira de Israel 
ao arrependimento.
     - Que testemunho - interrompeu ngelo - como o seu trabalho se parecer com a pregao de Jonas aps o vmito do grande peixe.
     - Sim, continuou o anjo, a terra h de vomit-los atravs da ressurreio espiritual. A nao de Israel, e ao mesmo tempo, os mortos em Cristo da Grande Tribulao, 
sero ressuscitados juntamente com as duas testemunhas, e todos na cidade entraro pelas portas. At a ressurreio dos mrtires, as almas dos mortos em Cristo passaro 
sobre o Mar de Cristal.
     
     
O ACUSADOR DE ISRAEL
     O cu est acostumado com as acusaes do grande inimigo dos irmos. Mas, no meio da Igreja dos Primognitos, h um profeta que se constituiu o acusador de 
Israel.
     Saiu do meio da Igreja dos Primognitos, reconhecido como Profeta do Deus Altssimo, um compositor celestial; suas palavras so amadas pelos habitantes e herdeiros 
da Grande Cidade. Depois de Jesus, somente h mais duas pessoas que tm o corpo semelhante ao dele: Enoque e Elias. Seu nome  Moiss.
     De quando em quando, as mirades de anjos que se convoca ao redor do Trono se comovem ao ouvi-lo dizer as palavras de sua acusao (Jo 5.45).
     - Este povo  obstinado e cruel de corao! Eu o liderei por muitos anos e aps outras centenas de anos, recebi a incumbncia de ir at aquela terra avisar 
ao Messias que seu tempo estava cumprido (Lc 9.30,31). Mas o povo continuava o mesmo: mal e perverso; ouvi que era como Deus, venerado e honrado... mas estavam honrando 
ao servo de corao e ao Senhor de lbios. Senhor, esse povo merece juzo, porque recusa a teu Enviado,  culpado de seu sangue! Eles continuam crendo mais em mim 
do que nele! At quando h de guardar isto na memria, sem usar do teu rigor, da tua justia, ao sangue que derramou'? At quando h de suportar este povo recusando 
ao teu Filho, de quem claramente falei? - Apontando ao Livro (Jo 5.46).
     - Eu no sou Deus! No! No podem reconhecer-me como tal! Sou servo, sou teu servo! Entristece-me, entristecem o teu Santo Esprito, vo e voltam  sua terra 
e no voltam-se a ti; que caia sobre eles o juzo do teu sangue, julgue-os com essas leis!
     Depois silenciou, baixou sua cabea. O Trono aguardava em silncio as palavras que Moiss falava.
     - Ele vem, acusa o povo de Israel, seu prprio povo, disse ngelo.
     - Sim, porque este recusou ao Cordeiro. Moiss fala pela Lei, porque pela Lei julgou. Ele pede justia!
     Depois do enorme silncio... Ao som das harpas e vozes maravilhosas, um cntico muito conhecido comeou a ser entoado pelos anjos; e ao entoar aquele hino, 
os 24 ancios e os querubins se moviam diante do Trono...
     - Canta simultaneamente, exclamou o anjo.
     - Canta simultaneamente? Que  isso? Perguntou ngelo.
     -  quando aqui no cu e l na Terra os anjos esto cantando o mesmo hino. De vez em quando ocorre o mesmo. Isso  maravilhoso!
     - Veja o Trono, ngelo, mostrou-me o anjo.
     - O Trono fumegava e seu humo colorido se perdia diante de tamanha glria e majestade.
     - Alegrei-me em meu ser quando pude ver, dia aps dia, a autoridade que a Igreja tinha na Terra e como era ntima sua comunho sem que ela soubesse. Como cada 
passo que dava na Terra, como as coisas aconteciam no cu. Percebi que a Igreja no era um povo alienado de Deus e como estava bem representada ali pelos 24 ancios. 
Que vontade trazer essas Boas-Novas  Terra. Era o dom inescrutvel que s o Esprito podia revelar. E eles cantavam o cntico de Moiss, conhecido, repetido e ungido, 
e o Senhor se agradava! O Pai assentado no Trono e o Filho movendo-se em meio dos castiais! Que viso maravilhosa! Era o seu jardim! 49 lmpadas cuidadas e vigiadas 
pelo Senhor, o Cristo, pessoalmente, e o cntico agradava a Deus.
     - "Grandes e maravilhosas so as tuas obras O Deus Todo-Poderoso. Santos e verdadeiros so os teus juzos".
     -  o cntico de Deuteronmio, o cntico de Moiss.
     Cantavam os anjos e em determinado momento, Moiss recebeu suas respostas. A msica parou e um anjo  voz de trombeta, exclamou:
     - Senhor, tu que ests assentado no Trono, responde as acusaes de Moiss!
     - Sim, Senhor, clamavam os anjos.
     - Sim, Senhor, disse Moiss. Responde-me, preciso da tua resposta.
     - Eu os tirei do Egito; eu os introduzi na Terra a qual eu havia jurado que daria a vossos pais, dizendo que no invalidassem jamais meu pacto. Mas esse povo 
fez pacto com os moradores da Terra, como fizera Esa em desobedincia  sua me, seguiu desobedecendo e transgredindo minhas leis; como Rben, como mer, como Saul, 
como todas as tribos; recusou a rocha e no seguiu a nuvem, no quis minha intercesso; os tenho rejeitado no para sempre. Por amor aos meus servos, os profetas, 
que a mim vieram, como a Davi, meu servo, haverei de levant-los a partir de sua semente; mas quanto  velha gerao, destruirei por sua prpria escolha. Farei da 
nao de Israel como fiz com Jac. Falo em multiplicar-lhes fora de sua Terra; enquanto rejeitar seus irmos,no podero ser abenoados e fartos; enquanto no confessarem 
seu Salvador, no podero ter sua prpria terra; viveram em Gsen sempre, mas no ser a sua terra, no ser o seu desejo, at que almejem voltar e sair do estado 
da bno de Fara, Rei do Egito, sofrero; tero filhos com a mulher no desejada e os filhos da mulher amada sero poucos e, esta, por sua vez, como fonte, morrer, 
at que se converta e reconhea o Filho Unignito, Salvador e o Primognito Filho, nesta Assemblia de Primognitos. Moiss, veja a Jac, contempla, conhea sua 
vida; ele  a nao; seu carter, seu nome, seu velho nome... Jac, quero mudar seu nome, como a sua vida, mas ainda no  chegada a hora, endureci o seu corao, 
mas no foi porque eu quis; endureci o corao de Fara porque me odiou, assim como endureci o corao de Israel, porque tambm me rejeitou a mim. Eu no sou culpado 
pelo endurecimento do seu corao. Assim como endureci o corao de Fara para Israel, tambm endureci o corao de Israel para que a Igreja fosse estabelecida. 
Mas eu no endureci o corao de Israel porque eu quis, seno porque Israel rejeitou-me a mim. No h acepo, Moiss. Veja a histria de Jac. E a histria do povo, 
ou voltar para a Terra num caixo e Jos o trar para casa morto ou a nao voltar morta. Converse com Ezequiel e certifique-se que a nao ressuscitar ao som 
da voz proftica; Jac se levantar; seu sono ser para acordar a muitos gentios e mais sero os frutos da sua morte, que os frutos da sua vida. A nao voltar 
 sua Terra morta, mas como Ezequiel o disse, se levantar. Os dias de Jos no Egito, ele pensar em trazer de volta seu pai. Esta nao, Moiss, no pode recusar 
Jos. Eu sou Jos, eu mesmo vou lutar contra o velho Jac. J tenho lutado contra ele, as marcas da histria tm ficado, sua coxa comea a mancar, enquanto ele no 
me reconhecer, no direi meu nome. Tento revelar-me, mas no me conhece, no me v; no me deseja. Lia tem muitos filhos; as naes tm dado muitos filhos, mas estes 
no se sentem em casa. A Terra  sagrada, Raquel d a luz, mas seus filhos so poucos. Raquel os receber, mas morrer. A nao  amada e bela, mas morre ao dar 
a luz. Labo so os reis da terra eles a enganam e a maltratam, mas Israel aproveitar do seu ouro e da sua riqueza, sair dali rico e abastecido. Labo vir atrs; 
as naes viro aps ele, mas no podero venc-lo, no podero cumprir o intento do seu corao. Raquel dar a luz quando Jac comear a sair, Jac trabalhar em 
vo e o anjo levantar contendas contra ele para que ame a sua terra e veja que no h lugar mais seguro que no seja Sio, a terra de sua uno, a porta do cu. 
No poder viver longe das portas.
     Por um tempo Sio silenciou,  voz do que falava. O cntico outra vez irrompeu, Moiss saiu da presena do trono, entrou no meio da Igreja dos Primognitos 
e os anjos cantaram novamente.
     - As palavras do trono so como parbolas.
     - Mas ele as pode entender? Disse ngelo.
     - Sim, ainda no podemos entender bem, mas nos ser revelada.
     - Sim, eu as pude entender, anjo.
     - Sim, eu sei, replicou o anjo. Vocs podem entender muito bem estas palavras, explique-me melhor, pediu o anjo.
     -  s comparar tudo o que o Pai falou com Gnesis...
     - ?
     -  s comparar...
O REINO
     Estava no cume de minha visita  Nova Jerusalm. Alguns minutos depois estava programada nossa chegada ao lugar onde h de ser introduzida  noiva desposada 
do Cordeiro. Quando a cidade chegar s regies celestiais, Miguel j ter deposto Satans e seus anjos dali (Ap 12.7-12). A cidade durante o reino terreno de Cristo 
ser a capital do reino do Pai e a Jerusalm terrena ser a capital do reino do Filho de seu amor. Dentre os ttulos oficiais de Cristo, tais como Rei, Sacerdote 
e Profeta, somente h um que ainda no foi completamente manifestado, o ttulo "Rei", "Rei dos reis". Este mistrio no ter sequer se manifestado literalmente como 
os ministrios de "sacerdote" e "profeta".
     Quis entender melhor a questo do Reino dos cus, reino do Pai, reino de Deus.
     - Enviado, estamos na capital universal do Reino de Deus. Mas sei que h uma unidade absoluta entre a divindade e seus propsitos. Mas percebo que algumas vezes 
o Filho, no seu ministrio terreno, usou ttulos tais quais, Reino de Deus, Reino dos Cus, Reino do Pai e meu Reino. Que diferena h entre estes sinnimos?
     - Quem l deve entender, ngelo. Reino de Deus e Reino dos Cus significam a mesma coisa. Reino de Deus fala da sua origem; Reino dos cus fala do alcance do 
reino; Cu e Terra, tudo est includo. No Reino do Pai e Reino do Filho so duas coisas diferentes. O Reino do Filho foi preparado antes da fundao do mundo (Mt 
25.34). O Reino do Filho  igual ao corpo do Filho. Tem um propsito redimidor e reconciliador. O ministrio do Reino do Filho  reconciliar e redimir. O Reino do 
Pai  toda a representao do Reino, do princpio ao fim sem interrupo, com exceo da parte que toca ao Filho. O Reino do Filho faz nova todas as coisas. O Reino 
do Pai fez todas as coisas. Quando o homem foi formado e posto no jardim do den, entregou a sua mordomia a Satans. Aparte do Reino do Pai que lhe foi entregue, 
foi perdida.
     - Satans detm hoje, o reino do mundo? Perguntou ngelo.
     - Legalmente o Reino j foi redimido, mas na prtica, o posseiro Satans no foi retirado.
     - Por que no quer se retirar? Indagou ngelo.
     - Porque  um mentiroso e rebelde. O preo da redeno foi pago e depositado em juzo porque o posseiro  um ladro. Ele no viu a "cor do pagamento". Como 
o Juiz  o Pai, o preo foi depositado no trono (Ap 5.1-4).
     - Sim,  verdade, Satans nega a morte expiatria de Cristo. Seria uma injustia Jesus pagar ao posseiro uma coisa que ele sorrateiramente adquiriu, concluiu 
ngelo.
     - A redeno  parte do Reino do Filho. Ele necessita reinar at que o Pai ponha todos os seus inimigos debaixo de seus ps. A redeno inclui salvao e juzo. 
A salvao paga o preo para tirar de Satans o poder que domina os reinos do mundo. O juzo prov a expulso definitiva de Satans (Ap 20.1-3) dos reinos do mundo 
e a entrega dos reinos do mundo a Cristo. O Reino do Filho, embora tenha o trono provisrio no Reino do Pai, se estabelecer na Terra literalmente. Enquanto o Reino 
do Filho estiver funcionando no trono do Pai, ir se estabelecendo na Terra de forma espiritual. Quando for implantado na Terra, aps o juzo sobre o posseiro, se 
manifestar literalmente (Mt 25.3 1; Ap 11.15). Toda a inimizade (Gn 3.15) dever ser aniquilada do Reino do Filho e quando tudo estiver sob o controle e poder voluntrio 
ao Filho (Ef 1.10), ento o Filho entregar seu Reino ao Reino do Pai e haver um s reino (1 Co 15.24) que ser ento chamado Reino dos cus, visto assim por Jesus, 
nas parbolas.
     - Isto significa, se explicou ngelo, que quando lemos nas parbolas que o Filho do homem enviar a seus anjos para que recolham todos os inquos do seu Reino 
na Terra, durante os 1000 anos, os santos no estaro na Terra?
     - No necessariamente, ngelo. A residncia dos santos ser na capital do reino dos cus. Reino dos cus foi e  a unidade do Reino do Pai com o reino do Filho 
do homem (Mt 13.41,43; 1 Co 15.24). At o Filho entregar todo o reino ao Pai, os justos permanecero na capital do Reino celestial, que  a Nova Jerusalm (Mt 13.43). 
At a entrega do Reino pelo Filho ao Pai, o Reino do cu ser chamado "Reino do Pai". Quando houver a sujeio do Filho ao Pai, e o Pai passar habitar no corpo 
do Filho (1 Co 15.28; Jo 14.20,21), haver um s Reino, um s Senhor em todos, como Abrao entendeu (Gn 18.3). Com a encarnao de Jesus, o Reino do Filho se estabeleceu 
na Terra e o Reino do Pai se estabeleceu no cu.
     - O Reino do Filho  somente por mil anos?
     - No. O plano existe desde a fundao do mundo. O Reino existe espiritualmente falando, desde a encarnao e ser literal j deste seu estabelecimento na Terra 
at o final do Milnio. O Reino do Filho ser eterno, como era antes do plano redentor. Por causa do corpo do Filho, tudo ter proeminncia nele e ele continuar 
no Reino com mais excelente nome que antes, porque foi constitudo herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2). Depois que houver governado e tiver dado resposta a Satans 
 sua pretensiosa proposta feita no deserto (Mt 4.7- 12; Ap 11.15), o nome "Rei dos reis" ser obsoleto diante do novo nome que ele ter e que ser conhecido depois 
que entregar todo o domnio ao Pai.
     - Em que consiste a entrega desse domnio, ou esta sujeio? Perguntou ngelo.
     - O Pai lhe devolver o domnio do reino dos cus, de antes. Quando for apresentado perante o Pai (Dn 7.13, 14), depois de reinar os mil anos e entregar todo 
o domnio, este ato implicar no recebimento do Reino de volta e para sempre, porque ele, no ato de se sujeitar ao Pai, tambm o receber em seu corpo, e ambos sero 
tudo em todos (1Co 15.28). Com sua proeminncia, porque assim foi do agrado do Pai que nele habitasse toda a plenitude da divindade (Cl 1.19; 2.9), continuar a 
reinar, porque ele e os santos do Altssimo recebero o Reino para sempre.
     - Isto acontecer depois do Reino de 1.000 anos?
     - Sim, o Pai lhe dar domnio, glria e Reino para nunca mais passa r(Dn7. 14).
      O Reino dos cus lhe ser entregue. Tudo se convergir nele e para ele (Ef 1.10), porque ele  a imagem de Deus e o resplendor de sua glria.
A ARCA NO TEMPLO
     Um dos sete vares que assistem diante do trono voou com destreza e me disse:
     - Tenho ordem de levar-lhe ao templo do tabernculo do testemunho original.
     - Chegamos, e ao entrarmos, no fundo do templo, vi a arca resplandecente, seu vu ou cobertura sobre um carro de querubins (1Cr 28.18). Era a arca-modelo original 
que ser vista na Terra aps a batalha de Miguel, que ser colocada no Templo de Ezequiel, na Terra (Ez 43.1-5).
     Muitos dos pregadores que tenho ouvido simbolizam as verdades tpicas do Antigo Testamento, seguem simbolizando at chegarem a Apocalipse. Em Apocalipse, continuam 
simbolizando todas as coisas, enquanto o livro apresenta a realidade dos tipos.
     - No podemos entrar a. O templo do tabernculo  mvel; ser transportado para a Jerusalm terrena, juntamente com o trono do Cordeiro (Ez 43.1-7). Na cidade 
permanecer o trono do Pai, at que o Filho reine na Terra. O incio do seu reino ser marcado pela stima trombeta (Ap 11.15). Ento ser plantado o trigo e no 
fim do reino, o joio ser colhido; assim, do mesmo modo, os peixes maus sero separados, como os cabritos das ovelhas. O templo do tabernculo  Santssimo. Mesmo 
no cu h tipos de realidade. Os castiais, o rio, o fogo so tipos. A arca  Cristo, mas h o modelo original no cu.
     - A arca do templo ser trazida  terra, o Rei ser sempre Cristo entre a Nova Jerusalm e a Terra, por todo o tempo de seu reino at os dias da sujeio do 
Filho (1 Co 15.26-28), disse o Varo.
     - Sempre haver tipos no cu? Perguntou ngelo.
     - No, ngelo. A medida que as profecias forem se cumprindo, os tipos deixam de existir no cu como tipos e passam a ser memorial, respondeu o anjo.
     - A arca  Cristo, considerou ngelo. Em Hebreus, o altar de incenso est no lugar Santssimo junto com a arca e no podemos compreender esta aparente contradio.
     - Observaste bem, ngelo. O apstolo no errou. Conhecia bem o texto sagrado. Desde os dias de Zorobabel, o templo viveu sem a arca que foi destruda nos dias 
do cativeiro. O Senhor mesmo quis que assim ocorresse. Com a ausncia da arca, o altar de incenso passou a assumir a importncia da arca; as pessoas juravam pelo 
altar, porque em seus dias o altar de ouro era a pea mais importante. Nos dias do templo de Herodes o altar passou ao lugar da arca, no Santssimo lugar. A ausncia 
da arca  proftica e nos desperta para uma verdade jamais vista: A arca era Cristo; havia sido retirada a glria nos dias da viso de Ezequiel. Outro templo foi 
mostrado. O templo de Salomo foi considerado obsoleto. Um novo sacerdcio foi profetizado, seguindo a ordem de Zadoque. Tudo ter que mudar. Quando a arca chegou, 
ngelo, e foi encarnada, no poderia haver outra no Santssimo lugar.
     - Ah! Como? Seria rejeitada? Indagou ngelo.
     - A arca foi rejeitada pelos Sumo-Sacedotes, pelos levitas. Somente Joo a reconheceu. A arca esteve no templo, no prtico de Salomo, andou nos trios, fez 
limpeza duas vezes no santurio; mas diante do mesmo templo foi julgada e condenada. O vu protestou de alto abaixo. A arca estava em pessoa na Terra, quando, nos 
dias do sacerdcio de Ans e Caifs, o altar era a principal pea do templo. Muitas vezes Gabriel esteve ali (Lc 1.5-11).
     - Por isto que o apstolo escreve que a arca e o altar ocuparam o mesmo lugar, mas no simultaneamente. Nunca (Hb 9.1-4)!
     - Sabemos que, segundo as referncias cronolgicas gerais da Arca do Testemunho, temos a ordem de construo (Ex 25.10-22); seu objetivo e a sua construo 
(Nm 3; 7.3-9; Nm 10.33); em Cades (Nm 14.9-15); na passagem do Jordo (Js 3.5-8); em Jeric (Is 6); em Ai (Js 7.2-5); em Sil (1Sm 1.1-3; 4.4- 5); sua tomada em 
Ebenezer.., considerava ngelo, quando lhe interrompeu o anjo.
     - Permita-me ngelo. Vejo que tens bastante entendimento sobre o assunto, mas j que ests em Su, quero te fazer lembrar que era uma profecia messinica da 
qual profetizou Jac, que quando viesse de Sil se congregariam a ele os povos (Gn 49.10). A congregao dos povos somente seria possvel se viesse de Sil.
     - De que ests falando,  varo de Deus? Interrompeu ngelo.
     - Me refiro  vinda da arca Sil para Ebenezer.
     - Sua vinda de Sil a Ebenezer com a sua subseqente tomada tem alguma coisa relacionada s palavras de Jac?
     - Claro que sim. Se a arca no tivesse sado de Sil, nos dias de Eli, Ofni e Finias nunca teriam sido mortos; Dagom nunca seria vencido dentro de seu domiclio, 
e Davi jamais haveria trazido a arca para o. seu tabernculo aberto  congregao dos gentios (At 15.15, 16), eufrico, explicou o varo.
     - Entendo o texto: "Subiste da presa, meu filho!"
     - Fala de sua ressurreio, ngelo!
     - Sim, de sua descida, descida e subida, se expressou ngelo.
     - Como, ngelo?
     - Sim, como dissestes. Observe bem. A arca no deserto  Cristo dirigindo o nosso caminho e tambm, Cristo encarnado dirigido pela nuvem que  o Esprito Santo.
     - Claro que sim, ngelo!
     - A arca em Gilgal  Cristo, as primcias da ressurreio...
     - Continue ngelo!
     - Em Sil,  Cristo na glria com o Pai. Traz-la de Sil pensando que ela salvaria Israel das mos dos filisteus foi o mesmo que pensaram os discpulos de 
Jesus, que ele os livraria do poder romano (Lc 24.21). O local da derrota foi Ebenezer, que  o Calvrio, saltava ngelo (Jo 17.1-4; Fp 2.5-8; Jo 1.1-4).
     - Deixe-me dizer algo.
     - Fale meu amigo.
     - A arca em Asdote  Cristo subestimado no Hades; nestas condies, triunfou na casa do inimigo (1 Sm 5.9)!
     - Pr Dagom sobre a arca  a tentativa da corrupo em trag-lo!  o poder das trevas querendo cobri-lo! Mas significa tambm que, Deus luta sozinho, se defende 
e toca  cabea do inimigo (Gn 3.15; At 2.24-3 2), retrucou ngelo.
     - A corrupo no pde toc-lo! No, no teve poder sobre Ele! Disse o anjo.
     Estvamos eufricos no meio dos anjos. Caminhvamos e transportvamos. Era levado enquanto o anjo voava! Entendi que aparentemente, s vezes, Deus se deixa 
vencer para que seja conduzido ao mais profundo segredo do inimigo, a fim de venc-lo ali.
     - Quando a arca permaneceu no meio deles, foi uma maldio.  Cristo anunciando sua vitria aos espritos em priso, disse ngelo.
     - E a arca no pde sair vazia! No foi assim que disseram os sacerdotes? Replicou o anjo.
     - Sim. Aquele que desceu s partes mais baixas da Terra  o mesmo que subiu, levando cativo o cativeiro, disse ngelo. Ouro, ouro! Com muito ouro! A Palavra 
no voltou vazia! Por seu prprio poder saiu do Hades e se levantou at Bete-Semes, parou nas pedras! A vida foi devolvida na sepultura (1Sm 6.14).
     - Em Bete-Semes as lies so o requerimento de santificao. Tentar bisbilhotar  pecado no corpo. Ele, o nosso Senhor requer o discernimento do Corpo de Cristo. 
"No somos vazios do corpo, temos a uno do Santo!", se expressou serenamente o anjo. Por outro lado, aproximar-se para entender as coisas a respeito do Senhor 
com a mente natural e carnal  morte certa.
     
     - A arca permaneceu em Quiriate-Jearim por muitos anos (1Sm 7.2; 1 Cr7.7- 14). A arca em Quiriate-Jearim traz lies  liderana. Governar sem a presena de 
Cristo, como Saul,  derrotar-se a si mesmo. Nenhum governo pode ter sucesso e memria eterna sem a presena de Cristo (Jo 15.5). Por outro prisma, no podemos continuar 
admitindo a conduo de Cristo pelos ministros de qualquer maneira, rejeitando a vara - os ministrios - e recrutando bois e recusando a Palavra da verdade. Deus 
valoriza - e est comprometido com - os mtodos da Palavra. Boi  boi, coatita  coatita. Levita marcha, boi tropea.
     - Da casa de Quiriate-Jearim  casa de Obede-Edom, temos a revelao de que  possvel que a casa de um gentio se torne um lugar Santssimo, exclamou ngelo.
     - Aleluia! Disse o anjo. A arca tinha que vir de Sil! Da casa de Obede-Edom a Jerusalm. De sua obra e ministrio pblico a cidade do repouso, a Nova Jerusalm. 
Veio em vitria. Davi se despiu - Cristo desnudado e sua intimidade foi revelada aos seus discpulos. O sacerdote tirou o fode - a obra estava consumada e todos 
aqueles que o censuraram como Mical e Judas, no puderam v-lo em glria eterna. A arca voltou aos 24 turnos de ancios com suas harpas e coroas de rei e seus vestidos 
e capas de sacerdotes. A arca teve repouso por um tempo, mas ser vista outra vez na Terra pelos homens! Vero que o vu foi rasgado e que no o buscaram porque 
no o desejaram. Ento vir de Sil e se congregaro a ele os povos. O reino comear (Ap 11.15, 19; Gn 49.9, 10), literalmente.
A CASA DO ESPRITO DA PROFECIA
     Insisti com os dois anjos para que entrssemos no templo:
     - Vamos! Dizia. Vamos entrar no templo.
     - Voc est preparado para entrar ali? Perguntou o enviado. Aquelas portas trazem vises da consumao futura. O que vers ali so as profecias j planejadas. 
O Esprito da Profecia se move a (Ap 22.6). Quando voc est no templo do tabernculo encontra-se na dimenso futura da eternidade aonde os dias fazem parte do 
tempo das profecias que ainda no se cumpriram.
     - Sim... quero conhecer como se move o Esprito da Profecia. Afoito, ngelo tomou a dianteira...
     - Espere um pouco. Saiba que somente vais entrar a porque j tenho ordem a respeito, recebidas do Todo-Poderoso. Se no a tivesse, no poderias entrar a. 
Vamos!
     - Por que ests pensativo? Vamos, empurrou-me Enviado.
     O anjo elevou-se e as portas se abriram. Fui tomado como por um vento que me sugou do lugar onde estava e me vi depois das portas. Paramos na parte final da 
Grande Tribulao terrena. O Anticristo estava ativo na Terra. Tive a idia de quando e como as duas testemunhas vo realizar seu ministrio. Estava ali naquele 
ambiente de guerra, dio e blasfmia no mundo. O nome de Jerusalm havia sido mudado outra vez para Sodoma (Ap 11.8). Outros a chamavam de Egito. Havia esttuas 
do Anticristo por toda a cidade e o sacrifcio do templo construdo por ordem do Grande Messias da Terra havia sido cortado (Ap 13; 111). Via sacerdotes chorarem 
como descreveu o Profeta Joel no captulo 1. O medo tomou conta dos homens. Pavor e trevas cobriam algumas partes.
     Vi por um curto espao de tempo, o encontro entre o Falso Profeta, o profeta do Anticristo, e as duas testemunhas...
     - Que vm fazer aqui? Quem so vocs?
     - Queremos falar com o Primeiro-Ministro do Imprio Mundial, disse as duas testemunhas, o mesmo IMC.
     - J lhes dissemos que no temos mais esta sigla IMC (Imprio Mundial de Cristo)! Agora nos chamamos IMA (Imprio Mundial do Anticristo), disse o porta-voz 
irado.
     - Sim,  verdade. Agora ele mudou seu nome de Cristo para Anticristo, esta  a verdade sobre seu Imprio Mundial, disseram as duas Oliveiras.
     - Senhores Oliveiras, vamos nos aproximando da grande sala do Falso Profeta, o Primeiro-Ministro, a quem vocs chamam a Besta da Terra.
     - Ns ouvimos a vossa pregao na praa nesta manh, disseram os seguranas do Porta-Voz...
     Chegamos  entrada da sala de reunio solene. Milhares o serviam. Tudo era moderno e alguns objetos flutuavam; outros se moviam. Lmpadas acendiam ao simples 
caminhar do Falso Profeta. A sala era de ouro puro. Tudo era mstico e os feiticeiros eram os serventes. Altares em direo ao Mar Mediterrneo. Havia um corredor 
com imagens de deuses orientais e ocidentais de todos os tempos. Por detrs das portas estava falando a um circuito fechado e internacional, o Primeiro-Ministro. 
Ordenava em vrios idiomas, via satlites e a espritos malignos. O Primeiro-Ministro tinha uma capacidade diplomtica fora do comum. Tinha poder para realizar milagres 
e prodgios diante de multides. Demnios estavam a seu servio. Na dimenso em que estava, podia ver claramente os demnios aos milhares movendo-se no palcio. 
Segundo a ordem do Falso Profeta se moviam. Exrcitos, servios de espionagens, secretarias executivas e os prprios demnios estavam a seu servio. Todas as msicas 
eram adorao direta e aberta ao Anticristo e ao Drago. Chegamos  sala quando estava terminando de falar em cadeia mundial.
     - Temos outras inauguraes, novos modelos esto sendo criados... A esttua vai falar... exortava o Primeiro-Ministro, quando chegaram as duas testemunhas.
     A passos largos, as duas Oliveiras chegaram e o Porta-Voz anunciou-os inclinando-se perante a segunda Besta, o Primeiro-Ministro.
     - Meu Senhor. Aqui esto as duas Oliveiras, a quem tanto desejavas ver!
     - No temos muito tempo, Senhores, disseram as duas Oliveiras.
     - Ah! Seus Oliveiras!!! Temos notcias de que vocs tm perturbado a boa ordem internacional com os vossos discursos. Ouvi a respeito dos vossos discursos contra 
o Grande Rei. Por causa de vocs, ternos perdido a nossa coligao maior, Israel. O que pretendem senhores? Enfurecido, gritava a voz endemoninhada e afeminada do 
Primeiro-Ministro.
     - Ns estamos aqui para desfazer vossas obras e pouco tempo lhes resta. To somente saibam que a ti, ao teu Grande Rei e ao Drago, que est no Mar, no lhes 
falta mais que trs anos de governo. Brevemente vero a manifestao do Filho do homem e seu nome escrito na coxa direita, o Rei dos reis e Senhor dos senhores aparecer 
no cu com grande poder e majestade, e tu e o Anticristo sero lanados vivos no Lago de Fogo, assim como o Drago foi vencido e lanado do cu por Miguel...
     - Ah! No nos fale neste nome! Gritou o Primeiro-Ministro.
     - Este Miguel os lanar vivos no Lago de Fogo!
     - Basta! Interrompeu o Falso Profeta.
     - Como sabem destas coisas? Indagou o Porta-Voz.
     - Ns somos enviados do Senhor Todo-Poderoso que reina e que criou todas as coisas por seu poder. Ele tem como nome, Rei dos reis e vir para reinar sobre a 
terra. Vocs vero quem  o Rei dos reis. Ele nos deu as chaves do Reino. Estas chaves estiveram com a Igreja na Terra durante o tempo da graa. Agora nos foram 
dadas para ministrarmos neste tempo!
     - Cale-se e respeite ao Soberano! Os seguranas foram se encaminhando para os tocarem.
     - No lhes toque. Eu tenho poder suficiente para destru-los daqui. Eles disseram que tem poder? Pois vejam (um grande estrondo).
     Vimos quando o Falso Profeta fez descer fogo de cima para baixo. As luzes se apagaram. Houve espanto e todos ficaram perplexos na sala e exclamaram! Grande 
Senhor!!! E se inclinaram e adoraram a Besta.
     - O poder do Diabo est concentrado em vossas mos! Exclamou uma das testemunhas, caminhando com autoridade sobre a sala. Estavam juntos e em p. Neste momento 
correram os guardies do Primeiro-Ministro.
     - Parem! Eu sei me defender, disse o Falso Profeta.
     - Satans est julgado, clamou a outra testemunha em meio a tenso estabelecida. Ns estamos aqui para fazer o mundo e Israel crerem que, o Senhor Todo-Poderoso 
reina!
     Neste instante, os dois senhores Oliveiras levantaram as mos e saiu fogo de suas bocas sobre o trono da besta da terra e todos caram aterrorizados. Um deles 
tomou a palavra nestes momentos e disse:
     - A fora do Todo-Poderoso nos levantou para esta hora, dia e ms. Ns temos a chave do cu para abrir e fechar. Ns somos as duas testemunhas do Todo-Poderoso. 
Aqueles que nos ouvem sabero que somente h um Deus no cu. Temei-o e dai-lhe glria!
      O palcio estava cercado. Helicpteros voavam. O exrcito do Imprio Mundial cercava o prdio.
     - Que ningum registre isso, ordenou-se aos fotgrafos e aos cmera-mens, que deixassem seus filmes na sala: "ordem do Primeiro-Ministro", disse o Porta-Voz.
     - Que ouam! Nos trs prximos anos e meio, no chover sobre a Terra, a partir de hoje, ordenaremos pragas sobre a Terra. Seu fim ser muito triste (se dirigiu 
 segunda besta). Dia aps dia vero as pragas do Senhor sobre a Terra. O mundo saber e ver na hora certa, quem  o Senhor!
     Enquanto agiam os dois homens de Deus na Tena, simultaneamente, via no cu os anjos trabalhando e agindo. Percebi que eles pronunciavam cronometricamente o 
juzo e sete anjos se preparavam para receber das mos dos querubins, as sete taas da ira de Deus e se preparavam para derram-las sobre a Terra. Os querubins tomavam 
das mos dos ancios. Elas eram resultados das oraes profticas feitas por todos os santos em todos os tempos.
     - Estas pragas finalizam e consumam literalmente o juzo de Deus sobre a Terra, disse o anjo.
     - As duas testemunhas tm muito poder! Exclamou ngelo.
     - Sim, elas tm as chaves do cu! Tudo que elas ligam na Terra, ns ligamos no cu! Hoje estas chaves esto com vocs! Disse o anjo. No dia das duas testemunhas, 
as chaves vo passar para eles!
     - Sim! Ns tambm movemos os cus assim? Perguntou ngelo.
     - Sim, igualmente. Continuem!
     Os anjos se preparavam para derramar as taas da ira de Deus. O mar cristalino se transformou em gua de fogo (Ap 11.2; Dn 7). De repente, o cu mudou...
     - Rapidamente, tragam as harpas e mais roupas.
     Eram os anjos preparando a chegada dos ltimos mrtires. Os outros estavam diante do Altar de Incenso e cantavam e clamavam, todos recebiam harpas e tocavam 
e cantavam cnticos novos, O cntico era conhecido no cu e na terra, mas eles mudavam a melodia cada vez que cantavam...
     "Grandes maravilhas so tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso; ... sero manifestos" (Dt 32.3; Sl 145.17; Os 14.9).
     Os anjos voavam rapidamente e... a voz das duas testemunhas eram ouvidas no cu! Os dois estavam entrando na Praa da Cidade e revoltaram o seu corao ao verem 
homens e mulheres adorando a imagem da Besta.
     - Que sejam feridos de lceras os homens que tm a marca da Besta e que adoram a sua imagem
      Imediatamente no cu os anjos obedeciam a ordem que vinha da Terra e dores terrveis vieram sobre os adoradores, e eles caram no cho com dores, outros correram. 
Medo e pnico comearam a tomar conta da cidade e todos temiam as duas testemunhas. Mas ningum via como desapareciam rapidamente e ningum ousava toc-los. Tudo 
era simultneo. Eles falavam na Terra e os anjos derramavam as taas do cu! Eles sabiam do poder que tinham as chaves do Reino!
     - O trono est cheio de fumo, porque cada taa  derramada primeiro sobre o altar; se derramava como incenso e com a mesma taa tiraram do fogo e derramaram 
na Terra. O fumo  o cumprimento da profecia e glorificava a Deus.
     A taa derramada  o juzo sobre os homens (Ap 8.3-5; Ap 15.5-8).
      medida que os segundos passavam no cu, os anjos atentavam para as palavras ditas pelas duas testemunhas. Elas no podiam se separar uma da outra, porque 
no haveria concordncia entre elas e os anjos no poderiam atuar.
     - Que as guas do mar e dos rios se convertam em sangue!
     - Amm, dizia uma, logo depois.
     Os dois anjos derramaram a segunda e terceira taas sobre a terra e houve angstia e sede.
     - "Justo s Senhor... Justo s Senhor..." disse o anjo, guardio das guas da Terra(Ap 16.5).
     O anjo que jogava o incenso no altar disse: "Teus juzos so verdadeiros e justos" (Ap 16.7).
     - As duas testemunhas tm poder sobre as coisas do cu, da terra e do mar, exclamei!
     - Sim, eles ordenaram as taas da ira de Deus! As taas esto ligadas a juzos sobre aterra, o cu, o mar e rios e sobre os homens (Ap 11.6). Eles vo ferir 
o sol no firmamento - a cada vez que levantarem para proclamar publicamente a glria de Jesus. A primeira Besta procurar mat-los! Queria v-los!
     A mensagem das duas testemunhas era simples: - Temei a Deus e dai-lhe glria. Ele reina!
     Mas os homens da Terra blasfemavam. Os hospitais estavam cheios! Pessoas sem braos, com as mos seguras na outra fora do corpo, homens sem cabea ainda vivos. 
Caminhavam em direo ao hospital e no morriam.
     A morte fugia dos mpios da Terra! Ningum morria, era horrvel ver gente violentada e dilacerada e que ainda vivia. Pessoas sentiam dores, perdiam sangue, 
mas no morriam. Os hospitais no tinham lugar para os suicidas! Eles tentavam a morte e no morriam! No havia cura, no havia morte para eles!
     Somente os que eram salvos, morriam. A morte era ento, uma bno para os que davam glria a Deus. Era bem-aventurada a morte do justo. Os mpios invejavam 
os salvos que morriam!
     As duas testemunhas visitaram o Anticristo. A reunio dentre eles foi negra. Escureceu o cu sobre seu palcio. Ningum se entendia. Tremores de guerra estavam 
se ouvindo nos rdios e televises. Reis do Oriente, insatisfeitos, estavam marchando em direo  Palestina para lutar contra o Anticristo, e naes do mundo inteiro 
estavam se preparando para uma grande guerra. Os reis estavam endemoninhados. A Organizao das Naes foi desfeita e todos seguiam seu prprio instinto. O Anticristo 
se levantou e nesses dias houve um grande terremoto na Terra.
     - "Est consumado", simultaneamente ouvi esta frase no cu! Era a voz do Leo.
     O Leo se levantou do trono, trocou a roupa e vestiu-se de vestes sujas de sangue. Elas estiveram guardadas por muitos dias (Is 60.1-3; Ap 19.11-14), e seguiram-lhe 
os exrcitos celestiais. Era a hora da grande Guerra.
     As portas do templo da Cidade se abriram no cu e o Leo saiu para vencer! O diabo estava enfurecido na Terra. O Lago de fogo abriu sua boca. Os reinos do mundo 
vieram a ser do Senhor e do Cristo! Clamaram os anjos.
      Brum! Um grande estrondo!
     - Que foi isto?
     - A cidade chegou a seu lugar! A Terra est a embaixo, disse o anjo.
     - Ai, Deus meu, que vou fazer? No deu tempo de voltar  Terra! Que vou fazer? Estou tremendo
     - No, no podemos ficar aqui, temos que voltar ao "que ".
     Neste instante entraram vivos no cu, as duas testemunhas. Haviam ressuscitado e com elas milhares de santos de toda a Terra entraram pelas portas de cristal.
     -  o fim da primeira ressurreio! Eles cantavam. "E vi como um mar de vidro misturado com fogo; e tambm os que saram vitoriosos da besta, e da sua imagem 
e do seu sinal, e do nmero do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus; cantavam o cntico de Moiss, servo de Deus, e o cntico 
do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas so as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros so os teus caminhos,  Rei dos santos. Quem te no 
temer,  Senhor, e no magnificar o teu nome? Porque s tu s santo; por isso todas as naes viro, e se prostraro diante de ti, porque os teus juzos so manifestos" 
(Ap 15.2-4).
     O cu se preparava para lutar. O templo futuro da Jerusalm Terrena foi aberto dentro da Grande Cidade, o Tabernculo de Deus. Desse templo, saem as aes profticas 
da dimenso que "h de vir". Vi os santos montados em cavalos brancos seguindo ao Cordeiro.
     - Ei, espere um pouco, e aquele cavalo vazio?
     -  o teu cavalo!
     - E por que no estou l?
     - Porque ainda ests aqui!
     -  hora de voltarmos! Disse o anjo.
     -  melhor voltar.
     Samos da dimenso do "que h de ser" e voltamos para a Cidade Santa pelas portas do templo. O trono estava em glria. Olhei para o trono, e ainda era o Cordeiro. 
Descansei. Estava na dimenso "do que " (Ap 15.5). Passei um susto. Havia me esquecido que Deus se move no presente e eu estava no futuro.
MEU FUTURO SELADO
     Depois de todas as informaes sobre a Nova Jerusalm, encontrei-me outra vez com o Cordeiro. Podia ver o Trono atravs da revelao nos tempos que "era", na 
dispensao do mistrio escondido (Ef 3). Nesse tempo era um Trono, quatro querubins, uma nica manifestao de Deus, antes de haver a imagem manifestada. Ao retroceder-me 
no tempo, me foi revelado os dias anteriores  inaugurao da cidade. Havia um Trono conforme a viso de Ezequiel 1 e 10. Na viso de Apocalipse 4, o Trono  estabelecido 
dentro da Cidade e ao seu lado o Cordeiro, o qual tambm o assumiu. Este  o perodo "que ". Inclui todo o passado, presente e futuro do tempo humano. Dentro do 
perodo "que ", fui levado ao futuro e contemplei muitas coisas que ainda so mistrios. Na fase do "que h de ser", h novamente um Trono e no qual est sentado 
o Cordeiro, e no corpo do Cordeiro est assentado toda a plenitude da divindade. O Cordeiro tambm  a lmpada e o restante da divindade  a luz. O Cordeiro  a 
imagem do Deus invisvel, a divindade  vista pelo corpo do Cordeiro. O Cordeiro foi glorificado na divindade e s, individualmente (Jo 12.32). Aqui se ver real 
no corpo do Cordeiro "Um s Senhor!" (Ef 4.5, 6). O outro trono que ficou vazio foi dado aos vencedores (Ap 3.21).
     - Eu sou o que era, o que  e o que h de ser, ouvi a voz do Trono. Se vou ao passado, o passado se torna presente, se vou ao futuro o futuro se toma presente. 
Assim, s me manifesto no presente.
     - Senhor, o anjo falou-me que j  hora de voltar. Estou convencido que  hora de voltar, mas desejo ficar.
     - Estou contigo. Tua vida de f no est completada. Se as minhas palavras geradas e reveladas continuarem em ti, fars obras maiores. Sers grande diante de 
mim, sendo obediente e humilhando-te debaixo de minhas mos. Estou aqui intercedendo pelos santos. Se me confessas diante dos homens, confesso teu nome diante dos 
anjos e do Pai (Ap3). Meu Esprito se move na Terra, de l podes realizar mais por minha glria, que daqui. Aqui no cu, os anjos obedecem a dispensao da graa 
que est manifestada na Terra. Aqui, no podes fazer nada. Aqui esperamos pelos resultados da operao da graa. Agora,  hora de atar l, para que os resultados 
sejam manifestados aqui. Queres ficar?
     - No, Senhor. Desejo voltar.
     - Todos estes profetas quiseram ter a oportunidade que tu tens, disse o Cordeiro.
     Quis falar ao Pai.
     - Senhor, quero falar com o Pai.
     - Tu no compreendes. Eu sou o Verbo da divindade (Jo 1.1-3; 1.18). Sem mim, no te pode falar. Eu fui escolhido por sua vontade para ser a habitao de toda 
a plenitude. Brevemente j no o vero ali sentado... - O meu Filho amado (e a voz do Cordeiro passou a ser a voz do Pai, e me assustei),  Senhor,  a imagem da 
divindade, atravs dele, ngelo, eu me recebo. Na carne, quem v o Cordeiro, v o Pai. - O Pai fala atravs de mim... (Agora era o Cordeiro que falava). Antes, em 
minha encarnao, quem via a mim via ao Pai, mas agora, nesta faceta da eternidade, depois de minha ressurreio, quem v a mim v a mim e em mim fala ao Pai. No 
futuro o Pai vai habitar em mim no "que h de ser" e sero todos em mim e eu em todos. O Pai  espiritual, luz, glria, mas o corpo do Cordeiro ser o centro de 
proeminncia, de congregao e de sujeio (Ef 1.10). Eu me sujeitarei ao Pai para que definitivamente, o Pai habite em mim para sempre, assim como eu estou em ti 
ngelo, e tu ests em mim (1 Co 15.25-28).
     - Tu fostes primognito da Criao, Senhor. Tu fostes criado?
     - No, ngelo. Eu no fui criado, eu sempre fui Deus. Deus no foi criado, nem gerado. Nem como homem tive pai humano, nem como Deus tive pai divino. Como homem 
tive pai divino, o Esprito, mas como Deus nunca tive pai divino. Nunca fui gerado, nem criado como Deus. Como homem fui gerado e ele me chamou de Filho, em minha 
encarnao, como homem, como verbo encarnado, a ele passou a chamar-me de Filho e eu o passei a cham-lo de Pai (Hb 1.5,6). Foi de meu agrado que assim fosse, me 
humilhei para isto (Fp 2.5,6). Antes, no havia as palavras Filho e Pai. "Filho" e "Pai" so nomes para depois da encarnao, por isto, o "tudo em todos" nos levar 
ao que era antes da encarnao. Quando acontecer o "tudo em todos" sabers o meu novo nome, o excelente nome que tenho herdado. Foi herdado porque j existia antes. 
Mas ningum o conhece, seno a divindade. Quando o Esprito disse que fui o primognito da Criao, se referia  imagem de Deus, que  meu corpo humano. Minha imagem 
foi criada como uma roupa  planejada pelo costureiro, mas a pessoa que a vestiria j existia. Eu era antes mesmo da imagem. Eu, como pessoa, fui escolhido e ao 
mesmo tempo oferecido para ser a pessoa da divindade que manifestaria a divindade atravs da imagem que  meu corpo humano glorificado. Isto passou antes da criao 
de Ado. Quando Ado foi criado, ns o fizemos conforme a imagem que j tnhamos para ser manifestada por mim (Cl 1.15). Assim, eu sou o Primognito da Criao no 
que se refere  imagem de Deus. Sou antes de Ado que foi criado  minha semelhana planejada. Deus no tem princpio ou fim, ainda que tivssemos um princpio, 
este princpio seria a cada dia um princpio, porque nos renovamos a cada manh, a cada manh seramos como somos, novos e assim nossos princpios seriam fins, assim 
sucessiva e infinitamente. Sou infinito como a reta, sou o princpio do crculo e o seu fim. Sou o que era do ngulo, o que  do segundo ngulo e o que ser do terceiro 
ngulo. Eu sou Deus, ngelo!
     - Por que no morro, Senhor, pois falo contigo?
     - A glria do segundo pacto no te pode matar, no te lembras que disse o Esprito por Paulo? "Assim como j alcanamos misericrdia, no desfalecemos; mas 
ainda que o nosso homem exterior esteja consumindo o interior, contudo, se renova de dia a dia" (2Co 4.1, 16). Deus mesmo habita em vs pelo Esprito Santo e por 
minha Palavra.
     - No podes falar de meu futuro? Que ser de mim quando voltar, porque no me avisas de minhas tragdias e fortunas, Senhor, pois estou contigo?
     - Se eu te mostrar teus inimigos e suas tramas, tu me pedirs que os destrua; se eu te mostrar o fim deles, pedirs misericrdia e fars o mesmo que meu servo 
Habacuque. Se eu te falar de teu futuro, no poders me agradar, porque no vivers por f, mas por vista. Sers reprovado e no rejeitars o oculto, te desviars! 
Te confundirs. Se te aviso de todas as tuas tragdias que ocorrero para teu bem e para minha glria  porque no confio plenamente em tua f, que poder se desvanecer 
como a de Pedro. Se deixo de te avisar,  porque confio em ti como confiei em J. Que te parece se continuarmos assim?
     - Sim, Senhor, viverei por f. Prostrei-me aos seus ps para ador-lo, mas Ele me disse:
     - Levanta-te, quero abraar-te.
     - O meu Esprito Santo saber preparar-te para as grandes batalhas que ainda ters na Terra. Se tua f estiver desfalecida, ele avisar onde esto os problemas, 
mas se no, ters que andar por f. A voz era do Pai.
     Virei meu rosto ao Trono do Pai. Meu olhos brilhavam ante a discernimentadora presena de Deus. Pensei intimamente: Queria saber mais do Pai.
     - Meu filho, tu no poders entender-me por entender. J te explicamos que somos "o que era", "o que " e "o que h de ser", assim  o Pai. Nos dias passados, 
do "passado" e "do que era" "tempo" e "eternidade", ramos trs em um espiritualmente, um no seio do outro (Jo 1.18). Tu nos viste no monte santo antes da cidade 
ser inaugurada na morte e ressurreio do Cordeiro. ramos Esprito.
     Deus era somente Alma e Esprito. Mas na plenitude dos tempos, na dimenso "que " agora, somos trs fora, revelados e um de ns manifesta este Deus Esprito, 
que  o Esprito Santo; um de ns revela a forma de Deus, a imagem de Deus, a lmpada da glria, que  o Cordeiro. Eu, o Pai, sou Pai porque a parte que a mim me 
toca  a glria, luz. Juntos temos atributos inseparveis, temos nosso carter. No podemos nos dividir, em nenhuma circunstncia, porque h um s Esprito que nos 
une, que sai de ns, que est e me somos ns! Se Eu sou o Fim, o Filho  o Meio para vir ao Fim; o Esprito  o Princpio. Somos iguais em importncia e em autoridade. 
E foi do meu agrado que habitasse no corpo do Filho, toda a plenitude da divindade e assim ser no "que h de ser". Quem chegar  Cidade do Deus Vivo "no que ", 
nos ver como estamos "no que "; a quem for revelado o "h de ser", ver, no um Deus unido em um s Esprito, mas Deus habitando em um corpo sendo um e concordando 
em um ( 1Jo 5). Agora, no vosso presente equivalente aos dias finais "do que ", o Filho ter tudo debaixo de seus ps. Mas agora mesmo, no que "h de ser", tudo 
j est consumado. Ele j se assentou comigo no Trono e j habito nele. "Naquele dia conhecers que o Filho est em mim e tu em mim, ngelo, e eu em ti" (Jo 14.20). 
A esposa do Filho ver este dia da sujeio... Tudo  questo da posio em que te encontras na eternidade.
     - Veremos este dia Senhor?
     - Sim, ngelo, e aquele que vencer se assentar com Ele - o Filho - no seu trono (Ap 3.2 1; Sl 45. 14, 15).
     O Pai chama a noiva de "Rainha", "minha filha". O Cordeiro dando passos suaves ps as mos nos meus ombros e disse ao anjo: - Espere-o aqui.
     - Sim Senhor, encurvou-se.
     Pela primeira vez, fiquei a ss e longe do Enviado. No podia me conter e ao dirigir-me a Ele sozinho. Queria ador-lo.
A DESPEDIDA DOS QUERUBINS
     Voltei ao passado e estive observando o trabalho do Esprito Santo antes de ser enviado nos dias de Pentecostes.
     O Esprito Santo esteve no cu por muitos dias. Estou me referindo aos dias em que Ele saiu da terra, no captulo 6 de Gnesis. Como ele amava o mundo e como 
gostava de estar no meio dos homens, mas estes foram maus e se corromperam, trazendo o juzo para si mesmos. O Esprito Santo, enviado ao mundo para convenc-lo 
do juzo e do pecado, foi tirado da terra. Voltou para o trono outra vez (Gn 6.3; Ez 1.14-21), e ali ficou at o dia determinado por Deus (Ap 1.4; 5.8).
     - ngelo, veja o trono! Sempre est em movimento. O Senhor Todo-Poderoso reina! Sua majestade  gloriosa. Quando o trono se move, muitas coisas acontecem.  
como se o cu se transferisse para outro lugar. Mas permanece a presena de Deus. Quando Ele sai para as reunies com seus anjos, o trono tambm vai. Ele viaja no 
seu trono. Juntamente com eles, todos os 24 ancios se movem (Ap 4.5). Ele viaja sobre as nuvens levado pelos querubins de sua glria. O trono se move como se movia 
o tabernculo dos dias de Moiss. Os querubins so os "coatitas" que levavam as arcas nos ombros.
     - Alguns dias atrs, ns fizemos uma visita  Terra, nos dias do profeta Ezequiel, replicou o anjo Enviado.
     - Eu estive lendo tudo aquilo. Fiquei um pouco confuso sobre a viso que ele teve no primeiro livro...
     - Sim, agora j posso entender.
     - Fale-nos o que voc compreende sobre isto.
     - Por que vocs preferem que eu fale? Perguntou ngelo.
     - Reconheo-o como um canal frtil e limpo para falar sobre isto! Sobre voc se move o Esprito Santo. Esse sentimento  diferente para ns, os anjos! Vocs 
se movem por f, e ns, pelo que vemos. Vocs gostariam de ser como ns e ns como vocs! Vocs tm um corpo fsico, e ns, um espiritual. Ns no podemos andar 
e viver no mundo de vocs para servir melhor a Deus. Vocs o podem. Vocs tm o dom do Esprito Santo; ns no, Por isso satans os odeia! Mas depois falaremos sobre 
isto. Conte-nos o que voc entende sobre Ezequiel 1, agora!
     - Vejo que o Esprito esteve na Terra e voltou. Ele  tipificado como a pomba de No. Foi enviado, no encontrou lugar aonde pousar e voltou. Depois de sete 
dias, hoje voltou como ramo no bico. Isto tipifica o seu ministrio de boas-novas na vida de Cristo e na ressurreio, com as primcias do seu ministrio. Depois, 
foi para permanecer para sempre na Igreja, assim como a pombinha que jamais regressou, na terceira vez.
     - Por isto que o Esprito Santo  manifestado como uma pomba no Evangelho? Perguntou Enviado.
     - Sim, por minha compreenso observo que no perodo em que estava no meio dos querubins, antes da glorificao de Cristo (Jo 7.37-39), operou maravilhosamente. 
Encontrou nos querubins, verdadeiros profissionais de louvor (Ez 1.14-24). Os querubins tinham a semelhana de homens, eram quatro vezes mais inteligentes que o 
homem, mas nunca tiveram o privilgio deter a mente de Cristo neles. Os querubins eram os servos mais serviais, por serem como bezerros. Nunca desobedeciam. Tinham 
mos de homem, podiam obedecer e louvar. Tinham asas e podiam voar. Eram rpidos para resignar e obedecer. No se viravam quando andavam; isto quer dizer que, no 
perdiam tempo para obedecer. Estavam aptos para obedecer e ir a qualquer direo ordenada.
     - Sim ngelo, foi assim. Que instrumentos de servio! Exclamou o anjo. Tinham autoridade e a imagem do reino neles mesmos. Tinham cara de leo; como guias, 
sua viso no estava limitada para compreender os propsitos de Deus. Cobriam-se com suas asas, porque, embora capazes, eram reverentes. Embora tivessem como seguir 
caminhando a qualquer direo com sucesso e voar aonde vissem conveniente, no se moviam sem ser pela ordem do Esprito Santo. Nunca estavam frios e de semblante 
cado, porque eram como fogo aceso e viviam no meio do fogo do Esprito! O Esprito Santo estava no meio das rodas e das rodas dirigia os querubins. Os querubins 
levavam o Trono e as rodas eram dirigidas pelo Esprito que tambm agia nas rodas. Vento, fogo, gua, pomba, raio, troves, chuvas, azeite. Todos esto no trono 
identificados com o Esprito, at a sua despedida.
     - Como foi a despedida do Esprito Santo dos querubins? Perguntou ngelo.
     - O Esprito falou aos querubins que havia chegado a hora de descer  Terra. Os querubins disseram: "Ns vamos? O Pai ir?".
     - No. Somente eu irei. Se eu no for, o Cordeiro no vir. Vocs no vo ficar ss. O Cordeiro ser glorificado e vocs vero e se alegraro na sua glorificao. 
Eu tenho que ir. Minha alma ir, mas em esprito estarei aqui.
     - Quem nos ajudar na glorificao do Todo-Poderoso? Perguntaram os querubins.
     - O Cordeiro vir, e eu irei. Se eu no for, ele no poder vir, e quando eu for, da Terra, atravs da Igreja vos ensinarei o que devero de fazer, de acordo 
com a vontade do Cordeiro, para Sua glria. Atravs da Igreja realizaremos as obras juntos, para louvor de sua glria.
     Esta foi a promessa do Cordeiro, enquanto estava na Terra (Jo 14.13-16). Assim aconteceu.
     - De l, o Esprito que estava diante do Trono, saiu. Veio trazido pelo Trono (At 2.1-3; Ez 1.4), deixou as rodas e passou a se manifestar em cada membro do 
corpo de Cristo, como havia sido a promessa do Pai pelos seus santos servos, os profetas, de maneira repartida, pela primeira vez.
     - O Esprito chegou nas carruagens de Deus? Perguntou ngelo.
     - Sim, Ele veio no Trono e as caractersticas de Ezequiel (Ez 1.4) so as mesmas de Atos (At 2. 1-4): Vento, fogo e terremoto. O prprio Trono veio  Terra 
no dia de Pentecostes. O Esprito ficou, a promessa do Pai foi cumprida e o Cordeiro chegou ao Trono. Foi a celebrao do cu e o gozo da Terra! Agora  a vez do 
Esprito glorificar o Filho, como o Filho havia glorificado ao Pai, respondeu o anjo.
OS ASSISTENTES DO TRONO E MIGUEL
     Enfim cheguei ao trono e aquela sinfonia celestial  incomparvel! Jamais algum ouviu, leu ou viu coisa igual. Era o insofismvel lugar que no somente os 
profetas tentaram descrever, como tambm os escritores mais polidos, mas no conseguiram. Tudo aquilo era o trono e eu estava ali suportando toda aquela luz sobre 
meu rosto, simplesmente porque algo havia sido posto nas pontas do altar de incenso. Era o sangue do Cordeiro que havia deixado aps sua entrada depois de sua ressurreio.
     Era uma mistura em cor de nuvem, fogo, troves, folhas, arco-ris e ventos.
     Ali estavam imediatamente perante meus olhos os sete anjos fortes que tinham grande autoridade. Entre os sete h um arcanjo que segura o livro que o Cordeiro 
tomou das mos daquele que se assentava no trono antes de tomar sua posio  sua destra.
     Os sete anjos vivem ao redor do altar de incenso juntamente com outros serafins. Os serafins tm rosto de homens e parecem seres humanos. Eles cuidam do altar 
e fazem seu trabalho usando as tenazes. Eles faziam o trabalho da santificao dos profetas do Antigo Testamento.
     - Eles cuidam do altar e da continuidade da santidade e reverncia ao trono de Deus! Exclamou o anjo.
     O altar no cessa de fumegar. O fumo do altar preenche todo o espao celestial como um bom cheiro que chega at a presena de Deus. Nesta hora as oraes so 
respondidas. O altar permanece diante dos tronos do Pai e do Cordeiro. Do trono sai um rio cristalino cujas guas refletem a beleza da cidade celestial.
     Todos os dias chegam incenso da Terra. O incenso  distribudo  medida exata entre os 24 ancios que representam cada fuso horrio da Terra.
     - Fale-me dos 24 ancios. Por que eles tm harpas nas mos?
     - Depois vamos estudar mais a seu respeito, vamos! Disse o anjo.
     Impressionou-me a cor de jaspe do Pai. Era a manifestao visvel de Deus Pai. Havia uma razo porque era jaspe. Quando o Senhor est irado as guas se transformam 
em rios de fogo. "Quando elas esto fumegando, Deus est julgando algum ou uma nao inteira". Ao aproximar-me do trono, ouvi quando o nome "Gabriel" foi chamado:
     Gabriel, mais incenso tem chegado!
     Vi que Gabriel era um dos sete anjos que assistem diante de Deus e o servem diuturnamente. Ele est sempre ligado ao altar.
     Lembrei-me quando ele foi visitar Zacarias. Ele chegou na hora do incenso. No cu ele vive provendo altar com incenso que vem das mos dos 24 ancios.
     - Incenso so as oraes dos santos! Outra vez me lembrou Enviado.
     - Aquela trombeta nas mos do anjo tem algum significado?
     - Claro que sim! Disse Enviado.
     Elas somam sete no total. Cada uma pertence a um dos sete anjos assistentes. Gabriel  um daqueles que vai tocar as trombetas dos juzos de Deus, sobre as quais 
ls no Grande Livro da Revelao. Gabriel tem participado de grandes eventos que mudaram a Histria dos homens e que cumpriram as profecias. Todos ns, os anjos, 
o respeitamos muito.
     - Miguel, o prncipe do povo de Israel, foi chamado.
     - Sim, meu Senhor,  Todo-Poderoso! E se prostrou.
     Comparecia diante do chamamento de Deus, Miguel. Havia guerra na Terra. Os inimigos de Israel haviam se reunido para destru-lo. Ouvamos o clamor dos fiis 
no meio das Lamentaes. Miguel compareceu e perguntou ao Senhor:
     - Senhor, o meu povo vai ser atacado. Tenha misericrdia do teu povo. Abrevia os tempos. Deixa-me expulsar os principados da Prsia, que venceu o Principado 
da Grcia de uma vez.
     - Tu no poders venc-los se no houver um do teu povo que ordene que seja feito assim.
     - Levanta as duas testemunhas, as duas oliveiras.
     - Espere Miguel! Definiu o Trono.
     - Sim, Majestade. Estou a teu servio.
     - H guerra. Anjos no podem passar nas regies celestiais. V e os proporcione passagem. Ordenou-lhe definitivamente o Trono.
     Assim distribuiu todos os demais arcanjos de sua assistncia e os enviou a vrios lugares da Terra. Depois voltaram os anjos. Conversvamos quando um deles, 
com trajes de guerra chegou s portas da cidade trazidos pelas patrulhas. Trazia uma copa de ouro.- Agradecimento, louvor. Quando eles vm com as copas assim, significa 
que houve vitria nas regies celestes, e os arcanjos os ajudaram. Veja o que vai passar.
     O anjo levou a copa e a depositou s mos do ancio daquela hora. Era o ancio da hora nona. Depois veio um Serafim e o recolheu entregando ao anjo que tinha 
o ofcio de derramar o que h no incensrio no altar. Quando derramou, houve fumo e o fumo encheu o trono (J 26.9). Depois chegou Miguel.
     - Por que Miguel chegou agora?
     - Miguel  o prncipe dos anjos de Israel. Ele  muito amado e respeitado. Ele e os seus anjos vo batalhar contra Satans. Ele uma vez enfrentou o querubim 
Lcifer e o expulsou do cu; vai enfrent-lo novamente e o expulsar das regies celestes, depois vai amarr-lo e lan-lo no abismo. Seu nome significa "quem  
como Deus?" Satans tem muito dio dele. Nos dias da morte de Moiss, eles se encontraram. Satans queria o corpo de Moiss. Miguel o repreendeu. Mas eles vo se 
encontrar na batalha do sculo. Joo viu a luta no "que h de ser", Daniel a viu no futuro (Dn 12; Ap 12.7-10). Miguel no lutar s. Ele lutar com as ordens das 
duas testemunhas e por causa das oraes dos santos que estiveram vivos na Grande Tribulao. A orao dos que crero durante a Grande Tribulao ser de grande 
utilidade; morrero, mas depois ressurgiro.
     - O que acontecer quando Miguel os expulsar  Terra? Perguntou ngelo.
     - O cu ficar livre e limpo. Ser possvel ver o cu e o tabernculo. O impedimento ser retirado como um vu (Is 27). Quando o cu for limpo, a Nova Jerusalm 
poder assumir o seu lugar definitivo. Isto  o que mais perturba Satans.
     - Este dia no foi o dia em que Jesus viu quando os discpulos comearam a expulsar os demnios, na grande comisso?
     - Foi assim. Jesus viu quando Satans como um raio caiu do cu! (Lc 20). O exemplo de Miguel  grandioso para ns. Assim como ser, j o  hoje. Por enquanto 
as chaves esto em vossas mos, ngelo. Anuncia a teu povo que  hora de resistir e estabelecer a vitria de Cristo na Terra. A ordem no  atacar e criar. A ordem 
 resistir e estabelecer o que j foi criado e consumado por Cristo. E hora de estabelecer o Reino de Deus!
OS OLHOS DA ALMA
     Estava chegando a hora de voltar  Terra. Ariel, Eliel e Enviado haviam estado comigo por muito tempo. Havamos compartilhado revelaes das preciosas prolas 
da verdadeira e limpa doutrina do Reino de Deus. Minha viso se abriu, havia sentido o cheiro mais suave das flores do jardim celestial. Mas necessitava conhecer 
um ltimo segredo. O maior de todos.
     Acabava de chegar de sua misso na Terra, Fiel. Anjo de Deus, enviado s cidades para agir em favor dos que haviam de herdar a salvao (Hb 1 A). Seu rosto 
estava sereno e alegre. Chegava com um incensrio nas mos e tinha um rolo no qual continha anotaes de suas rondas e atividades na Terra (Zc 1.11). Com ele, centenas 
de outros anjos.
     - Glria ao Cordeiro que vive e se assenta no Trono!
     - Para sempre em sua glria! Responderam os quatro juntos.
     - Tivemos muito trabalho hoje!
     - O que houve Fiel? Perguntaram.
     -  que os irmos Esparza, da cidade de Gnova, descobriram como se pode usar melhor a f. A partir de uma nova revelao que o Esprito est ensinando na Terra, 
por todas as partes.
     - Que nova revelao  esta?
     - No sabem?
     
     - Sim, est claro! Perguntamos, no por nossa causa, mas porque ngelo est conosco e  chegada a hora dele voltar e temos muito interesse que ele oua o que 
tu tens a dizer.
     - Estvamos confusos e queramos saber porque Deus no havia permitido aos seres humanos o direito de contemplar o mundo espiritual e o mundo fsico ao mesmo 
tempo.
     - Esta  uma observao muito importante, Eliel. Continue.
     - Ns, os anjos, possumos esta capacidade e no temos dificuldade de nos mover nos dois mundos. Mas aos homens no foi dada esta dupla capacidade. So humanos 
e vivem em funo do mundo fsico. Eles tm suas limitaes e por esta causa, ns os anjos, somos considerados por eles, como sobrenaturais...
     - Sim, disse ngelo. Isto  o que pensamos.
     -  verdade. Mas ns somos normais. Vivemos naturalmente. No h nada sobrenatural em ns...
     - Sim, para ns, os anjos so e sempre sero sobrenaturais, disse ngelo.
     - No! Vocs  que so sobrenaturais. Deviam saber disto. Desafortunadamente, vocs no tm compreendido nem alcanado esta medida de f, disse o anjo.
     - Ns, os anjos, verdadeiramente estamos muito preocupados, porque os homens querem conhecer o mundo espiritual atravs dos diversos meios disponveis que Satans 
tem apresentado: Bruxaria, Feitiaria, filosofias orientais. Mas na verdade, jamais tero tal capacidade, ser apenas mentira, disse um dos anjos.
     - ngelo, vou te mostrar como vivem vossos irmos na Terra. Vamos!
     Era um nmero catalogado de histrias bem vividas que os anjos costumavam assistir para conhecer determinados momentos e situaes de algumas vidas s quais 
amos ser enviados. Eram informaes detalhadas de suas vidas. Era um arquivo fenomenal da vida das pessoas terrenas.
     - Veja esta pessoa. Ela vive nas Filipinas, ngelo.
     Corria mais adiante. Passava toda a sua vida paralelamente mostrada nas duas dimenses espiritual e fsica a um mesmo tempo. Comparava aquilo a uma tela de 
cinema, mas as cenas revelavam os dois mundos ao mesmo tempo. As pessoas envolvidas no viam o mundo espiritual. Foi a primeira vez que entendi que ns nos movemos 
em dois mundos ao mesmo tempo, ainda que no o vejamos. O mundo espiritual estava mesclado de anjos e demnios. As pessoas circulam entre eles. Eles passam atravs 
das pessoas e do mundo fsico. Os homens so atormentados por demnios ou so ajudados por anjos sem saber que eles esto a, bem perto deles. So to reais como 
o mundo fsico.
     - Por que Deus no permite que os homens os vejam, se referia aos anjos e demnios. No seria mais fcil viver assim
     - No, ngelo. No.
     - Se uma pessoa pudesse viver num mundo assim, como o de vocs e ainda vendo o mundo espiritual da maldade, morreria ao nascer.
     - Quando algumas pessoas vem o mundo fsico e o mundo espiritual ao mesmo tempo  porque Deus lhes permite.
     - Isto aconteceu com Hagar, com o jovem de Eliseu. Em ambos os casos seus olhos foram abertos para que os vissem.
     - E quando algumas pessoas predizem certas coisas anunciando que esto vendo determinadas vises? Perguntou ngelo.
     - Existe a viso proftica, preditiva e o anncio por f de alguma viso. Algumas vezes as pessoas tm permisso de Deus para ver, e noutros casos, usam a f 
e anunciam vises preditivas que acabam sendo uma palavra proftica, em certo sentido, ngelo.
     - Quando Deus abre os olhos de uma pessoa para ver o mundo espiritual e o mundo fsico ao mesmo tempo,  porque tem um propsito especial. At a jumenta de 
Balao passou por esta experincia.
     Agora estava entendendo o que antes havia pensado ser real. Quando Deus criou Ado e Eva, os criou podendo ver o mundo fsico isoladamente do mundo maligno. 
Refiro-me ao conhecimento do mal independente de Deus. Gnesis 3.5- 6 revela que Satans queria que os olhos da alma do homem fossem abertos para que ele visse o 
mundo espiritual. O fim era a adorao a Satans, a possesso, a iluso.
     - Ento  por isso que Satans disse a Eva "Sero abertos vossos olhos"?
     - Sim, ngelo, isto  o que Satans quer que os homens busquem, porque assim apregoam sua independncia de Deus. Os homens foram criados com a capacidade de 
ver fisicamente. Os olhos da alma seriam abertos quando os olhos do esprito, o discernimento espiritual, fossem abertos. Depois de terem passado pela prova da escolha 
entre as duas rvores, automaticamente os seus olhos seriam abertos. Mas, Ado aceitou ver o mundo espiritual independente de Deus. Este tem sido o problema da humanidade 
at o dia de hoje. Atravs de feitiaria, Satans leva o homem a conhecer ilusoriamente o mundo espiritual, irreal. Por isto as drogas, a bebida e as seitas orientais 
levam o homem a um estado zero da mente humana propiciando a revelao de um mundo espiritual enganoso e ilusrio ao homem, como tambm abre portas para a possesso 
demonaca. Este  o fim de suas obras... "abrir os olhos da alma para que eles vejam o mundo espiritual, independente de Deus".
     - Isto quer dizer, Enviado, que algumas pessoas no esto realmente vendo algo literalmente em suas vises espirituais?
     - Certamente que no. Dizem que vem, mas  apenas uma viso criativa e imaginria. Somente com a permisso de Deus, uma pessoa pode ver o mundo espiritual 
literalmente. Isto sim  possvel!
     - Mas, no fique triste, ngelo. Agora, por exemplo, voc est aqui literalmente. O ser humano  esprito, alma e corpo. Voc est aqui em alma. Seu esprito 
est em teu corpo no hospital dando-lhe vida humana. O arrebatamento pode ser em esprito ou em alma. Quando o arrebatamento acontece em esprito, somente o Esprito 
Santo pode fazer a pessoa lembrar-se do que viu e ouviu. Mas quando acontece na alma, como  o teu caso, tudo pode ser lembrado claramente, pois voc mesmo esteve 
aqui, pois tu s alma vivente, Assim, uma pessoa pode ver o mundo espiritual e fsico, simultaneamente, com a permisso de Deus ou atravs de arrebatamento.
     - Isto pode acontecer em dias de jejum ou em sonhos?
     - Sim, pode.
     - Alguns j estiveram aqui em esprito, em sonhos e no se lembram.
     - Outros, quando faziam jejum de vrios dias j estiveram aqui enquanto dormiam. No teu caso, vrias vezes j estivestes aqui assim, antes desta experincia 
atual.
     - Por que tem que ser assim?
     - Porque assim vocs glorificam mais ao que est assentado no Trono, ngelo.
     - Quantas vezes ns mesmos nos alegramos, quando vocs, sem saber, derrotam a principados e potestades usando apenas os olhos da f...
     - Olhos da f? Perguntou.
     - Sim, os olhos da f. Os olhos da alma naturalmente esto fechados, mas Deus deixou no lugar dos olhos da alma, os olhos da f, ngelo. Com eles voc agrada 
a Deus de maneira grandiosa. Ele se alegra quando os seus filhos, em confiana absoluta a ele, usam a sua f para glorificar seu nome..
     - Ah! hum... hum... sem f, sem f...
     - E impossvel agradar a Deus, terminou o anjo.
OS DONOS DO REINO
     Minha mente havia passado por uma renovao indescritvel. As ruas cristalinas irradiavam luz para cima e para baixo. A transparncia de tudo permitia-me ver 
fundamentos das palavras e sua solidez. No interior da cidade podia-se ver o centro do Trono, e as almas cheias de ternura. Estavam bem vestidas e no eram anjos; 
eram seres humanos e no pareciam quelas imagens catlicas com asas chamadas "querubins".
     Eram grandes crianas. Tinham ternura e reverncia em sua maneira de atuar. Eram santos, mas no eram inocentes. Sabiam o que era o mal. Rapidamente pude saber 
melhor sobre eles.
     - So crianas?
     - Sim, ngelo. No parecem?
     - Que fazem? De onde vm?
     - Se dirigem ao trono do Cordeiro e vo a cantar, disse o anjo. Espere para ouvir o que eles vo cantar.
     - Pai, tu s nosso amigo... at quando vamos esperar? Queremos ir ao vale e brincar com as corsas do monte e voar nos cavalos de fogo! Quando poderemos ir?
     - Depois da festa.
     - Quando ser a festa, Pai?
     - Assim que a rainha chegar (Sl 45.10-17).
     - Quem  a rainha, Pai?
     - A Noiva do Cordeiro.
     - Cordeiro, quando vais trazer a noiva?
     - Quando o Pai disser "Sim" Estamos todos esperando... vocs, passem por aqui, subam! Chamavam as crianas.
     O Trono estava cheio de crianas. Os anjos cercaram os 24 ancios e comearam a tocar, e as crianas iniciaram o cntico:
     
     - "Da boca das crianas,
     Da boca das crianas,
     Fundaste a fortaleza
     Fostes uma criana
     Venceste a Herodes
     Triunfante, a semente cresceu
     A semente cresceu
     Todo homem tem que ser como uma criana,
     Quando crer como uma criana
     Quando descansar como uma criana,
     Vencer a serpente
     Sair triunfante.
     Queres ser como um menino
     Queres ser como um menino
     Cantars este hino"
     As crianas no cantavam, at que chegava o louvor equivalente que o Esprito, atravs das crianas da Terra enviava ao Trono. Quando os 24 ancios tocavam, 
elas cantavam.
     Como um coro de anjos, ante o agrado do ancio de dias, o Cordeiro se levantou e cantou com as crianas.
     - Pedro?! Pedro! Falava. Algum conhece Pedro? Jesus conversava.
     - No, no, Senhor, cantavam as crianas.
     - Quem foi Pedro?
     - Quem foi Pedro, Senhor? Perguntavam em cnticos as crianas. O cu pra quando o Cordeiro se levanta do Trono!
     - Era o nome de Pedro, um dos discpulos amados, que se tornou srio, to srio, que se esqueceu de ser criana.
     Os anjos respondiam em cnticos:
     - E onde se acha a sinceridade? E onde se esconde o vigor?
     As crianas:
     - Nas mos das crianas, Senhor!
     - "Deixem que cantem as crianas
     Deixem que vivam as crianas
     Poderiam salvar-lhes a vida.
     Se pensassem nos herdeiros do reino
     Poderiam salvar-lhes a vida".
     Entendi a linguagem dos anjos e pelas palavras do Enviado, que as crianas haviam chegado, os anjos as haviam recolhido nos quatro cantos da Terra.
     - O que houve com eles?
     - Foram mortos no ventre de suas mes.
     Os anjos os levaram onde estavam os santos aperfeioados para se juntarem  assemblia dos santos.
     Como um batalho de pequenos soldados, saram e foram cantando no meio dos anjos. Mas uma coisa tranqilizou minha mente.
     - Por que eles eram grandes como se fossem adultos? Eles eram crianas? Perguntou ngelo.
     - ngelo, alma no tem tamanho. O corpo tem tamanho, mas estas crianas, quando ressuscitarem, tero um corpo conforme a uma criana, conforme a imagem de uma 
criana. Agora suas almas parecem grandes, mas na ressurreio regressaro a seus corpos.
     - Por que no se comportam como adultos?
     - No, no  possvel, porque a alma somente adquire maturidade no corpo. Assim, como saem do corpo, permanecem. Enquanto vive no corpo, adquirem maturidade 
pelo desenvolvimento do corpo. Agora, no podem ver nenhuma criana no tamanho do corpo de criana, porque nenhuma criana foi ressuscitada como a Cristo ou a um 
Moiss. Quando houver passado com teus irmos pela ressurreio dos mortos em Cristo, vers este lugar cheio de crianas como pombinhas aos milhares no reino dos 
cus!
     As crianas perguntaram:
     - Quando vamos voar nos cavalos de fogo? Quando os anjos vo nos levar a andar nas corsas celestes? 
     - Est pronto, herdeiros...  questo de horas.
     - Vocs viram o vale quando passaram os cavalos de fogo. Quem eram aqueles que os guiavam? (...)
     - Vamos crianas, passem, entrem...
     As crianas queriam descer ao vale do den; l estacionam os cavalos de fogo. Foi uma luta lev-las dali...
COMIDA ANGELICAL 
     Enviado havia me mostrado muitos lugares desconhecidos  minha mente, mas o mais impressionante foi quando entramos na Sala do Banquete. Uma enorme sala entre 
o mundo espiritual do monte santo. Somente entrando l para entender que as coisas espirituais podem ocupar o mesmo espao ao mesmo tempo sem perder a identidade. 
 algo da natureza espiritual. A sala do banquete tem vrias entradas dos quatro lados. Pode-se entrar atravs da sala por baixo e por cima e chegar s mesas centrais, 
as quais esto preparadas para um soberano banquete, a Cena com o Cordeiro. Por cima, no nvel superior h muitos anjos que tm acesso constante ao recinto. Ali, 
naquela sala, eu havia estado em sonhos...
     - Eu j estive aqui, em sonhos, disse ngelo.
     - No! Nunca estivestes aqui em sonhos. Foi real. Estiveste aqui em esprito. Mas tambm em sonhos Deus te pode revelar estas coisas a teu esprito. Em alma, 
ficas totalmente consciente de que ests num local ou no. Quando, muitas vezes, at em sonho as vises te parecem reais e quando ocorre algo que te parece real, 
mas, todavia no o ,  porque Deus revelou tal coisa a teu esprito. A diferena entre o sonho e o arrebatamento,  que Deus pode utilizar os momentos em que dormimos 
para revelar algo a teu esprito na dimenso do futuro ou passado. O paralelo do homem  o seu esprito. O arrebatamento tambm  algo relacionado a sua alma. Tu 
ests aqui, em pessoa. Mas h tambm o arrebatamento em esprito, quando a alma sai do corpo que dorme, mas continua ainda conectada ao esprito. S Deus pode fazer 
isto. Por si mesmo nenhum ser humano pode faz-lo, nem Satans. Assim,  possvel lembrar-se do que se passou no sonho ou viso, porque o esprito ainda est ativado 
na mesma dimenso. Quando h arrebatamento em esprito sem a conexo da alma, a pessoa vive realmente em outra dimenso, mas no lembra do que se passou, explicou 
Enviado.
     - J estive aqui... Sim, eu me lembro...
     - Sim, estiveste aqui em 1987. Quando dormias, um Anjo de Deus foi visitar-te e teu esprito foi trazido a este lugar.
     - J te disse que no era um sonho, parecia, mas no era um sonho.
     - Sim, tu disseste... Para que estive aqui? Eu sei que estive aqui? Onde est a mesa com a comida?
     - L est. Oh, sim!  a mesma mesa que vi. Agora me lembro, foi como se fora ontem... Eu estava em jejum por sete dias. Que difcil foi para mim l em Santa 
Ana, em Califrnia.
     - Ns sabamos que seria difcil. Ns te ajudamos a vencer, falaram os anjos que estavam conosco.
     - Eu me lembro que desci ao "Pollo Loco" para comer no terceiro dia. Mas no pude comer porque a atendente derrubou a comida no balco. Eu regressei... arrependido 
a meu quarto e passaram o quinto e sexto dia...
     - Moiss, o grande servo de Deus tambm sofreu as mesmas tentaes; Elias, Ezequiel, Daniel... Moiss, por exemplo, ngelo, esperava seis dias at que Jeov 
descesse a ele no monte.
     - O jejum  uma das coisas que o Senhor quer restaurar antes da ida do Cordeiro, explicou Enviado.
     - Eu me lembro que no sexto dia,  noite fui dormir. Pensei que andava na carne, por querer dormir depois da meditao e orao. Eu queria estar desperto...
     - No ngelo, aqui muitas pessoas se enganam. Desde Ado a Joo, o Evangelista, o jejum traz consigo a doutrina do sono.
     - Como? Explique-me melhor...
     - Sim, qualquer que fizer jejum, conforme tu o estavas fazendo, naturalmente ters sono. Vem naturalmente. Agrada a Deus. O jejum est ligado a quatro coisas 
muito importantes, ngelo: A orao, a leitura, meditao na Palavra de Deus e o ato de dormir, descansar em Deus. O sono vem da parte de Deus sobre ele (1 Sm 26.12; 
Gn 2.21). O mesmo aconteceu com Abrao, quando j cansado enxotava as aves de rapina que vinham sobre o sacrifcio. A est um exemplo de orao. Assim, os inimigos 
vm das regies celestes para atacar. Quando o sono chega, deves descansar e esperar Deus falar. Muitas vezes ele apenas est disciplinando nosso descanso at que 
nos fala verdadeiramente. Assim passou com Abrao (Gn 15), Daniel (10.9, 10) Ezequiel (3.24), Elias (1 Rs 19.4-14).
     - Por que tem que ser assim?
     - Porque atravs do jejum o corpo fsico fica sem alimento no estmago. A falta de alimento no estmago propicia vises, alucinaes etc. Mas Deus opera atravs 
do jejum. A finalidade principal do jejum, no  alcanar alguma coisa desejada na carne, mas a comunho do esprito, o alimento espiritual do esprito humano, a 
comunho direta do esprito com Deus. Isto traz uma uno especial porque o Esprito Santo e o esprito humano fluem, atuando livremente sobre o poder da carne e 
dos demnios.  como se o esprito recebesse uma carga total da energia de Deus. Muitas pessoas fazem jejum para receber algo, alcanar qualquer coisa, mas no deveria 
ser assim! No  por obras que vamos mover as mos de Deus.  pelo incenso.
     - Porque muitas pessoas que fizeram jejum alcanaram o que pediam...
     - Porque elas se humilharam no esprito e o pedido delas era conforme o do Esprito Santo. Mas nada lhes foi dado por causa do jejum, mas por causa da humilhao 
e pelo tempo em que orou conforme o Esprito de Deus; mas Deus no deixa de lhes abenoar com o poder de sua uno. Assim o jejum  fundamentalmente um meio de alimentar 
seu esprito da mesa de Deus. Vem, vou te mostrar como isto  em verdade.
     Fomos entrando  sala. A escada subia e descia, tipo a escada que Jac viu. Os anjos desciam por ela. Para cima no era grande o movimento.
     - Aqui estamos ngelo. Assim .
     Era a mesma sala onde eu havia estado h alguns anos.
     Milhares de mesas de um lado e outro.
     Eu no podia compreender como em cada departamento que entrvamos se tomava literalmente num espao extraordinrio. Era como um programa de computador. Em meus 
clculos, aqueles lugares atravessavam outros em si mesmos... Enfim, depois entendi sobre o espao no mundo espiritual.
     - Vou te levar  mesma mesa onde estiveste outro dia.
     -  aquela?
     - Sim,  esta.
     - A taa, a cadeira! ngelo correu eufrico.
     Era uma taa em uma mesa grande. Eu havia me lembrado que no stimo dia do jejum, veio um anjo e me levou a este lugar. Jamais pensava estar aqui outra vez. 
Eu me lembro perfeitamente do que havia passado ali.
     - Sim, e tu perguntaste para quem era aquela mesa...
     - Sim,  verdade. Eu lhe perguntei. Mas o anjo me respondeu que era para mim. Era um absurdo, toda aquela mesa era s pra mim. Ao que ele me disse. Teus irmos 
e discpulos, familiares e pais espirituais comeram dela. Agora era meu tempo, disse. Seis anos depois...
     - No tens comido o suficiente, ngelo.
     - Como?
     - No ngelo. Todavia, no terminaste a gua que te foi oferecida h seis meses. O bocado de comida que comestes  pouco para dez anos de ministrio... J no 
regressaste com freqncia.
     Somente depois de algum tempo compreendi que em determinado tempo de jejum, aps o tempo de crise, do terceiro, quarto, sexto dia... Deus envia um anjo, um 
mensageiro para servir-lhes. Assim foi com Cristo (Mc 1.13). Somente assim um servo de Deus suporta 40 dias de jejum sem sofrer algum dano. Mas o sonho  algo necessrio, 
como o foi para Elias. Quando uma pessoa chega a este nvel  porque est preparada para comer do alimento celestial. Em um incompleto jejum de 12horas, nunca uma 
pessoa chegar a este nvel. Ainda assim, Deus o recebe como sacrifcio de louvor.
     - ngelo, h uma comida para comer. O Cordeiro lhes avisou na Terra (Jo 4.32). Quando jejuas, em determinado tempo, vamos levar o alimento a teu esprito, que 
automaticamente te alimenta fisicamente. Todos os servos de Deus que foram grandes diante do seu Senhor, no iniciaram seu ministrio sem o jejum. O exemplo de Cristo, 
Moiss, Elias, Daniel, Joo, Davi, Ezequiel... Eles alcanaram comer de sua mesa o suficiente.
     - Todo o tempo esse alimento est aqui? Anos e anos?
     - ngelo, aqui nada se corrompe.
     Sentia-me envergonhado por ter comido e bebido to pouco. Eis aqui a razo porque poucos se desanimam. No tm comido da comida de sua prpria mesa. Jesus havia 
dito: "Uma comida tenho para comer e vs no conheceis".
     - Vem. Vou te mostrar os pratos celestiais... "gua cristalina da vida", vern do Rio da Vida... "O Rolo"  a comida predileta dos profetas...
     - O rolo? Parece um pergaminho...
     - No parece um pergaminho, mas  comida. Ezequiel e Joo gostavam de comer do rolo. Est em tua mesa... veja...
     -  doce na boca. Est cheio da Palavra de Deus. E amargo no ventre. Porque  com amor que ns comemos, mas  com dor que ns pregamos. A palavra proftica 
 amarga no ventre porque tem que ser vomitada, pregada e anunciada aos homens. Jonas teve mais autoridade depois que foi vomitado. O "homem vomitado"  o homem 
ressuscitado. A Palavra que est no ventre proftico  uma palavra vivida e meditada. Tem autoridade ao ser anunciada. Este rolo necessita ser comido, ngelo...
     - O po...
     - O po que Elias comeu.  po slido. No mundo dos homens tem um efeito tremendo. Depois que Elias o comia, corria mais que os cavalos.
     - Eu o quero.
     - Somente pelo jejum, ngelo. No h outro meio.
     - Deus pode enviar-lhe a um necessitado. Sim. H fartura no deserto. Nos lugares desertos h abundncia deste man.  celestial... Sabe como, ngelo?
     - No te entendo.
     - Em pleno deserto  possvel ver uma fonte destas guas. Em pleno deserto, ngelo. Assim foi com Agar depois que saiu da casa de Sara. Quando o anjo a visitou 
pela segunda vez, O menino chorava. L est a fonte de guas. Ele foi alimentado destas guas (Gn 21.19).
     - O jejum propicia vises, sonhos e revelaes. O estmago vazio  um campo frtil para as revelaes de Deus. No  fome.  o jejum, orao e meditao.  
um tempo no propsito de Deus. Muitas pessoas trabalham e jejuam, nas no oram, no meditam na Palavra. Nosso Senhor no se agrada deste tipo de jejum. No serve 
para nada. Deve-se fazer como Moiss: Levantar a tenda fora do arraial. Sair do meio humano, partir para as revelaes, como disse Paulo. Este  o caminho (Ex 33.7-11; 
2 Co 12.1, 2).
     Depois de tudo o que vi, desejava jejuar. Queria comer tudo o que tinha direito para alimentar minha espiritualidade dbil e desnutrida.  Senhor, Senhor, perdoa-me! 
Muitas coisas teriam que mudar... A mesa do Senhor era nobre, como disse o Apstolo (1Co 10.21). Todas as comidas tm significado. L no se come por comer. Muitos 
anjos trazem do vale do den os frutos mais preciosos que meus olhos jamais viram. Vi o fruto da rvore da vida...
     - O fruto da rvore, Enviado!
     - Est reservado para os vencedores, ngelo. H uma hora e um dia especial em que eles sero comidos (Ap 2.7).
     - A taa...
     - Havia muitos tipos de taas na mesa do Senhor. Entre elas havia uma que me chamou a ateno.
     - Desta taa no podes beber aqui, ngelo. Aqui, no!
     - Por que Enviado?
     - Porque ns a levamos para aqueles servos de Deus que vo tomar grandes decises contra a sua prpria vontade, em favor da vontade de Deus. Depois que se bebe 
desta taa,  necessrio imediatamente beber das outras - me mostrou outras taas - porque  muito forte e requer uma renncia mui grande dos deleites da vida humana. 
Somente quem quer fazer literalmente a vontade do Senhor pode beber desta taa... (o anjo se emocionou, se calou). Ns sabemos que  muito duro para o ser humano 
renunciar a vontade prpria, o seu ego, em funo desta taa... Todos os anjos de Deus respeitam aquele que toma esta taa. Ns no podemos beber, pois j a bebemos 
no dia da rebelio de Lcifer.
     - Olhe a minha mesa.
     - Que vs ngelo?
     - Minha taa... No h muito...
     - Tens bebido de tua taa, ngelo. Respeitamos-te por isto. Tens tomado a tua cruz para seguir ao Senhor. Poderias ser um homem muito bem sucedido em tua vida 
de negcio, poderias ser muito famoso na Terra, mas depositaste tudo no altar e tens bebido tua parte. Tens passado no Getsmani da vontade e tens chegado ao Calvrio 
do corpo.
     - H uma comida para comer, ngelo. Disse o Enviado. Aqui no cu, ns, como podes ver, no temos uma vida de rotina. Estamos em plena ao. Tudo aqui  ao 
e reao. Todas as comidas representam uma lio especial, ngelo. Por exemplo, os querubins so seres de reaes. Eles se movem a cada movimento do trono, na Terra 
ou no cu. Quando o Cordeiro ou a Igreja realizam algo, eles dizem "Amm". Quando chegam a dizer "Amm",  porque j se tomou realidade no cu. Com o passar do tempo, 
vers a realidade na Terra.
     - Homens e mulheres fortes no esprito se alimentam paralelamente desta comida. Lembra-te de Pedro que estava em jejum, no terrao? De onde veio a comida (At 
10.11, 12)?
     - Do cu, respondeu ngelo.
     - Parecia terrena, mas era man celestial. Tinha sentido. Era para fortalecer a vida ministerial de Pedro, mas ele era muito tradicional em sua maneira de pensar. 
Quase que ele perdeu a bno. Assim Davi, no dia que veio o sacerdote comer o po, ele estava vivendo o que deveramos passar em esprito. Buscar comida com nosso 
Sumo-Sacerdote para enfrentar o Saul de nossa vida. A comida celestial nos fortalece 40 vezes mais. Nenhum dos servos de Deus que jejua mais tempo, deixa de provar 
a comida destas mesas, ngelo.
      Alguns anjos entravam e levavam comida. Outros levavam a outros servos que jejuavam na Terra. Outros eram trazidos  mesa. Deus as pode enviar a seus servos 
de vrias maneiras.
     Os frutos que os anjos traziam do vale do den eram apetitosos. No podia compreender porque os anjos comiam. Enviado passou pela mesa e tomou um dos frutos.
     - Ns comemos, como o Cordeiro, depois de sua ressurreio, comeu, ngelo; o ser angelical tambm come. Ns gostamos de carneiro assado. O Anjo de Jeov era 
Cristo e durante o Antigo Testamento comeu carneiro, porque no havia encarnado. Mas depois de sua encarnao, somente comeu peixe. Eu sei que tu podes no entender 
o corpo da ressurreio. Mas eu vou te mostrar algo: Quando Jesus ressuscitou, em suas veias corria a gua da vida, o sangue da ressurreio. Ele mesmo vos falou 
- "Correro rios de guas vivas em seu interior". Era desta gua que ele falava. Deste sangue que deviam beber. No era sangue humano de Cristo, mas da gua da vida. 
 o Esprito Santo literal que corria em suas veias como gua viva. Por esta razo, todas as coisas que vm ao ventre de um ressurreto so transformadas imediatamente. 
Assim vivemos, de transformao, no de digesto. Ele comeu o peixe e foi absorvido pela vida (2 Co 5.7-10).
     - E o man?
     - Tenho muito que dizer da comida celestial. O man est preparado especialmente pelos anjos para declarar a plena e absoluta confiana na proviso de Deus. 
Somente comem o man aqueles que tm aprendido a confiar plenamente na proviso de Deus. O ato de comer o man significa um prmio por aprender a confiar em Deus. 
O man  a comida mais forte que tm aqui no cu; a que traz o memorial e nutrimento.  nossa comida diria, ngelo.
     O anjo me ofereceu um pouco de man.
     -  como po de mel.
     -  a mais doce de todas as comidas que h. Mas fala da total confiana que uma pessoa deve ter na proviso de Deus. Algumas pessoas, no passado dos homens, 
tm comido dela. Deve ser comida antes que venha a alva. Ns, os anjos, trabalhamos muito antes que venha a alva. Queremos que as pessoas vivam por f e no por 
vista. O man deve ser comido antes do amanhecer. Isto fala da disposio em comer da comunho do Senhor quando nem todos esto dispostos para isto. O man tem muitos 
significados. Deve ser guardado para o stimo dia, mas no para o primeiro, terceiro ou sexto dias. Se uma pessoa guarda o man do primeiro ao segundo dia, aparecem 
bichos e cheira mal. Isto ocorre na Terra. No cu no ocorre tal coisa. Este fenmeno vemos somente na Terra.
     - Por qu, Enviado?
     - Porque eles devem comer da comida celestial, devem faz-lo confiando em Deus e no na capacidade de colher ou de plantar. O man vai daqui para baixo.  celestial, 
 proviso de Jeov. No deve ser guardado de um dia para outro; isto significa que se recebermos do alimento da Palavra de Deus, devemos viv-lo no mesmo dia e 
no armazenarmos na mente, para mostr-lo aos outros no dia seguinte, sem termos meditado nela, sem termos vivido em ns mesmos. Quando isto no ocorre, temos bichos 
na mensagem porque no se tomou vida em ns que a pregamos.
     - Que significado tem, quando  guardado no sexto dia?
     - Os seis dias so a graa de Deus. O stimo dia  Reino. Muitos vivem os seis dias da graa e regressam no stimo dia  Lei. Mas segundo os trmites de Deus, 
h Lei, Graa e Reino. Depois da graa vem o Reino. O man, para ser conservado do sexto ao stimo dia, devia ser cozido ou assado. O alimento recebido em graa 
chegara ao Reino, quando passado pelo fogo da experincia crist. Tudo o que se levanta em graa  guardado ao stimo dia. Quando o man foi guardado por Moiss 
na arca, era quase uma contradio. Como uma coisa to perecvel poderia ser guardada por geraes, se com a simples luz do sol, poderia ser derretido?
     A resposta, ngelo,  que somente no Reino de Deus, as coisas perecveis perduram para sempre. E um exemplo para todos vocs, que o Reino de Deus, o mortal 
 absorvido pela vida.
ORAO. CATSTROFES E BNO
     Os anjos estavam divididos em grupos. Havia centenas de grupos divididos em quatro classes. Os que cuidam da central celestial, a Nova Jerusalm, os que cuidam 
do vale, os que se empenham em manter a ordem nos universos e finalmente os que so enviados  Terra. Querubins e serafins esto mais prximos do trono e da cidade; 
os arcanjos ajudam aos anjos e os assistem para manter a ordem.
     - Os anjos esto divididos em turnos de horas. Por exemplo, ngelo, uma hora do dia ocorre 24 vezes na Terra em diferentes horrios. H um grupo de anjos que 
atua nesta hora. Por isso os 24 ancios tm muito trabalho.
     - E as patrulhas de Deus?
     - Esto comissionadas a observar o Universo. Elas so as que cuidam que os anjos cados no passem os limites estabelecidos por Deus.
     - Qual  o limite?
     - O limite so as regies celestes. Eles no podem sair dali. So seu habitat at segunda ordem (Ap 12.7-12).
     - Isto  o que quer dizer o Esprito atravs de Judas?
     - Exatamente, ngelo. Os anjos que no guardam sua dignidade, os que abandonam sua morada, ns podemos lan-los no abismo onde so guardados em prises eternas, 
para juzo do grande dia, se a Igreja ordenar que assim seja feito. Cada vez que recebemos ordem para fazer tal coisa, imediatamente assim atuamos, os prendemos 
no poo do abismo (2 Pe 2.4; Jd 6).
     - Quando os anjos pecaram juntamente com Lcifer, foram imediatamente lanados ao Hades? Perguntou ngelo.
     - No, ngelo! No. Todos eles foram lanados com Satans s regies celestes (Ef 6.10-12). Porque milhares deles saram sob o comando de Satans e desobedecendo 
novamente, vieram  Terra, dominaram desde o princpio no mundo anterior ao dilvio, invadiram Sodoma e Gomorra. Com o juzo de Deus respectivamente atravs da gua 
e fogo, a primeira coisa que Deus fez foi amarrar os anjos cados e lan-los ao poo do abismo. Assim, toda a "cultura" demonaca daqueles dias, nunca mais ser 
levantada! Nunca esquea que todo o demnio que encontrares na Terra, seja em pessoa, cidade ou lugar, estar fora de seu domiclio e por esta razo podemos lan-lo 
no abismo (2Pe 2.4). O segredo da vitria de Cristo  que ele sabia perfeitamente sobre isto, inclusive quando implantar seu reino sobre a Terra, a primeira coisa 
que far, ser lanar o inimigo no abismo (Ap20. 1-3). Cada vez que o principado de uma cidade  vencido, outro  colocado em seu lugar. Mas o seu nmero  limitado. 
Quando chegar ao limite, a Igreja desta cidade, como corpo, tomar todo o controle, seja poltico, educacional, moral e espiritual.
      A ordem de trabalho celestial  perfeita! No h equvocos, embora Deus repreenda aos seus anjos (1Rs 22.19-22).
     - s vezes o Todo-Poderoso reprova nosso trabalho porque no concordamos num plano. Isto s vezes acontece e o Senhor se entristece conosco.
     - Isto  possvel? Perguntou ngelo.
     - Sim, mui raramente isto sucede; reconhecemos que nos confundimos com os falsos profetas que usam o nome de Deus, os que se utilizam do nome de Jesus para 
respaldar suas falsas profecias, que no so outra coisa, seno, maldies. Este  o problema maior.  que no discernimos facilmente as ordens que vm em nome de 
Jesus pela boca deles. Isto nos confunde. Aqui tem sido nossa maior debilidade. Demora alguns momentos para discernirmos as verdades pelo uso indevido do Nome.
     - Por esta razo, os falsos profetas saem adiante com imitaes profticas e at os escolhidos so enganados. Por isso necessitamos nos embasar no discernimento 
dos santos. Enganamos-nos uma vez, e Deus necessitou usar um esprito mau, porque ns no sabamos o que devamos fazer por causa dos falsos profetas que usavam 
o nome de Deus. s vezes parece razovel a palavra proftica, mas  falsa, embora seja em nome do Senhor (1Rs 22.19-23).
     - Ento por isso h confuso de doutrina entre os pastores, dois tipos diferentes de planos e metas, dois tipos diferentes de ministrios, muitas vezes nos 
confundimos porque ambos usam do nome e ns no podemos atuar claramente, porque o corao deles no  um no Reino. Por isso, o Todo-Poderoso lhes tira a ajuda e 
so ambos envergonhados. Deus no  Deus de confuso! Por isso os principados nunca so vencidos.
     Havia visto anjos em seus mais refinados postos. Desde os que apregoavam diante do trono a uma grande voz. Seu papel era apregoar diante dos anjos que tocam 
suas trombetas por causa de algum evento. Ns vimos um anjo ilustre; se aproximou com um olhar simptico. Queria conversar:
     - Que achas de tua casa, ngelo? Referia-se  cidade.
     - Estou gostando. Quem s?
     - Eu sou o anjo que controla todos os alimentos na Terra, e conheo perfeitamente a capacidade do teu povo na agricultura,
      Por detrs havia alguns anjos que estavam a seu servio.
     - Eles so meus assistentes.
     - Ol! Jehov Sam! Saudou.
     - Ol! Jehov Sam!
     - Estas balanas em suas mos so meus instrumentos de trabalho. Controlamos o trigo e seu preo, a cevada e as uvas. Sabemos se h alimento na Terra. Viemos 
para saber aonde haver trigo na prxima safra. No haver sempre (Ap 6.5,6). Quanto mais idolatria houver na nao, mais incapaz se toma no mercado internacional.
     - Os pecados do povo influem nas safras das naes?
     - Sim, profundamente. Os pecados no so somente pessoais, so nacionais. Por causa do pecado do povo, entregamos o preo nas mos dos demnios. A nao, por 
inteiro tambm peca e necessita ser perdoada. Os santos necessitam pedir perdo pelos pecados de sua nao (Ne 1). A bno material de Jeov est embasada na fidelidade 
social de uma nao; a graa de Deus para com o povo est fundamentada na fidelidade de seu povo. Os pecados sociais mais comuns de uma nao so a corrupo, a 
inflao, os pesos e medidas mentirosos, a injustia social, o desequilbrio social. Estes pecados necessitam ser expiados para que outros anjos venham e limpem 
a violncia que destri as plantaes. Ns, os anjos de Deus, no podemos afastar o devorador que habita sobre hectares e hectares de terra produtivas no mundo. 
Quando um governante se humilha e leva sua nao  contrio e arrependimento destes pecados sociais e nacionais, e no atribuem o perdo seno a Deus, sem intermedirios, 
recebemos ordens de atuar para abenoar. Enquanto no h intercessor, impera a violncia, fome, descontentamento nacional, fuga de divisas, corrupo na justia, 
pecado social.
     - Oh, Senhor! Minha nao tem pecado! Perdoa-nos! Perdoa-nos!
     - Se tua nao no se converter de seus maus caminhos, vir sobre ela, a mesma maldio que repousou sobre a Etipia.
     - No, Senhor!
     - Avisa a tua nao, ngelo, ao voltar ao Brasil! Avise que os espritos maus esto por trs das festas culturais e religiosas! Avise que somente Jesus  o 
nico Salvador, no h outro, nem outra. Quando seus governantes mudarem seu corao, faremos a obra.- Haver projeto de prosperidade social para tua nao, porque 
vir depois uma grande catstrofe que abalar o mundo. Ser assim como foi com Mxico, Chile e Argentina, quando o povo orou, houve catstrofes.
     - Por qu?
     - Porque foram destronados os principados e potestades que atuam na corrupo do teu povo. Sero destrudos e desalojados; isto  uma guerra espiritual. Quando 
h guerra espiritual h catstrofes na regio do conflito. O corao da gente se sensibiliza e ns operamos!
     Pensei e reservei em minha mente as trs palavras: Orao nacional, catstrofes e posteriormente, bno!
SEM PEAS DE REPOSIO
     Na passagem pela regio celeste, Enviado disse que mais tarde explicaria o que se passava ali, nas negras regies tenebrosas onde estava o trono de Satans. 
Em algum momento antes de meu regresso, estava pensando sobre a volta e preocupou-me o ter que forosamente regressar por ali outra vez.
     - Ali  a regio do conflito, ngelo.
     - Ali  o local de batalha diria entre os anjos e os demnios, retrucou outro dos anjos que estavam conosco.
     - Ali a cidade finalmente ficar, quando chegar ao seu lugar (Ap 21.23-24).
     - A foi o lugar aonde ele nos assentou, nas regies celestes. Mas Satans est a at o dia em que Miguel o varrer para a Terra. Trs anos e meio antes da 
cidade chegar, Miguel o expulsar dali, definitivamente para Terra e o Mar. Ele est pressionado por cima e por baixo.
     - Satans necessita ser pego? Disse ngelo.
     - Sim, ngelo. Mas no ser fcil assim. Na cruz, aps a alma de Cristo ser liberada pelo Pai de seu corpo, ele exps Satans ao vituprio diante de seus demnios. 
O cu fechou a porta. Tudo ficou escuro no mundo e na ocasio da cruz, tudo foi definido quando Cristo tomou-lhe as chaves do Hades e foi liberar os justos dali.
     - O Leviat ser a arapuca de Deus para pegar Satans, o querubim cado (J 41; 1s27.1; Ap 12.7-12).
     - Nenhum homem na Terra poderia suportar Satans definitivamente. Ele ser lanado no mar, e dali reinar por pouco tempo na Terra atravs do Anticristo e do 
Falso Profeta.
     - Por isto que o Anticristo far as suas tendas no mar?
     - Sim. O poder do Anticristo vir do mar. O mundo j adora hoje os demnios do mar, treinando enquanto no chega a realidade. Nos dias do Anticristo, as oferendas 
ao mar sero um culto contnuo e dirio na Terra.
     - Quando Satans encarnar-se no corpo do Leviat chegar a hora definitiva de seu juzo. Ali ser aprisionado, torturado e preso (Rm 12.20; Ap 20.1-3; Is 27.2). 
Assim como Cristo necessitava encarnar-se para atuar na Terra e cumprir o seu propsito, tambm Lcifer cado ter que se encarnar no Leviat para que seu juzo 
seja conhecido na Terra (Rm 8.3).
     - Por que as trevas cobrem a Terra nestes ltimos dias com muito mais intensidade? Perguntou ngelo.
     - Porque Satans sabe que pouco tempo lhe resta. J no h mais pea de reposio... nos ltimos dias os demnios que restam vo atuar com toda intensidade 
para tomar o domnio final e at os demnios do Eufrates sero recrutados. Ele estar desesperado.
     - Que quer dizer, por que ests rindo, Enviado?
     - Satans a quase seis milnios est gastando sua munio na batalha espiritual. Um grupo muito grande de demnios foi tirado da terra e lanado no abismo, 
com Apoliom (Ap 9.11; 1 Pe 3.18-20), os quais de l no sairo at o juzo eterno. Nos dias de Sodoma e Gomorra uma grande parte deles foi lanada tambm ao mesmo 
lugar. Novamente ele ficou sem urna boa parte de seus comandos e comandados. Cada vez que a Igreja envia um demnio para l  grande o problema para ele (Lc 8.29-32). 
Nos dias de Jeric outra grande parte foi lanada para o abismo. Quando uma cidade  livre de um poder com suas castas demonacas, alguma coisa espiritual, fsica, 
ou at mesmo moral acontece na Terra... acidentes, problemas geofsicos, escndalos etc. Isto ocorre porque algo aconteceu no mundo espiritual. Nos casos do Mundo 
Anti-diluviano, o dilvio; de Sodoma, a destruio com o fogo; com Jeric, seus muros foram destrudos... lembras do Mxico? Vs o que est passando nas grandes 
cidades do mundo como Los Angeles e Rio de Janeiro? O futebol, o carnaval, o jogo... Ele vai ter que entregar o domnio!
     - Sim,  verdade. Veja o que aconteceu com o Egito quando Deus o tocou a fim de libertar o seu povo Israel!
     - Sim, ngelo. Observaste bem. Estvamos ali quando tudo aconteceu. Para que o povo fosse liberado dali, tivemos muita luta. O poder de abrir e fechar estavam 
na concordncia entre Moiss e Aro. Sem eles no podamos atuar. Cada vez que uma praga era profetizada, ns destronvamos uma potestade. Cada animal representava 
uma potestade que imediatamente assumia o lugar da outra que havia sido retirada. Cada vez que, atravs da atuao dos anjos (Sl 79.49) um principado era destronado, 
o corao do povo se tornava mais gracioso (Ex 3.21). Havia uma reao no povo por causa da liberao das potestades. Mas imediatamente aps a sada de uma potestade, 
Satans enviava outra potestade. A luta era tremenda. Quando voc l que o corao de Fara era endurecido logo aps o seu arrependimento, era porque outra potestade 
assumia o controle do Egito. Na verdade, ngelo, cada vez que uma Igreja vence uma potestade, deve se preparar para lutar contra a outra que vem. Quando Davi lutou 
contra o gigante Golias, pegou cinco pedras do Rio. Sabes por qu?
     - No, Enviado.
     - Porque em uma guerra h muitas batalhas. O gigante Golias tinha outros irmos. No vencemos uma guerra com uma nica batalha. Naquele momento ele tinha uma 
batalha para vencer, mas a guerra iria requerer todas as outras quatro pedras...
     -  verdade, Enviado. Devemos nos preparar com munies em abundncia.
     - Assim foi no Egito. Cada vez que vencamos um, outro tomava o terreno. A guerra foi tremenda, ngelo. Mas h uma boa notcia para ti, ngelo, no te desanimes 
por isto.
     - Sim. Eu preciso saber quando se acabam...
     - Dependendo da situao estratgica da cidade, Satans pr-estabeleceu um nmero certo e imutvel de principados e dominadores para cada cidade da Terra. Assim, 
foi feito muito tempo antes de voc existir na diviso da Terra (Gn 10.31, 32). Grandes cidades como Mxico, Hong Kong, New York, So Paulo, London, Los Angeles 
etc., tm um nmero certo de principados em fila para atuar.  medida que um deles  vencido, ocorre algo na regio fsica da cidade. Quando um deles  destronado, 
ento outro assume. Assim, sucessivamente.
     - Isso vai ser sempre assim?
     - No, ngelo. Veja. Quando a Igreja derruba um deles (Lc 10.17-20), ento outros assumem. Mas, observe bem que Satans no  onipresente, nem seus demnios 
se reproduzem. Mas a Igreja se reproduz. Aqui est o mistrio, ngelo. Com o tempo, ele estar sem peas de reposio, e muitas cidades sero dadas  Igreja local. 
Em todas as reas, a Igreja assumir o comando, ainda mesmo antes da volta de Jesus. Por exemplo, o controle do Egito veio depois de vencermos os dez principados 
do Egito. Daquela vez, ns no os prendemos no abismo. No foi necessrio. A diferena entre os demnios anti-diluvianos, os de Sodoma e Gomorra, dos de Babilnia, 
por exemplo,  que ao invs de enviarmos ao abismo os principados de Babilnia, ns os amarramos no Eufrates para o tempo do fim (Dn 7.12; Ap 9.14, 15). Assim, Babilnia 
ressurgir, mas Sodoma, jamais.
     Agora estava entendendo aquilo que o anjo falou a Daniel, depois de sair dali, iria lutar contra o principado da Grcia (Dn 10.13,20,21). Saiu o da Prsia e 
entrou o da Grcia. Cada um tinha uma caracterstica. Entendi que se a Igreja perseverar, o poder da cidade lhe ser dado, como foi com Israel ao sair do Egito, 
depois que os principados foram vencidos. O segredo est em continuar a luta. Satans no se reproduz, mas a Igreja sim.  por isso que as igrejas estreis no podem 
tomar o domnio de sua cidade, porque j aceitaram os "reinos do mundo" como a um prato de lentilhas (Lc 4.6).
     - Isto quer dizer que ele no pode enviar outro principado de outro pas para repor o que falta. Quando um deles sai de seu domiclio e vem aonde no deve e 
nem pode estar, a Igreja pode lan-lo no abismo (Jd 6,7)?
     - Sim, pode. Mas para isto, tem que haver guerra. Ento, aquela regio passa ao domnio do outro principado.  a nica sada. Eles mesmos no se aceitam.
     - Ah... ento  por isto que h guerra nas naes... oh, Deus! Porque no soube disto antes. Sim... assim os principados de outra regio tomam o domnio que 
antes no era seu, pelas guerras... ento Satans est ficando sem principados para atuar em determinadas regies,.. ento vo haver muitas guerras nos ltimos dias... 
sim... vo...
     - Se a Igreja de Cristo no tomar o domnio, a tudo  vo, ngelo. Porque atravs das guerras h troca de principado.  isto que voc viu, o principado da 
Prsia que saa para dar lugar ao principado da Grcia... voc deve saber um pouco da Histria...
     - Sim, eu sei, ainda assim est escrito em Daniel 7.
     - Ento a Igreja pode assumir o domnio... sim,  claro que sim. Como fomos enganados que somente no Milnio poderamos reinar na Terra? Se Salomo tivesse 
pensado assim...
     - Isto  o que resulta a falta de conhecimento, ngelo. O Esprito quer ensinar-lhes mas no se deixam, no se deixam.
     - Aonde voc descobriu isto, se a revelao  dada  Igreja?
     - Ns lemos uma parte de um livro escrito por um servo de Deus que morreu em um naufrgio nas ilha do Pacfico em 1825. No foi publicado. Esta informao o 
Esprito lhe deu em grande tribulao. Ele as escreveu, mas somente agora ns estamos informando a algum como tu. Porque te interessaste. Vamos, ngelo,  hora 
de regressar.
A DESPEDIDA
     Permaneci no cu muitos dias. Tornei-me amigo de Enviado e do anjo a quem eu puramente o chama. Vrios outros estiveram comigo e me mostraram muitas coisas. 
Lugares onde eu no poderia ir, eu via atravs da viso celestial, algo possvel para o arrebatado. Por muitas horas permaneci na dimenso do que ser, e os relatos 
que aqui ouvi, no posso escrever somente de uma vez.
      Na hora do retomo, tudo se tornou numa invisvel manifestao de respeito, amor e melodia. Senti que saa para uma grande misso na Terra. Ainda me sentia 
um ser humano. Os anjos eram anjos e eu ainda era ngelo.
     No posso esquecer quando vi a mim mesmo no meio dos redimidos. Era eu, sabia que era eu, sentia-me como se o fosse. Lembro-me at agora, quando o Cordeiro 
saa em seu cavalo branco e os milhares de cavalos saam e o meu cavalo estava vazio, eu no me vi ali, e me senti to triste e o anjo me consolou. Eu me vi na dimenso 
do que ser. No necessitava de f, eu via tudo. Poderia ver o fsico e o espiritual. Do lado do cu ningum necessita esforar-se para ver. Ali se vive por vista 
com a permisso de Deus.
     O anjo estava me trazendo de volta. Fui vendo  distncia as portas de prola, o vale mais abaixo, a escurido terrvel, as cores tornando-se uma s e a luz 
pequena, em comparao  glria que vi, era de um efeito sobrenatural.
     Sobre as densas trevas, atravs das quais passvamos, o anjo me disse algumas palavras. De repente, passaram arcanjos voando diante de mim. O caminho se aclarou 
por alguns momentos...
     - Chegou a hora! Os arcanjos j esto a seus postos.  hora de voltar, somente vais te lembrar das coisas que vo ser necessrias. Tenha cuidado de guardar 
a f, voc precisa dela para voltar e para viver na Terra. Em poucos minutos estaremos juntos, acenou o anjo.
     No momento em que me despedia, os outros anjos se apresentaram no meio de todos. Eles apareceram por poucos segundos. O meu anjo tinha a face de varo ntegro 
e justo. Seu rosto era lmpido e transmitia-me uma sublime convico de servio e obedincia, mas rapidamente foi desaparecendo. Enquanto tocou-me a mo e comeamos 
a voar,  luz das espadas dos anjos ao redor. Foi a mesmo que eu entendi que era a luz do mundo, sentia-me mais seguro vendo a face do meu anjo, mas ao sairmos 
e ao desembainhar a sua espada, ele foi desaparecendo, comeando de sua cabea aos ps,  medida que nos aproximvamos da Terra.
     A hora mais terrvel de todas, foi quando tivemos que atravessar e passar as regies celestes - um lugar escuro e terrvel, horrvel, sem palavras para defini-lo. 
Demnios se moviam; principados, tronos, potestades, cheiro de fumaa; se moviam na dimenso das regies celestes. Senti temor, insegurana por alguns momentos; 
senti a sensao de algum que segurava em minhas mos. Quando o meu anjo desembainhou a espada e comeou a desaparecer, mais eu sentia que algum estava segurando 
as minhas mos, a sensao foi distinta.
     Desde o momento em que eu estava vivendo no cu at aquele momento, eu compreendi que, na verdade, eu estava indo do cu  Terra, me lembrei que quando entrvamos 
e cada vez que nos aproximvamos das portas de prolas, mais claras as coisas iam ficando, mas agora, na ocasio do meu retorno, tudo estava desaparecendo, e ficou 
somente esta sensao da presena de algum comigo. Comecei a me desesperar no meio daquela viagem, ouvi gritos, eram vozes de demnios, mas eu no podia ver. A 
viso que eu tinha no cu, me foi tirada, e agora eu sentia e ouvia, mas no ouvia to bem quanto quando estava dentro das portas de prolas. Eram demnios. Sim, 
eles estavam lutando com os anjos que vinham comigo. Senti-me empurrado, balanado. O anjo falava, podia ouvir como se estivesse distante, mas em voz forte, "no 
temas, eu te ajudo, eu te seguro pela mo".
     As vozes que eu ouvia ao aproximar-me eram de demnios fortes. O anjo pediu ajuda; sozinho s vezes, eles no suportam a luta. A espada do Todo-Poderoso  desembainhada 
nas mos dos arcanjos, que vieram e detiveram os demnios e os principados, deixando o anjo passar. O arcanjo abriu espao e ns passamos. Eu ouvi vozes de orao 
que vinha da Terra, e o anjo disse:
     - Ns vencemos porque eles esto orando, nos dando cobertura na luta. Aqui, ns dependemos das oraes da Igreja. Se ela ora, ns vencemos, mas se deixa de 
orar, ns temos que recuar e voltar. No podemos passar, porque os arcanjos no vm. Eles respeitam somente aqueles que vivem uma vida de orao, que  a nossa cobertura 
na hora de passarmos a barreira. Muitas vezes ns voltamos daqui, e os crentes so derrotados. Suas palavras caem por terra, porque no podem se sustentar. Desse 
lado, temos que passar os principados e potestades.  como se fosse um pedgio, mas ns passamos quando h a cobertura. Ns sempre vamos, independente de tudo, para 
trazer as respostas das oraes ou encomendas de Deus a seus servos, porque sempre cremos que h uma cobertura de orao. Muitas vezes nos decepcionamos, porque 
no h cobertura e perdemos a luta. Isto no significa que no temos bases do outro lado. A perseverana  tudo!
     Silenciei preocupado.
     - No te preocupes, tu tens cobertura de orao, disse o anjo. A tua prpria cobertura  importante. A cobertura da tua esposa tambm, depois vem a cobertura 
dos teus irmos. A orao  o contato direto e a prova diria de que a comunho est fortalecida entre tu e teu Deus. Ns te serviremos a qualquer preo, se tudo 
isso vai bem.
     Passamos a caminho de casa. Tudo era natural, comecei a sentir saudades. Pela primeira vez passei a sentir tudo naturalmente. Em segundos senti saudades do 
cu... o anjo desapareceu, j no senti que ele segurava nas minhas mos. Gritei:
     - Por que no te posso ver? Por que eu no posso mais ver aquelas coisas?
     Ento, fortemente o meu corao falou. Pela primeira vez comecei a ouvira voz outra vez, vindo de dentro de mim. Era a voz do Esprito.
     - ngelo, ngelo! No mundo, os olhos so naturais, no podes ver nada. Nisto consiste a tua bem-aventurana, os olhos da alma se fecham e no podes ver como 
os anjos na Terra. Precisas ver pela f, tudo aqui  pela f e no por vista. Estamos aqui, no temas, cumpras tua misso, meu ngelo. Aqui, eu e voc trabalhamos 
juntos. Os anjos recebem nossas ordens. Estamos juntos.
     Era a voz do Esprito Santo de Deus. Abri meus olhos no Planeta Terra. Sete meses e dois dias depois, estava completamente curado. Minha esposa estava ali, 
bem perto, segurando as minhas mos. Bem devagar, disse trs palavras:
     - Voc est bem?
     Seus olhos se esbugalharam. Eu estava roxo e ela verde. Ento eu percebi que estava na Terra e vivia. Ela exclamou, correndo, se levantou e gritou:
     - Ele vive! Desate-o desses tubos.
     Demoraram demais. Desmontei-me dos tubos, das mquinas que me envolviam, sa do meio de tudo aquilo, e me pus em p.
     Quando minha esposa chegou, eu estava ali, parado, falando em lnguas espirituais. Eles gritaram e fizeram grande barulho. Minha esposa me abraou e enfim, 
juntos, choramos. Como  bom chorar, agora sim, sentia gosto no choro. No queria esquecer que acabara de chegar do outro lado, alm das estrelas, onde um segundo 
equivale  horas na Terra.
     Oh, Grande Cidade! Grandes coisas dizem de ti! Oh, Jerusalm! Veremos-nos outra vez!
     
          1 O casamento judeu era dividido em trs partes: Compromisso, promessa e bodas. Compromisso  feito entre os pais. A promessa  o desposamento feito entre 
os noivos perante o juiz, mas ambos voltam a sua casa. Bodas  o perodo quando o noivo, em sua festa, recebe sua esposa em casa.
     ??
     
     ??
     
     ??
     
     ??
     
